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<p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 1</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>E B O O K</p><p>Brincadeiras tradicionais:</p><p>jogos regionais, quilombolas,</p><p>indígenas e caiçaras</p><p>Entenda como o brincar se relaciona com</p><p>o território e as diferentes culturas</p><p>v</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 2</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Quem, ao relembrar a infância, não tem na memória</p><p>pelo menos uma brincadeira favorita? Amarelinha,</p><p>esconde-esconde, corrida do saco, taco… O brincar</p><p>é fundamental para o desenvolvimento da criança.</p><p>Assim, brincar e educar estão interligados, afinal,</p><p>brincando a criança elabora hipóteses, resolve</p><p>problemas, interage com os pares e se desenvolve</p><p>física e cognitivamente. Por isso, brincar e aprender</p><p>estão intrinsecamente vinculados.</p><p>brincar</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 3</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>“O brincar é uma linguagem da infância, algo essencial</p><p>na vida da criança, assim como dormir, se alimentar</p><p>bem e ter adultos de referência. Para se desenvolver</p><p>de forma plena e saudável, é preciso brincar, tanto que</p><p>esse é um direito garantido na Declaração Universal</p><p>dos Direitos da Criança, no Marco Legal da Primeira</p><p>Infância, no Estatuto da Criança e do Adolescente</p><p>(ECA) e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).</p><p>Todos esses documentos entendem que o brincar</p><p>ajuda no desenvolvimento físico, cognitivo, ético e</p><p>na percepção estética e política do mundo”, diz Ana</p><p>Cláudia Leite, especialista em Educação e Culturas</p><p>Infantis do Instituto Alana.</p><p>Mas será que em todos os lugares do país as crianças</p><p>brincam das mesmas brincadeiras? E será que ter</p><p>o mesmo nome garante que uma brincadeira seja a</p><p>mesma em diferentes lugares? Assim como outros</p><p>hábitos e costumes, as brincadeiras fazem parte da</p><p>cultura de um povo e têm características específicas</p><p>em cada localidade.</p><p>No Brasil, territórios indígenas, quilombolas,</p><p>ribeirinhos e caiçaras têm brincadeiras tradicionais,</p><p>muitas desconhecidas pela maioria da população.</p><p>Outras, porém, já estão presentes no brincar de</p><p>crianças de diferentes lugares, muitas vezes, sem que</p><p>se saiba sua origem.</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 4</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>“Reconhecemos as crianças não só como sujeitos de</p><p>direito, mas também como produtoras de cultura. O</p><p>brincar dialoga muito com a cultura, com o território,</p><p>com o meio em que a criança está inserida. Por isso, o</p><p>brincar se diferencia de acordo com os territórios. Os</p><p>seres humanos são influenciados por muitos fatores,</p><p>incluindo o meio mais amplo em que estão inseridos. O</p><p>ser humano é bio-psico-social”, explica Ana Cláudia.</p><p>Segundo ela, as brincadeiras fazem parte da</p><p>complexidade humana, revelando a singularidade de</p><p>cada criança, os aspectos da família e as caraterísticas</p><p>do território em que estão inseridas.</p><p>Nas próximas páginas, você irá descobrir como e do</p><p>que se brinca nas diferentes regiões do país e em áreas</p><p>indígenas, quilombolas e caiçaras. Boa leitura!</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 5</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Brincadeiras</p><p>indígenas</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 6</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Adriano Luiz Aldeia é professor de Artes, História</p><p>e Filosofia na EEI Aldeia Ekeruá, da etnia Terena,</p><p>em Avaí (SP). A escola desenvolve um trabalho de</p><p>compartilhamento de brincadeiras e músicas indígenas</p><p>com escolas não indígenas na região. Por mês, são</p><p>atendidas de 15 a 20 escolas, que vão até a aldeia ou</p><p>que recebem as crianças indígenas.</p><p>“Os professores são os orientadores, mas quem explica</p><p>as brincadeiras são os alunos. Minha aldeia tem um</p><p>espaço grande, um campo, um pomar cheio de árvores.</p><p>Eles podem brincar na sombra ou no sol e, de modo</p><p>geral, têm um espaço mais livre”, afirma Adriano.</p><p>Ele conta que as crianças das outras escolas amam</p><p>a possibilidade de ter espaço para correr e se sentir</p><p>livres. “Com as nossas crianças, eles têm essa vivência</p><p>de um espaço sem limites, sem muros”, complementa.</p><p>Segundo o docente, alguns professores não indígenas</p><p>ficam bastante empolgados com as novidades e</p><p>participam junto das crianças. Outros observam para</p><p>poderem replicar as novas brincadeiras nas escolas.</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 7</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>“Os professores podem incentivar o brincar livre</p><p>das crianças garantindo espaço, tempo e material,</p><p>priorizando elementos da natureza, espaços ao ar</p><p>livre e também trazendo para dentro da escola essas</p><p>possibilidade de relação com as diferentes infâncias</p><p>e com a diversidade cultural que nosso país tem. Ao</p><p>pesquisar o repertório de brincadeiras tradicionais,</p><p>o professor pode levar para a escola brincadeiras e</p><p>músicas indígenas de variadas etnias”, sugere Ana</p><p>Cláudia.</p><p>A EEI Aldeia Ekeruá incentiva as brincadeiras</p><p>tradicionais do povo Terena já conhecidas na</p><p>comunidade e resgata brincadeiras com outros povos</p><p>indígenas. Segundo o professor Adriano, que identifica</p><p>a destreza física e a força como uma característica</p><p>comum entre elas, o objetivo é fortalecer não só a</p><p>identidade Terena, mas também a de outros povos</p><p>originários.</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 8</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>As crianças fazem uma roda, que representa uma</p><p>armadilha, e deixam uma pequena abertura. Imitando</p><p>uma ema, uma criança entra na roda, que se fecha. A</p><p>“ema” pergunta “que madeira você é?” ou “que árvore</p><p>você é?” e depois que todos respondem, ela tenta fugir.</p><p>Quando foge, todos correm atrás e quem conseguir</p><p>pegá-la se torna a nova ema. A criança que representa a</p><p>ema deve imitar o animal o tempo todo.</p><p>Conheça algumas brincadeiras indígenas:</p><p>Brincadeira da Ema</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 9</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Uma criança representa o gavião. Outra representa a</p><p>galinha ou o galo. Atrás dela, ficam todos os pintinhos</p><p>segurando “a galinha” ou “o galo”, que cerca os</p><p>“pintinhos” para que não sejam pegos. O gavião tem que</p><p>pegar os filhotes um por um até sobrar só a galinha.</p><p>Brincadeira do Gavião</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 1 0</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Sentada no chão, uma criança segura-se em uma árvore,</p><p>poste ou trave. As outras vão se encaixando e segurando</p><p>nas costas do colega da frente. Uma criança fica em pé</p><p>e representa a colhedora de mandioca. Uma a uma, ela</p><p>tenta puxar as crianças para fora da fila, o que acontece</p><p>quando a criança solta quem está na frente. O objetivo é</p><p>tirar todas as “mandiocas”, seja pela força, com cócegas</p><p>ou com outra estratégia.</p><p>Arranca mandioca</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 1 1</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>As crianças fazem duas fileiras, que ficam paradas</p><p>no mesmo lugar. Uma a uma, crianças de cada fileira</p><p>correm até um ponto pré-estabelecido e, ao retornarem,</p><p>passam o maracá para a próxima da fileira, até que</p><p>todas as crianças tenham corrido. A equipe que terminar</p><p>primeiro ganha. A brincadeira funciona como uma corrida</p><p>de revezamento, mas o bastão é substituído por um</p><p>maracá, instrumento musical indígena.</p><p>Corrida do Maracá</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 1 2</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Livros</p><p>• 12 brincadeiras indígenas e africanas: Da etnia Maraguá</p><p>e de povos do Sudão do Sul (Editora Melhoramentos)</p><p>• Vamos brincar?: brincadeiras indígenas brasileiras</p><p>(Editora Carochinha)</p><p>• Onimangá - Brincadeiras Indígenas (Editora Cintra)</p><p>Vídeos</p><p>Território do Brincar | Série MiniDocs | Corrida de Tora –</p><p>Aldeia Nasêpotiti, PA</p><p>Território do Brincas | Waapa - Brincadeiras</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>Outras brincadeiras indígenas</p><p>5 sugestões de brincadeiras e jogos indígenas</p><p>para incluir no cotidiano das crianças</p><p>10 brincadeiras africanas e indígenas para explorar</p><p>na escola</p><p>Plano de aula: Jogo de origem indígena</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=AEL5xmJ4Zm4&list=PL1IlaKMcWzeyDaghg7MnFhC-iiiq0kKxd&index=1</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=AEL5xmJ4Zm4&list=PL1IlaKMcWzeyDaghg7MnFhC-iiiq0kKxd&index=1</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=SzIatKm3Mb0</p><p>https://novaescola.org.br/conteudo/20264/5-sugestoes-de-brincadeiras-e-jogos-indigenas-para-incluir-no-cotidiano-das-criancas</p><p>https://novaescola.org.br/conteudo/20264/5-sugestoes-de-brincadeiras-e-jogos-indigenas-para-incluir-no-cotidiano-das-criancas</p><p>https://novaescola.org.br/conteudo/18551/5-brincadeiras-africanas-para-voce-ensinar-aos-seus-alunos</p><p>https://novaescola.org.br/conteudo/18551/5-brincadeiras-africanas-para-voce-ensinar-aos-seus-alunos</p><p>https://novaescola.org.br/planos-de-aula/educacao-infantil/pre-escola/jogo-de-origem-indigena/4030</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 1 3</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Brincadeiras</p><p>quilombolas</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 1 4</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Os povos quilombolas têm como origem comum o fato de</p><p>serem remanescentes de quilombos e a ancestralidade</p><p>africana. Como os escravizados encontravam refúgio</p><p>escondendo-se nas matas e em locais afastados dos</p><p>centros urbanos, os quilombos, comumente, fazem parte</p><p>das zonas rurais dos municípios e estão afastados da área</p><p>central das cidades.</p><p>De acordo com o Censo 2022, há 494 territórios</p><p>quilombolas oficialmente delimitados, presentes em</p><p>24 estados e no Distrito Federal. Dos 5.568 municípios</p><p>do Brasil, 1.696 possuem populações quilombolas (que</p><p>nem sempre estão em um território delimitado).</p><p>Ao longo dos anos, comunidades quilombolas</p><p>estabeleceram contato e alianças com comunidades</p><p>indígenas. Esse é um dos fatores que explicam porque</p><p>uma mesma brincadeira ou um jogo pode estar há</p><p>muito tempo presente na cultura de diferentes povos.</p><p>Em alguns casos, pode até mesmo ser bastante difícil</p><p>especificar sua origem exata.</p><p>Uma forte característica do brincar quilombola é</p><p>a presença de brinquedos feitos com materiais</p><p>que estão na natureza, como plantas e madeiras,</p><p>embalagens e retalhos.</p><p>Adrianny de Arruda Abreu é professora na EE</p><p>Quilombola Tereza Conceição Arruda, no Quilombo</p><p>Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento (MT) e</p><p>conta que é bastante perceptível que o contato com</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 1 5</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>a internet - que há alguns anos chegou à comunidade</p><p>- distanciou as crianças das brincadeiras tradicionais.</p><p>Segundo ela, as que brincam mais fora das telas são</p><p>aquelas que não têm acesso a celulares.</p><p>“Vimos o quanto as crianças estão perdendo o hábito</p><p>de brincar. Sem essas brincadeiras, elas canalizam</p><p>a energia de forma incorreta, às vezes batendo e</p><p>empurrando uns aos outros. Como desde 2023 a</p><p>escola passou a atendê-las em tempo integral,</p><p>pensamos em resgatar coletivamente as brincadeiras</p><p>e os brinquedos quilombolas com as famílias porque</p><p>ficou ainda mais evidente que elas têm muita energia</p><p>para gastar”, comenta a professora Adrianny.</p><p>Laizane Cristina Santos de Oliveira é professora da rede</p><p>pública de São Paulo (SP), especialista em Antropologia</p><p>da Infância e integrante do coletivo A vez e a voz das</p><p>crianças. Ela sugere que as escolas criem mais propostas</p><p>para que familiares e crianças brinquem juntos.</p><p>“Todo mundo tem uma história para contar. É preciso</p><p>que os professores estabeleçam canais de escuta para</p><p>conhecer a comunidade e resgatar dentro do território</p><p>os brincares que encantavam bisavós, avós, pais e</p><p>mães. Pesquisar as infâncias e resgatar as brincadeiras</p><p>é algo que se faz entre gerações”, diz ela.</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 1 6</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>É confeccionado um taco com a casca da palmeira</p><p>do Babaçu (que pode ser de outro material). Para a</p><p>brincadeira, também são necessárias uma bolinha</p><p>de meia ou de tênis e latas. O grupo é dividido em</p><p>duas equipes, que têm rebatedores e lançadores. Os</p><p>lançadores devem tentar derrubar as latas, que estão</p><p>atrás dos rebatedores. Esses, por sua vez, precisam</p><p>rebater a bola arremessada para defender suas latas.</p><p>Conheça algumas brincadeiras e brinquedos quilombolas:</p><p>Taco</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 1 7</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Ao ritmo da música, os participantes devem marcar os</p><p>tempos fortes passando um objeto que têm na mão</p><p>direita para o vizinho da direita, e receber com a mão</p><p>esquerda o objeto do vizinho da esquerda, trocando-o</p><p>rapidamente de mão. Na hora em que a letra da</p><p>música diz "tira, põe, deixa ficar", o objeto deve ser</p><p>levantado e colocado de volta no chão. Ao cantar</p><p>"zigui-zigui-za", os participantes devem levar o objeto</p><p>rapidamente para a direita-esquerda-direita. É possível</p><p>variar a brincadeira cantando a melodia com a boca</p><p>fechada e sem nenhum som. Veja a letra:</p><p>Escravos de Jó</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 1 8</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Escravos de Jó</p><p>Jogavam caxangá</p><p>Tira, põe</p><p>Deixa ficar (não há troca de objetos)</p><p>Guerreiros com guerreiros</p><p>Fazem zigue-zigue-zá</p><p>Guerreiros com guerreiros</p><p>Fazem zigue-zigue-zá</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 1 9</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Pegue um pedaço retangular de tecido preto, dê um</p><p>nó na parte de cima (cabeça), corte metade da parte</p><p>de baixo ao meio (pernas) e dê um nó em cada ponta</p><p>(pés). Pegue outra tira de tecido preto (braços), faça</p><p>um nó em cada ponta (mãos) e amarre na metade</p><p>do primeiro tecido (cintura). Com retalhos de tecidos</p><p>coloridos, crie saias, vestidos e turbantes amarrando-o</p><p>ao corpo da boneca. Veja a confecção neste vídeo.</p><p>Bonecas abayomis</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=wD7z27RjeNc</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A</p><p>2 0</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>A bocaiúva, ou macaúba, é uma palmeira com caule</p><p>coberto por espinhos e que produz frutos redondos,</p><p>de 2,5 a 5,0 cm, dispostos em cachos com cerca de</p><p>40 a 60 unidades. As crianças pegam esses coquinhos</p><p>(também chamados de "bolitas") e, quando querem,</p><p>os pintam para que a brincadeira fique mais colorida.</p><p>Eles fazem um triângulo no chão e cada participante</p><p>coloca duas bolitas no triângulo e fica com uma na</p><p>mão. Todos se afastam e, um por vez, joga a bolita</p><p>para tentar tirar as outras do triângulo. Quem tirar</p><p>mais fica com as bolitas e ganha a brincadeira.</p><p>Bolita com coco</p><p>de bocaiúva</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 2 1</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Livros</p><p>• Na escola se brinca! Brincadeiras das crianças quilombolas</p><p>na Educação Infantil (Editora CRV)</p><p>• Diversão e Conhecimento - um resgate de brincadeiras e</p><p>jogos da Comunidade Quilombola do Cedro</p><p>(CNPQ e IF Goiano)</p><p>• Cardápio de Jogos e Brincadeiras em Comunidades</p><p>Quilombolas (Plan International)</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 2 2</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Brincadeiras</p><p>caiçaras</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 2 3</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Miriam Fátima Esposito Macedo Pinheiro é professora</p><p>de Língua Portuguesa na EM João Apolonio dos</p><p>Santos Pádua, em Paraty (RJ). Lá, ela trabalha com</p><p>alunos caiçaras, com quem venceu a 6ª edição do</p><p>Prêmio Territórios, uma iniciativa do Instituto Tomie</p><p>Ohtake, com um projeto sobre letramento a partir da</p><p>etnometeorologia.</p><p>Ela conta que, para as comunidades caiçaras - nome</p><p>dado às populações tradicionais do litoral do país -, os</p><p>fenômenos da natureza que envolvem o mar e os ventos</p><p>são aprendidos pelas crianças desde muito cedo.</p><p>Essa relação íntima com o ambiente se faz notar</p><p>no brincar, que é repleto de elementos naturais.</p><p>Segundo a professora Miriam, a maioria das</p><p>brincadeiras são de chão.</p><p>“Nossa escola é costeira e desemparedada, convivendo</p><p>o tempo todo com o mar. O mar devolve muitos</p><p>gravetos e, na mão das crianças, eles viram brinquedos</p><p>- geralmente barquinhos que são devolvidos ao mar</p><p>ou colocados nas poças. Elas também fazem mini</p><p>esculturas com conchinhas, jogo da velha de gravetos,</p><p>mandalas e comidinhas de areia. Transformam a</p><p>natureza em brinquedo”, conta.</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 2 4</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>“Nos centros urbanos, somos mais atravessados</p><p>pela cultura da indústria dos brinquedos, (que são)</p><p>produzidos em larga escala e de forma padronizada.</p><p>Para as crianças que vivem mais próximas da natureza,</p><p>o brinquedo é mais artesanal. Os elementos da natureza</p><p>revelam a geografia do lugar, como o tipo de graveto, o</p><p>tipo de semente. E isso (território) também evidencia</p><p>características que as crianças imitam dos adultos e de</p><p>suas profissões”, explica Ana Cláudia Leite, especialista</p><p>em educação e culturas infantis do Instituto Alana.</p><p>Segundo a professora, as crianças caiçaras brincam</p><p>muito no mar, sabem as diferenças entre os tipos de</p><p>canoas e barcos, observam os pescadores e brincam</p><p>de fazer e desfazer nós com cipós, apostam em</p><p>quanto tempo a marola chegará à praia. Diante dessa</p><p>familiaridade com o brincar tradicional, cabe ajudar</p><p>seus alunos a sistematizar seus conhecimentos, orienta</p><p>a especialista.</p><p>“O caiçara é fruto da miscigenação de indígenas,</p><p>portugueses e escravizados africanos, trazendo essa</p><p>mistura nas feições e na cultura. As brincadeiras</p><p>que foram passadas de geração em geração ora são</p><p>quilombolas, ora são indígenas, ora são europeias. A</p><p>criança caiçara precisa entender essas influências para</p><p>construir sua identidade. Percebo que eles brincam de</p><p>muitas brincadeiras, mas não sabem a origem”, diz a</p><p>professora Miriam.</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 2 5</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Conheça algumas brincadeiras e brinquedos caiçaras:</p><p>(Adaptação de uma brincadeira popular de Moçambique).</p><p>Uma longa reta é riscada no chão. Um lado é a “terra” e</p><p>o outro “mar”. No início, todas as crianças podem ficar</p><p>no lado da terra. Ao ouvirem “mar”, todas pulam para</p><p>o lado do mar. Ao ouvirem “terra”, pulam para o lado</p><p>da terra. Quem pular para o lado errado sai. O último a</p><p>permanecer, vence o jogo.</p><p>Terra – Mar</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 2 6</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>(Adaptação de um jogo do Egito).</p><p>Organize os alunos em círculo e escolha um aluno para</p><p>ser o faraó. O faraó anda no círculo e faz um gesto</p><p>engraçado ou toca bem de leve alguma das crianças</p><p>sentadas. Se esta não fizer nenhum barulho ele deve</p><p>passar para a próxima criança à esquerda desta, e</p><p>prosseguir com o mesmo gesto ou toque até passar</p><p>por todas as crianças da roda. Se alguma criança fizer</p><p>algum barulho enquanto o faraó estiver fazendo os</p><p>gestos, esta assumirá o lugar do faraó.</p><p>O silêncio é de ouro</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 2 7</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>(Origem indígena).</p><p>As petecas caiçaras são feitas com pedaços de tecido</p><p>e areia. O objetivo é arremessar o objeto de um jogador</p><p>a outro usando apenas as mãos e sem deixá-lo cair no</p><p>chão. A brincadeira pode ser feita com todos em roda,</p><p>divididos entre duas equipes ou em dupla.</p><p>Peteca</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 2 8</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>As crianças fazem suas próprias bolinhas “de gude”</p><p>com barro. Depois, cavam buracos na areia da praia ou</p><p>na terra do quintal, onde colocam bolinhas. A jogada</p><p>inicia com uma das crianças jogando uma bolinha para</p><p>o alto. Enquanto tenta pegá-la no ar, antes que caia no</p><p>chão, com a outra mão pega as que ficaram no buraco.</p><p>Bola de gude adaptada</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 2 9</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>(Origem portuguesa).</p><p>É uma competição na qual as crianças colocam os</p><p>pés dentro de um saco ou travesseiro e pulam com a</p><p>intenção de chegar ao outro lado da rua ou a uma linha</p><p>de chegada. A primeira criança a alcançar esse objetivo</p><p>é a vencedora.</p><p>Corrida do saco</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 3 0</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Livros</p><p>• Seu Joaci e o tempo: O céu na voz de um mestre caiçara</p><p>(Editora Peirópolis)</p><p>• Brinquedos do chão: A Natureza, O Imaginário e o Brincar</p><p>(Editora Peirópolis)</p><p>• Diário das águas - Flashes e fragmentos de uma viagem pela</p><p>infância dos rios (Editora Peirópolis)</p><p>Leia também: Valorização do entorno escolar incentiva</p><p>o protagonismo dos alunos e a inovação</p><p>Vídeos</p><p>Instituto Tomie Ohtake - E.M. João Apolônio dos Santos</p><p>Pádua</p><p>PARA SABER MAIS</p><p>https://novaescola.org.br/conteudo/21406/valorizacao-do-entorno-escolar-incentiva-o-protagonismo-dos-alunos-e-a-inovacao</p><p>https://novaescola.org.br/conteudo/21406/valorizacao-do-entorno-escolar-incentiva-o-protagonismo-dos-alunos-e-a-inovacao</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=LMaGBDzp1aU</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=LMaGBDzp1aU</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Brincadeiras</p><p>regionais</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 3 2</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Com uma área territorial de 8,5 milhões de km² e mais</p><p>de 203 milhões de habitantes, o Brasil é o 5º maior país</p><p>do mundo e possui dimensões continentais. Além disso,</p><p>a cultura é formada pela influência de diferentes povos,</p><p>o que resulta em uma grande diversidade, inclusive nas</p><p>brincadeiras.</p><p>Atualmente, uma grande influência recebida pelas</p><p>crianças de diferentes territórios é aquela transmitida</p><p>por desenhos animados e jogos eletrônicos, a maioria</p><p>estrangeiros. Diante disso, é ainda mais urgente que</p><p>professores e familiares estejam unidos para realizar o</p><p>resgate de brincadeiras tradicionais.</p><p>“Conhecer os territórios e mergulhar com as crianças</p><p>em seus brincares é continuar a tecer uma rede preciosa</p><p>de identidade coletiva. Brincadeiras fortalecem o</p><p>pertencimento da criança ao seu território e oferecem</p><p>possibilidades de ligação com outros territórios nesse</p><p>grande manto cultural”, diz Laizane Cristina, especialista</p><p>em Antropologia da Infância.</p><p>Para ajudar os adultos nesse trabalho, selecionamos</p><p>uma brincadeira de cada região do país. Conheça:</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 3 3</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Essa brincadeira é feita em torno de uma música.</p><p>"Vou ensinar a letra (2x)</p><p>É de canga é caneta</p><p>É de bucha é bochecha</p><p>No samba da tiririca..."</p><p>Neste momento, as crianças apontam para um dos</p><p>colegas. Se a criança escolhida responder: "Pimenta,</p><p>pipoca, pitanga e pita", todas as crianças cantam: "Ela</p><p>(ele) já sabe a letra (2x)". Se errar, então cantam: "Ela</p><p>(ele) não sabe a letra (2x)". A brincadeira termina depois</p><p>que todos tiverem cumprido o desafio.</p><p>Pimenta, pipoca, pitanga</p><p>e pita</p><p>NORTE</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 3 4</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Essa é uma brincadeira de mão, feita em dupla e cujos</p><p>movimentos devem ser sincronizados com o ritmo</p><p>da parlenda. A cada verso as mãos se alternam: uma</p><p>palma nas próprias mãos e uma palma nas mãos do</p><p>colega. A partir do verso “Rebola pai”, as palmas cessam</p><p>e os brincantes rebolam. Para tornar a brincadeira ainda</p><p>mais dinâmica, o canto e os movimentos devem ficar</p><p>mais rápidos a cada rodada.</p><p>“O trem maluco</p><p>Quando sai de Pernambuco</p><p>Vai fazendo xique-xique</p><p>Até chegar no Ceará.</p><p>Rebola pai, rebola mãe, rebola filha,</p><p>Eu também sou da família,</p><p>Também quero rebolar.”</p><p>Trem Maluco</p><p>NORDESTE</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 3 5</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Os participantes ficam de frente para uma criança,</p><p>que segura uma bola e escolhe um tema, por exemplo</p><p>"frutas". As outras têm que dizer palavras dentro</p><p>desse tema. Depois, quem está com a bola fala uma</p><p>das palavras que já foi dita (por exemplo: abacate),</p><p>joga a bola para cima e todos correm, menos quem</p><p>falou a palavra inicialmente, que deve pegar a bola</p><p>rapidamente e gritar “Paribola!”. Então, todos têm que</p><p>ficar parados. A criança que está com a bola dá três</p><p>passos e tenta acertar alguém, arremessando a bola.</p><p>Se ela conseguir, a brincadeira recomeça com a outra</p><p>pessoa no lugar.</p><p>Paribola</p><p>CENTRO-OESTE</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 3 6</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>O primeiro jogador lança a pedrinha na primeira casa</p><p>(porteiro) e pula com os dois pés nas casas 2/3 e 7/8 e</p><p>com um pé só nas casas 4, 5, 6, 9 e 10. Quem acertar,</p><p>avança, jogando a pedra para as casas seguintes. O</p><p>objetivo da amarelinha é ser dono(a) ou diretor(a) da</p><p>fábrica e ganha quem conseguir primeiro. As regras são</p><p>as seguintes:</p><p>• É obrigatório sempre pular com o mesmo pé com</p><p>que começou o jogo.</p><p>• A pedra não pode cair em cima da linha ou fora</p><p>do quadrado.</p><p>• Quem errar passa a vez para o próximo da fila.</p><p>• Sempre que o jogador que errou voltar, recomeça</p><p>de onde estava.</p><p>Amarelinha da fábrica</p><p>SUDESTE</p><p>N O VA E S C O L A 2 0 2 4 • B R I N C A D E I R A S R E G I O N A I S , T E R R I T Ó R I O S Q U I L O M B O L A S E I N D Í G E N A S • P Á G I N A 3 7</p><p>E B O O K • B R I N C A D E I R A S</p><p>Duas crianças batem corda enquanto uma terceira pula.</p><p>Elas cantam o primeiro verso: No "cho-co-la-te", quem</p><p>está no meio continua pulando. Na sílaba "te", ele tem</p><p>que se abaixar. Então, a dupla que bate a corda diz</p><p>"Man-do-la-te", rodando a corda por cima da cabeça do</p><p>pulador. O participante continua abaixado no "man-do-</p><p>la" e se levanta no "te" para pular.</p><p>Chocolate mandolate</p><p>SUL</p><p>Livros</p><p>• Folclorices de brincar (Editora do Brasil)</p><p>• Lá no meu quintal: O brincar de meninas e meninos</p><p>de Norte a Sul (Editora Peirópolis)</p><p>• Arte de brincar: Brincadeiras e jogos tradicionais</p><p>(Editora Vozes)</p><p>Vídeos</p><p>Canal do Território do Brincar no YouTube</p><p>O Começo da Vida| Brincar</p><p>PARA SABER</p><p>https://www.youtube.com/@TerritoriodoBrincar</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ipuyk682R14</p><p>E B O O K</p><p>Brincadeiras regionais,</p><p>territórios quilombolas</p><p>e indígenas</p><p>Texto: Nairim Bernardo</p><p>Edição: Tatiane Calixto</p><p>Revisão: Lígia Evangelista</p><p>Ilustração: Alexandra Tupi Krenak</p>

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