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<p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Thaiany Oliveira Arantes – thayarantes@hotmail.com</p><p>Perícia Criminal e Ciências Forenses</p><p>Instituto de Pós-Graduação – IPOG</p><p>Campo Grande – MS, 28 de setembro de 2017.</p><p>Resumo:</p><p>O corrente artigo reflete em uma análise a figura do perito na vigência do Novo Código de</p><p>Processo Civil, Lei n. º 13.105/2017. O artigo num primeiro momento busca esclarecer alguns</p><p>conceitos que infere ser essencial para esclarecimento dos operadores do Direito. No decorrer</p><p>da pesquisa esclarece pontos do processo quanto ao encadeamento dos requisitos para</p><p>nomeação do perito, honorários, prazos de laudos periciais, impedimentos e suspensões que</p><p>se aplica. Ainda, questões do procedimento da prova pericial, da recusa do juiz ao deferir ou</p><p>não a produção de prova, além da atuação do assistente técnico. Essa nova aparência do perito</p><p>e consequentemente a produção da prova pericial tem como intenção demonstrar no</p><p>ordenamento jurídico, de modo implícito e também expressa, a necessidade da construção da</p><p>verdade real, assim evitando erros e divergências de sentenças em casos similares de conflitos.</p><p>Palavras-chave: Perito. Prova Pericial. Assistente Técnico.</p><p>1. Introdução</p><p>Com a vigência do Novo Código de Processo Civil (CPC) de acordo com a Lei n. º 13.105, de</p><p>2015 o perito, o assistente técnico e a prova pericial ganharam destaques, já que no Código</p><p>anterior essas figuras encontravam-se obscuras. Além do mais, o antigo Código de Processo</p><p>Civil não deixava claro as questões de nomeação de perito, prazo para elaboração do laudo</p><p>pericial, os órgãos que regulavam essa atividade, seja órgão técnico ou cientifico, honorário do</p><p>perito, procedimentos para elaboração do laudo pericial entre outras matérias não disciplinadas</p><p>no Código Processo Civil de 73.</p><p>É importante ressaltar que o perito ganhou destaque no Novo Código de Processo Civil pois a</p><p>prova pericial pode recair em relação as pessoas ou as coisas e se mostra de intensa influência</p><p>na decisão da autoridade judiciária em relação ao julgamento da Lide.</p><p>Evidencia que a atuação do perito ocorre quando há questões de fatos ambíguos, incertos,</p><p>controversos e suspeito e por consequência o juiz não detenha o conhecimento técnico ou</p><p>científico para elucidar o fato, assim é que entra a figura do perito e do assistente técnico.</p><p>Outro ponto de destaque é que com a vigência do novo Código Processo Civil a figura do</p><p>assistente técnico que é contratado pelas partes e atua em favor destas possui assim total</p><p>confiança e nem por isso perdem a credibilidade dentro do processo. Além disso, é importante</p><p>destacar a distinção dessas duas figuras, pois o perito atua de acordo com os princípios</p><p>elencados na Constituição Federal, artigo 37, quais sejam: os princípios da legalidade,</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência e por outro lado, o assistente técnico já</p><p>atua com certa parcialidade em favor de uma das partes, ou seja, em favor de quem o contratou.</p><p>Ainda, segundo essa nova normativa sobre o perito, o assistente técnico e a realização da</p><p>perícia, o novo Código Processo Civil organiza e dispõe de matérias e situações como:</p><p>apresentação de quesitos suplementares, quesitos formulados pelo magistrado, da dispensa da</p><p>prova pericial entre outras situações como honorários do perito, assistente técnico, causas de</p><p>impedimento e suspeição, os motivos de escusa do perito e até a possibilidade da dispensa da</p><p>prova pericial em razão de apresentação do parecer técnico na inicial ou na contestação.</p><p>Além de tudo, diante das situações discorridas acima o assunto não se esgota dentro do Código</p><p>Processo Civil, já que esse novo diploma pode sofrer inovações de acordo com a analogia,</p><p>costumes e princípios gerais do direito em concordância com artigo 4º da Lei de Introdução às</p><p>normas do Direito Brasileiro – Decreto Lei n. º 4.657/42.</p><p>O Código Processo Civil estabeleceu requisitos quanto a regulamentação e penalidades a</p><p>depender da atuação dos profissionais nessas áreas, em outras palavras, caso a atuação seja com</p><p>desídia será feito um comunicado ao órgão responsável da respectiva categoria no momento</p><p>que os conhecedores da área não possuírem conhecimento técnico e cientifico suficiente para</p><p>atuação. Ainda como consequência, se necessário, pode ocorrer a determinação pelo magistrado</p><p>da substituição do perito por outro que atenda aos requisitos</p><p>Essas e outras inovações mostraram-se essenciais e com aspectos constantes não limitantes,</p><p>mas com uma legislação adepta a evolução da sociedade em conjunto com o desenvolvimento</p><p>da perícia, com critérios e condições impessoais na busca da verdade real. Ou seja, não deixando</p><p>ou criando espaço para indagações pessoais e subjetivas em prol de uma das partes.</p><p>Durante o período de transição do Código Processo Civil bem como da elaboração do artigo,</p><p>momento no qual o assunto se mostrava presente nas minhas aulas de Graduação (período de</p><p>2015) e Pós-Graduação (período de 2016) veio a surgir o interesse pela nova postura do perito</p><p>e do assistente técnico, principalmente no desenrolar dos processos cíveis, o que antes era mais</p><p>visto somente nas áreas da esfera criminal.</p><p>Em suma, o artigo tem objetivo geral de esclarecer as diferenças que se entende crucial na</p><p>atuação do perito e do assistente técnico e quando eles irão atuar, e por último, como propósito</p><p>especifico as inovações e as alterações trazidas pelo novo Código Processo Civil de 2015 que</p><p>tornam essas figuras ímpares no processo de conhecimento e na concepção de provas durante</p><p>a fase processual.</p><p>2. Método Adotado</p><p>Durante os módulos do curso de Pós-Graduação na área de Perícias Criminais, em grande</p><p>maioria das vezes percebi a atuação do perito e do assistente técnico na área criminal e em razão</p><p>da minha graduação em Bacharel em Direito resolvi com a nova mudança do Código Processo</p><p>Civil dar um destaque à importância do perito e do assistente técnico no desenvolver dos</p><p>processos nas áreas de interesse civil.</p><p>Assim, esta pesquisa foi realizada na cidade de Campo Grande – MS, apenas com dados</p><p>bibliográficos e informações obtidas em livros, artigos científicos, blogs e sites os quais serão</p><p>citados na referência bibliográfica.</p><p>Durante a leitura do material bibliográfico e dos fóruns de discussão percebe-se que hoje há</p><p>uma diversidade enorme de conflitos de interesses nas mais diversas áreas do conhecimento,</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>isso fez que a equipe técnica desse Código de Processo Civil percebesse a importância do perito</p><p>para a resolução de conflitos de interesses.</p><p>Por sua vez, compreenderam a necessidade da veracidade dos fatos, mesmo que seja para</p><p>repercutir em questões patrimoniais e morais, visto que esses dois bens violados não deixam de</p><p>ser menos importante do que aqueles repercutidos e protegidos nas na esfera criminal.</p><p>3. Conceito de perícia, prova pericial, perito e assistente técnico</p><p>Durante o andamento da ação no processo civil o magistrado pode se deparar com outros</p><p>assuntos complexos das mais variadas áreas de conhecimento, assim, fica limitando a área de</p><p>conhecimento do juiz para resolução do caso concreto. Dessa maneira, diante de tal</p><p>impossibilidade o magistrado busca auxilio, apoio, ou seja, resguarda a sua decisão com fulcro</p><p>na perícia.</p><p>É importante esclarecer os termos como a perícia,</p><p>a prova pericial, o perito e o assistente técnico</p><p>encontrado no Código de Processo Civil nos seguintes artigos 464 a 480, além disso esses</p><p>termos vistos Código Processo Civil não são sinônimos e consequentemente podem gerar</p><p>dúvidas quanto a sua aplicação entre os operadores do Direito na busca de soluções de conflitos.</p><p>Desse modo, segundo a visão do autor Montans (2016, p. 469), “Perícia é o exame, vistoria ou</p><p>avaliação de pessoas e coisas (fontes), que dependem de conhecimento técnico para a apuração</p><p>do que deles se pretenda provar. ”</p><p>Dessa forma, o autor expõe mais três conceitos importantes –exame, vistoria e avaliação -,</p><p>sendo necessário para elucidação da fase de instrução no processo civil.</p><p>Além disso, no entender do autor Montans, de acordo com o artigo 464 do CPC/15, conceitua</p><p>as espécies de perícia como conceitos de extrema importância em relação a definição</p><p>apresentada abaixo:</p><p>“Exame é o ato de inspeção de pessoas e coisas móveis; Vistoria é ato de inspeção de</p><p>coisas imóveis. Veja que nesses dois casos a atividade é idêntica, variando apenas o</p><p>seu objeto. Avaliação é a ,atribuição de valor para determinado bem ou direito.”(</p><p>MONTANS, 2016:470)</p><p>Sendo assim, a prova pericial conforme o entendimento citado pelo autor em relação às espécies</p><p>de perícia e às disposições do artigo 464 do CPC a prova pericial pode recair sobre pessoas ou</p><p>coisas, sejam coisas moveis ou imóveis, com isso o termo “prova pericial” pode ser</p><p>compreendido como o objeto que vai ser submetido a uma análise por um especialista.</p><p>Acrescenta-se ainda, ao conceito de “perito” diante das palavras Montans (2016; 471) que:</p><p>“Perito é um detentor de conhecimento de determinada área científica que o juiz desconheça; e</p><p>este conhecimento é necessário para elucidação dos fatos trazidos à causa. Por isso é nomeado.</p><p>”</p><p>Nesses termos, o perito deve informar, apontar, mencionar e reportar conhecimentos</p><p>tecnicamente adquiridos e provados sobre aquilo que fez concluir a respeito do fato, em outras</p><p>palavras, o objeto de estudo. Toda essa prova irá formalizar-se através de laudo pericial.</p><p>Por outro lado, o assistente técnico nas palavras de Vinicius (2016:61) “A sua função é</p><p>acompanhar a produção de prova e emitir um parecer concordando ou discordando das</p><p>conclusões do perito. ”</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>Assim, o perito deve assegurar o direito do assistente da parte interessada na perícia para assisti-</p><p>lo durante a realização da perícia, todavia deve existir uma prévia comunicação desse direito,</p><p>sendo então comprovado em autos, com antecedência mínima de 5 dias, artigo 466, §2º do CPC.</p><p>Consta também conforme a pesquisa realizada no dicionário online Aurélio os seguintes</p><p>conceitos, Perito é:</p><p>“ 1 - O que é nomeado pelo juízo para proceder a um exame médico, avaliação,</p><p>vistoria, etc.2 - Louvado, avaliador. 3 – Douto, versão, hábil, prático em algumas</p><p>ciências ou arte. 4 – Que ou quem é muito experimentado ou tem grandes</p><p>conhecimentos em determinada área doo conhecimento.”</p><p>Por outro lado, o conceito de perícia segundo o autor Montans é: “1- Sabedoria, prática,</p><p>experiência, habilidade em alguma coisa ciência ou arte. ”</p><p>Neste instante também apresento a definição de prova segundo o dicionário online Aurélio: “</p><p>1- Estabelecer a verdade de. 2 – Indicar, dar provas de. 3 – Submeter a prova. 4- Padecer, 5-</p><p>comer ou beber em pequena quantidade.”</p><p>E por fim e não menos importante, a definição de assistente também de acordo com o dicionário</p><p>online Aurélio: 1 - Parteira. 2- Que ou o que dá assistência. 3- Que ou o que presencia alguma</p><p>coisa. 4- Que ou quem ajuda ajuda alguém nas suas funções. 5- Que ou quem coadjuva médico</p><p>ou professor catedrático, podendo substituí-lo na sua ausência.</p><p>Em vista disso, trata-se imprescindível distinguir esses conceitos acima citados para</p><p>entendemos como funciona a fase de conhecimento e de produção de prova pericial além da</p><p>atuação de cada um dos integrantes durante a instrução processual, e é em razão desta fase</p><p>processual que irá auxiliar e orientar o magistrado na resolução do conflito.</p><p>Outro aspecto que merece destaque é que o próprio Código Processo Civil procura elencar e</p><p>diferenciar o perito e assistente técnico, detalhe esse que coloca em evidência a importância</p><p>deles durante o processo, não deixando a critério subjetivo da autoridade judiciária ou dos</p><p>doutrinadores e sim estabelecendo o procedimento de acordo com a Lei.</p><p>4. Da prova pericial</p><p>4.1. Admissibilidade da prova pericial</p><p>A perícia civil é aquela que em regra trata-se de conflitos judiciais envolvendo o patrimônio</p><p>das pessoas, e que ao fazer esta perícia civil será elaborado a prova pericial e se necessário dará</p><p>ciência as partes que irá ser realizada uma perícia no objeto da lide a ser pleiteado.</p><p>O novo CPC, em seu artigo 474 diz: “As partes terão ciência da data e do local designado pelo</p><p>juiz ou indiciado pelo perito para ter início a produção da prova. ” Com isso, o artigo oferece</p><p>as partes a transparência do processo e inclusive o seu direito de exercer o contraditório no</p><p>curso da instrução, palavras estas do autor Mello (2016;125).</p><p>Destarte, ao observar esses dois conceitos, eles refletem as garantias constitucionais em seu</p><p>artigo 37 “caput” da Constituição Federal, ao se referir que a Administração Pública deve pautar</p><p>no princípio da publicidade e não impedindo também a aplicação do artigo 5º da Constituição</p><p>Federal, em seu inciso LV – “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos</p><p>acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a</p><p>ela inerentes”.</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>Posto isto, observamos a ausência de imprecisões, equívocos, deslizes e defeitos que possam</p><p>causar a decretação da nulidade tanto no trabalho pericial quanto ao processo, pois, consoante</p><p>ao artigo 474 CPC (“As partes terão ciência da data e do local designados pelo juiz ou indicados</p><p>pelo perito para ter início a produção da prova ”) dessa forma, verifica-se a exigência da ciência</p><p>das partes sobre, data, local designado e o início da perícia a ser realizada.</p><p>A prova pericial é cabível em razão da contrariedade de fatos e, por conseguinte exige</p><p>investigação, verificação além do reconhecimento de estudo mais especifico e científico que</p><p>vão além do senso comum. Com análise do disposto no artigo 156, “caput” do CPC,“O juiz</p><p>será assistido por perito quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou</p><p>científico”. Dessa forma, verifica-se consoante ao artigo que a atuação do perito será necessária</p><p>quando pender de um conhecimento técnico ou científico para se provar um fato.</p><p>Por isso, existem casos que a realização da prova pericial pode ser indeferida pelo juiz, casos</p><p>esses de domínio, compreensão e o entendimento que sejam comuns a todos, ficando então</p><p>dispensada a produção da prova pericial, como estabeleceu artigo 464, §1º, inciso I do CPC.</p><p>Oportuno observar que a questão da dispensa da realização da prova pericial quando esta recair</p><p>em relação a pessoa, ou seja, o exame pericial se faz sobre a pessoa que tem o direito de recusa</p><p>do exame pericial, sendo vedado a coação para submete-la a tais exames pericias.</p><p>Por outro lado, aquele que não se submete a prova pericial não pode alegar em seu favor</p><p>qualquer vantagem processual sendo feito pelo uso da escusa da obrigação, pelo contrário, a</p><p>recusa pode ser vista como ônus negativo, assim, segundo entendimento Supremo Tribunal</p><p>Federal (STF — Pleno, HC 71.373/RS, Rel. Min. Marco Aurélio) especialmente nas questões</p><p>envolvendo investigação de paternidade</p><p>a qual a perícia torna-se primordial para prova do</p><p>objeto pleiteado.</p><p>Além do mais, os artigos 231 e 232 do Código Civil (CC) esclarecem que: “aquele que se nega</p><p>a submeter-se a exame médico necessário não poderá aproveitar-se de sua recusa” e “a recusa</p><p>à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter como exame”.</p><p>Esses dispositivos ganharam destaque em relação da recusa da parte a submeter-se ao exame</p><p>de DNA nos casos de investigação de paternidade. Além disso, a Lei nº. 12.004/2009 que</p><p>acrescentou o art. 2º-A à Lei nº. 8.560/92, desfrutando que:</p><p>“Na ação de investigação de paternidade, todos os meios legais, bem como os</p><p>moralmente legítimos, serão hábeis para provar a verdade dos fatos. Parágrafo único.</p><p>A recusa do réu em se submeter ao exame de código genético — DNA gerará a</p><p>presunção da paternidade, a ser apreciada em conjunto com o contexto probatório”</p><p>Por isto, a matéria ganha destaque em relações essas questões de investigação de paternidade,</p><p>pois pode-se extrair tanto do julgado do STF quando dos artigos 231 e 232 ambos do CC a</p><p>presunção da veracidade ante a escusa de exame pericial nos casos de investigação de</p><p>paternidade. Por conseguinte, nas palavras do escritor Gonçalves (2017;675) “(...) da recusa</p><p>pode-se extrair uma presunção de veracidade do fato que se queria demonstrar, por intermédio</p><p>da perícia. ”</p><p>Acrescenta-se as ideias do autor Gonçalves (2017, 675) ainda destacando ser presunção relativa</p><p>essa veracidade, pois em caso de realização da perícia pode afastar a responsabilidade dos fatos</p><p>em consequências de outras provas colhidas ou inclusive com a realização exame pericial do</p><p>contexto a ser discutido.</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>Assim, essa presunção relativa nos ressurge os princípios visto no processo penal quando o</p><p>assunto é prova pericial. Conforme dispõe artigo 155 Código de Processo Penal que o juiz</p><p>fundamentará a sua decisão pela livre apreciação das provas, deixando claro a ausência de</p><p>hierarquia entre as elas. Soma-se, do âmbito criminal e consequente na esfera civil a vedação</p><p>das provas ilícitas, em respeito ao artigo 5º, inciso LVI – “são inadmissíveis, no processo, as</p><p>provas obtidas por meios ilícitos” da Constituição Federal.</p><p>4.2 Procedimento da prova pericial</p><p>A prova pericial pode ser requerida de oficio pelo magistrado na ocasião em que entender</p><p>imprescindível para apurar os fatos (artigo 370, CPC), mas em regra será a requerimento das</p><p>partes, seja pelo autor ou pelo réu. Quando feita pelo autor, será solicitada na petição inicial e</p><p>quando feita pelo réu no momento da contestação.</p><p>Além do mais esse requerimento se não for feito em momento oportuno haverá a preclusão, ou</p><p>seja, a perda do direito, porém, nada impede que em momento oportuno se o magistrado</p><p>entender necessário determinar a produção de prova de ofício.</p><p>É importar frisar que o magistrado ao presidir processo conhecimento deve proteger e fiscalizar</p><p>a realização da produção da prova, bem como apontar quais serão os eventos que serão objeto</p><p>da produção da prova, assim, orientando os peritos. Além disto, entende que o juiz pode</p><p>formular quesitos que figure importante (artigo 470, II, CPC) e ainda examinar aqueles</p><p>realizados pelas partes.</p><p>4.3 Recusa do juiz da prova pericial</p><p>O artigo 464, §1º do CPC, lista as hipóteses em que o magistrado indeferirá o requerimento das</p><p>provas periciais, as quais sejam: I - a prova do fato não depender de conhecimento especial de</p><p>técnico; II - for desnecessária em vista de outras provas produzidas; III - a verificação for</p><p>impraticável.</p><p>Ressalva ainda que o juiz pode indeferir a perícia quando entende-la ser desnecessária, quando</p><p>os meios de prova forem onerosos para as partes podendo causar prejuízo ou ainda quando a</p><p>produção de prova for tardia ao caso concreto, conforme mencionado pelo autor Vinicius</p><p>(2016:58). Concluindo assim, que esse rol apresentado no artigo referenciado acima não é</p><p>taxativo, pois segundo o autor o juiz embora exista esses meios pode deferir que os fatos possam</p><p>ser provados por outros meios caso entender conveniente.</p><p>4.4 Valorização do juiz</p><p>Posto o artigo 479 do CPC o magistrado apreciará a prova pericial em concordância com artigo</p><p>371 de igual Códex. Assim sendo, o juiz julgará pela livre apreciação da prova nos autos, pouco</p><p>importando quem a produziu, desde que indique os motivos na sentença que trouxeram a está</p><p>conclusão.</p><p>“Art. 479: O juiz apreciará a prova pericial de acordo com o disposto no art. 371,</p><p>indicando na sentença os motivos que o levaram a considerar ou a deixar de considerar</p><p>as conclusões do laudo, levando em conta o método utilizado pelo perito.”</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm#art371</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>“Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente do sujeito</p><p>que a tiver promovido, e indicará na decisão as razões da formação de seu</p><p>convencimento. ”</p><p>Soma-se ainda ao juiz a liberdade de considerar ou não o laudo pericial, desse modo, permitindo</p><p>a ele atribuir o valor que entenda conveniente em relação as provas produzidas no processo.</p><p>Afinal o ordenamento jurídico dispõe do “livre convencimento motivado” – artigo 371 do CPC</p><p>c/c com o julgado abaixo, porém com referência ao artigo correspondente o CPC/73, mas sem</p><p>tirar a essencial do artigo 371 do atual Código de Processo Civil</p><p>AGRAVO DE INSTRUMENTO - EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL -</p><p>INDEFERIMENTO DE PROVA- DESTINATÁRIO DA PROVA - JUIZ -</p><p>ARTIGO 370 DA LEI 13.105/2015 - PROCESSO ADMINISTRATIVO -</p><p>JUNTADA - CERCEAMENTO DE DEFESA - AGRAVO PARCIALMENTE</p><p>PROVIDO</p><p>1 -O destinatário da prova é o juízo da causa que, se não convencido pelos argumentos</p><p>apresentados pelas partes ou por outros elementos constantes nos autos, tem inteira</p><p>liberdade para determinar as provas que entender necessárias ao deslinde da questão</p><p>posta à sua apreciação. Especialmente quando as partes não foram capazes de, no</p><p>exercício da produção de provas, conduzir o magistrado a um convencimento sobre o</p><p>qual não pairem dúvidas, temeste o poder, portanto, de determinar provas que julgue</p><p>suficientes para sair de seu estado de perplexidade.</p><p>2 - O sistema de convencimento aplicado no Código de Processo Civil é o da</p><p>persuasão racional ou livre convicção motivada, segundo o qual o juiz aprecia</p><p>livremente a prova, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda</p><p>que não alegados pelas partes; mas sempre fundamentando as razões de seu</p><p>convencimento. Era essa a disposição do artigo 131 da Lei 5.869/73, bem como é</p><p>semelhante a do artigo 371 da Lei 13.105/2015.</p><p>3 - Dispunha o artigo 130 da Lei 5.869/73: "Caberá ao juiz, de ofício ou a</p><p>requerimento da parte, determinar as provas necessárias à instrução do processo,</p><p>indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias" e dispõe, atualmente, o</p><p>artigo 370 da Lei 13.105/2015: "Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte,</p><p>determinar as provas necessárias ao julgamento do mérito. Parágrafo único - O juiz</p><p>indeferirá, em decisão fundamentada, as diligências inúteis ou meramente</p><p>protelatórias". 4 - O Juízo de origem indeferiu o pedido sob o fundamento de que"</p><p>ainda que exista óbice à obtenção de informações sobre parcelamentos e obtenção e</p><p>cópia do PA, certo é que tal documentação também se mostra desnecessária, não</p><p>guardando pertinência com os fatos narrados e pedidos formulados na petição inicial".</p><p>5 - As informações acerca da existência de parcelamentos dos débitos em cobro, bem</p><p>como eventuais parcelas adimplidas,</p><p>devem estar contidas no respectivo processo</p><p>administrativo, como argumentou a agravada. É desnecessária a requerida intimação</p><p>do administrador judicial para tal finalidade.</p><p>6 - Nos termos do artigo 41 da Lei 6.830/80, "o processo administrativo</p><p>correspondente à inscrição de Dívida Ativa, à execução. ( 00011 AGRAVO DE</p><p>INSTRUMENTO Nº 0012407-91.2015.4.03.0000/SP.TRF-3 20/04/2016 - Pág. 426</p><p>- Judicial I - TRF - Tribunal Regional Federal da 3ª Região)</p><p>Conforme esse entendimento, constata-se que o magistrado não está vinculado aos laudos</p><p>pericias, e sim pautado na lei de acordo com os fatos e as provas apresentadas ao processo.</p><p>Além do mais, essa liberdade conferida ao juiz para produção de provas não está amparada</p><p>http://www.jusbrasil.com.br/topicos/28893068/artigo-370-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015</p><p>http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/174276278/lei-13105-15</p><p>https://www.jusbrasil.com.br/diarios/113647587/trf-3-judicial-i-20-04-2016-pg-426</p><p>https://www.jusbrasil.com.br/diarios/113647587/trf-3-judicial-i-20-04-2016-pg-426</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>apenas por conveniência e oportunidade que por sua vez entender, mais principalmente no</p><p>estrito sentido da lei.</p><p>Além do mais, é viável a dispensa da prova pericial em ponderação do parecer técnico na inicial</p><p>e na contestação. Como tal característica o artigo 472 do CPC diz “O juiz poderá dispensar</p><p>prova pericial quando as partes, na inicial e na contestação, apresentarem, sobre as questões de</p><p>fato, pareceres técnicos ou documentos elucidativos que considerar suficientes. ”</p><p>De igual modo segue o julgado abaixo o qual o magistrado dispensou a produção de prova por</p><p>laudo pericial por entender que os elementos já juntados aos autos demostre o direito alegado.</p><p>Segue:</p><p>APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE COBRANÇA DE SEGURO OBRIGATÓRIO</p><p>(DPVAT)– DISPENSA TÁCITA DA REALIZAÇÃO DE PERÍCIA – INVALIDEZ</p><p>PERMANENTE COMPROVADA NOS AUTOS – APLICAÇÃO DA TABELA</p><p>SUSEP – PRINCÍPIO DO LIVRE CONVENCIMENTO DO JUIZ –</p><p>INDENIZAÇÃO DEVIDA EM 70% DO TETO – RECURSO DESPROVIDO.</p><p>1.O seguro DPVAT é devido com a simples prova do acidente.</p><p>2. O grau de invalidez, no caso concreto, foi avaliado com base nas provas dos autos,</p><p>em razão da dispensa tácita da perícia pela Apelante (Ap 94473/2016, DES. JOÃO</p><p>FERREIRA FILHO, PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL, Julgado em 14/02/2017,</p><p>Publicado no DJE 20/02/2017).</p><p>Por esta razão, ao discorrer sobre este assunto e de acordo com os julgados acima encontramos</p><p>as características trazidas pelo novo Código Processo Civil a qual é conferido ao magistrado a</p><p>liberdade do convencimento motivado, discricionariedade esta acompanhada pelo princípio da</p><p>legalidade.</p><p>4.5 Perícia Complexa e Prova Técnica Simplificada</p><p>O artigo 475 do CPC traz a possibilidade de duas pericias quando envolver mais de uma área</p><p>de conhecimento especializado. Soma-se ainda, que a parte poderá nomear mais de um</p><p>assistente técnico de modo igual. Descreve assim:</p><p>“Art. 475. Tratando-se de perícia complexa que abranja mais de uma área de</p><p>conhecimento especializado, o juiz poderá nomear mais de um perito, e a parte, indicar</p><p>mais de um assistente técnico. ”</p><p>Por exemplo, conforme o ilustrado pelo autor Montans (2016:472) quando em um incêndio</p><p>numa fábrica, será necessário para levantamento das informações um especialista na área</p><p>contábil e engenharia.</p><p>De outro modo, a prova técnica simplificada é para os casos de causas de menor complexidade.</p><p>Em nota, segundo Montans (2016:475) a prova técnica simplificada, quando da realização da</p><p>perícia é dispensado a exposição do laudo, permitindo que o perito compareça na audiência e</p><p>exponha sobre o que foi examinado ou avaliado.</p><p>5. Perito</p><p>5.1 Requisitos para nomeação perito</p><p>http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/127799/lei-do-seguro-dpvat-lei-8441-92</p><p>http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/127799/lei-do-seguro-dpvat-lei-8441-92</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>De acordo com que está definido no artigo 156 do CPC, o perito será escolhido e nomeado pelo</p><p>magistrado entre os profissionais habilitados e os órgãos técnicos científicos inscritos nas</p><p>respectivas categorias e com cadastros mantidos pelo tribunal ao qual o juiz está vinculado.</p><p>É indispensável, para a composição do cadastro, que tribunais realizem consulta pública aos</p><p>órgãos públicos, conselhos de classes bem como universidades para indicação de profissionais</p><p>ou órgãos técnicos interessados. Além disso, o tribunal deve realizar avaliações e reavaliações</p><p>periódicas para manutenção do cadastro, artigo 156, §3º do CPC.</p><p>Destaca-se o §4º do artigo citado acima a possibilidade de o juiz verificar eventual impedimento</p><p>ou motivo de suspeição do perito ou do órgão técnico ou científico, mediante o fornecimento</p><p>de informações dos nomes, dos dados e da qualificação dos profissionais que participarão da</p><p>atividade.</p><p>Ademais, o §5º trouxe a possibilidade de caso o local onde for requisitada a perícia não houver</p><p>cadastrados disponíveis pelo tribunal, o magistrado fará a nomeação de livre escolha, sendo</p><p>necessário comprovar ser possuidor de conhecimento necessário sobre a realização da perícia.</p><p>Como se verifica que o artigo 156 “caput” e os seus parágrafos trouxeram maior oportunidade</p><p>para os profissionais das áreas (pessoas físicas e os órgãos técnicos ou científico) e maior</p><p>transparência em relação ao processo, de acordo com o autor Paulo Cordeiro (2016;88), assim</p><p>proporcionando novas oportunidade a novos profissionais.</p><p>Por fim, e não menos importante é valido evidenciar que para a nomeação de perito tanto nas</p><p>hipóteses de livre nomeação como na escolha perante a lista dos cadastrados perante o tribunal</p><p>deve estar ausente as causas de impedimento e suspeição, dos artigos 144 e 145 ambos do CPC.</p><p>Após esse procedimento, o juiz depois de nomear o perito, e fixar o prazo de imediato para a</p><p>entrega do laudo, no prazo de 15 dias, contados da intimação do despacho que nomeou o perito,</p><p>as partes poderão indicar assistente técnico e apresentar os quesitos, artigo 465, §1ª, incisos II</p><p>e III do CPC:</p><p>“§ 1oIncumbe às partes, dentro de 15 (quinze) dias contados da</p><p>intimação do despacho de nomeação do perito:</p><p>(...)</p><p>II - indicar assistente técnico;</p><p>III - apresentar quesito.”</p><p>Além desse procedimento e longe de retroceder, o artigo 465, §6º do CPC – “Quando tiver de</p><p>realizar-se por carta, poder-se-á proceder à nomeação de perito e à indicação de assistentes</p><p>técnicos no juízo ao qual se requisitar a perícia. ”-, continuou na prática processual em especial</p><p>autorizando o levantamento de uma prova pericial ser realizada por carta e ainda ser conduzida</p><p>por um magistrado distinto daquele em que o litigio tramita.</p><p>Não menos importante é dizer que a perícia realizada por carta não difere das outras pericias,</p><p>isto é, a perícia por carta deve seguir todos requisitos exigidos e previsto na legislação</p><p>processual que as outras perícias devem respeitar. Vale dizer que a perícia via carta precatória</p><p>deve atender de igual modo as pericias realizadas normalmente no curso do processo.</p><p>5.2 Possibilidade de apresentação de quesitos suplementares</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>É importante salientar que durante o decorrer do processo ou até mesmo no desenvolver do</p><p>exame pericial as partes podem requer a complementação de quesitos ao perito. Nestes termos,</p><p>o artigo 469 do CPC, esclarece: “As partes poderão apresentar quesitos suplementares durante</p><p>as diligências, que</p><p>poderão ser respondidas pelo perito previamente ou na audiência de</p><p>instrução e julgamento. ”</p><p>Como se compreende do artigo citado quando o tema for a resposta aos quesitos, o código</p><p>trouxe maior autonomia ao perito que poderá responder os quesitos previamente ou ainda na</p><p>própria audiência de instrução e julgamento.</p><p>Com base nas ideias de Paulo Cordeiro Melo (2016;112) o autor expõe de forma clara e objetiva</p><p>a ideia de que os advogados das partes ao apresentarem os quesitos complementares arriscam</p><p>a influenciar, como estratégia adicional para a impugnação do laudo pericial, além de questionar</p><p>os pontos que ao entender, ainda não estão esclarecidos.</p><p>É notável também que segundo o parágrafo único do artigo 469, cabe ao escrivão dar ciência</p><p>dos quesitos complementares que foram juntados aos lados.</p><p>Acrescenta ainda, que as partes ao requer a complementação dos quesitos não se compreende</p><p>um direito objetivo delas, pois caso entender impertinente e em nada solucionar o caso concreto,</p><p>o juiz pode estar indeferindo e também retirando os quesitos que entender inconveniente ou</p><p>ainda se considerar prudente expor os quesitos que entender necessário para esclarecimento da</p><p>causa, em harmonia com artigo 470 do CPC.</p><p>5.3 Procedimentos referente a apresentação dos laudos</p><p>Em caso de questionamento referente à produção dos laudos os peritos poderão ser chamados</p><p>para sanar quaisquer dúvidas suscitadas pelo magistrado ou pelas partes em audiência de</p><p>instrução e julgamento.</p><p>O artigo 477, §§3º e 4º do CPC menciona que os esclarecimentos sobre o laudo devem ser</p><p>formulados na forma de quesitos e o perito deverá ser intimado por meio eletrônico com</p><p>antecedência mínima de 10 dias, conforme os parágrafos abaixo:</p><p>§ 3o Se ainda houver necessidade de esclarecimentos, a parte requererá ao juiz que</p><p>mande intimar o perito ou o assistente técnico a comparecer à audiência de instrução</p><p>e julgamento, formulando, desde logo, as perguntas, sob forma de quesitos.</p><p>§ 4o O perito ou o assistente técnico será intimado por meio eletrônico, com pelo</p><p>menos 10 (dez) dias de antecedência da audiência.</p><p>Além do mais, caso o magistrado entenda não ser conveniente os quesitos e em nada poder</p><p>contribuir para esclarecimento de dúvidas pode ser indeferido os quesitos em harmonia com</p><p>artigo 470, inciso I do CPC. No entanto, esse indeferimento do juiz deve vir acompanhado de</p><p>argumento e motivo justo, caso contrário irá ferir do direito contraditório e a livre produção de</p><p>prova no processo civil.</p><p>5.4 Honorários</p><p>Um importante esclarecimento que traz o Código Processo Civil são as regras em relação as</p><p>despesas com os honorários dos peritos das causas civil, bem como despesas com o assistente</p><p>técnico.</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>Em regra, após a nomeação do perito no processo, o magistrado pede que ele estime os seus</p><p>honorários provisórios, feito no prazo de até 5 dias, observando as regras do artigo 95 “caput”</p><p>c/c artigo 465, §2º ambos do CPC. Após essa fase, as partes serão ouvidas pelo juiz, e</p><p>determinará o recolhimento antecipado de 50 % do valor estimado pelo perito e o outro restante</p><p>serão entregues após elaboração do Laudo, ou seja, com entrega nos autos.</p><p>Detalhe que chama atenção, que o “caput” do artigo 95 acima, não utiliza o termo remunerado</p><p>para referir ao perito, e sim que o valor será “adiantado” no que se refere ao trabalho realizado</p><p>pelo perito.</p><p>Acrescenta-se ainda, concluindo, no laudo pericial é que o perito irá estabelecer os honorários</p><p>definitivos, e por fim, serão prestados os esclarecimentos necessários referente a perícia.</p><p>Por outro lado, o juiz pode determinar que o valor dos honorários do perito seja depositado em</p><p>juízo, conforme o artigo 95, §1º do CPC, e o valor pode ser corrigido segundo artigo 465, §4º</p><p>do mesmo Códex.</p><p>De acordo com artigo 95 do CPC as regras de honorários dos peritos e do assistente técnico</p><p>seguem conforme descreve “caput”: “Cada parte adiantará a remuneração do assistente técnico</p><p>que houver indicado, sendo a do perito adiantada pela parte que houver requerido a perícia ou</p><p>rateada quando a perícia for determinada de oficio ou requerida por ambas.”</p><p>Desse modo, o perito será remunerado pela parte vencida observado as regras dos §§ 1º ao 3º</p><p>do artigo 95 Código Processo Civil. Logo estas regras abaixo que irão direcionar:</p><p>“§ 1o O juiz poderá determinar que a parte responsável pelo pagamento dos</p><p>honorários do perito deposite em juízo o valor correspondente.</p><p>§ 2o A quantia recolhida em depósito bancário à ordem do juízo será corrigida</p><p>monetariamente e paga de acordo com o art. 465, § 4o.</p><p>§ 3o Quando o pagamento da perícia for de responsabilidade de beneficiário de</p><p>gratuidade da justiça, ela poderá ser:</p><p>I - custeada com recursos alocados no orçamento do ente público e realizada por</p><p>servidor do Poder Judiciário ou por órgão público conveniado;</p><p>II - paga com recursos alocados no orçamento da União, do Estado ou do Distrito</p><p>Federal, no caso de ser realizada por particular, hipótese em que o valor será fixado</p><p>conforme tabela do tribunal respectivo ou, em caso de sua omissão, do Conselho</p><p>Nacional de Justiça.”</p><p>Se ambas as partes requererem a perícia ambas arcarão com as despesas, e a parte que sair</p><p>vencedora pode requer da parte vencida os custos que despendeu com a perícia;</p><p>Outro ponto questionado é o caso de o requerente da perícia ser um beneficiário da justiça</p><p>gratuita, em outras palavras, o vencido além de beneficiário da justiça gratuita ser também o</p><p>requerente da prova pericial. Desse modo, segunda a doutrina, será pago de acordo com artigo</p><p>95, §3º, incisos I e II do Código de Processo Civil.</p><p>De outra forma, o assistente técnico atua no interesse das partes, então elas serão responsáveis</p><p>pelo pagamento das despesas com o assistente técnico.</p><p>5.5 Prazos dos laudos periciais</p><p>Segundo o artigo 465 do CPC, não tem prazo certo para o perito elaborar o laudo pericial, nesse</p><p>caso o juiz fixará o prazo máximo para redigir o laudo. Assim, depreende-se ao analisar o artigo</p><p>157 CPC – “Art. 157. O perito tem o dever de cumprir o ofício no prazo que lhe designar o juiz,</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>empregando toda sua diligência, podendo escusar-se do encargo alegando motivo legítimo. ”-,</p><p>que ao aceitar o encargo o perito tem o dever e não uma mera faculdade para cumprir o prazo</p><p>que foi designado pelo juiz.</p><p>Não obstante, a carência de prazo para elaboração do laudo o juiz pode conceder a prorrogação</p><p>do prazo por uma única vez, artigo 476 do CPC, além de que o prazo pode ser deferido pela</p><p>metade do prazo inicial concedido pelo magistrado.</p><p>O artigo 475 CPC diz que em razão de perícia complexa que abrange mais de uma área de</p><p>conhecimento pode ser nomeado mais de um perito, ou seja, até mesmo um perito para cada</p><p>área do conhecimento, caso assim entender ser conveniente para solução do caso.</p><p>Acrescenta-se também a possibilidade da realização de segunda perícia, isso irá ocorrer caso a</p><p>perícia realizada não for suficiente para esclarecer os fatos, artigo 480 “caput” do CPC. Um</p><p>detalhe é que essa nova perícia pode ser realizada de oficio, determinado pelo juiz ou a</p><p>requerimento das partes, quando a matéria não ficar esclarecida, como transcreve o artigo citado</p><p>– “Art. 480. O juiz determinará, de ofício ou a requerimento da parte, a realização de nova</p><p>perícia quando a matéria não estiver suficientemente esclarecida. ”</p><p>Deve-se observar ainda os parágrafos seguintes, pois fica esclarecida a finalidade e como será</p><p>realizado essa segunda perícia. Nesses termos, consta na legislação que a segunda perícia</p><p>recairá sobre o mesmo objeto e fatos que recaíram a primeira perícia, com o escopo de corrigir</p><p>alguma omissão ou incerteza do resultado produzido.</p><p>Ainda, a segunda perícia será regida pelas mesmas normas realizada pela primeira perícia e por</p><p>fim, é importante citar que essa segunda perícia não tem utilidade de substituir a primeira,</p><p>cabendo o juiz de acordo com artigo 371 do CPC, fazer livre convencimento motivado,</p><p>apreciando o valor de cada uma das perícias, sem estabelecer hierarquia entre as provas</p><p>periciais.</p><p>5.6 Impedimentos e Suspeições</p><p>Os impedimentos e suspeições podem ser alegados nos termos que se aplicam ao juiz, consoante</p><p>com artigo 148, inciso III c/c artigos 144 e 145 todos do CPC. De modo igual, ao perito deve</p><p>ser aplicado as mesmas disposições quando processado, segundo artigo 148, §§ 1º e 2º, em que</p><p>não ocorre a suspensão do processo principal, além da instauração do procedimento de</p><p>impedimento e suspeição ocorrerá separado.</p><p>No prazo de 15 dias será ouvido o perito e lhe será dado o direito de produzir provas para</p><p>apresentar esclarecimentos, quando assim entender necessário o juiz. O pedido de produção de</p><p>provas é formulado na inicial e fundamentado, e em seguida será julgado o incidente.</p><p>Em contrapartida, se for o caso pode ocorrer a substituição do perito, seja por causa dos</p><p>impedimentos e suspeições, ou ainda, por falta de conhecimentos satisfatórios para construção</p><p>do laudo pericial. Acrescenta também ao fato da substituição do perito o descumprimento de</p><p>alguma das obrigações de prazo fixado pelo magistrado, sem justo motivo, artigo 468, I e II do</p><p>CPC. Esta substituição poderá acarretar a aplicação de pena de multa, valor este aplicado com</p><p>base no valor da causa, conforme o artigo citado acima em seu §1º.</p><p>Em consoante o §2º, no prazo de 15 dias, caso o perito seja substituído deverá restituir o valor</p><p>recebido antecipadamente pelo trabalho que não foi realizado, sob pena de ficar impossibilitado</p><p>de atuar como perito judicial por prazo de 5 anos; na hipótese do §3º se não ocorrer a restituição</p><p>voluntária, a parte que tiver realizado o aditamento dos honorários pode exercer a execução</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>contra o perito com fundamento de determinar a restituição dos valores pagos, com fulcro do</p><p>artigo 513 e seguintes do Código de Processo Civil.</p><p>Além disto, segundo as definições do artigo 157 “caput” do CPC o perito pode escusar-se do</p><p>encargo contrapondo algum motivo legítimo. Essa escusa deve ser apresentada no prazo de 15</p><p>dias, contado da data de intimação da suspeição ou do impedimento, ante a pena de renúncia</p><p>ao direito de alega-la.</p><p>6. Distinções do perito e do assistente técnico</p><p>Outro ponto importante no que repercute esse tema é a distinção vista na estrutura do corpo do</p><p>novo Código Processo Civil, sendo que antes tudo se baseava somente em comparações e</p><p>análises feitas com base em analogia ao Código de Processo Penal.</p><p>Em razão dessa postura os autores da reforma compreenderam a relevância dessa distinção pois</p><p>a atuação de ambos pode ajudar a solucionar o conflito da lide, sendo que o mais importante é</p><p>que não os vinculam em uma hierarquia de provas produzidas por eles, deixando os em</p><p>equidade na construção de provas.</p><p>Além disto, o artigo 10 CPC diz: “O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com</p><p>base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se</p><p>manifestarem, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. ” Essa ideia nos</p><p>retoma o direito do contraditório da outra parte, assim nada impede que a parte contraria até</p><p>mesmo em uma contestação venha ser auxiliada por um assistente técnico, para melhor</p><p>esclarecimento dos fatos.</p><p>Assim, para melhor visualização das diferenças entre o perito e o assistente técnico ilustrarei</p><p>com o quadro abaixo, com algumas adaptações a obra do autor e professor Montans (2016;473).</p><p>Perito Assistente Técnico</p><p>É auxiliar da justiça, atua de forma imparcial e no</p><p>interesse da verdade real;</p><p>É um auxiliar da parte e atua no interesse desta;</p><p>Nomeado pelo juiz Livre indicação pelas partes</p><p>Emite um Laudo Pericial Emite um parecer técnico</p><p>É imparcial Atua de forma parcial</p><p>Pode ser aplicado os casos de suspeição e</p><p>impedimento</p><p>Não se aplica os fatos de impedimento ou</p><p>suspeição</p><p>É o perito que executa ou procede a perícia Atua como fiscal da perícia</p><p>O perito deve prestar a sua função independe de</p><p>termo de compromisso e agir com lealdade na</p><p>confecção de laudo</p><p>Não precisa de prestar compromisso</p><p>Responde pelas perdas pelos prejuízos que causar</p><p>à parte, no campo civil.</p><p>Serão escolhidos pelo magistrado de preferência</p><p>entre os técnicos da área em análise.</p><p>Quadro 1 – Diferença entre o Perito e o Assistente Técnico</p><p>Fonte: Adaptado de Montans (2016;473)</p><p>Assim, essas são algumas das principais distinções existente entre o perito e o assistente técnico</p><p>e por essa razão existe a sensibilidade da atuação dessas pessoas no íntimo do processo.</p><p>A fim de sistematizar essa abordagem destaco o artigo 473, §3º do CPC, no exercício dessa</p><p>função os assistentes técnicos adquirem os mesmos poderes que os peritos judiciais, o que inclui</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>neste caso, as seguintes situações: ouvir as testemunhas, solicitar documentos, instruir laudos</p><p>com planilhas, mapas, plantas, entre outros elementos que entender ser necessário ao</p><p>esclarecimento do objeto pericial.</p><p>7. Conclusões</p><p>Com o transcorrer do curso de Pós-Graduação e durante a Graduação no Curso de Bacharel em</p><p>Direito o que se nota é a necessidade de produção de provas para o reconhecimento do direito</p><p>e a busca do reconhecimento de justiça.</p><p>O objeto a que se pleiteia faz-se necessário por intermédio da elaboração de prova do fato, seja</p><p>qual for a área jurídica a ser discutida, já que a solução do conflito apenas sistematiza com a</p><p>juntada nos autos das provas daquilo que se almeja ao reconhecimento e a coexistência de um</p><p>direito. Com isso, a reforma do Código de Processo Civil revelou a conveniência do perito e do</p><p>assistente técnico para pericias nas áreas cíveis, como exemplo as perícias nas áreas contábeis,</p><p>trabalhistas, médicas, acidentes de trânsito com danos patrimoniais, responsabilidade civil por</p><p>danos ambientais, áreas de engenharias e nas mais variadas atuações quando o assunto envolve</p><p>conflito de interesse pertinente nas mais variadas áreas.</p><p>E a partir dessa análise e com base nas leituras realizadas é que podemos inferir a importância</p><p>dessas perícias nos casos com aspectos divergentes e contraditórios, os quais serão necessários</p><p>para o esclarecimento das circunstancias envolvendo um conflito e qual tomada de decisão do</p><p>magistrado irá dizer o direito das partes envolvidas.</p><p>Dentro desses elementos de informações o que certifica é que novo Código Processo Civil</p><p>ampliou e esclareceu pontos divergente em relação a atuação do perito e do assistente técnico,</p><p>até então frequentemente visto apenas na esfera criminal.</p><p>Aliás, é a atuação do perito na elaboração da prova pericial que irá esclarecer com maior certeza</p><p>técnica e cientifica a verdade dos fatos alegado por uma das partes envolvidas ou até um terceiro</p><p>indiretamente atingindo pela resolução do conflito no caso concreto. Em razão disso, o perito</p><p>tornou-se o profissional que ao realizar exames com fulcro no conhecimento técnico e cientifico</p><p>realiza o esclarecimento de determinado embaraço ou obstáculo.</p><p>Convém esclarecer que esta nova roupagem ao perito e ao assistente técnico vem trazer maior</p><p>transparência aos processos cíveis,</p><p>facilitando a transparência e a construção de provas pelas</p><p>partes. Com isso, o Novo Código de Processo Civil trouxe de forma equilibrada a atuação do</p><p>perito judicial e do assistente técnico bem como garantindo atuação de novos profissionais nas</p><p>mais diversas áreas que detém um conhecimento mais refinado sobre determinados assuntos.</p><p>Além disso, esse novo Código de Processo Civil trouxe como inovação a possibilidade de o</p><p>perito ser escolhido pelas partes, pois o artigo 471 permite essa forma consensual sem fazer</p><p>exclusão do direito das partes ainda serem assistidas pelo seu assistente técnico a sua escolha,</p><p>- “Art. 471. As partes podem, de comum acordo, escolher o perito, indicando-o mediante</p><p>requerimento, desde que: I - sejam plenamente capazes; II - a causa possa ser resolvida por</p><p>autocomposição. ”</p><p>Outro ponto inovador é que o próprio Código de Processo Civil disciplinou inúmeros casos em</p><p>que a perícia se faz necessária, entre outras palavras, algumas causas em que veremos a atuação</p><p>do perito, como por exemplo: Perícia em Dissolução e liquidação das sociedades; perito e</p><p>avaliação de bens de espólio para cálculo do imposto; perícia para restaurar autos</p><p>desaparecidos; perito e avaliação de bens depositados judicialmente e de fácil deterioração;</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>perito e exame de interditado e outras situações que por alguma necessidade se faz necessário</p><p>o conhecimento técnico e cientifico do perito. Assim, a atuação do perito não se limitou apenas</p><p>ao capitulo a ele destinado bem como a parte de provas.</p><p>Outrossim, os profissionais que realizarão os laudos ou os pareceres técnicos deverão</p><p>demonstrar a sua capacidade para tal atuação, esses documentos serão produzidos e</p><p>fundamentados com base em doutrinas, leis, conhecimento científicos e técnicos para ter</p><p>verossimilhança nos fatos alegados. Assim, não basta apenas suposições ou superstições para a</p><p>formulação de laudos e pareceres para a construção e instrução do laudo pericial.</p><p>De extrema importância foi a elaboração do Código de Processo Civil, que trouxe a hipótese</p><p>de substituição do perito, aquele que mesmo sendo oficial e atuando de forma imparcial quando</p><p>não atendido os requisitos e os interesses do processo pode-se ver substituído quando carecer</p><p>de elementos, como a falta de conhecimento técnico ou científico e até não cumprir o encargo</p><p>dentro prazo que foi determinado e assinado.</p><p>Uma outra justificativa extremamente importante vista neste Código de Processo Civil é a</p><p>possibilidade da dispensa da prova produzida seja pelo perito ou pelo assistente técnico, sendo</p><p>que a critério do juiz de forma fundamentada. A justificativa faz-se necessária em razão do livre</p><p>convencimento motivado e por que o magistrado pode utilizar outros elementos que não laudo</p><p>ou parecer técnico, caso se convença dos fatos por outros meios inidôneos.</p><p>Assim, com a vigência do novo Código na sua estrutura foram respeitados os princípios</p><p>constitucionais, por exemplo: o contraditório, a ampla defesa, a celeridade, a economia</p><p>processual, a duração razoável do processo, a vedação a tribunal de exceção, julgamento pela</p><p>autoridade competente e as provas produzidas que devem estar sem vícios da inviolabilidade</p><p>da vida do indivíduo ou a integridade. Além desses e outros o princípio como da livre decisão</p><p>motivada e particularmente os princípios da legalidade, impessoalidade, publicidade,</p><p>moralidade e eficiência são orientadores e base de toda a construção do novo processo civil e</p><p>os seus procedimentos.</p><p>7. BIBLIOGRAFIA</p><p>BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.</p><p>FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio de Português Online. Disponível</p><p>em: https://dicionariodoaurelio.com/ Acesso em: 17 out. 2017.</p><p>GONÇALVES, Marcus Vinicius Rios. Novo curso de direito processual civil, volume:</p><p>processo de conhecimento (2ª parte) e procedimento especiais/Marcus Vinicius Rios</p><p>Gonçalves. – 12. ed. São Paulo: Saraiva, 2016.</p><p>______. Decreto-Lei Nº 3.689, de 3 DE OUTUBRO DE 1941. Código de Processo Penal.</p><p>Legislação Federal. Disponível em : http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-</p><p>lei/Del3689.htm Acesso em 05 nov 2017.</p><p>______. Lei 13.105, de 16 de março de 2015. Novo Código de Processo Civil. Legislação</p><p>Federal. Disponível em:<</p><p>https://dicionariodoaurelio.com/</p><p>http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEL%203.689-1941?OpenDocument</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del3689.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del3689.htm</p><p>O perito e a prova pericial segundo o novo código de processo civil</p><p>Julho/2018</p><p>ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 15 Vol. 01 julho/2018</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20152018/2015/Lei/L13105.htm#art1046 >.</p><p>Acesso em: 04 out.2017.</p><p>MELLO, Paulo Cordeiro de. A perícia no novo código de processo civil/Paulo/ Cordeiro de</p><p>Mello; prefácio e revisão técnica Fábio Pereira da Silva. São Paulo: Trevisan Editora, 2016.</p><p>MELO, Gilberto. Prova pericial no novo CPC. Disponível</p><p>em<http://gilbertomelo.com.br/prova-pericial-no-novo-cpc>. Acesso em 17 out. 2017.</p><p>REIS, Adacir. O novo CPC prestigia o perito, exige maior transparência para a sua</p><p>indicação e reforça a necessidade do conhecimento técnico especializado.</p><p>Disponívelem:<http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI228909,41046A+prova+pericial+e</p><p>+o+perito+no+novo+Codigo+de+Processo+Civil>. Acesso em 17 out. 2017.</p><p>SÁ, Renato Montans de, Manual de Direito Processual Civil/ Renato Montans de Sá. – 2. ed. –</p><p>São Paulo: Saraiva, 2016.</p><p>TÁVORA, Nestor; ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Curso de direito processual penal. 7. ed.</p><p>Bahia: Juspodivm, 2012.</p><p>______. Tribunal de Justiça do Mato Grosso. APL: 00122792420148110041 94473/2016,</p><p>Relator DES. JOÃO FERREIRA FILHO, PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL, Julgado em</p><p>14/02/2017, publicado no DJE 20/02/2017 <https://tj-</p><p>mt.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/432883852/apelacao-apl-122792420148110041-94473-</p><p>2016> Acesso em 15 out. 2017.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20152018/2015/Lei/L13105.htm#art1046</p><p>http://gilbertomelo.com.br/prova-pericial-no-novo-cpc/</p><p>http://gilbertomelo.com.br/prova-pericial-no-novo-cpc</p><p>http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI228909,41046A+prova+pericial+e+o+perito+no+novo+Codigo+de+Processo+Civil</p><p>http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI228909,41046A+prova+pericial+e+o+perito+no+novo+Codigo+de+Processo+Civil</p>