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TERMO CIRCUNSTANCIADO DE OCORRÊNCIA 1. APRESENTAÇÃO Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, conceituada como Constituição Cidadã, o Estado brasileiro, para administrar a coisa pública, foi compelido a exigir de suas Instituições um serviço público de qualidade e eficiente. De igual forma, as Polícias Militares passaram a buscar o desenvolvimento e a modernização de suas ações, visando cumprir com sua função constitucional. Nesta vertente, a Lei nº. 9.099/95, Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, conferiu à autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência, a possibilidade de confeccionar o Termo Circunstanciado no local do fato ocorrido, com o compromisso de que posteriormente as partes se apresentassem ao Juizado Especial Criminal. Consequentemente, as Polícias Militares viram a possibilidade de evoluir em sua missão institucional de policiamento ostensivo e preservação da ordem pública, progredindo na diminuição do tempo de resposta e dos gastos públicos, além da melhoria do serviço prestado e na mediação dos conflitos sociais, em respeito à dignidade da pessoa humana. A Cadeia de Custódia trata dos procedimentos tomados para conservação de todas informações em uma prova pericial. É preciso ter atenção quanto a qualquer evidência no local de crime e todos envolvidos devem ser responsáveis por esse cuidado. Considerando que a Polícia Militar comumente é a primeira a chegar em um local de crime deve ter um conhecimento técnico quanto a preservação deste local para que os peritos possam desenvolver um trabalho eficiente. Dessa forma, deve ser documentado qualquer informação relevante, como quem esteve no local, como foi encontrado o local e supostas violações. As ações de conservação compreendem: colocar lacres em evidências, isolamento do local de crime, dentre outras. O Brasil ainda não tem uma lei geral sobre a cadeia de custódia, porém o Código Penal, em seu Art 347, traz como crime a fraude processual, que consistem em: “inovar artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito.” COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com DO FAIADO DE GOIS Estudaremos neste curso, os aspectos gerais do Termo Circunstanciado de Ocorrência, bem como os procedimentos técnicos para sua confecção, visando aperfeiçoar os serviços prestados pela Polícia Militar de Goiás. É um curso de aperfeiçoamento profissional com carga horária de 30h. 2. OBJETIVOS 2.1 Gerais Transmitir os conhecimentos necessários aos Policiais Militares para a confecção do Termo Circunstanciado de Ocorrência. Apresentar os conceitos gerais e os procedimentos que auxiliam na compreensão e aprendizado sobre o Termo Circunstanciado e os procedimentos para conservação das informações ligadas ao crime. Conscientizar sobre a importância da preservação da Cadeia de Custódia. 2.2 Específicos Criar condições para que o Policial Militar amplie conhecimentos para: 2.2.1 Identificar as funções pertinentes ao encarregado da lavratura do TCO; 2.2.2 Reconhecer as variáveis legais inerentes a lavratura do TCO; 2.2.3 Desenvolver e exercitar habilidades para lavrar o TCO; 2.2.4 Fortalecer atitudes para lavrar o TCO dentro de uma conduta ética, pautada pela importância deste procedimento. 2.2.5 Identificar os procedimentos da Cadeia de Custódia; 2.2.6 Reconhecer um local de crime violado e informar essa circunstância no registro da ocorrência; 2.2.7 Desenvolver e exercitar habilidades para isolar e preservar o local de crime; 2.2.8 Fortalecer atitudes para preservar a cadeia de custódia dentro de uma conduta ética, pautada pela importância deste procedimento. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com ED CONTEÚDOS > MÓDULO I-INTRODUÇÃO * Aula1-lntrodução; * Aula2- Conceito de Infração de Menor Potencial Ofensivo; * 2.1 Posicionamento do STF; « 2.2- Atribuições da PM; * Aula3- Benefícios do TCO lavrado pela PM. >» MÓDULO !II- QUESTÕES PONTUAIS E AÇÃO PENAL: PRINCIPAIS ESPÉCIES E CONSIDERAÇÕES * Aula1- Questões pontuais; * Aula2- Ação penal: principais espécies e considerações; > MÓDULO Ill - FORMULÁRIOS DO TERMO CIRCUNSTANCIADO DE OCORRÊNCIA E O PAPEL DO GESTOR NA LAVRATURA DO TCO * Aula1-— Formulários do Termo Circunstanciado de Ocorrência; * Aula2-0O papeldo gestor na lavratura do TCO. >» MÓDULO IV - ASPECTOS TÉCNICOS E JURÍDICOS * Aula 1- Aspectos técnicos * Aula 2- Aspectos jurídicos * Aula3- Guia prático > MÓDULO V — CADEIA DE CUSTÓDIA Aula 1 — Introdução Aula 2 — Conceitos em geral Aula 3 — Vestígios Aula 4 — Etapas da cadeia de custódia Aula 5 — Centros de custódia COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com ED Ko POLICIA MILITAR PermrnrAHA INSTRUÇÕES METODOLÓGICAS Conteúdo apresentado pela plataforma de Ensino da Distância na qual o discente deverá efetivar a leitura do material apresentado em módulos, realizar as atividades previstas no plano de tutoria, incluindo a avaliação via sistema que exige aproveitamento mínimo de 70%, a fim de validar a aplicação da prova escrita presencial referente ao conteúdo ministrado. Trabalhar os aspectos procedimentais e atitudinais dando ênfase na análise crítica do conhecimento produzido, visando à compreensão do Termo Circunstanciado de Ocorrência e suas fundamentações legais vinculadas a Policia Militar do Estado de Goiás, através de aulas expositivas e estudo de textos pertinentes ao tema. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM Avaliação Online (Plataforma EaD)...cicciaiicosesssecssaves ssa Após requisitos. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com at AULA 1 - INTRODUÇÃO Termo Circunstanciado de Ocorrência - TCO é o termo utilizado para o substituir o Auto de Prisão em Flagrante — APF nas infrações de menor potencial ofensivo. A Lei 9.099/95 — Lei dos Juizados Especiais permite que, nessas infrações, ao invés de fazer a condução para uma Delegacia de Polícia para lavratura do APF possa ser feita a lavratura do TCO pela autoridade policial que realizar o atendimento da ocorrência. O Termo Circunstanciado de Ocorrência (TOCO) nada mais é que um relatório contendo a qualificação dos envolvidos, qual foi a infração penal cometida, como se deram os fatos e as circunstâncias e quais são os elementos de informações existentes. Se o autor da infração penal assumir o compromisso de comparecimento em juízo, dispensa a condução do infrator até uma Delegacia de Polícia. As informações exigidas no Termo Circunstanciado de Ocorrência se assemelham sobremaneira com as informações exigidas no Boletim de Ocorrência Policial Militar, com apenas algumas peculiaridades que serão analisadas posteriormente. O Termo Circunstanciado de Ocorrência, por ser um relatório circunstanciado, não possui caráter investigativo. A Constituição da República Federativa do Brasil — CF/88 prevê que deve ser diferenciado o tratamento das infrações de menor potencial ofensivo, conforme artigo abaixo: Art. 98. A União, no Distrito Federal e nos Territórios,e os Estados criarão: | - juizados especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral e sumaríssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau; (Grifo nosso). (BRASIL, 1988). A partir dessa determinação surgiu a Lei 9.099/95 disciplinando os Juizados Especiais, trazendo, primeiramente seus princípios e depois seus procedimentos. Os princípios são: Oralidade — Não significa dizer que todos os atos do processo serão produzidos oralmente, mas sim que a predominância se dará desta forma. Simplicidade > Este princípio visa a desburocratização, com a pretensão de diminuir ao máximo possível a quantidade de documentos. Consiste em admitir eventuais supressões de atos que não gerem prejuízo às partes envolvidas, concentrando os esforços naquilo que for essencial à prestação jurisdicional. Na prática pode-se concretizá-lo quando um simples atestado médico substitui o exame de corpo de delito para comprovação da materialidade do delito. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com Informalidade > Este princípio revela a desnecessidade do rigor nas formas processuais, ou seja, os atos processuais não carecem de um formato pré-estabelecido, “engessado”, priorizando a maior realização da justiça. Economia Processual[—— >É o princípio que diz que os atos processuais dever ser aproveitados ao máximo, o que não se limita aos valores pecuniários envoltos nas ações judiciais, mas também no emprego de recursos humanos e materiais que são requisitados. Celeridade > Este princípio recomenda que os processos dever ser rápidos. Consiste, em síntese, em dar solução à ação no prazo mais curto possível e remete ao princípio da razoável duração do processo. Embora não tenha sido elencado como um princípio, merece destaque a previsão existente no artigo 2º da Lei 9.099/95, o que prevê que deve ser buscado, sempre que possível, a conciliação ou a transação, ou, conforme especialmente trata o seu artigo 62, a reparação dos danos sofridos pela vítima e a aplicação de pena não privativa de liberdade. Assim, tem-se que os objetivos da Lei 9.099/95 são a composição e a transação penal, visando sempre à reparação dos danos causados pelo infrator de crime de menor potencial ofensivo e a aplicação de pena não privativa de liberdade, em detrimento da busca da verdade real do processo. AULA 2 - CONCEITO DE INFRAÇÃO DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO A Lei dos Juizados Especiais conceitua a infração de menor potencial ofensivo em seu Art. 61 considerando as duas situações seguintes: 1 — As contravenções penais: São todas as contravenções constantes do Decreto- Lei 3.688/1941, independente da pena. Trata-se de infrações não tão relevantes mas que se ficarem impunes podem levar a uma desordem generalizada. 2 — Os crimes que a lei comine pena máxima não superior a 2 anos, cumulada ou não com multa: São os crimes dentro ou fora do código penal com penas até 2 anos, independente de multa. Após o conceito acima, a Lei 9.099/95 traz como deve ser o procedimento com esse tipo de infração: COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com Art. 69. A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a vítima, providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários. Parágrafo único. Ao autor do fato que, após a lavratura do termo, for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer, não se imporá prisão em flagrante, nem se exigirá fiança. A partir deste artigo começou-se a questionar quem seria essa autoridade policial. Surgiram duas correntes, uma defendia que seria qualquer policial que tomasse conhecimento da ocorrência, sendo considerado policial de acordo como o Art. 144 da Constituição Federal, pois se a lei quisesse restringir o teria feito de forma explícita. À outra corrente diz que seria apenas o Delegado de polícia a autoridade competente para lavrar o termo circunstanciado de ocorrência por se tratar de competência exclusiva da polícia civil e requerer um conhecimento técnico jurídico. A maioria da doutrina coaduna com a primeira corrente citada, por isso demonstramos os dizeres de Damásio de Jesus: É uma superposição de esforços e uma infrigência à celeridade e à economia processual, o policial militar, tendo lavrado o respectivo talão de ocorrência fosse obrigado a encaminhá-lo ao Distrito Polícial, repartição cujo trabalho se quis aliviar, a fim de que o Delegado, após um período variado de tempo, repetisse idêntico relato, em outro formulário, denominado boletim de ocorrência (JESUS, 20171, p. 62). Na obra Juizados Especiais Criminais, 4º ed. São Paulo: RT, 2002, p. 109 — 110, Ada Pellegrini Grinover, Antônio Magalhães Gomes Filho, Antônio Scarance Fernandes e Luiz Flávio Gomes afirmam que: Qualquer autoridade policial poderá ter conhecimento do fato que poderia configurar, em tese, infração penal. Não somente as polícias federal e civil, que têm função institucional de polícia judiciária da União e dos Estados (art. 144, 8 1º, inc. IV e $ 4º), mas também a polícia militar. O legislador não quis — nem poderia — privar as polícias federal e civil das funções de polícia judiciária e de apuração das infrações penais. Mas essa atribuição — que só é privativa para a polícia federal, como se vê pelo confronto entre o inc. IVdo & 1º do art. 144 e seu $ 4º - não impede que qualquer outra autoridade policial, ao ter conhecimento do fato, tome as providências indicadas no dispositivo, até porque o inquérito policial é expressamente dispensado nesses casos. (GRINOVER et.al., 2002, p. 109 — 110). COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com 2.1 Posicionamento do STF Em setembro de 2017 a discussão chegou no Superior Tribunal Federal e, enfim, foi decidida a matéria no Recurso Extraordinário 1.050.631 do Estado de Sergipe, sacramentando que os policiais militares são autoridades policiais competentes para fins de lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência. Em seu posicionamento, o Ministro Gilmar Mendes citou voto da presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministra Carmem Lúcia, e outro voto de sua própria autoria, que em 2016 já havia se manifestado sobre a questão. Assim, vejamos: Registro por oportuno que, na Reclamação 6612/SE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 6.3.2009, esta Corte especificamente analisou a mesma matéria que agora se apresenta, com a diferença de que, na reclamação mencionada, o dispositivo questionado era o Provimento 13/2008, da Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de Sergipe, que: “dispõe sobre o recebimento de Termo de Ocorrência Circunstanciado lavrado pela Polícia Militar, no âmbito dos Juizados Especiais Criminais do Estado de Sergipe e dá outras providências”. Transcrevo trecho da decisão da Min. Cármen, na referida reclamação: “Cumpre ainda que se divise, no entanto, se o ato de lavrar um termo circunstanciado se limita à formalização de um relato devidopor praça que atenda a um chamado do cidadão, ou se se dá em um ato mais elaborado, a tomar lugar jurídico de delegado de polícia”, envolvendo um juízo jurídico de avaliação (técnica), como mesmo reconhecido pelo Ministro Cezar Peluso em seu voto na Ação Direta da Inconstitucionalidade nº 3.614/PR. Na mesma assentada consta o registro do Ministro Gilmar Mendes (vencido na ocasião), remetendo-se ao voto do Ministro Celso de Melo, em que destaca algo que para o caso agora apreciado muito interessa: (...) Por outro lado, a própria expressão “termo circunstanciado remete, como agora destacado pelo Ministro Celso de Melo, à Lei n. 9.099, que, na verdade, não é função primacial da autoridade policial cívil. A doutrina registra que essa é uma função que pode ser exercida por qualquer autoridade policial. (BRASIL, 2016). A Procuradoria Geral da República, no RE 1.051.393/SE, no mesmo sentido, ofertou o Parecer com os seguintes dizeres: “28. A interpretação restritiva que o recorrente quer conferir ao termo "autoridade policial, que consta do art. 69 da Lei n.º 9.099/95, não se compatibiliza com o art. 144 da Constituição Federal, que não faz essa distinção. Pela norma constitucional, todos os agentes que integram os órgãos de segurança pública — polícia federal, polícia rodoviária federal, policiais civis, polícia militar e corpos de bombeiros militares -, cada um na sua área específica de atuação, são autoridades policiais”. (BRASIL, 2017). COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com 2.2. Atribuições da Polícia Militar À Polícia Militar cabe as funções de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, atribuições estas previstas em diversas normas, em especial na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 144, 8 5º. O Decreto nº 88.777, de 30 de setembro de 1983, que regulamenta o Decreto-Lei nº 667/69, em seu Capítulo Il, tratando da conceituação e competência, estabelece os conceitos de preservação da ordem pública e policiamento ostensivo da seguinte forma: Art. 2º - Para efeito do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1969 modificado pelo Decreto-lei nº 1.406, de 24 de junho de 1975, e pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983, e deste Regulamento, são estabelecidos os seguintes conceitos: Cu) 19) Manutenção da Ordem Pública - É o exercício dinâmico do poder de polícia, no campo da segurança pública, manifestado por atuações predominantemente ostensivas, visando a prevenir, dissuadir, coibir ou reprimir eventos que violem a ordem pública. E 27) Policiamento Ostensivo - Ação policial, exclusiva das Policias Militares em cujo emprego o homem ou a fração de tropa engajados sejam identificados de relance, quer pela farda quer pelo equipamento, ou viatura, objetivando a manutenção da ordem pública. (BRASIL, 1983). Também temos a Portaria nº 23/2008-PM/1, que define conceitos, missões e atribuições, bem como o perfil profissiográfico do chefe de polícia ostensiva da PMGO, que em seu artigo 2º, incisos | e Xl, dentre outros, informa algumas das atribuições constitucionais da Polícia Militar do Estado de Goiás: Art. 2º São atribuições constitucionais da Polícia Militar: | — executar o policiamento ostensivo fiscalizando o ambiente social, de forma a prevenir ou neutralizar os fatores de risco que possam comprometer a ordem pública; ” Xl — lavrar termo circunstanciado nas infrações penais de menor potencial ofensivo, assim definidas em lei. (GOIAS, 2008). COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com O Poder Judiciário do Estado de Goiás emitiu o provimento nº 18, de 15 de julho de 2015, autorizando os juízes a receberem os Termos Circunstanciados emitidos pelos policiais militares e policiais rodoviários federais, o que pôs fim à discussão no âmbito estadual firmando o entendimento da competência do policial militar para lavratura do termo circunstanciado de ocorrência. Tal providência tem sido adotada em várias unidades da Federação, legitimando, por si só, a lavratura do TCO pela Polícia Militar. Os argumentos utilizados pela Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça para a edição do referido provimento, abrangem desde um termo de cooperação celebrado entre a PRF e o MP, ainda no ano de 2012, até a observância do alto índice de criminalidade no Estado de Goiás e a necessidade de união das forças policiais do Estado, para o seu fortalecimento e consequente combate ao crime. É importante observar os seguintes artigos do Provimento referido: Art. 1º Para os fins previstos no art. 69 da Leo 9.099/95, entende-se por autoridade polícial, apta a tomar conhecimento da ocorrência e lavrar o termo circunstanciado, o agente do Poder Público investido legalmente de atribuições para intervir na vida da pessoa natural, atuando no policiamento ostensivo ou investigatório. Art. 2º Os Juízes de Direito dos Juizados Especiais Criminais e ainda os Juízes de Direito das Comarcas do Estado de Goiás, ficam autorizados a recepcionar os respectivos termos circunstanciados quando igualmente elaborados por policiais militares estaduais, inclusive policiais rodoviários e, policiais rodoviários federais, desde que assinados por oficiais das respectivas instituições ou agentes menos graduados portadores de cursos superiores. Art. 3º Havendo necessidade de confecção de exame pericial urgente, o policial militar ou rodoviário federal legalmente autorizado por sua instituição, o providenciará e encaminhará o resultado à justiça. Art. 4º O encaminhamento dos termos circunstanciados respeitará a disciplina elaborada pelo Juízo responsável pelas atividades do Juizado Especial Criminal da área onde ocorreu a infração penal. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com Pelo provimento, restou claramente definido que o entendimento da Corregedoria- Geral do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás é no sentido de se reconhecer os policiais militares como sendo autoridades policiais para os fins previstos no artigo 69 da Lei 9.099/95. Existem algumas ressalvas que visam dar maior tecnicidade à lavratura do TCO pela Polícia Militar, quando, por exemplo, o provimento prevê a necessidade de que o Termo seja assinado por oficiais ou agentes menos graduados portadores de cursos superiores. Ressalta-se que o fato de o Policial Militar lavrar um TCO não implica em usurpação de função pública, tendo em vista que a lavratura deste procedimento se constitui em mero relato de fato, não havendo qualquer providência no sentido de exercer a atividade investigativa, servindo tão somente de peça informativa ao Ministério Público. O reconhecimento dos policiais militares como autoridade policial, conforme a Lei 9.099/95, traz inúmeras consequências positivas, sendo a maior delas a de apresentar à sociedade um modelo de polícia que consiga dar uma resposta definitiva às demandas da sociedade, traduzindo a ideia de ciclo completo de polícia. Por tal proposta, o mesmo órgão policial que atua preventivamente, atendendo à solicitação do cidadão, consegue dar continuidade ao atendimento demandado, possibilitando o encaminhamento direto ao Poder Judiciário, permitindo assim que a Justiça promova a conciliação, transação penal ou ação requerida, o que resulta em significativa economia de tempoe custos, bem como na satisfação daqueles que solicitaram o trabalho da Polícia Militar e da Justiça. AULA 3 - BENEFÍCIOS DO TCO-PM Os benefícios do TCO-PM abrangem a Sociedade, a Justiça e a Polícia, de forma inter-relacionada. Assim, destacamos as seguintes vantagens: * Liberação das partes no local, sem necessitar ir para a Delegacia, evitando maior desgaste entre autor e vítima e/ou condução desnecessária; * Liberação e consequente retorno da guarnição para a atividade ostensiva de patrulhamento de forma imediata; COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com * e +, * * t *” s o *% o *” e Economia de tempo de trabalho e de gastos públicos, uma vez que a guarnição não irá precisar se deslocar para a delegacia de polícia e também no que se refere à economia de atos processuais; Otimização do serviço policial, pois atualmente é feito o Boletim de Ocorrência pela Polícia Militar e o TCO pela Polícia Civil, sendo que os dois documentos contem praticamente os mesmos dados, e agora far-se-á um só procedimento; Melhoramento das investigações da Polícia Civil com crimes de maior potencial ofensivo que demandam uma análise mais acurada, vez que não será necessário dispender tempo com infrações de menor potencial ofensivo; Aumento no registro de infrações penais, vez que em virtude da burocracia e demora de se deslocar a uma Delegacia de Polícia, muitas infrações não são registradas, o que vindo a ocorrer, fundamenta a estatística da Polícia Militar e possibilita melhor emprego do efetivo, além da certeza da persecução penal; Melhoria no atendimento ao cidadão, que, uma vez solicitado o Estado, ali se faz presente por meio da Polícia Militar, e tem sua demanda diretamente encaminhada ao Poder Judiciário. Tal situação estabelece uma relação de confiança e proximidade com a Polícia Militar, além de maior qualidade técnica do serviço prestado Diminuição da sensação de impunidade, em razão do aumento do registro das ocorrências e consequente persecução penal, além da rapidez da aplicação da pena. Celeridade e consequente credibilidade no trabalho da Justiça, haja vista que os procedimentos são levados à apreciação do juiz em um prazo muito curto em relação ao que é praticado atualmente, dando uma breve e certeira resposta às partes envolvidas; Redução no número de crimes de maior gravidade, tendo em vista que a imediata atuação da PM em crimes de menor potencial ofensivo evita com que crimes mais graves ocorram; Possibilita investimentos na Instituição, pelo fato de a grande maioria dos procedimentos resultarem em transações penais, cujas multas aplicadas podem ser revertidas para a Polícia Militar adquirir equipamentos diversos (como coletes, etilômetros, decibeliímetros), como adequar (reformar ou construir) suas instalações; COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com * Fortalecimento da autoridade Policial Militar, já que os procedimentos serão realizados pelo próprio Policial Militar MÓDULO Il - QUESTÕES PONTUAIS E AÇÃO PENAL: PRINCIPAIS ESPÉCIES E CONSIDERAÇÕES AULA 1 — QUESTÕES PONTUAIS; Há hipóteses em que, mesmo se tratando de crime supostamente sujeito à da Lei 9.099/95, estará afastada a sua aplicação, impossibilitando, portanto, a lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência. Esclareceremos aqui situações em que é permitida ou não a realização do TCO-PM. a) Crimes cometidos contra idosos Essa hipótese exige uma discussão mais ampla, devido à previsão existente no artigo 94 da Lei 10.741/03 (Estatuto do Idoso), assim transcrito: Art. 94. Aos crimes previstos nesta Lei, cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos, aplica-se o procedimento previsto na Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995, e, subsidiariamente, no que couber, as disposições do Código Penal e do Código de Processo Penal. (BRASIL, 2003). Tal artigo motivou acaloradas discussões doutrinárias e jurisprudenciais, pois modificava o conceito de infração de menor potencial ofensivo previsto na Lei 9.099/95, o que levou a demanda ao Supremo Tribunal Federal, por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3096, ajuizada pelo Procurador-Geral da República. Assim, conforme decidido no julgamento da ADIN 3096 pelo STF, restou o entendimento de que nos crimes praticados contra idosos, caso a pena máxima aplicável seja de até 2 (dois) anos, o processo tramitará nos Juizados Especiais Criminais, portanto, sujeito à Lei 9.099/95. Por outro lado, naqueles crimes em que a pena seja superior a 2 e inferior a 4 anos, o processo terá seu trâmite na Justiça Comum, porém, aplica-se o procedimento sumaríssimo previsto na Lei 9.099/95. Concluindo, o TCO será lavrado nas infrações penais praticadas contra idosos apenas quando pena máxima não ultrapassar os 2 anos. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com b) Acusados com foro por prerrogativa de função Existe nas hipóteses que em virtude da função exercida pelo agente exista uma prerrogativa de julgamento distinta do habitual, como no caso de Presidente da República, governadores, deputados, senadores, magistrados, membros do Ministério Público, dentre outros. Nesses casos, o Policial Militar deverá se valer do mandamento do POP 304 (Ocorrência envolvendo Autoridades), onde deverá ser lavrado BO/PM, juntamente com um relatório circunstanciado, conforme descrito no item 12 da Sequência de Ações, e encaminhado ao seu superior imediato para providencias. Vale ressaltar que essas autoridades possuem foro por prerrogativa de função, cabendo ao órgão competente, em cada caso, adotar as providências cabíveis. Em relação aos vereadores, não há previsão de prerrogativa de foro para os membros do Poder Legislativo Municipal, o que se leva a concluir que é plenamente possível a lavratura de TCO quando o autor for vereador. c) Crimes eleitorais Conforme o artigo 7º da Resolução nº 23.396/2013, do Tribunal Superior Eleitoral, existe a possibilidade de lavratura do TCOE — Termo Circunstanciado de Ocorrência Eleitoral. Todas as ações de crimes eleitorais são públicas incondicionadas. Art. 7º As autoridades policials e seus agentes deverão prender quem for encontrado em flagrante delito pela prática de infração eleitoral, salvo quando se tratar de crime de menor potencial ofensivo, comunicando imediatamente o fato ao Juiz Eleitoral, ao Ministério Público Eleitoral e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. (BRASIL, 2013) d) Violência doméstica e familiar contra a mulher A Lei 11.340/06, denominada Lei Maria da Penha, prevê expressamente em seu artigo 41 que: “Art. 41. Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995”. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com O referido artigo foi levado à apreciação do STF por meio do julgamento de um habeas corpus em 2011, sendo pacificado o entendimento de que a Lei 9.099/95 não incide sobre a Lei 11.340/06. Assim, em crimes de violênciadoméstica contra a mulher não é cabível a lavratura de TCO. e) Crimes militares O artigo 90-A da Lei 9.099/95 estabelece que: “Art. 90-A. As disposições desta Lei não se aplicam no âmbito da Justiça Militar”. Embora haja clareza evidente no artigo citado, existem divergências doutrinárias e jurisprudenciais sobre o tema, tendo o próprio STF reconhecido a possibilidade de aplicação da Lei 9.099/95 apenas aos civis que estejam sendo processados por crime militar. Enquanto não pacificado o tema, não se aplica a referida norma (Lei 9.099/95) aos militares, sendo impossível a lavratura do TCO. f) Conexão e continência A Conexão e a Continência são causas modificadoras da competência do Juizado Especial Criminal (JECRIM). Dessa maneira, quando o Policial Militar se deparar com uma situação onde houve o cometimento de uma infração penal em conjunto com uma infração de menor potencial ofensivo, orienta-se os policiais militares a deslocarem com todos os envolvidos para a Delegacia de Polícia competente. Caberá ao Delegado de Polícia realizar a investigação do caso, analisar os elementos de informação e tomar a decisão do melhor procedimento a ser aplicável, ou seja, instauração do Inquérito Penal ou a lavratura do termo Circunstanciado de Ocorrência. g) Lei de drogas O artigo 28 da Lei 11.343/06, denominada Lei de Drogas, se refere às pessoas que, de alguma forma, tenham em seu poder drogas destinas à consumo pessoal, estabelecendo uma pena máxima de 10 (dez) meses, sujeitando-as, portanto, à incidência da Lei 9.099/95. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com Na prática, para que o Policial Militar possa lavrar o TCO nesses casos, faz-se necessária a realização do laudo de constatação da droga. Essa dificuldade foi suprida pelo provimento nº 18/2015 da Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, onde afirma em seu artigo 3º: “Art. 3º Havendo necessidade de confecção de exame pericial urgente, o Policial Militar ou rodoviário federal legalmente autorizado por sua instituição, o providenciará e encaminhará o resultado à Justiça. " (GOIÁS, 2015). Assim, é admissível a lavratura de TCO pela Polícia Militar nos casos do artigo 28 da Lei 11.343/06 e também no caso do Art. 33, $ 3 e 38. Modelo de requisição de exame de drogas ao Instituto de Criminalistica: “Solicito exame de constatação em droga em substância assemelhada a XXXXX, com XXX porções, apreendida em poder de XXXXXX, no dia XXXXXXXX, às XXXX, no endereço XXXX. Policial Militar XXX RG XXX. Aqui seria bom também treinar anexar o envio do resultado do exame após o envio do TCO, na ferramenta ENVIAR ANEXOS AO PROJUDLI, que consta na linha do tempo do TCO.” h) Menor infrator No que diz respeito aos atos infracionais cometidos por adolescentes e que se sujeitem à Lei 9.099/95, a Lei 8.069, de 13 de julho de 1990, dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências, traz a previsão de confecção de um termo semelhante ao TCO, denominado de Boletim de Ocorrência Circunstanciado — BOC, que só é lavrado nos casos de flagrante de ato infracional, nos termos do Art. 173, 8 único, em substituição ao auto de apreensão em flagrante, desde que tenha sido cometido sem emprego de violência ou grave ameaça a pessoa. Assim como no TCO, é importante que tanto o adolescente quanto seus pais ou responsáveis assinem o termo de compromisso de comparecimento em audiência para tratar sobre a questão. Em razão da complexidade envolvida nessa hipótese, a instituição optou por não dar início a lavratura do BOC-PM. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com AULA 2 — AÇÃO PENAL: PRINCIPAIS ESPÉCIES E CONSIDERAÇÕES Dada a omissão legislativa em definir o conceito de ação penal, coube à doutrina realizar esta tarefa. Guilherme de Souza Nucci, em sua obra Código de processo penal comentado. 4. ed. revista, atualizada e ampliada. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005, p. 121/122, assim define ação penal: “é o direito do Estado-acusação ou da vítima de ingressar em juízo, solicitando a prestação jurisdicional, representada pela aplicação das normas de direito penal ao caso concreto". Definido o que vem a ser ação penal, faz-se necessário distinguir ação penal de natureza pública e privada. Assim, doutrinariamente as ações penais se dividem em: a) Pública incondicionada Constitui a regra da ação penal. Assim, quando o tipo penal não estabelecer nenhuma outra providência em contrário, entende-se que aquele crime se processa por meio de ação pública incondicionada. Por esta modalidade, o Ministério Público age de ofício, sem necessitar de nenhuma manifestação de terceiros. Diversos princípios permeiam a ação penal pública incondicionada, dentre os quais: oficialidade (o MP age de ofício, sem necessidade de ser provocado), indisponibilidade (o MP não pode desistir da ação), obrigatoriedade (preenchidos os requisitos legais, o MP não pode deixar de ingressar em juízo), indivisibilidade (o MP deve denunciar todos os envolvidos, sendo vedada a propositura fracionada da ação) e por fim a intranscendência (a pena não pode ultrapassar a pessoa do condenado, conforme prevê a Constituição Federal). Nesses crimes, a ação da Polícia Militar deve ocorrer independentemente de qualquer manifestação de vontade das partes envolvidas, vez que o risco ao bem juridicamente protegido ameaça a sociedade como um todo, e não apenas o indivíduo que seja vítima direta. Assim, sendo cabível a lavratura de TCO, o Policial Militar responsável pelo atendimento deverá fazer o registro. Oportuno salientar ainda que todas as contravenções penais se dão por meio de ação penal pública incondicionada. Ex: Perturbação do Trabalho e Sossego Alheios (art. 42 Decreto-Lei n.º 3688/41). COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com b) Pública condicionada à representação Quando o crime for de Ação Penal Pública condicionada à Representação, o próprio diploma legal vai trazer essa informação expressamente. Quando isso ocorrer, ao lavrar o TCO, o Policial Militar deverá preencher o Termo de Manifestação do Ofendido. Nesta hipótese, para que o MP possa agir faz-se necessário que a vítima se manifeste neste sentido. A representação é compreendida como uma condição de procedibilidade da ação, sem a qual a ação ministerial não é possível. Ela pode ser dirigida ao juiz, promotor ou policial, e não carece de forma específica. O prazo para representar é de 06 (seis) meses do conhecimento da autoria do fato, o qual findo não restará mais possibilidade de oferecer denúncia por aquele crime. Nesta modalidade de ação, o procedimento tomado pela Policial Militar vai depender da manifestação da parte ofendida. Por exemplo, num crime de Ameaça (Artigo 147 do Código Penal, com sanção de detenção de um a seis meses ou multa), a guarnição policial deve consignar em termo próprio o interesse ou não que a vítima tenha de representar contra o autor, sendo que o termo está contido dentro do próprio sistema RAI. Havendo o interesse, será lavrado o TCO e será agendada uma audiência no Juizado Especial Criminal. Caso contrário, será registrado um registro de atendimento da ocorrência, onde constará expressamente que a parte ofendida não tem interesse em representarcontra o autor, o que irá resguardar o Policial Militar de eventual responsabilização posterior. c) Privada exclusiva ou privada propriamente dita É aquela em que cabe tão somente ao particular propor a ação por meio de queixa, sendo possível, ainda, que seus sucessores a proponham em caso de morte. Nesses casos, o Policial Militar tem o dever de agir lavrando o TCO, sendo indispensável o termo de manifestação do ofendido no sentido de se ver processar a outra parte, o próprio ofendido é quem decide sobre ingressar em juízo ou não. Nesses casos, o termo de manifestação da vítima já traduz a materialização da vontade da parte em encaminhar a demanda à apreciação do Poder Judiciário, o que torna o trabalho da Polícia Militar mais técnico, o que permite a lavratura do Termo COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com Circunstanciado de Ocorrência pela Polícia Militar. Podemos citar como exemplo de crimes em que a ação penal é privada a Calúnia, a Difamação e o crime de Dano, dentre outros. Ainda tem a espécie de Ação Privada Personalíssima, na qual somente o ofendido tem legitimidade para propô-la. Difere da ação Privada Exclusiva porque o sucessor não tem legitimidade para interpor a ação, apenas o ofendido. Exemplo: crime de induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento ao casamento (Artigo 236 do Código Penal, com pena prevista de detenção de seis meses a dois anos). Na hipótese suscitada, é lavrado o TCO pela Polícia Militar, com a ressalva de que apenas a vítima pode requerer a lavratura, vez que nesse caso a legitimidade para propositura é um direito indisponível. Na prática a diferença entre as ação públicas incondicionadas e as demais é que na primeira não depende de nenhuma vontade da vítima para o início da ação penal, então o policial deve lavrar o TCO-PM independente de sua vontade, já nas outras ele precisa de sua manifestação que é representada pelo Termo de Manifestação da Vítima, qual está inserido dentro do sistema RAl. Para diferenciar os tipos de ação deve se observar na lei, em regra, trata-se de ação penal pública incondicionada, mas se o artigo diz que a ação de procede mediante representação significa que é ação penal pública condicionada a representação; e se o artigo diz que a ação se procede mediante queixa, ele está dizendo que se trata de uma ação privada. MÓDULO III - FORMULÁRIOS DO TERMO CIRCUNSTANCIADO DE OCORRÊNCIA E O PAPEL DO GESTOR NA LAVRATURA DO TCO AULA 1 - FORMULÁRIOS DO TERMO CIRCUNSTANCIADO DE OCORRÊNCIA Em diversas ocasiões durante a lavratura do TCO, será necessário o registro de algum documento à parte, a fim de cumprir determinadas formalidades da ação. É de suma importância que durante o preenchimento desses formulários, o policial responsável se atente para a precisão dos dados informados pelas partes, como nome completo, fiiação e número de documentos, dando especial atenção às informações relativas ao contato, como endereço, telefone, e-mail e até mesmo de aplicativos como Whatsapp (esse último inclusive já está em uso na comarca de Piracanjuba — GO, conforme entendimento do Conselho Nacional de Justiça). A Lei 9.099/95 estabelece que as intimações serão feitas na forma prevista para citação, ou por qualquer outro meio idôneo de comunicação. O cuidado com a inserção de COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com tais informações se deve ao fato de que, com base naquilo que a Polícia Militar apresenta à Justiça, é que a prestação jurisdicional será realizada. Assim, o primoroso registro do TCO facilita a conquista dos princípios buscados pela Lei 9.099/95, sempre válido lembrar que são a oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade. Além disso, evitam-se equívocos como o registro de homôânimos ou de endereços e contatos incoerentes. a) Termo de apreensão e depósito Este é o documento em que são registrados os objetos que foram eventualmente apreendidos, como por exemplo, som, arma branca, caça níquel, etc. É importante que constem todas as observações relativas ao estado de conservação e funcionamento do que for recolhido, local, data e hora da ocorrência e o número do RAI que foi registrado, se possível até mesmo anexando fotos ou vídeos do momento da apreensão no RAl, visando desta forma resguardar os policiais envolvidos na apreensão de eventual alegação de dano ou extravio. Este termo está inserido dentro do próprio sistema RAI. b) Termo de constatação preliminar de substância É o documento que atesta que a substância apreendida revela, pela coloração, consistência, cheiro, bem como pelas suas características, ser positiva para a caracterização da droga, legitimando assim a lavratura do TCO. Observação relevante diz respeito à possibilidade de que este laudo seja feito por pessoa idônea, e não necessariamente por perito oficial (no caso do Termo constatação preliminar, que é suficiente para a lavratura do TCO), conforme prevê a Lei de Drogas (11.343/03) em seu artigo 50, 81º. O laudo definitivo deve ser realizado pela Polícia Técnico Científica, sendo necessário que o Gestor da Unidade faça o encaminhamento do material para ser analisado por aquele órgão. Seguindo o mesmo padrão dos demais termos, deverá constar todas as informações disponíveis sobre o autor, como nome completo, filiação, data de nascimento, naturalidade, nacionalidade, RG, CPF, CNH, endereço, telefone, Whatsapp e e-mail, além de informações sobre o dia, hora e local da apreensão, descrevendo as características da substância apreendida (cor, formato, embalamento, etc.), quantidade, peso (quando possível), circunstâncias e local da apreensão. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com Esse termo deve ser anexado ao RAI, e também constar o Termo de Apreensão da droga (já incluso no RAI), é importante que o policial saiba que tem competência para fazer o Termo de Constatação Preliminar mas deve se valer dos termos “aparentemente”, “aproximadamente”, “semelhante”, “possivelmente”, uma vez que não é perito para afirmar as constatações da droga e de seu peso. A droga apreendida deve ser entregue ao gestor para encaminhamento para o Instituto de Criminalística. c) Termo de compromisso de comparecimento Dentre os formulários citados, este talvez seja o de maior relevância, tendo em vista ser através dele que a ocorrência é sanada no local, resultando, dentre outras questões, na já discutida celeridade. O termo atende o estabelecido pela Lei 9.099/95 no parágrafo único do artigo 69, afirmando que ao autor do fato que for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer, não se imporá prisão em flagrante, nem se exigirá fiança. Este termo já está incluso no sistema RAl. d) Termo de manifestação do ofendido É meio pelo qual o ofendido registra o seu interesse em representar ou não contra o autor. Nos crimes de ação penal privada ou pública condicionada a representação, esse termo é indispensável. Contudo, a manifestação da parte deve ocorrer mesmo quando recusar o prosseguimento do trabalho da Polícia Militar, vez que assim fazendo, os policiais que atenderam a ocorrência estarão se salvaguardando de qualquer questionamento posterior quanto à omissão. Nesse caso, havendo recusa de assinaturapor razões diversas (como embriaguez), poderá ser suprida por testemunha ou vídeo anexado ao RAI. Este termo já está incluso no sistema RAl. AULA 2 - O PAPEL DO GESTOR NA LAVRATURA DO TCO O Gestor será o Policial Militar responsável por intermediar o envio do TCO lavrado pela Polícia Militar para os Juizados Criminais. Possui diversas atribuições, dentre as quais se destacam: realizar a conferência de todas as informações inseridas no TCO, devendo fazer uma revisão e validação daquilo que foi registrado, analisando a COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com qualificação e dados de contato das partes (autor, vítima, testemunhas), o enquadramento penal, o adequado preenchimento de formulários que o caso requeira, o agendamento de audiência e o encaminhamento do TCO para o Juizado Especial Criminal via sistema eletrônico de processo judicial, o PROJUDI. Como dito, o PROJUDI é o sistema eletrônico de processos judiciais. É por meio dele que se dão as ações que tramitam nos Juizados Especiais Cíveis e Criminais. O Gestor do TCO deverá se cadastrar junto ao Poder Judiciário a fim de que possua acesso ao sistema, e assim consiga anexar os arquivos produzidos no TCO. Na condição de gestor, terá autonomia para fazer correções no TCO lavrado antes do envio ao Juizado. Como dito anteriormente, caberá a ele o contato direto com o Poder Judiciário, sendo responsável por organizar junto à secretaria do Juizado a pauta de audiências em dias e horários específicos, a fim de facilitar tanto o registro do TCO pela Polícia Militar, quanto os trabalhos do Juizado, sendo que essa pauta deve estar dentro do próprio sistema. Atendendo o previsto no artigo 2º do Provimento nº 18/2015 da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, é preciso que o Gestor, que inclusive irá assinar o TCO (atestando sua validade), seja oficial ou praça portadora de curso superior. MÓDULO IV — ASPECTOS TÉCNICOS E JURÍDICOS AULA 1 — ASPECTOS TÉCNICOS O TCO-PM deve ser feito via Sistema RAl, isto é, deve ser feito o registro da ocorrência e depois encaminhado para os passos do TCO que realiza o encaminhamento ao sistema do judiciário, PROJUDI. Ou seja, o TCO é o RAI que será encaminhado ao Projudi, tudo pelo mesmo sistema, conforme ilustrado adiante. O registro pode ser feito em computador, tablet ou celular, e após o registro as partes devem ser liberadas no local da ocorrência. A impressão pode ser feita por impressora térmica, em papel A4, ou por PDF. Primeiramente deve ser feito o preenchimento do RAI com o máximo de dados possíveis, caso faltem informações o próprio sistema irá mandar voltar e preencher, como por exemplo, se faltar o preenchimento de dados da vítima. Após adicionar a natureza da COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com DO CHAO DE COIAA infração surge a opção TCO, apenas se a natureza for compatível com a possibilidade de TCO. Importante mencionar também que o sistema permite anexar vídeos, fotos e arquivos para complementação do registro, deixando o TCO-PM ainda mais técnico. à Mm Atendimento x O Y) coRoxX € ec o | à Seguro | https.//atendimento-homo.ssp.go.gov.br/*/atendimento nt: VW Atendimento À ATENDIMENTO HISTORICO/IMARESSÃO — coNSULTas = — O E Eetrica ” Selecione o o e o " Da , a DIGITE PARA ESCOLHER UMA NATUREZA E CLIQUE EM realização: * r d+ ADICIONAR NATUREZA NA OCORRÊNCIA natureza: É DEL 3.688/1941: LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS -» DEL 3688/1941 ART. 42 CAPUT: PERTURBAÇÃO DO TRABALHO OU SOSSEGO ALHEIOS - CONSUMADO tã x See (EM) VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER [2] AUTOR MENOR (0) VÍTIMAMENOR (2) VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO a: Apoio MM CcELG O SANEAGO (E) POLÍCIAMILITAR (2) POLÍCIACIVIL [2 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL (2) POLÍCIA TECNICO-CIENTÍFICA (2) GUARDA MUNICIPAL [) AMT [2] OUTRO Es 3 samu Motivação Negociador: Ações Operações inicial - Y ordinárias õ Y MOPI: õ Y Unidades de — ADICIONAR UNIDADES DE AFETO MANUALMENTE & notificações: & PESSOAS —- & vECULOS =, O ARMAS > U MANDADOS =>» A OBJETOS - É DROGAS > ES DOCUMENTOS - A AMBIENTE / DADOS ACIDENTE % ANEXOS — TOO E LUSTA ITENS RELADIONADOS Relato atendimento 4 PM: Y r COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com ED € PertmarmetaHA Ao preencher o campo pessoas, na parte de baixo da página, tem a opção de assinatura, ao clicar em cima surge a tela para assinar e essa assinatura fica vinculada às informações e termos referente à pessoa preenchida, conforme abaixo: [1 eo Fá oc eo) E O O és hrmçsvaeedinedto- tores au uga god atenderam *|: Deramantoa - Enceaçoa é Cote Cmacisatas fic + Enriucando » foemacian idem ás rimass + Teparmario Me pesa Trat COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO ED Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com 4 f| V PermrnrAHA Após o preenchimento do RAI, deve-se clicar no botão do TCO e abrirá uma linha com os passos a seguir: /E Email- Nair Bastos — Ou! x Atendimento x XV Atendimento. x/V Atendimento x Processo Judicial VOO € C À à Seguro | https;//atendimento-homo.ssp.go.gov.br/é/atendimento?idOcorrencia=699763 * SOLICITAR 1 GERAR TERMOS LOGIN PROJUDI DADOS PRO JUD: SOLICITAR VALIDAÇÃO TCO SOLICITAR IML O terceiro passo é gerar termos, de acordo com as informações que foram colocadas no RAI e a assinatura vinculada, assim os termos são gerados automaticamente, dentro do sistema. |) Termo oe morro |) ess er meráqueção 0 cómmeca COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com E E, por fim é feito o login no Projudi e encaminhamento do RAI ao Juizado Especial Criminal, assim pode-se ver que o próprio RAI vira o TCO e é encaminhado ao Juizado Especial Criminal, após a validação do gestor. 17 mares ET E mae x E e - Tx E IOÕÓO é seo padrao torasp gago ba) *)| TEO " INI 20 BABES MEX PIE SEHEDO DADOS WALIDADEIS, MEO KALDADO 00 CENADO TOS EMVIADO AC SEÉÊNCI ALE MIADA PERSA TERMOS ETANA TERMOS 85 FefnTia PESCA CENAROS autiaio TOD ea cas vaiado AULA 2 — ASPECTOS JURÍDICOS Percebe-se que a maioria das infrações atendidas pela Polícia Militar são de menor potencial ofensivo, então nada mais sensato do que a própria PM finalizar o atendimento encaminhando para o Judiciário e, dentre esse tipo de infração, a grande maioria são dos seguintes crimes: uso de drogas para consumo próprio, perturbação da tranquilidade, ameaça, desobediência, desacato, conduzir veículo sem cnh, resistência, calúnia, lesão corporal e vias de fato. Sobre as principais infrações é importante observar as informações adiante: Lesão corporal Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.comoO Lesão corporal culposa $ 6º. Se a lesão é culposa: Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano. É considerada lesão corporal qualquer ofensa à integridade física ou saúde à pessoa. A lesão culposa também é infração de menor potencial ofensivo. Nesses casos são ações penais públicas condicionadas a representação, ou seja, depende que a vítima expresse sua manifestação pela ação. São lesões superficiais, como arranhões a pequenos cortes. Ela deixa de ser leve grave ou gravíssima por exclusão dos incisos que caracterizam a lesão grave ou gravíssima. Se for caso de Lei Maria da Penha ou contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade já torna inviável o TCGO, porque a pena ultrapassa dois anos. Rixa Art. 137. Participar de rixa, salvo para separar os contendores: Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 2 (dois) meses, ou multa. É uma briga generalizada com mais de dois contendores, sendo que aquele que tentou separar não responde pelo delito. Ameaça Art. 147. Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave: ' Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. Ameaçar é intimidar alguém. A alegação de processar alguém não caracteriza ameaça porque é um direito da pessoa. É crime de ação penal pública condicionada à representação da vítima. Dano Art. 163. Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia: Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. O crime de dano só existe na modalidade dolosa, e quando possuir qualificadoras não pode mais ser feito o TCO-PM, pois a pena ultrapassa dois anos. É ação penal privada. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com Resistência Art. 329 - Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio: Pena - detenção, de 2 (dois) meses a 2 (dois) anos. Parágrafo 10 Se o ato, em razão da resistência, não se executa. Pena - reclusão de | (um) a 3 (três) anos Parágrafo 20 As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à violência. Se o ocorre só a resistência é possível o TCO-PM, mas se o ato não se executa deve encaminhar o autor para a Delegacia de Polícia pelo aumento de pena. Assim como se acumular com as penas da violência. No relatório deve ser escrito os meios utilizados para cessar a resistência. Desobediência Art. 330. Desobedecer a ordem legal de funcionário público: Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, e multa. A ordem deve ser clara e legal, devendo ser redigida no relatório. O fato do autor de infração de menor potencial ofensivo se recusar a assumir o compromisso de comparecer ao juizado não caracteriza o crime de desobediência uma vez que é um direito facultativo decidir se assina ou não. Se além da desobediência o autor utilizar de violência caracterizará o delito de resistência. Se a desobediência for referente a decisão judicial será o crime do Art. 359 que não configura infração penal de menor potencial ofensivo, em razão da pena cominada. Desacato Art. 331. Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa. Desacato pode se dar de variadas formas, como: palavras, gestos, ameaças. À vítima é primeiramente o Estado e depois o funcionário, o autor pode ser civil ou funcionário público. A ofensa deve ser na presença do funcionário ou senão será injúria qualificada. No relatório é importante constar as palavras proferidas. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com Vias de fato Art. 21 - Praticar vias de fato contra alguém: Pena - prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa, se o fato não constitui crime. Trata-se de uma contravenção penal caracterizada por agressões onde não há sinais de violência, como por exemplo empurrões agressivos, arrancamento ou rasgamento de vestes, puxões de cabelos, esbofeteamentos. Todas as contravenções são ações penais públicas incondicionadas. Perturbação do trabalho ou do sossego alheios Art. 42 - Perturbar alguém, o trabalho ou o sossego alheios: | - com gritaria ou algazarra; ll - exercendo profissão incômoda ou midosa, em desacordo com as prescrições legais; Ill - abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; IV - provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem guarda: Pena - prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa. Trata-se de uma contravenção de perturbação coletiva do sossego. É ação penal pública incondicionada. É possível fazer uma orientação e mediação primeiro e caso não seja obedecida lavrar o TCO-PM. Dirigir inabilitado Art. 309 - Dirigir veículo automotor, em via pública, sem a devida Permissão para Dirigir ou Habilitação ou, ainda, se cassado o direito de dirigir, gerando perigo de dano: Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa. Para caracterizar esse crime é preciso descrever o perigo de dano, como por exemplo manobras arriscadas, velocidade acima da permitida, etc. É preciso que o autor não possua CNH ou esteja cassada. Confiar direção a inabilitado Art. 310 - Permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada, com habilitação cassada ou com o direito de dirigir suspenso, ou, ainda, a quem, por seu estado de saúde, física ou mental, ou por embriaguez, não esteja em condições de Conduzi-lo com segurança: COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa. A pessoa que recebe o veículo deve conduzi-lo efetivamente na via pública para que a conduta se tipifique Posse de entorpecente para uso próprio Art. 28 - Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar Pena: | - advertência sobre os efeitos das drogas; || - prestação de serviços à comunidade; Ill - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. 8 1º Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica Nesse caso, como não há uma pena privativa de liberdade esse delito pode ser cumulado com qualquer outra infração de menor potencial ofensivo que será ainda possível a lavratura do TCO-PM. A droga deve ser apreendida, ser feito o termo de apreensão e o Termo de Constatação Preliminar de Drogas, posteriormente será entregue ao gestor que irá encaminhar ao Instituto de Criminalística para elaboração do Laudo Definitivo. Se for a situação do Art. 33, 8 3, da Lei de Drogas, aquele que oferece a droga para consumir com pessoa de seu relacionamento responderá por esse tipo de tráfico e o outro autor responderá pelo uso de drogas. AULA 3 - GUIA PRÁTICO Principais perguntas em ocorrências de menor potencial ofensivo 1- O que é TCO? É um Termo Circunstanciado de Ocorrência usado parasubstituir o Auto de Prisão em Flagrante nos casos de infrações de menor potencial ofensivo em que o autor assumiu o compromisso de comparecer ao juizado. 2—- O que são infrações de menor potencial ofensivo? COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com O São infrações penais com pena máxima de até 2 (dois) anos, bem com todas as contravenções penais, conforme a Lei 9.099 de 1995. 3- Trata-se de uma situação de flagrante? Sim, será uma situação de flagrante, pois se não tiver na situação de flagrante será feito apenas o registro da ocorrência e encaminhado à polícia civil para investigar o caso. 4 — Posso prender o autor? A melhor resposta é: Depende, pois temos 3 situações: 1º) não haverá prisão em flagrante caso o autor assuma o compromisso de comparecer em Juízo assinando o Termo de Comparecimento em Juízo, assim será feito o TCO-PM e liberadas as partes no local; 2º) haverá prisão em flagrante caso o autor se recuse a assumir o compromisso de comparecimento em juízo. Nesse caso ao autor será conduzido até a Delegacia de Polícia, onde o Delegado adotará as providencias cabíveis (como arbitrar a fiança por exemplo, se o caso concreto permitir). 3º) o autor será conduzido à delegacia caso se trate de alguma situação em que não é permitido o TCO-PM, como nos casos de Lei Maria da Penha, crimes militares, BOC, etc; 5 — Como é feito o encaminhamento das partes para o juizado? Esse encaminhamento pode ser feito diretamente no momento da ocorrência caso haja Juizado disponível, ou através do Termo de Compromisso de Comparecimento no Juizado, o qual deve indicar a data e horário da audiência, sendo que o TCO-PM e os termos devem ser feitos via sistema RAl. 6 — Qual a diferença referente aos tipos de Ação Penal? COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com O Na ação penal pública incondicionada o policial deve realizar o TCO-PM independente da vontade das partes, já nas ações públicas condicionadas a representação e privadas deve ser feito o Termo de Manifestação da Vítima. Caso ela se recuse a assinar deve constar isso no registro da ocorrência e não deve ser feito o TCO; T7- E se o autor se recusar a assinar o Termo de Compromisso? Nesse caso deve ser dada voz de prisão e levar o autor para a Delegacia de Polícia. 8 - Qual embasamento jurídico para se fazer o TCO pela PM? A Constituição Federal diz que a Polícia Militar é responsável pela preservação da ordem pública (art. 144); A lei 9.099/95, que trata dos crimes de menor potencial ofensivo e juizados especiais cíveis e criminais, diz o seguinte: “Art. 69. A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a vítima, providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários. " (BRASIL, 1995). Pelo que já foi exposto, demonstra-se através de conceitos doutrinários e de manifestações do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria Geral da República que autoridade policial nesse caso é o policial que for responsável pela ocorrência no local, sendo perfeitamente possível a lavratura do TCO pela Polícia Militar. O Provimento nº 18/2015 da Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de Goiás, reconhece como autoridade policial aquele que tomar conhecimento da ocorrência, devendo lavrar o TCO. Autoriza ainda os juízes a receberem o TCO confeccionado por policiais militares, sendo exigido que o encaminhamento seja feito por oficial ou praça portador de curso superior. Assim várias policiais militares estaduais e policias rodoviárias federais já fazem o TCO. 9 - E se for preciso fazer perícia, como no caso de perícia de constatação de drogas ou exame de corpo de delito nas lesões? O requerimento da perícia é feito pelo policial no sistema RAI, conforme o art. 3º do Provimento nº 18 de 2015 do TJGO. No caso de drogas, o policial pode fazer o Termo de Constatação Preliminar e depois encaminhar a droga para o Instituto de Criminalística — IC para fazer o laudo definitivo. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com Nos casos de exame de corpo de delito, nos locais em que há unidade do IC aberto a parte deve ir imediatamente fazer o exame de corpo de delito, já nos locais que não há IC a parte pode se dirigir a um Hospital Municipal e requerem um simples boletim médico que deve ser anexado ao RAI. 10 — Quais as principais vantagens do TCO feito pela PM? Liberação das partes no local, sem precisar ir para a Delegacia, evitando maior desgaste entre autor e vítima; Retorno da viatura para a atividade ostensiva de patrulhamento de forma imediata; Economia de tempo de trabalho e de gastos públicos, vez que não será necessário se deslocar para a delegacia de polícia; Otimização do serviço policial, pois antes era feito o Boletim de Ocorrência pela Polícia Militar e o TCO pela Polícia Civil, sendo que os dois documentos continham praticamente os mesmos dados; Permitir que a Polícia Civil empregue seus esforços em investigações de maior relevância, que demandam análise acurada, vez que não será necessário dispender recursos com infrações de menor potencial ofensivo apresentadas pela Polícia Militar. 11 — Existe TCO-PM sem autor presente? Não, até porque não teria como ele assumir o compromisso de comparecer ao juizado, nesse caso deve-se fazer o registro e encaminhar para a Polícia Civil. Da mesma ocorre se o autor está presente mas o crime aconteceu há muito tempo e não se encontra em estado de flagrância. Como é o procedimento de lavratura do TCO-PM: 1 — Atendimento da ocorrência, com as devidas precauções e fazer cessar a agressão 2 — Verificar se é infração de menor potencial ofensivo e se cabe TCO-PM, caso contrário encaminhar para Delegacia de Polícia 3 — Verificar o tipo de ação penal e se for pública condicionada a representação ou privada verificar se a vítima tem interesse no prosseguimento da ação 4 — Fazer o preenchimento do rai com o máximo de dados possíveis 5 — Colher a assinatura das partes no sistema 6 — Encaminhar o tco e repassar o número para o gestor validar 7 — Liberar as partes no local COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com MÓDULO V - CADEIA DE CUSTÓDIA AULA 1 - INTRODUÇÃO O polícial militar é, na maioria das vezes, o primeiro responsável pela conservação do local de crime, por isso faz-se necessário ter noções dos procedimentos para melhor manutenção das evidências do crime, facilitando o trabalho da polícia técnica e resultando numa investigação mais eficiente para uma condenação embasada em provas consistentes. É um curso de aperfeiçoamento profissional com carga horária de 30h. A cadeia de custódia eficiente reflete em uma prova consistente. Para tanto, tem-se dois momentos, o da investigação policial (cartorária) e da investigação técnico científica (pericial). Essa é dividida ainda em: a) preliminar, que remete a preservação de local de crime e b) de seguimento, que refere-se a cadeia de custódia propriamente dita. As evidências são as amostras coletadas com potencialidadepara ser futuramente considerada prova do crime, após análise e laudo dos peritos. As amostras devem ser manuseadas de forma cautelosa, para tentar evitar futuras alegações de adulteração ou má conduta que possam comprometer as decisões relacionadas ao caso em questão. A sequência dos fatos é essencial: quem manuseou, como manuseou, onde o vestígio foi obtido, como armazenou-se, por que manuseou-se. A Cadeia de Custódia é o processo de documentar o histórico da evidência que pode vir a ser utilizada em processos judiciais, visando o rastreamento e o registro de quem teve acesso a tal evidência. A perícia criminal, publicado pela SENASP em 2013, conceitua:"CADEIA DE CUSTÓDIA: sistemática de procedimentos que visa à preservação do valor probatório da prova pericial caracterizada." O U.S Nationallhstituteof Justice define cadeia de custódia como um processo usado para manter e documentar cronologicamente a evidência. Os documentos devem incluir nome ou iniciais dos indivíduos que coletaram as evidências, cada pessoa ou entidade que após a coleta teve acesso a evidência, data que os itens foram coletados ou transferidos, órgão e número do caso, nome das vítimas ou suspeitos, e uma rápida descrição do caso. No Brasil o tema “cadeia de custódia" é pouco conhecido ou mal compreendido, em muitas ocasiões os trâmites complexos da cadeia são descumpridos ou tratados COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com inadequadamente devido ao desinteresse de ser cientificamente rigoroso e, outras vezes, por simples ignorância acerca de sua importância. Não há na legislação brasileira referência específica à cadeia de custódia do material. O Código de Processo Penal Brasileiro (CPP) determina que a autoridade policial deverá providenciar para que não se alterem o estado das coisas e deverá apreender os objetos que tenham relação com o fato, estas condutas compõem a cadeia de custódia e o Código Penal traz como crime inovar artificiosamente em local de crime.Convém ressaltar que a doutrina explica que só haverá fraude processual se a pessoa tiver o dolo de modificar a cena do crime, pois não existe a forma culposa nesse crime. No entanto não é mencionada diretamente a necessidade de manter uma cadeia de custódia, nem mesmo este termo está presente no CPP. Principalmente quando se trata das provas digitais mais complexo e cada estágio aumenta a probabilidade de uma brecha violar a cadeia de custódia. Ainda que a prova surpreenda pelo avanço tecnológico, nada adianta se não tiver garantida sua cadeia de custódia para ser considerada válida. O resultado é uma dificuldade cada vez maior em manter a integridade das evidências para uma análise confiável. Percebe-se que a cadeia de custódia não é exclusividade do perito criminal, mas sim de todos os envolvidos na localização e produção de provas: policiais militares, delegados, agentes, escrivães, papiloscopistas. Normalmente, as primeiras pessoas a chegarem no local do crime são os policiais militares, e assim são chamados de “firstresponders” pela doutrina pericial, é sabido que não têm conhecimentos específicos de perícia técnica mas tem papel fundamental na preservação das evidências, por isso necessitam desse tipo de capacitação básica sobre o tema. Outro ponto de destaque é que esses profissionais devem primar pela objetividade e imparcialidade, isto é, registrar o que está concretizado na evidência e não a opinião pessoal do agente. Portanto a Cadeia de Custódia torna-se parte fundamental da investigação e também gera verdadeira condição de validade da prova. Por isso esse curso se faz necessário, primordialmente para quem é o primeiro a ter contato com as provas, COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com considerando que eventuais falhas podem resultar no desentranhamento da prova do processo, inviabilidade de nova produção de provas e consequente impunidade do autor do fato. No ano de 2019, foi publicada a Lei 13.964/2019 para aperfeiçoamento da legislação penal e processual penal, conhecida como Lei Anti-Crime, que destaca a importância da cadeia de custódia e traz novas formalidades obrigatórias como o uso de lacres numerados, conforme abaixo: Art. 158-A. Considera-se cadeia de custódia o conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica do vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento até o descarte. 'Art. 158-D. O recipiente para acondicionamento do vestígio será determinado pela natureza do material. & 1º Todos os recipientes deverão ser selados com lacres, com numeração individualizada, de forma a garantir a inviolabilidade e a idoneidade do vestígio durante o transporte. & 2º O recipiente deverá individualizar o vestígio, preservar suas características, impedir contaminação e vazamento, ter grau de resistência adequado e espaço para registro de informações sobre seu conteúdo. 8 3º O recipiente só poderá ser aberto pelo perito que vai proceder à análise e, motivadamente, por pessoa autorizada. 8 4º Após cada rompimento de lacre, deve se fazer constar na ficha de acompanhamento de vestígio o nome e a matrícula do responsável, a data, o local, a finalidade, bem como as informações referentes ao novo lacre utilizado. & 5º O lacre rompido deverá ser acondicionado no interior do novo recipiente. AULA 2 —- CONCEITOS EM GERAL Para o estudo dessa área, inicialmente devemos esclarecer alguns conceitos: a) Cadeia de custódia: conjunto de procedimentos utilizados p/ manter e documentar a história cronológica do vestígio, p/ rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento até o descarte. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com Ko POLICIA MILITAR PermrnrAHA b) Área imediata: área onde ocorreu o fato alvo. É a área em que provavelmente irá ter o maior número de vestígios relacionados ao fato. Também chamada como “local imediato”. c) Área mediata: compreende as adjacências do local do crime, onde ainda pode-se encontrar vestígios do fato. Também é conhecido como “local mediato” e está em uma continuidade geográfica da área imediata. d) Área relacionada: qualquer lugar que possa conter vestígio ou informação sobre o fato criminoso auxiliando no exame pericial, no entanto, não tem ligação geográfica direta com o local do crime. Também pode ser chamado de “local relacionado” e pode ser verificado na ilustração a seguir. e) Código de rastreamento: São números sequenciais usados para traçar o percurso, uso, características ou localização de um objeto investigado. f) Contraperícia: Ocorre quando uma perícia foi contestada e é feita uma nova perícia no material, qual deve estar armazenado em local seguro. g) Contraprova: É o resultado da contraperícia. h) Equipamento de Proteção Individual (EPI): Todo dispositivo ou produto de uso individual destinado à redução de riscos à integridade física ou à vida dos profissionais de Segurança Pública. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.comEs ii) Ficha de acompanhamento de vestígios: Documento onde se registra todas informações relevantes para o exame, como as características, local, data, hora, responsável pela coleta e demais informações relevantes do vestígio. j) Preservação do Local de Crime: manutenção do estado original das coisas em locais de crimes até a chegada do perito criminal responsável pelo respectivo exame. k) Lacre: instrumento para fechar um invólucro, cuja abertura só ocorrerá com o rompimento da embalagem. Ex: lacre plástico, lacre por aquecimento. AULA 3 — VESTÍGIOS Os vestígios de um crime são os elementos materiais encontrados em um local de crime, no corpo da vítima ou referente a um instrumento (arma de fogo por exemplo). São encontrados mas não se sabe ainda se tem ou não relação com o crime. Os vestígios podem ser classificados da seguinte forma: A) Em relação ao fato: I) Ilusórios Aparentam ter relação com o fato, comumente são recolhidos, porém depois são descartados por não possuírem ligação com o crime. 11) Forjados São elementos que foram “colocados” no local, normalmente com a intenção de induzir o perito a erro e produzir provas diversas da realidade no processo. Pode COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com O caracterizar o crime de fraude processual. Diz-se que são vestígios “plantados” pelo autor ou por quem tenha interesse no desvio da investigação. Ill) Verdadeiros Aqueles que comprovadamente trazem informações sobre o fato criminoso, são recolhidos e comprovam relação com o fato ajudando na elucidação do que ocorreu. B) Em relação ao autor: 1) Absolutos Tem relação direta com o autor, como exemplo temos as impressões digitais e DNA; II) Relativos Não tem relação direta com o autor, para identificar uma relação com o autor são necessárias outras diligências. AULA 4 — ETAPAS DA CADEIA DE CUSTÓDIA a) Fases Externa O início da Cadeia da Custódia ocorre com a preservação do local de crime e/ou procedimentos técnico-científicos para detectar e conservar o vestígio. Ou seja, a preservação do local de crime dá início a Cadeia de Custódia. Segundo CHASIN, a cadeia de custódia se divide em externa e interna: a fase externa seria o transporte do local de coleta até a chegada ao laboratório. A interna, refere-se ao procedimento interno no laboratório, até o descarte das amostras. Fase Externa Compreende a preservação do local de crime ou apreensões de objetos até a chegada na unidade técnico-científica competente para análise. Passa pelos seguintes etapas: 1. Preservação do local de crime COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com O Consiste na manutenção do estado dos elementos contidos no local da forma que estava no local a ser examinado. O ato de preservar é amplo e inicia-se com o isolamento para evitar danos nos vestígios, mantendo-os no estado encontrado. Comumente, os primeiros a chegarem são os policiais militares, que devem fazer o isolamento e preservação do local. Eles também fazem os primeiros registros de como foi encontrado o local, sendo que tais registros podem ser consultado posteriormente para esclarecimentos durante a perícia. O isolamento nem sempre é simples, primeiro porque não há uma regra comum, pois cada local é diferente do outro e deve ser analisada a sua abrangência para que inclua qualquer possibilidade de análise. Além disso, muitas vezes, é necessário saber lidar com os curiosos que permeiam o local, bem como com os familiares que chegam emocionados ou nervosos, além também de diversos policiais que circundam a área sem terem uma função específica no processo criminal, esses são chamados de “pessoa não essencial”, e as pessoas não essenciais devem ser retiradas do local preservado e registrada sua entrada indevida. Deve ser feito o controle de imagens, conforme os princípios constitucionais de respeito a dignidade humana, sejam de pessoas vivas ou mortas, garantindo a privacidade, se necessário pode-se usar telas ou cortinas. Por outro lado, deve-se mensurar o trabalho dos jornalistas para que possam atuar sem atrapalhar as investigações. Outro ponto que deve ser analisado no momento da chegada é se há algum risco para os policiais, como por exemplo, vazamento de produtos perigosos (químicos explosivos ou radiológicos, dentre outros), risco de incêndio, risco de contaminação (HIV e outras infecções), desastres naturais, armas de fogo, fatores ambientais, etc. Ocorrendo quaisquer das situações mencionadas, deve ser registrada e buscado o auxílio necessário, como intervenções dos bombeiros ou fornecimentos de equipamentos de proteção. E ainda, é válido dizer que se houver risco de morte para alguém dentro do local de crime, deve ser dada prioridade para o atendimento médico e depois registrado o fato na ocorrência. O local deve ser preservado até a chegada da autoridade competente para dar seguimento às providências e é finalizado com o término do trabalho pericial e investigação policial. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com Se a cena do crime tiver sido violada, seja antes da chegada dos policiais ou depois, deve-se registrar tal fato na ocorrência, para que no momento da análise sejam considerados os danos ocorridos. Há técnicas que viabilizam a preservação do local, como usar equipamentos de proteção individual (luvas por exemplo), utilizar o mesmo caminho ao entrar e sair do local, evitar o uso dos recursos disponíveis do local (telefone, banheiro), não comer, beber ou fumar, evitar mover algo ou alguém, salvo se estritamente necessário, e se for preciso fazer com o mínimo de movimentos e registrar posteriormente, por exemplo quando seja necessário olhar se a pessoa está com sinais vitais para atendimento pré hospitalar. A falta das medidas de proteção discutidas aqui pode resultar na destruição de evidências importantes, e deste modo, desorientar e influenciar o resultado final da investigação. Ou pior, pode impedir a solução do caso ou resultar em uma conclusão errônea. — Assim como a ausência dos materiais de proteção pode resultar na contaminação do profissional ou do local, bem como impedir a solução do caso. A documentação inicia-se com a chegada da primeira pessoa no local de crime. Pela utilização de meios adequados (por exemplo, anotações, fotografias, vídeos, desenhos e medições), o local é registrado como fora encontrado pela primeira vez, incluindo, entre outras coisas, a hora da chegada, as condições das portas, de janelas e venezianas, odores, sinais de atividades. Qualquer pessoa presente, que entre ou deixe o local, e quaisquer alterações resultantes da atividade desenvolvida ou observada também são registradas. Uma vez que a evidência material é reconhecida, é realizada uma documentação detalhada antes de esta evidência ser manipulada ou coletada. Cada item recolhido é etiquetado individualmente. A exigência de documentação permanece durante todo o processo do exame pericial forense de local de crime e, posteriormente, até o resultado dos exames laboratoriais estarem disponíveis. Ela constitui a cadeia de custódia. O ideal é que o policial responsável pela preservação não toque nas evidências, mas pode ser que seja necessário tocar por razoes de segurança e nesse caso, deve tero cuidado ao recolher o material. Por exemplo uma arma de fogo exposta na cena do crime em um local público e com grande movimentação de gente deve ser retirada, fazendo as devidas anotações sobre como foi encontrada e recolhida. A equipe que trabalha no local de crime pode ser chamada para relatar alguns detalhes e demonstrar as ações tomadas durante o exame do local de crime. Não se deve confiar apenas na memória para isso. Adocumentaçãoé fundamentalpara lembrar COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com edemonstrar, emuma faseposterior, o estado inicial do local de crime, o quê foi realizado, quando, como e por quem. 2. Busca do Vestígio Tarefa do perito criminal que atua no local, atividade de investigação criminal técnico-científica, fazendo uma análise geral para encontrar vestígios; 3. Reconhecimento do Vestígio Consiste no ato de distinguir se um elemento tem potencial interesse para a prova pericial. 4. Fixação do Vestígio Descrição do vestígio conforme foi encontrado no local, na vítima ou no exame, podendo ser ilustrado por fotografias, filmagens ou croqui. 5. Coleta do Vestígio Recolhimento do vestígio para análises mantendo suas características e natureza.Nessa fase devem ser observadas a utilização de EPI para proteger o profissional e também materiais específicos para proteger o próprio vestígio de contaminações, e ainda a identificação dos vestígios através de numeração. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: ead&pm.go.gov.br / ead.apmgo gmail.com A documentação é uma parte integrante do processo de coleta, incluindo a localização precisa da evidência material antes de ser manipulada e recolhida. Selecionar o que é relevante é o desafio das fases de reconhecimento e de coleta, e torna-se mais eficiente e efetiva quando ocorre no local, onde as potenciais evidências estão no contexto em que foram produzidas. No entanto, sob condições difíceis, talvez seja preferível coletar a maior quantidade possível de evidências e selecioná-las em uma fase posterior da investigação. Reconhecimento e coleta desses materiais exigem experiência e extenso treinamento. Também requerem uma boa compreensão do que pode ser feito em vários tipos de evidências materiais em um laboratório forense, bem como as informações que podem ser obtidas. A coleta indiscriminada de evidências poderá sobrecarregar potencialmente o laboratório com itens irrelevantes e assim prejudicar, relativamente, a investigação / inquérito. 6. Acondicionamento de Vestígios É o procedimento de embalagem de cada vestígio coletado. De acordo com as características individuais, físicas, químicas e biológicas de cada material deve ser usado o recipiente específico para armazenamento com espaço para registro das informações para posterior análise do vestígio. 7. Transporte do Vestígio Transferência do vestígio de um local para o outro com cuidado e segurançapara manutenção das características e controle de quem está transportando. Deve-se ter cuidado com as condições físicas e ambientais, como local fresco e seco, com segurança e controle de acesso, considerando os custos, distância e duração. É importante documentar os procedimentos de transporte, de armazenamento e de transferência de responsabilidades das evidências materiais para o laboratório. Um recibo é normalmente emitido para todas as evidências encaminhadas ao laboratório. Para o transporte de arma de fogo deve-se cumprir os requisitos das legislações locais. 8. Recebimento Transferência da posse do vestígio. Deve conter as informações listadas abaixo, e caso falte algum dado importante poderá ocorrer a negativa do recebimento: COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com * número do procedimento policial, * local de origem, * local de destino, * nome de quem transportou e código de rastreamento * natureza do exame * tipo de vestígio * número de protocolo * identificação de quem recebeu o vestígio b) Fase Interna Após a fase externa começa a fase interna quando o vestígio chega em uma unidade da polícia técnico científico e se encerra com o encaminhamento do objeto periciado com o laudo à unidade ao seu local de destino, podendo ser o requisitante ou outro órgão. Esta fase passa pelas seguintes etapas: 1. Recepção e conferência do vestígio O vestígio é recebido e é feita uma conferência da integridade da embalagem, principalmente pela análise do lacre, e das informações de identificação. Aqui o recipiente permanece fechado, por isso pode ser realizado por pessoal administrativo. 2. Classificação, guarda e/ou distribuição do vestígio É feita a classificação, guarda e distribuição do vestígio, mantendo o cuidado referente ao armazenamento e transporte, bem como acrescentando o registro de quem ficou responsável pelo vestígio e o intervalo de tempo. O recipiente permanece lacrado. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com 3. Processamento O recipiente será aberto para análise pelo perito criminal, ou pessoa autorizada. Caso no momento da abertura se verifique divergência entre o conteúdo e a descrição o vestígio pode ser devolvido, registrando a situação na Ficha de Acompanhamento de Vestígio (FAV). Após cada rompimento do lacre, deve constar na FAV o nome e matrícula do responsável, a data, local, finalidade do rompimento do lacre, bem como o número e informações do novo lacre. O lacre violado deve ser inserido dentro do novo recipiente. 4. Guarda e Devolução do Vestígio Após as análises o vestígio deve ir para o local requisitante de origem (Delegacia por exemplo) ou ser encaminhado para o local de destino (JECRIM por exemplo), devendo observar os mesmos cuidados de registro, preservação, manutenção do lacre segurança e transporte. Caso seja necessário abrir o lacre, pelo responsável ou terceiro autorizado, deverá ser feito o registro do fato e colocar o lacre rompido no novo recipiente. 5. Guarda de Vestígios para Contraperícia O Código de Processo Penal prevê a guarda, nos laboratórios de Polícia Técnico Científica, de material suficiente para a eventualidade de nova perícia. O artigo 170 do COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com oO CPP cita que "nas perícias de laboratório, os peritos guardarão material suficiente para a eventualidade de nova perícia. Sempre que conveniente, os laudos serão ilustrados com provas fotográficas, ou microfotográficas, desenhos ou esquemas" Essa guarda deve ser consignada no respectivo laudo pericial, bem como sua eventual impossibilidade, seja pela escassez, seja pela degradação da amostra. |sso garante ao investigado sua ampla defesa podendo contestar a perícia. Para tanto, o Código de Processo Penal trouxe a figura do Assistente Técnico, que tem a função de acompanhar a perícia oficial e apresentar suas opiniões. 6. Registro da Cadeia de Custódia Todos os vestígios coletados deverão serregistrados individualmente em formulário no qual deverão constar, no mínimo: a) Especificação do vestígio; b) Quantidade; c) Identificação numérica individualizadora; d) Local exato e data da coleta; e) Órgão e o nome / id. funcional do agente coletor; f) Nome / id. funcional do agente entregador e o órgão de destino (transferência da custódia); g) Nome / id. funcional do agente recebedor e o protocolo de recebimento; h) Assinaturas e rubricas; e i) Nº de procedimento e respectiva DP a que o vestígio estiver vinculado. AULA V — CENTROS DE CUSTÓDIA A SENASP orienta que todas as unidades de Polícia Técnico Científica devem ter uma Central de Custódia para guarda e controle de vestígios. Esta Central pode ser compartilhada entre diferentes unidades da instituição. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com Em Goiás temos a seguinte estrutura: Deve ter uma estrutura segura, com entrada controlada e condições ambientais que não interfiram nas características do vestígio. Para tanto, toda pessoa que tiver acesso ao vestígio deve ser identificada, constando a data e hora do acesso. Quanto ao fluxo de vestígios, a entrada e saída deve ser protocolada com informações sobre o respectivo procedimento (TCO, RAI, BOC, p. ex.). Todas as ações referentes à tramitação do vestígio armazenado devem ser registradas, consignando-se a identificação do responsável pela tramitação, destinação, data e horário da ação, permitindo assim o rastreamento do objeto localizando onde e com quem se encontra, bem como a emissão de relatório. Os registros devem ser informatizados, ou, se forem manuais, não podem ter rasuras. Deve constar ainda: e Informações sobre sinais de violação; e Identificação do ponto de rompimento da Cadeia de Custodia e a justificativa e Receber tratamento de proteção que não permita a alteração dos registros anteriormente efetuados, se informatizado; e Permitir a realização de auditorias. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS À cadeia de custódia e a prova pericial. Disponível em:https://jus.com.br/artigos/21391/a- cadeila-de-custodia-e-a-prova-pericial Acesso em 15/07/2018. Cadeia de Custodia. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cadeia de cust%C3%B3dia. Acesso em 16/07/2018. Conscientização sobre o local de crime e as evidências materiais em especial para pessoal não forense. Disponível em:<https://www.unodc.org/documents/scientific/Crime Scene Awareness Portuguese E book.pdf.>. Acesso em 14/07/2018. Importância da cadeia de custódia. Disponível em:https://peritojudicialsc.jusbrasil.com.br/artigos/352132709/importancia-da-cadeia-de- custodia. Acesso em 16/07/2018 Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995. Dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais e dá outras providências. Lei nº 9.503 (1997). Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Lei nº 9.605 (1998). Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao 20 meio ambiente, e dá outras providências. Decreto-Lei nº 3.688 (1941). Decreto-Lei nº 3.688, de 9 de dezembro de 1941. Lei das Contravenções Penais. Decreto-Lei nº 3.689 (1941). Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941. Código de Processo Penal. Preservação do local de crime. Disponível em:http://www.ambito- juridico.com.br/site/index.php?n link=revista artigos leitura&artigo id=8451. Acesso em 14/07/2018. Que crime comete quem modifica a cena do crime. Disponível em:<http://direito.folha.uol.com.br/blog/que-crime-comete-quem-modifica-a-cena-do- crime>. Acesso em 15/07/2018. Violação de local de crime. Disponível em:<https://pt.scribd.com/document/182442088/VIOLACAO-DE-LOCAL-DE-CRIME>. Acesso em 15/07/2018. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com E» ANEXO Relação das Infrações de Menor Potencial Ofensivo CÓDIGO PENAL (Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940). Artigos | Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 12, Lesão corporal leve. DOE) Públ. Cond. caput ano 128,5 Lesão corporal culposa. D. 2 mal Públ. Cond. 6 ano 195: Perigo de contágio venéreo. sebo Ah A. Públ. Cond. caput ano 132 Perigo para a vida ou saúde delD. 3 m. a 1 Públ. Inc. outrem. ano 134 * Exposição ou abandono de recém-|D. 6 m. a 2 PÁ fas. nascido anos 165, Omissão de socorro. > 715 Públ. Inc caput meses 135,8 |Omissão de socorro majorada p/ID. 45d. a 9/,. ; Públ. Inc. ún. resultado Mm. 138, Maus tratos. D.2mal Públ. Inc. caput ano 13, |Rixa. Dr PE quo caput m. 1158 Rixa qualificada (participantes). D.6ma? Públ. Inc. ún. anos 138* |Calúnia DP. É MZ Ss cera anos 139 |Difamação. Do ma tensa, ano 140 injúria. D. 1 a 6) privada meses 140,8 er - D. 3m.a1|l. 2o Injúria qualificada (real). E Priv./P.Inc. 156, Constrangimento ilegal. D. 3 m 1 Públ. Inc. caput ano 147 |Ameaça. DP. 1 a SC picond meses 150; violação de domicílio. D. 1 a 8 púniino caput meses . Violação de domicílio qualificada. D. 9 me 2 no anos 189, Violação de correspondência. D. 186 Públ. Cond. caput meses 1915 Sonegação ou destruição — delD. 1 a 6 Públ. Cond. 1º,1 |correspondência. meses 155 Violação de comunicação telegráfica, ID. 1 a 6 Públ. Cond. 1º, 1l | radioelétrica ou telefônica. meses COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com [ao Impedimento de comunicação através Públ. Cond. 1º, Ill [dos meios acima referidos. 151,8 [Instalação ou uso ilegal de estação ou |[D. 1 a : SME Públ. Inc. 1º, IV [aparelho radioelétrico. meses 159 * Violação de correspondência |[D. 3 m. a Públ. Cond. comercial anos 153 |Divulgação de segredo. nl, Públ. Cond. meses 154 |Violação de segredo profissional. ada E A É Boi End! 156* [Furto de coisa comum 2. 51 Públ. Cond. anos 161, Alteração de limites. D. 1a Priv./P.Inc. caput meses 161,8 ” é D. ta ' 1º, Usurpação de águas. A Priv./P.Inc. 16% S Esbulho possessório. D. 1a Priv./P.Inc. E | meses 163, Dano simples. Dn. 1a Privada caput meses 164 Introdução/abandono de animais|D. 15d. a EEE propriedade alheia. m. . |IDano em coisa de valor artístico,I/D. 6m. a . 165 MAE o: Públ. Inc. arqueológico ou histórico. anos 166 Alteração de local especialmente|D. 1 m. a Públ. Inc. protegido. ano Apropriação de coisa havida por 1 erro, caso fortuito ou força da pedido Públ. Inc. caput ano natureza. 169,3 Apropriação de tesouro. li da. Públ. Inc. ún. ,] ano 168, S Apropriação de coisa achada. DIma Públ. Inc. ún., | ano 15. Fraude no comércio. D.6 ma Públ. Inc. caput anos 176, |Fraude em refeição, alojamento e|D. 15 d.a Públ. Cond. caput |transporte m. 177,8 |Fraudes e abusos na fundação ou|D. 6m. a " 5 ee ” : , Públ. Inc. 2 administração de sociedade por ações | anos 179* [Fraude à execução D. 51 a Privada anos 180,8 ” D:.: 1 Tm a Y 30 Receptação culposa. ao Públ. Inc. 185 * Usurpação de nome ou pseudônimo |D. 6 m. a Priv/P. Inc. alheio anos 197, l e [Atentado “contra a liberdade delD. im. a . Públ. Inc. 1 trabalho.ano Atentado contra a liberdade de Dima 198 [contrato de trabalho e boicotagem ao Públ. Inc. violenta. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com Atentado contra a liberdade de 199 2 Públ. Inc. associação. ano 200, |Paralisação de trabalho, seguida dejiD. 1m. a : SEA á Públ. Inc. caput |violência ou perturbação da ordem. ano 201 * Paralisação de trabalho de interesse |D. 6 m. a Públ. Inc. coletivo anos 203 * Frustração de direito assegurado porj|D. 1 a Públ. Inc. lei trabalhista anos Frustração de lei sobre alD Im.a : a nacionalidade do trabalho. ano PRI: MS 205 * Exercício de atividade com infração |[D. 3 m. a Pb ho. de decisão administrativa anos 208, [Ultraje a culto e impedimento oujiD. 1m. a : = Públ. Inc. caput |perturbação de ato a ele relativo. ano 209, |Impedimento ou perturbação deiD. 1m.a : STS SE Públ. Inc. caput |cerimônia funerária. ano 216* |Atentado ao pudor mediante fraude sao à Priv./P. I|-C 216 A | assédio sexual D 1a 2 priv/P.re anos 233 |Ato obsceno. DP. 5 1/5, ano 234 * [Escrito ou objeto obsceno P.6 A Públ. Inc. anos 236* Induzimento a erro essencial ejD. 6m. a Públ. Inc. ocultação de impedimento anos 237 Conhecimento prévio de impedimento |D. 3 m. a SSB ho. matrimonial. ano Parto — suposto. É. Supressão ou 242,8 alteração de direito inerente ao estado D. 1 à Públ. Inc. ún e. h ! anos civil de recém-nascido 245 * Entrega de filho menor à pessoalD. 1 a PúBi The, inidônea anos , , D. 15d. a , 246 |Abandono intelectual de filho. ” Públ. Inc. 247 |Abandono moral de menor. Dm. ra Públ. Inc. meses 248 Induzimento à fuga, entrega arbitrária /D. 1 m. a Públ. Inc. ou sonegação de incapazes. ano " " ; D.2m.a - 249 Subtração de incapazes Públ. Inc. anos .. Incêndio culposo Dn. Ss ma Públ. Inc. anos 29), 8 Explosão culposa, se é de dinamite ou |[D. 6 m. a Públ. Inc. * similar. anos ". 8 Explosão culposa, nos demais casos. —. mM: à “| púpbl. Inc. 252,8 Uso culposo de gás tóxico oulD. 3 m.a Públ. Inc. ún. asfixiante. ano 253 * |Fabrico, fornecimento, aquisição,|D. 6 m. a Públ. Inc. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com posse ou transporte de explosivos ou gás tóxico, ou asfixiante. 254 * |Inundação culposa DémaA Públ. Inc. anos 256, $ |Desabamento ou desmoronamento|D. 6 m. a , Ê Públ. Inc. ún. |culposos. ano no. S Difusão culposa de doença ou praga. Es Públ. Inc. ún. meses 260,8 |Perigo de desastre ferroviário —-|D. 6 m a : o x Públ. Inc. culposo. anos 261,8 |Atentado culposo contra a segurança |/[D. 6 m a - dE Ss ; : Públ. Inc. 3 de transporte marítimo, fluvial e aéreo. | anos 262, |Atentado doloso contra a segurança|D. 1 a : es : Públ. Inc. caput * | de outro meio de transporte. anos 262, & |Atentado culposo contra a segurança |D. 3 m.a : à : Públ. Inc. 2 de outro meio de transporte. ano .ã Arremesso de projétil. DT Públ. Inc. caput meses 264,8 |Arremesso de projétil qdo. resulta|/D. Em. a é e. " Públ. Inc. ún. lesão corporal. anos 267,8 ; y D. 1a , 20 Epidemia culposa A Públ. Inc. 268, |Inffação de medida sanitária /D. 1 m. a , : Públ. Inc. caput | preventiva. ano E TEN ALA D.6ma D 269 Omissão de notificação de doença anos Públ. Inc. Envenenamento culposo de água “IS potável ou de substância alimentícia ndo fadas Públ. Inc. ”. ul anos ou medicinal 271,8 Corrupção ou poluição culposa de/|D. 2m. a Públ. Inc. ún. Jágua potável. ano Falsificação, corrupção, adulteração eb ou alteração de substância Ou D. 1a Públ. Inc. í is anos produtos alimentícios — culposo. 278,8 Fabrico ou fornecimento culposo, Pafalin ama y : consumo, de substância nociva à Públ. Inc. ún. " ano saúde . Fornecimento culposo de q. medicamento em desacordo com inf dus Públ. Inc. ún. [ E ano receita médica. 289 * Exercício ilegal da medicina, arte /D. 6 m a Públ. Inc. dentária ou farmacêutica. anos 283 |Charlatanismo. 2 5 ht Ee ano 284 * |Curandeirismo DS MAR pa me anos Dão +? | Moeda falsa De O MES o fe, anos 286 |lIncitação ao crime. D. 3a Públ. Inc. meses COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com D. 3 a 6 287 Apologia de crime ou criminoso. Mesas Públ. Inc. 292, |Emissão de título ao portador semiD. 1 a 6|7. E, Públ. Inc. caput | permissão legal. meses Recebimento ou utilização, como ã. 8 dinheiro, de título ao portador emitido " 198, 8 Públ. Inc. ' ilegalmente. ' 293,8 FPRUAO ho NE D. 6 m a 2|,. 4º * Falsificação de papéis públicos .. Públ. Inc. 301 Certidão e atestado ideologicamente |[D. 2 m. a 1 Públ. Inc. falso. ano 301,8 |Certidão e atestado materialmente|D. 6 m a 2 Pú às úbl. Inc. 1 falso. anos 302 |Falsidade de atestado médico. = Mm. a 1) pós no. 307 |Falsa identidade — criar. ni alaada (2 NS 308 * [Falsa identidade — usar de terceiro. sede Mm: a Públ. Inc. 313-B* Modificação ou alteração não D. 3 mM. a 2 Públ. Inc. autorizada de sistema de informações | anos 319 |Prevaricação D. 3 ma Públ. Inc. ano 325* |Violação de sigilo funcional D. 6 m. à 2|popbl. Inc. anos 328 * |Usurpação de função pública. sato mM. a? Públ. Inc. 329 * |Resistência. DÊ MAL a e anos 330 |Desobediência D. 15d. à 6] papi. Inc. 331* |Desacato D. É MA 2/5 fo, anos 335 * Impedimento, perturbação ou fraude |D. 6 m. a 2 Públ. Inc. de concorrência anos Ea | ; DB. T mm a Lo 336 |Inutilização de edital ou de sinal. São Públ. Inc. 340 Comunicação falsa de crime ou BD; 1 à 6 Públ. Inc. contravenção. meses 341 * |Auto-acusação falsa D. 2 Mas Públ. Inc. anos 345 Exercício arbitrário das próprias D. 15d. à 1 Priv/P Inc. razões. mês 346 * Subtração, supressão ou dano a coisa|D. 6 m. a 2 Públ. Inc. própria na posse legal de terceiro anos 347 * |Fraude processual D. E Mas Públ. Inc. anos .—. Favorecimento pessoal. 5 r ms Públ. Inc. caput meses 348, $ | Favorecimento pessoal privilegiado. D. 15 d. a 3) Públ. Inc. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com 1º m. 349 |Favorecimento real. D. 1a Públ. Inc. meses 350 Exercício arbitrário ou abuso deijD. 1m.a1 Públ. Inc. poder. ano 351, |Fuga de pessoa presa ou submetida a [D. 6 m. a 2| ” : Públ. Inc. caput * | nedida de segurança (dolosa). anos 351,8 |Fuga de pessoa presa ou submetida à [D. 3 m. a 1| Públ. Inc. 4º medida de segurança (culposa). ano 359 Evasão mediante violência contra al/D. 3 m. a 1 PiRLRC, pessoa. ano 354 * |Motim de presos DEAR Públ. Inc. anos 358 Violência ou fraude em arrecadação |D. 2m. a 1 Públ. Inc. judicial ano x» |Desobediência a decisão judicial|l|D. 3 m. a 2). 359 " Mi Públ. Inc. sobre perda ou suspensão de direito. |anos 359-A * | Contratação de operação de crédito. = a? Públ. Inc. 359-B * Inscrição de despesas não|D. 6 m. a 2 Públ. Inc. empenhadas em restos a pagar anos 359-F * | Não cancelamento de restos a pagar ad m.a 2 Públ. Inc. * Tipo penal de menor potencial ofensivo acrescido ao rol da Lei 9.099 pela Lei 10.259/20017. LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS (Decreto-Lei 3.688, de 3 de outubro de 1941) Artigos | Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal Fabrico, comércio ou detençãode P.S.3 ma 1l. 18 nã Públ. Inc. arma ou munição. ano 19 Porte ilegal de arma (branca). cs 15 da Públ. Inc. 20 Anúncio de meio abortivo. Multa. Públ. Inc. 21 Vias de fato. E ai Públ. Inc. m. 5 Senado imegular em | muita. Públ. Inc. estabelecimento psiquiátrico. ; sds P.S. 15d. al. 23 Indevida custódia de doente mental. 3 Públ. Inc. 24 Instrumento de emprego usual na/P.S.6m.a? Públ. Inc. prática de furto. a. Posse não justificada de instrumento P.S.2m.a 1. 25 s. Públ. Inc. de emprego usual na prática de furto. a. = ; P.S. 15d. al. 26 Violação de lugar ou objeto. dá Públ. Inc. 28,8 . ; P.S. 15d. à |. io. Deflagração perigosa. Dt Públ. Inc. 29 Desabamento de construção. P.S. 1 a 6|Públ. Inc. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com 30 Perigo de desabamento. Multa. Públ. Inc. 31 Omitir : cautela na guarda ou|P.S. (0d.a Públ. Inc. condução de animais. 6 m. 32 Falta de habilitação para dirigir Multa. PúbL lhe. veículos. 33 Direção não licenciada de aeronave. o. Lido, Públ. Inc. 34 Direção perigosa de veículo na via /P.S. 15d. a PúbL Inc: pública (de veículo não automotor). Sm . — P.S. 15d. al. dO Abuso na prática de aviação. 37 Públ. Inc. 36, Não colocação de sinais de perigo. sintealicade. Públ. Inc. caput 3 m. 368 Destruição ou remoção de sinal de /P.S. 15d. a PBL lhe: ún., “a” | perigo. 3 m. DS Remoção de sinal de serviço público. Boas TEM El Públ. Inc. úns"b STA: STA Arremesso ou colocação perigosa. Multa Públ. Inc. 37, S Omissão de cautela na colocação OU | multa Pb: lhe ún. |suspensão perigosa de coisa. 38 Emissão de fumaça, vapor ou gás. Multa. Públ. Inc. 39, 1 & P.-S. 1 a 6|,. Associação secreta. Públ. Inc. caput meses 39,8 1º Ceder prédio para reunião de|jP.S. 1 a 6 Públ. Inc. associação secreta. meses. 40 Provocação de tumulto. Conduta /P.S. 15d. a PúbL Inc: inconveniente. 6 m. 41 Falso alarma. sã 154.8 Públ. Inc. 42 Perturbação do trabalho ou sossego P.S. 15d. a Públ Inc. alheios. 3 m. 43 Recusa de moeda de curso legal. Multa Públ. Inc. 44 Imitação de moeda para propaganda. | Multa. Públ. Inc. 45 Simulação da qualidade de /P.S. 1 a 3 PÚbL The. funcionário. meses 46 Uso ilegítimo de uniforme ou Multa Públ. Inc. distintivo. 47 Exercício ilegal de profissão ou/P.S. 15d. a PÚbL ne: atividade. Sm. 48 Exercício : ilegal do comércio de/iP.S. 1 a 6 Públ. Inc. coisas antigas e obras de arte. meses 49 Matrícula ou escrituração de indústria Multa Públ. Inc. ou profissão. 50 Jogo de azar. E Sm. Públ. Inc. 59 |vadiagem. 5 15 À 9 | públ. Inc. 60 Mendicância. uliaeenlos Públ. Inc. 3 m. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com 61 Importunação ofensiva ao pudor. Multa. Públ. ; PS. T5 dd. a 62 Embriaguez. 37 Públ. Inc. 63 |Bebidas alcoólicas. Am: al pas Ino 64 Crueldade contra animais. = 114 Públ. Inc. 65 Perturbação da tranquilidade. E'o: 15d: A |públ. Inc. 66 Omissão de comunicação de crime. |Multa. Públ. Inc. 67 Inumação ou exumação de cadáver. e. tm ai Públ. Inc. 68 Recusa de dados sobre a própria Multa. Públ Inc. identidade. LEI DAS LOTERIAS (Decreto-Lei 6.259, de 10 de fevereiro de 1944) Artigos | Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 45 Loteria não autorizada. Faso ss Públ. Inc. anos Introdução de loteria estrangeira no 46 país ou de loteria estadual de um a emas Públ. Inc. Estado em outro. | 47 Posse ou distribuição de bilhetes de |P.S.6m.a1 Públ. Inc. loteria estrangeira. a. Posse ou distribuição de bilhetes de 48 loteria estadual, fora do Estado|/P.S.2a6m.|Públ. Inc. respectivo. Posse e exibição de listas de 49 sorteios de loteria estrangeira ou de |P.S. 1 a 4 m. | Públ. Inc. outro Estado. Pagamento de prêmio de loteria 50 estrangeira ou de outro Estado, sem | P.S. 2 a 6 m. | Públ. Inc. circulação legal. Impressão de bilhetes, listas ou 51 cartazes de loteria sem circulação |P.S.2 .a6m.|Públ. Inc. local legal. Distribuição ou transporte de listas 52 ou avisos de loteria sem circulação |P.S. 1 a 4 m. | Públ. Inc. local legal. 56 Transmissão de : resultado de Multa. Públ. Inc. extração de loteria não autorizada. 58 |Jogodo bicho. 5.5.6 ma 1 |públ. Inc. Jogo sobre corridas de cavalos fora eo |jde hipódromo ou entidades cuia |[PÓBL Ie autorizada, ou sobre competições esportivas. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com SISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS (Lei Nº 11.343, de 23 de agosto de 2006) Artigos Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 28º Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar Publ. Inc.. Art. 33. Ss 3 Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem Públ. Inc. Art. 38º Prescrever ou ministrar, culposamente, drogas, sem que delas necessite o paciente, ou fazê- lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar D.6m. a? ano. Públ. Inc. * |- advertência sobre os efeitos das drogas; ll - prestação de serviços à comunidade; Ill - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. $ 10 Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica. & 20 Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos antecedentes do agente. 8 30 As penas previstas nos incisos || e Ill do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 5 (cinco) meses. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (Lei 8.069, de 13 de julho de 1990) Artigos | Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal Não manutenção de registro das 228,8 atividades de estabelecimento de D 2a6&, . saúde da gestante ou não Públ. Inc. ún. ; à. meses. fornecimento de declaração de nascimento do neonato. 229,8 Não identificação correta ou não D 2a, : realização de exames do neonato e Públ. Inc. ún. ; meses. da parturiente. Apreender o menor de 18 anos sem estarem presentes as circunstâncias D Emas 230* da flagrância (caput), ou sem| Públ. Inc. h ; anos. observar as formalidades legais ($ ún.) 231* [Deixar a autoridade policia dejD.6 m. a 2|Públ.Inc. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com comunicar a apreensão de menor de 18 anos a autoridade judiciária e família do apreendido. 232? Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda Ou vigilâíicia a vexame ou a constrangimento. D. 6m.a?2 anos. Públ. Inc. 234 * Deixar a autoridade competente, sem justa causa, de ordenar a imediata liberação de criança ou adolescente quando ciente da ilegal apreensão. D6m. a? anos. Públ. Inc. 236 * Impedir ou embaraçar ação de autoridade judiciária, membro doConselho Tutelar ou representante do Ministério Público no exercício de função prevista no ECA. D.6m. az anos. Públ. Inc. * Tipo penal de menor potencial ofensivo acrescido ao rol da Lei 9.099 pela Lei 10.259/2007. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990) Artigos Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 63* Omissão dolosa sobre nocividade ou periculosidade do produto (caput) e do serviço ($ 1º ), em embalagens ou publicidade D. 6 meses a 2 anos. Públ. Inc. 63,8 2º Omissão culposa sobre nocividade ou periculosidade do produto (caput) e do serviço (8 1º ) em embalagens ou publicidade. Públ. Inc. 64* Omissão dolosa sobre conhecimento posterior ao lançamento no mercado sobre nocividade ou periculosidade do produto, e deixar de retirá-lo do mercados ($ ún.). Públ. Inc. 65* de alta contrariando autoridade Executar serviço periculosidade, determinação competente. de D.6m. a?2 anos. Públ. Inc. 66, caput Afimação falsa, enganosa ou omissão de informação relevante sobre produtos e serviços ofertados. D. 3 ma1 ano Públ. Inc. 66, 8 1º Oferta de produtos e serviços com afimação falsay enganosa Ou clomissão de informação relevante. D. 3 mal ano Públ. Inc. 67 Publicidade enganosa ou abusiva. D. 3 ma 1 ano Públ. Inc. 68* Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar D6m. az? anos. Públ. Inc. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde 69 Não organização de dados que dão|D. 1 a 6 Públ. Inc. base à publicidade. meses. Reparação não autorizada de TO produtos com peças ou ata ma Públ. Inc. componentes usados. Constrangimento físico ou moral na|D. 3 m. a 1|5. FA, e e ; Públ. Inc. cobrança de dívida do consumidor. |ano Impedimento ou dificuldade no DIE mai T2 acesso às informações cadastrais do 26 ; Públ. Inc. consumidor. 73 Não correção de informação inexatal[D. 1 a 6 Públ. Inc. em cadastro de consumidor. meses 74 Não entrega de termo de garantia ao |D. 1 a 6 PúbLao, consumidor. meses CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997) Artigos Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 303 * Lesão corporal culposa na direção de veículo. D. 6 mn anos a2 Publ. Cond. 304 Omissão de socorro por condutor de veículo em acidente. D. 6 ano. m. a 1 Públ. Inc. 305 Fuga do condutor do veículo do local do acidente. D. 6 ano. m. a 1 Públ. Inc. 307, caput Violação da suspensão ou proibição de obter habilitação para dirigir veículo. D. 6 ano. Públ. Inc. 307, & ún. Não entrega do documento de habilitação em juízo no prazo, pelo condenado pela violação da suspensão ou proibição de dirigir. D. 6 ano. Públ. Inc. 308 * Participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística não autorizada pela autoridade competente, desde que resulte dano potencial à incolumidade pública ou privada. D. 6 ano. Públ. Inc. 309 Direção não habilitada de veículo automotor, gerando perigo. D. 6 ano. Públ. Inc. 310 Entrega de direção de veículo automotor a pessoa não habilitada ou sem condições de conduzir o veículo com segurança. D. 6 ano. Públ. Inc. 311 Tráfego em velocidade incompatível com a segurança no trânsito. D. 6 ano. Públ. Inc. 312 Inovação artificiosa de local de acidente automobilístico. D. 6 ano. Públ. Inc. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com * Tipo penal de menor potencial ofensivo acrescido ao rol da Lei 9.099 pela Lei 10.259/2007. MEIO AMBIENTE (Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998) Artigos | Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal Caça, perseguição ou apanha de 29, espécime da fauna silvestre sem|D. 6 m. Públ. Inc caput [licença ou em desacordo com a|/|ano. 1 obtida. 29,81º, Impedimento de procriação da fauna BB | | silvestre — sem licença ou emiano Públ. Inc. desacordo com a obtida. 29. 8 1º, | Destruição, dano ou modificação de/|D. 6 m PÉbBL lhe "| ninho, abrigo ou criadouro natural. ano. i i Venda, exportação, aquisição Ou o |guarda de espécimes da fauna 29, " ' [silvestre e produtos derivados, sem std m Públ. Inc. licença ou provenientes de criadouros não autorizados. 31 Introdução de espécime animal no|D. 3 m ETELTRS país sem licença. ano. UN . Abuso ou maus tratos em animais. ssdl.. Públ. Inc. caput ano. 32,8 1º Experiência dolorosa ou cruel com|D. 3 m Públ. Inc ! animal vivo. ano. OO 41,8 |Incêndio culboso em mata oulD.6m : ún. floresta. ano. PBL IDE. Extração mineral não autorizada em DEm 44 florestas públicas ou de —— Públ. Inc. preservação. Cortar ou transformar em carvão, madeira de lei, assim classificada por ato do poder público, para fins R 1 45* industriais, energéticos ou para outra | * Publ. Inc. exploração, econômica ou não, em AA desacordo com as determinações legais. Aquisição ou recebimento de 46, produtos vegetais sem verificação de |D. 6 m. Públ. Inc caput |sua extração mediante licença e|ano. “oO desacompanhados de documento. 46,8 Venda, depósito, transporte lo gm. | ú guarda de “produtos de origem ano. Públ. Inc. vegetal sem licença. 48 Impedimento da regeneração de|D. 6 m. Públ. Inc florestas ou vegetação. ano. OO Destruição ou dano em plantas D3m 49 omamentais de logradouros ou Sho | Públ. Inc. propriedade privada. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com Destruição ou dano em floresta ou|D. : 50 . ; = Públ. Inc. vegetação de especial preservação. |ano. Comercialização ou uso de moto-|D. 3 m. a 1|,. 51 : ; Públ. Inc. serra sem licença ou registro. ano. Penetração em Unidade de 52 Conservação portando instrumentos D. Bm. a 1 PúblL lhe. para caça ou exploração florestal, | ano. sem licença. Causação culpbosa de poluição 54,8 ún danosa à saúde humana oujlD. 6m a41 PBL Ta ' |provocadora de mortandade dej|/lano. OT animais ou de destruição da flora. 55 Pesquisa ou extração mineral sem DEmail., autorização ou em desacordo com a Públ. Inc. caput Ii ano. icença. 55,8 |Não recuperação de área dejD. 6 m a1 PúbL na ún. pesquisa ou exploração mineral. ano. fes Substância tóxica, perigosa Ou D6Emal 56, 8 3º | nociva à saúde humana ou ao meio ano Públ. Inc. ambiente. Estabelecimentos, obras ou serviços Go potencialmente poluidores, sem/|D. 1 a 6 Búbilãe. licença ou contrariando normas |meses. legais e regulamentares. 62,8 Destruição, inutilização “l5ERmaitl. ã deterioração — culposa de bem Públ. Inc. ún. Á : ano. especialmente protegido. Construção em solo não edificável 64 ou seu entorno, sem autorização ou |D. 6 m. a 1 Públ. Inc em desacordo com a autorização | ano. "oO concedida. 65, Conspurcação de edificação oulD. 3 m. a 1/75. Públ. Inc. caput |monumento urbano. ano. 65,8 |Conspurcação de monumento ou|jD.6m a1|7. : : Públ. Inc. ún. coisa tombada. ano. 68, Não cumprimento culposo de D Small, : obrigação de relevante interesse Públ. Inc. ún. À ano. ambiental. * Tipo penal de menor potencial ofensivo acrescido ao rol da Lei 9.099 pela Lei 10.259/2007. CÓDIGO FLORESTAL FEDERAL (Lei 4771 de 15 de Setembro de 1965)exploração de produtos ou subprodutos florestais, sem estar munido de licença da autoridade Artigos | Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal Penetrar em florestas de preservação permanente conduzindo armas, substâncias ou instrumentos um SN e BD. 3 ma ls: 26, “c” |próprios para caça proibida ou para Se Públ. Inc COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com competente; Fazer fogo, por qualquer modo, em florestas e demais formas de vegetação, sem tomar precauções adequadas ED 3 Mm a ano Públ. Inc Deixar de restituir à autoridade licenças extintas pelo decurso do prazo ou pela entrega ao consumidor dos produtos procedentes de florestas; E. 3 ma ano Públ. Inc 26, ip Empregar, como combustível, produtos florestais ou hulha, sem uso de dispositivos que impeçam a difusão de fagulhas, suscetíveis de provocar incêndios nas florestas; D. 3 mM. a 1 ano Públ. Inc 26, “mm” Soltar animais ou não tomar precauções necessárias, para que o animal de sua propriedade não penetre em florestas sujeitas a regime especial; DD. 3 Mm a ano Públ. Inc ESTATUTO DO DESARMAMENTO (Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003) Artigos Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 13, caput * Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade. Parágrafo único. D. 1 a2 anos. Publ. Inc.. 13, par. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência polícial e de comunicar à Polícia Federal perda, furto, roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo, acessório ou munição que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. DD 1az2 anos. Publ. Inc.. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com LEI DO DESPORTO/BINGO (Lei 9.615/98) Artigos Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal f5 Manutenção ou realização de jogo de bingo sem autorização legal. PS. 6 m. a 2? anos. Públ. Inc. EE Oferecimento em bingo de prêmio diverso do permitido em lei. P.S. 6 m. a | ano. Públ. Inc. ESTATUTO DO IDOSO (Lei 10.471, de 1º de outubro de 2003) Artigos Denominação da Infração Pena(s) Ação Penal 96, caput Discriminar pessoa idosa, impedindo ou dificultando seu acesso àa operações bancárias, aos meios de transporte, ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania, por motivo de idade. R.6mal ano. Públ. Inc.. 96,8 1 Desdenhar, humilhar, menosprezar ou discriminar —- pessoa — idosa, por qualquer motivo. R.6mal ano. Públ. Inc.. 7, caput Deixar de prestar assistência ao idoso, quando possível fazê-lo sem risco pessoal em situação de iminente perigo, ou recusar, retardar ou dificultar sua assistência à saúde, sem justa causa, ou não pedir, nesses casos, o socorro de autoridade pública. D. Em. a 1 ano. Públ. Inc. 99, caput Expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica, do idoso, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes Ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis, quando obrigado a fazê-lo, ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado. D. º?m.a 1 ano Públ. Inc. 100 Obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público por motivo de idade. Negar a alguém, por motivo de idade, emprego ou trabalho. Recusar, retardar ou dificultar atendimento ou deixar de prestar assistência à saúde, sem justa causa, a pessoa idosa. Deixar de cumprir, retardar ou frustrar, sem justo motivo, a execução de ordem judicial expedida na ação civil que alude esta Lei. Recusar, retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação D. 6m. a 1 ano Públ. Inc. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgo&egmail.com civil objeto desta Leiiy quando requisitados pelo Ministério Público. 101 Deixar de cumprir, retardar ou frustrar, sem justo motivo, a execução de ordem judicial expedida nas ações em que for parte ou interveniente o idoso. D. 6m.a 1 ano Públ. Inc. 103 Negar o acolhimento ou a permanência de idoso, como abrigado, por recusa deste em outorgar procuração à entidade de atendimento. D.6m.a 1 ano Públ. Inc. 104 Reter o cartão magnético de conta bancária — relativa a benefícios, proventos ou pensão do idoso, bem como qualquer outro documento com objetivo de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida. D.6m.a 1 ano Públ. Inc. 109 Impedir ou embaraçar ato do representante do Ministério Público ou de qualquer outro agente fiscalizador. D.6m.a 1 ano Públ. Inc. * Tipo penal de menor potencial ofensivo acrescido ao rol da Lei 9.099 pela Lei 10.259/2007. COMANDO DA ACADEMIA DE POLICIA MILITAR Núcleo de Ensino a Distância e Tecnologia da Informação do CAPM Rua 252 nº 21 St. Leste Universitário CEP 74.603-240 Goiânia-GO Fone: (62) 32011790 Fax: (62) 32011606 - Emails: eadéOpm.go.gov.br / ead.apmgoMegmail.com