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<p>CONTABILIDADE DAS</p><p>ORGANIZAÇÕES</p><p>AULA 1</p><p>Prof . Ivanildo Viana Moura</p><p>2</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>Nosso estudo trata da linguagem dos negócios, a fim de nos permitir</p><p>compreender, mensurar, registrar e analisar as transações financeiras de uma</p><p>empresa.</p><p>Nossos objetivos são:</p><p>• Entender o que são as contas contábeis;</p><p>• Aprender quais são as contas patrimoniais;</p><p>• Diferenciar as contas de resultado das contas patrimoniais;</p><p>• Entender o papel das contas transitórias no registro temporário de</p><p>transações;</p><p>• Conhecer a importância do plano de contas na contabilidade e como ele é</p><p>estruturado.</p><p>Aproveite a leitura e pratique os conhecimentos adquiridos resolvendo os</p><p>exercícios. Lembre-se: a prática é a melhor maneira de aprender.</p><p>CONTEXTUALIZANDO</p><p>A Contabilidade é uma ciência social que estuda o comportamento das</p><p>riquezas que se integram ao patrimônio em face das ações humanas (Marion,</p><p>2022). O objetivo da Contabilidade é gerar informações úteis aos tomadores de</p><p>decisão, que podem ser tanto internos quanto externos à organização. Para que</p><p>essas informações sejam geradas, a contabilidade tem como objeto o patrimônio</p><p>das entidades.</p><p>Para entender o patrimônio, é preciso entender as contas que o compõe.</p><p>Nesta abordagem, exploraremos a anatomia das Contas Contábeis, que são os</p><p>blocos de construção essenciais do patrimônio. Essas contas não apenas</p><p>categorizam transações, mas também fornecem uma narrativa financeira que guia</p><p>gestores, investidores e demais interessados.</p><p>TEMA 1 – CONTAS CONTÁBEIS</p><p>A definição do patrimônio como objeto da contabilidade tem origem na</p><p>teoria patrimonialista: no Brasil, a contabilidade fundamenta-se na escola</p><p>3</p><p>patrimonialista, (Ribeiro, 2017, p. 516), a qual separa as contas que representam</p><p>a situação estática (Balanço Patrimonial) das contas que representam a dinâmica</p><p>de resultado (Demonstração de Resultado do Exercício) (Viceconti; Neves, 2018).</p><p>De acordo com Alves (2017), a escola patrimonialista foi predominante no Brasil,</p><p>e afirmava que o patrimônio mudava conforme a evolução das ações econômicas</p><p>decorrentes de fatos administrativos em um período específico.</p><p>Essa escola tinha os seguintes princípios:</p><p>• O objeto da contabilidade é o patrimônio aziendal;</p><p>• As ocorrências patrimoniais referem-se a acontecimentos contábeis;</p><p>• A contabilidade é compreendida como ciência social;</p><p>• A divisão da contabilidade é feita em três ramos, que são estática</p><p>patrimonial, dinâmica patrimonial e revelação patrimonial. (Alves,</p><p>2017, p. 31)</p><p>A estática patrimonial se refere ao balanço patrimonial, pois essa</p><p>demonstração contábil fornece uma imagem instantânea da situação patrimonial</p><p>de uma entidade em um determinado momento; “estática” se refere ao saldo das</p><p>contas do Balanço Patrimonial (BP) no momento em que essa demonstração é</p><p>elaborada, o que acontece geralmente em 31 de dezembro de cada ano. Embora</p><p>Você sabe o</p><p>que é uma</p><p>conta?</p><p>Pense em seu dia a dia e nas</p><p>movimentações que você realiza e</p><p>que alteram seu patrimônio</p><p>pessoal.</p><p>Digamos que você tenha uma certa quantia de dinheiro no banco. O valor</p><p>registrado no banco é uma conta, que, como tal, faz parte de seu patrimônio.</p><p>Nela, você registra seu dinheiro.</p><p>Imagine agora que você tire parte desse dinheiro para comprar um celular. O que</p><p>acontece? Você registra uma saída de dinheiro do banco e a entrada de um bem</p><p>em seu patrimônio. Agora, você possui duas contas:</p><p>Banco</p><p>Banco</p><p>Celular</p><p>Assim acontece com as empresas. Elas</p><p>registram seu patrimônio em contas, e</p><p>controlam cada movimentação de</p><p>entrada e saída de recursos.</p><p>4</p><p>a empresa esteja sempre movimentando suas contas, ao levantarmos o BP, ele</p><p>vai espelhar os saldos das suas contas referentes ao período de sua elaboração,</p><p>revelando os saldos daquele momento, como uma fotografia tirada do patrimônio.</p><p>A dinâmica patrimonial diz respeito aos eventos que modificam o patrimônio</p><p>ao longo de um período, e é evidenciada pela demonstração de resultado do</p><p>exercício. Ou seja, são fatos que aumentam ou diminuem os saldos das contas</p><p>que compõem o patrimônio (ativo, passivo e Patrimônio Líquido), assim como</p><p>ocorre no saldo de uma conta corrente bancária, por exemplo. Esses fatos, que</p><p>aumentam ou diminuem o patrimônio, movimentam, também, outra demonstração</p><p>contábil, a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE), cuja função é</p><p>justamente mostrar, ao final de determinado período, que essa mudança total</p><p>aumentou o patrimônio (lucro), ou o diminuiu (prejuízo).</p><p>Por fim, a revelação patrimonial está relacionada com as informações</p><p>geradas pela contabilidade, que evidenciam os resultados de um período, assim</p><p>como a composição patrimonial. Essa revelação se dá pelas demonstrações</p><p>contábeis levantadas a cada final de exercício, e disponibilizadas aos usuários</p><p>com interesse na entidade.</p><p>Para evidenciar a estática, a dinâmica e a revelação patrimonial, o contador</p><p>precisa conhecer as contas contábeis para que possa fazer corretamente o</p><p>registro dos fatos administrativos. De acordo com Ribeiro (2018, p. 30), “conta é o</p><p>nome técnico que identifica um componente patrimonial (Bem, Direito, Obrigação</p><p>ou Patrimônio Líquido), ou um Componente de Resultado (Despesa ou Receita)”.</p><p>Sob essa perspectiva, a teoria patrimonialista separa as contas em patrimoniais</p><p>(contas que compõem o BP) e de resultado (contas que compõem a DRE).</p><p>As contas representam registros de débitos e créditos (entradas e saídas)</p><p>da mesma natureza ou espécie, identificadas por nomes que qualificam elementos</p><p>patrimoniais e de resultado (Viceconti; Neves, 2018). Por exemplo, quando a</p><p>empresa compra mercadorias para revender, ela registra essas mercadorias em</p><p>uma conta chamada “Estoque de Mercadorias”. A compra faz com que o saldo</p><p>dessa conta seja aumentado. Por outro lado, quando ela vende essas</p><p>mercadorias, o saldo dessa conta é diminuído, e assim sucessivamente.</p><p>Todos os acontecimentos que fazem parte do dia a dia da empresa e geram</p><p>movimentação do patrimônio (como compras, vendas, pagamentos, recebimentos</p><p>5</p><p>etc.) são registrados pela contabilidade por meio de contas (Ribeiro, 2018).</p><p>Diante do exposto, é necessário que os contadores tenham conhecimento</p><p>das movimentações realizadas pelas empresas e sobre as contas, para que</p><p>possam fazer a correta classificação, mensuração e registro dos fatos</p><p>administrativos (contábeis) que ocorrem no dia a dia de uma entidade. Para tanto,</p><p>vamos estudar as contas das duas principais demonstrações contábeis, as quais</p><p>servem de base para o preparativo das demais demonstrações, sendo elas o BP</p><p>(contas patrimoniais) e a DRE (contas de resultado).</p><p>TEMA 2 – CONTAS PATRIMONIAIS</p><p>O Balanço Patrimonial (BP) é a demonstração contábil cuja finalidade é</p><p>apresentar a situação patrimonial da empresa em dado momento, dentro de</p><p>determinados critérios de avaliação (Iudícibus et al., 2023). Nessa demonstração,</p><p>os elementos do patrimônio são agrupados de modo a facilitar o conhecimento e</p><p>a análise da situação financeira das entidades (Viceconti; Neves, 2018).</p><p>De acordo com Marion (2023), em Contabilidade, a palavra patrimônio tem</p><p>sentido amplo: por um lado ela significa o conjunto de bens e direitos pertencentes</p><p>a uma pessoa ou empresa; por outro, inclui as obrigações da entidade. Iudícibus</p><p>et al. (2023) afirmam que o BP encerra a sequência dos procedimentos contábeis,</p><p>apresentando de forma ordenada os três elementos que compõem o patrimônio</p><p>da entidade (Figura 1).</p><p>Figura 1 – Composição do patrimônio</p><p>Para evidenciar esses elementos, o BP é constituído de duas colunas: a</p><p>coluna do lado direito é denominada Passivo, e a coluna do lado esquerdo é</p><p>denominada Ativo (Iudícibus, 2023). A Figura 2 apresenta a estrutura do balanço</p><p>patrimonial de forma simplificada.</p><p>Patrimônio</p><p>Ativo</p><p>Passivo</p><p>Patrimônio</p><p>Líquido</p><p>6</p><p>Figura 2 – Estrutura do Balanço Patrimonial</p><p>Como mostrado na figura, no BP, as contas patrimoniais são as que</p><p>representam os elementos componentes do patrimônio, dividindo-se em contas</p><p>ativas (representativas dos bens e dos direitos) e passivas (representativas das</p><p>obrigações exigíveis e do Patrimônio Líquido) (Ribeiro, 2018). A seguir, esses</p><p>grupos de contas serão explorados com mais profundidade.</p><p>2.1 Contas do Ativo</p><p>O Ativo é composto pelas contas que representam os bens e direitos da</p><p>entidade. Esse grupo de contas representa a parte positiva do patrimônio,</p><p>também denominada patrimônio bruto (Viceconti; Neves, 2018).</p><p>O uso do termo “patrimônio bruto” se refere ao fato de que esse grupo</p><p>engloba todos os bens e direitos pertencentes à entidade antes de deduzir as</p><p>obrigações exigíveis. Isso implica dizer que o patrimônio bruto (Ativo) é composto</p><p>somente dos bens e direitos da entidade, sem considerar suas dívidas.</p><p>Bens (dinheiro, móveis, estoques, veículos etc.) e direitos (contas a</p><p>receber, tributos a recuperar, adiantamentos a funcionários etc.) possuem</p><p>características diferentes, e suas definições indicam os tipos de itens que se</p><p>enquadram em seus respectivos grupos. Os bens ainda possuem uma</p><p>característica que levam a uma subclassificação dentro de seu grupo, uma vez</p><p>que eles podem ser tangíveis ou intangíveis.</p><p>2.1.1 Bens tangíveis</p><p>Para Marion (2023), os bens são as coisas úteis, capazes de satisfazer as</p><p>necessidades das pessoas e das empresas. De acordo com este autor, os bens</p><p>que têm forma física são palpáveis e denominam-se bens tangíveis.</p><p>Alguns exemplos desse tipo de bens são:</p><p>7</p><p>Tabela 1 – Contas que representam bens tangíveis</p><p>Bens Tangíveis</p><p>Cédulas de Dinheiro</p><p>Equipamentos</p><p>Estoques</p><p>Instalações</p><p>Móveis</p><p>Veículos</p><p>Todos esses itens são bens tangíveis que a entidade utiliza para a</p><p>realização de suas atividades. Eles compreendem desde itens utilizados nos</p><p>processos de produção, até os itens que são utilizados em outros setores. Todos</p><p>possuem forma física, podem ser tocados e vistos pelas pessoas.</p><p>2.1.2 Bens intangíveis</p><p>Diferentemente dos bens tangíveis, os bens intangíveis são incorpóreos</p><p>(não palpáveis) e não possuem forma física de representação (Iudícibus et al.,</p><p>2023). Desse modo, os bens incorpóreos são aqueles bens que não podemos</p><p>tocar (Marion, 2023).</p><p>A classificação dos direitos que tenham por objeto bens incorpóreos</p><p>destinados à manutenção da companhia ou exercidos por ela com esta finalidade,</p><p>é determinada pela Lei no 6.404/76, art. 179.</p><p>A seguir, apresentamos alguns exemplos de bens intangíveis:</p><p>Tabela 2 – Contas que representam bens intangíveis</p><p>Bens Intangíveis</p><p>Direitos autorais</p><p>Fórmulas</p><p>Fundo de comércio</p><p>Marcas</p><p>Patentes</p><p>As marcas são identificadores distintivos, como nomes, logotipos ou</p><p>8</p><p>slogans, que representam e diferenciam produtos ou serviços de uma empresa no</p><p>mercado. Na Figura 3 é possível observar algumas marcas famosas que oferecem</p><p>seus produtos no mercado.</p><p>Figura 3 – Marcas</p><p>Crédito: Antlii/Shutterstock.</p><p>Além das marcas, outro exemplo de bens intangíveis que as empresas</p><p>podem possuir são as patentes, que são os direitos exclusivos concedidos a</p><p>inventores sobre inovações técnicas. Assim, se uma empresa possui a patente de</p><p>uma determinada invenção (a empresa que inventou o celular, por exemplo) ela</p><p>deverá fazer o registro desse ativo no intangível.</p><p>Outro exemplo de intangível são as fórmulas de produtos que as empresas</p><p>fabricam. Por exemplo, bebidas, remédios e outros produtos químicos são itens</p><p>que podem se encaixar nessa categoria, pois representam propriedade intelectual</p><p>valiosa para uma empresa. Um exemplo de fórmula de um produto muito famoso,</p><p>cujo segredo é mantido a sete chaves pela empresa é a fórmula da Coca-Cola.</p><p>Quando a empresa possui um produto tão valorizado no mercado, e ela consegue</p><p>fazer a mensuração desse ativo, ele deve ser registrado como um intangível.</p><p>O fundo de comércio também é um dos intangíveis mais conhecidos</p><p>contabilmente. De acordo com Iudícibus (2023) o fundo de comércio “consiste na</p><p>reputação da empresa e no ambiente em que ela atua”.</p><p>9</p><p>Desse modo, esse conceito representa o conjunto de elementos imateriais</p><p>que contribuem para o valor de um estabelecimento comercial. Esses elementos</p><p>incluem a clientela, a reputação, a localização, entre outros ativos intangíveis que</p><p>não estão fisicamente presentes, mas que têm valor econômico.</p><p>2.1.3 Direitos</p><p>De acordo com Marion (2023, p. 37) “em contabilidade, entende-se por</p><p>direito ou direito a receber o poder de exigir alguma coisa. São valores a receber,</p><p>títulos a receber, contas a receber etc.” Para Viceconti e Neves (2018, p. 4) “os</p><p>direitos são os valores a serem recebidos de terceiros por vendas a prazo ou</p><p>valores de propriedade da entidade que se encontram em posse de terceiros”.</p><p>Os direitos abrangem tanto valores a receber, oriundos de vendas</p><p>realizadas a prazo, como também outros tipos de valores da entidade que se</p><p>encontram em posse de terceiros, mas cuja compensação pode não se dar na</p><p>forma de recebimento em numerário (dinheiro), podendo ocorrer, também, como</p><p>um serviço a ser prestado pelo devedor, ou pela entrega de um bem, sendo que,</p><p>em ambos os casos, a empresa pagou antecipadamente para obter o direito sobre</p><p>o item reclamado.</p><p>É possível também obter direitos sobre a exploração de bens de posse da</p><p>entidade, quando cedidos à terceiros visando obter recursos econômicos em</p><p>Popularmente, o fundo de</p><p>comércio é conhecido como “ponto</p><p>comercial”. Você já deve ter ouvido</p><p>alguém dizer “vendo ou compro</p><p>ponto comercial”.</p><p>Vendo ponto</p><p>comercial</p><p>Tratar aqui</p><p>10</p><p>troca, geralmente, na forma de numerário. Por exemplo, se a empresa possui um</p><p>imóvel e ela aluga para terceiros: dessa forma, ela tem direito de receber o valor</p><p>correspondente ao aluguel.</p><p>Para Ribeiro (2018), os direitos aparecem registrados nos livros contábeis</p><p>da empresa com o nome de elemento representativo do respectivo direito. Alguns</p><p>exemplos de direitos são dados por Iudícibus (2023):</p><p>Tabela 3 – Exemplos de contas que representam direitos</p><p>Direitos</p><p>Contas a Receber</p><p>Duplicatas a Receber</p><p>Títulos a Receber</p><p>Ações</p><p>Depósitos Bancários</p><p>Além desses exemplos, também podemos citar os tributos a recuperar,</p><p>seguros a apropriar, aluguéis a receber, adiantamento a funcionários, despesas</p><p>antecipadas, entre outros.</p><p>De acordo com Padoveze (2018), se a entidade tem um direito para com</p><p>um terceiro, é porque esse terceiro tem uma obrigação para com a entidade. Isso</p><p>significa que os direitos da entidade têm, como contrapartida, a obrigação de outra</p><p>parte. Por exemplo, contas a receber é um direito da entidade cuja contrapartida</p><p>é uma obrigação de pagamento da pessoa que comprou mercadorias a prazo.</p><p>Adiantamento a funcionários representa um direito da entidade cuja</p><p>contrapartida é a obrigação dos funcionários de prestar serviços para compensar</p><p>a parcela antecipada de seu salário.</p><p>Despesas antecipadas representam pagamentos antecipados realizados</p><p>pela entidade por serviços ou bens que serão recebidos no futuro. Isso inclui</p><p>despesas antecipadas como aluguel, seguro, entre outros, representando direitos</p><p>da entidade a benefícios futuros, cuja contrapartida é uma obrigação do</p><p>fornecedor de entregar esses bens ou serviços, uma vez que já recebeu por eles.</p><p>Em relação aos seguros a apropriar, quando a empresa paga um prêmio</p><p>de seguro antecipadamente, ela tem o direito de receber a cobertura do seguro</p><p>11</p><p>ao longo do período de vigência da apólice, pois o valor do prêmio pago (pela</p><p>contratação desse serviço) que ainda não foi utilizado para cobrir sinistros, é</p><p>considerado um direito da entidade.</p><p>No caso de tributos a recuperar, o valor a ser recuperado</p><p>é considerado um</p><p>direito da entidade, pois representa um ativo que contribuirá para a redução dos</p><p>encargos tributários que ela deverá recolher em transações de venda de suas</p><p>mercadorias.</p><p>Você deve ter percebido que tanto os bens quanto os direitos aqui</p><p>apresentados são itens que aumentam o patrimônio bruto da entidade. Isso</p><p>significa que, a cada bem ou direito adquirido, o patrimônio bruto da entidade é</p><p>aumentado. No entanto, é importante ressaltar que algumas contas patrimoniais</p><p>(tanto bens quanto direitos e obrigações) podem perder valor com o tempo, em</p><p>função de sua natureza, sendo necessário realizar ajustes que levem a refletir o</p><p>seu real valor contábil. Para tanto, existem as contas retificadoras.</p><p>2.1.4 Contas retificadoras do Ativo</p><p>As contas do Ativo são registradas pelo custo histórico (por exemplo, os</p><p>imobilizados), ou pelo seu valor original (por exemplo, as contas de clientes a</p><p>receber), ou seja, o valor pago por esse bem ou direito. No entanto, algumas</p><p>dessas contas tendem a apresentar algum tipo de desvalorização com o passar</p><p>do tempo, devendo ser ajustadas de modo a evidenciar seu valor contábil.</p><p>Para tanto, existem as contas retificadoras, que, segundo Viceconti e Neves</p><p>(2018), são contas secundárias, que acompanham as contas principais que lhes</p><p>deram origem, ainda que os respectivos saldos sejam opostos. O objetivo dessas</p><p>contas é ajustar o valor pelo qual esses itens foram originalmente registrados no</p><p>balanço patrimonial da entidade. Assim, cada conta principal cujo saldo precisa de</p><p>algum ajuste, terá sua conta retificadora com natureza oposta à natureza do grupo</p><p>ao qual pertence:</p><p>Conta principal</p><p>(-) Conta Retificadora</p><p>Por exemplo, os imobilizados (veículos, máquinas, equipamentos, prédios</p><p>etc.) são registrados no ativo por seu valor de custo. No entanto, eles tendem a</p><p>12</p><p>perder valor com o tempo devido a fatores como uso, desgaste, fatores</p><p>ambientais, entre outros. Dessa forma, os valores pelos quais são registrados</p><p>devem ser ajustados para evidenciar seu valor contábil. Esse ajuste é feito</p><p>periodicamente até que o bem seja totalmente depreciado, em uma conta</p><p>retificadora chamada “Depreciação Acumulada”. Por exemplo, um imobilizado de</p><p>R$ 50.000,00, tendo depreciados R$ 10.000,00 por ano durante o período de vida</p><p>útil desse bem, que é de cinco anos. No primeiro ano, seu valor contábil será de</p><p>R$ 40.000,00, ajustado da seguinte forma:</p><p>Tabela 4 – Contas retificadoras de Imobilizado</p><p>Imobilizado</p><p>Custo de Aquisição R$ 50.000,00</p><p>(-) Depreciação Acumulada R$ 10.000,00</p><p>(=) Valor Contábil R$ 40.000,00</p><p>Para representar esse ajuste, no ativo, a conta principal será seguida da</p><p>conta retificadora, aparecendo no balanço da seguinte forma:</p><p>Imobilizado R$50.000,00</p><p>(-) Depreciação Acumulada R$10.000,00</p><p>A natureza da conta retificadora leva à redução do valor do imobilizado em</p><p>R$ 10.000,00. O valor contábil do bem é evidenciado pela diferença entre o seu</p><p>valor de registro e o valor da conta retificadora. Ao final dos cinco anos, o</p><p>imobilizado estará totalmente depreciado.</p><p>Outro exemplo é a conta de clientes a receber, cujo registro é feito por seu</p><p>valor original, ou seja, pelo valor das transações que a empresa faz de vendas a</p><p>prazo. Entretanto, a lei determina que as perdas estimadas (estimativa com</p><p>inadimplência) com essa conta sejam reconhecidas em uma conta retificadora:</p><p>Clientes a Receber</p><p>(-) Perdas Estimadas para Créditos de Liquidação Duvidosa</p><p>Nesse contexto, as contas retificadoras podem ser definidas como ajustes</p><p>contábeis necessários para garantir que os registros financeiros estejam em</p><p>conformidade com os princípios contábeis e forneçam uma representação fiel da</p><p>situação financeira da empresa.</p><p>13</p><p>No ativo, as contas retificadoras possuem natureza credora e, por força da</p><p>Lei n. 6.404/1976, devem figurar no balanço patrimonial como redutoras das</p><p>contas com base nas quais elas foram originadas (Ribeiro, 2018). Desse modo,</p><p>esses ajustes mostram quanto o patrimônio realmente vale na data do balanço</p><p>patrimonial.</p><p>As contas retificadoras possuem natureza contrária à natureza do grupo ao</p><p>qual pertencem. As contas do ativo possuem natureza devedora, enquanto as</p><p>retificadoras do ativo possuem natureza credora.</p><p>É importante lembrar que as contas retificadoras não existem se não existir</p><p>a conta principal. Isso significa que você nunca verá, em um BP, a conta</p><p>Depreciação Acumulada se não existir uma conta de imobilizados. O mesmo vale</p><p>para todas as contas retificadoras.</p><p>Alguns exemplos de contas retificadoras do ativo são:</p><p>Ressaltamos que algumas contas principais podem ter duas ou mais contas</p><p>retificadoras. Um exemplo, é a conta de imobilizados, que deve ser ajustada por</p><p>meio da conta de depreciação acumulada para refletir sua desvalorização por uso,</p><p>ações do tempo, desgaste etc. No entanto, pode acontecer que o imobilizado sofra</p><p>outro tipo de desvalorização, como por obsolescência, fazendo com que seu valor</p><p>14</p><p>de mercado fique abaixo do valor contábil. Dessa forma, a empresa precisa fazer</p><p>o reconhecimento da perda por desvalorização desse ativo, utilizando a conta de</p><p>Perdas por Redução ao Valor Recuperável. Então, no Ativo, a conta imobilizados</p><p>terá duas contas retificadoras, como mostrado a seguir.</p><p>Imobilizados</p><p>(-) Depreciação Acumulada</p><p>(-) Perdas por Redução ao Valor Recuperável</p><p>Outro ponto importante sobre as contas no BP, não só no ativo, mas em</p><p>todos os grupos, é que elas não podem estar dispostas em qualquer ordem, pois</p><p>a lei determina como as contas devem estar posicionadas em todos os grupos</p><p>dessa demonstração.</p><p>2.1.5 Ordem de disposição das contas do Ativo</p><p>No Ativo, há diferentes itens com diferentes funções; alguns deles já são</p><p>dinheiro, outros tendem a se transformar em dinheiro, e outros são mantidos para</p><p>serem usados nas operações da empresa. Por exemplo, as contas Caixa e</p><p>Bancos (também conhecidas como Disponível) já são dinheiro. As contas clientes</p><p>a receber e estoques tendem a se converter em dinheiro dentro de um</p><p>determinado período. As contas de investimentos, imobilizado e intangível não</p><p>tendem a se converter em dinheiro, fazendo parte das operações da empresa.</p><p>Nesse sentido, a Lei n. 6.404/1976, conhecida como Lei das Sociedades</p><p>por Ações (ou Lei das SA), determina a ordem como as contas devem ser</p><p>classificadas nos grupos que compõem o BP: “Art. 178. No balanço, as contas</p><p>serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e</p><p>agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira</p><p>da companhia” (Brasil, 1976).</p><p>Nesse artigo, a lei estabelece como as contas dos grupos do ativo e do</p><p>passivo devem estar dispostas no balanço. Em relação ao ativo, a lei determina:</p><p>§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau</p><p>de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:</p><p>I – ativo circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)</p><p>II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo</p><p>prazo, investimentos, imobilizado e intangível. (Incluído pela Lei nº</p><p>11.941, de 2009). (Brasil, 1976)</p><p>15</p><p>Há dois pontos a serem observados nessa passagem da lei: o primeiro, é</p><p>a disposição das contas em ordem decrescente do grau de liquidez. Isso significa</p><p>organizar as contas em uma ordem em que as mais líquidas (facilmente</p><p>convertidas em dinheiro) vêm primeiro, seguidas pelas menos líquidas. Ou seja,</p><p>é colocar as contas em uma lista começando pelas mais fáceis de transformar em</p><p>dinheiro, terminando com as que vão demorar mais, ou que não tendem a se</p><p>transformar em dinheiro.</p><p>Por exemplo: as contas Caixa e Bancos são contas que já são em</p><p>numerário (dinheiro), por isso, elas devem vir primeiro no Ativo. Em seguida, há</p><p>as contas de Estoques, que tendem a se converter em um período relativamente</p><p>baixo, e a conta de Clientes a Receber, que também tende a se converter em</p><p>numerário em um tempo curto. As contas como Imobilizados, Investimentos e</p><p>Intangíveis tendem a não se converter em numerário, por isso vêm por último no</p><p>balanço.</p><p>O segundo ponto a ser observado é a classificação das contas em</p><p>“Circulante e Não Circulante”. A disposição das contas em ordem decrescente do</p><p>grau de liquidez também possibilita que o ativo seja dividido em duas partes,</p><p>considerando o tempo de realização (realização é a conversão do bem ou direito</p><p>em dinheiro) de suas contas, ou seja, o Ativo Circulante e o Ativo Não Circulante.</p><p>Ressalta-se que o Circulante é também chamado de curto prazo, enquanto o Não</p><p>Circulante é chamado de longo prazo. Vamos conhecer mais sobre Ativo</p><p>Circulante e Ativo Não Circulante:</p><p>• Ativo Circulante (AC): compreende os bens e direitos que a empresa</p><p>espera converter em numerários (dinheiro) no período de até doze meses</p><p>do período de reporte (data de fechamento do BP), ou seja, após o</p><p>fechamento do exercício corrente. Por exemplo: considere que o exercício</p><p>social de uma empresa inicia em 01/01/2024 e se encerra em 31/12/2024.</p><p>Isso significa que o balanço será fechado em 31/12/2024. Diante disso,</p><p>para a classificação no curto prazo (circulante), a empresa considera todas</p><p>as contas do ativo que se realizarão (ou converterão em dinheiro) até</p><p>31/12/2025. Se ela fizer uma venda a prazo, todas as parcelas que irá</p><p>receber até 31/12/2025, serão classificadas no curto prazo, enquanto</p><p>aquelas que vencerão a partir de 01/01/2026, serão classificadas no longo</p><p>16</p><p>prazo (não circulante). As contas caixa, bancos, investimentos de curto</p><p>prazo, estoques de mercadorias, clientes a receber, e outras que se</p><p>convertem em numerário em curto prazo, são classificadas nesse grupo.</p><p>• Ativo Não Circulante (ANC): nesse grupo, são dispostas as contas que</p><p>serão convertidas em numerário em prazo maior que doze meses após o</p><p>fechamento do balanço, ou contas que não tenham o objetivo de conversão</p><p>em dinheiro. Por exemplo, contas de clientes e outros créditos que a</p><p>empresa tenha com terceiros e cuja realização se dará após doze meses</p><p>do fechamento do balanço, são classificadas na conta Ativo Realizável a</p><p>Longo Prazo, que faz parte do ANC. Além dessa conta, o ANC também</p><p>compreende as contas de Investimentos, Imobilizados e Intangíveis, as</p><p>quais não possuem objetivo de realização.</p><p>Essa divisão em AC e ANC ajuda a organizar os ativos de uma empresa</p><p>com base em sua liquidez e na perspectiva de utilização a curto ou longo prazo.</p><p>Essa forma de estrutura possibilita mais informações para os usuários das</p><p>demonstrações contábeis. Para facilitar o entendimento, vamos ver o ativo em um</p><p>balanço real da Petrobrás, em que é possível observar essa estrutura.</p><p>Figura 4 – Balanço Patrimonial da Petrobrás – Ativo</p><p>Fonte: Petrobrás, 2022.</p><p>17</p><p>Agora que vimos as contas do Ativo, vamos conhecer as contas do Passivo.</p><p>2.2 Contas do Passivo</p><p>Enquanto o Ativo é considerado a parte positiva do patrimônio, o Passivo é</p><p>a parte negativa, pois é composto das obrigações (valores a pagar) da entidade</p><p>para com terceiros (Viceconti; Neves, 2018). As obrigações são dívidas que a</p><p>entidade possui com outras empresas e, por isso, “em Contabilidade, tais dívidas</p><p>são denominadas obrigações exigíveis, isto é, compromissos que serão</p><p>reclamados, exigidos: pagamento na data do vencimento” (Marion, 2023, p. 38).</p><p>Esse grupo de contas envolve todas as obrigações exigíveis que a empresa</p><p>possui com outras entidades, sejam elas pessoa física ou jurídica. As obrigações</p><p>exigíveis têm como principal característica o fato de que deverão ser liquidadas</p><p>(pagas) em data certa, ou seja, existe um compromisso da empresa na liquidação</p><p>dessas contas dentro dos prazos estipulados. Caso a empresa não honre esses</p><p>compromissos em suas respectivas datas de liquidação, poderá sofrer sanções</p><p>das entidades com as quais ela possui essas obrigações. Por isso, são chamadas</p><p>de obrigações exigíveis, pois na data em que devem ser liquidadas, as obrigações</p><p>serão reclamadas pelas entidades.</p><p>Alguns exemplos de obrigações exigíveis registradas no Passivo:</p><p>Tabela 5 – Contas do Passivo Exigível</p><p>Obrigações Exigíveis</p><p>Fornecedores a Pagar</p><p>Salários a Pagar</p><p>Encargos Sociais a Recolher</p><p>Impostos a Recolher</p><p>Empréstimos a Pagar</p><p>Financiamentos a Pagar</p><p>Adiantamento de Clientes</p><p>Esses são alguns exemplos de obrigações exigíveis que a empresa possui,</p><p>mas é importante ressaltar que ela pode ter muitas outras obrigações, as quais</p><p>devem constar em seu plano de contas. Além das contas principais que</p><p>18</p><p>representam as obrigações da empresa, assim como no Ativo, o Passivo também</p><p>possui contas retificadoras.</p><p>2.2.1 Contas retificadoras do Passivo</p><p>As contas do Passivo são registradas pelo seu valor original, ou seja, o</p><p>valor da transação que as originou. No entanto, algumas delas devem ser</p><p>ajustadas para refletir seu valor contábil. Essas contas principais também são</p><p>ajustadas por meio de contas retificadoras.</p><p>No Passivo, as contas retificadoras têm a função de realizar ajustes para</p><p>refletir melhor a realidade econômica das transações financeiras da entidade,</p><p>fazendo com que ela cumpra com as normas contábeis aplicáveis. As situações</p><p>específicas podem variar, sendo função do profissional de contabilidade garantir</p><p>conformidade com as práticas contábeis aplicáveis.</p><p>Alguns exemplos de contas retificadoras do Passivo:</p><p>Algumas contas principais podem ter mais de uma conta retificadora, assim</p><p>como acontece no Ativo. Por exemplo, considere que a empresa tenha realizado</p><p>empréstimos bancários sobre os quais haja a incidência de juros sobre cada</p><p>parcela a vencer. Nesse caso, a empresa deverá utilizar a conta de Encargos</p><p>Financeiros a transcorrer como retificadora para contabilizar os juros acumulados</p><p>que ainda não foram pagos. Considere também que a empresa tenha incorrido</p><p>em custos de transação para realizar esse empréstimo. Custos de transação são</p><p>os gastos associados à realização de uma transação econômica, como comprar</p><p>• Retificadora de contas de Títulos a Pagar, Financiamentos.</p><p>Ajuste a Valor presente</p><p>• Retificadora de contas de Juros a Pagar, Empréstimos a Pagar, Financiamentos.</p><p>Encargos Financeiros a transcorrer</p><p>• Retificadora de contas de Empréstimos a Pagar, Títulos a Pagar.</p><p>Custos de Transação a Apropriar</p><p>• Retificadora de contas de Títulos a Pagar, Debêntures</p><p>Deságio a Amortizar</p><p>19</p><p>ou vender um bem ou serviço. Nessa circunstância, deverá ajustar os valores</p><p>relacionados com os custos associados à transação do empréstimo que ainda não</p><p>foram totalmente reconhecidos por meio da conta retificadora Custos de</p><p>Transação a Apropriar. Nessa situação, haveria duas contas retificadoras:</p><p>Empréstimos a Pagar</p><p>(-) Encargos Financeiros a transcorrer</p><p>(-) Custos de Transação a Apropriar</p><p>Assim como no Ativo, as contas do Passivo também devem estar dispostas</p><p>no balanço na ordem determinada pela Lei das SA.</p><p>2.2.2 Ordem de disposição das contas do Passivo</p><p>Enquanto as contas do Ativo são dispostas no balanço em ordem</p><p>decrescente do grau de liquidez, as contas do Passivo seguem a ordem de</p><p>exigibilidade. Isso quer dizer que as contas do passivo são elencadas por ordem</p><p>de vencimento, ou seja, as contas que tendem a vencer primeiro, aparecem</p><p>primeiro.</p><p>Além disso, a Lei n. 6.404/1976, em seu art. 178, também dispõe sobre a</p><p>divisão do passivo em circulante e não circulante:</p><p>§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:</p><p>I – passivo circulante; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)</p><p>– passivo não circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) (Brasil,</p><p>1976).</p><p>Nesse contexto, “as contas do Passivo Exigível devem ser classificadas no</p><p>Passivo Circulante ou no Passivo Não Circulante, dependendo do</p><p>prazo de</p><p>vencimento da obrigação” (Santos et al., 2022, p. 235).</p><p>• O uso do termo “Passivo Exigível” se deve ao fato de que, embora seja um</p><p>grupo com características distintas, a Lei das SA considera o Patrimônio</p><p>Líquido como parte do Passivo. Dessa forma, utiliza-se o termo exigível</p><p>para se referir ao Passivo propriamente dito, e o termo “Passivo não</p><p>exigível” para se referir ao Patrimônio Líquido. Por força da lei, o Passivo</p><p>exigível então é dividido em circulante e não circulante, assim como o Ativo.</p><p>• Passivo Circulante (PC): são classificadas nesse grupo as obrigações da</p><p>20</p><p>empresa esperadas para serem liquidadas (pagas) no curto prazo, ou seja,</p><p>em até doze meses após o fechamento do balanço. Isso inclui dívidas de</p><p>curto prazo, contas a pagar, obrigações salariais e outras obrigações que</p><p>devem ser cumpridas dentro do próximo exercício social.</p><p>• Passivo Não Circulante (PNC): compreende as obrigações que não serão</p><p>liquidadas no curto prazo, geralmente com prazo de vencimento superior a</p><p>doze meses após o fechamento do balanço. Essas obrigações incluem</p><p>dívidas de longo prazo, financiamentos, empréstimos a pagar em prazos</p><p>mais longos e outras obrigações de longo prazo.</p><p>Conforme mencionado anteriormente, o Patrimônio Líquido é tratado pela</p><p>Lei 6.404/1976 como parte do Passivo, mas as contas desse grupo possuem</p><p>características próprias, distintas do Passivo exigível. Por conta disso, esse grupo</p><p>aparece separado do Passivo no BP.</p><p>2.3 Contas do Patrimônio Líquido</p><p>O Patrimônio Líquido é o grupo de contas que evidencia recursos dos</p><p>proprietários aplicados no empreendimento, e cuja primeira aplicação é o</p><p>chamado Capital Social (Iudícibus et al., 2023). Esse grupo de contas “representa</p><p>a riqueza líquida da entidade que, em última análise, pertence aos sócios ou</p><p>acionistas (proprietários) e indica a diferença entre o valor dos bens e direitos</p><p>(Ativo) e o valor das obrigações com terceiros (Passivo)” (Viceconti; Neves, 2018,</p><p>p. 5).</p><p>Esse é o motivo pelo qual o ativo é conhecido como patrimônio bruto, pois</p><p>ao deduzir desse grupo de contas o total de obrigações exigíveis, evidencia-se o</p><p>Patrimônio Líquido da entidade. Nesse contexto, pode-se considerar o Patrimônio</p><p>Líquido como a situação liquida da entidade (Ribeiro, 2018), pois essa diferença</p><p>entre ativo e passivo exigível é que vai medir ou avaliar a situação ou condição</p><p>econômica e financeira da entidade (Viceconti; Neves, 2018).</p><p>As principais contas que compreendem o Patrimônio Líquido são:</p><p>21</p><p>Tabela 6 – Contas do Patrimônio Líquido</p><p>Patrimônio Líquido</p><p>Capital Social</p><p>Reservas de Capital</p><p>Ajuste de Avaliação Patrimonial</p><p>Reservas de Lucros</p><p>O capital social representa o investimento inicial e posteriores aportes</p><p>realizados na empresa por seus proprietários, sócios e, no caso de sociedades</p><p>por ações, os acionistas (Marion, 2022).</p><p>Reservas de capital “são acréscimos ao Patrimônio Líquido originados</p><p>normalmente de terceiros, ou seja, não se originam das operações normais da</p><p>empresa” (Iudícibus; Marion, 2020).</p><p>A conta de ajuste de avaliação patrimonial tem por finalidade fazer com que</p><p>ativos e passivos se aproximem de seu real valor, representados pelo seu valor</p><p>justo (Rios; Marion, 2020).</p><p>Por fim, as reservas de lucros são constituídas a partir dos lucros da</p><p>empresa, e sua constituição pode se dar por imposição legal, por determinação</p><p>estatutária e por propostas aprovadas pelos proprietários, sócios e acionistas,</p><p>com finalidades específicas (Iudícibus et al., 2023).</p><p>2.4 Contas retificadoras do Patrimônio Líquido</p><p>Assim como os outros dois grupos, o Patrimônio Líquido também possui</p><p>contas retificadoras, sendo as principais:</p><p>O capital a integralizar (a realizar) refere-se à parcela do capital ainda não</p><p>•Retificadora da conta de Capital Social</p><p>Capital a Integralizar</p><p>•Retificadora de todo o grupo do Patrimônio Líquido</p><p>Ações em Tesouraria</p><p>•Retificadora de todo o grupo do Patrimônio Líquido</p><p>Prejuízos Acumulados</p><p>22</p><p>integralizada (ainda não paga pelos sócios), permitindo que o valor do capital,</p><p>somado ao patrimônio, reflita adequadamente somente o montante que ingressou</p><p>na empresa.</p><p>Por sua vez, Prejuízos Acumulados é uma conta que registra os prejuízos</p><p>que a empresa teve em exercícios anteriores e que ainda não foram</p><p>compensados.</p><p>Ações em Tesouraria corresponde a ações representativas do capital da</p><p>própria empresa, adquiridas por ela mesma (Ribeiro, 2018).</p><p>Em relação à ordem de disposição das contas do Patrimônio Líquido (PL),</p><p>a Lei n. 6.404/1976, em seu art. 178, dispõe o seguinte:</p><p>III – Patrimônio Líquido, dividido em capital social, reservas de capital,</p><p>ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em</p><p>tesouraria e prejuízos acumulados. (Incluído pela Lei nº 11.941, de</p><p>2009). (Brasil, 1976)</p><p>As contas do PL devem estar dispostas no balanço nesta mesma ordem,</p><p>não havendo a necessidade de dividir esse grupo em circulante e não circulante,</p><p>uma vez que suas contas são consideradas permanentes.</p><p>Quadro 1 – Disposição das contas do Patrimônio Líquido</p><p>Patrimônio Líquido</p><p>Capital Social</p><p>(-) Capital a Realizar</p><p>Ajuste de Avaliação Patrimonial</p><p>Reservas de Capital</p><p>Reservas de Lucro</p><p>(-) Ações em Tesouraria</p><p>(-) Prejuízo Acumulado</p><p>Observe, no balanço da Petrobrás, os grupos Passivo e Patrimônio Líquido</p><p>e identificar seus subgrupos.</p><p>23</p><p>Figura 5 – Balanço Patrimonial da Petrobrás – Passivo e PL</p><p>Fonte: Petrobrás, 2022.</p><p>A seguir, vamos estudar um grupo de contas com efeito direto no Patrimônio</p><p>Líquido: as contas de resultado.</p><p>TEMA 3 – CONTAS DE RESULTADO</p><p>As contas de resultado não fazem parte do BP, mas é por meio delas que</p><p>ficamos sabendo se a empresa apresentou lucro ou prejuízo no desenvolvimento</p><p>de suas atividades (Ribeiro, 2018). Elas são divididas em Contas de Despesas e</p><p>Contas de Receitas.</p><p>3.1 Contas de Receitas</p><p>A receitas aumentam o patrimônio da entidade, e decorrem, principalmente,</p><p>da venda de bens ou da prestação de serviços (Ribeiro, 2018) que surgem no</p><p>curso normal das atividades da entidade, podendo ter várias designações, como</p><p>vendas, honorários, juros, dividendos etc. (Rios; Marion, 2020).</p><p>Passivo Não</p><p>Circulante</p><p>Passivo</p><p>Circulante</p><p>Patrimônio</p><p>Líquido</p><p>24</p><p>As receitas podem ser classificadas em dois grupos:</p><p>a. Receitas operacionais: resultam das atividades normais (principais ou</p><p>acessórias) da empresa;</p><p>b. Outras receitas: provem de transações não inclusas nas atividades</p><p>principais ou acessórias que constituem o objeto da empresa, como</p><p>ganhos de capital obtidos na alienação de bens ou direitos do Ativo Não</p><p>Circulante (Ribeiro, 2018, p. 285)</p><p>As receitas operacionais são oriundas da venda dos bens ou serviços</p><p>principais da empresa. Por exemplo, se a empresa é uma indústria de móveis, as</p><p>receitas operacionais representam a venda desses produtos (móveis). Se a</p><p>empresa é um escritório de contabilidade, a receita operacional representa a</p><p>venda desses serviços. Outras receitas possuem natureza distinta das receitas de</p><p>venda dos bens ou serviços principais da empresa, como o ganho proveniente da</p><p>venda de bens do ativo imobilizado e os juros de aplicação financeira.</p><p>Exemplos de receitas operacionais:</p><p>Tabela 7 – Receitas Operacionais</p><p>Tabela 8 – Exemplos de outras receitas operacionais</p><p>Outras Receitas Operacionais</p><p>Venda (alienação) de imobilizados</p><p>Venda (alienação) de investimentos</p><p>Além dos dois grupos citados anteriormente, há ainda um terceiro grupo do</p><p>qual as empresas podem auferir receitas: o das Receitas Financeiras.</p><p>Tabela 9 – Exemplos de Receitas Financeiras</p><p>Receitas Financeiras</p><p>Juros sobre aplicações financeiras</p><p>Juros sobre vendas a prazo</p><p>Receitas Operacionais</p><p>Venda de Produtos → No caso de empresa industrial</p><p>Venda de Serviços → No caso de empresa de serviços</p><p>Venda de Mercadoria</p><p>→ No caso de empresas comerciais</p><p>25</p><p>Descontos obtidos</p><p>Juros empréstimos concedidos</p><p>Todas essas contas são formas de obtenção de receitas que levarão ao</p><p>aumento do patrimônio da empresa, mas é bom lembrar que a principal fonte de</p><p>recursos da entidade é a receita operacional.</p><p>3.2 Contas de Despesas</p><p>As despesas diminuem o patrimônio da entidade, e decorrem do consumo</p><p>de bens e da utilização de serviços para a manutenção das atividades</p><p>desenvolvidas na empresa, levando a redução de ativos ou aumento de passivos,</p><p>que resultam em reduções do Patrimônio Líquido (Ribeiro, 2018). Como exemplos</p><p>de despesas, estão salários e encargos do período, despesas com aluguel,</p><p>seguros, propaganda, juros incorridos etc. (Salotti; Lima; Murcia, 2019).</p><p>Assim como as receitas, as despesas também possuem subclassificações,</p><p>como despesas operacionais, outras despesas operacionais e despesas</p><p>financeiras. Essas classificações são feitas para separar as despesas na</p><p>demonstração de resultado do exercício de acordo com sua natureza. (Salotti et</p><p>al., 2019).</p><p>As despesas operacionais são classificadas de duas formas:</p><p>Tabela 10 – Despesas Operacionais</p><p>Despesas Operacionais</p><p>Despesas Administrativas</p><p>Despesas de Vendas</p><p>As despesas administrativas são derivadas das atividades administrativas,</p><p>como salários e encargos da equipe administrativa, gastos com limpeza,</p><p>segurança e aluguel de imóveis, consumo de materiais de escritório, e a</p><p>depreciação de bens utilizados na atividade administrativa.</p><p>As despesas com vendas são derivadas do esforço de venda de produtos</p><p>ou serviços, podendo incluir salários, encargos e comissões da equipe de vendas,</p><p>despesas com representantes comerciais, despesas com propaganda e</p><p>publicidade etc. (Salotti et al., 2019).</p><p>26</p><p>Em relação a outras despesas operacionais, esse temo “é utilizado para</p><p>despesas operacionais não enquadradas no grupo de vendas, administrativas e</p><p>financeiras” (Iudícibus ; Marion, 2019). Alguns exemplos desse tipo de despesa:</p><p>Tabela 11 – Exemplos de outras despesas operacionais</p><p>Outras Despesas Operacionais</p><p>Perda com ajuste a valor justo de ações classificadas para negociação</p><p>Perda na venda de investimentos</p><p>Perda na venda de ativos imobilizados</p><p>Perda com término de processo judicial</p><p>Perda com ajuste a valor justo de propriedades para investimentos</p><p>Fonte: elaborado com base em Iudícibus; Marion, 2019.</p><p>A última classificação de despesas é relacionada ao pagamento de juros e</p><p>outros gastos arcados pela entidade em operações que envolvam ônus além do</p><p>capital principal.</p><p>Tabela 12 – Exemplos de despesas financeiras</p><p>Despesas Financeiras</p><p>Juros sobre financiamentos</p><p>Juros sobre empréstimos</p><p>Juros pagos a fornecedores</p><p>Imposto sobre operações financeiras (IOF)</p><p>Há também uma ordem de disposição prevista em lei para serem</p><p>apresentadas na demonstração de resultado, conforme estudaremos no próximo</p><p>tópico.</p><p>3.3 Ordem de disposição das Contas de Resultado</p><p>Em seu art. 187, a Lei n. 6.404/1976 determina as contas que devem</p><p>compor a demonstração de resultados, bem como a ordem de sua disposição:</p><p>Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará:</p><p>I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os</p><p>abatimentos e os impostos;</p><p>27</p><p>II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e</p><p>serviços vendidos e o lucro bruto;</p><p>III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas</p><p>das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas</p><p>operacionais;</p><p>IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras</p><p>despesas; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)</p><p>V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão</p><p>para o imposto;</p><p>VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e</p><p>partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de</p><p>instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que</p><p>não se caracterizem como despesa; (Redação dada pela Lei nº 11.941,</p><p>de 2009)</p><p>VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação</p><p>do capital social. (Brasil, 1976)</p><p>A seguir, podemos observar a estrutura da demonstração de resultado da</p><p>Petrobrás, com as contas dispostas conforme determinado pela lei.</p><p>Figura 6 – Demonstração do Resultado do Exercício</p><p>Fonte: Petrobrás, 2022.</p><p>Destacamos que, enquanto as contas patrimoniais iniciam um novo</p><p>exercício com seus saldos do exercício anterior (o saldo das contas segue sempre</p><p>sendo atualizado ao longo do tempo), as contas de resultado são zeradas ao final</p><p>28</p><p>de cada exercício (ou seja, as contas de resultado demonstram apenas o saldo</p><p>em determinado período, do mês, do trimestre ou do ano), e isso é feito por meio</p><p>de um tipo de conta transitória, cujo conceito será estudado na sequência.</p><p>TEMA 4 – CONTAS TRANSITÓRIAS</p><p>Além das contas estudadas até o momento, que possuem localização no</p><p>BP ou na demonstração de resultado, há contas que são usadas para uma</p><p>finalidade específica, apenas para transitar valores de uma conta para outra e,</p><p>logo em seguida, deixam de existir. Essas contas são chamadas de contas</p><p>transitórias.</p><p>Essas contas são abertas normalmente no final do exercício social, para</p><p>permitir apurações de resultados, e são encerradas em seguida (Ribeiro, 2018).</p><p>Elas só servem para o último período analisado, e sua operacionalidade consiste</p><p>em acumular informações apenas desse período (Padoveze, 2018).</p><p>A conta transitória mais conhecida é a Apuração do Resultado do Exercício</p><p>(ARE). Essa conta é utilizada para apurar o resultado do exercício obtido pela</p><p>empresa em determinado período, transferindo-se todos os saldos das contas de</p><p>resultado para ela (Iudícibus et al., 2023). Assim que o resultado é conhecido,</p><p>essa conta é encerrada (Ribeiro, 2018), e seus valores transferidos para o balanço</p><p>patrimonial.</p><p>Caso o resultado seja positivo (lucro), teremos então outra conta transitória</p><p>utilizada para fazer a destinação dos lucros. Essa conta é chamada de Lucros</p><p>Acumulados. De acordo com Salotti et al. (2019), com o advento da Lei n.</p><p>11.638/2007, “essa conta passou a ter natureza transitória, devendo ser utilizada</p><p>para receber a transferência do lucro líquido do período, reversões de reservas de</p><p>lucro e para as destinações do lucro [...]”. Isso acontece porque o lucro apurado</p><p>somente fica nessa conta até que os sócios decidam quanto será distribuído e</p><p>quanto ficará investido na empresa; depois disso, o saldo vai para outras contas</p><p>(reservas de lucros).</p><p>As contas transitórias não aparecem nas demonstrações contábeis, sendo</p><p>utilizadas somente em situações de transferência de saldo entre contas. No caso</p><p>da conta de lucros acumulados, essa conta vai aparecer em duas demonstrações</p><p>em específico: a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados e a</p><p>29</p><p>demonstração das mutações do Patrimônio Líquido.</p><p>De modo geral, é importante que todas as contas estejam presentes no</p><p>plano de contas da entidade.</p><p>TEMA 5 – PLANO DE CONTAS</p><p>O conhecimento acerca das contas contábeis é extremamente importante</p><p>para que os fatos administrativos possam ser registrados, mantendo o correto</p><p>controle sobre o patrimônio. Para tanto, as empresas precisam ter, em seus</p><p>sistemas contábeis, o chamado plano de contas, em que constem todas as contas</p><p>necessárias para a realização de suas atividades.</p><p>Plano de contas é o agrupamento ordenado de todas as contas utilizadas</p><p>pela contabilidade dentro de determinada empresa. Portanto, o elenco</p><p>de contas considerado é indispensável para os registros de todos os</p><p>fatos contábeis. (Marion, 2023, p. 129)</p><p>O plano de contas disciplina as tarefas, objetivando a uniformização dos</p><p>registros contábeis (Ribeiro, 2018). É previamente estabelecido para orientar a</p><p>execução da contabilidade da entidade (Iudícibus ; Marion, 2019).</p><p>De acordo</p><p>com Viceconti e Neves (2018, p. 381), os principais objetivos de</p><p>um plano de contas são:</p><p>• Uniformizar os registros contábeis;</p><p>• Permitir a inclusão ou exclusão de contas (o plano deve ser flexível);</p><p>• Os títulos das contas devem identificar, da melhor maneira possível, os</p><p>fatos efetivamente ocorridos.</p><p>A estruturação do plano de contas leva em consideração algumas</p><p>características fundamentais, como tamanho da empresa, ramo de atividade, o</p><p>sistema contábil, os interesses dos usuários etc. (Iudícibus; Marion, 2019). Isso</p><p>significa que o plano de contas não possui um modelo único que pode ser adotado</p><p>por todas as empresas, pois sua estruturação deve levar em consideração as</p><p>características próprias da entidade, e a característica principal é o ramo de</p><p>atividade.</p><p>Nesse sentido, não há razão, por exemplo, para uma empresa prestadora</p><p>de serviços relacionar uma conta de “Estoque” em seu Ativo Circulante, uma vez</p><p>30</p><p>que, normalmente, não realiza operações com mercadorias (Marion, 2023). Do</p><p>mesmo modo, também não se destacará a conta “Mão de Obra” em uma empresa</p><p>comercial, pois tal nomenclatura se refere a pessoal de fábrica (indústria)</p><p>(Iudícibus; Marion, 2019). Vários outros exemplos podem ser dados em relação a</p><p>essas especificidades do plano de contas, por isso é importante conhecer bem as</p><p>atividades da empresa antes da elaboração do seu plano de contas.</p><p>O plano de contas possui uma codificação para manter as contas</p><p>separadas umas das outras de acordo com os grupos a que pertencem. Para fazer</p><p>essa codificação, inicia-se com uma unidade para todas as Contas do Ativo;</p><p>depois, outra unidade para todas as contas do Passivo e do Patrimônio Líquido;</p><p>e, outra unidade para todas as contas de Resultado (Iudícibus; Marion, 2019).</p><p>Para ficar mais clara a definição do que seriam as “unidades” mencionadas</p><p>pelos autores supracitados, observe o Quadro 2. As referidas unidades seriam os</p><p>números que constam na primeira coluna. Dessa forma, a unidade que codifica o</p><p>Ativo, é 1; o Passivo e o PL, o 2; e, assim, sucessivamente.</p><p>Quadro 2 – Classificação do Plano de Contas</p><p>NÚMERO CONTAS SALDOS</p><p>1 Ativo devedores</p><p>2 Passivo + PL credores</p><p>3 Despesas/Custos devedores</p><p>4 Receitas credores</p><p>5 Outras (*) -</p><p>(*) Contas Auxiliares na apuração do resultado ou Contas de Compensação.</p><p>Fonte: elaborado com base em Viceconti; Neves, 2018, p. 381.</p><p>Após atribuir um primeiro dígito para as contas, adiciona-se um segundo</p><p>número que representa o grupo de contas do Ativo (Circulante ou Não Circulante),</p><p>do Passivo, e assim por diante (Marion, 2023). Conforme este autor, com a</p><p>inclusão do segundo dígito, “observando o código 1.1, encontra-se o Ativo</p><p>Circulante (o primeiro 1 é Ativo, o segundo 1 é Circulante), 1.2 Não Circulante, 2.1</p><p>Passivo Circulante, 2.2 Passivo Não Circulante etc. O terceiro dígito significa a</p><p>conta do grupo” (Marion, 2023, p. 131). É nessa conta do terceiro dígito que ocorre</p><p>a movimentação contábil em si, pois as demais divisões são apenas os somatórios</p><p>31</p><p>dos saldos das contas de cada grupo e subgrupo</p><p>A seguir, um exemplo bem simplificado de plano de contas:</p><p>1. Ativo</p><p>1.1 Ativo Circulante</p><p>1.1.1 Caixa</p><p>1.1.2 Bancos</p><p>1.1.3 Estoques</p><p>1.1.4 Clientes</p><p>1.2 Ativo Não Circulante</p><p>1.2.1 Realizável a Longo Prazo</p><p>1.2.2 Investimentos</p><p>1.2.3 Imobilizado</p><p>1.2.4 Intangível</p><p>2. Passivo</p><p>2.1 Passivo Circulante</p><p>2.1.1 Fornecedores</p><p>2.1.2 Impostos a Recolher</p><p>2.1.3 Salários a Pagar</p><p>1.1.2 Empréstimos a Pagar</p><p>2.2 Passivo Não Circulante</p><p>2.2.1 Exigível a Longo Prazo</p><p>2.2.2 Empréstimos de Longo Prazo</p><p>2.2.3 Financiamentos de Longo Prazo</p><p>2.2.4 Outras Obrigações</p><p>2.3 Patrimônio Líquido</p><p>3.2.1 Capital Social</p><p>3.2.2 Reservas</p><p>3.2.3 Ajustes de Avaliação Patrimonial</p><p>3.2.4 Lucros ou Prejuízos Acumulados</p><p>3. Contas de Resultado</p><p>3.1 Receitas Operacionais</p><p>3.1.1 Receita de Vendas</p><p>3.2 (-) Deduções de Vendas</p><p>3.2.1 Abatimentos sobre Vendas</p><p>3.2.2 Devoluções de Vendas</p><p>3.2.3 Vendas Canceladas</p><p>3.2.4 Impostos Sobre Vendas</p><p>3.3 (-) Custo das Mercadorias Vendidas</p><p>3.3.1 Compras de Mercadorias</p><p>3.3.2 Fretes sobre compras</p><p>3.3.3 Seguros sobre Compras</p><p>3.3.4 Manuseio sobre Compras</p><p>3.4 Despesas de Vendas</p><p>3.4.1 Comissão de Vendedores</p><p>3.4.2 Propaganda</p><p>3.4.3 Salários do Pessoal de Vendas</p><p>3.5 (–) Despesas Administrativas</p><p>3.5.1 Aluguéis de Instalações</p><p>3.5.2 Material de Escritório</p><p>3.5.3 Salário do Pessoal Administrativo</p><p>3.5.4 Encargos Sociais</p><p>3.6 (+–) Outras Receitas/Despesas Operacionais</p><p>3.6.1 Receita com Aluguéis Ativos</p><p>3.6.2 Ganhos de Capital no Imobilizado</p><p>3.6.3 (-) Perdas Estimadas em Estoques</p><p>3.6.4 (-) Multas de Trânsito</p><p>3.7 (+–) Outras Receitas/Despesas Financeiras</p><p>3.7.1 Descontos Obtidos</p><p>32</p><p>3.7.2 Juros Ativos</p><p>3.7.3 (-) Descontos Concedidos</p><p>3.7.4 (-) Juros Passivos</p><p>Esse exemplo de plano de contas simplificado foi colocado somente a título</p><p>de exemplo. Um plano mais completo contém mais contas, pois ele vai se abrindo</p><p>à medida em que a empresa sente a necessidade de detalhar melhor suas</p><p>transações, facilitando muito o controle das contas. Quanto mais contas, mais</p><p>dígitos devem ser adicionados. Por exemplo, se a empresa possui mais de uma</p><p>unidade, ela pode separar contas por matriz e filial. Assim, no Ativo, haverá um</p><p>caixa para a matriz, e outro para a filial.</p><p>1. Ativo</p><p>1.1 Ativo Circulante</p><p>1.1.1 Caixa</p><p>1.1.1.1 Caixa Matriz</p><p>1.1.1.2 Caixa Filial</p><p>Mesmo que a empresa não possua mais de uma unidade, ela pode fazer</p><p>essa separação em algumas contas. Por exemplo, a conta Bancos, se ela possuir</p><p>contas em mais de um banco. Também pode fazer essa classificação para</p><p>estoques por tipo de mercadoria, imobilizados, investimentos e outras contas que</p><p>possam ser identificadas individualmente.</p><p>É importante que todas as contas sejam codificadas, da forma mais</p><p>detalhada possível, para que o Plano de Contas contenha todas as contas</p><p>necessárias para que o pessoal da contabilidade possa gerar relatórios que</p><p>atendam não somente às necessidades da empresa, mas também do fisco e de</p><p>todos os demais interessados no reporte das informações da entidade.</p><p>TROCANDO IDEIAS</p><p>À medida que avançamos em nosso estudo de Contabilidade, é</p><p>fundamental compreendermos a estrutura das contas contábeis e suas diferentes</p><p>classificações. Ao analisarmos os registros contábeis, deparamo-nos com dois</p><p>tipos principais de contas: patrimoniais e de resultado. Cada um tem um papel</p><p>crucial na representação e no monitoramento das atividades financeiras de uma</p><p>entidade. Portanto, é essencial termos clareza sobre as diferenças entre essas</p><p>categorias e entendermos as possíveis conexões que existem entre elas. Com</p><p>isso em mente, propomos explorar juntos essa temática e discutir como essas</p><p>33</p><p>diferentes contas se relacionam e influenciam umas às outras.</p><p>Para tanto, vamos iniciar nossa discussão refletindo sobre a seguinte</p><p>questão: Qual a diferença entre contas patrimoniais e contas de resultado?</p><p>Existem conexões entre elas?</p><p>Entre no fórum e discuta sobre o assunto com seus colegas.</p><p>NA PRÁTICA</p><p>Agora que estudamos os conceitos e aplicações das contas contábeis,</p><p>chegou o momento de colocarmos em prática todo o conhecimento adquirido.</p><p>Questão 1 – Objetiva</p><p>O ativo é composto das contas que representam os bens e direitos da</p><p>entidade. Esse grupo de contas representa a parte positiva do patrimônio, também</p><p>denominada Patrimônio Bruto (Viceconti; Neves, 2018).</p><p>Com base no exposto, ANALISE o contexto a seguir sobre as contas do</p><p>ativo:</p><p>A CIA Palotina LTDA adquiriu um veículo via financiamento bancário. Esse</p><p>veículo possui vida útil de dez anos e terá</p><p>seu valor depreciado dez por cento ao</p><p>ano.</p><p>Com base no conteúdo estudado, ASSINALE a alternativa correta:</p><p>A) O veículo é um direito da entidade, uma vez que não foi pago à vista.</p><p>B) O financiamento é um ativo da entidade, uma vez que proporcionou a compra</p><p>do veículo.</p><p>C) O veículo adquirido é classificado como intangível, uma vez que é um veículo</p><p>de marca famosa.</p><p>D) A depreciação acumulada é uma conta principal, cuja conta retificadora é a</p><p>conta imobilizados, responsável por ajustar o valor do bem.</p><p>E) O veículo adquirido deve ser registrado no grupo do Ativo Não Circulante, pois</p><p>não possui o objetivo de realização, sendo adquirido para uso nas atividades</p><p>operacionais da entidade.</p><p>34</p><p>Questão 2 – Objetiva</p><p>Em fevereiro de 2024, a CIA Palotina LTDA fez um empréstimo bancário</p><p>para aplicação em capital de giro no valor de R$ 20.000,00. Desse valor, 20%</p><p>foram aplicados em aquisição de estoques, 10% foram para o caixa e 70% para o</p><p>banco, reservados para pagamentos de fornecedores que venceriam no período.</p><p>Além disso, a empresa adquiriu um imobilizado por R$ 10.000,00, sendo pagos</p><p>20% do valor com capital próprio por exigência do banco, e o restante via</p><p>financiamento bancário. A empresa também adquiriu mercadorias para revenda</p><p>no valor de R$ 5.000,00, sendo pagos 10% à vista e o restante a prazo.</p><p>Considerando somente essas transações, com base no conteúdo</p><p>abordado, AVALIE as afirmações a seguir:</p><p>I. Somente R$ 14.000,00 do total do empréstimo são obrigações exigíveis, uma</p><p>vez que o restante do valor foi aplicado no ativo.</p><p>II. O registro do imobilizado no valor de R$ 10.000,00 indica o valor total da</p><p>obrigação exigível que a empresa possui com a compra desse ativo.</p><p>III. A empresa registra a obrigação da compra de mercadorias a prazo na conta</p><p>de fornecedores a pagar, registrando o valor correspondente a R$ 4.500,00.</p><p>IV. Se somarmos todas as obrigações da entidade que têm origem nas</p><p>transações apresentadas, teremos um total de R$ 32.500,00 que devem ser</p><p>registrados no passivo exigível.</p><p>ASSINALE a resposta correta:</p><p>A) Estão corretas I e II, apenas.</p><p>B) Estão corretas I e IV, apenas.</p><p>C) Estão corretas III e IV apenas.</p><p>D) Estão corretas II, III e IV, apenas.</p><p>E) Estão corretas todas as assertivas.</p><p>Questão 3 – Objetiva</p><p>O capital a realizar refere-se à parcela do capital ainda não integralizada,</p><p>permitindo que o valor do capital, somado ao patrimônio, reflita adequadamente</p><p>somente o montante que ingressou na empresa.</p><p>35</p><p>Com base no texto apresentado, considere que a CIA Palotina LTDA foi</p><p>constituída no início de janeiro de 2024, com capital social subscrito no valor total</p><p>de R$ 100.000,00. No final do referido mês, a empresa apresentava as seguintes</p><p>contas no Patrimônio Líquido:</p><p>Patrimônio Líquido</p><p>Capital Social R$ 100.000,00</p><p>Capital a Realizar R$ 20.000,00</p><p>Considerando as informações apresentadas, AVALIE as asserções a</p><p>seguir e a relação proposta entre elas.</p><p>I. Do total do capital social subscrito, a CIA Palotina LTDA teve R$ 80.000,00</p><p>integralizado.</p><p>PORQUE</p><p>II. A conta de capital a realizar é retificadora do passivo exigível, indicando que R$</p><p>20.000,00 do capital subscrito ainda não foi integralizado.</p><p>A respeito dessas asserções, ASSINALE a opção correta.</p><p>A As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>B A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.</p><p>C A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>D As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta</p><p>da I.</p><p>E As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa</p><p>correta da I.</p><p>Questão 4 – Objetiva</p><p>As receitas surgem no curso das atividades da entidade, podendo ser</p><p>classificadas em grupos diferentes, de acordo com a sua origem, como receitas</p><p>de vendas ou mesmo descontos obtidos.</p><p>Durante o mês de fevereiro de 2024, a CIA Palotina LTDA, empresa do</p><p>ramo comercial, realizou as seguintes transações:</p><p>• Venda de mercadorias no valor de R$ 25.000,00;</p><p>36</p><p>• Descontos obtidos no valor de R$ 1.000,00;</p><p>• Venda de um veículo (ativo imobilizado) no valor de R$ 10.000,00;</p><p>• Juros sobre as vendas a prazo, no valor de R$ 1.500,00.</p><p>Considerando os dados apresentados, ASSINALE a alternativa correta:</p><p>A) A empresa auferiu R$ 24.000,00 em receitas operacionais no período.</p><p>B) O total de receitas financeiras representa 10% das receitas operacionais.</p><p>C) A venda do veículo não se classifica como receita, uma vez que o seu ramo é</p><p>comercial.</p><p>D) A soma de receitas operacionais com outras receitas operacionais é igual a R$</p><p>37.500,00.</p><p>E) Os juros sobre vendas a prazo representam um ônus que a empresa arca nas</p><p>compras a prazo.</p><p>Questão 5 – Objetiva</p><p>O objetivo das contas retificadoras é ajustar o valor pelo qual algumas</p><p>contas principais foram originalmente registradas no balanço patrimonial da</p><p>entidade.</p><p>Considerando o contexto apresentado, ASSINALE a alternativa que</p><p>apresenta somente contas retificadoras, independentemente do grupo ao qual</p><p>pertencem.</p><p>A) Imobilizado, depreciação acumulada, capital social.</p><p>B) Capital a realizar, juros ativos a apropriar, ajuste a valor presente.</p><p>C) Empréstimos a pagar, deságio a amortizar, amortização acumulada.</p><p>D) Clientes a receber, despesas administrativas, Perdas Estimadas para Créditos</p><p>de Liquidação Duvidosa.</p><p>E) Perdas por Redução ao Valor Realizável Líquido, Custos de Transação a</p><p>Apropriar, duplicatas descontadas</p><p>Questão 6 – Discursiva</p><p>As contas de resultado não fazem parte do Balanço Patrimonial, mas é por</p><p>meio delas que ficamos sabendo se a empresa apresentou lucro ou prejuízo no</p><p>desenvolvimento de suas atividades (Ribeiro, 2018). Elas são divididas em contas</p><p>37</p><p>de despesas e contas de receitas.</p><p>Com base no conteúdo abordado, EXPLIQUE, com suas palavras, a</p><p>diferença entre receitas e despesas.</p><p>Esperamos que os exercícios tenham sido proveitosos para avaliar o seu</p><p>aprendizado. Continue nesse ritmo, para que você possa progredir rapidamente.</p><p>Você encontrará o gabarito das questões ao final do material, após as</p><p>referências bibliográficas.</p><p>FINALIZANDO</p><p>Nesta abordagem, exploramos os tipos de contas existentes na</p><p>Contabilidade, e como elas se classificam dentro de seus respectivos grupos.</p><p>Aprendemos, ainda, sobre contas patrimoniais, de resultado e transitórias e</p><p>conhecemos o plano de contas e sua importância para a contabilidade</p><p>Nos próximos conteúdos, nos aprofundaremos mais no universo da</p><p>Contabilidade das organizações.</p><p>38</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALVES, A. Teoria da contabilidade. Porto Alegre: SAGAH, 2017.</p><p>BRASIL. Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Diário Oficial da União,</p><p>Brasília, DF, 1976.</p><p>IUDÍCIBUS, S. et al. Contabilidade introdutória. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2023.</p><p>IUDÍCIBUS, S.; MARION, J. C. Contabilidade comercial. 11. ed. São Paulo:</p><p>Atlas, 2019.</p><p>IUDÍCIBUS, S. Teoria da contabilidade. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2023.</p><p>MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. Barueri: Atlas, 2023.</p><p>PADOVEZE, C.L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e</p><p>intermediária. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2018.</p><p>RIBEIRO, O. M. Contabilidade básica. 4. ed. São Paulo: Saraiva Educação,</p><p>2018.</p><p>RIBEIRO, O. M. Contabilidade geral. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2018</p><p>RIOS, R. P.; MARION, J. C. Contabilidade avançada. 2. ed. São Paulo: Atlas,</p><p>2020.</p><p>SALOTTI, B. M. et al. Contabilidade financeira. São Paulo: Atlas, 2019.</p><p>SANTOS, A. et al. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as</p><p>sociedades: de acordo com as normas internacionais e do CPC. 4. ed. Barueri:</p><p>Atlas, 2022.</p><p>VICECONTI, P. E. V; NEVES, S. Contabilidade básica. 18. ed. São Paulo:</p><p>Saraiva, 2018.</p><p>39</p><p>GABARITO</p><p>Questão 1 – Objetiva</p><p>Resposta: E</p><p>Comentários:</p><p>A) O veículo é um direito da entidade, uma vez que não foi pago à vista.</p><p>FALSO,</p><p>pois o veículo é um bem da entidade, não possuindo características de direito.</p><p>B) O financiamento é um ativo da entidade, uma vez que proporcionou a compra</p><p>do veículo. FALSO, pois o financiamento representa uma obrigação da</p><p>entidade, sendo classificado no grupo do Passivo.</p><p>C) O veículo adquirido é classificado como intangível, uma vez que é um veículo</p><p>de marca famosa. FALSO, pois o bem é classificado como imobilizado. Seria</p><p>intangível caso a empresa estivesse registrando uma marca própria, e não um</p><p>bem adquirido de terceiros.</p><p>D) A depreciação acumulada é uma conta principal, cuja conta retificadora é a</p><p>conta imobilizados, responsável por ajustar o valor do bem. FALSO, pois a</p><p>depreciação acumulada é uma conta retificadora, cuja conta principal é a conta</p><p>imobilizados.</p><p>E) O veículo adquirido deve ser registrado no grupo do ativo não circulante, pois</p><p>não possui o objetivo de realização, sendo adquirido para uso nas atividades</p><p>operacionais da entidade. VERDADEIRO, pois o veículo faz parte do grupo</p><p>imobilizados, devendo ser registrado no ativo não circulante, uma vez que é</p><p>utilizado nas atividades operacionais da entidade e não tem objetivo de</p><p>realização.</p><p>Questão 2 – Objetiva</p><p>Resposta: C (Estão corretas III e IV apenas)</p><p>Comentários:</p><p>I. Somente R$ 14.000,00 do total do empréstimo são obrigações exigíveis, uma</p><p>vez que o restante do valor foi aplicado no ativo. FALSO, pois</p><p>independentemente da aplicação de recursos, a obrigação é registrada em</p><p>seu montante, ou seja, no valor total captado de terceiros. No caso, R$</p><p>20.000,00.</p><p>II. O registro do imobilizado no valor de R$ 10.000,00 indica o valor total da</p><p>obrigação exigível que a empresa possui com a compra desse ativo. FALSO,</p><p>pois o registro do imobilizado não indica um passivo, mas sim, um ativo. O</p><p>passivo é registrado por conta que represente a origem do recurso, que nesse</p><p>caso, é o financiamento bancário. Além disso, o valor do financiamento é de</p><p>R$ 8.000,00, e não R$ 10.000,00.</p><p>III. A empresa registra a obrigação da compra de mercadorias a prazo na conta</p><p>de fornecedores a pagar, registrando o valor correspondente a R$ 4.500,00.</p><p>VERDADEIRO, pois a compra a prazo de estoques é registrada na conta de</p><p>fornecedores a pagar. O valor de R$ 4.500,00 também está correto, pois</p><p>representa o valor da compra a prazo (5.000 x 90%).</p><p>40</p><p>IV. Se somarmos todas as obrigações da entidade que tem origem nas</p><p>transações apresentadas, teremos um total de R$ 32.500,00 que devem ser</p><p>registrados no passivo exigível. VERDADEIRO, pois a soma total das</p><p>obrigações com as transações apresentadas é de R$32.500,00:</p><p>Empréstimos a Pagar R$ 20.000,00</p><p>Financiamentos a Pagar (10.000 x 80%) R$ 8.000,00</p><p>Fornecedores a Pagar (5.000 x 90%) R$ 4.500,00</p><p>Total de passivos exigíveis R$ 32.500,00</p><p>Questão 3 – Objetiva</p><p>Resposta: C (A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição</p><p>falsa.)</p><p>Comentários:</p><p>I. Do total do capital social subscrito, a CIA Palotina LTDA teve R$ 80.000,00</p><p>integralizado. VERDADEIRO, pois uma vez que a conta de capital a realizar</p><p>está com saldo de R$2 0.000,00, significa que R$ 80.000,00 foi integralizado.</p><p>II. A conta de capital a realizar é retificadora do passivo exigível, indicando que R$</p><p>20.000,00 do capital subscrito ainda não foi integralizado. FALSO, pois a conta</p><p>de capital a realizar é retificadora do Patrimônio Líquido, mais especificamente,</p><p>da conta Capital Social, e não do Passivo Exigível.</p><p>Questão 4 – Objetiva</p><p>Resposta: B (O total de receitas financeiras representa 10% das receitas</p><p>operacionais.)</p><p>Comentários:</p><p>A) A empresa auferiu R$ 24.000,00 em receitas operacionais no período. FALSO,</p><p>pois a empresa auferiu R$ 25.000,00 com vendas de mercadorias, ou seja,</p><p>receitas operacionais.</p><p>B) O total de receitas financeiras representa 10% das receitas operacionais.</p><p>VERDADEIRO, pois as receitas financeiras somam R$ 2.500,00 (R$ 1.000,00</p><p>de descontos obtidos + R$ 1.500,00 de juros sobre as vendas a prazo). Assim,</p><p>esse valor representa 10% de R$ 25.000,00.</p><p>C) A venda do veículo não se classifica como receita, uma vez que o seu ramo é</p><p>comercial. FALSO, pois a venda de veículo (imobilizado) se classifica como</p><p>outra receita operacional.</p><p>D) A soma de receitas operacionais com outras receitas operacionais é igual a R$</p><p>37.500,00. FALSO, pois a soma de receitas operacionais com outras receitas</p><p>totaliza R$ 35.000,00 (venda de mercadorias + venda do imobilizado).</p><p>E) Os juros sobre vendas a prazo representam um ônus que a empresa arca nas</p><p>compras a prazo. FALSO, pois os juros sobre as vendas são valores que a</p><p>empresa recebe (receita financeira) e não valores que ela paga.</p><p>Questão 5 – Objetiva</p><p>41</p><p>Resposta: B (Capital a realizar, juros ativos a apropriar, ajuste a valor presente.)</p><p>Comentários:</p><p>A) Imobilizado, depreciação acumulada, capital social. FALSO, pois a conta</p><p>imobilizado é uma conta principal, e não retificadora.</p><p>B) Capital a realizar, juros ativos a apropriar, ajuste a valor presente.</p><p>VERDADEIRO, pois as três contas são retificadoras: Capital a realizar é</p><p>retificadora do Patrimônio Líquido, juros ativos a apropriar é retificadora do ativo</p><p>e ajuste a valor presente é retificadora do passivo.</p><p>C) Empréstimos a pagar, deságio a amortizar, amortização acumulada. FALSO,</p><p>pois empréstimos a pagar é uma conta principal, e não retificadora.</p><p>D) Clientes a receber, despesas administrativas, Perdas Estimadas Para Créditos</p><p>De Liquidação Duvidosa. FALSO, pois clientes a receber é conta principal, e</p><p>não retificadora. Além disso, despesas administrativas é um grupo de contas</p><p>de resultado.</p><p>E) Perdas por redução ao valor realizável líquido, Custos de Transação a</p><p>Apropriar, duplicatas descontadas. FALSO, pois duplicatas descontadas não é</p><p>conta retificadora.</p><p>Questão 6 – Objetiva</p><p>Padrão de resposta:</p><p>As receitas aumentam o patrimônio da entidade, e são auferidas por meio</p><p>da venda de produtos ou serviços prestados pela empresa. Por outro lado, as</p><p>despesas levam a uma redução no patrimônio da empresa, sendo decorrentes do</p><p>uso de bens ou serviços necessários para manter as atividades operacionais da</p><p>entidade.</p>

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