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<p>1</p><p>MESOTERAPIA</p><p>2</p><p>Mesoterapia</p><p>SOBRE A FACULDADE</p><p>Propósito</p><p>• Mudar a vida das pessoas para melhor.</p><p>Missão</p><p>• Educar profissionais da saúde e negócios para fazer diferença no mercado e</p><p>na vida.</p><p>Visão</p><p>• Proporcionar educação de qualidade segmentos da Saúde, Estética, Bem-</p><p>Estar e Negócios, tornando-se referência nos mercados regional, nacional e</p><p>internacional.</p><p>Valores</p><p>• Liderança: porque devemos liderar pessoas, atraindo seguidores e</p><p>influenciando mentalidades e comportamentos de formas positiva e vencedora.</p><p>• Inovação: porque devemos ter a capacidade de agregar valor aos produtos da</p><p>empresa, diferenciando nossos beneficiários no merca- do competitivo.</p><p>• Ética: porque devemos tratar as coisas com seriedade e em acordo com as</p><p>regulamentações e legislações vigentes.</p><p>• Comprometimento: porque devemos construir e manter a confiança e os bons</p><p>relacionamentos.</p><p>• Transparência: porque devemos sempre ser verdadeiros, sinceros e ca- pazes</p><p>de justificar as nossas ações e decisões.</p><p>3</p><p>Mesoterapia</p><p>NOTA DO AUTOR</p><p>A mesoterapia, apesar de existir a quase 70 anos, ainda é uma ciência muito</p><p>empírica, ou seja, baseada em observação. Existem estudos comprovando sua</p><p>eficácia em diversos tratamentos médicos e estéticos, porém ainda faltam muitas</p><p>pesquisas a serem feitas. A quantidade de diferentes medicamentos utilizados em</p><p>mesoterapia é de centenas. As combinações possíveis de mesclas (diferentes</p><p>medicamentos utilizados em conjunto para um único tratamento) é na casa dos</p><p>milhares. Considerando ainda as diferentes doses possíveis, tem-se milhões de</p><p>combinações possíveis. A literatura descreve diversas substâncias utilizadas na</p><p>mesoterapia, porém poucas publicações respaldam sobre o uso correto destas.</p><p>O que é feito hoje, em relação a mesoterapia, é a basear-se na literatura já</p><p>existente. A cafeína é um exemplo de um lipolítico, logo, se utilizada na técnica de</p><p>mesoterapia, deve apresentar potencial lipolítico também</p><p>Mas então, como se definem os protocolos de mesoterapia? Utilizando o que</p><p>se tem na literatura científica a respeito das substâncias. Sabe-se farmacologia da</p><p>cafeína, sabe-se sua dose terapêutica, sua dose letal. Então, baseado nisso, os</p><p>profissionais definiram protocolos seguros, respeitando os preceitos da farmacologia</p><p>de cada composto, os preceitos da mesoterapia, e os preceitos fisiológicos. Sempre</p><p>embasados em artigos e trabalhos científicos. Talvez se descubra que os protocolos</p><p>utilizados não são os mais eficazes. Que deveria se ter usado uma dose diferente ou</p><p>um intervalo diferente. Mas presa-se pela segurança do paciente, e por isso utilizam-</p><p>se doses e intervalos seguros e eficazes. Para que sejam mais eficazes ainda, dentro</p><p>de níveis seguros, devem-se realizar mais pesquisas científicas. E isso toma tempo.</p><p>Como eu disse, bom senso: na dúvida, utilize o que é seguro, o que é sabido. Prego</p><p>muito a filosofia do “menos é mais”. As doses sugeridas nesta apostila são aquelas</p><p>indicadas pelo laboratório parceiro do NEPUGA, o Pineda. Laboratório este que os</p><p>grandes profissionais do Brasil utilizam como fornecedor de suas mesclas, assim</p><p>como os professores do NEPUGA. O laboratório sugere sempre doses seguras,</p><p>dentro daquelas estabelecidas em estudos e pelas maiores autoridades brasileiras e</p><p>mundiais em saúde (ANVISA, Ministério da Saúde, OMS, CDC, etc.). Outros dos</p><p>grandes laboratórios de injetáveis para mesoterapia do Brasil utilizam doses</p><p>4</p><p>Mesoterapia</p><p>parecidas, as vezes menores, as vezes maiores, porém, no meu melhor saber, sempre</p><p>dentro de valores seguros.</p><p>Cada laboratório tem suas sugestões de mesclas, assim como cada</p><p>profissional as adapta conforme necessário. As sugestões entre os laboratórios são</p><p>muito similares, o que indica que são eficazes, em sua maioria, devido à grande</p><p>aceitação de profissionais e presença de resultados confirmados, ainda que de modo</p><p>empírico.</p><p>De qualquer maneira cabe a todo profissional estudar e fazer o levantamento</p><p>científico de artigos que comprovem o uso seguro e eficaz de todos as substâncias,</p><p>as doses e vias de administração permitidas. Noto que algumas substâncias são</p><p>utilizadas para determinados fins, sendo que não há indício científico algum sobre isto.</p><p>Estas substâncias, particularmente, não utilizo. Pelo menos não quando não existe</p><p>comprovação científica de seu mecanismo de ação.</p><p>Espero que aprendam com esta apostila, mas tenham em mente que ela não é</p><p>a palavra final em mesoterapia. Como tudo na ciência, nada é definitivo. Uma semana</p><p>após a publicação desta apostila, talvez surja um artigo trazendo mais luz acerca de</p><p>determinado medicamento: confirmando ou rejeitando sua eficácia. Mantenham-se</p><p>sempre atualizados. Optem primeiro pela segurança, e depois pela potencialização</p><p>de resultados baseados em “achismos”. E contém sempre com o corpo docente do</p><p>NEPUGA, profissionais capacitados, treinados e, acima de tudo, questionadores.</p><p>5</p><p>Mesoterapia</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 10</p><p>1.1 Histórico ......................................................................................................... 10</p><p>1.2 Conceitos ........................................................................................................ 11</p><p>1.3 Indicações Médicas ....................................................................................... 11</p><p>1.4 Indicações Estéticas ...................................................................................... 12</p><p>1.5 Contraindicações ........................................................................................... 13</p><p>1.6 Vantagens, Desvantagens e Efeitos Colaterais ........................................... 14</p><p>2 VIAS DE ADMINISTRAÇÃO NA MESOTERAPIA ................................................ 16</p><p>2.1 Características Gerais dos Produtos a Serem Injetados ............................ 17</p><p>2.2 Via Intradérmica ............................................................................................. 17</p><p>2.3 Via Subcutânea .............................................................................................. 19</p><p>2.4 Via Intramuscular ........................................................................................... 21</p><p>3 PRODUTOS UTILIZADOS NA MESOTERAPIA ................................................... 22</p><p>3.1 Medicamentos Lipolíticos ............................................................................. 22</p><p>3.1.1 Desoxicolato de Sódio ............................................................................... 23</p><p>3.1.2 Cafeína ...................................................................................................... 24</p><p>3.1.3 L-Carnitina ................................................................................................. 25</p><p>3.1.4 Lipossoma de Girassol .............................................................................. 26</p><p>3.1.5 Ioimbina ..................................................................................................... 27</p><p>3.2 Medicamentos Eutróficos ............................................................................. 28</p><p>3.2.1 Silício ......................................................................................................... 28</p><p>3.2.2 DMAE ........................................................................................................ 29</p><p>3.2.3 Ácido Hialurônico ....................................................................................... 30</p><p>3.2.4 Condroitin Sulfato ...................................................................................... 31</p><p>3.2.5 Vitamina C (Ácido Ascórbico) .................................................................... 31</p><p>3.2.6 Ácido Glicólico ...........................................................................................</p><p>e intervalo</p><p>entre sessões. Este capítulo descreve as técnicas mais utilizadas pelos profissionais</p><p>e professores do NEPUGA. As técnicas aqui apresentadas são utilizadas por serem</p><p>seguras e eficazes, e, de certa forma, representam a média do que é discutido em</p><p>artigos.</p><p>4.1 Mesclas de Mesoterapia</p><p>Os laboratórios que manipulam injetáveis vendem estes produtos de duas</p><p>formas diferentes: eles oferecem uma sugestão de mescla (Figura 20), contendo</p><p>fármacos para o tratamento de determinada disfunção estética, ou os fármacos</p><p>individuais (Figura 21). Caso seja optado pela primeira opção, é vendido um kit</p><p>contendo, em média, 5 substâncias. Este kit é o suficiente para tratar um paciente, por</p><p>uma sessão. Alguns laboratórios vendem kits com, por exemplo, mesclas o suficiente</p><p>para tratar 10 pacientes (ou realizar 10 sessões). Também é possível comprar os</p><p>produtos de forma individual e montar uma mescla completamente personalizada.</p><p>Os fármacos, sejam eles em kits ou de forma individual, normalmente vem em</p><p>ampolas de vidro com 2 mL do produto. Uma mescla típica contém 5 fármacos, ou</p><p>seja, 5 ampolas de 2 mL, cada uma de um fármaco, totalizando 10 mL (que, por</p><p>segurança, é o máximo que se deve aplicar em um mesmo dia em um paciente).</p><p>Alguns fármacos já podem vir combinados em uma única ampola (a ampola pode ser</p><p>de 2 mL, 5 mL, etc.). Deve-se tomar cuidado com a validade dos produtos, pois cada</p><p>fármaco tem uma validade diferente. Os produtos devem ser armazenados em local</p><p>fresco, protegidos da luz.</p><p>Figura 20: Exemplo de um kit de mesoterapia. Este kit, para o tratamento de Estrias, vendido pelo</p><p>laboratório Pineda, contém 5 ampolas, cada uma de 2 mL. Os produtos utilizados são: Ácido</p><p>Hialurônico, Buflomedil, Asiaticosídeo, Silício Lipo e Lidocaína. Fonte: Laboratório Pineda.</p><p>48</p><p>Mesoterapia</p><p>Figura 21: Um kit do laboratório Pineda, contendo um único fármaco. Aqui se vê 10 ampolas de 2 mL</p><p>cada, da substância L-Carnitina.</p><p>4.2 Materiais e Preparo da Mescla para Aplicação</p><p>Para o preparo da mescla de mesoterapia serão necessários os seguintes</p><p>materiais:</p><p>• Ampolas com os fármacos escolhidos;</p><p>• Gaze;</p><p>• Álcool 70%;</p><p>• Seringa de 10 mL;</p><p>• Agulha 18G (1,2 x 40);</p><p>• Seringas de 1 mL, 3 mL e/ou 5 mL</p><p>• Agulhas 30G ou;</p><p>• Agulhas 21 G ou 22 G.</p><p>Após ser realizada a antissepsia do local de trabalho e se ter separado todos os</p><p>materiais, deve-se seguir os seguintes passos:</p><p>1. Verificar a validade, integridade e composição de todas as ampolas;</p><p>2. Ordenar as ampolas em ordem crescente de pH, para evitar a cristalização e/ou</p><p>precipitação dos compostos;</p><p>49</p><p>Mesoterapia</p><p>3. Realizar a antissepsia das ampolas, utilizando gaze umedecida com álcool</p><p>70%;</p><p>4. Quebrar todas as ampolas;</p><p>5. Com uma seringa de 10 mL e agulha 18G, aspirar o conteúdo de cada ampola,</p><p>na ordem de pH, com cuidado para não aspirar ar. A aspiração deve ser feita</p><p>de forma lenta e gradual;</p><p>6. Homogeneizar a seringa por inversão, delicadamente;</p><p>7. Verificar a seringa pela presença de artefatos (cristalização, precipitação,</p><p>contaminação, presença de vidro da ampola, etc.). Se o líquido não for</p><p>totalmente límpido, sem turbidez e sem artefatos, descarta-se todo o produto;</p><p>8. Se necessário, deve-se fracionar a mescla nas seringas que utilizadas para</p><p>aplicação. Esta etapa pode ser feita transferindo-se a mescla para um frasco</p><p>estéril (fornecido por alguns laboratórios), para então aspirar-se a mescla nas</p><p>seringas a serem utilizadas, ou então passando-se diretamente para as</p><p>seringas com o auxílio de uma torneira estéril de 3 vias (uso único e individual)</p><p>(Figura 22).</p><p>9. Acopla-se a agulha a ser utilizada para aplicação em cada seringa, após</p><p>preencher a seringa com a mescla.</p><p>Figura 22: Exemplo de torneira de 3 vias, com um conector Luer Lock/Slip, e dois conectores Luer</p><p>Fêmea Universal. Fonte: TKL Produtos Médicos e Hospitalares</p><p>4.2.1 Escolha da Seringa e Agulha</p><p>A escolha da seringa e agulha correta é importante para que se realize uma</p><p>aplicação sem causar dano excessivo a pele do paciente ao mesmo tempo que se</p><p>permite uma injeção fácil da mesoterapia.</p><p>http://tklbrasil.com.br/produto/torneira-3-vias-tor02/</p><p>50</p><p>Mesoterapia</p><p>Em termos de escolha de seringa, deve-se entender o seguinte: como será</p><p>utilizado uma agulha muito fina, normalmente a 30G, quanto maior o volume da</p><p>seringa, mais pressão deve-se aplicar no embolo. Isso significa que mais força será</p><p>feita, o que pode resultar em tremores da mão e lesão ao paciente, além de fadigar</p><p>facilmente os músculos da mão do profissional. É possível realizar fazer uma</p><p>mesoterapia facial com uma seringa 10 mL, mas o trabalho será muito mais seguro e</p><p>fácil utilizando-se uma seringa de 1 mL. Têm-se em mente a praticidade e o custo com</p><p>produtos. Uma única seringa de 10 mL é mais barata do que 10 seringas de 1 mL.</p><p>Porém, uma seringa de 10 mL tem um manuseio mais difícil. Com base nisso, é</p><p>sugerido que seja utilizado os seguintes produtos:</p><p>• Aplicação facial: utilizar seringas de 1 ou 3 mL. A face apresenta um tecido</p><p>muito sensível, e tremores podem lesionar facilmente o rosto.</p><p>• Aplicação capilar: utilizar seringas de 1 mL, preferencialmente. É muito difícil</p><p>a injeção dos produtos no couro cabeludo com seringas mais volumosas.</p><p>• Aplicação corporal: Para gordura localizada recomenda-se seringas de 3, 5</p><p>ou 10 mL. A seringa de 5 mL irá apresentar o melhor custo/benefício. Para</p><p>aplicações intradérmicas recomenda-se seringas de 3 mL.</p><p>Quanto a agulha utilizada, normalmente utiliza-se o seguinte:</p><p>• Aplicação Facial: Agulha 0,3 x 13 (Amarela – 30G ½);</p><p>• Aplicação Corporal: Agulha 0,3 x 13 (Amarela – 30G ½);</p><p>o Para gordura localizada pode-se utilizar, também, agulha 0,38 x 13</p><p>(Cinza - 27G ½) ou 0,45 x 12 (Marrom – 26G ½), porém, por serem</p><p>mais calibrosas, geram mais dor ao paciente e danos ao tecido. Seu</p><p>único benefício é ao profissional que aplica a mescla: torna-se mais</p><p>fácil injetar o líquido.</p><p>• Aplicação Capilar: Agulha 0,3 x 13 (Amarela – 30G ½);</p><p>• Aplicação Intramuscular:</p><p>o Adulto magro: Agulha 0,7 x 25 (Preta – 22G)</p><p>o Adulto obeso/muita adiposidade na região do glúteo: Agulha 0,7 x 30</p><p>(Preta – 22G ¼) ou 0,8 x 30 (Verde – 21G 1 ¼).</p><p>51</p><p>Mesoterapia</p><p>4.3 Técnicas de Aplicação</p><p>Antes do início da aplicação, realiza-se a antissepsia do local. Faz-se, então a</p><p>marcação da área de tratamento, e, após, repete-se a antissepsia do tecido. Se deve</p><p>ter ao alcance todo material necessário para uma boa aplicação de mesoterapia:</p><p>Gaze, mescla pronta e fracionada nas seringas, agulhas, álcool 70% e Descarpack®.</p><p>O uso de EPIs é obrigatório: jaleco, touca, máscara, óculos de proteção e luvas.</p><p>Como a mesoterapia consiste na aplicação de inúmeras injeções, deve-se ter</p><p>em mente o desgaste da agulha. A agulha deve ser trocada após algumas injeções,</p><p>pois sua ponta fica romba e no formato de um gancho (Figura 23), o que acaba</p><p>dificultando a injeção e lesionando o tecido, além de causar dor e aumentar a chance</p><p>de nódulos161. Normalmente se troca de agulha a cada 5 a 10 injeções. Nunca se deve</p><p>recapar a agulha. Utiliza-se um desconector de agulha ou a técnica de “pescar” a</p><p>agulha, sem nunca posicionar a mão próxima ao bisel.</p><p>Figura 23: Foto de microscopia eletrônica de uma agulha após um único uso. Fonte: Website da BD,</p><p>um fabricante de agulhas, entre outros produtos.</p><p>https://www.bd.com/en-ca/products/diabetes-care/diabetes-learning-center/managing-diabetes-with-insulin/how-to-inject-insulin/risks-of-needle-reuse</p><p>52</p><p>Mesoterapia</p><p>4.4 Técnica de Mesoterapia para Gordura Localizada</p><p>A aplicação de mesoterapia para gordura localizada (GL) é, de certa forma, a</p><p>mais simples de todas. Basta que se siga os seguintes passos e orientações:</p><p>• A mescla deve ser aplicada em tecido subcutâneo;</p><p>o Aplica-se de uma forma equidistante do músculo e da pele, a fim</p><p>de</p><p>evitar danos nestes tecidos.</p><p>• A distância entre as injeções deve ser de 2 cm (Figura 24);</p><p>• O volume aplicado por ponto deve ser de 0,2 mL (ou menor no caso de pessoas</p><p>com pouco tecido adiposo);</p><p>• Deve-se seguir exatamente estas etapas:</p><p>o Realizar a prega;</p><p>o Realizar a injeção e verificar que nenhum vaso foi atingido (faz-se leve</p><p>aspiração);</p><p>o Aplicar o líquido de forma lenta e constante;</p><p>o Retirar o dedo do êmbolo;</p><p>▪ Esta etapa é essencial para evitar o gotejamento do produto,</p><p>evitando assim que ele entre em contato com a pele, o que</p><p>poderia causar lesões, como no caso do Desoxicolato de sódio.</p><p>o Soltar a prega;</p><p>o Retirar a agulha do tecido.</p><p>Figura 24: Demonstração de exemplo de marcação para aplicação de mesoterapia em tecido</p><p>subcutâneo. Fonte: Arquivo pessoal - Dr. Rodrigo Noronha de Mello.</p><p>53</p><p>Mesoterapia</p><p>4.5 Técnica de Mesoterapia para Fibroedema Gelóide</p><p>A técnica de aplicação de mesoterapia para a hidrolipodistrofia ginóide</p><p>(fibroedema gelóide) é muito similar àquela utilizada para gordura localizada, mas</p><p>existem algumas diferenças:</p><p>• A mescla deve ser aplicada em tecido subcutâneo;</p><p>o Aplica-se de uma forma equidistante do músculo e da pele, a fim de</p><p>evitar danos nestes tecidos.</p><p>• A distância entre as injeções deve ser de pelo menos 2 cm;</p><p>• O volume aplicado por ponto deve ser de 0,1 mL;</p><p>• Nos pontos de retração aplica-se a injeção a 45°, com a ponta da agulha</p><p>direcionada para o centro de retração da FEG (Figura 25);</p><p>o Em cada ponto de retração são realizadas 4 ou mais injeções, conforme</p><p>figura a seguir.</p><p>• Segue-se exatamente estas etapas:</p><p>o Realizar a prega;</p><p>o Realizar a injeção e verificar se nenhum vaso foi atingido (faz-se leve</p><p>aspiração);</p><p>o Aplicar o líquido de forma lenta e constante;</p><p>o Retirar o dedo do êmbolo;</p><p>o Soltar a prega;</p><p>o Retirar a agulha do tecido.</p><p>Figura 25: Esquema mostrando um exemplo de tratamento de FEG. O local indicado por um círculo</p><p>amarelo é o ponto de entrada da agulha, que deve seguir na direção do local de retração da pele (a</p><p>linha pontilhada indica a direção da agulha). Isto pode ser alcançado ao realizar a injeção a 45°.</p><p>Fonte: Arquivo pessoal - Dr. Rodrigo Noronha de Mello.</p><p>54</p><p>Mesoterapia</p><p>4.6 Técnica de Mesoterapia para Gordura Submentoniana</p><p>A técnica para a aplicação de mesoterapia em gordura submentoniana</p><p>(papada) (Figura 27) segue o mesmo princípio da usada no tratamento de GL:</p><p>aplicações em tecido subcutâneo. O que mais difere as duas técnicas são: a</p><p>marcação, a profundidade da agulha e os volumes injetados.</p><p>A região submentoniana é uma região enervada, vascularizada e próxima de</p><p>estruturas importantes: osso hióide, membrana tíreo-hióidea, músculo gênio-hióideo,</p><p>ventre anterior do músculo digástrico, veia submental, glândula submandibular, nervo</p><p>mental (V3), nervo mandibular marginal, linfonodos submentais, linfonodo supra-</p><p>hióideo,, linfonodos mandibular e submandibular, artéria carótida externa e comum,</p><p>veia jugular interna, veias tireóideas inferiores, artéria laríngea superior, tireoide e</p><p>suas estruturas, e vários outros (Figura 26).</p><p>Visando a segurança das inúmeras estruturas da região, é de suma importância</p><p>que seja feita a marcação correta, para que elas sejam preservadas. Ao contrário do</p><p>que parece, a área de tratamento é muito pequena.</p><p>Figura 26: Ambas as imagens mostram, aproximadamente, a área de tratamento (circulada em</p><p>amarelo). Na imagem da esquerda notam-se as veias (azul), artérias (vermelho e verde), e nervos</p><p>(amarelo). Na imagem da direita ainda são apresentados os linfonodos (verde e laranja). Fonte:</p><p>Website KenHub.com – Anatomy.</p><p>https://www.kenhub.com/en/library/anatomy/submental-triangle</p><p>55</p><p>Mesoterapia</p><p>Figura 27: Esquema mostrando a área de gordura pré-platismal (gordura submentoniana ou papada).</p><p>Como visto na figura anterior, não será toda esta área que receberá o tratamento. Fonte: Website</p><p>Victorian Cosmetic Institute.</p><p>Para demarcar a área de tratamento, segue-se os seguintes passos:</p><p>1. Localizar o osso hióide. Fazer uma marcação horizontal 1 a 1,5 cm acima do</p><p>osso. Esta será o limite inferior.</p><p>2. Localizar a borda inferior da mandíbula. Fazer uma marcação 1 a 1,5 cm abaixo</p><p>da borda inferior da mandíbula. A linha será curva, pois este é o formato</p><p>anatômico da mandíbula. Este será o limite superior.</p><p>3. Localizar as comissuras labiais. Fazer uma marcação vertical a 2 cm de</p><p>distância das comissuras (afastando-se delas). Estes serão os limites verticais.</p><p>4. Junto aos limites da área, fazer a marcação de pontos distantes 2 cm entre</p><p>eles. São os pontos periféricos.</p><p>5. Terminar a marcação preenchendo a área com pontos distantes 2 cm entre</p><p>eles. São os pontos centrais.</p><p>Quanto ao volume de aplicação, é importante que se siga estas duas orientações:</p><p>• Pontos periféricos: máximo de 0,1 mL por ponto.</p><p>• Pontos centrais: máximo de 0,2 mL por ponto.</p><p>Seguindo corretamente estas instruções, deve-se ter uma marcação similar à</p><p>mostrada na próxima imagem (Figura 28):</p><p>https://www.thevictoriancosmeticinstitute.com.au/detail/double-chin-fat-dissolving-injections/</p><p>56</p><p>Mesoterapia</p><p>Figura 28: Esquema mostrando a área de tratamento (em laranja), os pontos periféricos (azul –</p><p>aplica-se 0,1 mL) e os pontos centrais (amarelo – aplica-se 0,2 mL). Neste esquema foram</p><p>desenhados os pontos em apenas um dos lados. No paciente deve-se marcar ambos os lados.</p><p>Fonte: Allergan – Kybella (Noninvasive submental fat compartment treatment).</p><p>Para realizar a aplicação deve ser seguido os seguintes passos:</p><p>• A mescla deve ser aplicada em tecido subcutâneo;</p><p>o Deve-se aplicar de uma forma equidistante do músculo e da pele, a fim</p><p>de evitar danos nestes tecidos.</p><p>• A distância entre as injeções deve ser de pelo menos 2 cm;</p><p>• O volume aplicado por ponto deve ser de 0,1 mL nos pontos periféricos e 0,2</p><p>nos pontos centrais;</p><p>• O ângulo de entrada da agulha deve ser entre 45° e 90°.</p><p>o Em alguns casos não será introduzida toda a agulha. Isto irá depender</p><p>da espessura do tecido subcutâneo do paciente.</p><p>• Realizar a prega;</p><p>https://www.researchgate.net/publication/311911817_Noninvasive_Submental_Fat_Compartment_Treatment</p><p>57</p><p>Mesoterapia</p><p>• Realizar a injeção e verificar que nenhum vaso foi atingido (faz-se leve</p><p>aspiração);</p><p>• Aplicar o líquido de forma lenta e constante;</p><p>• Retirar o dedo do êmbolo;</p><p>• Soltar a prega;</p><p>• Retirar a agulha do tecido.</p><p>4.7 Técnica de Mesoterapia para Flacidez e Manchas</p><p>Esta técnica consiste na aplicação de injeções intradérmicas. Pode ser utilizada</p><p>tanto para o tratamento facial quanto corporal. A marcação é um pouco diferente para</p><p>cada técnica. Deve-se, preferencialmente, atingir a derme. Injeções na epiderme não</p><p>serão tão eficazes na maioria dos casos.</p><p>Para tratamento de flacidez facial, as aplicações também são distantes 2 cm</p><p>entre si, porém não devem ser feitas injeções em alguns locais da face, devido ao</p><p>risco de atingir-se vasos mais calibrosos.</p><p>• Evita-se a região da artéria e veia zigomático-orbitária e artéria e veia</p><p>zigomaticotemporal (localizada no osso zigomático);</p><p>• Evita-se a região de pálpebra inferior e superior, evitando-se assim atingir</p><p>artéria angular, arco arterial palpebral superior e inferior e artéria</p><p>zigomaticofacial.</p><p>• Há necessário com outras artérias importantes na região dos olhos.</p><p>Pode-se evitar estas e outras áreas particularmente importantes na face</p><p>evitando-se injeções a menos do que 1 cm da sobrancelha. Evita-se também injeções</p><p>a menos de 1 cm da borda óssea da região dos olhos. Deixa-se 1 cm de distância da</p><p>asa nasal, para evitar atingir a artéria angular. Na figura (Figura 29) abaixo pode-se</p><p>ver estas áreas, facilitando assim a compreensão. A Figura 30 mostra a complexidade</p><p>da vascularização e enervação facial.</p><p>58</p><p>Mesoterapia</p><p>Figura 29: Esquema mostrando</p><p>as áreas a serem evitadas na mesoterapia facial. Em azul vê-se a</p><p>marcação de onde pode-se aplicar as injeções. Cada ponto está a 2 cm de distância do outro. Fonte:</p><p>Fotografia da atriz Sophie Turner pelo fotógrafo Mathew Brookes. Esquema de marcação por Dr.</p><p>Rodrigo Noronha de Mello.</p><p>https://www.matthewbrookesstudio.com/</p><p>59</p><p>Mesoterapia</p><p>Figura 30: Veias, artérias e nervos faciais. Esta ilustração mostra a importância do cuidado de</p><p>aplicações de injeções na região facial. Fonte: Ilustração por Kevin Cease.</p><p>• A mescla deve ser aplicada em tecido dérmico;</p><p>• A distância entre as injeções deve ser de 2 cm;</p><p>• O volume aplicado por ponto deve ser o suficiente para formar pápula de até</p><p>0,5 cm de diâmetro ou até ser injetado 0,1 mL de volume (o que acontecer</p><p>primeiro);</p><p>https://www.kevincease.art/anatomy-girl</p><p>60</p><p>Mesoterapia</p><p>o Para regiões mais delicadas, como aquelas próximas aos olhos, pode-</p><p>se fazer pápulas menores, de 0,2 cm de diâmetro, e distância entre</p><p>pontos de 1 a 1,5 cm entre pontos.</p><p>• Aplica-se a injeção entre 5 a 35°, com bisel virado para cima;</p><p>• As seguintes etapas devem ser seguidas:</p><p>o Retrair a pele afim de diminuir a flacidez e facilitar a entrada da agulha;</p><p>o Realizar a injeção;</p><p>o Aplicar o líquido de forma lenta e constante até a formação da pápula;</p><p>o Retirar o dedo do êmbolo;</p><p>o Retirar a agulha do tecido.</p><p>A aplicação de mesoterapia para flacidez corporal segue as mesmas regras,</p><p>porém não há a necessidade de delimitar tantas áreas de segurança. Evita-se apenas</p><p>a região íntima, cicatriz umbilical (margem de 1 a 2 cm de segurança), e os grandes</p><p>vasos do pescoço. Na região do pescoço é preferível realizar pápulas menores, de</p><p>0,2 cm de diâmetro.</p><p>A aplicação de mesoterapia para manchas deve ser feita utilizando a mesma</p><p>técnica daquela usada para flacidez facial, porém as aplicações devem ser realizadas</p><p>somente na mancha (Figura 31). Em outras palavras: não aplicar a mescla em</p><p>tecidos que não estejam pigmentados. Em alguns casos bastará apenas uma injeção</p><p>para atingir toda região da mancha. Em outros casos serão necessárias mais injeções.</p><p>61</p><p>Mesoterapia</p><p>Figura 31: Exemplo de como seriam feitas as aplicações em uma mancha. Cada ponto vermelho está</p><p>distante 1 a 2 cm um do outro, e em cada um foi realizada uma pápula de aproximadamente 0,2 cm</p><p>de diâmetro. O mesmo seria feito nas outras manchas. Fonte: Fotografia retirada do site MediFoco.</p><p>Esquema de marcação feito por Dr. Rodrigo N. de Mello</p><p>4.8 Técnica de Mesoterapia para Estrias</p><p>A técnica para tratamento de estrias pode ser feita de duas maneiras:</p><p>retroinjeção ou ponto a ponto. Em ambos os casos deve-se aplicar o produto em</p><p>profundidade dérmica, utilizando agulha 30G ½ com bisel virado para cima.</p><p>Para realizar a técnica de retroinjeção (Figura 32), segue-se os seguintes</p><p>passos:</p><p>• O volume aplicado deve ser o suficiente para preencher a estria. Este volume</p><p>varia de acordo com tamanho e flacidez da estria.</p><p>• Seguir exatamente estas etapas:</p><p>o Retrair a pele afim de diminuir a flacidez e facilitar a entrada da agulha;</p><p>o Realizar a retroinjeção;</p><p>▪ Verificar onde é o final da estria;</p><p>▪ Fazer o pertuito a 1,3 cm do final da estria (1,3 cm é o</p><p>comprimento da agulha 30G ½)</p><p>https://medifoco.com.br/</p><p>62</p><p>Mesoterapia</p><p>o Aplicar o líquido de forma lenta e constante até o preenchimento do</p><p>tecido;</p><p>o Retirar o dedo do êmbolo;</p><p>o Retirar a agulha do tecido;</p><p>o A partir do primeiro pertuito feito, medir 1,3 cm em direção ao início da</p><p>estria. Neste local realizar a segunda retroinjeção, em direção ao final</p><p>da estria. Parar a penetração agulha um pouco de atingir o primeiro</p><p>pertuito.</p><p>o Repetir estas etapas até tratar-se a estria em todo seu comprimento.</p><p>Figura 32: Esquema mostrando a técnica de retroinjeção para estrias. Neste caso foram necessárias</p><p>4 aplicações por retroinjeção para preencher toda a estria. O traçado vermelho indica a haste da</p><p>agulha, que se encontra dentro da derme. Os pontos pretos indicam o local de parada do bisel. Os</p><p>círculos vermelhos indicam o local de realização do pertuito. Fonte: Dr. Rodrigo A. Brandão Neto.</p><p>Esquema de marcação por Dr. Rodrigo Noronha de Mello.</p><p>Outra opção para o tratamento de estrias é através da técnica ponto a ponto.</p><p>• A mescla deve ser aplicada em tecido dérmico;</p><p>• A distância entre as injeções deve ser de 2 cm;</p><p>http://www.medicinanet.com.br/conteudos/casos/6942/estrias_violaceas.htm</p><p>63</p><p>Mesoterapia</p><p>• O volume aplicado por ponto deve ser o suficiente para formar pápula de até</p><p>0,5 cm de diâmetro ou até ser injetado 0,2 mL de volume (o que acontecer</p><p>primeiro);</p><p>• Aplicar a injeção entre 5 a 35°, com bisel virado para cima;</p><p>• Seguir exatamente estas etapas:</p><p>o Retrair a pele afim de diminuir a flacidez e facilitar a entrada da agulha;</p><p>o Realizar a injeção;</p><p>o Aplicar o líquido de forma lenta e constante até a formação da pápula;</p><p>o Retirar o dedo do êmbolo;</p><p>o Retirar a agulha do tecido.</p><p>4.9 Técnica de Mesoterapia para Intramuscular</p><p>Para os tratamentos com injeção intramuscular, seguem-se os preceitos</p><p>básicos deste tipo de injeção. O local preferido para isto é o músculo glúteo máximo</p><p>ou glúteo médio (dorsogluteal ou ventrogluteal).</p><p>• A mescla deve ser aplicada em tecido muscular;</p><p>• O volume aplicado deve respeitar o volume máximo que cada músculo</p><p>comporta. No caso do músculo glúteo, o volume máximo é de 5 mL. Caso a</p><p>mescla tenha mais do que 5 mL, aplica-se metade em cada glúteo.</p><p>• Aplicar a injeção a 90°, com bisel seguindo o sentido das fibras musculares.</p><p>• Seguir exatamente estas etapas:</p><p>o Realizar a injeção;</p><p>o Realizar a aspiração para certificar-se de que nenhum vaso foi atingido;</p><p>▪ Caso um vaso seja atingido, não injetar a mescla. Descartar todo</p><p>o produto e repetir o procedimento em outra área.</p><p>o Aplicar o líquido de forma bem lenta e constante;</p><p>o Retirar o dedo do êmbolo;</p><p>o Retirar a agulha do tecido.</p><p>64</p><p>Mesoterapia</p><p>5 TRATAMENTO E PÓS-TRATAMENTO</p><p>Assim como em qualquer protocolo, o intervalo entre sessões, o número de</p><p>sessões e o pós-tratamento são essenciais para minimizar os riscos e potencializar</p><p>resultados. Deve-se ter em mente algumas coisas antes de realizar uma aplicação de</p><p>mesoterapia:</p><p>Este é o paciente ideal?</p><p>Nem todo procedimento pode ser aplicado em todo paciente. Um paciente</p><p>sedentário e que não realiza dieta, não é um bom paciente para tratamentos de</p><p>gordura localizada, sejam eles com mesoterapia ou qualquer outra técnica. A</p><p>mesoterapia (e outras tecnologias) potencializam a redução da gordura. É</p><p>fundamental a associação com exercício físico regular e dieta. Não só o exercício</p><p>potencializa o resultado como também previne complicações. De nada adianta uma</p><p>aplicação intramuscular com BCAA se o paciente não se exercita. A mesoterapia</p><p>pode, inclusive, levar a esteatose hepática (fígado gorduroso), especialmente em</p><p>pacientes que não praticam exercício ou que já tem alguma alteração hepática4.</p><p>O mesmo vale para tratamentos de pele (manchas, estrias, flacidez). Caso o</p><p>paciente exponha-se muito ao sol, apresente fototipo IV, V ou VI, então ele não é um</p><p>paciente ideal. O tratamento com a mesoterapia pode inclusive piorar as manchas ou</p><p>causar manchas nestes pacientes. Se for um paciente que apresenta a pele</p><p>ressecada, frágil e desidratada, pensa-se em antes de aplicar-se a mesoterapia, iniciar</p><p>com tratamentos menos agressivos até a normalização da pele.</p><p>Antes de qualquer tratamento, deve-se pensar de forma racional e científica.</p><p>Será a mesoterapia o melhor tratamento para aquele paciente em específico?</p><p>Pode-se aplicar mais de uma mescla?</p><p>Novamente, deve-se pensar: aplicar mais de uma mescla (ou mais de 10 mL</p><p>aproximadamente) significa aplicar uma quantidade imensa de medicamentos, além</p><p>de aplicar uma quantidade grande de injeções. Não só será causada uma inflamação</p><p>muito grande, que pode gerar efeitos deletérios, como também irá sobrecarregar</p><p>fígado e rins com toda esta quantidade de medicamentos. Nunca se deve aplicar</p><p>mais do que uma mescla (10 mL) em uma única sessão. Também não se deve</p><p>aplicar em dias consecutivos. Estes medicamentos levam tempo para serem</p><p>65</p><p>Mesoterapia</p><p>metabolizados. E se deve lembrar também das interações medicamentosas e alvos</p><p>moleculares/celulares dos medicamentos.</p><p>Os resultados de tratamentos estéticos, em sua grande maioria, são</p><p>demorados. Levam semanas ou meses. Não se tenta “burlar” isto. Deve-se respeitar</p><p>o tempo fisiológico de cada paciente. O tratamento de GL vai demorar sim semanas</p><p>para gerar um efeito visível. A única maneira de eliminar-se a gordura</p><p>instantaneamente é através de lipossucção. Todas as outras técnicas levam semanas,</p><p>e são graduais. O tratamento para a flacidez leva meses. É o tempo necessário para</p><p>o corpo sintetizar colágeno e reordenar a matriz extracelular. Não há como acelerar</p><p>isto.</p><p>5.1 Tratamento e Pós-Tratamento de Gordura Localizada</p><p>Tratamento</p><p>Pedir que o paciente faça uma dieta com redução de carboidratos, pelo menos</p><p>3 dias antes do tratamento.</p><p>• Volume total a ser aplicado: Até 10 mL por sessão.</p><p>o Caso aplique-se 0,2 mL por ponto, isso significa que serão aplicadas</p><p>50 injeções.</p><p>• Número de sessões: Até 10 sessões.</p><p>o Normalmente os resultados começam a se tornar visíveis após a 3ª</p><p>a 5ª sessão.</p><p>• Intervalo entre sessões: 7 dias.</p><p>Pós-Tratamento</p><p>• Evitar ou diminuir o consumo de carboidratos por 3 dias;</p><p>• Hidratar-se bem;</p><p>• Não ingerir álcool;</p><p>66</p><p>Mesoterapia</p><p>• Não utilizar medicamentos anti-inflamatórios, a menos que prescritos por</p><p>um médico (isso poderá diminuir ou anular o efeito do tratamento);</p><p>• 12 a 24 horas após o tratamento o paciente deve iniciar a prática de</p><p>exercício físico de alto gasto calórico (caminhar por pelo menos uma hora,</p><p>ou correr, ou outras atividades);</p><p>o Pedir para evitar exercícios que estressem a área tratada;</p><p>• Após 24 horas aplicar filtro solar na área (Mínimo de FPS 50).</p><p>• Não expor a área tratada ao sol ou calor durante a duração do tratamento;</p><p>• Nos primeiros 3 dias evitar o contato da área com shampoo/condicionador</p><p>durante o banho.</p><p>• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar secar a área esfregando-se a</p><p>toalha. Apenas encostar ela delicadamente em cima do local.</p><p>• A higiene da área nas primeiras 24 horas após o tratamento deve ser feita</p><p>apenas com soro fisiológico estéril, de maneira delicada e sem esfregar a</p><p>região.</p><p>• Se o paciente possuir animais de estimação, utilizar fronhas e lençóis</p><p>limpos. Evitar que os animais subam na cama, por pelo menos 3 dias após</p><p>o tratamento.</p><p>Explicar para o paciente que ele poderá apresentar equimoses, edema, dor e</p><p>prurido de forma localizada. Caso sinta muito desconforto pode ser feita a aplicação</p><p>de compressa gelada/gelo por até 20 minutos, 5 vezes ao dia.</p><p>67</p><p>Mesoterapia</p><p>5.2 Tratamento e Pós-Tratamento de Gordura Submentoniana</p><p>Tratamento</p><p>Antes do tratamento solicitar que o paciente faça uma dieta com redução de</p><p>carboidratos, pelo menos 3 dias antes.</p><p>• Volume total a ser aplicado: Até 2 mL.</p><p>• Número de sessões: Em média 5 sessões.</p><p>• Intervalo entre sessões: 21 a 30 dias.</p><p>Pós-Tratamento</p><p>• Evitar ou diminuir o consumo de carboidratos por 3 dias;</p><p>• Hidratar-se bem;</p><p>• Não ingerir álcool;</p><p>• Não utilizar medicamentos anti-inflamatórios, a menos que prescritos por</p><p>um médico;</p><p>• 12 a 24 horas após o tratamento o paciente deve iniciar a prática de</p><p>exercício físico de alto gasto calórico (caminhar por pelo menos uma hora,</p><p>ou correr, ou outras atividades);</p><p>• Após 24 horas aplicar filtro solar na área (Mínimo de FPS 50).</p><p>• Não expor a área tratada ao sol ou calor durante a duração do tratamento;</p><p>• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar o uso de maquiagem ou outros</p><p>produtos que não o filtro solar.</p><p>• Nos primeiros 3 dias evitar o contato da área com shampoo/condicionador</p><p>durante o banho.</p><p>• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar secar a área esfregando-se a</p><p>toalha. Apenas encostar ela delicadamente em cima do local.</p><p>• A higiene da área nas primeiras 24 horas após o tratamento deve ser feita</p><p>apenas com soro fisiológico estéril, de maneira delicada e sem esfregar a</p><p>região.</p><p>68</p><p>Mesoterapia</p><p>• Se o paciente possuir animais de estimação, utilizar fronhas e lençóis</p><p>limpos. Evitar que os animais subam na cama, por pelo menos 3 dias após</p><p>o tratamento.</p><p>Explicar para o paciente que ele poderá apresentar equimoses, edema, dor e</p><p>prurido de forma localizada. A região submentoniana tende a apresentar muito edema.</p><p>Caso sinta muito desconforto pode ser feita a aplicação de compressa gelada/gelo por</p><p>até 20 minutos, 5 vezes ao dia.</p><p>5.3 Tratamento e Pós-Tratamento de Flacidez e Estrias</p><p>Tratamento</p><p>• Volume total a ser aplicado: Até 10 mL.</p><p>• Número de sessões: Até 10 sessões.</p><p>• Intervalo entre sessões: 15 a 21 dias.</p><p>Pós-Tratamento</p><p>• Hidratar-se bem;</p><p>• Não ingerir álcool;</p><p>• Não utilizar medicamentos anti-inflamatórios, a menos que prescritos por</p><p>um médico (isso poderá diminuir ou anular o efeito do tratamento);</p><p>• 24 horas após o tratamento o paciente deve-se iniciar a aplicação dos</p><p>produtos de homecare;</p><p>• Após 24 horas aplicar filtro solar na área (Mínimo de FPS 50). Mantenha por</p><p>28 dias após a última sessão;</p><p>• Não expor a área tratada ao sol durante a duração do tratamento;</p><p>• Não expor a área tratada ao calor durante a duração do tratamento;</p><p>• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar o uso de maquiagem ou outros</p><p>produtos que não o filtro solar e homecare.</p><p>69</p><p>Mesoterapia</p><p>• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar o contato da área com</p><p>shampoo/condicionador/sabonete durante o banho.</p><p>• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar secar a área esfregando a</p><p>toalha. Apenas encostar ela delicadamente em cima do local. O rosto, nos</p><p>primeiros 3 dias, pode ser seco com um secador de cabelos com vento frio.</p><p>• A higiene da área nas primeiras 24 horas após o tratamento deve ser feita</p><p>apenas com soro fisiológico estéril, de maneira delicada e sem esfregar a</p><p>região.</p><p>• Se o paciente possuir animais de estimação, utilizar fronhas e lençóis</p><p>limpos. Evitar que os animais subam na cama, por pelo menos 3 dias após</p><p>o tratamento.</p><p>Explicar para o paciente que ele poderá apresentar equimoses, edema, dor e</p><p>prurido de forma localizada. Caso sinta muito desconforto pode ser feita a aplicação</p><p>de compressa gelada/gelo por até 20 minutos, 5 vezes ao dia.</p><p>5.4 Tratamento e Pós-Tratamento de Manchas</p><p>Tratamento</p><p>• Volume total a ser aplicado: Até 10 mL.</p><p>• Número de sessões: Até 10 sessões.</p><p>• Intervalo entre sessões: 15 dias.</p><p>Pós-Tratamento</p><p>• Hidratar-se bem;</p><p>• Não ingerir álcool;</p><p>70</p><p>Mesoterapia</p><p>• Não utilizar medicamentos anti-inflamatórios, a menos que prescritos por</p><p>um médico (isso poderá diminuir ou anular o efeito do tratamento);</p><p>• 24 horas após o tratamento o paciente deve iniciar a aplicação dos produtos</p><p>de homecare;</p><p>• Após 24 horas aplicar filtro solar na área (Mínimo de FPS 50). Manter por</p><p>28 dias após a última sessão;</p><p>• Não expor a área tratada ao sol durante a duração do tratamento;</p><p>• Não expor a área tratada ao calor durante a duração do tratamento;</p><p>• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar o uso de maquiagem ou outros</p><p>produtos que não o filtro solar e homecare.</p><p>• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar o contato da área com</p><p>shampoo/condicionador/sabonete durante o banho.</p><p>• Nos primeiros 3 dias após o tratamento evitar secar a área esfregando a</p><p>toalha. Apenas encosta-se ela delicadamente em cima do local. O rosto,</p><p>nos primeiros 3 dias, pode ser seco com um secador de cabelos com vento</p><p>frio.</p><p>• A higiene da área nas primeiras 24 horas após o tratamento</p><p>deve ser feita</p><p>apenas com soro fisiológico estéril, de maneira delicada e sem esfregar a</p><p>região.</p><p>• Se o paciente possuir animais de estimação, utilizar fronhas e lençóis</p><p>limpos. Evitar que os animais subam na cama, por pelo menos 3 dias após</p><p>o tratamento.</p><p>Explicar para o paciente que ele poderá apresentar equimoses, edema, dor e</p><p>prurido de forma localizada. Caso sinta muito desconforto pode ser feita a aplicação</p><p>de compressa gelada/gelo por até 20 minutos, 5 vezes ao dia.</p><p>71</p><p>Mesoterapia</p><p>5.5 Tratamento e Pós-Tratamento com Injeção Intramuscular</p><p>Tratamento</p><p>• Volume total a ser aplicado: Até 10 mL (máximo de 5 mL por glúteo).</p><p>• Número de sessões: Até 10 sessões.</p><p>• Intervalo entre sessões: 7 dias.</p><p>Pós-Tratamento</p><p>• 2 horas após a sessão, iniciar atividade física;</p><p>• Hidratar-se bem;</p><p>• Não ingerir álcool;</p><p>• Não utilizar medicamentos anti-inflamatórios, a menos que prescritos por</p><p>um médico (isso poderá diminuir ou anular o efeito do tratamento);</p><p>• Não expor a área tratada ao sol durante a duração do tratamento;</p><p>• Não expor a área tratada ao calor durante a duração do tratamento;</p><p>• Se o paciente possuir animais de estimação, utilizar fronhas e lençóis</p><p>limpos. Evitar que os animais subam na cama, por pelo menos 3 dias após</p><p>o tratamento.</p><p>Explicar para o paciente que ele poderá apresentar equimoses, edema, dor e</p><p>prurido de forma localizada. Caso sinta muito desconforto pode ser feita a aplicação</p><p>de compressa gelada/gelo por até 20 minutos, 5 vezes ao dia. O paciente também</p><p>pode realizar uma leve massagem no local.</p><p>72</p><p>Mesoterapia</p><p>6 SUGESTÕES DE MESCLAS</p><p>A seguir serão vistas algumas sugestões de mesclas para os diferentes</p><p>tratamentos. Estas mesclas podem e devem ser adaptadas para atender as</p><p>necessidades de cada paciente. Caso seja necessário diluir ou completar volume,</p><p>deve-se utilizar Soro Fisiológico 0,9% estéril (normalmente utilizado em mesclas para</p><p>GL e FEG).</p><p>6.1 Mesclas para Gordura Localizada</p><p>Sugestão 1 – Gordura Central:</p><p>• Pentoxifilina 20 mg/mL (2 mL)</p><p>• Arginina ID 20% (2 mL)</p><p>• Cafeína 50 mg/mL (2 mL)</p><p>• Soro fisiológico 0,9% (2 mL)</p><p>Sugestão 2 – Gordura Localizada em</p><p>Geral:</p><p>• Arginina ID 20% (2 mL)</p><p>• Cafeína 50 mg/mL (2 mL)</p><p>• L-Carnitina 300 mg/mL (2 mL)</p><p>• Silício Lipo* 0,5% (2 mL)</p><p>• Benzopirona 50 mg/mL (2 mL)</p><p>Sugestão 3 – Gordura Ginóide</p><p>Masculina:</p><p>• Arginina ID 20% (2 mL)</p><p>• Cafeína 50 mg/mL (2 mL)</p><p>• L-Teanina 50 mg/mL (2 mL)</p><p>• Crisina 50 µg/mL (2 mL)</p><p>• Benzopirona 50 mg/mL (2 mL)</p><p>Sugestão 4 – Gordura Localizada em</p><p>Geral:</p><p>• Pentoxifilina 20 mg/mL (2 mL)</p><p>• Silício Lipo 0,5% (2 mL)</p><p>• Arginina ID 20% (2 mL)</p><p>• Cafeína 50 mg/mL (2 mL)</p><p>• Benzopirona 50 mg/mL (2 mL)</p><p>* Silício Lipo 0,5% é um composto formulado pelo laboratório Pineda, com potencial</p><p>lipolítico aumentado.</p><p>73</p><p>Mesoterapia</p><p>6.2 Mesclas para Hidrolipodistrofia Ginóide</p><p>Sugestão 1 – FEG grau I e II:</p><p>• Buflomedil 1% (2 mL)</p><p>• Crisina 50 µg/mL (2 mL)</p><p>• Silício Lipo 0,5% (2 mL)</p><p>• Ioimbina 17,2% (2 mL)</p><p>• Lidocaína 1% (2 mL)</p><p>Sugestão 2 – FEG com adiposidade:</p><p>• Buflomedil 1% (2 mL)</p><p>• Silício Lipo 0,5% (2 mL)</p><p>• Arginina ID 20% (2 mL)</p><p>• Cafeína 50 mg/mL (2 mL)</p><p>• Lidocaína 1% (2 mL)</p><p>Sugestão 3 – FEG com retenção</p><p>hídrica:</p><p>• L-Teanina 50 mg/mL (2 mL)</p><p>• Pentoxifilina 20 mg/mL (2 mL)</p><p>• Crisina 50 µg/mL (2 mL)</p><p>• Benzopirona 5 mg/mL (2 mL)</p><p>• Lidocaína 1% (2 mL)</p><p>Sugestão 4 – FEG grau III:</p><p>• Buflomedil 1% (2 mL)</p><p>• Silício Lipo 0,5% (2 mL)</p><p>• Ioimbina 17,2% (2 mL)</p><p>• Rutina 50 mg/mL + Benzopirona 1</p><p>mg/mL (2 mL)</p><p>• Lidocaína 1% (2 mL)</p><p>6.3 Mesclas para Gordura Submentoniana</p><p>Sugestão 1:</p><p>• Arginina ID 20% (2 mL)</p><p>• Buflomedil 1% (2 mL)</p><p>Sugestão 2:</p><p>• Ácido Deoxicólico 20 mg/mL (2 mL)</p><p>74</p><p>Mesoterapia</p><p>6.4 Mesclas para Flacidez e Rejuvenescimento Tissular</p><p>Sugestão 1 - Flacidez:</p><p>• DMAE 25 mg/mL (2 mL)</p><p>• Piruvato sódico 1% (2 mL)</p><p>• Condroitin sulfato 50 mg/mL (2</p><p>mL)</p><p>• L-Carnitina 50 mg/mL (2 mL)</p><p>• Lidocaína 1% (2 mL)</p><p>Sugestão 2 - Flacidez:</p><p>• DMAE 25 mg/mL (2 mL)</p><p>• Ác. Hialurônico 60 mg/mL (2 mL)</p><p>• Silício Lipo 0,5% (2 mL)</p><p>• Asiaticosídeo 0,04% (2 mL)</p><p>• Lidocaína 1% (2 mL)</p><p>Sugestão 3 – Flacidez de Face e</p><p>Pescoço:</p><p>• DMAE 25 mg/mL (2 mL)</p><p>• Silício Lipo 0,5% (2 mL)</p><p>• Mix de GAGs (2 mL)</p><p>• Lidocaína 1% (2 mL)</p><p>Sugestão 4 – Face ressecada e</p><p>desvitalizada:</p><p>• Ác. Alfa Lipóico 50 mg/mL (2 mL)</p><p>• Piruvato Sódico 1% (2 mL)</p><p>• Ác. Hialurônico 60 mg/mL (2 mL)</p><p>• Lidocaína 1% (2 mL)</p><p>6.5 Mesclas para Estrias</p><p>Sugestão 1 – Estria Antiga:</p><p>• Ácido Hialurônico 60 mg/mL (2</p><p>mL)</p><p>• Buflomedil 1% (2 mL)</p><p>• Asiaticosídeo 0,04% (2 mL)</p><p>• Silício Lipo 0,5% (2 mL)</p><p>• Lidocaína 1% (2 mL)</p><p>Sugestão 2 – Estria Antiga:</p><p>• Silício Lipo 0,5% (2 mL)</p><p>• Ác. Glicólico 1% (2 mL)</p><p>• Buflomedil 1% (2 mL)</p><p>• Lidocaína 1% (2 mL)</p><p>Sugestão 3 – Estria Jovem:</p><p>• Asiaticosídeo 0,04% (2 mL)</p><p>• Condroitin Sulfato 50 mg/mL (2</p><p>mL)</p><p>• Silício Lipo 0,5% (2 mL)</p><p>• Lidocaína 1% (2 mL)</p><p>Sugestão 4 – Estria Jovem:</p><p>• Colágeno 2% (2 mL)</p><p>• Asiaticosídeo 0,04% (2 mL)</p><p>• Silício Lipo 0,5% (2 mL)</p><p>• Lidocaína 1% (2 mL)</p><p>75</p><p>Mesoterapia</p><p>6.6 Mesclas para Manchas</p><p>Sugestão 1 – Melasma Intenso:</p><p>• Ác. Tranexâmico 0,4% (2 mL)</p><p>• Ác. Kójico 2% (2 mL)</p><p>• Ác. Glicólico 1% (2 mL)</p><p>• Vitamina C 20% (2 mL)</p><p>• Procaína 1% (2 mL)</p><p>Sugestão 2 – Melasma Leve:</p><p>• Ác. Kójico 2% (2 mL)</p><p>• Ác. Tranexâmico 0,4% (2 mL)</p><p>• Lidocaína 1% (2 mL)</p><p>6.7 Mesclas para Tratamento Capilar</p><p>Sugestão 1 – Capilar:</p><p>• Minoxidil 0,5% (2 mL)</p><p>• Buflomedil 1% (2 mL)</p><p>• Silício Lipo 0,5% (2 mL)</p><p>• D-Pantenol 50 mg/mL (2 mL)</p><p>• Procaína 2% (2 mL)</p><p>Sugestão 2 – Capilar Feminina:</p><p>• Minoxidil 0,5% (2 mL)</p><p>• Silício Lipo 0,5% (2 mL)</p><p>• Biotina 5 mg/mL (2 mL)</p><p>• D-Pantenol 50 mg/mL (2 mL)</p><p>Sugestão 3 – Capilar Masculina:</p><p>• Minoxidil 0,5% (2 mL)</p><p>• Finasterida 0,05% (2 mL)</p><p>• Biotina 5 mg/mL (2 mL)</p><p>• D-Pantenol 50 mg/mL (2 mL)</p><p>76</p><p>Mesoterapia</p><p>6.8 Mesclas para Aplicação Intramuscular</p><p>Sugestão 1 – Emagrecimento -</p><p>Calmante:</p><p>• 5-HTP 4 mg/mL (2 mL)</p><p>• L-Teanina 25 mg/mL (2 mL)</p><p>• Taurina 10% + Inositol 10% (2</p><p>mL)</p><p>• Vitamina B12 25 mg/mL (2 mL)</p><p>Sugestão 2 – Hipertrofia Muscular:</p><p>• HMB 5 mg/mL (2 mL)</p><p>• Colágeno 2% (2 mL)</p><p>• L-Carnitina 300 mg/mL (2 mL)</p><p>• L-Taurina 7,5% (2 mL)</p><p>Sugestão 3 – Hipertrofia Feminina:</p><p>• HMB 5 mg/mL (2 mL)</p><p>• Cromo Picolinato 100 µg/mL (2</p><p>mL)</p><p>• Arginina ID 20% (2 mL)</p><p>• Vitamina B3 15 mg/mL (2 mL)</p><p>Sugestão 4 – Redução de peso e</p><p>Energética:</p><p>• HMB 5 mg/mL (2 mL)</p><p>• Taurina 10% + Inositol 10% (2 mL)</p><p>• L-Carnitina 300 mg/mL (2 mL)</p><p>• Cafeína 50 mg/mL (2 mL)</p><p>7 SUGESTÕES DE FÓRMULAS PARA HOMECARE</p><p>Aqui são descritas algumas sugestões de cremes de uso tópico para serem</p><p>utilizados como homecare após a mesoterapia facial:</p><p>Creme Cicatrizante, Calmante e Hidratante:</p><p>Uso tópico. Aplicar na região tratada pela manhã, antes de aplicar o FPS, e a</p><p>noite após a limpeza do rosto. Iniciar a aplicação 24 horas após o procedimento.</p><p>EPIfactor</p><p>Phytosqualan</p><p>Hyasol BT</p><p>Creme não iônico</p><p>q.s.p.</p><p>1,0 mL</p><p>1,5%</p><p>3,0%</p><p>20 gramas</p><p>77</p><p>Mesoterapia</p><p>Creme Cicatrizante, Calmante e Hidratante (sugestão 2):</p><p>Uso tópico. Aplicar na região tratada pela manhã, antes do FPS, e a noite após</p><p>a limpeza do rosto. Iniciar a aplicação 24 horas após o procedimento. Evitar usar em</p><p>peles oleosas.</p><p>Esqualane vegetal</p><p>Aquasome EC</p><p>D-Pantenol</p><p>Alfa-bisabolol</p><p>Óleo de rosa</p><p>mosqueta</p><p>Loção Simugel NS</p><p>q.s.p.</p><p>1,0%</p><p>3,0%</p><p>5,0%</p><p>2,0%</p><p>2,0%</p><p>20 gramas</p><p>Creme para Peles Sensibilizadas:</p><p>Uso tópico. Aplicar na região tratada pela manhã 2 a 3 vezes ao dia. Iniciar a</p><p>aplicação 24 horas após o procedimento. Evitar usar em peles oleosas.</p><p>Vegelip</p><p>Óleo de Rosa</p><p>Mosqueta</p><p>Óleo de Gérmen de</p><p>Trigo</p><p>Loção não-iônica q.s.p.</p><p>5,0%</p><p>5,0%</p><p>3,0%</p><p>30 mL</p><p>Creme para Peles com Manchas ou no Tratamento do Melasma:</p><p>Uso tópico. Aplicar na região tratada pela manhã, antes do FPS, à tarde, antes</p><p>do FPS e a noite após a limpeza do rosto. Iniciar a aplicação 24 horas após o</p><p>procedimento.</p><p>Lumin White</p><p>NanoShine</p><p>Alfa-Arbutin</p><p>Vitalgreen Cristal</p><p>q.s.p.</p><p>3,0%</p><p>3,0%</p><p>0,5%</p><p>30 gramas</p><p>78</p><p>Mesoterapia</p><p>8 MANUSEIO DAS COMPLICAÇÕES DA MESOTERAPIA</p><p>Como todo procedimento, principalmente de caráter semi-invasivo, existe o</p><p>risco do aparecimento de complicações. As principais complicações da mesoterapia</p><p>são infecção, necrose, hiperpigmentação pós-inflamatória, formação de nódulos</p><p>fibróticos, queloide e neuralgia1. Com exceção da infecção, que deve ser tratada por</p><p>profissional médico, as outras complicações podem ser tratadas (ou evitadas) pelo</p><p>profissional Biomédico, Farmacêutico ou Enfermeiro. Cabe a cada profissional</p><p>verificar a legislação pertinente ao seu Conselho de Classe afim de verificar quais</p><p>substâncias podem ser prescritas e administradas.</p><p>8.1 Principais Complicações</p><p>Infecção: Independente da origem, deve ser tratada, o quanto antes, por</p><p>profissional médico. A infecção na mesoterapia pode ter duas causas: contaminação</p><p>de medicamentos (causa improvável devido ao controle de qualidade dos</p><p>laboratórios); contaminação durante o procedimento, que pode ser evitada através de</p><p>métodos adequados de assepsia e antissepsia. Os principais sinais de infecção são:</p><p>lesão purulenta, febre, mal-estar generalizado, linfoadenomegalia. Caso o paciente</p><p>venha a queixar-se destes sintomas, deve-se encaminhá-lo ao médico.</p><p>Necrose: Necrose é o processo de morte celular não programada, causado por</p><p>algum estímulo como infecções, hipóxia, radiação e outros fatores, como</p><p>medicamentos, álcool, inflamação exacerbada, etc. Este é o objetivo de alguns</p><p>tratamentos, como aqueles que utilizam desoxicolato de sódio ou ácido deoxicólico.</p><p>Porém, em casos onde o processo necrótico atinge tecidos como a pele ou músculo,</p><p>ou ocorre de forma exacerbada, mesmo no tecido alvo, deve-se intervir para evitar</p><p>piores complicações, como formação de abscessos, liquefação do tecido, formação</p><p>de nódulos fibróticos, gangrena, entre outros162.</p><p>O refluxo de medicamentos pelo pertuito realizado pela injeção consistem em</p><p>uma causa de necrose, pois o medicamento acaba por atingir outros tecidos. É o caso</p><p>do desoxicolato de sódio, mesmo se aplicado corretamente, pode atingir a derme e</p><p>causar uma lesão.</p><p>79</p><p>Mesoterapia</p><p>A necrose em processo inicial pode ser revertida pelo profissional, porém</p><p>processos avançados necessitam de cuidados médicos.</p><p>Hiperpigmentação Pós-Inflamatória: De forma geral a hiperpigmentação</p><p>pós-inflamatória pode ocorrer toda vez que ocorre um processo inflamatório da pele,</p><p>seja por medicamentos, traumas mecânicos (como o pertuito feito por uma agulha,</p><p>por exemplo) ou outras causas. Ocorre uma produção exacerbada de melanina, que</p><p>acaba por escurecer o tecido lesionado/inflamado. A chance de hiperpigmentação</p><p>pós-inflamatória é maior caso o paciente se exponha ao sol ou calor, após o</p><p>tratamento, não utilize protetor solar, tenha histórico de hiperpigmentação e/ou</p><p>apresente Fototipos do tipo IV, V e VI, pela classificação de Fitzpatrick163. Faz-se</p><p>necessário, na anamnese, avaliar o paciente a procura de manchas pré-existentes,</p><p>além de entender como seu corpo responde a exposição solar e lesões. Uma forma</p><p>de fazer isto é perguntando ao paciente se surgem manchas no local onde aparecem</p><p>lesões (acne, cortes, etc.), e quanto tempo estas manchas demoram para regredir.</p><p>Nódulos Fibróticos: Ocorrem especialmente nos tratamentos de gordura</p><p>localizada e fibroedema gelóide, onde são chamados de nódulos fibróticos de tecido</p><p>adiposo. Surgem em função do grande processo inflamatório e desordens metabólicas</p><p>comuns em pessoas com adiposidade. Diversas citocinas, fatores de crescimento e</p><p>células estão envolvidas neste processo164. O mesmo pode ocorrer na pele,</p><p>principalmente pela presença exacerbada de fibroblastos após o processo inflamatório</p><p>desencadeado pela injeção e pelos medicamentos. Eles podem regredir</p><p>espontaneamente entre 1 a 12 meses, ou necessitar de intervenção para que</p><p>desapareçam165,166. Da mesma maneira, a formação de tecido fibrótico pode ocorrer</p><p>após injeções intramusculares, e pode necessitar de intervenção médica, e, em alguns</p><p>casos de cirurgia167.</p><p>Neuralgia: Ocorre pela inflamação de nervos. Mais comum em tratamentos de</p><p>gordura localizada e injeções intramusculares. Paciente normalmente relata “dor em</p><p>pontada”, e tende a regredir completamente entre 7 a 14 dias. Caso não regrida, deve-</p><p>se encaminhar o paciente para profissional médico168</p><p>80</p><p>Mesoterapia</p><p>8.2 Sugestões de Homecare para a prevenção e tratamento de</p><p>complicações</p><p>Tratamento e Prevenção de Necrose: O processo inicial de necrose pode ser</p><p>revertido e tratado com a associação de anti-inflamatórios, mucopolissacarídeos e</p><p>gelo. Pode-se prescrever o seguinte:</p><p>• Ibuprofeno 600 mg por via oral de 8 em 8 horas;</p><p>• Polissulfato de Mucopolissacarídeo 5 mg/grama por via tópica de 6 em</p><p>6 horas;</p><p>• Compressas de gelo por 20 minutos, de 6 em 6 horas, no local da lesão.</p><p>A seguinte formulação pode substituir o uso de Polissulfato de</p><p>Mucopolissacarídeo. Ela também previne o surgimento de manchas. Deve ser</p><p>aplicada por via tópica, 3 a 5 vezes ao dia, enquanto houver a presença de sinais</p><p>inflamatórios (dor, calor, rubor e edema).</p><p>Heparina</p><p>Clobetasol</p><p>Ácido Kójico</p><p>Base creme q.s.p.</p><p>0,1%</p><p>0,05%</p><p>4%</p><p>20g</p><p>Para a prevenção de necrose recomenda-se utilizar na mescla o composto</p><p>Benzopirona, preferencialmente, ou Buflomedil, além de evitar o gotejamento da</p><p>mescla no tecido dérmico. Caso a necrose não regrida ou piore após o início do</p><p>tratamento, encaminhar para um médico.</p><p>Tratamento e Prevenção de Hiperpigmentação Pós-Inflamatória: O</p><p>principal mecanismo de prevenção desta afecção é evitar exposição solar, ao calor, e</p><p>utilizar Protetor Solar com FPS de pelo menos 50. O paciente deve fazer uso produtos</p><p>homecare, como os indicados no capítulo 7. Também cabe ao profissional evitar tratar</p><p>pacientes com histórico de hiperpigmentação e fototipos IV, V ou VI.</p><p>Caso ocorra o aparecimento de manchas, pode-se utilizar as seguintes</p><p>formulações.</p><p>81</p><p>Mesoterapia</p><p>Creme Noturno – Aplicar a noite, após limpeza do</p><p>local manchado</p><p>Creme Diurno – Aplicar de dia, antes do FPS</p><p>Tretinoína</p><p>lipossomada</p><p>Alfa Arbutin</p><p>VCP-MG</p><p>Whitesense</p><p>Ácido Kójico</p><p>Ácido Fítico</p><p>Base creme q.s.p.</p><p>0,025%</p><p>7%</p><p>7%</p><p>4%</p><p>4%</p><p>4%</p><p>30 gramas</p><p>Niacinamida</p><p>APC</p><p>Vital ET</p><p>TGP-2</p><p>peptídeo</p><p>Base creme</p><p>q.s.p.</p><p>4%</p><p>4%</p><p>2%</p><p>30 gramas</p><p>Tratamento e Prevenção de Neuralgia: Não existe forma eficaz de prevenção</p><p>de neuralgia. Ela normalmente ocorre pela disseminação do processo inflamatório.</p><p>Compressas de gelo, por 20 minutos, e Ibuprofeno 600 mg VO de 8 em 8 horas ou</p><p>Paracetamol 750 mg VO de 6 em 6 horas.</p><p>9 CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Como visto, a mesoterapia apresenta-se como uma técnica segura e eficaz</p><p>para o tratamento das mais diversas afecções estéticas. Apesar dos riscos inerentes</p><p>a qualquer tratamento injetável, e a qualquer medicamento, esta técnica mostra-se</p><p>valiosa e com baixo potencial de complicações, que, quando surgem, normalmente</p><p>resolvem-se espontaneamente ou necessitam de intervenções simples.</p><p>De forma geral o sucesso e segurança da mesoterapia baseia-se em:</p><p>• Realização de uma anamnese detalhada do paciente, contendo, entre outros:</p><p>o Histórico de alergias;</p><p>o Histórico de doenças, inclusive autoimunes;</p><p>o Histórico de queloides;</p><p>o Histórico de hiperpigmentação pós-inflamatória;</p><p>o Hábitos de vida (dieta, atividade física, uso de drogas);</p><p>o Requisição de exames. Sugere-se requisitar, entre outros:</p><p>▪ Hemograma com contagem de plaquetas;</p><p>▪ Perfil lipídico (Colesterol</p><p>total, HDL, LDL e Triglicérides);</p><p>▪ Perfil hepático (TGO, TGP e GGT);</p><p>82</p><p>Mesoterapia</p><p>▪ Perfil renal (EQU e creatina sérica);</p><p>▪ Glicemia;</p><p>▪ Dosagem de hormônios (TSH e T4 livre)</p><p>• Aplicar a mescla de forma calma, precisa e sem excessos:</p><p>o Não ultrapassar os volumes indicados por ponto;</p><p>o Não aplicar mais do que uma mescla por dia;</p><p>o Não aplicar mais do que 10 mL por dia;</p><p>o Não aplicar mesoterapia em dias consecutivos;</p><p>• Ter conhecimento científico acerca da substância que se está aplicando, seus</p><p>mecanismos de ação, efeitos colaterais e contraindicações específicas;</p><p>o Realizar uma pesquisa científica criteriosa utilizando bases como</p><p>PubMed, ScieLo, LILACS, etc., é fundamental.</p><p>• Utilizar apenas produtos estéreis, com registro na ANVISA, de laboratórios</p><p>também certificados, como o laboratório Pineda;</p><p>• Trabalhar apenas em condições assépticas e limpas:</p><p>o Seguir as boas práticas de Biossegurança no que diz respeito a limpeza</p><p>do ambiente, antissepsia do profissional e do paciente e uso correto de</p><p>EPIs.</p><p>• Respeitar o prazo de validade das ampolas, e utilizá-las em até 1 hora após</p><p>abertas, pois após este tempo elas tornam-se inviáveis para uso (contaminação</p><p>e desestabilização dos fármacos)</p><p>Outro ponto interessante a se considerar é a associação de mesoterapia com</p><p>outros protocolos. De maneira geral não existem estudos garantido segurança</p><p>destas associações, nem sua eficácia. Técnicas como Ultrassom, Carboxiterapia,</p><p>Endermoterapia, Drenagem linfática e Radiofrequência não devem ser realizadas, em</p><p>média, 3 dias antes nem 3 dias depois da sessão de mesoterapia.</p><p>Todas estas técnicas causam inflamação, alteração de pH (direta ou</p><p>indiretamente) e/ou aceleração do metabolismo local. Aplicar uma destas técnicas</p><p>logo após a mesoterapia poderá fazer com que os fármacos sejam absorvidos mais</p><p>rapidamente do que o ideal, ou ainda podem interferir com os medicamentos,</p><p>degradando-os (calor, alteração do pH do tecido, desestabilização molecular, etc.).</p><p>83</p><p>Mesoterapia</p><p>Realizar estas técnicas antes da sessão pode deixar o metabolismo local</p><p>acelerado (e aumentar a circulação local), o que também pode gerar absorção</p><p>precoce dos medicamentos.</p><p>Caso de fato interferiam, na melhor das hipóteses o tratamento com</p><p>mesoterapia gera resultado menor ou nulo, e, na pior das hipóteses, podem ocorrer</p><p>complicações devido a migração dos ativos. A própria inflamação causada por estes</p><p>equipamentos pode potencializar a inflamação causada pela mesoterapia, e assim</p><p>facilitar o surgimento de nódulos, manchas e necroses.</p><p>Utilizar um intervalo de tempo de 3 dias antes e 3 dias depois fará com que</p><p>estas outras técnicas não interfiram diretamente com os medicamentos, pois estes já</p><p>terão sido absorvidos completamente, porém ainda existe o risco de interferirem</p><p>negativamente no processo inflamatório.</p><p>Técnicas mais agressivas como peelings, laser, luz intensa pulsada,</p><p>eletrocautério e jato de plasma devem ser feitos com um intervalo de tempo de pelo</p><p>menos um mês antes ou depois.</p><p>Por fim, volta-se a repetir: menos é mais.</p><p>84</p><p>Mesoterapia</p><p>10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>1. Sivagnanam G. Mesotherapy – The french connection. J Pharmacol</p><p>Pharmacother. 2010;1(1):4–8.</p><p>2. Herreros FOC, Moraes AM de, Velho PENF. 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Hou Q, Li M, Lu Y-H, Liu D-H, Li C-C.</p><p>31</p><p>3.2.7 D-Pantenol ................................................................................................. 32</p><p>3.3 Medicamentos Venotróficos ......................................................................... 32</p><p>3.3.1 Pentoxifilina ............................................................................................... 32</p><p>3.3.2 Buflomedil .................................................................................................. 33</p><p>3.3.3 Benzopirona ............................................................................................... 34</p><p>3.3.4 Minoxidil ..................................................................................................... 34</p><p>3.4 Medicamentos Anestésicos .......................................................................... 35</p><p>3.4.1 Lidocaína ................................................................................................... 35</p><p>3.4.2 Procaína .................................................................................................... 37</p><p>3.5 Outros Medicamentos. .................................................................................. 37</p><p>3.5.1 Ácido tranexâmico ..................................................................................... 37</p><p>3.5.2 Ácido Kójico ............................................................................................... 38</p><p>6</p><p>Mesoterapia</p><p>3.5.3 Finasterida ................................................................................................. 38</p><p>3.5.4 Fatores de Crescimento ............................................................................. 39</p><p>3.5.5 Outros produtos ......................................................................................... 43</p><p>L-Arginina ........................................................................................................ 43</p><p>L-Teanina ........................................................................................................ 43</p><p>Crisina ............................................................................................................. 43</p><p>Rutina .............................................................................................................. 43</p><p>Ácido Alfa Lipóico ............................................................................................ 44</p><p>Biotina ............................................................................................................. 44</p><p>Asiaticosídeo ................................................................................................... 44</p><p>N-Acetilcisteína ................................................................................................ 44</p><p>Piruvato de Sódio ............................................................................................ 44</p><p>SAC (Siloxanetriol Alginato Cafeína) ............................................................... 45</p><p>3.5.6 Fármacos de aplicação Intramuscular para modulação metabólica .......... 45</p><p>L-Ornitina ......................................................................................................... 45</p><p>Picolinato de Cromo ........................................................................................ 45</p><p>Taurina ............................................................................................................ 45</p><p>Vitamina B12 ................................................................................................... 45</p><p>Inositol ............................................................................................................. 46</p><p>L-Fenilalanina .................................................................................................. 46</p><p>BCAA ............................................................................................................... 46</p><p>HMB (Hidroximetilbutirato)............................................................................... 46</p><p>5-HTP (Hidroxitriptofano) ................................................................................. 46</p><p>4 PROTOCOLOS DE APLICAÇÃO DE MESOTERAPIA ........................................ 47</p><p>4.1 Mesclas de Mesoterapia ................................................................................ 47</p><p>4.2 Materiais e Preparo da Mescla para Aplicação............................................ 48</p><p>4.2.1 Escolha da Seringa e Agulha ..................................................................... 49</p><p>4.3 Técnicas de Aplicação ................................................................................... 51</p><p>4.4 Técnica de Mesoterapia para Gordura Localizada ...................................... 52</p><p>4.5 Técnica de Mesoterapia para Fibroedema Gelóide ..................................... 53</p><p>4.6 Técnica de Mesoterapia para Gordura Submentoniana ............................. 54</p><p>4.7 Técnica de Mesoterapia para Flacidez e Manchas ...................................... 57</p><p>4.8 Técnica de Mesoterapia para Estrias ........................................................... 61</p><p>4.9 Técnica de Mesoterapia para Intramuscular................................................ 63</p><p>5 TRATAMENTO E PÓS-TRATAMENTO ................................................................ 64</p><p>5.1 Tratamento e Pós-Tratamento de Gordura Localizada ............................... 65</p><p>5.2 Tratamento e Pós-Tratamento de Gordura Submentoniana ...................... 67</p><p>5.3 Tratamento e Pós-Tratamento de Flacidez e Estrias .................................. 68</p><p>5.4 Tratamento e Pós-Tratamento de Manchas ................................................. 69</p><p>5.5 Tratamento e Pós-Tratamento com Injeção Intramuscular ........................ 71</p><p>6 SUGESTÕES DE MESCLAS ................................................................................. 72</p><p>7</p><p>Mesoterapia</p><p>6.1 Mesclas para Gordura Localizada ................................................................ 72</p><p>6.2 Mesclas para Hidrolipodistrofia Ginóide ..................................................... 73</p><p>6.3 Mesclas para Gordura Submentoniana ........................................................ 73</p><p>6.4 Mesclas para Flacidez e Rejuvenescimento Tissular ................................. 74</p><p>6.5 Mesclas para Estrias ...................................................................................... 74</p><p>6.6 Mesclas para Manchas .................................................................................. 75</p><p>6.7 Mesclas para Tratamento Capilar ................................................................. 75</p><p>6.8 Mesclas para Aplicação Intramuscular ........................................................ 76</p><p>7 SUGESTÕES DE FÓRMULAS PARA HOMECARE ............................................. 76</p><p>8 MANUSEIO DAS COMPLICAÇÕES DA MESOTERAPIA .................................... 78</p><p>8.1 Principais Complicações ............................................................................... 78</p><p>8.1 Principais Complicações ............................................................................... 79</p><p>8.2 Sugestões de Homecare para a prevenção e tratamento de complicações</p><p>............................................................................................................................... 80</p><p>9 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 81</p><p>10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................... 84</p><p>8</p><p>Mesoterapia</p><p>LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS</p><p>AA Aminoácido</p><p>AAS Ácido Acetilsalicílico</p><p>Ác Ácido</p><p>AG Ácido Graxo</p><p>AH Ácido Hialurônico</p><p>AMP Adenosina Monofosfato</p><p>AMPc Adenosina Monofosfato Cíclico</p><p>ATP Adenosina Trifosfato</p><p>CDC Centers for Disease Control and Prevention</p><p>COX-2 Ciclo-oxigenase 2</p><p>DHT Di-hidrotestosterona</p><p>DMAE Dimetilaminoetanol</p><p>EPI Equipamento de Proteção Individual</p><p>FEG Fibroedema Gelóide</p><p>FPS</p><p>Fator de Proteção</p><p>Burn wound healing properties of</p><p>asiaticoside and madecassoside. 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Quantidade suficiente para</p><p>SAMU Serviço de Atendimento Móvel de Urgência</p><p>SC Subcutâneo</p><p>9</p><p>Mesoterapia</p><p>TG Triglicérides</p><p>VO Via oral</p><p>WHO World Health Organization (ver OMS)</p><p>10</p><p>Mesoterapia</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>1.1 Histórico</p><p>A intradermoterapia, ou mesoterapia, é um procedimento introduzido pelo</p><p>médico francês Michel Pistor (1924-2003), em 1952, para tratar a dor. Ele tentou</p><p>injetar procaína de forma local para o tratamento da asma. O tratamento não</p><p>funcionou, mas a audição do paciente, que era alterada, melhorou. Com a intenção</p><p>de conseguir um efeito maior, Pistor injetou pequenas doses de procaína em</p><p>profundidades entre 3 e 5 mm, em volta da área alvo (a orelha). A partir daí inúmeros</p><p>pacientes deficientes auditivos começaram a procurar o médico. Ele acabou notando</p><p>que várias outras doenças, como eczema do canal auditivo, dor na articulação</p><p>temporomandibular e tinnitus também começaram a apresentar melhora1,2.</p><p>Sua descoberta foi publica em uma revista médica local em 1958. Ele deu a ela</p><p>o nome de mesoterapia. Ele definiu como sendo o tratamento do mesoderma (o</p><p>folículo embrionário que se diferencia em tecidos conectivo, muscular e circulatório),</p><p>em função de apresentar eficácia em vários tecidos. Então a mesoterapia pode ser</p><p>considerada como a aplicação de diversas injeções de substâncias farmacológicas,</p><p>diluídas, em pequenos volumes, diretamente na região a ser tratada. Nas próprias</p><p>palavras de Pistor (1976) temos um resumo sucinto: Pouco volume, algumas vezes,</p><p>no local correto1,2.</p><p>Em 1964, Dr. Pistor fundou a Sociedade Francesa de Mesoterapia, e a</p><p>expandiu para os campos de medicina geral, veterinária e estética. Em 1987 a</p><p>Academia Nacional de Medicina da França, reconheceu a mesoterapia como uma</p><p>especialidade médica. Aos poucos se popularizou em partes da Europa, América do</p><p>Sul, Estados Unidos e Ásia. Em 2003, Dr. Michel Pistor, o Pai da Mesoterapia,</p><p>faleceu1,2.</p><p>11</p><p>Mesoterapia</p><p>1.2 Conceitos</p><p>Hoje em dia considera-se a mesoterapia não como um tratamento, mas como</p><p>uma técnica de drug delivery (entrega de ativos), sendo que se utilizam medicamentos</p><p>aplicados localmente, através de várias injeções. Os fármacos utilizados normalmente</p><p>apresentam uma dosagem menor do que a convencional. Atente-se de que não são</p><p>doses homeopáticas. Fármacos como a benzopirona, por exemplo, utilizam uma</p><p>dosagem média de 5 mg/mL, enquanto um comprimido do medicamento Venalot</p><p>contém 15 mg de benzopirona. São realizadas múltiplas injeções (em alguns casos</p><p>podendo chegar a cinquenta ou mais) em via intradérmica, subcutânea ou</p><p>intramuscular. O método de aplicação normalmente consiste no uso de agulhas de</p><p>0,3x13mm (30G ½). Na maioria dos casos são utilizados vários fármacos em uma</p><p>sessão. Esta associação de fármacos chama-se de mescla (mélange em francês).</p><p>Em torno dos anos 2000, começaram a surgir os primeiros artigos relatando o</p><p>uso da Mesoterapia em procedimentos estéticos, e hoje existem vários trabalhos</p><p>comprovando sua eficácia e segurança1,2.</p><p>1.3 Indicações Médicas</p><p>A área médica utiliza a mesoterapia no tratamento auxiliar de diversas doenças,</p><p>como:</p><p>• Tendinites;</p><p>• Cervicobraquialgia;</p><p>• Doenças músculo esqueléticas;</p><p>• Dores articulares;</p><p>• Dor lombar subaguda;</p><p>• Disfunção sacroilíaca;</p><p>• Dor oral;</p><p>• Dor periodontal.</p><p>Nota-se que a maioria dos tratamentos médicos são focados em doenças</p><p>dolorosas, sejam elas agudas ou crônicas1,2.</p><p>12</p><p>Mesoterapia</p><p>1.4 Indicações Estéticas</p><p>A mesoterapia é muito popular nos tratamentos estéticos, provando-se eficaz,</p><p>segura e bem tolerada pelos pacientes. As principais indicações da mesoterapia na</p><p>área da estética são:</p><p>• Redução de gordura localizada (GL);</p><p>• Fibroedema gelóide;</p><p>• Flacidez tissular corporal;</p><p>• Flacidez tissular facial;</p><p>• Flacidez muscular;</p><p>• Desvitalização facial;</p><p>• Redução de gordura submentoniana;</p><p>• Alopécia;</p><p>• Auxílio no hipertrofismo muscular;</p><p>• Emagrecimento.</p><p>Pode-se notar que a mesoterapia na estética tem diversas aplicações, tanto em</p><p>tratamentos corporais como faciais, podendo ser utilizada de forma individual ou em</p><p>associação com outras técnicas, desde que saiba-se associar as técnicas com</p><p>segurança1,2.</p><p>13</p><p>Mesoterapia</p><p>1.5 Contraindicações</p><p>Apesar de ser uma técnica segura, a mesoterapia apresenta muitas</p><p>contraindicações, que são comuns em vários procedimentos estéticos. A seguir será</p><p>visto algumas das contraindicações gerais da mesoterapia. Existem ainda as</p><p>contraindicações específicas para cada medicamento utilizado.</p><p>• Doença ou lesões no local da</p><p>aplicação;</p><p>• Gestantes;</p><p>• Lactantes;</p><p>• Doenças cardíacas;</p><p>• Hipertensão;</p><p>• Doenças vasculares;</p><p>• Doenças hepáticas;</p><p>• Doença ativa;</p><p>• Peso abaixo do normal;</p><p>• Pacientes com câncer;</p><p>• HIV/AIDS;</p><p>• Hipersensibilidade aos</p><p>componentes da mescla;</p><p>• Doenças renais;</p><p>• Doenças autoimunes;</p><p>• Doenças pulmonares;</p><p>• Diabetes descompensada;</p><p>• Alterações hormonais;</p><p>• Presença de doença crônica;</p><p>• Alterações hematológicas;</p><p>• Obesidade grau I, II ou III;</p><p>• Dentro do período de remissão</p><p>de câncer.</p><p>Resumidamente, o paciente para receber a mesoterapia deve estar sadio, sem</p><p>doença ou processo inflamatório ativo, seja ele agudo ou crônico. Pacientes com</p><p>algumas doenças sob controle rigoroso, mediante autorização médica, podem ser</p><p>considerados para o tratamento de mesoterapia, como, por exemplo, diabéticos</p><p>compensados. Pacientes que já tiveram câncer, mesmo depois de saírem do período</p><p>de remissão, não devem receber nenhum tratamento contendo Fatores de</p><p>Crescimento. Para os tratamentos que não contenham esse composto, é sempre</p><p>necessário ter autorização do oncologista responsável1–4.</p><p>14</p><p>Mesoterapia</p><p>1.6 Vantagens, Desvantagens e Efeitos Colaterais</p><p>Como qualquer tratamento, a mesoterapia apresenta suas vantagens e</p><p>desvantagens (resumo comparativo na Tabela 1). Como vantagens pode-se citar a</p><p>aplicação apenas no local da afecção estética, a possibilidade de administrar certos</p><p>fármacos que não podem ser utilizados por via oral, o controle preciso da dose</p><p>administrada, a entrega completa da dose usada, poucos efeitos sistêmicos (maioria</p><p>é localizado)2.</p><p>Em relação as desvantagens, as principais são aquelas associadas a todos os</p><p>procedimentos injetáveis: causa dor, existe a possibilidade de infecção, pode causar</p><p>lesões graves, gera uma inflamação local em função da ação mecânica da agulha e</p><p>ação dos fármacos, e, uma vez administrado o fármaco, este não pode ser removido2.</p><p>Tabela 1: Comparativo resumido das vantagens e desvantagens da mesoterapia.</p><p>Vantagens Desvantagens</p><p>Aplicação local Dor</p><p>Administrar fármacos que não podem</p><p>ser usados por via oral</p><p>Pode causar infecção</p><p>Controle preciso da dose Pode causar lesões graves</p><p>Entrega completa da dose usado Causa inflamação local</p><p>Poucos efeitos sistêmicos</p><p>Medicamento, após administração, não</p><p>pode ser removido</p><p>Como é uma técnica que envolve a administração de medicamentos, deve-se</p><p>considerar sua toxicidade. Vale lembrar que toda substância pode ser tóxica (inclusive</p><p>água, por exemplo), em função de: dose administrada, via de administração, tempo</p><p>de exposição, duração do tratamento, toxicidade inerente à substância,</p><p>susceptibilidade individual (tolerância, função hepática, renal, etc.), farmacodinâmica</p><p>e farmacocinética da substância. É importante, então, considerar o intervalo entre</p><p>aplicações e o volume de fármacos aplicados (por</p><p>isso, entre outros motivos, não é</p><p>recomendado mais do que uma sessão em um mesmo dia). Apesar da toxicidade</p><p>inerente a toda substância, a mesoterapia apresenta baixo potencial tóxico, pois</p><p>15</p><p>Mesoterapia</p><p>utilizam-se substâncias mais diluídas, num volume máximo total de 10 mL de mescla,</p><p>com intervalo grande entre aplicações. Lembre-se: o potencial tóxico é baixo, mas não</p><p>ausente5.</p><p>Quanto aos efeitos colaterais, temos os comuns, muitas vezes esperados, os</p><p>raros e os raríssimos. Os efeitos colaterais comuns são sempre localizados, ou seja,</p><p>tendem a surgir apenas no local da aplicação. Pode-se citar os sintomas relacionados</p><p>a inflamação: dor, calor, eritema e edema. Podem surgir também equimoses, nódulos</p><p>e hiperpigmentação pós-inflamatória. Todos estes efeitos colaterais comuns, com</p><p>exceção dos dois últimos citados, tendem a desaparecer em alguns dias</p><p>(normalmente entre 3 a 7 dias). Caso persistam por mais tempo, ou sejam muito</p><p>intensos, o paciente deve ser reavaliado e, se necessário, deve-se realizar a</p><p>intervenção correta, seja o tratamento dos efeitos colaterais pelo próprio profissional,</p><p>ou o encaminhamento para médico1.</p><p>Entre os efeitos colaterais raros pode-se citar a náusea, vômito, diarreia,</p><p>urticária pigmentosa, hipersensibilidade e necrose. Com exceção da necrose (que tem</p><p>mais probabilidade de ocorrer com o uso de substâncias alcóolicas ou oleosas), todos</p><p>os outros efeitos são de caráter sistêmico. Náusea, vômito e diarreia podem surgir,</p><p>especialmente, após a aplicação de mesoterapia intramuscular ou gordura localizada,</p><p>que tem uma absorção sistêmica maior do que as aplicações intradérmicas. Caso os</p><p>sintomas não diminuam ou desapareçam em algumas horas (12 a 24 horas no</p><p>máximo) ou sejam muito intensos, o paciente deve ser encaminhado ao médico. No</p><p>caso de hipersensibilidade do tipo I (você pode ler mais sobre hipersensibilidades no</p><p>artigo Reações de Hipersensibilidade a Medicamentos, da Revista Brasileira de</p><p>Alergia e Imunopatologias, escrito pelo Dr. Luiz Antonio Guerra Bernd et al.) o paciente</p><p>deve ser encaminhado imediatamente ao hospital mais próximo (ou deve-se acionar</p><p>a SAMU). Os sintomas podem atingir seu pico entre 3 a 30 minutos, e esta reação</p><p>pode levar a óbito neste período1,6.</p><p>Sobre os efeitos colaterais raríssimos, os artigos citam, principalmente, a</p><p>infecção não tuberculosa por Mycobacterium. Caso isto ocorra, o paciente deverá ser</p><p>encaminhado ao médico imediatamente. Você pode ler mais no artigo de Raquel</p><p>Duarte et al., intitulado Micobacterioses Não-tuberculosas – Das manifestações</p><p>clínicas ao tratamento. Este risco normalmente está associado com uma má técnicas</p><p>de assepsia e antissepsia1,7.</p><p>http://www.asbai.org.br/revistas/Vol322/ART%202-09%20-%20GP%20-%20Rea%C3%A7%C3%B5es%20de%20Hipersensibilidade%20a%20Medicamentos%20-%20parte%20I.pdf</p><p>http://www.scielo.mec.pt/pdf/am/v26n1/v26n1a04.pdf</p><p>http://www.scielo.mec.pt/pdf/am/v26n1/v26n1a04.pdf</p><p>16</p><p>Mesoterapia</p><p>A mesoterapia ainda pode desencadear reações de psoríase, lúpus</p><p>eritematoso sistêmico, paniculite, atrofia, acromia e erupção liquenoide2.</p><p>2 VIAS DE ADMINISTRAÇÃO NA MESOTERAPIA</p><p>A escolha da via de administração dos fármacos, e a execução correta da</p><p>técnica, são essenciais para o sucesso do tratamento, e, também, para evitar</p><p>complicações. Algumas substâncias, por exemplo, podem ser aplicadas no tecido</p><p>adiposo seguramente, mas se forem aplicadas na pele ou músculo, causarão uma</p><p>grave necrose. Algumas podem ser aplicadas em todos tecidos, outras apenas na</p><p>pele, outras apenas no músculo, ou alguma combinação destas camadas. É</p><p>obrigação de todo profissional saber em quais camadas cada substância na mescla</p><p>pode ser aplicada. Em caso de dúvida a substância não deve ser aplicada, o</p><p>laboratório que lhe forneceu a mescla deve ser consultado e/ou deve ser feita uma</p><p>pesquisa no Bulário Eletrônico da ANVISA (clique no link). A consulta a</p><p>Farmacopéia da ANVISA também é importante para entender as características do</p><p>produto8.</p><p>Cada uma das vias de administração de medicamentos tem suas</p><p>particularidades. Deve-se considerar o ângulo de entrada da agulha, a agulha e</p><p>seringa utilizadas, o volume aplicado, pressão aplicada no êmbolo, e a absorção</p><p>sistêmica (muscular apresenta grande absorção sistêmica, seguida por subcutânea,</p><p>e, por último, intradérmica, que apresenta baixa absorção sistêmica)9.</p><p>http://portal.anvisa.gov.br/bulario-eletronico1</p><p>http://portal.anvisa.gov.br/farmacopeia</p><p>17</p><p>Mesoterapia</p><p>2.1 Características Gerais dos Produtos a Serem Injetados</p><p>Não é qualquer produto que pode ser utilizado em mesoterapia. Para que um</p><p>medicamento possa ser aplicado com segurança, ele deve apresentar as seguintes</p><p>características:</p><p>• Ser estéril;</p><p>• Ser, preferencialmente, aquoso (menos doloroso que medicamentos oleosos);</p><p>o Substâncias hidrossolúveis tendem a permanecer mais tempo no</p><p>espaço intersticial, enquanto substâncias lipossolúveis tendem a</p><p>permear as células mais rapidamente.</p><p>• Ser um líquido límpido (sem a presença de precipitados);</p><p>• Fármacos devem ser compatíveis.</p><p>É importante, também, que se saiba o pH de cada um dos fármacos, e, trabalhar</p><p>com no máximo 5 substâncias ao mesmo tempo.</p><p>O pH é importante pois, ao preparar a mescla, deve-se aspirar os produtos</p><p>seguindo a ordem do pH (do menor para o maior, ou do maior para o menor), pois se</p><p>caso misturar diretamente uma substância com pH muito diferente, pode-se ter uma</p><p>reação ácido-base, que irá formar sal e água. Ao misturar substâncias com pH do</p><p>menor para o maior (ou vice-versa), existe menor chance desta reação ocorrer.</p><p>Evita-se utilizar mais do que 5 substâncias (porém existem casos onde isso é feito),</p><p>para que se diminuam as chances de interações medicamentosas, incompatibilidade</p><p>entre fármacos e reações adversas10–13.</p><p>2.2 Via Intradérmica</p><p>A via intradérmica (ID) (Figura 1) é utilizada, normalmente, em tratamentos que</p><p>visam corrigir alterações na derme: rejuvenescimento de pele, flacidez tissular, estrias,</p><p>cicatriz hipotrófica, cicatriz hipertrófica, queloides, hipercromias, tratamentos</p><p>capilares, etc1,2.</p><p>Utiliza-se, preferencialmente, uma agulha 30G ½ (0,3 x 13 mm / amarela), em</p><p>um ângulo de entrada entre 15° a 35°. O bisel deve estar virado para cima14.</p><p>18</p><p>Mesoterapia</p><p>É importante o medicamento seja injetado na derme (Figura 2), na maioria dos</p><p>casos. A injeção do medicamento na epiderme irá gerar resultados menores, em</p><p>função das células presentes neste tecido. O medicamento deve ser aplicado até que</p><p>se forme uma pápula com diâmetro entre 0,5 e 1,0 cm. Em aplicações em derme</p><p>profunda, talvez não seja possível visualizar a formação de pápula (Figura 3). Nunca</p><p>se deve injetar mais do que 0,1 mL de volume2,14,15.</p><p>As aplicações devem ser feitas com espaçamento de 1 a 2 cm de distância</p><p>entre si1–3,15.</p><p>Figura 1: Esquema mostrando a aplicação de medicamento na derme superficial. Fonte: Nurse Key –</p><p>Parenteral Administration: intradermal, subcutaneous, and intramuscular routes.</p><p>Figura 2: Esquema mostrando a aplicação de medicamento na derme média/profunda, indicado pela</p><p>letra B. Fonte: Dr. Gambhir – website pessoal.</p><p>https://nursekey.com/11-parenteral-administration-intradermal-subcutaneous-and-intramuscular-routes/</p><p>https://nursekey.com/11-parenteral-administration-intradermal-subcutaneous-and-intramuscular-routes/</p><p>https://www.drgambhir.com/depth-of-filler-placement.html</p><p>19</p><p>Mesoterapia</p><p>Figura 3: Foto mostrando a formação de pápula, em uma injeção intradérmica. Fonte: Centers for</p><p>Disease Control and Prevention – Public Health Image Library</p><p>2.3 Via Subcutânea</p><p>A via subcutânea (SC) (Figura 4) é utilizada, normalmente, em tratamentos que</p><p>visam corrigir alterações do tecido subcutâneo: Adiposidade (gordura localizada) e</p><p>fibroedema gelóide. Nesta técnica os medicamentos são absorvidos</p><p>de maneira lenta</p><p>e constante1,2.</p><p>Utiliza-se, preferencialmente, uma agulha 30G ½ (0,3 x 13 mm / amarela), em</p><p>um ângulo de entrada entre 45° a 90°. Posição do bisel não tem importância, porém</p><p>tente direcionar ele para cima, em aplicações em ângulos inferiores a 90°14.</p><p>Deve-se injetar 0,2 mL por ponto, a menos que o tecido não comporte este</p><p>volume, onde, no caso, deve-se reduzir a quantidade de medicamento aplicado.</p><p>Algumas técnicas podem exigir um volume maior ou menor, mas, na grande maioria</p><p>dos casos, é injetado no máximo 0,2 mL1,2.</p><p>As aplicações devem ser feitas com 2 cm de distância entre si. Evita-se aplicar</p><p>muito próximo a cicatriz umbilical (utilizar uma margem de 2 cm da cicatriz umbilical)16.</p><p>É necessário a realização de prega do tecido adiposo (Figura 5). A realização</p><p>da prega isola o tecido subcutâneo do músculo, permitindo uma maior segurança na</p><p>aplicação. Ao realizar esta técnica também há uma diminuição da dor. Esta analgesia</p><p>https://phil.cdc.gov/Details.aspx?pid=6806</p><p>https://phil.cdc.gov/Details.aspx?pid=6806</p><p>20</p><p>Mesoterapia</p><p>é baseada na Teoria do Portão da Dor. Você pode ler mais sobre este mecanismo no</p><p>artigo Constructing and Desconstructing the Gate Theory of Pain, do Dr. Lorne</p><p>Mendell, publicada na revista Pain, em 2015.</p><p>Figura 4: Esquema mostrando a penetração da agulha no tecido adiposo. Fonte: Dr. Spero J.</p><p>Theodorou et al – Radiofrequency-assisted Liposuction for Arm Contouring: Technique under Local</p><p>Anesthesia.</p><p>Figura 5: Imagem mostrando a importância da realização de prega cutânea. Na imagem pode-se ver</p><p>que ao realizar-se a prega, aumenta-se a distância da gordura até o músculo, isolando este, e</p><p>evitando aplicação errada e complicações. Número 1 indica a derme e epiderme, número 2 o tecido</p><p>subcutâneo e número 3 o tecido muscular. Fonte: Click Fine – Pen Needles.</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4009371/</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4174202/</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4174202/</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4174202/</p><p>http://www.myclickfine.com/myclickfine-knowledge-injection-technique-for-different-needle-lengths.html</p><p>21</p><p>Mesoterapia</p><p>2.4 Via Intramuscular</p><p>A via intramuscular (IM) (Figura 6) é indicada para mesclas de modulação</p><p>metabólica, como aquelas utilizadas como emagrecedoras, hipertróficas ou outras1,2.</p><p>A agulha indicada é uma 21G (25 x 0,8 mm / verde) ou 21G ¼ (30 x 0,8 mm /</p><p>verde). Ainda se pode usar a agulha 22G (25 x 0,7 mm / preta). O ângulo de entrada</p><p>é obrigatoriamente a 90°. O bisel deve estar lateralizado, seguindo o sentido da fibra</p><p>muscular. A absorção do medicamento é rápida17,18.</p><p>O sítio de aplicação mais recomendado é o músculo glúteo máximo ou médio</p><p>(dorsogluteal ou ventrogluteal) (Figura 7). Cada glúteo comporta no máximo 5 mL.</p><p>O deltoide comporta até 2 mL e o vasto lateral da coxa até 3 mL (nunca ultrapassar</p><p>estes volumes). 17,18.</p><p>Figura 6: Esquema mostrando a aplicação de injeção intramuscular. Fonte: Dr. Ann Pietrangelo – Z-</p><p>Track Injections Overview.</p><p>Figura 7: Esquema demonstrando os sítios de aplicação. A imagem mostra o deltoide, vasto lateral,</p><p>dorsogluteal e ventrogluteal. Fonte: Dr. Sherri Ogston-Tuck – Royal College of Nursin.</p><p>https://www.healthline.com/health/z-track-injection</p><p>https://www.healthline.com/health/z-track-injection</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25249123</p><p>22</p><p>Mesoterapia</p><p>3 PRODUTOS UTILIZADOS NA MESOTERAPIA</p><p>Os medicamentos utilizados em mesoterapia são classificados em 5 categorias:</p><p>lipolíticos, eutróficos, venotróficos, anestésicos e outros. Esta classificação deve-se</p><p>ao mecanismo de ação principal de cada fármaco. Alguns medicamentos podem ser</p><p>enquadrados em mais de uma categoria. Um exemplo é a pentoxifilina, que agente</p><p>tanto como venotrófico como lipolítico1,2.</p><p>A escolha da classe de fármaco que iremos utilizar depende da finalidade de</p><p>nosso tratamento. Deve-se pensar de forma racional. O tratamento é de FEG? Então</p><p>pensa-se na utilização de agentes lipolíticos (para redução de gordura), agentes</p><p>venotróficos (para redução de edema e retenção hídrica), entre outros. O objetivo é</p><p>crescimento capilar? Então pensa-se em medicamentos como o Minoxidil, um</p><p>venotrófico, para estímulo da vascularização do couro cabeludo, que pode ser</p><p>associado, em alguns casos, com medicamentos classificados como Outros, como</p><p>fatores de crescimento ou finasterida, que irão estimular o crescimento capilar. O</p><p>tratamento é para gordura localizada? Considera-se então os lipolíticos, drenantes e</p><p>redutores de inflamação1,2.</p><p>O que foi dito acima é apenas um exemplo. Cada caso deve ser estudado para</p><p>que se possa utilizar a melhor combinação de medicamentos, a fim de se conseguir o</p><p>melhor resultado, de forma segura. É necessário lembrar-se da individualidade</p><p>anátomo-fisiológica de cada paciente, e adaptar as mesclas conforme necessário1,2.</p><p>A seguir será visto um resumo sobre o que significa cada uma dessas classes</p><p>de medicamentos, e alguns exemplos.</p><p>3.1 Medicamentos Lipolíticos</p><p>Os medicamentos lipolíticos são aqueles que, por diferentes mecanismos, tem</p><p>a capacidade de reduzir a gordura localizada. Na mesoterapia normalmente trabalha-</p><p>se com medicamento que induzem a lipólise ou necrose (morte celular), ou ainda, que</p><p>inibem a lipogênese1,19.</p><p>23</p><p>Mesoterapia</p><p>É importante entender que a gordura liberada dos adipócitos, seja por lipólise</p><p>ou necrose, acaba por cair na corrente sanguínea, e deve ser metabolizada (utilizada)</p><p>de alguma maneira. Caso isso não ocorra, ela será reabsorvida (não necessariamente</p><p>para o mesmo sítio). Em função disso é importante que após a mesoterapia para</p><p>gordura localizada seja realizado exercício, de preferência com alto gasto calórico, por</p><p>no mínimo uma hora. Recomenda-se aguardar entre 12 a 24 horas após a aplicação,</p><p>para que se pratique atividade física1,2.</p><p>3.1.1 Desoxicolato de Sódio</p><p>O desoxicolato é um sal biliar com função de lise celular, gerando necrose da</p><p>célula. Ele age similarmente a um detergente, rompendo a membrana celular do</p><p>adipócito (ou qualquer outra célula que entre em contato). Não há um consenso sobre</p><p>o efeito apoptótico do desoxicolato de sódio em tecido adiposo in vivo. Ele também</p><p>gera uma produção muito grande de radicais livres, que auxiliam na destruição de</p><p>adipócitos. É um produto extremamente necrosante, e deve ser aplicado somente</p><p>no tecido adiposo. Sua aplicação em músculo ou pele causa necrose grave. Mesmo</p><p>que aplicado corretamente, pode ocorrer um refluxo da substância pelo pertuito feito</p><p>pela agulha, e gerar necrose de pele. Usualmente utiliza-se uma concentração de</p><p>4,75%20–23.</p><p>Existem duas principais apresentações do desoxicolato: desoxicolato de sódio,</p><p>que é um sal, e apresenta um átomo de sódio, e o ácido deoxicólico (ou desoxicólico),</p><p>que apresenta um átomo de hidrogênio em sua molécula (Figura 8).</p><p>Figura 8: Na imagem a esquerda, a molécula de Desoxicolato de Sódio, com um átomo de Na+</p><p>(sódio), formando um sal. A direita se vê a molécula de Ácido Deoxicólico, com um grupamento de</p><p>ácido carboxílico, formando um ácido. Fonte: Sigma-Aldrich (Imagem da esquerda); IsoSciences</p><p>(Imagem da direita).</p><p>https://www.sigmaaldrich.com/catalog/product/sial/d6750?lang=pt&region=BR</p><p>https://isosciences.com/shop/bile-acids/deoxycholic-acid/</p><p>24</p><p>Mesoterapia</p><p>A principal diferença entre as duas moléculas é que o desoxicolato de sódio é</p><p>mais solúvel, dispersando-se mais no tecido, além de ser mais agressivo. Isso ocorre</p><p>por ele apresentar carga (proveniente do Na+). Por causa disto, no tratamento de</p><p>adiposidade submentoniana (papada) prefere-se a utilização do Ácido Deoxicólico (10</p><p>mg/mL). Este último foi desenvolvido tem o nome comercial, nos Estados Unidos, de</p><p>Kybella®, atualmente produzida pela empresa Allergan24–27.</p><p>Os efeitos adversos esperados são edema, sensação</p><p>de queimação,</p><p>hiperpigmentação transitória e prurido. Ainda pode causar pancreatite aguda e</p><p>liberação de prostaglandinas E228. É comum que cause nódulos fibróticos. Estes</p><p>nódulos podem se desfazer sem a necessidade de intervenção em até 3 meses</p><p>(literatura cita 12 meses em alguns casos). Sugere-se, para redução de nódulos (ou</p><p>chance de aparecerem), associar na mescla produtos como a Benzopirona. No</p><p>tratamento de papada muitas vezes associa-se o buflomedil, para reduzir o edema23.</p><p>No momento da produção desta apostila (abril de 2019), o uso do desoxicolato</p><p>de sódio encontra-se proibido pelo Conselho Federal de Biomedicina29,30.</p><p>3.1.2 Cafeína</p><p>A cafeína age através da inibição da enzima fosfodiesterase (Figura 9). Esta</p><p>enzima age hidrolisando o AMPc, transformando-o em AMP. Sem a presença de</p><p>AMPc, a proteína quinase é inativada, inibindo o processo de lipólise. Como a cafeína</p><p>inibe a fosfodiesterase, os níveis de AMPc aumentam, por consequência ativando</p><p>maior quantidade de proteína quinase, que, por sua vez, ativa a enzima LHS (lípase</p><p>hormônio sensível), induzindo assim a transformação do triacilglicerol em ácido graxo</p><p>e glicerol. Estes subprodutos são liberados no tecido e circulação sanguínea. O</p><p>glicerol sofrera processo de glicólise, sendo convertido em piruvato, ou processo de</p><p>gliconeogênese, sendo transformado em glicose. Já o ácido graxo passa pelo</p><p>processo do ciclo dos ácidos tricarboxílicos (conhecido também como Ciclo de Krebs),</p><p>que eventualmente será utilizado como fonte de energia por inúmeros tecidos31–34.</p><p>A cafeína causa, também, a inibição da absorção de cálcio e diminui a absorção</p><p>de ferro, então não deve ser utilizada em pacientes com deficiência destes. O uso de</p><p>25</p><p>Mesoterapia</p><p>cimetidina diminui sua metabolização. Não pode ser administração em pacientes com</p><p>doença cardíaca, disfunção hepática, hipertensão e insônia35–37.</p><p>A concentração usual de cafeína é de 50 mg/mL, e deve-se evitar sua</p><p>associação com ioimbina, pois gera efeito sinérgico. Pode ser aplicada por via SC, ID</p><p>ou IM38–40.</p><p>Figura 9: Esquema mostrando o processo de lipólise no interior do adipócito. Em destaque</p><p>(vermelho), a fosfodiesterase (PDE4), que faz a conversão de AMPc em AMP, sendo inibida. Fonte:</p><p>Dr. Aaron Mulhall et al. Phosphodiesterase 4 inhibitors for the treatment of chronic obstructive</p><p>pulmonary disease: a review of current and developing drugs.</p><p>3.1.3 L-Carnitina</p><p>A Carnitina é derivada do aminoácido lisina. Apresenta-se como dois isômeros:</p><p>L-Carnitina e D-Carnitina, sendo a última tóxica. Utiliza-se sempre a L-carnitina, pois</p><p>é ela quem apresenta, entre outras, função lipolítica. Ela é capaz de transferir ácidos</p><p>graxos de cadeia longa para dentro da mitocôndria, onde serão transformados em</p><p>fonte de energia (ATP) (Figura 10). Também apresenta atividade antioxidante41–44.</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26419847</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26419847</p><p>26</p><p>Mesoterapia</p><p>A L-Carnitina pode causar transtornos gastrointestinais, como vômitos, cólicas</p><p>e diarreia. Também pode gerar odor corporal forte. O produto em si também apresenta</p><p>um odor característico. A concentração usual aplicada é de 50 a 300 mg/mL, e pode</p><p>ser aplicada por via ID, SC e IM41,44,45.</p><p>Figura 10: Esquema mostrando o efeito da carnitina no transporte de ácidos graxos. Fonte: Dr. Qian</p><p>Garret – Role of carnitine in disease.</p><p>3.1.4 Lipossoma de Girassol</p><p>O Lipossoma de Girassol é uma substância extraída da semente de girassol, e</p><p>é formulada em veículo lipossomado. Assim como a L-Carnitina, também age</p><p>estimulado o transporte de ácidos graxos para a mitocôndria, além de estimular a</p><p>lipólise via estímulo de síntese de AMPc. É um produto que causa uma grande</p><p>inflamação, caracterizada por muito edema, além de desconforto. Um estudo</p><p>realizado pelo laboratório que o produz, e publicado na Journal of Aesthetic Medicine,</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2861661/</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2861661/</p><p>27</p><p>Mesoterapia</p><p>em 2008, demonstrou sua eficácia in vivo. Foram testadas diversas concentrações e</p><p>associações. A concentração e associação que demonstrou os melhores resultados</p><p>nos testes, além de ser a mais estável e com menor efeitos colaterais foi a de</p><p>Lipossomas de girassol a 6,8% + L-Carnitina 100 mg/mL. A sua aplicação pode ser</p><p>feita somente em via subcutânea e causa considerável edema46.</p><p>3.1.5 Ioimbina</p><p>A ioimbina é um alcaloide encontrado na planta Pausinystalia johimbe,</p><p>conhecida também como pau-de-cabinda, e na planta Rauwolfia serpentina (no brasil:</p><p>raiz de cobra indiana ou pimenta do diabo)47–49.</p><p>É um fármaco antagonista seletivo de receptores α-2-adrenérgicos. Sua função</p><p>original era a de estimulante sexual, atuando na impotência masculina, pela melhora</p><p>de fluxo sanguíneo47–49.</p><p>Os receptores alfa-2-adrenérgicos inibem a atividade da adenilato ciclase, com</p><p>consequente redução dos níveis de AMPc. Com isso, há uma diminuição da lipólise.</p><p>Ao inibir este receptor, com um antagonista, como a ioimbina, os níveis de AMPc</p><p>aumentam, e, por consequência, há ativação das rotas lipolíticas50.</p><p>Estudos evidenciam que homens e mulheres apresentam concentrações</p><p>diferentes de receptores α-2-adrenérgicos, dependendo da região onde se encontra a</p><p>gordura. Resumidamente, os homens apresentam maior quantidade do receptor na</p><p>região abdominal e de flancos, e mulheres na região de culotes e coxas51.</p><p>Não é recomendada a associação da ioimbina com cafeína, devido ao efeito</p><p>sinérgico que produzem. Normalmente se utiliza uma concentração de 0,5% e sua</p><p>aplicação é via ID ou SC52.</p><p>28</p><p>Mesoterapia</p><p>3.2 Medicamentos Eutróficos</p><p>Eutróficos são os medicamentos que estimulam a síntese de proteínas e/ou</p><p>diferenciação celular. Eles são indicados para recuperação de áreas de pele</p><p>danificada, como estrias e flacidez. Também podem ser utilizados para melhorar o</p><p>tecido conjuntivo, como em técnicas para hidratação e rejuvenescimento53.</p><p>Muitas vezes são utilizados medicamentos que estimulam produção ou</p><p>reorganização de fibras de colágeno e outras proteínas de matriz extracelular. Têm-</p><p>se como exemplo o silício e o ácido hialurônico, entre outros54.</p><p>3.2.1 Silício</p><p>O silício é um elemento químico com diversas aplicabilidades. Está relacionado</p><p>diretamente na formação de órgãos e ossos. Em especial está envolvido na formação</p><p>de cartilagem e de tecido conjuntivo, particularmente na fabricação de colágeno e</p><p>proteoglicanos de matriz extracelular. Sua forma orgânica, o ácido ortosilícico, tem</p><p>efeitos comprovados no rejuvenescimento cutâneo, auxiliando na melhora de firmeza,</p><p>elasticidade, hidratação e textura da pele. Estima-se que um adulto saudável possua</p><p>em torno de 1 grama de silício em seu corpo55.</p><p>O artigo Evaluation of cutaneous rejuvenation associdated with the use of ortho-</p><p>silicic acid stabilized by hydrolyzed marine collagen, publicado no Journal of Cosmetic</p><p>Dermatology pelo Dr. Chaves et al., fala mais sobre o papel do silício no</p><p>rejuvenescimento, e descreve um experimento realizado que comprova estes efeitos.</p><p>O silício não deve ser aplicado em pacientes com alergia ao ácido</p><p>acetilsalicílico (AAS). O silício injetável é comercializado na forma de salicilato, que é</p><p>o composto do AAS ao qual as pessoas são alérgicas, sendo assim a aplicação de</p><p>silício pode causar reação de hipersensibilidade do tipo I.</p><p>A concentração usual de silício é de 0,5% e, dependendo de sua apresentação,</p><p>pode ser aplicado por via IM, SC e ID.</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28941141</p><p>https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28941141</p><p>29</p><p>Mesoterapia</p><p>3.2.2 DMAE</p><p>O dimetilaminoetanol, conhecido como DMAE, é um análogo sintético da colina,</p><p>que age induzindo um aumento na liberação de acetilcolina (Figura 11), que, por sua</p><p>vez, estimula a contração muscular. Ele também</p><p>é capaz de aumentar os níveis de</p><p>hidroxiprolina e de induzir a síntese de colágeno. Em função destes efeitos ele é capaz</p><p>de reduzir a flacidez e proporcionar efeito lifting56.</p><p>O DMAE não deve ser aplicado em pessoas com alergia a frutos do mar, pois</p><p>eles apresentam este produto em sua composição57.</p><p>Sua dose usual é de 25 mg/mL, e pode ser aplicado por vias ID e SC.</p><p>Figura 11: Esquema mostrando a ação da colina na liberação de acetilcolina na fenda sináptica.</p><p>Fonte: Dr. Jack Waymire, Department of Neurobiology and Anatomy, McGovern Medical School (U of</p><p>Texas).</p><p>https://nba.uth.tmc.edu/neuroscience/m/s1/chapter11.html</p><p>https://nba.uth.tmc.edu/neuroscience/m/s1/chapter11.html</p><p>30</p><p>Mesoterapia</p><p>3.2.3 Ácido Hialurônico</p><p>É um importante GAG (glicosaminoglicano), com ótimas propriedades</p><p>viscoelásticas e de hidratação. Alguns estudos afirmam que ele é capaz de reter até</p><p>1000 vezes o seu peso em água. Ele possuí a capacidade de hidratar e flexibilizar a</p><p>matriz extracelular58,59.</p><p>O ser humano começa a apresentar uma diminuição dos níveis de ácido</p><p>hialurônico a partir dos 25 anos (Figura 12). A mesoterapia, quando contendo ácido</p><p>hialurônico, auxilia diretamente na melhora da hidratação e do aspecto geral da</p><p>pele58,60.</p><p>Figura 12: Demonstração da correlação entre idade e concentração de AH na pele. Fonte: NAMU –</p><p>Plastic Surgery & Dermatology.</p><p>Como efeitos adversos principais pode-se citar: eritema, edema, rigidez da pele</p><p>e formação de granuloma. Este último tende a sumir em uma semana61–63. Pode ser</p><p>aplicado por via SC e ID, em dose média de 50 mg/mL.</p><p>http://namups.com/eng/?page_id=129</p><p>http://namups.com/eng/?page_id=129</p><p>31</p><p>Mesoterapia</p><p>3.2.4 Condroitin Sulfato</p><p>Condroitin sulfato, assim como o AH, também é um GAG presente na matriz</p><p>extracelular. Ele apresenta efeito anti-inflamatório, estímulo da síntese de</p><p>proteoglicanos e de AH, ao mesmo tempo que reduz a síntese de enzimas</p><p>proteolíticas e óxido nítrica. Tem boa ação na melhora do aspecto de estrias, tecidos</p><p>envelhecidos, desidratados e compidos64–66. Sua dose usual é de 50 a 100 mg/mL,</p><p>podendo ser aplicado em via SC, ID e IM.</p><p>3.2.5 Vitamina C (Ácido Ascórbico)</p><p>Vitamina C, ou ácido ascórbico, é um potente antioxidante, que também pode</p><p>ser utilizada no tratamento de estrias e envelhecimento cutâneo, principalmente por</p><p>ser um co-fator da síntese de colágeno, sendo necessário para que a enzima prolil-</p><p>oxidase reforce as ligações covalentes entre as moléculas de tropocolágeno, e a</p><p>enzima prolil-hidroxilase converta prolina em hidroxiprolina, um dos principais</p><p>componentes do colágeno. Como são enzimas férricas, e a vitamina C é um</p><p>antioxidante, que entre outros previne a oxidação do ferro, elas acabam sendo</p><p>protegidas, pelo ácido ascórbico, contra a auto-inativação67–69.</p><p>O ácido ascórbico também tem ação nas manchas. Ela atua através da</p><p>quelação de íons de cobre, co-fator essencial para a ativação da enzima tirosinase,</p><p>envolvida na síntese de melanina. Desta maneira, ela diminui a formação de</p><p>melanina70–72. Ela pode ser aplicada por via IM, ID e SC, em uma dose de 222 mg/mL.</p><p>3.2.6 Ácido Glicólico</p><p>Este ácido atua na síntese de GAGs, estimulando a produção de colágeno e</p><p>elastina e, por consequência, aumentando a espessura do extrato granuloso da</p><p>epiderme, e reordenamento das fibras elásticas e de colágeno73. Por apresentar um</p><p>grande potencial na indução destas proteínas, ele tem sido utilizado inclusive em</p><p>testes para o desenvolvimento de pele sintética74. Nota-se que não só ele estimula a</p><p>síntese de GAGs, colágeno e elastina, como também modula (no caso, diminuí) a</p><p>degradação da matriz extracelular, através da liberação de citocinas (Interleucina-1-</p><p>α) de queratinócitos75. Pode ser aplicado em via ID em uma concentração de 1%.</p><p>32</p><p>Mesoterapia</p><p>3.2.7 D-Pantenol</p><p>D-pantenol é um álcool, precursor do ácido pantotênico, recebendo também o</p><p>nome de Pró-Vitamina B5. Apresenta função eutrófica de pele e mucosas76. Apresenta</p><p>também efeito anti-seborréico, motivo pelo qual é muito utilizado em tratamentos</p><p>capilares77,78. Além disso atua regulando processos energéticos. Ainda tem efeito</p><p>cicatrizante e estimulante de síntese de Coenzima A, que atua na formação de lipídeos</p><p>e proteínas de pele, pelos e mucosas. Deve-se tomar cuidado pois em alguns casos</p><p>ele pode causar dermatite de contato em pessoas alérgicas79. Normalmente é</p><p>aplicado em via ID (em algumas formulações pode ser aplicado também em via SC e</p><p>IM), em dose de 50 mg/mL.</p><p>3.3 Medicamentos Venotróficos</p><p>Os produtos venotróficos são aqueles responsáveis por efeitos de</p><p>vasodilatação e estimulação de circulação periférica. Eles têm a capacidade de</p><p>drenagem, e podem ser utilizados em tratamentos que se beneficiam de aumento da</p><p>microcirculação local e redução de áreas de edema. Muitas vezes permitem melhor</p><p>absorção e difusão de outros medicamentos. Os venotróficos mais utilizados são o</p><p>buflomedil e a benzopirona, apesar de existirem outros80–82.</p><p>3.3.1 Pentoxifilina</p><p>A pentoxifilina é um produto que age tanto como venotrófico como lipolítico. Ela</p><p>tem a capacidade de causar vasodilatação, melhora da microcirculação e da</p><p>drenagem linfática local83,84. Ele age, de forma lipolítica, inibindo a fosfodiesterase85,86.</p><p>Não se deve aplicar em hipertensos, com distúrbios de coagulação, cardíacos e com</p><p>presença de aterosclerose83. Sua concentração usual é de 20 mg/mL, aplicada por via</p><p>ID ou SC.</p><p>33</p><p>Mesoterapia</p><p>3.3.2 Buflomedil</p><p>O Buflomedil é uma droga vasodilatadora, que atua inibindo de forma</p><p>inespecífica os músculos lisos vasculares (Figura 13). Ele também tem a capacidade</p><p>de melhorar o aporte de oxigênio e nutrientes, inibir a agregação plaquetária e</p><p>favorecer a drenagem linfática. Todos estes efeitos o tornam um bom composto para</p><p>ser utilizado em tratamentos de gordura localizada, celulite e capilar, por reduzir o</p><p>edema e melhorar a nutrição dos tecidos84,87. Ele pode causar hipotensão, taquicardia,</p><p>transtornos gastrintestinais, rash cutâneo, taquicardia e parestesias, apesar de serem</p><p>raras e estarem relacionadas com superdosagens88. Utiliza-se uma dose de 1% em</p><p>via ID, IM e SC.</p><p>Figura 13: Imagem comparando receptores adrenérgicos do tipo Alfa-1, responsáveis, entre outros,</p><p>pela contratura de musculatura lisa vascular, bloqueados e não bloqueados por inibidores. Os</p><p>bloqueadores, como o buflomedil, estão indicados por triângulos pretos na imagem da esquerda.</p><p>Fonte: MEDSCAPE: The Physiology and Function of the Alpha-Adrenergic Nervous System.</p><p>https://www.medscape.org/viewarticle/440787_4</p><p>34</p><p>Mesoterapia</p><p>3.3.3 Benzopirona</p><p>Também conhecida como α-benzopirona, é uma cumarina com atividade anti-</p><p>inflamatória e anti-edematosa através do aumento de fluxo venoso e linfático. Diminuí</p><p>a permeabilidade capilar e a quantidade de fluído formado no tecido subcutâneo.</p><p>Também tem ação diminuindo a fragilidade capilar, principalmente se associada a</p><p>outras drogas, por facilitar sua permeação. Também pode ser utilizada no combate de</p><p>fibrose. É comum que cause eritema (em função do aumento de fluxo sanguíneo) e</p><p>prurido. Cumarinas associadas com dipirona podem potencializar hemorragia89,90.</p><p>Sua dose é de 5 mg/mL, podendo ser aplicada por via SC e ID.</p><p>3.3.4 Minoxidil</p><p>Minoxidil é um fármaco particularmente utilizado nos tratamentos capilares</p><p>(Figuras 14 e 15), por estimular vascularização e oxigenação do couro cabeludo, além</p><p>de estimular as células da matriz da raiz do pelo77,91. Estudos indicam que o Minoxidil</p><p>em sua forma injetável apresenta melhores resultados, no tratamento da alopecia</p><p>androgenética, do que em sua forma tópica92. Outro estudo verificou que em estudos</p><p>in vivo e ex vivo, o Minoxidil foi capaz de aumentar a produção de fatores de</p><p>crescimento, fosforilação de determinadas quinases, e,</p><p>assim, aumento da fase</p><p>anágena do crescimento capilar93.</p><p>O uso de Minoxidil é bem tolerado, mas pode causar irritação do tecido, sensação de</p><p>queimação, eritema e prurido94.</p><p>Sua dose usual é de 0,5%, com aplicação via ID.</p><p>Figura 14: Na imagem se visualiza dois grupos de ratos, que tiveram seus pelos raspados. Os ratos</p><p>da esquerda não receberam nenhum tratamento, enquanto os da direita receberam Minoxidil a 2%</p><p>injetável no sítio sem pelos. Estes são os resultados após 14 dias. Fonte: Choi et al. Minoxidil</p><p>Promotes Hair Growth through Stimulation of Growth Factor Release from Adipose-Derived Stem</p><p>Cells.</p><p>35</p><p>Mesoterapia</p><p>Figura 15: Melhora do volume capilar, em humanos, 12 semanas após a aplicação de Minoxidil</p><p>tópico (5% - 1 mL) seguido de microagulhamento. Fonte: Kumar et al. A randomized controlled,</p><p>single-observer blinded study to determine the efficacy of topical minoxidil plus microneedling versus</p><p>topical minoxidil alone in the treatment of androgenetic alopecia.</p><p>3.4 Medicamentos Anestésicos</p><p>Os anestésicos são utilizados para redução da dor no local da aplicação. Agem</p><p>através do bloqueio da propagação de impulsos nervosos. Tem duração relativamente</p><p>curta (minutos), e podem apresentar alguns efeitos colaterais indesejados, como</p><p>edema, vasodilatação e diminuição do potencial lipolítico. Os medicamentos mais</p><p>presentes nesta categoria são a lidocaína e a procaína95,96.</p><p>3.4.1 Lidocaína</p><p>Anestésico local do grupo das amidas que age realizando o bloqueio rápido dos</p><p>canais de sódio dos nervos, diminuindo assim a dor97. A OMS recomenda como dose</p><p>máxima de lidocaína, em aplicação local, 4 mg/kg, não ultrapassando uma dose total</p><p>de 250 mg98. O Ministério da Saúde do Brasil indica doses limites um pouco maiores</p><p>(4,5 mg/kg e 300 mg, respectivamente)99. Doses excessivas de lidocaína podem</p><p>causar sensação de formigamento, paralisia da língua, tontura, tinnitus, visão turva,</p><p>36</p><p>Mesoterapia</p><p>agitação, paranoia, convulsões, depressão do sistema nervoso central, bradicardia,</p><p>hipotensão, coma e morte. Também é muito comum que cause edema local99,100.</p><p>Em um estudo realizado com células in vitro, com mesclas de mesoterapia com</p><p>fármacos para indução de lipólise, com e sem lidocaína, foi possível concluir que a</p><p>lidocaína inibe a lipólise (Figura 16). Em função disso a lidocaína não deve ser</p><p>utilizada em mesclas para o tratamento de FEG e GL3.</p><p>Figura 16: A imagem apresentada um dos resultados dos testes do estudo citado acima. É mostrado</p><p>a indução de lipólise. Quanto maior a barra, mais lipólise ocorreu. Na esquerda, em azul, está o</p><p>controle; no meio, em rosa, a mescla lipolítica sem lidocaína; na direita, em amarelo, a mescla</p><p>lipolítica com lidocaína. Fica claro que quando adicionada lidocaína à mescla, o potencial lipolítico é</p><p>inibido quase que por completo. Fonte: Caruso et al. Na evaluation of mesotherapy solutions for</p><p>inducing lipolysis and treating cellulite.</p><p>A dose usual da lidocaína utilizada em mesoterapia é de 1 a 2%, podendo ser</p><p>aplicada em via ID e SC, tendo sua ação iniciada, quando aplicada de forma</p><p>injetável, após 2 a 4 minutos, com duração média de 30 a 60 minutos. A duração</p><p>tente a diminuir com quando ocorre inflamação do tecido (que é muito comum na</p><p>mesoterapia)95.</p><p>37</p><p>Mesoterapia</p><p>3.4.2 Procaína</p><p>Anestésico do grupo dos ésteres. É quatro vezes menos potente que a</p><p>lidocaína, apresentando inclusive menor duração e início de ação mais demorado.</p><p>Isto se deve provavelmente ao seu pKa elevado. Causa menos edema que a</p><p>lidocaína, porém é mais alergênica, por isso não deve ser aplicada em pacientes</p><p>com urticária, asma, etc101. Sua dose usual é de 2% em aplicações ID e SC.</p><p>3.5 Outros Medicamentos</p><p>Nesta categoria entram os fármacos que não se enquadram em nenhuma das</p><p>categorias citadas anteriormente. Possuem diversas funções e mecanismos de ação.</p><p>Pode-se citar, entre vários outros, a finasterida e fatores de crescimento.</p><p>3.5.1 Ácido tranexâmico</p><p>Este ácido, um análogo sintético da lisina, era, e ainda é utilizado por suas</p><p>propriedades anti-hemorrágicas e antifibrinolíticas. Estudos mais recentes revelaram</p><p>que o ácido tranexâmico possui a capacidade de tratar melasma e melanoses. Este</p><p>produto não deve, de forma alguma, ser aplicado em pacientes com alterações</p><p>hematológicas, que usem fármacos que alterem os padrões de coagulação, pacientes</p><p>com alterações cardíacas ou cerebrais, e ainda aqueles que apresentem qualquer tipo</p><p>de daltonismo congênito (ou qualquer outro distúrbio na visualização de cores)102,103.</p><p>O ácido tranexâmico age interferindo na ativação de melanócitos, por</p><p>consequência acaba diminuindo a ação da tirosinase e, então, inibe a melanogênese.</p><p>Interessantemente foi possível notar em alguns estudos que ele não só inibe a síntese</p><p>de melanina, mas também reduz e dispersa os pigmentos de melanina já produzidos,</p><p>entre outros efeitos102,103, além de agir na remoção de depósitos de</p><p>hemossiderina104,105.</p><p>O ácido tranexâmico pode causar prurido, sensação de queimação e, mais</p><p>comumente, eritema106.</p><p>Aplicado em concentrações de 4 mg/mL em via ID.</p><p>38</p><p>Mesoterapia</p><p>3.5.2 Ácido Kójico</p><p>O ácido Kójico é uma pirona isolada de fungos do gênero Aspergillus,</p><p>Penicillium e algumas bactérias107,108. Entre diversas funções, tanto no fungo quanto</p><p>em humanos, ele age como inibidor da tirosinase, através da ação quelante em íons</p><p>de cobre, um co-fator desta enzima. Também previne a formação de linhas de</p><p>expressão, hiperplasia da epiderme e fibrose da derme profunda, além de estimular</p><p>os componentes da matriz extracelular da derme superficial109</p><p>Utiliza-se em concentração de 0,1% em via ID.</p><p>3.5.3 Finasterida</p><p>A finasterida é um inibidor competitivo da 5-α-redutase, enzima responsável por</p><p>converter a testosterona em di-hidrotestosterona (DHT). A finasterida age</p><p>especificamente na isoenzima II, que é encontrada no endométrio uterino, trompa de</p><p>falópio, próstata, genital masculino, folículo capilar e fígado. Como ela não inibe a</p><p>síntese de testosterona diretamente, nem atua em receptores andrógenos, sua ação</p><p>é limitada a tecidos dependentes de DHT. Porém, como ela inibe a conversão de</p><p>testosterona em DHT, ocorre um aumento, no corpo, tanto de testosterona quanto</p><p>estradiol. Este aumento é de em torno de 15%, o que ainda é considerado dentro dos</p><p>limites fisiológicos. Entre outros usos, sua principal aplicação na estética é no</p><p>tratamento de queda de cabelo causada por excesso de DHT nos folículos pilosos110.</p><p>O DHT tem um papel crítico no desenvolvimento embrionário, portanto a</p><p>Finasterida não deve ser utilizada em mulheres, pessoas que façam reposição</p><p>hormonal ou pessoas com alteração hormonal. Seu uso pode levar a má-formação</p><p>fetal e aborto110.</p><p>Apesar de existirem inúmeros estudos sobre a eficácia da finasterida, tanto oral</p><p>quanto injetada localmente, são poucos os artigos que falam sobre sua segurança</p><p>quando localmente injetada111. Quanto ao seu uso oral, existem vários estudos citando</p><p>diversas complicações, conhecidas como Síndrome Pós-Finasterida. Alguns dos</p><p>sintomas são: diminuição de libido, disfunção erétil, impotência, diminuição ou inibição</p><p>de orgasmo, diminuição de volume seminal, síndrome de Peyronie, ginecomastia,</p><p>39</p><p>Mesoterapia</p><p>fadiga, miastenia, melasma, alterações de pele, entre outros. Alguns artigos citam que</p><p>estes efeitos, ou a maioria deles, tendem a regredir em até 6 meses após a interrupção</p><p>do uso de finasterida oral (usualmente administra-se 1 mg VO/dia)112–114.</p><p>Ela é aplicada por via ID em doses de 0,05%.</p><p>3.5.4 Fatores de Crescimento</p><p>Os Fatores de Crescimento são moléculas endógenas que realizam a</p><p>comunicação entre células, responsáveis por induzir migração, proliferação e</p><p>diferenciação celular115. Eles não devem ser confundidos com citocinas, pois, apesar</p><p>de algumas citocinas</p><p>serem consideradas fatores de crescimento, a grande maioria</p><p>dos GF não são citocinas. Existem diversas classes de GF, cada um com ação</p><p>específica116. Deve-se tomar cuidado para não aplicar GF em pacientes que tenham</p><p>histórico familiar ou pessoal de câncer, pois há artigos indicando um papel negativo</p><p>dos fatores de crescimento nos tumores117–119.</p><p>A seguir será visto um resumo dos principais fatores de crescimento utilizados</p><p>na estética, sendo que muitos podem ser aplicados de forma injetável. A via de</p><p>aplicação e dose deve ser seguida de acordo com orientações do laboratório</p><p>fabricante. A lista a seguir (Figuras 17, 18 e 19) é de origem do Informativo Técnico</p><p>intitulado Fatores de Crescimento e Peptídeos Bioidênticos, do laboratório</p><p>PharmaSpecial120:</p><p>http://www.pharmaspecial.com.br/</p><p>40</p><p>Mesoterapia</p><p>Figura 17: GF com efeito cicatrizante. Fonte: PharmaSpecial</p><p>http://www.pharmaspecial.com.br/</p><p>41</p><p>Mesoterapia</p><p>Figura 18: GF com efeito de rejuvenescimento e lipólise. Fonte: PharmaSpecial</p><p>http://www.pharmaspecial.com.br/</p><p>42</p><p>Mesoterapia</p><p>Figura 19: GF com efeito de aceleração metabólica. Fonte: PharmaSpecial</p><p>http://www.pharmaspecial.com.br/</p><p>43</p><p>Mesoterapia</p><p>3.5.5 Outros produtos</p><p>Além dos produtos citados acima, existem ainda dezenas de outros fármacos</p><p>utilizados em mesoterapia. A seguir é listado, de forma mais resumida, vários outros</p><p>produtos que são utilizados nas técnicas de intradermoterapia, bem como sugestão</p><p>de dose e vias de aplicação. É importante que se faça o levantamento teórico-científico</p><p>de cada produto, a fim de potencializar seu efeito, mas com segurança.</p><p>• L-Arginina: Aminoácido lipolítico, inibidor de lipogênese e estimulante de</p><p>colágeno121,122. O laboratório Pineda possuí uma fórmula alternativa da</p><p>Arginina, chamada de Arginina ID, com potencial lipolítico aumentado. Tem</p><p>sido muito utilizado no lugar de Desoxicolato de sódio. Dose vária de acordo</p><p>com via de aplicação.</p><p>➢ Arginina ID para aplicação ID, IM e SC é produzida na dose de 20%. L-</p><p>Arginina para aplicação IM é produzida na dose de 500 mg/mL.</p><p>• L-Teanina: Modulador de cortisol, que apresenta efeito calmante. Também</p><p>apresenta efeito hepatoprotetor e neuroprotetor. Pode ser encontrada no chá</p><p>verde123,124.</p><p>➢ Aplicação por via ID, IM e SC, em dose de 25 mg/mL.</p><p>• Crisina: Inibe a conversão de testosterona em estrogênio. Pode ser utilizada,</p><p>entre outros, no tratamento de gordura ginóide, em homens e mulheres.</p><p>Também apresenta efeito antioxidante, por aumentar os níveis de superóxido</p><p>dismutase, glutationa peroxidase e catalase. Inibe a COX-2, portanto também</p><p>tem efeito anti-inflamatório125,126.</p><p>➢ Aplicada em via SC e ID em doses de 50 µg/mL.</p><p>• Rutina: É um potente antioxidante e anti-edematoso. Tem grande ação na</p><p>prevenção de dano celular causado por exposição solar127,128.</p><p>➢ Dose usual de 50 mg/mL em via ID ou SC.</p><p>44</p><p>Mesoterapia</p><p>• Ácido Alfa Lipóico: Antioxidante, regenerativo e antiinflamatório129,130.</p><p>➢ Aplica-se 50 mg/mL por via ID.</p><p>• Biotina: Vitamina hidrossolúvel do complexo B. Essencial para a manutenção</p><p>do tecido e outras funções fisiológicas131,132.</p><p>➢ Usada por vias ID, IM ou SC em 5 mg/mL.</p><p>• Asiaticosídeo: Polifenol presente na planta Centella asiatica. Tem capacidade</p><p>de regular fibroblastos e potencial antioxidante133–135. Estudos apontam que ele</p><p>tem a potencial de ao mesmo tempo induzir a síntese de colágeno em</p><p>processos de cicatrização normal, e de inibir a síntese de Colágeno do tipo I</p><p>em queloides e cicatriz hipertrófica, podendo assim ser utilizado tanto para</p><p>efeito cicatricial, quanto para evitar a formação das cicatrizes hipertróficas e</p><p>queloidianas136,137.</p><p>➢ É aplicado por via ID em uma dose de 0,04%.</p><p>• N-Acetilcisteína: Protege os melanócitos de dano por estresse oxidativo</p><p>causado por radiação solar, diminuindo, assim, a formação de manchas138.</p><p>Também impede a queda capilar, por ser precursor da L-cisteína, necessária</p><p>para manutenção do folículo piloso139. Apresenta efeito anti-age por ser anti-</p><p>glicante140. Além de auxiliar e acelerar a cicatrização sadia do tecido, diminui o</p><p>risco de formação de cicatriz hipertrófica e queloides141.</p><p>➢ Pode ser usado, dependendo do veículo, em via IM a 150 mg/mL.</p><p>• Piruvato de Sódio: Também chamado de Ácido Pirúvico, é o produto final da</p><p>glicólise, e o produto inicial do ciclo do ácido tricarboxílicos (Ciclo de Krebs).</p><p>Ele auxilia nos processos lipolíticos, além de apresentar potencial anti-</p><p>inflamatório, e capacidade anti-oxidante131,142,143. Ele também apresenta ação</p><p>como estimulante de colágeno e fibras elásticas142,144.</p><p>➢ 1% em via ID.</p><p>45</p><p>Mesoterapia</p><p>• SAC (Siloxanetriol Alginato Cafeína): Produto com ação lipolítica que age</p><p>através do estímulo do AMPc. Protege contra glicosilação não enzimática, além</p><p>de regenerar o tecido conjuntivo, contribuindo para firmeza e tonicidade da</p><p>pele. Siloxanetriol é o silício orgânico biologicamente ativo. Por causa de seus</p><p>efeitos é particularmente utilizado no tratamento do FEG.</p><p>➢ Aplicado por via SC em uma dose de 5 mg/mL.</p><p>3.5.6 Fármacos de aplicação Intramuscular para modulação metabólica</p><p>A seguir será visto uma lista de alguns fármacos muito utilizados,</p><p>especialmente em aplicações IM, para modulação metabólica, desde diminuição de</p><p>apetite até hipertrofia.</p><p>• L-Ornitina: Utilizado na forma de L-Ornitina ou Alfa-keto-ornitina, é um</p><p>aminoácido que auxilia na liberação de hormônio do crescimento (GH),</p><p>promovendo reparação tissular e hipertrofia muscular145–147.</p><p>➢ 60 a 150 mg/mL em via IM, ID ou SC.</p><p>• Picolinato de Cromo: Tem o potencial de melhorar o aproveitamento de</p><p>glicose, podendo diminuir o apetite, especialmente por carboidratos, além de</p><p>melhorar os níveis de dopamina e serotonina148,149.</p><p>➢ Pode ser aplicado por via IM em uma dose de 100 µg/mL.</p><p>• Taurina: Melhora os efeitos da insulina, melhorando o metabolismo de glicose</p><p>e aminoácidos, auxiliando, assim, no anabolismo muscular150,151.</p><p>➢ Usado em via IM em uma dose de 7,5%.</p><p>• Vitamina B12: Também chamada de cobalamina, somente é adquirida através</p><p>da dieta e é muito utilizada por ser hepatoprotetora, antioxidante e por diminuir</p><p>os depósitos de lipídeos nos vasos sanguíneos. Além disso é age na prevenção</p><p>de problemas relacionados ao envelhecimento. É um precursor do folato,</p><p>essencial para divisão celular e síntese proteica (inclusive sendo suplementado</p><p>em gestantes)152,153.</p><p>46</p><p>Mesoterapia</p><p>➢ Utiliza-se 25 mg/mL por via IM.</p><p>• Inositol: Ele diminui o depósito de lipídeos nas paredes de vasos e órgãos,</p><p>especialmente quando associado a colina. Tem feito protetor de tireoide154,155.</p><p>➢ Ele pode ser aplicador em uma dose de 10% por via IM.</p><p>• L-Fenilalanina: Estimula dopamina e adrenalina, diminuindo a fome e</p><p>aumentando os processos de lipólise156.</p><p>➢ Via IM – 25 mg/mL.</p><p>• BCAA: BCAA é uma sigla para Branch Chain Amino Acids, ou Aminoácidos de</p><p>Cadeia Ramificada. Compreende os AA Leucina, Isoleucina e Valina,</p><p>necessários para formação e crescimento muscular157.</p><p>➢ Este composto é aplicado por via IM em uma concentração de 4%.</p><p>• HMB (Hidroximetilbutirato): É um metabólito da leucina capaz de reduzir o</p><p>catabolismo muscular (reduz a perda de massa magra), regenerar músculos e</p><p>reduzir gordura corporal158,159.</p><p>➢ É usado em via IM em uma dose de 5 mg/mL.</p><p>• 5-HTP (Hidroxitriptofano): É um precursor da serotonina, muito utilizado para</p><p>redução do apetite160.</p><p>➢ Pode ser utilizado por via IM à 2 mg/mL.</p><p>47</p><p>Mesoterapia</p><p>4 PROTOCOLOS DE APLICAÇÃO DE MESOTERAPIA</p><p>A técnica de aplicação de mesoterapia é tão importante quanto a escolha dos</p><p>fármacos corretos. Infelizmente não há uma padronização das técnicas de aplicação,</p><p>tanto em relação aos espaçamentos entre as injeções, volume injetado</p>

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