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<p>CÓD: SL-045MR-24</p><p>7908433250876</p><p>EXAME NACIONAL PARA CERTIFICAÇÃO</p><p>DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADULTOS</p><p>ENCCEJA</p><p>Ensino Médio</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>PREPARATÓRIA</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Como passar em um concurso público?</p><p>Todos nós sabemos que é um grande desafio ser aprovado em concurso público, dessa maneira é muito importante o concurseiro</p><p>estar focado e determinado em seus estudos e na sua preparação. É verdade que não existe uma fórmula mágica ou uma regra de como</p><p>estudar para concursos públicos, é importante cada pessoa encontrar a melhor maneira para estar otimizando sua preparação.</p><p>Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução</p><p>preparou esta introdução com algumas dicas que irão fazer toda a diferença na sua preparação.</p><p>Então mãos à obra!</p><p>• Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo: a aprovação no concurso. Você vai ter</p><p>que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho;</p><p>• Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você</p><p>tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma</p><p>área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área;</p><p>• Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito,</p><p>determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não</p><p>pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total;</p><p>• Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É</p><p>praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha</p><p>contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo;</p><p>• Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto</p><p>estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque</p><p>refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.</p><p>• Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses</p><p>materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais</p><p>exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame;</p><p>• Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma</p><p>menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é</p><p>tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.</p><p>A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo</p><p>com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.</p><p>Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação</p><p>e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.</p><p>A Solução tem ajudado, há mais de 36 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Vamos juntos!</p><p>ÍNDICE</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Língua Portuguesa</p><p>1. Linguagem verbal, visual e sonora; formas de linguagem .................................................................................................... 9</p><p>2. Comunicação; sistemas de comunicação: publicitário, informativo, artístico e de entretenimento; .................................. 10</p><p>3. Luis de Camões; ................................................................................................................................................................... 15</p><p>4. Machado de Assis; ............................................................................................................................................................... 16</p><p>5. Fernando Pessoa; ................................................................................................................................................................. 18</p><p>6. Martins Pena; ....................................................................................................................................................................... 20</p><p>7. Cultura literária; ................................................................................................................................................................... 21</p><p>8. O que é um texto; ................................................................................................................................................................ 21</p><p>9. Função narrativa; características da narrativa; função expositiva; texto dissertativo; texto jornalístico; texto instrucional;</p><p>função persuasiva; carta argumentativa; ............................................................................................................................. 24</p><p>10. Variação linguística .............................................................................................................................................................. 31</p><p>11. Norma culta; ........................................................................................................................................................................ 32</p><p>12. Meios de comunicação; ........................................................................................................................................................ 33</p><p>Língua Estrangeira</p><p>1. a presença de várias línguas no nosso cotidiano; semelhanças e diferenças entre as línguas; os produtos culturais estrangei-</p><p>ros .............................................................................................................................................................................................. 41</p><p>Educação Física</p><p>2. as transformações do movimento ............................................................................................................................................. 77</p><p>3. a cultura do esporte ................................................................................................................................................................... 78</p><p>4. os benefícios do movimento ...................................................................................................................................................... 79</p><p>5. a influência do esporte .............................................................................................................................................................. 79</p><p>Educação Artística</p><p>1. relação entre arte e beleza; o belo e os meios de comunicação ............................................................................................... 83</p><p>2. o nascimento da arte ................................................................................................................................................................. 83</p><p>3. Brasil pré-histórico ..................................................................................................................................................................... 84</p><p>4. rituais e magias; Brasil, arte e religiosidade ...............................................................................................................................</p><p>em nosso país. Durante sua curta</p><p>vida (33 anos), escreveu cerca de 30 peças teatrais.</p><p>Trabalhou também como diplomata e crítico teatral, entre</p><p>1846 e 1847, no Jornal do Comércio.</p><p>Sua principal obra foi a peça teatral O juiz de paz na roça (1838),</p><p>representada pela primeira vez nesse mesmo ano, no Teatro de São</p><p>Pedro de Alcântara.</p><p>Luís Carlos Martins Pena (nome completo) nasceu na cidade do</p><p>Rio de Janeiro, em 5 de novembro de 1815. Faleceu na cidade de</p><p>Lisboa, aos 33 anos, em 7 de dezembro de 1848.</p><p>Formação acadêmica:</p><p>- Formou-se em Comércio em 1835.</p><p>- Estudo Arquitetura, Desenho e Música na Academia Imperial</p><p>de Belas Artes, no Rio de Janeiro.</p><p>Movimento literário que pertenceu:</p><p>- Romantismo</p><p>Principais características de seu estilo literário:</p><p>- Forte presença, em suas peças, de humor e ironia.</p><p>- Retratou os infortúnios da sociedade brasileira, da primeira</p><p>metade do século XIX, assim como suas instituições (principalmen-</p><p>te a família, a política e as relações sociais).</p><p>- Se destacou, principalmente, na produção de comédias e far-</p><p>sas.</p><p>- Retratou, em suas peças, principalmente as pessoas comuns</p><p>da área urbana e da zona rural.</p><p>- Os costumes, problemas e a cultura da época também são</p><p>retratados, de forma brilhante, em suas obras: festas urbanas e ru-</p><p>rais, casamentos, cultos, casos de família, disputas por heranças,</p><p>intrigas e dotes.</p><p>Principais obras para o teatro de Martins Pena:</p><p>- O juiz de paz na roça (1838) – comédia</p><p>- O namorador ou A noite de São João (1845) - comédia</p><p>- A barriga do meu tio (1846)</p><p>- Os meirinhos (1846)</p><p>- As desgraças de uma criança (1846)</p><p>- O noviço (1853) - comédia</p><p>- Os dois ou O inglês maquinista (1871)</p><p>- O judas em sábado de Aleluia (1844) - comédia</p><p>- O diletante (1846)</p><p>- O caixeiro da taverna (1847)</p><p>- Os irmãos das almas (1847)</p><p>- Quem casa quer casa (1847)</p><p>- Comédias (1898)</p><p>Você sabia?</p><p>- Na cidade de Brasília (Distrito Federal) existe um teatro cha-</p><p>mado Martins Pena, nome dado em homenagem a esse grande dra-</p><p>maturgo brasileiro.</p><p>- Em função de sua importância na história da dramaturgia bra-</p><p>sileira, Martins Pena é chamado de o “Molière brasileiro”. O fran-</p><p>cês Molière foi um dos grandes dramaturgos da história do teatro</p><p>mundial.</p><p>- A obra de Martins Pena teve importante influência na obra do</p><p>dramaturgo e poeta brasileiro Artur Azevedo (1855-1908).</p><p>- Martins Pena é o patrono da cadeira de número 29 da ABL</p><p>(Academia Brasileira de Letras).</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>21</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>MARTINS PENA</p><p>Fonte: Disponível em: https://www.suapesquisa.com/literatu-</p><p>rabrasil/martins_pena.htm.Acesso em: 03.abr.2023.</p><p>CULTURA LITERÁRIA</p><p>Prezado Candidato, o tema acima supracitado, já foi abordado</p><p>em tópicos anteriores.</p><p>O QUE É UM TEXTO</p><p>Texto é uma produção, verbal ou não verbal, que se constitui</p><p>com algum código, no intuito de comunicar algo a alguém, em de-</p><p>terminado tempo e espaço. Sua definição ampla se deve ao fato de</p><p>também abranger diversos formatos.</p><p>Pode-se compreender o texto verbal, oral e escrito, como uma</p><p>prática social que utiliza estruturas verbais, organizadas e carac-</p><p>terizadas por suas estruturas linguísticas e sua função social, com</p><p>vistas a cumprir um papel pessoal ou coletivo na vida humana. O</p><p>mesmo se aplica aos textos não verbais, também compreendidos</p><p>como uma ação social, diferenciando-se somente em função das</p><p>estruturas e códigos utilizados.</p><p>O que é texto?</p><p>O conceito de texto pode variar a depender da perspectiva te-</p><p>órica adotada para estudá-lo. A palavra texto, ao longo da história,</p><p>foi ganhando diferentes sentidos, de modo que novas construções</p><p>foram compreendidas como tal.</p><p>De acordo com o percusso de investigações sobre o texto, nas</p><p>mais diversas correntes teóricas que se debruçam sobre esse obje-</p><p>to, o conceito foi se modificando e se ampliando. Hoje o texto não</p><p>é considerado uma estrutura pronta, com unidade de sentido com-</p><p>pleta, pois consideram-se também os processos de planejamento,-</p><p>construção e recepção do texto.</p><p>Como consequência dessas reflexões, pode-se concluir que o</p><p>texto é uma atividade comunicativa na qual operam estratégias e</p><p>procedimentos próprios da mente humana e que ele existe, de fato,</p><p>na interação social. O texto é posto em ação no momento da inte-</p><p>ração.</p><p>Isso significa dizer que, toda construção, verbal ou não verbal,</p><p>que se constitui como um ato comunicativo é um texto. O sentido</p><p>do texto se completa no momento da interação, por meio das estra-</p><p>tégias de criação do autor e interpretação do leitor.</p><p>Esse modo de olhar considera os sujeitos envolvidos na intera-</p><p>ção como socialmente atuantes, ou seja, sujeitos que consciente-</p><p>mente utilizam textos para alcançar objetivos práticos, sejam eles a</p><p>transmissão de uma mensagem pessoal, desabafo ou expectativa,</p><p>sejam ações burocráticas que só podem ser realizadas mediante</p><p>textos.</p><p>Além disso, esse conceito de texto abrange todas as comuni-</p><p>cações da vida humana, afinal, todas elas cumprem uma função na</p><p>vida pessoal e/ou social das pessoas</p><p>Características do texto</p><p>Por se manifestarem de inúmeras formas, com estruturas e</p><p>linguagens diferentes, intenções, contextos, público-alvo e autoria</p><p>variáveis, as características do texto não são facilmente listadas.</p><p>Na verdade, cada texto deve ser analisado em suas caracterís-</p><p>ticas individuais. Entretanto, é possível elencar aspectos que devem</p><p>ser observados na caracterização de qualquer texto.</p><p>Linguagem: um dos elementos básicos do texto é a linguagem.</p><p>A depender de qual tipo for utilizado, diferentes textos serão pro-</p><p>duzidos. O que a linguagem visual consegue trabalhar é diferente</p><p>da linguagem escrita, e para cada uma será utilizado um diferente</p><p>método de análise.</p><p>Contexto: também tem influência na estrutura do texto e deve</p><p>ser considerado. Um ambiente pessoal e um ambiente formal pos-</p><p>suem diferentes interferências na escolha das palavras, na variação</p><p>linguística, entre outros fatores.</p><p>Público-alvo: todo texto é construído para um leitor ou grupo</p><p>de leitores específico. Isso significa que, na hora da escrita, o autor</p><p>deve considerar para quem escreve.</p><p>Função sociocomunicativa: todo texto tem uma função social</p><p>e comunicativa. É possível que alguns textos, como diários, sejam</p><p>escritos sem uma função coletiva, mas cumprem uma função sub-</p><p>jetiva na vida do indivíduo. Assim, todo texto possui uma função, a</p><p>qual interfere na sua estratégia de construção.</p><p>Fonte: Disponível em: https://www.portugues.com.br/reda-</p><p>cao/texto.html.Acesso em: 03.abr.2023.</p><p>COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</p><p>Definição Geral</p><p>Embora correlacionados, esses conceitos se distinguem, pois</p><p>sempre que compreendemos adequadamente um texto e o objeti-</p><p>vo de sua mensagem, chegamos à interpretação, que nada mais é</p><p>do que as conclusões específicas. Exemplificando, sempre que nos</p><p>é exigida a compreensão de uma questão em uma avaliação, a res-</p><p>posta será localizada no próprio no texto, posteriormente, ocorre</p><p>a interpretação, que é a leitura e a conclusão fundamentada em</p><p>nossos conhecimentos prévios.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>2222</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Compreensão de Textos</p><p>Resumidamente, a compreensão textual consiste na análise do</p><p>que está explícito no texto, ou seja, na identificação da mensagem.</p><p>É assimilar (uma devida coisa) intelectualmente, fazendo uso da</p><p>capacidade de entender, atinar, perceber, compreender. Compre-</p><p>ender um texto é apreender de forma objetiva a mensagem trans-</p><p>mitida por ele. Portanto, a compreensão textual envolve a decodi-</p><p>ficação da mensagem que é feita pelo leitor. Por exemplo, ao ouvir-</p><p>mos uma notícia, automaticamente compreendemos a mensagem</p><p>transmitida por ela, assim como o seu propósito comunicativo, que</p><p>é informar o ouvinte sobre um determinado evento.</p><p>Interpretação de Textos</p><p>É o entendimento relacionado ao conteúdo, ou melhor, os re-</p><p>sultados aos quais chegamos por meio da associação das ideias e,</p><p>em razão disso, sobressai ao texto. Resumidamente, interpretar é</p><p>decodificar o sentido de um texto por indução.</p><p>A interpretação de</p><p>textos compreende a habilidade de se che-</p><p>gar a conclusões específicas após a leitura de algum tipo de texto,</p><p>seja ele escrito, oral ou visual.</p><p>Grande parte da bagagem interpretativa do leitor é resultado</p><p>da leitura, integrando um conhecimento que foi sendo assimilado</p><p>ao longo da vida. Dessa forma, a interpretação de texto é subjetiva,</p><p>podendo ser diferente entre leitores.</p><p>Exemplo de compreensão e interpretação de textos</p><p>Para compreender melhor a compreensão e interpretação de</p><p>textos, analise a questão abaixo, que aborda os dois conceitos em</p><p>um texto misto (verbal e visual):</p><p>FGV > SEDUC/PE > Agente de Apoio ao Desenvolvimento Escolar</p><p>Especial > 2015</p><p>Português > Compreensão e interpretação de textos</p><p>A imagem a seguir ilustra uma campanha pela inclusão social.</p><p>“A Constituição garante o direito à educação para todos e a</p><p>inclusão surge para garantir esse direito também aos alunos com</p><p>deficiências de toda ordem, permanentes ou temporárias, mais ou</p><p>menos severas.”</p><p>A partir do fragmento acima, assinale a afirmativa incorreta.</p><p>(A) A inclusão social é garantida pela Constituição Federal de</p><p>1988.</p><p>(B) As leis que garantem direitos podem ser mais ou menos</p><p>severas.</p><p>(C) O direito à educação abrange todas as pessoas, deficientes</p><p>ou não.</p><p>(D) Os deficientes temporários ou permanentes devem ser in-</p><p>cluídos socialmente.</p><p>(E) “Educação para todos” inclui também os deficientes.</p><p>Comentário da questão:</p><p>Em “A” – Errado: o texto é sobre direito à educação, incluindo</p><p>as pessoas com deficiência, ou seja, inclusão de pessoas na socie-</p><p>dade.</p><p>Em “B” – Certo: o complemento “mais ou menos severas” se</p><p>refere à “deficiências de toda ordem”, não às leis.</p><p>Em “C” – Errado: o advérbio “também”, nesse caso, indica a</p><p>inclusão/adição das pessoas portadoras de deficiência ao direito à</p><p>educação, além das que não apresentam essas condições.</p><p>Em “D” – Errado: além de mencionar “deficiências de toda or-</p><p>dem”, o texto destaca que podem ser “permanentes ou temporá-</p><p>rias”.</p><p>Em “E” – Errado: este é o tema do texto, a inclusão dos defi-</p><p>cientes.</p><p>Resposta: Letra B.</p><p>TIPOS DE TEXTO</p><p>Definição Geral: as tipologia textuais classificam os textos de</p><p>acordo com seus aspectos linguísticos, em termos de estruturação</p><p>e apresentação. Também podem ser denominados tipos textuais,</p><p>modo textual ou ainda de organização do discurso, essas categori-</p><p>zações consistem em formas distintas sob as quais um texto pode</p><p>ser apresentado, com fins de responder a diferentes propósitos co-</p><p>municativos.</p><p>Critérios utilizados pela tipologia textual: elementos sintáti-</p><p>cos, objetivo da comunicação, vocabulário, estrutura, construções</p><p>frásicas, linguagem, emprego dos tempos verbais, modo de intera-</p><p>ção com o leitor, conexões lógicas, entre outros.</p><p>Objetivos comunicativos: os elementos que compõem um</p><p>texto diversificam-se conforme a finalidade do texto, que pode ser</p><p>narrar, argumentar, informar, descrever e etc.</p><p>Os tipos de texto: de acordo com as tipologias textuais, um</p><p>texto pode ser narrativo, descritivo, dissertativo (argumentativo e</p><p>expositivo) ou explicativo (prescritivo e injuntivo).</p><p>Tipologia textual x gênero textual: são dois modos de classifi-</p><p>cação de um texto que se baseiam em critérios distintos. Enquanto</p><p>o gênero textual se dedica aos aspectos formais (modelo de apre-</p><p>sentação do texto e função social), as tipologias textuais têm seu</p><p>foco na estrutura linguística de um texto, na organização do discur-</p><p>so e suas características morfossintáticas.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>23</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>— Texto dialogal</p><p>Essa tipologia apresenta um diálogo entre, pelo menos, dois</p><p>locutores. O que difere essa classe da narração é o fato de que, no</p><p>texto dialogal, o narrador não é obrigatório e, nos casos em que ele</p><p>se apresenta, sua função se limita a introduzir o diálogo; este, por</p><p>sua vez, se dará na primeira pessoa. Os principais gêneros textuais</p><p>que se enquadram nessa tipologia são: peças de teatro, debates,</p><p>entrevistas, conversas em aplicativos eletrônicos.</p><p>As principais características do texto dialogal:</p><p>– Predomínio dos verbos na primeira pessoa do singular;</p><p>– Discurso direto: emprego de verbos elocutivos e dos sinais</p><p>dois-pontos, aspas ou travessões para, respectivamente, indicar o</p><p>princípio de uma fala ou para marcá-las;</p><p>– Traços na linguagem oral.</p><p>— Texto explicativo</p><p>A finalidade básica dessa tipologia é instruir o leitor em relação</p><p>a um procedimento específico. Para isso, o texto expõe informações</p><p>que prepara o leitor para agir conforme uma determinada condu-</p><p>ta. Essa tipologia se divide dois subtipos:</p><p>– Texto explicativo prescritivo: exige que o leitor se conduza de</p><p>um modo determinado. Ex.: editais de concursos, leis e cláusulas</p><p>contratuais.</p><p>– Texto explicativo injuntivo: permite que o leitor proceda com</p><p>certa autonomia. Ex.: manuais de instruções, receitas culinárias e</p><p>bulas.</p><p>INTERTEXTUALIDADE</p><p>— Definições gerais</p><p>Intertextualidade é, como o próprio nome sugere, uma relação</p><p>entre textos que se exerce com a menção parcial ou integral de ele-</p><p>mentos textuais (formais e/ou semânticos) que fazem referência a</p><p>uma ou a mais produções pré-existentes; é a inserção em um texto</p><p>de trechos extraídos de outros textos. Esse diálogo entre textos não</p><p>se restringe a textos verbais (livros, poemas, poesias, etc.) e envol-</p><p>ve, também composições de natureza não verbal (pinturas, escul-</p><p>turas, etc.) ou mista (filmes, peças publicitárias, música, desenhos</p><p>animados, novelas, jogos digitais, etc.).</p><p>— Intertextualidade Explícita x Implícita</p><p>– Intertextualidade explícita: é a reprodução fiel e integral</p><p>da passagem conveniente, manifestada aberta e diretamente nas</p><p>palavras do autor. Em caso de desconhecimento preciso sobre a</p><p>obra que originou a referência, o autor deve fazer uma prévia da</p><p>existência do excerto em outro texto, deixando a hipertextualidade</p><p>evidente.</p><p>As características da intertextualidade explícita são:</p><p>– Conexão direta com o texto anterior;</p><p>– Obviedade, de fácil identificação por parte do leitor, sem ne-</p><p>cessidade de esforço ou deduções;</p><p>– Não demanda que o leitor tenha conhecimento preliminar</p><p>do conteúdo;</p><p>– Os elementos extraídos do outro texto estão claramente</p><p>transcritos e referenciados.</p><p>– Intertextualidade explícita direta e indireta: em textos aca-</p><p>dêmicos, como dissertações e monografias, a intertextualidade ex-</p><p>plícita é recorrente, pois a pesquisa acadêmica consiste justamente</p><p>na contribuição de novas informações aos saberes já produzidos.</p><p>Ela ocorre em forma de citação, que, por sua vez, pode ser direta,</p><p>com a transcrição integral (cópia) da passagem útil, ou indireta, que</p><p>é uma clara exploração das informações, mas sem transcrição, re-e-</p><p>laborada e explicada nas palavras do autor.</p><p>– Intertextualidade implícita: esse modo compreende os tex-</p><p>tos que, ao aproveitarem conceitos, dados e informações presentes</p><p>em produções prévias, não fazem a referência clara e não reprodu-</p><p>zem integralmente em sua estrutura as passagens envolvidas. Em</p><p>outras palavras, faz-se a menção sem revelá-la ou anunciá-la. De</p><p>qualquer forma, para que se compreenda o significado da relação</p><p>estabelecida, é indispensável que o leitor seja capaz de reconhecer</p><p>as marcas intertextuais e, em casos mais específicos, ter lido e com-</p><p>preendido o primeiro material. As características da intertextualida-</p><p>de implícita são: conexão indireta com o texto fonte; o leitor não a</p><p>reconhece com facilidade; demanda conhecimento prévio do leitor;</p><p>exigência de análise e deduções por parte do leitor; os elementos</p><p>do texto pré-existente não estão evidentes na nova estrutura.</p><p>— Tipos de Intertextualidade</p><p>1 – Paródia: é o processo de intertextualidade que faz uso da</p><p>crítica ou da ironia, com a finalidade de subverter o sentido original</p><p>do texto. A modificação ocorre apenas no conteúdo, enquanto a</p><p>estrutura permanece inalterada. É muito comum nas músicas, no</p><p>cinema e em espetáculos de humor. Observe o exemplo da primei-</p><p>ra estrofe do poema “Vou-me embora pra Pasárgada”, de Manuel</p><p>Bandeira:</p><p>TEXTO ORIGINAL</p><p>“Vou-me embora para Pasárgada</p><p>Lá sou amigo do rei</p><p>Lá tenho a mulher que eu quero</p><p>Na cama que escolherei?”</p><p>PARÓDIA DE MILLÔR FERNANDES</p><p>“Que Manoel Bandeira me perdoe, mas vou-me embora de Pasár-</p><p>gada</p><p>Sou inimigo do Rei</p><p>Não tenho nada que eu quero</p><p>Não tenho e nunca terei”</p><p>2 – Paráfrase: aqui, ocorre a reafirmação sentido do texto ini-</p><p>cial, porém, a estrutura da nova produção nada tem a ver com a</p><p>primeira. É a reprodução de um texto com as palavras de quem</p><p>escreve o novo texto, isto é, os conceitos do primeiro texto são</p><p>preservados, porém, são relatados de forma diferente. Exemplos:</p><p>observe as frases originais e suas respectivas paráfrases:</p><p>“Deus ajuda quem cedo madruga” – A professora ajuda quem</p><p>muito estuda.</p><p>“To be or not to be, that is the question” – Tupi or not tupi,</p><p>that is the question.</p><p>3 – Alusão: é a referência, em um novo texto, de uma dada</p><p>obra, situação ou personagem já retratados em textos anteriores,</p><p>de forma simples, objetiva e sem quaisquer aprofundamentos. Veja</p><p>o exemplo a seguir:</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>2424</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>“Isso é presente de grego” – alusão à mitologia em que os</p><p>troianos caem em armadilhada armada pelos gregos durante a</p><p>Guerra de Troia.</p><p>4 – Citação: trata-se da reescrita literal de um texto, isto é, con-</p><p>siste em extrair o trecho útil de um texto e copiá-lo em outro. A</p><p>citação está sempre presente em trabalhos científicos, como arti-</p><p>gos, dissertações e teses. Para que não configure plágio (uma falta</p><p>grave no meio acadêmico e, inclusive, sujeita a processo judicial), a</p><p>citação exige a indicação do autor original e inserção entre aspas.</p><p>Exemplo:</p><p>“Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transfor-</p><p>ma.”</p><p>(Lavoisier, Antoine-Laurent, 1773).</p><p>5 – Crossover: com denominação em inglês que significa “cru-</p><p>zamento”, esse tipo de intertextualidade tem sido muito explorado</p><p>nas mídias visuais e audiovisuais, como televisão, séries e cinema.</p><p>Basicamente, é a inserção de um personagem próprio de um uni-</p><p>verso fictício em um mundo de ficção diferente. Freddy & Jason” é</p><p>um grande crossover do gênero de horror no cinema.</p><p>Exemplo:</p><p>Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br</p><p>6) Epígrafe: é a transição de uma pequena passagem do texto</p><p>de origem na abertura do texto corrente. Em geral, a epígrafe está</p><p>localizada no início da página, à direita e em itálico. Mesmo sendo</p><p>uma passagem “solta”, esse tipo de intertextualidade está sempre</p><p>relacionado ao teor do novo texto.</p><p>Exemplo:</p><p>“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu,</p><p>mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre</p><p>aquilo que todo mundo vê.”</p><p>Arthur Schopenhause</p><p>FUNÇÃO NARRATIVA; CARACTERÍSTICAS DA NARRATIVA;</p><p>FUNÇÃO EXPOSITIVA; TEXTO DISSERTATIVO; TEXTO JOR-</p><p>NALÍSTICO; TEXTO INSTRUCIONAL; FUNÇÃO PERSUASIVA;</p><p>CARTA ARGUMENTATIVA;</p><p>Na hora de escrever, é necessário pensar qual a situação de</p><p>escrita proposta. Diversas são as situações de comunicação e seu</p><p>texto pode se estruturar de diversas maneiras de acordo com a situ-</p><p>ação e com o objetivo de comunicação.</p><p>Existem situações comunicativas em que a linguagem é usada</p><p>de uma forma mais padronizada. Por exemplo, quando você precisa</p><p>ensinar alguém a fazer um bolo, a linguagem aparece quase sem-</p><p>pre na forma de uma receita. Se a intenção for anunciar ou vender</p><p>um determinado produto utilizamos anúncios publicitários. Se o</p><p>objetivo for, no entanto, relatar para a população um fato ocorrido,</p><p>recorremos à notícia. Ou seja, quantas forem as situações de comu-</p><p>nicação, assim serão as diversas formas de uso da linguagem.</p><p>Há aquelas constituídas pelo verbal (representadas na imagem</p><p>pelo livro, pela pena e o papel), outras pelo visual (representadas na</p><p>imagem pela câmera fotográfica, pela paleta e o pincel, pelas más-</p><p>caras do teatro mudo), aquelas constituídas pelo vocal (representa-</p><p>das na imagem pela nota musical, pelas imagens de instrumento),</p><p>e ainda as constituídas pela junção dessas três linguagens (repre-</p><p>sentadas pelo cinema e pelo teatro). Em cada uma dessas situações</p><p>a linguagem se comporta de formas características, com forma e</p><p>conteúdo específicos.</p><p>Esses textos mais cristalizados que utilizamos recorrentemente</p><p>em nosso cotidiano de acordo com as situações diversas de comu-</p><p>nicação são chamados de gêneros textuais. Eles dizem respeito a</p><p>forma como a língua é estruturada nos textos nas interações em</p><p>sociedade.</p><p>Ao longo do tempo, de acordo com as diversas situações sócio-</p><p>-comunicativas-culturais, são elaborados diferentes gêneros. Cada</p><p>um possui uma forma de organização da linguagem, com conteú-</p><p>do (assunto) característico daquele tipo de situação comunicativa e</p><p>pode estar mais aberto ou mais fechado ao estilo (marca pessoal)</p><p>de escrita do autor.</p><p>. É importante lembrar que um texto não precisa ter apenas um</p><p>gênero textual, porém há apenas um que se sobressai. Os textos,</p><p>tanto orais quanto escritos, que têm o objetivo de estabelecer al-</p><p>gum tipo de comunicação, possuem algumas características básicas</p><p>que fazem com que possamos saber em qual gênero textual o texto</p><p>se encaixa. Algumas dessas características são: o tipo de assunto</p><p>abordado, quem está falando, para quem está falando, qual a fi-</p><p>nalidade do texto, qual o tipo do texto (narrativo, argumentativo,</p><p>instrucional, etc.).</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>25</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Distinguindo</p><p>Existem diferentes nomenclaturas2 relacionadas à questão dos</p><p>gêneros, porém nem todas se referem a mesma coisa. É essencial</p><p>saber distinguir o que é gênero textual, gênero literário e tipo tex-</p><p>tual. Cada uma dessas classificações é referente aos textos, porém</p><p>é preciso ter atenção, cada uma possui um significado totalmente</p><p>diferente da outra. Veja uma breve descrição do que é um gênero</p><p>literário e um tipo textual:</p><p>Gênero Textuais: referem-se às formas de organização dos tex-</p><p>tos de acordo com as diferentes situações de comunicação. Podem</p><p>ocorrer nas diferentes esferas de comunicação (literária, jornalísti-</p><p>ca, digital, judiciária, entre outras). São exemplos de gêneros textu-</p><p>ais: romance, conto, receita, notícia, bula de remédio.</p><p>Gênero Literário – são os gêneros textuais em que a consti-</p><p>tuição da forma, a aplicação do estilo autoral e a organização da</p><p>linguagem possuem uma preocupação estética. São classificados de</p><p>acordo com a sua forma, podendo ser do gênero lírico, dramático</p><p>ou épico. Pode-se afirmar que todo gênero literário é um gênero</p><p>textual, mas nem todo gênero textual é um gênero literário.</p><p>Tipo Textual - é a forma como a linguagem se estrutura dentro</p><p>de cada um dos gêneros. Refere-se ao emprego dos verbos, poden-</p><p>do ser classificado como narrativo, descritivo, expositivo, dissertati-</p><p>vo-argumentativo, injuntivo, preditivo e dialogal. Cada uma dessas</p><p>classificações varia de acordo como o texto se apresenta e com a</p><p>finalidade para o qual foi escrito.</p><p>Exporemos abaixo os gêneros discursivos mais comuns. Cada</p><p>um dos gêneros são agrupados segundo a predominância do tipo</p><p>textual.</p><p>Gêneros textuais predominantemente do tipo textual narra-</p><p>tivo</p><p>Romance</p><p>É um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem</p><p>definidosl. Pode ter partes em que o tipo narrativo dá lugar ao des-</p><p>critivo em função da caracterização de personagens e lugares. As</p><p>ações são mais extensas e complexas. Pode contar as façanhas de</p><p>um herói em uma história de amor vivida por ele e uma mulher,</p><p>muitas vezes, “proibida” para ele. Entretanto, existem romances</p><p>com diferentes temáticas: romances históricos (tratam de fatos li-</p><p>gados a períodos históricos), romances psicológicos (envolvem as</p><p>reflexões e conflitos internos de um personagem), romances sociais</p><p>(retratam comportamentos de uma parcela da sociedade com vis-</p><p>tas a realização de uma crítica social). Para exemplo, destacamos</p><p>os seguintes romancistas brasileiros: Machado de Assis, Guimarães</p><p>Rosa, Eça de Queiroz, entre outros.</p><p>Conto</p><p>É um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa,</p><p>que conta situações rotineiras, anedotas e até</p><p>folclores. Inicialmen-</p><p>te, fazia parte da literatura oral. Boccacio foi o primeiro a reproduzi-</p><p>-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão.</p><p>2 O gênero textual também pode ser denominado de gênero discursivo.</p><p>Essa nomenclatura se altera de acordo com a perspectiva teórica, sendo que</p><p>em uma as questões discursivas ideológicas e sociais são levadas mais em</p><p>consideração, enquanto em outra há um enfoque maior na forma. Nesse momento</p><p>não trabalharemos com essa diferença.</p><p>Ele é um gênero da esfera literária e se caracteriza por ser uma</p><p>narrativa densa e concisa, a qual se desenvolve em torno de uma</p><p>única ação. Geralmente, o leitor é colocado no interior de uma ação</p><p>já em desenvolvimento. Não há muita especificação sobre o antes</p><p>e nem sobre o depois desse recorte que é narrado no conto. Há a</p><p>construção de uma tensão ao longo de todo o conto.</p><p>Diversos contos são desenvolvidos na tipologia textual narrati-</p><p>va: conto de fadas, que envolve personagens do mundo da fantasia;</p><p>contos de aventura, que envolvem personagens em um contexto</p><p>mais próximo da realidade; contos folclóricos (conto popular); con-</p><p>tos de terror ou assombração, que se desenrolam em um contexto</p><p>sombrio e objetivam causar medo no expectador; contos de misté-</p><p>rio, que envolvem o suspense e a solução de um mistério.</p><p>Fábula</p><p>É um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil. As</p><p>personagens principais não são humanos e a finalidade é transmitir</p><p>alguma lição de moral.</p><p>Novela</p><p>É um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevi-</p><p>dade do romance e a brevidade do conto. Esse gênero é constituído</p><p>por uma grande quantidade de personagens organizadas em dife-</p><p>rentes núcleos, os quais nem sempre convivem ao longo do enredo.</p><p>Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista,</p><p>de Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka.</p><p>Crônica</p><p>É uma narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com</p><p>linguagem coloquial. Pode ter um tom humorístico ou um toque de</p><p>crítica indireta, especialmente, quando aparece em seção ou arti-</p><p>go de jornal, revistas e programas da TV. Há na literatura brasileira</p><p>vários cronistas renomados, dentre eles citamos para seu conhe-</p><p>cimento: Luís Fernando Veríssimo, Rubem Braga, Fernando Sabido</p><p>entre outros.</p><p>Diário</p><p>É escrito em linguagem informal, sempre consta a data e não</p><p>há um destinatário específico, geralmente, é para a própria pessoa</p><p>que está escrevendo, é um relato dos acontecimentos do dia. O</p><p>objetivo desse tipo de texto é guardar as lembranças e em alguns</p><p>momentos desabafar. Veja um exemplo:</p><p>“Domingo, 14 de junho de 1942</p><p>Vou começar a partir do momento em que ganhei você, quando</p><p>o vi na mesa, no meio dos meus outros presentes de aniversário. (Eu</p><p>estava junto quando você foi comprado, e com isso eu não contava.)</p><p>Na sexta-feira, 12 de junho, acordei às seis horas, o que não é</p><p>de espantar; afinal, era meu aniversário. Mas não me deixam le-</p><p>vantar a essa hora; por isso, tive de controlar minha curiosidade até</p><p>quinze para as sete. Quando não dava mais para esperar, fui até a</p><p>sala de jantar, onde Moortje (a gata) me deu as boas-vindas, esfre-</p><p>gando-se em minhas pernas.”</p><p>Trecho retirado do livro “Diário de Anne Frank”.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>2626</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Gêneros textuais predominantemente do tipo textual descri-</p><p>tivo</p><p>Currículo</p><p>É um gênero predominantemente do tipo textual descritivo.</p><p>Nele são descritas as qualificações e as atividades profissionais de</p><p>uma determinada pessoa.</p><p>Laudo</p><p>É um gênero predominantemente do tipo textual descritivo.</p><p>Sua função é descrever o resultado de análises, exames e perícias,</p><p>tanto em questões médicas como em questões técnicas.</p><p>Outros exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos</p><p>descritivos são: folhetos turísticos; cardápios de restaurantes; clas-</p><p>sificados; etc.</p><p>Gêneros textuais predominantemente do tipo textual expo-</p><p>sitivo</p><p>Resumos e Resenhas</p><p>O autor faz uma descrição breve sobre a obra (pode ser cine-</p><p>matográfica, musical, teatral ou literária) a fim de divulgar este tra-</p><p>balho de forma resumida.</p><p>Na verdade resumo e/ou resenha é uma análise sobre a obra,</p><p>com uma linguagem mais ou menos formal, geralmente os rese-</p><p>nhistas são pessoas da área devido o vocabulário específico, são</p><p>estudiosos do assunto, e podem influenciar a venda do produto de-</p><p>vido a suas críticas ou elogios.</p><p>Verbete de dicionário</p><p>Gênero predominantemente expositivo. O objetivo é expor</p><p>conceitos e significados de palavras de uma língua.</p><p>Relatório Científico</p><p>Gênero predominantemente expositivo. Descreve etapas de</p><p>pesquisa, bem como caracteriza procedimentos realizados.</p><p>Conferência</p><p>Predominantemente expositivo. Pode ser argumentativo tam-</p><p>bém. Expõe conhecimentos e pontos de vistas sobre determinado</p><p>assunto. Gênero executado, muitas vezes, na modalidade oral.</p><p>Outros exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos</p><p>expositivos são: enciclopédias; resumos escolares; etc.</p><p>Gêneros textuais pertencentes aos textos argumentativos</p><p>Artigo de Opinião</p><p>É comum3 encontrar circulando no rádio, na TV, nas revistas,</p><p>nos jornais, temas polêmicos que exigem uma posição por parte</p><p>dos ouvintes, espectadores e leitores, por isso, o autor geralmen-</p><p>te apresenta seu ponto de vista sobre o tema em questão através</p><p>do artigo de opinião.</p><p>Nos tipos textuais argumentativos, o autor geralmente tem</p><p>a intenção de convencer seus interlocutores e, para isso, precisa</p><p>apresentar bons argumentos, que consistem em verdades e opini-</p><p>ões.</p><p>3 http://www.odiarioonline.com.br/noticia/43077/VENDEDOR-BRASILEIRO-</p><p>ESTA-MENOS-SIMPATICO</p><p>O artigo de opinião é fundamentado em impressões pessoais</p><p>do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar.</p><p>Discurso Político</p><p>O discurso político4 é um texto argumentativo, fortemente per-</p><p>suasivo, em nome do bem comum, alicerçado por pontos de vista</p><p>do emissor ou de enunciadores que representa, e por informações</p><p>compartilhadas que traduzem valores sociais, políticos, religiosos</p><p>e outros. Frequentemente, apresenta-se como uma fala coletiva</p><p>que procura sobrepor-se em nome de interesses da comunidade</p><p>e constituir norma de futuro. Está inserido numa dinâmica social</p><p>que constantemente o altera e ajusta a novas circunstâncias. Em</p><p>períodos eleitorais, a sua maleabilidade permite sempre uma res-</p><p>posta que oscila entre a satisfação individual e os grandes objetivos</p><p>sociais da resolução das necessidades elementares dos outros.</p><p>Hannah Arendt (em The Human Condition) afirma que o dis-</p><p>curso político tem por finalidade a persuasão do outro, quer para</p><p>que a sua opinião se imponha, quer para que os outros o admirem.</p><p>Para isso, necessita da argumentação, que envolve o raciocínio, e</p><p>da eloquência da oratória, que procura seduzir recorrendo a afetos</p><p>e sentimentos.</p><p>O discurso político é, provavelmente, tão antigo quanto a vida</p><p>do ser humano em sociedade. Na Grécia antiga, o político era o</p><p>cidadão da “pólis” (cidade, vida em sociedade), que, responsável</p><p>pelos negócios públicos, decidia tudo em diálogo na “agora” (praça</p><p>onde se realizavam as assembleias dos cidadãos), mediante pala-</p><p>vras persuasivas. Daí o aparecimento do discurso político, baseado</p><p>na retórica e na oratória, orientado para convencer o povo.</p><p>O discurso político implica um espaço de visibilidade para o ci-</p><p>dadão, que procura impor as suas ideias, os seus valores e projetos,</p><p>recorrendo à força persuasiva da palavra, instaurando um processo</p><p>de sedução, através de recursos estéticos como certas construções,</p><p>metáforas, imagens e jogos linguísticos. Valendo-se da persuasão e</p><p>da eloquência, fundamenta-se em decisões sobre o futuro, prome-</p><p>tendo o que pode ser feito.</p><p>Requerimento</p><p>Predominantemente dissertativo-argumentativo. O requeri-</p><p>mento tem a função de solicitar determinada coisa ou procedimen-</p><p>to. Ele é dissertativo-argumentativo pela presença de argumenta-</p><p>ção com vistas ao convencimento</p><p>Outros exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos</p><p>argumentativos são: abaixo-assinados; manifestos; sermões;</p><p>etc.</p><p>Gêneros textuais predominantemente do tipo textual injun-</p><p>tivo</p><p>Bulas de remédio</p><p>A bula de remédio traz também o tipo textual descritivo. Nela</p><p>aparecem as descrições sobre a composição do remédio bem como</p><p>instruções quanto ao seu uso.</p><p>Manual de instruções</p><p>O manual de instruções tem como objetivo instruir sobre os</p><p>procedimentos de uso ou montagem de um determinado equipa-</p><p>mento.</p><p>4 https://www.infopedia.pt/$discurso-politico</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>27</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos injunti-</p><p>vos são: receitas culinárias, instruções em geral.</p><p>Gêneros textuais predominantemente do tipo textual prescri-</p><p>tivo</p><p>Exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos prescri-</p><p>tivos são: leis; cláusulas contratuais; edital de concursos públicos;</p><p>receitas médicas, etc.</p><p>Outros Exemplos</p><p>Carta</p><p>Esta, dependendo do destinatário pode ser informal, quando é</p><p>destinada a algum amigo ou pessoa com quem se tem intimidade. E</p><p>formal quando destinada a alguém mais culto ou que não se tenha</p><p>intimidade.</p><p>Dependendo do objetivo da carta a mesma terá diferentes es-</p><p>tilos de escrita, podendo ser dissertativa, narrativa ou descritiva. As</p><p>cartas se iniciam com a data, em seguida vem a saudação, o corpo</p><p>da carta e para finalizar a despedida.</p><p>Propaganda</p><p>Este gênero aparece também na forma oral, diferente da maio-</p><p>ria dos outros gêneros. Suas principais características são a lingua-</p><p>gem argumentativa e expositiva, pois a intenção da propaganda é</p><p>fazer com que o destinatário se interesse pelo produto da propa-</p><p>ganda. O texto pode conter algum tipo de descrição e sempre é</p><p>claro e objetivo.</p><p>Notícia</p><p>Este é um dos tipos de texto que é mais fácil de identificar. Sua</p><p>linguagem é narrativa e descritiva e o objetivo desse texto é infor-</p><p>mar algo que aconteceu.</p><p>A notícia é um dos principais tipos de textos jornalísticos exis-</p><p>tentes e tem como intenção nos informar acerca de determinada</p><p>ocorrência. Bastante recorrente nos meios de comunicação em ge-</p><p>ral, seja na televisão, em sites pela internet ou impresso em jornais</p><p>ou revistas.</p><p>Caracteriza-se por apresentar uma linguagem simples, clara,</p><p>objetiva e precisa, pautando-se no relato de fatos que interessam</p><p>ao público em geral. A linguagem é clara, precisa e objetiva, uma</p><p>vez que se trata de uma informação.</p><p>Editorial</p><p>O editorial é um tipo de texto jornalístico que geralmente apa-</p><p>rece no início das colunas. Diferente dos outros textos que com-</p><p>põem um jornal, de caráter informativo, os editoriais são textos</p><p>opinativos.</p><p>Embora sejam textos de caráter subjetivo, podem apresentar</p><p>certa objetividade. Isso porque são os editoriais que apresentam</p><p>os assuntos que serão abordados em cada seção do jornal, ou seja,</p><p>Política, Economia, Cultura, Esporte, Turismo, País, Cidade, Classifi-</p><p>cados, entre outros.</p><p>Os textos são organizados pelos editorialistas, que expressam</p><p>as opiniões da equipe e, por isso, não recebem a assinatura do au-</p><p>tor. No geral, eles apresentam a opinião do meio de comunicação</p><p>(revista, jornal, rádio, etc.).</p><p>Tanto nos jornais como nas revistas podemos encontrar os edi-</p><p>toriais intitulados como “Carta ao Leitor” ou “Carta do Editor”.</p><p>Em relação ao discurso apresentado, esse costuma se apoiar</p><p>em fatos polêmicos ligados ao cotidiano social. E quando falamos</p><p>em discurso, logo nos atemos à questão da linguagem que, mesmo</p><p>em se tratando de impressões pessoais, o predomínio do padrão</p><p>formal, fazendo com que prevaleça o emprego da 3ª pessoa do sin-</p><p>gular, ocupa lugar de destaque.</p><p>Reportagem</p><p>Reportagem é um texto jornalístico amplamente divulgado nos</p><p>meios de comunicação de massa. A reportagem informa, de modo</p><p>mais aprofundado, fatos de interesse público. Ela situa-se no ques-</p><p>tionamento de causa e efeito, na interpretação e no impacto, so-</p><p>mando as diferentes versões de um mesmo acontecimento.</p><p>A reportagem não possui uma estrutura rígida, mas geralmen-</p><p>te costuma estabelecer conexões com o fato central, anunciado no</p><p>que chamamos de lead. A partir daí, desenvolve-se a narrativa do</p><p>fato principal, ampliada e composta por meio de citações, trechos</p><p>de entrevistas, depoimentos, dados estatísticos, pequenos resu-</p><p>mos, dentre outros recursos. É sempre iniciada por um título, como</p><p>todo texto jornalístico.</p><p>O objetivo de uma reportagem é apresentar ao leitor várias</p><p>versões para um mesmo fato, informando-o, orientando-o e contri-</p><p>buindo para formar sua opinião.</p><p>A linguagem utilizada nesse tipo de texto é objetiva, dinâmi-</p><p>ca e clara, ajustada ao padrão linguístico divulgado nos meios de</p><p>comunicação de massa, que se caracteriza como uma linguagem</p><p>acessível a todos os públicos, mas pode variar de formal para mais</p><p>informal dependendo do público a que se destina. Embora seja im-</p><p>pessoal, às vezes é possível perceber a opinião do repórter sobre os</p><p>fatos ou sua interpretação.5</p><p>Gêneros Textuais e Gêneros Literários</p><p>Conforme o próprio nome indica, os gêneros textuais se refe-</p><p>rem a qualquer tipo de texto, enquanto os gêneros literários se re-</p><p>ferem apenas aos textos literários.</p><p>Os gêneros literários são divisões feitas segundo características</p><p>formais comuns em obras literárias, agrupando-as conforme crité-</p><p>rios estruturais, contextuais e semânticos, entre outros.</p><p>- Gênero lírico;</p><p>- Gênero épico ou narrativo;</p><p>- Gênero dramático.</p><p>Gênero Lírico</p><p>É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no po-</p><p>ema e que nem sempre corresponde à do autor) exprime suas emo-</p><p>ções, ideias e impressões em face do mundo exterior. Normalmente</p><p>os pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e há o predomínio da</p><p>função emotiva da linguagem.</p><p>Elegia</p><p>Um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a mor-</p><p>te é elevada como o ponto máximo do texto. O emissor expressa</p><p>tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte. É um poema</p><p>melancólico. Um bom exemplo é a peça Roan e Yufa, de William</p><p>Shakespeare.</p><p>5 CEREJA, William Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Texto e</p><p>interação. São Paulo, Atual Editora, 2000</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>2828</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Epitalâmia</p><p>Um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites ro-</p><p>mânticas com poemas e cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é</p><p>a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais.</p><p>Ode (ou hino)</p><p>É o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à</p><p>pátria (e aos seus símbolos), às divindades, à mulher amada, ou a</p><p>alguém ou algo importante para ele. O hino é uma ode com acom-</p><p>panhamento musical.</p><p>Idílio (ou écloga)</p><p>Poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem à</p><p>natureza, às belezas e às riquezas que ela dá ao homem. É o poema</p><p>bucólico, ou seja, que expressa o desejo de desfrutar de tais belezas</p><p>e riquezas ao lado da amada (pastora), que enriquece ainda mais</p><p>a paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um idílio com</p><p>diálogos (muito rara).</p><p>Sátira</p><p>É o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém</p><p>ou a algo, em tom sério ou irônico. Tem um forte sarcasmo, pode</p><p>abordar críticas sociais, a costumes de determinada época, assun-</p><p>tos políticos, ou pessoas de relevância social.</p><p>Acalanto</p><p>Canção de ninar.</p><p>Acróstico</p><p>Composição lírica na qual as letras iniciais de cada verso for-</p><p>mam uma palavra ou frase. Ex.:</p><p>Amigos são</p><p>Muitas vezes os</p><p>Irmãos que escolhemos.</p><p>Zelosos, eles nos</p><p>Ajudam e</p><p>Dedicam-se por nós, para que nossa relação seja verdadeira e</p><p>Eterna</p><p>https://www.todamateria.com.br/acrostico/</p><p>Balada</p><p>Uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas</p><p>de amigo (elegias) com ritmo característico e refrão vocal que se</p><p>destinam à dança.</p><p>Canção (ou Cantiga, Trova)</p><p>Poema oral com acompanhamento musical.</p><p>Gazal (ou Gazel)</p><p>Poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente médio.</p><p>Soneto</p><p>É um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quarte-</p><p>tos e dois tercetos.</p><p>Vilancete</p><p>São as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de escár-</p><p>nio e de maldizer); satíricas, portanto.</p><p>Gênero Épico ou Narrativo</p><p>Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos</p><p>eram apenas o épico, o lírico e o dramático. Com o passar dos anos,</p><p>o gênero épico passou a ser considerado apenas uma variante do</p><p>gênero literário narrativo, devido ao surgimento de concepções de</p><p>prosa com características diferentes: o romance, a novela, o conto,</p><p>a crônica, a fábula.</p><p>Épico (ou Epopeia)</p><p>Os textos épicos são geralmente longos e narram histórias de</p><p>um povo ou de uma nação, envolvem aventuras, guerras, viagens,</p><p>gestos heroicos, etc. Normalmente apresentam um tom de exalta-</p><p>ção, isto é, de valorização de seus heróis e seus feitos. Dois exem-</p><p>plos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisseia, de Homero.</p><p>Ensaio</p><p>É um texto literário breve, situado entre o poético e o didático,</p><p>expondo ideias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito de</p><p>certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado.</p><p>Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e</p><p>subjetivo sobre um tema (humanístico, filosófico, político, social,</p><p>cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute em for-</p><p>malidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de</p><p>caráter científico. Exemplo: Ensaio sobre a tolerância, de John Lo-</p><p>cke.</p><p>Gênero Dramático</p><p>Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse</p><p>tipo de texto, não há um narrador contando a história. Ela “aconte-</p><p>ce” no palco, ou seja, é representada por atores, que assumem os</p><p>papéis das personagens nas cenas.</p><p>Tragédia</p><p>É a representação de um fato trágico, suscetível de provocar</p><p>compaixão e terror. Aristóteles afirmava que a tragédia era “uma re-</p><p>presentação duma ação grave, de alguma extensão e completa, em</p><p>linguagem figurada, com atores agindo, não narrando, inspirando</p><p>dó e terror”. Ex.: Romeu e Julieta, de Shakespeare.</p><p>Farsa</p><p>A farsa consiste no exagero do cômico, graças ao emprego de</p><p>processos como o absurdo, as incongruências, os equívocos, a ca-</p><p>ricatura, o humor primário, as situações ridículas e, em especial, o</p><p>engano.</p><p>Comédia</p><p>É a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento</p><p>comum, de riso fácil. Sua origem grega está ligada às festas popu-</p><p>lares.</p><p>Tragicomédia</p><p>Modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômi-</p><p>cos. Originalmente, significava a mistura do real com o imaginário.</p><p>Poesia de cordel</p><p>Texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo</p><p>linguístico e cultural nordestinos, fatos diversos da sociedade e da</p><p>realidade vivida por este povo.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>29</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Discurso Religioso6</p><p>A Análise Crítica do Discurso (ADC) tem como fulcro a aborda-</p><p>gem das relações (internas e recíprocas) entre linguagem e socie-</p><p>dade. Os textos produzidos socialmente em eventos autênticos são</p><p>resultantes da estruturação social da linguagem que os consome</p><p>e os faz circular. Por outro lado, esses mesmos textos são também</p><p>potencialmente transformadores dessa estruturação social da lin-</p><p>guagem, assim como os eventos sociais são tanto resultado quanto</p><p>substrato dessas estruturas sociais.</p><p>O discurso religioso é “aquele em que há uma relação espon-</p><p>tânea com o sagrado” sendo, portanto, “mais informal”; enquanto</p><p>o teológico é o tipo de “discurso em que a mediação entre a alma</p><p>religiosa e o sagrado se faz por uma sistematização dogmática das</p><p>verdades religiosas, e onde o teólogo (...) aparece como aquele que</p><p>faz a relação entre os dois mundos: o mundo hebraico e o mundo</p><p>cristão”, sendo, assim, “mais formal”. Porém, podemos falar em DR</p><p>de maneira globalizante.</p><p>Assim, temos:</p><p>- Desnivelamento, assimetria na relação entre o locutor e o ou-</p><p>vinte – o locutor está no plano espiritual (Deus), e o ouvinte está no</p><p>plano temporal (os adoradores). As duas ordens de mundo são to-</p><p>talmente diferentes para os sujeitos, e essa ordem é afetada por um</p><p>valor hierárquico, por uma desigualdade, por um desnivelamento.</p><p>Deus, o locutor, é imortal, eterno, onipotente, onipresente, onis-</p><p>ciente, em resumo, o todo-poderoso. Os seres humanos, os ouvin-</p><p>tes, são mortais, efêmeros e finitos.</p><p>- Modos de representação. A voz no discurso religioso (DR) se</p><p>fala em seus representantes (Padre, pastor, profeta), essa é uma</p><p>forma de relação simbólica. Essa apropriação ocorre sem explicitar</p><p>os mecanismos de incorporação da voz, aspecto que caracteriza a</p><p>mistificação.</p><p>- O ideal do DR é que o ‘representante’, o que se apropria do</p><p>discurso de Deus’, não o modifique. Ele deve seguir regras restritas</p><p>reguladas pelo texto sagrado, pela Igreja, pelas liturgias. Deve-se</p><p>manter distância entre ‘o dito de Deus’ e ‘o dizer do homem’.</p><p>- A interpretação da palavra de Deus é regulada. “Os sentidos</p><p>não podem ser quaisquer sentidos: o discurso religioso tende forte-</p><p>mente para a monossemia”.</p><p>- Dualismos, as formas da ilusão da reversibilidade: plano hu-</p><p>mano e plano divino; ordem temporal e ordem espiritual; sujeitos e</p><p>Sujeito; homem e Deus. A ilusão ocorre na passagem de um plano</p><p>para outro e pode ter duas direções: de cima para baixo, ou seja,</p><p>de Deus para os homens, momento em que Ele compartilha suas</p><p>propriedades (ministração de sacramentos, bênçãos); de baixo para</p><p>cima, quando o homem se alça a Deus, principalmente, através da</p><p>visão, da profecia. Estas são formas de ‘ultrapassagem’.</p><p>- Escopo do discurso religioso. A fé separa os fiéis dos não-fiéis,</p><p>“os convictos dos não-convictos. Logo, é o parâmetro pelo qual de-</p><p>limita a comunidade e constitui o escopo do discurso religioso em</p><p>suas duas formações características: para os que creem, o discurso</p><p>religioso é uma promessa, para os que não creem é uma ameaça.</p><p>Os discursos religiosos, como já vimos, se mostram com estru-</p><p>turas rígidas quanto aos papéis dos interlocutores (a divindade e os</p><p>seres humanos). Os dogmas sagrados, por exemplos, fé e Deus, são</p><p>6 https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/soletras/article/</p><p>download/4694/3461#:~:text=O%20discurso%20religioso%20%C3%A9%20</p><p>aquele,discurso%20(Orlandi%2C%201996).&text=locutor%20est%C3%A1%20</p><p>no%20plano%20espiritual,plano%20temporal%20(os%20adoradores).</p><p>intocáveis. “Deus define-se (...) a si mesmo como sujeito por exce-</p><p>lência, aquele que é por si e para si (Sou aquele que É) e aquele que</p><p>interpela seu sujeito (...) eis quem tu és: é Pedro.”</p><p>Outros traços do DR se configuram com o uso do imperativo e</p><p>do vocativo – características inerentes de discursos de doutrinação;</p><p>uso de metáforas – explicitadas por paráfrases que indicam a leitura</p><p>apropriada para as metáforas utilizadas; uso de citações no original</p><p>(grego, hebraico, latim) – traduzidas para a língua em uso através de</p><p>perífrases extensas e explicativas em que se busca aproveitar o má-</p><p>ximo o efeito de sentido advindo da língua original; o uso de perfor-</p><p>mativos – uso de verbos em que o ‘dizer’ representa o ‘fazer’; o uso</p><p>de sintagmas cristalizados – usadas em orações e funções fáticas.</p><p>Ainda em relação às unidades textuais, podemos acrescentar o</p><p>uso de determinadas formas simbólicas do DR como as parábolas, a</p><p>utilização de certos temas, como a efemeridade da vida humana, a</p><p>vida eterna, o galardão, entre outros. Acrescenta-se também como</p><p>marca a intertextualidade.</p><p>Discurso Jurídico7</p><p>O discurso legal caracteriza-se como um discurso hierárquico</p><p>e dominante, baseado numa estrutura de exclusão e discriminação</p><p>de várias minorias sociais, como os pobres, os negros, os homos-</p><p>sexuais, as mulheres, etc. A especificidade da linguagem jurídica,</p><p>e as restrições educacionais quanto a quem pode militar na Área</p><p>(advogados, promotores, juízes, etc.), são apenas algumas das es-</p><p>tratégias utilizadas pelo sistema jurídico para manter o discurso le-</p><p>gal inacessível à maioria das pessoas, e desta forma protege-lo de</p><p>análises e críticas.</p><p>Como em todo discurso dominante, as posições de poder cria-</p><p>das para os participantes de textos legais são particularmente assi-</p><p>métricas, como é o caso num julgamento (e.g. entre o juiz e o réu;</p><p>entre o juiz e as testemunhas; etc.). Os juízes, por exemplo, detêm</p><p>um poder especial devido ao seu status social e ao seu acesso privi-</p><p>legiado ao discurso legal</p><p>(são eles que produzem a forma final dos</p><p>textos legais). Portanto, é a visão de mundo do juiz que prevalece</p><p>nas sentenças, em detrimento de outras posições alternativas.</p><p>Além de relações de poder, os textos legais também expressam</p><p>relações de gênero. A lei e a cultura masculina estão intimamen-</p><p>te ligadas; o sistema jurídico é quase que inteiramente dominado</p><p>por homens (só recentemente as mulheres passaram a fazer parte</p><p>de instituições jurídicas) e, de forma geral, ele expressa uma visão</p><p>masculina do mundo. As mulheres que são parte em processos le-</p><p>gais (e.g. reclamantes, rés, testemunhas, etc.) estão expostas a um</p><p>duplo grau de discriminação e exclusão: primeiro, como leigas, elas</p><p>ocupam uma posição desfavorecida se comparadas com militantes</p><p>legais (advogados, juízes, promotores, etc.); segundo, elas são estig-</p><p>matizadas também por serem mulheres, e têm seu comportamento</p><p>social e sexual avaliado e controlado pelo discurso jurídico.</p><p>Discurso Técnico8</p><p>Para o desempenho de tal papel, eles contam com suas carac-</p><p>terísticas intrínsecas, as quais são responsáveis pelo “rótulo” que</p><p>cada tipo textual carrega.</p><p>7 https://periodicos.ufsc.br/index.php/revistacfh/article/</p><p>download/23353/21030/0</p><p>8 https://revistas.ufg.br/lep/article/download/32601/17331/</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>3030</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Tais características se evidenciam formal e funcionalmente e</p><p>são percebidas, de maneira mais ou menos clara pelo leitor/ouvin-</p><p>te. Afinal, todos os tipos de texto têm um público fiel, ao qual se</p><p>destinam.</p><p>Os autores que têm o texto técnico como objeto de estudo con-</p><p>cordam que ele apresenta as seguintes características:</p><p>• Linguagem monossêmica;</p><p>• Vocabulário específico ou léxico especializado;</p><p>• Objetividade;</p><p>• Emprego de voz passiva;</p><p>• Preferência pelo emprego do tempo verbal presente.</p><p>As características apontadas acima coadunam-se com o obje-</p><p>tivo principal de qualquer produção de cunho técnico: transmissão</p><p>de conhecimentos de forma clara e imparcial. Embora a objetivida-</p><p>de e a neutralidade sejam fiéis parceiras do texto técnico, não se</p><p>pode afirmar que esse tipo textual seja isento das marcas de seu</p><p>autor, enquanto produtor de ideias e veiculador de informações.</p><p>Quando há a troca da 3ª pessoa do singular pela 1ª pessoa do plu-</p><p>ral, por exemplo, o autor tem a intenção de conquistar o seu in-</p><p>terlocutor, tornando-o um parceiro “na assunção das informações</p><p>dadas, numa forma de estratégia argumentativa.”</p><p>Todo tipo textual possui a argumentatividade, porém essa apa-</p><p>rece de modo mais intenso e explícito em alguns textos e de modo</p><p>menos intenso e explícito em outros. Para complementar a afirma-</p><p>ção dessas autoras, cita-se Benveniste para o qual, o sujeito está</p><p>sempre presente no texto, não havendo, portanto, texto neutro ou</p><p>imparcial. Percebe-se, então, que o texto técnico possui caracterís-</p><p>ticas que o diferenciam dos demais tipos de textos. No entanto, não</p><p>se deve afirmar que ele seja desprovido de marcas autorais. Tanto</p><p>é verdade, que alguns autores de textos técnicos não dispensam o</p><p>uso de certos advérbios e conjunções, por exemplo, expedientes</p><p>que têm a função de modalizar o discurso.</p><p>A modalização, nesse tipo de texto, pode aparecer de forma</p><p>implícita e/ou explícita. Sob essa última forma, verificam-se o apa-</p><p>recimento de construções específicas, tais como as nominalizações,</p><p>a voz passiva, o emprego de determinadas conjunções e preposi-</p><p>ções.</p><p>Discurso Acadêmico/Científico9</p><p>O texto como objeto abstrato se configura no campo da lin-</p><p>guística como teoria geral. Já discurso é uma realidade de intera-</p><p>ção-enunciação objeto de análises discursivas. Enquanto os textos,</p><p>como objetos concretos, são aqueles que se apresentam completos</p><p>constituídos de um ato de enunciação que visa à interação entre</p><p>produtor e interlocutor. Partindo dessas concepções, percebe- se</p><p>que texto e discurso se complementam, pois, para o autor, “a sepa-</p><p>ração do textual e do discursivo é essencialmente metodológica”,</p><p>o que leva à distinção entre os dois a anular-se. Neste caso, texto e</p><p>discurso são unidades complementares.</p><p>A partir da compreensão de discurso, passa-se a refletir sobre</p><p>o que vem ser discurso científico. Para Guimarães é aquele em que</p><p>“o autor pretende fazer o leitor saber.” Ou seja, a intenção do autor</p><p>é fazer o leitor ou pesquisador saber como os resultados daquela</p><p>pesquisa foram alcançados, dando-lhe oportunidade de repetir os</p><p>procedimentos metodológicos em outras pesquisas similares.</p><p>9 http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4823/</p><p>MARIA%20DE%20F%c3%81TIMA%20RIBEIRO%20DOS%20SANTOS_.</p><p>pdf?sequence=1&isAllowed=y</p><p>Para Carioca, “o discurso científico é a forma de apresentação</p><p>da linguagem que circula na comunidade científica em todo o mun-</p><p>do. Sua formulação depende de uma pesquisa minuciosa e efetiva</p><p>sobre um objeto, que é metodologicamente analisado à luz de uma</p><p>teoria.” Outra posição é que o discurso científico não se dá apenas</p><p>pela comprovação ou refutação do que foi escrito, dá-se também</p><p>pela aceitabilidade dos pares que compõem a comunidade espe-</p><p>cífica.</p><p>Desse modo, pode-se dizer que a estrutura global da comunica-</p><p>ção científica está respaldada em parâmetros normativos referen-</p><p>tes à produção de gêneros e à produção da linguagem, ou seja, o</p><p>discurso acadêmico se estabeleceu dentro de convenções instituí-</p><p>das pela comunidade científica, que, ao longo do tempo, se expres-</p><p>sa por características, como impessoalidade, objetividade, clareza,</p><p>precisão, modéstia, simplicidade, fluência, dentre outros.</p><p>É importante apresentar a posição de Charaudeau sobre a</p><p>problemática entre o discurso informativo (DI) e discurso científico</p><p>(DC). Para o autor, o que eles têm em comum é a problemática da</p><p>prova. “[...] o primeiro se atém essencialmente a uma prova pela</p><p>designação e pela figuração (a ordem da constatação, do testemu-</p><p>nho, do relato de reconstituição dos fatos), o segundo inscreve a</p><p>prova num programa de demonstração racional.”.</p><p>Percebe-se que o interesse principal do discurso informativo é</p><p>transmitir uma verdade através dos fatos. Já o discurso científico se</p><p>impõe pela prova da racionalidade que reside na força da argumen-</p><p>tatividade. E mais, este deve se comprometer com a logicidade das</p><p>ideias para estas se tornem mais convincentes.</p><p>Como se viu, o discurso acadêmico é produzido dentro de uma</p><p>esfera de comunicação relativamente definida chamada de comuni-</p><p>dade científica. Em geral, no ensino superior, vão se encontrar mo-</p><p>delos de discurso acadêmico que já se tornaram consagrados para</p><p>essa comunidade. Na subseção que segue se mostrará especifica-</p><p>mente alguns deles.</p><p>O primeiro modelo, monografia de análise teórica, evidencia</p><p>uma organização de ideias advindas de bibliografias selecionadas</p><p>sobre um determinado assunto. Nesse tipo, pode-se fazer uma aná-</p><p>lise crítica ou comparativa de uma teoria ou modelo já consagrado</p><p>pela comunidade científica. O modelo metodológico indicado pelos</p><p>autores é: escolha do assunto/ delimitação do tema; bibliografia</p><p>pertinente ao tema; levantamento de dados específicos da área sob</p><p>estudo; fundamentação teórica; metodologia e modelos aplicáveis;</p><p>análise e interpretação das informações; conclusões e resultados.</p><p>No segundo modelo, monografia de análise teórico-empírica,</p><p>faz-se uma análise interpretativa de dados primários, com apoio de</p><p>fontes secundárias, passando-se para o teste de hipóteses, mode-</p><p>los ou teorias. A partir dos dados primários e secundários, o autor</p><p>/pesquisador mostrará um trabalho inovador. Quanto ao modelo</p><p>metodológico, tem-se: realidade observável; pergunta problema e</p><p>objetivo proposto; bibliografia e dados secundários; teoria perti-</p><p>nente ao tema (conceitos, técnicas, constructos) e dados secundá-</p><p>rios; instrumentos de pesquisa (questionário); pesquisa empírica;</p><p>análise; conclusões e resultados.</p><p>No terceiro modelo, monografia de estudo de caso, o autor/</p><p>pesquisador faz uma análise específica da relação existente entre</p><p>um caso e hipóteses, modelos e</p><p>teorias. O modelo metodológico</p><p>adotado obedece aos seguintes passos: escolha do assunto/delimi-</p><p>tação do tema; bibliografia pertinente ao tema (área específica sob</p><p>estudo); fundamentação teórica; levantamento de dados da organi-</p><p>zação sob estudo; caracterização da organização; análise e interpre-</p><p>tação das informações; conclusões e resultados.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>31</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Observa-se que esses modelos possuem suas particularidades,</p><p>mas também aspectos que coincidem. Este é o caso da pesquisa</p><p>bibliográfica, que é imprescindível em qualquer trabalho científico.</p><p>Discurso Literário10</p><p>O discurso literário pode não ser apenas ligado aos procedi-</p><p>mentos adotados pelo autor, mas também, e talvez mais direta-</p><p>mente do que se pensa, ligado ao contexto sociocultural no qual</p><p>está inserido, evidenciando-se, nem sempre claramente, uma influ-</p><p>ência das instituições que o cercam na escolha de determinados</p><p>procedimentos de linguagem.</p><p>A ideia de que o discurso literário constrói-se a partir de ele-</p><p>mentos intrínsecos ao texto literário tomou corpo com os estudos</p><p>realizados no início do século XX. Foram os formalistas russos que</p><p>demonstraram uma preocupação com a materialidade do texto lite-</p><p>rário, recusando, num primeiro momento, explicações de base ex-</p><p>traliterária. Neste sentido, o que importava para os integrantes do</p><p>movimento era o procedimento, ou seja, o princípio da organização</p><p>da obra como produto estético. Assim, a preocupação dos formalis-</p><p>tas era investigar e explicar o que faz de uma determinada obra uma</p><p>obra literária, nas palavras de Jakobson: “a poesia é linguagem em</p><p>sua função estética. Deste modo, o objeto do estudo literário não é</p><p>a literatura, mas a literariedade, isto é, aquilo que torna determina-</p><p>da obra uma obra literária”. A questão da literariedade como pro-</p><p>cesso ou procedimento de elaboração está centrado nas estruturas</p><p>que diferenciam o texto literário de outros textos.</p><p>A literariedade é conceituada não só pela linguagem diferen-</p><p>ciada que gera o estranhamento, mas também histórica e cultural-</p><p>mente. Uma obra literária não pode ser apenas uma construção</p><p>bem elaborada, mas deve também retratar o homem de sua época</p><p>ou época anterior, com todas as suas angústias, desejos e forma de</p><p>pensar. Tornando-se, assim, não apenas um material para ser estu-</p><p>dado linguisticamente, mas também e, principalmente, uma obra</p><p>viva em que toda vez que se relê encontre-se algo novo e represen-</p><p>tativo do ser humano.</p><p>VARIAÇÃO LINGUÍSTICA</p><p>— Definição</p><p>A língua é a expressão básica de um povo e, portanto, passa por</p><p>mudanças conforme diversos fatores, como o contexto, a época, a</p><p>região, a cultura, as necessidades e as vivências do grupo e de cada</p><p>indivíduo nele inserido. A essas mudanças na língua, damos o nome</p><p>de variações ou variantes linguísticas. Elas consistem nas diversas</p><p>formas de expressão de um idioma de um país, tendo em vista que</p><p>a língua padrão de uma nação não é homogênea. A construção do</p><p>enunciado, a seleção das palavras e até mesmo a tonalidade da fala,</p><p>entre outras características, são considerados na análise de uma va-</p><p>riação linguística.</p><p>10 http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_</p><p>teses/LinguaPortuguesa/artigo12.pdf</p><p>Confira a seguir os quatro tipos de variantes linguísticas exis-</p><p>tentes.</p><p>– Variações sociais (diastráticas): são as diferenças relacio-</p><p>nadas ao grupo social da pessoa que fala. As gírias, por exemplo,</p><p>fazem parte da linguagem informal dos grupos mais jovens. Assim</p><p>como ocorre com os mais novos.</p><p>– Os jargões de grupos sociais específicos: outras turmas têm</p><p>seu vocabulário particular, como é o caso dos capoeiristas, por</p><p>exemplo, no meio dos quais a expressão “meia-lua” tem um signi-</p><p>ficado bem diverso daquele que fará sentido para as pessoas que</p><p>não integram esse universo; o mesmo ocorre com a expressão “dar</p><p>a caneta”, que, entre os futebolistas é compreendida como um tipo</p><p>de driblar o adversário, bem diferente do que será assimilado pela</p><p>população em geral.</p><p>– Os jargões profissionais: em razão dos tempos técnicos, as</p><p>profissões também têm bastante influência nas variantes sociais.</p><p>São termos cuja utilização é restrita a um círculo profissional. Os</p><p>contadores, por exemplo, usam os temos “ativo” e “passivo” para</p><p>expressar ideias bem diferentes daquelas empregadas pelas pesso-</p><p>as em geral.</p><p>– Variações históricas (diacrônicas): essas variantes estão rela-</p><p>cionadas ao desenvolvimento da história. Determinadas expressões</p><p>deixar de existir, enquanto outras surgem e outras se transformam</p><p>conforme o tempo foi passando. Exemplos:</p><p>– Vocabulário: a palavra defluxo foi substituída, com o tempo,</p><p>por resfriado; o uso da mesóclise era muito comum no século XIX,</p><p>hoje, não se usa mais.</p><p>– Grafia: as reformas ortográficas são bastante regulares, sen-</p><p>do que, na de 1911, uma das mudanças mais significativas foi a</p><p>substituição do ph por f (pharmácia – farmácia) e, na de 2016, a</p><p>queda do trema foi apenas uma delas (bilíngüe – bilingue).</p><p>– Variações geográficas (diatópicas): essa variante está relacio-</p><p>nada com à região em que é gerada, assim como ocorre o português</p><p>brasileiro e os usos que se fazem da língua portuguesa em Angola</p><p>ou em Portugal, denominadas regionalismo. No contexto nacional,</p><p>especialmente no Brasil, as variações léxicas, de fonemas são abun-</p><p>dantes. No interior de um estado elas também são recorrentes.</p><p>– Exemplos: “abóbora”, “jerimum” e “moranga” são três for-</p><p>mas diferentes de se denominar um mesmo fruto, que dependem</p><p>da região onde ele se encontra. Exemplo semelhante é o da “man-</p><p>dioca”, que recebe o nome de “macaxeira” ou mesmo de “aipim”.</p><p>– Variações situacionais (diafásicas): também chamadas de va-</p><p>riações estilísticas, referem-se ao contexto que requer a adaptação</p><p>da fala ou ao estilo dela. É o caso das questões de linguagem formal</p><p>e informal, adequação à norma-padrão ou descaso com seu uso.</p><p>A utilização de expressões aprimoradas e a obediência às normas-</p><p>-padrão da língua remetem à linguagem culta, oposta à linguagem</p><p>coloquial. Na fala, a tonalidade da voz também importante. Dessa</p><p>forma, a maneira de se comunicar informalmente e a escolha vo-</p><p>cabular não serão, naturalmente, semelhantes em ocasiões como</p><p>uma entrevista de emprego. Essas variações observam o contexto</p><p>da interação social, considerando tanto o ambiente em que a comu-</p><p>nicação se dá quanto as expectativas dos envolvidos.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>3232</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>NORMA CULTA</p><p>A Linguagem Culta ou Padrão</p><p>É aquela ensinada nas escolas e serve de veículo às ciências em</p><p>que se apresenta com terminologia especial. É usada pelas pessoas</p><p>instruídas das diferentes classes sociais e caracteriza-se pela obedi-</p><p>ência às normas gramaticais. Mais comumente usada na linguagem</p><p>escrita e literária, reflete prestígio social e cultural. É mais artificial,</p><p>mais estável, menos sujeita a variações. Está presente nas aulas,</p><p>conferências, sermões, discursos políticos, comunicações científi-</p><p>cas, noticiários de TV, programas culturais etc.</p><p>Ouvindo e lendo é que você aprenderá a falar e a escrever bem.</p><p>Procure ler muito, ler bons autores, para redigir bem.</p><p>A aprendizagem da língua inicia-se em casa, no contexto fa-</p><p>miliar, que é o primeiro círculo social para uma criança. A criança</p><p>imita o que ouve e aprende, aos poucos, o vocabulário e as leis</p><p>combinatórias da língua. Um falante ao entrar em contato com ou-</p><p>tras pessoas em diferentes ambientes sociais como a rua, a escola</p><p>e etc., começa a perceber que nem todos falam da mesma forma.</p><p>Há pessoas que falam de forma diferente por pertencerem a outras</p><p>cidades ou regiões do país, ou por fazerem parte de outro grupo</p><p>ou classe social. Essas diferenças no uso da língua constituem as</p><p>variedades linguísticas.</p><p>Certas palavras e construções que empregamos acabam de-</p><p>nunciando quem somos socialmente, ou seja, em que região do</p><p>país nascemos, qual nosso nível social e escolar, nossa formação e,</p><p>às vezes, até nossos valores,</p><p>círculo de amizades e hobbies. O uso</p><p>da língua também pode informar nossa timidez, sobre nossa capa-</p><p>cidade de nos adaptarmos às situações novas e nossa insegurança.</p><p>A norma culta é a variedade linguística ensinada nas escolas,</p><p>contida na maior parte dos livros, registros escritos, nas mídias te-</p><p>levisivas, entre outros. Como variantes da norma padrão aparecem:</p><p>a linguagem regional, a gíria, a linguagem específica de grupos ou</p><p>profissões. O ensino da língua culta na escola não tem a finalidade</p><p>de condenar ou eliminar a língua que falamos em nossa família ou</p><p>em nossa comunidade. O domínio da língua culta, somado ao do-</p><p>mínio de outras variedades linguísticas, torna-nos mais preparados</p><p>para nos comunicarmos nos diferentes contextos lingísticos, já que</p><p>a linguagem utilizada em reuniões de trabalho não deve ser a mes-</p><p>ma utilizada em uma reunião de amigos no final de semana.</p><p>Portanto, saber usar bem uma língua equivale a saber empre-</p><p>gá-la de modo adequado às mais diferentes situações sociais de</p><p>que participamos. A norma culta é responsável por representar as</p><p>práticas linguísticas embasadas nos modelos de uso encontrados</p><p>em textos formais. É o modelo que deve ser utilizado na escrita,</p><p>sobretudo nos textos não literários, pois segue rigidamente as re-</p><p>gras gramaticais. A norma culta conta com maior prestígio social e</p><p>normalmente é associada ao nível cultural do falante: quanto maior</p><p>a escolarização, maior a adequação com a língua padrão.</p><p>Exemplo:</p><p>Venho solicitar a atenção de Vossa Excelência para que seja</p><p>conjurada uma calamidade que está prestes a desabar em cima</p><p>da juventude feminina do Brasil. Refiro-me, senhor presidente, ao</p><p>movimento entusiasta que está empolgando centenas de moças,</p><p>atraindo-as para se transformarem em jogadoras de futebol, sem</p><p>se levar em conta que a mulher não poderá praticar este esporte</p><p>violento sem afetar, seriamente, o equilíbrio fisiológico de suas fun-</p><p>ções orgânicas, devido à natureza que dispôs a ser mãe.</p><p>A Linguagem Popular ou Coloquial</p><p>É aquela usada espontânea e fluentemente pelo povo. Mos-</p><p>tra-se quase sempre rebelde à norma gramatical e é carregada de</p><p>vícios de linguagem (solecismo – erros de regência e concordância;</p><p>barbarismo – erros de pronúncia, grafia e flexão; ambiguidade; ca-</p><p>cofonia; pleonasmo), expressões vulgares, gírias e preferência pela</p><p>coordenação, que ressalta o caráter oral e popular da língua. A lin-</p><p>guagem popular está presente nas conversas familiares ou entre</p><p>amigos, anedotas, irradiação de esportes, programas de TV e audi-</p><p>tório, novelas, na expressão dos esta dos emocionais etc.</p><p>Dúvidas mais comuns da norma culta</p><p>Perca ou perda</p><p>Isto é uma perda de tempo ou uma perca de tempo? Tomara</p><p>que ele não perca o ônibus ou não perda o ônibus? Quais são as fra-</p><p>ses corretas com perda e perca? Certo: Isto é uma perda de tempo.</p><p>Embaixo ou em baixo</p><p>O gato está embaixo da mesa ou em baixo da mesa? Continu-</p><p>arei falando em baixo tom de voz ou embaixo tom de voz? Quais</p><p>são as frases corretas com embaixo e em baixo? Certo: O gato está</p><p>embaixo da cama</p><p>Ver ou vir</p><p>A dúvida no uso de ver e vir ocorre nas seguintes construções:</p><p>Se eu ver ou se eu vir? Quando eu ver ou quando eu vir? Qual das</p><p>frases com ver ou vir está correta? Se eu vir você lá fora, você vai</p><p>ficar de castigo!</p><p>Onde ou aonde</p><p>Os advérbios onde e aonde indicam lugar: Onde você está?</p><p>Aonde você vai? Qual é a diferença entre onde e aonde? Onde indi-</p><p>ca permanência. É sinônimo de em que lugar. Onde, Em que lugar</p><p>Fica?</p><p>Como escrever o dinheiro por extenso?</p><p>Os valores monetários, regra geral, devem ser escritos com al-</p><p>garismos: R$ 1,00 ou R$ 1 R$ 15,00 ou R$ 15 R$ 100,00 ou R$ 100</p><p>R$ 1400,00 ou R$ 1400.</p><p>Obrigado ou obrigada</p><p>Segundo a gramática tradicional e a norma culta, o homem ao</p><p>agradecer deve dizer obrigado. A mulher ao agradecer deve dizer</p><p>obrigada.</p><p>Mal ou mau</p><p>Como essas duas palavras são, maioritariamente, pronunciadas</p><p>da mesma forma, são facilmente confundidas pelos falantes. Qual a</p><p>diferença entre mal e mau? Mal é um advérbio, antônimo de bem.</p><p>Mau é o adjetivo contrário de bom.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>33</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>“Vir”, “Ver” e “Vier”</p><p>A conjugação desses verbos pode causar confusão em algumas</p><p>situações, como por exemplo no futuro do subjuntivo. O correto é,</p><p>por exemplo, “quando você o vir”, e não “quando você o ver”.</p><p>Já no caso do verbo “ir”, a conjugação correta deste tempo ver-</p><p>bal é “quando eu vier”, e não “quando eu vir”.</p><p>“Ao invés de” ou “em vez de”</p><p>“Ao invés de” significa “ao contrário” e deve ser usado apenas</p><p>para expressar oposição.</p><p>Por exemplo: Ao invés de virar à direita, virei à esquerda.</p><p>Já “em vez de” tem um significado mais abrangente e é usado</p><p>principalmente como a expressão “no lugar de”. Mas ele também</p><p>pode ser usado para exprimir oposição. Por isso, os linguistas reco-</p><p>mendam usar “em vez de” caso esteja na dúvida.</p><p>Por exemplo: Em vez de ir de ônibus para a escola, fui de bici-</p><p>cleta.</p><p>“Para mim” ou “para eu”</p><p>Os dois podem estar certos, mas, se você vai continuar a frase</p><p>com um verbo, deve usar “para eu”.</p><p>Por exemplo: Mariana trouxe bolo para mim; Caio pediu para</p><p>eu curtir as fotos dele.</p><p>“Tem” ou “têm”</p><p>Tanto “tem” como “têm” fazem parte da conjugação do verbo</p><p>“ter” no presente. Mas o primeiro é usado no singular, e o segundo</p><p>no plural.</p><p>Por exemplo: Você tem medo de mudança; Eles têm medo de</p><p>mudança.</p><p>“Há muitos anos”, “muitos anos atrás” ou “há muitos anos</p><p>atrás”</p><p>Usar “Há” e “atrás” na mesma frase é uma redundância, já que</p><p>ambas indicam passado. O correto é usar um ou outro.</p><p>Por exemplo: A erosão da encosta começou há muito tempo; O</p><p>romance começou muito tempo atrás.</p><p>Sim, isso quer dizer que a música Eu nasci há dez mil anos atrás,</p><p>de Raul Seixas, está incorreta.</p><p>MEIOS DE COMUNICAÇÃO</p><p>Os Meios de Comunicação representam os veículos ou instru-</p><p>mentos utilizados para difundir a informação entre os homens. São</p><p>exemplos: o rádio, a televisão, o telefone, o jornal, a revista, a inter-</p><p>net, o cinema, dentre outros.</p><p>A partir do desenvolvimento da ciência e das novas tecnolo-</p><p>gias, os meios de comunicação têm avançado significativamente,</p><p>proporcionando a difusão dos conhecimentos e da comunicação no</p><p>mundo.</p><p>História dos meios de comunicação</p><p>A história e origem dos meios de comunicação surgem da ne-</p><p>cessidade humana de se expressar. Na pré-história, a arte rupestre</p><p>(desenhos primitivos dentro das cavernas ou grutas) já aponta essa</p><p>importância na vida dos homens.</p><p>Desde o surgimento da escrita e do alfabeto, o homem vem</p><p>desenvolvendo maneiras de expandir o conhecimento e criar uma</p><p>“cultura” humana.</p><p>Isso é justamente o que nos difere dos animais, ou seja, a cria-</p><p>ção de uma cultura, gerada pela comunicação humana. As espécies</p><p>animais não possuem uma “linguagem” que os permitam criar cul-</p><p>turas, crenças e tradições que serão passadas de geração em gera-</p><p>ção.</p><p>Foram séculos de desenvolvimento até chegarmos ao ponto</p><p>de comunicação que chegamos, ou seja, na era das tecnologias da</p><p>informação e da cultura de massa. Esses meios representam, em</p><p>grande parte, fatores de desenvolvimento da sociedade humana,</p><p>uma vez que disseminou (e continua disseminando) o conhecimen-</p><p>to pelo mundo, em diversos tempos e espaços.</p><p>Depois da escrita, surgiram os suportes como o papiro, os per-</p><p>gaminhos e, mais tarde, os livros, difundidos a partir da criação da</p><p>imprensa no século XIV.</p><p>O correio é considerado um dos mais antigos meios de comuni-</p><p>cação, sendo que os egípcios já utilizavam para enviar documentos</p><p>e cartas. Antigamente, as aves, como pombas e corvos, eram utili-</p><p>zadas para o envio das mensagens.</p><p>Com o desenvolvimento dos estudos sobre eletricidade, já no</p><p>século XVIII, surge o telégrafo, instrumento ligado por fios e eletroí-</p><p>mãs. Baseado na emissão de impulsos eletromagnéticos, ele envia-</p><p>va mensagens a longas distâncias.</p><p>Esse instrumento foi considerado uma das grandes revoluções</p><p>dos meios de comunicações sendo um dos primeiros sistemas mo-</p><p>dernos de comunicação.</p><p>Os telégrafos foram essencialmente utilizados pelos governos,</p><p>onde a mensagem (escrita ou visual) era transmitida por códigos.</p><p>Nesse contexto, surge o Código Morse, inventado pelo pintor esta-</p><p>dunidense Samuel Morse (1791-1872).</p><p>No século XX, o rádio e o telefone foram os principais meios de</p><p>comunicação.</p><p>Por meio de ondas eletromagnéticas, o rádio foi criado e utili-</p><p>zado para propagar as informações, bem como servir de entreteni-</p><p>mento, com as músicas e radionovelas. Ele foi um importante ins-</p><p>trumento de comunicação utilizado durante os períodos de guerra.</p><p>Já o telefone, representou a evolução do telégrafo. Esse instru-</p><p>mento ligado por fios emite mensagens de voz a longas distâncias</p><p>em tempo real, enquanto os telégrafos só enviavam desenhos ou</p><p>mensagens de texto.</p><p>Diferente do telégrafo, o telefone se expandiu sendo muito</p><p>utilizado atualmente: telefone público, analógico, digital, sem fio e</p><p>celulares.</p><p>Nos séculos XX e XXI, a televisão e a internet foram (e continu-</p><p>am sendo) os principais meios de comunicação.</p><p>A televisão é um instrumento de reprodução de som e imagem</p><p>simultâneos que funciona por meio de ondas eletromagnéticas. Já</p><p>a internet, representa um sistema global de redes de computadores</p><p>que utiliza das mais variadas tecnologias de rede: eletrônica, sem</p><p>fio e óptica.</p><p>Pesquisas apontam que a televisão ainda é o meio de comu-</p><p>nicação mais utilizado pelo homem e, em segundo lugar está a in-</p><p>ternet, que cada vez mais se expande pelo mundo no campo das</p><p>comunicações instantâneas.</p><p>Tipos de meios de comunicação</p><p>De acordo com o campo e atuação, existem dois tipos de meios</p><p>de comunicação:</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>3434</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Individual: os meios de comunicações individuais estão pau-</p><p>tados na comunicação interna, interpessoal (entre as pessoas), por</p><p>exemplo, a carta (correio), telefone, fax.</p><p>Massa: os meios de comunicação de massa são mais amplos e</p><p>externos. Têm o intuito de comunicar um grande número de pesso-</p><p>as, por exemplo, jornais, revistas, internet, televisão, rádio.</p><p>Classificações dos meios de comunicação</p><p>Segundo o tipo de linguagem utilizada (escrita, sonora, audiovi-</p><p>suais, multimídia, hipermídia), os meios de comunicação social são</p><p>classificados em:</p><p>Escritos: linguagem escrita dos jornais, livros e revistas.</p><p>Sonoros: linguagens através de sons, por exemplo, o rádio e o</p><p>telefone.</p><p>Audiovisuais: fusão de som e imagem, por exemplo, a televisão</p><p>e o cinema.</p><p>Multimídias: reunião de diversos meios de comunicação dife-</p><p>rentes (texto, áudio, vídeo, etc.).</p><p>Hipermídias: fusão de meios de comunicação por meio dos</p><p>sistemas eletrônicos de comunicação, por exemplo, CD - ROM, TV</p><p>digital e internet.</p><p>Fonte: Disponível em: https://www.todamateria.com.br/</p><p>meios-de-comunicacao/.Acesso em: 03.abr.2023.</p><p>QUESTÕES</p><p>1. PORTUGUÊS – OMNI – 2021- Quanto à diferença entre Nor-</p><p>ma Culta e Variações Linguísticas, assinale a alternativa CORRETA:</p><p>I – A norma culta é indispensável e tão importante quanto as</p><p>variações linguísticas. A norma culta rege um idioma, aponta cami-</p><p>nhos e deve ser estudada na escola para que assim todos tenham</p><p>acesso às diferentes formas de pensar a língua. Já as variações lin-</p><p>guísticas comprovam a organicidade da língua: ela não está encer-</p><p>rada nos dicionários ou gramáticas; está viva, na boca do povo, seus</p><p>verdadeiros donos.</p><p>II – Norma culta é indispensável para o perfeito funcionamento</p><p>da língua na sociedade. Isso porque ela rege o idioma, ou seja, é em</p><p>torno dela que as demais variações se tornam possíveis sendo que</p><p>as variações linguísticas, é um fenômeno de variações que acontece</p><p>com a língua e pode ser compreendida por intermédio das varia-</p><p>ções históricas e regionais.</p><p>III – A norma culta resulta da adequação da expressão às finali-</p><p>dades específicas do processo de interação verbal com base no grau</p><p>de reflexão sobre as formas que constituem a competência comu-</p><p>nicativa do sujeito falante, e as variações linguísticas são o conjunto</p><p>de fenômenos linguísticos variáveis que são usados habitualmente</p><p>por falantes escolarizados em situações mais monitoradas de fala</p><p>e de escrita.</p><p>(A) Apenas a I está correta.</p><p>(B) Apenas a I e II está correta.</p><p>(C) Todas estão corretas.</p><p>(D) Nenhuma das alternativas.</p><p>2. PREFEITURA DE CRUZEIRO-SP – PROFESSOR PEB II – INSTITU-</p><p>TO EXCELÊNCIA – 2018</p><p>As variações linguísticas ocorrem principalmente nos âmbitos</p><p>geográficos, temporais e sociais. Defina variações históricas:</p><p>(A) São variações que ocorrem de acordo com o local onde vi-</p><p>vem os falantes, sofrendo sua influência. Este tipo de variação</p><p>ocorre porque diferentes regiões têm diferentes culturas, com</p><p>diferentes hábitos, modos e tradições, estabelecendo assim di-</p><p>ferentes estruturas linguísticas.</p><p>(B) São variações que ocorrem de acordo com os hábitos e cul-</p><p>tura de diferentes grupos sociais. Este tipo de variação ocorre</p><p>porque diferentes grupos sociais possuem diferentes conheci-</p><p>mentos, modos de atuação e sistemas de comunicação.</p><p>(C) São variações que ocorrem de acordo com o contexto ou</p><p>situação em que decorre o processo comunicativo. Há momen-</p><p>tos em que é utilizado um registro formal e outros em que é</p><p>utilizado um registro informal.</p><p>(D) São variações que ocorrem de acordo com as diferentes</p><p>épocas vividas pelos falantes, sendo possível distinguir o portu-</p><p>guês arcaico do português moderno, bem como diversas pala-</p><p>vras que ficam em desuso.</p><p>3. IF-SP – PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA – FUNDEP –</p><p>2018</p><p>Associe corretamente a COLUNA I que apresenta as variações</p><p>linguísticas com seus respectivos conceitos na COLUNA II.</p><p>COLUNA I</p><p>1 – Variações históricas.</p><p>2 – Variações geográficas.</p><p>3 – Variações sociais.</p><p>4 – Variações estilísticas</p><p>COLUNA II</p><p>( ) Condicionam a existência de, pelo menos dois estados suces-</p><p>sivos de uso da língua: a substituta e a substituída.</p><p>( ) A língua sofre influências dos ambientes em que ela é apren-</p><p>dida e utilizada e apresenta padrões de uso da língua.</p><p>( ) A língua serve às situações de comunicação das quais o sujei-</p><p>to participa, revelando diferenças notáveis.</p><p>( ) É decorrente da extensão da comunidade linguística, tradu-</p><p>zida na forma de pronunciar alguns fonemas, nas construções sin-</p><p>táticas e nas escolhas vocabulares.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.</p><p>(A) 1, 4, 2, 3</p><p>(B) 4, 2, 1, 3</p><p>(C) 1, 2, 3, 4</p><p>(D) 3, 1, 4, 2</p><p>4. AL-MT – PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA – FUNDEP –</p><p>2018</p><p>Sobre as variações linguísticas em geral, pode-se afirmar que:</p><p>(A) Todas as variações linguísticas devem ser aprendidas na es-</p><p>cola.</p><p>(B) Algumas das variações linguísticas devem ser desprezadas,</p><p>por serem deficientes.</p><p>(C) As variações de caráter regional estão intimamente relacio-</p><p>nadas às variações de caráter profissional.</p><p>(D) As variações são testemunhos de pouco valor cultural, mas</p><p>que não podem ser afastados dos estudos linguísticos.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>35</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>(E) A variação de maior prestígio social é a norma culta que, por</p><p>isso mesmo, é ensinada como língua padrão.</p><p>5. PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS-SC – AUXILIAR DE SALA –</p><p>FEPESE – 2019</p><p>Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F)</p><p>em relação à língua e suas variações.</p><p>( ) As variações linguísticas são próprias da língua e estão alicer-</p><p>çadas nas várias intenções comunicativas.</p><p>( ) A variedade linguística é um importante elemento de inclu-</p><p>são.</p><p>( ) A língua oficial deve ser preservada e utilizada como um ins-</p><p>trumento de opressão.</p><p>( ) Nenhuma variante é superior à outra. Todas possuem sua</p><p>função dentro de um determinado grupo social.</p><p>Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima</p><p>para baixo.</p><p>(A) V • V • V • F</p><p>(B) V • V • F • V</p><p>(C) V • F • F • V</p><p>(D) F • V • V • F</p><p>(E) F • F • V • F</p><p>6. INSTITUTO AOCP - 2022 - IPE Prev - Analista em Previdência</p><p>- Direito - Edital nº 002(E) metonímia.</p><p>O surpreendente efeito da positividade tóxica na saúde men-</p><p>tal</p><p>Lucía Blasco</p><p>Pode parecer contraditório, mas a positividade pode ser tóxica.</p><p>“Qualquer tentativa</p><p>84</p><p>5. música, dança teatro e carnaval ................................................................................................................................................ 85</p><p>6. transformações na arte .............................................................................................................................................................. 85</p><p>7. rompimento com o real ............................................................................................................................................................. 86</p><p>ÍNDICE</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Matemática</p><p>1. razões trigonométricas .............................................................................................................................................................. 89</p><p>2. números complexos ................................................................................................................................................................... 94</p><p>3. sequências ................................................................................................................................................................................. 95</p><p>4. sistema numérico; números negativos; números irracionais.................................................................................................... 98</p><p>5. frações ...................................................................................................................................................................................... 100</p><p>6. teorema de Pitágoras ................................................................................................................................................................ 101</p><p>7. ângulos; medida de ângulos e arcos ......................................................................................................................................... 104</p><p>8. geometria 3D ............................................................................................................................................................................ 109</p><p>9. os múltiplos e submúltiplos de uma unidade de medida; conversão entre sistemas de medida ............................................. 111</p><p>10. escalas, plantas e mapas; .......................................................................................................................................................... 116</p><p>11. velocidade média e tempo........................................................................................................................................................ 119</p><p>12. comparar grandezas; razão e proporção ................................................................................................................................... 120</p><p>13. porcentagem; ............................................................................................................................................................................ 122</p><p>14. juros simples e compostos ........................................................................................................................................................ 124</p><p>15. pontos, retas e circunferências .................................................................................................................................................. 125</p><p>16. equações algébricas .................................................................................................................................................................. 130</p><p>17. inequações ................................................................................................................................................................................ 131</p><p>18. sistemas lineares ........................................................................................................................................................................ 133</p><p>19. interpretação dos gráficos e tabelas; leitura de tabelas; uso de tabelas; leitura de gráficos; aproximações; variações e perío-</p><p>dos; análise de dados; ................................................................................................................................................................ 138</p><p>20. estatística ................................................................................................................................................................................... 142</p><p>21. contagem, medida e cálculo de probabilidades ........................................................................................................................ 143</p><p>22. média aritmética. ...................................................................................................................................................................... 146</p><p>Ciências Humanas</p><p>1. Identidade social; ................................................................................................................................................................ 153</p><p>2. Produção da memória e do espaço geográfico pelas sociedades humanas; formação e transformação dos territórios; trabalho</p><p>e território; o êxodo rural; território e movimentos sociais; as divisões regionais do Brasil; formação de blocos econômicos;</p><p>utilização do espaço terrestre; industrialização e urbanização; densidade demográfica; agricultura e pecuária; os problemas</p><p>gerados pelo homem e suas possíveis soluções; ............................................................................................................... 154</p><p>3. Diversidade do patrimônio cultural e artístico; .................................................................................................................. 181</p><p>4. A água no planeta terra; .................................................................................................................................................... 182</p><p>5. Fundação de Roma; o estado e o direito; o código legal; a limitação dos espaços;............................................................ 203</p><p>6. O despotismo; .................................................................................................................................................................... 205</p><p>7. A igreja romana; ................................................................................................................................................................. 206</p><p>8. Os estados e o direito internacional; ................................................................................................................................. 226</p><p>9. A ONU; ............................................................................................................................................................................... 230</p><p>10. O direito ao voto; ............................................................................................................................................................... 231</p><p>11. O Brasil no século XIX; o século XX; o Brasil recente; a Constituição de 1988; .................................................................. 233</p><p>12. Produção industrial e consumo; ........................................................................................................................................ 265</p><p>13. A produção de lixo e de esgoto; ......................................................................................................................................... 266</p><p>ÍNDICE</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>14. A água doce e as cidades; .................................................................................................................................................. 272</p><p>15. As diversas formas de poluição das cidades; ..................................................................................................................... 274</p><p>16. Impactos ambientais no campo; ........................................................................................................................................</p><p>de escapar do negativo — evitá-lo, sufocá-</p><p>-lo ou silenciá-lo — falha. Evitar o sofrimento é uma forma de sofri-</p><p>mento”, escreveu o escritor americano Mark Manson em seu livro</p><p>A Arte Sutil de Ligar o Foda-se. É precisamente nisso que consiste</p><p>a positividade tóxica ou positivismo extremo: impor a nós mesmos</p><p>— ou aos outros — uma atitude falsamente positiva, generalizar</p><p>um estado feliz e otimista seja qual for a situação, silenciar nossas</p><p>emoções “negativas” ou as dos outros. (...)</p><p>O psicólogo da saúde Antonio Rodellar, especialista em trans-</p><p>tornos de ansiedade e hipnose clínica, prefere falar em “emoções</p><p>desreguladas” do que “negativas”. “A paleta de cores emocionais</p><p>engloba emoções desreguladas, como tristeza, frustração, raiva, an-</p><p>siedade ou inveja. Não podemos ignorar que, como seres humanos,</p><p>temos aquela gama de emoções que têm uma utilidade e que nos</p><p>dão informações sobre o que acontece no nosso meio e no nosso</p><p>corpo”, explica Rodellar à BBC News Mundo.</p><p>Para a terapeuta e psicóloga britânica Sally Baker, “o problema</p><p>com a positividade tóxica é que ela é uma negação de todos os as-</p><p>pectos emocionais que sentimos diante de qualquer situação que</p><p>nos represente um desafio.” “É desonesto em relação a quem so-</p><p>mos permitir-nos apenas expressões positivas”, diz Baker. (...) “Nós</p><p>nos escondemos atrás da positividade para manter outras pessoas</p><p>longe de uma imagem que nos mostra imperfeitos.” (...) “Quando</p><p>ignoramos nossas emoções negativas, nosso corpo aumenta o vo-</p><p>lume para chamar nossa atenção para esse problema. Suprimir as</p><p>emoções nos esgota mental e fisicamente. Não é saudável e não é</p><p>sustentável a longo prazo”, diz a terapeuta. (...)</p><p>Teresa Gutiérrez, psicopedagoga e especialista em neuropsico-</p><p>logia, considera que “o positivismo tóxico tem consequências psi-</p><p>cológicas e psiquiátricas mais graves do que a depressão”. “Pode</p><p>levar a uma vida irreal que prejudica nossa saúde mental. Tanto</p><p>positivismo não é positivo para ninguém. Se não houver frustração</p><p>e fracasso, não aprendemos a desenvolver em nossas vidas”, disse</p><p>ele à BBC Mundo.</p><p>O positivismo tóxico está na moda? Baker pensa que sim e atri-</p><p>bui isso às redes sociais, “que nos obrigam a comparar nossas vidas</p><p>com as vidas perfeitas que vemos online”. (...) “Se houvesse mais</p><p>honestidade sobre as vulnerabilidades, nos sentiríamos mais livres</p><p>para experimentar todos os tipos de emoções. Somos humanos e</p><p>devemos nos permitir sentir todo o espectro de emoções. É ok não</p><p>estar bem. Não podemos ser positivos o tempo todo.”</p><p>Gutiérrez acredita que houve um aumento do positivismo tóxi-</p><p>co “nos últimos anos”, mas principalmente durante a pandemia. (...)</p><p>“Todas as emoções são como ondas: ganham intensidade e depois</p><p>descem e tornam-se espuma, até desaparecer aos poucos. O pro-</p><p>blema é quando não as queremos sentir porque nos tornamos mais</p><p>dóceis perante uma ‘onda’ que se aproxima”. (...)</p><p>Stephanie Preston, professora de psicologia da Universidade</p><p>de Michigan, nos EUA, acredita que a melhor maneira de validar as</p><p>emoções é “apenas ouvi-las”. “Quando alguém compartilha senti-</p><p>mentos negativos com você, em vez de correr para fazer essa pes-</p><p>soa se sentir melhor ou pensar mais positivamente (“Tudo vai ficar</p><p>bem”), tente levar um segundo para refletir sobre seu desconforto</p><p>ou medo e faça o possível para ouvir”, aconselha a especialista. (...)</p><p>Como aplicar isso na prática? Em vez de dizer “não pense nisso,</p><p>seja positivo”, diga “me diz o que você está sentindo, eu te escuto”.</p><p>Em vez de falar “poderia ser pior”, diga “sinto muito que está pas-</p><p>sando por isso”. Em vez de “não se preocupe, seja feliz”, diga “estou</p><p>aqui para você”. (...) “Tudo bem olhar para o copo meio cheio, mas</p><p>aceitando que pode haver situações em que o copo está meio va-</p><p>zio e, a partir daí, assumir a responsabilidade de como construímos</p><p>nossas vidas”.</p><p>Para Baker, o que devemos lembrar é que “todas as nossas</p><p>emoções são autênticas e reais, e todas elas são válidas”.</p><p>Adaptado de: https://www.bbc.com/portuguese/ge-</p><p>ral-55278174.</p><p>Acesso em: 28 dez. 2021.</p><p>A função da linguagem predominante no texto é</p><p>(A) referencial, visto que se propõe a informar o leitor a res-</p><p>peito da positividade tóxica e seus efeitos na vida das pessoas,</p><p>sobretudo, mediante pareceres de especialistas.</p><p>(B) emotiva, pois a autora expressa sua visão, ainda que de</p><p>modo sutil, acerca da severidade do problema exposto, em es-</p><p>pecial, no que tange à saúde mental.</p><p>(C) conativa, já que procura persuadir os leitores quanto à gra-</p><p>vidade dos efeitos do positivismo extremo com relação à saúde</p><p>física e mental da população.</p><p>(D) fática, por centrar-se na comunicação entre autor e leitor,</p><p>principal interessado em termos de conhecimento sobre o</p><p>tema “positividade tóxica ou positivismo extremo”.</p><p>(E) metalinguística, uma vez que evidencia o uso de uma lin-</p><p>guagem científica ao apresentar diversos posicionamentos téc-</p><p>nicos para tratar do assunto “positividade tóxica”.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>3636</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>7. FCC - 2022 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário - Área</p><p>Judiciária-</p><p>Lembram-se da história de Tristão e Isolda? O enredo gira em</p><p>torno da transformação da relação entre os dois protagonistas. Isol-</p><p>da pede à criada, Brangena, que lhe prepare uma poção letal, mas,</p><p>em vez disso, ela prepara-lhe um “filtro de amor”, que tanto Tristão</p><p>como Isolda bebem sem saber o efeito que irá produzir. A misterio-</p><p>sa bebida desperta neles a mais profunda das paixões e arrasta-os</p><p>para um êxtase que nada consegue dissipar − nem sequer o fato de</p><p>ambos estarem traindo infamemente o bondoso rei Mark. Na ópera</p><p>Tristão e Isolda, Richard Wagner captou a força da ligação entre os</p><p>amantes numa das passagens mais exaltadas da história da música.</p><p>Devemos interrogar-nos sobre o que o atraiu para essa história e</p><p>por que motivo milhões de pessoas, durante mais de um século,</p><p>têm partilhado o fascínio de Wagner por ela.</p><p>A resposta à primeira pergunta é que a composição celebrava</p><p>uma paixão semelhante e muito real da vida de Wagner. Wagner e</p><p>Mathilde Wesendonck tinham se apaixonado de forma não menos</p><p>insensata, se considerarmos que Mathilde era a mulher do gene-</p><p>roso benfeitor de Wagner e que Wagner era um homem casado.</p><p>Wagner tinha sentido as forças ocultas e indomáveis que por vezes</p><p>conseguem se sobrepor à vontade própria e que, na ausência de ex-</p><p>plicações mais adequadas, têm sido atribuídas à magia ou ao desti-</p><p>no. A resposta à segunda questão é um desafio ainda mais atraente.</p><p>Existem, com efeito, poções em nossos organismos e cérebros</p><p>capazes de impor comportamentos que podemos ser capazes ou</p><p>não de eliminar por meio da chamada força de vontade. Um exem-</p><p>plo elementar é a substância química oxitocina. No caso dos ma-</p><p>míferos, incluindo os seres humanos, essa substância é produzida</p><p>tanto no cérebro como no corpo. De modo geral, influencia toda</p><p>uma série de comportamentos, facilita as interações sociais e induz</p><p>a ligação entre os parceiros amorosos.</p><p>Não há dúvida de que os seres humanos estão constante-</p><p>mente usando muitos dos efeitos da oxitocina, conquanto tenham</p><p>aprendido a evitar, em determinadas circunstâncias, os efeitos que</p><p>podem vir a não ser bons. Não se deve esquecer que o filtro de</p><p>amor não trouxe bons resultados para o Tristão e Isolda de Wagner.</p><p>Ao fim de três horas de espetáculo, eles encontram uma morte de-</p><p>soladora.</p><p>(Adaptado de: DAMÁSIO, António. O erro de Descartes. São</p><p>Paulo: Companhia das Letras, edição digital)</p><p>A misteriosa bebida desperta neles a mais profunda das pai-</p><p>xões.</p><p>No contexto em que se encontra, o segmento sublinhado aci-</p><p>ma exerce a mesma função sintática do que está também sublinha-</p><p>do em:</p><p>(A) Wagner era um homem casado.</p><p>(B) O enredo gira em torno da transformação da relação entre</p><p>os dois protagonistas.</p><p>(C) Existem, com efeito, poções em nossos organismos e cére-</p><p>bros</p><p>(D) o que o atraiu para essa história</p><p>(E) Isolda pede à criada, Brangena, que lhe prepare uma poção</p><p>letal.</p><p>8. FCC - 2022 - TRT - 22ª Região</p><p>(PI) - Técnico Judiciário - Área</p><p>Administrativa- Atenção: Para responder à questão, leia a crônica</p><p>“Tatu”, de Carlos Drummond de Andrade.</p><p>O luar continua sendo uma graça da vida, mesmo depois que</p><p>o pé do homem pisou e trocou em miúdos a Lua, mas o tatu pensa</p><p>de outra maneira. Não que ele seja insensível aos amavios do ple-</p><p>nilúnio; é sensível, e muito. Não lhe deixam, porém, curtir em paz</p><p>a claridade noturna, de que, aliás, necessita para suas expedições</p><p>de objetivo alimentar. Por que me caçam em noites de lua cheia,</p><p>quando saio precisamente para caçar? Como prover a minha sub-</p><p>sistência, se de dia é aquela competição desvairada entre bichos,</p><p>como entre homens, e de noite não me dão folga?</p><p>Isso aí, suponho, é matutado pelo tatu, e se não escapa do in-</p><p>terior das placas de sua couraça, em termos de português, é porque</p><p>o tatu ignora sabiamente os idiomas humanos, sem exceção, além</p><p>de não acreditar em audiência civilizada para seus queixumes. A</p><p>armadura dos bípedes é ainda mais invulnerável que a dele, e não</p><p>há sensibilidade para a dor ou a problemática do tatu.</p><p>Meu amigo andou pelas encostas do Corcovado, em noite de</p><p>prata lunal, e conseguiu, por artimanhas só dele sabidas, capturar</p><p>vivo um tatu distraído. É, distraído. Do contrário não o pegaria. Es-</p><p>tava imóvel, estático, fruindo o banho de luz na folhagem, essa ou-</p><p>tra cor que as cores assumem debaixo da poeira argentina da Lua.</p><p>Esquecido das formigas, que lhe cumpria pesquisar e atacar, como</p><p>quem diz, diante de um motivo de prazer: “Daqui a pouco eu vou</p><p>trabalhar; só um minuto mais, alegria da vida”, quedou-se à mercê</p><p>de inimigos maiores. Sem pressentir que o mais temível deles anda-</p><p>va por perto, em horas impróprias à deambulação de um professor</p><p>universitário.</p><p>− Mas que diabo você foi fazer naqueles matos, de madrugada?</p><p>− Nada. Estava sem sono, e gosto de andar a esmo, quando</p><p>todos roncam.</p><p>Sem sono e sem propósito de agredir o reino animal, pois é de</p><p>feitio manso, mas o velho instinto cavernal acordou nele, ao sentir</p><p>qualquer coisa a certa distância, parecida com a forma de um bicho.</p><p>Achou logo um cipó bem forte, pedindo para ser usado na caça;</p><p>e jamais tendo feito um laço de caçador, soube improvisá-lo com</p><p>perícia de muitos milhares de anos (o que a universidade esconde,</p><p>nas profundas camadas do ser, e só permite que venha aflorar em</p><p>noite de lua cheia!).</p><p>Aproximou-se sutil, laçou de jeito o animal desprevenido. O</p><p>coitado nem teve tempo de cravar as garras no laçador. Quando</p><p>agiu, já este, num pulo, desviara o corpo. Outra volta no laço. E ou-</p><p>tra. Era fácil para o tatu arrebentar o cipó com a força que a natu-</p><p>reza depositou em suas extremidades. Mas esse devia ser um tatu</p><p>meio parvo, e se embaraçou em movimentos frustrados. Ou o sere-</p><p>no narrador mentiu, sei lá. Talvez o tenha comprado numa dessas</p><p>casas de suplício que há por aí, para negócio de animais. Talvez na</p><p>rua, a um vendedor de ocasião, quando tudo se vende, desde o</p><p>mico à alma, se o PM não ronda perto.</p><p>Não importa. O caso é que meu amigo tem em sua casa um</p><p>tatu que não se acomodou ao palmo de terra nos fundos da casa e</p><p>tratou de abrigar longa escavação que o conduziu a uma pedreira, e</p><p>lá faz greve de fome. De lá não sai, de lá ninguém o tira.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>37</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>A noite perdeu para ele seu encanto luminoso. A ideia de le-</p><p>vá-lo para o zoológico, aventada pela mulher do caçador, não fruti-</p><p>ficou. Melhor reconduzi-lo a seu hábitat, mas o tatu se revela pro-</p><p>fundamente contrário a qualquer negociação com o bicho humano,</p><p>que pensa em apelar para os bombeiros a fim de demolir o metrô</p><p>tão rapidamente feito, ao contrário do nosso, urbano, e salvar o in-</p><p>feliz. O tatu tem razões de sobra para não confiar no homem e no</p><p>luar do Corcovado.</p><p>Não é fábula. Eu compreendo o tatu.</p><p>(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond. Os dias lindos.</p><p>São Paulo: Companhia das Letras, 2013)</p><p>No desfecho da crônica, o cronista revela, em relação ao tatu,</p><p>um sentimento de</p><p>(A) empatia.</p><p>(B) desconfiança.</p><p>(C) superioridade.</p><p>(D) soberba.</p><p>(E) desdém.</p><p>9. FCC - 2022 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista Judiciário - Área</p><p>Administrativa-</p><p>Melancolia e criatividade</p><p>Desde sempre o sentimento da melancolia gozou de má fama.</p><p>O melancólico é costumeiramente tomado como um ser desanima-</p><p>do, depressivo, “pra baixo”, em suma: um chato que convém evitar.</p><p>Mas é uma fama injusta: há grandes melancólicos que fazem grande</p><p>arte com sua melancolia, e assim preenchem a vida da gente, como</p><p>uma espécie de contrabando da tristeza que a arte transforma em</p><p>beleza. “Pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de</p><p>tristeza”, já defendeu o poeta Vinícius de Moraes, na letra de um</p><p>conhecido samba seu.</p><p>Mas a melancolia não para nos sambas: ela desde sempre</p><p>anima a literatura, a música, a pintura, o cinema, as artes todas.</p><p>Anima, sim: tanto anima que a gente gosta de voltar a ver um bom</p><p>filme melancólico, revisitar um belo poema desesperançado, ouvir</p><p>uma vez mais um inspirado noturno para piano. Ou seja: os artis-</p><p>tas melancólicos fazem de sua melancolia a matéria-prima de uma</p><p>obra-prima. Sorte deles, nossa e da própria melancolia, que é as-</p><p>sim resgatada do escuro do inferno para a nitidez da forma artística</p><p>bem iluminada.</p><p>Confira: seria possível haver uma história da arte que deixasse</p><p>de falar das grandes obras melancólicas? Por certo se perderia a</p><p>parte melhor do nosso humanismo criativo, que sabe fazer de uma</p><p>dor um objeto aberto ao nosso reconhecimento prazeroso. Charles</p><p>Chaplin, ao conceber Carlitos, dotou essa figura humana inesque-</p><p>cível da complexa composição de fracasso, melancolia, riso, esper-</p><p>teza e esperança. O vagabundo sem destino, que vive a apanhar da</p><p>vida, ganhou de seu criador o condão de emocionar o mundo não</p><p>com feitos gloriosos, mas com a resistente poesia que o faz enfren-</p><p>tar a vida munido da força interior de um melancólico disposto a</p><p>trilhar com determinação seu caminho, ainda que no rumo a um</p><p>horizonte incerto.</p><p>(Humberto Couto Villares, a publicar)</p><p>No terceiro parágrafo, a personagem Carlitos é invocada para</p><p>(A) dar um sentido de nobreza a todas as experiências de fra-</p><p>casso humano.</p><p>(B) testemunhar a determinação de um indivíduo em alcançar</p><p>seus altos objetivos.</p><p>(C) indicar a possibilidade da transformação sistemática da dor</p><p>em franca alegria.</p><p>(D) personificar a complexa conjunção entre força poética e</p><p>marginalidade social.</p><p>(E) promover a felicidade que pode desfrutar quem não está</p><p>comprometido com nada.</p><p>10. FCC - 2022 - SEDU-ES - Professor MaPB - Ensino Fundamen-</p><p>tal e Médio - Língua Portuguesa-</p><p>Ai de ti, Ipanema</p><p>Há muitos anos, Rubem Braga começava assim uma de suas</p><p>mais famosas crônicas: “Ai de ti, Copacabana, porque eu já fiz o si-</p><p>nal bem claro de que é chegada a véspera de teu dia, e tu não viste;</p><p>porém minha voz te abalará até as entranhas.” Era uma exortação</p><p>bíblica, apocalíptica, profética, ainda que irônica e hiperbólica. “En-</p><p>tão quem especulará sobre o metro quadrado de teu terreno? Pois</p><p>na verdade não haverá terreno algum.”</p><p>Na sua condenação, o Velho Braga antevia os sinais da degra-</p><p>dação e da dissolução moral de um bairro prestes a ser tragado pelo</p><p>pecado e afogado pelo oceano, sucumbindo em meio às abjeções e</p><p>ao vício: “E os escuros peixes nadarão nas tuas ruas e a vasa fétida</p><p>das marés cobrirá tua face”.</p><p>A praia já chamada de “princesinha do mar”, coitada, inofen-</p><p>siva e pura, era então, como Ipanema seria depois, a síntese mítica</p><p>do hedonismo carioca, mais do que uma metáfora, uma metonímia.</p><p>No fim dos anos 50, Copacabana era o éden não contaminado</p><p>ainda pelos plenos pecados, eram tempos idílicos e pastorais, a era</p><p>da inocência, da bossa nova, dos anos dourados de JK, de Garrin-</p><p>cha. Digo eu agora: Ai de ti, Ipanema, que perdeste a inocência e</p><p>o sossego, e tomaste o lugar de Copacabana, e não percebeste os</p><p>sinais que não são mais simbólicos: o emissário submarino se rom-</p><p>pendo, as águas poluídas, as valas negras, as agressões, os assaltos,</p><p>o medo e a morte.</p><p>(Adaptado de: VENTURA, Zuenir. Crônicas de um fim de século.</p><p>Rio de Janeiro: Objetiva, 1999, p. 166/167)</p><p>Ao qualificar a linguagem de Rubem Braga em sua crônica “Ai</p><p>de ti, Copacabana”, Zuenir Ventura se vale dos termos exortação e</p><p>condenação, para reconhecer no texto do Velho Braga,</p><p>(A) a tonalidade grave de uma invectiva.</p><p>(B) a informalidade de um discurso emocional.</p><p>(C) o coloquialismo de um lírico confessional.</p><p>(D) a retórica argumentativa dos clássicos.</p><p>(E) a força épica de uma celebração.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>3838</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>11. FGV - 2022 - TJ-MS - Analista Judiciário - Área Fim- A linguagem tem múltiplas funções; a frase abaixo em que a função da lingua-</p><p>gem empregada é a de abordar a própria linguagem (metalinguagem) é:</p><p>(A) Para salvar seu crédito, você deve esconder a sua ruína;</p><p>(B) Colhe as rosas enquanto estão vivas; amanhã, já não estarão como hoje;</p><p>(C) Em geral, logo que uma coisa se torna útil deixa de ser bela;</p><p>(D) Se você tiver que ser atropelado por um carro, é melhor que seja por uma Ferrari;</p><p>(E) O não produz inimigos; o sim, falsos amigos.</p><p>12. INSTITUTO AOCP - 2018 - PRODEB - Analista Organizacional - Processos</p><p>POR QUE HOJE EM DIA ABANDONAMOS TANTOS PROJETOS DE VIDA?</p><p>DÊNIS ATHANÁZIO</p><p>Alguma vez você já contabilizou ou avaliou o número de projetos pessoais que abandonou durante a vida? Por que é que temos tanta</p><p>dificuldade em manter relacionamentos e afetos, terminar e fechar o “ciclo” de cursos e estudos que nós mesmos escolhemos? Tudo a</p><p>nossa volta perde o brilho muito rápido onde vivemos a todo tempo, entre a rápida euforia e o tédio. Se essa realidade tivesse uma cor,</p><p>pra mim seria cinza.</p><p>É claro que existem projetos que temos que abandonar devido aos infortúnios contingenciais ligados às diversas realidades psíqui-</p><p>cas, sociais ou familiares incontroláveis que fazem parte da nossa existência. Comumente tais realidades diminuem nossa humanidade e</p><p>geram uma espécie de dor sem sentido, daquelas que não precisaríamos passar. Refletindo sobre a minha história, suspeito de possíveis</p><p>dificuldades que temos e que levam a essa inconstância desenfreada.</p><p>Uma delas diz respeito à forma como nossa sociedade atual e grandemente excludente se apresenta e funciona, da qual não conse-</p><p>guimos fugir, em que quase tudo é líquido, e a mudança é tão rápida que, quando percebemos, ela já mudou de novo. E, quando se vê,</p><p>nossos projetos e planos iniciais já foram substituídos sem nem termos chegado à metade do caminho que havíamos planejado. É dessa</p><p>fonte que nasce aquela sensação de estarmos perdidos.</p><p>A segunda é a extrema dificuldade que hoje em dia temos em lidar com as nossas frustrações diárias. Parece-me que o tempo todo</p><p>nos é dito que temos que fazer apenas as coisas que amamos e que nos dão prazer imediato, mas quem é minimamente responsável e</p><p>maduro sabe que essa tarefa é impossível. Seja qual for a sua escolha de vida, quase tudo tem um lado chato e quase desanimador, mas</p><p>que é necessário realizá-lo. Quando escolhemos não fazê-lo, podemos parar e não terminar o que começamos.</p><p>E por último e não raramente, para não fechar determinados ciclos, nos boicotamos inconscientemente, procrastinando ou abando-</p><p>nando nossos sonhos pelo temor neurótico de não darmos conta do que escolhemos, agora que somos socialmente e legalmente autori-</p><p>zados a fazê-lo.</p><p>Essa sociedade (que não podemos esquecer que somos todos nós) não permite falhas, exige padrões e adaptações inalcançáveis de</p><p>vida. Temos que refletir sobre esse nosso autoboicote e talvez conseguiremos manter ou terminar o que começamos e nos propusemos a</p><p>realizar. Pois, do contrário, ficaremos “sentados no sofá” sempre com o conflito interno do “poderia ser” ou “poderia dar certo” e com o</p><p>conformismo que “nos protege” da frustração das coisas que podem dar errado no caminho.</p><p>Arrisco-me a pensar que, mesmo em outra época, Martin Luther King estava passando por essa mesma crise que enfrentamos hoje</p><p>ao corajosamente escrever: “É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar. É melhor tentar, ainda que em vão, que sen-</p><p>tar-se, fazendo nada até o final. Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder. Prefiro ser feliz embora louco, que</p><p>em conformidade viver”.</p><p>Retirado e adaptado de <http://obviousmag.org/denis_athanazio/2017/por-que-hoje-em-dia-abandonamos-tantos-projetos-de-vi-</p><p>da.html#ixzz5B037ZeOv> .</p><p>Sobre os elementos de comunicação em: “Por que hoje em dia abandonamos tantos projetos de vida?”, assinale a alternativa correta.</p><p>(A) O leitor é o emissor, o autor é o receptor e a linguagem não verbal é o código da mensagem.</p><p>(B) O autor é o canal de comunicação, o leitor representa os ruídos na comunicação e a mensagem é representada por linguagem não</p><p>verbal.</p><p>(C) O leitor é o canal de comunicação, o autor é o código e o contexto é a mensagem.</p><p>(D) O autor é o emissor, o leitor é o receptor e a linguagem verbal é o código da mensagem.</p><p>(E) A mensagem é o contexto, o código são os ruídos na comunicação e o canal de comunicação é o autor.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>39</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>13. INSTITUTO AOCP - 2019 - PC-ES - Escrivão de Polícia- Utilize o Texto II para responder a questão.</p><p>Disponível em: . Acesso em 01/fev./2019.</p><p>Considere os elementos da comunicação e as funções da linguagem na tira da Mafalda e assinale a alternativa INCORRETA.</p><p>(A) A personagem Mafalda aparece como uma receptora da mensagem enunciada por seu pai.</p><p>(B) O rádio funciona como um canal de comunicação.</p><p>(C) Em “Formigas!”, há ênfase na função fática.</p><p>(D) Em “Mais vítimas na guerra do Vietnã [...]”, há ênfase na função referencial.</p><p>(E) Em “Não há desgraça maior que formigas”, há ênfase na função emotiva.</p><p>14. FEPESE - 2019 - Prefeitura de Campos Novos - SC - Professor - Língua Portuguesa- Considerando as diversas concepções de lingua-</p><p>gem, assinale a alternativa correta.</p><p>(A) Na Concepção da Linguagem como Forma de Interação, a linguagem é lugar de convívio. Através dela o sujeito que fala pratica</p><p>ações que não conseguiria praticar a não ser falando. Há um aprendizado mais ativo por parte dos alunos.</p><p>(B) Na Concepção da Linguagem como Instrumento de Comunicação, fica evidente uma ênfase ao ensino da gramática normativa,</p><p>norteando o aprendizado dos alunos como “certo e errado”. Foco na exteriorização do pensamento.</p><p>(C) Na Concepção da Linguagem como Forma de Interação, a língua é vista como um código que transmite uma mensagem e toma</p><p>forma fora do pensamento.</p><p>(D) Na Concepção da Linguagem como Forma de Expressão do Pensamento, a língua é compreendida como homogênea e estática. O</p><p>professor deve trabalhar a leitura, interpretação e produção de textos variados, enfatizando as variedades da língua.</p><p>(E) Na Concepção da Linguagem com Instrumento de Comunicação, a língua é vista como um código que transmite uma mensagem e</p><p>toma forma fora de nosso pensamento. As formas gramaticais pré-estabelecidas são enfatizadas, configurando o ensino como pres-</p><p>critivo.</p><p>15. FCM - 2019 - Câmara de Conselheiro Lafaiete - MG - Agente Legislativo- Na teoria da comunicação, linguagem é a expressão indivi-</p><p>dual e social do ser humano e, ao mesmo tempo, o elemento comum que possibilita o processo comunicativo entre as pessoas que vivem</p><p>em sociedade. Essa expressão pode acontecer de forma verbal (uso de palavras), não verbal (sem palavras) ou mista.</p><p>A esse respeito, leia a tirinha.</p><p>Segundo os tipos de linguagem presentes na tirinha, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.</p><p>( ) Em todos os quadrinhos, há a linguagem não verbal.</p><p>( ) A personagem utiliza a linguagem oral para se expressar.</p><p>( ) Na hierarquia das linguagens, a verbal predomina na tirinha.</p><p>( ) Na tirinha, a construção de sentido se estabelece pela linguagem mista.</p><p>( ) A repetição da onomatopeia “CHOMP” refere-se à linguagem não verbal.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>4040</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>De acordo com as afirmações, a sequência correta é</p><p>(A) V, V, F, V, F.</p><p>(B)</p><p>F, V, F, V, V.</p><p>(C) F, F, V, F, V.</p><p>(D) V, F, V, F, F.</p><p>(E) V, V, F, F, V.</p><p>GABARITO</p><p>1 B</p><p>2 D</p><p>3 A</p><p>4 E</p><p>5 B</p><p>6 A</p><p>7 D</p><p>8 A</p><p>9 D</p><p>10 A</p><p>11 E</p><p>12 D</p><p>13 C</p><p>14 A</p><p>15 A</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>41</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>A PRESENÇA DE VÁRIAS LÍNGUAS NO NOSSO COTIDIANO;</p><p>SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ENTRE AS LÍNGUAS; OS</p><p>PRODUTOS CULTURAIS ESTRANGEIROS</p><p>INGLÊS</p><p>Reading Comprehension</p><p>Interpretar textos pode ser algo trabalhoso, dependendo do</p><p>assunto, ou da forma como é abordado. Tem as questões sobre o</p><p>texto. Mas, quando o texto é em outra língua? Tudo pode ser mais</p><p>assustador.</p><p>Se o leitor manter a calma, e se embasar nas estratégias do</p><p>Inglês Instrumental e ter certeza que ninguém é cem por cento leigo</p><p>em nada, tudo pode ficar mais claro.</p><p>Vejamos o que é e quais são suas estratégias de leitura:</p><p>Inglês Instrumental</p><p>Também conhecido como Inglês para Fins Específicos - ESP, o</p><p>Inglês Instrumental fundamenta-se no treinamento instrumental</p><p>dessa língua. Tem como objetivo essencial proporcionar ao aluno,</p><p>em curto prazo, a capacidade de ler e compreender aquilo que for</p><p>de extrema importância e fundamental para que este possa desem-</p><p>penhar a atividade de leitura em uma área específica.</p><p>Estratégias de leitura</p><p>• Skimming: trata-se de uma estratégia onde o leitor vai buscar</p><p>a ideia geral do texto através de uma leitura rápida, sem apegar-se</p><p>a ideias mínimas ou específicas, para dizer sobre o que o texto trata.</p><p>• Scanning: através do scanning, o leitor busca ideias especí-</p><p>ficas no texto. Isso ocorre pela leitura do texto à procura de um</p><p>detalhe específico. Praticamos o scanning diariamente para encon-</p><p>trarmos um número na lista telefônica, selecionar um e-mail para</p><p>ler, etc.</p><p>• Cognatos: são palavras idênticas ou parecidas entre duas</p><p>línguas e que possuem o mesmo significado, como a palavra “ví-</p><p>rus” é escrita igualmente em português e inglês, a única diferença</p><p>é que em português a palavra recebe acentuação. Porém, é preciso</p><p>atentar para os chamados falsos cognatos, ou seja, palavras que são</p><p>escritas igual ou parecidas, mas com o significado diferente, como</p><p>“evaluation”, que pode ser confundida com “evolução” onde na ver-</p><p>dade, significa “avaliação”.</p><p>• Inferência contextual: o leitor lança mão da inferência, ou</p><p>seja, ele tenta adivinhar ou sugerir o assunto tratado pelo texto, e</p><p>durante a leitura ele pode confirmar ou descartar suas hipóteses.</p><p>• Reconhecimento de gêneros textuais: são tipo de textos que</p><p>se caracterizam por organização, estrutura gramatical, vocabulário</p><p>específico e contexto social em que ocorrem. Dependendo das mar-</p><p>cas textuais, podemos distinguir uma poesia de uma receita culiná-</p><p>ria, por exemplo.</p><p>• Informação não-verbal: é toda informação dada através de</p><p>figuras, gráficos, tabelas, mapas, etc. A informação não-verbal deve</p><p>ser considerada como parte da informação ou ideia que o texto de-</p><p>seja transmitir.</p><p>• Palavras-chave: são fundamentais para a compreensão do</p><p>texto, pois se trata de palavras relacionadas à área e ao assunto</p><p>abordado pelo texto. São de fácil compreensão, pois, geralmente,</p><p>aparecem repetidamente no texto e é possível obter sua ideia atra-</p><p>vés do contexto.</p><p>• Grupos nominais: formados por um núcleo (substantivo) e</p><p>um ou mais modificadores (adjetivos ou substantivos). Na língua</p><p>inglesa o modificador aparece antes do núcleo, diferente da língua</p><p>portuguesa.</p><p>• Afixos: são prefixos e/ou sufixos adicionados a uma raiz, que</p><p>modifica o significado da palavra. Assim, conhecendo o significado</p><p>de cada afixo pode-se compreender mais facilmente uma palavra</p><p>composta por um prefixo ou sufixo.</p><p>• Conhecimento prévio: para compreender um texto, o leitor</p><p>depende do conhecimento que ele já tem e está armazenado em</p><p>sua memória. É a partir desse conhecimento que o leitor terá o</p><p>entendimento do assunto tratado no texto e assimilará novas in-</p><p>formações. Trata-se de um recurso essencial para o leitor formular</p><p>hipóteses e inferências a respeito do significado do texto.</p><p>O leitor tem, portanto, um papel ativo no processo de leitura</p><p>e compreensão de textos, pois é ele que estabelecerá as relações</p><p>entre aquele conteúdo do texto e os conhecimentos de mundo que</p><p>ele carrega consigo. Ou mesmo, será ele que poderá agregar mais</p><p>profundidade ao conteúdo do texto a partir de sua capacidade de</p><p>buscar mais conhecimentos acerca dos assuntos que o texto traz e</p><p>sugere.</p><p>Não se esqueça que saber interpretar textos em inglês é muito</p><p>importante para ter melhor acesso aos conteúdos escritos fora do</p><p>país, ou para fazer provas de vestibular ou concursos.</p><p>Nouns (Countable and uncountable)</p><p>Regular and irregular plural of nouns: To form the plural of the</p><p>nouns is very easy, but you must practice and observe some rules.</p><p>Regular plural of nouns</p><p>• Regra Geral: forma-se o plural dos substantivos geralmente</p><p>acrescentando-se “s” ao singular.</p><p>Ex.: Motherboard – motherboards</p><p>Printer – printers</p><p>Keyboard – keyboards</p><p>• Os substantivos terminados em y precedido de vogal seguem</p><p>a regra geral: acrescentam s ao singular.</p><p>Ex.: Boy – boys Toy – toys</p><p>Key – keys</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>4242</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>• Substantivos terminados em s, x, z, o, ch e sh, acrescenta-se es.</p><p>Ex.: boss – bosses tax – taxes bush – bushes</p><p>• Substantivos terminados em y, precedidos de consoante, trocam o y pelo i e acrescenta-se es. Consoante + y = ies</p><p>Ex.: fly – flies try – tries curry – curries</p><p>Irregular plurals of nouns</p><p>There are many types of irregular plural, but these are the most common:</p><p>• Substantivos terminados em f e trocam o</p><p>f pelo v e acrescenta-se es.</p><p>Ex.: knife – knives</p><p>life – lives</p><p>wife – wives</p><p>• Substantivos terminados em f trocam o f pelo v; então, acrescenta-se es.</p><p>Ex.: half – halves wolf – wolves loaf – loaves</p><p>• Substantivos terminados em o, acrescenta-se es.</p><p>Ex.: potato – potatoes tomato – tomatoes volcano – volcanoes</p><p>• Substantivos que mudam a vogal e a palavra.</p><p>Ex.: foot – feet child – children person – people tooth – teeth mouse – mice</p><p>Countable and Uncountable nouns</p><p>• Contáveis são os substantivos que podemos enumerar e contar, ou seja, que podem possuir tanta forma singular quanto plural. Eles</p><p>são chamados de countable nouns em inglês.</p><p>Por exemplo, podemos contar orange. Podemos dizer one orange, two oranges, three oranges, etc.</p><p>• Incontáveis são os substantivos que não possuem forma no plural. Eles são chamados de uncountable nouns, de non-countable</p><p>nouns em inglês. Podem ser precedidos por alguma unidade de medida ou quantificador. Em geral, eles indicam substâncias, líquidos, pós,</p><p>conceitos, etc., que não podemos dividir em elementos separados. Por exemplo, não podemos contar “water”. Podemos contar “bottles</p><p>of water” ou “liters of water”, mas não podemos contar “water” em sua forma líquida.</p><p>Alguns exemplos de substantivos incontáveis são: music, art, love, happiness, advice, information, news, furniture, luggage, rice, sugar,</p><p>butter, water, milk, coffee, electricity, gas, power, money, etc.</p><p>Veja outros de countable e uncountable nouns:</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>43</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Pronouns (subject, object, demonstrative, possessive adjective and possessive pronouns )</p><p>O estudo dos pronomes é algo simples e comum. Em inglês existe apenas uma especificidade, que pode causar um pouco de estra-</p><p>nheza, que é o pronome “it”, o qual não utilizamos na língua portuguesa; mas, com a prática, você vai conseguir entender e aprender bem</p><p>rápido.</p><p>Subject Pronouns</p><p>I (eu) I am a singer.</p><p>YOU (você, tu, vocês) You are a student.</p><p>HE (ele) He is a teacher.</p><p>SHE (ela) She is a nurse.</p><p>IT (ele, ela) It is a dog/ It is a table.</p><p>WE (nós) We are friends.</p><p>THEY (eles) They are good dancers.</p><p>O pronome pessoal (subject pronoun) é usado apenas no lugar do sujeito (subject), como mostra o exemplo abaixo:</p><p>Mary is intelligent = She is intelligent.</p><p>Uso do pronome “it”</p><p>– To refer an object, thing, animal, natural phenomenon.</p><p>Example: The dress is ugly. It is ugly.</p><p>The pen is red. It is red.</p><p>The dog is strong. It is strong.</p><p>– Attention</p><p>a) If you talk about a pet use HE or SHE</p><p>Dick is the name of my little dog. He’s very intelligent!</p><p>b) If you talk about a baby/children that you don’t know if is a girl or a boy.</p><p>The baby is in tears. It is in tears. The child is happy. It is happy.</p><p>Object Pronous</p><p>São usados como objeto da frase. Aparecem sempre depois do verbo.</p><p>ME</p><p>YOU</p><p>HIM</p><p>HER</p><p>IT</p><p>US</p><p>YOU</p><p>THEM</p><p>Exemplos:</p><p>They told me the news.</p><p>She loves him so much.</p><p>Demonstrative Pronouns</p><p>Os pronomes demonstrativos são utilizados para demonstrar alguém ou alguma coisa que está perto ou longe da pessoa que fala ou</p><p>de quem se fala, ou seja, indica posição em relação às pessoas do discurso.</p><p>Veja quais são em inglês:</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>4444</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>SINGULAR PLURAL SINGULAR PLURAL</p><p>THIS THESE THAT THOSE</p><p>Este/esta/isto Estes/estas Aquele/aquela/aquilo Aqueles/aquelas</p><p>Usa-se o demonstrativo THIS/THESE para indicar seres que estão perto de quem fala. Observe o emprego dos pronomes demonstra-</p><p>tivos nas frases abaixo:</p><p>This method will work.</p><p>These methods will work.</p><p>O pronome demonstrativo THAT/THOSE é usado para indicar seres que estão distantes da pessoa que fala. Observe:</p><p>That computer technology is one of the most fundamental disciplines of engineering.</p><p>Those computers technology are the most fundamental disciplines of engineering.</p><p>Possessive Adjectives and Possessive Pronouns</p><p>Em inglês há, também, dois tipos de pronomes possessivos, os Possessive Adjectives e os Possessive Pronouns.</p><p>POSSESSIVE ADJECTIVES POSSESSIVE PRONOUNS</p><p>My Mine</p><p>Your Yours</p><p>His His</p><p>Her Hers</p><p>Its Its</p><p>Our Ours</p><p>Your Yours</p><p>Their Theirs</p><p>• Possessive Adjectives são usados antes de substantivos, precedidos ou não de adjetivos.</p><p>Exemplos:</p><p>Our house is close.</p><p>I want to know your name.</p><p>• Possessive Pronouns são usados para substituir a construção possessive adjective + substantivo, evitando assim a repetição.</p><p>Exemplo:</p><p>My house is yellow and hers is white.</p><p>Theirs is the most beautiful car in the town.</p><p>Articles (definite and indefinite)</p><p>THE = o, a, os, as</p><p>• Usos</p><p>– Antes de substantivos tomados em sentido restrito.</p><p>THE coffee produced in Brazil is of very high quality.</p><p>I hate THE music they’re playing.</p><p>– Antes de nomes de países no plural ou que contenham as palavras Kingdom, Republic, Union, Emirates.</p><p>THE United States</p><p>THE Netherlands</p><p>THE United Kingdom</p><p>THE Dominican Republic</p><p>– Antes de adjetivos ou advérbios no grau superlativo.</p><p>John is THE tallest boy in the family.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>45</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>– Antes de acidentes geográficos (rios, mares, oceanos, cadeias</p><p>de montanhas, desertos e ilhas no plural), mesmo que o elemento</p><p>geográfico tenha sido omitido.</p><p>THE Nile (River)</p><p>THE Sahara (Desert)</p><p>– Antes de nomes de famílias no plural.</p><p>THE Smiths have just moved here.</p><p>– Antes de adjetivos substantivados.</p><p>You should respect THE old.</p><p>– Antes de numerais ordinais.</p><p>He is THE eleventh on the list.</p><p>– Antes de nomes de hotéis, restaurantes, teatros, cinemas,</p><p>museus.</p><p>THE Hilton (Hotel)</p><p>– Antes de nacionalidades.</p><p>THE Dutch</p><p>– Antes de nomes de instrumentos musicais.</p><p>She plays THE piano very well.</p><p>– Antes de substantivos seguidos de preposição.</p><p>THE Battle of Trafalgar</p><p>• Omissões</p><p>– Antes de substantivos tomados em sentido genérico.</p><p>Roses are my favorite flowers.</p><p>–Antes de nomes próprios no singular.</p><p>She lives in South America.</p><p>–Antes de possessivos.</p><p>My house is more comfortable than theirs.</p><p>– Antes de nomes de idiomas, não seguidos da palavra langua-</p><p>ge.</p><p>She speaks French and English. (Mas: She speaks THE French</p><p>language.)</p><p>– Antes de nomes de estações do ano.</p><p>Summer is hot, but winter is cold.</p><p>• Casos especiais</p><p>– Não se usa o artigo THE antes das palavras church, school,</p><p>prison, market, bed, hospital, home, university, college, market,</p><p>quando esses elementos forem usados para seu primeiro propósito.</p><p>She went to church. (para rezar)</p><p>She went to THE church. (talvez para falar com alguém)</p><p>– Sempre se usa o artigo THE antes de office, cathedral, cine-</p><p>ma, movies e theater.</p><p>Let’s go to THE theater.</p><p>They went to THE movies last night.</p><p>Indefinite Article</p><p>A / AN = um, uma</p><p>• A</p><p>– Antes de palavras iniciadas por consoantes.</p><p>A boy, A girl, A woman</p><p>– Antes de palavras iniciadas por vogais, com som consonantal.</p><p>A uniform, A university, A European</p><p>• AN</p><p>– Antes de palavras iniciadas por vogais.</p><p>AN egg, AN orange, AN umbrella</p><p>– Antes de palavras iniciadas por H mudo (não pronunciado).</p><p>AN hour, AN honor, AN heir</p><p>• Usos</p><p>– Para se dar ideia de representação de um grupo, antes de</p><p>substantivos.</p><p>A chicken lays eggs. (Todas as galinhas põem ovos.)</p><p>– Antes de nomes próprios no singular, significando “um tal de”.</p><p>A Mr. Smith phoned yesterday.</p><p>– No modelo:</p><p>WHAT + A / AN = adj. + subst.</p><p>What A nice woman!</p><p>– Em algumas expressões de medida e frequência.</p><p>A dozen</p><p>A hundred</p><p>Twice A year</p><p>- Em certas expressões.</p><p>It’s A pity, It’s A shame, It’s AN honor...</p><p>– Antes de profissão ou atividades.</p><p>James is A lawyer.</p><p>Her sister is A physician.</p><p>• Omissão</p><p>– Antes de substantivos contáveis no plural.</p><p>Lions are wild animals.</p><p>– Antes de substantivos incontáveis.</p><p>Water is good for our health.</p><p>* Em alguns casos, podemos usar SOME antes dos substanti-</p><p>vos.</p><p>Indefinite Article</p><p>A / AN = um, uma</p><p>1. A</p><p>- Antes de palavras iniciadas por consoantes.</p><p>A boy, A girl, A woman</p><p>- Antes de palavras iniciadas por vogais, com som consonantal.</p><p>A uniform, A university, A European</p><p>2. AN</p><p>- Antes de palavras iniciadas por vogais.</p><p>AN egg, AN orange, AN umbrella</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>4646</p><p>a</p><p>solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>- Antes de palavras iniciadas por H mudo (não pronunciado).</p><p>AN hour, AN honor, AN heir</p><p>B. Usos</p><p>- Para se dar ideia de representação de um grupo, antes de substantivos.</p><p>A chicken lays eggs. (Todas as galinhas põem ovos.)</p><p>- Antes de nomes próprios no singular, significando “um tal de”.</p><p>A Mr. Smith phoned yesterday.</p><p>- No modelo:</p><p>WHAT + A / AN = adj. + subst.</p><p>What A nice woman!</p><p>- Em algumas expressões de medida e frequência.</p><p>A dozen</p><p>A hundred</p><p>Twice A year</p><p>- Em certas expressões.</p><p>It’s A pity, It’s A shame, It’s AN honor...</p><p>- Antes de profissão ou atividades.</p><p>James is A lawyer.</p><p>Her sister is A physician.</p><p>C. Omissão</p><p>- Antes de substantivos contáveis no plural.</p><p>Lions are wild animals.</p><p>- Antes de substantivos incontáveis.</p><p>Water is good for our health.</p><p>* Em alguns casos, podemos usar SOME antes dos substantivos.</p><p>Prepositions</p><p>As preposições são muito utilizadas na estrutura das frases. Em inglês não poderia ser diferente. As preposições expressam lugar ou</p><p>posição, direção, tempo, maneira (modo), e agente (ou instrumento).</p><p>The keyboard is on the desk - (lugar ou posição).</p><p>Raphael ran toward the hotel - (direção).</p><p>The plane arrived at eleven o’clock - (tempo).</p><p>David travels by train - (maneira ou modo).</p><p>The computer was broken by him - (agente).</p><p>PREPOSIÇÕES</p><p>AT</p><p>Horas The airplane will arrive at five o’clock.</p><p>Datas We have a big party at Christmas.</p><p>Lugares He is at the drugstore.</p><p>Cidades pequenas She lives at Barcelos.</p><p>Períodos do dia She works at night.(noon, night, midnight, dawn)</p><p>Endereços completos Fabrizio lives at 107 Boulevard Street.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>47</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>IN</p><p>Períodos do dia Marcus works in the morning. (exceto noon, night, midnight e dawn)</p><p>Meses The case will arrive in March.</p><p>Estações do ano It’s very hot in summer.</p><p>Anos David graduaded in 2008.</p><p>Séculos Manaus was created in 18th century.</p><p>Expressões do tempo The computer will be working in few days.</p><p>Expressões de lugar (dentro) The memory is in the CPU.</p><p>Estados, Cidades grandes, Países, Continentes August lives in São Paulo.</p><p>There are many developed countries in Europe.</p><p>ON</p><p>“sobre” Our bags are on the reception desk.</p><p>Dias da semana He has class on Friday.</p><p>Datas He has class on Friday.</p><p>Transportes coletivos There are a lot of people on that plane.</p><p>Nomes de ruas ou avenidas The CETAM is on Djalma Street.</p><p>“floor” Gabriel lives on the 8th floor.</p><p>Prepositions of Place</p><p>=</p><p>Verb tenses</p><p>Infinitive</p><p>A forma infinitiva do inglês é to + verbo</p><p>Usos:</p><p>- após numerais ordinais</p><p>He was the first to answer the prohne.</p><p>- com too e enough</p><p>This house is too expensive for me to buy.</p><p>He had bought food enough to feed a city!</p><p>- após o verbo want</p><p>I want you to translate the message.</p><p>- após os verbos make, let e have (sem to)</p><p>This makes me feel happy.</p><p>Let me know if you need any information.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>4848</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>- após o verbo help (com ou sem to)</p><p>She helped him (to) choose a new car.</p><p>Observações:</p><p>Certos verbos admitem o gerund ou infinitive sem alteração</p><p>de sentido.</p><p>It started raining. / It started to rain.</p><p>He began to clean the house. / He began cleaning the house.</p><p>O verbo STOP admite tanto o gerund quanto o infinitive com</p><p>alteração de sentido.</p><p>He stopped smoking.</p><p>(= Ele parou de fumar.)</p><p>He stopped to smoke.</p><p>(= Ele parou para fumar.)</p><p>Imperative</p><p>O imperativo, é usado para dar ordens, instruções, fazer pedi-</p><p>dos e até mesmo aconselhar alguém. É uma forma verbal utilizada</p><p>diariamente e que muita gente acaba não conhecendo.</p><p>A forma afirmativa sempre inicia com o verbo.</p><p>Exemplos:</p><p>Eat the salad. – Coma a salada.</p><p>Sit down! – Sente-se</p><p>Help me! – Me ajude!</p><p>Tell me what you want. – Me diga o que você quer.</p><p>Be careful! – Tome cuidado!</p><p>Turn the TV down. – Desligue a televisão.</p><p>Complete all the sentences. – Complete todas as sentenças.</p><p>Be quiet, please! – Fique quieto, por favor!</p><p>Frases na forma negativa sempre acrescentamos o Don’t antes</p><p>do verbo.</p><p>Exemplos:</p><p>Don’t be late! – Não se atrase!</p><p>Don’t yell in the church! – Não grite na igreja!</p><p>Don’t be scared. – Não se assuste.</p><p>Don’t worry! – Não se preocupe!</p><p>Don’t drink and drive. – Não beba e dirija.</p><p>Simple Present</p><p>O Simple Present é a forma verbal simples do presente. O você</p><p>precisa fazer para usar o Simple Present é saber os verbos na sua</p><p>forma mais simples. Por exemplo “to go” que significa ir, é usado em</p><p>“I go” para dizer eu corro.</p><p>Exemplos de Simple Present:</p><p>I run – Eu corro</p><p>You run – Você corre/Vocês correm</p><p>We run – Nós corremos</p><p>They run – Eles correm</p><p>Regras do Simple Present</p><p>As únicas alterações que acontecem nos verbos se limitam aos</p><p>pronomes he, she e it. De modo geral, quando vamos usar o Simple</p><p>Present para nos referirmos a ele, ela e indefinido, a maioria dos</p><p>verbos recebe um “s” no final:</p><p>He runs – Ele corre</p><p>She runs – Ela corre</p><p>It runs – Ele/ela corre</p><p>Para verbos que têm algumas terminações específicas com “o”,</p><p>“s”, “ss”, “sh”, “ch” “x” ou “z”, deve-se acrescentar “es” no final:</p><p>He goes – Ele vai</p><p>She does – Ela faz</p><p>It watches – Ele/ela assiste</p><p>Quando o verbo termina com consoantes e “y” no final. Por</p><p>exemplo, os verbos study, try e cry e têm consoantes antes do “y”.</p><p>Nesses casos, você deve tirar o “y” e acrescentar “ies” no lugar. Veja</p><p>o exemplo:</p><p>He studies – Ele estuda</p><p>She tries – Ela tenta</p><p>It cries – Ele/ela chora</p><p>Com verbos que também terminam com “y” e têm uma vogal</p><p>antes, permanece a regra geral da maioria dos verbos: acrescentar</p><p>apenas o “s” ao final da palavra.</p><p>He enjoys – Ele gosta</p><p>She stays – Ela fica</p><p>It plays – Ele/ela brinca</p><p>Formas afirmativa, negativa e interrogativa</p><p>Present Continuous</p><p>- Usamos o Present Continuous para ações ou acontecimentos</p><p>ocorrendo no momento da fala com as expressões now, at present,</p><p>at this moment, right now e outras.</p><p>Exemplo:</p><p>She is running at the park now.</p><p>- Usamos também para ações temporárias.</p><p>Exemplos:</p><p>He is sleeping on a sofá these days because his bed is broken.</p><p>- Futuro próximo.</p><p>Exemplo:</p><p>The train leaves at 9 pm.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>49</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Observações:</p><p>- Alguns verbos não são normalmente usados nos tempos contínuos. Devemos usá-los, preferencialmente, nas formas simples: see,</p><p>hear, smell, notice, realize, want, wish, recognize, refuse, understand, know, like, love, hate, forget, belong, seem, suppose, appear,</p><p>have (= ter, possuir), think (= acreditar).</p><p>- Verbos monossilábicos terminados em uma só consoante, precedida de uma só vogal, dobram a consoante final antes do acréscimo</p><p>de –ing.</p><p>Exemplos:</p><p>Run → running</p><p>swim → swimming</p><p>- Verbos dissilábicos terminados em uma só consoante, precedida de uma só vogal, dobram a consoante final somente se o acento</p><p>tônico incidir na segunda sílaba.</p><p>Exemplos:</p><p>prefer → preferring</p><p>admit → admitting</p><p>listen → listening</p><p>enter → entering</p><p>- Verbos terminados em –e perdem o –e antes do acréscimo de –ing, mas os terminados em –ee apenas acrescentam –ing.</p><p>Exemplos:</p><p>make → making</p><p>dance → dancing</p><p>agree → agreeing</p><p>flee → fleeing</p><p>- Verbos terminados em –y recebem –ing, sem perder o –y.</p><p>Exemplos:</p><p>study → studying</p><p>say → saying</p><p>- Verbos terminados em –ie, quando do acréscimo de –ing, perdem o –ie e recebem –ying.</p><p>Exemplos:</p><p>lie → lying</p><p>die → dying</p><p>Porém, os terminados em –ye não sofrem alterações.</p><p>dye → dyeing</p><p>Formas afirmativa, negativa e interrogativa</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>5050</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Immediate Future</p><p>O simple future é um das formas usadas para expressar ações futuras. Em geral vem acompanhado de palavras que indicam futuro,</p><p>como: tomorrow, next. Geralmente, usamos a palavra “will”. Posteriormente, você verá que também podemos utilizar “be going to” para</p><p>formar o futuro e a diferença de utilização entre eles.</p><p>Example:</p><p>Affirmative: What will you study?</p><p>Negative: I will study English.</p><p>Interrogative: I won’t study English.</p><p>Note: we use the auxiliary verb WILL + verbs in infinitive (without “to” ).</p><p>Forma</p><p>contraída</p><p>I will study - I’ll study</p><p>You will travel - You’ll travel</p><p>He will / She will eat - He’ll / She’ll eat</p><p>It will happen - It’ll happen</p><p>We will work - We’ll work</p><p>You will dance - You’ll dance</p><p>They will do - They’ll do</p><p>Simple Past</p><p>With most verbs, the simple past is created simply by adding “ED”. That form belongs for all to the people, not varying in the 3rd</p><p>person.</p><p>Simple past is used to indicate an accomplished action and totally finished in the past, corresponding in Portuguese, the perfect pre-</p><p>terite as imperfect preterite.</p><p>Ex.: Santos Dumont lived in France. He created the 14 Bis.</p><p>Regra geral Acrescenta-se “ed” Play – played</p><p>Verbos terminados em “e” Acrescenta-se “d” Like – liked</p><p>Verbos terminados em y precedido de consoante Mudam o y para i e acrescentam “ed” Study – studied</p><p>Example:</p><p>To work</p><p>I worked</p><p>You worked</p><p>He worked</p><p>She worked</p><p>It worked</p><p>We worked</p><p>They worked</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>51</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Simple past – negative and interrogative form</p><p>Usos:</p><p>– ações definidas no passa do com yesterday, ...ago, last night</p><p>(week,month etc) e expressõesque indiquem ações completamente</p><p>terminadas no passado.</p><p>Exemplos:</p><p>Peter flew to London last night.</p><p>Cabral discovered Brazil in 1500.</p><p>– ações habituais no passado com as mesmas expressões e ad-</p><p>vérbios que indicam ações habituais no presente.</p><p>Exemplos:</p><p>They visited rarely visited their grandparents.</p><p>She often got up at 6.</p><p>– após as if e as though (= como se) e após o verbo wish.</p><p>Exemplos:</p><p>She behaves as if she knew him.</p><p>I wish I had more time to study.</p><p>– No caso do verbo BE, todas as pessoas terão a mesma forma</p><p>(were).</p><p>Exemplos:</p><p>She acts as though she were a queen.</p><p>I wish I were younger.</p><p>– após if only (= se ao menos)</p><p>Exemplos:</p><p>If only I knew the truth.</p><p>If only he understood me.</p><p>OBSERVAÇÕES</p><p>1. As regras de “dobra” de consoantes existentes para o acrés-</p><p>cimo de -ing aplicam-se quando acrescentarmos -ed.</p><p>stop → stopped</p><p>prefer → preferred</p><p>2. Verbos terminados em -y perdem o -y e recebem o acrés-</p><p>cimo de -ed quando o -y aparecer depois de umaconsoante. Caso</p><p>contrário, o -y permanece.</p><p>rely → relied</p><p>play → played</p><p>Past Continuous</p><p>Usos:</p><p>– ação que estava ocorrendo no passado quando outra ação</p><p>passada começou.</p><p>Exemplos:</p><p>They were having a bath when the phone rang.</p><p>She was watching TV when Stanley arrived.</p><p>– ação ou acontecimento que continuou por algum tempo no</p><p>passado.</p><p>Exemplos:</p><p>This time last year I was living in London.</p><p>I saw you last night. You were waiting for a bus.</p><p>Present Perfect</p><p>Usos:</p><p>– ação indefinida no passado, sem marca de tempo. Isso o dife-</p><p>rencia do Simple Past.</p><p>We have finished our homework.</p><p>Jane has traveled to London.</p><p>They have accepted the job offer.</p><p>– com os advérbios EVER, NEVER, ALREADY, YET, JUST, SO FAR,</p><p>LATELY, RECENTLY e expressões como ONCE, TWICE, MANY TIMES,</p><p>FEW TIMES etc.</p><p>Have you EVER seen a camel?</p><p>She has NEVER been to Greece.</p><p>The students have ALREADY written their compositions.</p><p>The bell hasn’t rung YET.</p><p>Our cousins have JUST arrived.</p><p>We have read five chapters SO FAR.</p><p>She has traveled a lot LATELY.</p><p>Have you seen any good films RECENTLY?</p><p>I have flown on an airplane MANY TIMES.</p><p>– com SINCE (= desde) e FOR (= há, faz)</p><p>She has lived in New York SINCE 2013.</p><p>She has lived in New York FOR 7 years.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>5252</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Exemplos:</p><p>As cold as = tão frio quanto</p><p>Not so (as) cold as = não tão frio quanto</p><p>Less cold than = menos frio que</p><p>The least cold = o menos frio</p><p>As expensive as = tão caro quanto</p><p>Not so (as) expensive as = não tão caro quanto</p><p>Less expensive than = menos caro que</p><p>The least expensive = o menos caro</p><p>Observações:</p><p>1. Usamos os sufixos –er ou –est com adjetivos / advérbios de</p><p>uma só sílaba.</p><p>Exemplos:</p><p>taller than = mais alto que / the tallest = o mais alto</p><p>bigger than = maior que / the biggest = o maior</p><p>2. Usamos os sufixos –er ou –est com adjetivos de duas sílabas.</p><p>Exemplos:</p><p>happier than = mais feliz que</p><p>cleverer than = mais esperto que</p><p>the happiest = o mais feliz</p><p>the cleverest = o mais esperto</p><p>3. Usamos os prefixos more e most com adjetivos de mais de</p><p>duas sílabas.</p><p>Exemplos:</p><p>More comfortable than = mais confortável que</p><p>More careful than = mais cuidadoso que</p><p>The most comfortable = o mais confortável</p><p>The most careful = o mais cuidadoso</p><p>4. Usamos os prefixos more e most com advérbios de duas sí-</p><p>labas.</p><p>Exemplos:</p><p>More afraid than = mais amedrontado que</p><p>More asleep than = mais adormecido que</p><p>The most afraid = o mais amedrontado</p><p>The most asleep = o mais adormecido</p><p>5. Usamos os prefixos more e most com qualquer adjetivo ter-</p><p>minado em –ed, –ing, –ful, –re, –ous.</p><p>Exemplos:</p><p>tired – more tired than – the most tired (cansado)</p><p>charming – more charming than – the most charming (char-</p><p>moso)</p><p>hopeful – more hopeful than – the most hopeful (esperançoso)</p><p>sincere – more sincere than – the most sincere (sincero)</p><p>famous – more famous than – the most famous (famoso)</p><p>Variações ortográficas</p><p>– Adjetivos monossilábicos terminados em uma só consoante,</p><p>precedida de uma só vogal dobram a consoante final antes de rece-</p><p>berem –er ou –est.</p><p>Exemplos:</p><p>fat – fatter than – the fattest (gordo)</p><p>thin – thinner than – the thinnest (magro)</p><p>– Adjetivos terminados em Y, precedido de vogal, trocam o Y</p><p>por I antes do acréscimo de –er ou –est:</p><p>Exemplos:</p><p>angry – angrier than – the angriest (zangado)</p><p>happy – happier than – the happiest (feliz)</p><p>Exceção</p><p>shy - shyer than - the shyest (tímido)</p><p>– Adjetivos terminados em E recebem apenas –r ou –st.</p><p>Exemplos:</p><p>nice – nicer than – the nicest (bonito, simpático)</p><p>brave – braver than – the bravest (corajoso)</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>53</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Formas irregulares</p><p>Alguns adjetivos e advérbios têm formas irregulares no compa-</p><p>rativo e superlativo de superioridade.</p><p>good (bom / boa)</p><p>better than - the best</p><p>well (bem)</p><p>bad (ruim / mau)</p><p>- the worst</p><p>badly (mal)</p><p>little (pouco) less than - the least</p><p>Alguns adjetivos e advérbios têm mais de uma forma no com-</p><p>parativo e superlativo de superioridade.</p><p>far (longe)</p><p>farther than – the farthest (distância)</p><p>further (than) – the furthest (distância / adicional)</p><p>old (velho)</p><p>older than – the oldest</p><p>elder – the eldest (só para elementos da mesma família)</p><p>late (tarde)</p><p>the latest (o mais recente)</p><p>the last (o último da série)</p><p>Adverbs (manner, modifier and frequency)</p><p>Advérbios de frequência (OFTEN, GENERALLY, SOMETIMES, NE-</p><p>VER, SELDOM, ALWAYS...) são colocados, de preferência, ANTES do</p><p>verbo principal ou APÓS o verbo auxiliar ou o verbo to be.</p><p>They USUALLY watch TV in the evenings.</p><p>She is ALWAYS late.</p><p>These curtains have NEVER been cleaned.</p><p>Expressões adverbiais de freqüência são colocadas no final ou</p><p>no início de uma oração.</p><p>They watch TV EVERY EVENING.</p><p>ONCE A WEEK they go swimming.</p><p>Advérbios de probabilidade (POSSIBLY, PROBABLY, CERTAIN-</p><p>LY...) são colocados antes do verbo principal mas após be ou um</p><p>verbo auxiliar.</p><p>He PROBABLY knows her phone number.</p><p>He is CERTAINLY at home now.</p><p>PERHAPS e MAYBE aparecem normalmente no começo de</p><p>uma oração.</p><p>PERHAPS I’ll see her later.</p><p>MAYBE you’re right.</p><p>Advérbios de tempo (TODAY, TOMORROW, NOW, SOON, LA-</p><p>TELY...) são colocados no final ou no início de uma oração.</p><p>He bought a new camera YESTERDAY.</p><p>ON MONDAY I’m going to London.</p><p>Advérbios de modo (SLOWLY, QUICKLY, GENTLY, SOFTLY,</p><p>WELL...) aparecem normalmente no final da oração. Alguns advér-</p><p>bios podem também aparecer no início de uma oração se quiser-</p><p>mos enfatizá-los.</p><p>She entered the room SLOWLY.</p><p>SLOWLY she entered the room.</p><p>Grande parte dos advérbios de modo é formada pelo acrésci-</p><p>mo de LY ao adjetivo.</p><p>serious – seriousLY</p><p>careful – carefulLY</p><p>quiet – quietLY</p><p>heavy – heaviLY</p><p>bad – badLY</p><p>Porém, nem todas as palavras terminadas em LY são advérbios.</p><p>lonely = solitário (adjetivo)</p><p>lovely = encantador (adjetivo)</p><p>silly = tolo (adjetivo)</p><p>elderly = idoso (adjetivo)</p><p>Advérbios de lugar (HERE, THERE, EVERYWHERE...) são usados</p><p>no início ou no final de orações.</p><p>You’ll find what you want HERE.</p><p>THERE comes the bus.</p><p>Modo, lugar,</p><p>tempo</p><p>A posição normal dos advérbios em uma oração é:</p><p>He did his job CAREFULLY AT HOME YESTERDAY.</p><p>MODO LUGAR TEMPO</p><p>Lugar, modo, tempo</p><p>Com verbos de movimento, a posição normal é:</p><p>She traveled TO LONDON BY PLANE LAST WEEK.</p><p>LUGAR MODO TEMPO</p><p>There to be</p><p>Para a formação do verbo haver, em inglês, faz-se necessário</p><p>a junção de there e o verbo to be. Veja alguns exemplos práticos,</p><p>a seguir.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>5454</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>SINGULAR PLURAL</p><p>Present There is Present There are</p><p>Past There was Past There were</p><p>Tradução Há Tradução Havia</p><p>Examples:</p><p>There is a bad operation in the computer.</p><p>There are two basic types of monitors.</p><p>Before there was the public internet.</p><p>Can</p><p>O verbo can geralmente significa poder e/ou conseguir e é usado para indicar várias situações:</p><p>– Possibilidade</p><p>– Capacidade/habilidade</p><p>– Permissão</p><p>– Pedido</p><p>Capacidade, habilidade</p><p>She can speak five languages. (present)</p><p>She could play tennis when she was younger. (past)</p><p>She will be able to translate the text. (future)</p><p>Permissão</p><p>You can use my car.</p><p>She can sit anywhere.</p><p>O verbo can é sempre acompanhado do verbo principal no infinitivo sem o to. Ele pode ser usado para construir frases afirmativas,</p><p>negativas e interrogativas.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>55</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>AFFIRMATIVE NEGATIVE INTERROGATIVE</p><p>I can dance I can’t/cannot dance Can I dance?</p><p>You can dance You can’t/cannot dance Can you dance?</p><p>He/she/it can dance He/she/it can’t/cannot dance Can he/she/it dance?</p><p>We can dance We can’t/cannot dance Can we dance?</p><p>You can dance You can’t/cannot dance Can you dance?</p><p>They can dance They can’t/cannot dance Can they dance?</p><p>Word order</p><p>A estrutura básica das frases em inglês é semelhante à nossa, no português. Ela segue um esquema que chamamos SVO, ou seja Su-</p><p>jeito-Verbo-Objeto. O mesmo vale para frases negativas, em que simplesmente se adiciona ao verbo auxiliar a forma negativa not a essa</p><p>estrutura afirmativa. Do mesmo jeito que, no português, usamos um advérbio de negação, como “não”.</p><p>Formar uma frase interrogativa em inglês também não é complicado, embora os componentes da frase mudem um pouco de posição</p><p>em relação ao português. O mesmo vale para frases exclamativas.</p><p>Para formar frases afirmativas, o inglês usa o mesmo esquema Sujeito-Verbo-Objeto que usamos no português. Já para frases nega-</p><p>tivas devemos apenas adicionar o not a essa estrutura afirmativa — exatamente como fazemos em nosso idioma — mas também inserir</p><p>um verbo auxiliar em inglês.</p><p>Já para interrogações e exclamações, os componentes das frases em inglês mudam um pouco, em relação aos do português.</p><p>Tradução literal não tem como funcionar porque cada língua é parte de uma cultura e as culturas são completamente diferentes.</p><p>Fica fácil não cometer mais este erro se você lembrar que as frases em Inglês sempre precisam ter um sujeito (considerando somente</p><p>a frase central). As únicas que começam direto do verbo são as imperativas como tell me, stand up e ask her.</p><p>Entender a estrutura de um idioma é muito mais importante do que tentar traduzir tudo ao pé-da-letra.</p><p>Sujeito</p><p>O sujeito, que sempre ocupa a primeira posição na frase, contrário ao que ocorre na língua portuguesa, nunca é omitido. O sujeito</p><p>pode ser representado por um ou vários substantivos ou por pronomes pessoais.</p><p>Verbo</p><p>Como se pode observar nos exemplos anteriores, o verbo ou a locução verbal (sublinhados) ocupa a segunda posição na estrutura</p><p>frasal inglesa.</p><p>Na poesia, na música ou no inglês falado coloquial, pode-se encontrar exemplos em que esta regra não é observada.</p><p>Entretanto, em linguagem técnico-científica, como no inglês computacional, o formato S+V+C é usado rigorosamente.</p><p>Complementos</p><p>Os complementos são palavras ou frases inteiras que detalham ou completam as informações estabelecidas pelo sujeito e o verbo,</p><p>que são os únicos termos essenciais da oração.</p><p>Analisemos estas frases: “A secretária chegou”, “O ônibus saiu”, “O avião caiu”. Sintaticamente, já temos os dois elementos indispen-</p><p>sáveis: O sujeito que determina quem está envolvido na execução de uma determinada ação e o verbo que responde pelo ato executado.</p><p>WH-questions</p><p>Os Interrogativos (Question Words) são usados para se obter informações específicas. As perguntas elaboradas com eles são chama-</p><p>das wh-questions, pois todos os interrogativos, com exceção apenas de how (como), começam com as letras wh.</p><p>Há perguntas em inglês iniciadas por pronomes interrogativos para se obter informações do tipo: “quem, o que, como, quando, onde”.</p><p>WHAT = (o) que, qual</p><p>Funciona como sujeito ou objeto da oração.</p><p>What makes you happy? (sujeito)</p><p>verbo objeto</p><p>principal</p><p>What did you say? (objeto)</p><p>auxiliar sujeito verbo</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>5656</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>principal</p><p>WHO = quem</p><p>Funciona como sujeito ou objeto da oração.</p><p>Who arrived late yesterday? (sujeito)</p><p>verbo principal</p><p>Who does she love? (objeto)</p><p>auxiliar sujeito verbo</p><p>principal</p><p>WHOM = quem</p><p>Funciona só como objeto de oração ou é usado após preposi-</p><p>ções.</p><p>Whom did you talk to yesterday? (objeto)</p><p>verbo sujeito verbo</p><p>auxiliar princi-</p><p>pal</p><p>To whom did you talk?</p><p>WHICH = que, qual, quais - Indica escolha ou opção.</p><p>Which shirt do you prefer: the blue one or the red one?</p><p>Which of those ladies is your mother?</p><p>WHERE = onde</p><p>Where are you going tonight?</p><p>WHY = por que</p><p>Why don’t you come to the movies with us?</p><p>WHEN = quando</p><p>“When were you born?” “In 1970.”</p><p>HOW = como</p><p>“How is his sister?” “Fine.”</p><p>WHOSE = de quem</p><p>“Whose dictionary is this?” “John’s.”</p><p>Formas compostas de WHAT e HOW</p><p>- WHAT</p><p>WHAT + to be + like? = como é...?</p><p>“What is your boyfriend like?”</p><p>“He’s tall and slim.”</p><p>WHAT about...? = Que tal, o que você acha de...?</p><p>What about having lunch now?</p><p>WHAT do you call...? = como se chama...? qual é o nome...?</p><p>What do you call this device?</p><p>- WHAT ... FOR? = por que, para que?</p><p>What are you doing this for?</p><p>- HOW</p><p>HOW FAR = Qual é a distância?</p><p>HOW DEEP = Qual é a profundidade?</p><p>HOW LONG = Qual é o comprimento? Quanto tempo?</p><p>HOW WIDE = Qual é a largura?</p><p>HOW TALL = Qual é a altura? (pessoas)</p><p>HOW HIGH = Qual é a altura? (coisas)</p><p>HOW OLD = Qual é a idade?</p><p>HOW MUCH = Quanto(a)?</p><p>HOW MANY = Quantos(as)?</p><p>HOW OFTEN = Com que frequência?</p><p>HOW FAST = A que velocidade?</p><p>ESPANHOL</p><p>Proximidade entre as Línguas: Português e Espanhol</p><p>Ao tratar a questão sobre o ensino de Espanhol como língua</p><p>estrangeira para falantes de português, nos colocamos diante de</p><p>uma reflexão sobre as semelhanças e as diferenças entre os dois</p><p>idiomas. Durão (2002) afirma que entre as diversas modalidades de</p><p>estudos sobre uma língua estrangeira, uma delas pode ser o estudo</p><p>de análise contrastiva entre ambas as línguas.</p><p>Durão (op. cit.) desenvolve em seu estudo, a análise contras-</p><p>tiva entre o espanhol e o português com a finalidade de analisar a</p><p>presença dos falsos cognatossob o ponto de vista de compreensão</p><p>de leitura. Seu estudo tem como objetivo identificar as práticas uti-</p><p>lizadas por brasileiros aprendizes de espanhol durante a leitura de</p><p>textos escritos em espanhol cuja interpretação exige um domínio</p><p>linguístico que supera a inferência mediada pela língua materna.</p><p>Segundo a autora, o português e o espanhol são idiomas que</p><p>apresentam um acervo léxico com muitas palavras em comum,</p><p>tendo em vista que ambas tiveram sua origem a partir do latim e</p><p>de outras línguas romanas. Almeida Filho (2001, p. 14) afirma que</p><p>“dentre as línguas românicas o Português e o Espanhol são as que</p><p>mantêm maior afinidade entre si”.</p><p>O estudo realizado por Richman (1965) sobre as línguas roma-</p><p>nas aponta para a identificação de semelhanças entre esses idio-</p><p>mas. O referido autor analisou um corpus de 65.000 palavras de</p><p>uso mais freqüentes para observar sobre a presença de palavras</p><p>cognatas e analisar a proximidade do léxico entre as línguas.</p><p>O resultado deste estudo concluiu que cerca de 90% dos vocá-</p><p>bulos são cognatos.</p><p>Deste total, 60% são cognatos idênticos e 35% são palavras</p><p>podem ser reconhecidas</p><p>por uma inclusão ou exclusão de signos</p><p>gráficos ou, ainda, por meio do deslocamento de uma ou outra letra</p><p>no interior da palavra.</p><p>Além da semelhança entre os vocábulos, Richman destaca tam-</p><p>bém que verificasse uma coincidência quanto à ordem canônica das</p><p>orações que seguem o mesmo padrão. Sobre esse aspecto, Almeida</p><p>Filho (op. cit., p. 14), afirma que</p><p>“A ordem canônica da oração nas duas línguas é altamente</p><p>coincidente, a fonte maior do léxico é basicamente a mesma e as</p><p>bases culturais onde se assentam são em larga medida comparti-</p><p>lhadas”.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>57</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>De acordo com Durão (op. cit.), embora a coincidência de gran-</p><p>de parte do léxico parece favorecer o reconhecimento intuitivo do</p><p>significado de uma grande quantidade de expressões, observamos,</p><p>ao mesmo tempo, que o desconhecimento de alguns termos pode</p><p>limitar a compreensão de sentido de um texto escrito.</p><p>Segundo afirma Fernández (1995, p. 175) em seu estudo, “a</p><p>compreensão espontânea que um falante de português possui do</p><p>espanhol facilita a aprendizagem” e que “falantes de português uni-</p><p>versitários que nunca tenham estudado sistematicamente o espa-</p><p>nhol, entendem aproximadamente 46% do idioma falado e 58% do</p><p>idioma escrito”. Consideramos, assim, um alto índice de compreen-</p><p>são. No entanto, este índice decresce para 42% quando se trata de</p><p>um texto com a presença de falsos cognatos.</p><p>O estudo de Henriques (2000) confirma os resultados das pes-</p><p>quisas anteriores. De uma forma ideal, a possibilidade de compre-</p><p>ensão desta língua é de 90%. Sendo assim, o estudante desta língua</p><p>se encontra diante de um baixo índice de léxico e estruturas desco-</p><p>nhecidas, considerando este em torno de 10%. No entanto, a não</p><p>compreensão de um texto, ou de parte do texto, pode ser limitada</p><p>pelo desconhecimento de algumas formas linguísticas que podem</p><p>comprometer a compreensão de um texto.</p><p>De acordo com Henriques (op. cit.), além da presença dos fal-</p><p>sos cognatos, conforme já mencionado, é possível observar a pre-</p><p>sença de outros elementos que dificultam a compreensão. Um des-</p><p>ses elementos é o caso do uso dos articuladores discursivos que se</p><p>constituem de formas diferentes em ambos os idiomas. A autora</p><p>destaca, ainda, a ocorrência das expressões idiomáticas, conside-</p><p>rando que estas nem sempre podem ser traduzidas literalmente.</p><p>De acordo com Ringbon (1992) o processo de compreensão de</p><p>leitura em uma língua estrangeira pode ser realizado, sem grandes</p><p>dificuldades, quando esta é semelhante à língua materna. Quando</p><p>os sistemas gramaticais são congruentes, o aprendiz não depende</p><p>de muito esforço para compreender as relações morfossintáticas da</p><p>língua estrangeira. Ao contrário, este fator facilita sua tarefa ao in-</p><p>terpretar o que lê nesse idioma, tendo em vista que o sentido global</p><p>da informação é suficiente para sua compreensão.</p><p>De uma forma geral admitimos que na aprendizagem da língua</p><p>estrangeira, o aluno tem conhecimento sobre as estruturas da lin-</p><p>guagem já desenvolvidas para a língua materna. Segundo Almeida</p><p>Filho e Dash (2002, p. 27),</p><p>“o problema não consiste no fato de desenvolver novas habi-</p><p>lidades de processamento, mas o de readaptar as habilidades de</p><p>processamento já existentes, usando signos desconhecidos – em</p><p>outras palavras, uma inversão por completo da situação da língua</p><p>materna”.</p><p>No caso da língua materna, o conhecimento linguístico é usado para</p><p>desenvolver habilidades de processamento de novas informações enquan-</p><p>to que no caso da língua estrangeira as habilidades de processamento são</p><p>aproveitadas para desenvolver o conhecimento linguístico.</p><p>Outra diferença que se destaca nesse processo consiste no fato</p><p>de que no caso da língua materna a aprendizagem se desenvolve</p><p>de uma maneira informal por meio da interação social. De modo</p><p>diferente, a aprendizagem da língua estrangeira se desenvolve de</p><p>maneira formal a partir de instruções quando esta é ensinada a um</p><p>aprendiz quando ele já possui as estruturas linguísticas em sua pró-</p><p>pria língua.</p><p>No caso da aprendizagem de uma língua estrangeira que se</p><p>apresenta uma proximidade com a língua materna, podemos con-</p><p>siderar que esse processo se efetua de uma maneira mais fluente,</p><p>tendo em vista o número de estruturas linguísticas e de vocábulos</p><p>que coincidem em ambas as línguas. Considerando esse aspecto,</p><p>podemos nos posicionar parcialmente de acordo com a posição de</p><p>Ringbon (op. cit.) quando postula que a semelhança entre essas lín-</p><p>guas contribui para a compreensão e a aprendizagem.</p><p>No entanto, torna-se necessário ponderar que devemos levar</p><p>em conta a possibilidade de encontrar formas e estruturas que po-</p><p>dem ser semelhantes, porém, estas estruturas não são idênticas, ou</p><p>seja, não apresentam o mesmo significado nos dois idiomas. Por-</p><p>tanto, os vocábulos e as estruturas diferentes podem, muitas vezes,</p><p>dificultar a compreensão de um texto escrito.</p><p>Assim, afirma Durão (op. cit. p. 14) que</p><p>Asumimos lo que propone Ringbon (1992, p. 88-90) con res-</p><p>peto a que la existencia de cognados, así como la de estructuras</p><p>gramaticales parecidas facilita su entendimiento y uso (...), pero no</p><p>obviamos el hecho de que hay formas y estructuras lingüísticas que</p><p>parecen transparentes, pero que, en verdad, son opacas, pudiendo,</p><p>por lo tanto, trastornar el proceso lector a pesar del contexto.</p><p>Considerando tais argumentos, Durão afirma que apesar das</p><p>semelhanças que se encontram entre essas línguas, no caso, o es-</p><p>panhol e o português, a existência de determinadas formas que não</p><p>coincidem pode dificultar o processo de compreensão.</p><p>Sendo assim, nos colocamos em consonância com a opinião de</p><p>Durão (op. cit.) de que o espanhol e o português são línguas seme-</p><p>lhantes, porém, não idênticas. Por este motivo, justificamos a ne-</p><p>cessidade do estudo do espanhol como língua estrangeira, apesar</p><p>de sua proximidade com a nossa língua materna.</p><p>Fonte: https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/15480/1/</p><p>MOliveiraDISSPRT.pdf</p><p>Cognatos em espanhol</p><p>A semelhança de escrita e pronúncia entre palavras de dife-</p><p>rentes línguas, como é o caso do português e do espanhol, podem</p><p>causar problemas na hora de se iniciar uma conversa ou até mes-</p><p>mo escrever um texto. Termos que se assemelham tanto na grafia</p><p>quanto no significado são chamados de cognatos.</p><p>Para que você não os confunda com as palavras que apenas</p><p>se parecem, mas não possuem a mesma definição, nós trouxemos</p><p>alguns cognatos verdadeiros para te ajudar no aprendizado de es-</p><p>panhol. Veja:</p><p>A</p><p>Absorber - Absorver</p><p>Ahora– Agora</p><p>Aprobar - Aprovar</p><p>B</p><p>Barrer – Varrer</p><p>Bien - Bem</p><p>Bueno – Bom</p><p>C</p><p>Conocer – Conhecer</p><p>Coraje - Coragem</p><p>D</p><p>Deber – Dever</p><p>Donde - Onde</p><p>E</p><p>Entender – Entender</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>5858</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Escribir – Escrever</p><p>Escuchar – Escutar</p><p>Extranjero – Estrangeiro</p><p>G</p><p>Gobierno – Governo</p><p>Gustar – Gostar</p><p>H</p><p>Hacer – Fazer</p><p>Harina - Farinha</p><p>Hijo - Filho</p><p>Hoguera – Fogueira</p><p>Hola – Olá</p><p>J</p><p>Jirafa - Girafa</p><p>L</p><p>Lenguaje – Linguagem</p><p>Llevar – Levar</p><p>Libro – Livro</p><p>M</p><p>Maquillaje - Maquiagem</p><p>Mismo – Mesmo</p><p>Mucho – Muito</p><p>P</p><p>Paisaje - Paisagem</p><p>Palabra – Palavra</p><p>Porcentaje - Porcentagem</p><p>Probar – Provar</p><p>Q</p><p>Quién – Quem</p><p>S</p><p>Salir - Sair</p><p>Siempre – Sempre</p><p>T</p><p>También – Também</p><p>V</p><p>Vainilla – Baunilha</p><p>Vajilla – Vasilha</p><p>Venir – Vir</p><p>Viaje – Viagem</p><p>Agora você já sabe alguns cognatos em espanhol, mas continue</p><p>sempre atento aos falsos cognatos, ou seja, palavras que se pare-</p><p>cem mas que não possuem o mesmo significado.</p><p>Falsos Cognatos em Espanhol (Falsos Amigos)</p><p>Os falsos cognatos, também chamados de “falsos amigos” em</p><p>espanhol, são palavras cuja grafia ou pronúncia é semelhante entre</p><p>idiomas, porém possuem universos semânticos distintos, ou seja,</p><p>têm significados diferentes.</p><p>No caso da língua espanhola e da língua portuguesa, ainda que</p><p>elas sejam próximas e possuam a mesma origem latina, há palavras</p><p>que por serem muito parecidas, seja na aparência ou na sonorida-</p><p>de, muitas vezes possuem significados bem diferentes.</p><p>Assim, elas costumam causar muita confusão e, por</p><p>isso, é su-</p><p>per importante conhecer esses termos para não cometer erros na</p><p>hora de escrever ou falar. Vamos lá então!</p><p>Lista de falsos amigos em espanhol</p><p>Segue abaixo uma lista de palavras onde estão relacionados al-</p><p>guns exemplos de falsos cognatos da língua espanhola em relação</p><p>à língua portuguesa:</p><p>Falso amigo em espanhol/Tradução em português</p><p>Abonar/Pagar</p><p>Abono/Adubo</p><p>Abrigado/Agasalhado</p><p>Aceitar/Passar óleo</p><p>Aceite/Azeite, óleo</p><p>Acordarse/Lembrar-se</p><p>Aderezo/Tempero</p><p>Alejado/Distante</p><p>Almohada/Travesseiro</p><p>Agasajar/Presentear</p><p>Amador/Amante</p><p>Apellido/Sobrenome</p><p>Aposento/Alojamento</p><p>Asignatura/Disciplina, matéria</p><p>Asistir/Frequentar</p><p>Atestar/Encher</p><p>Aula/Sala de aula</p><p>Bala/Projétil</p><p>Balcón/Sacada</p><p>Berro/Agrião</p><p>Billón/Trilhão</p><p>Borracha/Bêbada</p><p>Borrar/Apagar</p><p>Bregar/Lutar</p><p>Botiquín/Maleta de primeiros socorros</p><p>Brinco/Pulo</p><p>Cachorros/Filhotes</p><p>Cachear/Fazer revista policial</p><p>Cadera/Quadril</p><p>Calar/Molhar completamente</p><p>Cena/Jantar</p><p>Cola/Rabo de animal; fila de pessoas</p><p>Chico/Menino; jovem</p><p>Chocho/Feliz</p><p>Chulo/Bonito, legal</p><p>Cinta/Fita</p><p>Crianza/Criação</p><p>Cubierto/Talher</p><p>Cuello/Pescoço</p><p>Embarazada/Grávida</p><p>Embrollo/Confusão</p><p>Enojar/Aborrecer</p><p>Escoba/Vassoura</p><p>Estofado/Cozido</p><p>Exquisito/Requintado, gostoso</p><p>Experto/Perito</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>59</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Extrañar/Sentir saudades</p><p>Faro/Farol</p><p>Fecha/Data</p><p>Flaco/Magro</p><p>Frente/Testa</p><p>Funda/Fronha</p><p>Goma/Borracha</p><p>Gracioso/Engraçado</p><p>Grasa/Gordura</p><p>Guitarra/Violão</p><p>Jubilado/Aposentado</p><p>Jugar/Brincar</p><p>Largo/Longo</p><p>Latir/O bater do coração</p><p>Leyendas/Lendas</p><p>Luego/Depois</p><p>Mostrador/Balcão</p><p>Oficina/Escritório</p><p>Olla/Panela</p><p>Oso /Urso</p><p>Padre/Pai</p><p>Paladar/Céu da boca</p><p>Palco/Camarote</p><p>Pasta/Massa</p><p>Pastel/Bolo</p><p>Pegamento/Cola</p><p>Pegar/Colar</p><p>Pelado/Careca</p><p>Pelo/Cabelo</p><p>Pipa/Cachimbo</p><p>Polvo/Poeira</p><p>Pronto/Logo</p><p>Quitar/Tirar</p><p>Rato/Momento</p><p>Ratón/Rato</p><p>Rojos/Vermelho</p><p>Rubio/Loiro</p><p>Saco/Paletó</p><p>Salada/Salgada</p><p>Sino/Senão</p><p>Sitio/Local, lugar</p><p>Talón/Calcanhar</p><p>Taller/Oficina</p><p>Tapa/Tampa de panela</p><p>Tapas/Aperitivos, petiscos</p><p>Tasa/Taxa</p><p>Taza/Xícara</p><p>Todavía/Ainda</p><p>Vaso/Copo</p><p>Vello/Pelo</p><p>Vereda/Calçada</p><p>Zapatillas/Tênis</p><p>Zorro/Raposa</p><p>Zurdo/Canhoto</p><p>Frases com falsos cognatos em espanhol</p><p>Para melhor exemplificar, segue algumas frases que contém os</p><p>falsos cognatos na língua espanhola.</p><p>Queremos un vaso con água. (Queremos um copo com água).</p><p>Fabiano cogió su saco antes de salir. (Fabiano pegou seu paletó</p><p>antes de sair.)</p><p>Compró las zapatillas en el viernes. (Comprou os tênis na sex-</p><p>ta-feira.)</p><p>La ensalada está salada. (A salada está salgada.)</p><p>Adele es muy graciosa. (Adele é muito engraçada.)</p><p>Mi guitarra es mi mayor regalo. (Meu violão é meu maior pre-</p><p>sente).</p><p>El padre de Antonio estaba cansado. (O pai de Antonio estava</p><p>cansado.)</p><p>Nosotros estábamos contentos en la cena de sábado. (Nós es-</p><p>távamos contentes no jantar de sábado.)</p><p>Tengo muchos dolores en el cuello. (Tenho muitas dores no</p><p>pescoço.)</p><p>Te extraño mucho. (Sinto muitas saudades ou muita falta de</p><p>você).</p><p>Observe os quadrinhos abaixo e veja alguns falsos cognatos em</p><p>espanhol que podem ocasionar situações engraçadas.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>6060</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Cognatos, falsos cognatos e heterossemânticos</p><p>Embora muitas pessoas acreditem que os três conceitos sejam</p><p>equivalentes, “cognatos” e “falsos cognatos” ou “heterossemânti-</p><p>cos” são coisas diferentes.</p><p>Já os “falsos cognatos” ou “heterossemânticos”, são semelhan-</p><p>tes ou iguais na escrita e/ou pronúncia mas possuem significados</p><p>diferentes.</p><p>Observe os casos abaixo, e veja exemplos de termos heterosse-</p><p>mânticos em espanhol, relativamente ao idioma português.</p><p>Exemplos:</p><p>taza: xícara (falso cognato/heterossemântico)</p><p>felicidad: felicidade (cognato)</p><p>A palavra espanhola do primeiro exemplo (taza) se assemelha</p><p>tanto na escrita quanto na pronúncia ao termo taça na língua por-</p><p>tuguesa. No entanto, podemos confirmar que se trata de um falso</p><p>cognato, afinal taza nada tem a ver com taça. O significado correto</p><p>de taza é xícara.</p><p>Já no segundo exemplo, observe que ambas as palavras (felici-</p><p>dad; felicidade) possuem grafia e pronúncia semelhantes e signifi-</p><p>cado igual.</p><p>É importante conhecer os falsos cognatos de uma língua es-</p><p>trangeira, para saber como utilizar seu vocabulário de forma corre-</p><p>ta, evitando assim, constrangimentos ou confusões.</p><p>Assim sendo, uma palavra de grafia/pronúncia parecida pode</p><p>significar outra coisa completamente distinta</p><p>Exemplos:</p><p>Estoy embarazada. (Estou grávida.)</p><p>La carpeta está limpia. (A pasta está limpa.)</p><p>Um falante de língua portuguesa provavelmente entenderia as</p><p>frases da seguinte forma:</p><p>Estou constrangida.</p><p>O carpete está limpo.</p><p>Fonte:http://www.yazigi.com.br/noticias/espanhol/cognatos-em-espa-</p><p>nhol-conheca-palavras-parecidas-com-o-portugues</p><p>https://www.todamateria.com.br/falsos-cognatos-no-espanhol-falsos-</p><p>-amigos/</p><p>CONJUNÇÕES - CONJUNCIONES</p><p>As conjunções são palavras que unem dois termos de uma mes-</p><p>ma oração ou duas orações. Estas orações podem estabelecer uma</p><p>relação de coordenação, ou seja, uma está relacionada à outra mas</p><p>não há dependência entre elas, ou estabelecem relação de subor-</p><p>dinação, ou seja, uma depende da outra para ter sentido completo.</p><p>Conjunções Coordenadas (Conjunciones Coordinadas / Coor-</p><p>dinantes)</p><p>- Copulativas</p><p>Unem termos ou orações que expressam ideias similares, esta-</p><p>belecendo uma relação de adição:</p><p>Ni rojo, ni morado; prefiero verde.</p><p>(Nem vermelho, nem roxo; prefiro verde.)</p><p>Tengo para desayunar pan y leche.</p><p>(Tenho para o café da manhã pão e leite.)</p><p>Quiero mi gaseosa con limón y hielo.</p><p>(Quero meu refrigerante com limão e gelo.)</p><p>Cuidado!</p><p>A conjunção y muda para e quando a palavra que segue come-</p><p>ça por i, hi, seguida de consoante.</p><p>Este libro es facil e interesante.</p><p>(Este livro é fácil e interessante.)</p><p>Son padre e hijo.</p><p>(São pai e filho.)</p><p>- Disyuntivas</p><p>Unem termos ou orações que expressam ideias opostas, esta-</p><p>belecendo relação de exclusão:</p><p>Hay que tener dos o tres alumnos.</p><p>(Tem que ter dois ou três alunos.)</p><p>Cuidado!</p><p>A conjunção o muda para u quando a palavra que segue come-</p><p>ça por o, ho.</p><p>¿Son siete u ocho?</p><p>(São sete ou oito?)</p><p>¿Tu perro es mujer u hombre?</p><p>(Teu cachorro é mulher ou homem?)</p><p>Quando a conjunção o aparece entre números, deve ser acen-</p><p>tuada para não ser confundida com o número zero:</p><p>12 ó 15.</p><p>- Distributivas</p><p>Unem termos ou orações que expressam diferenças lógicas,</p><p>temporais, espaciais ou de qualquer outro tipo:</p><p>Bien para mí, bien para tu hermano, tendrás que contarlo todo.</p><p>(bien... bien)</p><p>(Bem para mim, bem para teu irmão, terás que contar tudo.)</p><p>Ora por una cosa, ora por otra, nunca consigo estudiar. (ora...</p><p>ora)</p><p>(Ora por uma coisa, ora por outra, nunca consigo estudar.)</p><p>Ya en tren, ya en autobús, iremos igual. (ya... ya)</p><p>(Seja de trem, seja de ônibus, iremos igual.)</p><p>Uno para mí, otro para tí. (uno... otro)</p><p>(Um para mim, outro para ti.)</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>61</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>- Adversativas</p><p>Unem termos ou orações que se contrapõem entre si:</p><p>Me gustaría ir, pero no tengo dinero. (= mas)</p><p>(Gostaria de ir, mas não tenho dinheiro.)</p><p>No quiero té sino café solo. (mas sim)</p><p>(Não quero chá, mas sim café preto.)</p><p>No les gustan comer frutas sino manzanas. (exceto)</p><p>(Não gostam de comer frutas, exceto maçãs.)</p><p>Esta chica no hace otra cosa sino llorar. (a não ser)</p><p>(Esta menina não faz outra coisa a não ser chorar.)</p><p>Saldré esta mañana aunque llueva.</p><p>(Sairé esta manhã mesmo que chova.)</p><p>Tenía muchos motivos para hacerlo hablar, sin embargo no lo</p><p>hizo.</p><p>(Tinha muitos motivos para fazê-lo falar, no entanto não o fiz.)</p><p>Outras conjunções que designam ideias contrárias: excepto, no</p><p>obstante, antes, antes bien, a pesar de, con todo, más bien, fuera</p><p>de.</p><p>Conjunções Subordinadas (Conjunciones Subordinadas / Su-</p><p>bordinantes)</p><p>- Causales</p><p>Expressam casua, motivo da ação expressa pelo verbo da ora-</p><p>ção principal:</p><p>La fiesta será buena, ya que he invitado todos mis amigos.</p><p>(A festa será boa, já que convidei todos os meus amigos.)</p><p>Vamos sacar buenas notas en las pruebas porque estudiamos</p><p>mucho.</p><p>(Vamos tirar boas notas nas provas porque estudamos muito.)</p><p>Outras conjunções que designam causa: como,</p><p>275</p><p>17. A agricultura tradicional e orgânica; .................................................................................................................................. 275</p><p>18. A produção da energia; a hidroeletricidade; a produção e o processamento de petróleo; o álcool; as energias nuclear, solar,</p><p>eólica e das marés; sistema fabril; as fontes de energia; a revolução tecnológica do século XX; ...................................... 276</p><p>19. Segunda Guerra Mundial; educação e trabalho; as tecnologias no campo; ...................................................................... 278</p><p>20. A globalização; ................................................................................................................................................................... 288</p><p>21. Medidas de tempo e espaço; meios de localização. ........................................................................................................... 289</p><p>Ciências da Natureza</p><p>1. Princípio da inércia .................................................................................................................................................................... 301</p><p>2. a eletricidade; os sinais e os códigos da ciência ........................................................................................................................ 309</p><p>3. processo de calagem .................................................................................................................................................................. 322</p><p>4. ambiente saudável ..................................................................................................................................................................... 323</p><p>5. determinação de paternidade ou maternidade ......................................................................................................................... 324</p><p>6. a invenção do avião ................................................................................................................................................................... 342</p><p>7. a produção de alimentos ........................................................................................................................................................... 343</p><p>8. a poluição ................................................................................................................................................................................... 346</p><p>9. Terceira Revolução Industrial ..................................................................................................................................................... 351</p><p>10. ondas e radiações; características do som a sua produção e recepção; características da luz aos processos de formação de</p><p>imagens; variáveis como pressão, densidade e vazão de fluidos; biodiversidade; corrente, tensão, resistência e potência .... 353</p><p>11. reciclagem de recursos naturais e matérias-primas .................................................................................................................. 381</p><p>12. propriedades químicas, físicas e biológicas da água .................................................................................................................. 386</p><p>13. perturbações ambientais e suas fontes ..................................................................................................................................... 387</p><p>14. transporte e destinos dos poluentes e seus efeitos nos sistemas naturais, produtivos e sociais .............................................. 395</p><p>15. vantagens e desvantagens da biotecnologia .............................................................................................................................. 395</p><p>16. atividades sociais e econômicas ................................................................................................................................................ 397</p><p>17. indicadores de saúde e desenvolvimento humano (mortalidade, natalidade, longevidade, nutrição, saneamento, renda e</p><p>escolaridade) ............................................................................................................................................................................. 400</p><p>18. processos vitais do organismo humano (defesa, manutenção do equilíbrio interno, relações com o ambiente, sexualidade,</p><p>etc.) ............................................................................................................................................................................................ 407</p><p>19. saúde individual e coletiva ......................................................................................................................................................... 408</p><p>20. processos de trocas de calor; transformações de energia; geração de energia; nomenclatura da química; transformações</p><p>químicas e de energia (a partir de petróleo, carvão, biomassa, gás natural, e dispositivos como pilhas e outros tipos de ba-</p><p>terias); importância social e econômica da eletricidade, dos combustíveis ou recursos minerais. transformações químicas e</p><p>de energia envolvendo fontes naturais (como petróleo, carvão, biomassa, gás natural, e dispositivos como pilhas e outros</p><p>tipos de baterias) e os riscos e possíveis danos decorrentes de sua produção e uso ................................................................ 419</p><p>21. fenômenos biológicos ................................................................................................................................................................ 440</p><p>22. indústria alimentícia .................................................................................................................................................................. 441</p><p>23. produção de medicamentos ...................................................................................................................................................... 448</p><p>24. decomposição de matéria orgânica ........................................................................................................................................... 451</p><p>25. ciclo do nitrogênio ..................................................................................................................................................................... 451</p><p>26. evolução dos saeres vivos .......................................................................................................................................................... 453</p><p>ÍNDICE</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>9</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>LINGUAGEM VERBAL, VISUAL E SONORA; FORMAS DE LIN-</p><p>GUAGEM</p><p>Existem muitas linguagens e cada uma delas é composta de di-</p><p>versos elementos. Alguns exemplos: letras e palavras são elemen-</p><p>tos da linguagem escrita; cores e formas são elementos da lingua-</p><p>gem visual; timbre e ritmo são alguns dos elementos da linguagem</p><p>sonora.</p><p>A linguagem expressa, cria, produz ou comunica algo. Há lin-</p><p>guagens verbais e não verbais. Cada uma delas é composta por</p><p>diversos elementos. Alguns exemplos: letras e palavras são elemen-</p><p>tos da linguagem verbal; cores e formas são elementos da lingua-</p><p>gem visual; timbre e ritmo são alguns dos elementos da linguagem</p><p>sonora.</p><p>Linguagem verbal</p><p>A linguagem verbal é caracterizada pela comunicação através</p><p>do uso de palavras. Essas palavras podem ser faladas ou escritas.</p><p>O conjunto das palavras utilizadas em uma língua é chamado de</p><p>léxico.</p><p>Linguagem visual</p><p>A linguagem visual compreende várias categorias de expressão,</p><p>onde a construção de qualquer uma delas implica em conhecimen-</p><p>to e na leitura de elementos visuais como a forma, a cor, o espaço</p><p>(bidimensional e tridimensional), o equilíbrio, a relação entre luz</p><p>e sombra, plano e superfície, além de outros. O conhecimento da</p><p>linguagem visual assume fundamental importância quando se reco-</p><p>nhece que vivemos na “civilização da imagem”, conforme</p><p>que, pues,</p><p>puesto que, debido a que, etc.</p><p>- Finales</p><p>Expressam objetivo ou finalidade da ação expressa pelo verbo</p><p>da oração principal:</p><p>Lo haré a fin de que entiendas.</p><p>(Farei isso a fim de que entendas.)</p><p>Outras conjunções que designam finalidade: porque, para que,</p><p>de modo que, etc.</p><p>- Temporales</p><p>Expressam diferentes matrizes do tempo em que ocorre a ação</p><p>expressa pelo verbo da oração principal:</p><p>Mientras me baño, tu haces las tareas. (enquanto - simultanei-</p><p>dade)</p><p>(Enquanto tomo banho, tu fazes as tarefas.)</p><p>En cuanto lleguen los invitados, avísame. (tão logo, assim que)</p><p>(Assim que chegarem os convidados, avisa-me.)</p><p>Te llamaré apenas llegue a Madrid. (tão logo, assim que)</p><p>(Te ligarei tão logo chegue em Madrid.)</p><p>Cuando era niña, ¿te gustaba ir al cine?</p><p>(Quando era menina, gostava de ir ao cinema?)</p><p>- Consecutivas</p><p>Expressam o efeito ou a consequência da ação expressa pela</p><p>oração principal:</p><p>Tengo mucha hambre, conque comeré unas galletas. (portanto)</p><p>(Tenho muita fome, portanto comerei umas bolachas.)</p><p>No estudiaste lo suficiente, luego no tendrás buenas notas.</p><p>(Não estudaste o suficiente, logo não terás boas notas.)</p><p>Tú eres la única persona que leyó el texto, así que eres quien lo</p><p>puede explicar. (de modo que)</p><p>(Tu és a única pessoa que leu o texto, de modo que és quem</p><p>pode explicá-lo.)</p><p>- Concesivas</p><p>Expressam concessão ou ainda uma oposição à ideia expressa</p><p>pelo verbo da oração principal:</p><p>Aunque no lo merezcas, te ayudaré. (embora)</p><p>(Embora não mereças, te ajudarei.)</p><p>Outras conjunções que designam concessão: a pesar de que, y</p><p>eso que, si bien, etc.</p><p>- Condicionales</p><p>Expressam condição necessária ou hipótese para que se realize</p><p>a ação expressa pelo verbo da oração principal:</p><p>Como me extrañes mucho, te escribo.</p><p>(Como sentes muito minha falta, te escrevo.)</p><p>Si buscas la paz, la encontrarás.</p><p>(Se buscas a paz, a encontrarás.)</p><p>Outras conjunções que designam condição: ya que, siempre</p><p>que, con tal que.</p><p>Advérbios</p><p>Os advérbios são palavras que modificam os verbos, adjetivos</p><p>ou até outros advérbios. Eles atribuem um novo significado às pa-</p><p>lavras e podem fazer toda a diferença em uma frase. Em espanhol</p><p>eles são categorizados em advérbios de tempo, modo, lugar, quan-</p><p>tidade, afirmação, negação, dúvida e ordem. Quer saber quais são</p><p>essas palavras? Veja aqui uma listinha que preparamos com vários</p><p>advérbios e alguns exemplos de uso:</p><p>- Adverbios de tiempo - Advérbios de tempo</p><p>Ahora – Agora.</p><p>Aún – Ainda.</p><p>Ayer – Ontem.</p><p>Anteayer – Anteontem.</p><p>Anoche – Ontem à noite.</p><p>Antes – Antes.</p><p>Anteanoche – Antes de ontem à noite.</p><p>Después – Depois.</p><p>Entretanto – Enquanto isso.</p><p>Entonces – Então.</p><p>Hoy – Hoje.</p><p>Jamás – Jamais.</p><p>Nunca – Nunca.</p><p>Luego – Logo, depois.</p><p>Mañana – Manhã.</p><p>Mientras - Enquanto.</p><p>Pronto – Em pouco tempo.</p><p>Siempre – Sempre.</p><p>Tarde – Tarde.</p><p>Temprano – Cedo.</p><p>Todavia – Ainda.</p><p>Yá – Já.</p><p>Exemplos:</p><p>¿Hoy el día está soleado. ¿Vamos a la playa? – Hoje o dia está</p><p>ensolarado, vamos à praia?</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>6262</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>No dejes para mañana lo que puedas hacer hoy.– Não deixe</p><p>para depois o que pode fazer agora.</p><p>- Adverbios de modo - Advérbios de modo</p><p>Apenas – Apenas.</p><p>Así – Assim.</p><p>Bien – Bem.</p><p>Casí – Quase.</p><p>Despacio – Devagar.</p><p>Deprisa – Depressa.</p><p>Mejor – Melhor.</p><p>Mal – Mal.</p><p>Como – Como.</p><p>Inclusive -Inclusive.</p><p>Sólo – Somente.</p><p>Peor – Pior.</p><p>Fácilmente – Facilmente.</p><p>Exemplos:</p><p>Este año ella ha salido muy bien en las pruebas. – Neste ano ela</p><p>tem ido muito bem nas provas.</p><p>Los maestros le dijeron que su hijo había portado muy mal en</p><p>la escuela. – Os profesores disseram que seu filho se comportou</p><p>muito mal na escola.</p><p>Hablas como tu madre. – Fala como sua mãe.</p><p>Adverbios de lugar – Advérbios de lugar</p><p>Abajo/debajo – Abaixo.</p><p>Arriba/encima -Em cima/para cima.</p><p>Aparte – À distância.</p><p>Ahí – Aí.</p><p>Allí/allá – Alí.</p><p>Aquí/acá – Aqui/aqui perto.</p><p>Alrededor – Ao redor.</p><p>Adelante – Adiante.</p><p>Adonde – Aonde.</p><p>Cerca – Perto/próximo.</p><p>Delante – Diante.</p><p>Detrás/atrás – Atrás.</p><p>Dentro – Dentro.</p><p>Fuera – Fora.</p><p>Lejos – Longe/distante.</p><p>Exemplos:</p><p>El libro está ahí, cerca del ordenador. – O livro está aí, perto do</p><p>computador.</p><p>El teléfono está fuera de lugar. – O telefone está fora do lugar.</p><p>El cine está cerca del centro de la ciudad. – O cinema está perto</p><p>do centro da cidade.</p><p>- Adverbios de cantidad – Advérbios de quantidade</p><p>Poco – Pouco.</p><p>Algo – Um pouco.</p><p>Mucho – Muito. É usado diante de substantivos, verbos, dos</p><p>adjetivos mejor, peor, mayor e menor e dos advérbios más, menos,</p><p>antes e después.</p><p>Muy – Muito. Usado diante de substantivos e verbos.</p><p>Más – Mais.</p><p>Bastante/demasiado – Bastante/demasiado.</p><p>Menos – Menos.</p><p>Todo – Inteiramente/totalmente.</p><p>Nada – Nada.</p><p>Además – Além disso/além de.</p><p>Incluso – Inclusive.</p><p>Tan – Tão.</p><p>Tanto – Tanto.</p><p>Exemplos:</p><p>Muy linda tu casa. – Muito bonita sua casa.</p><p>Tienes que estudiar mucho para la prueba. – Tem que estudar</p><p>muito para a prova.</p><p>¿Por qué ellos hablan tan rápido? – Por que eles falam tão rá-</p><p>pido?</p><p>- Adverbios de afirmación – Advérbios de afirmação</p><p>Cierto - Certamente</p><p>Sí - Sim</p><p>Seguramente - Seguramente</p><p>Claro – Claro</p><p>También – Também.</p><p>Exemplos:</p><p>Sabe de cierto las respuestas. – Sabe certamente as respostas.</p><p>El vestido é negro y la blusa también. – O vestido é preto e a</p><p>blusa também.</p><p>- Adverbios de negación – Advérbios de negação</p><p>Jamás – Jamais.</p><p>Nunca – Nunca.</p><p>No – Não.</p><p>Tampoco – Tampouco/também não.</p><p>Exemplos:</p><p>Jamás será feliz lejos de su país. – Jamais será feliz longe de</p><p>seu país.</p><p>No piensa regressar a la ciudad. – Não pensa em voltar para a</p><p>cidade.</p><p>- Adverbios de duda – Advérbios de dúvida</p><p>Acaso – Caso/se.</p><p>Quizá – Talvez. Depois de palavra que começa com consoante.</p><p>Quizás – Talvez. Depois de palavra que começa com vogal.</p><p>Probablemente – Provavelmente.</p><p>Tal vez – Talvez.</p><p>Posiblemente – Possivelmente.</p><p>Exemplos:</p><p>Tal vez no vaya hoy a trabajar. – Talvez não vá trabalhar hoje.</p><p>Quizá él gane um viaje a Uruguay. – Talvez ele ganhe uma via-</p><p>gem ao Uruguai.</p><p>- Adverbios de orden - Advérbios de ordem</p><p>Antes – Antes.</p><p>Primeramente – Primeiramente.</p><p>Después – Depois.</p><p>Sucesivamente – Sucessivamente.</p><p>Exemplos:</p><p>¿Cómo sigues adelante después de perder la persona a la que</p><p>amas? – Como segue adiante depois de perder a pessoa que ama?</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>63</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Primeramente, los mandados más importantes. – Primeira-</p><p>mente, os recados mais importantes.</p><p>Preposição</p><p>A preposição na língua espanhola indica a relação de depen-</p><p>dência que existe entre dois substantivos, entre verbo e substanti-</p><p>vo, substantivo e verbo, adjetivo e substantivo e, finalmente, adje-</p><p>tivo e verbo.</p><p>As preposições são uma classe de palavras cuja função consis-</p><p>te em relacionar palavras, servindo de enlace entre elas, ou seja,</p><p>um sentindo. Cada preposição proporciona um sentido diferente a</p><p>frase.</p><p>As preposições utilizadas são: a, ante, bajo, con, contra, de,</p><p>desde, durante, en, entre, hacia, hasta, incluso, mediante, para, por,</p><p>salvo, según, sin, so, sobre e tras.</p><p>Exemplos:</p><p>Vamos a Madrid el próximo fin de semana.(Vamos a Madrid no</p><p>próximo fim de semana).</p><p>La madre lloró ante el altar.(A mãe chorou diante do altar).</p><p>El perro está bajo de la mesa. (O cachorro está embaixo da</p><p>mesa).</p><p>María vino con Juan. (Maria veio com Juan).</p><p>Laerte viene de Argentina. (Laerte vem de Argentina).</p><p>Pepe siempre corre desde la plaza hasta la escuela. (Pepe sem-</p><p>pre corre da praça até a escola).</p><p>Tía Paca vivió en Andalucía.(Tia Paca viveu em Andalucía).</p><p>Encontré una carta entre los libros. (Encontrei uma carta entre</p><p>os livros).</p><p>Los ‘Bandeirantes’ caminaban hacia el interior. (Os ‘Bandeiran-</p><p>tes’ caminhavam para o interior).</p><p>Teodoro se fue para Málaga. (Teodoro foi para Málaga).</p><p>A Juana le gusta pasear por la playa. (Juana gosta de passear</p><p>pela praia).</p><p>Mamá puso el vaso sobre la mesa. (Mamá colocou o vaso sobre</p><p>a mesa).</p><p>Éste es el coche de Manolo. (Este é o carro de Manolo).</p><p>Marcia viajó durante el invierno. (Márcia viajou durante o in-</p><p>verno).</p><p>OBS: Há algumas preposições que possuem um significado</p><p>próprio, que pode ser também figurado, como por exemplo, a pre-</p><p>posição “sin”, que indica companhia negada, falta, etc. Ou ainda,</p><p>a preposição “sobre” que significa “em cima de”, “a cerca de”. Por</p><p>outro lado, há algumas preposições cujo significado se deduz pelo</p><p>contexto e outras sem significado algum. Por exemplo: a preposição</p><p>“a” nos complementos diretos é uma mera marca de função. Ex: Via</p><p>a Maria en el hotel.</p><p>Fonte:</p><p>http://soespanhol.com.br/conteudo/demonstrativos.php</p><p>http://www.skill.com.br/noticias/espanhol/os-adverbios-em-espanhol</p><p>https://www.infoescola.com/espanhol/preposicoes-em-espanhol-pre-</p><p>posiciones/</p><p>PRONOMES PESSOAIS - PRONOMBRES PERSONALES</p><p>São palavras que substituem os substantivos (comuns ou pró-</p><p>prios), relacionando-os com as pessoas do discurso.</p><p>Assim como ocorre no português, os pronomes pessoais po-</p><p>dem exercer diferentes funções sintáticas na oração. O quadro abai-</p><p>xo separa os pronomes em dois grupos: os que possuem função de</p><p>sujeito e os que possuem função de complemento.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>6464</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>- Pronome Pessoal Sujeito (Pronombre Personal Sujeto)</p><p>São aqueles que funcionam como sujeito da oração e que, portanto, concordam com o verbo. Os verbos em espanhol incluem um</p><p>morfema de pessoa claramente diferenciado, o qual distingue perfeitamente qual das três pessoas é o sujeito gramatical. Por essa razão,</p><p>torna-se pouco necessário o uso do pronome pessoal para indicar um sujeito explícito. Observe os exemplos:</p><p>Me despierto temprano todos los días. (yo)</p><p>(Acordo-me cedo todos os dias.)</p><p>Se irrita fácilmente. (él, ella, usted)</p><p>(Irrita-se facilmente.)</p><p>Usted / Ustedes</p><p>Os pronomes usted e ustedes referem-se a 2ª pessoa, porém o verbo que os acompanha é sempre empregado na 3ª pessoa. No por-</p><p>tuguês, esses pronomes equivalem às formas de tratamento senhor (es), senhora (s), sendo empregado ao nos dirigirmos a pessoas com</p><p>as quais não há proximidade, intimidade.</p><p>Assim, há uma forte tendência ao aparecimento explícito dos pronomes usted/ustedes para marcar o tratamento formal, principal-</p><p>mente nas frases interrogativas.</p><p>¿Han reservado ustedes mesa?</p><p>(As senhoras reservaram mesa?)</p><p>Debe traer usted el pasaporte.</p><p>(O senhor (a) deve trazer o passaporte.)</p><p>Tuteo</p><p>Para tratamento informal, usa-se a forma tú. Se desejar quebrar a formalidade quando alguém se dirigr a você com usted, diga:</p><p>¿Por qué no me tuteas?</p><p>(Por que não me tuteias?)</p><p>Ou ainda:</p><p>De tú, por favor.</p><p>(De tu, por favor.)</p><p>Voseo</p><p>A forma voseo é bastante utilizada em países como Argentina, Uruguai, Paraguai e em alguns da América Central. Trata-se de um re-</p><p>gistro informal, que consiste na substituição do pronome tú por vos. A forma verbal que o acompanha deriva de modificações na 2ª pessoa</p><p>do plural. Veja:</p><p>Cantás muy bien. (tú cantas)</p><p>Sos muy cortés. (tú eres)</p><p>Tené cuidado. (ten tú)</p><p>Observação: para nos dirigirmos formalmente às pessoas, também são utilizadas as seguintes formas de tratamento:</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>65</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>- Pronome Pessoal Complemento (Pronombre Personal Complemento)</p><p>São aqueles que exercem função sintática de objeto direto, objeto indireto ou pronome reflexivo. Aparecem nas seguintes formas:</p><p>Átonas: Não precedidas de preposição.</p><p>Tônicas: Sempre precedidas de preposição.</p><p>FORMAS ÁTONAS: me / te / se / nos / os / se</p><p>As formas átonas são empregadas nos seguintes casos:</p><p>a) Na conjugação de verbos reflexivos</p><p>Esteban se lava.</p><p>(Esteban lava-se.)</p><p>Cálzate los zapatos.</p><p>(Calça-te os sapatos.)</p><p>Mañana me despierto a las diez.</p><p>(Acordo-me às dez horas amanhã.)</p><p>b) Como complemento direto ou indireto</p><p>No nos llames tan tarde. (objeto direto)</p><p>(Não nos chame tão tarde.)</p><p>Me mandaron un regalo. (objeto indireto)</p><p>(Mandaram-me um presente.)</p><p>c) Como expressão de involuntariedade</p><p>Utiliza-se quando a ação não ocorre por intervenção deliberada de um agente, mas acidentalmente. Usa-se se + pronome átono +</p><p>verbo na 3ª pessoa (concordando com o substantivo).</p><p>¡Cuidado! ¡El perro se te está escapando!</p><p>(Cuidado! O cachorro está escapando!)</p><p>Se me rompió la taza.</p><p>(A xícara quebrou.)</p><p>Se nos cayeron los relojes.</p><p>(Os relógios caíram.)</p><p>FORMAS ÁTONAS: lo / la / los / las</p><p>Empregam-se sempre como complemento direto, ou seja, substituindo objetos diretos.</p><p>1) Llama un taxi, por favor.</p><p>(Chama um táxi, por favor.)</p><p>Llámalo, por favor.</p><p>(Chama-o, por favor.)</p><p>2) Visitaré a mi familia en mis vacaciones.</p><p>(Visitarei minha família em minhas férias.)</p><p>La visitaré en mis vacaciones.</p><p>(Eu a visitarei em minhas férias.)</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>6666</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>3) ¿Has encontrado a tus amigos?</p><p>(Encontraste teus amigos?)</p><p>No, los estoy buscando.</p><p>(Não, estou procurando-os.)</p><p>Atenção!</p><p>Diferentemente do português, em espanhol os objetos diretos</p><p>de pessoa ou coisa/animal personificado aparecem precedidos da</p><p>preposição a. Repare nos exemplos dados acima: os objetos diretos</p><p>precedidos da preposição a (segundo e terceiro exemplo) são ob-</p><p>jetos de pessoa, enquanto que o objeto direto não preposicionado</p><p>(primeiro exemplo) refere-se à coisa não personificada.</p><p>FORMAS ÁTONAS: le / les</p><p>Empregam-se sempre como complemento indireto, ou seja,</p><p>substituindo objetos indiretos.</p><p>1) ¿Has hablado con tu hermano?</p><p>(Falou com teu irmão?)</p><p>No, le he escrito un e-mail.</p><p>(Não, escrevi-lhe um e-mail.)</p><p>2) Entregaron los premios para los vencedores.</p><p>(Entregaram os prêmios para os vencedores.)</p><p>Les entregaron los premios.</p><p>(Entregaram-lhes os prêmios.)</p><p>Saiba que...</p><p>Um traço marcante na língua espanhola é a repetição dos com-</p><p>plementos.</p><p>Assim, dentro da mesma frase, o complemento pode aparecer</p><p>duas vezes:</p><p>A él le pareció que José tenía razón.</p><p>(A ele pareceu-lhe que José tinha razão.*)</p><p>El auto lo compré de Gabriel.</p><p>(O carro, comprei-o de Gabriel.*)</p><p>* Estas construções são inadequadas em língua portuguesa.</p><p>Construções Valorativas</p><p>São aquelas nas quais as formas átonas são utilizadas com ver-</p><p>bos e expressões que se referem a sensações, reações físicas e emo-</p><p>tivas. Note que, neste caso, o verbo concorda como o sujeito gra-</p><p>matical da oração, ou seja, aquele que provoca a sensação/reação.</p><p>Verbo Gustar</p><p>A ti te gusta la comida japonesa.</p><p>sujeito gramatical</p><p>A mí me gustan las papas fritas.</p><p>sujeito gramatical</p><p>A nosotros nos gustan los días de lluvia.</p><p>sujeito gramatical</p><p>Outros verbos que formam construções valorativas: apetecer,</p><p>doler, encantar, fastidiar, interesar, molestar, preocupar, etc.</p><p>Pronome Neutro LO</p><p>O pronome neutro lo é empregado como complemento direto</p><p>quando se refere a um substantivo masculino singular ou a uma</p><p>frase já mencionada anteriormente.</p><p>Yo tengo dinero, tú no lo tienes.</p><p>(Eu tenho dinheiro, tu não o tens.)</p><p>Me dijo que no tenía dinero, pero no se lo crí.</p><p>(Disse-me que não tinha dinheiro, mas não acreditei.)</p><p>- Colocação dos Pronomes Átonos nas Orações (Colocación de</p><p>los Pronombres Átonos en las Oraciones)</p><p>1) Os pronomes átonos aparecem proclíticos (antepostos ao</p><p>verbo principal) quando estiverem conjugados em qualquer tempo</p><p>do modo Indicativo ou Subjuntivo.</p><p>Te llamo.</p><p>Te chamo.)</p><p>Nos llamaba.</p><p>(Nos chamava.)</p><p>Si lo llamásemos.</p><p>Se o chamássemos.)</p><p>2) Os verbos conjugados no modo imperativo afirmativo, infini-</p><p>tivo ou gerúndio apresentam pronomes átonos enclíticos (pospos-</p><p>tos ao verbo principal). Note que nesses casos, verbo e pronome</p><p>unem-se, formando uma única palavra.</p><p>Llámalos! (Chama-os!)</p><p>Voy a llamarlos. (Vou chamá-los.)</p><p>Estoy llamándolos. (Estou chamando-os.)</p><p>a) No modo imperativo negativo o pronome aparece anteposto</p><p>ao verbo:</p><p>¡No los llames!</p><p>(Não os chame!)</p><p>b) No modo imperativo afirmativo tem-se metaplasmo (perda</p><p>das letras s e d) das formas verbais que acompanham os pronomes</p><p>nos e os:</p><p>lavemos + nos = lavémonos (lavemo-nos)</p><p>respetad + os = respetaos (respeitai-vos)</p><p>* na América Espanhola o pronome os não é utilizado. Em seu</p><p>lugar, utiliza-se o pronome de 3ª pessoa:</p><p>¡Vestíos! = ¡Vístanse! (Vistam-se!)</p><p>- Ordem de Colocação dos Pronomes Átonos (Orden de Coloca-</p><p>ción de los Pronombres Átonos)</p><p>As frases compostas por pronomes átonos com função de com-</p><p>plemento indireto que</p><p>se combinam com pronomes com função de</p><p>complemento direto apresentam a seguinte forma:</p><p>Complemento Indireto (C. i.) + Complemento Direto (C. d.) +</p><p>Verbo</p><p>(me/te/nos/os)(lo/la/los/las)</p><p>Sé dos chistes nuevos. ¿Os los cuento?</p><p>(Conheço duas piadas novas. Conto-lhas?*)</p><p>Necesitamos tu ordenador. Nos lo prestas?</p><p>(Precisamos do teu computador. Empresta-no-lo?*)</p><p>* Formas pouco usadas no português do Brasil. Saiba mais no</p><p>Só Português.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>67</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Observe que a representação do complemento indireto é rea-</p><p>lizada através da substituição dos pronomes le, les pela forma SE, a</p><p>fim de que a cacofonia (repetição de letras que gera som desagra-</p><p>dável) seja evitada.</p><p>1) Ledoy el café a José.</p><p>C. d. C. i.</p><p>(Dou um café para José.)</p><p>SElo doy.</p><p>C. i. C. d.</p><p>2) Les diel chocolate a José y a María.</p><p>C. d. C. i.</p><p>(Dei um chocolate para José e para Maria)</p><p>SE lo di.</p><p>C. i. C. d.</p><p>FORMAS TÔNICAS</p><p>São aquelas que sempre vem precedidas por preposição. Ob-</p><p>serve-as no quadro abaixo:</p><p>Estoy segura de que mi novio piensa mucho en mí.</p><p>(Estou segura de que meu namorado pensa muito em mim.)</p><p>A ti te gustan las rosas.</p><p>(Você gosta de rosas.)</p><p>No pienso irme a vivir contigo.</p><p>(Não penso em ir morar contigo.)</p><p>Vino con nosotros.</p><p>(Veio conosco.)</p><p>a) Ao contrário do que ocorre no português, ao utilizarmos a</p><p>preposição entre empregam-se as formas yo e tú ao invés de mí e ti.</p><p>Entre tú y yo no hay nada.</p><p>(Entre mim e ti não há nada.)</p><p>b) Quando existir outro pronome pessoal além do pronome yo</p><p>na frase, coloca-se este por último.</p><p>Él y yo.</p><p>(Ele e eu.)</p><p>Tú y yo.</p><p>(Tu e eu.)</p><p>c) As formas tônicas, usadas como complemeto, podem exer-</p><p>cer funções de objeto direto ou indireto.</p><p>A él lo conocimos en Portugal.</p><p>objeto Direto</p><p>(Conhecêmo-lo em Portugal.)</p><p>Le regalamos un lindo coche a él.</p><p>objeto Indireto</p><p>(Compramos-lhe um lindo carro.)</p><p>d) Pronomes átonos e tônicos podem aparecer na mesma fra-</p><p>se.</p><p>A mí me gustan las papas.</p><p>(Eu gosto de batatas.)</p><p>PRONOMES RELATIVOS - PRONOMBRES RELATIVOS</p><p>São aqueles que se referem a um termo já mencionado.</p><p>Usos e Exemplos (Usos y Ejemplos)</p><p>QUE</p><p>É o pronome mais utilizado, refere-se a pessoas ou coisas.</p><p>El coche que quieres es caro.</p><p>(O carro que queres é caro.)</p><p>EL QUE, LOS QUE, LA QUE, LAS QUE</p><p>São formas muito utilizadas para evitar a repetição de um ter-</p><p>mo já mencionado. Exprimem tom de formalidade.</p><p>— ¿Tienes una falda verde?</p><p>— No, la que tengo es roja.</p><p>( — Você tem uma saia verde?)</p><p>( — Não, a que tenho é vermelha.)</p><p>QUIEN, QUIENES</p><p>São formas que se referem apenas a pessoas.</p><p>La mujer a quien me dirigí era la esposa del presidente.</p><p>(A mulher a quem me dirigi era a esposa do presidente.)</p><p>* No espanhol, além da forma quien, tem-se quienes (plural).</p><p>Esas mujeres, quienes están en el balcón, son muy ricas.</p><p>(Essas mulheres, as quais estão na sacada, são muito ricas.)</p><p>CUYO, CUYA, CUYOS, CUYAS</p><p>Exprimem ideia de possessão, estabelecendo concordância</p><p>sempre com aquilo que é possuído, nunca com o possuidor.</p><p>Ese hombre, cuyas hijas son todas rubias, es vecino nuestro.</p><p>(Esse homem, cujas filhas são todas loiras, é nosso vizinho.)</p><p>EL CUAL, LA CUAL, LOS CUALES, LAS CUALES, LO CUAL</p><p>São formas que exercem função de pronome substantivo, ex-</p><p>primindo tom de formalidade.</p><p>Juan, el cual se exilió en España, decidió volver a Argentina.</p><p>(Juan, o qual se exilou na Espanha, decidiu voltar à Argentina.)</p><p>CUANTO, CUANTA, CUANTOS, CUANTAS</p><p>São formas que exercem função de pronome substantivo ou</p><p>pronome adjetivo.</p><p>Le prestó cuanto (dinero) encontró. (pronome)</p><p>(Emprestou-lhe quanto dinheiro encontrou.)</p><p>Advérbios (Adverbios)</p><p>Alguns advérbios também funcionam como relativos. Veja os</p><p>exemplos:</p><p>DONDE: El pueblo donde yo crecí, es ahora ciudad. (O povoado</p><p>em que eu cresci, é agora cidade.)</p><p>COMO: Se portó como un hombre. (Portou-se como um ho-</p><p>mem.)</p><p>CUANDO: Mi hermano vendrá cuando pueda. (Meu irmão virá</p><p>quando puder.)</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>6868</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>¡Atención!</p><p>Quando o pronome relativo tiver por antecedente uma oração</p><p>completa, usam-se as formas lo que ou lo cual.</p><p>No comprendo lo que hablas.</p><p>(Não compreendo o que você fala.)</p><p>Lloró muchísimo, lo que/lo cual me dejó mal.</p><p>(Chorou muitíssimo, o que me deixou mal.)</p><p>Os pronomes relativos podem servir de enlace entre uma ora-</p><p>ção principal e uma oração subordinada. Assim, as orações intro-</p><p>duzidas pelos relativos podem ser explicativas ou especificativas</p><p>(equivalem às restritivas no português).</p><p>Los chicos, que estudiaron, aprobaron el examen. (explicativa)</p><p>(As crianças, que estudaram, foram aprovadas no exame.)</p><p>Los chicos que estudiaron aprobaron el examen. (especificati-</p><p>va)</p><p>(As crianças que estudaram foram aprovadas no exame.)</p><p>PRONOMES INDEFINIDOS - PRONOMBRES INDEFINIDOS</p><p>Os indefinidos são palavras que indicam imprecisão, indeter-</p><p>minação. Eles trazem em si uma noção quantitativa, ainda que esta</p><p>expresse um número indeterminado de objetos, sentimentos, uni-</p><p>dades, grau de intensidade de algo, etc. Podem ter o valor de pro-</p><p>nome, adjetivo ou advérbio.</p><p>Comí mucho. (advérbio indefinido) (Comi muito.)</p><p>Comí muchas zanahorias. (adjetivo indefinido) (Comi muitas</p><p>cenouras.)</p><p>Alguien me ha dicho que usted había viajado. (pronome indefi-</p><p>nido) (Alguém me disse que você tinha viajado.)</p><p>- Uso dos indefinidos (Uso de los Indefinidos)</p><p>Indefinidos invariáveis</p><p>ALGO, NADA, ALGUIEN, NADIE</p><p>a) algo e nada referem-se a coisas, enquando alguien e nadie</p><p>referem-se a pessoas. Veja a utilização como pronome:</p><p>Algo me parece malo.</p><p>(Algo me parece mal.)</p><p>Nada le parece bueno.</p><p>(Nada lhe parece bom.)</p><p>Ha visto alguien detrás de la puerta.</p><p>(Viu alguém atrás da porta.)</p><p>A nadie le importa lo que Rocío dice.</p><p>(A ninguém importa o que Rocío disse.)</p><p>b) algo e nada funcionam como advérbio quando modificam</p><p>um adjetivo, particípio ou advérbio de modo. Algo tem sentido de</p><p>un poco e nada tem sentido de muy:</p><p>Me siento algo feliz. (advérbio)</p><p>(Me sinto um pouco feliz.)</p><p>Esta chica no me parece nada contenta. (advérbio)</p><p>(Esta menina não me parece muito contente.)</p><p>c) algo e nada também funcionam como substantivo:</p><p>Juanito notaba un algo de satisfacción en su mirada. (substan-</p><p>tivo)</p><p>(Juanito notava um pouco de satisfação no seu olhar.)</p><p>No voy a darte nada que sea feo. (substantivo)</p><p>(Não vou te dar nada que seja feio.)</p><p>DEMÁS</p><p>a) Precedido de artigo definido plural significa os(as) outros(as):</p><p>Aún estamos en la escuela, pero los demás ya se fueron.</p><p>(Ainda estamos na escola, mas os outros já se foram.)</p><p>Éstas son nuestras mejores ropas, las demás son de calidad in-</p><p>ferior.</p><p>(Estas são nossas melhores roupas, as outras são de qualidade</p><p>inferior.)</p><p>b) Precedido de artigo neutro LO designa coisas:</p><p>Le encanta la película. Todo lo demás no es importante para él.</p><p>(O filme o encanta. Todo o mais não é importante para ele.)</p><p>c) Forma locuções adverbiais (por demás = inútilmente ou en</p><p>demasía; por lo demás):</p><p>Está por demás que lo invites pues no te dará atención.</p><p>(É inútil que o convides, pois não te dará atenção.)</p><p>Es por demás aburrida.</p><p>(É muito entediada.)</p><p>Lo invité normalmente a Alejandro, por lo demás, no fue con-</p><p>migo la riña.</p><p>(Convidei Alejandro normalmente, afinal de contas, não foi co-</p><p>migo a briga.)</p><p>MÁS, MENOS</p><p>a) Aparecem como alguien más, nada menos que, nadie más,</p><p>alguno más, otro más, etc.</p><p>Tienes que añadir más leche y menos harina.</p><p>(Tens que acrescentar mais leite e menos farinha.)</p><p>Unas tienen más paciencia con los hombres y otras menos.</p><p>(Umas têm mais paciência com os homens e outras menos.)</p><p>¿Alguien más lo sabe?</p><p>(Alguém mais sabe?)</p><p>Escribimos nada menos que diez cartas para Ana.</p><p>(Escrevemos nada menos que dez cartas para Ana.)</p><p>Nadie más se enteró de la materia.</p><p>(Ninguém mais se enterou do assunto.)</p><p>¿Eres otro más que perdió el plazo?</p><p>(É mais outro que perdeu o prazo?)</p><p>¿Podemos cerrar o vendrá alguno más?</p><p>(Podemos fechar ou virá mais alguém?)</p><p>CADA</p><p>É o indefinido distributivo.</p><p>a) Quando precede substantivos numeráveis no singular ou nu-</p><p>merais cardinais, funciona como pronome adjetivo:</p><p>Hay una persona</p><p>en cada esquina.</p><p>(Há uma pessoa em cada esquina.)</p><p>El panadero pasa cada dos días.</p><p>(O padeiro passa a cada dois dias.)</p><p>b) Aparece em forma elíptica como pronome substantivo, indi-</p><p>cando unidade quando se refere a valor, peso ou medida:</p><p>Treinta pesetas cada.</p><p>(Trinta pesetas cada.)</p><p>c) Cada cual e cada uno funcionam como pronomes compostos</p><p>e ambos são pronomes substantivos:</p><p>Cada cual con sus problemas.</p><p>(Cada qual com seus problemas.)</p><p>Cada uno debe luchar por sus sueños.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>69</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>(Cada um deve lutar pelos seus sonhos.)</p><p>d) Cada vez más e cada vez menos são formas comparativas:</p><p>Trabaja cada vez más y recibe cada vez menos.</p><p>(Trabalha cada vez mais e recebe cada vez menos.)</p><p>- Indefinidos Variáveis</p><p>ALGUNO(A) (OS) (AS), ALGÚN, NINGUNO(A) (OS) (AS), NINGÚN</p><p>a) Alguno e ninguno sofrem apócope - algún e ningún - quando</p><p>precedem um substantivo masculino singular:</p><p>¿Tienes algún dinero para darme? - No tengo dinero alguno.</p><p>(Tens algum dinheiro para me dar? - Não tenho dinheiro al-</p><p>gum.)</p><p>Ningún trabajo recibió una nota buena del profesor.</p><p>(Nenhum trabalho recebeu uma nota boa do professor.)</p><p>¿Estás con algún problema? - No, ninguno.</p><p>(Está com algum problema? - Não, nenhum.)</p><p>¿Tienes alguna idea de dónde están las chicas? - No, ninguna.</p><p>(Tens alguma ideia de onde estão as meninas? - Não, nenhuma.)</p><p>DEMASIADO, MUCHO, POCO</p><p>a) Demasiado significa en demasía (em demasia, em excesso),</p><p>que é diferente de mucho (grande quantidade):</p><p>Tengo demasiadas dudas. (adjetivo)</p><p>(Tenho muitas dúvidas.)</p><p>Hay demasiada gente aquí. (adjetivo)</p><p>(Tem muita gente aqui.)</p><p>No habló demasiado. (advérbio)</p><p>(Não falou muito.)</p><p>Demasiados se juntaron a Juan. (pronome)</p><p>(Muitos se juntaram a Juan.)</p><p>Tengo mucha hambre. (adjetivo)</p><p>(Tenho muita fome.)</p><p>Duermo mucho. (advérbio)</p><p>(Durmo muito.)</p><p>Faltaron muchos. (pronome)</p><p>(Muitos faltaram.)</p><p>Es poco probable que no venga. (adjetivo)</p><p>(É pouco provável que não venha.)</p><p>Se rieron poco. (advérbio)</p><p>(Riram pouco.)</p><p>Compré diez panes, pero me entregaron pocos. (pronome)</p><p>(Comprei dez pães, mas me entregaram poucos.)</p><p>OTRO</p><p>a) Pode significar distinto, diferente, unos más ou varios más.</p><p>No me gusta esta falda; quiero probar otra.</p><p>(Não gosto dessa saia; quero provar outra.)</p><p>Aquí tiene otras tantas películas para elegir.</p><p>(Aqui tem outros tantos filmes para escolher.)</p><p>b) Forma expressões com a palavra día:</p><p>Otro día paso por tu trabajo.</p><p>(Outro dia passo pelo teu trabalho.)</p><p>c) Pode significar uno más:</p><p>¡Otro/a, por favor! (Outro/a, por favor!)</p><p>Atenção!</p><p>Não se deve usar artigo indefinido antes de otro em espanhol,</p><p>como é comum em português. No entanto, é correto usar artigo de-</p><p>finido antes de otro/a/os/as, como também ocorre em português.</p><p>VARIOS(AS)</p><p>Hay varios tipos de mujeres que no me agradan.</p><p>a) Embora menos comum, existem as formas singulares vario/</p><p>varia que exercem função de adjetivo e significam inconstante ou</p><p>variado(a):</p><p>Son personas de humor vario.</p><p>(São pessoas de humor inconstante.)</p><p>Existen libros de ideología varia.</p><p>(Existem livros de ideologias variadas.)</p><p>BASTANTE(S)</p><p>Tanto em português como em espanhol, bastante significa nu-</p><p>meroso, abundante (com o sentido de para mais do que para me-</p><p>nos) ou suficiente, que basta, que é necessário.</p><p>Estudié bastante para aprobar en matemáticas.</p><p>O sujeito da frase acima estudou o suficiente para ser apro-</p><p>vado, que não necessariamente tem o mesmo sentido de: Estudei</p><p>muito para ser aprovado em matemática. Para esta conotação, em</p><p>espanhol devemos escrever:</p><p>Estudié mucho para aprobar en matemáticas.</p><p>a) Pode ter valor de advérbio, com sentido de muy:</p><p>Mi madre me recibió bastante bien.</p><p>(Minha mãe me recebeu muito bem.)</p><p>b) Pode ter valor de pronome:</p><p>Bastantes no comparecieron a la clase pasada.</p><p>(Muitos não compareceram à aula passada.)</p><p>c) Pode significar lo suficiente:</p><p>Comieron bastante.</p><p>(Comeram o suficiente, o bastante.)</p><p>d) Quando precedido do artigo neutro LO, é substantivo.</p><p>Ya oímos lo bastante por hoy.</p><p>(Já ouvimos o bastante por hoje.)</p><p>CUALQUIERA - CUALESQUIERA</p><p>Indicam indiferença.</p><p>a) Cualquiera sofre apócope (cualquier) quando precede um</p><p>substantivo singular, tanto masculino como feminino.</p><p>Cualquier día de estos paso por tu casa. (adjetivo)</p><p>(Qualquer dia desses passo pela tua casa.)</p><p>Para un chico, cualquier escuela es mejor que estar en la calle.</p><p>(adjetivo)</p><p>(Para um menino, qualquer escola é melhor que estar na rua.)</p><p>Éste es un libro cualquiera. (adjetivo)</p><p>(Este é um livro qualquer.)</p><p>b) As expressões cualquiera que / cualesquiera que pedem ver-</p><p>bo no subjuntivo.</p><p>Cualquiera que lo pruebe me dará razón. (pronome)</p><p>(Qualquer um que o prove me dará razão.)</p><p>Cualesquiera que elijan para mí estará bien. (pronome)</p><p>(Quaisquer que elejam para mim estará bem.)</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>7070</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>c) Pode ter valor depreciativo quando aparecer depois de um</p><p>substantivo:</p><p>No hablo de una película cualquiera.</p><p>(Não falo de um filme qualquer.)</p><p>QUIENQUIERA - QUIENESQUIERA</p><p>Correspondem ao quem quer que do português. A diferença é</p><p>que em espanhol há flexão de número.</p><p>Quienquiera que venga será muy bien recibido.</p><p>(Quem quer que venha será muito bem recebido.)</p><p>Quienesquiera que vengan serán muy bien recibidos.</p><p>(Quaisquer que venham serão muito bem recebidos.)</p><p>CIERTO(S) - CIERTA(S)</p><p>a) Só são considerados como indefinidos quando precedem um</p><p>substantivo:</p><p>Hay ciertos asuntos que se deben tratar de modo particular.</p><p>(Há certos assuntos que se devem tratar de modo particular.)</p><p>Pablo toma ciertas actitudes en el trabajo que me desagradan</p><p>muchísimo.</p><p>(Pablo toma certas atitudes no trabalho que me desagradam</p><p>muitíssimo.)</p><p>b) Perde a característica de indefinido quando aparece pospos-</p><p>to a um substantivo, significando exacto/adecuado:</p><p>Chica, llegaste en el momento cierto.</p><p>(Menina, chegaste no momento certo.)</p><p>Hay que encontrar la respuesta cierta para esta cuestión.</p><p>(Temos que encontrar a resposta certa para esta questão.)</p><p>TANTO, TAN</p><p>a) Usa-se tanto antes de substantivos, com valor de adjetivo:</p><p>Tengo tanto miedo de salir de copas por la noche.</p><p>(Tenho tanto medo de sair para beber a noite.)</p><p>b) Pode ter valor de advérbio:</p><p>Nunca vi Rocío llorar tanto.</p><p>(Nunca vi Rocío chorar tanto.)</p><p>c) No plural significa muchos/muchas:</p><p>Te he pedido tantas veces la carpeta de documentos.</p><p>(Te pedi tantas vezes a pasta de documentos.)</p><p>No hay tantos intereses detrás de esas negociaciones.</p><p>(Não há tantos interesses por detrás dessas negociações.)</p><p>d) Pode ter valor comparativo:</p><p>¿Tengo muchos libros, y tú? - No tengo tantos.</p><p>(Tenho muitos livros, e tu? - Não tenho tantos.)</p><p>e) Un tanto significa un poco, algo, una parte de, cierta canti-</p><p>dad, e nesses casos perde a noção de indefinido:</p><p>Lo veo un tanto raro hoy. (advérbio)</p><p>(O vejo um tanto raramente hoje.)</p><p>Tienes que guardar un tanto todos los meses para tus gastos de</p><p>viaje. (substantivo)</p><p>(Tens que guardar um pouco todos os meses para teus gastos</p><p>com viagem.)</p><p>f) Tan é a forma apocopada de tanto e é usada diante de adje-</p><p>tivo singular, com valor de advérbio:</p><p>Lo siento tan alegre.</p><p>(O sinto tão alegre.)</p><p>MISMO(S), MISMA(S)</p><p>a) Vai precedido de artigo quando acompanha um substantivo:</p><p>Viven en la misma ciudad.</p><p>(Vivem/moram na mesma cidade.)</p><p>b) Quando vai posposto ao substantivo ou ao advérbio tem</p><p>sentido enfático. Posposto ao advérbio é invariável e posposto ao</p><p>substantivo/pronome pessoal é variável em gênero e número.</p><p>Nosotros vamos ahora mismo.</p><p>(Nós vamos agora mesmo.)</p><p>Pablo mismo lo reprobó.</p><p>(Pablo mesmo o reprovou.)</p><p>Ellas mismas hicieron todo.</p><p>(Elas mesmas fizeram tudo.)</p><p>c) São usuais as expressões lo mismo, lo mismo que, lo mismo</p><p>de:</p><p>Todas las mañanas es lo mismo de siempre: se levanta malhu-</p><p>morado.</p><p>(Todas as manhãs é o mesmo de sempre: se levanta mal hu-</p><p>morado.)</p><p>Hablar con usted es lo mismo que no hablar a nadie.</p><p>(Falar com você é o mesmo que não falar a ninguém.)</p><p>A mí me da lo mismo. (com sentido de A mí me da igual, que</p><p>em português significa Para mim dá na mesma, tanto faz.)</p><p>¡Atención!</p><p>Cuidado ao empregar mismo em espanhol.</p><p>Nem sempre ele</p><p>tem igual significado de mesmo do português:</p><p>Incluso los hombres se divirtieron con la fiesta.</p><p>(Até mesmo, inclusive os homens se divertiram com a festa.)</p><p>Yo realmente no quiero cenar.</p><p>(Eu não quero mesmo jantar.)</p><p>Me caso el próximo año. - ¡No me digas!</p><p>(É mesmo?)</p><p>UNO</p><p>Forma neutra.</p><p>a) Quando pronome pessoal indefinido, refere-se a pessoa de</p><p>modo geral:</p><p>Uno nunca sabe cuando Alejandro vendrá. (A gente nunca sabe</p><p>quando Alejandro virá. ou Nunca se sabe quando Alejandro virá. -</p><p>impessoalidade)</p><p>b) Pode ter sentido de uma pessoa, alguém:</p><p>En la escuela buscan a uno que hable español perfectamente.</p><p>(Na escola buscam alguém/uma pessoa que fale espanhol per-</p><p>feitamente.)</p><p>c) Perde o caráter de indefinido tendo valor de pronome adjeti-</p><p>vo ou artigo indefinido, sofrendo apócope (un):</p><p>Un gran partido.</p><p>(Uma grande partida.)</p><p>Mis hijos son muy distintos: uno, los ojos azules, otro, los ojos</p><p>negros.</p><p>(Meus filhos são muito diferentes: um, os olhos azuis, o outro,</p><p>os olhos pretos.)</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>71</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>TAL, TALES</p><p>a) Indicam que a realidade não é bem conhecida, ou não é im-</p><p>portante:</p><p>Ha venido aquí un tal Profesor Hernandez.</p><p>(Veio aqui um tal Profesor Hernandez.)</p><p>Oí hablar de un tal coche que cuesta muy poco. ¡Eso es bueno!</p><p>(Ouvi falar de um tal carro que custa muito pouco. Isso é bom!)</p><p>b) Pode assumir valor demonstrativo:</p><p>No me encanto por tales músicas.</p><p>(Não gosto de tais músicas.)</p><p>c) Introduz frases comparativas ou desempenha papel intensi-</p><p>ficador:</p><p>Tal madre, tal hija.</p><p>(Tal mãe, tal filha.)</p><p>El golpe contra el espejo fue tal que se cortó.</p><p>(O golpe contra o espelho foi tal que se cortou.)</p><p>TODO (forma neutra), TODOS, TODA(S)</p><p>a) Indicam totalidade:</p><p>Todo me parece muy bien. (tudo)</p><p>(Tudo me parece muito bem.)</p><p>Llegaron todos.</p><p>(Chegaram todos.)</p><p>Saldré con todas.</p><p>(Sairé com todas.)</p><p>b) Podem-se colocar artigos, possessivos e demonstrativos en-</p><p>tre os indefinidos todo/a/os/as:</p><p>Leí todo el libro anoche.</p><p>(Li todo o livro ontem a noite.)</p><p>Tendrás todo mi respecto.</p><p>(Terás todo o meu respeito.)</p><p>Todas aquellas mujeres son guapas.</p><p>(Todas aquelas mulheres são bonitas.)</p><p>c) Quando aparece antes de um substantivo significa cualquie-</p><p>ra:</p><p>Toda persona desea tener un buen empleo.</p><p>(Toda pessoa deseja ter um bom emprego.)</p><p>PRONOMES INTERROGATIVOS E EXCLAMATIVOS - PRONOM-</p><p>BRES INTERROGATIVOS Y EXCLAMATIVOS</p><p>São aqueles utilizados para realizar perguntas e exclamações.</p><p>As interrogações podem aparecer de forma direta, encabeçadas</p><p>pelo interrogativo e com sinais de interrogação, ou de forma in-</p><p>direta, com o pronome interrogativo exercendo função de enlace</p><p>subordinador.</p><p>¿Qué día viene Eduardo?</p><p>(Que dia Eduardo vem?)</p><p>Me perguntó qué se pasaba.</p><p>(Perguntou-me o que estava acontecendo.)</p><p>As exclamações expressam aspectos emocionais, tais como:</p><p>surpresa, admiração, espanto, indignação, alegria, etc. Neste caso,</p><p>usam-se sinais de exclamação.</p><p>¡Qué día lindo!</p><p>(Que dia lindo!)</p><p>Observe agora o quadro dos pronomes interrogativos e excla-</p><p>mativos:</p><p>Note que...</p><p>As formas dos pronomes interrogativos e exclamativos coin-</p><p>cidem com as dos pronomes relativos, com exceção do pronome</p><p>cuyo (com suas variações de gênero e número). Não apenas para</p><p>diferenciarem-se dos relativos, mas também por serem, realmente,</p><p>pronunciadas de forma tônica, é que as formas interrogativas e ex-</p><p>clamativas aparecem sempre acentuadas.</p><p>¿Qué compraste? / ¡Qué bonitos ojos tienes!</p><p>(O que tu compraste? / Que olhos bonitos tu tens!)</p><p>¿Quién tiene la llave? / ¡Quiénes lo dirían!</p><p>(Quem tem a chave? / Quem diria!)</p><p>¿Cuál de ellas es tu novia? / ¡Cuál no fue mi sorpresa!</p><p>(Qual delas é a tua noiva? / Qual não foi minha surpresa!)</p><p>¿Cuántos libros tienes? / ¡Cuánta gente!</p><p>(Quantos livros tu tens? / Quanta gente!)</p><p>¿Dónde está tu amigo? / ¡Dónde iremos a parar!</p><p>(Onde está teu amigo? / Onde vamos parar!)</p><p>¿Cómo vamos a Madrid? / ¡Cómo come tu hijo!</p><p>(Como vamos a Madri? Como o teu filho come!)</p><p>¿Cuándo te casas? / ¡Cuándo llegue el día!</p><p>(Quando tu te casas? / Quando chegar o dia!)</p><p>Fonte:</p><p>http://soespanhol.com.br/conteudo/pronomes</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>7272</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>QUESTÕES</p><p>1. (Colégio Pedro II - Professor – Inglês - Colégio Pedro II –</p><p>2019)</p><p>TEXT 6</p><p>“Probably the best-known and most often cited dimension of</p><p>the WE (World Englishes) paradigm is the model of concentric cir-</p><p>cles: the ‘norm-providing’ inner circle, where English is spoken as</p><p>a native language (ENL), the ‘norm-developing’ outer circle, where</p><p>it is a second language (ESL), and the ‘norm-dependent’ expanding</p><p>circle, where it is a foreign language (EFL). Although only ‘tentati-</p><p>vely labelled’ (Kachru, 1985, p.12) in earlier versions, it has been</p><p>claimed more recently that ‘the circles model is valid in the senses</p><p>of earlier historical and political contexts, the dynamic diachronic</p><p>advance of English around the world, and the functions and stan-</p><p>dards to which its users relate English in its many current global</p><p>incarnations’ (Kachru and Nelson, 1996, p. 78).”</p><p>PENNYCOOK, A. Global Englishes and Transcultural Flows. New</p><p>York: Routledge, 2007, p. 21.</p><p>According to the text, it is possible to say that the “circles mo-</p><p>del” established by Kachru</p><p>a) represents a standardization of the English language.</p><p>b) helps to explain the historicity of the English language.</p><p>c) establishes the current standards of the English language.</p><p>d) contributes to the expansion of English as a foreign language.</p><p>2. (Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor II –</p><p>Inglês - IBFC – 2019)</p><p>THE ARAL: A DYING SEA</p><p>The Aral Sea was once the fourth biggest landlocked sea in the</p><p>world – 66,100 square kilometers of surface. With abundant fishing</p><p>resources, the Sea provided a healthy life for thousands of people.</p><p>The Aral receives its waters from two rivers – the Amu Dar’ya</p><p>and the Syr Dar’ya. In 1918, the Soviet government decided to di-</p><p>vert the two rivers and use their water to irrigate cotton planta-</p><p>tions. These diversions dramatically reduced the volume of the Aral.</p><p>As a result, the concentration of salt has doubled and impor-</p><p>tant changes have taken place: fishing industry and other enterpri-</p><p>ses have ceased: salt concentration in the soil has reduced the area</p><p>available for agriculture and pastures; unemployment has risen dra-</p><p>matically; quality of drinking water has been declining because of</p><p>increasing salinity, and bacteriological contamination; the health of</p><p>the people, animal and plant life have suffered as well.</p><p>In the past few decades, the Aral Sea volume has decreased by</p><p>75 percent. This is a drastic change and it is human induced. During</p><p>natural cycles, changes occur slowly, over hundreds of years.</p><p>The United Nations Environment Program has recently created</p><p>the International Fund for Saving the Aral Sea. Even if all steps are</p><p>taken, a substantial recovery might be achieved only with 20 years.</p><p>(From: https://www.unenvironment.org/)</p><p>De acordo com o texto: The diversion of the rivers has reduced</p><p>the volume of the Aral..., assinale a alternativa correta.</p><p>a) by 60 percent</p><p>b) by 70 percent</p><p>c) by 75 percent</p><p>d) by 66,100 kilometers</p><p>3. (Pref. de Teresina - PI - Professor de Educação Básica - Lín-</p><p>gua Inglesa - NUCEPE – 2019)</p><p>The plural form of brother-in-law, foot and candy is</p><p>a) brothers-in-laws, feet ,candys.</p><p>b) brothers-in-law, feet, candies.</p><p>c) brother-in-laws, feet, candies.</p><p>d) brothers-in-law, foots, candies.</p><p>e) brother-ins-law, foots, candys.</p><p>4. I normally have two long ________ a year.</p><p>A)holiday</p><p>B)holidays</p><p>C)holidaies</p><p>D)holidayes</p><p>5. They have four ________, all girls.</p><p>A)childs</p><p>B)childes</p><p>C)childen</p><p>D)children</p><p>6. You must remember to brush your _____ after eating.</p><p>A)tooths</p><p>B)toothes</p><p>C)teeth</p><p>D)teeths</p><p>7. (Prefeitura de Fraiburgo - SC - Professor - Língua Inglesa -</p><p>FEPESE – 2019)</p><p>The Disappearing Honeybee</p><p>• Honeybees do more than just make honey. They fly arou-</p><p>nd and pollinate flowers, plants, and trees. Our fruits, nuts, and ve-</p><p>getables rely.....................these</p><p>pollinators. One third.....................</p><p>America’s food supply is pollinated.....................the honeybee.</p><p>Have you seen or heard a honeybee lately? Bees are myste-</p><p>riously disappearing in many parts of the world. Most people don’t</p><p>know about this problem. It is called “colony collapse disorder”</p><p>(CCD). Some North American beekeepers lost 80% of their hives</p><p>from 2006-2008. Bees in Italy and Australia are disappearing too.</p><p>The disappearance of the honeybee is a serious problem. Can</p><p>you imagine never eating another blueberry? What about almonds</p><p>and cherries? Without honeybees food prices will skyrocket. The</p><p>poorest people always suffer the worst when there is a lack of food.</p><p>This problem affects other foods besides fresh produce. Ima-</p><p>gine losing your favourite ice cream! Haagen Daaz is a famous ice</p><p>cream company. Many of their flavours rely on the hard working</p><p>honeybee. In 2008, Haagen Daaz began raising money for CCD. They</p><p>also funded a garden at the University of California called The Ha-</p><p>ven. This garden helps raise awareness about the disappearing ho-</p><p>neybee and teaches visitors how to plant for pollinators.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>73</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Donating money to research is the most important thing hu-</p><p>mans can do to save the honeybee. Some scientists blame CCD on</p><p>climate change. Others think pesticides are killing the bees. Com-</p><p>mercial bee migration may also cause CCD. Beekeepers transport</p><p>their hives from place to place in order to pollinate plants year rou-</p><p>nd.</p><p>https://www.englishclub.com/reading/environment/honeybee.htm</p><p>Choose the alternative that presents the correct prepositions</p><p>that are missing in the first paragraph.</p><p>A) on • of • by</p><p>B) in • off • by</p><p>C) at • from • about</p><p>D) on • from • by</p><p>E) at • of • due to</p><p>8. (SCGás – Advogado - IESES – 2019)</p><p>Complete the sentences with in, at or on and choose the cor-</p><p>rect alternative.</p><p>She lives _____ the countryside.</p><p>Mark is _____ university.</p><p>Don´t drop litter ____ the ground.</p><p>I arrived ____ the USA last week.</p><p>A) in - at - on - on</p><p>B) in - at - on - in</p><p>C) on - on - in - in</p><p>D) at - in - in - in</p><p>9.(Pref. de Teresina - PI - Professor de Educação Básica - Língua</p><p>Inglesa - NUCEPE – 2019)</p><p>Smiling Can Actually Make People Happier, Study Finds</p><p>Researchers of a new study find that the simple act (1)______ smi-</p><p>ling can actually make a person happier. Evidently, nearly 50 years of data</p><p>shows facial expressions can affect an individual’s emotions or feelings.</p><p>Emotional Debate</p><p>For over 100 years, psychologists have been debating whether</p><p>facial expressions can affect emotions. The argument became even</p><p>more pronounced (2)______ 2016 after 17 teams of scientists failed</p><p>to replicate a popular experiment that would supposedly show that</p><p>smiling can actually make people happier.</p><p>While there are some studies that do not show a relationship</p><p>(3)______facial expressions and emotional feelings, the researchers</p><p>of the new study believe that they can’t focus on the data from just</p><p>one. As such, they scoured data from 138 studies, which tested over</p><p>11,000 participants (4)_____ all over the world.</p><p>“But we can’t focus on the results of any one study. Psychologists</p><p>have been testing this idea since the early 1970s, so we wanted to</p><p>look at all the evidence,” said lead researcher Nicholas Coles, PhD.</p><p>Facial Expressions Affect People’s Emotions</p><p>Based on the team’s meta-analysis, facial expressions do, in fact,</p><p>have a small impact on emotions. For instance, a person who smiles</p><p>will feel happier, a person who scowls will feel angrier, and a person</p><p>who frowns will feel sadder. While the effects aren’t very powerful or</p><p>long-lasting, it is significant enough to show a correlation.</p><p>According to researchers, their findings bring us closer to un-</p><p>derstanding how human emotions work and how the mind and</p><p>body work together to shape how we experience emotions. That</p><p>said, they do note that they are not saying that people can just smi-</p><p>le their way to happiness, especially when it comes to mental heal-</p><p>th conditions such as depression.</p><p>The study is published in Psychological Bulletin.</p><p>Source: https://www.techtimes.com/articles/241396/20190413/</p><p>smiling-can-actually-make-peoplehappier-study-finds.htm(adap-</p><p>ted)Access: April 13th, 2019</p><p>The alternative that has suitable prepositions to complete the</p><p>brackets, respectively:</p><p>A) on, out, behind, in.</p><p>B) of, in , between, from.</p><p>C) of, beside, on , of.</p><p>D) on, at, from, between.</p><p>E) in, of, between, at.</p><p>10. (Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Professor II –</p><p>Inglês - IBFC – 2019) O tempo verbal utilizado para descrever fatos</p><p>que aconteceram em tempo não determinado chama-se _____.</p><p>Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.</p><p>a) Past continuous</p><p>b) Past simple</p><p>c) Present simple</p><p>d) Present perfect</p><p>11. (Prefeitura de São José do Cedro - SC - Professor –Inglês -</p><p>AMEOSC – 2019)</p><p>Did you _____________ that Pilates was born in prison and ins-</p><p>pired by cats?</p><p>Identify the best alternative that completes the context.</p><p>a) Knew.</p><p>b) Know.</p><p>c) Told them.</p><p>d) Brought.</p><p>12. (AMEOSC - 2019 - Prefeitura de São Miguel do Oeste - SC -</p><p>Professor - Língua Inglês) Observe the paragraph below.</p><p>Over the past few years, a bunch of similar books ______ to fill</p><p>the yawning gaps left in recorded history regarding women’s con-</p><p>tributions recently. Identify the best alternative that completes the</p><p>context.</p><p>a) Has attempted.</p><p>b) Had attempted.</p><p>c) Have attempted.</p><p>d) Are attempted.</p><p>13. (Prefeitura de São Miguel do Oeste - SC - Professor - Língua</p><p>Inglesa - AMEOSC – 2019)</p><p>Analyze the sentences below:</p><p>I. She can read music much more quickly then I can;</p><p>II. Until 2005, the film had made the most money that any Bri-</p><p>tish film had ever made;</p><p>III. A lot of people behaved badly at the party, but she behaved</p><p>worst of all.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>7474</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Indicate the correct alternative according to the comparative</p><p>form.</p><p>a) The items I and II, only.</p><p>b) The items II and III, only.</p><p>c) The item III, only.</p><p>d) The items I, II, and III.</p><p>14. (Pref. de Teresina - PI - Professor de Educação Básica - Lín-</p><p>gua Inglesa - NUCEPE – 2019)</p><p>The alternative that contains only adverbs of frequency is</p><p>a) always – often – usually – rarely.</p><p>b) frequently – sometimes – early -.</p><p>c) badly – often – never – actually.</p><p>d) really – seldom – hardly ever.</p><p>e) occasional – fast –there – finally</p><p>15. (TCE-PR - Analista de Controle - Tecnologia da Informação</p><p>- CESPE – 2016)</p><p>In text 8A5BBB, the word “often” ( .27) can be correctly replaced</p><p>by</p><p>a) intermittently.</p><p>b) sometimes.</p><p>c) seldom.</p><p>d) hardly ever.</p><p>e) frequently.</p><p>16. Ano: 2017 Banca: CESPE Órgão: SEDF Prova: CESPE - 2017</p><p>- SEDF - Professor de Educação Básica - Espanhol</p><p>Acerca da organização didático-pedagógica de língua espanho-</p><p>la para o ensino fundamental, julgue o próximo item.</p><p>Recomenda-se priorizar o uso de gêneros textuais variados,</p><p>preferentemente com informações dos países em que o espanhol</p><p>seja a língua materna.</p><p>( ) Certo</p><p>( )Errado</p><p>17. Ano: 2017 Banca: CESPE Órgão: SEDF Prova: CESPE - 2017</p><p>- SEDF - Professor de Educação Básica - Espanhol</p><p>Acerca da organização didático-pedagógica de língua espanho-</p><p>la para o ensino fundamental, julgue o próximo item.</p><p>Um dos principais objetivos do ensino de língua espanhola é</p><p>conseguir que o aluno desenvolva julgamentos críticos.</p><p>( ) Certo</p><p>( )Errado</p><p>18. Ano: 2016 Banca: Quadrix Órgão: CRO - PR Prova: Quadrix</p><p>- 2016 - CRO - PR - Secretário (A) Executivo (A)</p><p>La higiene oral de los habitantes de San Francisco está relacio-</p><p>nada con el nivel de estudios de las personas, lo que indica que se</p><p>deben implementar estrategias educativas que apunten a la promo-</p><p>ción de la salud.</p><p>Fuente: Artículo de investigación. Rev Nac Odontol.</p><p>2016;12(22):23-30.</p><p>Indique el referente del pronombre relativo “lo que”.</p><p>A) El nivel de estudios de las personas.</p><p>B) El estudio de las personas.</p><p>C) La higiene oral de los habitantes de San Francisco está rela-</p><p>cionada con el nivel</p><p>de estudios de las personas.</p><p>D) La higiene oral de los habitantes de San Francisco.</p><p>E) Las opciones a, b, c y d son incorrectas.</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>75</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>19. Ano: 2018 Banca: Quadrix Órgão: SEDF Prova: Quadrix -</p><p>2018 - SEDF - Professor Substituto - Espanhol</p><p>Texto associado</p><p>De acuerdo con el texto, juzgue los ítems.</p><p>En la línea 12, es posible reemplazar “que su” por elpronombre</p><p>cuya, lo cual concuerda en género y númerocon la palabra “prohi-</p><p>bición”.</p><p>( ) Certo</p><p>( )Errado</p><p>20. Ano: 2017 Banca: Quadrix Órgão: SEDF Prova: Quadrix -</p><p>2017 - SEDF - Professor - Espanhol</p><p>Texto associado</p><p>Cerca de un mundo como el de Matrix</p><p>“Gurú” de la ingeniería estadounidense dice que se está a un</p><p>paso de la realidad virtual</p><p>El mundo está muy cerca de no poder diferenciar entre los jue-</p><p>gos y la realidad. Así lo anunció Elon Musk, director ejecutivo de las</p><p>empresas Tesla y SpaceX, dos gigantes de ingeniería estadouniden-</p><p>se. Musk, que ha contribuido al desarrollo de investigaciones sobre</p><p>los peligros de la inteligencia artificial, en la última conferencia de</p><p>medios y tecnología, Code Conference 2016, concluyó que estamos</p><p>viviendo en un mundo cada vez más simulado.</p><p>En entrevista al portal británico The Independent, explicó su</p><p>argumento más fuerte para afirmar que ya estamos en medio de</p><p>una simulación:</p><p>“Hace 40 años teníamos Pong (el juego de dos rectángulos y</p><p>una bolita). Ahí era que estábamos. Ahora, 40 años después, tene-</p><p>mos foto realidad, simulaciones 3D con millones de personas jugan-</p><p>do simultáneamente y está mejorando cada año. Pronto tendremos</p><p>realidad virtual, hemos aumentado la realidad”, dijo.</p><p>El genio de la tecnología asegura que aun si los avances caye-</p><p>ran en un 100%, el mundo seguiría moviéndose a una velocidad</p><p>“intensa”. Incluso –en entrevista al portal británico-, afirma que si la</p><p>civilización dejara de avanzar sencillamente seria su fin.</p><p>A la pregunta de si ya se está viviendo en un mundo simulado</p><p>su respuesta fue “probablemente”. Sin embargo, alerta que de no</p><p>asumirse ningún grado de responsabilidad no podremos distinguir</p><p>los juegos de la realidad: “serían simplemente indistinguibles”.</p><p>Juzgue los ítems siguientes según el texto de arriba.</p><p>El adverbio “‘probablemente’” (linea 23) tiene el mismo senti-</p><p>do de posiblemente o de tal vez.</p><p>( ) Certo</p><p>( )Errado</p><p>21. Quanto a: TAL, TALES</p><p>“Indicam que a realidade não é bem conhecida, ou não é im-</p><p>portante:“</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>22. Quanto a: QUIENQUIERA - QUIENESQUIERA</p><p>“Correspondem ao quem quer que do português. A diferença é</p><p>que em espanhol não há flexão de número.“</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>23. Tanto em português como em espanhol, bastante significa</p><p>numeroso, abundante (com o sentido de para mais do que para me-</p><p>nos) ou suficiente, que basta, que é necessário.</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>24. Quanto a: CUANTO, CUANTA, CUANTOS, CUANTAS</p><p>“São formas que exercem função de substantivo ou pronome</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>25. No Espanhol assim como ocorre no português, os pronomes</p><p>pessoais podem exercer diferentes funções sintáticas na oração. O</p><p>quadro abaixo separa os pronomes em dois grupos: os que pos-</p><p>suem função de sujeito e os que possuem função de complemento.</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA</p><p>7676</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>GABARITO</p><p>1 B</p><p>2 C</p><p>3 B</p><p>4 B</p><p>5 D</p><p>6 C</p><p>7 A</p><p>8 B</p><p>9 B</p><p>10 D</p><p>11 B</p><p>12 C</p><p>13 B</p><p>14 A</p><p>15 E</p><p>16 CERTO</p><p>17 CERTO</p><p>18 C</p><p>19 CERTO</p><p>20 CERTO</p><p>21 CERTO</p><p>22 ERRADO</p><p>23 CERTO</p><p>24 ERRADO</p><p>25 CERTO</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>77</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>AS TRANSFORMAÇÕES DO MOVIMENTO</p><p>Introdução</p><p>Movimento é a mudança de um corpo baseado em um ponto</p><p>referencial. Portanto percebemos que este ponto referencial é im-</p><p>portante. Um corpo pode estar em movimento para um observa-</p><p>dor, e parado para outro observador.</p><p>Por exemplo: Para um passageiro que está sentado dentro de</p><p>um ônibus. Esse passageiro em relação ao ônibus está parado, já em</p><p>relação ao planeta Terra está em movimento.</p><p>Dentro da física temos a mecânica que é a área estática que tra-</p><p>ta os corpos sem movimento, temos a área da cinemática que des-</p><p>creve os movimentos e área da cinética que trata das suas causas.</p><p>Causas do Movimento</p><p>Para que um movimento ocorra, deve-se sair do seu estado ini-</p><p>cial de Inércia, com a aplicação de uma força. Basta pensarmos eu</p><p>um treino, é necessária uma força para que ocorra o movimento</p><p>necessário.</p><p>• Força: é o agente da dinâmica, responsável por alterar o esta-</p><p>do de repouso do movimento de um corpo.</p><p>• Inércia: é a tendência de um corpo em se manter em seu</p><p>estado inicial, onde só pode ser alterada por meio da aplicação de</p><p>uma força.</p><p>As forças podem ser classificadas como internas ou externas.</p><p>As forças externas causam o deslocamento enquanto as internas</p><p>são as musculares que atuam internamente no corpo.</p><p>Dentro do contexto da educação física temos a biomecânica,</p><p>que é uma disciplina que integra a parte biológica e a mecânica</p><p>como o próprio nome diz. A biomecânica é importantíssima para os</p><p>esportes de forma geral, tem trazido um grande melhoria na análise</p><p>e técnica desportiva, desenvolvimento de equipamentos adequa-</p><p>dos e parâmetros para análise e aplicação do movimento.</p><p>Tipos de Movimentos</p><p>Dentro do nosso estudo vamos resumir apenas em dois movi-</p><p>mentos: linear e angular, apesar de existirem outros tipos de movi-</p><p>mentos.</p><p>• O Movimento é Linear quando o corpo pode se mover por</p><p>completo de um lugar para o outro. Este movimento pode ser retilí-</p><p>neo ou curvilíneo.</p><p>– Movimento Linear Retilíneo: Movimento em Linha Reta.</p><p>– Movimento Linear Curvilíneo: Movimento em Curva.</p><p>• O Movimento é Angular quando o corpo gira em torno de um</p><p>determinado centro.</p><p>Pelas imagens acima verificamos</p><p>que corpo pode executar am-</p><p>bos os movimentos simultaneamente. Por exemplo: Temos movi-</p><p>mento lineares (troca de posição) e temos movimentos angulares</p><p>internos no corpo do atleta em relação a sua musculatura; temos</p><p>também movimentos angulares ao redor de um determinado eixo</p><p>e temos movimento angulares em torno do próprio centro de gra-</p><p>vidade.</p><p>O corpo humano executa movimentos angulares por isso con-</p><p>segue executar a maioria dos movimentos pelas suas articulações.</p><p>Conforme estudado, sabemos que a força é um fator que de-</p><p>termina e modifica o movimento, um movimento pode ser modifi-</p><p>cado também pelo atrito.</p><p>Estes fatores são utilizados pelos atletas para aproveitarem</p><p>oportunidades em seu desempenho.</p><p>As Transformações do Movimento</p><p>As transformações do movimento humano estão relacionadas</p><p>ao desenvolvimento psicomotor em harmonia com o aperfeiçoa-</p><p>mento social e cognitivo.</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>7878</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Desenvolvimento Humano e período evolutivos</p><p>Muitos movimentos são voluntários que foram adquiridos con-</p><p>forme a evolução na infância. Estes marcos iniciais deverão ser ob-</p><p>servados desde o nascimento, para verificar a saúde neurológica.</p><p>• Desenvolvimento motor: Refere-se ao controle sobre os dife-</p><p>rentes músculos do organismo.</p><p>Sistema Nervoso Central e sua relação com os tipos de movi-</p><p>mento</p><p>O sistema nervoso central é responsável por processar as in-</p><p>formações. Dentro do nosso estudo sobre movimento o cerebelo</p><p>coordena e mantém o equilíbrio e permite a execução de movimen-</p><p>tos.</p><p>Atividades motoras e psicomotoras</p><p>As atividades psicomotoras são aquelas em que existe a in-</p><p>teração entre o movimento muscular e o sistema nervoso. Como</p><p>relatado, elas são importantíssimas em qualquer fase da vida. São</p><p>exemplos: andar, correr, andar de bicicleta, etc.</p><p>A CULTURA DO ESPORTE</p><p>A CULTURA DO ESPORTE</p><p>A cultura do esporte não é apenas ensinar os conceitos dos jo-</p><p>gos, é algo que vai além, pois existe uma interação com a sociedade.</p><p>Dentro deste tema a cultura do esporte é uma complexa rela-</p><p>ção sociocultural. A Área de educação física hoje contempla múlti-</p><p>plos conhecimentos sobre o corpo e movimento.</p><p>Portanto as manifestações (jogos, esportes, danças, etc.) de-</p><p>vem ser abordadas, pois trazem benefícios fisiológicos e biológicos</p><p>e sociais. Essas manifestações também são instrumentos de lazer,</p><p>comunicação, expressão e cultura. Visando esses preceitos, cabe</p><p>à educação física garantir os ensinamentos práticos e conceituais,</p><p>contribuindo assim para formação do caráter do indivíduo.</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>79</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>OS BENEFÍCIOS DO MOVIMENTO</p><p>OS BENEFÍCIOS DO MOVIMENTO</p><p>Mesmo antes do nascimento o corpo humano movimenta-se.</p><p>É parte integrante do nosso ser, existem inúmeros benefícios que</p><p>advém disso. Aqui citaremos alguns:</p><p>Melhora nas articulações</p><p>Uma atividade exercida de forma correta, sem exagero ou ex-</p><p>cesso, tende a melhorar as articulações desenrijecendo as junções</p><p>dos ossos.</p><p>Garantia da qualidade do sono</p><p>Existem algumas funções que o corpo realiza somente durante</p><p>o sono, desta forma realizar movimentos como caminhada, dentre</p><p>outros, melhora o organismo e metabolismo.</p><p>Diminuição de dores</p><p>Ao movimenta-se, o corpo libera algumas substancias analgési-</p><p>cas que agem no organismo.</p><p>Integração social</p><p>Por meio de atividades em grupo, o indivíduo integra-se ao</p><p>meio se comunicando com os participantes através de movimentos.</p><p>Melhora cardiovascular</p><p>Todo tipo de exercício demanda energia cardiovascular, desta</p><p>forma um benefício decorrente disso é a prevenção de doenças car-</p><p>díacas.</p><p>Os benefícios advindos dos movimentos do corpo humano são</p><p>numerosos e atuam no comportamento cognitivo (mente), afetivo-</p><p>-social (emoções e sentimentos) e motor em todas as fases da vida.</p><p>O ser-humano pode expressar-se através do movimento. A de-</p><p>finição de corporeidade está relacionada com a comunicação do</p><p>mundo exterior com o mundo interior. Desta forma existem vários</p><p>movimentos, como por exemplo: correr, andar, pular que fazem</p><p>este papel.</p><p>As manifestações corporais estão presentes em diversos seg-</p><p>mentos, mas dentro do nosso contexto estamos focando no movi-</p><p>mento.</p><p>Desde a pré-história esta noção de corporeidade é refletida</p><p>através da caça e outras pelo instinto de sobrevivência. Na edu-</p><p>cação física escolar as manifestações que expressam arte, jogos e</p><p>atividades em geral demonstram a comunicação através de gestos,</p><p>estímulos visuais, sensoriais etc.</p><p>Basta pensarmos em uma partida de futebol, ou até mesmo</p><p>em uma manifestação artística qualquer. A comunicação não verbal</p><p>ocorre entre os participantes e com o público de forma geral. Den-</p><p>tro deste contexto são usados códigos e convenções para expres-</p><p>sar-se. Estes códigos e convenções são gestos usuais padronizados</p><p>que o ser humano entende, ou até mesmo podem ser combinados</p><p>pelos integrantes para a execução de uma tarefa específica.</p><p>Ou seja: Códigos e convenções são gestos usuais padronizados</p><p>ou combinados que o ser humano entende para executar uma ação.</p><p>Linguagem do corpo</p><p>Temos também uma linguagem interna para realizar os movi-</p><p>mentos, desta forma ocorrem os impulsos nervosos que estabele-</p><p>cem a comunicação do corpo.</p><p>Dentro do contexto estudado temos a comunicação interna e a</p><p>externa. Muitos estudiosos dentro desta linha criaram várias técni-</p><p>cas e comprovaram sua eficácia.</p><p>Vamos citar como exemplo o Método Pilates, criado por Joseph</p><p>Pilates para ilustrar:</p><p>• Concentração: Durante o exercício é priorizada a concentra-</p><p>ção para conectar o corpo e a mente para estabelecer uma comuni-</p><p>cação eficaz. Desta forma o movimento efetuado é preciso e atinge</p><p>o objetivo final. O Método Pilates prioriza a qualidade não a quan-</p><p>tidade, sendo este um de seus princípios.</p><p>Outros itens que advém da concentração são: respiração, pre-</p><p>cisão, força, coordenação, fluidez do movimento e relaxamento.</p><p>Dentro deste conceito, Pilates estabeleceu uma série de movi-</p><p>mentos que abordam estes itens. Esses princípios são muito impor-</p><p>tantes, mesmo para a execução de outros movimentos, pois eles</p><p>deverão ser executados de forma precisa para atingir seu objetivo.</p><p>A INFLUÊNCIA DO ESPORTE</p><p>A INFLUÊNCIA DO ESPORTE</p><p>Conforme estudado, sabemos que as atividades físicas ajudam</p><p>a manter o corpo saudável, mas as atividades físicas influenciam a</p><p>vida do participante em vários aspectos.</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>8080</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Nesse sentido o esporte influencia na formação do indivíduo</p><p>como um todo, nos relacionamentos humanos, na fuga das tensões</p><p>cotidianas, na qualidade de vida e saúde, o esporte também ajuda</p><p>nas ações comunitárias e em outros aspectos na sociedade.</p><p>QUESTÕES</p><p>1. (CESPE SEE-AL) Julgue o item seguinte, relativo à avaliação</p><p>em educação física escolar.</p><p>Realizar as práticas da cultura corporal do movimento, valori-</p><p>zar a cultura corporal de movimento e relacionar os elementos da</p><p>cultura corporal com a saúde e a qualidade de vida são critérios de</p><p>avaliação em educação física, conforme os Parâmetros Curriculares</p><p>Nacionais.</p><p>( ) CERTO</p><p>( ) ERRADO</p><p>2. (CESPE SEDUC-CE) Na pré-escola e nas primeiras séries do</p><p>ensino fundamental, o professor deve observar aspectos do de-</p><p>senvolvimento da percepção visual infantil, como a percepção de</p><p>profundidade. Nesse sentido, para o treinamento da interceptação</p><p>de objetos, o professor pode manipular fatores do ambiente, como</p><p>(A) Movimentos dentro e fora da água.</p><p>(B) Atividades de rolamento do corpo sobre várias superfícies</p><p>e em vários ângulos.</p><p>(C) Atividades de locomoção em diferentes ritmos.</p><p>(D) Posições de equilíbrio estático e dinâmico.</p><p>(E) Atividades com bolas de diferentes tamanhos, com variação</p><p>de distância, velocidade e trajetória.</p><p>3. (INSTITUTO AOCP -EBSERH) Preencha a lacuna e assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>_____________incluem as manifestações da cultura corporal</p><p>que têm como característica comum a intenção explícita de expres-</p><p>são e comunicação, por meio dos gestos, na presença de ritmos,</p><p>sons e da música,</p><p>na construção da expressão corporal.</p><p>(A) Esportes</p><p>(B) Jogos</p><p>(C) Lutas</p><p>(D) Recreações</p><p>(E) Atividades rítmicas e expressivas</p><p>4. (VUNESO PREF.VALINHOS-SP) Vários autores da pedagogia</p><p>do esporte defendem que o esporte deve proporcionar a constru-</p><p>ção da cidadania, a inserção da pessoa em uma cultura de lazer e</p><p>proporcionar prazer. Um aspecto primordial que deve ser garantido</p><p>durante a prática do esporte para que esses objetivos se concreti-</p><p>zem é o aspecto.</p><p>(A) lúdico.</p><p>(B) cognitivo.</p><p>(C) competitivo.</p><p>(D) capitalista.</p><p>(E) higienista.</p><p>5. (ADM&TEC -PREF. SERTANIA=PE)</p><p>Leia as afirmativas a seguir:</p><p>I. Permitir às crianças que sejam experimentadas formas de</p><p>movimentos básicos e variados não é um dos benefícios do atletis-</p><p>mo no ambiente escolar.</p><p>II. A Educação Física escolar deve permitir ao aluno organizar</p><p>autonomamente alguns jogos, brincadeiras ou outras atividades</p><p>corporais simples.</p><p>Marque a alternativa CORRETA:</p><p>(A) As duas afirmativas são verdadeiras.</p><p>(B) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.</p><p>(C) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.</p><p>(D) As duas afirmativas são falsas.</p><p>06. (FGR -PREF. LAGOA DA PRATA-MG)</p><p>Em referência à Cultura Corporal de Movimento, é CORRETO</p><p>afirmar que:</p><p>(A) No âmbito da Educação Física, a Cultura Corporal de Mo-</p><p>vimento não pode ser considerada conhecimento produzido</p><p>historicamente, pois o conhecimento só pode ser transmitido</p><p>através das disciplinas exatas.</p><p>(B) O trabalho na área de Educação Física não possui nenhuma</p><p>relação com as concepções sócios culturais de corpo e movi-</p><p>mento.</p><p>(C) A cultura Corporal do Movimento não pode ser reproduzida</p><p>e transformada em benefício do exercício crítico da cidadania,</p><p>ou seja, na formação do cidadão</p><p>(D) No âmbito da Educação Física, a Cultura Corporal de Mo-</p><p>vimento pode ser considerada conhecimento produzido histo-</p><p>ricamente. Todo o conhecimento que o homem, ao longo de</p><p>sua existência, acumulou com relação ao corpo em movimento</p><p>(sejam as danças, as lutas, os esportes, as ginásticas, os jogos</p><p>ou brincadeiras).</p><p>7. (VUNESP -PREF. SUZANO-SP)</p><p>Estudos científicos apontam, cada vez mais, que a prática de</p><p>atividade física regular, de intensidade moderada, e ajustada às ca-</p><p>racterísticas das pessoas é um fator importante para a promoção e</p><p>manutenção da saúde.</p><p>As aulas de Educação Física podem colaborar para que os alu-</p><p>nos conheçam e valorizem a atividade física e, desde a infância,</p><p>adotem um estilo de vida ativo.</p><p>Para que os alunos conheçam e valorizem a atividade física, é</p><p>importante que as aulas de Educação Física.</p><p>(A) Desafiem os alunos a atingirem seus limites físicos e moto-</p><p>res por meio de atividades intensas e extenuantes</p><p>(B) Criem oportunidades para que os alunos reflitam sobre os</p><p>movimentos que realizam no seu dia a dia e vivenciem ativida-</p><p>des prazerosas com as quais se identifiquem.</p><p>(C) Criem oportunidades para que os alunos reflitam sobre os</p><p>movimentos do seu dia a dia e que vivenciem atividades exte-</p><p>nuantes para desenvolver suas capacidades físicas</p><p>(D) Ocupem a maior parte do seu tempo com aulas expositivas</p><p>que tragam informações aos alunos a respeito dos benefícios</p><p>promovidos pela atividade física</p><p>(E) Ocupem a maior parte do seu tempo com jogos recreativos</p><p>pois eles têm como objetivo trazer informações a respeito dos</p><p>benefícios promovidos pela atividade física.</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>81</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>08. (CESPE / CEBRASPE -SEDU-ES)</p><p>A aptidão física no contexto da qualidade de vida é definida</p><p>como a capacidade de realizar atividades de movimento diárias com</p><p>vigor, energia e competência, assim como a capacidade de diminuir</p><p>o risco de desenvolvimento prematuro de doenças hipocinéticas.</p><p>Considerando esse assunto, julgue o item subsequente.</p><p>Componentes básicos relacionados à saúde incluem a capaci-</p><p>dade cardiovascular, a flexibilidade, a força, a composição corporal</p><p>e a resistência muscular localizada.</p><p>( ) CERTO</p><p>( ) ERRADO</p><p>9. (FUNCAB -IF) Em torno dos megaeventos esportivos e das</p><p>arenas esportivas são criados e desenvolvidos hábitos e costumes</p><p>que influenciam a formação de crianças e jovens na escola. Assinale</p><p>a alternativa que apresenta uma característica do esporte nos me-</p><p>gaeventos.</p><p>(A) Exige que todos os participantes cooperem uns com os ou-</p><p>tros.</p><p>(B) Estabelece índices que facilitam a participação de todos.</p><p>(C) Apresenta exigências técnicas que nem todos executam ou</p><p>vão executar.</p><p>(D) Não estabelece como referência o sobrepujar o adversário</p><p>(E) Prioriza a ludicidade e o divertimento.</p><p>10. (CONSULPAN – PREF. VIANA - ES) A respeito da importância</p><p>da atividade física na infância, assinale V ou F.</p><p>( ) Toda e qualquer criança pode praticar qualquer tipo de exer-</p><p>cício físico, pois a idade não influencia em nenhum aspecto do</p><p>desenvolvimento motor.</p><p>( ) A prática bem orientada de atividades físicas impacta positi-</p><p>vamente um organismo em formação, pois traz benefícios nos</p><p>âmbitos físico, psíquico, social e cognitivo.</p><p>( ) A partir de 7 anos de idade é necessária orientação profis-</p><p>sional na prática de exercícios físicos.</p><p>( ) Crianças hipertensas não devem praticar esportes como cor-</p><p>rida, pois em práticas como está há a elevação dos batimentos</p><p>cardíacos, o que pode trazer danos a sua saúde.</p><p>(A) F- F- V- V.</p><p>(B) F- V- V- F.</p><p>(C) F- V- F- F.</p><p>(D) F- F- V- F.</p><p>GABARITO</p><p>1 CERTO</p><p>2 E</p><p>3 E</p><p>4 A</p><p>5 C</p><p>6 D</p><p>7 B</p><p>8 CERTO</p><p>9 C</p><p>10 C</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>8282</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>83</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>EDUCAÇÃO ARTÍSTICA</p><p>RELAÇÃO ENTRE ARTE E BELEZA; O BELO E OS MEIOS DE</p><p>COMUNICAÇÃO</p><p>A rígida relação que estipulamos entre arte e pode ser equivo-</p><p>cada, especialmente se os critérios determinantes do que é belo es-</p><p>tiverem envolvidos em a uma estética impulsionadora do consumo.</p><p>O belo é motivo de diversas argumentações e contestações</p><p>desde a Era Medieval, quando os grandes pensadores já questiona-</p><p>vam o belo como arte. Porém, toda arte era bela ou se aproximava</p><p>do belo em sua essência.</p><p>A beleza é intrínseca, assim, a arte centrada na beleza está su-</p><p>jeita a interpretações à óptica do espectador, e é este que viabili-</p><p>za tal beleza. portanto é muito relativo, obviamente mudando de</p><p>pessoa pra pessoa. Existem, contudo, algumas pré-requisições para</p><p>uma obra ser considerada arte. São elas:</p><p>• atemporalidade</p><p>• universalidade</p><p>• ser reconhecida pela sociedade</p><p>• possuir valor histórico-social (fenômeno cultural)</p><p>A despeito de todas as contestações que possam ser levanta-</p><p>das ainda nos dias atuais, algumas afirmações sobre a relação entre</p><p>beleza e arte podem ser feitas:</p><p>• A beleza pode ser definida como a agradável sensação que se</p><p>experimenta ao apreciar uma obra de arte</p><p>• Os conceitos de estética e beleza estão relacionados para</p><p>criação de uma obra prima</p><p>• Sendo o conceito de belo sujeito ao ponto de vista do espec-</p><p>tador, a beleza estética não é o limite da arte</p><p>• A arte contemporânea não recorre, obrigatoriamente, ao</p><p>belo para diálogo, mas expressa-se no intuito de instigar o espec-</p><p>tador para revelar as ideias e sentimentos que constituem verdade</p><p>para o artista de seu tempo</p><p>• Mais do que apreciação estética, a verdadeira arte provoca</p><p>reação, tirando o cidadão de seu centro comum, conduzindo-o à</p><p>reflexão</p><p>O Belo e os Meios de Comunicação</p><p>É conhecido que os meios de comunicação têm no “belo” um</p><p>dos seus elementos intrínsecos, e isso não depende do fator apro-</p><p>priadamente midiático no qual o fenômeno estético possa encon-</p><p>trar sua motivação.</p><p>Nessa concepção, pode-se afirmar que o belo e o ato comu-</p><p>nicacional estão relacionados não pelo momento de encontro da</p><p>obra com o espectador, nem conforme os critérios de composição</p><p>de beleza, mas pela forma que se estabelecem suas subjetividades,</p><p>seus afetos e conhecimentos, intermediadas por uma realidade ba-</p><p>nal com a qual estão em permanente interação.</p><p>Características da relação entre o belo e os meios de comuni-</p><p>cação:</p><p>• não conta com um momento determinado de recepção de</p><p>uma obra, uma consideração inicial</p><p>• realiza-se com o entendimento comunicacional em sua con-</p><p>dição de uma constante reconstrução do mundo em derredor</p><p>• ressalta o elemento de ligação entre os sujeitos, em relação</p><p>uns aos outros e aos envolvidos enquanto seres em diálogo</p><p>O belo como elemento indissociável dos meios de comunicação</p><p>não se trata exatamente de retratar a proporção estética existente</p><p>nas obras midiáticas, mas de compreender a comunicação como</p><p>um princípio da estética dentro das possibilidades de construção</p><p>de elos interativos.</p><p>O NASCIMENTO DA ARTE</p><p>Pré-História: os primeiros artefatos concretos que podem ser</p><p>classificados como arte (símbolos e arte rupestre) datam da Idade</p><p>da Pedra, cerca de 25 mil anos atrás, período em que o Neandertal,</p><p>considerado subumano do homem, evoluiu para o Cro-Magnon, o</p><p>ancestral do ser humano.</p><p>• Período Paleolítico (25000–8000 a.C.): como caçador-coletor,</p><p>o homem habitava em cavernas, cujos interiores constituiriam as</p><p>estruturas iniciais para a prática da arte rupestre.</p><p>• Período Neolítico (6000–3000 a.C.): com a descoberta da</p><p>agricultura, o Homem se torna sedentário e, conforme as socieda-</p><p>des iam evoluindo e se tornando gradativamente mais complexas,</p><p>tendo a religião como base, deu-se início à produção dos primeiros</p><p>itens artesanais.</p><p>Predomínio da imaginação: de 25000 a.C a 1400 d.C, a arte</p><p>não tem sua história baseada nas evoluções do primitivo para o so-</p><p>fisticado ou simples ao complexo; nesse período, o mais importante</p><p>são as variadas formas que a imaginação apresentou na arquitetu-</p><p>ra, na pintura e na escultura.</p><p>Arquitetura, pintura e escultura: conforme o ser humano foi</p><p>se aperfeiçoando intelectualmente, desenvolveu seu potencial ima-</p><p>ginário e suas habilidades de esculpir figuras e pintar. Assim como</p><p>os itens artesanais, a arquitetura teve origem a partir da necessi-</p><p>dade de construção de monumentos designados a cerimônias re-</p><p>ligiosas e práticas ritualísticas. Assim, no decorrer de milhares de</p><p>anos, acompanhando ascensão e declínio de civilizações, essas três</p><p>formas de arte incorporaram sonhos, ambições e valores culturais</p><p>da humanidade.</p><p>EDUCAÇÃO ARTÍSTICA</p><p>8484</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Primeiros artistas: apesar de anônimos, os primeiros serem</p><p>humanos a criarem obras artísticas deixaram um legado inestimável</p><p>para as sociedades futuras.</p><p>• Egito e Mesopotâmia: os baixos-relevos e os zigurates (tem-</p><p>plos) localizados nas pirâmides do Egito e nos destroços da Meso-</p><p>potâmia certificam civilizações altamente complexas.</p><p>• Grécia: em Atenas, o florescimento pelo respeito ao indivíduo</p><p>levou a arte grega ao auge da beleza</p><p>• Roma: as relíquias romanas testemunham o poder do maior</p><p>império da Antiguidade</p><p>História da Arte: o desenvolvimento</p><p>assinala</p><p>Durand (apud Meira, 2003:40), e a partir daí, necessário para a for-</p><p>mação integral das pessoas e sua socialização em forma de inclusão</p><p>do cidadão. Exemplos: afrescos, pinturas, iluminuras, ilustrações</p><p>decorativas, desenho, gravura, filmes, vídeo e fotografia.</p><p>Linguagem sonora - A linguagem sonora utiliza a combinação</p><p>de elementos verbais, onde está inserido o texto, e não verbais, que</p><p>incluem a sonoplastia e o desempenho da voz, o ritmo e a melodia.</p><p>FUNÇÕES DA LINGUAGEM</p><p>Funções da linguagem são recursos da comunicação que, de</p><p>acordo com o objetivo do emissor, dão ênfase à mensagem trans-</p><p>mitida, em função do contexto em que o ato comunicativo ocorre.</p><p>São seis as funções da linguagem, que se encontram direta-</p><p>mente relacionadas com os elementos da comunicação.</p><p>Funções da Linguagem Elementos da</p><p>Comunicação</p><p>Função referencial ou denotativa contexto</p><p>Função emotiva ou expressiva emissor</p><p>Função apelativa ou conativa receptor</p><p>Função poética mensagem</p><p>Função fática canal</p><p>Função metalinguística código</p><p>Função Referencial</p><p>A função referencial tem como objetivo principal informar, re-</p><p>ferenciar algo. Esse tipo de texto, que é voltado para o contexto da</p><p>comunicação, é escrito na terceira pessoa do singular ou do plural,</p><p>o que enfatiza sua impessoalidade.</p><p>Para exemplificar a linguagem referencial, podemos citar os</p><p>materiais didáticos, textos jornalísticos e científicos. Todos eles, por</p><p>meio de uma linguagem denotativa, informam a respeito de algo,</p><p>sem envolver aspectos subjetivos ou emotivos à linguagem.</p><p>Exemplo de uma notícia:</p><p>O resultado do terceiro levantamento feito pela Aliança Global</p><p>para Atividade Física de Crianças — entidade internacional dedica-</p><p>da ao estímulo da adoção de hábitos saudáveis pelos jovens — foi</p><p>decepcionante. Realizado em 49 países de seis continentes com o</p><p>objetivo de aferir o quanto crianças e adolescentes estão fazendo</p><p>exercícios físicos, o estudo mostrou que elas estão muito sedentá-</p><p>rias. Em 75% das nações participantes, o nível de atividade física</p><p>praticado por essa faixa etária está muito abaixo do recomendado</p><p>para garantir um crescimento saudável e um envelhecimento de</p><p>qualidade — com bom condicionamento físico, músculos e esquele-</p><p>tos fortes e funções cognitivas preservadas. De “A” a “F”, a maioria</p><p>dos países tirou nota “D”.</p><p>Função Emotiva</p><p>Caracterizada pela subjetividade com o objetivo de emocionar.</p><p>É centrada no emissor, ou seja, quem envia a mensagem. A mensa-</p><p>gem não precisa ser clara ou de fácil entendimento.</p><p>Por meio do tipo de linguagem que usamos, do tom de voz que</p><p>empregamos, etc., transmitimos uma imagem nossa, não raro in-</p><p>conscientemente.</p><p>Emprega-se a expressão função emotiva para designar a utili-</p><p>zação da linguagem para a manifestação do enunciador, isto é, da-</p><p>quele que fala.</p><p>Exemplo: Nós te amamos!</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>1010</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Função Conativa</p><p>A função conativa ou apelativa é caracterizada por uma lingua-</p><p>gem persuasiva com a finalidade de convencer o leitor. Por isso, o</p><p>grande foco é no receptor da mensagem.</p><p>Trata-se de uma função muito utilizada nas propagandas, pu-</p><p>blicidades e discursos políticos, a fim de influenciar o receptor por</p><p>meio da mensagem transmitida.</p><p>Esse tipo de texto costuma se apresentar na segunda ou na ter-</p><p>ceira pessoa com a presença de verbos no imperativo e o uso do</p><p>vocativo.</p><p>Não se interfere no comportamento das pessoas apenas com</p><p>a ordem, o pedido, a súplica. Há textos que nos influenciam de ma-</p><p>neira bastante sutil, com tentações e seduções, como os anúncios</p><p>publicitários que nos dizem como seremos bem-sucedidos, atraen-</p><p>tes e charmosos se usarmos determinadas marcas, se consumirmos</p><p>certos produtos.</p><p>Com essa função, a linguagem modela tanto bons cidadãos,</p><p>que colocam o respeito ao outro acima de tudo, quanto esperta-</p><p>lhões, que só pensam em levar vantagem, e indivíduos atemoriza-</p><p>dos, que se deixam conduzir sem questionar.</p><p>Exemplos: Só amanhã, não perca!</p><p>Vote em mim!</p><p>Função Poética</p><p>Esta função é característica das obras literárias que possui</p><p>como marca a utilização do sentido conotativo das palavras.</p><p>Nela, o emissor preocupa-se de que maneira a mensagem será</p><p>transmitida por meio da escolha das palavras, das expressões, das</p><p>figuras de linguagem. Por isso, aqui o principal elemento comunica-</p><p>tivo é a mensagem.</p><p>A função poética não pertence somente aos textos literários.</p><p>Podemos encontrar a função poética também na publicidade ou</p><p>nas expressões cotidianas em que há o uso frequente de metáforas</p><p>(provérbios, anedotas, trocadilhos, músicas).</p><p>Exemplo:</p><p>“Basta-me um pequeno gesto,</p><p>feito de longe e de leve,</p><p>para que venhas comigo</p><p>e eu para sempre te leve...”</p><p>(Cecília Meireles)</p><p>Função Fática</p><p>A função fática tem como principal objetivo estabelecer um ca-</p><p>nal de comunicação entre o emissor e o receptor, quer para iniciar a</p><p>transmissão da mensagem, quer para assegurar a sua continuação.</p><p>A ênfase dada ao canal comunicativo.</p><p>Esse tipo de função é muito utilizado nos diálogos, por exem-</p><p>plo, nas expressões de cumprimento, saudações, discursos ao tele-</p><p>fone, etc.</p><p>Exemplo:</p><p>-- Calor, não é!?</p><p>-- Sim! Li na previsão que iria chover.</p><p>-- Pois é...</p><p>Função Metalinguística</p><p>É caracterizada pelo uso da metalinguagem, ou seja, a lingua-</p><p>gem que se refere a ela mesma. Dessa forma, o emissor explica um</p><p>código utilizando o próprio código.</p><p>Nessa categoria, os textos metalinguísticos que merecem des-</p><p>taque são as gramáticas e os dicionários.</p><p>Um texto que descreva sobre a linguagem textual ou um do-</p><p>cumentário cinematográfico que fala sobre a linguagem do cinema</p><p>são alguns exemplos.</p><p>Exemplo:</p><p>Amizade s.f.: 1. sentimento de grande afeição, simpatia, apreço</p><p>entre pessoas ou entidades. “sentia-se feliz com a amizade do seu</p><p>mestre”</p><p>2. POR METONÍMIA: quem é amigo, companheiro, camarada.</p><p>“é uma de suas amizades fiéis”</p><p>COMUNICAÇÃO; SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO: PUBLICI-</p><p>TÁRIO, INFORMATIVO, ARTÍSTICO E DE ENTRETENIMEN-</p><p>TO;</p><p>Segundo o dicionário de significados1, comunicação é uma</p><p>palavra proveniente do termo latim “communicare”, que significa</p><p>“partilhar, participar de algo, tornar comum”. Dessa forma, pode-</p><p>mos afirmar que a comunicação é o ato de comunicar algo ou de</p><p>comunicar-se (com alguém). É por meio da comunicação, que os</p><p>seres humanos e os animais partilham diferentes informações entre</p><p>si, tornando o ato de comunicar uma atividade essencial para a</p><p>vida em sociedade.</p><p>A necessidade de comunicação é tão antiga como a formação da</p><p>sociedade humana, isso em razão do homem possuir sempre a pre-</p><p>ocupação de registrar suas observações e seus pensamentos para</p><p>as gerações futuras. Assim, os sentimentos, os comportamentos, as</p><p>ações, os pensamentos, os desejos e a cultura têm em comum a</p><p>necessidade de expressão para se tornarem “reais”, o que é viabili-</p><p>zado pela comunicação.</p><p>Portanto, desde o princípio dos tempos, a comunicação foi de</p><p>extrema importância para as pessoas, sendo uma ferramenta de</p><p>integração, instrução, de troca mútua e de desenvolvimento. O pro-</p><p>cesso de comunicação consiste na transmissão de informação entre</p><p>um emissor e um receptor, que é quem descodifica, ou seja, inter-</p><p>preta uma determinada mensagem.</p><p>Essa mensagem é codificada num sistema de sinais definidos</p><p>que podem ser gestos, sons, indícios, uma língua natural (portu-</p><p>guês, inglês, espanhol, etc.), ou outros códigos que possam ter um</p><p>significado (por exemplo, as cores do semáforo, a linguagem de si-</p><p>nais), e transportada até o destinatário por meio de um meio de</p><p>comunicação.</p><p>A comunicação pode ser considerada o processo social bási-</p><p>co, primário, porque é ela que torna possível à própria vida em</p><p>sociedade, e a vida em sociedade significa intercâmbio. E todo</p><p>intercâmbio entre os seres humanos só se realiza por meio da</p><p>comunicação, ela preside e rege todas as relações humanas.</p><p>ELEMENTOS DOS ATOS DE COMUNICAÇÃO</p><p>Dentro do processo de comunicação existem alguns fatores</p><p>que são imprescindíveis de serem citados como elementos da co-</p><p>municação, que são:</p><p>1</p><p>da arte acompanha o de-</p><p>senvolvimento da Humanidade, por isso, divide-se conforme os vá-</p><p>rios períodos, nos quais se observam as diversas formas de produ-</p><p>ção artística dos incontáveis povos ao longo da História. Para muitos</p><p>especialistas, desde a Pré-História até a atualidade, a História da</p><p>Arte reflete a própria História do Homem, ou seja, transparece o</p><p>desenvolvimento da autocompreensão do ser humano.</p><p>BRASIL PRÉ-HISTÓRICO</p><p>Evidências arqueológicas apontam que os nativos encontrados</p><p>por Pedro Alvares Cabral, em 1500, no território que hoje é o Brasil,</p><p>já ocupavam a área há milhares de anos, sendo que, atualmente,</p><p>pode-se dizer que o Brasil teve o início de seu período pré-histórico</p><p>há 12 mil anos.</p><p>Migração: sabe-se que os seres humanos tiveram origem no</p><p>continente africano, há 3 milhões de anos, e que partiram para ou-</p><p>tros lugares por meio de rotas migratórias. No continente america-</p><p>no, pelo menos duas dessas correntes colaboraram para o povoa-</p><p>mento humano.</p><p>Aspectos dos povos do Brasil pré-histórico</p><p>Três tribos nativas ocuparam o território brasileiro no período</p><p>pré-cabralino, como também é conhecida a pré-história da terra</p><p>que, mais tarde, viria a se tornar colônia portuguesa colônia por-</p><p>tuguesa:</p><p>1. caçadores-coletores: ocuparam a extensão territorial nacio-</p><p>nal, do Sul ao Nordeste entre 50 mil e 2,5 mil anos. Habitavam em</p><p>cavernas ou mesmo na mata, e sua sobrevivência era auxiliada pelo</p><p>uso de ferramentas como bumerangues e boleadeiras de pedra,</p><p>arco e flecha. Sua provisão vinha dos frutos, da caça de pequenos</p><p>animais, da pesca (peixes e moluscos). Sua arte rupestre, repre-</p><p>sentações do cotidiano das tribos, marcado por danças, caça e até</p><p>guerras, pode ser encontrada nas cavernas da região nordeste. Na</p><p>região sul, há indícios da presença dos chamados homens de umbu,</p><p>que povoavam a área dos pampas gaúchos, e foram responsáveis</p><p>pela utilização de diversas ferramentas, como o arco e flecha herda-</p><p>dos pelas tribos indígenas.</p><p>2. sambaquis ou povos do litoral: há cerca de 6 mil anos, na</p><p>faixa que vai do Rio Grande do Sul até o estado do Espírito Santo,</p><p>viviam os chamados “povos do litoral” ou “sambaquis”. Por não te-</p><p>rem necessidade de se deslocarem para procurar alimentos, esses</p><p>povos eram sedentários. Além de serem coletores, sua alimentação</p><p>era à base de frutos do mar. Após extraírem os moluscos, os samba-</p><p>quis utilizavam suas conchas para construir suas habitações, e estas</p><p>são, hoje, os principais indícios da existência dos povos do litoral.</p><p>Além disso, foram encontradas covas com restos mortais acompa-</p><p>nhados de apetrechos coloridos de vermelho, o que indica que es-</p><p>ses povos acreditavam em vida após a morte e, por isso, praticavam</p><p>ritos fúnebres.</p><p>3. gricultores: em habitações subterrâneas ou em cabanas, os</p><p>indivíduos desse grupo, que viveu aqui há cerca de 3,5 mil a 1,5 mil</p><p>anos, desenvolveram habilidade no trabalho com o barro, dominan-</p><p>do, assim, a técnica da cerâmica. Esta, por sua vez, proporcionava o</p><p>benefício do armazenamento de provisões e também servia como</p><p>urnas funerárias.</p><p>Sítios arqueológicos: as regiões onde os vestígios da presença</p><p>de seres humanos em território brasileiro no período pré-histórico</p><p>podem ser encontrados são:</p><p>• Lagoa Santa (MG), onde foram achados o Homem de Lagoa</p><p>Santa, que teria vivido 12 mil anos atrás, e um fóssil, que tem entre</p><p>12500 e 13000 anos, conhecido como Luzia.</p><p>• Boqueirão da Pedra Furada, no estado do Pernambuco, onde</p><p>uma equipe de arqueólogos localizou machados e facas com cerca</p><p>de 48 mil anos.</p><p>• Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, Caatinga de</p><p>Moura, na Bahia, e Santana do Riacho, em Minas Gerais, são outros</p><p>importantes sítios arqueológicos do território brasileiro.</p><p>RITUAIS E MAGIAS; BRASIL, ARTE E RELIGIOSIDADE</p><p>Relação intrínseca: expressão artística e espiritualidade agluti-</p><p>nam-se no despontar da experiência humana e, de certa forma, o</p><p>Homem é determinado por essas duas proporções. Isso se dá por-</p><p>que ambas constituem modos de manifestar a consciência, a assi-</p><p>milação de tudo que o cerca.</p><p>Comunicação: magias, rituais e arte são formas de comuni-</p><p>cação. Às vezes, comunicação direta (entre emissor e receptor).</p><p>Exemplo disso, na religião, é a Bíblia, que comunica mensagens e</p><p>mandamentos; nas artes, especialmente na Era Medieval, em que o</p><p>analfabetismo era predominante, as imagens serviam para transmi-</p><p>tir as mensagens e ensinamentos à população.</p><p>Rituais e magias: para os povos primitivos, os rituais consti-</p><p>tuem uma modalidade a mais de comunicação, entre seres vivos</p><p>e mortos ou espíritos. Essas populações acreditam que essa forma</p><p>de interação deve se realizar com mediação, e é fundamental para</p><p>a formação da sociedade e de seus indivíduos. Segundo sua crença,</p><p>o cosmos mítico fornece as matérias-primas para a estruturação da</p><p>sociedade e de seus membros.Se essa interação cair no esqueci-</p><p>mento, segundo eles, a existência neste mundo perde o sentido.</p><p>Rituais de iniciação: consiste em um tipo de cerimônia cujo ob-</p><p>jetivo é introduzir um novo membro na sociedade, após o iniciado</p><p>(neófito) passar por uma tarefa ou ritual específico. Geralmente,</p><p>esse tipo de ritual compreende a condução do indivíduo iniciante</p><p>por um membro antigo da comunidade, e abrange o compartilha-</p><p>mento de conhecimentos, mesmo confidenciais.</p><p>EDUCAÇÃO ARTÍSTICA</p><p>85</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Rituais funerários: o intuito é fazer a desassociação de vivos</p><p>do morto, para que este possa retornar ao mundo não-humano.</p><p>Sempre que ocorre uma morte, os vivos que estão relacionados a</p><p>ela são colocados numa condição de liminaridade. Assim, se explica</p><p>o motivo pelos qual os indígenas aproveitam a ocasião do ritual fu-</p><p>nerário para realizar iniciações.</p><p>Celebração das diferenças: esse é o grande intuito dos indí-</p><p>genas ao realizarem seus rituais. E quais são essas diferenças? Pri-</p><p>meiramente, a existente entre os serem que habitam o universo.</p><p>Os povos indígenas têm consciência que toda a sua cultura não foi</p><p>simplesmente criada por eles próprios; pelo contrário, acreditam</p><p>que todo o conhecimento foi adquirido de outras espécies há muito</p><p>não vistas. Obviamente, celebram-se as diferenças entre a própria</p><p>espécie humana, pois, sem elas, não existiriam cooperação e re-</p><p>ciprocidade. Essas celebrações são realizadas mediante bebidas e</p><p>comidas, cantos e artefatos.</p><p>Principais rituais pelo Brasil</p><p>• Tribo Kanela: é realizada uma série de rituais de iniciação</p><p>na introdução de meninos na sua classe de idade. O objetivo des-</p><p>sas cerimônias é capacitar os iniciados para que ingressem como</p><p>guerreiros na vida adulta. Quanto às meninas, resume-se no rece-</p><p>bimento dos chamados cintos de maturidade, para que possam se</p><p>tornar esposas.</p><p>• Tribo Bororo: a socialização dos jovens dessa tribo é promo-</p><p>vida sempre que há um ritual funerário, pois, nessas ocasiões, eles</p><p>participam com danças, cantos, pescarias e caçadas coletivas, per-</p><p>cebendo e aprendendo sobre a riqueza de sua cultura. Além disso,</p><p>muitos jovens são formalmente iniciados.</p><p>• Tribo Karajá: aos sete ou oito anos, os meninos dessa tribo</p><p>passam pela primeira iniciação, que se resume na utilização da cla-</p><p>vícula de um macaco para perfurar a parte inferior dos lábios, onde</p><p>será transpassado um ornamento. Toda a cerimônia se realiza na</p><p>presença dos pais.</p><p>• Tribo Yanomami: essa tribo tem um local chamado maloca</p><p>Toototobi, onde os homens recebem um presente de iniciação da</p><p>parte dos pajés, que consiste no usufruto do yãkuãna, um pó alu-</p><p>cinógeno.</p><p>• Tribo Kadiwéu: essa tribo reproduz a Festa no navio, onde</p><p>os bobotegi (bobos) são personagens que interpretam e figuram. É</p><p>uma longa cerimônia que resgata a Guerra do Paraguai, nos tempos</p><p>em que os kadiwéu lutaram pelo Brasil.</p><p>• Tribo Pankararu: antes assentados na capital do estado de</p><p>São Paulo, os pankararu migraram para o Nordeste, onde prosse-</p><p>guem com seus rituais, danças e cantos.</p><p>MÚSICA, DANÇA TEATRO E CARNAVAL</p><p>Música: expressão artística que consiste na combinação</p><p>de</p><p>sons e ritmos, acompanhando um pré-arranjo conforme a marca-</p><p>ção do tempo. Para especialista, é uma atividade humana e cultural.</p><p>Não se tem conhecimento de qualquer sociedade que não conte</p><p>com típicas manifestações musicais. Apesar de nem sempre sua re-</p><p>alização estar relacionada à expressão artística, a música é tida por</p><p>muitos como arte, tendo nela a sua principal motivação.</p><p>Dança: ao lado do teatro e da música, a dança, arte de movi-</p><p>mentação corporal conforme ritmo determinado, compõe das três</p><p>principais artes cênicas da Antigüidade. Nos povos primitivos, os</p><p>rituais religiosos eram realizados com sessões de dança em grupo.</p><p>Essa arte foi se aperfeiçoando até conquistar determinados ritmos,</p><p>vestuários e passos. Ainda na Antiguidade, em meados do ano 2000</p><p>a.C, a dança era praticada, no Egito, para cultuar os deuses. Tam-</p><p>bém foi associada aos jogos olímpicos, na Grécia antiga.</p><p>Teatro: forma de arte que consiste na interpretação de uma</p><p>história por um ou mais atores. Essa arte é realizada para um de-</p><p>terminado público em um local determinado. Com situações im-</p><p>provisadas ou com o suporte de enredos escritos por dramaturgos</p><p>e performance de diretores, o espetáculo tem a finalidade de re-</p><p>presentar um episódio e despertar os mais diversos sentimentos e</p><p>emoções nos espectadores.</p><p>Carnaval: está relacionado às artes visuais, às criações que re-</p><p>correm à visão para serem apreciadas. O carnaval apresenta uma</p><p>guinada na customização e na moda, além de alegorias, figurinos</p><p>específicos para atores, cantores, dançarinos; escolas de samba,</p><p>concursos de melhor fantasia, bailes, etc. Nas ruas das cidades, a</p><p>decoração exibe as mais belas artes plásticas. O Carnaval abrange</p><p>todos os órgãos dos sentidos humanos, o corpo e a mente. Trata-se</p><p>de um íntegro desarranjar do ser humano.</p><p>TRANSFORMAÇÕES NA ARTE</p><p>No decorrer dos anos, a forma de classificação e de visão das</p><p>artes visuais passaram por muitas transformações:</p><p>• 10artes liberais e artes mecânicas, na Idade Média</p><p>• 20 artes aplicadas e belas artes, conforme classificação da mo-</p><p>dernidade</p><p>• 30 na contemporaneidade, as diversas determinações que de-</p><p>claram quaisquer expressões humanas como arte</p><p>Renascimento comercial e urbano: na Europa do século XI, foi</p><p>um período de grandes modificações urbanas e sociais.</p><p>Transformações culturais: no século XII, especialmente na Itá-</p><p>lia, teve início um prologando e lento processo na cultura</p><p>Retorno à Antiguidade Clássica: no século XVIII houve uma</p><p>modificação na sensibilidade e na percepção de arte, resultado de</p><p>uma revalorização das culturas grega e romana. Os aspectos mais</p><p>valorizados eram:</p><p>• Espírito crítico</p><p>• Naturalismo (apreciação da natureza)</p><p>• Racionalismo (o Homem sendo capaz de refletir sobre o mun-</p><p>do)</p><p>• Renascimento cultural e artístico: teve início na Itália, no sé-</p><p>culo XVI, e espalhou-se, rapidamente, por toda a Europa. Principais</p><p>características:</p><p>• Modificação das formas de criação artística</p><p>• Fundamentação nas noções de perspectiva (fundo), equilí-</p><p>brio e harmonia (princípios racionais e matemáticos)</p><p>EDUCAÇÃO ARTÍSTICA</p><p>8686</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Século XX</p><p>Como vimos anteriormente, na Antiguidade, as três principais</p><p>artes cênicas eram teatro, dança e música. Saltando para o século</p><p>XX, notamos que houve uma expansão no quadro das formas de</p><p>arte principais, considerando modalidades a mais:</p><p>• escultura</p><p>• arquitetura</p><p>• pintura</p><p>• poesia (aqui definida em sentido lato como forma de litera-</p><p>tura com um propósito ou função estética, o que inclui também o</p><p>teatro e a narrativa literária)</p><p>• cinema</p><p>• fotografia</p><p>• banda desenhada</p><p>• design (artes plásticas)</p><p>• artes gráficas (artes visuais)</p><p>• gastronomia e moda (além das tradicionais formas de mani-</p><p>festação artística)</p><p>• arte digital, performance, vídeo, animação, publicidade, jo-</p><p>gos de computador e televisão (novos meios de expressão artística)</p><p>ROMPIMENTO COM O REAL</p><p>Uma das vanguardas artísticas europeias adotadas pelos inte-</p><p>lectuais nacionais na Semana de Arte Moderna, em 1922, foi o Sur-</p><p>realismo. Sobre este movimento, podemos afirmar:</p><p>• ruptura com a compreensão racional</p><p>• não distinção entre realizada e sonho</p><p>• não distinção entre delírio e lucidez</p><p>• ruptura com a intuito de dar sentido às representações</p><p>• prioridade para o que está além do real</p><p>• concepção de que aquilo que não é real ultrapassa o entendi-</p><p>mento racional e associa-se com o absurdo e a imaginação, enfim,</p><p>com o inconsciente mental</p><p>• tendo surgido no momento de recuperação pós Primeira</p><p>Guerra Mundial, o Surrealismo rompia com a realidade, pois o con-</p><p>siderado “mundo real” e a chamada “ordenação lógica” permitiam,</p><p>de certa forma, a desventura desmedida e difundida.</p><p>QUESTÕES</p><p>1. FEPESE - Professor (Pref São José)/Artesanato/Artes Aplica-</p><p>das/2022/Edital 08.2022 (e mais 12 concursos)</p><p>Conforme as pesquisas na área do artesanato, existem diferen-</p><p>tes categorias de acordo com a finalidade do objeto produzido.</p><p>Nesse contexto, os artefatos cuja principal motivação é a busca</p><p>da beleza, com a finalidade de harmonizar os espaços de convívio,</p><p>são considerado:</p><p>(A) Lúdicos.</p><p>(B) Utilitários.</p><p>(C) Litúrgicos.</p><p>(D) Conceituais.</p><p>(E) Decorativos.</p><p>2.FEPESE - Professor (Pref São José)/Artesanato/Artes Aplica-</p><p>das/2022/Edital 08.2022 (e mais 12 concursos)</p><p>As matérias-primas utilizadas no fazer artesanal podem ser de</p><p>origem mineral, vegetal ou animal.</p><p>Dentre as matérias-primas listadas abaixo, qual é considerada</p><p>de origem vegetal?</p><p>(A) Pedra</p><p>(B) Couro</p><p>(C) Madeira</p><p>(D) Chifre</p><p>(E) Argila</p><p>3.FEPESE - Professor (Pref São José)/Artesanato/Artes Aplica-</p><p>das/2022/Edital 08.2022 (e mais 12 concursos)</p><p>Conceitualmente, o artesanato popular tradicional é majorita-</p><p>riamente baseado na:</p><p>(A) Produção exclusiva das tribos indígenas.</p><p>(B) Produção em oficinas profissionalizantes.</p><p>(C) Produção realizada nas unidades de educação básica.</p><p>(D) Produção familiar ou de pequenos grupos vizinhos.</p><p>(E) Organização do trabalho através de programas governa-</p><p>mentais.</p><p>4.FEPESE - Professor (Pref São José)/Artesanato/Artes Aplica-</p><p>das/2022/Edital 08.2022 (e mais 12 concursos)</p><p>A técnica de artesanato com tecidos, que pode ser descrita</p><p>como “justaposição, através de costura, de pedaços de tecido em</p><p>cores e estampas diversas, obtendo-se assim um trabalho artesanal</p><p>do tipo “colchas de retalhos”, é reconhecida como:</p><p>(A) Patchwork.</p><p>(B) Composè.</p><p>(C) Fuxico.</p><p>(D) Macramê.</p><p>(E) Customização.</p><p>5.FEPESE - Professor (Pref São José)/Artesanato/Artes Aplica-</p><p>das/2022/Edital 08.2022 (e mais 12 concursos)</p><p>O tipo de artesanato em renda, bastante produzido no sul do</p><p>Brasil, que é produzido com a técnica que utiliza linha, agulha e o</p><p>lacê (espécie de fita) que é costurado por todo o desenho, e que os</p><p>espaços são preenchidos entre os lacês, com pontos diversificados,</p><p>é conhecido como:</p><p>(A) Bilro.</p><p>(B) Crivo.</p><p>(C) Frivolitê.</p><p>(D) Jaguapitã.</p><p>(E) Renascença.</p><p>6.FEPESE - Professor (Pref São José)/Artesanato/Artes Aplica-</p><p>das/2022/Edital 08.2022 (e mais 12 concursos)</p><p>No artesanato, a técnica que consiste na alteração da cor pri-</p><p>mitiva de um objeto, e que para transformar o colorido é realizada</p><p>a imersão em tinta ou corante, é reconhecida como:</p><p>(A) Selaria.</p><p>(B) Tingimento.</p><p>(C) Batique.</p><p>(D) Estamparia.</p><p>(E) Pátina.</p><p>EDUCAÇÃO ARTÍSTICA</p><p>87</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>7.FEPESE - Professor (Pref São José)/Artesanato/Artes Aplica-</p><p>das/2022/Edital 08.2022 (e mais 12 concursos)</p><p>No artesanato brasileiro, são utilizadas matérias-primas de ori-</p><p>gem animal na produção com fios e tecidos, entre elas:</p><p>(A) Seda e lã.</p><p>(B) Linho e sisal.</p><p>(C) Algodão e juta.</p><p>(D) Cânhamo e coco.</p><p>(E) Paineira e rami.</p><p>8.FEPESE - Professor (Pref São José)/Artesanato/Artes Aplica-</p><p>das/2022/Edital 08.2022 (e mais 12 concursos)</p><p>No fazer artesanal existem diferentes instrumentos e utensí-</p><p>lios.</p><p>Nesse sentido, para tecer na técnica do tricô é(são) necessá-</p><p>ria(as):</p><p>(A) Uma almofada e alfinetes.</p><p>(B) Uma madeira com pregos.</p><p>(C) Uma agulha metálica com um gancho</p><p>na ponta.</p><p>(D) Duas agulhas longas e pontudas.</p><p>(E) Três agulhas de madeira e um suporte diagonal.</p><p>9.FEPESE - Professor (Pref São José)/Artesanato/Artes Aplica-</p><p>das/2022/Edital 08.2022 (e mais 12 concursos)</p><p>Na história do artesanato em Santa Catarina, a cerâmica é mui-</p><p>to representativa.</p><p>Nesse contexto, o local de onde os oleiros ceramistas extraem</p><p>materiais como pedra, areia e argila é denominado:</p><p>(A) Pito.</p><p>(B) Fosso.</p><p>(C) Fiorde.</p><p>(D) Fachada.</p><p>(E) Canteira.</p><p>10.FEPESE - Professor (Pref São José)/Artesanato/Artes Aplica-</p><p>das/2022/Edital 08.2022 (e mais 12 concursos)</p><p>Historicamente no fazer artesanal, a técnica que consiste na</p><p>colocação, lado a lado, de pequenos pedaços de pedra de cores di-</p><p>ferentes sobre uma superfície de gesso ou argamassa, produzindo</p><p>uma composição ou representando um determinado desenho, é</p><p>denominada:</p><p>(A) Mosaico.</p><p>(B) Monotipia.</p><p>(C) Litogravura.</p><p>(D) Xilogravura.</p><p>(E) Marchetaria.</p><p>GABARITO</p><p>1 E</p><p>2 C</p><p>3 D</p><p>4 A</p><p>5 E</p><p>6 B</p><p>7 A</p><p>8 D</p><p>9 E</p><p>10 A</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>______________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>_____________________________________________________</p><p>EDUCAÇÃO ARTÍSTICA</p><p>8888</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________________________________</p><p>89</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>MATEMÁTICA</p><p>RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS</p><p>A trigonometria é a parte da matemática que estuda as relações</p><p>existentes entre os lados e os ângulos dos triângulos1.</p><p>Ela é utilizada também em outras áreas de estudo como física,</p><p>química, biologia, geografia, astronomia, medicina, engenharia etc.</p><p>— Funções Trigonométricas</p><p>As funções trigonométricas são as funções relacionadas aos</p><p>triângulos retângulos, que possuem um ângulo de 90°. São elas:</p><p>seno, cosseno e tangente.</p><p>As funções trigonométricas estão baseadas nas razões</p><p>existentes entre dois lados do triângulo em função de um ângulo.</p><p>Elas são formadas por dois catetos (oposto e adjacente) e a</p><p>hipotenusa:</p><p>Lê-se cateto oposto sobre a hipotenusa.</p><p>Lê-se cateto adjacente sobre a hipotenusa.</p><p>1 https://www.todamateria.com.br/trigonometria/</p><p>Lê-se cateto oposto sobre cateto adjacente.</p><p>Ângulos Notáveis</p><p>Os chamados ângulos notáveis são os que surgem com maior</p><p>frequência nos estudos de razões trigonométricas2.</p><p>Veja a tabela abaixo com o valor dos ângulos de 30°; 45° e 60°:</p><p>— Círculo Trigonométrico</p><p>O círculo trigonométrico ou círculo unitário é usado no estudo</p><p>das funções trigonométricas: seno, cosseno e tangente.</p><p>— Teoria Euclidiana</p><p>Alguns conceitos importantes da geometria euclidiana nos</p><p>estudos da trigonometria são:</p><p>Lei dos Senos</p><p>A Lei dos Senos estabelece que num determinado triângulo, a</p><p>razão entre o valor de um lado e o seno de seu ângulo oposto, será</p><p>sempre constante.</p><p>Dessa forma, para um triângulo ABC de lados a, b, c, a Lei dos</p><p>Senos é representada pela seguinte fórmula:</p><p>2 https://www.todamateria.com.br/razoes-trigonometricas/</p><p>MATEMÁTICA</p><p>9090</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Lei dos Cossenos</p><p>A Lei dos Cossenos estabelece que em qualquer triângulo, o</p><p>quadrado de um dos lados, corresponde à soma dos quadrados dos</p><p>outros dois lados, menos o dobro do produto desses dois lados pelo</p><p>cosseno do ângulo entre eles.</p><p>Dessa maneira, sua fórmula é representada da seguinte</p><p>maneira:</p><p>Lei das Tangentes</p><p>A Lei das Tangentes estabelece</p><p>a relação entre as tangentes</p><p>de dois ângulos de um triângulo e os comprimentos de seus lados</p><p>opostos.</p><p>Dessa forma, para um triângulo ABC, de lados a, b, c, e ângulos</p><p>α, β e γ, opostos a estes três lados, têm-se a expressão:</p><p>Teorema de Pitágoras</p><p>O Teorema de Pitágoras, criado pelo filósofo e matemático</p><p>grego, Pitágoras de Samos, (570 a.C. - 495 a.C.), é muito utilizado</p><p>nos estudos trigonométricos.</p><p>Ele prova que no triângulo retângulo, composto por um ângulo</p><p>interno de 90° (ângulo reto), a soma dos quadrados de seus catetos</p><p>corresponde ao quadrado de sua hipotenusa:</p><p>a² = b² + c²</p><p>Sendo:</p><p>a: hipotenusa;</p><p>b e c: catetos.</p><p>Relações Fundamentais</p><p>A trigonometria ao longo dos anos foi se tornando mais</p><p>abrangente, não se restringindo apenas aos estudos dos triângulos3.</p><p>Dentro deste novo contexto, define-se o círculo unitário,</p><p>também chamado de circunferência trigonométrica. Ele é utilizado</p><p>para estudar as funções trigonométricas.</p><p>Circunferência Trigonométrica</p><p>A circunferência trigonométrica é uma circunferência orientada</p><p>de raio igual a 1 unidade de comprimento. Associamos a ela um</p><p>sistema de coordenadas cartesianas.</p><p>Os eixos cartesianos dividem a circunferência em 4 partes,</p><p>chamadas de quadrantes. O sentido positivo é anti-horário,</p><p>conforme figura abaixo:</p><p>3 https://www.todamateria.com.br/relacoes-trigonometricas/</p><p>MATEMÁTICA</p><p>91</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Usando a circunferência trigonométrica, as razões que a</p><p>princípio foram definidas para ângulos agudos (menores que 90º),</p><p>passam a ser definidas para arcos maiores de 90º.</p><p>Para isso, associamos um ponto P, cuja abscissa é o cosseno de</p><p>θ e cuja ordenada é o seno de θ.</p><p>Como todos os pontos da circunferência trigonométrica estão</p><p>a uma distância de 1 unidade da origem, podemos usar o teorema</p><p>de Pitágoras. O que resulta na seguinte relação trigonométrica</p><p>fundamental:</p><p>Podemos definir ainda a tg x, de um arco de medida x, no</p><p>círculo trigonométrico como sendo:</p><p>— Outras Relações Fundamentais</p><p>Cotangente do Arco de Medida x</p><p>Secante do Arco de Medida x</p><p>Cossecante do Arco de Medida x</p><p>— Funções Trigonométricas</p><p>As funções trigonométricas, também chamadas de funções</p><p>circulares, estão relacionadas com as demais voltas no ciclo</p><p>trigonométrico4.</p><p>As principais funções trigonométricas são:</p><p>- Função Seno;</p><p>- Função Cosseno;</p><p>- Função Tangente.</p><p>No círculo trigonométrico temos que cada número real está</p><p>associado a um ponto da circunferência.</p><p>Figura do Círculo Trigonométrico dos ângulos expressos em</p><p>graus e radianos.</p><p>Funções Periódicas</p><p>As funções periódicas são funções que possuem um</p><p>comportamento periódico. Ou seja, que ocorrem em determinados</p><p>intervalos de tempo.</p><p>O período corresponde ao menor intervalo de tempo em que</p><p>acontece a repetição de determinado fenômeno.</p><p>Uma função f: A → B é periódica se existir um número real</p><p>positivo p tal que</p><p>f(x) = f (x+p), ∀ x ∈ A</p><p>O menor valor positivo de p é chamado de período de f.</p><p>Note que as funções trigonométricas são exemplos de funções</p><p>periódicas visto que apresentam certos fenômenos periódicos.</p><p>Função Seno</p><p>A função seno é uma função periódica e seu período é 2π. Ela</p><p>é expressa por:</p><p>f(x) = sen x</p><p>4 https://www.todamateria.com.br/funcoes-trigonometricas/</p><p>MATEMÁTICA</p><p>9292</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>No círculo trigonométrico, o sinal da função seno é positivo quando x pertence ao primeiro e segundo quadrantes. Já no terceiro e</p><p>quarto quadrantes, o sinal é negativo.</p><p>Além disso, no primeiro e quarto quadrantes a função f é crescente. Já no segundo e terceiro quadrantes a função f é decrescente.</p><p>O domínio e o contradomínio da função seno são iguais a R. Ou seja, ela está definida para todos os valores reais: Dom(sen)=R.</p><p>Já o conjunto da imagem da função seno corresponde ao intervalo real [-1, 1]: -1 < sen x < 1.</p><p>Em relação à simetria, a função seno é uma função ímpar: sen(-x) = -sen(x).</p><p>O gráfico da função seno f(x) = sen x é uma curva chamada de senoide:</p><p>Função Cosseno</p><p>A função cosseno é uma função periódica e seu período é 2π. Ela é expressa por:</p><p>f(x) = cos x</p><p>No círculo trigonométrico, o sinal da função cosseno é positivo quando x pertence ao primeiro e quarto quadrantes. Já no segundo e</p><p>terceiro quadrantes, o sinal é negativo.</p><p>Além disso, no primeiro e segundo quadrantes a função f é decrescente. Já no terceiro e quarto quadrantes a função f é crescente.</p><p>O domínio e o contradomínio da função cosseno são iguais a R. Ou seja, ela está definida para todos os valores reais: Dom(cos)=R.</p><p>Já o conjunto da imagem da função cosseno corresponde ao intervalo real [-1, 1]: -1 < cos x < 1.</p><p>Em relação à simetria, a função cosseno é uma função par: cos(-x) = cos(x).</p><p>O gráfico da função cosseno f(x) = cos x é uma curva chamada de cossenoide:</p><p>MATEMÁTICA</p><p>93</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Função Tangente</p><p>A função tangente é uma função periódica e seu período é π. Ela é expressa por:</p><p>f(x) = tg x</p><p>No círculo trigonométrico, o sinal da função tangente é positiva quando x pertence ao primeiro e terceiro quadrantes. Já no segundo</p><p>e quarto quadrantes, o sinal é negativo.</p><p>Além disso, a função f definida por f(x) = tg x é sempre crescente em todos os quadrantes do círculo trigonométrico.</p><p>O domínio da função tangente é: Dom(tan)={x ∈ R│x ≠ de π/2 + kπ; K ∈ Z}. Assim, não definimos tg x, se x = π/2 + kπ.</p><p>Já o conjunto da imagem da função tangente corresponde a R, ou seja, o conjunto dos números reais.</p><p>Em relação à simetria, a função tangente é uma função ímpar: tg(-x) = -tg(x).</p><p>O gráfico da função tangente f(x) = tg x é uma curva chamada de tangentoide:</p><p>MATEMÁTICA</p><p>9494</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>NÚMEROS COMPLEXOS</p><p>Os números complexos são números compostos por uma parte</p><p>real e uma imaginária5.</p><p>Eles representam o conjunto de todos os pares ordenados (x,</p><p>y), cujos elementos pertencem ao conjunto dos números reais (R).</p><p>O conjunto dos números complexos é indicado por reto</p><p>números complexos, onde se definem as operações:</p><p>Igualdade: (a, b) = (c, d) ↔ a = c e b = d</p><p>Adição: (a, b) + (c, d) = (a + c, b + d)</p><p>Multiplicação: (a, b) . (c, d) = (ac – bd, ad + bc)</p><p>— Unidade Imaginária (i)</p><p>Indicado pela letra i, a unidade imaginária é o par ordenado (0,</p><p>1). Logo:</p><p>Assim, i é a raiz quadrada de –1, pois:</p><p>Exemplo:</p><p>— Forma Algébrica de um Número Complexo</p><p>A forma mais usual de representar números complexos é</p><p>utilizando a forma algébrica ou, binomial.</p><p>A forma algébrica, de um número complexo z é:</p><p>z = x + yi</p><p>Onde:</p><p>- x é um número real indicado por: x = Re (Z), sendo a parte</p><p>real de z.</p><p>- y é um número real indicado por: y = Im (Z), sendo a parte</p><p>imaginária de z.</p><p>Exemplos:</p><p>z = 4 + 3i, onde 4 é a parte real e 3i a imaginária.</p><p>z = 8, onde 8 é a parte real e 0 a imaginária.</p><p>z = 16i, onde 0 é a parte real e 16i a imaginária. (Neste caso,</p><p>chama-se z de imaginário puro).</p><p>— Conjugado de um Número Complexo</p><p>O conjugado de um número complexo z = a + bi é definido por:</p><p>Assim, troca-se o sinal de sua parte imaginária.</p><p>5 https://www.todamateria.com.br/numeros-complexos/#:~:text=Os%20</p><p>n%C3%BAmeros%20complexos%20s%C3%A3o%20n%C3%BAmeros,dos%20</p><p>n%C3%BAmeros%20reais%20(R).</p><p>Exemplos:</p><p>Se z = 5 + 2i, então .</p><p>Se z = 1 - 3i, então .</p><p>Se z = -15i, então .</p><p>Se z = 4. então .</p><p>Quando multiplicamos um número complexo por seu</p><p>conjugado, o resultado será um número real.</p><p>— Igualdade entre Números Complexos</p><p>Sendo dois números complexos Z1 = (a, b) e Z2 = (c, d), eles são</p><p>iguais quando a = c e b = d. Isso porque eles possuem partes reais e</p><p>imaginárias idênticas. Assim:</p><p>a + bi = c + di quando a = c e b = d</p><p>Exemplo:</p><p>e</p><p>Então, = .</p><p>— Operações com Números Complexos</p><p>Com os números complexos é possível realizar as operações de</p><p>adição, subtração, multiplicação e divisão. Confira as definições e</p><p>exemplos:</p><p>Adição</p><p>Z1 + Z2</p><p>(a + bi) + (c + di) = (a + c) + i (b + d)</p><p>Exemplo:</p><p>(2 +3i) + (–4 + 5i)</p><p>(2 – 4) + i (3 + 5)</p><p>–2 + 8i</p><p>Subtração</p><p>Z1 – Z2</p><p>(a + bi) – (c + di) = (a – c) + i (b – d)</p><p>Exemplo:</p><p>(4 – 5i) – (2 + i)</p><p>(4 – 2) + i (–5 –1)</p><p>2 – 6i</p><p>Multiplicação</p><p>Usamos</p><p>a propriedade distributiva:</p><p>(a + bi) . (c + di) = ac + adi + bci + bdi² (lembre que i² = –1)</p><p>(a + bi) . (c + di) = ac + adi + bci – bd</p><p>Juntando as partes reais e imaginárias:</p><p>(a + bi) . (c + di) = (ac – bd) + i (ad + bc)</p><p>Exemplo:</p><p>MATEMÁTICA</p><p>95</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>(4 + 3i) . (2 – 5i)</p><p>8 – 20i + 6i – 15i²</p><p>8 – 14i + 15</p><p>23 – 14i</p><p>Divisão</p><p>Z1/Z2 = Z3</p><p>Z1 = Z2 . Z3</p><p>Na igualdade acima, se Z3 = x + yi, temos:</p><p>Z1 = Z2 . Z3</p><p>a + bi = (c + di) . (x + yi)</p><p>a + bi = (cx – dy) + i (cy + dx)</p><p>Pelo sistema das incógnitas x e y temos:</p><p>cx – dy = a</p><p>dx + cy = b</p><p>Logo,</p><p>x = ac + bd/c² + d²</p><p>y = bc – ad/c² + d²</p><p>Exemplo:</p><p>2 – 5i/i</p><p>2 – 5i/ . (– i)/ (– i)</p><p>–2i +5i²/–i²</p><p>5 – 2i</p><p>— Plano Complexo ou Plano de Argand-Gauss.</p><p>Os números complexos podem ser representados</p><p>geometricamente no plano complexo.</p><p>Dado um número complexo em sua forma algébrica, z = a +</p><p>bi, um ponto P no plano complexo tem as coordenadas P(a, b)</p><p>representa este número complexo.</p><p>— Módulo de um Número Complexo</p><p>O módulo ou, medida de comprimento, de um número complexo</p><p>é a distância entre a origem do sistema de coordenadas e o ponto</p><p>que o define no plano complexo. É representado por entre barras</p><p>verticais, |z| ou pela letra grega e definido como:</p><p>Esta definição vem do teorema de Pitágoras, aplicado no</p><p>triângulo retângulo OPa. |z| é a hipotenusa do triângulo.</p><p>SEQUÊNCIAS</p><p>— Sequência Numérica</p><p>Na matemática, a sequência numérica ou sucessão numérica</p><p>corresponde a uma função dentro de um agrupamento de números.</p><p>De tal modo, os elementos agrupados numa sequência</p><p>numérica seguem uma sucessão, ou seja, uma ordem no conjunto6.</p><p>— Classificação</p><p>As sequências numéricas podem ser finitas ou infinitas, por</p><p>exemplo:</p><p>SF = (2, 4, 6, ..., 8).</p><p>SI = (2,4,6,8...).</p><p>Note que quando as sequências são infinitas, elas são indicadas</p><p>pelas reticências no final. Além disso, vale lembrar que os elementos</p><p>da sequência são indicados pela letra a. Por exemplo:</p><p>1° elemento: a1 = 2.</p><p>4° elemento: a4 = 8.</p><p>O último termo da sequência é chamado de enésimo, sendo</p><p>representado por an. Nesse caso, o an da sequência finita acima</p><p>seria o elemento 8.</p><p>Assim, podemos representá-la da seguinte maneira:</p><p>SF = (a1, a2, a3,...,an).</p><p>SI = (a1, a2, a3, an...).</p><p>6 https://www.todamateria.com.br/sequencia-numerica/</p><p>MATEMÁTICA</p><p>9696</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>— Lei de Formação</p><p>A Lei de Formação ou Termo Geral é utilizada para calcular</p><p>qualquer termo de uma sequência, expressa pela expressão:</p><p>an = 2n² - 1</p><p>— Lei de Recorrência</p><p>A Lei da Recorrência permite calcular qualquer termo de uma</p><p>sequência numérica a partir de elementos antecessores:</p><p>an = an-1, an-2,...a1</p><p>— Progressão Aritmética (PA)</p><p>Uma progressão aritmética é uma sequência formada por</p><p>termos que se diferenciam um do outro por um valor constante,</p><p>que recebe o nome de razão, calculado por7:</p><p>r = a2 – a1</p><p>Onde:</p><p>r é a razão da PA;</p><p>a2 é o segundo termo;</p><p>a1 é o primeiro termo.</p><p>Sendo assim, os termos de uma progressão aritmética podem</p><p>ser escritos da seguinte forma:</p><p>Note que em uma PA de n termos a fórmula do termo geral (an)</p><p>da sequência é:</p><p>an = a1 + (n – 1) . r</p><p>Alguns casos particulares são: uma PA de 3 termos é</p><p>representada por (x - r, x, x + r) e uma PA de 5 termos tem seus</p><p>componentes representados por (x - 2r, x - r, x, x + r, x + 2r).</p><p>Tipos de PA</p><p>De acordo com o valor da razão, as progressões aritméticas são</p><p>classificadas em 3 tipos:</p><p>1. Constante: quando a razão for igual a zero e os termos da</p><p>PA são iguais.</p><p>Exemplo: PA = (2, 2, 2, 2, 2, ...), onde r = 0</p><p>2. Crescente: quando a razão for maior que zero e um termo a</p><p>partir do segundo é maior que o anterior;</p><p>Exemplo: PA = (2, 4, 6, 8, 10, ...), onde r = 2</p><p>3. Decrescente: quando a razão for menor que zero e um termo</p><p>a partir do segundo é menor que o anterior.</p><p>Exemplo: PA = (4, 2, 0, - 2, - 4, ...), onde r = - 2</p><p>As progressões aritméticas ainda podem ser classificadas em</p><p>finitas, quando possuem um determinado número de termos, e</p><p>infinitas, ou seja, com infinitos termos.</p><p>Soma dos Termos de uma PA</p><p>A soma dos termos de uma progressão aritmética é calculada</p><p>pela fórmula:</p><p>7 https://www.todamateria.com.br/pa-e-pg/</p><p>Onde, n é o número de termos da sequência, a1 é o primeiro</p><p>termo e an é o enésimo termo. A fórmula é útil para resolver</p><p>questões em que são dados o primeiro e o último termo.</p><p>Quando um problema apresentar o primeiro termo e a razão</p><p>da PA, você pode utilizar a fórmula:</p><p>Essas duas fórmulas são utilizadas para somar os termos de</p><p>uma PA finita.</p><p>Termo médio da PA</p><p>Para determinar o termo médio ou central de uma PA com</p><p>um número ímpar de termos calculamos a média aritmética com o</p><p>primeiro e último termo (a1 e an):</p><p>Já o termo médio entre três números consecutivos de uma PA</p><p>corresponde à média aritmética do antecessor e do sucessor.</p><p>Exemplo: Dada a PA (2, 4, 6, 8, 10, 12, 14) vamos determinar a</p><p>razão, o termo médio e a soma dos termos.</p><p>1. Razão da PA</p><p>2. Termo médio</p><p>3. Soma dos termos</p><p>MATEMÁTICA</p><p>97</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>— Progressão Geométrica (PG)</p><p>Uma progressão geométrica é formada quando uma sequência</p><p>tem um fator multiplicador resultado da divisão de dois termos</p><p>consecutivos, chamada de razão comum, que é calculada por:</p><p>Onde,</p><p>q é a razão da PG;</p><p>a2 é o segundo termo;</p><p>a1 é o primeiro termo.</p><p>Uma progressão geométrica de n termos pode ser representada</p><p>da seguinte forma:</p><p>Sendo a1 o primeiro termo, o termo geral da PG é calculado</p><p>por a1.q</p><p>(n-1).</p><p>Tipos de PG</p><p>De acordo com o valor da razão (q), podemos classificar as</p><p>Progressões Geométricas em 4 tipos:</p><p>1. Crescente: com a razão q > 1 e termos positivos ou, 0 < q < 1</p><p>e termos negativos;</p><p>Exemplos:</p><p>PG: (3, 9, 27, 81, ...), onde q = 3.</p><p>PG: (-90, -30, -15, -5, ...), onde q = 1/3.</p><p>2. Decrescente: com a razão q > 1 e termos negativos ou, 0 < q</p><p>< 1 e os termos positivos;</p><p>Exemplo:</p><p>PG: (-3, -9, -27, -81, ...), onde q = 3.</p><p>PG: (90, 30, 15, 5, ...), onde q = 1/3.</p><p>3. Oscilante: a razão é negativa (q < 0) e os termos são números</p><p>negativos e positivos;</p><p>Exemplo: PG: (3, -6, 12, -24, 48, -96, …), onde q = - 2.</p><p>4. Constante: a razão é sempre igual a 1 e os termos possuem</p><p>o mesmo valor.</p><p>Exemplo: PG: (3, 3, 3, 3, 3, 3, 3, ...), onde q = 1.</p><p>Soma dos Termos de uma PG</p><p>A soma dos termos de uma progressão geométrica é calculada</p><p>pela fórmula:</p><p>Sendo a1 o primeiro termo, q a razão comum e n o número de</p><p>termos.</p><p>Se a razão da PG for menor que 1, então utilizaremos a fórmula</p><p>a seguir para determinar a soma dos termos.</p><p>Essas fórmulas são utilizadas para uma PG finita. Caso a soma</p><p>pedida seja de uma PG infinita com 0 < q < 1, a fórmula utilizada é:</p><p>Termo Médio da PG</p><p>Para determinar o termo médio ou central de uma PG com um</p><p>número ímpar de termos calculamos a média geométrica com o</p><p>primeiro e último termo (a1 e an):</p><p>Exemplo: Dada a PG (1, 3, 9, 27 e 81) vamos determinar a razão,</p><p>o termo médio e a soma dos termos.</p><p>1. Razão da PG</p><p>2. Termo médio</p><p>3. Soma dos termos</p><p>MATEMÁTICA</p><p>9898</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>SISTEMA NUMÉRICO; NÚMEROS NEGATIVOS; NÚMEROS</p><p>IRRACIONAIS</p><p>— Conjuntos Numéricos</p><p>O grupo de termos ou elementos que possuem características</p><p>parecidas, que são similares em sua natureza, são chamados de</p><p>conjuntos. Quando estudamos matemática, se os elementos pare-</p><p>cidos ou com as mesmas características são números, então dize-</p><p>mos que esses grupos são conjuntos numéricos8.</p><p>Em geral, os conjuntos numéricos são representados grafica-</p><p>mente ou por extenso – forma mais comum em se tratando de ope-</p><p>rações matemáticas. Quando os representamos por extenso, escre-</p><p>vemos os números entre chaves {}. Caso o conjunto seja infinito, ou</p><p>seja, tenha incontáveis números, os representamos com reticências</p><p>depois de colocar alguns exemplos. Exemplo: N = {0, 1, 2, 3, 4…}.</p><p>Existem cinco conjuntos considerados essenciais, pois eles são</p><p>os mais usados em problemas e questões no estudo da Matemáti-</p><p>ca. São eles: Naturais, Inteiros, Racionais, Irracionais e Reais.</p><p>Conjunto dos Números Naturais (N)</p><p>O conjunto dos números</p><p>naturais é representado pela letra N.</p><p>Ele reúne os números que usamos para contar (incluindo o zero) e</p><p>é infinito. Exemplo:</p><p>N = {0, 1, 2, 3, 4…}</p><p>Além disso, o conjunto dos números naturais pode ser dividido</p><p>em subconjuntos:</p><p>N* = {1, 2, 3, 4…} ou N* = N – {0}: conjunto dos números natu-</p><p>rais não nulos, ou sem o zero.</p><p>Np = {0, 2, 4, 6…}, em que n ∈ N: conjunto dos números natu-</p><p>rais pares.</p><p>Ni = {1, 3, 5, 7..}, em que n ∈ N: conjunto dos números naturais</p><p>ímpares.</p><p>P = {2, 3, 5, 7..}: conjunto dos números naturais primos.</p><p>Conjunto dos Números Inteiros (Z)</p><p>O conjunto dos números inteiros é representado pela maiús-</p><p>cula Z, e é formado pelos números inteiros negativos, positivos e o</p><p>zero. Exemplo: Z = {-4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4…}</p><p>O conjunto dos números inteiros também possui alguns sub-</p><p>conjuntos:</p><p>Z+ = {0, 1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não nega-</p><p>tivos.</p><p>Z- = {…-4, -3, -2, -1, 0}: conjunto dos números inteiros não po-</p><p>sitivos.</p><p>Z*+ = {1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negati-</p><p>vos e não nulos, ou seja, sem o zero.</p><p>Z*- = {… -4, -3, -2, -1}: conjunto dos números inteiros não posi-</p><p>tivos e não nulos.</p><p>Conjunto dos Números Racionais (Q)</p><p>Números racionais são aqueles que podem ser representados</p><p>em forma de fração. O numerador e o denominador da fração preci-</p><p>sam pertencer ao conjunto dos números inteiros e, é claro, o deno-</p><p>minador não pode ser zero, pois não existe divisão por zero.</p><p>8 https://matematicario.com.br/</p><p>O conjunto dos números racionais é representado pelo Q. Os</p><p>números naturais e inteiros são subconjuntos dos números racio-</p><p>nais, pois todos os números naturais e inteiros também podem ser</p><p>representados por uma fração. Além destes, números decimais e</p><p>dízimas periódicas também estão no conjunto de números racio-</p><p>nais.</p><p>Vejamos um exemplo de um conjunto de números racionais</p><p>com 4 elementos:</p><p>Qx = {-4, 1/8, 2, 10/4}</p><p>Também temos subconjuntos dos números racionais:</p><p>Q* = subconjunto dos números racionais não nulos, formado</p><p>pelos números racionais sem o zero.</p><p>Q+ = subconjunto dos números racionais não negativos, forma-</p><p>do pelos números racionais positivos.</p><p>Q*+ = subconjunto dos números racionais positivos, formado</p><p>pelos números racionais positivos e não nulos.</p><p>Q- = subconjunto dos números racionais não positivos, forma-</p><p>do pelos números racionais negativos e o zero.</p><p>Q*- = subconjunto dos números racionais negativos, formado</p><p>pelos números racionais negativos e não nulos.</p><p>Conjunto dos Números Irracionais (I)</p><p>O conceito de números irracionais é dependente da definição</p><p>de números racionais. Assim, pertencem ao conjunto dos números</p><p>irracionais os números que não pertencem ao conjunto dos racio-</p><p>nais.</p><p>Em outras palavras, ou um número é racional ou é irracional.</p><p>Não há possibilidade de pertencer aos dois conjuntos ao mesmo</p><p>tempo. Por isso, o conjunto dos números irracionais é complemen-</p><p>tar ao conjunto dos números racionais dentro do universo dos nú-</p><p>meros reais.</p><p>Outra forma de saber quais números formam o conjunto dos</p><p>números irreais é saber que os números irracionais não podem ser</p><p>escritos em forma de fração. Isso acontece, por exemplo, com deci-</p><p>mais infinitos e raízes não exatas.</p><p>Os decimais infinitos são números que têm infinitas casas de-</p><p>cimais e que não são dízimas periódicas. Como exemplo, temos</p><p>0,12345678910111213, π, √3 etc.</p><p>Conjunto dos Números Reais (R)</p><p>O conjunto dos números reais é representado pelo R e é forma-</p><p>do pela junção do conjunto dos números racionais com o conjunto</p><p>dos números irracionais. Não esqueça que o conjunto dos racionais</p><p>é a união dos conjuntos naturais e inteiros. Podemos dizer que en-</p><p>tre dois números reais existem infinitos números.</p><p>Entre os conjuntos números reais, temos:</p><p>R*= {x ∈ R│x ≠ 0}: conjunto dos números reais não-nulos.</p><p>R+ = {x ∈ R│x ≥ 0}: conjunto dos números reais não-negativos.</p><p>R*+ = {x ∈ R│x > 0}: conjunto dos números reais positivos.</p><p>R– = {x ∈ R│x ≤ 0}: conjunto dos números reais não-positivos.</p><p>R*– = {x ∈ R│x < 0}: conjunto dos números reais negativos.</p><p>— Múltiplos e Divisores</p><p>Os conceitos de múltiplos e divisores de um número natural</p><p>estendem-se para o conjunto dos números inteiros9. Quando tra-</p><p>tamos do assunto múltiplos e divisores, referimo-nos a conjuntos</p><p>9 https://brasilescola.uol.com.br/matematica/multiplos-divisores.htm</p><p>MATEMÁTICA</p><p>99</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>numéricos que satisfazem algumas condições. Os múltiplos são en-</p><p>contrados após a multiplicação por números inteiros, e os divisores</p><p>são números divisíveis por um certo número.</p><p>Devido a isso, encontraremos subconjuntos dos números in-</p><p>teiros, pois os elementos dos conjuntos dos múltiplos e divisores</p><p>são elementos do conjunto dos números inteiros. Para entender o</p><p>que são números primos, é necessário compreender o conceito de</p><p>divisores.</p><p>Múltiplos de um Número</p><p>Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, o número a é</p><p>múltiplo de b se, e somente se, existir um número inteiro k tal que</p><p>a = b · k. Desse modo, o conjunto dos múltiplos de a é obtido multi-</p><p>plicando a por todos os números inteiros, os resultados dessas mul-</p><p>tiplicações são os múltiplos de a.</p><p>Por exemplo, listemos os 12 primeiros múltiplos de 2. Para isso</p><p>temos que multiplicar o número 2 pelos 12 primeiros números in-</p><p>teiros, assim:</p><p>2 · 1 = 2</p><p>2 · 2 = 4</p><p>2 · 3 = 6</p><p>2 · 4 = 8</p><p>2 · 5 = 10</p><p>2 · 6 = 12</p><p>2 · 7 = 14</p><p>2 · 8 = 16</p><p>2 · 9 = 18</p><p>2 · 10 = 20</p><p>2 · 11 = 22</p><p>2 · 12 = 24</p><p>Portanto, os múltiplos de 2 são:</p><p>M(2) = {2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24}</p><p>Observe que listamos somente os 12 primeiros números, mas</p><p>poderíamos ter listado quantos fossem necessários, pois a lista de</p><p>múltiplos é dada pela multiplicação de um número por todos os</p><p>inteiros. Assim, o conjunto dos múltiplos é infinito.</p><p>Para verificar se um número é ou não múltiplo de outro, de-</p><p>vemos encontrar um número inteiro de forma que a multiplicação</p><p>entre eles resulte no primeiro número. Veja os exemplos:</p><p>– O número 49 é múltiplo de 7, pois existe número inteiro que,</p><p>multiplicado por 7, resulta em 49.</p><p>49 = 7 · 7</p><p>– O número 324 é múltiplo de 3, pois existe número inteiro</p><p>que, multiplicado por 3, resulta em 324.</p><p>324 = 3 · 108</p><p>– O número 523 não é múltiplo de 2, pois não existe número</p><p>inteiro que, multiplicado por 2, resulte em 523.</p><p>523 = 2 · ?”</p><p>• Múltiplos de 4</p><p>Como vimos, para determinar os múltiplos do número 4, deve-</p><p>mos multiplicar o número 4 por números inteiros. Assim:</p><p>4 · 1 = 4</p><p>4 · 2 = 8</p><p>4 · 3 = 12</p><p>4 · 4 = 16</p><p>4 · 5 = 20</p><p>4 · 6 = 24</p><p>4 · 7 = 28</p><p>4 · 8 = 32</p><p>4 · 9 = 36</p><p>4 · 10 = 40</p><p>4 · 11 = 44</p><p>4 · 12 = 48</p><p>...</p><p>Portanto, os múltiplos de 4 são:</p><p>M(4) = {4, 8, 12, 16, 20. 24, 28, 32, 36, 40, 44, 48, … }</p><p>Divisores de um Número</p><p>Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, vamos dizer que</p><p>b é divisor de a se o número b for múltiplo de a, ou seja, a divisão</p><p>entre b e a é exata (deve deixar resto 0).</p><p>Veja alguns exemplos:</p><p>– 22 é múltiplo de 2, então, 2 é divisor de 22.</p><p>– 63 é múltiplo de 3, logo, 3 é divisor de 63.</p><p>– 121 não é múltiplo de 10, assim, 10 não é divisor de 121.</p><p>Para listar os divisores de um número, devemos buscar os nú-</p><p>meros que o dividem. Veja:</p><p>– Liste os divisores de 2, 3 e 20.</p><p>D(2) = {1, 2}</p><p>D(3) = {1, 3}</p><p>D(20) = {1, 2, 4, 5, 10, 20}</p><p>Observe que os números da lista dos divisores sempre são di-</p><p>visíveis pelo número em questão e que o maior valor que aparece</p><p>nessa lista é o próprio número, pois nenhum número maior que ele</p><p>será divisível por ele.</p><p>Por exemplo, nos divisores de 30, o maior valor dessa lista é o</p><p>próprio 30, pois nenhum número maior que 30 será divisível por</p><p>ele. Assim:</p><p>D(30) = {1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30}.</p><p>Propriedade dos Múltiplos e Divisores</p><p>Essas propriedades estão relacionadas à divisão entre dois in-</p><p>teiros. Observe que quando um inteiro é múltiplo de outro, é tam-</p><p>bém divisível por esse outro número.</p><p>Considere o algoritmo da divisão para que possamos melhor</p><p>compreender as propriedades.</p><p>N = d · q + r, em que q e r são números inteiros.</p><p>Lembre-se de que:</p><p>N: dividendo;</p><p>d, divisor;</p><p>q: quociente;</p><p>r: resto.</p><p>– Propriedade</p><p>1: A diferença entre o dividendo e o resto (N – r)</p><p>é múltipla do divisor, ou o número d é divisor de (N – r).</p><p>– Propriedade 2: (N – r + d) é um múltiplo de d, ou seja, o nú-</p><p>mero d é um divisor de (N – r + d).</p><p>Veja o exemplo:</p><p>Ao realizar a divisão de 525 por 8, obtemos quociente q = 65 e</p><p>resto r = 5.</p><p>MATEMÁTICA</p><p>100100</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Assim, temos o dividendo N = 525 e o divisor d = 8. Veja que</p><p>as propriedades são satisfeitas, pois (525 – 5 + 8) = 528 é divisível</p><p>por 8 e:</p><p>528 = 8 · 66</p><p>— Números Primos</p><p>Os números primos são aqueles que apresentam apenas dois</p><p>divisores: um e o próprio número10. Eles fazem parte do conjunto</p><p>dos números naturais.</p><p>Por exemplo, 2 é um número primo, pois só é divisível por um</p><p>e ele mesmo.</p><p>Quando um número apresenta mais de dois divisores eles são</p><p>chamados de números compostos e podem ser escritos como um</p><p>produto de números primos.</p><p>Por exemplo, 6 não é um número primo, é um número com-</p><p>posto, já que tem mais de dois divisores (1, 2 e 3) e é escrito como</p><p>produto de dois números primos 2 x 3 = 6.</p><p>Algumas considerações sobre os números primos:</p><p>– O número 1 não é um número primo, pois só é divisível por</p><p>ele mesmo;</p><p>– O número 2 é o menor número primo e, também, o único</p><p>que é par;</p><p>– O número 5 é o único número primo terminado em 5;</p><p>– Os demais números primos são ímpares e terminam com os</p><p>algarismos 1, 3, 7 e 9.</p><p>Uma maneira de reconhecer um número primo é realizando</p><p>divisões com o número investigado. Para facilitar o processo, veja</p><p>alguns critérios de divisibilidade:</p><p>– Divisibilidade por 2: todo número cujo algarismo da unidade</p><p>é par é divisível por 2;</p><p>– Divisibilidade por 3: um número é divisível por 3 se a soma</p><p>dos seus algarismos é um número divisível por 3;</p><p>– Divisibilidade por 5: um número será divisível por 5 quando o</p><p>algarismo da unidade for igual a 0 ou 5.</p><p>Se o número não for divisível por 2, 3 e 5 continuamos as divi-</p><p>sões com os próximos números primos menores que o número até</p><p>que:</p><p>– Se for uma divisão exata (resto igual a zero) então o número</p><p>não é primo.</p><p>– Se for uma divisão não exata (resto diferente de zero) e o quo-</p><p>ciente for menor que o divisor, então o número é primo.</p><p>– Se for uma divisão não exata (resto diferente de zero) e o</p><p>quociente for igual ao divisor, então o número é primo.</p><p>Exemplo: verificar se o número 113 é primo.</p><p>Sobre o número 113, temos:</p><p>– Não apresenta o último algarismo par e, por isso, não é</p><p>divisível por 2;</p><p>– A soma dos seus algarismos (1+1+3 = 5) não é um número</p><p>divisível por 3;</p><p>– Não termina em 0 ou 5, portanto não é divisível por 5.</p><p>Como vimos, 113 não é divisível por 2, 3 e 5. Agora, resta saber</p><p>se é divisível pelos números primos menores que ele utilizando a</p><p>operação de divisão.</p><p>10 https://www.todamateria.com.br/o-que-sao-numeros-primos/</p><p>Divisão pelo número primo 7:</p><p>Divisão pelo número primo 11:</p><p>Observe que chegamos a uma divisão não exata cujo quociente</p><p>é menor que o divisor. Isso comprova que o número 113 é primo.</p><p>FRAÇÕES</p><p>Fração é todo número que pode ser escrito da seguinte forma</p><p>a/b, com b≠0. Sendo a o numerador e b o denominador. Uma fra-</p><p>ção é uma divisão em partes iguais. Observe a figura:</p><p>O numerador indica quantas partes tomamos do total que foi</p><p>dividida a unidade.</p><p>O denominador indica quantas partes iguais foi dividida a uni-</p><p>dade.</p><p>Lê-se: um quarto.</p><p>Atenção:</p><p>• Frações com denominadores de 1 a 10: meios, terços, quar-</p><p>tos, quintos, sextos, sétimos, oitavos, nonos e décimos.</p><p>• Frações com denominadores potências de 10: décimos, cen-</p><p>tésimos, milésimos, décimos de milésimos, centésimos de milési-</p><p>mos etc.</p><p>• Denominadores diferentes dos citados anteriormente: Enun-</p><p>cia-se o numerador e, em seguida, o denominador seguido da pa-</p><p>lavra “avos”.</p><p>Tipos de frações</p><p>– Frações Próprias: Numerador é menor que o denominador.</p><p>Ex.: 7/15</p><p>– Frações Impróprias: Numerador é maior ou igual ao denomi-</p><p>nador. Ex.: 7/6</p><p>MATEMÁTICA</p><p>101</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>– Frações aparentes: Numerador é múltiplo do denominador.</p><p>As mesmas pertencem também ao grupo das frações impróprias.</p><p>Ex.: 6/3</p><p>– Frações mistas: Números compostos de uma parte inteira e</p><p>outra fracionária. Podemos transformar uma fração imprópria na</p><p>forma mista e vice e versa. Ex.: 1 1/12 (um inteiro e um doze avos)</p><p>– Frações equivalentes: Duas ou mais frações que apresentam</p><p>a mesma parte da unidade. Ex.: 2/4 = 1/2</p><p>– Frações irredutíveis: Frações onde o numerador e o denomi-</p><p>nador são primos entre si. Ex.: 5/11 ;</p><p>Operações com frações</p><p>• Adição e Subtração</p><p>Com mesmo denominador: Conserva-se o denominador e so-</p><p>ma-se ou subtrai-se os numeradores.</p><p>Com denominadores diferentes: é necessário reduzir ao mes-</p><p>mo denominador através do MMC entre os denominadores. Usa-</p><p>mos tanto na adição quanto na subtração.</p><p>O MMC entre os denominadores (3,2) = 6</p><p>• Multiplicação e Divisão</p><p>Multiplicação: É produto dos numerados pelos denominadores</p><p>dado</p><p>s. Ex.:</p><p>– Divisão: É igual a primeira fração multiplicada pelo inverso da</p><p>segunda fraçã</p><p>o. Ex.:</p><p>Obs.: Sempre que possível podemos simplificar o resultado da</p><p>fração resultante de forma a torna-la irredutível.</p><p>Exemplo:</p><p>(EBSERH/HUPES – UFBA – TÉCNICO EM INFORMÁTICA – IADES)</p><p>O suco de três garrafas iguais foi dividido igualmente entre 5 pesso-</p><p>as. Cada uma recebeu</p><p>(A)</p><p>(B)</p><p>(C)</p><p>(D)</p><p>(E)</p><p>Resolução:</p><p>Se cada garrafa contém X litros de suco, e eu tenho 3 garrafas,</p><p>então o total será de 3X litros de suco. Precisamos dividir essa quan-</p><p>tidade de suco (em litros) para 5 pessoas, logo teremos:</p><p>Onde x é litros de suco, assim a fração que cada um recebeu de</p><p>suco é de 3/5 de suco da garrafa.</p><p>Resposta: B</p><p>TEOREMA DE PITÁGORAS</p><p>— Geometria Plana</p><p>É a área da matemática que estuda as formas que não possuem</p><p>volume. Triângulos, quadriláteros, retângulos, circunferências são</p><p>alguns exemplos de figuras de geometria plana (polígonos)11.</p><p>Para geometria plana, é importante saber calcular a área, o</p><p>perímetro e o(s) lado(s) de uma figura a partir das relações entre os</p><p>ângulos e as outras medidas da forma geométrica.</p><p>Algumas fórmulas de geometria plana:</p><p>— Teorema de Pitágoras</p><p>Uma das fórmulas mais importantes para esta frente</p><p>matemática é o Teorema de Pitágoras.</p><p>Em um triângulo retângulo (com um ângulo de 90º), a soma</p><p>dos quadrados dos catetos (os “lados” que formam o ângulo reto) é</p><p>igual ao quadrado da hipotenusa (a aresta maior da figura).</p><p>Teorema de Pitágoras: a² + b² = c²</p><p>11 https://bityli.com/BMvcWO</p><p>MATEMÁTICA</p><p>102102</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>— Lei dos Senos</p><p>Lembre-se que o Teorema de Pitágoras é válido apenas para</p><p>triângulos retângulos. A lei dos senos e lei dos cossenos existe para</p><p>facilitar os cálculos para todos os tipos de triângulos.</p><p>Veja a fórmula abaixo. Onde a, b e c são lados do triângulo.</p><p>Para qualquer triângulo ABC inscrito em uma circunferência de</p><p>centro O e raio R, temos que:</p><p>— Lei dos Cossenos</p><p>A lei dos cossenos pode ser utilizada para qualquer tipo de</p><p>triângulo, mesmo que ele não tenha um ângulo de 90º. Basta</p><p>conhecer o cosseno de um dos ângulos e o valor de dois lados</p><p>(arestas) do triângulo.</p><p>Veja a fórmula abaixo. Onde a, b e c são lados do triângulo.</p><p>Para qualquer triângulo ABC, temos que:</p><p>— Relações Métricas do Triângulo Retângulo</p><p>As relações trigonométricas no triângulo retângulo são fórmulas</p><p>simplificadas. Elas podem facilitar a resolução das questões em que</p><p>o Teorema de Pitágoras é aplicável.</p><p>Para um triângulo retângulo, sua altura relativa à hipotenusa e</p><p>as projeções ortogonais dos catetos, temos o seguinte:</p><p>- Onde a é hipotenusa;</p><p>- b e c são catetos;</p><p>- m e n são projeções ortogonais;</p><p>- h é altura.</p><p>— Teorema de Tales</p><p>O Teorema de Tales é uma propriedade para retas paralelas.</p><p>Se as retas CC’, BB’ e AA’ são paralelas, então:</p><p>— Fórmulas Básicas de Geometria Plana</p><p>MATEMÁTICA</p><p>103</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Polígonos</p><p>O perímetro é a soma de todos os lados da figura, ou seja, o comprimento do polígono.</p><p>Onde A é a área da figura, veja as principais fórmulas:</p><p>Fórmulas da Circunferência</p><p>MATEMÁTICA</p><p>104104</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Conversão para radiano, comprimento e área do círculo:</p><p>Conversão de unidades: π rad corresponde a 180°.</p><p>Comprimento de uma circunferência: C = 2 · π · R.</p><p>Área de uma circunferência: A = π · R²</p><p>ÂNGULOS; MEDIDA DE ÂNGULOS E ARCOS</p><p>Ângulos</p><p>Denominamos ângulo a região do plano limitada por duas se-</p><p>mirretas de mesma origem. As semirretas recebem o nome de la-</p><p>dos do ângulo e a origem delas, de vértice do ângulo.</p><p>Ângulo Agudo: É o ângulo, cuja medida é menor do que 90º.</p><p>Ângulo Obtuso: É o ângulo cuja medida é maior do que 90º.</p><p>Ângulo Raso:</p><p>- É o ângulo cuja medida é 180º;</p><p>- É aquele, cujos lados são semi-retas opostas.</p><p>Ângulo Reto:</p><p>- É o ângulo cuja medida é 90º;</p><p>- É aquele cujos lados se apoiam em retas perpendiculares.</p><p>Triângulo</p><p>Elementos</p><p>Mediana</p><p>Mediana de um triângulo é um segmento de reta que liga um</p><p>vértice ao ponto médio do lado oposto.</p><p>Na figura, é uma mediana do ABC.</p><p>Um triângulo tem três medianas.</p><p>A bissetriz de um ângulo interno de um triângulo intercepta o</p><p>lado oposto</p><p>Bissetriz interna de um triângulo é o segmento da bissetriz de</p><p>um ângulo do triângulo que liga um vértice a um ponto do lado</p><p>oposto.</p><p>Na figura, é uma bissetriz interna do .</p><p>Um triângulo tem três bissetrizes internas.</p><p>Altura de um triângulo é o segmento que liga um vértice a um</p><p>ponto da reta suporte do lado oposto e é perpendicular a esse lado.</p><p>Na figura, é uma altura do .</p><p>Um triângulo tem três alturas.</p><p>MATEMÁTICA</p><p>105</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Mediatriz de um segmento de reta é a reta perpendicular a</p><p>esse segmento pelo seu ponto médio.</p><p>Na figura, a reta m é a mediatriz de .</p><p>Mediatriz de um triângulo é uma reta do plano do triângulo</p><p>que é mediatriz de um dos lados desse triângulo.</p><p>Na figura, a reta m é a mediatriz do lado do .</p><p>Um triângulo tem três mediatrizes.</p><p>Classificação</p><p>Quanto aos lados</p><p>Triângulo escaleno: três lados desiguais.</p><p>Triângulo isósceles: Pelo menos dois lados iguais.</p><p>Triângulo equilátero: três lados iguais.</p><p>Quanto aos ângulos</p><p>Triângulo acutângulo: tem os três ângulos agudos</p><p>Triângulo retângulo: tem um ângulo reto</p><p>Triângulo obtusângulo: tem um ângulo obtuso</p><p>MATEMÁTICA</p><p>106106</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Desigualdade entre Lados e ângulos dos triângulos</p><p>Num triângulo o comprimento de qualquer lado é menor que</p><p>a soma dos outros dois. Em qualquer triângulo, ao maior ângulo</p><p>opõe-se o maior lado, e vice-versa.</p><p>QUADRILÁTEROS</p><p>Quadrilátero é todo polígono com as seguintes propriedades:</p><p>- Tem 4 lados.</p><p>- Tem 2 diagonais.</p><p>- A soma dos ângulos internos Si = 360º</p><p>- A soma dos ângulos externos Se = 360º</p><p>Trapézio: É todo quadrilátero tem dois paralelos.</p><p>- é paralelo a</p><p>- Losango: 4 lados congruentes</p><p>- Retângulo: 4 ângulos retos (90 graus)</p><p>- Quadrado: 4 lados congruentes e 4 ângulos retos.</p><p>Observações:</p><p>- No retângulo e no quadrado as diagonais são congruentes</p><p>(iguais)</p><p>- No losango e no quadrado as diagonais são perpendiculares</p><p>entre si (formam ângulo de 90°) e são bissetrizes dos ângulos inter-</p><p>nos (dividem os ângulos ao meio)</p><p>Ângulos Internos</p><p>A soma das medidas dos ângulos internos de um polígono con-</p><p>vexo de n lados é (n-2).180</p><p>Unindo um dos vértices aos outros n-3, convenientemente es-</p><p>colhidos, obteremos n-2 triângulos. A soma das medidas dos ângu-</p><p>los internos do polígono é igual à soma das medidas dos ângulos</p><p>internos dos n-2 triângulos.</p><p>Ângulos Externos</p><p>A soma dos ângulos externos=360°</p><p>Teorema de Tales</p><p>Se um feixe de retas paralelas tem duas transversais, então a</p><p>razão de dois segmentos quaisquer de uma transversal é igual à ra-</p><p>zão dos segmentos correspondentes da outra.</p><p>Dada a figura anterior, O Teorema de Tales afirma que são váli-</p><p>das as seguintes proporções:</p><p>Exemplo</p><p>Semelhança de Triângulos</p><p>Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, os seus ân-</p><p>gulos internos tiverem, respectivamente, as mesmas medidas, e os</p><p>lados correspondentes forem proporcionais.</p><p>Casos de Semelhança</p><p>1º Caso: AA(ângulo - ângulo)</p><p>Se dois triângulos têm dois ângulos congruentes de vértices</p><p>correspondentes, então esses triângulos são congruentes.</p><p>MATEMÁTICA</p><p>107</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>2º Caso: LAL(lado-ângulo-lado)</p><p>Se dois triângulos têm dois lados correspondentes proporcio-</p><p>nais e os ângulos compreendidos entre eles congruentes, então es-</p><p>ses dois triângulos são semelhantes.</p><p>3º Caso: LLL (lado - lado - lado)</p><p>Se dois triângulos têm os três lado correspondentes proporcio-</p><p>nais, então esses dois triângulos são semelhantes.</p><p>Razões Trigonométricas no Triângulo Retângulo</p><p>Considerando o triângulo retângulo ABC.</p><p>Temos:</p><p>Fórmulas Trigonométricas</p><p>Relação Fundamental</p><p>Existe uma outra importante relação entre seno e cosseno de</p><p>um ângulo. Considere o triângulo retângulo ABC.</p><p>Neste triângulo, temos que: c²=a²+b²</p><p>Dividindo os membros por c²</p><p>MATEMÁTICA</p><p>108108</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Como</p><p>Todo triângulo que tem um ângulo reto é denominado trian-</p><p>gulo retângulo.</p><p>O triângulo ABC é retângulo em A e seus elementos são:</p><p>a: hipotenusa</p><p>b e c: catetos</p><p>h: altura relativa à hipotenusa</p><p>m e n: projeções ortogonais dos catetos sobre a hipotenusa</p><p>Relações Métricas no Triângulo Retângulo</p><p>Chamamos relações métricas as relações existentes entre os</p><p>diversos segmentos desse triângulo. Assim:</p><p>1. O quadrado de um cateto é igual ao produto da hipotenusa</p><p>pela projeção desse cateto sobre a hipotenusa.</p><p>2. O produto dos catetos é igual ao produto da hipotenusa pela</p><p>altura relativa à hipotenusa.</p><p>3. O quadrado da altura é igual ao produto das projeções dos</p><p>catetos sobre a hipotenusa.</p><p>4. O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos</p><p>catetos (Teorema de Pitágoras).</p><p>Posições Relativas de Duas Retas</p><p>Duas retas no espaço podem pertencer a um mesmo plano.</p><p>Nesse caso são chamadas retas coplanares. Podem também não</p><p>estar no mesmo plano. Nesse caso, são denominadas retas rever-</p><p>sas.</p><p>Retas Coplanares</p><p>a) Concorrentes: r e s têm um único ponto comum</p><p>-Duas retas concorrentes podem ser:</p><p>1. Perpendiculares: r e s formam ângulo reto.</p><p>2. Oblíquas: r e s não são perpendiculares.</p><p>b) Paralelas: r e s não têm ponto comum ou r e s são coinci-</p><p>dentes.</p><p>MATEMÁTICA</p><p>109</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>GEOMETRIA 3D</p><p>A geometria 3D, também conhecida como geometria tridimen-</p><p>sional, que tem como destaque os sólidos geométricos, é uma ra-</p><p>mificação da matemática que lida com a representação e estudo</p><p>de formas no espaço tridimensional. Diferentemente da geometria</p><p>plana, que trata apenas de figuras bidimensionais, a geometria 3D</p><p>leva em consideração a terceira dimensão, o que permite o estudo</p><p>de objetos que possuem comprimento, largura e altura.</p><p>Sólidos geométricos</p><p>Trabalhamos aqui o cálculo do volume de figuras geométricas,</p><p>assim como também sua área total. Podemos pedir que visualizem</p><p>a seguinte figura:</p><p>a) A figura representa a planificação de um prisma reto;</p><p>b) O volume de um prisma reto é igual ao produto da área da</p><p>base pela altura do sólido, isto é:</p><p>V = Ab. a</p><p>Onde a é igual a h (altura do sólido)</p><p>c) O cubo e o paralelepípedo retângulo são prismas;</p><p>d) O volume do cilindro também se pode calcular da mesma</p><p>forma que o volume de um prisma reto.</p><p>Área e Volume dos sólidos geométricos</p><p>- PRISMA: é um sólido geométrico que possui duas bases iguais</p><p>e paralelas.</p><p>- PIRÂMIDE: é um sólido geométrico que tem uma base e um</p><p>vértice superior.</p><p>- CILINDRO: é um sólido geométrico que tem duas bases iguais,</p><p>paralelas e circulares.</p><p>- CONE: é um sólido geométrico que tem uma base circular e</p><p>vértice superior.</p><p>MATEMÁTICA</p><p>110110</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>- ESFERA: superfície curva, possui formato de uma bola.</p><p>- TRONCOS: trata-se de cortes feitos nas superfícies de alguns</p><p>dos sólidos geométricos. São eles:</p><p>Tronco de pirâmide: obtido ao se realizar uma secção transver-</p><p>sal numa pirâmide, como mostra a figura:</p><p>O tronco da pirâmide é a parte da figura que apresenta as ares-</p><p>tas destacadas.</p><p>Atenção:</p><p>Observe que no tronco de pirâmide as arestas laterais</p><p>são congruentes entre si; as bases são polígonos regulares seme-</p><p>lhantes; as faces laterais são trapézios isósceles, congruentes en-</p><p>tre si; e a altura de qualquer face lateral denomina-se apótema do</p><p>tronco.</p><p>- Cálculo das áreas do tronco de pirâmide: Num tronco de pi-</p><p>râmide temos duas bases, base maior e base menor, e a área da</p><p>superfície lateral. De acordo com a base da pirâmide, teremos va-</p><p>riações nessas áreas. Mas observe que na superfície lateral sem-</p><p>pre teremos trapézios isósceles, independente do formato da base</p><p>da pirâmide. Caso tenhamos como base um hexágono regular, por</p><p>exemplo, teremos seis trapézios isósceles na superfície lateral.</p><p>A área total do tronco de pirâmide é dada por:</p><p>St = Sl + SB + Sb</p><p>Onde:</p><p>St: é a área total</p><p>Sl: é a área da superfície lateral</p><p>SB: é a área da base maior</p><p>Sb: é a área da base menor</p><p>- Cálculo do volume do tronco de pirâmide: A fórmula para o</p><p>cálculo do volume do tronco de pirâmide é obtida fazendo a dife-</p><p>rença entre o volume de pirâmide maior e o volume da pirâmide</p><p>obtida após a secção transversal que produziu o tronco. Colocando</p><p>em função de sua altura e das áreas de suas bases, o modelo mate-</p><p>mático para o volume do tronco é:</p><p>Onde,</p><p>V: é o volume do tronco</p><p>h: é a altura do tronco</p><p>SB: é a área da base maior</p><p>Sb: é a área da base menor</p><p>Tronco do Cone: O tronco do cone é uma superfície côncava e</p><p>convexa, composta por duas bases paralelas, uma maior e uma me-</p><p>nor, e uma altura h, que é a distância perpendicular entre as duas</p><p>bases. A base menor é um círculo e a base maior é outro círculo,</p><p>ambos com centros coincidentes.</p><p>MATEMÁTICA</p><p>111</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Elementos</p><p>- A base do cone é a base maior do tronco, e a seção transversal</p><p>é a base menor;</p><p>- A distância entre os planos das bases é a altura do tronco.</p><p>Diferentemente do cone, o tronco de cone possui duas bases</p><p>circulares em que uma delas é maior que a outra, dessa forma, os</p><p>cálculos envolvendo a área superficial e o volume do tronco envol-</p><p>verão a medida dos dois raios. A geratriz, que é a medida da altura</p><p>lateral do cone, também está presente na composição do tronco</p><p>de cone.</p><p>Atenção: Não confunda a medida da ALTURA DO TRONCO de</p><p>cone com a medida da ALTURA DE SUA LATERAL (geratriz), pois são</p><p>elementos distintos. A altura do cone forma com as bases um ângu-</p><p>lo de 90º. No caso da geratriz os ângulos formados são um agudo</p><p>e um obtuso.</p><p>- Área da Superfície e Volume: Para calcular a área e o volume</p><p>do cone, fazemos uso das seguintes fórmulas:</p><p>OS MÚLTIPLOS E SUBMÚLTIPLOS DE UMA UNIDADE DE</p><p>MEDIDA; CONVERSÃO ENTRE SISTEMAS DE MEDIDA</p><p>As unidades de medida são modelos estabelecidos para medir</p><p>diferentes grandezas, tais como comprimento, capacidade, massa,</p><p>tempo e volume12.</p><p>O Sistema Internacional de Unidades (SI) define a unidade</p><p>padrão de cada grandeza. Baseado no sistema métrico decimal, o SI</p><p>surgiu da necessidade de uniformizar as unidades que são utilizadas</p><p>na maior parte dos países.</p><p>— Medidas de Comprimento</p><p>Existem várias medidas de comprimento, como por exemplo a</p><p>jarda, a polegada e o pé.</p><p>12 https://www.todamateria.com.br/unidades-de-medida/</p><p>No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m).</p><p>Atualmente ele é definido como o comprimento da distância</p><p>percorrida pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de</p><p>1/299.792.458 de um segundo.</p><p>Assim, são múltiplos do metro: quilômetro (km), hectômetro</p><p>(hm) e decâmetro (dam)13.</p><p>Enquanto são submúltiplos do metro: decímetro (dm),</p><p>centímetro (cm) e milímetro (mm).</p><p>Os múltiplos do metro são as grandes distâncias. Eles são</p><p>chamados de múltiplos porque resultam de uma multiplicação que</p><p>tem como referência o metro.</p><p>Os submúltiplos, ao contrário, como pequenas distâncias,</p><p>resultam de uma divisão que tem igualmente como referência o</p><p>metro. Eles aparecem do lado direito na tabela acima, cujo centro é</p><p>a nossa medida base - o metro.</p><p>— Medidas de Capacidade</p><p>As medidas de capacidade representam as unidades usadas</p><p>para definir o volume no interior de um recipiente14. A principal</p><p>unidade de medida da capacidade é o litro (L).</p><p>O litro representa a capacidade de um cubo de aresta igual a 1</p><p>dm. Como o volume de um cubo é igual a medida da aresta elevada</p><p>ao cubo, temos então a seguinte relação:</p><p>1 L = 1 dm³</p><p>Mudança de Unidades</p><p>O litro é a unidade fundamental de capacidade. Entretanto,</p><p>também é usado o quilolitro(kL), hectolitro(hL) e decalitro que</p><p>são seus múltiplos e o decilitro, centilitro e o mililitro que são os</p><p>submúltiplos.</p><p>Como o sistema padrão de capacidade é decimal, as</p><p>transformações entre os múltiplos e submúltiplos são feitas</p><p>multiplicando-se ou dividindo-se por 10.</p><p>Para transformar de uma unidade de capacidade para outra,</p><p>podemos utilizar a tabela abaixo:</p><p>Exemplo: fazendo as seguintes transformações:</p><p>a) 30 mL em L</p><p>Observando a tabela acima, identificamos que para transformar</p><p>de ml para L devemos dividir o número três vezes por 10, que é o</p><p>mesmo que dividir por 1000. Assim, temos:</p><p>30 : 1000 = 0,03 L</p><p>13 https://www.todamateria.com.br/medidas-de-comprimento/</p><p>14 https://www.todamateria.com.br/medidas-de-capacidade/</p><p>MATEMÁTICA</p><p>112112</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Note que dividir por 1000 é o mesmo que “andar” com a vírgula três casa diminuindo o número.</p><p>b) 5 daL em dL</p><p>Seguindo o mesmo raciocínio anterior, identificamos que para converter de decalitro para decilitro devemos multiplicar duas vezes</p><p>por 10, ou seja, multiplicar por 100.</p><p>5 . 100 = 500 dL</p><p>c) 400 cL em L</p><p>Para passar de centilitro para litro, vamos dividir o número duas vezes por 10, isto é, dividir por 100:</p><p>400 : 100 = 4 L</p><p>Medida de Volume</p><p>As medidas de volume representam o espaço ocupado por um corpo. Desta forma, podemos muitas vezes conhecer a capacidade de</p><p>um determinado corpo conhecendo seu volume.</p><p>A unidade de medida padrão de volume é o metro cúbico (m³), sendo ainda utilizados seus múltiplos (km³, hm³ e dam³) e submúltiplos</p><p>(dm³, cm³ e mm³).</p><p>Em algumas situações é necessário transformar a unidade de medida de volume para uma unidade de medida de capacidade ou vice-</p><p>versa. Nestes casos, podemos utilizar as seguintes relações:</p><p>1 m³ = 1 000 L</p><p>1 dm³ = 1 L</p><p>1 cm³ = 1 mL</p><p>Exemplo: Um tanque tem a forma de um paralelepípedo retângulo com as seguintes dimensões: 1,80 m de comprimento, 0,90 m de</p><p>largura e 0,50 m de altura. A capacidade desse tanque, em litros, é:</p><p>A) 0,81</p><p>B) 810</p><p>C) 3,2</p><p>D) 3200</p><p>Para começar, vamos calcular o volume do tanque, e para isso, devemos multiplicar suas dimensões:</p><p>V = 1,80 . 0,90 . 0,50 = 0,81 m³</p><p>Para transformar o valor encontrado em litros, podemos fazer a seguinte regra de três:</p><p>Assim, x = 0,81 . 1000 = 810 L.</p><p>Portanto, a resposta correta é a alternativa b.</p><p>Medidas de Massa</p><p>No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg)15. Um cilindro de platina e irídio é usado como o padrão</p><p>universal do quilograma.</p><p>As unidades de massa são: quilograma (kg), hectograma (hg), decagrama (dag), grama (g), decigrama (dg), centigrama (cg) e miligrama</p><p>(mg).</p><p>São ainda exemplos de medidas de massa a arroba, a libra, a onça e a tonelada. Sendo 1 tonelada equivalente a 1000 kg.</p><p>• Unidades de medida de massa</p><p>As unidades do sistema métrico decimal de massa são: quilograma (kg), hectograma (hg), decagrama (dag), grama (g), decigrama (dg),</p><p>centigrama (cg), miligrama (mg).</p><p>Utilizando o grama como base, os múltiplos e submúltiplos das unidades de massa estão na tabela a seguir.</p><p>15 https://www.todamateria.com.br/medidas-de-massa/</p><p>MATEMÁTICA</p><p>113</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Além das unidades apresentadas existem outras como a tonelada, que é um múltiplo do grama, sendo que 1 tonelada equivale a 1</p><p>000 000 g ou 1 000 kg. Essa unidade é muito usada para indicar grandes massas.</p><p>A arroba é uma unidade de medida usada no Brasil, para determinar a massa dos rebanhos bovinos, suínos e de outros produtos. Uma</p><p>arroba equivale a 15 kg.</p><p>O quilate é uma unidade de massa, quando se refere</p><p>a pedras preciosas. Neste caso 1 quilate vale 0,2 g.</p><p>— Conversão de unidades</p><p>Como o sistema padrão de medida de massa é decimal, as transformações entre os múltiplos e submúltiplos são feitas multiplicando-</p><p>se ou dividindo-se por 1016.</p><p>Para transformar as unidades de massa, podemos utilizar a tabela abaixo:</p><p>Exemplos:</p><p>a) Quantas gramas tem 1 kg?</p><p>Para converter quilograma em grama basta consultar o quadro acima. Observe que é necessário multiplicar por 10 três vezes.</p><p>1 kg → g</p><p>1 kg x 10 x 10 x 10 = 1 x 1000 = 1.000 g</p><p>b) Quantos quilogramas tem em 3.000 g?</p><p>Para transformar grama em quilograma, vemos na tabela que devemos dividir o valor dado por 1.000. Isto é o mesmo que dividir por</p><p>10, depois novamente por 10 e mais uma vez por 10.</p><p>3.000 g → kg</p><p>3.000 g : 10 : 10 : 10 = 3.000 : 1.000 = 3 kg</p><p>c) Transformando 350 g em mg.</p><p>Para transformar de grama para miligrama devemos multiplicar o valor dado por 1.000 (10 x 10 x 10).</p><p>350 g → mg</p><p>350 x 10 x 10 x 10 = 350 x 1000 = 350.000 mg</p><p>— Medidas de Tempo</p><p>Existem diversas unidades de medida de tempo, por exemplo a hora, o dia, o mês, o ano, o século. No sistema internacional de</p><p>medidas a unidades de tempo é o segundo (s)17.</p><p>Horas, Minutos e Segundos</p><p>Muitas vezes necessitamos transformar uma informação que está, por exemplo, em minuto para segundos, ou em segundos para</p><p>hora.</p><p>Para tal, devemos sempre lembrar que 1 hora tem 60 minutos e que 1 minuto equivale a 60 segundos. Desta forma, 1 hora corresponde</p><p>a 3.600 segundos.</p><p>Assim, para mudar de hora para minuto devemos multiplicar por 60. Por exemplo, 3 horas equivalem a 180 minutos (3 . 60 = 180).</p><p>16 https://www.todamateria.com.br/medidas-de-massa/</p><p>17 https://www.todamateria.com.br/medidas-de-tempo/</p><p>MATEMÁTICA</p><p>114114</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>O diagrama abaixo apresenta a operação que devemos fazer para passar de uma unidade para outra.</p><p>Em algumas áreas é necessário usar medidas com precisão maior que o segundo. Neste caso, usamos seus submúltiplos.</p><p>Assim, podemos indicar o tempo decorrido de um evento em décimos, centésimos ou milésimos de segundos.</p><p>Por exemplo, nas competições de natação o tempo de um atleta é medido com precisão de centésimos de segundo.</p><p>Instrumentos de Medidas</p><p>Para medir o tempo utilizamos relógios que são dispositivos que medem eventos que acontecem em intervalos regulares.</p><p>Os primeiros instrumentos usados para a medida do tempo foram os relógios de Sol, que utilizavam a sombra projetada de um objeto</p><p>para indicar as horas.</p><p>Foram ainda utilizados relógios que empregavam escoamento de líquidos, areia, queima de fluidos e dispositivos mecânicos como os</p><p>pêndulos para indicar intervalos de tempo.</p><p>Outras Unidades de Medidas de Tempo</p><p>O intervalo de tempo de uma rotação completa da terra equivale a 24h, que representa 1 dia.</p><p>O mês é o intervalo de tempo correspondente a determinado número de dias. Os meses de abril, junho, setembro, novembro têm 30</p><p>dias.</p><p>Já os meses de janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e dezembro possuem 31 dias. O mês de fevereiro normalmente têm 28</p><p>dias. Contudo, de 4 em 4 anos ele têm 29 dias.</p><p>O ano é o tempo que a Terra leva para dar uma volta completa ao redor do Sol. Normalmente, 1 ano corresponde a 365 dias, no</p><p>entanto, de 4 em 4 anos o ano têm 366 dias (ano bissexto).</p><p>Na tabela abaixo relacionamos algumas dessas unidades:</p><p>Tabela de Conversão de Medidas</p><p>O mesmo método pode ser utilizado para calcular várias grandezas.</p><p>Primeiro, vamos desenhar uma tabela e colocar no seu centro as unidades de medidas bases das grandezas que queremos converter,</p><p>por exemplo:</p><p>Capacidade: litro (l)</p><p>Comprimento: metro (m)</p><p>Massa: grama (g)</p><p>MATEMÁTICA</p><p>115</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Volume: metro cúbico (m3)</p><p>Tudo o que estiver do lado direito da medida base são chamados submúltiplos. Os prefixos deci, centi e mili correspondem</p><p>respectivamente à décima, centésima e milésima parte da unidade fundamental.</p><p>Do lado esquerdo estão os múltiplos. Os prefixos deca, hecto e quilo correspondem respectivamente a dez, cem e mil vezes a unidade</p><p>fundamental.</p><p>Exemplos:</p><p>a) Quantos mililitros correspondem 35 litros?</p><p>Para fazer a transformação pedida, vamos escrever o número na tabela das medidas de capacidade. Lembrando que a medida pode</p><p>ser escrita como 35,0 litros. A virgula e o algarismo que está antes dela devem ficar na casa da unidade de medida dada, que neste caso</p><p>é o litro.</p><p>Depois completamos as demais caixas com zeros até chegar na unidade pedida. A vírgula ficará sempre atrás dos algarismos que</p><p>estiver na caixa da unidade pedida, que neste caso é o ml.</p><p>Assim 35 litros correspondem a 35000 ml.</p><p>b) Transformando 700 gramas em quilogramas.</p><p>Lembrando que podemos escrever 700,0 g. Colocamos a vírgula e o 0 antes dela na unidade dada, neste caso g e os demais algarismos</p><p>nas casas anteriores.</p><p>Depois completamos com zeros até chegar na casa da unidade pedida, que neste caso é o quilograma. A vírgula passa então para atrás</p><p>do algarismo que está na casa do quilograma.</p><p>MATEMÁTICA</p><p>116116</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Então 700 g corresponde a 0,7 kg.</p><p>ESCALAS, PLANTAS E MAPAS;</p><p>As escalas, plantas e mapas são conceitos interligados e amplamente utilizados na cartografia, que é a ciência que estuda a elabora-</p><p>ção, a representação e a interpretação de mapas e plantas. Esses elementos são fundamentais para a compreensão e a representação do</p><p>espaço geográfico em diversos contextos, como na arquitetura, na engenharia, na geografia, na topografia, no urbanismo, na agrimensura,</p><p>entre outros.</p><p>Escalas: são relações de proporção entre as dimensões reais de um objeto ou área e suas representações em mapas ou plantas. Elas</p><p>são expressas geralmente em forma de frações ou razões, e mostram quantas vezes o tamanho real foi reduzido para ser representado em</p><p>uma escala menor. Ela traz a razão de semelhança entre a planta e o terreno.</p><p>A escala é utilizada em mapas, projetos arquitetônicos, elétricos, plantas baixas, etc... em tudo aquilo que precisamos representar</p><p>uma área muito grande, fazendo com que ela caiba em um papel.</p><p>As escalas podem ser classificadas em três tipos principais: a escala numérica, a escala gráfica e a escala verbal. A escala numérica</p><p>é a representação em forma de obtenção, onde o numerador indica a unidade no mapa e ou denominado indica a unidade no terreno.</p><p>Por exemplo, uma escala numérica de 1:50.000 indica que 1 cm no mapa representa 50.000 cm no terreno. A escala gráfica é uma linha</p><p>reta dividida em segmentos que representam as unidades no mapa, permitindo a leitura direta das distâncias no terreno. A escala verbal</p><p>é expressa em palavras, como “1 cm representa 1 km” ou “1 polegada representa 1 milha”.</p><p>O emprego das escalas gráficas consiste nas seguintes operações:</p><p>- Tomamos na carta a distância que pretendemos medir (pode-se usar um compasso).</p><p>- Transportamos essa distância para a Escala Gráfica.</p><p>- Lemos o resultado obtido.</p><p>(Fonte: IBGE)</p><p>Plantas: são representações específicas e precisas de uma área ou um objeto, geralmente utilizadas na arquitetura e na engenharia</p><p>para projetos de construção. Elas podem ser plantas baixas, que representam a projeção horizontal de uma edificação ou de um terreno,</p><p>mostrando a disposição dos cômodos, as dimensões das paredes, as portas, as janelas, as escadas, entre outros elementos. Também po-</p><p>dem ser plantas de situação, que indicam a localização de uma edificação ou de um terreno em relação a outros elementos do entorno,</p><p>como ruas, rios, praças, entre outros.</p><p>MATEMÁTICA</p><p>117</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Planta Baixa de uma Casa</p><p>Mapas: são representações gráficas do espaço geográfico, mostrando a localização e as características de áreas, regiões ou países.</p><p>Eles podem ser mapas topográficos, que representam as elevações do terreno, a hidrografia, a vegetação, as estradas, os limites políticos,</p><p>entre outros elementos. Também podem ser mapas temáticos, que apresentam informações específicas sobre um tema, como população,</p><p>clima, agricultura,</p><p>https://www.significados.com.br/comunicacao/</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>11</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Emissor: é a pessoa, ou qualquer ser capaz de produzir e transmitir uma mensagem.</p><p>Receptor: é a pessoa, ou qualquer ser capaz de receber e interpretar essa mensagem transmitida.</p><p>Codificar: é transformar, num código conhecido, a intenção da comunicação ou elaborar um sistema de signos, ou seja, é interpretar</p><p>a mensagem transmitida para a sua correta compreensão.</p><p>Descodificar: Decifrar a mensagem, operação que depende do repertório (conjunto estruturado de informação) de cada pessoa.</p><p>Mensagem: trata-se do conteúdo que será transmitido, as informações que serão transmitidas ao receptor, ou seja, é qualquer coisa</p><p>que o emissor envie com a finalidade de passar informações.</p><p>Código: é o modo como a mensagem é transmitida (escrita, fala, gestos, etc.)</p><p>Canal: é a fonte de transmissão da mensagem, ou o meio de comunicação utilizado (revista, livro, jornal, rádio, TV, ar, etc.)</p><p>Contexto: é a situação que estão envolvidos o emissor e receptor.</p><p>Ruído: são os elementos que interferem na compreensão da mensagem que está sendo transmitida, podem ser ocasionados pelo</p><p>ambiente interno ou externo. Podem ser tanto os barulhos de uma maneira geral, uma palavra escrita incorretamente, uma dor de cabeça</p><p>por parte do emissor como do receptor, uma distração, um problema pessoal, gírias, neologismos, estrangeirismos, etc., podem interferir</p><p>no perfeito entendimento da comunicação.</p><p>Linguagem verbal: as dificuldades de comunicação ocorrem quando as palavras têm graus distintos de abstração e variedade de senti-</p><p>do. O significado das palavras não está nelas mesmas, mas nas pessoas (no repertório de cada um e que lhe permite decifrar e interpretar</p><p>as palavras).</p><p>Linguagem não-verbal: as pessoas não se comunicam apenas por palavras, os movimentos faciais e corporais, os gestos, os olhares,</p><p>e a entonação são também importantes (são os elementos não verbais da comunicação).</p><p>Retroalimentação ou Feedback: é o processo onde ocorre a confirmação do entendimento ou compreensão do que foi transmitido</p><p>na comunicação.</p><p>Macromodelo do Processo de Comunicação</p><p>Fonte: Kotler e Keller, 2012.</p><p>Em resumo, a comunicação é um processo pelo qual a informação é codificada e transmitida por um emissor a um receptor por meio</p><p>de um canal, ela é, portanto, um processo pelo qual nós atribuímos e transmitimos significado a uma tentativa de criar entendimento</p><p>compartilhado.</p><p>Texto Informativo</p><p>Sua função é ensinar e informar, esclarecendo dúvidas sobre um tema e transmitindo conhecimentos. Este tipo de texto é comum em</p><p>jornais, livros didáticos, revistas, etc.</p><p>As características do texto informativo são:</p><p>- Escrito em 3ª pessoa, em prosa.</p><p>- Apresenta informações objetivas e reais a respeito de um tema.</p><p>- É um texto que evita ser ambíguo, não fazendo uso de figuras de linguagem, utilizando a linguagem denotativa.</p><p>- A opinião pessoal do autor não se reflete no texto.</p><p>- Há a citação de fontes, que garantem a credibilidade, e o texto apresenta caráter utilitário e prático.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>1212</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>O conteúdo deste tipo de texto é mais importante que sua es-</p><p>trutura. O objetivo do texto é a transmissão de conhecimento sobre</p><p>determinado tema, por isso o texto informativo pode apresentar</p><p>diversos recursos, como gráficos, ilustrações, tabelas, etc.</p><p>Texto Didático</p><p>Esse tipo de texto possui objetivos pedagógicos e está disposto</p><p>de uma forma a que qualquer leitor tenha a mesma conclusão. Sua</p><p>construção dá-se de maneira conceitual, visando a necessidade de</p><p>compreensão do assunto exposto por parte do interlocutor.</p><p>A linguagem de um texto didático não é figurativa, mas sim</p><p>própria, utilizando os termos de maneira exata. A apresentação das</p><p>informações pode considerar, ou não, os conhecimentos prévios do</p><p>leitor. Trata-se de um tipo textual muito utilizado em artigos cientí-</p><p>ficos e livros didáticos.</p><p>Algumas características desse tipo de texto são: impessoalida-</p><p>de, objetividade, coesão, abordagem que permite uma interpreta-</p><p>ção única e específica.</p><p>Gêneros Textuais e Gêneros Literários</p><p>Conforme o próprio nome indica, os gêneros textuais se refe-</p><p>rem a qualquer tipo de texto, enquanto os gêneros literários se re-</p><p>ferem apenas aos textos literários.</p><p>Os gêneros literários são divisões feitas segundo características</p><p>formais comuns em obras literárias, agrupando-as conforme crité-</p><p>rios estruturais, contextuais e semânticos, entre outros.</p><p>- Gênero lírico;</p><p>- Gênero épico ou narrativo;</p><p>- Gênero dramático.</p><p>Gênero Lírico</p><p>É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no po-</p><p>ema e que nem sempre corresponde à do autor) exprime suas emo-</p><p>ções, ideias e impressões em face do mundo exterior. Normalmente</p><p>os pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e há o predomínio da</p><p>função emotiva da linguagem.</p><p>Elegia</p><p>Um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a mor-</p><p>te é elevada como o ponto máximo do texto. O emissor expressa</p><p>tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte. É um poema</p><p>melancólico. Um bom exemplo é a peça Roan e Yufa, de William</p><p>Shakespeare.</p><p>Epitalâmia</p><p>Um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites ro-</p><p>mânticas com poemas e cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é</p><p>a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais.</p><p>Ode (ou hino)</p><p>É o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à</p><p>pátria (e aos seus símbolos), às divindades, à mulher amada, ou a</p><p>alguém ou algo importante para ele. O hino é uma ode com acom-</p><p>panhamento musical.</p><p>Idílio (ou écloga)</p><p>Poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem à</p><p>natureza, às belezas e às riquezas que ela dá ao homem. É o poema</p><p>bucólico, ou seja, que expressa o desejo de desfrutar de tais belezas</p><p>e riquezas ao lado da amada (pastora), que enriquece ainda mais</p><p>a paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um idílio com</p><p>diálogos (muito rara).</p><p>Sátira</p><p>É o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém</p><p>ou a algo, em tom sério ou irônico. Tem um forte sarcasmo, pode</p><p>abordar críticas sociais, a costumes de determinada época, assun-</p><p>tos políticos, ou pessoas de relevância social.</p><p>Acalanto</p><p>Canção de ninar.</p><p>Acróstico</p><p>Composição lírica na qual as letras iniciais de cada verso for-</p><p>mam uma palavra ou frase. Ex.:</p><p>Amigos são</p><p>Muitas vezes os</p><p>Irmãos que escolhemos.</p><p>Zelosos, eles nos</p><p>Ajudam e</p><p>Dedicam-se por nós, para que nossa relação seja verdadeira e</p><p>Eterna</p><p>https://www.todamateria.com.br/acrostico/</p><p>Balada</p><p>Uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas</p><p>de amigo (elegias) com ritmo característico e refrão vocal que se</p><p>destinam à dança.</p><p>Canção (ou Cantiga, Trova)</p><p>Poema oral com acompanhamento musical.</p><p>Gazal (ou Gazel)</p><p>Poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente médio.</p><p>Soneto</p><p>É um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quarte-</p><p>tos e dois tercetos.</p><p>Vilancete</p><p>São as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de escár-</p><p>nio e de maldizer); satíricas, portanto.</p><p>Gênero Épico ou Narrativo</p><p>Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos</p><p>eram apenas o épico, o lírico e o dramático. Com o passar dos anos,</p><p>o gênero épico passou a ser considerado apenas uma variante do</p><p>gênero literário narrativo, devido ao surgimento de concepções de</p><p>prosa com características diferentes: o romance, a novela, o conto,</p><p>a crônica, a fábula.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>13</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Épico (ou Epopeia)</p><p>Os textos épicos são geralmente longos e narram histórias de</p><p>um povo ou de uma nação, envolvem aventuras, guerras, viagens,</p><p>gestos heroicos, etc. Normalmente apresentam um tom de exalta-</p><p>ção, isto é, de valorização de seus heróis e seus feitos. Dois exem-</p><p>plos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisseia, de Homero.</p><p>Ensaio</p><p>É um texto literário breve, situado entre o poético e o didático,</p><p>expondo ideias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito de</p><p>certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado.</p><p>Consiste também na defesa</p><p>turismo, entre outros.</p><p>Mapa do Brasil escalado 1:25000000, destacando o do Rio de Janeiro escalado 1:400000</p><p>Calculando as distâncias</p><p>Exemplo: A distância medida no mapa entre Viseu e Beja é de 5cm. Sabendo-se que a escala do mapa é de 1/7 000 000, qual a dis-</p><p>tância real?</p><p>MATEMÁTICA</p><p>118118</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Perímetro: é a soma dos lados de uma figura plana e pode ser representado por P ou 2p, inclusive existem umas fórmulas de geome-</p><p>tria que aparece p que é o sem perímetro (metade do perímetro). Basta observamos a imagem:</p><p>Observe que a planta baixa tem a forma de um retângulo. Para efetuarmos o cálculo dos perímetros e áreas é necessário sabermos</p><p>qual a figura plana e sua respectiva fórmula. Vejamos:</p><p>(Fonte: https://static.todamateria.com.br)</p><p>Área: medida de uma superfície. Usualmente a unidade básica de área é o m2 (metro quadrado). Que equivale à área de um quadra-</p><p>do de 1 m de lado.</p><p>Quando calculamos que a área de uma determinada figura é, por exemplo, 12 m2; isso quer dizer que na superfície desta figura ca-</p><p>bem 12 quadrados iguais.</p><p>MATEMÁTICA</p><p>119</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Planta baixa de uma casa com a área total</p><p>Referências bibliográficas:</p><p>SILVA, Luiz Paulo Moreira. “Planificação de sólidos geométricos”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/mate-</p><p>matica/planificacao-solidos-geometricos.htm. Acesso em 04 de abril de 2023.</p><p>IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único</p><p>VELOCIDADE MÉDIA E TEMPO</p><p>Velocidade média</p><p>A velocidade média é uma razão entre grandezas diferentes e é calculada pela divisão entre a distância percorrida (S) em quilômetros</p><p>pelo tempo gasto no percurso (t) em horas.</p><p>A unidade de medida usada para velocidade média é o km/h (quilômetros por hora) e pode ser interpretada da seguinte maneira:</p><p>representa a quantidade de quilômetros que o objeto foi capaz de percorrer durante uma hora.</p><p>Muitas vezes, em vez de quilômetros, são usados metros. A unidade de medida de tempo para metros é o segundo.</p><p>1º exemplo: Um veículo está em movimento e dirige-se aos limites de uma cidade a 200 quilômetros de distância do ponto de partida.</p><p>Sabendo que foram gastas quatro horas no percurso, calcule a velocidade média desse veículo.</p><p>Para esse cálculo, basta dividir a distância percorrida pelo tempo gasto. Observe:</p><p>MATEMÁTICA</p><p>120120</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Esse veículo percorre 50 quilômetros a cada hora de desloca-</p><p>mento.</p><p>2º exemplo: Um veículo está a 80 km/h e faz uma viagem de</p><p>560 quilômetros de distância. Quantas horas ele gastará para che-</p><p>gar ao seu destino?</p><p>Utilizando a razão velocidade média e substituindo a velocida-</p><p>de e a distância percorrida, teremos:</p><p>Fonte: Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/</p><p>matematica/razao-entre-grandezas-diferentes.htm#:~:text=A%20</p><p>velocidade%20m%C3%A9dia%20%C3%A9%20uma,percurso%20</p><p>(t)%20em%20horas. Acesso em: 03.abr.2023.</p><p>COMPARAR GRANDEZAS; RAZÃO E PROPORÇÃO</p><p>A razão estabelece uma comparação entre duas grandezas,</p><p>sendo o coeficiente entre dois números18.</p><p>Já a proporção é determinada pela igualdade entre duas razões,</p><p>ou ainda, quando duas razões possuem o mesmo resultado.</p><p>Note que a razão está relacionada com a operação da divisão.</p><p>Vale lembrar que duas grandezas são proporcionais quando formam</p><p>uma proporção.</p><p>Ainda que não tenhamos consciência disso, utilizamos</p><p>cotidianamente os conceitos de razão e proporção. Para preparar</p><p>uma receita, por exemplo, utilizamos certas medidas proporcionais</p><p>entre os ingredientes.</p><p>Para encontrar a razão entre duas grandezas, as unidades de</p><p>medida terão de ser as mesmas.</p><p>A partir das grandezas A e B temos:</p><p>Razão</p><p>ou A : B, onde b ≠ 0.</p><p>Proporção</p><p>onde todos os coeficientes são ≠ 0.</p><p>Exemplo: Qual a razão entre 40 e 20?</p><p>18 https://www.todamateria.com.br/razao-e-proporcao/</p><p>Lembre-se que numa fração, o numerador é o número acima e</p><p>o denominador, o de baixo.</p><p>Se o denominador for igual a 100, temos uma razão do tipo</p><p>porcentagem, também chamada de razão centesimal.</p><p>Além disso, nas razões, o coeficiente que está localizado acima</p><p>é chamado de antecedente (A), enquanto o de baixo é chamado de</p><p>consequente (B).</p><p>Qual o valor de x na proporção abaixo?</p><p>x = 12 . 3</p><p>x = 36</p><p>Assim, quando temos três valores conhecidos, podemos</p><p>descobrir o quarto, também chamado de “quarta proporcional”.</p><p>Na proporção, os elementos são denominados de termos. A</p><p>primeira fração é formada pelos primeiros termos (A/B), enquanto</p><p>a segunda são os segundos termos (C/D).</p><p>Nos problemas onde a resolução é feita através da regra de três,</p><p>utilizamos o cálculo da proporção para encontrar o valor procurado.</p><p>— Propriedades da Proporção</p><p>1. O produto dos meios é igual ao produto dos extremos, por</p><p>exemplo:</p><p>Logo: A · D = B · C.</p><p>Essa propriedade é denominada de multiplicação cruzada.</p><p>MATEMÁTICA</p><p>121</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>2. É possível trocar os extremos e os meios de lugar, por</p><p>exemplo:</p><p>é equivalente</p><p>Logo, D. A = C . B.</p><p>— Regra de três simples e composta</p><p>A regra de três é a proporção entre duas ou mais grandezas, que</p><p>podem ser velocidades, tempos, áreas, distâncias, cumprimentos,</p><p>entre outros19.</p><p>É o método para determinar o valor de uma incógnita quando</p><p>são apresentados duas ou mais razões, sejam elas diretamente ou</p><p>inversamente proporcionais.</p><p>As Grandezas</p><p>Dentro da regra de três simples e composta existem grandezas</p><p>diretamente e inversamente proporcionais.</p><p>Caracteriza-se por grandezas diretas aquelas em que o</p><p>acréscimo ou decréscimo de uma equivale ao mesmo processo na</p><p>outra. Por exemplo, ao triplicarmos uma razão, a outra também</p><p>será triplicada, e assim sucessivamente.</p><p>Exemplo: Supondo que cada funcionário de uma microempresa</p><p>com 35 integrantes gasta 10 folhas de papel diariamente. Quantas</p><p>folhas serão gastas nessa mesma empresa quando o quadro de</p><p>colaboradores aumentar para 50?</p><p>Ao analisarmos o caso percebemos que o aumento de</p><p>colaboradores provocará também um aumento no gasto de papel.</p><p>Logo, essa é uma razão do tipo direta, que deve ser resolvida através</p><p>da multiplicação cruzada:</p><p>35x = 50 . 10</p><p>19 https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/matematica/regra-de-tres-</p><p>simples-e-composta</p><p>35x = 500</p><p>x = 500/35</p><p>x = 14,3</p><p>Portanto, serão necessários 14,3 papéis para suprir as</p><p>demandas da microempresa com 50 funcionários.</p><p>Por outro lado, as grandezas inversas ocorrem quando o</p><p>aumento ou diminuição de uma resultam em grandezas opostas.</p><p>Ou seja, se uma é quadruplicada, a outra é reduzida pela metade,</p><p>e assim por diante.</p><p>Exemplo: Se 7 pedreiros constroem uma casa grande em 80</p><p>dias, apenas 5 deles construirão a mesma casa em quanto tempo?</p><p>Nesta situação, é preciso inverter uma das grandezas, pois</p><p>a relação é inversamente proporcional. Isso acontece porque</p><p>a diminuição de pedreiros provoca o aumento no tempo de</p><p>construção.</p><p>5x = 80 . 7</p><p>5x = 560</p><p>x = 560/5</p><p>x = 112</p><p>Sendo assim, serão 112 dias para a construção da casa com 5</p><p>pedreiros.</p><p>Regra de Três Simples</p><p>A regra de três simples funciona na relação de apenas</p><p>duas grandezas, que podem ser diretamente ou inversamente</p><p>proporcionais.</p><p>Exemplo 1: Para fazer um bolo de limão utiliza-se 250 ml do</p><p>suco da fruta. Porém, foi feito uma encomenda de 6 bolos. Quantos</p><p>limões serão necessários?</p><p>MATEMÁTICA</p><p>122122</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Reparem que as grandezas são diretamente proporcionais, já</p><p>que o aumento no pedido de bolos pede uma maior quantidade</p><p>de limões. Logo, o valor desconhecido é determinado pela</p><p>multiplicação cruzada:</p><p>x = 250 . 6</p><p>x = 1500 ml de suco</p><p>Exemplo 2: Um carro com velocidade de 120 km/h percorre um</p><p>trajeto em 2 horas. Se a velocidade for reduzida para 70 km/h, em</p><p>quanto tempo o veículo fará o mesmo percurso?</p><p>Observa-se que neste exemplo teremos uma regra de três</p><p>simples inversa, uma vez que ao diminuirmos a velocidade do carro</p><p>o tempo de deslocamento irá aumentar. Então, pela regra, uma das</p><p>razões deverá ser invertida e transformada em direta.</p><p>70x = 120 . 2</p><p>70x = 240</p><p>x = 240/70</p><p>x = 3,4 h</p><p>de um ponto de vista pessoal e</p><p>subjetivo sobre um tema (humanístico, filosófico, político, social,</p><p>cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute em for-</p><p>malidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de</p><p>caráter científico. Exemplo: Ensaio sobre a tolerância, de John Lo-</p><p>cke.</p><p>Gênero Dramático</p><p>Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse</p><p>tipo de texto, não há um narrador contando a história. Ela “aconte-</p><p>ce” no palco, ou seja, é representada por atores, que assumem os</p><p>papéis das personagens nas cenas.</p><p>Tragédia</p><p>É a representação de um fato trágico, suscetível de provocar</p><p>compaixão e terror. Aristóteles afirmava que a tragédia era “uma re-</p><p>presentação duma ação grave, de alguma extensão e completa, em</p><p>linguagem figurada, com atores agindo, não narrando, inspirando</p><p>dó e terror”. Ex.: Romeu e Julieta, de Shakespeare.</p><p>Farsa</p><p>A farsa consiste no exagero do cômico, graças ao emprego de</p><p>processos como o absurdo, as incongruências, os equívocos, a ca-</p><p>ricatura, o humor primário, as situações ridículas e, em especial, o</p><p>engano.</p><p>Comédia</p><p>É a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento</p><p>comum, de riso fácil. Sua origem grega está ligada às festas popu-</p><p>lares.</p><p>Tragicomédia</p><p>Modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômi-</p><p>cos. Originalmente, significava a mistura do real com o imaginário.</p><p>Poesia de cordel</p><p>Texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo</p><p>linguístico e cultural nordestinos, fatos diversos da sociedade e da</p><p>realidade vivida por este povo.</p><p>Textos publicitários</p><p>“Os textos publicitários são aqueles que têm o objetivo de</p><p>anunciar alguma coisa, fazer com que uma informação torne-se pú-</p><p>blica, desde uma campanha de vacinação até os anúncios de produ-</p><p>tos e/ou prestação de serviços. Podemos encontrar os textos publi-</p><p>citários circulando em diversos suportes de comunicação, como os</p><p>midiáticos (televisão, internet e rádio) e jornalísticos (jornais, revis-</p><p>tas), e espalhados pelas vias urbanas (outdoors, pontos de ônibus,</p><p>postes de iluminação pública etc.).</p><p>Linguagem</p><p>Podemos dizer que a linguagem, sobretudo no que se refere</p><p>à sua função e ao tipo, é a característica mais relevante dos textos</p><p>publicitários, já que se trata do principal recurso que o autor da</p><p>peça (texto) publicitária tem para que os efeitos de sentido gerados</p><p>sejam aqueles desejados pelo autor para alcançar os leitores.</p><p>Quanto à função da linguagem dos textos publicitários, ela</p><p>pode ser abordada de várias formas: linguagem referencial (quando</p><p>o texto tem o objetivo de divulgar uma informação real), linguagem</p><p>emotiva (quando o texto pretende alcançar seu objetivo por meio</p><p>da emotividade dos leitores) e linguagem apelativa ou conativa</p><p>(quando o texto tem o objetivo de convencer alguém a fazer ou</p><p>comprar alguma coisa, é conhecida como retórica).</p><p>Com relação ao tipo de linguagem, os textos publicitários po-</p><p>dem ser criados a partir das linguagens verbal (oral ou escrita), não</p><p>verbal (imagens, fotografias, desenhos) e mista (verbal e não ver-</p><p>bal).</p><p>É relevante ressaltarmos também que a linguagem dos textos</p><p>publicitários é pensada no sentido de atingir um grande número de</p><p>interlocutores, ou seja, as massas, e, por essa razão, deve ser de</p><p>fácil compreensão, objetiva, simples e acessível a interlocutores de</p><p>todos as classes e faixas etárias.</p><p>Criatividade</p><p>De maneira geral, para conseguir causar efeitos de sentido e</p><p>seduzir, chamar a atenção dos interlocutores, os autores das peças</p><p>publicitárias fazem trocadilhos e trabalham as linguagens verbal e</p><p>não verbal de maneira criativa.</p><p>Objetividade</p><p>Geralmente, os textos publicitários têm extensão bem reduzi-</p><p>da, já que circulam em suportes cujo espaço também é reduzido</p><p>e o valor de cada anúncio depende de seu tamanho. A seção dos</p><p>classificados de jornal, que é um exemplo de texto publicitário, é</p><p>um bom exemplar para que possamos observar essa característica.</p><p>Outro exemplo que ilustra a objetividade dos textos publicitários é a</p><p>criação de slogan (uma frase curta e de fácil memorização) ou man-</p><p>chetes, os quais resumem em um único enunciado as informações</p><p>e os objetivos do texto.</p><p>Exemplos de slogan:</p><p>- “Cheetos, é impossível comer um só. (Elma Chips)</p><p>- Vem pra Caixa você também. Vem! (Caixa Econômica Federal)</p><p>- A rádio que toca notícias, só notícias. (Rádio CBN)</p><p>Publicidade e o público</p><p>Em virtude de seu caráter persuasivo e pelo fato de alcançar</p><p>as grandes massas, o texto publicitário exerce grande influência e</p><p>poder sobre o público. Esse texto promove o compartilhamento de</p><p>ideias, produtos e serviços e, de certa forma, orientações ideológi-</p><p>cas.</p><p>Devido ao seu papel importante na nossa cultura, existe uma</p><p>autorregulamentação para a divulgação/publicação de textos pu-</p><p>blicitários, a qual define limites de atuação e aprovação (ou não)</p><p>quanto à veiculação de alguns anúncios. Essa autorregulamentação</p><p>é necessária porque, conforme o Código de Defesa do Consumidor</p><p>(CDC), os textos publicitários respondem pela qualidade dos pro-</p><p>dutos e serviços que estão sendo oferecidos, portanto, não devem</p><p>realizar propaganda enganosa, que é crime.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>1414</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Ainda de acordo com o CDC, propaganda enganosa significa</p><p>qualquer modalidade de informação falsa, capaz de induzir o con-</p><p>sumidor ao erro no que diz respeito à natureza, característica, qua-</p><p>lidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros</p><p>dados sobre produtos e serviços.</p><p>Estrutura do texto publicitário</p><p>O texto publicitário é composto, muitas vezes, por imagem, tí-</p><p>tulo, texto, assinatura e slogan. A assinatura é o nome do produto/</p><p>serviço e do anunciante. Slogan, como já dissemos, é um enunciado</p><p>conciso e de fácil associação ao produto e lembrança do leitor. O</p><p>título/headline é um enunciado breve com o objetivo de captar a</p><p>atenção do leitor, incitando sua curiosidade. O texto deve incitar no</p><p>consumidor o interesse, o desejo por aquilo que está sendo ofere-</p><p>cido/anunciado.</p><p>A extensão do texto publicitário depende da intencionalidade</p><p>discursiva do autor/anunciante e do espaço disponível/sugerido</p><p>pelo suporte de circulação no qual o texto será veiculado: jornal,</p><p>revista, outdoors, jingles em rádio (aliado à musicalidade), redes</p><p>sociais, sites etc.</p><p>Vertentes do texto publicitário</p><p>Existem duas vertentes filosóficas do texto publicitário, ambas</p><p>com origens filosóficas: a apolínea e a dionisíaca.</p><p>Apolínea</p><p>A vertente apolínea visa ao desenvolvimento de textos que</p><p>remetem à individualização, ou seja, descrevendo e/ou narrando,</p><p>como ocorre com as artes plásticas, fotografia e narração de his-</p><p>tórias.</p><p>Dionísica</p><p>A vertente dionisíaca busca despertar sentimentos diversos</p><p>em seus leitores/interlocutores para que assim possa criar empa-</p><p>tia, contradição, terror, carinho etc. Geralmente, para causar esses</p><p>efeitos, a música, a dramatização e a expressividade corporal são</p><p>utilizadas.</p><p>Características do texto propagandístico</p><p>Os textos propagandísticos/publicitários, como o próprio nome</p><p>já diz, têm como objetivo principal a propaganda. Através desta,</p><p>anuncia-se um determinado produto, ideia, benefício, movimento</p><p>social, partido, entre outros. Como seu objetivo é convencer, é na-</p><p>tural que a função apelativa da linguagem se destaque neste gênero</p><p>textual.</p><p>Sendo o objetivo persuadir o receptor, o texto publicitário, a</p><p>fim de chamar a atenção, apresenta um produto ou serviço ao con-</p><p>sumidor, promove sua venda ou garante a boa imagem da marca</p><p>explicando por que o produto é bom e, ao mesmo tempo, estimu-</p><p>lando a possuí-lo e depois comprar. No entanto, isso não é feito</p><p>aleatoriamente.</p><p>Toda propaganda tem um público-alvo, sempre voltado para</p><p>uma pessoa ou coletividade, com base em dados como idade, con-</p><p>dição socioeconômica, escolaridade, costumes e hábitos de consu-</p><p>mo.</p><p>Para atingir o seu propósito, os textos publicitários costumam</p><p>utilizar verbos no modo imperativo e contam com outras estratégias</p><p>argumentativas. A boa propaganda trabalha com</p><p>uma linguagem</p><p>sugestiva por meio da ambiguidade, da ironia, do jogo de palavras e</p><p>de subentendidos, ou seja, vários formatos conotativos que fazem</p><p>com que o público perceba a sutileza da inteligência dos textos.</p><p>Estrutura do texto propagandístico</p><p>Título: É composto de pequenas frases atrativas, com o objeti-</p><p>vo de chamar a atenção do leitor.</p><p>Imagem: Apresentam uma imagem, cuidadosamente trabalha-</p><p>da e selecionada, que vai muito além do mero papel de ilustração.</p><p>Nesse gênero textual, a imagem tem um papel persuasivo impor-</p><p>tante e dialoga com a parte escrita.</p><p>Corpo do texto: Nele, o anunciante desenvolve melhor sua</p><p>ideia, demonstrando um pouco mais as qualidades e vantagens do</p><p>produto. Normalmente, o vocabulário é adequado ao público para</p><p>o qual é destinado, contendo frases também atraentes.</p><p>Identificação do produto ou marca: A maioria dos anunciantes</p><p>desenvolve um slogan para que o consumidor identifique a marca.</p><p>Certamente você conhece inúmeros exemplos, como músicas que</p><p>ficam na cabeça.</p><p>Gênero normativo</p><p>Os textos normativos são considerados como textos regulató-</p><p>rios capazes de sistematizar leis e códigos que asseguram nossos</p><p>direitos e deveres. Esta modalidade textual também regula as nor-</p><p>mas funcionais de uma determinada comunidade, instituição, igre-</p><p>ja, escola, empresas privadas ou instituições públicas. Atualmente</p><p>viver em sociedade significa seguir regras e respeitar normas, não é</p><p>verdade? Regras de como conviver com outras pessoas. Regras para</p><p>se ter segurança no trânsito. Respeitar normas de boa convivência</p><p>no trabalho ou na escola. Formais ou informais. No entanto, muitas</p><p>vezes para que uma regra seja respeitada é necessário um registro,</p><p>desta forma protocolos, portarias e editais são claros exemplos de</p><p>textos normativos.</p><p>Os textos normativos e legais devem ser claros, de modo a não</p><p>causar problemas de compreensão para o público a quem ele se</p><p>destina. Deve ser objetivo e centra-se na regulamentação do que</p><p>está em questão, podendo ser relações de convivência, trabalho e</p><p>comércio.</p><p>Em nosso cotidiano, temos inúmeros exemplos de textos nor-</p><p>mativos, dentre eles ressaltamos:</p><p>● Um contrato de trabalho ou compra e venda</p><p>● O código de defesa do consumidor</p><p>● As leis de trânsito</p><p>● A Constituição Federal</p><p>● A Declaração Universal dos Direitos Humanos</p><p>● Diário Oficial</p><p>● ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente</p><p>● Estatuto do idoso</p><p>Os textos normativos são fundamentais para relações humanas</p><p>e acima de tudo são considerados como gêneros que asseguram</p><p>nossos direitos e deveres.</p><p>Texto divinatório</p><p>Função - prever.</p><p>Modelos - horóscopo, oráculos.</p><p>Fontes: brasilescola.uol.com.br</p><p>descomplica.com.br</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>15</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>LUIS DE CAMÕES</p><p>Luís de Camões (1524-1580) foi um poeta e soldado português,</p><p>considerado o maior escritor do período do Classicismo. Além dis-</p><p>so, ele é apontado como um dos maiores representantes da litera-</p><p>tura mundial.</p><p>Autor do poema épico “Os Lusíadas”, revelou grande sensibili-</p><p>dade para escrever sobre os dramas humanos, sejam amorosos ou</p><p>existenciais. Pouco se sabe sua vida, portanto, o local e os anos de</p><p>nascimento e morte ainda são incertos.</p><p>Biografia de Camões</p><p>Filho de Simão Vaz e Ana de Sá, Luís Vaz de Camões nasceu</p><p>em Lisboa por volta de 1524. Provavelmente teve uma boa e sólida</p><p>educação, na qual aprendeu sobre história, línguas e literatura.</p><p>Estudos indicam que ele era indisciplinado e que supostamente</p><p>teria ido à Coimbra para estudar. No entanto, não há registros de</p><p>que ele tenha sido aluno da Universidade.</p><p>Ainda jovem, interessou-se pela literatura iniciando sua carrei-</p><p>ra literária como um poeta lírico na corte de Dom João III. Muitos</p><p>historiadores dizem que nesse período Camões teve uma vida mui-</p><p>to boêmia. Na altura, também passou por uma desilusão amorosa,</p><p>momento em que decidiu tornar-se um soldado.</p><p>Assim, ingressou no Exército da Coroa Portuguesa em 1547 e,</p><p>no mesmo ano, embarcou como soldado para a África. Foi ali que</p><p>Camões perdeu o olho direito.</p><p>Luís de Camões</p><p>Luís de Camões, um dos maiores poetas de língua portuguesa</p><p>Em 1552, ele volta a Lisboa e continua com sua vida boêmia e</p><p>de promiscuidade. No ano seguinte, embarca para as Índias, onde</p><p>participa de várias expedições militares.</p><p>Estudos apontam que ele foi preso tanto em Portugal, quando</p><p>no Oriente. Foi durante uma de suas prisões que ele escreveu sua</p><p>obra mais conhecida: Os Lusíadas.</p><p>Quando retornou a Portugal, resolveu publicar sua obra. No</p><p>momento, recebeu uma pequena quantia em dinheiro do Rei Dom</p><p>Sebastião. Muitas vezes incompreendido pela sociedade, Camões</p><p>se queixou pelo pouco reconhecimento que teve em vida. Foi so-</p><p>mente após sua morte que sua obra passou a ser foco das atenções.</p><p>Hoje, ele é considerado um dos maiores escritores de língua</p><p>portuguesa e ainda, um dos maiores representantes da literatura</p><p>mundial. Seu nome é conhecido em todo o mundo e é usado em</p><p>diversas praças, avenidas, ruas e instituições.</p><p>Morte de Camões</p><p>Camões faleceu dia 10 de junho de 1580 em Lisboa, provavel-</p><p>mente vítima de peste. No final da sua vida, passou por grandes</p><p>problemas financeiros morrendo pobre e infeliz, uma vez que não</p><p>teve o reconhecimento que merecia.</p><p>O Dia de Portugal é celebrado em 10 de junho em comemora-</p><p>ção à data de sua morte.</p><p>Características e obras de Camões</p><p>Camões escreveu poesias, epopeias e obras de dramaturgia.</p><p>Foi assim que tornou-se um poeta múltiplo, sofisticado e ao mesmo</p><p>tempo, popular.</p><p>Decerto que ele possuía grande habilidade poética, na qual</p><p>soube explorar com muita criatividade as mais diferentes formas</p><p>de composição.</p><p>Foi um dos maiores poetas do Renascimento, mas às vezes se</p><p>inspirou em canções ou trovas populares escrevendo poesias que</p><p>lembram várias canções medievais.</p><p>Seus versos revelam que estudou os clássicos da Antiguidade e</p><p>os humanistas italianos.</p><p>Suas obras de maior destaque são:</p><p>El-Rei Seleuco (1545), peça de teatro;</p><p>Filodemo (1556), comédia de moralidade;</p><p>Os Lusíadas (1572), grande poema épico;</p><p>Anfitriões (1587), comédia escrita em forma de auto;</p><p>Rimas (1595), coletânea de sua obra lírica;</p><p>Os Lusíadas: a grande obra de Luís de Camões</p><p>A poesia épica “Os Lusíadas”, publicada em 1572, celebra os</p><p>feitos marítimos e guerreiros de Portugal. Destacam-se as conquis-</p><p>tas ultramarinas, as viagens por mares desconhecidos, a descoberta</p><p>de novas terras, o encontro com povos e costumes diferentes.</p><p>Tomando como assunto central a viagem de Vasco da Gama às</p><p>Índias, Camões fez do navegador uma espécie de símbolo da co-</p><p>letividade lusitana. Ele exaltou a glória das novas conquistas e as</p><p>proezas dos navegadores portugueses.</p><p>Isso permitiu comparar os feitos dos portugueses com as faça-</p><p>nhas dos lendários heróis dos poemas de Homero (Odisseia e Ilíada)</p><p>e de Virgílio (Eneida).</p><p>Camões usou os modelos clássicos para cantar os acontecimen-</p><p>tos do seu tempo, que ao contrário dos antigos, eram reais e não</p><p>fictícios. Camões faz algumas entidades mitológicas participarem</p><p>da ação.</p><p>Assim, coube a Vênus o papel de protetora dos portugueses.</p><p>Ela os defende do deus Baco que quer destruir a frota de Vasco da</p><p>Gama.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>1616</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>No final do poema, os navegantes são levados à ilha dos Amo-</p><p>res, onde são recompensados de seus esforços por sedutoras nin-</p><p>fas.</p><p>Curiosidade</p><p>Camões sofreu um naufrágio na costa do Vietnã e diz a lenda</p><p>que ele nadou salvando o manuscrito de Os Lusíadas na mão.</p><p>Selo em comemoração aos 400 anos do nascimento do poeta</p><p>(1924)</p><p>Poesias de Camões</p><p>A maior parte da poesia lírica de Camões é composta de so-</p><p>netos e redondilhas (estrofes com versos de cinco ou sete sílabas).</p><p>Confira abaixo alguns exemplos:</p><p>Exemplo I</p><p>Amor é fogo que arde sem se ver;</p><p>É ferida que dói, e não se sente;</p><p>É um contentamento descontente,</p><p>É dor que desatina sem doer.</p><p>É um não querer mais que bem querer;</p><p>É solitário andar por entre a gente;</p><p>É nunca contentar-se de contente;</p><p>É cuidar que se ganha em se perder;</p><p>É querer estar</p><p>preso por vontade;</p><p>É servir a quem vence, o vencedor;</p><p>É ter com quem nos mata, lealdade.</p><p>Mas como causar pode seu favor</p><p>Nos corações humanos amizade,</p><p>Se tão contrário a si é o mesmo Amor?</p><p>Exemplo II</p><p>Verdes são os campos,</p><p>De cor de limão:</p><p>Assim são os olhos</p><p>Do meu coração.</p><p>Campo, que te estendes</p><p>Com verdura bela;</p><p>Ovelhas, que nela</p><p>Vosso pasto tendes,</p><p>De ervas vos mantendes</p><p>Que traz o Verão,</p><p>E eu das lembranças</p><p>Do meu coração.</p><p>Gados que pasceis</p><p>Com contentamento,</p><p>Vosso mantimento</p><p>Não no entendereis;</p><p>Isso que comeis</p><p>Não são ervas, não:</p><p>São graças dos olhos</p><p>Do meu coração.</p><p>Exemplo III</p><p>Quem diz que Amor é falso ou enganoso,</p><p>Ligeiro, ingrato, vão desconhecido,</p><p>Sem falta lhe terá bem merecido</p><p>Que lhe seja cruel ou rigoroso.</p><p>Amor é brando, é doce, e é piedoso.</p><p>Quem o contrário diz não seja crido;</p><p>Seja por cego e apaixonado tido,</p><p>E aos homens, e inda aos Deuses, odioso.</p><p>Se males faz Amor em mim se vêem;</p><p>Em mim mostrando todo o seu rigor,</p><p>Ao mundo quis mostrar quanto podia.</p><p>Mas todas suas iras são de Amor;</p><p>Todos os seus males são um bem,</p><p>Que eu por todo outro bem não trocaria.</p><p>Fonte: Disponível em: https://www.todamateria.com.br/luis-</p><p>-de-camoes/. Acesso em: 03.abr.2023.</p><p>MACHADO DE ASSIS</p><p>Machado de Assis, cujo nome completo é Joaquim Maria Ma-</p><p>chado de Assis, nasceu no morro do Livramento, Rio de Janeiro, no</p><p>dia 21 de junho de 1839.</p><p>Filho de pais humildes, seu pai, Francisco José de Assis, era pin-</p><p>tor de paredes e sua mãe, a açoriana Maria Leopoldina Machado de</p><p>Assis, era lavadeira. Machado ficou órfão de mãe muito cedo e, por</p><p>isso foi criado com sua madrasta.</p><p>Sem recursos para estudar, era autodidata, e com apenas 14</p><p>anos publicou o soneto “À Ilma. Sra. D.P.J.A.”, no Periódico dos Po-</p><p>bres, de 3 de outubro de 1854. Em 1855 seu poema “Ela” é publica-</p><p>do na revista Marmota Fluminenses.</p><p>Fascinado por livraria e tipografia, em 1856 tornou-se aprendiz</p><p>de tipógrafo na tipografia Nacional. Dois anos depois, em 1858, já</p><p>era revisor no Correio Mercantil e, em 1860, redator do Diário do</p><p>Rio de Janeiro, cargo que aceitou a convite de Quintino Bocaiuva.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>17</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Machado escrevia para a revista O Espelho, a Semana Ilustrada</p><p>e o Jornal das Famílias. O primeiro livro que publicou foi a tradução</p><p>de Queda que as mulheres têm para os tolos. Em 1864, com 25</p><p>anos, publicou o seu primeiro livro de poesias, Crisálidas.</p><p>Foi censor teatral, em 1862, e em 1867, foi promovido a aju-</p><p>dante do diretor de publicação do Diário Oficial.</p><p>Em 1869, casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, se-</p><p>nhora portuguesa que lhe ajudou na revisão dos livros e com quem</p><p>esteve casado durante 35 anos.</p><p>Em 1872, publicou Ressurreição, o seu primeiro romance. Em</p><p>1873, torna-se primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministé-</p><p>rio da Agricultura, Comércio e Obras Públicas.</p><p>Continuou escrevendo em jornais e revistas. Seus escritos eram</p><p>publicados em folhetins, de seguida, tornando-se livros. Foi o que</p><p>aconteceu com uma de suas obras-primas, Memórias Póstumas de</p><p>Brás Cubas, publicado em livro 1881.</p><p>Entre 1881 e 1897, publicou crônicas na Gazeta de Notícias.</p><p>Com outros intelectuais, fundou, em 1896, a Academia Brasilei-</p><p>ra de Letras, tendo sido presidente no ano seguinte.</p><p>Carolina foi a mulher ideal para Machado de Assis. Esgotado</p><p>pelo intenso trabalho de escritor e funcionário público, Machado</p><p>sofria de epilepsia e a esposa ajudou-lhe não só nas revisões como</p><p>cuidando dele.</p><p>Sempre doente e para aumentar seu sofrimento, em outubro</p><p>de 1904, morre sua mulher, auxiliar e companheira. Em sua home-</p><p>nagem, Machado escreve o poema “A Carolina”.</p><p>Em 1908, licenciado das funções públicas, mesmo debilitado,</p><p>escreveu seu último romance “Memorial de Aires”.</p><p>Participou do projeto de criação da Academia Brasileira de Le-</p><p>tras, sendo eleito seu presidente em 28 de janeiro de 1897, cargo</p><p>ocupado por mais de dez anos.</p><p>No dia 29 de setembro de 1908, Machado de Assis faleceu na</p><p>casa 18 da rua Cosme Velho, no Rio de Janeiro, vítima de câncer.</p><p>Principais Obras de Machado de Assis</p><p>Machado foi um ávido escritor, produziu diversas obras, dentre</p><p>romances, peças de teatro, poesias, sonetos, contos, crônicas, crí-</p><p>ticas e traduções:</p><p>Obras e Anos de publicação</p><p>Peças de teatro</p><p>Desencanto (1861)</p><p>Queda que as mulheres têm pelos Tolos (1861)</p><p>Quase Ministro (1864)</p><p>Os Deuses de Casaca (1866)</p><p>Tu, Só Tu, Puro Amor (1881)</p><p>Poesias</p><p>Crisálidas (1864)</p><p>Falenas (1870)</p><p>Americanas (1875)</p><p>Poesias Completas (1901)</p><p>Contos</p><p>Contos Fluminenses (1870)</p><p>Histórias da Meia-Noite (1873)</p><p>Papéis Avulsos (1882)</p><p>O Alienista (1882)</p><p>Histórias sem Data (1884)</p><p>Páginas Recolhidas (1889)</p><p>Várias Histórias (1896)</p><p>Relíquias da Casa Velha (1906)</p><p>Romances</p><p>Ressurreição (1872)</p><p>A Mão e a Luva (1874)</p><p>Helena (1876)</p><p>Iaiá Garcia (1878)</p><p>Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881)</p><p>Quincas Borba (1891)</p><p>Dom Casmurro (1899)</p><p>Esaú e Jacó (1904)</p><p>Memorial de Aires (1908)</p><p>Memorial de Aires foi a última obra de Machado de Assis. Pu-</p><p>blicada no ano da sua morte, trata-se de um romance psicológico</p><p>autobiográfico, que apresenta características do realismo.</p><p>A obra de Machado de Assis teve muitas adaptações para ci-</p><p>nema, TV, teatro, ópera, música, dança, literatura e histórias em</p><p>quadrinhos (HQ).</p><p>Características da Obra de Machado de Assis</p><p>Há características marcantes nos trabalhos deste grande ro-</p><p>mancista. Dentre elas, destacamos o fato de muitas vezes o leitor</p><p>ser convidado a refletir sobre a obra, o que revela a sua complexi-</p><p>dade psicológica.</p><p>No geral, os personagens são burgueses. Quanto às persona-</p><p>gens femininas, são fortes e dominadoras, além de adúlteras e se-</p><p>dutoras. O adultério é um tema comum na criação de Machado.</p><p>A criação machadiana apresenta humor e intertextualidade</p><p>com outras obras.</p><p>Estudiosos da literatura afirmam que a obra de Machado pode</p><p>ser classificada em dois momentos. O primeiro, influenciado por</p><p>José de Alencar, apresenta características mais românticas, o outro,</p><p>sob influência de Xavier de Maistre, características mais realistas.</p><p>Obras da fase romântica: Ressurreição (1872), A Mão e a Luva</p><p>(1874) e Iaiá Garcia (1878).</p><p>Obras da fase realista: Memórias Póstumas de Brás Cubas</p><p>(1881), Dom Casmurro (1899) e Quincas Borba (1891).</p><p>Fonte: Disponível em: https://www.todamateria.com.br/ma-</p><p>chado-de-assis/. Acesso em: 03.abr.2023.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>1818</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>FERNANDO PESSOA</p><p>Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, dia 13</p><p>de Junho de 1888. Era filho de Joaquim de Seabra Pessoa, natural</p><p>de Lisboa, e D. Maria Magdalena Pinheiro Nogueira Pessoa, natural</p><p>dos Açores.</p><p>Com apenas 5 anos, Fernando Pessoa ficou órfão de pai, que</p><p>acometido pela tuberculose, deixou a família em estado de pobre-</p><p>za. Nessa fase, a família decide leiloar as mobílias e passam a viver</p><p>numa casa mais simples.</p><p>No mesmo ano, nasce seu irmão Jorge, que veio a falecer com</p><p>menos de um ano. Em 1894, com apenas 6 anos, Fernando Pessoa</p><p>cria seu primeiro heterônimo denominado “Chevalier de Pas”.</p><p>Nesse período também escreve seu primeiro poema intitulado</p><p>“À Minha Querida Mamã”:</p><p>Ó terras de Portugal</p><p>Ó terras onde eu nasci</p><p>Por muito que goste delas</p><p>Ainda gosto mais de ti.</p><p>Dessa forma, fica claro que desde pequeno Fernando possuía</p><p>uma inclinação para as letras, línguas e literatura.</p><p>Em 1895, sua mãe casa-se novamente com o comandante João</p><p>Miguel Rosa que fora nomeado cônsul de Portugal em Durban, na</p><p>África do Sul. Assim, a família passa a viver na África.</p><p>Esse fato refletiu substancialmente na sua formação. Isso por-</p><p>que na África recebeu uma educação inglesa, primeiramente num</p><p>colégio de freiras da West Street e depois na Durban High School.</p><p>Outras perdas familiares vieram refletir no estilo de Pessoa.</p><p>Destacam-se a morte de suas irmãs Madalena Henriqueta, que fa-</p><p>leceu em 1901, com apenas 3 anos, e Maria Clara, com apenas 2</p><p>anos, em 1904.</p><p>Em 1902, já com 14 anos, a família retorna à Lisboa. Três anos</p><p>mais tarde, matricula-se na Faculdade de Letras no curso de Filoso-</p><p>fia,</p><p>porém não chega a concluir o curso.</p><p>Começa a dedicar-se à literatura e a partir de 1915 junta-se a</p><p>um grupo de intelectuais. Destacam-se os escritores portugueses</p><p>modernistas: Mario de Sá-Carneiro (1890-1916) e Almada Negrei-</p><p>ros (1893-1970).</p><p>Fundou a “Revista Orfeu” e, em 1916, seu amigo Mário de Sá-</p><p>-Carneiro suicida-se. Em 1921, Pessoa funda a Editora Olisipo, onde</p><p>publica poemas em inglês.</p><p>Em 1924 funda a Revista “Atena”, ao lado de Ruy Vaz e em 1926,</p><p>trabalha como codiretor da “Revista de Comércio e Contabilidade”.</p><p>No ano seguinte, passa a colaborar com a “Revista Presença”.</p><p>Fernando Pessoa faleceu em sua cidade natal, dia 30 de No-</p><p>vembro de 1935, vítima de cirrose hepática, com 47 anos.</p><p>No leito de morte sua última frase foi escrita, em inglês, com a</p><p>data de 29 de Novembro de 1935:</p><p>“I know not what tomorrow will bring” (Não sei o que o ama-</p><p>nhã trará).</p><p>Fernando Pessoa</p><p>Obras e Características</p><p>Fernando Pessoa é dono de uma vasta obra, ainda que tenha</p><p>publicado somente 4 obras em vida. Escreveu poesia e prosa em</p><p>português, inglês e francês, além de ter trabalhado com traduções</p><p>e críticas.</p><p>Sua poesia é repleta de lirismo e subjetividade, voltada para a</p><p>metalinguagem. Os temas explorados pelo poeta são dos mais va-</p><p>riados, embora tenha escrito muito sobre sua terra natal, Portugal.</p><p>Obras publicadas em Vida</p><p>35 Sonnets (1918)</p><p>Antinous (1918)</p><p>English Poems, I, II e III (1921)</p><p>Mensagem (1934)</p><p>Algumas Obras Póstumas</p><p>Poesias de Fernando Pessoa (1942)</p><p>A Nova Poesia Portuguesa (1944)</p><p>Poemas Dramáticos (1952)</p><p>Novas Poesias Inéditas (1973)</p><p>Poemas Ingleses Publicados por Fernando Pessoa (1974)</p><p>Cartas de Amor de Fernando Pessoa (1978)</p><p>Sobre Portugal (1979)</p><p>Textos de Crítica e de Intervenção (1980)</p><p>Obra Poética de Fernando Pessoa (1986)</p><p>Primeiro Fausto (1986)</p><p>Segue abaixo um de seus poemas mais emblemáticos do poeta:</p><p>Autopsicografia</p><p>O poeta é um fingidor.</p><p>Finge tão completamente</p><p>Que chega a fingir que é dor</p><p>A dor que deveras sente.</p><p>E os que leem o que escreve,</p><p>Na dor lida sentem bem,</p><p>Não as duas que ele teve,</p><p>Mas só a que eles não têm.</p><p>E assim nas calhas de roda</p><p>Gira, a entreter a razão,</p><p>Esse comboio de corda</p><p>Que se chama coração.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>19</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Heterônimos e Poesias</p><p>Fernando Pessoa foi um poeta excêntrico, de forma que criou</p><p>inúmeros personagens, os famosos Heterônimos.</p><p>Diferentes dos pseudônimos, eles possuíam vida, data de nasci-</p><p>mento, morte, personalidade, mapa astral e estilo literário próprio.</p><p>Os heterônimos mais importantes de Pessoa são:</p><p>Ricardo Reis</p><p>Recebeu uma educação clássica e se formou em medicina. Era</p><p>considerado um defensor da monarquia. Dono de uma linguagem</p><p>culta e estilo neoclássico, alguns temas presentes em sua obra são</p><p>mitologia, morte e vida.</p><p>Possuía grande interesse pela cultura latina e helenista. A obra</p><p>“Odes de Ricardo Reis” foi publicada postumamente, em 1946. Se-</p><p>gue abaixo um de seus poemas:</p><p>Anjos ou Deuses</p><p>Anjos ou deuses, sempre nós tivemos,</p><p>A visão perturbada de que acima</p><p>De nos e compelindo-nos</p><p>Agem outras presenças.</p><p>Como acima dos gados que há nos campos</p><p>O nosso esforço, que eles não compreendem,</p><p>Os coage e obriga</p><p>E eles não nos percebem,</p><p>Nossa vontade e o nosso pensamento</p><p>São as mãos pelas quais outros nos guiam</p><p>Para onde eles querem e nós não desejamos.</p><p>Álvaro de Campos</p><p>Foi um engenheiro português que recebeu educação inglesa.</p><p>Sua obra, repleta de pessimismo e intimismo, possui forte influ-</p><p>ência do simbolismo, decadentismo e futurismo. As “Poesias de</p><p>Álvaro de Campos” foi publicada postumamente, em 1944. Segue</p><p>abaixo um de seus poemas:</p><p>Tabacaria</p><p>Não sou nada.</p><p>Nunca serei nada.</p><p>Não posso querer ser nada.</p><p>À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.</p><p>Janelas do meu quarto,</p><p>Do meu quarto de um dos milhões do mundo.</p><p>que ninguém sabe quem é</p><p>(E se soubessem quem é, o que saberiam?),</p><p>Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por</p><p>gente,</p><p>Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,</p><p>Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,</p><p>Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,</p><p>Com a morte a por umidade nas paredes</p><p>e cabelos brancos nos homens,</p><p>Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de</p><p>nada.</p><p>Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.</p><p>Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,</p><p>E não tivesse mais irmandade com as coisas</p><p>Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua</p><p>A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada</p><p>De dentro da minha cabeça,</p><p>E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na</p><p>ida.</p><p>Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.</p><p>Estou hoje dividido entre a lealdade que devo</p><p>À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,</p><p>E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.</p><p>Falhei em tudo.</p><p>Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.</p><p>A aprendizagem que me deram,</p><p>Desci dela pela janela das traseiras da casa.</p><p>Alberto Caeiro</p><p>Com uma linguagem simples, direta e temas que se aproximam</p><p>da natureza, Alberto Caieiro cursou apenas a escola primária. Em-</p><p>bora ele tenha sido um dos mais profícuos heterônimos de Fernan-</p><p>do Pessoa.</p><p>Foi um anti-intelectualista, anti-metafísico, rejeitando, dessa</p><p>forma, temas filosóficos, místicos e subjetivos. Foi publicada, pos-</p><p>tumamente, as “Poesias de Alberto Caeiro” (1946). Segue abaixo</p><p>um de seus poemas emblemáticos:</p><p>O Guardador de Rebanhos</p><p>Eu nunca guardei rebanhos,</p><p>Mas é como se os guardasse.</p><p>Minha alma é como um pastor,</p><p>Conhece o vento e o sol</p><p>E anda pela mão das Estações</p><p>A seguir e a olhar.</p><p>Toda a paz da Natureza sem gente</p><p>Vem sentar-se a meu lado.</p><p>Mas eu fico triste como um pôr de sol</p><p>Para a nossa imaginação,</p><p>Quando esfria no fundo da planície</p><p>E se sente a noite entrada</p><p>Como uma borboleta pela janela.</p><p>Mas a minha tristeza é sossego</p><p>Porque é natural e justa</p><p>E é o que deve estar na alma</p><p>Quando já pensa que existe</p><p>E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.</p><p>Como um ruído de chocalhos</p><p>Para além da curva da estrada,</p><p>Os meus pensamentos são contentes.</p><p>Só tenho pena de saber que eles são contentes,</p><p>Porque, se o não soubesse,</p><p>Em vez de serem contentes e tristes,</p><p>Seriam alegres e contentes.</p><p>Pensar incomoda como andar à chuva</p><p>Quando o vento cresce e parece que chove mais.</p><p>Não tenho ambições nem desejos</p><p>Ser poeta não é uma ambição minha</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>2020</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>É a minha maneira de estar sozinho.</p><p>E se desejo às vezes</p><p>Por imaginar, ser cordeirinho</p><p>(Ou ser o rebanho todo</p><p>Para andar espalhado por toda a encosta</p><p>A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),</p><p>É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,</p><p>Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz</p><p>E corre um silêncio pela erva fora.</p><p>Bernardo Soares</p><p>Considerado um semi-heterônimo, visto que o poeta projetou</p><p>nele algumas de suas características, como afirma o próprio Pessoa:</p><p>“Não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da mi-</p><p>nha, mas uma simples mutilação dela. Sou eu menos o raciocínio e</p><p>afectividade”.</p><p>Bernardo é autor do “Livro dos Desassossegos”, considerada</p><p>uma das obras fundadoras da ficção portuguesa no século XX.</p><p>Narrada em prosa, trata-se de uma espécie de autobiografia.</p><p>Na trama, Bernardo Soares é um ajudante de guarda-livros em Lis-</p><p>boa, ao lado de Fernando Pessoa. Segue abaixo um de seus poemas:</p><p>Isto</p><p>Dizem que finjo ou minto</p><p>Tudo o que escrevo. Não.</p><p>Eu simplesmente sinto</p><p>Com a imaginação.</p><p>Não uso o coração.</p><p>Tudo o que sonho ou passo,</p><p>O que me falha ou finda,</p><p>É como que um terraço</p><p>Sobre outra coisa ainda.</p><p>Essa coisa é que é linda.</p><p>Por isso escrevo em meio</p><p>Do que não está ao pé,</p><p>Livre do meu enleio,</p><p>Sério de que não é.</p><p>Sentir? Sinta quem lê!</p><p>Fonte: Disponível em: https://www.todamateria.com.br/fer-</p><p>nando-pessoa/. Acesso em: 03.abr.2023.</p><p>MARTINS PENA</p><p>Martins Pena foi um escritor e dramaturgo brasileiro da primei-</p><p>ra metade do século XIX. É considerado um importante represen-</p><p>tante da dramaturgia romântica brasileira. Foi ele quem iniciou o</p><p>gênero de comédia de costumes</p>