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<p>Administração Financeira Orçamentária</p><p>Sumário</p><p>Introdução à Administração Financeira e Orçamentária 2</p><p>Orçamento Público 2</p><p>Instrumentos Orçamentários na Constituição 2</p><p>Lei Orçamentária Anual – LOA 2</p><p>Ciclo Orçamentário 4</p><p>Créditos Adicionais 4</p><p>Receita Pública 4</p><p>Despesa Pública 4</p><p>Programação e Descentralização 5</p><p>Orçamentária e Financeira 5</p><p>Lei de Reponsabilidade Fiscal 5</p><p>Introdução à Administração Financeira e Orçamentária</p><p>ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO: O Direito Financeiro é o ramo do Direito Público que disciplina a atividade financeira do estado (AFE).</p><p>Atividade financeira do estado tem as seguintes funções:</p><p>AFE</p><p>Obtenção de recursos</p><p>Receita pública</p><p>Gerência de recursos</p><p>Orçamento público</p><p>Dispêndio de recursos</p><p>Despesa pública</p><p>Obtenção de recursos emprestados</p><p>Crédito público</p><p>A atividade financeira do Estado está vinculada com a satisfação de três necessidades públicas, quais sejam:</p><p>1. A prestação de serviços públicos;</p><p>2. O exercício regular do poder de polícia; e</p><p>3. A intervenção do Estado no domínio econômico.</p><p>Competência para Legislar Sobre Orçamento</p><p>A competência para legislar sobre matéria orçamentária é concorrente. A união legisla sobre normas gerais e os Estados legislam sobre as normas suplementares. Se a união se omitir, os Estados também podem legislar sobre normas gerais.</p><p>Tal competência pode ser aplicada de igual forma aos municípios devido ao amparo constitucional, o qual afirma competir aos municípios suplementar a legislação federal e a estadual no que couber.</p><p>O que diz a CF/88 no Art. 165:</p><p>§ 9º Cabe à lei complementar:</p><p>I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;</p><p>🔅Até o momento, essa lei não foi publicada, devido a essa omissão, os Estados estão livres, por exemplo, para definir prazos de encaminhamento dos instrumentos de planejamento.</p><p>⚠️A lei 4.320/64 foi recepcionada como lei complementar. No entanto, existe atualmente uma lacuna jurídica no âmbito da administração financeira e orçamentária.</p><p>Enquanto existe uma lacuna na normatização do inciso I do § 9º do Art. 165 da CF88, o mesmo não ocorre no inciso I do Art. 163 da CF88, haja vista a existência da LRF.</p><p>Art. 163. Lei complementar disporá sobre:</p><p>I - finanças públicas;</p><p>⚠️O orçamento brasileiro é misto e autorizativo, mas possui traços de orçamento impositivo.</p><p>Princípios Orçamentários</p><p>É importante que você saiba onde alguns princípios estão expressos. Relacionado a isso, o Art. 2° da Lei 4.320/64 é comumente cobrado nas provas:</p><p>Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade.</p><p>Olha só um mnemônico para você não errar: UAU!!!</p><p>Princípios Orçamentários Modernos</p><p>· Princípio da Simplificação</p><p>· Princípio da Descentralização</p><p>· Princípio da Responsabilização</p><p>Atenção! Fundatec cobrou esse conceito em 2024</p><p>Princípio da Unidade</p><p>Princípio da unidade: Todas as receitas previstas e despesas fixadas, em cada exercício financeiro, devem integrar um único documento legal dentro de cada nível federativo: LOA</p><p>⚠️Não há exceção ao princípio da unidade no atual modelo orçamentário adotado na CF/88. No modelo anterior da CF/1967, havia o orçamento monetário que era um orçamento a parte da LOA.</p><p>Princípio da Universalidade</p><p>⚠️Além disso, fique atento: Se uma questão está falando de TODAS as RECEITAS E DESPESAS, estamos falando do princípio da universalidade.</p><p>🎯Em que pese esse princípio se aplicar a toda LOA, existem receitas e despesas de empresas públicas e sociedades de economia mista que não constam no orçamento de investimento: As despesas operacionais, por exemplo.</p><p>❗Você deve saber diferenciar os conceitos dos seguintes princípios, cuidado com pegadinhas:</p><p>Universalidade: LOA de cada ente federado deverá conter todas as receitas e despesas de todos os poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.</p><p>Totalidade: Existência de orçamento único para cada um dos entes federados União, estados, Distrito Federal e municípios com a finalidade de se evitarem múltiplos orçamentos paralelos dentro da mesma pessoa política.</p><p>Princípio da Exclusividade ou Pureza</p><p>Outro princípio muito importante é o da exclusividade, você precisa saber as exceções e que esse princípio possui status constitucional.</p><p>§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.</p><p>É necessário saber todas as exceções dos princípios orçamentários. As exceções ao princípio da exclusividade são:</p><p>1. Autorização para abertura de créditos suplementares.</p><p>2. Autorização contratação de operações de crédito (INCLUSIVE ARO)</p><p>⚠️Atente-se ao fato que os créditos especiais e extraordinários não são exceções ao princípio da exclusividade.</p><p>Princípio da Especificação</p><p>E falando de exceções, veja as do princípio da especificação:</p><p>⚠️Programas especiais de trabalho são despesas de capital de investimentos</p><p>O princípio da especificação está estabelecido na Lei nº 4.320/64 e chamamos sua atenção para o Art. 15:</p><p>· Art. 15. Na Lei de Orçamento a discriminação da despesa far-se-á no mínimo por elementos.</p><p>Não é suficiente dominar o entendimento desse princípio à luz da Lei 4.320/64; mas também a aplicação dele pela portaria STN e SOF 163/2001:</p><p>Art. 6° Na lei orçamentária, a discriminação da despesa, quanto à sua natureza, far-se-á, no mínimo, por categoria econômica, grupo de natureza de despesa e modalidade de aplicação.</p><p>⚠️Fique atento ao que pede o enunciado da questão que trata do princípio da especificação.</p><p>Princípio do Orçamento Bruto</p><p>O princípio do Orçamento Bruto está discriminado na Lei nº 4.320/64:</p><p>· Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções.</p><p>🎯Não confunda o princípio do Orçamento Bruto com o da Universalidade, aquele veda explicitamente deduções no orçamento.</p><p>Princípio da Anualidade</p><p>Sobre o princípio da anualidade, atenção ao fato de que ele está relacionado ao exercício financeiro e não ao ano civil. Além disso, é muito importante que você saiba as exceções do princípio da anualidade:</p><p>Créditos especiais e extraordinários com:</p><p>· Ato de autorização promulgado nos últimos 4 meses</p><p>· Reabertos nos limites de seus saldos</p><p>Atenção também para a diferença entre as exceções dos princípios da exclusividade e anualidade.</p><p>PRINCÍPIO DA NÃO VINCULAÇÃO DA RECEITA DE IMPOSTOS</p><p>O princípio da não vinculação da receita de impostos tem detalhes importantes que você precisa saber.</p><p>🎯Primeiro tenha consciência de que ele está relacionado aos impostos, então fique alerta para as questões que generalizam, relacionando esse princípios aos tributos, está errado.</p><p>Além disso, esse princípio tem status constitucional:</p><p>Art. 167. São vedados:</p><p>IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo;</p><p>Atenção, concurseiro, é muito importante que você memorizar as exceções, lembre-se do seguinte mnemônico: RESAGAGA</p><p>EXCEÇÕES DO PRINCÍPIO DA NÃO AFETAÇÃO DAS RECEITA DE IMPOSTOS</p><p>Repartição constitucional do produto da arrecadação dos impostos</p><p>Destinação</p><p>de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino</p><p>Destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde</p><p>Destinação de recursos para a realização de atividade da administração tributária</p><p>Prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita (ARO)</p><p>Prestação de garantia ou contragarantia à União e pagamento de débitos para com esta</p><p>R - Repartição</p><p>E - Ensino</p><p>S - Saúde</p><p>A - Administração Tributária</p><p>GA - Garantia às ARO</p><p>GA - Garantia ou contragarantia à União</p><p>É fundamental que você saiba os detalhes da Desvinculação das receitas na Federação (DRF):</p><p>· Art. 76. São desvinculados de órgão, fundo ou despesa, até 31 de dezembro de 2024, 30% (trinta por cento) da arrecadação da União relativa às contribuições sociais, sem prejuízo do pagamento das despesas do Regime Geral de Previdência Social, às contribuições de intervenção no domínio econômico e às taxas, já instituídas ou que vierem a ser criadas até a referida data.</p><p>· Art. 76-A. São desvinculados de órgão, fundo ou despesa, até 31 de dezembro de 2032, 30% (trinta por cento) das receitas dos Estados e do Distrito Federal relativas a impostos, taxas e multas já instituídos ou que vierem a ser criados até a referida data, seus adicionais e respectivos acréscimos legais, e outras receitas correntes.</p><p>· Art. 76-B. São desvinculados de órgão, fundo ou despesa, até 31 de dezembro de 2032, 30% (trinta por cento) das receitas dos Municípios relativas a impostos, taxas e multas, já instituídos ou que vierem a ser criados até a referida data, seus adicionais e respectivos acréscimos legais, e outras receitas correntes</p><p>Incidência na União: Contribuições sociais, CIDE e Taxas</p><p>Incidência de Estados, DF e municípios: Impostos, taxas, multas e outras receitas correntes.</p><p>Atenção para as exceções:</p><p>· União:</p><p>· Contribuições sociais destinadas ao custeio da seguridade social</p><p>· Contribuição social do salário-educação</p><p>· Estados e Municípios:</p><p>· Recursos destinados ao financiamento das ações e serviços públicos de saúde e à manutenção e desenvolvimento do ensino</p><p>· Receitas de contribuições previdenciárias e de assistência à saúde dos servidores;</p><p>· Transferências obrigatórias e voluntárias entre entes da Federação com destinação especificada em lei</p><p>· Estados e DF:</p><p>· Receitas que pertencem aos Municípios decorrentes de transferências previstas na Constituição Federal</p><p>· Fundos instituídos pelo Poder Judiciário, pelos Tribunais de Contas, pelo Ministério Público, pelas Defensorias Públicas e pelas Procuradorias-Gerais dos Estados e do Distrito Federal.</p><p>· Municípios:</p><p>· Fundos instituídos pelo Tribunal de Contas do Município.</p><p>Princípio do Equilíbrio</p><p>A regra de ouro está relacionada ao princípio do equilíbrio e está expressa na CF88:</p><p>Art. 167. São vedados:</p><p>III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;</p><p>Atenção para as exceções da regra de ouro:</p><p>Créditos suplementares</p><p>· Finalidade precisa</p><p>· Aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta</p><p>Créditos especiais</p><p>Princípio da Proibição do Estorno</p><p>Outro princípio importante que você deve saber é o da Proibição do Estorno, o qual está na CF88:</p><p>· Art. 167. São vedados: [...]</p><p>· VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;</p><p>Fique ligado que há uma exceção a esse princípio: não é necessário autorização legislativa para as atividades de CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO.</p><p>Mnemônico: CTI</p><p>Princípio Da Publicidade E Transparência</p><p>Princípio da Publicidade = DIVULGAÇÃO DAS INFORMAÇÕES</p><p>Princípio da Transparência = AMPLA DIVULGAÇÃO</p><p>⭕De acordo com o ENAP, os princípios orçamentários modernos são simplificação, descentralização e responsabilização</p><p>Jurisprudências</p><p>Julgado ADI 6045 / RR: VINCULAÇÃO – FUNDO ESPECIAL – INCONSTITUCIONALIDADE. Conflita com a Constituição Federal norma a direcionar, a fundo voltado ao pagamento de despesas do Judiciário, em caráter automático e compulsório, saldo orçamentário positivo, considerada a vedação à “vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa” – artigos 2º e 167, inciso IV, da Lei Maior.</p><p>Julgado da ADI 5.449-MC, 10.03.2016: Plenário do STF, consolidando o seu entendimento, afirmou ser possível a impugnação, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, de Leis orçamentárias. Consignou o relator do acórdão que: lei orçamentária que materializem atos de aplicação primária da Constituição Federal pode ser submissa a controle de constitucionalidade em processos objetivos. Assim o STF passa a reconhecer materialidade e substancialidade em seu conteúdo. ”</p><p>O Supremo Tribunal Federal deve exercer sua função precípua de fiscalização da constitucionalidade das leis e dos atos normativos quando houver um tema ou uma controvérsia constitucional suscitada em abstrato, independente do caráter geral ou específico, concreto ou abstrato de seu objeto. Possibilidade de submissão das normas orçamentárias ao controle abstrato de constitucionalidade.</p><p>Tipos de Orçamento</p><p>É importante que você saiba diferenciar os tipos de orçamento. Veja a tabela abaixo e observe as peculiaridades de cada orçamento.</p><p>TIPOS DE ORÇAMENTO</p><p>ELABORAÇÃO</p><p>VOTAÇÃO E APROVAÇÃO</p><p>EXECUÇÃO</p><p>CONTROLE</p><p>Legislativo</p><p>Legislativo</p><p>Legislativo</p><p>Executivo</p><p>Legislativo</p><p>Executivo</p><p>Executivo</p><p>Executivo</p><p>Executivo</p><p>Executivo</p><p>Misto</p><p>Executivo</p><p>Legislativo</p><p>Executivo</p><p>Legislativo</p><p>Uma informação importante que você precisa saber é que o orçamento brasileiro é misto e autorizativo, mas possui traços de orçamento impositivo.</p><p>Orçamento autorizativo: Administração autorizada e não obrigada</p><p>Orçamento impositivo: Administração está obrigada</p><p>Sobre o orçamento impositivo, a nova redação da CF88 é a seguinte:</p><p>Art. 166 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 2% da receita corrente líquida do exercício anterior ao do encaminhamento do projeto, observado que a metade desse percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde.</p><p>9º-A Do limite a que se refere o 9º deste artigo, 1,55% caberá às emendas de Deputados e 0,45% às de Senadores.</p><p>🎯Antes o limite era 1,2% e não tinha essa separação para deputados e senadores.</p><p>Técnicas Orçamentárias</p><p>Orçamento Tradicional</p><p>O orçamento tradicional possui diversas características importantes, atenção aos seguintes aspectos:</p><p>ORÇAMENTO TRADICIONAL</p><p>Mero instrumento contábil</p><p>Aspecto econômico tem função secundária</p><p>Não há preocupação com as necessidades da população. Há preocupação com unidades organizacionais</p><p>Ênfase no gasto</p><p>Maior destaque ao aspecto jurídico</p><p>Classificação por unidades administrativas e por elementos</p><p>Incremental</p><p>Controle político</p><p>Dissociação entre planejamento e orçamento</p><p>Controle da legalidade e honestidade do gestor público</p><p>⚠️O orçamento tradicional é um mero instrumento contábil, é um pedaço de papel que prevê receitas e fixa despesas. Não há preocupação com o planejamento, não há qualquer menção a objetivos ou metas.</p><p>Orçamento Base-Zero</p><p>· Não há direito adquirido</p><p>· Reexame crítico</p><p>· Elaboração do orçamento é lenta, difícil, trabalhosa e cara</p><p>· Incompatível com planejamento de médio e longo prazo</p><p>· Foca em objetivos e metas atuais</p><p>· Analisa o custo-benefício dos projetos e atividades;</p><p>· Identifica e elimina duplicidades;</p><p>· Assegura a alocação racional de recursos;</p><p>· Fornece subsídio p/ tomada de decisão (apresenta várias opções, vários “pacotes de decisão”);</p><p>· Facilita o controle de resultados</p><p>· Exige funcionários capacitados em matéria orçamentária.</p><p>🎯No orçamento base zero toda despesa é considerada uma despesa nova, independentemente de tratar-se de despesa continuada oriunda de período passado ou de uma despesa inédita/nova.</p><p>Orçamento-Programa</p><p>O orçamento público atualmente</p><p>adotado no Brasil é o orçamento - programa. Esse orçamento integra planejamento e orçamento com objetivos e metas, então se a questão tiver essas palavras em destaque (objetivos e metas e integração entre planejamento e orçamento), fique atento ao fato que que pode estar se referindo ao orçamento-programa. Algumas características do orçamento-programa que você precisa saber:</p><p>· Considera todos os custos dos programas, inclusive os que extrapolam o exercício</p><p>· Integra planejamento e orçamento</p><p>· Objetivos, metas e indicadores</p><p>· Necessidades públicas</p><p>· Classificação funcional e programática</p><p>· Controle de eficiência, eficácia e efetividade</p><p>Vejamos os elementos essenciais do orçamento-programa, segundo o professor James Giacomoni:</p><p>Sobre os elementos essenciais, importante saber a finalidade de cada elemento (destacado em verde):</p><p>a) os objetivos e propósitos: utilizados os recursos orçamentários;</p><p>b) os programas: concretização dos objetivos;</p><p>c) os custos dos programas: obtenção dos resultados; e</p><p>d) medidas de desempenho: medir as realizações (produto final) e os esforços despendidos na execução dos programas.</p><p>Outros conceitos que você precisa saber, relacionados ao orçamento programa, são os de projetos, atividades e operações especiais, atente-se às palavras em vermelho.</p><p>· Projeto: limitado no tempo</p><p>· Atividades: Contínuo e permanente</p><p>· Operações especiais: Não contribui para manutenção, não gera contraprestação direta.</p><p>💍 Palavras chaves para orçamento programa: objetivos, metas, eficácia, eficiência e efetividade.</p><p>Orçamento Participativo</p><p>O orçamento participativo não é tão cobrado nas provas como os outros, mas é importante que você saiba as principais características dele:</p><p>· Não há perda de participação e legitimidade do poder legislativo</p><p>· Meramente consultivo</p><p>· Poder Executivo não é obrigado a seguir sugestões</p><p>· Não se opõe ao orçamento programa</p><p>· No âmbito dos municípios, o orçamento participativo é obrigatório.</p><p>Veja essa tabela comparativa importante entre o orçamento tradicional e o orçamento - programa.</p><p>💎Augustinho Vicente Paludo diz o seguinte: Todos os orçamentos são considerados modernos, exceto o orçamento tradicional e incremental</p><p>Orçamento Público</p><p>Instrumentos Orçamentários na Constituição</p><p>Lei Orçamentária Anual – LOA</p><p>Constituição Federal (mescla de itens importantes e recentes)</p><p>Art. 166.</p><p>As emendas ao PLOA ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso:</p><p>I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;</p><p>II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:</p><p>a) dotações para pessoal e seus encargos;</p><p>b) serviço da dívida;</p><p>c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e o Distrito Federal; ou</p><p>III - sejam relacionadas:</p><p>a) com a correção de erros ou omissões; ou</p><p>b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.</p><p>§ 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 2% da RCL do exercício anterior ao do encaminhamento do projeto, observado que a metade desse percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde.</p><p>Limite das emendas individuais: 2% da RCL, sendo:</p><p>· 1,55%: Deputados</p><p>· 0,45%: Senadores.</p><p>É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações oriundas de emendas individuais, em montante correspondente ao limite, conforme os critérios para a execução equitativa da programação definidos em lei complementar. Aplica-se também às programações incluídas por todas as emendas de iniciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do Distrito Federal, no montante de até 1% da RCL realizada no exercício anterior.</p><p>(FGV/2022) Apesar de o orçamento brasileiro ser considerado, historicamente, como do tipo autorizativo, quando o Poder Público tem liberdade para avaliar a conveniência do que deve ou não ser executado, recentes modificações constitucionais trouxeram a ele um viés mais próximo do tipo impositivo, pelo qual as dotações orçamentárias devem necessariamente ser executadas. Acerca dessas modificações efetivadas, é correto afirmar que criou-se a figura das emendas de bancada estaduais, que garantem a execução de até 1% da receita corrente líquida realizada no exercício anterior.</p><p>Obs.¹: Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que observe critérios objetivos e imparciais e que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente da autoria</p><p>Ressalva: as programações orçamentárias não serão de execução obrigatória nos casos dos impedimentos de ordem técnica.</p><p>Obs.²: quando versarem sobre o início de investimentos com duração de mais de 1 exercício financeiro ou cuja execução já tenha sido iniciada, deverão ser objeto de emenda pela mesma bancada estadual, a cada exercício, até a conclusão da obra ou do empreendimento.</p><p>As emendas individuais impositivas apresentadas PLOA poderão alocar recursos a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios por meio de:</p><p>1) transferência especial; ou</p><p>2) transferência com finalidade definida.</p><p>Obs.: Pelo menos 70% das transferências especiais deverão ser aplicadas em despesas de capital.</p><p>Os recursos transferidos por meio das emendas individuais impositivas não integrarão a receita do Estado, do Distrito Federal e dos Municípios para fins de:</p><p>1) repartição e para o cálculo dos limites da despesa com pessoal ativo e inativo; e</p><p>2) endividamento do ente federado.</p><p>É vedada a aplicação das transferências em:</p><p>1) despesas com pessoal e encargos sociais relativas a ativos e inativos, e com pensionistas;</p><p>2) encargos referentes ao serviço da dívida.</p><p>Ciclo Orçamentário</p><p>Créditos Adicionais</p><p>Receita Pública</p><p>Despesa Pública</p><p>Programação e Descentralização</p><p>Orçamentária e Financeira</p><p>Lei de Reponsabilidade Fiscal</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image1.jpeg</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p>