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<p>Anne Karolyna</p><p>Ponto de Equilíbrio</p><p>O Ponto de Equilíbrio, também conhecido como Ponto de Ruptura, Break-</p><p>Even Point e análise-custo-volume-lucro, é um indicador que informa ao</p><p>empresário o faturamento mínimo, no período considerado, para cobrir os custos</p><p>das mercadorias vendidas, despesas variáveis e despesas fixas. Se o valor da</p><p>receita for igual ao valor do Ponto de Equilíbrio a empresa atingiu seu ponto</p><p>neutro, não obteve lucro, nem prejuízo. Se o faturamento do período se encontrar</p><p>abaixo do ponto, a empresa estará na zona de prejuízo, e acima dele, na zona</p><p>de lucratividade.</p><p>Segundo Martins (2010), o Ponto de Equilíbrio nasce da conjugação dos</p><p>custos e despesas totais com as receitas totais. De acordo com Crepaldi (2002),</p><p>a empresa está no Ponto de Equilíbrio quando ela não tem lucro ou prejuízo;</p><p>nesse ponto, as receitas totais são iguais aos custos totais ou despesas totais.</p><p>O lucro começa a ocorrer com vendas adicionais, após ter atingido o</p><p>Ponto de Equilíbrio. Costuma-se classificar os gastos em dois tipos distintos:</p><p>custos e despesas, dependendo do ramo de atividade da empresa. Os custos</p><p>são todos os gastos relacionados diretamente à produção. As despesas são os</p><p>gastos que, apesar de não estarem ligados à produção, são imprescindíveis para</p><p>o funcionamento da empresa.</p><p>Para melhor entendimento do cálculo do Ponto de Equilíbrio é importante</p><p>conhecer o conceito de gastos fixos, gastos variáveis e margem de contribuição.</p><p>Gasto fixo é aquele que assume determinado valor, independentemente, da</p><p>empresa ter um nível maior ou menor de atividade. Exemplos: aluguéis,</p><p>encargos financeiros, salários e encargos dos funcionários administrativos.</p><p>Gasto variável é aquele que tem o seu valor total determinado exatamente como</p><p>decorrência direta do nível de atividade da empresa. Exemplos: matéria-prima,</p><p>comissão dos vendedores. Margem de contribuição é o valor, ou percentual, que</p><p>sobra das vendas, menos os gastos variáveis. A margem de contribuição</p><p>representa o quanto a empresa tem para pagar os gastos fixos e gerar o lucro</p><p>líquido.</p><p>Para Crepaldi (2002), a margem de contribuição representa o valor que</p><p>cobrirá os custos e despesas fixos da empresa e proporcionará o lucro. Quando</p><p>o montante de margem de contribuição se igualar ao montante de custos e</p><p>despesas fixos, temos o Ponto de Equilíbrio.</p><p>Cálculo do Ponto de Equilíbrio</p><p>A fórmula usada para se calcular o Ponto de Equilíbrio:</p><p>Gráfico do Ponto de Equilíbrio</p><p>Observando o Gráfico 1, onde a reta da receita cruzar com a reta do</p><p>custo/gasto total, a empresa não terá lucro, nem prejuízo e será seu Ponto de</p><p>Equilíbrio. Se a empresa vender uma unidade a mais, ela passará a ter lucro, e</p><p>se vender uma unidade a menos, passará a ter prejuízo. Como os custos/gastos</p><p>são fixos, sua reta é representada por uma constante paralela ao eixo das</p><p>abscissas (Quantidade). No caso dos custos/gastos variáveis, à medida que</p><p>aumenta a quantidade, o custo/gasto variável também sofre um aumento</p><p>proporcional.</p><p>Tipos de Ponto de Equilíbrio</p><p>Para Wernke (2001), dependendo da necessidade da empresa ou do</p><p>gestor, o Ponto de Equilíbrio possibilita adaptações que suprem as informações</p><p>gerenciais não possuídas. Essas adaptações originam tipos de Ponto de</p><p>Equilíbrio distintos que se ajustam às diversas situações de planejamento das</p><p>atividades da empresa. Dependendo da necessidade da informação e da fórmula</p><p>como é calculado, o Ponto de Equilíbrio recebe denominações diferentes, sendo</p><p>elas: Contábil, Econômico e Financeiro.</p><p>Ponto de equilíbrio contábil (PEC)</p><p>O Ponto de Equilíbrio Contábil é obtido quando há volume (em unidade</p><p>ou R$) suficiente para cobrir todos os gastos fixos, ou seja, o ponto em que não</p><p>há lucro ou prejuízo contábil.</p><p>Segundo Bruni e Famá (2011), no Ponto de Equilíbrio Contábil, tem-se</p><p>que lucro é igual a zero, ou que as receitas totais são iguais aos gastos totais.</p><p>Martins (2010) comenta que o Ponto de Equilíbrio será obtido quando a soma da</p><p>margem de contribuição totalizar o montante suficiente para cobrir todos os</p><p>custos e despesas fixos; esse é o ponto em que contabilmente não haveria nem</p><p>lucro nem prejuízo</p><p>Ponto de equilíbrio econômico (PEE)</p><p>É o Ponto de Equilíbrio com o lucro desejado, além de suportar os custos</p><p>e despesas fixos, a margem de contribuição deve, também, cobrir o custo de</p><p>oportunidade do capital investido na empresa.</p><p>Segundo Crepaldi (2002), o Ponto de Equilíbrio Econômico ocorre quando</p><p>existe lucro na empresa e está busca comparar e demonstrar o lucro da empresa</p><p>em relação à taxa de atratividade que o mercado financeiro oferece ao capital</p><p>investido.</p><p>Para Martins (2010), o Ponto de Equilíbrio Econômico será atingido</p><p>quando a remuneração do capital aplicado atingir a rentabilidade desejada; e</p><p>ainda acrescenta que o verdadeiro lucro da atividade será obtido quando</p><p>contabilmente o resultado for superior ao retorno esperado</p><p>Ponto de equilíbrio financeiro (PEF)</p><p>Outro tipo de Ponto de Equilíbrio que pode auxiliar nas decisões</p><p>gerenciais, é o Ponto de Equilíbrio Financeiro. É quando dentro dos custos fixos</p><p>existem variações patrimoniais que não significam desembolsos para a empresa,</p><p>mas que, de acordo com os princípios contábeis, estas variações devem figurar</p><p>no resultado do exercício, sendo confrontados com as receitas porque</p><p>contribuíram para a constituição da mesma. Exemplo clássico é a depreciação.</p><p>De acordo com Crepaldi (2002), o Ponto de Equilíbrio Financeiro é</p><p>representado pelo volume de vendas necessárias para que a empresa possa</p><p>cumprir com seus compromissos financeiros.</p><p>Martins (2010) comenta que o Resultado Contábil e o Econômico não são</p><p>coincidentes, necessariamente, com o resultado financeiro. Como exemplo, a</p><p>depreciação não representa desembolso de caixa, portanto deve ser excluída</p><p>para se determinar o Ponto de Equilíbrio Financeiro.</p><p>Referencias</p><p>BRUNI, A. L.; FAMÁ, R. Gestão de custos e formação de preços: com aplicações</p><p>na calculadora HP12C e Excel. 5. ed. 4. reimpr. São Paulo: Atlas, 2011.</p><p>CREPALDI, S. A. Curso básico de contabilidade de custos. 2. ed. São Paulo:</p><p>Atlas, 2002.</p><p>MARTINS, E. Contabilidade de custos. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010.</p><p>WERNKE, R. Gestão de custos: uma abordagem prática. São Paulo: Atlas, 2001.</p><p>MEGLIORINI, E. Custos. São Paulo: Makron Books, 2001</p><p>Retirado de</p><p>BETIOL, B. M., TANAHARA, L. R., & FRANCO, A. L. (2011). Cálculo do ponto de</p><p>equilíbrio como uma ferramenta gerencial. Revista Temas em Administração:</p><p>Diversos Olhares, 4(1), 47-53.</p>