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TERMO CIRCUNSTANCIADO DE OCORRÊNCIA 
1. APRESENTAÇÃO 
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, conceituada como 
Constituição Cidadã, o Estado brasileiro, para administrar a coisa pública, foi compelido a 
exigir de suas Instituições um serviço público de qualidade e eficiente. 
De igual forma, as Polícias Militares passaram a buscar o desenvolvimento e a 
modernização de suas ações, visando cumprir com sua função constitucional. Nesta 
vertente, a Lei nº. 9.099/95, Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, conferiu à 
autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência, a possibilidade de 
confeccionar o Termo Circunstanciado no local do fato ocorrido, com o compromisso de 
que posteriormente as partes se apresentassem ao Juizado Especial Criminal. 
Consequentemente, as Polícias Militares viram a possibilidade de evoluir em sua 
missão institucional de policiamento ostensivo e preservação da ordem pública, 
progredindo na diminuição do tempo de resposta e dos gastos públicos, além da melhoria 
do serviço prestado e na mediação dos conflitos sociais, em respeito à dignidade da 
pessoa humana. 
A Cadeia de Custódia trata dos procedimentos tomados para conservação de todas 
informações em uma prova pericial. É preciso ter atenção quanto a qualquer evidência no 
local de crime e todos envolvidos devem ser responsáveis por esse cuidado. 
Considerando que a Polícia Militar comumente é a primeira a chegar em um local de 
crime deve ter um conhecimento técnico quanto a preservação deste local para que os 
peritos possam desenvolver um trabalho eficiente. 
Dessa forma, deve ser documentado qualquer informação relevante, como quem 
esteve no local, como foi encontrado o local e supostas violações. As ações de 
conservação compreendem: colocar lacres em evidências, isolamento do local de crime, 
dentre outras. O Brasil ainda não tem uma lei geral sobre a cadeia de custódia, porém o 
Código Penal, em seu Art 347, traz como crime a fraude processual, que consistem em: 
“inovar artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo, o estado de 
lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito.” 
COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR 
Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM 
Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO 
Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com 
DO FAIADO DE GOIS 
Estudaremos neste curso, os aspectos gerais do Termo Circunstanciado de 
Ocorrência, bem como os procedimentos técnicos para sua confecção, visando 
aperfeiçoar os serviços prestados pela Polícia Militar de Goiás. É um curso de 
aperfeiçoamento profissional com carga horária de 30h. 
2. OBJETIVOS 
2.1 Gerais 
Transmitir os conhecimentos necessários aos Policiais Militares para a confecção 
do Termo Circunstanciado de Ocorrência. 
Apresentar os conceitos gerais e os procedimentos que auxiliam na compreensão e 
aprendizado sobre o Termo Circunstanciado e os procedimentos para conservação das 
informações ligadas ao crime. 
Conscientizar sobre a importância da preservação da Cadeia de Custódia. 
2.2 Específicos 
Criar condições para que o Policial Militar amplie conhecimentos para: 
2.2.1 Identificar as funções pertinentes ao encarregado da lavratura do TCO; 
2.2.2 Reconhecer as variáveis legais inerentes a lavratura do TCO; 
2.2.3 Desenvolver e exercitar habilidades para lavrar o TCO; 
2.2.4 Fortalecer atitudes para lavrar o TCO dentro de uma conduta ética, pautada pela 
importância deste procedimento. 
2.2.5 Identificar os procedimentos da Cadeia de Custódia; 
2.2.6 Reconhecer um local de crime violado e informar essa circunstância no registro da 
ocorrência; 
2.2.7 Desenvolver e exercitar habilidades para isolar e preservar o local de crime; 
2.2.8 Fortalecer atitudes para preservar a cadeia de custódia dentro de uma conduta 
ética, pautada pela importância deste procedimento. 
COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR 
Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM 
Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO 
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CONTEÚDOS 
> MÓDULO I-INTRODUÇÃO 
* Aula1-lntrodução; 
* Aula2- Conceito de Infração de Menor Potencial Ofensivo; 
* 2.1 Posicionamento do STF; 
« 2.2- Atribuições da PM; 
* Aula3- Benefícios do TCO lavrado pela PM. 
>» MÓDULO !II- QUESTÕES PONTUAIS E AÇÃO PENAL: PRINCIPAIS ESPÉCIES 
E CONSIDERAÇÕES 
* Aula1- Questões pontuais; 
* Aula2- Ação penal: principais espécies e considerações; 
> MÓDULO Ill - FORMULÁRIOS DO TERMO CIRCUNSTANCIADO DE 
OCORRÊNCIA E O PAPEL DO GESTOR NA LAVRATURA DO TCO 
* Aula1-— Formulários do Termo Circunstanciado de Ocorrência; 
* Aula2-0O papeldo gestor na lavratura do TCO. 
>» MÓDULO IV - ASPECTOS TÉCNICOS E JURÍDICOS 
* Aula 1- Aspectos técnicos 
* Aula 2- Aspectos jurídicos 
* Aula3- Guia prático 
> MÓDULO V — CADEIA DE CUSTÓDIA 
Aula 1 — Introdução 
Aula 2 — Conceitos em geral 
Aula 3 — Vestígios 
Aula 4 — Etapas da cadeia de custódia 
Aula 5 — Centros de custódia 
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Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO 
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Ko 
POLICIA MILITAR 
PermrnrAHA 
INSTRUÇÕES METODOLÓGICAS 
Conteúdo apresentado pela plataforma de Ensino da Distância na qual o discente 
deverá efetivar a leitura do material apresentado em módulos, realizar as atividades 
previstas no plano de tutoria, incluindo a avaliação via sistema que exige aproveitamento 
mínimo de 70%, a fim de validar a aplicação da prova escrita presencial referente ao 
conteúdo ministrado. 
Trabalhar os aspectos procedimentais e atitudinais dando ênfase na análise crítica 
do conhecimento produzido, visando à compreensão do Termo Circunstanciado de 
Ocorrência e suas fundamentações legais vinculadas a Policia Militar do Estado de Goiás, 
através de aulas expositivas e estudo de textos pertinentes ao tema. 
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM 
Avaliação Online (Plataforma EaD)...cicciaiicosesssecssaves ssa Após requisitos. 
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AULA 1 - INTRODUÇÃO 
Termo Circunstanciado de Ocorrência - TCO é o termo utilizado para o substituir o 
Auto de Prisão em Flagrante — APF nas infrações de menor potencial ofensivo. A Lei 
9.099/95 — Lei dos Juizados Especiais permite que, nessas infrações, ao invés de fazer a 
condução para uma Delegacia de Polícia para lavratura do APF possa ser feita a lavratura 
do TCO pela autoridade policial que realizar o atendimento da ocorrência. 
O Termo Circunstanciado de Ocorrência (TOCO) nada mais é que um relatório 
contendo a qualificação dos envolvidos, qual foi a infração penal cometida, como se 
deram os fatos e as circunstâncias e quais são os elementos de informações existentes. 
Se o autor da infração penal assumir o compromisso de comparecimento em juízo, 
dispensa a condução do infrator até uma Delegacia de Polícia. 
As informações exigidas no Termo Circunstanciado de Ocorrência se assemelham 
sobremaneira com as informações exigidas no Boletim de Ocorrência Policial Militar, com 
apenas algumas peculiaridades que serão analisadas posteriormente. O Termo 
Circunstanciado de Ocorrência, por ser um relatório circunstanciado, não possui caráter 
investigativo. 
A Constituição da República Federativa do Brasil — CF/88 prevê que deve ser 
diferenciado o tratamento das infrações de menor potencial ofensivo, conforme artigo 
abaixo: 
Art. 98. A União, no Distrito Federal e nos Territórios,e os 
Estados criarão: | - juizados especiais, providos por juízes 
togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliação, 
o julgamento e a execução de causas cíveis de menor 
complexidade e infrações penais de menor potencial 
ofensivo, mediante os procedimentos oral e sumaríssimo, 
permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação e o 
julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau; 
(Grifo nosso). (BRASIL, 1988). 
A partir dessa determinação surgiu a Lei 9.099/95 disciplinando os Juizados 
Especiais, trazendo, primeiramente seus princípios e depois seus procedimentos. Os 
princípios são: 
Oralidade — Não significa dizer que todos os atos do processo serão produzidos 
oralmente, mas sim que a predominância se dará desta forma. 
Simplicidade > Este princípio visa a desburocratização, com a pretensão de 
diminuir ao máximo possível a quantidade de documentos. 
Consiste em admitir eventuais supressões de atos que não gerem 
prejuízo às partes envolvidas, concentrando os esforços naquilo 
que for essencial à prestação jurisdicional. Na prática pode-se 
concretizá-lo quando um simples atestado médico substitui o 
exame de corpo de delito para comprovação da materialidade do 
delito. 
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Informalidade > Este princípio revela a desnecessidade do rigor nas formas 
processuais, ou seja, os atos processuais não carecem de um 
formato pré-estabelecido, “engessado”, priorizando a maior 
realização da justiça. 
Economia Processual[—— >É o princípio que diz que os atos processuais dever ser 
aproveitados ao máximo, o que não se limita aos valores 
pecuniários envoltos nas ações judiciais, mas também no 
emprego de recursos humanos e materiais que são 
requisitados. 
Celeridade > Este princípio recomenda que os processos dever ser rápidos. 
Consiste, em síntese, em dar solução à ação no prazo mais 
curto possível e remete ao princípio da razoável duração do 
processo. 
Embora não tenha sido elencado como um princípio, merece destaque a previsão 
existente no artigo 2º da Lei 9.099/95, o que prevê que deve ser buscado, sempre que 
possível, a conciliação ou a transação, ou, conforme especialmente trata o seu artigo 62, 
a reparação dos danos sofridos pela vítima e a aplicação de pena não privativa de 
liberdade. 
Assim, tem-se que os objetivos da Lei 9.099/95 são a composição e a transação 
penal, visando sempre à reparação dos danos causados pelo infrator de crime de menor 
potencial ofensivo e a aplicação de pena não privativa de liberdade, em detrimento da 
busca da verdade real do processo. 
AULA 2 - CONCEITO DE INFRAÇÃO DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO 
A Lei dos Juizados Especiais conceitua a infração de menor potencial ofensivo em 
seu Art. 61 considerando as duas situações seguintes: 
1 — As contravenções penais: São todas as contravenções constantes do Decreto- 
Lei 3.688/1941, independente da pena. Trata-se de infrações não tão relevantes mas que 
se ficarem impunes podem levar a uma desordem generalizada. 
2 — Os crimes que a lei comine pena máxima não superior a 2 anos, cumulada ou 
não com multa: São os crimes dentro ou fora do código penal com penas até 2 anos, 
independente de multa. 
Após o conceito acima, a Lei 9.099/95 traz como deve ser o procedimento com 
esse tipo de infração: 
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Art. 69. A autoridade policial que tomar conhecimento da 
ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará 
imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a vítima, 
providenciando-se as requisições dos exames periciais 
necessários. 
Parágrafo único. Ao autor do fato que, após a lavratura do 
termo, for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o 
compromisso de a ele comparecer, não se imporá prisão em 
flagrante, nem se exigirá fiança. 
A partir deste artigo começou-se a questionar quem seria essa autoridade policial. 
Surgiram duas correntes, uma defendia que seria qualquer policial que tomasse 
conhecimento da ocorrência, sendo considerado policial de acordo como o Art. 144 da 
Constituição Federal, pois se a lei quisesse restringir o teria feito de forma explícita. À 
outra corrente diz que seria apenas o Delegado de polícia a autoridade competente para 
lavrar o termo circunstanciado de ocorrência por se tratar de competência exclusiva da 
polícia civil e requerer um conhecimento técnico jurídico. 
A maioria da doutrina coaduna com a primeira corrente citada, por isso 
demonstramos os dizeres de Damásio de Jesus: 
É uma superposição de esforços e uma infrigência à celeridade 
e à economia processual, o policial militar, tendo lavrado o 
respectivo talão de ocorrência fosse obrigado a encaminhá-lo 
ao Distrito Polícial, repartição cujo trabalho se quis aliviar, a fim 
de que o Delegado, após um período variado de tempo, 
repetisse idêntico relato, em outro formulário, denominado 
boletim de ocorrência (JESUS, 20171, p. 62). 
Na obra Juizados Especiais Criminais, 4º ed. São Paulo: RT, 2002, p. 109 — 110, 
Ada Pellegrini Grinover, Antônio Magalhães Gomes Filho, Antônio Scarance Fernandes e 
Luiz Flávio Gomes afirmam que: 
Qualquer autoridade policial poderá ter conhecimento do fato 
que poderia configurar, em tese, infração penal. Não somente 
as polícias federal e civil, que têm função institucional de polícia 
judiciária da União e dos Estados (art. 144, 8 1º, inc. IV e $ 4º), 
mas também a polícia militar. 
O legislador não quis — nem poderia — privar as polícias federal 
e civil das funções de polícia judiciária e de apuração das 
infrações penais. Mas essa atribuição — que só é privativa para 
a polícia federal, como se vê pelo confronto entre o inc. IVdo & 
1º do art. 144 e seu $ 4º - não impede que qualquer outra 
autoridade policial, ao ter conhecimento do fato, tome as 
providências indicadas no dispositivo, até porque o inquérito 
policial é expressamente dispensado nesses casos. 
(GRINOVER et.al., 2002, p. 109 — 110). 
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2.1 Posicionamento do STF 
Em setembro de 2017 a discussão chegou no Superior Tribunal Federal e, enfim, 
foi decidida a matéria no Recurso Extraordinário 1.050.631 do Estado de Sergipe, 
sacramentando que os policiais militares são autoridades policiais competentes para fins 
de lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência. 
Em seu posicionamento, o Ministro Gilmar Mendes citou voto da presidente do 
Supremo Tribunal Federal, Ministra Carmem Lúcia, e outro voto de sua própria autoria, 
que em 2016 já havia se manifestado sobre a questão. Assim, vejamos: 
Registro por oportuno que, na Reclamação 6612/SE, Rel. Min. 
Cármen Lúcia, DJe 6.3.2009, esta Corte especificamente 
analisou a mesma matéria que agora se apresenta, com a 
diferença de que, na reclamação mencionada, o dispositivo 
questionado era o Provimento 13/2008, da Corregedoria-Geral 
de Justiça do Estado de Sergipe, que: “dispõe sobre o 
recebimento de Termo de Ocorrência Circunstanciado lavrado 
pela Polícia Militar, no âmbito dos Juizados Especiais Criminais 
do Estado de Sergipe e dá outras providências”. Transcrevo 
trecho da decisão da Min. Cármen, na referida reclamação: 
“Cumpre ainda que se divise, no entanto, se o ato de lavrar um 
termo circunstanciado se limita à formalização de um relato 
devidopor praça que atenda a um chamado do cidadão, ou se 
se dá em um ato mais elaborado, a tomar lugar jurídico de 
delegado de polícia”, envolvendo um juízo jurídico de avaliação 
(técnica), como mesmo reconhecido pelo Ministro Cezar Peluso 
em seu voto na Ação Direta da Inconstitucionalidade nº 
3.614/PR. Na mesma assentada consta o registro do Ministro 
Gilmar Mendes (vencido na ocasião), remetendo-se ao voto do 
Ministro Celso de Melo, em que destaca algo que para o caso 
agora apreciado muito interessa: (...) Por outro lado, a própria 
expressão “termo circunstanciado remete, como agora 
destacado pelo Ministro Celso de Melo, à Lei n. 9.099, que, na 
verdade, não é função primacial da autoridade policial cívil. A 
doutrina registra que essa é uma função que pode ser exercida 
por qualquer autoridade policial. (BRASIL, 2016). 
A Procuradoria Geral da República, no RE 1.051.393/SE, no mesmo sentido, 
ofertou o Parecer com os seguintes dizeres: 
“28. A interpretação restritiva que o recorrente quer conferir ao 
termo "autoridade policial, que consta do art. 69 da Lei n.º 
9.099/95, não se compatibiliza com o art. 144 da Constituição 
Federal, que não faz essa distinção. Pela norma constitucional, 
todos os agentes que integram os órgãos de segurança pública — 
polícia federal, polícia rodoviária federal, policiais civis, polícia 
militar e corpos de bombeiros militares -, cada um na sua área 
específica de atuação, são autoridades policiais”. (BRASIL, 2017). 
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2.2. Atribuições da Polícia Militar 
À Polícia Militar cabe as funções de polícia ostensiva e de preservação da ordem 
pública, atribuições estas previstas em diversas normas, em especial na Constituição 
Federal de 1988, em seu artigo 144, 8 5º. 
O Decreto nº 88.777, de 30 de setembro de 1983, que regulamenta o Decreto-Lei 
nº 667/69, em seu Capítulo Il, tratando da conceituação e competência, estabelece os 
conceitos de preservação da ordem pública e policiamento ostensivo da seguinte forma: 
Art. 2º - Para efeito do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 
1969 modificado pelo Decreto-lei nº 1.406, de 24 de junho de 
1975, e pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983, e 
deste Regulamento, são estabelecidos os seguintes conceitos: 
Cu) 
19) Manutenção da Ordem Pública - É o exercício dinâmico 
do poder de polícia, no campo da segurança pública, 
manifestado por atuações predominantemente ostensivas, 
visando a prevenir, dissuadir, coibir ou reprimir eventos que 
violem a ordem pública. 
E 
27) Policiamento Ostensivo - Ação policial, exclusiva das 
Policias Militares em cujo emprego o homem ou a fração de 
tropa engajados sejam identificados de relance, quer pela farda 
quer pelo equipamento, ou viatura, objetivando a manutenção 
da ordem pública. (BRASIL, 1983). 
Também temos a Portaria nº 23/2008-PM/1, que define conceitos, missões e 
atribuições, bem como o perfil profissiográfico do chefe de polícia ostensiva da PMGO, 
que em seu artigo 2º, incisos | e Xl, dentre outros, informa algumas das atribuições 
constitucionais da Polícia Militar do Estado de Goiás: 
Art. 2º São atribuições constitucionais da Polícia Militar: 
| — executar o policiamento ostensivo fiscalizando o ambiente 
social, de forma a prevenir ou neutralizar os fatores de risco 
que possam comprometer a ordem pública; 
” 
Xl — lavrar termo circunstanciado nas infrações penais de 
menor potencial ofensivo, assim definidas em lei. (GOIAS, 
2008). 
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O Poder Judiciário do Estado de Goiás emitiu o provimento nº 18, de 15 de julho de 
2015, autorizando os juízes a receberem os Termos Circunstanciados emitidos pelos 
policiais militares e policiais rodoviários federais, o que pôs fim à discussão no âmbito 
estadual firmando o entendimento da competência do policial militar para lavratura do 
termo circunstanciado de ocorrência. Tal providência tem sido adotada em várias 
unidades da Federação, legitimando, por si só, a lavratura do TCO pela Polícia Militar. 
Os argumentos utilizados pela Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça para a 
edição do referido provimento, abrangem desde um termo de cooperação celebrado entre 
a PRF e o MP, ainda no ano de 2012, até a observância do alto índice de criminalidade no 
Estado de Goiás e a necessidade de união das forças policiais do Estado, para o seu 
fortalecimento e consequente combate ao crime. 
É importante observar os seguintes artigos do Provimento referido: 
Art. 1º Para os fins previstos no art. 69 da Leo 9.099/95, entende-se 
por autoridade polícial, apta a tomar conhecimento da ocorrência e 
lavrar o termo circunstanciado, o agente do Poder Público investido 
legalmente de atribuições para intervir na vida da pessoa natural, 
atuando no policiamento ostensivo ou investigatório. 
Art. 2º Os Juízes de Direito dos Juizados Especiais Criminais e 
ainda os Juízes de Direito das Comarcas do Estado de Goiás, ficam 
autorizados a recepcionar os respectivos termos circunstanciados 
quando igualmente elaborados por policiais militares estaduais, 
inclusive policiais rodoviários e, policiais rodoviários federais, desde 
que assinados por oficiais das respectivas instituições ou agentes 
menos graduados portadores de cursos superiores. 
Art. 3º Havendo necessidade de confecção de exame pericial 
urgente, o policial militar ou rodoviário federal legalmente autorizado 
por sua instituição, o providenciará e encaminhará o resultado à 
justiça. 
Art. 4º O encaminhamento dos termos circunstanciados respeitará a 
disciplina elaborada pelo Juízo responsável pelas atividades do 
Juizado Especial Criminal da área onde ocorreu a infração penal. 
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Pelo provimento, restou claramente definido que o entendimento da Corregedoria- 
Geral do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás é no sentido de se reconhecer os 
policiais militares como sendo autoridades policiais para os fins previstos no artigo 69 da 
Lei 9.099/95. Existem algumas ressalvas que visam dar maior tecnicidade à lavratura do 
TCO pela Polícia Militar, quando, por exemplo, o provimento prevê a necessidade de que 
o Termo seja assinado por oficiais ou agentes menos graduados portadores de cursos 
superiores. 
Ressalta-se que o fato de o Policial Militar lavrar um TCO não implica em 
usurpação de função pública, tendo em vista que a lavratura deste procedimento se 
constitui em mero relato de fato, não havendo qualquer providência no sentido de exercer 
a atividade investigativa, servindo tão somente de peça informativa ao Ministério Público. 
O reconhecimento dos policiais militares como autoridade policial, conforme a Lei 
9.099/95, traz inúmeras consequências positivas, sendo a maior delas a de apresentar à 
sociedade um modelo de polícia que consiga dar uma resposta definitiva às demandas da 
sociedade, traduzindo a ideia de ciclo completo de polícia. 
Por tal proposta, o mesmo órgão policial que atua preventivamente, atendendo à 
solicitação do cidadão, consegue dar continuidade ao atendimento demandado, 
possibilitando o encaminhamento direto ao Poder Judiciário, permitindo assim que a 
Justiça promova a conciliação, transação penal ou ação requerida, o que resulta em 
significativa economia de tempoe custos, bem como na satisfação daqueles que 
solicitaram o trabalho da Polícia Militar e da Justiça. 
AULA 3 - BENEFÍCIOS DO TCO-PM 
Os benefícios do TCO-PM abrangem a Sociedade, a Justiça e a Polícia, de forma 
inter-relacionada. Assim, destacamos as seguintes vantagens: 
* Liberação das partes no local, sem necessitar ir para a Delegacia, evitando 
maior desgaste entre autor e vítima e/ou condução desnecessária; 
* Liberação e consequente retorno da guarnição para a atividade ostensiva de 
patrulhamento de forma imediata; 
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Economia de tempo de trabalho e de gastos públicos, uma vez que a guarnição 
não irá precisar se deslocar para a delegacia de polícia e também no que se 
refere à economia de atos processuais; 
Otimização do serviço policial, pois atualmente é feito o Boletim de Ocorrência 
pela Polícia Militar e o TCO pela Polícia Civil, sendo que os dois documentos 
contem praticamente os mesmos dados, e agora far-se-á um só procedimento; 
Melhoramento das investigações da Polícia Civil com crimes de maior 
potencial ofensivo que demandam uma análise mais acurada, vez que não será 
necessário dispender tempo com infrações de menor potencial ofensivo; 
Aumento no registro de infrações penais, vez que em virtude da burocracia e 
demora de se deslocar a uma Delegacia de Polícia, muitas infrações não são 
registradas, o que vindo a ocorrer, fundamenta a estatística da Polícia Militar e 
possibilita melhor emprego do efetivo, além da certeza da persecução penal; 
Melhoria no atendimento ao cidadão, que, uma vez solicitado o Estado, ali se 
faz presente por meio da Polícia Militar, e tem sua demanda diretamente 
encaminhada ao Poder Judiciário. Tal situação estabelece uma relação de 
confiança e proximidade com a Polícia Militar, além de maior qualidade técnica 
do serviço prestado 
Diminuição da sensação de impunidade, em razão do aumento do registro das 
ocorrências e consequente persecução penal, além da rapidez da aplicação da 
pena. 
Celeridade e consequente credibilidade no trabalho da Justiça, haja vista que 
os procedimentos são levados à apreciação do juiz em um prazo muito curto 
em relação ao que é praticado atualmente, dando uma breve e certeira 
resposta às partes envolvidas; 
Redução no número de crimes de maior gravidade, tendo em vista que a 
imediata atuação da PM em crimes de menor potencial ofensivo evita com que 
crimes mais graves ocorram; 
Possibilita investimentos na Instituição, pelo fato de a grande maioria dos 
procedimentos resultarem em transações penais, cujas multas aplicadas 
podem ser revertidas para a Polícia Militar adquirir equipamentos diversos 
(como coletes, etilômetros, decibeliímetros), como adequar (reformar ou 
construir) suas instalações; 
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* Fortalecimento da autoridade Policial Militar, já que os procedimentos serão 
realizados pelo próprio Policial Militar 
MÓDULO Il - QUESTÕES PONTUAIS E AÇÃO PENAL: PRINCIPAIS ESPÉCIES E 
CONSIDERAÇÕES 
AULA 1 — QUESTÕES PONTUAIS; 
Há hipóteses em que, mesmo se tratando de crime supostamente sujeito à da Lei 
9.099/95, estará afastada a sua aplicação, impossibilitando, portanto, a lavratura do 
Termo Circunstanciado de Ocorrência. Esclareceremos aqui situações em que é permitida 
ou não a realização do TCO-PM. 
a) Crimes cometidos contra idosos 
Essa hipótese exige uma discussão mais ampla, devido à previsão existente no 
artigo 94 da Lei 10.741/03 (Estatuto do Idoso), assim transcrito: 
Art. 94. Aos crimes previstos nesta Lei, cuja pena máxima 
privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos, aplica-se 
o procedimento previsto na Lei no 9.099, de 26 de setembro de 
1995, e, subsidiariamente, no que couber, as disposições do 
Código Penal e do Código de Processo Penal. (BRASIL, 2003). 
Tal artigo motivou acaloradas discussões doutrinárias e jurisprudenciais, pois 
modificava o conceito de infração de menor potencial ofensivo previsto na Lei 9.099/95, o 
que levou a demanda ao Supremo Tribunal Federal, por meio da Ação Direta de 
Inconstitucionalidade nº 3096, ajuizada pelo Procurador-Geral da República. 
Assim, conforme decidido no julgamento da ADIN 3096 pelo STF, restou o 
entendimento de que nos crimes praticados contra idosos, caso a pena máxima aplicável 
seja de até 2 (dois) anos, o processo tramitará nos Juizados Especiais Criminais, 
portanto, sujeito à Lei 9.099/95. Por outro lado, naqueles crimes em que a pena seja 
superior a 2 e inferior a 4 anos, o processo terá seu trâmite na Justiça Comum, porém, 
aplica-se o procedimento sumaríssimo previsto na Lei 9.099/95. 
Concluindo, o TCO será lavrado nas infrações penais praticadas contra idosos 
apenas quando pena máxima não ultrapassar os 2 anos. 
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b) Acusados com foro por prerrogativa de função 
Existe nas hipóteses que em virtude da função exercida pelo agente exista uma 
prerrogativa de julgamento distinta do habitual, como no caso de Presidente da República, 
governadores, deputados, senadores, magistrados, membros do Ministério Público, 
dentre outros. 
Nesses casos, o Policial Militar deverá se valer do mandamento do POP 304 
(Ocorrência envolvendo Autoridades), onde deverá ser lavrado BO/PM, juntamente com 
um relatório circunstanciado, conforme descrito no item 12 da Sequência de Ações, e 
encaminhado ao seu superior imediato para providencias. Vale ressaltar que essas 
autoridades possuem foro por prerrogativa de função, cabendo ao órgão competente, em 
cada caso, adotar as providências cabíveis. 
Em relação aos vereadores, não há previsão de prerrogativa de foro para os 
membros do Poder Legislativo Municipal, o que se leva a concluir que é plenamente 
possível a lavratura de TCO quando o autor for vereador. 
c) Crimes eleitorais 
Conforme o artigo 7º da Resolução nº 23.396/2013, do Tribunal Superior Eleitoral, 
existe a possibilidade de lavratura do TCOE — Termo Circunstanciado de Ocorrência 
Eleitoral. Todas as ações de crimes eleitorais são públicas incondicionadas. 
Art. 7º As autoridades policials e seus agentes deverão 
prender quem for encontrado em flagrante delito pela prática de 
infração eleitoral, salvo quando se tratar de crime de menor 
potencial ofensivo, comunicando imediatamente o fato ao Juiz 
Eleitoral, ao Ministério Público Eleitoral e à família do preso ou 
à pessoa por ele indicada. (BRASIL, 2013) 
d) Violência doméstica e familiar contra a mulher 
A Lei 11.340/06, denominada Lei Maria da Penha, prevê expressamente em seu 
artigo 41 que: “Art. 41. Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a 
mulher, independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei no 9.099, de 26 de 
setembro de 1995”. 
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O referido artigo foi levado à apreciação do STF por meio do julgamento de um 
habeas corpus em 2011, sendo pacificado o entendimento de que a Lei 9.099/95 não 
incide sobre a Lei 11.340/06. Assim, em crimes de violênciadoméstica contra a mulher 
não é cabível a lavratura de TCO. 
e) Crimes militares 
O artigo 90-A da Lei 9.099/95 estabelece que: “Art. 90-A. As disposições desta Lei 
não se aplicam no âmbito da Justiça Militar”. Embora haja clareza evidente no artigo 
citado, existem divergências doutrinárias e jurisprudenciais sobre o tema, tendo o próprio 
STF reconhecido a possibilidade de aplicação da Lei 9.099/95 apenas aos civis que 
estejam sendo processados por crime militar. 
Enquanto não pacificado o tema, não se aplica a referida norma (Lei 9.099/95) aos 
militares, sendo impossível a lavratura do TCO. 
f) Conexão e continência 
A Conexão e a Continência são causas modificadoras da competência do Juizado 
Especial Criminal (JECRIM). Dessa maneira, quando o Policial Militar se deparar com 
uma situação onde houve o cometimento de uma infração penal em conjunto com uma 
infração de menor potencial ofensivo, orienta-se os policiais militares a deslocarem com 
todos os envolvidos para a Delegacia de Polícia competente. 
Caberá ao Delegado de Polícia realizar a investigação do caso, analisar os 
elementos de informação e tomar a decisão do melhor procedimento a ser aplicável, ou 
seja, instauração do Inquérito Penal ou a lavratura do termo Circunstanciado de 
Ocorrência. 
g) Lei de drogas 
O artigo 28 da Lei 11.343/06, denominada Lei de Drogas, se refere às pessoas 
que, de alguma forma, tenham em seu poder drogas destinas à consumo pessoal, 
estabelecendo uma pena máxima de 10 (dez) meses, sujeitando-as, portanto, à incidência 
da Lei 9.099/95. 
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Na prática, para que o Policial Militar possa lavrar o TCO nesses casos, faz-se 
necessária a realização do laudo de constatação da droga. Essa dificuldade foi suprida 
pelo provimento nº 18/2015 da Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Estado de 
Goiás, onde afirma em seu artigo 3º: “Art. 3º Havendo necessidade de confecção de 
exame pericial urgente, o Policial Militar ou rodoviário federal legalmente autorizado por 
sua instituição, o providenciará e encaminhará o resultado à Justiça. " (GOIÁS, 2015). 
Assim, é admissível a lavratura de TCO pela Polícia Militar nos casos do artigo 28 
da Lei 11.343/06 e também no caso do Art. 33, $ 3 e 38. 
Modelo de requisição de exame de drogas ao Instituto de Criminalistica: 
“Solicito exame de constatação em droga em substância assemelhada a XXXXX, 
com XXX porções, apreendida em poder de XXXXXX, no dia XXXXXXXX, às XXXX, no 
endereço XXXX. Policial Militar XXX RG XXX. Aqui seria bom também treinar anexar o 
envio do resultado do exame após o envio do TCO, na ferramenta ENVIAR ANEXOS AO 
PROJUDLI, que consta na linha do tempo do TCO.” 
h) Menor infrator 
No que diz respeito aos atos infracionais cometidos por adolescentes e que se 
sujeitem à Lei 9.099/95, a Lei 8.069, de 13 de julho de 1990, dispõe sobre o Estatuto da 
Criança e do Adolescente e dá outras providências, traz a previsão de confecção de um 
termo semelhante ao TCO, denominado de Boletim de Ocorrência Circunstanciado — 
BOC, que só é lavrado nos casos de flagrante de ato infracional, nos termos do Art. 173, 8 
único, em substituição ao auto de apreensão em flagrante, desde que tenha sido 
cometido sem emprego de violência ou grave ameaça a pessoa. 
Assim como no TCO, é importante que tanto o adolescente quanto seus pais ou 
responsáveis assinem o termo de compromisso de comparecimento em audiência para 
tratar sobre a questão. Em razão da complexidade envolvida nessa hipótese, a instituição 
optou por não dar início a lavratura do BOC-PM. 
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AULA 2 — AÇÃO PENAL: PRINCIPAIS ESPÉCIES E CONSIDERAÇÕES 
Dada a omissão legislativa em definir o conceito de ação penal, coube à doutrina 
realizar esta tarefa. Guilherme de Souza Nucci, em sua obra Código de processo penal 
comentado. 4. ed. revista, atualizada e ampliada. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005, 
p. 121/122, assim define ação penal: “é o direito do Estado-acusação ou da vítima de 
ingressar em juízo, solicitando a prestação jurisdicional, representada pela aplicação das 
normas de direito penal ao caso concreto". 
Definido o que vem a ser ação penal, faz-se necessário distinguir ação penal de 
natureza pública e privada. Assim, doutrinariamente as ações penais se dividem em: 
a) Pública incondicionada 
Constitui a regra da ação penal. Assim, quando o tipo penal não estabelecer 
nenhuma outra providência em contrário, entende-se que aquele crime se processa por 
meio de ação pública incondicionada. Por esta modalidade, o Ministério Público age de 
ofício, sem necessitar de nenhuma manifestação de terceiros. 
Diversos princípios permeiam a ação penal pública incondicionada, dentre os 
quais: oficialidade (o MP age de ofício, sem necessidade de ser provocado), 
indisponibilidade (o MP não pode desistir da ação), obrigatoriedade (preenchidos os 
requisitos legais, o MP não pode deixar de ingressar em juízo), indivisibilidade (o MP deve 
denunciar todos os envolvidos, sendo vedada a propositura fracionada da ação) e por fim 
a intranscendência (a pena não pode ultrapassar a pessoa do condenado, conforme 
prevê a Constituição Federal). 
Nesses crimes, a ação da Polícia Militar deve ocorrer independentemente de 
qualquer manifestação de vontade das partes envolvidas, vez que o risco ao bem 
juridicamente protegido ameaça a sociedade como um todo, e não apenas o indivíduo 
que seja vítima direta. Assim, sendo cabível a lavratura de TCO, o Policial Militar 
responsável pelo atendimento deverá fazer o registro. 
Oportuno salientar ainda que todas as contravenções penais se dão por meio de 
ação penal pública incondicionada. Ex: Perturbação do Trabalho e Sossego Alheios (art. 
42 Decreto-Lei n.º 3688/41). 
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b) Pública condicionada à representação 
Quando o crime for de Ação Penal Pública condicionada à Representação, o 
próprio diploma legal vai trazer essa informação expressamente. Quando isso ocorrer, ao 
lavrar o TCO, o Policial Militar deverá preencher o Termo de Manifestação do Ofendido. 
Nesta hipótese, para que o MP possa agir faz-se necessário que a vítima se manifeste 
neste sentido. 
A representação é compreendida como uma condição de procedibilidade da ação, 
sem a qual a ação ministerial não é possível. Ela pode ser dirigida ao juiz, promotor ou 
policial, e não carece de forma específica. O prazo para representar é de 06 (seis) meses 
do conhecimento da autoria do fato, o qual findo não restará mais possibilidade de 
oferecer denúncia por aquele crime. 
Nesta modalidade de ação, o procedimento tomado pela Policial Militar vai 
depender da manifestação da parte ofendida. Por exemplo, num crime de Ameaça (Artigo 
147 do Código Penal, com sanção de detenção de um a seis meses ou multa), a 
guarnição policial deve consignar em termo próprio o interesse ou não que a vítima tenha 
de representar contra o autor, sendo que o termo está contido dentro do próprio sistema 
RAI. 
Havendo o interesse, será lavrado o TCO e será agendada uma audiência no 
Juizado Especial Criminal. Caso contrário, será registrado um registro de atendimento da 
ocorrência, onde constará expressamente que a parte ofendida não tem interesse em 
representarcontra o autor, o que irá resguardar o Policial Militar de eventual 
responsabilização posterior. 
c) Privada exclusiva ou privada propriamente dita 
É aquela em que cabe tão somente ao particular propor a ação por meio de queixa, 
sendo possível, ainda, que seus sucessores a proponham em caso de morte. Nesses 
casos, o Policial Militar tem o dever de agir lavrando o TCO, sendo indispensável o termo 
de manifestação do ofendido no sentido de se ver processar a outra parte, o próprio 
ofendido é quem decide sobre ingressar em juízo ou não. 
Nesses casos, o termo de manifestação da vítima já traduz a materialização da 
vontade da parte em encaminhar a demanda à apreciação do Poder Judiciário, o que 
torna o trabalho da Polícia Militar mais técnico, o que permite a lavratura do Termo 
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Circunstanciado de Ocorrência pela Polícia Militar. Podemos citar como exemplo de 
crimes em que a ação penal é privada a Calúnia, a Difamação e o crime de Dano, dentre 
outros. 
Ainda tem a espécie de Ação Privada Personalíssima, na qual somente o ofendido 
tem legitimidade para propô-la. Difere da ação Privada Exclusiva porque o sucessor não 
tem legitimidade para interpor a ação, apenas o ofendido. Exemplo: crime de induzimento 
a erro essencial e ocultação de impedimento ao casamento (Artigo 236 do Código Penal, 
com pena prevista de detenção de seis meses a dois anos). Na hipótese suscitada, é 
lavrado o TCO pela Polícia Militar, com a ressalva de que apenas a vítima pode requerer 
a lavratura, vez que nesse caso a legitimidade para propositura é um direito indisponível. 
Na prática a diferença entre as ação públicas incondicionadas e as demais é que 
na primeira não depende de nenhuma vontade da vítima para o início da ação penal, 
então o policial deve lavrar o TCO-PM independente de sua vontade, já nas outras ele 
precisa de sua manifestação que é representada pelo Termo de Manifestação da Vítima, 
qual está inserido dentro do sistema RAl. 
Para diferenciar os tipos de ação deve se observar na lei, em regra, trata-se de 
ação penal pública incondicionada, mas se o artigo diz que a ação de procede mediante 
representação significa que é ação penal pública condicionada a representação; e se o 
artigo diz que a ação se procede mediante queixa, ele está dizendo que se trata de uma 
ação privada. 
MÓDULO III - FORMULÁRIOS DO TERMO CIRCUNSTANCIADO DE OCORRÊNCIA E 
O PAPEL DO GESTOR NA LAVRATURA DO TCO 
AULA 1 - FORMULÁRIOS DO TERMO CIRCUNSTANCIADO DE OCORRÊNCIA 
Em diversas ocasiões durante a lavratura do TCO, será necessário o registro de 
algum documento à parte, a fim de cumprir determinadas formalidades da ação. É de 
suma importância que durante o preenchimento desses formulários, o policial responsável 
se atente para a precisão dos dados informados pelas partes, como nome completo, 
fiiação e número de documentos, dando especial atenção às informações relativas ao 
contato, como endereço, telefone, e-mail e até mesmo de aplicativos como Whatsapp 
(esse último inclusive já está em uso na comarca de Piracanjuba — GO, conforme 
entendimento do Conselho Nacional de Justiça). 
A Lei 9.099/95 estabelece que as intimações serão feitas na forma prevista para 
citação, ou por qualquer outro meio idôneo de comunicação. O cuidado com a inserção de 
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tais informações se deve ao fato de que, com base naquilo que a Polícia Militar apresenta 
à Justiça, é que a prestação jurisdicional será realizada. Assim, o primoroso registro do 
TCO facilita a conquista dos princípios buscados pela Lei 9.099/95, sempre válido lembrar 
que são a oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade. Além 
disso, evitam-se equívocos como o registro de homôânimos ou de endereços e contatos 
incoerentes. 
a) Termo de apreensão e depósito 
Este é o documento em que são registrados os objetos que foram eventualmente 
apreendidos, como por exemplo, som, arma branca, caça níquel, etc. É importante que 
constem todas as observações relativas ao estado de conservação e funcionamento do 
que for recolhido, local, data e hora da ocorrência e o número do RAI que foi registrado, 
se possível até mesmo anexando fotos ou vídeos do momento da apreensão no RAl, 
visando desta forma resguardar os policiais envolvidos na apreensão de eventual 
alegação de dano ou extravio. Este termo está inserido dentro do próprio sistema RAI. 
b) Termo de constatação preliminar de substância 
É o documento que atesta que a substância apreendida revela, pela coloração, 
consistência, cheiro, bem como pelas suas características, ser positiva para a 
caracterização da droga, legitimando assim a lavratura do TCO. Observação relevante diz 
respeito à possibilidade de que este laudo seja feito por pessoa idônea, e não 
necessariamente por perito oficial (no caso do Termo constatação preliminar, que é 
suficiente para a lavratura do TCO), conforme prevê a Lei de Drogas (11.343/03) em seu 
artigo 50, 81º. 
O laudo definitivo deve ser realizado pela Polícia Técnico Científica, sendo 
necessário que o Gestor da Unidade faça o encaminhamento do material para ser 
analisado por aquele órgão. Seguindo o mesmo padrão dos demais termos, deverá 
constar todas as informações disponíveis sobre o autor, como nome completo, filiação, 
data de nascimento, naturalidade, nacionalidade, RG, CPF, CNH, endereço, telefone, 
Whatsapp e e-mail, além de informações sobre o dia, hora e local da apreensão, 
descrevendo as características da substância apreendida (cor, formato, embalamento, 
etc.), quantidade, peso (quando possível), circunstâncias e local da apreensão. 
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Esse termo deve ser anexado ao RAI, e também constar o Termo de Apreensão da 
droga (já incluso no RAI), é importante que o policial saiba que tem competência para 
fazer o Termo de Constatação Preliminar mas deve se valer dos termos “aparentemente”, 
“aproximadamente”, “semelhante”, “possivelmente”, uma vez que não é perito para 
afirmar as constatações da droga e de seu peso. A droga apreendida deve ser entregue 
ao gestor para encaminhamento para o Instituto de Criminalística. 
c) Termo de compromisso de comparecimento 
Dentre os formulários citados, este talvez seja o de maior relevância, tendo em 
vista ser através dele que a ocorrência é sanada no local, resultando, dentre outras 
questões, na já discutida celeridade. O termo atende o estabelecido pela Lei 9.099/95 no 
parágrafo único do artigo 69, afirmando que ao autor do fato que for imediatamente 
encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer, não se imporá 
prisão em flagrante, nem se exigirá fiança. Este termo já está incluso no sistema RAl. 
d) Termo de manifestação do ofendido 
É meio pelo qual o ofendido registra o seu interesse em representar ou não contra 
o autor. Nos crimes de ação penal privada ou pública condicionada a representação, esse 
termo é indispensável. Contudo, a manifestação da parte deve ocorrer mesmo quando 
recusar o prosseguimento do trabalho da Polícia Militar, vez que assim fazendo, os 
policiais que atenderam a ocorrência estarão se salvaguardando de qualquer 
questionamento posterior quanto à omissão. Nesse caso, havendo recusa de assinaturapor razões diversas (como embriaguez), poderá ser suprida por testemunha ou vídeo 
anexado ao RAI. Este termo já está incluso no sistema RAl. 
AULA 2 - O PAPEL DO GESTOR NA LAVRATURA DO TCO 
O Gestor será o Policial Militar responsável por intermediar o envio do TCO lavrado 
pela Polícia Militar para os Juizados Criminais. Possui diversas atribuições, dentre as 
quais se destacam: realizar a conferência de todas as informações inseridas no TCO, 
devendo fazer uma revisão e validação daquilo que foi registrado, analisando a 
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qualificação e dados de contato das partes (autor, vítima, testemunhas), o enquadramento 
penal, o adequado preenchimento de formulários que o caso requeira, o agendamento de 
audiência e o encaminhamento do TCO para o Juizado Especial Criminal via sistema 
eletrônico de processo judicial, o PROJUDI. 
Como dito, o PROJUDI é o sistema eletrônico de processos judiciais. É por meio 
dele que se dão as ações que tramitam nos Juizados Especiais Cíveis e Criminais. O 
Gestor do TCO deverá se cadastrar junto ao Poder Judiciário a fim de que possua acesso 
ao sistema, e assim consiga anexar os arquivos produzidos no TCO. 
Na condição de gestor, terá autonomia para fazer correções no TCO lavrado antes 
do envio ao Juizado. Como dito anteriormente, caberá a ele o contato direto com o Poder 
Judiciário, sendo responsável por organizar junto à secretaria do Juizado a pauta de 
audiências em dias e horários específicos, a fim de facilitar tanto o registro do TCO pela 
Polícia Militar, quanto os trabalhos do Juizado, sendo que essa pauta deve estar dentro 
do próprio sistema. 
Atendendo o previsto no artigo 2º do Provimento nº 18/2015 da Corregedoria-Geral 
de Justiça do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, é preciso que o Gestor, que 
inclusive irá assinar o TCO (atestando sua validade), seja oficial ou praça portadora de 
curso superior. 
MÓDULO IV — ASPECTOS TÉCNICOS E JURÍDICOS 
AULA 1 — ASPECTOS TÉCNICOS 
O TCO-PM deve ser feito via Sistema RAl, isto é, deve ser feito o registro da 
ocorrência e depois encaminhado para os passos do TCO que realiza o encaminhamento 
ao sistema do judiciário, PROJUDI. Ou seja, o TCO é o RAI que será encaminhado ao 
Projudi, tudo pelo mesmo sistema, conforme ilustrado adiante. 
O registro pode ser feito em computador, tablet ou celular, e após o registro as 
partes devem ser liberadas no local da ocorrência. A impressão pode ser feita por 
impressora térmica, em papel A4, ou por PDF. 
Primeiramente deve ser feito o preenchimento do RAI com o máximo de dados 
possíveis, caso faltem informações o próprio sistema irá mandar voltar e preencher, como 
por exemplo, se faltar o preenchimento de dados da vítima. Após adicionar a natureza da 
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DO CHAO DE COIAA 
infração surge a opção TCO, apenas se a natureza for compatível com a possibilidade de 
TCO. 
Importante mencionar também que o sistema permite anexar vídeos, fotos e 
arquivos para complementação do registro, deixando o TCO-PM ainda mais técnico. 
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DEL 3.688/1941: LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS -» DEL 3688/1941 ART. 42 CAPUT: PERTURBAÇÃO DO TRABALHO OU SOSSEGO ALHEIOS - CONSUMADO tã x 
See (EM) VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER [2] AUTOR MENOR (0) VÍTIMAMENOR (2) VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO 
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Motivação Negociador: Ações Operações 
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Unidades de — ADICIONAR UNIDADES DE AFETO MANUALMENTE & 
notificações: 
& PESSOAS —- & vECULOS =, O ARMAS > U MANDADOS =>» A OBJETOS - É DROGAS > ES DOCUMENTOS - 
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PertmarmetaHA 
Ao preencher o campo pessoas, na parte de baixo da página, tem a opção de 
assinatura, ao clicar em cima surge a tela para assinar e essa assinatura fica vinculada às 
informações e termos referente à pessoa preenchida, conforme abaixo: 
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E O O és hrmçsvaeedinedto- tores au uga god atenderam *|: 
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Após o preenchimento do RAI, deve-se clicar no botão do TCO e abrirá uma linha 
com os passos a seguir: 
/E Email- Nair Bastos — Ou! x Atendimento x XV Atendimento. x/V Atendimento x Processo Judicial VOO 
€ C À à Seguro | https;//atendimento-homo.ssp.go.gov.br/é/atendimento?idOcorrencia=699763 * 
SOLICITAR 1 GERAR TERMOS LOGIN PROJUDI DADOS PRO JUD: SOLICITAR VALIDAÇÃO TCO 
SOLICITAR IML 
O terceiro passo é gerar termos, de acordo com as informações que foram 
colocadas no RAI e a assinatura vinculada, assim os termos são gerados 
automaticamente, dentro do sistema. 
|) Termo oe morro 
|) ess er meráqueção 0 cómmeca 
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E, por fim é feito o login no Projudi e encaminhamento do RAI ao Juizado Especial 
Criminal, assim pode-se ver que o próprio RAI vira o TCO e é encaminhado ao Juizado 
Especial Criminal, após a validação do gestor. 
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E IOÕÓO é seo padrao torasp gago ba) *)| 
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AULA 2 — ASPECTOS JURÍDICOS 
Percebe-se que a maioria das infrações atendidas pela Polícia Militar são de menor 
potencial ofensivo, então nada mais sensato do que a própria PM finalizar o atendimento 
encaminhando para o Judiciário e, dentre esse tipo de infração, a grande maioria são dos 
seguintes crimes: uso de drogas para consumo próprio, perturbação da tranquilidade, 
ameaça, desobediência, desacato, conduzir veículo sem cnh, resistência, calúnia, lesão 
corporal e vias de fato. Sobre as principais infrações é importante observar as 
informações adiante: 
Lesão corporal 
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena - detenção, de 3 
(três) meses a 1 (um) ano. 
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Lesão corporal culposa 
$ 6º. Se a lesão é culposa: 
Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano. 
É considerada lesão corporal qualquer ofensa à integridade física ou saúde à 
pessoa. A lesão culposa também é infração de menor potencial ofensivo. Nesses casos 
são ações penais públicas condicionadas a representação, ou seja, depende que a vítima 
expresse sua manifestação pela ação. São lesões superficiais, como arranhões a 
pequenos cortes. Ela deixa de ser leve grave ou gravíssima por exclusão dos incisos que 
caracterizam a lesão grave ou gravíssima. Se for caso de Lei Maria da Penha ou contra 
ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou 
tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de 
coabitação ou de hospitalidade já torna inviável o TCGO, porque a pena ultrapassa dois 
anos. 
Rixa 
Art. 137. Participar de rixa, salvo para separar os contendores: 
Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 2 (dois) meses, ou multa. 
É uma briga generalizada com mais de dois contendores, sendo que aquele que 
tentou separar não responde pelo delito. 
Ameaça 
Art. 147. Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio 
simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave: ' 
Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. 
Ameaçar é intimidar alguém. A alegação de processar alguém não caracteriza 
ameaça porque é um direito da pessoa. É crime de ação penal pública condicionada à 
representação da vítima. 
Dano 
Art. 163. Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. 
O crime de dano só existe na modalidade dolosa, e quando possuir qualificadoras 
não pode mais ser feito o TCO-PM, pois a pena ultrapassa dois anos. É ação penal 
privada. 
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Resistência 
Art. 329 - Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário 
competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio: 
Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 2 (dois) anos. 
Parágrafo 10 Se o ato, em razão da resistência, não se executa. 
Pena - reclusão de | (um) a 3 (três) anos 
Parágrafo 20 As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à 
violência. 
Se o ocorre só a resistência é possível o TCO-PM, mas se o ato não se executa 
deve encaminhar o autor para a Delegacia de Polícia pelo aumento de pena. Assim como 
se acumular com as penas da violência. No relatório deve ser escrito os meios utilizados 
para cessar a resistência. 
Desobediência 
Art. 330. Desobedecer a ordem legal de funcionário público: 
Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, e multa. 
A ordem deve ser clara e legal, devendo ser redigida no relatório. O fato do autor 
de infração de menor potencial ofensivo se recusar a assumir o compromisso de 
comparecer ao juizado não caracteriza o crime de desobediência uma vez que é um 
direito facultativo decidir se assina ou não. Se além da desobediência o autor utilizar de 
violência caracterizará o delito de resistência. Se a desobediência for referente a decisão 
judicial será o crime do Art. 359 que não configura infração penal de menor potencial 
ofensivo, em razão da pena cominada. 
Desacato 
Art. 331. Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa. 
Desacato pode se dar de variadas formas, como: palavras, gestos, ameaças. À 
vítima é primeiramente o Estado e depois o funcionário, o autor pode ser civil ou 
funcionário público. A ofensa deve ser na presença do funcionário ou senão será injúria 
qualificada. No relatório é importante constar as palavras proferidas. 
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Vias de fato 
Art. 21 - Praticar vias de fato contra alguém: 
Pena - prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa, se o fato não 
constitui crime. 
Trata-se de uma contravenção penal caracterizada por agressões onde não há 
sinais de violência, como por exemplo empurrões agressivos, arrancamento ou 
rasgamento de vestes, puxões de cabelos, esbofeteamentos. Todas as contravenções 
são ações penais públicas incondicionadas. 
Perturbação do trabalho ou do sossego alheios 
Art. 42 - Perturbar alguém, o trabalho ou o sossego alheios: 
| - com gritaria ou algazarra; 
ll - exercendo profissão incômoda ou midosa, em desacordo com as prescrições legais; 
Ill - abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; 
IV - provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem 
guarda: Pena - prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa. 
Trata-se de uma contravenção de perturbação coletiva do sossego. É ação penal 
pública incondicionada. É possível fazer uma orientação e mediação primeiro e caso não 
seja obedecida lavrar o TCO-PM. 
Dirigir inabilitado 
Art. 309 - Dirigir veículo automotor, em via pública, sem a devida Permissão para Dirigir 
ou Habilitação ou, ainda, se cassado o direito de dirigir, gerando perigo de dano: 
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa. 
Para caracterizar esse crime é preciso descrever o perigo de dano, como por 
exemplo manobras arriscadas, velocidade acima da permitida, etc. É preciso que o autor 
não possua CNH ou esteja cassada. 
Confiar direção a inabilitado 
Art. 310 - Permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa não 
habilitada, com habilitação cassada ou com o direito de dirigir suspenso, ou, ainda, a 
quem, por seu estado de saúde, física ou mental, ou por embriaguez, não esteja em 
condições de Conduzi-lo com segurança: 
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Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa. 
A pessoa que recebe o veículo deve conduzi-lo efetivamente na via pública para 
que a conduta se tipifique 
Posse de entorpecente para uso próprio 
Art. 28 - Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para 
consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou 
regulamentar 
Pena: 
| - advertência sobre os efeitos das drogas; 
|| - prestação de serviços à comunidade; 
Ill - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. 
8 1º Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, 
cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância 
ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica 
Nesse caso, como não há uma pena privativa de liberdade esse delito pode ser 
cumulado com qualquer outra infração de menor potencial ofensivo que será ainda 
possível a lavratura do TCO-PM. A droga deve ser apreendida, ser feito o termo de 
apreensão e o Termo de Constatação Preliminar de Drogas, posteriormente será 
entregue ao gestor que irá encaminhar ao Instituto de Criminalística para elaboração do 
Laudo Definitivo. 
Se for a situação do Art. 33, 8 3, da Lei de Drogas, aquele que oferece a droga 
para consumir com pessoa de seu relacionamento responderá por esse tipo de tráfico e o 
outro autor responderá pelo uso de drogas. 
AULA 3 - GUIA PRÁTICO 
Principais perguntas em ocorrências de menor potencial ofensivo 
1- O que é TCO? 
É um Termo Circunstanciado de Ocorrência usado parasubstituir o Auto de Prisão 
em Flagrante nos casos de infrações de menor potencial ofensivo em que o autor 
assumiu o compromisso de comparecer ao juizado. 
2—- O que são infrações de menor potencial ofensivo? 
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São infrações penais com pena máxima de até 2 (dois) anos, bem com todas as 
contravenções penais, conforme a Lei 9.099 de 1995. 
3- Trata-se de uma situação de flagrante? 
Sim, será uma situação de flagrante, pois se não tiver na situação de flagrante será 
feito apenas o registro da ocorrência e encaminhado à polícia civil para investigar o caso. 
4 — Posso prender o autor? 
A melhor resposta é: Depende, pois temos 3 situações: 
1º) não haverá prisão em flagrante caso o autor assuma o compromisso de 
comparecer em Juízo assinando o Termo de Comparecimento em Juízo, assim será feito 
o TCO-PM e liberadas as partes no local; 
2º) haverá prisão em flagrante caso o autor se recuse a assumir o compromisso de 
comparecimento em juízo. Nesse caso ao autor será conduzido até a Delegacia de 
Polícia, onde o Delegado adotará as providencias cabíveis (como arbitrar a fiança por 
exemplo, se o caso concreto permitir). 
3º) o autor será conduzido à delegacia caso se trate de alguma situação em que 
não é permitido o TCO-PM, como nos casos de Lei Maria da Penha, crimes militares, 
BOC, etc; 
5 — Como é feito o encaminhamento das partes para o juizado? 
Esse encaminhamento pode ser feito diretamente no momento da ocorrência caso 
haja Juizado disponível, ou através do Termo de Compromisso de Comparecimento no 
Juizado, o qual deve indicar a data e horário da audiência, sendo que o TCO-PM e os 
termos devem ser feitos via sistema RAl. 
6 — Qual a diferença referente aos tipos de Ação Penal? 
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Na ação penal pública incondicionada o policial deve realizar o TCO-PM 
independente da vontade das partes, já nas ações públicas condicionadas a 
representação e privadas deve ser feito o Termo de Manifestação da Vítima. Caso ela se 
recuse a assinar deve constar isso no registro da ocorrência e não deve ser feito o TCO; 
T7- E se o autor se recusar a assinar o Termo de Compromisso? 
Nesse caso deve ser dada voz de prisão e levar o autor para a Delegacia de 
Polícia. 
8 - Qual embasamento jurídico para se fazer o TCO pela PM? 
A Constituição Federal diz que a Polícia Militar é responsável pela preservação da 
ordem pública (art. 144); A lei 9.099/95, que trata dos crimes de menor potencial ofensivo 
e juizados especiais cíveis e criminais, diz o seguinte: “Art. 69. A autoridade policial que 
tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará 
imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a vítima, providenciando-se as 
requisições dos exames periciais necessários. " (BRASIL, 1995). 
Pelo que já foi exposto, demonstra-se através de conceitos doutrinários e de 
manifestações do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria Geral da República que 
autoridade policial nesse caso é o policial que for responsável pela ocorrência no local, 
sendo perfeitamente possível a lavratura do TCO pela Polícia Militar. O Provimento nº 
18/2015 da Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de Goiás, reconhece como 
autoridade policial aquele que tomar conhecimento da ocorrência, devendo lavrar o TCO. 
Autoriza ainda os juízes a receberem o TCO confeccionado por policiais militares, 
sendo exigido que o encaminhamento seja feito por oficial ou praça portador de curso 
superior. Assim várias policiais militares estaduais e policias rodoviárias federais já fazem 
o TCO. 
9 - E se for preciso fazer perícia, como no caso de perícia de constatação de drogas 
ou exame de corpo de delito nas lesões? 
O requerimento da perícia é feito pelo policial no sistema RAI, conforme o art. 3º do 
Provimento nº 18 de 2015 do TJGO. No caso de drogas, o policial pode fazer o Termo de 
Constatação Preliminar e depois encaminhar a droga para o Instituto de Criminalística — 
IC para fazer o laudo definitivo. 
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Nos casos de exame de corpo de delito, nos locais em que há unidade do IC aberto 
a parte deve ir imediatamente fazer o exame de corpo de delito, já nos locais que não há 
IC a parte pode se dirigir a um Hospital Municipal e requerem um simples boletim médico 
que deve ser anexado ao RAI. 
10 — Quais as principais vantagens do TCO feito pela PM? 
Liberação das partes no local, sem precisar ir para a Delegacia, evitando maior 
desgaste entre autor e vítima; Retorno da viatura para a atividade ostensiva de 
patrulhamento de forma imediata; Economia de tempo de trabalho e de gastos públicos, 
vez que não será necessário se deslocar para a delegacia de polícia; Otimização do 
serviço policial, pois antes era feito o Boletim de Ocorrência pela Polícia Militar e o TCO 
pela Polícia Civil, sendo que os dois documentos continham praticamente os mesmos 
dados; Permitir que a Polícia Civil empregue seus esforços em investigações de maior 
relevância, que demandam análise acurada, vez que não será necessário dispender 
recursos com infrações de menor potencial ofensivo apresentadas pela Polícia Militar. 
11 — Existe TCO-PM sem autor presente? 
Não, até porque não teria como ele assumir o compromisso de comparecer ao 
juizado, nesse caso deve-se fazer o registro e encaminhar para a Polícia Civil. Da mesma 
ocorre se o autor está presente mas o crime aconteceu há muito tempo e não se encontra 
em estado de flagrância. 
Como é o procedimento de lavratura do TCO-PM: 
1 — Atendimento da ocorrência, com as devidas precauções e fazer cessar a agressão 
2 — Verificar se é infração de menor potencial ofensivo e se cabe TCO-PM, caso contrário 
encaminhar para Delegacia de Polícia 
3 — Verificar o tipo de ação penal e se for pública condicionada a representação ou 
privada verificar se a vítima tem interesse no prosseguimento da ação 
4 — Fazer o preenchimento do rai com o máximo de dados possíveis 
5 — Colher a assinatura das partes no sistema 
6 — Encaminhar o tco e repassar o número para o gestor validar 
7 — Liberar as partes no local 
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MÓDULO V - CADEIA DE CUSTÓDIA 
AULA 1 - INTRODUÇÃO 
O polícial militar é, na maioria das vezes, o primeiro responsável pela conservação 
do local de crime, por isso faz-se necessário ter noções dos procedimentos para melhor 
manutenção das evidências do crime, facilitando o trabalho da polícia técnica e resultando 
numa investigação mais eficiente para uma condenação embasada em provas 
consistentes. É um curso de aperfeiçoamento profissional com carga horária de 30h. 
A cadeia de custódia eficiente reflete em uma prova consistente. Para tanto, tem-se 
dois momentos, o da investigação policial (cartorária) e da investigação técnico científica 
(pericial). Essa é dividida ainda em: a) preliminar, que remete a preservação de local de 
crime e b) de seguimento, que refere-se a cadeia de custódia propriamente dita. 
As evidências são as amostras coletadas com potencialidadepara ser futuramente 
considerada prova do crime, após análise e laudo dos peritos. As amostras devem ser 
manuseadas de forma cautelosa, para tentar evitar futuras alegações de adulteração ou 
má conduta que possam comprometer as decisões relacionadas ao caso em questão. A 
sequência dos fatos é essencial: quem manuseou, como manuseou, onde o vestígio foi 
obtido, como armazenou-se, por que manuseou-se. 
A Cadeia de Custódia é o processo de documentar o histórico da evidência que 
pode vir a ser utilizada em processos judiciais, visando o rastreamento e o registro de 
quem teve acesso a tal evidência. A perícia criminal, publicado pela SENASP em 2013, 
conceitua:"CADEIA DE CUSTÓDIA: sistemática de procedimentos que visa à preservação 
do valor probatório da prova pericial caracterizada." 
O U.S Nationallhstituteof Justice define cadeia de custódia como um processo 
usado para manter e documentar cronologicamente a evidência. Os documentos devem 
incluir nome ou iniciais dos indivíduos que coletaram as evidências, cada pessoa ou 
entidade que após a coleta teve acesso a evidência, data que os itens foram coletados ou 
transferidos, órgão e número do caso, nome das vítimas ou suspeitos, e uma rápida 
descrição do caso. 
No Brasil o tema “cadeia de custódia" é pouco conhecido ou mal compreendido, em 
muitas ocasiões os trâmites complexos da cadeia são descumpridos ou tratados 
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inadequadamente devido ao desinteresse de ser cientificamente rigoroso e, outras vezes, 
por simples ignorância acerca de sua importância. 
Não há na legislação brasileira referência específica à cadeia de custódia do 
material. O Código de Processo Penal Brasileiro (CPP) determina que a autoridade 
policial deverá providenciar para que não se alterem o estado das coisas e deverá 
apreender os objetos que tenham relação com o fato, estas condutas compõem a cadeia 
de custódia e o Código Penal traz como crime inovar artificiosamente em local de 
crime.Convém ressaltar que a doutrina explica que só haverá fraude processual se a 
pessoa tiver o dolo de modificar a cena do crime, pois não existe a forma culposa nesse 
crime. 
No entanto não é mencionada diretamente a necessidade de manter uma cadeia 
de custódia, nem mesmo este termo está presente no CPP. Principalmente quando se 
trata das provas digitais mais complexo e cada estágio aumenta a probabilidade de uma 
brecha violar a cadeia de custódia. Ainda que a prova surpreenda pelo avanço 
tecnológico, nada adianta se não tiver garantida sua cadeia de custódia para ser 
considerada válida. O resultado é uma dificuldade cada vez maior em manter a 
integridade das evidências para uma análise confiável. 
Percebe-se que a cadeia de custódia não é exclusividade do perito criminal, mas 
sim de todos os envolvidos na localização e produção de provas: policiais militares, 
delegados, agentes, escrivães, papiloscopistas. 
Normalmente, as primeiras pessoas a chegarem no local do crime são os policiais 
militares, e assim são chamados de “firstresponders” pela doutrina pericial, é sabido que 
não têm conhecimentos específicos de perícia técnica mas tem papel fundamental na 
preservação das evidências, por isso necessitam desse tipo de capacitação básica sobre 
o tema. 
Outro ponto de destaque é que esses profissionais devem primar pela objetividade 
e imparcialidade, isto é, registrar o que está concretizado na evidência e não a opinião 
pessoal do agente. 
Portanto a Cadeia de Custódia torna-se parte fundamental da investigação e 
também gera verdadeira condição de validade da prova. Por isso esse curso se faz 
necessário, primordialmente para quem é o primeiro a ter contato com as provas, 
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considerando que eventuais falhas podem resultar no desentranhamento da prova do 
processo, inviabilidade de nova produção de provas e consequente impunidade do autor 
do fato. 
No ano de 2019, foi publicada a Lei 13.964/2019 para aperfeiçoamento da 
legislação penal e processual penal, conhecida como Lei Anti-Crime, que destaca a 
importância da cadeia de custódia e traz novas formalidades obrigatórias como o uso de 
lacres numerados, conforme abaixo: 
Art. 158-A. Considera-se cadeia de custódia o conjunto de todos os 
procedimentos utilizados para manter e documentar a história 
cronológica do vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, 
para rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento 
até o descarte. 
'Art. 158-D. O recipiente para acondicionamento do vestígio será 
determinado pela natureza do material. 
& 1º Todos os recipientes deverão ser selados com lacres, com 
numeração individualizada, de forma a garantir a inviolabilidade e a 
idoneidade do vestígio durante o transporte. 
& 2º O recipiente deverá individualizar o vestígio, preservar suas 
características, impedir contaminação e vazamento, ter grau de 
resistência adequado e espaço para registro de informações sobre 
seu conteúdo. 
8 3º O recipiente só poderá ser aberto pelo perito que vai proceder à 
análise e, motivadamente, por pessoa autorizada. 
8 4º Após cada rompimento de lacre, deve se fazer constar na ficha 
de acompanhamento de vestígio o nome e a matrícula do 
responsável, a data, o local, a finalidade, bem como as informações 
referentes ao novo lacre utilizado. 
& 5º O lacre rompido deverá ser acondicionado no interior do novo 
recipiente. 
AULA 2 —- CONCEITOS EM GERAL 
Para o estudo dessa área, inicialmente devemos esclarecer alguns conceitos: 
a) Cadeia de custódia: conjunto de procedimentos utilizados p/ manter e documentar a 
história cronológica do vestígio, p/ rastrear sua posse e manuseio a partir de seu 
reconhecimento até o descarte. 
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Ko 
POLICIA MILITAR 
PermrnrAHA 
b) Área imediata: área onde ocorreu o fato alvo. É a área em que provavelmente irá ter 
o maior número de vestígios relacionados ao fato. Também chamada como “local 
imediato”. 
c) Área mediata: compreende as adjacências do local do crime, onde ainda pode-se 
encontrar vestígios do fato. Também é conhecido como “local mediato” e está em 
uma continuidade geográfica da área imediata. 
d) Área relacionada: qualquer lugar que possa conter vestígio ou informação sobre o 
fato criminoso auxiliando no exame pericial, no entanto, não tem ligação geográfica 
direta com o local do crime. Também pode ser chamado de “local relacionado” e pode 
ser verificado na ilustração a seguir. 
e) Código de rastreamento: São números sequenciais usados para traçar o percurso, 
uso, características ou localização de um objeto investigado. 
f) Contraperícia: Ocorre quando uma perícia foi contestada e é feita uma nova perícia 
no material, qual deve estar armazenado em local seguro. 
g) Contraprova: É o resultado da contraperícia. 
h) Equipamento de Proteção Individual (EPI): Todo dispositivo ou produto de uso 
individual destinado à redução de riscos à integridade física ou à vida dos 
profissionais de Segurança Pública. 
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ii) Ficha de acompanhamento de vestígios: Documento onde se registra todas 
informações relevantes para o exame, como as características, local, data, hora, 
responsável pela coleta e demais informações relevantes do vestígio. 
j) Preservação do Local de Crime: manutenção do estado original das coisas em 
locais de crimes até a chegada do perito criminal responsável pelo respectivo exame. 
k) Lacre: instrumento para fechar um invólucro, cuja abertura só ocorrerá com o 
rompimento da embalagem. Ex: lacre plástico, lacre por aquecimento. 
AULA 3 — VESTÍGIOS 
Os vestígios de um crime são os elementos materiais encontrados em um local de 
crime, no corpo da vítima ou referente a um instrumento (arma de fogo por exemplo). São 
encontrados mas não se sabe ainda se tem ou não relação com o crime. 
Os vestígios podem ser classificados da seguinte forma: 
A) Em relação ao fato: 
I) Ilusórios 
Aparentam ter relação com o fato, comumente são recolhidos, porém depois são 
descartados por não possuírem ligação com o crime. 
11) Forjados 
São elementos que foram “colocados” no local, normalmente com a intenção de 
induzir o perito a erro e produzir provas diversas da realidade no processo. Pode 
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caracterizar o crime de fraude processual. Diz-se que são vestígios “plantados” pelo 
autor ou por quem tenha interesse no desvio da investigação. 
Ill) Verdadeiros 
Aqueles que comprovadamente trazem informações sobre o fato criminoso, são 
recolhidos e comprovam relação com o fato ajudando na elucidação do que ocorreu. 
B) Em relação ao autor: 
1) Absolutos 
Tem relação direta com o autor, como exemplo temos as impressões digitais 
e DNA; 
II) Relativos 
Não tem relação direta com o autor, para identificar uma relação com o autor 
são necessárias outras diligências. 
AULA 4 — ETAPAS DA CADEIA DE CUSTÓDIA 
a) Fases Externa 
O início da Cadeia da Custódia ocorre com a preservação do local de crime e/ou 
procedimentos técnico-científicos para detectar e conservar o vestígio. Ou seja, a 
preservação do local de crime dá início a Cadeia de Custódia. 
Segundo CHASIN, a cadeia de custódia se divide em externa e interna: a fase 
externa seria o transporte do local de coleta até a chegada ao laboratório. A interna, 
refere-se ao procedimento interno no laboratório, até o descarte das amostras. 
Fase Externa 
Compreende a preservação do local de crime ou apreensões de objetos até a 
chegada na unidade técnico-científica competente para análise. Passa pelos seguintes 
etapas: 
1. Preservação do local de crime 
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Consiste na manutenção do estado dos elementos contidos no local da forma que 
estava no local a ser examinado. O ato de preservar é amplo e inicia-se com o isolamento 
para evitar danos nos vestígios, mantendo-os no estado encontrado. 
Comumente, os primeiros a chegarem são os policiais militares, que devem fazer o 
isolamento e preservação do local. Eles também fazem os primeiros registros de como foi 
encontrado o local, sendo que tais registros podem ser consultado posteriormente para 
esclarecimentos durante a perícia. 
O isolamento nem sempre é simples, primeiro porque não há uma regra comum, 
pois cada local é diferente do outro e deve ser analisada a sua abrangência para que 
inclua qualquer possibilidade de análise. 
Além disso, muitas vezes, é necessário saber lidar com os curiosos que permeiam 
o local, bem como com os familiares que chegam emocionados ou nervosos, além 
também de diversos policiais que circundam a área sem terem uma função específica no 
processo criminal, esses são chamados de “pessoa não essencial”, e as pessoas não 
essenciais devem ser retiradas do local preservado e registrada sua entrada indevida. 
Deve ser feito o controle de imagens, conforme os princípios constitucionais de 
respeito a dignidade humana, sejam de pessoas vivas ou mortas, garantindo a 
privacidade, se necessário pode-se usar telas ou cortinas. Por outro lado, deve-se 
mensurar o trabalho dos jornalistas para que possam atuar sem atrapalhar as 
investigações. 
Outro ponto que deve ser analisado no momento da chegada é se há algum risco 
para os policiais, como por exemplo, vazamento de produtos perigosos (químicos 
explosivos ou radiológicos, dentre outros), risco de incêndio, risco de contaminação (HIV 
e outras infecções), desastres naturais, armas de fogo, fatores ambientais, etc. Ocorrendo 
quaisquer das situações mencionadas, deve ser registrada e buscado o auxílio 
necessário, como intervenções dos bombeiros ou fornecimentos de equipamentos de 
proteção. 
E ainda, é válido dizer que se houver risco de morte para alguém dentro do local de 
crime, deve ser dada prioridade para o atendimento médico e depois registrado o fato na 
ocorrência. 
O local deve ser preservado até a chegada da autoridade competente para dar 
seguimento às providências e é finalizado com o término do trabalho pericial e 
investigação policial. 
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Se a cena do crime tiver sido violada, seja antes da chegada dos policiais ou 
depois, deve-se registrar tal fato na ocorrência, para que no momento da análise sejam 
considerados os danos ocorridos. 
Há técnicas que viabilizam a preservação do local, como usar equipamentos de 
proteção individual (luvas por exemplo), utilizar o mesmo caminho ao entrar e sair do 
local, evitar o uso dos recursos disponíveis do local (telefone, banheiro), não comer, beber 
ou fumar, evitar mover algo ou alguém, salvo se estritamente necessário, e se for preciso 
fazer com o mínimo de movimentos e registrar posteriormente, por exemplo quando seja 
necessário olhar se a pessoa está com sinais vitais para atendimento pré hospitalar. 
A falta das medidas de proteção discutidas aqui pode resultar na destruição de 
evidências importantes, e deste modo, desorientar e influenciar o resultado final da 
investigação. Ou pior, pode impedir a solução do caso ou resultar em uma conclusão 
errônea. — Assim como a ausência dos materiais de proteção pode resultar na 
contaminação do profissional ou do local, bem como impedir a solução do caso. 
A documentação inicia-se com a chegada da primeira pessoa no local de crime. 
Pela utilização de meios adequados (por exemplo, anotações, fotografias, vídeos, 
desenhos e medições), o local é registrado como fora encontrado pela primeira vez, 
incluindo, entre outras coisas, a hora da chegada, as condições das portas, de janelas e 
venezianas, odores, sinais de atividades. Qualquer pessoa presente, que entre ou deixe o 
local, e quaisquer alterações resultantes da atividade desenvolvida ou observada também 
são registradas. 
Uma vez que a evidência material é reconhecida, é realizada uma documentação 
detalhada antes de esta evidência ser manipulada ou coletada. Cada item recolhido é 
etiquetado individualmente. A exigência de documentação permanece durante todo o 
processo do exame pericial forense de local de crime e, posteriormente, até o resultado 
dos exames laboratoriais estarem disponíveis. Ela constitui a cadeia de custódia. 
O ideal é que o policial responsável pela preservação não toque nas evidências, 
mas pode ser que seja necessário tocar por razoes de segurança e nesse caso, deve tero cuidado ao recolher o material. Por exemplo uma arma de fogo exposta na cena do 
crime em um local público e com grande movimentação de gente deve ser retirada, 
fazendo as devidas anotações sobre como foi encontrada e recolhida. 
A equipe que trabalha no local de crime pode ser chamada para relatar alguns 
detalhes e demonstrar as ações tomadas durante o exame do local de crime. Não se deve 
confiar apenas na memória para isso. Adocumentaçãoé fundamentalpara lembrar 
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edemonstrar, emuma faseposterior, o estado inicial do local de crime, o quê foi realizado, 
quando, como e por quem. 
2. Busca do Vestígio 
Tarefa do perito criminal que atua no local, atividade de investigação criminal 
técnico-científica, fazendo uma análise geral para encontrar vestígios; 
3. Reconhecimento do Vestígio 
Consiste no ato de distinguir se um elemento tem potencial interesse para a prova 
pericial. 
4. Fixação do Vestígio 
Descrição do vestígio conforme foi encontrado no local, na vítima ou no exame, 
podendo ser ilustrado por fotografias, filmagens ou croqui. 
5. Coleta do Vestígio 
Recolhimento do vestígio para análises mantendo suas características e 
natureza.Nessa fase devem ser observadas a utilização de EPI para proteger o 
profissional e também materiais específicos para proteger o próprio vestígio de 
contaminações, e ainda a identificação dos vestígios através de numeração. 
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A documentação é uma parte integrante do processo de coleta, incluindo a 
localização precisa da evidência material antes de ser manipulada e recolhida. Selecionar 
o que é relevante é o desafio das fases de reconhecimento e de coleta, e torna-se mais 
eficiente e efetiva quando ocorre no local, onde as potenciais evidências estão no 
contexto em que foram produzidas. No entanto, sob condições difíceis, talvez seja 
preferível coletar a maior quantidade possível de evidências e selecioná-las em uma fase 
posterior da investigação. Reconhecimento e coleta desses materiais exigem experiência 
e extenso treinamento. Também requerem uma boa compreensão do que pode ser feito 
em vários tipos de evidências materiais em um laboratório forense, bem como as 
informações que podem ser obtidas. 
A coleta indiscriminada de evidências poderá sobrecarregar potencialmente o 
laboratório com itens irrelevantes e assim prejudicar, relativamente, a investigação / 
inquérito. 
6. Acondicionamento de Vestígios 
É o procedimento de embalagem de cada vestígio coletado. De acordo com as 
características individuais, físicas, químicas e biológicas de cada material deve ser usado 
o recipiente específico para armazenamento com espaço para registro das informações 
para posterior análise do vestígio. 
7. Transporte do Vestígio 
Transferência do vestígio de um local para o outro com cuidado e segurançapara 
manutenção das características e controle de quem está transportando. Deve-se ter 
cuidado com as condições físicas e ambientais, como local fresco e seco, com segurança 
e controle de acesso, considerando os custos, distância e duração. 
É importante documentar os procedimentos de transporte, de armazenamento e de 
transferência de responsabilidades das evidências materiais para o laboratório. Um recibo 
é normalmente emitido para todas as evidências encaminhadas ao laboratório. Para o 
transporte de arma de fogo deve-se cumprir os requisitos das legislações locais. 
8. Recebimento 
Transferência da posse do vestígio. Deve conter as informações listadas abaixo, e 
caso falte algum dado importante poderá ocorrer a negativa do recebimento: 
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* número do procedimento policial, 
* local de origem, 
* local de destino, 
* nome de quem transportou 
e código de rastreamento 
* natureza do exame 
* tipo de vestígio 
* número de protocolo 
* identificação de quem recebeu o vestígio 
b) Fase Interna 
Após a fase externa começa a fase interna quando o vestígio chega em uma 
unidade da polícia técnico científico e se encerra com o encaminhamento do objeto 
periciado com o laudo à unidade ao seu local de destino, podendo ser o requisitante ou 
outro órgão. Esta fase passa pelas seguintes etapas: 
1. Recepção e conferência do vestígio 
O vestígio é recebido e é feita uma conferência da integridade da embalagem, 
principalmente pela análise do lacre, e das informações de identificação. Aqui o recipiente 
permanece fechado, por isso pode ser realizado por pessoal administrativo. 
2. Classificação, guarda e/ou distribuição do vestígio 
É feita a classificação, guarda e distribuição do vestígio, mantendo o cuidado 
referente ao armazenamento e transporte, bem como acrescentando o registro de quem 
ficou responsável pelo vestígio e o intervalo de tempo. O recipiente permanece lacrado. 
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3. Processamento 
O recipiente será aberto para análise pelo perito criminal, ou pessoa autorizada. 
Caso no momento da abertura se verifique divergência entre o conteúdo e a descrição o 
vestígio pode ser devolvido, registrando a situação na Ficha de Acompanhamento de 
Vestígio (FAV). 
Após cada rompimento do lacre, deve constar na FAV o nome e matrícula do 
responsável, a data, local, finalidade do rompimento do lacre, bem como o número e 
informações do novo lacre. O lacre violado deve ser inserido dentro do novo recipiente. 
4. Guarda e Devolução do Vestígio 
Após as análises o vestígio deve ir para o local requisitante de origem (Delegacia 
por exemplo) ou ser encaminhado para o local de destino (JECRIM por exemplo), 
devendo observar os mesmos cuidados de registro, preservação, manutenção do lacre 
segurança e transporte. 
Caso seja necessário abrir o lacre, pelo responsável ou terceiro autorizado, deverá 
ser feito o registro do fato e colocar o lacre rompido no novo recipiente. 
5. Guarda de Vestígios para Contraperícia 
O Código de Processo Penal prevê a guarda, nos laboratórios de Polícia Técnico 
Científica, de material suficiente para a eventualidade de nova perícia. O artigo 170 do 
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CPP cita que "nas perícias de laboratório, os peritos guardarão material suficiente para a 
eventualidade de nova perícia. Sempre que conveniente, os laudos serão ilustrados com 
provas fotográficas, ou microfotográficas, desenhos ou esquemas" 
Essa guarda deve ser consignada no respectivo laudo pericial, bem como sua 
eventual impossibilidade, seja pela escassez, seja pela degradação da amostra. |sso 
garante ao investigado sua ampla defesa podendo contestar a perícia. Para tanto, o 
Código de Processo Penal trouxe a figura do Assistente Técnico, que tem a função de 
acompanhar a perícia oficial e apresentar suas opiniões. 
6. Registro da Cadeia de Custódia 
Todos os vestígios coletados deverão serregistrados individualmente em 
formulário no qual deverão constar, no mínimo: 
a) Especificação do vestígio; 
b) Quantidade; 
c) Identificação numérica individualizadora; 
d) Local exato e data da coleta; 
e) Órgão e o nome / id. funcional do agente coletor; 
f) Nome / id. funcional do agente entregador e o órgão de destino (transferência da 
custódia); 
g) Nome / id. funcional do agente recebedor e o protocolo de recebimento; 
h) Assinaturas e rubricas; e 
i) Nº de procedimento e respectiva DP a que o vestígio estiver vinculado. 
AULA V — CENTROS DE CUSTÓDIA 
A SENASP orienta que todas as unidades de Polícia Técnico Científica devem ter 
uma Central de Custódia para guarda e controle de vestígios. Esta Central pode ser 
compartilhada entre diferentes unidades da instituição. 
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Em Goiás temos a seguinte estrutura: 
Deve ter uma estrutura segura, com entrada controlada e condições ambientais 
que não interfiram nas características do vestígio. Para tanto, toda pessoa que tiver 
acesso ao vestígio deve ser identificada, constando a data e hora do acesso. 
Quanto ao fluxo de vestígios, a entrada e saída deve ser protocolada com 
informações sobre o respectivo procedimento (TCO, RAI, BOC, p. ex.). 
Todas as ações referentes à tramitação do vestígio armazenado devem ser 
registradas, consignando-se a identificação do responsável pela tramitação, destinação, 
data e horário da ação, permitindo assim o rastreamento do objeto localizando onde e 
com quem se encontra, bem como a emissão de relatório. 
Os registros devem ser informatizados, ou, se forem manuais, não podem ter 
rasuras. Deve constar ainda: 
e Informações sobre sinais de violação; 
e Identificação do ponto de rompimento da Cadeia de Custodia e a justificativa 
e Receber tratamento de proteção que não permita a alteração dos registros 
anteriormente efetuados, se informatizado; 
e Permitir a realização de auditorias. 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
À cadeia de custódia e a prova pericial. Disponível em:https://jus.com.br/artigos/21391/a- 
cadeila-de-custodia-e-a-prova-pericial Acesso em 15/07/2018. 
Cadeia de Custodia. Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cadeia de cust%C3%B3dia. Acesso em 16/07/2018. 
Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para 
pessoal não forense. Disponível 
em:<https://www.unodc.org/documents/scientific/Crime Scene Awareness Portuguese E 
book.pdf.>. Acesso em 14/07/2018. 
Importância da cadeia de custódia. Disponível 
em:https://peritojudicialsc.jusbrasil.com.br/artigos/352132709/importancia-da-cadeia-de- 
custodia. Acesso em 16/07/2018 
Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995. Dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e 
Criminais e dá outras providências. 
Lei nº 9.503 (1997). Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. 
Lei nº 9.605 (1998). Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções 
penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao 20 meio ambiente, 
e dá outras providências. 
Decreto-Lei nº 3.688 (1941). Decreto-Lei nº 3.688, de 9 de dezembro de 1941. Lei das 
Contravenções Penais. 
Decreto-Lei nº 3.689 (1941). Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941. Código de 
Processo Penal. 
Preservação do local de crime. Disponível em:http://www.ambito- 
juridico.com.br/site/index.php?n link=revista artigos leitura&artigo id=8451. Acesso em 
14/07/2018. 
Que crime comete quem modifica a cena do crime. Disponível 
em:<http://direito.folha.uol.com.br/blog/que-crime-comete-quem-modifica-a-cena-do- 
crime>. Acesso em 15/07/2018. 
Violação de local de crime. Disponível 
em:<https://pt.scribd.com/document/182442088/VIOLACAO-DE-LOCAL-DE-CRIME>. 
Acesso em 15/07/2018. 
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ANEXO 
Relação das Infrações de Menor Potencial Ofensivo 
CÓDIGO PENAL (Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940). 
Artigos | Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 
12, Lesão corporal leve. DOE) Públ. Cond. 
caput ano 
128,5 Lesão corporal culposa. D. 2 mal Públ. Cond. 
6 ano 
195: Perigo de contágio venéreo. sebo Ah A. Públ. Cond. 
caput ano 
132 Perigo para a vida ou saúde delD. 3 m. a 1 Públ. Inc. 
outrem. ano 
134 * Exposição ou abandono de recém-|D. 6 m. a 2 PÁ fas. 
nascido anos 
165, Omissão de socorro. > 715 Públ. Inc 
caput meses 
135,8 |Omissão de socorro majorada p/ID. 45d. a 9/,. 
; Públ. Inc. 
ún. resultado Mm. 
138, Maus tratos. D.2mal Públ. Inc. 
caput ano 
13, |Rixa. Dr PE quo 
caput m. 
1158 Rixa qualificada (participantes). D.6ma? Públ. Inc. 
ún. anos 
138* |Calúnia DP. É MZ Ss cera 
anos 
139 |Difamação. Do ma tensa, 
ano 
140 injúria. D. 1 a 6) privada 
meses 
140,8 er - D. 3m.a1|l. 
2o Injúria qualificada (real). E Priv./P.Inc. 
156, Constrangimento ilegal. D. 3 m 1 Públ. Inc. 
caput ano 
147 |Ameaça. DP. 1 a SC picond 
meses 
150; violação de domicílio. D. 1 a 8 púniino 
caput meses 
. Violação de domicílio qualificada. D. 9 me 2 no 
anos 
189, Violação de correspondência. D. 186 Públ. Cond. 
caput meses 
1915 Sonegação ou destruição — delD. 1 a 6 Públ. Cond. 
1º,1 |correspondência. meses 
155 Violação de comunicação telegráfica, ID. 1 a 6 Públ. Cond. 
1º, 1l | radioelétrica ou telefônica. meses 
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Impedimento de comunicação através 
Públ. Cond. 
1º, Ill [dos meios acima referidos. 
151,8 [Instalação ou uso ilegal de estação ou |[D. 1 a : 
SME Públ. Inc. 
1º, IV [aparelho radioelétrico. meses 
159 * Violação de correspondência |[D. 3 m. a Públ. Cond. 
comercial anos 
153 |Divulgação de segredo. nl, Públ. Cond. 
meses 
154 |Violação de segredo profissional. ada E A É Boi End! 
156* [Furto de coisa comum 2. 51 Públ. Cond. 
anos 
161, Alteração de limites. D. 1a Priv./P.Inc. 
caput meses 
161,8 ” é D. ta ' 
1º, Usurpação de águas. A Priv./P.Inc. 
16% S Esbulho possessório. D. 1a Priv./P.Inc. 
E | meses 
163, Dano simples. Dn. 1a Privada 
caput meses 
164 Introdução/abandono de animais|D. 15d. a EEE 
propriedade alheia. m. 
. |IDano em coisa de valor artístico,I/D. 6m. a . 
165 MAE o: Públ. Inc. 
arqueológico ou histórico. anos 
166 Alteração de local especialmente|D. 1 m. a Públ. Inc. 
protegido. ano 
Apropriação de coisa havida por 
1 erro, caso fortuito ou força da pedido Públ. Inc. 
caput ano 
natureza. 
169,3 Apropriação de tesouro. li da. Públ. Inc. 
ún. ,] ano 
168, S Apropriação de coisa achada. DIma Públ. Inc. 
ún., | ano 
15. Fraude no comércio. D.6 ma Públ. Inc. 
caput anos 
176, |Fraude em refeição, alojamento e|D. 15 d.a Públ. Cond. 
caput |transporte m. 
177,8 |Fraudes e abusos na fundação ou|D. 6m. a " 
5 ee ” : , Públ. Inc. 
2 administração de sociedade por ações | anos 
179* [Fraude à execução D. 51 a Privada 
anos 
180,8 ” D:.: 1 Tm a Y 
30 Receptação culposa. ao Públ. Inc. 
185 * Usurpação de nome ou pseudônimo |D. 6 m. a Priv/P. Inc. 
alheio anos 
197, l e [Atentado “contra a liberdade delD. im. a . 
Públ. Inc. 
1 trabalho.ano 
Atentado contra a liberdade de Dima 
198 [contrato de trabalho e boicotagem ao Públ. Inc. 
violenta. 
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Atentado contra a liberdade de 
199 2 Públ. Inc. 
associação. ano 
200, |Paralisação de trabalho, seguida dejiD. 1m. a : 
SEA á Públ. Inc. 
caput |violência ou perturbação da ordem. ano 
201 * Paralisação de trabalho de interesse |D. 6 m. a Públ. Inc. 
coletivo anos 
203 * Frustração de direito assegurado porj|D. 1 a Públ. Inc. 
lei trabalhista anos 
Frustração de lei sobre alD Im.a : 
a nacionalidade do trabalho. ano PRI: MS 
205 * Exercício de atividade com infração |[D. 3 m. a Pb ho. 
de decisão administrativa anos 
208, [Ultraje a culto e impedimento oujiD. 1m. a : 
= Públ. Inc. 
caput |perturbação de ato a ele relativo. ano 
209, |Impedimento ou perturbação deiD. 1m.a : 
STS SE Públ. Inc. 
caput |cerimônia funerária. ano 
216* |Atentado ao pudor mediante fraude sao à Priv./P. I|-C 
216 A | assédio sexual D 1a 2 priv/P.re 
anos 
233 |Ato obsceno. DP. 5 1/5, 
ano 
234 * [Escrito ou objeto obsceno P.6 A Públ. Inc. 
anos 
236* Induzimento a erro essencial ejD. 6m. a Públ. Inc. 
ocultação de impedimento anos 
237 Conhecimento prévio de impedimento |D. 3 m. a SSB ho. 
matrimonial. ano 
Parto — suposto. É. Supressão ou 
242,8 alteração de direito inerente ao estado D. 1 à Públ. Inc. 
ún e. h ! anos 
civil de recém-nascido 
245 * Entrega de filho menor à pessoalD. 1 a PúBi The, 
inidônea anos 
, , D. 15d. a , 
246 |Abandono intelectual de filho. ” Públ. Inc. 
247 |Abandono moral de menor. Dm. ra Públ. Inc. 
meses 
248 Induzimento à fuga, entrega arbitrária /D. 1 m. a Públ. Inc. 
ou sonegação de incapazes. ano 
" " ; D.2m.a - 
249 Subtração de incapazes Públ. Inc. 
anos 
.. Incêndio culposo Dn. Ss ma Públ. Inc. 
anos 
29), 8 Explosão culposa, se é de dinamite ou |[D. 6 m. a Públ. Inc. 
* similar. anos 
". 8 Explosão culposa, nos demais casos. —. mM: à “| púpbl. Inc. 
252,8 Uso culposo de gás tóxico oulD. 3 m.a Públ. Inc. 
ún. asfixiante. ano 
253 * |Fabrico, fornecimento, aquisição,|D. 6 m. a Públ. Inc. 
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posse ou transporte de explosivos ou 
gás tóxico, ou asfixiante. 
254 * |Inundação culposa DémaA Públ. Inc. 
anos 
256, $ |Desabamento ou desmoronamento|D. 6 m. a , 
Ê Públ. Inc. 
ún. |culposos. ano 
no. S Difusão culposa de doença ou praga. Es Públ. Inc. 
ún. meses 
260,8 |Perigo de desastre ferroviário —-|D. 6 m a : 
o x Públ. Inc. 
culposo. anos 
261,8 |Atentado culposo contra a segurança |/[D. 6 m a - 
dE Ss ; : Públ. Inc. 
3 de transporte marítimo, fluvial e aéreo. | anos 
262, |Atentado doloso contra a segurança|D. 1 a : 
es : Públ. Inc. 
caput * | de outro meio de transporte. anos 
262, & |Atentado culposo contra a segurança |D. 3 m.a : 
à : Públ. Inc. 
2 de outro meio de transporte. ano 
.ã Arremesso de projétil. DT Públ. Inc. 
caput meses 
264,8 |Arremesso de projétil qdo. resulta|/D. Em. a é 
e. " Públ. Inc. 
ún. lesão corporal. anos 
267,8 ; y D. 1a , 
20 Epidemia culposa A Públ. Inc. 
268, |Inffação de medida sanitária /D. 1 m. a , 
: Públ. Inc. 
caput | preventiva. ano 
E TEN ALA D.6ma D 
269 Omissão de notificação de doença anos Públ. Inc. 
Envenenamento culposo de água 
“IS potável ou de substância alimentícia ndo fadas Públ. Inc. 
”. ul anos 
ou medicinal 
271,8 Corrupção ou poluição culposa de/|D. 2m. a Públ. Inc. 
ún. Jágua potável. ano 
Falsificação, corrupção, adulteração 
eb ou alteração de substância Ou D. 1a Públ. Inc. 
í is anos 
produtos alimentícios — culposo. 
278,8 Fabrico ou fornecimento culposo, Pafalin ama y 
: consumo, de substância nociva à Públ. Inc. 
ún. " ano 
saúde . 
Fornecimento culposo de 
q. medicamento em desacordo com inf dus Públ. Inc. 
ún. [ E ano 
receita médica. 
289 * Exercício ilegal da medicina, arte /D. 6 m a Públ. Inc. 
dentária ou farmacêutica. anos 
283 |Charlatanismo. 2 5 ht Ee 
ano 
284 * |Curandeirismo DS MAR pa me 
anos 
Dão +? | Moeda falsa De O MES o fe, 
anos 
286 |lIncitação ao crime. D. 3a Públ. Inc. 
meses 
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D. 3 a 6 
287 Apologia de crime ou criminoso. Mesas Públ. Inc. 
292, |Emissão de título ao portador semiD. 1 a 6|7. 
E, Públ. Inc. 
caput | permissão legal. meses 
Recebimento ou utilização, como 
ã. 8 dinheiro, de título ao portador emitido " 198, 8 Públ. Inc. 
' ilegalmente. ' 
293,8 FPRUAO ho NE D. 6 m a 2|,. 
4º * Falsificação de papéis públicos .. Públ. Inc. 
301 Certidão e atestado ideologicamente |[D. 2 m. a 1 Públ. Inc. 
falso. ano 
301,8 |Certidão e atestado materialmente|D. 6 m a 2 Pú 
às úbl. Inc. 
1 falso. anos 
302 |Falsidade de atestado médico. = Mm. a 1) pós no. 
307 |Falsa identidade — criar. ni alaada (2 NS 
308 * [Falsa identidade — usar de terceiro. sede Mm: a Públ. Inc. 
313-B* Modificação ou alteração não D. 3 mM. a 2 Públ. Inc. 
autorizada de sistema de informações | anos 
319 |Prevaricação D. 3 ma Públ. Inc. 
ano 
325* |Violação de sigilo funcional D. 6 m. à 2|popbl. Inc. 
anos 
328 * |Usurpação de função pública. sato mM. a? Públ. Inc. 
329 * |Resistência. DÊ MAL a e 
anos 
330 |Desobediência D. 15d. à 6] papi. Inc. 
331* |Desacato D. É MA 2/5 fo, 
anos 
335 * Impedimento, perturbação ou fraude |D. 6 m. a 2 Públ. Inc. 
de concorrência anos 
Ea | ; DB. T mm a Lo 
336 |Inutilização de edital ou de sinal. São Públ. Inc. 
340 Comunicação falsa de crime ou BD; 1 à 6 Públ. Inc. 
contravenção. meses 
341 * |Auto-acusação falsa D. 2 Mas Públ. Inc. 
anos 
345 Exercício arbitrário das próprias D. 15d. à 1 Priv/P Inc. 
razões. mês 
346 * Subtração, supressão ou dano a coisa|D. 6 m. a 2 Públ. Inc. 
própria na posse legal de terceiro anos 
347 * |Fraude processual D. E Mas Públ. Inc. 
anos 
.—. Favorecimento pessoal. 5 r ms Públ. Inc. 
caput meses 
348, $ | Favorecimento pessoal privilegiado. D. 15 d. a 3) Públ. Inc. 
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1º m. 
349 |Favorecimento real. D. 1a Públ. Inc. 
meses 
350 Exercício arbitrário ou abuso deijD. 1m.a1 Públ. Inc. 
poder. ano 
351, |Fuga de pessoa presa ou submetida a [D. 6 m. a 2| 
” : Públ. Inc. 
caput * | nedida de segurança (dolosa). anos 
351,8 |Fuga de pessoa presa ou submetida à [D. 3 m. a 1| Públ. Inc. 
4º medida de segurança (culposa). ano 
359 Evasão mediante violência contra al/D. 3 m. a 1 PiRLRC, 
pessoa. ano 
354 * |Motim de presos DEAR Públ. Inc. 
anos 
358 Violência ou fraude em arrecadação |D. 2m. a 1 Públ. Inc. 
judicial ano 
x» |Desobediência a decisão judicial|l|D. 3 m. a 2). 
359 " Mi Públ. Inc. 
sobre perda ou suspensão de direito. |anos 
359-A * | Contratação de operação de crédito. = a? Públ. Inc. 
359-B * Inscrição de despesas não|D. 6 m. a 2 Públ. Inc. 
empenhadas em restos a pagar anos 
359-F * | Não cancelamento de restos a pagar ad m.a 2 Públ. Inc. 
* Tipo penal de menor potencial ofensivo acrescido ao rol da Lei 9.099 pela Lei 
10.259/20017. 
LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS (Decreto-Lei 3.688, de 3 de outubro de 1941) 
Artigos | Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 
Fabrico, comércio ou detençãode P.S.3 ma 1l. 
18 nã Públ. Inc. 
arma ou munição. ano 
19 Porte ilegal de arma (branca). cs 15 da Públ. Inc. 
20 Anúncio de meio abortivo. Multa. Públ. Inc. 
21 Vias de fato. E ai Públ. Inc. 
m. 
5 Senado imegular em | muita. Públ. Inc. 
estabelecimento psiquiátrico. 
; sds P.S. 15d. al. 
23 Indevida custódia de doente mental. 3 Públ. Inc. 
24 Instrumento de emprego usual na/P.S.6m.a? Públ. Inc. 
prática de furto. a. 
Posse não justificada de instrumento P.S.2m.a 1. 
25 s. Públ. Inc. 
de emprego usual na prática de furto. a. 
= ; P.S. 15d. al. 
26 Violação de lugar ou objeto. dá Públ. Inc. 
28,8 . ; P.S. 15d. à |. 
io. Deflagração perigosa. Dt Públ. Inc. 
29 Desabamento de construção. P.S. 1 a 6|Públ. Inc. 
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30 Perigo de desabamento. Multa. Públ. Inc. 
31 Omitir : cautela na guarda ou|P.S. (0d.a Públ. Inc. 
condução de animais. 6 m. 
32 Falta de habilitação para dirigir Multa. PúbL lhe. 
veículos. 
33 Direção não licenciada de aeronave. o. Lido, Públ. Inc. 
34 Direção perigosa de veículo na via /P.S. 15d. a PúbL Inc: 
pública (de veículo não automotor). Sm 
. — P.S. 15d. al. 
dO Abuso na prática de aviação. 37 Públ. Inc. 
36, Não colocação de sinais de perigo. sintealicade. Públ. Inc. 
caput 3 m. 
368 Destruição ou remoção de sinal de /P.S. 15d. a PBL lhe: 
ún., “a” | perigo. 3 m. 
DS Remoção de sinal de serviço público. Boas TEM El Públ. Inc. 
úns"b STA: 
STA Arremesso ou colocação perigosa. Multa Públ. Inc. 
37, S Omissão de cautela na colocação OU | multa Pb: lhe 
ún. |suspensão perigosa de coisa. 
38 Emissão de fumaça, vapor ou gás. Multa. Públ. Inc. 
39, 1 & P.-S. 1 a 6|,. 
Associação secreta. Públ. Inc. 
caput meses 
39,8 1º Ceder prédio para reunião de|jP.S. 1 a 6 Públ. Inc. 
associação secreta. meses. 
40 Provocação de tumulto. Conduta /P.S. 15d. a PúbL Inc: 
inconveniente. 6 m. 
41 Falso alarma. sã 154.8 Públ. Inc. 
42 Perturbação do trabalho ou sossego P.S. 15d. a Públ Inc. 
alheios. 3 m. 
43 Recusa de moeda de curso legal. Multa Públ. Inc. 
44 Imitação de moeda para propaganda. | Multa. Públ. Inc. 
45 Simulação da qualidade de /P.S. 1 a 3 PÚbL The. 
funcionário. meses 
46 Uso ilegítimo de uniforme ou Multa Públ. Inc. 
distintivo. 
47 Exercício ilegal de profissão ou/P.S. 15d. a PÚbL ne: 
atividade. Sm. 
48 Exercício : ilegal do comércio de/iP.S. 1 a 6 Públ. Inc. 
coisas antigas e obras de arte. meses 
49 Matrícula ou escrituração de indústria Multa Públ. Inc. 
ou profissão. 
50 Jogo de azar. E Sm. Públ. Inc. 
59 |vadiagem. 5 15 À 9 | públ. Inc. 
60 Mendicância. uliaeenlos Públ. Inc. 
3 m. 
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61 Importunação ofensiva ao pudor. Multa. Públ. 
; PS. T5 dd. a 
62 Embriaguez. 37 Públ. Inc. 
63 |Bebidas alcoólicas. Am: al pas Ino 
64 Crueldade contra animais. = 114 Públ. Inc. 
65 Perturbação da tranquilidade. E'o: 15d: A |públ. Inc. 
66 Omissão de comunicação de crime. |Multa. Públ. Inc. 
67 Inumação ou exumação de cadáver. e. tm ai Públ. Inc. 
68 Recusa de dados sobre a própria Multa. Públ Inc. 
identidade. 
LEI DAS LOTERIAS (Decreto-Lei 6.259, de 10 de fevereiro de 1944) 
Artigos | Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 
45 Loteria não autorizada. Faso ss Públ. Inc. 
anos 
Introdução de loteria estrangeira no 
46 país ou de loteria estadual de um a emas Públ. Inc. 
Estado em outro. | 
47 Posse ou distribuição de bilhetes de |P.S.6m.a1 Públ. Inc. 
loteria estrangeira. a. 
Posse ou distribuição de bilhetes de 
48 loteria estadual, fora do Estado|/P.S.2a6m.|Públ. Inc. 
respectivo. 
Posse e exibição de listas de 
49 sorteios de loteria estrangeira ou de |P.S. 1 a 4 m. | Públ. Inc. 
outro Estado. 
Pagamento de prêmio de loteria 
50 estrangeira ou de outro Estado, sem | P.S. 2 a 6 m. | Públ. Inc. 
circulação legal. 
Impressão de bilhetes, listas ou 
51 cartazes de loteria sem circulação |P.S.2 .a6m.|Públ. Inc. 
local legal. 
Distribuição ou transporte de listas 
52 ou avisos de loteria sem circulação |P.S. 1 a 4 m. | Públ. Inc. 
local legal. 
56 Transmissão de : resultado de Multa. Públ. Inc. 
extração de loteria não autorizada. 
58 |Jogodo bicho. 5.5.6 ma 1 |públ. Inc. 
Jogo sobre corridas de cavalos fora 
eo |jde hipódromo ou entidades cuia |[PÓBL Ie 
autorizada, ou sobre competições 
esportivas. 
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SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS (Lei Nº 11.343, de 
23 de agosto de 2006) 
Artigos Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 
28º 
Quem adquirir, guardar, tiver em 
depósito, transportar ou trouxer 
consigo, para consumo pessoal, 
drogas sem autorização ou em 
desacordo com determinação legal 
ou regulamentar 
Publ. Inc.. 
Art. 33. 
Ss 3 
Oferecer droga, eventualmente e 
sem objetivo de lucro, a pessoa de 
seu relacionamento, para juntos a 
consumirem 
Públ. Inc. 
Art. 38º 
Prescrever ou ministrar, 
culposamente, drogas, sem que 
delas necessite o paciente, ou fazê- 
lo em doses excessivas ou em 
desacordo com determinação legal 
ou regulamentar 
D.6m. a? 
ano. 
Públ. Inc. 
* |- advertência sobre os efeitos das drogas; 
ll - prestação de serviços à comunidade; 
Ill - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. 
$ 10 Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, 
cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de 
substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica. 
& 20 Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à 
natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se 
desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos 
antecedentes do agente. 
8 30 As penas previstas nos incisos || e Ill do caput deste artigo serão aplicadas pelo 
prazo máximo de 5 (cinco) meses. 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (Lei 8.069, de 13 de julho de 1990) 
Artigos | Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 
Não manutenção de registro das 
228,8 atividades de estabelecimento de D 2a6&, 
. saúde da gestante ou não Públ. Inc. 
ún. ; à. meses. 
fornecimento de declaração de 
nascimento do neonato. 
229,8 Não identificação correta ou não D 2a, 
: realização de exames do neonato e Públ. Inc. 
ún. ; meses. 
da parturiente. 
Apreender o menor de 18 anos sem 
estarem presentes as circunstâncias D Emas 
230* da flagrância (caput), ou sem| Públ. Inc. 
h ; anos. 
observar as formalidades legais ($ 
ún.) 
231* [Deixar a autoridade policia dejD.6 m. a 2|Públ.Inc. 
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comunicar a apreensão de menor de 
18 anos a autoridade judiciária e 
família do apreendido. 
232? 
Submeter criança ou adolescente 
sob sua autoridade, guarda Ou 
vigilâíicia a vexame ou a 
constrangimento. 
D. 6m.a?2 
anos. 
Públ. Inc. 
234 * 
Deixar a autoridade competente, 
sem justa causa, de ordenar a 
imediata liberação de criança ou 
adolescente quando ciente da ilegal 
apreensão. 
D6m. a? 
anos. 
Públ. Inc. 
236 * 
Impedir ou embaraçar ação de 
autoridade judiciária, membro doConselho Tutelar ou representante 
do Ministério Público no exercício de 
função prevista no ECA. 
D.6m. az 
anos. 
Públ. Inc. 
* Tipo penal de menor potencial ofensivo acrescido ao rol da Lei 9.099 pela Lei 
10.259/2007. 
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990) 
Artigos Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 
63* 
Omissão dolosa sobre nocividade ou 
periculosidade do produto (caput) e 
do serviço ($ 1º ), em embalagens 
ou publicidade 
D. 6 meses a 
2 anos. 
Públ. Inc. 
63,8 2º 
Omissão culposa sobre nocividade 
ou periculosidade do produto (caput) 
e do serviço (8 1º ) em embalagens 
ou publicidade. 
Públ. Inc. 
64* 
Omissão dolosa sobre conhecimento 
posterior ao lançamento no mercado 
sobre nocividade ou periculosidade 
do produto, e deixar de retirá-lo do 
mercados ($ ún.). 
Públ. Inc. 
65* 
de alta 
contrariando 
autoridade 
Executar serviço 
periculosidade, 
determinação 
competente. 
de 
D.6m. a?2 
anos. 
Públ. Inc. 
66, 
caput 
Afimação falsa, enganosa ou 
omissão de informação relevante 
sobre produtos e serviços ofertados. 
D. 3 ma1 
ano 
Públ. Inc. 
66, 8 1º 
Oferta de produtos e serviços com 
afimação falsay enganosa Ou 
clomissão de informação relevante. 
D. 3 mal 
ano 
Públ. Inc. 
67 Publicidade enganosa ou abusiva. 
D. 3 ma 1 
ano 
Públ. Inc. 
68* 
Fazer ou promover publicidade que 
sabe ou deveria saber ser capaz de 
induzir o consumidor a se comportar 
D6m. az? 
anos. 
Públ. Inc. 
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Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO 
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de forma prejudicial ou perigosa a 
sua saúde 
69 Não organização de dados que dão|D. 1 a 6 Públ. Inc. 
base à publicidade. meses. 
Reparação não autorizada de 
TO produtos com peças ou ata ma Públ. Inc. 
componentes usados. 
Constrangimento físico ou moral na|D. 3 m. a 1|5. 
FA, e e ; Públ. Inc. 
cobrança de dívida do consumidor. |ano 
Impedimento ou dificuldade no DIE mai 
T2 acesso às informações cadastrais do 26 ; Públ. Inc. 
consumidor. 
73 Não correção de informação inexatal[D. 1 a 6 Públ. Inc. 
em cadastro de consumidor. meses 
74 Não entrega de termo de garantia ao |D. 1 a 6 PúbLao, 
consumidor. meses 
CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997) 
Artigos Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 
303 * 
Lesão corporal culposa na direção 
de veículo. 
D. 6 mn 
anos 
a2 
Publ. Cond. 
304 
Omissão de socorro por condutor de 
veículo em acidente. 
D. 6 
ano. 
m. a 1 
Públ. Inc. 
305 
Fuga do condutor do veículo do local 
do acidente. 
D. 6 
ano. 
m. a 1 
Públ. Inc. 
307, 
caput 
Violação da suspensão ou proibição 
de obter habilitação para dirigir 
veículo. 
D. 6 
ano. 
Públ. Inc. 
307, & 
ún. 
Não entrega do documento de 
habilitação em juízo no prazo, pelo 
condenado pela violação da 
suspensão ou proibição de dirigir. 
D. 6 
ano. 
Públ. Inc. 
308 * 
Participar, na direção de veículo 
automotor, em via pública, de 
corrida, disputa ou competição 
automobilística não autorizada pela 
autoridade competente, desde que 
resulte dano potencial à 
incolumidade pública ou privada. 
D. 6 
ano. 
Públ. Inc. 
309 
Direção não habilitada de veículo 
automotor, gerando perigo. 
D. 6 
ano. 
Públ. Inc. 
310 
Entrega de direção de veículo 
automotor a pessoa não habilitada 
ou sem condições de conduzir o 
veículo com segurança. 
D. 6 
ano. 
Públ. Inc. 
311 
Tráfego em velocidade incompatível 
com a segurança no trânsito. 
D. 6 
ano. 
Públ. Inc. 
312 
Inovação artificiosa de local de 
acidente automobilístico. 
D. 6 
ano. 
Públ. Inc. 
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* Tipo penal de menor potencial ofensivo acrescido ao rol da Lei 9.099 pela Lei 
10.259/2007. 
MEIO AMBIENTE (Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998) 
Artigos | Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 
Caça, perseguição ou apanha de 
29, espécime da fauna silvestre sem|D. 6 m. Públ. Inc 
caput [licença ou em desacordo com a|/|ano. 1 
obtida. 
29,81º, Impedimento de procriação da fauna BB | 
| silvestre — sem licença ou emiano Públ. Inc. 
desacordo com a obtida. 
29. 8 1º, | Destruição, dano ou modificação de/|D. 6 m PÉbBL lhe 
"| ninho, abrigo ou criadouro natural. ano. i i 
Venda, exportação, aquisição Ou 
o |guarda de espécimes da fauna 
29, " ' [silvestre e produtos derivados, sem std m Públ. Inc. 
licença ou provenientes de 
criadouros não autorizados. 
31 Introdução de espécime animal no|D. 3 m ETELTRS 
país sem licença. ano. UN 
. Abuso ou maus tratos em animais. ssdl.. Públ. Inc. 
caput ano. 
32,8 1º Experiência dolorosa ou cruel com|D. 3 m Públ. Inc 
! animal vivo. ano. OO 
41,8 |Incêndio culboso em mata oulD.6m : 
ún. floresta. ano. PBL IDE. 
Extração mineral não autorizada em DEm 
44 florestas públicas ou de —— Públ. Inc. 
preservação. 
Cortar ou transformar em carvão, 
madeira de lei, assim classificada 
por ato do poder público, para fins R 1 
45* industriais, energéticos ou para outra | * Publ. Inc. 
exploração, econômica ou não, em AA 
desacordo com as determinações 
legais. 
Aquisição ou recebimento de 
46, produtos vegetais sem verificação de |D. 6 m. Públ. Inc 
caput |sua extração mediante licença e|ano. “oO 
desacompanhados de documento. 
46,8 Venda, depósito, transporte lo gm. | 
ú guarda de “produtos de origem ano. Públ. Inc. 
vegetal sem licença. 
48 Impedimento da regeneração de|D. 6 m. Públ. Inc 
florestas ou vegetação. ano. OO 
Destruição ou dano em plantas D3m 
49 omamentais de logradouros ou Sho | Públ. Inc. 
propriedade privada. 
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Destruição ou dano em floresta ou|D. : 
50 . ; = Públ. Inc. 
vegetação de especial preservação. |ano. 
Comercialização ou uso de moto-|D. 3 m. a 1|,. 
51 : ; Públ. Inc. 
serra sem licença ou registro. ano. 
Penetração em Unidade de 
52 Conservação portando instrumentos D. Bm. a 1 PúblL lhe. 
para caça ou exploração florestal, | ano. 
sem licença. 
Causação culpbosa de poluição 
54,8 ún danosa à saúde humana oujlD. 6m a41 PBL Ta 
' |provocadora de mortandade dej|/lano. OT 
animais ou de destruição da flora. 
55 Pesquisa ou extração mineral sem DEmail., 
autorização ou em desacordo com a Públ. Inc. 
caput Ii ano. 
icença. 
55,8 |Não recuperação de área dejD. 6 m a1 PúbL na 
ún. pesquisa ou exploração mineral. ano. fes 
Substância tóxica, perigosa Ou D6Emal 
56, 8 3º | nociva à saúde humana ou ao meio ano Públ. Inc. 
ambiente. 
Estabelecimentos, obras ou serviços 
Go potencialmente poluidores, sem/|D. 1 a 6 Búbilãe. 
licença ou contrariando normas |meses. 
legais e regulamentares. 
62,8 Destruição, inutilização “l5ERmaitl. 
ã deterioração — culposa de bem Públ. Inc. 
ún. Á : ano. 
especialmente protegido. 
Construção em solo não edificável 
64 ou seu entorno, sem autorização ou |D. 6 m. a 1 Públ. Inc 
em desacordo com a autorização | ano. "oO 
concedida. 
65, Conspurcação de edificação oulD. 3 m. a 1/75. 
Públ. Inc. 
caput |monumento urbano. ano. 
65,8 |Conspurcação de monumento ou|jD.6m a1|7. 
: : Públ. Inc. 
ún. coisa tombada. ano. 
68, Não cumprimento culposo de D Small, 
: obrigação de relevante interesse Públ. Inc. 
ún. À ano. 
ambiental. 
* Tipo penal de menor potencial ofensivo acrescido ao rol da Lei 9.099 pela Lei 
10.259/2007. 
CÓDIGO FLORESTAL FEDERAL (Lei 4771 de 15 de Setembro de 1965)exploração de produtos ou 
subprodutos florestais, sem estar 
munido de licença da autoridade 
Artigos | Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 
Penetrar em florestas de 
preservação permanente conduzindo 
armas, substâncias ou instrumentos 
um SN e BD. 3 ma ls: 
26, “c” |próprios para caça proibida ou para Se Públ. Inc 
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competente; 
Fazer fogo, por qualquer modo, em 
florestas e demais formas de 
vegetação, sem tomar precauções 
adequadas 
ED 3 Mm a 
ano 
Públ. Inc 
Deixar de restituir à autoridade 
licenças extintas pelo decurso do 
prazo ou pela entrega ao 
consumidor dos produtos 
procedentes de florestas; 
E. 3 ma 
ano 
Públ. Inc 
26, ip 
Empregar, como combustível, 
produtos florestais ou hulha, sem 
uso de dispositivos que impeçam a 
difusão de fagulhas, suscetíveis de 
provocar incêndios nas florestas; 
D. 3 mM. a 1 
ano 
Públ. Inc 
26, “mm” 
Soltar animais ou não tomar 
precauções necessárias, para que o 
animal de sua propriedade não 
penetre em florestas sujeitas a 
regime especial; 
DD. 3 Mm a 
ano 
Públ. Inc 
ESTATUTO DO DESARMAMENTO (Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003) 
Artigos Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 
13, 
caput * 
Deixar de observar as cautelas 
necessárias para impedir que menor 
de 18 (dezoito) anos ou pessoa 
portadora de deficiência mental se 
apodere de arma de fogo que esteja 
sob sua posse ou que seja de sua 
propriedade. Parágrafo único. 
D. 1 a2 
anos. 
Publ. Inc.. 
13, par. 
Nas mesmas penas incorrem o 
proprietário ou diretor responsável 
de empresa de segurança e 
transporte de valores que deixarem 
de registrar ocorrência polícial e de 
comunicar à Polícia Federal perda, 
furto, roubo ou outras formas de 
extravio de arma de fogo, acessório 
ou munição que estejam sob sua 
guarda, nas primeiras 24 (vinte e 
quatro) horas depois de ocorrido o 
fato. 
DD 1az2 
anos. 
Publ. Inc.. 
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LEI DO DESPORTO/BINGO (Lei 9.615/98) 
Artigos Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 
f5 
Manutenção ou realização de jogo de 
bingo sem autorização legal. 
PS. 6 m. 
a 2? anos. 
Públ. Inc. 
EE 
Oferecimento em bingo de prêmio 
diverso do permitido em lei. 
P.S. 6 m. 
a | ano. 
Públ. Inc. 
ESTATUTO DO IDOSO (Lei 10.471, de 1º de outubro de 2003) 
Artigos Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 
96, 
caput 
Discriminar pessoa idosa, impedindo 
ou dificultando seu acesso àa 
operações bancárias, aos meios de 
transporte, ao direito de contratar ou 
por qualquer outro meio ou 
instrumento necessário ao exercício 
da cidadania, por motivo de idade. 
R.6mal 
ano. 
Públ. Inc.. 
96,8 1 
Desdenhar, humilhar, menosprezar ou 
discriminar —- pessoa — idosa, por 
qualquer motivo. 
R.6mal 
ano. 
Públ. Inc.. 
7, 
caput 
Deixar de prestar assistência ao 
idoso, quando possível fazê-lo sem 
risco pessoal em situação de 
iminente perigo, ou recusar, retardar 
ou dificultar sua assistência à saúde, 
sem justa causa, ou não pedir, nesses 
casos, o socorro de autoridade 
pública. 
D. Em. a 
1 ano. 
Públ. Inc. 
99, 
caput 
Expor a perigo a integridade e a 
saúde, física ou psíquica, do idoso, 
submetendo-o a condições 
desumanas ou degradantes Ou 
privando-o de alimentos e cuidados 
indispensáveis, quando obrigado a 
fazê-lo, ou sujeitando-o a trabalho 
excessivo ou inadequado. 
D. º?m.a 
1 ano 
Públ. Inc. 
100 
Obstar o acesso de alguém a 
qualquer cargo público por motivo de 
idade. Negar a alguém, por motivo de 
idade, emprego ou trabalho. Recusar, 
retardar ou dificultar atendimento ou 
deixar de prestar assistência à saúde, 
sem justa causa, a pessoa idosa. 
Deixar de cumprir, retardar ou frustrar, 
sem justo motivo, a execução de 
ordem judicial expedida na ação civil 
que alude esta Lei. Recusar, retardar 
ou omitir dados técnicos 
indispensáveis à propositura da ação 
D. 6m. a 
1 ano 
Públ. Inc. 
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civil objeto desta Leiiy quando 
requisitados pelo Ministério Público. 
101 
Deixar de cumprir, retardar ou frustrar, 
sem justo motivo, a execução de 
ordem judicial expedida nas ações em 
que for parte ou interveniente o idoso. 
D. 6m.a 
1 ano 
Públ. Inc. 
103 
Negar o acolhimento ou a 
permanência de idoso, como 
abrigado, por recusa deste em 
outorgar procuração à entidade de 
atendimento. 
D.6m.a 
1 ano 
Públ. Inc. 
104 
Reter o cartão magnético de conta 
bancária — relativa a benefícios, 
proventos ou pensão do idoso, bem 
como qualquer outro documento com 
objetivo de assegurar recebimento ou 
ressarcimento de dívida. 
D.6m.a 
1 ano 
Públ. Inc. 
109 
Impedir ou embaraçar ato do 
representante do Ministério Público ou 
de qualquer outro agente fiscalizador. 
D.6m.a 
1 ano 
Públ. Inc. 
* Tipo penal de menor potencial ofensivo acrescido ao rol da Lei 9.099 pela Lei 
10.259/2007. 
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