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<p>ACESSE AQUI ESTE</p><p>MATERIAL DIGITAL!</p><p>ANA PRISCILA ELEODORO ROSA</p><p>ASSISTÊNCIA DE</p><p>ENFERMAGEM</p><p>DA GESTANTE E</p><p>PARTURIENTE</p><p>Coordenador(a) de Conteúdo</p><p>Barbara Mayer</p><p>Projeto Gráfico e Capa</p><p>Arthur Cantareli Silva</p><p>Editoração</p><p>Nivaldo Vilela de Oliveira Junior</p><p>Design Educacional</p><p>Gisele Porto</p><p>Revisão Textual</p><p>Cristina Maria Costa Wecker</p><p>Ilustração</p><p>Bruno Pardinho</p><p>Fotos</p><p>Shutterstock e Envato</p><p>Impresso por:</p><p>Bibliotecária: Leila Regina do Nascimento - CRB- 9/1722.</p><p>Ficha catalográfica elaborada de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).</p><p>192 p.</p><p>ISBN papel 978-65-6137-539-9</p><p>ISBN digital 978-65-6137-540-5</p><p>1. Enfermagem 2. Parto 3. Gestante 4. EaD. I. Título.</p><p>CDD - 610.73</p><p>EXPEDIENTE</p><p>FICHA CATALOGRÁFICA</p><p>Núcleo de Educação a Distância. ROSA, Ana Priscila Eleodoro.</p><p>Assistência de Enfermagem da Gestante e Parturiente /</p><p>Ana Priscila Eleodoro Rosa. - Florianópolis, SC: Arqué, 2024.</p><p>N964</p><p>03506814</p><p>https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/20897</p><p>RECURSOS DE IMERSÃO</p><p>Utilizado para temas, assuntos ou con-</p><p>ceitos avançados, levando ao aprofun-</p><p>damento do que está sendo trabalhado</p><p>naquele momento do texto.</p><p>APROFUNDANDO</p><p>Uma dose extra de</p><p>conhecimento é sempre</p><p>bem-vinda. Aqui você</p><p>terá indicações de filmes</p><p>que se conectam com o</p><p>tema do conteúdo.</p><p>INDICAÇÃO DE FILME</p><p>Uma dose extra de</p><p>conhecimento é sempre</p><p>bem-vinda. Aqui você terá</p><p>indicações de livros que</p><p>agregarão muito na sua</p><p>vida profissional.</p><p>INDICAÇÃO DE LIVRO</p><p>Utilizado para desmistificar pontos</p><p>que possam gerar confusão sobre o</p><p>tema. Após o texto trazer a explicação,</p><p>essa interlocução pode trazer pontos</p><p>adicionais que contribuam para que</p><p>o estudante não fique com dúvidas</p><p>sobre o tema.</p><p>ZOOM NO CONHECIMENTO</p><p>Este item corresponde a uma proposta</p><p>de reflexão que pode ser apresentada por</p><p>meio de uma frase, um trecho breve ou</p><p>uma pergunta.</p><p>PENSANDO JUNTOS</p><p>Utilizado para aprofundar o</p><p>conhecimento em conteúdos</p><p>relevantes utilizando uma lingua-</p><p>gem audiovisual.</p><p>EM FOCO</p><p>Utilizado para agregar um con-</p><p>teúdo externo.</p><p>EU INDICO</p><p>Professores especialistas e con-</p><p>vidados, ampliando as discus-</p><p>sões sobre os temas por meio de</p><p>fantásticos podcasts.</p><p>PLAY NO CONHECIMENTO</p><p>PRODUTOS AUDIOVISUAIS</p><p>Os elementos abaixo possuem recursos</p><p>audiovisuais. Recursos de mídia dispo-</p><p>níveis no conteúdo digital do ambiente</p><p>virtual de aprendizagem.</p><p>4</p><p>5</p><p>SUMÁRIO</p><p>131U N I D A D E 3</p><p>INTERCORRÊNCIAS DO PUERPÉRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .132</p><p>CONSULTA DE ENFERMAGEM NO ALEITAMENTO MATERNO . . . . . . . . . . . . . . . .152</p><p>POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS À SAÚDEDA MULHER NO CICLO GRAVÍDICO-</p><p>PUERPERAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .170</p><p>7U N I D A D E 1</p><p>FECUNDAÇÃO: FASES DA CONCEPÇÃO E DESENVOLVIMENTO</p><p>EMBRIONÁRIO E FETAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8</p><p>PROCESSO DE GESTAÇÃO: MUDANÇAS FISIOLÓGICAS</p><p>E PSICOLÓGICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .28</p><p>CONSULTA DE ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .46</p><p>69U N I D A D E 2</p><p>ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS PERÍODOS CLÍNICOS DO PARTO NATURAL E</p><p>OPERATÓRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .70</p><p>INTERCORRÊNCIAS DO TRABALHO DE PARTO NATURAL E OPERATÓRIO . . . . . . . .92</p><p>ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PUERPÉRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .112</p><p>UNIDADE 1</p><p>MINHAS METAS</p><p>FECUNDAÇÃO: FASES DA</p><p>CONCEPÇÃO E DESENVOLVIMENTO</p><p>EMBRIONÁRIO E FETAL</p><p>Proporcionar uma compreensão sólida dos conceitos fundamentais das fases do desen-</p><p>volvimento humano.</p><p>Descrever os processos que compõem a concepção humana e suas particularidades.</p><p>Detalhar de forma didática a fase pré-embrionária, embrionária e fetal.</p><p>Descrever as bases fisiológicas do diagnóstico de gravidez.</p><p>Exemplificar como o processo de concepção se aplica na prática do trabalho em saúde</p><p>reprodutiva.</p><p>Descrever as principais atribuições do enfermeiro no aconselhamento preconcepcional.</p><p>Destacar questões bioéticas do campo da embriologia.</p><p>T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 1</p><p>8</p><p>INICIE SUA JORNADA</p><p>O desenvolvimento humano é uma grande área de conhecimento a ser assimilada</p><p>e explorada dentro das ciências da saúde. Entender como somos formados vai</p><p>muito além de um conhecimento teórico, esse entendimento não apenas nos</p><p>permite apreciar a maravilha da vida, mas também desempenha um papel crucial</p><p>na medicina, na pesquisa científica e na tomada de decisões éticas.</p><p>A embriologia nos permite compreender como um organismo humano</p><p>se forma a partir de uma única célula (zigoto) até se tornar um ser humano</p><p>completo. Ajuda no diagnóstico e tratamento de doenças congênitas, genéticas</p><p>e malformações, permitindo intervenções precoces para melhorar a qualidade</p><p>de vida das pessoas.</p><p>As mulheres que estão gestantes percorrem um caminho de muitas mudan-</p><p>ças, tanto físicas quanto psíquicas, além de possuírem muitas dúvidas em relação</p><p>ao processo de formação do bebê. Entender essas mudanças e diferenciar quais</p><p>são esperadas e quais saem da faixa de normalidade é um conhecimento essencial</p><p>para os profissionais da saúde que irão acompanhá-la.</p><p>Se você estivesse na posição de um profissional que acompanha uma mulher</p><p>ou um casal que queira engravidar, o que você considera importante saber para se</p><p>sentir preparado e confiante para prestar tal atendimento? Pense nisso e continue</p><p>aproveitando todos os recursos disponibilizados para aprimorar o seu aprendizado.</p><p>Neste podcast, serão abordados aspectos importantes da consulta de aconselha-</p><p>mento preconcepcional. Não deixe para depois, acesse para iniciar sua experiên-</p><p>cia e imersão na prática assistencial. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo</p><p>digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>PLAY NO CONHECIMENTO</p><p>Agora que você já ouviu o podcast sobre a consulta de aconselhamento em</p><p>preconcepção, vamos falar mais sobre a ética e boas práticas dentro da</p><p>embriologia humana.</p><p>UNIASSELVI</p><p>9</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 1</p><p>Sabe-se que a ética, na embriologia, é uma área crucial de preocupação, devi-</p><p>do à natureza sensível e complexa dos processos envolvidos no desenvolvimento</p><p>embrionário (FRIAS, 2012). Os assuntos mais recorrentes que envolvem grandes</p><p>questões éticas e morais geralmente percorrem questões como:</p><p>■ Posição do embrião: determinar quando o embrião adquire uma si-</p><p>tuação moral ou ética, alguns acreditam que isso ocorre no momento</p><p>da concepção, enquanto outros argumentam que acontece em estágios</p><p>posteriores de desenvolvimento.</p><p>■ A gravidez ectópica: quando um óvulo fertilizado se implanta fora do</p><p>útero, como nas trompas de Falópio, a decisão sobre como lidar com essa</p><p>situação é complexa e pode envolver considerações éticas, médicas e legais.</p><p>■ O aborto quando envolve a interrupção da gravidez em estágios iniciais.</p><p>Os pontos de vista sobre a moralidade do aborto variam amplamente e</p><p>dependem, em parte, de crenças religiosas, éticas e culturais. Lembrando</p><p>que. no Brasil, conforme a Portaria nº 1.508/GM/MS, de 1º de setembro</p><p>de 2005, o aborto pode ser realizado em casos específicos, como a gra-</p><p>videz decorrente de estupro, desde que preenchidos todos os termos ne-</p><p>cessários explicitados na portaria. Também é legal quando há risco à vida</p><p>da gestante e, por último, em 2012, foi legalizado o aborto em casos de</p><p>diagnóstico de anencefalia no feto.</p><p>Cabe</p><p>há necessidade</p><p>de readequação do plano inicial, bem como manutenção ou modificação dos</p><p>diagnósticos e prescrições.</p><p>Até agora, falamos sobre o atendimento do enfermeiro no pré-natal de bai-</p><p>xo risco e suas implicações para a prática, mas você sabe o que caracteriza um</p><p>pré-natal de alto risco? Presença de fatores que afetem de forma desfavorável a</p><p>saúde materna ou fetal em maiores chances que a média da população tornam</p><p>a gestação de risco.</p><p>Os principais fatores de risco de complicações na gestação podem ser divididos</p><p>em fatores pessoais, como idade acima de 35 anos ou menor de 15, sobrepeso</p><p>ou magreza, uso de álcool, tabaco e drogas, analfabetismo. Fatores reprodutivos</p><p>como abortamentos prévios, história de doença hipertensiva gestacional, diabete</p><p>gestacional e cirurgias uterinas prévias. Fatores clínicos prévios: (HAS), cardiopa-</p><p>tias, hemopatias e neoplasias.</p><p>APROFUNDANDO</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 3</p><p>Há também complicações que ocorrem no decorrer da gravidez que a tornam de alto</p><p>risco, a exemplo: hemorragias, ganho de peso inadequado, pré-eclâmpsia e eclâmpsia,</p><p>diabete gestacional, aloimunização, amniorrexe prematura, doenças infectocontagio-</p><p>sas diagnosticadas na gestação como toxoplasmose, rubéola (BRASIL, 2010).</p><p>A apropriação desses fatores e saber reconhecê-los é de extrema importância</p><p>para que o atendimento pré-natal seja mais bem direcionado dentro da rede de</p><p>atenção à saúde, sendo que alguns fatores de risco, se presentes, não necessitam de</p><p>encaminhamento ao serviço terciário e podem ser abordados na atenção primária.</p><p>Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-</p><p>to deste tema. Vamos lá. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do</p><p>ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EM FOCO</p><p>NOVOS DESAFIOS</p><p>No cotidiano do trabalho do enfermeiro, a consulta de enferma-</p><p>gem é uma das atribuições que lhe são privativas e que elevam o</p><p>grau de autonomia desse profissional. Participar ativamente do</p><p>cuidado em saúde e traçar os caminhos do usuário dentro do sis-</p><p>tema é uma tarefa complexa, que exige, além de conhecimento,</p><p>muita confiança para orientar tanto os usuários quanto os demais</p><p>profissionais da equipe.</p><p>O trabalho do enfermeiro na linha de cuidado do pré-natal é</p><p>uma grande oportunidade de desenvolvimento profissional e pes-</p><p>soal, que exige muito conhecimento técnico-científico, mas que re-</p><p>tribui com muita satisfação e crescimento profissional.</p><p>As oportunidades de trabalho são inúmeras, passando pela</p><p>atenção primária, desenvolvendo consultas nas Unidades Básicas</p><p>de Saúde, na atenção secundária, nos ambulatórios de obstetrícia</p><p>e na atenção de nível terciário dentro de grandes centros onde</p><p>são realizadas a maioria dos pré-natais de alto risco.</p><p>1</p><p>1</p><p>Enfermeiros vêm se desenvolvendo na área de empreendedorismo, abrindo suas</p><p>próprias clínicas de enfermagem, assim, podem desenvolver as suas consultas de</p><p>pré-natal com todo respaldo legal.</p><p>Para finalizar, um atendimento de excelência à gestante no período do pré-natal</p><p>é um dos pilares para o sucesso para a promoção de saúde materno infantil e o</p><p>enfermeiro é profissional essencial na composição da equipe multiprofissional.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1. Conforme o Coren (2021), o enfermeiro é o profissional apto para atender consultas de</p><p>pré-natal no âmbito da atenção primária à saúde em gestação de baixo risco intercalada</p><p>com a presença do médico. O enfermeiro também solicita exames, realiza testes rápidos,</p><p>prescreve medicamentos padronizados em protocolos, detecta casos de alto risco e prio-</p><p>riza atendimento especializado nesses casos, além de fazer e orientar a busca ativa de</p><p>gestantes faltosas.</p><p>Assinale qual alternativa melhor descreve o intervalo de consultas de pré-natal.</p><p>a) Semanal, independentemente da idade gestacional.</p><p>b) Mensal, até 28 semanas, quinzenal, de 28 a 36 semanas, e semanal, de 36 semanas até</p><p>o parto.</p><p>c) Mensal, até 36 semanas, quinzenal, de 36 semanas até o parto.</p><p>d) Quinzenal, até 36 semanas, e depois semanal.</p><p>e) Todas as alternativas estão erradas.</p><p>2. É imprescindível que, na primeira consulta de pré-natal, seja determinado, se possível, a</p><p>idade gestacional e a Data Provável do Parto (DPP). Para isso, precisamos de dados, como</p><p>a Data da Última Menstruação (DUM) e, para o cálculo da DPP, usamos a Regra de Naegele</p><p>(BRASIL, 2012).</p><p>Hipoteticamente, hoje, 16/10/2023, é a primeira consulta de PN de Márcia, com DUM</p><p>1º/6/2023. Ela é casada e é sua primeira gestação, planejada. Com relação à IG e à DPP,</p><p>quais orientações a seguir estão adequadas?</p><p>I - A IG de Márcia hoje é de 19 semanas e 4 dias.</p><p>II - A DPP será 8/3/2024.</p><p>III - Não se pode calcular a DPP, pois Marcia é primigesta.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) III, apenas.</p><p>c) I e II, apenas.</p><p>d) II e III, apenas.</p><p>e) I, II e III.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>1</p><p>4</p><p>3. Dentro da sistematização da assistência de enfermagem, a prescrição é a terceira fase, na</p><p>qual será detalhado o plano de cuidados para o paciente (BRASIL, 2012).</p><p>Com relação à prescrição de enfermagem, assinale a alternativa correta:</p><p>a) A prescrição pode ser elaborada pelos técnicos de enfermagem.</p><p>b) Deve conter as ações pretendidas para o paciente, para somente enfermeiros execu-</p><p>tarem.</p><p>c) Não se realiza prescrição de enfermagem para pacientes ambulatoriais.</p><p>d) Deve ser elaborada pelo enfermeiro durante a consulta de enfermagem, de forma pri-</p><p>vativa.</p><p>e) Na ausência do enfermeiro, outro profissional de nível superior pode fazer as prescrições</p><p>de enfermagem.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>1</p><p>5</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALBUQUERQUE, L. M.; CUBAS, M. R. (orgs.). Cipescando em Curitiba: construção e implemen-</p><p>tação da Nomenclatura de Diagnósticos e Intervenções de Enfermagem na Rede Básica de</p><p>Saúde. Curitiba: Aben, 2005. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2880281/</p><p>mod_resource/content/1/CIPESC.pdf. Acesso em: 28 nov. 2023.</p><p>BRASIL. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília, DF: Ministério da Saúde; Secretaria de</p><p>Atenção à Saúde; Departamento de Atenção Básica, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.</p><p>gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_32_prenatal.pdf. Acesso em: 29 nov. 2023.</p><p>BRASIL. Gestação de alto risco: manual técnico. 5. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde; Secre-</p><p>taria de Atenção à Saúde; Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, 2010. Disponível</p><p>em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_tecnico_gestacao_alto_risco.pdf.</p><p>Acesso em: 28 nov. 2023.</p><p>BRASIL. Saiba quais vacinas devem ser administradas durante a gestação. Ministério da Saúde,</p><p>Brasília, 4 nov. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sa-</p><p>nitaria/2022/11/saiba-quais-vacinas-devem-ser-administradas-durante-a-gestacao. Acesso</p><p>em: 28 nov. 2023.</p><p>CALIFE, K.; LAGO, T.; LAVRAS, C. (orgs.). Atenção à gestante e à puérpera no SUS-SP: manual</p><p>técnico do pré-natal e puerpério. São Paulo: SES/SP, 2010. Disponível em: https://www.portal-</p><p>daenfermagem.com.br/downloads/manual-tecnico-prenatal-puerperio-sus.pdf. Acesso em:</p><p>29 nov. 2023.</p><p>CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM – COFEN. Resolução nº 358, de 15 de outubro de</p><p>2009. Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do</p><p>Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado pro-</p><p>fissional de Enfermagem, e dá outras providências. Brasília, DF: Cofen, 2009. Disponível em:</p><p>https://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009/. Acesso em: 28 nov. 2023.</p><p>CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO COREN-SP. Processo de enferma-</p><p>gem: guia para a prática. 2. ed. São Paulo: Coren-SP, 2021. Disponível em: https://portal.coren-</p><p>-sp.gov.br/wp-content/uploads/2010/01/SAE-web.pdf. Acesso em: 29 nov. 2023.</p><p>REZENDE FILHO, J. Rezende obstetrícia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2022.</p><p>SANTOS, P. S. et al. Assistência pré-natal pelo enfermeiro na atenção primária à saúde: visão</p><p>da usuária. Enferm . Foco, Brasília, v. 13, p. 1-6, dez.</p><p>2022. Disponível em: https://enfermfoco.</p><p>org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-13-e-202229/2357-707X-enfoco-</p><p>-13-e-202229.pdf. Acesso em: 28 nov. 2023.</p><p>SILVA, J. da; SILVA, J. J. da; GONZAGA, M. F. N. Etapas do processo de enfermagem. Revista Saúde</p><p>em Foco, Teresina, n, 9, 2017. Disponível em: https://portal.unisepe.com.br/unifia/wp-content/</p><p>uploads/sites/10001/2018/06/067_etapasprocessoenfermagem.pdf. Acesso em: 28 nov. 2023.</p><p>1</p><p>1</p><p>1. Opção B.</p><p>A rotina de consultas das gestantes deve ser mensal, até 28 semanas, quinzenal, de 28 a 36</p><p>semanas, e semanal, de 36 semanas até o parto.</p><p>2. Opção C.</p><p>A paridade em nada interfere no cálculo da IG e DPP.</p><p>3. Opção D.</p><p>A consulta de enfermagem e suas fases são ações privativas do enfermeiro.</p><p>GABARITO</p><p>1</p><p>1</p><p>UNIDADE 2</p><p>MINHAS METAS</p><p>ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM</p><p>NOS PERÍODOS CLÍNICOS DO</p><p>PARTO NATURAL E OPERATÓRIO</p><p>Descrever o parto natural.</p><p>Discorrer sobre o parto natural e seus benefícios.</p><p>Descrever a atuação de enfermagem no parto natural humanizado.</p><p>Descrever o parto cesárea.</p><p>Apresentar as indicações do parto cesárea.</p><p>Descrever a atuação de enfermagem no parto cesariana.</p><p>Trazer a legislação vigente sobre a via de parto pela escolha da mulher.</p><p>T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 4</p><p>1</p><p>1</p><p>INICIE SUA JORNADA</p><p>O momento mais esperado, aquele que causa ansiedade, medos e preocupações,</p><p>para o qual a gestante se preparou todos esses meses de pré-natal, fez exames,</p><p>tomou vacinas e medicamentos, enfim, é a hora do tão aguardado parto. Corre,</p><p>pega a bolsa de roupas, chama o acompanhante e se dirige para a maternidade.</p><p>Na maternidade, conta que estourou a bolsa e que está sentindo contrações, está</p><p>preocupada, mas sente-se aliviada, pois está no hospital e agora será atendida</p><p>por uma equipe que se especializou para trabalhar em momentos como esse.</p><p>Na triagem, é recebida pela enfermeira, com um sorriso no rosto, que começa</p><p>a entrevista e, enquanto conversa, pede para ela se deitar para ouvir os batimentos</p><p>fetais, orienta que está tudo bem, coloca uma pulseira de identificação, entrega a</p><p>camisola, e direciona ao pré-parto, são feitas mais algumas perguntas, oferecidas</p><p>terapias não farmacológicas para alívio de dor, ela aceita, tudo corre bem e, agora,</p><p>em questão de tempo, estará com o bebê no colo. Menciona que gostou na equipe</p><p>e que se sente acolhida e segura, está bem feliz e tranquila, apesar de saber que irá</p><p>sentir dor também, sabe que pode contar com as pessoas que a estão atendendo,</p><p>o melhor vai ser feito.</p><p>Esse breve relato, infelizmente, não é a realidade de todas as gestantes, muitas</p><p>não recebem essa acolhida, não se sentem seguras. Pesquisas demonstram que a</p><p>enfermagem tem papel primordial para esclarecer as fases do parto e os direitos</p><p>da mulher e que, por meio desse conhecimento, elas se tornam ativas no processo,</p><p>sentem menos dúvidas e medos e sabem realizar seus pedidos de forma assertiva.</p><p>A assistência ao parto é uma atividade multiprofissional e, para acontecer de</p><p>forma humanizada e segura, necessita que todos os</p><p>membros da equipe trabalhem com o mesmo propó-</p><p>sito. Por mais que a equipe de enfermagem tenha suas</p><p>competências amplas nesse processo, contam com o</p><p>preparo e capacitação das demais categorias para que</p><p>o parto aconteça efetivamente da forma planejada.</p><p>Em qual tipo de equipe você gostaria de atuar? Promovendo a melhor experiên-</p><p>cia de parto possível ou trabalhando de forma fragmentada, apenas com preocupa-</p><p>ção do contexto biológico isolado do psíquico-social? Pense nisso, os profissionais</p><p>que estão se formando hoje serão o futuro da assistência dos próximos anos.</p><p>A assistência ao parto</p><p>é uma atividade</p><p>multiprofissional</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 4</p><p>DESENVOLVA SEU POTENCIAL</p><p>OS ESTÁGIOS DO TRABALHO DE PARTO</p><p>A assistência de excelência nos três períodos do trabalho de parto é essencial para</p><p>a saúde física e emocional, tanto da mãe quanto do bebê. Segundo a Organiza-</p><p>ção Mundial da Saúde (OMS) (WHO, 2018), aproximadamente 830 mulheres</p><p>morrem todos os dias no mundo por complicações da gravidez e do parto. A</p><p>maioria dessas mortes pode ser prevenida com cuidados de alta qualidade nesse</p><p>período, para isso, é necessário atualização constante da equipe que assiste essas</p><p>mulheres (WHO, 2018).</p><p>Toda gestante tem direito ao parto humanizado. Muito se fala sobre ele no meio</p><p>acadêmico, profissional e entre a população leiga, mas o que é realmente o parto</p><p>humanizado e como a enfermagem pode atuar na promoção de conforto e bem-</p><p>-estar nesse momento? Para saber mais sobre isso, não deixe de ouvir o podcast</p><p>desta aula, em que falaremos sobre o papel da enfermagem no parto humaniza-</p><p>do. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de</p><p>aprendizagem</p><p>PLAY NO CONHECIMENTO</p><p>VAMOS RECORDAR?</p><p>Do ponto de vista fisiológico, sabemos que, se não for contraindicada, a via de</p><p>parto mais benéfica para a mulher é a via vaginal, cabe aos profissionais orientarem</p><p>a gestante sobre seus benefícios e riscos, bem como os do parto cesariana. No</p><p>Brasil, atualmente, corre pela câmara dos deputados um projeto de lei que dividiu</p><p>opiniões por deixar para a gestante o direito de escolha da via de parto. Para saber</p><p>mais sobre o projeto de Lei nº 768/2021.</p><p>Lembrando que, em alguns estados, já existem leis próprias que preveem o direito</p><p>de escolha para a gestante. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital</p><p>do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>1</p><p>1</p><p>O trabalho de parto pode ser dividido em três estágios,</p><p>mas há, também, o quarto estágio, que diz respeito à</p><p>primeira hora após o parto. Os três estágios são:</p><p>1. Primeiro estágio: que se divide em latente e</p><p>ativo.</p><p>2. Segundo estágio: dilatação cervical total até o</p><p>nascimento.</p><p>3. Terceiro estágio: expulsão da placenta.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 4</p><p>Primeiro estágio</p><p>O primeiro estágio do trabalho de parto na sua fase ativa tem uma duração média</p><p>de 12 horas em nulíparas e de 10 horas em multíparas, enquanto a fase latente</p><p>não tem um consenso sobre sua duração, podendo variar de mulher para mulher</p><p>(REZENDE FILHO, 2022).</p><p>O primeiro estágio latente pode ser definido como o período caracteri-</p><p>zado por contrações uterinas dolorosas e alterações variáveis do colo do útero,</p><p>incluindo algum grau de eficácia e progressão mais lenta de dilatação de até 5</p><p>cm para o primeiro parto e os subsequentes.</p><p>O primeiro estágio ativo é um período caracterizado por contrações uterinas</p><p>dolorosas regulares, um grau substancial de apagamento cervical (“afinamento</p><p>do colo”) e dilatação cervical mais rápida, e de 5 cm até a dilatação total para</p><p>o primeiro parto e os subsequentes. Para gestantes com início de trabalho de</p><p>parto espontâneo, o colo do útero tem, em geral, taxa de dilatação de 1 cm/hora</p><p>durante o primeiro estágio ativo</p><p>Segundo estágio</p><p>O segundo estágio do trabalho de parto dura em média menos de duas horas</p><p>em multíparas e por volta de três horas em nulíparas. Ele compreende desde a</p><p>dilatação cervical completa até o nascimento do bebê. Nesse período, a mulher</p><p>possui desejo involuntário de realizar pressão para a expulsão e deve ser encora-</p><p>jada a seguir o seu próprio desejo de “empurrar”.</p><p>Conforme o feto desce para a pelve, ele passa por diversas mudanças, o que</p><p>chamamos de mecanismos de parto ou movimentos cardinais, que possibi-</p><p>litam essa passagem com a menor resistência possível.</p><p>Terceiro estágio</p><p>O terceiro período de parto inicia-se após a expulsão do feto e termina</p><p>com o desprendimento da placenta, que tem duração média de 30 minutos.</p><p>Nesse período, o risco de hemorragia é grande e, por isso, algumas medidas são</p><p>necessárias. Após o nascimento, o útero continua contraindo de modo a realizar</p><p>1</p><p>4</p><p>o manejo expectante da placenta, ou seja, aquele realizado de forma espontânea</p><p>sem intervenção farmacológica ou mecânica (BEGLEY et al., 2019).</p><p>QUARTO ESTÁGIO</p><p>Também conhecido como período de Greenberg, inclui a primeira hora após o</p><p>parto, durante</p><p>esse período, ocorrem:</p><p>1. Miotamponamento: que é a retração e o fechamento dos vasos sanguí-</p><p>neos para evitar hemorragia.</p><p>2. Trombotamponamento: formação de trombos nos grandes vasos ute-</p><p>roplacentários, constituindo hematoma intrauterino que recobre a ferida</p><p>aberta no sítio placentário.</p><p>3. Globo de segurança de Pinard: ocorre imediatamente após a saída da</p><p>placenta, o útero contrai e é palpável, sendo um importante sinal de su-</p><p>cesso na contração uterina para prevenir hemorragias.</p><p>MECANISMOS DE PARTO</p><p>Na figura 1, é retratado os períodos mecânicos do parto natural. Para fins didá-</p><p>ticos, esses períodos podem ser divididos em:</p><p>a) Insinuação.</p><p>b) Descida.</p><p>c) Rotação interna.</p><p>d) Desprendimento da cabeça.</p><p>e) Rotação externa.</p><p>f) Desprendimento das espáduas (nascimento de ombros e corpo).</p><p>Após o nascimento, no terceiro período, ilustra-se:</p><p>a) Início do desprendimento da placenta.</p><p>b) Desprendimento placentário e contração uterina.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>5</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 4</p><p>Figura 1 – Mecanismos de parto / Fonte: https://nursekey.com/6-nursing-care-of-mother-and-infant-du-</p><p>ring-labor-and-birth/. Acesso em: 29 nov. 2023.</p><p>Descrição da Imagem: foto colorida com oito imagens em tons bege no abdômen materno, lilás no feto, roxo no</p><p>cordão e azul na placenta, sendo imagem A: insinuação; B, descida; C, rotação interna; D, desprendimento da cabe-</p><p>ça; E, rotação externa, nascimento de ombros e corpo; F, começa a separação da placenta; G, separação completa</p><p>da placenta da parede uterina; e H, a placenta é expelida e o útero se contrai. Fim da descrição.</p><p>1</p><p>1</p><p>https://nursekey.com/6-nursing-care-of-mother-and-infant-during-labor-and-birth/</p><p>https://nursekey.com/6-nursing-care-of-mother-and-infant-during-labor-and-birth/</p><p>ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PARTO NATURAL</p><p>O enfermeiro é um profissional dotado de conhecimentos e habilidades neces-</p><p>sárias para o acompanhamento do parto natural. O exercício profissional do</p><p>enfermeiro na assistência à gestante e á parturiente é garantido pela Resolução</p><p>Cofen nº 0477, de 2015.</p><p>Estudos mostram que partos assistidos por enfermeiros e enfermeiros obs-</p><p>tetras são de menor risco de analgesia, de episiotomia, de parto instrumental e</p><p>com maior chance de partos espontâneos (BARROS et al., 2022). A assistência de</p><p>enfermagem à parturiente pretende o atendimento humanizado e acolhedor, pau-</p><p>tados em conhecimentos científicos e habilidades técnicas e livre de iatrogenias.</p><p>Estática fetal</p><p>Por meio do exame físico, o enfermeiro avalia a posição do feto no trabalho de</p><p>parto, sendo essa avaliação dividida em:</p><p>• Atitude: postura assumida pelo feto, na relação das partes fetais entre si. A ati-</p><p>tude fetal normal é de flexão generalizada que é assumida principalmente após a</p><p>insinuação.</p><p>• Situação: relação entre o maior eixo materno e fetal: longitudinal, transversal e</p><p>oblíqua.</p><p>• Posição feta: localizar a posição do dorso fetal, sendo à direita ou à esquerda.</p><p>• Apresentação: parte fetal que tende a se exteriorizar primeiro por meio do canal</p><p>do parto: cefálica, pélvica e espádua.</p><p>APROFUNDANDO</p><p>Para entender a estática fetal de forma ilustrativa, assista a este vídeo, é rapidinho</p><p>e fará diferença no seu aprendizado!. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo</p><p>digital do ambiente virtual de aprendizagem.</p><p>EU INDICO</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 4</p><p>A seguir, descreveremos, no Quadro 1, as melhores práticas recomendadas</p><p>pela OMS (WHO, 2018) na assistência nos períodos clínicos do parto e qual papel</p><p>da enfermagem em cada período.</p><p>PERÍODO AÇÕES RECOMENDADAS ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM</p><p>Todos os períodos</p><p>1) Cuidados de materni-</p><p>dade respeitosos a todas</p><p>as mulheres de uma for-</p><p>ma que mantenha a sua</p><p>dignidade, privacidade e</p><p>confidencialidade, livre</p><p>de danos e maus tratos.</p><p>2) Comunicação efi-</p><p>caz entre a equipe e a</p><p>parturiente e familiares</p><p>e presença de acompa-</p><p>nhante.</p><p>Acolhimento da gestante em</p><p>todas as fases do trabalho de</p><p>parto, integrando o acompa-</p><p>nhante no processo de nasci-</p><p>mento, permitindo atividades</p><p>de bem-estar, com respeito,</p><p>ética e empatia. Explicando</p><p>previamente os procedimentos</p><p>antes de realizar e orientando</p><p>sobre os achados encontrados.</p><p>Primeiro período</p><p>1) Ausculta de batimen-</p><p>tos cardíacos fetais com</p><p>ultrassom doppler ou</p><p>pinard.</p><p>Admissão no paciente no</p><p>serviço de saúde: realizar o</p><p>processo de enfermagem em</p><p>todas as suas fases, incluindo o</p><p>exame físico obstétrico minu-</p><p>cioso e anotar em prontuário.</p><p>2) Toque vaginal com</p><p>intervalo de quatro horas</p><p>em mulheres de baixo</p><p>risco.</p><p>Ausculta dos BCFs a cada 30</p><p>minutos.</p><p>Avaliar contrações a cada uma</p><p>hora.</p><p>Verificar frequência cardíaca</p><p>materna a cada uma hora.</p><p>3) Analgesia peridural e</p><p>parenteral para gestantes</p><p>saudáveis para alívio da</p><p>dor, se aceito por elas.</p><p>4) Técnicas de rela-</p><p>xamento, incluindo</p><p>relaxamento muscular</p><p>progressivo,</p><p>1</p><p>8</p><p>respiração, música, aten-</p><p>ção plena, compressas</p><p>mornas nas costas, entre</p><p>outras técnicas.</p><p>5) Consumo de alimentos</p><p>leves para casos de baixo</p><p>risco.</p><p>Temperatura e Pressão Arterial</p><p>de 4/4 horas.</p><p>Realizar, de forma colabora-</p><p>tiva com outros profissionais,</p><p>toque vaginal de 4/4 horas e</p><p>anotar dilatação, apresentação,</p><p>descida.</p><p>Oferecer recursos não farma-</p><p>cológicos de alívio da dor.</p><p>Encorajar a parturiente a se</p><p>movimentar e adotar posições</p><p>verticalizadas.</p><p>Oferecer dieta leve mínima em</p><p>resíduo.</p><p>Segundo período</p><p>1) Incentivar a adoção de</p><p>uma posição de nasci-</p><p>mento de escolha indivi-</p><p>dual da mulher, incluindo</p><p>posições verticais.</p><p>2) Encorajar as mulhe-</p><p>res na fase expulsiva a</p><p>seguirem seu próprio</p><p>desejo de empurrar.</p><p>3) Para as mulheres na</p><p>segunda fase do trabalho</p><p>de parto, técnicas para</p><p>reduzir trauma perineal</p><p>e facilitar o parto espon-</p><p>tâneo (incluindo</p><p>massagem perineal,</p><p>compressas e proteção</p><p>do períneo).</p><p>Não é mais recomen-</p><p>dado: episiotomia de</p><p>rotina e pressão manual</p><p>no fundo do útero para</p><p>facilitar o parto.</p><p>Anotar o horário de início do</p><p>segundo período para contar a</p><p>duração.</p><p>Avaliar as contrações e tônus</p><p>uterino de 30/30 min.</p><p>Ausculta de BCFs a cada 15</p><p>minutos na fase latente e cada</p><p>5 minutos na fase ativa e anotar</p><p>no partograma.</p><p>Encorajar a realização de puxos</p><p>espontâneos.</p><p>Incentivar posições</p><p>verticalizadas, lateralizada ou</p><p>semissentada.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>9</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 4</p><p>Terceiro período</p><p>1) Encorajar o uso de</p><p>ocitocina no terceiro</p><p>período a fim de reduzir</p><p>as chances de hemor-</p><p>ragia pós-parto, bem</p><p>como práticas como o</p><p>clampeamento tardio do</p><p>cordão e tração contro-</p><p>lada do cordão .</p><p>Considera-se o terceiro</p><p>período prolongado após</p><p>decorridos 30 minutos</p><p>do nascimento, sem</p><p>expulsão da placenta, ca-</p><p>racterizando a retenção</p><p>placentária.</p><p>Aplicar o uterotônico confor-</p><p>me prescrição, sendo a dose</p><p>padrão 10 UI via Intramuscular</p><p>ou endovenosa.</p><p>A tração do cordão deve ser</p><p>realizada por profissionais</p><p>treinados.</p><p>Quarto período</p><p>Todas as puérperas</p><p>devem ser avaliadas</p><p>regularmente em relação</p><p>ao sangramento vaginal,</p><p>contração uterina, altura</p><p>do fundo, temperatura</p><p>e frequência cardíaca</p><p>rotineiramente durante as</p><p>primeiras 24 horas a partir</p><p>da primeira hora após o</p><p>nascimento.</p><p>A pressão arterial deve</p><p>ser medida logo após o</p><p>nascimento. Se normal, a</p><p>segunda pressão arterial</p><p>deve ser realizada dentro</p><p>de seis horas.</p><p>A ausência de diurese</p><p>deve ser documentada</p><p>dentro de seis horas.</p><p>Em situações de parto</p><p>vaginal sem complica-</p><p>ções se estimula a alta</p><p>após 24 horas.</p><p>Na ausência de complicações</p><p>maternas e neonatais, garantir</p><p>o contato pele a pele.</p><p>Em paralelo, ocorre o cuidado</p><p>com o recém-nascido pela</p><p>equipe de enfermagem: avalia-</p><p>ção de vias aéreas, circulação,</p><p>reflexos, prevenção de hipoter-</p><p>mia, anotação de enfermagem.</p><p>Encaminhamento do binômio</p><p>ao alojamento conjunto.</p><p>Anotação de enfermagem.</p><p>Quadro 1 – Assistência de enfermagem à parturiente no parto natural / Fonte: adaptado de WHO (2018)</p><p>e Brasil (2022).</p><p>8</p><p>1</p><p>O PARTO CESÁRIA</p><p>A definição do parto cesárea consiste no processo que ocorre uma incisão cirúrgica</p><p>(transversal ou longitudinal) na parede abdominal</p><p>e uterina, para a extração do re-</p><p>cém-nascido (SOARES; GUZMAN; COSSIA, 2022).</p><p>As taxas de cesáreas no Brasil são altíssimas, dentre os países da América La-</p><p>tina, o nosso país ocupa o segundo lugar, correspondendo às cesáreas por 56,3%</p><p>dos partos em território brasileiro (DATASUS, 2021).</p><p>A cesárea, quando corretamente indicada, previne complicações graves, como</p><p>o óbito materno e neonatal, sendo considerada uma intervenção que salva vidas.</p><p>As indicações do parto cesárea são devidos a várias situações, podendo ser</p><p>classificadas em absolutas e relativas.</p><p>A cesárea,</p><p>quando</p><p>corretamente</p><p>indicada,</p><p>previne</p><p>complicações</p><p>graves</p><p>UNIASSELVI</p><p>8</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 4</p><p>INDICAÇÕES ABSOLUTAS</p><p>Placenta prévia, malformações genitais, como atresias, tumorações pélvicas, despro-</p><p>porção céfalo-pélvica.</p><p>INDICAÇÕES RELATIVAS RELACIONADAS À MÃE</p><p>Compreendem as cardiopatias, dissecção aórtica, história de fístula retovaginal, con-</p><p>dições associadas à pressão intracraniana e pneumopatias graves como hipertensão</p><p>pulmonar.</p><p>INDICAÇÕES RELATIVAS À SAÚDE FETAL</p><p>O sofrimento fetal agudo, prolapso de cordão, apresentação pélvica e córmica, ge-</p><p>melar com primeiro feto não cefálico, trigemelar, macrossomia, malformações fetais,</p><p>herpes genital ativa na mãe, e mãe HIV sem tratamento com antirretroviral.</p><p>PRINCIPAIS INDICAÇÕES RELATIVAS MATERNOSFETAIS</p><p>Acretismo placentário, duas cesáreas prévias, deslocamento prematuro de placenta,</p><p>distocia e falha de indução, placenta baixa.</p><p>A assistência humanizada no parto cesá-</p><p>rea deve ser estimulada por todos os pro-</p><p>fissionais da equipe da mesma forma que</p><p>se aplica ao parto natural, respeitando as</p><p>limitações e desejos da mulher.</p><p>8</p><p>1</p><p>ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PARTO CESÁREA</p><p>A operação cesariana pode ser de rotina (eletiva) ou de urgência e emergência.</p><p>A cesariana de rotina, por ser um procedimento agendado, requer preparo,</p><p>a equipe de enfermagem realiza, com os demais profissionais, as orientações</p><p>pré-operatórias, que vão de acordo com a rotina dos serviços, podendo sofrer</p><p>pequenas mudanças entre os hospitais nessa rotina.</p><p>Em geral, para a cesárea eletiva, é requerido jejum de 8 horas e, em casos que</p><p>seja necessário a tricotomia suprapúbica, deve ser realizada antes da paciente en-</p><p>trar no centro cirúrgico, porém não é uma prática de rotina. Também é orientado</p><p>a gestante sobre o direito à acompanhante na sala cirúrgica.</p><p>Em casos de cesariana de urgência e emergência, como a prioridade é o par-</p><p>to rápido por motivos maternos e/ou fetais, pode ser que não se consiga cumprir</p><p>todos os requisitos da cesárea eletiva, mas é importante uma anamnese bem-feita,</p><p>bem como o exame físico detalhado que indique a necessidade da cesárea.</p><p>Na sala cirúrgica, para o procedimento, após a anestesia, posiciona-se a ges-</p><p>tante em decúbito dorsal horizontal com colocação de cunha no dorso direito,</p><p>para elevação uterina (prevenção de hipotensão). A seguir, é realizada a sonda-</p><p>gem vesical de demora, geralmente sonda Foley de duas vias, números 12 ou 16,</p><p>após isso, faz-se a antissepsia da pele, por degermação da pele do abdome, com</p><p>clorexidina degermante, seguido de antissepsia com clorexidina alcoólica.</p><p>Após o preparo da pele, o cirurgião e seus assistentes realizam o procedimen-</p><p>to cirúrgico, quando retiram o bebê, é preconizado aguardar de um a três minutos</p><p>para o clampeamento do cordão umbilical, a equipe de enfermagem recepciona</p><p>o RN, avaliando vias aéreas, batimentos cardíacos, responsividade, cor e tônus</p><p>muscular, o que resulta no Apgar no RN, se sem alterações são feitas as medidas</p><p>antropométricas, vacinas e outras medidas preventivas.</p><p>Da mesma forma que o parto natural, é preconizado na primeira hora o contato pele</p><p>a pele e a amamentação.</p><p>O enfermeiro, como líder na equipe de enfermagem, é o profissional que organiza</p><p>a equipe, as escalas e garante insumos tanto de materiais quanto instrumentais</p><p>para a cirurgia. Além de ser requerido em situações assistenciais na sala de parto.</p><p>UNIASSELVI</p><p>8</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 4</p><p>O Quadro 2 contém as principais atividades de assistência de enfermagem no</p><p>parto cesariana.</p><p>PERÍODO PRINCIPAIS AÇÕES DO ENFERMEIRO</p><p>Pré-operatório</p><p>Realização e organização da escala de</p><p>profissionais das salas operatórias.</p><p>Garantir a disponibilização dos materiais</p><p>cirúrgicos esterilizáveis, ou não, para o</p><p>procedimento.</p><p>Coordenação dos horários e disponibili-</p><p>dade da sala cirúrgica.</p><p>Orientação do preparo para a paciente</p><p>bem como demais procedimentos pré-</p><p>-operatórios.</p><p>Prezar pelo bom atendimento de toda</p><p>equipe para como a parturiente e seu</p><p>acompanhante.</p><p>Intraoperatório</p><p>Garantir medidas de segurança do</p><p>paciente dentro da sala cirúrgica, por</p><p>meio de apoio e orientação das equipes</p><p>envolvidas no processo.</p><p>Acompanhar e apoiar quando necessário</p><p>o ato anestésico.</p><p>Acompanhar o trabalho do técnico e do</p><p>auxiliar de enfermagem na sala opera-</p><p>tória.</p><p>Realizar a sondagem vesical de demora</p><p>– privativo da enfermeira ou médica.</p><p>Assistência às possíveis intercorrências.</p><p>8</p><p>4</p><p>Pós-operatório imediato</p><p>Cuidados com o RN.</p><p>Ações de humanização, principalmente</p><p>o contato pele a pele e amamentação.</p><p>Passar caso para a enfermeira do</p><p>alojamento conjunto para admissão do</p><p>binômio.</p><p>Garantir a limpeza e organização da sala</p><p>para próximo procedimento.</p><p>Quadro 2 – Ações de enfermagem frente ao parto cesárea / Fonte: a autora.</p><p>Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-</p><p>to deste tema. Vamos lá. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do</p><p>ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EM FOCO</p><p>NOVOS DESAFIOS</p><p>O trabalho do enfermeiro na assistência à mulher no trabalho de parto e</p><p>no parto é uma área que abrange diversos cenários de atuação e necessita de</p><p>profissionais treinados tecnicamente e com perfil para a área.</p><p>É uma área em expansão devido às intensas campanhas sobre os benefícios</p><p>do parto natural, o que desvia o foco do parto apenas para uma sala cirúrgica,</p><p>levando o parto para uma dimensão holística, que considera os desejos da mãe,</p><p>procura promover o alívio da dor por meios não farmacológicos, aproxima a</p><p>mulher da sua natureza de forma gentil com seu corpo e com segurança.</p><p>UNIASSELVI</p><p>8</p><p>5</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 4</p><p>As possibilidades de trabalho compreendem desde os hospitais terciários e</p><p>maternidades comuns, dentro da rede do sistema único de saúde e particulares até</p><p>as casas de parto humanizado.</p><p>As casas de parto no Brasil ainda são incipientes na rede pública, apesar de ofere-</p><p>cerem cuidado de ponta e com bons resultados, ainda são prevalentes em serviços</p><p>particulares, sendo estes, principalmente, idealizados por enfermeiras obstétricas,</p><p>destacando a autonomia do enfermeiro e o empreendedorismo na enfermagem.</p><p>8</p><p>1</p><p>1. O primeiro estágio do trabalho de parto na sua fase ativa tem uma duração média de 12</p><p>horas em nulíparas e de 10 horas em multíparas, enquanto a fase latente não tem um con-</p><p>senso sobre sua duração, podendo variar de mulher para mulher (REZENDE FILHO, 2022).</p><p>Com relação ao primeiro período de parto, assinale a alternativa CORRETA:</p><p>a) Na fase latente, o colo uterino dilata cerca de 8 cm.</p><p>b) Para gestantes com início de trabalho de parto espontâneo, o colo do útero tem, em</p><p>geral, taxa de dilatação de 1 cm/hora durante o primeiro estágio ativo.</p><p>c) Na fase ativa, já não ocorrem mais contrações.</p><p>d) A fase latente a progressão de dilatação é mais rápida que a fase ativa.</p><p>e) A fase ativa termina com o nascimento.</p><p>2. As taxas de cesáreas no Brasil são altíssimas, dentre os países da América Latina, o nosso</p><p>país ocupa o segundo lugar, correspondendo às cesáreas por 56,3% dos partos em território</p><p>brasileiro (DATASUS, 2021).</p><p>Com relação ao parto cesárea, analise as alternativas a seguir:</p><p>I - A cesárea, quando bem indicada, é um procedimento que pode salvar a vida da mãe</p><p>e do bebê.</p><p>II - A mãe ser portadora de HIV é uma indicação relativa de cesariana.</p><p>III - A macrossomia fetal é uma indicação absoluta de cesariana.</p><p>IV - No</p><p>parto cesariana, não é necessário que a equipe trabalhe de forma humanizada;</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) II e IV, apenas.</p><p>c) III e IV, apenas.</p><p>d) I, II e III, apenas.</p><p>e) I, II, III e IV.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>8</p><p>1</p><p>3. O quarto período do parto, também conhecido como período de Greenberg, inclui a primei-</p><p>ra hora após o parto. Nesse período, ocorrem alguns processos fisiológicos para a conten-</p><p>ção de sangramento uterino, sendo de grande importância a observação de sangramento</p><p>e de contratilidade uterina pela equipe de enfermagem.</p><p>I - Ocorre o miotamponamento, que é a retração e o fechamento dos vasos sanguíneos.</p><p>II - Ocorre o trombotamponamento, que é a formação de trombos nos grandes vasos ute-</p><p>roplacentários, constituindo hematoma intrauterino que recobre a ferida aberta no sítio</p><p>placentário.</p><p>III - Todas as puérperas devem ser avaliadas regularmente em relação ao sangramento</p><p>vaginal, contração uterina, altura do fundo, temperatura e frequência cardíaca.</p><p>IV - Na ausência de complicações, deve ser oferecido o contato do RN com a pele materna</p><p>na primeira hora.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) II e IV, apenas.</p><p>c) III e IV, apenas.</p><p>d) I, II e III, apenas.</p><p>e) I, II, III e IV.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>8</p><p>8</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BARROS, S. C. P. et al. Cuidado da enfermagem durante o trabalho de parto e parto. Revista</p><p>Científica de Enfermagem, São Paulo, v. 12. n. 37, p.176-185, 2022. Disponível em: https://recien.</p><p>com.br/index.php/Recien/article/view/592/608. Acesso em: 29 nov. 2023.</p><p>BEGLEY C. M. et al. Active versus expectant management for women in the third stage of labour.</p><p>Cochrane Library, [s. l.], n. 2, fev. 2019. Disponível em: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/</p><p>doi/10.1002/14651858.CD007412.pub5/full/pt. Acesso em: 29 nov. 2023.</p><p>BRASIL. Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal: versão preliminar. Brasília, DF: Minis-</p><p>tério da Saúde, 2022. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/</p><p>diretriz_assistencia_parto_normal.pdf. Acesso em: 29 nov. 2023.</p><p>CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM – COFEN. Resolução Cofen nº 0477, de 23 de abril</p><p>de 2015. Dispõe sobre a atuação de Enfermeiros na</p><p>assistência às gestantes, parturientes e puérperas. Brasília, DF: Cofen, 2015. Disponível em: ht-</p><p>tps://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-04772015/. Acesso em: 29 nov. 2023.</p><p>DATASUS. Nascidos vivos: Brasil. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: http://</p><p>tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvuf.def. Acesso em: 29 nov. 2023.</p><p>REZENDE FILHO, J. Rezende obstetrícia. 14 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2022.</p><p>SOARES, M. S.; GUZMAN, M. E. R.; COSSIA T. Assistência de enfermagem frente às vias de parto.</p><p>Rev . Recien., São Paulo, v. 12, n. 39, p. 49-59, 2022.</p><p>WORLD HEALTH ORGANIZATION – WHO. WHO recommendations: intrapartum care for a po-</p><p>sitive childbirth experience. Geneva: WHO, 2018. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.</p><p>iff.fiocruz.br/wp-content/uploads/2018/04/9789241550215-eng.pdf. Acesso em: 29 nov. 2023.</p><p>8</p><p>9</p><p>1. Opção B.</p><p>Na fase latente, o útero dilata até 5 cm e a dilatação é mais lenta.</p><p>Na fase ativa, ocorrem contrações dolorosas e ela termina com a dilatação total, a partir da</p><p>dilatação total do colo, inicia-se o segundo estágio do trabalho de parto.</p><p>2. Opção D.</p><p>A humanização do parto deve ocorrer tanto no parto fisiológico quanto no parto cirúrgico.</p><p>3. Opção E.</p><p>Todas estão corretas.</p><p>GABARITO</p><p>9</p><p>1</p><p>MINHAS ANOTAÇÕES</p><p>9</p><p>1</p><p>MINHAS METAS</p><p>INTERCORRÊNCIAS DO TRABALHO</p><p>DE PARTO NATURAL E OPERATÓRIO</p><p>Descrever as principais intercorrências no trabalho de parto natural.</p><p>Descrever os principais métodos de atendimento das intercorrências mais comuns no</p><p>parto natural.</p><p>Relatar as principais intercorrências no parto cesariano.</p><p>Discorrer sobre o atendimento nas intercorrências no parto cesariano.</p><p>Classificar as intercorrências nos partos natural e cesárea conforme os períodos do parto.</p><p>Tratar sobre o papel do enfermeiro nas intercorrências ao parto natural e cirúrgico.</p><p>Discorrer sobre o trabalho interprofissional no atendimento das intercorrências.</p><p>T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 5</p><p>9</p><p>1</p><p>INICIE SUA JORNADA</p><p>Por mais fisiológico e natural que esperamos que seja, o parto é um processo que,</p><p>infelizmente, não está livre de intercorrências, por isso é de grande importância</p><p>que o enfermeiro e a equipe saibam reconhecer as anormalidades que podem</p><p>ocorrer durante o trabalho de parto.</p><p>Atualmente, muitas gestantes buscam profissionais enfermeiros capacitados</p><p>para acompanhamento compartilhado do pré-natal com outras categorias pro-</p><p>fissionais, visando ao parto natural, humanizado e, acima de tudo, seguro.</p><p>O trabalho em equipe é muito importante para o sucesso dos procedimentos</p><p>e atendimentos em saúde, e na ocasião do trabalho de parto e parto, a efetividade da</p><p>assistência é essencial para a vida e o bem-estar do binômio, demonstrando a im-</p><p>portância do entrosamento, boa dinâmica e capacitação adequada dos profissionais.</p><p>Pelo fato de o enfermeiro, como membro da equipe multiprofissional, ser ha-</p><p>bilitado para atuar no parto natural, é, muitas vezes, tido como referência dentro</p><p>da equipe para detecção precoce de distocias, realização de ações de manejo e</p><p>regulação da parturiente a serviços de urgência e emergência, quando necessário.</p><p>Conforme falamos até agora, o trabalho em equipe é essencial para o sucesso das</p><p>ações de saúde. No podcast de hoje, falaremos de assuntos importantes sobre o</p><p>trabalho em equipe no intraparto. Não deixe de conferir! Recursos de mídia dispo-</p><p>níveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem</p><p>PLAY NO CONHECIMENTO</p><p>Dessa forma, é esperado do enfermeiro, como membro e líder da equipe de en-</p><p>fermagem, que esteja apto para o trabalho em equipe e que seja capaz de orientar</p><p>e influenciar os demais colaboradores rumo à excelência do cuidado em saúde.</p><p>UNIASSELVI</p><p>9</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 5</p><p>VAMOS RECORDAR?</p><p>Para compreendermos as principais intercorrências do período de parto, é de</p><p>extrema importância conhecermos os estágios do parto natural, que podem ser</p><p>divididos, de forma didática, em:</p><p>• Primeiro estágio: fase latente e fase ativa.</p><p>• Segundo estágio: o nascimento.</p><p>• Terceiro estágio: dequitação da placenta.</p><p>A fim de ilustrar os três períodos do trabalho de parto, assista a este breve vídeo,</p><p>que explica de forma mais detalhada como eles ocorrem. Se preferir, não se</p><p>esqueça de ativar a legenda para português. Recursos de mídia disponíveis no</p><p>conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>DESENVOLVA SEU POTENCIAL</p><p>PRINCIPAIS DISTOCIAS NO PARTO NATURAL</p><p>Distocia é uma palavra de origem grega (dis= perturbação/dificuldade; tokos=</p><p>parto). As distocias caracterizam-se pelas intercorrências ocorridas durante o</p><p>parto natural que perturbam o seu bom andamento. Ocorrem essencialmente</p><p>por alteração de três fatores fundamentais que participam do parto, sendo eles:</p><p>1. Força motriz - distocias funcionais.</p><p>2. Objeto - distocia fetal .</p><p>3. Trajeto - distocia de trajeto (bacia e partes moles).</p><p>Ao detectar uma distocia, é muito importante a observação de alguns fatores</p><p>como: ambiente do parto, atitude da mulher (ativa ou passiva), estado emocional</p><p>e apoio que ela está recebendo, presença de contrações, grau de dilatação, paridade</p><p>e necessidade de referência para outros níveis de assistência (REZENDE, 2022).</p><p>9</p><p>4</p><p>É importante ressaltar que o último guideline da Organização Mundial da Saú-</p><p>de deixa claro que a determinação da duração certa do trabalho de parto não</p><p>é exata, sendo um processo de avaliação contínua de diversos fatores, e não se</p><p>recomenda classificar um parto como distócico apenas por dilatação menor de</p><p>1cm/hora (WHO, 2018).</p><p>Distocias funcionais</p><p>As distocias funcionais são aquelas relacionadas à força que impulsiona a expulsão fe-</p><p>tal. Para classificar tais intercorrências, usa-se a classificação de Goff, que compreende:</p><p>■ Distocia por hipoatividade uterina: quando as contrações</p><p>estão abaixo</p><p>do natural, gerando um parto lento.</p><p>■ Distocia por hiperatividade uterina: contrações acima do natural, mas</p><p>não necessariamente implicam em um parto rápido, podem ser subdivi-</p><p>didas em: com obstrução de trajeto e sem obstrução de trajeto.</p><p>■ Distocia por hipertonia: caracterizada por contrações uterinas com</p><p>força acima do natural, descontroladas e frequentes, geralmente causa-</p><p>das por uso inadequado de ocitocina e problemas como polidrâmnio ou</p><p>gemelaridade. A hipertonia uterina causa exaustão e aumenta o risco de</p><p>sofrimento do feto, por não permitir um relaxamento completo entre as</p><p>contrações.</p><p>■ Distocia por hipotonia uterina: é a perda de firmeza do útero,</p><p>geralmente ocorre após o parto e causa demora na dequitação da pla-</p><p>centa, e, em casos graves, hemorragia pós-parto.</p><p>■ Distocia de dilatação: nesses casos, a atividade uterina e o tônus estão</p><p>normais, mas o parto não progride, ocorre, geralmente, por ansiedade e</p><p>estresse materno. Tais condições liberam hormônios que causam incoor-</p><p>denação uterina. Se não for por essa causa, pode ser por incoordenação</p><p>voluntária, sem causa definida.</p><p>UNIASSELVI</p><p>9</p><p>5</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 5</p><p>Distocias fetais – objeto</p><p>As distocias do objeto são aquelas relacionadas às relações materno-fetais. Podem</p><p>ser divididas em três causas: tamanho fetal, distocias de ombros e distocias</p><p>de apresentação.</p><p>■ Tamanho fetal: ocorre em situações que o feto apresenta peso maior de</p><p>4.000 gramas, ou até mesmo em circunstâncias que o feto não tem tama-</p><p>nho/peso aumentado, mas não tem espaço suficiente para passar pela</p><p>bacia. Para tal condição, é dado o nome de desproporção cefalopélvica.</p><p>■ Distocia de ombros ou biacromial: casos em que, após o desprendi-</p><p>mento cefálico, os ombros ficam presos e não passam pelo canal de parto.</p><p>Pode causar graves consequências à parturiente: lacerações, atonia ute-</p><p>rina e rotura uterina, e no feto, podem ocorrer lesões de plexo braquial,</p><p>fratura de clavícula e ombros e, até mesmo, óbito.</p><p>9</p><p>1</p><p>■ Distocias de apresentação: são menos frequentes que as outras, e podem ser</p><p>por vários modos de apresentação fetal que impedem ou dificultam o parto</p><p>natural, sendo: apresentação pélvica, de face, de fronte, composta (quando</p><p>junto ao polo cefálico apresenta-se um ou mais membros), situação transver-</p><p>sa, e variedade de posição (occiptoposterior ou occiptotransversa).</p><p>Distocias de trajeto</p><p>Esses tipos de distocias estão relacionadas a partes moles ou anormalidades</p><p>ósseas no canal de parto que interferem no nascimento.</p><p>Aquelas relacionadas a questões ósseas ocorrem, geralmente, por alterações</p><p>no tamanho e nas angulações da pelve, ocorrendo nos estreitos superior, médio</p><p>ou inferior, conforme mostra o Quadro 1:</p><p>TOPOGRAFIA</p><p>DA DISTOCIA</p><p>DIÂMETRO ALTE-</p><p>RADO</p><p>PARÂMETRO QUADRO CLÍNICO</p><p>Estreito supe-</p><p>rior</p><p>Anteroposterior</p><p>Inferior a 11,5</p><p>cm</p><p>Apresentação alta</p><p>mesmo com contra-</p><p>ções efetivas, apre-</p><p>sentações defletidas</p><p>e situação transversa</p><p>são mais comuns;</p><p>Presença de sinal de</p><p>Muller.</p><p>Estreito Médio</p><p>Anteroposte-</p><p>rior (conjugata</p><p>diagonalis- entre</p><p>promontório</p><p>sacral e ângulo</p><p>subpúbico)</p><p>Inferior a 10 cm</p><p>Partos prolongados,</p><p>apesar das contra-</p><p>ções efetivas ou até</p><p>aumentadas.</p><p>Estreito Inferior</p><p>Coincide com</p><p>estreito médio -</p><p>avaliar o diâmetro</p><p>bituberoso</p><p>Inferior a 8 cm</p><p>Raro isoladamente</p><p>vem associado à</p><p>distocia do estreito</p><p>médio.</p><p>Quadro 1 - Distocias de trajeto / Fonte: https://www.febrasgo.org.br/images/artigos/noticias/tabela_1.</p><p>png. Acesso em: 15 mar. 2024.</p><p>UNIASSELVI</p><p>9</p><p>1</p><p>https://www.febrasgo.org.br/images/artigos/noticias/tabela_1.png</p><p>https://www.febrasgo.org.br/images/artigos/noticias/tabela_1.png</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 5</p><p>As distocias de partes moles podem estar ligadas à vulva e ao períneo, como</p><p>varizes e condiloma acuminado, relacionadas à vagina, como septos vaginais, ao</p><p>colo do útero, a exemplo da hipertrofia, edema, estenose, e relacionadas a tumores</p><p>prévios de colo uterino ou miomas.</p><p>CONDUTAS FRENTE ÀS DISTOCIAS</p><p>Na abordagem deste tema, falaremos sobre as condutas preconizadas frente aos</p><p>diferentes tipos de distocias que podem ocorrer no parto. Lembrando que, pelo</p><p>Cofen (Lei nº 7.498/1986), o enfermeiro é profissional apto para atuar no parto</p><p>sem distocia, e quando identificar tais intercorrências, deve dar continuidade no</p><p>parto e solicitar apoio dos demais membros da equipe multiprofissional.</p><p>Nos Quadros 2 a 4, estão descritos os principais mecanismos de manejo das</p><p>distocias conforme as suas origens.</p><p>TIPOS DE DISTOCIAS FUNCIONAIS PRINCIPAIS CONDUTAS</p><p>Hipoatividade uterina Amniotomia e/ou aplicação de ocitocina.</p><p>Hiperatividade uterina</p><p>Medidas que visem á redução das contrações:</p><p>posição de decúbito lateral esquerdo; oxigênio</p><p>nasal, redução ou suspensão de ocitocina.</p><p>Hipertonia</p><p>Se relacionada a ocitocina: cessar o uso. Se</p><p>devido ao polidrâmnio: rutura de membranas</p><p>amnióticas.</p><p>Hipotonia Uso de ocitocina</p><p>Dilatação</p><p>Quando relacionada a ansiedade materna,</p><p>pode ser realizado analgesias. Se por incoor-</p><p>denação uterina, usa-se ocitocina</p><p>Quadro 2 – Condutas nas distocias funcionais / Fonte: adaptado de Rezende (2022).</p><p>9</p><p>8</p><p>TIPOS DE DISTOCIA DE TRAJETO CONDUTAS</p><p>Distocias ósseas</p><p>Em geral, a conduta é cirúrgica por meio de</p><p>cesariana.</p><p>É importante notar que o manejo específico</p><p>pode variar conforme a situação clínica e as</p><p>características individuais de cada caso.</p><p>Em qualquer situação de distocia de trajeto, é</p><p>fundamental que o cuidado seja individualizado</p><p>e baseado na avaliação cuidadosa da condição</p><p>da mãe e do bebê.</p><p>A decisão de procedimentos específicos de-</p><p>penderá da experiência e julgamento clínico da</p><p>equipe.</p><p>Distocias de partes moles</p><p>A depender da deformidade é indicado o parto</p><p>cesárea, como caso de condilomatose extensa</p><p>e tumores que impedem o trajeto. A avaliação</p><p>deve ser criteriosa e decidida em equipe multi-</p><p>profissional.</p><p>Quadro 3 – Condutas gerais em distocias do trajeto / Fonte: adaptado de Rezende (2022).</p><p>UNIASSELVI</p><p>9</p><p>9</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 5</p><p>TIPOS DE DISTOCIA DE OBJETO CONDUTAS</p><p>Tamanho fetal /peso</p><p>Em casos de desproporção cefalopélvica é indi-</p><p>cado o parto cesárea.</p><p>Apresentação</p><p>Em casos de apresentação transversa ou pélvi-</p><p>ca o parto cesárea é a melhor resolução. Em</p><p>casos específicos, o parto de apresentação</p><p>pélvica pode ser feito, desde que com consenti-</p><p>mento materno e ciência dos riscos.</p><p>Em apresentação de face, é possível se o mento</p><p>do feto estiver voltado para o sacro da mãe.</p><p>De fronte, pode-se fazer prova de trabalho de</p><p>parto, mas, senão evoluir, deve-se optar por</p><p>cesárea e não insistir por muito tempo.</p><p>A apresentação composta juntamente com</p><p>prolapso de cordão ou se o membro não retrair</p><p>deve ser resolvida por via cirúrgica.</p><p>Em casos de variedade de apresentação:</p><p>occiptoposterior e occiptotransversa. O período</p><p>expulsivo não deve exceder 1h de duração, e é</p><p>indicado o uso de fórceps.</p><p>Ombros</p><p>Em casos de distocia de ombros, utiliza-se o pro-</p><p>tocolo ALEERTA, orientado pelo ALSO (Advanced</p><p>Life Support of Obstetrics) © :</p><p>A- Ajuda (chamar ajuda).</p><p>L- Levantar os membros inferiores em hiperfle-</p><p>xão.</p><p>E- Pressão suprapúbica.</p><p>E- Episiotomia (considerar a realização).</p><p>R- Remover o braço posterior.</p><p>T- Toque para as manobras internas.</p><p>A- Alterar a posição (manobra de Gaskin).</p><p>Se não resolver a distocia, deve-se realizar cesa-</p><p>riana. Para isso, deve ser retornada a cabeça fetal</p><p>para a pelve materna (manobra de Zavaneli).</p><p>Quadro 4 – Condutas gerais em distocias do objeto (feto) / Fonte: adaptado de Rezende (2022).</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>No vídeo a seguir, será abordado como é realizada a manobra de McRoberts e a</p><p>manobra de Gaskin, utilizadas em casos de distocia de ombros. Não deixe de as-</p><p>sistir para visualizar essas manobras. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo</p><p>digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 5</p><p>A avaliação do plano de Lee tem a finalidade de avaliar a altura da apresentação</p><p>no segundo período do trabalho de parto.</p><p>Avaliar a altura da apresentação</p><p>fetal é de grande importância para a iden-</p><p>tificação de distocia e condução do parto. A acurácia da avaliação depende da</p><p>experiência do examinador ao realizar o toque vaginal. Em alguns casos, quando</p><p>disponível, pode ser utilizada a ultrassonografia translabial para determinar o</p><p>valor de forma mais exata.</p><p>O ponto zero corresponde ao nível da espinha isquiática, e a apresentação</p><p>fetal é estimada em centímetros positivos quando ultrapassar a linha zero, e em</p><p>centímetros negativos se ainda não tiver atingido. A Figura 1, demonstra a loca-</p><p>lização do plano de Lee.</p><p>������������������ ������������������</p><p>Figura 1 – Plano De Lee / Fonte: adaptada de: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5229664/mod_re-</p><p>source/content/1/exame%20fisico%20da%20gestante.pdf. Acesso em: 15 mar. 2024.</p><p>Descrição da Imagem: ilustração das localizações do plano de Lee, demonstrando a espinha isquiática, o ponto</p><p>zero, a tuberosidade isquiática e a crista ilíaca. Fim da descrição.</p><p>INTERCORRÊNCIAS NO PARTO CIRÚRGICO</p><p>O parto cesárea, quando bem indicado, pode salvar vidas. Apesar de ser, na</p><p>atualidade, uma técnica difundida e considerada simples pela equipe, é passível</p><p>de intercorrências. Podemos classificar as intercorrências naquelas que ocorrem</p><p>no intraparto e as que ocorrem no pós-parto (REZENDE, 2022).</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5229664/mod_resource/content/1/exame%20fisico%20da%20gestante.pdf</p><p>https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5229664/mod_resource/content/1/exame%20fisico%20da%20gestante.pdf</p><p>Intercorrências no intraparto</p><p>No intraparto, as complicações mais comuns são as hemorragias, extração fetal</p><p>difícil, lesões urológicas e intestinais e lesões no feto. A seguir, descreveremos</p><p>essas intercorrências.</p><p>HEMORRAGIAS:</p><p>são classificadas como tal quando a perda sanguínea for maior de 1.000 ml. Ocorrem</p><p>devido à alta vascularização da região e em casos de inserções placentárias baixas. A</p><p>fim de reverter o quadro, além de reposição volêmica e transfusão, o cirurgião realiza</p><p>ligaduras de artérias da região, e quando tais medidas não são suficientes, recorre-se</p><p>à histerectomia.</p><p>EXTRAÇÃO FETAL DIFÍCIL:</p><p>em alguns casos, a retirada do feto cirurgicamente pode ser complicada, como,</p><p>por exemplo, em casos que a cabeça fetal ficou por muito tempo no canal de parto.</p><p>Técnicas cirúrgicas auxiliam nesses casos, e o trabalho da equipe multiprofissional é</p><p>imprescindível para o sucesso.</p><p>LESÕES UROLÓGICAS:</p><p>tais lesões podem ocorrer na bexiga ou nos ureteres, e são consequências de inter-</p><p>corrências como presença de aderências ou hemorragias no momento cirúrgico que,</p><p>por atrapalharem a via de acesso, acabam ocasionando tais lesões. Na bexiga, apre-</p><p>senta-se por presença de hematúria, enquanto lesões em ureteres são, geralmente,</p><p>contornadas por procedimentos cirúrgicos.</p><p>LESÕES INTESTINAIS:</p><p>são raras, e quando acontecem, há fechamento da área lesionada com suturas pelo</p><p>próprio obstetra.</p><p>LESÕES NO FETO</p><p>podem ocorrer lesões cutâneas causadas pelo bisturi e, até mesmo, fratura de mem-</p><p>bros, estiramentos e paralisias.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 5</p><p>A ENFERMAGEM E SUA ATUAÇÃO NO PARTO</p><p>O enfermeiro tem inúmeras funções na assistência ao parto, sejam ambientes</p><p>hospitalares ou extra-hospitalares.</p><p>Tais funções compreendem: as relativas ao funcionamento do serviço de</p><p>saúde, denominadas funções administrativas, e as relativas ao cuidado dos</p><p>usuários, sendo, portanto, assistenciais. É importante citar, também, que o en-</p><p>fermeiro é profissional de referência na promoção do parto humanizado, inde-</p><p>pendentemente da via de parto (as atividades assistenciais podem ser compar-</p><p>tilhadas/delegadas à equipe de técnicos e auxiliares de enfermagem, bem como</p><p>existem funções privativas do enfermeiro).</p><p>Cabe ao enfermeiro, de forma privativa:</p><p>■ assistência de enfermagem em paciente graves, com risco de morte;</p><p>■ prescrição dos cuidados de enfermagem;</p><p>■ assistir ao parto natural;</p><p>■ identificar distocias;</p><p>■ se portador de título de enfermeiro obstetra: realizar a episiotomia e epi-</p><p>siorrafia quando devidamente indicado (COFEN, 2015).</p><p>No Quadro 5, estão divididas as principais atividades do enfermeiro e da equipe</p><p>de enfermagem no parto cesariana e parto fisiológico, bem como nas possíveis</p><p>intercorrências.</p><p>PARTO FISIOLÓGICO PARTO OPERATÓRIO</p><p>Assistir o trabalho de parto Orientações pré-operatórias</p><p>Identificação de distocias e solicitar</p><p>auxílio de outros profissionais</p><p>Posicionamento da paciente e auxílio no</p><p>ato anestésico (equipe de enfermagem)</p><p>Realização de episiotomia (enf. Obste-</p><p>tra)</p><p>Inserção de sonda vesical de demora</p><p>(privativo enfermeiro)</p><p>1</p><p>1</p><p>4</p><p>Realização de episiorrafia (enf. obstetra)</p><p>Punção venosa periférica. Quando neces-</p><p>sário punção jugular externa – privativo do</p><p>enfermeiro</p><p>Apoiar no manejo das distocias</p><p>Administração de medicamentos prescri-</p><p>tos (equipe de enfermagem)</p><p>Quando necessário evoluir para parto</p><p>cirúrgico: gerenciar recursos humanos</p><p>e materiais necessários</p><p>Degermação da pele do abdômen (equipe</p><p>de enfermagem).</p><p>Assistência ao recém-nascido Infusão de sangue e derivados</p><p>Cuidados na dequitação da placenta Assistência ao recém-nascido</p><p>Quadro 5 – Assistência de enfermagem no parto e nas possíveis intercorrências / Fonte: adaptado de</p><p>Soares, Guzman e Cossia (2022).</p><p>Gostou do que discutimos até aqui? Temos mais para conversar com você a res-</p><p>peito deste tema. Vamos lá. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital</p><p>do ambiente virtual de aprendizagem</p><p>EM FOCO</p><p>NOVOS DESAFIOS</p><p>A área da enfermagem voltada à obstetrícia é cheia de possibilidades de atuação</p><p>que vão desde a pré-concepção até o puerpério, passando pela assistência ao</p><p>parto natural e cesárea. Aqueles profissionais que almejam autonomia e prota-</p><p>gonismo nas suas ações, geralmente, optam pela enfermagem obstétrica, visando</p><p>o atendimento ao parto natural humanizado.</p><p>Entretanto, sabemos que a área da saúde não é uma ciência exata, sendo</p><p>passível de intercorrências, deixando clara a importância do enfermeiro manter-</p><p>-se atualizado e possuir consigo uma equipe multiprofissional para que, juntos,</p><p>ofereçam um atendimento seguro e livre de danos.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>5</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 5</p><p>Além da opção de trabalhar na assistência ao</p><p>parto de forma direta, o enfermeiro também é muito</p><p>requerido por hospitais, clínicas e casas de parto para</p><p>desenvolver funções gerenciais.</p><p>Dentro da área gerencial, o enfermeiro desenvol-</p><p>ve ações de melhoria contínua dos processos de tra-</p><p>balho visando a qualidade do atendimento, realiza a</p><p>gestão de pessoas e de materiais, participa de comitês</p><p>institucionais, dentre outras funções.</p><p>Enfim, o leque de possibilidades de atuação é am-</p><p>plo, e o enfermeiro tem oportunidade de fazer a dife-</p><p>rença no cuidado das gestantes de diversas maneiras.</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>1. Ao se identificar uma distocia, é necessário que o desenvolvimento do parto normal seja</p><p>reavaliado, e que seja decido em equipe qual melhor maneira de realizar esse manejo</p><p>(WHO, 2018).</p><p>Com relação à duração do trabalho de parto, assinale a alternativa correta:</p><p>a) O trabalho de parto não deve passar de 12 horas.</p><p>b) Não tem uma duração exata e depende de vários fatores.</p><p>c) Geralmente, as multíparas têm trabalho de parto mais demorado.</p><p>d) Se a dilatação for abaixo de 1 cm por hora, deve-se proceder à cesariana.</p><p>e) Todas estão corretas.</p><p>2. As distocias por hiperatividade uterina são contrações acima do normal, mas não neces-</p><p>sariamente implicam em um parto rápido (WHO, 2018).</p><p>Assinale a alternativa correta com relação à hiperatividade uterina:</p><p>a) Pode ser com obstrução de trajeto apenas.</p><p>b) Posicionamento em decúbito lateral direito pode ajudar no manejo.</p><p>c) Uma forma de contornar essa distocia é administrar ocitocina.</p><p>d) Pode ser com obstrução de trajeto e sem obstrução de trajeto.</p><p>e) Todas estão erradas.</p><p>3. O conhecimento da resolução do Cofen nº 477/2015 é essencial, pois regulamenta as ativi-</p><p>dades de enfermagem na assistência a gestante, parturientes</p><p>e puérperas (COFEN, 2015).</p><p>Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta</p><p>entre elas:</p><p>I - O enfermeiro dentro da equipe de enfermagem é profissional habilitado para atender as</p><p>gestantes graves e, junto à equipe multiprofissional, atender o parto com intercorrências.</p><p>PORQUE</p><p>II - É uma função privativa do enfermeiro dentro da equipe de enfermagem o atendimento</p><p>a pacientes de alto nível de complexidade, de acordo com o Cofen.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:</p><p>a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.</p><p>b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.</p><p>c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>e) As asserções I e II são falsas.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>1</p><p>1</p><p>8</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>COFEN. Resolução n . 0477/2015. Dispõe sobre a atuação de Enfermeiros na assistência às ges-</p><p>tantes, parturientes e puérperas. Brasília, 2015. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolu-</p><p>cao-cofen-no-04772015_30967.html. Acesso em 19 nov. 2023.</p><p>MACHADO, V.A; IZIDORO, T.A; ELIAS, A. Parto cesariana em cena: assistência de enfermagem</p><p>humanizada. Revista da AMRIGS. Porto Alegre. v. 66 n. 1, p. 310-314, 2022.</p><p>REZENDE, J. Obstetrícia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2022.</p><p>SOARES, MS; GUZMAN, MER; COSSIA T. Assistência de enfermagem frente às vias de parto. Rev</p><p>Recien, v. 12, n. 39, p. 49-59, 2022.</p><p>WHO. WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience. Geneva:</p><p>World Health Organization; 2018.</p><p>1</p><p>1</p><p>9</p><p>http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-04772015_30967.html</p><p>http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-04772015_30967.html</p><p>1. Opção B. A determinação da duração certa do trabalho de parto não é exata, sendo um</p><p>processo de avaliação contínua de diversos fatores, e não se recomenda classificar um parto</p><p>como distócico apenas por dilatação menos de 1cm/hora.</p><p>2. Opção D. A hiperatividade uterina pode vir ou não acompanhada de obstrução de trajeto. Para</p><p>o manejo, deve-se diminuir ocitocina e colocar a parturiente em decúbito lateral esquerdo.</p><p>3. Opção A. Cabe ao enfermeiro, de forma privativa, a assistência a parturientes graves com</p><p>risco de morte.</p><p>GABARITO</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>MINHAS ANOTAÇÕES</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>MINHAS METAS</p><p>ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM</p><p>NO PUERPÉRIO</p><p>Caracterizar o período puerperal.</p><p>Descrever o puerpério imediato, tardio e remoto.</p><p>Descrever os aspectos fisiológicos do período puerperal.</p><p>Descrever os aspectos psicológicos do período puerperal.</p><p>Relatar as principais intercorrências físicas do puerpério.</p><p>Relatar as principais intercorrências psicológicas do puerpério.</p><p>Detalhar a assistência de enfermagem no puerpério imediato, remoto e tardio.</p><p>T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 6</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>INICIE SUA JORNADA</p><p>A chegada de um bebê, na maioria das vezes, é vista como uma dádiva, motivo</p><p>de alegrias, comemoração e de agradecimento. Foram nove meses de espera e,</p><p>enfim, a família e os amigos irão conhecer o novo pequeno membro da sociedade.</p><p>Os pais são parabenizados, ganham presentes e todos parecem estar felizes com</p><p>a nova conformação da família.</p><p>A gestante, que se transforma em puérpera, ganha a principal responsabilida-</p><p>de, de cuidar, nutrir e fornecer bem-estar ao recém-nascido. Ela sente-se grata por</p><p>tudo ter dado certo e sabe que inicia uma longa jornada em sua vida e do seu filho.</p><p>O foco da atenção da família, que era direcionado a ela, é desviado para o bebê,</p><p>bem como todas as preocupações e cuidados. Em muitas vezes, ela passa de “deten-</p><p>tora da dádiva divina” para a “mãe que precisa resolver tudo sozinha”. Essa mudança</p><p>na vida da mulher pode causar alguns sentimentos desagradáveis e, em casos mais</p><p>sérios, alterar a saúde mental e física, além de diminuir suas interações sociais.</p><p>A forma que cada puérpera reage é individualizada, depende de diversos</p><p>fatores como seu histórico de saúde, o ambiente familiar em que está inserida,</p><p>situação laboral, o contexto da gestação, e, principalmente, como ela está psico-</p><p>logicamente preparada para isso tudo.</p><p>A equipe que atende a puérpera precisa estar aberta para discutir essas ques-</p><p>tões com ela e procurar aconselhar, apoiar, acolher e intervir quando necessário.</p><p>Neste tema de aprendizagem, iremos nos aprofundar no conhecimento cien-</p><p>tífico, a fim de entender e nos apropriarmos das principais mudanças físicas e</p><p>psicológicas do período puerperal, e como podemos realizar a assistência de</p><p>enfermagem nos diversos momentos.</p><p>Já ouviu falar que a família é muito importante no apoio à puérpera? Com certeza,</p><p>sim, e nós, como profissionais, devemos valorizar a família e estimular as trocas</p><p>saudáveis entre seus membros, mas, ao mesmo tempo, sabemos que existem</p><p>muitas crenças, tabus e mitos em torno no período puerperal que devemos orien-</p><p>tar de forma adequada. Para saber mais sobre o tema, ouça o nosso podcast. Até</p><p>lá! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de</p><p>aprendizagem .</p><p>PLAY NO CONHECIMENTO</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 6</p><p>DESENVOLVA SEU POTENCIAL</p><p>O PUERPÉRIO E SUAS FASES</p><p>O puerpério é o período após o parto no qual o corpo busca retornar a sua</p><p>conformação pré-gravídica de caráter gradual e progressivo.</p><p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o período puerperal pode</p><p>ser dividido em três fases, sendo:</p><p>■ Puerpério Imediato: primeiro ao 11º dia pós-parto.</p><p>■ Puerpério parto tardio: 10º ao 42º dia.</p><p>■ Puerpério remoto: 42º dia em diante, geralmente até 12 semanas pós-parto.</p><p>É recomendado que as mulheres sejam atendidas por profissionais da saúde em</p><p>pelo menos quatro momentos do puerpério, sendo: nas primeiras 24 horas, no</p><p>terceiro dia pós-parto, entre 7 e 14 dias e 6 semanas após o parto. Nesses perío-</p><p>dos, devem ser avaliadas questões físicas e também psicossociais (WHO, 2022).</p><p>VAMOS RECORDAR?</p><p>Antes de nos aprofundarmos no cuidado de enfermagem no puerpério e suas</p><p>fases, é importante relembrarmos como se dá o processo da sistematização da</p><p>assistência de enfermagem (SAE), bem como suas etapas e regulamentação pelo</p><p>Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Para isso, separamos um texto curto</p><p>que aborda rapidamente o processo de enfermagem, explicando seus conceitos.</p><p>Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de</p><p>aprendizagem.</p><p>1</p><p>1</p><p>4</p><p>A FISIOLOGIA DO PUERPÉRIO</p><p>As principais alterações fisiológicas ocorrem no</p><p>puerpério imediato e tardio.</p><p>No puerpério imediato, acontecem, em</p><p>maior parte, as alterações involutivas dos geni-</p><p>tais, como atrofia do epitélio vagina, involução</p><p>uterina acelerada e re-epitelização do endomé-</p><p>trio.</p><p>No período tardio, ocorre a recuperação do</p><p>epitélio genital, o processo involutivo é mais lenti-</p><p>ficado, e, por volta do 16º dia pós-parto, o epitélio</p><p>do endométrio encontra-se recuperado.</p><p>No sistema endócrino, com a saída da</p><p>placenta, ocorre queda abrupta dos esteroides</p><p>placentários e leve diminuição de prolactina.</p><p>Quando ocorre a amamentação, por estímulo</p><p>mamilar, ativa-se a via neuroendócrina do hi-</p><p>potálamo, o que eleva a prolactina e mantém</p><p>baixos os níveis de FSH e LH (inibição da fer-</p><p>tilidade).</p><p>O sistema sanguíneo também é alterado,</p><p>pode ocorrer anemia devido à perda sanguínea</p><p>no parto e devido às alterações de coagulação (hi-</p><p>percoagulabilidade) do período gestacional que</p><p>perduram por 5 a 7 semanas pós-parto. A puérpe-</p><p>ra apresenta um risco maior de trombose venosa</p><p>profunda (TVP) e embolia pulmonar.</p><p>Ocorrem alterações na pele, como o es-</p><p>branquiçamento das estrias e o desapareci-</p><p>mento dos cloasmas. O peso, espera-se que</p><p>sejam perdidos pelo menos 6 quilos após o</p><p>parto e por volta de 2 a 7 quilos nos próximos</p><p>dias, atribuída a diurese, secreção láctea e a</p><p>loquiação (REZENDE, 2022).</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>5</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 6</p><p>A Figura 1, demonstra os tipos de lóquios explicados</p><p>anteriormente.</p><p>O sangramento genital no puerpério é denominado lóquios, composto por células</p><p>da decídua descamadas, associadas a eritrócitos e bactérias.</p><p>Nos primeiros 3 a 4 dias pós-parto, há presença de lóquios sanguíneos que</p><p>também são chamados de lóquios rubros. A partir de então, há diminuição das</p><p>células sanguíneas, o que torna os lóquios serossanguinolentos (lochia fusca) e</p><p>posteriormente tornam-se serosos, de cor amarela (lochia flava ou alba, ou serosa).</p><p>APROFUNDANDO</p><p>Figura 1 - Tipos de lóquios / Fonte: https://julianaromanoa.wixsite.com/gestandocomamor/single-</p><p>-post/2017/08/31/puerp%C3%A9rio-o-que-esperar. Acesso em : 4 dez. 2023.</p><p>Descrição da Imagem: fundo marrom, com três fotos de absorventes vaginais femininos, de formato retangular,</p><p>dispostos lado a lado e na vertical, sendo que o primeiro, da esquerda para a direita, apresenta sangramento</p><p>vermelho vivo com coágulos, sendo denominado lochia rubra; o do meio, com conteúdo vermelho mais diluído,</p><p>com o nome de loquia fusca; e o terceiro, com conteúdo amarelo seroso, denominado loquia alba. Fim da descrição.</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>https://julianaromanoa.wixsite.com/gestandocomamor/single-post/2017/08/31/puerp%C3%A9rio-o-que-esperar</p><p>https://julianaromanoa.wixsite.com/gestandocomamor/single-post/2017/08/31/puerp%C3%A9rio-o-que-esperar</p><p>ASPECTOS PSICOLÓGICOS DO PUERPÉRIO E SEUS</p><p>TRANSTORNOS</p><p>As mudanças hormonais do puerpério, bem como a nova conformação familiar</p><p>e seus derivados, corroboram para o desenvolvimento de condições desfavorá-</p><p>veis na saúde mental da puérpera. Como dito anteriormente, todas as mulheres</p><p>passam por tais mudanças, porém algumas , devido a diversos fatores, acabam</p><p>desenvolvendo quadros patológicos relacionados à saúde mental.</p><p>Os principais fatores de risco encontrados na literatura para o desenvolvi-</p><p>mento de depressão pós-parto são: picos de idade, baixa renda, pobre relação</p><p>com a mãe, histórico de depressão, gravidez indesejada, baixo apoio social, au-</p><p>sência de parceria e problemas crônicos de saúde.</p><p>As principais desordens psíquicas que ocorrem nesse período são o baby blues,</p><p>depressão pós-parto e psicose puerperal (CAMPOS; FÉRES-CARNEIRO, 2021).</p><p>Baby blues</p><p>O baby blues ou blues puerperal é uma desordem de saúde mental que pode</p><p>aparecer no pós-parto e perdurar por volta de duas semanas, caracterizado por</p><p>sentimentos de tristeza, melancolia, irritação e vontade de chorar sem moti-</p><p>vo aparente, intercalados com momentos de alegria e excitação. Atribuem-se</p><p>esses sintomas à desestabilização hormonal da fase puerperal. Geralmente, não</p><p>é necessário tratamento para essa condição, pois ela regride sozinha, e a presença</p><p>de apoio familiar e social ajudam, de forma importante, a puérpera a passar por</p><p>esse momento (CAMPOS; FÉRES-CARNEIRO, 2021).</p><p>Depressão pós-parto</p><p>A depressão pós-parto (DPP) é considerada um transtorno de humor que se</p><p>inicia, geralmente, nas primeiras seis semanas após o parto, acomete cerca de 15%</p><p>das puérperas e pode ter duração de até um ano. É caracterizada por presença de</p><p>sintomas mais graves que duram além do período de baby blues. Os sentimentos</p><p>principais são de tristeza profunda, redução do apetite, rejeição do recém-nasci-</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 6</p><p>do, sono prejudicado, falta de libido e até mesmo pensamentos suicidas. Os casos</p><p>de DPP devem ser tratados por meio de equipe multiprofissional, pois quadros de</p><p>DPP podem não só prejudicar a saúde materna, mas também a saúde da criança</p><p>(CAMPOS; FÉRES-CARNEIRO, 2021).</p><p>Psicose puerperal</p><p>A psicose puerperal atinge</p><p>cerca de 2% das mulheres, é o</p><p>transtorno mental mais grave</p><p>do puerpério. Começa de for-</p><p>ma repentina nas primeiras se-</p><p>manas pós-parto, com sintomas</p><p>graves como confusão mental,</p><p>euforia, irritação, alucinação,</p><p>desorientação e delírios persecu-</p><p>tórios. O tratamento, em muitos</p><p>casos, requer a necessidade de in-</p><p>ternação, além do uso de medi-</p><p>camentos (SEHAR; SYER, 2023).</p><p>Ao serem constatados distúr-</p><p>bios psiquiátricos no puerpério,</p><p>é essencial que a equipe promova</p><p>atendimento multiprofissional,</p><p>sendo importante frisar que a</p><p>base do tratamento dessas con-</p><p>dições são o apoio familiar e social, que, inclusive,</p><p>podem ser considerados fatores protetores contra transtornos emocionais.</p><p>ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PUERPÉRIO</p><p>A assistência materna vive uma busca por melhorias, principalmente no com-</p><p>bate a mortes de mulheres em idades reprodutivas, decorrente de complicações</p><p>provenientes do ciclo gravídico puerperal (OLIVEIRA et al., 2022).</p><p>1</p><p>1</p><p>8</p><p>O período do puerpério demanda cuidados</p><p>específicos que devem ser aplicados consoantemen-</p><p>te às necessidades de cada paciente, sendo necessário</p><p>que o enfermeiro atue de forma integral e aplique os</p><p>passos do processo de enfermagem a fim de levantar</p><p>problemas, fazer diagnósticos e implementar ações de saúde que vão ao encontro</p><p>das necessidades elencadas.</p><p>A assistência de enfermagem deve ser feita alinhada com os princípios da</p><p>humanização, ética profissional e pautada em conhecimentos técnicos científicos,</p><p>utilizando as melhores evidências e recomendações dos órgãos competentes.</p><p>Assistência de enfermagem no puerpério imediato</p><p>O puerpério imediato é definido do primeiro ao décimo dia pós-parto. A</p><p>assistência segura compreende ações de monitoramento e avaliação contínua</p><p>de parâmetros vitais.</p><p>As ações primordiais nas primeiras 24 horas compreendem:</p><p>■ Avaliação regular da vagina: sangramento, tônus uterino, altura do</p><p>fundo uterino.</p><p>■ Sinais vitais: temperatura e frequência cardíaca, começando na primeira</p><p>hora após o nascimento. A pressão arterial deve ser aferida logo após o</p><p>nascimento. Se normal, a segunda medição da pressão arterial deve ser</p><p>feita dentro de 6 horas.</p><p>■ O débito urinário deve ser documentado nas primeiras 6 horas.</p><p>Após as 24 horas, é necessária a monitorização do hábito urinário, investigar a</p><p>presença de incontinência urinária, função intestinal, cicatrização de lesão peri-</p><p>neal, bem como dor e higiene do períneo, cefaleia, fadiga, dor nas costas, dor nas</p><p>mamas, presença de sensibilidade uterina e caracterizar os lóquios.</p><p>Com relação à prevenção de ingurgitamento mamário, é necessário que a</p><p>puérpera seja estimulada a amamentar e ordenhar o leite excedente, além de</p><p>orientações sobre a posição do recém-nascido para mamar, prega, pega e cuida-</p><p>dos com as mamas.</p><p>O período do</p><p>puerpério demanda</p><p>cuidados específicos</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>9</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 6</p><p>Após a alta da maternidade, a puérpera deve passar em consulta de</p><p>enfermagem na atenção primária, de preferência, até no terceiro dia pós-parto</p><p>para discutir aspectos importantes inerentes à saúde materna. No Quadro 1, estão</p><p>descritos passos importantes da consulta de enfermagem.</p><p>A CONSULTA DE ENFERMAGEM À PUÉRPERA</p><p>Coleta de dados</p><p>• Além dos dados sociodemográficos, é de</p><p>imensa importância saber informações</p><p>sobre o parto:</p><p>• Data do parto e idade gestacional.</p><p>• Tipo de parto. Se cesárea, qual a indica-</p><p>ção.</p><p>• Intercorrências.</p><p>• Uso de medicações e prescrições recebi-</p><p>das para uso em domicílio.</p><p>• Sorologias para ISTs.</p><p>• Questionar sobre a amamentação:</p><p>• Experiências prévias.</p><p>• Dificuldades e dúvidas na prega, pega e</p><p>posição; frequência das mamadas.</p><p>• Informações psicobiológicas como:</p><p>• Alimentação.</p><p>• Sono e repouso.</p><p>• Eliminação.</p><p>• Características dos lóquios.</p><p>• Estado psicoemocional.</p><p>• Condições sociais e redes de apoio.</p><p>Exame físico</p><p>• Avaliar sinais vitais - atentando que a tem-</p><p>peratura deve ser oral.</p><p>• Exame físico completo com ênfase no</p><p>exame das mamas: presença de traumas</p><p>mamilares, ingurgitamento, mastite.</p><p>• Avaliação da altura uterina e acompa-</p><p>nhar a involução (geralmente na altura</p><p>do umbigo até 48h pós-parto, depois, vai</p><p>diminuindo até o final do puerpério).</p><p>• Avaliar ferida operatória e episiorrafia, se</p><p>houver.</p><p>• Cor, odor, volume dos lóquios.</p><p>• Sinais de TVP.</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>Diagnósticos de enfermagem</p><p>• Principais diagnósticos de enfermagem</p><p>pelo Cipesc:</p><p>• Amamentação adequada.</p><p>• Amamentação inadequada.</p><p>• Fissura mamilar.</p><p>• Mastite.</p><p>• Sangramento vaginal inadequado.</p><p>• Dor.</p><p>• Tristeza.</p><p>• Solidão.</p><p>Implementação</p><p>• Nessa fase, devem ser implementadas</p><p>as ações de enfermagem segundo os</p><p>diagnósticos elencados.</p><p>• As mais comuns são:</p><p>• Orientação de amamentação.</p><p>• Cuidados com o mamilo.</p><p>• Ordenha e estímulo à amamentação em</p><p>livre demanda.</p><p>• Acolher a puérpera de acordo com suas</p><p>necessidades e encaminhar a equipe</p><p>multiprofissional quando necessário.</p><p>Avaliação</p><p>Anotar se obteve os resultados esperados das</p><p>ações realizadas.</p><p>Quadro 1 – A consulta de enfermagem à puérpera / Fonte: a autora.</p><p>Já vimos que a puérpera necessita de vigilância em relação à trombose venosa</p><p>profunda. O enfermeiro, durante o exame físico da puérpera, a fim de detectar</p><p>precocemente sinais de TVP, deve realizar manobras propedêuticas como o sinal</p><p>de Homans e o sinal de Bandeira.</p><p>O sinal de Homans é realizado quando o examinador realiza a dorsoflexão</p><p>do pé da puérpera sobre a perna, e está positivo se ela sentir dor na muscular na</p><p>panturrilha. O sinal de Bandeira faz-se realizando a palpação da massa muscular</p><p>da panturrilha, dando menor mobilidade em busca de edema e empastamento.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 6</p><p>ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PUERPÉRIO TARDIO E</p><p>REMOTO</p><p>No período de 10 dias pós-parto em diante, que compreende os puerpérios tardio</p><p>e remoto, é de extrema importância o acompanhamento de alguns aspectos da</p><p>saúde materno-infantil:</p><p>■ Amamentação e seus desdobramentos;</p><p>■ Anticoncepção: auxiliar no método de escolha;</p><p>■ Quadros psíquicos: acolhimento, avaliação e encaminhamentos;</p><p>■ Apoio no cuidado ao recém-nascido.</p><p>A mulher que amamenta (lactante) deve ser orientada quanto ao uso de métodos</p><p>contraceptivos no puerpério tardio. A depender do método de escolha, pode ser</p><p>iniciado a partir de 30 a 40 dias pós-parto.</p><p>Para entender melhor como é realizado o sinal de Homans, assista ao vídeo de</p><p>apenas alguns segundos que separei para você! Recursos de mídia disponíveis</p><p>no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>A Biblioteca Virtual de Saúde reuniu as principais indicações de métodos contra-</p><p>ceptivos no puerpério na sua página para facilitar os estudos e auxiliar no aconse-</p><p>lhamento das puérperas.</p><p>Para entender melhor esses métodos, quando são indicados e quando devem ser</p><p>iniciados, acesse a página da SOF (Segunda Opinião Formativa) e saiba como</p><p>orientar essas mulheres. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do</p><p>ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À PUÉRPERA: SAÚDE MENTAL</p><p>A puérpera pode sofrer algumas alterações da saúde mental, como comentamos</p><p>anteriormente neste tema, sendo que algumas dessas mudanças podem reque-</p><p>rer tratamento psiquiátrico e até mesmo internação em alguns casos extremos,</p><p>enquanto outras se corrigem sem necessidade de intervenções medicamentosas.</p><p>O enfermeiro é, geralmente, o profissional que, dentro da equipe, coordena</p><p>o cuidado do paciente, o que mais cria vínculo, e que acompanha as pessoas</p><p>e famílias de forma transversal. Por esse caráter inerente à enfermagem, ele se</p><p>torna capaz de identificar alterações da saúde mental, mesmo que sutis, e tem a</p><p>responsabilidade de tomar condutas frente a esses achados.</p><p>O primeiro passo é o acolhimento por meio da escuta ativa, em que o usuário é ou-</p><p>vido e estimulado a verbalizar seus sentimentos, sem julgamentos e opiniões externas.</p><p>Após o processo de escuta, é importante demonstrar empatia e validar para</p><p>a paciente que o que ela sente é importante e que deve ser valorizado. De forma</p><p>nenhuma deve-se “normalizar” ou “desmerecer” as queixas referidas. Algumas falas</p><p>podem ser utilizadas, como, por exemplo: “eu entendo sua angústia”, “você não</p><p>está sozinha”, “conte com a equipe”, “valorizo o que você me relatou e agradeço a</p><p>confiança”, “iremos superar essa fase juntos”.</p><p>Por meio dessa escuta, o enfermeiro deve detectar sinais de alerta para depressão</p><p>puerperal e psicose puerperal, e na presença desses sinais, a puérpera deve ter</p><p>a garantia de atendimento especializado em saúde mental. Esses sinais po-</p><p>dem ser percebidos pela fala, como, por exemplo, “seria melhor morrer”,“não faz</p><p>sentido mais a vida”, “só quero ficar na cama”, ou sinais como desinteresse pelo</p><p>recém-nascido, desânimo e não conseguir cuidar dele, e/ou relatos que sugerem</p><p>a psicose puerperal, nos quais há predomínio de delírios persecutórios, e acon-</p><p>tecimentos que não se aplicam à realidade.</p><p>Em casos de baixa complexidade, como o blues puerperal, o processo de escu-</p><p>ta é muito importante e, por muitas vezes, é suficiente para apoiar a mulher nessa</p><p>fase, levando em conta que, para ter efeito positivo, a escuta deve ser humanizada,</p><p>pautada nas boas práticas de comunicação e ética profissional. É preciso que os</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 6</p><p>retornos sejam mais frequentes para acontecerem essas conversas, e que propi-</p><p>ciem a avaliação contínua da saúde mental da puérpera, para que qualquer sinal</p><p>de evolução desfavorável seja detectado em tempo oportuno para tratamento.</p><p>Gostou do que discutimos até aqui? Temos mais para conversar com você a res-</p><p>peito deste tema. Vamos lá. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital</p><p>do ambiente virtual de aprendizagem</p><p>EM FOCO</p><p>NOVOS DESAFIOS</p><p>Neste tema, pudemos ver que cuidar de uma puérpera é um desafio, mas, ao</p><p>mesmo tempo, é muito prazeroso, ainda mais quando ela já é acompanhada pelo</p><p>mesmo profissional na gestação e o vínculo de confiança já está estabelecido.</p><p>O estabelecimento de uma relação profissional-paciente pautada na con-</p><p>fiança e no vínculo é um pilar importante para promover o cuidado integral e</p><p>longitudinal preconizado pelo sistema único de saúde.</p><p>A boa relação profissional-paciente, quando somada a práticas em saúde</p><p>baseadas nas últimas evidências científicas, compõem dois grandes alicerces do</p><p>cuidado em saúde e são peças-chave para alcançar os objetivos e metas relacio-</p><p>nados à saúde de um indivíduo ou de uma comunidade.</p><p>O enfermeiro é qualificado e apto para prestar atendimento a puérperas, e</p><p>para desenvolver sua função com maestria, precisa se manter atualizado e capa-</p><p>citado para esse trabalho.</p><p>Enfim, sabe-se que a área de saúde da mulher possui um leque de opções para</p><p>a atuação de enfermagem, e o puerpério é uma delas, que vai desde a assistência</p><p>hospitalar até a domiciliar, podendo ser por vínculo trabalhista, em instituições</p><p>ou até mesmo como profissional liberal.</p><p>1</p><p>1</p><p>4</p><p>1. Segundo o último guideline da OMS, é recomendado que as mulheres sejam atendidas</p><p>por profissionais da saúde em pelo menos quatro momentos do puerpério (WHO, 2022).</p><p>Assinale a alternativa correta com relação aos quatro momentos preconizados para aten-</p><p>dimento da puérpera:</p><p>a) Nas primeiras 24 horas, no décimo dia pós-parto, entre 15 e 20 dias e 6 semanas após o parto.</p><p>b) Nas primeiras 24 horas, no terceiro dia pós-parto, entre 15 e 20 dias e 6 semanas após o parto.</p><p>c) Nas primeiras 24 horas, no terceiro dia pós-parto, entre 7 e 14 dias e 6 semanas após o parto.</p><p>d) Nas primeiras 48 horas, no terceiro dia pós-parto, entre 7 e 14 dias e 6 semanas após o parto.</p><p>e) Nas primeiras 48 horas, no quinto dia pós-parto, entre 7 e 14 dias e 6 semanas após o parto.</p><p>2. A consulta de enfermagem à puérpera deve seguir os passos da sistematização da assis-</p><p>tência de enfermagem preconizados pelo Cofen (2009).</p><p>Com relação ao processo de enfermagem, analise as sentenças a seguir:</p><p>I - O Processo de Enfermagem deve ser realizado, de modo deliberado e sistemático, em</p><p>todos os ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de</p><p>Enfermagem.</p><p>II - O Processo de Enfermagem organiza-se em cinco etapas inter-relacionadas, interde-</p><p>pendentes e recorrentes.</p><p>III - Na segunda fase, o enfermeiro realiza o diagnóstico de enfermagem.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) III, apenas.</p><p>c) I e II, apenas.</p><p>d) II e III, apenas.</p><p>e) I, II e III.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>a nós como, profissionais de saúde, escutarmos os nossos usuários e respei-</p><p>tarmos as suas opiniões, principalmente as de caráter religioso e nos pautarmos</p><p>nas implicações legais do nosso país e no código de ética profissional.</p><p>VAMOS RECORDAR?</p><p>Neste vídeo, disponível no YouTube, vamos relembrar alguns assuntos e dilemas</p><p>éticos da manipulação genética, de uma forma clara e de fácil entendimento,</p><p>clique aí e vamos juntos. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do</p><p>ambiente virtual de aprendizagem.</p><p>1</p><p>1</p><p>DESENVOLVA SEU POTENCIAL</p><p>INTRODUÇÃO À EMBRIOLOGIA HUMANA</p><p>A embriologia humana é um ramo da ciência que estuda o desenvolvimento do ser</p><p>humano no período da fecundação até o nascimento e é denominado como pré-natal.</p><p>O período pré-natal tem a duração de 40 semanas após a fertilização. É um</p><p>período de intenso crescimento e desenvolvimento embrionário. Para fins didá-</p><p>ticos, pode-se dividir o desenvolvimento em três períodos, a saber:</p><p>1. Período pré-embrionário.</p><p>2. Período embrionário.</p><p>3. Período fetal.</p><p>A seguir, descreveremos os três períodos e os principais marcos do desenvolvimento.</p><p>Período pré-embrionário</p><p>O período pré-embrionário, como o próprio nome já diz, corresponde à fase</p><p>antes da formação do embrião, que inicia na fertilização e se perdura até meados</p><p>da terceira semana de gestação.</p><p>O processo de fecundação/fertilização é quando acontece o encontro dos</p><p>gametas masculino e feminino, resultando na formação de uma célula única</p><p>denominada zigoto. Isso normalmente ocorre na tuba uterina da mulher.</p><p>O zigoto começa a se dividir rapidamente por mitose, formando uma bola</p><p>de células chamada de mórula. À medida que as células continuam a se dividir,</p><p>a mórula se transforma em uma estrutura oca chamada de blastocisto, a esse</p><p>processo dá-se o nome de clivagem.</p><p>O blastocisto formado na fase de clivagem possui duas partes distintas: o</p><p>trofoblasto, que eventualmente se tornará a placenta, e o embrioblasto, que se</p><p>desenvolverá no feto. O blastocisto viaja pela tuba uterina em direção ao útero</p><p>e, quando chega lá, implanta-se na parede uterina, tal processo é chamado de</p><p>blastulação. Tal acontecimento marca o início da gravidez. A Figura 1, que re-</p><p>presenta, de forma gráfica, a fase pré-embrionária.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 1</p><p>Essa fase é crucial, pois é durante a fase pré-embrionária que ocorrem as pri-</p><p>meiras divisões celulares e a formação das estruturas iniciais que darão origem</p><p>ao embrião e à placenta. À medida que a implantação ocorre, inicia-se a fase</p><p>embrionária, aqui, as células começam a se diferenciar e a formar os tecidos e</p><p>órgãos do corpo humano em desenvolvimento.</p><p>Figura 1 – Representação da fase pré-embrionária / Fonte: Nazari e Müller (2011, p. 59).</p><p>Descrição da Imagem: corte frontal de tuba uterina e ovário. Sendo a uterina, na cor vermelha e ovário na cor</p><p>roxa e vermelha, demonstrando as formas sequenciais de formação do blastocisto. Mostra a seguintes formas</p><p>respectivamente: ovócito II, fecundação, zigoto, divisão em dois blastômeros, quatro blastômeros, oito blastô-</p><p>meros, mórula e, por fim, o blastocisto, que é a forma que se implanta na cavidade uterina. Fim da descrição.</p><p>Para compreender o processo de fecundação de uma forma rápida e divertida,</p><p>assista ao vídeo. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente</p><p>virtual de aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>1</p><p>1</p><p>OS ESTÁGIOS DE CARNEGIE</p><p>Os estágios de Carnegie, também conhecidos como estágios de desenvolvimen-</p><p>to embrionário humano, são uma série de 23 estágios que descrevem o desenvol-</p><p>vimento do embrião humano desde a fertilização até cerca de 56 dias após a con-</p><p>cepção. Aqui, está uma descrição sintética dos principais estágios de Carnegie:</p><p>Estágio 1-3: fertilização e início da clivagem.</p><p>Estágio 4: formação do blastocisto e implantação no útero.</p><p>Estágio 5: formação do disco embrionário bilaminar.</p><p>Estágio 6: desenvolvimento do âmnio, que envolve o embrião.</p><p>Estágio 7-8: formação do saco vitelínico primário.</p><p>Estágio 9-12: desenvolvimento do sistema circulatório primitivo.</p><p>Estágio 13: início da neurulação e formação do tubo neural.</p><p>Estágio 14-15: desenvolvimento da notocorda e início da somitogênese.</p><p>Estágio 16-17: formação das câmaras cardíacas e do tubo neural dobrado.</p><p>Estágio 18: formação do tubo neural fechado e do intestino primitivo.</p><p>Estágio 19-20: desenvolvimento dos rins e formação dos arcos faríngeos.</p><p>Estágio 21-23: desenvolvimento dos membros, olhos e ouvidos.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 1</p><p>Esses estágios representam as transformações essenciais que ocorrem durante o</p><p>desenvolvimento embrionário humano, desde a fase inicial até a formação dos</p><p>principais órgãos e sistemas do corpo e estão representadas na Figura 2.</p><p>Figura 2 – Panorama do desenvolvimento humano. Sistema internacional de estadiamento, baseado nas</p><p>características morfológicas externas e internas dos indivíduos / Fonte: https://embryology.med.unsw.</p><p>edu.au/embryology/index.php/Embryonic_Development. Acesso em: 28 nov. 2023.</p><p>Descrição da Imagem: imagem de fundo preto, descrevendo as fases de Carnegie, sendo os embriões e feto</p><p>na cor cinza claro com tons em branco, com descrição abaixo de cada imagem dos dias de desenvolvimento na</p><p>cor amarela. Imagem com proporção de tamanho, destaque amarelo no canto inferior direto que corresponde a</p><p>5 mm. Fim da descrição.</p><p>VOCÊ SABE RESPONDER?</p><p>Sabe o teste de gravidez que fazemos nos serviços de saúde para o diagnóstico</p><p>da gestação?</p><p>1</p><p>4</p><p>Então, ele avalia a presença de um hormônio, chamado gonadotrofina coriôni-</p><p>ca (HGC). Esse hormônio secretado pelos trofoblastos é responsável por manter</p><p>o corpo lúteo no início da gravidez.</p><p>O corpo lúteo nutre os níveis adequados de progesterona no endométrio</p><p>(parte interna do útero) a fim de preservar o embrião implantado. Dessa forma,</p><p>a HCG impedirá que ocorra um novo ciclo menstrual, evitando, consequente-</p><p>mente, a menstruação.</p><p>Após 12 semanas de gestação, a placenta assume a função de produzir pro-</p><p>gesterona para garantir a integridade do endométrio até o final da gestação.</p><p>Período embrionário</p><p>O período embrionário é a segunda fase do desen-</p><p>volvimento humano, que ocorre aproximadamente</p><p>entre meados da terceira à oitava semana, após a fe-</p><p>cundação. Nesse período, inicia-se a organogênese</p><p>(formação de órgãos e tecidos) e morfogênese (dife-</p><p>renciação dos tecidos e órgãos), é aqui que os órgãos</p><p>e sistemas começam a tomar forma.</p><p>Por volta da terceira semana acontece a forma-</p><p>ção das três camadas germinativas – ectoderma,</p><p>mesoderma e endoderma. Na quarta semana, ini-</p><p>cia-se a neurulação e formação do tubo neural,</p><p>que dará origem ao sistema nervoso. Da quinta até</p><p>a oitava semana, começa o desenvolvimento inicial</p><p>do coração e dos vasos sanguíneos, a formação dos</p><p>olhos, dos ouvidos e membros e de órgãos internos,</p><p>como pulmões, fígado, rim e pâncreas.</p><p>A seguir, estão representados os principais acon-</p><p>tecimentos do período do desenvolvimento embrio-</p><p>nário (NAZARI; MÜLLER, 2011).</p><p>O período</p><p>embrionário é a</p><p>segunda fase do</p><p>desenvolvimento</p><p>humano</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>5</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 1</p><p>SEMANA 3</p><p>Formação das três camadas germinativas ectoderma, mesoderma e endoderma.</p><p>SEMANA 4</p><p>Início da neurulação e formação do tubo neural, que dará origem ao sistema nervoso.</p><p>SEMANA 5</p><p>Desenvolvimento inicial do coração e dos vasos sanguíneos.</p><p>SEMANA 6</p><p>Início da formação dos olhos, ouvidos e membros.</p><p>SEMANA 7</p><p>Desenvolvimento dos rins e crescimento dos membros.</p><p>SEMANA 8</p><p>Formação de órgãos internos, como pulmões, fígado e pâncreas.</p><p>Esta é uma fase crítica do desenvolvimento e a exposição a teratógenos (agentes</p><p>que causam defeitos congênitos) pode ter efeitos adversos significativos na</p><p>formação do ser humano.</p><p>Ao final do período embrionário, espera-se que o embrião esteja medindo cerca</p><p>de 3 cm e aparentando forma humana, conforme ilustra a Figura 3.</p><p>1</p><p>1</p><p>Período fetal</p><p>O período fetal corresponde da nona semana após a fecundação até o nasci-</p><p>mento. Nesse período,</p><p>1</p><p>1</p><p>5</p><p>3. O sangramento genital no puerpério é denominado lóquios, e é composto por células da</p><p>decídua descamadas, associadas a eritrócitos e bactérias (REZENDE, 2022).</p><p>Com relação aos lóquios, assinale a alternativa Correta:</p><p>a) Os lóquios rubros são de coloração vermelha e são expelidos até o primeiro dia pós-</p><p>-parto.</p><p>b) A lóquia fusca é caracterizada por cor translúcida de característica serossanguinolenta.</p><p>c) Os lóquios rubros são os primeiros a aparecerem.</p><p>d) A sequência da loquiação pode ser descrita em: primeiro, lóquios rubros; segundo,</p><p>lóquios fava; por último, lóquios fusca.</p><p>e) A lóquia fava é de cor vermelha, por conter conteúdo seroso.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>CAMPOS, P. A.; FÉRES-CARNEIRO, T. Sou mãe: e agora? Vivências do puerpério. Psicologia USP,</p><p>v. 32, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pusp/a/gRDZZ9sPmPNXKBBJnRtrxkQ/?-</p><p>format=pdf&lang=pt. Acesso em: 4 dez. 2023.</p><p>OLIVEIRA, A. J. G. et al. Cuidados de enfermagem no puerpério. Research, Society and Develo-</p><p>pment, v. 11, n. 2, e29811225816, 2022.</p><p>REZENDE, J. Obstetrícia. 14 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2022.</p><p>SEHAR, K. R. K.R. Postpartum psychosis. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2023. Dispo-</p><p>nível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK544304/#:~:text=Postpartum%20psycho-</p><p>sis%20is%20the%20severest,disorganized%20thought%20process%2C%20and%20hallucina-</p><p>tions. Acesso em: 4 dez. 2023.</p><p>WHO. World Health Organization. Recommendations on Maternal and Newborn Care for a Po-</p><p>sitive Postnatal Experience. Geneva: World Health Organization, 2022.</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>https://www.scielo.br/j/pusp/a/gRDZZ9sPmPNXKBBJnRtrxkQ/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/pusp/a/gRDZZ9sPmPNXKBBJnRtrxkQ/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.statpearls.com/</p><p>1. Opção C. Segundo o referencial estudado, o aprazamento preconizado pela OMS para as</p><p>consultas da puérpera deve ser nas primeiras 24 horas, no terceiro dia pós-parto, entre 7 e</p><p>14 dias e 6 semanas após o parto.</p><p>2. Opção E. Todas as alternativas estão corretas de acordo com a resolução citada.</p><p>3. Opção C.</p><p>a) Os lóquios rubros são expelido até o quarto dia pós-parto.</p><p>b) A lóquia fusca é caracterizada por cor vermelho claro, característica serossanguinolenta.</p><p>d) A sequência da loquiação é: rubros, fusca, e fava.</p><p>e) A lóquia fava é de cor amarela, por conter conteúdo seroso.</p><p>GABARITO</p><p>1</p><p>1</p><p>8</p><p>MINHAS ANOTAÇÕES</p><p>1</p><p>1</p><p>9</p><p>UNIDADE 3</p><p>MINHAS METAS</p><p>INTERCORRÊNCIAS DO PUERPÉRIO</p><p>Descrever as principais intercorrências no puerpério imediato.</p><p>Descrever as principais intercorrências no puerpério tardio.</p><p>Descrever as principais intercorrências no puerpério remoto.</p><p>Relatar a importância da enfermagem na prevenção de intercorrências.</p><p>Destacar os principais cuidados de enfermagem no puerpério imediato.</p><p>Abordar a atuação do enfermeiro nas intercorrências puerperais tardias e remotas.</p><p>Descrever o trabalho multiprofissional na prevenção e manejo das intercorrências.</p><p>T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 7</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>INICIE SUA JORNADA</p><p>O período pós-parto, também denominado puerpério, se estende desde a expul-</p><p>são do feto até por volta de 12 semanas após o parto (WHO, 2023). Em termos de</p><p>morbidade e mortalidade materna, o puerpério é significativo da mesma forma</p><p>que a gestação e o trabalho de parto.</p><p>As mortes de mulheres relacionadas a questões maternas no mundo ocorrem</p><p>em 25% no pré-natal, 25% no parto e 50% dos casos no período puerperal, sendo</p><p>que, neste último, ocorrem as maiores complicações por causas hemorrágicas,</p><p>embólicas e infecciosas.</p><p>Por ser um período de risco de vida das mulheres, o puerpério deve ser</p><p>acompanhado pelos profissionais da saúde em todas as suas fases, por meio da</p><p>vigilância de sinais de alerta, e também orientação da mulher e sua família sobre</p><p>sinais de complicações. Essa vigilância em saúde deve acontecer nos diferentes</p><p>cenários, passando desde o sistema hospitalar até o domicílio após a alta.</p><p>A equipe de saúde, quando formada por profissionais de diversas categorias em</p><p>sua conformação mais ampla e trabalhando de forma interprofissional, consegue</p><p>melhores resultados e oferece o melhor cuidado possível, priorizando a prevenção</p><p>de agravos, diagnóstico precoce de anormalidades e tratamento em tempo oportuno.</p><p>Portanto, é necessário a capacitação dos profissionais em relação às principais</p><p>intercorrências do período puerperal em prol da assistência de qualidade, livre</p><p>de danos, que promova qualidade de vida às pacientes.</p><p>Nesse podcast, falaremos um pouquinho sobre as vias de parto e a relação dessas</p><p>com as possíveis complicações do período puerperal. Discutiremos um estudo</p><p>publicado em 2021 que aborda esse tema. Não deixe de ouvir! Recursos de mídia</p><p>disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>PLAY NO CONHECIMENTO</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 7</p><p>DESENVOLVA SEU POTENCIAL</p><p>PRINCIPAIS INTERCORRÊNCIAS NO PUERPÉRIO IMEDIATO</p><p>Várias são as intercorrências passíveis de ocorrerem no puerpério imediato</p><p>(SCHREY et al., 2021). As principais são:</p><p>■ Hemorragias.</p><p>■ Infecção puerperal.</p><p>■ Trombose.</p><p>■ Problemas relacionados à amamentação.</p><p>Hemorragia pós-parto</p><p>A hemorragia pós-parto (HPP) ocorre em aproximadamente 1% a 6% de todos</p><p>os partos e é a principal causa de morbimortalidade no puerpério imediato (WOR-</p><p>MER, JAMIL, BRYANT, 2023). Todos os anos, cerca de 14 milhões de mulheres</p><p>sofrem de HPP, resultando em cerca de 70.000 mortes maternas em todo o mundo.</p><p>VAMOS RECORDAR?</p><p>Antes de entrarmos no assunto principal do nosso tema de aprendizagem, sobre as</p><p>intercorrências maternas no puerpério, é de extrema importância que relembremos</p><p>como o período puerperal é dividido e quais as principais mudanças que ocorrem</p><p>nas diferentes fases do puerpério.</p><p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o período puerperal pode ser</p><p>dividido em três fases, sendo:</p><p>• Puerpério Imediato: primeiro ao décimo dia pós-parto.</p><p>• Puerpério parto tardio: décimo ao 42º dia pós-parto.</p><p>• Puerpério remoto: 42º dia em diante, geralmente até 12 semanas pós-parto.</p><p>Para ilustrar melhor as mudanças fisiológicas desse período, separamos um vídeo</p><p>que descreve tais mudanças de forma rápida e interativa. Não se esqueça de</p><p>ativar as legendas em português, se preferir. Recursos de mídia disponíveis no</p><p>conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>1</p><p>1</p><p>4</p><p>Segundo a OMS, a HPP é definida como perda sanguínea acima de 500 ml</p><p>nas primeiras 24 horas pós-parto (WHO, 2023), enquanto a hemorragia pós-</p><p>-parto secundária é caracterizada como o sangramento que ocorre 24 horas a</p><p>12 semanas após o parto.</p><p>A etiologia da HPP pode estar relacionada a diversas causas potenciais, como</p><p>a atonia uterina (a mais comum), lacerações do trato genital, placenta retida,</p><p>distúrbios de coagulação e inversão uterina. Mulheres com alta paridade, pre-</p><p>sença de corioamnionite, uso prolongado de ocitocina, anestesia geral, gestação</p><p>múltipla, polidrâmnio, macrossomia fetal e miomas uterinos possuem maiores</p><p>riscos de desenvolver a HPP.</p><p>As principais ações no tratamento dessa condição compreendem a manuten-</p><p>ção da estabilidade hemodinâmica, pesquisar a causa da hemorragia e iniciar o</p><p>tratamento concomitantemente. Por exemplo, se a HPP for por atonia uterina,</p><p>deve-se administrar uterotônicos, avaliar a necessidade de realização de tampo-</p><p>namento uterino, embolização da artéria pélvica e tratamento cirúrgico.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>5</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 7</p><p>Infecção puerperal</p><p>A infecção puerperal é definida como qualquer infecção do trato genital durante</p><p>o puerpério. As principais manifestações são: febre puerperal, conceituada por</p><p>temperatura axilar maior ou igual a 38 °C manifestada após 24 horas do parto com</p><p>duração mínima de dois dias, além de sintomas como dor, mal-estar e taquicardia.</p><p>Quando não tratada, a infecção puerperal pode levar a sepse, que tem grande</p><p>participação nas causas de mortes maternas, e quando não causa o óbito, pode tam-</p><p>bém ter como sequelas a infertilidade</p><p>e doença inflamatória pélvica, dentre outras.</p><p>Segundo estudo recente, o risco de ter infecção puerperal quando se realiza</p><p>o parto cesárea é de 2,9 vezes maior que o parto normal (MASCARELLO et al.,</p><p>2021), demonstrando a importância da escolha da via de parto.</p><p>Os principais fatores de risco relacionados à mulher são: obesidade, diabete,</p><p>anemia, imunossupressão, baixo nível socioeconômico, má condição de higiene e</p><p>alimentação inadequada. Os relacionados ao parto: parto cesárea, extração manual</p><p>da placenta, placentação baixa, hemorragia anteparto, intraparto e pós-parto,</p><p>tricotomia com lâmina; tempo prolongado de cirurgia; cesariana após início de</p><p>trabalho de parto e antibioticoprofilaxia não realizada no tempo e dose indicados.</p><p>Após o diagnóstico de infecção puerperal, deve ser iniciado o mais rápido pos-</p><p>sível o tratamento com medicamentos antibióticos. Casos de febre associada a</p><p>taquicardia (FC maior que 90 ºC) requerem internação hospitalar e uso de anti-</p><p>bióticos de amplo espectro endovenosos (REZENDE FILHO, 2022).</p><p>Infecção de ferida operatória</p><p>Em parto cesariano, a ferida operatória tem potencial para desenvolver infecção.</p><p>O quadro apresenta-se com sinais flogísticos no local, como dor, rubor e edema,</p><p>associados, muitas vezes, à secreção local de característica purulenta.</p><p>Nesses casos, a conduta é a limpeza da ferida operatória, retirando possíveis</p><p>corpos estranhos presentes, como fios de sutura, e o uso de antibioticoterapia.</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>Trombose venosa profunda</p><p>A trombose venosa profunda (TVP) caracteriza-</p><p>-se pelo desenvolvimento de trombo nas veias mais</p><p>profundas, principalmente dos membros inferiores,</p><p>sendo desencadeada por três componentes conheci-</p><p>dos como tríade de Virchow: hipercoagulabilidade,</p><p>que é o aumento dos fatores de coagulação; lesão</p><p>vascular, que pode ser ocasionada por estresse físi-</p><p>co, químico ou oxidativo; e estase vascular, que é a</p><p>lentificação do fluxo sanguíneo.</p><p>Os sinais clássicos de TVP são: edema, dor, rigidez</p><p>muscular na região da panturrilha, aumento da</p><p>temperatura local, sinal de Homans positivo e sinal</p><p>de Bandeira positivo.</p><p>A trombose venosa profunda é mais comum no</p><p>puerpério, pois, nesse período, os três componentes</p><p>da tríade de Virchow (Figura 1) estão ativados, o</p><p>que favorece o desenvolvimento dessa intercorrência</p><p>puerperal (DA SILVA et al., 2021).</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 7</p><p>Os principais fatores de risco relacionados à mulher são: anemia, hipertensão,</p><p>tabagismo, lúpus e diabetes, e os relacionados à gravidez podem estar relaciona-</p><p>dos ao parto cesáreo, hemorragia pós-parto e hemotransfusão.</p><p>O tratamento é por meio de medicamentos anticoagulantes, como a</p><p>heparina. A Figura 2, demonstra o processo de formação do trombo nos mem-</p><p>bros inferiores.</p><p>Figura 1 – Tríade de Virchow / Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Virchow%27s_triad.jpg.</p><p>Acesso em: 18 mar. 2024.</p><p>Descrição da Imagem: ilustração em forma de triângulo. Cada ponta do triângulo representa um fator de risco</p><p>da tríade, sendo elas, do topo para a base: injúria endotelial, estase venosa e hipercoagulabilidade. No centro do</p><p>triângulo, temos o texto: Tríade de Virchow. Fim da descrição.</p><p>Figura 2 - Formação do trombo no leito venoso</p><p>1</p><p>1</p><p>8</p><p>https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Virchow%27s_triad.jpg</p><p>RETENÇÃO URINÁRIA</p><p>Define-se como a incapacidade de urinar espontaneamente dentro de seis horas</p><p>após o parto vaginal ou após a remoção de cateter vesical na cesariana. Os principais</p><p>fatores de risco para a retenção urinária pós-parto são a nuliparidade, o trabalho</p><p>de parto prolongado, parto vaginal instrumentalizado e anestesia peridural.</p><p>O tratamento da retenção urinária consiste na realização do cateterismo</p><p>vesical de alívio até o restabelecimento da função normal. A incidência da</p><p>retenção urinária pós-parto diminui progressivamente com o passar dos dias</p><p>(OLIVEIRA; LOPES, 2022).</p><p>Descrição da Imagem: a imagem contém, à direita, desenho de duas pernas humanas de cor bege. Em ambas</p><p>as pernas, há desenhos dos grandes vasos em coloração vermelha e azul. Ao lado, há o desenho de três leitos</p><p>vasculares em corte sagital, de cor vermelha com leito vermelho mais claro e com os elementos figurados do</p><p>sangue em cor vermelho-escuro. O primeiro corte demonstra início de acúmulo de elementos na parede dos vasos,</p><p>sugerindo o início da formação do trombo. No segundo desenho, aparece um leito vascular quase entupido pelos</p><p>trombos aderidos na parede, e o quarto desenho demonstra o desprendimento de um fragmento do trombo na</p><p>corrente sanguínea, que se denomina êmbolo. Fim da descrição.</p><p>De acordo com parecer nº 199/2021 do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), a</p><p>realização do cateterismo vesical de alívio é procedimento privativo do enfermeiro.</p><p>Para acessar o parecer na íntegra, confira as normas do procedimento. Recursos</p><p>de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>Dificuldade de amamentação</p><p>A amamentação é um desafio tanto para a mãe quanto para os profissionais.</p><p>Inúmeros são os benefícios do aleitamento materno para o binômio, e, por isso,</p><p>ele deve ser estimulado e apoiado (REZENDE FILHO, 2022).</p><p>As formas de pega, prega e posição da criança influenciam no sucesso da ama-</p><p>mentação, pois quando feitas de maneira inadequada, podem causar traumas ma-</p><p>milares importantes que atrapalham e até interrompem a amamentação. Tal pro-</p><p>cesso, quando não tratado, pode ocasionar ingurgitamento mamário e mastite.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>9</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 7</p><p>A prevenção dessas intercorrências é fundamental para que a amamentação tenha</p><p>êxito, e o enfermeiro é o profissional mais qualificado para tais ações preventivas.</p><p>PRINCIPAIS INTERCORRÊNCIAS NO PUERPÉRIO TARDIO E</p><p>REMOTO</p><p>Algumas intercorrências podem demorar a aparecer, ocorrendo nas fases de</p><p>puerpério tardio ou até mesmo no puerpério remoto. São elas, dentre outras:</p><p>■ Incontinência urinária.</p><p>■ Dispareunia.</p><p>■ Hemorroidas.</p><p>Incontinência urinária</p><p>A Incontinência urinária (IA) é definida como toda perda involuntária de diu-</p><p>rese. As mulheres que já deram à luz têm mais chances de desenvolver disfunções</p><p>do assoalho pélvico do que as nulíparas. Fatores de risco para o desenvolvimento</p><p>de incontinência urinária pós-parto estão relacionados à perda urinária durante</p><p>a gestação e à idade acima de 30 anos (BORTOLETTO et al., 2021).</p><p>1</p><p>4</p><p>1</p><p>A maioria dos casos de IA ocorrem entre 12 e 18 meses após o parto, e ainda</p><p>não está claro na literatura se a via de parto interfere no desenvolvimento de</p><p>incontinência urinária no puerpério.</p><p>O tratamento baseia-se, essencialmente, em fisioterapia, a fim de fortalecer</p><p>os músculos do assoalho pélvico.</p><p>Dispareunia</p><p>No puerpério, a função sexual feminina pode ser alterada como consequência das</p><p>mudanças físicas e psicológicas. Dessas disfunções, a que mais acontece é a dor du-</p><p>rante o ato sexual, denominada dispareunia. A dispareunia geralmente inicia-se al-</p><p>gumas semanas após o parto e pode perdurar por um ano (CARVALHO et al., 2022)</p><p>A literatura, até o momento, não apresentou um consenso sobre qual</p><p>via de parto está mais associada à disfunção sexual no curto, médio e longo</p><p>prazo, e na concepção geral da população atribui-se ao parto normal a maior</p><p>responsabilidade por tais disfunções, o que acarreta altas taxas de cesáreas.</p><p>O tratamento da dispareunia deve ser baseado na causa. Por meio da anam-</p><p>nese e exame físico, o profissional vai verificar o motivo causador da dor, poden-</p><p>do ser relacionado ao ressecamento vaginal, má cicatrização de lesões na vulva,</p><p>dentre outras causas.</p><p>Hemorroidas</p><p>As hemorroidas sintomáticas são comuns no pós-parto, ocorrendo em aproximada-</p><p>mente um terço das mulheres. Podem ocorrer na gestação e no puerpério ime-</p><p>diato, mas também podem aparecer de forma tardia no puerpério tardio e remoto.</p><p>A principal causa das hemorroidas está relacionada à força exercida para o</p><p>parto e o ganho de peso gestacional.</p><p>O diagnóstico é baseado na história</p><p>clínica detalhada, combinada com exame</p><p>físico cuidadoso que poderá confirmar a presença das hemorroidas ou afastar</p><p>outras condições que podem causar os mesmos sintomas. As hemorroidas são</p><p>veias ao redor do ânus que inflamam ou dilatam, causando dor e sangramento.</p><p>A Figura 3, representa as hemorroidas externas e internas.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>4</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 7</p><p>Figura 3 - Hemorroidas internas e externas</p><p>Descrição da Imagem: corte coronal do intestino, em cor rósea, sendo, na parte interna, desenho de uma pequena</p><p>bolsa arroxeada semelhante a uma veia dilatada com sangue, que representa a hemorroida externa, e também, ao</p><p>lado esquerdo, corte coronal dessa bolsa, demonstrando presença de glóbulos vermelhos. Na parte externa, que é a</p><p>localização do ânus, encontram-se desenhadas, em cor vermelho-escuro, pequenas gotas de sangue que pingam do</p><p>reto. Fim da descrição</p><p>Como falamos anteriormente, o tratamento base da incontinência urinária nas mu-</p><p>lheres pós-parto consiste em tonificação muscular do assoalho pélvico. De maneira</p><p>geral, há alguns exercícios que os profissionais de saúde podem indicar à mulher para</p><p>promover tal fortalecimento.O vídeo explica de forma fácil como esses exercícios po-</p><p>dem ser feitos. Não deixe de conferir! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo</p><p>digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>1</p><p>4</p><p>1</p><p>CUIDADOS DE ENFERMAGEM NAS INTERCORRÊNCIAS</p><p>PUERPERAIS</p><p>A assistência de enfermagem no puerpério não visa apenas à recuperação física</p><p>da mulher, mas também ao seu bem-estar emocional e psicológico. O cuidado</p><p>integral proporcionado pela equipe de enfermagem contribui significativamente</p><p>para uma transição suave para a maternidade e um melhor prognóstico de saúde</p><p>para a mãe e o bebê.</p><p>A assistência de enfermagem nas intercorrências puerperais desempenha um</p><p>papel crucial no cuidado à mulher durante o período pós-parto. O puerpério</p><p>é uma fase em que a mãe passa por diversas alterações físicas e emocionais, e,</p><p>durante esse período, podem ocorrer intercorrências que demandam atenção</p><p>e cuidados específicos, e a assistência de enfermagem com qualidade se torna</p><p>ainda mais fundamental.</p><p>No Quadro 1, estão descritas as principais ações de enfermagem frente às in-</p><p>tercorrências mais comuns no puerpério imediato (24 horas até 10 dias pós-parto).</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>4</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 7</p><p>PRINCIPAIS INTERCORRÊNCIAS AÇÕES DE ENFERMAGEM</p><p>Hemorragia pós-parto</p><p>Medidas de prevenção da hemorragia, como</p><p>estimulação do aleitamento materno na primeira</p><p>hora, uso de ocitocina, monitoramento da perda</p><p>de sangue.</p><p>Identificar a hemorragia.</p><p>Aplicar ocitocina e outros medicamentos pres-</p><p>critos.</p><p>Mensurar a perda sanguínea nas primeiras 24</p><p>horas.</p><p>Controlar a diurese.</p><p>Instalar oxigênio (quando indicado).</p><p>Transfundir sangue.</p><p>Manter kit de atendimento a hemorragia pós-</p><p>-parto completo e conferido.</p><p>Massagem uterina.</p><p>Avaliação do globo de segurança de Pinard.</p><p>Infecção puerperal</p><p>Avaliação dos sinais vitais no alojamento con-</p><p>junto.</p><p>Comunicar a equipe quando houver alterações.</p><p>Administrar antibióticos e outros medicamentos</p><p>prescritos de forma segura e livre de danos.</p><p>Coletar exames como hemoculturas, hemogra-</p><p>ma e exames de urina.</p><p>Infecção de ferida operatória</p><p>Observar cicatriz operatória.</p><p>Orientar medidas de higiene, como manter a</p><p>ferida limpa e seca.</p><p>Na presença de sinais flogísticos e/ou secre-</p><p>ção purulenta, encaminhar para atendimento</p><p>médico.</p><p>Orientar uso de antibióticos e outros medica-</p><p>mentos prescritos.</p><p>Monitorar a evolução do tratamento.</p><p>Trombose venosa profunda</p><p>Monitoramento de sinais de TVP (edema, rubor).</p><p>Orientações às puérperas sobre sinais de alerta.</p><p>Quando instalado o quadro, realizar orientações</p><p>e cuidados de enfermagem no uso de medica-</p><p>mentos anticoagulantes.</p><p>1</p><p>4</p><p>4</p><p>Retenção Urinária</p><p>Avaliação da apresentação de diurese espon-</p><p>tânea pela puérpera durante o período de</p><p>internação.</p><p>Na ausência de diurese, avaliar presença de</p><p>bexigoma (bexiga distendida).</p><p>Comunicar a equipe sobre o quadro.</p><p>Estimular a diurese espontânea, como: ao abrir</p><p>uma torneira, o barulho da água pode estimu-</p><p>lar a micção; realização de compressas frias na</p><p>região suprapúbica.</p><p>Se medidas de estímulo não surtirem efeito,</p><p>realizar cateterismo vesical de alívio conforme</p><p>prescrição.</p><p>Dificuldade de amamentação</p><p>Orientar ambiente confortável para a amamentar.</p><p>Orientar a pega correta da mama, prega do ma-</p><p>milo e posição do RN no colo.</p><p>Esvaziar totalmente as mamas, por meio da ama-</p><p>mentação ou ordenha.</p><p>Atuar especificamente nas dificuldades enfren-</p><p>tadas.</p><p>Cuidados com as mamas e orientar sobre sinais</p><p>de alerta.</p><p>Quadro 1- Assistência de enfermagem nas intercorrências do puerpério imediato / Fonte: adaptado de</p><p>Branga et al. (2022) e Rezende Filho (2022).</p><p>Além dos cuidados de enfermagem voltados para a assistência ao usuário, o pro-</p><p>fissional da enfermagem também realiza funções gerenciais dentro dos serviços,</p><p>sendo também ações de extrema importância.</p><p>O profissional da enfermagem, junto á equipe multiprofissional, deve manter sempre</p><p>atualizados os protocolos institucionais para o manejo de tais intercorrências, o</p><p>treinamento dos membros da equipe para atuar nesses casos e garantir insumos</p><p>materiais, incluindo caixas com materiais voltados para o atendimento de casos de</p><p>urgência específicos, como, caixa de drenagem, caixa de atendimento a hemorragia</p><p>puerperal, caixa de sondagem vesical.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>4</p><p>5</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 7</p><p>As intercorrências que ocorrem no puerpério tardio e remoto serão, em sua grande</p><p>maioria, abordadas na atenção primária à saúde. O profissional da enfermagem e</p><p>a equipe de enfermagem são os profissionais de referência para acolher as queixas</p><p>da população, avaliar os sinais e sintomas e tomar condutas visando ao bem-estar, à</p><p>promoção da saúde e prevenção de agravos e ao diagnóstico e tratamento precoces.</p><p>No Quadro 2, estão descritos os principais cuidados de enfermagem voltados</p><p>para as intercorrências puerperais tardias e remotas.</p><p>PRINCIPAIS INTERCORRÊNCIAS AÇÕES DE ENFERMAGEM</p><p>Incontinência urinária</p><p>Explicar sobre o quadro e a tendência em se</p><p>resolver com o passar do tempo.</p><p>Orientar exercícios para musculatura do assoalho</p><p>pélvico, como o exercício de Kegel.</p><p>Encaminhar para profissional especializado para</p><p>outros tratamentos necessários.</p><p>Dispareunia</p><p>Orientações sobre as possíveis causas de dispa-</p><p>reunia.</p><p>Avaliação e exame físico em busca de possíveis</p><p>lesões e alterações vaginais.</p><p>Encaminhar para profissional especializado, para</p><p>fortalecimento de musculatura e outros trata-</p><p>mentos necessários.</p><p>Hemorroidas</p><p>Orientar alimentação rica em fibras, a fim de</p><p>evitar constipação intestinal.</p><p>Orientar que não use papel higiênico colorido ou</p><p>áspero e faça higiene, preferencialmente, com</p><p>água e sabão neutro, após a evacuação.</p><p>Banhos de vapor ou compressas mornas.</p><p>Casos de sangramento e dor intensa: encami-</p><p>nhar para atendimento profissional especializado.</p><p>Quadro 2 - Assistência de enfermagem nas intercorrências do puerpério tardio e remoto / Fonte: a autora.</p><p>1</p><p>4</p><p>1</p><p>NOVOS DESAFIOS</p><p>O trabalho do enfermeiro no atendimento de puérperas, na prática, é realizado</p><p>não somente à mãe mas também ao recém-nascido. Devido a isso, demanda</p><p>muito preparo técnico e científico, manejo das intercorrências e, também, habi-</p><p>lidades não técnicas, como a comunicação clara e efetiva.</p><p>No ambiente hospitalar, geralmente em alojamentos conjuntos, os enfermei-</p><p>ros são responsáveis pela organização do cuidado do binômio por meio da apli-</p><p>cação do processo de enfermagem, confecção de escalas de trabalho e assistência</p><p>técnica em situações mais complexas.</p><p>Após a alta hospitalar, o profissional da enfermagem de Unidade Básica de</p><p>Saúde ou Estratégia de Saúde da Família atendem ao binômio nas unidades ou no</p><p>domicílio, sendo gestor do cuidado, orientando e monitorando ações essenciais</p><p>nesse período, como: vacinação, amamentação, sinais de alerta, intercorrências</p><p>puerperais, teste do pezinho no RN e acompanhamento do puerpério, sendo,</p><p>portanto, um trabalho muito gratificante, apesar de árduo e complexo.</p><p>Para se aprofundar mais no assunto abordado neste tema, indico a leitura, na íntegra,</p><p>do artigo discutido em nosso podcast: Análise das complicações maternas precoces e</p><p>tardias associadas à via de parto utilizando escore de propensão. Bons estudos! Recursos</p><p>de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-</p><p>to deste tema. Vamos lá. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do</p><p>ambiente virtual de aprendizagem</p><p>EM FOCO</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>4</p><p>1</p><p>1. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a hemorragia pós-parto é definida como perda</p><p>sanguínea acima de 500 ml nas primeiras 24 horas pós-parto. Uma das principais causas</p><p>da hemorragia pós-parto é a atonia uterina, que é a incapacidade de contração do útero</p><p>(WHO, 2023).</p><p>Assinale a alternativa correta que corresponde a uma intervenção no tratamento da hemor-</p><p>ragia pós-parto causada pela atonia uterina:</p><p>a) Episiotomia.</p><p>b) Administração de uterotônicos.</p><p>c) Antibioticoterapia.</p><p>d) Histerectomia, apenas.</p><p>e) Nenhuma correta.</p><p>2. A infecção puerperal é definida como qualquer infecção do trato genital durante o puer-</p><p>pério. Quando não tratada, a infecção puerperal pode levar a sepse, que tem grande par-</p><p>ticipação nas causas de mortes maternas, e quando não causa o óbito, pode também ter</p><p>como sequelas a infertilidade e doença inflamatória pélvica, dentre outras (MASCARELLO</p><p>et al., 2021).</p><p>Sobre os principais sintomas da infecção puerperal, analise as afirmativas a seguir:</p><p>I - Temperatura axilar maior de 38 graus.</p><p>II - Dor abdominal.</p><p>III - Taquicardia.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) III, apenas.</p><p>c) I e II, apenas.</p><p>d) II e III, apenas.</p><p>e) I, II e III.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>1</p><p>4</p><p>8</p><p>3. A hemorragia pós-parto é umas das principais causas de morte materna. O enfermeiro,</p><p>como membro da equipe multiprofissional, deve atuar no manejo desse quadro, prestando</p><p>assistência de enfermagem de qualidade e segura (WORMER, JAMIL, BRYANT, 2023).</p><p>Considerando pontos importantes da assistência de enfermagem na hemorragia pós-parto,</p><p>analise as afirmativas a seguir:</p><p>I - Mensuração de perda sanguínea.</p><p>II - Transfusão de hemoderivados.</p><p>III - Aplicação de ocitocina.</p><p>IV - Avaliação da quantidade de diurese.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) II e IV, apenas.</p><p>c) III e IV, apenas.</p><p>d) I, II e III, apenas.</p><p>e) I, II, III e IV.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>1</p><p>4</p><p>9</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRANGA, L.; WILHELM, L. A.; ARBOIT, J., PILGER, C. H.; SEHNEM, G. D.; MARTINS, E. L. Nursing</p><p>care against puerperal hemorrhages: integrative review. Rev . Enferm ., UFSM, v. 12, e. 45, p. 1-22,</p><p>2022. Disponível em: https://doi.org/10.5902/2179769270177. Acesso em 11 jan. 2024.</p><p>BORTOLETTO, J. C.; JULIATO, C. R., BRITO, L. G., ARAÚJO, C. C. Fatores associados à incontinência</p><p>urinária em mulheres pós-parto. Femina, v. 49, n. 5, p. 300-308, 2021. Disponível em: https://docs.</p><p>bvsalud.org/biblioref/2021/09/1290567/femina-2021-495-p300-308-fatores-associados-a-in-</p><p>continencia-ur_yXmJrmE.pdf. Acesso em 11 jan. 2024.</p><p>CARVALHO, A. C. S. de A.; LEAL, T. B. .; SANTOS, M. G. M. dos; FONTENELE, E. S.; AMORIM , D. N.</p><p>P. .Efeitos da intervenção fisioterápica em mulheres com dispareunia no período pós-parto: uma</p><p>revisão integrativa . Revista de Casos e Consultoria, [S. l.], v. 13, n. 1, p. e28466, 2022. Disponível</p><p>em: https://periodicos.ufrn.br/casoseconsultoria/article/view/28466. Acesso em: 9 jan. 2024.</p><p>DA SILVA, M. R. G.; SKUPIEN, S. V.; RAVELLI, A. P. X.; BAYER, L. D. C. D.; SEDORKO, A.; MARTINS, M.</p><p>DE S.; CAVALCANTE, M. R.. Puerperal nursing consultation: prevention of deep vein thrombosis.</p><p>Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 12, p. 119340–119348, 2021.</p><p>MASCARELLO, K. C.; MATIJASEVICH, A.; BARROS, A. J. D. et al. Análise das complicações ma-</p><p>ternas precoces e tardias associadas à via de parto utilizando escore de propensão. Rev . Bras .</p><p>Epidemiol ., 2021.</p><p>OLIVEIRA, L. D. R.; LOPES, M. H. B. M. Recomendações clínicas para prevenir e tratar infecção</p><p>urinária pós-parto. O Mundo da Saúde, v. 46. p. 475-482, 2022.</p><p>REZENDE FILHO, J. Obstetrícia. 14 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2022.</p><p>SCHREY-PETERSEN, S.; TAUSCHER, A.; DATHAN-STUMPF, A.; STEPAN, H. Diseases and compli-</p><p>cations of the puerperium. Dtsch . Arztebl . Int., v. 118, p436-446, 25 jun. 2021.</p><p>WORLD HEALTH ORGANIZATION. A Roadmap to combat postpartum haemorrhage between</p><p>2023 and 2030. Geneva: World Health Organization; 2023.</p><p>WORMER, K. C.; JAMIL, R. T.; BRYANT, S. B. Hemorragia pós-parto aguda. In: StatPearls. Ilha do</p><p>Tesouro, 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK499988/. Acesso em:</p><p>18 mar. 2024.</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>https://doi.org/10.5902/2179769270177</p><p>https://docs.bvsalud.org/biblioref/2021/09/1290567/femina-2021-495-p300-308-fatores-associados-a-incontinencia-ur_yXmJrmE.pdf</p><p>https://docs.bvsalud.org/biblioref/2021/09/1290567/femina-2021-495-p300-308-fatores-associados-a-incontinencia-ur_yXmJrmE.pdf</p><p>https://docs.bvsalud.org/biblioref/2021/09/1290567/femina-2021-495-p300-308-fatores-associados-a-incontinencia-ur_yXmJrmE.pdf</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK499988/</p><p>1. Opção B. Se a HPP for por atonia uterina, deve-se administrar uterotônicos, avaliar a necessi-</p><p>dade de realização de tamponamento uterino, embolização da artéria pélvica e tratamento</p><p>cirúrgico.</p><p>2. Opção E. A infecção puerperal é definida como qualquer infecção do trato genital durante o</p><p>puerpério. As principais manifestações são: febre puerperal, conceituada por temperatura</p><p>axilar maior ou igual a 38 °C, manifestada após 24 horas do parto, com duração mínima de</p><p>dois dias, além de sintomas como dor, mal-estar e taquicardia.</p><p>3. Opção E. Todas as afirmativas descrevem importantes ações de enfermagem no atendi-</p><p>mento da HPP.</p><p>GABARITO</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>MINHAS METAS</p><p>CONSULTA DE ENFERMAGEM NO</p><p>ALEITAMENTO MATERNO</p><p>Descrever a importância do aleitamento materno.</p><p>Trazer a legislação brasileira vigente sobre a amamentação.</p><p>Recordar a anatomia da mama.</p><p>Recordar os passos da consulta de enfermagem.</p><p>Descrever as principais intercorrências na amamentação.</p><p>Demonstrar as técnicas de amamentação.</p><p>Destacar a atuação do enfermeiro no aleitamento materno.</p><p>T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 8</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>INICIE SUA JORNADA</p><p>O aleitamento materno exclusivo e em livre demanda (Ameld) é a alimenta-</p><p>ção padrão ouro para os recém-nascidos até os seis meses. O leite materno con-</p><p>tém anticorpos, proteínas, gorduras e carboidratos na medida certa e necessária</p><p>para suprir as necessidades dos bebês sem causar danos à sua saúde.</p><p>A amamentação é muito importante não somente para a saúde materno-in-</p><p>fantil, mas também para o fortalecimento do vínculo mãe-bebê, sendo, portanto,</p><p>uma prática que traz somente benefícios para o binômio.</p><p>Por outro lado, nem todas as mulheres possuem boas experiências com o</p><p>Ameld devido às dificuldades anteriores delas ou de mulheres próximas, des-</p><p>tacando a importância da desmistificação de tabus e também o apoio a essas</p><p>mulheres para conseguirem amamentar.</p><p>O profissional enfermeiro é quem mais se dedica a apoiar a amamentação</p><p>dentro da equipe de saúde. Utilizando suas habilidades técnicas e não técnicas,</p><p>como o acolhimento, comunicação e empatia, esse profissional é capaz de inter-</p><p>ferir de forma positiva no processo de aleitamento e colaborar para o seu sucesso.</p><p>Por mais que saibamos os inúmeros benefícios do Ameld, também são de conhe-</p><p>cimento as suas dificuldades de implementação; por isso, é dever dos profissionais</p><p>de saúde orientar sobre as melhores evidências, mas também respeitar os limites e as</p><p>escolhas das mulheres quanto à amamentação e apoiá-las em suas decisões.</p><p>O leite materno é um alimento completo, pois possui todos os nutrientes necessá-</p><p>rios para alimentar o recém-nascido. Neste podcast, falaremos sobre as fases de</p><p>apresentação do leite materno,</p><p>que se inicia com o colostro, fase de transição e,</p><p>por último, leite maduro. Não deixe de conferir! Recursos de mídia disponíveis no</p><p>conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem</p><p>PLAY NO CONHECIMENTO</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 8</p><p>DESENVOLVA SEU POTENCIAL</p><p>A IMPORTÂNCIA DA AMAMENTAÇÃO</p><p>O aleitamento materno traz grandes benefícios para a saúde materna e infantil,</p><p>além de ser economicamente viável e beneficiar o meio ambiente (CARVA-</p><p>LHO; PASSOS, 2021).</p><p>BENEFÍCIOS DO ALEITAMENTO MATERNO</p><p>VAMOS RECORDAR?</p><p>Para melhor entendermos o processo de produção do leite materno e os processos</p><p>fisiológicos envolvidos, é necessário recordarmos da fisiologia da lactação.</p><p>O vídeo que separei para você explica de forma rápida e ilustrada a fisiologia da</p><p>lactação. Se preferir, ative as legendas e coloque tradução automática para o</p><p>idioma português.</p><p>Bons estudos!</p><p>Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de</p><p>aprendizagem .</p><p>SAÚDE MATERNA</p><p>• Involução uterina mais rápida.</p><p>• Diminuição do sangramento e anemia pós-parto.</p><p>• Retorno ao peso gestacional mais rápido.</p><p>• Ação protetora dos tumores de mama e ovários.</p><p>1</p><p>5</p><p>4</p><p>LEGISLAÇÃO EM PROL DO ALEITAMENTO MATERNO</p><p>A legislação brasileira foi se modificando ao longo do tempo para garantir meios</p><p>favoráveis para a amamentação.</p><p>Em 12 de abril de 2017, o presidente do Brasil, na ocasião, Michel Temer, sancio-</p><p>nou a lei nº13.435, que instituiu o mês de agosto como o mês do aleitamento materno.</p><p>SAÚDE INFANTIL</p><p>• Proteção contra infecções comuns: diarreia, doença respiratória aguda.</p><p>• Crescimento e desenvolvimento craniofacial.</p><p>• Nutrição adequada.</p><p>• Imunidade.</p><p>• Desenvolvimento de sucção e deglutição.</p><p>• Prevenção de diabete e obesidade.</p><p>• Fortalecimento do sistema imunológico.</p><p>FINANCEIRO</p><p>• Economia no âmbito familiar com fórmulas infantis, mamadeiras e outros insumos.</p><p>• Amamentação previne morbidades e internações, o que diminui gastos nos siste-</p><p>mas de saúde públicos e privados.</p><p>AMBIENTAL</p><p>• Reduz gastos com combustíveis que poluem o meio ambiente.</p><p>• Poupa desmatamento de árvores usadas para fazer os rótulos das fórmulas infan-</p><p>tis.</p><p>• Evita a produção de frascos de latas que poluem o meio ambiente.</p><p>Saiba mais sobre a lei nº 13435./2015. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo</p><p>digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>5</p><p>5</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 8</p><p>Em 20 de setembro de 2023, o vice-presidente (enquan-</p><p>to presidente interino) Geraldo Alckmin sancionou a lei</p><p>nº 14.683 que institui o selo “Empresa amiga da Ama-</p><p>mentação” para estimular as empresas a apoiarem as</p><p>funcionárias lactantes a amamentarem.</p><p>Acesse o link que separei para você e saiba mais sobre a Lei nº 14.683 e sua impor-</p><p>tância para o aleitamento materno Recursos de mídia disponíveis no conteúdo</p><p>digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>As leis trabalhistas do Brasil regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho</p><p>(CLT) asseguram direitos às gestantes, puérperas e lactantes. Conforme o artigo</p><p>391 da CLT, as mulheres devem ser afastadas de atividades insalubres durante a</p><p>fase gestação-lactação, para amamentar seu filho, inclusive se advindo de adoção,</p><p>até que este complete seis meses. A mulher terá direito, durante a jornada de</p><p>trabalho, a dois descansos especiais de meia hora cada um, e os locais destina-</p><p>dos à guarda dos filhos durante o período da amamentação deverão possuir, no</p><p>mínimo, um berçário, uma sala de amamentação, uma cozinha dietética e uma</p><p>instalação sanitária (BRASIL, 1943).</p><p>Saiba mais sobre a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e sua importância</p><p>para a fase gestação-lactação. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digi-</p><p>tal do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>CONSULTA DE ENFERMAGEM EM AMAMENTAÇÃO</p><p>Assim como todas as consultas de enfermagem, a consulta em orientação ao</p><p>aleitamento materno deve seguir os passos da sistematização da assistência de</p><p>enfermagem, a saber:</p><p>■ Coleta de dados.</p><p>■ Diagnóstico de Enfermagem.</p><p>■ Prescrição de Enfermagem.</p><p>■ Implementação.</p><p>■ Avaliação.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 8</p><p>Coleta de dados</p><p>A coleta de dados compreende a anamnese e exame físico.</p><p>Para examinar a mama feminina, encontrar acha-</p><p>dos atípicos e orientar as puérperas, é necessário que</p><p>se tenha conhecimento sobre a anatomia da mama.</p><p>A mama, na sua parte externa, apresenta as seguin-</p><p>tes estruturas:</p><p>■ Mamilo – é uma pequena projeção da junção de ductos mamários (pro-</p><p>venientes das glândulas secretoras).</p><p>■ Aréola – é a área pigmentada ao redor do mamilo. Nela, estão presentes</p><p>glândulas sudoríparas e sebáceas. Na aréola, se formam pequenas glân-</p><p>dulas redondas chamadas de glândulas de Montgomery.</p><p>A coleta de dados</p><p>compreende a</p><p>anamnese e exame</p><p>físico</p><p>1</p><p>5</p><p>8</p><p>A região interna da mama possui grande número de estruturas que visam ao</p><p>aleitamento materno, sendo elas:</p><p>■ Alvéolos -pequenas estruturas redondas da mama onde ficam as células</p><p>produtoras do leite.</p><p>■ Lóbulos -é o conjunto de vários alvéolos.</p><p>■ Lobos -é o conjunto de vários lóbulos.</p><p>■ Ductos -estruturas que ligam os alvéolos de um lóbulo até a ampola.</p><p>■ Ampola -reservatório de leite próximo à aréola.</p><p>■ Ligamento de Cooper -tecido fibroso que promove a sustentação das</p><p>glândulas mamárias (NETTER, 2001).</p><p>A Figura 1, demonstra a anatomia das mamas com as principais estruturas en-</p><p>volvidas no processo de amamentação.</p><p>Figura 1 - Anatomia da mama feminina</p><p>Descrição da Imagem: peça anatômica</p><p>da mama feminina em corte sagital à</p><p>esquerda, com identificação do mamilo</p><p>e aréola que estão desenhados em tom</p><p>rosado. Ao lado direito, corte sagital da</p><p>mama, com representação dos seguintes</p><p>tecidos: lobos mamários em cor lilás, duc-</p><p>tos que se projetam dos lobos, represen-</p><p>tados em azul escuro, em seguida, tecido</p><p>adiposo preenchendo a mama, represen-</p><p>tado em amarelo, e, em último plano, os</p><p>músculos peitorais, representados como</p><p>uma faixa posterior à mama e em cor</p><p>vermelha. Posteriormente às costelas, há</p><p>os ossos da costela representados como</p><p>pequenos retângulos separados uns dos</p><p>outros, dispostos em linha na vertical e</p><p>em amarelo claro. Fim da descrição.</p><p>No Quadro 1, a seguir, estão descritas as principais abordagens a serem realizadas</p><p>nessa fase.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>5</p><p>9</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 8</p><p>ANAMNESE EXAME FÍSICO</p><p>Dados sociodemográficos.</p><p>Dados relacionados à gestação:</p><p>intercorrências no Pré-Natal.</p><p>Parto: tipo de parto, idade gesta-</p><p>cional, intercorrências no parto.</p><p>Dados da alta: peso do RN,</p><p>condições maternas. Perguntar</p><p>se foi realizada orientação sobre</p><p>amamentação na maternidade.</p><p>Exame físico das mamas:</p><p>com a mulher sentada, solicite que desnude</p><p>o tronco. Iniciar com avaliação estática, obser-</p><p>vando simetria, consistência da mama, tipos de</p><p>mamilos (normal, plano, invertido) e se possuem</p><p>lesões, presença de ingurgitamento mamário,</p><p>aspecto da pele: clara, hiperemiada.</p><p>Após realizar a palpação das mamas, procure</p><p>pontos dolorosos, áreas de acúmulo de leite,</p><p>nodulações.</p><p>Amamentação assistida: observe a posição,</p><p>pega do RN e efetividade da mamada.</p><p>Quadro 1 - Coleta de dados / Fonte: adaptado de Iopp, Massafera e De Bortoli (2023).</p><p>Diagnósticos e prescrições de enfermagem</p><p>Os principais diagnósticos de enfermagem relacionados à amamentação pela Classi-</p><p>ficação Internacional para as Práticas de Enfermagem em Saúde Coletiva (CIPESC )</p><p>e suas respectivas prescrições de enfermagem estão relacionados no Quadro 2:</p><p>DIAGNÓSTICOS PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM</p><p>Amamentação adequada</p><p>Orientar e estimular a amamentação exclusivamente</p><p>até o 6º mês.</p><p>Estimular a beber líquidos após e nos intervalos entre</p><p>as mamadas.</p><p>Estimular vínculo mãe/filho durante o aleitamento</p><p>materno.</p><p>Orientar a puérpera a fazer limpeza do bico do seio</p><p>com o próprio leite antes e após cada mamada.</p><p>Observar a amamentação e a pega.</p><p>Observar rachaduras, dor e endurecimento das mamas.</p><p>Orientar a oferecer o seio até esgotar, dar o outro seio;</p><p>na próxima mamada, começar pelo último seio.</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>Amamentação</p><p>inadequada</p><p>Demonstrar técnica correta de amamentação.</p><p>Encorajar a paciente a explicitar suas dúvidas, anseios e</p><p>dificuldades relacionadas à amamentação.</p><p>Observar rachaduras, dor e endurecimento das mamas.</p><p>Monitorar o peso da criança.</p><p>Fissura mamilar</p><p>Fazer limpeza do bico do seio com o próprio leite antes</p><p>e após cada mamada.</p><p>Manter os mamilos e aréolas sempre limpas, evitando</p><p>o uso de pomadas, cremes etc.</p><p>Monitorar, por meio de visita domiciliar.</p><p>Observar e avaliar, corrigindo, quando necessário, a</p><p>amamentação e a pega.</p><p>Oferecer leite esgotado ao bebê, com uma colher</p><p>pequena ou copinho.</p><p>Mamilos íntegros</p><p>Identificar o tipo de mamilo da gestante.</p><p>Reforçar orientações para a prevenção de fissuras nos</p><p>mamilos. Reforçar orientações sobre o uso correto de</p><p>sutiã.</p><p>Ingurgitamento mamário</p><p>Colocar a criança para sugar primeiro na mama menos</p><p>dolorida.</p><p>Observar a necessidade de aplicação de compressas</p><p>frias.</p><p>Esgotar manualmente as mamas.</p><p>Orientar manutenção do aleitamento, reduzindo o</p><p>intervalo das mamadas.</p><p>Mastite</p><p>Ensinar ordenha mamária.</p><p>Esgotar manualmente as mamas.</p><p>Monitorar através de visita domiciliar. Observar a ama-</p><p>mentação e a pega.</p><p>Oferecer o leite esgotado ao bebê com uma colher</p><p>pequena ou copinho (de café).</p><p>Verificar a presença de quadro febril, intensidade da</p><p>dor e outras queixas associadas.</p><p>Quadro 2 - Diagnósticos e prescrições de enfermagem no aleitamento / Fonte: Albuquerque et al. (2005).</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 8</p><p>Algumas prescrições de enfermagem da CIPESC que devem ser realizadas, in-</p><p>dependentemente de alterações:</p><p>■ orientar manutenção do aleitamento, reduzindo o intervalo das mamadas;</p><p>■ orientar uso correto de sutiã;</p><p>■ usar sutiã com alças curtas para manter os seios elevados;</p><p>■ estimular vínculo mãe/filho durante o aleitamento materno.</p><p>AVALIAÇÃO DAS AÇÕES IMPLEMENTADAS</p><p>A cada diagnóstico realizado pelo enfermeiro, ele deve propor um conjunto de</p><p>intervenções voltadas a amenizar ou resolver as alterações encontradas, ou man-</p><p>ter o bom padrão encontrado, como a amamentação adequada, por exemplo.</p><p>Para avaliar as ações implementadas, é interessante que se agende retornos</p><p>breves, principalmente em casos de ingurgitamento mamário e mastite que po-</p><p>dem causar complicações sérias para a saúde materno-infantil.</p><p>PRINCIPAIS INTERCORRÊNCIAS NO ALEITAMENTO MATERNO</p><p>Estudos indicam que a taxa de desmame precoce no Brasil é alta, e está relacionada</p><p>às intercorrências mamárias mal manejadas e a fatores como o baixo nível de esco-</p><p>laridade materno, crenças de o leite ser fraco e influências negativas de familiares.</p><p>Conforme mostramos nos diagnósticos de enfermagem, as principais inter-</p><p>corrências que iremos lidar durante o aleitamento materno são: ingurgitamento</p><p>mamário, traumas mamilares, mastite, bebê que não suga ou tem sucção fraca</p><p>(BARRETOS; LOPES, 2023).</p><p>A seguir, descreveremos as principais intercorrências mamárias.</p><p>Ingurgitamento mamário</p><p>O ingurgitamento mamário é retenção anormal de leite. Os sintomas são dores,</p><p>hipertermia e rubor discreto. É ocasionado devido ao desequilíbrio entre a pro-</p><p>dução do leite materno e a sucção pela criança.</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>Os principais cuidados são a ordenha manual para alívio e, após, colocar o bebê</p><p>para mamar. Faz-se a ordenha primeiro, para que o seio fique com consistência</p><p>mais macia e mais fácil de sucção pelo recém-nascido. Em casos mais graves</p><p>(edema e hiperemia) orienta-se compressa fria por, no máximo, 20 minutos (não</p><p>exceder esse tempo devido ao efeito rebote).</p><p>Traumas mamilares</p><p>Os traumas mamilares são definidos como alteração do tecido mamilar causados,</p><p>geralmente, por manejo inadequado e/ou erro na técnica de amamentação. Os</p><p>principais sintomas são dores e presença de lesões como fissura, escoriação, vesí-</p><p>cula, erosão nos mamilos e mamas, podendo ser acompanhados de sangramento.</p><p>As principais maneiras de manejar os traumas mamilares são a correção da</p><p>pega do seio pelo bebê, passar leite materno na região areolar antes e após as ma-</p><p>madas, suspender temporariamente a amamentação na mama afetada e ordenhar</p><p>o leite e oferecer no copinho, uso de pomada de lanolina. Não é recomendado</p><p>o tratamento seco das lesões mamilares (banho de luz, banho de sol, secador de</p><p>cabelo) (FEITOSA et al., 2019). A Figura 2, demonstra a pega correta.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 8</p><p>Mastite</p><p>A mastite é definida como pro-</p><p>cesso inflamatório e infeccioso</p><p>na mama com sinais de hipere-</p><p>mia e calor nas mamas, febre,</p><p>desconforto, náuseas e vômitos.</p><p>Em casos de mastite infecciosa, drena-se pus pelo mamilo, e, nesse caso,</p><p>a amamentação deve ser suspensa e iniciar tratamento com antibióticos, fazer</p><p>ordenha de alívio até a resolução do quadro.</p><p>Já na mastite não infecciosa, a mulher deve ingerir analgésicos e pode ser</p><p>mantida a amamentação. Orienta-se a realizar a ordenha manual após as mama-</p><p>das para retirar leite excedente (Coren, 2019).</p><p>Bebê com dificuldade de sugar</p><p>Quando o bebê apresenta dificuldade de sucção, podem ser pensados vários</p><p>fatores-causas possíveis, como pega errada, posição desconfortável para o RN</p><p>(posicionamento da cabeça e dos braços) ou até mesmo problemas bucais no RN</p><p>(língua presa). Deve-se orientar a puérpera sobre a posição, estimular a sucção</p><p>com dedo mínimo enluvado. Casos de alterações anatômicas na língua do RN</p><p>devem ser encaminhados para especialistas.</p><p>Na Figura 3, estão ilustradas posições possíveis de amamentação.</p><p>Figura 2 - Pega correta do RN no seio</p><p>materno</p><p>Descrição da Imagem: bebê no colo da</p><p>mãe, ambos de pele branca. Fundo da</p><p>imagem azul claro. Foto mostra o bebê</p><p>e contém setas que saem da imagem</p><p>descrevendo a pega correta: bebê com</p><p>olho aberto e abocanhando toda a aréo-</p><p>la como “boquinha de peixe”, com quei-</p><p>xo encostado no seio, barriga e tronco</p><p>voltados para a mãe, lábios virados para</p><p>fora, narinas livres. Fim da descrição.</p><p>1</p><p>1</p><p>4</p><p>Figura 3 - Posições para a amamentação</p><p>Descrição da Imagem: fundo verde com quatro desenhos de mulher branca com cabelos pretos, blusa rosa e</p><p>calça azul, amamentando bebê branco de roupa azul. Primeiro desenho mostra a posição de suporte cruzado que</p><p>o bebê fica na direção oposta da pega, com a cabeça apoiada na mão. Segunda imagem é a posição de suporte</p><p>(tradicional), encosta barriga com barriga, e a mãe apoia a cabeça do RN com o braço. A terceira contém a posição</p><p>deitada de lado invertida, quando o bebê fica com o corpo na direção da cabeça da mãe e abocanha o seio, e a</p><p>mãe fica deitada. E a quarta figura demonstra a posição deitada de lado cruzada: o bebê fica de lado de frente</p><p>para a mãe com a cabeça apoiada em seu braço. Fim da descrição.</p><p>Para saber mais sobre as posições de amamentação e outras informações valiosas</p><p>sobre o assunto, acesse o site da Unicef, que, além de conteúdo escrito, contém</p><p>vídeos explicativos. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do am-</p><p>biente virtual de aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>5</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 8</p><p>NOVOS DESAFIOS</p><p>Dentro das possibilidades de atuação do enfermeiro na área de saúde mater-</p><p>no-infantil, sem dúvidas, a amamentação é a mais promissora e com múltiplas</p><p>oportunidades de atuação.</p><p>O profissional da enfermagem capacitado para realizar esse tipo de atendi-</p><p>mento pode atuar como profissional liberal, atendendo consultas particulares,</p><p>em consultório de enfermagem ou em domicílio, ou em instituições que oferecem</p><p>esse tipo de serviço na rede pública e privada, além dos Bancos de Leite Huma-</p><p>no, que são unidades de referência para apoiar a amamentação.</p><p>Além da prática assistencial, é possível que o profissional da enfermagem</p><p>também atue como docente de cursos de nível médio e superior na área e, até</p><p>mesmo, em cursos de aperfeiçoamento voltados para essa área.</p><p>Pode-se dizer que é uma prática de baixo custo, pois são requeridos poucos</p><p>insumos, mas que exige maior desenvolvimento de habilidades para manejo da</p><p>técnica de amamentar,</p><p>bem como habilidades educativas para orientar as puér-</p><p>peras e familiares.</p><p>Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-</p><p>to deste tema. Vamos lá. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do</p><p>ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EM FOCO</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>1. A amamentação é muito importante não somente para a saúde materno-infantil, mas tam-</p><p>bém para o fortalecimento do vínculo mãe-bebê, sendo, portanto, uma prática que traz</p><p>inúmeros benefícios para o binômio (CARVALHO; PASSOS, 2021).</p><p>Assinale a alternativa correta com relação aos benefícios do aleitamento materno na saúde</p><p>da criança:</p><p>a) O aleitamento não interfere em questões relacionadas ao vínculo materno.</p><p>b) Não podemos relacionar a amamentação com a imunidade infantil.</p><p>c) Auxilia no bom desenvolvimento craniofacial.</p><p>d) Na parte nutricional, o aleitamento tem benefício secundário.</p><p>e) Todas estão erradas.</p><p>2. A lei nº 14.683, de 20 de setembro de 2023, instituiu um selo de reconhecimento para as</p><p>empresas que cumprirem requisitos para estimular e facilitar que as funcionárias ama-</p><p>mentem (BRASIL, 2023).</p><p>Que selo é esse?</p><p>a) “Empresa cidadã”.</p><p>b) “Empresa amiga da amamentação”.</p><p>c) “Compromisso com o aleitamento”.</p><p>d) “Juntos em prol da amamentação”.</p><p>e) “Apoiamos a amamentação”.</p><p>3. A região interna da mama possui grande número de estruturas que visam ao aleitamento</p><p>materno (NETTER, 2001).</p><p>Assinale a alternativa correta que corresponde a pequenas estruturas redondas da mama</p><p>onde ficam as células produtoras do leite:</p><p>a) Mamilos.</p><p>b) Ductos.</p><p>c) Alvéolos.</p><p>d) Lóbulos.</p><p>e) Ampola.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALBUQUERQUE, L. M. et al. Cipescando em Curitiba: construção e implementação da Nomen-</p><p>clatura de Diagnósticos e Intervenções de Enfermagem na Rede Básica de Saúde. Curitiba:</p><p>ABEn, 2005. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2880281/mod_resource/</p><p>content/1/CIPESC.pdf. Acesso em: 24 jan. 2024.</p><p>BARRETO, A. A.; LOPES, I. M. D. Exclusive breastfeeding and determinant factors of early wea-</p><p>ning: an integrative literature review. Research, Society and Development, [S. l.], v. 12, n. 5, 2023.</p><p>DOI: 10.33448/rsd-v12i5.41358. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/</p><p>view/41358. Acesso em: 19 jan. 2024.</p><p>BRASIL. Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Traba-</p><p>lho. Diário Oficial da União, Rio de Janeiro, DF, 9 de agosto de 1943.</p><p>BRASIL. Lei 14683 de 20 de setembro de 2023. Institui o selo Empresa Amiga da Amamenta-</p><p>ção. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 21 de setembro de 2023.</p><p>CARVALHO, L. M. M.; PASSOS, S. G. Os benefícios do aleitamento materno para a saúde da</p><p>criança: revisão integrativa. Revista Coleta Científica, v.5, n.9, p. 70-87, 2021. Disponível em: ht-</p><p>tps://doi.org/10.5281/zenodo.5117748. Acesso em: 16 jan. 2024.</p><p>COREN. Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo. Protocolo de enfermagem na Aten-</p><p>ção Primária à Saúde: módulo 1: saúde da mulher. São Paulo: Coren, 2019. Disponível em: ht-</p><p>tps://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/protocolo-de-enfermagem-na-a-</p><p>tencao-primaria-a-saude-modulo-1-saude-da-mulher.pdf. Acesso em: 19 jan. 24.</p><p>FEITOSA, D. P. R. A.; MOREIRA, L. C.; POSSOBON, R. F.; LODI, J. C.; Tratamento para dor e trauma</p><p>mamilar em mulheres que amamentam: revisão integrativa de literatura. Revista Nursing, v. 22,n.</p><p>256, 2019. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1026022.</p><p>Acesso em: 19 jan. 24.</p><p>IOPP P. H.; MASSAFERA, G. I.; DE BORTOLI, C. F. A atuação do enfermeiro na promoção, incen-</p><p>tivo e manejo do aleitamento materno. Enferm . foco, v. 14, 2023. Disponível em: https://doi.</p><p>org/10.21675/2357-707X.2023.v14.e-202344. Acesso em: 19 jan. 24.</p><p>NETTER, F. H. Atlas of human anatomy. 4 ed. Philadelfia: Lippincott Williams & Wilkins, 2001.</p><p>1</p><p>1</p><p>8</p><p>https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2880281/mod_resource/content/1/CIPESC.pdf</p><p>https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2880281/mod_resource/content/1/CIPESC.pdf</p><p>https://doi.org/10.5281/zenodo.5117748</p><p>https://doi.org/10.5281/zenodo.5117748</p><p>https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/protocolo-de-enfermagem-na-atencao-primaria-a-saude-modulo-1-saude-da-mulher.pdf</p><p>https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/protocolo-de-enfermagem-na-atencao-primaria-a-saude-modulo-1-saude-da-mulher.pdf</p><p>https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/protocolo-de-enfermagem-na-atencao-primaria-a-saude-modulo-1-saude-da-mulher.pdf</p><p>https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1026022</p><p>https://doi.org/10.21675/2357-707X.2023.v14.e-202344</p><p>https://doi.org/10.21675/2357-707X.2023.v14.e-202344</p><p>1. Opção C. O aleitamento promove vínculo entre mãe e bebê, além de transportar anticorpos</p><p>maternos para a criança e ter função primordial de nutrição adequada.</p><p>2. Opção B. Em 20 de setembro de 2023, o vice-presidente (enquanto presidente interino) Ge-</p><p>raldo Alckmin sancionou a lei nº 14.683 que institui o selo “Empresa amiga da Amamentação”</p><p>para estimular as empresas a apoiarem as funcionárias lactantes a amamentarem.</p><p>3. Opção C. Os alvéolos são pequenas estruturas redondas da mama onde ficam as células</p><p>produtoras do leite.</p><p>GABARITO</p><p>1</p><p>1</p><p>9</p><p>MINHAS METAS</p><p>POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS</p><p>À SAÚDEDA MULHER NO CICLO</p><p>GRAVÍDICO-PUERPERAL</p><p>Descrever as políticas públicas na atenção às gestantes brasileiras.</p><p>Trazer a legislação atual sobre o planejamento reprodutivo.</p><p>Mostrar o panorama atual sobre a organização da rede pública.</p><p>Descrever as políticas voltadas ao puerpério.</p><p>Enumerar os serviços públicos brasileiro de atendimento à mulher.</p><p>Estimular o pensamento crítico do aluno sobre as políticas públicas.</p><p>Construir uma linha do tempo das políticas públicas brasileiras voltadas para as mulheres.</p><p>T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 9</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>INICIE SUA JORNADA</p><p>As políticas públicas enquanto área de conhecimento surgiram nos Estados Uni-</p><p>dos da América na década de 1950, como uma disciplina de análise do Estado.</p><p>A definição de política pública, segundo Peters (1986), é a soma das atividades dos</p><p>governos, que agem diretamente ou via delegação, e que influenciam a vida dos cidadãos.</p><p>A forma de criação de uma política pública se dá por meio de uma interação</p><p>complexa entre o governo e a sociedade civil em busca de ações com finalidade de</p><p>responder a um problema central. Podemos considerar que a política pública em</p><p>determinada área passa por diversas fases até a concepção final, sendo, em linhas</p><p>gerais: identificação do problema, entrada na agenda do país/estado/município,</p><p>formulação da política, tomada de decisões, implementação, monitoramento da</p><p>implantação e avaliação dos resultados (RONDÔNIA, 2022).</p><p>Com relação à saúde da mulher, as primeiras políticas públicas no Brasil</p><p>surgiram em 1920 com ações voltadas estritamente para o cuidado da mulher</p><p>no período de pré-natal e parto e perduraram por vários anos, até que, por meio</p><p>de reivindicações pelos direitos e saúde das mulheres, realizadas por cientistas,</p><p>mulheres da sociedade civil e profissionais da saúde, em 1984 o Ministério da</p><p>Saúde lançou o primeiro programa voltado à saúde feminina, o Programa de</p><p>Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM).</p><p>Neste tema de aprendizagem, falaremos sobre como as políticas voltadas para</p><p>a saúde da mulher foram estruturadas no Brasil.</p><p>No podcast deste tema de aprendizagem, falaremos alguns fatos históricos que</p><p>aconteceram com as mulheres no Brasil, dado o Código Civil de 1916. Tal código</p><p>foi substituído em 2002 pelo atual, e ficou por mais de 100 anos em vigor no nosso</p><p>país. Vamos juntos! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do am-</p><p>biente virtual de aprendizagem .</p><p>PLAY NO CONHECIMENTO</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 9</p><p>DESENVOLVA SEU POTENCIAL</p><p>POLÍTICAS DE SAÚDE DA MULHER</p><p>Neste tema de aprendizagem, iremos apresentar as políticas de saúde brasileiras</p><p>voltadas para a promoção da saúde feminina durante</p><p>o ciclo gravídico puer-</p><p>peral (CGP), ou seja, pré-natal, parto e puerpério, lembrando que, além das</p><p>políticas discutidas aqui, existem muitas outras que são relacionadas a outros</p><p>aspectos importantíssimos, como o combate à violência, questões de gênero e</p><p>direitos humanos, climatério, menopausa, adolescência, mulheres em situação</p><p>de rua e privadas de liberdade e saúde menstrual, que não são o foco de nosso</p><p>aprendizado neste momento, mas de inestimável valia a apropriação pelos pro-</p><p>fissionais da saúde.</p><p>Apresentamos, a seguir, o histórico das políticas de saúde da mulher.</p><p>Décadas de 1951 a 1911</p><p>Até o ano de 1953, no Brasil, o Ministério da Saúde era vinculado ao Ministério</p><p>da Educação, e foram desvinculados, em 25 de julho de 1953, quando o Minis-</p><p>tério da Saúde assumiu a responsabilidade pelos cuidados da saúde da criança</p><p>pelo Departamento Nacional da Criança (DNCr).</p><p>VAMOS RECORDAR?</p><p>Você sabia que até a Constituição Brasileira de 1988 as mulheres não eram</p><p>consideradas cidadãs? Só depois da Constituição de 1988 que as mulheres</p><p>começaram a possuir direitos e deveres iguais aos dos homens e foram</p><p>consideradas legalmente como cidadãs.</p><p>Para entender um pouco desse processo, separamos um vídeo da socióloga</p><p>Jacqueline Pitanguy contando como foi a participação das mulheres na Constituição</p><p>de 1988. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual</p><p>de aprendizagem .</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 9</p><p>Em 1969, o DNCr foi extinto e, em 1970, foi criada a Coordenação de Proteção</p><p>Materno-infantil (CPMI), cuja atribuição era planejar, orientar, coordenar, contro-</p><p>lar e fiscalizar as atividades de proteção à maternidade, à infância e à adolescência.</p><p>Em 1975, foi criado o Programa Nacional de Saúde Materno-Infantil, a</p><p>fim de contribuir para a redução da carga de doenças e mortalidade da mulher</p><p>e da criança, com ações direcionadas à mulher durante a gestação, o parto e o</p><p>puerpério, e à criança menor de 5 anos (CASSIANO et al., 2014).</p><p>Entre 1975 e 1985 foi considerado o decênio para a saúde da mulher. A Or-</p><p>ganização das Nações Unidas (ONU) reuniu, em 1985, mais de 10 mil mulheres</p><p>em Nairobi com o objetivo de debater a participação da mulher na vida política</p><p>e econômica e promover igualdade, desenvolvimento e paz.</p><p>Décadas de 1981 e 1991</p><p>No ano de 1984, foi criado o primeiro programa com foco na saúde da mulher</p><p>no Brasil, desvinculado do programa de atenção à criança. Cria-se o Programa</p><p>de Atenção Integral à Saúde da Mulher visando defender os direitos reprodutivos</p><p>com autonomia da mulher. (PAISM) O PAISM incluía ações educativas, preventi-</p><p>vas, de diagnóstico, tratamento e recuperação, englobando a assistência à mulher</p><p>no pré-natal, parto e puerpério, no climatério, em planejamento familiar, DST,</p><p>rastreamento de câncer do colo de útero e de mama (SOUTO; MOREIRA, 2021).</p><p>Em 1986, a VIII Conferência Nacional de Saúde discutiu, a definição e</p><p>criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 1988, é realizada a Constituição</p><p>de 1988, por meio da qual as mulheres adquirem os mesmos direitos e deveres</p><p>que os homens.</p><p>Em 1990, por meio da Lei nº 8080/1990, foi criado o SUS, com os prin-</p><p>cípios de integralidade, equidade e universalidade. O SUS, por meio das Nor-</p><p>mas Operacionais Básicas (NOB) e Norma Operacional de Assistência</p><p>à Saúde (Noas), trouxe os princípios da descentralização das ações de saú-</p><p>de para os municípios na Atenção Básica, e, no âmbito da saúde da mulher,</p><p>são direcionados investimentos financeiros para ações básicas de pré-natal,</p><p>puerpério, planejamento familiar e prevenção do câncer de colo uterino e mama.</p><p>Em 1996, foi instituída a Lei n.º 9.263 sobre o planejamento familiar, con-</p><p>siderado um direito de todo cidadão e dever do Estado.</p><p>1</p><p>1</p><p>4</p><p>Balanços institucionais referentes aos períodos de 1998 a 2002 apontam que</p><p>as ações em saúde de mulheres estavam mais direcionadas à resolução de pro-</p><p>blemas, priorizando a redução da mortalidade materna.</p><p>Anos 1111 em diante</p><p>No ano de 2003, iniciaram-se discussões sobre a reestruturação do PAISM, e</p><p>no ano de 2004, o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Atenção</p><p>Integral à Saúde da Mulher (PNAISM).</p><p>A PNAISM foi lançada com enfoque em gênero, promoção da saúde, direitos</p><p>sexuais e reprodutivos, planejamento reprodutivo, abortamento, prevenção de</p><p>violência, controle de doenças não transmissíveis e de infecções sexualmente</p><p>transmissíveis e câncer ginecológico. Além disso, ações para mulheres com de-</p><p>ficiências, negras, moradoras de áreas rurais e remotas, indígenas, privadas de</p><p>liberdade e homossexuais foram ampliadas (BRASIL, 2004).</p><p>Em 2005, foi lançada a Política Nacional de Direitos Sexuais e Direitos</p><p>Reprodutivos e Lei do acompanhante no parto (Lei nº11.108, de 7 de abril</p><p>de 2005). A Política de direitos sexuais e reprodutivos trouxe importantes con-</p><p>quistas, como a reprodução assistida na rede pública, a expansão de métodos</p><p>anticoncepcionais e a prática humanizada de assistência.</p><p>No ano de 2008, foi lançado o Guia de Vigilância Epidemiológica do</p><p>óbito materno, que designa aos municípios a criação de grupos técnicos de</p><p>investigação das mortes maternas.</p><p>A Rede Cegonha, instituída no ano de 2011 pela Portaria n.º1.459, de 24</p><p>de junho de 2011, visa “assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodu-</p><p>tivo e à atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como à</p><p>criança o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e ao desenvolvimento</p><p>saudáveis” (BRASIL, 2011).</p><p>Pela rede cegonha, foram cofinanciados pelo governo federal os Centros de</p><p>Parto Normal; Casa Gestante, Bebê e Puérpera (CGB), Unidade de Cuidado</p><p>Intermediário Neonatal Canguru (UCINC) a, teste rápido de gravidez para a</p><p>atenção primária à saúde e os exames relacionados ao pré-natal.</p><p>Em 2013, foi lançado o “Programa Mulher Viver Sem Violência - Casa</p><p>da Mulher Brasileira”, que foi revogado em 2023 e substituído pelo Decreto n.º</p><p>11.431, de 8 março de 2023, que instituiu o “Programa Mulher Viver sem Violência”.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>5</p><p>http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%2011.431-2023?OpenDocument</p><p>http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%2011.431-2023?OpenDocument</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 9</p><p>“ [...] com o objetivo de integrar e ampliar os serviços públicos exis-</p><p>tentes destinados às mulheres em situação de violência, por meio</p><p>da articulação dos atendimentos especializados no âmbito da saú-</p><p>de, da segurança pública, da justiça, da rede socioassistencial e da</p><p>promoção da autonomia financeira (BRASIL, 2023).</p><p>Em 2017, aconteceu a II Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, com</p><p>objetivo de aprovar propostas em relação à saúde das mulheres e reafirmar os</p><p>direitos adquiridos nas últimas décadas. As principais propostas aprovadas fo-</p><p>ram: a realização de conferências municipais, estaduais e nacional de saúde das</p><p>mulheres a cada quatro anos; pela implantação de Comissões Intersetoriais de</p><p>Saúde da Mulher nos conselhos estaduais e municipais de saúde; e pela revisão</p><p>da PNAISM (SOUTO; MOREIRA, 2021).</p><p>No ano de 2023, foi recriado o Ministério das Mulheres, que luta por causas</p><p>de direitos, igualdade e prevenção da violência contra a mulher.</p><p>A Figura 1, descreve o marco temporal das políticas relacionadas à saúde</p><p>das mulheres no Brasil.</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>Figura 1 - Evolução histórica das políticas brasileiras em saúde da mulher / Fonte: a autora.</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>1953</p><p>1970</p><p>1975</p><p>1984</p><p>2004</p><p>2005</p><p>2008</p><p>2011</p><p>2017</p><p>LINHA DO TEMPO</p><p>SAÚDE DA MULHER</p><p>NO BRASIL</p><p>Rede Cegonha</p><p>PAISM</p><p>Coordenação de</p><p>Proteção</p><p>Materno-Infantil</p><p>Departamento</p><p>Nacional da</p><p>Criança</p><p>Política de</p><p>Atenção Integral</p><p>a Saúde da Mulher</p><p>Guia de Vigilância</p><p>Epidemiológica</p><p>do óbito materno</p><p>II Conferência</p><p>Nacional de Saúde</p><p>das Mulheres</p><p>Programa Nacional</p><p>de Saúde materno-</p><p>infantil</p><p>Política</p><p>Nacional de</p><p>Direitos</p><p>Sexuais e</p><p>Direitos</p><p>Reprodutivos</p><p>O DNCr é assumido pelo</p><p>ministério da Saúde</p><p>O DNCr foi extinto</p><p>e deu lugar ao CPMI</p><p>Ações direcionadas à</p><p>mulher durante a gestação,</p><p>o parto e o puerpério</p><p>Criado o primeiro</p><p>programa de atenção</p><p>integral à saúde</p><p>da mulher</p><p>Expansão de métodos</p><p>contraceptivos</p><p>Planejamento</p><p>Reprodutivo e à atenção</p><p>humanizada à gravidez,</p><p>ao parto e ao puerpério</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 9</p><p>Ano de 1111: Rede de Atenção Materno-infantil</p><p>A Rede de Atenção Materno-infantil (RAMI) substituiu a Rede Cegonha por</p><p>meio da Portaria GM nº 415, de 4 de abril de 2022, visando ampliar as ações já</p><p>desenvolvidas até então. A Rami manteve-se dentro da Secretaria de Atenção</p><p>Primária à Saúde (SAPS) do Ministério da Saúde.</p><p>Os princípios da Rami - Art. 3º - eram (BRASIL, 2022):</p><p>“ I - a proteção e garantia dos direitos humanos;</p><p>II - o respeito à diversidade cultural, étnica e racial;</p><p>III - a promoção da equidade;</p><p>IV - a participação e mobilização social;</p><p>V - a integralidade da assistência; e</p><p>VI - a garantia ao planejamento familiar e sexualidade responsável .</p><p>Descrição da Imagem: linha do tempo da evolução da saúde da mulher no Brasil. Fundo cinza, letras em cor preta,</p><p>sendo descritos: 1- Departamento Nacional da Criança 1953, na cor laranja escuro. 2 - Coordenação de Proteção Ma-</p><p>terno-infantil, em laranja-claro, 1970. 3 - Programa Nacional de Saúde Materno-infantil 1975. 4 - Criação do PAISM,</p><p>em cor rosa. 5 - Criação da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher, em cor lilás, em 2004. 6 - Em cor azul, é</p><p>descrita a Política Nacional de Direitos Reprodutivos, 2005. A seguir, no item, 7 em cor azul, o Grupo de Vigilância</p><p>Epidemiológica em Óbito Materno. O 8, em cor verde, ano de 2011, descreve a criação da Rede Cegonha, e, por último,</p><p>o nono item, na cor verde oliva, ano de 2017, é a II Conferência Nacional de Saúde das Mulheres. Fim da descrição.</p><p>Aproveitando que estamos estudando o histórico da saúde da mulher no Brasil,</p><p>não podemos dissociar os avanços nessa área da evolução do sistema de saúde</p><p>brasileiro dos movimentos que se deram até a instituição do Sistema Único de</p><p>Saúde. Para isso, separamos um filme curto que resgata a história das políticas</p><p>públicas no Brasil. Não deixe de assistir!. Recursos de mídia disponíveis no con-</p><p>teúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>1</p><p>1</p><p>8</p><p>Os estados e municípios, por meio dos Departamentos Regionais de Saúde (DRS)</p><p>e do Grupo Condutor Estadual da Rami, foram notificados sobre as mudanças</p><p>na rede materno-infantil por meio da Nota Informativa nº 3/2022, que contém</p><p>as orientações sobre os serviços incluídos e aprimorados pela Rami, e a maneira</p><p>de credenciar os municípios para desenvolverem serviços a serem cofinanciados</p><p>pelo ente federal. Os serviços que a União se compromete a financiar por meio</p><p>da Rami e que já existiam na Rede Cegonha são:</p><p>■ Centros de Parto Normal;</p><p>■ Casa Gestante, Bebê e Puérpera (CGB);</p><p>■ Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCa);</p><p>■ teste rápido de gravidez;</p><p>■ exames relacionados ao pré-natal.</p><p>Figura 2 - Símbolo da Rami / Fonte: https://egestorab.saude.gov.br/image/?file=20220413_N_</p><p>rami1_1445535484680172121.jpg. Acesso em: 19 mar. 2024.</p><p>Descrição da Imagem: Símbolo da Rami. Fundo em cor branca, escrito “Rede de Atenção Materna e Infantil” em</p><p>cor verde. Do lado esquerdo, desenho de um coração que, no topo, tem dois círculos representando duas cabeças,</p><p>tornando a imagem semelhante à de uma mulher segurando um bebê no colo. Fim da descrição.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>9</p><p>https://egestorab.saude.gov.br/image/?file=20220413_N_rami1_1445535484680172121.jpg</p><p>https://egestorab.saude.gov.br/image/?file=20220413_N_rami1_1445535484680172121.jpg</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 9</p><p>A seguir, destacam-se os novos serviços criados pela Rami passíveis de cofinan-</p><p>ciamento federal:</p><p>■ Maternidade de Baixo Risco (MAB);</p><p>■ Ambulatório Especializado da Gestão de Alto Risco – (AGAR);</p><p>■ Atenção Ambulatorial Especializada ao Seguimento do Recém-nascido e</p><p>Criança Egressos de Unidade Neonatal –(Aneo) (BRASIL, 2022).</p><p>Os Centros de Parto Normal peri-hospitalares não foram mais contempla-</p><p>dos na nova portaria, com a justificativa de não cumprirem com os requisitos</p><p>mínimos para manutenção, porque 87% dos investimentos repassados para a</p><p>construção de tais centros foram devolvidos à União.</p><p>Os centros de parto normal intra-hospitalares passaram a ter a presença do</p><p>profissional médico, sendo que, previamente, funcionavam somente com enfermei-</p><p>ras obstétricas e equipe de enfermagem. Segundo nota do Cofen, em 2022, com re-</p><p>lação à Rami, eles davam “[...] ênfase à atuação do médico obstetra sem contemplar</p><p>a assistência às crianças e excluindo as enfermeiras obstétricas” (COFEN, 2022).</p><p>A implantação da Rami pelo Ministério da Saúde foi motivo de grande co-</p><p>moção política e de órgãos como o Conselho Federal de Enfermagem, Conselho</p><p>Nacional de Saúde e também pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), sendo</p><p>vista como “grande desmonte da saúde materno-infantil”</p><p>Assim que foi trocado o governo federal, no ano de 2023, a atual ministra da saúde,</p><p>por meio da portaria GM nº 13/2023, revogou as portarias que implantaram a Rami,</p><p>e foi retomada a Rede Cegonha como ordenadora da atenção materno-infantil no</p><p>território brasileiro.</p><p>Confira, na íntegra, a nota técnica que revoga a Rami. Recursos de mídia disponí-</p><p>veis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.</p><p>EU INDICO</p><p>1</p><p>8</p><p>1</p><p>REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE DA MULHER NO CICLO</p><p>GRAVÍDICO-PUERPERAL</p><p>Conforme foi apresentado, atualmente, no Brasil, a atenção à mulher no pré-na-</p><p>tal, parto e puerpério está organizada pela Rede Cegonha, a qual se constitui</p><p>de uma rede de serviços que trabalham em conjunto visando prestar assistência</p><p>integral às mulheres e bebês, com segurança e humanização por meio de equipe</p><p>multiprofissional.</p><p>Com a rede regionalizada e hierarquizada por nível de complexidade, as ges-</p><p>tantes, de acordo com suas necessidades psicobiológicas, percorrem os serviços</p><p>da rede desde o pré-natal até o puerpério.</p><p>No cenário atual dentro do Ministério da Saúde, no ano de 2024, estão sendo</p><p>elaboradas novas estratégias para fomentar as ações de prevenção, promoção e</p><p>recuperação da saúde da mulher.</p><p>No Quadro 1, estão descritos os serviços municipais e estaduais, financiados</p><p>com apoio da união, conforme o grau de complexidade gestacional. Lembrando</p><p>que a organização da rede de atenção primária à saúde (APS) é de responsabili-</p><p>dade das prefeituras municipais.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>8</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 9</p><p>RISCO GESTACIONAL SERVIÇOS SUS</p><p>Baixo Risco</p><p>Pré-Natal: Atenção Primária</p><p>à Saúde por meio das Unidades Básicas de</p><p>Saúde e Unidades de Estratégia de Saúde da</p><p>Família.</p><p>Casa da gestante, bebê e puérpera - em algu-</p><p>mas localidades do país.</p><p>Parto: Maternidade de baixo risco (MAB) ; Centro</p><p>de Parto Normal.</p><p>Puerpério: Atenção Primária à Saúde por meio</p><p>das Unidades Básicas de Saúde e Unidades de</p><p>Estratégia de Saúde da Família.</p><p>Casa da gestante, bebê e puérpera - em algu-</p><p>mas localidades do país.</p><p>Alto Risco</p><p>Pré-natal: Ambulatório de Alto Risco Gestacio-</p><p>nal, geralmente dentro de grandes centros.</p><p>Parto: Maternidades de Alto Risco, em hospi-</p><p>tais terciários, com presença de UTI adulto e</p><p>neonatal.</p><p>Puerpério/ Recém-nascido: UTIs neonatais,</p><p>UTIs para gestantes em estado grave (gerais/</p><p>obstétricas); ambulatórios especializados a de-</p><p>pender das condições de saúde.</p><p>Quadro 1 - Serviços de saúde X Risco gestacional / Fonte: a autora.</p><p>Com relação à lei do planejamento reprodutivo (BRASIL, 2022), houve im-</p><p>portantes alterações dos requisitos para laqueadura e vasectomia, por meio da</p><p>Lei nº 14.443/2022. São elas (BRASIL, 2022):</p><p>■ A idade mínima para mulheres e homens com capacidade civil plena passa</p><p>de 25 para 21 anos, independentemente do número de filhos vivos.</p><p>■ Foi definido prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação de vontade</p><p>e o ato cirúrgico.</p><p>■ Não é mais necessário o consentimento dos cônjuges para a realização</p><p>dos métodos definitivos.</p><p>1</p><p>8</p><p>1</p><p>■ O histórico de, pelo menos, duas cesarianas anteriores</p><p>não é mais requi-</p><p>sito para a realização de laqueadura tubária durante a cesárea, sendo a</p><p>esterilização cirúrgica durante o período de parto garantida quando dado</p><p>o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o parto.</p><p>O Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, publicou, em</p><p>2016, um protocolo completo de condutas relacionadas à saúde da mulher em to-</p><p>dos os ciclos de vida, o que pode auxiliar a nossa prática diária. Recursos de mídia</p><p>disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>O Brasil tem muita história com relação à formação do sistema de saúde. Foram</p><p>anos de lutas, estudos, esforços e movimentos populares para termos o sistema de</p><p>saúde que possuímos atualmente. As políticas para a saúde da mulher brasileira</p><p>também tem uma grande história, e foram alcançados muitos avanços, fruto de</p><p>grandes intervenções em prol da saúde da mulher.</p><p>Ainda não foram conquistados todos os direitos e nem colocadas em prática</p><p>as melhores evidências relacionadas ao cuidado feminino. A literatura está reple-</p><p>ta de estudos que demonstram iniquidades em relação à assistência em saúde da</p><p>mulher (BRASIL, 2023). Exemplo claro das desvantagens entre as mulheres pode</p><p>ser observado nos dados relacionados ao pré-natal no Brasil, em que as mulheres</p><p>de raça/cor parda e preta totalizaram 70% dos casos de pré-natal tidos como ina-</p><p>dequados no SUS, sendo o triplo do percentual observado nas mulheres brancas.</p><p>Essas diferenças podem ser, em muito, atribuídas à permeabilidade dos sis-</p><p>temas de saúde aos determinantes sociais de saúde, consistindo em serviços que,</p><p>por suas características, de certa forma, preconceituosas, a modelo do racismo</p><p>estrutural, não conseguem suprimir tais iniquidades, colaborando para a sua</p><p>perpetuação das mesmas (SOUZA et al., 2023).</p><p>Para finalizar, a mulher no ciclo gravídico puerperal foi, por muito tempo,</p><p>vista de forma fragmentada, apenas avaliada enquanto gestante, sendo deixada</p><p>de lado pelos profissionais em sua integralidade. Parar de repetir padrões dessa</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>8</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 9</p><p>visão simplista e voltada à função reprodutiva é compulsório para os profissionais</p><p>da saúde, pois, somente assim, com uma visão humana e integral, será possível</p><p>construir e praticar a real política de saúde voltada à mulher.</p><p>Gostou do que discutimos até aqui? Temos mais para conversar com você a res-</p><p>peito deste tema. Vamos lá. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital</p><p>do ambiente virtual de aprendizagem</p><p>EM FOCO</p><p>NOVOS DESAFIOS</p><p>Na prática do profissional da enfermagem, além do domínio das habilidades</p><p>técnicas para o cuidado e assistência de enfermagem, é necessário o conheci-</p><p>mento das políticas de saúde, legislação e da conformação da rede de atenção</p><p>à saúde (RAS). Enfermeiros com interesse por gestão, quando dominam esses</p><p>aspectos, estão preparados para reconhecer falhas nos processos, debater com</p><p>demais gestores e implementar ações estratégicas nos seus locais de trabalho.</p><p>Dessa forma, podemos elencar como uma opção de atuação para o enfer-</p><p>meiro a gestão de serviços de saúde, organização da rede assistencial em saúde</p><p>materna infantil onde estiver inserido, em nível municipal, estadual ou federal.</p><p>1</p><p>8</p><p>4</p><p>1. A forma de criação de uma política pública se dá por meio de uma interação complexa</p><p>entre o governo e a sociedade civil em busca de ações com finalidade de responder a um</p><p>problema central. Podemos considerar que a política pública em determinada área passa</p><p>por diversas fases até a concepção final (RONDÔNIA, 2022).</p><p>Assinale a alternativa correta com relação à ordem das fases para a concepção de uma</p><p>política pública:</p><p>a) Identificação do problema, agenda do país, formulação da política, tomada de decisões,</p><p>implementação, monitoramento da implantação e avaliação dos resultados.</p><p>b) Identificação do problema, formulação da política, tomada de decisões, implementação,</p><p>agenda do país, monitoramento da implantação e avaliação dos resultados.</p><p>c) Identificação do problema, agenda do país, tomada de decisões, implementação, for-</p><p>mulação da política, monitoramento da implantação e avaliação dos resultados.</p><p>d) Identificação do problema, tomada de decisões, agenda do país, formulação da política,</p><p>implementação, monitoramento da implantação e avaliação dos resultados.</p><p>e) Agenda do país, identificação do problema, formulação da política, tomada de decisões,</p><p>implementação, monitoramento da implantação e avaliação dos resultados.</p><p>2. Em 1985, aconteceu a III Conferência Mundial sobre a Mulher, com o tema central “Estraté-</p><p>gias Orientadas ao Futuro, para o Desenvolvimento da Mulher até o Ano 2000” (CASSIANO</p><p>et al., 2014.)</p><p>O evento que reuniu, em 1985, mais de 10 mil mulheres com o objetivo de debater a parti-</p><p>cipação da mulher na vida política e econômica, e promover igualdade, desenvolvimento</p><p>e paz, aconteceu em qual cidade?</p><p>a) Paris.</p><p>b) Nairóbi.</p><p>c) Moçambique.</p><p>d) João Pessoa.</p><p>e) Nagasaki.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>1</p><p>8</p><p>5</p><p>3. No ano de 2003, iniciaram-se discussões sobre a reestruturação do PAISM, e no ano de</p><p>2004, o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da</p><p>Mulher (PNAISM) (CASSIANO et al., 2014).</p><p>Com relação à PNAISM, analise as afirmativas a seguir:</p><p>I - O enfoque da PNAISM foi estritamente na função reprodutiva feminina.</p><p>II - Não foi considerada uma política integral.</p><p>III - Foram tratados temas como a promoção da saúde, direitos sexuais e reprodutivos e</p><p>prevenção de violência.</p><p>IV - Foram abordadas questões de saúde de mulheres negras, com deficiências, privadas</p><p>de liberdade.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) II e IV, apenas.</p><p>c) III e IV, apenas.</p><p>d) I, II e III, apenas.</p><p>e) I, II, III e IV.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>1</p><p>8</p><p>1</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRASIL. Decreto n .º11 .431, 8 março de 2023. Institui o programa Mulher Viver sem violência.</p><p>Brasília, DF, 2023. Presidência da República. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/cci-</p><p>vil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/d11431.htm Acesso em: 30 jan. 2024.</p><p>BRASIL. Lei n .º 14 .443, 2 de setembro de 2022. Altera a Lei n.º 9.263, de 12 de janeiro de 1996,</p><p>para determinar prazo para oferecimento de métodos e técnicas contraceptivas e disciplinar</p><p>condições para esterilização no âmbito do planejamento familiar. Disponível em: https://www.</p><p>in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.443-de-2-de-setembro-de-2022-426936016. Acesso em: 30</p><p>jan. 2024.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico: Saúde da mulher brasileira: uma pers-</p><p>pectiva integrada entre vigilância e atenção à saúde. Brasília, 2023. Disponível em: https://www.</p><p>gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/espe-</p><p>ciais/2023/saude-da-mulher-brasileira-uma-perspectiva-integrada-entre-vigilancia-e-aten-</p><p>cao-a-saude-numero-especial-mar.2023/view. Acesso em: 30 jan. 2024.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de atenção integral à saúde da mulher: prin-</p><p>cípios e diretrizes. Brasília, 2004. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/</p><p>politica_nac_atencao_mulher.pdf. Acesso em: 30 jan. 2024.</p><p>BRASIL. Portaria nº 1 .459, de 24 de junho de 2011. Institui, no âmbito do Sistema Único de Saú-</p><p>de - SUS - a Rede Cegonha. Brasília, DF, 2011. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/</p><p>saudelegis/gm/2011/prt1459_24_06_2011.html. Acesso em: 30 jan. 2024.</p><p>BRASIL. Portaria GM/MS nº 715, de 4 de abril de 2022. Altera a Portaria de Consolidação GM/</p><p>MS nº 3, de 28 de setembro de 2017, para instituir a Rede de Atenção Materna e Infantil (Rami).</p><p>Disponível em: https://www.cosemssp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/PORTARIA-</p><p>-2228-RAMI.pdf . Acesso em: 30 jan. 2024.</p><p>CASSIANO, A. M. C.; CARLUCCI, E. M. S.; GOMES, C. F.; BENNEMANN, R. M. Saúde materno infantil</p><p>no Brasil: evolução e programas desenvolvidos pelo Ministério da Saúde. Revista do Serviço</p><p>Público, Brasília. v. 65. n. 2, p. 227-244, abr./jun. 2014.</p><p>1</p><p>8</p><p>1</p><p>http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%2011.431-2023?OpenDocument</p><p>a organogênese está quase completa, então, a maioria dos</p><p>tecidos e órgãos já foram desenvolvidos nas fases anteriores, os órgãos não se</p><p>desenvolvem no mesmo ritmo e, mesmo ao nascimento, nem todos os sistemas</p><p>estão totalmente desenvolvidos.</p><p>Os sistemas circulatório, respiratório, digestivo e urinário estão praticamente</p><p>prontos no termo, porém os sistemas nervoso e ósseo permanecem imaturos e</p><p>só finalizam sua diferenciação um tempo após o nascimento.</p><p>Nesse período, o feto é menos vulnerável a efeitos teratogênicos, embora</p><p>possa haver interferências deles no desenvolvimento do sistema nervoso central.</p><p>Conforme mostra o quadro a seguir.</p><p>Figura 3 – Representação de embriões humanos durante a morfogênese / Fonte: Nazari e Müller (2011, p. 86).</p><p>Descrição da Imagem: a figura mostra cinco fotos com divisão em A, B, C, D, E, que corresponde ao desenvol-</p><p>vimento embrionário sendo A: 24 dias, B: 28 dias, C: 32 dias, D: 48 dias e E: 52 dias. Todas com fundo preto e</p><p>representação realística dos embriões em tons rosa-vermelho. Fim da descrição.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 1</p><p>SEMANAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS</p><p>9 ͣ a 12 ͣ semanas</p><p>Diminuição do crescimento do crânio em</p><p>relação ao corpo.</p><p>A genitália externa se estabelece em sua</p><p>forma madura (entre 12 e 14 semanas).</p><p>A placenta está estruturada e é funcio-</p><p>nal.</p><p>13 ͣ a 16 ͣ semanas</p><p>Rápido crescimento fetal.</p><p>Intensa ossificação do esqueleto.</p><p>17 ͣ a 20 ͣ semanas</p><p>No início das 20 semanas, surgem</p><p>lanugem e cabelos e a pele fica coberta</p><p>por vérnix caseoso (que é um material</p><p>gorduroso que protege a pele).</p><p>Se o feto é feminino, é formado o útero.</p><p>Se o feto é masculino, é iniciada a desci-</p><p>da dos testículos para a bolsa escrotal.</p><p>21 ͣ a 25 ͣ semanas</p><p>Inicia a produção de surfactante (subs-</p><p>tância que permite a respiração).</p><p>Aumento do peso.</p><p>Formação de unhas das mãos.</p><p>1</p><p>8</p><p>26 ͣ a 29 ͣ semanas</p><p>Pulmões iniciam as trocas gasosas.</p><p>Sistema nervoso torna-se capaz de</p><p>controlar movimentos respiratórios e a</p><p>temperatura corporal.</p><p>Abertura das pálpebras.</p><p>Formação das unhas dos pés.</p><p>30 ͣ a 34 ͣ semanas</p><p>Iniciam os reflexos pupilares.</p><p>O corpo já possui forma mais arredonda-</p><p>da e com os membros proporcionais.</p><p>A partir de 32 semanas, já possui</p><p>condições de sobreviver fora do útero.</p><p>35 ͣ a 38 ͣ semanas</p><p>O ganho de peso começa a aumentar</p><p>para cerca de 14 g/dia.</p><p>Lentifica o ritmo de crescimento.</p><p>Quadro 1 – Desenvolvimento fetal por semanas após a fecundação / Fonte: adaptado de Nazari e Müller (2011).</p><p>VOCÊ SABE RESPONDER?</p><p>A partir da leitura das fases de desenvolvimento embrionário-fetal descritos neste</p><p>material, a partir de qual semana de gestação você acredita ser o período ideal para</p><p>ser realizada uma ultrassonografia obstétrica a fim de descobrir o sexo do bebê?</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>9</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 1</p><p>Vamos falar um pouco sobre a síndrome alcoólica fetal?</p><p>Abreviada como SAF, a síndrome alcoólica fetal acontece quando a gestante faz uso</p><p>de bebidas alcoólicas. O álcool é considerado uma substância teratogênica, poden-</p><p>do causar danos ao bebê, a SAF é a forma mais grave desses danos.</p><p>Não existe dose segura de álcool na gestação, dessa forma, qualquer quantidade</p><p>de álcool, por mínima que seja, pode causar a síndrome.</p><p>Algumas consequências são: retardo no desenvolvimento cognitivo, baixo peso ao</p><p>nascer, baixa estatura, características faciais anormais, como nariz achatado e lábio</p><p>superior fino. Crianças vítimas dessa síndrome podem sofrer as consequências ao</p><p>longo da vida, como dificuldade de aprendizado, problemas de saúde mental e abu-</p><p>so de substâncias.</p><p>É fundamental a prevenção da SAF, para isso, os profissionais devem orientar as ges-</p><p>tantes sobre os riscos do uso de álcool na gestação e esclarecer as possíveis dúvidas.</p><p>APROFUNDANDO</p><p>Gostou do que discutimos até aqui? Tenho mais para conversar com você a respei-</p><p>to deste tema, vamos lá. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do</p><p>ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>EM FOCO</p><p>NOVOS DESAFIOS</p><p>Que a embriologia humana é complexa e envolve muito estudo para compreen-</p><p>dê-la não é novidade, mas você sabia que por ter toda essa complexidade ela é</p><p>uma grande área de atuação do profissional de enfermagem e é também uma</p><p>área muito promissora.</p><p>Na contramão do que muitos pensam, a embriologia não é apenas uma disci-</p><p>plina que serve para dar bases conceituais para as próximas do currículo, mas sim</p><p>é uma grande área que possibilita a atuação de diversos profissionais da saúde,</p><p>podendo ser considerada como uma disciplina multiprofissional.</p><p>1</p><p>1</p><p>Biólogos, enfermeiros, médicos, biomédicos, psicólogos são os profissionais</p><p>que mais ganham espaço nessa área da assistência à saúde. Afinal, o que faz um</p><p>profissional dentro desse ramo?</p><p>As possibilidades de atuação vão desde o período preconcepcional até o</p><p>período de pré-natal.</p><p>No processo de concepção natural, esse profissional atua por meio do acon-</p><p>selhamento dos genitores, orienta conceitos importantes relacionados à saúde</p><p>reprodutiva tanto da mulher quanto do homem e age como um facilitador do</p><p>casal a fim de tomar decisões e trilhar caminhos seguros para a concepção. Esse</p><p>trabalho pode ser desenvolvido tanto dentro de unidades Sistema Único de Saúde</p><p>(SUS) quanto em serviços de saúde suplementar.</p><p>Para casos de necessidade de reprodução assistida, a equipe multiprofissional</p><p>que atende esses usuários é capacitada em alto nível, a fim de acolher, orientar, e</p><p>garantir que ocorra a fertilização in vitro.</p><p>O FIV é um procedimento de alta tecnologia e complexo e, para que ele</p><p>ocorra com sucesso, são necessárias várias etapas compreendendo consultas,</p><p>exames, uso de medicamentos, procedimentos técnicos cirúrgicos e processos</p><p>administrativos e legais.</p><p>Para que esses processos ocorram, são necessários profissionais de diversas</p><p>categorias atuando em sintonia para não perder nenhuma fase do processo.</p><p>Dessa forma, o enfermeiro em reprodução assistida atua principalmente por</p><p>meio de:</p><p>■ Coordenação da equipe de enfermagem, sendo o responsável técnico</p><p>perante o Conselho de Classe.</p><p>■ Elaboração procedimentos operacionais padrão do setor.</p><p>■ Elaboração de escalas dos recursos humanos do ambulatório/clínica.</p><p>■ Monitoramento e avaliação do trabalho desenvolvido pelo técnico e/ou</p><p>auxiliar de enfermagem.</p><p>■ Organização e definição fluxos dentro do serviço.</p><p>■ Provisão de recursos humanos e materiais para o andamento do serviço.</p><p>■ Prestar assistência de enfermagem aos usuários por meio da consulta de</p><p>enfermagem.</p><p>■ Em alguns casos, ser o profissional de referência do usuário e ajudá-lo a</p><p>navegar dentro do sistema de saúde.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 1</p><p>Espera-se que os profissionais que atuem na área possuam habilidades não téc-</p><p>nicas, como boa comunicação, proatividade, visão ampliada do processo, trata-</p><p>mento humanizado e individualizado, prazer em trabalhar em equipe e liderança.</p><p>O trabalho dentro de clínicas de reprodução humana pode ser desenvolvido</p><p>dentro do SUS, conforme a Portaria nº 3.149, de 2012, que destinou recursos</p><p>financeiros para esse procedimento. Conforme essa portaria, temos, no Brasil,</p><p>nove centros de reprodução humana dentro do Sistema Única de Saúde, número</p><p>pequeno, principalmente devido aos altos custos do procedimento.</p><p>Dessa forma, a maioria das FIV são, atualmente, realizadas em serviços particula-</p><p>res, sendo estes os maiores empregadores de profissionais que desejam atuar na área.</p><p>Para ingressar no serviço público, é necessário aprovação em concursos pú-</p><p>blicos ou processos seletivos, enquanto nos serviços particulares, em sua maioria,</p><p>a contratação se dá por análise do currículo e entrevista e os profissionais com</p><p>pós-graduação e cursos na área saem geralmente na frente na hora da contratação.</p><p>1</p><p>1</p><p>1. A consulta de pré-natal é o momento de grande importância, nela o profissional da saúde</p><p>orienta, dentre muitos aspectos, os riscos de teratogenicidade de algumas substâncias,</p><p>principalmente medicamentos e infecções por microrganismos.</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/d11431.htm</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/d11431.htm</p><p>https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.443-de-2-de-setembro-de-2022-426936016</p><p>https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.443-de-2-de-setembro-de-2022-426936016</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/saude-da-mulher-brasileira-uma-perspectiva-integrada-entre-vigilancia-e-atencao-a-saude-numero-especial-mar.2023/view</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/saude-da-mulher-brasileira-uma-perspectiva-integrada-entre-vigilancia-e-atencao-a-saude-numero-especial-mar.2023/view</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/saude-da-mulher-brasileira-uma-perspectiva-integrada-entre-vigilancia-e-atencao-a-saude-numero-especial-mar.2023/view</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/saude-da-mulher-brasileira-uma-perspectiva-integrada-entre-vigilancia-e-atencao-a-saude-numero-especial-mar.2023/view</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nac_atencao_mulher.pdf</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nac_atencao_mulher.pdf</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt1459_24_06_2011.html</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt1459_24_06_2011.html</p><p>https://www.cosemssp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/PORTARIA-2228-RAMI.pdf</p><p>https://www.cosemssp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/PORTARIA-2228-RAMI.pdf</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>COFEN. Conselho Federal de Enfermagem. Conselhos de enfermagem repudiam o desmonte</p><p>da rede cegonha, 2022. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/conselhos-de-enfermagem-</p><p>-repudiam-desmonte-da-rede-cegonha/#:~:text=Nota%20oficial%20contra%20o%20desmon-</p><p>te,parto%20e%20puerp%C3%A9rio%20no%20Brasil. Acesso em: 30 jan. 2024.</p><p>PETERS, B. G. American Public Policy. Chatham, NJ: Chatham House, 1986.</p><p>RONDÔNIA. Secretaria do Estado de Planejamento, Gestão e Orçamento. Manual de políticas</p><p>públicas. 2022. Disponível em: www.sepog.ro.gov.br. Acesso em: 30 jan. 2024.</p><p>SOUTO, K.; MOREIRA, M. R. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: protagonis-</p><p>mo do movimento de mulheres. Saúde em Debate, v. 45, n. 130, p. 832-846, 2021.</p><p>SOUZA, J. P. et al. A global analysis of the determinants of maternal health and transitions in ma-</p><p>ternal mortality. Lancet Glob . Health, v. 12, n. 2, p. 306-316, 2023. Disponível em: https://pubmed.</p><p>ncbi.nlm.nih.gov/38070536/. Acesso em: 30 jan. 2024.</p><p>1</p><p>8</p><p>8</p><p>http://www.sepog.ro.gov.br</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38070536/</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38070536/</p><p>1. Opção A. A ordem correta é: identificação do problema, agenda do país, formulação da</p><p>política, tomada de decisões, implementação, monitoramento da implantação e avaliação</p><p>dos resultados</p><p>2. Opção B. A reunião foi realizada em Nairóbi, no Quênia.</p><p>3. Opção C. A PNAISM abrangeu a saúde da mulher, além da função reprodutiva, sendo uma</p><p>política integral.</p><p>GABARITO</p><p>1</p><p>8</p><p>9</p><p>MINHAS ANOTAÇÕES</p><p>1</p><p>9</p><p>1</p><p>MINHAS ANOTAÇÕES</p><p>1</p><p>9</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 9</p><p>1</p><p>9</p><p>1</p><p>unidade 1</p><p>FECUNDAÇÃO: FASES DA CONCEPÇÃO E DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO E FETAL</p><p>PROCESSO DE GESTAÇÃO: MUDANÇAS FISIOLÓGICAS</p><p>E PSICOLÓGICAS</p><p>CONSULTA DE ENFERMAGEM</p><p>NO PRÉ-NATAL</p><p>unidade 2</p><p>ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS PERÍODOS CLÍNICOS DO PARTO NATURAL E OPERATÓRIO</p><p>INTERCORRÊNCIAS DO TRABALHO DE PARTO NATURAL E OPERATÓRIO</p><p>ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM</p><p>NO PUERPÉRIO</p><p>unidade 3</p><p>INTERCORRÊNCIAS DO PUERPÉRIO</p><p>CONSULTA DE ENFERMAGEM NO ALEITAMENTO MATERNO</p><p>POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS À SAÚDEDA MULHER NO CICLO GRAVÍDICO-PUERPERAL</p><p>_Hlk152180943</p><p>Button 28:</p><p>Forms - Uniasselvi:</p><p>Quais períodos do desenvolvimento embrionário/fetal o bebê está mais vulnerável a agentes</p><p>teratogênicos?</p><p>a) Pré-embrionário, apenas.</p><p>b) Fetal, apenas.</p><p>c) Pré-embrionário e embrionário</p><p>d) Nos três períodos, o feto pode estar vulnerável, mas o período embrionário é de maior</p><p>criticidade para efeitos teratogênicos.</p><p>e) Nenhuma das alternativas.</p><p>2. O período fetal corresponde da nona semana após a fecundação até o nascimento. Nesse</p><p>período, a organogênese está quase completa, então, a maioria dos tecidos e órgãos já</p><p>foram desenvolvidos nas fases anteriores.</p><p>Com relação ao desenvolvimento fetal, analise as sentenças a seguir:</p><p>I - A partir de 32 semanas, o feto já consegue sobreviver fora do útero.</p><p>II - Os sistemas nervosos e ósseos ainda não estão totalmente diferenciados no nascimento.</p><p>III - Todos os órgãos se desenvolvem no mesmo ritmo.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) III, apenas.</p><p>c) I e II, apenas.</p><p>d) II e III, apenas.</p><p>e) I, II e III.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>1</p><p>1</p><p>3. Alguns casais procuram os serviços de saúde para orientações diversas e para sanar dú-</p><p>vidas antes de terem um bebê. Cada vez mais o enfermeiro precisa estar preparado para</p><p>atender e orientar esses casos.</p><p>Com relação à consulta de enfermagem em aconselhamento preconcepcional, assinale as</p><p>alternativas corretas.</p><p>I - Deve ser um atendimento pautado em ética, respeito e compreensão dos valores da</p><p>família.</p><p>II - Não cabe ao profissional julgar o que é melhor para o casal/genitores.</p><p>III - Deve-se orientar sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e suas consequên-</p><p>cias para o feto e oferecer os testes de ISTs disponíveis.</p><p>IV - Aproveitar a oportunidade da consulta para investigar os hábitos de vida dos genitores.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) II e IV, apenas.</p><p>c) III e IV, apenas.</p><p>d) I, II e III, apenas.</p><p>e) I, II, III e IV.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>1</p><p>4</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRASIL. Portaria nº 1 .508/GM/MS, de 1º de setembro de 2005. Dispõe sobre o Procedimento</p><p>de Justificação e Autorização da Interrupção da Gravidez nos casos previstos em lei, no âmbito</p><p>do Sistema Único de Saúde-SUS. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2005. Disponível em: https://</p><p>bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2005/prt1508_01_09_2005.html. Acesso em: 28 nov.</p><p>2023.</p><p>BRASIL. Portaria nº 3 .149, de 28 de dezembro de 2012. Fica destinados recursos financeiros aos</p><p>estabelecimentos de saúde que realizam procedimentos de atenção à Reprodução Humana</p><p>Assistida, no âmbito do SUS, incluindo fertilização in vitro e/ou injeção intracitoplasmática de</p><p>espermatozoides. Brasília, DF. Ministério da Saúde, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.</p><p>gov.br/bvs/saudelegis/gm/2012/prt3149_28_12_2012.html. Acesso em: 28 nov. 2023.</p><p>FRIAS, L. A ética do uso e da seleção de embriões. Florianópolis: Editora UFSC, 2012. 266 p.</p><p>NAZARI, E. V.; MÜLLER, Y. M. R Embriologia humana. Florianópolis: Biologia/EAD/UFSC, 2011.</p><p>Disponível em: https://antigo.uab.ufsc.br/biologia/files/2020/08/Embriologia-Humana.pdf.</p><p>Acesso em: 28 nov. 2023.</p><p>1</p><p>5</p><p>1. Opção D.</p><p>O período embrionário é uma fase crítica do desenvolvimento e a exposição a teratógenos</p><p>(agentes que causam defeitos congênitos) pode ter efeitos adversos significativos na for-</p><p>mação do ser humano.</p><p>2. Opção C.</p><p>Os órgãos se desenvolvem em ritmos diferentes, o que deixa a afirmativa III incorreta.</p><p>3. Opção E.</p><p>Todas estão corretas baseadas no material de referência.</p><p>GABARITO</p><p>1</p><p>1</p><p>MINHAS ANOTAÇÕES</p><p>1</p><p>1</p><p>MINHAS METAS</p><p>PROCESSO DE GESTAÇÃO:</p><p>MUDANÇAS FISIOLÓGICAS</p><p>E PSICOLÓGICAS</p><p>Proporcionar aos estudantes uma compreensão sólida dos conceitos fundamentais rela-</p><p>cionados às alterações orgânicas e psíquicas da mulher gestante.</p><p>Descrever as alterações hormonais da gestante.</p><p>Diferenciar as mudanças fisiológicas do período gestacional das alterações patológicas.</p><p>Descrever as alterações psicológicas mais comuns no período gestacional.</p><p>Explicar as alterações psicológicas passíveis de aconselhamento e diferenciá-las das que</p><p>necessitam de atendimento especializado.</p><p>Exemplificar os sinais e sintomas que derivam das alterações fisiológicas da gestação.</p><p>Detalhar a competência do enfermeiro na abordagem dessas alterações.</p><p>T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 2</p><p>1</p><p>8</p><p>INICIE SUA JORNADA</p><p>O corpo feminino passa por muitas mudanças desde a menarca, as flutuações</p><p>hormonais que ocorrem mensalmente, devido ao famoso ciclo menstrual, cau-</p><p>sam alterações tanto físicas quanto psicológicas, viver esses ciclos por menos</p><p>sintomas que a mulher pode ter, não é uma tarefa fácil.</p><p>A partir do início da gestação, os ciclos hormonais cessam e, com eles, a</p><p>menstruação, para dar início a outros processos desafiadores e cheios de emo-</p><p>ções. Será um período repleto de ganhos, perdas, alegrias, mal-estar, dores, in-</p><p>certezas, preocupações e muitos outros sentimentos e sintomas.</p><p>Cada pessoa passa pela gestação de uma forma e</p><p>como ela vai encarar esses desafios está relacionado a</p><p>muitos fatores, como os pessoais, exemplo da moti-</p><p>vação para a gestação, incluindo o desejo de ser mãe,</p><p>as circunstâncias que a gestação ocorreu, os fatores</p><p>biológicos, sociais, psicológicos, econômicos e familiares também influenciam</p><p>a vivência da mulher na maternidade.</p><p>Um fator muito importante é a experiência prévia que a mulher teve com</p><p>gestações anteriores ou com gestações de mulheres da sua família que ela acom-</p><p>panhou, essas experiências ajudam a construir os pensamentos e atitudes que</p><p>essa mulher vai desenvolver na gestação atual. Para cada mulher, a maternidade</p><p>pode significar algo diferente e o conceito comum que a gestação e o puerpério</p><p>é um período apenas de alegria e coisas boas precisa ser revisto na sociedade.</p><p>As mulheres, nessa fase, precisam de uma rede de apoio fortalecida que as</p><p>ajude a passar por esses turbilhões de emoções. O atendimento deve ser centrado</p><p>na pessoa, por meio da escuta ativa de forma humanizada, jamais menospre-</p><p>zando as queixas e as dúvidas, oferecendo sempre apoio do sistema de saúde</p><p>local e quando necessário fazer ponte com demais serviços por meio de ações</p><p>intersetoriais, por exemplo, o serviço social.</p><p>Cada pessoa passa</p><p>pela gestação de</p><p>uma forma</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>9</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 2</p><p>DESENVOLVA SEU POTENCIAL</p><p>MUDANÇAS FISIOLÓGICAS NO PERÍODO GESTACIONAL –</p><p>HORMONAIS</p><p>A gestação causa no organismo materno mudanças em sua anatomia, fisiologia</p><p>e bioquímica para manutenção da gravidez até o momento do parto. Algumas</p><p>dessas mudanças iniciam nas primeiras semanas de gravidez e perduram até</p><p>alguns dias pós-parto.</p><p>As mudanças hormonais são nítidas, passando pelo aumento da Gonadotro-</p><p>fina Coriônica Humana (HCG – em inglês, Human Chorionic Gonadotropin)</p><p>no início da gestação, a fim de manter o corpo lúteo e a sua contínua secreção</p><p>de estrógenos e progesterona. Nas primeiras 12 semanas da gravidez, a HCG é</p><p>produzida pelas células formadoras da placenta (trofoblastos).</p><p>Neste podcast, abordaremos a humanização do cuidado no atendimento pré-na-</p><p>tal. Trataremos de assuntos importantes, como desenvolvimento de habilidades</p><p>necessárias para um atendimento de qualidade à mulher gestante. Recursos de</p><p>mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>PLAY NO CONHECIMENTO</p><p>VAMOS RECORDAR?</p><p>Entender o ciclo menstrual é de extrema importância para entender as alterações</p><p>hormonais no corpo feminino antes da gestação. Assista ao vídeo a seguir, que</p><p>detalha de forma prática as fases do ciclo menstrual. Se preferir, pode ativar a</p><p>legenda para a Língua Portuguesa no botão de configurações. Recursos de mídia</p><p>disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem .</p><p>1</p><p>1</p><p>Assim que a placenta fica totalmente desenvolvida, a partir do terceiro mês</p><p>da gestação, ela assume a secreção dos hormônios que eram antes secretados</p><p>pelo corpo lúteo, sendo eles: o hormônio lactogênio placentário humano (PL),</p><p>o estrógeno e a progesterona, secretando também a gonadotrofina coriônica</p><p>humana, sendo que esta última</p><p>deixa de ser secretada em abundância a partir</p><p>de terceiro mês da gestação e mantém-se baixa até o parto.</p><p>O hLP tem função parecida com a do hormônio prolactina (responsável</p><p>pela produção de leite materno), sendo que o PL tem a incumbência de agir no</p><p>desenvolvimento das mamas, de poupar o uso de glicose pelo organismo materno</p><p>a fim de direcionar para o feto dando aporte para o seu crescimento.</p><p>O estrógeno e a progesterona são secretados de forma crescente durante todo o</p><p>período gestacional.</p><p>O estrógeno aumenta cerca de 30 vezes durante a gravidez, ele possui como prin-</p><p>cipais funções: o crescimento e desenvolvimento do útero, bem como aumento</p><p>de sua vascularização, a proliferação dos ductos mamários, a dilatação dos órgãos</p><p>sexuais externos e do orifício vaginal.</p><p>A progesterona aumenta cerca de dez vezes sua concentração na gestação</p><p>e atua, principalmente, inibindo as contrações do útero para a manutenção da</p><p>gestação. Uma vez aumentada, a progesterona também causa efeitos em vários</p><p>sistemas do organismo materno, sendo os principais:</p><p>SISTEMA TEGUMENTAR:</p><p>aumentando a melatonina e favorecendo os cloasmas.</p><p>APARELHO DIGESTIVO:</p><p>começando pela boca, causa hipertrofia das gengivas o que limita a higienização e</p><p>pode causar sangramento gengival. Na musculatura da cárdia (estômago), a proges-</p><p>terona relaxa o músculo e predispõe a refluxo. No intestino, pelo mesmo mecanismo,</p><p>causa constipação.</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 2</p><p>A figura a seguir demonstra de forma visual os níveis desses hormônios no san-</p><p>gue materno.</p><p>APARELHO CARDIOCIRCULATÓRIO:</p><p>vasodilatação, fazendo que a pressão arterial diminua.</p><p>SISTEMA RENAL:</p><p>hipotonia do sistema coletor intra e extrarrenal, predispondo a cálculos e infecções</p><p>urinárias.</p><p>Figura 1 – Níveis hormonais na gestação / Fonte: https://www.sanarmed.com/diagnostico-de-gravidez.</p><p>Acesso em: 30 nov. 2023.</p><p>Descrição da Imagem: gráfico de meses de gravidez x níveis hormonais, com fundo branco, representando,</p><p>na linha horizontal, os meses de gestação de zero a nove meses, as flutuações hormonais de HCG em cor rosa,</p><p>a progesterona em cor azul e o estrogênio em laranja. Há três figuras na cor vermelha e branca que procuram</p><p>representar o útero e desenvolvimento fetal sendo a primeira com 30 dias, a segunda 120 dias e a última perto</p><p>dos oito meses de gestação. Fim da descrição.</p><p>1</p><p>1</p><p>A placenta é um órgão temporário muito importante na gestação, ela realiza a</p><p>secreção de vários hormônios, o que faz dela a principal responsável pela endo-</p><p>crinologia gestacional, além disso, ela realiza outras importantes funções como:</p><p>• Troca gasosa de oxigênio e gás carbônico entre feto e mãe.</p><p>• Nutrição do feto, pois atua como uma barreira seletiva que permite a passagem</p><p>de nutrientes essenciais.</p><p>• Remoção de resíduos: remove os resíduos metabólicos, que são eliminados pela</p><p>circulação sanguínea da mãe.</p><p>• Proteção imunológica: barreira imunológica, protegendo o feto de infecções e</p><p>substâncias prejudiciais que poderiam prejudicar seu desenvolvimento.</p><p>• Proteção mecânica: absorvendo impactos e protegendo o feto de choques me-</p><p>cânicos que possam ocorrer durante a gestação.</p><p>• Regulação do sistema circulatório: regula o fluxo sanguíneo entre a mãe e o feto,</p><p>garantindo que o fornecimento de sangue e nutrientes seja adequado às necessi-</p><p>dades do feto em crescimento.</p><p>APROFUNDANDO</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 2</p><p>MUDANÇAS FISIOLÓGICAS</p><p>NO PERÍODO GESTACIONAL –</p><p>ANATOMOFUNCIONAIS</p><p>No período gestacional, ocorrem muitas mudanças</p><p>na anatomia do corpo feminino que alteram diversos</p><p>sistemas do corpo. Para fins didáticos, as alterações</p><p>serão divididas por sistemas.</p><p>Sistema cardiovascular e sistema</p><p>sanguíneo</p><p>O sistema cardiovascular começa a ter alterações</p><p>no primeiro trimestre de gestação com o aumento de</p><p>volume sanguíneo e do débito cardíaco. O coração hi-</p><p>pertrofia-se e desvia-se para a frente e para a esquerda.</p><p>Ocorre aumento plasmático (parte líquida do</p><p>sangue), que não é acompanhado proporcionalmen-</p><p>te de aumento de elementos figurados, e isso leva à</p><p>hemodiluição (anemia fisiológica da gestação). Pela</p><p>ação da progesterona causando vasodilatação, a pres-</p><p>são arterial cai, e só vai retornar aos níveis pré-gesta-</p><p>cionais próximo do parto (REZENDE FILHO, 2022).</p><p>Sistema Respiratório</p><p>Pelo crescimento uterino, contra os órgãos internos, a</p><p>cúpula do diafragma fica elevada e ocorre o alargamen-</p><p>to do tórax, com isso, o volume de reserva expiratório</p><p>e o volume residual de ar diminuem em cerca de 20%,</p><p>em contrapartida, o volume corrente (volume de ar que</p><p>entra, circula e que sai) aumenta cerca de 30 a 40%, sem</p><p>alterar a frequência respiratória.</p><p>1</p><p>4</p><p>Esse processo denomina-se hiperventilação fisiológica da gravidez, que</p><p>se resolve de 24 a 48 horas pós-parto geralmente (REZENDE FILHO, 2022).</p><p>Sistema digestório</p><p>Na gestação, o sistema gastrointestinal fica lentificado, principalmente por</p><p>fatores hormonais (progesterona). O útero gravídico aumenta a pressão intra-ab-</p><p>dominal e, somados aos efeitos da progesterona, facilita sintomas, como a pirose.</p><p>A diminuição de secreção de ácidos gástricos nos dois trimestres iniciais diminui</p><p>a incidência de úlceras pépticas e melhora as preexistentes.</p><p>Por causa da atonia do cólon, aumenta a frequência de constipação intestinal.</p><p>A vesícula fica hipotônica, distendida e mais propensa ao surgimento de cálculos</p><p>(REZENDE FILHO, 2022).</p><p>Sistema urinário</p><p>Os rins deslocam-se em um nível mais acima e, cerca de 90% das mulheres sofrem</p><p>dilatação fisiológica, que se chama hidronefrose. A bexiga fica distorcida pela com-</p><p>pressão direta do útero, também ocorre redução da contração vesical, favorecendo in-</p><p>continência urinária e aumento da frequência miccional (REZENDE FILHO, 2022).</p><p>Sistema endócrino</p><p>A mais afetada é a tireoide, que pode ter seu tamanho aumentado em 30% no</p><p>terceiro trimestre de gestação. O nível do hormônio tireoidiano T4 sofre os efeitos</p><p>estimuladores da HCG e aumenta em 1,5 vez, até 16 semanas de gestação, depois</p><p>se estabiliza. Já o TSH (hormônio tireoestimulante) diminui nas primeiras 12</p><p>semanas (inibido pelo T4 alto) (REZENDE FILHO, 2022).</p><p>VOCÊ SABE RESPONDER?</p><p>Obviamente, a gestação aumenta o peso corporal da mulher, mas você sabe qual</p><p>o valor esperado desse ganho?</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>5</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 2</p><p>Não é algo padrão para todas as mulheres,</p><p>dependendo principalmente do peso pré-gestacional,</p><p>por isso, o Ministério da Saúde estabeleceu</p><p>parâmetros considerados como ideais para esse</p><p>aumento (BRASIL, 2021), sendo:</p><p>■ Mulheres com baixo peso</p><p>Devem ganhar cerca de 2,3 kg no primeiro</p><p>trimestre e 0,5 kg por semana no segundo e</p><p>terceiro trimestres.</p><p>■ Gestantes de peso adequado</p><p>Com IMC entre 18,5 e 24,9, por volta de 1,6</p><p>kg no primeiro trimestre e 0,4 kg por semana</p><p>nos segundo e terceiro trimestres.</p><p>■ Grávidas com sobrepeso</p><p>Devem ganhar até 0,9 kg no primeiro trimes-</p><p>tre. As gestantes obesas não necessitam ganhar</p><p>peso no primeiro trimestre. Nos segundo e ter-</p><p>ceiro trimestres, as gestantes com sobrepeso e</p><p>obesas devem ganhar até 0,3 kg por semana e</p><p>0,2 kg por semana, respectivamente.</p><p>DIFERENCIANDO O NORMAL DO</p><p>PATOLÓGICO</p><p>As mudanças no organismo da gestante são espe-</p><p>radas e necessárias para manter a gravidez, nutrir</p><p>o feto e preparar o canal de parto. Algumas dessas</p><p>mudanças, principalmente, mas não somente, quan-</p><p>do associadas a problemas prévios de saúde podem</p><p>ultrapassar os limites do fisiológico e se tornar um</p><p>problema de saúde com necessidade de intervenção.</p><p>1</p><p>1</p><p>A seguir, descreveremos as principais intercorrências na gestação.</p><p>Infecção do Trato Urinário (ITU)</p><p>Devido às alterações fisiológicas da gestação no sistema urinário, a gestante fica</p><p>mais vulnerável a desenvolver Infecção no Trato Urinário (ITU). Na maioria</p><p>dos casos, o tratamento se dá na atenção primária à saúde, por meio de medi-</p><p>camentos via oral. Os principais sintomas do quadro são: polaciúria, disúria,</p><p>dor suprapúbica, se houver sintomas, como febre,</p><p>dor lombar e outros sintomas</p><p>sistêmicos deve-se tratar com mais cautela por poder indicar sepse.</p><p>Hiperêmese gravídica</p><p>Quadros de náuseas e vômitos na gestação possuem uma alta prevalência cerca</p><p>de 70 a 80 % e, na maioria, entre as cinco e nove semanas de gestação, porém,</p><p>casos que evoluem para sintomas mais graves, denominados hiperêmese gra-</p><p>vídica, ocorrem em 1,1% das gestações (ALBERO et al., 2023).</p><p>O diagnóstico é clínico e é baseado em sinais e sintomas, como vômitos in-</p><p>coercíveis, desidratação e desnutrição. Sendo de grande importância o conheci-</p><p>mento desses sinais e sintomas pelo profissional pré-natalista.</p><p>O tratamento de casos avançados envolve internação hospitalar para uso de</p><p>medicamentos antieméticos e hidratação endovenosa, realização de exames e</p><p>controle do quadro.</p><p>Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG)</p><p>Também denominada de pré-eclâmpsia, a doença hipertensiva específica da</p><p>gestação é a doença mais relevante da gravidez, pois é responsável por grande</p><p>número de mortes. De acordo com estudos recentes, a incidência de pré-eclâmp-</p><p>sia no mundo varia de 1,5 a 16,7%, sendo maior em países em desenvolvimento</p><p>(PERAÇOLI et al., 2023). No Caribe e na América Latina, é caracterizada como</p><p>a principal causa de morte materna (29%).</p><p>Ela se caracteriza por hipertensão e proteinúria, principalmente na segunda</p><p>metade da gestação. O diagnóstico pode ser dado por valores de pressão arterial</p><p>maiores de 140 x 90 mmHg em duas medidas espaçadas no mínimo de 4h, ou</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 2</p><p>maior que 160 x 100 mmHg em intervalo curto de minutos associada à pro-</p><p>teinúria (maior que 300 mg/24h), ou na ausência de proteinúria presença</p><p>de trombocitopenia (plaquetas menor que 100 mil), ou insuficiência renal,</p><p>ou elevação de enzimas hepáticas.</p><p>Nas formas graves, na qual instala-se quadros de convulsão, a DHEG</p><p>passa a ser denominada eclâmpsia.</p><p>Anemia</p><p>Por ser fisiológica da gestação, a anemia começa ser prevenida desde o início</p><p>da gravidez, por meio de orientações sobre alimentação saudável, triagem</p><p>laboratorial e a suplementação de sulfato ferroso para todas as gestantes da</p><p>vigésima semana de gestação até o terceiro meses pós-parto (BRASIL, 2013).</p><p>Quando os níveis de hemoglobina ficam menores de 11g/L, a dose de</p><p>sulfato ferroso é ajustada até que a gestante atinja níveis aceitáveis de hemo-</p><p>globina, de forma a prevenir intercorrências sérias tanto na gestação quanto</p><p>no parto.</p><p>Diabetes mellitus gestacional</p><p>O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é caracterizado como a hiper-</p><p>glicemia detectada pela primeira vez na gestação, mas com níveis menores</p><p>(maior que 92 mg/dl em jejum) do que seria considerado diabetes se fosse</p><p>fora do período gestacional (maior de 100 mg/dl em jejum) (REZENDE</p><p>FILHO, 2022).</p><p>DMG origina-se da falta de reserva pancreática para aumentar a pro-</p><p>dução de insulina para atender às necessidades fisiológicas da gestação.</p><p>Os principais fatores de risco para o DMG são: sobrepeso/obesidade, sín-</p><p>drome de ovários policísticos, multiparidade, fatores genéticos e hábitos</p><p>alimentares não saudáveis.</p><p>O diagnóstico é realizado por meio de exame de sangue no primeiro</p><p>e segundo trimestre da gestação e o tratamen-</p><p>to depende do grau de hiperglicemia, variando</p><p>desde mudanças da alimentação até necessidade</p><p>de insulinas.</p><p>O tratamento</p><p>depende do grau de</p><p>hiperglicemia</p><p>1</p><p>8</p><p>MODIFICAÇÕES PSICOLÓGICAS DA</p><p>GESTAÇÃO</p><p>Além das mudanças físicas da gravidez, ocorrem tam-</p><p>bém alterações psíquicas na mulher. Por mais rotulada</p><p>de “tranquila” que seja, a gestação vai desencadear em</p><p>menor ou maior proporção sentimentos, como medo,</p><p>angústia, preocupação, além de causar instabilidade de</p><p>humor, sonolência, apatia (MELO; LIMA, 2000).</p><p>Um dos sentimentos mais recorrentes é o medo. Mu-</p><p>danças corporais, receio de não voltar ao peso antes da</p><p>gestação, estrias, cicatrizes que causam pensamentos de</p><p>baixa autoestima, insegurança no relacionamento, perda</p><p>de sua identidade e não ser a mesma mulher que antes.</p><p>Outra queixa comum é a diminuição da libido por</p><p>receio de que ter relações sexuais pode ferir o bebê e por</p><p>alterações corporais que causam estranheza na mulher</p><p>com seu próprio corpo.</p><p>A ansiedade do parto também é bastante comum,</p><p>muitas se preocupam com a dor, com o período expul-</p><p>sivo se será parto normal, fórceps ou ainda se necessá-</p><p>rio cesárea, quais serão os profissionais que irão atender</p><p>nesse momento e como irão lidar com ela, a ansiedade</p><p>EU INDICO</p><p>O vídeo a seguir descreve de forma breve e de</p><p>fácil compreensão alguns aspectos relacionados</p><p>às alterações psicológicas da gestação, não deixe</p><p>de assistir para complementar seu aprendizado:</p><p>A psicologia da gravidez. Recursos de mídia</p><p>disponíveis no conteúdo digital do ambiente</p><p>virtual de aprendizagem .</p><p>UNIASSELVI</p><p>1</p><p>9</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 2</p><p>de ver o bebê, o medo da internação, pois, para muitas,</p><p>é a primeira vez que estão sendo internadas, e medo de</p><p>coisas graves, como intercorrências e a própria morte.</p><p>Mulheres com depressão, ansiedade e outros trans-</p><p>tornos mentais, como o Transtorno Obsessivo Com-</p><p>pulsivo (TOC) podem ter o estado de saúde mental</p><p>mais prejudicado quando associado aos fatores estres-</p><p>sores da gravidez.</p><p>O suicídio e o infanticídio são as consequências mais</p><p>graves desses transtornos, demonstrando a importân-</p><p>cia de o profissional que atende a gestante no pré-natal</p><p>notar a diferença entre o normal e o patológico, a fim</p><p>de encaminhar para tratamentos específicos, como psi-</p><p>coterapia e farmacoterapia.</p><p>Mulheres previamente com transtornos mentais pos-</p><p>suem fatores de risco para desenvolver diversas complica-</p><p>ções na gestação, merecendo atenção e vigilância da equipe</p><p>de saúde, sendo, em muitos casos, atendidas por equipe</p><p>multiprofissional (psiquiatra, psicólogo, ginecologista, en-</p><p>fermeiro, dentista), a fim de melhor manejo do quadro.</p><p>Adolescentes, mulheres que não aceitam a gestação</p><p>e as com baixo apoio social também possuem fatores de</p><p>risco para depressão e outros transtornos, principalmen-</p><p>te por medo de não conseguirem alcançar seus objetivos</p><p>pessoais e profissionais em razão da maternidade.</p><p>Gestantes com tristeza profunda, anedonia, preo-</p><p>cupação e ansiedade que atrapalha suas atividades de</p><p>vida diária, as que verbalizam que estariam melhor se</p><p>morressem, com grau de incapacidade para fazer coisas</p><p>simples sozinhas ou que ficam maior parte do tempo</p><p>isoladas apresentam sinais de gravidade para desfechos</p><p>adversos, demandando maior atenção dos profissionais</p><p>que as atendem. Sendo necessário acompanhamento</p><p>multiprofissional com equipe especializada em saúde</p><p>mental concomitantemente ao atendimento obstétrico.</p><p>4</p><p>1</p><p>NOVOS DESAFIOS</p><p>Entender as principais mudanças fisiológicas e psicológicas do período gestacio-</p><p>nal é imprescindível para os profissionais da saúde, tanto para ter bases científicas</p><p>para atender as mulheres quanto para orientá-las e orientar seus familiares.</p><p>O profissional que atende gestantes, além do conhecimento clínico e obstétri-</p><p>co, necessita entender o sistema biopsicossocial que a pessoa está inserida, seus</p><p>desejos, planos e como a gravidez está encaixada nisso tudo.</p><p>Atender a mulher no ciclo gravídico puerperal é uma tarefa muito praze-</p><p>rosa, que possibilita a criação de vínculo com ela e sua rede de apoio, além de</p><p>ter um leque de possibilidades de atuação, sendo umas das áreas com grande</p><p>interesse dos profissionais da saúde.</p><p>Na Atenção Primária à Saúde (APS), os profissionais realizam a coorde-</p><p>nação do cuidado da gestante dentro da rede de atenção à saúde, desenvolvem</p><p>o pré-natal de baixo risco e, quando necessário, encaminham para os demais</p><p>níveis de atenção.</p><p>Na rede secundária e terciária, os profissionais assumem o pré-natal de ris-</p><p>co, e é aqui que acontece o parto dentro do SUS. Para atuar nesses serviços,</p><p>geralmente é preferível a contratação de profissionais com especialização em</p><p>enfermagem obstétrica, mas não é uma regra.</p><p>Outra possibilidade de trabalho, geralmente em serviços particulares,</p><p>são as</p><p>casas de parto, que atendem gestantes de baixo risco desde o pré-natal, prepa-</p><p>rando-as para o parto natural fora do ambiente hospitalar, sendo este dentro da</p><p>própria casa de parto, acompanhado pelas enfermeiras obstétricas, obstetrizes e</p><p>técnicos de enfermagem.</p><p>É muito importante citar que o parto normal é o parto fisiológico e, quando</p><p>não há situações de riscos que demandem a cesariana, a via melhor para saúde</p><p>da mãe e do bebê é a via vaginal.</p><p>Cabe aos profissionais apoiarem a gestante na escolha da via de parto, orientar os</p><p>benefícios e riscos, ajudar na programação do plano de parto, utilizando do período pré-</p><p>natal para isso, tanto por meio de consultas quanto em forma de grupos de gestantes.</p><p>UNIASSELVI</p><p>4</p><p>1</p><p>1. Na gestação, acontecem várias alterações hormonais a fim de manter a gravidez, princi-</p><p>palmente antes da formação da placenta.</p><p>A seguir, assinale a alternativa que não se refere a um hormônio envolvido na gestação.</p><p>a) Gonadotrofina coriônica.</p><p>b) Progesterona.</p><p>c) Serotonina.</p><p>d) Estrógeno.</p><p>e) Hormônio lactogênio placentário humano.</p><p>2. A gestação causa no organismo materno mudanças em sua anatomia, fisiologia e bioquí-</p><p>mica para manutenção da gravidez até o momento do parto. Algumas dessas mudanças</p><p>iniciam nas primeiras semanas de gravidez e perduram até alguns dias pós-parto.</p><p>Com relação às mudanças fisiológicas da gestação, analise as sentenças a seguir:</p><p>I - Náuseas e vômitos são alterações esperadas, principalmente no primeiro trimestre.</p><p>II - Os cloasmas acontecem principalmente pela ação da progesterona.</p><p>III - A progesterona altera a mucosa oral</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) III, apenas.</p><p>c) I e II, apenas.</p><p>d) II e III, apenas.</p><p>e) I, II e III.</p><p>3. Além das mudanças físicas da gravidez, ocorrem também alterações psíquicas na mulher.</p><p>É de extrema importância que o profissional que atende essas mulheres tenha empatia e</p><p>sensibilidade para conversar sobre esses sentimentos.</p><p>Com relação à abordagem psicológica no pré-natal, analise as sentenças a seguir:</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>4</p><p>1</p><p>I - Sentimentos de preocupação e ansiedade que não atrapalham as atividades de vida</p><p>diária da gestante podem ser abordados na atenção primária à saúde.</p><p>II - O suicídio é umas das consequências graves de distúrbios psiquiátricos na gestação.</p><p>III - Mulheres com transtornos mentais prévios à gestação possuem maiores fatores de risco</p><p>para alteração da saúde mental no período gestacional.</p><p>IV - Adolescentes são menos propensas a transtornos mentais na gestação.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) II e IV, apenas.</p><p>c) III e IV, apenas.</p><p>d) I, II e III, apenas.</p><p>e) I, II, III e IV.</p><p>AUTOATIVIDADE</p><p>4</p><p>1</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALBERO, B., et al. Análise dos efeitos em fetos expostos à hiperêmese gravídica durante a gra-</p><p>videz. Rev Med Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 23. 2023. Disponível em: https://rmmg.org/arti-</p><p>go/detalhes/3975. Acesso em: 28 nov. 2023.</p><p>REZENDE FILHO, J. Rezende obstetrícia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2022.</p><p>PERAÇOLI, J. C. et al. Pré-eclâmpsia: protocolo 3 – 2023. Botucatu, Rede Brasileira de Estudos</p><p>sobre Hipertensão na Gravidez (RBEHG), 2023. Disponível em: https://rbehg.com.br/wp-con-</p><p>tent/uploads/2023/04/PROTOCOLO-2023.pdf. Acesso em: 28 nov. 2023.</p><p>BRASIL. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília, DF: Departamento de Atenção Básica;</p><p>Secretaria de Atenção à Saúde; Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.</p><p>gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_32_prenatal.pdf. Acesso em: 28 nov. 2023.</p><p>BRASIL. Como manter o peso na gestação. Ministério da Saúde, Brasília, 29 jul. 2021. Disponível</p><p>em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-ter-peso-saudavel/</p><p>noticias/2021/como-manter-o-peso-saudavel-antes-e-depois-da-gravidez. Acesso em: 28</p><p>nov. 2023.</p><p>MELO, L. L.; LIMA, M. A. D. S. Mulheres no segundo e terceiro trimestre da gravidez e suas alte-</p><p>rações psicológicas. Rev . Bras . Enferm ., Brasília, v. 53, n. 1, p. 81-86, jan./mar. 2000. Disponível</p><p>em: https://www.scielo.br/j/reben/a/bHgF3SSXhyFZzkqF4xwy3YS/?format=pdf. Acesso em:</p><p>28 nov. 2023.</p><p>4</p><p>4</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-ter-peso-saudavel/noticias/2021/como-manter-o-peso-saudavel-antes-e-depois-da-gravidez</p><p>1. Opção C.</p><p>A serotonina não está envolvida no processo gestacional, o que sinaliza a questão como</p><p>errada.</p><p>2. Opção E.</p><p>Todas as alternativas estão corretas e descrevem alterações fisiológicas da gestação.</p><p>3. Opção D.</p><p>As adolescentes são mais propensas a alterações de saúde mental da gestação, bem como</p><p>as mulheres que não aceitam a gravidez.</p><p>GABARITO</p><p>4</p><p>5</p><p>MINHAS METAS</p><p>CONSULTA DE ENFERMAGEM</p><p>NO PRÉ-NATAL</p><p>Descrever a importância do pré-natal.</p><p>Diferenciar o pré-natal de baixo risco e de alto risco.</p><p>Descrever os conceitos teóricos do processo de enfermagem.</p><p>Detalhar as fases da consulta de enfermagem.</p><p>Descrever a atuação do enfermeiro no pré-natal de baixo risco.</p><p>Detalhar o exame físico obstétrico.</p><p>Informar a legislação do Cofen sobre as consultas de enfermagem.</p><p>T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 3</p><p>4</p><p>1</p><p>INICIE SUA JORNADA</p><p>O período gestacional vem acompanhado de muitas mudanças na vida das mu-</p><p>lheres, suas parcerias, familiares e de pessoas do círculo social. Tais mudanças</p><p>são encaradas de diferentes formas por cada pessoa e demandam bastante ener-</p><p>gia física e mental.</p><p>A gestante, além de experimentar alterações no corpo e na mente, desde o início</p><p>da gravidez se preocupa e anseia em ter todas as informações necessárias para que o</p><p>pré-natal, parto e puerpério ocorram de maneira mais segura para ela e para o bebê.</p><p>O período do pré-natal é cheio de novidades, informações e curiosidades.</p><p>Nessa fase, a mulher fica mais vulnerável às informações que encontra e tende</p><p>a dar grande importância a experiências de outras gestantes e de mulheres que</p><p>já deram à luz anteriormente. Mãe, irmãs, tias, amigas são as que geralmente</p><p>compartilham suas experiências para acalentar e apoiar.</p><p>Além de todas as informações provenientes do círculo social e da sabedoria</p><p>popular, vivemos atualmente com rápido acesso a qualquer tipo de conteúdo</p><p>por meio da internet. O acesso rápido à informação é um grande aliado na área</p><p>da saúde e, quando usado da maneira correta, ajuda muitas pessoas de forma</p><p>prática, acessível e segura.</p><p>Bases de dados confiáveis de estudos e sites oficiais de organizações sérias</p><p>despendem grande número de orientações e informações que, quando interpre-</p><p>tadas corretamente, auxiliam os profissionais na atualização da prática clínica.</p><p>Devido à velocidade das informações e presença de informações falsas, ou</p><p>até mesmo verdadeiras, mas que não se aplicam a todos da mesma forma, é</p><p>imprescindível que os profissionais da saúde estejam sempre engajados nas</p><p>evidências científicas atuais, visando prover o melhor cuidado às pessoas.</p><p>É importante refletir sobre como buscamos as informações, as interpretamos</p><p>e repassamos para os usuários, levando sempre em conta o contexto social que</p><p>estão inseridos, seus valores e crenças.</p><p>UNIASSELVI</p><p>4</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 3</p><p>Uma das atribuições do pré-natal é preparar a mulher para o parto e, para isso, é</p><p>muito importante lançarmos mão de uma ferramenta chamada Plano de Parto,</p><p>que deve ser construída pela gestante com apoio dos pré-natalistas. Neste pod-</p><p>cast, vamos falar sobre o que é e como pode ser construído o plano de parto. Va-</p><p>mos lá. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual</p><p>de aprendizagem.</p><p>PLAY NO CONHECIMENTO</p><p>VAMOS RECORDAR?</p><p>Antes de falarmos sobre a consulta de enfermagem, é essencial que recordemos</p><p>como se dá o processo de enfermagem, definido por Wanda Horta (1979 apud</p><p>SILVA; SILVA; GONZAGA, 2017, p. 594), como “a dinâmica das ações sistematizadas</p><p>e inter-relacionadas, visando à assistência ao ser humano. Caracteriza-se pelo</p><p>inter-relacionamento e dinamismo de suas fases ou passos”.</p><p>Por meio da Resolução nº 358/2009 do Conselho</p><p>Federal de Enfermagem</p><p>(COFEN), tornou-se obrigatório a implementação do processo de enfermagem em</p><p>todas as unidades que ocorrem cuidados de enfermagem.</p><p>Para aumentar sua competência sobre o processo de enfermagem e subsidiar sua</p><p>prática profissional, acesse o documento a seguir com destaque ao Capítulo 3:</p><p>Processo de enfermagem.</p><p>Bons estudos!</p><p>4</p><p>8</p><p>https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2010/01/SAE-web.pdf</p><p>DESENVOLVA SEU POTENCIAL</p><p>A IMPORTÂNCIA DO PRÉ-NATAL</p><p>A realização do pré-natal (PN) é fundamental para prevenção de agravos, pro-</p><p>moção da saúde materna e fetal, diagnóstico precoce de doenças preexistentes e</p><p>gestacionais (REZENDE FILHO, 2022).</p><p>A captação precoce de gestantes para início das consultas é essencial para</p><p>garantir o sucesso do pré-natal, atualmente, recomenda-se que seja iniciado antes</p><p>de 12 semanas de gravidez.</p><p>Pode-se elencar, de forma didática, quatro objetivos principais do pré-natal,</p><p>sendo eles:</p><p>■ Identificar precocemente e tratar adequadamente complicações da ges-</p><p>tação.</p><p>■ Promover a saúde do bem-estar da mãe e do feto.</p><p>■ Favorecer o vínculo da mãe e da família com o bebê.</p><p>■ Preparação do parto.</p><p>Aos profissionais, além da incumbência de realização das consultas e gestão do</p><p>cuidado, também cabe iniciar precocemente o PN e estimular que seja realiza-</p><p>do de forma assídua, para isso, é muito importante fortalecer o vínculo com as</p><p>usuárias por meio da escuta ativa e do acolhimento.</p><p>A CONSULTA DE PRÉ-NATAL POR ENFERMEIROS</p><p>Conforme o Coren (2021), o enfermeiro é o profissional apto para atender con-</p><p>sultas de pré-natal no âmbito da atenção primária à saúde em gestação de baixo</p><p>risco intercalada com a presença do médico. O enfermeiro também solicita exa-</p><p>mes, realiza testes rápidos, prescreve medicamentos padronizados em protocolos,</p><p>detecta casos de alto risco e prioriza atendimento especializado nesses casos, além</p><p>de fazer e orientar a busca ativa de gestantes faltosas.</p><p>UNIASSELVI</p><p>4</p><p>9</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 3</p><p>A rotina de consultas das gestantes deve ser mensal, até 28 semanas, quinzenal, de</p><p>28 a 36 semanas, e semanal, de 36 semanas até o parto.</p><p>A prática da enfermagem na consulta de pré-natal é padronizada de acordo com</p><p>a Sistematização da Assistência da Enfermagem (SAE). A SAE é composta</p><p>por cinco fases, sendo: coleta de dados, diagnóstico de enfermagem, prescrição</p><p>de enfermagem, implementação e avaliação.</p><p>COLETA DE DADOS</p><p>A coleta de dados é a primeira fase da SAE e tem por objetivo colher dados</p><p>da gestante, parcerias, família e ambiente. A coleta de dados se dá por meio da</p><p>anamnese e do exame físico.</p><p>Anamnese</p><p>A anamnese, ou entrevista/histórico, é a parte da consulta em que se colhe a his-</p><p>tória clínica da gestante, além dos dados sociodemográficos sobre idade, estado</p><p>civil, endereço, cor, trabalho, profissão, escolaridade, entre outros, nessa fase, é</p><p>importante perguntar sobre:</p><p>■ Data da Última Menstruação (DUM).</p><p>■ Paridade e intercorrências em gestações anteriores.</p><p>■ Patologias prévias.</p><p>■ Antecedentes pessoais ou familiares de doenças hereditárias/malforma-</p><p>ções e gemelaridade.</p><p>■ Uso de medicamentos contínuos.</p><p>■ Intercorrências clínicas, obstétricas e cirúrgicas.</p><p>■ Alergias.</p><p>■ Atividade sexual.</p><p>■ Uso de tabaco, álcool ou outras drogas.</p><p>■ Histórico vacinal.</p><p>■ História de violências.</p><p>5</p><p>1</p><p>Cálculo da idade gestacional</p><p>Para entender qual trimestre da gestação a mulher está, é necessário calcular a</p><p>Idade Gestacional (IG). Para o cálculo da IG, precisamos que a mulher nos</p><p>informe a Data da Última Menstruação (DUM). Se por acaso a mulher não</p><p>souber exatamente qual a DUM, mas souber de forma aproximada, para fins</p><p>de cálculo, podemos estipular a DUM da seguinte forma: se o primeiro dia da</p><p>menstruação foi no início do mês, consideramos dia 5, se for a metade do mês,</p><p>dia 15 e, se for próximo ao final do mês, aproximamos para dia 25.</p><p>CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL</p><p>Data da consulta: 10/10/2023 DUM: 1º/7/2023</p><p>Total de dias de 1º/7 a 10/10: 100 dias</p><p>Portanto, dividimos 100 por 7 para ter o resultado em semanas:</p><p>Cálculo da Idade Gestacional:</p><p>Quadro 1 – Cálculo da idade gestacional / Fonte: a autora.</p><p>Para calcular a IG, basta somar os dias desde a DUM até a data da consulta e di-</p><p>vidir por sete (correspondendo a 7 dias = 1 semana) e os números que sobrarem</p><p>na divisão são os dias. Como demonstrado no Quadro 1.</p><p>Cálculo da data provável do parto</p><p>A Data Provável do Parto (DPP) é calculada pela Regra de Naegele, que</p><p>consiste em acrescentar sete dias, subtrair três meses e aumentar um ano (ou</p><p>acrescentar nove meses, se for janeiro/fevereiro e março) na DUM. O Quadro 2</p><p>ilustra a Regra de Naegele.</p><p>UNIASSELVI</p><p>5</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 3</p><p>CÁLCULO DA DPP – REGRA DE NAEGELE</p><p>DUM: 1º/7/2023</p><p>+7/ -3 / +1</p><p>DPP: 8/4/2024</p><p>Quadro 2 – Cálculo da DPP – Regra de Naegele / Fonte: a autora.</p><p>Vacinação na gestação</p><p>Na primeira consulta de pré-natal, é de suma importância que seja checado pelos</p><p>profissionais as vacinas da mulher. As vacinas preconizadas pelo Ministério da</p><p>Saúde para as gestantes são (BRASIL, 2022):</p><p>■ A vacina dupla – adulto acelular (dTpa) deve ser recebida por todas as</p><p>gestantes a partir de 20 semanas de gravidez e a cada gestação.</p><p>■ Vacina Influenza anual.</p><p>■ Vacina dupla adulto (dt), para casos de esquema incompleto, ou sem in-</p><p>formação vacinal é necessário aplicar na gestação.</p><p>■ Vacina Hepatite B – para gestantes em qualquer idade gestacional, é im-</p><p>portante administrar três doses (0, 1 e 6 meses) da vacina hepatite B,</p><p>considerando o histórico de vacinação anterior,</p><p>■ Vacina Covid-19 – é recomendada a aplicação dessa vacina em qualquer</p><p>idade gestacional para todas as gestantes e mulheres no puerpério (até</p><p>42 dias após o parto).</p><p>EXAME FÍSICO</p><p>O exame físico é a segunda fase da coleta de dados para a gestante, além do exame</p><p>físico geral, contempla também a avaliação obstétrica.</p><p>A seguir, o Quadro 3 ilustra um modelo de roteiro de exame físico da mulher,</p><p>que pode ser usado para guiar o profissional na consulta de pré-natal.</p><p>5</p><p>1</p><p>EXAME FÍSICO GERAL EXAME FÍSICO OBSTÉTRICO</p><p>Sinais vitais: frequência cardíaca, fre-</p><p>quência respiratória, temperatura axilar,</p><p>pressão arterial.</p><p>Inspeção da pele e das mucosas: aten-</p><p>tando para os cloasmas, estrias, edemas,</p><p>linha nigrans.</p><p>Palpação da tireoide, região cervical,</p><p>supraclavicular e axilar para pesquisa de</p><p>nódulos ou outras anormalidades.</p><p>Ausculta cardíaca e pulmonar</p><p>Exame do abdome: presença de cicatri-</p><p>zes, ou anormalidades.</p><p>Exame dos membros inferiores.</p><p>Determinação do peso, altura e IMC.</p><p>Avaliação do estado nutricional e do ga-</p><p>nho de peso gestacional.</p><p>Palpação obstétrica;</p><p>Medida e avaliação da altura uterina;</p><p>Ausculta dos batimentos cardiofetais (a</p><p>partir de 12 semanas);</p><p>Registro dos movimentos fetais;</p><p>Exame clínico das mamas;</p><p>Exame ginecológico (inspeção dos</p><p>genitais externos, na primeira consulta</p><p>e depois se necessário.</p><p>Exame especular - se necessário.</p><p>Coleta de material para exame colpo</p><p>citopatológico (se estiver no período</p><p>da coleta) - aproveitar a gestação para</p><p>colocar a prevenção de câncer colo</p><p>útero em dia.</p><p>Quadro 3 – Roteiro de exame físico da gestante / Fonte: adaptado de Santos et al. (2022).</p><p>Medida da altura uterina</p><p>A medida da Altura Uterina (AU) deve ser realizada em todas as consultas de</p><p>pré-natal, principalmente a partir de 12 semanas, quando se espera que o útero</p><p>seja palpável na sínfise púbica. A partir de 20 semanas, o valor da AU em centí-</p><p>metros geralmente corresponde às semanas de gestação.</p><p>Para aferir a AU, é necessário que a gestante fique em decúbito dorsal e ex-</p><p>ponha abdômen, de forma confortável. O profissional deve posicionar o início</p><p>da fita métrica na sínfise púbica, segurando-a com uma das mãos e a deslizando</p><p>UNIASSELVI</p><p>5</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 3</p><p>suavemente sobre o abdômen da gestante, posicionando-a na vertical e alinhada</p><p>com o umbigo. Importante verificar se a fita métrica está reta e não torcida. Com</p><p>a fita métrica posicionada corretamente, deve</p><p>ser feita uma leve pressão sobre o</p><p>abdômen para identificar o ponto mais alto do útero, esse ponto deve ser marcado</p><p>com a fita métrica e seu valor em cm é a AU. A Figura 1 demonstra a técnica de</p><p>aferição da altura uterina.</p><p>Figura 1 – Medida da Altura Uterina em gestante / Fonte: https://moodle.unasus.gov.br/vitrine29/pluginfile.</p><p>php/10504/mod_resource/content/3/und1/15.html. Acesso em: 29 nov. 2023.</p><p>Descrição da Imagem: gravura de abdômen gravídico e decúbito dorsal em corte sagital, mostrando a posição</p><p>de um feto no útero materno e externo ao abdômen, uma fita métrica amarela é segurada por duas mãos,</p><p>demonstrando a avaliação de altura uterina. Na imagem, o útero está representado em tons rosa-claro e bege.</p><p>Fim da descrição.</p><p>Palpação obstétrica</p><p>A palpação obstétrica é a parte do exame físico que o profissional irá avaliar</p><p>a situação e a apresentação fetal e determinar os polos cefálico e pélvico. A</p><p>palpação é ideal ser feita antes da medida da altura uterina e da ausculta dos</p><p>batimentos cardíacos fetais, uma vez que sabendo onde se localiza o dorso fetal,</p><p>encontra-se o local de ausculta cardíaca.</p><p>5</p><p>4</p><p>As manobras de palpação obstétrica são denominadas também como manobras</p><p>de Leopold e possuem quatro tempos.</p><p>TEMPO 1</p><p>Delimitar o fundo uterino.</p><p>TEMPO 2</p><p>Deslizar as mãos em direção às laterais do abdômen, procurando identificar o dorso</p><p>fetal e as partes moles (mãos e pés).</p><p>TEMPO 3</p><p>Palpação do polo que se apresenta no canal de parto da mulher (pélvico ou cefálico).</p><p>TEMPO 4</p><p>Delimitar quão penetrado está o polo encontrado na Fase 3 no estreito superior da</p><p>bacia. A Figura 2 representa os quatro tempos da manobra de Leopold.</p><p>UNIASSELVI</p><p>5</p><p>5</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 3</p><p>Figura 2 – Manobras de Leopold / Fonte: Calife, Lago e Lavras (2010, p. 83)</p><p>Descrição da Imagem: quatro figuras de corpo gravídico com representação do feto em posição cefálica, de-</p><p>monstrando respectivamente os quatro momentos da manobra de Leopold. Primeira figura: mãos do examinador</p><p>no fundo uterino. Segunda figura: mãos do examinador sugerem que ele está posicionado ao lado da gestante</p><p>e palpa as laterais do abdômen. Terceira figura: mão direita do examinador em região de sínfise púbica. Quarta</p><p>figura: mãos do examinador nas laterais do abdômen, mas, diferente da Figura 2, a posição das mãos sugerem</p><p>que o examinador está na cabeceira da paciente. Fim da descrição.</p><p>5</p><p>1</p><p>Ausculta dos batimentos cardíacos fetais</p><p>Após a palpação obstétrica e a mensuração e medida da altura uterina, reali-</p><p>za-se a ausculta dos Batimentos Cardíacos Fetais (BCF). Tal ausculta pode</p><p>ser realizada a partir de 12 semanas de gravidez e tem por objetivo verificar a</p><p>presença de BCF e sua frequência, sendo a faixa de normalidade de 110 a 160</p><p>bcf/min (REZENDE FILHO, 2022).</p><p>Para esse procedimento, é necessário um aparelho de sonar Doppler e gel</p><p>de ultrassom. Na ausência do sonar Doppler, pode-se realizar a ausculta com o</p><p>pinard, porém o uso deste é recomendado somente a partir de 20 semanas de</p><p>gestação. Importante lembrar que o sonar Doppler é considerado padrão-ouro</p><p>na avaliação dos batimentos cardíacos fetais.</p><p>Após higiene das mãos e explicação do procedimento à gestante e ao acompa-</p><p>nhante, se houver, deve-se aplicar gel de ultrassom na localização do dorso fetal (já</p><p>encontrado anteriormente na palpação) e, por meio do sonar, procurar o som dos</p><p>batimentos fetais. É importante garantir que o som escutado não seja da mãe, por</p><p>isso, deve ser checado paralelamente o pulso materno. Após encontrado o local</p><p>de ausculta, conte os batimentos por um minuto e anote na caderneta da gestante.</p><p>APROFUNDANDO</p><p>Exames complementares</p><p>Geralmente, nos serviços de saúde de atenção primária, a primeira consul-</p><p>ta de pré-natal é realizada com o profissional enfermeiro. Nessa consulta, são</p><p>solicitados os principais exames do primeiro trimestre, a fim de garantir diagnós-</p><p>tico precoce de anormalidades da saúde materna e fetal e manutenção da saúde.</p><p>A seguir, serão descritos os exames solicitados na primeira consulta de pré-natal,</p><p>que podem variar de acordo com protocolos institucionais.</p><p>UNIASSELVI</p><p>5</p><p>1</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 3</p><p>■ Hemograma.</p><p>■ Glicemia de jejum.</p><p>■ Tipagem sanguínea (se RH negativo, pedir coombs indireto).</p><p>■ Sorologias: HIV, Sífilis, Hepatite B e C e Toxoplasmose.</p><p>■ Urina: rotina e cultura.</p><p>■ Parasitológico de fezes.</p><p>DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM</p><p>Os Diagnósticos de Enfermagem (DE) compreendem a segunda fase da sis-</p><p>tematização da assistência de enfermagem à gestante.</p><p>Pode ser usada a nomenclatura Nanda International para os diagnósticos,</p><p>prescrições e avaliação, ou a Classificação das Práticas de Enfermagem em Saúde</p><p>Coletiva, desenvolvida pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN).</p><p>Após a coleta de dados e o exame físico, o enfermeiro, por meio do racio-</p><p>cínio e julgamento clínico, elencará os principais diagnósticos de enfermagem</p><p>e realizará prescrições em direção a eles. Dessa forma, não há uma lista fixa de</p><p>diagnósticos de enfermagem na gestação, mas pode-se elencar os mais comuns</p><p>pela Classificação Internacional das Práticas de Enfermagem em Saúde Coletiva</p><p>(CIPESC) (ALBUQUERQUE; CUBAS, 2005), sendo:</p><p>1. Risco para aborto.</p><p>2. Gravidez indesejada.</p><p>3. Gestação/1º trimestre normal.</p><p>4. Gestação/2º trimestre normal.</p><p>5. Gestação/3º trimestre normal.</p><p>Saber onde buscar informações confiáveis para atualização profissional e</p><p>desenvolvimento da prática clínica nem sempre é uma tarefa fácil. Para nos</p><p>auxiliar, o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da</p><p>Saúde (BIREME), uma organização ligada à Organização Pan-Americana da Saúde</p><p>(OPAS), possui um recurso denominado Segunda Opinião Formativa (SOF), que</p><p>auxilia aos profissionais em suas dúvidas, de forma rápida e totalmente on-line.</p><p>Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de</p><p>aprendizagem .</p><p>EU INDICO</p><p>5</p><p>8</p><p>PRESCRIÇÃO DE ENFERMAGEM</p><p>É importante que o enfermeiro faça as prescrições essenciais para as condições</p><p>detectadas na coleta de dados e exame físico, as próprias classificações (Nanda ou</p><p>CIPESC) trazem prescrições de enfermagem padronizadas para cada diagnóstico.</p><p>A prescrição de ácido fólico, caso ainda a gestante não faça uso, também é</p><p>de extrema importância, levando em conta a formação do tubo neural do bebê.</p><p>A seguir, no Quadro 4, descrevemos as principais prescrições de enfermagem</p><p>realizadas nas consultas de pré-natal, conforme Albuquerque e Cubas (2005).</p><p>UNIASSELVI</p><p>5</p><p>9</p><p>TEMA DE APRENDIZAGEM 3</p><p>DIAGNÓSTICO DE</p><p>ENFERMAGEM</p><p>PRESCRIÇÕES</p><p>Gestação /1.º trimestre</p><p>Normal</p><p>Acolher a gestante conforme suas necessidades.</p><p>Aconselhar o pré-teste.</p><p>Avaliar história reprodutiva anterior.</p><p>Enfatizar a importância do pré-natal.</p><p>Entregar pasta de gestante com orientação dos conteú-</p><p>dos educativos e explicação do programa.</p><p>Envolver a família/pessoa significativa nos cuidados.</p><p>Estimular confiança no atendimento prestado.</p><p>Orientar cuidados com as mamas.</p><p>Orientar dieta alimentar em quantidade, frequência e</p><p>qualidade.</p><p>Orientar sobre atividade sexual na gestação.</p><p>Pesquisar doenças intercorrentes e indicadores de risco.</p><p>Realizar avaliação clínico-obstétrica.</p><p>Realizar esquema vacinal.</p><p>Solicitar exames conforme o protocolo.</p><p>Quadro 4 – Prescrições de enfermagem com base na CIPESC / Fonte: adaptado Albuquerque e Cubas (2005).</p><p>1</p><p>1</p><p>Além das prescrições padronizadas, é de extrema importância orientar a gestante</p><p>quanto à prevenção de toxoplasmose, arboviroses e Covid-19.</p><p>IMPLEMENTAÇÃO</p><p>A implementação é a fase prática de realização das prescrições de enfermagem.</p><p>Caracteriza-se pelas ações, ou seja, quando são feitas as orientações, solicitados</p><p>os exames, prescritos os medicamentos e dados os encaminhamentos necessários.</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>A avaliação de enfermagem é um processo contínuo cujo objetivo é verificar a</p><p>efetividade das ações realizadas, se os efeitos obtidos correspondem aos efeitos</p><p>esperados, quais variáveis afetam os resultados esperados e se</p>

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