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Primeira infância (0 – 2 anos) 
Marcos de desenvolvimento (neuropsicomotor) de 
crianças de 0 até 2 anos de idade e sua importância no 
diagnóstico de possíveis distúrbios relacionados. 
→ AVALIAÇÃO 
- O período pré-natal e o primeiro ano de vida fornecem uma plataforma para 
crescimento e desenvolvimento notáveis, definindo a trajetória de vida de uma 
criança. A plasticidade neural, a capacidade de o cérebro ser moldado 
pelas experiências, tanto positivas como negativas, está em seu pico. 
- O volume cerebral total duplica no primeiro ano de vida e aumenta mais 15% 
durante o segundo ano. O volume total do cérebro no lactente com 1 mês de 
vida é aproximadamente 36% do volume de adulto, mas com 1 ano de idade é 
de cerca de 72% (83% aos 2 anos) 
- A aquisição de habilidades aparentemente “simples”, como a deglutição, 
reflete uma série de processos complicados e altamente coordenados 
envolvendo vários níveis de controle neural distribuídos entre vários 
sistemas fisiológicos cuja natureza e relações amadurecem durante todo 
o primeiro ano de vida. Uma aprendizagem substancial das ferramentas 
básicas da linguagem (fonologia, segmentação de palavras) ocorre durante a 
infância. 
- O processamento da fala em pessoas mais velhas requer redes neuronais 
precisas e definidas; o cérebro infantil apresenta uma organização 
estrutural e funcional semelhante à dos adultos, sugerindo que o 
processamento neurológico estrutural da fala possa orientar os bebês a 
descobrir as propriedades de sua língua nativa. 
- A mielinização do córtex começa entre o sétimo e oitavo mês da 
gestação e continua até a adolescência e juventude. Ocorre da região 
posterior para a anterior, viabilizando a maturação progressiva das vias 
sensoriais, motoras e finalmente das vias associativas. 
- Dada a importância do ferro, do colesterol e de outros 
nutrientes para o processo da mielinização, são importantes 
reservas adequadas desses durante toda a infância 
- A ingestão alimentar inadequada, interações insuficientes com os 
cuidadores ou com o ambiente em geral podem alterar os processos 
dependentes da experiência que são fundamentais para o 
desenvolvimento da estrutura e função do cérebro durante a infância. 
Embora alguns desses processos possam ser retardados, à medida que os 
períodos de plasticidade vão se concluindo nas fases de rápido 
desenvolvimento infantil, podem ocorrer déficits mais permanentes 
- Todos os parâmetros de crescimento devem ser traçados, utilizando 
as tabelas da Organização Mundial da Saúde, que mostram como as 
crianças desde o nascimento até 72 meses de vida “devem” crescer em 
circunstâncias ideais 
 
 
 
 
 
→ IDADE DE 0 – 2 MESES 
- No lactente nascido a termo, no momento de nascimento a mielinização está 
presente no tronco cerebral dorsal, pedúnculos cerebelares e perna posterior 
da cápsula interna. A substância branca cerebelar adquire mielina por volta do 
primeiro mês de vida e está bem mielinizada aos 3 meses de idade. A substância 
branca subcortical do córtex parietal, frontal posterior, temporal e calcarina 
está parcialmente mielinizada aos 3 meses de idade. 
- Nesse período, o bebê experimenta um tremendo crescimento. 
Alterações fisiológicas possibilitam o estabelecimento de rotinas de 
alimentação eficazes e de um ciclo de sono-vigília previsível. As 
interações sociais que ocorrem à medida que os pais e os bebês realizam 
essas tarefas definem as bases para o desenvolvimento cognitivo e 
emocional. 
 Desenvolvimento físico 
- O peso de um recém-nascido inicialmente pode diminuir 10% abaixo 
do peso ao nascer durante a primeira semana, como resultado da 
eliminação do excesso de fluido extravascular e da ingestão nutricional 
limitada. 
- A nutrição melhora à proporção que o colostro é substituído por um 
maior teor de gordura do leite materno, na medida em que as crianças 
aprendem sobre como se acoplar à mama e a sugar de maneira mais 
eficiente, e as mães tornam-se mais à vontade com as técnicas de 
amamentação. 
- Os lactentes recuperam ou excedem o peso ao nascer por volta da 
segunda semana de vida e devem crescer cerca de 30 g/dia durante o 
primeiro mês. Esse é o período mais rápido de crescimento pós-natal. Os 
braços ficam pendentes ao lado do corpo. Os movimentos dos membros 
consistem basicamente em contrações descontroladas, com abertura e 
fechamento das mãos aparentemente sem propósito. 
- O sorriso ocorre involuntariamente. O olhar, os giros da cabeça e a 
sucção são mais bem controlados e podem, portanto, ser utilizados para 
demonstrar a percepção e a cognição infantis. A preferência da criança em 
se voltar para a voz da mãe é uma evidência da memória de reconhecimento. 
Seis estados comportamentais foram descritos 
- Inicialmente, o sono e a vigília estão uniformemente distribuídos ao 
longo de 1 dia de 24 h. A maturação neurológica explica a consolidação 
do sono em blocos de 5 ou 6 h, com breves períodos de vigília para a 
alimentação. O aprendizado também ocorre; bebês cujos pais são 
consistentemente mais interativos e estimuladores durante o dia aprendem a 
concentrar seu sono durante a noite. 
 Desenvolvimento cognitivo 
- Os bebês podem diferenciar entre padrões, cores e consoantes. Podem 
reconhecer expressões faciais (sorrisos) como semelhantes, mesmo 
quando esses aparecem em rostos diferentes. Podem também combinar 
propriedades abstratas dos estímulos, como contorno, intensidade ou 
padrão temporal, por meio de modalidades sensoriais. 
- Lactentes aos 2 meses de idade podem discriminar padrões rítmicos 
na língua nativa versus língua não nativa. Os bebês parecem buscar 
ativamente por estímulos, como se estivessem satisfazendo uma necessidade 
inata de dar sentido ao mundo. 
- Esses fenômenos apontam para a integração de estímulos sensoriais no 
sistema nervoso central. Os cuidados pelos pais e cuidadores fornecem 
estímulos visuais, táteis, olfativos e auditivos; todos auxiliam o 
desenvolvimento da cognição. Lactentes se habituam ao que é conhecido, 
respondendo menos a estímulos repetidos e aumentando a sua atenção a novos 
estímulos. 
 Desenvolvimento emocional 
- O lactente depende do ambiente para satisfazer suas necessidades. A 
disponibilidade consistente de um adulto de confiança para atender às 
urgências do bebê cria as condições para uma fixação segura. 
- Os bebês com menos de 1 ano de idade que são constantemente 
colocados no colo e acalmados em resposta a um choro de socorro 
demonstram comportamento menos agressivo aos 2 anos. 
- O choro normalmente atinge seu pico por volta da 6 semanas de vida, 
quando os bebês saudáveis podem chorar até 3 horas/dia, em seguida, 
diminui para 1 hora ou menos aos 3 meses de vida. Os bebês choram em 
resposta ao choro de outro bebê, o que foi interpretado como um sinal precoce 
de desenvolvimento de empatia. 
- O choro/inquietação está presente em 20% das crianças com menos 
de 2 meses de idade e, embora na maior parte seja uma atividade 
comportamental transitória e normal, é frequentemente associada a 
preocupação e angústia dos pais. 
- Choro excessivo (mais de 3 horas/dia, mais de 3 dias/semana com duração 
superior a 1 semana) e choro/inquietação mais frequente persistindo mais 
que 3 a 5 meses pode estar associada a abuso de crianças, problemas de 
comportamento com criança mais velha (ansiedade, agressividade, 
hiperatividade), diminuição da duração da amamentação e depressão pós-parto 
(incerto se é a causa ou o efeito). 
- A maioria dos bebês com choro/inquietação não apresenta refluxo 
gastresofágico, intolerância à lactose ou alergia à proteína de leite de 
vaca. Alguns pesquisadores acreditam que o choro excessivo possa ser 
uma manifestação precoce de episódios de enxaquecas. 
- A conduta do choro/inquietação deve incluir orientar os cuidadores 
sobre pistas pré-choro e respostas ao sinal para a alimentação de 
maneira descontraída e calma. Se a hiperestimulação sensorial é um fator, a 
criação de um ambiente calmopode ajudar, assim como o uso de cueiros. 
- Na ausência de estimulação sensorial, o contato pele a pele entre a mãe e 
o bebê e o ato de colocar a criança no colo podem ser benéficos. Em 
todas as situações, a garantia de que esse fenômeno é normal e transitório, com 
apenas 5% dos lactentes persistindo além dos 3 meses de idade, ajuda a família 
a se adaptar. 
- O significado emocional de qualquer experiência depende tanto do 
temperamento individual do bebê quanto das respostas dos pais; 
horários de alimentação diferentes produzem reações diferentes. A fome 
aumenta a tensão; quando a sensação de urgência atinge seu pico, a criança 
chora, a mãe oferece o peito ou a mamadeira e a tensão se dissipa. 
- Lactentes alimentados “de forma imediata” consistentemente experimentam 
esta ligação entre sua angústia, a chegada dos pais e o alívio da fome. A maioria 
dos bebês alimentados com uma programação fixa rapidamente adapta seu 
ciclo de fome à programação. 
- Aqueles que não podem por serem de temperamento propenso a ritmos 
biológicos irregulares passam por períodos de fome não aliviados, bem como 
mamadas indesejadas quando já estão satisfeitos. 
- Do mesmo modo, bebês que são alimentados de acordo com a 
conveniência dos pais, sem a atenção para as pistas de fome que o bebê 
dá, nem a alimentação em um horário fixo, podem não enfrentar de 
maneira consistente a alimentação como a redução prazerosa da tensão. 
- Bebês com desregulação precoce muitas vezes demonstram um 
aumento da irritabilidade e instabilidade fisiológica (cospem, apresentam 
episódios de diarreia, ganho de peso), bem como problemas comportamentais 
no futuro. 
 
→ IDADE DE 2 – 6 MESES 
- Por volta dos 2 meses de idade, o surgimento de sorrisos voluntários 
(sociais) e o aumento do contato visual marcam uma mudança na 
relação pais-filhos, aumentando a sensação de ser amado reciprocamente 
pelos pais. 
- Durante os próximos meses, a amplitude do controle motor/social e o 
envolvimento cognitivo da criança aumentam significativamente. 
Regulação mútua assume a forma de intercâmbios sociais complexos, 
resultando em forte apego e prazer mútuos. Rotinas são estabelecidas. 
Os pais ficam menos cansados. 
 Desenvolvimento físico 
- Entre 3 e 4 meses de idade, a taxa de crescimento diminui para cerca 
de 20 g/dia. Por volta dos 4 meses de idade, o peso ao nascer dobra. Os 
reflexos iniciais que limitavam os movimentos voluntários retrocedem. 
O desaparecimento do reflexo tônico assimétrico do pescoço libera os 
lactentes para começar a examinar objetos na linha média e manipulá-
los com as duas mãos 
- A redução do reflexo da garra inicial possibilita que o bebê segure e 
solte objetos voluntariamente. Um novo objeto pode provocar uma 
busca proposital, embora ineficiente. 
- A qualidade dos movimentos espontâneos também muda, de 
movimentos contorcidos maiores para movimentos circulares menores, 
que têm sido descritos como “irrequietos.” Movimentos irrequietos 
anormais ou ausentes podem constituir um fator de risco para anormalidades 
neurológicas tardias. 
- O aumento do controle de flexão do tronco possibilita o rolamento 
intencional. Como podem manter a cabeça firme enquanto sentadas, o 
lactentes podem olhar através dos objetos em vez de apenas olhar para 
esses, abrindo uma nova gama visual. 
- Podem começar a se alimentar com uma colher. Ao mesmo tempo, a 
maturação do sistema visual possibilita uma percepção maior da profundidade. 
Nesse período, os bebês alcançam uma regulação estável e regular dos 
ciclos de sono-vigília. 
- As necessidades totais de sono são aproximadamente de 14 a 16 h/24 h, com 
cerca de 9 a 10 horas concentradas à noite e 2 cochilos/dia. Aproximadamente 
70% dos lactentes dormem por um período de 6 a 8 horas aos 6 meses de 
idade. 
- Entre 4 e 6 meses, o eletroencefalograma durante o sono demonstra um 
padrão maduro, com demarcação do sono de movimento rápido dos olhos 
(REM) e dos quatro estágios do sono de movimento não rápido dos olhos. O 
ciclo do sono permanece mais curto que o de adultos (50-60 min versus 
aproximadamente 90 min). Como resultado, as crianças despertam para o sono 
leve ou despertam frequentemente durante a noite, o que leva a problemas 
comportamentais do sono 
 Desenvolvimento cognitivo 
- O efeito geral desse desenvolvimento é uma mudança qualitativa. Aos 4 
meses de idade, os lactentes são descritos como em um período de 
“incubação” social, cada vez mais interessados em um mundo mais 
amplo. 
- Durante a alimentação, os bebês não se concentram exclusivamente na 
mãe, mas se distraem. Nos braços da mãe, o lactente pode, literalmente, 
virar-se, preferindo estar virado para fora. 
- Os bebês dessa idade também exploram seus próprios corpos, olhando 
fixamente para suas mãos, vocalizando, soprando bolhas, tocando suas 
orelhas, bochechas e genitais. Essas explorações representam uma fase 
inicial da compreensão da causa e efeito já que os lactentes aprendem que os 
movimentos musculares voluntários resultam sensações táteis e visuais 
previsíveis além de desempenharem um papel no surgimento de um senso de 
“eu”, separado da mãe. 
- Esse é o primeiro estágio do desenvolvimento da personalidade. Bebês 
podem começar a associar certas sensações por meio da repetição frequente. 
A sensação proprioceptiva de segurar a mão e mexer os dedos sempre 
acompanha a visão dos dedos em movimento. 
- Tais sensações estão constantemente ligadas e são reprodutíveis de acordo 
com a vontade. Em contraste, as sensações que estão relacionadas com o 
“outro” ocorrem com menos regularidade e em combinações variadas. 
- O som, cheiro e a sensação da mãe às vezes aparecem prontamente em 
resposta ao choro, mas às vezes não. A satisfação das necessidade pela mãe 
ou por outro adulto amoroso continua a processo de vínculo mãe-bebê. 
 Desenvolvimento emocional e comunicação 
- Os bebês interagem com crescente sofisticação e alcance. As emoções 
primárias de raiva, alegria, interesse, medo, nojo e surpresa aparecem 
em contextos apropriados na forma de expressões faciais distintas. 
- Quando frente a frente, o lactente e um adulto de confiança podem combinar 
expressões afetivas (sorriso ou surpresa) cerca de 30% do tempo. Jogos de 
iniciação (cantar, jogos de mão) aumentam o desenvolvimento social. 
- O comportamento frente a frente revela a capacidade do bebê de 
compartilhar estados emocionais, o primeiro passo no desenvolvimento da 
comunicação. 
- Os bebês de pais deprimidos apresentam um padrão diferente, despendendo 
menos tempo em movimentos coordenados com os pais e fazendo menos 
esforços para se relacionar. Em vez de raiva e tristeza, demonstram perda de 
energia quando os pais continuam não disponíveis. 
 
 
→ IDADE DE 6 – 12 MESES 
- Com a conquista da posição sentada, as crianças de 6 a 12 meses de 
idade adquirem maior mobilidade e novas habilidades para explorar o 
mundo a seu redor, e demonstram avanços na compreensão e 
comunicação cognitiva, com novas tensões ao redor de temas como apego 
e separação. 
- Os bebês desenvolvem vontades e intenções, características que a maioria dos 
pais considera bem-vindas, mas ainda representam um desafio para gerenciar. 
 Desenvolvimento físico 
- O crescimento desacelera ainda mais. Por volta do primeiro aniversário, 
o peso do nascimento triplicou, o comprimento cresceu em 50% e o 
perímetro cefálico aumentou 10 cm. 
- A capacidade de se sentar sem apoio (6-7 meses) e de girar ao sentar-
se (cerca de 9-10 meses) proporciona um aumento de oportunidades para 
manipular vários objetos ao mesmo tempo e de experimentar com novas 
combinações de objetos. Essas descobertas são auxiliadas pelo surgimento 
dos movimentos de garra entre o polegar e o dedo (8-9 meses) e de pinça 
pura aos 12 meses. 
- A liberação voluntária surge aos 9 meses. Muitos bebês começam a 
engatinhar e puxar para ficar em pé por volta dos 8 meses. Algumas 
ficam em pé com 1 ano de idade → As conquistas motorasse relacionam 
com o aumento da mielinização e com o crescimento cerebelar. 
- Essas habilidades motoras expandem a amplitude exploratória e criam 
novos perigos físicos, bem como oportunidades de aprendizado. A 
erupção dentária ocorre, geralmente começando pelos incisivos centrais 
inferiores. O desenvolvimento dos dentes reflete a maturação esquelética e 
idade óssea, apesar de haver uma ampla variação individual 
 Desenvolvimento cognitivo 
- O bebê de 6 meses de idade descobriu suas mãos e logo aprenderá a 
manipular objetos. No início, tudo é levado à boca. Com o tempo, novos 
objetos são apanhados, examinados, passados de mão em mão, batidos, 
derrubados para, em seguida, serem levados à boca. 
- Cada ação representa uma ideia não verbal sobre a utilidade dos objetos (nos 
termos de Piaget, um esquema. A complexidade da brincadeira de um 
bebê, quantos esquemas diferentes são exercidos, é um indicador útil do 
desenvolvimento cognitivo nessa idade. 
- O prazer, a persistência e a energia com a qual os lactentes enfrentam esses 
desafios sugerem a existência de um impulso intrínseco ou uma motivação para 
o domínio de habilidades. 
- O comportamento para o domínio de habilidades motoras ocorre 
quando os bebês se sentem seguros; aqueles com relacionamentos 
menos seguros demonstram limitações na experimentação e menor 
competência. Um marco importante é a conquista aos 9 meses da 
permanência do objeto (constância), o entendimento de que os objetos 
continuam a existir, mesmo quando não são vistos. 
- Dos 4 aos 7 meses de vida, os bebês olham para baixo à procura de 
uma bola que caiu, mas rapidamente desistem se não a encontrarem. 
Com a constância do objeto, os lactentes persistem na busca. Eles vão 
encontrar objetos escondidos sob um pano ou atrás do examinador. Brincar 
de esconder traz prazer ilimitado na medida em que o bebê 
magicamente traz de volta o outro jogador. Eventos parecem ocorrer como 
resultado das próprias atividades da criança. 
 Desenvolvimento emocional 
- O advento da permanência do objeto corresponde a mudanças qualitativas 
no desenvolvimento social e da comunicação. Bebês olham para trás e para 
a frente entre um estranho que se aproxima e um dos pais, e pode 
agarrar-se ou chorar ansiosamente, demonstrando ansiedade em relação 
ao estranho. Separações muitas vezes tornam-se mais difíceis. 
- Os bebês que dormem durante a noite por meses começam a despertar 
regularmente e chorar, como se lembrassem de que os pais estão no 
quarto ao lado. Uma nova demanda por autonomia também emerge. Ganho 
de peso nessa idade muitas vezes reflete uma luta entre a independência 
emergente de um lactente e do controle dos pais para a situação 
alimentar. 
- O uso de duas colheres para a alimentação (uma para a criança e outra para 
o pai/a mãe), alimentos que podem ser ingeridos com as mãos e uma cadeira 
alta com mesa de bandeja podem evitar possíveis problemas. Birras fazem sua 
primeira aparição à medida que os impulsos por autonomia e domínio entram 
em conflito com o controle dos pais e as habilidades ainda limitadas dos bebês. 
 Comunicação 
- Lactentes com 7 meses de idade são adeptos da comunicação não 
verbal, expressando uma variedade de emoções e de resposta com tons 
vocais e expressões faciais. 
- Aos 9 meses de idade, os bebês se tornam conscientes de que as 
emoções podem ser compartilhadas entre as pessoas; eles entregam seus 
brinquedos a seus pais como maneira de compartilhar seus sentimentos 
felizes. Entre 8 e 10 meses de idade, o balbuciar assume uma nova 
complexidade, com sons multissilábicos (“ba-da-ma”); bebês podem 
discriminar entre idiomas. Bebês em casas bilíngues aprendem as 
características e as regras que governam dois idiomas diferentes. 
- A interação social (adultos atentos revezando a vocalização com a criança) 
influencia profundamente a aquisição e a produção de novos sons. A 
primeira palavra verdadeira (i.e., um som utilizado de modo consistente para 
se referir a um objeto ou uma pessoa específica) aparece junto com a 
descoberta pela criança da permanência do objeto. 
- Livros de imagens oferecem, então, um contexto ideal para a aquisição da 
linguagem verbal. Com o uso de um livro conhecido como foco compartilhado 
de atenção, pai/mãe e filho se envolvem em ciclos repetidos de apontar e dar 
nomes, com elaboração e reforços pelo pai/mãe. O acréscimo da linguagem de 
sinais pode apoiar o desenvolvimento infantil, reforçando simultaneamente a 
comunicação mãe-bebê. 
 
→ IDADE DE 12 – 18 MESES 
 Desenvolvimento físico 
- A criança pequena que começou a andar continua a experimentar um 
considerável crescimento do cérebro e mielinização no 2° ano, resultando 
em um aumento na circunferência da cabeça de 2 cm ao longo do ano. 
- As crianças pequenas têm pernas relativamente curtas e tronco curto, 
com uma lordose lombar exagerada e abdome abaulado. O crescimento 
em comprimento continua a uma velocidade contínua 
- A maioria das crianças começa a andar independentemente por volta 
dos 12-15 meses de idade. Começar a caminhar precocemente não está 
associado a um desenvolvimento avançado em outros domínios. 
- Bebês inicialmente caminham balançando-se com uma marcha de 
base ampla com os joelhos dobrados e os braços flexionados na altura 
do cotovelo; todo o tronco roda com cada passada; os dedos dos pés 
podem apontar para dentro ou para fora, e os pés alcançam o chão 
achatados. A aparência é de genuvaro (pernas arqueadas). 
- Um refinamento subsequente leva a maior firmeza e mais eficiência de 
energia. Após vários meses de prática, o centro de gravidade desvia-se para trás 
e o tronco se estabiliza, enquanto os joelhos estendem-se e os braços balançam-
se ao lado do corpo para manter o equilíbrio. Os pés são mantidos em melhor 
alinhamento e a criança é capaz de parar, girar e se inclinar sem tropeçar 
 Desenvolvimento cognitivo 
- A exploração do ambiente aumenta em paralelo com a melhora na 
destreza (apanhar, agarrar, liberar) e na mobilidade. O aprendizado 
segue os preceitos do estágio sensório-motor de Piaget. 
- As crianças pequenas manipulam os objetos de maneiras novas para 
criar efeitos interessantes, como empilhar blocos ou colocar coisas dentro 
da unidade de DVD de um computador. 
- Os objetos que são usados como brinquedo também apresentam maior 
probabilidade de serem usados para os seus propósitos apropriados 
(pentes para o cabelo, copos para beber). A imitação dos pais e de irmãos mais 
velhos ou de outras crianças é um modo importante de aprendizado. O jogo 
de faz de conta (simbólico) centraliza-se no próprio corpo da criança 
 Desenvolvimento emocional 
- Próximo ao marco de desenvolvimento da marcha inicial, os bebês podem 
estar mais irritados. Uma vez iniciado o andar, o seu humor 
predominante muda de maneira acentuada. Os lactentes que começam a 
andar são descritos como “intoxicados” ou “excitados” com sua nova 
capacidade e com o poder de controlar a distância entre eles próprios e seus 
pais. 
- As crianças pequenas e exploradoras orbitam em torno dos seus pais, 
movimentando-se para longe deles e, em seguida, retornando para um 
toque tranquilizador antes de se mover novamente. 
- Uma criança com um vínculo seguro usará sua mãe (ou seu pai) como uma 
base segura da qual começará a explorar independentemente. Orgulhoso de 
suas conquistas, o bebê ilustra o estágio de autonomia e separação de 
Erickson 
- A criança que está começando a andar e que é excessivamente 
controlada e desencorajada de uma exploração ativa sentirá dúvidas, 
vergonha, raiva e insegurança. 
 Desenvolvimento linguístico 
- A linguagem receptiva precede a linguagem expressiva. No período em que 
pronunciam suas primeiras palavras, por volta dos 12 meses de idade, as 
crianças já respondem apropriadamente a várias declarações simples 
como “não”, “tchau” e “me dá”. 
- Por volta dos 15 meses, a criança comumente aponta para as principais 
partes do seu corpo e usa 4 a 6 palavrasespontânea e corretamente. As 
crianças que estão começando a andar também apreciam um palavreado 
polissilábico, mas não ficam perturbadas quando ninguém as entende. 
A comunicação da maioria dos desejos e ideias continua a ser não verbal. 
→ IDADE DE 18 – 24 MESES 
 Desenvolvimento motor 
- O desenvolvimento motor durante esse período é refletido em 
melhorias no equilíbrio e na agilidade e na emergência da corrida e da 
subida de escadas. A altura e o peso aumentam em uma velocidade 
estável durante esse ano, com um ganho de 12 cm (5 pol.) e de 2 kg (5 
lb). 
- Por volta dos 24 meses, as crianças estão aproximadamente na metade 
de sua altura final de adulto. O crescimento cefálico é ligeiramente lento. 
Oitenta e cinco por cento da circunferência cefálica do adulto é atingido 
por volta de 2 anos de idade, com apenas um ganho adicional de 5 cm 
ao longo dos próximos anos 
 Desenvolvimento cognitivo 
- Com aproximadamente 18 meses de idade, várias alterações cognitivas 
coalescem, marcando a conclusão do período sensório-motor. Essas 
podem ser observadas durante uma brincadeira iniciada pela própria criança. A 
permanência do objeto está firmemente estabelecida; as crianças pequenas 
antecipam aonde um objeto chegará, mesmo quando o objeto não estava 
visível ao ser movido. 
- A causa e o efeito são mais bem compreendidos, e as crianças pequenas 
demonstram flexibilidade na solução de problemas (p. ex., usando uma 
varinha para atingir um brinquedo que está fora do alcance, ou descobrindo 
como dar corda em um brinquedo mecânico). 
- A transformação simbólica em jogo não está mais ligada ao próprio corpo da 
criança pequena, de modo que uma boneca pode ser “alimentada” utilizando 
um prato vazio. Como a reorganização que ocorre aos 9 meses, as alterações 
cognitivas aos 18 meses se correlacionam com alterações importantes nos 
domínios emocional e linguístico 
 Desenvolvimento emocional 
- A relativa independência dos seis meses anteriores frequentemente dá lugar a 
um maior apego por volta dos 18 meses. Esse estágio, frequentemente descrito 
como “restabelecimento de laços”, pode ser uma reação à crescente percepção 
da possibilidade de uma separação. 
- Muitos pais relatam que não podem ir a lugar algum sem que a criança 
pequena se segure neles. A ansiedade de separação se manifestará no 
momento de dormir. Muitas crianças usam um cobertor ou um 
brinquedo de pelúcia como um objeto de transição, que funciona como 
a presença simbólica da mãe/pai ausentes. 
- O objeto de transição permanece importante até que a transição para o 
pensamento simbólico tenha sido concluída e a presença simbólica da 
mãe/pai tenha sido completamente internalizada. Apesar do apego à 
mãe/ao pai, o uso do “não” pela criança é um modo de declarar sua 
independência. 
- As diferenças individuais em temperamento, tanto da criança quanto 
dos pais, exercem um papel essencial na determinação do equilíbrio do 
conflito versus cooperação no relacionamento pais-criança. Emerge uma 
linguagem eficaz, os conflitos se tornam menos frequentes. 
- A percepção de autoconsciência e os padrões internalizados de 
comportamento aparecem primeiramente nessa idade. As crianças que estão 
começando a andar ao olhar, pela primeira vez, em um espelho tentarão tocar 
sua própria face, em vez da imagem no espelho se notarem algo estranho com 
seu nariz. 
- Elas começam a reconhecer quando os brinquedos estão quebrados e 
podem entregá-los aos pais para que os consertem. A linguagem torna-
se um meio de controle dos impulsos, do raciocínio precoce e da 
conexão entre ideias. 
- Quando tentadas a tocar algum objeto proibido, podem dizer a si mesmos 
“não, não”. Este é o início da formação de uma consciência. O fato de 
frequentemente irem em frente e tocarem o objeto de qualquer maneira 
demonstra a relativa fragilidade das inibições internalizadas nesse estágio. 
 Desenvolvimento linguístico 
- Talvez o desenvolvimento mais dramático nesse período seja o 
linguístico. Rotular os objetos coincide com o advento do pensamento 
simbólico. Após a percepção de que as palavras podem dar significado a 
coisas, o vocabulário de uma criança salta de 10 a 15 palavras aos 18 meses para 
entre 50 e 100 aos 2 anos. Após adquirir um vocabulário de aproximadamente 
50 palavras, as crianças pequenas começam a combiná-las para construir 
pequenas sentenças, o começo da gramática. 
- Nesse estágio, as crianças pequenas compreendem ordens em duas etapas, 
como “Me dê a bola e depois pegue os seus sapatos.” A linguagem também 
proporciona à criança pequena um sentido de controle de seu ambiente 
como em “boa noite” ou “tchau”. A urgência da linguagem verbal marca 
o final do período sensório-motor. À medida que a criança pequena aprende 
a usar símbolos para expressar ideias e resolver problemas, a necessidade da 
cognição com base na sensação direta e manipulação motora desvanece 
 
 
→ ATRASO NO DEVENVOLVIMENTO 
- Os fatores de risco para problemas de desenvolvimento podem ser 
classificados em → Genéticos + Biológicos + Ambientais + Fatores 
familiares 
- No entanto, a maior parte dos traços de desenvolvimento da criança é 
de origem multifatorial e representa a interação entre a herança genética e os 
fatores ambientais 
 Anamnese 
- O baixo peso ao nascer e a prematuridade são eventos que aumentam 
o risco da criança para alterações globais em seu desenvolvimento (tais 
como: distúrbios de linguagem, de motricidade, de aprendizagem e atraso 
neuropsicomotor), podendo, contudo, evoluir durante os primeiros 2 anos de 
vida para padrões de normalidade na maioria dos casos. 
- No entanto, as maiores taxas de deficiência ocorrem nas menores faixas 
de peso e idade gestacional, tendo correlação com a incidência de 
complicações no período neonatal 
- Além disso, o fator prematuridade teve mais chances (60%) de evidenciar 
problemas no desenvolvimento. A manifestação de dificuldades no 
desenvolvimento é muito variável e pode ser de ordem mental, física, 
auditiva, visual ou relacional. 
- O déficit mental caracteriza-se por um estado de redução notável do 
funcionamento intelectual significativamente inferior à média, que se 
inicia durante o período de desenvolvimento da criança e está associado a 
limitações em pelo menos 2 aspectos do funcionamento adaptativo: 
- Comunicação, Cuidados pessoais, Atividades de vida diária, 
Habilidades sociais, Utilização dos recursos comunitários, 
Autonomia, Aptidões escolares, Lazer , Trabalho. 
- A hipóxia perinatal e as infecções congênitas são as condições mais 
prevalentes que levam as crianças a apresentar déficit mental 
- Os distúrbios com predomínio motor (por exemplo, a paralisia 
cerebral) costumam ser diagnosticados mais facilmente do que os de 
linguagem ou os cognitivos. No entanto, estes últimos têm maior correlação 
com o progresso do desenvolvimento do que as alterações na evolução do 
comportamento motor. 
- Embora as deficiências graves possam ser reconhecidas ainda na infância, 
distúrbios de linguagem, hiperatividade e transtornos emocionais não são 
facilmente diagnosticados antes dos três ou quatro anos de idade. 
- Da mesma forma, distúrbios de aprendizagem raramente são 
identificados antes do ingresso da criança na escola. Os distúrbios do 
desenvolvimento de predomínio relacional caracterizam-se por 
distúrbios na interação social e na comunicação. 
 Fatores de risco 
- Pré-natais 
- Consaguineidade 
- Histórico familiar de atraso do DNPM 
- Anóxia 
- Meningite + trauma + convulsões 
- Pais de baixo nível socioeconômico 
- Drogas e alcoolismo 
 Exame físicio 
- Vínculo mãe-filho, comportamento da criança, perímetro cefálico 
 
 
Gráficos de crescimento (ganho de peso, altura, perímetro 
cefálico e velocidade de crescimento) de crianças de 0 até 
2 anos de idade 
→ INTRODUÇÃO 
- Muitos problemas biofisiológicos e psicossociais podem afetar 
negativamente o crescimento, e o crescimento anormal pode ser o 
primeiro sinalde um problema subjacente. A ferramenta mais poderosa de 
avaliação do crescimento é o gráfico de crescimento usado em combinação 
com medições precisas de peso, altura, perímetro cefálico e cálculo do 
índice de massa corporal (IMC) 
→ PROCEDIMENTOS PARA MEDIÇÃO PRECISA 
- A avaliação do crescimento requer uma medição acurada. O peso, em 
quilogramas ou em libras, deve ser determinado usando uma escala precisa. 
Para lactentes e bebês de 1 a 3 anos de idade, são obtidos peso, comprimento 
e perímetro cefálico. 
- Essas medidas devem ser realizadas com o lactente despido e, idealmente, 
devem ser repetidas no mesmo equipamento. O perímetro cefálico é 
determinado usando uma fita métrica flexível da arcada supraciliar ao 
occipital no ponto que leva à maior medida possível. 
- O comprimento é medido com mais precisão por dois examinadores 
(um para posicionar a criança), com a criança em posição de decúbito 
dorsal em uma prancha de medição. Para crianças mais velhas, a medida é 
a estatura ou altura, aferida sem sapatos, utilizando um estadiômetro. 
 
- As medições obtidas de maneiras alternativas, como a marcação em papel de 
exame do pé até a cabeça de uma criança em decúbito dorsal ou usando 
um gráfico de crescimento de parede simples com um livro ou uma 
régua na cabeça, podem levar a imprecisão, inutilizando a medição. É 
essencial comparar as medições com tendências de crescimento anteriores, 
repetir as que são incompatíveis e dispor os resultados em gráfico 
longitudinalmente. 
→ DERIVAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE GRÁFICOS DO 
CRESCIMENTO 
- O conjunto 1 inclui os percentis de 5 a 95; o conjunto 2, os percentis de 3 a 
97 
- Os dados são apresentados em cinco gráficos padrão específicos por gênero: 
(1) peso por idade; (2) altura (comprimento e estatura) por idade; (3) 
perímetro cefálico por idade; (4) peso por altura (comprimento e 
estatura) para lactentes; e (5) IMC por idade para crianças acima de 2 
anos 
- Cada gráfico é composto de curvas de percentis, representando 
distribuição transversal de peso, comprimento, estatura, perímetro 
cefálico, peso para comprimento ou IMC em cada idade. A curva de 
percentil indica a porcentagem de crianças em determinada idade no eixo 
x cujo valor medido é inferior ao valor correspondente no eixo y. 
- No gráfico de peso para meninos de 0 a 36 meses de idade, a linha de 
idade de 9 meses faz uma intersecção com a curva do percentil 25 em 
8,6 kg, indicando que 25% dos meninos com 9 meses de idade na 
amostra do National Center for Health Statistics pesam menos que 8,6 
kg (75% pesam mais). Do mesmo modo, um menino de 9 meses de idade que 
pesa mais de 11,2 kg é mais pesado que 95% de seus pares. 
- A mediana ou percentil 50 também é denominado valor padrão, no 
sentido de que a altura padrão para uma menina de 7 meses de idade é de 67 
cm. Os gráficos peso-altura são construídos de maneira análoga, com 
comprimento ou estatura no lugar de idade no eixo x; o peso mediano ou 
padrão para uma menina que mede 110 cm é 18,6 kg. 
- Para lactentes, os gráficos dos CDC revisados representam o crescimento 
observado, mas não necessariamente o ideal, porque estes ainda incorporam 
dados de muitos bebês alimentados com mamadeira 
- Comparado com os padrões atuais, seria de se esperar que um lactente 
exclusivamente amamentado pela mãe tivesse um traçado mais alto para 
peso nos primeiros 6 meses, mas relativamente menor na segunda 
metade do primeiro ano. 
- Para adolescentes, deve-se ter cautela ao aplicar os gráficos 
transversais. O crescimento durante a adolescência está ligado 
temporalmente ao início da puberdade, que varia amplamente. 
- Os gráficos especializados foram desenvolvidos para crianças 
norteamericanas com várias condições, como muito baixo peso ao nascimento 
e prematuridade; síndromes de Down, Turner e Klinefelter; paralisia 
cerebral e acondroplasia. Além disso, os gráficos de crescimento para 
crianças de nacionalidades ou grupos étnicos distintos podem ser encontrados 
na internet. 
- O IMC por idade complementa os gráficos de crescimento padrão 
para crianças com idade superior a 2 anos. O IMC pode ser calculado 
como peso em quilogramas/(altura em metros) 2 ou peso em 
libras/(altura em polegadas) 2 × 703, com frações de libras e 
polegadas expressas como decimais. 
- Muitos consideram que os gráficos da velocidade de crescimento, que 
avaliam a taxa de crescimento por ano, fornecem um indicador mais 
sensível e específico do crescimento anormal. Esses gráficos são usados 
principalmente por endocrinologistas pediátricos. 
 Escore Z 
- Assim como o percentil, o escore Z é outra forma de comparar as medidas 
antropométricas. O escore Z é um valor que afere a distância em desvio-
padrão que a medida de um paciente se encontra da média da população 
de mesma idade e sexo para peso, estatura e perímetro cefálico, por 
exemplo. 
- Um escore Z positivo indica que a criança está acima da média da população; 
já um escore Z negativo corresponde a um valor abaixo da média. O valor de 
escore Z 0 (zero) representa a média 
 Percentil 
- Os valores de peso, e estatura e perímetro cefálico, por exemplo, são 
ordenados de forma crescente como se fossem 100 valores. Cada percentil 
representa a posição que aquele valor ocupa na distribuição ordenada 
dos valores considerados. 
- Peso no percentil 30 significa que 30% das crianças daquele mesmo sexo e 
idade têm o peso abaixo, enquanto 70% têm o peso acima. O percentil 50 é o 
ponto central (mediana) na série de valores crescentes. 
 
 
→ ANÁLISE DOS PADRÕES DE CRESCIMENTO 
- Os lactentes podem perder até 10% do seu peso ao nascimento na 
primeira semana de vida e recuperá-lo até o fim da segunda semana. Em 
seguida, eles vão ganhar peso de maneira constante a uma taxa de 20 a 
30 g/dia nos primeiros 3 meses. 
- Há fórmulas disponíveis para a estimativa de estatura média e peso e 
altura para crianças de várias idades, mas dada sua complexidade e fácil 
disponibilidade de gráficos de crescimento, a utilização desses últimos 
é preferível. 
 
- Apesar de os gráficos do National Center for Health Statistics representarem 
dados de coorte transversal e não longitudinais, e que as crianças tendem a 
crescer em estirões, a maioria das crianças tende a seguir ao longo de um 
percentil, chamado de acompanhamento da curva. 
- Uma exceção normal comumente ocorre entre 6 e 18 meses de idade Para 
lactentes nascidos a termo, o tamanho no nascimento reflete a influência 
do ambiente uterino; no entanto, o tamanho aos 2 anos de idade 
correlacionase com altura média parental, refletindo a influência de 
genes. 
- Entre 6 e 18 meses de idade, os lactentes podem mudar para os 
percentis superiores ou inferiores em direção a seu potencial genético. 
Em seguida, a maioria das crianças acompanha um percentual de 
crescimento, com variação dentro de duas grandes bandas de percentis 
(uma criança pequena pode ficar entre os percentis 5 e 25, uma grande 
entre o 75 e 95). 
 
- Para recém-nascidos prematuros, o diagnóstico exagerado de 
deficiência do crescimento pode ser evitado pelo uso de gráficos de 
crescimento desenvolvidos especificamente para essa população. Um 
método mais grosseiro, subtraindo as semanas de prematuridade da idade pós-
natal ao dispor os parâmetros de crescimento em gráfico, não captura a 
variabilidade da velocidade de crescimento que os lactentes de muito baixo 
peso ao nascimento demonstram. 
- Embora lactentes de muito baixo peso ao nascimento possam 
continuar apresentando um crescimento compensatório até a idade 
escolar inicial, a maioria alcança peso compensatório durante o segundo 
ano e altura compensatória aos 2,5 anos, salvo complicações médicas 
- Para crianças com pais particularmente altos ou baixos, há um risco de 
exagero no diagnóstico de distúrbios do crescimento se a altura dos pais não 
for considerada, ou, inversamente, risco de falta de diagnóstico de distúrbios 
do crescimento se a altura dos pais for aceitade modo acrítico como explicação. 
- A análise dos padrões de crescimento e a detecção de padrões de crescimento 
anormais fornecem informações fundamentais para a detecção de condições 
patológicas. O cálculo de crescimento diário e mensal, como ganho de 
peso em g/dia, possibilita uma comparação mais precisa da taxa de 
crescimento com a norma. 
- Perda de peso, ou incapacidade de ganhar peso de maneira normal, é 
frequentemente o primeiro sinal de patologia. O diagnóstico de déficit de 
crescimento, geralmente um diagnóstico de crianças menores de 3 anos 
de idade, será considerado se o peso de uma criança estiver abaixo do 
percentil 5, se cai mais de 2 linhas principais de percentis ou se o peso 
para a altura for menor que o percentil 5. 
- O peso por estatura abaixo do percentil 5 continua sendo o único 
melhor indicador de desnutrição aguda do gráfico de crescimento. Um 
IMC menor que o percentil 5 também indica que uma criança está 
abaixo do peso. Períodos breves de perda ou ganho de peso precário 
geralmente são rapidamente corrigidos e afetam de maneira permanente a 
estatura. 
- As crianças que eram cronicamente desnutridas podem ser baixas 
(atrofiadas), bem como magras, de modo que suas curvas de peso por 
altura podem parecer relativamente normais. A desnutrição crônica, 
grave na infância pode deprimir o perímetro cefálico, que pode ser um 
preditor sinistro de deficiência cognitiva posterior. 
- O baixo peso para a idade ou a perda de altura ou peso podem ser 
chamados de emaciação. Quando os parâmetros de crescimento caem 
abaixo do percentil 5, os valores podem ser expressos como percentagens do 
valor mediano, ou padrão. Uma menina de 12 meses de idade que pesa 7,1 kg 
encontra-se em 75% do peso médio (9,5 kg) para a sua idade. 
- Outra maneira de avaliar o peso é determinar o peso corporal ideal para 
a altura e comparar o peso atual com o peso corporal ideal para o 
comprimento ou altura. 
- Um menino de 15 meses de idade que tem 79 cm está no percentil 
50. O peso ideal é de 12 kg. Se ele pesa 8 kg (< percentil 5), ele tem 
67% do peso corporal ideal, uma indicação de emaciação grave. A 
Tabela 15-2 fornece interpretação de porcentagem de peso corporal 
ideal desde obesidade até emaciação grave 
- Extremos de altura ou peso também podem ser expressos quanto à 
idade para a qual representariam o padrão ou mediana. Por exemplo, uma 
menina de 30 meses que tem 79 cm (< 5%) está no percentil 50 para uma 
criança de 16 meses de idade. 
- Assim, a idade para a altura é de 16 meses. A idade para o peso também 
pode ser expressa dessa maneira. A deficiência linear do crescimento 
(nanismo) é mais provavelmente resultado de causas congênitas, 
constitucionais, familiares ou endócrinas do que causada por deficiência 
nutricional 
- Nos distúrbios endócrinos, o comprimento ou a altura diminui 
primeiro ou simultaneamente ao peso; o peso para a altura é normal ou 
elevado. Na insuficiência nutricional, o peso diminui antes do comprimento, 
e o peso para a altura é baixo (a menos que haja nanismo crônico). 
- Na baixa estatura patológica congênita, um lactente nasce pequeno e o 
crescimento gradualmente se estabiliza durante a infância. As causas incluem 
anomalias cromossômicas (síndrome de Turner, trissomia do 21;), 
infecção perinatal, prematuridade extrema e teratogênicos (fenitoína, 
álcool) 
- No atraso de crescimento constitucional, o peso e a altura diminuem 
perto do fim da lactância, paralelos à regra até a metade da infância, e 
aceleram até o término da adolescência. O tamanho do adulto é normal. 
Na baixa estatura familiar, tanto o lactente como os pais são pequenos; o 
crescimento ocorre paralelo às curvas normais e imediatamente abaixo 
delas. 
- Embora amplamente aceito como a melhor medida clínica de sub e 
sobrepeso, o IMC pode não fornecer um índice preciso de adiposidade, 
porque não diferencia tecido magro, de tecido ósseo e de gordura. A 
medição da espessura da prega cutânea do tríceps, subescapular e suprailíaco 
pode ser usada para estimar a adiposidade; é necessário experiência 
considerável para a exatidão. 
IDADE PESO 
Primeira semana de 
desenvolvimento 
Perda fisiológica de 
10% 
1° trimestre 900g/mês – 25-
30g/dia 
2° trimestre 600g/mês – 20-
25g/dia 
3° trimestre 500g/mês – 15-
20g/dia 
4° trimestre 400g/mês – 10-
15g/dia 
4 – 5 meses 2x peso 
 12 meses 3x peso 
>2 anos 2 kg/ano + IMC 
 
IDADE ESTATURA 
Ao narcer > 50 cm 
1° ano 25 cm (1-5 cm/mês) 
2° ano 12 cm (0,5 – 2 
cm/mês) 
3° ano 9 cm (0,5 – 1 
cm/mês) 
 
IDADE PERIMÉTRO 
CEFÁLICO 
Ao nascer > 32 cm 
1° mês 2 cm 
Até 6° mês 1 cm (42-43cm) 
Até 12° mês 0,5 (45-47cm) 
 
 
Papel hormonal no crescimento e desenvolvimento de 
crianças de 0 até 2 anos de idade 
- O crescimento em seres humanos é um processo contínuo que inicia antes 
do nascimento. Entretanto, a taxa de crescimento em crianças não é 
estável. Os dois primeiros anos de vida e a adolescência são marcados por 
picos de crescimento e desenvolvimento rápidos. O crescimento normal é um 
processo complexo que depende de inúmeros fator: 
1) Hormônio do crescimento e outros hormônios. Sem 
quantidades adequadas de hormônio do crescimento, as 
crianças simplesmente deixam de crescer. Os hormônios da 
tireoide, a insulina e os hormônios sexuais na puberdade 
também desempenham papéis diretos e permissivos. Uma 
deficiência em qualquer desses hormônios leva ao crescimento e ao 
desenvolvimento anormais. 
2) Uma dieta adequada que inclua proteínas, energia (ingestão 
calórica) suficiente, vitaminas e minerais. Muitos aminoácidos 
podem ser produzidos no corpo a partir de outros precursores, 
porém os aminoácidos essenciais devem vir de fontes alimentares. 
Entre os minerais, o cálcio, em particular, é necessário para a 
formação adequada dos ossos 
3) Ausência de estresse crônico. O cortisol proveniente do 
córtex da glândula suprarrenal é liberado nos períodos de 
estresse e tem significativos efeitos catabólicos que inibem o 
crescimento. As crianças que estão sujeitas a ambientes estressantes 
podem apresentar uma condição conhecida como falha no 
crescimento, que é marcada pelo crescimento anormalmente lento. 
4) Genética. O tamanho adulto potencial de cada pessoa é 
determinado geneticamente na concepção. 
→ FATOR DE CRESCIMENTO SEMELHANTE À INSULINA 1 
- O principal fator de crescimento, tanto no período pré-natal como no período 
pós-natal, é a IGF-I (fator de crescimento semelhante a insulina 1), que 
age na epífise de crescimento. No período pós-natal, a IGF-I, sob a 
regulação direta do GH, é produzida no fígado e liberada na circulação 
e também produzida diretamente na epífise óssea. O GH, que é produzido 
na hipófise, também tem ação direta na placa de crescimento. 
- Enquanto a IGF-I estimula expansão e a hipertrofia, o GH estimula a 
diferenciação celular. Os hormônios tireoidianos estimulam a produção 
e a secreção de GH e estimulam a síntese de IGF-I GH-dependente. 
- Os glicocorticoides apresentam um efeito agudo de estimular o 
crescimento, mas uma exposição crônica a níveis elevados de 
glicocorticoides causa uma diminuição da síntese e da sensibilidade ao 
GH e, consequentemente, diminui a síntese de IGF-I e a proliferação 
celular, comprometendo o crescimento 
→ HORMÔNIOS TIREOIDIANOS 
Além disso, os hormônios tireoidianos têm um efeito direto na placa de 
crescimento, estimulando a diferenciação terminal dos condrócitos e a 
atividade dos osteoclastos 
→ HORMÔNIOS SEXUAIS 
- Os esteroides sexuais (androgênios e estrogênios) apresentam 
receptores específicos na placa de crescimento, além de estimularem a 
síntese de GH. O fechamento das epífises de crescimento é um efeito 
direto dos estrogênios 
→ HORMÔNIO DO CRESCIMENTO 
- O hormônio do crescimento é liberado por toda a vida, embora o seu 
maior papel seja na infância. O pico de secreção do GH ocorre durante a 
adolescência. 
- O estímulo para a liberação do hormônio do crescimento é complexo e não 
estácompletamente esclarecido, mas inclui nutrientes circulantes, estresse 
e outros hormônios que interagem com o seu ritmo diário de secreção 
de estímulos para a secreção de GH são integrados no hipotálamo, o qual 
secreta dois neuropeptídeos no sistema porta hipotalâmico-hipófisário: 
hormônio liberador do hormôn do crescimento (GHRH, do inglês, growth 
hormone-releasing hormone) e hormônio inibidor do hormônio do 
crescimento, mais conhecido como somatostatina (SS). 
- Os pulsos do GHRH proveniente do hipotálamo estimulam a liberação 
de GH. Em adultos, o maior pulso de liberação do GH ocorre nas duas 
primeiras horas do sono. Especula-se que o GHRH tenha propriedades 
indutoras do sono, porém o papel do GH nos ciclos do sono não está 
claro. O GH é secretado por células da adeno-hipófise. 
- Ele é um hormônio peptídico típico na maioria dos aspectos, exceto que 
aproximadamente metade do GH no sangue está ligado à proteína ligadora do 
hormônio do crescimento plasmática. A ligação com as proteínas protege o 
GH plasmático de ser filtrado para a urina e estende a sua meia-vida por 
mais 12 minutos. 
- Os pesquisadores têm sugerido que a concentração das proteínas ligadoras é 
determinada geneticamente e exerce um papel na determinação da estatura do 
adulto. Os tecidos-alvo para o GH incluem tanto células endócrinas 
como não endócrinas. 
- O GH atua como um hormônio trófico para estimular a secreção de 
fatores de crescimento semelhantes à insulina (IGFs) (primeiramente 
chamados de somatomedinas) pelo fígado e por outros tecidos. Os IGFs 
têm um efeito de retroalimentação negativa na secreção do hormônio do 
crescimento, atuando na adeno-hipófise e no hipotálamo. 
- Os IGFs atuam em conjunto com o hormônio do crescimento para 
estimular o crescimento dos ossos e dos tecidos moles. 
Metabolicamente, o hormônio do crescimento e os IGFs são anabólicos 
para as proteínas e promovem a síntese proteica, uma parte essencial do 
crescimento dos tecidos. 
- O hormônio do crescimento também atua com os IGFs para estimular o 
crescimento ósseo. Os IGFs são responsáveis pelo crescimento das 
cartilagens. O GH aumenta as concentrações plasmáticas de ácidos 
graxos e de glicose por promover a degradação dos lipídeos e a produção 
de glicose hepática. 
- Os distúrbios que refletem as ações do hormônio do crescimento são mais 
evidentes em crianças. Deficiências graves do hormônio do crescimento na 
infância levam ao nanismo, que pode resultar de um problema na síntese do 
hormônio do crescimento ou com receptores defeituosos de GH. 
- Felizmente, a deficiência grave de hormônio do crescimento é relativamente 
rara. No extremo oposto, a hipersecreção do hormônio de crescimento em 
crianças leva ao gigantismo. 
- Uma vez que o crescimento ósseo cessa no final da adolescência, o hormônio 
do crescimento não pode aumentar mais a estatura. Contudo, o GH e os IGFs 
podem continuar atuando na cartilagem e nos tecidos moles. Os adultos 
com secreção excessiva de hormônio do crescimento desenvolvem uma 
condição chamada de acromegalia, caracterizada pelo alongamento da 
mandíbula, expressões faciais grosseiras e crescimento das mãos e dos pés 
- O crescimento dos tecidos moles exige quantidades adequadas de 
hormônio do crescimento, dos hormônios da tireoide e de insulina. O 
hormônio do crescimento e os IGFs são necessários para a síntese 
proteica e a divisão celular nos tecidos. Sob a influência desses 
hormônios, as células podem sofrer hipertrofia (tamanho celular 
aumentado) e hiperplasia (número celular aumentado). 
- Os hormônios da tireoide têm um papel permissivo no crescimento e 
contribuem diretamente para o desenvolvimento do sistema nervoso. No 
tecido-alvo, os hormônios da tireoide interagem sinergicamente com o 
hormônio do crescimento para a síntese proteica e o desenvolvimento do 
sistema nervoso. 
- Crianças com hipotireoidismo não tratado (cretinismo) não crescem 
até uma estatura normal, mesmo que secretem uma quantidade normal 
de hormônio do crescimento. 
- A insulina sustenta o crescimento dos tecidos, estimulando a síntese 
proteica e fornecendo energia na forma de glicose. Como a insulina é 
permissiva para o hormônio do crescimento, as crianças que têm 
deficiência de insulina não terão crescimento normal, mesmo que tenham 
concentrações normais de hormônio do crescimento e dos hormônios da 
tireoide 
 
 Crescimento ósseo 
- O crescimento ósseo, assim como o desenvolvimento dos tecidos 
moles, requer os hormônios apropriados e quantidades adequadas de 
proteínas e de cálcio. O osso contém uma matriz extracelular calcificada 
formada quando os cristais de fosfato de cálcio precipitam e se fixam a uma 
rede de suporte constituída de colágeno. A forma mais comum de fosfato de 
cálcio é a hidroxiapatita, Ca10(PO4)6(OH)2. 
- Embora a grande quantidade de matriz inorgânica no osso faça 
algumas pessoas pensarem nele como algo não vivo, o osso é um tecido 
dinâmico, sendo constantemente formado e degradado, ou reabsorvido. 
Espaços na matriz cálcio-colágeno são ocupados por células vivas que são bem 
supridas de oxigênio e nutrientes pelos vasos sanguíneos que correm ao longo 
de canais adjacentes 
- Os ossos geralmente possuem duas camadas: uma camada externa de osso 
compacto denso e uma camada interna de osso trabecular esponjoso. Em 
alguns ossos, a cavidade central é preenchida com medula óssea. O osso 
compacto fornece força e é mais espesso onde é necessário à sustentação 
(como os ossos longos das pernas) ou no local onde se prendem os músculos. 
O osso esponjoso é menos resistente e tem espaços abertos preenchidos por 
células entre as trabéculas da rede calcificada. 
- Os ossos crescem quando a matriz é depositada mais rápido do que é 
absorvida. Células especializadas formadoras de osso, denominadas 
osteoblastos, produzem enzimas e osteoide, uma mistura de colágeno e outras 
proteínas na qual a hidroxiapatita se liga. 
- Pesquisas recentes encontraram outras duas proteínas, osteocalcina e 
osteonectina, que parecem auxiliar na deposição da matriz calcificada. 
O diâmetro do osso aumenta quando a matriz se deposita na superfície externa 
do osso. O crescimento linear dos ossos longos ocorre em regiões 
especializadas, chamadas de placas epifisárias, localizadas em cada extremidade 
da haste óssea (diáfise) 
- A parte da placa óssea mais próxima à extremidade (epífise) do osso contém 
colunas de condrócitos, células produtoras de colágeno da cartilagem, que se 
dividem continuamente. À medida que a camada de colágeno se espessa, a 
cartilagem mais velha calcifica, e os condrócitos mais velhos degeneram, 
deixando espaços que os osteoblastos invadem. 
- Os osteoblastos, então, depositam matriz óssea sobre a base de 
cartilagem. Conforme o osso novo é adicionado às extremidades, a 
diáfise alonga. O crescimento do osso longo continua enquanto a placa 
epifisária estiver ativa. Quando os osteoblastos completam o seu trabalho, eles 
convertem-se em uma forma menos ativa, denominada osteócitos. 
- O crescimento do osso longo está sob influência do hormônio do 
crescimento e dos fatores de crescimento semelhantes à insulina. Na 
ausência desses hormônios, o crescimento ósseo normal não ocorre. O 
crescimento dos ossos longos também é influenciado pelos hormônios 
esteroides sexuais. 
- O estirão de crescimento dos meninos adolescentes é atribuído geralmente 
ao aumento da produção de androgênios, porém, hoje, acredita-se que os 
estrogênios exerçam um papel significante no crescimento ósseo puberal em 
ambos os sexos. Em todos os adolescentes, os hormônios sexuais finalmente 
inativam a placa epifisária, de modo que os ossos longos não crescem mais. 
- Como as placas epifisárias de vários ossos se fecham em uma 
sequência regular e ordenada, os raios X que mostram as placas que 
estão abertas e as que estão fechadas podem ser utilizados para calcular 
a “idade óssea” de uma criança. O crescimento linear ósseo cessa no adulto, 
mas o osso é um tecidodinâmico que sofre contínuo remodelamento ao longo 
da vida. 
- A massa óssea corporal é outro exemplo de balanço de massa. Em crianças, 
a deposição óssea excede a reabsorção, e a massa óssea aumenta. Em 
jovens adultos de até cerca de 30 anos, a deposição e a reabsorção estão 
balanceadas. 
- A partir dos 30 anos, a reabsorção começa a exceder a deposição, com 
consequente perda óssea pelo esqueleto. Discutiremos perda óssea e 
osteoporose em mais detalhes no final deste capítulo. Um fator 
neuroendócrino que exerce um papel importante na massa óssea é o estresse 
mecânico sobre o osso. 
- Exercícios de alto impacto, como corrida, ajudam na construção do 
osso, mas exercícios livres de peso, como a natação, não o fazem. 
Aparentemente, os osteócitos atuam como mecanossensores e são 
capazes de transduzir o estímulo mecânico em sinais intracelulares que 
atuam na deposição óssea. Por outro lado, evidências recentes sugerem que 
os cílios primários dos osteócitos (p. 69) podem ser as estruturas sensoriais que 
respondem ao estresse. 
Principais exames para avaliar alterações no padrão de 
crescimento e desenvolvimento de 0 a 2 anos 
→ INTRODUÇÃO 
 Alta estatura 
- A alta estatura na infância frequentemente é de origem familiar ou 
relacionada a uma exposição precoce a níveis elevados, não fisiológicos 
para aquela idade, de esteroides sexuais. O avanço constitucional do 
crescimento e puberdade (ACCP) é uma condição em que o crescimento está 
levemente acelerado acompanhado de avanço na idade óssea proporcional. 
- Esse avanço na idade óssea antecipa o início da puberdade, mas não 
traz repercussões na estatura adulta, como pode ser visualizado na Figura 
3. Frequentemente existe história familiar presente, daí a importância de se 
perguntar aos pais a idade em que eles iniciaram a puberdade. 
- É importante lembrar que as crianças expostas precocemente a níveis 
elevados, não fisiológicos, de esteroides sexuais apresentam alta 
estatura no período de crescimento, mas, como há aceleração na maturação 
da idade óssea, ocorre comprometimento da estatura adulta, levando a uma 
baixa estatura. 
 
 Baixa estatura 
- Grande maioria das causas de baixa estatura durante o crescimento é 
de origem familiar. A fisiopatologia da baixa estatura pode envolver diversos 
mecanismos isolados ou a associação entre eles. A divisão de causas de baixa 
estatura entre baixa estatura idiopática, com suas variantes da normalidade, 
e causas patológicas parece bastante didática 
 
 
 
 
 
→ INVESTIGAÇÃO DIAGNÓSTICA 
- Dez por cento dos quadros de baixa estatura são de causa endócrina. 
A maioria é familiar e um grande número é decorrente de doenças não 
endócrinas. Consequentemente, a avaliação deve ser feita de forma 
criteriosa com uma anamnese bem objetiva e um exame físico completo 
 
 História 
- Dados sobre gestação e parto informam o que aconteceu no período 
intrauterino. Como é necessário ser saudável para crescer adequadamente, a 
busca de sintomas ou de um passado que aponte a presença de processos 
crônicos é fundamental. A estatura dos pais deve ser aferida e não somente 
inquirida, uma vez que o relato desta pode ser incorreto. 
 Exame físico 
- Achados auxológicos podem fazer o diagnóstico. É importante que seja 
avaliado se a baixa estatura efetivamente existe, se há desaceleração ou 
parada do crescimento. 
- Para isso, é essencial que a criança seja monitorada pelo pediatra em 
um gráfico de crescimento ponderoestatural com o objetivo de avaliar se 
o seu canal de crescimento encontra-se fora do padrão familiar 
- O acompanhamento com avaliação da velocidade de crescimento é o 
parâmetro mais importante no diagnóstico de uma baixa estatura. Esse 
acompanhamento deve ser realizado com visitas espaçadas em, no mínimo, 
6 meses, sendo que o período ideal é entre 9 e 12 meses. Deve-se lembrar 
que, em uma fase pré-início de puberdade, ocorre desaceleração fisiológica da 
velocidade de crescimento, a qual deve ser identificada no intuito de se evitar 
exames desnecessários e tranquilizar a família 
 Exames laboratoriais 
- Anemia, alergia, infecções de repetição, estado nutricional, ritmo 
intestinal, desproporção corporal, raquitismo, história social e estigmas 
genéticos propiciam elucidação diagnóstica. A idade óssea é outro 
parâmetro essencial no acompanhamento e no prognóstico da estatura 
adulta. Nas crianças com RCCP, o atraso da maturação óssea pode significar 
potencial de recuperação estatural no final da puberdade. 
- Recomenda-se investigação laboratorial mínima para toda criança com baixa 
estatura, que deve incluir: 
- hemograma completo com VHS; 
- análise do sedimento urinário; 
- exame de fezes; 
- radiografia de punhos para avaliação da idade óssea. 
- Como a infecção do trato urinário pode ocorrer sem sintomatologia específica 
nos lactentes jovens, recomenda-se, também, a realização de urocultura, 
quando a criança tiver idade inferior a 24 meses. 
- Algumas causas de nanismo visceral são bastante evidentes na 
anamnese e exame físico, especialmente quando a criança apresenta 
outros sinais ou sintomas relevantes, como diarreia, icterícia, 
desproporção entre tronco/membros ou cabeça/membros, cianose, 
megalias, comprometimento neurológico ou alterações cardíacas e 
pulmonares graves. 
- Porém, é importante lembrar que existem causas viscerais de baixa estatura 
que muitas vezes passam despercebidas, como é o caso das nefropatias 
tubulares e intestinais e dos síndromes de má absorção, cuja única 
manifestação clínica pode ser a baixa estatura. 
- Quando a velocidade de crescimento estiver abaixo da esperada ou a baixa 
estatura for muito acentuada, recomenda-se acompanhamento mais frequente 
da criança, visando a melhor avaliação do parâmetro. A solicitação de exames 
laboratoriais nesses casos será direcionada pelos dados de anamnese e exame 
físico, especialmente quando a criança apresentar alguma queixa recente de 
baixa estatura de causa visceral. 
- Sabe-se que, nos dias atuais, entre as crianças que apresentam atraso 
importante na velocidade de crescimento, é muito menor o número daquelas 
com algum tipo de deficiência hormonal; portanto, antes de encaminhar a 
criança com baixa estatura para avaliação endocrinológica, cabe ao pediatra 
avaliar se a baixa estatura é de etiologia familiar, se está relacionada a 
crescimento intra-uterino retardado (alterações placentárias, infecções 
congênitas, síndromes dismórficas, alterações cromossômicas); se a 
criança já foi desnutrida ou pode ter alguma causa de nanismo visceral, 
como síndromes de má absorção, distúrbios renais ou metabólicos. 
- Em muitos desses casos, se desfizerão as suspeitas hormonais e, ainda, se 
pode ter apoio de estudo endócrino. Além disso, existe uma causa que, 
embora comum, muitas vezes é esquecida — a privação psicossocial. 
Desde a década de 1950 reconhece-se que crianças hospitalizadas ou que vivem 
em meio hostil apresentam deficiência no crescimento que, possivelmente, está 
relacionada à baixa produção de GH em função de uma diminuição nos 
estímulos hipotalâmicos. 
- Além desses exames citados, toda criança com baixa estatura importante 
(mais de 3 desvios-padrão em relação à média) que não tenha etiologia 
definida deve ser submetida à seguinte avaliação laboratorial: 
- Dosagem de cálcio, fósforo e fosfatase alcalina — para afastar 
raquitismo de etiologia carencial ou familiar. 
- Cariótipo — deverá ser realizado em toda criança com facies 
sindrômico, baixa estatura de início pré-natal, malformações e 
alterações genitais e naquelas que evoluem com baixa velocidade de 
crescimento. Esse exame é fundamental em meninas com baixa 
estatura e atraso na velocidade do crescimento, mesmo que não 
apresentem nenhum outro estigma da síndrome de Turner. 
- Dosagem de Na, K, uréia, creatinina e gasometria — para 
investigar se a criança não apresenta alguma nefropatia. Muitas 
vezes, a única manifestação da síndrome de Fanconi e das 
nefropatiastubulares é interessante em crianças jovens. 
- Estudo de proteínas totais, colesterol e pesquisa de gordura 
nas fezes — porque elevações no colesterol e pesquisa positiva de 
gordura nas fezes são um indicativo, respectivamente, de 
desnutrição proteica e má absorção, por destruição primária ou 
secundária. Se possível, recomendam-se também dosagens de 
cálcio por absorciometria para investigar doença celíaca. A doença 
celíaca, em muitos casos, pode cursar com déficit de crescimento 
isolado e seu diagnóstico definitivo é feito pela biópsia. 
- Glicemia de jejum: 10% das crianças com hipopituitarismo 
idiopático apresentam hipoglicemia de jejum assintomática, e 
10%, convulsões por hipoglicemia, a qual também é frequente nas 
crianças com síndrome de Silver-Russel. 
- Radiografia de crânio: 80% dos indivíduos com 
hipopituitarismo idiopático apresentam diminuição no volume da 
sela túrcica e, no hipopituitarismo adquirido, muitas vezes, é fácil 
identificar a presença de calcificações quando este se deve a um 
craniofaringioma. 
- Dosagens de hormônios tireoidianos: o hipotireoidismo 
adquirido após a tireoidite de Hashimoto ou por 
descompensação de uma glândula tireoide hipoplásica ou 
ectópica, geralmente, não se acompanha por retardo mental ou 
por atrasos muito evidentes da idade óssea; além disso, em muitos 
casos de doença hipófisária observa-se, também, acometimento da 
tireoide. 
- A partir dessa avaliação clínica e laboratorial, o pediatra estará capacitado a 
identificar a maioria das causas de baixa estatura. Não há dúvida de que o 
GH exerce um papel fundamental na promoção do crescimento normal; 
todavia não se pode esquecer que, se a criança apresentar problemas 
nutricionais, metabólicos, psicossociais ou outras deficiências 
hormonais, a suplementação de GH será de pouca utilidade. 
- Portanto, antes de pesquisar deficiência de hormônio de crescimento, o 
pediatra deve afastar a presença de qualquer dos fatores que possam estar 
comprometendo o crescimento. 
- Sabe-se que a secreção de GH ocorre em picos, com maiores elevações 
durante o período de sono e que, na maioria das vezes, os valores basais do 
GH são normais, mesmo quando a criança apresenta hipopituitarismo. 
- Portanto, se existe um exame que o pediatra não deve solicitar na 
investigação da criança com baixa estatura, seguramente, é a dosagem 
do nível basal de GH. Quando houver suspeita de hipopituitarismo, a criança 
deverá ser referida ao especialista, pois o diagnóstico de deficiência de GH só 
pode ser confirmado após a realização de duas dosagens hormonais com testes 
de estimulação da hipófise (exercício, clonidina, arginina ou insulina). 
- Normalmente, são realizados, pelo menos, dois testes para avaliar a produção 
do GH, pois 10 a 20% das crianças normais não apresentam resposta normal 
quando se faz apenas um teste. 
- Infelizmente, muitos profissionais, enquanto investigam a causa da baixa 
estatura, prescrevem suplementos vitamínicos ou orexígenos como "placebo". 
Essa conduta não beneficia a criança e pode até prejudicá-la, visto que esses 
fármacos não são substâncias inertes. 
- Alertamos os pediatras para o risco associado ao uso de anti-
histamínicos, que podem causar hipoglicemia ou diminuir ainda mais a 
glicemia de crianças com síndrome de Silver-Russel ou deficiência de 
GH. A prescrição desnecessária de medicamentos é, no mínimo, pouco ética e 
jamais deveria substituir a relação médico-paciente e o papel de orientador e 
educador que cabe ao pediatra. 
 
→ TESTES DE AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO 
NEUROPSICOMOTOR 
 Teste de Denver II 
- No Brasil a escala mais usada é o Teste de Triagem de Desenvolvimento 
Denver II, sendo também largamente utilizado em vários outros países. Tem 
como vantagens avaliação rápida de 20 a 30 minutos para aplicação, pode ser 
usado em crianças de 0 a 6 anos, possui adaptação cultural para o Brasil, 
treinamento e possibilidade de avaliação. 
- Possibilita a identificação e avaliação de domínios de atividade, função 
e participação Classificação Internacional de Funcionalidade, 
Incapacidade e Saúde (CIF) relacionados ao desenvolvimento 
neuropsicomotor (DNPM). Como desvantagem precisa ser complementado 
por outros instrumentos devido a não ser discriminativo até o sexto mês de 
vida 
- Esse instrumento de avaliação permite saber no momento da aplicação do 
teste, em que fase do crescimento a criança está. A performance é analisada 
através de 125 itens, separados em 4 ramos: 
- Pessoal –Social 
- Motora Fina –Adaptativa 
- Linguagem 
- Motora –Grosseira 
- De acordo com os resultados obtidos a resposta para esse teste pode ser: 
“passou”, “falhou”, “não observado” e “recusa”; referindo-se respectivamente 
a quando a criança faz o item com êxito, quando não conseguiu o item com 
êxito, quando não teve oportunidade de fazer o item ou quando a criança não 
quis fazer o item. 
- Depois a criança é classificada com desenvolvimento “típico”, quando não 
há atraso ou apenas um item de risco, e desenvolvimento “questionável” 
quando há a partir de dois itens de risco ou mais itens de atraso. Sendo 
“atraso” referência a criança não executar ou recusar a fazer tarefas já realizada 
por mais de 90% dos que tem a mesma idade; e, “risco” é em relação a criança 
não executar ou recusar realizar tarefas já feitas por 75 a 90% das crianças de 
sua idade 
 Medida de Função Motora Grossa (GMFM) 
- Utilizada para examinar a motricidade grossa em crianças com 
disfunções do sistema neurológico e motor 
- Formada com a finalidade de avaliar a função motora grossa de crianças com 
Paralisia Cerebral; inicialmente com 88 itens sendo diminuído para 66 itens 
após um período de adaptação e conhecimento, sendo divididos em cinco 
dimensões 
Para avaliar o desenvolvimento da criança diante de cada item existem notas, 
geradas de 0 a 3, onde: 
0- A iniciativa da criança; 
1- A criança iniciando o que lhe foi proposto, porém com 
apenas 10% do movimento executado; 
2- O movimento proposto é executado parcialmente e, 
3- O movimento é realizado completamente. 
- Nesta avaliação são utilizadas órteses onde o terapeuta indicará ao paciente o 
seu uso. Traduzida para o português em uma versão onde se enfatiza a cultura 
brasileira, assim como as alterações de medidas do sistema britânico (pés, 
polegadas), para o sistema internacional (metros, 
centímetros); ainda assim, não foi possível fazer uma tradução co
mpleta por não haver correspondência com algumas expressões da língua 
inglesa, em relação a semântica, idioma, cultura e do conceito de instrumentos 
foram analisados e as adaptações foram realizadas no questionário de qualidade 
de vida 
 Escala Motora Infantil de Alberta (AIMS) 
- Uma escala utilizada na pesquisa científica e clínica em prática observacional 
a performance motora grossa (ampla) de bebês de 0 a 18 meses, é válida e 
confiável para avaliar o desenvolvimento de bebês canadenses, embora não 
haja uma versão traduzida para o Brasil, já existem escores e percentis indicados 
para a população Brasileira 
- O principal objetivo da escala é avaliar o desenvolvimento em sequência 
do controle muscular, em 4 posturas: 
- Prono, Supino, Sentado e de Pé. 
- A intervenção do examinador é mínima, estimulando a criança a 
movimentação espontânea e mudanças de posturas através de brinquedos. 
- Durante a avaliação são observados 58 itens, com critério de avaliação que 
varia de 0 a 58 pontos, que se divide em (9 itens em: Supino; 21, em prono; 12 
sentado; 16 em pé) a cada item realizado pela criança o observador pontua com 
01(um) escore e cada item não observado 0 (zero) escore 
- O uso da ficha de avaliação é fácil mesmo sendo em inglês, apresenta 
bastante imagens ilustrativas que facilitam a leitura do examinador, o teste é 
realizado a partir de um dinâmica, na 
qual a criança tem livre movimentação, não 
sendo utilizado avaliações de reflexos, nem manipulaçõesconsiderando o 
movimento antigravitacional e a descarga de pés 
 Escala de Desenvolvimento do Comportamento da Criança 
(EDCC) 
- A EDCC é uma escala criada para crianças da população brasileira que tem 
por objetivo avaliar o desenvolvimento do comportamento de crianças de 
1 a 12 meses em ambos os sexos. 
- Essa escala permite observar os comportamentos específicos da faixa etária, 
o ritmo e avalia de forma qualitativa o desenvolvimento de forma padronizada 
e segura 
- Esta escala possui fácil aplicação e avaliação, realizado através de uma 
ficha de anamnese por profissionais de diferentes especialidades, com o 
objetivo de buscar estratégias de intervenção precoce sempre que os 
desenvolvimentos relacionados a motricidade fina e ampla, linguagem 
e na área pessoal-social demostrarem um ritmo abaixo do esperado para sua 
idade 
- A escala analisa sessenta e quatro comportamentos que podem ser notados 
no primeiro ano de vida. Fazem parte de sua classificação; o comportamento 
motor axial e apendicular, espontâneo e estimulado, e o comportamento 
atividade; não comunicativo e comunicativo 
- Na escala EDCC é permitido analisar os comportamentos quanto ao tipo de 
ocorrência ou 
seja ela permite saber se o ritmo do desenvolvimento está dentro do e
sperado, sendo em 
aparecimento, que indica o estado de aquisição, normalizado apresentan
do frequência de 67% a 87% de crianças da mesma idade ou não 
normalizado, que apresenta o desenvolvimento normal ou 
de risco e estabilizado ou não estabilizado que apresenta frequência de
90% de crianças com a mesma idade apresentando atraso no 
desenvolvimento 
- O processo de avaliação o profissional utiliza as seguintes considerações com 
relação ao ritmo de desenvolvimento do comportamento: 
a. excelente, quando o resultado for “+” onde aparecem (A), 
normalizam (N) e estabilizam (E); 
b. bom, quando o resultado for “+” onde aparecem (N), 
estabilizam (E) e “-em comportamentos que aparecem (A); 
c. regular, quando o resultado do 
comportamento que normalizam for (N) tanto “+” quant
o “-”, “+” em comportamentos que estabilizam(E), e “-” 
em comportamentos (A); 
d. de risco, quando o resultado do comportamento for “+” 
apenas em comportamentos que estabilizam(E), e “-” em 
comportamentos (A) e normalizam (N); 
e. com atraso, quando o resultado do comportamento for “-
” em comportamentos (A), normalizam(N) e estabilizam (E)

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