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5 - Cheque e duplicata (2)

Material sobre cheques: definição e partes (sacador, sacado, tomador), requisitos de emissão (Lei nº 7.357/1985), regras de valor (art.12), modalidades (nominal, endossado, pré/pós‑datado, cruzado, visado, administrativo, para crédito), sustação/oposição (arts.35‑36) e prazo (30 dias, art.33).

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CHEQUE
ORDEM DE PAGAMENTO
SACADOR SACADO TOMADOR
Instituição 
Financeira
Credor
Apresentação para 
pagamento
Desconto do numerário
da conta corrente
Emissão
Requisitos – art. 1º Lei nº 7.357/1985
a ordem incondicional de pagar quantia determinada
o nome do banco ou da instituição financeira que deve pagar (sacado)
a indicação do lugar de pagamento
a indicação da data e do lugar de emissão
a assinatura do emitente (sacador), ou de seu mandatário com poderes especiais
a denominação ‘’cheque’’ inscrita no contexto do título e expressa na língua em que este é redigido
Valor a ser pago
Algarismos e extenso – se divergência, prevalece o extenso.
Art. 12 - Feita a indicação da quantia em algarismos e por extenso, prevalece 
esta no caso de divergência. Indicada a quantia mais de uma vez, quer por 
extenso, quer por algarismos, prevalece, no caso de divergência, a indicação da 
menor quantia.
https://centraldeajuda.consistem.com.br/pages/viewpage.action?pageId=24228873
CHEQUE NOMINAL – ART. 8º
https://www.protestodeosasco.com.br/?pG=X19wYWdpbmFz&idPagina=117
CHEQUE ENDOSSADO – ART. 39
https://www.protestodeosasco.com.br/?pG=X19wYWdpbmFz&idPagina=117
CHEQUE PRÉ DATADO (PÓS DATADO)
Cheque = pagamento a vista
Usos e costumes = pagamento para data futura
Cheque pré datado Cheque pós datado
Atividade comercial Doutrina
ART. 32
• Cheque pós-datado – contém data diferente da sua emissão, 
consignando um vencimento futuro. 
• Com isso, adquire a natureza de um simples título de crédito, 
não sendo mais meio de pagamento à vista.
• Trata-se, na verdade, de uma garantia de dívida para desconto 
futuro.
• É uma norma consuetudinária, baseada em hábito da época.
https://www.mobills.com.br/blog/como-preencher-cheque/
SÚMULA 370 STJ
“CARACTERIZA DANO MORAL A APRESENTAÇÃO ANTECIPADA DE 
CHEQUE PRÉ DATADO”
SÚMULA 388 STJ 
“A SIMPLES DEVOLUÇÃO INDEVIDA DE CHEQUE CARACTERIZA 
DANO MORAL”
MODALIDADES DE CHEQUE
CRUZADO Art. 44 e 45
aposição de dois traços transversais e paralelos no anverso 
do título - só pode ser depositado
VISADO Art. 7º
banco confirma no verso do título, mediante assinatura, 
a existência de fundos para pagamento do valor mencionado
ADMINISTRATIVO Art.9º, III
Emitido por um banco contra ele mesmo, 
para ser liquidado em uma de suas agências
Art.46
aquele que o sacado não pode pagar em dinheiro, 
por expressa proibição colocada no anverso do título, 
pelo próprio emitente
PARA SER CREDITADO EM CONTA
• Cheque cruzado – aquele sobre o qual duas linhas paralelas são 
traçadas, em diagonal, indicando que somente poderá ser pago a 
um banco ou a um cliente do sacado, com o escopo de protegê-lo 
contra furto ou extravio quando em curso ou circulação.
• Cheque visado – aquele em que o banco (sacado) contra quem se 
emitiu o cheque apõe o seu visto, certificando a existência de fundos 
disponíveis do sacador, bloqueando-os em sua conta e reservando-
os, assim, para a sua liquidação ou para pagamento da ordem.
• Cheque administrativo – é aquele sacado pelo banco contra um de seus 
estabelecimentos, constituindo uma ordem de pagamento à vista emitida 
nominativamente por um banco contra qualquer um de seus 
estabelecimentos, que deve ser firmada pelo credor na aquisição e na 
liquidação.
• é emitido pela instituição financeira, e isso faz com que o seu pagamento seja totalmente garantido.
• excelente opção para pagamentos de compras que envolvam altos valores, como por exemplo imóveis 
ou automóveis (atualmente transações são feitas pela internet)
• cheque para se levar em conta - é aquele em que o emitente ou o portador 
proíbem o pagamento do título em dinheiro. A cláusula “para ser creditado 
em conta” deve constar do anverso do cheque, na transversal. 
• A praxe é inseri-la no cruzamento, com expressa menção do número da 
conta de depósito do credor. O pagamento do cheque se reveste de grande 
segurança, na medida em que ou será liquidado na conta referida pela 
cláusula especial, ou não se prestará a nenhuma outra finalidade. 
• Esse cheque é eminentemente escritural, pois o seu efeito só admite que o 
sacado faça a liquidação por lançamento do crédito em conta, ou transfira de 
uma conta para outra em compensação. 
CHEQUE CRUZADO
CHEQUE PARA SER CREDITADO EM CONTA
SUSTAÇÃO DO CHEQUE
ART. 35 revogação ou contraordem
só pode ser feita pelo emitente, só produz efeitos 
após o prazo de apresentação,
 constar as razões motivadoras do ato
ART. 36 oposição pode ser efetuada pelo emitente ou beneficiário 
e tem vigência imediata
Obs - descabida a exigência dos bancos da apresentação de boletim de ocorrência
• Sustar cheque – tornar inválido o documento emitido como 
forma de pagamento.
• Impedir ou anular a compensação do cheque emitido. 
• Emissor pode realizar a sustação, geralmente em situações de 
roubos, furtos, suspeita de fraude, desacordo comercial ou 
oposição ao pagamento.
PRAZO DE APRESENTAÇÃO
ART. 33
30 (trinta) dias, quando emitido no lugar onde houver de ser pago
60 (sessenta) dias, quando emitido em outro lugar do País ou no exterior
Mesma praça
Praças distintas
PRESCRIÇÃO E AÇÃO POR FALTA DE 
PAGAMENTO
ART. 59 Prescrição - 6 meses a contar da data da apresentação 
AÇÃO
EXECUÇÃO
MONITÓRIA
DUPLICATA
Regulada pela Lei nº 5.474/1968
Decreto-lei 436/1969
Art. 25. Aplicam-se à duplicata e à triplicata, no que couber, os dispositivos da 
legislação sobre emissão, circulação e pagamento das Letras de Câmbio
TÍTULO CAUSAL só pode ser emitida para documentar determinadas 
relações jurídicas pré estabelecidas pela sua lei de regência
TÍTULO DE MODELO VINCULADO
só pode ser emitida com obediência rigorosa 
aos padrões de emissão fixados pelo Conselho Monetário Nacional
Compra e venda mercantil Contrato de prestação de serviços
Nenhum outro negócio jurídico, portanto, admite a emissão de duplicata!!
REQUISITOS – ART. 2º
Data de emissão, coincidente com a data da fatura
Os números da fatura e da duplicata
A data do vencimento, quando não for a vista
O nome e o domicílio do vendedor (sacador)
A importância a ser paga, por extenso e em algarismos
O local do pagamento
O local para aceite do sacado
A assinatura do sacador
A expressão duplicata (cláusula cambiária) e a cláusula à ordem, que autoriza a sua circulação via endosso
O nome, domicílio e o número de inscrição no cadastro de contribuintes do comprador (sacado)
https://nfe.io/blog/gestao-empresarial/lei-das-duplicatas/
http://protestarelegal.com.br/index.php/titulo/duplicata-mercantil
ORDEM DE PAGAMENTO
A VISTA COM DIA CERTO A PRAZO
SACADOR (CREDOR) SACADO (DEVEDOR)
ACEITE
vendedor comprador
Emite a ordem Responsável pelo pagamento
BENEFICIÁRIO
FATURA
COMPRA E VENDA 
A PRAZO
FATURA
OBRIGATÓRIA
ART. 1º
Art. 1º Em todo o contrato de compra e venda mercantil entre partes domiciliadas no 
território brasileiro, com prazo não inferior a 30(trinta) dias, contado da data da entrega 
ou despacho das mercadorias, o vendedor extrairá a respectiva fatura para 
apresentação ao comprador.
§ 1º A fatura discriminará as mercadorias vendidas ou, quando convier ao vendedor, 
indicará somente os números e valores das notas parciais expedidas por ocasião das 
vendas, despachos ou entregas das mercadorias
FATURA E A DUPLICATA
COMPRA E VENDA 
A PRAZO
COMPRA E VENDA 
A VISTA
DUPLICATA
FATURA
DOCUMENTO 
COMPROBATÓRIO
Art. 2º No ato da emissão da fatura, dela poderá ser extraída uma 
duplicata para circulação como efeito comercial, não sendo admitida 
qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do 
vendedor pela importância faturada ao comprador
EMISSÃO DA DUPLICATA
CONTRATO DE COMPRA E VENDA MERCANTIL OU PRESTAÇÃO DE SERVIÇO
DEPOIS DA EMISSÃO DA FATURA É QUE SE REMETE A DUPLICATA (DENTRO DE 30 DIAS)
ART.6º
EXISTÊNCIA DA FATURA – DOCUMENTO DESCRITIVO DO CONTRATO, CONTENDO A INDICAÇÃO 
DA QUALIDADE, QUANTIDADE E O PREÇO DO PRODUTOTRANSACIONADO OU DO SERVIÇO PRESTADO
REMESSA E DEVOLUÇÃO
DA FATURA, O VENDEDOR TEM A FACULDADE DE EXTRAIR A DUPLICATA QUE DEVERÁ SER APRESENTADA 
AO DEVEDOR DENTRO DE 30 DIAS DA SUA EMISSÃO; 
O DEVEDOR DEVERÁ DEVOLVÊ-LA NOS PRÓXIMOS 10 DIAS, COM SUA ASSINATURA 
DE ACEITE OU DECLARAÇÃO ESCRITA ESCLARECENDO POR QUE NÃO ACEITA 
ART. 6º
ART. 7º
ACEITE
A
C
E
I
T
E
OBRIGATÓRIO
EXPRESSO
PRESUMIDO
realizado no próprio título, no local indicado
quando o devedor (comprador) recebe, sem reclamação, as 
mercadorias adquiridas e enviadas pelo credor (vendedor). 
O recebimento das mercadorias, sem recusa formal, 
caracteriza o aceite do título
NÃO SIGNIFICA
IRRECUSÁVEL
RECUSA DE ACEITE
Para que haja recusa é necessário que haja a apresentação de uma justificativa plausível - (art. 8º)
vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias, devidamente comprovados
divergência nos prazos ou nos preços ajustados
avaria ou não recebimento das mercadorias, quando não expedidas ou não entregues por sua conta e risco;
TRIPLICATA
Art. 23. A perda ou extravio da duplicata obrigará o vendedor a extrair triplicata, 
que terá os mesmos efeitos e requisitos e obedecerá às mesmas formalidades 
daquela.
MANUTENÇÃO PRINCÍPIOS CARTULARIDADE E LITERALIDADE
PROTESTO DA DUPLICATA
TRÊS TIPOS – art. 13
Por falta de aceite
Por falta de devolução
Por falta de pagamento
O protesto deve ser efetuado no prazo de 30 dias a contar de seu vencimento (art.13, § 4º da Lei n. 5.474/68).
EXECUÇÃO DA DUPLICATA
Aceite expresso – título de crédito, perfeito e acabado, basta a apresentação do título;
Aceite presumido = apresentação do título, protesto e o comprovante da entrega das mercadorias (art. 15)
ll - contra endossante e seus avalistas, em 1 (um) ano, contado da data do protesto
ART. 18
l - contra o sacado e respectivos avalistas, em 3(três) anos, contados da data do vencimento do 
título 
Ill - de qualquer dos coobrigados contra os demais, em 1 (um) ano, contado da data em que 
haja sido efetuado o pagamento do título
PRESCRIÇÃO
DUPLICATA ESCRITURAL
Lei nº 13.775/2018 – dispõe sobre a emissão de duplicata sob a forma escritural 
(também conhecida como duplicata eletrônica ou virtual)
Art. 13 - Esta Lei entra em vigor após decorridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial.
 
publicada em 20 de dezembro de 2018 – entrou em vigor em 20/04/2019
emissão de duplicata sob a forma escritural far-se-á mediante lançamento em sistema eletrônico
gerido por quaisquer das entidades que exerçam a atividade de escrituração de duplicatas escriturais 
Os lançamentos no sistema eletrônico substituem o Livro de Registro de Duplicatas 
ART. 3º
ART. 3º,§1º
ART. 9º
entidades deverão ser autorizadas por órgão ou entidade da administração federal direta ou indireta a exercer 
a atividade de escrituração de duplicatas 
A escrituração no sistema eletrônico deverá conter os seguintes aspectos:
apresentação, aceite, devolução e formalização da prova do pagamento
controle e transferência da titularidade
prática de atos cambiais sob a forma escritural, tais como endosso e aval
inclusão de indicações, informações ou de declarações referentes à operação com base na qual a 
duplicata foi emitida ou ao próprio título
inclusão de informações a respeito de ônus e gravames constituídos sobre as duplicatas
ART. 4º
RESUMINDO
DUPLICATA
AO VENDER MERCADORIAS 
OU SERVIÇOS
ORDEM DE PAGAMENTO
EMITIDA PELO CREDOR
REPRESENTADOS 
NUMA FATURA
DEVE SER PAGA PELO
COMPRADOR
RELATÓRIO DA NEGOCIAÇÃO 
(QUANTIDADE, VALOR, FORMA DE PAGAMENTO)
NOTA FISCAL
TRIBUTAÇÃO – DEVE ACOMPANHAR A MERCADORIA OU SERVIÇO, 
CANHOTO DEVE SER ASSINADO PELO COMPRADOR
DUPLICATA VIRTUAL
CONCRETIZAÇÃO DO CONTRATO
DE COMPRA E VENDA
VENDEDOR ENVIA DADOS PARA INSTITUIÇÃO
FINANCEIRA SOBRE A TRANSAÇÃO 
NÃO É UM TÍTULO DE CRÉDITO, MAS CONTÉM
CARACTERÍSTICAS DA DUPLICATA VIRTUAL 
(VALOR, VENCIMENTO, CREDOR, SACADO)
INSTITUIÇÃO FINANCEIRA ENCAMINHA
AO COMPRADOR UM BOLETO BANCÁRIO,
EXTRAÍDO A PARTIR DA DUPLICATA VIRTUAL
DUPLICATA VIRTUAL
BOLETO É O MEIO DE PAGAMENTO, 
UTILIZADO PARA COBRAR O DEVEDOR
CONSIGNADO NA DUPLICATA
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	Slide 42: RESUMINDO
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