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Teoria Contingencial Apresentação A Teoria da Contingência, ou Teoria Contingencial, surgiu como uma evolução da teoria dos sistemas, orientada para a análise da influência dos fatores ambientais externos sobre o desempenho organizacional. Os principais fatores contingenciais, de acordo com os teóricos da administração, referem-se à influência do mercado e da tecnologia. O mercado é o balizador para as tomadas de decisão e para os processos de mudança que podem envolver, além dos profissionais, decisões relacionadas ao planejamento, à criação e ao desenvolvimento da empresa. Nesta Unidade de Aprendizagem, você estudará a relação da Teoria Sistêmica com a Teoria Contingencial, identificando os ambientes organizacionais na visão contingencial e descrevendo as aplicações do pensamento sistêmico nas organizações. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Relacionar a Teoria Sistêmica com a Teoria Contingencial.• Identificar os ambientes organizacionais na visão contingencial.• Descrever a estrutura da organização de acordo com o desenho organizacional.• Desafio A Teoria Contingencial busca demonstrar a importância da visualização de dentro para fora da organização, considerando que as características ambientais é que determinam as características organizacionais. Sabendo disso, para este Desafio, considere o cenário apresentado a seguir. Imagine que você foi contratado para avaliar essa situação e sugerir ações que possam minimizar os prejuízos, por meio de um plano contingencial. Dessa forma, apresente soluções para essa empresa. Infográfico A Teoria da Contingência acredita não haver uma melhor maneira de administrar, ou seja, a empresa precisa adaptar-se constantemente às mudanças. No Infográfico a seguir, você conhecerá, esquematicamente, as principais características da Teoria Contingencial. Confira. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/ae987ff8-a995-4c0f-afef-8f0f8000d9e0/ee7f0621-f7cd-4212-9e4f-3ee1df6877e5.png Conteúdo do livro A abordagem contingencial apresenta uma clara explicação sobre as relações funcionais, as condições do ambiente e as técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objetivos da empresa. As técnicas administrativas são variáveis dependentes, enquanto as variáveis ambientais são variáveis independentes dentro de uma relação funcional. No capítulo Teoria Contingencial, do livro Teorias da administração, você compreenderá como a Teoria Sistêmica e a Teoria Contingencial relacionam-se, bem como identificará os ambientes organizacionais na visão contingencial, e a estrutura da organização de acordo com o desenho organizacional. Boa leitura. TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO Fernanda da Luz Ferrari Teoria contingencial Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Relacionar a teoria sistêmica com a teoria contingencial. Identificar os ambientes organizacionais na visão contingencial. Descrever a estrutura da organização de acordo com o desenho organizacional. Introdução A teoria da contingência surgiu a partir da análise de estruturas organiza- cionais e da sua interface com o ambiente externo. Ela mostra que existe uma relação funcional entre as técnicas administrativas e as condições do ambiente. Neste texto, você vai ver como a teoria sistêmica se relaciona com a teoria contingencial. Você também vai estudar os ambientes organi- zacionais do ponto de vista contingencial e conhecer as aplicações do pensamento sistêmico nas organizações. A teoria sistêmica e a teoria contingencial A teoria da contingência se originou a partir da abordagem de sistemas. Ela parte do princípio de que não existe um modelo organizacional único, uma forma única de se organizar uma empresa para alcançar objetivos. De acordo com várias pesquisas sobre as empresas contemporâneas e complexas, uma nova perspectiva surge com relação à estrutura organizacional: as empresas dependem das suas relações com o ambiente externo. Cada empresa deve desenvolver um modelo que contemple e atenda às suas necessidades. Dessa forma, a teoria da contingência evidencia uma nova marca na teoria geral da administração (TGA). Ela integra o movimento que demonstra a importância da visualização de dentro para fora da organização, partindo do princípio de que as características ambientais é que determinam as caracte- rísticas organizacionais, assumindo a inexistência de receitas. Assim, a teoria da contingência representa um avanço em relação à teoria de sistemas, na medida em que procura analisar as relações dentro dos subsistemas e entre eles (CHIAVENATO, 2014b, p. 414). Ambas as teorias equivalem-se no sentido de que a abordagem sistêmica é precursora da abordagem contingencial e no sentido de que levam em conside- ração a integração entre as partes. A abordagem sistêmica analisa a organização como um todo. As influências ambientais, externas à empresa, dependem de como a organização interage com elas. Segundo Matos e Pires (2006, p. 510): [...] este modelo, dotado de grande flexibilidade, descentralização e desburo- cratização, é colocado como opção para ambientes em constante mutação e condições instáveis, contrapondo-se, de certa forma, ao modelo mecanicista que prevalece em situações e ambientes relativamente estáveis. Já a abordagem contingencial considera as influências ambientais deter- minantes para o desenvolvimento das atividades na organização. No que se refere à complexidade, a abordagem contingencial não apresenta uma única forma de se compreender a realidade, diferente da sistêmica, que compreende a realidade pela complexidade. A escola contingencial deu mais amplitude à análise dos assuntos adminis- trativos que foram inicialmente abordados pela escola sistêmica. De acordo com Oliveira (2010), a escola contingencial surgiu na teoria geral da administração por três razões principais, que você pode ver a seguir. Identificação da rápida adaptação que as organizações devem ter em relação às contingências apresentadas pelo ambiente organizacional: seguramente, essa foi a principal razão do surgimento da escola con- tingencial e se refletiu, principalmente, na teoria da contingência. Melhoria da qualidade do processo decisório: a questão da amplitude de análise das questões administrativas gerou a necessidade de um conjunto de técnicas decisórias que facilitassem a atuação dos profissionais das organizações nesse contexto. Inclusive, a escola contingencial criou alguns parâmetros que podem auxiliar no entendimento dos fatores e variáveis que influenciam a realidade das organizações e, consequen- temente, possibilitam maior qualidade nas decisões. Tratamento das questões administrativas no contexto de “cada caso é um caso”: isso porque a escola contingencial considera que nada é Teoria contingencial2 absoluto nas organizações. Tudo é relativo e depende das realidades do ambiente organizacional e do resultado das negociações realizadas pelas pessoas que têm poder de decisão nas organizações. A escola contingencial é constituída por duas teorias da administração: teoria da administração por objetivos, estruturada por Peter Drucker em 1954; teoria da contingência, iniciada em 1958, sendo que os primeiros estudos podem ser creditados a Joan Woodward. A partir da teoria da contingência, é possível identificar cinco instrumentos administrativos de grande influência no gerenciamento das organizações: a) análise externa da organização; b) planejamento estratégico; c) estratégias e técnicas estratégicas; d) cenários estratégicos; e) modelos organizacionais. A abordagem contingencialista afirma que não existe uma única maneira de organizar as empresas. Elas precisam ser ajustadas sistematicamente de acordo com as condições ambientais.Veja os principais aspectos da abordagem: a organização é um sistema aberto e a sua natureza é sistêmica; as características da empresa interagem com o ambiente e entre si; as características organizacionais são variáveis dependentes, enquanto as características ambientais funcionam como variáveis independentes. No que se refere aos departamentos, é preciso um esforço unificado, ou seja, uma coesão, para que ocorra a integração e a diferenciação. Para a empresa, a diferenciação das unidades se constitui a partir das diferenças na orientação e no formalismo da estrutura. Fazem parte da diferenciação os grupos inter- nos, com caraterísticas próprias. Já a integração se dá por meio dos grupos interorganizacionais, que se integram para garantir a produtividade. Assim, você pode notar que as pesquisas realizadas na década de 1960 foram surpreendentes. Elas indicaram que não há uma forma melhor ou única de as empresas funcionarem. Tanto a estrutura quanto o funcionamento das organizações dependem da sua relação com o ambiente externo. 3Teoria contingencial Para saber mais sobre as novas abordagens na teoria administrativa, leia o artigo Novas abordagens na teoria administrativa, disponível no link a seguir. https://goo.gl/2KqVqo Os ambientes organizacionais na visão contingencial O ambiente é o contexto que envolve externamente a organização ou o sistema. Ele inclui a interação que a empresa desenvolve com o meio em que está instalada. De acordo Lacombe (2009), uma organização contém elementos humanos e materiais empenhados, coordenadamente, em ati- vidades orientadas para resultados, ligados por sistemas de informação e infl uenciados por um ambiente externo, com o qual a organização interage permanentemente. A partir dessa noção e de diversas pesquisas realizadas pela escola contin- gencial, é possível notar que o ambiente pode ser analisado em dois segmentos. Você vai conhecê-los a seguir. Ambiente geral É o macroambiente, ou seja, o ambiente genérico e comum a todas as organi- zações. De acordo Lacombe (2009), o macroambiente é um amplo sistema que envolve as organizações, abrangendo os aspectos demográfi cos, científi cos, tecnológicos, ecológicos, físicos, políticos, econômicos, sociais e culturais. Tudo o que acontece no ambiente geral afeta direta ou indiretamente todas as organizações. O ambiente geral é constituído de um conjunto de condições semelhantes para todas as organizações. Conforme Chiavenato (2014b, p. 426), tais condições incluem as listadas a seguir. - Condições tecnológicas: para não perder a sua competitividade, as empre- sas precisam se atualizar, incorporando a tecnologia do ambiente geral por meio da inovação. - Condições legais: constituem a legislação vigente e que afeta direta ou indiretamente as organizações, auxiliando-as ou impondo restrições às suas operações. Teoria contingencial4 - Condições políticas: decisões e definições políticas tomadas em níveis federal, estadual e municipal, que influenciam as organizações e orientam as condições econômicas. - Condições econômicas: conjuntura que determina o desenvolvimento eco- nômico ou a retração econômica que condiciona fortemente as organizações. - Condições demográficas: taxa de crescimento, população, raça, religião, distribuição geográfica, distribuição por sexo e idade, que determinam as características do mercado atual e futuro. - Condições ecológicas: condições relacionadas ao ambiente natural que envolve a organização. O ecossistema refere-se ao sistema de intercâmbio entre os seres vivos e o seu meio ambiente. - Condições culturais: a cultura de um povo penetra nas organizações por meio das expectativas de seus participantes e de seus consumidores. Ambiente da tarefa O ambiente da tarefa é constituído pelos fornecedores de entradas, pelos clientes ou usuários, pelos concorrentes e pelas entidades reguladoras. É o segmento do ambiente geral do qual cada organização extrai as suas entradas e no qual deposita as suas saídas. No ambiente de tarefas, os grupos reguladores podem ser compostos pelo governo e por sindicatos, ou seja, grupos que impõem controle, limitações e restrições às empresas. A análise ambiental é específica de cada organização e necessita de uma definição que inclui as características próprias de cada empresa e a parte do ambiente a que ela está exposta. Para compreender melhor, veja, a seguir, como os ambientes podem ser classificados. Estrutura: os ambientes são considerados homogêneos quando existe pouca diferenciação dos mercados e a maioria dos fornecedores, clientes e concorrentes é semelhante. Já nos ambientes heterogêneos existe grande diversidade de mercados, fornecedores, clientes e concorrentes. Dinâmica: o ambiente é considerado estável quando apresenta poucas mudanças. Se estas ocorrem, são lentas e previsíveis. Já os ambientes instáveis são aqueles em que a mudança ocorre de forma constante. 5Teoria contingencial Dessa forma, uma empresa que está situada em ambientes homogêneos apresenta uma estrutura organizacional simples e centralizada no espaço. Em contrapartida, uma empresa que está situada em ambientes heterogêneos precisa de uma estrutura organizacional mais complexa, diferenciada e des- centralizada no espaço. De acordo com a teoria da contingência, não há uma única maneira de organizar e estruturar as organizações. Enquanto a tecnologia impõe desafios internos à organização, o ambiente impõe desafios externos. Diante desses desafios, é possível identificar três níveis organizacionais nas empresas, como você pode ver a seguir. Nível institucional ou nível estratégico: é considerado o nível mais elevado da empresa, composto por diretores, proprietários ou acio- nistas e altos executivos. É o nível em que as decisões são tomadas e em que os objetivos da organização são estabelecidos, bem como as estratégias para alcançá-los. É o nível que mantém a interface com o ambiente. Nível intermediário (mediador ou gerencial): esse nível está entre o institucional e o operacional e cuida da articulação interna entre eles. É responsável pela escolha e pela captação dos recursos necessários, bem como pela distribuição e pela colocação do que foi produzido pela empresa nos diversos segmentos do mercado. Lida também com os problemas de adequação das decisões tomadas pelo nível institucional e com as operações realizadas pelo nível operacional. Em geral, esse nível é composto por administradores, e são eles que fazem a ligação do nível operacional com o nível institucional, de modo que cada su- bordinado tenha apenas um supervisor. Nível operacional (técnico ou núcleo técnico): está localizado nas áreas inferiores da organização. É o nível em que as tarefas são executadas e em que as operações são realizadas. Envolve trabalho básico relacionado diretamente com os produtos ou serviços da organização. Observe, nas Figuras 1 e 2, as relações do ambiente com os níveis organi- zacionais e as relações destes com a incerteza. Teoria contingencial6 Figura 1. Relação sistêmica entre a organização e o seu ambiente. Fonte: Chiavenato (2014a, p. 525). Figura 2. Níveis organizacionais e sua relação com a incerteza. Fonte: Chiavenato (2014b, p. 438). 7Teoria contingencial Quando se consideram o ambiente de tarefas e os consumidores ou usuários, é possível analisar o market share (participação de mercado). Acompanhe: uma empresa de cervejas, por exemplo, produz e vende 2 milhões de garrafas ao mês, num mercado cujo total de vendas, considerando várias marcas concorrentes, é 10 milhões de garrafas. Essa organização possui um market share de 20%. Desenho organizacional Em razão da infl uência da abordagem dos sistemas abertos, a teoria da contin- gência preocupou-se com o desenho dos cargos. Dessa forma, o desenho retrata a confi guração da estrutura organizacional e implica o arranjo dos órgãos, objeti- vando maximizar a efi ciência e a efi cácia organizacionais (CHIAVENATO,2014b). Estrutura matricial Oliveira (2010) salienta que a estruturação matricial surgiu porque as formas tradicionais de organizar as empresas não eram efi cazes ao lidar com atividades complexas, que envolvem várias áreas do conhecimento científi co e têm prazos determinados para serem realizadas. A estrutura matricial apresenta vantagens e desvantagens no seu desenho e na sua estrutura funcional. Um aspecto particular da estrutura matricial é a dupla ou múltipla subordinação. Determinado especialista responde simultaneamente ao gerente funcional da área técnica, na qual está alocado, e ao gerente do projeto para o qual está prestando serviço (VASCONCELOS; HEMSLEY, 1997). A estrutura matricial visa a reunir as vantagens das estruturas funcionais (chefe do departamento) e divisionais (chefe do projeto), neutralizando fraque- zas, enfatizando a especialização e não o negócio, mantendo a identificação por especialidade e para os resultados. Ela ainda objetiva maximizar resultados e é a forma mais utilizada por grandes organizações, pois possibilita um ambiente mais participativo, já que depende da colaboração de muitos profissionais com diferentes formações. Os funcionários que estão alocados no nível mais baixo da escala hierárquica também possuem mais oportunidades de tomar decisões. Na estrutura matricial, há maior contribuição pessoal, seja por meio das oportunidades de delegação ou da interdependência. Em contrapartida, a estrutura matricial apresenta desvantagens, tal como a possibilidade de ocorrerem conflitos entre os diversos comandos devido Teoria contingencial8 à dupla subordinação entre chefes funcionais e divisionais e entre chefes e departamentos. Para que diminuam os riscos de conflito, é necessário definir as áreas de autoridade de cada linha de comando sobre os subordinados. Isso é possível, por exemplo, com a melhoria do processo de comunicação. A estrutura matricial impõe um novo tipo de comportamento dentro da organização, por meio de uma nova cultura e de uma nova mentalidade. Observe a Figura 3, que apresenta uma gama de combinações de desenhos organizacionais. Figura 3. Continuum de desenhos organizacionais. Fonte: Chiavenato (2014b, p. 442). Organização por equipes Cada vez mais as organizações vêm implementando o trabalho em equipe. Ele permite a fl exibilização das atividades, favorece o desenvolvimento organizacional e apresenta diversas vantagens. Entre elas, você pode considerar: a redução de barreiras entre os setores, o aproveitamento dos recursos investidos em treina- mento, o desenvolvimento de atividades e projetos criativos e a redução de custos. Estrutura em rede A estrutura em rede oportuniza a transferência de algumas das funções tradi- cionais para empresas ou unidades separadas interligadas por um órgão coor- denador, que constitui o núcleo central. Assim, tais unidades são conectadas 9Teoria contingencial eletronicamente a um escritório central. A estrutura em rede apresenta como características a modularidade (áreas ou processos da empresa que constituem módulos completos e separados) e o sistema celular (combinação de arranjos de produtos em células autônomas e autossufi cientes). Ao longo deste capítulo, você viu a importância da teoria sistêmica e também da teoria contingencial. Além disso, pôde ver que a abordagem contingencial percebe o ambiente e a tecnologia como fundamentais para o equilíbrio das organizações. CHIAVENATO, I. Teoria geral da administração. 9. ed. Barueri: Manole, 2014a. CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. 4. ed. Barueri: Manole, 2014b. LACOMBE, F. Teoria geral da administração. São Paulo: Saraiva, 2009. MATOS, E.; PIRES, D. Teorias administrativas e organização do trabalho: de Taylor aos dias atuais, influências no setor saúde e na enfermagem. Texto & Contexto Enfermagem, v. 15, n. 3, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/tce/v15n3/v15n3a17.pdf>. Acesso em: 1 out. 2018. OLIVEIRA, D. P. R. Sistemas, organização e métodos: uma abordagem gerencial. 19. ed. São Paulo: Atlas, 2010. VASCONCELOS, E.; HEMSLEY, J. R. Estrutura das organizações: estruturas tradicionais, estruturas para inovação, estrutura matricial. 3. ed. São Paulo: Pioneira, 1997. Leitura recomendada CHIAVENATO, I. Novas abordagens na teoria administrativa. Revista de Administração de Empresas, v. 19, n. 2, maio/jun. 1979. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S0034-75901979000200002>. Acesso em: 1 out. 2018. Teoria contingencial10 Conteúdo: Dica do professor A partir da Teoria da Contingência, as organizações adaptam, ajustam e modificam seu funcionamento por meio da interface com o ambiente externo. Assim, em função da movimentação externa, as empresas modificam seus processos com o objetivo de maximizar resultados, procurando engajar da melhor forma possível seu principal ativo: os profissionais que nela trabalham. Nesta Dica do Professor, você verá como a contingência influencia no dia a dia das organizações. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/5c5794a6d4df17c7763eff27064c6e82 Exercícios 1) A estrutura organizacional segue a estratégia de crescimento da empresa, sendo que os tipos mais complexos de estrutura são o resultado de diversas estratégias básicas. Considerando a estrutura organizacional, como a Teoria da Contingência percebe as relações da empresa com o mercado? A) As relações da empresa com o mercado ocorrem somente no momento em que a organização realiza as atividades de vendas de produtos. B) As empresas não dependem das suas relações com o ambiente externo, e são fundamentais as interações entre os departamentos para que a empresa esteja conectada com o mercado. C) As relações da empresa com o mercado ocorrem somente no momento em que a organização realiza as atividades de aquisição de matérias-primas. D) As empresas dependem das suas relações com o ambiente externo, partindo do princípio que as características ambientais é que determinam as características organizacionais, assumindo a inexistência de receitas. E) As empresas dependem das suas relações com os fornecedores e clientes, porém as características ambientais não determinam as características organizacionais. 2) A escola contingencial surgiu na Teoria Geral da administração a partir de três razões principais. Assinale a alternativa que apresenta essas razões. A) Ênfase nas pessoas; preocupação com o comportamento organizacional, estudo do comportamento humano. B) Identificação do rápido processo de adaptação que as organizações devem ter para com as contingências apresentadas pelo ambiente organizacional, melhoria da qualidade do processo decisório, tratamento das questões administrativas no contexto de “cada caso é um caso”. C) Planejamento, com a definição dos objetivos a serem alcançados, organização e vendas, por meio da organização da equipe de vendas; comando, com relações hierárquicas claras e bem definidas. Razões técnicas, relacionadas com os serviços oferecidos pela empresa, comerciais, relacionadas com a venda de mercadorias, e financeiras, relacionadas com a gerência D) financeira. E) Ordem, que deve ser mantida para que os profissionais saibam onde localizar os processos, equidade, para a definição de direitos iguais para cada colaborador, estabilidade, visando a diminuir o volume de rotatividade e aumentar o desempenho da empresa. 3) O termo abordagem contingencialista afirma que não existe uma única maneira de organizar as empresas; elas precisam ser ajustadas sistematicamente de acordo com as condições ambientais. Qual das alternativas a seguir apresenta os principais aspectos da abordagem? A) A organização é um sistema aberto e sua natureza é sistêmica; as características da empresa apresentam interação com o ambiente e entre si; as característicasorganizacionais são variáveis dependentes, enquanto as características ambientais funcionam como variáveis independentes; no que se refere aos departamentos, é preciso que haja um esforço unificado, ou seja, uma coesão para que o corra a integração e a diferenciação. B) A reorganização ocasionou o aumento de eficiência nas compras e vendas; a organização, porém, reduziu os lucros em função da saturação do mercado; no que se refere a custos, houve a possibilidade significativa de redução. C) A organização é baseada na hierarquia e demonstrada de forma vertical; há completo fechamento da organização no que se refere às relações com o mercado; a comunicação é reduzida entre funcionários de departamentos diferentes. D) As atividades são definidas por níveis; a organização depende de novas tecnologias para a modernização das suas atividades; a partir da Teoria da Contingência, a variável humana passou a assumir um papel importante na teoria administrativa. E) Há crescimento acelerado e desorganizado das empresas; a organização passa a necessitar e exigir uma administração científica capaz de substituir o empirismo; há aumento da eficiência e produtividade das empresas. 4) O ambiente é o contexto que envolve externamente a organização ou o sistema, abrangendo a interação que a empresa desenvolve com o meio em que está instalada. A partir dessa visão e de diversas pesquisas realizadas pela escola contingencial, como é possível classificar o macroambiente? A) O macroambiente se caracteriza por apresentar pouca mistura de mercados. B) O macroambiente é quando quase não ocorrem mudanças e, quando ocorrem, são variáveis. C) O macroambiente não apresenta mudanças o tempo inteiro. Quando apresenta, elas geram incertezas na organização. D) O macroambiente favorece a resolução de problemas de forma rápida, pois reduz a departamentalização. E) O macroambiente é um amplo sistema que envolve as organizações, abrangendo os aspectos demográficos, científicos, tecnológicos, ecológicos, físicos, políticos, econômicos, sociais e culturais. 5) A estrutura matricial busca reunir as vantagens das estruturas funcionais e divisionalizadas, sendo um tipo específico de estrutura organizacional utilizado em muitas organizações. Sabendo disso, aponte o principal objetivo da estrutura matricial. A) A estrutura matricial produz esquemas teóricos e operacionais mais adequados que favorecem a interdependência entre as partes da organização. B) A estrutura matricial hierárquica não oferece condições de flexibilidade e funcionalidade demandadas pelo ambiente. C) A estrutura matricial objetiva maximizar resultados e é a forma mais utilizada por grandes organizações, pois possibilita um ambiente mais participativo à medida que depende da colaboração de muitos profissionais com diferentes formações. D) A estrutura matricial aborda a organização como um conjunto de unidades internas e externas integradas num todo. E) A estrutura matricial trabalha com o objetivo de fomentar projeto sem que ocorra a integração do grupo funcional. Na prática Analisar o mercado é um fator decisivo e determinante na escolha e implementação da estrutura organizacional, assim como no modelo de gestão a ser adotado pela empresa. Na Prática, você verá, por meio de um estudo de caso, as tomadas de decisão de uma seguradora que, baseada na Teoria da Contingência, modificou a estrutura e a dinâmica de relacionamento com seu ambiente. Acompanhe, a seguir. Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: O papel da Teoria Contingencial para administração de um negócio próprio Quando uma empresa opta pela Teoria Contingencial para seguir, passa a ter um maior controle sobre o comportamento e desempenho de seus funcionários. Acesse o site indicado e saiba mais. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Administração - Série A Com este livro, de linguagem descomplicada e material didático, saiba mais sobre gestão da força de trabalho, liderança, motivação e controle gerencial. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! https://www.ibccoaching.com.br/portal/o-papel-da-teoria-contingencial-para-administracao-de-um-negocio-proprio/