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<p>O movimento iluminista e seus</p><p>desdobramentos</p><p>História</p><p>1o Bimestre - Aula 5</p><p>Ensino Médio</p><p>● A construção do discurso</p><p>civilizatório em diferentes</p><p>contextos e seus</p><p>desdobramentos a partir do</p><p>movimento iluminista.</p><p>● Identificar e analisar as</p><p>matrizes conceituais de</p><p>forma a desconstruir as</p><p>narrativas produzidas por</p><p>ideais de modernidade e de</p><p>civilização.</p><p>Todos falam</p><p>No século XVIII, os filósofos</p><p>iluministas levantavam como lema:</p><p>“Sapere aude! Tenha coragem de</p><p>fazer uso de seu próprio</p><p>entendimento.” (KANT, 1995a, p. A</p><p>481-482).</p><p>Editora UNESP. Imagem. Kant</p><p>• Qual é o significado da expressão</p><p>ao lado?</p><p>• Retome seus conhecimentos</p><p>prévios a partir do que já foi</p><p>estudado no Ensino Fundamental</p><p>e reflita sobre as questões</p><p>expostas.</p><p>• Não esqueça de registrar suas</p><p>observações.</p><p>O discurso civilizatório, forjado durante o movimento iluminista, influenciou</p><p>diversos contextos, moldando concepções sobre razão, liberdade e</p><p>progresso. Em diferentes regiões, esse legado iluminista se manifestou de</p><p>diversas maneiras, impactando instituições, sistemas políticos e sociedades</p><p>em seus diversos e diferentes aspectos, mas também gerando desafios e</p><p>críticas. Explorar essas nuances é fundamental para compreender os</p><p>desdobramentos do pensamento iluminista em diferentes contextos</p><p>culturais e históricos.</p><p>Referência: elaborado especialmente para este material.</p><p>O movimento iluminista, que se originou na Europa durante os séculos XVII e</p><p>XVIII, teve impactos significativos em várias partes do mundo. Seus princípios</p><p>fundamentais, como o racionalismo, o empirismo, a defesa dos direitos</p><p>individuais e a ênfase na ciência e na razão, influenciaram diversos aspectos</p><p>sociais, políticos e culturais em diferentes regiões.</p><p>Aqui estão alguns desdobramentos do movimento iluminista pelo mundo:</p><p>• Independência dos Estados Unidos: os ideais iluministas, como a busca pela</p><p>liberdade, igualdade e direitos individuais, desempenharam um papel</p><p>fundamental na revolução americana. As ideias de pensadores como John</p><p>Locke influenciaram a redação da Declaração de Independência dos Estados</p><p>Unidos.</p><p>Referência: Adaptado de: Vainfas, Ronaldo; Faria, Sheila de Castro; Ferreira, Jorge e Santos, Georgina dos.</p><p>Conecte Live. História 2. 3. Ed. São Paulo. Editora Saraiva, 2018.</p><p>• Movimentos de independência pela América Latina: as ideias iluministas</p><p>também tiveram impacto nos movimentos de independência na América</p><p>Latina. Líderes como Simón Bolívar foram inspirados pelos princípios</p><p>iluministas para buscar a libertação das colônias latino-americanas do</p><p>domínio espanhol.</p><p>• Revolução Francesa: o Iluminismo foi um movimento precursor</p><p>intelectual importante para a Revolução Francesa. A busca por igualdade,</p><p>liberdade e fraternidade, pilares da revolução, refletia os ideais</p><p>iluministas que criticavam o absolutismo monárquico.</p><p>• Na Rússia: a Imperatriz Catarina, a Grande, buscou modernizar e</p><p>ocidentalizar a Rússia, implementando reformas educacionais e legais</p><p>inspiradas pelos princípios iluministas.</p><p>Referência: Adaptado de: Vainfas, Ronaldo; Faria, Sheila de Castro; Ferreira, Jorge e Santos, Georgina dos.</p><p>Conecte Live. História 2. 3. Ed. São Paulo. Editora Saraiva, 2018.</p><p>Todo mundo escreve</p><p>Retorne ao slide 3, reveja suas anotações para responder à questão</p><p>indicada a partir da expressão citada por Kant: “Sapere aude! Tenha</p><p>coragem de fazer uso de seu próprio entendimento.”</p><p>Qual é o significado da expressão?</p><p>A expressão "Sapere aude! Tenha coragem de fazer uso de seu próprio</p><p>entendimento" é uma máxima do filósofo Immanuel Kant e reflete os</p><p>princípios fundamentais do Iluminismo. Neste contexto, a frase significa</p><p>encorajar as pessoas a ousarem buscar conhecimento e exercer sua razão</p><p>de forma independente, questionando determinações autoritárias,</p><p>tradições dogmáticas e formas de pensar predeterminadas. Os iluministas</p><p>defenderam a valorização da razão, da ciência, da liberdade individual e</p><p>criticaram a autoridade arbitrária. O "Sapere aude" representava, assim,</p><p>um chamado à emancipação intelectual e à superação de barreiras que</p><p>limitavam o pensamento e a liberdade individual.</p><p>Correção</p><p>A razão é a palavra-chave para entender o Iluminismo: é considerada o</p><p>instrumento fundamental para o ser humano lidar com a natureza e a</p><p>sociedade. O Iluminismo foi, portanto, um conjunto de ideias desenvolvidas na</p><p>Europa, sobretudo na França, que defendia o racionalismo como valor essencial</p><p>da sociedade. Daí a ideia de luz, em oposição ao que os iluministas</p><p>consideravam trevas: o pensamento religioso dominante desde a Idade Média.</p><p>O símbolo máximo deste movimento de renovação materializou-se na obra</p><p>Enciclopédia, escrita em 17 volumes e publicada na França, entre 1751 e 1772,</p><p>sob o comando dos filósofos Diderot e Jean d’Alembert.</p><p>Referência: Adaptado de: Vainfas, Ronaldo; Faria, Sheila de Castro; Ferreira, Jorge e Santos, Georgina dos.</p><p>Conecte Live. História 2. 3. Ed. São Paulo. Editora Saraiva, 2018.</p><p>Em resumo:</p><p>O racionalismo e a ciência, a partir do Iluminismo, estiveram intrinsecamente</p><p>ligados com a crença de que a razão e o método científico eram ferramentas</p><p>poderosas para compreender e melhorar o mundo ao nosso redor. Esse período</p><p>foi crucial para estabelecer as bases do pensamento científico moderno e</p><p>influenciar significativamente o desenvolvimento da sociedade ocidental.</p><p>Os pensadores iluministas criticaram fortemente o Absolutismo e buscaram</p><p>limitar o poder monárquico em favor de governos mais democráticos e</p><p>representativos. Muitos iluministas viam o Absolutismo como uma forma de</p><p>governo que restringia a liberdade individual, tolhia os direitos naturais e</p><p>limitava o progresso intelectual e social.</p><p>Referência: Adaptado de: Vainfas, Ronaldo; Faria, Sheila de Castro; Ferreira, Jorge e Santos, Georgina dos.</p><p>Conecte Live. História 2. 3. Ed. São Paulo. Editora Saraiva, 2018.</p><p>A maldade dos reis</p><p>Publicado em 1762, a obra Do contrato social defende que o ser humano é</p><p>bom por natureza, sendo, porém, corrompido pela sociedade. Também, nesse</p><p>livro, Rousseau critica abertamente o estilo de governo dos reis daquele</p><p>tempo. Os melhores reis querem ser maus, caso lhes agrade, sem deixar de</p><p>ser os senhores. Será grato a um pregador político dizer-lhes que, sendo sua</p><p>força a do povo, seu maior interesse estará em ver o povo florescente,</p><p>numeroso, temível; eles sabem muito bem que isso não é verdade. O seu</p><p>interesse pessoal estará principalmente em ser o povo fraco, miserável, e</p><p>que nunca possa oferecer-lhes resistência.</p><p>ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. In: Rousseau. São Paulo: Abril, 1983. p. 89. (Os Pensadores)</p><p>Leia o texto a seguir para responder ao que se pede:</p><p>Com base na visão de Rousseau na obra Do contrato social, como ele</p><p>caracteriza a natureza humana e qual é a crítica principal que ele faz ao</p><p>estilo de governo dos reis?</p><p>Todo mundo escreve</p><p>Resposta: Rousseau argumenta que, segundo sua perspectiva, o ser</p><p>humano é bom por natureza, mas a sociedade o corrompe. Ele critica</p><p>abertamente o estilo de governo dos reis, indicando que mesmo os</p><p>melhores reis têm o desejo de serem maus, mantendo-se no poder. A</p><p>crítica central é que os reis, apesar de terem a força do povo, muitas</p><p>vezes buscam seus interesses pessoais, desejando um povo fraco e</p><p>miserável para garantir seu domínio.</p><p>Correção</p><p>● Identificamos e analisamos as matrizes</p><p>conceituais de forma a desconstruir as</p><p>narrativas produzidas por ideais de</p><p>modernidade e de civilização a partir do</p><p>movimento iluminista.</p><p>Lemov, Doug. Aula nota 10 3.0: 63 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Porto Alegre: Penso,</p><p>2023.</p><p>Vainfas, Ronaldo; Faria, Sheila de Castro; Ferreira, Jorge e Santos, Georgina dos. Conecte Live. História</p><p>2. 3. Ed. São Paulo. Editora Saraiva, 2018.</p><p>Weinman; Carlos. O conceito de iluminismo em Kant e sua implicação com a moralidade e a política.</p><p>Disponível em: https://periodicos.unoesc.edu.br/achs/article/view/7639/5160.</p><p>https://periodicos.unoesc.edu.br/achs/article/view/7639/5160</p><p>Lista de imagens e vídeos</p><p>Slide 3 – Imagem. Referência: Editora UNESP. Imagem. Kant. Disponível em:</p><p>https://editoraunesp.com.br/blog/as-contribuicoes-de-kant-para-a-filosofia-.</p><p>https://editoraunesp.com.br/blog/as-contribuicoes-de-kant-para-a-filosofia-</p><p>Slide 1</p><p>Slide 2</p><p>Slide 3</p><p>Slide 4</p><p>Slide 5</p><p>Slide 6</p><p>Slide 7</p><p>Slide 8: Correção</p><p>Slide 9</p><p>Slide 10</p><p>Slide 11</p><p>Slide 12</p><p>Slide 13: Correção</p><p>Slide 14</p><p>Slide 15</p><p>Slide 16</p><p>Slide 17</p>