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<p>ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL PORTÃO</p><p>CURSO TÉCNICO EM CONTABILIDADE</p><p>EMILLY VIEIRA RIBEIRO</p><p>JÚLIA KOCH ARIGONY</p><p>LARISSA MEISSNER</p><p>ALIMENTAÇÃO NO VERMELHO.</p><p>Fome, processos inflacionários e o planejamento financeiro em momentos de crise.</p><p>RELATÓRIO FINAL 14ª ETEP MOSTRA</p><p>AGOSTO,</p><p>PORTÃO, 2021</p><p>EMILLY VIEIRA RIBEIRO – (51) 982881876</p><p>email: emilly-vribeiro@educar.rs.gov.br</p><p>JÚLIA KOCH ARIGONY – (51) 997090357</p><p>email: julia-karigony@educar.rs.gov.br</p><p>LARISSA MEISSNER – (51) 997193709</p><p>email: larissa-meissner2@educar.rs.gov.br</p><p>ALIMENTAÇÃO NO VERMELHO</p><p>Fome, processos inflacionários e o planejamento financeiro em momentos de crise.</p><p>Trabalho desenvolvido para 14ª ETEP Mostra da</p><p>Escola Técnica Estadual Portão como requisito de</p><p>obtenção de conceito final para aprovação do ano</p><p>letivo.</p><p>Orientador(a): Antonio Favaro Filho</p><p>Coorientador(a): Fabiana Rodrigues da Silva</p><p>PORTÃO</p><p>2021</p><p>RESUMO</p><p>A inflação sobre os alimentos é uma realidade na economia brasileira, cuja presença tem-se</p><p>observado com especial destaque no último ano; segundo o IBGE, o preço dos alimentos</p><p>aumentou em 15% no acumulado desde o início da pandemia, o que representa quase o triplo da</p><p>inflação geral no mesmo período, de 5,20%. É neste contexto que desenvolve-se o projeto</p><p>tecnológico Alimentação no Vermelho: Fome, processos inflacionários e o planejamento</p><p>financeiro em momentos de crise. Com o objetivo de responder os questionamentos “O que está</p><p>por trás do aumento nos preços dos alimentos? É possível reduzir os danos às famílias, por meio</p><p>do planejamento financeiro?”, a pesquisa visa demonstrar a natureza da inflação, em especial</p><p>sobre os alimentos, e os benefícios do planejamento financeiro, com destaque nos momentos de</p><p>imprevisibilidade econômica – demonstrando, assim, o amparo que esta prática garante às</p><p>famílias, no que diz respeito a segurança financeira. A investigação discorreu utilizando os</p><p>métodos de pesquisa descritivo e quantitativo, bem como a pesquisa bibliográfica, de fundamental</p><p>importância e caráter decisivo para a elaboração do projeto. Para fins de fundamentação teórica,</p><p>foram analisados, principalmente, artigos acadêmicos advindos de diversas universidades</p><p>federais, como a UFF (Universidade Federal Fluminense), Unesp (Universidade Estadual</p><p>Paulista), UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e UnB (Universidade de</p><p>Brasília), bem como os livros Economia no Cotidiano: Decifra-me ou te devoro, de 2020</p><p>(Alexandre Schwartsman), e Orçamento Sem Falhas: Saia do vermelho e aprenda a poupar com</p><p>pouco dinheiro, de 2021 (Nath Finanças). Ademais, foram estudados artigos e entrevistas</p><p>disponibilizados por diversos economistas brasileiros. Com este projeto, almeja-se descobrir e</p><p>expor os fins que levaram à inflação atual e o consequente aumento no preço dos alimentos, de</p><p>modo que as famílias da região conheçam a origem do problema e, por meio da informação,</p><p>consigam evitar maiores danos. Simultaneamente, procura-se demonstrar a importância do</p><p>planejamento financeiro, sobretudo em momentos de crise, de modo que a comunidade esteja</p><p>capacitada para aplicá-lo dentro de suas casas. No decorrer da investigação, verificou-se a falta</p><p>de educação financeira, e consequente endividamento, nas famílias brasileiras, quadro que denota</p><p>o descontrole sobre a renda familiar, além de demonstrar a ignorância acerca de processos comuns</p><p>da economia no Brasil, de potencial destrutivo à segurança financeira – como a inflação sobre os</p><p>alimentos.</p><p>Palavras-Chaves: Inflação sobre os alimentos. Planejamento financeiro. Economia. Educação</p><p>financeira.</p><p>SUMÁRIO</p><p>RESUMO ............................................................................................................................... 3</p><p>1 INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 5</p><p>2 A INFLAÇÃO ................................................................................................................. 6</p><p>2.1. Da natureza da inflação.............................................................................................. 7</p><p>2.2. Dos índices de preço .................................................................................................. 8</p><p>3 A RELAÇÃO ALIMENTOS-INFLAÇÃO ................................................................ 11</p><p>3.1. Dos históricos recentes ............................................................................................ 11</p><p>3.2. Da inflação alimentar atual ...................................................................................... 13</p><p>4 O PLANEJAMENTO FINANCEIRO ........................................................................ 16</p><p>4.1. Da importância do controle de finanças .................................................................. 16</p><p>4.2. Dos métodos para a organização financeira ............................................................ 17</p><p>5 METODOLOGIA ......................................................................................................... 20</p><p>6 RESULTADOS E ANÁLISE DE DADOS ................................................................. 21</p><p>7 CONCLUSÃO ............................................................................................................... 25</p><p>REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 27</p><p>5</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>O projeto de pesquisa intitulado “Alimentação no Vermelho: Fome, processos</p><p>inflacionários e o planejamento financeiro em momentos de crise ” foi realizado pelas educandas</p><p>Emilly Vieira Ribeiro, Júlia Koch Arigony e Larissa Meissner, com orientação de Antonio Favaro</p><p>Filho e coorientação de Fabiana Rodrigues da Silva.</p><p>O presente relatório final de pesquisa expõe a natureza e causas dos processos</p><p>inflacionários, com enfoque nos produtos alimentares e a variação de preços discrepante</p><p>observada neste respectivo grupo, no último ano. Ademais, discorre-se sobre a prática do</p><p>planejamento financeiro doméstico como forma de controle e otimização da renda, por</p><p>conseguinte, como potencial redutor de danos – desencadeados pela crescente dos preços.</p><p>Esta pesquisa, portanto, justifica-se por beneficiar jovens e seus familiares apresentando</p><p>a natureza da inflação, considerando o cenário pandêmico atual. O projeto ”Alimentação no</p><p>Vermelho: Fome, processos inflacionários e o planejamento financeiro em momentos de crise ”</p><p>caracteriza-se como um estudo sobre a situação da economia com foco no impacto causado sobre</p><p>o valor dos alimentos, visando expor as causas do aumento dos preços e buscando auxiliar as</p><p>famílias por meio do conhecimento e educação financeira.</p><p>À vista disso, tem-se a delimitação do problema abordado pelos questionamentos “o que</p><p>está por trás do aumento nos preços dos alimentos? É possível reduzir os danos às famílias, por</p><p>meio do planejamento financeiro?”. E, por meio desta investigação, a pretensão de prover</p><p>conhecimento e informação à comunidade, acerca de questões comuns e de impacto considerável</p><p>na vida dos brasileiros – como a variação dos preços sobre itens básicos, bem como a educação</p><p>financeira.</p><p>6</p><p>2 A INFLAÇÃO</p><p>A inflação é, em síntese, o aumento persistente dos preços – de produtos e serviços –</p><p>dentro de uma economia. Calculada pelos índices de preço, a inflação não é um percentual</p><p>particular de cada produto, mas sim uma média de centenas de produtos. Por conseguinte, o</p><p>percentual da inflação não representa o nível dos preços; é a velocidade a que os mesmos se</p><p>elevam.</p><p>Inflação mais baixa, assim, não quer dizer que os preços estejam caindo (para isso existe</p><p>outra</p><p>palavra: “deflação”), apenas que estão crescendo a uma velocidade menor do que</p><p>no passado. (SCHWARTSMAN, 2020, p. 11).</p><p>Desse modo, quando leva-se em consideração os produtos monitorados pelos índices</p><p>nacionais, o percentual da inflação não altera-se radicalmente com o aumento ou diminuição no</p><p>preço de poucos itens. Sendo uma média geral, mesmo que ocorram aumentos em determinados</p><p>artigos, o percentual da inflação não acompanhará obrigatoriamente essa alta, já que outros tantos</p><p>produtos considerados no índice podem cair, ou mesmo permanecerem inalterados.</p><p>Entretanto, nem toda elevação nos preços caracteriza um processo inflacionário. Segundo</p><p>Alexandre Schwartsman, 2020, é preciso distinguir elevações persistentes dos aumentos pontuais,</p><p>como nos casos onde há problemas climáticos que geram alta nos preços dos alimentos afetados.</p><p>A inflação, como dito, representa o aumento persistente; ou seja, o processo inflacionário se dá</p><p>quando é observada elevação contínua nos preços.</p><p>Há dois tipos de inflação: a de curto prazo e a de longo prazo, e suas causas variam de</p><p>acordo com cada uma dessas situações. A inflação de curto prazo, caracterizada por aumentos</p><p>dentro do período de um mês, tem como causa o crescimento na demanda – quando a busca por</p><p>determinado produto se torna intensa em um período, fazendo com que a demanda supere a oferta</p><p>e assim, os preços tendem a subir. A mesma situação pode acontecer quando o poder de compra</p><p>das pessoas se torna maior e, dessa forma, elas passam a gastar mais.</p><p>O aumento nos custos de produção também é um agente na inflação a curto prazo – uma</p><p>vez mais caro de produzir, o produto final também encarecerá como forma de cobrir o valor. Além</p><p>disso, a oferta deste item poderá ser menor em relação à demanda.</p><p>7</p><p>No entanto, quando a inflação sobe continuamente ao longo de um ano ela se torna uma</p><p>inflação do tipo a longo prazo, sendo suas principais causas: a emissão de papel-moeda – ato feito</p><p>pelo governo, quando por exemplo, os gastos são maiores do que os arrecadamentos –, fazendo</p><p>com que o volume de dinheiro seja superior à oferta de bens e serviços; ou, ainda, quando há a</p><p>diminuição na taxa básica de juros – conhecida como Selic. Além de acarretar em empréstimos</p><p>mais baratos, os investimentos (poupança, renda fixa e títulos públicos) rendem menos. Apesar</p><p>de ser uma forma de estimular a produção e consumo, ao longo prazo ocorre um crescimento de</p><p>demanda, tendendo a desencadear no aumento da inflação.</p><p>É importante lembrar que uma ação afeta a outra – são os movimentos cíclicos da</p><p>economia. Assim sendo, nem sempre é possível visualizar isoladamente as causas de uma variação</p><p>inflacionária. Em virtude disso, o governo federal não possui o pleno controle da inflação, apesar</p><p>de poder tomar algumas medidas com o poder de influenciá-la – por exemplo, aumentando ou</p><p>diminuindo a taxa Selic.</p><p>2.1. Da natureza da inflação</p><p>A inflação não é sempre ruim. Em um país que passou por históricos momentos de</p><p>hiperinflação, é comum ter essa crença. Entretanto, um índice controlado caracteriza uma</p><p>economia saudável e em crescimento; logo, a necessidade de se ter inflação é uma realidade não</p><p>apenas brasileira, mas mundial. Para o professor Heron do Carmo, da Faculdade de Economia,</p><p>Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (2015), é natural que exista</p><p>inflação. Para ele, um índice de 2% a 3% de inflação ao ano é saudável, uma vez que com a leve</p><p>subida dos preços, a economia se mantém ativa.</p><p>O Brasil projeta anualmente uma meta para a inflação, a fim de controlar os preços, manter</p><p>a economia aquecida e garantir a confiança de empresários e investidores no país. Controle é a</p><p>palavra-chave nessa equação, por conseguinte, é a falta deste que garante à inflação sua popular</p><p>característica destrutiva à economia.</p><p>Sob um regime de câmbio flutuante, a política monetária deixa de ser endógena ao câmbio</p><p>e torna-se necessário definir uma estratégia clara para a condução da política monetária</p><p>em busca da estabilidade de preços. Com essa finalidade, a estratégia de metas para a</p><p>inflação tem se mostrado uma alternativa factível para diversas economias.</p><p>(MENDONÇA, 2007, p. 432).</p><p>8</p><p>A hiperinflação é a consequência da falta de controle. É quando os índices podem chegar</p><p>a atingir mais de três digitos, e os preços de bens e serviços dobrarem dentro do período de um</p><p>mês, desvalorizando a moeda e diminuindo drasticamente o poder de compra dos consumidores.</p><p>Por outro lado, a deflação – apesar de ser o contrário de hiperinflação – é tão danosa quanto</p><p>a anterior. Ela representa um “encolhimento da economia”, quando a oferta é maior do que a</p><p>demanda. A deflação se torna perigosa quando perdura por um grande período, cerca de um ano.</p><p>O fenómeno contrário à subida do nível geral dos preços é designado por deflação. É a</p><p>queda do nível geral de preços de forma persistente na generalidade dos produtos de uma</p><p>economia, associada a uma restrição da procura, da produção e do emprego. Ocorre numa</p><p>circunstância em que o crescimento económico é muito débil ou até negativo,</p><p>acompanhado por níveis significativos de desemprego. (DIOGO, 2011, p. 5 e 6).</p><p>2.2. Dos índices de preço</p><p>A inflação é calculada pelos índices de preço. O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia</p><p>e Estatística – produz dois dos mais importantes índices: o IPCA, considerado o oficial pelo</p><p>Governo Federal, e o INPC.</p><p>De acordo com o IBGE, ambos têm o mesmo propósito de medir a variação de preços de</p><p>uma cesta de produtos e serviços consumida pela população, demonstrando a elevação ou</p><p>diminuição dos preços gerais de um mês para o outro. A diferença entre os dois índices é</p><p>conhecida na abrangência de cada um quanto à parcela da população considerada na pesquisa.</p><p>A sigla IPCA significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Considerado o</p><p>índice de preços oficial, ele demonstra a variação do custo de vida médio dentre as famílias que</p><p>recebem de 1 a 40 salários mínimos. Dessa forma, compreende-se que o IPCA, assim como o</p><p>INPC, não mede propriamente apenas as variações de preço, mas também o impacto que eles têm</p><p>no orçamento das famílias cuja renda é representada na pesquisa. Os índices acompanham os</p><p>preços de 383 itens – bens e serviços –, como por exemplo, o arroz e os serviços de televisão por</p><p>assinatura. São levados em consideração os valores desses produtos em 13 áreas urbanas do País.</p><p>O IPCA, bem como outros índices, pode ser pensado como uma cesta de bens e serviços.</p><p>9</p><p>O responsável pelo seu cálculo – o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</p><p>– realiza periodicamente pesquisas para determinar o que consome uma “típica” família</p><p>brasileira. (SCHWARTSMAN, 2020, p. 13).</p><p>O índice do IPCA, por outro lado, não representa o poder de compra e o peso da variação</p><p>da inflação sobre a renda de cada família, individualmente; é uma média. E justamente por ser</p><p>uma média, em muitos casos ele é falho para ser usado como comparação pessoal, uma vez que</p><p>as rendas que o índice considera são bem variadas. O poder de compra de uma família que recebe</p><p>1 salário mínimo é bem diferente daquela que recebe 40 salários. Além disso, os bens e serviços</p><p>consumidos não são iguais para todos os brasileiros. Há variação no consumo de carne, nos gastos</p><p>com mensalidade escolar ou transporte público, tal como acontece também com os outros itens</p><p>consagrados no índice. Logo, a variação do custo de vida de uma família pode ser inferior ou</p><p>superior àquela apontada pelo IPCA.</p><p>O INPC, por outro lado, analisa a variação do custo de vida médio de famílias cuja renda</p><p>mensal seja de 1 a 5 salários mínimos, um intervalo bem menor do que o apresentado no índice</p><p>oficial. A sigla INPC significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor, e sua diferença frente</p><p>ao IPCA verifica-se logo na própria nomenclatura: o IPCA carrega a palavra “amplo”,</p><p>caracterizando a abrangência maior do índice em relação ao INPC.</p><p>Em particular, o INPC é muito mais sensível a variação nos preços dos alimentos do que</p><p>o IPCA, enquanto este é mais afetado, por exemplo, pelos preços das escolas privadas.</p><p>(SCHWARTSMAN, 2020, p. 14).</p><p>Para ambos os índices, o IBGE realiza uma pesquisa a fim de saber o que cada família</p><p>consome, a chamada Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). No IPCA, por exemplo, o peso</p><p>da conta de energia elétrica corresponde a cerca de 4% da renda familiar. Portanto, caso o aumento</p><p>nessa respectiva conta seja de 10%, essa elevação acarreta no aumento de 0,4% na inflação do</p><p>mês.</p><p>É como menciona Alexandre Schwartsman em seu livro Economia no Cotidiano: Decifra-</p><p>me ou te devoro, de 2020: a inflação é uma média dos aumentos e reduções de preços a cada</p><p>período, ponderada pelo peso de cada produto na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Isso</p><p>gera alguns problemas quanto à percepção do índice de inflação. O peso de cada item no</p><p>orçamento varia para cada família. Paralelamente, as variações nos preços de itens com peso</p><p>10</p><p>elevado no IPCA acabam ofuscando uma parcela de produtos com peso inferior, mesmo que estes</p><p>representem, em certos casos, uma variação maior de preços.</p><p>11</p><p>3 A RELAÇÃO ALIMENTOS-INFLAÇÃO</p><p>Para muitas famílias é comum relacionar a inflação, em um primeiro momento, aos preços</p><p>dos alimentos. Produtos essenciais à sobrevivência, os alimentos são talvez os itens</p><p>comercializados com maior frequência – fato que facilita na percepção popular das variações em</p><p>seus preços.</p><p>Quanto maior a renda, mais o indivíduo tende a gastar com produtos menos essenciais,</p><p>supérfluos. O contrário ocorre com rendas menores, cujo orçamento é ocupado por contas básicas</p><p>e inevitáveis. Assim, os alimentos têm um peso muito maior às classes mais baixas, em</p><p>comparação com as mais altas. O “Estudo sobre a cadeia de alimentos”, realizado pelo professor</p><p>Walter Belik, da Universidade de Campinas (Unicamp) com o Instituto de Manejo e Certificação</p><p>Florestal e Agrícola (Imaflora), e apoiado pelo Instituto Ibirapitanga e Instituto Clima e</p><p>Sociedade, concluiu que o gasto médio mensal com alimentação nas famílias mais ricas representa</p><p>5% da renda total, enquanto entre as famílias mais pobres esse gasto representa 26% da renda.</p><p>Não é à toa que a fome é uma realidade tão presente no Brasil, onde 59,3% dos brasileiros – o que</p><p>corresponde a 125,6 milhões de pessoas – não comeram a quantidade e/ou qualidade ideais de</p><p>alimentos desde a chegada do novo coronavírus, conforme divulgou a pesquisa “Efeitos da</p><p>pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil”, realizada pelo Grupo</p><p>de Pesquisa Alimento para Justiça: Poder, Política e Desigualdades Alimentares na Bioeconomia,</p><p>com sede na Universidade Livre de Berlim.</p><p>Essa situação pode ser observada, de uma maneira mais técnica, através dos índices de</p><p>preço mencionados no capítulo anterior. Conforme comentado, o INPC (Índice Nacional de</p><p>Preços ao Consumidor), que analisa a variação do custo de vida de famílias que recebem de 1 a 5</p><p>salários mínimos, é mais sensível aos aumentos e diminuições dos preços dos alimentos,</p><p>ilustrando o peso que esses itens têm para as classes mais baixas.</p><p>Ademais, a inflação sobre os alimentos é um tópico bastante corriqueiro. A elevação</p><p>repentina de determinados itens chama a atenção e impacta diretamente no orçamento das famílias</p><p>mais sensíveis a essas mudanças.</p><p>3.1. Dos históricos recentes</p><p>12</p><p>O preço dos alimentos passado ao consumidor final sofre influência de várias etapas da</p><p>cadeia de produção, em especial da produção agrícola, transformação industrial e comércio</p><p>varejista. Portanto, quando analisada a inflação sobre os alimentos, é necessário identificar em</p><p>que ponto desencadeou-se esse comportamento.</p><p>Desde 2007, os preços dos alimentos sobem mais severamente do que o conjunto de preços</p><p>ao consumidor no Brasil, conforme mencionam José Giacomo Baccarin e Jonatan Alexandre de</p><p>Oliveira da Universidade Estadual Paulista, 2021. Essa manifestação de um processo inflacionário</p><p>em relação aos alimentos foi observada entre 2007 e 2019, fato que não mudou em 2020.</p><p>Entretanto, suas causas não são essencialmente as mesmas.</p><p>A explicação geral que se propõe neste estudo para a inflação de alimentos no</p><p>Brasil, de 2007 a 2019, é que ela não teve origem nos segmentos industriais e de</p><p>serviços (varejo, em especial), mas sim nas condições prevalecentes nos</p><p>mercados agrícolas, que, por sua vez, sofreram fortes efeitos dos preços</p><p>internacionais e da taxa de câmbio. (BACCARIN, OLIVEIRA, 2021, p. 4).</p><p>Em síntese, esse processo inflacionário se justifica em uma maior participação brasileira</p><p>no mercado internacional, com as exportações mundiais, e a parcela de alimentos destinada a esse</p><p>fim. As carnes bovinas, frango e suíno, açúcar, soja e derivados, suco de laranja e milho são</p><p>exemplos de cadeias agroalimentares onde têm-se observado o crescimento das exportações.</p><p>Assim, a variação nos preços se dá nos valores recebidos pelos exportadores, em dólar, que tende</p><p>a ser transmitido ao mercado interno em reais, acentuando-se ou amenizando conforme variação</p><p>na taxa de câmbio.</p><p>Em um primeiro momento, pode-se entender que apenas os produtos agrícolas</p><p>comercializáveis – os chamados commodities, bens de consumo mundial com alta exportação –</p><p>são afetados pelos preços internacionais, enquanto os não comercializáveis sofrem pressão do</p><p>mercado interno. Entretanto, não se pode esquecer que as atividades agrícolas diversas competem</p><p>pelas terras, investimentos e gastos dos agricultores. Logo, podendo-se supor que variações nas</p><p>cotações internacionais acabem afetando, por tabela, tanto a área quanto a produção dos não</p><p>comercializáveis. Ademais, o aumento nos preços dos produtos comercializáveis pode levar ao</p><p>aumento da produção, por conseguinte, dos preços dos não comercializáveis que sirvam de</p><p>substitutos dos primeiros.</p><p>13</p><p>Observa-se que, de 2000 a 2011, o Índice de Preços de Alimentos da FAO</p><p>aumentou em mais de 50% no mundo, para depois registrar uma tendência de</p><p>queda suave, contudo, sem voltar ao patamar do início do século. Por sua vez, a</p><p>moeda brasileira apresentou movimento inicial de desvalorização, seguida de</p><p>valorização, entre 2003 e 2011, e forte desvalorização, a partir de então.</p><p>(BACCARIN, OLIVEIRA, 2021, p. 5).</p><p>Entre 2007 e 2011 a elevação nas cotações internacionais foi mais intensa do que a</p><p>valorização cambial, o que acarretou na elevação do preço dos alimentos em solo brasileiro – com</p><p>exceção de 2009, ano em que os preços internacionais caíram temporariamente. Já nos anos</p><p>seguintes, de 2012 a 2019, a queda dos preços internacionais não foi suficiente para cobrir a</p><p>desvalorização significativa do real. Com exceção, nesse caso, de 2017 onde a desvalorização da</p><p>moeda nacional foi revertida, esse cenário desencadeou em pressões inflacionárias sobre os</p><p>alimentos.</p><p>A alimentação fora do domicílio teve maiores elevações em comparação à alimentação no</p><p>domicílio, no período que abrange 2007-2019. Essa característica justifica-se pelo menor índice</p><p>de desocupação, e por consequência, na maior incidência de serviço no custo dos produtos.</p><p>3.2. Da inflação alimentar atual</p><p>Segundo o IBGE, o preço dos alimentos aumentou em 15% no acumulado desde o início</p><p>da pandemia, o que representa quase o triplo da inflação geral no mesmo período, de 5,20%.</p><p>Naturalmente, devido à pandemia da Covid-19, é de se pensar que o culpado na elevação absurda</p><p>dos alimentos seja o isolamento social. Entretanto, especialistas dizem o contrário. Em suma, para</p><p>eles, a pandemia causou menor impacto na variação dos preços dos alimentos do que a</p><p>desvalorização intensa do real frente ao dólar.</p><p>O economista André Braz, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), afirmou – em</p><p>entrevista ao site UOL – que a incerteza na economia, associada ao crescimento do déficit e dos</p><p>gastos públicos, juntamente ao risco que a pandemia representa, foram os principais responsáveis</p><p>pela desvalorização do real. O economista ainda cita, na mesma entrevista, que o isolamento social</p><p>contribuiu para o crescente preço dos alimentos por conta da demanda, que se tornou maior. As</p><p>famílias passaram a consumir mais em alimentação durante a pandemia. Todavia, esse impacto</p><p>nos preços causado pela demanda foi ínfimo, em comparação à outros fatores – que, de fato,</p><p>justificam a inflação.</p><p>14</p><p>Nesse cenário, o dólar é o agente de maior importância. O real desvalorizou-se em 22%</p><p>durante a pandemia frente à moeda americana, gerando dois grandes problemas com relação ao</p><p>preço final dos alimentos. Em primeira análise, o preço do custo de produção alimentar é</p><p>vinculado ao dólar. Por conseguinte, a variação cambial implica na variação do custo para</p><p>produzir. Todo custo de produção é repassado ao preço final, ou seja, com o real desvalorizado, a</p><p>produção encarece, o que desencadeia no aumento dos preços ao consumidor final.</p><p>Ademais, com a desvalorização do real, se tornou mais barato importar produtos</p><p>brasileiros. O arroz é um exemplo de alimento cujos produtores elevaram as exportações, em</p><p>2020: 35 países aumentaram a importação do Brasil, além de surgirem mais 25 novos</p><p>compradores. Logicamente, nesse contexto, se torna mais vantajoso ao produtor vender ao</p><p>mercado externo, o que provoca déficit no mercado local. Essa equação resulta em um preço</p><p>maior, em razão da alta procura e pouca oferta.</p><p>O empresário exporta em dólar e troca por real, ganhando muito mais. Quando</p><p>isso acontece, estimula a exportação sem existir uma reserva para o mercado</p><p>interno, que é uma estratégia de política nacional. No Brasil, essa reserva não</p><p>ocorre. (COSTA, Patrícia. Dieese, 2021).</p><p>Conforme ilustram dados divulgados pela Conab (Companhia Nacional de</p><p>Abastecimento), os estoques públicos de alimentos reduziram em 96% na média anual, no período</p><p>de uma década. A Conab considerou 6 tipos de grãos diferentes, dentre eles o arroz que, segundo</p><p>o IBGE, teve seu preço elevado em 69% no último ano. Tais fatos mostram o impacto que o</p><p>esvaziamento do mercado local, gerado pela priorização das exportações, produz sobre o preço</p><p>dos alimentos.</p><p>Em comaparação à inflação de alimentos entre 2007 e 2019, o impacto maior foi na</p><p>alimentação no domicílio. Com o surgimento do auxílio emergencial, foi possível estabilizar a</p><p>renda familiar e assim, continuar o consumo interno. Em razão do isolamento social, gastos com</p><p>lazer, por exemplo, foram cortados. Tal cenário possibilitou que a renda fosse direcionada para</p><p>compra de alimentos.</p><p>Entre os subgrupos da alimentação e bebidas, diferentemente do que se observara</p><p>entre 2007 e 2019, a alimentação no domicílio apresentou variação maior de</p><p>preços, de 4,75%, no primeiro semestre de 2020, contra 2,59% na alimentação</p><p>fora do domicílio. Isto é explicado pela restrição que a Covid-19 impôs ao</p><p>funcionamento de hotéis, restaurantes, bares e lanchonetes, cuja demanda</p><p>15</p><p>despencou, fato que pode ser confirmado pela grande queda de seu pessoal</p><p>ocupado. Por sua vez, a procura e as vendas de alimentos nos supermercados</p><p>cresceram no primeiro semestre de 2020, o mesmo ocorrendo em seu nível de</p><p>ocupação. (BACCARIN, OLIVEIRA, 2021, p. 9).</p><p>Segundo um documento do Ministério da Economia (2020), a crise econômica provocada</p><p>pelo coronavírus teve pouco efeito nas exportações brasileiras por causa do desempenho do</p><p>agronegócio. Paralelamente, 51% dos agricultores familiares tiveram diminuição de receita no</p><p>mês de julho de 2020, segundo Del Grossi, o que representa uma perda média de 35% na renda</p><p>bruta familiar mensal desses agricultores. Essa perspectiva evidencia a vulnerabilidade a que está</p><p>sujeita a agricultura familiar.</p><p>Para segurar a inflação sobre o preço dos alimentos, seria de extremo auxílio o incentivo</p><p>a alguns setores – como a agricultura familiar – a fim de aumentar a oferta interna. Trabalhar no</p><p>câmbio do dólar também se mostra uma fora de combater a inflação, conforme diz Marco</p><p>Quintarelli, professor convidado da FGV em Pós-Graduação em Varejo (2021). Em síntese,</p><p>estagnar a desvalorização do real e promover políticas públicas de aumento de produção são ações</p><p>com potencial favorável à regularização dos preços.</p><p>16</p><p>4 O PLANEJAMENTO FINANCEIRO</p><p>É em momentos de crise que se sente a importância de um controle financeiro. Isto porque</p><p>as crises caracterizam-se, também, pela extrema falta de controle generalizado. No entanto, não é</p><p>durante a crise que as famílias devem iniciar um controle e planejamento de finanças; tal tarefa</p><p>seria, na verdade, quase impossível. Não obstante, o planejamento financeiro não deixa de lado</p><p>sua importância. Planejar é também anteceder, criar fundos de reserva e visualizar possíveis</p><p>futuros.</p><p>4.1. Da importância do controle de finanças</p><p>Estudos feitos pela Universidade de Cambridge, denomidados “Investment Phobia”,</p><p>revelam que três em cada 10 pessoas sentem-se mais felizes quando têm suas finanças controladas.</p><p>Em um mundo onde até os itens mais básicos e fundamentais se traduzem em dinheiro e, por</p><p>consequência, em despesas, não é à toa que o planejamento financeiro sugere um caminho para</p><p>estabilizar a situação financeira e alcançar maiores objetivos.</p><p>A falta de controle e conhecimento é o responsável por afundar os brasileiros em dívidas.</p><p>Todas as pessoas nascem e crescem imersas em um contexto financeiro, e isso modela o jeito</p><p>como consomem e percebem o mundo, segundo Nathália Rodrigues (2021). Assim, não se deve</p><p>conversar sobre planejamento financeiro de uma forma generalizada. O poder de compra das</p><p>famílias brasileiras não é homogêneo, acentuando-se ainda mais em um contexto onde nem 50%</p><p>dos brasileiros tiveram segurança alimentar em 2020, conforme comentado no capítulo anterior.</p><p>A desigualdade social é muito grande no nosso país, e é improvável que pessoas</p><p>com realidades tão diferentes tenham a mesma mentalidade quando o assunto é</p><p>dinheiro. Por isso, não faz sentido tratar todas as pessoas como se tivessem vindo</p><p>do mesmo lugar ou como se tivessem acesso aos mesmos recursos, sobretudo em</p><p>relação à vida financeira. (RODRIGUES, 2021, p. 7).</p><p>Para muitas pessoas, sucesso está relacionado ao poder de compra, o que significa que, se</p><p>o indivíduo não consumir determinados produtos, sua realização pessoal e autoestima financeira</p><p>serão prejudicados. O consumo também é uma forma de relacionar-se socialmente, de compensar</p><p>um estado emocional momentâneo ou, simplesmente, de resolver um desejo impulsionado pelo</p><p>mercado de publicidade. A pressão social para o consumo prejudica a autoestima dos menos</p><p>17</p><p>remunerados, estimula comportamentos compulsivos em relação a compras e leva as famílias às</p><p>dívidas, na tentativa de manter um padrão de vida que não condiz com a renda. Logo, a</p><p>consciência e educação financeira são nada menos que um meio de libertação.</p><p>Segundo uma pesquisa de 2019 da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)</p><p>juntamente ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), as principais causas para o endividamento</p><p>são o desemprego, diminuição de renda e falta de organização financeira. Isso implica no cenário</p><p>já conhecido do cartão de crédito. O brasileiro paga 400% ao ano, em média, de juros no cartão</p><p>de crédito. Esse recurso é usado por 73,2% das famílias e é o principal tipo de dívida contraída,</p><p>seguido pelos carnês, financiamento de carro e crédito pessoal, financiamento de casa, cheque</p><p>especial e crédito consignado.</p><p>Precisamente, se nota a importância da educação financeira com foco nos serviços</p><p>disponibilizados</p><p>pelos bancos. A visão distorcida de que o dinheiro disponibilizado no cartão de</p><p>crédito é do indivíduo que o obtém, leva este a gastar mais do que pode no crédito. O mesmo</p><p>ocorre com o cheque especial, um dinheiro que o banco deixa disponibilizado na conta-corrente</p><p>como empréstimo, e que se usado deve ser devolvido à juros altíssimos. Encarar o cheque</p><p>especial como uma extensão do próprio dinheiro é um agente de extrema eficácia para o</p><p>endividamento, tanto quanto o próprio cartão de crédito.</p><p>Os brasileiros em sua maioria, no entanto, não só desconhecem a forma como os bancos</p><p>trabalham, na íntegra, como também são ignorantes quanto à educação e organização financeira,</p><p>as formas de planejamento e otimização da renda. Nessas circunstâncias, o endividamento tende</p><p>a perdurar, sobretudo nas classes mais baixas.</p><p>4.2. Dos métodos para a organização financeira</p><p>O planejamento financeiro, em primeiro lugar, não é sinônimo de planilhas. Muitas</p><p>pessoas, erroneamente, atribuem a organização de finanças aos programas financeiros de</p><p>computadores e smartphones, nos quais não conseguem e/ou não sabem mexer. Não há</p><p>necessidade de funcionar dessa maneira, uma vez que planejamento vai muito além de anotar</p><p>receitas e despesas; ele está relacionado ao hábito de pensar no dinheiro de forma estratégica para</p><p>ter o máximo controle sobre ele. Assim, lápis, caneta e papel devem bastar.</p><p>O planejamento financeiro tem como missão reverter o endividamento, para conquistar</p><p>18</p><p>uma vida estável e bem-sucedida. Assim, o primeiro passo para o planejamento é fazer o</p><p>levantamento das metas e objetivos, a curto e a longo prazo, que devem condizer com o orçamento</p><p>disponível. Metas financeiras são objetivos quantificados, portanto, deve-se pensar nelas não só</p><p>no todo, mas também em partes; o dinheiro necessário para que se realizem e a forma como esse</p><p>dinheiro vai ser levantado, precisamente.</p><p>Ainda para Leal e Nascimento (2011), o planejamento financeiro é o caminho</p><p>para alcançar os objetivos e as metas desejadas, ele esclarece o melhor método a</p><p>ser utilizado para a obtenção de resultados. Segundo o autor, entende-se que o</p><p>planejamento financeiro sugere uma solução propondo mudar a situação</p><p>financeira, em que se encontra o indivíduo ou a família. (SANTOS, MOREIRA,</p><p>SILVA, 2018, p.130)</p><p>Para Nathália Rodrigues (2021), a organização das finanças deve ocorrer semanalmente,</p><p>já que o controle em um período mais curto tende a manter a motivação e disposição do sujeito,</p><p>tornando mais fácil visualizar as movimentações financeiras.</p><p>Deve-se anotar as receitas (dinheiro recebido) e as despesas (dinheiro gasto/contas a</p><p>pagar). Para otimizar a organização, é de extremo auxílio dividir os gastos em quatro categorias:</p><p>gastos fixos – contas presentes em todos os meses, com os mesmos valores (aluguel, plano de</p><p>saúde, prestações); gastos variáveis – contas presentes em todos os meses, cujos valores podem</p><p>variar de mês à mês (conta de água, energia elétrica, supermercado); despesas extras – contas que</p><p>não aparecem mensalmente, mas eventualmente precisam ser pagas, como por exemplo o IPTU</p><p>e IPVA; metas – conforme citado anteriormente, as metas e os objetivos levantados, juntamente</p><p>aos valores necessários para tais.</p><p>Também deve-se criar um fundo reserva. Destinar parte da renda à poupança não só para</p><p>realização das metas, mas como forma de anteceder possíveis transtornos é a melhor maneira de</p><p>garantir certa estabilidade em períodos de crise. Se os preços dos alimentos, ao aumentarem</p><p>exponencialmente – em descordância com a remuneração, que cai – causarem um rombo</p><p>significativo na renda familiar, o fundo reserva pode suprir a necessidade financeira gerada nesse</p><p>ambiente.</p><p>Em seguida, anota-se as receitas. Caso o valor recebido por mês seja essencialmente o</p><p>mesmo, a tarefa é simples: basta anotar esse valor. No entanto, caso haja variação (como para os</p><p>autônomos), pode-se trabalhar com uma média de faturamento para fins de planejamento</p><p>financeiro – mas para a organização das finanças, é imprescindível anotar os valores reais</p><p>19</p><p>recebidos.</p><p>Após anotar as despesas e as receitas e entender o dinheiro que entra e o que sai, é possível</p><p>prever os gastos do próximo mês, trabalhando com previsão de orçamento. Assim, visualiza-se os</p><p>meses em que o gasto for maior e os meses em que foi menor. Essa visão mais clara da forma</p><p>como se comporta o orçamento, ajuda o indivíduo a economizar, entendendo quando uma conta</p><p>aumenta e o que causou esse aumento, se é reversível ou não.</p><p>É possível, também, interpretar se o orçamento comporta eventuais consumos supérfluos</p><p>e atividades de lazer. A organização financeira pode ajudar nesse sentido, a não gastar,</p><p>impulsivamente e além, do que se pode gastar.</p><p>Controlar fielmente as movimentações financeiras pessoais, obter conhecimento sobre</p><p>juros bancários, cartões de crédito e cheque especial, além de fugir do consumismo exacerbado e</p><p>gastos evitáveis. É dessa forma que se atinge a estabilidade financeira, otimizando a renda familiar</p><p>e trabalhando apenas com a própria realidade financeira. Salienta-se também a importância da</p><p>criação de uma reserva de emergência, destinando mensalmente um valor para esta. A reserva</p><p>possibilita um certo controle mesmo em momentos de imprevisibilidade, como o cenário gerado</p><p>na pandemia da Covid-19.</p><p>As despesas fixas, somadas às variáveis resultam no valor necessário para manter-se.</p><p>Subtraindo esse valor das receitas, é possível visualizar o dinheiro que pode eventualmente sobrar,</p><p>e destiná-lo parte para o lazer, parte para a poupança, a fim de criar a reserva de emergência de</p><p>forma a anteceder futuros problemas financeiros.</p><p>20</p><p>5 METODOLOGIA</p><p>Para a elaboração deste relatório final de pesquisa, utilizou-se o Método de Pesquisa</p><p>Quantitativo, com a aplicação de um questionário online, através da plataforma de formulários</p><p>disponibilizada pelo Google. Tal questionário foi direcionado aos professores e estudantes de</p><p>ensino médio da Escola Técnica Estadual Portão, e contou com 75 respostas. O questionário</p><p>aplicado objetivou coletar informações acerca da média de renda bruta das famílias dos</p><p>respondentes, se há o costume de empregar o controle de finanças no cotidiano e se, em</p><p>situações de crise, conseguem manter esse controle. Além disso, por meio do questionário,</p><p>procurou-se saber se houve impacto sentido com relação ao aumento no preço dos alimentos.</p><p>A pesquisa desenvolveu-se entre os dias vinte e seis de maio de 2021 com término em</p><p>vinte e seis de junho do mesmo ano, dessa forma obtendo todas as informações necessárias para</p><p>um satisfatório desenvolvimento de referencial teórico.</p><p>Além de usar o Método de Pesquisa Quantitativo, para fins de elaboração do relatório</p><p>final, o método qualitativo de pesquisa também se mostrou essencial e decisivo. Através deste,</p><p>buscou-se obter informações mais claras e completas a respeito do conceito de inflação, sua</p><p>natureza – prejudicial e/ou benéfica – e como esse agente da economia tem influenciado o preço</p><p>dos alimentos no Brasil, suas causas e consequências. Ademais, por meio do método qualitativo</p><p>de pesquisa, também foi possível dissertar sobre a importância do planejamento financeiro</p><p>familiar e traçar um bom caminho para a sua realização.</p><p>Telma Cristiane Sasso de Lima e Regina Célia Tamaso Mioto (2007), da Universidade</p><p>Federal de Santa Catarina, apresentam a pesquisa bibliográfica como “um procedimento</p><p>metodológico que se oferece ao pesquisador como uma possibilidade na busca de soluções para</p><p>seu problema de pesquisa”. Dessa forma, a Pesquisa Bibliográfica também se mostrou de</p><p>grande importância na realização do presente relatório final, uma vez que a partir desta foi</p><p>possível enriquecer os aspectos do projeto citados anteriormente – inflação, aumento dos preços</p><p>nos alimentos e planejamento financeiro –, auxiliando decisivamente na</p><p>comprovação da</p><p>hipótese levantada pelas pesquisadoras.</p><p>21</p><p>6 RESULTADOS E ANÁLISE DE DADOS</p><p>Buscou-se coletar, através de um questionário realizado online pelo aplicativo de</p><p>administração de pesquisas Google Forms, dados a respeito do planejamento financeiro</p><p>doméstico, a fim de saber a média de renda bruta das famílias dos estudantes e educadores de</p><p>ensino médio da Escola Técnica Estadual Portão (ETEP), bem como sua relação com o</p><p>dinheiro, destacando a consistência, ou não, da organização financeira em momentos de crise –</p><p>como a vivenciada durante o ano de 2020, sucedendo-se em 2021, gravemente impulsionada</p><p>em razão da pandemia da Covid-19. O projeto direcionou seu foco ao setor dos alimentos e as</p><p>altas notórias nos preços dos itens desse grupo. Para o mencionado questionário, fundamentado</p><p>nos objetivos citados, elaborou-se 4 questões a serem aplicadas, cujas respostas eram objetivas</p><p>e anônimas: Qual é a média da renda bruta mensal da sua família? Você e a sua família têm o</p><p>costume de planejar-se financeiramente? Costumam controlar suas finanças? Se sim, em</p><p>situações de crise vocês conseguem manter esse controle? Você e sua família sentiram o</p><p>impacto no aumento do preço dos alimentos, no último ano?</p><p>Pretendia-se alcançar o maior número de alunos e professores possível para a coleta de</p><p>dados através do formulário, no ambiente determiando pelas pesquisadoras e dentro do período</p><p>estipulado. Por conseguinte, disponibilizou-se o link do formulário para as turmas de ensino</p><p>médio da Escola Técnica Estadual Portão, bem como para seus professores. Ao todo, o</p><p>questionário recebeu respostas de 75 pessoas.</p><p>Quanto às respostas, o questionário obteve os seguintes resultados:</p><p>A primeira pergunta do formulário questionava a média de renda bruta mensal familiar</p><p>do respondente, e as suas possíveis respostas eram: Menos de R$ 1.100,00 (salário mínimo);</p><p>Entre R$ 1.100,0 e R$ 3.300,00; Entre R$ 3.300,00 e R$ 5.500,00; Entre R$ 5.500,00 e R$</p><p>16.500,00; Acima de 16.500,00.</p><p>49,3% dos entrevistados (37 pessoas), responderam que a média de renda bruta mensal</p><p>familiar se encontrava entre R$ 1.100,0 e R$ 3.300,00. Para 30,7% (23 pessoas), essa média se</p><p>encontrava entre R$ 3.300,00 e R$ 5.500,00. Para 18,7% (14 pessoas), entre R$ 5.500,00 e R$</p><p>16.500,00. E, para apenas 1,3% (1 pessoa), a média de renda bruta mensal familiar corresponde</p><p>a mais de 16.500,00. Nenhum entrevistado marcou a opção “Menos de R$ 1.100,00”.</p><p>22</p><p>Fonte: Autoria própria (2021).</p><p>Na segunda questão, onde perguntava-se se o respondente, bem como a sua família,</p><p>possuíam costume de realizar o planejamento financeiro e controle de finanças, as respostas</p><p>objetivas foram dispostas em sim ou não. Das 75 pessoas entrevistadas, 78,7% (59 pessoas)</p><p>afirmaram empregar o planejamento financeiro e controle de finanças. No entanto, 21,3% (16</p><p>pessoas) alegaram não possuir esse costume.</p><p>Fonte: Autoria própria (2021).</p><p>Quanto a terceira pergunta, o questionamento era se, se o respondente possuía o costume</p><p>de planejar-se financeiramente, conseguriria manter esse controle mesmo em momentos de crise.</p><p>70,7% (53 pessoas) afirmou que sim, consegue manter o controle financeiro, mesmo em</p><p>situações de crise. 20% (15 pessoas) responderam não possuir o costume de realizar o</p><p>planejamento financeiro e 9,3 (7 pessoas) alegaram não conseguir manter o controle financeiro</p><p>23</p><p>em momentos de crise.</p><p>Fonte: Autoria própria (2021).</p><p>Por fim, o quarto e último questionamento dizia respeito ao impacto sentido, ou não, com</p><p>o aumento no preço dos alimentos. 98,7% dos respondentes (74 pessoas) afirmaram terem</p><p>sentido o impacto no aumento do preço dos alimentos, contra 1,3% (1 pessoa), que alegou não</p><p>ter sentido.</p><p>Fonte: Autoria própria (2021).</p><p>Diante dos dados obtidos, foi possível concluir que as famílias dos estudantes do ensino</p><p>médio e educadores da Escola Técnica Estadual Portão (ETEP) se encaixam, majoritariamente,</p><p>na classe abrangida no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice de preços do</p><p>24</p><p>IBGE responsável por medir o impacto da inflação sobre o custo de vida médio das famílias</p><p>brasileiras cuja renda bruta mensal seja de 1 a 5 salários mínimos. Desse modo, cerca de 80%</p><p>dos respondentes informaram ter renda bruta mensal familiar de até R$ 5.500,00. Segundo</p><p>Alexandre Schwartsman, 2020, o INPC é mais sensível a variação do preço dos alimentos, e o</p><p>aumento no preço destes itens se mostra de extremo impacto às famílias das classes mais baixas.</p><p>Já que, conforme mencionado ao decorrer do presente relatório, quanto menor a renda do</p><p>indivíduo, maior será a porcentagem desta destinada a compra de alimentos e itens básicos. O</p><p>questionário aplicado apresentou a mesma tendência, visto que 98,7% dos respondentes</p><p>afirmaram terem sentido o impacto deste aumento, provando que ele não só de fato existiu fora</p><p>da teoria, como também apresentou grande influência para as famílias.</p><p>Também foi possível visualiazar, através do formulário, a porcentagem de famílias que</p><p>possuem o costume de empregar o planejamento financeiro doméstico e controle de finanças.</p><p>Apesar de a maioria afirmar empregá-los no seu cotidiano, uma parcela notória de respondentes</p><p>informaram não ter esse costume. Tais dados revelam a possível falta de educação financeira,</p><p>principal responsável pelo endividamento. Em uma realidade onde os gastos com alimentação e</p><p>itens básicos ocupam uma boa “fatia” do orçamento, a falta de conhecimento e planejamento</p><p>financeiro representa um grande perigo para a estabilidade familiar, ou até mesmo, segurança</p><p>alimentar. De acordo com os dados obtidos no formulário, 70,7% dos respondentes conseguem</p><p>manter o controle de suas rendas, mesmo em momentos de crise. A educação financeira, aliada à</p><p>consciência da forma como comporta-se o orçamento familiar – suas receitas e despesas –</p><p>assegura um controle maior, aspecto fundamental em momentos de crise. Ainda que não haja</p><p>possibilidade de manter o orçamento familiar sobre total controle nessas situações de</p><p>instabilidade, um histórico de planejamento financeiro facilita a criação de uma reserva de</p><p>emergência, agente de excepcional importância para anteceder futuros problemas financeiros.</p><p>25</p><p>7 CONCLUSÃO</p><p>A respeito do problema identificado – o que está por trás do aumento nos preços dos</p><p>alimentos? É possível reduzir os danos às famílias, por meio do planejamento financeiro? –,</p><p>levantou-se a hipótese de que a causa da inflação sobre o valor dos alimentos e itens básicos se</p><p>dá pelas consequências da pandemia, com o aumento do dólar e a economia brasileira</p><p>sensibilizada. Ademais, acreditara-se que com o conhecimento e planejamento financeiro, as</p><p>famílias conseguiriam reduzir os impactos causados pela alta dos preços. Tais conjecturas</p><p>provaram-se, em partes, corretas. De fato, o dólar não foi o único agente impulsionador de preços,</p><p>uma vez que, segundo o economista André Braz, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas),</p><p>o isolamento social contribuiu para o crescente preço dos alimentos por conta da demanda, que</p><p>se tornou maior; todavia, esse impacto causado pela demanda foi ínfimo. Não obstante, a alta do</p><p>dólar foi o principal fator que influenciou nos preços dos alimentos, apesar de não ser o único. A</p><p>variação cambial implica na variação do custo para produzir, ou seja, com o real desvalorizado, a</p><p>produção encarece, o que desencadeia no aumento dos preços ao consumidor final. Além disso,</p><p>com a desvalorização do real, se tornou mais barato aos outros países importar produtos brasileiros</p><p>e mais vantajoso aos produtores, exportar.</p><p>Por outro lado, foi possível verificar que a inflação sobre os alimentos não é atual. Desde</p><p>2007, os preços dos alimentos sobem mais severamente do que o conjunto de preços ao</p><p>consumidor no Brasil, conforme mencionam José Giacomo Baccarin e Jonatan Alexandre de</p><p>Oliveira da Universidade Estadual Paulista,</p><p>2021. Em síntese, esse processo inflacionário se</p><p>justifica, também, em uma maior participação brasileira no mercado internacional, com as</p><p>exportações mundiais e a parcela de alimentos destinada a esse fim. A inflação sobre os alimentos</p><p>no período que abrange de 2007 a 2019, no entanto, afetou mais a alimentação fora do domicílio.</p><p>O contrário ocorreu em 2020. Essa situação pode ser observada como consequência da pandemia</p><p>e do isolamento social.</p><p>No que diz respeito ao planejamento financeiro, verificou-se que esta prática tem potencial</p><p>redutor de danos em momentos de crise, uma vez que desenvolve controle e conhecimento</p><p>maiores acerca da renda familiar, além de possibilitar a separação de uma parte do dinheiro para</p><p>reserva de emergência, como forma de anteceder possíveis transtornos. Essa reserva mostrou-se</p><p>a principal maneira de lidar com o impacto causado pela alta dos preços dos alimentos, já que ela</p><p>possibilita o controle financeiro mesmo em momentos de imprevisibilidade, como o cenário</p><p>26</p><p>gerado na pandemia da Covid-19. Entretanto, salienta-se que a reserva é uma ação preventiva,</p><p>logo, não há como iniciá-la em momentos de crise, uma vez que ela serve para antecede-los.</p><p>Quando há situação de imprevisibilidade e ainda não existe o costume de realizar o</p><p>planejamento financeiro, impossibilitando a existência de uma reserva de emergência, o ideal é</p><p>iniciar esse planejamento o quanto antes, como forma de obter o máximo controle e ciência da</p><p>forma como se comporta o dinheiro. É justamente durante a crise que se verifica a importância do</p><p>controle e aproveitamento plenos da renda familiar.</p><p>Adicionalmente, concluiu-se que a educação financeira não é uma realidade na vida da</p><p>maioria dos brasileiros. Estes não só desconhecem a forma como os bancos e demais instituições</p><p>do ramo trabalham na íntegra, como também são ignorantes quanto à organização financeira, as</p><p>formas de planejamento e otimização da renda. Nesse ambiente de descontrole, o endividamento</p><p>tende a perdurar.</p><p>Demonstra-se, portanto, a importância da educação financeira nas instituições de ensino.</p><p>Este conhecimento é fundamental à qualidade de vida e segurança do cidadão brasileiro, além de</p><p>possibilitar o entendimento da forma como ocorrem determinados quadros na economia brasileira</p><p>– a inflação sobre os alimentos, por exemplo.</p><p>27</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BACCARIN, J. G.; OLIVEIRA, J. A. de. Inflação de alimentos no Brasil em período da pandemia</p><p>da Covid 19, continuidade e mudanças. Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, SP, v.</p><p>28, n. 00, p. e021002, 2021. DOI: 10.20396/san.v28i00.8661127. Disponível em:</p><p>https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8661127. Acesso em: 9 mai.</p><p>2021 às 17:45.</p><p>CAMARGO, Sophia. Um pouco de inflação é saudável e melhor que deflação, diz economista.</p><p>Uol, São Paulo, 1 jul. 2015. 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