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SISTEMA DE ENSINO
DIREITO DA 
ANTIDISCRIMINAÇÃO
Racismo, Sexismo, Intolerância 
Religiosa e LGBTQIA+Fobia
Livro Eletrônico
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
Diogo Surdi
Sumário
Apresentação .....................................................................................................................................................................4
Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia .................................................................5
1. Disposições Gerais .....................................................................................................................................................5
2. Racismo e Temática de Gênero, Raça e Etnia ..............................................................................................8
3. Estatuto da Igualdade Racial .............................................................................................................................11
3.1. Disposições Preliminares ..................................................................................................................................11
3.2. Direito à Saúde .......................................................................................................................................................13
3.3. Direito à Educação, Cultura, Lazer e Desporto ....................................................................................15
3.4. Direito à Liberdade de Consciência e de Crença e ao Livre Exercício dos Cultos 
Religiosos...........................................................................................................................................................................19
3.5. Direito ao Acesso à Terra e à Moradia Adequada .............................................................................20
3.6. Direito ao Trabalho ............................................................................................................................................. 22
3.7. Direito de Acesso aos Meios de Comunicação ...................................................................................23
3.8. Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial ...................................................................... 24
4. Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação 
Racial ...................................................................................................................................................................................27
5. Sexismo .......................................................................................................................................................................... 28
5.1. Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher ...............................................................................30
5.2. Formas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher .......................................................31
5.3. Assistência à Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar ................................32
5.4. Procedimentos ......................................................................................................................................................37
5.5. Equipe de Atendimento Multidisciplinar ...............................................................................................43
6. Proteção às Pessoas LGBTQIA+ .....................................................................................................................44
6.1. Breve Histórico e Definições ..........................................................................................................................44
6.2. Pautas Defendidas ..............................................................................................................................................50
6.3. A Identidade de Gênero e Outros Direitos ..............................................................................................51
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7. Intolerância Religiosa ...........................................................................................................................................55
Resumo ............................................................................................................................................................................... 59
Questões de Concurso ...............................................................................................................................................66
Gabarito ..............................................................................................................................................................................85
Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................86
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ApresentAção
Olá, pessoal, tudo bem? Espero que sim!
Na aula de hoje, estudaremos uma série de conceitos relacionados com o Direito 
 Antidiscriminação.
Iniciaremos com as definições acerca do Racismo, fazendo uso do Estatuto da Igualdade 
Racial. Após, estudaremos o Sexismo, cuja principal norma, em nosso ordenamento jurídico, é 
a Lei Maria da Penha.
Posteriormente, veremos as disposições referentes às Pessoas LGBTQIA+ e, ainda, as pre-
visões relacionadas com a Intolerância Religiosa.
Grande abraço a todos e boa aula!
Diogo
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RACISMO, SEXISMO, INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E 
LGBTQIA+FOBIA
1. Disposições GerAis
Para uma correta interpretação de toda e qualquer norma relacionada com a inclusão so-
cial, é importante conhecermos algumas regras gerais. Neste sentido, a Constituição Federal 
estabelece, no caput do artigo 5º, a seguintes redação:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasi-
leiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualda-
de, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
Observe que o artigo constitucional faz menção a cinco direitos fundamentais, sendo eles 
os direitos à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Estes cinco direitos, 
de acordo com a doutrina majoritária, são a base de todos os demais direitos e garantias fun-
damentais expressos na Constituição Federal.
Deve-se frisar, contudo, que tais direitos não possuem uma hierarquia superior aos dele de-
correntes. Nem mesmo o direito à vida, expressão diretada dignidade da pessoa humana e ele-
mento necessário para a fruição dos demais direitos e garantias, apresenta esta superioridade.
Como consequência, é correto afirmar que não há hierarquia entre os direitos fundamen-
tais constitucionalmente previstos, ainda que alguns deles, conforme mencionado, sirvam 
como base para a existência dos demais.
Importante questão refere-se ao alcance dos direitos fundamentais previstos na Consti-
tuição Federal. Assim, ainda que o caput do artigo 5º faça menção aos “brasileiros e aos es-
trangeiros residentes no País”, o entendimento atual é de que os direitos fundamentais, como 
regra, podem ser usufruídos pelos brasileiros, pelos estrangeiros residentes no país e até 
mesmo pelos estrangeiros residentes no exterior e que estejam em território nacional por um 
curto espaço de tempo.
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Nas palavras do STF (proferidas no julgamento do HC 94.016):
JURISPRUDÊNCIA
O súdito estrangeiro, mesmo o não domiciliado no Brasil, tem plena legitimidade para 
impetrar o remédio constitucional do habeas corpus, em ordem a tornar efetivo, nas hipó-
teses de persecução penal, o direito subjetivo, de que também é titular, à observância e ao 
integral respeito, por parte do Estado, das prerrogativas que compõem e dão significado 
à cláusula do devido processo legal.
EXEMPLO
Caso um argentino esteja passando uma semana de férias em território brasileiro, poderá ele, 
ainda que sua residência não seja no Brasil e sua estadia seja breve, fazer uso, caso sofra 
coação em sua liberdade de locomoção, do habeas corpus, remédio constitucional utilizado 
com a finalidade de evitar que o direito de ir e vir seja prejudicado.
Outra importante característica dos direitos fundamentais é a relatividade. Por meio dela, 
não existem, em nosso ordenamento, direitos e garantias de caráter absoluto.
Muitas são as questões de prova que exigem a característica da relatividade dos direitos 
fundamentais. Em todos os casos, devemos memorizar que “não existem direitos ou garantias 
de caráter absoluto”.
Como consequência, até mesmo o direito à vida, necessário para que o indivíduo possa 
fazer uso dos demais direitos, pode, em determinadas situações, ser relativizado diante de um 
caso concreto.
Neste sentido, o conceito de vida não abrange apenas a vida extrauterina, mas também a 
vida intrauterina. Como consequência, a prática de aborto, ressalvadas as exceções previstas 
em lei, é considerada crime em nosso ordenamento jurídico.
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Obs.: � No âmbito das políticas públicas relacionadas com a inclusão social, o direito consti-
tucional que está sendo utilizado é o da igualdade.
Mas atenção! Ainda que o princípio mencionado seja o da igualdade, o mais correto seria 
a menção ao princípio da isonomia, que, em linhas gerais, é um dos sentidos ou acepções da 
igualdade e da impessoalidade.
Por meio da isonomia, deve o legislador tratar de forma igual os iguais e de forma desigual 
os desiguais, na medida das suas desigualdades.
EXEMPLO
Quando o legislador edita uma norma conferindo aos maiores de 60 anos o direito de transi-
tar pelo território nacional, em empresas concessionárias de serviço público, mediante o não 
pagamento da passagem, estamos diante da isonomia.
Assim, ainda que os demais indivíduos não façam jus a este direito, não há que se falar em vio-
lação ao princípio da igualdade, uma vez que a isonomia confere a possibilidade de tratamento 
desigual às pessoas que estejam em condições diferentes.
Salienta-se, contudo, que as medidas discriminatórias de tratamento devem ser exercidas 
de acordo com o princípio da razoabilidade, evitando-se que excessos cometidos pelo legisla-
dor agridam a dignidade da pessoa humana dos particulares envolvidos.
Em outros termos, é plenamente possível que o legislador trate determinadas classes de 
pessoas de forma diferenciada, sem que isso configure desrespeito ao texto da Constitui-
ção Federal.
Outra classificação importante refere-se à isonomia material e formal.
De acordo com este entendimento, a isonomia formal está relacionada com a possibili-
dade que todas as pessoas possuem, independente de suas condições financeiras, étnicas 
e sociais, de buscar os direitos previstos em lei. Trata-se a isonomia formal, como consequ-
ência, de um direito conferido a todos os indivíduos: o de buscar alcançar os direitos que lhe 
são assegurados.
A isonomia material, por sua vez, vai além da isonomia formal, possibilitando que seja 
conferido tratamento desigual às pessoas que estejam em condições desiguais. Possibilita a 
isonomia material a adoção de políticas discriminatórias com a finalidade de igualar as con-
dições de grupos que estejam em desvantagem.
Por este motivo, a isonomia material também é conhecida como igualdade real, uma vez 
que atua não apenas no campo teórico, mas sim na prática, modificando a realidade social das 
pessoas atingidas.
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2. rAcismo e temáticA De Gênero, rAçA e etniA
Os conceitos de gênero, raça e etnia, ainda que muitas vezes sejam utilizados como sinô-
nimos, possuem definições bastante diferentes.
Quando falamos em gênero, precisamos saber que nem sempre este conceito foi utilizado 
sob o viés político da atualidade. No passado, a palavra era utilizada para tentar diferenciar ho-
mens e mulheres. No entanto, esta definição levava em conta apenas o aspecto da sexualidade 
do indivíduo.
Posteriormente, o termo começou a ser aplicado em uma tentativa de expandir as ca-
racterísticas que deveriam ser levadas em conta no momento de apontar quem era homem 
ou mulher.
Na atualidade, o termo é utilizado em um sentido mais amplo, devendo ser levadas em 
conta, além da questão física e biológica, uma série de aspectos sociais e culturais.
Neste sentido, por exemplo, é a definição de Eliane Maio Braga:
A diferença biológica é apenas o ponto de partida para a construção social do que é ser homem ou 
ser mulher. O sexo é atribuído ao biológico enquanto gênero e é uma construção social e histórica. 
A noção de gênero aponta para a dimensão das relações sociais do feminino e do masculino.
Sendo assim, podemos conceituar gênero como o sistema de características intrínsecas e 
de relações entre homens e mulheres. Na definição de gênero são levados em conta aspectos 
relacionados com os contextos social, cultural, político e econômico.
Observa-se assim que há uma grande diferença entre o sexo e o gênero de uma pessoa. O 
sexo é determinado pelo aspecto biológico, ao passo que o gênero exige uma série de outras 
características, tais como o convívio familiar, as relações de amizade e a sociedade em que o 
indivíduo está inserido.Por isso mesmo, é possível afirmar que o gênero, ao contrário do que ocorre com o sexo, 
é construído ao longo dos anos. Outra diferença entre estes dois conceitos é que o gênero de-
pende do contexto social em que o particular faz parte, ao passo que o sexo é uma definição 
uniforme em praticamente todas as sociedades.
O conceito de raça, de acordo como Dicionário Aurélio, é o de um “conjunto de indivíduos 
cujos caracteres somáticos, tais como cor da pele, a conformação do crânio e do rosto, o tipo 
de cabelo, são semelhantes e transmitidos por hereditariedade, embora variem de indivíduo 
para indivíduo”.
Sendo assim, a definição de raça está intimamente relacionada com o aspecto biológico. 
Como exemplo, podemos citar a raça humana, formada por pessoas que possuem diversas 
características em comuns e que são transmitidas hereditariamente.
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O conceito de raça pode ser dividido, de acordo com o senso comum da população, em sub-
grupos, tais como a raça negra, caucasiana ou indígena. Em todas estas classificações, a defi-
nição de raça leva em conta, sempre, aspectos biológicos dos indivíduos que dela fazem parte.
Por fim, temos a definição de etnia, que, diferentemente do que ocorre com o conceito de 
raça, não está exclusivamente pautado em questões biológicas.
De acordo com o Dicionário Aurélio, etnia pode ser definida como “um grupo biológico e cul-
turalmente homogêneo”. A palavra etnia deriva do grego ethnos, que significa, em linhas gerais, 
“povo que tem os mesmos costumes”.
Sendo assim, a etnia leva em conta, além da questão biológica, aspectos culturais, de ori-
gem, linguísticos e até mesmo as afinidades mantidas pelas pessoas.
Considerando que a etnia leva em conta aspectos culturais, é inegável que o papel da lín-
gua de um povo ganha enorme destaque. E isso ocorre na medida em que a língua é constan-
temente utilizada como forma de manifestação cultural e dos costumes sociais.
Na etnia, uma característica importante é o fato dos grupos compartilharem sua origem e 
história, bem como passarem as tradições para as gerações futuras e celebrarem os mesmos 
tipos de costumes.
Gênero
Conceito que é construído ao longo dos anos, ultrapassando 
a definição exclusivamente biológica. A definição de gênero 
depende do contexto social em que o particular faz parte.
Raça
Considera apenas o aspecto biológico. Indivíduos cujas 
características (cor de pelo, formato do rosto, tipo de cabelo) são 
semelhantes e transmitidas hereditariamente.
Etnia
Leva em conta não apenas o aspecto biológico, mas sim também a 
cultura, as tradições e os costumes de um povo.
Pois bem... Mas e qual será o papel do Poder Público com relação a estes três importan-
tes conceitos?
Para respondermos esta importante questão, temos que conhecer a origem e a definição 
do princípio da supremacia do interesse público sobre o privado.
No âmbito das relações entre particulares, vigora o princípio da igualdade de direitos e 
obrigações. Assim, se uma parte não cumprir com sua obrigação, dará ensejo para que a outra 
proceda à rescisão do pacto anteriormente celebrado.
Exemplo desta situação ocorre na celebração de um contrato de compra e venda. Caso o 
comprador não cumpra com a sua obrigação de entregar dinheiro ao vendedor, não está este 
obrigado a entregar o bem objeto da celebração, podendo, por consequência, rescindir o con-
trato e eximir-se da obrigação.
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No âmbito da Administração Pública, no entanto, isso não ocorre. E o motivo para tal é a 
obrigação do Poder Público de garantir o bem estar da coletividade. Logo, nada mais natural 
que a Administração esteja em uma posição superior aos interesses dos administrados.
O princípio da supremacia do interesse público, dessa forma, significa que os interesses 
da coletividade são mais relevantes que os interesses individuais. Por isso mesmo (para con-
seguir fazer prevalecer o interesse público sobre o privado) é que a Administração recebe po-
deres (prerrogativas) que não são estendidos aos particulares.
Sendo assim, é por meio da realização de políticas públicas que o Estado consegue efetivar 
uma série de ações destinadas a incentivar a igualdade de participação de todas as pessoas.
Neste sentido, merece destaque o papel dos mecanismos de gênero, que podem ser con-
ceituados, em linhas gerais, como o conjunto de medidas destinadas a preservar a igualdade 
dos indivíduos, independente de raça, etnia ou gênero.
De acordo com o caderno “Orientações Estratégicas para Institucionalização da Temática de 
Gênero nos Órgãos Governamentais”, elaborado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, 
são as seguintes as diretrizes balizadoras do processo de atuação dos mecanismos de gênero.
a) Garantir a implementação de políticas públicas integradas para a construção e a promo-
ção da igualdade de gênero, raça e etnia;
b) Garantir o cumprimento dos tratados, acordos e convenções internacionais firmados e 
ratificados pelo Estado brasileiro relativos aos direitos humanos das mulheres;
c) Fomentar e implementar políticas de ação afirmativa como instrumento necessário ao ple-
no exercício de todos os direitos e liberdades fundamentais para distintos grupos de mulheres;
d) Promover o equilíbrio de poder entre mulheres e homens, em termos de recursos econô-
micos, direitos legais, participação política e relações interpessoais;
e) Garantir a alocação e execução de recursos nos Planos Plurianuais, Leis de Diretrizes 
Orçamentárias e Leis Orçamentárias Anuais para a implementação das políticas públicas para 
as mulheres;
f) Formar e capacitar servidores(as) públicos(as) em gênero, raça, etnia e direitos humanos, 
de forma a garantir a implementação de políticas públicas voltadas para a igualdade;
g) Garantir a participação e o controle social na formulação, implementação, monitoramento 
e avaliação das políticas públicas, colocando à disposição dados e indicadores relacionados aos 
atos públicos e garantindo a transparência de suas ações.
Conforme se observa, todas as diretrizes elencadas possuem o claro objetivo de fazer com 
que as políticas públicas atendam o maior número de pessoas possíveis, sem discriminações 
relacionadas com o gênero, com a raça ou com a etnia.
Neste sentido, as medidas inclusivas relacionadas com o gênero devem ser adotadas não 
apenas na órbita federal, mas sim também nos Estados e nos Municípios.
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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3. estAtuto DA iGuAlDADe rAciAl
3.1. Disposições preliminAres
Por intermédio da Lei n. 12.288, de 2010, tivemos a instituição do “Estatuto da Igualda-
de Racial”. Os objetivos a serem alcançados, com a edição da norma, são o de assegurarà 
população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos 
individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intole-
rância étnica.
Merece destaque a previsão do artigo 2º, que estabelece como dever do Estado e da socie-
dade a garantia da igualdade de oportunidades.
Art. 2º É dever do Estado e da sociedade garantir a igualdade de oportunidades, reconhecendo a 
todo cidadão brasileiro, independentemente da etnia ou da cor da pele, o direito à participação na 
comunidade, especialmente nas atividades políticas, econômicas, empresariais, educacionais, cul-
turais e esportivas, defendendo sua dignidade e seus valores religiosos e culturais.
Em seu artigo 1º, a norma elenca uma série de definições acerca de conceitos que são 
tratados no decorrer do texto legal. Tais definições são bastante exigidas pelas provas de con-
curso, sendo recomendado que o candidato, na medida do possível, memorize e diferencie os 
conceitos apresentados.
Art. 1º Esta Lei institui o Estatuto da Igualdade Racial, destinado a garantir à população negra a efe-
tivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos 
e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.
Parágrafo único. Para efeito deste Estatuto, considera-se:
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I – discriminação racial ou étnico-racial: toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada 
em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o 
reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades 
fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida 
pública ou privada;
II – desigualdade racial: toda situação injustificada de diferenciação de acesso e fruição de bens, 
serviços e oportunidades, nas esferas pública e privada, em virtude de raça, cor, descendência ou 
origem nacional ou étnica;
III – desigualdade de gênero e raça: assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a 
distância social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais;
IV – população negra: o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, conforme o 
quesito cor ou raça usado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou 
que adotam autodefinição análoga;
V – políticas públicas: as ações, iniciativas e programas adotados pelo Estado no cumprimento de 
suas atribuições institucionais;
VI – ações afirmativas: os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela iniciativa 
privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades.
Como veremos oportunamente, a lei em estudo confere à população negra uma série de 
direitos e garantias fundamentais.
No entanto, estabelece o artigo 3º que, além das normas constitucionais relativas aos prin-
cípios fundamentais, aos direitos e garantias fundamentais e aos direitos sociais, econômicos 
e culturais, o Estatuto da Igualdade Racial adota como diretriz político-jurídica a inclusão das 
vítimas de desigualdade étnico-racial, a valorização da igualdade étnica e o fortalecimento da 
identidade nacional brasileira.
Assim, podemos afirmar que as diretrizes político-jurídicas que norteiam o Estatuto da 
Igualdade Racial são três:
a) a inclusão das vítimas de desigualdade étnico-racial;
b) a valorização da igualdade étnica;
c) o fortalecimento da identidade nacional brasileira.
Mas e como será que ocorrerá, efetivamente, a participação da população negra na vida 
econômica, social, política e cultural da sociedade?
A resposta nos é dada pelo artigo 4º, que estabelece que a participação da população ne-
gra, em condição de igualdade de oportunidade, na vida econômica, social, política e cultural 
do País será promovida, prioritariamente, por meio de:
a) inclusão nas políticas públicas de desenvolvimento econômico e social;
b) adoção de medidas, programas e políticas de ação afirmativa;
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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c) modificação das estruturas institucionais do Estado para o adequado enfrentamento e 
a superação das desigualdades étnicas decorrentes do preconceito e da discriminação étnica;
d) promoção de ajustes normativos para aperfeiçoar o combate à discriminação étni-
ca e às desigualdades étnicas em todas as suas manifestações individuais, institucionais e 
estruturais;
e) eliminação dos obstáculos históricos, socioculturais e institucionais que impedem a 
representação da diversidade étnica nas esferas pública e privada;
f) estímulo, apoio e fortalecimento de iniciativas oriundas da sociedade civil direcionadas 
à promoção da igualdade de oportunidades e ao combate às desigualdades étnicas, inclusive 
mediante a implementação de incentivos e critérios de condicionamento e prioridade no aces-
so aos recursos públicos;
g) implementação de programas de ação afirmativa destinados ao enfrentamento das 
desigualdades étnicas no tocante à educação, cultura, esporte e lazer, saúde, segurança, tra-
balho, moradia, meios de comunicação de massa, financiamentos públicos, acesso à terra, à 
Justiça, e outros.
Como anteriormente mencionado, as ações afirmativas são conceituadas como progra-
mas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela iniciativa privada para a correção das 
desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades.
Tais programas serão constituídos sob a forma de políticas públicas destinadas a reparar 
as distorções e desigualdades sociais e demais práticas discriminatórias adotadas, nas esfe-
ras pública e privada, durante o processo de formação social do País.
Observa-se, com isso, que as finalidades a serem alcançados com a edição do Estatuto da 
Igualdade Racial possuem como base o desejo de corrigir as desigualdades sociais e demais 
práticas discriminatórias ocorridas durante o processo de formação social do Brasil.
3.2. Direito à sAúDe
O direito à saúde da população negra será garantido pelo poder público mediante polí-
ticas universais, sociais e econômicas destinadas à redução do risco de doenças e de ou-
tros agravos.
Importante mencionar que o direito à saúde engloba tanto os serviços públicos (SUS) quan-
to os seguros privados de saúde. Neste sentido, o poder público garantirá que o segmento da 
população negra vinculado aos seguros privados de saúde seja tratado sem discriminação.
No âmbito público, o acesso universal e igualitário ao Sistema Único de Saúde (SUS) para 
promoção, proteção e recuperação da saúde da população negra será de responsabilidade dos 
órgãos e instituições públicas federais, estaduais, distritais e municipais, da administração 
direta e indireta.
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Uma importante regra presente no estatuto refere-se à constituição da Política Nacional de 
Saúde Integral da População Negra, que, de acordo com as disposições do artigo 7º e 8º, será 
organizada de acordo com uma série de diretrizes e objetivos.
Art. 7º O conjunto de ações de saúde voltadas à população negra constitui a Política Nacional de 
Saúde Integral da População Negra, organizada de acordo com as diretrizes abaixo especificadas:
I – ampliação e fortalecimento da participação de lideranças dos movimentos sociais em defesa da 
saúde da população negra nas instâncias de participação e controle social do SUS;
II – produção de conhecimento científico e tecnológico em saúde da população negra;
III – desenvolvimento de processos de informação, comunicação e educação para contribuir com a 
redução das vulnerabilidades da população negra.
Art. 8º Constituem objetivos da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra:
I – a promoção da saúde integral da população negra, priorizando a redução das desigualdades 
étnicas e o combate à discriminação nas instituições e serviços do SUS;
II – a melhoria da qualidade dos sistemas de informação do SUS no que tange à coleta, ao proces-
samento e à análise dos dados desagregados por cor, etnia e gênero;
III – o fomento à realização de estudos e pesquisas sobre racismo e saúde da população negra;
IV – a inclusão do conteúdo da saúde da população negra nos processos de formação e educação 
permanente dos trabalhadores da saúde;
V – a inclusão da temática saúde da população negra nos processos de formação política das lide-
ranças de movimentos sociais para o exercício da participação e controle social no SUS.
Parágrafo único. Os moradores das comunidades de remanescentes de quilombos serão beneficiá-
rios de incentivos específicos para a garantia do direito à saúde, incluindo melhorias nas condições 
ambientais, no saneamento básico, na segurança alimentar e nutricional e na atenção integral à saúde.
Diretrizes da Política Nacional de 
Saúde Integral da População Negra Objetivos da Política Nacional de Saúde 
Integral da População Negra
a) ampliação e fortalecimento da participação 
de lideranças dos movimentos sociais em 
defesa da saúde da população negra nas 
instâncias de participação e controle social 
do SUS;
b) produção de conhecimento científico e 
tecnológico em saúde da população negra;
c) desenvolvimento de processos de 
informação, comunicação e educação para 
contribuir com a redução das vulnerabilidades 
da população negra.
a) a promoção da saúde integral da população negra, 
priorizando a redução das desigualdades étnicas e o 
combate à discriminação nas instituições e serviços do SUS;
b) a melhoria da qualidade dos sistemas de informação 
do SUS no que tange à coleta, ao processamento e à 
análise dos dados desagregados por cor, etnia e gênero;
c) o fomento à realização de estudos e pesquisas sobre 
racismo e saúde da população negra;
d) a inclusão do conteúdo da saúde da população 
negra nos processos de formação e educação 
permanente dos trabalhadores da saúde;
e) a inclusão da temática saúde da população negra 
nos processos de formação política das lideranças de 
movimentos sociais para o exercício da participação e 
controle social no SUS.
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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3.3. Direito à eDucAção, culturA, lAzer e Desporto
A lei estabelece que a população negra tem direito a participar de atividades educacionais, 
culturais, esportivas e de lazer adequadas a seus interesses e condições, de modo a contribuir 
para o patrimônio cultural de sua comunidade e da sociedade brasileira.
Para a efetivação de todos estes direitos, os governos federal, estaduais, distrital e munici-
pais adotarão as seguintes providências:
a) promoção de ações para viabilizar e ampliar o acesso da população negra ao ensino 
gratuito e às atividades esportivas e de lazer;
b) apoio à iniciativa de entidades que mantenham espaço para promoção social e cultural 
da população negra;
c) desenvolvimento de campanhas educativas, inclusive nas escolas, para que a solidarie-
dade aos membros da população negra faça parte da cultura de toda a sociedade;
d) implementação de políticas públicas para o fortalecimento da juventude negra brasileira.
3.3.1. Educação
De acordo com a Constituição Federal, a educação, direito de todos e dever do Estado e 
da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno 
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para 
o trabalho.
Especificamente com relação ao estatuto da igualdade racial, o dispositivo de maior desta-
que (e bastante exigido em provas de concurso público) trata-se do artigo 11, de seguinte teor:
Art. 11. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, é 
obrigatório o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil, observado 
o disposto na Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
§ 1º Os conteúdos referentes à história da população negra no Brasil serão ministrados no âmbito 
de todo o currículo escolar, resgatando sua contribuição decisiva para o desenvolvimento social, 
econômico, político e cultural do País.
§ 2º O órgão competente do Poder Executivo fomentará a formação inicial e continuada de professores 
e a elaboração de material didático específico para o cumprimento do disposto no caput deste artigo.
§ 3º Nas datas comemorativas de caráter cívico, os órgãos responsáveis pela educação incentiva-
rão a participação de intelectuais e representantes do movimento negro para debater com os estu-
dantes suas vivências relativas ao tema em comemoração.
Sendo assim, todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio, independente-
mente de serem privados ou públicos, devem incluir em sua grade curricular estudo da histó-
ria geral da África e da história da população negra no Brasil.
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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No que se refere à história da população negra no Brasil, os conteúdos devem ser ministra-
dos em todo o currículo escolar, resgatando, com isso, a contribuição decisiva para o desen-
volvimento social, econômico, político e cultural do País.
Os órgãos federais, distritais e estaduais de fomento à pesquisa e à pós-graduação pode-
rão criar incentivos a pesquisas e a programas de estudo voltados para temas referentes às 
relações étnicas, aos quilombos e às questões pertinentes à população negra.
Outra importante medida de incentivo está prevista no artigo 13, que estabelece que o Po-
der Executivo Federal, por meio dos órgãos competentes, incentivará as instituições de ensino 
superior, públicas e privadas, a adotarem as seguintes práticas:
• Resguardar os princípios da ética em pesquisa e apoiar grupos, núcleos e centros de 
pesquisa, nos diversos programas de pós-graduação que desenvolvam temáticas de 
interesse da população negra;
• Incorporar nas matrizes curriculares dos cursos de formação de professores temas que 
incluam valores concernentes à pluralidade étnica e culturalda sociedade brasileira;
• Desenvolver programas de extensão universitária destinados a aproximar jovens negros 
de tecnologias avançadas, assegurado o princípio da proporcionalidade de gênero entre 
os beneficiários;
• Estabelecer programas de cooperação técnica, nos estabelecimentos de ensino públi-
cos, privados e comunitários, com as escolas de educação infantil, ensino fundamental, 
ensino médio e ensino técnico, para a formação docente baseada em princípios de equi-
dade, de tolerância e de respeito às diferenças étnicas.
Por fim, a norma em estudo elenca três outras importantes situações relacionadas com o 
incentivo, por parte do Poder Público, ao direito de educação da população negra.
1) O poder público estimulará e apoiará ações sócio educacionais realizadas por entidades 
do movimento negro que desenvolvam atividades voltadas para a inclusão social, mediante 
cooperação técnica, intercâmbios, convênios e incentivos, entre outros mecanismos.
2) O poder público adotará programas de ação afirmativa.
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3) O Poder Executivo Federal, por meio dos órgãos responsáveis pelas políticas de promo-
ção da igualdade e de educação, acompanhará e avaliará os programas destinados ao direito 
à educação.
3.3.2. Cultura
A obrigatoriedade de proteção das manifestações culturais encontra fundamento nos artigos 
215 e 216 da Constituição Federal, que apresentam, em linhas gerais, as seguintes previsões:
Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da 
cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
§ 1º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das 
de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, toma-
dos individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos 
diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:
I – as formas de expressão;
II – os modos de criar, fazer e viver;
III – as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV – as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações 
artístico-culturais;
V – os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleonto-
lógico, ecológico e científico.
Com base em tais dispositivos, o Estatuto da Igualdade Racial estabelece que o Poder 
Público garantirá o reconhecimento das sociedades negras, clubes e outras formas de mani-
festação coletiva da população negra, com trajetória histórica comprovada, como patrimônio 
histórico e cultural.
Obs.: � A proteção do Poder Público alcança os remanescentes das comunidades quilombo-
las, a capoeira e o samba e as demais manifestações culturais de matriz africana.
Vamos conhecer cada uma das previsões?
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Remanescentes 
das comunidades 
quilombolas
É assegurado aos remanescentes das comunidades dos quilombos o 
direito à preservação de seus usos, costumes, tradições e manifestos 
religiosos, sob a proteção do Estado.
A preservação dos documentos e dos sítios detentores de reminiscências 
históricas dos antigos quilombos, tombados na forma da Constituição 
Federal, receberá especial atenção do poder público.
Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam 
ocupando suas terras, é reconhecida a propriedade definitiva, devendo 
o Estado emitir os respectivos títulos.
O Poder Executivo federal elaborará e desenvolverá políticas 
públicas especiais voltadas para o desenvolvimento sustentável dos 
remanescentes das comunidades dos quilombos, respeitando as 
tradições de proteção ambiental das comunidades.
Para fins de política agrícola, os remanescentes das comunidades dos 
quilombos receberão dos órgãos competentes tratamento especial 
diferenciado, assistência técnica e linhas especiais de financiamento 
público, destinados à realização de suas atividades produtivas e de 
infraestrutura.
Os remanescentes das comunidades dos quilombos se beneficiarão de 
todas as iniciativas previstas nesta e em outras leis para a promoção da 
igualdade étnica.
Capoeira
O poder público garantirá o registro e a proteção da capoeira, em todas 
as suas modalidades, como bem de natureza imaterial e de formação da 
identidade cultural brasileira.
O poder público buscará garantir, por meio dos atos normativos 
necessários, a preservação dos elementos formadores tradicionais da 
capoeira nas suas relações internacionais.
Samba e as demais 
manifestações 
culturais de matriz 
africana.
O poder público incentivará a celebração das personalidades e das 
datas comemorativas relacionadas à trajetória do samba e de outras 
manifestações culturais de matriz africana, bem como sua comemoração 
nas instituições de ensino públicas e privadas.
3.3.3. Esporte e Lazer
Assim como ocorre com os demais direitos, o Poder Público fomentará o pleno acesso 
da população negra às práticas desportivas, consolidando o esporte e o lazer como direi-
tos sociais.
Merece destaque, no âmbito das atividades desportivas, a capoeira, que é também, como 
anteriormente analisado, uma importante atividade cultural.
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Art. 22. A capoeira é reconhecida como desporto de criação nacional, nos termos do art. 217 da 
Constituição Federal.
§ 1º A atividade de capoeirista será reconhecida em todas as modalidades em que a capoeira se ma-
nifesta, seja como esporte, luta, dança ou música, sendo livre o exercício em todo o território nacional.
§ 2º É facultado o ensino da capoeira nas instituições públicas e privadas pelos capoeiristas e mes-
tres tradicionais, pública e formalmente reconhecidos.
3.4. Direito à liberDADe De consciênciA e De crençA e Ao livre 
exercício Dos cultos reliGiosos
Nos termos da Constituição Federal, temos a previsão, no texto do artigo 5º, VI e VII, da 
proteção à liberdade religiosa.
Art. 5º, VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício 
dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII – é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e 
militares de internação coletiva;
Transpondo tais previsões para o estatuto em análise, a norma em tela estabelece, em 
seus artigos 23 a 25, a forma como a proteção à liberdade religiosa deve ser realizada:
Art. 23. É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos 
cultos religiosos e garantida,na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.
Art. 24. O direito à liberdade de consciência e de crença e ao livre exercício dos cultos religiosos de 
matriz africana compreende:
I – a prática de cultos, a celebração de reuniões relacionadas à religiosidade e a fundação e manu-
tenção, por iniciativa privada, de lugares reservados para tais fins;
II – a celebração de festividades e cerimônias de acordo com preceitos das respectivas religiões;
III – a fundação e a manutenção, por iniciativa privada, de instituições beneficentes ligadas às res-
pectivas convicções religiosas;
IV – a produção, a comercialização, a aquisição e o uso de artigos e materiais religiosos adequados 
aos costumes e às práticas fundadas na respectiva religiosidade, ressalvadas as condutas vedadas 
por legislação específica;
V – a produção e a divulgação de publicações relacionadas ao exercício e à difusão das religiões de 
matriz africana;
VI – a coleta de contribuições financeiras de pessoas naturais e jurídicas de natureza privada para a 
manutenção das atividades religiosas e sociais das respectivas religiões;
VII – o acesso aos órgãos e aos meios de comunicação para divulgação das respectivas religiões;
VIII – a comunicação ao Ministério Público para abertura de ação penal em face de atitudes e práti-
cas de intolerância religiosa nos meios de comunicação e em quaisquer outros locais.
Art. 25. É assegurada a assistência religiosa aos praticantes de religiões de matrizes africanas inter-
nados em hospitais ou em outras instituições de internação coletiva, inclusive àqueles submetidos 
a pena privativa de liberdade.
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Além disso, o Poder Público adotará as medidas necessárias para o combate à intolerância 
com as religiões de matrizes africanas e à discriminação de seus seguidores, especialmente 
com o objetivo de:
a) coibir a utilização dos meios de comunicação social para a difusão de proposições, ima-
gens ou abordagens que exponham pessoa ou grupo ao ódio ou ao desprezo por motivos funda-
dos na religiosidade de matrizes africanas;
b) inventariar, restaurar e proteger os documentos, obras e outros bens de valor artístico 
e cultural, os monumentos, mananciais, flora e sítios arqueológicos vinculados às religiões de 
matrizes africanas;
c) assegurar a participação proporcional de representantes das religiões de matrizes africa-
nas, ao lado da representação das demais religiões, em comissões, conselhos, órgãos e outras 
instâncias de deliberação vinculadas ao poder público.
3.5. Direito Ao Acesso à terrA e à morADiA ADequADA
O acesso à terra está intimamente ligado ao direito de propriedade, que, nos termos do ar-
tigo 5º da Constituição Federal, é um dos direitos fundamentais que serve de base para todos 
os demais direitos assegurados aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasi-
leiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualda-
de, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes (...)
Neste sentido, o Poder Público elaborará e implementará políticas públicas capazes de 
promover o acesso da população negra à terra e às atividades produtivas no campo.
Para incentivar o desenvolvimento das atividades produtivas da população negra no cam-
po, o Poder Público promoverá ações para viabilizar e ampliar o seu acesso ao financiamen-
to agrícola.
Além disso, salienta-se que serão assegurados à população negra a assistência técnica 
rural, a simplificação do acesso ao crédito agrícola e o fortalecimento da infraestrutura de 
logística para a comercialização da produção.
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Para que tais medidas sejam efetivadas, o Poder Público promoverá a educação e a orien-
tação profissional agrícola para os trabalhadores negros e as comunidades negras rurais.
A moradia, por sua vez, trata-se de um importante direito social assegurado pela Constitui-
ção Federal.
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, 
o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos 
desamparados, na forma desta Constituição.
Pode-se afirmar que os direitos sociais são oriundos da segunda classe de direitos funda-
mentais, pautados na necessidade de atuação do Poder Público e decorrentes da insatisfação 
da população ante os desmandos da classe empregadora. Representam, ao contrário dos di-
reitos de primeira geração, liberdades positivas, uma vez que exigem, obrigatoriamente, que o 
Estado atue na concessão de certos direitos.
Os direitos sociais são considerados normas programáticas, uma vez que a sua simples 
previsão na Constituição Federal não assegura, imediatamente, a possibilidade de utilização 
destes direitos.
Para que isso seja possível, deve o legislador, pautado nas diretrizes estabelecidas pela 
Constituição Federal, regulamentar a forma e as condições em que os direitos sociais serão 
exercidos.
Como exemplo de direito social temos a moradia.
Mas será que a simples previsão deste direito na Constituição Federal seria capaz se as-
segurar que todas as pessoas, independente de condições econômicas, sociais e pessoais, 
teriam pleno acesso à moradia?
Certamente que não! Se isso fosse possível, o Poder Público poderia, para satisfazer este 
direito, ter que prejudicar toda a coletividade ante a não execução de outras políticas públicas 
igualmente importantes.
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Assim, cabe ao legislador infraconstitucional regular todos os requisitos que precisarão 
ser atendidos (fatores como renda, número de dependentes, condição econômica) para que o 
direito à moradia possa ser exercido.
Três são os artigos que precisamos conhecer, no âmbito do Estatuto da Igualdade Racial, 
com relação à moradia.
Art. 35. O poder público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à 
moradia adequada da população negra que vive em favelas, cortiços, áreas urbanas subutilizadas, 
degradadas ou em processo de degradação, a fim de reintegrá-las à dinâmica urbana e promover 
melhorias no ambiente e na qualidade de vida.
Parágrafo único. O direito à moradia adequada, para os efeitos desta Lei, inclui não apenas o provi-
mento habitacional, mas também a garantia da infraestrutura urbana e dos equipamentos comunitá-
rios associados à função habitacional, bem como a assistência técnica e jurídica para a construção, 
a reforma ou a regularização fundiária da habitação em área urbana.
Art. 36. Os programas, projetos e outras ações governamentais realizadasno âmbito do Sistema 
Nacional de Habitação de Interesse Social (SNHIS), regulado pela Lei no 11.124, de 16 de junho de 
2005, devem considerar as peculiaridades sociais, econômicas e culturais da população negra.
Parágrafo único. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios estimularão e facilitarão a participação 
de organizações e movimentos representativos da população negra na composição dos conselhos 
constituídos para fins de aplicação do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS).
Art. 37. Os agentes financeiros, públicos ou privados, promoverão ações para viabilizar o acesso da 
população negra aos financiamentos habitacionais.
3.6. Direito Ao trAbAlho
O trabalho, assim como ocorre com a moradia, trata-se de um direito social assegurado a 
toda a população. Neste sentido, o desenvolvimento e a implementação de políticas, por parte 
do Poder Público, com o objetivo de incluir a população negra no mercado de trabalho, deve 
pautar-se:
a) naquilo que foi instituído pelo Estatuto da Igualdade Racial;
b) nos compromissos assumidos pelo Brasil ao ratificar a Convenção Internacional sobre 
a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, de 1965;
c) nos compromissos assumidos pelo Brasil ao ratificar a Convenção no 111, de 1958, 
da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da discriminação no emprego e na 
profissão;
d) os demais compromissos formalmente assumidos pelo Brasil perante a comunidade 
internacional.
O poder público promoverá ações que assegurem a igualdade de oportunidades no mer-
cado de trabalho para a população negra, inclusive mediante a implementação de medidas 
visando à promoção da igualdade nas contratações do setor público e o incentivo à adoção de 
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medidas similares nas empresas e organizações privadas. Como consequência desta previ-
são, podemos citar a política de cotas para diversos cargos da Administração Pública.
De igual forma, temos a previsão para que o Poder Executivo Federal implemente critérios 
para provimento de cargos em comissão e funções de confiança destinados a ampliar a par-
ticipação de negros, buscando com isso reproduzir a estrutura da distribuição étnica nacional 
ou, quando for o caso, estadual, observados os dados demográficos oficiais.
Sendo assim, é correto afirmar que a igualdade de oportunidades será lograda mediante a 
adoção de políticas e programas de formação profissional, de emprego e de geração de renda 
voltados para a população negra.
O poder público estimulará, por meio de incentivos, a adoção das mesmas medidas do setor 
público por parte do setor privado.
Vejamos, por fim, as demais previsões relacionadas com as políticas públicas direciona-
das à implementação do direito ao trabalho para a população negra.
Art. 39, § 5º Será assegurado o acesso ao crédito para a pequena produção, nos meios rural e urba-
no, com ações afirmativas para mulheres negras.
§ 6º O poder público promoverá campanhas de sensibilização contra a marginalização da mulher 
negra no trabalho artístico e cultural.
§ 7º O poder público promoverá ações com o objetivo de elevar a escolaridade e a qualificação 
profissional nos setores da economia que contem com alto índice de ocupação por trabalhadores 
negros de baixa escolarização.
Art. 40. O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) formulará políticas, 
programas e projetos voltados para a inclusão da população negra no mercado de trabalho e orien-
tará a destinação de recursos para seu financiamento.
Art. 41. As ações de emprego e renda, promovidas por meio de financiamento para constituição e 
ampliação de pequenas e médias empresas e de programas de geração de renda, contemplarão o 
estímulo à promoção de empresários negros.
Parágrafo único. O poder público estimulará as atividades voltadas ao turismo étnico com enfoque 
nos locais, monumentos e cidades que retratem a cultura, os usos e os costumes da população negra.
3.7. Direito De Acesso Aos meios De comunicAção
Os meios de comunicação são os responsáveis por retratar diversos comportamentos da 
sociedade. Sendo assim, nada mais natural do que a observância, por parte da mídia como um 
todo, de condutas que valorizem e promovam a integração da população negra.
Neste cenário, a norma determina que a produção veiculada pelos órgãos de comunicação 
valorizará a herança cultural e a participação da população negra na história do País.
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Assim, como regra geral, a produção de filmes e programas destinados à veiculação pe-
las emissoras de televisão e em salas cinematográficas deverá adotar a prática de conferir 
oportunidades de emprego para atores, figurantes e técnicos negros, sendo vedada toda e 
qualquer discriminação de natureza política, ideológica, étnica ou artística. A exceção a tal 
previsão fica por conta, apenas, dos filmes e programas que abordem especificidades de gru-
pos étnicos determinados.
Os órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica ou fundacional, 
as empresas públicas e as sociedades de economia mista federais deverão incluir cláusulas 
de participação de artistas negros nos contratos de realização de filmes, programas ou quais-
quer outras peças de caráter publicitário.
Tais órgãos e entidades deverão incluir, nas especificações para contratação de serviços 
de consultoria, conceituação, produção e realização de filmes, programas ou peças publicitá-
rias, a obrigatoriedade da prática de iguais oportunidades de emprego para as pessoas rela-
cionadas com o projeto ou serviço contratado.
DICA
Entende-se por prática de iguais oportunidades de emprego 
o conjunto de medidas sistemáticas executadas com a fina-
lidade de garantir a diversidade étnica, de sexo e de idade na 
equipe vinculada ao projeto ou serviço contratado.
3.8. sistemA nAcionAl De promoção DA iGuAlDADe rAciAl
3.8.1. Constituição e Objetivos
Como analisado, diversos são os objetivos a serem alcançados com a edição do Estatuto 
da Igualdade Racial. E justamente como forma de possibilitar a consecução de tais objetivos, 
é que a norma instituiu o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR).
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Art. 47. É instituído o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) como forma de 
organização e de articulação voltadas à implementação do conjunto de políticas e serviços desti-
nados a superar as desigualdades étnicas existentes no País, prestados pelo poder público federal.
§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão participar do Sinapir mediante adesão.
§ 2º O poder público federal incentivará a sociedade e a iniciativa privadaa participar do Sinapir.
Deve ser salientado, com base no mencionado artigo, que o SINAPIR não se trata de uma 
prerrogativa exclusiva da Administração Pública Federal. Em sentido oposto, os demais entes 
federativos (Estados, Distrito Federal e Municípios) também poderão participar do sistema me-
diante adesão. Além disso, deverá haver o incentivo, por parte do Poder Público Federal, para 
que a sociedade e a iniciativa privada também venham a fazer parte do sistema em questão.
E quais são os objetivos do SINAPIR?
De acordo com o artigo 48, bastante exigido em provas de concurso público, são objetivos 
do SINAPIR:
• Promover a igualdade étnica e o combate às desigualdades sociais resultantes do racis-
mo, inclusive mediante adoção de ações afirmativas;
• Formular políticas destinadas a combater os fatores de marginalização e a promover a 
integração social da população negra;
• Descentralizar a implementação de ações afirmativas pelos governos estaduais, distri-
tal e municipais;
• Articular planos, ações e mecanismos voltados à promoção da igualdade étnica;
• Garantir a eficácia dos meios e dos instrumentos criados para a implementação das 
ações afirmativas e o cumprimento das metas a serem estabelecidas.
3.8.2. Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial
Compete ao Poder Executivo Federal a elaboração do plano nacional de promoção da 
igualdade racial, que deverá conter as metas, princípios e diretrizes para a implementação da 
Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial (PNPIR).
A elaboração, implementação, coordenação, avaliação e acompanhamento da PNPIR, bem 
como a organização, articulação e coordenação do SINAPIR, serão efetivados pelo órgão res-
ponsável pela política de promoção da igualdade étnica em âmbito nacional.
De acordo com a norma, o Poder Executivo Federal desempenha outro importante papel, 
estando autorizado a instituir fórum intergovernamental de promoção da igualdade étnica. Tal 
fórum será coordenado pelo órgão responsável pelas políticas de promoção da igualdade ét-
nica, com o objetivo de implementar estratégias que visem à incorporação da política nacional 
de promoção da igualdade étnica nas ações governamentais de Estados e Municípios.
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No âmbito dos demais entes, compete aos Poderes Executivos estaduais, distrital e mu-
nicipais, no âmbito das respectivas esferas de competência, a instituição de conselhos de 
promoção da igualdade étnica, de caráter permanente e consultivo, compostos por igual nú-
mero de representantes de órgãos e entidades públicas e de organizações da sociedade civil 
representativas da população negra.
Como medida de incentivo aos entes, a norma determina que o Poder Executivo priorizará 
o repasse dos recursos referentes aos programas e atividades elencados no presente estatu-
to aos Estados, Distrito Federal e Municípios que tenham criado conselhos de promoção da 
igualdade étnica.
3.8.3. Ouvidorias Permanentes e Acesso à Justiça e à Segurança
Para que todas as medidas alcancem os objetivos para os quais foram previstas, é necessá-
rio a constituição de um órgão responsável pelo recebimento de denúncias relacionadas com 
preconceito e discriminação. Sendo assim, merece destaque a possibilidade de constituição 
de Ouvidorias Permanentes em Defesa da Igualdade Racial, conforme previsão do artigo 51:
Art. 51. O poder público federal instituirá, na forma da lei e no âmbito dos Poderes Legislativo e 
Executivo, Ouvidorias Permanentes em Defesa da Igualdade Racial, para receber e encaminhar de-
núncias de preconceito e discriminação com base em etnia ou cor e acompanhar a implementação 
de medidas para a promoção da igualdade.
A constituição de tais ouvidorias, entretanto, não afasta o direito ao acesso, por parte das 
vítimas de discriminação étnica, à Defensoria Pública, ao Ministério Público e ao Poder Judici-
ário, em todas as suas instâncias, para a garantia do cumprimento de seus direitos.
Neste contexto, frisa-se que o Estado assegurará atenção às mulheres negras em situação 
de violência, garantida a assistência física, psíquica, social e jurídica.
Ainda que diversas sejam as ações que possam ser utilizadas para a apreciação judicial dos 
interesses e das ameaças de lesão da população negra, o Estatuto da Igualdade Racial elenca, 
expressamente, a possibilidade de utilização da ação civil pública.
3.8.4. Financiamento das Iniciativas de Promoção da Igualdade Racial
Em seu artigo 56, a norma em estudo elenca uma série de medidas que deverão ser ob-
servadas no momento da implementação dos programas e das ações constantes dos planos 
plurianuais e dos orçamentos anuais da União. Estas medidas terão como objetivo promo-
ver a igualdade de oportunidades e a inclusão social da população negra, especialmente no 
que tange a:
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a) promoção da igualdade de oportunidades em educação, emprego e moradia;
b) financiamento de pesquisas, nas áreas de educação, saúde e emprego, voltadas para a 
melhoria da qualidade de vida da população negra;
c) incentivo à criação de programas e veículos de comunicação destinados à divulgação 
de matérias relacionadas aos interesses da população negra;
d) incentivo à criação e à manutenção de microempresas administradas por pessoas au-
todeclaradas negras;
e) iniciativas que incrementem o acesso e a permanência das pessoas negras na educa-
ção fundamental, média, técnica e superior;
f) apoio a programas e projetos dos governos estaduais, distrital e municipais e de en-
tidades da sociedade civil voltados para a promoção da igualdade de oportunidades para a 
população negra;
g) apoio a iniciativas em defesa da cultura, da memória e das tradições africanas e 
brasileiras.
4. convenção internAcionAl sobre A eliminAção De toDAs As FormAs De 
DiscriminAção rAciAl
Como decorrência dos direitos e garantias fundamentais expressos na Constituição Fe-
deral, o Brasil aderiu à Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as Formas de 
Discriminação Racial. Em nosso ordenamento, a norma foi introduzida por meio do Decreto 
n. 65.810/1969.
Ainda que não seja o objetivo principal do nosso estudo, é importante que tenhamos conta-
to com algumas previsões deste decreto, haja vista que algumas questões de prova mesclam 
este conhecimento com as disposições do Estatuto da Igualdade Racial.
Sendo assim, para fins de prova, devemos conhecer as seguintes regras da Convenção 
Internacional sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial:
a) A expressão “discriminação racial” significará qualquer distinção, exclusão restrição ou 
preferência baseadas em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tem por 
objetivo ou efeito anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício num mesmo plano 
(em igualdade de condição) de direitos humanos e liberdades fundamentais no domínio polí-
tico econômico, social, cultural ou em qualquer outro domínio de vida pública.
b) Não serão consideradas discriminação racial as medidas especiais tomadas com o 
único objetivo de assegurar progresso adequado de certos grupos raciais ou étnicos oude 
indivíduos que necessitem da proteção que possa ser necessária para proporcionar a tais 
grupos ou indivíduos igual gozo ou exercício de direitos humanos e liberdades fundamen-
tais, contando que, tais medidas não conduzam, em consequência, à manutenção de direitos 
separados para diferentes grupos raciais e não prossigam após terem sidos alcançados os 
seus objetivos.
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c) Os Estados Partes especialmente condenam a segregação racial e o apartheid e com-
prometem-se a proibir e a eliminar nos territórios sob sua jurisdição todas as práticas des-
sa natureza.
d) Os Estados Partes assegurarão a qualquer pessoa que estiver sob sua jurisdição, prote-
ção e recursos efetivos perante os tribunais nacionais e outros órgãos do Estado competen-
tes, contra quaisquer atos de discriminação racial que, contrariamente à presente Convenção, 
violarem seus direitos individuais e suas liberdades fundamentais, assim como o direito de 
pedir a esses tribunais uma satisfação ou repartição justa e adequada por qualquer dano de 
que foi vitima em decorrência de tal discriminação.
5. sexismo
Em linhas gerais, o sexismo pode ser definido como o preconceito e a discriminação rela-
cionados com qualquer espécie de gênero ou escolha sexual.
Assim como o racismo, o sexismo está intimamente relacionado com as práticas discrimi-
natórias. Neste contexto, merece ser destacado o entendimento de Elizabeth Spelman:
De acordo com uma análise adicional sobre sexismo e racismo, todas as mulheres são oprimidas 
pelo primeiro; algumas o são também pelo segundo. Essa análise distorce as experiências de opres-
são das mulheres negras por não reconhecer diferenças importantes entre os contextos nos quais 
mulheres negras e mulheres brancas vivenciam o sexismo. Sugere, ainda, que a identidade racial de 
uma mulher pode ser “subtraída” de sua identidade resultante da combinação dos elementos sexual 
e racial: “Somos todas mulheres”.
Ações sexistas são comportamentos que agridem e violam a identidade sexual do parti-
cular. Como exemplo deste tipo de comportamento, podemos citar a premissa de que deter-
minadas cores devem ser utilizadas pelas meninas, ao passo que outras pelos meninos. Outra 
situação é a relacionada com as atividades desempenhadas por pessoas de cada sexo. Em 
cada uma destas situações, estamos diante de comportamentos sexistas.
Com relação ao sexismo, a norma jurídica de maior destaque em nosso ordenamento jurí-
dico é a Lei Maria da Penha.
A Lei n. 11.340/2006, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha, trata-se de um 
verdadeiro marco histórico no combate à violência doméstica.
A forma como a norma ficou conhecida guarda relação com a farmacêutica brasileira Ma-
ria da Penha Maia Fernandes, que, após sofrer a diversas agressões de seu então marido (in-
cluindo duas tentativas de homicídio), lutou para que o agressor fosse condenado.
Ainda que as ocorrências tenham ocorrido em meados da década de 1980, a condenação 
do agressor ocorreu apenas em 2002, pouco tempo antes da prescrição dos crimes. Além dis-
so, após a condenação, o acusado cumpriu apenas 2 anos da pena, passando, desde 2004, a 
estar livre.
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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Quando os fatos chegaram à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organi-
zação dos Estados Americanos (OEA), o movimento ganhou força, culminando com a caracte-
rização, pela primeira vez, do crime de violência doméstica.
Como uma das principais consequências, tivemos a edição, em 2006, da Lei n. 11.340, que 
é o nosso objeto de estudo. Em linhas gerais, três são as finalidades e objetivos a serem alcan-
çados com a edição da Lei Maria da Penha, sendo eles:
a) a instituição de mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar 
contra a mulher;
b) estabelecer regras para a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar con-
tra a Mulher;
c) estabelecer medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência 
doméstica e familiar;
Além disso, merece ser destacado que a edição da Lei 11.340 tem como uma das suas 
premissas a previsão constitucional para que o Estado assegure a assistência a cada um dos 
membros familiares, coibindo toda e qualquer forma de violência.
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 8º O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando 
mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações.
Os objetivos da Lei Maria da Penha, que são constantemente exigidos em provas de con-
curso, estão expressos no artigo 1º da norma em estudo, que apresenta a seguinte redação:
Art. 1º Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, 
nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as 
Formas de Violência contra a Mulher, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Vio-
lência contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República Federativa do Brasil; 
dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; e estabelece 
medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
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Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, 
nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa huma-
na, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar 
sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.
No âmbito da Lei Maria da Penha, uma série de direitos são expressamente assegurados 
às mulheres, conforme observa-se da análise do artigo 3º:
Art. 3º Serão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à segu-
rança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, 
ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
§ 1º O poder público desenvolverá políticas que visem garantir os direitos humanos das mulheres 
no âmbito das relações domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de toda forma de negli-
gência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Ainda que grande parte das ações afirmativas sejam de iniciativa do Poder Público, deve 
ser salientado que a criação de condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos 
assegurados às mulheres compete à família, à sociedade e ao Poder Público.
Obs.: � Cabe à família, à sociedade e ao poder públicocriar as condições necessárias para o 
efetivo exercício dos direitos assegurados às mulheres.
5.1. violênciA DomésticA e FAmiliAr contrA A mulher
5.1.1. Disposições Gerais
Um dos principais objetivos da presente norma, conforme anteriormente mencionado, é o 
de coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
Neste sentido, podemos conceituar a violência doméstica e familiar contra a mulher como 
qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, 
sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial:
a) no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente 
de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;
b) no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são 
ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa;
c) em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com 
a ofendida, independentemente de coabitação.
Assim sendo, a violência doméstica trata-se de um conceito amplo, estando caracterizada 
sempre que houver a prática de uma ação (ato de fazer) ou omissão (ato que deixar de fazer) 
que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
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Além disso, as condutas que configuram violência doméstica podem ser realizadas no 
âmbito da unidade doméstica, no âmbito da família ou em qualquer relação íntima de afeto.
Deve ser salientado que as relações pessoais, para fins de caracterização de violência do-
méstica, independem de qualquer tipo de orientação sexual.
De igual forma, dada a gravidade da conduta, a violência doméstica e familiar contra a mu-
lher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos.
5.2. FormAs De violênciA DomésticA e FAmiliAr contrA A mulher
Já sabemos o que vem a ser conceituado como violência doméstica. De acordo com a lei, no 
entanto, é necessário o conhecimento das formas como tal tipo de violência pode ser executada.
Desta forma, cinco são as formas de violência doméstica e familiar, a saber: violência físi-
ca, violência psicológica, violência sexual, violência patrimonial e violência moral.
Cada uma dessas formas apresenta conceitos que são bastante explorados pelas bancas 
organizadoras de concursos. Logo, torna-se necessário, na medida do possível, a memoriza-
ção e a diferenciação entre tais conceitos, conforme passa-se a expor:
a) violência física: entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saú-
de corporal;
b) violência psicológica: entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional 
e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que 
vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante amea-
ça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição 
contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou 
qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;
c) violência sexual: entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a 
manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação 
ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexuali-
dade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à 
gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; 
ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;
d) violência patrimonial: entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtra-
ção, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pesso-
ais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas 
necessidades;
e) violência moral: entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação 
ou injúria.
Vamos sedimentar estas importantes definições?
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Violência física
Qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal.
Violência psicológica
Qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da 
autoestima, que prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento 
ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, 
crenças e decisões.
Esta forma de violência pode ser exercida mediante ameaça, 
constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, 
vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, 
ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir.
Violência sexual
Qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a 
participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, 
ameaça, coação ou uso da força.
Além disso, são classificadas como violência sexual as condutas que 
induzam a mulher a comercializar ou a utilizar a sua sexualidade, 
que a impeça de usar qualquer método contraceptivo, que a 
force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição ou, 
ainda, que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e 
reprodutivos.
Como formas de exercício de tal tipo de violência, a norma cita a 
coação, a chantagem, o suborno e a manipulação.
Violência patrimonial
Qualquer conduta que configure retenção, subtração, 
destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de 
trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou 
recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas 
necessidades.
Violência moral
Qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
5.3. AssistênciA à mulher em situAção De violênciA DomésticA e 
FAmiliAr
5.3.1. Medidas Integradas de Prevenção
A Lei Maria da Penha estabelece tanto medidas protetivas quanto medidas repressivas 
para as ações e omissões que configuram violência doméstica contra a mulher.
No âmbito preventivo, a política pública que visa coibir a violência doméstica e familiar 
contra a mulher será realizada por meio de um conjunto articulado de ações da União, dos 
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 Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e de ações não-governamentais, devendo ob-
servar as seguintes diretrizes:
a) a integração operacional do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria 
Pública com as áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e 
habitação;
b) a promoção de estudos e pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes, com a 
perspectiva de gênero e de raça ou etnia, concernentes às causas, às consequênciase à frequ-
ência da violência doméstica e familiar contra a mulher, para a sistematização de dados, a serem 
unificados nacionalmente, e a avaliação periódica dos resultados das medidas adotadas;
c) o respeito, nos meios de comunicação social, dos valores éticos e sociais da pessoa e 
da família, de forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência 
doméstica e familiar;
d) a implementação de atendimento policial especializado para as mulheres, em particular 
nas Delegacias de Atendimento à Mulher;
e) a promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência domés-
tica e familiar contra a mulher, voltadas ao público escolar e à sociedade em geral, e a difusão 
desta Lei e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos das mulheres;
f) a celebração de convênios, protocolos, ajustes, termos ou outros instrumentos de promo-
ção de parceria entre órgãos governamentais ou entre estes e entidades não-governamentais, 
tendo por objetivo a implementação de programas de erradicação da violência doméstica e fa-
miliar contra a mulher;
g) a capacitação permanente das Polícias Civil e Militar, da Guarda Municipal, do Corpo 
de Bombeiros e dos profissionais pertencentes aos órgãos e às áreas de segurança pública, 
assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação, quanto às questões de gênero e de 
raça ou etnia;
h) a promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito res-
peito à dignidade da pessoa humana com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia;
i) o destaque, nos currículos escolares de todos os níveis de ensino, para os conteúdos rela-
tivos aos direitos humanos, à equidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da violência 
doméstica e familiar contra a mulher.
5.3.2. Assistência à Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar
A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar será prestada de for-
ma articulada e conforme os princípios e as diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência 
Social, no Sistema Único de Saúde, no Sistema Único de Segurança Pública, entre outras nor-
mas e políticas públicas de proteção, e emergencialmente quando for o caso.
Assim sendo, a mulher que for vítima de violência doméstica e familiar terá acesso a uma 
série de medidas, conforme previsão do artigo 9º, §§ 1º a 8º, da norma em estudo:
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Art. 9º, § 1º O juiz determinará, por prazo certo, a inclusão da mulher em situação de violência domés-
tica e familiar no cadastro de programas assistenciais do governo federal, estadual e municipal.
§ 2º O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar, para preservar sua 
integridade física e psicológica:
I – acesso prioritário à remoção quando servidora pública, integrante da administração direta ou 
indireta;
II – manutenção do vínculo trabalhista, quando necessário o afastamento do local de trabalho, por 
até seis meses.
III – encaminhamento à assistência judiciária, quando for o caso, inclusive para eventual ajuiza-
mento da ação de separação judicial, de divórcio, de anulação de casamento ou de dissolução de 
união estável perante o juízo competente.
§ 3º A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar compreenderá o aces-
so aos benefícios decorrentes do desenvolvimento científico e tecnológico, incluindo os serviços 
de contracepção de emergência, a profilaxia das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da 
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e outros procedimentos médicos necessários e ca-
bíveis nos casos de violência sexual.
§ 4º Aquele que, por ação ou omissão, causar lesão, violência física, sexual ou psicológica e dano 
moral ou patrimonial a mulher fica obrigado a ressarcir todos os danos causados, inclusive ressarcir 
ao Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a tabela SUS, os custos relativos aos serviços de 
saúde prestados para o total tratamento das vítimas em situação de violência doméstica e familiar, 
recolhidos os recursos assim arrecadados ao Fundo de Saúde do ente federado responsável pelas 
unidades de saúde que prestarem os serviços.
§ 5º Os dispositivos de segurança destinados ao uso em caso de perigo iminente e disponibilizados 
para o monitoramento das vítimas de violência doméstica ou familiar amparadas por medidas pro-
tetivas terão seus custos ressarcidos pelo agressor.
§ 6º O ressarcimento de que tratam os §§ 4º e 5º deste artigo não poderá importar ônus de qualquer 
natureza ao patrimônio da mulher e dos seus dependentes, nem configurar atenuante ou ensejar 
possibilidade de substituição da pena aplicada.
§ 7º A mulher em situação de violência doméstica e familiar tem prioridade para matricular seus 
dependentes em instituição de educação básica mais próxima de seu domicílio, ou transferi-los para 
essa instituição, mediante a apresentação dos documentos comprobatórios do registro da ocorrên-
cia policial ou do processo de violência doméstica e familiar em curso.
§ 8º Serão sigilosos os dados da ofendida e de seus dependentes matriculados ou transferidos 
conforme o disposto no § 7º deste artigo, e o acesso às informações será reservado ao juiz, ao 
Ministério Público e aos órgãos competentes do poder público.
5.3.3. Atendimento pela Autoridade Policial
A autoridade policial desempenha um importante papel no âmbito das ações preventivas e 
repressivas contra a violência doméstica e familiar.
Neste sentido, por exemplo, é o teor do artigo 10, que estabelece as regras gerais acerca 
do papel da autoridade policial.
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
Diogo Surdi
Art. 10. Na hipótese da iminência ou da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, 
a autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência adotará, de imediato, as providências 
legais cabíveis.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput deste artigo ao descumprimento de medida protetiva 
de urgência deferida.
No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, a autoridade poli-
cial deverá, dentre outras providências:
a) garantir proteção policial, quando necessário, comunicando de imediato ao Ministério Pú-
blico e ao Poder Judiciário;
b) encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal;
c) fornecer transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro, quan-
do houver risco de vida;
d) se necessário, acompanhar a ofendida para assegurar a retirada de seus pertences do 
local da ocorrência ou do domicílio familiar;
e) informar à ofendida os direitos a ela conferidos pela lei e os serviços disponíveis.
Deve ser salientado que em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a 
mulher, feito o registro da ocorrência, deverá a autoridade policial adotar, de imediato, uma 
série de procedimentos. Frisa-se, no entanto, que a adoção de tais procedimentos ocorre sem 
prejuízo daqueles previstos no Código de Processo Penal:
De acordo com a Lei Maria da Penha, são os seguintes os procedimentos específicos a 
serem observados pela autoridade policial:
a) ouvir a ofendida, lavrar o boletim de ocorrênciae tomar a representação a termo, se 
apresentada;
b) colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e de suas circunstâncias;
c) remeter, no prazo de 48 horas, expediente apartado ao juiz com o pedido da ofendida, para 
a concessão de medidas protetivas de urgência;
d) determinar que se proceda ao exame de corpo de delito da ofendida e requisitar outros 
exames periciais necessários;
e) ouvir o agressor e as testemunhas;
f) ordenar a identificação do agressor e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes cri-
minais, indicando a existência de mandado de prisão ou registro de outras ocorrências policiais 
contra ele;
g) verificar se o agressor possui registro de porte ou posse de arma de fogo e, na hipótese 
de existência, juntar aos autos essa informação, bem como notificar a ocorrência à instituição 
responsável pela concessão do registro ou da emissão do porte,
h) remeter, no prazo legal, os autos do inquérito policial ao juiz e ao Ministério Público.
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Deve ser mencionado que o pedido da ofendida será tomado a termo pela autoridade poli-
cial, devendo conter:
a) a qualificação da ofendida e do agressor;
b) o nome e idade dos dependentes;
c) descrição sucinta do fato e das medidas protetivas solicitadas pela ofendida.
d) informação sobre a condição de a ofendida ser pessoa com deficiência e se da violência 
sofrida resultou deficiência ou agravamento de deficiência preexistente.
Feito o pedido, deve a autoridade policial anexar o boletim de ocorrência e cópia de todos 
os documentos disponíveis em posse da ofendida.
No processo decorrente de violência doméstica e familiar, serão admitidos como meios de 
prova os laudos ou prontuários médicos fornecidos por hospitais e postos de saúde.
A Lei n. 13.505, de 2017, promoveu a inclusão do artigo 10-A ao texto da Lei Maria da 
Penha. No mencionado artigo, encontramos uma série de direitos assegurados às mulheres 
vítimas de violência doméstica e familiar. Vamos conhecer este artigo?
Art. 10-A. É direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar o atendimento policial 
e pericial especializado, ininterrupto e prestado por servidores - preferencialmente do sexo feminino 
- previamente capacitados.
§ 1º A inquirição de mulher em situação de violência doméstica e familiar ou de testemunha de 
violência doméstica, quando se tratar de crime contra a mulher, obedecerá às seguintes diretrizes:
I – salvaguarda da integridade física, psíquica e emocional da depoente, considerada a sua condi-
ção peculiar de pessoa em situação de violência doméstica e familiar;
II – garantia de que, em nenhuma hipótese, a mulher em situação de violência doméstica e fami-
liar, familiares e testemunhas terão contato direto com investigados ou suspeitos e pessoas a eles 
relacionadas;
III – não revitimização da depoente, evitando sucessivas inquirições sobre o mesmo fato nos âmbi-
tos criminal, cível e administrativo, bem como questionamentos sobre a vida privada.
§ 2º Na inquirição de mulher em situação de violência doméstica e familiar ou de testemunha de 
delitos de que trata esta Lei, adotar-se-á, preferencialmente, o seguinte procedimento:
I – a inquirição será feita em recinto especialmente projetado para esse fim, o qual conterá os equi-
pamentos próprios e adequados à idade da mulher em situação de violência doméstica e familiar ou 
testemunha e ao tipo e à gravidade da violência sofrida;
II – quando for o caso, a inquirição será intermediada por profissional especializado em violência 
doméstica e familiar designado pela autoridade judiciária ou policial;
Os Estados e o Distrito Federal, na formulação de suas políticas e planos de atendimento 
à mulher em situação de violência doméstica e familiar, darão prioridade, no âmbito da Polícia 
Civil, à criação dos seguintes órgãos ou autoridades:
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a) Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher
b) Núcleos Investigativos de Feminicídio
c) Equipes especializadas para o atendimento e a investigação das violências graves con-
tra a mulher
Obs.: � Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psi-
cológica da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus depen-
dentes, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivên-
cia com a ofendida:
 � a) pela autoridade judicial;
 � b) pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca;
 � c) pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado 
disponível no momento da denúncia.
No caso de afastamento pelo delegado de polícia ou pelo policial, o juiz será comunicado 
no prazo máximo de 24 horas e decidirá, em igual prazo, sobre a manutenção ou a revogação 
da medida aplicada, devendo dar ciência ao Ministério Público concomitantemente.
Nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à efetividade da medida protetiva de 
urgência, não será concedida liberdade provisória ao preso.
Por fim, ressalta-se que a autoridade policial, no curso das ações investigativas decorren-
tes de violência doméstica e familiar, poderá requisitar os serviços públicos necessários à 
defesa da mulher e de seus dependentes.
5.4. proceDimentos
5.4.1. Disposições Gerais
Tanto o processo quanto o julgamento e a execução das causas cíveis e criminais decor-
rentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher farão uso das disposições 
do Código de Processo Penal, do Código de Processo Civil e da legislação específica rela-
tiva à criança, ao adolescente e ao idoso que não conflitem com o estabelecido na Lei Ma-
ria da Penha.
No entanto, uma das grandes novidades da Lei n. 11.340 (sendo, inclusive, uma das finali-
dades da norma) trata-se da possibilidade de criação de juizados específicos para a apuração 
das causas decorrentes de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Desta forma, os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, órgãos da 
Justiça Ordinária com competência cível e criminal, poderão ser criados pela União, no Distri-
to Federal e nos Territórios, e pelos Estados.
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O objetivo, com a criação, é o processo, o julgamento e a execução das causas decorrentes 
da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Uma das principais características de tais Juizados é o fato dos atos processuais poderem 
ser realizados, de acordo com as normas da organização judiciária, em horário noturno.
Como forma de facilitar o acesso à justiça por parte da mulher que foi vítima de violência 
doméstica e familiar, a norma determina que é competente, por opção da ofendida,para os 
processos cíveis regidos pela Lei Maria da Penha, os juizados:
a) do seu domicílio ou de sua residência;
b) do lugar do fato em que se baseou a demanda;
c) do domicílio do agressor.
Obs.: � A ofendida tem a opção de propor ação de divórcio ou de dissolução de união estável 
no Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
 � No entanto, exclui-se da competência dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar 
contra a Mulher a pretensão relacionada à partilha de bens.
 � Iniciada a situação de violência doméstica e familiar após o ajuizamento da ação de 
divórcio ou de dissolução de união estável, a ação terá preferência no juízo onde estiver.
Em linhas gerais, a ação penal trata-se da possibilidade de algum dos legitimados chamar 
o Poder Judiciário para que este, de posse de todos os elementos, julgue a demanda.
A ação penal pode ser classificada como pública ou privada.
A ação será privada quando a iniciativa compete à vítima ou, em caso de incapacidade, ao 
seu representante legal. Em sentido diverso, a ação penal será pública quando a legitimidade 
para propor é do Ministério Público.
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No âmbito das ações penais públicas, outra divisão se faz necessária para a compreensão 
da matéria: a ação penal pública condicionada e a ação penal pública incondicionada.
Ainda que, em ambas as ações, a iniciativa seja privativa do Ministério Público, há uma 
importante diferença na forma como ambas são iniciadas.
Na ação penal pública incondicionada, o Ministério Público age de ofício, ou seja, sem a 
necessidade de representação da vítima ou de requisição de outras autoridades.
Na ação penal pública condicionada, o Ministério Público depende, para a sua ação, de 
representação da vítima ou de requisição do Ministério da Justiça.
De acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores, a ação penal decorrente da apli-
cação da Lei Maria da Penha é pública e incondicionada.
Nestas situações, desta forma, pode o Ministério Público promover as medidas legais sem 
a necessidade, por exemplo, de representação da vítima.
Ainda de acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores, temos a previsão de que os 
crimes de ameaça e os crimes sexuais, uma vez que previstos no Código Penal, são de ação 
penal pública incondicionada.
Retornando para as disposições legais, temos a previsão, no artigo 16, de que “nas ações 
penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata esta Lei, só será admi-
tida a renúncia à representação perante o juiz, em audiência especialmente designada com tal 
finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público”.
Outra importante medida trata-se da vedação à aplicação, nas ações decorrentes de vio-
lência doméstica e familiar, das penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem 
como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa.
5.4.2. Medidas Protetivas de Urgência
5.4.2.1. Disposições Gerais
Uma das principais garantias das mulheres, no curso das ações decorrentes da violência 
doméstica e familiar, são as medidas protetivas de urgência.
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De acordo com a norma, duas são as classes de medidas, sendo elas:
a) medidas protetivas de urgência que obrigam o agressor;
b) medidas protetivas de urgência à ofendida;
Em todos os casos, as medidas protetivas poderão ser concedidas pelo juiz, a requerimen-
to do Ministério Público ou a pedido da ofendida.
Uma vez recebido o expediente com o pedido da ofendida, caberá ao juiz, no prazo 
de 48 horas:
• Conhecer do expediente e do pedido e decidir sobre as medidas protetivas de urgência;
• Determinar o encaminhamento da ofendida ao órgão de assistência judiciária, quando 
for o caso, inclusive para o ajuizamento da ação de separação judicial, de divórcio, de 
anulação de casamento ou de dissolução de união estável perante o juízo competente;
• Comunicar ao Ministério Público para que adote as providências cabíveis.
• Determinar a apreensão imediata de arma de fogo sob a posse do agressor.
Com relação às medidas protetivas de urgência, merecem destaque, ainda, as disposições 
do artigo 19, §1º a 3º:
Art. 19, § 1º As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas de imediato, independen-
temente de audiência das partes e de manifestação do Ministério Público, devendo este ser pron-
tamente comunicado.
§ 2º As medidas protetivas de urgência serão aplicadas isolada ou cumulativamente, e poderão ser 
substituídas a qualquer tempo por outras de maior eficácia, sempre que os direitos reconhecidos 
nesta Lei forem ameaçados ou violados.
§ 3º Poderá o juiz, a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida, conceder novas 
medidas protetivas de urgência ou rever aquelas já concedidas, se entender necessário à proteção 
da ofendida, de seus familiares e de seu patrimônio, ouvido o Ministério Público.
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Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, caberá a prisão preventiva 
do agressor, decretada pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante 
representação da autoridade policial.
O juiz poderá revogar a prisão preventiva se, no curso do processo, verificar a falta de mo-
tivo para que subsista, bem como de novo decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem.
Outra garantia assegurada à ofendida é a de ser notificada dos atos processuais relativos 
ao agressor, especialmente dos pertinentes ao ingresso e à saída da prisão, sem prejuízo da 
intimação do advogado constituído ou do defensor público.
Como não poderia ser diferente, a norma determina que a ofendida não poderá entregar 
intimação ou notificação ao agressor.
5.4.2.2. Medidas Protetivas de Urgência que Obrigam o Agressor
Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, o juiz poderá apli-
car, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas proteti-
vas de urgência, dentre outras:
1) suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão 
competente;
2) afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida;
3) proibição de determinadas condutas, entre as quais:
a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo 
de distância entre estes e o agressor;
b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação;
c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológi-
ca da ofendida;
4) restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendi-
mento multidisciplinar ou serviço similar;
5)prestação de alimentos provisionais ou provisórios.
6) comparecimento do agressor a programas de recuperação e reeducação;
7) acompanhamento psicossocial do agressor, por meio de atendimento individual e/ou em 
grupo de apoio.
A lista de medidas protetivas não é taxativa, mas sim meramente exemplificativa. Sendo 
assim, as medidas mencionadas não impedem a aplicação de outras previstas na legislação 
em vigor, sempre que a segurança da ofendida ou as circunstâncias o exigirem, devendo, no 
entanto, a providência ser comunicada ao Ministério Público.
Caso haja necessidade, o juiz poderá requisitar, a qualquer momento, como forma de ga-
rantir a efetividade das medidas protetivas de urgência, o auxílio da força policial.
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5.4.2.3. Medidas Protetivas de Urgência à Ofendida
Poderá o juiz, quando necessário, sem prejuízo de outras medidas, adotar as seguintes 
previsões com relação à ofendida:
a) encaminhar a ofendida e seus dependentes a programa oficial ou comunitário de prote-
ção ou de atendimento;
b) determinar a recondução da ofendida e a de seus dependentes ao respectivo domicílio, 
após afastamento do agressor;
c) determinar o afastamento da ofendida do lar, sem prejuízo dos direitos relativos a bens, 
guarda dos filhos e alimentos;
d) determinar a separação de corpos.
e) determinar a matrícula dos dependentes da ofendida em instituição de educação básica 
mais próxima do seu domicílio, ou a transferência deles para essa instituição, independentemen-
te da existência de vaga.
Especificamente com a finalidade de proteger os bens patrimoniais da sociedade conjugal 
ou de propriedade da mulher, poderá o juiz determinar, em caráter liminar, uma série de medi-
das, dentre as quais estão relacionadas em lei:
a) restituição de bens indevidamente subtraídos pelo agressor à ofendida;
b) proibição temporária para a celebração de atos e contratos de compra, venda e locação 
de propriedade em comum, salvo expressa autorização judicial;
c) suspensão das procurações conferidas pela ofendida ao agressor;
d) prestação de caução provisória, mediante depósito judicial, por perdas e danos materiais 
decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a ofendida.
5.4.2.4. Crime pelo Descumprimento de Medidas Protetivas
Em caso de descumprimento de decisão judicial que tenha deferido alguma das medidas 
protetivas de urgência previstas em lei, teremos a configuração de crime.
Neste caso, estará o responsável sujeito à pena de detenção de 3 meses a 2 anos.
Deve ser salientado que a configuração do crime independe da competência civil ou crimi-
nal do juiz que deferiu as medidas. De igual forma, caso haja a prisão em flagrante, a eventual 
concessão de fiança apenas poderá ser feita pela autoridade judicial.
5.4.3. A Atuação do Ministério Público e a Assistência Judiciária
De acordo com a Constituição Federal, em seu artigo 127, temos a previsão de que o 
Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, 
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 incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais 
e individuais indisponíveis.
Dentre as principais funções do Ministério Público, está a de atuar na defesa dos interes-
ses difusos, coletivos e individuais homogêneos.
No âmbito da Lei Maria da Penha, temos a previsão de que o Ministério Público intervirá, 
quando não for parte, nas causas cíveis e criminais decorrentes da violência doméstica e fa-
miliar contra a mulher.
Além disso, deve ser mencionado que caberá ao Ministério Público, nas causas de violên-
cia doméstica e familiar contra a mulher, quando necessário, as seguintes providências:
a) requisitar força policial e serviços públicos de saúde, de educação, de assistência social 
e de segurança, entre outros;
b) fiscalizar os estabelecimentos públicos e particulares de atendimento à mulher em si-
tuação de violência doméstica e familiar, e adotar, de imediato, as medidas administrativas ou 
judiciais cabíveis no tocante a quaisquer irregularidades constatadas;
c) cadastrar os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Com relação ao direito de assistência judiciária, a norma estabelece que em todos os atos 
processuais, cíveis e criminais (com exceção das medidas protetivas de urgência), a mulher 
em situação de violência doméstica e familiar deverá estar acompanhada de advogado.
Caso não tenha condições de arcar com as despesas de um advogado, é garantido, ainda 
assim, o acesso, por parte da mulher em situação de violência doméstica e familiar, aos ser-
viços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita, que será prestado em sede 
policial e judicial, mediante atendimento específico e humanizado.
5.5. equipe De AtenDimento multiDisciplinAr
Como anteriormente analisado, uma das principais inovações da Lei Maria da Penha trata-
-se da possibilidade de criação de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Uma vez criados, tais juizados poderão contar com uma equipe de atendimento multidiscipli-
nar, a ser integrada por profissionais especializados nas áreas psicossocial, jurídica e de saúde.
E quais as finalidades da mencionada equipe multidisciplinar?
De acordo com a lei, compete à equipe de atendimento multidisciplinar, dentre outras atri-
buições que lhe forem reservadas pela legislação local, as seguintes competências:
a) fornecer subsídios por escrito ao juiz, ao Ministério Público e à Defensoria Pública, me-
diante laudos ou verbalmente em audiência;
b) desenvolver trabalhos de orientação, encaminhamento, prevenção e outras medidas, voltados 
para a ofendida, o agressor e os familiares, com especial atenção às crianças e aos adolescentes.
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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Dada a importância da constituição das equipes multidisciplinares, a lei em estudo prevê 
que o Poder Judiciário, na elaboração de sua proposta orçamentária, poderá prever recursos 
para a criação e manutenção da equipe de atendimento multidisciplinar, nos termos da Lei de 
Diretrizes Orçamentárias.
Quando a complexidade do caso exigir avaliação mais aprofundada, o juiz poderá determi-
nar a manifestação de profissional especializado. Nestas situações, a indicação será feita por 
parte da equipe de atendimento multidisciplinar.
6. proteção às pessoAs lGbtqiA+
6.1. breve histórico e DeFinições
O marco inicial do movimento LGBTQIA+ ocorreu no ano de 1969, mais precisamente no 
dia 28 de junho, quando gays, lésbicas, travestis e drag queens iniciaram uma rebelião em 
Stonewall Inn, Greenwich Village, Estados Unidos. O objetivo do movimento era combater a 
ação arbitrária da polícia, querotineiramente promovia fiscalizações humilhantes nos bares 
e boates gays da cidade.
O episódio ficou conhecido como a Rebelião de Stonewall, tendo a duração de aproxima-
damente 6 dias. Ainda hoje, o dia 28 de junho, que é considerado o marco zero do movimento 
LGBTQIA+ contemporâneo, é comemorado mundialmente.
No Brasil, o movimento teve início em meados da década de 70, quando vigorava em nosso 
país a Ditadura Militar. Na década de 80, com o movimento bem mais fortalecido, a epidemia 
do vírus HIV representou um retrocesso para diversas conquistas anteriores.
Nas décadas seguintes, até os dias atuais, o movimento, que começou apenas com a sigla 
“GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes)” ganhou inúmeros adeptos, ampliando consideravel-
mente a pauta defendida e as conquistas realizadas.
Nos diais atuais, o movimento é denominado LGBTQIA+, sendo que cada letra ou símbolo 
representa uma classe de pessoas abrangida pela definição, da seguinte forma:
L Lésbicas
G Gays
B Bissexuais
T Transgênero (Travestis, Transexuais)
Q Queer
I Intersexuais
A Assexuais
+
Todas as pessoas não incluídas nas classificações anteriores e 
que se sintam representadas pelo movimento
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
Diogo Surdi
O Ministério Público de São Paulo apresenta, em sua cartilha denominada “Direito e Diver-
sidade – Volume I”, (http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/redes/valorizacao_diversida-
de/cartilhas) uma série de importantes definições relacionadas com o movimento LGBTQIA+. 
Vejamos as mencionadas definições, já com as atualizações devidas.
Agênero: pessoa que se identifica com a ausência de gênero, ou seja, não sente a necessi-
dade de ser classificada com algum gênero específico.
Ally: termo inglês, que, em português, significa aliado, ou seja, pessoa que entende e apoia 
as causas LGBTQIA+.
Androginia: termo genérico usado para descrever qualquer indivíduo que assuma pos-
tura social, especialmente a relacionada à vestimenta (papel de gênero), comum a ambos 
os gêneros.
Assexual: é um indivíduo que não considera a prática sexual algo fundamental. Relaciona-
-se afetivamente, pode ter atração sexual, contudo, não busca a prática sexual de forma geral.
Bifobia: preconceito e discriminação direcionado a pessoas bissexuais por conta de sua 
orientação.
Bigênero: pessoa que se identifica com dois gêneros (não necessariamente binários). As 
pessoas podem vivenciar os dois gêneros ao mesmo tempo, ter características de um ou outro 
gênero mais acentuado em determinados períodos da vida ou até ter uma experiência mais 
fluida entre os gêneros possíveis.
Binarismo (de gênero): o termo descreve um sistema no qual a sociedade divide, visibiliza 
e legitima as pessoas somente entre dois eixos, homem e mulher, gêneros binários construí-
dos socialmente e não evidenciando a existência de outros gêneros.
Bissexual: é a pessoa que se sente atraída, relaciona-se afetiva e sexualmente com pessoas 
de ambos os sexos/gêneros. O termo “Bi” é o diminutivo para se referir a pessoas bissexuais.
Cirurgia de Transgenitalização: é a cirurgia que as pessoas transexuais podem buscar rea-
lizar para adequar sua corporeidade a seu gênero. Os termos “cirurgia de mudança de sexo” ou 
“mudança de sexo” são questionados como transfóbicos, pois se entende que ninguém muda 
de sexo, a pessoa o adequa.
Cisnormatividade: comportamento social compulsório que normatiza e universaliza a 
perspectiva cisgênera, isto é, que valoriza e valida somente a condição de gênero de quem é 
cis, o que resulta na transfobia e no cissexismo. Diz-se que a sexo-normatividade está para os 
assexuais como o patriarcado está para as feministas, a heteronormatividade para LGBTQIA+, 
ou a cisnormatividade para transgêneros.
Cissexismo: baseado na ideia do binarismo de gênero, remete a uma espécie de “apaga-
mento” do status jurídico das pessoas trans na sociedade por meio da negação das necessi-
dades específicas dessas pessoas.
Cisgênero: pessoa que se identifica com o mesmo gênero designado ao nascer.
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
Diogo Surdi
Crossdresser: diz respeito a quem ocasionalmente se veste com roupas características de 
gênero diferente do seu sexo biológico.
Demissexual: pessoa que se relaciona com o outro após ter algum tipo de vínculo emocio-
nal, psicológica e/ou intelectual com o outro.
Desejo afetivo e sexual: é como a pessoa classifica por quem se sente mais atraída afetiva 
e sexualmente independentemente do gênero da parceria.
Drag king: pessoas do gênero feminino que vivenciam outro gênero como diversão. A prá-
tica ocorre ocasionalmente para performances artísticas.
Drag queen: pessoas do gênero masculino que se vestem do gênero feminino para per-
formances artísticas em situações específicas. É considerado um artista performático que 
se “traveste”.
Expressão de Gênero: apresentação externa de gênero da pessoa, geralmente seu estilo 
pessoal: roupas, penteado, maquiagem, joias, inflexão vocal e linguagem corporal. Ela costu-
ma ser categorizada como masculina, feminina ou andrógina. E pode ser congruente ou não 
com a identidade de gênero da pessoa.
Gay: pessoa do gênero masculino (cis ou trans) que se atrai, tem, práticas sexuais e/ou 
relacionamento afetivo com outras pessoas do gênero masculino (cis ou trans).
Genderqueer: indivíduos que não seguem as performances impostas pela sociedade do 
que é dito “homem” ou “mulher”. Trata-se de uma identidade de gênero, as pessoas vivenciam 
um gênero que lhes é único, independente dos valores atribuídos a cada papel de gênero. Bus-
cam a singularidade, em detrimento da heterocisnormatividade.
Gênero: conceito criado no século XX. Gênero refere-se a um conjunto de expectativas que 
recaem sobre as pessoas desde quando elas nascem e exigem delas uma coerência entre 
seu corpo, sua identidade, suas práticas e desejos. Diferente do sexo biológico, o gênero é 
uma representação que atribui significado aos indivíduos. A ideia de gênero busca enfatizar as 
causas culturais sobre as diferenças e desigualdades entre masculinidades e feminilidades. 
Quando se fala em gênero, apoia-se em um sistema de diferenciação que, na nossa sociedade, 
atrelou-se também a relações de poder e posições hierárquicas.
Gênero fluido ou fluidez de gênero: é aquele que se identifica ou se expressa às vezes com 
determinado gênero e, às vezes, com outro gênero. São indivíduos que se sentem confortáveis 
em transitar entre alguns gêneros, não necessariamente binários.
GLS: sigla para “gays, lésbicas e simpatizantes”. Não é mais utilizada e foi substituída 
por LGBTQIA+.
Heteronormatividade: o termo heteronormatividade, cunhado em 1991 por Michael Warner, 
é compreendido e problematizado como um padrão de sexualidade que regula o modo como 
as sociedades ocidentais estão organizadas. Em sua maioria, a sociedade brasileira é hetero-
normativa e cisnormativa. Ela considera que o normal é ser heterossexual e cisgênero. Quem 
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foge do padrão seria anormal, esquisito ou até mesmo doente. “Heteronormatividade é um 
termo que permeia a ideia de binarismo e convenções sociais em relação à orientação sexual”.
Heterossexismo: atitude condizente com a ideia de que a heterossexualidade é a única 
forma sadia de orientação sexual. O termo é utilizado na mesma acepção que caracteriza as 
palavras racismo e sexismo.
Heterossexual: pessoa (cis ou trans) que se atrai amorosa, física e afetivamente por pes-
soas de outro gênero (cis ou trans). Heterossexuais não precisam, necessariamente, terem 
tido experiências sexuais com pessoas de outro gênero para se identificarem como tal.
Homoafetivo: multiplicidade de relações afetivas e/ou sexuais entre pessoas do mesmo 
gênero, que diferentemente do homoerótico e homossexual, diz respeitos aos aspectos emo-
cionais e afetivos envolvidos na relação amorosa.
Homofobia: violência e preconceito direcionado a qualquer LGBTQIA+. É toda discrimina-
ção ou violência, seja ela física ou simbólica, contra pessoas homossexuais.
Homossexual: é a pessoa que se sente atraída sexual, emocional ou afetivamente por pes-
soas do mesmo gênero. Assim, o termo homossexual pode se referir a homossexuais femini-
nas (lésbicas) ou homossexuais masculinos (gays).
Identidade de gênero: gênero com o qual a pessoa se reconhece, que pode ou não ser o 
mesmo designado pelo sexo biológico ao nascimento. Quando é o mesmo, a pessoa é cisgê-
nero quando é diferente, a pessoa é transgênero. Não tem relação com a orientação sexual.
Intersexual: pessoa que possui características biológicas que não cabem nas classifica-
ções binárias de gênero. Eram designadas, antigamente, como “hermafroditas”, termo que 
não é mais usado por seu caráter pejorativo. Há várias possibilidades de intersexualidade 
(genética).
Lésbica: pessoa identificada pelo gênero feminino que s e sente atraída ou mantém rela-
ções afetivo-sexuais com pessoas do mesmo gênero.
Lesbofobia: violência e preconceito direcionado especificamente às lésbicas por conta de 
sua sexualidade.
Não-Binário: pessoa que não se identifica no binarismo “homem ou mulher”. Um espectro 
de identidades e expressões, baseado na rejeição da ideia simplista que o gênero é, estrita-
mente, uma opção baseada no sexo atribuído no nascimento de acordo com a aparência visual 
dos genitais.
Orientação sexual: delimita indica por qual(is) gênero(s) a pessoa se atrai, independente-
mente de sua identidade de gênero. Simboliza para quem a pessoa direciona o afeto/atração 
dela. As orientações sexuais incluem assexualidade, heterossexualidade, bissexualidade, ho-
mossexualidade, pansexualidade, entre outras.
Pansexualidade: considera-se que a pansexualidade é uma orientação sexual, assim como 
a heterossexualidade ou a homossexualidade. O prefixo “pan” vem do grego e se traduz como 
“tudo”. Significa que as pessoas pansexuais podem desenvolver atração física, amor e desejo 
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sexual por outras pessoas, independentemente de sua identidade de gênero ou sexo biológico. 
A pansexualidade é uma orientação que rejeita especificamente a noção de dois gêneros e até 
de orientação sexual específica.
Processo Transexualizador: trata-se das modificações possíveis que algumas pessoas 
trans optam por efetivar para adequarem sua corporeidade ao seu gênero. Não se restringem 
às cirurgias (uma das possibilidades), mas quaisquer intervenções que viabilizem um papel de 
gênero almejado por cada indivíduo. Algumas pessoas podem se referir ao termo “transição de 
gênero”, mas é termo questionado, uma vez que pode denotar situação temporária e instável.
Polissexual: pessoa que se relaciona com pessoas de vários gêneros.
Queer: palavra utilizada para denominar uma pessoa fora do espectro da heterossexuali-
dade, que não se identifica no binarismo de gênero (homem ou mulher). O termo surgiu nos 
anos 80, nos Estados Unidos, e significa, em gíria inglesa, “estranho”, “ridículo”, “excêntrico”, 
“raro”, “extraordinário”. As pessoas não-binárias são uma vertente do Movimento Queer, visto 
que o não-binarismo é um termo que se fala mais recentemente. Logo, o conceito se propõe 
a questionar o que entendemos como verdade, ou seja, uma essência do que é o masculino, o 
que é o feminino e do que é do desejo.
Sexo biológico: definido por características cromossômicas específicas, que determinam, 
entre outras coisas, os órgãos sexuais dos indivíduos. É a estrutura biológica que, de acordo 
com nossa sociedade, delimita nosso gênero ao nascer. Exemplo: se há vagina, ovários e útero, 
o corpo é classificado como de mulher.
Simpatizante (gay friendly): é um termo usado para referir-se a lugares, políticas, pessoas 
ou instituições que procuram ativamente a criação de um ambiente confortável para as pesso-
as LGBTQIA+. O termo fazia parte da sigla GLS, que se popularizou por designar, em uma única 
sigla, não só os “gays” e “lésbicas”, mas também aqueles que, independentemente de orien-
tação sexual ou identidade de gênero, são solidários, abertos e “simpatizantes” em relação à 
diversidade LGBTQIA+.
Terceiro Gênero: pessoa que não se identifica nem como homem, nem como mulher (em 
uma sociedade binária), mas com um novo gênero que tem características próprias e singula-
res, não cabendo classificações.
Trans: termo genérico (guarda-chuva), que designa todos os indivíduos que não têm a vi-
vência do gênero que lhes atribuíram ao nascimento. São as pessoas transgênero: mulheres 
transexuais, homens transexuais, gênero queer, travestis, não-binárias, etc.
Transformista: indivíduo que se veste com roupas de um gênero diferente do seu sexo 
biológico, movido por questões artísticas.
Transgênero: pessoa que transita entre os gêneros, e cuja identidade de gênero não se 
limita às definições convencionais de sexualidade.
Transexual: indivíduos que buscam, de alguma forma, modificações diversas para se sen-
tirem mais confortáveis com sua corporeidade. Pessoas transexuais sentem que seu corpo 
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não está adequado ao que são e querem adequá-lo ao gênero que têm de si. Esta adequação 
pode se dar, por exemplo, pelo uso de roupas, tratamentos hormonais, ou mesmo, cirurgias. 
Deve-se evitar o uso do termo de forma aleatória, preferencialmente, deve-se utilizar “mulher 
transexual” ou “homem transexual”.
Transfobia: violência em suas mais diversas formas (psíquicas, físicas, verbais) e discrimi-
nação que atingem especificamente as pessoas transgênero.
Travesti: não há uma definição única e exata para o conceito de travesti, antes delimitado 
por pessoas que performavam um gênero diferente do designado ao nascer, mas que não fa-
ziam intervenções cirúrgicas que caracterizam oficialmente a transexualidade. Atualmente, o 
termo travesti adquiriu um teor político de ressignificação de termo historicamente tido como 
pejorativo.Ser travesti é diferente de “estar travestido”: se travestir se resume a vestir roupas 
e acessórios, enquanto ser travesti é uma identidade de gênero. Usado para a pessoa que se 
identifica com o gênero feminino, sendo correto dizer “a travesti” e não “o travesti”.
Um ponto a ser destacado é que todas as políticas públicas destinadas a defender e asse-
gurar direitos e proteção às pessoas LGBTQIA+ são decorrência direta do fundamento consti-
tucional da dignidade da pessoa humana.
Não é exagero afirmar que a dignidade da pessoa humana trata-se de princípio funda-
mental extremamente utilizado tanto pelo legislador constituinte quanto pelo Supremo Tribu-
nal Federal.
Neste último caso, o fundamento pauta as decisões do órgão no controle das normas 
editadas. Para o legislador, serve de parâmetro para uma série de dispositivos da Constituição 
Federal, dentre os quais merece destaque os direitos e as garantias fundamentais.
Como exemplo de utilização da dignidade da pessoa humana, podemos citar duas impor-
tantes Súmulas Vinculantes do STF, a saber:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula Vinculante 11: Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fun-
dado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso 
ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade 
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 disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato pro-
cessual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.
JURISPRUDÊNCIA
Súmula Vinculante 25: A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manu-
tenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar, nessa 
hipótese, os parâmetros fixados no RE 641.320/RS.
Além disso, podemos citar importantes decisões tomadas pelo STF e que decorrem da 
dignidade da pessoa humana:
a) O direito à igualdade sem discriminações abranger a identidade ou a expressão de gênero;
b) As inúmeras políticas de inclusão, como as cotas para diversas classes de pessoas;
c) A possibilidade de realização de pesquisas com células-tronco embrionárias;
d) A impossibilidade, por violar a dignidade da pessoa humana, de submissão compulsória 
do pai ao exame de DNA;
e) A legitimidade da união homoafetiva como entidade familiar;
6.2. pAutAs DeFenDiDAs
No âmbito do Ministério Público de Pernambuco (MP-PE), o Núcleo de Direitos LGBT foi 
instituído pela Portaria PGJ N.1.151/2021. De acordo com a mencionada norma jurídica, o 
Núcleo atua na formulação e auxílio à implementação de ações institucionais para garantir 
o direito à liberdade de orientação sexual e à identidade de gênero, tendo como atribuições:
a) propor e acompanhar a execução das políticas institucionais relacionadas à promoção 
dos direitos à liberdade de orientação sexual e identidade de gênero;
b) produzir material de conteúdo técnico para auxiliar a atuação ministerial sobre a temática;
c) organizar campanhas relacionadas à conscientização sobre o direito à liberdade de 
orientação sexual e identidade de gênero;
d) propor à Procuradoria-Geral de Justiça a celebração de convênios de cooperação técni-
ca sobre o tema, bem como zelar pelo cumprimento das obrigações deles decorrentes;
e) promover articulação com servidores e membros do MPPE quanto à temática da liber-
dade de orientação sexual e identidade de gênero, inclusive por meio de cursos de capacitação 
em parceria com a Escola Superior do MPPE;
f) propor e desenvolver ações em parceria com instituições governamentais e não gover-
namentais para a promoção do direito à liberdade de orientação sexual e identidade de gênero;
g) produzir, organizar e disseminar dados de estudos, pesquisas, publicações e seminários 
acerca do tema;
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h) colaborar com órgãos e entidades públicas e privadas nas ações para a promoção do 
direito à liberdade de orientação sexual e identidade de gênero;
i) acompanhar, por meio de relatórios de autoridades policias e administrativas, a estatísti-
ca sobre crimes e outras ofensas à ordem jurídica relacionada à sua área de atuação.
6.3. A iDentiDADe De Gênero e outros Direitos
A identidade de gênero trata-se de um conceito amplo, podendo ser entendida como a 
forma como a pessoa se sente, age, se veste, se comporta e interage, de acordo com as carac-
terísticas consideradas masculinas e/ou femininas, independente do sexo biológico ou orien-
tação afetiva-sexual.
De acordo com a já mencionada cartilha do Ministério Público de São Paulo “Direito e Diver-
sidade – Volume I”, (http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/redes/valorizacao_diversida-
de/cartilhas), uma série de informações importantes podem ser encontradas, a saber:
a) Gênero, teoria de gênero, ideologia de gênero e expressões afins têm mobilizado uma sé-
rie de iniciativas contrárias à inclusão da temática nas escolas, na crença de que são ameaças 
aos valores morais tradicionais e à família brasileira.
b) Estudiosos e pesquisadores questionam tais movimentos, apontando haver uma confu-
são entre as discussões de gênero com o que intitulam “ideologia”, causando pânico moral e 
marginalizando os grupos mais vulneráveis, diretamente afetos a tais estudos, quais sejam, os 
movimentos feministas e LGBTQIA+.
No âmbito judicial, igualmente tivemos importantes decisões relacionadas com a temática 
aqui abordada.
No julgamento da ADPF 457, o STF fixou a tese de que “É inconstitucional lei munici-
pal que proíba a divulgação de material com referência a “ideologia de gênero” nas escolas 
municipais”.
JURISPRUDÊNCIA
EMENTA: ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. DIREITO 
CONSTITUCIONAL. LEI 1.516/2015 DO MUNICÍPIO DE NOVO GAMA – GO. PROIBIÇÃO DE 
DIVULGAÇÃO DE MATERIAL COM INFORMAÇÃO DE IDEOLOGIA DE GÊNERO EM ESCO-
LAS MUNICIPAIS. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA PRIVATIVA LEGISLATIVA DA UNIÃO. 
DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (ART. 22, XXIV, CF). VIOLAÇÃO AOS PRIN-
CÍPIOS ATINENTES À LIBERDADE DE APREENDER, ENSINAR, PESQUISAR E DIVULGAR O 
PENSAMENTO A ARTE E O SABER (ART. 206, II, CF), E AO PLURALISMO DE IDEIAS E DE 
CONCEPÇÕES PEDAGOGICAS (ART. 206, III, CF). PROIBIÇÃO DA CENSURA EM ATIVIDADES 
CULTURAIS E LIBERDADE DE EXPRESSÃO (ART. 5º, IX, CF). DIREITO À IGUALDADE (ART. 5º, 
CAPUT, CF). DEVER ESTATAL NA PROMOÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMBATE À 
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DESIGUALDADE E À DISCRIMINAÇÃO DE MINORIAS. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL 
E MATERIAL RECONHECIDAS. PROCEDÊNCIA. 1. Compete privativamenteà União legislar 
sobre diretrizes e bases da educação nacional (CF, art. 22, XXIV), de modo que os Municípios 
não têm competência legislativa para a edição de normas que tratem de currículos, conte-
údos programáticos, metodologia de ensino ou modo de exercício da atividade docente. A 
eventual necessidade de suplementação da legislação federal, com vistas a` regulamentação 
de interesse local (art. 30, I e II, CF), não justifica a proibição de conteúdo pedagógico, não 
correspondente às diretrizes fixadas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 
9.394/1996). Inconstitucionalidade formal. 2. O exercício da jurisdição constitucional baseia-
-se na necessidade de respeito absoluto à Constituição Federal, havendo, na evolução das 
Democracias modernas, a imprescindível necessidade de proteger a efetividade dos direitos 
e garantias fundamentais, em especial das minorias. 3. Regentes da ministração do ensino 
no País, os princípios atinentes à liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pen-
samento, a arte e o saber (art. 206, II, CF) e ao pluralismo de ideias e de concepções peda-
gógicas (art. 206, III, CF), amplamente reconduzíveis à proibição da censura em atividades 
culturais em geral e, consequentemente, à liberdade de expressão (art. 5º, IX, CF), não se 
direcionam apenas a proteger as opiniões supostamente verdadeiras, admiráveis ou conven-
cionais, mas também aquelas eventualmente não compartilhada pelas maiorias. 4. Ao aderir 
à imposição do silêncio, da censura e, de modo mais abrangente, do obscurantismo como 
estratégias discursivas dominantes, de modo a enfraquecer ainda mais a fronteira entre hete-
ronormatividade e homofobia, a Lei municipal impugnada contrariou um dos objetivos fun-
damentais da República Federativa do Brasil, relacionado à promoção do bem de todos (art. 
3º, IV, CF), e, por consequência, o princípio segundo o qual todos são iguais perante a lei, sem 
distinção de qualquer natureza (art. 5º, caput, CF). 5. A Lei 1.516/2015 do Município de Novo 
Gama – GO, ao proibir a divulgação de material com referência a ideologia de gênero nas 
escolas municipais, não cumpre com o dever estatal de promover políticas de inclusão e de 
igualdade, contribuindo para a manutenção da discriminação com base na orientação sexual 
e identidade de gênero. Inconstitucionalidade material reconhecida. 6. Arguição de descum-
primento de preceito fundamental julgada procedente.
No julgamento da ADI 4275, o STF reconheceu às pessoas trans o direito de alteração no 
registro civil sem a necessidade de cirurgia de transgenitalização ou de autorização judicial.
JURISPRUDÊNCIA
Os transgêneros, que assim o desejarem, independentemente da cirurgia de transgenita-
lização, ou da realização de tratamentos hormonais ou patologizantes, possuem o direito 
à alteração do prenome e do gênero (sexo) diretamente no registro civil. STF. Plenário. 
ADI 4275/DF.
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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Nesta importante decisão, três foram as premissas utilizadas pelo STF, sendo elas:
a) O direito à igualdade sem discriminações abrange a identidade ou a expressão de gênero. 
O respeito à identidade de gênero é, desta forma, decorrência direta do princípio da igualdade.
b) A identidade de gênero é uma manifestação da própria personalidade da pessoa huma-
na. Sendo assim, cabe ao Poder Público apenas o papel de reconhecê-la, nunca de constituí-la. 
Isso implica em afirmar, em outros termos, que o Estado não diz o gênero da pessoa, ele deve 
apenas reconhecer o gênero que a pessoa se enxerga.
c) A pessoa não deve provar o que é, e o Estado não deve condicionar a expressão da iden-
tidade a qualquer tipo de modelo, ainda que meramente procedimental. Consequentemente, a 
alteração dos assentos no registro público depende apenas da livre manifestação de vontade 
da pessoa que visa expressar sua identidade de gênero.
Na ADPF 787, o ministro Gilmar Mendes determinou que o Ministério da Saúde, no prazo de 
30 dias, adote uma série de medidas para garantir o respeito à identidade de gênero:
JURISPRUDÊNCIA
(...) Determinar que o Ministério da Saúde, no prazo de 30 (trinta) dias, proceda a todas 
as alterações necessárias nos sistemas de informação do SUS, para que marcações de 
consultas e de exames de todas as especialidades médicas sejam realizadas indepen-
dentemente do registro do sexo biológico; Ordenar ao Ministério da Saúde que, também 
no prazo de 30 (trinta) dias, informe se os Sistemas de Informação do SUS (Sistema Infor-
mações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS 
(SIA/SUS), Sistema de Informações em Saúde da Atenção Básica (SISAB), e-SUS 2.1.3.1 
e o Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do 
SUS/SIGTA) estão devidamente adaptados e atualizados para garantir o acesso a trata-
mentos médicos com base na autodeclaração de gênero dos pacientes (...)
Na ADI 5.543, o STF declarou a inconstitucionalidade de ato normativo da ANVISA que 
vedava a doação de sangue por homossexuais que tivessem tido relação sexual nos últimos 
doze meses. De acordo com a ANVISA, o fundamento era de que tais pessoas seriam integran-
tes de grupo de risco supostamente mais elevado de contaminação por doenças sexualmente 
transmissíveis.
JURISPRUDÊNCIA
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO CONSTITUCIONAL. 
ART. 64, IV, DA PORTARIA N. 158/2016 DO MINISTÉRIO DA SAÚDE E ART. 25, XXX, “D”, 
DA RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA – RDC N. 34/2014 DA ANVISA. RESTRIÇÃO 
DE DOAÇÃO DE SANGUE A GRUPOS E NÃO CONDUTAS DE RISCO. DISCRIMINAÇÃO 
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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POR ORIENTAÇÃO SEXUAL. INCONSTITUCIONALIDADE. AÇÃO DIRETA JULGADA PRO-
CEDENTE. 1. A responsabilidade com o Outro demanda realizar uma desconstrução 
do Direito posto para tornar a Justiça possível e incutir, na interpretação do Direito, o 
compromisso com um tratamento igual e digno a essas pessoas que desejam exercer 
a alteridade e doar sangue. 2. O estabelecimento de grupos – e não de condutas – de 
risco incorre em discriminação e viola a dignidade humana e o direito à igualdade, pois 
lança mão de uma interpretação consequencialista desmedida que concebe especial-
mente que homens homossexuais ou bissexuais são, apenas em razão da orientação 
sexual que vivenciam, possíveis vetores de transmissão de variadas enfermidades. Orien-
tação sexual não contamina ninguém, condutas de risco sim. 2. O princípio da dignidade 
da pessoa humana busca proteger de forma integral o sujeito na qualidade de pessoa 
vivente em sua existência concreta. A restrição à doação de sangue por homossexuais 
afronta a sua autonomia privada, pois se impede que elas exerçam plenamente suas 
escolhas de vida, com quem se relacionar, com que frequência, ainda que de maneira 
sexualmente segura e saudável; e a sua autonomia pública, pois se veda a possibilidade 
de auxiliarem àqueles que necessitam, por qualquer razão, de transfusão de sangue. 3. 
A política restritiva prevista na Portaria e na Resolução da Diretoria Colegiada, ainda que 
de forma desintencional, viola a igualdade, pois impacta desproporcionalmente sobreos 
homens homossexuais e bissexuais e/ou seus parceiros ou parceiras ao injungir-lhes a 
proibição da fruição livre e segura da própria sexualidade para exercício do ato empá-
tico de doar sangue. Trata-se de discriminação injustificável, tanto do ponto de vista do 
direito interno, quanto do ponto de vista da proteção internacional dos direitos humanos, 
à medida que pressupõem serem os homens homossexuais e bissexuais, por si só, um 
grupo de risco, sem se debruçar sobre as condutas que verdadeiramente os expõem a 
uma maior probabilidade de contágio de AIDS ou outras enfermidades a impossibilitar a 
doação de sangue. 4. Não se pode tratar os homens que fazem sexo com outros homens 
e/ou suas parceiras como sujeitos perigosos, inferiores, restringido deles a possibilidade 
de serem como são, de serem solidários, de participarem de sua comunidade política. 
Não se pode deixar de reconhecê-los como membros e partícipes de sua própria comu-
nidade. 5. Ação direta julgada procedente, para declarar a inconstitucionalidade do inciso 
IV do art. 64 da Portaria n. 158/2016 do Ministério da Saúde e da alínea “d” do inciso XXX 
do art. 25 da Resolução da Diretoria Colegiada – RDC n. 34/2014 da Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária.
Para facilitar a compreensão, relaciono a seguir as principais decisões dos tribunais no 
sentido de reconhecer à comunidade LGBTQIA+ uma série de direitos:
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
Diogo Surdi
Criminalização da 
Homofobia e da 
Transfobia
O STF reconheceu que a proteção penal às pessoas LGBTQIA+ 
é deficitária e que o Congresso Nacional está omisso. Em razão 
disso, deu-se interpretação conforme à Constituição Federal 
para enquadrar a homofobia e a transfobia nos tipos penais da 
Lei de Combate ao Racismo.
Liberdade de Expressão
O STF entende que lei estadual não pode proibir a divulgação 
de material com informação de “ideologia de gênero” em escolas 
municipais.
Mudança de Nome ou de 
Gênero
Não há necessidade de comprovação de cirurgia ou de 
autorização judicial como condição para a mudança do nome civil.
Além disso, nenhum juiz ou desembargador pode exigir a 
cirurgia de redesignação sexual como condição para alteração 
do nome ou do gênero.
Saúde
Entende o STF que viola o direito à igualdade e não 
discriminação a proibição de que homens homossexuais possam 
doar sangue.
Casamento e União 
Estável
O STF proibiu que qualquer cartório, magistrado ou tribunal do 
país discrimine as pessoas em razão do sexo, seja por motivo de 
gênero, seja de orientação sexual.
Neste sentido, o tribunal reconhece a juridicidade do casamento 
entre pessoas do mesmo sexo.
Outra importante decisão é a de que “quem vive em união 
estável goza dos mesmos direitos sucessórios que são 
conferidos às pessoas casadas”. Logo, os cônjuges em união 
homoafetiva possuem os mesmos direitos relacionados com a 
herança que as demais pessoas casadas.
7. intolerânciA reliGiosA
A proteção à liberdade religiosa trata-se de um direito fundamental constitucionalmente 
previsto. Contudo, esta liberdade não deve ser confundida com a possibilidade do Poder Públi-
co exercer qualquer tipo de prestação religiosa.
Neste contexto, o artigo 5º da Constituição Federal apresenta algumas regras basilares 
sobre o livre exercício da atividade religiosa.
Art. 5º, VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício 
dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII – é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e 
militares de internação coletiva;
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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Como o Brasil é um Estado laico, é livre à população a possibilidade de aderir a qualquer 
tipo de religião ou seita, de não aderir a nenhuma delas ou, ainda, de ser ateu ou agnóstico.
Consequentemente, o Poder Público está impedido de prestar qualquer tipo de assistên-
cia religiosa. Caso isso fosse possível, a religião ou crença propagada pelo Estado ofenderia 
as convicções daqueles que não concordassem com tal opinião.
Importante mencionar que, ainda que a Constituição Federal assegure a assistência reli-
giosa nas entidades civis e militares de internação coletiva, bem como proteja os locais de 
culto e suas liturgias, toda e qualquer prestação de assistência religiosa, em nosso país, ape-
nas poderá ser feita por particulares.
Como decorrência da laicidade do Estado, merece ser destacado a decisão do STF proferi-
da no julgamento da ADI 5.258:
JURISPRUDÊNCIA
É inconstitucional, por ofensa aos princípios da isonomia, da liberdade religiosa e da lai-
cidade do Estado, norma que obrigue a manutenção de exemplar de determinado livro de 
cunho religioso em unidades escolares e bibliotecas públicas estaduais.
Também é a Constituição Federal que estabelece, no inciso VIII do artigo 5º, que “ninguém 
será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, 
salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir 
prestação alternativa, fixada em lei”.
Estamos aqui diante da conhecida Escusa de Consciência, que ocorre, basicamente, da 
seguinte forma:
a) Inicialmente, qualquer cidadão (detentor de direitos políticos) poderá ser convocado 
para cumprir uma obrigação legal a todos imposta. Como exemplo de obrigação, temos o 
serviço militar obrigatório.
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b) Caso esta pessoa, legalmente convocada, se recuse a cumprir a obrigação alegando 
motivos de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, nenhum direito será dela pri-
vado. Neste caso, o Poder Público determinará a ela que cumpra uma prestação alternativa, 
que deverá estar previamente definida em lei.
c) Uma vez cumprida a prestação alternativa, o particular se desincumbe de sua obriga-
ção, não sofrendo nenhuma privação nos seus direitos.
d) Caso, contudo, o particular não cumpra com a prestação alternativa, sofrerá ele uma pri-
vação de seus direitos. Nesta situação, a grande controvérsia existente é se a medida implica 
em perda ou em suspensão dos direitos políticos.
Segundo o professor Alexandre de Moraes, tal situação enseja a perda dos direitos políti-
cos, uma vez que tais direitos, após o cumprimento de eventual penalidade, não são estabele-
cidos automaticamente, carecendo de pedido por parte do particular.
Por outro lado, diversos diplomas legais afirmam o oposto, ou seja, que a situação em tela 
enseja a suspensão dos direitos políticos. Neste sentido, por exemplo, é o artigo 438 do Código 
de Processo Penal:
A recusa ao serviço do júri fundada em convicção religiosa, filosóficaou política importará no dever 
de prestar serviço alternativo, sob pena de suspensão dos direitos políticos, enquanto não prestar 
o serviço imposto.
No mesmo sentido estabelece o artigo 4º, §§ 1º e 2º, da Lei n. 8.239/1991 (norma que 
regulamenta a forma como se dará a prestação social alternativa):
A recusa ou cumprimento incompleto do Serviço Alternativo, sob qualquer pretexto, por motivo de 
responsabilidade pessoal do convocado, implicará o não-fornecimento do certificado correspon-
dente, pelo prazo de dois anos após o vencimento do período estabelecido.
Findo o prazo previsto no parágrafo anterior, o certificado só será emitido após a decretação, pela 
autoridade competente, da suspensão dos direitos políticos do inadimplente, que poderá, a qualquer 
tempo, regularizar sua situação mediante cumprimento das obrigações devidas.
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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Ainda com relação à liberdade de consciência e de crença, e tendo em vista a pandemia 
decorrente do coronavírus, merece ser destacado o entendimento do STF proferido no ARE 
1.267.879:
JURISPRUDÊNCIA
É constitucional a obrigatoriedade de imunização por meio de vacina que, registrada em 
órgão de vigilância sanitária, (i) tenha sido incluída no Programa Nacional de Imuniza-
ções, ou (ii) tenha sua aplicação obrigatória determinada em lei ou (iii) seja objeto de 
determinação da União, Estado, Distrito Federal ou Município, com base em consenso 
médico-científico. Em tais casos, não se caracteriza violação à liberdade de consciência 
e de convicção filosófica dos pais ou responsáveis, nem tampouco ao poder familiar.
E como não poderia ser diferente, o preconceito ou a discriminação em razão de raça, cor, 
etnia, religião ou procedência nacional serão considerados crimes. Neste sentido, destaco a 
previsão dos artigos 1º e 20 da Lei n. 7.716/1989, com o seguinte teor:
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de
Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou 
procedência nacional.
Pena – reclusão de um a três anos e multa.
§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou 
propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo.
Pena – reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunica-
ção social ou publicação de qualquer natureza:
Pena – reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido 
deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:
I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.
§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a 
destruição do material apreendido.
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RESUMO
Os conceitos de gênero, raça e etnia, ainda que muitas vezes sejam utilizados como sinô-
nimos, possuem definições bastante diferentes.
Gênero
Conceito que é construído ao longo dos anos, ultrapassando 
a definição exclusivamente biológica. A definição de gênero 
depende do contexto social em que o particular faz parte.
Raça
Considera apenas o aspecto biológico. Indivíduos cujas 
características (cor de pelo, formato do rosto, tipo de cabelo) são 
semelhantes e transmitidas hereditariamente.
Etnia
Leva em conta não apenas o aspecto biológico, mas sim também a 
cultura, as tradições e os costumes de um povo.
Por intermédio da Lei n. 12.288, de 2010, tivemos a instituição do “Estatuto da Igualda-
de Racial”. Os objetivos a serem alcançados, com a edição da norma, são o de assegurar à 
população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos 
individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerân-
cia étnica.
É dever do Estado e da sociedade garantir a igualdade de oportunidades, reconhecendo a 
todo cidadão brasileiro, independentemente da etnia ou da cor da pele, o direito à participação 
na comunidade, especialmente nas atividades políticas, econômicas, empresariais, educacio-
nais, culturais e esportivas, defendendo sua dignidade e seus valores religiosos e culturais.
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Obs.: � Uma série de definições merece ser conhecida, a saber:
 � I – discriminação racial ou étnico-racial: toda distinção, exclusão, restrição ou prefe-
rência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por 
objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de con-
dições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômi-
co, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada;
 � II – desigualdade racial: toda situação injustificada de diferenciação de acesso e frui-
ção de bens, serviços e oportunidades, nas esferas pública e privada, em virtude de 
raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica;
 � III – desigualdade de gênero e raça: assimetria existente no âmbito da sociedade que 
acentua a distância social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais;
 � IV – população negra: o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, 
conforme o quesito cor ou raça usado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia 
e Estatística (IBGE), ou que adotam auto definição análoga;
 � V – políticas públicas: as ações, iniciativas e programas adotados pelo Estado no cum-
primento de suas atribuições institucionais;
 � VI – ações afirmativas: os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e 
pela iniciativa privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da 
igualdade de oportunidades.
Todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio, independentemente de serem 
privados ou públicos, devem incluir em sua grade curricular estudo da história geral da África 
e da história da população negra no Brasil.
No que se refere à história da população negra no Brasil, os conteúdos devem ser ministra-
dos em todo o currículo escolar, resgatando, com isso, a contribuição decisiva para o desen-
volvimento social, econômico, político e cultural do País.
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Compete ao Poder Executivo Federal a elaboração do plano nacional de promoção da 
igualdade racial, que deverá conter as metas, princípios e diretrizes para a implementação da 
Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial (PNPIR). A elaboração, implementação, 
coordenação, avaliação e acompanhamento da PNPIR, bem como a organização, articulação 
e coordenação do SINAPIR, serão efetivados pelo órgão responsável pela política de promoção 
da igualdade étnica em âmbito nacional.
A expressão “discriminação racial” significará qualquer distinção, exclusão restrição ou 
preferência baseadas em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tem por 
objetivo ou efeito anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício num mesmo plano 
(em igualdade de condição) de direitos humanos e liberdades fundamentais no domínio polí-
tico econômico, social, cultural ou em qualquer outro domínio de vida pública.
Não serão consideradas discriminação racial as medidas especiais tomadas com o único 
objetivo de assegurar progresso adequado de certos grupos raciais ou étnicos ou de indivídu-
os que necessitem da proteção que possa ser necessária para proporcionar a tais grupos ou 
indivíduos igual gozo ou exercício de direitos humanos e liberdades fundamentais, contando 
que, tais medidas não conduzam, em consequência, à manutenção de direitos separados para 
diferentes grupos raciais e não prossigam após terem sidos alcançados os seus objetivos.
Os Estados Partes especialmente condenam a segregação racial e o apartheid e com-
prometem-se a proibir e a eliminar nos territórios sob sua jurisdição todas as práticas des-
sa natureza.
Os Estados Partes assegurarão a qualquer pessoa que estiver sob sua jurisdição, proteção 
e recursos efetivos perante os tribunais nacionais e outros órgãos do Estado competentes, 
contra quaisquer atos de discriminação racial que, contrariamente à presente Convenção, vio-
larem seus direitos individuais e suas liberdades fundamentais, assim como o direito de pedir 
a esses tribunais uma satisfação ou repartição justa e adequada por qualquer dano de que foi 
vítima em decorrência de tal discriminação.
Em linhas gerais, o sexismo pode ser definido como o preconceito e a discriminação rela-
cionados com qualquer espécie de gênero ou escolha sexual. Ações sexistas são comporta-
mentos que agridem e violam a identidade sexual do particular.
Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, 
nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa huma-
na, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar 
sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.
Podemos conceituar a violência doméstica e familiar contra a mulher como qualquer ação 
ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psi-
cológico e dano moral ou patrimonial:
a) no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente 
de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;
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b) no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são 
ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa;
c) em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com 
a ofendida, independentemente de coabitação.
Assim sendo, a violência doméstica trata-se de um conceito amplo, estando caracterizada 
sempre que houver a prática de uma ação (ato de fazer) ou omissão (ato que deixar de fazer) 
que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.
Cinco são as formas de violência doméstica e familiar, a saber: violência física, violência 
psicológica, violência sexual, violência patrimonial e violência moral. Cada uma dessas formas 
apresenta conceitos que são bastante explorados pelas bancas organizadoras de concursos.
Violência física
Qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal.
Violência psicológica
Qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da 
autoestima, que prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento 
ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, 
crenças e decisões.
Esta forma de violência pode ser exercida mediante ameaça, 
constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, 
vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, 
ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir.
Violência sexual
Qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a 
participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, 
ameaça, coação ou uso da força.
Além disso, são classificadas como violência sexual as 
condutas que induzam a mulher a comercializar ou a utilizar 
a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método 
contraceptivo, que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto 
ou à prostituição ou, ainda, que limite ou anule o exercício de seus 
direitos sexuais e reprodutivos.
Como formas de exercício de tal tipo de violência, a norma cita a 
coação, a chantagem, o suborno e a manipulação.
Violência patrimonial
Qualquer conduta que configure retenção, subtração, 
destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de 
trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou 
recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas 
necessidades.
Violência moral
Qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
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Tanto o processo quanto o julgamento e a execução das causas cíveis e criminais decor-
rentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher farão uso das disposições 
do Código de Processo Penal, do Código de Processo Civil e da legislação específica rela-
tiva à criança, ao adolescente e ao idoso que não conflitem com o estabelecido na Lei Ma-
ria da Penha.
Os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, órgãos da Justiça Ordiná-
ria com competência cível e criminal, poderão ser criados pela União, no Distrito Federal e nos 
Territórios, e pelos Estados. O objetivo, com a criação, é o processo, o julgamento e a execução 
das causas decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher.
L Lésbicas
G Gays
B Bissexuais
T Transgênero (Travestis, Transexuais)
Q Queer
I Intersexuais
A Assexuais
+
Todas as pessoas não incluídas nas classificações anteriores e 
que se sintam representadas pelo movimento
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A identidade de gênero trata-se de um conceito amplo, podendo ser entendida como a 
forma como a pessoa se sente, age, se veste, se comporta e interage, de acordo com as carac-
terísticas consideradas masculinas e/ou femininas, independente do sexo biológico ou orien-
tação afetiva-sexual.
Para facilitar a compreensão, relaciono a seguir as principais decisões dos tribunais no 
sentido de reconhecer à comunidade LGBTQIA+ uma série de direitos:
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Homofobia e da 
Transfobia
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é deficitária e que o Congresso Nacional está omisso. Em razão 
disso, deu-se interpretação conforme à Constituição Federal 
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Lei de Combate ao Racismo.
Liberdade de Expressão
O STF entende que lei estadual não pode proibir a divulgação 
de material com informação de “ideologia de gênero” em escolas 
municipais.
Mudança de Nome ou de 
Gênero
Não há necessidade de comprovação de cirurgia ou de 
autorização judicial como condição para a mudança do nome 
civil.
Além disso, nenhum juiz ou desembargador pode exigir a cirurgia 
de redesignação sexual como condição para alteração do nome 
ou do gênero.
Saúde
Entende o STF que viola o direito à igualdade e não 
discriminação a proibição de que homens homossexuais possam 
doar sangue.
Casamento e União 
Estável
O STF proibiu que qualquer cartório, magistrado ou tribunal do 
país discrimine as pessoas em razão do sexo, seja por motivo de 
gênero, seja de orientação sexual.
Neste sentido, o tribunal reconhece a juridicidade do casamento 
entre pessoas do mesmo sexo.
Outra importante decisão é a de que “quem vive em união 
estável goza dos mesmos direitos sucessórios que são 
conferidos às pessoas casadas”. Logo, os cônjuges em união 
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A proteção à liberdade religiosa trata-se de um direito fundamental constitucionalmente 
previsto. Contudo, esta liberdade não deve ser confundida com a possibilidade de o Poder Pú-
blico exercer qualquer tipo de prestação religiosa.
Como o Brasil é um Estado laico, é livre à população a possibilidade de aderir a qualquer 
tipo de religião ou seita, de não aderir a nenhuma delas ou, ainda, de ser ateu ou agnóstico.
Consequentemente, o Poder Público está impedido de prestar qualquer tipo de assistên-
cia religiosa. Caso isso fosse possível, a religião ou crença propagada pelo Estado ofenderia 
as convicções daqueles que não concordassem com tal opinião.
Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica 
ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se 
a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.
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QUESTÕES DE CONCURSO
001. (INSTITUTO AOCP/EDUCADOR SOCIAL/PREF. BETIM-MG/2020) A Lei n. 11.340/2006, 
conhecida como Lei “Maria da Penha”, cria mecanismos para
a) coibir e prevenir a violência em qualquer âmbito contra a mulher.
b) prevenir a violência contra o homem.
c) prevenir e coibir a violência contra criança e adolescente.
d) coibir a violência contra a pessoa com deficiência.
e) coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
002. (SELECON/GUARDA CIVIL MUNICIPAL/PREF. BOA VISTA-RR/2020) Dan é acusado de 
injúria contra Fran, sua esposa. Ao ser enquadrado nos crimes tipificados pela Lei Maria da 
Penha (Lei n. 11.340/2006), o acusado atuou com violência:
a) física
b) moral
c) social
d) psicológica
003. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA MINISTERIAL/MPE CE/2020) A equipe de serviço so-
cial de uma unidade de saúde de alta complexidade foi procurada pela familiar de uma usuária 
do sistema e por duas profissionais da mesma instituição, que buscaram orientações sobre as 
seguintes situações.
• Paula, vinte e dois anos de idade, encontra-se hospitalizada na referida unidade de saúde 
devido a uma grave fratura. Sua irmã, Carmem, de vinte anos de idade, pediu orientações, 
afirmando que Valter, de vinte e quatro anos de idade, companheiro de Paula, impede a 
irmã de trabalhar, sob o argumento de que tem condições de sustentá-la. Carmem afirmou 
que a agressão sofrida por Paula ocorreu quando ela informou ao marido ter sido sele-
cionada em uma entrevista de emprego. O companheiro arrancou a carteira de trabalho e 
previdência social (CTPS) que estava nas mãos de Paula, o que ocasionou a queda dela e 
a consequente fratura. Com medo da reação do marido, Paula preferiu informar aos profis-
sionais que a fratura havia sido fruto de uma queda no banheiro de sua casa.
• Érica e Carla, respectivamente, enfermeira e médica da unidade de geriatria da instituição 
em questão, disseram que Cláudio, de cinquenta e cinco anos de idade, acompanhante e 
único filho do Sr. Ozório, de oitenta e cinco anos de idade, que se encontra em cuidados 
paliativos, deixou de acompanhar o pai, sem avisar e não atende às ligações telefônicas 
realizadas pela equipe. Segundo relatos de acompanhantes de outros usuários inter-
nados na mesma enfermaria, Cláudio costumava dizer que não via mais sentido em 
acompanhar o pai e que ia cuidar de sua vida, retornando a sua cidade — um município 
localizado a mais de 1.000 km da cidade onde o genitor encontra-se hospitalizado.
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A respeito dessa situação hipotética, julgue o próximo item, no que tange às Leis n. 10.741/2003 
e n. 11.340/2006 e ao enfrentamento do serviço social quanto às expressões da questão social.
A situação relatada por Carmem pode ser considerada como uma forma patrimonial de violên-
cia familiar contra Paula.
004. (INSTITUTO AOCP/EDUCADOR SOCIAL/PREF. BETIM-MG/2020) De acordo com a Lei 
“Maria da Penha” (Lei n. 11.340/2006), qualquer conduta que configure perturbação do pleno 
desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar as ações da mulher, dentre outros fatores, 
é uma forma de violência
a) física.
b) sexual.
c) psicológica.
d) patrimonial.
e) moral.
005. (VUNESP/COORDENADOR DO CENTRO DE REFERÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL/ 
PREF. CANANÉIA-SP/2020) A violência contra a mulher pode ser compreendida como resul-
tado da estruturação na sociedade de um tipo de relação em que todas as formas dessa vio-
lência encontram um denominador comum: o patriarcado. Para coibir a violência doméstica e 
familiar contra a mulher, a Lei n. 11.340/2006, Lei Maria da Penha, cria mecanismos para tanto. 
De acordo com o art. 5º dessa Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher 
qualquer ação ou omissãobaseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, 
sexual ou psicológico e dano moral ou
a) afetivo.
b) específico.
c) patrimonial.
d) subjetivo.
e) permanente.
006. (VUNESP/ASSISTENTE SOCIAL/EBSERH/2020) A violência contra a mulher ocorre 
além das relações conjugais e familiares, sendo múltiplas as manifestações e situações que 
a caracterizam. Essa categoria “violência contra a mulher” embora revestida de complexidade 
conceitual, é compreendida como instrumento de controle sobre os corpos femininos, que 
abriga um repertório de práticas diversas em intensidade e extensão. A violência pode ser 
física, sexual, psicológica, patrimonial, entre outras. A Lei Maria da Penha (artigo 1º) cria me-
canismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher e estabelece 
medidas de assistência e proteção à vítima. O artigo 7º, V, da referida lei estabelece, entre as 
formas de violência contra a mulher, a violência moral, compreendida como qualquer conduta 
que configure calúnia, difamação ou
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a) prejuízo.
b) limitação.
c) injúria.
d) inconformismo.
e) desesperança.
007. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA MINISTERIAL/MPE CE/2020) A equipe de serviço so-
cial de uma unidade de saúde de alta complexidade foi procurada pela familiar de uma usuária 
do sistema e por duas profissionais da mesma instituição, que buscaram orientações sobre as 
seguintes situações.
• Paula, vinte e dois anos de idade, encontra-se hospitalizada na referida unidade de saú-
de devido a uma grave fratura. Sua irmã, Carmem, de vinte anos de idade, pediu orien-
tações, afirmando que Valter, de vinte e quatro anos de idade, companheiro de Paula, 
impede a irmã de trabalhar, sob o argumento de que tem condições de sustentá-la. Car-
mem afirmou que a agressão sofrida por Paula ocorreu quando ela informou ao marido 
ter sido selecionada em uma entrevista de emprego. O companheiro arrancou a carteira 
de trabalho e previdência social (CTPS) que estava nas mãos de Paula, o que ocasionou 
a queda dela e a consequente fratura. Com medo da reação do marido, Paula preferiu 
informar aos profissionais que a fratura havia sido fruto de uma queda no banheiro de 
sua casa.
• Érica e Carla, respectivamente, enfermeira e médica da unidade de geriatria da instituição 
em questão, disseram que Cláudio, de cinquenta e cinco anos de idade, acompanhante e 
único filho do Sr. Ozório, de oitenta e cinco anos de idade, que se encontra em cuidados 
paliativos, deixou de acompanhar o pai, sem avisar e não atende às ligações telefônicas 
realizadas pela equipe. Segundo relatos de acompanhantes de outros usuários inter-
nados na mesma enfermaria, Cláudio costumava dizer que não via mais sentido em 
acompanhar o pai e que ia cuidar de sua vida, retornando a sua cidade — um município 
localizado a mais de 1.000 km da cidade onde o genitor encontra-se hospitalizado.
A respeito dessa situação hipotética, julgue o próximo item, no que tange às Leis n. 10.741/2003 
e n. 11.340/2006 e ao enfrentamento do serviço social quanto às expressões da questão social.
Caso seja comprovada a violência de Valter contra Paula, fica ele obrigado a ressarcir todos os 
danos causados, inclusive ao SUS, de acordo com a tabela SUS, os custos relativos aos servi-
ços prestados no tratamento de sua companheira.
008. (VUNESP/ORIENTADOR SOCIAL/PREF. CANANÉIA-SP/2020) A violência doméstica 
contra a mulher faz parte de uma realidade que amedronta o público feminino e viola seus 
direitos nas mais variadas idades, etnias e estratos sociais. No Brasil, a Lei n. 11.340/2006, 
representa uma possibilidade jurídica para resguardar os direitos da mulher. Em se tratando do 
atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, a Lei Maria da Penha, em 
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seu artigo 11, I, determina que a autoridade policial deverá, entre outras providências, garantir 
proteção policial, quando necessário, comunicando de imediato ao Ministério Público e
a) à família de origem.
b) ao Conselho da Mulher.
c) ao Poder Judiciário.
d) ao Conselho de Assistência Social.
e) ao Advogado de defesa.
009. (VUNESP/ASSISTENTE SOCIAL/EBSERH/2020) A Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2016), 
em seu artigo 12, determina que, em todos os casos de violência doméstica e familiar contra 
a mulher, seja elaborado o registro da ocorrência, e a autoridade policial deverá, entre outros 
procedimentos: ouvir a ofendida, lavrar o boletim de ocorrência, tomar a representação a termo 
e colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e de suas circunstâncias. 
Ainda de acordo com o referido artigo (VII – § 3º), define que os laudos ou prontuários médicos 
fornecidos por hospitais e postos de saúde serão admitidos como
a) meios de prova.
b) elementos necessários.
c) material sigiloso.
d) condicionantes compulsórios.
e) instrumentos legais.
010. (QUADRIX/AGENTE FISCAL/CRESS 12-SC/2019) No Brasil, mulheres de todas as ida-
des, classes e raças e vários níveis de escolaridade são atingidas pela violência de gênero. 
A Lei Maria da Penha constitui um importante instrumento para enfrentar e coibir a violência 
doméstica e familiar contra a mulher.
No que concerne à Lei Maria da Penha, julgue o item.
Realizar o encaminhamento da mulher vítima de violência doméstica ao hospital ou posto de 
saúde e ao Instituto Médico Legal configura uma das providências da autoridade policial no 
atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar.
011. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA MINISTERIAL/MPE CE/2020) A equipe de serviço so-
cial de uma unidade de saúde de alta complexidade foi procurada pela familiar de uma usuária 
do sistema e por duas profissionais da mesma instituição, que buscaram orientações sobre as 
seguintes situações.
• Paula, vinte e dois anos de idade, encontra-se hospitalizada na referida unidade de saú-
de devido a uma grave fratura. Sua irmã, Carmem, de vinte anos de idade, pediu orien-
tações, afirmando que Valter, de vinte e quatro anos de idade, companheiro de Paula, 
impede a irmã de trabalhar, sob o argumento de que tem condições de sustentá-la. Car-
mem afirmou que a agressão sofrida por Paula ocorreu quando ela informou ao marido 
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ter sido selecionada em uma entrevista de emprego. O companheiro arrancou a carteira 
de trabalho e previdência social (CTPS) que estava nas mãos de Paula, o que ocasionou 
a queda dela e a consequente fratura. Com medo da reação do marido, Paula preferiu 
informar aos profissionais que a fratura havia sido fruto de uma queda no banheiro de 
sua casa.
• Érica e Carla, respectivamente, enfermeira e médica da unidade de geriatriada instituição 
em questão, disseram que Cláudio, de cinquenta e cinco anos de idade, acompanhante e 
único filho do Sr. Ozório, de oitenta e cinco anos de idade, que se encontra em cuidados 
paliativos, deixou de acompanhar o pai, sem avisar e não atende às ligações telefônicas 
realizadas pela equipe. Segundo relatos de acompanhantes de outros usuários inter-
nados na mesma enfermaria, Cláudio costumava dizer que não via mais sentido em 
acompanhar o pai e que ia cuidar de sua vida, retornando a sua cidade — um município 
localizado a mais de 1.000 km da cidade onde o genitor encontra-se hospitalizado.
A respeito dessa situação hipotética, julgue o próximo item, no que tange às Leis n. 10.741/2003 
e n. 11.340/2006 e ao enfrentamento do serviço social quanto às expressões da questão social.
Penas privativas de liberdade aplicáveis a violências como as supostamente cometidas por 
Valter podem ser substituídas por prestação pecuniária.
012. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO MINISTERIAL/MPE CE/2020) Mário, após ingerir bebida 
alcoólica em uma festa, agrediu um casal de namorados, o que resultou na morte do rapaz, 
devido à gravidade das lesões. A moça sofreu lesões leves.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Mário praticou lesão corporal leve contra a moça, sendo, nesse caso, admitida a renúncia à 
representação apenas perante o juiz, conforme prevê a Lei Maria da Penha.
013. (SELECON/GUARDA CIVIL MUNICIPAL/PREF. BOA VISTA-RR/2020) Gegê é preso por 
ter praticado crime previsto na Lei Maria da Penha, sendo requerido o relaxamento de sua 
prisão pelo advogado de defesa. Nos termos da Lei Maria da Penha, nos casos de risco à 
integridade física da ofendida ou à efetividade da medida protetiva de urgência, não será con-
cedido(a) ao preso:
a) afastamento do lar
b) direito a interrogatório
c) liberdade provisória
d) arrolamento de testemunhas
014. (QUADRIX/ESPECIALISTA EM PSICOLOGIA JURÍDICA/CFP/2020) As medidas proteti-
vas de urgência asseguradas pela Lei Maria da Penha poderão ser concedidas
a) pelo juiz, a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida.
b) pelo Ministério Público.
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c) pela autoridade policial.
d) a pedido da parte ofendida e corroboradas pelo juiz.
e) pela parte ofendida.
015. (INSTITUTO AOCP/AGENTE SOCIAL/PREF. NOVO HAMBURGO-RS/2020) No âmbito 
da violência contra mulher, descumprir a decisão judicial que defere medidas protetivas de 
urgência é considerado
a) ato Infracional com cumprimento de liberdade assistida.
b) crime com pena de detenção de três meses a dois anos.
c) contravenção Penal com pagamento de multas e cestas básicas.
d) crime, dependendo da competência civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas.
e) crime apenas na hipótese de prisão em flagrante.
016. (IADES/ENFERMEIRO/SEASTER-PA/2019) A Lei n. 11.340/2006, chamada Lei Maria da 
Penha, cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, 
bem como estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violên-
cia doméstica e familiar. Para efeitos de proteção da lei, é considerada violência doméstica 
contra a mulher
a) qualquer ação ou omissão com base no critério biológico de diferença sexual que lhe cause 
morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.
b) qualquer ação ou omissão com base no patrimônio que lhe cause morte, lesão, sofrimento 
físico, sexual ou psicológico e dano moral.
c) qualquer ação ou omissão com base no gênero que lhe cause apenas morte.
d) qualquer ação ou omissão com base no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físi-
co, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.
e) qualquer ação ou omissão com base no gênero que lhe cause apenas lesão leve.
017. (IADES/TÉCNICO DE ENFERMAGEM/SEASTER–PA/2019) A Lei n. 11.340/2006, deno-
minada Lei Maria da Penha, cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e 
familiar contra a mulher, bem como estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres 
em situação de violência doméstica e familiar. Para efeitos de proteção da lei, a criação das 
condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos compete
a) ao companheiro e à família.
b) à família e ao Poder Judiciário.
c) à família, à sociedade e ao poder público.
d) à sociedade e ao companheiro.
e) aos filhos e ao Estado.
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018. (IADES/SOLDADO/PM DF/2018) A Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006) consubstan-
cia proteção de gênero, criando mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar con-
tra a mulher. Nesse sentido, o diploma normativo contempla uma série de garantias e direitos, 
pois a respectiva violação constitui grave ofensa aos direitos humanos. De acordo com a lei 
em comento, assinale a alternativa correta.
a) Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata essa 
Lei, só será admitida a renúncia à representação perante a autoridade policial, em audiência 
especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia.
b) Os institutos despenalizadores da Lei dos Juizados Especiais Criminais são aplicados; por-
tanto, são possíveis penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a 
substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa.
c) A violência moral é entendida como qualquer conduta que cause à mulher dano emocional 
e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou 
que vise a degradar ou controlar suas ações, seus comportamentos, suas crenças e deci-
sões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância 
constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limita-
ção do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e 
à autodeterminação.
d) As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz, a requerimento do Mi-
nistério Público ou a pedido da ofendida.
e) A violência psicológica, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação 
ou injúria, é uma das formas de violência contra a mulher.
019. (IADES/SOLDADO/PM DF/2018) Joana e Marcos mantiveram um relacionamento amo-
roso durante 12 anos. O término da relação ocorreu em razão do ciúme descontrolado de Mar-
cos e da respectiva tentativa constante de controle sobre o corpo, o modo de agir e a mente da 
então companheira, culminando em agressões de ordem psicológica e caracterizando, portan-
to, um ciclo de violência doméstica.
Considerando a situação hipotética apresentada e com base na Lei Maria da Penha, assinale 
a alternativa correta.
a) A coabitação é um requisito para aplicação da Lei Maria da Penha.
b) A competência dos processos cíveis, por opção do ofensor, será do respectivo domicílio ou 
da respectiva residência, do lugar do fato em que baseou a demanda e do domicílio da ofendida.
c) A prisão preventiva do agressor, em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução crimi-
nal, deverá ser determinada pela autoridade policial competente.
d) A pena de cesta básica eoutras de caráter pecuniário, bem como os institutos despenaliza-
dores da Lei Maria da Penha, são aplicáveis aos processos da própria competência.
e) O ciclo de violência doméstica é uma forma de violação dos direitos humanos.
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020. (IADES/SOLDADO/PM DF/2018) A Lei n. 11.340/2006, denominada Lei Maria da Penha, 
define violência doméstica e familiar contra a mulher como qualquer ação ou omissão, com 
base no gênero, que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico ou dano 
moral ou patrimonial. Segundo essa lei, é considerada violência doméstica e familiar contra a 
mulher toda ação ou omissão ocorrida no âmbito da (s)
a) unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio esporádico e eventual de 
pessoas com vínculo familiar.
b) família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se conside-
ram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa.
c) relações de trabalho em que o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida.
d) relações sociais, compreendidas como quaisquer espaços de convívio de vizinhança.
e) relação afetiva entre pessoas do sexo masculino.
021. (IBFC/SOLDADO/PM BA/2017) Assinale a alternativa correta sobre o que a Lei Fede-
ral n. 11.340, de 07/08/2006, conhecida como “Lei Maria da Penha” prevê, respectivamente, 
como qualquer conduta que configure destruição parcial ou total de objetos da mulher pelo seu 
agressor e como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
a) Violência física e Violência psicológica
b) Violência moral e Violência psicológica
c) Violência psicológica e Violência moral
d) Violência moral e Violência física
e) Violência patrimonial e Violência moral
022. (FCC/OFICIAL DE POLÍCIA CIVIL/PC AP/2017) NÃO constitui medida protetiva de ur-
gência prevista na Lei n. 11.340/2006 − Lei Maria da Penha
a) a prestação de alimentos provisórios.
b) a proibição de contato com a ofendida.
c) o afastamento dos familiares da ofendida, com fixação de limite mínimo de distância.
d) a suspensão de visitas aos dependentes menores.
e) o afastamento de cargo ou função pública.
023. (IBADE/ASSISTENTE SOCIAL/IPERON/2017) A Lei Maria da Penha, Lei n. 11.340/2006, 
define no Artigo 5º violência doméstica e familiar contra a mulher “qualquer ação ou omissão 
baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano 
moral ou patrimonial”.
Nela, a unidade doméstica é compreendida como o espaço de convívio de pessoas:
a) de laços consanguíneos ou não, desde que haja convivência sistemática.
b) com vínculo matrimonial.
c) com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas.
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d) exclusivamente que tenham vínculo familiar.
e) cujo convívio seja, necessariamente frequente.
024. (IBADE/ASSISTENTE SOCIAL/SEJUDH MT/2017) Visando preservar a integridade físi-
ca e psicológica da mulher vítima de violência doméstica, o juiz pode assegurar, em consonân-
cia com a Lei Maria da Penha, Lei n. 11.340/2006, a manutenção do vínculo trabalhista, quando 
necessário o afastamento da vítima de seu local de trabalho, por até:
a) 3 meses.
b) 30 dias.
c) 45 dias.
d) 1 ano.
e) 6 meses.
025. (IBADE/ASSISTENTE SOCIAL/SEJUDH MT/2017) As medidas protetivas de urgência 
à mulher vítima de violência doméstica, de acordo com a Lei Maria da Penha, poderão ser 
concedidas:
a) de imediato.
b) só com a manifestação do Ministério Público.
c) após autorizado pelo Ministério Público.
d) em 48 horas.
e) dependendo da audiência das partes.
026. (VUNESP/CUIDADOR SOCIAL/PREF. SERTÃOZINHO-SP/2016) De acordo com a Lei 
n. 11.340/06, no artigo 5º (I, II, III), a violência doméstica e familiar contra a mulher é qualquer 
ação ou omissão baseada no gênero, que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou 
psicológico e dano moral ou patrimonial ocorrida no âmbito da unidade doméstica, da família e
a) no contexto do trabalho.
b) em locais públicos.
c) em qualquer espaço privado.
d) em qualquer relação íntima de afeto.
e) no cotidiano da escola.
027. (IBFC/SOLDADO/PM BA/2020) A Lei Federal n. 12.288/2010, institui o Estatuto da Igual-
dade Racial, destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunida-
des, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação 
e às demais formas de intolerância étnica. Nos termos da lei, assinale a alternativa que indica 
corretamente o sentido de desigualdade de gênero e raça.
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a) o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, conforme o quesito cor ou 
raça usado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou que adotam 
autodefinição análoga.
b) toda situação injustificada de diferenciação de acesso e fruição de bens, serviços e oportu-
nidades, nas esferas pública e privada, em virtude de raça, cor, descendência ou origem nacio-
nal ou étnica.
c) toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou 
origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo 
ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais 
nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública 
ou privada.
d) Os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela iniciativa privada para a 
correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades.
e) Assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a distância social entre mulheres 
negras e os demais segmentos sociais.
028. (FCC/ANALISTA LEGISLATIVO/ALAP/2020) Ao analisar um programa estadual na área 
habitacional, no que se refere ao acesso à moradia da população negra, conforme as prerroga-
tivas do Estatuto da Igualdade Racial, será observado que
a) deve ocorrer a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à moradia ade-
quada da população negra que vive em favelas, cortiços, áreas urbanas subutilizadas, degra-
dadas ou em processo de degradação, a fim de reintegrá-las à dinâmica urbana e promover 
melhorias no ambiente e na qualidade de vida.
b) o direito à moradia deve se restringir ao provimento habitacional, considerando que a legis-
lação em tela é omissa quanto à viabilização da infraestrutura urbana.
c) a viabilização da assistência técnica e jurídica para a construção, fica a critério da Secretaria 
Estadual de Habitação, condicionada à disponibilidade orçamentária, considerando que não há 
essa previsão na referida legislação.
d) é vedada a participação de organizações e movimentos representativos dapopulação negra 
na composição dos conselhos constituídos para essa finalidade, para que não haja privilégio, 
em se tratando de recursos provenientes do Fundo Nacional de Habitação de Interesse So-
cial (FNHIS).
e) a viabilização de equipamentos comunitários associados à função habitacional é uma res-
ponsabilidade que deve recair sobre a comunidade e não sobre o Poder Público.
029. (FUNDATEC/MÉDICO DO TRABALHO/CEEE DISTRIBUIÇÃO/2019) Conforme Lei Fede-
ral n. 12.288/2010, em relação aos objetivos da Política Nacional de Saúde Integral da Popula-
ção Negra, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
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(  ) � Fomento à realização de estudos e pesquisas sobre racismo e saúde da população 
negra.
(  ) � Inclusão do conteúdo da saúde da população negra nos processos de formação e edu-
cação permanente dos trabalhadores da saúde.
(  ) � Promoção da saúde integral da população negra, priorizando a redução das desigualda-
des étnicas e o combate à discriminação nas instituições e serviços do SUS.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
a) F – F – F.
b) F – V – V.
c) V – F – F.
d) V – F – V.
e) V – V – V.
030. (FUNDATEC/TÉCNICO EM ENFERMAGEM/CEEE DISTRIBUIÇÃO/2019) Conforme Lei 
Federal n. 12.288/2010, que institui o Estatuto da Igualdade Racial, o poder público fomentará 
o pleno acesso da população negra às práticas desportivas, consolidando o esporte e o lazer 
como direitos sociais. É uma atividade, que surgiu no Brasil como uma forma de resistência 
dos escravos trazidos da África na época colonial, além de ser utilizada para defesa física, foi 
uma forma de resguardar a identidade dos escravos africanos. Consolidou-se principalmente 
no Quilombo dos Palmares. Pela lei, ela deve ser reconhecida como desporto de criação nacio-
nal, em todas as modalidades em que se manifesta, seja como esporte, luta, dança ou música, 
sendo livre o exercício em todo o território nacional. De que prática está se falando?
a) Afoxé.
b) Capoeira.
c) Gnawa.
d) Jongo.
e) Mamba.
031. (FCC/ASSISTENTE SOCIAL/TJ MA/2019) No cotidiano profissional, o Assistente Social 
enfrentará o racismo e suas diversas expressões na vida social. O Estatuto da Igualdade Ra-
cial prevê a adoção e implementação de ações afirmativas. O desenvolvimento dessas ações 
destina-se a
a) reparar danos e dívidas historicamente produzidas e herdadas de uma estrutura socioeco-
nômica que produz determinações contraditórias.
b) reforçar o que estabelece a Constituição Federal de 1988, em que a igualdade é um direito 
formal abstrato existente na realidade, independentemente das mediações existentes na reali-
dade concreta dos indivíduos sociais.
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c) fornecer os elementos concretos que possam superar o racismo e a discriminação racial, 
eliminando-os da sociedade brasileira.
d) oferecer, aos grupos historicamente discriminados, um tratamento igualitário (negros e não 
negros) para compensar/reparar as desvantagens perante as práticas de racismo e de outras 
formas de discriminação.
e) eliminar as desigualdades étnico-raciais resultantes na sociabilidade burguesa.
032. (INSTITUTO CONSULPLAN/GUARDA CIVIL MUNICIPAL/PREF. ORLÂNDIA-SP/2019) 
O Estatuto da Igualdade Racial estabelece expressamente que a “assimetria existente no âmbi-
to da sociedade que acentua a distância social entre mulheres negras e os demais segmentos 
sociais” denomina-se:
a) Desigualdade racial.
b) Discriminação de raça.
c) Discriminação étnico-racial.
d) Desigualdade de gênero e raça.
033. (OBJETIVA CONCURSOS/EDUCAÇÃO INFANTIL/PREF. FORMOSA DO SUL-SC/2019) 
Segundo a Lei n. 12.288/2010 - Estatuto da Igualdade Racial, a participação da população ne-
gra, em condição de igualdade de oportunidade, na vida econômica, social, política e cultural 
do País será promovida prioritariamente por meio de, entre outros:
I – Inclusão nas políticas públicas de desenvolvimento econômico e social.
II – Modificação das estruturas institucionais do Estado para o adequado enfrentamento e a 
superação das desigualdades étnicas decorrentes do preconceito e da discriminação étnica.
III – Eliminação dos obstáculos históricos, socioculturais e institucionais que impedem a repre-
sentação da diversidade étnica nas esferas pública e privada.
Estão CORRETOS:
a) Somente os itens I e II.
b) Somente os itens I e III.
c) Somente os itens II e III.
d) Todos os itens.
034. (CETREDE/EDUCADOR SOCIAL/PREF. JUAZEIRO DO NORTE-CE/2019) Leia a afirma-
tiva a seguir.
O Estatuto da Igualdade Racial, instituído pela Lei 12.888, de 20 de julho de 2010, visa garantir 
à população ____________ a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos 
étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à ___________ e às demais formas de into-
lerância __________.
Marque a opção que preenche CORRETA e respectivamente as lacunas.
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a) negra / discriminação / étnica
b) negra e parda / desigualdade social / racial
c) parda / discriminação / étnica
d) negra e parda / desigualdade racial / cultural
e) negra / desigualdade social / racial
035. (CONTEMAX/PROFESSOR/PREF. DAMIÃO-PB/2019) De Acordo com a Lei n. 12.288/2010, 
artigo 13: O Poder Executivo Federal, por meio dos órgãos competentes, incentivará as institui-
ções de ensino superior, públicas e privadas, sem prejuízo da legislação em vigor, a:
a) Garantir o conhecimento das sociedades negras, clube e outras formas de manifestação 
coletiva da população negra, com trajetória histórica comprovada, como patrimônio histórico 
e cultural.
b) Assegurar aos remanescentes das comunidades dos quilombos o direito à preservação de 
seus usos, costumes, tradições e manifestos religiosos, sob a proteção do Estado.
c) Estimular e apoiar ações socioeducativas realizadas por entidades do movimento negro que 
desenvolvam atividades voltadas para a inclusão social.
d) Desenvolver programas de extensão universitária destinados a aproximar jovens negros 
de tecnologias avançadas, assegurando o princípio da proporcionalidade de gênero entre os 
beneficiários.
e) Incentivar a celebração das personalidades e das datas comemorativas relacionadas à tra-
jetória do samba e de outras manifestações culturais de matriz africanas.
036. (OBJETIVA CONCURSOS/SUPERVISOR ESCOLAR/PREF. S MARTINHO DA SERRA-
-RS/2019) Em conformidade com a Lei n. 12.288/2010 - Estatuto da Igualdade Racial, analisar 
a sentença abaixo:
Nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e de Ensino Médio, públicos e privados, é ve-
dado o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil (1ª parte). 
Os órgãos federais, distritaise estaduais de fomento à pesquisa e à pós-graduação deverão, 
obrigatoriamente, criar incentivos a pesquisas e a programas de estudo voltados para temas 
referentes às relações étnicas, aos quilombos e às questões pertinentes à população negra 
(2ª parte).
A sentença está:
a) Totalmente correta.
b) Correta somente em sua 1ª parte.
c) Correta somente em sua 2ª parte.
d) Totalmente incorreta.
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037. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/PREF. POÁ-SP/2019) O artigo 47 da Lei n. 12.288/10 
(Estatuto da Igualdade Racial) traz a sigla SINAPIR, cujo significado é
a) Sistema Nacional da Proteção à Igualdade Racial.
b) Serviço Normatizador da Promoção da Igualdade Racial.
c) Sistema Normativo de Políticas para a Igualdade Racial.
d) Serviço Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
e) Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
038. (FGV/TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO/DPE RJ/2019) O Estatuto da Igualdade Racial é 
uma importante ferramenta da política nacional de direitos humanos, voltado a garantir à popu-
lação negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individu-
ais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.
De acordo com o Estatuto, considera-se discriminação racial ou étnico-racial:
a) qualquer forma de privação material que importe restrição de direito e que tenha base em 
distinção de natureza racial ou étnica;
b) a criação de obstáculos para o exercício de direitos na esfera pública que implique a restri-
ção de tradições, costumes e práticas ligadas à ancestralidade africana;
c) a violação de direitos humanos de grupos afrodescendentes e a desconsideração, desprezo 
ou desrespeito à cultura de povos ancestrais africanos e às suas diferentes formas de mani-
festação religiosa e espiritual;
d) toda opinião ou sentimento desfavorável a pessoas e grupos afrodescendentes que sejam 
concebidos sem exame crítico e a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou razão e que 
resulte em atitude de natureza hostil ou que leve ao julgamento de opiniões, condutas e pesso-
as com base em suas características físicas ou crenças estereotípicas;
e) toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou ori-
gem nacional ou étnica que vise anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em 
igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, 
econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada.
039. (IDECAN/ADMINISTRADOR/AGU/2019) A respeito do Estatuto da Igualdade Racial, as-
sinale a afirmativa incorreta.
a) As entidades da Administração Pública Federal, exceto as empresas públicas e sociedades 
de economia mista, deverão incluir cláusulas de participação de artistas negros nos contratos 
de realização de filmes, programas ou quaisquer outras peças de caráter publicitário.
b) O poder público promoverá campanhas de sensibilização contra a marginalização da mu-
lher negra no trabalho artístico e cultural.
c) A produção veiculada pelos órgãos de comunicação valorizará a herança cultural e a partici-
pação da população negra na história do País.
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d) Na produção de filmes e programas destinados à veiculação pelas emissoras de televisão e 
em salas cinematográficas, deverá ser adotada a prática de conferir oportunidades de empre-
go para atores, figurantes e técnicos negros, sendo vedada toda e qualquer discriminação de 
natureza política, ideológica, étnica ou artística.
e) O poder público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à 
moradia adequada da população negra que vive em favelas, cortiços, áreas urbanas subutili-
zadas, degradadas ou em processo de degradação, a fim de reintegrá-las à dinâmica urbana e 
promover melhorias no ambiente e na qualidade de vida.
040. (FGV/OAB EXAME UNIFICADO-XXVIII-PRIMEIRA FASE/2019) Você foi procurada, 
como advogada, por um pequeno grupo de estudantes negros que cursa o terceiro ano do 
ensino médio em uma escola particular. Os estudantes relatam que se sentem violados na sua 
cultura, porque os programas das disciplinas pertinentes não tratam de temas ligados à Histó-
ria da África e da população negra no Brasil. Indagam a você, como advogado(a), se a Escola 
não teria a obrigação de fazê-lo.
Nesse caso, com base no Estatuto da Igualdade Racial, assinale a opção que apresenta a res-
posta correta a ser dada aos alunos.
a) O estudo de temas ligados à história da população negra na África e no Brasil e da cultura 
afro-brasileira é importante no sentido ético, mas não há obrigação legal das escolas nes-
se sentido.
b) As escolas públicas devem promover o estudo da História da África e da história da popula-
ção negra no Brasil, mas esse dever não se estende aos estabelecimentos privados de ensino 
que possuem autonomia na definição de seus currículos.
c) A adoção de conteúdos referentes à cultura afro-brasileira, bem como aqueles referentes à 
história da população negra no Brasil, depende de determinação dos Conselhos de Educação, 
seja o Conselho Nacional, sejam os respectivos Conselhos Estaduais.
d) As escolas de ensino fundamental e médio devem promover o estudo da História da África 
e da história da população negra no Brasil, bem como da cultura afro-brasileira, o que deve 
ocorrer no âmbito de todo o currículo escolar.
041. (CESPE/AUDITOR-FISCAL/SEFAZ RS/2018) Instituído pelo Estatuto Nacional da Igual-
dade Racial — Lei n. 12.288/2010 —, o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial 
(SINAPIR) tem por objetivo
a) iniciar a ação penal em face de atitudes e práticas de intolerância religiosa nos meios de 
comunicação e em quaisquer outros locais.
b) formular políticas, programas e projetos voltados para a inclusão da população negra no 
mercado de trabalho.
c) descentralizar a implementação de ações afirmativas pelos governos estaduais, distrital e 
municipais.
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d) ratificar os compromissos assumidos pelo Brasil junto a organismos internacionais.
e) instituir os conselhos para a aplicação do Fundo Nacional de Habitação de Interesse So-
cial (FNHIS).
042. (PR4/ASSISTENTE DE ALUNOS/UFRJ/2018) Muitas vezes os jovens nas instituições 
escolares são reduzidos a estereótipos que são construídos em relação a ele e que podem 
promover conflitos entre estes e o mundo adulto, representado por direção, professores e fun-
cionários da escola, bem como entre os próprios jovens. Quando os indivíduos são reduzidos 
aos estereótipos, a sociedade constrói teorias ou ideologias para explicar essa diferença e 
justificar a discriminação. Fixa-se uma imagemsocial do outro que ao ressaltar a diferença o 
transforma em problema social que assusta e incomoda. Isto acaba por justificar agressões e 
desrespeito ao outro.
É dever do Estado e da sociedade garantir a igualdade de oportunidades, reconhecendo a todo 
cidadão brasileiro o seu direito à participação na comunidade, especialmente nas atividades 
políticas, econômicas, empresariais, educacionais, culturais e esportivas, defendendo sua dig-
nidade e seus valores religiosos e culturais. Para isso, há leis e estatutos que asseguram es-
tes direitos.
O Estatuto da Igualdade Racial (Lei n. 12.288/2010) é destinado a garantir à população negra a 
efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos 
e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica. Marque a 
opção que está em DESACORDO com o que este Estatuto considera.
a) Discriminação racial ou étnico-racial: toda distinção, exclusão, restrição ou preferência ba-
seada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou 
restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos huma-
nos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qual-
quer outro campo da vida pública ou privada.
b) Desigualdade racial: toda situação injustificada de diferenciação de acesso e fruição de 
bens, serviços e oportunidades, nas esferas pública e privada, em virtude de raça, cor, descen-
dência ou origem nacional ou étnica.
c) Desigualdade de gênero e raça: simetria existente no âmbito da sociedade que acentua a 
distância social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais.
d) Políticas públicas: as ações, iniciativas e programas adotados pelo Estado no cumprimento 
de suas atribuições institucionais.
e) Ações afirmativas: os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela inicia-
tiva privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de 
oportunidades.
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043. (OBJETIVA CONCURSOS/PROFESSOR SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL/
PREF. NAVEGANTES-SC/2018) Em conformidade com a Lei n. 12.288/2010, analisar a sen-
tença abaixo:
Nas datas comemorativas de caráter cívico, os órgãos responsáveis pela educação incentiva-
rão a participação de intelectuais e representantes do movimento negro para debater com os 
estudantes suas vivências relativas ao tema em comemoração (1ª parte). Nos estabelecimen-
tos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, é obrigatório o estudo da 
história geral da África e da história da população negra no Brasil (2ª parte).
A sentença está:
a) Totalmente correta.
b) Correta somente em sua 1ª parte.
c) Correta somente em sua 2ª parte.
d) Totalmente incorreta.
044. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO/DPE RS/2018) No Brasil, a partir do século XXI, percebe-se 
um incremento de ações e políticas públicas que estimulam a redução da desigualdade racial.
Sobre o tema da discriminação racial é INCORRETO afirmar que:
a) a presença de pessoas negras em cargos públicos exerce um papel simbólico na sociedade.
b) a diversidade étnico-racial é importante para a formação dos estudantes universitários.
c) a redução da desigualdade racial exige a superação de uma perspectiva meramente formal 
do princípio da isonomia.
d) é assegurada a assistência religiosa aos praticantes de religiões de matrizes africanas nos 
estabelecimentos prisionais.
e) o estudo da história geral da África é facultativo nos estabelecimentos privados de en-
sino médio.
045. (OBJETIVA CONCURSOS/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO/PREF NONOAI-RS/2018) 
Em conformidade com a Lei n. 12.288/2010, são objetivos do Sistema Nacional de Promoção 
da Igualdade Racial (Sinapir), EXCETO:
a) Promover a igualdade étnica e o combate às desigualdades sociais resultantes do racismo, 
inclusive mediante adoção de ações afirmativas.
b) Formular políticas destinadas a combater os fatores de marginalização e a promover a inte-
gração social da população negra.
c) Centralizar a implementação de ações afirmativas pelos governos estaduais, distrital e 
municipais.
d) Articular planos, ações e mecanismos voltados à promoção da igualdade étnica.
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046. (VUNESP/DELEGADO DE POLÍCIA/PC SP/2018) Nos termos da Lei n. 12.288/2010 (Es-
tatuto da Igualdade Racial), considera-se discriminação racial ou étnico-racial toda
a) distinção, exclusão ou situação injustificada de diferenciação de acesso a bens, nas esferas 
privada, em virtude de raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica, ou restringir o 
reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições e de direitos, no que concerne 
ao acesso a serviços públicos.
b) distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem 
nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercí-
cio, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos 
político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada.
c) distinção, exclusão ou situação injustificada de diferenciação de acesso a serviços e oportu-
nidades, nas esferas pública, em virtude de raça, cor, descendência ou origem nacional ou étni-
ca, ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições e de direitos, 
no que concerne à aquisição de bens.
d) distinção, exclusão ou assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a diferen-
ciação de acesso a serviços e oportunidades distanciando as mulheres negras e os demais 
segmentos sociais, visando a segregação e a diferenciação de acesso a bens e serviços públi-
cos e privados.
e) distinção, exclusão ou assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a distância 
social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais.
047. (IBFC/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO/AGERBA/2017) Assinale a alternativa INCOR-
RETA sobre os objetivos do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), con-
siderando as disposições da lei federal n. 12.288, de 20/07/2010 que institui o Estatuto da 
Igualdade Racial.
a) Promover a igualdade étnica e o combate às desigualdades sociais resultantes do racismo, 
inclusive mediante adoção de ações afirmativas
b) Formular políticas destinadas a combater os fatores de marginalização e a promover a inte-
gração social da população negra
c) Centralizar a implementação de ações afirmativas no nível federal
d) Articular planos, ações e mecanismos voltados à promoção da igualdade étnica
e) Garantir a eficácia dos meios e dos instrumentos criados para a implementação das ações 
afirmativas e o cumprimento das metas a serem estabelecidas
048. (IBFC/TÉCNICO EM REGULAÇÃO/AGERBA/2017) Considerando as disposições da lei 
federal n. 12.288, de 20/07/2010 que institui o Estatuto da Igualdade Racial, assinale a alterna-
tiva correta sobre o significado da sigla SINAPIR.
a) Serviço de Integração e Autopromoção Racial
b) Serviço Nacional de Apoio às Práticas de Integração Racial
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c) Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial
d) Sistema Nacional de Promoção da Integração Racial
e) Sindicato Nacional de Participação Racial
049. (CESPE/PROCURADOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE RR/2017) De acordo com o 
Estatuto da Igualdade Racial, o estudo da história geral da África e da história da população 
negra do Brasil é obrigatório nos estabelecimentos de ensino
a) infantil e fundamental.
b) fundamental e médio.
c) médio, apenas.
d) infantil, fundamental e médio.
050. (FUNDATEC/TÉCNICO EM RADIOLOGIA/IGP RS/2017) De acordo com a Lei n. 12.288/2010 
(Estatuto da Igualdade Racial), “toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em 
raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir 
o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liber-
dades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro 
campo da vida pública ou privada” corresponde ao conceito de:
a) Desigualdade racial.
b) Desigualdade de gênero.
c) Discriminação racial.
d) Discriminação de gênero.
e) Descriminalização racial.
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GABARITO
1. e
2. b
3. C
4. c
5. c
6. c
7. C
8. c
9. a
10. C
11. E
12. E
13. c
14. a
15. b
16. d
17. c
18. d
19. e
20. b
21. e
22. e
23. c
24. e
25. a
26. d
27. e
28. a
29. e
30. b
31. a
32. d
33. d
34. a
35. d
36. d
37. e
38. e
39. a
40. d
41. c
42. c
43. a
44. e
45. c
46. b
47. c
48. c
49. b
50. c
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GABARITO COMENTADO
001. (INSTITUTO AOCP/EDUCADOR SOCIAL/PREF. BETIM-MG/2020) A Lei n. 11.340/2006, 
conhecida como Lei “Maria da Penha”, cria mecanismos para
a) coibir e prevenir a violência em qualquer âmbito contra a mulher.
b) prevenir a violência contra o homem.
c) prevenir e coibir a violência contra criança e adolescente.
d) coibir a violência contra a pessoa com deficiência.
e) coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
A Lei Maria da Penha é responsável por criar mecanismos para coibir e prevenir a violência 
doméstica e familiar contra a mulher.
Art. 1º Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a 
mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação 
de Todas as Formas de Violência contra a Mulher, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir 
e Erradicar a Violência contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República 
Federativa do Brasil; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra 
a Mulher; e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência 
doméstica e familiar.
Letra e.
002. (SELECON/GUARDA CIVIL MUNICIPAL/PREF. BOA VISTA-RR/2020) Dan é acusado de 
injúria contra Fran, sua esposa. Ao ser enquadrado nos crimes tipificados pela Lei Maria da 
Penha (Lei n. 11.340/2006), o acusado atuou com violência:
a) física
b) moral
c) social
d) psicológica
De acordo com a Lei Maria da Penha, a injúria é classificada como violência moral con-
tra a mulher.
Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
V – a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
Letra b.
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003. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA MINISTERIAL/MPE CE/2020) A equipe de serviço so-
cial de uma unidade de saúde de alta complexidade foi procurada pela familiar de uma usuária 
do sistema e por duas profissionais da mesma instituição, que buscaram orientações sobre as 
seguintes situações.
• Paula, vinte e dois anos de idade, encontra-se hospitalizada na referida unidade de saúde 
devido a uma grave fratura. Sua irmã, Carmem, de vinte anos de idade, pediu orientações, 
afirmando que Valter, de vinte e quatro anos de idade, companheiro de Paula, impede a 
irmã de trabalhar, sob o argumento de que tem condições de sustentá-la. Carmem afirmou 
que a agressão sofrida por Paula ocorreu quando ela informou ao marido ter sido sele-
cionada em uma entrevista de emprego. O companheiro arrancou a carteira de trabalho e 
previdência social (CTPS) que estava nas mãos de Paula, o que ocasionou a queda dela e 
a consequente fratura. Com medo da reação do marido, Paula preferiu informar aos profis-
sionais que a fratura havia sido fruto de uma queda no banheiro de sua casa.
• Érica e Carla, respectivamente, enfermeira e médica da unidade de geriatria da instituição 
em questão, disseram que Cláudio, de cinquenta e cinco anos de idade, acompanhante e 
único filho do Sr. Ozório, de oitenta e cinco anos de idade, que se encontra em cuidados 
paliativos, deixou de acompanhar o pai, sem avisar e não atende às ligações telefônicas 
realizadas pela equipe. Segundo relatos de acompanhantes de outros usuários inter-
nados na mesma enfermaria, Cláudio costumava dizer que não via mais sentido em 
acompanhar o pai e que ia cuidar de sua vida, retornando a sua cidade — um município 
localizado a mais de 1.000 km da cidade onde o genitor encontra-se hospitalizado.
A respeito dessa situação hipotética, julgue o próximo item, no que tange às Leis n. 10.741/2003 
e n. 11.340/2006 e ao enfrentamento do serviço social quanto às expressões da questão social.
A situação relatada por Carmem pode ser considerada como uma forma patrimonial de violên-
cia familiar contra Paula.
De acordo com a questão, Carmem informou que Valter, companheiro de Paula, impede a irmã 
de trabalhar sob o argumento de que tem condições de sustentá-la. Além disso, Carmem afir-
mou que a agressão sofrida por Paula ocorreu quando ela informou ao marido ter sido se-
lecionada em uma entrevista de emprego. O companheiro arrancou a carteira de trabalho e 
previdência social (CTPS) que estava nas mãos de Paula, o que ocasionou a queda dela e a 
consequente fratura. Com medo da reação do marido, Paula preferiu informar aos profissio-
nais que a fratura havia sido fruto de uma queda no banheiro de sua casa.
Nesta situação, fazendo uso das disposições da Lei Maria da Penha, estamos diante da violên-
cia patrimonial contra a mulher.
Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
Diogo Surdi
IV – a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, 
destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, 
valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;
Certo.
004. (INSTITUTO AOCP/EDUCADOR SOCIAL/PREF. BETIM-MG/2020) De acordo com a Lei 
“Maria da Penha” (Lei n. 11.340/2006), qualquer conduta que configure perturbação do pleno 
desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar as ações da mulher, dentre outros fatores, 
é uma forma de violência
a) física.
b) sexual.
c) psicológica.
d) patrimonial.
e) moral.
A definição apresentada pela questão é a de violência psicológica, nos termos da Lei n. 
11.340/2006:
Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
II – a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e 
diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise 
degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, cons-
trangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, 
insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito 
de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;
Letra c.
005. (VUNESP/COORDENADOR DO CENTRO DE REFERÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL/ 
PREF. CANANÉIA-SP/2020) A violência contra a mulher pode ser compreendida como resul-
tado da estruturação na sociedade de um tipo de relação em que todas as formas dessa vio-
lência encontram um denominador comum: o patriarcado. Para coibir a violência doméstica e 
familiar contra a mulher, a Lei n. 11.340/2006, Lei Maria da Penha, cria mecanismos para tanto. 
De acordo com o art. 5º dessa Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher 
qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, 
sexual ou psicológico e dano moral ou
a) afetivo.
b) específico.
c) patrimonial.
d) subjetivo.
e) permanente.
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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De acordo com o artigo 5º, “para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar 
contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofri-
mento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial (...)”.
Letra c.
006. (VUNESP/ASSISTENTE SOCIAL/EBSERH/2020) A violência contra a mulher ocorre 
além das relações conjugais e familiares, sendo múltiplas as manifestações e situações que 
a caracterizam. Essa categoria “violência contra a mulher” embora revestida de complexidade 
conceitual, é compreendida como instrumento de controle sobre os corpos femininos, que 
abriga um repertório de práticas diversas em intensidade e extensão. A violência pode ser 
física, sexual, psicológica, patrimonial, entre outras. A Lei Maria da Penha (artigo 1º) cria me-
canismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher e estabelece 
medidas de assistência e proteção à vítima. O artigo 7º, V, da referida lei estabelece, entre as 
formas de violência contra a mulher, a violência moral, compreendida como qualquer conduta 
que configure calúnia, difamação ou
a) prejuízo.
b) limitação.
c) injúria.
d) inconformismo.
e) desesperança.
A violência moral pode ser entendida como as condutas que configuram calúnia, difamação 
ou injúria.
Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
V – a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
Letra c.
007. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA MINISTERIAL/MPE CE/2020) A equipe de serviço so-
cial de uma unidade de saúde de alta complexidade foi procurada pela familiar de uma usuária 
do sistema e por duas profissionais da mesma instituição, que buscaram orientações sobre as 
seguintes situações.
• Paula, vinte e dois anos de idade, encontra-se hospitalizada na referida unidade de saú-
de devido a uma grave fratura. Sua irmã, Carmem, de vinte anos de idade, pediu orienta-
ções, afirmando que Valter, de vinte e quatro anos de idade, companheiro de Paula, impe-
de a irmã de trabalhar, sob o argumento de que tem condições de sustentá-la. Carmem 
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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afirmou que a agressão sofrida por Paula ocorreu quando ela informou ao marido ter 
sido selecionada em uma entrevista de emprego. O companheiro arrancou a carteira de 
trabalho e previdência social (CTPS) que estava nas mãos de Paula, o que ocasionou 
a queda dela e a consequente fratura. Com medo da reação do marido, Paula preferiu 
informar aos profissionais que a fratura havia sido fruto de uma queda no banheiro de 
sua casa.
• Érica e Carla, respectivamente, enfermeira e médica da unidade de geriatria da instituição 
em questão, disseram que Cláudio, de cinquenta e cinco anos de idade, acompanhante e 
único filho do Sr. Ozório, de oitenta e cinco anos de idade, que se encontra em cuidados 
paliativos, deixou de acompanhar o pai, sem avisar e não atende às ligações telefônicas 
realizadas pela equipe. Segundo relatos de acompanhantes de outros usuários inter-
nados na mesma enfermaria, Cláudio costumava dizer que não via mais sentido em 
acompanhar o pai e que ia cuidar de sua vida, retornando a sua cidade — um município 
localizado a mais de 1.000 km da cidade onde o genitor encontra-se hospitalizado.
A respeito dessa situação hipotética, julgue o próximo item, no que tange às Leis n. 10.741/2003 
e n. 11.340/2006 e ao enfrentamento do serviço social quanto às expressões da questão social.
Caso seja comprovada a violência de Valter contra Paula, fica ele obrigado a ressarcir todos os 
danos causados, inclusive ao SUS, de acordo com a tabela SUS, os custos relativos aos servi-
ços prestados no tratamento de sua companheira.
Para responder a questão, devemos fazer uso das disposições do §4º do artigo 9º da Lei Maria 
da Penha, que apresenta a seguinte redação:
Art. 9º, § 4º Aquele que, por ação ou omissão, causar lesão, violência física, sexual ou psicológica 
e dano moral ou patrimonial a mulher fica obrigado a ressarcir todos os danos causados, inclusive 
ressarcir ao Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a tabela SUS, os custos relativos aos 
serviços de saúde prestados para o total tratamento das vítimas em situação de violência domés-
tica e familiar, recolhidos os recursos assim arrecadados ao Fundo de Saúde do ente federado 
responsável pelas unidades de saúde que prestarem os serviços.
No caso apresentado, caso a violência de Valter contra Paula fique comprovada, estará ele 
obrigado a ressarcirtodos os danos causados, inclusive ao SUS, em relação aos custos relati-
vos aos serviços prestados no tratamento de sua companheira.
Certo.
008. (VUNESP/ORIENTADOR SOCIAL/PREF. CANANÉIA-SP/2020) A violência doméstica 
contra a mulher faz parte de uma realidade que amedronta o público feminino e viola seus 
direitos nas mais variadas idades, etnias e estratos sociais. No Brasil, a Lei n. 11.340/2006, 
representa uma possibilidade jurídica para resguardar os direitos da mulher. Em se tratando do 
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, a Lei Maria da Penha, em 
seu artigo 11, I, determina que a autoridade policial deverá, entre outras providências, garantir 
proteção policial, quando necessário, comunicando de imediato ao Ministério Público e
a) à família de origem.
b) ao Conselho da Mulher.
c) ao Poder Judiciário.
d) ao Conselho de Assistência Social.
e) ao Advogado de defesa.
A comunicação mencionada pela questão deve ser feita ao Ministério Público e ao Poder 
Judiciário.
Art. 11. No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, a autoridade poli-
cial deverá, entre outras providências:
I – garantir proteção policial, quando necessário, comunicando de imediato ao Ministério Público e 
ao Poder Judiciário;
Letra c.
009. (VUNESP/ASSISTENTE SOCIAL/EBSERH/2020) A Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2016), 
em seu artigo 12, determina que, em todos os casos de violência doméstica e familiar contra 
a mulher, seja elaborado o registro da ocorrência, e a autoridade policial deverá, entre outros 
procedimentos: ouvir a ofendida, lavrar o boletim de ocorrência, tomar a representação a termo 
e colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e de suas circunstâncias. 
Ainda de acordo com o referido artigo (VII – § 3º), define que os laudos ou prontuários médicos 
fornecidos por hospitais e postos de saúde serão admitidos como
a) meios de prova.
b) elementos necessários.
c) material sigiloso.
d) condicionantes compulsórios.
e) instrumentos legais.
Estabelece o §3º do artigo 12 que “serão admitidos como meios de prova os laudos ou prontu-
ários médicos fornecidos por hospitais e postos de saúde”.
Letra a.
010. (QUADRIX/AGENTE FISCAL/CRESS 12-SC/2019) No Brasil, mulheres de todas as ida-
des, classes e raças e vários níveis de escolaridade são atingidas pela violência de gênero. 
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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A Lei Maria da Penha constitui um importante instrumento para enfrentar e coibir a violência 
doméstica e familiar contra a mulher.
No que concerne à Lei Maria da Penha, julgue o item.
Realizar o encaminhamento da mulher vítima de violência doméstica ao hospital ou posto de 
saúde e ao Instituto Médico Legal configura uma das providências da autoridade policial no 
atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar.
A questão elenca uma das providências a serem adotadas pela autoridade policial em caso de 
violência doméstica contra a mulher.
Art. 11. No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, a autoridade poli-
cial deverá, entre outras providências:
II – encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal;
Certo.
011. (CEBRASPE/CESPE/ANALISTA MINISTERIAL/MPE CE/2020) A equipe de serviço so-
cial de uma unidade de saúde de alta complexidade foi procurada pela familiar de uma usuária 
do sistema e por duas profissionais da mesma instituição, que buscaram orientações sobre as 
seguintes situações.
• Paula, vinte e dois anos de idade, encontra-se hospitalizada na referida unidade de saú-
de devido a uma grave fratura. Sua irmã, Carmem, de vinte anos de idade, pediu orien-
tações, afirmando que Valter, de vinte e quatro anos de idade, companheiro de Paula, 
impede a irmã de trabalhar, sob o argumento de que tem condições de sustentá-la. Car-
mem afirmou que a agressão sofrida por Paula ocorreu quando ela informou ao marido 
ter sido selecionada em uma entrevista de emprego. O companheiro arrancou a carteira 
de trabalho e previdência social (CTPS) que estava nas mãos de Paula, o que ocasionou 
a queda dela e a consequente fratura. Com medo da reação do marido, Paula preferiu 
informar aos profissionais que a fratura havia sido fruto de uma queda no banheiro de 
sua casa.
• Érica e Carla, respectivamente, enfermeira e médica da unidade de geriatria da instituição 
em questão, disseram que Cláudio, de cinquenta e cinco anos de idade, acompanhante e 
único filho do Sr. Ozório, de oitenta e cinco anos de idade, que se encontra em cuidados 
paliativos, deixou de acompanhar o pai, sem avisar e não atende às ligações telefônicas 
realizadas pela equipe. Segundo relatos de acompanhantes de outros usuários inter-
nados na mesma enfermaria, Cláudio costumava dizer que não via mais sentido em 
acompanhar o pai e que ia cuidar de sua vida, retornando a sua cidade — um município 
localizado a mais de 1.000 km da cidade onde o genitor encontra-se hospitalizado.
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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A respeito dessa situação hipotética, julgue o próximo item, no que tange às Leis n. 10.741/2003 
e n. 11.340/2006 e ao enfrentamento do serviço social quanto às expressões da questão social.
Penas privativas de liberdade aplicáveis a violências como as supostamente cometidas por 
Valter podem ser substituídas por prestação pecuniária.
De acordo com o entendimento sumulado do STJ, a prática de violência contra a mulher im-
possibilita, diferente do que informado, a substituição da pena privativa de liberdade pela pena 
restritiva de direitos (como a prestação pecuniária).
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 588: A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com violência ou 
grave ameaça no ambiente doméstico impossibilita a substituição da pena privativa de 
liberdade por restritiva de direitos.
Errado.
012. (CEBRASPE/CESPE/TÉCNICO MINISTERIAL/MPE CE/2020) Mário, após ingerir bebida 
alcoólica em uma festa, agrediu um casal de namorados, o que resultou na morte do rapaz, 
devido à gravidade das lesões. A moça sofreu lesões leves.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Mário praticou lesão corporal leve contra a moça, sendo, nesse caso, admitida a renúncia à 
representação apenas perante o juiz, conforme prevê a Lei Maria da Penha.
A situação narrada pela questão não se enquadra em nenhuma das modalidades de violência 
doméstica estabelecidas na Lei Maria da Penha, uma vez que não há relação de parentesco 
entre o agressor e a vítima. No caso, o que houve foi a lesão corporal, infração que deve ser 
processada de acordo com a legislação penal.
Diferente do que informado, a Lei Maria da Penha não prevê a renúnciaà representação, não 
sendo sequer aplicada à situação mencionada.
Errado.
013. (SELECON/GUARDA CIVIL MUNICIPAL/PREF. BOA VISTA-RR/2020) Gegê é preso por 
ter praticado crime previsto na Lei Maria da Penha, sendo requerido o relaxamento de sua 
prisão pelo advogado de defesa. Nos termos da Lei Maria da Penha, nos casos de risco à 
integridade física da ofendida ou à efetividade da medida protetiva de urgência, não será con-
cedido(a) ao preso:
a) afastamento do lar
b) direito a interrogatório
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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c) liberdade provisória
d) arrolamento de testemunhas
Estabelece o §2º do artigo 12-C que “nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à 
efetividade da medida protetiva de urgência, não será concedida liberdade provisória ao preso”.
Letra c.
014. (QUADRIX/ESPECIALISTA EM PSICOLOGIA JURÍDICA/CFP/2020) As medidas proteti-
vas de urgência asseguradas pela Lei Maria da Penha poderão ser concedidas
a) pelo juiz, a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida.
b) pelo Ministério Público.
c) pela autoridade policial.
d) a pedido da parte ofendida e corroboradas pelo juiz.
e) pela parte ofendida.
As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz, a requerimento do Minis-
tério Público ou a pedido da ofendida.
Art. 19. As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz, a requerimento do 
Ministério Público ou a pedido da ofendida.
Letra a.
015. (INSTITUTO AOCP/AGENTE SOCIAL/PREF. NOVO HAMBURGO-RS/2020) No âmbito 
da violência contra mulher, descumprir a decisão judicial que defere medidas protetivas de 
urgência é considerado
a) ato Infracional com cumprimento de liberdade assistida.
b) crime com pena de detenção de três meses a dois anos.
c) contravenção Penal com pagamento de multas e cestas básicas.
d) crime, dependendo da competência civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas.
e) crime apenas na hipótese de prisão em flagrante.
O descumprimento de decisão judicial que deferiu medidas protetivas de urgência é conside-
rado crime, sendo apenado com a detenção de 3 meses a 2 anos.
Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência previstas nes-
ta Lei:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.
Letra b.
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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016. (IADES/ENFERMEIRO/SEASTER-PA/2019) A Lei n. 11.340/2006, chamada Lei Maria da 
Penha, cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, 
bem como estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violên-
cia doméstica e familiar. Para efeitos de proteção da lei, é considerada violência doméstica 
contra a mulher
a) qualquer ação ou omissão com base no critério biológico de diferença sexual que lhe cause 
morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.
b) qualquer ação ou omissão com base no patrimônio que lhe cause morte, lesão, sofrimento 
físico, sexual ou psicológico e dano moral.
c) qualquer ação ou omissão com base no gênero que lhe cause apenas morte.
d) qualquer ação ou omissão com base no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físi-
co, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.
e) qualquer ação ou omissão com base no gênero que lhe cause apenas lesão leve.
Para responder a questão, temos que conhecer a definição daquilo que é considerado, de acor-
do com a Lei Maria da Penha, violência física contra a mulher. Para isso, faremos uso do artigo 
5º da Lei n. 11.340/2006, de seguinte teor:
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer 
ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psico-
lógico e dano moral ou patrimonial:
I – no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pes-
soas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;
II – no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se 
consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa;
III – em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofen-
dida, independentemente de coabitação.
Conforme se observa, apenas a Letra D atende, de forma completa, ao conceito exigido pelo 
enunciado.
Letra d.
017. (IADES/TÉCNICO DE ENFERMAGEM/SEASTER–PA/2019) A Lei n. 11.340/2006, deno-
minada Lei Maria da Penha, cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e 
familiar contra a mulher, bem como estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres 
em situação de violência doméstica e familiar. Para efeitos de proteção da lei, a criação das 
condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos compete
a) ao companheiro e à família.
b) à família e ao Poder Judiciário.
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
Diogo Surdi
c) à família, à sociedade e ao poder público.
d) à sociedade e ao companheiro.
e) aos filhos e ao Estado.
Assim como informa o enunciado, a Lei Maria da Penha cria mecanismos para coibir e prevenir 
a violência doméstica e familiar contra a mulher, bem como estabelece medidas de assistên-
cia e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
E cabe à família, à sociedade e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo 
exercício destes direitos, conforme previsão do artigo 3º:
Art. 3º Serão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à 
segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao espor-
te, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e 
comunitária.
§ 1º O poder público desenvolverá políticas que visem garantir os direitos humanos das mulheres 
no âmbito das relações domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de toda forma de negli-
gência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
§ 2º Cabe à família, à sociedade e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo 
exercício dos direitos enunciados no caput.
Letra c.
018. (IADES/SOLDADO/PM DF/2018) A Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006) consubstan-
cia proteção de gênero, criando mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar con-
tra a mulher. Nesse sentido, o diploma normativo contempla uma série de garantias e direitos, 
pois a respectiva violação constitui grave ofensa aos direitos humanos. De acordo com a lei 
em comento, assinale a alternativa correta.
a) Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata essa 
Lei, só será admitida a renúncia à representaçãoperante a autoridade policial, em audiência 
especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia.
b) Os institutos despenalizadores da Lei dos Juizados Especiais Criminais são aplicados; por-
tanto, são possíveis penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a 
substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa.
c) A violência moral é entendida como qualquer conduta que cause à mulher dano emocional 
e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou 
que vise a degradar ou controlar suas ações, seus comportamentos, suas crenças e deci-
sões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância 
constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limita-
ção do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e 
à autodeterminação.
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
Diogo Surdi
d) As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz, a requerimento do Mi-
nistério Público ou a pedido da ofendida.
e) A violência psicológica, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação 
ou injúria, é uma das formas de violência contra a mulher.
a) Errada. Ao contrário do que informa a alternativa, a renúncia apenas é admitida quando rea-
lizada perante o Juiz, e não mediante representação perante a autoridade policial.
Art. 16. Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata esta Lei, 
só será admitida a renúncia à representação perante o juiz, em audiência especialmente designada 
com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público.
b) Errada. A Lei Maria da Penha veda expressamente a substituição das penas, tal como afir-
mado pelo enunciado da alternativa.
Art. 17. É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas 
de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como a substituição de pena que implique 
o pagamento isolado de multa.
c) Errada. O conceito apresentado não é o de violência moral, mas sim de violência psicológica, 
conforme definição da Lei Maria da Penha:
Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
II – a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e dimi-
nuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degra-
dar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangi-
mento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, 
chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir 
ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;
d) Certa. A alternativa está de acordo com as disposições do artigo 19 da Lei Maria da Penha, 
que estabelece, por sua vez, a seguinte previsão:
Art. 19. As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz, a requerimento do 
Ministério Público ou a pedido da ofendida.
e) Errada. É a violência moral, e não a psicológica, que pode ser entendida como qualquer con-
duta que configure calúnia, difamação ou injúria.
Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
V – a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
Letra d.
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
Diogo Surdi
019. (IADES/SOLDADO/PM DF/2018) Joana e Marcos mantiveram um relacionamento amo-
roso durante 12 anos. O término da relação ocorreu em razão do ciúme descontrolado de Mar-
cos e da respectiva tentativa constante de controle sobre o corpo, o modo de agir e a mente da 
então companheira, culminando em agressões de ordem psicológica e caracterizando, portan-
to, um ciclo de violência doméstica.
Considerando a situação hipotética apresentada e com base na Lei Maria da Penha, assinale 
a alternativa correta.
a) A coabitação é um requisito para aplicação da Lei Maria da Penha.
b) A competência dos processos cíveis, por opção do ofensor, será do respectivo domicílio ou 
da respectiva residência, do lugar do fato em que baseou a demanda e do domicílio da ofendida.
c) A prisão preventiva do agressor, em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução crimi-
nal, deverá ser determinada pela autoridade policial competente.
d) A pena de cesta básica e outras de caráter pecuniário, bem como os institutos despenaliza-
dores da Lei Maria da Penha, são aplicáveis aos processos da própria competência.
e) O ciclo de violência doméstica é uma forma de violação dos direitos humanos.
a) Errada. Em sentido oposto ao que afirmado, a aplicação das disposições da Lei Maria da 
Penha independe do requisito da coabitação.
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer 
ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psico-
lógico e dano moral ou patrimonial:
III – em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofen-
dida, independentemente de coabitação.
b) Errada. A escolha do domicílio que terá competência para os processos cíveis regidos pela 
Lei Maria da Penha ficará a cargo da ofendida, nos termos do artigo 15:
Art. 15. É competente, por opção da ofendida, para os processos cíveis regidos por esta Lei, o 
 Juizado:
I – do seu domicílio ou de sua residência;
II – do lugar do fato em que se baseou a demanda;
III – do domicílio do agressor.
c) Errada. A autoridade que possui competência para determinar a prisão preventiva do agres-
sor é, sempre, o Juiz. Tal medida, no entanto, poderá ser realizada de ofício, a requerimento do 
Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial.
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
Diogo Surdi
Art. 20. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, caberá a prisão preventiva 
do agressor, decretada pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante repre-
sentação da autoridade policial.
d) Errada. De acordo com o artigo 17, “é vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e 
familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como 
a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa”.
e) Certa. A violência doméstica, em todas as suas manifestações, constitui, nos termos da lei, 
uma das formas de violação dos direitos humanos.
Art. 6º A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos 
direitos humanos.
Letra e.
020. (IADES/SOLDADO/PMDF/2018) A Lei n. 11.340/2006, denominada Lei Maria da Penha, 
define violência doméstica e familiar contra a mulher como qualquer ação ou omissão, com 
base no gênero, que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico ou dano 
moral ou patrimonial. Segundo essa lei, é considerada violência doméstica e familiar contra a 
mulher toda ação ou omissão ocorrida no âmbito da (s)
a) unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio esporádico e eventual de 
pessoas com vínculo familiar.
b) família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se conside-
ram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa.
c) relações de trabalho em que o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida.
d) relações sociais, compreendidas como quaisquer espaços de convívio de vizinhança.
e) relação afetiva entre pessoas do sexo masculino.
A questão deve ser resolvida de acordo com as disposições do artigo 5º da Lei Maria da Penha, 
de seguinte redação:
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer 
ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psico-
lógico e dano moral ou patrimonial:
I – no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pes-
soas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;
II – no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se 
consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa;
III – em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofen-
dida, independentemente de coabitação.
Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual.
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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Logo, a única alternativa correta é a Letra B.
Letra b.
021. (IBFC/SOLDADO/PM BA/2017) Assinale a alternativa correta sobre o que a Lei Fede-
ral n. 11.340, de 07/08/2006, conhecida como “Lei Maria da Penha” prevê, respectivamente, 
como qualquer conduta que configure destruição parcial ou total de objetos da mulher pelo seu 
agressor e como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
a) Violência física e Violência psicológica
b) Violência moral e Violência psicológica
c) Violência psicológica e Violência moral
d) Violência moral e Violência física
e) Violência patrimonial e Violência moral
As condutas retratadas pela questão são classificadas, respectivamente, como violência patri-
monial e moral.
Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
IV – a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, 
destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, 
valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;
V – a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
Letra e.
022. (FCC/OFICIAL DE POLÍCIA CIVIL/PC AP/2017) NÃO constitui medida protetiva de ur-
gência prevista na Lei n. 11.340/2006 − Lei Maria da Penha
a) a prestação de alimentos provisórios.
b) a proibição de contato com a ofendida.
c) o afastamento dos familiares da ofendida, com fixação de limite mínimo de distância.
d) a suspensão de visitas aos dependentes menores.
e) o afastamento de cargo ou função pública.
Dentre as opções elencadas, apenas a Letra E não se trata de uma medida protetiva de urgên-
cia, conforme previsão da Lei Maria da Penha:
Art. 22. Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos desta 
Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes 
medidas protetivas de urgência, entre outras:
I – suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com comunicação ao órgão competente, 
nos termos da Lei n. 10.826, de 22 de dezembro de 2003;
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II – afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida;
III – proibição de determinadas condutas, entre as quais:
a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite mínimo de dis-
tância entre estes e o agressor; (Letra C)
b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação; (Letra B)
c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da 
ofendida;
IV – restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe de atendimento 
multidisciplinar ou serviço similar; (Letra D)
V – prestação de alimentos provisionais ou provisórios. (Letra A)
Letra e.
023. (IBADE/ASSISTENTE SOCIAL/IPERON/2017) A Lei Maria da Penha, Lei n. 11.340/2006, 
define no Artigo 5º violência doméstica e familiar contra a mulher “qualquer ação ou omissão 
baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano 
moral ou patrimonial”.
Nela, a unidade doméstica é compreendida como o espaço de convívio de pessoas:
a) de laços consanguíneos ou não, desde que haja convivência sistemática.
b) com vínculo matrimonial.
c) com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas.
d) exclusivamente que tenham vínculo familiar.
e) cujo convívio seja, necessariamente frequente.
De acordo com a Lei Maria da Penha, a unidade doméstica é conceituada como o espaço de 
convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente 
agregadas.
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer 
ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psico-
lógico e dano moral ou patrimonial:
I – no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pes-
soas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;
Letra c.
024. (IBADE/ASSISTENTE SOCIAL/SEJUDH MT/2017) Visando preservar a integridade físi-
ca e psicológica da mulher vítima de violência doméstica, o juiz pode assegurar, em consonân-
cia com a Lei Maria da Penha, Lei n. 11.340/2006, a manutenção do vínculo trabalhista, quando 
necessário o afastamento da vítima de seu local de trabalho, por até:
a) 3 meses.
b) 30 dias.
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c) 45 dias.
d) 1 ano.
e) 6 meses.
O prazo de manutenção do vínculo trabalhista é de até 6 meses.
Art. 9º, § 2º O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar, para preservar 
sua integridade física e psicológica:
II – manutenção do vínculotrabalhista, quando necessário o afastamento do local de trabalho, por 
até seis meses.
Letra e.
025. (IBADE/ASSISTENTE SOCIAL/SEJUDH MT/2017) As medidas protetivas de urgência 
à mulher vítima de violência doméstica, de acordo com a Lei Maria da Penha, poderão ser 
concedidas:
a) de imediato.
b) só com a manifestação do Ministério Público.
c) após autorizado pelo Ministério Público.
d) em 48 horas.
e) dependendo da audiência das partes.
De acordo com o § 1º do artigo 19 da Lei n. 11.340/2006, “as medidas protetivas de urgência 
poderão ser concedidas de imediato, independentemente de audiência das partes e de manifes-
tação do Ministério Público, devendo este ser prontamente comunicado”.
Letra a.
026. (VUNESP/CUIDADOR SOCIAL/PREF. SERTÃOZINHO-SP/2016) De acordo com a Lei n. 
11.340/06, no artigo 5º (I, II, III), a violência doméstica e familiar contra a mulher é qualquer 
ação ou omissão baseada no gênero, que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou 
psicológico e dano moral ou patrimonial ocorrida no âmbito da unidade doméstica, da família e
a) no contexto do trabalho.
b) em locais públicos.
c) em qualquer espaço privado.
d) em qualquer relação íntima de afeto.
e) no cotidiano da escola.
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
Diogo Surdi
Trata-se de questão que deve ser respondida de acordo com as disposições do artigo 5º da Lei 
n. 11.340/2006, de seguinte teor:
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer 
ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psico-
lógico e dano moral ou patrimonial:
III – em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofen-
dida, independentemente de coabitação.
Letra d.
027. (IBFC/SOLDADO/PM BA/2020) A Lei Federal n. 12.288/2010, institui o Estatuto da Igual-
dade Racial, destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunida-
des, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação 
e às demais formas de intolerância étnica. Nos termos da lei, assinale a alternativa que indica 
corretamente o sentido de desigualdade de gênero e raça.
a) o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, conforme o quesito cor ou 
raça usado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou que adotam 
autodefinição análoga.
b) toda situação injustificada de diferenciação de acesso e fruição de bens, serviços e oportu-
nidades, nas esferas pública e privada, em virtude de raça, cor, descendência ou origem nacio-
nal ou étnica.
c) toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou 
origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo 
ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais 
nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública 
ou privada.
d) Os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela iniciativa privada para a 
correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades.
e) Assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a distância social entre mulheres 
negras e os demais segmentos sociais.
Nos termos da Lei n. 12.288/2010, a desigualdade de gênero e raça pode ser definida como 
a assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a distância social entre mulheres 
negras e os demais segmentos sociais.
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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Art. 1º Esta Lei institui o Estatuto da Igualdade Racial, destinado a garantir à população negra a efe-
tivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos 
e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.
Parágrafo único. Para efeito deste Estatuto, considera-se:
III – desigualdade de gênero e raça: assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a 
distância social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais;
Letra e.
028. (FCC/ANALISTA LEGISLATIVO/ALAP/2020) Ao analisar um programa estadual na área 
habitacional, no que se refere ao acesso à moradia da população negra, conforme as prerroga-
tivas do Estatuto da Igualdade Racial, será observado que
a) deve ocorrer a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à moradia ade-
quada da população negra que vive em favelas, cortiços, áreas urbanas subutilizadas, degra-
dadas ou em processo de degradação, a fim de reintegrá-las à dinâmica urbana e promover 
melhorias no ambiente e na qualidade de vida.
b) o direito à moradia deve se restringir ao provimento habitacional, considerando que a legis-
lação em tela é omissa quanto à viabilização da infraestrutura urbana.
c) a viabilização da assistência técnica e jurídica para a construção, fica a critério da Secretaria 
Estadual de Habitação, condicionada à disponibilidade orçamentária, considerando que não há 
essa previsão na referida legislação.
d) é vedada a participação de organizações e movimentos representativos da população negra 
na composição dos conselhos constituídos para essa finalidade, para que não haja privilégio, 
em se tratando de recursos provenientes do Fundo Nacional de Habitação de Interesse So-
cial (FNHIS).
e) a viabilização de equipamentos comunitários associados à função habitacional é uma res-
ponsabilidade que deve recair sobre a comunidade e não sobre o Poder Público.
a) Certa. A alternativa está de acordo com o que estabelecido no artigo 35 do Estatuto da 
Igualdade Racial.
Art. 35. O poder público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à 
moradia adequada da população negra que vive em favelas, cortiços, áreas urbanas subutilizadas, 
degradadas ou em processo de degradação, a fim de reintegrá-las à dinâmica urbana e promover 
melhorias no ambiente e na qualidade de vida.
b) Errada. O direito à moradia não se restringe ao provimento habitacional.
Art. 35, Parágrafo único. O direito à moradia adequada, para os efeitos desta Lei, inclui não apenas 
o provimento habitacional, mas também a garantia da infraestrutura urbana e dos equipamentos 
comunitários associados à função habitacional, bem como a assistência técnica e jurídica para a 
construção, a reforma ou a regularização fundiária da habitação em área urbana.
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
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c) Errada. De acordo com o artigo 29, “serão assegurados à população negra a assistência téc-
nica rural, a simplificação do acesso ao crédito agrícola e o fortalecimento da infraestrutura de 
logística para a comercialização da produção”.
Esta medida, diferente do que informado, independeda disponibilidade orçamentária, sendo 
um direito que deve ser prestado à classe atendida pela presente norma jurídica.
d) Errada. O parágrafo único do artigo 36 estabelece, em sentido oposto ao que afirmado, que 
“os Estados, o Distrito Federal e os Municípios estimularão e facilitarão a participação de organi-
zações e movimentos representativos da população negra na composição dos conselhos cons-
tituídos para fins de aplicação do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS)”.
e) Errada. A medida é sim responsabilidade do Poder Público, tratando-se de importante políti-
ca pública a ser desenvolvida.
Art. 35. O poder público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à 
moradia adequada da população negra que vive em favelas, cortiços, áreas urbanas subutilizadas, 
degradadas ou em processo de degradação, a fim de reintegrá-las à dinâmica urbana e promover 
melhorias no ambiente e na qualidade de vida.
Letra a.
029. (FUNDATEC/MÉDICO DO TRABALHO/CEEE DISTRIBUIÇÃO/2019) Conforme Lei Fede-
ral n. 12.288/2010, em relação aos objetivos da Política Nacional de Saúde Integral da Popula-
ção Negra, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
(  ) � Fomento à realização de estudos e pesquisas sobre racismo e saúde da população 
negra.
(  ) � Inclusão do conteúdo da saúde da população negra nos processos de formação e edu-
cação permanente dos trabalhadores da saúde.
(  ) � Promoção da saúde integral da população negra, priorizando a redução das desigualda-
des étnicas e o combate à discriminação nas instituições e serviços do SUS.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
a) F – F – F.
b) F – V – V.
c) V – F – F.
d) V – F – V.
e) V – V – V.
Os objetivos da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra constam expressa-
mente no artigo 8º, de seguinte redação:
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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Art. 8º Constituem objetivos da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra:
I – a promoção da saúde integral da população negra, priorizando a redução das desigualdades 
étnicas e o combate à discriminação nas instituições e serviços do SUS; (Item III)
II – a melhoria da qualidade dos sistemas de informação do SUS no que tange à coleta, ao proces-
samento e à análise dos dados desagregados por cor, etnia e gênero;
III – o fomento à realização de estudos e pesquisas sobre racismo e saúde da população negra; 
(Item I)
IV – a inclusão do conteúdo da saúde da população negra nos processos de formação e educação 
permanente dos trabalhadores da saúde; (Item II)
V – a inclusão da temática saúde da população negra nos processos de formação política das lide-
ranças de movimentos sociais para o exercício da participação e controle social no SUS.
Letra e.
030. (FUNDATEC/TÉCNICO EM ENFERMAGEM/CEEE DISTRIBUIÇÃO/2019) Conforme Lei 
Federal n. 12.288/2010, que institui o Estatuto da Igualdade Racial, o poder público fomentará 
o pleno acesso da população negra às práticas desportivas, consolidando o esporte e o lazer 
como direitos sociais. É uma atividade, que surgiu no Brasil como uma forma de resistência 
dos escravos trazidos da África na época colonial, além de ser utilizada para defesa física, foi 
uma forma de resguardar a identidade dos escravos africanos. Consolidou-se principalmente 
no Quilombo dos Palmares. Pela lei, ela deve ser reconhecida como desporto de criação nacio-
nal, em todas as modalidades em que se manifesta, seja como esporte, luta, dança ou música, 
sendo livre o exercício em todo o território nacional. De que prática está se falando?
a) Afoxé.
b) Capoeira.
c) Gnawa.
d) Jongo.
e) Mamba.
A prática mencionada pela questão é a da capoeira, conforme previsão do artigo 22 do Estatu-
to da Igualdade Racial.
Art. 22. A capoeira é reconhecida como desporto de criação nacional, nos termos do art. 217 da 
Constituição Federal.
§ 1º A atividade de capoeirista será reconhecida em todas as modalidades em que a capoeira se 
manifesta, seja como esporte, luta, dança ou música, sendo livre o exercício em todo o território 
nacional.
Letra b.
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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031. (FCC/ASSISTENTE SOCIAL/TJ MA/2019) No cotidiano profissional, o Assistente Social 
enfrentará o racismo e suas diversas expressões na vida social. O Estatuto da Igualdade Ra-
cial prevê a adoção e implementação de ações afirmativas. O desenvolvimento dessas ações 
destina-se a
a) reparar danos e dívidas historicamente produzidas e herdadas de uma estrutura socioeco-
nômica que produz determinações contraditórias.
b) reforçar o que estabelece a Constituição Federal de 1988, em que a igualdade é um direito 
formal abstrato existente na realidade, independentemente das mediações existentes na reali-
dade concreta dos indivíduos sociais.
c) fornecer os elementos concretos que possam superar o racismo e a discriminação racial, 
eliminando-os da sociedade brasileira.
d) oferecer, aos grupos historicamente discriminados, um tratamento igualitário (negros e não 
negros) para compensar/reparar as desvantagens perante as práticas de racismo e de outras 
formas de discriminação.
e) eliminar as desigualdades étnico-raciais resultantes na sociabilidade burguesa.
As ações afirmativas são todos os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e 
pela iniciativa privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igual-
dade de oportunidades.
Todas estas ações, incluindo a edição do Estatuto da Igualdade Racial e demais normas cor-
relatas, possuem o objetivo primordial de reparar danos e dívidas historicamente produzidas e 
herdadas de uma estrutura socioeconômica que produz determinações contraditórias.
Em outros termos, a ideia é que as ações afirmativas possam corrigir as diferenças históricas 
existentes ao longo dos anos, priorizando com isso o princípio da isonomia.
Letra a.
032. (INSTITUTO CONSULPLAN/GUARDA CIVIL MUNICIPAL/PREF. ORLÂNDIA-SP/2019) 
O Estatuto da Igualdade Racial estabelece expressamente que a “assimetria existente no âmbi-
to da sociedade que acentua a distância social entre mulheres negras e os demais segmentos 
sociais” denomina-se:
a) Desigualdade racial.
b) Discriminação de raça.
c) Discriminação étnico-racial.
d) Desigualdade de gênero e raça.
A definição apresentada refere-se à desigualdade de gênero e raça, nos termos da legislação 
específica.
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
Diogo Surdi
Art. 1º Esta Lei institui o Estatuto da Igualdade Racial, destinado a garantir à população negra a efe-
tivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos 
e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.Parágrafo único. Para efeito deste Estatuto, considera-se:
III – desigualdade de gênero e raça: assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a 
distância social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais;
Letra d.
033. (OBJETIVA CONCURSOS/EDUCAÇÃO INFANTIL/PREF. FORMOSA DO SUL-SC/2019) 
Segundo a Lei n. 12.288/2010 - Estatuto da Igualdade Racial, a participação da população ne-
gra, em condição de igualdade de oportunidade, na vida econômica, social, política e cultural 
do País será promovida prioritariamente por meio de, entre outros:
I – Inclusão nas políticas públicas de desenvolvimento econômico e social.
II – Modificação das estruturas institucionais do Estado para o adequado enfrentamento e a 
superação das desigualdades étnicas decorrentes do preconceito e da discriminação étnica.
III – Eliminação dos obstáculos históricos, socioculturais e institucionais que impedem a repre-
sentação da diversidade étnica nas esferas pública e privada.
Estão CORRETOS:
a) Somente os itens I e II.
b) Somente os itens I e III.
c) Somente os itens II e III.
d) Todos os itens.
As três medidas elencadas pela questão são formas de promoção da participação da popu-
lação negra, em condição de igualdade de oportunidade, na vida econômica, social, política e 
cultural do país.
Art. 4º A participação da população negra, em condição de igualdade de oportunidade, na vida eco-
nômica, social, política e cultural do País será promovida, prioritariamente, por meio de:
I – inclusão nas políticas públicas de desenvolvimento econômico e social; (Item I)
III – modificação das estruturas institucionais do Estado para o adequado enfrentamento e a su-
peração das desigualdades étnicas decorrentes do preconceito e da discriminação étnica; (Item II)
V – eliminação dos obstáculos históricos, socioculturais e institucionais que impedem a represen-
tação da diversidade étnica nas esferas pública e privada; (Item III)
Letra d.
034. (CETREDE/EDUCADOR SOCIAL/PREF. JUAZEIRO DO NORTE-CE/2019) Leia a afirma-
tiva a seguir.
O Estatuto da Igualdade Racial, instituído pela Lei 12.888, de 20 de julho de 2010, visa garantir 
à população ____________ a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos 
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DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
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étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à ___________ e às demais formas de into-
lerância __________.
Marque a opção que preenche CORRETA e respectivamente as lacunas.
a) negra / discriminação / étnica
b) negra e parda / desigualdade social / racial
c) parda / discriminação / étnica
d) negra e parda / desigualdade racial / cultural
e) negra / desigualdade social / racial
A questão deve ser respondida com base nas disposições do artigo 1º, com a seguinte redação:
Art. 1º Esta Lei institui o Estatuto da Igualdade Racial, destinado a garantir à população negra a efe-
tivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos 
e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.
Letra a.
035. (CONTEMAX/PROFESSOR/PREF. DAMIÃO-PB/2019) De Acordo com a Lei n. 
12.288/2010, artigo 13: O Poder Executivo Federal, por meio dos órgãos competentes, in-
centivará as instituições de ensino superior, públicas e privadas, sem prejuízo da legislação 
em vigor, a:
a) Garantir o conhecimento das sociedades negras, clube e outras formas de manifestação 
coletiva da população negra, com trajetória histórica comprovada, como patrimônio histórico 
e cultural.
b) Assegurar aos remanescentes das comunidades dos quilombos o direito à preservação de 
seus usos, costumes, tradições e manifestos religiosos, sob a proteção do Estado.
c) Estimular e apoiar ações socioeducativas realizadas por entidades do movimento negro que 
desenvolvam atividades voltadas para a inclusão social.
d) Desenvolver programas de extensão universitária destinados a aproximar jovens negros 
de tecnologias avançadas, assegurando o princípio da proporcionalidade de gênero entre os 
beneficiários.
e) Incentivar a celebração das personalidades e das datas comemorativas relacionadas à tra-
jetória do samba e de outras manifestações culturais de matriz africanas.
Vejamos a literalidade do mencionado artigo 13 da Lei n. 12.288/2010:
Art. 13. O Poder Executivo federal, por meio dos órgãos competentes, incentivará as instituições de 
ensino superior públicas e privadas, sem prejuízo da legislação em vigor, a:
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I – resguardar os princípios da ética em pesquisa e apoiar grupos, núcleos e centros de pesquisa, nos 
diversos programas de pós-graduação que desenvolvam temáticas de interesse da população negra;
II – incorporar nas matrizes curriculares dos cursos de formação de professores temas que incluam 
valores concernentes à pluralidade étnica e cultural da sociedade brasileira;
III – desenvolver programas de extensão universitária destinados a aproximar jovens negros de tec-
nologias avançadas, assegurado o princípio da proporcionalidade de gênero entre os beneficiários;
IV – estabelecer programas de cooperação técnica, nos estabelecimentos de ensino públicos, pri-
vados e comunitários, com as escolas de educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e 
ensino técnico, para a formação docente baseada em princípios de equidade, de tolerância e de 
respeito às diferenças étnicas.
Logo, apenas a Letra D está de acordo a legislação relacionada com o presente artigo.
Letra d.
036. (OBJETIVA CONCURSOS/SUPERVISOR ESCOLAR/PREF. S MARTINHO DA SERRA-
-RS/2019) Em conformidade com a Lei n. 12.288/2010 - Estatuto da Igualdade Racial, analisar 
a sentença abaixo:
Nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e de Ensino Médio, públicos e privados, é ve-
dado o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil (1ª parte). 
Os órgãos federais, distritais e estaduais de fomento à pesquisa e à pós-graduação deverão, 
obrigatoriamente, criar incentivos a pesquisas e a programas de estudo voltados para temas 
referentes às relações étnicas, aos quilombos e às questões pertinentes à população negra 
(2ª parte).
A sentença está:
a) Totalmente correta.
b) Correta somente em sua 1ª parte.
c) Correta somente em sua 2ª parte.
d) Totalmente incorreta.
A sentença mencionada pela questão está totalmente incorreta.
Inicialmente, nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e priva-
dos, é obrigatório o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil.
Além disso, os órgãos federais, distritais e estaduais de fomento à pesquisa e à pós-graduação 
poderão (trata-se de uma faculdade, e não de uma obrigação) criar incentivos a pesquisas e a 
programas de estudo voltados para temas referentes às relações étnicas, aos quilombos e às 
questões pertinentes à população negra.
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Art. 11. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, é 
obrigatório o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil, observa-
do o disposto na Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
Art. 12. Os órgãos federais, distritais e estaduais de fomento à pesquisa e à pós-graduação poderão 
criar incentivos a pesquisas e a programas de estudo voltados para temas referentes às relações 
étnicas, aos quilombos e às questões pertinentes à população negra.
Letra d.
037. (VUNESP/PROCURADOR JURÍDICO/PREF. POÁ-SP/2019) O artigo 47 da Lei n. 
12.288/10 (Estatuto da Igualdade Racial) traz a sigla SINAPIR, cujo significado é
a) Sistema Nacional da Proteção à Igualdade Racial.
b) Serviço Normatizador da Promoção da Igualdade Racial.
c) Sistema Normativo de Políticas para a Igualdade Racial.
d) Serviço Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
e) Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
De acordo com o mencionado artigo 47:
É instituído o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) como forma de organi-
zação e de articulação voltadas à implementação do conjunto de políticas e serviços destinados a 
superar as desigualdades étnicas existentes no País, prestados pelo poder público federal.
Letra e.
038. (FGV/TÉCNICO SUPERIOR JURÍDICO/DPE RJ/2019) O Estatuto da Igualdade Racial é 
uma importante ferramenta da política nacional de direitos humanos, voltado a garantir à popu-
lação negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individu-
ais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.
De acordo com o Estatuto, considera-se discriminação racial ou étnico-racial:
a) qualquer forma de privação material que importe restrição de direito e que tenha base em 
distinção de natureza racial ou étnica;
b) a criação de obstáculos para o exercício de direitos na esfera pública que implique a restri-
ção de tradições, costumes e práticas ligadas à ancestralidade africana;
c) a violação de direitos humanos de grupos afrodescendentes e a desconsideração, desprezo 
ou desrespeito à cultura de povos ancestrais africanos e às suas diferentes formas de mani-
festação religiosa e espiritual;
d) toda opinião ou sentimento desfavorável a pessoas e grupos afrodescendentes que sejam 
concebidos sem exame crítico e a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou razão e que 
resulte em atitude de natureza hostil ou que leve ao julgamento de opiniões, condutas e pesso-
as com base em suas características físicas ou crenças estereotípicas;
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e) toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou ori-
gem nacional ou étnica que vise anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em 
igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, 
econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada.
Temos aqui uma das mais importantes definições apresentadas pela Lei n. 12.288/2010, con-
forme previsão do artigo 1º:
Art. 1º, Parágrafo único. Para efeito deste Estatuto, considera-se:
I – discriminação racial ou étnico-racial: toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada 
em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o 
reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades 
fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida 
pública ou privada;
A alternativa que apresenta esta definição é a Letra E.
Letra e.
039. (IDECAN/ADMINISTRADOR/AGU/2019) A respeito do Estatuto da Igualdade Racial, as-
sinale a afirmativa incorreta.
a) As entidades da Administração Pública Federal, exceto as empresas públicas e sociedades 
de economia mista, deverão incluir cláusulas de participação de artistas negros nos contratos 
de realização de filmes, programas ou quaisquer outras peças de caráter publicitário.
b) O poder público promoverá campanhas de sensibilização contra a marginalização da mu-
lher negra no trabalho artístico e cultural.
c) A produção veiculada pelos órgãos de comunicação valorizará a herança cultural e a partici-
pação da população negra na história do País.
d) Na produção de filmes e programas destinados à veiculação pelas emissoras de televisão e 
em salas cinematográficas, deverá ser adotada a prática de conferir oportunidades de empre-
go para atores, figurantes e técnicos negros, sendo vedada toda e qualquer discriminação de 
natureza política, ideológica, étnica ou artística.
e) O poder público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à 
moradia adequada da população negra que vive em favelas, cortiços, áreas urbanas subutili-
zadas, degradadas ou em processo de degradação, a fim de reintegrá-las à dinâmica urbana e 
promover melhorias no ambiente e na qualidade de vida.
a) Errada. De acordo com o Estatuto da Igualdade Racial, a obrigação de incluir cláusulas de 
participação de artistas negros nos contratos de realização de filmes, programas ou quaisquer 
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outras peças de caráter publicitário alcança, diferente do que informa a alternativa, as empre-
sas públicas e as sociedades de economia mista.
Art. 46. Os órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica ou fundacional, 
as empresas públicas e as sociedades de economia mista federais deverão incluir cláusulas de par-
ticipação de artistas negros nos contratos de realização de filmes, programas ou quaisquer outras 
peças de caráter publicitário.
b) Certa. De acordo com o §6º do artigo 39, “o poder público promoverá campanhas de sensibi-
lização contra a marginalização da mulher negra no trabalho artístico e cultural”.
c) Certa. Temos aqui a perfeita definição do artigo 43 da norma em estudo, de seguinte redação:
Art. 43. A produção veiculada pelos órgãos de comunicação valorizará a herança cultural e a parti-
cipação da população negra na história do País.
d) Certa. A alternativa está em perfeita sintonia com a previsão do artigo 44:
Art. 44. Na produção de filmes e programas destinados à veiculação pelas emissoras de televisão 
e em salas cinematográficas, deverá ser adotada a prática de conferir oportunidades de emprego 
para atores, figurantes e técnicos negros, sendo vedada toda e qualquer discriminação de natureza 
política, ideológica, étnica ou artística.
e) Certa. Por força do artigo 35:
O poder público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à moradia 
adequada da população negra que vive em favelas, cortiços, áreas urbanas subutilizadas, degrada-
das ou em processo de degradação, a fim de reintegrá-las à dinâmica urbana e promover melhorias 
no ambiente e na qualidade de vida.
Letra a.
040. (FGV/OAB EXAME UNIFICADO-XXVIII-PRIMEIRA FASE/2019) Você foi procurada, 
como advogada,por um pequeno grupo de estudantes negros que cursa o terceiro ano do 
ensino médio em uma escola particular. Os estudantes relatam que se sentem violados na sua 
cultura, porque os programas das disciplinas pertinentes não tratam de temas ligados à Histó-
ria da África e da população negra no Brasil. Indagam a você, como advogado(a), se a Escola 
não teria a obrigação de fazê-lo.
Nesse caso, com base no Estatuto da Igualdade Racial, assinale a opção que apresenta a res-
posta correta a ser dada aos alunos.
a) O estudo de temas ligados à história da população negra na África e no Brasil e da cultura 
afro-brasileira é importante no sentido ético, mas não há obrigação legal das escolas nes-
se sentido.
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b) As escolas públicas devem promover o estudo da História da África e da história da popula-
ção negra no Brasil, mas esse dever não se estende aos estabelecimentos privados de ensino 
que possuem autonomia na definição de seus currículos.
c) A adoção de conteúdos referentes à cultura afro-brasileira, bem como aqueles referentes à 
história da população negra no Brasil, depende de determinação dos Conselhos de Educação, 
seja o Conselho Nacional, sejam os respectivos Conselhos Estaduais.
d) As escolas de ensino fundamental e médio devem promover o estudo da História da África 
e da história da população negra no Brasil, bem como da cultura afro-brasileira, o que deve 
ocorrer no âmbito de todo o currículo escolar.
Inicialmente, vejamos a previsão do artigo 11 do estatuto em análise:
Art. 11. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, é 
obrigatório o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil, observado 
o disposto na Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
§ 1º Os conteúdos referentes à história da população negra no Brasil serão ministrados no âmbito 
de todo o currículo escolar, resgatando sua contribuição decisiva para o desenvolvimento social, 
econômico, político e cultural do País.
Sendo assim, é correto afirmar que as escolas de ensino fundamental e médio devem promo-
ver o estudo da História da África e da história da população negra no Brasil, bem como da cul-
tura afro-brasileira. E este estudo deverá ser ministrado no âmbito de todo o currículo escolar.
Letra d.
041. (CESPE/AUDITOR-FISCAL/SEFAZ RS/2018) Instituído pelo Estatuto Nacional da Igual-
dade Racial — Lei n. 12.288/2010 —, o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial 
(SINAPIR) tem por objetivo
a) iniciar a ação penal em face de atitudes e práticas de intolerância religiosa nos meios de 
comunicação e em quaisquer outros locais.
b) formular políticas, programas e projetos voltados para a inclusão da população negra no 
mercado de trabalho.
c) descentralizar a implementação de ações afirmativas pelos governos estaduais, distrital e 
municipais.
d) ratificar os compromissos assumidos pelo Brasil junto a organismos internacionais.
e) instituir os conselhos para a aplicação do Fundo Nacional de Habitação de Interesse So-
cial (FNHIS).
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Os objetivos do SINAPIR podem ser visualizados no artigo 48 da Lei n. 12.288/2010, de seguin-
te redação:
Art. 48. São objetivos do Sinapir:
I – promover a igualdade étnica e o combate às desigualdades sociais resultantes do racismo, inclu-
sive mediante adoção de ações afirmativas;
II – formular políticas destinadas a combater os fatores de marginalização e a promover a integra-
ção social da população negra;
III – descentralizar a implementação de ações afirmativas pelos governos estaduais, distrital e mu-
nicipais;
IV – articular planos, ações e mecanismos voltados à promoção da igualdade étnica;
V – garantir a eficácia dos meios e dos instrumentos criados para a implementação das ações afir-
mativas e o cumprimento das metas a serem estabelecidas.
Logo, apenas a Letra C, dentre as opções apresentadas, trata-se de um dos objetivos do Siste-
ma Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
Letra c.
042. (PR4/ASSISTENTE DE ALUNOS/UFRJ/2018) Muitas vezes os jovens nas instituições es-
colares são reduzidos a estereótipos que são construídos em relação a ele e que podem promo-
ver conflitos entre estes e o mundo adulto, representado por direção, professores e funcionários 
da escola, bem como entre os próprios jovens. Quando os indivíduos são reduzidos aos estereó-
tipos, a sociedade constrói teorias ou ideologias para explicar essa diferença e justificar a discri-
minação. Fixa-se uma imagem social do outro que ao ressaltar a diferença o transforma em pro-
blema social que assusta e incomoda. Isto acaba por justificar agressões e desrespeito ao outro.
É dever do Estado e da sociedade garantir a igualdade de oportunidades, reconhecendo a todo 
cidadão brasileiro o seu direito à participação na comunidade, especialmente nas atividades polí-
ticas, econômicas, empresariais, educacionais, culturais e esportivas, defendendo sua dignidade 
e seus valores religiosos e culturais. Para isso, há leis e estatutos que asseguram estes direitos.
O Estatuto da Igualdade Racial (Lei n. 12.288/2010) é destinado a garantir à população negra a 
efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos 
e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica. Marque a 
opção que está em DESACORDO com o que este Estatuto considera.
a) Discriminação racial ou étnico-racial: toda distinção, exclusão, restrição ou preferência ba-
seada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anu-
lar ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos 
 humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em 
qualquer outro campo da vida pública ou privada.
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b) Desigualdade racial: toda situação injustificada de diferenciação de acesso e fruição de 
bens, serviços e oportunidades, nas esferas pública e privada, em virtude de raça, cor, descen-
dência ou origem nacional ou étnica.
c) Desigualdade de gênero e raça: simetria existente no âmbito da sociedade que acentua a 
distância social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais.
d) Políticas públicas: as ações, iniciativas e programas adotados pelo Estado no cumprimento 
de suas atribuições institucionais.
e) Ações afirmativas: os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela inicia-
tiva privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de 
oportunidades.
Dentre os conceitos apresentados, apenas o da Letra C está equivocado. A desigualdade de 
gênero e raça trata-se da assimetriaexistente no âmbito da sociedade que acentua a distância 
social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais, e não, conforme informa a ques-
tão, da simetria.
Art. 1º Esta Lei institui o Estatuto da Igualdade Racial, destinado a garantir à população negra a efe-
tivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos 
e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.
Parágrafo único. Para efeito deste Estatuto, considera-se:
III – desigualdade de gênero e raça: assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a 
distância social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais;
Letra c.
043. (OBJETIVA CONCURSOS/PROFESSOR SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL/
PREF. NAVEGANTES-SC/2018) Em conformidade com a Lei n. 12.288/2010, analisar a sen-
tença abaixo:
Nas datas comemorativas de caráter cívico, os órgãos responsáveis pela educação incentiva-
rão a participação de intelectuais e representantes do movimento negro para debater com os 
estudantes suas vivências relativas ao tema em comemoração (1ª parte). Nos estabelecimen-
tos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, é obrigatório o estudo da 
história geral da África e da história da população negra no Brasil (2ª parte).
A sentença está:
a) Totalmente correta.
b) Correta somente em sua 1ª parte.
c) Correta somente em sua 2ª parte.
d) Totalmente incorreta.
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A sentença está totalmente correta, exigindo as disposições do artigo 11 e respectivo §3º da 
Lei n. 12.288/2010:
Art. 11. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, é 
obrigatório o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil, observado 
o disposto na Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
§ 3º Nas datas comemorativas de caráter cívico, os órgãos responsáveis pela educação incentiva-
rão a participação de intelectuais e representantes do movimento negro para debater com os estu-
dantes suas vivências relativas ao tema em comemoração.
Letra a.
044. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO/DPE RS/2018) No Brasil, a partir do século XXI, percebe-se 
um incremento de ações e políticas públicas que estimulam a redução da desigualdade racial.
Sobre o tema da discriminação racial é INCORRETO afirmar que:
a) a presença de pessoas negras em cargos públicos exerce um papel simbólico na sociedade.
b) a diversidade étnico-racial é importante para a formação dos estudantes universitários.
c) a redução da desigualdade racial exige a superação de uma perspectiva meramente formal 
do princípio da isonomia.
d) é assegurada a assistência religiosa aos praticantes de religiões de matrizes africanas nos 
estabelecimentos prisionais.
e) o estudo da história geral da África é facultativo nos estabelecimentos privados de en-
sino médio.
Dentre as opções, apenas a Letra E está errada. Ao contrário do que afirma a questão, o estudo 
da história geral da África é obrigatório nos estabelecimentos privados de ensino médio.
Art. 11. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, é 
obrigatório o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil, observado 
o disposto na Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
Letra e.
045. (OBJETIVA CONCURSOS/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO/PREF NONOAI-RS/2018) 
Em conformidade com a Lei n. 12.288/2010, são objetivos do Sistema Nacional de Promoção 
da Igualdade Racial (Sinapir), EXCETO:
a) Promover a igualdade étnica e o combate às desigualdades sociais resultantes do racismo, 
inclusive mediante adoção de ações afirmativas.
b) Formular políticas destinadas a combater os fatores de marginalização e a promover a inte-
gração social da população negra.
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Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
DIREITO DA ANTIDISCRIMINAÇÃO
Diogo Surdi
c) Centralizar a implementação de ações afirmativas pelos governos estaduais, distrital e 
municipais.
d) Articular planos, ações e mecanismos voltados à promoção da igualdade étnica.
Apenas a Letra C não retrata um dos objetivos do SINAPIR, conforme previsão do artigo 48 da 
norma em estudo:
Art. 48. São objetivos do Sinapir:
I – promover a igualdade étnica e o combate às desigualdades sociais resultantes do racismo, inclu-
sive mediante adoção de ações afirmativas; (Letra A)
II – formular políticas destinadas a combater os fatores de marginalização e a promover a integra-
ção social da população negra; (Letra B)
III – descentralizar a implementação de ações afirmativas pelos governos estaduais, distrital e mu-
nicipais; (Erro da Letra C)
IV – articular planos, ações e mecanismos voltados à promoção da igualdade étnica; (Letra D)
V – garantir a eficácia dos meios e dos instrumentos criados para a implementação das ações afir-
mativas e o cumprimento das metas a serem estabelecidas.
Letra c.
046. (VUNESP/DELEGADO DE POLÍCIA/PC SP/2018) Nos termos da Lei n. 12.288/2010 (Es-
tatuto da Igualdade Racial), considera-se discriminação racial ou étnico-racial toda
a) distinção, exclusão ou situação injustificada de diferenciação de acesso a bens, nas esferas 
privada, em virtude de raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica, ou restringir o 
reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições e de direitos, no que concerne 
ao acesso a serviços públicos.
b) distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem 
nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercí-
cio, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos 
político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada.
c) distinção, exclusão ou situação injustificada de diferenciação de acesso a serviços e oportu-
nidades, nas esferas pública, em virtude de raça, cor, descendência ou origem nacional ou étni-
ca, ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições e de direitos, 
no que concerne à aquisição de bens.
d) distinção, exclusão ou assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a diferen-
ciação de acesso a serviços e oportunidades distanciando as mulheres negras e os demais 
segmentos sociais, visando a segregação e a diferenciação de acesso a bens e serviços públi-
cos e privados.
e) distinção, exclusão ou assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a distância 
social entre mulheres negras e os demais segmentos sociais.
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Para responder a questão, façamos uso da previsão do artigo 1º, Parágrafo Único, I, da Lei n. 
12.288/2010:
Art. 1º, Parágrafo único. Para efeito deste Estatuto, considera-se:
I – discriminação racial ouétnico-racial: toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada 
em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o 
reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades 
fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida 
pública ou privada;
Letra b.
047. (IBFC/ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO/AGERBA/2017) Assinale a alternativa INCOR-
RETA sobre os objetivos do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), con-
siderando as disposições da lei federal n. 12.288, de 20/07/2010 que institui o Estatuto da 
Igualdade Racial.
a) Promover a igualdade étnica e o combate às desigualdades sociais resultantes do racismo, 
inclusive mediante adoção de ações afirmativas
b) Formular políticas destinadas a combater os fatores de marginalização e a promover a inte-
gração social da população negra
c) Centralizar a implementação de ações afirmativas no nível federal
d) Articular planos, ações e mecanismos voltados à promoção da igualdade étnica
e) Garantir a eficácia dos meios e dos instrumentos criados para a implementação das ações 
afirmativas e o cumprimento das metas a serem estabelecidas
Apenas a Letra C, dentre as alternativas propostas, não retrata um dos objetivos do SINAPIR, 
conforme previsão do artigo 48:
Art. 48. São objetivos do Sinapir:
I – promover a igualdade étnica e o combate às desigualdades sociais resultantes do racismo, inclu-
sive mediante adoção de ações afirmativas; (Letra A)
II – formular políticas destinadas a combater os fatores de marginalização e a promover a integra-
ção social da população negra; (Letra B)
III – descentralizar a implementação de ações afirmativas pelos governos estaduais, distrital e mu-
nicipais; (Erro da Letra C)
IV – articular planos, ações e mecanismos voltados à promoção da igualdade étnica; (Letra D)
V – garantir a eficácia dos meios e dos instrumentos criados para a implementação das ações afir-
mativas e o cumprimento das metas a serem estabelecidas. (Letra E)
Letra c.
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048. (IBFC/TÉCNICO EM REGULAÇÃO/AGERBA/2017) Considerando as disposições da lei 
federal n. 12.288, de 20/07/2010 que institui o Estatuto da Igualdade Racial, assinale a alterna-
tiva correta sobre o significado da sigla SINAPIR.
a) Serviço de Integração e Autopromoção Racial
b) Serviço Nacional de Apoio às Práticas de Integração Racial
c) Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial
d) Sistema Nacional de Promoção da Integração Racial
e) Sindicato Nacional de Participação Racial
A sigla SINAPIR significa Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, conforme previ-
são do artigo 47:
Art. 47. É instituído o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) como forma de 
organização e de articulação voltadas à implementação do conjunto de políticas e serviços desti-
nados a superar as desigualdades étnicas existentes no País, prestados pelo poder público federal.
Letra c.
049. (CESPE/PROCURADOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE RR/2017) De acordo com o 
Estatuto da Igualdade Racial, o estudo da história geral da África e da história da população 
negra do Brasil é obrigatório nos estabelecimentos de ensino
a) infantil e fundamental.
b) fundamental e médio.
c) médio, apenas.
d) infantil, fundamental e médio.
O estudo da história geral da África e da história da população negra do Brasil é obrigatório em 
todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio, sejam eles públicos ou privados.
Art. 11. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, é 
obrigatório o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil, observado 
o disposto na Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
Letra b.
050. (FUNDATEC/TÉCNICO EM RADIOLOGIA/IGP RS/2017) De acordo com a Lei n. 
12.288/2010 (Estatuto da Igualdade Racial), “toda distinção, exclusão, restrição ou preferência 
baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anu-
lar ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos 
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humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em 
qualquer outro campo da vida pública ou privada” corresponde ao conceito de:
a) Desigualdade racial.
b) Desigualdade de gênero.
c) Discriminação racial.
d) Discriminação de gênero.
e) Descriminalização racial.
O conceito apresentado é o de discriminação racial, conforme previsão do artigo 1º, Parágrafo 
Único, II.
Art. 1º, Parágrafo único. Para efeito deste Estatuto, considera-se:
I – discriminação racial ou étnico-racial: toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada 
em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o 
reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades 
fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida 
pública ou privada;
Letra c.
Diogo Surdi
Diogo Surdi é formado em Administração Pública e é professor de Direito Administrativo em concursos 
públicos, tendo sido aprovado para vários cargos, dentre os quais se destacam: Auditor-Fiscal da Receita 
Federal do Brasil (2014), Analista Judiciário do TRT-SC (2013), Analista Tributário da Receita Federal do 
Brasil (2012) e Técnico Judiciário dos seguintes órgãos: TRT-SC, TRT-RS, TRE-SC, TRE-RS, TRT-MS e MPU.
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	Apresentação
	Racismo, Sexismo, Intolerância Religiosa e LGBTQIA+Fobia
	1. Disposições Gerais
	2. Racismo e Temática de Gênero, Raça e Etnia
	3. Estatuto da Igualdade Racial
	3.1. Disposições Preliminares
	3.2. Direito à Saúde
	3.3. Direito à Educação, Cultura, Lazer e Desporto
	3.4. Direito à Liberdade de Consciência e de Crença e ao Livre Exercício dos Cultos Religiosos
	3.5. Direito ao Acesso à Terra e à Moradia Adequada
	3.6. Direito ao Trabalho
	3.7. Direito de Acesso aos Meios de Comunicação
	3.8. Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial
	4. Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial
	5. Sexismo
	5.1. Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher
	5.2. Formas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher
	5.3. Assistência à Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar
	5.4. Procedimentos
	5.5. Equipe de Atendimento Multidisciplinar
	6. Proteção às Pessoas LGBTQIA+
	6.1. Breve Histórico e Definições
	6.2.Pautas Defendidas
	6.3. A Identidade de Gênero e Outros Direitos
	7. Intolerância Religiosa
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 122:

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