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<p>Objetivo(s)</p><p>Propiciar momentos de descanso proveitosos.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Descanso</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>Livre</p><p>Material necessário</p><p>Berços;</p><p>colchonetes (que podem ser substituídos por esteiras ou redes);</p><p>lençóis.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Antes da hora de dormir</p><p>- Certifique-se de que a sala esteja limpa, organizada, arejada e com pou-</p><p>ca iluminação. Uma música suave torna o ambiente mais acolhedor.</p><p>- Até os 8 ou 10 meses, os bebês ficam em berços, que devem estar dis-</p><p>tantes uns dos outros, no mínimo, 60 centímetros. Quando começarem a</p><p>descer por conta própria, o melhor é recorrer a colchonetes. Eles devem</p><p>ser colocados lado a lado. Caso haja pouco espaço, coloque as crianças</p><p>em posição invertida: uma na cabeceira e outra nos pés, evitando a respi-</p><p>ração face a face. Em regiões de inverno intenso, forre o chão com placas</p><p>de EVA, fáceis de higienizar e inodoras.</p><p>- Antes de os pequenos deitarem, retire babadores, calçados e roupas</p><p>apertadas ou volumosas.</p><p>- Não deixe que adormeçam com fraldas sujas ou molhadas.</p><p>- Os cobertores e lençóis são de uso exclusivo de cada um, mesmo que</p><p>não sejam trazidos de casa. Isso evita a transmissão de pediculose (pio-</p><p>lho), escabiose (sarna) ou outras doenças.</p><p>- Alguns rituais, como contar histórias e ninar, ajudam a diminuir a an-</p><p>siedade e agitação. Objetos usados em casa (paninhos, chupetas e brin-</p><p>quedos) podem trazer segurança afetiva.</p><p>Durante o sono</p><p>- Um adulto deve sempre ficar por perto durante a soneca, pois uma</p><p>criança pode acordar assustada ou indisposta e precisar de ajuda imedia-</p><p>ta, ou tropeçar ao levantar. Às vezes, algumas querem brincar ou acordar</p><p>o amigo ao lado.</p><p>- Não interrompa o sono das crianças.</p><p>- Algumas podem resistir em função da mudanças de rotina da família</p><p>no dia anterior, início de uma infecção e erupção de dentes, por exem-</p><p>plo. Para esses momentos, monte na sala um canto com livros, brinque-</p><p>dos e outros materiais. Assim, elas se entretêm em atividades calmas e</p><p>silenciosas.</p><p>Depois do despertar</p><p>- Retire os materiais com a ajuda dos maiores.</p><p>- Faça a higienização dos colchões</p><p>Flexibilização</p><p>Ofereça um ambiente bem adaptado para que o bebê possa alcançar ob-</p><p>jetos próximos e tenha certa mobilidade. Os colchonetes ajudam muito</p><p>as crianças com deficiência física nos membros inferiores. Caso todos</p><p>durmam em berços você deve ajudar o bebê a descer quando ele desejar.</p><p>Mantenha um bom contato com a família e com os profissionais de saú-</p><p>de que acompanham essa criança. A troca de informações entre vocês</p><p>é fundamental para encontrar caminhos para desenvolver a autonomia</p><p>dos bebês.</p><p>Deficiências</p><p>Física</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Enriquecer o faz-de-conta com diversos tipos</p><p>de brinquedos.</p><p>- Desenvolver a brincadeira.</p><p>- Promover a interação entre os colegas.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>Livre.</p><p>Material necessário</p><p>Objetos do dia-a-dia e brinquedos industrializados, artesanais ou feitos</p><p>de sucata.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Organize os brinquedos na sala da maneira que achar mais convenien-</p><p>te - uma sugestão é integrar os objetos do dia-a-dia (vassouras, pneus,</p><p>pedaços de tecido etc.) a todos os modelos de brinquedos disponíveis.</p><p>Apresente o ambiente aos pequenos, fazendo-os perceber que existem</p><p>outros tipos de brinquedos além dos industrializados. Se houver produ-</p><p>tos artesanais, conte à turma como foram feitos. Se possível, leve itens da</p><p>própria coleção de infância (bonecas, piões, carrinhos), explicando como</p><p>você brincava quando criança.</p><p>2ª etapa</p><p>Deixe todos agirem livremente, reorganizando o ambiente ou imaginan-</p><p>do outros usos para os móveis que você concebeu. Aproveite para inves-</p><p>tigar que tipo de brincadeira eles inventam. Evite a abordagem direta:</p><p>prefira a observação, que servirá de base para ampliar o faz-de-conta.</p><p>Avaliação</p><p>Preste atenção à interação e à socialização entre as crianças e às formas</p><p>como imitam, reproduzem e recriam as normas e os costumes que ob-</p><p>servam no meio em que vivem. Use essas observações para criar objetos</p><p>diferentes</p><p>Objetivo(s)</p><p>Favorecer um processo tranqüilo de retirada de</p><p>fraldas para as crianças, respeitando ritmos e necessidades</p><p>Auxiliar a equipe a construir competências para o bom acompanhamen-</p><p>to do processo</p><p>Promover um diálogo com as famílias, favorecendo ações em conjunto</p><p>com a creche</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>O ano todo</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>O trabalho deve ser iniciado com a articulação com as famílias. Em reu-</p><p>nião com pais ou responsáveis, compartilhe informações sobre a retirada</p><p>das fraldas. Ressalte três pontos importantes: o primeiro é que a iniciati-</p><p>va deve partir das crianças e é uma importante conquista na vida delas.</p><p>O segundo é que os adultos devem ficar atentos aos sinais de que ela já</p><p>está pronta. E o terceiro é que as ações em casa e na creche devem ser</p><p>coordenadas. Quanto mais a instituição se colocar como parceira, aberta</p><p>para esclarecer dúvidas e disponível para ajudar na resolução de proble-</p><p>mas, mais tranqüilo e bemsucedido será o processo.</p><p>2ª etapa</p><p>Um ou dois meses depois da primeira reunião, chame os pais para con-</p><p>versar individualmente ou em pequenos grupos. Estabeleça decisões</p><p>para dar início à retirada de fraldas de cada criança: para algumas, será o</p><p>caso de manter só à noite; para outras, será preciso esperar mais.</p><p>3ª etapa</p><p>Com os professores e a equipe de funcionários, realize encontros de for-</p><p>mação para que eles compreendam como se dá o processo de abandono</p><p>das fraldas. Estabeleça os principais procedimentos - o mais importante</p><p>é a criação de uma rotina específica para que todos possam ir ao banhei-</p><p>ro.</p><p>4ª etapa</p><p>Na sala, o processo precisa ser flexível para respeitar as fases de cada um.</p><p>A professora pode convidar a turma para ir ao banheiro, em média, a</p><p>cada 30 minutos. É importante combinar essa atividade com outras para</p><p>os que já utilizam o vaso normalmente. Para incentivar a troca de infor-</p><p>mações sobre essa fase, promova conversas com as crianças e escute seus</p><p>comentários.</p><p>Avaliação</p><p>Observe junto com os colegas e os pais a evolução de cada criança. Aco-</p><p>lha as que demonstram mais dificuldade, ouça suas angústias e evite que</p><p>se sintam repreendidas ao deixar “escapar” um xixi ou cocô.</p><p>Objetivo(s)</p><p>Ler, comparar e ordenar números.</p><p>APRENDER OS NUMERAIS DE 1 Á 5 ATRAVES DA CONTAGEM</p><p>DOS DEDOS</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Investigação de algumas regularidades do sistema de numeração</p><p>- comparação de números</p><p>Crianças da pré-escola da Escola de Educação Infantil do Ses. Imagem:-</p><p>Tamires Kopp</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>04 aulas</p><p>Material necessário</p><p>papel.lapis de cor ,lapis de escrever.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>APRESENTAR NUMEROS DE 01 A 5</p><p>Avaliação</p><p>Analise se as crianças avançaram no uso social dos números encontra-</p><p>dos atreavéz da contagem dos dedos, na comparação e na utilização das</p><p>informaçõesatravéz de desenhos,pinturas,tabela numericas. É impor-</p><p>tante também observar os critérios utilizados para fazer as comparações.</p><p>Pensando que o aprendizado do sistema numérico é sequencial, você</p><p>pode analisar aspectos como: os tópicos das discussões, os equívocos das</p><p>crianças, as questões que ainda poderiam ser explorados e quais outras</p><p>informações podem ser incluídas nas próximas aulas.</p><p>Objetivo(s)</p><p>Acolher o enlutado.</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>De 15 a 30 minutos, quando morrer um parente de uma criança, um</p><p>membro da equipe escolar ou alguém conhecido de todos.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Aproxime-se com delicadeza, sem intervir diretamente e sem forçar o</p><p>enlutado a abraçar, falar ou participar de atividades. Mas não o deixe</p><p>sozinho. O importante é ele perceber que há uma pessoa adulta atenta ao</p><p>seu sofrimento.</p><p>Mais do que dizer algo para consolá-lo, deixe que ele expresse suas emo-</p><p>ções e só ouça.</p><p>Se a criança fizer perguntas, seja o mais objetivo possível. Diga o que re-</p><p>almente aconteceu, com as palavras certas, e não use eufemismos como</p><p>foi viajar, está dormindo ou foi para o céu.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco.</p><p>São eles:</p><p>As formas geométricas do nosso entorno</p><p>Máscaras geométricas</p><p>A arte geométrica das máquinas</p><p>Tridimensionalidade e formas geométricas</p><p>Arte, tecnologia e formas</p><p>Materiais:</p><p>Para esta atividade, separe cerca de quatro máquinas fotográficas e, se</p><p>possível, gravadores, para a utilização das crianças, cinco pranchetas,</p><p>papéis e canetas para cada pequeno grupo registrar suas observações em</p><p>uma volta pelo quarteirão da escola. Considere utilizar um aparelho di-</p><p>gital em que seja possível gravar o áudio e a imagem do grupo na investi-</p><p>gação.</p><p>Espaços:</p><p>A atividade iniciará na roda com o grupo todo reunido. Depois, as crian-</p><p>ças serão organizadas em pequenos grupos para uma volta pelo quartei-</p><p>rão da escola. No final, reúna todos novamente para que compartilhem a</p><p>experiência.</p><p>Para compor os grupos considere as competências complementares entre</p><p>as crianças, acerca de liderança, autonomia e organização.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente uma hora e 30 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. De que maneira as crianças se relacionaram com um contexto repleto</p><p>de informações de natureza geométrica? Como manifestaram a percep-</p><p>ção do espaço que as rodeiam?</p><p>2. Como as crianças analisaram e compararam os objetos encontrados</p><p>no caminho? Identificaram e descreveram formas geométricas ao longo</p><p>do passeio? Quais trocas e apoios entre si ocorreram? Ao compartilha-</p><p>rem suas descobertas, como as crianças justificaram suas percepções?</p><p>3. De que forma as crianças se movimentaram na vivência? Encontraram</p><p>formas de adequar seu corpo, como maneira de qualificar sua observa-</p><p>ção?</p><p>?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada crian-</p><p>ça ou do grupo. Providencie o suporte necessário para o deslocamento</p><p>de todos, como outros adultos que possam acompanhar as crianças, de</p><p>forma a assegurar a qualidade das interações possíveis durante a visita.</p><p>Potencialize para que todos se sintam à vontade na exploração e estimu-</p><p>le-os a conversarem entre si, contando uns para os outros o que estão</p><p>vendo, sentindo e pensando a respeito da expedição. Respeite quem pre-</p><p>ferir não se manifestar e observe sua interação com as outras crianças,</p><p>suas expressões faciais e gestos enquanto se movimenta. Incentive que</p><p>uma criança ajude a outra.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide as crianças para se sentarem na roda com você e conte que a</p><p>proposta de hoje será encontrar as formas geométricas que estão à nos-</p><p>sa volta. Para dar início à busca, peça a elas que percorram o olhar pela</p><p>sala, a fim de encontrar, de forma rápida, objetos que apresentam forma-</p><p>tos geométricos. Ao identificar alguns deles, instigueas crianças a descre-</p><p>ver e a justificar suas observações, incentivando-as a expressar as pistas</p><p>que levaram-nas a decidir sobre a qualificação do objeto, comparando-o</p><p>a formas geométricas.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Pessoal, hoje nós iremos</p><p>fazer uma busca das formas geométricas que estão à nossa volta. Onde</p><p>será que as encontramos? Daqui da roda, deem uma olhadinha em nossa</p><p>sala. Há objetos que se parecem formas geométricas?</p><p>Possíveis ações das crianças neste momento: criança aponta a janela e diz</p><p>que parece um retângulo.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Uau! Vejam! Onde mais po-</p><p>demos encontrar retângulos aqui na sala?</p><p>2</p><p>Revele para as crianças que agora elas terão uma missão: procurar for-</p><p>mas geométricas em uma volta pelo quarteirão da escola. Diga que para</p><p>isso você irá organizá-las em pequenos gruposde aproximadamente seis</p><p>integrantes e que vocês que farão combinados para a saída. Instigue as</p><p>crianças a refletir e elencar quais os são combinados para a saída. Acolha</p><p>as ideias delas a respeito de como o grupo deve se portar para que a ex-</p><p>ploração seja agradável, cuidadosa e cumpra com seu objetivo.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Pessoal, quais combinados</p><p>são importantes para que nossa exploração seja um sucesso? Quais cui-</p><p>dados devemos ter? O que podemos fazer para identificar as formas geo-</p><p>métricas ao longo do percurso?</p><p>3</p><p>Ainda na roda, anuncie que cada grupo receberá pranchetas, papéis, ca-</p><p>netas e uma máquina fotográfica para os registros. Peça às crianças que,</p><p>ao longo do percurso, troquem com os pares suas opiniões, comparti-</p><p>lhem impressões e contem por que acreditam que as figuras têm caracte-</p><p>rísticas que as fazem relacionar com as formas geométricas. Terminando</p><p>os acordos, chame individualmente as crianças para a composição dos</p><p>grupos.</p><p>4</p><p>Entregue os materiais para cada pequeno grupo (as pranchetas com pa-</p><p>péis, uma máquina fotográfica, gravador e canetas) e convide-os para</p><p>dar início à investigação. Ao longo docaminho, faça algumas paradas</p><p>em pontos estratégicos para as análises e os registros das crianças, lem-</p><p>brando-as de que é possível registrar de diferentes formas, por exemplo,</p><p>usando a máquina fotográfica, fazendo um desenho, escrevendo algo,</p><p>ou gravando um som ou uma fala. Atente-se às buscas dos grupos e às</p><p>diversas expressões que as crianças podem trazer. Quais critérios estão</p><p>usando para apontar as figuras? Quais são suas hipóteses? Observe a</p><p>interação dos pequenos e se trocam informações entre si. Faça questio-</p><p>namentos e provocações e, se possível, um registro audiovisual da inves-</p><p>tigação.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Ao observar que uma crian-</p><p>ça está um tempo parada observando um telhado, você pode se aproxi-</p><p>mar e dizer:Interessante esse telhado! Está observando algo específico</p><p>dele ou a imagem como um todo? Você encontrou nele alguma forma</p><p>geométrica?</p><p>e</p><p>5</p><p>Siga o percurso com o grupo de crianças, acolhendo suas descobertas e</p><p>lançando questionamentos, a partir de suas observações, que as façam</p><p>refletir e aprofundar as relações que estão estabelecendo nos encontros</p><p>com as formas geométricas, oportunizando também que compartilhem</p><p>entre si pensamentos e desafios.</p><p>Possíveis ações da criança neste momento: Ao perceber que uma criança</p><p>parou na frente de um objeto e revela em sua expressão estar vivencian-</p><p>do um desafio para descobrir com qual figura geométrica ele se parece,</p><p>aproxime-se e pergunte: Você acha que parece com uma forma geomé-</p><p>trica? Que tal você perguntar para o seu grupo o que os colegas acham?</p><p>Ao completar a volta ao quarteirão, considere convidar as crianças para</p><p>beber água, utilizar o banheiro e, em seguida, reúna-as na sala para que</p><p>compartilhem as experiências e as descobertas que o caminho percorri-</p><p>do proporcionou.</p><p>6</p><p>Em roda, convide-as para partilhar as impressões acerca do vivido, os re-</p><p>gistros que fizeram, suas experiências e sensações durante a investigação.</p><p>Encoraje-as a descrever onde localizaram uma determinada forma e que</p><p>pistas usaram para decidir o que era. Atente-se aos argumentos e às justi-</p><p>ficativas das descrições das figuras registradas. Observe se falam das ca-</p><p>racterísticas e dos atributos das formas. Busque perceber que impressões</p><p>revelam acerca do espaço visitado; se a atividade foi prazerosa ao grupo,</p><p>entre outros pontos que julgar importantes. Potencialize o diálogo tra-</p><p>zendo algumas observações que você registrou ao longo da vivência das</p><p>crianças.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Pessoal, eu percebi que al-</p><p>guns grupos registraram a janela da casa azul como um quadrado e ou-</p><p>tros como retângulo. Como podemos saber ao certo se é um ou outro?</p><p>Que atributo cada um tem?</p><p>Para finalizar:</p><p>Ainda na roda, diga que em outro momento irão organizar todos os</p><p>registros, as impressões das fotos e as falas que anotou durante a cami-</p><p>nhada para montarem uma exposição. Após a conversa, diga que investi-</p><p>garão mais sobre as formas geométricas no cotidiano ao longo de novas</p><p>atividades. Em seguida, convide o grupo para vivenciar a próxima ativi-</p><p>dade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>Para que as crianças</p><p>observem melhor o mundo geométrico que as ro-</p><p>deiam, é importante promover o desenvolvimento da percepção espacial</p><p>e de habilidades como memória e discriminação visual. Considere enga-</p><p>já-las em outras atividades, por exemplo, criar objetos e construções com</p><p>formas geométricas de madeiras de tamanhos variados.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Considere elaborar um convite com o grupo para que a comunidade</p><p>aprecie uma exposição com os registros que fizeram na exploração da</p><p>volta pelo quarteirão. Disponha também a filmagem da vivência que</p><p>você realizou para compartilhá-la com as famílias dos pequenos.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta atividade é fundamental que as crianças já tenham vivenciado</p><p>algumas propostas que envolviam formas geométricas, considerando as</p><p>principais características dos sólidos geométricos e das figuras planas,</p><p>como por exemplo: contextos de brincadeiras com blocos de construção</p><p>com diferentes formas e volumes formando castelos, construção de ma-</p><p>quetes, apreciação de obras de artistas etc. Prepare ainda uma seleção de</p><p>músicas para que as crianças vivenciem um baile de máscaras.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>As formas geométricas do nosso entorno</p><p>Máscaras geométricas</p><p>A arte geométrica das máquinas</p><p>Tridimensionalidade e formas geométricas</p><p>Arte, tecnologia e formas</p><p>Materiais:</p><p>Para esta atividade imprima algumas obras do artista Milton da Costa</p><p>em que ele representa rostos, tais como: Autorretrato (1943), Cabeça</p><p>(1948), Figura (1950), Mulher sentada (1950), Mulher sentada (1951),</p><p>Mulher sentada (1952) , Figura com chapéu (1955). Acesse aqui as obras</p><p>Milton da Costa.</p><p>Providencie também barbante ou corda para criar um varal de exposição</p><p>e pregadores para fixar as imagens.</p><p>Preveja organizar em caixas ou bandejas suportes de papelão em forma-</p><p>tos diferentes, recortes de figuras geométricas em diversos tamanhos,</p><p>barbantes, fitas de diferentes espessuras, botões coloridos, materiais</p><p>como argolas plásticas, retalhos de tecidos, entre outros. Organize ainda</p><p>tesouras, colas, lápis de cor, canetinhas e palitos de sorvetes.Caso você</p><p>disponha de uma mesa grande, o material poderá ser disposto, seguin-</p><p>do suas caraterísticas e especificidades sobre ela, não sendo necessárias</p><p>bandejas ou caixas. Observe que apresentar o material, tendo em vista a</p><p>dimensão estética, convida as crianças, para que de forma autônoma, se</p><p>relacionem com eles, buscando neles belezas, funções e expressões para</p><p>criações. Considere separar também papel, caneta e máquina fotográfica</p><p>para fazer registros da atividade. É fundamental ainda preparar o som e</p><p>músicas para um baile que acontecerá ao final da proposta.</p><p>Espaços:</p><p>Considere um espaço amplo e que acolha as imagens que você imprimiu</p><p>em um varal com pregadores, em um espaço no qual as crianças possam</p><p>circular e apreciar as obras. O local deve permitir ainda que elas se orga-</p><p>nizem em roda para partilhar as impressões acerca do apreciado. Esse es-</p><p>paço pode ser uma sala ampla ou uma área externa. Considere fazer dele</p><p>um ateliê de criação, em que as crianças possam visualizar as imagens, se</p><p>relacionar de forma autônoma com o material e ainda se engajar na cria-</p><p>ção individual das máscaras. Ao final da proposta todos serão convida-</p><p>dos para um baile de máscaras, que pode acontecer no mesmo espaço ou</p><p>em outro que você julgar interessante.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente um hora e 30 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Como as crianças se relacionaram com a exposição das obras do ar-</p><p>tista? Que expressões revelaram? O que consideraram? Relacionaram os</p><p>traços dos artistas com as figuras geométricas que conhecem?</p><p>2. Como as crianças se relacionaram com material disposto para as cria-</p><p>ções? Buscaram detalhes, a fim de expressar especificidades? Apoiaram-</p><p>-se umas nas outras para as escolhas feitas?</p><p>3. Como coordenaram as habilidades manuais durante a ideia de cria-</p><p>ção? Enfrentaram desafios? Buscaram apoios? Reorganizaram as ideias?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada crian-</p><p>ça ou do grupo. Encoraje todos para que expressem suas impressões,</p><p>estimule os pequenos a conversar entre si, contando um para o outro o</p><p>que estão vendo, sentindo e pensando a respeito da exposição. Se alguma</p><p>criança não se sentir à vontade para expor sua opinião ao grupo, res-</p><p>peite essa opção e observe a interação dela com as outras crianças, suas</p><p>expressões faciais e gestos enquanto aprecia o material. Na hora da con-</p><p>fecção das máscaras apoie o processo criativo de cada uma e incentive a</p><p>ajuda mútua.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças e conte que hoje você preparou uma exposição com</p><p>algumas obras do artista brasileiro Milton da Costa. Diga que o propó-</p><p>sito da atividade é que apreciem as imagens, conversem com os pares, a</p><p>fim de trocar ideias e impressões.</p><p>Peça que observem minuciosamente os detalhes, as representações, o</p><p>movimento, as formas, as linhas, o fundo e outros detalhes que encon-</p><p>trarem nas obras. Conte que após a apreciação vocês conversarão em</p><p>roda para partilhar as impressões acerca do que viram. Comente que</p><p>depois você as convidará para vivenciarem um momento em que farão</p><p>criações artísticas. Em seguida, convide as crianças para apreciar as ima-</p><p>gens que separou.</p><p>2</p><p>Enquanto as crianças apreciam as imagens, circule pelo grupo, a fim de</p><p>escutar as expressões que revelam ao contemplarem as obras. Faça re-</p><p>gistros escritos e fotográficos das relações estabelecidas pelo grupo e dos</p><p>comentários que fazem. Atente-se às diversas expressões que as crianças</p><p>podem trazer, seus olhares, sorrisos, surpresas. Observe o que as ima-</p><p>gens lhes despertam. Se necessário, instigue-as a observar os traços, a</p><p>identificar as formas que compõem as imagens e a refletir sobre as in-</p><p>tenções do artista. Repare na interação das crianças com a exposição, e</p><p>ao perceber que todos já apreciaram as imagens, fizeram trocas entre si e</p><p>que o envolvimento começou a se enfraquecer, sinalize que em dois mi-</p><p>nutos vocês se reunirão em roda para partilhar as observações. Passado</p><p>esse tempo, convide as crianças para se reunir e compartilhar as impres-</p><p>sões da vivência.</p><p>Possíveis ações do professor neste momento: Ao perceber que uma</p><p>criança está parada frente à uma imagem por um tempo considerável,</p><p>você pode se aproximar e perguntar: Vi que você está observando essa</p><p>imagem! O que você percebe nela? Já viu alguma parecida? Reconhece</p><p>alguma forma? Achou-a engraçada? Por que?</p><p>3</p><p>Com as crianças reunidas, investigue junto ao grupo quais impressões</p><p>elas tiveram a partir da vivência. Considere trazer para a conversa as</p><p>observações que você registrou ao longo do percurso de apreciação dos</p><p>pequenos. Paute-se em questionamentos que convidem-nos a dizer o</p><p>que acharam das obras, se elas tinham algo em comum e como o artista</p><p>representou os rostos.</p><p>Para contextualizar ainda mais a partilha, apoie-se emtrês imagens da</p><p>Mulher sentada. Instigue as crianças a pensar como ele representou o</p><p>rosto da mulher, como ele é visto de frente e de perfil. Questiona: por</p><p>que será que ele colocou as linhas? Que formas aparecem? Utilize tam-</p><p>bém a obra Figura com chapéu para fazer a análise do rosto. Encoraje o</p><p>diálogo colaborativo, acolha a imaginação e as interpretações das crian-</p><p>ças,por mais inusitadas que pareçam.</p><p>Após esse momento, conte ao grupo um pequeno trecho da história de</p><p>vida do artista Milton Costa, elencando os principais fatos da biografia</p><p>dele.</p><p>C*</p><p>4</p><p>Ainda na roda, diga que chegou o momento de elas criarem uma obra de</p><p>arte também e que a proposta é um desafio: criar rostos com as formas</p><p>geométricasque se transformarão em máscaras para um baile de másca-</p><p>ras. Aproveite para estimular a conversa sobre máscaras, questione como</p><p>elas são, se as crianças já fizeram alguma e se já participaram</p><p>de um baile</p><p>de máscaras. Encoraje-as a contar suas vivências e a compartilhar ideias.</p><p>Apresente então os materiais que elas poderão utilizar e deixe tudo ex-</p><p>posto em uma mesa, de uma forma organizada e convidativa, para que</p><p>as crianças se relacionem com autonomia. Acorde com elas a duração da</p><p>atividade e como se dará a organização do espaço ao final da confecção.</p><p>5</p><p>Convide as crianças para escolher os materiais e iniciar a criação das</p><p>máscaras.</p><p>Diga que elas poderão voltar à mesa dos materiais quantas vezes precisa-</p><p>rem. Observe a dinâmica e a movimentação delas. Esteja atento às neces-</p><p>sidades de apoio que, porventura, algumas precisarão. Encoraje a troca</p><p>de ideias entre elas.</p><p>Possíveis falas do professor e ações das crianças neste momento: Ao ob-</p><p>servar uma criança parada um tempo frente à mesa, aparentando dúvi-</p><p>das sobre a escolha do material, se aproxime e diga:Você veio buscar um</p><p>material para criar algo específico da máscara? O que? Vamos olhar to-</p><p>dos os materiais dispostos? Quem sabe a gente encontra ou você pede a</p><p>um colega para te ajudar com a ideia?</p><p>6</p><p>Enquanto as crianças estão criando as máscaras, circule pela sala e ob-</p><p>serve como está sendo o processo, qual significado estão dando para os</p><p>materiais, para as formas geométricas e como estão compondo as más-</p><p>caras. Faça anotações, fotografias e esteja atento para fazer mediações e</p><p>apoiar as crianças quando necessário.</p><p>e .</p><p>7</p><p>Conforme as crianças forem terminando, solicite que apreciem livros</p><p>no espaço de leitura enquanto aguardam a finalização de todo o gru-</p><p>po. Quando todas as crianças finalizarem, engaje-as na organização dos</p><p>materiais utilizados e convide-as para que, acomodadas em uma roda,</p><p>partilhem suas criações e contem as figuras geométricas que utilizaram.</p><p>Considere encorajá-las a dar nomes para as criações.</p><p>Para finalizar:</p><p>Após a partilha, convide as crianças para um baile de máscaras. Nesse</p><p>momento, você pode propor um desfile ou escolher uma música que as</p><p>crianças gostam para dançarem e cantarem no baile. Se você conside-</p><p>rar que o tempo de criação individual foi grande e que as crianças estão</p><p>cansadas, ou ainda que as produções precisam de um tempo maior para</p><p>secar (caso as crianças tenham utilizado muita cola, por exemplo), com-</p><p>bine que o baile acontecerá no dia seguinte ou até mais tarde nesse mes-</p><p>mo dia, antes da saída, por exemplo.</p><p>Desdobramentos</p><p>Há muitas possibilidades de criação com as formas geométricas. Você</p><p>poderá propor que as crianças construam personagens e cenários usan-</p><p>do apenas as formas. Em pequenos grupos, elas poderão inventar uma</p><p>história a partir dessa criação.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Escreva aos pais contando sobre a criação das máscaras e convide-os</p><p>para apreciar a exposição no mural da escola, com as máscaras e as foto-</p><p>grafias que você tirou. Sugira que em casa eles criem faces com os filhos,</p><p>a partir de pequenos materiais em formatos geométricos coletados no</p><p>ambiente e de uso cotidiano (como por exemplo: embalagens variadas de</p><p>produtos, rolo de fita durex, carretel de linha, palitos de sorvete, pedras,</p><p>folhas, sementes etc), para que as produções sejam compartilhadas pos-</p><p>teriormente com a turma.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta atividade é fundamental que as crianças já tenham vivenciado</p><p>algumas propostas com as formas geométricas considerando as princi-</p><p>pais características dos sólidos geométricos e das figuras planas. Você vai</p><p>precisar de recurso audiovisual para projetar algumas obras do artista</p><p>brasileiro Abraham Palatnik. Seus objetos cinéticos, como são chamadas</p><p>algumas de suas obras de artes, são máquinas que colocam a luz, cor e</p><p>formas geométricas em movimentos constantes. Sugerimos aqui um ví-</p><p>deo para você conhecer mais sobre o artista e sua obra e selecionar algu-</p><p>mas imagens para a apreciação das crianças.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>As formas geométricas do nosso entorno</p><p>Máscaras geométricas</p><p>A arte geométrica das máquinas</p><p>Tridimensionalidade e formas geométricas</p><p>Arte, tecnologia e formas</p><p>Materiais:</p><p>Organize a projeção das imagens do artista em um computador e proje-</p><p>tor de imagem. Selecione materiais diversos, tendo em vista o convite às</p><p>crianças para criarem máquinas geométricas, como caixas de papelão em</p><p>tamanhos diversos, arames para artesanato, carretéis de linha, manguei-</p><p>ras finas, rolhas, pequenas peças, pedaços de canos, tubos de papelão, re-</p><p>cortes de acrílicos, botões, papéis de diferentes espessuras, dentre outros</p><p>materiais em formatos geométricos. Disponha ainda de tesouras, colas,</p><p>lápis de cor, canetas, fios de nylon e elásticos. Separe papel, caneta e má-</p><p>quina fotográfica para que você faça registros das crianças vivenciando a</p><p>atividade. Reserve também alguns livros para compor um espaço de lei-</p><p>tura.</p><p>Espaços:</p><p>Preveja um espaço que acolha o grupo todo, de forma confortável para</p><p>apreciar as obras projetadas e conversar sobre o artista. Observe que,</p><p>depois, o grupo será organizado em trios para a criação das máquinas</p><p>geométricas.Sendo assim, escolha e prepare um local agradável e flexível</p><p>para esse momento. Você pode considerar iniciar na sala e dar continui-</p><p>dade na área externa, por exemplo. Estabeleça uma organização estética</p><p>para os materiais que selecionou para a criação em trios. Caso você dis-</p><p>ponha de uma mesa grande, o material poderá ser organizado seguindo</p><p>suas caraterísticas e especificidades ou ser acolhido no chão, em bande-</p><p>jas e caixas. Observe que apresentar o material, tendo em vista a dimen-</p><p>são estética, convida as crianças para que, de forma autônoma, se rela-</p><p>cionem, buscando neles belezas, funções e expressões para criação delas.</p><p>Organize também um espaço com livros para as crianças que termina-</p><p>rem primeiro a atividade leiam enquanto aguardam o grupo finalizar as</p><p>criações.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 01 hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. O que as crianças expressavam ao criar as máquinas geométricas? Fa-</p><p>lavam de desafios, atribuíam à elas funções considerando os detalhes</p><p>criados?</p><p>2. Quais critérios as crianças estabeleciam para escolher os materiais</p><p>para compor as criações? Buscavam na composição das formas a repre-</p><p>sentação das ideias para criar detalhes, como botões ou tubos para as</p><p>máquinas, por exemplo?</p><p>3. De que forma as crianças coordenavam as habilidades manuais para as</p><p>criações? Buscavam apoio nos pares para compor as ideias? Pediam para</p><p>que um colega ajudasse no recorte ou fixação com arame? Ressignifica-</p><p>vam a ideia? Buscavam apoio no adulto?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Apoie para que todas expressem suas impressões, contando</p><p>o que estão sentindo e pensando a respeito das obras. Se notar que algu-</p><p>ma criança prefere nãoexpressar verbalmente suas impressões, considere</p><p>que esta não é a única forma de se manifestar. Sendo assim, busque ob-</p><p>servar o que seus olhares, expressões faciais e corporais revelam. Na hora</p><p>da criação das máquinas, incentive a troca e ajuda entre as crianças.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças no espaço que preparou e conte que hoje elas irão co-</p><p>nhecer um pouco das obras de Abraham Palatnik. Conte que ele foi um</p><p>artista brasileiro que estudou em Israel e depois voltou para o Brasil.</p><p>Conte que ele sempre gostou de máquinas e que tem duas paixões: arte</p><p>e tecnologia. Sendo assim, a composição de suas máquinas são, na ver-</p><p>dade, magníficas obras de arte. Digaque preparou a projeção de algumas</p><p>obras do artista para que elas apreciem e conversem sobre as impressões</p><p>que as obras geram. Conte que, depois, você planejou uma atividade</p><p>para que, em trios inspirados nas obras do artista, a turma crie máquinas</p><p>que também serão obras de arte.</p><p>2</p><p>Inicie a apresentação das obras para o grupo. Considere apresentar as</p><p>obras oportunizando</p><p>um tempo de passagem entre uma e outra, para</p><p>que as crianças observem detalhes e estabeleçam relações. Atente-se para</p><p>não fazer perguntas neste primeiro momento, respeitando a apreciação e</p><p>criação de significados pelas crianças.</p><p>Após essa primeira apreciação, instigue as crianças a falarem sobre suas</p><p>impressões acerca das obras. Você pode questionar o que as crianças</p><p>veem na obra, se é parecido ou diferente de outras que conhecem, o que</p><p>parecem, quais formas conseguem identificar, se gostaram e quais senti-</p><p>mentos a apreciação evocou.</p><p>3</p><p>Depois da apreciação, diga que chegou o momento delas criarem e que</p><p>a proposta é inventarem máquinas geométricas em trios usando obje-</p><p>tos com formas diversas. Acorde que as crianças darão um nome para</p><p>a criação e decidirão sobre sua funcionalidade. Caso tenha organizado</p><p>um espaço diferente para a criação, convide o grupo para se dirigir a esse</p><p>local.</p><p>4</p><p>Na roda, apresente os materiais que selecionou e deixe expostos de for-</p><p>ma organizada e convidativa, para que as crianças os utilizem com au-</p><p>tonomia. Diga que elas poderão voltar à mesa dos materiais quantas</p><p>vezes sentirem necessidade. Acorde com elas a duração da atividade e a</p><p>organização do espaço ao final da confecção. Peça que formem trios para</p><p>a confecção da máquina. Atente-se para a possibilidade de uma criança</p><p>querer componentes que já formaram outro trio ou ficar parada, sem</p><p>saber o que fazer. São situações que podem gerar desconforto mas são</p><p>oportunidades para desenvolver cooperação e respeito.</p><p>Possíveis falas do professor antes das crianças formarem os trios: Como</p><p>podemos fazer para que todos formem um trio? E se um trio já estiver</p><p>formado e mais alguém quiser fazer parte?</p><p>Possíveis falas do professor ao notar que alguma criança está parada so-</p><p>zinha: Quer que eu te ajude? Com quem você quer formar um trio? Va-</p><p>mos juntos resolver?</p><p>5</p><p>Com os triosorganizados, solicite que, antes de iniciarem, planejem com</p><p>os componentes do grupo qual máquina farão equais materiais utiliza-</p><p>rão para iniciar a construção. Esteja atento para as necessidades de apoio</p><p>que, porventura, alguns grupos precisarão. Encoraje as crianças a troca-</p><p>rem ideias e decidirem de comum acordo a escolha dos materiais e como</p><p>será a confecção. Observe como está sendo esta troca, se justificam suas</p><p>escolhas em contraponto com o outro.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: (Ao observar que um trio</p><p>está discutindo que tipo de máquina querem fazer) Percebi que vocês es-</p><p>tão decidindo como será a máquina. Qual será a função dela? Como vo-</p><p>cês estão pensando em fazê-la? Todos do grupo concordam com a ideia?</p><p>6</p><p>Enquanto as crianças estão criando suas máquinas, circule pela sala e</p><p>observe como está sendo o processo, quais significados estão atribuindo</p><p>aos materiais e às formas geométricas, como estão dividindo as tarefas,</p><p>quem são as crianças que assumem lideranças,dentre outros movimen-</p><p>tos que emergem no contexto. Faça anotações de suas observações, foto-</p><p>grafias e, caso perceba necessidade, instigue-as a pensarem como utilizar</p><p>os materiais.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: O que pretendem fazer com</p><p>o arame? Como farão isso? Estão todos de acordo? Interessante, vocês</p><p>pegaram triângulos de diversos tamanhos. Qual ser a função deles na</p><p>máquina?</p><p>7</p><p>Conforme as crianças forem terminando suas criações, peça que deem</p><p>um nome para as máquinas para que você o escreva em uma ficha que</p><p>servirá de etiqueta para uma exposição posterior. Solicite que apreciem</p><p>livros no espaço de leitura enquanto aguardam a finalização de todo o</p><p>grupo. Quando todas as crianças terminarem, engaje-as na organização</p><p>dos materiais utilizados e convide-as para que, acomodadas em uma</p><p>roda, partilhem suas criações.</p><p>Para finalizar:</p><p>Na roda, peça que cada trio apresente sua máquina. Incentive as crian-</p><p>ças a contarem para que serve, como foi a criação, o que deu certo, o que</p><p>não deu e o porquê. Potencialize a conversa com as anotações que fez ao</p><p>longo da atividade.Após todos compartilharem, convide as crianças para</p><p>a próxima atividade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>Em outromomento, você poderá sugerir a criação de móbiles ou escultu-</p><p>ras tridimensionais com as formas geométricas. Poderá oferecer massi-</p><p>nhas coloridas ou argila e tinta. Outra possibilidade é convidar membros</p><p>da comunidade para que criem com as crianças máquinas que se mo-</p><p>vimentam, ou criar um pêndulo cinético que crie desenhos simétricos</p><p>(Aqui ensina-se como fazer).</p><p>Engajando as famílias</p><p>Considere organizar uma exposição das máquinas e envolva o grupo na</p><p>elaboração de um convite. Escreva um pequeno texto contextualizando a</p><p>atividade. Utilize as fotos que tirou e insira falas e expressões das crian-</p><p>ças para compor a exposição.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta atividade é fundamental que as crianças já tenham vivenciado</p><p>algumas propostas com as formas geométricas, considerando as princi-</p><p>pais características dos sólidos geométricos e das figuras planas. Você vai</p><p>precisar imprimir alguma obras da artista Beatriz Milhazes, para apre-</p><p>ciação das crianças. Sugerimos as obras: “Mulatinho”,” Mariposa”, “O má-</p><p>gico”, “O espelho”, “O elefante azul”, “Beleza pura”, “Liberty”, “Gamboa” e</p><p>“Um sonho de valsa”. Acesse aqui as obras de Beatriz Milhazes</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>As formas geométricas do nosso entorno</p><p>Máscaras geométricas</p><p>A arte geométrica das máquinas</p><p>Tridimensionalidade e formas geométricas</p><p>Arte, tecnologia e formas</p><p>Materiais:</p><p>Para o primeiro momento, selecione algumas obras da artista para apre-</p><p>sentá-las na roda. Preveja fixá-las na paredes em pontos estratégicos</p><p>posteriormente, de uma forma que seja acessível para as crianças obser-</p><p>varem e apreciarem. Para o momento de criação, providencie o material</p><p>separado e organizado para três ambientes. Observe a necessidade de</p><p>que os materiais estejam dispostos no espaço de forma que sejam um</p><p>convite às crianças para se inspirarem nas criações:</p><p>Ambiente 1- Em uma mesa ou estante, organizados em bandejas ou cai-</p><p>xas, papéis de diversos tamanhos, cores, formas e espessuras, embalagens</p><p>de balas e bombons, cola e suportes brancos e pretos em um papel mais</p><p>rígido. para as crianças criarem livremente por meio de recorte e cola-</p><p>gem.</p><p>Ambiente 2- Um retroprojetor e, ao lado, em uma mesa, tecidos renda-</p><p>dos, materiais vazados, flores, círculos, semicírculos e papéis celofanes</p><p>cortados e de cores variadas, dispostos de forma convidativa para as</p><p>crianças criarem obras por meio de projeções.</p><p>Ambiente 3- Formas geométricas em madeira de tamanhos variados em</p><p>cima de um espelho grande, que ficará no chão para as crianças monta-</p><p>rem livremente e criarem uma composição. Caso considere importante,</p><p>traga mais espelhos para esse ambiente, oportunizando maior acesso e</p><p>qualidade para as relações das crianças.</p><p>Separe também papel, caneta e máquina fotográfica, para que você possa</p><p>registrar as experiências que emergem do grupo durante a atividade.</p><p>Espaços:</p><p>Preveja, para o primeiro momento, um local para uma roda com o gru-</p><p>po todo, onde você apresentará as obras, e vivenciará junto às crianças as</p><p>criações organizadas como num ateliê. Neste local, coloque as imagens</p><p>impressas que separou espalhadas de forma acessível para as crianças</p><p>circularem, observarem e apreciarem. O espaço deve permitir que se</p><p>organizem três ambientes de exploração, para as crianças se relaciona-</p><p>rem de forma autônoma com os materiais e se engajarem nos processos</p><p>criativos. No final, todas serão reunidas novamente para compartilharem</p><p>suas impressões. Para inspirar a organização dos ambientes, sugerimos</p><p>que visualize as imagens que selecionamos para cada ambiente.</p><p>Ambiente 1. Ambiente 2. Ambiente 3.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 01h30.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Quais expressões as crianças revelaram ao verem as obras da artista?</p><p>O que consideraram e o que chamou a atenção? Identificaram as figuras</p><p>geométricas que conhecem? Que descrições</p><p>fizeram?</p><p>2. Como as crianças se relacionaram com material disposto para as cria-</p><p>ções? Quaiscritérios utilizaram? Apoiaram-se umas nas outras para as</p><p>escolhas feitas? Buscaram detalhamentos nos materiais dispostos para</p><p>comporem a ideia de suas criações?</p><p>3. De que forma coordenaram as habilidades manuais ao criarem nos</p><p>diferentes ambientes? Pediram ajuda aos pares? Trocaram de ideia frente</p><p>a desafios, como recortar, por exemplo?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Apoie para que todos expressem suas impressões. Estimu-</p><p>le-os a trocarem ideias entre si, mas atente-se se alguma criança não se</p><p>sentir à vontade para expor sua opinião ao grupo. Respeite esta opção e</p><p>observe a interação dela com as outras crianças, suas expressões faciais e</p><p>gestos enquanto aprecia as obras e na exploração dos ambientes. Incenti-</p><p>ve que uma criança ajude a outra.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide as crianças para sentarem na roda e diga que hoje irá mostrar</p><p>algumas obras da artista Beatriz Milhazes. Explique que depois elas irão</p><p>vivenciar um momento de criação artística. Com o intuito de iniciar</p><p>uma contextualização acerca da artista e suas obras, conte que ela nasceu</p><p>no Rio de Janeiro, estudou artes plásticas e deu aulas por um período.</p><p>Além de pintar, trabalha com a irmã compondo cenários, criou também</p><p>painéis enormes para o metrô de Londres. Apresente algumas de suas</p><p>produções. Peça que olhem atentamente e observem detalhes. Busque,</p><p>neste primeiro momento, permitir que as crianças apreciem de forma</p><p>livre, evitando perguntas ou indicações acerca das imagens que apresen-</p><p>tou.</p><p>2</p><p>Após essa primeira apreciação, investigue quais impressões as crianças</p><p>trazem acerca das obras da artista. Instigue a revelarem os sentimentos</p><p>que a apreciação evoca, o que lhes chama atenção, as cores, formas, figu-</p><p>ras, dentre outras percepções que podem emergir do grupo.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: (ao mostrar a obra “Liber-</p><p>ty”) que formas vocês conseguem identificar nessa obra? O que mais</p><p>estão vendo nessa imagem? O que vocês sentem ao vê-la? Por quê? Vocês</p><p>já viram algo parecido?</p><p>3</p><p>Ainda na roda, diga que fixará as obras da Beatriz Milhazes que você</p><p>selecionou noateliê, para inspirá-las. Conte que agora elas terão um mo-</p><p>mento de criação e que você preparou o espaço de maneira especial, com</p><p>três ambientes diferentes para elas explorarem, brincarem e criarem.</p><p>Em cada um terá uma proposta diferente: colagem com papéis variados,</p><p>criação com o retroprojetor e composição com formas geométricasno es-</p><p>pelho. Revele que elas poderão circular com autonomia entre os ambien-</p><p>tes, acorde a duração da atividade e a organização ao final.</p><p>4</p><p>Convide as crianças a se dirigirem ao local que você organizou para ini-</p><p>ciarem a exploração e criação. Leve as obras da artista para fixá-las em</p><p>pontos estratégicos. Enquanto as crianças fazem suas criações, circule</p><p>pela sala e fique atento para as necessidades de apoio. Encoraje a troca</p><p>de ideias entre elas. Observe a dinâmica, como estão interagindo, que</p><p>composições estão fazendo e que significado estão dando aos materiais.</p><p>No ambiente da colagem, repare o simbolismo que estão dando para os</p><p>papéis e como estão articulando a montagem. No espelho, acompanhe</p><p>a percepção de transformação e de ressignificação a cada nova experi-</p><p>mentação. No retroprojetor, desenvolva a investigação e a composição</p><p>que estão criando para ser projetada, dentre outras relações que o grupo</p><p>estabelecerá. Tire fotos e anote os comentários, as expressões, as soluções</p><p>que surgem frente aos desafios, encantamentos, surpresas e criações das</p><p>crianças.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: ao observar duas crianças</p><p>compondo um cenário com as formas geométricas em cima do espelho,</p><p>você se aproxima e pergunta: Que legal, o que vocês estão montando? O</p><p>que mais vocês vão fazer?</p><p>5</p><p>Atente-se a interação das crianças. Ao perceber que todas já circularam</p><p>pelo espaço, fizeram trocas entre si e o envolvimento começou a disper-</p><p>sar-se, sinalize que, em 2 minutos, vocês terminarão a exploração, or-</p><p>ganizarão o espaço e se reunirão em roda para conversarem. Dado este</p><p>tempo, convide a turma para organizarem o espaço e os materiais e, em</p><p>seguida, para se reunirem em roda.</p><p>6</p><p>Com as crianças reunidas, investigue junto ao grupo o que acharam de</p><p>cada ambiente e quais impressões trazem a partir da vivência. Procure</p><p>iniciar este momento convidando elas a contaremsuas experiências de</p><p>forma espontânea. Apoie-se nas suas anotações para potencializar a con-</p><p>versa.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Percebi que, em vários mo-</p><p>mentos, vocês pararam para apreciar as obras que deixei fixada da Bea-</p><p>triz Milhazes. Ela inspirou nas suas criações? Como? Vi também algu-</p><p>mas crianças criando juntas quando usaram o retroprojetor. Como foi</p><p>compor com o outro? O que fizeram?</p><p>Para finalizar:</p><p>Ainda na roda, diga que elas poderão ter outro momento de criação e</p><p>exploração inspirados nas obras da artista e convide-as para a próxima</p><p>atividade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>Uma das obras da Beatriz Milhazes chama- se Gamboa. Ela é um imenso</p><p>móbile colorido. Você poderá propor um trabalho em grupo para con-</p><p>feccionar um móbile com formas geométricas que irá compor a sala ou</p><p>algum ambiente da escola.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Considere elaborar um convite com o grupo para que a comunidade</p><p>aprecie as produções das crianças, as obras da Beatriz Milhazes e as fotos</p><p>que você tirou da exploração da atividade.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta atividade é fundamental que as crianças já tenham vivenciado</p><p>algumas propostas com as formas geométricas considerando as princi-</p><p>pais características dos sólidos geométricos e das figuras planas. Você vai</p><p>precisar de recurso audiovisual para apresentar algumas obras do artista</p><p>brasileiro VJ Spetto. Sua arte convida o público a apreciar projeções di-</p><p>gitais de linhas e formas tridimensionais, feixes de luzes, movimentos</p><p>visuais e ilusões de óticas, acompanhados de animadas trilhas sonoras.</p><p>Para que você veja um pouco da obra do artista e se inspire, sugerimos</p><p>que acesse os seguintes links: https://www.youtube.com/watch?v=1lzda-</p><p>q52ghs</p><p>Para te apoiar com informações sobre o artista, sugerimos esta matéria.</p><p>Separe uma seleção de músicas para o momento de exploração.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>As formas geométricas do nosso entorno</p><p>Máscaras geométricas</p><p>A arte geométrica das máquinas</p><p>Tridimensionalidade e formas geométricas</p><p>Arte, tecnologia e formas</p><p>Materiais:</p><p>Organize a projeção das imagens do artista por meio de um computador</p><p>e projetor de imagem. Para o momento de criação, separe papéis diver-</p><p>sos de cores, formas e tamanhos variados, papel mais rígido de diversos</p><p>formatos para suporte, colas em bastão, tesoura, fita crepe e barbante.</p><p>Observe como apresentar os materiais, tendo em vista a dimensão esté-</p><p>tica e respeitando a autonomia da criança, para que ela possa escolher o</p><p>que deseja para sua criação. Organize um varal e pregadores para acolher</p><p>as produções das crianças. Para a exploração, reserve uma lanterna para</p><p>cada criança (cubra cada uma com uma cor diferente de papel celofane e</p><p>prenda com elástico).</p><p>Preveja um repertório de músicas para tocar no ambiente enquanto as</p><p>crianças estiverem explorando (uma sugestão aqui). Separe também</p><p>papel, caneta e máquina fotográfica para registrar as experiências que</p><p>emergem do grupo durante a atividade.</p><p>Espaços:</p><p>Preveja um espaço que acolha o grupo todo de forma confortável, para</p><p>apreciar as obras projetadas e conversar sobre o artista. Depois, convide</p><p>o grupo para o momento de criação e exploração. Poderá ser na mesma</p><p>sala ou outra que dê para escurecer. Estabeleça uma organização estética</p><p>para os materiais que selecionou para</p><p>a criação. Caso disponha de uma</p><p>mesa grande, o material poderá ser organizado seguindo suas caraterísti-</p><p>cas e especificidades ou ser acolhido no chão, em bandejas e caixas. Ob-</p><p>serve que apresentar o material tendo em vista a dimensão estética con-</p><p>vida as crianças para que, de forma autônoma, se relacionem, buscando</p><p>neles belezas, funções e expressões para a criação. No final, reúna todos</p><p>para conversar sobre a experiência e compartilhar sensações.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 01 hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. O que as crianças expressaram ao criarem livremente com as formas</p><p>geométricas? Quais aspectos da apreciação levaram em conta? Como</p><p>consideraram esses aspectos para suas produções?</p><p>2. Como se relacionaram com os materiais dispostos? Exploraram dife-</p><p>rentes possibilidades de composição? Como? Classificaram as formas?</p><p>Trocaram ideias entre si?</p><p>3. Como coordenaram as habilidades manuais durante a exploração?</p><p>Como enfrentaram desafios? Buscaram apoios? Trocaram ideias sobre as</p><p>mudanças de cor?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Apoie que todas expressem suas impressões. Estimule-as a</p><p>trocarem ideias entre si, mas atente-se se alguma criança não se sentir à</p><p>vontade para expor a opinião ao grupo. Respeite esta opção e observe a</p><p>interação dela com as outras crianças, suas expressões faciais e gestos en-</p><p>quanto aprecia as obras e na exploração do ambiente. Incentive que uma</p><p>criança ajude a outra.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças e conte que hoje elas irão conhecer um pouco do tra-</p><p>balho do artista Ricardo Lara. Conte que, ao expor sua arte, ele utiliza o</p><p>nome VJ Spetto e que é comum que alguns artistas estabeleçam nomes</p><p>diferentes para si, a fim de traçarem maior identidade artística ao con-</p><p>texto de sua criação e nome. Neste momento, contextualize exemplifi-</p><p>cando outros artistas que usam deste mesmo artifício. Ainda reunido</p><p>com as crianças, diga que você trouxe uma matéria que encontrou no</p><p>jornal, que conta um pouco sobre a biografia do artista e as principais</p><p>características de suas obras. Leia a matéria para as crianças e, após a</p><p>leitura, busque investigar junto a elas curiosidades acerca do que foi lido.</p><p>Considere anotá-las, para posteriormente conversarem mais. Em segui-</p><p>da, diga que hoje elas verão algumas projeções da arte de Vj Spetto e que</p><p>conversarão sobre as impressões que elas geram ao serem apreciadas.</p><p>Diga que você planejou um momento de criação e exploração com di-</p><p>versos materiais para que elas criem obras inspiradas na arte do artista.</p><p>2</p><p>Apresente os vídeos e observe as reações das crianças, suas expressões</p><p>e seus movimentos. Esboçaram surpresa? Sorriram? Movimentaram o</p><p>corpo? Atente-se às diversas manifestações e faça registros fotográficos</p><p>e escritos. Neste primeiro momento, evite perguntas e permita que as</p><p>crianças apreciem de forma livre. Respeite a apreciação e criação de sig-</p><p>nificados.</p><p>3</p><p>Ao final das projeções, pergunte se gostaram e se já tinham visto algo pa-</p><p>recido. O que chamou a atenção? Que formas apareceram? O que acha-</p><p>ram das cores e da música? Que sensações tiveram? Qual a intenção do</p><p>artista? Fale que mostrará novamente e peça e que desta vez observem</p><p>minuciosamente as formas e figuras que aparecem para depois compa-</p><p>rarmos as impressões. Acolha percepções, hipóteses e a imaginação das</p><p>crianças. Caso queiram assistir mais uma vez, oportunize este acesso às</p><p>obras que selecionou.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Ao verem essas imagens, o</p><p>que vocês sentem? O que vocês acham que o artista quer nos dizer? A</p><p>música faz diferença na obra? Por quê? E as formas? As luzes?</p><p>4</p><p>Ainda na roda, revele que organizou materiais para as crianças criarem e</p><p>investigarem inspiradas no que viram. Caso tenha organizado um espaço</p><p>diferente para a criação, convide o grupo para se dirigir ao local. Apre-</p><p>sente as formas coloridas cortadas e diga que poderão colar no supor-</p><p>te, criando as imagens que quiserem, e que, depois, irão juntos fixar na</p><p>parede, pendurar no teto e no varal. Deixe tudo exposto em uma mesa</p><p>de forma organizada e convidativa para que as crianças peguem o que</p><p>quiserem com autonomia. Revele que depois, com a sala toda decorada,</p><p>faremos uma experiência com as luzes apagadas e as lanternas cobertas</p><p>com papel celofane. Acorde a duração da atividade e a organização da</p><p>sala.</p><p>5</p><p>Após apresentar os materiais, convide as crianças a iniciarem suas cria-</p><p>ções. Observe como estão se apropriando dos elementos, como estão</p><p>compondo as imagens, como utilizam todo espaço do papel, se as for-</p><p>mas inspiram figuras diferentes, se buscam classificá-las e como trocam</p><p>ideias com os pares. Além de observar, aproveite para instigá-las sobre</p><p>a criação, o que pretendem fazer, como acham que podem conseguir e</p><p>que formas irão utilizar para obter o que querem. Se necessário, apoie as</p><p>crianças, oportunizando a reflexão acerca de alguns materiais dispostos</p><p>que as ajudarão a atingir seus objetivos sobre a criação das obras.</p><p>6</p><p>Conforme forem terminando as produções, peça ajuda para organizar a</p><p>sala e decorá-la. Fixe nas paredes, pendure alguns no varal e, se der, no</p><p>teto. Quando tudo estiver pronto, diga que irá escurecer a sala, que elas</p><p>receberão uma lanterna com papel celofane para iluminar os trabalhos e</p><p>que poderão trocar as cores entre si para ver o que acontece. Revele que</p><p>colocará uma música para inspirá-las. Encoraje a exploração, a dança das</p><p>luzes e incentive a comunicação entre elas. Tire fotos e anote os comen-</p><p>tários, as expressões e as soluções que surgem frente aos desafios, encan-</p><p>tamentos e surpresas.</p><p>Possíveis falas do professor e ações da criança neste momento: ao obser-</p><p>var uma criança aproximando a lanterna para bem perto de uma figu-</p><p>ra, você se aproxima e pergunta: Que legal, o que você percebe quando</p><p>aproxima e afasta a lanterna? Faz diferença? Vamos fazer novamente e</p><p>observar o que acontece? E agora, o que você acha que aconteceu?</p><p>7</p><p>Ao perceber que começaram a se dispersar, sinalize que, em 2 minutos,</p><p>vocês terminarão a exploração, organizarão o espaço e se reunirão em</p><p>roda para conversarem. Dado este tempo, convide as crianças para orga-</p><p>nizarem o espaço, os materiais e, em seguida, para se reunirem em roda.</p><p>Para finalizar:Em roda, instigue as crianças a contarem o que acharam</p><p>da atividade, o que sentiram e o que descobriram. Potencialize a conver-</p><p>sa com as anotações que fez ao longo da atividade e traga para discussão</p><p>a comparação com as obras de VJ. Pergunte para as crianças o que mais</p><p>podemos fazer para se aproximar das projeções do artista e que elemen-</p><p>tos tecnológicos presentes na escola elas podem utilizar para criar arte.</p><p>Anote as ideias e as impressões das crianças, dizendo que em outro mo-</p><p>mento aprofundarão as ideias. Em seguida, convide-as para a próxima</p><p>vivência do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>Em outro momento, você poderá utilizar tablets para que as crianças,</p><p>por meio do aplicativo Kids Doodle, por exemplo, desenhem formas</p><p>geométricas. O aplicativo captura o movimento de desenho da criança</p><p>e transforma em vídeo. É gratuito e há possibilidades de escolhas para</p><p>os traços. Aqui você visualiza como o aplicativo funciona. Você poderá</p><p>juntar os vídeos das crianças e projetá-los em uma parede da escola, tra-</p><p>zendo maior proximidade da ideia de intervenção digital dos artistas vjs.</p><p>Outra possibilidade é projetar a tela do computador e utilizar ferramen-</p><p>tas de desenhos, como paint ou outra online (como essa),e convidar as</p><p>crianças para criarem desenhos digitais ao som de músicas animadas.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Escreva aos pais contando sobre a atividade que vocês fizeram. Se possí-</p><p>vel, ilustre com as fotos que tirou e com comentários das crianças. Sugira</p><p>que, em passeio com a família, atentem-se à arquitetura da região e</p><p>às</p><p>formas que podem ser vistas em janelas, telhados, portas etc. Peça que</p><p>tirem fotos para depois compartilharem com a turma.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta proposta é importante que você tenha apresentado ao grupo</p><p>histórias que utilizem sons corporais ou instrumentos musicais com a</p><p>narrativa. Familiarize o grupo com a utilização de sons, construindo um</p><p>repertório de sonorização.</p><p>Por exemplo, na história dos Três Porquinhos, o sopro e a queda de cada</p><p>uma das casas são momentos da narrativa que podem ser sonorizados.</p><p>No livro Cadê o Pintinho, de Márcia Leite, publicado pela editora Pulo</p><p>do Gato, cada aparição dos animais pode corresponder a um som, feito</p><p>com o corpo ou com instrumentos.</p><p>Depois de garantido esse repertório do uso de sonoplastia com histórias,</p><p>escolha uma uma para ler e separe-a em partes, para planejar a sonoriza-</p><p>ção com as crianças.</p><p>Materiais:</p><p>Planeje os materiais sonoros conhecidos do grupo, considerando a his-</p><p>tória que será lida. Você pode prever materiais como instrumentos mu-</p><p>sicais convencionais que sejam acessíveis ao grupo, utilizar instrumentos</p><p>confeccionados artesanalmente ou pelas próprias crianças, outros obje-</p><p>tos que produzam sons ou usar um repertório sonoro produzido com o</p><p>corpo. O repertório de sons do corpo pode ser representado em fichas,</p><p>por meio de figuras que lembrem a ação necessária para a reprodução do</p><p>som.</p><p>Espaços:</p><p>Preveja um espaço para uma roda de história. Busque um local sem mui-</p><p>ta interferência sonora, tendo em vista o cuidado para não comprometer</p><p>a sonorização da proposta.</p><p>Planeje a organização da turma em pelo menos dois grupos, para que as</p><p>crianças manuseiem os instrumentos e possam interagir. Caso não seja</p><p>possível ter um professor em cada grupo, proponha que o grupo que não</p><p>esteja na leitura da história se envolva em uma atividade com autonomia,</p><p>como por exemplo, modelagem com massinha, jogos de construção, en-</p><p>tre outros, enquanto você acompanha o que irá participar do momento</p><p>da história. Depois, basta trocar os grupos.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 40 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Quais são os gestos e as expressões das crianças durante a contação de</p><p>história?</p><p>2. Todas participam fazendo sons, ou algumas preferem apenas obser-</p><p>var?</p><p>3. No cotidiano, as crianças tentam reproduzir a história? Como fazem</p><p>isso?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>dificultar que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada crian-</p><p>ça ou do grupo. Convide todas as crianças para participar. Atente-se para</p><p>garantir liberdade de escolha às crianças para a maneira de se sentarem.</p><p>Busque estar atento às diferentes formas de interação delas, propondo al-</p><p>ternativas para contribuições individuais e coletivas, traçando estratégias</p><p>para que uma criança ajude às outras.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças e conte que elas irão fazer atividades divididas em dois</p><p>grupos. Explique que você acompanhará um grupo em uma roda de his-</p><p>tória e que o outro grupo fará uma atividade que já realizam com auto-</p><p>nomia. Informe que depois trocarão de atividade com o grupo que estará</p><p>com você.</p><p>Convide as crianças que participarão da história para se acomodar no</p><p>local escolhido. Conte que você separou uma história e algumas possi-</p><p>bilidades sonoras que elas já conhecem. Diga que depois de a ouvirem,</p><p>vocês utilizarão os sons na narrativa.</p><p>2</p><p>Inicie a leitura da história, utilizando as entonações necessárias para a</p><p>apreciação do grupo. Ao finalizar a leitura, combine com as crianças que</p><p>agora vocês irão rememorar o repertório sonoro que já conhecem. Peça</p><p>que escolham os sons que farão parte da sonoplastia da narrativa. Em</p><p>seguida, proponha que as crianças expressem os sons conhecidos ou que</p><p>apresentem novos como sugestões para a composição da história. Nesse</p><p>momento, faça certos combinados com o grupos, para que as partici-</p><p>pações de todos sejam acolhidas. Apoie as sugestões, observando e am-</p><p>pliando a riqueza das trocas de opiniões.</p><p>3</p><p>Após as crianças expressarem as ideias quanto aos sons que poderão uti-</p><p>lizar na sonoplastia da história, diga para o grupo que vocês irão analisar</p><p>a primeira parte da narrativa, para acordarem quais sons podem ser uti-</p><p>lizados. A cada seleção realizada pelo grupo, diga às crianças que vocês</p><p>passarão para a próxima parte do texto e que, se for o caso, precisarão</p><p>pensar em outras possibilidades sonoras. Após selecionarem os sons, de-</p><p>cida com o grupo quem serão os responsáveis por reproduzi-los na nar-</p><p>rativa. Caso seja possível, combine para que cada criança reproduza um.</p><p>Suponha que a história selecionada apresente possibilidades sonoras</p><p>com o vento: Pessoal, aqui nesta parte da história, vejam o que diz: Na-</p><p>quela manhã o vento cantava de forma serena! Como podemos reprodu-</p><p>zir um vento cantando de forma serena? Aqui nos fala de um vento forte</p><p>ou um vento mais calmo? Em outro caso, considere um personagem</p><p>caminhando: Por ali, caminha um lobo. Com passos firmes, buscava</p><p>encontrar alguma comida. Você pode dizer: E aqui, que som podemos</p><p>fazer para indicar os passos do lobo?</p><p>4</p><p>Após a seleção dos sons que serão utilizados, recomece a leitura para que</p><p>as crianças possam sonorizar a história, apoiando o grupo, se necessário,</p><p>na utilização dos recursos.</p><p>5</p><p>Encerrando a contação, investigue junto às crianças sobre como foi par-</p><p>ticipar do momento. Após essa conversa, diga que, conforme explicou no</p><p>início, agora elas irão fazer a troca de atividade com os colegas. Utilize as</p><p>mesmas estratégias com o novo grupo de crianças.</p><p>Para finalizar:</p><p>Ao terminar a leitura para todos os grupos, convide as crianças para or-</p><p>ganizar os espaços utilizados nas atividades. Lance desafios para tornar o</p><p>momento divertido! Você pode dizer que precisam guardar os materiais,</p><p>mas que farão isso pulando como coelhos, por exemplo.</p><p>Desdobramentos</p><p>Considere repetir esta estratégia de leitura de história com as crianças,</p><p>ampliando o tamanho do grupo e diversificando os instrumentos entre</p><p>elas. Utilize-os também em parlendas ou poemas.</p><p>Você pode ainda filmar a história sonorizada ou ensaiá-la com as crian-</p><p>ças, para que seja apresentada em momentos de partilha com outros gru-</p><p>pos da escola.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Envie para casa um comunicado contando às famílias que as crianças</p><p>ouviram uma história cheia de surpresas. No texto, peça que os respon-</p><p>sáveis perguntem para as crianças que história foi essa e quais foram as</p><p>surpresas. Considere dividir o registro dessa proposta em momentos</p><p>coletivos, tais como em reunião de pais.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta proposta é necessário que você faça uma seleção de alguns li-</p><p>vros para leitura cotidiana com o grupo. Leia os livros para conhecer</p><p>bem a história, percebendo as pausas marcadas pela pontuação gramati-</p><p>cal. Identifique as palavras que não conhece e procure seus significados,</p><p>aproveitando para treinar a pronúncia de termos mais difíceis. Procure</p><p>olhar com mais cuidado para a capa do livro que será lido. Pronuncie o</p><p>nome dos autores, ilustradores e tradutores. Identifique os elementos da</p><p>capa e perceba as relações entre eles e a narrativa, já que tais elementos</p><p>antecipam pontos importantes da história.</p><p>Materiais:</p><p>O material para esta proposta é o livro escolhido para leitura.</p><p>Espaços:</p><p>Antecipe um espaço em que o grupo de crianças se sinta confortável e</p><p>acolhido para a leitura da história. É importante que você e o livro pos-</p><p>sam estar visíveis para as crianças.</p><p>Você pode considerar dividir as crianças em pequenos grupos, se for</p><p>mais adequado para sua turma. Para tal, garanta um planejamento em</p><p>que um grupo estará com você escutando a história e o outro estará em</p><p>uma proposta que já realizam com autonomia, como, por exemplo, jogos</p><p>de construção, brincadeiras nos cantos da sala ou uma massinha.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente de 30 a</p><p>40 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Qual o elemento da capa que mais chamou a atenção das crianças?</p><p>Que comentários fizeram?</p><p>2. Quais hipóteses elas levantam sobre a narrativa?</p><p>3. As crianças estabelecem relações da capa do livro com a narrativa.</p><p>Quais são as relações?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Caso identifique alguma necessidade de acolhida indivi-</p><p>dual, proponha possibilidades para que a criança possa acompanhar a</p><p>história com o grupo, fazendo o convite e oferecendo que ela fique mais</p><p>próxima de você, se for o caso.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide o grupo que participará da leitura da história para se acomodar</p><p>no espaço escolhido por você, dizendo que as crianças podem se sentar</p><p>da forma mais confortável para participar da leitura de história. Fale que,</p><p>antes de começar a leitura, você gostaria de compartilhar com elas quem</p><p>é o autor da história, quem fez os desenhos para este livro ou quem tra-</p><p>duziu a história para nossa língua, se for o caso.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Pessoal, hoje eu preparei</p><p>uma história para ler para vocês! Vocês sabiam que (nome do autor)</p><p>escreveu esta história? Mas ele escreveu em outra língua. O (nome do</p><p>tradutor) foi quem traduziu a história, ou seja, passou da língua em que</p><p>foi escrita para a nossa. Ah, aqui está escrito também que (nome do ilus-</p><p>trador) foi quem fez os desenhos para este livro, ele é o ilustrador!</p><p>2</p><p>Depois desta apresentação, mostre para as crianças a capa do livro. Diga</p><p>que, antes de começar a leitura, você gostaria que elas falassem um pou-</p><p>co sobre a capa. Faça perguntas sobre os elementos que estão na capa,</p><p>com foco na antecipação da narrativa. Lembre-se que você é um dos mo-</p><p>delos de leitura para as crianças e que elas ainda estão compreendendo</p><p>que a capa faz parte do processo de leitura do livro. Portanto, nesta pro-</p><p>posta, é importante que você as ajude com perguntas instigantes e perti-</p><p>nentes. Por exemplo, se houver um animal correndo de outro na capa do</p><p>livro, comece perguntando se as crianças sabem quem são e o que estão</p><p>fazendo. Pergunte se eles se relacionam em algum momento da narrativa</p><p>e as instigue questionando se elas têm alguma pista do que acontecerá</p><p>nesta história.Folheie as páginas do livro, como forma de auxiliar as hi-</p><p>póteses das crianças acerca do que acontece na narrativa.</p><p>Possíveis falas do professor: Crianças, antes de começar a leitura da his-</p><p>tória, eu gostaria que vocês olhassem a capa deste livro. O que vocês</p><p>estão vendo na capa? O que será que acontece com estes personagens?</p><p>Vocês acham que eles se encontram na história?</p><p>Por exemplo: Ah! vocês acham então que esse ratinho está correndo do</p><p>urso nessa história? Será que é isso que vai acontecer? Vamos ler para</p><p>saber? .</p><p>3</p><p>Inicie a leitura da história, utilizando todo o repertório de entonações na</p><p>fala ou expressões que você já tinha preparado antes.</p><p>4</p><p>Convide as crianças a falarem sobre a parte da história que mais gosta-</p><p>ram de forma espontânea. Este é um momento de escuta ativa que pode</p><p>te ajudar a escrever registros sobre a atividade. Dialogue, relembrando as</p><p>hipóteses que as crianças fizeram no início da proposta e relacionando as</p><p>possibilidades que levantaram sobre a capa do livro com os elementos da</p><p>narrativa.</p><p>Algumas crianças podem escolher não se expressar de forma verbal.</p><p>Acolha também esta opção, afinal, a apreciação tem diversas formas de</p><p>manifestar.</p><p>Possíveis falas do professor: Crianças, o que acharam desta história?</p><p>Quem gostaria de comentar? Antes de começar nossa história, vocês</p><p>lembram que conversamos sobre a capa do livro? Vocês acham que o que</p><p>observaram na capa foram dicas para que descobrissem algumas coisas</p><p>na história antes de lermos todo o livro? Vocês concordaram com o que</p><p>o personagem fez? Fariam diferente? O que fariam? .</p><p>Para finalizar:</p><p>Ao finalizar, convide as crianças para organizar o espaço que vocês utili-</p><p>zaram. Caso tenha optado por dividir o grupo, após os dois grupos te-</p><p>rem ouvido a história convide todos para a organização da atividade em</p><p>que estiveram envolvidos.</p><p>Desdobramentos</p><p>Considere realizar a proposta com outros livros, observando as estraté-</p><p>gias que as crianças constróem a cada nova leitura. Proponha a leitura de</p><p>outros gêneros literários, como poesia, por exemplo, ampliando o reper-</p><p>tório do grupo.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Combine com as crianças que poderão levar o livro para a casa em dias</p><p>alternados, para que possam apreciar o livro em outro momento e am-</p><p>biente. Você pode propor que elas contem para as famílias o que vocês</p><p>descobriram juntos sobre a capa do livro.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta proposta é necessário que você faça uma seleção de um livro</p><p>para leitura cotidiana com o seu grupo. Selecione um livro de narrativa</p><p>com a estrutura de começo, meio e fim, com acontecimentos encadea-</p><p>dos. Leia o livro para conhecer bem a história. Perceba a série de acon-</p><p>tecimentos do enredo e procure identificar os momentos da história nos</p><p>quais você pode fazer pausas estratégicas. Tais pausas devem anteceder</p><p>os momentos mais emocionantes da narrativa, permitindo que as crian-</p><p>ças possam fazer conexões ou hipóteses do que acontecerá depois. Caso</p><p>ache necessário, use uma marcação definida por você para te auxiliar a</p><p>lembrar os acontecimentos mais pertinentes do livro escolhido.</p><p>Materiais:</p><p>Para esta proposta é necessário um livro para a leitura.</p><p>Espaços:</p><p>Antecipe um espaço em que o grupo de crianças se sinta confortável</p><p>e acolhido para a leitura da história, considerando que elas consigam</p><p>acompanhá-la com qualidade, para que possam trocar com você as hipó-</p><p>teses de antecipação do enredo. Pondere dividir as crianças em pequenos</p><p>grupos, caso seja mais adequado para sua turma. Para tal, garanta um</p><p>planejamento em que um grupo estará com você, escutando a história,</p><p>e o outro estará em uma proposta que já realizam com autonomia, por</p><p>exemplo, jogos de construção, brincadeiras nos cantos da sala ou uma</p><p>massinha.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 40 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Como as crianças reagiram ao ser surpreendidas com a pausa na his-</p><p>tória? Tiveram pressa em propor ideias para que continuasse a leitura?</p><p>2. Quais soluções que as crianças utilizam para os enredos? Elas se repe-</p><p>tem quando você conta a mesma história? As crianças estão acolhendo</p><p>os diferentes pontos de vista para as hipóteses dos colegas?</p><p>3. As crianças solicitam que você repita a história com a mesma estraté-</p><p>gia de antecipação?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada crian-</p><p>ça ou do grupo. Caso identifique alguma dificuldade individual de algu-</p><p>ma criança, proponha possibilidades para que ela possa acompanhar a</p><p>história com o grupo, oferecendo que ela fique mais próxima de você, se</p><p>for o caso.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide o grupo que participará da leitura da história para se acomodar</p><p>no espaço escolhido por você, dizendo que as crianças podem se sentar</p><p>da forma mais confortável, pois você preparou uma história para ler.</p><p>Apresente o livro para elas, perguntando sobre detalhes da capa ou da</p><p>contracapa, imagens ou personagens que aparecem nas primeiras pági-</p><p>nas, já instigando o grupo a perceber detalhes importantes da narrativa.</p><p>O momento de apresentação do livro é um movimento importante da</p><p>leitura. Ele fortalece as estratégias de leituras das crianças. Outro pon-</p><p>to essencial diz respeito à apresentação das características de um livro.</p><p>Ações assim oferecem para as crianças, em seu cotidiano, a construção</p><p>de saberes, apoiados em bons modelos leitores.</p><p>a.</p><p>Possíveis falas</p><p>do professor: Pessoal, hoje eu preparei uma história para</p><p>ler para vocês! O livro de hoje se chama (nome do livro) e quem escre-</p><p>veu foi (nome do autor). Olhem a capa do livro, sobre o que vocês acham</p><p>que é esta história?</p><p>2</p><p>Conte para as crianças que você começará a leitura mas, que, em alguns</p><p>momentos, você fará uma parada especial para que elas tentem descobrir</p><p>como a história continua.</p><p>3</p><p>Inicie a leitura e, na primeira parada planejada por você, instigue as</p><p>crianças a falar como elas acham que a história continua. Acolha as hi-</p><p>póteses e dialogue com o grupo.</p><p>Lembre-se de que os momentos escolhidos para suspender a história</p><p>estão ligados à continuidade da narrativa, você pode, portanto, brincar</p><p>com o suspense, despertando no grupo o envolvimento com a leitura,</p><p>por meio das reações.</p><p>Possíveis falas do professor: E agora pessoal, o que será que aconteceu?</p><p>Vocês viram o que o personagem fez? Quem tem alguma ideia? Como</p><p>vocês acham que ele resolveu a situação?</p><p>4</p><p>Quando perceber que o grupo já esgotou as hipóteses, retome a leitura</p><p>da história e estabeleça um diálogo com as falas das crianças. Cuide para</p><p>que essa parada não se prolongue, de forma que se perca a fluidez da</p><p>narrativa. Equilibre os momentos de paradas e de leitura, deixando que</p><p>você e que o grupo se envolvam de forma prazerosa com a narrativa.</p><p>Possíveis falas do professor: Vamos descobrir o que aconteceu? Depois</p><p>de tudo que vocês falaram, estou até com medo de como continua esta</p><p>história! Vou ler para vocês. Aconteceu o que vocês pensaram? Nossa,</p><p>nós nem imaginávamos que o personagem iria resolver desse jeito! Será</p><p>que ainda temos mais surpresas? Vamos continuar!</p><p>5</p><p>Siga a leitura até o final, fazendo as paradas que você programou. Ao ter-</p><p>minar a história, convide as crianças para expressar como foi lê-la dessa</p><p>maneira.</p><p>Para finalizar:</p><p>Ao finalizar, convide as crianças para organizar o espaço que vocês utili-</p><p>zaram. Caso você tenha optado por dividir o grupo, após os dois grupos</p><p>terem ouvido a história, convide-os, também, para a organização da ati-</p><p>vidade em que estiveram envolvidos.</p><p>Desdobramentos</p><p>Considere repetir a proposta com diversos. livros. Há várias histórias</p><p>infantis com enredos inusitados, cheias de suspenses e de mistérios. Pla-</p><p>neje a leitura desses livros! A garotada vai amar!</p><p>Engajando as famílias</p><p>Escreva para as famílias contando essa estratégia de leitura diferente, re-</p><p>alizada com o grupo. Proponha que as crianças levem o livro para a casa,</p><p>combinando que elas compartilhem como foi a leitura da história. Uma</p><p>estratégia interessante é realizar a filmagem desses momentos e, depois,</p><p>compartilhá-la com as famílias, comentando a riqueza das hipóteses que</p><p>as crianças constroem a partir da leitura.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta proposta, escolha um livro no qual as ilustrações revelam o que</p><p>está escrito no texto, que tenha boa qualidade de imagens e que não faça</p><p>parte do repertório de livros do grupo de crianças. Observe a importân-</p><p>cia de analisar as imagens, assegurando a qualidade visual, para que as</p><p>crianças possam traduzir suas impressões como forma de antecipação da</p><p>leitura, garantindo uma relação de qualidade com a proposta. Pesquise</p><p>algumas informações acerca do ilustrador do livro, enriquecendo seu</p><p>repertório e olhando para os aspectos gráficos da obra.</p><p>Preparamos aqui, uma sugestão de títulos que podem compor esta pro-</p><p>posta.</p><p>Materiais:</p><p>Para esta proposta é necessário um livro com boa qualidade gráfica de</p><p>ilustrações. É importante considerar mais de um exemplar do mesmo</p><p>livro, para garantir uma boa circulação entre as crianças.</p><p>Espaços:</p><p>de crianças se sinta confortável</p><p>Antecipe um espaço considerando que sua estrutura proporcione rela-</p><p>ções de acolhida e conforto para o grupo de crianças, de maneira que</p><p>elas construam relações de qualidade com a história. Considere que elas</p><p>precisam acompanhar as imagens. Portanto, pondere dividir as crianças</p><p>em pequenos grupos para a proposta, caso seja mais adequado para a</p><p>turma. Para tal, garanta um planejamento em que um grupo estará com</p><p>você escutando a história e outro grupo estará em uma proposta que já</p><p>realizam com autonomia, como, por exemplo, jogos de construção, brin-</p><p>cadeiras nos espaços da sala ou uma massinha.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 40 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Como as crianças acolheram sua proposta de leitura de história por</p><p>meio das imagens? Como reagiram? O que disseram?</p><p>2. O que chamou mais atenção das crianças ao observarem as imagens?</p><p>Foi possível fazer a antecipação da história? A história contada pelas</p><p>imagens ficou parecida com a original?</p><p>3. Como o grupo se apoiou no momento da leitura por imagens? Apro-</p><p>veitaram a ideia lançada por um amigo de forma a considerar a continui-</p><p>dade da narrativa? Elas sugeriram diálogos e sentimentos para os perso-</p><p>nagens?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Caso identifique alguma necessidade individual das crian-</p><p>ças, proponha possibilidades para que ela possa acompanhar a história</p><p>com o grupo, fazendo o convite e oferecendo que ela fique mais próxima</p><p>de você.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide as crianças para se acomodarem no espaço escolhido por você.</p><p>Diga que você preparou uma história diferente. Conte que hoje, antes da</p><p>leitura do texto, vocês tentarão descobrir a história do livro por meio da</p><p>observação das imagens.</p><p>Apresente o livro para as crianças, perguntando sobre detalhes da capa</p><p>ou contracapa, imagens ou personagens que aparecem nas primeiras pá-</p><p>ginas do livro, já instigando o grupo a perceber detalhes gráficos da obra.</p><p>Considere que o momento de apresentação fortalece as estratégias de</p><p>leituras das crianças, oferecendo uma relação de qualidade quanto ao</p><p>conhecimento das características que compõem um livro. Essas ações</p><p>oportunizam às crianças construírem, em seu cotidiano, saberes apoia-</p><p>dos em bons modelos leitores.</p><p>Possíveis falas do professor: Pessoal, hoje nós começaremos a leitura</p><p>de uma história de uma forma diferente! Antes de ler o texto do livro,</p><p>vamos descobrir como é esta história por meio das imagens. O livro se</p><p>chama (nome do livro) e quem escreveu foi (nome do autor). Quem fez</p><p>as imagens se chama (nome do ilustrador). Olha a capa do livro, sobre o</p><p>que vocês acham que é esta história?</p><p>2</p><p>Comece a virar as páginas do livro e, em cada ilustração, convide as</p><p>crianças a lançarem suas hipóteses sobre a história. Convide de tal forma</p><p>que as crianças sintam-se livres para apresentarem suas ideias expressan-</p><p>do-se por meio de diversas linguagens. Acolha essas ideias de forma que</p><p>as crianças se sintam livres para lançar suas hipóteses sobre a narrativa</p><p>da história por imagens.</p><p>Possíveis falas do professor: Pessoal, o que será que acontece neste mo-</p><p>mento da história? Será que conseguimos adivinhar por esta imagem? O</p><p>que vocês acham que esta imagem quer dizer?</p><p>3</p><p>Ao terminarem a leitura do livro, considerando as imagens, conte para</p><p>as crianças que agora você fará a leitura do texto do livro. Combine que</p><p>juntos descobrirão se as hipóteses feitas na interpretação da imagem se</p><p>aproximam da história.</p><p>4</p><p>Após a leitura, convide as crianças a expressarem as similaridades ou</p><p>diferenças da história contada a partir das imagens e da história lida. É</p><p>importante que você as ajude a perceber que interpretar as imagens tam-</p><p>bém é uma maneira de ler uma história. Convide as crianças a falarem</p><p>como elas se sentiram nas duas leituras da história.</p><p>Possíveis falas do professor: Pessoal, o que vocês acharam destas duas</p><p>maneiras que lemos a história? Quando estávamos vendo as imagens,</p><p>como foi a nossa história? E depois que lemos o texto? Como a história</p><p>ficou? Nós lemos a história de duas maneiras diferentes! O que vocês</p><p>acharam?</p><p>Para finalizar:</p><p>Ao finalizar, convide as crianças para organizarem o espaço que vocês</p><p>utilizaram. Caso você tenha optado por dividir o grupo, após os dois</p><p>grupos terem ouvido a história, convide a todos para a organização da</p><p>atividade em que estiveram envolvidos.</p><p>Desdobramentos</p><p>Considere selecionar outros livros para fazer a leitura das imagens com</p><p>as crianças. Há livros de poemas que também têm ilustrações muito ri-</p><p>cas. Você pode usá-los e ampliar, assim, a percepção de um texto poéti-</p><p>co.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Escreva para as famílias contando esta estratégia de leitura diferente rea-</p><p>lizada com o grupo. Você pode propor que as crianças levem o livro para</p><p>a casa, combinando que elas compartilhem com as famílias a interpreta-</p><p>ção das imagens. Uma estratégia interessante é realizar a filmagem destes</p><p>momentos e, depois, compartilhar, comentando a riqueza das hipóteses</p><p>que as crianças constroem a partir da interpretação das imagens e depois</p><p>da leitura do texto.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta proposta escolha uma história em que acontecem enganos.</p><p>Elas, geralmente são caracterizadas quando algum personagem pratica</p><p>uma ação mas, no enredo, fica claro que sua intenção era outra, gerando</p><p>situações de tensão, medo ou humor. Preparamos uma coletânea de al-</p><p>guns títulos que trazem em sua narrativa situações de engano. Você pode</p><p>acessá-la aqui. *</p><p>Observe que você precisa conhecer bem a história que escolher, prepa-</p><p>rando-se para fazer uma leitura de qualidade, respeitando as pausas, as</p><p>entonações e as características desse tipo de enredo, garantindo a flui-</p><p>dez da história, encadeando os acontecimentos como sugere o escritor</p><p>e fazendo mediações para as crianças pensarem sobre a relação entre as</p><p>características das personagens, suas intenções e ações ao longo da nar-</p><p>rativa.</p><p>Materiais:</p><p>Para esta proposta é necessário que você selecione uma história com en-</p><p>gano.*</p><p>Espaços:</p><p>Organize um espaço considerando que sua estrutura proporcione sen-</p><p>timento de acolhida e conforto para o grupo de crianças, de maneira</p><p>que elas sintam-se confortáveis para acompanhar a história. Considere</p><p>organizar a turma em pequenos grupos para a proposta, caso seja mais</p><p>adequado para seu contexto. Para tal, garanta um planejamento em que</p><p>um grupo estará com você escutando a história e o outro estará em uma</p><p>proposta que já realizam com autonomia, por exemplo, brincando com</p><p>jogos de construção, fazendo brincadeiras nos espaços da sala ou mani-</p><p>pulando uma massinha.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 40 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Ao interagir com a narrativa, as crianças reconhecem as situações de</p><p>engano e fazem relações com as características da personagem? *</p><p>2. Quando aparecem os momentos de engano, qual é a reação das crian-</p><p>ças? Elas acham engraçado, sentem medo ou têm alguma outra reação?</p><p>3 .Na conversa sobre as situações de engano, quais comentários as crian-</p><p>ças fazem? Elas fazem articulações ou aproximações entre as intenções</p><p>da personagem e suas ações? Elas questionam ou problematizam essas</p><p>situações?</p><p>?</p><p>.</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender às necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Caso identifique alguma necessidade individual das crian-</p><p>ças, proponha possibilidades para que ela possa acompanhar a história</p><p>com o grupo, fazendo o convite e oferecendo que ela fique mais próxima</p><p>de você, por exemplo. Em algumas situações, as crianças não querem</p><p>estar envolvidas na contação, respeite esse movimento, sugerindo pro-</p><p>postas que podem ser concomitantes à contação, por exemplo, um jogo</p><p>de montar. *</p><p>*</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide as crianças para se acomodarem no espaço escolhido. Quando</p><p>todas estiverem acomodadas, diga a elas que você escolheu uma nova</p><p>história para o momento de leitura do dia. Conte ainda que após a lei-</p><p>tura vocês conversarão um pouco mais sobre a história. Apresente o li-</p><p>vro para as crianças, perguntando sobre detalhes da capa, das imagens</p><p>ou de personagens que aparecem nas primeiras páginas do livro, a fim</p><p>de aproximá-las da obra, dando espaço para que elaborem hipóteses de</p><p>antecipação do conteúdo da história. Destaque as personagens da histó-</p><p>ria, convidando as crianças para descobrir quem são e como agem é uma</p><p>estratégia que as aproxima da possibilidade de compreensão das peculia-</p><p>ridades desse tipo de enredo. Conte ainda quem a escreveu, ilustrou ou</p><p>traduziu. Considere que o momento de apresentação fortalece as estraté-</p><p>gias de leitura e de escuta das crianças, oferecendo uma relação de qua-</p><p>lidade quanto ao conhecimento das características que compõem uma</p><p>história. Essas ações oportunizam a elas construir, em seus cotidianos,</p><p>saberes apoiados em bons modelos leitores.</p><p>a</p><p>,</p><p>Possíveis falas do professor: Pessoal, hoje eu trouxe uma nova história</p><p>para o nosso momento de leitura. Quando eu terminar a leitura, vamos</p><p>conversar sobre a história. Vejam, eu trouxe este livro. Aqui está o título.</p><p>Olhando para o título sabem me dizer que história seria essa? E os per-</p><p>sonagens, como serão, quais são suas características? O que vocês acham</p><p>que os personagens fazem nessa história? Nossa tem uma raposa! O que</p><p>ele faz na história?</p><p>2</p><p>Leia a apresentação que está na contracapa do livro. Conte para as crian-</p><p>ças que ali encontra-se um pequeno resumo da história. Geralmente,</p><p>nessa apresentação, em histórias com engano, o texto deixa no ar uma</p><p>pergunta para aguçar a curiosidade do leitor sobre a ação do persona-</p><p>gem. Apoie-se nessa pergunta para instigar no pensamento sobre a ela.</p><p>so</p><p>3</p><p>Após essa leitura, convide-as para ouvir a história e descobrir o que</p><p>acontece. Considere fazer uma pausa na primeira vez em que o persona-</p><p>gem que engana aparece, instigando as crianças a pensar por que a per-</p><p>sonagem agiu dessa forma. Nesse momento, questione sobre o que acon-</p><p>tecerá, pautando-se na narrativa escolhida.</p><p>..*</p><p>4</p><p>Ao terminar a história, investigue junto ao grupo quais foram as impres-</p><p>sões acerca da narrativa, acolhendo as percepções que as crianças trazem</p><p>acerca da narrativa. Neste momento, comece a fazer perguntas sobre</p><p>o(s) momento(s) de engano, resgatando, inclusive, algumas reações das</p><p>crianças. Observe que um ponto importante das histórias com engano</p><p>é a percepção de que alguns personagens praticam uma ação, porém, a</p><p>intenção é outra. Portanto, articule perguntas que instiguem as crianças</p><p>nesse sentido. .</p><p>Possíveis falas do professor: Pessoal, o que vocês acharam dessa histó-</p><p>ria? E o que vocês acharam do personagem (nome do personagem) que</p><p>queria fazer (descreva a ação) mas, na verdade, queria fazer outra coisa</p><p>(descrever a intenção)? E o que aconteceu com a história depois disso? E</p><p>vocês acharam engraçado, tiveram medo ou ficaram preocupados com o</p><p>que iria acontecer depois? Por que vocês acham que a personagem agiu</p><p>dessa maneira? Haveria outra forma? O que aconteceria se ela agisse</p><p>assim como vocês pensaram? Vocês conhecem outra histórias em que o</p><p>personagem agem assim?</p><p>**</p><p>Para finalizar:</p><p>Ao finalizar, convide as crianças para organizar o espaço que vocês utili-</p><p>zaram. Caso você tenha optado por dividir o grupo, após os dois grupos</p><p>terem ouvido a história, convide-os, também, para a organização da ati-</p><p>vidade em que estiveram envolvidos.</p><p>Desdobramentos</p><p>Selecione outros livros de histórias com engano e realize outros mo-</p><p>mentos como este para que as crianças possam compreender progressi-</p><p>vamente esse tipo de enredo. As crianças demonstram interesse nesses</p><p>personagens que agem de uma forma ambígua e é possível explorar mais</p><p>suas características, criando um repertório muito rico. Com ele, o grupo</p><p>pode criar peças teatrais, recontos e filmagens das histórias com enga-</p><p>no.*</p><p>Engajando as famílias</p><p>Escolha um momento de abertura ou encerramento de uma reunião</p><p>com as famílias e faça a mesma dinâmica do plano, contando para as</p><p>Pergunte se ela quer contar aos colegas o que aconteceu ou prefere que</p><p>você o faça. Nas duas hipóteses, reúna todos em roda e, depois de comu-</p><p>nicado o fato, pergunte se alguém já passou pela mesma situação. A tro-</p><p>ca de experiência conforta e é um incentivo para deixar aflorar os sen-</p><p>timentos. Sugira que a turma chame esse colega para brincar, mas sem</p><p>insistir.</p><p>Leve filmes como Bambi e O Rei Leão para a sala. Depois, dê lápis de cor</p><p>ou giz de cera para que todos desenhem algo sobre o que sentiram diante</p><p>das cenas de morte. Incentive os comentários e opiniões.</p><p>Em caso de haver agressão por parte do enlutado, deixe claro a ele que</p><p>todos entendem e respeitam sua dor, mas que isso não lhe dá o direito de</p><p>agir com violência e descontar nos colegas.</p><p>Quando falecer alguém conhecido (artista ou pessoa importante na co-</p><p>munidade), não perca a oportunidade de conversar sobre o assunto. Ex-</p><p>plique o que é um cemitério, por que as pessoas são enterradas, por que</p><p>os vivos visitam os mortos no feriado de Finados, o que é um velório etc.</p><p>Se a escola perder um funcionário ou professor, organize um ritual de</p><p>homenagem com a participação de todos. A cerimônia pode ser simples,</p><p>como o plantio de uma árvore. Assim, sempre que alguém olhar para ela</p><p>poderá lembrar com carinho de quem se foi. Em sala, sugira fazer um</p><p>desenho (coletivo ou individual) ou pensar em algumas palavras que po-</p><p>deriam ser ditas para a pessoa.</p><p>Se a perda foi de um familiar da criança sugira que ela, se quiser, leve</p><p>uma foto para a escola. Isso pode diminuir o desconforto da ausência.</p><p>Se ela chorar muito, explique aos colegas dela o motivo. Oriente-os como</p><p>agir quando se vê alguém aos prantos: ficar perto e oferecer ajuda ou um</p><p>lenço de papel. Incentive-os a falar da tristeza e da raiva que surgem pela</p><p>perda ou do que cada um sentiu quando alguém morreu. Nunca reprima</p><p>ou tente conter o choro, pois as emoções fazem parte da vida e precisam</p><p>ser expressadas.</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Criação de movimentos.</p><p>- Conhecer a cultura de outros povos.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Movimento.</p><p>- Tradições culturais da região.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>Uma semana</p><p>Material necessário</p><p>Cartolina, giz de cera, máquina fotográfica;</p><p>DVD sobre as culturas presentes no litoral</p><p>Livros ilustrados sobre historias, lendas e outros ligados a cultura local</p><p>Fotografias, músicas tradicionais da cultura caiçara, vídeos e textos sobre</p><p>as culturas presentes.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Mostrar às crianças as fotos e os vídeos de uma dança caiçara e pergun-</p><p>tar se elas conhecem a dança, as músicas e os movimentos. Montar um</p><p>cartaz para registrar os comentários, dividindo-o em “O que já sabemos”</p><p>e “O que não sabemos sobre as danças tipicas”.</p><p>2ª etapa</p><p>Convidar a turma para dançar em roda com as músicas folclóricas</p><p>3ª etapa</p><p>Ler os textos sobre as diferentes culturas de forma bem ilustrativa e inte-</p><p>ressante e completar o cartaz com novas informações.</p><p>4ª etapa</p><p>Propor dançar mais uma musica. Avisar que vou fotografar para depois</p><p>montar juntos um mural de imagens sobre os movimentos realizados</p><p>5ª etapa</p><p>Oferecer giz de cera para que todos desenhem uma roda de dança. Colo-</p><p>car as produções junto ao cartaz. Mostrar as fotos ao grupo e juntos se-</p><p>lecionem as que retratam movimentos tipicos. Criar as legendas para as</p><p>imagens.</p><p>6ª etapa</p><p>Ler para os pequenos os livro sobre as diferentes culturas . Se possível,</p><p>convidar um especialista em danças tipicas para ensiná-las a eles. Foto-</p><p>grafar as vivências. Pedir que desenhem essas danças também.</p><p>7ª etapa</p><p>Depois de todos apreciarem os desenhos, expor eles e criar as legendas</p><p>para as novas fotos.</p><p>8ª etapa</p><p>Conversar sobre oque eles acharam da aulas e se gostaram.</p><p>Avaliação</p><p>Analisear se os pequenos criaram movimentos nas rodas e se percebe-</p><p>ram que podem ocupar so espaços de diversas maneiras.</p><p>Flexibilização</p><p>Conversar com a direção da escola das possibilidades de contratar uma</p><p>pessoa com uma formação em libras</p><p>Deficiências</p><p>Auditiva Física</p><p>Objetivo(s)</p><p>Interagir e relacionar-se por meio de fotos.</p><p>Perceber-se a si e ao outro, as igualdades e</p><p>diferenças, mediante as interações estabelecidas.</p><p>Sentir-se valorizado e reconhecido enquanto indivíduo.</p><p>Enxergar-se a si próprio como parte de um grupo, de uma unidade com-</p><p>plexa.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>Um a dois meses</p><p>Material necessário</p><p>Fotos das crianças sozinhas, com seus familiares, com seu brinquedo</p><p>preferido, e outras, realizando atividades que gosta sozinhas e junto de</p><p>seus colegas na escola.</p><p>Caixinhas de sapato infantil para servir de caixinhas surpresa. Podem ser</p><p>pintadas, ou forradas.</p><p>Papel craft para fazer cartazes de pregas.</p><p>Papel cartão colorido e cola para confeccionar os cartazes com janeli-</p><p>nhas.</p><p>Fita adesiva.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Introdução</p><p>A construção da identidade se dá por meio das interações da criança</p><p>com o seu meio social. A escola de Educação Infantil é um universo so-</p><p>cial diferente do da família, favorecendo novas interações, ampliando</p><p>desta maneira seus conhecimentos a respeito de si e dos outros. A au-</p><p>to-imagem também é construída a partir das relações estabelecidas nos</p><p>grupos em que a criança convive. Um ambiente farto em interações, que</p><p>acolha as particularidades de cada indivíduo, promova o reconhecimen-</p><p>to das diversidades, aceitando-as e respeitando-as, ao mesmo tempo que</p><p>contribui para a construção da unidade coletiva, favorece a estruturação</p><p>da identidade, bem como de uma auto imagem positiva.</p><p>Tendo em vista estes propósitos, a utilização de fotos pode ser ampla-</p><p>mente aproveitada pelo professor de educação infantil. Este recurso vi-</p><p>sual promove situações de interação, reconhecimento e construção da</p><p>auto-imagem, favorece as trocas e a percepção do outro e, das igualdades</p><p>e diferenças, e consequentemente, de si.</p><p>Esta sequência de atividades foi traçada considerando as necessidades</p><p>das crianças de se reconhecerem no grupo no início do ano letivo. Desta</p><p>forma, foram pensadas atividades numa sequência, que pode ser alterada</p><p>conforme as necessidades e interesses de cada grupo. Depois desta sequ-</p><p>ênica inicial é interessante que algumas atividades ocorram diariamente</p><p>no decorrer do ano, como a elaboração da rotina e a elaboração do qua-</p><p>dro de presença.</p><p>Eu, eu e eu</p><p>1. Numa roda, distribuir caixinhas supresa para as crianças com suas res-</p><p>pectivas fotos dentro, de forma que abram e encontrem a sua imagem.</p><p>2. Distribuir as fotos e ajudar as crianças a colá-las sobre os cabides,</p><p>onde ficam penduradas suas sacolas. Deixar as fotos sempre no mesmo</p><p>lugar para que as crianças saibam o lugar destinado a ela guardar seus</p><p>pertences. (Pode-se também fazer um mural de bolsos e, com ajuda das</p><p>crianças, colar suas fotos, uma em cada bolso).</p><p>3. Fazer um cartaz de pregas representando a escola e outro representan-</p><p>do a casa. Disponibilizar as fotos das crianças numa caixa que fique dis-</p><p>ponível a elas no início do dia. Deixe que olhem as fotos, encontrem as</p><p>suas próprias e ensine-as a colocar no cartaz referente à escola.</p><p>4. Numa roda, sortear uma foto por vez para que o grupo identifique</p><p>quem é quem. Incentivar as crianças a nomear e a relacionar foto e co-</p><p>lega. Também podem cantar alguma canção simples, que diga os nomes</p><p>das crianças neste momento, como “Bom dia Mariana, com vai? Bom dia</p><p>Mariana, como vai? Bom dia, Mariana, bom dia Mariana, bom dia, Ma-</p><p>riana, como vai?”. Cada um leva a sua foto ao cartaz da escola.</p><p>5. Espalhar fotos pelo espaço e brincar com as crianças de encontrar.</p><p>Pode cantar uma canção simples como: “Cadê o Léo, cadê o Léo, o Léo</p><p>onde é que está?”. Cada um leva a sua foto ao cartaz da escola.</p><p>6. Fazer um cartaz com xerox repetidos e misturados das fotos de todas</p><p>as crianças. Brincar com as crianças de cada uma encontrar as suas pró-</p><p>prias fotos entre as demais.</p><p>2ª etapa</p><p>Eu, tu, eles</p><p>1. Preparar um pequeno cartaz com janelinhas que abrem e fecham, uma</p><p>sobre a outra, para cada criança (uma coluna, com espaço para quatro</p><p>ou cinco fotos).</p><p>famílias o que são histórias de engano e apresentando o registro de como</p><p>foi contar para as crianças esse tipo de repertório.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>O dia a dia é cheio de transformações e desperta o interesse das crianças</p><p>por explorar, investigar e conhecer mais sobre o mundo que as cerca.</p><p>Nesse sentido, a sombra, além de chamar a atenção delas, é um fenô-</p><p>meno rico em possibilidades de exploração. Esta atividade foi inspirada</p><p>pelas propostas apresentadas por este material, capítulo Luz e Sombra,</p><p>página 92. Aproveite para consultá-lo, conhecer mais sobre o assunto e</p><p>propor muitas outras investigações! É interessante que você se aproveite</p><p>das situações do dia-a-dia em que as sombras aparecem (como brincar</p><p>de pular a sombra dos colegas no chão) instigando a turma a olhar para</p><p>esse fenômeno.Esta proposta busca um caminho diferente, em vez de</p><p>iniciar com o experimento da sombra, as crianças terão a oportunidade</p><p>de explorar diversas fontes de pesquisa como forma de investigação e,</p><p>posteriormente, confrontar as informações em um ou mais experimen-</p><p>tos sobre o fenômeno.</p><p>Materiais:</p><p>Disponibilize diversos materiais como fontes de pesquisa, organizando-</p><p>-os de maneira convidativa e acolhedora em mesas ou tapetes e almofa-</p><p>das, em alguns cantos ou estações, como:</p><p>1) Revistas, livros de pesquisa ou textos impressos adequados para a fai-</p><p>xa etária e de fontes como estas: Recreio online ou CiênciasHojeCrian-</p><p>ças.</p><p>2) Imagens impressas e livros de literatura infantil que versem sobre o</p><p>tema.</p><p>3) Conforme disponibilidade, utilize notebook, celular ou tablet para a</p><p>reprodução de pequenos vídeos que abordem o fenômeno sombra, como</p><p>por exemplo: Teatro de sombra com as mãos, Brincando com sombras.</p><p>Materiais para registro: quadro ou cartaz, giz ou canetão, papel sulfite e</p><p>lápis de cor.</p><p>Espaços:</p><p>Esta atividade se iniciará na sala, a partir da investigação dos materiais</p><p>de pesquisa disponibilizados nos cantos previamente organizados pelo</p><p>professor. Depois será realizada em uma área externa, que poderá ser</p><p>visitada diversas vezes no mesmo dia para as observações. É importante</p><p>que o professor escolha um local que disponha de algum objeto fixo que</p><p>as crianças possam ter como referência durante suas observações, como</p><p>uma árvore, poste ou algum muro da escola. Para que a observação seja</p><p>viável, é necessário que a atividade seja realizada em um dia de sol.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente uma hora e 15 minutos. É importante que as obser-</p><p>vações na área externa aconteçam em momentos distintos, de forma que</p><p>você possa se organizar para realizar outras atividades da rotina nos in-</p><p>tervalos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Quais são as hipóteses iniciais e os questionamentos das crianças em</p><p>relação ao fenômeno de projeção da sombra?Como elas se envolvem</p><p>durante a investigação com os materiais de pesquisa, buscando respostas</p><p>para suas questões?</p><p>2. Quais são as diferentes hipóteses que surgem ao longo do processo</p><p>investigativo? Como as crianças se organizam para fazer observações e</p><p>registros das sombras?</p><p>3. Como reagem com a confirmação ou não de suas hipóteses iniciais na</p><p>conversa com o grande grupo? Quais são as novas perguntas que surgem</p><p>a partir do que foi observado?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada crian-</p><p>ça ou do grupo.</p><p>Esta proposta permite que as crianças exerçam sua autonomia, com par-</p><p>ticipação ativa no desenvolvimento da atividade. Esteja atento para que</p><p>sejam valorizados diferentes interesses e açõesde todas as crianças: na</p><p>manifestação de suas ideias, na investigação, nos registros, dentre outras;</p><p>oferecendo o apoio necessário, favorecendo a cooperação entre elas, em</p><p>especial nos momentos de deslocamento, de detalhamento e descrição</p><p>dos experimentos e de seus resultados. Considere outras alternativas</p><p>para aquelas que não quiserem se envolver na situação.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças no grande grupo e relembre com elas algum momento</p><p>que o fenômeno da projeção da sombra tenha sido tema do grupo, como</p><p>em brincadeiras de pega pega de suas sombras no pátio, de participação</p><p>em um teatro de sombras, ou outro. Instigue-as a falar sobre o fenôme-</p><p>no: o que é a sombra? Onde podemos observá-la? Ela está sempre no</p><p>mesmo lugar? Do mesmo jeito? Registre suas hipóteses iniciais e tam-</p><p>bém seus questionamentos sobre o tema no quadro ou em um cartaz.</p><p>Mostre que você organizou cantos com diversos materiais para que pos-</p><p>sam aprender mais sobre as sombras. Sugira que se reúnam em peque-</p><p>nos grupos para que possam circular entre os cantos para escolher se</p><p>irão transitar entre eles, investigando as diferentes fontes, ou permanecer</p><p>em um mesmo canto, se preferirem, combinando de conhecer as outras</p><p>fontes de pesquisa em outro dia.</p><p>2</p><p>Diga para as crianças que elas podem assistir aos vídeos, manipular as</p><p>imagens, pesquisar nos textos e livros que foram disponibilizados nas</p><p>estações para conhecer mais sobre as sombras. Adiante para a turma que</p><p>todos terão 20 minutos para a exploração dos materiais, para que pos-</p><p>sam depois compartilhar o que descobriram no grande grupo, e auxilie</p><p>no controle do tempo, para que possam se programar. Enquanto circu-</p><p>lam pela sala, esteja atento a como se dão as interações das crianças com</p><p>os materiais nos pequenos grupos: como se dividem para o uso dentro</p><p>do próprio grupo, quais hipóteses e argumentações que surgem diante</p><p>de um texto ou uma imagem, as trocas de materiais que realizam duran-</p><p>te esta investigação etc. Procure, neste momento, além de observar, ofe-</p><p>recer apoios necessários e também fazer questionamentos que instiguem</p><p>o olhar e a curiosidade das crianças sobre o que estão vendo.</p><p>Possíveis falas do professor nesse momento: Ao chegar em um grupo que</p><p>aprecia as imagens, pergunte: Nossa, essa sombra é diferente dessa, vocês</p><p>repararam? No que elas se diferem? Ah, uma é mais comprida do que a</p><p>outra. Por que será que isso acontece? Vocês perceberam que algumas</p><p>sombras são mais escuras (opacas) e outras mais claras (translúcidas)? O</p><p>que será que faz com que isso aconteça?</p><p>3</p><p>Tenha o cuidado de não se antecipar, mas esteja disponível caso alguma</p><p>criança solicite sua presença. É importante perceber qual é a necessidade</p><p>de cada pequeno grupo neste momento: os grupos que optaram pelos</p><p>textos podem necessitar de um auxílio maior na leitura, enquanto os que</p><p>estão utilizando vídeos talvez precisem de ajuda quanto ao uso da tec-</p><p>nologia ou para compartilhar os materiais. Já os grupos com imagens e</p><p>literatura infantil podem não requisitar tanto o seu acompanhamento.</p><p>Adiante para as crianças que para a próxima etapa elas irão selecionar</p><p>algum material das fontes de pesquisa para compartilhar o que observa-</p><p>ram nele com todos no grande grupo. Retome ao registro das hipóteses</p><p>e questionamentos (etapa 1) auxiliando-as na busca de informações nos</p><p>materiais disponibilizados. Faltando cinco minutos para o término desta</p><p>etapa, avise as crianças que elas precisam finalizá-las, para que tenham</p><p>a oportunidade de investigar algum último material que não viram ain-</p><p>da ou já pensar sobre o que irão utilizar na etapa de socialização. Avise</p><p>novamente em três minutos. Terminado o tempo, peça que selecionem</p><p>o que irão compartilhar com o grande grupo e que guardem os demais</p><p>materiais nos cantos em que estavam, convidando-os para se reunirem</p><p>novamente em roda.</p><p>4</p><p>No grande grupo, convide as crianças para mostrar os materiais sele-</p><p>cionados e socializar o que aprenderam a partir deles.… Registre essas</p><p>novas considerações e, a partir delas, proponha outras problematizações,</p><p>favorecendo o diálogo e a argumentação das hipóteses.</p><p>Pergunte às crianças o que podem fazer para confirmar algumas dessas</p><p>descobertas. Registre as diversas ideias de experimentos das crianças,</p><p>como: observar suas próprias sombras,</p><p>observar as sombras de objetos,</p><p>fazer um teatro de sombras, dentre outras. Combine que podem fazer</p><p>várias delas, mas sugira que neste primeiro momento se dirijam para</p><p>observar na área externa se encontram alguma sombra e que façam re-</p><p>gistros a partir do que irão observar lá.</p><p>Possível fala do professor nesse momento: Um dos grupos comentou</p><p>que para o teatro de sombra precisa de uma luminária para aparecer os</p><p>personagens no lençol. Aproveite-se deste interesse para questionar: E as</p><p>sombras que vocês viram nas imagens, das árvores, das casa, como que</p><p>aparecem? Será que temos sombra todos os dias? O dia todo?</p><p>5</p><p>Peça o auxílio das crianças para levar papel e lápis de cor para os regis-</p><p>tros e se dirija com o grande grupo até um local com sol na área externa.</p><p>Convide-as para caminhar em busca de sombras e provoque reflexões,</p><p>com perguntas como as seguintes: o que acontece com nossa sombra</p><p>quando andamos? Será que há sombras que não estão se movendo? Por</p><p>que? Chame a atenção delas para outros elementos do ambiente nes-</p><p>te momento, como a posição do sol no céu ou a quantidade de nuvens.</p><p>Oriente que observem bem como estão as sombras nesse espaço, apon-</p><p>tando principalmente objetos fixos como referência: uma árvore, um</p><p>poste ou um muro. Sugira que se posicionem confortavelmente para,</p><p>individualmente, fazer um desenho das sombras que podem ser obser-</p><p>vadas neste momento e que terão dez minutos para a realização do dese-</p><p>nho. Combine com o grupo que vocês irão retornar mais algumas vezes</p><p>à área externa para verificar se alguma coisa mudou. Auxilie as crianças</p><p>no controle do tempo, para que possam se programar em suas produ-</p><p>ções. Caso alguma não se interesse pelo registro da observação em si,</p><p>convide-a para fazer alguma outra composição que a agrade.</p><p>6</p><p>Retorne com as crianças mais algumas vezes até esse mesmo local, para</p><p>que observem o que mudou. É interessante dar um tempo de intervalo</p><p>entre as observações, para que as crianças possam observar elementos</p><p>como a mudança de direção das sombras a partir de uma nova posição</p><p>do sol, ou como uma área que estava exposta ao sol agora está com som-</p><p>bra etc. Estimule que contem sobre as mudanças que estão observando</p><p>e oriente que façam um novo registro a partir dessas observações, auxi-</p><p>liando no controle do tempo para que possam colocar em seu registro</p><p>suas contemplações.</p><p>Para finalizar:</p><p>Ao término do último registro, convide as crianças para uma nova roda</p><p>de conversa com o grande grupo na qual vão falar sobre as observações</p><p>que fizeram ao longo do dia. Caso haja algum espaço agradável próximo</p><p>ao local observado, se acomodem lá mesmo. Caso isso não seja possível,</p><p>retornem à sala para realizar essa etapa, mas é importante ter em mãos</p><p>todos os registros que foram feitos no dia, para que possam compará-los</p><p>nessa conversa. Leia para as crianças novamente as hipóteses levantadas</p><p>no início da atividade e as considerações que foram feitas a partir das</p><p>fontes de pesquisa, incentivando-as a compará-las com o que descobri-</p><p>ram em suas observações, com o apoio do registro realizado (desenho).</p><p>Aproveite para conversar sobre o que acharam do processo investigativo,</p><p>do que gostaram ou não gostaram, se tem alguma outra coisa que ainda</p><p>querem saber sobre as sombras e quais outras experiências podem rea-</p><p>lizar para descobrir mais sobre o assunto.Registre também as novas su-</p><p>gestões do grupo, para que possam realizá-las em outro momento. Após</p><p>conclusão da conversa, organize o espaço com as crianças e siga para a</p><p>próxima atividade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>Novas questões podem surgir a partir dessas investigações, como dúvi-</p><p>das sobre o movimento do sol, diferentes fontes de luz como lanternas</p><p>ou lâmpadas. As crianças podem observar, por exemplo, diferentes opa-</p><p>cidades nas sombras e querer saber por que isso acontece. Incentive-as,</p><p>possibilitando a busca de informações em outras fontes, ou até mesmo</p><p>revisitando os materiais que já analisaram, agora com outro olhar. Vocês</p><p>podem realizar também outros experimentos sobre este fenômeno, como</p><p>acompanhar a sombra de um mesmo objeto, riscando-a com giz no chão</p><p>ao longo de um dia inteiro, fazer um teatro de sombras, experimentar</p><p>com lanternas, desenhar as sombras de pessoas e objetos no chão ou em</p><p>folhas de papel. Neste link você pode se inspirar com diversas propostas</p><p>de exploração com sombras na educação infantil. Aproveite!</p><p>Engajando as famílias</p><p>Incentive que as crianças contem para seus familiares sobre as descober-</p><p>tas que fizeram. Você pode ser o escriba de um texto coletivo que as con-</p><p>vide a pesquisar mais ou a realizar alguns experimentos em casa, junto</p><p>com suas famílias.</p><p>Vocês podem também expor os registros que foram feitos em um painel,</p><p>elaborando pequenos textos, por meio de escrita espontânea ou texto</p><p>ditado ao professor, que narrem o processo investigativo para as famílias.</p><p>Caso a escola disponha de meios digitais para compartilhar experiências,</p><p>como página no Facebook, site ou blog, utilize-se desses recursos para</p><p>divulgar as descobertas feitas pelas crianças.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>O dia a dia é cheio de transformações e desperta o interesse das crianças</p><p>por explorar, investigar e conhecer mais sobre o mundo que as cerca.</p><p>Neste sentido, os elementos da natureza, além de chamarem a atenção</p><p>das crianças, são materiais ricos em possibilidades de exploração. Esta</p><p>atividade foi inspirada pelas propostas apresentadas por este material</p><p>(página 71). Aproveite para consultá-lo e conhecer mais sobre o assunto</p><p>para colocar em prática não apenas nesta atividade, mas propondo mui-</p><p>tas outras investigações!</p><p>Materiais:</p><p>Recipientes grandes, como baldes e bacias, para coleta e disponibiliza-</p><p>ção de terra, areia e argila. Terra e areia, de acordo com a disponibili-</p><p>dade da escola, que podem estar no próprio tanque de areia ou em um</p><p>monte próximo, para que os pequenos grupos possam coletá-las. Argila</p><p>em quantidade suficiente para exploração, manuseio e construção pelas</p><p>crianças. Garrafas ou jarras plásticas com água. Materiais que possam</p><p>auxiliar na composição das crianças, como baldinhos e forminhas de</p><p>areia, potes, palitos, peneiras etc. Folhas, gravetos e pedrinhas podem ser</p><p>buscados pelas próprias crianças na área da brincadeira, se desejarem.</p><p>Suportes sobre os quais as crianças irão produzir suas obras, de forma</p><p>que elas possam movimentá-las, como pratos, vasilhas, tábuas de madei-</p><p>ra, tampas de pote de sorvete etc. Cartolina e canetinha, para que você</p><p>faça os registros das hipóteses das crianças (se tiver um cavalete para</p><p>apoio, melhor).</p><p>Se possível disponibilize fotos de esculturas feitas em diferentes mate-</p><p>riais, como pedra, madeira, barro, areia (podem ser impressas ou proje-</p><p>tadas) para que as crianças tenham referências durante a conversa ini-</p><p>cial. Celular ou câmera fotográfica para registro em fotos e vídeos.</p><p>Espaços:</p><p>Essa atividade deve ser realizada em alguma área externa onde as crian-</p><p>ças possam utilizar livremente os materiais e elementos disponíveis. É</p><p>necessário que o espaço seja organizado previamente. Caso a escola dis-</p><p>ponha de um tanque de areia e canteiros com terra, é interessante que o</p><p>espaço escolhido seja próximo à estas áreas. Caso isso não seja possível,</p><p>disponibilize para a turma a areia e a terra em bacias, assim como a ar-</p><p>gila. É ideal ter próximo ao local alguma torneira para a coleta de água</p><p>pelas próprias crianças. Depois das esculturas prontas, as crianças irão</p><p>levá-las para expôr e secar na sala de atividades. Se tiver um cavalete</p><p>disponível, deixe-o montado para fixar a cartolina para registro das hi-</p><p>póteses e ações das crianças. A etapa 1 e para finalizar acontecem na sala</p><p>de atividades.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora, levando em consideração a produção das es-</p><p>culturas e a conversa com o grande grupo.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1.Como as crianças reagem à diversidade de materiais oferecida? Que hi-</p><p>póteses trazem sobre a utilização deles para construção de sua</p><p>escultura?</p><p>2. Como se relacionam com as diferenças dos materiais disponíveis e</p><p>com as transformações observadas durante a experimentação? Que co-</p><p>mentários fazem com os colegas a respeito das investigações?</p><p>3. O que as crianças relatam sobre o processo de produção das escultu-</p><p>ras e diante das produções finais?Que relações fazem com suas hipóteses</p><p>iniciais sobre como utilizariam os elementos naturais para suas criações?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Atente-se para que sejam valorizadas as diferentes ações e</p><p>interesses de todas as crianças durante a atividade, seja interagindo com</p><p>os variados materiais disponíveis, nas trocas entre os pares, no grande</p><p>grupo, na manifestação de suas descobertas, sentimentos e impressões</p><p>sobre a vivência etc. Ofereça os recursos necessários para que isso seja</p><p>garantido, respeitando aquelas que não quiserem se envolver na situação.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Na sala de atividades, reúna as crianças no grande grupo e pergunte a</p><p>elas se alguém já viu uma escultura, se sabem o que é e do que pode ser</p><p>feita. Para fomentar a conversa, caso a escola disponibilize do recurso</p><p>de impressão, é interessante levar algumas fotos de esculturas feitas em</p><p>diferentes materiais, como pedra, madeira, barro, areia.Você pode con-</p><p>seguir algumas imagens em catálogos de museus ou levar uma pequena</p><p>escultura para que elas possam conhecer, caso disponha de alguma.Dia-</p><p>loguem sobre como os artistas precisam tratar os materiais para compor</p><p>a escultura, aproveitando de vivências anteriores da turma na escola ou</p><p>com a família. Compartilhe a ideia de fazer uma escultura utilizando</p><p>alguns elementos da natureza disponíveis na escola.Digaque, para que</p><p>possam se envolver nas produções, as crianças irão realizá-las em uma</p><p>área externa. Explique que você já organizou no espaço alguns materiais</p><p>que poderão utilizar, instigando-as a levantarem hipóteses sobre o que</p><p>podem encontrar lá. Adiante que deverão se dividir em triospara a con-</p><p>fecção das esculturas. Peça que se organizem nos grupos para irem até</p><p>o local em que produzirão as obras. Se alguma criança preferir elaborar</p><p>sua construção sozinha ou em duplas, não se oponha.</p><p>2</p><p>Dirijam-se até a área externa que irão utilizar para a produção das escul-</p><p>turas. Transitem pelo espaço para ver o que encontram e pensar nas pos-</p><p>sibilidades de esculturas que podem fazer, nos elementos e objetos que</p><p>querem utilizar etc.</p><p>Enquanto vocês circulam pelo espaço, diga para as crianças que elas</p><p>podem utilizar os diferentes elementos da natureza: terra, areia, argila,</p><p>água, além de outros que podem ser coletados no local, como pedri-</p><p>nhas, gravetos e folhas. Observem juntos os outros materiais disponíveis,</p><p>como tampas plásticas, potes diversos, peneiras, palitos e forminhas.</p><p>Após as explorações podem fazer uma para conversarem sobre as possi-</p><p>bilidades de criação das esculturas. Questione as crianças sobre como a</p><p>areia, terra e argila poderão se transformar em uma escultura, registran-</p><p>do com elas (sendo você o escriba) estas primeiras hipóteses.</p><p>3</p><p>Combine que cadatrio pode realizar uma, duas ou até três esculturas,</p><p>como preferir, e sugira que planejem como farão a produção: se cada</p><p>criança irá utilizar exclusivamente um material para produzir algo, se</p><p>irão misturar os materiais, se as três produzirão juntas as obras etc. Mos-</p><p>tre que você separou algumas bacias com argila. Diga que disponibilizou</p><p>baldes e bacias vazios para que possam coletar terra ou areia em seu en-</p><p>torno, e garrafas plásticas para coletar água, que será utilizada nas es-</p><p>culturas, caso precisem. Adiante que terão 30 minutos para a produção</p><p>de suas obras, e que depois elas serão transportadas para a sala de ati-</p><p>vidades. Apresente os suportes que você separou, para que elas possam</p><p>montar as esculturas em cima deles, facilitando o transporte posterior.</p><p>Esteja atento às interações e descobertas das crianças, suas reações aos</p><p>materiais oferecidos, como se dão as coletas, suas escolhas e as primeiras</p><p>experimentações neste momento de decidir o que irão utilizar.</p><p>4</p><p>Tenha em mãos celular ou câmera para registrar este momento, de forma</p><p>que os registros possam ser socializados posteriormente com as crian-</p><p>ças. É interessante realizar registros em vídeos, pois mostrará melhor as</p><p>transformações dos materiais de acordo com as ações realizadas pelas</p><p>crianças.Caso alguma criança manifeste que não deseja participar da</p><p>brincadeira, convide-a para se envolver na atividade de uma outra for-</p><p>ma, seja te auxiliando nos registros ou utilizando os materiais disponí-</p><p>veis em outra brincadeira. Observe e apoie as iniciativas das crianças,</p><p>enriquecendo suas investigações na produção das esculturas e trazendo</p><p>elementos que ampliem as possibilidades de interação com os materiais.</p><p>Tenha o cuidado de não se antecipar as iniciativas das crianças ou dirigir</p><p>suas ações. Aproveite para se aproximar dos grupos e registrar na carto-</p><p>lina suas impressões do contato com estes elementos. Faça perguntas que</p><p>os instigue a pensar sobre as cores, texturas, cheiros, sensações térmicas,</p><p>dentre outros critérios que chamem a atenção em uma primeira experi-</p><p>mentação.</p><p>5</p><p>Incentive que, durante o processo criativo, as crianças investiguem, le-</p><p>vantem hipóteses, explorem e façam descobertas, de forma que possam</p><p>observar e comentar sobre as semelhanças e diferenças dos materiais e</p><p>o que acontece quando adicionam água ou misturam outros elementos,</p><p>como argila e areia. Lembre-se que o objetivo não é apenas o de criar</p><p>uma escultura, mas, principalmente, investigar as possibilidades a partir</p><p>das ações sobre os materiais disponíveis até se chegar ao produto final.</p><p>Um possível desmoronamento de uma escultura de areia, por exemplo,</p><p>pode provocar nas crianças diversos questionamentos do porquê deste</p><p>material se apresentar desta forma, diferentemente dos outros.Assim,</p><p>observe as explorações que acontecem nos grupos e aja de forma a po-</p><p>tencializar as descobertas das crianças, seja sugerindo o uso de diferentes</p><p>recipientes ou a mistura de diferentes elementos para obter outros resul-</p><p>tados.</p><p>6</p><p>Nem todas as explorações e investigações fazem parte da elaboração das</p><p>esculturas, mas são importantes momentos de pesquisa das possibilida-</p><p>des de uso dos materiais disponíveis. As crianças podem misturar diver-</p><p>sos elementos e adicionar água. Talvez a consistência fique muito líquida,</p><p>sendo necessário começar tudo de novo, ou, pelo contrário, fique muito</p><p>dura, impedindo a possibilidade de dar a forma. Não interfira no proces-</p><p>so investigativo dando respostas, mas problematize para que as crianças</p><p>busquem sempre levantar e testar hipóteses, confrontá-las, argumentar</p><p>sas escolhas e ações, fazer novas tentativas e descobertas etc.</p><p>Possíveis ações das crianças neste momento: Você percebe que uma</p><p>criança tenta utilizar uma das forminhas para criar uma escultura com a</p><p>terra, mas ela observa que, ao retirar a forma, ela se desmancha. Pergun-</p><p>te como ela acha que poderia mudar a consistênciadeste elemento para</p><p>melhor atender às necessidades.</p><p>7</p><p>Passados 25 minutos do início da atividade, informe que, em 5 minutos,</p><p>elas deverão finalizar as esculturas e transportá-las até a sala de ativida-</p><p>des, para que sejam guardadas até a secagem. Fale novamente em três</p><p>minutos. Terminado o tempo, combine para deixarem a escultura no</p><p>local enquanto organizam os materiais nos locais indicados por você.</p><p>Devolva a areia e a terra que sobraram aos locais de origem. Dê um des-</p><p>tino adequado à água, como regar as plantas. Armazene a argila de uma</p><p>forma que não seque. Caso tenha sobrado argila sem uso que será utili-</p><p>zada em uma próxima ocasião, uma sugestão é envolvê-la em jornal bor-</p><p>rifando água todos os dias para mantê-la úmida até que ela seja utilizada</p><p>novamente. Se ainda assim ela</p><p>endurecer, utilize esta técnica para hidra-</p><p>tá-la novamente quando for utilizar.</p><p>8</p><p>Assim que os materiais estiverem organizados, auxilie os trios a trans-</p><p>portar as esculturas com cuidado até a sala. Peça ajuda das crianças para</p><p>encontrar um local na sala em que as esculturas possam permanecer</p><p>durante alguns dias, para que vocês possam observá-las até secarem. O</p><p>ideal é que seja um local da altura das crianças, como alguma prateleira,</p><p>mas que não seja espaço de passagem ou de muito movimento. Assim,</p><p>podem acompanhar o processo sem correr o risco de quebrar alguma es-</p><p>cultura acidentalmente. Após acondicioná-las, oriente que as crianças se</p><p>dirijam ao banheiro para lavar as mãos, para que possam se reunir nova-</p><p>mente no grande grupo.</p><p>Para finalizar:</p><p>Retornando à sala de atividades, converse com as crianças nogrande gru-</p><p>po sobre como foi a experiência de construir esculturas com diferentes</p><p>elementos da natureza.Incentive-as a se manifestar sobre como se sen-</p><p>tiram durante a brincadeira, se havia algum material que chamou aten-</p><p>ção, se era conhecido ou desconhecido por elas, quais misturas fizeram</p><p>e deram certo, quais não deram, porque e como resolveu a situação etc.</p><p>Evite antecipar as falas delas e respeite aquelas que não querem falar nes-</p><p>te momento. Leia para as crianças o que foi registrado (cor, textura, con-</p><p>sistência, sensação térmica) e suas primeiras ideias sobre como fariam as</p><p>esculturas. Possibilite que manifestem novas impressões e descobertas a</p><p>partir das transformações observadas nos materiais durante a atividade.</p><p>Pergunte se já viram o que acontece com a areia, argila e terra depois que</p><p>secam e o que acham que irá acontecer com as esculturas. Registre tam-</p><p>bém essas hipóteses para que possam confrontá-las assim que as obras</p><p>estiverem secas. Veja o que mais precisa ser organizado na sala para que</p><p>se dirijam à próxima atividade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>Convide os pequenos a pensarem em nomes para suas obras, registrando</p><p>em pequenos cartazes por meio de escrita espontânea ou com sua ajuda</p><p>como escriba. Favoreça a observação das esculturas a cada dia, até que</p><p>sequem completamente, ampliando os registros já iniciados. Ao secarem,</p><p>reúna-se novamente com o grupo para conversarem a partir das hipóte-</p><p>ses que foram registradas e sobre o observado. O que ocorreu? Houve al-</p><p>teração de cor? Se algo quebrou ou não colou, por que aconteceu? Como</p><p>podemos arrumar? As fotos e vídeos realizados durante a atividade tra-</p><p>zem também possibilidades ricas de reflexões sobre suas experimenta-</p><p>ções. Essas conversas podem gerar momentos de pesquisa em materiais</p><p>diversos (internet, livros, revistas) para buscar respostas aos questiona-</p><p>mentos das crianças.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Você pode organizar junto com as crianças uma exposição das esculturas</p><p>(que antes podem ser pintadas, se desejarem), convidando os familiares</p><p>para as verem em algum momento de saída. Os registros, escritos e por</p><p>fotos, podem compor esta exposição, fixados como uma linha do tempo</p><p>em que seja possível observar os diferentes estados e as transformações</p><p>dos materiais que foram utilizados. Favoreça que as crianças contem</p><p>aos familiares sobre suas experimentações e o processo de produção da</p><p>escultura. Se a escola se utilizar de redes sociais para a socialização das</p><p>experiências, como website/facebook/blog ou grupos de whatsapp, com-</p><p>partilhe os registros feitos das crianças investigando os diferentes mate-</p><p>riais para a produção das esculturas.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>O dia a dia é cheio de transformações e desperta o interesse das crianças</p><p>por explorar, investigar e conhecer mais sobre o mundo que as cerca.</p><p>Neste sentido, fenômenos físicos, como equilíbrio e atuação da força da</p><p>gravidade, além de chamarem a atenção das crianças, são ricos em pos-</p><p>sibilidades de exploração. Veja neste artigo como essa professora de ma-</p><p>temática proporcionou uma experiência semelhante a nossa proposta de</p><p>atividade com os alunos dela e inspire-se para que, com você, as crianças</p><p>pequenas possam se envolver da mesma forma criativa!</p><p>Como esta atividade prevê uma organização da sala em cantos com ma-</p><p>teriais variados, selecione e organize o espaço previamente.</p><p>Materiais:</p><p>Organize em diversos pontos da sala diferentes cantos com uma diversi-</p><p>dade de materiais de largo alcance misturados, como blocos de encaixe,</p><p>cilindros como pedaços de cano de PVC, tubos de papelão, pequenas</p><p>tábuas de madeira lixada ou MDF, pratinhos de diferentes diâmetros e</p><p>espessuras de plástico ou papelão, potes e copos plásticos de diferentes</p><p>tamanhos e diâmetros, dentre outros. Para se inspirar sobre as possibi-</p><p>lidades de uso com os materiais de largo alcance, veja nesse link como</p><p>professores aproveitaram materiais da indústria têxtil para viabilizar di-</p><p>ferentes brincadeiras criativas com as crianças. Papel e lápis de cor para</p><p>os desenhos. Celular ou câmera fotográfica para fotos e vídeos.</p><p>Espaços:</p><p>Essa atividade pode ser feita dentro da salade atividades ou em outro</p><p>espaço onde seja possível a organização dos materiais em cantos para a</p><p>brincadeira em duplas com registro. É interessante ser um espaço am-</p><p>plo e livre de móveis, para acolher a organização das duplas. Organize o</p><p>espaço antes do convite à turma para a brincadeira. O registro será feito</p><p>em folhas de papel sobre o chão e em frente ao colega que está cons-</p><p>truindo. Para tanto, ofereça algum material de apoio, como prancheta,</p><p>livro ou caderno, para que a textura do piso não prejudique o desenho</p><p>das crianças. Por fim, haverá uma roda com o grande grupo para mani-</p><p>festarem as impressões e descobertas sobre a experiência e socializarem</p><p>os desenhos.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 50 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1.Como as crianças manuseiam os objetos disponibilizados? Planejam</p><p>antecipadamente ou testam diferentes hipóteses a partir de construções</p><p>que caíram e observando peças que podem servir melhor para as neces-</p><p>sidades?</p><p>2. Como as crianças resolvem o problema de uma construção com equi-</p><p>líbrio? Quais as percepções que demonstram ao acrescentar novos obje-</p><p>tos ou reconstruir com outras peças buscando o equilíbrio da constru-</p><p>ção?</p><p>3. Quais estratégias utilizadas durante o registro do desenho? As crianças</p><p>fazem processualmente enquanto os amigos testam hipóteses ou aguar-</p><p>dam até que a obra seja finalizada? Buscam ser fiéis ao retratar os objetos</p><p>ou atentam-se à forma?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Esta proposta permite que as crianças exerçam autonomia,</p><p>com participação ativa no desenvolvimento da atividade. Esteja atento</p><p>para que sejam valorizadas as diferentes ações e interesses de todas as</p><p>crianças: a curiosidade durante as escolhas e investigações com os dife-</p><p>rentes materiais, as hipóteses que são testadas na brincadeira, as narra-</p><p>tivas que surgem durante os desenhos etc. Ofereça o apoio necessário, fa-</p><p>vorecendo a cooperação entre as crianças. Considere outras alternativas</p><p>àquelas que não quiserem se envolver na situação.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Antes de entrar na sala, diga às crianças no grande grupo que você or-</p><p>ganizou o espaço com um monte de coisas interessantespara brincarem,</p><p>em duplas, de equilibristas. Instigue-as a levantar hipóteses sobre o que</p><p>irão encontrar para brincar neste dia. Potencialize suas reflexões com</p><p>questões, como: alguém já viu um equilibrista? O que ele faz? Que coisas</p><p>ele usa? Vocês já brincaram de equilibrar coisas?</p><p>Após a manifestação das crianças, convide-as para se organizarem nas</p><p>duplas. Conte que a ideia é criar construções que se equilibrem, sejam</p><p>pirâmides, torres altas, construções horizontais, dentre outras, e que elas</p><p>poderão usar dos diferentes materiais que estarão disponíveis. Diga que,</p><p>nos primeiros 15 minutos, um dos amigos irá brincar enquanto</p><p>o outro</p><p>registra por meio de desenho e escrita espontânea suas descobertas: as</p><p>construções que se mantiveram firmes ou não, onde cada objeto foi co-</p><p>locado, se foi necessária alguma modificação na construção etc. Depois,</p><p>elas irão trocar de lugar e será a vez do outro construir. Primeiro, elas</p><p>devem se deslocar pela sala para conhecer a variedade de objetos que foi</p><p>separada para a brincadeira.</p><p>2</p><p>Com certo suspense, abra a porta de modo que as crianças possam ver</p><p>os objetos que foram separados, se surpreender com eles e confirmar</p><p>ou não suas hipóteses. Convide-as para passearem juntas pela sala, para</p><p>conhecerem a variedade de materiais disponíveis nos cantos, descrever</p><p>o que observam, se existem objetos do mesmo tipo em todos os cantos</p><p>(cilindros, pratos, blocos etc.) ou se tem materiais diferentes uns dos ou-</p><p>tros nos cantos (como um cano de PVC que seja maior ou menor que os</p><p>outros, por exemplo). Dessa forma, elas pensarão nas possibilidades de</p><p>exploração e de equilíbrio no canto em que cada dupla escolherá se esta-</p><p>belecer. Esteja atento e apoie as iniciativas neste momento, observando</p><p>como se dão as escolhas nas duplas: se as crianças decidem juntas ou se</p><p>cada uma demonstra individualmente suas preferências sem conversar</p><p>com a outra.Oriente as duplas para decidirem quem irá brincar primeiro</p><p>e quem iniciará com o desenho, se este registro será feito durante a brin-</p><p>cadeira em cada hipótese que é testada ou apenas quando o colega finali-</p><p>zar uma construção. Feitos os combinados e cada dupla tendo escolhido</p><p>seu canto, já podem começar a brincar.</p><p>3</p><p>Comente que, caso precisem de algum dos objetos que outra dupla sele-</p><p>cionou e não há mais disponíveis, elas podem conversar com os colegas</p><p>e fazer trocas entre os diferentes materiais disponíveis para brincar. Inte-</p><p>raja com as duplas trazendo elementos que ampliem e questionem suas</p><p>interações com os objetos e as possibilidades associativas entre materiais</p><p>de formas diferentes ou iguais. Tenha o cuidado de não se antecipar às</p><p>iniciativas delas ou dirigir suas ações.Conversem sobre as hipóteses que</p><p>as crianças expressam nas escolhas durante a experimentação. Por exem-</p><p>plo: por que pegam pratos maiores do que alguns potes? Por que prefe-</p><p>rem usar um cilindro mais grosso do que um mais fino na estrutura da</p><p>construção?</p><p>Se possível, tenha em mãos celular ou câmera para registrar este mo-</p><p>mento, de forma que ele possa ser socializado posteriormente com as</p><p>crianças.</p><p>4</p><p>Esteja atento às interações e descobertas das crianças, suas reações aos</p><p>materiais oferecidos, ao realizarem alguma ação e observarem o resul-</p><p>tado e como se dão as escolhas e experimentações. Caso alguma criança</p><p>manifeste que não deseja participar deste momento com os colegas, con-</p><p>vide-a à participar de alguma outra forma, seja brincando a maneira dela</p><p>com os materiais disponibilizados ou desenhando outra composição que</p><p>a agrade. Procure, neste momento, além de observar, oferecer apoios</p><p>necessários e questionamentos que instiguem a curiosidade das crianças</p><p>sobre o que estão experimentando.</p><p>Possíveis falas do professor nesse momento: Uau! Essa torre que você</p><p>construiu havia ficado bem grande, heim? Por que será que ela caiu?</p><p>Como será que você pode fazer para que ela fique em pé? Tem algum</p><p>outro objeto que pode te ajudar com isso?</p><p>5</p><p>Preste atenção nas investigações que as crianças realizam em cada uma</p><p>das duplas. Pode ser que algumas crianças utilizem materiais apenas de</p><p>um mesmo tipo para suas construções, como os blocos de encaixe, en-</p><p>quanto outras duplas optam por misturar materiais diferentes. Proble-</p><p>matize suas escolhas perguntando, por exemplo, por que estão utilizando</p><p>um objeto em detrimento de outro ou se já tentaram utilizar outro ob-</p><p>jeto de formato semelhante, só que maior. Ao falar e argumentar sobre</p><p>as escolhas, sobre as estruturas montadas e os resultados que observa,</p><p>a criança organiza o pensamento projetando novas hipóteses.Algumas</p><p>crianças podem se impressionar com construções altas, enquanto outras</p><p>se concentram com um pequeno número de objetos, buscando equili-</p><p>brá-los aos poucos. Todas as iniciativas são válidas. Acompanhe o que</p><p>se procede nas duplas, instigando-as às novas possibilidades. Sugira o</p><p>uso de outros materiais ou aumentar a quantidade, elevando, com isso, o</p><p>grau de desafio, incentivando o colega que registra a também manifestar</p><p>sua opinião. Registre com fotos as construções feitas pelas crianças para</p><p>que todas tenham a oportunidade de conhecer as obras das colegas em</p><p>outro momento.</p><p>6</p><p>Preste atenção também na criança que está registrando: o que ela busca</p><p>representar? As ações do colega, como colocar ou retirar uma peça, ou as</p><p>construções que são feitas?</p><p>Observe se aquela que registra procura retratar exatamente os objetos e</p><p>suas quantidades ou se faz algum desenho com menos detalhes. Incenti-</p><p>ve que o colega que está construindo veja o desenho do amigo e opine se</p><p>está de acordo ou se há algum elemento importante na construção que</p><p>não foi levado em consideração no registro. Ao registrar a brincadeira</p><p>do colega, além da interação que se estabelece, a criança elabora o pensa-</p><p>mento lógico, confrontando as hipóteses do colega com as suas e ficando</p><p>atenta à forma resultante da construção em equilíbrio e à ação desenvol-</p><p>vida pelo outro, intervindo, se desejar.</p><p>Possíveis falas da criança nesse momento: Eu consegui equilibrar 5 potes</p><p>porque coloquei os maiores embaixo e você desenhou o maior em cima,</p><p>assim não daria certo!</p><p>7</p><p>Auxilie as crianças no controle do tempo, para que elas possam se or-</p><p>ganizar, garantindo que os dois componentes da dupla tenham a possi-</p><p>bilidade de brincar e realizar o registro antes de se reunirem no grande</p><p>grupo. Sinalize quando faltar 5 minutos, para que cada um encerre sua</p><p>parte e troque de lugar. Peça para finalizarem suas construções, os equi-</p><p>líbrios que estão investigando e concluírem detalhes do desenho.Assim</p><p>que ambos da dupla tiverem brincado e registrado, quando estiver che-</p><p>gando próximo do momento de finalizar esta etapa da atividade, avise</p><p>que, em 5 minutos, precisam concluir para se reunirem em roda. Passa-</p><p>dos os cinco minutos, comente que chegou o momento de desmontarem</p><p>as construções, guardarem os materiais no local indicado por você e se</p><p>organizarem em roda para compartilharem as descobertas feitas na brin-</p><p>cadeira. Você pode iniciar uma brincadeira que os motive a auxiliar nes-</p><p>te momento, fazendo, por exemplo, uma contagem regressiva com entu-</p><p>siasmo ou tampando seu rosto e contando, como em uma brincadeira de</p><p>esconde-esconde.</p><p>Para finalizar:</p><p>Já em roda com o grande grupo,convide as crianças para conversarem</p><p>sobre a experiência de brincar de equilibrista com os materiais disponí-</p><p>veis. Incentive-as a se manifestar tanto sobre o equilíbrio quanto sobre</p><p>observar e registrar as construções feitas pelo amigo. Instigue-as a contar</p><p>como se sentiram durante a brincadeira, se havia algum objeto ou estra-</p><p>tégia de equilíbrio que chamou sua atenção etc. Coloque-se a partir do</p><p>que as crianças trazem, evitando antecipar suas falas e respeitando aque-</p><p>las que não querem falar neste momento. Estimule-as a se manifestarem</p><p>caso tenham observado estratégias das outras duplas, se há algo que os</p><p>amigos fizeram e que ainda não tiveram oportunidade de fazer por esta-</p><p>rem envolvidas em suas próprias investigações. Possibilite que as crian-</p><p>ças socializem seus desenhos se desejarem, comentando sobre as dificul-</p><p>dades neste processo, qual estratégia combinaram de utilizar durante os</p><p>registros, o que a dupla observou ao comparar o desenho com a constru-</p><p>ção elaborada etc.Finalizada a conversa, convide as crianças para verem</p><p>o que precisa ser organizado na sala para que vocês possam se dirigir à</p><p>próxima atividade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>As crianças podem trocar os desenhos entre as duplas para produzirem</p><p>as construções registradas pelos colegas. Vocês podem aproveitar os de-</p><p>senhos feitos de outra forma: proponha, por exemplo, que as crianças</p><p>façam</p><p>um novo desenho das construções que foram feitas como se elas</p><p>existissem no mundo real, relacionando suas formas com construções</p><p>de uma cidade, como prédios, casas etc. Assim, as crianças terão em</p><p>mãos seus primeiros desenhos para observar e aprimorar usando a ima-</p><p>ginação. Elas também podem trocar os desenhos entre as duplas. Vocês</p><p>também podem pensar em sugestões para uma próxima brincadeira, em</p><p>que as crianças podem não só experimentar algo que viram nas outras</p><p>duplas mas também pensar em outros objetos que podem ser inseridos.</p><p>Aproveite para socializar as fotos que foram tiradas de forma que pos-</p><p>sam conhecer as construções que foram feitas por todos os colegas.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Sugira que cada um leve o desenho que fez para contar para os familia-</p><p>res sobre a proposta e convidar as famílias para buscarem juntos alguns</p><p>outros materiais para construir algo parecido com o que foi desenhado.</p><p>Assim, terão a oportunidade de realizar o processo inverso: o registro</p><p>servirá como “manual de instruções” para uma nova construção. As fo-</p><p>tos podem ser utilizadas com este mesmo intuito, caso a escola disponha</p><p>do recurso de impressão. Vocês podem sortear as fotos das construções</p><p>dos amigos para que outros as levem para casa e tentem reproduzi-las</p><p>com os materiais dos quais dispõem.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>O dia a dia é cheio de transformações e desperta o interesse das crianças</p><p>por explorar, investigar e conhecer mais sobre o mundo que as cerca.</p><p>Neste sentido, refletir mais profundamente sobre um trajeto que lhes é</p><p>costumeiro pode ser uma oportunidade rica em possibilidades de ex-</p><p>ploração. Esta atividade foi inspirada pelas propostas apresentadas por</p><p>este material, capítulo Cartografia, página 19. Aproveite para consultá-lo,</p><p>conhecer mais sobre o assunto e propor muitas outras investigações! A</p><p>linguagem cartográfica é pouco desenvolvida na escola, em especial na</p><p>Educação Infantil, mas é algo que desperta muita curiosidade e envolvi-</p><p>mento. Nessa proposta, a escolha de trajeto para ser investigado é da sala</p><p>ao parque, pensando em algo que instigue as crianças, mas você pode</p><p>adaptar a proposta para outro trajeto, se desejar.</p><p>Materiais:</p><p>Papel, lápis-de-cor, lápis grafite, borracha e canetinhas hidrocor para os</p><p>registros. É interessante disponibilizar sulfite A3, devido ao seu tamanho</p><p>maior e para já ambientar as crianças no contexto da cartografia. Mas,</p><p>caso isso não seja possível, você pode utilizar o papel A4 ou craft corta-</p><p>do em tamanho similar ao A3.Exemplos de mapas para crianças, para</p><p>serem socializados com a turma de forma a possibilitar um contato com</p><p>este material. Duas sugestões são este ou este outro, mas você pode pes-</p><p>quisar na internet outras opções e providenciar a impressão. Caso você</p><p>tenha mapas de locais que visitou, como parques museus, etc. também</p><p>pode levar para mostrar. Celular ou câmera para fotos e vídeos.</p><p>Espaços:</p><p>Essa atividade irá ocorrer em mais de um espaço. Se iniciará na sala com</p><p>a apresentação da proposta. Em seguida, vocês percorrerão o trajeto da</p><p>sala até o parque. Por fim, finalizarão com uma roda de conversa em al-</p><p>gum local agradável do parque.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente uma hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Como as crianças interagem nos grupos e apresentam as hipóteses?</p><p>De que maneira ocorre a discussão e decisões do grupo dentre as dife-</p><p>rentes sugestões de trajetos e de formas de registro?</p><p>2. Como utilizam a língua escrita em seus registros do trajeto (elementos</p><p>do local,sinalizações, legendas)? Como articulam as diferentes hipóteses</p><p>de escrita do pequeno grupo durante o registro do mapa?</p><p>3.Quais comparações estabelecem entre o que registraram e o que obser-</p><p>vam durante a realização do trajeto?Quais novos elementos foram acres-</p><p>centados em seus registros?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Esteja atentopara que sejam valorizadas as diferentes ações</p><p>e interesses de todas as crianças. Ofereça o apoio necessário, favorecendo</p><p>a cooperação entre as crianças, em especial nos momentos de desloca-</p><p>mento, detalhamento e descrição das observações realizadas. Considere</p><p>outras alternativas àquelas que não quiserem se envolver na situação.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças no grande grupo e digaque sempre temos crianças</p><p>novas chegando na escola. Uma das dificuldades destes novos colegas</p><p>pode ser de se situar no novo ambiente, e conhecer a localização e me-</p><p>lhor forma de locomoção. Diga: “e se, para isso, tivéssemos um mapa?”.</p><p>Instigue-as a expor hipóteses e experiências prévias com esse recurso.</p><p>Pergunte se já viram alguém da família utilizando este meio em alguma</p><p>situação ou se já visitaram algum lugar que dispõe de um mapa fixado,</p><p>de forma a ajudar os visitantes a se localizarem.Apresente os mapas que</p><p>você trouxe de exemplo para que, aqueles que não tiveram outra oportu-</p><p>nidade, tenham contato com o material. Ao circulá-lo entre as crianças</p><p>para que todas possam ter a chance de observar, instigue-as comentarem</p><p>sobre eles. Por exemplo: o que será que este mapa está mostrando? O que</p><p>vocês observam no caminho? De onde podemos sair e para onde pode-</p><p>mos ir usando este mapa?</p><p>2</p><p>Apresente a ideia de elaborar um mapa da sala até o parque e, para isso,</p><p>sugira que relembrem juntos este trajeto, de modo que as crianças nar-</p><p>rem os locais e pontos de referência pelos quais passam para chegar até</p><p>lá. Caso exista mais de um caminho possível, vocês podem relembrar de</p><p>todos, mas oriente-os que devem decidir por, no máximo, dois trajetos</p><p>para focar em seus registros. Caso necessário, vocês podem se utilizar de</p><p>estratégias como votação ou sorteio para optar por quais caminhos serão</p><p>registrados nos mapas das crianças.</p><p>3</p><p>Peça que se reúnam em trios ou duplas,buscando proporcionar uma</p><p>reflexão coletiva no decorrer da atividade. Não se oponha caso algu-</p><p>ma criança queira realizá-la individualmente. Caso alguma criança não</p><p>queira participar desta proposta, ofereça a ela os materiais disponíveis</p><p>para criar alguma composição que a agrade e diga que, depois, ela po-</p><p>derá acompanhar o mapa com algum colega. Assim que se reunirem da</p><p>forma que preferirem, ofereça as folhas de papel e materiais riscantes</p><p>diversos (como lápis de cor, lápis grafite e canetinha) para que possam</p><p>utilizar no registro dos trajetos. Diga que, juntos, irão elaborar o mapa</p><p>do trajeto que fazem da sala ao parque, e que, para isso, precisam con-</p><p>versar com o colega para decidirem o que vão representar no papel.</p><p>Adiante que, em um segundo momento, vocês irão percorrer os trajetos</p><p>para conferir se as informações do mapa os fazem chegar até o parque,</p><p>se apresentam os elementos e locais que tem pelo caminho ou se será ne-</p><p>cessário fazer acréscimos e correções.Informe que terão 15 minutos para</p><p>esta primeira etapa do registro e auxilie-as na contagem do tempo, para</p><p>que possam se programar.</p><p>4</p><p>Observe com atenção como se dão os diálogos e os registros das crianças</p><p>neste momento. Tenha o cuidado de não se antecipar, mas esteja dispo-</p><p>nível caso alguém solicite sua presença. Observe como estão registrando,</p><p>se há algum desacordo em relação ao trajeto, como resolvem isso etc. É</p><p>importante perceber qual a necessidade de cada trio ou dupla neste mo-</p><p>mento. Pode ser que solicitem seu auxílio para escrever alguma palavra</p><p>ou um pequeno texto no mapa. Nestes momentos, incentive que façam</p><p>tentativas de registrar essas palavras a partir de outras que elas já conhe-</p><p>cem. Possibilite que, em duplas ou trios, construam novas hipóteses de</p><p>escrita a partir da escrita espontânea e da argumentação de suas ideias.</p><p>Caso as crianças peçam que você as ajude a construir o trajeto, tenha o</p><p>cuidado de não fornecer as respostas, mas de fazer perguntas que as aju-</p><p>dem a refletir sobreeste caminho.</p><p>É provável</p><p>( e até esperado) que as crianças comecem desenhando seus</p><p>mapas ocupando uma parte grande da folha, ficando pouco espaço para</p><p>concluir o desenho de todo o trajeto. Neste caso, você pode questionar o</p><p>que aconteceu, tentar identificar com elas possíveis estratégias para re-</p><p>solver esta questão e oferecer outro papel.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Quando saímos da sala para</p><p>ir ao parque, onde passamos primeiro? Que outros locais e outras coisas</p><p>encontramos neste caminho? Como podemos representar isso no mapa</p><p>que estão fazendo?</p><p>5</p><p>Ao verificar que os grupos já estão finalizando seus mapas, ou assim que</p><p>faltarem 5 minutos para o término, avise que precisam ir concluindo</p><p>para que tenham a oportunidade de investigar os trajetos presencialmen-</p><p>te, verificando se os mapas que construíram irão levá-los direitinho ao</p><p>parque. Pode ser que os mapas não representem realmente o caminho.</p><p>Tenha isso em mente de forma a ajustar as expectativas: o objetivo essen-</p><p>cial desta experiência é que as crianças conheçam a função social desta</p><p>ferramenta. Terminado o tempo proposto, diga que agora irão para o</p><p>parque, percorrendo o trajeto registrado e observando com atenção se os</p><p>elementos que encontram pelo caminho estão presentes nos mapas ou se</p><p>serão necessários acréscimos e correções. Sugira que levem algum apoio,</p><p>caso tenham necessidade de alterar algo, como uma prancheta, caderno</p><p>ou livro, e que escolham os materiais que queiram levar neste momento,</p><p>como lápis grafite, borracha ou canetinhas hidrocor. Caso exista mais de</p><p>um trajeto a ser percorrido, combine com as crianças em qual vocês irão</p><p>primeiro e o tempo que terão disponível para se dedicar à observação.</p><p>Neste momento, vocês podem estabelecer combinados de como agir,</p><p>caso precisem fazer pausas durante o trajeto, de forma que ninguém fi-</p><p>que para trás.</p><p>6</p><p>Convide a turma para utilizar os mapas com a finalidade de descobrir</p><p>se conseguem chegar ao parque a partir deles. Sugira que mantenham-</p><p>-se próximos, nos trios e duplas, para que possam acompanhar, revere</p><p>completar os registros. Diga para que se desloquem todos em um grande</p><p>grupo, para que você possa acompanhá-los. Caso alguma criança não</p><p>queira participar desta etapa, convide-a para envolver-se de outra forma,</p><p>como registrando o deslocamentodo grupo por meio de fotos e vídeos.</p><p>Enquanto vocês transitam pelo espaço, oriente que as crianças tenham</p><p>atenção aos mapas para compararem se as informações que foram re-</p><p>gistradas estão de acordo com o que estão vivenciando: o percurso a ser</p><p>percorrido, pontos de referência de um ou outro lado etc. Fique atento</p><p>às observações e manifestações das crianças em relação ao registro que</p><p>fizeram no mapa dos elementos que compõem o trajeto e podem não ter</p><p>sido notados a princípio, como o refeitório, painéis informativos, plantas</p><p>etc.</p><p>Possíveis ações das crianças neste momento: Você observa que um gru-</p><p>po de crianças se orienta pelo caminho que já estão acostumadas e se</p><p>esquecem de utilizar o mapa que foi elaborado pelo grupo. Relembre-as</p><p>da proposta, convidando a conferirem no mapa se o caminho que estão</p><p>fazendo está de acordo com o que foi registrado.</p><p>7</p><p>Tenha atenção à possível necessidade dos grupos de parar para acres-</p><p>centar algo no mapa e informe aos outros grupos quando isto acontecer.</p><p>Lembre dos combinados que foram feitos, tome cuidado para que nin-</p><p>guém seja deixado para trás e que todos possam cuidar de seus registros</p><p>com a atenção necessária.</p><p>Caso seja necessário (devido ao pouco espaço que pode ter no caminho</p><p>que irão percorrer e isso dificulte que eles possam abrir seus mapas e</p><p>completar seus registros), as crianças podem escrever ou desenhar em</p><p>um pequeno papel o que falta e no parque, antes da roda, deixe um tem-</p><p>po para que elas completem seus mapas.</p><p>Caso exista um outro trajeto a ser percorrido, repita o processo com as</p><p>crianças. Convide aquelas que registraram o primeiro caminho à auxilia-</p><p>rem os próximos amigos na observação dos elementos deste novo cami-</p><p>nho para a construção de seus mapas.</p><p>Possíveis falas das crianças neste momento: Uma criança manifesta que</p><p>nunca havia reparado que passava em frente da copa dos funcionários</p><p>quando ia ao parque e que precisou acrescentar isso em seu mapa.</p><p>8</p><p>Assim que chegarem ao parque, peça a ajuda das crianças para que en-</p><p>contrem um local agradável no qual todas possam se reunir no grande</p><p>grupo e compartilhar o que acharam da experiência de construir o mapa</p><p>para ensinar um trajeto à um colega novo.</p><p>Instigue as crianças a se manifestarem sobre o que acharam da investi-</p><p>gação: como foi, se conseguiram elaborar mapas que as trouxessem ao</p><p>parque, as descobertas que fizeram durante essa vivência, se algo ficou</p><p>faltando e acrescentaram depois, se precisaram corrigir alguma parte do</p><p>registro etc. Pergunte também o que acharam da proposta, se foi difícil,</p><p>o que mais gostaram e se têm interesse em fazer novos mapas em outras</p><p>oportunidades.Acolha e valorize as manifestações das crianças neste mo-</p><p>mento, mas respeite aquelas que não quiserem se colocar.</p><p>Para finalizar:</p><p>Após a conversa, indique um local para as crianças guardarem com se-</p><p>gurança os registros (como uma caixa) e quaisquer materiais que possam</p><p>ter utilizado. Convide-as para brincar no parque.</p><p>Desdobramentos</p><p>Existem várias possibilidades de propostas a partir dos registros que fo-</p><p>ram feitos neste dia. Caso a escola tenha disponível, reproduza algumas</p><p>cópias da planta da escola para que as crianças possam compará-las aos</p><p>seus mapas, observando os elementos que estão presentes nela mas não</p><p>nos registros, e vice-versa. Vocês também podem ampliar o trajeto dos</p><p>mapas, acrescentando o caminho da entrada até a sala, por exemplo. É</p><p>possível fazer um intercâmbio com turmas localizadas em outras partes</p><p>da escola. Socialize os mapas produzidos, elabore um texto coletivo (em</p><p>que você seja o escriba), convidando todas a percorrerem o trajeto que</p><p>vocês fizeram e a elaborarem mapas de outros trajetos, para que vocês</p><p>percorram também. A representação de trajetos pode ser realizada por</p><p>meio de pequenas maquetes, utilizando objetos recicláveis, caixinhas,</p><p>massinhas etc.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Como o registro foi feito em grupos, você pode disponibilizar cópias</p><p>para que as crianças levem para casa e convidem os familiares. Sugira</p><p>que, em outro dia, percorram com elas o trajeto, seguindo o mapa assim</p><p>que chegarem na escola ou antes de irem embora. Junto com as crianças,</p><p>podem elaborar um convite aos familiares para que escolham dois locais,</p><p>produzindo um mapa de trajeto entre eles. Por exemplo: do quarto até</p><p>a cozinha, da casa à padaria, da escola à casa, de forma que estas novas</p><p>produções possam ser compartilhadas com o restante da turma poste-</p><p>riormente.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para possibilitar que as crianças expressem seus sentimentos, garanta em</p><p>sua prática diária diversas oportunidades para conversarem sobre como</p><p>se sentem em relação ao corpo e à identidade. É por meio do exercício</p><p>diário da compreensão de si e da interação com o outro, partindo de</p><p>situações simples do dia a dia, que o aprofundamento de questõescomo</p><p>essas se torna possível.</p><p>Materiais:</p><p>Livro de história “O Cabelo de Cora”, de Ana Zarco Câmara, ou algum</p><p>livro similar que possibilite a abordagem do assunto identidade com as</p><p>crianças. Caso não tenha algum livro que trate da temática, é possível co-</p><p>nhecer a história para contar para as crianças a partir deste link. Pentes,</p><p>escovas, grampos, borrifadores de água, laços ou fitas para possibilitar</p><p>a arrumação dos cabelos.Disponibilizar caixas de livros e de blocos de</p><p>construção para as crianças que não queiram participar da brincadeira</p><p>proposta. Câmera fotográfica ou celular podem ser utilizados para regis-</p><p>tro da experiência, com fotos e/ou pequenos vídeos.</p><p>Espaços:</p><p>Essa atividade pode ser feita dentro da sala ou em algum outro espaço</p><p>que tenha um espelho à disposição das crianças. A proposta se inicia em</p><p>roda com o grande grupo e,</p><p>posteriormente, as crianças se dividem em</p><p>pares ou pequenos grupos para a organização do espaço e para a brinca-</p><p>deira.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 01 hora e 15 minutos, levando em conta a leitura da</p><p>história, o tempo de organização da sala e a brincadeira de cuidado com</p><p>os cabelos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. As crianças apresentam facilidade ou dificuldade em expressar as</p><p>emoções ao lidar com a problemática apresentada pela história?</p><p>2. As crianças afirmam já terem passado por situações semelhantes?</p><p>Como os outros colegas reagem diante de algum relato?</p><p>3. É possível observar valorização e respeito pelas características pessoais</p><p>e dos seus pares?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo.</p><p>Esta atividade permite formas diversificadas de participação das crian-</p><p>ças, de acordo com seus interesses e singularidades. Pode ser penteando</p><p>os cabelos, organizando os materiais e espaço, registrando ou utilizando</p><p>outros materiais disponíveis. Valorize as diferentes ações das crianças,</p><p>observando, apoiando e respeitando aquelas que não desejam se envol-</p><p>ver na brincadeira com os cabelos.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças no grande grupo e conte que você conheceu a história</p><p>de alguém que passou por uma situação na escola que despertou nela</p><p>alguns sentimentos. Explique que você gostaria de compartilhar com</p><p>a turma para descobrir o que eles pensam desta situação. Convide as</p><p>crianças para se sentarem em roda com você e ouvirem a história.</p><p>Compartilhe a capa do livro com as crianças, para que elas possam re-</p><p>alizar a antecipação da temática a partir dos significados presentes na</p><p>imagem, fazendo levantamento das hipóteses das crianças a respeito do</p><p>assunto do livro. Escute e observe as reações e falas das crianças e intera-</p><p>ja a partir delas, buscando valorizar suas ideias e opiniões.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Esta personagem na capa é</p><p>a pessoa de quem eu falei! O que será que pode ter acontecido com ela?</p><p>Ela parece feliz ou triste?</p><p>2</p><p>Leia para as crianças o título e a autora da história. A partir do título,</p><p>realize junto com o grupo a confirmação ou não das hipóteses anteriores</p><p>sobre o tema do livro. Escute atentamente as colocações das crianças.</p><p>3</p><p>Leia a história para as crianças. Para despertar o interesse e a curiosida-</p><p>dedelasdurante a leitura, varie a entonação da voz ao interpretar as per-</p><p>sonagens. Garanta que as crianças percebam quais foram os sentimentos</p><p>externados pelas personagens durante as interações. Apresente uma lei-</p><p>tura fiel ao texto da história e, a cada página lida, vire o livro de forma</p><p>que as crianças observem as imagens.</p><p>Possibilite que as crianças expressem suas emoções durante a leitura da</p><p>história e esteja atento àsreações durante a leitura. Dê atenção especial à</p><p>forma que a questão da arrumação do cabelo é percebida pelas crianças,</p><p>pois será o elemento central desta atividade.</p><p>4</p><p>Terminada a história, converse com as crianças sobre o conflito apre-</p><p>sentado, em que uma personagem sugere que a outra prenda o próprio</p><p>cabelo. Lembre que a proposta é que as crianças expressem seus senti-</p><p>mentos e tenham atitudes de respeito para lidar com as diferenças. Fique</p><p>atento para queelas manifestemsuas impressões sobre o conflito e hipóte-</p><p>ses para uma resolução respeitosa.</p><p>Observe as reações das crianças durante a conversa. É necessário ter cui-</p><p>dado e sensibilidade neste momento, esta pode ser uma questão dolorosa</p><p>de se lidar para algumas crianças. Muitas vezes as crianças precisam con-</p><p>versar sobre isto, o que será possível observar a partir de sua postura e</p><p>suas falas neste momento.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: O que vocês observam</p><p>nestas imagens? Conseguem imaginar como a Cora se sentiu ao ouvir</p><p>aquilo da colega? Alguma vez vocês já se sentiram assim como a Cora?</p><p>Como foi? Alguém quer contar?</p><p>5</p><p>Retome o final da história com as crianças observando qual foi a conclu-</p><p>são da protagonista a respeito da arrumação de seu cabelo. Questione as</p><p>crianças sobre como elas gostam de cuidar de seus cabelos.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Vocês gostam de cuidar de</p><p>seus cabelos? Como? Vocês gostam de cuidar dos cabelos sozinhos ou</p><p>preferem que alguém te ajude nesse cuidado?</p><p>6</p><p>Pergunte às crianças como vocês poderiam fazer para inventar uma</p><p>brincadeira de cuidado com os cabelos.Mostre para a turma os mate-</p><p>riais que você trouxe para este momento, como pentes, escovas, gram-</p><p>pos, borrifadores de água, laços, entre outros. Caso a proposta não surja,</p><p>compartilhe a ideia de transformar parte da sala em um salão de cabelei-</p><p>reiro e barbeiro, perguntando o que acham e convidando a turma para</p><p>organizar o espaço para esta brincadeira. Deixe que o grupo discuta e</p><p>decida sobre o tipo de salão que será feito, sobre os profissionais etc. A</p><p>partir disso, pensem nas propostas de organização. Disponibilize as cai-</p><p>xas de livros e blocos de construção, para que as crianças possam utilizá-</p><p>-las em sua organização, reservando locais para aqueles que não querem</p><p>participar da brincadeira com os cabelos.</p><p>Neste momento, as crianças se organizam em duplas ou pequenos gru-</p><p>pos para montarem o espaço. Avise que, para que dê tempo de realizar</p><p>a brincadeira, elas terão 10 minutos para organização. Relembre, oca-</p><p>sionalmente, a contagem do tempo, para que elas possam se programar.</p><p>Adiante que a proposta seguinte será brincarem arrumando os cabelos.</p><p>Assim, aquelas que não estejam tão envolvidas com a organização do</p><p>ambiente, podem já partir para o outro momento.</p><p>7</p><p>Possibilite que as crianças tenham acesso ao espelho para arrumar seus</p><p>cabelos. Neste momento, as crianças podem se arrumar sozinhas, so-</p><p>licitar a ajuda dos colegas ou da professora. Caso o espelho disponível</p><p>para este momento seja pequeno e não caiba uma grande quantidade de</p><p>crianças ao mesmo tempo, compartilhe esta informação perguntando</p><p>como podem se organizar para que todos possam ter um momento em</p><p>frente ao espelho. Como este é o momento das crianças terem uma aten-</p><p>ção maior para si e para o outro, precisam de um bom tempo para cuidar</p><p>de seus cabelos. Reserve uns 20 minutos para esta parte.</p><p>8</p><p>Observe atentamente o que as crianças fazem e manifestam oralmente</p><p>durante a brincadeira: gestos, expressões, iniciativas de interação, co-</p><p>mentários sobre o que estão gostando ou não etc.Todas precisam ter a</p><p>chance de ter atenção para si ao brincar com os cabelos, se relacionar</p><p>com os amigos, de observar, imitar e se divertir. Aproveite esse momento</p><p>para registrar, se possível por meio de fotos ou de vídeos, os penteados e</p><p>interações que estão acontecendo, para compartilhar a experiência com</p><p>as próprias crianças e suas famílias. Apoie as ações delas durante a brin-</p><p>cadeira, auxiliando e participando apenas quando solicitado e evitando,</p><p>ao máximo, se antecipar às suas iniciativas.Se alguma criança não estiver</p><p>envolvida na brincadeira, busque com ela uma forma de participar, seja</p><p>observando e dando sugestões nos penteados, contribuindo na organiza-</p><p>ção dos materiais para manter o salão em ordem ou até mesmo utilizan-</p><p>do os outros materiais que você disponibilizou (livros e blocos de cons-</p><p>trução).</p><p>Para finalizar:</p><p>Quando estiver chegando próximo do momento de finalizar a atividade,</p><p>fale para as crianças que, em cinco minutos, vocês irão começar a guar-</p><p>dar os materiais. Anuncie o que virá a seguir. Fale novamente em três</p><p>minutos. Passados os cinco minutos, comente que chegou o momento de</p><p>todos juntos organizarem a sala e os materiais no lugar indicado. Você</p><p>pode cantar uma paródia para marcar com o grupo os momentos de</p><p>arrumação.Uma sugestão é, em outras situações, criar com as crianças</p><p>algumas paródias utilizando o repertório de músicas já conhecidas de-</p><p>las e que as motivem para este momento. Algumas sugestões</p><p>podem ser</p><p>conferidas aqui!</p><p>Desdobramentos</p><p>Caso em sua rotina exista o momento de cuidado com os cabelos das</p><p>crianças, possibilite que elas mesmas se arrumem ou escolham como</p><p>querem ser penteadas. Caso este momento não esteja previsto, você pode</p><p>organizá-lo a partir desta atividade, prevendo este tempo para as crian-</p><p>ças, para que desenvolvam a atenção para o cuidado de si, de forma que</p><p>este aspecto não seja apenas uma tarefa do educador. Trata-se de uma</p><p>atividade sobre identidade. Você pode abordar a questão a partir de ou-</p><p>tras características e a partir de alguma fala ou conflito relacionado ao</p><p>tema. O salão de cabeleireiro e barbeiro pode se transformar em um</p><p>novo canto de faz de conta na sala de atividades. Os materiais podem</p><p>ser organizados em caixas para serem transportados a outros espaços.</p><p>Também é interessante, em algum outro momento, convidar os familia-</p><p>res para participarem desta vivência. Caso dentro da comunidade exista</p><p>alguém que exerce alguma função relacionada à proposta, você pode</p><p>convidar esta pessoa para vir um dia compartilhar seu trabalho com as</p><p>crianças.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Ao escolher o modo como querem seus cabelos, as crianças podem se</p><p>arrumar de forma não convencional ou chegar para a escola de cabe-</p><p>los presos e resolver soltá-los durante o período. Para que as famílias</p><p>compreendam e dêem continuidade a este processo de valorização das</p><p>identidades das crianças, é fundamental um diálogo permanente sobre</p><p>este momento da rotina com as crianças. Desta forma, seria interessante</p><p>compartilhar as fotos da brincadeira em um mural, de forma que pos-</p><p>sam observar como foi significativo para as crianças e a importância de</p><p>dar continuidade. Também é muito interessante perguntar às famílias se</p><p>houveram efeitos desta atividade na forma como as crianças se vêem ou</p><p>manifestam querer se arrumar. Isso pode ser feito por conversas ou pes-</p><p>quisas nos cadernos de recado, convidando-os a afinar o olhar para esta</p><p>questão, acolhendo suas impressões e considerações sobre o assunto.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para realizar esta atividade, será preciso conhecer e selecionar livros que</p><p>abordam histórias e costumes de famílias de diferentes culturas. Os links</p><p>abaixo trazem sugestões de livros com essa temática, em relação às cul-</p><p>turas africanas e indígenas. É importante pesquisar outras culturas que</p><p>estejam presentes em seu grupo de crianças:</p><p>http://portal.aprendiz.uol.com.br/2017/11/17/5-livros-infantis-sobre-an-</p><p>cestralidade-cultura-e-identidade-negra/</p><p>https://lunetas.com.br/10-livros-para-nos-aproximarmos-das-culturas-</p><p>-dos-povos-indigenas/</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>Toda família tem sua história</p><p>Histórias das famílias das crianças</p><p>Conhecendo tradições das famílias do grupo</p><p>Familiares contam suas histórias</p><p>Concluindo o livro das famílias do grupo</p><p>Materiais:</p><p>Livros de literatura infantil que retratam histórias e costumes de famílias</p><p>de diferentes origens. Blocos e canetas para anotações.</p><p>Espaços:</p><p>Por se tratar de leitura de histórias, esta atividade precisa de um local</p><p>agradável e com pouco ruído, pode ser a sala de atividades, a biblioteca,</p><p>a área verde, o pátio etc.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 50 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. As crianças demonstram interesse por outras culturas? Quais são os</p><p>questionamentos levantados em relação aos costumes familiares dos co-</p><p>legas?</p><p>2. Como as crianças expressam suas ideias? Que relações fazem sobre a</p><p>cultura da sua família com a da família retratada na história?</p><p>3. Qual é a reação das crianças ao ouvir sobre culturas diferentes do seu</p><p>cotidiano? O que demonstram sobre essas diferenças?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada crian-</p><p>ça ou do grupo.</p><p>Para garantir a participação de todos, esteja atento aos desdobramentos</p><p>da leitura, de modo a oportunizar expressões espontâneas das crianças.</p><p>Incentive que os pequenos manifestem opiniões, respeitando e valori-</p><p>zando a história de cada um.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Na roda, no grande grupo, convide as crianças para falar sobre suas pró-</p><p>prias famílias, para contar sobre sua origem, seus hábitos e costumes.</p><p>Questione se conhecem a história da família, se notam diferenças entre a</p><p>sua família e a de outras crianças do convívio.</p><p>A partir dessa conversa, mostre dois ou três livros e diga que precisa de</p><p>ajuda para escolher um deles. Conte que ele as ajudará a conhecer mais</p><p>sobre a cultura de outras famílias.</p><p>Mostre a capa, leia o título, fale o nome do autor, instigue-as a antecipar</p><p>sobre o que trata a história.</p><p>Decidam sobre a forma de escolha da história: cada criança poderá indi-</p><p>car a sua vontade e a maioria vence, elas podem se organizar em peque-</p><p>nos grupos para eleger um livro, sortear uma criança para indicar o livro,</p><p>ou outra forma de escolha.</p><p>Diga que neste momento vocês farão a leitura de apenas um dos livros,</p><p>mas que os outros ficarão disponíveis no cantinho de leitura da sala, para</p><p>que possam ser lidos em outros momentos.</p><p>2</p><p>Após as crianças estarem sentadas de forma confortável, leia a história,</p><p>aguçando a curiosidade delas quanto aos aspectos culturais da família</p><p>apresentada no livro: origens, costumes, culinária, festas, traços físicos,</p><p>entre outras particularidades tratadas na história.</p><p>3</p><p>Proponha no grande grupo, umaconversa sobre a cultura da família que</p><p>conheceram por meio da história que acabaram de ouvir, abordando se</p><p>alguém tem algo parecido em suas famílias, na forma de se vestir, de se</p><p>alimentar ou de tradições como festas, datas especiais etc.</p><p>Instigue-os a falar sobre suas próprias origens e a recordar das histórias</p><p>contadas pelos pais e/ou avós sobre as famílias. Incentive todas as crian-</p><p>ças a falar, mas respeite aquelas que não quiserem.</p><p>4</p><p>Proponha uma investigação sobre as famílias, em que cada criança pos-</p><p>sa conhecer mais sobre sua própria origem e sobre seus antepassados. A</p><p>partir disso, vocês vão registrar as histórias das famílias do grupo em um</p><p>livro da turma, da mesma forma que foi feita no livro que conheceram</p><p>hoje. Nesse diálogo, promova um levantamento de fatos e curiosida-</p><p>des que desejam saber sobre as próprias famílias e sobre as dos colegas,</p><p>como por exemplo: a localidade onde os familiares nasceram e vivem,</p><p>suas origens, seus costumes, brincadeiras da infância, culinária, histó-</p><p>rias, festas que participam etc.</p><p>Registre em um bloco de anotações o que as crianças vão trazendo de</p><p>interesses a respeito das famílias para planejarem juntos a produção do</p><p>livro.</p><p>5</p><p>Dentre os temas presentes na lista, proponha que as crianças contem</p><p>algumas coisas que já sabem sobre suas famílias e conversem sobre como</p><p>podem obter mais informações para a escrita desse livro. Provavelmente</p><p>vão dizer que precisam conversar com os pais, os tios e os avós. Indique</p><p>também que elas podem trazer registros sobre a origem de cada família,</p><p>por exemplo: relatos orais e escritos das famílias, videos, fotos etc. Al-</p><p>guns familiares podem vir à escola para conversar sobre suas origens ou</p><p>ensinar algo às crianças como uma brincadeira, uma música ou receita</p><p>de sua cultura etc.</p><p>Combine com os pequenos a elaboração de um bilhete para informar às</p><p>famílias sobre a investigação que farão, propiciando o envolvimento de</p><p>todos.</p><p>Para finalizar:</p><p>Converse com as crianças sobre o tipo de livro que podem elaborar, livro</p><p>físico ou livro digital, abordando suas preferências e os recursos necessá-</p><p>rios para essa realização. Solicite que contribuam com a organização da</p><p>sala para a próxima atividade.</p><p>Desdobramentos</p><p>Disponibilize, em um momento de livre escolha, outros livros que tra-</p><p>zem o tema para que as crianças possam folheá-lo e assim explorar suas</p><p>ilustrações e texto. Apresente também outros materiais, como pequenos</p><p>vídeos, trechos de documentários ou</p><p>músicas que abordem diferentes</p><p>culturas, possibilitando a ampliação dos conhecimentos dos pequenos e</p><p>o enriquecimento do repertório deles, promovendo o respeito à diversi-</p><p>dade cultural.</p><p>Engajando as famílias</p><p>A participação da família será essencial para a investigação das crianças</p><p>e para a elaboração do livro do grupo. Envie aos familiares um bilhete,</p><p>elaborado com as crianças, avisando sobre o livro que começarão a con-</p><p>feccionar e como eles podem contribuir com essa produção, enviando</p><p>relatos, fontes de pesquisa, objetos etc. Um cartaz na porta da sala, cha-</p><p>mando a atenção para a investigação que estão realizando, dando infor-</p><p>mações sobre o que foi desenvolvido no dia, pode contribuir para maior</p><p>participação das famílias.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Na primeira atividade da sequência as crianças levantaram algumas</p><p>questões que gostariam de saber para perguntar para suas famílias.</p><p>Também ficou proposto de levarem para a escola alguns materiais que</p><p>ajudam a contar as histórias das famílias, como fotos, registros, objetos,</p><p>vídeos, relatos orais e escritos etc. Se alguma família enviar antecipada-</p><p>mente um arquivo digital, equipamento para reprodução ou impressão</p><p>de foto deverá ser organizado, se for possível. É importante que o pro-</p><p>fessor providencie alguns materiais de sua própria família para também</p><p>socializar com as crianças. Este plano traz as propostas considerando o</p><p>livro físico, mas se seu grupo optar pelo livro digital (conforme recursos</p><p>tecnológicos disponíveis na sua escola) ele pode ser adaptado para elabo-</p><p>ração como apresentação Power Point, em forma de vídeo com o progra-</p><p>ma Movie Maker ou outro que seja de seu conhecimento.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>Toda família tem sua história</p><p>Histórias das famílias das crianças</p><p>Conhecendo tradições das famílias do grupo</p><p>Familiares contam suas histórias</p><p>Concluindo o livro das famílias do grupo</p><p>Materiais:</p><p>Registros sobre as origens e costumes das famílias: fotos, registros, ob-</p><p>jetos, relatos orais e escritos etc. (material selecionado pelas crianças</p><p>com as famílias).Aparelhos para reproduzir fotos como celular, tablet,</p><p>notebook ou computador, se alguma mídia foi enviada antecipadamente</p><p>pelas famílias. (como arquivo por whatsapp ou e-mail, pen drive etc.).</p><p>Materiais para registrar as atividades:lápis, canetas, material para recorte,</p><p>cola, tinta, pincéis, folhas, lápis de cor, giz de cera etc.Como a investiga-</p><p>ção proposta durante esta sequência irá resultar em um livro coletivo, é</p><p>importante definir o suporte (tipo de papel e tamanho) que será utiliza-</p><p>do para todas as produções, facilitando a montagem final do livro. Caso</p><p>o livro seja digital, serão necessários computadores, câmeras fotográfi-</p><p>cas, celulares etc.</p><p>Espaços:</p><p>O local para realizar essa atividade deve ser amplo, permitindo a mo-</p><p>bilidade entre os espaços, e possuir equipamentos onde possam ser re-</p><p>produzidos os recursos audiovisuais. Deve possuir também espaço para</p><p>que as crianças possam registrar a atividade, como mesas e bancadas. É</p><p>possível usar a biblioteca, sala de informática, ou a própria sala de ativi-</p><p>dades, desde que consiga deslocar os equipamentos (computadores, tele-</p><p>visão, aparelho de som etc.) para esse espaço.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora e 20 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Como se deu o envolvimento das crianças e das famílias com a pro-</p><p>posta de investigação sobre sua cultura?</p><p>2. Como se organizam para produzir uma página do livro com suas his-</p><p>tórias? As crianças contribuem com sugestões e consideram a dos cole-</p><p>gas?</p><p>3. Como as crianças demonstram fazer parte da história da família? De-</p><p>monstram prazer em relatar a história da família delas?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo.</p><p>Para garantir a participação de todos, incentive as crianças a compar-</p><p>tilharem suas histórias utilizando várias linguagens: oral, escrita, ima-</p><p>gens, áudio e vídeos gravados etc. Esteja atento às manifestações de cada</p><p>criança, oportunizando que todas possam se expressar e registrar as ati-</p><p>vidades de forma espontânea.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Acomodados em roda no grande grupo, converse sobre a pesquisa que</p><p>fizeram. Proponha que contem com quem conversaram e se aprenderam</p><p>algo de novo sobre suas famílias e que compartilhem com os colegas as</p><p>descobertas que fizeram em relação às famílias, sobre origens e culturas.</p><p>Incentive que falem de suas histórias, e contem o que trouxeram para</p><p>compartilhar com os colegas, se foram fotos, vídeos, relatos, objetos ou</p><p>outro material que retrate as origens, costumes e tradições das famílias.</p><p>Combine que os áudios e vídeos serão socializados em outro dia, pois</p><p>precisam de um tempo maior, e explique que nas próximas etapas de</p><p>escrita do livro esses materiais serão muito úteis. Nesse momento utili-</p><p>zarão os objetos e materiais impressos, como fotos, documentos, relatos</p><p>escritos etc. Caso perceba insegurança nas crianças para relatar a histó-</p><p>ria, inicie apresentando a da sua família, assim elas podem identificar</p><p>elementos em comum e se sentirão mais à vontade para fazer os relatos.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Minha família tem origem</p><p>portuguesa, meus avós, pais da minha mãe, vieram de navio há muitos e</p><p>muitos anos, lá de Portugal para cá. E os avós, ou pais de vocês, vieram</p><p>de outro lugar? De onde?</p><p>2</p><p>Após perceberem a diversidade cultural do grupo, provoque a discussão</p><p>sobre como podem incluir tantas histórias neste livro e como vão se or-</p><p>ganizar para confeccioná-lo. Dialogue com as crianças sobre o que cons-</p><p>ta em um livro, sua capa, título, nome dos autores e ilustradores, páginas</p><p>que contam sua história etc.</p><p>Nesse momento, é importante decidir se farão um livro físico ou digital(-</p><p>conforme indicação no Contextos Prévios). As atividades desenvolvidas</p><p>serão as mesmas para os dois tipos de livros, só a forma de registrar irá</p><p>variar de acordo com a escolha do grupo, com os recursos tecnológicos e</p><p>materiais que a escola oferecer.</p><p>Sendo a proposta a elaboração de um livro físico, pensem em uma forma</p><p>de registrar os arquivos digitais no papel: imprimir fotos, relatos escritos</p><p>e orais das família que podem ser expressados por meio de desenhos,</p><p>escritas espontâneas das crianças, escritas do professor ou de algum fa-</p><p>miliar que esteja disposto a ajudar nessa etapa.</p><p>3</p><p>De acordo com a conversa inicial sobre as descobertas que serão regis-</p><p>tradas no livro, sugira que as crianças se organizem em pequenos grupos</p><p>para que individualmente tenham a oportunidade de mostrar a pesquisa</p><p>e expor mais detalhes sobre as histórias e tradições da família. Proponha</p><p>que, à medida que conversem sobre as histórias, elas explorem os mate-</p><p>riais que cada criança trouxe, fazendo perguntas umas às outras e agu-</p><p>çando a investigação. Indique que cada grupo elaborare uma página do</p><p>livro, para contarem um pouco da história de todas as crianças do pe-</p><p>queno grupo que estão trabalhando. Em cada página poderá ter assun-</p><p>tos variados, como informações sobre origem da família, momentos da</p><p>infância dos pais ou avós, alguma festa ou receita tradicional, locais que</p><p>gostam de passear etc. Acompanhe o momento de organização e conver-</p><p>sa nos pequenos grupos, auxiliando na seleção, apresentação do material</p><p>e contextualização dos registros. Caso precisem reproduzir algum ma-</p><p>terial digital, ajude na gestão do tempo e no revezamento para uso dos</p><p>equipamentos disponíveis na sala. Enquanto um grupo aprecia o arquivo</p><p>digital de uma criança, os outros estão analisando objetos, fotos ou do-</p><p>cumentos impressos..</p><p>4</p><p>Após a troca nos pequenos grupos, convide as crianças a compor a pági-</p><p>na do livro com os materiais que escolheram, definindo como esse regis-</p><p>tro será realizado. Elas podem preferir colar as fotos, fazer</p><p>Na janelinha de cima, colocar a foto da criança e fechar,</p><p>de forma que a foto fiue escondida. Sugerir às crianças que abram as ja-</p><p>nelinhas e encontrem qual é o seu cartaz.</p><p>2. Nas caixinhas surpresas colocar as fotos das crianças com seus fami-</p><p>liares. Distribuí-las entre as crianças aleatoriamente. Deixar que abram e</p><p>sugerir que descubram de quem é a foto que encontraram. Cada um en-</p><p>trega a foto que encontrou para o seu dono. O dono da foto cola-a, com</p><p>ajuda do professor, no seu cartaz de janelinhas.</p><p>3. Em roda, cada criança mostra a foto do seu brinquedo preferido para</p><p>o grupo e, com ajuda do professor, conta o que é e como brinca com ele.</p><p>Depois, colam na janelinha seguinte de seu cartaz.</p><p>4. Repetir a atividade acima quantas vezes quiser, acrescentando fotos de</p><p>outras coisas significativas do universo familiar de cada criança (foto do</p><p>quarto, do animal de estimação etc.)</p><p>3ª etapa</p><p>Nós e todo mundo</p><p>1. Com os cartazes, montar um biombo para sala, ou um grande mural,</p><p>ao qual as crianças terão acesso livre para verificar as fotos de suas janeli-</p><p>nhas e as de seus colegas.</p><p>2. Tirar fotos das crianças na escola, em suas atividades cotidianas, em</p><p>pequenos ou em grandes grupos. Montar um móbile na altura das crian-</p><p>ças para enfeitar um canto da sala.</p><p>3. Entre algumas fotos tiradas na escola, selecionar as mais ilustrativas</p><p>das atividades que acontecem diariamente para confeccionar um quadro</p><p>de rotina do grupo.</p><p>4. Todos os dias montar a rotina, sequenciando as atividades representa-</p><p>das pelas fotos, com ajuda das crianças.</p><p>Bibliografia</p><p>As cem linguagens da criança, Carolyn Edwards, ARTMED</p><p>Aprender e ensinar na Educação Infantil, Eulália Bassedas, ARTMED</p><p>Referencial Nacional para a Educação Infantil, MEC, 1998.</p><p>Orientações Curriculares: Expectativas de Aprendizagem e Orientações</p><p>Didáticas para a Educação Infantil, PMSP - SME/ DOT, 2007.</p><p>Flexibilização</p><p>É importante que as crianças com deficiência visual também tragam fo-</p><p>tos, para que os colegas as reconheçam. Mas, para que esses bebês sejam</p><p>incluídos e consigam reconhecer a si e aos colegas, é muito importante</p><p>trabalhar estímulos relacionados aos outros sentidos. Músicas, cheiros</p><p>e objetos que caracterizem os colegas - a Mariana usa óculos, o João</p><p>está sempre de boné etc. - são fundamentais nesse processo. Substitua</p><p>algumas brincadeiras com fotos por brincadeiras com objetos de cada</p><p>criança. O móbile da sala também pode ser construído com brinquedos</p><p>e as caixinhas, encapadas com tecidos de diferentes texturas. Descreva</p><p>bastante as imagens e as características de cada criança. Você também</p><p>pode trabalhar com as imagens em relevo (em braile, cola de relevo ou</p><p>barbantes nos contornos).</p><p>Deficiências</p><p>Visual</p><p>Objetivo(s)</p><p>Conhecer e valorizar as possibilidades</p><p>expressivas do próprio corpo</p><p>Comunicar, através do movimento, emoções e estados afetivos</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Expressividade / Dança</p><p>Ano(s)</p><p>Creche</p><p>Tempo estimado</p><p>1 aula</p><p>Material necessário</p><p>Pedaços de tecido leve (quadrados de 50x50 cm)</p><p>Aparelho de som</p><p>Espaço</p><p>Uma sala grande. Se não houver um espaço sem móveis, prepare a sala</p><p>antes, afastando mesas e cadeiras, privilegiando o espaço central. A mú-</p><p>sica é muito importante e a cada momento da atividade vamos apresen-</p><p>tar uma sugestão.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Introdução</p><p>Não há dúvida que as crianças pequenas adoram se movimentar. Elas</p><p>vivem e demonstram seus estados afetivos com o corpo inteiro: se estão</p><p>alegres, pulam, correm e brincam ruidosamente. Se estão tímidas ou</p><p>tristes, encolhem-se e sua expressão corporal é reveladora do que sen-</p><p>tem. Henri Wallon nos lembra que a criança pequena utiliza seus gestos</p><p>e movimentos para apoiar seu pensamento, como se este se projetasse</p><p>em suas posturas. O movimento é uma linguagem, que comunica esta-</p><p>dos, sensações, idéias: o corpo fala. Assim, é importante que na Educa-</p><p>ção Infantil o professor possa organizar situações e atividades em que as</p><p>crianças possam conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do</p><p>próprio corpo.</p><p>As crianças e você também - devem estar descalças e usando roupas con-</p><p>fortáveis!</p><p>Comece reunindo as crianças. A música pode ser alegre, como A Canoa</p><p>Virou (Palavra Cantada, CD Cantigas de Roda). Sentados no chão numa</p><p>grande roda, com as pernas estendidas, proponha que brinquem de mas-</p><p>sa de pés: todos devem chegar para a frente arrastando o bumbum até</p><p>que os pés de todos se toquem. Os pés se agitam se acariciam, ora mais</p><p>lentamente, ora mais rapidamente. Você pode enriquecer a brincadeira,</p><p>sugerindo:</p><p>O meio da roda é uma piscina!</p><p>O meio da roda é uma grande gelatina!</p><p>O meio da roda é um tapete de grama!</p><p>2ª etapa</p><p>Peça que todos se deitem no chão. Coloque uma música no aparelho de</p><p>som. É importante que seja uma música alegre, que estimule as crianças</p><p>a se movimentar, porém sem excitá-las demais. Sugestão: Loro (Egberto</p><p>Gismonti, CD Circense).</p><p>Não se esqueça que, para as crianças pequenas, o entorno simbólico é</p><p>muito importante para a atividade. Diga a eles que a sala vai se transfor-</p><p>mar numa grande floresta e todos serão habitantes dela...</p><p>Todos os bichos estão dormindo. Aos poucos, vão acordar.</p><p>Primeiro todos serão aranhas, que andarão com o apoio dos pés e das</p><p>mãos no chão...</p><p>Depois se transformarão em minhocas, arrastando-se pelo chão com a</p><p>lateral do corpo...</p><p>Logo serão cobras, arrastando-se pelo chão com o apoio da barriga...</p><p>Tatus-bola, que com um movimento de abrir e fechar sua casca percorre-</p><p>rão a floresta...</p><p>Leões, tigres, leopardos, de quatro patas pelo chão...</p><p>Coelhos que andam pelo espaço com pulos pequenos e cangurus que</p><p>percorrem a floresta com pulos grandes e largos...</p><p>Passarinhos que batem suas asas bem pequeninas e águias que voam lá</p><p>do alto com suas asas enormes e bem abertas...</p><p>3ª etapa</p><p>Distribua para as crianças os pedaços de tecido coloridos, um para cada</p><p>um. É importante que eles sejam leves e que produzam movimento ao</p><p>serem agitados pelas crianças. Deixe que elas explorem a sala manipu-</p><p>lando os pedaços de tecido. Sugira que as crianças pintem a sala com</p><p>os tecidos, como se fossem pincéis. A sala toda tem que ficar pintada o</p><p>chão, as paredes, o teto. Diga às crianças que nenhum pedaço da sala</p><p>pode ficar sem pintar. Sugestão de música: Peixinhos do Mar (Milton</p><p>Nascimento, CD Sentinela).</p><p>4ª etapa</p><p>Sempre ao som de uma música (por exemplo Fome Come, da Palavra</p><p>Cantada, CD Canções de Brincar), sugira uma brincadeira que as crian-</p><p>ças adoram: peça que joguem os tecidos para cima e a os peguem, a cada</p><p>vez, com uma parte diferente do corpo:</p><p>com a cabeça</p><p>com a barriga</p><p>com o braço</p><p>com o cotovelo</p><p>com os pés</p><p>com as costas</p><p>com o bumbum</p><p>com as palmas das mãos etc.</p><p>5ª etapa</p><p>Para terminar, um gostoso relaxamento. Sugestão de música: Palhaço</p><p>(Egberto Gismonti, CD Circense).</p><p>Organize as crianças em duplas e ofereça a elas uma bolinha de algodão</p><p>ou mesmo um rolinho de pintura, como os usados nas atividades de Ar-</p><p>tes Visuais.</p><p>Enquanto uma criança fica deitada, a outra deve acariciar seu rosto e</p><p>partes do seu corpo com o algodão ou o rolinho. Isso deve ser feito com</p><p>suavidade e cuidado, e possibilita uma interação muito especial das</p><p>crianças, que, assim, cuidam umas das outras após uma atividade movi-</p><p>mentada.</p><p>Avaliação</p><p>O recém-publicado documento Orientações Curriculares Expectativas</p><p>de Aprendizagens e Orientações Didáticas para a Educação Infantil da</p><p>Secretaria Municipal de Educação de São Paulo observa que a avaliação</p><p>que mais deve interessar o professor não é aquela que compara diferen-</p><p>tes crianças, mas a que compara uma criança com ela mesma, dentro de</p><p>certo período de tempo. Assim, o professor tem na observação o melhor</p><p>instrumento para avaliar a aprendizagem dos pequenos: eles partici-</p><p>param da atividade? Em qual momento se envolveram mais? O que foi</p><p>mais desafiador para cada criança? E para o grupo? Essas e outras per-</p><p>guntas ajudam inclusive o professor a planejar as próximas atividades,</p><p>mantendo ou modificando suas propostas dentro do campo de expe-</p><p>riências</p><p>desenhos ou</p><p>registros escritos utilizando escrita espontânea ou com a ajuda do pro-</p><p>fessor como escriba de suas ideias. Fique atento às manifestações delas e</p><p>auxilie nos registros. Sugira que organizem os materiais no suporte antes</p><p>de colarem, para distribuírem imagens, fotos e textos de forma que fique</p><p>esteticamente agradável na página do livro. Dependendo do número de</p><p>alunos da turma, você pode optar em fazer rodízio dos pequenos grupos</p><p>durante o desenvolvimento desta etapa para que consiga apoiar a todos.</p><p>Enquanto um grupo está realizando os registros, proponha que os outros</p><p>realizem outra atividade que consigam trabalhar de forma autônoma.</p><p>Podem optar por brinquedos de montar, massinha, livros ou jogos de</p><p>mesa, os quais podem também ser utilizadas caso alguma criança não se</p><p>envolva na investigação e elaboração do livro das famílias do grupo. Se o</p><p>tempo não for suficiente para concluir os registros de todos os pequenos</p><p>grupos, é possível combinar de concluir em outro dia. Provavelmente as</p><p>crianças ficarão ansiosas em terminar sua página do livro, é importante</p><p>retomar a atividade o mais rápido possível, para que elas não percam o</p><p>interesse.</p><p>5</p><p>Reúna o grande grupo para socializarem com os colegas o que realiza-</p><p>ram nos pequenos grupos e mostrarem como estão construindo a pri-</p><p>meira parte do livro.</p><p>Proponha que contem sobre os materiais que escolheram, sobre a forma</p><p>como optaram em fazer o registro e quais histórias estão sendo contadas</p><p>sobre as famílias.</p><p>Converse sobre as próximas etapas do livro, quando terão oportunidade</p><p>de socializar os áudios e vídeos trazidos por elas e realizar novas pesqui-</p><p>sas para produção de novas páginas do livro.</p><p>Para finalizar:</p><p>Combine com as crianças como vão guardar as produções de cada pe-</p><p>queno grupo, verificando se tem algo que ainda precisa secar etc. Solicite</p><p>ajuda para guardar os materiais e organizar o espaço da sala que utili-</p><p>zaram. Converse sobre a próxima atividade da sequência, na qual elas</p><p>escolherão uma das tradições familiares para aprofundarem o conheci-</p><p>mento sobre a tradição. Diga para que pensem em como farão a escolha</p><p>de um tema que contemple todas as famílias. Aproveite para indicar que</p><p>pensem junto às famílias como poderá ser o título deste livro do grupo.</p><p>Desdobramentos</p><p>Para que todos os materiais trazidos pelas crianças sobre as famílias se-</p><p>jam considerados, planeje outras situações onde sejam compartilhados</p><p>os áudios e vídeos, transcrevendo com as crianças alguns relatos etc.</p><p>contando mais histórias no livro. Caso seja do interesse das crianças que</p><p>cada uma tenha sua página individual no livro, convide as famílias a</p><p>produzirem essa página contando particularidades da sua história. Elas</p><p>podem contribuir com a elaboração da árvore genealógica, uma história</p><p>curiosa, ou um fato importante acontecido. Você pode selecionar com as</p><p>crianças os materiais que precisam levar para desenvolverem essa ativi-</p><p>dade com as famílias, como suporte, lápis grafite, borracha, régua, cane-</p><p>tinhas, lápis de cor etc, descrevendo o que poderá ser realizado. Dê um</p><p>tempo razoável para a elaboração da proposta. Para que histórias sobre a</p><p>diversidade cultural das famílias continuem sendo exploradas, uma boa</p><p>sugestão é a coleção “Crianças como você”, da UNICEF, que apresenta o</p><p>cotidiano das crianças em diferentes culturas do mundo.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Envie para casa, um convite para que uma pessoa idosa da família possa</p><p>vir à escola contar sobre sua história, falar sobre a infância, e se possível</p><p>ensinar uma brincadeira, música ou receita para as crianças. A atividade</p><p>4 desta sequência será organizada a partir desta ideia. Deste modo, assim</p><p>que tiver retorno de alguma família, entre em contato para fazer os com-</p><p>binados necessários.</p><p>Convide as famílias para elaborar uma página do livro, contando junto</p><p>com a criança algumas de suas histórias, conforme explicitado anterior-</p><p>mente no Possíveis Desdobramentos.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Os materiais em áudio e vídeo trazidos pelas crianças na segunda ativi-</p><p>dade desta sequência precisam ser socializados anteriormente a esta pro-</p><p>posta (em vários momentos para não se perder o interesse). A partir das</p><p>tradições das famílias já conhecidas pelo grupo, as crianças devem eleger</p><p>um tema para ser aprofundado, possibilitando que todas as famílias, ou</p><p>a maioria, sejam contempladas nesta pesquisa. Exemplos de temas: festas</p><p>típicas, brinquedos e brincadeiras da infância, receitas tradicionais etc. É</p><p>interessante editar um pequeno vídeo com partes das histórias de todas</p><p>as famílias, constituindo um dos materiais de pesquisa para essa propos-</p><p>ta. É necessário selecionar previamente bons materiais de pesquisa para</p><p>investigação das crianças, como livros de literatura infantil que contem</p><p>histórias e tradições de diferentes povos e regiões do Brasil, revistas, tre-</p><p>chos de documentários, imagens etc.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>Toda família tem sua história</p><p>Histórias das famílias das crianças</p><p>Conhecendo tradições das famílias do grupo</p><p>Familiares contam suas histórias</p><p>Concluindo o livro das famílias do grupo</p><p>Materiais:</p><p>Materiais para pesquisa: áudios e vídeos trazidos pelas crianças nas ativi-</p><p>dades anteriores, livros de literatura infantil que contem histórias e tra-</p><p>dições de diferentes povos e regiões do Brasil, revistas, trechos de docu-</p><p>mentários, imagens,computador, celular ou tablet com acesso à internet,</p><p>relatos e vídeos das crianças e de suas famílias etc.</p><p>Materiais para registro: lápis, caneta, papel, canetinhas, lápis de cor, tin-</p><p>ta, pincéis etc.</p><p>Espaços:</p><p>A atividade pode ser realizada na sala de atividades, biblioteca ou sala de</p><p>informática, onde for possível o acesso à internet.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. De que forma as crianças se organizam para a realização da pesquisa e</p><p>como interagem com os materiais selecionados para a investigação?</p><p>2. Como as crianças realizam os registros de suas descobertas?Como ex-</p><p>pressam suas hipóteses de leitura e escrita?</p><p>3. Como elas interagem expressando opiniões e considerando as dos co-</p><p>legas? De qual modo as crianças colaboram na produção do livro?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo.</p><p>Os materiais selecionados para a pesquisa devem propiciar a participa-</p><p>ção de todas as crianças. Portanto, providencie materiais com diversi-</p><p>dade em termos de linguagem e tipologia: escritos, orais, vídeos, táteis,</p><p>com acesso a diferentes mídias. Esteja atento às individualidades, ofere-</p><p>cendo suportes variados quando necessário.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>No grande grupo converse com as crianças sobre a pesquisa que foi pro-</p><p>posta nos Contextos Prévios e compartilhe que agora será o momento</p><p>de investigarem mais sobre a tradição das famílias que elas escolheram.</p><p>Dessa forma, elas as conhecerão melhor e com isso construirão mais</p><p>uma parte do livro do grupo. Combinem que elas irão trabalhar em pe-</p><p>quenos grupos e cada grupo fará sua pesquisa, elaborando algumas pági-</p><p>nas do livro.</p><p>Problematize onde elas podem obter mais informações sobre as tradi-</p><p>ções. As crianças provavelmente indicarão a internet e livros. Apresente</p><p>os diversos materiais que selecionou previamente, como livros e revistas,</p><p>além de apresentar os recursos para pesquisa na internet. Se conseguiu</p><p>editar o material trazido pelas crianças, aproveite este momento para</p><p>compartilhar o vídeo/apresentação que elaborou.</p><p>2</p><p>Proponha que combinem como farão essa investigação, sobre o que de-</p><p>sejam saber para compor o livro, e elaborem perguntas sobre o tema que</p><p>escolheram. Dialoguem sobre como farão essa investigação, buscando</p><p>que o tema escolhido contemple todas as famílias, pois assim terão uma</p><p>diversidade de culturas. Por exemplo, se desejam conhecer</p><p>mais sobre</p><p>festas tradicionais, é interessante saber um pouco de cada família so-</p><p>bre isso. Levante com as crianças quais festas são estas e proponha que</p><p>apontem aspectos que podem pesquisar, como comidas, danças, roupas,</p><p>músicas etc. Se optaram por conhecer sobre comidas típicas de alguns</p><p>locais do Brasil, antecipem o que podem buscar como referência, como</p><p>receitas, fotos, vídeos etc. Registre as indagações das crianças no quadro,</p><p>cartaz, caderno ou bloco de anotações, para que possam orientar os pe-</p><p>quenos grupos no momento das pesquisas. Sugira que elas se organizem</p><p>em relação ao trabalho nos grupos, se definirão qual parte cada grupo</p><p>irá pesquisar ou se ficarão livres para fazer a pesquisa, definindo apenas</p><p>o tema. Se a pesquisa for sobre festas, um grupo pode pesquisar as rou-</p><p>pas, outro as comidas, outro as músicas etc. Elas também podem optar</p><p>que todos os grupos fiquem livres para pesquisa apenas o tema e regis-</p><p>trar tudo que for do interesse do grupo.</p><p>3</p><p>Nos pequenos grupos, solicite que as crianças se reúnam e escolham os</p><p>materiais que gostariam de consultar para realizar sua parte da pesquisa.</p><p>Para facilitar o acesso de todos os grupos aos materiais, disponha cada</p><p>tipo de material em uma mesinha e combine com as crianças uma forma</p><p>para utilizarem todos os recursos disponíveis, combinando um tempo</p><p>para cada grupo ocupar essas mesas com os materiais. Ou seja, uma me-</p><p>sinha pode conter os materiais impressos (livros, revistas), outra os re-</p><p>cursos tecnológicos (computador, celular, tablet), um cantinho para re-</p><p>produzir os vídeos ou áudios trazidos de casa ou editado pelo professor</p><p>etc. Caso alguma criança não saiba pesquisar as informações na internet,</p><p>oriente a usar a pesquisa por voz, pois assim poderão ouvir as informa-</p><p>ções e trabalhar de forma mais autônoma.</p><p>4</p><p>Para melhor gestão do tempo, a atividade pode ser realizada em dias</p><p>diferentes com cada grupo. Enquanto um grupo realiza a pesquisa, os</p><p>outros ficam envolvidos em atividades autônomas como jogos, brinca-</p><p>deiras, leituras etc. Acompanhe cada grupo, instigue as crianças a busca-</p><p>rem as informações necessárias para compor a página do livro que ficou</p><p>atribuído ao grupo organizar. Auxilie-as no que for necessário para a</p><p>realização da pesquisa, incentivando a procura de detalhes que sejam re-</p><p>levantes sobre o tema que estão pesquisando. Por exemplo: se estiverem</p><p>pesquisando sobre comidas típicas, qual é a origem da comida, os ingre-</p><p>dientes utilizados etc.Propicie que as crianças utilizem de suas hipóteses</p><p>de leitura, se pautando em imagens, palavras que têm de memória etc.</p><p>Leia os títulos para que elas façam antecipações e complemente com a</p><p>leitura de algumas informações contidas nos textos.</p><p>5</p><p>Disponha os materiais de registros em cada mesinha para facilitar o</p><p>acesso de todas as crianças. Cada grupo decidirá como registrar o que</p><p>descobriu sobre as tradições das famílias, podendo se expressar através</p><p>de desenhos, escritas espontâneas, pinturas, pedindo auxílio do profes-</p><p>sor para ser escriba etc.</p><p>Cada pequeno grupo elaborará as páginas do livro conforme combina-</p><p>ram no início da atividade. Isso dependerá de como as crianças defini-</p><p>ram suas pesquisas, se escolheram apenas um tema ou se pesquisaram</p><p>informações sobre vários temas. Por exemplo: se pesquisaram apenas</p><p>um tema, cada pequeno grupo fará uma parte da pesquisa. Se for uma</p><p>festa, um grupo pesquisará a origem, outro as músicas, e assim por dian-</p><p>te. Se for mais de um tema, várias páginas poderão ser elaboradas.</p><p>Caso seja apenas uma página para todos os grupos, será preciso que as</p><p>crianças organizem as informações para que todas sejam contempladas.</p><p>Para finalizar:</p><p>Sugira que, ao concluir o registro, as crianças exponham suas produções</p><p>em um painel ou varal para apreciação de todas. Oportunize que elas</p><p>comentem sobre suas pesquisas e produções. Observe com as crianças se</p><p>as informações se complementam ou se precisa de algo a mais, fazendo</p><p>combinados para isso, se necessário.</p><p>Desdobramentos</p><p>Caso optem por realizar a pesquisa com cada grupo em dias diferentes,</p><p>retome a investigação com os outros grupos que ainda não a realizaram.</p><p>Caso as crianças tenham interesse, podem realizar novas pesquisas sobre</p><p>outras tradições das famílias que despertam o interesse da turma. Essa</p><p>nova pesquisa pode virar mais uma página do livro ou um mural para</p><p>ser visualizado por todos na escola, inclusive pelas famílias.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Proponha que juntos elaborem uma carta para enviar para as famílias,</p><p>contando os avanços que já tiveram na escrita do livro e o que conhece-</p><p>ram sobre as tradições de algumas delas. Exemplo: hoje elaboramos mais</p><p>uma página do nosso livro sobre as famílias da nossa turma, realizamos</p><p>várias pesquisas e aprendemos um pouco mais sobre algumas tradições</p><p>das nossas famílias (citar as pesquisas realizadas). Em breve, teremos</p><p>mais novidades a contar!</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Conforme combinado na atividade anterior, foram enviados convites</p><p>para sondar sobre a possibilidade de alguém da família (preferencial-</p><p>mente pessoas mais velhas, como avós e bisavós) irem à escola contar</p><p>sobre os costumes de suas famílias e interagir com as crianças. Elas po-</p><p>derão brincar, realizar uma receita, contar sobre as origem da família,</p><p>contar histórias etc. É importante que saiba antes o que os familiares de-</p><p>sejam compartilhar e de que forma, para o planejamento da atividade e</p><p>organização da agenda. Assim, cada familiar poderá ir um dia para con-</p><p>versar com as crianças ou, dependendo do que forem apresentar, podem</p><p>organizar duas pessoas no mesmo dia. Se for possível na organização da</p><p>escola, prepare um lanche coletivo com a ajuda das crianças (um sandu-</p><p>íche com patê, por exemplo, e um suco, algo simples) para agradecer a</p><p>participação dos convidados.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>Toda família tem sua história</p><p>Histórias das famílias das crianças</p><p>Conhecendo tradições das famílias do grupo</p><p>Familiares contam suas histórias</p><p>Concluindo o livro das famílias do grupo</p><p>Materiais:</p><p>Materiais para registro: lápis, papel, câmera fotográfica ou celular.</p><p>Outros materiais deverão ser selecionados de acordo com a atividade</p><p>que será desenvolvida pelas famílias com as crianças. Por exemplo: se</p><p>houver preparação de uma receita, terá que providenciar os ingredientes</p><p>e utensílios necessários. Caso fale sobre a origem da família, talvez preci-</p><p>se de equipamentos para reproduzir fotos e vídeos.</p><p>Espaços:</p><p>Prepare o local para que todos fiquem confortáveis e possibilite o desen-</p><p>volvimento da atividade preparada pelos convidados. Se for uma brin-</p><p>cadeira, pode ocorrer na área externa, se for uma conversa, é melhor na</p><p>sala de atividades com um espaço aconchegante, se for o preparo de uma</p><p>receita, precisa ter combinados prévios com a equipe da cozinha e defi-</p><p>nição do local etc.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora e 20 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Como as crianças se organizam para receber os convidados? De que</p><p>forma contribuem para a realização das atividades e para os registros que</p><p>comporão o livro das famílias do grupo?</p><p>2. Quais as manifestações sobre a possibilidade de receber os familiares</p><p>na escola, compartilhando algo de sua tradição? Como se dá a participa-</p><p>ção das crianças durante a proposta?</p><p>3. Quais questionamentos levantados pelas crianças para conhecerem</p><p>mais sobre as tradições apresentadas? Que relações fazem das histórias</p><p>apresentadas com a história da sua família?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo.</p><p>Fique atento às necessidades das crianças e convidados em relação ao</p><p>acesso ao espaço onde a atividade será realizada e aos materiais utiliza-</p><p>dos. Proporcione que todos possam participar e interagir uns com os</p><p>outros.</p><p>O que fazer</p><p>durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças em roda no grande grupo e conte que chegou o dia de</p><p>receberem os convidados que apresentarão um pouco da história das fa-</p><p>mílias e, assim, elas poderão elaborar mais algumas páginas do livro que</p><p>estão produzindo. Conversem sobre a importância do que essas pessoas</p><p>vão trazer para ampliar o conhecimento das crianças sobre várias cultu-</p><p>ras. Proponha que se organizem para escutar o que a pessoa tem a contar</p><p>ou ensinar. Diga que podem fazer perguntas e interagir com o familiar.</p><p>As crianças podem fazer alguns combinados para que todas possam par-</p><p>ticipar, respeitando os convidados e colegas. Alguns combinados que as</p><p>crianças podem fazer: se a atividade for uma brincadeira, é preciso pres-</p><p>tar atenção nas orientações e regras, como as perguntas e dúvidas serem</p><p>feitas para possibilitar a participação de todas as crianças. Se a atividade</p><p>for contação de histórias ou sobre a origem das famílias, respeite o mo-</p><p>mento em que os convidados estiverem falando e levante a mão quando</p><p>tiver uma pergunta para fazer. Combine com as crianças como se dará o</p><p>registro desse momento com os familiares para compor o livro do grupo.</p><p>Quem irá gravar, fotografar ou mesmo realizar algum registro escrito ou</p><p>com desenho, se desejarem.</p><p>2</p><p>Assim que os familiares chegarem na escola, convide-os a se juntarem</p><p>ao grande grupo na sala. Incentive as crianças a conduzirem o início da</p><p>atividade, explicando sobre a importância desse encontro e como sele-</p><p>cionaram as tradições que as famílias vão ensinar ou contar e o moti-</p><p>vo dessa escolhas. Compartilhe com o convidado que as crianças estão</p><p>elaborando um livro de histórias das famílias e que o que aprenderem e</p><p>fizerem hoje também será registrado no livro. Solicite que contem sobre</p><p>os combinados que fizeram e perguntem se os convidados também têm</p><p>alguns combinados para a melhor gestão do tempo e viabilidade da ati-</p><p>vidade. Auxilie as crianças neste diálogo e definição de combinados com</p><p>as famílias. Dependendo do tipo de manifestação que o convidado for</p><p>apresentar, se dirijam para o local escolhido.</p><p>3</p><p>Proponha que os familiares socializem suas propostas de atividades com</p><p>os pequenos e que, de acordo com as atividades escolhidas, possam con-</p><p>tar mais detalhes sobre o que vão apresentar ou realizar com as crianças.</p><p>Por exemplo: se forem preparar uma receita, podem contar um pouco</p><p>sobre a história da receita, de onde ela veio, o motivo de gostar dela, se</p><p>marcou sua infância ou outro momento da vida. Se forem contar sobre</p><p>a origem das famílias, podem mostrar fotos da própria família ou trazer</p><p>imagens de livros ou da internet que condizem com a realidade vivida</p><p>por elas (como a história da chegada dos negros no Brasil, como os ín-</p><p>dios que viviam antes da chegada dos portugueses, como foi a viagem</p><p>dos antepassados para chegarem ao Brasil ou na cidade que hoje moram,</p><p>se moravam no campo e migraram para a idade, ou vice-versa). Se for</p><p>uma brincadeira, podem apresentar as regras, ensinar como se brinca</p><p>e também contextualizar sobre a importância dessa brincadeira (com</p><p>quem aprenderam a brincar, com quem brincavam quando eram crian-</p><p>ças, onde brincavam e porque gostam dessa brincadeira).</p><p>4</p><p>É o momento de interação dos convidados com as crianças. Incentive-as</p><p>a oferecerem ajuda, perguntando e participando da atividade. Ao prepa-</p><p>rar a receita, as crianças podem se organizar em pequenos grupos para</p><p>que cada grupo possa ajudar com os materiais, com a preparação, com</p><p>o registro deste momento, filmando ou fotografando. O mesmo pode</p><p>acontecer com as brincadeira, onde as crianças e convidados podem</p><p>decidir se todos brincarão no grande grupo ou em pequenos grupos, de</p><p>acordo com o tipo de atividade. Observe se as crianças estão participan-</p><p>do e como se dá o envolvimento delas durante a realização da atividade</p><p>com as famílias, se demonstram interesse, perguntam, fazem comentá-</p><p>rios, dão sugestões etc. Talvez algumas não queiram participar ativamen-</p><p>te da atividade mas queiram registrar com fotos, filmagens ou desenho e</p><p>escrita espontânea.</p><p>5</p><p>Assim que o convidado terminar de apresentar suas histórias ou rea-</p><p>lizar com as crianças o que vieram fazer, convide todos a se reunirem</p><p>no grande grupo. Incentive as crianças a contarem sobre as impressões,</p><p>participação na atividade e se gostariam de saber algo mais sobre as his-</p><p>tórias relatadas ou sobre as propostas realizadas. Instigue-as a fazer com-</p><p>paração das histórias apresentadas com as tradições da própria família e</p><p>de seus colegas. É importante que os convidados também se manifestem.</p><p>Incentive-os a falar se gostariam de contar um pouco mais sobre a histó-</p><p>ria, sobre a família, se conseguiram transmitir o que vieram apresentar</p><p>e se aprenderam algo com as crianças. Proponha às crianças que realiza-</p><p>ram desenhos e escritas durante o desenvolvimento da proposta e peça</p><p>para que mostrem e falem sobre as produções, se desejarem.</p><p>Para finalizar:</p><p>Informe que além destes registros, outros serão realizados pelas crianças</p><p>em outro momento para compor mais uma página do livro.</p><p>Para agradecer a presença de todos, convide para o lanche que foi pre-</p><p>parado pelas crianças, para que todos possam compartilhar de mais um</p><p>momento de convívio.</p><p>Desdobramentos</p><p>Caso muitos familiares se disponham a comparecer à escola, organize</p><p>para que, em dias diferentes, todos possam apresentar suas histórias. Po-</p><p>dem ser organizados por temas ou assuntos: um dia para as brincadeiras,</p><p>outro para a culinária, outro para as festas da sua cultura etc. O impor-</p><p>tante é que todos possam participar e contribuir para o enriquecimento</p><p>cultural das crianças. As crianças poderão terminar seus registros da ati-</p><p>vidade em outro momento, no qual poderão escrever um texto coletivo</p><p>relatando sobre a atividade, incluindo desenhos e fotos.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Elabore com as crianças um bilhete para as famílias, contando sobre esse</p><p>momento prazeroso realizado na escola. Informe para as famílias sobre</p><p>a importância de momentos como esse na escola, onde as crianças co-</p><p>nhecem sobre sua própria história e sobre as vivências dos familiares dos</p><p>colegas. Conte sobre o envolvimento das crianças na atividade, como</p><p>reagiram ao receber as famílias na escola e que sempre estarão a disposi-</p><p>ção para que outras famílias também possam participar com as crianças</p><p>de atividades na escola.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Esta proposta prevê que você e seu grupo de crianças finalizem o livro de</p><p>histórias das famílias, para o qual pesquisaram informações, dialogaram</p><p>e elaboraram páginas ao longo das atividades anteriores desta sequência.</p><p>É o momento de montagem do livro e de planejar como ele será apresen-</p><p>tado aos familiares. Retome todas as produções anteriores, observando</p><p>se há alguma ainda a ser concluída e antecipe os materiais necessários</p><p>para a finalização.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>Toda família tem sua história</p><p>Histórias das famílias das crianças</p><p>Conhecendo tradições das famílias do grupo</p><p>Familiares contam suas histórias</p><p>Concluindo o livro das famílias do grupo</p><p>Materiais:</p><p>Para concluir a escrita e a montagem do livro sobre as tradições das fa-</p><p>mílias, será necessário reunir todas as produções realizadas pelas crian-</p><p>ças no decorrer da sequência (ver Contextos Prévios).</p><p>Materiais para registro e montagem do livro, como lápis de cor, caneti-</p><p>nha, papéis diversos, tesoura, cola, grampeador, clips, entre outros.Para a</p><p>capa e a contracapa, é interessante garantir um papel de maior gramatu-</p><p>ra do que o utilizado nas páginas do livro, para favorecer o manuseio e a</p><p>durabilidade dele.</p><p>Espaços:</p><p>É indicado realizar a proposta na própria sala de atividades do grupo.</p><p>Desse modo, os alunos terão fácil acesso a todas as páginas produzidas</p><p>para o livro das famílias, assim como aos materiais para registro e mon-</p><p>tagem.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente uma hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Quais estratégias as crianças utilizam para a organização e a conclusão</p><p>do livro, nos pequenos grupos? Que saberes sobres as famílias são com-</p><p>partilhados entre elas nesse momento?</p><p>2. Como articulam as estratégias de leitura e suas hipóteses de escrita du-</p><p>rante a complementação das páginas do livro e na leitura final da história</p><p>das famílias? Como se dá a interação entre as crianças ao expor suas opi-</p><p>niões e considerando as ideias dos colegas?</p><p>3. Que sentimentos são expressados pelas crianças e de que forma se ma-</p><p>nifestam em relação ao processo de elaboração e à conclusão do livro do</p><p>grupo?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada crian-</p><p>ça ou do grupo.</p><p>Para que a revisão e a complementação do livro sejam garantidas de for-</p><p>ma coletiva e colaborativa, fique atento aos comentários das crianças,</p><p>para que todas as opiniões sejam valorizadas. Garanta diversidade de</p><p>estratégias (escrita, desenhos, leituras etc.) para a revisão do livro produ-</p><p>zido, possibilitando a participação de toda a turma.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Comente, em roda, com o grande grupo, que as crianças já sabem de</p><p>muitas coisas sobre as famílias da turma, pois já elaboraram várias pá-</p><p>ginas do livro e precisam agora finalizá-lo, montando-o, para poderem</p><p>socializá-lo com as famílias.</p><p>Incentive-as a relembrar as descobertas que fizeram, as visitas que rece-</p><p>beram e as pesquisas que as ajudaram a conhecer mais sobre as tradições</p><p>e as culturas da famílias.</p><p>Convide os pequenos a reunirem as páginasque foram confeccionadas e</p><p>esclareça que chegou o momento de rever o que fizeram e ver se preci-</p><p>sam alterar ou incluir alguma informação para finalmente concluírem e</p><p>montarem o livro das famílias.</p><p>2</p><p>Proponha que, em pequenos grupos, analisem as páginas produzidas</p><p>e verifiquem se precisam de alguma alteração ou complementação. As</p><p>páginas podem ser divididas entre os grupos, para facilitar a organização</p><p>das mudanças.</p><p>Proponha que as crianças leiam as páginas designadas ao seu grupo</p><p>(para isso utilizam de estratégias de leitura, apoiando-se na memória,</p><p>em palavras conhecidas, imagens etc.) com seu auxílio, se necessário. A</p><p>partir disso cada equipe define o que precisa fazer para complementar as</p><p>páginas, talvez seja necessário incluir escritas, legendas, fotografias, de-</p><p>senhos ou rever alguma parte da história ou relato que ficou incompleto.</p><p>Sugira que as crianças conversem com os colegas dos outros grupos so-</p><p>bre as intervenções que farão nas páginas do livro, procurando por novas</p><p>opiniões para garantir as conclusões.</p><p>Observe as necessidades das crianças enquanto elas realizam as ativida-</p><p>des, caso perceba dificuldade de organização, ofereça ajuda. Você pode</p><p>dar dicas de como elas podem se organizar, ajudar na escrita de alguma</p><p>palavra e orientá-las a rever os registros de outras páginas para relem-</p><p>brar a sequência do livro.</p><p>3</p><p>Sugira que, conforme concluam as atividades, as crianças coloquem as</p><p>páginas revisadas sobre algumas mesas, uma ao lado da outra, para faci-</p><p>litar a visualização de todos. Retornando ao grande grupo, proponha que</p><p>elas observem todas as páginas produzidas, apontem algo que conside-</p><p>rem precisar de melhoria ou completação e decidam juntas como pode</p><p>ser montado o livro. Auxilie as crianças nessa organização, para que o</p><p>produto apresente primeiramente um contexto inicial, do objetivo do</p><p>grupo em produzi-lo, e depois traga os elementos culturais e as tradições</p><p>das famílias, em suas especificidades. Garanta que o livro seja montado a</p><p>partir das sugestões das crianças, valorizando ao máximo as sugestões e</p><p>as iniciativas delas.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Estamos com várias páginas</p><p>soltas, como podemos organizá-las e qual ordem seguir para contarmos</p><p>as histórias das famílias de nosso grupo?</p><p>4</p><p>No momento da organização das páginas e da montagem do livro, pro-</p><p>vavelmente as crianças irão perceber ele está sem capa. Sugira que pe-</p><p>guem uma ou mais obras da caixa de leitura para realizarem compara-</p><p>ções e verem o que mais tem em um livro e checarem o que está faltando</p><p>fazer no livro do grupo, por exemplo, o título e o nome dos autores.</p><p>Proponha que troquem ideias para eleger o título que melhor represente</p><p>a investigação sobre as famílias. Você pode registrar no quadro as ideias</p><p>que surgirem e, em seguida, propor que realizem uma votação para a</p><p>escolha do título.</p><p>Definam os responsáveis pela elaboração a capa do livro e discutam</p><p>como ela será: se terá algum desenho, quem pode escrever o título etc.</p><p>Como são muitos os autores, sugira que na primeira página cada crian-</p><p>ça coloque seu próprio nome, para ficar registrada sua participação. Se</p><p>alguém tiver dificuldade em escrever o próprio nome, sugira que essa</p><p>criança utilize como referência alguma ficha ou etiqueta na qual o nome</p><p>dela esteja escrito.</p><p>Sugira que as famílias também possam escrever no livro. Para isso, diga</p><p>aos pequenos que eles podem incluir algumas páginas em branco, para</p><p>que elas possam, depois, deixar mensagens registradas nele.</p><p>5</p><p>Combine com as crianças como será feita a junção das páginas. Talvez</p><p>seja necessária uma encadernação, que você pode providenciar poste-</p><p>riormente. Neste momento, para que vejam o livro montado, utilize pro-</p><p>visoriamente grampos ou clips.No grande grupo, proponha que façam a</p><p>leitura do livro das famílias. Como a obra é algo que elas mesmas produ-</p><p>ziram, elas estarão aptas a realizar a leitura, mesmo sem ler convencio-</p><p>nalmente. A cada página uma criança lê, as demais podem complemen-</p><p>tar com o que lembram, com a leitura das imagens etc. Esteja atento às</p><p>necessidades delas, auxiliando-as na leitura e favorecendo a cooperação</p><p>entre todos da turma.</p><p>Para finalizar:</p><p>Após a leitura, conversem sobre como foi produzir o livro, sobre qual</p><p>página cada criança gostou mais e por que e quais informações acharam</p><p>mais interessantes sobre as famílias do grupo.</p><p>Pergunte a elas como podem socializar o livro que fizeram, para que pos-</p><p>sam contar aos outros sobre as histórias investigadas. Ideias como estas</p><p>podem surgir: as crianças podem querer levar o livro para casa, cada dia</p><p>uma; elas podem sugerir que as famílias venham à escola para ler o livro</p><p>etc. A partir das ideias dadas pelos pequenos, faça os combinados neces-</p><p>sários com eles: você pode fotografar a capa do livro para que as crianças</p><p>elaborem um convite para enviar para os familiares, um cartaz pode ser</p><p>fixado na entrada da escola, ou na porta da sala, para que em horário de</p><p>entradaou de saída os responsáveis possam conhecer o livro. Peça ajuda</p><p>das crianças para guardar os materiais que utilizaram e para organizar a</p><p>sala.</p><p>Desdobramentos</p><p>As crianças decidirão como será feito o convite para os familiares, se</p><p>farão um convite ou cartaz, ou se optarão por outra forma de comunicar</p><p>que o livro está pronto e que as famílias poderão conhecê-lo, para que</p><p>em outro dia possam vir à escola apreciá-lo.</p><p>Uma outra possibilidade é organizar um dia do lançamento do livro.</p><p>Desse modo, o convite será enviado antecipadamente às famílias e as</p><p>crianças planejarão como farão a leitura da obra que produziram coleti-</p><p>vamente.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Ao irem à escola conhecer o livro das famílias do grupo, os familiares</p><p>podem escrever recadinhos para as crianças, nas páginas em branco que</p><p>foram incluídas.</p><p>Se os pequenos desejarem ter uma cópia do livro, providencie um ar-</p><p>quivo digital. As páginas da obra podem ser fotografadas ou escaneadas</p><p>para compor um documento em PDF ou uma apresentação em Power-</p><p>point. Esse arquivo digitalizado do livro pode ser gravado em CDs ou</p><p>DVDs, um para cada criança levar e ver com sua família.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Pesquise sobre os biomas brasileiros, a diversidade da fauna, aprofun-</p><p>dando seus conhecimentos sobre o assunto e busque também áudios que</p><p>possam ser utilizados na atividade, cuidando para que não tenham sons</p><p>muito específicos</p><p>de animais que restrinjam as hipóteses das crianças.</p><p>Você pode conferir as seguintes sugestões:</p><p>(Mata Atlântica);</p><p>(Cerrado);</p><p>(Floresta Amazônica).</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>1- Conversando sobre animais</p><p>2- Escolhendo alguns animais para conhecer melhor</p><p>3- Pesquisando sobre animais dos biomas brasileiros</p><p>4- Organizando o catálogo de animais brasileiros</p><p>5- Apresentando nosso catálogo de animais brasileiros</p><p>Materiais:</p><p>1) Nesta atividade será utilizada a sensibilização por meio dos sons da</p><p>natureza para despertar a curiosidade da turma sobre os animais e dis-</p><p>parar a conversa sobre o tema. Selecione e grave previamente os áudios e</p><p>prepare a sala com o aparelho de reprodução sonora.</p><p>2) Cartolina e caneta hidrográfica para registro em cartaz.</p><p>3) Folhas, canetinhas, lápis grafite, lápis de cor, giz de cera, borracha e</p><p>apontador, para registro nos grupos.</p><p>4) Material para anotação individual do professor, como caneta e um</p><p>caderno de registro.</p><p>Espaços:</p><p>Planeje que a atividade ocorra na sala. O espaço deve ser organizado de</p><p>forma a favorecer o deslocamento das crianças, pois a proposta envolve</p><p>momentos de roda de conversa, de movimentação corporal ampla e de</p><p>trabalho em pequenos grupos.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente uma hora e 20 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Que expressões verbais e gestuais demonstram o interesse das crianças</p><p>pelo tema dos animais?</p><p>2. Que referências as crianças utilizam na construção das expressões cor-</p><p>porais durante a imitação dos animais?</p><p>3. De que formas as crianças comunicam suas ideias nos pequenos gru-</p><p>pos? Quais os principais desafios para o diálogo nas equipes? Como elas</p><p>os resolvem?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que po-</p><p>dem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita</p><p>e proponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada</p><p>criança ou do grupo. Esta atividade envolve expressão de vivências e</p><p>conhecimentos, diálogo e trocas de informações em grupo. Favoreça que</p><p>todas as formas de expressão estejam incluídas nos momentos de roda e</p><p>de trabalho em grupo e auxilie na comunicação entre as crianças, sempre</p><p>que isso se fizer necessário.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide as crianças para entrar na sala previamente preparada com som</p><p>ambiente de floresta. Observe as reações, as hipóteses e os diálogos. Pro-</p><p>vavelmente as crianças demonstrarão curiosidade e conversarão com</p><p>os colegas e com você sobre as impressões e sobre o que estão ouvindo</p><p>(como som de água, de aves etc). Após alguns minutos de interação,</p><p>abaixe o volume do som ambiente e reúna o grande grupo em roda. Per-</p><p>gunte às crianças sobre o som que estão ouvindo: de onde é, o que per-</p><p>cebem, que elementos naturais são captados, o que sentem ao ouvi-lo.</p><p>Depois questione se elas conhecem alguns animais que vivem neste am-</p><p>biente e troquem ideias sobre quais animais elas mais gostam, por que e</p><p>de onde os conhecem. Diga aos pequenos que você irá registrar o nome</p><p>dos animais citados por eles em forma de lista em num cartaz, para que</p><p>eles possam fazer a leitura, ver quantos e quais são conhecidos pelo gru-</p><p>po. Se houver alguma criança que escreva convencionalmente e queira</p><p>fazer a lista, ofereça apoio no que ela precisar.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Quais animais vocês conhe-</p><p>cem que moram na floresta? Como sabem disso?</p><p>2</p><p>Depois de todos terem tido oportunidade de se expressar e de a lista es-</p><p>tar concluída, faça a leitura do cartaz com o grupo e problematize sobre</p><p>os sons que esses animais fazem e como se movimentam pela floresta. Os</p><p>pequenos utilizarão o corpo para demonstrar os movimentos e sons dos</p><p>animais. Diga que você irá aumentar o volume do som ambiente e que</p><p>agora a sala ficará cheia de animais da floresta (propondo uma brinca-</p><p>deira). Brinque com eles, deslocando-se pela sala. Interaja descobrindo</p><p>os animais que estão imitando, imite um animal também, convide uma</p><p>criança que estiver resistente em participar para circular pelo espaço</p><p>com você, observando e identificando os animais que os colegas estão</p><p>imitando.</p><p>3</p><p>Abaixe novamente o volume do som ambiente e organize a turma divi-</p><p>dida em pequenos grupos de quatro ou cinco crianças. Proponha uma</p><p>discussão e um levantamento de hipóteses em grupo: Quais dos animais</p><p>listados são brasileiros, vivem em florestas do Brasil? Peça que os grupos</p><p>registrem em uma folha, por meio de escrita ou desenho, as conclusões</p><p>às quais chegaram. As crianças também podem recorrer à lista feita ini-</p><p>cialmente ou solicitar ajuda ao professor e aos colegas. Combine com os</p><p>grupos o tempo que terão para essa etapa.</p><p>Enquanto as crianças conversam nos grupos, observe e anote as hipóte-</p><p>ses que levantam para responder à questão sugerida. Que conhecimentos</p><p>mobilizam para definir quais animais são brasileiros? Como as crianças</p><p>expressam suas ideias e recebem as dos colegas? Quais questionamentos</p><p>são levantados durante a discussão? Quais critérios utilizam na definição</p><p>da forma do registro (escrita ou desenho) e de quem irá registrar?</p><p>4</p><p>Após o término do tempo combinado, convide as crianças para retornar</p><p>ao grande grupo, para a socialização das hipóteses. Cada grupo apresen-</p><p>ta seu registro e conta por que escolheu tais animais como brasileiros.</p><p>Problematize com os pequenos sobre quais foram os animais que apa-</p><p>receram mais vezes nas listas e questione por que será que isso aconte-</p><p>ceu e onde vivem estes animais. Explore esse momento de investigação</p><p>fazendo questionamentos a partir das respostas das crianças, pois nes-</p><p>sa argumentação elas elaboram hipóteses e constroem conhecimentos.</p><p>Diante das diferentes respostas apresentadas pelos grupos, pergunte</p><p>como podem fazer para descobrir se os animais são brasileiros ou não.</p><p>Provavelmente as crianças levantarão sugestões de pesquisar na internet,</p><p>livros, talvez perguntar a alguém que conhecem e que supõem que saiba</p><p>responder. Sugira que as listas criadas em grupo sejam posteriormente</p><p>reproduzidas, para que os integrantes do grupo levem-nas para casa para</p><p>realizar a pesquisa sobre quais animais realmente são brasileiros.</p><p>Para finalizar:</p><p>Convide os grupos para fixar seus registros em um local acessível a to-</p><p>dos, que pode ser um varal ou um mural. Na ausência desses materiais,</p><p>considere colá-los na parede da sala. Esclareça que os registros serão</p><p>retomados após as pesquisas, para confirmação. Organizem os materiais</p><p>utilizados na atividade e retomem a rotina do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>Dê continuidade a esta proposta fazendo a leitura dos animais listados,</p><p>em um outro momento, e levantando os conhecimentos que as crianças</p><p>têm sobre eles. Elas podem escolher o animal preferido e fazer o registro</p><p>das informações que conhecem sobre eles, por meio de desenho ou es-</p><p>crita, para compartilhá-las com a turma. Convide algum familiar de al-</p><p>guma criança da turma que tenha conhecimento na área (biólogo, cien-</p><p>tista, veterinário) para conversar sobre a diversidade da fauna brasileira</p><p>num dia combinado. Para o bate-papo, levante antes as curiosidades e os</p><p>questionamentos das crianças sobre o assunto.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Envolva as famílias por meio da participação na pesquisa, confirmando</p><p>ou não as hipóteses das crianças sobre os animais que são brasileiros.</p><p>Construa um bilhete junto com os pequenos contando que brincaram</p><p>de animais da floresta e listaram alguns deles e que agora precisam des-</p><p>cobrir se são ou não brasileiros. Envie uma cópia da lista elaborada pelo</p><p>grupo e peça que os familiares ajudem nessa investigação.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Se você estiver dando continuidade à sequência Animais dos biomas</p><p>brasileiros, já deve ter ocorrido a socialização das pesquisas realizadas</p><p>em casa, confirmando quais dos animais listados nos pequenos grupos</p><p>são realmente do Brasil e compartilhando as descobertas feitas duran-</p><p>te a pesquisa. Você precisará organizar uma exposição de imagens de</p><p>animais</p><p>brasileiros, para isso, faça uma pesquisa sobre a fauna dos dife-</p><p>rentes biomas,garantindo diversidade com mamíferos, répteis, peixes,</p><p>anfíbios e aves. Inclua animais da lista realizada na atividade anterior</p><p>(Conversando sobre animais).A indicação dos biomas é apenas uma</p><p>referência ao professor, não é intenção desta sequência que as crianças</p><p>aprendam essa nomenclatura e essa categorização, mas que a fauna bra-</p><p>sileira seja valorizada.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>1- Conversando sobre animais</p><p>2- Escolhendo alguns animais para conhecer melhor</p><p>3- Pesquisando sobre animais dos biomas brasileiros</p><p>4- Organizando o catálogo de animais brasileiros</p><p>5- Apresentando nosso catálogo de animais brasileiros</p><p>Materiais:</p><p>1) Imagens de animais brasileiros, contendo legenda com o nome, orga-</p><p>nizadas em uma exposição na sala. No seguinte site você encontra um</p><p>catálogo de biodiversidade brasileira, sendo possível buscar imagens dos</p><p>animais: PortalBio. Outras sugestões para sua pesquisa: Espécies amea-</p><p>çadas de extinção, Biomas brasileiros - MMA, Animais dos Biomas Bra-</p><p>sileiros.</p><p>2) Papel para cartaz (um por grupo), canetinhas, lápis grafite, borracha e</p><p>apontador.</p><p>3) Uma cartolina ou outro papel para cartaz e caneta hidrográfica, para</p><p>registro das questões pelo professor.</p><p>4) Alguns modelos de catálogos, como: de plantas, insetos, do zoológico</p><p>local, de animais para adoção, animais em extinção etc. Exemplos: Aves</p><p>de rapina: carcará, Catálogo taxonômico da fauna do Brasil.</p><p>5) Material para registro das observações, como uma caneta e um cader-</p><p>no.</p><p>Espaços:</p><p>Planeje que a atividade ocorra na sala da turma. Organize uma exposi-</p><p>ção de imagens de animais dos diferentes biomas brasileiros, colando as</p><p>fotos em cartazes na parede, ou penduradas em varais e cortinas. Cuide</p><p>para que estejam no campo de visão das crianças e na altura delas. Caso</p><p>você ou elas tenham experiências diretas com alguns animais, é inte-</p><p>ressante garantir na exposição animais conhecidos por todos. Privilegie</p><p>também bichos de outras regiões do país, ampliando o universo cultural</p><p>delas.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente uma hora e 30 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Quais expressões, gestos e falas demonstram o interesse e a curiosida-</p><p>de das crianças em relação aos animais brasileiros e aos temas relaciona-</p><p>dos?</p><p>2. Que fontes de informação expressam conhecer quando apresentam</p><p>suas hipóteses para a pesquisa?</p><p>3. Quais critérios utilizam na escolha dos animais que querem conhecer</p><p>melhor?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada crian-</p><p>ça ou do grupo. Durante a exposição, incentive as crianças a descrever</p><p>as imagens, contando sobre algumascaracterísticas dos animais. Inclua</p><p>todas as formas de comunicação durante o compartilhamento coletivo</p><p>de ideias e hipóteses, tais como expressões faciais e corporais. Ofereça</p><p>catálogos diversos aos pequenos, para que todos compreendam do que</p><p>se trata e assim tenham autonomia na construção do catálogo da turma.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Antes de entrarem na sala previamente preparada, antecipe aos peque-</p><p>nos que você organizou uma exposição de animais brasileiros. Convide-</p><p>-os para entrar e circular pelo espaço, observando as imagens. Enquanto</p><p>as crianças observam, atente-se para os diálogos que desenvolvem. Quais</p><p>hipóteses levantam durante a observação? Fazem relação com as lis-</p><p>tas desenvolvidas nos pequenos grupos na atividade 1 desta sequência?</p><p>Mostram preferência por alguns animais? Utilizam a legenda para ler o</p><p>nome do animal? Quais relações estabelecem entre as imagens e os co-</p><p>nhecimentos prévios e as vivências pessoais? Registre suas observações,</p><p>elas darão indicações para sua atuação tanto nesta atividade como em</p><p>outros momentos de sua prática.</p><p>2</p><p>Caminhe entre as crianças e faça intervenções que as instigue a fazer</p><p>relações, levantar questionamentos e a formular hipóteses, apurando o</p><p>olhar, aguçando as descobertas e promovendo a troca de ideias durante a</p><p>observação.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Tem algum animal que vo-</p><p>cês mais gostaram? Por que? Achei esse animal muito interessante! O</p><p>que vocês acham?</p><p>O que mais te interessou aqui? Ah, verdade, bem que quando fizemos a</p><p>nossa primeira lista vocês comentaram sobre este aspecto, né? Será que</p><p>temos como saber qual o nome deste animal?</p><p>3</p><p>Com as crianças ainda circulando pela sala e analisando as imagens,</p><p>peça que imaginem que sons estes animais produzem e como se movi-</p><p>mentam no ambiente em que vivem. Interajam e troquem ideias sobre</p><p>hipóteses quanto à movimentação e sons dos bichos. Proponha compa-</p><p>rações entre eles, pergunte onde já ouviram esses sons e viram tais mo-</p><p>vimentos. Enquanto conversam e elaboram respostas aos seus próprios</p><p>questionamentos e aos dos colegas, as crianças indicarão as fontes de</p><p>informação que estão utilizando na formulação de suas hipóteses. Essas</p><p>fontes podem ser filmes que tenham assistido, livros, a vivência de uma</p><p>visita ao zoológico, viagens ou outras experiências pessoais. Sugira que</p><p>brinquem, imitando os animais da exposição, explorando a expressão</p><p>corporal.</p><p>4</p><p>Convide as crianças para se sentar em roda com você, reunidas no gran-</p><p>de grupo. Incentive-as a contar o que acharam dos animais da exposi-</p><p>ção, o que chamou mais a atenção delas, quais animais já conheciam e</p><p>de onde. Favoreça que todos possam expressar suas opiniões. Depois</p><p>pergunte se identificaram, dentre os animais expostos, alguns listados</p><p>na atividade anterior. Retome com a turma a lista produzida na ativi-</p><p>dade 1 desta sequência (Conversando sobre animais) e façam juntos a</p><p>verificação dos animais que estão expostos. Lembre com os pequenos</p><p>das pesquisas realizadas em casa para conferir as hipóteses quanto aos</p><p>animais que são brasileiros. Quais animais estão na exposição, quais não</p><p>apareceram? Estimule que compartilhem seus conhecimentos e suposi-</p><p>ções sobre os habitats dos bichos. Será que todos vivem no mesmo local?</p><p>Alguns animais podem habitar florestas enquanto outros podem ser do</p><p>mar ou de rios. Problematize a partir do que as crianças forem respon-</p><p>dendo, provocando a investigação, a argumentação e a elaboração coleti-</p><p>va de conceitos e aprendizagens.</p><p>5</p><p>Ainda no grande grupo, conversem sobre os animais que gostariam de</p><p>conhecer mais, que despertaram maior curiosidade. Liste no quadro os</p><p>bichos citados pelas crianças. Sugira que escolham cinco ou seis para</p><p>pesquisarem e conhecerem melhor. Procure garantir a diversidade de</p><p>animais: de biomas e categorias diferentes.</p><p>Após a definição dos animais a serem pesquisados, pergunte às crianças</p><p>o que gostariam de saber sobre eles, o que irão pesquisar. Diga que você</p><p>fará o registro das questões em um cartaz, para que possam retomá-las</p><p>durante a pesquisa. Finalizado o registro das questões, problematize so-</p><p>bre onde podem encontrar as informações que desejam. Liste no cartaz</p><p>as sugestões.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: O que é legal saber sobre</p><p>como vivem esses animais? Será que todos vivem no mesmo lugar, co-</p><p>mem as mesmas coisas, têm os mesmos hábitos?</p><p>6</p><p>Combine com as crianças que a pesquisa acontecerá na próxima ativi-</p><p>dade e para que todos os animais sejam pesquisados a turma deve se</p><p>dividir em pequenos grupos de três a cinco integrantes, de acordo com o</p><p>animal que desejam pesquisar. Você pode pegar as imagens dos animais</p><p>escolhidos e posicioná-las em diferentes espaços da sala para colaborar</p><p>na organização dos grupos. Caso haja muitas crianças em um grupo e</p><p>poucas em outro, peça para que alguém que escolheu aquele bicho diga</p><p>porque acha interessante pesquisá-lo. Você também pode propor que as</p><p>crianças sugiram maneiras de fazer a distribuição equilibrada entre os</p><p>grupos, para que todos os animais sejam abrangidos.</p><p>7</p><p>Nos pequenos grupos, proponha que as</p><p>crianças registrem, num peque-</p><p>no cartaz, o nome do animal que pesquisarão e os nomes dos integrantes</p><p>do grupo. Compartilhe com elas que a função desse cartaz é deixar regis-</p><p>trada a organização que fizeram hoje para a próxima atividade, que será</p><p>a pesquisa. Incentive as crianças a registrar também, por meio de escrita</p><p>espontânea ou de desenho, os conhecimentos prévios, as hipóteses ou</p><p>ainda os conhecimentos que foram compartilhados no grande grupo</p><p>sobre o animal em questão. Observe as hipóteses das crianças durante a</p><p>escrita, quais conhecimentos mobilizam, quais estratégias utilizam. Elas</p><p>podem, por exemplo, copiar o nome do animal da legenda da imagem.</p><p>Ofereça apoio quando necessário ou proponha auxílio entre as crianças.</p><p>Para finalizar:</p><p>Peça para que os grupos que forem concluindo os registros coloquem os</p><p>cartazes em locais visíveis e acessíveis, como um varal ou um mural. Em</p><p>seguida, solicite que colaborem com o recolhimento e com a organização</p><p>dos materiais utilizados. Convide-os para se sentar próximos de você.</p><p>Compartilhe a ideia de elaborarem um catálogo, como forma de organi-</p><p>zar as pesquisas e as descobertas, informando que essa é uma organiza-</p><p>ção utilizada pelos cientistas que pesquisam a natureza (plantas, animais</p><p>etc). Apresente alguns modelos de catálogos às crianças e dê espaço e</p><p>tempo para que os manuseiem, interajam e façam perguntas sobre eles.</p><p>Ao comentarem o que observaram e suas impressões sobre os catálogos,</p><p>retome o levantamento realizado na etapa 4, a respeito do que querem</p><p>saber sobre os animais, como por exemplo: onde vivem, do que e como</p><p>se alimentam e como se locomovem. Instigue os pequenos a fazer a bus-</p><p>ca dessas informações para a elaboração do catálogo dos animais brasi-</p><p>leiros escolhidos por eles.</p><p>Desdobramentos</p><p>Paradar continuidade a esta atividade, aprimorando a curiosidade e in-</p><p>centivando a investigação, avalie a possibilidade de fazer uma visitação</p><p>externa a um zoológico, museu ou a uma exposição itinerante que abor-</p><p>de o tema dos animais brasileiros. Há diversos institutos e ONGs que</p><p>acolhem animais silvestres que também podem ser contactadas para</p><p>visitas.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Redija uma carta com as crianças de forma coletiva, destinada às famí-</p><p>lias, contando sobre a vivência da exposição de animais brasileiros, a</p><p>escolha dos animais que a turma deseja conhecer melhor e o propósito</p><p>de pesquisá-los em pequenos grupos na escola. Envolva os familiares</p><p>pedindo que apoiem as pesquisas e as investigações dos pequenos, en-</p><p>viando para a escola imagens, livros, vídeos, relatos orais ou escritos,</p><p>endereços de sites, reportagens e catálogos sobre os animais dos biomas</p><p>brasileiros. Combine a data para o envio dos materiais de pesquisa.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Nesta atividade, as crianças farão a pesquisa do animal que escolheram</p><p>na atividade anterior, baseadas nas questões já levantadas e registra-</p><p>das em cartaz. Elabore previamente uma ficha contendo os itens que as</p><p>crianças querem saber sobre o animal e imprima quantidade suficiente</p><p>para os grupos de trabalho. Já houve a divisão em pequenos grupos que</p><p>também foi registrada e está fixada em local visível na sala, bem como</p><p>as questões norteadoras. Os familiares foram convidados a participar</p><p>enviando materiais para a pesquisa. Organize os recursos enviados pelas</p><p>famílias e garanta materiais variados para a pesquisa em sala. Sugestões</p><p>de subsídios: Abecedário de Bichos Brasileiros, Eco Bebê Biomas do Bra-</p><p>sil,Um som… animal!, Livro Vermelho das Crianças, Ciência Hoje das</p><p>Crianças. Aproveite também os livros de literatura infantil sobre a fauna</p><p>brasileira, que normalmente as escolas dispõem.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>1- Conversando sobre animais</p><p>2- Escolhendo alguns animais para conhecer melhor</p><p>3- Pesquisando sobre animais dos biomas brasileiros</p><p>4- Organizando o catálogo de animais brasileiros</p><p>5- Apresentando nosso catálogo de animais brasileiros</p><p>Materiais:</p><p>1) Materiais para pesquisa onde sejam encontradas informações sobre os</p><p>animais escolhidos no plano Escolhendo alguns animais para conhecer</p><p>melhor: livros infantis, enciclopédias, reportagens e textos informativos,</p><p>catálogos, imagens, vídeos, sites, relatos e áudios. Cuide para que nos re-</p><p>cursos possam ser encontradas as questões de curiosidade das crianças.</p><p>2) Catálogos diversos de: plantas, animais, insetos, do zoológico local, de</p><p>animais para adoção, animais em extinção etc. Você pode encontrar um</p><p>catálogo on line em Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil.</p><p>3) Ficha para preenchimento das informações pesquisadas (modelo).Os</p><p>itens devem ser preenchidos de acordo com o que as crianças querem</p><p>conhecer sobre os animais (vide plano Escolhendo alguns animais para</p><p>conhecer melhor).</p><p>4) Canetinhas, lápis grafite, lápis de cor, giz de cera, borracha e aponta-</p><p>dor.</p><p>5) Blocos de Montar, massinha de modelar com palitos ou forminhas</p><p>(ou alguma outra proposta para brincadeira autônoma das crianças).</p><p>6) Aparelho para reprodução de áudio e vídeo, como notebook, tablet ou</p><p>celular.</p><p>Espaços:</p><p>Planeje que a atividade ocorra na sala da turma, organizada de forma</p><p>que um pequeno grupo trabalhe com a pesquisa num espaço e o restan-</p><p>te esteja envolvido em outras propostas que possam realizar com auto-</p><p>nomia, comoblocos de montar e modelagem com massinha. No espaço</p><p>destinado à pesquisa, deixe os recursos que utilizará para reprodução de</p><p>áudio e vídeo instalados e os materiais impressos acessíveis. Você pode</p><p>organizar a sala com as criança, em cantos ou estações de atividades.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora e 30 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Que critérios as crianças utilizam para selecionar a fonte de informa-</p><p>ção que irão utilizar na pesquisa? Quais estratégias utilizadas na busca</p><p>das respostas?</p><p>2. Como realizam os registros na ficha? Quais estratégias utilizam para</p><p>registrar? Recorrem ao material impresso? Em que momentos?</p><p>3. Qual a forma de registro que as crianças optam: escrita espontânea e</p><p>o fazem com segurança e tranquilidade, desenhos, solicitam ajuda dos</p><p>colegas e/ou professor para ser escriba?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Esta atividade requer um trabalho coletivo e colaborativo</p><p>durante a pesquisa. Para que as ações ocorram de forma tranquila, é ne-</p><p>cessário apoio constante do professor e entre as próprias crianças, respei-</p><p>tando seus interesses e auxiliando, se houver dificuldades. Esteja pronto</p><p>para ler os materiais de interesse e ofereça recursos além dos impressos,</p><p>como áudios e vídeos, para que todas participem efetivamente do pro-</p><p>cesso de investigação.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Retome com o grande grupo as vivências das etapas desta Sequência Di-</p><p>dática. Lembre as criança sobre a primeira conversa sobre os animais, as</p><p>listas com as suposições de quais eram brasileiros, a pesquisa para con-</p><p>firmação em casa, a exposição de animais do Brasil, a escolha de alguns</p><p>para conhecer melhor, as divisões dos pequenos grupos e os registros</p><p>produzidos. Observem os cartazes fixados durante o desenvolvimento</p><p>do Plano Escolhendo alguns animais para conhecer melhor contendo as</p><p>divisões dos grupos e suas hipóteses sobre o animal. Leiam juntos o car-</p><p>taz com as questões de curiosidade da turma que nortearão a pesquisa.</p><p>Diga que agora será o momento de pesquisarem, buscando as respostas</p><p>ao que querem saber sobre o animal que escolheram. Compartilhe o</p><p>modelo de ficha contendo os tópicos que escolheram pesquisar e espaço</p><p>para registro (desenho e escrita). Explique que um grupo de cada vez irá</p><p>investigar sobre o animal escolhido, preenchendo a ficha durante a pes-</p><p>quisa e, depois de todos terem concluído, juntarão as fichas e organiza-</p><p>rão o catálogo.</p><p>2</p><p>Retome com as crianças o que é um catálogo. Disponibilize</p><p>novamente</p><p>os catálogos que já tiveram contato no Plano Escolhendo alguns animais</p><p>para conhecer melhor, para lerem e manusearem umas com as outras .</p><p>Peça que, quem desejar, fale sobre o que é, o que contém, como é organi-</p><p>zado e o que chamou a atenção nos catálogos manuseados. Conversem</p><p>sobre os materiais selecionados em casa com as famílias que serão utili-</p><p>zados na pesquisa e conte que você também separou alguns recursos.</p><p>3</p><p>Explique a dinâmica do trabalho do dia: um dos grupos fará a pesquisa</p><p>sobre o animal escolhido enquanto as outras crianças poderão optar por</p><p>realizar construções com os blocos de montar, modelagem com mas-</p><p>sinha, palitos e forminhas, ou brincar um pouco com cada atividade.</p><p>Deixe claro que os outros grupos farão a pesquisa em outros dias. Com-</p><p>binem a organização dos espaços na sala e peça que as crianças o ajudem</p><p>dispondo os recursos nos espaços combinados. Diga à turma que você</p><p>acompanhará a pesquisa com um pequeno grupo, mas que estará dispo-</p><p>nível caso alguém precise de alguma ajuda.</p><p>4</p><p>Com o pequeno grupo que fará a pesquisa já reunido, levante combina-</p><p>dos para a organização do trabalho. Por exemplo: buscarão informação</p><p>de um item por vez ou vão selecionar tudo e dividir entre o grupo? Que</p><p>parte da ficha cada um ficará responsável por registrar? Lerão os textos</p><p>e imagens primeiro ou assistirão aos vídeos? As crianças podem optar</p><p>por buscar as respostas de uma questão por vez. Para isso, podem divi-</p><p>dir as fontes de informação entre elas e todas buscar encontrar do que</p><p>o animal se alimenta, por exemplo. Quando encontrarem a resposta,</p><p>compartilham umas com as outras e combinam quem fará o registro.</p><p>Também podem dividir as questões, cada uma procura sobre um tema</p><p>e faz o registro quando encontrar. Sempre que se fizer necessário, sugira</p><p>que retomem a ficha para lembrar o que devem pesquisar. Diga que você</p><p>pode ajudá-las lendo algum material que desejarem. Se houver no grupo</p><p>alguma criança alfabetizada, ela poderá colaborar na leitura, se desejar.</p><p>5</p><p>Observe se estão dividindo as tarefas e se todas estão envolvidas e par-</p><p>ticipando da atividade. Faça intervenções que apoiem a organização e o</p><p>foco do grupo, como: vocês já combinaram quem ficará responsável por</p><p>registrar sobre a alimentação? O que descobrimos sobre onde vive este</p><p>animal? Enquanto ele faz o registro, quem vai buscar a próxima respos-</p><p>ta? Vamos dividir os materiais para procurar sobre esta questão?</p><p>Se houver no grupo uma liderança que assuma este papel naturalmente,</p><p>observe esta organização e atue somente se necessário. Você deve es-</p><p>tar no grupo como um apoiador e não como líder. É importante deixar</p><p>fluir entre as crianças as divisões de papéis. As questões sugeridas são</p><p>para orientação em momentos específicos que pode haver necessidade.</p><p>Garanta o protagonismo das crianças no trabalho em grupo e na inves-</p><p>tigação. Oportunize que escolham as fontes que desejam pesquisar, se</p><p>organizem buscando uma função no grupo, que argumentem e compar-</p><p>tilhem com os colegas e que encontrem a melhor forma de registrar. Se</p><p>possível, faça registros fotográficos dos grupos pesquisando, para serem</p><p>usados em um momento de compartilhamento do catálogo.</p><p>6</p><p>No decorrer da investigação, coopere com os pequenos, por exemplo,</p><p>sugerindo um vídeo sobre a reprodução ou instigando a elaboração das</p><p>respostas a partir da pesquisa, como: “você já observou esta imagem da</p><p>enciclopédia? O que podemos concluir observando o corpo do animal?”</p><p>Atente-se para os recursos que estão sendo pouco utilizados. Caso haja</p><p>algum livro ou informativo deixado de lado, chame atenção das crianças</p><p>para sua utilização. Diga para as crianças fazerem as leituras (com apoio</p><p>nas imagens e auxílio do professor), assistirem aos vídeos, ouvirem os</p><p>áudios e conversarem umas com as outras, compartilhando. Conforme</p><p>as informações são descobertas, devem registrá-las na ficha. As informa-</p><p>ções podem ser registradas por meio de desenho e escrita espontânea.</p><p>Por se tratar de uma ficha que fará parte de um catálogo a ser compar-</p><p>tilhado com outras pessoas, deve conter também a escrita convencional</p><p>das respostas, que pode ser feita pelo professor como escriba ou por uma</p><p>criança que escreva convencionalmente.Quando alguém encontrar uma</p><p>curiosidade sobre o animal, incentive que compartilhe com os colegas do</p><p>grupo. Escreva em letra de forma maiúscula, pois nos planos seguintes:</p><p>Organizando o catálogo de animais brasileiros e Apresentando nosso ca-</p><p>tálogo de animais brasileiros as crianças terão oportunidade de ler, con-</p><p>forme suas hipóteses de leitura, o catálogo elaborado por elas.</p><p>7</p><p>Quando a investigação estiver sendo concluída, avise as crianças que</p><p>daqui a alguns minutos será o momento da organização dos materiais e</p><p>da conversa sobre o que conseguiram realizar. Se ainda ficar alguma par-</p><p>te da ficha para completarem, combine com o grupo outro dia para dar</p><p>continuidade. Após o tempo combinado, sugira a leitura para o grupo e</p><p>a apresentação dos desenhos feitos, conferindo se todos concordam e se</p><p>há algo a acrescentar ou retirar. Retome com os pequenos o registro feito</p><p>anteriormente no Plano Escolhendo alguns animais para conhecer me-</p><p>lhor, que continha o nome do grupo e as hipóteses sobre o animal esco-</p><p>lhido. Incentive a comparação entre as hipóteses iniciais e o resultado da</p><p>pesquisa. O que elas já sabiam que encontramos nessa pesquisa? O que</p><p>mais aprenderam sobre este animal que não sabiam?</p><p>Para finalizar:</p><p>Peça que as crianças colaborem com o recolhimento e armazenamento</p><p>dos brinquedos, materiais e recursos utilizados. Lembre que esta mesma</p><p>dinâmica se dará nos próximos dias com os outros grupos.</p><p>Desdobramentos</p><p>Para dar continuidade a esta proposta, promova a pesquisa com os de-</p><p>mais grupos, organizando outras atividades que as crianças realizem</p><p>com autonomia durante o período em que aguardam os outros grupos</p><p>pesquisarem. Compartilhe com a turma esta organização e os momentos</p><p>da rotina em que irão acontecer. Envolva os pequenos pedindo sugestões</p><p>de atividades que podem realizar, como desenho, leitura e jogos.</p><p>Você também pode abordar o tema dos animais utilizando outras lin-</p><p>guagens, por exemplo, criando uma encenação teatral com a turma que</p><p>tenha os animais pesquisados, produzindo máscaras, cenários, sonoplas-</p><p>tia etc.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Você pode sugerir alguns links de vídeos utilizados ou complementa-</p><p>res às pesquisas, para que as famílias assistam junto com as crianças em</p><p>casa. Envie um bilhete no caderno de comunicados com o site ou URL</p><p>do vídeo e incentive que assistam e conversem sobre. Sugira que, caso</p><p>queiram, compartilhem sobre a vivência por meio de mensagem, vídeo,</p><p>áudio, carta ou desenho.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Nesta atividade, as crianças farão a socialização e organização das fichas</p><p>dos animais que pesquisaram nos pequenos grupos. Sendo assim, já de-</p><p>vem ter ocorrido as pesquisas com todos os pequenos grupos formados</p><p>no Plano Escolhendo alguns animais para conhecer melhor desta sequ-</p><p>ência didática.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>1- Conversando sobre animais</p><p>2- Escolhendo alguns animais para conhecer melhor</p><p>3- Pesquisando sobre animais dos biomas brasileiros</p><p>4- Organizando o catálogo de animais brasileiros</p><p>5- Apresentando nosso catálogo de animais brasileiros</p><p>Materiais:</p><p>1) Ficha sobre o animal pesquisado, preenchida pelos pequenos grupos</p><p>no Plano Pesquisando sobre animais dos biomas brasileiros.</p><p>2) Recursos para produção do cartaz, da capa do catálogo e dos convi-</p><p>tes, como: papel tipo color set ou cartolina, canetinhas, lápis de cor, lápis</p><p>grafite, borracha, apontador, giz de cera, papéis coloridos para recorte,</p><p>cola, tesoura, régua, tinta guache e pincel.</p><p>3) Folhas de sulfite ou cadernos de desenhos, lápis grafite, giz de cera,</p><p>lápis de cor, apontador, borracha e canetinha.</p><p>4) Recursos para leitura, como livros de histórias, informativos, receitas,</p><p>revistas e gibis.</p><p>5) Jogos que as crianças realizem com autonomia,</p><p>como dominó, jogo da</p><p>memória e quebra-cabeças.</p><p>Espaços:</p><p>Planeje que a atividade aconteça na sala da turma, preparada de modo</p><p>que haja espaço para reunião no grande grupo e, em seguida, interações</p><p>em pequenos grupos. Separe um espaço com os materiais para um gru-</p><p>po trabalhar nas demandas do catálogo e cantos ou estações de ativida-</p><p>des para as demais crianças realizarem com autonomia: leitura, jogos e</p><p>desenhos. Caso haja necessidade de arrumação do espaço entre um mo-</p><p>mento e outro, envolva as crianças, compartilhando o propósito da orga-</p><p>nização.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora e 30 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Que expressões corporais e verbais as crianças realizam para demons-</p><p>trar seu interesse pelo tema dos animais e pela finalização do catálogo</p><p>produzido pela turma?</p><p>2. Que diferentes atuações e participações desenvolvem durante a ativi-</p><p>dade em grupo? Como as crianças expressam os conhecimentos e expe-</p><p>riências anteriores a realização das tarefas?</p><p>3. Como se dá a interação entre as crianças durante o trabalho em gru-</p><p>po? Em que momentos é possível observar a cooperação entre os peque-</p><p>nos? No caso de haver conflitos, como os resolvem?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Esta atividade requer um trabalho coletivo e colaborativo</p><p>durante todo o processo de planejamento e desenvolvimento da tarefa</p><p>escolhida para organização do catálogo. Para que estas ações ocorram de</p><p>forma tranquila, é necessário o apoio constante do professor e entre as</p><p>próprias crianças, respeitando interesses e as auxiliando, se houver difi-</p><p>culdades.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças no grande grupo e conversem sobre como foi o tra-</p><p>balho de pesquisa nos pequenos grupos. Peça para que as crianças con-</p><p>tem o que mais gostaram de fazer e de descobrir nas pesquisas, em qual</p><p>recurso conseguiram encontrar as informações que buscavam, as difi-</p><p>culdades encontradas, como as superaram, em que momentos trabalha-</p><p>ram em equipe e o que aprenderam e ensinaram aos colegas. Instigue as</p><p>crianças a perceberem a variedade dos recursos utilizados pelos grupos,</p><p>pois, um pode ter se pautado mais em vídeos, outro em livros de histó-</p><p>rias infantis etc.</p><p>2</p><p>Distribua as fichas dos animais para cada grupo que as fez. Sugira que,</p><p>um por vez, os grupos apresentem os registros das pesquisas e falem</p><p>sobre o animal pesquisado. Apoie a leitura das respostas da ficha, se o</p><p>grupo demonstrar necessidade. Você mesmo pode ler ou pedir que uma</p><p>criança alfabetizada o faça. Após a apresentação de cada grupo, disponi-</p><p>bilize a ficha para que a turma possa manusear, observar e ler os regis-</p><p>tros. Convide as demais crianças a participar, elaborando perguntas para</p><p>os colegas do grupo que está apresentando, expondo suas impressões</p><p>sobre o que aprenderam com a pesquisa exibida ou compartilhando seus</p><p>conhecimentos e vivências sobre o animal em questão.</p><p>3</p><p>Retome com as crianças o propósito de organizar um catálogo e o co-</p><p>nhecimento que construíram sobre este portador. Problematize:</p><p>“Agora já temos as fichas prontas, o que precisamos fazerpara construir</p><p>nosso catálogo? O que deve conter?</p><p>Diga às crianças que irá registrar os itens em um cartaz para organiza-</p><p>rem os próximos passos para a construção do catálogo de animais bra-</p><p>sileiros.Se houver na turma uma criança que escreva convencionalmen-</p><p>te, convide-a a realizar esse registro, auxiliando no que for necessário.</p><p>Você também pode disponibilizarcatálogos observados anteriormente</p><p>pela turma, para apoiar esta conversa. Provavelmente, a lista elaborada</p><p>com as crianças conterá itens como: capa, índice, número nas páginas e</p><p>montagem (encadernação). Problematize sobre a ordem que os animais</p><p>serão colocados no catálogo. Que tipo de ordenação existe nos catálogos</p><p>que observamos? Como faremos nossa organização? Registre no cartaz</p><p>a necessidade de ordenação das fichas, de acordo com o que ficou com-</p><p>binado. Por exemplo: organizar em ordem alfabética ou por espécie dos</p><p>animais, entre outros.</p><p>4</p><p>Após finalizarem a lista, levante mais um questionamento para a dis-</p><p>cussão do grupo: quando o catálogo estiver pronto, com quem iremos</p><p>compartilhá-lo e para quem queremos mostrá-lo? As crianças podem</p><p>escolher apresentá-lo para uma ou mais turmas da escola. Podem desejar</p><p>compartilhá-lo com os familiares ou realizar um evento de lançamento</p><p>do catálogo, para depois disponibilizá-lo na biblioteca da escola. O im-</p><p>portante é deixar fluir dos pequenos a partir de suas vivências e interes-</p><p>ses. Neste momento, vocês podem, observando juntos um calendário,</p><p>marcar o dia em que farão este compartilhamento, para poderem elabo-</p><p>rar os convites. Registre ao final do cartaz este objetivo do grupo, bem</p><p>como a data do evento.</p><p>5</p><p>Proponha a divisão da turma em pequenos grupos para realização das</p><p>demandas listadas. Por exemplo: um grupo ficará responsável por pre-</p><p>parar a capa, outro por ordenar as fichas, outro por numerá-las, outro</p><p>para fazer o índice, outro pela montagem e finalização e outro para pro-</p><p>duzir os convites. Os grupos não precisam ter a mesma quantidade de</p><p>crianças. Por exemplo, para ordenação, uma dupla pode ser suficiente,</p><p>enquanto para produzir os convites, pode ser necessário um número</p><p>maior de integrantes. Você pode fazer esta organização com as crianças,</p><p>registrando no quadro a divisão dos grupos e a quantidade de integran-</p><p>tes necessária e pedindo para que cada criança escreve seu nome no gru-</p><p>po que gostaria de trabalhar (caso seja possível, dependendo do nível de</p><p>desenvolvimento da escrita da turma). Observem se todas as demandas</p><p>foram contempladas e se há mais crianças do que o necessário desejando</p><p>realizar a mesma tarefa ou outras divergências. Se for preciso, retome a</p><p>importância de cada tarefa e como cada uma contribuirá na construção</p><p>do catálogo, valorizando todas as etapas. Dialoguem, trocando ideias</p><p>sobre como resolver as pendências. Registre esta organização, como ti-</p><p>rando foto do quadro finalizado.</p><p>6</p><p>Explique aos pequenos que um grupo por vez se reunirá para realizar</p><p>a tarefa que escolheu, enquanto os outros estarão em outras atividades,</p><p>como desenho, leitura e jogos. Diga que você irá acompanhar o traba-</p><p>lho no pequeno grupo com a organização do catálogo, mas que também</p><p>estará disponível caso alguém precise de auxílio nas outras propostas.</p><p>Deixe claro que os outros grupos realizarão suas tarefas em outros dias.</p><p>Com a turma já dividida nas atividades que irá realizar, acompanhe o</p><p>pequeno grupo em sua demanda. Com as crianças que irão produzir a</p><p>capa, por exemplo: promova uma conversa sobre como estão pensando</p><p>em fazê-la, o que observaram nas capas dos catálogos que manusearam,</p><p>que informações não podem faltar, se terá só escrita ou também alguma</p><p>imagem, o que precisa estar em destaque e que cores utilizar para desta-</p><p>car. Conversem sobre a divisão de tarefas no grupo, quem ficará respon-</p><p>sável por escrever, desenhar, colorir etc.</p><p>7</p><p>Em outro dia, acompanhando o grupo que fará a numeração das pági-</p><p>nas, por exemplo, veja se é necessário ter o apoio da sequência numérica</p><p>ou se as crianças conseguem realizar a partir da própria memória. Favo-</p><p>reça o trabalho colaborativo, sugerindo que compartilhem umas com as</p><p>outras os conhecimentos relacionados ao registro dos numerais. No mo-</p><p>mento de ser elaborado o índice, acompanhe as crianças na escrita (ou</p><p>cópia) do nome dos animais e as respectivas páginas. Em outro dia, na</p><p>produção dos convites, dialoguem no pequeno grupo sobre para quem</p><p>serão destinados, quais informações precisam ter, qual será o formato,</p><p>que recursos utilizarão e qual será a divisão de tarefas entre os integran-</p><p>tes. Faça assim sucessivamente, de acordo com os interesses e necessi-</p><p>dades de cada grupo. Realize as intervenções de forma que as crianças</p><p>aprimorem a capacidade</p><p>de trabalhar em equipe, elaborando e expres-</p><p>sando ideias e opiniões e ampliando a escuta das manifestações dos co-</p><p>legas. Aproveite o máximo que puder das dicas colocadas neste plano</p><p>para planejar as demais situações. Atente-se para a ordem de trabalho</p><p>dos grupos no momento do planejamento (por exemplo, o índice deve</p><p>ser produzido após a numeração das páginas). Faça registros fotográficos</p><p>dos grupos realizando suas tarefas, para serem compartilhados com os</p><p>familiares, e também do momento do “lançamento” do Catálogo de Ani-</p><p>mais Brasileiros, se esta tiver sido uma escolha do grupo.</p><p>Para finalizar:</p><p>Avise os pequenos quando estiver encerrando o tempo proposto para a</p><p>atividade em pequenos grupos. Peça que colaborem com o recolhimento</p><p>e armazenamento dos livros, jogos e recursos utilizados. Lembre que esta</p><p>mesma dinâmica se dará nos próximos dias para a realização do traba-</p><p>lho com os outros grupos. O cartaz com o registro das demandas e divi-</p><p>são de grupos deve ser fixado na sala, em local acessível, para que todos</p><p>acompanhem.</p><p>Como o trabalho em grupo se dará em dias diferentes, você pode reser-</p><p>var um tempo para que o grupo que fez a proposta também possa brin-</p><p>car nos demais cantos por um tempo antes de organizarem a sala.</p><p>Desdobramentos</p><p>Para dar continuidade a esta proposta, promova a realização das ações</p><p>com os demais grupos e, ao final de todos os trabalhos, socializem como</p><p>ficou o Catálogo de Animais Brasileiros da turma. Planeje com as crian-</p><p>ças como será o dia do compartilhamento do catálogo. Distribuam os</p><p>convites e, se desejarem, combinem e produzam elementos decorativos</p><p>para a sala. Você pode também explorar a linguagem musical com as</p><p>crianças, cantando e dançando com elas uma canção que fale de animais</p><p>brasileiros. Por exemplo, a Ciranda dos Bichos, do grupo Palavra Canta-</p><p>da.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Você pode envolver a família neste processo, construindo com as crian-</p><p>ças um painel de fotos do trabalho em equipe, contando sobre a divisão</p><p>de tarefas para a organização e compartilhando o catálogo, de acordo</p><p>com a opção das crianças. Por exemplo:</p><p>“Na próxima semana faremos o lançamento do Catálogo de Animais</p><p>Brasileiros da turma. O catálogo está sendo construído com a participa-</p><p>ção de todos, cada grupo realizando uma tarefa diferente. Veja aqui al-</p><p>guns momentos deste trabalho”.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta atividade, é necessário ter realizado as etapas dos planos ante-</p><p>riores desta sequência, chegando à finalização do Catálogo de Animais</p><p>Brasileiros da turma. Já deve ter ocorrido o convite (feito pelas crianças)</p><p>às pessoas com quem as crianças escolheram compartilhar o catálogo</p><p>(familiares, outra turma, funcionários ou comunidade em geral). Se for</p><p>opção da turma,vocês já devem ter planejado e elaborado elementos para</p><p>a decoração da sala.</p><p>Para ambientação da sala e compartilhamento com os visitantes,é impor-</p><p>tante que tenham selecionado juntos alguns livros, vídeos e músicas uti-</p><p>lizados na pesquisa, fotos do processo e demais recursos que permearam</p><p>a construção do catálogo.</p><p>Este plano faz parte de uma sequência de cinco. São eles:</p><p>1- Conversando sobre animais</p><p>2- Escolhendo alguns animais para conhecer melhor</p><p>3- Pesquisando sobre animais dos biomas brasileiros</p><p>4- Organizando o catálogo de animais brasileiros</p><p>5- Apresentando nosso catálogo de animais brasileiros</p><p>Materiais:</p><p>1) Catálogo de Animais Brasileiros da turma.</p><p>2) Outros materiais utilizados durante a pesquisa, como: vídeos esco-</p><p>lhidos pelas crianças, aparelho de reprodução de imagem (televisão,</p><p>notebook ou tablet, por exemplo); imagens dos animais pesquisados e</p><p>de seus habitats; livros, revistas, informativos, enciclopédias e catálogos;</p><p>áudios com sons da natureza e dos animais do catálogo; aparelho de re-</p><p>produção sonora (aparelho de som ou celular, por exemplo); fotos tira-</p><p>das durante o processo.</p><p>2) Elementos decorativos preparados anteriormente pela turma (se hou-</p><p>ver).</p><p>3) Recursos para sinalização, identificação e organização da exposição:</p><p>cartolina, canetinhas, lápis grafite, borracha, apontador, fita adesiva, cola,</p><p>tesoura.</p><p>Espaços:</p><p>Este momento de compartilhamento do Catálogo de Animais Brasileiros</p><p>da turma e do processo de pesquisa e construção que o envolveu pode</p><p>ser planejado para ocorrer na sala da turma, na biblioteca ou em um au-</p><p>ditório. Deve ser um espaço amplo, para comportar as crianças da tur-</p><p>ma e seus convidados.Esta organização também dependerá de quem as</p><p>crianças escolheram convidar, da quantidade e tipo de público, (se serão</p><p>as próprias crianças da escola ou familiares). Planeje tanto em relação à</p><p>quantidade de pessoas como do local e equipamentos para acomodação</p><p>delas. É importante definir estas questões previamente, acertando que</p><p>for necessário com a gestão da escola, limpeza e arrumação prévia dos</p><p>espaços.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora e 30 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Como as crianças escolhem os recursos com os quais querem traba-</p><p>lhar durante a organização? Como se dá a interação entre elas para estas</p><p>escolhas?</p><p>2. Que expressões verbais e gestuais as crianças utilizam para comparti-</p><p>lhar os conhecimentos e vivências que foram significativos à elas durante</p><p>as atividades da sequência?</p><p>3. Como as crianças se comunicam com os convidados? Demonstram</p><p>segurança e tranquilidade? Em que situações isso fica evidente?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Esta atividade envolve diversidade de recursos e linguagens</p><p>para a apresentação do percurso do grupo durante a Sequência. Sendo</p><p>assim, as crianças têm múltiplas possibilidades de envolvimento e intera-</p><p>ção, conforme suas preferências. Converse com elas sobre estas possibi-</p><p>lidades, buscando estratégias para que todas participem e respeitando as</p><p>individualidades.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Com o grande grupo reunido, retome o propósito de compartilhamen-</p><p>to do Catálogo de Animais Brasileiros da turma. As crianças podem ter</p><p>optado por uma apresentação do catálogo aos familiares e colegas da</p><p>escola, ou podem ter escolhido fazer o lançamento na biblioteca. Chegou</p><p>o dia de receberem os convidados e agora precisam planejar como será</p><p>este momento. Conversem trocando ideias sobre como irão expor. Enri-</p><p>queça a discussão com questões como: quando os convidados chegarem,</p><p>irão encontrar o catálogo em que local do ambiente? O que é importante</p><p>dizer sobre ele? Como iremos apresentá-lo?</p><p>2</p><p>Diga às crianças que, para os convidados saberem como foi o proces-</p><p>so de elaboração do catálogo, vocês podem usar os recursos utilizados</p><p>na pesquisa, as imagens dos animais brasileiros da exposição, os livros,</p><p>vídeos e músicas (previamente selecionados). Podem também expor as</p><p>fotos dos processos de pesquisa e construção do catálogo. Conversem</p><p>sobre os elementos que dispõem para compor o ambiente e planejem</p><p>sua organização. Onde podemos dispor cada um? Onde ficariam boas</p><p>as fotos? Onde colocaremos o catálogo? E os vídeos que selecionamos,</p><p>onde ficaria melhor transmiti-los? Nós separamos estes livros, como os</p><p>organizaremos?</p><p>Faça um registro no quadro das soluções encontradas pela turma para a</p><p>organização dos recursos: catálogo de Animais Brasileiros, vídeos, ima-</p><p>gens dos animais, pesquisas impressas enviadas pelos familiares, livros</p><p>infantis, informativos, fotos dos grupos pesquisando e trabalhando na</p><p>organização do catálogo, áudios com som de natureza, de animais e ele-</p><p>mentos decorativos.</p><p>3</p><p>A partir do registro, problematize sobre qual a maneira de apresentar</p><p>cada um dos elementos. Exemplos: quem irá apresentar o catálogo? É</p><p>necessário ter um grupo de crianças em frente ao painel de fotos? O que</p><p>elas contarão aos convidados? Quem gostaria de ficar com esta tarefa?</p><p>E na transmissão dos vídeos, quais serão os responsáveis?</p><p>do Movimento para as crianças. Quer saber mais? Bibliografia</p><p>Orientações Curriculares Expectativas de Aprendizagens e Orientações</p><p>Didáticas da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo Toques Su-</p><p>tis, de Suzana Delmanto, Editora Summus Uma concepção dialética do</p><p>desenvolvimento infantil, Henri Wallon, Ed. Vozes</p><p>Objetivo(s)</p><p>- Oferecer situações de discussão e</p><p>experimentação.</p><p>- Identificar e entender alguns conceitos e suas variáveis, como obje-</p><p>to, fonte de luz e anteparo.</p><p>- Agir sobre o conceito a ser estudado, por meio de investigação, le-</p><p>vantamento de hipóteses, verificação prática e registro.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>- Luz e sombra.</p><p>- Procedimentos de pesquisa, observação e registro.</p><p>Ano(s)</p><p>Creche, Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>Dois meses.</p><p>Material necessário</p><p>Lanternas, papéis diversos (cartolina, celofane, papel-manteiga, pa-</p><p>pel translúcido, papel-cartão, sulfite), máquina fotográfica, retropro-</p><p>jetor, lençol ou pano branco, TNT colorido e tecido grosso preto.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Reúna todos numa sala e apague as luzes. Ilumine com uma lanter-</p><p>na as páginas do livro O Teatro de Sombras da Ofélia e leia para a</p><p>garotada. É a história de uma senhora que tem a vida modificada</p><p>depois que dá abrigo a um grupo de sombras. Estimule a discussão</p><p>sobre por que e como elas aparecem. Elas só existem de dia ou de</p><p>noite também? Nossa sombra fica sempre atrás de nós? Com essas</p><p>informações, você já conseguirá saber o que o grupo conhece sobre o</p><p>tema e que atividades poderão ser mais proveitosas para a turma.</p><p>2ª etapa</p><p>Com as hipóteses colocadas, proponha uma experiência. Desvie a</p><p>lanterna para as mãos da meninada. Aproxime e afaste o facho de luz</p><p>da parede, mostrando como a projeção diminui e cresce. Desligando</p><p>a lanterna, levante a questão da dependência entre luz e sombra: uma</p><p>existe sem a outra? É um bom momento para introduzir a nomencla-</p><p>tura correta, com palavras como objeto e anteparo. Depois de cada</p><p>atividade, solicite que os pequenos registrem o que observaram, em</p><p>relatos ou desenhos.</p><p>3ª etapa</p><p>Sugira brincadeiras como pega-pega de sombra, fotografia dela so-</p><p>bre diferentes superfícies (grama, terra, cimento) e manipulação do</p><p>retroprojetor. Retome o livro de sombras sempre que houver interes-</p><p>se e converse sobre as situações. Com base nas questões levantadas,</p><p>peça aos pequenos que elaborem hipóteses e as registrem no cader-</p><p>no.</p><p>4ª etapa</p><p>Organize experiências em grupo para testar as hipóteses cogitadas.</p><p>Identifique com a classe as fontes de luz natural (primária) ou arti-</p><p>ficial (secundária). Coloque um objeto sob a luz do Sol e leve todos</p><p>para observá-lo de hora em hora para ver o que aconteceu. Sugira</p><p>que uma criança contorne a sombra no chão com giz. Outras podem</p><p>anotar os horários de visita. Certamente surgirão discussões sobre</p><p>por que ela muda de lugar, como ela cresce etc.</p><p>5ª etapa</p><p>Monte duas telas: uma com tecido grosso e outra com um bem fino.</p><p>Acenda a lanterna do lado oposto ao que estão todos e peça que di-</p><p>gam o que observam. Por que o anteparo feito com a trama fina dei-</p><p>xa passar a luz e a grossa não? Explique o conceito e o fenômeno da</p><p>absorção. Aproveite para introduzir a reflexão em superfícies como</p><p>a do espelho e outras semelhantes. O que acontece quando a luz bate</p><p>nelas? Será que as sombras precisam ser sempre pretas? Depois de</p><p>ouvir as hipóteses, mostre papéis translúcidos e transparentes, colo-</p><p>cando-os ora na frente da luz, ora entre a fonte e o objeto.</p><p>6ª etapa</p><p>Analise os registros e debata as hipóteses que foram comprovadas ou</p><p>não. Tire conclusões com todos. Como escriba, anote tudo o que for</p><p>dito e depois organize um relatório. Em roda, promova uma discus-</p><p>são coletiva sobre as conclusões tiradas dos experimentos que você</p><p>registrou.</p><p>Avaliação</p><p>Mantenha um registro de todas as fases da atividade, levando em</p><p>conta indicadores como o uso dos novos termos aprendidos em situ-</p><p>ações de brincadeira, o modo como cada um lança mão de desenhos</p><p>ou descrições e socializa suas idéias em grupo, o levantamento de</p><p>questões e formas de investigá-las, a curiosidade e o envolvimento</p><p>com o tema trabalhado.</p><p>Objetivo(s)</p><p>Proporcionar a turma a compreender que a</p><p>água é um recurso escasso no planeta e que o</p><p>uso irresponsável desse recurso pode prejudicar a</p><p>sobrevivência dos seres vivos. Alertar o desperdício de</p><p>água no mundo.</p><p>Conteúdo(s)</p><p>Água: usos, economia e desperdício;</p><p>Natureza e sociedade.</p><p>Ano(s)</p><p>Pré-escola</p><p>Tempo estimado</p><p>20 à 30 minutos</p><p>Material necessário</p><p>Cartolina para a confecção de cartazes,</p><p>copo plástico pequeno,</p><p>cola,</p><p>recortes de jornais e revistas sobre economia e desperdício de água,</p><p>vídeo: turma da mônica- economizar água.</p><p>Desenvolvimento</p><p>1ª etapa</p><p>Introdução</p><p>-Formar uma roda e abortar o assunto: a importância da água e o des-</p><p>perdício. É difícil encontrar alguém que não goste de brincar com água,</p><p>seja na piscina, no mar, no rio ou até no quintal de casa. Pode ser que</p><p>briguem para entrar no banho – mas só até elas perceberem que brincar</p><p>dentro no chuveiro também pode ser uma delícia. Mas aí mora um gran-</p><p>de problema: a água não é brinquedo e não pode ser desperdiçada.</p><p>2ª etapa</p><p>-Apresentar o vídeo: Turma da Mônica - Economizar água.</p><p>-Ilustrar o copo de plátstico com água e ressaltar a importância da água</p><p>em todos os momentos.</p><p>3ª etapa</p><p>-As imagens serão distribuídas para da criança. Conforme as questões</p><p>abordadas, as crianças farão a colagem das imagens que representam</p><p>situações domésticas de economia e desperdício de água nos cartazes.</p><p>Avaliação</p><p>-Identificar que algumas atividades humanas provocam o desperdício da</p><p>água e que essa perda deve ser evitada. -Analisar o material produzido</p><p>na aula em relação ao consumo de água, como fechar a torneira ao esco-</p><p>var os dentes, não deixar a água correr à toa ao lavar as mãos e corrigir</p><p>uns aos outros caso presenciem algum tipo de desperdício.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta proposta é fundamental que você conheça o livro Telefone sem</p><p>fio, do autor Ilan Brenman e do ilustrador Renato Moricomi, da edito-</p><p>ra Cia das Letrinhas. A obra faz menção à brincadeira telefone sem fio,</p><p>apresentando a narrativa apenas por imagens. Na composição das ilus-</p><p>trações, foi utilizada a técnica de pintura á óleo em tamanho grande,</p><p>dessa forma, o livro propõe para as crianças uma relação curiosa e com</p><p>possibilidades imaginativas diversas. A fim de preparar-se para a propo-</p><p>sição do livro, folheie-o, observando as imagens, os detalhes, as expres-</p><p>sões dos personagens, a diferença de perspectivas em que se apresentam,</p><p>levantando os possíveis pontos que considere importantes para que as</p><p>crianças tenham uma relação de qualidade com a obra .n * * *</p><p>Materiais:</p><p>Para esta proposta você vai precisar do livro Telefone sem fio, do autor</p><p>Ilan Brenman e do ilustrador Renato Moricomi, da editora Cia das Letri-</p><p>nhas.</p><p>Espaços:</p><p>Antecipe um espaço considerando que sua estrutura proporcione um</p><p>sentimento de acolhida e conforto para o grupo de crianças, de maneira</p><p>que elas consigam acompanhar as imagens do livro.</p><p>Considere organizar a turma em pequenos grupos para a proposta, caso</p><p>seja mais adequado para seu contexto. Para tal, garanta um planejamento</p><p>em que um grupo estará com você escutando a história e o outro estará</p><p>em uma proposta que já realizam com autonomia, por exemplo, jogos de</p><p>construção, brincadeiras nos espaços da sala ou massinha.</p><p>*</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 40 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Quais aspectos que as crianças observam sobre as imagens? Que tipo</p><p>de comentários fazem sobre a pintura dos personagens?</p><p>2. Há um personagem favorito que provoca alguma reação no grupo</p><p>quando aparece? Quais reações elas mostram?</p><p>3. As crianças participam com hipóteses das mensagem do telefone sem</p><p>fio? Que tipo de mensagem elas imaginam? Mudam de idéia conforme o</p><p>personagem e suas expressões?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que po-</p><p>dem impedir que</p><p>Que informa-</p><p>ções podem dar?</p><p>Vocês podem, por exemplo, combinar que uma criança de cada grupo</p><p>que realizou a pesquisa explique sobre a ficha do animal pesquisado (no</p><p>momento de apresentação do catálogo). É importante promover a re-</p><p>flexão sobre aspectos relacionados às diferenças individuais. Algumas</p><p>crianças podem se sentir mais à vontade para se expressar oralmente,</p><p>interagindo mais com os convidados, dialogando e esclarecendo as dúvi-</p><p>das, enquanto outras podem assumir funções, como operar os aparelhos</p><p>de transmissão de vídeo e áudio.</p><p>4</p><p>Planejem como será a dinâmica de recepção dos convidados. Por exem-</p><p>plo, primeiro será apresentado o catálogo, depois eles terão tempo para</p><p>circular pela sala e interagir com os elementos expostos e, ao final, ocor-</p><p>rerá um encerramento. Para o encerramento, vocês podem convidá-los a</p><p>dançarem juntos uma canção que a turma tenha vivenciado. Por exem-</p><p>plo, a Ciranda dos Bichos, Eco Bebê Biomas do Brasil. Também é possí-</p><p>vel aumentar o volume do som de natureza e chamá-los para imitar um</p><p>dos animais estudados nas pesquisas. É importante conversarem sobre</p><p>como irão interagir com os visitantes em cada momento: como irão re-</p><p>cepcioná-los, o que as pessoas costumam dizer ao receber convidados,</p><p>onde vão acomodá-los, o que dirão na despedida e como podem expres-</p><p>sar gratidão por terem aceitado o convite. Vocês podem combinar algu-</p><p>mas frases para recebê-los quando chegarem, como: “Sejam bem vindos!</p><p>Estamos felizes que tenham vindo para conhecer nosso Catálogo de Ani-</p><p>mais Brasileiros”.</p><p>5</p><p>Proponha que as crianças dividam-se em pequenos grupos, com quan-</p><p>tidades semelhantes de participantes. Diga para escolherem o que que-</p><p>rem organizar na sala (catálogo, fotos, pesquisas enviadas pelas famílias,</p><p>livros, vídeos etc.), seguindo o que ficou acordado no grande grupo em</p><p>relação à divisão do espaço e maneira que deve ser exposto. Observe</p><p>como as crianças se dividem e as opções que fazem. Converse com elas</p><p>perguntando por que escolheram determinado material para organizar.</p><p>Ouça suas expressões e argumentos. Faça intervenções, por exemplo, se</p><p>um grupo ficar muito grande e outro com número reduzido de crianças,</p><p>ou se um dos materiais não for escolhido. Converse com os pequenos le-</p><p>vantando ideias para solucionar tais questões. Indique o tempo que terão</p><p>para essa organização, respeitando o horário combinado para a chegada</p><p>dos convidados.</p><p>6</p><p>Enquanto as crianças organizam os recursos nos espaços previamente</p><p>combinados, circule entre os grupos e observe como trabalham em equi-</p><p>pe. Se perceber que alguma criança não está envolvida com a tarefa, faça</p><p>intervenções. Combine com o grupo uma atividade que possa ser de-</p><p>sempenhada por todos. Apóie as instalações ou incentive o apoio entre</p><p>os pequenos, por exemplo, ao manusear uma fita adesiva, na construção</p><p>do painel de fotos, ou caso o grupo deseje sinalizar e identificar o espa-</p><p>ço. Auxilie quanto ao acesso aos materiais necessários e na escrita. Seja o</p><p>escriba ou sugira que uma criança alfabetizada escreva, se desejar.</p><p>Após a finalização da organização. Verifiquem se está tudo pronto como</p><p>o planejado, se querem mudar ou acrescentar algo na arrumação, se to-</p><p>dos os elementos estão visíveis, se há espaço para acomodar os convida-</p><p>dos e para circulação. Façam as alterações necessárias. Retome com os</p><p>pequenos a dinâmica planejada. Façam os últimos combinados, revisan-</p><p>do a divisão de tarefas feita anteriormente. Peça que as crianças se dispo-</p><p>nham pelo ambiente conforme as ações que irão desempenhar.</p><p>7</p><p>Recebam os convidados no ambiente preparado. Incentive as crianças</p><p>responsáveis por este acolhimento inicial a expressarem palavras de boas</p><p>vindas aos visitantes, conforme conversaram no planejamento. Conte a</p><p>elas o propósito deste momento (apresentação do Catálogo de Animais</p><p>Brasileiros da turma) e indique onde podem se acomodar. Com todos</p><p>acomodados, iniciem a apresentação do catálogo. Apoie, sempre que ne-</p><p>cessário, quem estará explicando para os visitantes.</p><p><início-prof></p><p>Possíveis falas do professor neste momento: (para os alunos que estive-</p><p>rem explicando para os convidados) você poderia explicar aos nossos</p><p>convidados o que é um catálogo? Conte pra eles como foi a escolha do</p><p>animal pesquisado? Fale um pouco sobre as fontes de informação que</p><p>usaram na pesquisa. Explique como vocês ordenaram as fichas.</p><p>8</p><p>Finalizada a apresentação, as crianças devem convidar os visitantes a</p><p>circular pelo espaço, conhecer a história da elaboração do catálogo e um</p><p>pouco mais das investigações que realizaram através dos elementos ex-</p><p>postos. Atente-se como os pequenos estão interagindo com os convida-</p><p>dos. Circule pelo espaço e observe os diálogos. Veja como comunicam</p><p>suas vivências, se contam para os familiares sobre as pesquisas, que visi-</p><p>taram sites, assistiram aos vídeos, o que descobriram etc. Auxilie quan-</p><p>do necessário. Garanta uma boa circulação dos visitantes pelos diversos</p><p>ambientes construídos pelas crianças.</p><p><início-prof></p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Por que você não convida</p><p>aquele grupinho para assistir ao vídeo? Explique aos visitantes o que vo-</p><p>cês estavam fazendo quando esta foto foi tirada.</p><p>Para finalizar:</p><p>Após os convidados interagirem com as crianças e com os materiais e</p><p>recursos disponíveis, convide-os, ou peça para uma criança convidar, a</p><p>encerrar este momento com a atividade planejada. O encerramento pode</p><p>ser com uma música para dançar ou uma imitação de animais. Aprovei-</p><p>tem juntos este tempo de descontração e brincadeira. Após dançarem</p><p>ou brincarem, agradeçam a presença dos convidados e sugira que eles se</p><p>manifestem sobre este tempo de compartilhamento. Dê oportunidade</p><p>para que as crianças da turma também expressem suas opiniões e im-</p><p>pressões sobre esta vivência.</p><p>Desdobramentos</p><p>Você pode dar continuidade a esta proposta, realizando uma conversa</p><p>sobre como foi a apresentação do Catálogo de Animais Brasileiros da</p><p>turma, avaliando os pontos positivos e o que poderão melhorar em uma</p><p>próxima oportunidade que inclua convidados. Vocês também podem</p><p>elaborar outros catálogos com temas diferentes, de acordo com o interes-</p><p>se das crianças, gerando novas pesquisas, como, por exemplo, catálogo</p><p>de brinquedos ou catálogo de plantas da escola.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Caso dos convidados não sejam os familiares, você pode combinar um</p><p>momento para que os pais conheçam o catálogo. Isso pode ser planejado</p><p>para uma reunião de pais, num momento de entrada e saída ou em data</p><p>específica para o compartilhamento. O catálogo também pode estar na</p><p>biblioteca circulante, sendo levado para casa, uma criança por vez.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Esta atividade depende de um planejamento anterior, a ser realizado jun-</p><p>to às crianças, a partir da pergunta: De onde vem a nossa comida? E do</p><p>levantamento de suas hipóteses sobre o assunto. Para a organização da</p><p>visita, dialogue com elas sobre: estabelecimentos onde as famílias com-</p><p>pram alimentos (preferencialmente um mercado que dispõe de produtos</p><p>industrializados e in natura, mas, dependendo da disponibilidade no</p><p>bairro, pode ser uma feira, quitanda etc.); aspectos a serem observados</p><p>durante a visita; perguntas que podem ser feitas aos funcionários; com-</p><p>binados para o trajeto de ida e vinda etc. Registre a conversa, elaborando</p><p>com a turma um roteiro de observação, que vocês irão utilizar durante</p><p>a visita. Como haverá saída das crianças da escola, é necessário ter em</p><p>mãos autorizações dos pais ou responsáveis. Caso alguma criança esteja</p><p>sem autorização, a escola precisa se adequar para seu atendimento en-</p><p>quanto o grupo realiza a visita. É importante também ir antes ao local,</p><p>para fazer combinados com o proprietário, se for um estabelecimento</p><p>fechado como mercado, apresentando, inclusive, o roteiro que foi elabo-</p><p>rado com as crianças.</p><p>Materiais:</p><p>Cópias do roteiro de observação da visita, realizado anteriormente com</p><p>as crianças, uma para cada grupo. Para documentação da atividade: ce-</p><p>lular ou câmera</p><p>fotográfica. Material para a produção das crianças: papel</p><p>sulfite, lápis grafite, lápis de cor, canetinhas, giz de cera. Varal ou painel</p><p>para que elas possam expor as produções.</p><p>Espaços:</p><p>Esta atividade se iniciará dentro da sala com uma conversa envolvendo</p><p>o grande grupo.Depois, vocês sairão pelo bairro em direção a um mer-</p><p>cado ou a uma feira onde realizarão a visita. Será necessário o auxílio de</p><p>outros dois educadores para esta atividade, para que a turma possa ser</p><p>dividida em três grupos e que cada um tenha o acompanhamento de um</p><p>adulto, durante o deslocamento e no local. A divisão em grupos também</p><p>favorecerá as investigações ao longo da visita. Por fim, retornarão à sala</p><p>para, individualmente, registrarem impressões sobre a visita.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente uma hora e 15 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. As crianças se envolveram demonstrando independência e confiança</p><p>ao propor questionamentos para o momento da visita que melhor aten-</p><p>diam aos seus interesses?</p><p>2. Quais foram as manifestações durante a realização da visita? Em suas</p><p>observações elas estabelecem vínculos com aspectos de seu cotidiano?</p><p>3. Como ou quais estratégias usaram em seus registros que mostram as</p><p>observações, explorações e descobertas que realizaram durante a visita?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada crian-</p><p>ça ou do grupo.</p><p>Esta proposta permite que elas exerçam sua autonomia, com partici-</p><p>pação ativa desde o planejamento da atividade. Esteja atento para que</p><p>sejam valorizadas as diferentes ações e interesses de todas as crianças:</p><p>durante a elaboração dos combinados para o passeio, suas interações du-</p><p>rante a realização da visita, o registro individual após o retorno em sala,</p><p>dentre outros.Para garantir a segurança das crianças e poder oferecer</p><p>auxílio a elas durante a visita, é fundamental ter outros adultos acompa-</p><p>nhando o grupo na saída. Combine previamente com eles como te auxi-</p><p>liar durante a atividade.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças no grande grupo e, tendo em mãos o roteiro que foi</p><p>feito com elas sobre as coisas que gostariam de observar durante uma</p><p>visita a um mercado ou a uma feira, leia-o, para que possam rever o que</p><p>foi pensado pelo grupo anteriormente. Compartilhe com a turma que</p><p>você encontrou um local próximo da escola onde essas observações po-</p><p>derão ser realizadas, e, ao dizer o nome do mercado (ou local da feira)</p><p>pergunte quem conhece ou já foi a esse lugar.Nesta conversa, analise</p><p>com as crianças se há necessidade de adequar alguma coisa desse rotei-</p><p>ro de observação que vocês elaboraram, a partir do que elas já sabem</p><p>que existe lá ou do que ainda querem saber. Lembre-se de combinar esse</p><p>passeio previamente com a gestão, para que outros funcionários possam</p><p>acompanhar o grupo e para que todos possam se deslocar até o local sem</p><p>preocupações e com acompanhantes em cada um dos grupos.</p><p>2</p><p>Faça os combinados com as crianças de forma que todas possam se des-</p><p>locar em segurança e, ao mesmo tempo, observar e ouvir umas às outras.</p><p>Neste momento, informe que, para que todos tenham a oportunidade de</p><p>realizar as investigações do roteiro que vocês organizaram, a sala se divi-</p><p>dirá emtrês grupos, e que cada grupo será responsável por uma parte do</p><p>roteiro. Separe um tempo para que as crianças possam se organizar nas</p><p>equipes e conte que cada uma terá o auxílio de um educador. Durante o</p><p>trajeto até o local da visita, garanta que as crianças interajam livremente,</p><p>mostrando e comentando sobre o caminho, locais conhecidos, dentre</p><p>outros. Acolha e valorize os comentários, envolvendo toda a turma.</p><p>3</p><p>Ao chegar no local, retome o propósito de investigação (de onde vem</p><p>a nossa comida), permitindo às crianças vivenciar uma situação social</p><p>do cotidiano das famílias. É também importante conversar rapidamente</p><p>com o responsável pelo estabelecimento (se não pode fazer isso anteci-</p><p>padamente) para explicar o motivo da visita com as crianças e apresen-</p><p>tar o roteiro elaborado. Como este é o momento das observações em si,</p><p>tenha sua atenção - e oriente os demais educadores que acompanham</p><p>os outros grupos para que façam o mesmo - em como as crianças agem:</p><p>gestos, iniciativas de interação, suas surpresas, constatações, dentre ou-</p><p>tros. Apoie as ações e procure agir sempre a partir das iniciativas delas,</p><p>mas, se necessário, faça intervenções que as auxiliem a pensar nos ali-</p><p>mentos disponíveis no local: se são industrializados ou in natura, se são</p><p>comprados por unidade ou peso, quais necessitam de refrigeração, como</p><p>os alimentos chegam ali no mercado, quais alimentos nunca viram, quais</p><p>são as preferências etc. Uma forma interessante de ampliar as investiga-</p><p>ções é sugerir que as crianças façam perguntas aos funcionários e com-</p><p>pradores no local, que manipulem o que for possível e que busquem ler</p><p>alguns cartazes ou rótulos de produtos. Lembre-se de registrar por meio</p><p>de fotos ou de vídeos o momento da visita, para que possam ver os mate-</p><p>riais juntos e decidir como ampliar as investigações.</p><p>4</p><p>Quando estiver chegando próximo do momento de irem embora, reto-</p><p>me com as crianças o propósito da visita e dialoguem sobre o que ainda</p><p>gostariam de conhecer. Peça que os demais educadores façam o mesmo</p><p>com os grupos sob a responsabilidade deles. Vocês podem indicar que</p><p>as crianças falem qual prato que gostam de comer e que pensem no que</p><p>precisam para prepará-los, relacionando-os com os produtos do local.</p><p>Combinem com as crianças que em dez minutos vocês voltarão para a</p><p>escola, de forma que possam decidir juntos quais serão as últimas inves-</p><p>tigações para contemplar o que ainda falta do roteiro.Auxilie-as no con-</p><p>trole do tempo para que elas possam se organizar, realizando as últimas</p><p>observações ou conversando com alguém do local. Passados os dez mi-</p><p>nutos, comente que chegou o momento de voltarem para a escola e que</p><p>lá terão a oportunidade de conversar e de registrar impressões sobre a</p><p>visita. Juntos, agradeçam funcionários e responsáveis pelo local.</p><p>5</p><p>Durante o trajeto de volta, instigue as crianças a compartilhar impres-</p><p>sões, o que observaram de interessante e o que descobriram. Apoie os</p><p>comentários delas, acolhendo e valorizando as experiências.</p><p>Possíveis falas das crianças neste momento: Uma criança compartilha</p><p>que não sabia que existiam diversas variedades de banana e que acha que</p><p>em sua casa compram a nanica, porque é maior, mas que irá perguntar</p><p>aos pais quando retornar.</p><p>6</p><p>Ao chegar na escola, proponha que as crianças façam um registro, a par-</p><p>tir de escrita espontânea ou desenho, de suas impressões sobre a visita e</p><p>de suas descobertas sobre o tema de onde vem a nossa comida. Se algu-</p><p>ma criança não se sentir envolvida com a proposta do registro, convide-a</p><p>para utilizar os materiais disponíveis para criar uma outra composição</p><p>que a agrade.</p><p>Como este é o momento de as criançascriaremindividualmente, apro-</p><p>veite para observá-las atentamente: como escolhem ou utilizam os ma-</p><p>teriais, como se dão os registros, as interações, o que é retratado das</p><p>experiências e aprendizagens que tiveram no mercado etc. Auxilie-as e</p><p>participe apenas quando solicitado, evitando se antecipar às iniciativas</p><p>delas. Alguma criança pode, por exemplo, solicitar que você escreva para</p><p>ela, proponha que ela escreva do jeito dela, mas esteja disponível para</p><p>respeitar a decisão dela.</p><p>Para finalizar:</p><p>Disponibilize um varal ou painel para que as crianças possam expor os</p><p>registros, conforme forem concluindo-os, de forma que todas possam</p><p>observar as produções dos colegas. Quando estiver chegando próximo</p><p>do momento de finalizar a atividade, fale para as crianças que em cinco</p><p>minutos vocês irão começar a guardar os materiais e anuncie o que virá</p><p>a seguir. Fale novamente em três minutos. Passados os cinco minutos,</p><p>comente que chegou o momento de todos, juntos,</p><p>organizarem a sala e</p><p>os materiais no lugar indicado por você.</p><p>Desdobramentos</p><p>Esta atividade permite que vários desdobramentos possam ser compar-</p><p>tilhados com as crianças, para que os realizem conforme os próprios</p><p>interesses.Vocês podem retomar os registros que foram feitos e expostos</p><p>no varal, compartilhando-os em uma roda de conversa, e, a partir disso,</p><p>elaborar um texto coletivo sobre a visita ao mercado ou à feira ou uma</p><p>lista de produtos separando por gêneros, como de higiene e limpeza,</p><p>hortifruti, laticínios, bebidas etc.As crianças podem levantar novos ques-</p><p>tionamentos e aspectos que querem saber sobre os alimentos, gerando</p><p>uma nova pesquisa, que pode ser realizada com materiais informativos,</p><p>com entrevistas etc. Também é possível pensar em brincadeiras, a partir</p><p>das observações que foram feitas durante a visita ao mercado ou à feira,</p><p>como, por exemplo, montar um mercadinho em sala com brinquedos ou</p><p>embalagens recicláveis, brincar de medir, pesar, comprar, dentre outras.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Para compartilhar com as famílias a visita que foi realizada, você pode</p><p>expor em um painel as fotos e os registros que foram realizados durante</p><p>a atividade, tanto as fotos que foram tiradas durante a realização da visita</p><p>como os registros feitos pelas crianças após o retorno em sala. Um tex-</p><p>to coletivo sobre o evento pode ser socializado com os familiares. Nele,</p><p>vocês podem contar sobre todo o processo da visita, seu planejamento</p><p>anterior, como ela aconteceu e as impressões que tiveram dela.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Esta atividade depende de um planejamento anterior a ser realizado jun-</p><p>to à equipe da cozinha, combinando não somente os dias e horários em</p><p>que será possível a utilização do espaço com as crianças, como também</p><p>a organização prévia dos materiais e ingredientes que serão utilizados e a</p><p>disponibilidade de funcionários que possam atuar em conjunto durante</p><p>a realização da atividade, ampliando as possibilidades de interação das</p><p>crianças.Também é necessário conversa com a equipe gestora para se</p><p>ter o auxílio de outro educador em sala enquanto você acompanha cada</p><p>grupo de crianças durante a elaboração da receita.</p><p>Materiais:</p><p>Material para registro escrito: cartolina e canetinha. Câmera fotográfi-</p><p>ca ou celular para registro da experiência de fotos e/ou pequenos víde-</p><p>os. Texto da receita que será utilizada (sugestão aqui).Ingredientes (de</p><p>acordo com a receita escolhida) e utensílios (liquidificador, assadeira)</p><p>necessários para o preparo. Forno para assar o bolo. Uma Lata de milho,</p><p>um pacote de milho para pipoca e espigas de milho verde para realizar</p><p>comparações. Se possível, toucas para cozinha descartáveis para que to-</p><p>dos utilizem durante a elaboração da receita. Diversidade de materiais à</p><p>disposição para a turma que permanecerá na sala com outro educador,</p><p>que podem ser: massinha, kit de brinquedos de cozinha, materiais para</p><p>desenho, blocos de encaixe, dentre outros. Lembre-se de variá-los em</p><p>cada um dos dias em que farão a receita, para que as crianças na sala de</p><p>atividades tenham novas possibilidades de brincadeira.</p><p>Espaços:</p><p>Esta atividade ocorrerá em dois espaços. A elaboração da receita deve</p><p>ser feita em algum espaço em que você possa acompanhar um pequeno</p><p>grupo em seu passo-a-passo, como a cozinha ou o refeitório (ou outro</p><p>espaço, de acordo com a possibilidade da escola). O restante da turma</p><p>irá permanecer na sala com outro educador, envolvidos em atividades</p><p>autônomas.</p><p>A atividade se inicia na sala com uma conversa no grande grupo.Poste-</p><p>riormente, a turma se divide para que o primeiro grupo se desloque até o</p><p>local em que será feito o bolo, de forma que as crianças se organizem nas</p><p>diferentes tarefas durante o preparo da receita. Por fim, em uma nova</p><p>roda, vocês experimentarão a produção e dialogarão sobre a experiência.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora e 15 minutos. É interessante que esta seja uma</p><p>das primeiras atividades a ser realizada no dia com as crianças, para que</p><p>tenham tempo de experimentar o bolo no próprio dia, depois de pronto.</p><p>Caso isso não seja possível, este aspecto deve ser combinado no decorrer</p><p>da atividade com as crianças.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Quais as hipóteses levantadas pelas crianças acerca dos ingredientes</p><p>e utensílios a serem utilizados na receita? Como as elas reagem com a</p><p>confirmação ou não das hipóteses iniciais? Como elas se manifestam em</p><p>relação às falas dos colegas?</p><p>2. Durante a elaboração da receita, as crianças recorrem ao texto escrito</p><p>para retomar os passos necessários? Como é o envolvimento delas neste</p><p>momento? Como se dá a interação entre os pares durante esta etapa?</p><p>3. Como as crianças se relacionam com as transformações dos ingredien-</p><p>tes observadas durante a execução da receita? Quais foram as considera-</p><p>ções sobre este processo até obterem o produto final, o bolo de milho?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo.</p><p>Esta proposta permite que as crianças exerçam a autonomia, com parti-</p><p>cipação ativa desde a problematização dos ingredientes até a elaboração</p><p>da receita. Esteja atento para que sejam valorizadas as diferentes ações e</p><p>interesses de todas as crianças: no levantamento das hipóteses iniciais,</p><p>no planejamento e higiene para a elaboração da receita, durante o pro-</p><p>cesso de confecção do bolo de milho etc. Ofereça o apoio necessário.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças no grande grupo e compartilhe o propósito da ativida-</p><p>de que será o preparo de seu próprio lanche. Caso as demais atividades</p><p>de sua rotina e o tempo para finalização do bolo não permitam a experi-</p><p>mentação no próprio dia, converse sobre isso com as crianças, informan-</p><p>do que irão preparar o lanche neste dia e que comerão no dia seguinte.</p><p>Diga que vão preparar o bolo junto com a equipe da cozinha na própria</p><p>cozinha (ou no local previamente definido) e que os funcionários de</p><p>lá disseram que dispõem de ingredientes para fazer um bolo de milho.</p><p>Adiante à turma que, para que possam se envolver mais em cada etapa</p><p>da receita, a turma será dividida em três grupos e que você irá fazer o</p><p>bolo com cada grupo em um dia diferente. Informe que, enquanto um</p><p>grupo faz o bolo, o restante da turma poderá escolher brincar em cantos</p><p>com massinha, com kit de brinquedos de cozinha, desenhar, criar cons-</p><p>truções com os blocos etc.</p><p>2</p><p>Converse com as crianças sobre a situação de fazer um bolo. Quem já</p><p>fez? De qual bolo gostam? Como participaram, ajudando a fazer bolo em</p><p>casa ou fora da escola? Lembram dos ingredientes que usam para uma</p><p>receita de bolo?</p><p>Peça ajuda da turma para levantar o que precisam para preparar o bolo</p><p>de milho, quais ingredientes da receita, o que mais será necessário para o</p><p>preparo e para assar este bolo etc. Garanta um tempo para que as crian-</p><p>ças manifestem suashipóteses. Esteja atento às reações e falas e registre</p><p>as considerações delas, elencando uma lista em uma cartolina. Assim, as</p><p>crianças podem confrontar o que elas têm em mente inicialmente com o</p><p>passo-a-passo da receita.</p><p>3</p><p>Ao listar os ingredientes, problematize quando as crianças apontarem o</p><p>ingrediente principal. Pergunte qual o tipo de milho que elas conhecem,</p><p>de onde ele vem, se alguém já viu uma plantação de milho, gostam de</p><p>comer de que jeito etc. Apresente este ingrediente em suas três formas: o</p><p>milho enlatado, o milho para pipoca e o milho em espiga. Dessa forma,</p><p>as crianças poderão manipulá-los, compará-los, comentarem sobre as se-</p><p>melhanças e diferenças e qual será o processo para o milho em espiga (in</p><p>natura) chegar em latas nas prateleiras dos supermercados e estar pronto</p><p>para o consumo, diferente dos outros dois. Incentive as crianças a levan-</p><p>tarem hipóteses sobre as informações que podem constar ou não nas</p><p>embalagens, exercitando a compreensão da</p><p>função social destes textos</p><p>informativos. Leia o rótulo e a validade do milho enlatado, em espiga e</p><p>de pipoca, caso estes possuam embalagens em que possam ser conferidas</p><p>estas informações, a fim de problematizar a questão de durabilidade e</p><p>conservantes utilizados no produto enlatado. Apoie suas falas e procure</p><p>agir sempre a partir de suas iniciativas, fazendo intervenções que as au-</p><p>xilie a pensar em qual seria o milho mais saudável para ser utilizado na</p><p>receita.</p><p>4</p><p>Retome a conversa inicial sobre vocês produzirem um bolo de milho</p><p>para comer de lanche, perguntando para as crianças se já tiveram conta-</p><p>to ou utilizaram uma receita para fazer alguma coisa em casa. Possibilite</p><p>que elas tragam suas experiências neste momento, instigando a conver-</p><p>sarem também sobre este tipo de texto. Pergunte se sabem para quê ser-</p><p>ve, quais os elementos que devem constar em uma receita etc. Leia para</p><p>as crianças compartilhando a receita que você separou. Vocês podem</p><p>conferir a lista que fizeram e garantir que não se esqueceram de nada</p><p>que seja necessário para fazer um bolo de milho. Caso se sinta mais se-</p><p>guro, você pode utilizar uma receita que já conhece, caso contrário, utili-</p><p>ze a sugestão que preparamos para esta atividade.</p><p>5</p><p>Relembre que hoje você irá acompanhar um grupo na elaboração da</p><p>receita e que os demais grupos a farão em outros dias. Convide as crian-</p><p>ças para se organizarem em três grupos. Possibilite que elas se organizem</p><p>de acordo com suas afinidades, mas esteja disponível caso necessitem de</p><p>auxílio. Tenha em mãos uma cartolina para que vocês possam registrar</p><p>os componentes de cada grupo e, desta forma, acompanhar durante a se-</p><p>mana o grupo que já fez a receita e os que ainda não fizeram. Peça auxí-</p><p>lio das crianças que irão permanecer na sala para que, junto ao educador</p><p>que as acompanhará, organizem os cantos com os materiais disponíveis</p><p>para a brincadeira.</p><p>Com o primeiro grupo já reunido, antecipe alguns combinados para o</p><p>preparo da receita, levando em consideração aspectos de organização e</p><p>higiene. É fundamental que esta atividade tenha sido combinada ante-</p><p>riormente com a equipe da cozinha de forma que não apenas seja pos-</p><p>sível utilizar o espaço, mas também que os ingredientes e materiais este-</p><p>jam previamente separados para a utilização com a turma.</p><p>6</p><p>Organize-se com as crianças no local combinado para o preparoreto-</p><p>mando os combinados, de forma que todos possam participar da feitura</p><p>do bolo, seja conferindo os ingredientes, untando a forma, pegando os</p><p>materiais etc.Se alguma criança não estiver envolvida, busque com ela</p><p>uma forma de participar. Você pode sugerir, por exemplo, que ela filme,</p><p>fotografe ou realize alguma outra forma de registro durante o preparo,</p><p>inclusive fazendo algum desenho do grupo preparando o bolo, se dese-</p><p>jar. É interessante disponibilizar o texto da receita de forma visível, seja</p><p>em algum mural ou em alguma cartolina que vocês possam transportar</p><p>até o local de preparo, para que as crianças possam consultar e acom-</p><p>panhar todas as etapasdo preparo. Convide os funcionários da cozinha</p><p>disponíveis a participar junto às crianças neste momento, auxiliando</p><p>na conferência dos ingredientes e utensílios necessários para a receita.</p><p>Comente que o milho verde deve ser raspado da espiga com uma faca e</p><p>peça ajuda dos funcionários da cozinha para que façam isso, de forma</p><p>que as crianças possam observar esta ação sem correr o risco de manipu-</p><p>lar este utensílio.</p><p>7</p><p>Realize a receita passo-a-passo com a turma. É interessante que os ingre-</p><p>dientes sejam acrescentados um a um, para possibilitar que elas acom-</p><p>panhem todas as transformações da receita. Observe atentamente as</p><p>investigações e descobertas delas durante o preparo: como realizam as</p><p>medidas, como quebram os ovos, untam a forma, como reagem durante</p><p>à mistura dos ingredientes, se demonstram ou não familiaridade com</p><p>este processo. Proponha que verbalizem as ideias e observem como os</p><p>colegas realizam outras ações e discutam sobre as diferentes formas de</p><p>fazer. Faça perguntas que auxiliem as crianças a levantar e testar hipó-</p><p>teses durante o processo de elaboração. Incentive-as a solicitar auxílio e</p><p>fazer perguntas aos funcionários da cozinha, por serem os responsáveis</p><p>pelo setor e mais experientes neste quesito. Confiram novamente a re-</p><p>ceita, verificando se nada foi esquecido, e siga à finalização de colocar o</p><p>bolo no forno para assar. Nesse momento, se as crianças manifestarem</p><p>desejo em lamber a bacia raspada, deixe que a experimentação ocorra,</p><p>pois além de ser gostoso exprime uma tradição, uma ação cultural das</p><p>famílias ao preparar um bolo.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Vamos olhar na receita quais</p><p>ingredientes devemos misturar agora? Como vocês acham que vai ficar</p><p>essa mistura? Por que acham isso? E agora que vamos colocar o milho, o</p><p>que será que vai acontecer?</p><p>8</p><p>Solicite auxílio à equipe da cozinha para que acompanhem a etapa de</p><p>assar o bolo, tendo em vista que leva bastante tempo. Se você utilizar</p><p>a estratégia de Ajudantes do Dia, pode combinar com os alunos de se-</p><p>rem responsáveis por ajudar nesse acompanhamento, indo de tempos</p><p>em tempos olhar o bolo crescer e verificar, com algum, adulto se já está</p><p>pronto.Caso, por uma questão de tempo, não seja possível experimentar</p><p>o bolo no próprio dia, retome este ponto com as crianças, relembrando</p><p>que irão experimentá-lo no dia seguinte. Comente que chegou o mo-</p><p>mento de todas juntas organizarem e guardarem os ingredientes que</p><p>não foram totalmente utilizados, como um pacote aberto de açúcar ou</p><p>manteiga, e selecionarem o que tem que ser lavado, dispondo na pia ou</p><p>em uma bacia. Observem se deixaram o espaço organizado para irem ao</p><p>local para higiene das mãos.</p><p>9</p><p>Assim que o bolo estiver pronto para ser experimentado, convide as</p><p>crianças para que em um grande grupo possam prová-lo. Incentive-as a</p><p>se manifestarem em relação à expectativa de comer algo que elas mes-</p><p>mas prepararam Fale sobre o sabor do bolo, pergunte o que elas acharam</p><p>da atividade realizada, a interação com a equipe da cozinha e as des-</p><p>cobertas que foram realizadas no local. Caso as crianças não tenham a</p><p>oportunidade de experimentar o bolo no próprio dia, realize esta etapa</p><p>no dia seguinte, oferecendo o bolo no horário do lanche das crianças.</p><p>Esta experimentação pode ser realizada no refeitório, na própria sala de</p><p>atividades, no jardim da escola ou em algum local que agrade o grupo.</p><p>Prepare com as crianças o ambiente, como colocar uma toalha, servir</p><p>com pratinhos ou em um guardanapo, por exemplo.Aproveite este mo-</p><p>mento para conversar sobre como foi para as crianças prepararem uma</p><p>receita na escola. Busque falar a partir do que elas trazem, valorizando</p><p>suas ideias e apoiando as interações do grupo.</p><p>Para finalizar:</p><p>Lembre que esta mesma atividade irá ocorrer em outros dias com os de-</p><p>mais grupos. Vocês podem combinar antes da elaboração das próximas</p><p>receitas quais serão os destinos dos próximos dois bolos: se irão comer</p><p>no lanche novamente, oferecer para outras turmas ou levar um pedaço</p><p>para as famílias.Veja com as crianças o que ainda precisa ser organizado</p><p>para se dirigirem à próxima atividade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>As crianças podem levantar novos questionamentos e aspectos que que-</p><p>rem saber sobre o milho, sobre outros alimentos que tenham sido utili-</p><p>zados ou não, como são produzidos ou conservados etc. Isso pode oca-</p><p>sionar em diversas pesquisas, que podem ser realizadas com materiais</p><p>informativos ou entrevistas com familiares ou profissionais. Podem ex-</p><p>perimentar o milho de outras formas e preparar outras receitas com ele,</p><p>como utilizar a farinha e farinha flocada que se transformam em polenta,</p><p>cural, pamonha, farofa, cuscuz, tortas, bolos etc. Além disso, você pode</p><p>elaborar com as crianças um texto coletivo para socializar a experiência</p><p>com as famílias, não apenas compartilhando o que foi feito, mas pergun-</p><p>tando outras receitas que as crianças gostam e convidando os familiares</p><p>a envolvê-las durante</p><p>estas atividades em casa.</p><p>Engajando as famílias</p><p>É interessante que cada criança leve para casa uma cópia da receita para</p><p>compartilhar com as famílias e, caso queiram, fazer o bolo em casa.</p><p>Aproveite, se um dos bolos forem repartidos, para levarem para casa</p><p>encaminhando junto a receita. Os registros feitos de diversas formas</p><p>durante a realização da atividade podem ser compartilhados em um</p><p>mural. Também é interessante ampliar a discussão com as famílias so-</p><p>bre o envolvimento das crianças na cozinha em suas casas, se elas têm a</p><p>possibilidade de acompanhar e participar do preparo de alguns pratos e</p><p>receitas. Para isso, vocês podem elaborar um texto coletivo que dialogue</p><p>com as famílias sobre esta questão ou conversarem em algum momento</p><p>de reunião. Também podem convidar familiares das crianças para virem</p><p>ensinar à turma o preparo de alguma receita.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Esta atividade prevê uma roda de conversa na qual as crianças trazem</p><p>de casa suas receitas favoritas a fim de compartilhá-las com o grupo.</p><p>Por isso é necessário que anteriormente você oriente as famílias a esco-</p><p>lherem, junto às crianças, a receita de uma comida favorita ou que seja</p><p>especial. Peça para que as crianças tragam a receita por escrito e, se de-</p><p>sejarem, alguma foto do prato preparado. Também é necessário que você</p><p>traga uma receita preferida ou típica de sua família e se possível alguma</p><p>foto que mostre ou te recorde da receita da família, para compartilhar</p><p>com as crianças na conversa inicial, servindo como disparador para que</p><p>as crianças também possam socializar seu material com a turma.</p><p>Materiais:</p><p>Materiais para a produção das crianças: cartolinas, papel sulfite, cola, lá-</p><p>pis grafite, lápis de cor, canetinhas, giz de cera. Materiais para os grupos</p><p>que estarão envolvidos em atividades autônomas, como: jogos de montar</p><p>ou de mesa, massinha, material para desenho. Caso seja possível, dispo-</p><p>nibilize revistas de culinária para recorte ou livros de receitas com fotos</p><p>para consulta na etapa de elaboração do cartaz de acordo com a necessi-</p><p>dade dos pequenos grupos.Para documentação do professor você pode</p><p>usar celular ou câmera fotográfica, se desejar ter fotos e vídeos. Varal ou</p><p>mural para exposição dos registros de forma a compartilhá-los com as</p><p>famílias.</p><p>Espaços:</p><p>Essa atividade pode ser feita dentro da salade atividades ou em algum</p><p>outro espaço onde as crianças possam se organizar em roda e depois em</p><p>pequenos grupos. Ela irá iniciar com uma conversa envolvendo o grande</p><p>grupo. Posteriormente, as crianças se organizam em pequenos grupos</p><p>para trocar as impressões sobre as receitas trazidas e realizar seus regis-</p><p>tros. O exercício termina em uma nova roda com o grande grupo, na</p><p>qual será possível socializar as conversas dos pequenos grupos e as pro-</p><p>duções, observando as preferências dentro da turma.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Quais são as manifestações das crianças sobre as comidas favoritas?</p><p>Que envolvimento ocorre ao trazerem as receitas e fotos para comparti-</p><p>lharem no grande grupo?</p><p>2. Como as crianças se envolvem durante as trocas de experiências nos</p><p>pequenos grupos? De que forma se dá a recepção às preferências dos</p><p>colegas?</p><p>3. Ao reunirem as preferências da turma em um registro coletivo, as</p><p>crianças consideram os diferentes hábitos e costumes presentes dentro</p><p>do grupo bem como a contribuição de cada uma nesse registro, seja com</p><p>falas, desenhando ou escrevendo?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo.</p><p>Esteja atento para que sejam valorizadas as diferentes ações e interesses</p><p>de todas as crianças durante a atividade: na participação nos momen-</p><p>tos com o grande grupo, nos pequenos grupos, na manifestação de suas</p><p>ideias e recepção das ideias dos colegas etc. Ofereça recursos necessários</p><p>para que isso seja garantido, respeitando aquelas que não quiserem se</p><p>envolver na situação.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna a turma no grande grupo em roda, dizendo que é o momento de</p><p>compartilharem como se dão as preferências de alimentação nas dife-</p><p>rentes famílias. Para iniciar a conversa e buscando oferecer um exemplo</p><p>às crianças de como compartilhar estas informações, mostre a foto e a</p><p>receita selecionadas por você contando porque ela é importante para sua</p><p>família, se é algo que você come com frequência ou não, quem da famí-</p><p>lia costuma fazer essa receita, etc. As crianças ficam curiosas em saber</p><p>de histórias do professor, aproveite seus questionamentos para mostrar</p><p>quão importante essa tradição para sua família.</p><p>Diga que agora você está curioso em saber dos alimentos preferidos de</p><p>suas famílias. favorecendo que apresentem qual foi a receita que escolhe-</p><p>ram com seus familiares para compartilhar com o grupo. Avise que irão</p><p>compartilhar com mais detalhes este material depois em pequenos gru-</p><p>pos.</p><p>Desperte a atenção do grande grupo para a diversidade apresentada pe-</p><p>las crianças, chamando a atenção paraas diferentes preferências dentro</p><p>do grupo, convidando-as a observar quais comidas se repetem e quais</p><p>aparecem pouco, possibilitando uma conversa sobre as diferenças e se-</p><p>melhanças culturais presentes nesta turma.</p><p>2</p><p>Convide as crianças a se organizarem em pequenos grupos (4 a 5 crian-</p><p>ças, de livre escolha) para que possam trocar informações mais detalha-</p><p>das sobre as comidas favoritas a partir da socialização das fotos e recei-</p><p>tas. Diga que agora podem contar com mais detalhes para os colegas o</p><p>porquê de terem selecionado esta receita e instigue-as, a partir disto a</p><p>observar as semelhanças e diferenças e quais as preferências dentro do</p><p>pequeno grupo: se são pratos salgados ou doces, comidas que podem ser</p><p>servidas em uma refeição específica, como almoço ou jantar e café da</p><p>manhã ou lanche, dentre outras possíveis comparações que podem ser</p><p>estabelecidas. Mesmo as crianças que não leem convencionalmente po-</p><p>dem utilizar estratégias de leitura e se apoiarem na memória que têm das</p><p>receitas ou do que conversaram com as famílias.</p><p>3</p><p>É fundamental que você acompanhe cada pequeno grupo, auxiliando</p><p>no que for necessário para o conhecimento do material que trouxeram,</p><p>bem como para o registro que será sugerido na etapa seguinte. Assim,</p><p>dependendo da quantidade de crianças que tiver em sua turma, é mais</p><p>adequado que organize a proposta em mais de um dia. Dessa forma, um</p><p>ou dois grupos trabalham com sua ajuda enquanto os demais participam</p><p>de atividades de forma autônoma. Ofereça às crianças jogos de montar</p><p>ou de mesa, massinha, material para desenho etc.</p><p>Desta forma, acompanhe os grupos problematizando a partir do que as</p><p>crianças trazem, ampliando as reflexões ou apontando algumas questões,</p><p>como, por exemplo, se a família dispõe de algum costume para o preparo</p><p>deste prato, se a criança já participou da produção etc. É importante que</p><p>você faça perguntas que incentivem as crianças a observar mais minu-</p><p>ciosamente as diferenças e semelhanças a partir desta troca nos grupos,</p><p>quais os critérios que tornam suas comidas favoritas são diferentes umas</p><p>das outras, quem são as pessoas nas famílias que cozinham etc.</p><p>4</p><p>Após conhecerem sobre as preferências dos colegas e de suas famílias,</p><p>compartilhe a ideia de organizarem um registro das informações cons-</p><p>tatadas e selecionadas pelo grupo através de um cartaz. Ofereça os ma-</p><p>teriais disponíveis para que elas possam utilizar de colagens das fotos,</p><p>escrita espontânea de legendas ou pequenos textos e desenhos. Como</p><p>este é o momento das crianças realizarem seus registros, esteja atento à</p><p>forma que se organizam, dividem tarefas, selecionam informações nos</p><p>materiais de consulta, decidem o que colar, escrever etc. Indique que</p><p>coloquem um título no cartaz, como, por exemplo, “nossas comidas fa-</p><p>voritas”. Faça intervenções que as auxiliem a garantir</p><p>no registro os dife-</p><p>rentes costumes e preferências das famílias das crianças do grupo. Esteja</p><p>disponível para auxiliá-las conforme solicitam. Busque envolver todas</p><p>as crianças na elaboração do registro coletivo. Caso alguma criança não</p><p>queira participar, convide-a para utilizar os materiais disponíveis para</p><p>criar individualmente alguma composição que a agrade.</p><p>5</p><p>Auxilie as crianças no controle do tempo, para que elas possam se orga-</p><p>nizar garantindo que todas tenham a oportunidade de compartilhar suas</p><p>experiências sobre as comidas favoritas, as receitas que foram trazidas e</p><p>de participar do registro. Quando estiver chegando próximo do momen-</p><p>to de finalizar esta etapa da atividade, avise que em cinco minutos pre-</p><p>cisam concluir e se reunir novamente em roda. Ressalte esta informação</p><p>em três minutos.</p><p>Passados os cinco minutos, comente que chegou o momento de todos</p><p>juntos se organizarem para o outro momento, no qual vão se reunir no-</p><p>vamente em roda no grande grupo para compartilhar seus registros.</p><p>6</p><p>Já em nova roda com o grande grupo, convide as crianças para conversar</p><p>sobre como foi se reunir com os colegas para compartilhar suas prefe-</p><p>rências de comida, os hábitos das famílias e o que elas puderam observar</p><p>e registrar a partir desta troca. Garanta que cada grupo apresente e fale</p><p>sobre o cartaz que elaborou. Caso alguma criança não tenha participado</p><p>da etapa anterior e queira neste momento participar da conversa coleti-</p><p>va, favoreça que ela fale das preferências de sua família.</p><p>Se a atividade nos pequenos grupos foi desenvolvida em diferentes dias,</p><p>esta etapa será realizada após a conclusão do cartaz por todos os grupos.</p><p>Para finalizar:</p><p>Combine com a turma que podem montar uma exposição com os carta-</p><p>zes para apreciarem depois, com mais tempo e com suas famílias na hora</p><p>de saída. Caso achem interessante socializar também em algum meio</p><p>digital do qual a escola disponha (como facebook, blog, site, grupos de</p><p>whatsapp), proponha que as crianças fotografem os cartazes. Ao concluir</p><p>os combinados, veja com elas o que precisa ser organizado na sala para</p><p>se dirigirem à próxima atividade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>Um interessante desdobramento a partir desta atividade é se organizar</p><p>junto às crianças, a partir de seus interesses, para realizar uma ou várias</p><p>das receitas que mais aparecem nos registros da turma.Esta ação também</p><p>pode ser feita em conjunto com as famílias, convidando-as para partici-</p><p>par deste momento.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Esta é uma atividade que prevê o engajamento com as famílias desde o</p><p>princípio. Entretanto, é importante compartilhar também as ações das</p><p>crianças a partir do que foi solicitado às famílias. Uma estratégia interes-</p><p>sante é a exposição dos cartazes feitos pelas crianças em local que todos</p><p>tenham acesso no momento de entrada ou saída. Além disso, seria in-</p><p>teressante convidar a família para participar presencialmente, seja com-</p><p>partilhando com mais detalhes algum fato interessante sobre esta comi-</p><p>da favorita que foi trazida ou algo que seja tradicional das famílias, seja</p><p>para elaborar uma receita com as crianças.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Como esta atividade prevê uma organização das crianças em cantos ou</p><p>estações, é interessante que o professor já tenha se utilizado desta estra-</p><p>tégia em outras oportunidades. Caso isso ainda não tenha sido possível,</p><p>esteja atento às etapas descritas de forma a possibilitar uma experiência</p><p>que garanta o protagonismo e a exploração das crianças a partir de seus</p><p>interesses. É interessante que esta atividade seja realizada com o auxílio</p><p>de algum outro educador ou funcionário da cozinha, de forma que seja</p><p>possível higienizar os utensílios durante as experimentações das crian-</p><p>ças. Faça com a equipe estes combinados previamente.</p><p>Materiais:</p><p>Organizar em mesas já higienizadas os alimentos em pratinhos, sepa-</p><p>rados por categoria, em estações. Em uma das mesas, por exemplo, dis-</p><p>ponibilizar uma variedade de massas cruas e cozidas, como macarrão,</p><p>sagu, misturas de maisena e água, etc. Em outra, legumes crus e cozidos,</p><p>inteiros e picados. Uma estação para frutas inteiras e cortadas, uma para</p><p>grãos diversos, crus e cozidos, e outra para ervas aromáticas, como hor-</p><p>telã, salsinha, manjericão. Em uma estação separada, oferecer utensílios</p><p>de cozinha como espremedor de frutas ou batata, pratinhos e potinhos</p><p>nos quais possam coletar os alimentos que desejarem, colheres, penei-</p><p>ras, batedor de claras, escumadeira, concha, dentre outros. Reserve uma</p><p>estação com sulfite e lápis de cor para as crianças que quiserem utilizar</p><p>ou não tiverem o interesse em participar da experimentação. Celular ou</p><p>câmera fotográfica para fotos e vídeos.</p><p>Espaços:</p><p>Essa atividade pode ser feita dentro da salade atividades ou algum outro</p><p>espaço em que seja possível a organização das estações para a exploração</p><p>pelas crianças em pequenos grupos, sendo importante ter próximo algu-</p><p>ma pia para lavagem das mãos. É necessário que o espaço seja organiza-</p><p>do antes do convite à turma para a experimentação. Depois haverá uma</p><p>roda com o grande grupo para que manifestem suas impressões sobre a</p><p>experiência.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1.Como as crianças reagem à diversidade de materiais oferecida nas es-</p><p>tações? Demonstram interesse e curiosidade por transitar em mais de</p><p>um espaço ou há crianças que preferem permanecer em um mesmo local</p><p>durante toda a experimentação?</p><p>2. Como as crianças se relacionam com as diferenças (como in natura e</p><p>preparados) e às transformações dos alimentos observadas durante esta</p><p>exploração? Que comentários fazem com os colegas a respeito de suas</p><p>investigações?</p><p>3. Como as crianças se envolvem durante a troca de experiências no</p><p>grande grupo? O que relatam sobre a experiência sensorial, na exposição</p><p>de suas impressões e sugestões para outras oportunidades?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo.</p><p>Atente-se para que sejam valorizadas as diferentes ações e interesses de</p><p>todas as crianças durante a atividade, seja interagindo com os variados</p><p>alimentos e materiais disponíveis, nas trocas entre os pares e no grande</p><p>grupo, na manifestação de suas descobertas, sentimentos e impressões</p><p>sobre a vivência, etc; oferecendo os recursos necessários para que isso</p><p>seja garantido e com respeito àquelas que não quiserem se envolver na</p><p>situação.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Antes de entrar na sala, diga às crianças no grande grupo que você orga-</p><p>nizou o espaço com um monte de coisas bonitas e gostosas a partir das</p><p>quais podem explorar e também comer, instigando-os a levantar hipóte-</p><p>ses sobre o que vocês podem encontrar lá neste dia. Após a manifestação</p><p>das crianças, com certo suspense, abra a porta para que confirmem ou</p><p>não suas hipóteses. Convide as crianças para que, juntos, transitem entre</p><p>as estações para ver o que encontram e pensar nas possibilidades de ex-</p><p>ploração que podem fazer, nos materiais que querem utilizar, etc..</p><p>2</p><p>Enquanto vocês circulam pela sala, diga para as crianças que elas po-</p><p>dem explorar os alimentos, experimentá-los, revezar - caso queiram - as</p><p>estações em que gostariam de vivenciar, etc. Mostre a mesa em que os</p><p>utensílios estão disponíveis combinando que elas podem utilizar o que</p><p>precisar para levar até as outras mesas, lembrando-se de devolver neste</p><p>mesmo local após o uso para que os outros colegas possam usar este ma-</p><p>terial também...</p><p>Conte para as crianças que você também preparou uma mesa com folhas</p><p>de sulfite e lápis de cor para o caso de alguém queira desenhar ou escre-</p><p>ver durante a atividade.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Como vocês acham que po-</p><p>demos explorar estes alimentos? Será que tem algo aqui que vocês ainda</p><p>não conhecem ou nunca experimentaram?</p><p>3</p><p>Convide as crianças</p><p>para explorar os materiais, possibilitando que or-</p><p>ganizem-se individualmente, em pares ou pequenos grupos para se di-</p><p>rigirem às mesas, decidirem onde querem estar, quais os utensílios ou</p><p>suportes que irão precisar para suas experimentações, etc. Esteja atento</p><p>às interações e descobertas das crianças, suas reações aos materiais ofere-</p><p>cidos, como se dão as escolhas e as primeiras investigações. Caso alguma</p><p>criança manifeste que não deseja participar deste momento com os cole-</p><p>gas, convide-a à participar de alguma outra forma, seja desenhando al-</p><p>gum dos alimentos disponíveis, registrando as experimentações de seus</p><p>colegas ou criando alguma outra composição que a agrade na mesa com</p><p>materiais para desenho.</p><p>4</p><p>Se possível, tenha em mãos celular ou câmera para registrar este mo-</p><p>mento, de forma que ele possa ser socializado posteriormente com as</p><p>crianças. Observe e apoie suas iniciativas, enriquecendo as investigações</p><p>das crianças durante a exploração, trazendo elementos que ampliem/</p><p>questionem/ validem seus hábitos em relação ao uso dos alimentos, a</p><p>forma de alimentação, hábitos de higiene, dentre outros; mas tenha o</p><p>cuidado de não se antecipar às suas iniciativas ou dirigir suas ações.Nes-</p><p>te tipo de atividade não é necessário que o professor acompanhe todos</p><p>os grupos, havendo inclusive crianças que se sentem mais à vontade sem</p><p>a sua presença para realizar suas explorações. Tenha isso em vista ao in-</p><p>teragir com os grupos, buscando se aproximar daqueles que te convidam</p><p>para participar ou estejam mais receptivos à sua aproximação.</p><p>Possíveis ações das crianças neste momento: Uma criança interpreta o</p><p>papel de um cozinheiro se oferecendo para preparar um prato para você.</p><p>Esta é uma boa oportunidade para, a partir de sua narrativa, explorar</p><p>mais as investigações das crianças, perguntando sobre este prato, como</p><p>foi feito, quais os ingredientes utilizados, convidando outras crianças</p><p>para cozinhar também!</p><p>5</p><p>Tenha atenção nas investigações que as crianças realizam em cada uma</p><p>das estações. Pode ser que nas mesas dos legumes as crianças se envol-</p><p>vam criando composições que misturam ingredientes crus aos cozidos.</p><p>Na estação das frutas as crianças podem se envolver utilizando o espre-</p><p>medor para transformá-las em sucos, explorar a extração de líquidos e</p><p>criar combinações de sabores. Muitas crianças podem não ter contato</p><p>com o processo de fazer um purê ou esmagar com o pilão as ervas aro-</p><p>máticas e você pode realizar uma intervenção que mostre a elas como</p><p>fazer, para que possam também se apropriar destas técnicas e utilizá-las</p><p>em suas investigações. Pode ser também que as crianças decidam utilizar</p><p>frutas, legumes ou utensílios como os personagens de alguma história e</p><p>enredo que elas criam enquanto experimentam no momento. Todas as</p><p>possibilidades de exploração são válidas, acolha e valorize as iniciativas</p><p>das crianças, intervindo e auxiliando-as quando perceber a necessidade.</p><p>6</p><p>As crianças podem manifestar o interesse de trocar de estação durante a</p><p>atividade. É uma ação que deve ser incentivada, assim há ampliação das</p><p>possibilidades de exploração pelas crianças, uma vez que os diferentes</p><p>cantos oferecem uma variedade de materiais para experimentação. Desta</p><p>forma, auxilie as crianças no controle do tempo para que elas possam se</p><p>organizar garantindo que todos tenham a oportunidade de transitar por</p><p>todos os espaços caso queiram, antes de se reunirem no grande grupo.</p><p>Quando estiver chegando próximo do momento de finalizar esta eta-</p><p>pa da atividade ou quando você já observar o desinteresse das crianças,</p><p>avise que em cinco minutos precisam concluir para se reunir em roda.</p><p>Neste momento você pode incentivar que elas percorram novamente o</p><p>espaço, observando se há ainda alguma estação que gostariam de conhe-</p><p>cer, algo mais a experimentar, alguma investigação que queiram fazer…</p><p>Passados os cinco minutos, comente que chegou o momento de orga-</p><p>nizarem uma roda para compartilharem suas impressões sobre a expe-</p><p>rimentação. Mas antes, cada criança vai ao lavatório fazer a higiene das</p><p>mãos.</p><p>7</p><p>Já em roda com o grande grupo, convide as crianças para conversar so-</p><p>bre como foi a experiência de explorar os alimentos em suas diferentes</p><p>formas. Incentive-as a se manifestar sobre como se sentiram durante</p><p>a investigação, se havia algum alimento que chamou sua atenção, que</p><p>era conhecido ou desconhecido por elas... Coloque-se a partir do que</p><p>as crianças trazem neste momento, evitando antecipar suas falas e res-</p><p>peitando aquelas que não querem falar neste momento. Estimule-as</p><p>também a se manifestar a partir do que observaram das interações dos</p><p>outros colegas, se há algo que os amigos fizeram mas que eles ainda não</p><p>tiveram a oportunidade de fazer por estar envolvidos em suas próprias</p><p>investigações. A partir disso, vocês podem pensar em sugestões para</p><p>uma próxima oportunidade, assim as crianças podem não só imitar</p><p>algo que observaram, mas também pensar em outras coisas que não fi-</p><p>zeram parte deste momento e podem fazer de um outro. Possibilite que</p><p>as crianças que realizaram algum desenho ou escrita, socializem suas</p><p>produções, se desejarem. Finalizada a conversa, convide as crianças para</p><p>verem o que precisa ser organizado na sala para que vocês possam arru-</p><p>má-la juntos.</p><p>Para finalizar:</p><p>Transite com as crianças entre os espaços observando o que está fora do</p><p>lugar ou deve ser organizado. Indique uma bacia ou algum outro espaço</p><p>em que possam organizar os utensílios que foram utilizados e que preci-</p><p>sarão ser lavados e converse com a turma sobre o destino dos alimentos</p><p>que sobraram nas mesas: o que será possível guardar, o que vocês deve-</p><p>rão jogar fora, o porquê disto, dentre outras possibilidades que surgirem</p><p>dessa observação. Ofereça os pratinhos ou potes plásticos para acondi-</p><p>cionar o que será guardado. Após a organização da sala, combine com as</p><p>crianças qual será a próxima atividade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>Caso a escola disponha do recurso de data show, aproveite-se dos regis-</p><p>tros das fotos e vídeos que foram feitos das crianças investigando os ali-</p><p>mentos e reserve um dia para projetar essas imagens para a turma, possi-</p><p>bilitando uma nova conversa sobre esta exploração sensorial em que elas</p><p>possam se observar experimentando e trazer novos elementos a partir de</p><p>sua memória e desta observação.</p><p>Vocês podem também elaborar uma lista dos alimentos que estavam</p><p>disponíveis neste dia, o que prepararam com eles, quais já haviam expe-</p><p>rimentado, dentre outros, além de pensar em novos alimentos a ser inse-</p><p>ridos em uma outra oportunidade.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Se a escola se utilizar de meios digitais e redes sociais para a socialização</p><p>das experiências, como website/facebook/blog ou grupos de whatsapp,</p><p>você pode se utilizar destes recursos para compartilhar os registros feitos</p><p>da exploração pelas crianças.</p><p>Vocês podem também elaborar textos para dividir esta experiência com</p><p>as famílias, seja através de um texto coletivo, tendo o professor como</p><p>escriba, ou que as próprias crianças produzam suas narrativas por meio</p><p>de escrita espontânea e desenhos, pois assim podem contar como foi a</p><p>experiência que vivenciaram com os alimentos neste dia.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Esta atividade foi pensada em especial para escolas que não possuem o</p><p>sistema de autosserviço (self-service) para os momentos de alimentação</p><p>das crianças. Por isso, muitas vezes há uma grande quantidade de comi-</p><p>da descartada. Nos casos em que as crianças já pegam o que desejam, a</p><p>maior parte das sobras pode não ser observada no descarte, mas sim nos</p><p>recipientes das comidas. Este plano depende de um planejamento ante-</p><p>rior, a ser realizado com a equipe da cozinha. Pergunta aos funcionários</p><p>da cozinha quais alimentos sobram mais e necessitam de uma atenção</p><p>maior. Peça a eles uma cópia do cardápio semanal/mensal da escola e ve-</p><p>rifique os horários de alimentação das outras turmas. Você precisará fo-</p><p>tografar as sobras para compartilhar a informação com as crianças. Leia</p><p>este texto,</p><p>a partir da página 28, que traz reflexões importantes e ótimas</p><p>dicas sobre a alimentação na escola.</p><p>Materiais:</p><p>Fotos das sobras de alimentos. Algumas cópias do cardápio mensal ou</p><p>semanal dos pratos que compõem a alimentação da escola, para que as</p><p>crianças possam estabelecer a comparação com as sobras e com o que é</p><p>ou não é apreciado por elas. Material para registro escrito, como papel e</p><p>lápis. Materiais para desenho, como caixa de livros, blocos de construção</p><p>ou massa de modelar (para os que não estiverem envolvidos pela ativi-</p><p>dade e para as atividades autônomas com outro educador). Celular ou</p><p>câmera fotográfica para fotos e vídeos.</p><p>Espaços:</p><p>Esta atividade será realizada em dois espaços, se inicia na sala de ativi-</p><p>dades com uma conversa envolvendo o grande grupo.Posteriormente,</p><p>em dias variados, as crianças vão se organizar em pequenos grupos, que</p><p>vãose deslocar em sua companhia até o refeitório para realizar uma in-</p><p>vestigação. Nesse momento, restante da turma permanecerá na sala em</p><p>atividades autônomas junto de outro educador.Após todos os grupos</p><p>terem realizado suas investigações, em uma nova roda com o grande</p><p>grupo, as crianças socializarão suas descobertas e opiniões.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Esta atividade será realizada em mais de um dia, pois depende do ofere-</p><p>cimento dos pratos que as crianças irão investigar. Para a etapa de con-</p><p>versa com o grande grupo e para o deslocamento do primeiro grupo até</p><p>o refeitório o professor precisará de aproximadamente uma hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Quais as manifestações iniciais das crianças em relação a quantidade</p><p>de sobras dos alimentos? O que apontam a partir da observação das fo-</p><p>tos? Como expressam seus gostos ou desgostos sobre os alimentos?</p><p>2. Quais estratégias de leitura que utilizam tendo em mãos as cópias dos</p><p>cardápios e as fotos das sobras de alimentos? Quais ideias que surgem</p><p>para os pratos ou alimentos de pouca aceitação?</p><p>3. Como as crianças se envolvem durante a investigação no refeitório?</p><p>Quais estratégias utilizam para o registro com fotos e as conversas com</p><p>as outras turmas?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada crian-</p><p>ça ou do grupo.</p><p>Esta proposta permite que os pequenos exerçam sua autonomia, com</p><p>participação ativa no desenvolvimento da atividade. Esteja atento para</p><p>que sejam valorizadas as diferentes ações e interesses de todas as crian-</p><p>ças: na manifestação de suas ideias, na investigação no refeitório,dentre</p><p>outras. Ofereça todo o apoio necessário, favorecendo a cooperação entre</p><p>elas e considerando outras alternativas para aquelas que não quiserem se</p><p>envolver na situação.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Reúna as crianças no grande grupo e problematize que a equipe da es-</p><p>cola (professores, gestão, pessoal da cozinha) tem percebido que em</p><p>alguns dias há muitos restos de alimentos no lanche ou no almoço. Por</p><p>isso, vocês precisarão pensar juntos sobre como melhorar a aceitação dos</p><p>alimentos servidos.Ouça o que as crianças acham disso e tenha atenção</p><p>ao levantamento de hipóteses sobre a questão.Incentive que comentem</p><p>sobre os pratos ou alimentos que são servidos na escola, inclusive sobre</p><p>aqueles dos quais não gostam muitoe o por que, tendo em mãos lápis e</p><p>papel para registrar esse primeiro levantamento.</p><p>Pode ser que uma criança diga que ela não gosta quando colocam em</p><p>seu prato um alimento que ela não come. É uma oportunidade para vo-</p><p>cês conversarem sobre como ocorre o momento da alimentação e buscar</p><p>sugestões de reorganizá-lo, posteriormente, junto à gestão da escola e à</p><p>equipe da cozinha, com base nas considerações do grupo.</p><p>2</p><p>Compartilhe com o grupo as fotos que você tirou das sobras de alimen-</p><p>tos após as crianças terem se alimentado na escola em diferentes dias, de</p><p>forma que elas possam observar e comparar tanto as situações em que há</p><p>muita sobra como as em que há pouca. Garanta um tempo para que elas</p><p>observem e manipulem as fotos, manifestando suas impressões sobre o</p><p>que veem: o que sobra mais? o que sobra menos? por que será que isso</p><p>acontece?Escute e observe as reações e falas das crianças, valorize suas</p><p>ideias e opiniões, intervindo a partir do que trazem e confrontando com</p><p>suas hipóteses iniciais, levantadas na etapa anterior. Pode ser que uma</p><p>criança observe, por exemplo, que em uma das fotos há um grande des-</p><p>perdício de brócolis e comente que não gosta desse legume. Você pode se</p><p>aproveitar dessa observação para problematizar com ela e com as outras</p><p>crianças sobre os gostos delas e sobre como costumam comer o brócolis</p><p>em suas casas ou até mesmo se todos já o experimentaram.</p><p>3</p><p>Pergunte às crianças como acham que o cardápio da escola é planejado,</p><p>se é pelo pessoal da cozinha ou uma outra pessoa, se em outras escolas</p><p>as crianças comem comidas diferentes etc. Tenha em mãos o cardápio</p><p>que a cozinha serve às crianças semanal ou mensalmente, para que vocês</p><p>possam dispor também dessas informações durante a conversa. Dispo-</p><p>nibilize algumas cópias do cardápio para crianças, com o objetivo de que</p><p>se juntem em duplas, trios ou quartetosainda na roda. Essa é uma boa</p><p>oportunidade de elas o lerem fazendo o uso de estratégias de leitura.Peça</p><p>que falem o nome de alguns pratos que são servidos para que elas pos-</p><p>sam encontrá-los no cardápio. Essa é uma possibilidade de observar, por</p><p>exemplo, que alguns métodos de preparo, como frituras, podem ser utili-</p><p>zados nas casas dos pequenos. No entanto, normalmente não estão pre-</p><p>sentes no cotidiano escolar. Aproveite esse momento para discutir com</p><p>as crianças os motivos pelos quais não se faz fritura na escola.</p><p>Busquem juntos no cardápio pratos e alimentos de pouca aceitação e</p><p>muita sobra (levantados na etapa anterior) e converse com o grupo sobre</p><p>a forma de preparo e de apresentação desses pratos .</p><p>4</p><p>. Ainda em grande grupo, compartilhe a ideia de vocês pensarem como</p><p>esses pratos e alimentos poderiam ser mais aceitos pelo grupo, dimi-</p><p>nuindo as perdas e proporcionando às crianças a chance de se alimentar</p><p>melhor com o que a escola oferece. Escute e registre as ideias delas, per-</p><p>gunte se aquele alimento é consumido em casa e como ele é consumido</p><p>(às vezes junto com outro alimento, às vezes preparado de uma outra</p><p>forma etc). Proponha que se organizem em pequenos grupos (de quatro</p><p>a cinco crianças, de livre escolha) com o objetivo de realizar uma investi-</p><p>gação no refeitório com crianças de outras turmas. ..</p><p>5</p><p>Nos pequenos grupos, proponha que as crianças planejem essa investi-</p><p>gação a partir do uso de fotos e de pequenas entrevistas, questionando</p><p>como e o que cada grupo está pensando em perguntar e por quais pratos</p><p>cada pequeno grupo tem mais interesse. Assim você conseguirá atribuir</p><p>cada um a um grupo. Se necessário faça negociações ou até sorteios.</p><p>Busque os registros que foram feitos sobre os alimentos que sobram mais</p><p>e utilize o cardápio da semana para apoiar o trabalho dos pequenos gru-</p><p>pos sobre quando cada alimento é servido, determinando os dias que</p><p>devem investigar e conversar com as outras crianças no refeitório. É im-</p><p>portante que você registre os componentes dos grupos e os combinados</p><p>feitos pelas crianças, já que a investigação de cada grupo irá acontecer</p><p>em dias diferentes.</p><p>6</p><p>.. Para que você possa acompanhar cada pequeno grupo em suas inves-</p><p>tigações, peça o auxílio de algum outro educador. Ele acompanhará o</p><p>restante da turma em atividades autônomas, como blocos de construção,</p><p>massa de modelar, canto para desenho ou leitura. Dessa forma, cada gru-</p><p>po realizará sua investigação em um dia da semana ou do mês, de acordo</p><p>com a ocasião em que o prato ou alimento sob sua responsabilidade for</p><p>oferecido pela cozinha. Auxilie a organização dos grupos, buscando in-</p><p>serir todas as crianças neles. Caso alguma criança não queira participar</p><p>da atividade, ofereça a ela os materiais que estarão</p><p>disponíveis na sala</p><p>com o outro educador.</p><p>Desloquem-se até a cozinha e ajude cada grupo a acompanhar o horário</p><p>de alimentação de alguma outra turma. Os pequenos devem registrar</p><p>por meio de fotos a apresentação do prato que está sendo servido, obser-</p><p>var as crianças que estão comendo e conversar com elas, perguntando</p><p>o que acham da comida, se tem algum alimento que não gostam e por</p><p>que. Sugira que questionem também se os colegas têm alguma sugestão</p><p>para tornar aquele prato mais apetitoso. Após a investigação, peça que</p><p>as crianças façam o registro sobre o que descobriram ao observar e con-</p><p>versar com os colegas, avisando que depois utilizarão esses materiais na</p><p>exposição que organizarão. Disponha recursos para as crianças que qui-</p><p>serem desenhar e escrever, ajudando os grupos que solicitarem que você</p><p>seja o escriba. Os registros podem ser apenas em forma de desenhos ou</p><p>escritos.</p><p>Para finalizar:</p><p>Em um outro dia, após todos os grupos terem realizado a etapa de in-</p><p>vestigação, convide as crianças para uma roda - grande grupo - na qual</p><p>conversarão sobre o que acharam do processo investigativo com outras</p><p>turmas da escola, se pensaram ou ouviram novas ideias para transformar</p><p>os pratos que elas rejeitam etc. Conte que agora a ideia é montar uma</p><p>exposição com os registros de todo o processo investigativo, tanto foto-</p><p>gráficos como dos cardápios, das descobertas dos alimentos de pouca</p><p>aceitação e das ideias de reformulação dos pratos, para socializá-los com</p><p>a comunidade escolar: gestão, funcionários da cozinha, demais crianças</p><p>da escola e famílias. Organize junto às crianças a exposição em um varal</p><p>ou mural em uma área externa da escola. Veja com a sua turma o que</p><p>ainda precisa ser organizado na sala para que todos possam se dirigir à</p><p>próxima atividade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>A partir da exposição pode ocorrer um diálogo com a gestão e com a</p><p>equipe da cozinha para sejam elaboradas formas de utilização das suges-</p><p>tões das crianças, que podem ser transformadas em mudanças efetivas</p><p>para o cardápio da escola. Esta reportagem oferece algumas informações</p><p>e sugestões de montagem de pratos que incentivam as crianças a se ali-</p><p>mentar bem.</p><p>Você também pode propor que os pequenos grupos usem sua criativida-</p><p>de para sugerir mudanças na apresentação dos pratos de pouca aceitação</p><p>a partir de uma ficha impressa, que pode ser utilizada por eles para o</p><p>registro das entrevistas com os colegas. Além da comida existem outros</p><p>aspectos que podem influenciar na aceitação das crianças na alimen-</p><p>tação, como a organização do refeitório, sua decoração, a maneira pela</p><p>qual as crianças se servem ou são servidas etc. Todos esses são aspectos</p><p>que podem ser observados durante a atividade.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Incentive que as crianças convidem as famílias para ver as fotos e os re-</p><p>gistros que foram realizados durante essa atividade. Para isso, os expo-</p><p>nham em uma área externa, de forma que os responsáveis possam ob-</p><p>servar como se deu esse processo de discussão de uma problemática da</p><p>escola com as crianças, em busca de uma solução. Organize também um</p><p>momento de lanche ou uma pequena refeição com as famílias, no qual</p><p>as crianças podem elaborar ou decorar os pratos de forma criativa junto</p><p>à equipe da cozinha. A partir desse encontro, sugira que os responsá-</p><p>veis conversem mais em casa sobre os alimentos, sua forma de preparo e</p><p>apresentação, trazendo as crianças para esse debate também fora da es-</p><p>cola.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para se inspirar, assista ao vídeo Verdejando o Aprender:</p><p>A proposta é um convite para que as crianças vivam experiências sen-</p><p>soriais em um ambiente natural e expressem suas percepções por meio</p><p>do desenho. Para tal, preveja um espaço instigante, que os conecte com</p><p>elementos naturais. Caso não haja área verde na escola e não seja possí-</p><p>vel visitar um jardim, praça ou parque próximo, organize em uma área</p><p>dentro do espaço escolar um ambiente com vasos de plantas diversas de</p><p>forma atrativa.</p><p>Materiais:</p><p>Folhas de papéis de diversos tamanhos, espessuras e cores, para a crian-</p><p>ça escolher aquele que melhor acolhe sua expressão. Canetinhas, pincéis</p><p>atômicos, giz de cera de espessuras diversas, lápis de cor e cola. Materiais</p><p>naturais de diferentes texturas, que podem ser coletados ao longo da sua</p><p>ida ao espaço externo. Se houver disponibilidade, ofereça pranchetas ou</p><p>cavaletes. Também é possível adaptar o cavalete usando caixas de pizza,</p><p>dobrando-as ao contrário, um pedaço de papelão ou capas duras de blo-</p><p>cos de desenho para apoiar e prender a folha com o pregador de roupa.</p><p>Espaços:</p><p>A atividade ocorrerá em dois espaços distintos, na sala e em uma área</p><p>verde, que pode ser na escola, no jardim, praça ou parque mais próximo.</p><p>Para a atividade de exploração na área verde, organize previamente os</p><p>materiais nessa área externa, de modo que amplie as experiências de</p><p>representação das crianças. Tenha em mente uma organização em for-</p><p>ma de ateliê. O próprio chão pode acolher o material. Separe os papéis</p><p>conforme os tamanhos e as canetinhas por cores. Faça assim com todo</p><p>o material escolhido. Fique atento para a estética de apresentação para o</p><p>grupo, a disposição cuidadosa, bonita e atrativa convida a criança a per-</p><p>ceber quais elementos ela pode escolher para representar sua experiên-</p><p>cia.</p><p>Na impossibilidade de realizar a proposta em um dos ambientes exter-</p><p>nos sugeridos, amplie as possibilidades existentes. Organize alguns vasos</p><p>de plantas para ficarem acessíveis, colete folhas, pedras e disponha de</p><p>forma harmoniosa e inspiradora.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1h 15min</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. De que forma as crianças observam e exploram o espaço natural? Elas</p><p>agem com autonomia e segurança ao terem contato com os elementos</p><p>naturais ou procuram apoio em seus pares ou em adultos?</p><p>2.Durante a reprodução artística da experienciação, elas conversam entre</p><p>si evocando memórias da vivência?Que critérios utilizam para escolher</p><p>quais materiais usar em suas criações?</p><p>3. O que mais chamaa atenção das crianças ao entrarem em contato com</p><p>o ambiente natural? Quais interesses que elas revelam podem promover</p><p>desdobramentos e outras experiências plásticas, a partir deste tipo de</p><p>abordagem?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo.</p><p>O ambiente externo, rico em cores, sons e vida favorece a interação das</p><p>crianças. Entretanto, o contato com os elementos naturais pode ser des-</p><p>confortável para algumas que não tenham familiaridade com este tipo</p><p>de ambiente. Portanto, fique atento às singularidades e apoie no que for</p><p>necessário. Promova a exploração em pares oupequenos grupos, de for-</p><p>ma que crianças que têm maior autonomia possam estar com aquelas</p><p>que precisam de apoio.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide as crianças para sentarem em roda com você, no grande grupo.</p><p>Compartilhe a proposta de irem até uma área externa para observarem</p><p>cores, formas e texturas da natureza. Compartilhe a ideia de expressarem</p><p>o que vivenciaram por meio do desenho. Converse sobre quais serão os</p><p>acordos do grupo, evidenciando a forma respeitosa de interação com a</p><p>natureza.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Pessoal, hoje nós iremos</p><p>fazer uma vivência na natureza. Vocês já pararam para ver as diferentes</p><p>tonalidades e formas das folhas? E os caules, já repararam nas suas tex-</p><p>turas? Vamos observar as árvores, as flores, os sons, o céu e tudo aquilo</p><p>que a natureza nos convidar para olhar. Quem desejar pode caminhar</p><p>descalço. O que precisamos combinar para que vocês possam aproveitar</p><p>este momento de contato com a natureza e descobrir formas, cores, tex-</p><p>turas e sentir cheiros? Precisamos pensar no respeito entre os colegas e</p><p>pela natureza, para que nada seja destruído, como retirar folhas ou flo-</p><p>res.</p><p>2</p><p>Chegando ao local (área verde),</p><p>convide o grande grupo para sentar em</p><p>roda com você. Converse com as crianças e retome o propósito da vivên-</p><p>cia. Proponha que elas tirem os sapatos e convide-as para explorarem o</p><p>local de forma livre, individualmente ou em pequenos grupos. Elas po-</p><p>dem sentir o cheiro da terra, da grama, da flor, tocar e subir em árvores.</p><p>Instigue-as a perceber as diferentes tonalidades, formatos e tamanhos</p><p>das folhas, caules, flores, as linhas presentes nas folhas etc. Enfatize to-</p><p>das as possibilidades de percepção de tudo que traz diferentes sensações.</p><p>Diga que, nesta exploração, elas podem coletar os presentes que a natu-</p><p>reza deixou para a gente. Esses presentes estão no chão e são folhas, pe-</p><p>drinhas, flores, gravetos etc. Conte a elas que essa proposta durará cerca</p><p>de 15 minutos e que, quando faltarem 5 minutos para acabar, você irá</p><p>avisá-las. Enquanto as crianças vivenciam a proposta, circule pelo espa-</p><p>çoobservando as interações das crianças com os elementos naturais. Faça</p><p>registro dessas observações, coletando expressões e imagens.</p><p>Possíveis falas do professor: Ao perceber que alguma criança necessita</p><p>de apoio para iniciar as investigações, aproxime-se dela e lance algumas</p><p>perguntas. Você já tinha parado para observar o tronco dessa árvore?</p><p>Suas cores e textura? Quais sementes são essas que nós encontramos no</p><p>chão? Já reparou a quantidade de tons que podemos encontrar nas fo-</p><p>lhas?</p><p>3</p><p>Reúna o grande grupo em roda e favoreça que as crianças contem sobre</p><p>a experiência e sobre os elementos que coletaram na natureza. Proponha</p><p>a organização em conjunto do espaço, para que possam criar um dese-</p><p>nho usando esses materiais como se fosse um ateliê na natureza. Diga</p><p>que há vários papéis, cores, lápis e canetas que elas podem escolher e</p><p>utilizar e que poderão aplicar os materiais que coletaram na natureza na</p><p>composição de sua criação.</p><p>Possíveis falas do professor: Pessoal, agora que organizamos os materiais,</p><p>vocês já podem começar a produção do desenho. Vejam que já está tudo</p><p>separado. Tem papéis grandes, papéis pequenos, colas, tesouras, canetas</p><p>e todo o material que coletamos. Pensem no que querem desenhar e qual</p><p>material irão utilizar. Vocês podem inserir no desenho os presentes que a</p><p>natureza deu para a gente. Este desenho é uma forma de expressar o que</p><p>vocês sentiram ao entrar em contato com a natureza.</p><p>4</p><p>Convide as crianças para selecionarem quais materiais e qual suporte</p><p>irão utilizar para a produção. Diga que podem usar a prancheta, deitar-</p><p>-se no chão para produzir ou usar o cavalete como apoio para o suporte</p><p>escolhido. Apoie as crianças em suas escolhas e criações, assumindo uma</p><p>postura de escuta atenta às expressões delas. Circule pelo grupo e esteja</p><p>atento para as mediações que, porventura, algumas crianças necessitem.</p><p>Entretanto, cuide para que a intervenção seja respeitosa quanto à origi-</p><p>nalidade de criação e representação da criança. Observe que a mediação</p><p>não se faz no desenho, mas na ideia de representação. Por vezes, faz-se</p><p>necessário chamar atenção para a experiência vivenciada, ou seja, convi-</p><p>dar a criança para relembrar a experimentação. Nesta proposta, o dese-</p><p>nho é uma expressão gráfica do vivido, mas não pretende ser um dese-</p><p>nho de observação. As crianças devem se expressar livremente, a partir</p><p>das suas vivências. Enquanto as crianças desenham, documente e faça</p><p>registros das suas narrativas, para ter registro dos interesses e observá-</p><p>veis, podendo, assim, compreender as dinâmicas do grupo para planejar</p><p>outras propostas.</p><p>5</p><p>Conforme as crianças forem terminando as produções, convide-as para</p><p>continuar a interagir com os espaços, de forma a não atrapalhar as de-</p><p>mais, enquanto o restante do grupo finaliza as criações.</p><p>Para finalizar:</p><p>Monte com as crianças uma exposição das produções do grupo em al-</p><p>gum espaço da escola. Para isso, é preciso tempo para cuidar da forma</p><p>como serão expostas, dando o devido valor às produções.</p><p>Desdobramentos</p><p>Em outras propostas como esta, você pode também usar tintas no lugar</p><p>dos riscadores, ou corantes naturais. Sugestação de receita em: https://</p><p>novaescola.org.br/conteudo/1286/a-tinta-que-vem-da-natureza</p><p>A coleta dos presentes da natureza também será aproveitada para iniciar</p><p>ou ampliar coleções de folhas, sementes, galhinhos, pedregulhos, cascas</p><p>etc. e para inúmeras possibilidades de utilização em outras propostas.</p><p>Em outros momentos, as crianças podem ser convidadas a observar ima-</p><p>gens e fotos de natureza. Instigue-as a olharem e conversarem sobre as</p><p>figuras, observando detalhes relativos às cores, formas e tamanhos, para</p><p>que possam se inspirar no momento da produção gráfica.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Faça um convite para os familiares conhecerem as produções das crian-</p><p>ças, que poderão ficar expostas no hall de entrada ou penduradas com</p><p>barbantes nas árvores da área verde escolar. Neste caso, garanta a visi-</p><p>tação no mesmo dia no horário de saída, para que as produções não se</p><p>estraguem mediante ação do tempo.</p><p>As fotos tiradas nos momentos de exploração pelo espaço natural e nos</p><p>momentos de criação individual podem ser inseridas junto às produ-</p><p>ções. É uma boa oportunidade das crianças contarem para as famílias</p><p>como foi desenvolvida a proposta.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para realizar esta proposta é necessário que você organize coleções va-</p><p>riadas de elementos naturais, como sementes, folhas, cascas, flores secas,</p><p>pedrinhas, conchas, entre outros. Caso esses materiais não sejam da prá-</p><p>tica cotidiana do grupo, forme algumas coleções para enriquecer a possi-</p><p>bilidade expressiva das crianças.</p><p>Segue abaixo a receita da massa de areia e cola para ser transcrita em um</p><p>cartaz:</p><p>Receita da massa de areia e cola (para apresentar às crianças escrever em</p><p>CAIXA ALTA):</p><p>1/2 kilo de areia.</p><p>1 tubo grande de cola.</p><p>Pratos de isopor (bandejinhas reutilizadas) e/ou pratos de papelão (di-</p><p>versificar tamanhos e tipos de materiais é sempre interessante para pro-</p><p>mover a possibilidade de escolha das crianças).</p><p>Como fazer: Peneire a areia com intuito de remover possíveis impurezas.</p><p>Depois de peneirada, misture-a com a cola. Faça isso aos poucos, até</p><p>perceber que sua consistência ficou pastosa, como uma massa.</p><p>Ao encontrar o ponto desejado, use-a para sua criação e espere dois dias</p><p>para secar.</p><p>Materiais:</p><p>Colete os materiais naturais, a areia, cola, peneira e a bacia média. Separe</p><p>de 2 a 4 colheres de pau, pratos de isopor reutilizados ou pedaços de pa-</p><p>pelão cortados em formas variadas (quadrados, circulares, triangulares)</p><p>em quantidade suficiente para a turma. Máquina fotográfica ou celular</p><p>para documentação da proposta.</p><p>Espaços:</p><p>A atividade pode ocorrer na sala e o material a ser explorado deverá es-</p><p>tar disposto de modo acessível às crianças e convidativo, pois também</p><p>faz parte a experiência estética. A proposta deve começar em roda, com</p><p>todo o grupo reunido para que a ideia seja compartilhada com a turma.</p><p>Para maior interação das crianças com o preparo da receita, divida a tur-</p><p>ma em dois grupos. Enquanto um grupo estará explorando a realização</p><p>da receita, o outro fará outra atividade que já consigam realizar sozinhos,</p><p>como um jogo de construção, por exemplo. Assim, quando a massa do</p><p>grupo 1 estiver pronta, ele poderá começar a fazer suas produções de</p><p>forma autônoma enquanto o grupo 2 começará a realizar a receita.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Durante o preparo da receita, todos participam de forma colaborativa,</p><p>se envolvem com a proposta e comunicam entre si sobre ingredientes e</p><p>modo de preparo?</p><p>2. Como as crianças escolheram os materiais para a composição dos de-</p><p>senhos? Selecionaram de acordo com o que queriam criar? Quais narra-</p><p>tivas emergiram durante a composição dos desenhos?</p><p>3. Ao serem convidadas a compartilhar suas produções, as crianças ex-</p><p>pressam suas ideias e sentimentos vivenciados durante a criação?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir</p><p>uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita</p><p>e proponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada</p><p>criança ou do grupo. Caso identifique alguma necessidade individual,</p><p>proponha possibilidades para que ela possa acompanhar a história com</p><p>o grupo, fazendo o convite e oferecendo que ela fique mais próxima de</p><p>você, por exemplo.</p><p>O que fazer durante?</p><p>v</p><p>1</p><p>Convide as crianças para se acomodarem no espaço escolhido. Quando</p><p>todas estiverem prontas para a atividade, diga que você escolheu uma</p><p>história diferente. Conte a elas que essa história não tem palavras e que,</p><p>observando as imagens, vocês irão descobrir sobre o que ela versa.</p><p>Apresente o livro para as crianças, sem revelar qual é título, desafiando-</p><p>-as a adivinhar o nome do livro, contando que esse livro de imagens tem</p><p>como tema uma brincadeira que os personagens estão realizando e que,</p><p>ao final da leitura, elas terão que descobrir qual é. Conte quem teve a</p><p>ideia dessa história e quem a ilustrou.</p><p>Considere que o momento de apresentação fortalece as estratégias de</p><p>leitura e de escuta das crianças, oferecendo uma relação de qualidade</p><p>quanto ao conhecimento das características que compõem uma história.</p><p>Essas ações oportunizam a elas construir saberes apoiados em bons mo-</p><p>delos leitores.</p><p>*.apresentá-las * *.* *m*</p><p>2</p><p>Inicie a história apresentando a primeira imagem que aparece no livro,</p><p>pergunte quem é aquele personagem o que será que ele fará na história.</p><p>Se as crianças não souberem que é o Bobo da Corte, instigue-as a des-</p><p>cobrir por meio das roupas e dos acessórios que ele está usando, como</p><p>por exemplo, o chapéu, o nariz vermelho ou outras características que</p><p>podem aparecer nas falas do grupo. A ideia do palhaço pode surgir, caso</p><p>isso aconteça, explicar que o Bobo da Corte é um tipo de palhaço que</p><p>animava as cortes dos reis. Proponha também que as crianças pensam</p><p>sobre a ação que está retratada na figura. O bobo da corte, por exem-</p><p>plo, está de perfil colocando a mão ao lado da boca, como se estivesse</p><p>falando em segredo para alguém. Uma maneira divertida é propor que</p><p>as crianças adivinhem o que ele está falando e para quem, por meio das</p><p>expressões que aparecem. Vocês também podem dialogar sobre o assun-</p><p>to da mensagem, percebendo se o personagem tem o olhar bem aberto</p><p>ou mais fechado, se está triste ou sorrindo, com os ombros mais caídos</p><p>ou com a expressão do corpo que indica empolgação.</p><p>***</p><p>3</p><p>Continue a narrativa, repetindo o processo para cada personagem do</p><p>livro, considerando que cada um deles tem características específicas.</p><p>Algumas imagens são mais ricas em expressões que outras, além disso, o</p><p>grupo pode ficar mais atraído por um ou outro personagem. O cavaleiro</p><p>com a armadura, por exemplo, não tem expressão facial para analisar,</p><p>diferente da Vovó ou da Chapeuzinho Vermelho, que revelam expres-</p><p>sões por meio de seus olhos e bocas, quando passam da representação da</p><p>imagem de frente para perfil. Observe que há ainda animais no decorrer</p><p>da narrativa que trazem expressões ricas para a percepção da história.</p><p>Atente-se para as expressões do grupo a cada figura e considere apoiá-lo</p><p>na leitura de algumas imagens, de acordo com características que você</p><p>considera importantes.</p><p>***</p><p>4</p><p>No final do livro, o Bobo da Corte é a única figura que se repete, intera-</p><p>gindo com um dos personagens, com uma expressão bem diferente do</p><p>começo, dando pistas da brincadeira proposta pela obra. Pergunte se as</p><p>crianças conseguiram adivinhar qual era a brincadeira, lendo, depois, o</p><p>título para elas.</p><p>É fundamental perceber que o primeiro personagem abre e encerra o</p><p>livro, portanto, é a figura que começa e termina a brincadeira, indicando</p><p>uma intenção do autor sobre a mensagem que as personagens trocaram.</p><p>Dialogue, também, sobre qual seria a mensagem que circulou pelo tele-</p><p>fone sem fio, a partir da leitura da última imagem do livro: o cachorro</p><p>lambendo o Bobo da Corte, em uma cena de alegria. O Bobo da Corte</p><p>iniciou as mensagens, portanto, instigue as crianças a perceber as inten-</p><p>ções desse personagem.</p><p>5</p><p>Convide as crianças para expressar o que acharam da narrativa com ima-</p><p>gens, atentando-se, ainda, para as percepções que elas tiveram sobre as</p><p>pinturas do livro. Pergunte de qual personagem mais gostaram e quais as</p><p>características dele gostariam de mencionar.</p><p>O que torna essa história tão interessante é que ela pode ser reconstruída</p><p>a cada leitura, pois, à medida que as imagens são observadas com mais</p><p>detalhamento, outras perspectivas aparecem.</p><p>m</p><p>Para finalizar:</p><p>Ao finalizar, convide o grupo para brincar de telefone sem fio, observan-</p><p>do como as crianças se envolvem na brincadeira. Convide-as para criar</p><p>as mensagens a serem compartilhadas, propondo situações divertidas,</p><p>como, por exemplo, agora estamos todos em um castelo encantado ou</p><p>em um barco bem grande, brincando com a imaginação e a criação es-</p><p>pontânea de personagens.</p><p>* *</p><p>Desdobramentos</p><p>Você pode ampliar o repertório do grupo procurando outros livros que</p><p>tenham narrativas construídas só com imagens. O grupo pode também</p><p>criar uma série de personagens e compor um telefone sem fio.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Você pode combinar com as crianças momentos em que elas possam</p><p>levar o livro para casa, estimulando que a estratégia de leitura usada pos-</p><p>sa ser repetida com as famílias. Conte, em um bilhete, do que se trata a</p><p>obra e como foi feita a leitura com o grupo, para que as famílias possam</p><p>conhecer o processo.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta proposta é fundamental que seu grupo já tenha apreciado a</p><p>história Clássica dos Três Porquinhos e o livro A verdadeira história dos</p><p>Três Porquinhos, de autoria de Jon Scieszka, publicado pela Companhia</p><p>Das Letrinhas. A primeira história traz a figura clássica do Lobo Mau,</p><p>enquanto, na segunda, o autor dá voz ao lobo que conta o clássico na</p><p>sua própria versão. Leia e conte estas duas histórias algumas vezes para</p><p>o grupo e motive rodas de conversa em que as crianças possam dialogar</p><p>acerca dos dois enredos. Considere também proporcionar que o grupo já</p><p>tenha tido contato com uma entrevista adequada para a idade das crian-</p><p>ças, lida por você ou mesmo em vídeo. É recomendável que a leitura das</p><p>duas versões já conhecidas pelas crianças seja feita um dia antes da reali-</p><p>zação desta atividade e que seja anunciado que no dia seguinte irão reali-</p><p>zar uma atividade com foco nestas histórias.</p><p>Materiais:</p><p>Para esta proposta você precisa de um livro com a história clássica dos</p><p>Três Porquinhos e do livro A verdadeira história dos Três Porquinhos.</p><p>Espaços:</p><p>Antecipe um espaço em que o grupo de crianças possa se sentar de ma-</p><p>neira confortável, em roda. É fundamental que ele permita que o grupo</p><p>tenha liberdade para expressões de comunicações, possibilitando olha-</p><p>res, falas e escutas. Portanto, escolha um local com poucas interferências</p><p>sonoras e acolhedor.</p><p>Se considerar necessário, você pode organizar as crianças em peque-</p><p>nos grupos, propondo uma atividade que elas realizem com autonomia,</p><p>como, por exemplo, modelagem com massinha, jogos etc. Assim, en-</p><p>quanto você estiver com o grupo participando da história, o outro estará</p><p>vivenciando uma outra atividade de forma simultânea. Depois, basta</p><p>organizar a troca entre as atividades, acolhendo a participação de todo o</p><p>grupo na proposta deste plano.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 40 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Ao representarem o papel de lobo, como as crianças utilizam o corpo</p><p>(gestos, movimentos etc.) para assumir a personalidade do personagem?</p><p>2. De que forma as perguntas feitas pelas crianças na representação/en-</p><p>trevista consideram as narrativas e estruturas das duas histórias?</p><p>3. De que forma as crianças expressam suas ideias, sensações, impressões</p><p>e sentimentos durante a proposta? Quais comentários trazem sobre o</p><p>que acabaram de vivenciar?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e</p><p>que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo, caso necessário. Para auxiliar as crianças na organização</p><p>das ideias e planejamento do desenho, proponha reflexões como: Você</p><p>já pensou no que quer desenhar? Que materiais lhe parecem mais in-</p><p>teressantes para compor seu desenho? Se alguma criança demonstrar</p><p>ansiedade diante da variedade de opções, proponha que ela escolha por</p><p>partes, verificando um grupo de objetos por vez.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide as crianças para sentarem em roda com você, no grande grupo.</p><p>Compartilhe que elas terão a oportunidade de realizar um desenho em</p><p>um novo tipo de suporte e que, para que todas possam participar, você</p><p>preparou a sala em três espaços.</p><p>Diga para a turma que eles podem se organizar livremente em dois gru-</p><p>pos menores e que cada grupo fará a exploração dos espaços da sala em</p><p>momentos diferentes. Dessa forma, todos poderão aproveitar mais e a</p><p>nova experiência será mais divertida.</p><p>Possíveis ações e falas do professor neste momento: Pessoal, hoje nós ire-</p><p>mos fazer uma atividade em que usaremos cola, areia e elementos da na-</p><p>tureza para fazermos desenhos. Para isso, preparei a sala em 3 ambientes.</p><p>Nos organizaremos em grupos para realizarmos a atividade. No primeiro</p><p>ambiente ficará um grupo realizando uma proposta que vocês já conse-</p><p>guem fazer sozinhos. No segundo ambiente, as crianças farão a receita</p><p>da massa de cola e areia. O terceiro ambiente é o ambiente em que vocês</p><p>farão o desenho. Vejam, já deixei todo os materiais organizados por ca-</p><p>racterísticas para que vocês possam escolher os que mais se adequam ao</p><p>que querem desenhar. Vamos lá!</p><p>Cada grupo terá sua vez de preparar a massa. No final, quando forem</p><p>terminando as criações, podem ir para o espaço da leitura e escolher o</p><p>livro que mais gostarem para ler.</p><p>2</p><p>Com a turma dividida, inicie a preparação da massa com o primeiro pe-</p><p>queno grupo. As crianças ficarão interessadas em saber o que será feito</p><p>com a areia e a cola. incentive a criação de hipóteses entre elas e acolha</p><p>os pensamentos. Compartilhe que irão usar a areia e a cola para fazer</p><p>uma massa que será o suporte para o desenho.</p><p>Apresente a receita para o pequeno grupo e eleja duas ou três crianças</p><p>para fazerem a receita. As demais vão acompanhar e revezar o momento</p><p>da mistura, deixando a massa uniforme. Antes das crianças começarem a</p><p>misturar a massa, demonstre como mexer com cuidado os ingredientes,</p><p>a fim de que tenham uma referência de como fazê-lo.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Neste pote temos areia e um</p><p>tubo de cola. A ideia é fazer uma massa. Vocês podem me dar sugestões</p><p>de como faremos isso? Muito interessante tudo o que vocês disseram,</p><p>e muitas destas ideias estão em uma pesquisa que fiz sobre como fazer</p><p>uma massa. A receita está aqui, vou ler para vocês.</p><p>3</p><p>Assim que a massa estiver pronta, convide as crianças a pegarem uma</p><p>porção para si, usando os pratos de isopor ou papelão como apoio. Cer-</p><p>tifique-se de que todas tenham escolhido suas peças. Desperte nas crian-</p><p>ças o planejamento do desenho. Diga que com suas escolhas elas podem</p><p>pensar no que querem representar. Instigue a partilha de algumas ideias</p><p>para aguçar o pensamento do grupo. Ofereça a ideia de criar rostos di-</p><p>vertidos e, como os elementos são naturais, representações da natureza</p><p>também são uma opção.</p><p>No momento da criação, lembre às crianças que elas poderão usar todo o</p><p>material que quiserem para criar desenhos sob a massa. Para isso, man-</p><p>tenha as coleções sempre por perto e de forma acessível, para que pos-</p><p>sam ser investigadas quantas vezes forem necessárias. As crianças pode-</p><p>rão ter novas ideias, fazer trocas ou mesmo acrescentar outras peças.</p><p>Conforme as crianças forem finalizando, ofereça o espaço de leitura en-</p><p>quanto você acompanha a produção da massa e desenho dos outros pe-</p><p>quenos grupos.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Pessoal aqui está materiais</p><p>para construirmos algo com eles, o que vocês acham? Quais materiais</p><p>lhes parece mais interessante para compor o desenho? Vejam estas se-</p><p>mentes e pedrinhas, folhas e galhinhos, o que podemos criar com eles?</p><p>4</p><p>Após todos os pequenos grupos terem preparado a massa e realizado</p><p>suas criações, retome o grande grupo. Neste momento, as crianças terão</p><p>oportunidade de expressar seu processo criativo e seus sentimentos a</p><p>respeito.Se a turma for grande, uma opção é fazer duas rodas alternadas</p><p>para que o tempo de escuta possa ser respeitado.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Vamos compartilhar como</p><p>foi o percurso de fazer o desenho usando esta técnica e estes materiais?</p><p>Como vocês se sentiram? O que acharam de desenhar sobre a massa?</p><p>5</p><p>Após todas as crianças compartilharem suas criações, converse com elas</p><p>sobre o local e o tempo necessário para secagem dos trabalhos. Diga que,</p><p>em seguida, vocês irão organizar um espaço para expor suas produções</p><p>ou pergunte se elas preferem levá-las para casa e contar aos familiares</p><p>sobre o processo de criação.</p><p>Para finalizar:</p><p>Solicite ajuda das crianças para guardarem e limparem alguns dos mate-</p><p>riais utilizados. Dirijam-se aos sanitários ou lavatórios para higienização</p><p>das mãos, antes de iniciarem outra atividade da rotina.</p><p>Desdobramentos</p><p>Em outro momento, é possível colocar a massa em um único tabuleiro,</p><p>ao invés de pratos individuais. Dessa forma, será possível promover a</p><p>produção coletiva, construindo um cenário específico relacionado a al-</p><p>gum tema.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Se as crianças levarem as produções para casa terão oportunidade de</p><p>socializarem com as famílias o processo de criação, o preparo da massa,</p><p>a escolha dos elementos naturais, o planejamento e desenvolvimento do</p><p>desenho. A receita também pode ser compartilhada, incentivando que</p><p>tenham em casa outros momentos de exploração e criação, junto com os</p><p>familiares.</p><p>Faça um registro fotográfico do passo a passo da atividade e elabore le-</p><p>gendas com as crianças, compondo um varal informativo para ser com-</p><p>partilhado em uma mostra com toda a comunidade escolar no hall de</p><p>entrada da escola.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para realizar esta proposta é importante que as crianças já tenham parti-</p><p>cipado anteriormente de atividades e pesquisas sobre pintura, desenhos</p><p>ou escrita em cavernas. Materiais e produções anteriores poderão ser</p><p>resgatados para elucidar o contexto da criação dos desenhos e servir de</p><p>referência para as crianças.</p><p>Receitas para tinturas naturais você pode encontrar em:</p><p>https://novaescola.org.br/conteudo/1286/a-tinta-que-vem-da-natureza</p><p>Materiais:</p><p>Os desenhos podem ser realizados diretamente em muros, paredes, no</p><p>chão da escola, a partir de possíveis acordos internos, favorecendo a si-</p><p>mulação de suportes similares aos que os homens utilizavam em caver-</p><p>nas. Como opção, podem ser utilizadas caixas grandes e inteiras de pa-</p><p>pelão e disponibilizados papelão recortado em vários tamanhos.</p><p>Livros e ou imagens variadas sobre arte rupestre, conforme apontado</p><p>no Contextos Prévios. Carvão, urucum em pó (as sementes também são</p><p>interessantes) água, cola, potes para o preparo, gravetinhos. Receita para</p><p>a tinta natural de urucum. É importante testar a receita antecipadamente</p><p>e analisar a quantidade em função de seu número de alunos. Cartolina e</p><p>pincel atômico, se preferir escrever a receita com as crianças no momen-</p><p>to da produção.Caixa com jogos de montar, para atividade autônoma no</p><p>momento do preparo da receita de tinta natural.</p><p>Máquina fotográfica ou celular para a documentação da proposta.</p><p>Espaços:</p><p>Se for permitida a produção direta em algumas paredes ou muros, a pro-</p><p>posta se dará nesse local. Se forem utilizadas as caixas, busque um local</p><p>agradável e tranquilo, que pode ser na área verde da escola, se houver, ou</p><p>em outro espaço amplo.</p><p>Disponha os materiais de forma harmoniosa e instigadora; os papelões</p><p>recortados podem estar arranjados no gramado ou encostados em um</p><p>tronco de</p><p>aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Considere que as crianças utilizam diversas linguagens</p><p>para se expressarem. Tendo isso em vista, atente-se para como elas reve-</p><p>lam suas experiências subjetivas diante da proposta. Caso observe que</p><p>alguma prefere não fazer perguntas ao lobo, por exemplo, diga que, caso</p><p>prefira, ela pode desenhar o retrato do personagem observando-o no</p><p>momento da entrevista.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Inicie a proposta convidando as crianças para se acomodarem em roda.</p><p>Diga a elas que preparou uma nova proposta para o momento da his-</p><p>tória. Conte que você planejou que a turma realize uma brincadeira de</p><p>entrevista com personagens. Com os livros em mãos, avise as crianças</p><p>que apenas um personagem que faz parte das duas histórias será entre-</p><p>vistado. Para esse momento, crie um clima de mistério, oferecendo algu-</p><p>mas características do personagem para as crianças descobrirem qual é,</p><p>tornando este início da atividade mais instigante. Após acolher as supo-</p><p>sições das crianças, confirme as características que são do personagem e</p><p>a hipótese de que é o Lobo.</p><p>2</p><p>Conte para as crianças que para a entrevista é necessário que sejam es-</p><p>colhidas duas crianças para representarem o papel do lobo das diferentes</p><p>histórias. E, sendo assim, ao serem entrevistadas, deverão agir, falar e se</p><p>movimentarem como se fossem o lobo. Proponha que as crianças imagi-</p><p>nem que voz os lobos usam, que gestos fazem ou como se apresentariam</p><p>em uma entrevista.</p><p>Considere apoiar o grupo no momento da definição dos papéis. Se ne-</p><p>cessário, combine que todos que quiserem, poderão representar os lobos</p><p>em outros momentos.</p><p>3</p><p>Ainda na conversa, rememore os principais pontos das histórias com as</p><p>crianças, retomando a conversa inicial e com o foco, essencialmente, nos</p><p>lobos. Os livros devem estar disponíveis na roda para as crianças folhe-</p><p>arem. Proponha um tempo para os Lobos se prepararem em um espaço</p><p>reservado da sala e para que as crianças assumam o papel de entrevista-</p><p>doras organizem a dinâmica de perguntas e respostas entre elas.</p><p>4 Enquanto os lobos se preparam, busque engajar as crianças de uma</p><p>forma divertida. Diga, por exemplo, que chegou a hora de saberem tudo</p><p>sobre a história do lobo, os segredos de alguns personagens da história e</p><p>que, portanto, o grupo precisa pensar em quais perguntas desejam fazer.</p><p>Harmonize com as crianças o formato de uma entrevista, combinando</p><p>que escreverá em uma lista as perguntas que irão fazer para que não se-</p><p>jam esquecidas no momento da entrevista. Acorde com elas que as per-</p><p>guntas serão feitas uma de cada vez, indicando para quem se refere e que</p><p>é necessário que escutem as respostas antes de prosseguir para a próxi-</p><p>ma.</p><p>Possíveis falas do professor neste momento: Pessoal, como podemos nos</p><p>organizar para uma entrevista? Quais combinados iremos fazer para</p><p>que todos ouçam e para aqueles que desejam perguntar, perguntem? E</p><p>as perguntas? O que vocês querem saber dos lobos? Eles são lobos mas</p><p>contam a história dos três porquinhos de forma diferente, não é mesmo?</p><p>O que pensam em perguntar para o lobo do livro “A verdadeira história</p><p>dos três porquinhos”? Existem algo que vocês têm curiosidade para sa-</p><p>berem?</p><p>5</p><p>Acordos feitos, considere utilizar estratégias diversas para engajar o gru-</p><p>po nesse jogo de faz de conta. Para isso, as crianças podemdizer as pala-</p><p>vras mágicas para que as que irão representar sejam transformados em</p><p>lobos, por exemplo. Também podem usar acessórios simples que carac-</p><p>terizem os personagens e microfones para que os entrevistadores reali-</p><p>zem as perguntas.</p><p>6</p><p>Inicie o momento da entrevista convidando os lobos para se acomoda-</p><p>rem no espaço reservado para eles. Então, peça que o grupo inicie a en-</p><p>trevista seguindo os combinados acordados. Perceba que este é um mo-</p><p>mento em que a condução é das crianças. Faça mediação, se necessário.</p><p>Observe as perguntas, oportunizando um espaço em que elas possam fa-</p><p>lar e serem ouvidas. Observe se é necessário apoiar as crianças que estão</p><p>representando os personagens. Caso perceba que a resposta ou a pergun-</p><p>ta elaborada por alguma criança não foi entendida de forma satisfatória</p><p>ao grupo, lance questionamentos que oportunizem apoio e trocas de</p><p>contrapontos entre os pares neste jogo comunicativo. Garanta a liberda-</p><p>de expressiva daqueles que assumiram o papel de lobo, utilizando, além</p><p>da fala com tom de voz diferenciado, o uso do corpo e outras expressões.</p><p>7</p><p>Atente-se ao movimento da entrevista e, ao perceber que as perguntas</p><p>estão se esgotando, encaminhe-a para o final. Você pode agradecer a</p><p>presença dos lobos e o envolvimento de todos os entrevistadores. Caso</p><p>tenha utilizado uma das estratégias de faz de conta, transformando as</p><p>crianças em personagens, use as mesmas palavras mágicas para que as</p><p>crianças voltem a ser elas mesmo.</p><p>8</p><p>Ainda em roda, proponha que as crianças falem das impressões e opi-</p><p>niões sobre esta proposta, acolhendo as sugestões que possam aparecer.</p><p>Propicie um momento em que elas expressem o que descobriram e o que</p><p>fariam diferente. É importante também que as crianças possam investi-</p><p>gar se as respostas dos lobos conseguiram satisfazer as curiosidades le-</p><p>vantadas.</p><p>Se optou por organizar a turma em dois grupos, prepare a troca das pro-</p><p>postas e siga a mesma estratégia para o novo grupo de crianças.</p><p>Para finalizar:</p><p>Organize com as crianças o espaço utilizado por vocês, guardando os</p><p>livros e acessórios que porventura foram usados. Se a gestão da atividade</p><p>acolheu propostas diferenciadas para as crianças nos pequenos grupos,</p><p>considere a participação delas na organização do ambiente e dos mate-</p><p>riais utilizados durante a atividade.</p><p>Desdobramentos</p><p>As crianças ampliam, gradativamente, a consciência da linguagem em-</p><p>pregada nas situações comunicativas. Por isso, considere repetir esta</p><p>estratégia com outras histórias em que seja possível comparar as versões.</p><p>Proponhacontextos diversos, oportunizando à elas que se escutem e que</p><p>também ouçam os pares, fazendo o exercício de se colocarem no lugar</p><p>do outro e compreenderem os diferentes pontos de vista. Acolha suges-</p><p>tão das crianças sobre personagens que eles gostariam de representar. É</p><p>possível ainda criar, a partir destas entrevistas, roteiros de dramatização</p><p>cênica ou vídeos para realizar uma apresentação com as crianças.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Você pode combinar com o grupo para que os livros possam ir para casa</p><p>e as crianças possam dividir as versões das histórias com as famílias.</p><p>Uma boa estratégia é filmar as entrevistas e depois partilhar com as fa-</p><p>mílias em momentos coletivos, como na reunião de pais, por exemplo.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta proposta é fundamental que você conheça o livro Tem de tudo</p><p>nesta rua…, do autor Marcelo Xavier, da Editora Formato. O livro retra-</p><p>ta cenas do cotidiano vividas por personagens que trabalham nas ruas</p><p>como o pipoqueiro, o camelô, o lambe-lambe, com um texto cheio de</p><p>poesia. As ilustrações, criadas em massinha de modelar e, depois, foto-</p><p>grafadas, encantam o leitor pela riqueza de cores e detalhes, tornando</p><p>assim, a leitura ainda prazerosa. É fundamental que você se aproprie da</p><p>narrativa e envolva seu olhar na contemplação das imagens, percebendo</p><p>que a escolha de ilustração para esta livro interage com a poesia da nar-</p><p>rativa, trazendo uma visão sensível e rica de cenas do cotidiano.</p><p>Materiais:</p><p>Além do livro, você precisará para esta proposta, de massa para mode-</p><p>lar. Considere a mais adequada para seu grupo de crianças. Organize</p><p>também, materiais que auxiliem na modelagem, como palitos de vários</p><p>formatos, rolos, formas de molde e outros instrumentos. Considere um</p><p>equipamento para registrar fotografias do grupo em interação com a ati-</p><p>vidade.</p><p>Espaços:</p><p>Antecipe um espaço para um pequeno grupo de crianças, acolhedor e</p><p>confortável para a leitura do livro, de forma que as elas consigam obser-</p><p>var as imagens da obra. Prepare, também, um espaço de ateliê</p><p>com as</p><p>massinhas e instrumentos de modelagem suficientes para o grupo.</p><p>Para o grupo de criança que não estará envolvido na proposta, prepare</p><p>uma atividade que já realizam com autonomia, tais como jogos e brin-</p><p>quedos de encaixe, por exemplo.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 1 hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Quais as expressões das crianças em relação ao contexto da história</p><p>lida? Elas trouxeram fatos da história em relação ao cotidiano?</p><p>2. Durante a modelagem, que tipo de relação as crianças fazem com a</p><p>história ou livro?</p><p>Quais comentários aparecem? Elas consideraram recorrer ao livro para</p><p>aperfeiçoarem suas ideias?</p><p>3. Quais estratégias corporais as crianças utilizaram para modelar suas</p><p>obras? Perceberam a necessidades de, por exemplo, usar formas mais</p><p>delicadas para certas composições? Consideraram refazer passos quando</p><p>encontravam incoerências quanto ao que queriam representar?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Caso identifique alguma necessidade individual das crian-</p><p>ças, proponha possibilidades para que ela possa acompanhar a história</p><p>com o grupo, fazendo o convite e oferecendo que ela fique mais próxima</p><p>de você, por exemplo. Assegure que o acesso ao material da proposta</p><p>para todas as crianças, pensando em adaptações no espaço, caso necessá-</p><p>rio.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide as crianças para se acomodarem no lugar preparado para a lei-</p><p>tura. Apresente o livro para o grupo, contando quem é o autor e que,</p><p>além de escrever os poemas do livro, ele criou as ilustrações. Inicie a</p><p>leitura com as entonações que a narrativa poética manifesta. Considere</p><p>uma pausa após a leitura do primeiro poema e apresente as imagens para</p><p>as crianças, instigando as hipóteses que as ilustrações nos convidam a</p><p>fazer.</p><p>2</p><p>Siga a leitura, considerando a importância de que em cada poema, você</p><p>busque com o grupo o apoio de interpretação em relação com as ima-</p><p>gens. Por exemplo, na construção da figura do vendedor de algodão doce</p><p>estão presentes os detalhes da narrativa: a buzina na cintura, os algodões</p><p>espetados no palito, e o tênue traço de uma meia asa de anjo branca que</p><p>se contrapõe ao fundo colorido. Em toda a obra é possível identificar</p><p>esta ponte entre texto e imagens. Considere que, como modelo leitor,</p><p>acolhendo as ilustrações, você está oportunizando às crianças relações de</p><p>qualidade com a obra, na qual, texto e imagem compõe o enredo, como</p><p>um todo. Ao finalizar a leitura, proponha que as crianças falem sobre</p><p>suas percepções sobre o livro. Investigando junto a elas, qual parte mais</p><p>gostaram e se consideram que as imagens ampliaram as interpretações</p><p>acerca dos poemas escritos</p><p>3</p><p>Busque levantar com as crianças que tipo de material o autor utilizou</p><p>para compor as imagens que ilustram o livro. Traga referências que</p><p>ilustram a massa de modelar, tais como, textura, movimento e densida-</p><p>de dos objetos. Após a conversa, proponha que pensem em cenários e</p><p>personagens que poderiam continuar os poemas, dizendo que o autor</p><p>termina o livro perguntando se há de tudo naquela rua. Apoie o gru-</p><p>po, projetando comentários instigantes sobre detalhes das observações</p><p>que fazem como, por exemplo, sons que as pessoas produzem, cores das</p><p>vestimentas, formas do corpo ou expressões faciais. É importante ain-</p><p>da, oportunizar que as crianças se expressem com diferentes linguagens,</p><p>neste momento, se perceber que uma das crianças não se sente à vontade</p><p>em falar, você pode oferecer um papel para que ela desenhe suas obser-</p><p>vações de o que mais poderia ter naquela rua.</p><p>3</p><p>Envolva o grupo contando que você preparou um espaço em que é pos-</p><p>sível modelar com massinha o que mais tem na rua descrita nos poemas.</p><p>Você pode criar um momento de mistério, dizendo que, agora, as crian-</p><p>ças serão transformadas em ilustradores, igual o autor do livro, para que</p><p>elas criem suas figuras. Após esse momento, encaminhe o grupo para</p><p>o espaço que preparoupara que criem o que mais há na rua. Conside-</p><p>re disponibilizar lápis, giz e papel de vários tamanhos e indicar para as</p><p>crianças, que caso algumas prefiram, podem primeiro desenhar e depois</p><p>modelar. Ofereça apoio ao grupo, se necessário, na manipulação dos</p><p>materiais de modelagem. Considere registar fotografias da relação das</p><p>crianças com a atividade e anotar falas que trazem ao longo do processo.</p><p>Caso alguma criança expresse que sua escultura ainda não está finaliza-</p><p>da, dentro do tempo proposto para a atividade, combine que é possível</p><p>finalizar em outro momento. Observe a importância de envolver as mo-</p><p>delagens em saco plástico para que a massa de modelar não resseque.</p><p>4</p><p>Ao concluírem as esculturas, fotografe a obra completa e propicie a troca</p><p>de atividades entre os grupos de crianças.Considere as mesmas estraté-</p><p>gias para o grupo que irá vivenciar a escuta dos poemas pela primeira</p><p>vez. Quando todas as crianças do grupo terminarem suas modelagens,</p><p>reúna-as e inicie um diálogo para que partilhem suas criações e ideias de</p><p>continuidade.</p><p>Para finalizar:</p><p>Combine com as crianças um local para guardarem suas esculturas e or-</p><p>ganize o grupo para a próxima atividade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>Considere repetir esta estratégia mais vezes, utilizando outros livros,</p><p>alternando os grupos e oportunizando que as crianças criem diversas</p><p>linguagens, como colagem, xilogravuras ou outras. É possível organizar,</p><p>através da reunião das esculturas e das imagens, uma mostra das peças</p><p>construídas pelo grupo, ou ainda, uma continuidade da história, em que</p><p>as obras criadas serão fotografadas e expressas em um painel ou livro</p><p>digital.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Você pode organizar uma exposição para que as famílias conheçam o</p><p>que as crianças criaram para a rua da história, utilizando tanto as escul-</p><p>turas ou as fotos produzidas. A imagem fotográfica e o registro escrito</p><p>também pode se transformar em um portfólio para circular entre as fa-</p><p>mílias.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta proposta é necessário que você selecione gibis e livros de lite-</p><p>ratura infantil para o seu grupo. Acolha, nesta escolha, gibis adequados</p><p>considerando aspectos visuais e temáticos. Observe as principais caracte-</p><p>rísticas da estrutura de uma história em quadrinhos, como os balões que</p><p>compõe as falas e onomatopeias. Conheça, também, o enredo dos gibis</p><p>que você selecionar. Prepare uma história em quadrinho para projetar</p><p>virtualmente, você pode encontrar aqui a inspiração para escolher uma</p><p>boa história para o seu grupo.</p><p>Materiais:</p><p>Para esta proposta são necessários gibis e livros de literatura infantil.</p><p>Você vai precisar também de um suporte para anotar as hipóteses das</p><p>crianças, de modo que fique visível para elas. Organize também um pro-</p><p>jetor de imagens e uma história em quadrinhos em formato digital para</p><p>a visualização das crianças.</p><p>Espaços:</p><p>Antecipe um espaço acolhedor e confortável para o grupo manusear os</p><p>gibis e livros, considerando uma quantidade que acolha bem a relação</p><p>que irá estabelecer. Observe que as crianças poderão fazer as apreciações</p><p>em duplas ou trios.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>Aproximadamente 50 minutos.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Quais hipóteses as crianças levantaram acerca das histórias em quadri-</p><p>nhos? O que mais chamou a atenção delas nesta relação de observar uma</p><p>história em quadrinhos?</p><p>2. Quais as associações o grupo faz em relação às histórias já conhecidas?</p><p>O que interpretam na observação dos gibis? Inferem sentimentos, ligam</p><p>contexto da história ao cotidiano?</p><p>3. O que as crianças consideram ao folhear os gibis? O que mais chama a</p><p>atenção delas? Como narram as descobertas que estão fazendo?</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem</p><p>impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e pro-</p><p>ponha apoios para atender as necessidades</p><p>e diferenças de cada criança</p><p>ou do grupo. Caso identifique alguma necessidade individual de alguma</p><p>criança, proponha possibilidades para que ela possa acompanhar a pro-</p><p>posta com o grupo, fazendo o convite e oferecendo que ela fique mais</p><p>próxima de você, por exemplo.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide o grupo para se acomodar no espaço escolhido para a atividade.</p><p>Conte para as crianças que hoje você trouxe várias histórias e que algu-</p><p>mas estão escritas de uma forma diferente.Engaje as crianças dizendo</p><p>que elas terão como desafio indicar o formato de cada história, obser-</p><p>vando as semelhanças entre elas. Combine que há histórias para todas</p><p>manusearem e que elas podem ser trocadas, conforme folhearem. Dis-</p><p>ponha um tempo para este momento observando as diversas expressões</p><p>das crianças: como elas olham os gibis, o que consideram, quais tipos de</p><p>comentários fazem, que estratégias utilizam para perceber a estrutura da</p><p>história.</p><p>2</p><p>Após este momento, instigue o grupo a compartilhar suas impressões</p><p>acerca do material que você trouxe, fomentando algumas características</p><p>dos livros e gibis. Considere que algumas crianças já conhecem gibis.</p><p>Diante disso, proponha perguntas que possam aprofundar as caracterís-</p><p>ticas do gênero literário. Perceba que este é um momento de acolher as</p><p>proposições formuladas pelas crianças sobre as diferenças de caracterís-</p><p>ticas dos gêneros literários que dispôs.</p><p>Possíveis falas das crianças: Eu conheço esta história, esta é gibi e a outra</p><p>é livro!</p><p>Possíveis falas do professor: E qual a diferença entre eles? Você poderia</p><p>compartilhar conosco o que encontra de diferente para saber que este é</p><p>um gibi e este é um livro?</p><p>3</p><p>Após a percepção das crianças sobre o formato visual de um gibi, con-</p><p>vide-as para que, individualmente ou em dupla, escolham um gibi para</p><p>conhecer e observar os detalhes de como as histórias se apresentam.</p><p>Combine que elas terão cerca de 15 minutos para este momento e que</p><p>poderão trocas os gibis com os colegas. Este é um momento de livre ex-</p><p>ploração das crianças. Enquanto elas se relacionam e levantam hipóteses</p><p>acerca do material que você selecionou, busque observar como estão</p><p>construindo significados, quais trocas estão fazendo, como estão inter-</p><p>pretando a narrativa presente, que curiosidades trazem, dentre outras</p><p>expressões que emergirem do grupo.</p><p>4</p><p>Após o momento da apreciação e observação do material, reúna o gru-</p><p>po a fim de que digam o que descobriram na relação com o gibi. Conte</p><p>que você preparou um cartaz para registrar as descobertas em forma de</p><p>lista. Observe que a lista não precisa ser extensa, mas deve contemplar</p><p>as característica trazidas pelo grupo, por mais inusitadas que pareçam.</p><p>Inicie o diálogo com as crianças, investigando junto a elas as impressões,</p><p>curiosidades, descobertas e significados que estabeleceram ao apreciar os</p><p>gibis. Considere apoiar o grupo a aprofundar as expressões, apoiando-se</p><p>nas observações que você fez enquanto elas folheavam o material. Anote</p><p>as impressões das crianças e vá compondo a lista neste diálogo investiga-</p><p>tivo.</p><p>Possíveis falas do professor: Enquanto vocês observavam e folheavam</p><p>os gibis, percebi que algumas duplas indicavam cada quadrinho com o</p><p>dedo, como se estivesse revelando uma ordem de como se faz a leitura.</p><p>Era isso mesmo? Como fazemos a leitura da história em gibis?</p><p>5</p><p>Ao finalizar a lista, leia-a de forma integral para o grupo, a fim de que</p><p>observem se desejam acrescentar mais alguma informação. Em seguida,</p><p>projete a história em quadrinhos que você selecionou. Faça a leitura para</p><p>as crianças, indicando cada quadrinho e balão que está lendo de forma</p><p>que elas percebam o movimento característico da leitura de uma história</p><p>em quadrinhos. Após a leitura, investigue junto ao grupo quais impres-</p><p>sões trazem da história lida. Instigue-os a refletirem sobres os balões</p><p>presentes no texto, as onomatopéias, as variações dos formatos dos ba-</p><p>lões a partir da expressão dos personagens, dentre outras curiosidades</p><p>que as crianças podem trazer. Caso essas percepções não emerjam do</p><p>grupo, considere revelá-las de forma investigativa, fazendo um convite</p><p>para que as crianças reflitam e levantem hipóteses dos exemplos citados</p><p>anteriormente.</p><p>6</p><p>Após a conversa, retome a lista de descobertas que as crianças começa-</p><p>ram a construir. Busque junto à elas se desejam acrescentar novas desco-</p><p>bertas feitas a partir da leitura da história. Escreva as novas descobertas</p><p>do grupo e, ao final, leias-as para que observem se ainda há mais o que</p><p>acrescentar. Perceba que todas as caraterísticas de uma história em qua-</p><p>drinhos não se fecharão nesta lista. Dessa forma, combine com as crian-</p><p>ças que a partir das novas leituras que farão de textos em quadrinhos,</p><p>sempre que descobrirem algo novo, podem inserir na lista que ficará</p><p>fixada na sala. Assim, as crianças vão construindo, gradativamente, sig-</p><p>nificados acerca do gênero textual.</p><p>Para finalizar:</p><p>Após a leitura da lista, convide o grupo para organizar o espaço utilizado</p><p>e, em seguida, organize-o para vivenciar a próxima atividade do dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>É possível propor esta atividade com outros livros e gibis. Considere</p><p>também, depois de algumas leituras de histórias diversas em quadrinhos,</p><p>que as crianças podem produzir suas próprias histórias de forma coleti-</p><p>va, por exemplo.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Fixe num mural ou espaço próximo à sala a lista de curiosidades produ-</p><p>zidas pelas crianças. Oportunize às famílias que apreciem a construção</p><p>do grupo e leiam histórias em quadrinhos, dispondo uma cesta de gibis</p><p>junto a lista.</p><p>O que fazer antes?</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para esta proposta é fundamental que você selecione um conto clássico</p><p>querido pelo grupo. Sendo assim, considere que as crianças tenham esta-</p><p>belecido relações com a narrativa escolhida e que a escutaram em diver-</p><p>sos momentos, conversaram sobre ela, por meio de diferentes estratégias,</p><p>de tal modo que a estratégia de reconto seja uma oportunidade para que</p><p>expressem suas impressões e ideias para o contexto desta atividade. É</p><p>importante também que as crianças já tenham assumido papel de narra-</p><p>doras em outras situações de reconto.</p><p>Materiais:</p><p>Para esta proposta você vai precisar do livro escolhido e da organização</p><p>do cenário do conto escolhido, que deverá ser projetado a partir de um</p><p>notebook por um data show em um espaço da sala. Precisará também,de</p><p>máscaras, acessórios e/ou fantasias dos personagens do conto. Caso não</p><p>tenha à sua disposição um projetor, considere outra estratégia para re-</p><p>criar o cenário do conto escolhido, como um painel, por exemplo. Você</p><p>precisará também de um equipamento para registrar o reconto por meio</p><p>de vídeos.</p><p>Prepare também um jogo de montar ou uma proposta de massinha para</p><p>o grupo que já realiza essas atividades com autonomia e que não estará</p><p>envolvido no momento do pequeno grupo.</p><p>Espaços:</p><p>Antecipe um espaço de projeção que possa acolher um pequeno grupo</p><p>de crianças, de forma que elas possam ver e ouvir umas às outras e se</p><p>movimentar pelo espaço. Considere aindaque o espaço precisa acolher o</p><p>outro grupo de crianças que estarão envolvidos numa proposta que rea-</p><p>lizam com autonomia.</p><p>Tempo sugerido:</p><p>O tempo necessário para esta proposta é entre 40 minutos e uma hora.</p><p>Perguntas para guiar suas observações:</p><p>1. Como foi o envolvimento das crianças com a proposta? Quais as estra-</p><p>tégias que as crianças utilizam para se organizar na escolha dos persona-</p><p>gens do enredo?</p><p>2. Quais maneiras que as crianças encontraram para expressarem suas</p><p>ideias e sentimentos acerca da narrativa? Apoiaram-se umas nas outras,</p><p>recorreram ao livro narraram acontecimentos?</p><p>3. De que forma as crianças se movimentaram para a composição da</p><p>narrativa? Trouxeram gestos corporais que caracterizam personagens,</p><p>adequaram vozes e outras expressões para representarem os papéis? *</p><p>Para incluir todos:</p><p>Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que po-</p><p>dem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita</p><p>e</p><p>proponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada</p><p>criança ou do grupo. Caso identifique alguma necessidade individual</p><p>das crianças, proponha possibilidades para que possam acompanhar a</p><p>proposta com o grupo, fazendo o convite e oferecendo que fiquem mais</p><p>próximas de você, por exemplo.</p><p>O que fazer durante?</p><p>1</p><p>Convide as crianças para se acomodarem no espaço preparado para a</p><p>proposta e conte para elas que hoje você organizou um momento para</p><p>que elas possam recontar o conto favorito do grupo.E que, para isso,</p><p>você as organizará em pequenos grupos, de forma que um estará envol-</p><p>vido na atividade de reconto e o outro realizando uma atividade que os</p><p>pequenos já fazem com autonomia. Combine que ao final as crianças</p><p>farão as trocas entre as atividades e que, dessa forma, todo grupo viven-</p><p>ciará ambos os contextos preparados.</p><p>Após esses acordos apresente os suportes que você preparou para a ativi-</p><p>dade, desde a projeção do cenário até os acessórios, as máscaras e os fi-</p><p>gurinos. Exponha também os materiais que selecionou para o grupo que</p><p>estará envolvido na outra atividade. Em seguida, organize as crianças</p><p>nos pequenos grupos, escolhendo a estratégia que julgar mais interessan-</p><p>te para sua turma.</p><p>2</p><p>Após a organização inicial, convide as crianças envolvidas na proposta</p><p>do reconto para para uma rápida conversa. Conte que para recontar a</p><p>história querida elas estarão envolvidas em uma representação cênica.</p><p>Diga que para isso você separou materiais que podem caracterizar os</p><p>personagens da história. Dessa forma, elas precisarão fazer acordos acer-</p><p>ca de quem representará cada papel, definindo personagens e narrador.</p><p>Conte ainda que há um desafio especial nesse reconto. Questione-as</p><p>sobre como a história é apresentada e se há falas de personagens, insti-</p><p>gando-as a perceber que o narrador é quem conta toda a história. Nesse</p><p>momento, considere utilizar o livro como apoio para o diálogo com as</p><p>crianças. Após terem conversado, revele que o desafio é dar fala aos per-</p><p>sonagens.</p><p>3</p><p>Em seguida, proponha às crianças que se organizem, por meio de acor-</p><p>dos, distribuindo entre elas os personagens da história que irão re-</p><p>presentar. Auxilie-as na escolha das estratégias para essa organização,</p><p>instigando-as a fazer o levantamento de quem são os personagens, e se</p><p>necessário, apoiando-as a decidir como fazer a definição dos deles. As</p><p>crianças podem propor que cada um opte por um personagem, um sor-</p><p>teio ou até mesmo uma brincadeira de escolha aleatória.</p><p>Após a escolha, considere, de forma breve, conversar com as crianças</p><p>sobre as características de cada personagem, instigando-as a refletir so-</p><p>bre como seria a voz, a forma de andar, os movimentos corporais, dentre</p><p>outras características, segundo a personalidade apresentada na narrativa.</p><p>Se necessário retorne à narrativa, lendo partes que dão pistas para essa</p><p>construção, contudo, oportunize a liberdade de que sejam os pequenos</p><p>que revelem a composição de seus próprios personagens.</p><p>4</p><p>Escolhas feitas, combinecom o grupo um tempo para que as crianças</p><p>se preparem, caracterizando seus personagens a partir da ação deles na</p><p>história e dos elementos dispostos no ambiente que preparou. Considere</p><p>apoiá-las na caracterização para que se sintam à vontade com os acessó-</p><p>rios, figurinos e máscaras escolhidos.</p><p>Enquanto o grupo se prepara, converse com a criança que será o narra-</p><p>dor, a fim de investigar se ela precisa de apoio para rememorar a narra-</p><p>tiva. Lembre-a do desafio do grupo quanto a dar voz aos personagens.</p><p>Sendo assim, será necessário inserir dicas para que os personagens per-</p><p>cebam o momento em que irão falar. Levante com o narrador quais di-</p><p>cas ele pode sugerir. Conte à criança que você deixará o livro da história</p><p>junto à ela, para que o consulte, caso sinta necessidade.</p><p>Possíveis falas das crianças: Ah, eu acho que uma dica pode ser quando</p><p>eu disser bem assim: O lobo, que não era bobo, ficou atrás de uma árvo-</p><p>re. Quando percebeu que o porquinho entrou em casa, caminhou bem</p><p>devagar, bateu na porta e gritou! Aí, quando eu falar gritou, o lobo fala!</p><p>5</p><p>Após as crianças estarem caracterizadas, reúna-as novamente para que o</p><p>narrador combine as dicas que ele trará para indicar o momento em que</p><p>os personagens falarão. Observe que não é necessário que ele diga todas</p><p>as falas. Por se tratar de uma primeira representação, talvez as crianças</p><p>tragam combinados mais fáceis, tais como indicar que terminará a frase</p><p>ressaltando termos, tais como, disse, falou e gritou, por exemplo.</p><p>Após esse breve combinado, organize o início da representação com as</p><p>crianças, pedindo que assumam os seus locais ou aguardem no espaço</p><p>combinado a sua hora de entrar em cena.</p><p>Indique ao narrador que comece a contar a história e observe a represen-</p><p>tação das crianças. Lembre-se de registrar o momento em vídeo.</p><p>Ao mesmo tempo que aprecia o reconto, busque observar como as crian-</p><p>ças estão se relacionando, quais palavras utilizam, como representam os</p><p>personagens, quais características atribuem a eles. Esteja também atento</p><p>para mediar possíveis desafios ao longo do contexto da atividade, contu-</p><p>do, busque lançá-los em forma de problematização para o grupo, a fim</p><p>de oportunizar às crianças que encontrem meios diversos de resoluções</p><p>de situações desafiadoras.</p><p>6</p><p>Ao finalizar o reconto dramatizado da história, convide as crianças para</p><p>que, em roda,</p><p>expressem como foi a vivência da proposta. Convide-as para contar</p><p>como se sentiram, quais desafios encontraram, como foi criar falas para</p><p>os personagens e acolha as observações que trarão acerca da proposta.</p><p>Depois, investigue junto ao grupo se a história que recontaram está com-</p><p>pleta ou se os pequenos deixaram escapar detalhes. Combine que em</p><p>outro momento vocês poderão assistir ao vídeo, a fim de observar os de-</p><p>talhes. Comente que, se as crianças quiserem, elas poderão reestruturar a</p><p>história, trazendo novas ações à ela.</p><p>Em seguida, faça a troca da atividade entre os grupos e repita a proposta,</p><p>seguindo as mesmas estratégias que utilizou com o primeiro. Contudo,</p><p>considere observar a interação das crianças e o cansaço delas, caso julgue</p><p>importante, combine que esse segundo grupo vivenciará a atividade no</p><p>dia seguinte.</p><p>Para finalizar:</p><p>Após as vivências dos dois grupos, engaje as crianças na organização dos</p><p>espaços utilizados e, em seguida, convide-as para a próxima proposta do</p><p>dia.</p><p>Desdobramentos</p><p>Considere repetir esta estratégia com outras histórias queridas da turma.</p><p>É possível utilizar fantoches ou bonecos como suporte para o reconto.</p><p>Os grupos também podem apresentar entre eles os recontos criados na</p><p>proposta.</p><p>Engajando as famílias</p><p>Compartilhe a filmagem da atividade em momentos de encontros coleti-</p><p>vos com as famílias.</p><p>O que fazer antes?</p><p>v</p><p>Contextos prévios:</p><p>Para dar início a esta sequência é fundamental que as crianças já tenham</p><p>vivenciado algumas propostas que envolviam formas geométricas, consi-</p><p>derando as principais características dos sólidos geométricos e das figu-</p><p>ras planas, como por exemplo: contextos de brincadeiras com blocos de</p><p>construção com diferentes formas e volumes formando castelos, cons-</p><p>trução de maquetes, apreciação de obras de artistas etc.</p><p>Nesta atividade as crianças serão convidadas a dar uma volta pelo quar-</p><p>teirão da escola, sendo assim, será necessário a autorização escrita das</p><p>famílias. Assegure-se de que todos os procedimentos de segurança esta-</p><p>belecidos por sua instituição estão sendo seguidos. Considere ainda en-</p><p>volver alguns familiares para acompanhar e apoiar a vivência das crian-</p><p>ças. Observe que essa é uma forma interessante de envolver as famílias</p><p>em situações cotidianas da escola. Ainda assim, caso tenha poucos adul-</p><p>tos para acompanhar a saída ou sua turma seja muito numerosa, faça a</p><p>atividade com um pequeno grupo por vez, considerando que as demais</p><p>crianças ficam na escola, com outro adulto, realizando alguma outra</p><p>atividade, por exemplo, um jogo coletivo, desenhos ou participando de</p><p>uma leitura de história.</p>

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