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PROBLEMA 2 FISIO
 
 Perguntas 
 O que causa um edema? 
 Como são os vasos sanguíneos e linfáticos? 
 Quais são as forças que mantêm o sangue dentro dos vasos? 
 Como funciona o sistema linfático? 
 Por que existe uma tendência de acúmulo de líquidos nos membros inferiores quando uma pessoa fica 
muito tempo em pé? 
 Como funciona a hidrodinâmica (fluxo, pressão e velocidade) dos vasos sanguíneos e linfáticos? 
 Como a placa aterosclerótica e a redução do calibre altera a hemodinâmica dos vasos sanguíneos? 
 Por que a obstrução gerava um turbilhonamento de sangue audível a ausculta? 
 Objetivos 
 Caracterizar a histologia dos vasos sanguíneos e linfáticos 
 Explicar a hemodinâmica dos vasos sanguíneos e as forças que regem a circulação linfática 
 Explicar os fatores determinantes de formação do edema 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CARACTERIZAR A HISTOLOGIA DOS VASOS SANGUÍNEOS E LINFÁTICOS 
VASOS LINFÁTICOS 
 
VASOS SANGUÍNEOS 
 
a) Túnica Íntima: é constituída por: 
1. Uma camada de células achatadas (células endoteliais), revestindo internamente o vaso; caracterizando o 
epitélio simples pavimentoso, chamado de endotélio. 
2. Um delicado estrato subendotelial constituído por tecido conjuntivo frouxo; 
3. Lâmina elástica interna, o qual é o componente mais externo da íntima, constituída principalmente de 
elastina, possui aberturas (fenestras que permitem a difusão de substancias para nutrir células situadas mais 
profundamente na parede do vaso. Devido a contração do vaso, esta membrana geralmente se apresenta 
em corte, com seu trajeto ondulado e sinuoso. 
b) Túnica Média: Formada principalmente por camadas concêntricas de células musculares lisas helicoidalmente. 
Interpostas entre as células musculares lisas existem quantidades variáveis de lâminas elásticas, fibras reticulares 
(colágeno tipo III), proteoglicanas e glicoproteínas. As células musculares lisas são as responsáveis pela produção 
destas moléculas da matriz extracelular. Em artérias, a túnica média possui uma lâmina elástica externa mais 
delgada que separa esta da túnica adventícia. 
c) Túnica Adventícia: Constituída por tecido conjuntivo frouxo. A camada adventícia torna-se gradualmente 
contínua com o tecido conjuntivo do órgão pelo qual o vaso sanguíneo está passando. 
d) Vasa Vasorum: Vasos grandes normalmente possuem vasa vasorum que são arteríolas, capilares, e vênulas que 
se ramificam profusamente na adventícia e na porção externa da média. Os vasa vasorum provêem a adventícia e a 
média de metabólitos, uma vez que em vasos maiores as camadas são muito espessas para serem nutridas somente 
por difusão a partir do sangue na luz. Vasa vasorum são mais frequentes em veias que em artérias. Em artérias de 
diâmetro intermediário e grande, a íntima e a região mais interna da média são destituídas de vasa vasorum. Estas 
camadas recebem oxigênio e nutrição por difusão do sangue que circula na luz do vaso. 
 
 
CAPILARES 
Apresenta-se constituídos apenas por uma camada única de células endoteliais; o calibre médio dos capilares é pequenoOs 
capilares podem ser agrupados em três grupos, dependendo da continuidade da camada endotelial e da lâmina basal: 
1. Capilar contínuo ou somático: é caracterizado pela ausência de fenestras em sua parede. As células endoteliais são unidas 
por junções de oclusão e aderência, e transportam líquidos e solutos através de cavéolas e vesículas de pinocitose. Este tipo 
de vaso capilar é encontrado em todos os tipos de tecido muscular, tecidos conjuntivos, glândulas exócrinas e tecido nervoso. 
2. Capilar fenestrado ou visceral: caracteriza-se pôr apresentar orifícios ou fenestras na parede das células endoteliais, as 
quais são obstruídas ou não por um diafragma que é mais delgado do que a membrana plasmática da própria célula. A lâmina 
basal dos vasos capilares é contínua. O capilar fenestrado geralmente é encontrado em tecidos onde ocorre intensa troca de 
substâncias entre as células e o sangue, como o rim, o intestino e as glândulas endócrinas. 
3. Capilar sinusóide: apresenta as seguintes características: 
• Trajeto tortuoso, com calibre grandemente aumentado (30 a 40 μm). 
• Suas células endoteliais formam uma camada descontínua e são separadas umas das outras por espaços amplos que 
comunicam o capilar com o tecido subjacente. 
• Abundante quantidade de poros ou fenestrações desprovidas de diafragmas nas paredes das células endoteliais. 
• Presença de macrófagos entre as células endoteliais 
• Lâmina basal descontínua 
Os capilares sinusóides são encontrados principalmente no fígado, e em órgãos hematopoiéticos, como a medula óssea e o 
baço. Estas particularidades estruturais sugerem a existência nos capilares sinusóides, de condições que tornam mais fácil e 
mais intenso o intercâmbio de substâncias entre o sangue e os tecidos. 
EXPLICAR A HEMODINÂMICA DOS VASOS SANGUÍNEOS E AS FORÇAS QUE REGEM A CIRCULAÇÃO LINFÁTICA 
 
A função da circulação é a de suprir as necessidades dos tecidos corporais — transportar até eles os nutrientes, 
eliminar os produtos do metabolismo, levar hormônios de parte do corpo para a outra e, de modo geral, manter o 
ambiente apropriado em todos os líquidos teciduais do organismo para que as células sobrevivam e funcionem de 
maneira otimizada. 
 
HEMODINÂMICA 
A intensidade do fluxo sanguíneo que passa por muitos tecidos é controlada, sobretudo, em resposta às suas 
necessidades de nutrientes. 
 
A CIRCULAÇÃO divide-se em circulação sistêmica e circulação pulmonar. Como a circulação sistêmica promove o 
fluxo sanguíneo para todos os tecidos corporais, exceto para os pulmões, é também chamada grande circulação ou 
circulação periférica. 
 
 
ÁREAS DE SECÇÃO TRANSVERSAL E VELOCIDADES DO FLUXO SANGUÍNEO. 
 > área <pressão <velocidade 
As áreas de secção transversa das veias são muito maiores do que as das artérias, em média cerca de quatro vezes 
maiores que suas correspondentes. Essa diferença explica a grande capacidade de armazenamento de sangue no 
sistema venoso, em comparação ao sistema arterial. 
Como o mesmo fluxo de volume de sangue (F) deve passar por todo segmento da circulação a cada minuto, a 
velocidade do fluxo sanguíneo (v) é inversamente proporcional à área de secção transversa vascular (A) 
PRINCIPIOS BÁSICOS 
1. O FLUXO SANGUÍNEO na maioria dos tecidos é controlado segundo a necessidade dos tecidos. Quando os tecidos 
estão ativos, precisam de grande incremento do suprimento de nutrientes e, portanto, de fluxo sanguíneo muito 
maior — ocasionalmente até 20 a 30 vezes o de repouso. Ainda assim, o coração nas condições normais não pode 
aumentar seu débito por mais que quatro a sete vezes maior que os dos valores de repouso. Assim, não é possível 
simplesmente elevar o fluxo sanguíneo em todas as partes do corpo, quando um tecido particular demanda fluxo 
aumentado. Em vez disso, os microvasos em cada tecido monitoram, de modo contínuo, as necessidades teciduais, 
tais como a disponibilidade de oxigênio e de outros nutrientes e o acúmulo de dióxido de carbono e outros 
produtos do metabolismo; esses microvasos, por sua vez, agem diretamente sobre os vasos sanguíneos locais, 
dilatando-os ou contraindo-os para controlar o fluxo sanguíneo local de forma precisa e até o nível necessário para 
a atividade do tecido. Além disso, o controle neural da circulação pelo sistema nervoso central e os hormônios age 
como mais um mecanismo para a regulação do fluxo sanguíneo tecidual. 
 
 
2. O DÉBITO CARDÍACO é a soma de todos os fluxos locais dos tecidos. Depois de fluir por um tecido, o sangue 
retorna, de imediato, pelas veias para o coração. Este responde, de forma automática, ao aumento da chegada de 
sangue, bombeando-o imediatamente de volta para as artérias. Assim, o coração age como autômato, respondendo 
às demandas dos tecidos; entretanto, com frequência precisa de auxílio na forma de sinais nervosos especiais que o 
fazem bombear a quantidade necessária de fluxo sanguíneo.3. A REGULAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL é geralmente independente do fluxo sanguíneo local ou do débito 
cardíaco. O sistema circulatório tem sistema extensivo de controle da pressão sanguínea arterial. Por exemplo, se 
em qualquer momento a pressão cair significativamente abaixo do nível normal de cerca de 100 mmHg, conjunto 
de reflexos nervosos desencadeia em poucos segundos diversas alterações circulatórias para normalizar a pressão. 
Os sinais nervosos agem especialmente (a) aumentando a força do bombeamento cardíaco; (b) causando constrição 
dos grandes reservatórios venosos, para levar mais sangue para o coração; e (c) ocasionando constrição 
generalizada das arteríolas em muitos tecidos, de modo que maior quantidade de sangue se acumula nas grandes 
artérias, aumentando a pressão arterial. Então, ao longo de períodos mais prolongados de horas ou dias os rins 
desempenham papel adicional fundamental no controle pressórico, tanto pela secreção de hormônios 
controladores da pressão como pela regulação do volume sanguíneo. 
 A pressão deve ser 
baixa nos capilares para a 
realização das trocas 
gasosas e de nutrientes 
 A pressão deve ser 
baixa ao chegar nos 
pulmões, p/ não o 
danificar. 
Se a pressão sanguínea 
estiver muito baixa (hipotensão), a força propulsora para o fluxo do sangue é incapaz de superar a oposição gerada 
pela gravidade, de forma que o fluxo sanguíneo e a oferta de O2 para o encéfalo são prejudicados, podendo causar 
tontura ou desmaios. Se a pressão estiver cronicamente elevada (hipertensão), a alta pressão sobre a parede dos 
vasos sanguíneos pode fazer com que áreas enfraquecidas sofram rupturas e ocorra sangramento nos tecidos 
Assim, as necessidades dos tecidos individuais são supridas, de forma específica, pela circulação. 
 
 
 
# DISTENSIBILIDADE VASCULAR 
> Aumentar de volume de acordo com a pressão 
É a fração de aumento do volume para cada milímetro de mercúrio de elevação da pressão 
- Todos os vasos são distensíveis 
- As veias são mais distensíveis que artérias, pois as artérias possuem túnica média mais desenvolvida e são mais 
fortes 
 
# COMPLACÊNCIA OU CAPACITÂNCIA 
> Quantidade se sangue que pode ser armazenada em determinado vaso 
- É a variação de volume sobre a variação de pressão 
Ou seja: determinado volume provoca pressão maior quando a complacência do vaso é baixa 
PRESSÃO ARTÉRIAS > PRESSÃO VEIAS 
 
CAPACITÂNCIA= relação Complacência e Distensibilidade : 
Às vezes, um vaso pequeno tem alta distensibilidade, mas, por ser pequeno, tem baixa capacitância 
Ou, um vaso grande tem baixa distensibilidade, mas, por ser grande, tem alta capacitância 
POIS CAPACITÂNCIA É = DISTENSIBILIDADE X VOLUME ORIGINAL 
 
### A mudança da complacência de veias pode alterar a proporção de volume estressado e não estressado: 
Se as veias sofrerem vasoconstrição, sua complacência e capacidade de armazenar volume sanguíneo diminuem. 
**Isso modifica a pressão arterial** 
 
### A complacência arterial reduz com a idade 
> as paredes ficam mais rígidas, menos elásticas e menos complacentes 
Se a compalecência reduz, é preciso mais pressão para garantir o mesmo volume 
**Resultado = Aumento da pressão arterial em idosos** 
 
## Complacência tardia 
É quando há, inicialmente uma baixa complacência (o vaso está mais rígido) e , então, há aumento facilmente de 
pressão. Com o passar do tempo, há um estiramento tardio que permite a queda da pressão e maior complacência 
## É preciso muito líquido para alterar um pouco da pressão, pois há regulação 
Determinado volume provoca pressão maior quando a complacência do vaso é baixa 
 
PRESSÃO ARTÉRIAS > PRESSÃO VEIAS 
 
Estimulação do sistema nervoso simpático e parassimpático 
Simpático = contrai e eleva pressão 
Parassimpático = relaxa e abaixa a pressão 
💡 Por exemplo, o aumento do tônus vascular ao longo da circulação sistêmica pode fazer com que grande volume 
de sangue seja desviado para o coração, o que constitui um dos principais métodos que o organismo utiliza para 
aumentar rapidamente o bombeamento cardíaco. 
**Durante hemorragias: Há perda de volume sanguíneo e há acionamento do sistema simpático que contrai a 
musculatura do tônus, para compensar a pressão . P = F/A**

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