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<p>Pág. 1 de 7</p><p>RESOLUÇÃO Nº 1284/2020 – CEPE</p><p>Considerando a necessidade de regulamentar a integração das atividades de</p><p>extensão na matriz curricular dos cursos de graduação oferecidos pelo Centro</p><p>Universitário Internacional UNINTER, o CEPE – Conselho de Ensino, Pesquisa e</p><p>Extensão aprovou e eu, Magnífico Reitor, sanciono a presente resolução:</p><p>REGULAMENTO DAS ATIVIDADES DE EXTENSÃO NA MATRIZ</p><p>CURRICULAR DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO</p><p>CAPÍTULO I</p><p>Definição de extensão</p><p>Art. 1º Para os fins desta resolução, a extensão é a atividade que se integra à matriz</p><p>curricular e à organização da pesquisa, constituindo-se em processo interdisciplinar,</p><p>político-educacional, cultural, científico, tecnológico, que promove a interação</p><p>transformadora do ensino superior, e para os outros setores da sociedade, por meio da</p><p>produção e da aplicação do conhecimento, em articulação permanente com o ensino e a</p><p>pesquisa.</p><p>Art. 2º São consideradas atividades de extensão as intervenções que envolvem</p><p>diretamente as comunidades externas às instituições de ensino superior e que estejam</p><p>vinculadas à formação do estudante e de demais pessoas da sociedade civil, nos termos</p><p>desta Resolução e conforme normas institucionais próprias.</p><p>CAPÍTULO II</p><p>Disposições iniciais</p><p>Art. 3º A integração de atividades de extensão no âmbito da matriz curricular dos cursos</p><p>de graduação da instituição se rege pelas normas legais e por regulamentares pertinentes</p><p>e, no âmbito institucional, por esta resolução.</p><p>Pág. 2 de 7</p><p>Parágrafo único. As disposições desta resolução se aplicam a todas as</p><p>modalidades de ensino, salvo quando indicada uma especificamente.</p><p>Art. 4º Todos os cursos de graduação deverão implementar, por meio do Projeto</p><p>Pedagógico de Curso (PPC), matriz curricular em que, pelo menos, 10% (dez por cento)</p><p>do total da carga horária sejam alocados para atividades de extensão, na forma desta</p><p>resolução.</p><p>Art. 5º As atividades de extensão são realizadas por discentes e outras pessoas da</p><p>sociedade civil, sob orientação de docentes, de acordo com o descrito no PPC.</p><p>§ 1º O corpo técnico-administrativo da instituição pode propor, realizar e participar</p><p>das atividades de extensão ofertadas.</p><p>Art. 6º As atividades de extensão devem ser vinculadas à formação do estudante, bem</p><p>como dos demais interessados de outros setores da sociedade civil que dela participem,</p><p>assim entendidas como aquelas que envolvam diretamente os conhecimentos técnicos</p><p>específicos dos cursos de graduação, ou que trabalhem conhecimentos transversais a</p><p>eles ou, ainda, na formação como pessoa e como cidadão.</p><p>Art. 7º Estruturam a concepção e a prática das Diretrizes da Extensão na Educação</p><p>Superior:</p><p>I - A interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade por meio da</p><p>troca de conhecimentos, da participação e do contato com as questões</p><p>contemporâneas com vistas ao desenvolvimento econômico, social e cultural;</p><p>II - A formação cidadã e pessoal dos estudantes e de outras pessoas de outros</p><p>setores da sociedade civil, marcada e constituída pela vivência dos seus</p><p>conhecimentos que, de modo interprofissional e interdisciplinar, seja valorizada e</p><p>integrada à matriz curricular;</p><p>III - A produção de mudanças na própria instituição superior e nos demais setores da</p><p>sociedade, a partir da construção e aplicação de conhecimentos, bem como por</p><p>outras atividades acadêmicas e sociais;</p><p>Pág. 3 de 7</p><p>IV - A articulação entre ensino/extensão/pesquisa, ancorada em processo</p><p>pedagógico único, interdisciplinar, político educacional, cultural, científico e</p><p>tecnológico;</p><p>V - A contribuição na formação integral do estudante e dos cidadãos da sociedade</p><p>civil, estimulando sua constituição com responsabilidade;</p><p>VI - O estabelecimento de diálogo construtivo e transformador com os demais</p><p>setores da sociedade brasileira e internacional, respeitando e promovendo a</p><p>interculturalidade;</p><p>VII - A promoção de iniciativas que expressem o compromisso social das instituições</p><p>de ensino superior com todas as áreas, em especial, as de comunicação, cultura,</p><p>direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia, produção</p><p>e trabalho, em consonância com as políticas ligadas aos objetivos do milênio, às</p><p>diretrizes para a educação ambiental, educação étnico-racial, direitos humanos e</p><p>educação indígena;</p><p>VIII - A promoção da reflexão ética quanto à dimensão social do ensino e da</p><p>pesquisa;</p><p>IX - O apoio nos valores e nos princípios éticos e de integridade que expressem o</p><p>compromisso social do Centro Universitário Internacional UNINTER;</p><p>X - A atuação na produção e na construção de conhecimentos, atualizados e</p><p>coerentes, voltados para o desenvolvimento social sustentável, equitativo com a</p><p>realidade brasileira, respeitando a diversidade.</p><p>Art. 8º As atividades de extensão se enquadram nas seguintes modalidades:</p><p>I - Programas;</p><p>II - Projetos;</p><p>III - Cursos e oficinas;</p><p>IV - Eventos;</p><p>V - Prestação de serviços.</p><p>Art. 9º Compete à instituição, em geral, e aos cursos, em específico, a promoção de ações</p><p>de extensão.</p><p>Parágrafo único. Aos estudantes e demais pessoas da sociedade civil é permitido</p><p>participar de quaisquer atividades de extensão mantidas pela instituição,</p><p>respeitados os eventuais pré-requisitos especificados nas normas pertinentes.</p><p>Pág. 4 de 7</p><p>Art. 10 As atividades de extensão poderão ser realizadas em parceria com outras</p><p>instituições de ensino superior, empresas públicas ou privadas e outras entidades, com o</p><p>fim de estimular a abertura e o diálogo interinstitucional envolvendo estudantes e</p><p>docentes, de modo a contribuir com a sociedade acadêmica.</p><p>Art. 11 A extensão está constantemente relacionada à pesquisa e ao ensino, na medida</p><p>em que as atividades de extensão adquirem maior efetividade se estiverem vinculadas ao</p><p>processo de formação de pessoas, ou seja, ao ensino e à geração de conhecimento por</p><p>meio de pesquisa.</p><p>CAPÍTULO III</p><p>Forma de integração da extensão na matriz curricular dos cursos</p><p>Art. 12 As atividades de extensão serão integradas na matriz curricular dos cursos na</p><p>forma de uma ou mais unidades curriculares.</p><p>§ 1º A unidade curricular a que se refere este artigo será denominada Atividade</p><p>Extensionista; se houver mais de uma, as atividades terão seus nomes descritos no</p><p>PPC do curso e regulamentado por documento próprio, a depender da necessidade</p><p>e peculiaridades de cada área.</p><p>§ 2º A unidade curricular, em forma de disciplina, serve para a organização das</p><p>atividades ofertadas aos alunos; sendo que uma unidade curricular poderá abarcar</p><p>diversas atividades ofertadas que o aluno poderá realizar, sempre pertinentes à</p><p>formação do estudante e às disciplinas que ele realiza ao longo do curso.</p><p>§ 3º Não é obrigatório haver uma unidade curricular para cada atividade de extensão.</p><p>Art. 13 A unidade curricular de extensão, integrando a matriz curricular do curso, poderá</p><p>ser aberta logo que o aluno se matricule e ter a duração estendida por todo o tempo em</p><p>que o aluno estiver regularmente matriculado e ativo no curso.</p><p>Art. 14 A inclusão da extensão na matriz curricular não tem, necessariamente, o objetivo</p><p>de aumentar a carga horária total de cada curso; pode haver realocação de carga horária</p><p>entre as unidades curriculares para a inserção da extensão.</p><p>CAPÍTULO IV</p><p>Pág. 5 de 7</p><p>Da comprovação de participação do aluno em</p><p>atividades de extensão para fins de cumprimento da carga horária</p><p>Art. 15 A comprovação das atividades realizadas poderá se dar por meio de certificado,</p><p>declaração e/ou outros documentos aptos, observadas as descrições e orientações</p><p>contidas no PPC de cada curso, utilizando-se para tanto dos recursos tecnológicos</p><p>disponíveis na Instituição, bem como da colaboração do Polo de Apoio presencial (PAP),</p><p>devidamente cientificado e orientado.</p><p>Art. 16 As atividades de extensão enviadas e/ou postadas no ambiente virtual pelo aluno</p><p>serão</p><p>avaliadas e validadas de acordo com os critérios estipulados pela Coordenação</p><p>Pedagógica e NDE, observados o atingimento das habilidades e competências descritas</p><p>no Projeto Pedagógico do Curso, bem como o preenchimento dos requisitos</p><p>estabelecidos.</p><p>Art. 17 As atividades de extensão de que o aluno participar e que sejam validadas pelo</p><p>docente responsável serão registradas em seu histórico.</p><p>§ 1º O histórico detalhado das atividades de extensão realizadas pelo aluno estará</p><p>disponível a ele pela Internet, gratuitamente.</p><p>§ 2º No histórico de atividades de extensão do aluno constará, ao menos, o nome da</p><p>atividade realizada, a data e a carga horária da atividade, além da carga horária total</p><p>cumprida.</p><p>CAPÍTULO V</p><p>Da obrigatoriedade da oferta e do cumprimento das atividades de extensão</p><p>Art. 18 É obrigatório ao aluno o cumprimento da carga horária de atividade extensional de</p><p>seu curso, sem o qual não poderá se formar.</p><p>CAPÍTULO V</p><p>Da obrigatoriedade da oferta e do cumprimento das atividades de extensão</p><p>Art. 19 A Instituição, de uma forma geral, e por meio dos seus cursos, deve ofertar</p><p>atividades de extensão em proporção e opções variadas de modo a permitir que o aluno</p><p>escolha aquelas que melhor representem o perfil do seu curso.</p><p>Pág. 6 de 7</p><p>§ 1º Dentre as atividades ofertadas, o aluno deve escolher aquelas adequadas a sua</p><p>realidade e ao perfil do curso, na quantidade suficiente para o cumprimento da carga</p><p>horária relativa à extensão, prevista no Projeto Pedagógico do Curso.</p><p>§ 2º Nos casos em que os cursos demandarem o atendimento de especificidades,</p><p>bem como de diretrizes curriculares do curso, para a formação do discente, as</p><p>atividades extensionistas ficarão vinculadas ao atendimento desses objetivos,</p><p>conforme descrição prevista no Projeto Pedagógico do Curso.</p><p>§ 3º A Instituição poderá criar programas de atividades extensionistas que atendam</p><p>aos interesses gerais da comunidade acadêmica considerando a</p><p>interdisciplinaridade, a serem desenvolvidas pelos alunos com a participação dos</p><p>polos de apoio presencial, podendo, a critério da coordenação, serem validadas</p><p>desde que atendidos os requisitos e especificidades do curso.</p><p>CAPÍTULO VI</p><p>Autoavaliação da extensão e melhoria contínua</p><p>Art. 20 As ações de extensão serão avaliadas pelos docentes e discentes envolvidos,</p><p>para fim de registro acadêmico e promoção de melhoria contínua das atividades.</p><p>Art. 21 À Comissão Própria de Avaliação (CPA) da instituição competirá disponibilizar e</p><p>aplicar instrumento de autoavaliação à comunidade acadêmica participante das atividades</p><p>de extensão, em questionário cuja forma será padronizada em nível institucional.</p><p>Art. 22 Os resultados das avaliações da CPA, disponibilizados aos docentes responsáveis</p><p>pelas atividades e à coordenação dos cursos imediatamente envolvidos, servirão de</p><p>subsídio para o melhor planejamento e execução de ações de extensão.</p><p>Parágrafo único. O docente responsável pela atividade deverá analisar os resultados da</p><p>avaliação e, detectando fragilidade ou falha, elaborar um plano de ação para a</p><p>implementação de melhorias futuras, remetendo-o ao setor administrativo responsável</p><p>para fins de registro.</p><p>CAPÍTULO VII</p><p>Nos cursos da modalidade a distância</p><p>Pág. 7 de 7</p><p>Art. 23 Nos cursos da modalidade a distância, as ofertas de extensão aos alunos deverão</p><p>ser realizadas presencialmente, em região compatível com o polo de apoio presencial no</p><p>qual o estudante esteja matriculado, observando-se, no que couber, as demais</p><p>regulamentações previstas no ordenamento próprio para a oferta de educação a distância</p><p>Parágrafo único. A oferta de extensão nessa modalidade poderá se valer de docentes</p><p>responsáveis orientando o aluno a distância, podendo ou não envolver diretamente os</p><p>polos de apoio presencial e seus colaboradores.</p><p>CAPÍTULO VIII</p><p>Disposições finais</p><p>Art. 24 Todos os cursos de graduação da instituição deverão ter implementado o disposto</p><p>nesta resolução até dezoito de dezembro de dois mil e vinte e um (18/12/2021),</p><p>considerando a data de sua publicação.</p><p>Art. 25 Cada Escola Superior e cada curso, no seu âmbito deliberativo, poderá normatizar</p><p>e aplicar esta resolução regulamentando-a de acordo com suas especificidades, desde</p><p>que não contrariem as normas da Resolução 7/2018 – CNE.</p><p>Art. 26 Esta resolução deverá ser analisada e interpretada sempre à luz da resolução</p><p>7/2018 – CNE.</p><p>Curitiba, 26 de junho de 2020.</p><p>Prof. Dr. Benhur Etelberto Gaio</p><p>Presidente do CEPE</p>