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FORMAÇÃO
MASTER EM HIPNOSE
Certificação reconhecida pela
Sociedade Brasileira de Hipnose
lucasnaves.com.br
1
Lucas Naves, presidente do ILN
Premiado por seu trabalho
Lucas Naves foi premiado pela COBLAC – Academia Brasileira de Letras, Artes e
Ciência como o professor que mais forma hipnoterapeutas no Brasil.
Doutor em Psicanálise
Em reconhecimento ao seu brilhante trabalho, Lucas recebeu o título Honoris
Causa de Doutor em Psicanálise.
Membro da Sociedade Brasileira de Hipnose
A SBH, Sociedade Brasileira de Hipnose, é a maior e mais respeitada organização
de hipnoterapeutas do Brasil.
Trainer licenciado
. Autorizado e treinado por John Grinder, criador da PNL, a ensinar PNL pela
ITANLP (International Trainers Academy of Neuro-Linguistic Programming).
. Practitioner e Master Practitioner em PNL pela Sociedade Internacional de
Programação Neurolinguística.
. Estudou com os maiores nomes do mundo dentro do campo da hipnose e pnl,
como Michael Carroll, Camen Bostic, Owen Fitzpatrick, James Trip e Melissa Tiers.
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Sumário
INDUÇÕES HIPNÓTICAS 5
Indução de Dave Elman 5
Espiral Hipnótica 6
CRENÇAS LIMITANTES 7
Para cancelar crenças limitantes e instalar crenças fortalecedoras 7
Descubra como é que se fazem as certezas 8
COMPULSÕES E MAUS HÁBITOS 10
Crer em si como não fumante 10
Trocar desejos (Padrão Swish) 11
Tornar-se mais determinado 11
NEUROQUÍMICA 12
Para se sentir incrível e motivado 13
Para mudar as sensações ruins 14
HÁBITOS 15
Criando novos hábitos através do Ciclo do Hábito 15
Loop dos hábitos 15
OBRIGAÇÕES 19
Acelerar o tempo 19
MOTIVAÇÃO 20
Técnica para aumentar a motivação (Ponte ao Futuro) 20
Motivação para emagrecer 21
RELACIONAMENTOS 22
Padrão para se desapegar 22
Para superar más decisões, arrependimentos e vergonhas 23
Ho'oponopono 24
MÁGOAS 24
Para superar mágoas profundas 24
Para recuperar-se das mágoas 25
REGRESSÃO DE IDADE POR EMOÇÃO 27
Dicas para Ab-reações 29
REIMPRINTING 29
PROGRESSÃO DE IDADE 30
3
Passo a passo da progressão de idade 30
TRANSFORMANDO O QUE TE INCOMODA EM INDIFERENÇA 31
Alterar más recordações 31
Ressignificação em seis passos 31
REALOCAÇÃO 32
Para realocar emoções e/ou sensações 32
MODELAGEM 33
Visão geral da modelagem na PNL 34
Estrutura profunda e estrutura de superfície 37
Capacidades de modelagem 39
Níveis de complexidade das habilidades e capacidades 40
Metodologia da modelagem 42
Três perspectivas básicas em modelagem 43
Modelagem implícita e explícita 44
Modelando da primeira posição 48
Modelando da segunda posição 48
Modelando da terceira posição 48
SUBMODALIDADES E SISTEMAS REPRESENTACIONAIS 48
Modalidades e Submodalidades 48
Sistemas Representacionais 51
ANAMNESE DE SUCESSO 53
Origem do Metamodelo 53
METAMODELO 55
Omissões 55
Generalizações 56
Distorções 57
MODELO MILTON ERICKSON 65
Deleções 71
Distorções 71
Generalizações 72
PROTOCOLO NAVES 75
AGRADECIMENTOS 77
BIBLIOGRAFIA 78
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“Somos muitas vezes prisioneiros dos nossos pensamentos e deixamo-nos levar a
pensar nos nossos problemas. No entanto, como a maior parte dos nossos
problemas são imaginários, só precisamos de soluções imaginárias”.
Dr. Richard Bandler,
um dos criadores da PNL
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INDUÇÕES HIPNÓTICAS
Indução de Dave Elman
Esta indução é considerada uma indução rápida, geralmente se gasta entre 2 a 4
minutos para terminá-la e as chances de o sujeito entrar em transe é muito grande,
uma vez que o mesmo será rehipnotizado várias vezes. Há algumas variações desta
indução, abaixo mostro a forma como faço, fique à vontade para alterar algum
detalhe ou mesmo a ordem dos processos. Esta indução é a preferida dos
hipnoterapeutas e ideal para a Hipnose Clínica.
A indução de Dave Elman se resume em:
1) Fechar os olhos;
2) Desligar as pálpebras;
3) Relaxamento físico;
4) Fracionamento;
5) Teste físico;
6) Relaxamento mental;
7) Teste amnésia.
Poderíamos resumi-la da seguinte forma:
A. “Colagem” dos olhos;
B. Fracionamento do relaxamento;
C. Abrir e fechar os olhos;
D. Teste do pulso;
E. Provocar amnésia.
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Espiral Hipnótica
A presente indução visa o cansaço ocular. Abaixo está o passo a passo desta
indução:
“Olhe fixamente para o meu dedo... Ele vai começar a se mover. Enquanto ele
se move, acompanhe-o apenas com o seu olhar. Você não precisa mover a
sua cabeça, basta acompanhá-lo ao máximo apenas com o seu olhar.
Enquanto seus olhos acompanham o meu dedo, você vai ficando relaxado...
com sono... E começa a sentir uma vontade irresistível de piscar... Concentre-
se na perda de foco.”
No momento exato em que o sujeito começar a piscar:
“Seus olhos estão piscando mais e mais... de novo... mais... e... mais...”
Tente sincronizar seus comandos de piscar com as verdadeiras piscadas.
“Cada vez que você pisca seus olhos, vai ficando mais difícil mantê-los
abertos. Seus olhos estão fechando... e fechando...”
No momento em que as pálpebras começarem a vibrar e a visão do sujeito começar
a ficar turva, dê um leve toque no pescoço do sujeito enquanto diz: “DURMA!”. Se o
sujeito demorar a piscar os olhos, não tem problema. Continue repetindo a sugestão
de que, a qualquer momento, os olhos começarão a piscar. Por algum motivo, alguns
sujeitos simplesmente não cansam e ficam o processo todo com os olhos piscando
o mínimo possível. Nesses casos, basta dar o comando:
“Muito bem... Agora, feche os olhos.” e utilize uma rotina diferente.
Observação: Fique à vontade para usar outras induções como HandDrop, Mãos
Magnéticas, ArmPull, Falso Aperto de Mão de Bandler, dentre outros.
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CRENÇAS LIMITANTES
Crenças limitantes são interpretações que você toma para você como verdadeiras,
mas que no fundo são falsas ou pelo menos não são verdades absolutas. Tais
crenças impedem a sua vida de se tornar melhor.
Geralmente são introduzidas em nossas mentes quando somos crianças, no convívio
com as crenças limitantes dos pais, professores ou figuras de autoridade por
exemplo. Também podemos ter crenças limitadoras como uma forma da mente
consciente encontrar razões para justificar um fracasso ocorrido ou algo que pareça
muito difícil de ser atingido. As crenças limitantes mais comuns giram em torno de
prosperidade, emagrecimento, qualidade do sono etc.
Por exemplo:
“Pessoas ricas são desonestas”.
“Ganhar dinheiro é muito difícil”.
“Dinheiro que vêm fácil vai fácil”.
“Dinheiro se ganha com muito suor e lágrimas”.
“Emagrecer não é pra mim”.
“Qualquer coisa que como engordo”.
“Sou gordo por causa da minha genética”.
“Não consigo dormir”.
“Todos dormem, menos eu”.
“Impossível eu ter um sono bom”.
Para cancelar crenças limitantes e instalar crenças fortalecedoras
Obviamente em primeiro passo deve haver um bom “pré-talk” com o cliente para
aferir se ele realmente quer alterar essa crença e se está disposto a pensar de
maneira diferente sobre a questão em foco.
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Para criar qualquer mudança é necessário descobrir as características da crença.
Por isso a importância em descobrir as submodalidades presentes.
Este exercício consiste em primeiramente definir as características de algo que você
tem como verdade absoluta. Como a de que o sol nasce todas as manhas por
exemplo.
Em que local está essa imagem em sua cabeça? Está à direita ou à esquerda?
É uma imagem parada? É uma imagem em movimento? Tem algum som? A
que distância?
Em seguida quebre o padrão, limpe a mente e agora pense as mesmas questões
sobre algo que você não tem certeza ou está inseguro. Como por exemplo, o que
você vai comerhoje à noite ou se você vai vestir azul ou verde amanhã.
Compare a diferença entre as duas. As imagens estão no mesmo local? A resposta
provável será “não”.
Os tamanhos são diferentes? O som é diferente? Uma está à direta e a outra
à esquerda? As cores são distintas?
Descubra como é que se fazem as certezas
1) Pense em alguma coisa em que acredita fortemente;
2) Repare nas imagens, sons e sensações que surgem quando pensa nessa
crença e na certeza que tem em relação a ela;
3) Pense em alguma coisa que você dúvida ou não tem certeza;
4) Repare nas imagens, sons e sensações que surgem em relação a esse
pensamento e na sua incerteza em relação a ele.
Agora que já fez essas comparações pense em sua crença limitante. Observe seu
“problema” no mesmo local da crença de que o sol nasce todas as manhãs e afirme:
“Quero me livrar disso”. Afaste essa imagem a uns 6 metros de distância, diminua e
desfoque a imagem e jogue-a dentro da imagem de algo que tenha insegurança ou
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incerteza. Faça-a desaparecer lá dentro. A seguir, faça o oposto. Pegue a imagem
da crença que você quer instalar, mas que ainda é insegura. Afaste-a também a uns
6 metros de distância e jogue-a dentro da imagem de algo que você acredita
piamente. Iguale as submodalidades de cor, tamanho, sons e sensações de suas
imagens.
Resumo
Técnica de mudança de crença (Padrão Swish da crença)
1) Pense numa crença limitante que quer deixar de ter.
2) Pense em uma crença nova que quer ter.
3) Estude a submodalides de certeza e incerteza que já elicitou.
4) Imagine a crença limitadora de que quer se livrar a afaste para longe
e a jogue dentro da crença ou imagem de insegurança.
5) Imagine a crença positiva que você quer ter e afaste-a para longe
e jogue dentro da crença ou imagem de certeza.
6) Repita isso de 8 a 12 vezes.
Visualização criativa com metáforas
Imagine a tela do Windows (desktop) do seu computador. Imagine que a crença
limitante que você quer se livrar seja um aplicativo ou foto. Jogue essa imagem na
“lixeira” do Windows. Em seguida veja essa crença limitante junto com várias coisas
da sua vida que você já jogou dentro da “lixeira”. Em seguida clique em “esvaziar
lixeira”.
Pense na crença que deveria ser forte mais ainda não é. Imagine que ela se
transforma em uma foto ou aplicativo em sua tela do Windows. Em seguida, jogue
ela dentro de uma “pasta” que tenha todas as habilidades necessárias para
realização dessa crença. Por exemplo, se você quer instalar a crença de que
consegue emagrecer. Jogue dentro de uma “pasta” em que possui suas melhores
habilidades de força e determinação.
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COMPULSÕES E MAUS HÁBITOS
Hábitos são coisas que nos acostumamos a fazer e que por isso fazemos
automaticamente.
Compulsões referem-se àquilo que nos sentimos forçados a fazer. A compulsão é
a evolução do hábito negativo. De qualquer forma tratamos ambos da mesma
maneira.
Os hábitos negativos mais comuns são relacionados a tabagismo, drogas em geral,
doces, carboidratos etc. As compulsões podem ser todos esses hábitos negativos já
citados de maneira mais viciante ou mesmo o Transtorno Obsessivo Compulsivo
(TOC) como é o caso de pessoas que precisam realizar uma tarefa inúmeras vezes
para se sentirem aliviadas, como lavar mãos, lavar casa, conferir fechadura de porta,
conferir dinheiro na conta, dentre outros.
A boa notícia é que, com o auxílio da hipnoterapia, podemos intervir de maneira
rápida sobre esse problema e ter resultados incríveis.
Abaixo uma técnica que serve pra qualquer compulsão ou hábito negativo. Vamos
usar o exemplo do tabagismo:
Crer em si como não fumante
1) Pense numa crença forte e elicie submodalidades (A).
2) Pense em alguma coisa que você deseja, mas não consome (como um doce
ou outra tentação qualquer) (B).
3) Imagine o cigarro (C). Afaste essa imagem e depois jogue-a rapidamente
dentro de (B) e iguale as submodalidades.
4) Fortaleça essa imagem e a coloque rapidamente nas submodalidades de forte
crença (A).
5) Veja-se não agindo em relação a isso e sendo
um não fumante feliz e saudável a partir de agora.
6) Repita várias vezes esse processo.
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Visualização criativa com metáforas
Transforme o vício de cigarros em algo que você pode quebrar, jogar ou queimar.
Como um objeto, uma pedra, bola ou fotografia. Elimine metaforicamente o vício
com essas simbologias.
Trocar desejos (Padrão Swish)
1) Pense em algo que faça despertar a compulsão ou hábito negativo.
2) Faça aparecer a imagem do desejo e apague-a rapidamente.
3) Substitua imediatamente a imagem por outra sua adotando o novo
comportamento e com um ar feliz e livre.
4) Repita várias vezes esse processo.
Observação: Nesse caso, trata-se do Swish tradicional, você deve substituir uma
imagem por outra com velocidade, impacto, sobreposição de imagens.
Visualização criativa com metáforas
Pode ser uma tela de TV que você quebrar
e substitui por outra. Pode ser um estilingue
que com uma moeda que é arremessada
contra a TV, ou mesmo uma pedra que você joga.
Não importa a metáfora. Troque uma imagem por outra.
Tornar-se mais determinado
1) Pense em algo que te faça se sentir determinado. Descubra as
submodalidades para a sua determinação. Preste atenção à sensação de
determinação e em que direção ela gira dentro do seu corpo (A).
2) Pare e pense num hábito ou numa compulsão que pretende mudar. Descubra
as suas submodalidades (B).
3) Imagine uma pequena imagem de mudança no canto da imagem da
determinação, (B) no canto de (A).
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4) Em uma fração de segundos, imagine esta pequena imagem crescer e
substituir a imagem maior, de maneira a começar ver aquilo em que pretende
ser determinado no seu lugar e as submodalidades daquilo que está
determinado a fazer (B) substitui (A).
5) Faça girar a sensação de determinação cada vez mais rápido ao pensar na
mudança.
6) Repita várias vezes este processo.
Dica: Ria ou imagine-se rindo da compulsão, mesmo que forçadamente. Isso mudará
a representação da compulsão, tirando a seriedade da mesma e levando-a para o
ridículo.
Visualização criativa com metáforas
NEUROQUÍMICA
Pense em um tempo em que você se sentiu incrível. Entre nesse tempo e veja com
seus olhos, ouça com seus ouvidos e sinta todas essas boas sensações em seu
corpo. Torne as imagens maiores, mais resplandecentes e coloridas. Torne o som
mais nítido. Intensifique as sensações.
Imagine que a compulsão se transforma num
“vilão” ou “monstro” que fica te dando ordens o
tempo todo.
E como você já está farto de ter que obedecer
a essas ordens, você começa a ficar muito
grande, e o mostro vai encolhendo e ficando
pequeno. Tão pequeno, insignificante e frágil que
você o manda calar a boca e agora pisa
nesse “monstro”, exterminando-o.
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A seguir, descubra em que lugar do seu corpo começa essas sensações e pra onde
vão. Descubra em que direção ela gira dentro do seu corpo, faça-a girar mais e mais.
Note que a sensação se intensifica. Comece agora associar todas essas sensações
com algum objetivo do seu futuro.
Para se sentir incrível e motivado
1) Pense num tempo em que se sentia incrível.
2) Feche os olhos e imagine esse tempo em detalhe. Veja claramente a imagem,
ouça os sons amplificados. Lembre-se como se fosse hoje.
3) Imagine que você está entrando nessa experiência. Torne as cores mais
nítidas. Perceba como você respirava e respire da mesma maneira.
4) Preste atenção à fantástica sensação em seu corpo e tenha consciência de
onde parte a sensação, em que direção se move. Assuma o controle dessa
sensação e faça-a girar cada vez mais rápida em seu corpo.
5) Pense num tempo em algum tempo no futuro em que poderia usar essas boas
sensações. Faça-a girar essas sensações pelo seucorpo enquanto pensa no
futuro e nas coisas que irá fazer nas próximas semanas.
Visualização criativa com metáforas
Imagine qual a cor da sensação que você quer receber. Agora imagine essa cor vindo
em forma de cascata de energia, derramando-se sobre todo o seu corpo e
aumentando cada vez mais e mais as sensações em você.
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Da mesma forma, caso se sinta num estado negativo ou sem recursos, pode alterá-
lo, mudando as características da sensação.
Por exemplo, pense nas pessoas que o perturbam, intimidam ou irritam. Crie delas
uma imagem e veja-as olhar para si da mesma forma que quando te perturbam.
Ouça-as dizer seja o que for que lhe costumam dizer e repare na má sensação que
se forma no seu corpo.
A seguir, preste atenção a essa imagem
e transforme-a em preto e branco. Coloque-a
bem à distância. Reduza seu tamanho.
Coloque nessas pessoas um nariz de palhaço.
Coloque voz de pato Donald ou qualquer outro
personagem cômico. Isso muda aquilo que sente
em relação a essas pessoas e permite-lhe lidar
com elas com mais postura.
Para mudar as sensações ruins
1) Pense nas pessoas que o perturbam, intimidam ou irritam. Crie delas uma
imagem agindo como agem com você e lembre-se das sensações ruins que
isso lhe causa.
2) Coloque agora essas imagens em preto e branco. Coloque-as bem distantes.
Reduza o tamanho. Coloque nariz de palhaço em suas caras.
3) Coloque voz de Pato Donald em suas vozes.
4) Repare como se sente diferente agora. A seguir, distraia-se por momentos e
volta a pensar nelas. Continuará a sentir-se diferente em relação a essas
pessoas.
5) Imagine todas as pessoas que te irritam dentro de uma história infantil, coloque
música de bebê e vozes de bichinhos nos personagens. Deixa a cena tão
infantil que você passa a ter dó dos personagens.
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HÁBITOS
Criando novos hábitos através do Ciclo do Hábito
Como dizia Aristóteles, nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência,
portanto, não é um ato, mas um hábito. Simplificando: você é o resultado de seus
hábitos. Vamos às seis grandes ideias desse livro.
O que são hábitos?
Quem nunca aqui começou a dirigir a certo local ou abriu a geladeira sem pensar?
Simplesmente fez sem saber o que estava fazendo. Pois é! Isso é um hábito.
Hábitos são ações aprendidas pelo cérebro para economizar energia. Tudo que
puder ser colocado no piloto automático, será colocado. Nosso cérebro com apenas
2% do nosso peso corporal consome 20% da nossa energia. Seja ir para o trabalho,
ligar a TV quando entrar no quarto, ler um livro em determinado horário.
Para você ter uma ideia, mais de 40% das nossas ações diárias são hábitos.
Loop dos hábitos
Foi daí que surgiu a ideia Loop do Hábito, através da qual cientistas descobriram que
o loop do hábito é formado por três elementos:
1) Gatilho, aquilo que vai disparar o hábito;
2) Rotina, o comportamento que você fará;
3) E a Recompensa que você terá.
Hábitos serão ativados somente se você for exposto ao seu gatilho. Se você não se
expuser a ele, o hábito não será ativado. Isso vale tanto para bons hábitos quanto
para maus hábitos. O que você quer é acionar os gatilhos para bons hábitos e evitar
os gatilhos de maus hábitos.
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Categoria dos gatilhos
Os gatilhos são divididos em cinco categorias:
✔ Localização
✔ Tempo
✔ Estado emocional
✔ Outras pessoas
✔ Ação anterior
Saber disso vai ajudá-lo a identificar os gatilhos dos hábitos ruins que você quer
modificar. Se você quiser malhar de manhã assim que acordar, você já pode deixar
sua roupa de academia pronta para sair. Acorde e já a vista. Deixe que este gatilho
te leve para academia.
Exemplo de um ciclo de hábito POSITIVO
⮚ Gatilho: Roupa ao lado da cama
⮚ Rotina: Ir para academia
⮚ Recompensa: Sensação de dever
cumprido, disposição ao longo do dia
e boa forma física.
Exemplo de um ciclo de hábito NEGATIVO
⮚ Gatilho: Tomar café
⮚ Rotina: Fumar
⮚ Recompensa: Alívio
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No livro “O Poder do Hábito”, Charles Duhigg menciona que ele tinha o hábito de
comer um biscoito de chocolate todas as tardes no trabalho. Após analisar o hábito,
ele concluiu que o gatilho era disparado por querer se socializar, o que poderia fazer
na copa do escritório, incluindo um biscoito. Sabendo disto, em vez de se dirigir à
copa, ele se programou para toda tarde tirar 10minutos e ir conversar com algum
colega de trabalho na mesa dele; e não ir à copa, e assim desfez o hábito.
Desejo
Na verdade, há um quarto elemento do loop do hábito: O desejo. Quando o hábito
está em fases iniciais de formação, há uma recompensa do cérebro – basicamente
uma dose de dopamina, o hormônio que nos dá prazer. Isso foi descoberto através
de um experimento com macacos e suco de uva, no qual foi observado que, após
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um tempo, essa dose de dopamina era liberada antes que sequer a rotina ocorresse,
ou seja, assim que disparado o gatilho.
É justamente esse rush irresistível que te faz desejar algo antes mesmo que
aconteça e mantém o ciclo de muitos hábitos.
Dica para criar novos hábitos
1) Escolha um gatilho (pode ser uma âncora);
2) Inicie a rotina;
3) Agradeça e sinta a recompensa (Isso reforça a química cerebral para
intensificar a rotina).
Exemplo 1
1) Gatilho: Ouvir uma música;
2) Rotina: Arrumar a casa;
3) Recompensa: Sensação de limpeza e organização.
Exemplo 2
1) Gatilho: Fechar a mão esquerda (âncora);
2) Rotina: Recusar uma comida específica;
3) Recompensa: Sensação de liberdade e autoconfiança;
4) Repetir isso várias vezes por vários dias.
Observação: Para os hábitos ruins o segredo consiste em eliminar ou substituir os
gatilhos. Para instalar hábitos bons devemos ter persistência para continuá-lo até o
mesmo se tornar automático. As recompensas que você começa a ter irão
retroalimentar os gatilhos e rotinas.
Exemplo
1) Gatilho: Emagrecer;
2) Rotina: Substituir o jantar por um suco “detox”;
3) Recompensa: Começar a sentir que está
emagrecendo, sensação de leveza e saúde.
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OBRIGAÇÕES
Muitas vezes temos que passar por obrigações que não gostaríamos, como filas de
banco, resolver coisas burocráticas, falar com alguém chato ou mesmo ir a um
evento que você não queria ir, mas precisa ir.
A técnica a seguir consiste em um truque mental, você fará com que sua mente tenha
a mesma sensação de quando você está dirigindo na estrada: Olhando pelo para-
brisa do carro parece que a paisagem observada se move lentamente, enquanto a
paisagem vista pelas janelas laterais do carro parecem se mover rapidamente.
Como passar por obrigações?
Acelerar o tempo
1) Pense em uma situação onde gostaria que o tempo andasse rapidamente.
2) Imagine a situação que você observa passar muito devagar, como se o tempo
se arrastasse.
3) Imagine que tudo a sua volta está passando depressa, como num filme do
Charles Chaplin.
4) Continue vendo o acontecimento andar lentamente, enquanto tudo na visão
periférica se move realmente depressa.
5) Quando chegar ao local e o acontecimento começar, quer seja uma fila de
espera ou mesmo falar com alguém, vai ter a impressão que passará tudo
muito rápido do que você esperava.
6) Também poderá passar por esse
processo enquanto estiver
experimentando o acontecimento,
pois funciona muito bem.
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Visualização criativa com metáforas
Imagine que você tem um reservatório de paciência dentro de você. Identifique em
que nível está esse reservatório de 0 a 10. Após observar o nível de sua paciência,
imagine que você agora possui um frasco com o líquido da paciência que você
começa a encher o reservatório até o nível 10.
MOTIVAÇÃO
Motivação (do Latim movere, “mover”). Ou seja, é umestado emocional que nos
move em direção a um objetivo. Diz respeito a animo e boa expectativa. É o oposto
da preguiça.
Técnica para aumentar a motivação (Ponte ao Futuro)
1) Pense pelo que você deveria se sentir mais motivado.
2) Imagine, em uma tela de cinema, seu desejo sendo realizado com todas as
submodalidades presentes.
3) Imagine-se nessa tela de cinema extremamente motivado.
4) Flutue da poltrona do cinema até a tela e entre dentro da cena (associação).
5) Desfrute de todas as sensações em seu corpo e permita que elas dobrem de
força.
6) Ancore em um ponto do seu corpo essa sensação.
7) Quebre o padrão e depois teste a ancora de motivação.
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Motivação para emagrecer
1) Imagine seu estado atual na palma da sua
mão esquerda (pode ser você acima do peso).
2) Imagine seu objetivo realizado na palma da sua
mão direita (pode ser você magro).
3) Imagine que entre as duas mãos há uma linha
imaginária mostrando tudo que você precisa fazer
para atingir esse objetivo (exercícios, dieta, etc.).
4) Crie expectativa e afirme que, quando bater
uma palma e unir as mãos, seu cérebro ligará
uma coisa à outra.
5) Conte 1, 2, 3... bata as mãos e coloque-as agora
sobre seu peito.
6) Afirme: “Já sei o que fazer agora.”
7) Visualize-se com todas as submodalidades possíveis você inserido nesse
processo de emagrecimento e muito feliz por isso.
Visualização criativa com metáforas
Imagine que a sua motivação tem uma cor e que ela começa a girar em sentido
horário no centro do seu peito cada vez mais rápido, como uma hélice de helicóptero.
Sinta essa “hélice” aumentar sua velocidade e irradiar a sensação de motivação por
todo seu corpo enquanto você imagina pelo que deseja ter mais motivação.
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RELACIONAMENTOS
Padrão para se desapegar
1) Pense na pessoa por quem se quer desapegar
2) Lembre-se de todas as boas recordações de estar com essa pessoa. Coloque
esse filme numa tela de cinema passando de trás para frente em preto e
branco e ficando cada vez menor.
3) Lembre-se de todas as mágoas, brigas e momentos ruins passando agora na
tela de cinema. Associe-se nessas imagens.
4) Assista do início ao fim essas cenas repetidas vezes até se fartar.
5) Lembre-se de alguma coisa que pra você é repugnante e mova a imagem da
pessoa que você quer se desapegar mover-se para dentro da imagem do que
escolheu como repugnante.
6) Imagine um futuro maravilhoso livre dessa pessoa (ponte ao futuro).
Visualização criativa com metáforas
Imagine a pessoa que você quer se desapegar e a transforme em várias fotografias.
Coloque mentalmente essas fotografias na frente da sua cabeça. Agora, lembre-se
de fatos muito antigos da sua vida que você nem se importa ou quase não se lembra.
Como, por exemplo, o nome de seus professores quando você era criança ou mesmo
o que você comeu 10 anos atrás em uma padaria. Transforme essas imagens em
fotos bem nebulosas e mentalmente as coloque atrás da sua cabeça. Passe cola no
verso de todas essas fotos. Mova as fotos da frente da sua cabeça para trás e as
cole nas fotos antigas formando pares. Ou seja, cole as imagens da pessoa que quer
esquecer com as imagens antigas e sem sentido. Vá agora, mentalmente, diminuindo
todas essas fotos até que
desapareçam completamente.
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Para superar más decisões, arrependimentos e vergonhas
É muito comum terapias que cuidam e protegem pessoas ofendidas ou vitimadas.
São técnicas e mais técnicas, linhas infinitas de raciocínios e abordagens para tratá-
las. No entanto é comum nos depararmos com pessoas que tomaram más decisões.
Pessoas que se sentem envergonhadas com algo que fizeram e por isso se sentem
arrependidas. Pessoas que não foram as vítimas, mas sim as culpadas. Essa culpa
e mágoa machuca muito a consciência dessas pessoas. E isso também precisa de
tratamento.
Pensando nisso, percebi que a “química” mais curativa que existe para esses casos
é a “química” do perdão. Ao nos arrependermos de nossas falhas e procurarmos nos
perdoar e compreender os motivos que nos fizeram errar. A percepção sobre os
sentimentos dessa memória traumática será alterada. Trazendo paz e consolo pró-
errante.
Assuma a responsabilidade por seus erros.
1) Afirme: “Eu me perdoo de todo meu coração”.
2) Afirme: “Eu peço perdão para as pessoas que causei mal” (se existir).
3) Afirme: “Sinto muito por todos esses erros que cometi”.
4) Afirme: “Obrigado pela oportunidade em aprender”.
5) Afirme: “Eu desejo o bem para a(s) pessoa(s) que causei mal” (se existir).
6) Em seguida, faça uma releitura dos aprendizados que essa experiência lhe
trouxe.
7) Imagine-se livre dessa vergonha, podendo ser uma pessoa livre e procurando
fazer o bem daqui em diante.
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Essa técnica foi inspirada pela técnica havaiana meditação chamada ho'oponopono.
Que é simples e ótima para fazer qualquer tipo de ressignificação. Seja para si
próprio ou para um cliente. Em regressão de idade, por exemplo, e acaba fechando
muito bem a história e dando um novo sentido para mesma.
Ho'oponopono
Repita as afirmações abaixo para qualquer ressignificação,
visando limpar o subconsciente de cargas emocionais negativas.
"eu te amo", "sou grato", "sinto muito" e "me perdoe".
Visualização criativa com metáforas
Imagine que o problema do passado que te assombra se transforma em um capítulo
do livro da sua vida. E que no final desse capítulo você terá que escrever as lições
que você aprendeu com seu sofrimento e terá que escrever o quanto se arrepende
do que fez de errado.
Após fazer esse desfecho, vire a página e inicie um novo capítulo com um título novo
e que não faça nenhuma alusão ao passado. Como por exemplo: “Minha vida quando
sou livre e feliz”.
MÁGOAS
Para superar mágoas profundas
Mais uma vez o perdão se faz necessário para se livrar das mágoas.
Independentemente da razão que você tenha. Enquanto não perdoar as pessoas ou
situações que te causaram mágoas. Será difícil de ressignificá-las. Nesse exercício,
proponho também combinar o perdão com a indiferença. Uma vez que sentirmos
indiferença sobre o fato ele passa a perder a força.
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1) Pense nas pessoas ou situações que te causaram mágoas.
2) Afirme com toda emoção: “Eu perdoo tais pessoas ou situações”.
3) Afirme com toda emoção: “Eu me desapego dessa memória e desses
sentimentos”.
4) Afirme: “Para mim, agora, é indiferente o que aconteceu”.
Visualização criativa com metáforas
Transforme as mágoas em um objeto que possa ser quebrado, como uma xícara,
copo, vaso etc. Arremesse com toda sua força esse objeto contra uma parede. Veja
ele se estilhaçar em inúmeros pedaços e se sinta aliviado fazendo isso. Faça esse
processo quantas vezes achar necessário.
Para recuperar-se das mágoas
1) Coloque-se numa postura de quem “virou a página”. Mude sua fisiologia.
2) Modele pessoas fortes, como elas agem, como andar, como falam sobre o
passado, como pensam.
3) Imagine-se voltando aos “trilhos”, voltando a sua vida social com coragem.
4) Fique atento para que evite sofrer outras mágoas por motivos semelhantes.
5) Afirme: “Eu sou grato pelo que aconteceu, pois me tornou mais forte, cauteloso
e equilibrado”.
26
Visualização criativa com metáforas
Imagine uma casa toda quebrada e desorganizada sendo reconstruída de maneira
mais forte, ficando mais bonita e segura. Veja essa casa ficando mais organizada,
mais limpa e agora com um ótimo sistema de segurança instalado.
SOFRIMENTOS
Para superar os sofrimentos
1) Lembre-se do seu sofrimento.
2) Imagine uma linha na sua cabeça (escolha uma cor para essa linha) que liga
a suas memórias mais antigas, apagadas e sem sentido.
3) Jogue todas as imagens e sensações do sofrimento junto das memórias
antigas e sem importância.4) Repita isso várias vezes.
5) Tente pensar no sofrimento.
6) Caso ainda o encontre, faça um gesto fisiológico de desprezo por essas
imagens ou sensações. Como se você debochasse disso tudo.
7) Visualize-se sentindo-se extraordinariamente bem no seu dia a dia, livre e leve.
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Visualização criativa com metáforas
Imagine que o sofrimento se transforma em uma
formiguinha muito pequena, frágil e insignificante.
Pise com toda sua força e raiva nesse inseto
e sinta-se muito forte, livre e capaz.
Para recuperar-se de um sofrimento
1) Procure pensar no aprendizado que tal sofrimento lhe trouxe.
2) Agradeça por ter aprendido essa lição.
3) Pense nas atitudes e estratégias que precisa tomar para evitar que esse
sofrimento ocorra novamente.
4) Caso haja necessidade de perdoar quem te fez sofrer, perdoe. Isso te aliviará
muito.
5) Reconstrua sua postura e recomece de novo de maneira mais forte.
Visualização criativa com metáforas
Transforme esse sofrimento em fotografias que você rasga e joga em uma fogueira,
destruindo-as completamente. Visualize agora um porta-retrato novo que você se
apresenta muito feliz e renovado.
REGRESSÃO DE IDADE POR EMOÇÃO
1) Inicie com um roteiro metafórico que servirá de caminho para encontrar a
causa. (escadaria, elevador, túnel do tempo, contagem e etc.).
2) Crie uma expectativa com contagens de que a primeira vez que a pessoa
sentiu tal emoção irá aparecer novamente e ela entrará nessa cena
3) Após a contagem inicie com perguntar fechadas: Está em um lugar aberto ou
fechado? Está de dia ou de noite? Sozinho ou acompanhado?
4) Após o cliente começar a responder, dê continuidade nas perguntas. O que
está acontecendo? Quem está com você? O que está sentindo?
28
5) Após identificar os elementos da causa, chame o paciente na idade atual e
diga que ele tem uma missão de salvar a versão dele regredida.
6) Coloque a versão atual em contato com a versão regredida do paciente e diga
para a versão atual dar comandos e conselhos para salvar o regredido.
7) Se houver necessidade, trabalhe o perdão, aceitação, compreensão,
indiferença ou gratidão.
8) Após ressignificar essa causa, pegue o braço do paciente e erga-o mais alto e
afirme: “Se houver mais alguma causa relacionada a isso que fez você sofrer,
irá aparecer quando eu soltar esse braço sobre suas pernas”.
9) Após soltar o braço do paciente inicie novamente as perguntas: Está em um
lugar aberto ou fechado? Está de dia ou de noite? Sozinho ou acompanhado?
10) Caso o paciente encontre mais causas, ressignifique-as da mesma forma.
Caso não encontre nada, comece e emersão do paciente ao estado presente
enquanto complementa a sessão com várias sugestões diretas que trarão
força, motivação e paz interior para o paciente.
11) Pergunte o paciente como se sente e finalize a sessão
A regressão de idade é uma técnica muito eficiente para tratar traumas. Uma vez
que vamos direto ao material recalcado do subconsciente e ressignificamos as
causas. No entanto, essa técnica se faz desnecessária em muitos casos em que não
existem traumas ou que são apenas crenças ou hábitos negativos. Sabemos que
com técnicas simples de PNL reajustamos e tratamos o problema, como as fobias,
por exemplo, em que conseguimos tratar em poucos minutos e seria desnecessária
uma regressão na maioria desses casos. Por isso
a importância de se fazer uma boa anamnese para
identificar. Recomendo sempre procurar fazer uma
técnica menos invasiva, como Swish, por exemplo.
Caso o problema não seja resolvido, o terapeuta
poderá partir para uma regressão de idade.
29
Dicas para Ab-reações
Lembre-se de instalar em seu cliente uma âncora de lugar seguro caso o cliente
tenha reações que fujam ao controle durante a sessão. Aplique a âncora se
necessário.
Lembre-se de dissociar o cliente da cena do trauma caso ele não esteja suportando
o sofrimento em que foi colocado. Você pode ressignificar o trauma sem que o cliente
esteja dentro da cena.
A regressão de idade funciona muito melhor para clientes que atingem o estado
sonambúlico de transe. No entanto, os clientes que não conseguirem aprofundar a
tal nível de transe, recomendo a técnica do reimprinting, que será uma regressão de
memória sem transe profundo.
REIMPRINTING
Imprinting significa impressão, ou seja, a impressão que você tem sobre algum fato.
A ideia é convidar o paciente a ter uma nova impressão sobre algum fato. Desta
forma, teremos de abordar o fato de outros pontos de vista e isso poderá trazer uma
maior compreensão sobre o mesmo.
1) Peça para que o cliente lembrar-se da emoção ou fato que o incomoda.
2) Enfraqueça essas imagens, tire o som, quebre as imagens, desassocie-o da
cena.
3) Diga em voz alta tudo que você quer dizer para essas cenas.
4) Imagine-se esmagando essas cenas em sua mão em seguida arremesse o
que restou para longe com toda sua força.
5) Peça para que o cliente pergunte ao seu próprio subconsciente qual a melhor
forma de compreender os fatos.
6) Ouça a resposta do seu cliente e peça para ele imaginar agora uma impressora
que imprimia versões erradas e distorcidas sobre o fato do passado.
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7) Peça para que o cliente imagine que agora a impressora imprime folhas com
a compreensão correta sobre o fato.
8) Rasgue e jogue fora os papéis antigos enquanto olha e analise o conteúdo das
novas folhas impressas.
PROGRESSÃO DE IDADE
As progressões de idade serão ideias para clientes que acessam um transe
sonambúlico com facilidade. A técnica consiste em colocar mentalmente o cliente
num “suposto” futuro criado por sua mente. A ideia é analisar se o mapa de futuro do
hipnotizado está congruente com seu estado atual e se precisa de ajustes ou
ressignificações.
Passo a passo da progressão de idade
1) Coloque o cliente em transe profundo (sonambúlico).
2) Sugira que ele irá ser direcionado para a idade “x” ou ano “y”.
3) Crie bastante expectativa no processo usando de contagens.
4) Sugira que o cliente está em “x” ou em “y”.
5) Inicie com perguntas fechadas para as imagens e sensações surgirem com
facilidade. (sozinho ou acompanhado, lugar fechado ou aberto).
6) Após dialogar com o cliente progredido, traga o mesmo de volta ao estado
presente com muita segurança.
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7) Com o cliente já emergido e em vigília, faça as ressignificações das lições
aprendidas com sugestões diretas ou mesmo com perguntas.
TRANSFORMANDO O QUE TE INCOMODA EM INDIFERENÇA
1) Pense na emoção negativa, localize onde ela está.
2) Pense em sensações de indiferença, localize onde elas estão.
3) Enfraqueça as submodalidades da emoção negativa e aumente as
submodalidades das sensações de indiferença.
4) Jogue o que restou das imagens ou sensações negativas dentro das
submodalidades de indiferença.
5) Repita várias vezes esse processo.
Repare como se sente agora ao tentar sentir a emoção antiga.
Alterar más recordações
1) Pense em uma má recordação sobre a qual quer deixar de pensar.
2) Repare nas submodalidades. Congele a imagem da recordação e encolha seu
tamanho.
3) Vá diretamente para o final da recordação, congele a imagem e branqueie
todas as imagens de forma bem rápida.
4) Repita isso três vezes.
5) Veja-se no final desse filme e o rebobine de trás pra frente, com as imagens e
os sons ao contrário, e faça girar as sensações no interior do seu corpo no
sentido oposto.
6) Quando tentar pensar nas más recordações, quanto mais o fizer, mais difícil
será para si lembrar-se delas.
Ressignificação em seis passos
1) Identificar o comportamento a mudar
2) Estabelecer comunicação com a mente inconsciente
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3) Identificar a intenção positiva do comportamento a ser mudado
4) Pedir ao inconsciente para gerar novos comportamentos para satisfazer a
intençãopositiva do passo 3
5) Fazer com que o inconsciente assuma responsabilidade da nova escolha
6) Verificação ecológica
Observação: Podemos usar esse padrão para qualquer ressignificação, desde que
seja personalizado de acordo com o problema do cliente.
REALOCAÇÃO
Para realocar emoções e/ou sensações
1) Pense nas emoções que quer realocar.
2) Pense nas emoções que você quer que ela se transforme ou pertença.
3) Jogue a emoção que quer realocar dentro das emoções que você quer que ela
pertença.
4) Por exemplo: Jogue a raiva dentro da calma, jogue a mágoa dentro do perdão,
jogue a preocupação dentro da indiferença.
5) Repita esse processo por várias vezes.
Visualização criativa com metáforas
Transforme a emoção ruim em um objeto. Imagine que sua mente é prédio bem alto,
e você vive no topo desse prédio em um andar muito bonito. Pegue esse objeto e
comece a descer as escadas e os andares do prédio enquanto vai passando por
memórias cada vez mais antigas da sua vida. Os
andares vão ficando mais escuros e as memórias
mais remotas. Quando descer até o subsolo do
prédio, deposite o “objeto” dentro de uma caixa e
tranque com cadeado. A caixa pode ficar no “porão”
do prédio, junto de coisas que você já quase nunca
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se lembra ou tem que fazer força para se lembrar. Volte até o terraço do prédio e
veja sua vida livre daquela emoção negativa.
MODELAGEM
"A Modelagem do comportamento envolve a observação e o mapeamento dos
processos bem-sucedidos que formam a base de algum tipo de desempenho
excepcional."
Robert Dilts
O dicionário Webster define modelo como "uma descrição simplificada de uma
entidade ou processo complexo" – como o "modelo de computador" dos sistemas
circulatório e respiratório.
O termo tem sua raiz no latim modus, que significa "uma maneira de fazer ou de ser;
um método, forma, moda, hábito, maneira ou estilo." Mais especificamente, a palavra
"modelo" é derivada do latim modulus, que significa essencialmente uma versão
"menor" do original.
O "modelo" de um objeto, por exemplo, é tipicamente a versão em miniatura ou a
representação deste objeto. Um "modelo de trabalho" (como o de uma máquina) é
algo que pode fazer, numa escala menor, o trabalho que a própria máquina faz, ou
se supõe que faça.
A noção de um "modelo" também passou a significar "uma descrição ou analogia
usada para ajudar a visualizar algo (como um átomo) que não pode ser observado
diretamente." Também pode ser usado para indicar "um sistema de postulados,
dados e conclusões apresentadas como uma descrição formal de uma entidade ou
de uma situação comercial."
Deste modo, um trem em miniatura, um mapa da localização das estações de trem
mais importantes ou a tabela de horário dos trens, são todos exemplos de diferentes
tipos de modelos possíveis de um sistema ferroviário. O propósito deles é emular
34
algum aspecto do sistema ferroviário real e fornecer informações úteis para lidar
melhor com as interações em relação a este sistema.
O trem em miniatura, por exemplo, pode ser usado para avaliar o desempenho de
um trem sob certas condições físicas; o mapa das estações pode ajudar a planejar
o itinerário mais eficiente para se chegar a uma determinada cidade; o horário dos
trens pode ser usado para determinar o tempo exigido para uma determinada
jornada. A partir dessa perspectiva, o valor fundamental de qualquer modelo é a sua
utilidade.
Visão geral da modelagem na PNL
Modelagem do comportamento envolve a observação e o mapeamento dos
processos bem-sucedidos que formam a base de algum tipo de desempenho
excepcional. É um processo de tomar um evento complexo, ou uma série de eventos,
e dividi-lo em pequenos segmentos suficientes para que o evento possa ser
recapitulado de alguma maneira.
O propósito da modelagem comportamental é criar um mapa pragmático ou “modelo”
deste comportamento que pode ser usado para reproduzir ou simular algum aspecto
deste desempenho por qualquer um que esteja motivado a fazer isso. O objetivo do
processo de modelagem do comportamento é identificar os elementos essenciais de
pensamento e de ação exigidos para produzir a reação ou resultado desejado. Em
oposição ao fornecimento de dados puramente correlatos ou estatísticos, o “modelo”’
de um comportamento particular precisa fornecer uma descrição do que é necessário
para realmente alcançar um resultado similar.
O campo da Programação Neurolinguística (PNL) tem se desenvolvido além da
modelagem dos processos do comportamento e dos pensamentos humanos. Os
procedimentos da modelagem na PNL envolvem a descoberta de como o cérebro
("Neuro") está operando, a análise dos padrões de linguagem ("Linguística") e a
comunicação não verbal. Os resultados dessa análise são depois colocados em
35
estratégias de passo a passo ou programas ("Programação") que podem ser usados
para transferir essas habilidades para outras pessoas e áreas.
De fato, a PNL começou quando Richard Bandler e John Grinder modelaram os
padrões de linguagem e de comportamento dos trabalhos de Fritz Perls (fundador da
terapia Gestalt), Virginia Satir (fundadora da terapia de família e da terapia sistêmica)
e Milton H. Erickson, M.D. (fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica).
John Grinder e Richard Bandler, criadores da PNL
As primeiras “técnicas” da PNL se originaram dos padrões verbais e não verbais que
Grinder e Bandler observaram no comportamento desses excepcionais terapeutas.
A implicação do título do primeiro livro deles, A Estrutura da Magia (1975), era que o
que parecia magia e inexplicável tinha, muitas vezes, uma estrutura mais profunda
que, quando iluminada, podia ser entendida, comunicada e colocada em prática por
outras pessoas afora os raros “magos” excepcionais que tinham executado
inicialmente a magia. A PNL é o processo pelo qual as peças relevantes do
comportamento dessas pessoas foram descobertas e depois organizadas num
modelo de trabalho.
A PNL desenvolveu técnicas e distinções para identificar e descrever os padrões
verbais e não verbais do comportamento das pessoas – isto é, os aspectos
essenciais do que a pessoa fala e o que ela faz. Os objetivos básicos da PNL são
modelar capacidades especiais e excepcionais e ajudar para que essas capacidades
se tornem transferíveis para outras pessoas. O propósito desse tipo de modelagem
36
é colocar o que foi observado e descrito em ação numa maneira que seja produtiva
e enriquecedora.
As ferramentas da modelagem da PNL nos permitem identificar padrões específicos
e reproduzíveis na linguagem e no comportamento das pessoas que servem de
exemplo. Enquanto a maior parte das análises da PNL é feita, na verdade,
observando e ouvindo essas pessoas que servem de exemplo em ação, muita
informação valiosa também pode ser reunida aos poucos dos registros escritos.
O objetivo da modelagem da PNL não é terminar com uma descrição “certa” ou
“errada” do processo de pensamento de uma pessoa em particular, mas sim fazer
um mapa instrumental que nos permite aplicar as estratégias que modelamos de
alguma maneira útil. Um “mapa instrumental” é um que nos permite agir mais
eficazmente – a “precisão” ou “veracidade” do mapa é menos importante do que a
sua “utilidade”.
Deste modo, a aplicação instrumental das estratégias comportamentais ou cognitivas
modeladas de um indivíduo particular ou um grupo de indivíduos envolve colocá-las
em estruturas que nos permitem usá-las para algum propósito prático. Esse propósito
pode ser similar ou diferente daquele para o qual o modelo foi usado inicialmente.
Por exemplo, algumas aplicações de modelagem comuns incluem:
1) Compreender melhor alguma coisa desenvolvendo mais “metacognição” sobre
os processos que formam a sua base – a fim de sermos capazes de
ensinarmos isso, por exemplo,ou de usá-lo como um tipo de "marca de
referência".
2) Repetir ou refinar um desempenho (uma situação esportiva ou gerencial)
especificando os passos seguidos pelo executor experiente ou ocorridos
durante exemplos muito favoráveis da atividade. Essa é a essência do
movimento do “processo de reengenharia empresarial” nas empresas.
37
3) Alcançar um resultado específico (como uma soletração eficaz ou o tratamento
de fobias ou alergias). Em vez de modelar um único indivíduo, isso é realizado,
muitas vezes, desenvolvendo “técnicas” baseadas na modelagem de diversos
exemplos ou casos bem-sucedidos.
4) Extrair e/ou formalizar um processo a fim de aplicá-lo num conteúdo ou
contexto diferente. Por exemplo, uma estratégia eficaz para gerenciar uma
equipe esportiva também pode ser aplicada para gerenciar um negócio, e vice-
versa. De certa maneira, o desenvolvimento do “método científico” veio desse
tipo de processo onde as estratégias de observação e análises foram
desenvolvidas para uma área de estudo (como a física) também foram
aplicadas em outras áreas (como a biologia).
5) Tirar dedução de alguma coisa que está vagamente baseada no processo real
do método. Um bom exemplo disso é a representação imaginosa de Sherlock
Holmes realizada por Sir Arthur Conan Doyle que era baseada nos métodos
de fazer diagnósticos do seu professor da escola de medicina Joseph Bell.
Estrutura profunda e estrutura de superfície
Essa é outra maneira de se dizer que os modelos que nós fazemos do mundo a
nossa volta com nossos cérebros e nossa linguagem não são o mundo em si, mas
representações dele. Uma implicação importante dos princípios da gramática
transformacional é que existem múltiplos níveis de estruturas, sucessivamente mais
A PNL retira muitos dos seus princípios e distinções do
campo da gramática transformacional (Chomsky 1957,
1965) como uma maneira de criar modelos do
comportamento verbal das pessoas. Um dos princípios
essenciais da gramática transformacional é que
comportamentos, expressões e reações tangíveis são
‘estruturas de superfície’ que são o resultado de trazer as
“estruturas mais profundas” para a realidade.
Noam Chomsky, linguista
38
profundas na estrutura e organização dentro de qualquer sistema de codificação.
Uma importante implicação disso, com relação à modelagem, é que pode ser
necessário explorar vários níveis da estrutura profunda atrás de um desempenho
particular, a fim de se produzir um modelo efetivo. Além disso, diferentes estruturas
de superfície podem ser reflexos das estruturas profundas comuns. Para uma
modelagem efetiva, é importante, muitas vezes, examinar múltiplos exemplos de
estruturas de superfície para conhecer ou identificar melhor a estrutura mais
profunda que a produz.
Outra maneira de pensar sobre a relação entre a estrutura profunda e a estrutura de
superfície é a distinção entre "processo" e "produto". Produtos são expressões ao
nível de superfície dos processos produtivos mais profundos e menos tangíveis que
são a sua fonte. Assim, "estruturas profundas" são potenciais ocultos que se
tornaram evidentes em estruturas de superfície concretas como resultado de um
conjunto de transformações. Esse processo inclui tanto a destruição seletiva como a
construção seletiva dos dados.
A esse respeito, um dos desafios fundamentais da modelagem vem do fato de que
o movimento entre a estrutura profunda e a estrutura de superfície está sujeita ao
processo de generalização, deleção e distorção. Isto é, alguma informação é
necessariamente perdida ou distorcida na transformação da estrutura profunda para
estrutura de superfície.
Na linguagem, por exemplo, esses processos ocorrem durante a translação de
estrutura profunda (como as imagens mentais, sons, sensações e outras
representações sensoriais que estão armazenadas no nosso sistema nervoso) para
estrutura de superfície (as palavras, sinais e símbolos que escolhemos para
descrever ou representar a nossa experiência sensorial primária). Nenhuma
descrição verbal é capaz de representar completa ou acuradamente a ideia que ela
está tentando expressar.
39
Os aspectos da estrutura profunda que se tornaram evidentes, são aqueles para os
quais suficientes ligações perdidas (deleções, generalizações, distorções) foram
preenchidas para que o potencial oculto no nível da estrutura profunda seja capaz
de completar a série de transformações necessárias para se tornarem evidentes
como estrutura de superfície. Uma das metas do processo de modelagem é
identificar o conjunto completo de transformações suficientes para que uma
expressão apropriada e útil da estrutura profunda possa ser alcançada.
Capacidades de modelagem
O foco da maioria dos processos de modelagem da PNL é ao nível das capacidades.
As capacidades conectam as crenças e os valores a comportamentos específicos.
Sem o como, saber o que alguém deve fazer, e mesmo porque fazer isso é
basicamente ineficiente. Capacidades e habilidades fornecem os elos e a
alavancagem para revelar a nossa identidade, valores e crenças como ações num
ambiente particular.
A propósito, o fato de que os procedimentos de modelagem da PNL tendem a se
focar nas capacidades não significa que eles considerem somente este nível de
informação. Muitas vezes, a gestalt de crenças, valores, sentido do self e os
comportamentos específicos são essenciais para produzir a capacidade desejada. A
PNL assegura que, ao se focar nas capacidades desenvolvidas, serão produzidas as
mais práticas e úteis combinações da "estrutura profunda" e da "estrutura de
superfície".
É mais importante ter em mente que as capacidades são uma estrutura mais
profunda do que tarefas ou procedimentos específicos. Procedimentos são
tipicamente uma sequência de ações ou passos que conduzem a realização de uma
tarefa particular. Habilidades e capacidades, entretanto, são frequentemente "não
lineares" na sua aplicação. Uma capacidade ou habilidade particular (como a
capacidade de pensar com criatividade ou de se comunicar efetivamente) pode servir
como apoio para diferentes tipos de tarefas, situações e contextos.
40
As capacidades precisam ser capazes de serem "acessadas randomicamente," já
que o indivíduo precisa ser capaz de recorrer imediatamente a diferentes habilidades
em diferentes momentos numa tarefa, situação ou contexto particular. Ao invés de
uma sequência linear de passos, as habilidades estão, desta maneira, organizadas
em torno do T.O.T.S. – um laço de feedback entre a) metas b) a escolha de
significados usados para executar essas metas e c) a evidência usada para avaliar
o progresso com relação às metas.
De acordo com a PNL, a fim de modelar efetivamente uma habilidade ou um
determinado desempenho, nós precisamos identificar cada um dos elementos
chaves do T.O.T.S. relacionados a esta habilidade ou desempenho:
1) As metas do executor.
2) A evidência ou os procedimentos de comprovação usados pelo executor para
determinar o progresso com relação às metas.
3) O conjunto de escolhas usado pelo executor para alcançar a meta e os
comportamentos específicos usados para implementar essas escolhas.
4) A maneira que o executor reage se a meta não é atingida inicialmente.
Níveis de complexidade das habilidades e capacidades
Deve-se lembrar que as capacidades em si são de natureza e níveis de
complexidade diferentes. Algumas habilidades e capacidades são, de fato,
compostas de outras habilidades e capacidades. A capacidade de "escrever um livro"
é composta pela capacidade relacionada com o vocabulário, gramática e soletração
da língua em que se está escrevendo, bem como do conhecimento relacionado ao
assunto do livro. Elas são frequentemente referidas como "T.O.T.S. aninhadas",
"sublaços" ou "sub-habilidades" porque elas se relacionamcom os menores
segmentos fora dos quais foram formadas as habilidades mais sofisticadas ou
complexas.
41
A capacidade de "liderança", por exemplo, é composta de muitas sub-habilidades,
como as que se referem à comunicação efetiva, ao estabelecimento de rapport, a
solução de problemas, ao pensamento sistêmico, etc.
Desta maneira, o processo de modelagem em si pode ser dirigido para diferentes
níveis de complexidade com relação as habilidades e capacidades particulares.
1) Habilidades de comportamento simples envolveriam ações específicas,
concretas, facilmente observáveis que ocorrem dentro de curtos períodos de
tempo (de segundos a minutos). Exemplos de habilidades de comportamentos
simples incluiriam: fazer um determinado movimento de dança, entrar num
estado especial, fazer pontaria com um rifle, etc.
2) Habilidades cognitivas simples seriam processos mentais específicos,
facilmente identificáveis e analisáveis que ocorrem num curto período de
tempo (de segundos a minutos). Exemplos de habilidades cognitivas simples
seriam: recordar nomes, soletrar, adquirir um vocabulário simples, criar uma
imagem mental, etc. Esses tipos de habilidades de pensamento produzem
resultados comportamentais facilmente observáveis que podem ser avaliados
e que produzem feedback imediato.
3) Habilidades linguísticas simples envolveriam o reconhecimento e o uso de
palavras chaves, frases e perguntas específicas, tais como: fazer perguntas
específicas, reconhecer e reagir a palavras chaves, rever ou ‘retornar’ a frases
chaves, etc. De novo, o desempenho dessas habilidades é facilmente
observável e avaliado.
4) Habilidades de comportamento complexo (ou interativo) envolvem a
construção e a coordenação de sequências ou combinações de ações de
comportamento simples. Capacidades como fazer jogos de mão (mágica),
aprender uma arte marcial, executar uma jogada bem-sucedida num
determinado esporte, fazer uma apresentação, fazer um papel numa peça ou
42
num filme, etc., seriam exemplos das habilidades de comportamento
complexo.
5) Habilidades cognitivas complexas são aquelas que exigem uma síntese ou
sequência de outras habilidades de pensamento simples. Criar uma história,
diagnosticar um problema, solucionar um problema de álgebra, compor uma
canção, planejar um projeto de modelagem, etc., seriam exemplos de
capacidades envolvendo habilidades cognitivas complexas.
6) Habilidades linguísticas complexas envolveriam o uso interativo da
linguagem em situações (muitas vezes espontâneas) altamente dinâmicas.
Capacidades como persuasão, negociação, ressignificação verbal, o uso do
humor, contar histórias, fazer uma indução hipnótica, etc., seriam exemplos de
capacidades envolvendo habilidades linguísticas complexas.
Claramente, cada nível de habilidade necessita incluir e incorporar as capacidades,
ou T.O.T.S., empregadas pelos níveis precedentes a ele. Desta maneira, tipicamente
é mais desafiador e complicado modelar habilidades complexas do que as simples;
e é mais fácil aprender a modelar começando com comportamentos e habilidades
cognitivas simples antes de passar para tarefas mais complexas. Contudo,
frequentemente, as habilidades complexas podem ser "segmentadas para baixo"
para um grupo ou sequência de habilidades mais simples.
Metodologia da modelagem
Uma das partes centrais do processo de modelagem é a metodologia usada para
coletar informações e identificar aspectos relevantes e padrões relativos ao T.O.T.S.
da pessoa sendo modelada. Enquanto a forma padrão para coletar informações,
como questionários e entrevistas, pode acessar algumas informações são, muitas
vezes, insuficientes na identificação das operações inconscientes ou intuitivas
usadas pelo especialista humano. Muitas vezes elas também assumem ou deletam
informações importantes com relação ao contexto.
43
Além dos questionários e entrevistas, frequentemente é útil e necessário, incorporar
métodos mais ativos para coletar informação como encenações, simulações e
observações da ‘vida real’ do especialista no contexto. Embora a metodologia de
modelagem da PNL emprega entrevista e questionários, a forma primária da
modelagem na PNL é feita comprometendo interativamente o indivíduo a ser
modelado com múltiplos exemplos da habilidade ou desempenho que está sendo
estudado. Isso fornece uma informação de "qualidade mais elevada," e cria a melhor
chance de "capturar" os padrões mais práticos (da mesma maneira que ter um
modelo vivo é geralmente muito mais desejável para um artista trabalhar do que uma
descrição verbal).
Três perspectivas básicas em modelagem
Modelar muitas vezes exige que nós façamos uma descrição "dupla" ou "tripla" do
processo ou do fenômeno que estamos tentando recriar. A PNL descreve três
posições perceptivas fundamentais a partir das quais a informação pode ser coletada
e interpretada: a primeira posição (associada na própria perspectiva de alguém), a
segunda posição (percebendo a situação a partir do ponto de vista da outra pessoa)
e a terceira posição (vendo a situação como um observador não envolvido). Todas
as três perspectivas são essenciais para uma efetiva modelagem de comportamento.
Existe também uma quarta posição perceptiva, que envolve a percepção da situação
a partir da perspectiva de todo o sistema, ou o "campo relacional" envolvido na
situação.
Como a PNL pressupõe que "o mapa não é o território", que "cada um faz o seu
próprio mapa individual de uma situação", e que não existe um único mapa "correto"
de qualquer experiência ou evento, tomar perspectivas múltiplas é uma habilidade
essencial para modelar efetivamente um desempenho ou atividade particular.
Perceber uma situação ou experiência a partir de múltiplas perspectivas permite a
pessoa obter insights e conhecimentos mais amplos com relação ao evento.
44
Modelar da “primeira posição” envolveria nós mesmos testando algo e explorando a
maneira que "nós" fazemos isso. Nós vemos, ouvimos e sentimos a partir da nossa
própria perspectiva. Modelar da ‘segunda posição’ envolve se colocar “nos sapatos”
da outra pessoa que está sendo modelada, tentando pensar e agir tão possível
quanto essa pessoa. Isso pode fornecer importantes intuições sobre aspectos
significativos, porém inconscientes dos pensamentos e ações da pessoa sendo
modelada. Modelar da “terceira posição” envolveria se afastar e observar, como uma
testemunha não envolvida, a pessoa a ser modelada interagindo com as outras
pessoas (inclusive conosco). Na terceira posição, nós suspendemos os nossos
julgamentos pessoais e percebemos apenas o que os nossos sentidos percebem,
como cientistas ao examinar objetivamente um determinado fenômeno através de
um telescópio ou microscópio. “Quarta posição” envolveria um tipo de síntese
intuitiva de todas essas perspectivas, a fim de conseguir um sentido para todo o
“Gestalt”.
Modelagem implícita e explícita
O desempenho hábil pode ser descrito como uma função de duas dimensões
fundamentais: Consciência (conhecimento) e Competência (ação de fazer). É
possível saber ou entender alguma atividade, mas ser incapaz de fazer isso
(incompetência consciente). Também é possível ser capaz de fazer bem uma
atividade particular, mas não saber como se faz isso (competência inconsciente).
O domínio de uma habilidade envolve tanto a capacidade de "fazer o que você sabe"
como "saber o que você está fazendo".
Um dos maiores desafios em modelar especialistas vem do fato de que muitos
comportamentos críticos e elementos psicológicos que lhes permitem distinguir-se
são basicamente inconscientes e intuitivos para eles. Como resultado, eles são
incapazes de fornecer uma descrição direta dos processos responsáveis por suas
próprias capacidades excepcionais. De fato, muitos especialistas evitam, de
propósito, pensarsobre o que estão fazendo e como estão fazendo, com medo que
45
isso interfira com as suas intuições. Essa é outra razão pela qual é importante sermos
capazes de modelar a partir de diferentes posições perceptivas.
Uma das metas de modelagem é extrair e identificar as competências inconscientes
das pessoas e levá-las para a consciência a fim delas serem mais bem entendidas,
otimizadas e transferidas. Por exemplo, a estratégia inconsciente de um indivíduo,
ou T.O.T.S., para "saber que perguntas fazer", "surgir com sugestões criativas", ou
"adaptar os aspectos não verbais do estilo de liderança de alguém", podem ser
modeladas e depois transferidas como uma habilidade ou competência consciente.
Competências cognitivas e comportamentais podem ser modeladas tanto “implícita”
como “explicitamente”. Modelagem implícita envolve mover-se primeiro para a
‘segunda posição’ com relação à pessoa que está sendo modelada a fim de construir
intuições pessoais sobre a experiência subjetiva deste indivíduo.
Modelagem explícita envolve mover-se para a “terceira posição” para descrever a
estrutura explícita da modelagem da experiência da pessoa pois assim ela pode ser
transferida para os outros. Modelagem implícita é primariamente um processo
indutivo no qual nós compreendemos e percebemos os padrões no mundo a nossa
volta. Modelagem explícita é essencialmente um processo dedutivo no qual
descrevemos e colocamos estas percepções em prática.
Os dois processos são necessários para a modelagem efetiva. Sem a fase "implícita"
não existe nenhuma base intuitiva efetiva da qual construir um modelo "explícito".
John Grinder, como cofundador da PNL, chamou atenção de que: "É impossível fazer
a descrição da gramática de uma língua da qual não temos nenhuma intuição". Por
outro lado, sem a fase "explícita", a informação que foi modelada não pode
desenvolver técnicas ou ferramentas e transferida para os outros.
A modelagem implícita em si mesma irá ajudar uma pessoa a desenvolver a
competência pessoal e inconsciente com o comportamento desejado (é a maneira
como as crianças aprendem tipicamente). Criar uma técnica, procedimento ou
46
conjunto de habilidades que pode ser ensinado ou transferido para os outros além
de nós, exige algum grau de modelagem explícita. Uma coisa é, por exemplo,
aprender a soletrar bem, ou desenvolver um bom saque no tênis; outra coisa é
ensinar a outra pessoa como fazer o que você aprendeu.
A PNL, de fato, nasceu da união da modelagem implícita com a explícita. Richard
Bandler modelou intuitivamente "implicitamente" as habilidades linguísticas de Fritz
Perls e Virginia Satir através de vídeos gravados e da experiência direta.
Bandler era capaz de reproduzir muitas dos resultados terapêuticos de Perls e Satir
fazendo perguntas e usando a linguagem de maneira similar à que eles faziam.
Grinder, que era linguista, observou Bandler trabalhando um dia, e ficou
impressionado pela capacidade de Bandler influenciar os outros com o uso da sua
linguagem.
Grinder podia perceber que Bandler estava fazendo algo sistemático, mas era
incapaz de definir explicitamente o que era. Bandler também era incapaz de
descrever explicitamente ou explicar exatamente o que ele estava fazendo e como
estava fazendo. Ele só sabia que tinha, de alguma maneira, "modelado" algo de Perls
e Satir. Os dois estavam intrigados e curiosos para ter um conhecimento mais
explícito dessas capacidades que Bandler tinha implicitamente modelado destes
excepcionais terapeutas – um conhecimento que iria lhes permitir transferir isso
como uma ‘competência consciente’ para outros. Nesse ponto, Grinder fez uma
Fritz Perls e Virginia Satir
47
proposta para Bandler: "Se você me ensinar a fazer o que você está fazendo, então
eu lhe direi o que você está fazendo".
De certo modo, o convite de Grinder marca o início da PNL. As palavras de Grinder
encapsularam a essência do processo de modelagem da PNL: "Se você me ensina
a fazer o que você está fazendo (se você me ajuda a desenvolver a intuição implícita,
ou a ‘competência inconsciente’, que você possui para que eu também possa
alcançar resultados similares), "então eu lhe direi o que você está fazendo" (então
eu posso fazer uma descrição explícita dos padrões e processos que nós dois
estamos usando).
Observe que Grinder não diz: "se você me permitir observar objetivamente e analisar
estatisticamente o que você está fazendo, então eu lhe direi o que você está
fazendo". Grinder disse: "Me ensine a fazer o que você está fazendo". A modelagem
se origina das intuições práticas e instrumentais que vieram da "liderança com
experiência".
Grinder e Bandler foram capazes de trabalhar juntos para criar o Metamodelo (1975)
sintetizando (a) suas intuições compartilhadas sobre as capacidades verbais de Perls
e Satir, (b) observações diretas (tanto ao vivo como em fitas gravadas) de Perls e
Satir trabalhando, e (c) o conhecimento explícito de Grinder sobre linguística (em
particular, gramática transformacional).
Bandler e Grinder trabalharam em conjunto, mais tarde, para aplicar um processo
similar para modelar alguns dos padrões da linguagem hipnótica de Milton H.
Erickson; nessa época Grinder também participava na modelagem inicial "implícita"
do comportamento de Erickson. Eles, e os outros desenvolvedores da PNL, usaram
desde então esse processo de modelagem para criar inúmeras estratégias, técnicas
e procedimentos em praticamente cada área da competência humana.1
1Dilts, Robert, A LTC - 1998
48
Sendo assim, podemos obter uma modelagem satisfatória e objetiva da
seguinte forma:
Modelando da primeira posição
É quando o indivíduo age como “ele mesmo” dentro da situação, sentindo a partir da
própria visão que tem do evento. Um exemplo é quando um atleta que está
começando se espelha em outro atleta de renome. Ele procurará chegar naquela
condição através de sua própria forma de pensar e agir.
Modelando da segunda posição
Quando nos colocamos na posição da pessoa que será modelada, fazendo o
possível para pensar e agir da mesma forma que essa pessoa agiria. Esse formato
permite acessar aspectos determinantes de como essa pessoa e age, mesmo que
sejam atitudes inconscientes.
Modelando da terceira posição
É quando existe o afastamento para uma observação procurando não se envolver
na situação. Isso inclui observar a pessoa que será modelada em suas interações,
inclusive com quem pretende fazer a modelagem. Esse formato faz com que não
existem julgamentos pessoais, apenas observação.
SUBMODALIDADES E SISTEMAS REPRESENTACIONAIS
Modalidades e Submodalidades
Nós temos cinco sentidos básicos: 1) Visão, 2) Audição,
3) Tato, 4) Olfato e 5) Paladar. Na PNL, eles são
denominados como sistemas representacionais ou
modalidades.
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Para cada uma dessas modalidades, podemos ter distinções mais finas. Podemos
descrever uma imagem como sendo preta e branca ou colorida, ou também poderia
ser brilhante ou escurecida.
Os sons podem ser altos ou suaves ou vindos de uma direção particular.
As sensações podem estar em diferentes partes do corpo ou ter diferentes
temperaturas. Os cheiros podem ser agradáveis ou penetrantes, fortes ou brandos.
O paladar pode ser doce ou amargo ou forte ou suave. Essas distinções mais finas
são chamadas de submodalidades e definem as qualidades das nossas
representações internas.
Nós, geralmente, trabalhamos com apenas três modalidades: 1) Visual, 2) Auditiva
e 3) Cinestésica. No entanto, você estar trabalhando em um problema de um cliente
onde as submodalidades olfativas ou gustativas desempenham um papel importante,
por exemplo, uma questão de comida ou alguém que é um “chef”.As pessoas
conhecem e trabalham com as submodalidades há séculos. Por exemplo, Aristóteles
se referiu às qualidades dos sentidos, mas não utilizou o termo submodalidades.
Algumas das submodalidades mais comuns são:
1) Visual
2) Auditivas e
3) Cinestésicas
• Preto e branco ou colorida
• Perto ou longe
• Brilhante ou opaco
• Localização
• Tamanho da imagem
• Associada / Dissociada
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• Focada ou desfocada
• Com moldura ou sem
• Em movimento ou imóvel
• Se for um filme – rápido/normal/devagar
• Três dimensões ou plano
• Alto ou suave
• Perto ou longe
• Interna ou externa
• Localização
• Estéreo ou mono
• Ligeiro ou devagar
• Tom agudo ou grave
• Palavra ou tom
• Ritmo
• Clareza
• Pausas
• Forte ou fraco
• Área grande ou pequena
• Pesado ou leve
• Localização
• Textura: macia ou áspera
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• Constante ou intermitente
• Temperatura: quente ou fria
• Tamanho
• Formato
• Pressão
• Vibração
A submodalidade visual associada/dissociada é uma das mais importantes e se
refere se você pode ou não se ver na imagem (representação visual interna). Você
está associado se não pode se ver a si mesmo na imagem. Muitas vezes nos
referimos a isso como “olhar através dos nossos próprios olhos”. Se você pode se
ver na foto, então dizemos que você está dissociado.
Se você estiver associado a uma memória, então as suas sensações (alegria,
tristeza, medo) sobre essa memória serão mais intensas. Se você estiver dissociado,
é como assistir a um filme da sua vida, em vez de estar lá (no campo de jogo) e
quaisquer sensações serão menos intensas ou não.
Sistemas Representacionais
Quando você entra em uma sala cheia de pessoas, você pode primeiramente se
tornar consciente de...
Visual: O que você vê, imagens, pessoas, as cores, a decoração, como as
pessoas estão vestidas, a estética?
Auditivo: O que você ouve, sons ou conversa, vozes altas e baixas, risos,
tilintar de copos e talheres?
Cinestésico: O que você sente, físico e emocionalmente. Você primeiro presta
atenção à temperatura do ambiente, sentir o conforto ou você está atento a
sentimentos tais como o clima no ambiente?
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Auditivo Digital: Seu diálogo consigo mesmo. “Eu não gosto disso.”
Analisando. Se perguntando: “Será que eu estou tendo uma oportunidade
para conhecer pessoas?” “Quero sair daqui!”
Apesar de usarmos todos os quatro sistemas na maioria das vezes nós tendemos a
ter um sistema "favorito" que usamos mais, isto é, na maioria dos contextos. E isso
explica em parte por que as pessoas diferentes podem ter muito diferentes memórias
do mesmo evento.
Quem usa muito o sistema Visual presta muita atenção ao que você vê em uma
situação. Quem usa o sistema cinestésico presta muita atenção aos sentimentos e
sensações.
Na PNL, são os chamados Sistemas Representacionais (ou seja, os cinco sentidos)
que nos permitem captar, guardar e codificar as informações em nossa mente.
Sistema Visual
Sistema Auditivo
Sistema Cinestésico (sensações, olfato, tato e paladar).
Ao prestarmos atenção nas palavras que uma pessoa utiliza, podemos compreender
melhor como ela constrói ou representa seu modelo de mundo. Identificar em que
Sistema Representacional (V/A/C) o indivíduo se encontra em determinado
momento, é a chave para estabelecer uma comunicação mais eficiente.
Nós utilizamos todos os três Sistemas Representacionais durante nossa
comunicação, alguns com maior frequência do que outros. Quando a predominância
de um deles é mais notável, poderá gerar dificuldades na comunicação.
Se você perguntar para diferentes pessoas como elas "se sentem bem" em
determinado momento:
Uma pessoa com predominância pelo canal "Visual" responderia:
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“Minha casa arrumada, com tudo nos devidos lugares, e um bom livro..." ou
"eu estar bem vestida", etc.
Uma pessoa com predominância pelo canal "Auditivo" responderia:
"Ouvir minhas músicas prediletas", ou "um bom papo com amigos...".
E uma pessoa com predominância pelo canal "Cinestésico" diria:
"Me acomodar num sofá bem aconchegante, pegar um cobertor e tomar minha
bebida favorita..." ou "Acordar cedo, andar dez km e depois tomar um banho
estimulante...".
Talvez fique mais fácil você entender o porquê de uma esposa predominantemente
visual brigar com um marido "mais" cinestésico, pois quando ele chega em casa
(impecavelmente arrumada) faz a maior bagunça. Ou… Você já disse para si mesmo:
“Será que estou falando grego?!?” “ninguém me entende?!”.
ANAMNESE DE SUCESSO
Como usar o metamodelo na anamnese para ligar o “Estado Atual” ao “Estado
Desejado”?
Origem do Metamodelo
John Grinder e Richard Bandler desenvolveram o Metamodelo modelando dois
terapeutas de muito sucesso, Fritz Perls e Virginia Satir, que obtiveram resultados
extraordinários ao fazerem seus clientes serem mais específicos no que eles
expressavam. Ou seja, o uso de certos tipos de perguntas para reunir informações
(ganhar a compreensão da estrutura profunda do cliente). Grinder e Bandler
observaram que, ao se mover da estrutura profunda para a estrutura da superfície,
as pessoas inconscientemente usavam:
⮚ Omissão: nós só apresentamos algumas das informações disponíveis na
estrutura profunda.
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⮚ Generalização: nós podemos fazer afirmações gerais sobre o que
acreditamos, como vemos os outros, os nossos valores, etc. Nós ignoramos
possíveis exceções ou condições especiais.
⮚ Distorção: podemos escolher simplificar excessivamente ou fanatizar sobre o
que é possível ou sobre o que aconteceu.
Para recuperar as informações que faltam, como resultado de omissões,
generalizações e distorções, Grinder e Bandler identificaram 12 padrões diferentes
com perguntas correspondentes e chamaram isso de Metamodelo. O Metamodelo é
ser mais específico (segmentando para baixo) para obter uma melhor compreensão
do modelo de mundo da pessoa. Toda a comunicação humana tem o potencial de
ser ambígua. O objetivo das perguntas é penetrar nessa ambiguidade, o que pode
causar problemas, e acessar as informações que faltam tanto para o cliente como
para o coach, ou seja, obter uma melhor compreensão da estrutura profunda do
cliente e dar melhor sentido à comunicação.
Embora baseado no trabalho de dois terapeutas, o Metamodelo tem uma aplicação
muito mais ampla – sempre que duas ou mais pessoas estiverem envolvidas com
comunicação – no trabalho, no lazer, na família, etc.
Uma vez obtida essa habilidade, o Metamodelo é uma ferramenta poderosa e útil.
No entanto, exige prática para dominar o processo de questionamento e o processo
deve ser feito com um alto grau de rapport – o cliente deve se sentir seguro e sem
estar pressionado. Antes de fazer as perguntas do Metamodelo a qualquer um dos
meus clientes, estudantes, colegas, familiares, etc., eu me certifico de que ele está
confortável na minha presença, de que se sente em segurança e aí faço a seguinte
pergunta: "Posso lhe fazer uma pergunta?" Se ele responder ‘não’, então eu não uso
o questionamento do Metamodelo. Em vez disso, coloco mais esforço para ouvir as
pressuposições (o que está pressuposto) nas palavras que ele escolheu a fim de
obter uma compreensão mais clara de seu modelo de mundo e como posso apoiá-
lo melhor.
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METAMODELO
Omissões
Omissão simples:
Quando alguma coisa é omitida.
. Exemplo: "Eu estou furioso".
. Pergunta(s) para recuperar a informação omitida: "Com o quê?"
Índice de referência não especificado:
A pessoa ou o objeto ao qual a afirmação se refere não está especificado ou não
está claro.
. Exemplo: "Eles rejeitaram a minha proposta de negócio" ou "Eles a rejeitaram".
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "Quem?" ou "O que?"
Omissões comparativas:
A comparação é feita e não está claro o que estásendo comparado. A sentença
conterá palavras tais como: bom, mau, melhor, muito melhor, pior, mais, menos, a
maioria, pelo menos.
. Exemplo: "Essa abordagem é a melhor."
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "Comparado com o que ou
para quem?"
Verbo não especificado:
Nesse caso não está claro como algo foi feito.
. Exemplo: "Eles rejeitaram a minha proposta de negócio". Eu usei o exemplo do
índice de referência não especificado para ilustrar que, às vezes, existem várias
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coisas que foram omitidas, distorcidas ou generalizadas e cabe a você decidir qual
linha de questionamento irá recuperar mais informações.
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "Como especificamente?"
Nominalizações ou Substantivações:
Um processo foi transformado em uma "coisa". Nominalizações são substantivos,
apesar de que você não pode tocá-lo fisicamente ou colocá-lo no porta-malas de seu
carro (substantivo abstrato). Exemplos de nominalizações são: comunicação,
relacionamento, liderança, respeito, verdade, liberdade, depressão, amor, etc. A
nossa tarefa aqui é fazer uma pergunta para que o processo possa ser redescoberto.
. Exemplo: "A comunicação na nossa família é pobre".
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "Como você gostaria que nós
nos comunicássemos?" Observe que também existe uma omissão comparativa e
também poderíamos perguntar: "Pobre em comparação com o que?".
Generalizações
Quantificadores universais:
São situações que podem ter ocorrido uma, duas ou três vezes e a pessoa generaliza
como se ocorresse sempre ou nunca. Os quantificadores universais são
normalmente palavras como: tudo, cada, nunca, sempre, somente, todos, ninguém,
etc.
. Exemplo: "Meu chefe nunca me dá crédito pelo que eu faço".
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: Nós podemos exagerar a
generalização ou usar um contraexemplo. "Nunca?" ou "Já houve um tempo em que
o seu chefe lhe deu crédito?".
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Operadores modais de necessidade ou possibilidade:
Os operadores modais de necessidade incluem palavras como deveria, não deveria,
deve, não deve, tem que, precisa, é necessário. Operadores modais de possibilidade
incluem palavras como pode/não pode, irá/não irá, possível/impossível. Estabelecem
limites impostos por uma regra não implícita.
. Exemplo: "Eu não posso fazer isso agora".
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: a chave é desafiar a limitação.
"O que aconteceria se você tivesse feito?" ou "O que o impede?"
Distorções
Leitura da mente:
Nesse caso, quem está falando afirma saber o que outra pessoa está pensando ou
sentindo.
. Exemplo: "Meu chefe não está satisfeito com o meu trabalho".
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: Para esse padrão, nós
simplesmente perguntamos como você sabe? "Como você sabe especificamente
que o seu patrão não está satisfeito com o seu trabalho?".
Execução perdida:
Julgamentos sobre valores foram feitos e não está claro quem fez o julgamento.
. Exemplo: "Esse é o caminho certo para ser promovido nessa empresa".
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "De acordo com quem?" ou
"Como você sabe que esse é o caminho certo?"
Causa – Efeito:
O orador estabelece uma relação de causa-efeito entre dois eventos ou ações.
Construções comuns incluem: se, então, porque, faz, obriga, causa.
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. Exemplo: "Quando você olha para mim desse jeito, eu me sinto sem importância".
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "Como é que a maneira que
eu olho para você faz com que você decida se sentir sem importância". Você também
poderia usar um contraexemplo.
Equivalência complexa:
Nessa situação, duas experiências são interpretadas como se tivessem o mesmo
significado. Essas duas experiências podem ser unidas por palavras tais como: “Por
essa razão”, “o que significa”, “o que se conclui”.
. Exemplo: "Meu chefe entrou no seu escritório sem dizer ‘bom dia’, portanto, ele não
está satisfeito com o meu trabalho".
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "Como não dizer ‘bom dia’
significa que o seu chefe não está satisfeito com o seu trabalho?" ou "Você nunca se
sentiu pressionado pela família ou pelos negócios e se esqueceu de dizer ‘bom dia’
para os seus colegas de trabalho?"
Pressuposições:
Alguma parte da frase pressupõe ou deduz a existência (ou não) de alguma coisa,
pessoa, etc., embora não esteja explicitamente declarada.
. Exemplo: "Quando é que você vai demonstrar liderança para a sua equipe?" Essa
frase pressupõe que você não demonstra liderança. Se você tentar responder a essa
questão diretamente, estará cavando um buraco ainda mais fundo para si mesmo.
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "O que o leva a acreditar que
eu não demonstro liderança?" ou "Como é que eu não demonstro liderança?"
. Evite perguntar “Por que”. Nenhuma das perguntas no Metamodelo tem “por que”.
Muitas vezes quando você pergunta “por que” para alguém, ele sente que tem que
defender o que disse ou o que fez, dar desculpas ou racionalizar o comportamento
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dele. Por outro lado, se você expressar a pergunta como um "como", você entende
melhor o processo utilizado pelo seu cliente e, assim, obtém mais informação e
compreensão.2
Omissões Simples
Uma omissão simples ocorre quando algo importante é omitido de uma frase.
⮚ Vá e faça isso.
⮚ Quando vir isso, pegue.
⮚ Aquilo é importante.
⮚ Me sinto mal.
⮚ Não sei nada daquilo.
⮚ Estive fora.
⮚ Não posso.
. Recupere as informações omitidas fazendo perguntas como:
- O que exatamente...
Índice referencial não especificado:
Aconteceu alguma, mas não fica claro quem realizou a ação e quem foi afetado.
⮚ Erros foram cometidos.
⮚ Venderam a casa.
⮚ Fizeram uma lambança!
⮚ Eles me irritam.
⮚ Não querem concordar.
⮚ Crianças são teimosas.
⮚ As pessoas não entendem...
2 O artigo original "NLP Meta Model" encontra-se no site www.renewal.ca
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. Recupere as informações omitidas fazendo perguntas como:
⮚ Quem faz o quê?
⮚ Exatamente o que foi feito e por quem?
Verbo não especificado:
Alguma coisa foi feita, mas não está claro como foi feita.
⮚ O Cardoso falhou.
⮚ Eles alegraram o grupo.
⮚ Meu vizinho me assusta.
⮚ Meu chefe me frustrou.
⮚ Fui encorajado a fazer o exame.
⮚ Meu pai me sustenta.
. Recupere as informações omitidas fazendo perguntas como:
⮚ O que exatamente...?
⮚ Como especificamente...?
Comparações:
Está sendo feita uma comparação, mas o padrão utilizado não está claro.
⮚ Eu fiz isso muito bem.
⮚ É melhor sair de fininho.
⮚ O verão é muito melhor.
⮚ Sinto-me melhor aqui.
⮚ A reunião foi mal organizada.
⮚ Este carro é melhor.
. Descubra o padrão de comparação fazendo perguntas como:
⮚ Comparado com o quê...?
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Nominalizações
Nesse processo, um verbo (que descreve uma ação contínua) é transformado num
substantivo (uma coisa estática).
⮚ Ela tem medo do fracasso.
⮚ Caramba, foi uma emoção!
⮚ Meu filho não me tem respeito.
⮚ A felicidade é o mais importante.
⮚ Precisamos ter independência.
⮚ Eu prezo a liberdade.
⮚ Precisamos ter educação.
. Recupere as informações transformando o substantivo no verbo que lhe deu origem
e expresse o pensamento como um processo.
⮚ Como gostaria de ser respeitado...?
Execução Perdida / Julgamento:
Aqui existe um julgamento embutido na afirmação. A execução perdida caracteriza-
se pelo uso de expressões como: é bom, é mau, é errado, é certo, é verdade, é falso,
etc...
⮚ É errado ser teimoso.
⮚ É ruim manipular os outros.
⮚ É inútil reclamar da situação.
⮚ Isso não é bom.
⮚ Não se deve beber gelado.
⮚ Andar descalço faz mal.
⮚ Manga com leiteé perigoso.
. Descubra quem está fazendo o julgamento e em relação a qual padrão:
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⮚ Quem disse isso...?
⮚ Como isso é ruim exatamente?
Operadores Modais de Necessidade:
Expressões como: “deveria”, “deve”, “não deve”, “tenho que”, “sou obrigado a”. Não
há uma regra de conduta que fique explícita. O que aconteceria se você não fizesse?
⮚ Não devo falar sobre isso.
⮚ Tenho que lavar as mãos antes das refeições.
⮚ Devo sempre colocar os outros em primeiro lugar.
⮚ Tenho de ser o melhor.
⮚ Preciso chegar antes dos outros.
⮚ Tenho que obedecer aos preceitos religiosos.
⮚ Tenho de voltar para casa às 10 horas.
. Desafie as consequências imaginadas pela pessoa:
⮚ O que aconteceria se você não...?
Operadores Modais de Possibilidade:
Expressões como: “não posso”, “posso”, “é impossível”. Estabelecem limites
impostos por uma regra não implícita.
⮚ Não posso dizer isso a ele.
⮚ Eu não consigo fazer isso.
⮚ Sou incapaz de fazer alguém feliz.
⮚ Não tem jeito, assim não vai.
⮚ É impossível completar a tarefa na data marcada.
⮚ Não é possível conviver com aquela pessoa.
. Desafie as consequências imaginadas pela pessoa:
⮚ O que o impede de...?
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⮚ Suponha que pudesse, como seria?
Quantificador Universal:
São expressões que têm significado generalizado, como se as coisas fossem
universais e sem exceção. São situações que podem ter ocorrido uma, duas, três
vezes, na vida e a pessoa generaliza como se ocorresse sempre... ou nunca.
⮚ Todos eles são limitados na inteligência.
⮚ Todas as pessoas gostam de chocolate.
⮚ Os homens são todos iguais.
⮚ Nunca neste país...
⮚ Ninguém consegue ver isso.
⮚ Isso sempre acontece comigo.
⮚ Você sempre chega atrasado.
. Repita o quantificador de forma interrogativa e com uma leve entonação de espanto
na voz.
⮚ Sempre?! Nunca?! Todos?!
Equivalência Complexa:
Ocorre quando duas afirmações são ligadas como se tivessem o mesmo significado
ou como numa relação de causa-e-efeito, por exemplo: “Você não está prestando
atenção, pois não olha para mim”. Geralmente as afirmações estão em níveis
neurológicos diferentes.
⮚ Você não está sorrindo, logo não está se divertindo.
⮚ Ela não se importa comigo, está sempre atrasada.
⮚ Meu filho não me respeita, ele não me beija.
⮚ Ele é um ótimo profissional, está sempre bem vestido.
⮚ Esta é uma boa empresa, paga ótimos salários.
⮚ Ele vai ser um ótimo prefeito, tem um bom plano para a cidade.
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⮚ Meu chefe não gosta de mim, ele não me cumprimenta.
. Desafie com a pergunta: “De que maneira ‘isso’ significa ‘aquilo’”?
Leitura Mental:
Ocorre quando alguém faz afirmações supondo conhecer o estado interno de outra
pessoa. Ela pressupõe saber o que a outra está pensando ou sentido.
⮚ O Leandro está infeliz.
⮚ Aposto que ela não gostou do presente que dei.
⮚ Sei o porquê você está zangado.
⮚ Ela está aborrecida, mas não quer admitir.
⮚ Você nem repara como estou me sentindo.
⮚ Ele não gosta de mim.
⮚ Sei que você faz isso só para me irritar.
⮚ Eu sei que você está pensando que...
. Desafie com a pergunta: Como exatamente você sabe que...?
Causa e Efeito:
Ocorre quando se supõe que o comportamento de uma pessoa automaticamente
causa o estado emocional ou o comportamento de outra. É uma forma de
pressuposição.
⮚ A voz dele me aborrece.
⮚ O jeito dela me deixa louco.
⮚ Estou contente porque ele saiu de casa.
⮚ Esse tempo me chateia.
⮚ Ela me assusta.
⮚ Esta notícia me deixou aborrecido.
⮚ Fiz isso por causa dele.
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. Desafie com a pergunta: “Como especificamente ‘isso’ causa ‘aquilo’”? “Houve
alguma vez em que ‘isso’ não causou ‘aquilo’”?
Pressuposições:
Ocorre quando uma suposição descabida e limitadora está implícita na afirmação,
mas não abertamente.
⮚ Quando você ficar mais esperto vai entender isso.
⮚ Ele é tão estúpido quanto o irmão.
⮚ Por que você não consegue fazer nada certo?
⮚ Você vai me contar outra mentira?
⮚ Quando ele estiver namorando vai se vestir melhor.
. Desafie com a pergunta: “O que o leva a acreditar que...?”
. Observação: Uma única sentença pode conter múltiplos padrões e alguns padrões
podem ser classificados sob outro título.
. Por exemplo: Nominalizações são às vezes classificadas como deleções e
julgamentos como distorções.
MODELO MILTON ERICKSON
O Modelo Milton é uma das técnicas utilizadas para a
Programação Neurolinguística ou Neurolinguística
terapia, e foi cocriado por Richard Bandler e John
Grinder, usando as técnicas hipnóticas desenvolvidas
por Milton H. Erickson, que era bem conhecido por ter
fundado a hipnoterapia clínica. Os princípios do Modelo
Milton é um nítido contraste com as utilizadas no Modelo
de Meta de Programação Neurolinguística, os quais
formam a base para o desenvolvimento do campo da
Programação Neurolinguística. Milton Erickson
66
Ao contrário do modelo de Meta, o Modelo Milton depende essencialmente da
imprecisão habilidosa da língua. O princípio fundamental do Modelo Milton é que um
uso generalizado da linguagem e um maior alcance irá gerar um entendimento claro
e completo do problema na mão. Por outro lado, limitar o âmbito do processo de
pensamento, usando linguagem explícita resultará na exclusão de aspectos vitais do
problema e conceitos importantes da experiência da pessoa. O modelo de listas
abaixo o tipo de padrões e partes do discurso que deve ser usado, a fim de ajudar o
cliente a encontrar a linha correta do pensamento, e ajudá-lo a incluir todos os
detalhes reais, sentimentos e crenças que se encontram abaixo de uma experiência
usando termos genéricos para interrogatório.
Dr. Richard Bandler e John Grinder Dr. utilizado para se encontrar com Milton H.
Erickson regularmente para modelar suas técnicas e de trabalho abrangendo um
período de vários meses. A dupla publicou seu primeiro livro sobre o Modelo Milton
em 1975, denominado “Padrões de técnicas de hipnose de Milton Erickson H.
Volume I”. Em 1977, eles passaram a publicar o segundo volume de suas pesquisas
para o livro chamado “Padrões das técnicas hipnóticas de Milton H. Erickson Volume
II”. Estes dois livros são descritos para ter formado a base do Modelo Milton, que
propõe a utilização de uma linguagem vaga, a fim de ajudar o cliente a atingir as
profundezas de sua mente inconsciente, em vez de vagar e restringir seus
pensamentos em um nível consciente.
O objetivo de utilizar Técnicas Modelo Milton
As técnicas empregadas pelo modelo de Milton são mais comumente usadas para
se chegar às profundezas inconscientes da mente, onde a informação real de uma
experiência é armazenada, e depois recuperar esta informação, ajudando o cliente
chegar a um estado alterado da mente. O objetivo é impedir que o cliente utilizando
sua mente consciente, o que geralmente tende a distorcer os fatos, modificar ou
eliminar os principais aspectos da experiência. O Modelo Milton também tenta
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acompanhar e entender a realidade como percebida pelo cliente, a fim de construir
um relacionamento genuíno ou retrato do evento.
O Modelo Milton usado em Programação Neurolinguística sugere que uma mente
consciente vai criar resistência a qualquer autoridade declarações feitas pelo
terapeuta usando Neurolinguística treinamento. Portanto, não é viável para alcançar
a mente inconsciente usando consciente instruções de comando. Usando
declarações que estão mais abertas na natureza, incluem metáforas, oferece novas
oportunidades ou conter contradições, o terapeuta pode chegar a mente inconsciente
mais facilmente.
Isto é conhecido como a sugestão hipnótica. Deixa espaço para o pensamento para
o cliente, que pode então preencher os detalhes adequados as lacunas presentes
usando sua mente inconsciente. O cliente neste caso pode não ter consciência doacontecimento real, como sua mente inconsciente tem assumido temporariamente,
que se assemelha a uma espécie de transe.
A principal razão por trás usando a mente inconsciente para criar uma mudança de
comportamento é que a mente consciente não quer dar atenção às sugestões do
terapeuta por causa da tendência da pessoa a apresentar resistência. Em geral, as
pessoas estão um pouco assustadas ou céticos sobre a hipnose e seus poderes
terapêuticos. Eles vão, portanto, apresentam um tipo especial de resistência a
qualquer autoridade sugestões do terapeuta usando Neurolinguística treinamento.
Milton Erickson percebeu que essa resistência não deve ser atenuada, em vez disso,
ele deve ser aceito como natural por parte do terapeuta treinado em Neurolinguística
cursos e utilizada para gerar um comportamento responsivo. Erickson sugere que
um bom terapeuta deve sempre dar uma oportunidade ao paciente a apresentar
resistência. Qualquer esforço feito pelo terapeuta para modificar ou corrigir o
comportamento clientes, forçando-os a tomar medidas certas contra a sua vontade,
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irá resultar em subjugar o estado de transe, e a mente inconsciente do cliente não
irá cooperar.
O cliente vai se sentir mais confortável com um terapeuta que incentiva o cliente a
escolher e responder a uma sugestão de acordo com seu desejo, e não porque o
terapeuta é forçá-los a tomar uma determinada ação.
Mais frequentemente do que não, a resistência inicial exibida pelo cliente é apenas
uma medida de testar o terapeuta, se o terapeuta estiver disposto a ajustar às
demandas dos clientes ao invés de simplesmente pedir-lhes para fazer certas coisas.
Como exemplo, se o cliente tiver um hábito incessante de pregos morder, o terapeuta
treinado em Neurolinguística encorajaria o cliente a crescer as unhas mais para
desfrutar dos prazeres caso do processo de morder. O cliente, então, cresce todos
os seus pregos decidir para mordê-las depois que elas atingem certo comprimento.
Durante um período, o cliente perde o interesse na atividade, não se sentir o desejo
de morder as unhas mais.
A programação neurolinguística surgiu na Universidade da Califórnia (EUA) no final
dos anos 60 e início dos anos 70 com John Grinder e Richard Bandler. O foco original
da PNL foi o estudo dos padrões fundamentais da linguagem e técnicas de três
terapeutas renomados e bem-sucedidos: Dr. Milton Erickson (hipnoterapia), Fritz
Perls (gestalterapia) e Virginia Satir (terapia familiar sistêmica).
Mais tarde, os padrões descobertos foram adaptados visando proporcionar uma
capacidade pessoal de se comunicar de forma mais efetiva e também a realização
de mudanças.
Grinder e Bandler ficaram estupefatos quando ouviram falar que um norte-americano
do Arizona era capaz de promover a cura de pacientes, em poucas sessões.
Erickson, psiquiatra que passou a maior parte de sua vida confinado a uma cadeira
de rodas, era capaz de ajudar pacientes com doenças psicossomáticas graves a se
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curarem quase instantaneamente, utilizando seu enorme poder de observação e uma
forma incomum de se comunicar.
Durante sua vida, Erickson foi conhecido como o principal practitioner mundial da
hipnose médica. Ele foi o presidente fundador da Sociedade Americana da Hipnose
Clínica. O registro clínico de Erickson foi surpreendente pelo número de diferentes
tipos de problemas médicos e psiquiátricos de que foi capaz de tratar com sucesso
– tanto com como sem o uso da hipnose. A criatividade de Erickson e o seu poder
de observação foram legendários e suas técnicas formaram a base de todo um estilo
de procedimentos terapêuticos e hipnóticos.
Grinder e Bandler viajaram para a Califórnia e observaram por muitas semanas a
Erickson atendendo seus pacientes, como se comunicava, seus gestos, sua
linguagem corporal.
Os padrões de linguagem que descobriram ficaram registrados no livro “Os Padrões
Hipnoterápicos de Linguagem de Milton Erickson”, volumes 1 e 2. Mesmo Milton
Erickson ficou surpreso com o resultado do livro.
No prefácio, ele afirma que os dois autores haviam conseguido dizer melhor do que
ele mesmo seria capaz de fazê-lo qual era o método que Erickson utilizava para
promover a cura natural dos pacientes.
Um grande número das principais técnicas da PNL foram inspiradas pelo trabalho
hipnótico de Erickson, incluindo a dissociação V-C (uma técnica usada por Erickson
tanto para a indução do transe como para o controle da dor), ressignificação (falando
para a parte inconsciente da pessoa), ancoragem (estabelecendo pistas pós-
hipnóticas), mudança da história pessoal (a partir das técnicas de regressão
hipnótica) e ponte ao futuro (derivada da técnica hipnótica da pseudo-orientação no
tempo).
Esses padrões hipnóticos de linguagem e a forma de acessar o inconsciente de
maneira indireta para ajudar o paciente a usar os recursos internos de aprendizado
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para resolver seus problemas aparentemente insolúveis passou a ser chamada pela
PNL de “Modelo Milton”.
O modelo Milton é indireto, contornando as resistências naturais do paciente,
evitando frases diretas ou diretivas, e ao invés disso, usando uma linguagem
ambígua, respeitosa, não invasiva, incompleta, que permite ao paciente preencher
as lacunas da linguagem a partir do seu rico universo interior, e não de acordo com
as crenças ou “verdades” do terapeuta.
O modelo Milton de comunicação fortalece o vínculo entre paciente e terapeuta e
aumenta a confiança do paciente na sua própria capacidade de construir soluções
novas para seus problemas a partir de seu próprio aprendizado e experiências,
muitas vezes por um processo inconsciente, natural.
Algumas frases indiretas que são exemplos do “modelo Milton” de se comunicar.
"Eu não quero que você pense..."
(indiretamente, faz com que a pessoa comece a pensar nisso)
"Não se sinta obrigado a..."
(sugere que a pessoa pode fazer isso, quando quiser)
"Não decida agora. Pode decidir depois, quando estiver mais à vontade".
(sugere que a pessoa é capaz de tomar essa decisão, quando quiser)
"Não resolva... agora"
(sugere que a pessoa pode resolver esse problema quando quiser)
"Não pense muito na ideia de escrever sete frases usando esse padrão"
(planta-se a ideia de escrever as sete frases na mente da pessoa,
indiretamente)
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A estratégia mais fundamental e importante empregada por Erickson era o processo
de “espelhar e conduzir”. Erickson era um mestre em encontrar seus clientes em
seus próprios modelos empobrecidos do mundo, espelhando seu modo de pensar e
então, elegantemente, os conduzindo para uma maneira mais útil para organizar as
suas experiências.
Estudando a PNL e o modelo Milton, você também pode aprender a se comunicar
de maneira eficaz e persuasiva, de forma a ajudar a você mesmo e às pessoas à sua
volta a resolverem seus problemas acessando um estado mental repleto de recursos
conscientes e inconscientes.
Todos os padrões do Metamodelo podem ser usados para induzir transe e provocar
uma busca transderivacional.
Deleções
Exemplos de Linguagem Hipnótica:
“Você pode aprender confortavelmente…” – Permite ao cliente pensar em o que e
como é mais apropriado aprender.
“Haverá pessoas que significam muito para você e que lhe ensinaram muito…” – O
cliente sabe quem são e pensará nelas.
“À medida que fizer sentido disso de sua própria maneira…” – Isso permite ao cliente
compreender de maneira que melhor lhe convém.
“Você se sente mais relaxado” – Essa forma de palavras permite que o cliente relaxe
no ritmo que melhor lhe convém.
“É bom recordar todas as vezes em que foi bem-sucedido” – Isso torna mais fácil
para o cliente recordar aqueles momentos.
Distorções
Exemplos de Linguagem Hipnótica:
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“Á medida que fecha os olhos, você setorna mais confortável…” – Fechar os olhos
torna-se equivalente a ficar mais confortável.
“Você é facilmente capaz de fazer sentido disso à medida que se torna mais curioso
exatamente o que você irá aprender…” – Isso faz surgir uma curiosidade natural que
ajudará o cliente.
“À medida que se aprofunda no relaxamento e seu conforto aumenta, a facilidade
de sua aprendizagem pode se tornar uma fonte de deleite…” – Essas nominalizações
são de tal forma multinível que levam a mente consciente a uma série de buscas
transderivacionais. Não têm qualquer informação específica, assim o cliente faz
sentido delas da forma que melhor lhe convier.
“Ao respirar profundamente e com facilidade, cada respiração o deixará cada vez
mais relaxado…” – Causa-efeito liga o que está acontecendo naturalmente
(acompanhando) com resultado que você deseja (conduzindo). A causa-efeito é a
transição entre o acompanhamento e a condução.
“Não sei se você se sentirá mais relaxado antes ou depois que fechar os olhos…” –
Isso pressupõe resultado (fechar os olhos).
Outras pressuposições são: “Você quer aprender alguma coisa diferente agora?”
(Você aprender alguma coisa.) “Não entre em transe ainda…” (Você entrará em
transe).
Generalizações
Exemplos de Linguagem Hipnótica:
“Tudo que sabe está disponível a você em algum lugar de seu inconsciente…” –
Usando generalizações universais, o Modelo Milton impede quaisquer limites auto
impostos.
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“Você não deveria se limitar se deseja ser o melhor que puder… Você deve agarrar
a oportunidade…” – Operadores modais são usados para sugerir regras
potencializadoras para ação.
“Você pode se tornar mais bem-sucedido… Você é capaz de ir mais fundo em sua
experiência…” – Esses operadores modais estabelecem um quadro permissivo da
mudança de poder.
O Metamodelo:
Segmenta a linguagem para baixo, tornando-a mais específica.
Move-se da estrutura profunda para a estrutura superficial, desafiando deleções,
distorções e generalizações.
Preocupa-se com trazer experiência e significado para o consciente.
Lida com os resultados de uma busca transderivacional.
Lida com meios precisos.
Acessa a compreensão consciente.
O Modelo Milton:
Segmenta a linguagem para cima, tornando-a mais geral.
Move-se da estrutura superficial para estrutura profunda, gerando deleções,
distorções e generalizações.
Preocupa-se com recursos inconscientes.
Lida com compreensões gerais.
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Acessa recursos inconscientes.
Sugestões diretas seguindo uma lógica
A base de qualquer problema começa sempre em um dos tópicos abaixo:
Valores
Crenças
Comportamentos
Ambiente
Todos os “problemas” estão em valores, crenças, comportamentos ou em ambiente.
Por exemplo, uma pessoa se queixa de que tem gasto mais tempo no trabalho que
com a família, isso é um problema de valores. Outra pessoa diz que não consegue
emagrecer, é um problema de crença. Outra pessoa diz que tem rompantes
agressivos com constância, isso é um problema de comportamento. Outra pessoa
diz que estar junto com as pessoas do trabalho lhe causa mal-estar, é um problema
de ambiente.
Dessa forma, identificando em qual campo está o problema, podemos fazer a
ressignificação usando de nossas melhores técnicas de hipnose e PNL. Após isso,
podemos reforçar com sugestões diretas que passem por todos os quatro campos
(valores, crenças, comportamentos e ambiente). Veja um exemplo:
Problema: “Não sou capaz de emagrecer”
Solução: Como se trata de um problema de crença, podemos fazer um Swish a fim
de alterar essa crença para: “Sei que posso emagrecer”.
Complemento: Agora que você já acredita que pode emagrecer se seguir uma
estratégia correta, pode perceber que nesse momento da sua vida ter saúde é muito
mais importante que ficar assistindo TV (valores). Independendo do lugar que você
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estiver (ambiente), seja na sua casa, na rua ou no trabalho, você continua focado
nesse objetivo. E pode também ter a atitude (comportamento) de fazer exercícios
físicos diariamente.
Observação: Sempre, faça os reforços indo de baixo para cima. Por exemplo:
Ambiente, comportamento, crenças, valores.
Comportamento, crenças, valores, ambiente.
Crenças, valores, ambiente, comportamento.
Valores, ambiente, comportamento, crenças.
PROTOCOLO NAVES
Este protocolo poderá ser usado para:
• Tabagismo
• Ansiedade
• Obesidade
• Pânico
• Gagueira
• Traumas
• Mágoas
• Pensamentos Negativos
• Fobias
• Procrastinação
Além de qualquer outro problema emocional ou psicológico. Mas lembre-se, apesar
de ser um protocolo, deve ser personalizado de acordo com a anamnese
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previamente feita e se necessário em parceria multidisciplinar com outros
profissionais, como médicos, nutricionistas, psiquiatras e/ou psicólogos.
VARIAÇÃO 1
1) Indução ao transe hipnótico;
2) Declaração verbal afirmativa do objetivo (Presente Indicativo);
3) Visualização criativa com submodalidades com todos os sentidos;
4) Associação à cena;
5) Sentir emoção (Cinestésico);
6) Gratidão;
7) Soltar.
VARIAÇÃO 2
1) Anamnese com Metamodelo
2) Indução ao transe hipnótico
3) Variações do efeito Swish (se for mudança de crenças, valores ou
comportamentos).
4) Fazer regressão por emoção às causas (se for trauma).
5) Ressignificar (perdão, gratidão, indiferença ou aceitação).
6) Iniciar visualização criativa com metáforas personalizadas.
7) Instalar âncoras de reforço.
8) Ponte ao futuro com submodalidades.
9) Reforço com sugestões diretas.
10) Emersão do transe.
11) Aplicar T.O.T.S
Observação: T.O.T.S. significa Teste-Operação-Teste-Saída. É um ciclo de
feedback básico pelo qual podemos mudar nosso estado mental. Segundo o modelo
TOTS geralmente nós funcionamos em um estado e o modificamos para atingir
determinado objetivo. É como se você tivesse um GPS interno que, quando
acionado, realinham o caminho e as ações que você precisa praticar para realizar
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sua meta. Este modelo é derivado de uma publicação em psicologia cognitiva "Plans
and the Structure of Behavior" por Miller, Gallanter e Pribram (1960).
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus, a minha esposa Valéria e
minha filha Florença pela paciência e cooperação em
permitir que eu pudesse focar quase 100% do meu tempo
para concluir esse projeto. Agradeço ao meu sócio
Fernando Projette por não medir esforços em tornar esse
sonho real e à Sabrina Silva por editar, ilustrar e organizar
esta apostila. Agradeço também aos meus pais, minha irmã
e meus avós por sempre me incentivar a acreditar em mim.
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BIBLIOGRAFIA
Bandler, Richard. Tenha agora a vida que você quer.
Bandler, Richard e Grinder, John. A Estrutura da Magia.
Dilts, Robert. Crenças.
Duhigg, Charles. O Poder do Hábito.
O’Connor, Joseph. Manual de Programação Neurolinguística.