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<p>Gestão de Obras</p><p>Módulo: Desempenho nas Construções - NBR 15.575:2013</p><p>Professora: D.Sc. Ana Paula Abi-faiçal Castanheira</p><p>02GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>IPOG - INSTITUTO DE PÓS-GRADUAÇÃO E GRADUAÇÃO</p><p>Todos os direitos quanto ao conteúdo desse material didático são</p><p>reservados ao(s) autor(es).</p><p>03GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Sumário</p><p>Apresentação</p><p>Objetivos</p><p>Introdução</p><p>Conceitos iniciais</p><p>Incumbências</p><p>Avaliação de desempenho</p><p>Métodos de avaliação de desempenho</p><p>Desempenho estrutural</p><p>Segurança contra incêndio</p><p>Segurança no uso e operação</p><p>Durabilidade e manutenibilidade</p><p>Saúde, higiene e qualidade do ar</p><p>Funcionalidade e acessibilidade</p><p>Conforto tátil, antropodinâmico e adequação ambiental</p><p>Condições de exposição</p><p>Diretrizes para o estabelecimento de prazos de garantia</p><p>Desempenho térmico</p><p>Estanqueidade I</p><p>Estanqueidade II</p><p>Desempenho acústico I</p><p>Desempenho acústico II</p><p>Desempenho lumínico I</p><p>Desempenho lumínico II</p><p>Como atender a Norma de desempenho</p><p>Como atender a Norma de desempenho II</p><p>Consequências para a cadeia prod. da construção de edifícios</p><p>Sumário</p><p>05</p><p>06</p><p>07</p><p>09</p><p>12</p><p>14</p><p>17</p><p>18</p><p>22</p><p>29</p><p>32</p><p>39</p><p>43</p><p>48</p><p>52</p><p>56</p><p>59</p><p>66</p><p>72</p><p>77</p><p>80</p><p>84</p><p>90</p><p>93</p><p>99</p><p>102</p><p>04GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Indica conteúdos adicionais, como</p><p>vídeos ou links externos.</p><p>Indica um tópico ou assunto para</p><p>o qual o leitor deve reservar</p><p>especial atenção.</p><p>Indica uma atividade prática ou</p><p>exercício a ser realizado.</p><p>Indica uma observação que</p><p>merece destaque ou advertência.</p><p>Glossário de Ícones</p><p>05GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Apresentação</p><p>O Setor da construção civil absorve um número expressivo de mão de</p><p>obra, porém a mesma se encontra despreparada para os desafios dos novos</p><p>tempos. O Setor, que é responsável por uma parte bastante significativa do</p><p>PIB gerado no Brasil, vem crescentemente assumindo seu papel na trans-</p><p>formação desta realidade.</p><p>O mercado está cada vez mais competitivo e as margens dos novos negó-</p><p>cios cada vez menores. Tais fatores exigem dos profissionais, da área gestão</p><p>de obras, maior domínio dos temas específicos, assim como maior precisão</p><p>na elaboração de trabalhos que envolvam tais conhecimentos.</p><p>A Gestão de Obras atualmente extrapola as barreiras das obras e dos</p><p>canteiros das obras, pois construir sem controle efetivo de custos, sem pla-</p><p>nejamento, sob riscos de patologias e desempenho aquém das necessidades</p><p>dos clientes, potencializam os erros e consomem os resultados. A conexão</p><p>com os novos princípios de gestão, aplicados à construção civil, exige novos</p><p>modelos mentais, novos conhecimentos e aprimoramento de tantos outros,</p><p>já adquiridos, imprescindíveis para o mercado atual e para profissionais que</p><p>nele atuam.</p><p>06GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Objetivos</p><p>› Capacitar o aluno a gerenciar o processo de execução de obras, através</p><p>das boas práticas e ferramentas, visando a sua aplicação para a definição</p><p>e acompanhamento do custo de um empreendimento, do planejamento e</p><p>controle da construção.</p><p>› Aplicar os conhecimentos de gestão propostos na ementa do curso,</p><p>utilizando-se de ferramentas compatíveis com a sistematização do mesmo,</p><p>e sua comprovação em campo através de controles, medições e feedbacks,</p><p>para melhoria e obtenção de resultados satisfatórios.</p><p>› Analisar o empreendimento sob os aspectos econômicos e financei-</p><p>ros, capacitando os alunos acerca dos métodos de avalições de resultado e</p><p>viabilidade do empreendimento.</p><p>› Capacitar o aluno para gestão de pessoas (operários, parceiros, pro-</p><p>jetistas e clientes, dentre outras), preparando-o para uma atitude inovadora</p><p>de liderança, para negociação de expectativas, desenvolvimento e aprimo-</p><p>ramento de equipes e gestão de conflitos, visando o melhor resultado.</p><p>07GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>1. Introdução</p><p>“O foco desta Norma está no comportamento em uso dos elementos e</p><p>sistemas do edifício no atendimento dos requisitos dos usuários e não na</p><p>prescrição de como os sistemas são construídos” (NBR 15575/2013).</p><p>As normas de desempenho traduzem as exigências dos usuários em re-</p><p>quisitos e critérios, e são consideradas como complementares às normas</p><p>prescritivas, sem substituí-las. A utilização simultânea delas visa atender às</p><p>exigências do usuário com soluções, tecnicamente adequadas.</p><p>“Todas as disposições contidas nesta Norma, aplicáveis a edificações ha-</p><p>bitacionais e a sistemas projetados, construídos, operados e submetidos</p><p>a intervenções de manutenção que atendam às instruções específicas do</p><p>respectivo manual de operação, uso e manutenção” (NBR 15575/2013).</p><p>Esta parte da NBR 15.575: 2013 não se aplica a:</p><p>• obras em andamento;</p><p>• edificações concluídas até a data da entrada em vigor desta norma;</p><p>• obras de reformas;</p><p>• obras pra “retrofit”;</p><p>• edificações provisórias.</p><p>“Esta parte da ABNT NBR 15575 é utilizada como um procedimento de</p><p>avaliação do desempenho de sistemas construtivos” (NBR 15575/2013).</p><p>Os sistemas elétricos das edificações habitacionais fazem parte de um</p><p>conjunto mais amplo de Normas com base na ABNT NBR 5410 e, portanto,</p><p>os requisitos de desempenho para esses sistemas não estão estabelecidos</p><p>nesta ABNT NBR 15575.</p><p>“Esta parte ABNT NBR 15575 estabelece critérios relativos ao desempenho</p><p>térmico, acústico, lumínico e de segurança ao fogo, que devem ser atendidos</p><p>individual e isoladamente pela própria natureza conflitante dos critérios de</p><p>08GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>medições, por exemplo, desempenho acústico (janela fechada) versus de-</p><p>sempenho de ventilação (janela aberta)” (NBR 15575/2013).</p><p>Norma de desempenho:</p><p>“Conjunto de requisitos e critérios estabelecidos para uma edificação habi-</p><p>tacional e seus sistemas, com base em exigências do usuário, independente-</p><p>mente da sua forma ou dos materiais constituintes” (AUTOR, ANO).</p><p>Exigências do usuário:</p><p>“Conjunto de necessidades do usuário da edificação habitacional a serem</p><p>satisfeitas por este (e seus sistemas), de modo a cumprir com suas funções”</p><p>(AUTOR, ANO).</p><p>• Segurança:</p><p>› Segurança estrutural;</p><p>› segurança contra o fogo;</p><p>› segurança no uso e na operação.</p><p>• Habitabilidade:</p><p>› estanqueidade;</p><p>› desempenho térmico;</p><p>› desempenho acústico;</p><p>› desempenho lumínico;</p><p>› saúde, higiene e qualidade do ar;</p><p>› funcionalidade e acessibilidade;</p><p>› conforto tátil e antropodinâmico.</p><p>• Sustentabilidade:</p><p>› durabilidade;</p><p>› manutenibilidade;</p><p>› impacto ambiental.</p><p>09GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>2. Conceitos iniciais</p><p>Incorporador</p><p>“Pessoa física ou jurídica, comerciante ou não, que, embora não efetuando</p><p>a construção, compromisse ou efetive a venda de frações ideais de terreno</p><p>objetivando a vinculação de tais frações a unidades autônomas, em edifi-</p><p>cações a serem construídas ou em construção sob regime condominial, ou</p><p>que meramente, aceita propostas para efetivação de tais transações, coorde-</p><p>nando e levando a termo a incorporação e responsabilizando-se, conforme</p><p>o caso, pela entrega em certo prazo, preço e determinadas condições das</p><p>obras concluídas” (AUTOR, ano).</p><p>Usuário</p><p>“Pessoa que ocupa a edificação habitacional” (AUTOR, ano).</p><p>Elemento</p><p>“Parte de um sistema com funções específicas. Geralmente é composto</p><p>por um conjunto de componentes (exemplo: parede de vedação de alvenaria,</p><p>painel de vedação pré-fabricado, estrutura de cobertura)” (NBR 15.575/2013).</p><p>* Foto de Diego Pontes no Pexels.</p><p>10GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos</p><p>ser estanque à água de chuva, evitar a</p><p>formação de umidade e evitar a proliferação de insetos e microrganismos.</p><p>69GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• O sistema de cobertura não deve apresentar escorrimento, goteja-</p><p>mento de água ou gotas aderentes. Aceita-se o aparecimento de manchas</p><p>de umidade, desde que restritas, a no máximo, 35 % da área das telhas.</p><p>• “O projeto deve estabelecer a necessidade do cumprimento da regu-</p><p>laridade geométrica da trama da cobertura, durante a vida útil de projeto, a</p><p>fim de que não resulte prejuízo à estanqueidade do SC”.</p><p>• O projeto do sistema de cobertura deve:</p><p>› mencionar as Normas Brasileiras dos componentes para os SC ou,</p><p>na inexistência de Normas Brasileiras, as indicações do fabricante do com-</p><p>ponente telha ou de normas estrangeiras ou internacionais;</p><p>› indicar as sobreposições das peças (longitudinal e transversal);</p><p>› indicar as dimensões dos panos;</p><p>› indicar declividade do SC face aos componentes especificados;</p><p>› detalhar, quando exigível ou previsto, a presença de barreiras:</p><p>› barreiras à radiação solar devem atender ao limite de emissividade</p><p>(£ = 0,2), conforme método ASTM C 1371;</p><p>› barreira isolante térmica, deve possuir resistência térmica, igual ou</p><p>superior a 90% da resistência térmica informada pelo fabricante, quando</p><p>determinada, segundo o método constante na ABNT NBR 15220-5;</p><p>› barreira ao vapor, deve apresentar permeabilidade ao vapor, menor</p><p>ou igual à 11,4 x 10–8 g /Pa.s.m2, conforme método ASTM E 96;</p><p>› detalhar a forma de aplicação e fixação da subcobertura;</p><p>› detalhar as sobreposições e tamanhos das emendas;</p><p>› detalhar os acessórios necessários;</p><p>• indicar materiais e detalhes construtivos dos arremates, de forma</p><p>a prevenir avarias decorrentes de movimentações térmicas e assegurar a</p><p>estanqueidade;</p><p>70GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• indicar a forma de fixação dos componentes;</p><p>• indicar a ação do vento no local da edificação habitacional , e que foi</p><p>considerada no projeto. Ver ABNT NBR 6123;</p><p>• o projeto deve detalhar e posicionar os sistemas de aberturas e de</p><p>saídas que atendam ao critério de estanqueidade e ventilação, de maneira</p><p>que o ático permaneça imune à entrada de água e de animais, dentro das</p><p>condições previstas em projeto.</p><p>• considerar as disposições da ABNT NBR 10844, no que diz respeito</p><p>à avaliação da capacidade do sistema de captação e drenagem pluvial da</p><p>cobertura;</p><p>• especificar o sistema de águas pluviais;</p><p>• compatibilizar entre si, os projetos de arquitetura do telhado, da im-</p><p>permeabilização, elaborado de acordo com a ABNT NBR 9575 e a NBR 9574,</p><p>e deste sistema;</p><p>• especificar os caimentos dos panos, encontros entre panos, projeção</p><p>dos beirais, encaixes, sobreposições e fixação das telhas;</p><p>• especificar os sistemas de impermeabilização de lajes de cobertura,</p><p>terraços, fachadas e outros componentes da construção;</p><p>• detalhar os elementos que promovam a dissipação ou afastamento</p><p>do fluxo de água das superfícies das fachadas, visando prevenir o acúmulo</p><p>de água e infiltração de umidade.</p><p>71GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• O projeto do sistema de cobertura deve ainda, especificar:</p><p>› todos os materiais necessários;</p><p>› condições de armazenagem e de manuseio;</p><p>› equipamentos de proteção individual necessários;</p><p>› acessórios, ferramentas, equipamentos, processos e controles en-</p><p>volvidos na execução do sistema de impermeabilização;</p><p>› as normas utilizadas;</p><p>› forma de execução;</p><p>› detalhes construtivos e de fixação; e</p><p>› todos os detalhes compatibilizados com as interfaces e interferên-</p><p>cias da cobertura.</p><p>Método de avaliação:</p><p>Para sistemas de coberturas, de acordo com a NBR 15.575-5, deve-se fazer</p><p>a avaliação das seguintes formas:</p><p>Requisitos e critérios Método de avaliação</p><p>Condições de salubridade no ambiente</p><p>habitável</p><p>Ensaio de impermeabilidade, conforme</p><p>ABNT NBR 5642.</p><p>Estanqueidade do sistema de cobertura</p><p>Ensaio da estanqueidade à água do SC,</p><p>de acordo com o método apresentado</p><p>no Anexo D, com base nas condições de</p><p>ensaio descritas na Tabela 2.</p><p>Estanqueidade das aberturas de</p><p>ventilação</p><p>Análise das premissas de projeto</p><p>e das especificações técnicas dos</p><p>componentes utilizados.</p><p>Captação e escoamento de águas</p><p>pluviais</p><p>Análise das premissas de projeto e</p><p>verificação da compatibilidade entre as</p><p>aberturas.</p><p>Estanqueidade para SC</p><p>impermeabilizado</p><p>Análise de projeto e atendimento às</p><p>premissas de projeto, e do memorial de</p><p>execução, considerando as disposições</p><p>das ABNT NBR 9575</p><p>Os produtos que não possuem Normas Brasileiras específicas, devem</p><p>72GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>atender às normas estrangeiras ou internacionais, estando sujeitos à análise.</p><p>17. Estanqueidade II</p><p>Sobre a estanqueidade em vedações, a NBR 15.575:2013-4 possui os se-</p><p>guintes requisitos:</p><p>• 10.1 – infiltração de água nos sistemas de vedações verticais externas</p><p>(fachadas); e</p><p>• 10.2 - umidade nas vedações verticais externas e internas decorrente</p><p>da ocupação do imóvel.</p><p>Sobre o Requisito 10.1 – infiltração de água nos sistemas de vedações ver-</p><p>ticais externas (fachadas), as vedações devem ser estanques à água prove-</p><p>niente de chuvas incidentes ou de outras fontes.</p><p>A presente Norma estabelece as condições de exposição conforme as</p><p>regiões brasileiras mostradas na Figura 1</p><p>Figura 1 - Condições de exposição conforme as regiões brasileiras.</p><p>73GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Para estas regiões, a Tabela 11 mostra as condições de ensaio de estan-</p><p>queidade à água de sistemas de vedações verticais externas.</p><p>Tabela 11 - Condições de ensaio de estanqueidade à água de sistemas de</p><p>vedações verticais externas:</p><p>Para as condições de exposição, indicadas na Tabela 11 e conforme as re-</p><p>giões de exposição ao vento, indicadas na Figura 1, os sistemas de vedação</p><p>vertical externa da edificação habitacional, incluindo a junção entre a janela</p><p>e a parede devem permanecer estanques e não apresentar:</p><p>• infiltrações que proporcionem borrifamentos;</p><p>• escorrimentos ou formação de gotas de água, aderentes na face in-</p><p>terna;</p><p>• porém, poderá ocorrer pequenas manchas de umidade, com áreas</p><p>limitadas aos valores indicados na Tabela 12.</p><p>Manchas de umidade permitidas na face oposta à incidência da água, em</p><p>relação à área total do corpo-de-prova submetido ao ensaio de aspersão</p><p>de água.</p><p>Tabela 12 - Estanqueidade à água de vedações verticais externas (fachadas)</p><p>e esquadrias:</p><p>74GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Os níveis de desempenho para sistemas de vedações verticais externas,</p><p>quando ensaiados, segundo os métodos descritos em 10.1.1.1, com relação à</p><p>estanqueidade à água de chuva, considerando-se a ação dos ventos, são os</p><p>indicados na Tabela F.7.</p><p>Tabela F.7 - Níveis de desempenho para estanqueidade à água de vedações</p><p>verticais externas (fachadas) e esquadrias</p><p>Para esquadrias externas, devem ser também, atendidas as especificações</p><p>constantes na ABNT NBR 10821.</p><p>75GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Método de avaliação:</p><p>Em função do sistema de vedação vertical externa, deve ser selecionado</p><p>um dos seguintes ensaios:</p><p>• realização de ensaio de tipo, em laboratório, de acordo com o Anexo C,</p><p>para a verificação da estanqueidade à água de vedações verticais externas</p><p>(ver Tabela 12);</p><p>• realização de ensaio de tipo em laboratório, de acordo com a ABNT</p><p>NBR 10821 parte 3, para a verificação da estanqueidade à água de esquadrias</p><p>externas (janelas, fachadas-cortina e portas externas);</p><p>• Análise do projeto.</p><p>Observações</p><p>importantes sobre os métodos de avaliação:</p><p>• “Os corpos-de-prova (paredes e esquadrias externas), quando forem</p><p>ensaiados, conjuntamente, devem reproduzir fielmente o projeto, as espe-</p><p>cificações e características construtivas dos sistemas de vedações verticais</p><p>externas, janelas e caixilhos, com especial atenção, às juntas entre os ele-</p><p>mentos ou componentes”.</p><p>• “Para as edificações térreas, com beirais, de no mínimo, 0,50 m de</p><p>projeção, a pressão estática do ensaio pode ser reduzida de 10 Pa, em qual-</p><p>quer das regiões (esta condição é válida para ensaio conforme anexo C, ou</p><p>ensaio no conjunto (parede + esquadria externa)”.</p><p>Premissas de projeto</p><p>“O projeto deve indicar os detalhes construtivos para as interfaces e juntas</p><p>entre componentes, a fim de facilitar o escoamento da água e evitar a sua</p><p>penetração para o interior da edificação.</p><p>Esses detalhes devem levar em consideração, as solicitações a que os</p><p>componentes da vedação externa estarão sujeitos durante a vida útil de</p><p>projeto da edificação habitacional.</p><p>O projeto deve contemplar também obras de proteção no entorno da cons-</p><p>trução, a fim de evitar o acúmulo de água nas bases da fachada da edificação”.</p><p>76GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Nível de desempenho</p><p>• O nível mínimo para aceitação é o M (denominado mínimo), ou seja,</p><p>atende ao projeto e às premissas de projeto.</p><p>O Requisito 10.2 - Umidade nas vedações verticais externas e internas do</p><p>imóvel – recomenda não permitir infiltração de água, através de suas faces,</p><p>quando em contato com áreas molháveis e molhadas.</p><p>Para tanto, o Requisito 10.2 apresenta dois critérios:</p><p>• 10.2.1 - estanqueidade de vedações verticais internas e externas com</p><p>incidência direta de água – Áreas molhadas; e</p><p>• 10.2.2 - estanqueidade de vedações verticais internas e externas em</p><p>contato com áreas molháveis.</p><p>Critério 10.2.1 – Estanqueidade de vedações verticais internas e</p><p>externas com incidência direta de água – Áreas molhadas</p><p>A quantidade de água que penetra não deve ser superior à 3 cm3, por um</p><p>período de 24h, numa área exposta com dimensões de 34 cm x 16 cm.</p><p>Método de avaliação:</p><p>• Análise de projeto ou realização de ensaio de estanqueidade, conforme</p><p>método estabelecido no Anexo D.</p><p>Premissas de projeto:</p><p>• O projeto deve mencionar os detalhes executivos dos pontos de in-</p><p>terface do sistema.</p><p>Nível de desempenho:</p><p>• O nível mínimo para aceitação é o M (denominado mínimo), ou seja,</p><p>atende às premissas de projeto, além de que, quando realizada análise de</p><p>projeto ou ensaio de acordo com o Anexo D, atende aos critérios indicados</p><p>em 10.2.1.</p><p>77GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Critério 10.2.2 - Estanqueidade de vedações verticais internas e</p><p>externas em contato com áreas molháveis</p><p>Não deve ocorrer presença de umidade perceptível nos ambientes contí-</p><p>guos, desde que respeitadas as condições de ocupação e manutenção, pre-</p><p>vistas em projeto e descritas no manual de uso e operação.</p><p>Método de avaliação:</p><p>• Analisar o projeto ou proceder à inspeção visual a 1,0 m de distância,</p><p>quando em campo.</p><p>Premissas de projeto:</p><p>• O projeto deve contemplar os detalhes construtivos necessários.</p><p>Nível de desempenho:</p><p>• O nível mínimo para aceitação é o M (denominado mínimo), ou seja,</p><p>atende às premissas de projeto e atende ao critério indicado em 10.2.2.</p><p>18. Desempenho acústico I</p><p>A edificação habitacional deve apresentar isolamento acústico adequado</p><p>das vedações externas, no que se refere:</p><p>• aos ruídos aéreos provenientes do exterior da edificação habitacional; e</p><p>• isolamento acústico adequado entre áreas comuns e privativas.</p><p>Desempenho acústico das vedações externas</p><p>Critérios:</p><p>A edificação deve atender ao limite mínimo de desempenho, conforme</p><p>estabelecido na ABNT NBR 15575-4 e 15575-5.</p><p>78GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• NBR 15.575-4: Desempenho acústico das vedações externas</p><p>• NBR 15.575-5: Desempenho acústico das coberturas</p><p>Métodos de avaliação:</p><p>• Métodos disponíveis para a verificação:</p><p>› Método de engenharia (Realizado em campo)</p><p>› Método simplificado (Realizado em campo)</p><p>› Método de precisão (Realizado em laboratório)</p><p>• NBR 15.575-4: Desempenho acústico das vedações externas</p><p>Método de engenharia (Realizado em campo):</p><p>• Níveis de desempenho acústico das vedações externas</p><p>79GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Método de engenharia (Realizado em campo):</p><p>• Níveis de desempenho acústico das vedações entre ambientes.</p><p>Método de precisão (Realizado em laboratório):</p><p>• Níveis de desempenho acústico para componentes de fachada</p><p>Método de Precisão (Realizado em laboratório):</p><p>80GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• Níveis de Desempenho Acústico para Componentes da Edificação</p><p>19. Desempenho acústico II</p><p>Desempenho acústico nas coberturas</p><p>Sabendo-se que o sistema de cobertura (SC) é o “conjunto de elementos /</p><p>componentes , disposto no topo da construção, com as funções de assegurar</p><p>estanqueidade às águas pluviais e salubridade, proteger demais sistemas da</p><p>edificação habitacional ou elementos e componentes da deterioração por</p><p>agentes naturais, e contribuir positivamente para o conforto termoacústico</p><p>da edificação habitacional”.</p><p>“Esta parte 5 da ABNT-NBR-15575, apresenta os requisitos e critérios para</p><p>a verificação do isolamento acústico entre o meio externo e o interno de</p><p>coberturas.”</p><p>81GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>São considerados os isolamentos de:</p><p>• sons aéreos do conjunto fachada/cobertura de edificações; e</p><p>• o nível de ruído de impacto no piso (caminhamento, queda de objetos</p><p>e outros) para as coberturas acessíveis de uso coletivo.</p><p>Métodos disponíveis para avaliação:</p><p>As avaliações poderão ser realizadas utilizando-se:</p><p>• 12.2.1.1 - Método de engenharia realizado em campo</p><p>• 12.2.1.2 - Método simplificado de campo</p><p>Método de engenharia realizado em campo (método mais preciso):</p><p>• Isolamento de ruído aéreo (Norma ISO 140-5):</p><p>“determina, em campo, de forma rigorosa, o isolamento acústico global</p><p>da vedação externa (conjunto fachada e cobertura), caracterizando de forma</p><p>direta o comportamento acústico do sistema” (AUTOR, ano).</p><p>• Ruído de impacto em pisos (Norma ISO 140-7):</p><p>“determina, em campo, de forma rigorosa, o nível de pressão sonora de</p><p>impacto padronizado do piso entre a laje de uso coletivo e unidade autônoma,</p><p>caracterizando de forma direta o comportamento acústico do sistema. Os</p><p>resultados obtidos restringem-se somente às medições efetuadas” (AUTOR,</p><p>ano).</p><p>Método simplificado de campo</p><p>• O método simplificado é descrito na ISO 10052.</p><p>82GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• O método permite obter uma estimativa do isolamento acústico global</p><p>da vedação externa (conjunto fachada e cobertura) e do ruído de impacto em</p><p>pisos, em situações onde não se dispõe de instrumentação necessária para</p><p>medir o tempo de reverberação, ou quando as condições de ruído ambiente</p><p>não permitem obter este parâmetro.</p><p>• Os resultados obtidos restringem-se somente às medições efetuadas.</p><p>Parâmetros de avaliação:</p><p>Os parâmetros de avaliação adotados nesta parte da norma, constam da</p><p>Tabela 4.</p><p>Tabela 4 - Parâmetros acústicos de avaliação</p><p>Requisito - Isolamento acústico da cobertura devido a sons</p><p>aéreos</p><p>Critério – Isolamento acústico da cobertura devido a sons aéreos, em</p><p>campo.</p><p>Método de avaliação:</p><p>• Deve-se utilizar um dos métodos de campo de 12.2.1, para a determi-</p><p>nação dos valores da diferença padronizada de nível ponderada, D2m,nT,w;</p><p>• devem ser avaliados os dormitórios da unidade habitacional;</p><p>e</p><p>• as medições devem ser executadas com portas e janelas fechadas.</p><p>Os valores mínimos de desempenho são indicados na Tabela 5.</p><p>Tabela 5 - Valores mínimos da diferença padronizada de nível ponderada,</p><p>83GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>D2m,nT,w, da vedação externa de dormitório</p><p>Os demais níveis de desempenho são indicados na Tabela I.5.</p><p>Tabela I.5 - Diferença padronizada de nível ponderada da vedação externa,</p><p>D2m,nT,w, para ensaios de campo</p><p>Requisito – Nível de ruído de impacto nas coberturas acessíveis</p><p>de uso coletivo</p><p>Deve-se “avaliar o som resultante de ruídos de impacto (caminhamento,</p><p>queda de objetos e outros), naquelas edificações que facultam acesso cole-</p><p>tivo à cobertura.”</p><p>84GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Método de avaliação:</p><p>• Deve-se utilizar um dos métodos de campo de 12.2.1, para a deter-</p><p>minação dos valores do nível de pressão sonora de impacto padronizado</p><p>ponderado, L’nT,w.; e</p><p>• devem ser avaliados os dormitórios e as salas de estar da unidade</p><p>habitacional.</p><p>As coberturas de uso coletivo devem apresentar nível de pressão sonora</p><p>de impacto padronizado ponderado (L’nT,w), conforme Tabela 6.</p><p>Tabela 6 - Nível de pressão sonora de impacto padronizado ponderado, L'nT,w</p><p>Os demais níveis de desempenho são indicados na Tabela I.6.</p><p>20. Desempenho lumínico I</p><p>Para atender o desempenho lumínico, de acordo com a NBR 15.575, “du-</p><p>rante o dia, as dependências da edificação habitacional listadas na Tabela</p><p>85GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>13.1 e Tabela 13.2 devem receber iluminação natural conveniente, oriunda</p><p>diretamente do exterior ou indiretamente, através de recintos adjacentes”.</p><p>Desempenho lumínico com iluminação natural</p><p>Avaliação de desempenho:</p><p>O Fator de Luz Diurna – FLD é dado pela relação entre a iluminância interna</p><p>e a iluminância externa à sombra, de acordo com a seguinte equação:</p><p>FLD = 100 X Ei / Ee</p><p>Onde:</p><p>• Ei = Iluminância no interior da dependência</p><p>• Ee = Iluminância externa à sombra</p><p>86GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Contando, unicamente, com iluminação natural, os níveis gerais de ilumi-</p><p>namento nas diferentes dependências do edifício habitacional devem atender</p><p>ao disposto para iluminação na Tabela 13.1. Para maior conforto dos usuá-</p><p>rios, recomenda-se para os níveis, intermediário (I) e superior (S), os valores</p><p>apresentados na Tabela E.3 e Tabela E.4.</p><p>Tabela E.3 - Níveis de iluminamento natural</p><p>87GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>As avaliações de desempenho lumínico podem ser feitas por simulação, uti-</p><p>lizando-se um algoritmo, ou por medição in loco, utilizando-se um luxímetro.</p><p>Avaliação de desempenho com algoritmo:</p><p>As simulações para o plano horizontal, períodos da manhã (9:30 h) e da</p><p>tarde (15:30 h), respectivamente, para os dias 23 de abril e 23 de outubro e</p><p>sua avaliação deve ser realizada com emprego do algoritmo, apresentado</p><p>na ABNT NBR 15215 – 3, atendendo as seguintes condições:</p><p>• considerar a latitude e a longitude do local da obra, supor dias com</p><p>88GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>nebulosidade média (índice de nuvens 50 %);</p><p>• supor desativada a iluminação artificial, sem a presença de obstruções</p><p>opacas (janelas e cortinas abertas, portas internas abertas, sem roupas es-</p><p>tendidas nos varais etc.);</p><p>• simulações para o centro dos ambientes, na altura de 0,75m, acima</p><p>do nível do piso;</p><p>• simulações nos pontos centrais de corredores internos ou externos à</p><p>unidade, a 0,75m do nível do piso;</p><p>• para escadarias, simulações nos pontos centrais dos patamares e a</p><p>meia-largura do degrau central de cada lance, a 0,75m, acima do nível do piso;</p><p>• para o caso de conjuntos habitacionais constituídos por casas ou so-</p><p>brados, considerar todas as orientações típicas das diferentes unidades;</p><p>• para o caso de conjuntos habitacionais, constituídos por edifícios mul-</p><p>tipiso, considerar, além das orientações típicas, os diferentes pavimentos e</p><p>as diferentes posições dos apartamentos nos andares; e</p><p>• em qualquer circunstância, considerar os eventuais sombreamentos</p><p>resultantes de edificações vizinhas, taludes, muros e outros possíveis an-</p><p>teparos, desde que se conheçam o local e as condições de implantação da</p><p>obra” (AUTOR, ano).</p><p>Avaliação de desempenho com medição in loco:</p><p>A avaliação de desempenho com medição in loco deve ser realizada fazen-</p><p>do-se medições no plano horizontal, com o emprego de luxímetro portátil,</p><p>erro máximo ± 5% do valor medido, no período compreendido entre 9 h e</p><p>15 h, nas seguintes condições:</p><p>• medições em dias com cobertura de nuvens maior que 50%, sem</p><p>ocorrência de precipitações;</p><p>• medições realizadas com a iluminação artificial desativada, sem a</p><p>presença de obstruções opacas (janelas e cortinas abertas, portas internas</p><p>abertas, sem roupas estendidas nos varais etc.);</p><p>89GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• medições no centro dos ambientes, a 0,75m, acima do nível do piso;</p><p>• medições nos pontos centrais de corredores internos ou externos à</p><p>unidade;</p><p>• para escadarias, medições nos pontos centrais dos patamares e a</p><p>meia-largura do degrau central de cada lance;</p><p>• para o caso de conjuntos habitacionais constituídos por casas ou so-</p><p>brados, considerar todas as orientações típicas das diferentes unidades;</p><p>• para o caso de conjuntos habitacionais, constituídos por edifícios mul-</p><p>tipiso, considerar, além das orientações típicas, os diferentes pavimentos e</p><p>as diferentes posições dos apartamentos nos andares; e</p><p>• na ocasião das medições não pode haver incidência de luz solar direta</p><p>sobre os luxímetros, em nenhuma circunstância;</p><p>Premissas de projeto</p><p>• Os requisitos de iluminância natural podem ser atendidos mediante:</p><p>› adequada disposição dos cômodos (arquitetura);</p><p>› correta orientação geográfica da edificação;</p><p>› dimensionamento e posição das aberturas;</p><p>› tipos de janelas e de envidraçamentos;</p><p>› rugosidade e cores dos elementos (paredes, tetos, pisos etc.);</p><p>› inserção de poços de ventilação / iluminação;</p><p>› eventual introdução de domus de iluminação;</p><p>› etc.</p><p>• a presença de taludes, muros, coberturas de garagens e outros obs-</p><p>táculos do gênero, não pode prejudicar os níveis mínimos de iluminância</p><p>especificados;</p><p>• nos conjuntos habitacionais integrados por edifícios, a implantação</p><p>relativa dos prédios, de eventuais caixas de escada ou de outras construções,</p><p>não pode prejudicar os níveis mínimos de iluminância especificados.</p><p>90GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Comunicação com o exterior</p><p>• Recomenda-se que a iluminação natural das salas de estar e dormi-</p><p>tórios, seja provida de vãos de portas ou de janelas. No caso das janelas,</p><p>recomenda-se que a cota do peitoril esteja posicionada, no máximo, à 100</p><p>cm do piso interno, e a cota da testeira do vão, no máximo, à 220 cm, a partir</p><p>do piso interno, conforme figura.</p><p>21. Desempenho lumínico II</p><p>O Requisito – Iluminação artificial visa propiciar condições de iluminação</p><p>artificial interna satisfatórias, segundo as Normas Brasileiras vigentes, para</p><p>ocupação dos recintos e circulação nos ambientes com conforto e segurança.</p><p>Desempenho lumínico com iluminação artificial</p><p>Critério:</p><p>“Os níveis gerais de iluminação, promovidos nas diferentes dependências</p><p>dos edifícios habitacionais por iluminação artificial, devem atender ao dis-</p><p>posto na Tabela 13.3”.</p><p>NOTA: Para iluminação de emergência, consultar a ABNT NBR 10.898:1999.</p><p>91GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos</p><p>reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>“Os níveis gerais de iluminação promovidos nas diferentes dependências</p><p>dos edifícios habitacionais por iluminação artificial, devem atender ao dis-</p><p>posto na Tabela 13.3. Para maior conforto dos usuários, recomenda-se para os</p><p>níveis, intermediário (I) e superior (S), os valores apresentados na Tabela E.4”.</p><p>Método de avaliação:</p><p>• Análise de projeto ou inspeção em protótipo;</p><p>• medição in loco para iluminação artificial; ou</p><p>• método de cálculo para iluminação artificial.</p><p>92GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Medição in loco para iluminação artificial:</p><p>• Realização de medições no período noturno, no plano horizontal, a</p><p>0,80 m, acima do nível do piso, com o emprego de luxímetro portátil com</p><p>erro máximo de ± 5% do valor medido, nas seguintes condições:</p><p>› medições sem nenhuma entrada de luz externa (portas, janelas e</p><p>cortinas fechadas);</p><p>› medições realizadas com a iluminação artificial do ambiente to-</p><p>talmente ativada, sem a presença de obstruções opacas (exemplo: roupas</p><p>estendidas nos varais);</p><p>› medições no centro dos ambientes;</p><p>› medições nos pontos centrais de corredores internos ou externos</p><p>à unidade;</p><p>› para escadarias, medições nos pontos centrais dos patamares e a</p><p>meia largura do degrau central de cada lance.</p><p>Método de cálculo para iluminação artificial:</p><p>• De acordo com a ABNT NBR 5382, para o período noturno, calculando</p><p>o nível de iluminamento para o plano horizontal, sempre à 0,80 m, acima</p><p>do nível do piso, nas seguintes condições:</p><p>› cálculos sem nenhuma entrada de luz externa (portas, janelas e</p><p>cortinas fechadas);</p><p>› cálculos realizados com a iluminação artificial do ambiente total-</p><p>mente ativada, sem a presença de obstruções opacas (exemplo: roupas es-</p><p>tendidas nos varais);</p><p>› cálculos no centro dos ambientes;</p><p>› cálculos nos pontos centrais de corredores internos ou externos</p><p>à unidade;</p><p>› para escadarias, cálculos nos pontos centrais dos patamares e a</p><p>meia largura do degrau central de cada lance.</p><p>93GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>22. Como atender a Norma de desempenho</p><p>Pode-se atender os requisitos da Norma de desempenho, cumprindo-se o</p><p>solicitado na referida norma, seguindo-se as tabelas que serão mostradas</p><p>a seguir e as demais, elaboradaspor COSTELLA, M. F. (2018), em seu livro</p><p>“Norma de desempenho de edificações – modelo de aplicação em constru-</p><p>toras”.</p><p>Daremos um exemplo, referente ao item 10, da Norma de desempenho,</p><p>que diz respeito à estanqueidade.</p><p>Mostraremos as partes da norma que possuem requisitos quanto à es-</p><p>tanqueidade em várias tabelas.</p><p>Parte 1: Requisitos gerais</p><p>Adaptado do livro de COSTELLA, M.F. (2018). Norma de desempenho de</p><p>edificações: modelo de aplicação em construtoras, 202 p.</p><p>94GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Parte 2: Sistemas de pisos</p><p>Adaptado do livro de COSTELLA, M.F. (2018). Norma de desempenho de</p><p>edificações: modelo de Aplicação em Construtoras, 202 p.</p><p>95GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Parte 4: Sistemas de Vedações Verticais Internas e Externas -</p><p>SVVIE</p><p>Adaptado do livro de COSTELLA, M.F. (2018). Norma de Desempenho</p><p>de Edificações: Modelo de Aplicação em Construtoras, 202 p.</p><p>96GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Parte 5: Sistemas de cobertura</p><p>97GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Adaptado do livro de COSTELLA, M.F. (2018). Norma de Desempenho</p><p>de Edificações: Modelo de Aplicação em Construtoras, 202 p.</p><p>98GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Parte 6: Sistemas hidrossanitários</p><p>Adaptado do livro de COSTELLA, M.F. (2018). Norma de Desempenho</p><p>de Edificações: Modelo de Aplicação em Construtoras, 202 p.</p><p>99GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>23. Como atender a Norma de desempenho II</p><p>Para atendimento à Norma NBR 15.575, pode-se elaborar e aplicar uma</p><p>lista ou tabela com itens para verificar se os requisitos da referida estão</p><p>sendo atendidos pela edificação.</p><p>Os requisitos dos usuários, de acordo com a NBR 15.575-1, são:</p><p>› 7. Segurança estrutural</p><p>› 8. Segurança contra incêndio</p><p>› 9. Segurança no uso e na operação</p><p>› 10. Estanqueidade</p><p>› 11. Desempenho térmico</p><p>› 12. Desempenho acústico</p><p>› 13. Desempenho lumínico</p><p>› 14. Saúde, higiene e qualidade do ar</p><p>› 15. Funcionalidade e acessibilidade</p><p>› 16. Conforto tátil e antropodinâmico</p><p>› 17. Durabilidade e manutenibilidade</p><p>› 18. Impacto ambiental</p><p>Como sugestão, apresentamos algumas tabelas adaptadas, elaboradas por</p><p>COSTELLA, M.F. (2018), em seu livro, “Norma de desempenho de edificações</p><p>– modelo de aplicação em construtoras”.</p><p>As tabelas possuem itens que correspondem aos requisitos solicitados</p><p>pela referida Norma, por parte.</p><p>* Foto de Lex Photography no Pexels.</p><p>Elas podem ser elaboradas seguindo-se as partes da Norma ou seguindo-se</p><p>100GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>os requisitos dos usuários.</p><p>A partir de agora, mostraremos algumas tabelas referentes ao requisito</p><p>de segurança contra incêndio para as partes que o contemplam.</p><p>Parte 1: Requisitos gerais</p><p>Parte 2: Sistemas estruturais</p><p>Primeiramente, mostraremos uma tabela referente a todo sistema es-</p><p>trutural.</p><p>101GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>› 7. Segurança estrutural</p><p>› 14. Saúde, higiene e qualidade do ar</p><p>Parte 3: Sistemas de pisos</p><p>Parte 4: Sistemas de vedações verticais internas e externas</p><p>102GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Parte 5: Sistemas de coberturas</p><p>Parte 6: Sistemas hidrossanitários</p><p>Assim, poderão SER CONSTRUÍDAS listas ou tabelas para cada exigência</p><p>dos usuários, como foram construídas essas, para a exigência sobre a se-</p><p>gurança contra incêndio.</p><p>24. Consequências para a cadeia produtiva da construção de</p><p>edifícios</p><p>As consequências sobre a aplicação da Norma NBR 15.575 para a cadeia</p><p>103GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>produtiva da construção de edifícios, são muitas.</p><p>O desempenho das edificações, entendido como o comportamento de</p><p>uma edificação ao longo de sua vida útil, conforme seu uso, condições de</p><p>exposição e manutenções, passou a ser mais valorizado por todos os elos</p><p>da cadeia produtiva da construção civil, com o objetivo de atender à Norma</p><p>NBR 15.575 e, consequentemente, às exigências dos usuários.</p><p>Critérios de desempenhos mínimos passaram a ser exigidos pela Norma,</p><p>compulsoriamente, independentemente, da classe social, gerando uma mo-</p><p>bilização do setor da construção civil para o atendimento à nova realidade.</p><p>Por outro lado, os requisitos de desempenho intermediários e superiores</p><p>da presente Norma, poderão gerar diferenciais competitivos para as empre-</p><p>sas, favorecendo uma construção com maior qualidade.</p><p>A adaptação da cadeia produtiva à NBR 15575, é gradual e depende da</p><p>mobilização de todos os agentes nela incluídos.</p><p>Para fins de orientação e auxílio das partes interessadas, a Câmara Brasileira</p><p>da Indústria da Construção (CBIC) produziu um Guia Orientativo para aten-</p><p>dimento da Norma.</p><p>O Guia tem o objetivo de subsidiar o entendimento e decisões de fornece-</p><p>dores, construtoras, projetistas e usuários.</p><p>Cada um dos agentes envolvidos possui, resumidamente, as seguintes</p><p>responsabilidades a serem cumpridas</p><p>para o atendimento da norma de de-</p><p>sempenho (CBIC, 2013).</p><p>Para o atendimento à Norma:</p><p>• incorporador - definição dos níveis de desempenho;</p><p>• projetistas - soluções e especificações;</p><p>• fornecedores de materiais e produtos - qualidade e desempenho;</p><p>• construtora - execução da obra;</p><p>• usuário - Manutenções.</p><p>Para confirmar o atendimento à NBR 15.575:</p><p>• laboratórios - ensaios comprobatórios; e</p><p>104GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• gerenciador – coordenação de projetos e interfaces, fiscalização da</p><p>execução, verificação e compilação da documentação.</p><p>Pode-se citar como algumas consequências da NBR 15.575:2013, para a</p><p>cadeia produtiva da construção de edifícios os seguintes itens:</p><p>• evidência da grande necessidade de considerar as normas técnicas na</p><p>elaboração de projetos e na construção das edificações;</p><p>• incentivo ao acréscimo de qualidade nas edificações devido ao cum-</p><p>primento das exigências dos usuários;</p><p>• melhoria na comunicação, no trabalho colaborativo e na visão sistê-</p><p>mica dos envolvidos.</p><p>• indução dos projetistas a conhecerem melhor as necessidades dos</p><p>clientes e detalharem mais os projetos, favorecendo uma boa execução;</p><p>• alterações nos planejamentos, projetos, compras de insumos, contra-</p><p>tos de fornecedores, eleições de fabricantes realizados pelas incorporadoras</p><p>e construtoras;</p><p>• necessidade de manutenções preventivas rotineiras realizadas pelos</p><p>usuários;</p><p>105GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• necessidade de conhecer e saber avaliar os materiais e sistemas ado-</p><p>tados para a edificação;</p><p>• despertamento da necessidade de entendimento e assimilação de</p><p>normas baseadas em desempenho;</p><p>• ensaios obrigatórios não são tão acessíveis às empresas de pequeno</p><p>porte;</p><p>• de forma geral, as empresas de grande porte estão liderando as alte-</p><p>rações necessárias para o cumprimento da NBR 15.575, ganhando vantagens</p><p>competitivas quanto à qualidade final de seus produtos;</p><p>• as empresas que estão buscando se adaptar à Norma de desempenho</p><p>se transformam em clientes, apresentando novas demandas, impulsionando</p><p>projetistas, fabricantes e empreiteiras a atenderem os requisitos normativos;</p><p>• observação de que falhas pontuais podem comprometer o trabalho</p><p>de áreas interdependentes e o desempenho das edificações;</p><p>• com as especificações de responsabilidades atribuídas pela Norma, os</p><p>agentes presentes na produção das edificações identificaram um aumento</p><p>no risco de negócio;</p><p>• surgiu uma grande necessidade de melhoria nos processos, eviden-</p><p>ciando que as empresas devem produzir com maior qualidade, visando o</p><p>atendimento do desempenho mínimo requerido pela Norma;</p><p>• surgiu, também, uma grande necessidade de se utilizar produtos de</p><p>grande qualidade;</p><p>• maior demanda de um esforço para a capacitação e treinamento de</p><p>profissionais para implantar um sistema de gestão, capazes de rapidamente</p><p>multiplicar procedimentos que garantam o atendimento da norma de de-</p><p>sempenho;</p><p>• a coordenação de projetos é fundamental para o desenvolvimento</p><p>do projeto, após a implantação da NBR 15575, devendo levar a uma maior</p><p>integração e diálogo entre projetistas e os outros elos da cadeia produtiva;</p><p>106GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• conhecer os materiais e os sistemas construtivos e seus comporta-</p><p>mentos frente às variações ambientais é fundamental na fase do projeto,</p><p>considerando que sua definição e avaliação são necessárias desde o estudo</p><p>preliminar;</p><p>• percebe-se um aumento no tempo de realização dos projetos, devido</p><p>aos requisitos da NBR 15575. Esta realidade confere maior valor ao projeto</p><p>de arquitetura, que colabora, fundamentalmente, para a garantia do desem-</p><p>penho do produto final, também implicando na necessidade de mudança na</p><p>cultura de modificação do projeto durante a fase de execução;</p><p>• surgiu a necessidade dos fornecedores comprovarem os desempe-</p><p>nhos de seus produtos por meio de ensaios. Se o fornecedor escolhido não</p><p>apresentar uma especificação de desempenho, o projetista deverá buscar</p><p>outro fornecedor que contenha as qualificações necessárias;</p><p>• o projetista deverá encontrar uma solução de projeto que atenda o</p><p>desempenho estabelecido pelo incorporador;</p><p>• as decisões quanto à elaboração dos projetos passaram a contar com</p><p>a participação da equipe em reuniões frequentes e consultas aos fornece-</p><p>dores, práticas que não eram muito utilizadas;</p><p>• uma dificuldade encontrada para implantação da qualidade, conforme</p><p>a Norma de desempenho foi a obtenção do desempenho de sistemas que</p><p>dependem, exclusivamente, de ensaios para a comprovação de conformi-</p><p>dade. Neste quesito, as construções realizadas por empresas de pequeno</p><p>porte têm se deparado com a impossibilidade de capacitar os profissionais</p><p>envolvidos e inviabilidade financeira para se adequarem à nova realidade;</p><p>• um dos riscos imediatos observados no mercado, após a implantação</p><p>da NBR 15575, foi o crescimento de demandas judiciais por parte dos consu-</p><p>midores finais e incorporadores;</p><p>• Foi possível observar nos primeiros anos de vigência da Norma:</p><p>› maior procura por qualificação;</p><p>› redução no número de escritórios, por não adaptação às novas</p><p>exigências;</p><p>› maior qualificação dos escritórios remanescentes; e</p><p>› busca de proteção por meio de seguros.</p><p>107GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• Os projetos estruturais não sofreram modificações significativas;</p><p>• as atividades gerenciais ganharam maior importância, a partir da vi-</p><p>gência da NBR 15.575, pois, essas atividades devem garantir a cooperação</p><p>dos agentes envolvidos, coordenar a solução global dos projetos, garantir a</p><p>integração técnica do projeto entre as diversas especialidades e garantir a</p><p>execução da obra conforme o projeto;</p><p>• é de fundamental importância que os projetistas especifiquem com</p><p>mais conhecimento e que os fabricantes adquiram a cultura do ensaio, para</p><p>definirem níveis de desempenho em seus produtos e sistemas.</p><p>• com a vigência da NBR 15.575, estabeleceu-se padrões de qualidade.</p><p>Assim, o consumidor ficou mais atento à qualidade e se tornou mais exigente.</p><p>Consequentemente, as construtoras começaram a utilizar produtos com</p><p>maior qualidade, sendo fiscalizada pelos usuários. Desta forma, os fornecedo-</p><p>res acabaram tendo uma maior demanda por produtos de maior qualidade; e</p><p>• a norma, também permite a cobrança do desempenho previsto dos</p><p>responsáveis pela construção do empreendimento, com respaldo do Código</p><p>de Defesa do Consumidor.</p><p>108GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Mini Currículo - Profª D.Sc. Ana Paula Abi-faiçal Castanheira</p><p>Engenheira Civil pela PUC-GO (1992), Especialista em Estruturas pela UFG</p><p>(1993), Mestre em Estruturas e Construção Civil (com ênfase em Patologia</p><p>das Estruturas) pela UnB (1997), Doutora em Engenharia Ambiental pela</p><p>Universidad Politécnica de Cataluña - UPC (2010), professora de pós-gradua-</p><p>ção do IPOG nos MBAs em Gerenciamento de Obras, Qualidade & Desempenho</p><p>da Construção; Projeto, Execução e Desempenho de Estruturas e Fundações;</p><p>e professora e coordenadora do MBA em Patologia das Construções:</p><p>Diagnósticos e Tratamentos; professora de graduação e membro do núcleo</p><p>estruturante do departamento de Engenharia Civil do IPOG, consultora e</p><p>perita na área de patologia das construções e estruturas, sócia da empresa</p><p>Diagnóstico, Treinamentos e Consultoria Ltda. e prestadora de serviço, me-</p><p>diante licitação, para órgãos públicos.</p><p>109GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>Bibliografia Básica:</p><p>GOMIDE, Tito Lívio Ferreira; NETO, Jerônimo Cabral Pereira Fagundes;</p><p>GULLO, Marco Antônio. “Normas Técnicas</p><p>para Engenharia Diagnóstica em</p><p>Edificações”. São Paulo: PINI, 2009.</p><p>HELENE, PAULO. “REHABILITAR, RED - Manual de Reparo, Proteção e Reforço</p><p>de Estruturas de Concreto”. Ed. Degussa. São Paulo, 2003.</p><p>SOUZA, Vicente Custódio Moreira de; Ripper, Thomaz. “Patologia, Recuperação</p><p>e Reforço de Estruturas de Concreto”. São Paulo: PINI, 1998.</p><p>Bibliografia Complementar:</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. “NBR 15.577-1: Agregados</p><p>– Reatividade álcali-agregado – Parte 1: Guia para Avaliação da Reatividade</p><p>Potencial e Medidas Preventivas para Uso de Agregados em Concreto”. 2018.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. “NBR 15.577-2: Agregados</p><p>– Reatividade álcali- agregado – Parte 2: Coleta, Preparação e Periodicidade</p><p>de Ensaios de Amostras de Agregados para Concreto”. 2018.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. “NBR 15.577-3: Agregados</p><p>– Reatividade álcali-agregado – Parte 3: Análise Petrográfica para Verificação</p><p>da Potencialidade Reativa de Agregados em Presença de Álcalis do Concreto”.</p><p>2018.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. “NBR 15.577-4: Agregados</p><p>– Reatividade álcali-agregado – Parte 4: Determinação da Expansão em</p><p>Barras de Argamassa pelo Método Acelerado”. 2018.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. “NBR 15.577-5: Agregados</p><p>– Reatividade álcali-agregado – Parte 5: Determinação da Mitigação da</p><p>Expansão em Barras de Argamassa pelo Método Acelerado”. 2018.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. “NBR 15.577-6: Agregados</p><p>– Reatividade álcali-agregado – Parte 6: Determinação da Expansão em</p><p>110GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Prismas de Concreto”. 2018.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. “NBR 15.577-7: Agregados –</p><p>Reatividade álcali-agregado – Parte 7: Determinação da Expansão em Prismas</p><p>de Concreto pelo Método Acelerado”. 2018.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. “NBR 15.575: Edificações</p><p>Habitacionais – Desempenho. Parte 1: Requisitos Gerais”. 2013.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. “NBR 6118: Projetos de</p><p>Estruturas de Concreto - Procedimento”. 2014.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. “NBR 12.655: Concreto</p><p>de Cimento Portland – Preparo, Controle, Recebimento e Aceitação –</p><p>Procedimento”. 2015.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. “NBR 5674: Manutenção</p><p>de edificações — Requisitos para o sistema de gestão de manutenção”. 2012.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. “NBR 16.747: Inspeção</p><p>Predial – Diretrizes, Conceitos, Terminologia e Procedimento”. 2020.</p><p>FIORITO, Antônio J. S. I. “Manual de Argamassas e Revestimentos: Estudos</p><p>e Procedimentos de Execução”. 2ª edição. São Paulo: PINI, 2009.</p><p>MARCELLI, Maurício. “Sinistros na Construção Civil – Causas e Soluções para</p><p>Danos e Prejuízos em Obras”. São Paulo: PINI, 2007.</p><p>BERTOLINI, LUCA. “Materiais de Construção: Patologia, Reabilitação,</p><p>Prevenção”. São Paulo. Oficina Textos. 414p., 2010.</p><p>RIBEIRO, Fabiana Andrade; BARROS, Mércia Maria Semensato Bottura.</p><p>“Juntas de Movimentação em Revestimentos Cerâmicos de Fachadas”. São</p><p>Paulo: PINI, 2010.</p><p>111GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Anotações</p><p>os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Sistema</p><p>“A maior parte funcional do edifício. Conjunto de elementos e componentes</p><p>destinados a cumprir com uma macrofunção que a define (exemplo: funda-</p><p>ção, estrutura, vedações verticais, instalações hidrossanitárias, cobertura)”</p><p>(NBR 15575/2013).</p><p>Vida útil</p><p>“Período de tempo em que um edifício e/ou seus sistemas se prestam às</p><p>atividades para as quais foram projetados e construídos considerando a pe-</p><p>riodicidade e correta execução dos processos de manutenção especificados</p><p>no respectivo Manual de Uso, Operação e Manutenção (a vida útil não pode</p><p>ser confundida com prazo de garantia legal e certificada)” (NBR 15575/2013).</p><p>Desempenho</p><p>“Comportamento em uso de uma edificação e de seus sistemas” (NBR</p><p>15575/2013).</p><p>11GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Desempenho frente à corrosão de armaduras</p><p>Desempenho</p><p>“Comportamento em uso de uma edificação e de seus sistemas” (NBR</p><p>15575/2013).</p><p>Critérios de desempenho</p><p>“Especificações quantitativas dos requisitos de desempenho, expressos em</p><p>termos de quantidades mensuráveis, a fim de que possam ser, objetivamente,</p><p>determinados” (NBR 15575/2013).</p><p>Durabilidade</p><p>“Capacidade da edificação ou de seus sistemas de desempenhar suas fun-</p><p>ções, ao longo do tempo e sob condições de uso e manutenção especificadas”</p><p>(NBR 15575/2013).</p><p>12GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Inspeção predial de uso e manutenção</p><p>“Verificação através de metodologia técnica, das condições de uso e de</p><p>manutenção preventiva e corretiva da edificação” (AUTOR, ano).</p><p>Manual de operação, uso e manutenção</p><p>“Documento que reúne, apropriadamente, todas as informações necessá-</p><p>rias para orientar as atividades de operação, uso e manutenção da edificação”</p><p>(AUTOR, ano).</p><p>Nota: Também conhecido como manual do proprietário, quando</p><p>aplicado para as unidades autônomas, e manual das áreas</p><p>comuns ou manual do síndico, quando aplicado para as áreas de</p><p>uso comum.</p><p>3. Incumbências</p><p>• Incumbências do fornecedor de insumos, materiais, componentes e/</p><p>ou sistemas</p><p>“Cabe ao fornecedor de sistemas, caracterizar o desempenho, de acordo</p><p>com esta norma” (AUTOR, ano).</p><p>“Convém que fabricantes de produtos, sem normas brasileiras específicas</p><p>ou que não tenham seus produtos com o desempenho caracterizado, que</p><p>forneçam resultados comprobatórios do desempenho de seus produtos com</p><p>base nesta norma ou em normas específicas internacionais ou estrangeiras”</p><p>(AUTOR, ano).</p><p>• Incumbências do projetista</p><p>“Os projetistas, devem estabelecer a VIDA ÚTIL PROJETADA (VUP), de cada</p><p>sistema que compõe esta Norma, com base na Seção 14” (AUTOR, ano).</p><p>13GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>“Cabe ao projetista, o papel de especificar materiais, produtos e processos</p><p>que atendam o desempenho mínimo estabelecido nesta norma, com base</p><p>nas normas prescritivas e no desempenho declarado pelos fabricantes dos</p><p>produtos a serem empregados em projeto” (AUTOR, ano).</p><p>• Incumbências do incorporador e/ou projetista</p><p>“..... a identificação dos riscos previsíveis na época do projeto, devendo o</p><p>incorporador, neste caso, providenciar os estudos técnicos requeridos e ali-</p><p>mentar os diferentes projetistas com as informações necessárias”.</p><p>Como riscos previsíveis, exemplifica-se: presença de aterro sanitário na</p><p>área de implantação do empreendimento, contaminação do lençol freático,</p><p>presença de agentes agressivos no solo e outros riscos ambientais.</p><p>“Elaborar o manual de operação, uso e manutenção, ou documento similar,</p><p>conforme 3.18, atendendo à ABNT NBR 14037 e ABNT NBR 5674, que deve ser</p><p>entregue ao proprietário da unidade, quando da disponibilização da edificação</p><p>para uso, cabendo também elaborar o manual das áreas comuns, que deve</p><p>ser entregue ao condomínio”.</p><p>› ABNT NBR 14.037 - Manual de operação, uso e manutenção das</p><p>edificações – Conteúdo e recomendações para elaboração e apresentação.</p><p>› ABNT NBR 5.674 - Manutenção de edificações – Procedimentos.</p><p>14GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• Incumbências do usuário</p><p>“Ao usuário, ou seu preposto, cabe realizar a manutenção, de acordo com</p><p>o que estabelece a ABNT NBR 5674 e o manual de operação, uso e manu-</p><p>tenção, ou documento similar” (AUTOR, ano).</p><p>4. Avaliação de desempenho</p><p>“A avaliação de desempenho busca analisar a adequação ao uso de um</p><p>sistema ou de um processo construtivo destinado a cumprir uma função,</p><p>independentemente da solução técnica adotada” (AUTOR, ano).</p><p>Para atingir esta finalidade, na avaliação do desempenho:</p><p>• Deve-se realizar uma investigação sistemática com métodos consis-</p><p>tentes.</p><p>• Possuir o domínio de uma ampla base de conhecimentos científicos</p><p>sobre:</p><p>› cada aspecto funcional de uma edificação;</p><p>› materiais;</p><p>› técnicas de construção; e</p><p>› exigências dos usuários.</p><p>• Limitar o número de requisitos, conforme Seções 7 a 17 desta Norma.</p><p>7.0 Desempenho estrutural</p><p>8.0 Segurança contra incêndio</p><p>9.0 Segurança no uso e na operação</p><p>10.0 Estanqueidade</p><p>11.0 Desempenho térmico</p><p>12.0 Desempenho acústico</p><p>15GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>13.0 Desempenho lumínico</p><p>14.0 Durabilidade e manutenibilidade</p><p>15.0 Saúde, higiene e qualidade do ar</p><p>16.0 Funcionalidade e acessibilidade</p><p>17.0 Conforto tátil e antropodinâmico</p><p>• Registrar os resultados por meio de documentação fotográfica, memo-</p><p>rial de cálculo, observações instrumentadas, catálogos técnicos dos produtos</p><p>e registro de eventuais planos de expansão de serviços públicos.</p><p>• Realizar as verificações com base nas condições do meio físico na</p><p>época do projeto e da execução do empreendimento.</p><p>Nota: Recomenda-se que a avaliação do desempenho</p><p>seja realizada por instituições de ensino ou pesquisa,</p><p>laboratórios especializados, empresas de tecnologia, equipes</p><p>multiprofissionais ou profissionais de reconhecida capacidade</p><p>técnica.</p><p>“O relatório deve ser elaborado pelo responsável pela avaliação e deve</p><p>cumprir com as exigências estabelecidas” (AUTOR, ano).</p><p>• Relação entre Normas:</p><p>› Quando uma Norma Brasileira prescritiva contiver exigências su-</p><p>plementares a esta Norma, elas devem ser integralmente cumpridas.</p><p>› Na ausência de Normas Brasileiras prescritivas para sistemas,</p><p>podem ser utilizadas Normas Internacionais prescritivas relativas ao tema.”</p><p>As diretrizes para implantação do edifício ou conjunto habitacional, reco-</p><p>mendam:</p><p>• Desenvolver os projetos de arquitetura, da estrutura, das fundações,</p><p>16GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>contenções e outras eventuais obras geotécnicas, com base nas caracterís-</p><p>ticas do local da obra (topográficas, geológicas etc.).</p><p>• Avaliar, convenientemente, os riscos de:</p><p>› deslizamentos;</p><p>› enchentes;</p><p>› erosões;</p><p>› vibrações transmitidas por vias férreas;</p><p>› vibrações transmitidas por trabalhos de terraplenagem e compac-</p><p>tação do solo;</p><p>› ocorrência de subsidência do solo; (rebaixamento da superfície do</p><p>terreno)</p><p>› presença de crateras em camadas profundas;</p><p>› presença de solos expansíveis ou colapsíveis;</p><p>› presença de camadas profundas deformáveis; e</p><p>› outros.</p><p>• Considerar os riscos de explosões oriundas do confinamento de gases,</p><p>resultantes de aterros sanitários, solos contaminados, proximidade de pedrei-</p><p>ras e outros, tomando-se as providências necessárias para que não ocorram</p><p>prejuízos à segurança e à funcionalidade da obra.</p><p>• Prever as interações entre construções próximas, considerando-se as</p><p>eventuais sobreposições de bulbos de pressão, efeitos de grupo de estacas,</p><p>rebaixamento do lençol freático e desconfinamento do solo, em função do</p><p>corte do terreno.</p><p>17GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• Cumprir as disposições das Normas Brasileiras aplicáveis, particular-</p><p>mente, da ABNT NBR 8044, ABNT NBR 5629, ABNT NBR 11682, ABNT NBR 6122</p><p>e NBR 12722, pois, o desempenho da edificação, está intimamente associado</p><p>a todos os projetos de implantação e ao desempenho das fundações.</p><p>• Considerar as condições de agressividade do solo, do ar e da água, na</p><p>época do projeto, prevendo-se, quando necessário, as proteções pertinentes</p><p>à estrutura e suas partes:</p><p>› Ataques por sulfato</p><p>› Ataques por cloretos</p><p>› Águas e solos ácidos</p><p>5. Métodos de avaliação de desempenho</p><p>“Os requisitos de desempenho devem ser verificados aplicando-se os res-</p><p>pectivos métodos de ensaio previstos nesta Norma” (AUTOR, ano).</p><p>Os métodos de avaliação estabelecidos nesta Norma, consideram a rea-</p><p>lização de:</p><p>• ensaios laboratoriais;</p><p>• ensaios de tipo (garante a conformidade);</p><p>• ensaios em campo;</p><p>• inspeções em protótipos ou em campo;</p><p>• simulações e análise de projetos.</p><p>A realização de ensaios laboratoriais deve ser baseada nas Normas, expli-</p><p>citamente, referenciadas, em cada caso, nesta Norma.</p><p>Amostragem para avaliação de desempenho</p><p>Se a edificação habitacional ou o sistema estiverem construídos, a avalia-</p><p>ção de desempenho poderá ser realizada por meio de inspeções de campo,</p><p>atendendo aos requisitos e critérios de desempenho estabelecidos nesta</p><p>Norma, desde que a amostragem seja representativa. Deve-se ter os se-</p><p>guintes cuidados:</p><p>18GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• As avaliações de campo só devem ser aceitas, se a construção ou</p><p>instalação tiver ocorrido há pelo menos dois anos.</p><p>• Não se inferir ou extrapolar resultados para condições diversas de</p><p>clima, implantação, agressividade do meio e utilização.</p><p>• Sempre que a avaliação estiver baseada na realização de ensaios de</p><p>laboratório, a amostragem deve ser aleatória.</p><p>Documentos com os resultados da avaliação do sistema</p><p>“A partir dos resultados obtidos deve ser elaborado um documento de</p><p>avaliação do desempenho, baseado nos requisitos e critérios avaliados, de</p><p>acordo com esta Norma” (AUTOR, ano).</p><p>Desta forma, o relatório deve conter:</p><p>• Informações que caracterizem o edifício habitacional ou o sistema</p><p>analisado.</p><p>• Havendo necessidade de ensaio laboratorial, o relatório deve conter</p><p>a solicitação para a realização do ensaio com a explicitação dos resultados</p><p>pretendidos e a metodologia a ser seguida, de acordo com as Normas refe-</p><p>renciadas.</p><p>• A amostra tomada para ensaio deve ser acompanhada de todas as</p><p>informações que a caracterizem, considerando sua participação no sistema.</p><p>6. Desempenho estrutural</p><p>Estabilidade e resistência estrutural</p><p>“As estruturas devem ser projetadas, construídas e montadas de forma a</p><p>atender aos requisitos estabelecidos na ABNT NBR 15575-2, consideradas as</p><p>especificidades registradas nas Normas Brasileiras vigentes” (AUTOR, ano).</p><p>19GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>“No estado limite último, o desempenho estrutural de qualquer edificação</p><p>deve ser verificado pelas Normas Brasileiras de Projeto Estrutural específi-</p><p>cas” (AUTOR, ano).</p><p>Requisitos estabelecidos na ABNT NBR 15.575-2:</p><p>• Não ruir ou perder a estabilidade de nenhuma de suas partes.</p><p>• Prover segurança aos usuários sob ação de impactos, choques, vibra-</p><p>ções e outras solicitações decorrentes da utilização normal da edificação,</p><p>previsíveis na época do projeto.</p><p>• Não provocar sensação de insegurança aos usuários pelas deforma-</p><p>ções de quaisquer elementos da edificação, admitindo-se tal exigência aten-</p><p>dida, caso as deformações se mantenham dentro dos limites estabelecidos</p><p>nesta Norma.</p><p>• Não repercutir em estados inaceitáveis de fissuração de vedação e</p><p>acabamentos.</p><p>• Não prejudicar a manobra normal de partes móveis, como portas e</p><p>janelas, nem repercutir no funcionamento normal das instalações em face</p><p>das deformações dos elementos estruturais.</p><p>• Cumprir as disposições da ABNT NBR 5629, ABNT NBR 11682 e ABNT</p><p>NBR 6122, relativamente, às interações com o solo e com o entorno da edi-</p><p>ficação (ABNT NBR 15.575-2).</p><p>Métodos de avaliação:</p><p>“Análise do projeto estrutural, verificando sua conformidade com as</p><p>Normas Brasileiras específicas e com as premissas de projeto e na ABNT</p><p>NBR 15575-2” (AUTOR, ano).</p><p>Desta forma, devem ser atendidos todos os requisitos estabelecidos nas</p><p>Normas a seguir:</p><p>ABNT NBR 6118 para estruturas de concreto</p><p>ABNT NBR 6122 para fundações</p><p>20GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>ABNT NBR 7190 para estruturas de madeira</p><p>ABNT NBR 8800 para estruturas de aço ou mistas</p><p>ABNT NBR 9062 para estruturas de concreto pré-moldado</p><p>ABNT NBR 10837 para alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto</p><p>ABNT NBR 14762 para estruturas de aço constituídas por perfis formados a frio</p><p>Ou outras Normas Brasileiras de Projeto Estrutural vigentes.</p><p>Requisito – Deformações, fissurações ocorrência de outras</p><p>falhas</p><p>As deformações resultantes das cargas de serviço e as deformações im-</p><p>postas ao edifício habitacional ou sistema, não devem causar prejuízos ao</p><p>desempenho de outros sistemas e nem comprometerem a durabilidade da</p><p>estrutura.</p><p>O edifício habitacional ou o sistema deve ser projetado, construído e mon-</p><p>tado de forma a atender aos requisitos e critérios especificados na ABNT</p><p>NBR 15575-2 (Sistemas estruturais) à ABNT NBR 15575-6 (Sistemas hidros-</p><p>sanitários).</p><p>Premissas de projeto:</p><p>“O comportamento em serviço da edificação habitacional ou do sistema</p><p>21GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>deve ser previsto em projeto, de forma que os estados-limites de serviço</p><p>(ELS), por sua ocorrência, repetição ou duração, não causem efeitos estru-</p><p>turais que impeçam o uso normal da construção ou que levem ao compro-</p><p>metimento da durabilidade da estrutura” (AUTOR, ano).</p><p>Métodos de avaliação:</p><p>As análises do projeto estrutural devem ser feitas conforme:</p><p>• Norma Brasileira específica</p><p>• Verificações estabelecidas nas ABNT NBR 15575-2 à ABNT NBR 15575-6</p><p>(AUTOR, ano).</p><p>Critério - Estados-limites de serviço (NBR 15.575-2):</p><p>Sob a ação de cargas gravitacionais, de temperatura, de vento (ABNT NBR</p><p>6123), recalques diferenciais das fundações (ABNT NBR 6122) ou quaisquer</p><p>outras solicitações passíveis de atuarem sobre a construção, conforme ABNT</p><p>NBR 8681, os componentes estruturais não devem apresentar:</p><p>• Deslocamentos maiores que os estabelecidos nas normas de projeto</p><p>estrutural (ABNT NBR 6118, NBR 7190, NBR 8800, NBR 9062, NBR 10837 e</p><p>NBR 14762) ou, na falta de Norma Brasileira específica, usar as Tabelas 1 ou 2.</p><p>22GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• Fissuras com aberturas maiores que os limites indicados nas ABNT</p><p>NBR 6118 e NBR 9062, ou outra norma específica, para o método construtivo</p><p>adotado, ou abertura superior à 0,6 mm em qualquer situação.</p><p>7. Segurança contra incêndio</p><p>As exigências dessa Norma, relativamente, à segurança contra incêndio</p><p>visam:</p><p>23GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, em</p><p>caso de incêndio;</p><p>• dificultar a propagação do incêndio, reduzindo danos ao meio ambiente</p><p>e ao patrimônio;</p><p>• proporcionar meios de controle e extinção do incêndio;</p><p>• dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros.</p><p>A resistência ao fogo pelos elementos estruturais tem como objetivos</p><p>principais:</p><p>• possibilitar a saída dos ocupantes da edificação em condições de se-</p><p>gurança;</p><p>• garantir condições razoáveis para o emprego de socorro público, onde</p><p>se permita o acesso operacional de viaturas, equipamentos e seus</p><p>recursos</p><p>humanos, com tempo hábil para exercer as atividades de salvamento (pes-</p><p>soas retidas) e combate a incêndio (extinção);</p><p>• Evitar ou minimizar danos à própria edificação, às outras adjacentes,</p><p>à infraestrutura pública e ao meio ambiente (AUTOR, ano).</p><p>Requisito – Dificultar o princípio do incêndio</p><p>Critérios para dificultar o princípio do incêndio:</p><p>• proteção contra descargas atmosféricas, de acordo com ABNT NBR</p><p>5419, e demais Normas Brasileiras aplicáveis;</p><p>• proteção contra risco de ignição nas instalações elétricas, de acordo</p><p>com a ABNT NBR 5410, e Normas Brasileiras aplicáveis, sobretudo, em função</p><p>de curto circuitos e sobretensões; e</p><p>• proteção contra risco de vazamentos nas instalações de gás, cujas</p><p>instalações devem ser projetadas e executadas de acordo com as Normas</p><p>ABNT NBR 13.523 e NBR 15.526.</p><p>Métodos de avaliação da segurança relativa ao princípio do incêndio:</p><p>24GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>A comprovação do atendimento ao requisito de 8.2 (Dificultar o princípio</p><p>de incêndio), pelos critérios estabelecidos a seguir, deve ser feita pela análise</p><p>do projeto ou por inspeção em protótipo.</p><p>8.2.1.1 Proteção contra descarga atmosférica</p><p>8.2.2.2 Proteção contra risco de ignição nas instalações elétricas</p><p>8.2.1.3 Proteção contra risco de vazamentos nas instalações de gás</p><p>Onde houver ambiente enclausurado, devem ser atendida a ABNT NBR</p><p>15526 e outras Normas Brasileiras aplicáveis.</p><p>Requisito – Facilitar a fuga em situação de incêndio</p><p>As rotas de fuga dos edifícios devem atender ao disposto na ABNT NBR</p><p>9077.</p><p>O método de avaliação aplicado deverá ser a partir da análise do projeto</p><p>ou por inspeção em protótipo.</p><p>Norma ABNT NBR 9077 estabelece que:</p><p>• A saída de emergência compreende o seguinte:</p><p>› acessos ou rotas de saídas horizontais (acessos às escadas, portas,</p><p>espaço livre exterior);</p><p>› escadas ou rampas; e</p><p>› descarga.</p><p>• as saídas de emergência são dimensionadas em função da população</p><p>da edificação;</p><p>• a largura das saídas deve ser dimensionada em função do número de</p><p>pessoas que por elas transitarem, com os seguintes critérios:</p><p>› os acessos são dimensionados em função dos pavimentos que</p><p>servirem à população;</p><p>25GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>› as escadas, rampas e descargas são dimensionadas em função do</p><p>pavimento de maior população;</p><p>• as larguras mínimas das saídas, em qualquer caso, devem ser as se-</p><p>guintes:</p><p>› 1,10 m, correspondendo a duas unidades de passagem e 55 cm,</p><p>para as ocupações em geral;</p><p>› 2,20 m para permitir a passagem de macas, camas e outros para</p><p>hospitais e assemelhados.</p><p>Requisito – Dificultar a inflamação generalizada</p><p>Os materiais de revestimento, acabamento e isolamento termoacústico</p><p>empregados na face interna dos sistemas ou elementos que compõem a</p><p>edificação, devem ter as características de propagação de chamas controla-</p><p>das, de forma a atender aos requisitos estabelecidos na ABNT NBR 15575-3</p><p>à ABNT NBR 15575-5.</p><p>Requisito – Dificultar a ocorrência da inflamação generalizada NBR 15.575-3:</p><p>Figura: Exemplo genérico de um sistema de pisos e seus elementos (NBR 15.575-3:2013).</p><p>Requisito – Reação ao fogo dos materiais de revestimento e</p><p>acabamento</p><p>Dificultar a propagação de chamas no ambiente de origem do incêndio e</p><p>26GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>não criar impedimento visual que dificulte a fuga dos ocupantes em situa-</p><p>ções de incêndio.</p><p>* Foto de Pixabay no Pexels.</p><p>Requisito – Dificultar a ocorrência da inflamação generalizada –</p><p>NBR 15.575-3</p><p>Dificultar a ocorrência da inflamação generalizada no ambiente de origem</p><p>do incêndio e não gerar fumaça excessiva, capaz de impedir a fuga dos ocu-</p><p>pantes em situações de incêndio.</p><p>* Foto de Flavio Gasperini no Unsplash.</p><p>27GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Requisito – Dificultar a propagação do incêndio – NBR 15.575-1</p><p>Critérios para dificultar a propagação do incêndio para unidades contíguas:</p><p>• Isolamento de risco à distância</p><p>A distância entre edifícios deve atender à condição de isolamento, consi-</p><p>derando-se todas as interferências previstas na legislação vigente.</p><p>• Isolamento de risco por proteção</p><p>As medidas de proteção, incluindo no sistema construtivo, o uso de portas</p><p>ou selos corta-fogo, devem possibilitar que o edifício seja considerado uma</p><p>unidade independente.</p><p>• Assegurar estanqueidade e isolamento</p><p>Os sistemas ou elementos de compartimentação que integram os edifícios</p><p>habitacionais devem atender à NBR 14.432, para minimizar a propagação do</p><p>incêndio, assegurando estanqueidade e isolamento.</p><p>Caso não seja possível o atendimento ao critério de isolamento de risco à</p><p>distância ou proteção (8.5.1), a edificação não é considerada independente, e</p><p>o dimensionamento das medidas de proteção contra incêndio deve ser feito</p><p>considerando o conjunto de edificações como uma única.</p><p>Método de avaliação:</p><p>Análise do projeto ou inspeção em protótipo, aplicando-se a ABNT NBR</p><p>6479 para a determinação da resistência ao fogo de portas e selos corta-fogo,</p><p>bem como, obedecendo-se à legislação vigente.</p><p>28GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Requisito – Segurança estrutural</p><p>Minimizar o risco de colapso estrutural da edificação em situação de in-</p><p>cêndio.</p><p>A edificação habitacional deve atender:</p><p>• Norma ABNT NBR 14432</p><p>• Normas específicas para o tipo de estrutura conforme citado em, 8.6.2</p><p>(Métodos de avaliação)</p><p>Métodos de avaliação:</p><p>• Análise do projeto estrutural em situação de incêndio.</p><p>• Atendimento às Normas de projeto estrutural:</p><p>› ABNT NBR 14323, para estruturas de aço;</p><p>› ABNT NBR 15200, para estruturas de concreto; e</p><p>› para as demais estruturas, aplica-se o Eurocode correspondente,</p><p>em sua última edição.</p><p>29GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Requisito - Sistema de extinção e sinalização de incêndio</p><p>Dispor de sistemas de extinção e sinalização de incêndio.</p><p>Critério – Equipamentos de extinção, sinalização e iluminação de emer-</p><p>gência</p><p>• O edifício habitacional deve dispor de sinalização, iluminação de emer-</p><p>gência e equipamentos de extinção do incêndio, conforme a ABNT NBR 9441,</p><p>ABNT NBR 10898, ABNT NBR 12693, ABNT NBR 13434 e ABNT NBR 13714,</p><p>atendendo à legislação vigente.</p><p>Métodos de avaliação:</p><p>• Análise do projeto ou por inspeção em protótipo.</p><p>8. Segurança no uso e operação</p><p>“A segurança no uso e operação dos sistemas e componentes da edificação</p><p>habitacional deve ser considerada em projeto” (AUTOR, ano).</p><p>Requisito – Segurança na utilização do imóvel</p><p>“Assegurar que tenham sido tomadas medidas de segurança aos usuários</p><p>da edificação habitacional” (AUTOR, ano).</p><p>Critério – Segurança na utilização dos sistemas</p><p>Os sistemas não devem apresentar:</p><p>• rupturas, instabilizações, tombamentos ou quedas que possam colocar</p><p>em risco a integridade física dos ocupantes ou de transeuntes nas imediações</p><p>do imóvel;</p><p>• partes expostas cortantes ou perfurantes; e</p><p>• deformações e defeitos, acima dos limites especificados na ABNT NBR</p><p>15575-2 à ABNT NBR 15575-6.</p><p>30GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Sobre as deformações e defeitos, acima dos limites especificados nas</p><p>ABNT NBR 15575-2:</p><p>• não provocar sensação de insegurança aos usuários pelas deforma-</p><p>ções de quaisquer elementos da edificação, admitindo-se tal exigência aten-</p><p>dida caso as deformações se mantenham dentro dos limites estabelecidos</p><p>nesta Norma;</p><p>• não prejudicar a manobra normal de partes móveis, como portas e</p><p>janelas, nem repercutir no funcionamento normal das instalações em face</p><p>das deformações dos elementos estruturais;</p><p>• devem ser consideradas nos projetos, as cargas permanentes, aciden-</p><p>tais (sobrecargas de utilização), devidas ao vento e a deformações impostas</p><p>(variação de temperatura e umidade, recalques das fundações), conforme</p><p>ABNT NBR 8681, NBR 6120, NBR 6122 e NBR 6123.</p><p>Premissas de projeto</p><p>Devem ser previstas no projeto e na execução formas de minimizar, durante</p><p>o uso da edificação, o risco de:</p><p>• queda de pessoas em altura, telhados, áticos, lajes de cobertura e</p><p>quaisquer partes elevadas da construção;</p><p>• acessos não controlados aos riscos de quedas;</p><p>• queda de pessoas em função de rupturas das proteções às quais</p><p>31GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>deverão ser testadas conforme NBR 14718, ou possuírem memorial de cál-</p><p>culo assinado por profissional responsável que comprove seu desempenho;</p><p>• queda de pessoas em função de irregularidades nos pisos, rampas e</p><p>escadas, conforme a ABNT NBR 15575-3;</p><p>• ferimentos provocados por ruptura de subsistemas ou componentes,</p><p>resultando em partes cortantes ou perfurantes;</p><p>• ferimentos ou contusões, em função da operação das partes móveis</p><p>de componentes como janelas, portas, alçapões e outros;</p><p>• ferimentos ou contusões em função da dessolidarização ou da proje-</p><p>ção de materiais ou componentes, a partir das coberturas e das fachadas,</p><p>tanques de lavar, pias e lavatórios, com ou sem pedestal, e de componentes</p><p>ou equipamentos normalmente fixáveis em paredes; e</p><p>• ferimentos ou contusões em função de explosão resultante de vaza-</p><p>mento ou de confinamento de gás combustível.</p><p>Método de avaliação da segurança na utilização dos sistemas:</p><p>“Análise do projeto ou inspeção em protótipo” (AUTOR, ano).</p><p>Requisito – Segurança das instalações</p><p>• “evitar a ocorrência de ferimentos ou danos aos usuários, em condições</p><p>normais de uso;</p><p>32GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• a edificação habitacional deve atender às exigências das Normas per-</p><p>tinentes, como, por exemplo, ABNT NBR 5410, ABNT NBR 5419, ABNT NBR</p><p>13523, ABNT NBR 15526 e ABNT NBR 15575-6” (AUTOR, ano).</p><p>O método de avaliação utilizado, deve ser a análise do projeto ou</p><p>inspeção em protótipo.</p><p>9. Durabilidade e manutenibilidade</p><p>Durabilidade</p><p>“Capacidade da edificação ou de seus sistemas de desempenhar suas</p><p>funções, ao longo do tempo e sob condições de uso e manutenção especi-</p><p>ficadas” (AUTOR, ano).</p><p>Manutenção</p><p>“Conjunto de atividades a serem realizadas ao longo da vida total da edi-</p><p>ficação para conservar ou recuperar a sua capacidade funcional e de seus</p><p>sistemas constituintes de atender as necessidades e segurança dos seus</p><p>usuários” (AUTOR, ano).</p><p>Manutenibilidade</p><p>“Grau de facilidade de um sistema, elemento ou componente de ser man-</p><p>tido ou recolocado no estado no qual possa executar suas funções requeri-</p><p>das, sob condições de uso especificadas, quando a manutenção é executada</p><p>sobre condições determinadas, procedimentos e meios prescritos” (AUTOR,</p><p>ano).</p><p>• Durabilidade:</p><p>“A durabilidade de um produto se extingue quando ele deixa de cumprir as</p><p>33GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>funções que lhe forem atribuídas, quer seja pela degradação que o conduz</p><p>a um estado insatisfatório de desempenho, quer seja por obsolescência</p><p>funcional” (AUTOR, ano).</p><p>“O edifício e seus sistemas devem apresentar durabilidade compatível</p><p>com a Vida Útil de Projeto VUP, preestabelecida em 14.2.1” (AUTOR, ano).</p><p>“As condições de exposição do edifício devem ser especificadas em pro-</p><p>jeto, a fim de possibilitar uma análise da Vida Útil de Projeto (VUP) e da</p><p>durabilidade do edifício e seus sistemas” (AUTOR, ano).</p><p>• Manutenibilidade:</p><p>“Especificações relativas à manutenção, uso e operação do edifício e seus</p><p>sistemas que forem considerados em projeto para definição da Vida Útil de</p><p>Projeto (VUP) devem estar também, claramente detalhadas na documen-</p><p>tação que acompanha o edifício ou subsidia sua construção” (AUTOR, ano).</p><p>Requisito – Manutenibilidade do edifício e de seus sistemas</p><p>Manter a capacidade do edifício e de seus sistemas e permitir ou favorecer</p><p>as inspeções prediais, bem como, as intervenções de manutenção previstas</p><p>no manual de operação, uso e manutenção. Conforme responsabilidades</p><p>estabelecidas na Seção 5 desta parte 1.</p><p>* Foto de ThisIsEngineering no Pexels.</p><p>34GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>As edificações devem ser projetadas para que o edifício e os sistemas</p><p>projetados tenham acesso para inspeção predial, através da instalação de</p><p>suportes para fixação de andaimes, balancins ou outro meio que possibilite</p><p>a realização da manutenção.</p><p>“A incorporadora ou construtora (no caso de não haver</p><p>incorporação) deve fornecer ao usuário manual atendendo a</p><p>ABNT NBR 14037” (AUTOR, ano).</p><p>“Na gestão de manutenção, deve-se atender à NBR 5674, para preservar</p><p>as características originais da edificação, prevenir a perda de desempenho</p><p>decorrente da degradação de seus sistemas, elementos ou componentes”</p><p>(AUTOR, ano).</p><p>Vida Útil</p><p>Considerando que vida útil é o período de tempo compreendido entre o</p><p>início de operação ou uso de um produto, e o momento em que o seu de-</p><p>sempenho deixa de atender às exigências pré-estabelecidas pelo usuário.</p><p>Vida Útil = Vida Útil Teórica de Projeto ± A ± B ± C ± D</p><p>Onde:</p><p>• A = Manutenção</p><p>• B = Intempéries</p><p>• C = Fatores internos de controle do usuário</p><p>• D = Fatores externos (naturais)</p><p>As edificações devem ser projetadas para que os sistemas tenham vida útil</p><p>de projeto, de acordo com valores teóricos preestabelecidos na Tabela 14.1.</p><p>35GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Vida Útil de Projeto</p><p>Para parametrização da VUP, com fundamento nestes conceitos, foram</p><p>utilizados conhecimentos já consolidados internacionalmente, principal-</p><p>mente, os da BS 7453.</p><p>36GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>As Tabelas C.1, C.2 e C.3 relacionam os parâmetros adotados para a de-</p><p>terminação da VUP.</p><p>A Tabela C4 foi construída com base nos parâmetros descritos nas Tabelas</p><p>C1, C2 e C3.</p><p>37GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>“Na ausência de indicação em projeto da VUP dos sistemas, admite-se que</p><p>os valores adotados correspondem aos relacionados na Tabela 14.1 para o</p><p>desempenho mínimo” (AUTOR, ano).</p><p>“O projeto do edifício deve atender aos parâmetros mínimos de VUP indi-</p><p>cados na Tabela 14.1. Caso sejam adotados valores superiores ao da Tabela</p><p>14.1, estes devem ser explicitados no projeto” (AUTOR, ano).</p><p>Na análise do projeto, a avaliação do atendimento à Vida Útil de Projeto</p><p>VUP pode ser realizada pela utilização da metodologia proposta pelas ISO</p><p>15686-1 a 15686-3 e ISO 15686-5 a 15686-7.</p><p>Complementarmente, o Anexo F relaciona a bibliografia recomendada para</p><p>avaliação do atendimento à Vida Útil de Projeto VUP.</p><p>Os valores de Vida Útil de Projeto também podem ser comprovados por:</p><p>• verificações de cumprimento das normas nacionais prescritivas na</p><p>data do projeto;</p><p>• constatações, em obra, do cumprimento integral do projeto pela cons-</p><p>trutora.</p><p>Método de avaliação:</p><p>Verificar o cumprimento das exigências estabelecidas em Normas</p><p>Brasileiras que estejam relacionadas com a durabilidade dos sistemas do</p><p>edifício.</p><p>São exemplos de Normas com estas características:</p><p>38GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• NBR 6118 – Projetos de Estruturas de Concreto – Procedimento;</p><p>• NBR 8800 – Projetos de Estruturas de Aço e de Estruturas Mistas de</p><p>Aço e Concreto de Edifícios;</p><p>• NBR 9062 – Projeto e Execução de Estruturas de Concreto Pré-</p><p>Moldado;</p><p>• NBR 14762 –</p><p>Dimensionamento de Estruturas de Aço Constituídas</p><p>por Perfis Formados a Frio.</p><p>Comprovar a durabilidade dos elementos e componentes dos sistemas,</p><p>bem como, de sua correta utilização, conforme as Normas específicas,</p><p>suas aplicações e métodos de ensaios, como ABNT NBR 5649, NBR 6136,</p><p>NBR 8491, NBR 9457, NBR 10834, NBR 11173, NBR 13281, NBR 13438, ABNT</p><p>NBR 13858-2, NBR 15210-1, NBR 15319, NBR 6565; NBR 7398; NBR 7400; NBR</p><p>8094; NBR 8096 e outras Normas Brasileiras específicas, conforme o caso.</p><p>Em caso de inexistência de Normas Brasileiras, pode-se observar as</p><p>exigências estabelecidas em Normas estrangeiras específicas e coerentes</p><p>com os componentes empregados na construção e sua aplicação, como</p><p>ASTM G154-06, ASTM E 424-71, ASTM D 1413-07 e outras.</p><p>Inspecionar protótipos e edificações que possibilitem a avaliação da dura-</p><p>bilidade por conhecimento das características do sistema, obedecendo ao</p><p>tempo mínimo de comprovação da durabilidade (ver Seção 6 – Avaliação</p><p>de desempenho) e considerando a vida útil pretendida.</p><p>Analisar os resultados obtidos em estações de ensaios de durabilidade</p><p>do sistema, desde que seja possível comprovar sua eficácia.</p><p>* Foto de ThisIsEngineering no Pexels.</p><p>39GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>10. Saúde, higiene e qualidade do ar</p><p>As exigências relativas à saúde devem atender à legislação vigente.</p><p>Além disso, recomenda-se que sejam cumpridos os requisitos sobre:</p><p>• Proliferação de microrganismos;</p><p>• Poluentes na atmosfera interna à habitação.</p><p>Requisito – Proliferação de microrganismos</p><p>“Propiciar condições de salubridade no interior da edificação, considerando</p><p>as condições de umidade e temperatura no interior da unidade habitacional,</p><p>aliadas ao tipo do sistema utilizado na construção” (AUTOR, ano).</p><p>Os microrganismos que podem se proliferar nos ambientes são: fungos,</p><p>bactérias e algas, provocando mofos.</p><p>Evitar as infiltrações que podem provocar mofos devido a:</p><p>• problemas em tubulações;</p><p>• calhas mal dimensionadas;</p><p>• calhas entupidas;</p><p>• ausência de rufos;</p><p>• rufos mal instalados;</p><p>• telhas trincadas, quebradas ou mal posicionadas;</p><p>• inclinações das telhas incompatíveis com a inclinação do telhado;</p><p>• insuficiência de impermeabilização na base da edificação;</p><p>• revestimentos externos inadequados;</p><p>• falha na vedação das esquadrias;</p><p>40GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• falha no trespasse e inclinação inadequada do peitoril da janela;</p><p>• falta de pingadeira no peitoril;</p><p>• inclinação invertida da calçada de proteção;</p><p>• condensação devido ao excesso de umidade e falta de ventilação;</p><p>• fissuras de canto;</p><p>• outros.</p><p>Os sistemas de coberturas (SC) exercem funções importantes nas edifi-</p><p>cações habitacionais, desde a contribuição para preservação da saúde dos</p><p>usuários, até a própria proteção do corpo da construção, interferindo, dire-</p><p>tamente, na durabilidade dos demais elementos que a compõem.</p><p>Os sistemas de coberturas (SC) impedem a infiltração de umidade, oriunda</p><p>das intempéries para os ambientes habitáveis e previnem a proliferação de</p><p>microrganismos patogênicos e de diversificados processos de degradação</p><p>dos materiais de construção, incluindo apodrecimento, corrosão, fissuras de</p><p>origem hidrotérmica e outros.</p><p>“As instalações hidrossanitárias são responsáveis diretas pelas condições</p><p>de saúde e higiene requeridas para a habitação, além de apoiarem todas as</p><p>funções humanas nelas desenvolvidas (cocção de alimentos, higiene pessoal,</p><p>condução de esgotos e águas servidas etc.)” (AUTOR, ano).</p><p>Requisito – Contaminação da água a partir dos componentes</p><p>das instalações</p><p>O sistema de água fria deve ser separado, fisicamente, de qualquer outra</p><p>instalação que conduza água não potável ou fluida de qualidade insatisfatória,</p><p>41GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>desconhecida ou questionável.</p><p>Os componentes da instalação do sistema de água fria não devem trans-</p><p>mitir substâncias tóxicas à água ou contaminar a água por meio de metais</p><p>pesados.</p><p>Método de avaliação:</p><p>Verificação do projeto, quanto ao atendimento à ABNT NBR 5626, NBR 5648,</p><p>NBR 5688, NBR 7542, NBR 13206, NBR 15813-1, NBR 15813-2, NBR 15813-3, NBR</p><p>15884-1, NBR 15884-2, NBR 15884-3, NBR 15939-1, NBR 15939-2 e NBR 15939-3.</p><p>Verificação da menção, em projeto da utilização de componentes que as-</p><p>segurem a não existência de substâncias nocivas ou presença de metais</p><p>pesados.</p><p>Requisito – Poluentes na atmosfera interna à habitação</p><p>Os materiais, equipamentos e sistemas empregados na edificação, não</p><p>podem liberar produtos que poluam o ar em ambientes confinados, originando</p><p>níveis de poluição, acima daqueles verificados no entorno. Enquadram-se</p><p>nesta situação, os aerodispersóides, gás carbônico e outros.</p><p>Obs.: Aerodispersóides é uma dispersão de partículas sólidas ou</p><p>líquidas no ar. Um exemplo típico é a poeira.</p><p>Podem ser gerados, também, pela falta de manutenção em equipamento</p><p>de ar condicionado e outros.</p><p>A poeira pode advir de:</p><p>• processo de britagem;</p><p>• terraplanagem;</p><p>• detonação de rochas;</p><p>• destruição de paredes e outros;</p><p>• trabalhos com cimento;</p><p>• lixamento de materiais;</p><p>• peneiramento de minérios;</p><p>42GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• corte de granito; e</p><p>• outros.</p><p>* Foto de Ono Kosuki no Pexels.</p><p>Método de avaliação:</p><p>Verificação pelos métodos de ensaios estabelecidos na legislação vigente.</p><p>Requisito – Poluentes no ambiente de garagem</p><p>Gases de escapamento de veículos e equipamentos não podem invadir</p><p>áreas internas da habitação.</p><p>O sistema de exaustão ou ventilação de garagens internas deve permitir a</p><p>saída dos gases poluentes gerados por veículos e equipamentos, de acordo</p><p>com a legislação vigente.</p><p>Método de avaliação:</p><p>Verificação pelos métodos de ensaios estabelecidos na legislação vigente.</p><p>43GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>11. Funcionalidade e acessibilidade</p><p>Para garantia de funcionalidade e acessibilidade, este item da Norma de</p><p>desempenho especifica três requisitos importantes:</p><p>• altura mínima de pé-direito;</p><p>• disponibilidade mínima de espaços para uso e operação da habitação;</p><p>• adequação para pessoas com deficiências físicas ou pessoas com mo-</p><p>bilidade reduzida.</p><p>Requisito – Altura mínima de pé-direito</p><p>• Apresentar altura mínima de pé-direito dos ambientes da habitação</p><p>compatíveis com as necessidades humanas;</p><p>• a altura mínima de pé-direito não pode ser inferior a 2,50 m;</p><p>• em vestíbulos, halls, corredores, instalações sanitárias e despensas,</p><p>admite-se que o pé-direito se reduza ao mínimo de 2,30 m;</p><p>• Pelo menos, em 80% da superfície do teto, deve-se manter o pé-direito</p><p>livre de, no mínimo, 2,30 m nos seguintes casos:</p><p>› nos tetos com vigas;</p><p>› tetos inclinados;</p><p>› tetos abobadados; ou</p><p>› que contenham superfícies</p><p>› salientes.</p><p>44GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Método de avaliação:</p><p>• Análise de projeto</p><p>Requisito – Disponibilidade mínima de espaços para uso e</p><p>operação da habitação</p><p>• Apresentar espaços mínimos dos ambientes da habitação compatíveis</p><p>com as necessidades humanas.</p><p>• Para os projetos de arquitetura, de unidades habitacionais, sugere-se</p><p>prever, no mínimo, a disponibilidade de espaço nos cômodos do edifício ha-</p><p>bitacional para colocação e utilização dos móveis e equipamentos-padrão,</p><p>conforme Tabelas 1 e 2.</p><p>45GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Método de avaliação:</p><p>• Análise de projeto</p><p>Requisito – Adequação para pessoas com deficiências físicas ou</p><p>pessoas com mobilidade reduzida</p><p>A edificação deve prever o número mínimo de unidades para pessoas com</p><p>46GESTÃO DE OBRAS</p><p>- MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>deficiência física ou com mobilidade reduzida, estabelecido na legislação</p><p>vigente, e estas unidades devem atender aos requisitos da NBR 9050.</p><p>As áreas comuns devem prever acesso à pessoas com deficiência física</p><p>ou com mobilidade reduzida e idosos.</p><p>As áreas privativas devem receber as adaptações necessárias para pessoas</p><p>com deficiência física ou com mobilidade reduzida nos percentuais previstos</p><p>na legislação, e as áreas de uso comum, sempre devem obedecer o que</p><p>estabelece a ABNT NBR 9050.</p><p>Método de avaliação:</p><p>Análise de projeto.</p><p>Premissas de projeto</p><p>O projeto deve prever para as áreas comuns e, quando contratado, também</p><p>para as áreas privativas, as adaptações que normalmente se referem a:</p><p>• acessos e instalações;</p><p>• substituição de escadas por rampas;</p><p>• limitação de declividades e de espaços a percorrer;</p><p>• largura de corredores e portas;</p><p>• alturas de peças sanitárias; e</p><p>• disponibilidade de alças e barras de apoio.</p><p>Requisito – Possibilidade de ampliação da unidade habitacional</p><p>“Para unidades habitacionais térreas e assobradadas de caráter evolutivo,</p><p>já comercializadas com previsão de ampliação, a incorporadora ou constru-</p><p>tora deverá fornecer ao usuário, projeto arquitetônico e complementares,</p><p>juntamente, com o manual de uso, operação e manutenção com instruções</p><p>para ampliação da edificação.</p><p>Recomendando-se utilizar recursos regionais e os mesmos materiais e</p><p>técnicas construtivas do imóvel original”.</p><p>“No projeto e na execução das edificações térreas e assobradadas de caráter</p><p>47GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>evolutivo, deve ser prevista pelo incorporador ou construtor, a possibilidade</p><p>de ampliação, especificando-se os detalhes construtivos necessários para</p><p>ligação ou a continuidade de paredes, pisos, coberturas e instalações” (AUTOR,</p><p>ano).</p><p>As especificações e detalhes construtivos fornecidos devem permitir, no</p><p>mínimo, a manutenção dos níveis de desempenho da construção não am-</p><p>pliada, relativamente, ao comportamento estrutural, segurança ao fogo,</p><p>estanqueidade à água, desempenho térmico, desempenho, acústico e dura-</p><p>bilidade.</p><p>Método de avaliação:</p><p>• Análise de projeto</p><p>48GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>12. Conforto tátil, antropodinâmico e adequação ambiental</p><p>Conforto tátil e antropodinâmico</p><p>Requisito - Conforto tátil e adaptação ergonômica</p><p>• Não prejudicar as atividades normais dos usuários, dos edifícios habi-</p><p>tacionais, quanto ao caminhar, apoiar, limpar, brincar e semelhantes.</p><p>• Os elementos e componentes da habitação (trincos, puxadores, cre-</p><p>monas, guilhotinas etc.) devem ser projetados, construídos e montados, de</p><p>forma a não provocar ferimentos nos usuários.</p><p>• Os elementos e componentes que contam com Normalização especí-</p><p>fica (portas, janelas, torneiras e outros) devem ainda, atender às exigências</p><p>das respectivas Normas.</p><p>• Relativamente, às instalações hidrossanitárias, devem ser atendidas</p><p>as disposições da ABNT NBR 15575-6:</p><p>› as peças de utilização, inclusive, registros de manobra, devem pos-</p><p>suir volantes ou dispositivos com formato e dimensões que proporcionem</p><p>torque ou força de acionamento de acordo com as normas de especificação</p><p>de cada produto, além de serem isentos de rebarbas, asperezas ou ressaltos</p><p>que possam causar ferimentos.</p><p>› Para avaliar, basta inspecionar as peças de utilização in loco. Se o</p><p>componente possuir declaração do fabricante ou embalagem que assegure</p><p>o atendimento às normas vigentes sobre os componentes específicos, o</p><p>sistema está isento desta verificação.</p><p>Requisito - Adequação antropodinâmica de dispositivos de</p><p>manobra</p><p>• Apresentar formato compatível com a anatomia humana. Não requerer</p><p>excessivos esforços para a manobra e movimentação.</p><p>49GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• Os componentes, equipamentos e dispositivos de manobra devem ser</p><p>projetados, construídos e montados de forma a evitar que a força necessária</p><p>para o acionamento não exceda, 10 N, nem o torque ultrapasse, 20 Nm.</p><p>Métodos de avaliação:</p><p>• Análise de projetos, métodos de ensaio relacionados às Normas</p><p>Brasileiras específicas dos componentes.</p><p>Adequação ambiental</p><p>De forma geral, os empreendimentos e sua infraestrutura (arruamento,</p><p>drenagem, rede de água, gás, esgoto, telefonia, energia) devem ser projeta-</p><p>dos, construídos e mantidos, de forma a minimizar as alterações no ambiente.</p><p>Projeto e implantação de empreendimentos</p><p>A implantação do empreendimento deve considerar os riscos de:</p><p>• desconfinamento do solo;</p><p>• deslizamentos de taludes;</p><p>• enchentes;</p><p>• erosões;</p><p>• assoreamento de vales ou cursos d’água;</p><p>• lançamentos de esgoto a céu aberto;</p><p>• contaminação do solo ou da água por efluentes ou outras</p><p>• substâncias;</p><p>• outros riscos similares.</p><p>As Normas ABNT NBR 8044, NBR 11682 e a legislação vigente</p><p>devem ser obedecidas.</p><p>Seleção e consumo de materiais</p><p>• Recomenda-se que os empreendimentos sejam construídos mediante</p><p>exploração e consumo racionalizado de recursos naturais, objetivando a</p><p>50GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>menor degradação ambiental, menor consumo de água, de energia e de</p><p>matérias primas.</p><p>• Recomenda-se utilizar madeiras, cuja origem possa ser comprovada</p><p>por certificação legal ou aprovadas pelos órgãos ambientais.</p><p>• Recomenda-se utilizar madeiras que não estejam em extinção, con-</p><p>forme Anexo F (Publicação IPT 2980 - Madeiras – Uso sustentável na cons-</p><p>trução civil) da Norma de desempenho.</p><p>• “Durante a construção, deve-se implementar um sistema de gestão de</p><p>resíduos no canteiro de obras, de forma a minimizar sua geração e possibi-</p><p>litar a segregação de maneira adequada para facilitar o reuso, a reciclagem</p><p>ou a disposição final em locais específicos”.</p><p>Requisito – Utilização e reuso de água</p><p>• As águas servidas, provenientes dos sistemas hidrossanitários, devem</p><p>ser encaminhadas às redes públicas de coleta e, na indisponibilidade destas,</p><p>deve-se utilizar sistemas que evitem a contaminação do ambiente local.</p><p>• Recomenda-se minimizar o consumo de água e reutilizá-la (reduzindo a</p><p>demanda da água da rede pública de abastecimento e minimizando o volume</p><p>de esgoto conduzido para tratamento), sem reduzir a satisfação do usuário</p><p>ou aumentar a probabilidade de ocorrência de doenças.</p><p>• No caso de reuso de água para destinação não potável, esta deve</p><p>51GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>atender aos parâmetros estabelecidos na Tabela 18.1 abaixo:</p><p>Método de avaliação:</p><p>• Análise de projetos, métodos de ensaio relacionados às Normas</p><p>Brasileiras específicas.</p><p>* Foto de Karolina Grabowska no Pexels.</p><p>Consumo de energia no uso e ocupação da habitação</p><p>As instalações elétricas devem privilegiar a adoção de soluções, caso</p><p>a caso, que minimizem o consumo de energia, entre elas, a utilização de</p><p>52GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>iluminação e ventilação natural e de sistemas de aquecimento baseados em</p><p>energia alternativa.</p><p>Tais recomendações devem também ser aplicadas aos aparelhos e equi-</p><p>pamentos utilizados, durante a execução da obra e no uso do imóvel (guin-</p><p>chos, serras, gruas, aparelhos de iluminação, eletrodomésticos, elevadores,</p><p>sistemas de refrigeração etc.).</p><p>13. Condições de exposição</p><p>“Conjunto de ações atuantes sobre a edificação habitacional, incluindo,</p><p>cargas gravitacionais, ações externas e ações resultantes da ocupação”.</p><p>53GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>“As condições de exposição do edifício devem ser especificadas em projeto,</p><p>a fim de possibilitar uma análise da Vida Útil de Projeto (VUP) e a durabilidade</p><p>do edifício e seus sistemas”.</p><p>Cargas:</p><p>• peso próprio da edificação;</p><p>• peso dos móveis;</p><p>• peso dos usuários;</p><p>• ventos;</p><p>• chuvas; e</p><p>• Outras.</p><p>Deve-se saber, a qual classe de agressividade a edificação estará subme-</p><p>tida, de acordo com a NBR 6118:2014.</p><p>Tabela 6.1 – Classe de agressividade ambiental:</p><p>Classe de</p><p>agressividade</p><p>ambiental</p><p>(CAA)</p><p>Agressividade</p><p>Classificação geral do</p><p>tipo de ambiente para</p><p>efeito de projeto</p><p>Risco de</p><p>deterioração da</p><p>estrutura</p><p>I fraca Rural insignificante</p><p>II moderada Urbana 1 ) 2) pequeno</p><p>III forte</p><p>Marinha 1 )</p><p>Industrial 1 ) 2)</p><p>grande</p><p>IV muito forte</p><p>Industrial 1 ) 3)</p><p>Respingo de maré</p><p>elevado</p><p>1) Pode-se admitir um microclima com uma classe de agressividade mais</p><p>branda (em um nível acima), para ambientes internos secos, como salas,</p><p>dormitórios, banheiros, cozinhas e áreas de serviço de apartamentos resi-</p><p>denciais, conjuntos residenciais e conjuntos comerciais ou ambientes com</p><p>concreto revestido com argamassa e pintura.</p><p>2) Pode-se admitir uma classe de agressividade mais branda (um nível</p><p>acima), em obras em regiões de clima seco, com umidade relativa do ar</p><p>54GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>menor ou igual a 65%, com partes da estrutura protegidas de chuva em</p><p>ambientes predominantemente secos, ou regiões onde chove raramente.</p><p>3) Ambientes quimicamente agressivos, tanques industriais, galvanoplastia,</p><p>branqueamento em indústrias de celulose e papel, armazéns de fertilizantes,</p><p>indústrias químicas.</p><p>Deve-se conhecer a classe de agressividade ambiental para adotar a rela-</p><p>ção água/cimento (a/c) adequada, de acordo com a Tabela 2 a seguir:</p><p>NBR 12655:2015.</p><p>Deve-se conhecer a classe de agressividade ambiental para adotar o co-</p><p>brimento adequado:</p><p>NBR 6118:2014.</p><p>55GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Deve-se conhecer as condições especiais de exposição para adotar a a/c e</p><p>o fck adequados, atentando-se, também, para o cobrimento das armaduras:</p><p>NBR 12655:2015.</p><p>56GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>14. Diretrizes para o estabelecimento de prazos de garantia</p><p>Garantia legal é o direito do consumidor de reclamar reparos, recompo-</p><p>sição, devolução ou substituição do produto adquirido, conforme legislação</p><p>vigente.</p><p>Garantias certificadas são as condições dadas pelo fornecedor, por meio de</p><p>certificado ou contrato de garantia para reparos, recomposição, devolução</p><p>ou substituição do produto adquirido.</p><p>Prazo de garantia legal é o período de tempo previsto em lei, que o con-</p><p>sumidor dispõe, para reclamar dos vícios (defeitos) verificados na compra</p><p>de produtos duráveis.</p><p>Prazo de garantia certificado é o período de tempo, acima do prazo de</p><p>garantia legal, oferecido, voluntariamente, pelo fornecedor (incorporador,</p><p>construtor ou fabricante) na forma de certificado ou termo de garantia ou</p><p>contrato, para que o consumidor possa reclamar dos vícios (defeitos) veri-</p><p>ficados na compra de seu produto. Este prazo pode ser diferenciado para</p><p>cada um dos componentes do produto a critério do fornecedor.</p><p>Diretrizes para o estabelecimento de prazos de garantia</p><p>O desempenho dos sistemas que compõem o edifício habitacional durante</p><p>a sua Vida Útil (VU) está atrelado às:</p><p>• condições de uso para o qual foi projetado;</p><p>• execução da obra de acordo com as Normas;</p><p>• utilização de elementos e componentes sem defeito de fabricação; e</p><p>• implementação de programas de manutenção corretiva e preventiva</p><p>no pós-obra.</p><p>“A contagem dos prazos de garantia indicados na Tabela D.1, inicia-se a partir</p><p>da expedição do “Auto de conclusão”, denominado “Habite-se””.</p><p>Pode ocorrer que alguns elementos componentes, ou mesmo sistemas</p><p>específicos, próprios de cada empreendimento, não estejam incluídos na</p><p>Tabela D.1. Nestes casos, recomenda-se ao construtor ou incorporador, fazer</p><p>57GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>constar em seu manual de uso e operação ou de áreas comuns, os prazos</p><p>de garantia desses itens.</p><p>58GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>59GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>15. Desempenho térmico</p><p>A edificação habitacional deve atender às exigências de desempenho tér-</p><p>mico, de acordo com a zona bioclimática definida na ABNT NBR 15220-3.</p><p>60GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• Para os casos em que a avaliação de transmitância térmica e capaci-</p><p>dade térmica, conforme os critérios e métodos estabelecidos na ABNT NBR</p><p>15575-4 e ABNT NBR 15575-5, resultem em desempenho térmico insatisfa-</p><p>tório, o projetista deve avaliar o desempenho térmico da edificação como</p><p>um todo, pelo método da simulação computacional. conforme o item 11.2.</p><p>• Para realizar as simulações computacionais, deve-se utilizar as Tabelas</p><p>A1, A2 e A3 (Anexo A), que fornecem informações sobre a localização geográ-</p><p>fica de algumas cidades brasileiras e os dados climáticos, correspondentes</p><p>aos dias típicos de projeto de verão e de inverno.</p><p>• Na falta de dados para a cidade onde se encontra a habitação, reco-</p><p>menda-se utilizar os dados climáticos de uma cidade com características</p><p>climáticas semelhantes. Se o clima na cidade, não for semelhante ao de</p><p>nenhuma outra que tenha dados disponíveis, recomenda-se evitar o método</p><p>da simulação computacional.</p><p>• Se o clima na cidade, não for semelhante ao de nenhuma outra que</p><p>tenha dados disponíveis, recomenda-se evitar o método da simulação com-</p><p>putacional.</p><p>• Recomenda-se utilizar o programa EnergyPlus ou similares para as</p><p>simulações computacionais.</p><p>• Para a simulação, a habitação deve ser considerada como um todo,</p><p>considerando cada ambiente como uma zona térmica.</p><p>• Na composição de materiais para a simulação, deve-se utilizar dados</p><p>das propriedades térmicas dos materiais e/ou componentes construtivos.</p><p>• Os dados das propriedades térmicas dos materiais e/ou componentes</p><p>construtivos podem ser obtidos:</p><p>› em laboratório, através de método de ensaio normalizado. Para os</p><p>ensaios de laboratório, recomenda-se a utilização dos métodos apresentados</p><p>na Tabela 11.1.</p><p>Obs.: Na ausência destes dados ou na impossibilidade de obtê-los junto</p><p>aos fabricantes, é permitido utilizar os dados disponibilizados na NBR 15220-</p><p>Parte 2 como referência.</p><p>61GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Exigências de desempenho no verão</p><p>Apresentar condições térmicas no interior do edifício habitacional, melho-</p><p>res ou iguais, às do ambiente externo, à sombra, para o dia típico de verão,</p><p>conforme o item 11.3.1.</p><p>O valor máximo diário da temperatura do ar interior de recintos de perma-</p><p>nência prolongada, como, por exemplo, salas e dormitórios, sem a presença</p><p>de fontes internas de calor (ocupantes, lâmpadas, outros equipamentos em</p><p>geral), deve ser sempre menor ou igual ao valor máximo diário da tempe-</p><p>ratura do ar exterior.</p><p>O nível de desempenho para aceitação é o M (mínimo), para atender ao</p><p>critério de 11.3.1. Este nível está mostrado na Tabela 11.2 abaixo:</p><p>62GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Os níveis de desempenho I (intermediário) e S (superior) estão mostrados</p><p>na Tabela E.1 a seguir:</p><p>Método de avaliação:</p><p>• Simulação computacional</p><p>A unidade habitacional que não atender aos critérios estabelecidos para</p><p>verão, deve ser simulada, novamente, considerando-se as seguintes altera-</p><p>ções:</p><p>• ventilação: configuração da taxa de ventilação de cinco renovações do</p><p>volume de ar do</p><p>ambiente por hora (5,0 Ren/h) e janelas sem sombreamento;</p><p>• sombreamento: inserção de proteção solar externa ou interna da es-</p><p>quadria externa, com dispositivo capaz de cortar, no mínimo, 50% da radiação</p><p>solar direta, que entraria pela janela, com taxa de uma renovação do volume</p><p>de ar do ambiente por hora (1,0 ren/h);</p><p>• ventilação e sombreamento: combinação das duas estratégias ante-</p><p>riores, ou seja, inserção de dispositivo de proteção solar e taxa de renovação</p><p>do ar de 5,0 Ren/h.</p><p>Exigências de desempenho no inverno</p><p>Apresentar condições térmicas no interior do edifício habitacional, me-</p><p>lhores que do ambiente externo, no dia típico de inverno, conforme 11.4.1,</p><p>63GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>nas zonas bioclimáticas 1 a 5. Nas zonas 6, 7 e 8, não é necessário realizar</p><p>avaliação de desempenho térmico para inverno.</p><p>Os valores mínimos diários da temperatura do ar interior de recintos de</p><p>permanência prolongada, como por exemplo, salas e dormitórios, no dia</p><p>típico de inverno, devem ser sempre maiores ou iguais à temperatura mínima</p><p>externa, acrescida de 3 °C.</p><p>O nível de desempenho para aceitação é o M (mínimo), para atender ao</p><p>critério de 11.4.1. Este nível está mostrado na Tabela 11.3 abaixo:</p><p>Os níveis de desempenho I (intermediário) e S (superior) estão mostrados</p><p>na Tabela E.2 a seguir:</p><p>64GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>Método de avaliação:</p><p>• Simulação computacional</p><p>Edificações em fase de projeto</p><p>• A avaliação deve ser feita para um dia típico de projeto, de verão e de</p><p>inverno.</p><p>• Para conjuntos habitacionais ou edifícios multipiso, selecionar unidades</p><p>habitacionais representativas, conforme estabelecido a seguir:</p><p>• Conjunto habitacional de edificações térreas: selecionar uma unidade</p><p>habitacional com o maior número de paredes expostas e seguir o procedi-</p><p>mento estabelecido em 11.5.1 e 11.5.2;</p><p>• Edifício multipiso: selecionar uma unidade do último andar, com cober-</p><p>tura exposta, e seguir o procedimento estabelecido em 11.5.1 e 11.5.2.</p><p>• Para unidades habitacionais isoladas, seguir o procedimento estabe-</p><p>lecido em 11.5.1 e 11.5.2.</p><p>› Escolher a unidade que apresente a condição mais crítica do ponto</p><p>de vista térmico.</p><p>› Simular todos os recintos da unidade habitacional, considerando as</p><p>trocas térmicas entre os seus ambientes e avaliar os resultados dos recintos</p><p>dormitórios e salas.</p><p>• Como condição crítica do ponto de vista térmico, recomenda-se:</p><p>› verão: janela do dormitório ou da sala voltada para oeste e a outra</p><p>parede exposta, voltada para norte.</p><p>› Caso não seja possível, o ambiente deve ter, pelo menos, uma janela</p><p>voltada para oeste;</p><p>› Inverno: janela do dormitório ou da sala deve estar voltada para</p><p>sul e a outra parede exposta, voltada para leste.</p><p>65GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>› Caso não seja possível, o ambiente deve ter pelo menos, uma janela</p><p>voltada para sul;</p><p>› Obstrução no entorno: considerar que as paredes expostas e as</p><p>janelas estão desobstruídas, ou seja, sem a presença de edificações ou ve-</p><p>getação nas proximidades que modifiquem a incidência de sol e/ou vento.</p><p>› Esta informação deve constar na documentação de comprovação</p><p>de desempenho;</p><p>› Obstrução por elementos construtivos, previstos na edificação: dis-</p><p>positivos de sombreamento (exemplos: para-sóis , marquises, beirais) devem</p><p>ser consideradas na simulação.</p><p>› Adotar uma taxa de ventilação do ambiente e da cobertura de 1</p><p>ren/h.</p><p>• A absortância à radiação solar das superfícies expostas, deve ser defi-</p><p>nida conforme a cor e características das superfícies externas da cobertura</p><p>e das paredes expostas, conforme orientações a seguir:</p><p>› cobertura: valor especificado no projeto, correspondente, portanto,</p><p>ao material declarado para o telhado ou outro elemento utilizado que cons-</p><p>titua a superfície exposta da cobertura;</p><p>› parede: assumir o valor da absortância à radiação solar, correspon-</p><p>dente, à cor definida no projeto. Caso a cor não esteja definida, simular para</p><p>três alternativas de cor:</p><p>66GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>• cor clara: α = 0,3;</p><p>• cor média: α = 0,5</p><p>• cor escura: α = 0,7.</p><p>16. Estanqueidade I</p><p>A umidade proveniente da água da chuva, do solo e do uso da edificação</p><p>deve ser considerada na etapa de projeto, pois, a umidade pode provocar e</p><p>acelerar mecanismos de deterioração na edificação e acarretar perda das</p><p>condições de habitabilidade e de higiene do ambiente construído.</p><p>Requisito – Estanqueidade a fontes de umidade externas à</p><p>edificação</p><p>“Assegurar estanqueidade às fontes de umidades externas ao sistema”.</p><p>Critério – Estanqueidade à água de chuva e à umidade do solo e</p><p>do lençol freático</p><p>“Atendimento aos requisitos especificados na ABNT NBR 15575-3 à ABNT</p><p>NBR 15575-5”.</p><p>Premissas de projeto</p><p>Devem ser previstos nos projetos, a prevenção de infiltração da água de</p><p>chuva e da umidade do solo nas habitações, por meio dos detalhes indicados</p><p>a seguir:</p><p>• drenagem adequada da água da chuva incidente em ruas internas,</p><p>lotes vizinhos ou mesmo no entorno próximo ao conjunto, na implantação</p><p>dos conjuntos habitacionais;</p><p>• impermeabilização das fundações e pisos em contato com o solo;</p><p>• impermeabilização, de acordo com a NBR 9575, sem prejuízo da</p><p>67GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>utilização do ambiente e dos sistemas correlatos e sem comprometer a</p><p>segurança estrutural:</p><p>› porões e subsolos;</p><p>› jardins contíguos às fachadas; e</p><p>› quaisquer paredes em contato com o solo.</p><p>• prevenção contra infiltração na ligação entre os diversos elementos</p><p>da construção (como paredes e estrutura, telhado e paredes, corpo principal</p><p>e pisos ou calçadas laterais).</p><p>Requisito e critérios – Estanqueidade a fontes de umidade</p><p>internas à edificação</p><p>Devem ser previstos no projeto, detalhes que assegurem a estanqueidade</p><p>de partes do edifício que tenham a possibilidade de ficar em contato com a</p><p>água gerada na ocupação ou manutenção do imóvel, devendo ser verificada</p><p>a adequação das vinculações entre instalações de água, esgotos ou águas</p><p>pluviais e estrutura, pisos e paredes, de forma que as tubulações não venham</p><p>a ser rompidas ou desencaixadas por deformações impostas.</p><p>Método de avaliação:</p><p>• Análise do projeto e métodos de ensaio especificados na ABNT NBR</p><p>15575-3 à ABNT NBR 15575-5.</p><p>Premissas de projeto</p><p>• O projeto de pisos deve indicar, de acordo com a NBR 15.575-3:</p><p>› o sistema construtivo que impeça a ascensão da umidade para o</p><p>sistema de piso;</p><p>› a resistência mecânica contra danos durante a construção e utili-</p><p>zação do imóvel; e</p><p>› previsão eventual de um sistema de drenagem.</p><p>• Em áreas molháveis, deve-se impedir a passagem da umidade para</p><p>68GESTÃO DE OBRAS - MBA EAD</p><p>IPOG 2021 © Todos os direitos reservados. @ipoggoias</p><p>Módulo: Desempenho nas construções</p><p>outros elementos construtivos da habitação.</p><p>Método de Avaliação:</p><p>Análise do projeto e métodos de ensaio especificados na ABNT NBR 15575-3</p><p>(pisos) à ABNT NBR 15575-5 (coberturas).</p><p>Para sistemas de pisos, de acordo com a NBR 15.575-3, deve-se fazer a</p><p>avaliação das seguintes formas:</p><p>• a superfície da face inferior e os encontros com as paredes e pisos</p><p>adjacentes, reproduzindo-se as respectivas condições de utilização, devem</p><p>permanecer secos, quando submetidos a uma lâmina de água de no mínimo,</p><p>10 mm, em seu ponto mais alto, por 72 h.</p><p>• para todas as áreas molhadas comuns, deve-se atender a ABNT NBR</p><p>9574.</p><p>• para as áreas privativas molhadas, caso sejam utilizados os tipos de</p><p>sistema de impermeabilização, previstos na ABNT NBR 9575, deve-se atender</p><p>o método da ABNT NBR 9574.</p><p>* Foto de Jonathan Borba no Pexels.</p><p>Premissas de projeto</p><p>• O sistema de cobertura deverá</p>