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<p>GRAMÁTICA</p><p>Pontuação</p><p>Livro Eletrônico</p><p>2 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Apresentação .....................................................................................................................................................................3</p><p>Pontuação ............................................................................................................................................................................4</p><p>1. A Pontuação e a Ordem Direta .............................................................................................................................4</p><p>2. A Pontuação e os Termos Ligados ao Nome ...............................................................................................8</p><p>3. As Enumerações ..........................................................................................................................................................9</p><p>4. A Pontuação e outras Funções Sintáticas ..................................................................................................11</p><p>4.1. Vocativo ........................................................................................................................................................................11</p><p>4.2. Aposto .........................................................................................................................................................................12</p><p>5. O Zeugma .......................................................................................................................................................................15</p><p>Questões de Concurso ................................................................................................................................................17</p><p>Gabarito ..............................................................................................................................................................................60</p><p>Gabarito Comentado ....................................................................................................................................................61</p><p>Sumário</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>3 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>ApresentAção</p><p>Já passeamos por alguns assuntos importantes da língua portuguesa, e a disposição dos</p><p>conteúdos não é aleatória! Tudo aquilo que já vimos é completamente necessário para enten-</p><p>der outros assuntos. Na verdade, em gramática, um assunto sempre é pré-requisito para outro.</p><p>Por isso, é preciso estudar de forma orientada.</p><p>O assunto deste PDF só é compreensível se você tiver estudado os assuntos anteriores</p><p>com consciência (principalmente o primeiro). Na verdade, a maior dificuldade das pessoas</p><p>com pontuação reside justamente na falta de pré-requisitos. Entender vírgula não é meramen-</p><p>te saber como colocar uma pontuação, mas entender se a estrutura morfossintática de uma</p><p>sentença depende de pontuação para tornar a informação clara e inteligível.</p><p>Na verdade, a principal finalidade da pontuação na língua portuguesa é esta: CLAREZA. A</p><p>língua falada se vale de vários recursos para garantir que a informação seja transmitida, como</p><p>entonação, expressões faciais e gestos. A língua escrita possui comportamento bem diferen-</p><p>te. As palavras chapadas em um papel não possuem o mesmo potencial comunicativo. Para</p><p>que as mensagens escritas alcancem o receptor de maneira adequada, os sinais de pontuação</p><p>se fazem necessários.</p><p>Antes de entrarmos no conteúdo, faço uma última ressalva: o assunto pontuação costuma</p><p>deixar os alunos ansiosos, por gerar dúvidas frequentemente. Mas eu peço que você “se res-</p><p>peite”. Não queira resolver em algumas linhas os problemas de muitos anos! Para se tornar ex-</p><p>pert em pontuação, faça o seguinte: estude este PDF; faça muitos exercícios sobre o assunto;</p><p>leia textos, tentando identificar a razão da pontuação; por fim, aplique tudo isso na sua escrita.</p><p>É uma técnica que envolve conscientização, internalização e aplicação! Não espere, ao fim da</p><p>leitura deste PDF, já se tornar um craque da pontuação nas redações! Siga o meu passo a pas-</p><p>so, com paciência! O resultado virá!</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>4 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>PONTUAÇÃO</p><p>1. A pontuAção e A ordem diretA</p><p>Desde o PDF 2, estou falando a você acerca da ordem direta da oração (S+V+C+A.Adv.). Ela</p><p>é a base para que você entenda pontuação! Em linhas gerais, o esquema é o seguinte:</p><p>Pontuação</p><p>1 vírgula = separar</p><p>2 vírgulas = intercalar</p><p>Semântica</p><p>Sintática</p><p>Para encerrar</p><p>período → .?!</p><p>SØ VØC(,) A. Adv.</p><p>(cuidado com deslocamentos)</p><p>SØ VØC(,) A. Adv.+ + +</p><p>A. Adn. e C.N. = Vírgula proibida</p><p>Enumeração (mesma função sintática)</p><p>Vocativo (chamamento) → vírgula obrigatória</p><p>Zeugmas (omissão de um termo anteriormente citado)</p><p>Explicar → com pontuação</p><p>Restringir → sem pontuação</p><p>Apostos (X = Y)</p><p>Orações subordinadas</p><p>adjetivas</p><p>A. Adv. deslocados</p><p>CURTO (até 2) = facultativo</p><p>LONGO (3 ou +) = obrigatório</p><p>Em outras palavras: não se separa o sujeito do verbo por vírgula; não se separa o verbo do</p><p>complemento por vírgula. Facultativamente – por razões principalmente estilísticas –, é possí-</p><p>vel separar por vírgula um adjunto adverbial. Tudo isso NA ORDEM DIRETA!</p><p>Obs.: � A pontuação é dividida em três seguimentos: sintático, semântico e estilístico. O que</p><p>frequentemente aparece em prova são os dois primeiros. Isso porque a estilística,</p><p>como o próprio nome diz, revela o estilo de quem escreve, que é individual. Veja a defi-</p><p>nição de estilística, segundo o Houaiss: ramo da linguística que estuda a língua na sua</p><p>função expressiva, analisando o uso dos processos fônicos, sintáticos e de criação</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>5 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>de significados que individualizam estilos. Uma pontuação estilística pode estar além</p><p>das regras, mas encontra justificativa na finalidade do redator. Por isso, pouco aparece</p><p>em provas!</p><p>Veja o exemplo abaixo:</p><p>EXEMPLO</p><p>(1) Os deputados votaram a nova emenda nesta quinta.</p><p>Sobre a pontuação no trecho: nada de vírgula entre “deputados” e “votaram”; nada de vír-</p><p>gula entre “votaram” e “a”. Facultativamente, uma vírgula poderia ser colocada entre “emenda”</p><p>e “nesta”.</p><p>Elias, e se a oração não estiver na ordem direta?</p><p>É a partir de agora que o assunto começa a ficar mais interessante!</p><p>I – O sujeito pode estar em qualquer posição. NÃO SE SEPARA O SUJEITO DO VERBO</p><p>POR VÍRGULA.</p><p>II – Se o complemento verbal (estou falando de OD ou OI) estiver deslocado, pode-se em-</p><p>pregar vírgula (A nova emenda, os deputados votaram nesta quinta). Não preciso nem esclare-</p><p>cer que a forma verbal “pode-se” empregada logo acima indica que a vírgula é facultativa neste</p><p>caso, não é?</p><p>III – Como esclareci no PDF 3, o predicativo do sujeito NÃO é um complemento verbal,</p><p>mas que acaba se comportando como um no que diz respeito ao ordenamento da oração. Em</p><p>ordem direta, o predicativo também não é separado por vírgula. Mas, se deslocado, ele DEVE</p><p>receber vírgula</p><p>mesmo, ecos de pensamento, fantasmas que se movem apenas na lembrança, figuras</p><p>feitas de ar e imaginação.</p><p>(Fernando Sabino. A mulher do vizinho. Adaptado)</p><p>Observe o emprego de dois-pontos na passagem do 4º parágrafo. É correto afirmar que os</p><p>dois-pontos sinalizam a introdução de informação que</p><p>a) contesta informação expressa anteriormente.</p><p>b) esclarece o conceito do autor sobre literatura.</p><p>c) reforça opinião que será apresentada ao leitor.</p><p>d) nega o conteúdo de informação anterior.</p><p>e) complementa e esclarece afirmação precedente.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>30 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>018. (VUNESP/AG ADM/RIB PRETO/PREF RP/2021) Colunista comenta relatório do IPCC sobre</p><p>mudanças climáticas.</p><p>“O que já havia sido previsto vem se materializando com um aumento médio da tem-</p><p>peratura da Terra, chegando-se à conclusão de que esse aumento está chegando antes do</p><p>previsto”, diz Paulo Saldiva em seu comentário sobre o sexto relatório do IPCC (Painel Intergo-</p><p>vernamental sobre Mudanças Climáticas). As consequências são as de que os ciclos hidroge-</p><p>ológicos vão aumentar em sua intensidade e frequência, provocando, de um lado, períodos de</p><p>seca alternados com inundação e, por outro lado, a elevação dos níveis dos mares comprome-</p><p>terá cidades costeiras, assim como a desertificação de algumas regiões afetará a produção de</p><p>alimentos.</p><p>Não bastasse tudo isso, as inundações e o aumento da temperatura vão facilitar o surgi-</p><p>mento de vetores de doenças infecciosas, como dengue, zika, malária ou febre amarela. Aliás,</p><p>em se tratando de saúde, deve-se observar ainda que os extremos de temperatura farão com</p><p>que algumas pessoas com doenças cardiovasculares e respiratórias tenham sua saúde ainda</p><p>mais comprometida, até mesmo com risco de morte.</p><p>Para o colunista, ainda há tempo de reverter esse cenário de caos, embora parte dessas</p><p>alterações, admite, seja irreversível. “Se fizermos tudo certo, vai ser necessário mais de um</p><p>século para que a gente reverta as condições anteriores que nossos antepassados deixaram”.</p><p>(https://jornal.usp.br/radio-usp/445402/, 16.08.21. Adaptado)</p><p>* Hidrogeológico: Relativo ao estudo das águas subterrâneas.</p><p>Na última frase do texto “Se fizermos tudo certo, vai ser necessário mais de um século...” a</p><p>vírgula marca um deslocamento da oração adverbial em relação à oração principal. Assinale a</p><p>alternativa em que a vírgula está empregada com a mesma finalidade:</p><p>a) O aumento de temperatura vai facilitar o surgimento de doenças infecciosas, como a dengue.</p><p>b) Pessoas com doenças cardiovasculares deverão ter mais cuidado, pois poderão sofrer com</p><p>os extremos de temperatura.</p><p>c) Para o colunista, precisamos voltar às condições deixadas por nossos antepassados.</p><p>d) A desertificação de algumas regiões será fato consumado, caso haja mais desequilíbrio nos</p><p>ciclos hidrogeológicos.</p><p>e) Ainda que parte das mudanças climáticas seja irreversível, devemos agir para retardar</p><p>seus efeitos.</p><p>019. (VUNESP/CF/CM/ESFCEX/EVANGÉLICO/2021)</p><p>Pêndulo persa</p><p>Pressionado por coalizão regional e pelos EUA, Irã endurece com novo presidente</p><p>Apesar de promover eleições de forma regular, a teocracia iraniana não é uma democracia.</p><p>Fórum de luminares do regime, o Conselho dos Guardiões veta candidatos inadequados ideo-</p><p>logicamente.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>31 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>De tempos em tempos, contudo, o pêndulo do país persa se move, dando algum sinal</p><p>de vitalidade ao ossificado sistema político da revolução de 1979, que é liderado pelo aiatolá</p><p>Ali Khamenei.</p><p>Assim, alternaram-se moderados como Mohammad Khatami e radicais como Mah-</p><p>moud Ahmadinejad, que foi substituído novamente por um nome mais suave, Hassan Rouha-</p><p>ni, em 2013.</p><p>Na sexta-feira (18/06/2021), 62% dos eleitores escolheram presidente um ultraconser-</p><p>vador, Ebrahim Raisi. O menor comparecimento às urnas da história indica em si um protesto</p><p>contra a natureza do pleito, além de mostrar o impacto da má gestão da pandemia e da repres-</p><p>são a protestos desde 2017.</p><p>O Irã constitui um dos polos vitais do precário equilíbrio estratégico do Oriente Médio,</p><p>e Raisi é uma resposta do seu governo ao cerco sofrido desde 2017, quando Donald Trump</p><p>assumiu o poder.</p><p>O republicano retirou Washington do acordo, de resto problemático, que coibia o desen-</p><p>volvimento de armas nucleares por Teerã.</p><p>Em sua primeira entrevista, Raisi disse a que veio: quer concessões americanas para vol-</p><p>tar a negociar a questão nuclear como deseja Joe Biden, não aceita conversar com o presiden-</p><p>te americano e descarta colocar seus preciosos mísseis balísticos em qualquer negociação.</p><p>Otimistas verão na fala de Raisi abertura para discutir a guerra por procuração contra os sau-</p><p>ditas no Iêmen, mas sob seus termos. Tudo indica que Biden não terá vida fácil com o novo</p><p>presidente.</p><p>(Editorial. Folha de S.Paulo, 21.06.2021)</p><p>Bechara (2019: 610) explica que se emprega a vírgula “para separar as conjunções e advérbios</p><p>adversativos, principalmente quando pospostos”. Essa explicação está corretamente exempli-</p><p>ficada com o trecho:</p><p>a) Apesar de promover eleições de forma regular, a teocracia iraniana não é uma democracia.</p><p>b) Assim, alternaram-se moderados como Mohammad Khatami e radicais como Mahmoud</p><p>Ahmadinejad…</p><p>c) De tempos em tempos, contudo, o pêndulo do país persa se move, dando algum sinal de</p><p>vitalidade…</p><p>d) O Irã constitui um dos polos vitais […] do Oriente Médio, e Raisi é uma resposta do seu go-</p><p>verno ao cerco sofrido desde 2017…</p><p>e) O republicano retirou Washington do acordo, de resto problemático, que coibia o desenvolvi-</p><p>mento de armas nucleares por Teerã.</p><p>020. (VUNESP/CFO/QC/ESFCEX/MAGISTÉRIO DE PORTUGUÊS/2021) Assinale a alternativa</p><p>em que o emprego da vírgula e do ponto e vírgula segue o mesmo princípio observado na pas-</p><p>sagem – O medo é frequente, e o amor, raro. A traição, uma banalidade; a fidelidade, um milagre.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>32 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) Saíam às ruas e se divertiam, felizes. Se chovia, escondiam-se debaixo das marquises; quan-</p><p>do estiava, caminhavam.</p><p>b) Foram acusados de fraude, mais de uma vez. Até agora, nenhum deles se manifestou; a</p><p>rigor, seu silêncio é covardia.</p><p>c) Um era infeliz, e o outro, taciturno. O motivo, mistério; o casamento, um fracasso total.</p><p>d) A vida é passageira e a morte, certa. Afora isso, não há verdade; assim, é aceitar e pronto.</p><p>e) A verdade incomoda, e a mentira fere. No entanto, esta ainda é preferível; aquela, descartável.</p><p>021. (FCC/AL-AP/ASSISTENTE LEGISLATIVO/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2020)</p><p>Novas formas de vida?</p><p>Uma forma radical de mudar as leis da vida é produzir seres completamente inorgâ-</p><p>nicos. Os exemplos mais óbvios são programas de computador e vírus de computador que</p><p>podem sofrer evolução independente.</p><p>O campo da programação genética é hoje um dos mais interessantes no mundo da</p><p>ciência da computação. Esta tenta emular os métodos da evolução genética. Muitos progra-</p><p>madores sonham em criar um programa capaz de aprender e evoluir de maneira totalmente</p><p>independente</p><p>de seu criador. Nesse caso, o programador seria um primum mobile, um primeiro</p><p>motor, mas sua criação estaria livre para evoluir em direções que nem seu criador nem qual-</p><p>quer outro humano jamais poderiam ter imaginado.</p><p>Um protótipo de tal programa já existe – chama-se vírus de computador. Conforme se</p><p>espalha pela internet, o vírus se replica milhões e milhões de vezes, o tempo todo sendo per-</p><p>seguido por programas de antivírus predatórios e competindo com outros vírus por um lugar</p><p>no ciberespaço. Um dia, quando o vírus se replica, um erro ocorre – uma mutação compu-</p><p>tadorizada. Talvez a mutação ocorra porque o engenheiro humano programou o vírus para,</p><p>ocasionalmente, cometer erros aleatórios de replicação. Talvez a mutação se deva a um erro</p><p>aleatório. Se, por acidente, o vírus modificado for melhor para escapar de programas antivírus</p><p>sem perder sua capacidade de invadir outros computadores, vai se espalhar pelo ciberespaço.</p><p>Com o passar do tempo, o ciberespaço estará cheio de novos vírus que ninguém produziu e</p><p>que passam por uma evolução inorgânica.</p><p>Essas são criaturas vivas? Depende do que entendemos por “criaturas vivas”. Mas elas</p><p>certamente foram criadas a partir de um novo processo evolutivo, completamente independen-</p><p>te das leis e limitações da evolução orgânica.</p><p>(Adaptado de HARARI, Yuval Noah. Sapiens, Uma breve história da humanidade.Trad. Janaína Marcoantonio.</p><p>Porto Alegre: L&PM, 38. ed,, 2018, p. 419-420).</p><p>A pontuação está inteiramente adequada no seguinte enunciado</p><p>a) Vista como forma radical, de evolução inorgânica, a propagação de vírus, é um fato da</p><p>computação.</p><p>b) Ao falar do conceito de vida, o autor do texto, previne que seria preciso alargá-lo, tendo em</p><p>vista: o que a ciência tem evoluído.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>33 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) Pergunta-se se seria possível chamar também de vida, essas novas formas mutantes, de</p><p>vírus de computador?</p><p>d) O autor do texto inteira-nos, do desenvolvimento de certos vírus, que constituem um proces-</p><p>so que se dá, inteiramente à margem do nosso controle.</p><p>e) Não deixa de ser assustadora a possibilidade de que nós, criaturas orgânicas, sejamos ca-</p><p>pazes de, a certa altura, concorrermos para uma evolução inorgânica.</p><p>022. (FCC/AL-AP/AUXILIAR LEGISLATIVO/AUXILIAR OPERACIONAL/2020) Texto associado</p><p>1 Que tipo de capitalismo desejamos? Em termos gerais, temos três modelos entre os</p><p>quais escolher.</p><p>2 O primeiro é o “capitalismo de acionistas”, que propõe que o objetivo de uma empresa</p><p>deve ser a maximização dos lucros. O segundo é o “capitalismo de Estado”, que confia ao</p><p>governo a tarefa de estabelecer a direção da economia e ganhou proeminência em países</p><p>emergentes, entre os quais se destaca a China. E há o capitalismo de “stakeholders” (partes</p><p>interessadas), que posiciona as empresas privadas como curadoras dos interesses da socie-</p><p>dade e representa a melhor resposta aos atuais desafios ambientais.</p><p>3 O capitalismo de acionistas, o modelo hoje dominante, ganhou terreno nos EUA, na dé-</p><p>cada de 1970, e expandiu sua influência nas décadas seguintes. Sua ascensão não deixa de</p><p>ter méritos. Durante seu período de maior êxito, milhões prosperaram, à medida que empresas</p><p>abriam mercados e criavam empregos em busca do lucro.</p><p>4 Mas essa não é toda a história. Os defensores do capitalismo de acionistas negligenciam</p><p>o fato de que uma empresa de capital aberto não é apenas uma entidade que busca lucros,</p><p>mas também um organismo social.</p><p>5 Muitos perceberam que essa forma de capitalismo já não é sustentável. Um provável</p><p>motivo é o efeito “Greta Thunberg”. A jovem ativista sueca nos recorda que a adesão ao atual</p><p>sistema econômico representa uma traição às futuras gerações, por sua falta de sustentabi-</p><p>lidade ambiental. Outro motivo (correlato) é que muitos jovens já não querem trabalhar para</p><p>empresas cujos valores se limitem à maximização do lucro. Por fim, executivos e investidores</p><p>começaram a reconhecer que seu sucesso em longo prazo está intimamente ligado ao de seus</p><p>clientes, empregados e fornecedores.</p><p>6 Manifestando-se favoravelmente ao estabelecimento do capitalismo de stakeholders</p><p>como novo modelo dominante, está sendo lançando um novo Manifesto de Davos, que diz que</p><p>as empresas devem mostrar tolerância zero à corrupção e sustentar os direitos humanos em</p><p>toda a extensão de suas cadeias mundiais de suprimento.</p><p>7 Mas, para defender os princípios do capitalismo de stakeholders, as empresas precisarão</p><p>de novos indicadores. De início, um novo indicador de “criação de valor compartilhado” deveria</p><p>incluir metas ecológicas e sociais como complemento aos indicadores financeiros.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>34 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>8 Ademais, as grandes empresas deveriam compreender que elas são partes interessadas</p><p>em nosso futuro comum. Elas deveriam trabalhar com outras partes interessadas a fim de</p><p>melhorar a situação do mundo em que operam. Na verdade, esse deveria ser seu propósito</p><p>definitivo.</p><p>9 Os líderes empresariais têm neste momento uma grande oportunidade. Ao dar significa-</p><p>do concreto ao capitalismo de stakeholders, podem ir além de suas obrigações legais e cum-</p><p>prir seu dever para com a sociedade. Se eles desejam deixar sua marca no planeta, não existe</p><p>outra alternativa.</p><p>(Adaptado de: SCHWAB, Klaus. Tradução: Paulo Migliacci. Disponível em: www1.folha.uol.com.br)</p><p>A supressão da vírgula altera o sentido da seguinte frase:</p><p>a) O segundo é o “capitalismo de Estado”, que confia ao governo a tarefa de estabelecer a di-</p><p>reção da economia.</p><p>b) milhões prosperaram, à medida que empresas abriam mercados.</p><p>c) Por fim, executivos e investidores começaram a reconhecer que seu sucesso em longo pra-</p><p>zo está intimamente ligado ao de seus clientes.</p><p>d) De início, um novo indicador de “criação de valor compartilhado” deveria incluir metas</p><p>ecológicas.</p><p>e) Na verdade, esse deveria ser seu propósito definitivo.</p><p>023. (FCC/TJ-MA/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES/2019)</p><p>Como assistiremos a filmes daqui a 20 anos?</p><p>Com muitos cineastas trocando câmeras tradicionais por câmeras 360 (que capturam</p><p>vistas de todos os ângulos), o momento atual do cinema é comparável aos primeiros anos</p><p>intensamente experimentais dos filmes no final do século 19 e início do século 20.</p><p>Uma série de tecnologias em rápido desenvolvimento oferece um potencial incrível para</p><p>o futuro dos filmes – como a realidade aumentada, a inteligência artificial e a capacidade cada</p><p>vez maior de computadores de criar mundos digitais detalhados.</p><p>Como serão os filmes daqui a 20 anos? E como as histórias cinematográficas do futuro</p><p>diferem das experiências disponíveis hoje? De acordo com o guru da realidade virtual e artista</p><p>Chris Milk, os filmes do futuro oferecerão experiências imersivas sob medida. Eles serão capa-</p><p>zes de “criar uma história em tempo real que é só para você, que satisfaça exclusivamente a</p><p>você e o que você gosta ou não”, diz ele.</p><p>(Adaptado de: BUCKMASTER, Luke. Disponível em: www.bbc.com)</p><p>No 2º parágrafo, a informação introduzida pelo travessão corresponde a</p><p>a) uma síntese das consequências da revolução ocorrida no cinema recentemente.</p><p>b) uma explicação das técnicas da maior parte das produções cinematográficas atuais.</p><p>c) uma exemplificação das tecnologias que terão impacto sobre o futuro dos filmes.</p><p>d) um apanhado das produções cinematográficas</p><p>que se destacaram por serem inovadoras.</p><p>e) uma ressalva sobre os aspectos positivos dos avanços técnicos da linguagem do cinema.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>35 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>024. (FCC/PREFEITURA DE MANAUS-AM/ASSISTENTE TÉCNICO DE TECNOLOGIA DA INFOR-</p><p>MAÇÃO/PROGRAMADOR/2019)</p><p>1 Por boa parte da história humana, a privacidade estava pouco presente na vida da maio-</p><p>ria das pessoas. Não existiam expectativas de que uma porção significativa da vida transcor-</p><p>resse distante dos olhares alheios.</p><p>2 A difusão da privacidade em escala maciça, com certeza uma das realizações mais im-</p><p>pressionantes da civilização moderna, dependeu de outra realização, ainda mais impressio-</p><p>nante: a criação da classe média. Só nos últimos 300 anos, quando a maior parte das pessoas</p><p>obtiveram os meios financeiros para controlar o ambiente físico, as normas, e eventualmente</p><p>os direitos, de privacidade vieram a surgir.</p><p>3 A conexão histórica entre a privacidade e a riqueza ajuda a explicar por que a privacidade</p><p>está sob ataque hoje. A situação nos faz recordar que ela não é um traço básico da existência</p><p>humana, mas sim um produto de determinado arranjo econômico − e portanto um estado de</p><p>coisas transitório.</p><p>4 Hoje as forças da criação de riqueza já não favorecem a expansão da privacidade, mas</p><p>trabalham para solapá-la. Testemunhamos a ascensão daquilo que a socióloga Shoshanna</p><p>Zuboff define como “capitalismo de vigilância” − a transformação de nossos dados pessoais</p><p>em mercadoria por gigantes da tecnologia. Encaramos um futuro no qual a vigilância ativa é</p><p>uma parte tão rotineira das transações que se tornou praticamente inescapável.</p><p>5 Como nossas experiências com a mídia social têm deixado claro, agimos diferente quan-</p><p>do sabemos estar sendo observados. A privacidade é a liberdade de agir sem ser observado,</p><p>e assim, em certo sentido, de sermos quem realmente somos − não o que desejamos que os</p><p>outros pensem que somos. A maioria deseja maior proteção à sua privacidade. Porém, isso</p><p>requererá a criação de diversas leis.</p><p>(Adaptado de: The New York Times. Tradução de Paulo Migliacci.</p><p>Disponível em: www.folha.uol.com.br)</p><p>Atente ao que se afirma abaixo a respeito da pontuação do texto.</p><p>I – O travessão que antecede o segmento não o que desejamos que os outros pensem que so-</p><p>mos (5º parágrafo) pode ser substituído por vírgula, sem prejuízo da correção.</p><p>II – Sem prejuízo da correção e do sentido, uma vírgula pode ser inserida imediatamente após</p><p>o termo “expectativas” no segmento: Não existiam expectativas de que uma porção significativa</p><p>da vida transcorresse distante dos olhares alheios (1º parágrafo).</p><p>III – O travessão que antecede o segmento a transformação de nossos dados pessoais em mer-</p><p>cadoria por gigantes da tecnologia (4º parágrafo) pode ser substituído por dois-pontos, sem</p><p>prejuízo da correção.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em:</p><p>a) I.</p><p>b) I e III.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>36 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) I e II.</p><p>d) III.</p><p>e) II e III.</p><p>025. (FCC/SANASA CAMPINAS/AGENTE TÉCNICO DE HIDROMECÂNICA/MECÂNICO/2019)</p><p>Texto associado</p><p>De cedo, aprendi a subir ladeira e a pegar bonde andando. Posso dizer, com humildade</p><p>orgulhosa, que tive morros e bondes no meu tempo de menino.</p><p>Nossa pobreza não era envergonhada. Ainda não fora substituída pela miséria nos mor-</p><p>ros pobres, como o da Geada. Que tinha esse nome a propósito: lá pelos altos do Jaguaré,</p><p>quando fazia muito frio, no morro costumava gear. Tínhamos um par de sapatos para o domin-</p><p>go. Só. A semana tocada de tamancos ou de pés no chão.</p><p>Não há lembrança que me chegue sem os gostos. Será difícil esquecer, lá no morro, o</p><p>gosto de fel de chá para os rins, chá de carqueja empurrado goela abaixo pelas mãos de minha</p><p>bisavó Júlia. Havia pobreza, marcada. Mas se o chá de carqueja me descia brabo pela goela,</p><p>como me é difícil esquecer o gosto bom do leite quente na caneca esmaltada estirada, amoro-</p><p>samente, também no morro da Geada, pelas mãos de minha avó Nair.</p><p>A miséria não substituíra a pobreza. E lá no morro da Geada, além do futebol e do jogo</p><p>de malha, a gente criava de um tudo. Havia galinha, cabrito, porco, marreco, passarinho, e</p><p>a natureza criava rolinha, corruíra, papa-capim, andorinha, quanto. Tudo ali nos Jaguarés, no</p><p>morro da Geada, sem água encanada, com luz só recente, sem televisão, sem aparelho de som</p><p>e sem inflação.</p><p>Nenhum de nós sabia dizer a palavra solidariedade. Mas, na casa do tio Otacílio, cria-</p><p>vam-se até filhos dos outros, e estou certo que o nosso coração era simples, espichado e</p><p>melhor. Não desandávamos a reclamar da vida, não nos hostilizávamos feito possessos, tocá-</p><p>vamos a pé pra baixo e pra cima e, quando um se encontrava com o outro, a gente não dizia:</p><p>“Oi!”. A gente se saudava, largo e profundo: − Ô, batuta*!</p><p>*batuta: amigo, camarada.</p><p>(Texto adaptado. João Antônio. Meus tempos de menino. In: WERNEK, Humberto (org.). Boa companhia: crôni-</p><p>cas. São Paulo, Companhia das Letras, 2005, p. 141-143)</p><p>No segmento... morros pobres, como o da Geada. Que tinha esse nome a propósito: lá pelos</p><p>altos do Jaguaré, quando fazia muito frio, no morro costumava gear (2º parágrafo), o sinal de</p><p>dois-pontos introduz</p><p>a) uma ressalva.</p><p>b) uma citação.</p><p>c) um esclarecimento.</p><p>d) uma contradição.</p><p>e) um resumo.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>37 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>026. (FCC/TRF-3ª REGIÃO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ADMINISTRATIVA/2019) Texto associado</p><p>1 Existe uma enfermidade moderna que afeta dois terços dos adultos. Seus sintomas</p><p>incluem falta de apetite, dificuldade para controlar o peso, baixa imunidade, flutuações de hu-</p><p>mor, entre outros. Essa enfermidade é a privação de sono crônica, que vem crescendo na estei-</p><p>ra de dispositivos que emitem luz azul.</p><p>2 Por milênios, a luz azul existiu apenas durante o dia. Velas e lenha produziam luz ama-</p><p>relo-avermelhada e não havia iluminação artificial à noite. A luz do fogo não é problema porque</p><p>o cérebro interpreta a luz vermelha como sinal de que chegou a hora de dormir. Com a luz azul</p><p>é diferente: ela sinaliza a chegada da manhã.</p><p>3 Assim, um dos responsáveis pelo declínio da qualidade do sono nas duas últimas</p><p>décadas é a luz azulada que emana de aparelhos eletrônicos; mas um dano ainda maior acon-</p><p>tece quando estamos acordados, fazendo um malabarismo obsessivo com computadores e</p><p>smartphones.</p><p>4 A maioria das pessoas passam de uma a quatro horas diárias em seus dispositivos</p><p>eletrônicos - e muitos gastam bem mais que isso. Não é problema de uma minoria. Pesqui-</p><p>sadores nos aconselham a usar o celular por menos de uma hora diariamente. Mas o uso</p><p>excessivo do aparelho é tão predominante que os pesquisadores cunharam o termo “nomofo-</p><p>bia” (uma abreviatura da expressão inglesa no-mobile-phobiaj para descrever a fobia de ficar</p><p>sem celular.</p><p>5 O cérebro humano exibe diferentes padrões de atividade para diferentes experiências.</p><p>Um deles retrata reações cerebrais de um viciado em jogos eletrônicos. “Comportamentos</p><p>viciantes ativam o centro de recompensa do cérebro”,</p><p>afirma Claire Gillan, neurocientista que</p><p>estuda comportamentos obsessivos. “Contanto que a conduta acarrete recompensa, o cére-</p><p>bro a tratará da mesma maneira que uma droga”.</p><p>(Adaptado de: ALTER, Adam. Irresistível. São Paulo: Objetiva, edição digital)</p><p>A respeito da pontuação do texto, afirma-se corretamente:</p><p>a) No trecho Essa enfermidade é a privação de sono crônica, que vem crescendo na esteira de</p><p>dispositivos que emitem luz azul (1º parágrafo), uma vírgula pode ser colocada imediatamente</p><p>após “dispositivos”, sem prejuízo da correção e do sentido.</p><p>b) No trecho - e muitos gastam bem mais que isso (4º parágrafo), o sinal de travessão introduz</p><p>uma oposição.</p><p>c) No segmento Por milênios, a luz azul existiu apenas durante o dia (2º parágrafo), a vírgula</p><p>indica mudança de sujeito.</p><p>d) Sem prejuízo da correção, no segmento Com a luz azul é diferente: ela sinaliza a chega-</p><p>da da manhã (2º parágrafo), o sinal de dois-pontos pode ser substituído por pois, precedido</p><p>de vírgula.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>38 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>e) Em Seus sintomas incluem falta de apetite, dificuldade para controlar o peso, baixa imunidade</p><p>e flutuações de humor (1º parágrafo), as vírgulas isolam um segmento explicativo.</p><p>027. (FCC/MPE-MT/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2019)</p><p>[Nossa quota de felicidade]</p><p>Os últimos 500 anos testemunharam uma série de revoluções de tirar o fôlego. A Terra</p><p>foi unida em uma única esfera histórica e ecológica. A economia cresceu exponencialmente,</p><p>e hoje a humanidade desfruta do tipo de riqueza que só existia nos contos de fadas. A ciência</p><p>e a Revolução Industrial deram à humanidade poderes sobre-humanos e energia praticamente</p><p>sem limites. A ordem social foi totalmente transformada, bem como a política, a vida cotidiana</p><p>e a psicologia humana.</p><p>Mas somos mais felizes? A riqueza que a humanidade acumulou nos últimos cinco</p><p>séculos se traduz em contentamento? A descoberta de fontes de energia inesgotáveis abre</p><p>diante de nós depósitos inesgotáveis de felicidade? Voltando ainda mais tempo, os cerca de</p><p>70 milênios desde a Revolução Cognitiva tornaram o mundo um lugar melhor para se viver? O</p><p>falecido astronauta Neil Armstrong, cuja pegada continua intacta na Lua sem vento, foi mais</p><p>feliz que os caçadores-coletores anônimos que há 30 mil anos deixaram suas marcas de mão</p><p>em uma parede na caverna? Se não, qual o sentido de desenvolver agricultura, cidades, escrita,</p><p>moeda, impérios, ciência e indústria?</p><p>Os historiadores raramente fazem essas perguntas. Mas essas são as perguntas mais</p><p>importantes que podemos fazer à história. A maioria dos programas ideológicos e políticos</p><p>atuais se baseia em ideias um tanto frágeis no que concerne à fonte real de felicidade humana.</p><p>Em uma visão comum, as capacidades humanas aumentaram ao longo da história. Conside-</p><p>rando que os humanos geralmente usam suas capacidades para aliviar sofrimento e satisfazer</p><p>aspirações, decorre que devemos ser mais felizes que nossos ancestrais medievais e que es-</p><p>tes devem ter sido mais felizes que os caçadores-coletores da Idade da Pedra. Mas esse relato</p><p>progressista não convence.</p><p>(Adaptado de HARARI, Yuval Noah. Sapiens – Uma breve história da humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio.</p><p>Porto Alegre, RS: L&PM, 2018, p. 386-387)</p><p>A interrogação Mas somos mais felizes?, que abre o 2º parágrafo do texto, tem como função</p><p>a) ponderar sobre um conceito que tem preocupado exageradamente a filosofia e as artes.</p><p>b) ratificar o que houve de mais positivo nas conquistas da humanidade nos últimos 500 anos.</p><p>c) associar o progressivo índice da felicidade humana aos feitos da ciência e da economia.</p><p>d) introduzir criticamente um conceito sempre subestimado ao longo da nossa civilização.</p><p>e) abrir uma linha de raciocínio que desqualifica as supostas conquistas da tecnologia.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>39 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>028. (FCC/METRÔ-SP/ANALISTA DESENVOLVIMENTO GESTÃO JÚNIOR/ADMINISTRAÇÃO DE</p><p>EMPRESAS/2019)</p><p>1. Sem deixar de reconhecer seus méritos, o crítico Richard Brody classificou “Parasita”,</p><p>do coreano Bong Joon-ho, como um filme conservador. Entre outras coisas, por expressar a</p><p>urgência de uma correção da ordem social e econômica, sem romper com as regras do entre-</p><p>tenimento comercial.</p><p>2. Já entendemos que as coisas perderam o rumo, mas continuamos caminhando para o</p><p>precipício. Bong se apoia nesse consenso para transmitir uma parábola admonitória que nos</p><p>faz rir ao mesmo tempo que nos confronta com nosso próprio suicídio.</p><p>3. Ortega y Gasset dizia que a comédia era um gênero que confirmava o poder do que já</p><p>está estabelecido: o indivíduo que se encontra fora das estruturas torna-se ridículo, cômico.</p><p>Bong inverte a lógica. Ridículo é quem ainda acredita na normalidade das estruturas.</p><p>4. Já nos primeiros minutos, o protagonista, filho de uma família de párias, considera, dian-</p><p>te da miséria à sua volta, o quanto “tudo é metafórico”. Na comédia proposta por Bong, para</p><p>falar do estado insustentável da desigualdade no mundo, as metáforas são evidentes. Rimos</p><p>do que já entendemos.</p><p>5. O filme opõe uma família de desempregados, condenados a viver como parasitas, a uma</p><p>família de ricos frívolos, enredados em pequenas neuroses e ambições previsíveis, entre os</p><p>muros que os separam da realidade.</p><p>6. Atentos às menores chances de sobrevivência, em pouco tempo pai, mãe e os dois filhos</p><p>da família pobre estarão ocupando cargos de confiança na casa dos ricos, graças a uma série</p><p>de circunstâncias.</p><p>7. A casa onde vivem os ricos, representativa de uma tradição moderna de elegância e con-</p><p>forto minimalista, é mal-assombrada, a julgar pelas visões do filho menor.</p><p>8. O que se instila na parábola de Bong Joon-ho é um conservadorismo estético. É fato que</p><p>o estado político, social e econômico do mundo desautorizou as ambições da modernidade. A</p><p>casa da família rica, em seu empenho modernista, não só não resolve a desigualdade econô-</p><p>mica como a esconde, encobre, transforma-a em fantasma.</p><p>9. Mesmo ironizando o projeto modernista, o cineasta não rompe, por razões táticas, com</p><p>as regras do sistema de entretenimento que acompanha essa mesma ordem desigual. É como</p><p>se o discurso artístico também precisasse reduzir-se ao mais básico e consensual entendi-</p><p>mento das coisas (as metáforas imediatamente reconhecíveis por todos), evitando as contra-</p><p>dições e o mistério que são a matéria de uma arte de ruptura.</p><p>10. Em “Parasita” não há desejo de ruptura nem revolução. Com a ponderação típica de um</p><p>conto moral, ele nos exorta a salvar o que ainda não desmoronou.</p><p>(Adaptado de: CARVALHO, Bernardo. Disponível em: www.folha.uol.com.br)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>40 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Ortega y Gasset dizia que a comédia era um gênero que confirmava o poder do que já está esta-</p><p>belecido: o indivíduo que se encontra fora das estruturas torna-se ridículo, cômico. (3ºparágrafo)</p><p>No trecho acima, o sinal de dois-pontos pode ser substituído, sem prejuízo do sentido, por:</p><p>a) conquanto, precedido</p><p>de vírgula.</p><p>b) mas, precedido de vírgula.</p><p>c) cujo.</p><p>d) à medida que.</p><p>e) pois, precedido de vírgula.</p><p>029. (FCC/BANRISUL/ESCRITURÁRIO/2019)</p><p>[Retratos fiéis]</p><p>Não sei por que motivo há de a gente desenhar tão objetivamente as coisas: o galho</p><p>daquela árvore exatamente na sua inclinação de quarenta e três graus, o casaco daquele ho-</p><p>mem justamente com as ruguinhas que no momento apresenta, e o próprio retratado com</p><p>todos seus pés-de-galinha minuciosamente contadinhos... Para isso já existe há muito tempo</p><p>a fotografia, com a qual jamais poderemos competir em matéria de objetividade.</p><p>Se, para contrabalançar minhas lacunas, me houvesse Deus concedido o invejável dom</p><p>da pintura, eu seria um pintor lírico (o adjetivo não é bem apropriado, mas vai esse mesmo en-</p><p>quanto não ocorrer outro). Quero dizer, o modelo serviria tão só do ponto de partida. O restante</p><p>eu transfiguraria em conformidade com meu desejo de fantasia e poder de imaginação.</p><p>(Adaptado de: QUINTANA, Mário. Na volta da esquina. Porto Alegre: Globo, 1979, p. 88)</p><p>Atente para as seguintes frases:</p><p>I – Há muito tempo valorizam-se os fotógrafos, que suplantaram os maus pintores.</p><p>II – Desde o século passado, pintores e fotógrafos disputam a fidelidade ao real.</p><p>III – Dentro de poucos dias, farei uma visita à sua exposição de fotos.</p><p>A supressão da vírgula altera o sentido do que está em</p><p>a) I, II e III.</p><p>b) I e II, apenas.</p><p>c) I e III, apenas.</p><p>d) I e III, apenas.</p><p>e) I, apenas.</p><p>030. (FCC/SABESP/PROGRAMA DE APRENDIZAGEM DE ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2019)</p><p>Atenção: Leia a crônica a seguir para responder a questão.</p><p>O substituto da vida</p><p>Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me sentava a ela,</p><p>punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de escrever, tirava o papel, lia o que es-</p><p>crevera, fazia eventuais emendas e, se fosse o caso, batia o texto a limpo. Relia-o para ver se</p><p>era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria e ia à vida.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>41 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da editoria de</p><p>esporte, paquerar a diagramadora do caderno de turismo, ir à esquina comer um pastel. Se</p><p>estivesse numa das fases de trabalhar em casa, ao terminar de escrever eu fechava a máquina</p><p>e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia. Só reabria a máquina no</p><p>dia seguinte.</p><p>Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de mensagens</p><p>para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo às que precisam de res-</p><p>posta, eu próprio mando mensagens inúteis, entro em jornais e revistas on-line. Quando me</p><p>dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.</p><p>Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a agenda, o tele-</p><p>fone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos, a câmera de cinema, o DVD,</p><p>o correio, a secretária eletrônica, o relógio de pulso, o despertador, o gravador, o rádio, a TV, o</p><p>CD, a bússola, os mapas, a vida. É por isto que nem chego perto dele – temo que me substi-</p><p>tua também.</p><p>(Adaptado de: CASTRO, Ruy. A arte de querer bem. Rio de Janeiro, Estação Brasil, 2018, p. 67-68)</p><p>... eu me sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de escrever,</p><p>tirava o papel, lia o que escrevera, fazia eventuais emendas... (1º parágrafo)</p><p>Nesse trecho, as vírgulas servem ao propósito de</p><p>a) apresentar atividades tidas como hipotéticas.</p><p>b) ordenar fatos em uma hierarquia, do mais ao menos importante.</p><p>c) encadear eventos que ocorrem em concomitância.</p><p>d) separar ações que se sucedem cronologicamente.</p><p>e) listar acontecimentos que se ligam aleatoriamente.</p><p>031. (FCC/SABESP/ESTAGIÁRIO/ENSINO MÉDIO/TÉCNICO) Texto associado</p><p>Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,</p><p>Depois da Luz se segue a noite escura,</p><p>Em tristes sombras morre a formosura,</p><p>Em contínuas tristezas, a alegria.</p><p>Porém, se acaba o Sol, por que nascia?</p><p>Se é tão formosa a Luz, por que não dura?</p><p>Como a beleza assim se transfigura?</p><p>Como o gosto da pena assim se fia?</p><p>Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,</p><p>Na formosura não se dê constância,</p><p>E na alegria sinta-se tristeza.</p><p>Começa o mundo enfim pela ignorância,</p><p>E tem qualquer dos bens por natureza</p><p>A firmeza somente na inconstância.</p><p>(MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 336)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>42 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Verifica-se emprego de vírgula para indicar a elipse do verbo no seguinte verso:</p><p>a) Em contínuas tristezas, a alegria. (1ª estrofe)</p><p>b) Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, (1ª estrofe)</p><p>c) Porém, se acaba o Sol, por que nascia? (2ª estrofe)</p><p>d) Se é tão formosa a Luz, por que não dura? (2ª estrofe)</p><p>e) Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza, (3ª estrofe)</p><p>032. (FCC/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SP/TÉCNICO EM ENFERMAGEM/2019)</p><p>Atenção: Considere o texto abaixo para responder a questão.</p><p>Óleo e água não se misturam: a solução é reciclar</p><p>Sabe aquela coxinha, frango a passarinho ou a deliciosa e crocante batata frita? Tudo</p><p>é muito saboroso, mas a gordura utilizada no preparo desses alimentos pode causar muitos</p><p>problemas, principalmente se for jogada na pia ou nos ralos.</p><p>Um litro de óleo pode contaminar até vinte e cinco mil litros de água. Isso porque suas</p><p>substâncias não se dissolvem na água e, quando despejadas nos cursos d’água, causam des-</p><p>controle do oxigênio e a morte de peixes e outras espécies. Em contato com o solo, há conta-</p><p>minação e mais sujeira.</p><p>Ao lançar o óleo de cozinha na pia, vaso sanitário ou ralo, o resíduo acumula-se nas</p><p>paredes dos canos e retém outros materiais que passam pelo local. Além de entupimentos,</p><p>haverá “infarto” do sistema de esgoto com sérios problemas para manutenção das redes e</p><p>custos mais altos para fazer consertos e reparos. Os custos do tratamento de água também</p><p>aumentam, e a solução está na consciência e reciclagem do óleo. Você pode acumular o que</p><p>sobrou em garrafas de plástico e levar nos postos de reciclagem que dão um destino adequa-</p><p>do ao material e evitam sérios problemas para sua casa e ao meio ambiente.</p><p>Outra coisa: não se esqueça, lugar de lixo é no lixo. Evite jogar fraldas descartáveis, bitu-</p><p>cas de cigarro, restos de alimentos, absorventes ou qualquer outro material no vaso sanitário,</p><p>pias ou ralos, pois toda a sujeira volta para sua casa, provoca entupimentos e traz mais prejuí-</p><p>zos para o meio ambiente e sua família.</p><p>E como armazenar e coletar o óleo usado em casa? Após utilizar o óleo, deixe esfriar</p><p>por pelo menos 30 minutos. Com a ajuda de um funil, coloque o material em uma garrafa de</p><p>plástico e feche-a bem para evitar vazamentos, odores e insetos. Quando armazenar uma boa</p><p>quantidade, leve as garrafas a um ponto de coleta.</p><p>(Texto adaptado. Original em: http://site.sabesp.com.br)</p><p>Com a ajuda de um funil, coloque o material em uma garrafa de plástico e feche-a bem para evi-</p><p>tar vazamentos, odores e insetos (5º parágrafo)</p><p>Após a alteração na pontuação, a frase acima fica correta e com o sentido preservado em:</p><p>a) Com a ajuda de um funil, coloque o material em uma garrafa de plástico e feche-a bem, para</p><p>evitar vazamentos, odores e insetos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução,</p><p>cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>43 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>b) Com a ajuda de um funil, coloque o material, em uma garrafa de plástico e feche-a bem para</p><p>evitar vazamentos, odores e insetos.</p><p>c) Com a ajuda de um funil coloque o material em, uma garrafa de plástico e feche-a, bem para</p><p>evitar vazamentos, odores e insetos.</p><p>d) Com a ajuda de um funil coloque, o material em uma garrafa de plástico e feche-a bem para</p><p>evitar vazamentos, odores e insetos.</p><p>e) Com a ajuda, de um funil coloque o material em uma garrafa de plástico e feche-a bem para</p><p>evitar vazamentos, odores e insetos.</p><p>033. (FCC/SABESP/ESTAGIÁRIO/ENSINO SUPERIOR/2019)</p><p>Preparativos de Viagem</p><p>Vários dos seus amigos mortos dão hoje nome a</p><p>ruas e praças.</p><p>Ele próprio se sente um pouco póstumo quando</p><p>conversa com gente jovem.</p><p>Dos passeios, raros, a melhor parte é a volta para</p><p>casa.</p><p>As pessoas lhe parecem barulhentas e vulgares.</p><p>Ele sabe de antemão tudo quanto possam dizer.</p><p>Nos sonhos, os dias da infância são cada vez</p><p>mais nítidos e fatos aparentemente banais do</p><p>seu passado assumem uma significância que intriga.</p><p>O vivido e o sonhado se misturam agora sem lhe causar espécie.</p><p>É como se anunciassem um estado de coisas</p><p>cuja possível iminência não traz susto.</p><p>Só curiosidade. E um estranho sentimento de justeza.</p><p>(Adaptado de: PAES, José Paulo. Melhores poemas. São Paulo, Global Editora, 7ª edição, 2012, edição digital)</p><p>Ele próprio se sente um pouco póstumo quando // conversa com gente jovem.</p><p>Uma redação alternativa, em prosa, para os versos acima, que apresenta pontuação corre-</p><p>ta, está em:</p><p>a) Ele próprio, se sente um pouco póstumo quando conversa, com gente jovem.</p><p>b) Ele próprio se sente, um pouco póstumo, quando conversa com gente jovem.</p><p>c) Ele próprio, quando conversa com gente jovem se sente um pouco póstumo.</p><p>d) Quando conversa, com gente jovem ele próprio se sente, um pouco póstumo.</p><p>e) Quando conversa com gente jovem, ele próprio se sente um pouco póstumo.</p><p>034. (FCC/SANASA CAMPINAS/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/ANÁLISE E DE-</p><p>SENVOLVIMENTO/2019) Texto associado</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>44 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>A atual revolução tecnológica lança, a cada ano, novas formas de leitura, mudando não</p><p>só o modo como a literatura é distribuída, mas também como é escrita, à medida que os auto-</p><p>res se ajustam a essas novas realidades. Ao mesmo tempo, alguns dos termos que começa-</p><p>mos a usar recentemente parecem momentos anteriores da longa história da literatura.</p><p>Hoje, muitos já leem em uma tela. No dispositivo, o leitor irá virar páginas ou rolar um</p><p>texto. Dois milênios após o rolo de papiro ter dado lugar ao livro de pergaminho, esse movi-</p><p>mento de rolagem voltou, visto que a infindável sequência de palavras armazenadas pelos</p><p>computadores está mais próxima de um pergaminho do que de páginas separadas. E, como</p><p>os antigos escribas, mais uma vez nos sentamos curvados sobre “tabuletas”. A narração oral</p><p>também retornou. Como bem se sabe, palavras “escritas” podem ser apenas ouvidas em um</p><p>dispositivo de áudio.</p><p>Mas a revolução tecnológica por si só não assegura o futuro da literatura. A única ga-</p><p>rantia de sobrevivência de uma obra é o uso contínuo: um texto precisa permanecer relevante</p><p>o suficiente e ser lido, traduzido, transcrito e transcodificado pelas gerações futuras para per-</p><p>sistir ao longo do tempo.</p><p>(Adaptado de: PUCHNER, Martin. O mundo da escrita. Trad. Pedro Maia Soares. São Paulo: Companhia das</p><p>Letras, 2018, edição digital)</p><p>Considere as afirmativas abaixo.</p><p>I – No contexto, os dois-pontos (3º parágrafo) podem ser substituídos por “pois”, precedido de</p><p>vírgula, sem prejuízo do sentido.</p><p>II – As vírgulas isolam o aposto explicativo em E, como os antigos escribas, mais uma vez nos</p><p>sentamos... (2º parágrafo).</p><p>III – O verbo “rolar” no segmento rolar um texto (2º parágrafo) é um exemplo dos termos a que</p><p>o autor se refere no 1º parágrafo.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em:</p><p>a) II e III.</p><p>b) III.</p><p>c) I e II.</p><p>d) I e III.</p><p>e) I.</p><p>035. (FCC/MPE-MT/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2019) Assinale a alternativa certa:</p><p>a) A ideia mesma de felicidade parece ter bem pouca relevância, no curso da caminhada da</p><p>civilização.</p><p>b) Ao longo dos últimos cinco séculos, ocorreram revoluções cruciais na história da humanidade.</p><p>c) Para muitos homens, não faz sentido indagar sobre o teor de felicidade que deveria acom-</p><p>panhar o progresso.</p><p>d) A pouca gente ocorre indagar sobre o sentido do progresso, que atinge uns poucos pri-</p><p>vilegiados.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>45 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>e) Na argumentação do autor, o sentido de progresso civilizacional merece ser amplamente</p><p>discutido.</p><p>036. (FCC/SEMEF MANAUS-AM/ASSISTENTE TÉCNICO FAZENDÁRIO/2019) Texto associado</p><p>1. A ideia do triunfo da democracia ficou associada à obra de Francis Fukuyama. Em</p><p>controverso ensaio publicado nos anos 1980, Fukuyama afirmava que o encerramento da</p><p>Guerra Fria levaria à “universalização da democracia liberal ocidental como forma definitiva</p><p>de governo humano”. O triunfo da democracia, proclamou numa frase que veio a condensar o</p><p>otimismo de 1989, marcaria o “fim da história”.</p><p>2. Muitos criticaram Fukuyama por sua suposta ingenuidade. Alguns alegavam que a</p><p>democracia liberal estava longe de ser implementada em larga escala, porquanto muitos paí-</p><p>ses se mostrariam resistentes a essa ideia importada do Ocidente. Outros afirmavam que era</p><p>cedo para prever que tipo de avanço a engenhosidade humana seria capaz de conceber: talvez</p><p>a democracia liberal fosse apenas o prelúdio de outras formas de governo, mais justas e es-</p><p>clarecidas.</p><p>3. A despeito das críticas sofridas, o pressuposto fundamental de Fukuyama se revelou</p><p>de enorme influência. A maioria dos cientistas políticos acreditava que a democracia liberal</p><p>permaneceria inabalável em certos redutos, ainda que o sistema não triunfasse no mundo</p><p>todo. Na verdade, a maior parte dos cientistas políticos, embora evitando fazer grandes gene-</p><p>ralizações sobre o fim da história, chegou mais ou menos à mesma conclusão de Fukuyama.</p><p>4. Impressionados com a estabilidade das democracias ricas, cientistas políticos come-</p><p>çaram a conceber a história do pós-guerra como um processo de consolidação democrática.</p><p>Para sustentar uma democracia duradoura, o país devia atingir níveis altos de riqueza e edu-</p><p>cação. Tinha de construir uma sociedade civil forte e assegurar a neutralidade de instituições</p><p>de Estado fundamentais. Todos esses objetivos frequentemente se revelaram fugidios. Mas a</p><p>recompensa que acenava no horizonte era tão valiosa quanto perene. A consolidação demo-</p><p>crática, segundo essa visão, era uma via de mão única.</p><p>(Adaptado de: MOUNK, Yascha. O povo contra a democracia. Trad. Cássio de Arantes Leite e Débora Landsberg.</p><p>São Paulo: Companhia das Letras, 2018, edição digital.)</p><p>Quanto à pontuação e ao emprego de crase, está plenamente correta a frase que se encontra em:</p><p>a) O fim da Guerra Fria traria como forma definitiva de governo, à universalização da democra-</p><p>cia liberal ocidental.</p><p>b) Atrelada às necessidades de construir uma sociedade civil forte, havia a necessidade de</p><p>assegurar a neutralidade de instituições de Estado fundamentais.</p><p>c) O sistema político se estabilizava, à medida que, um país passava a ser rico e, ao mesmo</p><p>tempo, democrático.</p><p>d) Cientistas políticos, impressionados com à estabilidade sem paralelo das democracias ri-</p><p>cas viram no pós-guerra um período de consolidação democrática.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>46 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>e) A controversa obra de Francis Fukuyama associou-se, no pensamento político, à ideais do</p><p>triunfo da democracia.</p><p>037. (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL/TÉCNICO LEGISLATIVO/2018)</p><p>1. Sinto inveja dos contistas. Para mim, é mais fácil escrever um romance de 200 pági-</p><p>nas que um conto de duas.</p><p>2. Já se tentou explicar em fórmulas narrativas a diferença entre um conto, uma novela</p><p>e um romance, mas o leitor, que não precisa de teoria, sabe exatamente o que é uma coisa ou</p><p>outra assim que começa a ler; quando termina logo, é um conto. O critério do tamanho prosse-</p><p>gue invencível.</p><p>3. Para entender o gênero, criei arbitrariamente um ponto mínimo de partida, que consi-</p><p>dero o menor conto do mundo, uma síntese mortal de Dalton Trevisan: “Nunca me senti tão só,</p><p>querida, como na tua companhia”.</p><p>4. Temos aí dois personagens, um diálogo implícito e uma intriga tensa que parece vir</p><p>de longe e não acabar com o conto. Bem, por ser um gênero curto, o conto é também, por pa-</p><p>recer fácil, uma perigosa porta aberta em que cabe tudo de cambulhada.</p><p>5. Desde Machado de Assis, que colocou o gênero entre nós num patamar muito alto já</p><p>no seu primeiro instante, a aparente facilidade do conto vem destroçando vocações.</p><p>6. Além disso, há a maldição dos editores, refletindo uma suposta indiferença dos lei-</p><p>tores: “conto não vende”. Essa é uma questão comercial, não literária. Porque acabo de ler</p><p>dois ótimos livros de contos que quebram qualquer preconceito eventual que se tenha con-</p><p>tra o gênero.</p><p>7. Os contos de A Cidade Dorme, de Luiz Ruffato, que já havia demonstrado ser um mes-</p><p>tre da história curta no excelente Flores Artificiais, formam uma espécie de painel do “Brasil</p><p>profundo”, a gigantesca classe média pobre que luta para sobreviver, espremida em todo canto</p><p>do país entre os sonhos e a violência.</p><p>8. Em toda frase, sente-se o ouvido afinado da linguagem coloquial que transborda nos-</p><p>sa cultura pelo arcaísmo de signos singelos: “Mas eu não queria ser torneiro-mecânico, queria</p><p>mesmo era ser bancário, que nem o marido da minha professora, dona Aurora”.</p><p>9. O atávico país rural, com o seu inesgotável atraso, explode em todos os poros da ci-</p><p>dade moderna.</p><p>10. Já nos dez contos de Reserva Natural, de Rodrigo Lacerda, que se estruturam clas-</p><p>sicamente como “intrigas”, na melhor herança machadiana, o mesmo Brasil se desdobra em</p><p>planos individuais; e o signo forte de “reserva natural” perde seu limite geográfico para ganhar</p><p>a tensão da condição humana.</p><p>11. Como diz o narrador do conto “Sempre assim”, “é tudo uma engrenagem muito maior”.</p><p>(Adaptado de: TEZZA, Cristovão Disponível em: www1.folha.uol.com.br)</p><p>Está gramaticalmente correta a redação do seguinte comentário:</p><p>a) Tezza, autor que confessa ter inveja dos bons contistas, consideram romances de 200 pági-</p><p>nas mais fáceis de serem escritos do que um conto de duas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>47 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>b) Por se deixarem influenciar pela ideia de que os leitores não apreciam tal gênero, vê-se edi-</p><p>tores que não se interessam em publicar contos.</p><p>c) O critério do tamanho prossegue invencível para o leitor que, alheio à fórmulas narrativas,</p><p>sabe se tratar de um conto a obra de breve leitura.</p><p>d) De apenas uma frase, o conto de Dalton Trevisan, foi arbitrariamente escolhido por Tezza</p><p>como ponto de partida para determinar certas características que um conto deveria apresentar.</p><p>e) Após a publicação de Flores Artificiais, Luiz Ruffato consagrou-se como um notável autor de</p><p>contos, fenômeno que se repetiu com o lançamento de A Cidade Dorme.</p><p>038. (FCC/SANASA CAMPINAS/PROCURADOR JURÍDICO/2019)</p><p>[O tempo sem rumo]</p><p>As datas deveriam nos fixar no tempo como as coordenadas geográficas nos fixam no</p><p>espaço, mas a analogia não funciona. O tempo não tem pontos fixos, o tempo é uma sombra</p><p>que dá a volta na Terra. Ou a Terra é que dá voltas na sombra. Nossa única certeza é que será</p><p>sempre a mesma sombra – o que não é uma certeza, é um terror.</p><p>Na nossa fome de coordenadas no tempo nos convencemos até que dias da semana</p><p>têm características. Que uma terça-feira, por exemplo, não serve para nada. Que terça é o dia</p><p>mais sem graça que existe, sem a gravidade de uma segunda – dia de remorso e decisões – e</p><p>o peso da quarta, que centraliza a semana. Gostaríamos que passar pelos dias fosse como</p><p>passar por meridianos e paralelos, a evidência de estarmos indo numa direção, não entrando e</p><p>saindo da mesma sombra. Não passando por cada domingo com a nítida impressão de que já</p><p>estivemos aqui antes.</p><p>Já que não há coordenadas e pontos fixos no tempo, contentemo-nos com as metáfo-</p><p>ras fáceis. Este nosso milênio se estende como um imenso pergaminho à nossa frente, espe-</p><p>rando para ser preenchido. Podemos escolher nosso destino, desenhar nossos próprios me-</p><p>ridianos e paralelos e prováveis novos mundos. É verdade que a passagem do tempo não se</p><p>mede apenas pelo retorno aos domingos, também se mede pela degradação orgânica, e que</p><p>a cada domingo estaremos mais perto daquela sombra que nunca acaba... Nenhum de nós</p><p>chegará muito longe neste milênio. Mas é bom saber que ele está, aqui, quase inteiro, sempre</p><p>à nossa espera.</p><p>(Adaptado de VERISSIMO, Luis Fernando. Em algum lugar do paraíso. São Paulo: Objetiva, 2011, p. 7)</p><p>Está plenamente adequada a pontuação da frase:</p><p>a) O tempo, ainda que não possa ser controlado, dá-nos a sensação de que está aberto, sujeito</p><p>a um preenchimento nosso.</p><p>b) Move-nos uma ilusão, de que possamos contar com o tempo como se ele estivesse dispo-</p><p>nível, para dele nos valermos, segundo nosso interesse.</p><p>c) O que se teme no tempo, é o fato de não podermos dimensioná-lo, segundo nossa</p><p>necessidade.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>48 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>d) Não se planeja o tempo, conquanto nosso desejo, fosse determinar exatamente os passos</p><p>que temos a dar.</p><p>e) Cada dia da semana segundo o autor, tem características tão próprias, que nos fazem sen-</p><p>ti-los de modo distinto.</p><p>039. (FCC/CÂMARA DE FORTALEZA-CE/REVISOR/2019) Atenção: Para responder a ques-</p><p>tão, baseie-se no texto abaixo.</p><p>− Quer esse menininho para o senhor? Pode levar.</p><p>Aconteceu no Rio, como acontecem tantas coisas. O rapaz entrou no café da rua Luís</p><p>de Camões e começou a oferecer o filho de seis meses. Em voz baixa, ao pé do ouvido, como</p><p>esses vendedores clandestinos que nos propõem um relógio submersível. Com esta diferença:</p><p>era dado, de presente. Uns não o levaram a sério, outros não acharam interessante a doação.</p><p>Que iriam fazer com aquela coisinha exigente, boca aberta para mamar e devorar a escassa</p><p>comida, corpo a vestir, pés a calçar, e mais dentista e médico e farmácia e colégio e tudo que</p><p>custa um novo ser,</p><p>em dinheiro e aflição?</p><p>− Fique com ele. É muito bonzinho, não chora nem reclama. Não lhe cobro nada…</p><p>Podia ser que fizesse aquilo para o bem do menino, um desses atos de renúncia que sig-</p><p>nificam amor absoluto. O tom era sério, e a cara, angustiada. O rapaz era pobre, visivelmente.</p><p>Mas todos ali o eram também, em graus diferentes. E a ninguém apetecia ganhar um bebê, ou,</p><p>senão, quem nutria esse desejo o sofreava. Mesmo sem jamais ter folheado o Código Penal,</p><p>toda gente sabe que carregar com filho dos outros dá cadeia, muita.</p><p>Mas o pai insistia, com bons modos e boas razões: desempregado, abandonado pela</p><p>mulher. O bebê, de olhinhos tranquilos, olhava sem reprovação para tudo. De fato, não era de</p><p>reclamar, parecia que ele próprio queria ser dado. Até que apareceu uma senhora gorda e to-</p><p>pou o oferecimento:</p><p>− Já tenho seis lá em casa, que mal faz inteirar sete? Moço, eu fico com ele.</p><p>Disse mais que morava em Senador Camará, num sobradão assim assim, e lá se foi</p><p>com o presente. O pai se esquecera de perguntar-lhe o nome, ou preferia não saber. Nenhum</p><p>papel escrito selara o ajuste; nem havia ajuste. Havia um bebê que mudou de mãos e agora</p><p>começa a fazer falta ao pai.</p><p>− Praquê fui dar esse menino? − interroga-se ele. Chega em casa e não sabe como expli-</p><p>car à mulher o que fizera. Porque não fora abandonado por ela; os dois tinham apenas brigado,</p><p>e o marido, no vermelho da raiva, saíra com o filho para dá-lo a quem quisesse.</p><p>A mulher nem teve tempo de brigar outra vez. Correram os dois em busca do menino</p><p>dado, foram ao vago endereço, perguntaram pela vaga senhora. Não há notícia. No estirão do</p><p>subúrbio, no estirão maior deste Rio, como pode um bebê fazer-se notar? E logo esse, manso</p><p>de natureza, pronto a aceitar quaisquer pais que lhe deem, talvez na pré-consciência mágica de</p><p>que pais deixaram de ter importância.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>49 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>E o pai volta ao café da rua Luís de Camões, interroga um e outro, nada: ninguém mais</p><p>viu aquela senhora. Disposto a procurá- -la por toda parte, ele anuncia:</p><p>− Fico sem camisa, mas compro o menino pelo preço que ela quiser.</p><p>(ANDRADE, Carlos Drummond de. “Caso de menino”. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p.</p><p>101-102)</p><p>Considere os trechos transcritos abaixo.</p><p>I – O tom era sério, e a cara, angustiada. (4º parágrafo)</p><p>II – E a ninguém apetecia ganhar um bebê, ou, senão, quem nutria esse desejo o sofreava. (4º</p><p>parágrafo)</p><p>III – Porque não fora abandonado por ela; os dois tinham apenas brigado, e o marido, no verme-</p><p>lho da raiva, saíra com o filho para dá-lo a quem quisesse. (8º parágrafo)</p><p>Verifica-se o emprego de vírgula para indicar a elipse do verbo APENAS em</p><p>a) I e II.</p><p>b) II.</p><p>c) III.</p><p>d) I.</p><p>e) II e III.</p><p>040. (FCC/TJ-M/ANALISTA JUDICIÁRIO/ANALISTA DE SISTEMAS/SUPORTE E REDE/2019)</p><p>[A harmonia natural em Rousseau]</p><p>A civilização foi vista por Jean-Jacques Rousseau (1713-1784) como responsável pela</p><p>degeneração das exigências morais mais profundas da natureza humana e sua substituição</p><p>pela cultura intelectual. A uniformidade artificial de comportamento, imposta pela sociedade</p><p>às pessoas, leva-as a ignorar os deveres humanos e as necessidades naturais.</p><p>A vida do homem primitivo, ao contrário, seria feliz porque ele sabe viver de acordo com</p><p>suas necessidades inatas. Ele é amplamente autossuficiente porque constrói sua existência</p><p>no isolamento das florestas, satisfaz as necessidades de alimentação e sexo sem maiores</p><p>dificuldades e não é atingido pela angústia diante da doença e da morte. As necessidades</p><p>impostas pelo sentimento de autopreservação – presente em todos os momentos da vida pri-</p><p>mitiva e que impele o homem selvagem a ações agressivas – são contrabalançadas pelo inato</p><p>sentimento que o impede de fazer mal aos outros desnecessariamente.</p><p>Desde suas origens, o homem natural, segundo Rousseau, é dotado de livre arbítrio e</p><p>sentido de perfeição, mas o desenvolvimento pleno desses sentimentos só ocorre quando</p><p>estabelecidas as primeiras comunidades locais, baseadas sobretudo no grupo familiar. Nesse</p><p>período da evolução, o homem vive a idade do ouro, a meio caminho entre a brutalidade das</p><p>etapas anteriores e a corrupção das sociedades civilizadas.</p><p>(Encarte, sem indicação de autoria, a Jean-Jacques Rousseau – Os Pensadores. Capítulo 34. São Paulo: Abril,</p><p>1973, p. 473)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>50 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>A supressão da vírgula altera o sentido da frase:</p><p>a) Desde as origens, o homem primitivo já era detentor da capacidade de livre arbítrio.</p><p>b) Na teoria de Rousseau, o homem primitivo tem um bom padrão de vida comunitária.</p><p>c) Rousseau considera mais felizes os antigos, capazes de fugir de todo artificialismo.</p><p>d) Ao se considerar a condição do homem civilizado, não há como negar que é menos feliz que</p><p>o primitivo.</p><p>e) Ao longo da idade do ouro, o homem se pôs a meio caminho entre brutalidade e corrupção.</p><p>041. (FCC/PREFEITURA DE RECIFE-PE/ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA/2019)</p><p>Quem não gosta de samba</p><p>“Como se dá que ritmos e melodias, embora tão somente sons, se assemelhem a esta-</p><p>dos da alma?”, pergunta Aristóteles. Há pessoas que não suportam a música; mas há também</p><p>uma venerável linhagem de moralistas que não suporta a ideia do que a música é capaz de</p><p>suscitar nos ouvintes. Platão condenou certas escalas e ritmos musicais e propôs que fossem</p><p>banidos da cidade ideal. Santo Agostinho confessou-se vulnerável aos “prazeres do ouvido” e</p><p>se penitenciou por sua irrefreável propensão ao “pecado da lascívia musical”. Calvino alerta os</p><p>fiéis contra os perigos do caos, volúpia e emefinação que ela provoca. Descartes temia que a</p><p>música pudesse superexcitar a imaginação.</p><p>O que todo esse medo da música - ou de certos tipos de música - sugere? O vigor e o</p><p>tom dos ataques traem o melindre. Eles revelam não só aquilo que afirmam - a crença num</p><p>suposto perigo moral da música -, mas também o que deixam transparecer. O pavor pressupõe</p><p>uma viva percepção da ameaça. Será exagero, portanto, detectar nesses ataques um índice da</p><p>especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la</p><p>e erradicá-la nos outros?</p><p>O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos. Por vias oblíquas ou</p><p>com plena ciência do fato, nossos respeitáveis moralistas sabiam muito bem do que esta-</p><p>vam falando.</p><p>(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 23-24)</p><p>A exclusão da vírgula alterará o sentido da seguinte frase:</p><p>a) Ao longo da História, muitos pensadores manifestaram seu temor pelos poderes da música.</p><p>b) Obviamente, não é a todos que desconcerta surpreender-se com os poderes da música.</p><p>c) A música afeta aos ouvintes atentos, que conhecem seus mágicos poderes.</p><p>d) Nem todos temem a música, porque nem todos reconhecem seus mágicos poderes.</p><p>e) Aos que gostam da música, garante-se uma inesgotável fonte de prazer e de sensualidade.</p><p>042. (FCC/SEFAZ-BA/AUDITOR-FISCAL/ADMINISTRAÇÃO, FINANÇAS E CONTROLE INTERNO/</p><p>PROVA I/2019) Texto associado</p><p>A ciência moderna e a economia de mercado figuram entre as mais notáveis realiza-</p><p>ções humanas. A Revolução Científica do século XVII e a Revolução Industrial do século XVIII</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e</p><p>a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>51 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>foram apenas o prelúdio do que viria em seguida - a revolução permanente dos últimos três</p><p>séculos. Ciência e mercado são apostas na liberdade: liberdade balizada por padrões impes-</p><p>soais de argumentação e validação de teorias no primeiro caso; e por regras que fixam os mar-</p><p>cos dentro dos quais a busca do ganho econômico por parte das pessoas é livre, no segundo.</p><p>Por mais brilhantes, entretanto, que sejam suas inegáveis conquistas, é preciso ter uma visão</p><p>clara do que podemos esperar que façam por nós: a ciência jamais aplacará a nossa fome de</p><p>sentido, e o mercado nada nos diz sobre a ética - como usar a nossa liberdade e o que fazer de</p><p>nossas vidas.</p><p>O sistema de mercado - baseado na propriedade privada, nas trocas voluntárias e na for-</p><p>mação de preços por meio de um processo competitivo reconhecidamente imperfeito - define</p><p>um conjunto de regras de convivência na vida prática. A regra de ouro do mercado estabelece</p><p>que a recompensa material dos seus participantes corresponderá ao valor monetário que os</p><p>demais estiverem dispostos a atribuir ao resultado de suas atividades: a remuneração de cada</p><p>um, portanto, não depende da intensidade dos seus desejos de consumo, do civismo de suas</p><p>ações, do seu mérito moral ou estético. Dependerá tão somente da disposição dos consumido-</p><p>res em pagar, com parte do ganho do seu próprio trabalho, para ter acesso aos bens e serviços</p><p>que o outro oferece. Mas o mercado não decide, em nome dos que nele atuam, os resultados</p><p>finais da interação. Assim como a gramática não determina o teor das mensagens, mas ape-</p><p>nas as regras das trocas verbais, também o mercado não estabelece de antemão o que será</p><p>feito e escolhido pelos que dele participam.</p><p>(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, edição digital)</p><p>Considere as afirmações abaixo a respeito da pontuação do texto:</p><p>I – Mantendo-se a correção e o sentido original, os travessões podem ser substituídos por</p><p>vírgulas em: O sistema de mercado - baseado na propriedade privada, nas trocas voluntárias</p><p>e na formação de preços por meio de um processo competitivo reconhecidamente imperfeito</p><p>- define...</p><p>II – Sem prejuízo da correção, uma pontuação alternativa para um segmento do texto é: A re-</p><p>gra de ouro do mercado estabelece que, a recompensa material dos seus participantes, corres-</p><p>ponderá ao valor monetário que os demais estiverem dispostos a atribuir, ao resultado de suas</p><p>atividades.</p><p>III – Sem prejuízo da correção e da lógica, o sinal de dois-pontos pode ser substituído por</p><p>“pois”, precedido de vírgula, no segmento é preciso ter uma visão clara do que podemos esperar</p><p>que façam por nós: a ciência jamais aplacará a nossa fome de sentido...</p><p>IV – Uma vírgula pode ser inserida imediatamente após Assim, sem prejuízo do sentido origi-</p><p>nal, em Assim como a gramática não determina o teor das mensagens...</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I e IV.</p><p>b) I e III.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>52 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) I e II.</p><p>d) II, III e IV.</p><p>e) III e IV.</p><p>043. (FCC/SABESP/ESTAGIÁRIO-ENSINO SUPERIOR/2019) Texto associado</p><p>1. A World Wide Web, ou www, completou três décadas de existência. Sua invenção</p><p>mudou a cara da internet. A ideia foi do físico britânico Tim Berners-Lee, quando tinha 33 anos.</p><p>Naquela época, a internet já operava havia duas décadas, mas de forma bem diferente. Com</p><p>recursos restritos, era usada principalmente para troca de informações entre pesquisadores da</p><p>área acadêmica.</p><p>2. “A www transformou-se em um componente fundamental da internet moderna”, afir-</p><p>ma Fabio Kon, professor do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Pau-</p><p>lo. “A rede trouxe muitas coisas boas e já não conseguimos mais viver sem as comodidades</p><p>que ela proporciona. Mas, por outro lado, ela amplifica alguns fenômenos negativos e indese-</p><p>jados que já existiam na sociedade.”</p><p>3. Nas comemorações dos 30 anos da web, Berners-Lee expressou preocupação com o</p><p>rumo que vem tomando a internet. Em carta aberta, listou três áreas que, para ele, prejudicam</p><p>a web: intenções maliciosas; projetos duvidosos, entre eles modelos de negócios que recom-</p><p>pensam cliques; e consequências negativas não intencionais da rede, com destaque para dis-</p><p>cussões agressivas e polarizadas.</p><p>4. “Precisamos de um novo contrato para a web”, declarou Berners-Lee em uma confe-</p><p>rência sobre tecnologia da internet. “Algumas questões de regulamentação têm que envolver</p><p>governos. Outras claramente incluem as empresas. Se você for provedor de acesso, precisa se</p><p>comprometer a entregar neutralidade de rede. Se for uma companhia de rede social, precisa</p><p>garantir que as pessoas tenham controle sobre seus dados.”</p><p>5. “Desde sua origem, a internet se propôs a ser plural e de acesso amplo”, ressalta a</p><p>advogada Cíntia Rosa Pereira de Lima, líder do grupo de pesquisa Observatório do Marco Civil</p><p>da Internet no Brasil.</p><p>6. A pesquisadora assinala também alguns problemas decorrentes das mudanças gera-</p><p>das pela internet. “Percebo que, com a proliferação das redes sociais, as pessoas passaram a</p><p>se preocupar mais com a quantidade de relacionamentos, desconsiderando a qualidade deles”.</p><p>7. Um dos pioneiros da internet no país, o engenheiro Demi Getschko admite que a rede</p><p>enfrenta problemas, mas defende que o que vemos nela, conforme já expresso pelo matemá-</p><p>tico Vint Cerf, um de seus fundadores, é a representação daquilo que existe no mundo real. “A</p><p>maioria das pessoas envolvidas com ela é bem-intencionada, mas existe uma ânsia de parti-</p><p>cipar, de falar sem pensar, que com o tempo, esperamos, vai assentar. Tenho dúvidas sobre a</p><p>eficiência de normatizações para corrigir os excessos na rede. Como ela não tem fronteiras,</p><p>qualquer legislação local tende a falhar.”</p><p>(Adaptado de: VASCONCELOS, Yuri. Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>53 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>A pontuação se mantém correta no seguinte segmento adaptado do texto:</p><p>a) um dos pioneiros, da internet no país admite que, a rede mundial de computadores enfrenta</p><p>problemas.</p><p>b) Naquela época, a internet já operava, havia duas décadas mas, de forma bem diferente.</p><p>c) Existe uma ânsia, de participar do processo, de falar, sem pensar que, com o tempo espera-</p><p>mos: vai assentar.</p><p>d) Algumas questões de regulamentação, envolvem governos; outras claramente, incluem</p><p>as empresas.</p><p>e) A rede trouxe muitas coisas boas, e já não conseguimos mais viver sem as comodidades</p><p>que ela proporciona.</p><p>044. (FCC/SEFAZ-SC/AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/AUDITORIA E FISCALIZA-</p><p>ÇÃO/2018) Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.</p><p>Não temos ideia de como será o mercado de trabalho em 2050. Podemos afirmar que a</p><p>robótica vai mudar quase todas as modalidades de trabalho. Contudo, há visões inconciliáveis</p><p>a respeito das consequências dessa mudança e sua iminência. Alguns creem que dentro de</p><p>uma ou duas décadas bilhões de pessoas serão economicamente redundantes. Outros sus-</p><p>tentam que mesmo no longo prazo a automação continuará a gerar novos empregos e</p><p>maior</p><p>prosperidade.</p><p>Os temores de que a automação causará desemprego massivo remontam ao século</p><p>XIX, e até agora nunca se materializaram. Desde o início da Revolução Industrial, para cada em-</p><p>prego perdido para uma máquina pelo menos um novo emprego foi criado, e o padrão de vida</p><p>médio subiu consideravelmente. Mas há boas razões para pensar que desta vez é diferente.</p><p>Seres humanos possuem dois tipos de habilidades - física e cognitiva. No passado, as máqui-</p><p>nas competiram com humanos principalmente em habilidades físicas, enquanto eles ficaram</p><p>à frente das máquinas em capacidade cognitiva. Por isso, quando trabalhos manuais na agri-</p><p>cultura e na indústria foram automatizados, surgiram novos trabalhos no setor de serviços que</p><p>requeriam o tipo de habilidade cognitiva que só humanos possuíam: aprender, analisar, comu-</p><p>nicar e compreender emoções. No entanto, acredita-se que a Inteligência Artificial será capaz</p><p>de apreender um número cada vez maior dessas habilidades.</p><p>(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, edição</p><p>digital.)</p><p>Considere as afirmações abaixo a respeito da pontuação do texto.</p><p>I – Em Seres humanos possuem dois tipos de habilidades - física e cognitiva (3º parágrafo), o</p><p>travessão introduz um esclarecimento e pode ser substituído por dois-pontos, sem prejuízo</p><p>da correção.</p><p>II – Em para cada emprego perdido para uma máquina pelo menos um novo emprego foi criado,</p><p>e o padrão de vida médio subiu consideravelmente (2º parágrafo), o emprego da vírgula se jus-</p><p>tifica, uma vez que separa duas orações com sujeitos diferentes.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>54 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>III – O sentido não será alterado caso se acrescente uma vírgula imediatamente após “servi-</p><p>ços” em novos trabalhos no setor de serviços que requeriam o tipo de habilidade cognitiva que</p><p>só humanos possuíam [...] (3º parágrafo).</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I.</p><p>b) I e III.</p><p>c) II e III.</p><p>d) I e II.</p><p>e) I.</p><p>045. (FCC/TRT 2ª REGIÃO-SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/CONTABILIDADE/2018)</p><p>De cabeça pra baixo</p><p>− Esse mundo está ficando de cabeça pra baixo!</p><p>É uma conhecida frase, que sucessivas gerações vêm frequentando. Ela logo surge a</p><p>propósito de qualquer coisa que se considere uma novidade despropositada, irritante: modelo</p><p>de roupa mais ousada, último grande sucesso musical, aumento milionário no salário de um</p><p>jogador de futebol, a longa estiagem na estação chuvosa, a avalanche de crimes no jornal... A</p><p>ideia é sempre demonstrar que a vida e o mundo já foram muito melhores, que a passagem do</p><p>tempo leva inexoravelmente à perversão ou ao desmoronamento dos valores autênticos, que</p><p>uma geração construiu e que a seguinte apagou.</p><p>Parece que na história da humanidade o fenômeno é comum e cíclico: as pessoas enal-</p><p>tecem seus hábitos passados e condenam os presentes. “Ah, no meu tempo...” é uma expres-</p><p>são que vale um suspiro e uma acusação. Algo de muito melhor ficou para trás e se perdeu. A</p><p>missão dessa juventude de hoje é desviar-se da Civilização....</p><p>A ironia é que justamente nesses “desvios” e por conta deles a História caminha, ainda</p><p>que não se saiba para onde. Fosse tudo uma repetição conservadora, nenhuma descoberta</p><p>jamais se daria, sem contar que os mais velhos já não teriam do que se queixar e a quem impu-</p><p>tar a culpa por todos os desassossegos que assaltam todas as gerações humanas, desde que</p><p>existimos.</p><p>(Romildo Pacheco, inédito)</p><p>A supressão da vírgula altera significativamente o sentido da seguinte frase:</p><p>a) Frequentemente, as pessoas enaltecem seus hábitos passados.</p><p>b) As pessoas gostam de enaltecer seus hábitos antigos, quase sempre sem muita discrição.</p><p>c) Não se conhece a origem das frases feitas, nem por que adquiriram tanta força.</p><p>d) O autor do texto busca mostrar-se imparcial, diante desse tema controverso.</p><p>e) Trata-se aqui das pessoas mais velhas, que se apegam a seus hábitos passados.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>55 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>046. (FCC/TRT 6ª REGIÃO -PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) Atenção:</p><p>Para responder a questão abaixo, considere o texto abaixo.</p><p>O jornalismo pode ser qualificado, embora com certo exagero, como um mal neces-</p><p>sário. É um mal porque todo relato jornalístico tende ao provisório. Mesmo quando estamos</p><p>preparados para abordar os assuntos sobre os quais escrevemos, é próprio do jornalismo apre-</p><p>ender os fatos às pressas. A chance de erro, sobretudo de imprecisões, é grande.</p><p>O próprio instrumento utilizado é suspeito. Diferente da notação matemática, que é neu-</p><p>tra e exata, a linguagem se presta a vieses de todo tipo, na maior parte inconscientes, que</p><p>refletem visões de mundo de quem escreve. Eles interagem com os vieses de quem lê, de</p><p>forma que, se são incomuns textos de fato isentos, mais raro ainda que sejam reconhecidos</p><p>como tais.</p><p>Pertenço a uma geração que não se conformava com as debilidades do relato jornalís-</p><p>tico. O objetivo daquela geração, realizado apenas em parte, era estabelecer que o jornalismo,</p><p>apesar de suas severas limitações, é uma forma legítima de conhecimento sobre o nível mais</p><p>imediato da realidade.</p><p>O que nos remete à questão do início; sendo um mal, por que necessário? Por dois moti-</p><p>vos. Ao disseminar notícias e opiniões, a prática jornalística municia seus leitores de ferramen-</p><p>tas para um exercício mais consciente da cidadania. Thomas Jefferson pretendia que o bom</p><p>jornalismo fosse a escola na qual os eleitores haveriam de aprender a exercer a democracia.</p><p>O outro motivo é que os veículos, desde que comprometidos com o debate dos pro-</p><p>blemas públicos, servem como arena de ideias e soluções. O livre funcionamento das várias</p><p>formas de imprensa, mesmo as sectárias e as de má qualidade, corresponde em seu conjunto</p><p>à respiração mental da sociedade.</p><p>Entretanto, o jornalismo dito de qualidade sempre foi objeto de uma minoria. A maioria</p><p>das pessoas está de tal maneira consumida por seus dramas e divertimentos pessoais que</p><p>sobra pouca atenção para o que é público. Desde quando os tabloides eram o principal veículo</p><p>de massas, passando pela televisão e pela internet, vastas porções de jornalismo recreativo</p><p>vêm sendo servidas à maioria.</p><p>O jornalismo de verdade, que apura, investiga e debate, é sempre elitista. Está voltado</p><p>não a uma elite econômica, mas a uma aristocracia do espírito. São líderes comunitários, pro-</p><p>fessores, empresários, políticos, sindicalistas, cientistas, artistas. Pessoas voltadas ao coletivo.</p><p>A influência desse tipo de jornalismo sempre foi, assim, mediada. Desde que se tornou hege-</p><p>mônico, nos anos 1960-70, o jornalismo televisivo se faz pautar pela imprensa. Algo parecido</p><p>ocorre agora com as redes sociais.</p><p>A imprensa, que vive de cobrir crises, sempre esteve em crise. O paradoxo deste período</p><p>é que, no mesmo passo em que as bases materiais do jornalismo profissional deslizam, sua</p><p>capacidade de atingir mais leitores se multiplica na internet, conforme se torna visível a pers-</p><p>pectiva de universalizar o ensino superior.</p><p>(Adaptado de: FILHO, Otavio Frias. Disponível em: www.folha.uol.com.br)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>(caso não haja verbo de ligação). Veja:</p><p>EXEMPLOS</p><p>Os jogadores estavam cansados. (Ordem direta)</p><p>Cansados os jogadores estavam. (Pred.Suj. deslocado)</p><p>Os trabalhadores manifestavam revoltados durante a passeata. (Ordem direta)</p><p>Revoltados, os trabalhadores manifestavam durante a passeata. (Pred.Suj. deslocado).</p><p>Obs.: � Para você que já está pensando “professor, mas “cansados” e “revoltados” não são</p><p>adjuntos adverbiais?”, aí vai o meu lembrete: adjuntos adverbiais são INVARIÁVEIS! Veja</p><p>que as duas palavras concordam com “jogadores” e “trabalhadores”, respectivamente.</p><p>IV – E o adjunto adverbial deslocado? Agora, quero de você toda a atenção possível, pois,</p><p>dos quatro tópicos que acabei de listar, este é o mais cobrado em provas! Veja comigo o se-</p><p>guinte exemplo:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>6 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>EXEMPLO</p><p>Nesta quinta, os deputados votaram a nova emenda.</p><p>O que fiz: peguei a oração (1) e desloquei o adjunto adverbial para o início da sentença.</p><p>Conforme você observou, o emprego da vírgula é facultativo. Isso devido à extensão do adjun-</p><p>to adverbial.</p><p>ADENDO: A EXTENSÃO DO ADJUNTO ADVERBIAL</p><p>Quando o assunto são os adjuntos adverbiais deslocados, não se pode deixar de avaliar a</p><p>extensão deles, uma vez que adjuntos adverbiais curtos podem ser isolados por vírgula, ao</p><p>passo que adjuntos adverbiais longos devem. Via de regra, o adjunto adverbial curto é aquele</p><p>que possui até duas palavras. Os longos, três ou mais. Esse critério não é muito preciso (pois</p><p>a própria gramática trata o assunto com bastante subjetividade), mas é o mais adequado</p><p>às provas de concursos públicos. A banca Cespe, por exemplo, se posicionou acerca do</p><p>assunto em 2012 e afirmou que essa contagem de palavras é o traço distintivo entre adjun-</p><p>tos adverbiais curtos e longos. O entendimento dos gramáticos é um pouco mais amplo: o</p><p>adjunto adverbial deslocado recebe vírgulas para não criar ambiguidades. Nessa esteira de</p><p>raciocínio, os longos são os mais propícios a criar duplas interpretações.</p><p>Vamos a outra possibilidade:</p><p>EXEMPLO</p><p>Os deputados, nesta quinta, votaram a nova emenda.</p><p>Note que, agora, o adjunto adverbial está entre o sujeito e o verbo. Por ser curto, as vírgulas</p><p>permanecem facultativas. Mas, agora, é preciso empregar duas, e não apenas uma.</p><p>ADENDO: QUANTIDADE DE VÍRGULAS</p><p>Tenha sempre o seguinte entendimento com você:</p><p>1 vírgula = SEPARAR</p><p>2 vírgulas = INTERCALAR</p><p>Intercalar significa que a leitura da informação começa antes da vírgula e continua depois</p><p>dela. Em casos assim, via de regra, as duas vírgulas podem ser substituídas por travessões</p><p>ou parênteses. Detalhe: nem sempre duas vírgulas em um mesmo período significam uma</p><p>intercalação! É importante perceber se há essa interferência na leitura da informação!</p><p>E se ampliarmos o adjunto adverbial, professor?</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>7 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>EXEMPLOS</p><p>Nesta manhã de quinta, os deputados votaram a nova emenda.</p><p>Os deputados, nesta manhã de quinta, votaram a nova emenda.</p><p>Agora, os adjuntos adverbiais são longos, e o emprego da vírgula passou a ser obrigatório.</p><p>Viu como é simples?</p><p>Obs.: � Reitero: se o adjunto adverbial estiver em posição canônica (no fim da oração) o empre-</p><p>go da vírgula é facultativo, não importa se ele é curto ou longo! Isso só vale para os</p><p>deslocados, ok?</p><p>001. (2013/CESPE/ANS) Durante o período de janeiro a março de 2013, foram recebidas</p><p>13.348 reclamações de beneficiários de planos de saúde referentes à garantia de atendimento.</p><p>A vírgula logo após “2013” foi empregada para isolar adjunto adverbial anteposto.</p><p>Primeiramente, note: a ação de receber ocorreu “durante o período de janeiro a março de 2013”.</p><p>Isso mostra que a expressão deslocada se refere ao verbo. Por isso, é um adjunto adverbial</p><p>deslocado. Como ele está antes do verbo, podemos dizer que está anteposto. Nesse caso, por</p><p>ser de longa extensão o emprego da vírgula é obrigatório.</p><p>Certo.</p><p>002. (2011/IADES/SEDF) Todo dia, você acorda de manhã e pega o jornal para saber das últi-</p><p>mas novidades enquanto toma café. Em seguida, vai até a caixa de correio e descobre que re-</p><p>cebeu folhetos de propaganda e (surpresa!) uma carta de um amigo que está morando em ou-</p><p>tro país. Depois, vai até a escola e separa livros para planejar uma atividade com seus alunos.</p><p>As vírgulas presentes nas linhas 1, 2 e 4 são empregadas pela mesma regra.</p><p>Em todos os casos, a vírgula foi empregada em função de adjuntos adverbiais deslocados. No</p><p>primeiro caso, note que a ação de acordar ocorre “todo dia”; no segundo, a ação de ir acontece</p><p>“em seguida”; no terceiro, a ação de ir ocorre “depois”.</p><p>Certo.</p><p>003. (2013/CESPE/ANS) Os planos com pior avaliação — durante dois períodos 10 consecu-</p><p>tivos — estão sujeitos à suspensão temporária da comercialização.</p><p>A substituição dos travessões por vírgulas ou por parênteses preservaria a correção gramati-</p><p>cal do período.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>8 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Conforme expliquei acima, para realizar intercalações, via de regra, pode-se usar travessões,</p><p>parênteses ou vírgulas.</p><p>Certo.</p><p>2. A pontuAção e os termos LigAdos Ao nome</p><p>Em pontuação, esse conhecimento é importante. Mas o princípio é fácil: não se separa por</p><p>vírgula o nome do seu adjunto adnominal ou o nome do seu complemento nominal! Só isso!</p><p>004. (2014/IADES/SEAP) No período “Não existem registros oficiais sobre a fundação da ci-</p><p>dade.”, de acordo com a norma-padrão, o emprego da vírgula</p><p>a) poderia ocorrer entre “existem” e “registros”.</p><p>b) é facultativo para separar o sujeito do predicado.</p><p>c) deveria ocorrer para isolar da oração o termo “sobre a fundação da cidade”.</p><p>d) não poderia ocorrer entre “registros” e “oficiais”.</p><p>e) poderia ocorrer desde que “registros oficiais sobre a fundação da cidade” fosse deslocado</p><p>para o início do período.</p><p>Primeiramente, note a estrutura sintática do período: há apenas o verbo “existem”, que é in-</p><p>transitivo; o sujeito é “registros oficiais sobre a fundação da cidade”; “não” é um advérbio de</p><p>negação, todavia colocar uma vírgula em um “não” pode mudar completamente o sentido de</p><p>uma frase. Veja:</p><p>EXEMPLOS</p><p>Não estudei. (realmente não foi praticada a ação de estudar)</p><p>Não, estudei. (na verdade a ação de estudar foi praticada)</p><p>Dentro do sujeito, há um núcleo, que é “registros”; “oficiais” e “sobre a fundação da cidade” são</p><p>dois adjuntos adnominais. Em outras palavras: no período em questão, não há qualquer pos-</p><p>sibilidade de colocação de vírgula.</p><p>As letras “a”, “b” e “e” sugerem colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo, o que é proibido.</p><p>A letra “c” propõe colocar uma vírgula entre o nome e o adjunto adnominal, o que também é</p><p>proibido. Já a letra “d” diz que não pode ocorrer uma vírgula entre o nome e o adjunto adnomi-</p><p>nal. Por isso, esta alternativa é a correta.</p><p>Letra d.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>56 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>As vírgulas foram empregadas para isolar um segmento explicativo em:</p><p>a) Diferente da notação matemática, que é neutra e exata, a linguagem se presta a vieses de</p><p>todo tipo...</p><p>b) O jornalismo pode ser qualificado, embora com certo exagero, como um mal necessário.</p><p>c) ... os veículos, desde que comprometidos com o debate dos problemas públicos, servem</p><p>como arena de ideias e soluções.</p><p>d) ... de forma que, se são incomuns textos de fato isentos, mais raro ainda que sejam reco-</p><p>nhecidos como tais.</p><p>e) São líderes comunitários, professores, empresários, políticos, sindicalistas, cientistas, artistas.</p><p>047. (FCC/DPE-AM/ASSISTENTE TÉCNICO DE DEFENSORIA/ASSISTENTE TÉCNICO ADMINIS-</p><p>TRATIVO/TABATINGA/2018) Texto associado</p><p>Joana tinha vinte anos e estranhava muito a rápida transformação de Manaus. Quando</p><p>era ainda criança, as ruas não possuíam calçamento, as casas eram na maioria de madeira e</p><p>careciam de eletricidade, água e esgoto. Uma viagem até Belém durava invariavelmente três</p><p>meses. Quando o pai de Joana chegou ali em 1865, vindo do Maranhão, não encontrou mais</p><p>de cinco mil almas. Era um lugarejo triste e de poucas ruas e muita lama. Quando Joana com-</p><p>pletou quinze anos, seu pai ofereceu uma recepção para duzentos convidados e a cidade já</p><p>estava com vinte mil almas.</p><p>(Adaptado de: SOUZA, Márcio. Galvez Imperador do Acre. 18. ed. Rio de Janeiro, Record, 2001, p. 132)</p><p>A frase Uma viagem até Belém durava invariavelmente três meses permanecerá pontuada cor-</p><p>retamente caso esteja entre vírgulas o segmento:</p><p>a) durava invariavelmente</p><p>b) durava</p><p>c) até Belém durava</p><p>d) Belém</p><p>e) invariavelmente</p><p>048. (FCC/SABESP/TÉCNICO EM GESTÃO 01/2018) Atenção: Considere o texto abaixo para</p><p>responder a questão.</p><p>1 A partir de que momento uma obra é, de fato, arte? Mona Suhrbier, etnóloga e espe-</p><p>cialista em questões ligadas à Amazônia do Museu de Culturas do Mundo de Frankfurt, explica</p><p>em entrevista por que trabalhos de mulheres indígenas que vivem em zonas não urbanas têm</p><p>dificuldade de achar um lugar nos museus.</p><p>2 Qual tipo de arte pode ser classificado como “arte indigena”? Devo mencionar, de iní-</p><p>cio, que aqui no Museu das Culturas do Mundo não usamos o termo “arte indígena”. O Museu</p><p>coleciona desde 1975 arte não europeia. Em cada exposição, indicamos o nome da região de</p><p>que a arte em questão vem. Mas para responder a sua pergunta com uma pequena provocação:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>57 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>arte indígena é sempre aquela que não é nacional. É o tipo de arte que os países não querem</p><p>usar para representá-los no exterior. É o “folclore”, o “artesanato”. Para este tipo de arte foi cria-</p><p>do no século 21 um espaço especial: o Museu do Folclore. Já me perguntei: por que é que se</p><p>precisa desse museu? Por que aquilo que é exibido nele não é considerado simplesmente arte?</p><p>3 E você encontrou uma resposta a essa pergunta? Quando uma produção deriva de</p><p>formas de expressão rurais, coloca-se a obra no Museu do Folclore, sobretudo se for feita por</p><p>mulheres. Mas se a obra for de autoria de um artista urbano, cujo currículo seja adequado, ou</p><p>seja, se tiver estudado com “as pessoas certas”, aí sim ele pode iniciar o caminho para que se</p><p>torne um artista reconhecido. Na minha opinião, o problema está nesses critérios “ocidentais”.</p><p>Muitas vezes o próprio material já define: o mundo da arte aceita com prazer a cerâmica (“sim,</p><p>poderia ser arte”), enquanto um cesto trançado já é mais difícil.</p><p>4 Até que ponto especialistas em arte, socializados em culturas ocidentais, refletem a</p><p>respeito do fato de que talvez não possam julgar tradições artísticas que não conhecem? Acre-</p><p>dito que as pessoas, inclusive os especialistas em arte, tendem a julgar como bom aquilo que</p><p>já conhecem. As pessoas, em sua maioria, não pensam que cresceram em um mundo visual</p><p>específico. Esse mundo serve como uma espécie de norma. É mais uma questão sensorial que</p><p>intelectual. Acho que, entre nós, há muito pouco autoquestionamento no que concerne ao que</p><p>nos marcou esteticamente.</p><p>(Adaptado de: REKER, Judith. “Arte não europeia: ‘não queremos ser como vocês’”. Disponível em: https://www.</p><p>goethe.de)</p><p>Está correto o que se afirma em:</p><p>a) O acréscimo de uma vírgula imediatamente após “Mas” em Mas se a obra for de autoria de</p><p>um artista urbano (3º parágrafo) separaria a conjunção da oração por ela introduzida, tornando</p><p>a frase incorreta.</p><p>b) A frase iniciada por Muitas vezes o próprio material já define (3º parágrafo) introduz um</p><p>exemplo contrário aos critérios aventados na frase anterior, de modo a sugerir outro pon-</p><p>to de vista.</p><p>c) Em Já me perguntei: por que é que se precisa desse museu? (2ºparágrafo), caso se supri-</p><p>mam os dois-pontos e o ponto de interrogação, deverá também se alterar a grafia de “por que”</p><p>para “porque”.</p><p>d) No 3º parágrafo, se as aspas, por um lado, relativizam expressões como “pessoas certas”</p><p>e “ocidentais”, por outro, destacam uma fala hipotética do mundo da arte em “sim, poderia</p><p>ser arte”.</p><p>e) Em por que é que se precisa desse museu? (2º parágrafo), a supressão do segmento subli-</p><p>nhado, por ser expletivo, acarreta erro de sintaxe à frase.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>58 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>049. (FCC/SABESP/ESTAGIÁRIO/NÍVEL MÉDIO TÉCNICO/2018) Texto associado</p><p>“Eles podem estar envolvidos em uso passivo da rede social – que ocorre quando você passa</p><p>muito tempo no Facebook, Twitter e Instagram vendo comentários, fotos e postagens de outras</p><p>pessoas, e não publicando nada próprio nem se envolvendo em conversas. (...)»</p><p>O travessão introduz</p><p>a) uma exemplificação que esclarece a afirmação anterior.</p><p>b) um comentário que corrige a afirmação anterior.</p><p>c) um questionamento que contraria a afirmação anterior.</p><p>d) uma informação que não tem relação com a afirmação anterior.</p><p>e) uma observação que resume a afirmação anterior.</p><p>050. (FCC/SABESP/ESTAGIÁRIO/NÍVEL MÉDIO TÉCNICO/2018)</p><p>A Bola</p><p>O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a</p><p>sua primeira bola do pai. Uma número 5, de couro.</p><p>Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.</p><p>O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Depois começou a girar a</p><p>bola, à procura de alguma coisa.</p><p>− Como é que liga? − perguntou.</p><p>− Como, como é que liga? Não se liga.</p><p>− O que é que ela faz?</p><p>− Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.</p><p>− O quê?</p><p>− Controla, chuta...</p><p>− Ah, então é uma bola.</p><p>− Claro que é uma bola. Você pensou que fosse o quê?</p><p>− Nada, não.</p><p>O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente</p><p>da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado</p><p>Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip</p><p>eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.</p><p>O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no</p><p>peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.</p><p>− Filho, olha.</p><p>O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela.</p><p>(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro, Objetiva, p. 18-19)</p><p>O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”.</p><p>Nessa frase, a</p><p>vírgula separa</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>59 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) ações que se sucedem no tempo.</p><p>b) eventos que ocorrem simultaneamente.</p><p>c) acontecimentos com causas desconhecidas.</p><p>d) fatos sem paralelo com a realidade concreta.</p><p>e) fenômenos que se excluem mutuamente.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>60 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>GABARITO</p><p>1. c</p><p>2. c</p><p>3. d</p><p>4. e</p><p>5. c</p><p>6. b</p><p>7. b</p><p>8. a</p><p>9. a</p><p>10. c</p><p>11. d</p><p>12. a</p><p>13. b</p><p>14. d</p><p>15. e</p><p>16. e</p><p>17. e</p><p>18. e</p><p>19. c</p><p>20. c</p><p>21. e</p><p>22. a</p><p>23. c</p><p>24. b</p><p>25. c</p><p>26. d</p><p>27. d</p><p>28. e</p><p>29. e</p><p>30. d</p><p>31. a</p><p>32. a</p><p>33. e</p><p>34. d</p><p>35. d</p><p>36. b</p><p>37. e</p><p>38. a</p><p>39. d</p><p>40. c</p><p>41. c</p><p>42. b</p><p>43. e</p><p>44. d</p><p>45. e</p><p>46. a</p><p>47. e</p><p>48. d</p><p>49. a</p><p>50. a</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>61 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>GABARITO COMENTADO</p><p>001. (VUNESP/TEC LEG/CM SJC/2022) Leia o texto para responder a questão.</p><p>A Amazon pega, mata e come</p><p>Foi-se embora a Livraria São José, sebo mais antigo do Rio de Janeiro, fundado há</p><p>85 anos - e todo mundo acha normal. Ora, tudo não está morrendo ao nosso redor? Por que</p><p>livrarias, logo elas, iriam escapar à destruição que atinge o país inteiro? É a vida - ou a morte -</p><p>que segue.</p><p>Em sua fase espetacular - entre as décadas de 40 e 60 -, a São José chegou a ter três</p><p>lojas e estoque de 100 mil livros. Tornou-se editora e promoveu tardes de autógrafos. A primei-</p><p>ra foi um luxo: “Itinerário de Pasárgada”, de Manuel Bandeira, em 1954. Eram concorridíssimas</p><p>- não se sabe se pelos autores ou se pelas “madrinhas” deles, beldades como Tônia Carrero e</p><p>Odette Lara.</p><p>Ponto de encontro de intelectuais, estudantes e buquinadores 1 profissionais, fuçando</p><p>nas estantes e bancadas poderiam ser vistos lado a lado figuras tão díspares como o ex-presi-</p><p>dente Eurico Gaspar Dutra e o romancista Lúcio Cardoso. Matando aula na Faculdade Nacional</p><p>de Filosofia, foi lá que o cronista Ruy Castro começou sua invejada coleção de livros.</p><p>Não “essenciais”, as livrarias cariocas estão fechadas para cumprir o recesso sanitário.</p><p>É um setor do comércio que, com a pandemia, recorreu sobretudo à atividade online. Melhor do</p><p>que ninguém a Amazon sabe disso e se aproveita para complicar ainda mais a vida de livreiros</p><p>e editores. Em recente e-mail, agigante norte-americana pediu descontos maiores e aumento</p><p>na cobrança de taxas de marketing.</p><p>Na arte do oportunismo, a Amazon é o carcará de João do Vale na seca do sertão: pega,</p><p>mata e come2.</p><p>1 Buquinar: buscar e comprar livros usados em livrarias, bancas, sebos.</p><p>2 Referência à letra da música «Carca rá», de João do Vale.</p><p>(Alvaro Costa e Silva. ht!ps:l/www1.folha. uol.com.br/colunas/ alvaro-costa-e-silva/2021 /03/a-amazon-pega-</p><p>-mata-e-come.shtml. 29.03.2021. Adaptado)</p><p>Considere as seguintes frases do texto:</p><p>• A primeira foi um luxo: “Itinerário de Pasárgada”, de Manuel Bandeira, em 1954. (2º pa-</p><p>rágrafo)</p><p>• Não “essenciais”, as livrarias cariocas estão fechadas para cumprir o recesso sanitário.</p><p>(4º parágrafo)</p><p>No contexto em que são empregadas, as aspas (“ “) atendem, respectivamente, ao propósito de</p><p>a) distinguir uma citação do restante do texto; realçar ironicamente uma expressão.</p><p>b) realçar ironicamente uma expressão; indicar o título de uma obra.</p><p>c) indicar o título de uma obra; acentuar o valor significativo de uma palavra.</p><p>d) distinguir uma citação do restante do texto; assinalar inflexão de natureza emocional.</p><p>e) assinalar inflexão de natureza emocional; distinguir uma citação do restante do texto.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>62 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>I: As aspas foram usadas para sinalizar o título de uma obra literária de Manuel Bandeira.</p><p>II: As aspas foram empregadas como uma forma de direcionar uma crítica ao fato de as livra-</p><p>rias não terem sido, conforme o contexto, consideradas essenciais, uma vez que foram fecha-</p><p>das em razão das medidas emergenciais.</p><p>Letra c.</p><p>002. (VUNESP/AGER/CODEN/SERVIÇOS GERAIS/2021) Leia o texto para responder a questão.</p><p>Francisca trabalhou dos dez aos 48 anos em “casa de família”, no Rio. Nunca alcançou</p><p>um salário mínimo nem lhe assinaram a carteira. Quando infartou e não pôde mais trabalhar,</p><p>ficou com uma mão na frente e a outra atrás: não teve direito a pensão nem aposentadoria. O</p><p>marido cata papel no lixão. O filho que morreu foi gari, açougueiro, entregador de verduras no</p><p>Ceasa. Fez até curso de segurança. Depois de um ano desempregado, virou traficante. Durou</p><p>um ano vivo. “Ele ganhava 1 500 reais por semana. Pagava meus remédios, passagem, presta-</p><p>ção do guarda-roupa, gás, tudo”, diz Francisca. “Não era o que eu desejava para ele. Sonhava</p><p>que fosse mecânico. Mas eu aceitava o dinheiro porque não tinha opção.”</p><p>Ao chegar do trabalho, o filho deixava o fuzil no portão. Como se fosse a caixa de fer-</p><p>ramentas. “Meu filho, não quero esses brinquedos perigosos dentro de casa”, Francisca dizia.</p><p>Como bom filho, ele obedecia.</p><p>(Eliane Brum. O olho da rua. São Paulo: Globo, 2008. Adaptado)</p><p>O trecho – “Meu filho, não quero esses brinquedos perigosos dentro de casa” – foi posto entre</p><p>aspas para indicar:</p><p>a) os dizeres de um personagem que não está no texto.</p><p>b) um destaque para um detalhe importante da história.</p><p>c) a fala de uma personagem que está no próprio texto.</p><p>d) o alívio de Francisca por ter um filho obediente.</p><p>e) o final feliz para a história que começou triste.</p><p>As aspas foram utilizadas para indicar uma citação direta: quando se citam a fala do persona-</p><p>gem exatamente como foi dita por ele(a).</p><p>Letra c.</p><p>003. (VUNESP/AGER/CODEN/SERVIÇOS GERAIS/2021) Leia o texto para responder a questão.</p><p>Numa cidade grande, a gente se sente pequeno. Numa cidade pequena, a gente se sente</p><p>grande. Será mesmo assim? No interior é tudo mais calmo e pacato, e as pessoas só escutam</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>63 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>músicas do estilo sertanejo? Existem inúmeras vantagens e desvantagens de viver no interior,</p><p>mas tudo depende do estilo de vida e do objetivo de cada um.</p><p>Os interioranos são mais apegados, mais solidários e mais simpáticos. Talvez seja as-</p><p>sim pela facilidade de todos se conhecerem ou terem algum conhecido em comum. Isso acaba</p><p>deixando-os mais atenciosos uns com os outros. Nas cidades grandes, você só vê os habitan-</p><p>tes andando pelas ruas com fones de ouvido, sempre apressados, indiferentes, e sem olharem</p><p>uns para os outros. Se uma pessoa vai comprar um bilhete do metrô, a atendente vende</p><p>o bi-</p><p>lhete, mas é capaz que não fale nem um “bom dia”. Se alguém precisa de uma informação, as</p><p>pessoas têm receio de ajudar esse alguém.</p><p>(Diego Carza. Vida no interior. http://apezinho.com.br, 08.07.2014. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que a pontuação da frase reescrita a partir do texto está correta.</p><p>a) A vida interiorana, é bem mais calma, e tem também suas desvantagens.</p><p>b) O estilo, sertanejo das músicas, caiu no gosto dos interioranos.</p><p>c) A vantagem de viver no interior é, que as pessoas, são mais atenciosas.</p><p>d) Na cidade pequena, se a pessoa anda na rua, todos a cumprimentam.</p><p>e) A atendente do metrô, vende bilhete, e seu “bom dia” nunca acontece.</p><p>a) Errada. Ocorre a separação do sujeito (vida interiorana) e o verbo “é”, o que não pode ocorrer</p><p>na norma culta.</p><p>b) Errada. A palavra “sertanejo” cumpre função de adjunto adnominal de “estilo”, razão pela</p><p>qual não pode haver a separação por vírgula. A vírgula após “músicas” também está incorreta,</p><p>pois separa o sujeito (estilo sertanejo das músicas) do verbo (caiu). Não é permitida a vírgula</p><p>entre sujeito e verbo na norma culta.</p><p>c) Errada. A vírgula após o verbo “é” está separando o sujeito do predicativo:</p><p>A vantagem de viver no interior é que as pessoas são mais atenciosas</p><p>Sujeito oracional verbo de ligação predicativo do sujeito</p><p>d) Certa. A primeira vírgula ocorre para evidenciar adjunto adverbial de lugar deslocado, e a se-</p><p>gunda vírgula é utilizada para isolar oração subordinada adverbial condicional.</p><p>e) Errada. A primeira vírgula separa o sujeito do verbo: a atendente do metrô (sujeito) vende</p><p>(verbo). A segunda vírgula é facultativa, uma vez que se trata de oração coordenada sindética.</p><p>Letra d.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>64 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>004. (VUNESP/ALMO/CODEN/2021) Para responder a questão, observe a charge.</p><p>(https://www.google.com/search?q=cartum+sobre+consumismo. Acesso em 22.02.2020)</p><p>As palavras – amiga e mulher – são antecedidas por vírgula em observância a uma regra de</p><p>pontuação, que ocorre também na frase:</p><p>a) As mulheres são consumistas e, gastam muito, mesmo que os maridos proíbam.</p><p>b) Um incêndio causou pânico em todos e destruiu, ontem, parte do Shopping.</p><p>c) As mulheres ganham os próprios salários, por isso, podem gastar como quiserem.</p><p>d) Quem gasta sem pensar, não sabe depois de onde tirar para pagar as despesas.</p><p>e) Vocês, mulheres consumistas, devem pensar mais no meio ambiente.</p><p>Na charge, a vírgula é utilizada para isolar vocativo – um chamamento. O mesmo ocorre em</p><p>“Vocês, mulheres consumistas, devem pensar mais no meio ambiente.”</p><p>Letra e.</p><p>005. (VUNESP/ASOC/CODEN/2021)</p><p>Leia o texto para responder a questão.</p><p>Lições de vida</p><p>Em 2009, um avião pousou de emergência no rio Hudson. O piloto era Sully Sullenberger</p><p>e as 155 pessoas a bordo foram salvas por uma manobra impossível, perigosa, milagrosa.</p><p>Sully virou herói e a lenda estava criada.</p><p>Em 2016, no filme “Sully, o herói do rio Hudson”, Clint Eastwood revisitou a lenda para</p><p>contar o que aconteceu depois do milagre: uma séria investigação às competências do capitão</p><p>Sully Sullenberger. Ele salvara 155 pessoas, ninguém contestava. Mas foi mesmo necessário</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>65 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>pousar no Hudson? Ou o gesto revelou uma imprudência criminosa, sobretudo quando exis-</p><p>tiam opções mais sensatas?</p><p>Foram feitas simulações de computador. E a máquina deu o seu veredicto: era possível</p><p>ter evitado as águas do rio e pousar em LaGuardia ou Teterboro. O próprio Sully começou a</p><p>duvidar das suas competências. Todos falhamos. Será que ele falhou?</p><p>Por causa desse filme, reli um dos ensaios de Michael Oakeshott, cujo título é “Rationa-</p><p>lism in Politics”. Argumenta o autor que, a partir do Renascimento, o “racionalismo” tornou- -se</p><p>a mais influente moda intelectual da Europa. Por “racionalismo”, entenda-se: uma crença na</p><p>razão dos homens como guia único, supremo, da conduta humana.</p><p>Para o racionalista, o conhecimento que importa não vem da tradição, da experiência, da</p><p>vida vivida. O conhecimento é sempre um conhecimento técnico, ou de uma técnica, que pode</p><p>ser resumido ou aprendido em livros ou doutrinas.</p><p>Oakeshott argumentava que o conhecimento humano depende sempre de um conheci-</p><p>mento técnico e prático, mesmo que os ensinamentos da prática não possam ser apresenta-</p><p>dos com rigor cartesiano.</p><p>Clint Eastwood revisita a mesma dicotomia de Oakeshott para contar a história de Sul-</p><p>lenberger. O avião perde os seus motores na colisão com aves; o copiloto, sintomaticamente,</p><p>procura a resposta no manual de instruções; mas é Sully quem, conhecendo o manual, entende</p><p>que ele não basta para salvar o dia.</p><p>E, se os computadores dizem que ele está errado, ele sabe que não está – uma sabe-</p><p>doria que não se encontra em nenhum livro já que a experiência humana não é uma equação</p><p>matemática.</p><p>As máquinas são ideais para lidar com situações ideais. Infelizmente, o mundo comum</p><p>é perpetuamente devassado por contingências, ambiguidades, angústias, mas também súbi-</p><p>tas iluminações que só os seres humanos, e não as máquinas, são capazes de entender.</p><p>Quando li Oakeshott, encontrei um filósofo que, contra toda a arrogância da modernida-</p><p>de, mostrava como a nossa imperfeição pode ser, às vezes, uma forma de salvação. O ensaio</p><p>era, paradoxalmente, uma lição de humildade e uma apologia da grandeza humana. Eastwood,</p><p>aos 86 anos, traduziu essas imagens.</p><p>(João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo, 29.11.2016. Adaptado)</p><p>Leia os trechos do texto.</p><p>Clint Eastwood revisitou a lenda para contar o que aconteceu depois do milagre: uma séria</p><p>investigação às competências do capitão Sully Sullenberger. (2º parágrafo)</p><p>Por “racionalismo”, entenda-se: uma crença na razão dos homens como guia único, supremo,</p><p>da conduta humana. (4º parágrafo)</p><p>Os dois-pontos foram empregados nesses trechos, respectivamente, para inserir no texto</p><p>a) a ressalva de que a história real foi adaptada para o cinema; uma crítica à postura raciona-</p><p>lista e conservadora.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>66 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>b) as consequências advindas da atitude ousada de Sullenberger; a retificação de informação</p><p>presente na frase.</p><p>c) o evento posterior ao pouso de emergência realizado por Sullenberger; a definição de um</p><p>termo já mencionado no texto.</p><p>d) o parecer do jornalista sobre o pouso no rio Hudson; a explicação filosófica do que significa</p><p>racionalismo.</p><p>e) o tema central do filme de Clint Eastwood; a reprodução literal de trecho da obra de Oakeshott.</p><p>Na primeira ocorrência, os dois pontos são usados para explicar a expressão “o que aconteceu</p><p>depois do milagre”.</p><p>Na segunda ocorrência, a vírgula é utilizada para explicar o termo “racionalismo”.</p><p>Letra c.</p><p>006. (VUNESP/SOLD/PM SP/2ª CLASSE/2021) Leia o texto, para responder a questão.</p><p>É conceito da moda. Usam em encontros motivadores. Na Física, é a volta à forma</p><p>original após uma deformação. O termo se origina da capacidade de ricochetear, de saltar</p><p>novamente. Por extensão, usamos para falar</p><p>de quem sofre pressão e consegue manter seus</p><p>objetivos.</p><p>Uma pessoa resiliente ideal teria três camadas. Na primeira, suporta: recebe o golpe</p><p>sem desabar. Ouve a crítica e não “desaba”, vive a frustração sem descontrole, experiencia a</p><p>dor e continua de pé. A primeira etapa da resiliência é administrar o golpe, o revés, o erro, a</p><p>decepção. O tipo ideal que estamos tratando sabe a extensão da dor, mas se considera (ou é</p><p>de fato) mais forte do que as ondas das adversidades.</p><p>O segundo estágio é a recuperação/aprendizagem. Combinam-se os dois conceitos.</p><p>Sinto o golpe, não desmonto (fase um) e ainda recupero a posição anterior ao golpe com o</p><p>acréscimo de algo novo. Toda dor contém sua lição. Ninguém duvida disso. O resiliente conse-</p><p>gue aprender com o golpe sentido.</p><p>O terceiro momento do modelo perfeito é a ressignificação da estratégia e da consci-</p><p>ência a partir do aprendizado. O tipo aqui descrito nunca se vitimiza, mesmo se for a vítima.</p><p>Não existe lamúria ou sofrimento para o mundo. A dor existe, foi sentida, houve reação com</p><p>aprendizado e dele surgiu um novo ser, mais forte e mais sábio.</p><p>É bom descrever tipos perfeitos. Quase sempre são inexistentes. São como a biografia</p><p>de santos medievais: sem falha, diamantes sem jaça; modelos e, como tal, inatingíveis. Existe</p><p>um propósito didático de mostrar a perfeição para nós que chafurdamos no lodo da existência</p><p>banal. Todos temos graus variados de resiliência diante da vida. Ninguém é o tipo ideal. Uma</p><p>coisa não invalida a outra.</p><p>Como narrativa de santos, o modelo perfeito serve como para indicar o ponto no qual</p><p>não me encontro, porém devo reagir para almejá-lo. Sempre é bom ser resiliente e todos os</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>67 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>palestrantes e livros têm razão: sem resiliência em algum grau, épico ou homeopático, é im-</p><p>possível enfrentar o mundo.</p><p>O conto extraordinário de Kafka, Um Artista da Fome, fala de um homem com extre-</p><p>ma resiliência para aguentar jejuns prolongados. Era um herói! Ao final, emitiu a verdade sur-</p><p>preendente. Ele não era um homem de vontade férrea, apenas nunca havia encontrado um</p><p>prato que… o seduzisse realmente. Seu paladar nunca fora tentado. Creio ser a receita geral</p><p>da resiliência: a serenidade diante das coisas que, na verdade, não nos atingiram. Esperança</p><p>ajuda sempre.</p><p>(Leandro Karnal. Os heróis da resiliência. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br. Acesso em 20.01.2021.</p><p>Adaptado)</p><p>Observe o emprego dos parênteses e dos dois-pontos nas passagens.</p><p>O tipo ideal que estamos tratando sabe a extensão da dor, mas se considera (ou é de fato)</p><p>mais forte do que as ondas das adversidades.</p><p>Sempre é bom ser resiliente e todos os palestrantes e livros têm razão: sem resiliência em al-</p><p>gum grau, épico ou homeopático, é impossível enfrentar o mundo.</p><p>É correto afirmar que</p><p>a) os parênteses isolam um comentário que reduz o sentido da afirmação anterior; os dois-</p><p>-pontos introduzem um esclarecimento genérico acerca da afirmação anterior.</p><p>b) os parênteses isolam um comentário que se põe como alternativa a uma afirmação anterior;</p><p>os dois- -pontos introduzem um comentário que reforça a afirmação anterior.</p><p>c) os parênteses isolam um comentário que reitera uma afirmação anterior; os dois- pontos</p><p>introduzem um comentário que retifica uma afirmação anterior.</p><p>d) tanto os parênteses quanto os dois-pontos introduzem comentários que ratificam o sentido</p><p>das afirmações anteriores.</p><p>e) tanto os parênteses quanto os dois-pontos introduzem comentários com intuito de levar o</p><p>leitor a discordar do ponto de vista do autor.</p><p>Na primeira ocorrência, a expressão entre parênteses apresenta uma alternativa “se considera</p><p>ou é, de fato”.</p><p>Na segunda ocorrência, a afirmação após os dois pontos confirma porque é “sempre bom ser</p><p>resiliente”, afirmação anteriormente explicitada.</p><p>Letra b.</p><p>007. (VUNESP/ESP S/PREF GRU/BIOLOGIA/2021) Assinale a alternativa em que a pontuação</p><p>está empregada corretamente, conforme a norma culta da língua portuguesa.</p><p>a) Estamos, nas Escolas de Samba de São Paulo aguardando que, ocorra uma vacinação em</p><p>massa, para organizar um carnaval no mês de julho.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>68 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>b) Depois da gripe suína, a nova doença causava febre alta, dor de garganta e de cabeça, perda</p><p>de olfato e de paladar.</p><p>c) A pandemia trouxe novos hábitos e cada qual a seu jeito, foi procurando adaptar-se não sem</p><p>pouco sofrimento.</p><p>d) O progresso foi chegando devagarinho: tudo foi sendo substituído, pouco a pouco pelos</p><p>prédios; o bairro, já não é o mesmo.</p><p>e) Os pesquisadores observaram que depois, das queimadas há no solo da floresta, uma maior</p><p>abundância de bactérias.</p><p>a) Errada. A primeira vírgula, sozinha, separa o adjunto adverbial de lugar (nas escolas de sam-</p><p>ba de São Paulo), que deveria estar isolado por vírgulas, ou seja, entre vírgulas. Dessa forma,</p><p>para que estivesse de acordo com a norma culta, deve haver outra vírgula após “São Paulo”.</p><p>A segunda vírgula após “que” também está incorreta, uma vez que está separando o verbo</p><p>(aguardando) de seu complemento (que ocorra uma vacinação em massa).</p><p>b) Certa. A primeira vírgula ocorre para isolar adjunto adverbial de tempo, e a segunda vírgula é</p><p>utilizada para separar elementos coordenados entre si, que exercem a mesma função sintática.</p><p>c) Errada. A vírgula após “jeito” separa o sujeito do verbo, o que é proibido na norma culta. Caso</p><p>a expressão “a seu jeito” estivesse isolada por vírgulas (entre vírgulas) a opção estaria correta,</p><p>pois haveria apenas o isolamento de um adjunto adverbial de modo.</p><p>d) Errada. A expressão “pouco a pouco” deve vir entre vírgulas, para isolar adjunto adverbial de</p><p>modo deslocado. A segunda vírgula após “bairro” separa o sujeito do verbo, o que é proibido</p><p>na norma culta.</p><p>e) Errada. A vírgula após “depois” está incorreta, uma vez que “depois das queimadas” é um</p><p>adjunto adverbial de tempo deslocado, e deveria estar entre vírgulas.</p><p>Letra b.</p><p>008. (VUNESP/PREF GRU/2021) Leia o texto, para responder a questão.</p><p>A busca por um sentido</p><p>“Os dois dias mais importantes da sua vida são aqueles em que você nasceu e aquele</p><p>em que descobre o porquê.” A máxima atribuída ao escritor americano Mark Twain (1835-</p><p>1910), autor de clássicos como As Aventuras de Tom Sawyer (1876), resume com precisão o</p><p>valor de encontrar um propósito para a própria existência. Naturalmente, nunca é demais su-</p><p>blinhar, a busca por um sentido para estar vivo se confunde com o humano – ou, melhor ainda,</p><p>com “ser” humano.</p><p>Há cerca de 50 000 anos, quando, segundo achados recentes, o Homo Sapiens come-</p><p>çou a pintar nas paredes das cavernas, desenhávamos figuras místicas, como caçadores do-</p><p>tados de superpoderes, que pareciam auxiliar os homens daquela época a situar a si mesmos</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>69 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>em meio ao desconhecido. De lá para cá, não existem indícios de que se possa chegar a uma</p><p>razão única que justifique o viver – porém cada indivíduo pode descobrir</p><p>a sua.</p><p>Diante da pergunta “por que estamos aqui?”, feita durante uma entrevista, o escritor</p><p>Charles Bukowski (1920- 1994), alemão radicado nos Estados Unidos, destacou: “Para quem</p><p>acredita em Deus, a maior parte das grandes questões pode estar respondida. Mas, para aque-</p><p>les que não aceitam a fórmula de Deus, as grandes respostas não estão cravadas na pedra.</p><p>Nós nos ajustamos a novas condições e descobertas”.</p><p>No rastro desse debate, outra indagação se impõe: afinal, vale tanto assim o esforço</p><p>de refletir acerca dos motivos de estar na Terra? Um estudo publicado em dezembro no peri-</p><p>ódico científico Journal of Clinical Psychiatry (EUA) foi pioneiro ao garantir que, até mesmo do</p><p>ponto de vista da saúde física e mental, vale, sim, a pena. O veredito do estudo: aqueles que</p><p>revelavam ter descoberto sentido em sua vida demonstravam também melhores condições de</p><p>saúde, tanto psicológica como física. Enquanto isso, ocorreu o contrário com os que declara-</p><p>vam estar no máximo em um processo de busca. Esses apresentavam, com maior frequência,</p><p>problemas de saúde.</p><p>(Sabrina Brito, Veja, 15.01.2020. Adaptado)</p><p>Observando-se o emprego de dois-pontos nas passagens destacadas no penúltimo e no últi-</p><p>mo parágrafo, conclui-se, corretamente, que</p><p>a) no penúltimo parágrafo eles introduzem uma citação; no último, um esclarecimento acerca</p><p>de algo mencionado anteriormente.</p><p>b) em ambos os casos eles introduzem ideias novas, independentes de afirmações anteriores.</p><p>c) no penúltimo parágrafo eles introduzem informações acessórias, que serão retomadas</p><p>pela autora.</p><p>d) no último parágrafo eles introduzem observações críticas da autora acerca dos resultados</p><p>do estudo.</p><p>e) no penúltimo parágrafo eles introduzem a transcrição de um trecho; no último, a citação</p><p>direta do texto de um estudo.</p><p>Na primeira ocorrência, os dois-pontos introduzem a citação “Para quem acredita em Deus, a</p><p>maior parte das grandes questões pode estar respondida. Mas, para aqueles que não aceitam</p><p>a fórmula de Deus, as grandes respostas não estão cravadas na pedra. Nós nos ajustamos a</p><p>novas condições e descobertas”.</p><p>Na segunda ocorrência, os dois-pontos introduzem o que significa o “veredicto do estudo”.</p><p>Letra a.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>70 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>009. (VUNESP/PROC/PREF JUNDIAÍ/2021)</p><p>Vida média</p><p>Continuamos a acreditar que vivemos numa época em que a tecnologia dá passos gi-</p><p>gantes e diários, a perguntar onde vamos parar com a globalização, mas refletimos com me-</p><p>nos frequência sobre o fato de que o aumento do tempo médio de vida é o maior avanço da</p><p>humanidade – e neste campo a aceleração supera a de qualquer outra façanha. Na verdade,</p><p>o troglodita que conseguiu produzir fogo artificialmente já havia compreendido obscuramente</p><p>que o homem poderia dominar a natureza. Desde a invenção do vapor ficou claro que conse-</p><p>guiríamos multiplicar a velocidade dos deslocamentos, assim como já se podia supor que um</p><p>dia chegaríamos à luz elétrica. Mas durante séculos os homens sonharam em vão com o elixir</p><p>da longa vida e com a fonte da juventude eterna. Na Idade Média existiam ótimos moinhos de</p><p>vento, mas existia também uma igreja que os peregrinos procuravam para obter o milagre de</p><p>viver até os 40 anos.</p><p>Fomos à Lua há muitos anos e ainda não conseguimos ir a Marte, mas na época do de-</p><p>sembarque lunar uma pessoa de 70 anos já havia chegado ao fim da vida, enquanto hoje temos</p><p>esperanças razoáveis de chegar aos 90. Em suma, o grande progresso ocorreu no campo da</p><p>vida, não no campo dos computadores.</p><p>Muitos dos problemas que devemos enfrentar hoje têm relação com o aumento do</p><p>tempo médio de vida. E não estou falando apenas das aposentadorias. A imensa migração</p><p>do Terceiro Mundo para os países ocidentais nasce certamente da esperança de milhares de</p><p>pessoas de encontrar comida, trabalho e principalmente de chegar a um mundo onde se vive</p><p>mais – ou, seja como for, fugir de um outro mundo onde se morre cedo demais. No entanto</p><p>– embora não tenha as estatísticas à mão –, creio que a soma que gastamos em pesquisas</p><p>gerontológicas e em medicina preventiva seja infinitamente menor do que o investimento em</p><p>tecnologia bélica e em informática. Sabemos muito bem como destruir uma cidade ou como</p><p>transportar informação a baixo custo, mas ainda não temos ideia de como conciliar bem-estar</p><p>coletivo, futuro dos jovens, superpopulação mundial e aumento da expectativa de vida.</p><p>Um jovem pode pensar que o progresso é aquilo que lhe permite enviar recadinhos pelo</p><p>celular ou voar barato para Nova York, enquanto o fato surpreendente – e o problema não re-</p><p>solvido – é que, se tudo correr bem, ele só precisará se preparar para ser adulto aos 40 anos,</p><p>enquanto seus antepassados tinham de fazê-lo aos 16.</p><p>Certamente é preciso agradecer a Deus ou à sorte por vivermos mais, mas temos de</p><p>enfrentar esse problema como um dos mais dramáticos de nosso tempo e não como um pon-</p><p>to pacífico.</p><p>(Eco, Humberto. Pape Satan Aleppe: crônicas de uma sociedade líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017)</p><p>Em conformidade com a norma-padrão de pontuação, na frase “Mas durante séculos os ho-</p><p>mens sonharam em vão com o elixir da longa vida e com a fonte da juventude eterna.”, a se-</p><p>guinte expressão pode ser isolada com o uso de duas vírgulas:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>71 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) durante séculos</p><p>b) os homens</p><p>c) sonharam em vão</p><p>d) o elixir da longa vida</p><p>e) com a fonte da juventude</p><p>A expressão “durante séculos” é um adjunto adverbial de tempo deslocado e, sendo de curta</p><p>extensão, pode ou não ser isolado entre vírgulas.</p><p>Letra a.</p><p>010. (VUNESP/ART/PREF F VASCONCELOS/OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS/2021) Assinale a</p><p>alternativa em que o uso da vírgula está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.</p><p>a) Os artistas populares, costumam se apresentar, nas ruas e praças.</p><p>b) As crianças, se divertem muito ao verem, os imitadores de gato.</p><p>c) Por mais que procurem empregos fixos, muitas pessoas não encontram.</p><p>d) É muito importante, que prestigiemos, todos os artistas.</p><p>e) As pessoas param, para assistir às apresentações, dos artistas de rua.</p><p>a) Errada. A primeira vírgula separa o sujeito do verbo, o que é proibido pela norma culta.</p><p>b) Errada. A primeira vírgula separa o sujeito do verbo e a segunda vírgula separa o verbo de</p><p>seu complemento.</p><p>c) Certa. A vírgula está correta, uma vez que é utilizada para isolar oração subordinada adver-</p><p>bial concessiva deslocada.</p><p>d) Errada. A vírgula separa o sujeito posposto do predicado.</p><p>e) Errada. A virgula separa o substantivo de seu adjunto adnominal.</p><p>Letra c.</p><p>011. (VUNESP/ASOC/PREF F VASCONCELOS/SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SO-</p><p>CIAL/2021) Leia o texto para responder à questão.</p><p>Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na</p><p>areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retiran-</p><p>tes e por ali não existia sinal de comida. A cachorra Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos</p><p>do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhan-</p><p>tes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a</p><p>ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação che-</p><p>gava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro</p><p>de rês perdida na caatinga.</p><p>Sinha Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>72 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam:</p><p>festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspe-</p><p>ro, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa</p><p>atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a</p><p>si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo... Ordinariamente a família</p><p>falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras</p><p>curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.</p><p>Num cotovelo do caminho, Fabiano avistou um canto de cerca, encheu-o a esperança</p><p>de achar comida, sentiu desejo de cantar. A voz saiu-lhe rouca, medonha. Calou-se para não</p><p>estragar força.</p><p>(Graciliano Ramos, Vidas Secas. 1996. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que o uso de sinal de pontuação no interior do enunciado tem a fina-</p><p>lidade de indicar ao leitor uma explicação feita pelo narrador.</p><p>a) A cachorra Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lem-</p><p>brança disto.</p><p>b) Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares...</p><p>c) Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava.</p><p>d) ... o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga.</p><p>e) ... e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula.</p><p>A expressão “que andava furioso” representa uma explicação, uma vez que é uma oração su-</p><p>bordinada adjetiva explicativa: introduzida por pronome relativo e entre vírgulas.</p><p>Letra d.</p><p>012. (VUNESP - AG/PREF V PAULISTA/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2021)</p><p>Vida e morte das agendas</p><p>Agendas de telefones precisam ser refeitas de anos em anos, de acordo com o número</p><p>de pessoas que entram e saem de nossa vida. De repente não cabe mais ninguém.</p><p>Nomes que um dia foram anotados porque tinham a ver com algo terrivelmente impor-</p><p>tante passam para a categoria do “quem era mesmo?”. Tornam-se nomes sem rosto, tragados</p><p>pela nossa desmemória.</p><p>Mas o pior é o doloroso processo de suprimir os que já se foram. É incrível quantos</p><p>amigos ou conhecidos têm o hábito de nos deixar a cada dez ou 15 anos. As agendas são um</p><p>registro macabro dessa fatalidade.</p><p>De algum tempo para cá, outro tipo de supressão ficou obrigatório: o dos telefones</p><p>fixos. Se a agenda anterior contém o número do telefone fixo e do celular de cada pessoa, e</p><p>você tenta ligar para um e para outro a fim de certificar-se de que continuam valendo, ficará es-</p><p>pantado com quantos fixos, de repente, não existem mais. É terrível constatar que até os seus</p><p>companheiros de geração reduziram-se ao celular.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>73 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Para completar, as próprias agendas de papel estão sob ataque. Mesmo entre os co-</p><p>roas, quase ninguém mais as usa – os números de telefones são anotados diretamente no</p><p>celular. Mas o que acontece quando têm o celular roubado ou o esquecem em algum lugar, e</p><p>já jogaram fora o velho caderno ensebado?</p><p>Talvez as agendas do futuro sejam gravadas diretamente no cérebro – no mísero cére-</p><p>bro humano, arcaico, analógico, que ainda é o nosso.</p><p>(Ruy Castro. Folha de S.Paulo. 29.11.2019. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que, com a inserção das vírgulas, a frase “Nomes que um dia foram</p><p>anotados porque tinham a ver com algo terrivelmente importante...” atende à norma padrão de</p><p>pontuação.</p><p>a) Nomes que, um dia, foram anotados porque tinham a ver com algo terrivelmente importante...</p><p>b) Nomes que um dia, foram anotados, porque tinham a ver com algo terrivelmente importante...</p><p>c) Nomes que um dia foram anotados porque, tinham a ver, com algo terrivelmente importante...</p><p>d) Nomes que um dia foram anotados porque tinham a ver, com algo, terrivelmente importante...</p><p>e) Nomes que um dia foram anotados porque tinham a ver com, algo terrivelmente, importante...</p><p>A expressão “um dia” é ajunto adverbial de tempo de curta extensão, e pode ser isolado en-</p><p>tre vírgulas.</p><p>Letra a.</p><p>013. (VUNESP/AG/PREF V PAULISTA/TÉCNICO EM GESTÃO/2021) Assinale a alternativa em</p><p>que a pontuação está usada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.</p><p>a) As pessoas, que vão ao consultório de um dentista sempre abrem a boca, mas não dizem nada.</p><p>b) As pessoas que vão ao consultório de um dentista sempre abrem a boca, mas não dizem nada.</p><p>c) As pessoas que vão ao consultório, de um dentista sempre abrem a boca, mas não dizem nada.</p><p>d) As pessoas que vão ao consultório de um dentista sempre, abrem a boca mas, não</p><p>dizem nada.</p><p>e) As pessoas que vão ao consultório de um dentista, sempre abrem a boca mas não dizem, nada.</p><p>a) Errada. Está incorreto o emprego da vírgula porque separa a oração subordinada adjetiva</p><p>restritiva da oração principal.</p><p>b) Certa. A vírgula foi usada corretamente, para separar oração coordenada sindética</p><p>adversativa.</p><p>c) Errada. A primeira vírgula separa o adjunto adnominal do substantivo.</p><p>d) Errada. A primeira vírgula separa o sujeito do verbo: As pessoas (sujeito) + que vão ao con-</p><p>sultório de um dentista (oração adjetiva restritiva) + sempre (adjunto adverbial de tempo de curta</p><p>extensão) + abrem (verbo) + a boca (complemento).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>74 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>e) Errada. O emprego da vírgula separa a oração subordinada adjetiva restritiva, que não pode</p><p>ser separada (uma vírgula). Obs: Uma vírgula = separar – Duas vírgulas = isolar.</p><p>Letra b.</p><p>014. (VUNESP/CVU/PREF OSASCO/2021) A pontuação está de acordo com a norma-padrão</p><p>da língua portuguesa em:</p><p>a) É preciso, aceitar que a vida é feita, de ganhos e perdas que deve ser vista como algo natural.</p><p>b) É grande o número de pessoas, que se revoltam, quando fracassam porém deveriam tentar</p><p>entender que fracassos fazem parte da vida.</p><p>c) Ficamos mais leves, quando aprendemos a ganhar e a perder, uma vez que isso é caracte-</p><p>rística, da vida de todos nós.</p><p>d) Guilherme, autor da música, propõe a nós uma reflexão: é preciso aprender a ser mais flexí-</p><p>vel diante das circunstâncias da nossa existência.</p><p>e) Viver, não é ter sucesso o tempo todo embora, muitas pessoas, pensem o contrário.</p><p>a) Errada. A primeira vírgula separa o sujeito do predicado, e a segunda vírgula separa o com-</p><p>plemento nominal do termo a que se refere: “a vida é feita de ganhos”.</p><p>b) Errada. A vírgula separa a oração subordinada adjetiva restritiva da oração principal.</p><p>c) Errada. A vírgula após “características” separa o adjunto adnominal do termo a que se refere.</p><p>d) Certa. O emprego de vírgulas está correto: a primeira ocorrência é usada para isolar aposto,</p><p>e os dois-pontos são usados para introduzir uma explicação.</p><p>e) Errada. A primeira vírgula separa o sujeito do verbo e a segunda vírgula deve ser introduzida</p><p>antes da conjunção “embora” para separar oração subordinada adverbial concessiva.</p><p>Letra</p><p>d.</p><p>015. (VUNESP/EI/SAMU OSASCO/PREF OSASCO/2021) Leia um trecho do conto Agaricus au-</p><p>ditae, de Lima Barreto, para responder a questão.</p><p>Alexandre Ventura Soares tinha seus vinte e cinco anos, bacharel em ciências físicas e</p><p>naturais, era preparador do Museu de História Natural. Tal cargo, obtido em concurso, lhe dera</p><p>direito a uma viagem à Europa, nos tempos em que as subvenções para isso largamente se</p><p>distribuíam, razão pela qual eram equitativa e sabiamente feitas. De volta, por acaso, viera a</p><p>morar defronte de um homem de idade, venerável, que vivia, pelo jardim de sua vasta casa, a</p><p>catar pedrinhas no chão. Pôs-se a observar o homem, curioso com os seus trejeitos, a fim de</p><p>descobrir o que significavam. Visou a Ásia e encontrou no caminho a América. El Levante por</p><p>el Poniente… A filha do ancião, muito naturalmente, pouco afeita a curiosidades sobre o seu</p><p>jardim que não tivessem a ela por objeto, supôs que o doutor estivesse apaixonado por ela.</p><p>Nenê, era o seu apelido familiar, sabia que o rapaz era dado a coisas de botânica; que pertencia</p><p>ao museu; que o tratavam de doutor; logo não se podia tratar senão de um médico.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>75 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>A nossa mentecapta inteligência nacional, de que não fazem parte só as mulheres, não</p><p>admite que tratem de botânica senão os médicos; e de matemática os engenheiros; quando,</p><p>em geral, nem uns nem outros se preocupam em tais coisas.</p><p>Ela, porém, vivendo em círculo restrito, não tendo estudos especiais, convivências ou-</p><p>tras que não essa da sociedade, fossilizadas de cérebro e com receitas de formulário na cabe-</p><p>ça, não podia ter outra opinião que a geral na nossa terra, de cima a baixo. Aquele moço era por</p><p>força doutor em medicina ou, no mínimo, estudante. Quando soube que não, teve uma ponta de</p><p>despeito; e custou-lhe a crer que fosse tão formado como outro qualquer doutor. Foi o próprio</p><p>pai quem a convenceu.</p><p>(Lima Barreto. Contos completos de Lima Barreto. Companhia das Letras, 2010. Adaptado)</p><p>No trecho “Tal cargo, obtido em concurso, lhe dera direito a uma viagem à Europa, nos tempos</p><p>em que as subvenções para isso largamente se distribuíam, razão pela qual eram equitativa e</p><p>sabiamente feitas” (1º parágrafo), pode- -se inserir uma vírgula antes e uma depois da seguinte</p><p>expressão, sem prejuízo da norma-padrão de pontuação da língua portuguesa:</p><p>a) a uma viagem à Europa</p><p>b) nos tempos em que</p><p>c) para isso largamente</p><p>d) pela qual eram</p><p>e) equitativa e sabiamente</p><p>A expressão “equitativa e sabiamente” é um adjunto adverbial, portanto, poderia ser isolada</p><p>entre vírgulas.</p><p>Letra e.</p><p>016. (VUNESP/PREF ARAÇARIGUAMA/EDUCAÇÃO INFANTIL/2021)</p><p>A linguagem cinematográfica</p><p>Quem assiste a cinema hoje está longe de imaginar o longo e árduo processo em que</p><p>consistiu o desenvolvimento da linguagem cinematográfica, desde que os irmãos Lumière exi-</p><p>biram o seu precário Saída dos Operários da Fábrica no Grand Café de Paris, em 28 de dezem-</p><p>bro de 1895, oficialmente a primeira sessão de cinema do mundo.</p><p>Uma ilustração bem instrutiva do desenvolvimento da linguagem do cinema é a que diz</p><p>respeito, por exemplo, ao emprego da câmera. De início completamente estática, somente aos</p><p>trancos e barrancos foi a câmera adquirindo a mobilidade que tem hoje. Nos primeiros tem-</p><p>pos do cinema mudo, filmava- -se com a câmera imóvel posta diante de um cenário onde tudo</p><p>acontecia, como num palco teatral. Nessa época, ver a imagem se movendo na tela já era sufi-</p><p>cientemente divertido, quando o ponto de contraste para isso era o estaticismo da fotografia.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>76 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Foi o americano D. W. Griffith (1875-1942) quem sistematizou, na prática, o uso do que</p><p>chamamos hoje planificação, angulação e enquadramento (a variação da posição da câmera</p><p>com relação ao elemento filmado). Na verdade, Griffith não foi o primeiro a variar a posição da</p><p>câmera, mas foi, sim, o pioneiro nessa sistematização. O espectador que já recebeu a lingua-</p><p>gem cinematográfica “feita” – embora ainda hoje ela continue “fazendo” a si mesma! – nem</p><p>cogita das difíceis querelas entre Griffith e os colegas de produção da década de 10, quando</p><p>ele insistia, por exemplo, em que podia interromper a ação, geralmente filmada em plano de</p><p>conjunto, para aí intercalar o rosto de um ator, tomado em primeiro plano. A produção alegava</p><p>que tal prática era absurda, e que confundiria os espectadores, que a recusariam como incom-</p><p>preensível. Griffith, por sua vez, argumentava que o público a entenderia perfeitamente, pois,</p><p>no geral, era assim que funcionavam os processos narrativos na literatura de ficção. Conforme</p><p>sabemos, o seu modelo era o popular romance de Charles Dickens, superlido no final do século</p><p>passado. O resultado dessa polêmica, já o conhecemos, com a vitória da intuição genial sobre</p><p>o medo do novo.</p><p>(João Batista de Brito. Imagens Amadas. São Paulo: Ateliê Editoral, 1995. Adaptado.)</p><p>Assinale a alternativa que está em concordância com a norma-padrão no que se refere ao em-</p><p>prego dos sinais de pontuação nos trechos reescritos.</p><p>a) Segundo alegava a produção, tal prática, confundiria os espectadores, que a recusariam</p><p>inevitavelmente.</p><p>b) Por ser estática somente aos trancos e barrancos a câmera adquiriu a mobilidade, de que é</p><p>provida hoje.</p><p>c) Já era divertido o suficiente; quando o ponto de contraste para o cinema era o estaticismo</p><p>da fotografia.</p><p>d) Sabemos que, o seu modelo era o popular romance de Charles Dickens, superlido no final</p><p>do século passado.</p><p>e) Já conhecemos o resultado dessa polêmica: a vitória da intuição genial sobre o medo do novo.</p><p>a) Errada. A vírgula separa o sujeito (tal prática) do verbo (confundiria).</p><p>b) Errada. A expressão “por ser estática” é um adjunto adverbial e deve ficar entre vírgulas. Na</p><p>expressão “de que provida hoje” exprime ideia de restrição, portanto, não pode ser separada</p><p>por vírgula.</p><p>c) Errada. Não se deve separar a oração subordinada adverbial de tempo “quando o ponto de</p><p>contraste para o cinema era o estaticismo da fotografia” por ponto e vírgula.</p><p>d) Errada. A primeira vírgula separa o objeto de seu complemento, que é uma oração subordi-</p><p>nada substantiva objetiva direta - o objeto direto do verbo “sabemos”.</p><p>e) Certa. Os dois-pontos são empregados corretamente e exprimem explicação de termo ante-</p><p>riormente citado: “o resultado dessa polêmica”.</p><p>Letra e.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>77 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>017. (VUNESP/AG FISC/RIB PRETO/PREF RP/2021) Leia o texto, para responder a questão.</p><p>Escritório</p><p>Aluguei um escritório. Minha senhoria é a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da</p><p>Penitência – o que quer dizer que começo bem, sob a égide de um santo de minha particular</p><p>devoção. Espero que ele me assista nesta grave emergência.</p><p>Grave, porque assumi compromisso, com contrato registrado e sacramentado, de cum-</p><p>prir fielmente o regulamento do prédio na minha nova condição de inquilino. Não posso, por</p><p>exemplo, colocar pregos que danifiquem as paredes.</p><p>Mas escritório de quê? Advocacia? A tanto não ousaria, sendo certo que minha quali-</p><p>dade de bacharel nunca me animou sequer a ir buscar o diploma na Faculdade (onde, confio,</p><p>esteja ainda bem guardado à minha espera, se dele precisar para qualquer eventualidade: a de</p><p>ser inesperadamente convocado à vida pública, por exemplo, com uma honrosa nomeação,</p><p>sacrifício a que seria difícil esquivar-me). Pelo que, não ousariam a esta altura da minha vida,</p><p>iniciar-me na profissão a que o dito diploma presumivelmente me habilita. Além do mais, eu</p><p>não poderia mesmo colocar o prego para dependurá-lo na parede.</p><p>Fica sendo então escritório, tão-somente. Nem mesmo de literatura: apenas um local</p><p>onde possa acender diariamente o forno (no sentido figurado, apresso-me a tranquilizar o con-</p><p>domínio) desta padaria literária de cujo produto cotidiano, fresco ou requentado, vou vivendo</p><p>como São Francisco é servido. Levo para o meu novo covil uma mesa, uma cadeira, a máquina</p><p>de escrever – e me instalo, à espera de meus costumeiros clientes.</p><p>Estranhos clientes estes, que entram pela janela, pelas paredes, pelo teto, trazidos pelas vozes</p><p>de antigamente, vindos numa página de jornal, ou num simples ruído familiar: projeção de mim</p><p>mesmo, ecos de pensamento, fantasmas que se movem apenas na lembrança, figuras feitas</p><p>de ar e imaginação.</p><p>(Fernando Sabino. A mulher do vizinho. Adaptado)</p><p>Observe o emprego de dois-pontos na passagem do 4º parágrafo. É correto afirmar que os</p><p>dois-pontos sinalizam a introdução de informação que</p><p>a) contesta informação expressa anteriormente.</p><p>b) esclarece o conceito do autor sobre literatura.</p><p>c) reforça opinião que será apresentada ao leitor.</p><p>d) nega o conteúdo de informação anterior.</p><p>e) complementa e esclarece afirmação precedente.</p><p>Os dois-pontos são utilizados para complementar e explicar a expressão “Nem mesmo</p><p>literatura”.</p><p>Letra e.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>78 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>018. (VUNESP/AG ADM/RIB PRETO/PREF RP/2021)</p><p>Colunista comenta relatório do IPCC sobre mudanças climáticas.</p><p>“O que já havia sido previsto vem se materializando com um aumento médio da tem-</p><p>peratura da Terra, chegando-se à conclusão de que esse aumento está chegando antes do</p><p>previsto”, diz Paulo Saldiva em seu comentário sobre o sexto relatório do IPCC (Painel Intergo-</p><p>vernamental sobre Mudanças Climáticas). As consequências são as de que os ciclos hidroge-</p><p>ológicos vão aumentar em sua intensidade e frequência, provocando, de um lado, períodos de</p><p>seca alternados com inundação e, por outro lado, a elevação dos níveis dos mares comprome-</p><p>terá cidades costeiras, assim como a desertificação de algumas regiões afetará a produção de</p><p>alimentos.</p><p>Não bastasse tudo isso, as inundações e o aumento da temperatura vão facilitar o surgi-</p><p>mento de vetores de doenças infecciosas, como dengue, zika, malária ou febre amarela. Aliás,</p><p>em se tratando de saúde, deve-se observar ainda que os extremos de temperatura farão com</p><p>que algumas pessoas com doenças cardiovasculares e respiratórias tenham sua saúde ainda</p><p>mais comprometida, até mesmo com risco de morte.</p><p>Para o colunista, ainda há tempo de reverter esse cenário de caos, embora parte dessas</p><p>alterações, admite, seja irreversível. “Se fizermos tudo certo, vai ser necessário mais de um</p><p>século para que a gente reverta as condições anteriores que nossos antepassados deixaram”.</p><p>(https://jornal.usp.br/radio-usp/445402/, 16.08.21. Adaptado)</p><p>* Hidrogeológico: Relativo ao estudo das águas subterrâneas.</p><p>Na última frase do texto “Se fizermos tudo certo, vai ser necessário mais de um século...” a</p><p>vírgula marca um deslocamento da oração adverbial em relação à oração principal. Assinale a</p><p>alternativa em que a vírgula está empregada com a mesma finalidade:</p><p>a) O aumento de temperatura vai facilitar o surgimento de doenças infecciosas, como a dengue.</p><p>b) Pessoas com doenças cardiovasculares deverão ter mais cuidado, pois poderão sofrer com</p><p>os extremos de temperatura.</p><p>c) Para o colunista, precisamos voltar às condições deixadas por nossos antepassados.</p><p>d) A desertificação de algumas regiões será fato consumado, caso haja mais desequilíbrio nos</p><p>ciclos hidrogeológicos.</p><p>e) Ainda que parte das mudanças climáticas seja irreversível, devemos agir para retardar</p><p>seus efeitos.</p><p>A alternativa em que a vírgula é utilizada para separar oração deslocada é a letra E, na qual é</p><p>separada por vírgula uma oração subordinada adverbial concessiva.</p><p>Letra e.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>79 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>019. (VUNESP/CF/CM/ESFCEX/EVANGÉLICO/2021)</p><p>Pêndulo persa</p><p>Pressionado por coalizão regional e pelos EUA, Irã endurece com novo presidente</p><p>Apesar de promover eleições de forma regular, a teocracia iraniana não é uma democracia.</p><p>Fórum de luminares do regime, o Conselho dos Guardiões veta candidatos inadequados ideo-</p><p>logicamente.</p><p>De tempos em tempos, contudo, o pêndulo do país persa se move, dando algum sinal</p><p>de vitalidade ao ossificado sistema político da revolução de 1979, que é liderado pelo aiatolá</p><p>Ali Khamenei.</p><p>Assim, alternaram-se moderados como Mohammad Khatami e radicais como Mah-</p><p>moud Ahmadinejad, que foi substituído novamente por um nome mais suave, Hassan Rouha-</p><p>ni, em 2013.</p><p>Na sexta-feira (18/06/2021), 62% dos eleitores escolheram presidente um ultraconser-</p><p>vador, Ebrahim Raisi. O menor comparecimento às urnas da história indica em si um protesto</p><p>contra a natureza do pleito, além de mostrar o impacto da má gestão da pandemia e da repres-</p><p>são a protestos desde 2017.</p><p>O Irã constitui um dos polos vitais do precário equilíbrio estratégico do Oriente Médio,</p><p>e Raisi é uma resposta do seu governo ao cerco sofrido desde 2017, quando Donald Trump</p><p>assumiu o poder.</p><p>O republicano retirou Washington do acordo, de resto problemático, que coibia o desen-</p><p>volvimento de armas nucleares por Teerã.</p><p>Em sua primeira entrevista, Raisi disse a que veio: quer concessões americanas para vol-</p><p>tar a negociar a questão nuclear como deseja Joe Biden, não aceita conversar com o presiden-</p><p>te americano e descarta colocar seus preciosos mísseis balísticos em qualquer negociação.</p><p>Otimistas verão na fala de Raisi abertura para discutir a guerra por procuração contra os sau-</p><p>ditas no Iêmen, mas sob seus termos. Tudo indica que Biden não terá vida fácil com o novo</p><p>presidente.</p><p>(Editorial. Folha de S.Paulo, 21.06.2021)</p><p>Bechara (2019: 610) explica que se emprega a vírgula “para separar as conjunções e advérbios</p><p>adversativos, principalmente quando pospostos”. Essa explicação está corretamente exempli-</p><p>ficada com o trecho:</p><p>a) Apesar de promover eleições de forma regular, a teocracia iraniana não é uma democracia.</p><p>b) Assim, alternaram-se moderados como Mohammad Khatami e radicais como Mahmoud</p><p>Ahmadinejad…</p><p>c) De tempos em tempos, contudo, o pêndulo do país persa se move, dando algum sinal de</p><p>vitalidade…</p><p>d) O Irã constitui um dos polos vitais […] do Oriente Médio, e Raisi é uma resposta do seu go-</p><p>verno ao cerco sofrido desde 2017…</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>80 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>e) O republicano retirou Washington do acordo, de resto problemático, que coibia o desenvolvi-</p><p>mento de armas nucleares por Teerã.</p><p>Na oração “De tempos em tempos, contudo, o pêndulo do país persa se move, dando algum</p><p>sinal de vitalidade” a expressão destacada representa uma conjunção coordenada adversativa,</p><p>a qual deve vir separada por vírgula.</p><p>Letra c.</p><p>020. (VUNESP/CFO/QC/ESFCEX/MAGISTÉRIO DE PORTUGUÊS/2021) Assinale a alternativa</p><p>em que o emprego da vírgula e do ponto e vírgula segue o mesmo princípio observado na pas-</p><p>sagem – O medo é frequente, e o amor, raro. A traição, uma banalidade; a fidelidade, um milagre.</p><p>a) Saíam às ruas e se divertiam, felizes. Se chovia, escondiam-se debaixo das marquises; quan-</p><p>do estiava, caminhavam.</p><p>b) Foram acusados de fraude, mais de uma vez. Até agora, nenhum deles se manifestou; a</p><p>rigor, seu silêncio é covardia.</p><p>c) Um era infeliz, e o outro, taciturno. O motivo, mistério; o casamento, um fracasso total.</p><p>d) A vida é passageira e a morte, certa. Afora isso, não há verdade; assim, é aceitar e pronto.</p><p>e) A verdade incomoda, e a mentira fere. No entanto, esta ainda é preferível; aquela, descartável.</p><p>As vírgulas foram introduzidas para marcar a omissão de verbo. Se as reescrevermos, temos:</p><p>O medo é frequente, e o amor é raro. A traição é uma banalidade; a fidelidade é um milagre.</p><p>Um era infeliz, e o outro era taciturno. O motivo era mistério; o casamento era um fracasso total</p><p>Letra c.</p><p>021. (FCC/AL-AP/ASSISTENTE LEGISLATIVO/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2020)</p><p>Novas formas de vida?</p><p>Uma forma radical de mudar as leis da vida é produzir seres completamente inorgâ-</p><p>nicos. Os exemplos mais óbvios são programas de computador e vírus de computador que</p><p>podem sofrer evolução independente.</p><p>O campo da programação genética é hoje um dos mais interessantes no mundo da</p><p>ciência da computação. Esta tenta emular os métodos da evolução genética. Muitos progra-</p><p>madores sonham em criar um programa capaz de aprender e evoluir de maneira totalmente</p><p>independente de seu criador. Nesse caso, o programador seria um primum mobile, um primeiro</p><p>motor, mas sua criação estaria livre para evoluir em direções que nem seu criador nem qual-</p><p>quer outro humano jamais poderiam ter imaginado.</p><p>Um protótipo de tal programa já existe – chama-se vírus de computador. Conforme se</p><p>espalha pela internet, o vírus se replica milhões e milhões de vezes, o tempo todo sendo per-</p><p>seguido por programas de antivírus predatórios e competindo com outros vírus por um lugar</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>81 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>no ciberespaço. Um dia, quando o vírus se replica, um erro ocorre – uma mutação compu-</p><p>tadorizada. Talvez a mutação ocorra porque o engenheiro humano programou o vírus para,</p><p>ocasionalmente, cometer erros aleatórios de replicação. Talvez a mutação se deva a um erro</p><p>aleatório. Se, por acidente, o vírus modificado for melhor para escapar de programas antivírus</p><p>sem perder sua capacidade de invadir outros computadores, vai se espalhar pelo ciberespaço.</p><p>Com o passar do tempo, o ciberespaço estará cheio de novos vírus que ninguém produziu e</p><p>que passam por uma evolução inorgânica.</p><p>Essas são criaturas vivas? Depende do que entendemos por “criaturas vivas”. Mas elas</p><p>certamente foram criadas a partir de um novo processo evolutivo, completamente independen-</p><p>te das leis e limitações da evolução orgânica.</p><p>(Adaptado de HARARI, Yuval Noah. Sapiens, Uma breve história da humanidade.Trad. Janaína Marcoantonio.</p><p>Porto Alegre: L&PM, 38. ed,, 2018, p. 419-420).</p><p>A pontuação está inteiramente adequada no seguinte enunciado</p><p>a) Vista como forma radical, de evolução inorgânica, a propagação de vírus, é um fato da</p><p>computação.</p><p>b) Ao falar do conceito de vida, o autor do texto, previne que seria preciso alargá-lo, tendo em</p><p>vista: o que a ciência tem evoluído.</p><p>c) Pergunta-se se seria possível chamar também de vida, essas novas formas mutantes, de</p><p>vírus de computador?</p><p>d) O autor do texto inteira-nos, do desenvolvimento de certos vírus, que constituem um proces-</p><p>so que se dá, inteiramente à margem do nosso controle.</p><p>e) Não deixa de ser assustadora a possibilidade de que nós, criaturas orgânicas, sejamos ca-</p><p>pazes de, a certa altura, concorrermos para uma evolução inorgânica.</p><p>a) Errada. A vírgula após “radical” está errada, pois está separando o núcleo de um termo do</p><p>seu completo (“forma radical de evolução inorgânica”). Além disso, a vírgula após “vírus” é a</p><p>clássica vírgula errada entre sujeito e verbo.</p><p>b) Errada. A vírgula após “vida” está correta, pois separa uma oração subordinada. A vírgula</p><p>após “texto” está errada, pois não se deve separar sujeito e verbo. O outro erro está nos dois</p><p>pontos, que não deveriam aparecer na frase.</p><p>c) Errada. Não é possível separar “mutantes” de “de vírus de computador” por vírgula. Além</p><p>disso, não cabe interrogação, pois o questionamento é feito de forma de indireta, em que a</p><p>pontuação deve ser o ponto final</p><p>d) Errada. Não se usa vírgula entre o verbo e o objeto. O advérbio “inteiramente” deveria apare-</p><p>cer intercalado por vírgula ou sem vírgulas antes e depois.</p><p>e) Certa. Pontuação correta.</p><p>Letra e.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>82 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>022. (FCC/AL-AP/AUXILIAR LEGISLATIVO/AUXILIAR OPERACIONAL/2020) Texto associado</p><p>1 Que tipo de capitalismo desejamos? Em termos gerais, temos três modelos entre os</p><p>quais escolher.</p><p>2 O primeiro é o “capitalismo de acionistas”, que propõe que o objetivo de uma empresa</p><p>deve ser a maximização dos lucros. O segundo é o “capitalismo de Estado”, que confia ao</p><p>governo a tarefa de estabelecer a direção da economia e ganhou proeminência em países</p><p>emergentes, entre os quais se destaca a China. E há o capitalismo de “stakeholders” (partes</p><p>interessadas), que posiciona as empresas privadas como curadoras dos interesses da socie-</p><p>dade e representa a melhor resposta aos atuais desafios ambientais.</p><p>3 O capitalismo de acionistas, o modelo hoje dominante, ganhou terreno nos EUA, na dé-</p><p>cada de 1970, e expandiu sua influência nas décadas seguintes. Sua ascensão não deixa de</p><p>ter méritos. Durante seu período de maior êxito, milhões prosperaram, à medida que empresas</p><p>abriam mercados e criavam empregos em busca do lucro.</p><p>4 Mas essa não é toda a história. Os defensores do capitalismo de acionistas negligenciam</p><p>o fato de que uma empresa de capital aberto não é apenas uma entidade que busca lucros,</p><p>mas também um organismo social.</p><p>5 Muitos perceberam que essa forma de capitalismo já não é sustentável. Um provável</p><p>motivo é o efeito “Greta Thunberg”. A jovem ativista sueca nos recorda que a adesão ao atual</p><p>sistema econômico representa uma traição às futuras gerações, por sua falta de sustentabi-</p><p>lidade ambiental. Outro motivo (correlato) é que muitos jovens já não querem trabalhar para</p><p>empresas cujos valores se limitem à maximização do lucro. Por fim, executivos e investidores</p><p>começaram a reconhecer que seu sucesso em longo prazo está intimamente ligado ao de seus</p><p>clientes, empregados e fornecedores.</p><p>6 Manifestando-se favoravelmente ao estabelecimento do capitalismo de stakeholders</p><p>como novo modelo dominante, está sendo lançando um novo Manifesto de Davos, que diz que</p><p>as empresas devem mostrar tolerância zero à corrupção e sustentar os direitos humanos em</p><p>toda a extensão de suas cadeias mundiais</p><p>de suprimento.</p><p>7 Mas, para defender os princípios do capitalismo de stakeholders, as empresas precisarão</p><p>de novos indicadores. De início, um novo indicador de “criação de valor compartilhado” deveria</p><p>incluir metas ecológicas e sociais como complemento aos indicadores financeiros.</p><p>8 Ademais, as grandes empresas deveriam compreender que elas são partes interessadas</p><p>em nosso futuro comum. Elas deveriam trabalhar com outras partes interessadas a fim de</p><p>melhorar a situação do mundo em que operam. Na verdade, esse deveria ser seu propósito</p><p>definitivo.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>83 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>9 Os líderes empresariais têm neste momento uma grande oportunidade. Ao dar significa-</p><p>do concreto ao capitalismo de stakeholders, podem ir além de suas obrigações legais e cum-</p><p>prir seu dever para com a sociedade. Se eles desejam deixar sua marca no planeta, não existe</p><p>outra alternativa.</p><p>(Adaptado de: SCHWAB, Klaus. Tradução: Paulo Migliacci. Disponível em: www1.folha.uol.com.br)</p><p>A supressão da vírgula altera o sentido da seguinte frase:</p><p>a) O segundo é o “capitalismo de Estado”, que confia ao governo a tarefa de estabelecer a dire-</p><p>ção da economia.</p><p>b) milhões prosperaram, à medida que empresas abriam mercados.</p><p>c) Por fim, executivos e investidores começaram a reconhecer que seu sucesso em longo prazo</p><p>está intimamente ligado ao de seus clientes.</p><p>d) De início, um novo indicador de “criação de valor compartilhado” deveria incluir metas</p><p>ecológicas.</p><p>e) Na verdade, esse deveria ser seu propósito definitivo.</p><p>Geralmente, questões envolvendo supressão da vírgula e sentido abordam os casos das ora-</p><p>ções adjetivas (restritivas e explicativas).</p><p>a) Certa. Com a vírgula, a oração tem sentido explicativo em relação ao termo “capitalismo de</p><p>Estado”. Caso a vírgula seja retirada, entende-se que há vários “capitalismos de Estados” e ape-</p><p>nas um deles é que confia ao confia ao governo a tarefa de estabelecer a direção da economia.</p><p>Portanto, há mudança de sentido.</p><p>b) Errada. A oração iniciada por “à medida que” tem sentido adverbial. Quando os adjuntos ad-</p><p>verbiais aparecem no final da frase, a vírgula é facultativa e sua supressão não altera o sentido.</p><p>c), d) e e). Erradas. As três orações são iniciadas por adjuntos adverbiais que estão deslo-</p><p>cados. É possível usar vírgula para separá-los. Em regra, quando os adjuntos adverbiais são</p><p>pequenos (uma ou duas palavras), a vírgula é facultativa. Quando o adjunto tiver três ou mais</p><p>palavras e iniciando a frase, a vírgula é obrigatória.</p><p>Letra a.</p><p>023. (FCC/TJ-MA/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES/2019)</p><p>Como assistiremos a filmes daqui a 20 anos?</p><p>Com muitos cineastas trocando câmeras tradicionais por câmeras 360 (que capturam</p><p>vistas de todos os ângulos), o momento atual do cinema é comparável aos primeiros anos</p><p>intensamente experimentais dos filmes no final do século 19 e início do século 20.</p><p>Uma série de tecnologias em rápido desenvolvimento oferece um potencial incrível para</p><p>o futuro dos filmes – como a realidade aumentada, a inteligência artificial e a capacidade cada</p><p>vez maior de computadores de criar mundos digitais detalhados.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>84 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Como serão os filmes daqui a 20 anos? E como as histórias cinematográficas do futuro</p><p>diferem das experiências disponíveis hoje? De acordo com o guru da realidade virtual e artista</p><p>Chris Milk, os filmes do futuro oferecerão experiências imersivas sob medida. Eles serão capa-</p><p>zes de “criar uma história em tempo real que é só para você, que satisfaça exclusivamente a</p><p>você e o que você gosta ou não”, diz ele.</p><p>(Adaptado de: BUCKMASTER, Luke. Disponível em: www.bbc.com)</p><p>No 2º parágrafo, a informação introduzida pelo travessão corresponde a</p><p>a) uma síntese das consequências da revolução ocorrida no cinema recentemente.</p><p>b) uma explicação das técnicas da maior parte das produções cinematográficas atuais.</p><p>c) uma exemplificação das tecnologias que terão impacto sobre o futuro dos filmes.</p><p>d) um apanhado das produções cinematográficas que se destacaram por serem inovadoras.</p><p>e) uma ressalva sobre os aspectos positivos dos avanços técnicos da linguagem do cinema.</p><p>O travessão costuma aparecer bastante em textos narrativos, para marcar os discursos dire-</p><p>tos. No entanto, há casos em que o travessão pode exercer a mesma função que as vírgulas.</p><p>Em textos argumentativos, o travessão pode ser usado para exemplificar uma situação ou</p><p>realçar uma ideia.</p><p>No texto, o autor enumera exemplos após o travessão.</p><p>Letra c.</p><p>024. FCC/PREFEITURA DE MANAUS-AM/ASSISTENTE TÉCNICO DE TECNOLOGIA DA INFOR-</p><p>MAÇÃO/PROGRAMADOR/2019)</p><p>1 Por boa parte da história humana, a privacidade estava pouco presente na vida da maio-</p><p>ria das pessoas. Não existiam expectativas de que uma porção significativa da vida transcor-</p><p>resse distante dos olhares alheios.</p><p>2 A difusão da privacidade em escala maciça, com certeza uma das realizações mais im-</p><p>pressionantes da civilização moderna, dependeu de outra realização, ainda mais impressio-</p><p>nante: a criação da classe média. Só nos últimos 300 anos, quando a maior parte das pessoas</p><p>obtiveram os meios financeiros para controlar o ambiente físico, as normas, e eventualmente</p><p>os direitos, de privacidade vieram a surgir.</p><p>3 A conexão histórica entre a privacidade e a riqueza ajuda a explicar por que a privacidade</p><p>está sob ataque hoje. A situação nos faz recordar que ela não é um traço básico da existência</p><p>humana, mas sim um produto de determinado arranjo econômico − e portanto um estado de</p><p>coisas transitório.</p><p>4 Hoje as forças da criação de riqueza já não favorecem a expansão da privacidade, mas</p><p>trabalham para solapá-la. Testemunhamos a ascensão daquilo que a socióloga Shoshanna</p><p>Zuboff define como “capitalismo de vigilância” − a transformação de nossos dados pessoais</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>85 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>em mercadoria por gigantes da tecnologia. Encaramos um futuro no qual a vigilância ativa é</p><p>uma parte tão rotineira das transações que se tornou praticamente inescapável.</p><p>5 Como nossas experiências com a mídia social têm deixado claro, agimos diferente quan-</p><p>do sabemos estar sendo observados. A privacidade é a liberdade de agir sem ser observado,</p><p>e assim, em certo sentido, de sermos quem realmente somos − não o que desejamos que os</p><p>outros pensem que somos. A maioria deseja maior proteção à sua privacidade. Porém, isso</p><p>requererá a criação de diversas leis.</p><p>(Adaptado de: The New York Times. Tradução de Paulo Migliacci.</p><p>Disponível em: www.folha.uol.com.br)</p><p>Atente ao que se afirma abaixo a respeito da pontuação do texto.</p><p>I – O travessão que antecede o segmento não o que desejamos que os outros pensem que so-</p><p>mos (5º parágrafo) pode ser substituído por vírgula, sem prejuízo da correção.</p><p>II – Sem prejuízo da correção e do sentido, uma vírgula pode ser inserida imediatamente após</p><p>o termo “expectativas” no segmento: Não existiam expectativas de que uma porção significativa</p><p>da vida transcorresse distante</p><p>à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>9 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>3. As enumerAções</p><p>Esse talvez seja o uso da pontuação mais famoso de todos! As enumerações são facilmen-</p><p>te reconhecíveis em qualquer texto!</p><p>005. (2012/CESPE/BANCO DA AMAZÔNIA) Entre os esforços empreendidos para ampliar e</p><p>melhorar o acesso da população aos serviços bancários, o presidente do Banco Central do Bra-</p><p>sil (BACEN) ressaltou que a autoridade monetária prioriza três linhas de ação para aperfeiçoar</p><p>a inclusão financeira: a identificação da demanda por serviços financeiros, o aprimoramento</p><p>do marco regulatório e a promoção da educação financeira com transparência.</p><p>A vírgula logo após “financeiros” justifica-se porque isola elementos de mesma função sintáti-</p><p>ca componentes de uma enumeração de itens.</p><p>Entenda o texto: o autor menciona a existência de “três linhas de ação para aperfeiçoar a</p><p>inclusão financeira”. Após os dois-pontos, ele lista, enumera essas três linhas. Além disso,</p><p>há a estrutura clássica de qualquer enumeração: o emprego de vírgula entre os primeiros e a</p><p>conjunção “e” entre o penúltimo e o último. Detalhe importante: toda enumeração é feita com</p><p>elementos de mesma função sintática!</p><p>Mas nem toda questão acerca de enumeração é tão óbvia assim! É um assunto que exige do</p><p>candidato atenção!</p><p>Certo.</p><p>006. (2013/CESPE/MJ) A assistência gratuita inclui orientação e defesa jurídica, divulgação</p><p>de informações sobre direitos e deveres, prevenção da violência e patrocínio de causas peran-</p><p>te o Poder Judiciário.</p><p>O trecho “A assistência gratuita (...) Poder Judiciário” pode ser reescrito, mantendo-se a cor-</p><p>reção e as ideias do texto, da seguinte forma: A assistência gratuita inclui: orientação, defesa</p><p>jurídica, divulgação de informações sobre direitos e deveres, prevenção da violência e patrocí-</p><p>nio de causas frente ao Poder Judiciário.</p><p>Qual foi o grande problema dessa reescritura? A enumeração! Veja que, no texto original, há a</p><p>enumeração de quatro elementos:</p><p>A assistência gratuita inclui orientação e defesa jurídica (1), divulgação de informações sobre</p><p>direitos e deveres (2), prevenção da violência (3) e patrocínio de causas perante o Poder Judi-</p><p>ciário (4).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>10 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Já na reescritura, são cinco:</p><p>A assistência gratuita inclui: orientação (1), defesa jurídica (2), divulgação de informações so-</p><p>bre direitos e deveres (3), prevenção da violência (4) e patrocínio de causas frente ao Poder</p><p>Judiciário (5).</p><p>Além disso, há outras mudanças. No original, tanto a orientação quanto a defesa possuem a</p><p>característica de serem jurídicas; na reescritura, apenas a defesa é jurídica.</p><p>Os dois-pontos após “inclui” são estilísticos. Não ferem a correção. Além disso, “frente ao” é</p><p>uma estrutura gramatical correta para Celso Pedro Luft.</p><p>Errado.</p><p>007. (2012/CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS) A divisão do trabalho doméstico, a sociali-</p><p>zação de homens e mulheres e as relações de poder entre os gêneros são aspectos que con-</p><p>tribuem para a construção e reprodução dessa desvalorização.</p><p>No trecho “A divisão do trabalho doméstico, a socialização de homens e mulheres e as rela-</p><p>ções de poder entre os gêneros”, o emprego da vírgula no lugar do conectivo “e”, em “homens</p><p>e mulheres”, não alteraria a relação semântico-sintática entre os termos da oração.</p><p>Questão semelhante à anterior. Faça, novamente, a contagem dos termos na enumera-</p><p>ção original:</p><p>A divisão do trabalho doméstico (1), a socialização de homens e mulheres (2) e as relações</p><p>de poder entre os gêneros (3) são aspectos que contribuem para a construção e reprodução</p><p>dessa desvalorização.</p><p>Agora, vamos fazer a alteração sugerida pelo examinador:</p><p>A divisão do trabalho doméstico (1), a socialização de homens (2), mulheres (3) e as relações</p><p>de poder entre os gêneros (4) são aspectos que contribuem para a construção e reprodução</p><p>dessa desvalorização.</p><p>Isso já torna o item errado! A alteração de sentido é evidente. Sintaticamente, há também mu-</p><p>danças: no trecho original, os núcleos do sujeito são “divisão”, “socialização” e “relações”; na</p><p>reescritura, “mulheres” também passa a ser núcleo do sujeito, uma vez que não pertence mais</p><p>ao sintagma “socialização de homem e (de) mulheres”.</p><p>Agora, você percebe como é preciso ter cuidado com as enumerações? As bancas sabem que</p><p>os candidatos consideram essa parte do assunto fácil! Por isso, elas capricham!</p><p>Errado.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>11 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>4. A pontuAção e outrAs Funções sintáticAs</p><p>Existem funções sintáticas que ainda não estudamos, mas que também fazem parte da</p><p>análise do período simples. Normalmente, elas são estudadas nas aulas de pontuação, devido</p><p>à proximidade com o assunto. Vamos a elas!</p><p>4.1. VocAtiVo</p><p>O vocativo nada mais é do que um chamamento! Serve para evocar alguém que está parti-</p><p>cipando do discurso.</p><p>EXEMPLOS</p><p>(2) Maria, não podemos começar sem você!</p><p>(3) Senhor, tende piedade de nós!</p><p>Detalhe importante: todo vocativo deve ser isolado por vírgula! Isso é para evitar qualquer</p><p>tipo de ambiguidade!</p><p>008. (2014/IADES/CAU-RJ)</p><p>a) No primeiro quadro, a vírgula após a palavra “Mãe” é facultativa.</p><p>b) No segundo quadro, é correto inserir ponto final em substituição ao ponto de exclamação</p><p>que encerra o período, garantindo assim a correção gramatical desse trecho.</p><p>a) Errada. Veja que o vocábulo “mãe” foi usado como um chamamento. Por se tratar de um</p><p>vocativo, o emprego da vírgula é obrigatório.</p><p>b) Certa. Existem três pontuações que podem ser usadas para encerrar períodos: ponto final,</p><p>ponto de interrogação e ponto de exclamação. Tanto é que, depois delas, deve-se empregar</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>12 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>letra maiúscula. Troca de uma exclamação por um ponto final altera, no máximo, a prosódia (a</p><p>entoação da frase). Isso não prejudica a correção gramatical.</p><p>Letra b.</p><p>009. (2010/IADES/FCA) O interessante é que esta quebra de paradigmas científicos seria se-</p><p>guida, décadas mais tarde, por mudanças que sacudiram as noções sociais de tempo e a per-</p><p>cepção sobre o status da ciência.</p><p>O termo “décadas mais tarde” é um vocativo.</p><p>Eu te pergunto: já ouviu alguém ser chamado de “décadas mais tarde”? É evidente que isso não</p><p>é um vocativo! Trata-se de um adjunto adverbial deslocado e longo.</p><p>Errado.</p><p>010. (2011/IBFC/MPE-SP) Considere o período abaixo e as afirmações que seguem.</p><p>Paulo, chegou tarde ontem?</p><p>I – A vírgula está empregada incorretamente.</p><p>II – Se a vírgula for retirada, o sentido será alterado.</p><p>Está correto o que se afirma em:</p><p>a) somente I</p><p>b) somente II</p><p>c) I e II</p><p>d) nenhuma</p><p>A frase original está com vírgula, pois “Paulo” é um vocativo! A ideia é: Paulo, (você) chegou</p><p>tarde ontem? Em outras palavras, entende-se que alguém está falando com Paulo (por isso, a</p><p>vírgula está empregada corretamente). Com a retirada da vírgula, “Paulo” passa a ser o sujeito,</p><p>ou seja, entende-se que alguém</p><p>dos olhares alheios (1º parágrafo).</p><p>III – O travessão que antecede o segmento a transformação de nossos dados pessoais em mer-</p><p>cadoria por gigantes da tecnologia (4º parágrafo) pode ser substituído por dois-pontos, sem</p><p>prejuízo da correção.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em:</p><p>a) I.</p><p>b) I e III.</p><p>c) I e II.</p><p>d) III.</p><p>e) II e III.</p><p>I – Certa. O trecho após o travessão tem sentido de explicação do trecho anterior. Em textos</p><p>argumentativos, é comum usar o travessão para destacar esclarecimentos e exemplificações.</p><p>II – Errada. A palavra “expectativa” exige um complemento e não se deve separar nomes e</p><p>complementos por vírgulas</p><p>III – Certa. O trecho após o travessão é uma explicação. Os “dois pontos” também podem ser</p><p>usados para iniciar uma explicação.</p><p>Letra b.</p><p>025. (FCC/SANASA CAMPINAS/AGENTE TÉCNICO DE HIDROMECÂNICA/MECÂNICO/201)</p><p>Texto associado</p><p>De cedo, aprendi a subir ladeira e a pegar bonde andando. Posso dizer, com humildade</p><p>orgulhosa, que tive morros e bondes no meu tempo de menino.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>86 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Nossa pobreza não era envergonhada. Ainda não fora substituída pela miséria nos mor-</p><p>ros pobres, como o da Geada. Que tinha esse nome a propósito: lá pelos altos do Jaguaré,</p><p>quando fazia muito frio, no morro costumava gear. Tínhamos um par de sapatos para o domin-</p><p>go. Só. A semana tocada de tamancos ou de pés no chão.</p><p>Não há lembrança que me chegue sem os gostos. Será difícil esquecer, lá no morro, o</p><p>gosto de fel de chá para os rins, chá de carqueja empurrado goela abaixo pelas mãos de minha</p><p>bisavó Júlia. Havia pobreza, marcada. Mas se o chá de carqueja me descia brabo pela goela,</p><p>como me é difícil esquecer o gosto bom do leite quente na caneca esmaltada estirada, amoro-</p><p>samente, também no morro da Geada, pelas mãos de minha avó Nair.</p><p>A miséria não substituíra a pobreza. E lá no morro da Geada, além do futebol e do jogo</p><p>de malha, a gente criava de um tudo. Havia galinha, cabrito, porco, marreco, passarinho, e</p><p>a natureza criava rolinha, corruíra, papa-capim, andorinha, quanto. Tudo ali nos Jaguarés, no</p><p>morro da Geada, sem água encanada, com luz só recente, sem televisão, sem aparelho de som</p><p>e sem inflação.</p><p>Nenhum de nós sabia dizer a palavra solidariedade. Mas, na casa do tio Otacílio, cria-</p><p>vam-se até filhos dos outros, e estou certo que o nosso coração era simples, espichado e</p><p>melhor. Não desandávamos a reclamar da vida, não nos hostilizávamos feito possessos, tocá-</p><p>vamos a pé pra baixo e pra cima e, quando um se encontrava com o outro, a gente não dizia:</p><p>“Oi!”. A gente se saudava, largo e profundo: − Ô, batuta*!</p><p>*batuta: amigo, camarada.</p><p>(Texto adaptado. João Antônio. Meus tempos de menino. In: WERNEK, Humberto (org.). Boa companhia: crôni-</p><p>cas. São Paulo, Companhia das Letras, 2005, p. 141-143)</p><p>No segmento... morros pobres, como o da Geada. Que tinha esse nome a propósito: lá pelos</p><p>altos do Jaguaré, quando fazia muito frio, no morro costumava gear (2º parágrafo), o sinal de</p><p>dois-pontos introduz</p><p>a) uma ressalva.</p><p>b) uma citação.</p><p>c) um esclarecimento.</p><p>d) uma contradição.</p><p>e) um resumo.</p><p>Os dois pontos iniciam uma explicação acerca do nome do morro ser Geada.</p><p>Letra c.</p><p>026. (FCC/TRF-3ª REGIÃO/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ADMINISTRATIVA/2019) Texto associado</p><p>1 Existe uma enfermidade moderna que afeta dois terços dos adultos. Seus sintomas</p><p>incluem falta de apetite, dificuldade para controlar o peso, baixa imunidade, flutuações de hu-</p><p>mor, entre outros. Essa enfermidade é a privação de sono crônica, que vem crescendo na estei-</p><p>ra de dispositivos que emitem luz azul.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>87 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>2 Por milênios, a luz azul existiu apenas durante o dia. Velas e lenha produziam luz ama-</p><p>relo-avermelhada e não havia iluminação artificial à noite. A luz do fogo não é problema porque</p><p>o cérebro interpreta a luz vermelha como sinal de que chegou a hora de dormir. Com a luz azul</p><p>é diferente: ela sinaliza a chegada da manhã.</p><p>3 Assim, um dos responsáveis pelo declínio da qualidade do sono nas duas últimas</p><p>décadas é a luz azulada que emana de aparelhos eletrônicos; mas um dano ainda maior acon-</p><p>tece quando estamos acordados, fazendo um malabarismo obsessivo com computadores e</p><p>smartphones.</p><p>4 A maioria das pessoas passam de uma a quatro horas diárias em seus dispositivos</p><p>eletrônicos - e muitos gastam bem mais que isso. Não é problema de uma minoria. Pesqui-</p><p>sadores nos aconselham a usar o celular por menos de uma hora diariamente. Mas o uso</p><p>excessivo do aparelho é tão predominante que os pesquisadores cunharam o termo “nomofo-</p><p>bia” (uma abreviatura da expressão inglesa no-mobile-phobiaj para descrever a fobia de ficar</p><p>sem celular.</p><p>5 O cérebro humano exibe diferentes padrões de atividade para diferentes experiências.</p><p>Um deles retrata reações cerebrais de um viciado em jogos eletrônicos. “Comportamentos</p><p>viciantes ativam o centro de recompensa do cérebro”, afirma Claire Gillan, neurocientista que</p><p>estuda comportamentos obsessivos. “Contanto que a conduta acarrete recompensa, o cére-</p><p>bro a tratará da mesma maneira que uma droga”.</p><p>(Adaptado de: ALTER, Adam. Irresistível. São Paulo: Objetiva, edição digital)</p><p>A respeito da pontuação do texto, afirma-se corretamente:</p><p>a) No trecho Essa enfermidade é a privação de sono crônica, que vem crescendo na esteira de</p><p>dispositivos que emitem luz azul (1º parágrafo), uma vírgula pode ser colocada imediatamente</p><p>após “dispositivos”, sem prejuízo da correção e do sentido.</p><p>b) No trecho - e muitos gastam bem mais que isso (4º parágrafo), o sinal de travessão introduz</p><p>uma oposição.</p><p>c) No segmento Por milênios, a luz azul existiu apenas durante o dia (2º parágrafo), a vírgula</p><p>indica mudança de sujeito.</p><p>d) Sem prejuízo da correção, no segmento Com a luz azul é diferente: ela sinaliza a chegada da</p><p>manhã (2º parágrafo), o sinal de dois-pontos pode ser substituído por pois, precedido de vírgula.</p><p>e) Em Seus sintomas incluem falta de apetite, dificuldade para controlar o peso, baixa imunidade</p><p>e flutuações de humor (1º parágrafo), as vírgulas isolam um segmento explicativo.</p><p>a) Errada. O pronome relativo “que” inicia uma oração subordinada adjetiva restritiva. Ao colo-</p><p>car a vírgula após “dispositivos”, a oração seguinte passa a ser subordinada adjetiva explicati-</p><p>va. A correção estaria correta, mas o sentido estaria errado.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>88 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>b) Errada. Não há ideia de oposição. O autor faz, na verdade, um comentário a mais em relação</p><p>ao que acabara de afirmar.</p><p>c) Errada. A vírgula separa um adjunto adverbial deslocado.</p><p>d) Certa. Os dois pontos iniciam uma explicação. O “pois” precedido de vírgula também serve</p><p>para introduzir explicações.</p><p>e) Errada. A vírgula separa termos enumerativos.</p><p>Letra d.</p><p>027. (FCC/MPE-MT/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2019)</p><p>[Nossa quota de felicidade]</p><p>Os últimos 500 anos testemunharam uma série de revoluções de tirar o fôlego. A Terra</p><p>foi unida em uma única esfera histórica e ecológica. A economia</p><p>cresceu exponencialmente,</p><p>e hoje a humanidade desfruta do tipo de riqueza que só existia nos contos de fadas. A ciência</p><p>e a Revolução Industrial deram à humanidade poderes sobre-humanos e energia praticamente</p><p>sem limites. A ordem social foi totalmente transformada, bem como a política, a vida cotidiana</p><p>e a psicologia humana.</p><p>Mas somos mais felizes? A riqueza que a humanidade acumulou nos últimos cinco</p><p>séculos se traduz em contentamento? A descoberta de fontes de energia inesgotáveis abre</p><p>diante de nós depósitos inesgotáveis de felicidade? Voltando ainda mais tempo, os cerca de</p><p>70 milênios desde a Revolução Cognitiva tornaram o mundo um lugar melhor para se viver? O</p><p>falecido astronauta Neil Armstrong, cuja pegada continua intacta na Lua sem vento, foi mais</p><p>feliz que os caçadores-coletores anônimos que há 30 mil anos deixaram suas marcas de mão</p><p>em uma parede na caverna? Se não, qual o sentido de desenvolver agricultura, cidades, escrita,</p><p>moeda, impérios, ciência e indústria?</p><p>Os historiadores raramente fazem essas perguntas. Mas essas são as perguntas mais</p><p>importantes que podemos fazer à história. A maioria dos programas ideológicos e políticos</p><p>atuais se baseia em ideias um tanto frágeis no que concerne à fonte real de felicidade humana.</p><p>Em uma visão comum, as capacidades humanas aumentaram ao longo da história. Conside-</p><p>rando que os humanos geralmente usam suas capacidades para aliviar sofrimento e satisfazer</p><p>aspirações, decorre que devemos ser mais felizes que nossos ancestrais medievais e que es-</p><p>tes devem ter sido mais felizes que os caçadores-coletores da Idade da Pedra. Mas esse relato</p><p>progressista não convence.</p><p>(Adaptado de HARARI, Yuval Noah. Sapiens – Uma breve história da humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio.</p><p>Porto Alegre, RS: L&PM, 2018, p. 386-387)</p><p>A interrogação Mas somos mais felizes?, que abre o 2º parágrafo do texto, tem como função</p><p>a) ponderar sobre um conceito que tem preocupado exageradamente a filosofia e as artes.</p><p>b) ratificar o que houve de mais positivo nas conquistas da humanidade nos últimos 500 anos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>89 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) associar o progressivo índice da felicidade humana aos feitos da ciência e da economia.</p><p>d) introduzir criticamente um conceito sempre subestimado ao longo da nossa civilização.</p><p>e) abrir uma linha de raciocínio que desqualifica as supostas conquistas da tecnologia.</p><p>O autor aborda as mudanças passadas pela humanidade ao longo dos anos. No final do tex-</p><p>to, ele levanta um debate sobre a hipótese de as gerações atuais serem mais felizes que as</p><p>ancestrais. O autor, que conclui discordando dessa ideia, começa a questioná-la no segundo</p><p>parágrafo, justamente com a frase interrogativa citada no enunciado.</p><p>Letra d.</p><p>028. (FCC/METRÔ-SP/ANALISTA DESENVOLVIMENTO GESTÃO JÚNIOR/ADMINISTRAÇÃO DE</p><p>EMPRESAS/2019)</p><p>1. Sem deixar de reconhecer seus méritos, o crítico Richard Brody classificou “Parasita”,</p><p>do coreano Bong Joon-ho, como um filme conservador. Entre outras coisas, por expressar a</p><p>urgência de uma correção da ordem social e econômica, sem romper com as regras do entre-</p><p>tenimento comercial.</p><p>2. Já entendemos que as coisas perderam o rumo, mas continuamos caminhando para o</p><p>precipício. Bong se apoia nesse consenso para transmitir uma parábola admonitória que nos</p><p>faz rir ao mesmo tempo que nos confronta com nosso próprio suicídio.</p><p>3. Ortega y Gasset dizia que a comédia era um gênero que confirmava o poder do que já</p><p>está estabelecido: o indivíduo que se encontra fora das estruturas torna-se ridículo, cômico.</p><p>Bong inverte a lógica. Ridículo é quem ainda acredita na normalidade das estruturas.</p><p>4. Já nos primeiros minutos, o protagonista, filho de uma família de párias, considera, dian-</p><p>te da miséria à sua volta, o quanto “tudo é metafórico”. Na comédia proposta por Bong, para</p><p>falar do estado insustentável da desigualdade no mundo, as metáforas são evidentes. Rimos</p><p>do que já entendemos.</p><p>5. O filme opõe uma família de desempregados, condenados a viver como parasitas, a uma</p><p>família de ricos frívolos, enredados em pequenas neuroses e ambições previsíveis, entre os</p><p>muros que os separam da realidade.</p><p>6. Atentos às menores chances de sobrevivência, em pouco tempo pai, mãe e os dois filhos</p><p>da família pobre estarão ocupando cargos de confiança na casa dos ricos, graças a uma série</p><p>de circunstâncias.</p><p>7. A casa onde vivem os ricos, representativa de uma tradição moderna de elegância e con-</p><p>forto minimalista, é mal-assombrada, a julgar pelas visões do filho menor.</p><p>8. O que se instila na parábola de Bong Joon-ho é um conservadorismo estético. É fato que</p><p>o estado político, social e econômico do mundo desautorizou as ambições da modernidade. A</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>90 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>casa da família rica, em seu empenho modernista, não só não resolve a desigualdade econô-</p><p>mica como a esconde, encobre, transforma-a em fantasma.</p><p>9. Mesmo ironizando o projeto modernista, o cineasta não rompe, por razões táticas, com</p><p>as regras do sistema de entretenimento que acompanha essa mesma ordem desigual. É como</p><p>se o discurso artístico também precisasse reduzir-se ao mais básico e consensual entendi-</p><p>mento das coisas (as metáforas imediatamente reconhecíveis por todos), evitando as contra-</p><p>dições e o mistério que são a matéria de uma arte de ruptura.</p><p>10. Em “Parasita” não há desejo de ruptura nem revolução. Com a ponderação típica de um</p><p>conto moral, ele nos exorta a salvar o que ainda não desmoronou.</p><p>(Adaptado de: CARVALHO, Bernardo. Disponível em: www.folha.uol.com.br)</p><p>Ortega y Gasset dizia que a comédia era um gênero que confirmava o poder do que já está esta-</p><p>belecido: o indivíduo que se encontra fora das estruturas torna-se ridículo, cômico. (3ºparágrafo)</p><p>No trecho acima, o sinal de dois-pontos pode ser substituído, sem prejuízo do sentido, por:</p><p>a) conquanto, precedido de vírgula.</p><p>b) mas, precedido de vírgula.</p><p>c) cujo.</p><p>d) à medida que.</p><p>e) pois, precedido de vírgula.</p><p>O sinal de “dois pontos” inicia um trecho de cunho explicativo.</p><p>a) Errada. O “conquanto” é um conectivo concessivo.</p><p>b) Errada. O “mas” é um conectivo adversativo.</p><p>c) Errada. O “cujo” é um pronome relativo usado para indica posse.</p><p>d) Errada. O “à medida que” é uma locução proporcional.</p><p>e) Certa. O “pois”, quando precedido de vírgula, introduz uma explicação.</p><p>Letra e.</p><p>029. (FCC/BANRISUL/ESCRITURÁRIO/2019)</p><p>[Retratos fiéis]</p><p>Não sei por que motivo há de a gente desenhar tão objetivamente as coisas: o galho</p><p>daquela árvore exatamente na sua inclinação de quarenta e três graus, o casaco daquele ho-</p><p>mem justamente com as ruguinhas que no momento apresenta, e o próprio retratado com</p><p>todos seus pés-de-galinha minuciosamente contadinhos... Para isso já existe há muito tempo</p><p>a fotografia, com a qual jamais poderemos competir em matéria de objetividade.</p><p>Se, para contrabalançar minhas lacunas, me houvesse Deus concedido o invejável dom</p><p>da pintura, eu seria um pintor lírico (o adjetivo não é bem apropriado, mas vai esse mesmo</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>91 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>enquanto não ocorrer outro). Quero dizer, o modelo serviria tão só do ponto de partida. O res-</p><p>tante eu transfiguraria em conformidade com meu desejo de fantasia e poder de imaginação.</p><p>(Adaptado de: QUINTANA, Mário. Na volta da esquina. Porto Alegre: Globo, 1979, p. 88)</p><p>Atente para as seguintes frases:</p><p>I – Há muito tempo valorizam-se os fotógrafos, que suplantaram os maus pintores.</p><p>II – Desde o século passado, pintores e fotógrafos disputam a fidelidade ao real.</p><p>III – Dentro de poucos dias, farei uma visita à sua exposição de fotos.</p><p>A supressão da vírgula altera o sentido do que está em</p><p>a) I, II e III.</p><p>b) I e II, apenas.</p><p>c) I e III, apenas.</p><p>d) I e III, apenas.</p><p>e) I, apenas.</p><p>I – Com a vírgula, temos uma oração subordinada adjetiva restritiva; sem a vírgula, a oração</p><p>passa a ser explicativa. A correção é mantida, mas o sentido é alterado.</p><p>II – A vírgula não pode ser retirada, pois é um adjunto adverbial de longa extensão.</p><p>III – A vírgula não pode ser retirada, pois é um adjunto adverbial de longa extensão.</p><p>Letra e.</p><p>030. (FCC/SABESP/PROGRAMA DE APRENDIZAGEM DE ASSISTENTE ADMINISTRATI-</p><p>VO/2019) Atenção: Leia a crônica a seguir para responder a questão.</p><p>O substituto da vida</p><p>Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me sentava a ela,</p><p>punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de escrever, tirava o papel, lia o que es-</p><p>crevera, fazia eventuais emendas e, se fosse o caso, batia o texto a limpo. Relia-o para ver se</p><p>era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria e ia à vida.</p><p>Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da editoria de</p><p>esporte, paquerar a diagramadora do caderno de turismo, ir à esquina comer um pastel. Se</p><p>estivesse numa das fases de trabalhar em casa, ao terminar de escrever eu fechava a máquina</p><p>e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia. Só reabria a máquina no</p><p>dia seguinte.</p><p>Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de mensagens</p><p>para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo às que precisam de res-</p><p>posta, eu próprio mando mensagens inúteis, entro em jornais e revistas on-line. Quando me</p><p>dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>92 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a agenda, o tele-</p><p>fone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos, a câmera de cinema, o DVD,</p><p>o correio, a secretária eletrônica, o relógio de pulso, o despertador, o gravador, o rádio, a TV, o</p><p>CD, a bússola, os mapas, a vida. É por isto que nem chego perto dele – temo que me substi-</p><p>tua também.</p><p>(Adaptado de: CASTRO, Ruy. A arte de querer bem. Rio de Janeiro, Estação Brasil, 2018, p. 67-68)</p><p>... eu me sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de escrever, tirava</p><p>o papel, lia o que escrevera, fazia eventuais emendas... (1º parágrafo)</p><p>Nesse trecho, as vírgulas servem ao propósito de</p><p>a) apresentar atividades tidas como hipotéticas.</p><p>b) ordenar fatos em uma hierarquia, do mais ao menos importante.</p><p>c) encadear eventos que ocorrem em concomitância.</p><p>d) separar ações que se sucedem cronologicamente.</p><p>e) listar acontecimentos que se ligam aleatoriamente.</p><p>Uma das funções da vírgula é separar enumerações. No primeiro parágrafo do texto, o autor</p><p>descreve uma série de atos que ele precisa realizar para datilografar na máquina de escrever.</p><p>Essas ações acontecem em ordem cronológica, uma após a outra (sentar-se, colocar papel no</p><p>rolo, escrever, tirar o papel, ler, fazer emendas).</p><p>Letra d.</p><p>031. (FCC/SABESP/ESTAGIÁRIO/ENSINO MÉDIO/TÉCNICO) Texto associado</p><p>Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,</p><p>Depois da Luz se segue a noite escura,</p><p>Em tristes sombras morre a formosura,</p><p>Em contínuas tristezas, a alegria.</p><p>Porém, se acaba o Sol, por que nascia?</p><p>Se é tão formosa a Luz, por que não dura?</p><p>Como a beleza assim se transfigura?</p><p>Como o gosto da pena assim se fia?</p><p>Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,</p><p>Na formosura não se dê constância,</p><p>E na alegria sinta-se tristeza.</p><p>Começa o mundo enfim pela ignorância,</p><p>E tem qualquer dos bens por natureza</p><p>A firmeza somente na inconstância.</p><p>(MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 336)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>93 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Verifica-se emprego de vírgula para indicar a elipse do verbo no seguinte verso:</p><p>a) Em contínuas tristezas, a alegria. (1ª estrofe)</p><p>b) Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, (1ª estrofe)</p><p>c) Porém, se acaba o Sol, por que nascia? (2ª estrofe)</p><p>d) Se é tão formosa a Luz, por que não dura? (2ª estrofe)</p><p>e) Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza, (3ª estrofe)</p><p>Elipse do verbo é a supressão (retirada) do verbo. Quando o verbo é retirado, é preciso colo-</p><p>car vírgula.</p><p>a) Certa. Neste caso, é recomendável voltar ao texto, no verso anterior. Observe:</p><p>Em tristes sombras morre a formosura,</p><p>Em contínuas tristezas, a alegria.</p><p>Percebe-se que a forma “verbal” morre foi substituída pela vírgula no segundo verso.</p><p>b) Errada. Não há elipse de verbo.</p><p>c) Errada. Não há elipse de verbo.</p><p>d) Errada. Não há elipse de verbo.</p><p>e) Errada. Não há elipse de verbo.</p><p>Letra a.</p><p>032. (FCC/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SP/TÉCNICO EM ENFERMAGEM/2019)</p><p>Atenção: Considere o texto abaixo para responder a questão.</p><p>Óleo e água não se misturam: a solução é reciclar</p><p>Sabe aquela coxinha, frango a passarinho ou a deliciosa e crocante batata frita? Tudo</p><p>é muito saboroso, mas a gordura utilizada no preparo desses alimentos pode causar muitos</p><p>problemas, principalmente se for jogada na pia ou nos ralos.</p><p>Um litro de óleo pode contaminar até vinte e cinco mil litros de água. Isso porque suas</p><p>substâncias não se dissolvem na água e, quando despejadas nos cursos d’água, causam des-</p><p>controle do oxigênio e a morte de peixes e outras espécies. Em contato com o solo, há conta-</p><p>minação e mais sujeira.</p><p>Ao lançar o óleo de cozinha na pia, vaso sanitário ou ralo, o resíduo acumula-se nas</p><p>paredes dos canos e retém outros materiais que passam pelo local. Além de entupimentos,</p><p>haverá “infarto” do sistema de esgoto com sérios problemas para manutenção das redes e</p><p>custos mais altos para fazer consertos e reparos. Os custos do tratamento de água também</p><p>aumentam, e a solução está na consciência e reciclagem do óleo. Você pode acumular o que</p><p>sobrou em garrafas de plástico e levar nos postos de reciclagem que dão um destino adequa-</p><p>do ao material e evitam sérios problemas para sua casa e ao meio ambiente.</p><p>Outra coisa: não se esqueça, lugar de lixo é no lixo. Evite jogar fraldas descartáveis, bitu-</p><p>cas de cigarro, restos de alimentos, absorventes ou qualquer outro material no vaso sanitário,</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>94 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>pias ou ralos, pois toda a sujeira volta para sua casa, provoca entupimentos e traz mais prejuí-</p><p>zos para o meio ambiente e sua família.</p><p>E como armazenar e coletar o óleo usado em casa? Após utilizar o óleo, deixe esfriar</p><p>por pelo menos 30 minutos. Com a ajuda de um funil, coloque o material em uma garrafa de</p><p>plástico e feche-a bem para evitar vazamentos, odores e insetos. Quando armazenar uma boa</p><p>quantidade, leve as garrafas a um ponto de coleta.</p><p>(Texto adaptado. Original em: http://site.sabesp.com.br)</p><p>Com a ajuda de um funil, coloque o material em uma garrafa de plástico e feche-a bem para evi-</p><p>tar vazamentos, odores e insetos (5º parágrafo)</p><p>Após a alteração na pontuação, a frase acima fica correta e com o sentido preservado em:</p><p>a) Com a ajuda de um funil, coloque o material em uma garrafa de plástico e feche-a bem, para</p><p>evitar vazamentos, odores e insetos.</p><p>b) Com a ajuda de um funil, coloque o material, em uma garrafa de plástico e feche-a bem para</p><p>evitar vazamentos, odores e insetos.</p><p>c) Com a ajuda de um funil coloque o material em, uma garrafa de plástico e feche-a, bem para</p><p>evitar vazamentos, odores e insetos.</p><p>d) Com a ajuda de um funil coloque, o material em uma garrafa de plástico e feche-a bem para</p><p>evitar vazamentos, odores e insetos.</p><p>e) Com a ajuda, de um funil coloque o material em uma garrafa de plástico e feche-a bem para</p><p>evitar vazamentos, odores e insetos.</p><p>a) Certa. A vírgula está correta, pois separa adjunto adverbial deslocado (obrigatória). A segun-</p><p>da vírgula está correta pois separa oração subordinada adverbial final (facultativa). A terceira</p><p>vírgula está correta, pois faz parte de uma enumeração (obrigatória).</p><p>b) Errada. Não existe a vírgula após “material”.</p><p>c) Errada. Não se pode se parar “em” de “uma” no sentido da frase.</p><p>d) Errada. Não se pode separar o verbo do resto do complemento.</p><p>e) Errada. O termo completo é “com a ajuda de um funil”. Não pode vírgula quebrando partes</p><p>do adjunto.</p><p>Letra a.</p><p>033. (FCC/SABESP/ESTAGIÁRIO/ENSINO SUPERIOR/2019)</p><p>Preparativos de Viagem</p><p>Vários dos seus amigos mortos dão hoje nome a</p><p>ruas e praças.</p><p>Ele próprio se sente um pouco póstumo quando</p><p>conversa com gente jovem.</p><p>Dos passeios, raros, a melhor parte é a volta para</p><p>casa.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>95 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>As pessoas lhe parecem barulhentas e vulgares.</p><p>Ele sabe de antemão tudo quanto possam dizer.</p><p>Nos sonhos, os dias da infância são cada vez</p><p>mais nítidos e fatos aparentemente banais do</p><p>seu passado assumem uma significância que intriga.</p><p>O vivido e o sonhado se misturam agora sem lhe causar espécie.</p><p>É como se anunciassem um estado de coisas</p><p>cuja possível iminência não traz susto.</p><p>Só curiosidade. E um estranho sentimento de justeza.</p><p>(Adaptado de: PAES, José Paulo. Melhores poemas. São Paulo, Global Editora, 7ª edição, 2012, edição digital)</p><p>Ele próprio se sente um pouco póstumo quando // conversa com gente jovem.</p><p>Uma redação alternativa, em prosa, para os versos acima, que apresenta pontuação corre-</p><p>ta, está em:</p><p>a) Ele próprio, se sente um pouco póstumo quando conversa, com gente jovem.</p><p>b) Ele próprio se sente, um pouco póstumo, quando conversa com gente jovem.</p><p>c) Ele próprio, quando conversa com gente jovem se sente um pouco póstumo.</p><p>d) Quando conversa, com gente jovem ele próprio se sente, um pouco póstumo.</p><p>e) Quando conversa com gente jovem, ele próprio se sente um pouco póstumo.</p><p>a) Errada. As duas vírgulas estão erradas. O erro da primeira é separa sujeito de predicado; o</p><p>erro da segunda é separar o verbo do seu complemento.</p><p>b) Errada. A primeira vírgula está errada, pois separa sujeito do predicado.</p><p>c) Errada. A oração adverbial está deslocada para o meio da frase. Para ficar correta, é preciso</p><p>colocá-la intercalada por vírgulas.</p><p>d) Errada. Não pode haver vírgula entre o verbo e seu complemento.</p><p>e) Certa. A pontuação está correta. A vírgula, neste caso, é obrigatória.</p><p>Letra e.</p><p>034. (FCC/SANASA CAMPINAS/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/ANÁLISE E DE-</p><p>SENVOLVIMENTO/2019) Texto associado</p><p>A atual revolução tecnológica lança, a cada ano, novas formas de leitura, mudando não</p><p>só o modo como a literatura é distribuída, mas também como é escrita, à medida que os auto-</p><p>res se ajustam a essas novas realidades. Ao mesmo tempo, alguns dos termos que começa-</p><p>mos a usar recentemente parecem momentos anteriores da longa história da literatura.</p><p>Hoje, muitos já leem em uma tela. No dispositivo, o leitor irá virar páginas ou rolar um</p><p>texto. Dois milênios após o rolo de papiro ter dado lugar ao livro de pergaminho, esse movi-</p><p>mento de rolagem voltou, visto que a infindável sequência de palavras armazenadas pelos</p><p>computadores está mais próxima de um pergaminho do que de páginas separadas. E, como</p><p>os antigos escribas, mais uma vez nos sentamos curvados sobre “tabuletas”. A narração oral</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>96 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>também retornou. Como bem se sabe, palavras “escritas” podem ser apenas ouvidas em um</p><p>dispositivo de áudio.</p><p>Mas a revolução tecnológica por si só não assegura o futuro da literatura. A única ga-</p><p>rantia de sobrevivência de uma obra é o uso contínuo: um texto precisa permanecer relevante</p><p>o suficiente e ser lido, traduzido, transcrito e transcodificado pelas gerações futuras para per-</p><p>sistir ao longo do tempo.</p><p>(Adaptado de: PUCHNER, Martin. O mundo da escrita. Trad. Pedro Maia Soares. São Paulo: Companhia das</p><p>Letras, 2018, edição digital)</p><p>Considere as afirmativas abaixo.</p><p>I – No contexto, os dois-pontos (3º parágrafo) podem ser substituídos por “pois”, precedido de</p><p>vírgula, sem prejuízo do sentido.</p><p>II – As vírgulas isolam o aposto explicativo em E, como os antigos escribas, mais uma vez nos</p><p>sentamos... (2º parágrafo).</p><p>III – O verbo “rolar” no segmento rolar um texto (2º parágrafo) é um exemplo dos termos a que</p><p>o autor se refere no 1º parágrafo.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em:</p><p>a) II e III.</p><p>b) III.</p><p>c) I e II.</p><p>d) I e III.</p><p>e) I.</p><p>I – Certa. Os “dois pontos” marcam uma explicação. O “pois”, quando precedido de vírgula”, é</p><p>um conectivo que serve para introduzir uma explicação.</p><p>II – Errada. O aposto é usado para esclarecer um termo substantivo anterior. O trecho isolado</p><p>é uma oração subordinada adverbial comparativa.</p><p>III – Certa. O termo “rolar” é usado para descrever a ação de deslizar o dedo pela tela do celular</p><p>ao ler alguma coisa.</p><p>Letra d.</p><p>035. (FCC/MPE-MT/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2019) Assinale a alternativa certa:</p><p>a) A ideia mesma de felicidade parece ter bem pouca relevância, no curso da caminhada da</p><p>civilização.</p><p>b) Ao longo dos últimos cinco séculos, ocorreram revoluções cruciais na história da humanidade.</p><p>c) Para muitos homens, não faz sentido indagar sobre o teor de felicidade que deveria acom-</p><p>panhar o progresso.</p><p>d) A pouca gente ocorre indagar sobre o sentido do progresso, que atinge uns poucos pri-</p><p>vilegiados.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>97 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>e) Na argumentação do autor, o sentido de progresso civilizacional merece ser amplamente</p><p>discutido.</p><p>a) Errada. A vírgula separa um adjunto adverbial posicionada no final da frase. É um caso de</p><p>vírgula facultativa cuja retirada não</p><p>altera o sentido.</p><p>b) Errada. A retirada da vírgula não alterada o sentido, mas deixa a correção errada, pois é um</p><p>adjunto de longa extensão.</p><p>c) Errada. A retirada da vírgula não alterada o sentido, mas deixa a correção errada, pois é um</p><p>adjunto de longa extensão.</p><p>d) Certa. Com vírgula, a oração é adjetiva e tem cunho explicativo; sem vírgula, a oração é su-</p><p>bordinada adjetiva restritiva. No sentido explicativo (com vírgula), entende-se que há apenas</p><p>um único sentido do progresso. No sentido restritivo (sem vírgula), há vários progressos, mas</p><p>apenas aquele atingiu os poucos privilegiados.</p><p>e) Errada. A retirada da vírgula não alterada o sentido, mas deixa a correção errada, pois é um</p><p>adjunto de longa extensão.</p><p>Letra d.</p><p>036. (FCC/SEMEF MANAUS-AM/ASSISTENTE TÉCNICO FAZENDÁRIO/2019) Texto associado</p><p>1. A ideia do triunfo da democracia ficou associada à obra de Francis Fukuyama. Em</p><p>controverso ensaio publicado nos anos 1980, Fukuyama afirmava que o encerramento da</p><p>Guerra Fria levaria à “universalização da democracia liberal ocidental como forma definitiva</p><p>de governo humano”. O triunfo da democracia, proclamou numa frase que veio a condensar o</p><p>otimismo de 1989, marcaria o “fim da história”.</p><p>2. Muitos criticaram Fukuyama por sua suposta ingenuidade. Alguns alegavam que a</p><p>democracia liberal estava longe de ser implementada em larga escala, porquanto muitos paí-</p><p>ses se mostrariam resistentes a essa ideia importada do Ocidente. Outros afirmavam que era</p><p>cedo para prever que tipo de avanço a engenhosidade humana seria capaz de conceber: talvez</p><p>a democracia liberal fosse apenas o prelúdio de outras formas de governo, mais justas e es-</p><p>clarecidas.</p><p>3. A despeito das críticas sofridas, o pressuposto fundamental de Fukuyama se revelou</p><p>de enorme influência. A maioria dos cientistas políticos acreditava que a democracia liberal</p><p>permaneceria inabalável em certos redutos, ainda que o sistema não triunfasse no mundo</p><p>todo. Na verdade, a maior parte dos cientistas políticos, embora evitando fazer grandes gene-</p><p>ralizações sobre o fim da história, chegou mais ou menos à mesma conclusão de Fukuyama.</p><p>4. Impressionados com a estabilidade das democracias ricas, cientistas políticos come-</p><p>çaram a conceber a história do pós-guerra como um processo de consolidação democrática.</p><p>Para sustentar uma democracia duradoura, o país devia atingir níveis altos de riqueza e edu-</p><p>cação. Tinha de construir uma sociedade civil forte e assegurar a neutralidade de instituições</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>98 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>de Estado fundamentais. Todos esses objetivos frequentemente se revelaram fugidios. Mas a</p><p>recompensa que acenava no horizonte era tão valiosa quanto perene. A consolidação demo-</p><p>crática, segundo essa visão, era uma via de mão única.</p><p>(Adaptado de: MOUNK, Yascha. O povo contra a democracia. Trad. Cássio de Arantes Leite e Débora Landsberg.</p><p>São Paulo: Companhia das Letras, 2018, edição digital.)</p><p>Quanto à pontuação e ao emprego de crase, está plenamente correta a frase que se encontra em:</p><p>a) O fim da Guerra Fria traria como forma definitiva de governo, à universalização da democra-</p><p>cia liberal ocidental.</p><p>b) Atrelada às necessidades de construir uma sociedade civil forte, havia a necessidade de</p><p>assegurar a neutralidade de instituições de Estado fundamentais.</p><p>c) O sistema político se estabilizava, à medida que, um país passava a ser rico e, ao mesmo</p><p>tempo, democrático.</p><p>d) Cientistas políticos, impressionados com à estabilidade sem paralelo das democracias ri-</p><p>cas viram no pós-guerra um período de consolidação democrática.</p><p>e) A controversa obra de Francis Fukuyama associou-se, no pensamento político, à ideais do</p><p>triunfo da democracia.</p><p>a) Errada. A vírgula e a crase estão erradas. O “traria” é VTD e “a universalização da democra-</p><p>cia liberal ocidental” é objeto direto. O “a” é apenas artigo. Além disso, o trecho “como forma</p><p>definitiva de governo” exerce papel de adjunto; por estar deslocado, ele precisaria estar en-</p><p>tre vírgulas.</p><p>b) Certa. A crase está correta (preposição “a” exigida por “atrelada + artigo “a”). Além disso, a</p><p>vírgula separa uma oração subordinada adverbial causal deslocada.</p><p>c) Errada. A vírgula após a expressão proporcional “à medida que” está errada.</p><p>d) Errada. A crase está errada, pois não há termo pedindo preposição “a”. Além disso, seria</p><p>preciso que o trecho “impressionados com à estabilidade sem paralelo das democracias ricas”</p><p>ficassem entre vírgulas, pois é um termo explicativo que se refere a “cientistas políticos”.</p><p>e) Errada. A crase está errada, pois “ideais” é uma palavra masculina.</p><p>Letra b.</p><p>037. (FCC/CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL/TÉCNICO LEGISLATIVO/2018)</p><p>1. Sinto inveja dos contistas. Para mim, é mais fácil escrever um romance de 200 pági-</p><p>nas que um conto de duas.</p><p>2. Já se tentou explicar em fórmulas narrativas a diferença entre um conto, uma novela</p><p>e um romance, mas o leitor, que não precisa de teoria, sabe exatamente o que é uma coisa ou</p><p>outra assim que começa a ler; quando termina logo, é um conto. O critério do tamanho prosse-</p><p>gue invencível.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>99 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>3. Para entender o gênero, criei arbitrariamente um ponto mínimo de partida, que consi-</p><p>dero o menor conto do mundo, uma síntese mortal de Dalton Trevisan: “Nunca me senti tão só,</p><p>querida, como na tua companhia”.</p><p>4. Temos aí dois personagens, um diálogo implícito e uma intriga tensa que parece vir</p><p>de longe e não acabar com o conto. Bem, por ser um gênero curto, o conto é também, por pa-</p><p>recer fácil, uma perigosa porta aberta em que cabe tudo de cambulhada.</p><p>5. Desde Machado de Assis, que colocou o gênero entre nós num patamar muito alto já</p><p>no seu primeiro instante, a aparente facilidade do conto vem destroçando vocações.</p><p>6. Além disso, há a maldição dos editores, refletindo uma suposta indiferença dos lei-</p><p>tores: “conto não vende”. Essa é uma questão comercial, não literária. Porque acabo de ler</p><p>dois ótimos livros de contos que quebram qualquer preconceito eventual que se tenha con-</p><p>tra o gênero.</p><p>7. Os contos de A Cidade Dorme, de Luiz Ruffato, que já havia demonstrado ser um mes-</p><p>tre da história curta no excelente Flores Artificiais, formam uma espécie de painel do “Brasil</p><p>profundo”, a gigantesca classe média pobre que luta para sobreviver, espremida em todo canto</p><p>do país entre os sonhos e a violência.</p><p>8. Em toda frase, sente-se o ouvido afinado da linguagem coloquial que transborda nos-</p><p>sa cultura pelo arcaísmo de signos singelos: “Mas eu não queria ser torneiro-mecânico, queria</p><p>mesmo era ser bancário, que nem o marido da minha professora, dona Aurora”.</p><p>9. O atávico país rural, com o seu inesgotável atraso, explode em todos os poros da ci-</p><p>dade moderna.</p><p>10. Já nos dez contos de Reserva Natural, de Rodrigo Lacerda, que se estruturam clas-</p><p>sicamente como “intrigas”, na melhor herança machadiana, o mesmo Brasil se desdobra em</p><p>planos individuais; e o signo forte de “reserva natural” perde seu limite geográfico para ganhar</p><p>a tensão da condição humana.</p><p>11. Como diz o narrador do conto “Sempre assim”, “é tudo uma engrenagem muito maior”.</p><p>(Adaptado de: TEZZA, Cristovão Disponível em: www1.folha.uol.com.br)</p><p>Está gramaticalmente correta a redação do seguinte comentário:</p><p>a) Tezza, autor que confessa ter inveja dos bons contistas, consideram romances de</p><p>200 pági-</p><p>nas mais fáceis de serem escritos do que um conto de duas.</p><p>b) Por se deixarem influenciar pela ideia de que os leitores não apreciam tal gênero, vê-se edi-</p><p>tores que não se interessam em publicar contos.</p><p>c) O critério do tamanho prossegue invencível para o leitor que, alheio à fórmulas narrativas,</p><p>sabe se tratar de um conto a obra de breve leitura.</p><p>d) De apenas uma frase, o conto de Dalton Trevisan, foi arbitrariamente escolhido por Tezza</p><p>como ponto de partida para determinar certas características que um conto deveria apresentar.</p><p>e) Após a publicação de Flores Artificiais, Luiz Ruffato consagrou-se como um notável autor de</p><p>contos, fenômeno que se repetiu com o lançamento de A Cidade Dorme.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>100 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) Errada. O trecho isolado por vírgulas está correto, pois explica quem é o autor. O verbo “con-</p><p>sideram” está errado, pois o sujeito é simples (“Tezza”).</p><p>b) Errada. O verbo “ver” é transitivo direto; “editores” é o sujeito e, por isso, o verbo deveria apa-</p><p>recer no plural.</p><p>c) Errada. A crase está errada, pois não há artigo, mas apenas preposição. Há duas maneiras</p><p>corretas: “alheio a fórmulas” ou “alheio às fórmulas”.</p><p>d) Errada. Sujeito e verbo não devem ser separados por vírgula.</p><p>e) Certa.</p><p>Letra e.</p><p>038. (FCC/SANASA CAMPINAS/PROCURADOR JURÍDICO/2019)</p><p>[O tempo sem rumo]</p><p>As datas deveriam nos fixar no tempo como as coordenadas geográficas nos fixam no</p><p>espaço, mas a analogia não funciona. O tempo não tem pontos fixos, o tempo é uma sombra</p><p>que dá a volta na Terra. Ou a Terra é que dá voltas na sombra. Nossa única certeza é que será</p><p>sempre a mesma sombra – o que não é uma certeza, é um terror.</p><p>Na nossa fome de coordenadas no tempo nos convencemos até que dias da semana</p><p>têm características. Que uma terça-feira, por exemplo, não serve para nada. Que terça é o dia</p><p>mais sem graça que existe, sem a gravidade de uma segunda – dia de remorso e decisões – e</p><p>o peso da quarta, que centraliza a semana. Gostaríamos que passar pelos dias fosse como</p><p>passar por meridianos e paralelos, a evidência de estarmos indo numa direção, não entrando e</p><p>saindo da mesma sombra. Não passando por cada domingo com a nítida impressão de que já</p><p>estivemos aqui antes.</p><p>Já que não há coordenadas e pontos fixos no tempo, contentemo-nos com as metáfo-</p><p>ras fáceis. Este nosso milênio se estende como um imenso pergaminho à nossa frente, espe-</p><p>rando para ser preenchido. Podemos escolher nosso destino, desenhar nossos próprios me-</p><p>ridianos e paralelos e prováveis novos mundos. É verdade que a passagem do tempo não se</p><p>mede apenas pelo retorno aos domingos, também se mede pela degradação orgânica, e que</p><p>a cada domingo estaremos mais perto daquela sombra que nunca acaba... Nenhum de nós</p><p>chegará muito longe neste milênio. Mas é bom saber que ele está, aqui, quase inteiro, sempre</p><p>à nossa espera.</p><p>(Adaptado de VERISSIMO, Luis Fernando. Em algum lugar do paraíso. São Paulo: Objetiva, 2011, p. 7)</p><p>Está plenamente adequada a pontuação da frase:</p><p>a) O tempo, ainda que não possa ser controlado, dá-nos a sensação de que está aberto, sujeito</p><p>a um preenchimento nosso.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>101 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>b) Move-nos uma ilusão, de que possamos contar com o tempo como se ele estivesse dispo-</p><p>nível, para dele nos valermos, segundo nosso interesse.</p><p>c) O que se teme no tempo, é o fato de não podermos dimensioná-lo, segundo nossa</p><p>necessidade.</p><p>d) Não se planeja o tempo, conquanto nosso desejo, fosse determinar exatamente os passos</p><p>que temos a dar.</p><p>e) Cada dia da semana segundo o autor, tem características tão próprias, que nos fazem sen-</p><p>ti-los de modo distinto.</p><p>a) Certa. A oração entre vírgulas tem valor adverbial concessivo. Por estar fora da ordem direta,</p><p>a oração precisa estar entre vírgulas. O trecho “sujeito a um preenchimento nosso” é uma expli-</p><p>cação do termo anterior (“aberto”); neste caso, a vírgula marca um aposto explicativo.</p><p>b) Errada. Não se separa por vírgula o nome de seu complemento.</p><p>c) Errada. A expressão “no tempo” tem valor adverbial. Como há vírgula depois, seria preciso</p><p>uma vírgula antes também, para intercalar o termo. Outra opção seria deixar a expressão “no</p><p>tempo” sem vírgula antes e depois.</p><p>d) Errada. A vírgula após “desejo” não pode separar sujeito do verbo.</p><p>e) Errada. O trecho “segundo o autor” deveria estar entre vírgulas.</p><p>Letra a.</p><p>039. (FCC/CÂMARA DE FORTALEZA-CE/REVISOR/2019) Atenção: Para responder a ques-</p><p>tão, baseie-se no texto abaixo.</p><p>− Quer esse menininho para o senhor? Pode levar.</p><p>Aconteceu no Rio, como acontecem tantas coisas. O rapaz entrou no café da rua Luís</p><p>de Camões e começou a oferecer o filho de seis meses. Em voz baixa, ao pé do ouvido, como</p><p>esses vendedores clandestinos que nos propõem um relógio submersível. Com esta diferença:</p><p>era dado, de presente. Uns não o levaram a sério, outros não acharam interessante a doação.</p><p>Que iriam fazer com aquela coisinha exigente, boca aberta para mamar e devorar a escassa</p><p>comida, corpo a vestir, pés a calçar, e mais dentista e médico e farmácia e colégio e tudo que</p><p>custa um novo ser, em dinheiro e aflição?</p><p>− Fique com ele. É muito bonzinho, não chora nem reclama. Não lhe cobro nada…</p><p>Podia ser que fizesse aquilo para o bem do menino, um desses atos de renúncia que sig-</p><p>nificam amor absoluto. O tom era sério, e a cara, angustiada. O rapaz era pobre, visivelmente.</p><p>Mas todos ali o eram também, em graus diferentes. E a ninguém apetecia ganhar um bebê, ou,</p><p>senão, quem nutria esse desejo o sofreava. Mesmo sem jamais ter folheado o Código Penal,</p><p>toda gente sabe que carregar com filho dos outros dá cadeia, muita.</p><p>Mas o pai insistia, com bons modos e boas razões: desempregado, abandonado pela</p><p>mulher. O bebê, de olhinhos tranquilos, olhava sem reprovação para tudo. De fato, não era de</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>102 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>reclamar, parecia que ele próprio queria ser dado. Até que apareceu uma senhora gorda e to-</p><p>pou o oferecimento:</p><p>− Já tenho seis lá em casa, que mal faz inteirar sete? Moço, eu fico com ele.</p><p>Disse mais que morava em Senador Camará, num sobradão assim assim, e lá se foi</p><p>com o presente. O pai se esquecera de perguntar-lhe o nome, ou preferia não saber. Nenhum</p><p>papel escrito selara o ajuste; nem havia ajuste. Havia um bebê que mudou de mãos e agora</p><p>começa a fazer falta ao pai.</p><p>− Praquê fui dar esse menino? − interroga-se ele. Chega em casa e não sabe como expli-</p><p>car à mulher o que fizera. Porque não fora abandonado por ela; os dois tinham apenas brigado,</p><p>e o marido, no vermelho da raiva, saíra com o filho para dá-lo a quem quisesse.</p><p>A mulher nem teve tempo de brigar outra vez. Correram os dois em busca do menino</p><p>dado, foram ao vago endereço, perguntaram pela vaga senhora. Não há notícia. No estirão do</p><p>subúrbio, no estirão maior deste Rio, como pode um bebê fazer-se notar? E logo esse, manso</p><p>de natureza, pronto a aceitar quaisquer pais que lhe deem, talvez na pré-consciência mágica de</p><p>que pais deixaram</p><p>de ter importância.</p><p>E o pai volta ao café da rua Luís de Camões, interroga um e outro, nada: ninguém mais</p><p>viu aquela senhora. Disposto a procurá- -la por toda parte, ele anuncia:</p><p>− Fico sem camisa, mas compro o menino pelo preço que ela quiser.</p><p>(ANDRADE, Carlos Drummond de. “Caso de menino”. 70 historinhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p.</p><p>101-102)</p><p>Considere os trechos transcritos abaixo.</p><p>I – O tom era sério, e a cara, angustiada. (4º parágrafo)</p><p>II – E a ninguém apetecia ganhar um bebê, ou, senão, quem nutria esse desejo o sofreava. (4º</p><p>parágrafo)</p><p>III – Porque não fora abandonado por ela; os dois tinham apenas brigado, e o marido, no verme-</p><p>lho da raiva, saíra com o filho para dá-lo a quem quisesse. (8º parágrafo)</p><p>Verifica-se o emprego de vírgula para indicar a elipse do verbo APENAS em</p><p>a) I e II.</p><p>b) II.</p><p>c) III.</p><p>d) I.</p><p>e) II e III.</p><p>Elipse do verbo é a supressão (retirada) do verbo. Quando o verbo é retirado, é preciso colo-</p><p>car vírgula.</p><p>I – Certa. A vírgula foi usada para omitir o verbo “ser”, que acabara de ser usado. Para evitar a</p><p>repetição de palavras, recorre-se à elipse.</p><p>II – Errada. Não há omissão de verbo.</p><p>III – Errada. Não há omissão de verbo.</p><p>Letra d.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>103 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>040. (FCC/TJ-M/ANALISTA JUDICIÁRIO/ANALISTA DE SISTEMAS/SUPORTE E REDE/2019)</p><p>[A harmonia natural em Rousseau]</p><p>A civilização foi vista por Jean-Jacques Rousseau (1713-1784) como responsável pela</p><p>degeneração das exigências morais mais profundas da natureza humana e sua substituição</p><p>pela cultura intelectual. A uniformidade artificial de comportamento, imposta pela sociedade</p><p>às pessoas, leva-as a ignorar os deveres humanos e as necessidades naturais.</p><p>A vida do homem primitivo, ao contrário, seria feliz porque ele sabe viver de acordo com</p><p>suas necessidades inatas. Ele é amplamente autossuficiente porque constrói sua existência</p><p>no isolamento das florestas, satisfaz as necessidades de alimentação e sexo sem maiores</p><p>dificuldades e não é atingido pela angústia diante da doença e da morte. As necessidades</p><p>impostas pelo sentimento de autopreservação – presente em todos os momentos da vida pri-</p><p>mitiva e que impele o homem selvagem a ações agressivas – são contrabalançadas pelo inato</p><p>sentimento que o impede de fazer mal aos outros desnecessariamente.</p><p>Desde suas origens, o homem natural, segundo Rousseau, é dotado de livre arbítrio e</p><p>sentido de perfeição, mas o desenvolvimento pleno desses sentimentos só ocorre quando</p><p>estabelecidas as primeiras comunidades locais, baseadas sobretudo no grupo familiar. Nesse</p><p>período da evolução, o homem vive a idade do ouro, a meio caminho entre a brutalidade das</p><p>etapas anteriores e a corrupção das sociedades civilizadas.</p><p>(Encarte, sem indicação de autoria, a Jean-Jacques Rousseau – Os Pensadores. Capítulo 34. São Paulo: Abril,</p><p>1973, p. 473)</p><p>A supressão da vírgula altera o sentido da frase:</p><p>a) Desde as origens, o homem primitivo já era detentor da capacidade de livre arbítrio.</p><p>b) Na teoria de Rousseau, o homem primitivo tem um bom padrão de vida comunitária.</p><p>c) Rousseau considera mais felizes os antigos, capazes de fugir de todo artificialismo.</p><p>d) Ao se considerar a condição do homem civilizado, não há como negar que é menos feliz que</p><p>o primitivo.</p><p>e) Ao longo da idade do ouro, o homem se pôs a meio caminho entre brutalidade e corrupção.</p><p>a) Errada. A expressão “desde as origens” é um adjunto adverbial deslocado de longa exten-</p><p>são. A vírgula é obrigatória.</p><p>b) Errada. A expressão “Na teoria de Rousseau” é um adjunto adverbial deslocado de longa</p><p>extensão. A vírgula é obrigatória.</p><p>c) Certa. O trecho “capazes de fugir de todo artificialismo” caracteriza “antigos”. Com vírgula, o</p><p>trecho tem sentido explicativo; sem vírgula, o trecho tem sentido restritivo.</p><p>d) Errada. “Ao se considerar a condição do homem civilizado” é uma oração adverbial que está</p><p>fora da ordem direta. A vírgula é obrigatória.</p><p>e) Errada. A expressão “ao longo da idade do ouro” é um adjunto adverbial deslocado de longa</p><p>extensão. A vírgula é obrigatória.</p><p>Letra c.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>104 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>041. (FCC/PREFEITURA DE RECIFE-PE/ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA/2019)</p><p>Quem não gosta de samba</p><p>“Como se dá que ritmos e melodias, embora tão somente sons, se assemelhem a esta-</p><p>dos da alma?”, pergunta Aristóteles. Há pessoas que não suportam a música; mas há também</p><p>uma venerável linhagem de moralistas que não suporta a ideia do que a música é capaz de</p><p>suscitar nos ouvintes. Platão condenou certas escalas e ritmos musicais e propôs que fossem</p><p>banidos da cidade ideal. Santo Agostinho confessou-se vulnerável aos “prazeres do ouvido” e</p><p>se penitenciou por sua irrefreável propensão ao “pecado da lascívia musical”. Calvino alerta os</p><p>fiéis contra os perigos do caos, volúpia e emefinação que ela provoca. Descartes temia que a</p><p>música pudesse superexcitar a imaginação.</p><p>O que todo esse medo da música - ou de certos tipos de música - sugere? O vigor e o</p><p>tom dos ataques traem o melindre. Eles revelam não só aquilo que afirmam - a crença num</p><p>suposto perigo moral da música -, mas também o que deixam transparecer. O pavor pressupõe</p><p>uma viva percepção da ameaça. Será exagero, portanto, detectar nesses ataques um índice da</p><p>especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la</p><p>e erradicá-la nos outros?</p><p>O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos. Por vias oblíquas ou</p><p>com plena ciência do fato, nossos respeitáveis moralistas sabiam muito bem do que esta-</p><p>vam falando.</p><p>(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 23-24)</p><p>A exclusão da vírgula alterará o sentido da seguinte frase:</p><p>a) Ao longo da História, muitos pensadores manifestaram seu temor pelos poderes da música.</p><p>b) Obviamente, não é a todos que desconcerta surpreender-se com os poderes da música.</p><p>c) A música afeta aos ouvintes atentos, que conhecem seus mágicos poderes.</p><p>d) Nem todos temem a música, porque nem todos reconhecem seus mágicos poderes.</p><p>e) Aos que gostam da música, garante-se uma inesgotável fonte de prazer e de sensualidade.</p><p>Na letra c, a oração após a vírgula tem sentido explicativo; ao retirar a vírgula, a oração passa</p><p>a ser adjetiva restritiva.</p><p>Letra c.</p><p>042. (FCC/SEFAZ-BA/AUDITOR FISCAL/ADMINISTRAÇÃO, FINANÇAS E CONTROLE INTERNO/</p><p>PROVA I/2019) Texto associado</p><p>A ciência moderna e a economia de mercado figuram entre as mais notáveis realiza-</p><p>ções humanas. A Revolução Científica do século XVII e a Revolução Industrial do século XVIII</p><p>foram apenas o prelúdio do que viria em seguida - a revolução permanente dos últimos três</p><p>séculos. Ciência e mercado são apostas na liberdade: liberdade balizada por padrões impes-</p><p>soais de argumentação e validação de teorias no primeiro caso; e por regras que fixam os mar-</p><p>cos dentro dos quais a busca do ganho econômico por parte das pessoas é livre, no segundo.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>105 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Por</p><p>mais brilhantes, entretanto, que sejam suas inegáveis conquistas, é preciso ter uma visão</p><p>clara do que podemos esperar que façam por nós: a ciência jamais aplacará a nossa fome de</p><p>sentido, e o mercado nada nos diz sobre a ética - como usar a nossa liberdade e o que fazer de</p><p>nossas vidas.</p><p>O sistema de mercado - baseado na propriedade privada, nas trocas voluntárias e na for-</p><p>mação de preços por meio de um processo competitivo reconhecidamente imperfeito - define</p><p>um conjunto de regras de convivência na vida prática. A regra de ouro do mercado estabelece</p><p>que a recompensa material dos seus participantes corresponderá ao valor monetário que os</p><p>demais estiverem dispostos a atribuir ao resultado de suas atividades: a remuneração de cada</p><p>um, portanto, não depende da intensidade dos seus desejos de consumo, do civismo de suas</p><p>ações, do seu mérito moral ou estético. Dependerá tão somente da disposição dos consumido-</p><p>res em pagar, com parte do ganho do seu próprio trabalho, para ter acesso aos bens e serviços</p><p>que o outro oferece. Mas o mercado não decide, em nome dos que nele atuam, os resultados</p><p>finais da interação. Assim como a gramática não determina o teor das mensagens, mas ape-</p><p>nas as regras das trocas verbais, também o mercado não estabelece de antemão o que será</p><p>feito e escolhido pelos que dele participam.</p><p>(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, edição digital)</p><p>Considere as afirmações abaixo a respeito da pontuação do texto:</p><p>I – Mantendo-se a correção e o sentido original, os travessões podem ser substituídos por</p><p>vírgulas em: O sistema de mercado - baseado na propriedade privada, nas trocas voluntárias</p><p>e na formação de preços por meio de um processo competitivo reconhecidamente imperfeito</p><p>- define...</p><p>II – Sem prejuízo da correção, uma pontuação alternativa para um segmento do texto é: A re-</p><p>gra de ouro do mercado estabelece que, a recompensa material dos seus participantes, corres-</p><p>ponderá ao valor monetário que os demais estiverem dispostos a atribuir, ao resultado de suas</p><p>atividades.</p><p>III – Sem prejuízo da correção e da lógica, o sinal de dois-pontos pode ser substituído por</p><p>“pois”, precedido de vírgula, no segmento é preciso ter uma visão clara do que podemos esperar</p><p>que façam por nós: a ciência jamais aplacará a nossa fome de sentido...</p><p>IV – Uma vírgula pode ser inserida imediatamente após Assim, sem prejuízo do sentido origi-</p><p>nal, em Assim como a gramática não determina o teor das mensagens...</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I e IV.</p><p>b) I e III.</p><p>c) I e II.</p><p>d) II, III e IV.</p><p>e) III e IV.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>106 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>I – Certa. Os travessões intercalam uma oração subordinada adjetiva explicativa.</p><p>II – Errada. O “que” é uma conjunção integrante que liga duas orações. A vírgula não pode</p><p>separá-las.</p><p>III – Certa. O sinal de “dois pontos e o “pois” precedido de vírgula introduzem uma explicação.</p><p>IV – Errada. Caso seja colocado uma vírgula após o “assim”, ele passa a ter o sentido de “dessa</p><p>forma”, o que causaria prejuízo para o sentido original do texto.</p><p>Letra b.</p><p>043. (FCC/SABESP/ESTAGIÁRIO/ENSINO SUPERIOR/2019) Texto associado</p><p>1. A World Wide Web, ou www, completou três décadas de existência. Sua invenção</p><p>mudou a cara da internet. A ideia foi do físico britânico Tim Berners-Lee, quando tinha 33 anos.</p><p>Naquela época, a internet já operava havia duas décadas, mas de forma bem diferente. Com</p><p>recursos restritos, era usada principalmente para troca de informações entre pesquisadores da</p><p>área acadêmica.</p><p>2. “A www transformou-se em um componente fundamental da internet moderna”, afir-</p><p>ma Fabio Kon, professor do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Pau-</p><p>lo. “A rede trouxe muitas coisas boas e já não conseguimos mais viver sem as comodidades</p><p>que ela proporciona. Mas, por outro lado, ela amplifica alguns fenômenos negativos e indese-</p><p>jados que já existiam na sociedade.”</p><p>3. Nas comemorações dos 30 anos da web, Berners-Lee expressou preocupação com o</p><p>rumo que vem tomando a internet. Em carta aberta, listou três áreas que, para ele, prejudicam</p><p>a web: intenções maliciosas; projetos duvidosos, entre eles modelos de negócios que recom-</p><p>pensam cliques; e consequências negativas não intencionais da rede, com destaque para dis-</p><p>cussões agressivas e polarizadas.</p><p>4. “Precisamos de um novo contrato para a web”, declarou Berners-Lee em uma confe-</p><p>rência sobre tecnologia da internet. “Algumas questões de regulamentação têm que envolver</p><p>governos. Outras claramente incluem as empresas. Se você for provedor de acesso, precisa se</p><p>comprometer a entregar neutralidade de rede. Se for uma companhia de rede social, precisa</p><p>garantir que as pessoas tenham controle sobre seus dados.”</p><p>5. “Desde sua origem, a internet se propôs a ser plural e de acesso amplo”, ressalta a</p><p>advogada Cíntia Rosa Pereira de Lima, líder do grupo de pesquisa Observatório do Marco Civil</p><p>da Internet no Brasil.</p><p>6. A pesquisadora assinala também alguns problemas decorrentes das mudanças gera-</p><p>das pela internet. “Percebo que, com a proliferação das redes sociais, as pessoas passaram a</p><p>se preocupar mais com a quantidade de relacionamentos, desconsiderando a qualidade deles”.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>107 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>7. Um dos pioneiros da internet no país, o engenheiro Demi Getschko admite que a rede</p><p>enfrenta problemas, mas defende que o que vemos nela, conforme já expresso pelo matemá-</p><p>tico Vint Cerf, um de seus fundadores, é a representação daquilo que existe no mundo real. “A</p><p>maioria das pessoas envolvidas com ela é bem-intencionada, mas existe uma ânsia de parti-</p><p>cipar, de falar sem pensar, que com o tempo, esperamos, vai assentar. Tenho dúvidas sobre a</p><p>eficiência de normatizações para corrigir os excessos na rede. Como ela não tem fronteiras,</p><p>qualquer legislação local tende a falhar.”</p><p>(Adaptado de: VASCONCELOS, Yuri. Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br)</p><p>A pontuação se mantém correta no seguinte segmento adaptado do texto:</p><p>a) um dos pioneiros, da internet no país admite que, a rede mundial de computadores enfrenta</p><p>problemas.</p><p>b) Naquela época, a internet já operava, havia duas décadas mas, de forma bem diferente.</p><p>c) Existe uma ânsia, de participar do processo, de falar, sem pensar que, com o tempo espera-</p><p>mos: vai assentar.</p><p>d) Algumas questões de regulamentação, envolvem governos; outras claramente, incluem</p><p>as empresas.</p><p>e) A rede trouxe muitas coisas boas, e já não conseguimos mais viver sem as comodidades</p><p>que ela proporciona.</p><p>a) Errada. Não se separa o nome do seu complemento. Além disso, a vírgula após o “que” está</p><p>errada, pois o trecho “que a rede mundial de computadores enfrenta problemas” é objeto direto</p><p>do verbo “admite”.</p><p>b) Errada. A vírgula após “naquela época” é facultativa, pois é o advérbio de curta extensão. A</p><p>vírgula após o “mas” está errada, pois não há vírgula após conjunção adversativa.</p><p>c) Errada. Não se separa o nome do seu complemento (“ânsia de participar do processo”).</p><p>d) Errada. Sujeito e verbo não devem ser separados por vírgula.</p><p>e) Certa. A vírgula separa duas orações com sujeitos diferentes.</p><p>Letra e.</p><p>044. (FCC/SEFAZ-SC/AUDITOR-FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/AUDITORIA E FISCALIZA-</p><p>ÇÃO/2018) Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.</p><p>Não temos ideia de como</p><p>será o mercado de trabalho em 2050. Podemos afirmar que a</p><p>robótica vai mudar quase todas as modalidades de trabalho. Contudo, há visões inconciliáveis</p><p>a respeito das consequências dessa mudança e sua iminência. Alguns creem que dentro de</p><p>uma ou duas décadas bilhões de pessoas serão economicamente redundantes. Outros sus-</p><p>tentam que mesmo no longo prazo a automação continuará a gerar novos empregos e maior</p><p>prosperidade.</p><p>Os temores de que a automação causará desemprego massivo remontam ao século</p><p>XIX, e até agora nunca se materializaram. Desde o início da Revolução Industrial, para</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>108 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>cada emprego perdido para uma máquina pelo menos um novo emprego foi criado, e o pa-</p><p>drão de vida médio subiu consideravelmente. Mas há boas razões para pensar que desta vez é</p><p>diferente.</p><p>Seres humanos possuem dois tipos de habilidades - física e cognitiva. No passado, as máqui-</p><p>nas competiram com humanos principalmente em habilidades físicas, enquanto eles ficaram</p><p>à frente das máquinas em capacidade cognitiva. Por isso, quando trabalhos manuais na agri-</p><p>cultura e na indústria foram automatizados, surgiram novos trabalhos no setor de serviços que</p><p>requeriam o tipo de habilidade cognitiva que só humanos possuíam: aprender, analisar, comu-</p><p>nicar e compreender emoções. No entanto, acredita-se que a Inteligência Artificial será capaz</p><p>de apreender um número cada vez maior dessas habilidades.</p><p>(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, edição</p><p>digital.)</p><p>Considere as afirmações abaixo a respeito da pontuação do texto.</p><p>I – Em Seres humanos possuem dois tipos de habilidades - física e cognitiva (3º parágrafo), o</p><p>travessão introduz um esclarecimento e pode ser substituído por dois-pontos, sem prejuízo</p><p>da correção.</p><p>II – Em para cada emprego perdido para uma máquina pelo menos um novo emprego foi criado,</p><p>e o padrão de vida médio subiu consideravelmente (2º parágrafo), o emprego da vírgula se jus-</p><p>tifica, uma vez que separa duas orações com sujeitos diferentes.</p><p>III – O sentido não será alterado caso se acrescente uma vírgula imediatamente após “servi-</p><p>ços” em novos trabalhos no setor de serviços que requeriam o tipo de habilidade cognitiva que</p><p>só humanos possuíam [...] (3º parágrafo).</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I.</p><p>b) I e III.</p><p>c) II e III.</p><p>d) I e II.</p><p>e) I.</p><p>I – Certa. O travessão introduz um esclarecimento e realmente pode ser substituído por dois</p><p>pontos, sem prejuízo.</p><p>II – Certa. O sujeito da primeira oração é “novo emprego”; o sujeito da segunda oração é “o</p><p>padrão de vida”.</p><p>III – Errada. Sem a vírgula, a oração introduzida pelo “que” tem valor adjetivo restritivo; caso</p><p>seja colocada uma vírgula, a oração passa a ser adjetiva explicativa.</p><p>Letra d.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>109 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>045. (FCC/TRT 2ª REGIÃO-SP/ANALISTA JUDICIÁRIO/CONTABILIDADE/2018)</p><p>De cabeça pra baixo</p><p>− Esse mundo está ficando de cabeça pra baixo!</p><p>É uma conhecida frase, que sucessivas gerações vêm frequentando. Ela logo surge a</p><p>propósito de qualquer coisa que se considere uma novidade despropositada, irritante: modelo</p><p>de roupa mais ousada, último grande sucesso musical, aumento milionário no salário de um</p><p>jogador de futebol, a longa estiagem na estação chuvosa, a avalanche de crimes no jornal... A</p><p>ideia é sempre demonstrar que a vida e o mundo já foram muito melhores, que a passagem do</p><p>tempo leva inexoravelmente à perversão ou ao desmoronamento dos valores autênticos, que</p><p>uma geração construiu e que a seguinte apagou.</p><p>Parece que na história da humanidade o fenômeno é comum e cíclico: as pessoas enal-</p><p>tecem seus hábitos passados e condenam os presentes. “Ah, no meu tempo...” é uma expres-</p><p>são que vale um suspiro e uma acusação. Algo de muito melhor ficou para trás e se perdeu. A</p><p>missão dessa juventude de hoje é desviar-se da Civilização....</p><p>A ironia é que justamente nesses “desvios” e por conta deles a História caminha, ainda</p><p>que não se saiba para onde. Fosse tudo uma repetição conservadora, nenhuma descoberta</p><p>jamais se daria, sem contar que os mais velhos já não teriam do que se queixar e a quem impu-</p><p>tar a culpa por todos os desassossegos que assaltam todas as gerações humanas, desde que</p><p>existimos.</p><p>(Romildo Pacheco, inédito)</p><p>A supressão da vírgula altera significativamente o sentido da seguinte frase:</p><p>a) Frequentemente, as pessoas enaltecem seus hábitos passados.</p><p>b) As pessoas gostam de enaltecer seus hábitos antigos, quase sempre sem muita discrição.</p><p>c) Não se conhece a origem das frases feitas, nem por que adquiriram tanta força.</p><p>d) O autor do texto busca mostrar-se imparcial, diante desse tema controverso.</p><p>e) Trata-se aqui das pessoas mais velhas, que se apegam a seus hábitos passados.</p><p>a) Errada. “Frequentemente” é um advérbio de curta duração que está deslocado. A vírgula é</p><p>facultativa e a retirada não altera o sentido.</p><p>b) Errada. A vírgula separa um trecho com sentido adverbial que está na ordem direta. A vírgula</p><p>é facultativa e a retirada não altera o sentido.</p><p>c) Errada.</p><p>d) Errada. A vírgula separa um trecho com sentido adverbial que está na ordem direta. A vírgula</p><p>é facultativa e a retirada não altera o sentido.</p><p>e) Certa. Com vírgula, a oração tem sentido explicativo; sem vírgula, o sentido é restritivo.</p><p>Letra e.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>110 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>046. (FCC/TRT 6ª REGIÃO -PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2018) Atenção:</p><p>Para responder a questão abaixo, considere o texto abaixo.</p><p>O jornalismo pode ser qualificado, embora com certo exagero, como um mal neces-</p><p>sário. É um mal porque todo relato jornalístico tende ao provisório. Mesmo quando estamos</p><p>preparados para abordar os assuntos sobre os quais escrevemos, é próprio do jornalismo apre-</p><p>ender os fatos às pressas. A chance de erro, sobretudo de imprecisões, é grande.</p><p>O próprio instrumento utilizado é suspeito. Diferente da notação matemática, que é neu-</p><p>tra e exata, a linguagem se presta a vieses de todo tipo, na maior parte inconscientes, que</p><p>refletem visões de mundo de quem escreve. Eles interagem com os vieses de quem lê, de</p><p>forma que, se são incomuns textos de fato isentos, mais raro ainda que sejam reconhecidos</p><p>como tais.</p><p>Pertenço a uma geração que não se conformava com as debilidades do relato jornalís-</p><p>tico. O objetivo daquela geração, realizado apenas em parte, era estabelecer que o jornalismo,</p><p>apesar de suas severas limitações, é uma forma legítima de conhecimento sobre o nível mais</p><p>imediato da realidade.</p><p>O que nos remete à questão do início; sendo um mal, por que necessário? Por dois moti-</p><p>vos. Ao disseminar notícias e opiniões, a prática jornalística municia seus leitores de ferramen-</p><p>tas para um exercício mais consciente da cidadania. Thomas Jefferson pretendia que o bom</p><p>jornalismo fosse a escola na qual os eleitores haveriam de aprender a exercer a democracia.</p><p>O outro motivo é que os veículos, desde que comprometidos com o debate dos pro-</p><p>blemas públicos, servem como arena de ideias e soluções. O livre funcionamento das várias</p><p>formas de imprensa, mesmo as sectárias e as de má qualidade, corresponde em seu conjunto</p><p>à respiração mental da sociedade.</p><p>Entretanto, o jornalismo dito de qualidade sempre foi objeto de uma minoria. A maioria</p><p>das pessoas está de tal maneira consumida por seus dramas e divertimentos pessoais que</p><p>sobra pouca atenção para o que é público. Desde quando os tabloides eram o principal veículo</p><p>de massas, passando pela televisão e pela internet, vastas porções de jornalismo recreativo</p><p>vêm sendo servidas à maioria.</p><p>O jornalismo de verdade, que apura, investiga e debate, é sempre elitista. Está voltado</p><p>não a uma elite econômica, mas a uma aristocracia do espírito. São líderes comunitários, pro-</p><p>fessores, empresários, políticos, sindicalistas, cientistas, artistas. Pessoas voltadas ao coletivo.</p><p>A influência desse tipo de jornalismo sempre foi, assim, mediada. Desde que se tornou hege-</p><p>mônico, nos anos 1960-70, o jornalismo televisivo se faz pautar pela imprensa. Algo parecido</p><p>ocorre agora com as redes sociais.</p><p>A imprensa, que vive de cobrir crises, sempre esteve em crise. O paradoxo deste período</p><p>é que, no mesmo passo em que as bases materiais do jornalismo profissional deslizam, sua</p><p>capacidade de atingir mais leitores se multiplica na internet, conforme se torna visível a pers-</p><p>pectiva de universalizar o ensino superior.</p><p>(Adaptado de: FILHO, Otavio Frias. Disponível em: www.folha.uol.com.br)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>111 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>As vírgulas foram empregadas para isolar um segmento explicativo em:</p><p>a) Diferente da notação matemática, que é neutra e exata, a linguagem se presta a vieses de</p><p>todo tipo...</p><p>b) O jornalismo pode ser qualificado, embora com certo exagero, como um mal necessário.</p><p>c) ... os veículos, desde que comprometidos com o debate dos problemas públicos, servem</p><p>como arena de ideias e soluções.</p><p>d) ... de forma que, se são incomuns textos de fato isentos, mais raro ainda que sejam reconhe-</p><p>cidos como tais.</p><p>e) São líderes comunitários, professores, empresários, políticos, sindicalistas, cientistas, artistas.</p><p>a) Certa. As vírgulas isolam uma oração subordinada adjetiva explicativa. O trecho “que é neu-</p><p>tra e exata” explica “notação matemática”.</p><p>b) Errada. O trecho intercalado tem sentido concessivo.</p><p>c) Errada. O trecho intercalado tem sentido condicional.</p><p>d) Errada. O trecho intercalado tem sentido condicional.</p><p>e) Errada. As vírgulas marcam uma enumeração de termos.</p><p>Letra a.</p><p>047. (FCC/DPE-AM/ASSISTENTE TÉCNICO DE DEFENSORIA/ASSISTENTE TÉCNICO ADMINIS-</p><p>TRATIVO/TABATINGA/2018) Texto associado</p><p>Joana tinha vinte anos e estranhava muito a rápida transformação de Manaus. Quando</p><p>era ainda criança, as ruas não possuíam calçamento, as casas eram na maioria de madeira e</p><p>careciam de eletricidade, água e esgoto. Uma viagem até Belém durava invariavelmente três</p><p>meses. Quando o pai de Joana chegou ali em 1865, vindo do Maranhão, não encontrou mais</p><p>de cinco mil almas. Era um lugarejo triste e de poucas ruas e muita lama. Quando Joana com-</p><p>pletou quinze anos, seu pai ofereceu uma recepção para duzentos convidados e a cidade já</p><p>estava com vinte mil almas.</p><p>(Adaptado de: SOUZA, Márcio. Galvez Imperador do Acre. 18. ed. Rio de Janeiro, Record, 2001, p. 132)</p><p>A frase Uma viagem até Belém durava invariavelmente três meses permanecerá pontuada cor-</p><p>retamente caso esteja entre vírgulas o segmento:</p><p>a) durava invariavelmente</p><p>b) durava</p><p>c) até Belém durava</p><p>d) Belém</p><p>e) invariavelmente</p><p>“Invariavelmente” é um advérbio de curta extensão e está deslocado da ordem direta; logo,</p><p>pode ser intercalado por vírgulas.</p><p>Letra e.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>112 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>048. (FCC/SABESP/TÉCNICO EM GESTÃO 01/2018) Atenção: Considere o texto abaixo para</p><p>responder a questão.</p><p>1 A partir de que momento uma obra é, de fato, arte? Mona Suhrbier, etnóloga e espe-</p><p>cialista em questões ligadas à Amazônia do Museu de Culturas do Mundo de Frankfurt, explica</p><p>em entrevista por que trabalhos de mulheres indígenas que vivem em zonas não urbanas têm</p><p>dificuldade de achar um lugar nos museus.</p><p>2 Qual tipo de arte pode ser classificado como “arte indigena”? Devo mencionar, de iní-</p><p>cio, que aqui no Museu das Culturas do Mundo não usamos o termo “arte indígena”. O Museu</p><p>coleciona desde 1975 arte não europeia. Em cada exposição, indicamos o nome da região</p><p>de que a arte em questão vem. Mas para responder a sua pergunta com uma pequena provo-</p><p>cação: arte indígena é sempre aquela que não é nacional. É o tipo de arte que os países não</p><p>querem usar para representá-los no exterior. É o “folclore”, o “artesanato”. Para este tipo de arte</p><p>foi criado no século 21 um espaço especial: o Museu do Folclore. Já me perguntei: por que é</p><p>que se precisa desse museu? Por que aquilo que é exibido nele não é considerado simples-</p><p>mente arte?</p><p>3 E você encontrou uma resposta a essa pergunta? Quando uma produção deriva de</p><p>formas de expressão rurais, coloca-se a obra no Museu do Folclore, sobretudo se for feita por</p><p>mulheres. Mas se a obra for de autoria de um artista urbano, cujo currículo seja adequado, ou</p><p>seja, se tiver estudado com “as pessoas certas”, aí sim ele pode iniciar o caminho para que se</p><p>torne um artista reconhecido. Na minha opinião, o problema está nesses critérios “ocidentais”.</p><p>Muitas vezes o próprio material já define: o mundo da arte aceita com prazer a cerâmica (“sim,</p><p>poderia ser arte”), enquanto um cesto trançado já é mais difícil.</p><p>4 Até que ponto especialistas em arte, socializados em culturas ocidentais, refletem a</p><p>respeito do fato de que talvez não possam julgar tradições artísticas que não conhecem? Acre-</p><p>dito que as pessoas, inclusive os especialistas em arte, tendem a julgar como bom aquilo que</p><p>já conhecem. As pessoas, em sua maioria, não pensam que cresceram em um mundo visual</p><p>específico. Esse mundo serve como uma espécie de norma. É mais uma questão sensorial que</p><p>intelectual. Acho que, entre nós, há muito pouco autoquestionamento no que concerne ao que</p><p>nos marcou esteticamente.</p><p>(Adaptado de: REKER, Judith. “Arte não europeia: ‘não queremos ser como vocês’”. Disponível em: https://www.</p><p>goethe.de)</p><p>Está correto o que se afirma em:</p><p>a) O acréscimo de uma vírgula imediatamente após “Mas” em Mas se a obra for de autoria de</p><p>um artista urbano (3º parágrafo) separaria a conjunção da oração por ela introduzida, tornando</p><p>a frase incorreta.</p><p>b) A frase iniciada por Muitas vezes o próprio material já define (3º parágrafo) introduz um exem-</p><p>plo contrário aos critérios aventados na frase anterior, de modo a sugerir outro ponto de vista.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>113 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) Em Já me perguntei: por que é que se precisa desse museu? (2ºparágrafo), caso se supri-</p><p>mam os dois-pontos e o ponto de interrogação, deverá também se alterar a grafia de “por que”</p><p>para “porque”.</p><p>d) No 3º parágrafo, se as aspas, por um lado, relativizam expressões como “pessoas certas”</p><p>está falando sobre Paulo (por isso, o sentido é alterado).</p><p>Letra b.</p><p>4.2. Aposto</p><p>Analise comigo o seguinte período:</p><p>EXEMPLO</p><p>(4) Bernardinho, ex-técnico da seleção brasileira de vôlei, ministra palestras.</p><p>Perceba que, segundo a oração (4), podemos estabelecer a seguinte relação:</p><p>Bernardinho = ex-técnico da seleção brasileira de vôlei</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>13 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Em minhas aulas, costumo até dizer o seguinte: se chamarmos “Bernardinho” de X e “ex-</p><p>-técnico da seleção brasileira de vôlei” de Y, podemos estabelecer que X=Y. Em outras palavras,</p><p>esses dois termos estabelecem entre si uma relação de equivalência semântica. Essa é a</p><p>característica fundamental dos apostos. Aliás, preciso que você tenha isso bem claro na sua</p><p>cabeça: aposto é um termo acessório que estabelece equivalência semântica com outro termo</p><p>de natureza substantiva, e não o termo que aparece entre vírgulas! Nem todo aposto aparece</p><p>entre vírgulas, e nem tudo que está entre vírgulas é aposto!</p><p>ADENDO: PONTUAÇÃO SEMÂNTICA</p><p>Uma das finalidades da pontuação, na língua portuguesa, é atribuir sentido. Vou ser ainda</p><p>mais direto:</p><p>Para explicar, emprega-se vírgula.</p><p>Para restringir, não se emprega vírgula.</p><p>Primeiramente, você precisa entender que explicar significa dizer o que é, tornar claro ao</p><p>passo que restringir é o mesmo que limitar. Além disso, saiba que essa pontuação semânti-</p><p>ca só é aplicada a duas estruturas da sintaxe da língua portuguesa: os apostos e as orações</p><p>subordinadas adjetivas (este último assunto veremos em período composto).</p><p>Dessa forma, podemos entender que, em (4), “ex-técnico da seleção brasileira de vôlei” é</p><p>aposto devido à equivalência semântica. Como a finalidade dele é explicar quem é “Bernardi-</p><p>nho”, aplica-se as vírgulas, a fim de indicar que se trata de um aposto explicativo.</p><p>Agora, vamos falar um pouco sobre os tipos de apostos:</p><p>• EXPLICATIVO: Elvis, o Rei do Rock, não morreu.</p><p>• ENUMERATIVO: Tudo – calças, camisas e sapatos – foi vendido em alguns minutos.1</p><p>• RESUMITIVO: Calças, camisas, sapatos, tudo foi vendido em alguns minutos.</p><p>• ESPECIFICATIVO: A escritora Clarice Lispector causa-me emoção.</p><p>Como foi possível perceber, os dois últimos apostos não dependem de isolamento por</p><p>vírgula; mantêm, todavia, a equivalência semântica com termos anteriormente apresentados.</p><p>1 É em construções semelhantes a essa que os dois-pontos costumam ser empregados! Poderíamos redigir o texto assim:</p><p>Em alguns minutos, foi vendido tudo: calças, camisas e sapatos.</p><p>OU</p><p>Em alguns minutos, foi vendido tudo – calças, camisas e sapatos.</p><p>OU</p><p>Em alguns minutos, foi vendido tudo (calças, camisas e sapatos).</p><p>Nesse caso, a vírgula não é recomendada (no lugar dos dois-pontos, do travessão ou dos parênteses), uma vez que “tudo”</p><p>pode se confundir com os termos da enumeração subsequente. A troca entre pontuações não é um simples capricho! Em</p><p>muitas oportunidades, abrimos mão de usar a vírgula e optamos por outras pontuações para conferir ao texto clareza, que</p><p>é a principal finalidade da pontuação!</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>14 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>011. (2013/CESPE/MI) O Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográfi-</p><p>cas do Nordeste Setentrional é um empreendimento do governo federal sob a responsabilida-</p><p>de do Ministério da Integração Nacional. Esse projeto tem o objetivo de assegurar a oferta de</p><p>água para 12 milhões de habitantes de 391 municípios do Agreste e do Sertão dos estados de</p><p>Pernambuco, do Ceará, da Paraíba e do Rio Grande do Norte.</p><p>As vírgulas são empregadas para isolar aposto explicativo.</p><p>Primeiramente, note que não há qualquer equivalência semântica entre “Pernambuco”, “Ce-</p><p>ará” e “Paraíba”. Além disso, as vírgulas foram empregadas para isolar elementos de uma</p><p>enumeração.</p><p>Errado.</p><p>012. (2013/CESPE/MPU) No período colonial, o Brasil foi orientado pelo direito lusitano.</p><p>A vírgula após “colonial” é utilizada para isolar aposto.</p><p>Além de não haver equivalência semântica, a vírgula foi empregada por outra razão: adjunto</p><p>adverbial de tempo deslocado.</p><p>Errado.</p><p>013. (2010/IADES/CFA) Não é também uma tarefa punir os maus e honrar os bons? Portanto,</p><p>Nicomaquides, não desprezeis homens hábeis em administrar seus haveres.</p><p>O vocábulo “Nicomaquides” exerce função de aposto.</p><p>Mais uma vez, não há qualquer equivalência semântica. “Nicomaquides” está entre vírgulas</p><p>por ser vocativo.</p><p>Errado.</p><p>014. (2013/CESPE/PCDF) Balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito</p><p>Federal (SSP/DF) aponta redução de 39% nos casos de roubo com restrição de liberdade, o</p><p>famoso sequestro-relâmpago, ocorridos entre 1º de janeiro e 31 de agosto deste ano, em com-</p><p>paração com o mesmo período do ano passado.</p><p>A expressão “o famoso sequestro-relâmpago” está entre vírgulas porque explica, em termos</p><p>populares, a expressão “roubo com restrição de liberdade”.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>15 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Primeiramente, note a equivalência semântica entre “roubo com restrição de liberdade” e “o fa-</p><p>moso sequestro-relâmpago”. Isso denuncia o valor apositivo desta expressão. Além disso, as</p><p>vírgulas reforçam o entendimento de que o aposto é explicativo.</p><p>Certo.</p><p>015. (2013/CESPE/BACEN) O único meio é lançar mão de um regime debilitante: ler com-</p><p>pêndios de retórica, ouvir certos discursos etc.; para esse fim, deves evitar as livrarias, mas,</p><p>de quando em quando, elas serão de grande conveniência para falares do boato do dia; de um</p><p>contrabando, de qualquer coisa: verás que muitos dos leitores, estimáveis cavalheiros, repe-</p><p>tir-te-ão as mesmas opiniões, e uma tal monotonia é saudável. Com tal regime, durante — su-</p><p>ponhamos — dois anos, reduzes o intelecto, por mais pródigo que seja, ao equilíbrio comum.</p><p>O segmento “estimáveis cavalheiros” é um aposto explicativo da expressão “muitos dos</p><p>leitores”.</p><p>Cuidado com esta questão! Talvez, desavisadamente, você tenha classificado “estimáveis ca-</p><p>valheiros” como vocativo; essa é, contudo, uma possibilidade inválida. Se você observar com</p><p>carinho o texto, verá que quem está falando se refere a uma única pessoa. Como perceber</p><p>isso? A ocorrência de verbos na segunda pessoa do singular (“deves”, “falares”, “verás”, “redu-</p><p>zes”) e a presença do pronome oblíquo átono “te” em “repetir-te-ão”. Ora, se a segunda pessoa</p><p>– com quem se fala – é singular, não há razão para usar um vocativo no plural! Isso deixa claro</p><p>que há uma equivalência semântica entre “muitos dos leitores” e “estimáveis cavalheiros”, o</p><p>que confirma o valor apositivo desta expressão.</p><p>Certo.</p><p>5. o ZeugmA</p><p>Para entendermos melhor esse tópico, precisamos falar um pouco sobre figuras de lingua-</p><p>gem. Há duas que são muito importantes para concursos: elipse e zeugma.</p><p>• ELIPSE: a omissão de um termo. Ex.: Estudamos bastante para a prova. (omissão de</p><p>“nós”).</p><p>• ZEUGMA: a omissão de um termo anteriormente citado. Ex.: A criança é fonte de alegria,</p><p>futuro do nosso país (omissão de “a criança é” antes de “futuro”).</p><p>Detalhe importante: o</p><p>e “ocidentais”, por outro, destacam uma fala hipotética do mundo da arte em “sim, poderia</p><p>ser arte”.</p><p>e) Em por que é que se precisa desse museu? (2º parágrafo), a supressão do segmento subli-</p><p>nhado, por ser expletivo, acarreta erro de sintaxe à frase.</p><p>a) Errada. A vírgula separaria uma oração condicional estaria correta.</p><p>b) Errada. A frase iniciada por “muitas vezes” segue a mesma ideia defendida anteriormente</p><p>pelo autor.</p><p>c) Errada. Caso sejam retirados os dois pontos, o “por que” permanece separada em sem acen-</p><p>to. O “porque”, junto e sem acento, é usado nas respostas.</p><p>d) Certa.</p><p>e) Errada. É o contrário: pelo fato de ser expletivo, a retirada não causa erro de sintaxe à frase.</p><p>Letra d.</p><p>049. (FCC/SABESP/ESTAGIÁRIO/NÍVEL MÉDIO TÉCNICO/2018) Texto associado</p><p>“Eles podem estar envolvidos em uso passivo da rede social – que ocorre quando você passa</p><p>muito tempo no Facebook, Twitter e Instagram vendo comentários, fotos e postagens de outras</p><p>pessoas, e não publicando nada próprio nem se envolvendo em conversas. (...)»</p><p>O travessão introduz</p><p>a) uma exemplificação que esclarece a afirmação anterior.</p><p>b) um comentário que corrige a afirmação anterior.</p><p>c) um questionamento que contraria a afirmação anterior.</p><p>d) uma informação que não tem relação com a afirmação anterior.</p><p>e) uma observação que resume a afirmação anterior.</p><p>O travessão introduz um esclarecimento sobre o uso passivo da rede social.</p><p>Letra a.</p><p>050. (FCC/SABESP/ESTAGIÁRIO/NÍVEL MÉDIO TÉCNICO/2018)</p><p>A Bola</p><p>O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a</p><p>sua primeira bola do pai. Uma número 5, de couro.</p><p>Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>114 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Depois começou a girar a</p><p>bola, à procura de alguma coisa.</p><p>− Como é que liga? − perguntou.</p><p>− Como, como é que liga? Não se liga.</p><p>− O que é que ela faz?</p><p>− Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.</p><p>− O quê?</p><p>− Controla, chuta...</p><p>− Ah, então é uma bola.</p><p>− Claro que é uma bola. Você pensou que fosse o quê?</p><p>− Nada, não.</p><p>O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente</p><p>da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado</p><p>Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip</p><p>eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.</p><p>O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no</p><p>peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.</p><p>− Filho, olha.</p><p>O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela.</p><p>(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro, Objetiva, p. 18-19)</p><p>O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”.</p><p>Nessa frase, a vírgula separa</p><p>a) ações que se sucedem no tempo.</p><p>b) eventos que ocorrem simultaneamente.</p><p>c) acontecimentos com causas desconhecidas.</p><p>d) fatos sem paralelo com a realidade concreta.</p><p>e) fenômenos que se excluem mutuamente.</p><p>A vírgula separa orações coordenadas assindéticas, ou seja, orações independentes e sem</p><p>conjunção. Os verbos da oração indicam ações sequenciais, um após a outra (agradecer, de-</p><p>sembrulhar, dizer).</p><p>Letra a.</p><p>Elias Santana</p><p>Licenciado em Letras – Língua Portuguesa e Respectiva Literatura – pela Universidade de Brasília. Possui</p><p>mestrado pela mesma instituição, na área de concentração “Gramática – Teoria e Análise”, com enfoque</p><p>em ensino de gramática. Foi servidor da Secretaria de Educação do DF, além de pro fessor em vários</p><p>colégios e cursos preparatórios. Ministra aulas de gramá tica, redação discursiva e interpretação de textos.</p><p>Ademais, é escritor, com uma obra literária já publicada. Por essa razão, recebeu Moção de Louvor da</p><p>Câmara Legislativa do Distrito Federal.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>Apresentação</p><p>Pontuação</p><p>1. A Pontuação e a Ordem Direta</p><p>2. A Pontuação e os Termos Ligados ao Nome</p><p>3. As Enumerações</p><p>4. A Pontuação e outras Funções Sintáticas</p><p>4.1. Vocativo</p><p>4.2. Aposto</p><p>5. O Zeugma</p><p>Questões de Concurso</p><p>Gabarito</p><p>Gabarito Comentado</p><p>AVALIAR 5:</p><p>Página 115:</p><p>zeugma nada mais é do que um tipo de elipse. Para ser ainda mais</p><p>claro, todo zeugma é uma elipse. Já o contrário não é válido.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>16 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Existe uma vírgula que marca a ocorrência de zeugmas. Veja:</p><p>EXEMPLO</p><p>(5) Maria tem três filhos. Antônio, dois.</p><p>A finalidade da vírgula nesse texto é marcar a omissão de “tem” e “filhos”.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>17 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>QUESTÕES DE CONCURSO</p><p>001. (VUNESP/TEC LEG/CM SJC/2022) Leia o texto para responder a questão.</p><p>A Amazon pega, mata e come</p><p>Foi-se embora a Livraria São José, sebo mais antigo do Rio de Janeiro, fundado há</p><p>85 anos - e todo mundo acha normal. Ora, tudo não está morrendo ao nosso redor? Por que</p><p>livrarias, logo elas, iriam escapar à destruição que atinge o país inteiro? É a vida - ou a morte -</p><p>que segue.</p><p>Em sua fase espetacular - entre as décadas de 40 e 60 -, a São José chegou a ter três lojas</p><p>e estoque de 100 mil livros. Tornou-se editora e promoveu tardes de autógrafos. A primeira foi</p><p>um luxo: “Itinerário de Pasárgada”, de Manuel Bandeira, em 1954. Eram concorridíssimas - não se</p><p>sabe se pelos autores ou se pelas “madrinhas” deles, beldades como Tônia Carrero e Odette Lara.</p><p>Ponto de encontro de intelectuais, estudantes e buquinadores 1 profissionais, fuçando</p><p>nas estantes e bancadas poderiam ser vistos lado a lado figuras tão díspares como o ex-presi-</p><p>dente Eurico Gaspar Dutra e o romancista Lúcio Cardoso. Matando aula na Faculdade Nacional</p><p>de Filosofia, foi lá que o cronista Ruy Castro começou sua invejada coleção de livros.</p><p>Não “essenciais”, as livrarias cariocas estão fechadas para cumprir o recesso sanitário.</p><p>É um setor do comércio que, com a pandemia, recorreu sobretudo à atividade online. Melhor do</p><p>que ninguém a Amazon sabe disso e se aproveita para complicar ainda mais a vida de livreiros</p><p>e editores. Em recente e-mail, agigante norte-americana pediu descontos maiores e aumento</p><p>na cobrança de taxas de marketing.</p><p>Na arte do oportunismo, a Amazon é o carcará de João do Vale na seca do sertão: pega,</p><p>mata e come2.</p><p>1 Buquinar: buscar e comprar li vros usados em livrarias, bancas, sebos.</p><p>2 Referência à letra da música «Carca rá», de João do Vale.</p><p>(Alvaro Costa e Silva. ht!ps:l/www1.folha. uol.com.br/colunas/ alvaro-costa-e-silva/2021 /03/a-amazon-pega-</p><p>-mata-e-come.shtml. 29.03.2021. Adaptado)</p><p>Considere as seguintes frases do texto:</p><p>• A primeira foi um luxo: “Itinerário de Pasárgada”, de Manuel Bandeira, em 1954. (2º pa-</p><p>rágrafo)</p><p>• Não “essenciais”, as livrarias cariocas estão fechadas para cumprir o recesso sanitário.</p><p>(4º parágrafo)</p><p>No contexto em que são empregadas, as aspas (“ “) atendem, respectivamente, ao propósito de</p><p>a) distinguir uma citação do restante do texto; realçar ironicamente uma expressão.</p><p>b) realçar ironicamente uma expressão; indicar o título de uma obra.</p><p>c) indicar o título de uma obra; acentuar o valor significativo de uma palavra.</p><p>d) distinguir uma citação do restante do texto; assinalar inflexão de natureza emocional.</p><p>e) assinalar inflexão de natureza emocional; distinguir uma citação do restante do texto.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>18 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>002. (VUNESP/AGER/CODEN/SERVIÇOS GERAIS/2021)</p><p>Leia o texto para responder a questão.</p><p>Francisca trabalhou dos dez aos 48 anos em “casa de família”, no Rio. Nunca alcançou um</p><p>salário mínimo nem lhe assinaram a carteira. Quando infartou e não pôde mais trabalhar, ficou</p><p>com uma mão na frente e a outra atrás: não teve direito a pensão nem aposentadoria. O marido</p><p>cata papel no lixão. O filho que morreu foi gari, açougueiro, entregador de verduras no Ceasa.</p><p>Fez até curso de segurança. Depois de um ano desempregado, virou traficante. Durou um ano</p><p>vivo. “Ele ganhava 1 500 reais por semana. Pagava meus remédios, passagem, prestação do</p><p>guarda-roupa, gás, tudo”, diz Francisca. “Não era o que eu desejava para ele. Sonhava que fosse</p><p>mecânico. Mas eu aceitava o dinheiro porque não tinha opção.”</p><p>Ao chegar do trabalho, o filho deixava o fuzil no portão. Como se fosse a caixa de fer-</p><p>ramentas. “Meu filho, não quero esses brinquedos perigosos dentro de casa”, Francisca dizia.</p><p>Como bom filho, ele obedecia.</p><p>(Eliane Brum. O olho da rua. São Paulo: Globo, 2008. Adaptado)</p><p>O trecho – “Meu filho, não quero esses brinquedos perigosos dentro de casa” – foi posto entre</p><p>aspas para indicar:</p><p>a) os dizeres de um personagem que não está no texto.</p><p>b) um destaque para um detalhe importante da história.</p><p>c) a fala de uma personagem que está no próprio texto.</p><p>d) o alívio de Francisca por ter um filho obediente.</p><p>e) o final feliz para a história que começou triste.</p><p>003. (VUNESP/AGER/CODEN/SERVIÇOS GERAIS/2021) Leia o texto para responder a questão.</p><p>Numa cidade grande, a gente se sente pequeno. Numa cidade pequena, a gente se sente</p><p>grande. Será mesmo assim? No interior é tudo mais calmo e pacato, e as pessoas só escutam</p><p>músicas do estilo sertanejo? Existem inúmeras vantagens e desvantagens de viver no interior,</p><p>mas tudo depende do estilo de vida e do objetivo de cada um.</p><p>Os interioranos são mais apegados, mais solidários e mais simpáticos. Talvez seja as-</p><p>sim pela facilidade de todos se conhecerem ou terem algum conhecido em comum. Isso acaba</p><p>deixando-os mais atenciosos uns com os outros. Nas cidades grandes, você só vê os habitan-</p><p>tes andando pelas ruas com fones de ouvido, sempre apressados, indiferentes, e sem olharem</p><p>uns para os outros. Se uma pessoa vai comprar um bilhete do metrô, a atendente vende o bi-</p><p>lhete, mas é capaz que não fale nem um “bom dia”. Se alguém precisa de uma informação, as</p><p>pessoas têm receio de ajudar esse alguém.</p><p>(Diego Carza. Vida no interior. http://apezinho.com.br, 08.07.2014. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que a pontuação da frase reescrita a partir do texto está correta.</p><p>a) A vida interiorana, é bem mais calma, e tem também suas desvantagens.</p><p>b) O estilo, sertanejo das músicas, caiu no gosto dos interioranos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>19 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) A vantagem de viver no interior é, que as pessoas, são mais atenciosas.</p><p>d) Na cidade pequena, se a pessoa anda na rua, todos a cumprimentam.</p><p>e) A atendente do metrô, vende bilhete, e seu “bom dia” nunca acontece.</p><p>004. (VUNESP/ALMO/CODEN/2021) Para responder a questão, observe a charge.</p><p>(https://www.google.com/search?q=cartum+sobre+consumismo. Acesso em 22.02.2020)</p><p>As palavras – amiga e mulher – são antecedidas por vírgula em observância a uma regra de</p><p>pontuação, que ocorre também na frase:</p><p>a) As mulheres são consumistas e, gastam muito, mesmo que os maridos proíbam.</p><p>b) Um incêndio causou pânico em todos e destruiu,</p><p>ontem, parte do Shopping.</p><p>c) As mulheres ganham os próprios salários, por isso, podem gastar como quiserem.</p><p>d) Quem gasta sem pensar, não sabe depois de onde tirar para pagar as despesas.</p><p>e) Vocês, mulheres consumistas, devem pensar mais no meio ambiente.</p><p>005. (VUNESP/ASOC/CODEN/2021) Leia o texto para responder a questão.</p><p>Lições de vida</p><p>Em 2009, um avião pousou de emergência no rio Hudson. O piloto era Sully Sullenberger</p><p>e as 155 pessoas a bordo foram salvas por uma manobra impossível, perigosa, milagrosa.</p><p>Sully virou herói e a lenda estava criada.</p><p>Em 2016, no filme “Sully, o herói do rio Hudson”, Clint Eastwood revisitou a lenda para</p><p>contar o que aconteceu depois do milagre: uma séria investigação às competências do capitão</p><p>Sully Sullenberger. Ele salvara 155 pessoas, ninguém contestava. Mas foi mesmo necessário</p><p>pousar no Hudson? Ou o gesto revelou uma imprudência criminosa, sobretudo quando exis-</p><p>tiam opções mais sensatas?</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>20 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Foram feitas simulações de computador. E a máquina deu o seu veredicto: era possível</p><p>ter evitado as águas do rio e pousar em LaGuardia ou Teterboro. O próprio Sully começou a</p><p>duvidar das suas competências. Todos falhamos. Será que ele falhou?</p><p>Por causa desse filme, reli um dos ensaios de Michael Oakeshott, cujo título é “Rationalism in</p><p>Politics”. Argumenta o autor que, a partir do Renascimento, o “racionalismo” tornou- -se a mais</p><p>influente moda intelectual da Europa. Por “racionalismo”, entenda-se: uma crença na razão dos</p><p>homens como guia único, supremo, da conduta humana.</p><p>Para o racionalista, o conhecimento que importa não vem da tradição, da experiência, da</p><p>vida vivida. O conhecimento é sempre um conhecimento técnico, ou de uma técnica, que pode</p><p>ser resumido ou aprendido em livros ou doutrinas.</p><p>Oakeshott argumentava que o conhecimento humano depende sempre de um conhecimento</p><p>técnico e prático, mesmo que os ensinamentos da prática não possam ser apresentados com</p><p>rigor cartesiano.</p><p>Clint Eastwood revisita a mesma dicotomia de Oakeshott para contar a história de Sul-</p><p>lenberger. O avião perde os seus motores na colisão com aves; o copiloto, sintomaticamente,</p><p>procura a resposta no manual de instruções; mas é Sully quem, conhecendo o manual, entende</p><p>que ele não basta para salvar o dia.</p><p>E, se os computadores dizem que ele está errado, ele sabe que não está – uma sabe-</p><p>doria que não se encontra em nenhum livro já que a experiência humana não é uma equação</p><p>matemática.</p><p>As máquinas são ideais para lidar com situações ideais. Infelizmente, o mundo comum</p><p>é perpetuamente devassado por contingências, ambiguidades, angústias, mas também súbi-</p><p>tas iluminações que só os seres humanos, e não as máquinas, são capazes de entender.</p><p>Quando li Oakeshott, encontrei um filósofo que, contra toda a arrogância da modernidade,</p><p>mostrava como a nossa imperfeição pode ser, às vezes, uma forma de salvação. O ensaio era,</p><p>paradoxalmente, uma lição de humildade e uma apologia da grandeza humana. Eastwood, aos</p><p>86 anos, traduziu essas imagens.</p><p>(João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo, 29.11.2016. Adaptado)</p><p>Leia os trechos do texto.</p><p>Clint Eastwood revisitou a lenda para contar o que aconteceu depois do milagre: uma séria</p><p>investigação às competências do capitão Sully Sullenberger. (2º parágrafo)</p><p>Por “racionalismo”, entenda-se: uma crença na razão dos homens como guia único, supremo,</p><p>da conduta humana. (4º parágrafo)</p><p>Os dois-pontos foram empregados nesses trechos, respectivamente, para inserir no texto</p><p>a) a ressalva de que a história real foi adaptada para o cinema; uma crítica à postura raciona-</p><p>lista e conservadora.</p><p>b) as consequências advindas da atitude ousada de Sullenberger; a retificação de informação</p><p>presente na frase.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>21 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) o evento posterior ao pouso de emergência realizado por Sullenberger; a definição de um</p><p>termo já mencionado no texto.</p><p>d) o parecer do jornalista sobre o pouso no rio Hudson; a explicação filosófica do que significa</p><p>racionalismo.</p><p>e) o tema central do filme de Clint Eastwood; a reprodução literal de trecho da obra de Oakeshott.</p><p>006. (VUNESP/SOLD/PM SP/2ª CLASSE/2021) Leia o texto, para responder a questão.</p><p>É conceito da moda. Usam em encontros motivadores. Na Física, é a volta à forma original</p><p>após uma deformação. O termo se origina da capacidade de ricochetear, de saltar novamente.</p><p>Por extensão, usamos para falar de quem sofre pressão e consegue manter seus objetivos.</p><p>Uma pessoa resiliente ideal teria três camadas. Na primeira, suporta: recebe o golpe</p><p>sem desabar. Ouve a crítica e não “desaba”, vive a frustração sem descontrole, experiencia a</p><p>dor e continua de pé. A primeira etapa da resiliência é administrar o golpe, o revés, o erro, a</p><p>decepção. O tipo ideal que estamos tratando sabe a extensão da dor, mas se considera (ou é</p><p>de fato) mais forte do que as ondas das adversidades.</p><p>O segundo estágio é a recuperação/aprendizagem. Combinam-se os dois conceitos.</p><p>Sinto o golpe, não desmonto (fase um) e ainda recupero a posição anterior ao golpe com o</p><p>acréscimo de algo novo. Toda dor contém sua lição. Ninguém duvida disso. O resiliente conse-</p><p>gue aprender com o golpe sentido.</p><p>O terceiro momento do modelo perfeito é a ressignificação da estratégia e da consci-</p><p>ência a partir do aprendizado. O tipo aqui descrito nunca se vitimiza, mesmo se for a vítima.</p><p>Não existe lamúria ou sofrimento para o mundo. A dor existe, foi sentida, houve reação com</p><p>aprendizado e dele surgiu um novo ser, mais forte e mais sábio.</p><p>É bom descrever tipos perfeitos. Quase sempre são inexistentes. São como a biografia de</p><p>santos medievais: sem falha, diamantes sem jaça; modelos e, como tal, inatingíveis. Existe</p><p>um propósito didático de mostrar a perfeição para nós que chafurdamos no lodo da existência</p><p>banal. Todos temos graus variados de resiliência diante da vida. Ninguém é o tipo ideal. Uma</p><p>coisa não invalida a outra.</p><p>Como narrativa de santos, o modelo perfeito serve como para indicar o ponto no qual</p><p>não me encontro, porém devo reagir para almejá-lo. Sempre é bom ser resiliente e todos os</p><p>palestrantes e livros têm razão: sem resiliência em algum grau, épico ou homeopático, é im-</p><p>possível enfrentar o mundo.</p><p>O conto extraordinário de Kafka, Um Artista da Fome, fala de um homem com extrema resiliên-</p><p>cia para aguentar jejuns prolongados. Era um herói! Ao final, emitiu a verdade surpreendente.</p><p>Ele não era um homem de vontade férrea, apenas nunca havia encontrado um prato que… o</p><p>seduzisse realmente. Seu paladar nunca fora tentado. Creio ser a receita geral da resiliência:</p><p>a serenidade diante das coisas que, na verdade, não nos atingiram. Esperança ajuda sempre.</p><p>(Leandro Karnal. Os heróis da resiliência. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br. Acesso em 20.01.2021.</p><p>Adaptado)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>22 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Observe o emprego dos parênteses e dos dois-pontos nas passagens.</p><p>O tipo ideal que estamos tratando</p><p>sabe a extensão da dor, mas se considera (ou é de fato)</p><p>mais forte do que as ondas das adversidades.</p><p>Sempre é bom ser resiliente e todos os palestrantes e livros têm razão: sem resiliência em al-</p><p>gum grau, épico ou homeopático, é impossível enfrentar o mundo.</p><p>É correto afirmar que</p><p>a) os parênteses isolam um comentário que reduz o sentido da afirmação anterior; os dois-</p><p>-pontos introduzem um esclarecimento genérico acerca da afirmação anterior.</p><p>b) os parênteses isolam um comentário que se põe como alternativa a uma afirmação anterior;</p><p>os dois- -pontos introduzem um comentário que reforça a afirmação anterior.</p><p>c) os parênteses isolam um comentário que reitera uma afirmação anterior; os dois- pontos</p><p>introduzem um comentário que retifica uma afirmação anterior.</p><p>d) tanto os parênteses quanto os dois-pontos introduzem comentários que ratificam o sentido</p><p>das afirmações anteriores.</p><p>e) tanto os parênteses quanto os dois-pontos introduzem comentários com intuito de levar o</p><p>leitor a discordar do ponto de vista do autor.</p><p>007. (VUNESP/ESP S/PREF GRU/BIOLOGIA/2021) Assinale a alternativa em que a pontuação</p><p>está empregada corretamente, conforme a norma culta da língua portuguesa.</p><p>a) Estamos, nas Escolas de Samba de São Paulo aguardando que, ocorra uma vacinação em</p><p>massa, para organizar um carnaval no mês de julho.</p><p>b) Depois da gripe suína, a nova doença causava febre alta, dor de garganta e de cabeça, perda</p><p>de olfato e de paladar.</p><p>c) A pandemia trouxe novos hábitos e cada qual a seu jeito, foi procurando adaptar-se não sem</p><p>pouco sofrimento.</p><p>d) O progresso foi chegando devagarinho: tudo foi sendo substituído, pouco a pouco pelos</p><p>prédios; o bairro, já não é o mesmo.</p><p>e) Os pesquisadores observaram que depois, das queimadas há no solo da floresta, uma maior</p><p>abundância de bactérias.</p><p>008. (VUNESP/PREF GRU/2021) Leia o texto, para responder a questão.</p><p>A busca por um sentido</p><p>“Os dois dias mais importantes da sua vida são aqueles em que você nasceu e aquele</p><p>em que descobre o porquê.” A máxima atribuída ao escritor americano Mark Twain (1835-</p><p>1910), autor de clássicos como As Aventuras de Tom Sawyer (1876), resume com precisão o</p><p>valor de encontrar um propósito para a própria existência. Naturalmente, nunca é demais su-</p><p>blinhar, a busca por um sentido para estar vivo se confunde com o humano – ou, melhor ainda,</p><p>com “ser” humano.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>23 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Há cerca de 50 000 anos, quando, segundo achados recentes, o Homo Sapiens come-</p><p>çou a pintar nas paredes das cavernas, desenhávamos figuras místicas, como caçadores do-</p><p>tados de superpoderes, que pareciam auxiliar os homens daquela época a situar a si mesmos</p><p>em meio ao desconhecido. De lá para cá, não existem indícios de que se possa chegar a uma</p><p>razão única que justifique o viver – porém cada indivíduo pode descobrir a sua.</p><p>Diante da pergunta “por que estamos aqui?”, feita durante uma entrevista, o escritor</p><p>Charles Bukowski (1920- 1994), alemão radicado nos Estados Unidos, destacou: “Para quem</p><p>acredita em Deus, a maior parte das grandes questões pode estar respondida. Mas, para aque-</p><p>les que não aceitam a fórmula de Deus, as grandes respostas não estão cravadas na pedra.</p><p>Nós nos ajustamos a novas condições e descobertas”.</p><p>No rastro desse debate, outra indagação se impõe: afinal, vale tanto assim o esforço</p><p>de refletir acerca dos motivos de estar na Terra? Um estudo publicado em dezembro no peri-</p><p>ódico científico Journal of Clinical Psychiatry (EUA) foi pioneiro ao garantir que, até mesmo do</p><p>ponto de vista da saúde física e mental, vale, sim, a pena. O veredito do estudo: aqueles que</p><p>revelavam ter descoberto sentido em sua vida demonstravam também melhores condições de</p><p>saúde, tanto psicológica como física. Enquanto isso, ocorreu o contrário com os que declara-</p><p>vam estar no máximo em um processo de busca. Esses apresentavam, com maior frequência,</p><p>problemas de saúde.</p><p>(Sabrina Brito, Veja, 15.01.2020. Adaptado)</p><p>Observando-se o emprego de dois-pontos nas passagens destacadas no penúltimo e no últi-</p><p>mo parágrafo, conclui-se, corretamente, que</p><p>a) no penúltimo parágrafo eles introduzem uma citação; no último, um esclarecimento acerca</p><p>de algo mencionado anteriormente.</p><p>b) em ambos os casos eles introduzem ideias novas, independentes de afirmações anteriores.</p><p>c) no penúltimo parágrafo eles introduzem informações acessórias, que serão retomadas</p><p>pela autora.</p><p>d) no último parágrafo eles introduzem observações críticas da autora acerca dos resultados</p><p>do estudo.</p><p>e) no penúltimo parágrafo eles introduzem a transcrição de um trecho; no último, a citação</p><p>direta do texto de um estudo.</p><p>009. (VUNESP/PROC/PREF JUNDIAÍ/2021)</p><p>Vida média</p><p>Continuamos a acreditar que vivemos numa época em que a tecnologia dá passos gi-</p><p>gantes e diários, a perguntar onde vamos parar com a globalização, mas refletimos com me-</p><p>nos frequência sobre o fato de que o aumento do tempo médio de vida é o maior avanço da</p><p>humanidade – e neste campo a aceleração supera a de qualquer outra façanha. Na verdade,</p><p>o troglodita que conseguiu produzir fogo artificialmente já havia compreendido obscuramente</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>24 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>que o homem poderia dominar a natureza. Desde a invenção do vapor ficou claro que conse-</p><p>guiríamos multiplicar a velocidade dos deslocamentos, assim como já se podia supor que um</p><p>dia chegaríamos à luz elétrica. Mas durante séculos os homens sonharam em vão com o elixir</p><p>da longa vida e com a fonte da juventude eterna. Na Idade Média existiam ótimos moinhos de</p><p>vento, mas existia também uma igreja que os peregrinos procuravam para obter o milagre de</p><p>viver até os 40 anos.</p><p>Fomos à Lua há muitos anos e ainda não conseguimos ir a Marte, mas na época do de-</p><p>sembarque lunar uma pessoa de 70 anos já havia chegado ao fim da vida, enquanto hoje temos</p><p>esperanças razoáveis de chegar aos 90. Em suma, o grande progresso ocorreu no campo da</p><p>vida, não no campo dos computadores.</p><p>Muitos dos problemas que devemos enfrentar hoje têm relação com o aumento do</p><p>tempo médio de vida. E não estou falando apenas das aposentadorias. A imensa migração</p><p>do Terceiro Mundo para os países ocidentais nasce certamente da esperança de milhares de</p><p>pessoas de encontrar comida, trabalho e principalmente de chegar a um mundo onde se vive</p><p>mais – ou, seja como for, fugir de um outro mundo onde se morre cedo demais. No entanto</p><p>– embora não tenha as estatísticas à mão –, creio que a soma que gastamos em pesquisas</p><p>gerontológicas e em medicina preventiva seja infinitamente menor do que o investimento em</p><p>tecnologia bélica e em informática. Sabemos muito bem como destruir uma cidade ou como</p><p>transportar informação a baixo custo, mas ainda não temos ideia de como conciliar bem-estar</p><p>coletivo, futuro dos jovens, superpopulação mundial e aumento da expectativa de vida.</p><p>Um jovem pode pensar que o progresso é aquilo que lhe permite enviar recadinhos pelo</p><p>celular ou voar barato para Nova York, enquanto o fato surpreendente – e o problema não re-</p><p>solvido – é que, se tudo correr bem, ele só precisará se preparar para ser adulto aos 40 anos,</p><p>enquanto seus antepassados tinham de fazê-lo aos 16.</p><p>Certamente é preciso agradecer a Deus ou à sorte por vivermos mais, mas temos de</p><p>enfrentar esse problema como um dos mais dramáticos de nosso tempo e não como um pon-</p><p>to pacífico.</p><p>(Eco, Humberto. Pape Satan Aleppe: crônicas de uma sociedade líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017)</p><p>Em conformidade com a norma-padrão de pontuação, na frase “Mas durante séculos os ho-</p><p>mens sonharam em vão com o elixir da longa vida e com a fonte da juventude eterna.”, a se-</p><p>guinte expressão pode ser isolada com o uso de duas vírgulas:</p><p>a) durante séculos</p><p>b) os homens</p><p>c) sonharam em vão</p><p>d) o elixir da longa vida</p><p>e) com a fonte da juventude</p><p>010. (VUNESP/ART/PREF F VASCONCELOS/OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS/2021) Assinale a</p><p>alternativa em que o uso da vírgula está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>25 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) Os artistas populares, costumam se apresentar, nas ruas e praças.</p><p>b) As crianças, se divertem muito ao verem, os imitadores de gato.</p><p>c) Por mais que procurem empregos fixos, muitas pessoas não encontram.</p><p>d) É muito importante, que prestigiemos, todos os artistas.</p><p>e) As pessoas param, para assistir às apresentações, dos artistas de rua.</p><p>011. (VUNESP/ASOC/PREF F VASCONCELOS/SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SO-</p><p>CIAL/2021) Leia o texto para responder à questão.</p><p>Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na</p><p>areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retiran-</p><p>tes e por ali não existia sinal de comida. A cachorra Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos</p><p>do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhan-</p><p>tes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a</p><p>ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação che-</p><p>gava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro</p><p>de rês perdida na caatinga. Sinha Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas</p><p>segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam:</p><p>festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspe-</p><p>ro, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa</p><p>atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a</p><p>si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo... Ordinariamente a família</p><p>falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras</p><p>curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.</p><p>Num cotovelo do caminho, Fabiano avistou um canto de cerca, encheu-o a esperança</p><p>de achar comida, sentiu desejo de cantar. A voz saiu-lhe rouca, medonha. Calou-se para não</p><p>estragar força.</p><p>(Graciliano Ramos, Vidas Secas. 1996. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que o uso de sinal de pontuação no interior do enunciado tem a fina-</p><p>lidade de indicar ao leitor uma explicação feita pelo narrador.</p><p>a) A cachorra Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lem-</p><p>brança disto.</p><p>b) Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares...</p><p>c) Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava.</p><p>d) ... o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga.</p><p>e) ... e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula.</p><p>012. (VUNESP - AG/PREF V PAULISTA/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2021)</p><p>Vida e morte das agendas</p><p>Agendas de telefones precisam ser refeitas de anos em anos, de acordo com o número</p><p>de pessoas que entram e saem de nossa vida. De repente não cabe mais ninguém.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>26 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Nomes que um dia foram anotados porque tinham a ver com algo terrivelmente impor-</p><p>tante passam para a categoria do “quem era mesmo?”. Tornam-se nomes sem rosto, tragados</p><p>pela nossa desmemória.</p><p>Mas o pior é o doloroso processo de suprimir os que já se foram. É incrível quantos</p><p>amigos ou conhecidos têm o hábito de nos deixar a cada dez ou 15 anos. As agendas são um</p><p>registro macabro dessa fatalidade.</p><p>De algum tempo para cá, outro tipo de supressão ficou obrigatório: o dos telefones</p><p>fixos. Se a agenda anterior contém o número do telefone fixo e do celular de cada pessoa, e</p><p>você tenta ligar para um e para outro a fim de certificar-se de que continuam valendo, ficará es-</p><p>pantado com quantos fixos, de repente, não existem mais. É terrível constatar que até os seus</p><p>companheiros de geração reduziram-se ao celular.</p><p>Para completar, as próprias agendas de papel estão sob ataque. Mesmo entre os co-</p><p>roas, quase ninguém mais as usa – os números de telefones são anotados diretamente no</p><p>celular. Mas o que acontece quando têm o celular roubado ou o esquecem em algum lugar, e</p><p>já jogaram fora o velho caderno ensebado?</p><p>Talvez as agendas do futuro sejam gravadas diretamente no cérebro – no mísero cére-</p><p>bro humano, arcaico, analógico, que ainda é o nosso.</p><p>(Ruy Castro. Folha de S.Paulo. 29.11.2019. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que, com a inserção das vírgulas, a frase “Nomes que um dia foram</p><p>anotados porque tinham a ver com algo terrivelmente importante...” atende à norma padrão de</p><p>pontuação.</p><p>a) Nomes que, um dia, foram anotados porque tinham a ver com algo terrivelmente importante...</p><p>b) Nomes que um dia, foram anotados, porque tinham a ver com algo terrivelmente importante...</p><p>c) Nomes que um dia foram anotados porque, tinham a ver, com algo terrivelmente importante...</p><p>d) Nomes que um dia foram anotados porque tinham a ver, com algo, terrivelmente importante...</p><p>e) Nomes que um dia foram anotados porque tinham a ver com, algo terrivelmente, importante...</p><p>013. (VUNESP/AG/PREF V PAULISTA/TÉCNICO EM GESTÃO/2021) Assinale a alternativa em</p><p>que a pontuação está usada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.</p><p>a) As pessoas, que vão ao consultório de um dentista sempre abrem a boca, mas não dizem nada.</p><p>b) As pessoas que vão ao consultório de um dentista sempre abrem a boca, mas não dizem nada.</p><p>c) As pessoas que vão ao consultório, de um dentista sempre abrem a boca, mas não dizem nada.</p><p>d) As pessoas que vão ao consultório de um dentista sempre, abrem a boca mas, não</p><p>dizem nada.</p><p>e) As pessoas que vão ao consultório de um dentista, sempre abrem a boca mas não dizem, nada.</p><p>014. (VUNESP/CVU/PREF OSASCO/2021) A pontuação está de acordo com a norma-padrão</p><p>da língua portuguesa em:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>27 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) É preciso, aceitar que a vida é feita, de ganhos e perdas que deve ser vista como algo natural.</p><p>b) É grande o número de pessoas, que se revoltam, quando fracassam porém deveriam tentar</p><p>entender que fracassos fazem parte da vida.</p><p>c) Ficamos mais leves, quando aprendemos a ganhar e a perder, uma vez que isso é caracte-</p><p>rística, da vida de todos nós.</p><p>d) Guilherme, autor da música, propõe a nós uma reflexão: é preciso aprender a ser mais flexí-</p><p>vel diante das circunstâncias da nossa existência.</p><p>e) Viver, não é ter sucesso o</p><p>tempo todo embora, muitas pessoas, pensem o contrário.</p><p>015. (VUNESP/EI/SAMU OSASCO/PREF OSASCO/2021) Leia um trecho do conto Agaricus au-</p><p>ditae, de Lima Barreto, para responder a questão.</p><p>Alexandre Ventura Soares tinha seus vinte e cinco anos, bacharel em ciências físicas e</p><p>naturais, era preparador do Museu de História Natural. Tal cargo, obtido em concurso, lhe dera</p><p>direito a uma viagem à Europa, nos tempos em que as subvenções para isso largamente se</p><p>distribuíam, razão pela qual eram equitativa e sabiamente feitas. De volta, por acaso, viera a</p><p>morar defronte de um homem de idade, venerável, que vivia, pelo jardim de sua vasta casa, a</p><p>catar pedrinhas no chão. Pôs-se a observar o homem, curioso com os seus trejeitos, a fim de</p><p>descobrir o que significavam. Visou a Ásia e encontrou no caminho a América. El Levante por</p><p>el Poniente… A filha do ancião, muito naturalmente, pouco afeita a curiosidades sobre o seu</p><p>jardim que não tivessem a ela por objeto, supôs que o doutor estivesse apaixonado por ela.</p><p>Nenê, era o seu apelido familiar, sabia que o rapaz era dado a coisas de botânica; que pertencia</p><p>ao museu; que o tratavam de doutor; logo não se podia tratar senão de um médico.</p><p>A nossa mentecapta inteligência nacional, de que não fazem parte só as mulheres, não</p><p>admite que tratem de botânica senão os médicos; e de matemática os engenheiros; quando,</p><p>em geral, nem uns nem outros se preocupam em tais coisas.</p><p>Ela, porém, vivendo em círculo restrito, não tendo estudos especiais, convivências ou-</p><p>tras que não essa da sociedade, fossilizadas de cérebro e com receitas de formulário na cabe-</p><p>ça, não podia ter outra opinião que a geral na nossa terra, de cima a baixo. Aquele moço era por</p><p>força doutor em medicina ou, no mínimo, estudante. Quando soube que não, teve uma ponta de</p><p>despeito; e custou-lhe a crer que fosse tão formado como outro qualquer doutor. Foi o próprio</p><p>pai quem a convenceu.</p><p>(Lima Barreto. Contos completos de Lima Barreto. Companhia das Letras, 2010. Adaptado)</p><p>No trecho “Tal cargo, obtido em concurso, lhe dera direito a uma viagem à Europa, nos tempos</p><p>em que as subvenções para isso largamente se distribuíam, razão pela qual eram equitativa e</p><p>sabiamente feitas” (1º parágrafo), pode- -se inserir uma vírgula antes e uma depois da seguinte</p><p>expressão, sem prejuízo da norma-padrão de pontuação da língua portuguesa:</p><p>a) a uma viagem à Europa</p><p>b) nos tempos em que</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>28 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) para isso largamente</p><p>d) pela qual eram</p><p>e) equitativa e sabiamente</p><p>016. (VUNESP/PREF ARAÇARIGUAMA/EDUCAÇÃO INFANTIL/2021)</p><p>A linguagem cinematográfica</p><p>Quem assiste a cinema hoje está longe de imaginar o longo e árduo processo em que</p><p>consistiu o desenvolvimento da linguagem cinematográfica, desde que os irmãos Lumière exi-</p><p>biram o seu precário Saída dos Operários da Fábrica no Grand Café de Paris, em 28 de dezem-</p><p>bro de 1895, oficialmente a primeira sessão de cinema do mundo.</p><p>Uma ilustração bem instrutiva do desenvolvimento da linguagem do cinema é a que diz</p><p>respeito, por exemplo, ao emprego da câmera. De início completamente estática, somente aos</p><p>trancos e barrancos foi a câmera adquirindo a mobilidade que tem hoje. Nos primeiros tem-</p><p>pos do cinema mudo, filmava- -se com a câmera imóvel posta diante de um cenário onde tudo</p><p>acontecia, como num palco teatral. Nessa época, ver a imagem se movendo na tela já era sufi-</p><p>cientemente divertido, quando o ponto de contraste para isso era o estaticismo da fotografia.</p><p>Foi o americano D. W. Griffith (1875-1942) quem sistematizou, na prática, o uso do que</p><p>chamamos hoje planificação, angulação e enquadramento (a variação da posição da câmera</p><p>com relação ao elemento filmado). Na verdade, Griffith não foi o primeiro a variar a posição da</p><p>câmera, mas foi, sim, o pioneiro nessa sistematização. O espectador que já recebeu a lingua-</p><p>gem cinematográfica “feita” – embora ainda hoje ela continue “fazendo” a si mesma! – nem</p><p>cogita das difíceis querelas entre Griffith e os colegas de produção da década de 10, quando</p><p>ele insistia, por exemplo, em que podia interromper a ação, geralmente filmada em plano de</p><p>conjunto, para aí intercalar o rosto de um ator, tomado em primeiro plano. A produção alegava</p><p>que tal prática era absurda, e que confundiria os espectadores, que a recusariam como incom-</p><p>preensível. Griffith, por sua vez, argumentava que o público a entenderia perfeitamente, pois,</p><p>no geral, era assim que funcionavam os processos narrativos na literatura de ficção. Conforme</p><p>sabemos, o seu modelo era o popular romance de Charles Dickens, superlido no final do século</p><p>passado. O resultado dessa polêmica, já o conhecemos, com a vitória da intuição genial sobre</p><p>o medo do novo.</p><p>(João Batista de Brito. Imagens Amadas. São Paulo: Ateliê Editoral, 1995. Adaptado.)</p><p>Assinale a alternativa que está em concordância com a norma-padrão no que se refere ao em-</p><p>prego dos sinais de pontuação nos trechos reescritos.</p><p>a) Segundo alegava a produção, tal prática, confundiria os espectadores, que a recusariam</p><p>inevitavelmente.</p><p>b) Por ser estática somente aos trancos e barrancos a câmera adquiriu a mobilidade, de que é</p><p>provida hoje.</p><p>c) Já era divertido o suficiente; quando o ponto de contraste para o cinema era o estaticismo</p><p>da fotografia.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para FRANCISCO HELDER CRUZ DE SOUSA - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>29 de 115www.grancursosonline.com.br</p><p>Pontuação</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>d) Sabemos que, o seu modelo era o popular romance de Charles Dickens, superlido no final</p><p>do século passado.</p><p>e) Já conhecemos o resultado dessa polêmica: a vitória da intuição genial sobre o medo do novo.</p><p>017. (VUNESP/AG FISC/RIB PRETO/PREF RP/2021) Leia o texto, para responder a questão.</p><p>Escritório</p><p>Aluguei um escritório. Minha senhoria é a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da</p><p>Penitência – o que quer dizer que começo bem, sob a égide de um santo de minha particular</p><p>devoção. Espero que ele me assista nesta grave emergência.</p><p>Grave, porque assumi compromisso, com contrato registrado e sacramentado, de cum-</p><p>prir fielmente o regulamento do prédio na minha nova condição de inquilino. Não posso, por</p><p>exemplo, colocar pregos que danifiquem as paredes.</p><p>Mas escritório de quê? Advocacia? A tanto não ousaria, sendo certo que minha quali-</p><p>dade de bacharel nunca me animou sequer a ir buscar o diploma na Faculdade (onde, confio,</p><p>esteja ainda bem guardado à minha espera, se dele precisar para qualquer eventualidade: a de</p><p>ser inesperadamente convocado à vida pública, por exemplo, com uma honrosa nomeação,</p><p>sacrifício a que seria difícil esquivar-me). Pelo que, não ousariam a esta altura da minha vida,</p><p>iniciar-me na profissão a que o dito diploma presumivelmente me habilita. Além do mais, eu</p><p>não poderia mesmo colocar o prego para dependurá-lo na parede.</p><p>Fica sendo então escritório, tão-somente. Nem mesmo de literatura: apenas um local</p><p>onde possa acender diariamente o forno (no sentido figurado, apresso-me a tranquilizar o con-</p><p>domínio) desta padaria literária de cujo produto cotidiano, fresco ou requentado, vou vivendo</p><p>como São Francisco é servido. Levo para o meu novo covil uma mesa, uma cadeira, a máquina</p><p>de escrever – e me instalo, à espera de meus costumeiros clientes.</p><p>Estranhos clientes estes, que entram pela janela, pelas paredes, pelo teto, trazidos pelas</p><p>vozes de antigamente, vindos numa página de jornal, ou num simples ruído familiar: projeção</p><p>de mim</p>

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