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<p>Filipa Viegas M2</p><p>Anatomia</p><p>Anatomia do crânio</p><p>Caso clínico: traumatismo de face</p><p>Homem, 37 anos, vítima de acidente automobilístico com</p><p>colisão frontal em poste, recebeu violento impacto em</p><p>terço médio da face devido a choque contra volante sem</p><p>uso de cinto de segurança. Ao exame físico, apresentava</p><p>hematoma periorbitário bilateral (sinal do guaxinim),</p><p>rinorragia profusa, rinorréia liquórica, anosmia,</p><p>desoclusão dentária e mobilidade maciça no</p><p>esplancnocrânio, caracterizando a separação deste do</p><p>neurocrânio. O exame tomográfico subsequente revelou</p><p>imagem compatível com fratura de Le Fort III. Além das</p><p>fraturas em terço médio da face, observou-se fratura de</p><p>mandíbula parassinfisária direita. O paciente foi</p><p>submetido a cirurgia para redução e fixação das fraturas.</p><p>Sinal do guaxinim ou blefaro-hematoma: roxidão ao</p><p>redor da órbita bilateral</p><p>Rinorragia: sangramento nasal devido a trauma</p><p>Rinorréia liquórica: extravazamento de líquor pelo nariz</p><p>Anosmia: perda do olfato -> provável lesão do nervo</p><p>olfatório</p><p>Divisão do crânio</p><p>v Neurocrânio = parte posterosuperior da cabeça</p><p>v Viscerocrânio ou esplancnocrânio = parte</p><p>anteroinferior da cabeça</p><p>Neurocrânio (constituído por 8 ossos)</p><p>v Frontal (1)</p><p>v Parietal (2)</p><p>v Occipital (1)</p><p>v Temporal (2)</p><p>v Esfenóide (1)</p><p>v Etmóide (1)</p><p>Viscerocrânio (14 ossos)</p><p>v Maxilar (2)</p><p>v Palatino (2)</p><p>v Osso nasal (2)</p><p>v Conchas nasais inferiores (2)</p><p>v Zigomático (2)</p><p>v Lacrimal (2)</p><p>v Vômer (1)</p><p>v Mandíbula (1)</p><p>Ossos associados</p><p>v Oscículos da audição (estribo, martelo e</p><p>bigórnia)</p><p>v Osso hióide (fixações musculares)</p><p>São ossos pneumáticos (irregulares)!</p><p>Articulações do tipo sutura!</p><p>Articulação temporomandibular -> do tipo sinovial</p><p>gínglimo (drobadiça - só abre e fecha)</p><p>Filipa Viegas M2</p><p>Fontículos: tecido fibroso de consistência mais elástica;</p><p>permite o crescimento dos ossos.</p><p>Díploe: nos ossos da calvária, o osso esponjoso é chamado</p><p>de díploe, substância esponjosa alocada entre duas</p><p>camadas de tecido ósseo compacto.</p><p>Hematoma epidural</p><p>O hematoma epidural é o acúmulo de sangue entre a</p><p>dura-máter (membrana que reveste o cérebro) e o</p><p>Filipa Viegas M2</p><p>crânio. Este hematoma é tipicamente causado por um</p><p>trauma agudo na cabeça que rompe a artéria meníngea</p><p>média. O hematoma epidural tem sua localização mais</p><p>frequente a nível do lobo temporal, entre o osso e a</p><p>dura-máter.</p><p>Suturas e pontos craniométricos</p><p>Sutura coronal: vai unir o osso frontal ao osso parietal</p><p>Sutura sagital: vai unir os dois ossos parietais</p><p>Sutura lambdóide: vai unir os ossos parietais ao occipital</p><p>Bregma: osso frontal + osso parietal</p><p>Ptério: osso frontal + osso parietal + osso esfenóide +</p><p>osso temporal -> a artéria meníngea está localizada</p><p>próxima ao ptério</p><p>Astério: osso temporal + osso occipital + osso parietal</p><p>Vértice: junção dos ossos parietais e também o ponto mais</p><p>superior do crânio</p><p>Ptério: clinicamente importante, pois atrás dele passa a</p><p>artéria meníngea média!</p><p>Os pontos crâniométricos são utilizados para medir,</p><p>comparar e descrever a topografia do crânio, além de</p><p>identificar anomalias ou variações anatômicas.</p><p>Base interna do crânio</p><p>Base externa do crânio</p><p>Filipa Viegas M2</p><p>Resumão dos forames + seus conteúdos</p><p>Fraturas de Le Fort</p><p>v Le Fort I: fratura supramxilar (acima dos ossos</p><p>maxilares)</p><p>v Le Fort II: fratura frontozigomática</p><p>v Le Fort III: disjunção crânio facial (separação</p><p>/descontinuidade) -> pior prognóstico</p><p>Ossos que compõem a órbita</p><p>Traumas</p><p>Anosmia -> decorrente da lesão do nervo olfatório</p><p>Rinorréia -> decorrente da lesão de um dos vasos que</p><p>passa na região nasal</p>

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