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<p>Diversidade teórica</p><p>Apresentação</p><p>Uma questão linguística é estudada conforme a linha teórica abordada. É necessário buscar a</p><p>diversidade, uma vez que existem diferentes métodos e objetos, além das diversas teorias, as quais</p><p>são complementares e se referem a momentos distintos da análise da linguagem. Na prática de</p><p>ensino é preciso orientar a reflexão e o uso linguístico por falantes socialmente integrados,</p><p>propondo uma concepção de linguagem/língua ampla, que não permaneça apenas em uma</p><p>abordagem teórico-conceitual. É preciso pensar, no estudo da língua, a questão do objeto e do</p><p>método, tendo em vista a heterogeneidade da língua.</p><p>Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer teorias que afirmam a diversidade teórica da</p><p>Linguística em suas principais características. Ainda, você vai saber mais sobre o caráter</p><p>heterogêneo da língua, entendendo as teorias em seu caráter de complementaridade. Finalmente,</p><p>você vai identificar as limitações dos conceitos apresentados e compreender a diversidade teórica</p><p>nas ciências em geral.</p><p>Bons estudos.</p><p>Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>Relacionar a diversidade teórica da Linguística ao caráter heterogêneo da língua•</p><p>Identificar as limitações das teorias linguísticas estudadas.•</p><p>Comparar a diversidade teórica da Linguística à diversidade teórica de outras ciências.•</p><p>Desafio</p><p>Como atividade de ampliação do vocabulário, você propôs que seus alunos procurassem diferentes</p><p>definições da palavra “mandinga”. A maioria dos alunos apresentou definições de dicionários, como</p><p>esta, retirada do dicionário Aulete:</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/d4398015-87ca-4739-a939-3a0c28125efc/f3fb4b4b-1278-4a7b-a8c7-8aeffa0b53ee.png</p><p>Ao lerem a segunda definição, alguns alunos consideraram-na errada, pois as informações eram</p><p>diferentes das que constavam na primeira definição. No entanto, a diversidade teórica da</p><p>Linguística permite selecionar a vertente teórica mais apropriada para a análise e compreensão de</p><p>diferentes fenômenos linguísticos.</p><p>A partir de qual vertente você pode explicar a pertinência da segunda definição?</p><p>Infográfico</p><p>A Linguística Gerativa, resposta ao modelo behavorista de descrição dos fatos da linguagem, é uma</p><p>corrente teórica iniciada nos Estados Unidos, no final da década de 1950, a partir dos trabalhos de</p><p>Noam Chomsky. Com o gerativismo, as línguas não mais são interpretadas como um</p><p>comportamento socialmente condicionado, passando a ser analisadas como uma faculdade mental</p><p>natural.</p><p>A seguir, no Infográfico, saiba mais sobre a formulação desta teoria que busca compreender os</p><p>fenômenos linguísticos, conhecendo seus princípios teóricos da competência e do desempenho.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para</p><p>acessar.</p><p>https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/4ca458f0-444f-42e6-90f1-31c1c4f318de/d8be4d05-05de-46a8-add3-1746b9e84bb1.png</p><p>Conteúdo do livro</p><p>A Linguística passou por processos de transformação e questionamentos, tendo a heterogeneidade</p><p>como principal característica e resultando, dessa forma, em muitas discussões sobre o objeto e o</p><p>método de estudo. A partir da segunda metade do século XX, as correntes linguísticas passaram a</p><p>se dedicar aos estudos das situações reais de comunicação e a observar a interação entre os</p><p>falantes. Nem sempre é fácil distinguir os objetos de estudo de uma ou de outra corrente</p><p>linguística, já que em muitos momentos ocorre o encadeamento e a justaposição de várias ciências.</p><p>No capítulo Diversidade Teórica, da obra Introdução à Linguística, você vai reconhecer a diversidade</p><p>teórica da Linguística pela apresentação das mais destacadas teorias. Entendendo o caráter</p><p>heterogêneo da língua, a diversidade teórica pode, então, ser entendida em sua</p><p>complementaridade. Você vai ver, também, a relação entre a diversidade teórica e o caráter</p><p>heterogêneo da língua, bem como as limitações das teorias e a diversidade das ciências.</p><p>Boa leitura.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>À LINGUÍSTICA</p><p>Luciana Haesbaert Balbueno</p><p>Diversidade teórica</p><p>da linguística</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p> Relacionar a diversidade teórica da linguística ao caráter heterogêneo</p><p>da língua.</p><p> Identificar limitações das teorias linguísticas estudadas.</p><p> Comparar a diversidade teórica da linguística à diversidade teórica</p><p>de outras ciências.</p><p>Introdução</p><p>Ao longo da história, várias abordagens surgiram tentando dar conta do</p><p>fenômeno linguístico. Em virtude do caráter heterogêneo da língua, diver-</p><p>sos aspectos devem ser considerados para compreendê-la. Dependendo</p><p>da abordagem, são priorizados diferentes aspectos da língua, como sociais,</p><p>cognitivos, criativos, entre outros. Da mesma forma, os dados linguísticos,</p><p>que alimentam as bases teóricas da linguística como ciência, recebem</p><p>tratamento diferenciado conforme a linha teórica que os aborda.</p><p>Com a percepção do caráter heterogêneo da língua, a diversidade</p><p>teórica passou a ser entendida em sua complementaridade. Levando</p><p>esse entendimento à prática de ensino, é necessário proporcionar e</p><p>conduzir a reflexão sobre o funcionamento da linguagem e suas variações,</p><p>considerando o uso linguístico por falantes socialmente integrados e a</p><p>produção de sentidos. Para isso, precisamos propor concepções amplas</p><p>de linguagem e de língua, para que não fiquemos apenas em uma abor-</p><p>dagem teórico-conceitual.</p><p>Neste capítulo, você vai estudar a diversidade teórica da linguística,</p><p>relacionando-a ao caráter heterogêneo da língua. Além disso, vai conhe-</p><p>cer as limitações das teorias estudadas, refletindo também como essa</p><p>diversidade teórica ocorre em outras ciências.</p><p>1 Diversidade teórica e caráter heterogêneo da</p><p>língua</p><p>Existem muitos métodos e objetos para o estudo da linguística; por isso, é</p><p>difícil alcançar tanta diversidade. É difícil, por exemplo, conceituar discurso,</p><p>texto, enunciado, enunciação, sentença. Podemos, contudo, ter acesso amplo</p><p>às teorias em sua diversidade. De acordo com Saussure (1995), é o ponto de</p><p>vista que cria o objeto. O autor argumenta que a linguística tem uma natureza</p><p>heterogênea, já que existem tantos objetos quantos forem os olhares dirigidos</p><p>à linguagem. Isso quer dizer que devemos repensar a questão do objeto e do</p><p>método tendo em vista a heterogeneidade da língua.</p><p>A partir da década de 1960, as teorias baseadas na homogeneidade da</p><p>língua passaram a ser debatidas. Havia uma lógica estrutural na língua, sendo</p><p>indispensável à análise das diferentes variantes. A língua passou a ser vista</p><p>como heterogênea e diversa, “[…] ciência que se faz presente num espaço in-</p><p>terdisciplinar, na fronteira entre língua e sociedade, focalizando precipuamente</p><p>os empregos linguísticos concretos, em especial os de caráter heterogêneo”</p><p>(MOLLICA; BRAGA, 2003, p. 9). Para Labov (2008), a heterogeneidade é o</p><p>resultado natural de fatores linguísticos e sociais básicos que condicionam</p><p>a variação de forma sistemática. A heterogeneidade ordenada dos sistemas</p><p>linguísticos não compromete a estrutura desses sistemas.</p><p>A língua é um sistema complexo, e o falante, por meio de sua competência</p><p>linguística, compreende cada uma das formas concomitantes disponíveis</p><p>na língua, mesmo que não as use frequentemente. Coelho (2008, p. 2472)</p><p>afirma que o reconhecimento da heterogeneidade linguística é um grande</p><p>passo para se modificar a ideia, ainda presente, do monolinguismo, que “[…]</p><p>insiste em padronizar (a qualquer custo) a língua falada por seus habitantes”.</p><p>Fatores como status social, sexo, grau de instrução, profissão, estilo pessoal,</p><p>contexto e região, por exemplo, passaram a ser considerados ao analisar a fala</p><p>e a escrita, a partir dos estudos sociolinguísticos.</p><p>No entanto, a abordagem tradicional do ensino, em que o aceitável é falar</p><p>e escrever segundo os</p><p>padrões da gramática normativa, persiste até hoje. O</p><p>estudo da língua tem sido reduzido à memorização de regras gramaticais</p><p>aplicadas, enquanto a natureza heterogênea da língua se faz presente em sala</p><p>de aula. Por isso, precisamos conscientizar os alunos que existem diferentes</p><p>variantes linguísticas, que, organizadas, atendem a diferentes contextos de</p><p>uso. De acordo com Labov (2008), a variação linguística é um fenômeno</p><p>natural de todas as línguas, condição e característica essencial própria do</p><p>sistema linguístico.</p><p>Diversidade teórica da linguística2</p><p>Existem, portanto, diferentes linguísticas: as que buscam formalizar seu</p><p>objeto e as que concebem o próprio objeto como heterogêneos. Essas pers-</p><p>pectivas são complementares e se referem a momentos diferentes da análise</p><p>da linguagem. O segundo grupo — o que assume seu objeto heterogêneo</p><p>— contempla a língua em situações reais. São as pragmáticas, as teorias do</p><p>texto, do discurso, da enunciação. A seguir, você vai conhecer as principais</p><p>abordagens linguísticas.</p><p>Estruturalismo</p><p>O marco do nascimento do estruturalismo foi a publicação do Cours de lin-</p><p>guistique générale (Curso de linguística geral), de Ferdinand de Saussure,</p><p>em 1916. É, por isso, considerado o fundador da linguística moderna. Esse</p><p>livro teve origem nas anotações de alunos de Saussure em um curso que</p><p>ministrava na Universidade de Genebra em 1871. Seu único livro publicado</p><p>em vida foi Mémoire sur le Système Primitif des Voyelles dans les Langues</p><p>Indo-européennes (Memórias sobre o sistema primitivo das vogais nas línguas</p><p>indo-europeias), em 1879 (FRAZÃO, 2019).</p><p>Para os estruturalistas, a língua é uma estrutura, um sistema, uma organi-</p><p>zação, porque é “[…] formada por elementos coesos, inter-relacionados, que</p><p>funcionam a partir de um conjunto de regras”. Além disso, “[…] essa organi-</p><p>zação dos elementos se estrutura seguindo leis internas, ou seja, estabelecidas</p><p>dentro do próprio sistema” (MARTELOTTA, 2009, p. 114).</p><p>A língua seria, então, forma (estrutura) e não substância (matéria). Essa</p><p>substância precisa ser analisada para que se possam formular hipóteses sobre</p><p>o sistema a ela relacionado. Para Saussure, o fenômeno linguístico apresenta</p><p>duas faces que se relacionam e dependem uma da outra, o que ele chamou de</p><p>dicotomias. Veja a seguir algumas delas (MARTELOTTA, 2009).</p><p> Língua e fala: a linguagem tem um lado social (língua) e um lado</p><p>individual (fala), sendo impossível pensar um sem o outro. O indivíduo</p><p>sozinho não pode criar nem modificar a língua.</p><p> Sincronia e diacronia: abordagem sincrônica é a que estuda a língua em</p><p>um momento específico, sem considerá-la historicamente; abordagem</p><p>diacrônica é a que estuda a língua através do tempo, considerando-a</p><p>historicamente.</p><p> Paradigma e sintagma: as relações sintagmáticas dizem respeito à</p><p>distribuição linear das unidades na estrutura sintática; as relações</p><p>3Diversidade teórica da linguística</p><p>paradigmáticas dizem respeito à associação mental que se dá entre a</p><p>unidade linguística que ocupa determinado contexto.</p><p> Significado e significante: a língua é um sistema de signos, que é a</p><p>unidade constituinte do sistema linguístico. O signo é formado por um</p><p>significante (imagem acústica, impressão psíquica) e um significado</p><p>(conceito).</p><p>Saussure estudou a língua como elemento fundamental da comunicação</p><p>humana e lançou as bases dos futuros estudos linguísticos, o que contribuiu</p><p>para estabelecer as bases da linguística moderna. As ciências humanas devem</p><p>muito à linguística estrutural. Uma geração de pensadores evidenciou em seus</p><p>estudos e obras a contribuição de Saussure para a organização estrutural da</p><p>linguagem. Entre eles podemos destacar: Jacques Lacan, Claude Lévi-Strauss,</p><p>Louis Althusser, Roland Barthes (MARTELOTTA, 2009).</p><p>Historicismo</p><p>Vinte anos após a publicação do Curso de linguística geral, de Saussure,</p><p>Otto Jaspersen e Herman Paul deram forma ao historicismo. Ao contrário do</p><p>estruturalismo, o historicismo entende que a linguística tem caráter histórico.</p><p>Ou seja, estuda-se a linguística considerando as variações e evoluções da</p><p>língua. Segundo Lyons (1987, p. 202), “[…] as línguas são como são porque,</p><p>no decorrer do tempo, elas estiveram sujeitas a uma variedade de forças</p><p>causativas internas e externas”.</p><p>Gerativismo</p><p>O gerativismo teve início nos Estados Unidos, no fi nal da década de 1950,</p><p>a partir dos trabalhos de Noam Chomsky. Sua tese de doutorado, Análise</p><p>transformacional, resultou no livro Estruturas sintáticas, em 1957. No livro,</p><p>Chomsky defi ne as origens e os limites da cognição humana.</p><p>O gerativismo foi inicialmente formulado como resposta ao modelo beha-</p><p>viorista de descrição dos fatos da linguagem. Para os behavioristas, como</p><p>Leonard Bloomfield, a linguagem humana era interpretada como um con-</p><p>dicionamento social. A repetição constante seria convertida em hábito pelo</p><p>falante. Com o gerativismo, as línguas deixaram de ser interpretadas como</p><p>um comportamento socialmente condicionado e passaram a ser analisadas</p><p>como uma faculdade mental natural.</p><p>Diversidade teórica da linguística4</p><p>De acordo com Chomsky, no cérebro humano, existe uma estrutura gené-</p><p>tica que lhe dá a percepção das coisas do mundo, por isso, o aprendizado da</p><p>linguagem faz parte do indivíduo desde o seu nascimento. “Todos os falantes</p><p>são criativos, desde os analfabetos até os autores dos clássicos da literatura, já</p><p>que todos criam infinitamente frases novas, das mais simples e despretensiosas</p><p>às mais elaboradas e eruditas” (MARTELOTTA, 2009, p. 128).</p><p>Sociolinguística</p><p>A sociolinguística se fi rmou nos Estados Unidos na década de 1960, com</p><p>Wiliam Labov. Essa abordagem estuda a língua em seu uso real, conside-</p><p>rando as relações entre estrutura linguística e aspectos sociais e culturais da</p><p>produção linguística. Além de contribuir para a descrição e explicação de</p><p>fenômenos linguísticos, a sociolinguística também fornece subsídios para a</p><p>área do ensino de línguas.</p><p>Linguística cognitiva</p><p>Para a linguística cognitiva, a linguagem não constitui um componente autô-</p><p>nomo da mente, ou seja, não é independente de outras faculdades mentais. A</p><p>proposta é buscar uma visão integradora do fenômeno da linguagem com base</p><p>na hipótese de que não há necessidade de se distinguir conhecimento linguístico</p><p>de conhecimento não linguístico. Martelotta (2009, p. 179) explica que, “[…]</p><p>de modo geral, a proposta cognitivista leva em conta aspectos relacionados</p><p>a restrições cognitivas que incluem a captação de dados da experiência, sua</p><p>compreensão e seu armazenamento na memória, assim como a capacidade de</p><p>organização, acesso, conexão, utilização e transmissão adequada desses dados”.</p><p>Linguística textual</p><p>A linguística textual se caracteriza pelo estudo do texto e começou a se de-</p><p>senvolver na Europa durante a década de 1960. O texto é compreendido como</p><p>um evento comunicativo, com a ocorrência de operações linguísticas, sociais</p><p>e cognitivas. A linguística textual muda o tratamento linguístico em termos de</p><p>unidades menores — palavra, frase ou período —, entendendo que as relações</p><p>textuais são mais do que um somatório de itens. Isso faz do texto a unidade</p><p>comunicativa básica, o que temos a comunicar uns aos outros.</p><p>5Diversidade teórica da linguística</p><p>Pragmática</p><p>Na segunda metade do século XX, existe uma virada no campo da linguística.</p><p>Muitas teorias passaram a tratar da linguagem em uso, os chamados estudos</p><p>pragmáticos. Esses estudos se originaram em áreas como semântica argumen-</p><p>tativa, linguística textual, análise do discurso, sociolinguística, entre outras.</p><p>Apresenta-se em correntes diversifi cadas, como o pragmatismo americano,</p><p>a teoria dos atos de fala e os estudos da comunicação.</p><p>O princípio filosófico do movimento pragmático no âmbito da linguagem é,</p><p>segundo Pinto (2004, p. 49), o de que “[…] a representação é antes linguística do</p><p>que mental”. Ele quis dizer que não existe um mundo independente da linguagem</p><p>e, portanto, a linguagem não representa o mundo. No centro dessa abordagem</p><p>está a fala, o texto, o discurso, o sentido e os sujeitos. Os estudos pragmáticos</p><p>consideram os fatores externos à língua e levam em conta os contextos de uso.</p><p>Em todas as correntes, o traço social determina a investigação do uso</p><p>da língua. Os fenômenos linguísticos, pois, não podem ser pensados fora</p><p>da prática social e longe dos seus sujeitos. Isso quer dizer que é impossível</p><p>separar linguagem e sociedade, linguagem e uso, linguagem e cultura. A</p><p>pragmática do uso argumenta que os objetos de referência são fatos construídos</p><p>socialmente e, por isso, são parte de um mundo possível. Dessa forma, o uso</p><p>é que determina se esses objetos são constitutivos de um mundo possível ou</p><p>não (VAN DIJK, 1992).</p><p>A significância de um discurso depende dos atos reais ou possíveis deno-</p><p>tados pelo discurso, uma dependência avaliada somente com base no nosso</p><p>conhecimento sobre os fatos atuais ou possíveis, em algum universo ou situação.</p><p>Isso significa que a competência pragmática é a capacidade de compreender a</p><p>intenção do locutor e está além da construção da frase ou do seu significado.</p><p>Por exemplo, imagine que você está andando na rua e alguém lhe pergunta</p><p>“Você tem horas?”. Você, muito provavelmente, não vai responder “Sim,</p><p>tenho” e continuar caminhando. Isso porque entendemos a intenção que está</p><p>por trás da pergunta e respondemos de acordo: “São 9 horas”. Portanto, a</p><p>competência pragmática revela essencialmente os objetivos da comunicação.</p><p>Em suma, as teorias pragmáticas tratam do uso da língua, do contexto social,</p><p>dos sujeitos — dos elementos que estão no exterior. Por outro lado, muitas</p><p>dessas abordagens não consideram os fatores de ordem cognitiva, simplesmente</p><p>privilegiam os aspectos sociais em detrimento dos fatores internos, biológicos</p><p>ou individuais. Essa postura tem por fundamento uma visão de língua como</p><p>fenômeno apenas social. É o que acontece com as abordagens sociolinguistas</p><p>e etnolinguistas, por exemplo.</p><p>Diversidade teórica da linguística6</p><p>Semântica</p><p>A palavra semântica reporta-se fundamentalmente ao verbo grego semaíno,</p><p>que signifi ca a ciência das signifi cações. Ferdinand de Saussure (1995),</p><p>mencionado anteriormente nos estudos estruturalistas, a concebeu como um</p><p>estudo geral dos signos simbólicos, que seria a semiologia. A semiologia</p><p>estuda os signos na vida social. A linguística é parte da semiologia, assim</p><p>como os sinais militares, o alfabeto surdo-mudo e os ritmos simbólicos. As</p><p>leis da semiologia, portanto, são aplicadas à linguística.</p><p>Saussure (1995) afirma que o signo é produzido pelo homem e tem por</p><p>objeto comunicar alguma coisa a alguém. O signo é formado por significante e</p><p>significado, duas dicotomias também explicadas anteriormente neste capítulo.</p><p>O significante seria a imagem acústica, e o significado, o conceito.</p><p>Na análise semântica não se pode desprezar o contextual, que é o que vai</p><p>definir diferenças e estabelecer identidades. No ensino da língua, a impor-</p><p>tância da semântica é ensinar a comunicar e compreender a comunicação. A</p><p>importância dos estudos semânticos está na contextualização, pois compreende</p><p>o valor do significante e do significado e torna possível trabalhar com maior</p><p>clareza a sintaxe e a morfologia. Ao darmos ênfase especial à mudança de</p><p>significado na estrutura do enunciado, a literatura e o entendimento do texto</p><p>serão mais interessantes e prazerosos.</p><p>2 Limitações das teorias linguísticas</p><p>Como vimos, o objeto da linguística é naturalmente complexo e, dessa com-</p><p>plexidade, emergem abordagens diversas. Cada uma delas prioriza aspectos</p><p>diferentes da linguagem: contextos diferentes, evolução da língua, cognição,</p><p>fatores sociais, entre outros. Por apresentarem limitações, essas abordagens</p><p>se complementam.</p><p>Para Saussure (1995) e seus seguidores, o pensamento está subordinado à</p><p>linguagem, já que por meio da linguagem é possível dar forma ao pensamento.</p><p>A língua é “[…] um sistema de signos que exprimem ideias”, um sistema</p><p>que compreende um conjunto de regras depositado na mente dos falantes</p><p>(SAUSSURE, 1995, p. 24). Desse modo, a mente, estando em um contexto,</p><p>apropria-se dos fatos da língua. Em todas as mentes humanas há os mesmos</p><p>dados sobre a estrutura da língua.</p><p>No gerativismo de Noam Chomsky, por sua vez, surge a ideia de desenvolver</p><p>uma gramática gerativa, de acordo com os moldes da gramática universal de</p><p>7Diversidade teórica da linguística</p><p>inspiração lógica. Chomsky afirma que todo falante possui uma gramática</p><p>universal internalizada que lhe possibilita formar sentenças gramaticais em</p><p>sua língua. Afirma também que todas as línguas naturais apresentam partes</p><p>em comum, apesar de serem aparentemente diferentes, mas somente o homem</p><p>possui a faculdade da linguagem. Essa faculdade torna toda criança apta a</p><p>aprender uma ou mais línguas, se não houver algum obstáculo cognitivo.</p><p>Assim, toda criança passa pelos mesmos processos e fases de aquisição da</p><p>linguagem (MARTELOTTA, 2009).</p><p>Os gerativistas defendem, ainda, que a linguagem tem um estatuto autô-</p><p>nomo, sendo uma faculdade específica e diferente de outras, porque a mente é</p><p>modular e apresenta sistemas cognitivos responsáveis por cada forma de conhe-</p><p>cimento — entre eles o conhecimento da linguagem. Além disso, em relação</p><p>à semântica, “[…] todo enunciado linguístico tem uma estrutura gramatical,</p><p>isto é, deve ser construído de acordo com regras formais que determinam se</p><p>a sequência é bem formada (gramatical) ou não (agramatical)” (MARQUES,</p><p>2003, p. 51). Assim, o significado é sintático e deve ser coerente com a estrutura</p><p>lógica, porque a língua expressa a estrutura lógica do pensamento.</p><p>Nessa visão, as regras que regem o sistema linguístico constituem o que</p><p>podemos entender por competência gramatical e, como afirma Marques (2003,</p><p>p. 51), esse domínio “[…] decorre de propriedades cognitivas inerentes à</p><p>mente humana”. Chomsky chama de desempenho linguístico os fatores</p><p>condicionantes externos, as circunstâncias socioculturais e as emoções dos</p><p>falantes, suas crenças (MARTELOTTA, 2009).</p><p>Concluímos, assim, que as vertentes estruturalista e gerativista entendem</p><p>a linguagem como representação direta do mundo ou como um espelho de</p><p>processos mentais. No primeiro caso, a estrutura da linguagem reflete a</p><p>estrutura do mundo; no segundo caso, a estrutura da linguagem reflete a</p><p>estrutura da mente. A linguagem não é vista como resultante de atividades</p><p>sociais e culturais, integradas com os processos cognitivos. Por isso, tanto o</p><p>estruturalismo quanto o gerativismo consideram o tratamento do significado</p><p>periférico, algo que pode ficar em segundo plano.</p><p>As teorias pragmáticas, diferentemente das abordagens estruturalista e</p><p>gerativista, entendem a linguagem como uma atividade ligada às variáveis</p><p>socio-históricas, culturais e cognitivas. Estudam a língua considerando o</p><p>seu uso. Portanto, as teorias pragmáticas estão trabalhando com a ideia de</p><p>linguagem como o resultado de atividades sociais, culturais e cognitivas. Os</p><p>aspectos de ordem cognitiva são hoje fundamentais, pois focalizam os contextos</p><p>de uso da linguagem, como é o caso da linguística textual, por exemplo. Já</p><p>não se pode pensar nos fenômenos linguísticos fora das categorias sociais.</p><p>Diversidade teórica da linguística8</p><p>3 A diversidade teórica das ciências</p><p>A construção de uma ciência não se dá de maneira uniforme e regular ao longo</p><p>da história. Muito pelo contrário: fazer ciência constitui um processo lento</p><p>de caráter ideológico, fi losófi co, histórico e socialmente constituído, fruto de</p><p>uma época, e requer um período de teste para que os paradigmas se afi rmem.</p><p>É um processo dialético, cujas investigações em torno de uma verdade exigem</p><p>uma série de reajustes, para se chegar a resultados confi áveis.</p><p>Quando se faz uma avaliação crítica da construção de uma teoria, é</p><p>necessário, que se lance um olhar atento às irregularidades, ainda que elas</p><p>possam estar disfarçadas sob a aparência de formulações categóricas. Dos</p><p>períodos de formulação e teste surgem os períodos em que paradigmas</p><p>são</p><p>postos em uso, podendo ser confirmados ou não. No que diz respeito à ciência</p><p>da linguagem, considerando o longo período em que suas bases vêm sendo</p><p>construídas, desde a Antiguidade Clássica até o século XX, apenas no final</p><p>do século XIX se operou uma verdadeira revolução científica (KUHN, 1962,</p><p>apud DASCAL, 1978).</p><p>Uma atitude de questionamento e debate sobre os diferentes saberes é</p><p>uma necessidade recorrente. Hoje, já começamos a entender que o conheci-</p><p>mento científico, ao longo do tempo, impôs uma única maneira possível de</p><p>interpretar a realidade, anulando a possibilidade de complementar os saberes</p><p>(SANTOS, 1997).</p><p>Nessa linha de pensamento, a linguística também passa por processos de</p><p>transformação e questionamentos. Tendo a heterogeneidade como principal</p><p>característica, busca interagir com as outras ciências e buscar elementos para</p><p>se renovar constantemente. A partir da segunda metade do século XX, as</p><p>correntes linguísticas passaram a se dedicar aos estudos das situações reais de</p><p>comunicação e a observar os falantes envolvidos em atos interativos. Com o</p><p>passar do tempo, os estudos linguísticos tornam-se cada vez mais associados</p><p>a outras ciências, como geografia, antropologia, psicologia, sociologia.</p><p>Entende-se, portanto, como observamos anteriormente, que, com essa</p><p>heterogeneidade, nem sempre é fácil distinguir os objetos de estudo de uma ou</p><p>outra corrente linguística, já que em muitos momentos ocorre o encadeamento,</p><p>a justaposição de várias ciências.</p><p>9Diversidade teórica da linguística</p><p>O artigo “A evolução dos estudos linguísticos”, de Lúcia F. Mendonça Cyranka, apresenta</p><p>o resultado do estudo reflexivo sobre algumas das principais correntes linguísticas,</p><p>desde a Antiguidade Clássica até o surgimento de novo paradigma que revolucionou</p><p>os estudos da linguagem, propiciando a abordagem dialógica, a partir da qual se</p><p>propuseram os recortes epistemológicos, que deram origem a várias linhas teóricas.</p><p>Confira no link a seguir.</p><p>https://qrgo.page.link/dc9Rt</p><p>COELHO, P. M. C. R. O tratamento da variação linguística nos livros didáticos de portu-</p><p>guês. In: MAGALHÃES, J. S.; TRAVAGLIA, L. C. (org.). Múltiplas perspectivas em linguística:</p><p>coletânea de trabalhos apresentados no XI Simpósio Nacional de Letras e Linguística</p><p>e I Simpósio Internacional de Letras e Linguística. Uberlândia: EDUFU, 2008. Disponível</p><p>em: http://www.filologia.org.br/ileel/artigos/artigo_300.pdf. Acesso em: 11 jan. 2020.</p><p>DASCAL, M. (org.). Fundamentos metodológicos da linguística. São Paulo: Global, 1978.</p><p>v. 1: Concepções gerais da teoria linguística.</p><p>FRAZÃO, D. Ferdinand de Saussure: biografia. 2019. Disponível em: https://www.ebio-</p><p>grafia.com/ferdinand_de_saussure/. Acesso em: 12 jan. 2020.</p><p>KUHN, T. The structure of scientific revolutions. Chicago: University of Chicago Press, 1962.</p><p>LABOV, W. Padrões sociolinguísticos. São Paulo: Parábola, 2008.</p><p>LYONS, J. Linguagem e linguística: uma introdução. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,</p><p>1987.</p><p>MARQUES, M. H. D. Iniciação à semântica. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 2003.</p><p>MARTELOTTA, M. E. (org.) Manual de linguística. São Paulo: Contexto, 2009.</p><p>MOLLICA, M. C.; BRAGA, M. L. (org.). Introdução à sociolinguística: o tratamento da</p><p>variação. São Paulo: Contexto, 2003.</p><p>PINTO, J. P. Pragmática. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. (org.). Introdução à linguística:</p><p>fundamentos epistemológicos. São Paulo: Cortez, 2004.</p><p>SANTOS, B. S. Um discurso sobre as ciências. Porto: Afrontamento, 1997.</p><p>Diversidade teórica da linguística10</p><p>SAUSSURE, F. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 1995.</p><p>VAN DIJK, T. A. Análise semântica do discurso. In: VAN DIJK, T. A. Cognição, discurso e</p><p>interação. São Paulo: Contexto, 1992.</p><p>Leitura recomendada</p><p>CYRANKA, L. F. M. Evolução dos estudos linguísticos. Revista Práticas de Linguagem, v.</p><p>4, n. 2, p. 160-198, jul./dez. 2014.</p><p>Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-</p><p>cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a</p><p>rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de</p><p>local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade</p><p>sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.</p><p>11Diversidade teórica da linguística</p><p>Dica do professor</p><p>O livro Curso de Linguística Geral teve fundamental importância para a Linguística, pois estudou a</p><p>língua como elemento da comunicação humana e estabeleceu as bases de todos os estudos</p><p>que orientaram a Linguística Moderna.</p><p>A seguir, na Dica do Professor, veja a recepção do livro no Brasil e a repercussão da publicação</p><p>recente de Escritos de Linguística Geral, texto de Ferdinand de Sausurre publicado no País em 2004.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/e4b6f3d9041375e561b000e37dc15b4a</p><p>Exercícios</p><p>1) Um dado linguístico recebe tratamento distinto conforme a linha teórica abordada e, assim,</p><p>é preciso ter acesso às teorias em sua diversidade. Neste contexto, o que a afirmação "o</p><p>ponto de vista cria o objeto" significa?</p><p>A) Que a natureza da Linguística é heterogênea.</p><p>B) Que a Linguística depende do historicismo.</p><p>C) Que a natureza da Linguística é homogênea.</p><p>D) Que a Linguística depende dos fenômenos sociais.</p><p>E) Que a Linguística depende dos fenômenos naturais.</p><p>2) Na Linguística, existem quatro dicotomias: sincronia e diacronia, língua e fala, sintagma e</p><p>paradigma. A sincronia e a diacronia são estudos relacionados ao tempo. Na dicotomia</p><p>língua, a temos como um sistema, uma coisa coletiva e social, enquanto que a fala é o uso</p><p>individual. Em sintagma e paradigma, este é o conjunto de componentes para compor o</p><p>enunciado enquanto que aquele é a escolha.</p><p>As dicotomias língua e fala, sincronia e diacronia, paradigma e sintagma foram estudadas por</p><p>qual teórico?</p><p>A) Noam Chomsky.</p><p>B) T. S. Kuhn.</p><p>C) Ferdinand de Sausurre.</p><p>D) Van Dijk.</p><p>E) Wiliam Labov.</p><p>3) O Gerativismo ou Linguística Gerativa surgiu a partir dos estudos de Noam Chomsky e</p><p>passou a interpretar as línguas como uma faculdade mental natural. Esta teoria foi</p><p>formulada em contraposição a que modelo de descrição dos fatos da linguagem?</p><p>A) Modelo mentalista.</p><p>B) Modelo formal.</p><p>C) Modelo sincrônico.</p><p>D) Modelo estrutural.</p><p>E) Modelo behavorista.</p><p>4) Os estudos pragmáticos se voltam para a linguagem em uso e trazem a fala, o texto, o</p><p>discurso, o sentido ou os sujeitos para o centro das abordagens. Quais correntes teóricas</p><p>podem ser consideradas pragmáticas?</p><p>A) Análise Argumentativa, Semântica e Estruturalismo.</p><p>B) Análise do Discurso francesa, Linguística Textual e Sociolinguística.</p><p>C) Análise da Leitura, Análise do Discurso e Semântica Argumentativa.</p><p>D) Análise do Texto, Linguística Textual e Cognitivismo.</p><p>E) Análise da Conversação, Linguística Cognitiva e Sociolinguística.</p><p>5) A ciência da linguagem vem construindo suas bases e operando uma verdadeira revolução</p><p>científica. O que caracteriza a construção de uma ciência em seu aspecto amplo, segundo os</p><p>princípios do teórico T.S. Kuhn?</p><p>A) Ocorre uniformemente e de forma regular ao longo da história.</p><p>B) Ocorre lentamente, tendo um caráter ideológico, filosófico histórico e social.</p><p>C) Ocorre rapidamente e com períodos de testes.</p><p>D) Ocorre dialeticamente e sem a necessidade de confirmação.</p><p>E) Ocorre por intermédio de várias revoluções científicas.</p><p>Na prática</p><p>A variação linguística, campo estudado pela Sociolinguística, também ocorre de forma regional,</p><p>agregando e enriquecendo ainda mais a língua.</p><p>A seguir, no Na prática, veja um exemplo da Linguística no nível regional, por meio da análise de</p><p>uma canção de Antonio Barros:</p><p>Aponte a câmera para o</p><p>código e acesse o link do</p><p>conteúdo ou clique no</p><p>código para acessar.</p><p>https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/e44937e8-43f2-4477-8b3d-583f11708205/a6f08a60-cb86-459d-9a73-48b595d8b407.png</p><p>Saiba +</p><p>Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:</p><p>Variação Linguística na Região Sul do Brasil (VARSUL)</p><p>Dentro dos pressupostos teóricos da Sociolinguística pode-se destacar o projeto Variação</p><p>Linguística na Região Sul do Brasil (VARSUL), que tem por objetivo geral a descrição do Português</p><p>falado e escrito de áreas socioculturalmente representativas do Sul do Brasil. Conta com a parceria</p><p>de quatro universidades brasileiras: UFRGS, PUCRS, UFSC e UFPR.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Breve histórico dos estudos linguísticos e sua influência no</p><p>ensino da língua</p><p>No artigo a seguir, leia sobre a história da Linguística. O artigo explica como a língua muda com o</p><p>tempo e, a partir disso, discorre sobre em que medida as teorias influenciaram no que hoje se</p><p>conhece como Sociolinguística.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Noam Chomsky: entenda sua teoria linguística</p><p>No link a seguir, leia a matéria do jornalista Nathan Fernandes, intitulada "Noam Chomsky: entenda</p><p>sua teoria linguística", que mostra como o linguista se tornou um dos maiores intelectuais do</p><p>mundo.</p><p>http://www.varsul.org.br/</p><p>http://books.scielo.org/id/sxg7f/pdf/speranca-9788568334454-03.pdf</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2019/01/noam-chomsky-entenda-sua-teoria-linguistica-e-seu-pensamento-politico.html</p>