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5 PASSOS PARA INICIAR COM PROJETOS CONTRA INCÊNDIO ELAINE GONÇALVES Engenheira, Especialista em Segurança contra Incêndio Ensina engenheiros e arquitetos a elaborarem o PPCI do Zero ao Projeto Aprovado 1ª edição Edição da autora 2023 DEDICATÓRIA Dedico este e-book aos meus alunos e profissionais que de alguma forma me acompanham e aplicam os ensinamentos que transmito nas minhas capacitações. E muito além de conteúdo técnico compreendem a importância de investir em todas as áreas da vida. Sucesso a todos. Quem é Elaine Gonçalves? Elaine é Engenheira de Segurança do Trabalho, Especialista em Segurança Contra Incêndio e Pânico, Professora Universitária e Perita Judicial. Colunista de referência nacional na maior revista em segurança contra incêndio do Brasil (CIPA&INCÊNDIO) e do Blog da Engenharia. Possui larga experiência atuando como Engenheira e Projetista há mais de 12 anos, atuando ativamente em todo o território nacional atendendo empresas públicas e privadas. Iniciou sua missão além da sala da universidade em 2020, ao ensinar profissionais de todo o Brasil a elaborarem Projetos de Prevenção e Combate a Incêndio em seus eventos online, lives e conteúdos na internet. Foi então que lançou o Curso PROFIRE, uma capacitação completa e descomplicada em Projetos de Prevenção e Combate a Incêndio. Atualmente mais de 1500 alunos no PROFIRE, onde é conhecida por ter a melhor didática no ensino de PPCI – Projetos de Prevenção e Combate a Incêndio, transmitindo o conhecimento de forma clara, simples e objetiva. O que faz com que seus alunos consigam resultados em um curto espaço de tempo, com confiança e bagagem profissional diferenciada. “Meu propósito é que com conhecimento técnico e um passo a passo meus alunos possam ter suas vidas profissionais transformadas, abrindo novas oportunidades, obtendo reconhecimento profissional e financeiro. Para que possam principalmente desfrutar de um futuro melhor com suas famílias.” Profª Elaine Gonçalves INTRODUÇÃO Se você acabou de baixar esse e-book e ainda não conhece meu trabalho vou te convidar agora a me acompanhar nas redes sociais, pelo meu Instagram @elainefagoncalves, onde ensino engenheiros e arquitetos a elaborarem Projetos contra Incêndio do zero, mesmo com pouco ou nenhum conhecimento prévio da área. Se este é seu caso, leia com muita atenção esse livro. Aqui separei os principais tópicos que todo profissional que pretende começar na área de segurança contra incêndio, ou que está iniciando deve saber. Isso porque vejo muitos profissionais já atuantes que ainda não compreende por completo como é área de Projetos contra Incêndio e como tirar o máximo de oportunidades dela. O fruto deste e-book são perguntas que recebo diariamente sobre o passo a passo para começar na área, e ao final você terá uma noção geral de como atuar com Projetos de Prevenção contra Incêndio e como pode fazer dinheiro com esse conhecimento. E a primeira dúvida que pode estar agora passando pela sua cabeça é: por onde começar? E o que eu posso fazer? Antes de entrarmos nesse detalhamento, vou explicar no primeiro passo quais as três principais áreas de atuação com Segurança contra Incêndio: Elaboração de Projetos; Instalação e Manutenção de Sistemas de Segurança contra Incêndio; Consultoria para Emissão do AVCB|CLCB (que envolvem Inspeção/Testes). 1. PASSO 1: ÁREAS DE ATUAÇÃO NA SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO Para facilitar o entendimento de quem está começando agora na área eu costumo dividir a atuação na área de segurança contra incêndio em 3 oportunidades diferentes. Onde você pode atuar em uma única área ou em mais áreas, isso tudo depende de como você deseja se posicionar no mercado. As três principais áreas de atuação com Segurança contra Incêndio são: Elaboração de Projetos; Instalação e Manutenção de Sistemas de Segurança contra Incêndio; Consultoria para Emissão do AVCB|CLCB (que envolvem Inspeção/Testes). E vou apresentar para você cada uma delas abaixo, começando pela área de projetos. 1.1 Elaboração de Projetos de Prevenção e Combate a Incêndio O PPCI – Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio, que inclusive pode ser chamado de outras siglas de acordo com o estado, mas aqui vamos usar PPCI por ser o mais popular. O PPCI é o projeto complementar que determina onde as medidas de segurança contra incêndio (hidrante, extintores, alarme, etc...) estarão instaladas na edificação. Este por sua vez pode ser um: ● PTS – Projeto Técnico Simplificado, no qual tem medidas de segurança contra incêndio mais simples, pois são para edificações de menor tamanho e complexibilidade; ● PT - Projeto Técnico, este tipo de PPCI deve ser protocolado para aprovação junto ao Corpo de Bombeiros do seu estado, este protocolo pode acontecer de forma física ou digital. Os profissionais que atuam com a elaboração do PPCI podem tê-lo no seu portifólio de serviços como mais um projeto complementar que já faz cotidianamente, ou pode ser um escritório ou autônomo especialista nisto, que é meu caso. E agora você está se perguntando quem são os profissionais habilitados tecnicamente para elaborar esse tipo de Projeto?! Vamos falar sobre isso mais pra frente nos próximos tópicos, para que não haja dúvida na hora de prestar esse tipo de serviço aí na sua região. 1.2 Instalação e Manutenção de Sistemas de Segurança contra Incêndio Neste caso estamos falando de empresas que instalam esses tipos de sistemas, claro que por trás da empresa irá existir um ou vários profissionais legalmente habilitados. Mas aqui o objetivo é instalar as medidas de segurança contra incêndio determinadas no projeto já aprovado, no qual de posse do Projeto a empresa irá instalar e emitir os laudos de cada sistema. Meu escritório não atua com instalação, fazemos os projetos e para alguns clientes o acompanhamento da execução da obra e a consultoria do AVCB. Nesta fase você projetista deve ter bons parceiros de instalação, procure na sua região empresas respeitadas e que realmente fazem o serviço corretamente. Este setor acaba sendo um gargalo, confesso, pois já tive muitas experiências ruins no início da minha carreira. Quando a empresa é contratada para executar o PPCI, conforme determinações do contrato claro, ela deve executar todo sistema, e te entregar os laudos para você entrar com o pedido do AVCB, que é a próxima área que vamos falar. Mas a verdade é que você deve olhar muito bem o contrato porque o mundo está cheio dos “espertinhos” que por vezes aproveitam da sua boa vontade ou ingenuidade de estar começando e não entender muito bem os sistemas. Foi por isso que eu estruturei o curso de Consultoria em AVCB|CLCB para ajudar meus alunos na fase de acompanhamento de obra e licenciamento de edificações. Se você não conhece ainda esta minha capacitação não deixe de entrar no meu site e assistir o vídeo que tem lá (www.elainegoncalves.com.br). 1.3 Consultoria para Emissão do AVCB|CLCB e Inspeção A consultoria é a fase final antes da emissão do AVCB - Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, e é aqui nesta fase que nós projetistas e consultores temos que verificar se todo projeto foi executado conforme aprovado, bem como se toda documentação pertinente está ok. A lógica é bem simples, para cada medida de segurança contra incêndio (extintores, hidrantes, alarme e detecção) existem um laudo ou ART para ser emitido e anexado ao processo do corpo de bombeiros. O papel do vistoriador é conferir se está tudo instalado corretamente, mas o papel do instalador é se responsabilizar tecnicamente pela instalação dos itens determinados em projeto e constantes no quadro de medidas de segurança contra incêndio (no projeto). E a emissão do AVCB pode se tratar de umainstalação nova ou de uma renovação, quando é tudo novo todas as ART (Anotações de Responsabilidade Técnica) serão de instalação, quando é renovação do AVCB a ART será de manutenção/inspeção. Isso porque o sistema está instalação e somente está passando por uma manutenção ou inspeção. Vou dar um exemplo: quando instalado novo o sistema de iluminação de emergência e instalado do zero, e daí o engenheiro ou técnico emite a ART ou RRT de instalação da iluminação de emergência. Já quando você vai renovar o AVCB da edificação essa instalação já está lá, então a questão aqui é só conferir se estão em pleno funcionamento, trocar baterias se necessário e emitir uma nova ART de Inspeção/Manutenção. Esse princípio pode ser aplicado a todo os outros equipamentos. Acima eu expliquei um pouco das principais áreas para atuação em segurança contra incêndio, o que já vai te ajudar a entender um pouco de como essa área funciona e quais seguimentos você irá se especializar. Aqui na minha empresa fazemos serviços de: Projetos de Prevenção contra Incêndio, Acompanhamento de obras, e Consultoria para o AVCB/CLCB. No próximo tópico vamos falar sobre a hierarquia das normas, quanto mais rápido você compreender como funciona as tratativas legais na segurança contra incêndio, melhor será sua prestação de serviços. Dica extra sobre PPCI: Na maioria dos estados brasileiros os processos acontecem totalmente digital, protocolo, aprovação, processos de vistoria e emissão dos alvarás do corpo de bombeiros (AVCB e CLCB). Entre no site do Corpo de Bombeiros do seu estado e consulte como é o processo por aí. 2. PASSO 2: ENTENDO A HIERARQUIA DAS LEIS E NORMAS Pode ser que você já tenha pensado inúmeras vezes que legislação não é pra você... Aliás você é técnico, engenheiro ou arquiteto. A questão é que entender a hierarquia da legislação não está somente correlacionado ao nosso papel profissional, e sim ao nosso papel como cidadãos. No caso da Proteção contra Incêndio precisamos entender o papel das Leis, Decretos e Instruções para saber qual a importância de cada um. A legislação brasileira e cheia de leis, decretos, portarias e instruções normativas, e nós projetistas por vezes não conseguimos compreender o nosso papel nisso tudo. Quando usar uma NBR ou um decreto... e na segurança contra incêndio não é diferente. Isso porque as instruções são elaboradas pelo Corpo de Bombeiros Militar por meio de uma legislação específica de dá poderes para isso. O jurista Hans Kelsen criou a conhecida pirâmide normativa, no qual escalona as normas de maior importância para menor relevância. Sendo assim, as normas obedecem a uma hierarquia, na qual a inferior deve submeter-se a superior, com o objetivo de solucionar conflitos aparentes entre elas, uma vez que mais de uma norma pode tratar de matérias iguais em espécies de leis diferentes. Figura 1: Pirâmide de Kelsen O ordenamento jurídico brasileiro segue o Princípio da Supremacia da Constituição, o que significa dizer que todas as normas que estão inseridas dentro da Constituição Federal detêm de supremacia formal (refere-se à concepção das normas) e não material (quanto ao assunto), ou seja, são superiores as leis infraconstitucionais. Logo, sendo a Constituição a Lei Maior, todas as outras que sobrevierem deve obediência a ela, assim haverá averiguação se esta norma realmente é válida, ou seja, cumpre os preceitos dotados na Constituição ou se deve ser considerada inconstitucional. Portando de acordo com Kelsen o ordenamento jurídico seguiria a seguinte hierarquia: a Constituição Federal no topo, contendo todas as diretrizes, princípios e fundamentos que devem ser seguidos pelas outras normas e adiante as leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas, as medidas provisórias, decretos legislativos, resoluções portarias, e assim por diante. Sobre o tema é importante sabermos, em ordem hierárquica, que a constituição federal é a base de toda a ordenação jurídica, superior a todas as leis, que não podem contrariá-la, sob pena de serem inconstitucionais. Lei inconstitucional não se cumpre, pois não obriga nem desobriga ninguém, porque não tem validade. A lei, por sua vez, é superior ao decreto, que não pode contrariá-la, sob pena de ser ilegal e não ter validade. O decreto, por seu turno, é superior à portaria ou ato normativo similar. Há demais disso, obviamente, rígida hierarquia normativa entre a Constituição Federal, as constituições estaduais e as leis orgânicas municipais, respeitada a competência legislativa de cada ente federativo (União, estados, Distrito Federal e municípios). No que concerne à lei e ao decreto, deve ficar claro que lei tem mais força normativa porque, para sua formação, concorrem conjuntamente o Poder Legislativo e o Poder Executivo. Aquele, formado por parlamentares, discute e aprova o projeto de lei, e este, encarnado pelo presidente da República, governador ou prefeito, mediante a sanção, transforma em lei o projeto de lei aprovado pelo Legislativo. O decreto tem menos força normativa porque não passa pela discussão e aprovação legislativa, é simplesmente elaborado e assinado pelo presidente, governador ou prefeito, conforme o caso. O processo de formação da lei chama-se processo legislativo. O decreto não é submetido ao processo legislativo. A mais importante, contudo, de todas as distinções entre a lei e o decreto é que a lei obriga a fazer ou deixar de fazer, e o decreto, não. É o princípio genérico da legalidade, previsto expressamente no artigo 5.º, inciso II, da Constituição Federal, segundo o qual “ninguém será obrigado a fazer ou deixar alguma coisa senão em virtude de lei”. Somente a lei pode inovar o Direito, ou seja, criar, extinguir ou modificar direitos e obrigações. No atual regime constitucional brasileiro, não se obriga nem desobriga a ninguém por decreto. Dentre as funções do decreto, a principal é a de regulamentar a lei, ou seja, descer às minúcias necessárias de pontos específicos, criando os meios necessários para fiel execução da lei, sem, contudo, contrariar qualquer das disposições dela ou inovar o Direito. 2.1 Legislação federal de segurança contra incêndio A Lei Federal nº 13.425, popularmente conhecida popularmente como Lei Kiss, isto devido a sua publicação oriunda dos esforços posteriores ao incêndio da Boate Kiss em Santa Maria/RS. Ela estabelece as diretrizes gerais sobre medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres em estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público; alterando as Leis nº s 8.078, de 11 de setembro de 1990, e 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil; e dá outras providências. Você que é meu aluno sabe muito bem que uso a expressão: “A lei Kiss veio para parar com essa bagunça de um jogar responsabilidade para o outro: município, Corpo de Bombeiros e proprietário da edificação. E agora todo mundo tem bem descrito suas responsabilidades.” E com base neste fato deixarei abaixo alguns dos principais tópicos que a Lei Kiss traz em seu texto. ● Responsabilidade dos municípios ao emitir o alvará de construção e habite-se quanto as medidas de proteção contra incêndio. ● Alvará de funcionamento das empresas, e estabelecimentos se condicionam ao alvará de funcionamento do Corpo de Bombeiros. ● Fiscalizações periódicas por parte do corpo de bombeiros e por equipe técnica da prefeitura municipal. ● Os cursos de graduação em Engenharia e Arquitetura em funcionamento no País incluirão nas disciplinas ministradas conteúdo relativo à prevenção e ao combate a incêndio e a desastres. Partindo do princípio de que a lei Kiss é hierarquicamente superior, nenhuma outra legislação estadual ou municipal pode ferir o que ela trata ou diz. E agora projetista? Já está entendo como funciona a hierarquia das legislações? No próximotópico vamos tratar da legislação estadual e nas normas e instruções técnicas, elas que são o coração da segurança contra incêndio no seu estado. 2.3 Legislações estadual de segurança contra incêndio Quando trazemos nosso olhar voltados aos estados é comum você encontrar no site do Corpo de Bombeiros do seu estado o seguinte cenário: ● Lei Estadual: Esta é assinada pelo governador do estado na época de sua publicação no qual institui ou atualiza a Lei que dá poderes ao Corpo de Bombeiros já relacionado nos decretos posteriores e instruções normativas. ● Decreto Estadual: O seu estado pode ter mais de um decreto importante. Basicamente um decreto não tem natureza jurídica de lei, mas é expedido por uma autoridade competente por via judicial. Ele pode ser categorizado como um ato administrativo, porém sua emissão depende do chefe do poder estadual (governador). É no decreto que geralmente você encontra as informações sobre classificação da edificação, conceitos iniciais, nomenclaturas e dimensionamento das medidas de segurança contra incêndio. Seu estado pode ter um COSIP (que basicamente é um decreto compilado). ● Instruções Técnicas ou Normas Técnicas: São elas responsáveis por destrinchar cada parte no que tange a elaboração do Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio, licenciamento das edificações e determinar as obrigatoriedades a serem seguidas pelos projetistas e proprietário da edificação quanto as medidas de segurança contra incêndio. Por sinal projetista você irá utilizar muitas dessas instruções técnicas, mas não se apavore se seu estado possuir mais de 40 delas... 👀 Você verá ao decorrer do conteúdo que é mais simples do que parece. ● Pareceres Técnicos: Estes pareceres são consultas que geralmente projetistas ou fabricantes de equipamentos fazem formalmente ao Corpo de Bombeiros de um estado e uma comissão técnica analisa o caso e dar um parecer favorável ou não. Aqui é muito comum você encontrar assuntos como uso de Detecção Wireless, Isenção de Memorial estrutural para edificações antigas, Isenção de Hidrantes em quadras, Uso do extintor pó químico tri classe ABC, entre outros assuntos. ● Portarias: a portaria é um documento de ato administrativo, que você poderá encontrar instruções acerca da aplicação de leis ou regulamentos, recomendações de caráter geral. Você pode encontrar com frequência aqui alguma portaria com intuito de adotar uma norma técnica da ABNT. Dentro desse aspecto legislativo há muitas observações a serem feitas, mas por hora para nosso objetivo aqui são os conceitos acima, que já deram uma clareada sobre o papel de cada tipo de documento dentro da legislação estadual de segurança contra incêndio. Ainda sobre as Instruções Técnicas e Normas Técnicas você verá com frequência que elas modelam o estado de São Paulo (CBMSP), e este por sua vez as NBR (Normas Brasileiras). Não há como negar que atualmente o estado de São Paulo possui a melhor legislação de segurança contra incêndio, e possui um histórico de décadas atuando ativamente e sendo referência a nível federal. 2.4 ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e o CB-24 A Associação Brasileira de Normas Técnicas é o órgão responsável pela normalização técnica no Brasil, fornecendo insumos ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. Trata-se de uma entidade privada, sem fins lucrativos e de utilidade pública, fundada em 1940. Ela é uma instituição é ligada à ISO (International Organization for Standardization), que administra e define essas normas em todo o mundo. E é através de ABNT que são publicadas as NBRs (Normas Brasileiras), estas por sua vez são diretrizes de caráter técnico que tem como função padronizar processos para a elaboração de produtos e serviços no Brasil. As NBRs são desenvolvidas de maneira neutra, objetiva e tecnológica, desde as fases de projeto e pesquisa até a entrega para o consumidor. Através das Comissões técnicas dos diversos tipos de assuntos são elaboradas as NBRs. As instruções técnicas e as NBRs têm relação direta, pois o Corpo de Bombeiros não inventa, cria e ou faz testes com os procedimentos citados nas instruções técnicas. Elas são montadas por meio da compilação das normas brasileiras — ou internacionais, no caso da falta das primeiras. Dessa maneira, para que o Corpo de Bombeiros emita o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), além das Instruções Técnicas relativas à obtenção desse documento e aprovação de Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio, há o envolvimento direto e indireto das várias normas brasileiras voltadas para edificações, áreas de riscos e equipamentos para extinção de incêndio. Na ABNT quem atualiza as normativas de Segurança contra Incêndio é o CB-24 Comitê Brasileiro de Segurança contra Incêndio. A Comissão faz a normalização na área de segurança contra incêndio, compreendendo a fabricação de produtos e equipamentos, bem como projetos e instalação de prevenção e combate a incêndio e serviços correlatos. Incluídas também as normas relativas à formação para profissionais na área de segurança contra incêndio. https://www.abntcb24.com.br/ 3. PASSO 3: PROFISSIONAL LEGALMENTE HABILITADO Quando falamos da área de segurança contra incêndio há muita informação solta, e muitas vezes informações distorcidas da realidade. Por muito tempo o Corpo de Bombeiros determinou quais profissionais podiam atuar com projetos contra incêndio, e nos serviços de laudos e instalação. A maioria seguia as recomendações dos conselhos de classes. Mas essa não era uma realidade em todos os estados brasileiros, após a Lei Kiss muita coisa mudou a nível nacional, e um aspecto que também mudou foi o entendimento que apenas os conselhos de classe podiam determinar quais profissionais podem ou não elaborar projetos contra incêndio. Por isso atualmente grande parte do Corpo de Bombeiros estaduais usam o termo https://www.abntcb24.com.br/ profissional legalmente habilitado para fazer menção a quem pode ou não elaborar um PPCI. Dentre os profissionais mais comuns que elaboram o PPCI estão: Engenheiros Civis, Arquitetos, Engenheiros Mecânicos, Engenheiros de Segurança do Trabalho, Técnico em Edificações, Técnicos em Eletrotécnica e Técnicos em Mecânica. Além do registro ativo no seu conselho de classe vale lembrar que alguns estados exigem que o profissional projetista seja cadastrado no Corpo de Bombeiros para protocolar e aprovar projetos, inclusive em alguns estados é cobrado uma anuidade para manter este registro ativo. Entre em contato com batalhão mais perto da sua cidade, e fale no Setor de Atividades Técnicas para saber dessa informação. Para ter acesso aos arquivos que tratam de profissionais legalmente habilitados segundo seu conselho leia o QR CODE ao lado: PASSO 4: ONDE ENCONTRAR MEU CLIENTE Então tá professora Elaine, compreendi meu papel na segurança contra incêndio, já vejo oportunidades que posso prestar esse tipo de serviço..., mas onde encontro esses clientes? Penso que sua mente está pensando meio assim ao iniciar esse tópico, não é mesmo? Atualmente podemos separar de forma resumida que seus clientes são todas as edificações, exceto residenciais unifamiliares. Isso porque qualquer comercio, indústria ou edifício de condomínios deve ter seu alvará do corpo de bombeiros emitido. E para existir o alvará, primeiro precisamos elaborar o projeto de prevenção contra incêndio. Partindo desse princípio aqui embaixo vou listar alguns potenciais clientes para você fazer parcerias ou prospecção ativa: ● Empresas Privadas/Clientes Diretos: o Estes são clientes que chegam até você, ou você vai até eles. Contratam você diretamente sem qualquer despachante/parceiro ou atravessador da negociação; o Este tipo de cliente pode ser do menor tipo uma mercearia/bar/restaurante ou grandes indústrias. Recentemente estamosparticipando de uma cotação direto de uma grande indústria com área superior a 60 mil m² se área construída. Mas também entregando lojas de shopping de 50 m². ● Empresas de Projetos/Empresa Meio: o Esse perfil de cliente vem de parcerias, onde você é subcontratado. Nessas parcerias sua tabela de preço também é diferente, porque o objetivo aqui é ganhar em volume. Geralmente empresas de projetos ainda ganham em cima do seu preço, e repassam para o cliente um valor cheio final; o Nesse tipo de parceria não é você que corre atrás do cliente, o cliente é da empresa de projetos que subcontrata o serviço com você. Ótima opção de parceria; o Foi através desse tipo de parceria que fechamos serviços para empresas como Mercado Livre, Suzano e outros. ● Construtoras/Empresa meio: o O mesmo princípio aqui é aplicado para empresas de projetos, porque construtoras tendem a ter um volume maior por demanda de projetos; o É muito comum grandes industrias inclusive contratarem a execução de grandes galpões industrias para construtoras e já exigirem a regularização nos bombeiros (projeto + AVCB) dentro do contrato. Neste caso elas acabam terceirizando esse serviço. ● Empresas públicas (licitação ou contratação direta): o Este é um ramo de atividade que vejo pouquíssimos profissionais entrarem no mercado, muito por causa de boatos e verdades sobre o serviço público; o Mas de verdade esta é uma ótima opção para quem está começando, porque contratos para serviço público costumam ter bom valor agregado e conseguem dar um gás no caixa da empresa; o Claro que prestar serviço para órgãos públicos sempre pode ser uma surpresa, agradável ou não. Eu particularmente gosto desses contratos. O nosso último aqui no escritório teve o valor de R$ 218.000,00 reais; o Vale ressaltar que é possível fazer contratação direta para valores menores, sem precisar de passar pela burocracia e concorrência de uma licitação. Ok professora Elaine, e quais meios então eu posso utilizar para fazer essas prospecções?! É importante lembrar que o primeiro passo é “dizer ao mundo a que veio”. Eu digo sempre isso porque muita gente tem vergonha de dizer o que faz, imagina na hora de negociar?! O cliente não consegue adivinhar que você faz o serviço que faz. E para facilitar seu início quando o assunto é prospecção vou deixar uma lista de potenciais formas de prospecção de clientes, e teste porque dá muito certo! Segue lista: ● Contatos pessoais; ● Referências de clientes; ● Indicação a partir de outros clientes; ● Rede de amigos; ● Indicações geradas pela empresa; ● Banco de dados (comprar leads); ● Telemarketing ativo/receptivo; ● Mala direta; ● Seminários; ● Feiras/exposições ● Entidades; ● Jornais; ● Outros... Agora que já entendeu onde prospectar seu potencial cliente em Projetos de Prevenção e Combate a Incêndio, bora colocar a mão na massa? PASSO 5: COLOCANDO A MÃO NA MASSA Bem, para falar sobre esse tema é importante primeiro que você compreenda que nossa vida profissional é feita por fases e aprendizados. O que oferecemos aos nossos clientes na engenharia e arquitetura é a CONFIANÇA. E quanto mais confiança você gerar no seu cliente, mais bem pago você será. Dito isso quero tratar de 3 tópicos importantes aqui: entender onde você está, saber aonde quer chegar e traçar um plano para isso. Um erro muito comum que vejo que muitos profissionais comentem é já querer sair fechando serviço por aí, sem ao menos saber por onde começar... quando tratamos de projeto de engenharia e arquitetura não podemos ter esse comportamento. Ao menos o básico de para onde você quer ir e como vai fazer para chegar lá é importante. Entender onde você está hoje profissionalmente faz com que você não se compare com os demais profissionais, isso porque cada um tem uma estrada e você precisa criar seu próprio caminho, nunca se compare com ninguém. Saber para onde você quer ir vai te ajudar a ter um direcionamento, porque pra quem não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. É importante traçar então um plano para realização desse desejo, com metas e prazos bem reais. Dessa forma você terá claro qual caminho deve percorrer para atingir seus objetivos, e esse ensinamento é para tudo na sua vida. Esta é a umas das primeiras regras das dezesseis leis do sucesso de Napoleon Hill. E quando se trata de Projetos de Prevenção e Combate a Incêndio esse é meu objetivo com meus alunos, ajudar você a dar seus primeiros passos na área com acompanhamento, conteúdo e confiança. Te dando as ferramentas necessárias para você sair do absoluto zero e começar a atuar com PPCI a nível nacional. Para isso periodicamente faço eventos online e ao vivo gratuitamente, para te apresentar esse novo mundo. Dentro dos meus eventos você vai aprender como elaborar um projeto técnico simplificado e compreender as oportunidades de mercado. Então não deixe de participar do próximo. E fique de olho quando eu abrir vagas nas minhas redes sociais. As jornadas e semanas gratuitas tem o objetivo de abrir seu olhar para a área de projetos, me conhecer, entender os resultados que pode obter e faturar muito. É também ao final dos meus eventos gratuitos que eu abro vagas para a Maior Capacitação em Projetos de Prevenção e Combate a Incêndio do Brasil o PROFIRE. Para você não ficar de fora de nada, e começar a aplicar os conhecimentos imediatamente clique no Link Abaixo e entre para meu Canal do Telegram ou Canal do Instagram. É lá que chegam as novidades em primeira mão. Cliquei aqui para participar do Canal do Telegram Clique aqui para participar do Canal do Instagram https://t.me/elainefagoncalves https://ig.me/j/AbbXsZRaFhw0HooN/