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<p>ESTIMULAÇÃO PRECOCE GUIA DE A PAIS SETOR DE ESTIMULAÇÃO PRECOCE CENTRO DE HABILITAÇÃO - APAE SÃO PAULO *</p><p>ESTIMULAÇÃO PRECOCE GUIA DE A PAIS</p><p>Direitos Reservados: Nenhuma parte deste livro pode ser duplicada ou reproduzida sem autorização dos autores. do Livro, SP Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais. A868e Estimulação precoce : guia de orientação a pais / Setor de Estimulação Precoce, Centro de Habilitação, APAE ; texto, coordenação (de) Mina Regen. - Sao : APAE, 1985. Texto de varios autores. 1. Crianças mentalmente infradotadas - Educação I. Setor de Estimulação Precoce, Centro de Habilita- APAE. II. Regen, Mina. III. Título. 17. CDD-371.92 85-0483 -371.928 para 1. Crianças com deficiência mental : Educação 371.92 (17.) 371.928 (18.) 2. Crianças mentalmente infradotadas : Educação 371.92 (17.) 371.928 (18.)</p><p>ESTIMULAÇÃO PRECOCE GUIA DE A PAIS SETOR DE ESTIMULAÇÃO PRECOCE CENTRO DE HABILITAÇÃO - APAE SÃO PAULO</p><p>AUTORES TEXTO MINA REGEN - Assistente Social e Supervisora do Setor de Estimulação Precoce do Centro de Habilitação da APAE de São Paulo. MARA C. SARRUF - Fonoaudióloga, atuando como Auxiliar da Supervisora no Setor de Estimulação Precoce do Cen- tro de Habilitação da APAE de São Paulo. WILSON LUIZ S. e SILVA - Terapeuta Ocupacional, atuan- do como Auxiliar da Supervisora no Setor de Estimu- lação Precoce do Centro de Habilitação da APAE de São Paulo e como Responsável pelo Setor de Estimu- lação do Instituto Beneficiente Nosso Lar. EVANI CUPERSCHMIDT KUHN - Pedagoga, especializada em Deficiência Mental, atuando no Setor de Estimula- ção Precoce do Centro de Habilitação da APAE de São Paulo. PAULA CRISTINA DE A. P. SANTOS Fonoaudióloga, atuan- do no Setor de Estimulação Precoce do Centro de Ha- bilitação da APAE de São Paulo. DESENHO MARIA DE LOURDES BALIEIRO - Arquiteta, responsá- vel pelo Departamento de Comunicação Visual e Edi- toração da CLR Balieiro Editores Ltda (São Paulo).</p><p>Ao nosso "pai profissional", Dr. Stanislau Krynski, orientador e grande incentivador de Equipe para a elaboração deste Guia.</p><p>APRESENTAÇÃO Após oito anos de atuação em estimulação precoce, principalmente junto a crian- ças portadoras de mongolismo, a equipe do Setor de Estimulação Precoce do Centro de Habilitação da APAE de São Paulo decidiu-se pela elaboração de um Guia de Orien- tação a Pais, com a finalidade de auxiliar os genitores na compreensão da problemá- tica da deficiência mental, bem como na criação e na estimulação de seus filhos portadores desse problema. De vez que a filosofia que norteia aquele setor é a estimulação da criança por meio de orientação aos pais, este texto viria complementar o trabalho sendo, ainda, de grande utilidade para famílias que residem em locais distantes e sem recursos especializados. Procurou-se basear na experiência pessoal adquirida e acreditamos que Guia possa ser utilizado por pais de criança portadora de deficiência, desde que não seja muito grave e, portanto, passível de estimulação. As atividades sugeridas propõem a estimulação global da criança, visando ao de- senvolvimento de suas capacidades bem como sua independência no dia-a-dia, de acordo com a fase em que ela se encontra. Os principais objetivos na escolha das atividades foram: a possibilidade de que pudessem ser realizados em situações do dia-a-dia, em suas próprias casas; que não tomasse muito tempo dos pais para realizá-los; que os objetos utilizados fossem os mais simples, geralmente encontrados em qualquer lar ou de fácil confecção. Houve a preocupação de se utilizar uma linguagem fácil, sem termos técnicos, bem como ilustrações, para que O Guia possa ser utilizado pela maior parte de nossa população. Guia de Orientação a Pais foi dividido em seis fases da seguinte forma: Fase 1 para crianças de 0 a três meses. Fase 2 para crianças de três a seis meses. Fase 3 para crianças de seis a nove meses. Fase 4 para crianças de nove a 12 meses. Fase para crianças de 12 a 24 meses. Fase 6 - para criancas de 24 a 36 meses. 9</p><p>É importante que os pais não se prendam à idade cronológica da criança, mas que leiam as atividades propostas desde a primeira fase e tentem verificar quais as que o seu filho já está em condições de realizar e iniciar o trabalho a partir As- sim, por exemplo, se o seu filho estiver com sete meses mas ainda não conseguir passar um objeto pequeno de uma para outra mão (atividade da fase 2) não adianta você lhe dar atividades da fase 3. Também a passagem de uma fase a outra pode não se dar exatamente na idade proposta, devendo os pais respeltarem o ritmo de desenvolvimento de seu filho, sem desanimar ou deixar de realizar o trabalho. Em cada fase, procurou-se oferecer orientações quanto a hábitos alimentares e de higiene; atividades que visam a auxiliar o desenvolvimento das áreas motora, da compreensão e emissão da linguagem e da sociabilidade, bem como dicas sobre nor- mas educacionais. Na parte final do Guia estão contidas algumas informações sobre Deficiência Men- tal e Doença Mental, a título de esclarecimento. A vocês, pais, nossos sinceros desejos de que as orientações contidas neste Guia possam ajudá-los na tarefa de auxiliar seus filhos no desenvolvimento de suas capa- cidades. Os Autores 10</p><p>INTRODUÇÃO Quando vocês percebem que seu filho não se desenvolve como as outras crianças... Ou quando vocês recebem a notícia de que O seu filho vai ter seu desenvolvi- mento mais lento que as outras crianças... Provavelmente reagirão chorando, revoltando-se, não acreditando, procurando ex- plicações, culpando-se e, talvez, escondendo dos outros O seu problema.. Se vocês pensam que mundo acabou, que nada se pode esperar dessa crian- ça e que vocês não podem ajudá-la, saibam que estão enganados. 11</p><p>é que ele mais precisa de seus pais, pois o seu afeto é essencial para o desen- volvimento global de seu filho... Além do afeto, ele precisará de cuidados especiais que vocês, em suas próprias casas, terão condições de the dar. A nossa intenção é de ajudá-los ao oferecer-lhes o Guia de Orientação a Pais, que lhes permitirá melhor conhecer as necessidades de seu filho ao mesmo tempo propondo as atividades que vocês poderão realizar, a fim de auxiliá-lo em seu desen- volvimento. 12</p><p>FASE 1 O seu nenê precisa ser alimentado, cuidado, acari- Ou, se você não conseguir amamentá-lo, eis a po- ciado e confortado. sição correta para lhe dar a mamadeira. Após a ma- mada, deixe-o arrotar e coloque-o no berço deitado de Quando ele chora, está tentando mostrar que pre- lado ou de cisa de você por vários motivos. Ele pode estar com fome e precisa ser alimentado, de preferência ao seio, pois seu leite é melhor ali- mento para seu filho. O bico da mamadeira não deve ser lon- go e furo deve ser menor possível, para que líquido caia em gotas. 13</p><p>E não se esqueça que tanto o bico de seu seio quan- to os objetos que servirão para alimentar o seu filho de- vem ser muito bem limpos. Ele pode chorar ainda porque está sujo, sentindo frio ou calor, algum tipo de dor ou porque quer com- panhia. Durante o banho ou quando trocar o nenê, procure acariciar, fazer cócegas, movimentar suavemente par- tes do seu corpo e conversar com ele. 14</p><p>Quando você sentir frio, seu nenê sentirá mais frio ainda. Agasalhe-o. Se você sentir calor, ele sentirá mais calor ainda. Deixe-o com pouca roupa e ofereça-lhe bastante água fervida. Se você sentir que nenê chora de dor, tente localizá-la. O mais comum é que ele sinta dor de barri- ga. Deixe-o de bruços, aquecendo a barriga com a pal- ma de sua mão ou fazendo massagens suaves. Se você não consegue localizar a dor, procure O Posto de Saúde ou O seu Pediatra. 15</p><p>vezes o nenê chora porque quer companhia e costuma parar de chorar quando ouve a sua voz. Dependendo da hora, você pode ou não atenção. Cuidado para não desenvolver hábitos ruins. É importante que você procure conhecer o seu ne- nê e como ele age. Cada criança tem a sua maneira de ser. Algumas são mais calmas e outras são mais agitadas. Procure acompanhar o ritmo de desenvolvimento do seu filho. A criança aprende a conhecer o mundo e se de- senvolve através de você. Ela precisa de: que falem com ela; gente ao seu redor; 16</p><p>e formando uma cadeira com os seus próprios braços, Carregue a criança nos braços, voltada para a frente ou então, acomodando-a de bruços. ser levada a passeio quando tempo estiver bom; É importante que você mude sempre nenê de po- sição e de local. Mostre-lhe objetos que façam barulho para que a criança possa ouvi-los. Depois, faça movimentos nenê com O não objeto acompanhar, procure movimentar seu rosto para que ela possa acompanhá-los. Se em tocar e ser tocada; procure levar a mão do nenê a acariciar seu rosto. direção ao objeto. 17</p><p>Coloque objetos coloridos à sua frente. Depois faça movimentos para lados para que o nenê possa acompanhá-los. Se ele não acompanhar, procure movi- mentar o seu rosto em direção ao objeto. Pendure objetos coloridos e que façam barulho no Acomode o nenê no chão, de bruços sobre um ta- berço, em várias posições e numa altura que o nenê pete ou cobertor, com vários objetos coloridos ou que possa alcancá-los. No início ele só olhará para eles e façam barulho à sua frente. Faça um pequeno rolo com mais tarde tentará tocá-los. uma toalha e coloque- debaixo do peito do nenê. Lembre-se: é importante que você procure sentir o seu nenê, como ele age e tente realizar as atividades do dia-a-dia sempre da mesma forma. Se você estiver muito nervosa, procure afastar-se um pouco do nenê, pois ele é capaz de sentir o seu nervosismo e pode meçar a chorar sem parar. 18</p><p>FASE 2 É importante que você procure fazer horários para atender seu filho. Isto vai ajudá-la a ter tempo para você ou para outras atividades. A rotina ajuda o nenê a ter segurança. Assim o banho, as refeições e o pas- seio devem acontecer todos os dias nos mesmos horá- rios, se possível. Agora seu nenê já pode começar a comer alimen- tos pastosos com uma colher pequena que você deve colocar em sua boca, do meio para trás. Quando você lhe oferecer a mamadeira, ajude-o a segurá-la com as duas mãos, em posição reclinada. A criança deve estar reclinada e a colher não deve estar cheia. normal que ela estranhe e se engasgue, mas você não deve desistir. O nenê sempre estranha as novidades que mudam Deixe seu nenê, quando acordado, em posição seu dia-a-dia, sendo importante a repetição para que reclinada, apoiado em travesseiro com suas próprias possa conhecer e aprender. mãos colocadas à frente. 19</p><p>banho deve ser diário. Procure tornar a hora do banho bem agradável. Segure- o firme, para que se sinta seguro. Faça brincadeiras como: bata-lhe as mãos e os pés na água, coloque objetos que fi- quem boiando e procurando chamar a atenção da criança. Ele se interessa mais em olhar o rosto das pessoas e começa a sorrir e a soltar gritos e sons, tentando se Continue levando o seu filho a passear diariamente comunicar. Fale com ele de perto, provocando essas e procure conversar, sorrir ou cantar. e imitando 08 sons que faz. 20</p><p>Quando você lhe mostra um objeto, ele deve ten- tar pegá-lo. Se não fizer isso, dirija a sua em direção ao objeto, ajudando-o para que segure. Exem- Faça a criança rolar para os lados, sempre mos- plo: chocalho com cabo. trando algum objeto colorido para interessá-la. É normal que nenê leve à boca todo objeto que Com nenê deitado de costas, aproxime um cho- consegue segurar. E seu jeito de conhecer as coisas. calho a seus pés e faça-o dar chutes para movimentá- Cuidado com objetos muito pequenos, sujos e cortantes. lo e produzir sons. 21</p><p>Coloque-o em frente a um espelho durante algum tempo, chamando-lhe a atenção para que se olhe. Se você estiver ocupada, coloque o seu filho perto, deitado no chão sobre um cobertor ou recostado num travesseiro. Procure chamá-lo de vez em quan- Faça uma cadeia com os seus próprios braços e do para que sinta a sua presença. balance a criança para os lados. 22</p><p>Deite a criança de bruços, com peito apoiado em Ofereça ao nenê objetos de vários tipos como: es- pequeno rolo feito com uma toalha e ajude-a a se mo- puma, lixa, toalha, madeira, metal, borracha e outros. vimentar para frente e para trás. Se ela estranhar, não desista e volte a apresentar mes- mo objeto em outra ocasião. Dê à criança um objeto pequeno, procurando fazê- la passar de uma à outra mão. Ofereça, também, alimentos ou objetos variados, pa- ra que a criança possa sentir gostos e cheiros diferen- tes. Exemplo: açúcar, sal, limão, talco, perfume, etc. TUM Procure não fazer brincadeiras com a criança mo- mentos antes dos horários de sono, pois ela pode ficar muito alegre e não conseguir dormir. Dê-lhe dois objetos pequenos para que segure um Lembre-se: seu filho precisa experimentar e re- em cada mão e tente fazê-la bater um no outro. Procu- petir a experiência para aprender. Ajude-o a desenvol- re som produzido. ver sua inteligência. 23</p><p>FASE 3 O seu filho já pode segurar um pedaço de pão, um ossinho de coxa de galinha ou pedaços grandes para levar à boca, chupar ou morder. Também pode tomar a mamadeira sozinho. Se não o fizer, procure ajudá-lo. 0 Não use liquidificador no preparo da co- mida do nenê e deixe sempre pequenos pedaços inteiros de comida (batata, ce- noura, macarrão, etc.). Deixe seu filho mexer na comida e não se importe se ele se sujar. Quanto ao chão, forre-o com jornais ou um plástico. Lembre-se: esta atividade é impor- No início é melhor usar um prato fundo e de plásti- tante para que ele, mais tarde, aprenda a comer CO colorido para a refeição da criança. sozinho. 24</p><p>Faça-o sentar-se sozinho, em posição de apoiando as mãos na frente. Aproveite a hora de trocar nenê ou de lhe dar ba- nho para acariciá-lo, cantar, repetir sons ou gestos que ele faça. O carinho que ele recebe é importante para que ele também aprenda a gostar. Coloque-o próximo a uma mesa, com as costas vol- tadas para você. Apoie os joelhos do nenê sobre uma de suas mãos e estômago na outra e faça movi- mentos para frente até que ele toque com as mão- zinhas na mesa Procure fazer com que ele se apoie Procure, sempre que for cuidar de seu filho, levantá- nos braços. lo pelas mãos como que se quisesse sentá-lo. 25</p><p>Ponha o nenê em posição de gato, usando suas mãos ou apoiando os joelhos e as mãos do ne- Brinque de "cuca-achou" com seu filho, cobrindo nê, tentando fazê-lo engatinhar. Coloque sempre obje- o seu rosto com um pano, chamando a sua atenção e tos coloridos na frente para chamar sua atenção. levando-o a retirar o pano. Se nenê não entender a brincadeira, comece tampando somente a metade do Nunca force a criança a fazer movimentos; se ela seu rosto. Depois esconda o rosto do nenê e espere estiver cansada ou não tiver vontade, deixe o exercício que ele retire o pano. Esta brincadeira deve ser acom- para depois. panhada de risos e gritos de alegria. Procure conversar com a criança de frente, falan- do as palavras de maneira correta, evitando usar dimi- nutivos como "carrinho", ou palavras como Repita esta brincadeira escondendo objetos de que "dandá", "peta", etc. a crianea goste. 26</p><p>Agora seu filho começa a gestos. Aprovei- te e ensine-o a bater palmas, levantar os braços, dar "tchau", etc. Dê à criança uma garrafa de plástico, com a boca estreita e procure ensinar-lhe a enfiar um dedo no gar- galo. Coloque vários objetos pequenos numa caixa e en- sine nenê a tirá-los. E comum que ele os jogue longe. Tente pedir que ele dê os objetos na mão, falando "dá prá mamãe". Tenha cuidado para não forçar a criança a obede- cer. Faça as atividades de forma relaxada e agradável, procurando sorrir e mostrar alegria quando ele conse- gue fazer O que lhe foi pedido. Caso ele não consiga, não demonstre tristeza, pois seu filho pode perceber es- se sentimento. Não desista e volte a repetir a atividade Leve-a a passear diariamente e procure chamar a em outra ocasião, quando vocês estiverem mais dis- sua atenção para animais, pessoas, objetos, etc. postos. 27</p><p>FASE 4 Aproveite essa hora para conversar com o nenê e vá dizendo o nome dos alimentos e objetos que estão sendo usados, falando as palavras de modo correto. Exemplo: prato, copo, etc. Agora o seu filho já pode começar a comer tudo o que vocês comem, não sendo necessário fazer-lhe mida especial, mesmo que ele ainda não tenha dentes. Quando os dentes aparecem, a criança fica mais irritada e pode ter febre ou diarréia. Não se assuste! Na hora das é importante que você co- loque num prato pedaços de alimentos que ela possa pegar com os dedos e levar à boca. A criança deve pro- var todos os tipos de alimento e ter um lugar certo pa- ra fazer as refeições. Você deverá sentá-la num ca- deirão; caso não tenha, procure adaptar uma cadeira ou banquinho, de forma que ela fique firme e a uma al- seu nenê já deve ser capaz de segurar um copo tura que lhe permita alcançar a mesa. plástico com as duas mãos. Tente fazê-I lo tomar goli- nhos de água. 28</p><p>Com seu filho sentado sobre um tapete, coloque brinquedos entre suas pernas para que ele se distraia. Na hora do banho, vá tocando partes do corpo do nenê com vários tipos de objetos (esponja, escova, pin- cel) dizendo nome. Deixe a criança em frente a um espelho, vá lhe mos- trando as partes de seu corpo e pedindo que ela lhe dê a mão. Quando ela conseguir fazê-lo, peça para que Sente-o num banquinho ou caixote, com os pés lhe dê O pé e vá fazendo assim até que ela seja capaz apoiados no chão e mostre-lhe um brinquedo para que de reconhecer e mostrar todas as partes do corpo. ele se vire de um lado e, depois, do outro. 29</p><p>Ponha o seu nenê de pé, sobre as suas pernas, segurando-lhe as mãos. Coloque-o em posição de urso, utilizando as suas mãos e coloque objetos coloridos à frente. Faça com que a criança se levante, apoiando-se nas grades do berço, do quadrado, numa mesinha, chaman- do ou mostrando um brinquedo interessante. Lembre-se: é muito importante que o seu filho tenha um espaço seguro, onde possa se mover, engatinhar, Ajude a criança a alcançar, engatinhando, uma bo- etc. Se você não tem um quadrado, procure arranjar la ou algum brinquedo que pule ou mova. um local entre dues oom 30</p><p>Enfie vários objetos num barbante e ensine seu fi- lho a puxá-lo. Tire das mãos da criança algum objeto com qual esteja brincando e deixe-o por perto para que alcance. Dê uma caixa fechada com um buraco para o ne- nê enfiar pequenos objetos. Tente chamar a atenção dele para que escute barulho do objeto caindo. Exem- plo: carretel de linha usado, tampinhas, pregador de rou- pas, etc. Dê-lhe um objeto para que segure com uma das mãos; dê-lhe outro objeto para que segure com a outra Procure dar ao nenê copos plásticos ou outros ob- mão. Quando estiver com as mãos ocupadas, dê- jetos de vários tamanhos para que ele encaixe um no lhe algo de que gosta e deixe-a "resolver o problema"; outro (começar com dois ou três e aumentando o terá que pegar duas coisas com uma das mãos ou, en- número). tão, largar um dos objetos. 31</p><p>As atividades devem variar a cada dia para não can- sar a criança. Se você começou uma atividade, procu- re terminá-la, mesmo que a criança não esteja colabo- rando. É melhor você trabalhar com ela por poucos mi- nutos e vezee por dia. se ela mal humorada num momento, poderá estar bem humorada em outro. Sente-se na frente da criança e brinque de passar a bola. Não esqueça: a repetição e os elogios são impor- Dê-lhe papel macio para amassar. tantes para que seu filho aprenda. 32</p><p>FASE 5 copo líquido de que mais goste e dê-lhe para experi- mentar. Tente fazê-lo começar a pedir sempre repetindo a palavra quando lhe oferecer. Comece a ensinar seu filho a se alimentar sozinho. No início, segure a mão dele para que pegue na colher e leve à boca, sempre de frente. Acompanhe com sua mão sobre a dele, ensinando-lhe movimento. Deixe O braço da criança livre. Aos poucos, vá retirando a sua mão e deixe que a criança tente fazer movimento sozinha. Dê a refeição ao seu filho e depois deixe-o "belis- Procure fazer com que seu filho comece a chupar car", se quiser. Espalhe migalhas de pão para que ele líquidos em copo com tampa e canudo de plástico. No pegue com os dedos e leve à boca. Continue nomean- início, para que ele tenha vontade de chupar, ponha no do todos os alimentos. 33</p><p>Quando for tirar-lhe a roupa, tente fazê lo puxar a meia para tirá-la do pé. 3 Na hora do banho, deixe-o brincar com uma bone- ca e peça que mostre ou lave determinadas partes da boneca, como: mão, pé, olho, nariz. Não esqueça que É muito importante que ele comece a conhecer e a hora do banho é um momento importante para você brincar com outras pessoas. Procure levá-lo à casa de brincar e acariciar seu filho. vizinhos, parentes ou parques. 34</p><p>Se seu filho já está ficando em pé com apoio, encoste-o num canto do quarto para que se apoie nas duas paredes e coloque à sua frente uma cadeira com algum brinquedo. Deixe-o em pé em local com muito espaço e Coloque-o em pé, apoiado na cama, e faça-o andar ajude-o a andar segurando-o pela roupa. em volta, sempre mostrando algum objeto. 35</p><p>Tente fazer a criança empurrar um carrinho cheio de livros ou de objetos pesados. Dê-lhe as duas mãos para ajudá-lo a andar e quan- Faça uma fila de cadeiras, coloque um objeto em do estiver mais firme, segure-o com uma só mão numa cada uma e deixe a criança tentar andar de uma ca- altura adequada para que não perca deira para outra. Aumente, aos poucos, a distância en- tre as cadeiras. 36</p><p>Procure ensinar a criança a empilhar objetos: cai- xas, cubos. Comece com dois ou três e aumente aos poucos. Ponha um pouco de água em uma garrafa plástica transparente, jogue alguns objetos dentro (moeda, bo- tão, pano, etc.). Feche-a bem para que a água não se derrame e dê para a criança brincar. Se a criança já estiver andando bem, deixe-a pu- xar um brinquedo ou uma caixa de sapatos vazia atada Arranje uma caixa que se abra dos dois lados e en- a um barbante. sine seu filho a passar objetos de um lado a outro. 37</p><p>Se você tiver um álbum de fotos da família, come- ce a mostrar para o seu filho, nomeando as pessoas. Cada vez que ele conseguir realizar alguma tarefa que você lhe lembre-se de elogiá-lo, sorrir-lhe ou beijá-lo logo após. Isto fará com que ele tenha von- tade de repetir a ação outras vezes. Pegue seu filho no colo e ensine-lhe a acender e apagar a luz, sempre repetindo a palavra "luz". Procure não compará-lo com irmãos ou com ou- tras crianças. Lembre-se: cada criança tem seu próprio Comece a nomear as ações que você quer que seu jeito de ser e cresce de acordo com as suas possibi- filho faça, como: senta, dá, venha aqui, coma. lidades. 38</p><p>FASE 6 Agora você já pode lhe dar um garfo pequeno para que vá espetando pedaços de alimentos como: bana- na, laranja, queijo, batata, etc. Após as refeições, comece a ensinar a criança a escovar os dentes. No início, coloque a pasta na esco- Se seu filho já estiver mais independente quanto va e faça junto com ela os movimentos de escovação, à alimentação, é interessante que passe a comer com segurando-lhe a mão. Se ela tiver dificuldade para cus- os irmãos ou con toda a família. Isto é importante por- pir a água, procure mostrar-lhe como se faz, dando que ele vai observando e aprendendo por modelo. Aos poucos vá retirando a ajuda. 39</p><p>Tente fazer com que seu filho comece a ajudar na hora de tirar e pôr roupa. Assim, quando você for lhe vestir uma camiseta, peça-lhe para que enfie o braço no devido lugar. A mesma coisa você pode fazer ao Tente fazê-la soprar fósforos, velas acesas, peda- vestir-lhe a calça. Ensine-lhe a abrir e fechar um zíper de papel, bolinhas de sabão. Continue nomeando grande e abaixar a calça para ao banheiro. os alimentos e objetos do dia-a-dia e dê chance para que a criança peça o que quer. Se ela não conseguir, fale a palavra e tente fazê-la repetir. Procure verificar se a criança já tem hora certa pa- ra fazer cocô e tente levá-la ao penico nesse horário. Caso ela consiga, bata palmas, elogie, beije-a procuran- do mostrar-lhe seu agrado e repita isso todos os dias Na hora do banho comece a pedir que esfregue o para criar o hábito de utilizar o penico sempre que ne- seu próprio corpo com uma bucha ou com as mãos e cessário. Caso ela não consiga da primeira vez, não de- continue pedindo que nomeie partes do corpo como: sista e nem mostre desagrado. Vá insistindo de forma braço, perna, barriga, bum-bum, etc. tranqüila até que ela consiga. 40</p><p>Seu filho agora necessita brincar com outras crian- ças. Procure acostumá-lo a ir à casa de parentes e ami- gos ou trazê-los à sua casa e tente deixá-los brincarem sozinhos, procurando apenas olhá-los de longe. Só se aproxime se for necessário. 33 Agora o seu filho já deve ser capaz de correr. Aproveite para apostar corridas, brincar de "pega- pega". Se ele ainda não conseguir correr, dê-lhe a Tente ensiná-lo a descer escadas engatinhando de mão e brinque de andar depressa. "marcha-ré". 41</p><p>Arranje caixas de papelão e deixe a criança brin- car livremente, entrando dentro, escondendo-se atrás, pondo ou tirando objetos, colocando uma caixa dentro da outra, etc. ABRIU! A criança deve aprender que para todas as coisas Comece a ensiná-lo a subir e descer escadas, se- que ela faz, existe uma palavra. Você pode ajudá-la di- gurando-lhe a mão no início e depois deixando que fa- zendo a palavra sempre que ela estiver fazendo algo. ça sozinho. Exemplo: abrir, fechar, comer, etc. 42</p><p>8 Enquanto você está cozinhando, dê-lhe um pouco de cada alimento para que a criança brinque, cheire e até prove. Diga sempre O nome do alimento. Exemplo: arroz, macarrão, feijão, sal, massa, etc. Peça-lhe para que a ajude, jo- gando no lixo O que você não vai usar, como cascas em ge- ral, papel, etc. Se você estiver varrendo chão, pare por um mo- mento e, estendendo a vassoura, peça para a criança Lixo passar por cima e por baixo dela, falando as palavras "por cima" e "por baixo" quando ela estiver fazendo a ação. 43</p><p>Procure folhear revistas com a criança, ajudando-a a virar as páginas; no começo ela só vai conseguir vi- rar páginas juntas. Lembre-se de agradá-lo sempre que ele apresen- Dê-lhe lápis de cor e papel, de preferência grande tar comportamentos bons ou ajudá-la, pois com isso vo- e preso ao chão, para que seu filho desenhe à vonta- cê estará colaborando para que ele repita estes com- de. Aproveite para fazê-lo quando os irmãos estiverem portamentos. Na maioria das vezes, as mães só se lem- fazendo a lição de casa, pois assim ele não os atrapa- bram de criticar as más atitudes e como esta é a única Diga que também ele está fazendo a lição. hora em que elas dão atenção à criança, esta procura repeti-las para ter a atenção da mãe. 44</p><p>ESCLARECIMENTOS SOBRE DEFICIÊNCIA MENTAL E DOENÇA MENTAL Podemos dizer que uma pessoa é deficiente mental quando: seu desenvolvimento, desde a primeira infância, é lento e retardado (ex.: não sustenta a cabeça até os três meses, não sorri até os três meses, não senta sozinha até os sete meses); quando apresenta dificuldades para se adaptar às condições culturais de sua sociedade (ex.: não consegue acompanhar o ensino de escolas comuns, tem dificuldade para entender enredo de uma estória infantil). A Deficiência Mental não é uma doença, mas um estado ou condição que pode ser causado por vários fatores. Parte já é conhecida e em alguns casos, desde que tratamento seja precoce, pode-se até impedir aparecimento da Deficiência Men- tal como, por exemplo, os casos de fenilcetonúria. Em nosso país, número de deficientes mentais é maior do que nos países mais desenvolvidos devido a fome e a falta de informações às mães sobre a importância do seu papel no primeiro ano de vida da criança. Assim, fatores como a desnutrição, a falta de afeto mãe/filho e a ausência ou pouca estimulação adequada na primeira infância prejudicam desenvolvimento da inteligência de nossas crianças que, quando chegam na idade escolar, não conseguem acompanhar ensino das escolas comuns. Além desses fatores, também algumas doenças podem causar retardo no desen- volvimento da inteligência. Essas doenças podem ocorrer: 1. Antes do nascimento da criança (fatores pré-natais) Nesta fase problema pode surgir por: 1.1. Defeito genético ou seja, problema que ocorre já na formação das células do embrião, provocando alterações cromossômicas (ex.: mongolismo) ou er- ros inatos de metabolismo (ex.: fenilcetonúria). 1.2. Problemas da gestante - ou seja, a gestante muito jovem (abaixo de 16 anos) ou de mais idade (acima de 35 anos), a gestante diabética, aquela que sofre infecções (ex.: rubéola, toxoplasmose, sífilis), irradiações (raios X sem prote- ção adequada), desnutrição grave ou que se utiliza de tóxicos ou álcool. 2. Durante nascimento da criança (fatores perinatais) Nesta fase problema pode surgir por: 2.1. parto retardado ou mal atendido e que pode provocar falta de oxigenação no cérebro da criança (anoxia); 45</p><p>2.2. parto prematuro criança nascida antes do tempo, com baixo peso e más condições físicas; 2.3. acidente de parto que provoque lesão no cérebro da criança. 3. Após o nascimento da criança (fatores pós-natals) Nesta fase o problema pode surgir por: 3.1. hipoglicemia ou seja, queda acentuada de açúcar no sangue da criança nas primeiras horas de vida; 3.2. infecções do sistema nervoso (ex.: meningite); 3.3. fatores psicossociais já descritos (desnutrição, falta de afeto mãe/filho e de estimulação). Antigamente confundia-se o deficiente mental com o doente mental, mas atual- mente sabe-se que a doença mental se caracteriza, principalmente, por alterações no funcionamento emocional, com repercussões em aspectos do comportamento social do indivíduo, podendo ou não haver rebaixamento de sua inteligência. atendimento para o doente mental e para o deficiente mental é diferente em alguns aspectos. Assim, o deficiente mental precisa receber auxílio especializado desde a infância, para treinamento de habilidades que lhe permitam melhor adequação à família e à comunidade (habilitação). Já o doente mental geralmente necessita trata- mento especializado (medicamentoso e psicoterápico), para que seja reeducado e possa voltar a conviver em sua comunidade em condições normais ou quase nor- mais (reabilitação). Pode ocorrer que uma pessoa deficiente mental seja também portadora de dis- túrbios psiquiátricos e estes podem aparecer ainda na infância ou mais tarde, sendo necessário um tratamento que inclua tanto a parte de treinamento de habilidades mo o atendimento dos problemas emocionais associados. Para tanto é muito impor- tante que se faça um diagnóstico certo do problema e que o paciente receba o tipo de atendimento de que necessita por parte de profissionais bem preparados. Qualquer que seja o problema do paciente, os pais precisam receber informa- ções quanto a suas possibilidades e apoio para que possam entender e participar ativamente na habilitação ou reabilitação do filho. Em geral, ao receberem a notícia, os pais podem apresentar reações de negação, amargura, desapontamento, raiva, culpa, depressão e ansiedade, que devem ser consideradas como respostas huma- nas normais à crise por que estão passando. Necessitam de ajuda que pode ser dada tanto por profissionais habilitados (psi- cólogos, psiquiatras, assistentes sociais e outros) como por pais que já tenham pas- sado por situação semelhante e que já tenham superado esse momento de crise. 46</p><p>A união de pais de crianças portadoras de deficiência mental ou de doença men- tal é de extrema importância para a discussão de problemas comuns e troca de ex- periências, como no sentido de virem a constituir uma força social e política na defesa dos direitos de seus filhos e na obtenção de maiores oportunidades profissionais e de melhores condições de vida para os deficientes mentais. 47</p><p>IMPRESSÃO: Gráfica da - Paulo</p>

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