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FORMAÇÃO
MASTER EM HIPNOSE
 Certificação reconhecida pela
Sociedade Brasileira de Hipnose 
                      
lucasnaves.com.br
 
 
 
1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lucas Naves, presidente do ILN 
 
Premiado por seu trabalho 
Lucas Naves foi premiado pela COBLAC – Academia Brasileira de Letras, Artes e 
Ciência como o professor que mais forma hipnoterapeutas no Brasil. 
Doutor em Psicanálise 
Em reconhecimento ao seu brilhante trabalho, Lucas recebeu o título Honoris 
Causa de Doutor em Psicanálise. 
Membro da Sociedade Brasileira de Hipnose 
A SBH, Sociedade Brasileira de Hipnose, é a maior e mais respeitada organização 
de hipnoterapeutas do Brasil. 
Trainer licenciado 
. Autorizado e treinado por John Grinder, criador da PNL, a ensinar PNL pela 
ITANLP (International Trainers Academy of Neuro-Linguistic Programming). 
. Practitioner e Master Practitioner em PNL pela Sociedade Internacional de 
Programação Neurolinguística. 
. Estudou com os maiores nomes do mundo dentro do campo da hipnose e pnl, 
como Michael Carroll, Camen Bostic, Owen Fitzpatrick, James Trip e Melissa Tiers. 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
Sumário 
INDUÇÕES HIPNÓTICAS 5 
Indução de Dave Elman 5 
Espiral Hipnótica 6 
CRENÇAS LIMITANTES 7 
Para cancelar crenças limitantes e instalar crenças fortalecedoras 7 
Descubra como é que se fazem as certezas 8 
COMPULSÕES E MAUS HÁBITOS 10 
Crer em si como não fumante 10 
Trocar desejos (Padrão Swish) 11 
Tornar-se mais determinado 11 
NEUROQUÍMICA 12 
Para se sentir incrível e motivado 13 
Para mudar as sensações ruins 14 
HÁBITOS 15 
Criando novos hábitos através do Ciclo do Hábito 15 
Loop dos hábitos 15 
OBRIGAÇÕES 19 
Acelerar o tempo 19 
MOTIVAÇÃO 20 
Técnica para aumentar a motivação (Ponte ao Futuro) 20 
Motivação para emagrecer 21 
RELACIONAMENTOS 22 
Padrão para se desapegar 22 
Para superar más decisões, arrependimentos e vergonhas 23 
Ho'oponopono 24 
MÁGOAS 24 
Para superar mágoas profundas 24 
Para recuperar-se das mágoas 25 
REGRESSÃO DE IDADE POR EMOÇÃO 27 
Dicas para Ab-reações 29 
REIMPRINTING 29 
PROGRESSÃO DE IDADE 30 
 
 
 
3 
 
 
 
Passo a passo da progressão de idade 30 
TRANSFORMANDO O QUE TE INCOMODA EM INDIFERENÇA 31 
Alterar más recordações 31 
Ressignificação em seis passos 31 
REALOCAÇÃO 32 
Para realocar emoções e/ou sensações 32 
MODELAGEM 33 
Visão geral da modelagem na PNL 34 
Estrutura profunda e estrutura de superfície 37 
Capacidades de modelagem 39 
Níveis de complexidade das habilidades e capacidades 40 
Metodologia da modelagem 42 
Três perspectivas básicas em modelagem 43 
Modelagem implícita e explícita 44 
Modelando da primeira posição 48 
Modelando da segunda posição 48 
Modelando da terceira posição 48 
SUBMODALIDADES E SISTEMAS REPRESENTACIONAIS 48 
Modalidades e Submodalidades 48 
Sistemas Representacionais 51 
ANAMNESE DE SUCESSO 53 
Origem do Metamodelo 53 
METAMODELO 55 
Omissões 55 
Generalizações 56 
Distorções 57 
MODELO MILTON ERICKSON 65 
Deleções 71 
Distorções 71 
Generalizações 72 
PROTOCOLO NAVES 75 
AGRADECIMENTOS 77 
BIBLIOGRAFIA 78 
 
 
 
4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Somos muitas vezes prisioneiros dos nossos pensamentos e deixamo-nos levar a 
pensar nos nossos problemas. No entanto, como a maior parte dos nossos 
problemas são imaginários, só precisamos de soluções imaginárias”. 
 
 
Dr. Richard Bandler, 
um dos criadores da PNL 
 
 
 
5 
 
 
 
INDUÇÕES HIPNÓTICAS 
Indução de Dave Elman 
Esta indução é considerada uma indução rápida, geralmente se gasta entre 2 a 4 
minutos para terminá-la e as chances de o sujeito entrar em transe é muito grande, 
uma vez que o mesmo será rehipnotizado várias vezes. Há algumas variações desta 
indução, abaixo mostro a forma como faço, fique à vontade para alterar algum 
detalhe ou mesmo a ordem dos processos. Esta indução é a preferida dos 
hipnoterapeutas e ideal para a Hipnose Clínica. 
A indução de Dave Elman se resume em: 
1) Fechar os olhos; 
2) Desligar as pálpebras; 
3) Relaxamento físico; 
4) Fracionamento; 
5) Teste físico; 
6) Relaxamento mental; 
7) Teste amnésia. 
Poderíamos resumi-la da seguinte forma: 
A. “Colagem” dos olhos; 
B. Fracionamento do relaxamento; 
C. Abrir e fechar os olhos; 
D. Teste do pulso; 
E. Provocar amnésia. 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
 
Espiral Hipnótica 
A presente indução visa o cansaço ocular. Abaixo está o passo a passo desta 
indução: 
“Olhe fixamente para o meu dedo... Ele vai começar a se mover. Enquanto ele 
se move, acompanhe-o apenas com o seu olhar. Você não precisa mover a 
sua cabeça, basta acompanhá-lo ao máximo apenas com o seu olhar. 
Enquanto seus olhos acompanham o meu dedo, você vai ficando relaxado... 
com sono... E começa a sentir uma vontade irresistível de piscar... Concentre-
se na perda de foco.” 
No momento exato em que o sujeito começar a piscar: 
“Seus olhos estão piscando mais e mais... de novo... mais... e... mais...” 
Tente sincronizar seus comandos de piscar com as verdadeiras piscadas. 
“Cada vez que você pisca seus olhos, vai ficando mais difícil mantê-los 
abertos. Seus olhos estão fechando... e fechando...” 
No momento em que as pálpebras começarem a vibrar e a visão do sujeito começar 
a ficar turva, dê um leve toque no pescoço do sujeito enquanto diz: “DURMA!”. Se o 
sujeito demorar a piscar os olhos, não tem problema. Continue repetindo a sugestão 
de que, a qualquer momento, os olhos começarão a piscar. Por algum motivo, alguns 
sujeitos simplesmente não cansam e ficam o processo todo com os olhos piscando 
o mínimo possível. Nesses casos, basta dar o comando: 
“Muito bem... Agora, feche os olhos.” e utilize uma rotina diferente. 
Observação: Fique à vontade para usar outras induções como HandDrop, Mãos 
Magnéticas, ArmPull, Falso Aperto de Mão de Bandler, dentre outros. 
 
 
 
 
7 
 
 
 
CRENÇAS LIMITANTES 
Crenças limitantes são interpretações que você toma para você como verdadeiras, 
mas que no fundo são falsas ou pelo menos não são verdades absolutas. Tais 
crenças impedem a sua vida de se tornar melhor. 
Geralmente são introduzidas em nossas mentes quando somos crianças, no convívio 
com as crenças limitantes dos pais, professores ou figuras de autoridade por 
exemplo. Também podemos ter crenças limitadoras como uma forma da mente 
consciente encontrar razões para justificar um fracasso ocorrido ou algo que pareça 
muito difícil de ser atingido. As crenças limitantes mais comuns giram em torno de 
prosperidade, emagrecimento, qualidade do sono etc. 
Por exemplo: 
“Pessoas ricas são desonestas”. 
“Ganhar dinheiro é muito difícil”. 
“Dinheiro que vêm fácil vai fácil”. 
“Dinheiro se ganha com muito suor e lágrimas”. 
“Emagrecer não é pra mim”. 
“Qualquer coisa que como engordo”. 
“Sou gordo por causa da minha genética”. 
“Não consigo dormir”. 
“Todos dormem, menos eu”. 
“Impossível eu ter um sono bom”. 
Para cancelar crenças limitantes e instalar crenças fortalecedoras 
Obviamente em primeiro passo deve haver um bom “pré-talk” com o cliente para 
aferir se ele realmente quer alterar essa crença e se está disposto a pensar de 
maneira diferente sobre a questão em foco. 
 
 
 
 
8 
 
 
 
Para criar qualquer mudança é necessário descobrir as características da crença. 
Por isso a importância em descobrir as submodalidades presentes. 
Este exercício consiste em primeiramente definir as características de algo que você 
tem como verdade absoluta. Como a de que o sol nasce todas as manhas por 
exemplo. 
Em que local está essa imagem em sua cabeça? Está à direita ou à esquerda? 
É uma imagem parada? É uma imagem em movimento? Tem algum som? A 
que distância? 
Em seguida quebre o padrão, limpe a mente e agora pense as mesmas questões 
sobre algo que você não tem certeza ou está inseguro. Como por exemplo, o que 
você vai comerhoje à noite ou se você vai vestir azul ou verde amanhã. 
Compare a diferença entre as duas. As imagens estão no mesmo local? A resposta 
provável será “não”. 
Os tamanhos são diferentes? O som é diferente? Uma está à direta e a outra 
à esquerda? As cores são distintas? 
Descubra como é que se fazem as certezas 
1) Pense em alguma coisa em que acredita fortemente; 
2) Repare nas imagens, sons e sensações que surgem quando pensa nessa 
crença e na certeza que tem em relação a ela; 
3) Pense em alguma coisa que você dúvida ou não tem certeza; 
4) Repare nas imagens, sons e sensações que surgem em relação a esse 
pensamento e na sua incerteza em relação a ele. 
Agora que já fez essas comparações pense em sua crença limitante. Observe seu 
“problema” no mesmo local da crença de que o sol nasce todas as manhãs e afirme: 
“Quero me livrar disso”. Afaste essa imagem a uns 6 metros de distância, diminua e 
desfoque a imagem e jogue-a dentro da imagem de algo que tenha insegurança ou 
 
 
 
9 
 
 
 
incerteza. Faça-a desaparecer lá dentro. A seguir, faça o oposto. Pegue a imagem 
da crença que você quer instalar, mas que ainda é insegura. Afaste-a também a uns 
6 metros de distância e jogue-a dentro da imagem de algo que você acredita 
piamente. Iguale as submodalidades de cor, tamanho, sons e sensações de suas 
imagens. 
Resumo 
Técnica de mudança de crença (Padrão Swish da crença) 
1) Pense numa crença limitante que quer deixar de ter. 
2) Pense em uma crença nova que quer ter. 
3) Estude a submodalides de certeza e incerteza que já elicitou. 
4) Imagine a crença limitadora de que quer se livrar a afaste para longe 
 e a jogue dentro da crença ou imagem de insegurança. 
5) Imagine a crença positiva que você quer ter e afaste-a para longe 
e jogue dentro da crença ou imagem de certeza. 
6) Repita isso de 8 a 12 vezes. 
Visualização criativa com metáforas 
Imagine a tela do Windows (desktop) do seu computador. Imagine que a crença 
limitante que você quer se livrar seja um aplicativo ou foto. Jogue essa imagem na 
“lixeira” do Windows. Em seguida veja essa crença limitante junto com várias coisas 
da sua vida que você já jogou dentro da “lixeira”. Em seguida clique em “esvaziar 
lixeira”. 
Pense na crença que deveria ser forte mais ainda não é. Imagine que ela se 
transforma em uma foto ou aplicativo em sua tela do Windows. Em seguida, jogue 
ela dentro de uma “pasta” que tenha todas as habilidades necessárias para 
realização dessa crença. Por exemplo, se você quer instalar a crença de que 
consegue emagrecer. Jogue dentro de uma “pasta” em que possui suas melhores 
habilidades de força e determinação. 
 
 
 
10 
 
 
 
COMPULSÕES E MAUS HÁBITOS 
Hábitos são coisas que nos acostumamos a fazer e que por isso fazemos 
automaticamente. 
Compulsões referem-se àquilo que nos sentimos forçados a fazer. A compulsão é 
a evolução do hábito negativo. De qualquer forma tratamos ambos da mesma 
maneira. 
Os hábitos negativos mais comuns são relacionados a tabagismo, drogas em geral, 
doces, carboidratos etc. As compulsões podem ser todos esses hábitos negativos já 
citados de maneira mais viciante ou mesmo o Transtorno Obsessivo Compulsivo 
(TOC) como é o caso de pessoas que precisam realizar uma tarefa inúmeras vezes 
para se sentirem aliviadas, como lavar mãos, lavar casa, conferir fechadura de porta, 
conferir dinheiro na conta, dentre outros. 
A boa notícia é que, com o auxílio da hipnoterapia, podemos intervir de maneira 
rápida sobre esse problema e ter resultados incríveis. 
Abaixo uma técnica que serve pra qualquer compulsão ou hábito negativo. Vamos 
usar o exemplo do tabagismo: 
Crer em si como não fumante 
1) Pense numa crença forte e elicie submodalidades (A). 
2) Pense em alguma coisa que você deseja, mas não consome (como um doce 
ou outra tentação qualquer) (B). 
3) Imagine o cigarro (C). Afaste essa imagem e depois jogue-a rapidamente 
dentro de (B) e iguale as submodalidades. 
4) Fortaleça essa imagem e a coloque rapidamente nas submodalidades de forte 
crença (A). 
5) Veja-se não agindo em relação a isso e sendo 
um não fumante feliz e saudável a partir de agora. 
6) Repita várias vezes esse processo. 
 
 
 
11 
 
 
 
Visualização criativa com metáforas 
Transforme o vício de cigarros em algo que você pode quebrar, jogar ou queimar. 
Como um objeto, uma pedra, bola ou fotografia. Elimine metaforicamente o vício 
com essas simbologias. 
Trocar desejos (Padrão Swish) 
1) Pense em algo que faça despertar a compulsão ou hábito negativo. 
2) Faça aparecer a imagem do desejo e apague-a rapidamente. 
3) Substitua imediatamente a imagem por outra sua adotando o novo 
comportamento e com um ar feliz e livre. 
4) Repita várias vezes esse processo. 
Observação: Nesse caso, trata-se do Swish tradicional, você deve substituir uma 
imagem por outra com velocidade, impacto, sobreposição de imagens. 
Visualização criativa com metáforas 
Pode ser uma tela de TV que você quebrar 
e substitui por outra. Pode ser um estilingue 
que com uma moeda que é arremessada 
contra a TV, ou mesmo uma pedra que você joga. 
Não importa a metáfora. Troque uma imagem por outra. 
Tornar-se mais determinado 
1) Pense em algo que te faça se sentir determinado. Descubra as 
submodalidades para a sua determinação. Preste atenção à sensação de 
determinação e em que direção ela gira dentro do seu corpo (A). 
2) Pare e pense num hábito ou numa compulsão que pretende mudar. Descubra 
as suas submodalidades (B). 
3) Imagine uma pequena imagem de mudança no canto da imagem da 
determinação, (B) no canto de (A). 
 
 
 
12 
 
 
 
4) Em uma fração de segundos, imagine esta pequena imagem crescer e 
substituir a imagem maior, de maneira a começar ver aquilo em que pretende 
ser determinado no seu lugar e as submodalidades daquilo que está 
determinado a fazer (B) substitui (A). 
5) Faça girar a sensação de determinação cada vez mais rápido ao pensar na 
mudança. 
6) Repita várias vezes este processo. 
Dica: Ria ou imagine-se rindo da compulsão, mesmo que forçadamente. Isso mudará 
a representação da compulsão, tirando a seriedade da mesma e levando-a para o 
ridículo. 
Visualização criativa com metáforas 
 
 
 
 
 
 
 
 
NEUROQUÍMICA 
Pense em um tempo em que você se sentiu incrível. Entre nesse tempo e veja com 
seus olhos, ouça com seus ouvidos e sinta todas essas boas sensações em seu 
corpo. Torne as imagens maiores, mais resplandecentes e coloridas. Torne o som 
mais nítido. Intensifique as sensações. 
Imagine que a compulsão se transforma num 
“vilão” ou “monstro” que fica te dando ordens o 
tempo todo. 
E como você já está farto de ter que obedecer 
a essas ordens, você começa a ficar muito 
grande, e o mostro vai encolhendo e ficando 
pequeno. Tão pequeno, insignificante e frágil que 
você o manda calar a boca e agora pisa 
nesse “monstro”, exterminando-o. 
 
 
 
 
13 
 
 
 
A seguir, descubra em que lugar do seu corpo começa essas sensações e pra onde 
vão. Descubra em que direção ela gira dentro do seu corpo, faça-a girar mais e mais. 
Note que a sensação se intensifica. Comece agora associar todas essas sensações 
com algum objetivo do seu futuro. 
Para se sentir incrível e motivado 
1) Pense num tempo em que se sentia incrível. 
2) Feche os olhos e imagine esse tempo em detalhe. Veja claramente a imagem, 
ouça os sons amplificados. Lembre-se como se fosse hoje. 
3) Imagine que você está entrando nessa experiência. Torne as cores mais 
nítidas. Perceba como você respirava e respire da mesma maneira. 
4) Preste atenção à fantástica sensação em seu corpo e tenha consciência de 
onde parte a sensação, em que direção se move. Assuma o controle dessa 
sensação e faça-a girar cada vez mais rápida em seu corpo. 
5) Pense num tempo em algum tempo no futuro em que poderia usar essas boas 
sensações. Faça-a girar essas sensações pelo seucorpo enquanto pensa no 
futuro e nas coisas que irá fazer nas próximas semanas. 
Visualização criativa com metáforas 
Imagine qual a cor da sensação que você quer receber. Agora imagine essa cor vindo 
em forma de cascata de energia, derramando-se sobre todo o seu corpo e 
aumentando cada vez mais e mais as sensações em você. 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
 
 
Da mesma forma, caso se sinta num estado negativo ou sem recursos, pode alterá-
lo, mudando as características da sensação. 
Por exemplo, pense nas pessoas que o perturbam, intimidam ou irritam. Crie delas 
uma imagem e veja-as olhar para si da mesma forma que quando te perturbam. 
Ouça-as dizer seja o que for que lhe costumam dizer e repare na má sensação que 
se forma no seu corpo. 
A seguir, preste atenção a essa imagem 
e transforme-a em preto e branco. Coloque-a 
bem à distância. Reduza seu tamanho. 
Coloque nessas pessoas um nariz de palhaço. 
Coloque voz de pato Donald ou qualquer outro 
personagem cômico. Isso muda aquilo que sente 
em relação a essas pessoas e permite-lhe lidar 
com elas com mais postura. 
Para mudar as sensações ruins 
1) Pense nas pessoas que o perturbam, intimidam ou irritam. Crie delas uma 
imagem agindo como agem com você e lembre-se das sensações ruins que 
isso lhe causa. 
2) Coloque agora essas imagens em preto e branco. Coloque-as bem distantes. 
Reduza o tamanho. Coloque nariz de palhaço em suas caras. 
3) Coloque voz de Pato Donald em suas vozes. 
4) Repare como se sente diferente agora. A seguir, distraia-se por momentos e 
volta a pensar nelas. Continuará a sentir-se diferente em relação a essas 
pessoas. 
5) Imagine todas as pessoas que te irritam dentro de uma história infantil, coloque 
música de bebê e vozes de bichinhos nos personagens. Deixa a cena tão 
infantil que você passa a ter dó dos personagens. 
 
 
 
15 
 
 
 
HÁBITOS 
Criando novos hábitos através do Ciclo do Hábito 
Como dizia Aristóteles, nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência, 
portanto, não é um ato, mas um hábito. Simplificando: você é o resultado de seus 
hábitos. Vamos às seis grandes ideias desse livro. 
O que são hábitos? 
Quem nunca aqui começou a dirigir a certo local ou abriu a geladeira sem pensar? 
Simplesmente fez sem saber o que estava fazendo. Pois é! Isso é um hábito. 
Hábitos são ações aprendidas pelo cérebro para economizar energia. Tudo que 
puder ser colocado no piloto automático, será colocado. Nosso cérebro com apenas 
2% do nosso peso corporal consome 20% da nossa energia. Seja ir para o trabalho, 
ligar a TV quando entrar no quarto, ler um livro em determinado horário. 
Para você ter uma ideia, mais de 40% das nossas ações diárias são hábitos. 
Loop dos hábitos 
Foi daí que surgiu a ideia Loop do Hábito, através da qual cientistas descobriram que 
o loop do hábito é formado por três elementos: 
1) Gatilho, aquilo que vai disparar o hábito; 
2) Rotina, o comportamento que você fará; 
3) E a Recompensa que você terá. 
Hábitos serão ativados somente se você for exposto ao seu gatilho. Se você não se 
expuser a ele, o hábito não será ativado. Isso vale tanto para bons hábitos quanto 
para maus hábitos. O que você quer é acionar os gatilhos para bons hábitos e evitar 
os gatilhos de maus hábitos. 
 
 
 
 
 
16 
 
 
 
Categoria dos gatilhos 
Os gatilhos são divididos em cinco categorias: 
✔ Localização 
✔ Tempo 
✔ Estado emocional 
✔ Outras pessoas 
✔ Ação anterior 
Saber disso vai ajudá-lo a identificar os gatilhos dos hábitos ruins que você quer 
modificar. Se você quiser malhar de manhã assim que acordar, você já pode deixar 
sua roupa de academia pronta para sair. Acorde e já a vista. Deixe que este gatilho 
te leve para academia. 
Exemplo de um ciclo de hábito POSITIVO 
⮚ Gatilho: Roupa ao lado da cama 
⮚ Rotina: Ir para academia 
⮚ Recompensa: Sensação de dever 
cumprido, disposição ao longo do dia 
e boa forma física. 
Exemplo de um ciclo de hábito NEGATIVO 
⮚ Gatilho: Tomar café 
⮚ Rotina: Fumar 
⮚ Recompensa: Alívio 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No livro “O Poder do Hábito”, Charles Duhigg menciona que ele tinha o hábito de 
comer um biscoito de chocolate todas as tardes no trabalho. Após analisar o hábito, 
ele concluiu que o gatilho era disparado por querer se socializar, o que poderia fazer 
na copa do escritório, incluindo um biscoito. Sabendo disto, em vez de se dirigir à 
copa, ele se programou para toda tarde tirar 10minutos e ir conversar com algum 
colega de trabalho na mesa dele; e não ir à copa, e assim desfez o hábito. 
Desejo 
Na verdade, há um quarto elemento do loop do hábito: O desejo. Quando o hábito 
está em fases iniciais de formação, há uma recompensa do cérebro – basicamente 
uma dose de dopamina, o hormônio que nos dá prazer. Isso foi descoberto através 
de um experimento com macacos e suco de uva, no qual foi observado que, após 
 
 
 
18 
 
 
 
um tempo, essa dose de dopamina era liberada antes que sequer a rotina ocorresse, 
ou seja, assim que disparado o gatilho. 
É justamente esse rush irresistível que te faz desejar algo antes mesmo que 
aconteça e mantém o ciclo de muitos hábitos. 
Dica para criar novos hábitos 
1) Escolha um gatilho (pode ser uma âncora); 
2) Inicie a rotina; 
3) Agradeça e sinta a recompensa (Isso reforça a química cerebral para 
intensificar a rotina). 
Exemplo 1 
1) Gatilho: Ouvir uma música; 
2) Rotina: Arrumar a casa; 
3) Recompensa: Sensação de limpeza e organização. 
Exemplo 2 
1) Gatilho: Fechar a mão esquerda (âncora); 
2) Rotina: Recusar uma comida específica; 
3) Recompensa: Sensação de liberdade e autoconfiança; 
4) Repetir isso várias vezes por vários dias. 
Observação: Para os hábitos ruins o segredo consiste em eliminar ou substituir os 
gatilhos. Para instalar hábitos bons devemos ter persistência para continuá-lo até o 
mesmo se tornar automático. As recompensas que você começa a ter irão 
retroalimentar os gatilhos e rotinas. 
Exemplo 
1) Gatilho: Emagrecer; 
2) Rotina: Substituir o jantar por um suco “detox”; 
3) Recompensa: Começar a sentir que está 
emagrecendo, sensação de leveza e saúde. 
 
 
 
19 
 
 
 
OBRIGAÇÕES 
Muitas vezes temos que passar por obrigações que não gostaríamos, como filas de 
banco, resolver coisas burocráticas, falar com alguém chato ou mesmo ir a um 
evento que você não queria ir, mas precisa ir. 
A técnica a seguir consiste em um truque mental, você fará com que sua mente tenha 
a mesma sensação de quando você está dirigindo na estrada: Olhando pelo para-
brisa do carro parece que a paisagem observada se move lentamente, enquanto a 
paisagem vista pelas janelas laterais do carro parecem se mover rapidamente. 
Como passar por obrigações? 
Acelerar o tempo 
1) Pense em uma situação onde gostaria que o tempo andasse rapidamente. 
2) Imagine a situação que você observa passar muito devagar, como se o tempo 
se arrastasse. 
3) Imagine que tudo a sua volta está passando depressa, como num filme do 
Charles Chaplin. 
4) Continue vendo o acontecimento andar lentamente, enquanto tudo na visão 
periférica se move realmente depressa. 
5) Quando chegar ao local e o acontecimento começar, quer seja uma fila de 
espera ou mesmo falar com alguém, vai ter a impressão que passará tudo 
muito rápido do que você esperava. 
6) Também poderá passar por esse 
processo enquanto estiver 
experimentando o acontecimento, 
pois funciona muito bem. 
 
 
 
 
 
 
20 
 
 
 
Visualização criativa com metáforas 
Imagine que você tem um reservatório de paciência dentro de você. Identifique em 
que nível está esse reservatório de 0 a 10. Após observar o nível de sua paciência, 
imagine que você agora possui um frasco com o líquido da paciência que você 
começa a encher o reservatório até o nível 10. 
 
MOTIVAÇÃO 
Motivação (do Latim movere, “mover”). Ou seja, é umestado emocional que nos 
move em direção a um objetivo. Diz respeito a animo e boa expectativa. É o oposto 
da preguiça. 
Técnica para aumentar a motivação (Ponte ao Futuro) 
1) Pense pelo que você deveria se sentir mais motivado. 
2) Imagine, em uma tela de cinema, seu desejo sendo realizado com todas as 
submodalidades presentes. 
3) Imagine-se nessa tela de cinema extremamente motivado. 
4) Flutue da poltrona do cinema até a tela e entre dentro da cena (associação). 
5) Desfrute de todas as sensações em seu corpo e permita que elas dobrem de 
força. 
6) Ancore em um ponto do seu corpo essa sensação. 
7) Quebre o padrão e depois teste a ancora de motivação. 
 
 
 
21 
 
 
 
Motivação para emagrecer 
1) Imagine seu estado atual na palma da sua 
mão esquerda (pode ser você acima do peso). 
2) Imagine seu objetivo realizado na palma da sua 
mão direita (pode ser você magro). 
3) Imagine que entre as duas mãos há uma linha 
imaginária mostrando tudo que você precisa fazer 
para atingir esse objetivo (exercícios, dieta, etc.). 
4) Crie expectativa e afirme que, quando bater 
uma palma e unir as mãos, seu cérebro ligará 
uma coisa à outra. 
5) Conte 1, 2, 3... bata as mãos e coloque-as agora 
sobre seu peito. 
6) Afirme: “Já sei o que fazer agora.” 
7) Visualize-se com todas as submodalidades possíveis você inserido nesse 
processo de emagrecimento e muito feliz por isso. 
Visualização criativa com metáforas 
Imagine que a sua motivação tem uma cor e que ela começa a girar em sentido 
horário no centro do seu peito cada vez mais rápido, como uma hélice de helicóptero. 
Sinta essa “hélice” aumentar sua velocidade e irradiar a sensação de motivação por 
todo seu corpo enquanto você imagina pelo que deseja ter mais motivação. 
 
 
 
 
 
22 
 
 
 
RELACIONAMENTOS 
Padrão para se desapegar 
1) Pense na pessoa por quem se quer desapegar 
2) Lembre-se de todas as boas recordações de estar com essa pessoa. Coloque 
esse filme numa tela de cinema passando de trás para frente em preto e 
branco e ficando cada vez menor. 
3) Lembre-se de todas as mágoas, brigas e momentos ruins passando agora na 
tela de cinema. Associe-se nessas imagens. 
4) Assista do início ao fim essas cenas repetidas vezes até se fartar. 
5) Lembre-se de alguma coisa que pra você é repugnante e mova a imagem da 
pessoa que você quer se desapegar mover-se para dentro da imagem do que 
escolheu como repugnante. 
6) Imagine um futuro maravilhoso livre dessa pessoa (ponte ao futuro). 
Visualização criativa com metáforas 
Imagine a pessoa que você quer se desapegar e a transforme em várias fotografias. 
Coloque mentalmente essas fotografias na frente da sua cabeça. Agora, lembre-se 
de fatos muito antigos da sua vida que você nem se importa ou quase não se lembra. 
Como, por exemplo, o nome de seus professores quando você era criança ou mesmo 
o que você comeu 10 anos atrás em uma padaria. Transforme essas imagens em 
fotos bem nebulosas e mentalmente as coloque atrás da sua cabeça. Passe cola no 
verso de todas essas fotos. Mova as fotos da frente da sua cabeça para trás e as 
cole nas fotos antigas formando pares. Ou seja, cole as imagens da pessoa que quer 
esquecer com as imagens antigas e sem sentido. Vá agora, mentalmente, diminuindo 
todas essas fotos até que 
desapareçam completamente. 
 
 
 
 
 
 
23 
 
 
 
Para superar más decisões, arrependimentos e vergonhas 
É muito comum terapias que cuidam e protegem pessoas ofendidas ou vitimadas. 
São técnicas e mais técnicas, linhas infinitas de raciocínios e abordagens para tratá-
las. No entanto é comum nos depararmos com pessoas que tomaram más decisões. 
Pessoas que se sentem envergonhadas com algo que fizeram e por isso se sentem 
arrependidas. Pessoas que não foram as vítimas, mas sim as culpadas. Essa culpa 
e mágoa machuca muito a consciência dessas pessoas. E isso também precisa de 
tratamento. 
Pensando nisso, percebi que a “química” mais curativa que existe para esses casos 
é a “química” do perdão. Ao nos arrependermos de nossas falhas e procurarmos nos 
perdoar e compreender os motivos que nos fizeram errar. A percepção sobre os 
sentimentos dessa memória traumática será alterada. Trazendo paz e consolo pró-
errante. 
Assuma a responsabilidade por seus erros. 
1) Afirme: “Eu me perdoo de todo meu coração”. 
2) Afirme: “Eu peço perdão para as pessoas que causei mal” (se existir). 
3) Afirme: “Sinto muito por todos esses erros que cometi”. 
4) Afirme: “Obrigado pela oportunidade em aprender”. 
5) Afirme: “Eu desejo o bem para a(s) pessoa(s) que causei mal” (se existir). 
6) Em seguida, faça uma releitura dos aprendizados que essa experiência lhe 
trouxe. 
7) Imagine-se livre dessa vergonha, podendo ser uma pessoa livre e procurando 
fazer o bem daqui em diante. 
 
 
 
 
24 
 
 
 
Essa técnica foi inspirada pela técnica havaiana meditação chamada ho'oponopono. 
Que é simples e ótima para fazer qualquer tipo de ressignificação. Seja para si 
próprio ou para um cliente. Em regressão de idade, por exemplo, e acaba fechando 
muito bem a história e dando um novo sentido para mesma. 
Ho'oponopono 
Repita as afirmações abaixo para qualquer ressignificação, 
visando limpar o subconsciente de cargas emocionais negativas. 
"eu te amo", "sou grato", "sinto muito" e "me perdoe". 
Visualização criativa com metáforas 
Imagine que o problema do passado que te assombra se transforma em um capítulo 
do livro da sua vida. E que no final desse capítulo você terá que escrever as lições 
que você aprendeu com seu sofrimento e terá que escrever o quanto se arrepende 
do que fez de errado. 
Após fazer esse desfecho, vire a página e inicie um novo capítulo com um título novo 
e que não faça nenhuma alusão ao passado. Como por exemplo: “Minha vida quando 
sou livre e feliz”. 
 
MÁGOAS 
Para superar mágoas profundas 
Mais uma vez o perdão se faz necessário para se livrar das mágoas. 
Independentemente da razão que você tenha. Enquanto não perdoar as pessoas ou 
situações que te causaram mágoas. Será difícil de ressignificá-las. Nesse exercício, 
proponho também combinar o perdão com a indiferença. Uma vez que sentirmos 
indiferença sobre o fato ele passa a perder a força. 
 
 
 
 
25 
 
 
 
1) Pense nas pessoas ou situações que te causaram mágoas. 
2) Afirme com toda emoção: “Eu perdoo tais pessoas ou situações”. 
3) Afirme com toda emoção: “Eu me desapego dessa memória e desses 
sentimentos”. 
4) Afirme: “Para mim, agora, é indiferente o que aconteceu”. 
Visualização criativa com metáforas 
Transforme as mágoas em um objeto que possa ser quebrado, como uma xícara, 
copo, vaso etc. Arremesse com toda sua força esse objeto contra uma parede. Veja 
ele se estilhaçar em inúmeros pedaços e se sinta aliviado fazendo isso. Faça esse 
processo quantas vezes achar necessário. 
 
 
Para recuperar-se das mágoas 
1) Coloque-se numa postura de quem “virou a página”. Mude sua fisiologia. 
2) Modele pessoas fortes, como elas agem, como andar, como falam sobre o 
passado, como pensam. 
3) Imagine-se voltando aos “trilhos”, voltando a sua vida social com coragem. 
4) Fique atento para que evite sofrer outras mágoas por motivos semelhantes. 
5) Afirme: “Eu sou grato pelo que aconteceu, pois me tornou mais forte, cauteloso 
e equilibrado”. 
 
 
 
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Visualização criativa com metáforas 
Imagine uma casa toda quebrada e desorganizada sendo reconstruída de maneira 
mais forte, ficando mais bonita e segura. Veja essa casa ficando mais organizada, 
mais limpa e agora com um ótimo sistema de segurança instalado. 
 
SOFRIMENTOS 
Para superar os sofrimentos 
1) Lembre-se do seu sofrimento. 
2) Imagine uma linha na sua cabeça (escolha uma cor para essa linha) que liga 
a suas memórias mais antigas, apagadas e sem sentido. 
3) Jogue todas as imagens e sensações do sofrimento junto das memórias 
antigas e sem importância.4) Repita isso várias vezes. 
5) Tente pensar no sofrimento. 
6) Caso ainda o encontre, faça um gesto fisiológico de desprezo por essas 
imagens ou sensações. Como se você debochasse disso tudo. 
7) Visualize-se sentindo-se extraordinariamente bem no seu dia a dia, livre e leve. 
 
 
 
 
27 
 
 
 
Visualização criativa com metáforas 
Imagine que o sofrimento se transforma em uma 
formiguinha muito pequena, frágil e insignificante. 
Pise com toda sua força e raiva nesse inseto 
e sinta-se muito forte, livre e capaz. 
Para recuperar-se de um sofrimento 
1) Procure pensar no aprendizado que tal sofrimento lhe trouxe. 
2) Agradeça por ter aprendido essa lição. 
3) Pense nas atitudes e estratégias que precisa tomar para evitar que esse 
sofrimento ocorra novamente. 
4) Caso haja necessidade de perdoar quem te fez sofrer, perdoe. Isso te aliviará 
muito. 
5) Reconstrua sua postura e recomece de novo de maneira mais forte. 
Visualização criativa com metáforas 
Transforme esse sofrimento em fotografias que você rasga e joga em uma fogueira, 
destruindo-as completamente. Visualize agora um porta-retrato novo que você se 
apresenta muito feliz e renovado. 
 
REGRESSÃO DE IDADE POR EMOÇÃO 
1) Inicie com um roteiro metafórico que servirá de caminho para encontrar a 
causa. (escadaria, elevador, túnel do tempo, contagem e etc.). 
2) Crie uma expectativa com contagens de que a primeira vez que a pessoa 
sentiu tal emoção irá aparecer novamente e ela entrará nessa cena 
3) Após a contagem inicie com perguntar fechadas: Está em um lugar aberto ou 
fechado? Está de dia ou de noite? Sozinho ou acompanhado? 
4) Após o cliente começar a responder, dê continuidade nas perguntas. O que 
está acontecendo? Quem está com você? O que está sentindo? 
 
 
 
28 
 
 
 
5) Após identificar os elementos da causa, chame o paciente na idade atual e 
diga que ele tem uma missão de salvar a versão dele regredida. 
6) Coloque a versão atual em contato com a versão regredida do paciente e diga 
para a versão atual dar comandos e conselhos para salvar o regredido. 
7) Se houver necessidade, trabalhe o perdão, aceitação, compreensão, 
indiferença ou gratidão. 
8) Após ressignificar essa causa, pegue o braço do paciente e erga-o mais alto e 
afirme: “Se houver mais alguma causa relacionada a isso que fez você sofrer, 
irá aparecer quando eu soltar esse braço sobre suas pernas”. 
9) Após soltar o braço do paciente inicie novamente as perguntas: Está em um 
lugar aberto ou fechado? Está de dia ou de noite? Sozinho ou acompanhado? 
10) Caso o paciente encontre mais causas, ressignifique-as da mesma forma. 
Caso não encontre nada, comece e emersão do paciente ao estado presente 
enquanto complementa a sessão com várias sugestões diretas que trarão 
força, motivação e paz interior para o paciente. 
11) Pergunte o paciente como se sente e finalize a sessão 
A regressão de idade é uma técnica muito eficiente para tratar traumas. Uma vez 
que vamos direto ao material recalcado do subconsciente e ressignificamos as 
causas. No entanto, essa técnica se faz desnecessária em muitos casos em que não 
existem traumas ou que são apenas crenças ou hábitos negativos. Sabemos que 
com técnicas simples de PNL reajustamos e tratamos o problema, como as fobias, 
por exemplo, em que conseguimos tratar em poucos minutos e seria desnecessária 
uma regressão na maioria desses casos. Por isso 
a importância de se fazer uma boa anamnese para 
identificar. Recomendo sempre procurar fazer uma 
técnica menos invasiva, como Swish, por exemplo. 
Caso o problema não seja resolvido, o terapeuta 
poderá partir para uma regressão de idade. 
 
 
 
 
29 
 
 
 
Dicas para Ab-reações 
Lembre-se de instalar em seu cliente uma âncora de lugar seguro caso o cliente 
tenha reações que fujam ao controle durante a sessão. Aplique a âncora se 
necessário. 
Lembre-se de dissociar o cliente da cena do trauma caso ele não esteja suportando 
o sofrimento em que foi colocado. Você pode ressignificar o trauma sem que o cliente 
esteja dentro da cena. 
A regressão de idade funciona muito melhor para clientes que atingem o estado 
sonambúlico de transe. No entanto, os clientes que não conseguirem aprofundar a 
tal nível de transe, recomendo a técnica do reimprinting, que será uma regressão de 
memória sem transe profundo. 
REIMPRINTING 
Imprinting significa impressão, ou seja, a impressão que você tem sobre algum fato. 
A ideia é convidar o paciente a ter uma nova impressão sobre algum fato. Desta 
forma, teremos de abordar o fato de outros pontos de vista e isso poderá trazer uma 
maior compreensão sobre o mesmo. 
1) Peça para que o cliente lembrar-se da emoção ou fato que o incomoda. 
2) Enfraqueça essas imagens, tire o som, quebre as imagens, desassocie-o da 
cena. 
3) Diga em voz alta tudo que você quer dizer para essas cenas. 
4) Imagine-se esmagando essas cenas em sua mão em seguida arremesse o 
que restou para longe com toda sua força. 
5) Peça para que o cliente pergunte ao seu próprio subconsciente qual a melhor 
forma de compreender os fatos. 
6) Ouça a resposta do seu cliente e peça para ele imaginar agora uma impressora 
que imprimia versões erradas e distorcidas sobre o fato do passado. 
 
 
 
30 
 
 
 
7) Peça para que o cliente imagine que agora a impressora imprime folhas com 
a compreensão correta sobre o fato. 
8) Rasgue e jogue fora os papéis antigos enquanto olha e analise o conteúdo das 
novas folhas impressas. 
 
PROGRESSÃO DE IDADE 
As progressões de idade serão ideias para clientes que acessam um transe 
sonambúlico com facilidade. A técnica consiste em colocar mentalmente o cliente 
num “suposto” futuro criado por sua mente. A ideia é analisar se o mapa de futuro do 
hipnotizado está congruente com seu estado atual e se precisa de ajustes ou 
ressignificações. 
Passo a passo da progressão de idade 
1) Coloque o cliente em transe profundo (sonambúlico). 
2) Sugira que ele irá ser direcionado para a idade “x” ou ano “y”. 
3) Crie bastante expectativa no processo usando de contagens. 
4) Sugira que o cliente está em “x” ou em “y”. 
5) Inicie com perguntas fechadas para as imagens e sensações surgirem com 
facilidade. (sozinho ou acompanhado, lugar fechado ou aberto). 
6) Após dialogar com o cliente progredido, traga o mesmo de volta ao estado 
presente com muita segurança. 
 
 
 
31 
 
 
 
7) Com o cliente já emergido e em vigília, faça as ressignificações das lições 
aprendidas com sugestões diretas ou mesmo com perguntas. 
TRANSFORMANDO O QUE TE INCOMODA EM INDIFERENÇA 
1) Pense na emoção negativa, localize onde ela está. 
2) Pense em sensações de indiferença, localize onde elas estão. 
3) Enfraqueça as submodalidades da emoção negativa e aumente as 
submodalidades das sensações de indiferença. 
4) Jogue o que restou das imagens ou sensações negativas dentro das 
submodalidades de indiferença. 
5) Repita várias vezes esse processo. 
Repare como se sente agora ao tentar sentir a emoção antiga. 
Alterar más recordações 
1) Pense em uma má recordação sobre a qual quer deixar de pensar. 
2) Repare nas submodalidades. Congele a imagem da recordação e encolha seu 
tamanho. 
3) Vá diretamente para o final da recordação, congele a imagem e branqueie 
todas as imagens de forma bem rápida. 
4) Repita isso três vezes. 
5) Veja-se no final desse filme e o rebobine de trás pra frente, com as imagens e 
os sons ao contrário, e faça girar as sensações no interior do seu corpo no 
sentido oposto. 
6) Quando tentar pensar nas más recordações, quanto mais o fizer, mais difícil 
será para si lembrar-se delas. 
Ressignificação em seis passos 
1) Identificar o comportamento a mudar 
2) Estabelecer comunicação com a mente inconsciente 
 
 
 
32 
 
 
 
3) Identificar a intenção positiva do comportamento a ser mudado 
4) Pedir ao inconsciente para gerar novos comportamentos para satisfazer a 
intençãopositiva do passo 3 
5) Fazer com que o inconsciente assuma responsabilidade da nova escolha 
6) Verificação ecológica 
Observação: Podemos usar esse padrão para qualquer ressignificação, desde que 
seja personalizado de acordo com o problema do cliente. 
REALOCAÇÃO 
Para realocar emoções e/ou sensações 
1) Pense nas emoções que quer realocar. 
2) Pense nas emoções que você quer que ela se transforme ou pertença. 
3) Jogue a emoção que quer realocar dentro das emoções que você quer que ela 
pertença. 
4) Por exemplo: Jogue a raiva dentro da calma, jogue a mágoa dentro do perdão, 
jogue a preocupação dentro da indiferença. 
5) Repita esse processo por várias vezes. 
Visualização criativa com metáforas 
Transforme a emoção ruim em um objeto. Imagine que sua mente é prédio bem alto, 
e você vive no topo desse prédio em um andar muito bonito. Pegue esse objeto e 
comece a descer as escadas e os andares do prédio enquanto vai passando por 
memórias cada vez mais antigas da sua vida. Os 
andares vão ficando mais escuros e as memórias 
mais remotas. Quando descer até o subsolo do 
prédio, deposite o “objeto” dentro de uma caixa e 
tranque com cadeado. A caixa pode ficar no “porão” 
do prédio, junto de coisas que você já quase nunca 
 
 
 
 
33 
 
 
 
se lembra ou tem que fazer força para se lembrar. Volte até o terraço do prédio e 
veja sua vida livre daquela emoção negativa. 
MODELAGEM 
"A Modelagem do comportamento envolve a observação e o mapeamento dos 
processos bem-sucedidos que formam a base de algum tipo de desempenho 
excepcional." 
Robert Dilts 
O dicionário Webster define modelo como "uma descrição simplificada de uma 
entidade ou processo complexo" – como o "modelo de computador" dos sistemas 
circulatório e respiratório. 
O termo tem sua raiz no latim modus, que significa "uma maneira de fazer ou de ser; 
um método, forma, moda, hábito, maneira ou estilo." Mais especificamente, a palavra 
"modelo" é derivada do latim modulus, que significa essencialmente uma versão 
"menor" do original. 
O "modelo" de um objeto, por exemplo, é tipicamente a versão em miniatura ou a 
representação deste objeto. Um "modelo de trabalho" (como o de uma máquina) é 
algo que pode fazer, numa escala menor, o trabalho que a própria máquina faz, ou 
se supõe que faça. 
A noção de um "modelo" também passou a significar "uma descrição ou analogia 
usada para ajudar a visualizar algo (como um átomo) que não pode ser observado 
diretamente." Também pode ser usado para indicar "um sistema de postulados, 
dados e conclusões apresentadas como uma descrição formal de uma entidade ou 
de uma situação comercial." 
Deste modo, um trem em miniatura, um mapa da localização das estações de trem 
mais importantes ou a tabela de horário dos trens, são todos exemplos de diferentes 
tipos de modelos possíveis de um sistema ferroviário. O propósito deles é emular 
 
 
 
34 
 
 
 
algum aspecto do sistema ferroviário real e fornecer informações úteis para lidar 
melhor com as interações em relação a este sistema. 
O trem em miniatura, por exemplo, pode ser usado para avaliar o desempenho de 
um trem sob certas condições físicas; o mapa das estações pode ajudar a planejar 
o itinerário mais eficiente para se chegar a uma determinada cidade; o horário dos 
trens pode ser usado para determinar o tempo exigido para uma determinada 
jornada. A partir dessa perspectiva, o valor fundamental de qualquer modelo é a sua 
utilidade. 
Visão geral da modelagem na PNL 
Modelagem do comportamento envolve a observação e o mapeamento dos 
processos bem-sucedidos que formam a base de algum tipo de desempenho 
excepcional. É um processo de tomar um evento complexo, ou uma série de eventos, 
e dividi-lo em pequenos segmentos suficientes para que o evento possa ser 
recapitulado de alguma maneira. 
O propósito da modelagem comportamental é criar um mapa pragmático ou “modelo” 
deste comportamento que pode ser usado para reproduzir ou simular algum aspecto 
deste desempenho por qualquer um que esteja motivado a fazer isso. O objetivo do 
processo de modelagem do comportamento é identificar os elementos essenciais de 
pensamento e de ação exigidos para produzir a reação ou resultado desejado. Em 
oposição ao fornecimento de dados puramente correlatos ou estatísticos, o “modelo”’ 
de um comportamento particular precisa fornecer uma descrição do que é necessário 
para realmente alcançar um resultado similar. 
O campo da Programação Neurolinguística (PNL) tem se desenvolvido além da 
modelagem dos processos do comportamento e dos pensamentos humanos. Os 
procedimentos da modelagem na PNL envolvem a descoberta de como o cérebro 
("Neuro") está operando, a análise dos padrões de linguagem ("Linguística") e a 
comunicação não verbal. Os resultados dessa análise são depois colocados em 
 
 
 
35 
 
 
 
estratégias de passo a passo ou programas ("Programação") que podem ser usados 
para transferir essas habilidades para outras pessoas e áreas. 
De fato, a PNL começou quando Richard Bandler e John Grinder modelaram os 
padrões de linguagem e de comportamento dos trabalhos de Fritz Perls (fundador da 
terapia Gestalt), Virginia Satir (fundadora da terapia de família e da terapia sistêmica) 
e Milton H. Erickson, M.D. (fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica). 
 
 
 
 
 
John Grinder e Richard Bandler, criadores da PNL 
As primeiras “técnicas” da PNL se originaram dos padrões verbais e não verbais que 
Grinder e Bandler observaram no comportamento desses excepcionais terapeutas. 
A implicação do título do primeiro livro deles, A Estrutura da Magia (1975), era que o 
que parecia magia e inexplicável tinha, muitas vezes, uma estrutura mais profunda 
que, quando iluminada, podia ser entendida, comunicada e colocada em prática por 
outras pessoas afora os raros “magos” excepcionais que tinham executado 
inicialmente a magia. A PNL é o processo pelo qual as peças relevantes do 
comportamento dessas pessoas foram descobertas e depois organizadas num 
modelo de trabalho. 
A PNL desenvolveu técnicas e distinções para identificar e descrever os padrões 
verbais e não verbais do comportamento das pessoas – isto é, os aspectos 
essenciais do que a pessoa fala e o que ela faz. Os objetivos básicos da PNL são 
modelar capacidades especiais e excepcionais e ajudar para que essas capacidades 
se tornem transferíveis para outras pessoas. O propósito desse tipo de modelagem 
 
 
 
36 
 
 
 
é colocar o que foi observado e descrito em ação numa maneira que seja produtiva 
e enriquecedora. 
As ferramentas da modelagem da PNL nos permitem identificar padrões específicos 
e reproduzíveis na linguagem e no comportamento das pessoas que servem de 
exemplo. Enquanto a maior parte das análises da PNL é feita, na verdade, 
observando e ouvindo essas pessoas que servem de exemplo em ação, muita 
informação valiosa também pode ser reunida aos poucos dos registros escritos. 
O objetivo da modelagem da PNL não é terminar com uma descrição “certa” ou 
“errada” do processo de pensamento de uma pessoa em particular, mas sim fazer 
um mapa instrumental que nos permite aplicar as estratégias que modelamos de 
alguma maneira útil. Um “mapa instrumental” é um que nos permite agir mais 
eficazmente – a “precisão” ou “veracidade” do mapa é menos importante do que a 
sua “utilidade”. 
Deste modo, a aplicação instrumental das estratégias comportamentais ou cognitivas 
modeladas de um indivíduo particular ou um grupo de indivíduos envolve colocá-las 
em estruturas que nos permitem usá-las para algum propósito prático. Esse propósito 
pode ser similar ou diferente daquele para o qual o modelo foi usado inicialmente. 
Por exemplo, algumas aplicações de modelagem comuns incluem: 
1) Compreender melhor alguma coisa desenvolvendo mais “metacognição” sobre 
os processos que formam a sua base – a fim de sermos capazes de 
ensinarmos isso, por exemplo,ou de usá-lo como um tipo de "marca de 
referência". 
2) Repetir ou refinar um desempenho (uma situação esportiva ou gerencial) 
especificando os passos seguidos pelo executor experiente ou ocorridos 
durante exemplos muito favoráveis da atividade. Essa é a essência do 
movimento do “processo de reengenharia empresarial” nas empresas. 
 
 
 
37 
 
 
 
3) Alcançar um resultado específico (como uma soletração eficaz ou o tratamento 
de fobias ou alergias). Em vez de modelar um único indivíduo, isso é realizado, 
muitas vezes, desenvolvendo “técnicas” baseadas na modelagem de diversos 
exemplos ou casos bem-sucedidos. 
4) Extrair e/ou formalizar um processo a fim de aplicá-lo num conteúdo ou 
contexto diferente. Por exemplo, uma estratégia eficaz para gerenciar uma 
equipe esportiva também pode ser aplicada para gerenciar um negócio, e vice-
versa. De certa maneira, o desenvolvimento do “método científico” veio desse 
tipo de processo onde as estratégias de observação e análises foram 
desenvolvidas para uma área de estudo (como a física) também foram 
aplicadas em outras áreas (como a biologia). 
5) Tirar dedução de alguma coisa que está vagamente baseada no processo real 
do método. Um bom exemplo disso é a representação imaginosa de Sherlock 
Holmes realizada por Sir Arthur Conan Doyle que era baseada nos métodos 
de fazer diagnósticos do seu professor da escola de medicina Joseph Bell. 
Estrutura profunda e estrutura de superfície 
 
 
 
 
 
 
Essa é outra maneira de se dizer que os modelos que nós fazemos do mundo a 
nossa volta com nossos cérebros e nossa linguagem não são o mundo em si, mas 
representações dele. Uma implicação importante dos princípios da gramática 
transformacional é que existem múltiplos níveis de estruturas, sucessivamente mais 
A PNL retira muitos dos seus princípios e distinções do 
campo da gramática transformacional (Chomsky 1957, 
1965) como uma maneira de criar modelos do 
comportamento verbal das pessoas. Um dos princípios 
essenciais da gramática transformacional é que 
comportamentos, expressões e reações tangíveis são 
‘estruturas de superfície’ que são o resultado de trazer as 
“estruturas mais profundas” para a realidade. 
 
Noam Chomsky, linguista 
 
 
 
38 
 
 
 
profundas na estrutura e organização dentro de qualquer sistema de codificação. 
Uma importante implicação disso, com relação à modelagem, é que pode ser 
necessário explorar vários níveis da estrutura profunda atrás de um desempenho 
particular, a fim de se produzir um modelo efetivo. Além disso, diferentes estruturas 
de superfície podem ser reflexos das estruturas profundas comuns. Para uma 
modelagem efetiva, é importante, muitas vezes, examinar múltiplos exemplos de 
estruturas de superfície para conhecer ou identificar melhor a estrutura mais 
profunda que a produz. 
Outra maneira de pensar sobre a relação entre a estrutura profunda e a estrutura de 
superfície é a distinção entre "processo" e "produto". Produtos são expressões ao 
nível de superfície dos processos produtivos mais profundos e menos tangíveis que 
são a sua fonte. Assim, "estruturas profundas" são potenciais ocultos que se 
tornaram evidentes em estruturas de superfície concretas como resultado de um 
conjunto de transformações. Esse processo inclui tanto a destruição seletiva como a 
construção seletiva dos dados. 
A esse respeito, um dos desafios fundamentais da modelagem vem do fato de que 
o movimento entre a estrutura profunda e a estrutura de superfície está sujeita ao 
processo de generalização, deleção e distorção. Isto é, alguma informação é 
necessariamente perdida ou distorcida na transformação da estrutura profunda para 
estrutura de superfície. 
Na linguagem, por exemplo, esses processos ocorrem durante a translação de 
estrutura profunda (como as imagens mentais, sons, sensações e outras 
representações sensoriais que estão armazenadas no nosso sistema nervoso) para 
estrutura de superfície (as palavras, sinais e símbolos que escolhemos para 
descrever ou representar a nossa experiência sensorial primária). Nenhuma 
descrição verbal é capaz de representar completa ou acuradamente a ideia que ela 
está tentando expressar. 
 
 
 
39 
 
 
 
Os aspectos da estrutura profunda que se tornaram evidentes, são aqueles para os 
quais suficientes ligações perdidas (deleções, generalizações, distorções) foram 
preenchidas para que o potencial oculto no nível da estrutura profunda seja capaz 
de completar a série de transformações necessárias para se tornarem evidentes 
como estrutura de superfície. Uma das metas do processo de modelagem é 
identificar o conjunto completo de transformações suficientes para que uma 
expressão apropriada e útil da estrutura profunda possa ser alcançada. 
Capacidades de modelagem 
O foco da maioria dos processos de modelagem da PNL é ao nível das capacidades. 
As capacidades conectam as crenças e os valores a comportamentos específicos. 
Sem o como, saber o que alguém deve fazer, e mesmo porque fazer isso é 
basicamente ineficiente. Capacidades e habilidades fornecem os elos e a 
alavancagem para revelar a nossa identidade, valores e crenças como ações num 
ambiente particular. 
A propósito, o fato de que os procedimentos de modelagem da PNL tendem a se 
focar nas capacidades não significa que eles considerem somente este nível de 
informação. Muitas vezes, a gestalt de crenças, valores, sentido do self e os 
comportamentos específicos são essenciais para produzir a capacidade desejada. A 
PNL assegura que, ao se focar nas capacidades desenvolvidas, serão produzidas as 
mais práticas e úteis combinações da "estrutura profunda" e da "estrutura de 
superfície". 
É mais importante ter em mente que as capacidades são uma estrutura mais 
profunda do que tarefas ou procedimentos específicos. Procedimentos são 
tipicamente uma sequência de ações ou passos que conduzem a realização de uma 
tarefa particular. Habilidades e capacidades, entretanto, são frequentemente "não 
lineares" na sua aplicação. Uma capacidade ou habilidade particular (como a 
capacidade de pensar com criatividade ou de se comunicar efetivamente) pode servir 
como apoio para diferentes tipos de tarefas, situações e contextos. 
 
 
 
40 
 
 
 
As capacidades precisam ser capazes de serem "acessadas randomicamente," já 
que o indivíduo precisa ser capaz de recorrer imediatamente a diferentes habilidades 
em diferentes momentos numa tarefa, situação ou contexto particular. Ao invés de 
uma sequência linear de passos, as habilidades estão, desta maneira, organizadas 
em torno do T.O.T.S. – um laço de feedback entre a) metas b) a escolha de 
significados usados para executar essas metas e c) a evidência usada para avaliar 
o progresso com relação às metas. 
De acordo com a PNL, a fim de modelar efetivamente uma habilidade ou um 
determinado desempenho, nós precisamos identificar cada um dos elementos 
chaves do T.O.T.S. relacionados a esta habilidade ou desempenho: 
1) As metas do executor. 
2) A evidência ou os procedimentos de comprovação usados pelo executor para 
determinar o progresso com relação às metas. 
3) O conjunto de escolhas usado pelo executor para alcançar a meta e os 
comportamentos específicos usados para implementar essas escolhas. 
4) A maneira que o executor reage se a meta não é atingida inicialmente. 
Níveis de complexidade das habilidades e capacidades 
Deve-se lembrar que as capacidades em si são de natureza e níveis de 
complexidade diferentes. Algumas habilidades e capacidades são, de fato, 
compostas de outras habilidades e capacidades. A capacidade de "escrever um livro" 
é composta pela capacidade relacionada com o vocabulário, gramática e soletração 
da língua em que se está escrevendo, bem como do conhecimento relacionado ao 
assunto do livro. Elas são frequentemente referidas como "T.O.T.S. aninhadas", 
"sublaços" ou "sub-habilidades" porque elas se relacionamcom os menores 
segmentos fora dos quais foram formadas as habilidades mais sofisticadas ou 
complexas. 
 
 
 
41 
 
 
 
A capacidade de "liderança", por exemplo, é composta de muitas sub-habilidades, 
como as que se referem à comunicação efetiva, ao estabelecimento de rapport, a 
solução de problemas, ao pensamento sistêmico, etc. 
Desta maneira, o processo de modelagem em si pode ser dirigido para diferentes 
níveis de complexidade com relação as habilidades e capacidades particulares. 
1) Habilidades de comportamento simples envolveriam ações específicas, 
concretas, facilmente observáveis que ocorrem dentro de curtos períodos de 
tempo (de segundos a minutos). Exemplos de habilidades de comportamentos 
simples incluiriam: fazer um determinado movimento de dança, entrar num 
estado especial, fazer pontaria com um rifle, etc. 
2) Habilidades cognitivas simples seriam processos mentais específicos, 
facilmente identificáveis e analisáveis que ocorrem num curto período de 
tempo (de segundos a minutos). Exemplos de habilidades cognitivas simples 
seriam: recordar nomes, soletrar, adquirir um vocabulário simples, criar uma 
imagem mental, etc. Esses tipos de habilidades de pensamento produzem 
resultados comportamentais facilmente observáveis que podem ser avaliados 
e que produzem feedback imediato. 
3) Habilidades linguísticas simples envolveriam o reconhecimento e o uso de 
palavras chaves, frases e perguntas específicas, tais como: fazer perguntas 
específicas, reconhecer e reagir a palavras chaves, rever ou ‘retornar’ a frases 
chaves, etc. De novo, o desempenho dessas habilidades é facilmente 
observável e avaliado. 
4) Habilidades de comportamento complexo (ou interativo) envolvem a 
construção e a coordenação de sequências ou combinações de ações de 
comportamento simples. Capacidades como fazer jogos de mão (mágica), 
aprender uma arte marcial, executar uma jogada bem-sucedida num 
determinado esporte, fazer uma apresentação, fazer um papel numa peça ou 
 
 
 
42 
 
 
 
num filme, etc., seriam exemplos das habilidades de comportamento 
complexo. 
5) Habilidades cognitivas complexas são aquelas que exigem uma síntese ou 
sequência de outras habilidades de pensamento simples. Criar uma história, 
diagnosticar um problema, solucionar um problema de álgebra, compor uma 
canção, planejar um projeto de modelagem, etc., seriam exemplos de 
capacidades envolvendo habilidades cognitivas complexas. 
6) Habilidades linguísticas complexas envolveriam o uso interativo da 
linguagem em situações (muitas vezes espontâneas) altamente dinâmicas. 
Capacidades como persuasão, negociação, ressignificação verbal, o uso do 
humor, contar histórias, fazer uma indução hipnótica, etc., seriam exemplos de 
capacidades envolvendo habilidades linguísticas complexas. 
Claramente, cada nível de habilidade necessita incluir e incorporar as capacidades, 
ou T.O.T.S., empregadas pelos níveis precedentes a ele. Desta maneira, tipicamente 
é mais desafiador e complicado modelar habilidades complexas do que as simples; 
e é mais fácil aprender a modelar começando com comportamentos e habilidades 
cognitivas simples antes de passar para tarefas mais complexas. Contudo, 
frequentemente, as habilidades complexas podem ser "segmentadas para baixo" 
para um grupo ou sequência de habilidades mais simples. 
Metodologia da modelagem 
Uma das partes centrais do processo de modelagem é a metodologia usada para 
coletar informações e identificar aspectos relevantes e padrões relativos ao T.O.T.S. 
da pessoa sendo modelada. Enquanto a forma padrão para coletar informações, 
como questionários e entrevistas, pode acessar algumas informações são, muitas 
vezes, insuficientes na identificação das operações inconscientes ou intuitivas 
usadas pelo especialista humano. Muitas vezes elas também assumem ou deletam 
informações importantes com relação ao contexto. 
 
 
 
43 
 
 
 
Além dos questionários e entrevistas, frequentemente é útil e necessário, incorporar 
métodos mais ativos para coletar informação como encenações, simulações e 
observações da ‘vida real’ do especialista no contexto. Embora a metodologia de 
modelagem da PNL emprega entrevista e questionários, a forma primária da 
modelagem na PNL é feita comprometendo interativamente o indivíduo a ser 
modelado com múltiplos exemplos da habilidade ou desempenho que está sendo 
estudado. Isso fornece uma informação de "qualidade mais elevada," e cria a melhor 
chance de "capturar" os padrões mais práticos (da mesma maneira que ter um 
modelo vivo é geralmente muito mais desejável para um artista trabalhar do que uma 
descrição verbal). 
Três perspectivas básicas em modelagem 
Modelar muitas vezes exige que nós façamos uma descrição "dupla" ou "tripla" do 
processo ou do fenômeno que estamos tentando recriar. A PNL descreve três 
posições perceptivas fundamentais a partir das quais a informação pode ser coletada 
e interpretada: a primeira posição (associada na própria perspectiva de alguém), a 
segunda posição (percebendo a situação a partir do ponto de vista da outra pessoa) 
e a terceira posição (vendo a situação como um observador não envolvido). Todas 
as três perspectivas são essenciais para uma efetiva modelagem de comportamento. 
Existe também uma quarta posição perceptiva, que envolve a percepção da situação 
a partir da perspectiva de todo o sistema, ou o "campo relacional" envolvido na 
situação. 
Como a PNL pressupõe que "o mapa não é o território", que "cada um faz o seu 
próprio mapa individual de uma situação", e que não existe um único mapa "correto" 
de qualquer experiência ou evento, tomar perspectivas múltiplas é uma habilidade 
essencial para modelar efetivamente um desempenho ou atividade particular. 
Perceber uma situação ou experiência a partir de múltiplas perspectivas permite a 
pessoa obter insights e conhecimentos mais amplos com relação ao evento. 
 
 
 
44 
 
 
 
Modelar da “primeira posição” envolveria nós mesmos testando algo e explorando a 
maneira que "nós" fazemos isso. Nós vemos, ouvimos e sentimos a partir da nossa 
própria perspectiva. Modelar da ‘segunda posição’ envolve se colocar “nos sapatos” 
da outra pessoa que está sendo modelada, tentando pensar e agir tão possível 
quanto essa pessoa. Isso pode fornecer importantes intuições sobre aspectos 
significativos, porém inconscientes dos pensamentos e ações da pessoa sendo 
modelada. Modelar da “terceira posição” envolveria se afastar e observar, como uma 
testemunha não envolvida, a pessoa a ser modelada interagindo com as outras 
pessoas (inclusive conosco). Na terceira posição, nós suspendemos os nossos 
julgamentos pessoais e percebemos apenas o que os nossos sentidos percebem, 
como cientistas ao examinar objetivamente um determinado fenômeno através de 
um telescópio ou microscópio. “Quarta posição” envolveria um tipo de síntese 
intuitiva de todas essas perspectivas, a fim de conseguir um sentido para todo o 
“Gestalt”. 
Modelagem implícita e explícita 
O desempenho hábil pode ser descrito como uma função de duas dimensões 
fundamentais: Consciência (conhecimento) e Competência (ação de fazer). É 
possível saber ou entender alguma atividade, mas ser incapaz de fazer isso 
(incompetência consciente). Também é possível ser capaz de fazer bem uma 
atividade particular, mas não saber como se faz isso (competência inconsciente). 
O domínio de uma habilidade envolve tanto a capacidade de "fazer o que você sabe" 
como "saber o que você está fazendo". 
Um dos maiores desafios em modelar especialistas vem do fato de que muitos 
comportamentos críticos e elementos psicológicos que lhes permitem distinguir-se 
são basicamente inconscientes e intuitivos para eles. Como resultado, eles são 
incapazes de fornecer uma descrição direta dos processos responsáveis por suas 
próprias capacidades excepcionais. De fato, muitos especialistas evitam, de 
propósito, pensarsobre o que estão fazendo e como estão fazendo, com medo que 
 
 
 
45 
 
 
 
isso interfira com as suas intuições. Essa é outra razão pela qual é importante sermos 
capazes de modelar a partir de diferentes posições perceptivas. 
Uma das metas de modelagem é extrair e identificar as competências inconscientes 
das pessoas e levá-las para a consciência a fim delas serem mais bem entendidas, 
otimizadas e transferidas. Por exemplo, a estratégia inconsciente de um indivíduo, 
ou T.O.T.S., para "saber que perguntas fazer", "surgir com sugestões criativas", ou 
"adaptar os aspectos não verbais do estilo de liderança de alguém", podem ser 
modeladas e depois transferidas como uma habilidade ou competência consciente. 
Competências cognitivas e comportamentais podem ser modeladas tanto “implícita” 
como “explicitamente”. Modelagem implícita envolve mover-se primeiro para a 
‘segunda posição’ com relação à pessoa que está sendo modelada a fim de construir 
intuições pessoais sobre a experiência subjetiva deste indivíduo. 
Modelagem explícita envolve mover-se para a “terceira posição” para descrever a 
estrutura explícita da modelagem da experiência da pessoa pois assim ela pode ser 
transferida para os outros. Modelagem implícita é primariamente um processo 
indutivo no qual nós compreendemos e percebemos os padrões no mundo a nossa 
volta. Modelagem explícita é essencialmente um processo dedutivo no qual 
descrevemos e colocamos estas percepções em prática. 
Os dois processos são necessários para a modelagem efetiva. Sem a fase "implícita" 
não existe nenhuma base intuitiva efetiva da qual construir um modelo "explícito". 
John Grinder, como cofundador da PNL, chamou atenção de que: "É impossível fazer 
a descrição da gramática de uma língua da qual não temos nenhuma intuição". Por 
outro lado, sem a fase "explícita", a informação que foi modelada não pode 
desenvolver técnicas ou ferramentas e transferida para os outros. 
A modelagem implícita em si mesma irá ajudar uma pessoa a desenvolver a 
competência pessoal e inconsciente com o comportamento desejado (é a maneira 
como as crianças aprendem tipicamente). Criar uma técnica, procedimento ou 
 
 
 
46 
 
 
 
conjunto de habilidades que pode ser ensinado ou transferido para os outros além 
de nós, exige algum grau de modelagem explícita. Uma coisa é, por exemplo, 
aprender a soletrar bem, ou desenvolver um bom saque no tênis; outra coisa é 
ensinar a outra pessoa como fazer o que você aprendeu. 
A PNL, de fato, nasceu da união da modelagem implícita com a explícita. Richard 
Bandler modelou intuitivamente "implicitamente" as habilidades linguísticas de Fritz 
Perls e Virginia Satir através de vídeos gravados e da experiência direta. 
 
 
Bandler era capaz de reproduzir muitas dos resultados terapêuticos de Perls e Satir 
fazendo perguntas e usando a linguagem de maneira similar à que eles faziam. 
Grinder, que era linguista, observou Bandler trabalhando um dia, e ficou 
impressionado pela capacidade de Bandler influenciar os outros com o uso da sua 
linguagem. 
Grinder podia perceber que Bandler estava fazendo algo sistemático, mas era 
incapaz de definir explicitamente o que era. Bandler também era incapaz de 
descrever explicitamente ou explicar exatamente o que ele estava fazendo e como 
estava fazendo. Ele só sabia que tinha, de alguma maneira, "modelado" algo de Perls 
e Satir. Os dois estavam intrigados e curiosos para ter um conhecimento mais 
explícito dessas capacidades que Bandler tinha implicitamente modelado destes 
excepcionais terapeutas – um conhecimento que iria lhes permitir transferir isso 
como uma ‘competência consciente’ para outros. Nesse ponto, Grinder fez uma 
Fritz Perls e Virginia Satir 
 
 
 
47 
 
 
 
proposta para Bandler: "Se você me ensinar a fazer o que você está fazendo, então 
eu lhe direi o que você está fazendo". 
De certo modo, o convite de Grinder marca o início da PNL. As palavras de Grinder 
encapsularam a essência do processo de modelagem da PNL: "Se você me ensina 
a fazer o que você está fazendo (se você me ajuda a desenvolver a intuição implícita, 
ou a ‘competência inconsciente’, que você possui para que eu também possa 
alcançar resultados similares), "então eu lhe direi o que você está fazendo" (então 
eu posso fazer uma descrição explícita dos padrões e processos que nós dois 
estamos usando). 
Observe que Grinder não diz: "se você me permitir observar objetivamente e analisar 
estatisticamente o que você está fazendo, então eu lhe direi o que você está 
fazendo". Grinder disse: "Me ensine a fazer o que você está fazendo". A modelagem 
se origina das intuições práticas e instrumentais que vieram da "liderança com 
experiência". 
Grinder e Bandler foram capazes de trabalhar juntos para criar o Metamodelo (1975) 
sintetizando (a) suas intuições compartilhadas sobre as capacidades verbais de Perls 
e Satir, (b) observações diretas (tanto ao vivo como em fitas gravadas) de Perls e 
Satir trabalhando, e (c) o conhecimento explícito de Grinder sobre linguística (em 
particular, gramática transformacional). 
Bandler e Grinder trabalharam em conjunto, mais tarde, para aplicar um processo 
similar para modelar alguns dos padrões da linguagem hipnótica de Milton H. 
Erickson; nessa época Grinder também participava na modelagem inicial "implícita" 
do comportamento de Erickson. Eles, e os outros desenvolvedores da PNL, usaram 
desde então esse processo de modelagem para criar inúmeras estratégias, técnicas 
e procedimentos em praticamente cada área da competência humana.1 
 
1Dilts, Robert, A LTC - 1998 
 
 
 
48 
 
 
 
Sendo assim, podemos obter uma modelagem satisfatória e objetiva da 
seguinte forma: 
Modelando da primeira posição 
É quando o indivíduo age como “ele mesmo” dentro da situação, sentindo a partir da 
própria visão que tem do evento. Um exemplo é quando um atleta que está 
começando se espelha em outro atleta de renome. Ele procurará chegar naquela 
condição através de sua própria forma de pensar e agir. 
Modelando da segunda posição 
Quando nos colocamos na posição da pessoa que será modelada, fazendo o 
possível para pensar e agir da mesma forma que essa pessoa agiria. Esse formato 
permite acessar aspectos determinantes de como essa pessoa e age, mesmo que 
sejam atitudes inconscientes. 
Modelando da terceira posição 
É quando existe o afastamento para uma observação procurando não se envolver 
na situação. Isso inclui observar a pessoa que será modelada em suas interações, 
inclusive com quem pretende fazer a modelagem. Esse formato faz com que não 
existem julgamentos pessoais, apenas observação. 
SUBMODALIDADES E SISTEMAS REPRESENTACIONAIS 
Modalidades e Submodalidades 
Nós temos cinco sentidos básicos: 1) Visão, 2) Audição, 
3) Tato, 4) Olfato e 5) Paladar. Na PNL, eles são 
denominados como sistemas representacionais ou 
modalidades. 
 
 
 
 
 
49 
 
 
 
Para cada uma dessas modalidades, podemos ter distinções mais finas. Podemos 
descrever uma imagem como sendo preta e branca ou colorida, ou também poderia 
ser brilhante ou escurecida. 
Os sons podem ser altos ou suaves ou vindos de uma direção particular. 
As sensações podem estar em diferentes partes do corpo ou ter diferentes 
temperaturas. Os cheiros podem ser agradáveis ou penetrantes, fortes ou brandos. 
O paladar pode ser doce ou amargo ou forte ou suave. Essas distinções mais finas 
são chamadas de submodalidades e definem as qualidades das nossas 
representações internas. 
Nós, geralmente, trabalhamos com apenas três modalidades: 1) Visual, 2) Auditiva 
e 3) Cinestésica. No entanto, você estar trabalhando em um problema de um cliente 
onde as submodalidades olfativas ou gustativas desempenham um papel importante, 
por exemplo, uma questão de comida ou alguém que é um “chef”.As pessoas 
conhecem e trabalham com as submodalidades há séculos. Por exemplo, Aristóteles 
se referiu às qualidades dos sentidos, mas não utilizou o termo submodalidades. 
Algumas das submodalidades mais comuns são: 
1) Visual 
2) Auditivas e 
3) Cinestésicas 
• Preto e branco ou colorida 
• Perto ou longe 
• Brilhante ou opaco 
• Localização 
• Tamanho da imagem 
• Associada / Dissociada 
 
 
 
50 
 
 
 
• Focada ou desfocada 
• Com moldura ou sem 
• Em movimento ou imóvel 
• Se for um filme – rápido/normal/devagar 
• Três dimensões ou plano 
• Alto ou suave 
• Perto ou longe 
• Interna ou externa 
• Localização 
• Estéreo ou mono 
• Ligeiro ou devagar 
• Tom agudo ou grave 
• Palavra ou tom 
• Ritmo 
• Clareza 
• Pausas 
• Forte ou fraco 
• Área grande ou pequena 
• Pesado ou leve 
• Localização 
• Textura: macia ou áspera 
 
 
 
51 
 
 
 
• Constante ou intermitente 
• Temperatura: quente ou fria 
• Tamanho 
• Formato 
• Pressão 
• Vibração 
A submodalidade visual associada/dissociada é uma das mais importantes e se 
refere se você pode ou não se ver na imagem (representação visual interna). Você 
está associado se não pode se ver a si mesmo na imagem. Muitas vezes nos 
referimos a isso como “olhar através dos nossos próprios olhos”. Se você pode se 
ver na foto, então dizemos que você está dissociado. 
Se você estiver associado a uma memória, então as suas sensações (alegria, 
tristeza, medo) sobre essa memória serão mais intensas. Se você estiver dissociado, 
é como assistir a um filme da sua vida, em vez de estar lá (no campo de jogo) e 
quaisquer sensações serão menos intensas ou não. 
Sistemas Representacionais 
Quando você entra em uma sala cheia de pessoas, você pode primeiramente se 
tornar consciente de... 
Visual: O que você vê, imagens, pessoas, as cores, a decoração, como as 
pessoas estão vestidas, a estética? 
Auditivo: O que você ouve, sons ou conversa, vozes altas e baixas, risos, 
tilintar de copos e talheres? 
Cinestésico: O que você sente, físico e emocionalmente. Você primeiro presta 
atenção à temperatura do ambiente, sentir o conforto ou você está atento a 
sentimentos tais como o clima no ambiente? 
 
 
 
52 
 
 
 
Auditivo Digital: Seu diálogo consigo mesmo. “Eu não gosto disso.” 
Analisando. Se perguntando: “Será que eu estou tendo uma oportunidade 
para conhecer pessoas?” “Quero sair daqui!” 
Apesar de usarmos todos os quatro sistemas na maioria das vezes nós tendemos a 
ter um sistema "favorito" que usamos mais, isto é, na maioria dos contextos. E isso 
explica em parte por que as pessoas diferentes podem ter muito diferentes memórias 
do mesmo evento. 
Quem usa muito o sistema Visual presta muita atenção ao que você vê em uma 
situação. Quem usa o sistema cinestésico presta muita atenção aos sentimentos e 
sensações. 
Na PNL, são os chamados Sistemas Representacionais (ou seja, os cinco sentidos) 
que nos permitem captar, guardar e codificar as informações em nossa mente. 
Sistema Visual 
Sistema Auditivo 
Sistema Cinestésico (sensações, olfato, tato e paladar). 
Ao prestarmos atenção nas palavras que uma pessoa utiliza, podemos compreender 
melhor como ela constrói ou representa seu modelo de mundo. Identificar em que 
Sistema Representacional (V/A/C) o indivíduo se encontra em determinado 
momento, é a chave para estabelecer uma comunicação mais eficiente. 
Nós utilizamos todos os três Sistemas Representacionais durante nossa 
comunicação, alguns com maior frequência do que outros. Quando a predominância 
de um deles é mais notável, poderá gerar dificuldades na comunicação. 
Se você perguntar para diferentes pessoas como elas "se sentem bem" em 
determinado momento: 
Uma pessoa com predominância pelo canal "Visual" responderia: 
 
 
 
53 
 
 
 
“Minha casa arrumada, com tudo nos devidos lugares, e um bom livro..." ou 
"eu estar bem vestida", etc. 
Uma pessoa com predominância pelo canal "Auditivo" responderia: 
"Ouvir minhas músicas prediletas", ou "um bom papo com amigos...". 
E uma pessoa com predominância pelo canal "Cinestésico" diria: 
"Me acomodar num sofá bem aconchegante, pegar um cobertor e tomar minha 
bebida favorita..." ou "Acordar cedo, andar dez km e depois tomar um banho 
estimulante...". 
Talvez fique mais fácil você entender o porquê de uma esposa predominantemente 
visual brigar com um marido "mais" cinestésico, pois quando ele chega em casa 
(impecavelmente arrumada) faz a maior bagunça. Ou… Você já disse para si mesmo: 
“Será que estou falando grego?!?” “ninguém me entende?!”. 
ANAMNESE DE SUCESSO 
Como usar o metamodelo na anamnese para ligar o “Estado Atual” ao “Estado 
Desejado”? 
Origem do Metamodelo 
John Grinder e Richard Bandler desenvolveram o Metamodelo modelando dois 
terapeutas de muito sucesso, Fritz Perls e Virginia Satir, que obtiveram resultados 
extraordinários ao fazerem seus clientes serem mais específicos no que eles 
expressavam. Ou seja, o uso de certos tipos de perguntas para reunir informações 
(ganhar a compreensão da estrutura profunda do cliente). Grinder e Bandler 
observaram que, ao se mover da estrutura profunda para a estrutura da superfície, 
as pessoas inconscientemente usavam: 
⮚ Omissão: nós só apresentamos algumas das informações disponíveis na 
estrutura profunda. 
 
 
 
54 
 
 
 
⮚ Generalização: nós podemos fazer afirmações gerais sobre o que 
acreditamos, como vemos os outros, os nossos valores, etc. Nós ignoramos 
possíveis exceções ou condições especiais. 
⮚ Distorção: podemos escolher simplificar excessivamente ou fanatizar sobre o 
que é possível ou sobre o que aconteceu. 
Para recuperar as informações que faltam, como resultado de omissões, 
generalizações e distorções, Grinder e Bandler identificaram 12 padrões diferentes 
com perguntas correspondentes e chamaram isso de Metamodelo. O Metamodelo é 
ser mais específico (segmentando para baixo) para obter uma melhor compreensão 
do modelo de mundo da pessoa. Toda a comunicação humana tem o potencial de 
ser ambígua. O objetivo das perguntas é penetrar nessa ambiguidade, o que pode 
causar problemas, e acessar as informações que faltam tanto para o cliente como 
para o coach, ou seja, obter uma melhor compreensão da estrutura profunda do 
cliente e dar melhor sentido à comunicação. 
Embora baseado no trabalho de dois terapeutas, o Metamodelo tem uma aplicação 
muito mais ampla – sempre que duas ou mais pessoas estiverem envolvidas com 
comunicação – no trabalho, no lazer, na família, etc. 
Uma vez obtida essa habilidade, o Metamodelo é uma ferramenta poderosa e útil. 
No entanto, exige prática para dominar o processo de questionamento e o processo 
deve ser feito com um alto grau de rapport – o cliente deve se sentir seguro e sem 
estar pressionado. Antes de fazer as perguntas do Metamodelo a qualquer um dos 
meus clientes, estudantes, colegas, familiares, etc., eu me certifico de que ele está 
confortável na minha presença, de que se sente em segurança e aí faço a seguinte 
pergunta: "Posso lhe fazer uma pergunta?" Se ele responder ‘não’, então eu não uso 
o questionamento do Metamodelo. Em vez disso, coloco mais esforço para ouvir as 
pressuposições (o que está pressuposto) nas palavras que ele escolheu a fim de 
obter uma compreensão mais clara de seu modelo de mundo e como posso apoiá-
lo melhor. 
 
 
 
55 
 
 
 
METAMODELO 
Omissões 
Omissão simples: 
Quando alguma coisa é omitida. 
. Exemplo: "Eu estou furioso". 
. Pergunta(s) para recuperar a informação omitida: "Com o quê?" 
Índice de referência não especificado: 
A pessoa ou o objeto ao qual a afirmação se refere não está especificado ou não 
está claro. 
. Exemplo: "Eles rejeitaram a minha proposta de negócio" ou "Eles a rejeitaram". 
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "Quem?" ou "O que?" 
Omissões comparativas: 
A comparação é feita e não está claro o que estásendo comparado. A sentença 
conterá palavras tais como: bom, mau, melhor, muito melhor, pior, mais, menos, a 
maioria, pelo menos. 
. Exemplo: "Essa abordagem é a melhor." 
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "Comparado com o que ou 
para quem?" 
Verbo não especificado: 
Nesse caso não está claro como algo foi feito. 
. Exemplo: "Eles rejeitaram a minha proposta de negócio". Eu usei o exemplo do 
índice de referência não especificado para ilustrar que, às vezes, existem várias 
 
 
 
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coisas que foram omitidas, distorcidas ou generalizadas e cabe a você decidir qual 
linha de questionamento irá recuperar mais informações. 
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "Como especificamente?" 
Nominalizações ou Substantivações: 
Um processo foi transformado em uma "coisa". Nominalizações são substantivos, 
apesar de que você não pode tocá-lo fisicamente ou colocá-lo no porta-malas de seu 
carro (substantivo abstrato). Exemplos de nominalizações são: comunicação, 
relacionamento, liderança, respeito, verdade, liberdade, depressão, amor, etc. A 
nossa tarefa aqui é fazer uma pergunta para que o processo possa ser redescoberto. 
. Exemplo: "A comunicação na nossa família é pobre". 
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "Como você gostaria que nós 
nos comunicássemos?" Observe que também existe uma omissão comparativa e 
também poderíamos perguntar: "Pobre em comparação com o que?". 
Generalizações 
Quantificadores universais: 
São situações que podem ter ocorrido uma, duas ou três vezes e a pessoa generaliza 
como se ocorresse sempre ou nunca. Os quantificadores universais são 
normalmente palavras como: tudo, cada, nunca, sempre, somente, todos, ninguém, 
etc. 
. Exemplo: "Meu chefe nunca me dá crédito pelo que eu faço". 
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: Nós podemos exagerar a 
generalização ou usar um contraexemplo. "Nunca?" ou "Já houve um tempo em que 
o seu chefe lhe deu crédito?". 
 
 
 
 
 
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Operadores modais de necessidade ou possibilidade: 
Os operadores modais de necessidade incluem palavras como deveria, não deveria, 
deve, não deve, tem que, precisa, é necessário. Operadores modais de possibilidade 
incluem palavras como pode/não pode, irá/não irá, possível/impossível. Estabelecem 
limites impostos por uma regra não implícita. 
. Exemplo: "Eu não posso fazer isso agora". 
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: a chave é desafiar a limitação. 
"O que aconteceria se você tivesse feito?" ou "O que o impede?" 
Distorções 
Leitura da mente: 
Nesse caso, quem está falando afirma saber o que outra pessoa está pensando ou 
sentindo. 
. Exemplo: "Meu chefe não está satisfeito com o meu trabalho". 
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: Para esse padrão, nós 
simplesmente perguntamos como você sabe? "Como você sabe especificamente 
que o seu patrão não está satisfeito com o seu trabalho?". 
Execução perdida: 
Julgamentos sobre valores foram feitos e não está claro quem fez o julgamento. 
. Exemplo: "Esse é o caminho certo para ser promovido nessa empresa". 
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "De acordo com quem?" ou 
"Como você sabe que esse é o caminho certo?" 
Causa – Efeito: 
O orador estabelece uma relação de causa-efeito entre dois eventos ou ações. 
Construções comuns incluem: se, então, porque, faz, obriga, causa. 
 
 
 
58 
 
 
 
. Exemplo: "Quando você olha para mim desse jeito, eu me sinto sem importância". 
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "Como é que a maneira que 
eu olho para você faz com que você decida se sentir sem importância". Você também 
poderia usar um contraexemplo. 
Equivalência complexa: 
Nessa situação, duas experiências são interpretadas como se tivessem o mesmo 
significado. Essas duas experiências podem ser unidas por palavras tais como: “Por 
essa razão”, “o que significa”, “o que se conclui”. 
. Exemplo: "Meu chefe entrou no seu escritório sem dizer ‘bom dia’, portanto, ele não 
está satisfeito com o meu trabalho". 
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "Como não dizer ‘bom dia’ 
significa que o seu chefe não está satisfeito com o seu trabalho?" ou "Você nunca se 
sentiu pressionado pela família ou pelos negócios e se esqueceu de dizer ‘bom dia’ 
para os seus colegas de trabalho?" 
Pressuposições: 
Alguma parte da frase pressupõe ou deduz a existência (ou não) de alguma coisa, 
pessoa, etc., embora não esteja explicitamente declarada. 
. Exemplo: "Quando é que você vai demonstrar liderança para a sua equipe?" Essa 
frase pressupõe que você não demonstra liderança. Se você tentar responder a essa 
questão diretamente, estará cavando um buraco ainda mais fundo para si mesmo. 
. Pergunta(s) para recuperar as informações omitidas: "O que o leva a acreditar que 
eu não demonstro liderança?" ou "Como é que eu não demonstro liderança?" 
. Evite perguntar “Por que”. Nenhuma das perguntas no Metamodelo tem “por que”. 
Muitas vezes quando você pergunta “por que” para alguém, ele sente que tem que 
defender o que disse ou o que fez, dar desculpas ou racionalizar o comportamento 
 
 
 
59 
 
 
 
dele. Por outro lado, se você expressar a pergunta como um "como", você entende 
melhor o processo utilizado pelo seu cliente e, assim, obtém mais informação e 
compreensão.2 
Omissões Simples 
Uma omissão simples ocorre quando algo importante é omitido de uma frase. 
⮚ Vá e faça isso. 
⮚ Quando vir isso, pegue. 
⮚ Aquilo é importante. 
⮚ Me sinto mal. 
⮚ Não sei nada daquilo. 
⮚ Estive fora. 
⮚ Não posso. 
. Recupere as informações omitidas fazendo perguntas como: 
 - O que exatamente... 
Índice referencial não especificado: 
Aconteceu alguma, mas não fica claro quem realizou a ação e quem foi afetado. 
⮚ Erros foram cometidos. 
⮚ Venderam a casa. 
⮚ Fizeram uma lambança! 
⮚ Eles me irritam. 
⮚ Não querem concordar. 
⮚ Crianças são teimosas. 
⮚ As pessoas não entendem... 
 
2 O artigo original "NLP Meta Model" encontra-se no site www.renewal.ca 
 
 
 
60 
 
 
 
. Recupere as informações omitidas fazendo perguntas como: 
⮚ Quem faz o quê? 
⮚ Exatamente o que foi feito e por quem? 
Verbo não especificado: 
Alguma coisa foi feita, mas não está claro como foi feita. 
⮚ O Cardoso falhou. 
⮚ Eles alegraram o grupo. 
⮚ Meu vizinho me assusta. 
⮚ Meu chefe me frustrou. 
⮚ Fui encorajado a fazer o exame. 
⮚ Meu pai me sustenta. 
. Recupere as informações omitidas fazendo perguntas como: 
⮚ O que exatamente...? 
⮚ Como especificamente...? 
Comparações: 
Está sendo feita uma comparação, mas o padrão utilizado não está claro. 
⮚ Eu fiz isso muito bem. 
⮚ É melhor sair de fininho. 
⮚ O verão é muito melhor. 
⮚ Sinto-me melhor aqui. 
⮚ A reunião foi mal organizada. 
⮚ Este carro é melhor. 
. Descubra o padrão de comparação fazendo perguntas como: 
⮚ Comparado com o quê...? 
 
 
 
61 
 
 
 
Nominalizações 
Nesse processo, um verbo (que descreve uma ação contínua) é transformado num 
substantivo (uma coisa estática). 
⮚ Ela tem medo do fracasso. 
⮚ Caramba, foi uma emoção! 
⮚ Meu filho não me tem respeito. 
⮚ A felicidade é o mais importante. 
⮚ Precisamos ter independência. 
⮚ Eu prezo a liberdade. 
⮚ Precisamos ter educação. 
. Recupere as informações transformando o substantivo no verbo que lhe deu origem 
e expresse o pensamento como um processo. 
⮚ Como gostaria de ser respeitado...? 
Execução Perdida / Julgamento: 
Aqui existe um julgamento embutido na afirmação. A execução perdida caracteriza-
se pelo uso de expressões como: é bom, é mau, é errado, é certo, é verdade, é falso, 
etc... 
⮚ É errado ser teimoso. 
⮚ É ruim manipular os outros. 
⮚ É inútil reclamar da situação. 
⮚ Isso não é bom. 
⮚ Não se deve beber gelado. 
⮚ Andar descalço faz mal. 
⮚ Manga com leiteé perigoso. 
 
. Descubra quem está fazendo o julgamento e em relação a qual padrão: 
 
 
 
62 
 
 
 
⮚ Quem disse isso...? 
⮚ Como isso é ruim exatamente? 
Operadores Modais de Necessidade: 
Expressões como: “deveria”, “deve”, “não deve”, “tenho que”, “sou obrigado a”. Não 
há uma regra de conduta que fique explícita. O que aconteceria se você não fizesse? 
⮚ Não devo falar sobre isso. 
⮚ Tenho que lavar as mãos antes das refeições. 
⮚ Devo sempre colocar os outros em primeiro lugar. 
⮚ Tenho de ser o melhor. 
⮚ Preciso chegar antes dos outros. 
⮚ Tenho que obedecer aos preceitos religiosos. 
⮚ Tenho de voltar para casa às 10 horas. 
. Desafie as consequências imaginadas pela pessoa: 
⮚ O que aconteceria se você não...? 
Operadores Modais de Possibilidade: 
Expressões como: “não posso”, “posso”, “é impossível”. Estabelecem limites 
impostos por uma regra não implícita. 
⮚ Não posso dizer isso a ele. 
⮚ Eu não consigo fazer isso. 
⮚ Sou incapaz de fazer alguém feliz. 
⮚ Não tem jeito, assim não vai. 
⮚ É impossível completar a tarefa na data marcada. 
⮚ Não é possível conviver com aquela pessoa. 
. Desafie as consequências imaginadas pela pessoa: 
⮚ O que o impede de...? 
 
 
 
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⮚ Suponha que pudesse, como seria? 
Quantificador Universal: 
São expressões que têm significado generalizado, como se as coisas fossem 
universais e sem exceção. São situações que podem ter ocorrido uma, duas, três 
vezes, na vida e a pessoa generaliza como se ocorresse sempre... ou nunca. 
⮚ Todos eles são limitados na inteligência. 
⮚ Todas as pessoas gostam de chocolate. 
⮚ Os homens são todos iguais. 
⮚ Nunca neste país... 
⮚ Ninguém consegue ver isso. 
⮚ Isso sempre acontece comigo. 
⮚ Você sempre chega atrasado. 
. Repita o quantificador de forma interrogativa e com uma leve entonação de espanto 
na voz. 
⮚ Sempre?! Nunca?! Todos?! 
Equivalência Complexa: 
Ocorre quando duas afirmações são ligadas como se tivessem o mesmo significado 
ou como numa relação de causa-e-efeito, por exemplo: “Você não está prestando 
atenção, pois não olha para mim”. Geralmente as afirmações estão em níveis 
neurológicos diferentes. 
⮚ Você não está sorrindo, logo não está se divertindo. 
⮚ Ela não se importa comigo, está sempre atrasada. 
⮚ Meu filho não me respeita, ele não me beija. 
⮚ Ele é um ótimo profissional, está sempre bem vestido. 
⮚ Esta é uma boa empresa, paga ótimos salários. 
⮚ Ele vai ser um ótimo prefeito, tem um bom plano para a cidade. 
 
 
 
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⮚ Meu chefe não gosta de mim, ele não me cumprimenta. 
. Desafie com a pergunta: “De que maneira ‘isso’ significa ‘aquilo’”? 
Leitura Mental: 
Ocorre quando alguém faz afirmações supondo conhecer o estado interno de outra 
pessoa. Ela pressupõe saber o que a outra está pensando ou sentido. 
⮚ O Leandro está infeliz. 
⮚ Aposto que ela não gostou do presente que dei. 
⮚ Sei o porquê você está zangado. 
⮚ Ela está aborrecida, mas não quer admitir. 
⮚ Você nem repara como estou me sentindo. 
⮚ Ele não gosta de mim. 
⮚ Sei que você faz isso só para me irritar. 
⮚ Eu sei que você está pensando que... 
. Desafie com a pergunta: Como exatamente você sabe que...? 
Causa e Efeito: 
Ocorre quando se supõe que o comportamento de uma pessoa automaticamente 
causa o estado emocional ou o comportamento de outra. É uma forma de 
pressuposição. 
⮚ A voz dele me aborrece. 
⮚ O jeito dela me deixa louco. 
⮚ Estou contente porque ele saiu de casa. 
⮚ Esse tempo me chateia. 
⮚ Ela me assusta. 
⮚ Esta notícia me deixou aborrecido. 
⮚ Fiz isso por causa dele. 
 
 
 
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. Desafie com a pergunta: “Como especificamente ‘isso’ causa ‘aquilo’”? “Houve 
alguma vez em que ‘isso’ não causou ‘aquilo’”? 
Pressuposições: 
Ocorre quando uma suposição descabida e limitadora está implícita na afirmação, 
mas não abertamente. 
⮚ Quando você ficar mais esperto vai entender isso. 
⮚ Ele é tão estúpido quanto o irmão. 
⮚ Por que você não consegue fazer nada certo? 
⮚ Você vai me contar outra mentira? 
⮚ Quando ele estiver namorando vai se vestir melhor. 
. Desafie com a pergunta: “O que o leva a acreditar que...?” 
. Observação: Uma única sentença pode conter múltiplos padrões e alguns padrões 
podem ser classificados sob outro título. 
. Por exemplo: Nominalizações são às vezes classificadas como deleções e 
julgamentos como distorções. 
MODELO MILTON ERICKSON 
 
 
O Modelo Milton é uma das técnicas utilizadas para a 
Programação Neurolinguística ou Neurolinguística 
terapia, e foi cocriado por Richard Bandler e John 
Grinder, usando as técnicas hipnóticas desenvolvidas 
por Milton H. Erickson, que era bem conhecido por ter 
fundado a hipnoterapia clínica. Os princípios do Modelo 
Milton é um nítido contraste com as utilizadas no Modelo 
de Meta de Programação Neurolinguística, os quais 
formam a base para o desenvolvimento do campo da 
Programação Neurolinguística. Milton Erickson 
 
 
 
66 
 
 
 
Ao contrário do modelo de Meta, o Modelo Milton depende essencialmente da 
imprecisão habilidosa da língua. O princípio fundamental do Modelo Milton é que um 
uso generalizado da linguagem e um maior alcance irá gerar um entendimento claro 
e completo do problema na mão. Por outro lado, limitar o âmbito do processo de 
pensamento, usando linguagem explícita resultará na exclusão de aspectos vitais do 
problema e conceitos importantes da experiência da pessoa. O modelo de listas 
abaixo o tipo de padrões e partes do discurso que deve ser usado, a fim de ajudar o 
cliente a encontrar a linha correta do pensamento, e ajudá-lo a incluir todos os 
detalhes reais, sentimentos e crenças que se encontram abaixo de uma experiência 
usando termos genéricos para interrogatório. 
Dr. Richard Bandler e John Grinder Dr. utilizado para se encontrar com Milton H. 
Erickson regularmente para modelar suas técnicas e de trabalho abrangendo um 
período de vários meses. A dupla publicou seu primeiro livro sobre o Modelo Milton 
em 1975, denominado “Padrões de técnicas de hipnose de Milton Erickson H. 
Volume I”. Em 1977, eles passaram a publicar o segundo volume de suas pesquisas 
para o livro chamado “Padrões das técnicas hipnóticas de Milton H. Erickson Volume 
II”. Estes dois livros são descritos para ter formado a base do Modelo Milton, que 
propõe a utilização de uma linguagem vaga, a fim de ajudar o cliente a atingir as 
profundezas de sua mente inconsciente, em vez de vagar e restringir seus 
pensamentos em um nível consciente. 
O objetivo de utilizar Técnicas Modelo Milton 
As técnicas empregadas pelo modelo de Milton são mais comumente usadas para 
se chegar às profundezas inconscientes da mente, onde a informação real de uma 
experiência é armazenada, e depois recuperar esta informação, ajudando o cliente 
chegar a um estado alterado da mente. O objetivo é impedir que o cliente utilizando 
sua mente consciente, o que geralmente tende a distorcer os fatos, modificar ou 
eliminar os principais aspectos da experiência. O Modelo Milton também tenta 
 
 
 
67 
 
 
 
acompanhar e entender a realidade como percebida pelo cliente, a fim de construir 
um relacionamento genuíno ou retrato do evento. 
O Modelo Milton usado em Programação Neurolinguística sugere que uma mente 
consciente vai criar resistência a qualquer autoridade declarações feitas pelo 
terapeuta usando Neurolinguística treinamento. Portanto, não é viável para alcançar 
a mente inconsciente usando consciente instruções de comando. Usando 
declarações que estão mais abertas na natureza, incluem metáforas, oferece novas 
oportunidades ou conter contradições, o terapeuta pode chegar a mente inconsciente 
mais facilmente. 
Isto é conhecido como a sugestão hipnótica. Deixa espaço para o pensamento para 
o cliente, que pode então preencher os detalhes adequados as lacunas presentes 
usando sua mente inconsciente. O cliente neste caso pode não ter consciência doacontecimento real, como sua mente inconsciente tem assumido temporariamente, 
que se assemelha a uma espécie de transe. 
A principal razão por trás usando a mente inconsciente para criar uma mudança de 
comportamento é que a mente consciente não quer dar atenção às sugestões do 
terapeuta por causa da tendência da pessoa a apresentar resistência. Em geral, as 
pessoas estão um pouco assustadas ou céticos sobre a hipnose e seus poderes 
terapêuticos. Eles vão, portanto, apresentam um tipo especial de resistência a 
qualquer autoridade sugestões do terapeuta usando Neurolinguística treinamento. 
Milton Erickson percebeu que essa resistência não deve ser atenuada, em vez disso, 
ele deve ser aceito como natural por parte do terapeuta treinado em Neurolinguística 
cursos e utilizada para gerar um comportamento responsivo. Erickson sugere que 
um bom terapeuta deve sempre dar uma oportunidade ao paciente a apresentar 
resistência. Qualquer esforço feito pelo terapeuta para modificar ou corrigir o 
comportamento clientes, forçando-os a tomar medidas certas contra a sua vontade, 
 
 
 
68 
 
 
 
irá resultar em subjugar o estado de transe, e a mente inconsciente do cliente não 
irá cooperar. 
O cliente vai se sentir mais confortável com um terapeuta que incentiva o cliente a 
escolher e responder a uma sugestão de acordo com seu desejo, e não porque o 
terapeuta é forçá-los a tomar uma determinada ação. 
Mais frequentemente do que não, a resistência inicial exibida pelo cliente é apenas 
uma medida de testar o terapeuta, se o terapeuta estiver disposto a ajustar às 
demandas dos clientes ao invés de simplesmente pedir-lhes para fazer certas coisas. 
Como exemplo, se o cliente tiver um hábito incessante de pregos morder, o terapeuta 
treinado em Neurolinguística encorajaria o cliente a crescer as unhas mais para 
desfrutar dos prazeres caso do processo de morder. O cliente, então, cresce todos 
os seus pregos decidir para mordê-las depois que elas atingem certo comprimento. 
Durante um período, o cliente perde o interesse na atividade, não se sentir o desejo 
de morder as unhas mais. 
A programação neurolinguística surgiu na Universidade da Califórnia (EUA) no final 
dos anos 60 e início dos anos 70 com John Grinder e Richard Bandler. O foco original 
da PNL foi o estudo dos padrões fundamentais da linguagem e técnicas de três 
terapeutas renomados e bem-sucedidos: Dr. Milton Erickson (hipnoterapia), Fritz 
Perls (gestalterapia) e Virginia Satir (terapia familiar sistêmica). 
Mais tarde, os padrões descobertos foram adaptados visando proporcionar uma 
capacidade pessoal de se comunicar de forma mais efetiva e também a realização 
de mudanças. 
Grinder e Bandler ficaram estupefatos quando ouviram falar que um norte-americano 
do Arizona era capaz de promover a cura de pacientes, em poucas sessões. 
Erickson, psiquiatra que passou a maior parte de sua vida confinado a uma cadeira 
de rodas, era capaz de ajudar pacientes com doenças psicossomáticas graves a se 
 
 
 
69 
 
 
 
curarem quase instantaneamente, utilizando seu enorme poder de observação e uma 
forma incomum de se comunicar. 
Durante sua vida, Erickson foi conhecido como o principal practitioner mundial da 
hipnose médica. Ele foi o presidente fundador da Sociedade Americana da Hipnose 
Clínica. O registro clínico de Erickson foi surpreendente pelo número de diferentes 
tipos de problemas médicos e psiquiátricos de que foi capaz de tratar com sucesso 
– tanto com como sem o uso da hipnose. A criatividade de Erickson e o seu poder 
de observação foram legendários e suas técnicas formaram a base de todo um estilo 
de procedimentos terapêuticos e hipnóticos. 
Grinder e Bandler viajaram para a Califórnia e observaram por muitas semanas a 
Erickson atendendo seus pacientes, como se comunicava, seus gestos, sua 
linguagem corporal. 
Os padrões de linguagem que descobriram ficaram registrados no livro “Os Padrões 
Hipnoterápicos de Linguagem de Milton Erickson”, volumes 1 e 2. Mesmo Milton 
Erickson ficou surpreso com o resultado do livro. 
No prefácio, ele afirma que os dois autores haviam conseguido dizer melhor do que 
ele mesmo seria capaz de fazê-lo qual era o método que Erickson utilizava para 
promover a cura natural dos pacientes. 
Um grande número das principais técnicas da PNL foram inspiradas pelo trabalho 
hipnótico de Erickson, incluindo a dissociação V-C (uma técnica usada por Erickson 
tanto para a indução do transe como para o controle da dor), ressignificação (falando 
para a parte inconsciente da pessoa), ancoragem (estabelecendo pistas pós-
hipnóticas), mudança da história pessoal (a partir das técnicas de regressão 
hipnótica) e ponte ao futuro (derivada da técnica hipnótica da pseudo-orientação no 
tempo). 
Esses padrões hipnóticos de linguagem e a forma de acessar o inconsciente de 
maneira indireta para ajudar o paciente a usar os recursos internos de aprendizado 
 
 
 
70 
 
 
 
para resolver seus problemas aparentemente insolúveis passou a ser chamada pela 
PNL de “Modelo Milton”. 
O modelo Milton é indireto, contornando as resistências naturais do paciente, 
evitando frases diretas ou diretivas, e ao invés disso, usando uma linguagem 
ambígua, respeitosa, não invasiva, incompleta, que permite ao paciente preencher 
as lacunas da linguagem a partir do seu rico universo interior, e não de acordo com 
as crenças ou “verdades” do terapeuta. 
O modelo Milton de comunicação fortalece o vínculo entre paciente e terapeuta e 
aumenta a confiança do paciente na sua própria capacidade de construir soluções 
novas para seus problemas a partir de seu próprio aprendizado e experiências, 
muitas vezes por um processo inconsciente, natural. 
Algumas frases indiretas que são exemplos do “modelo Milton” de se comunicar. 
"Eu não quero que você pense..." 
(indiretamente, faz com que a pessoa comece a pensar nisso) 
"Não se sinta obrigado a..." 
(sugere que a pessoa pode fazer isso, quando quiser) 
"Não decida agora. Pode decidir depois, quando estiver mais à vontade". 
(sugere que a pessoa é capaz de tomar essa decisão, quando quiser) 
"Não resolva... agora" 
(sugere que a pessoa pode resolver esse problema quando quiser) 
"Não pense muito na ideia de escrever sete frases usando esse padrão" 
(planta-se a ideia de escrever as sete frases na mente da pessoa, 
indiretamente) 
 
 
 
71 
 
 
 
A estratégia mais fundamental e importante empregada por Erickson era o processo 
de “espelhar e conduzir”. Erickson era um mestre em encontrar seus clientes em 
seus próprios modelos empobrecidos do mundo, espelhando seu modo de pensar e 
então, elegantemente, os conduzindo para uma maneira mais útil para organizar as 
suas experiências. 
Estudando a PNL e o modelo Milton, você também pode aprender a se comunicar 
de maneira eficaz e persuasiva, de forma a ajudar a você mesmo e às pessoas à sua 
volta a resolverem seus problemas acessando um estado mental repleto de recursos 
conscientes e inconscientes. 
Todos os padrões do Metamodelo podem ser usados para induzir transe e provocar 
uma busca transderivacional. 
Deleções 
Exemplos de Linguagem Hipnótica: 
“Você pode aprender confortavelmente…” – Permite ao cliente pensar em o que e 
como é mais apropriado aprender. 
“Haverá pessoas que significam muito para você e que lhe ensinaram muito…” – O 
cliente sabe quem são e pensará nelas. 
“À medida que fizer sentido disso de sua própria maneira…” – Isso permite ao cliente 
compreender de maneira que melhor lhe convém. 
 “Você se sente mais relaxado” – Essa forma de palavras permite que o cliente relaxe 
no ritmo que melhor lhe convém. 
 “É bom recordar todas as vezes em que foi bem-sucedido” – Isso torna mais fácil 
para o cliente recordar aqueles momentos. 
Distorções 
Exemplos de Linguagem Hipnótica: 
 
 
 
72 
 
 
 
“Á medida que fecha os olhos, você setorna mais confortável…” – Fechar os olhos 
torna-se equivalente a ficar mais confortável. 
“Você é facilmente capaz de fazer sentido disso à medida que se torna mais curioso 
exatamente o que você irá aprender…” – Isso faz surgir uma curiosidade natural que 
ajudará o cliente. 
 “À medida que se aprofunda no relaxamento e seu conforto aumenta, a facilidade 
de sua aprendizagem pode se tornar uma fonte de deleite…” – Essas nominalizações 
são de tal forma multinível que levam a mente consciente a uma série de buscas 
transderivacionais. Não têm qualquer informação específica, assim o cliente faz 
sentido delas da forma que melhor lhe convier. 
“Ao respirar profundamente e com facilidade, cada respiração o deixará cada vez 
mais relaxado…” – Causa-efeito liga o que está acontecendo naturalmente 
(acompanhando) com resultado que você deseja (conduzindo). A causa-efeito é a 
transição entre o acompanhamento e a condução. 
“Não sei se você se sentirá mais relaxado antes ou depois que fechar os olhos…” – 
Isso pressupõe resultado (fechar os olhos). 
Outras pressuposições são: “Você quer aprender alguma coisa diferente agora?” 
(Você aprender alguma coisa.) “Não entre em transe ainda…” (Você entrará em 
transe). 
Generalizações 
Exemplos de Linguagem Hipnótica: 
“Tudo que sabe está disponível a você em algum lugar de seu inconsciente…” – 
Usando generalizações universais, o Modelo Milton impede quaisquer limites auto 
impostos. 
 
 
 
73 
 
 
 
“Você não deveria se limitar se deseja ser o melhor que puder… Você deve agarrar 
a oportunidade…” – Operadores modais são usados para sugerir regras 
potencializadoras para ação. 
“Você pode se tornar mais bem-sucedido… Você é capaz de ir mais fundo em sua 
experiência…” – Esses operadores modais estabelecem um quadro permissivo da 
mudança de poder. 
 
 
 
O Metamodelo: 
Segmenta a linguagem para baixo, tornando-a mais específica. 
Move-se da estrutura profunda para a estrutura superficial, desafiando deleções, 
distorções e generalizações. 
Preocupa-se com trazer experiência e significado para o consciente. 
Lida com os resultados de uma busca transderivacional. 
Lida com meios precisos. 
Acessa a compreensão consciente. 
O Modelo Milton: 
Segmenta a linguagem para cima, tornando-a mais geral. 
Move-se da estrutura superficial para estrutura profunda, gerando deleções, 
distorções e generalizações. 
Preocupa-se com recursos inconscientes. 
Lida com compreensões gerais. 
 
 
 
74 
 
 
 
Acessa recursos inconscientes. 
Sugestões diretas seguindo uma lógica 
A base de qualquer problema começa sempre em um dos tópicos abaixo: 
 
Valores 
Crenças 
Comportamentos 
Ambiente 
Todos os “problemas” estão em valores, crenças, comportamentos ou em ambiente. 
Por exemplo, uma pessoa se queixa de que tem gasto mais tempo no trabalho que 
com a família, isso é um problema de valores. Outra pessoa diz que não consegue 
emagrecer, é um problema de crença. Outra pessoa diz que tem rompantes 
agressivos com constância, isso é um problema de comportamento. Outra pessoa 
diz que estar junto com as pessoas do trabalho lhe causa mal-estar, é um problema 
de ambiente. 
Dessa forma, identificando em qual campo está o problema, podemos fazer a 
ressignificação usando de nossas melhores técnicas de hipnose e PNL. Após isso, 
podemos reforçar com sugestões diretas que passem por todos os quatro campos 
(valores, crenças, comportamentos e ambiente). Veja um exemplo: 
Problema: “Não sou capaz de emagrecer” 
Solução: Como se trata de um problema de crença, podemos fazer um Swish a fim 
de alterar essa crença para: “Sei que posso emagrecer”. 
Complemento: Agora que você já acredita que pode emagrecer se seguir uma 
estratégia correta, pode perceber que nesse momento da sua vida ter saúde é muito 
mais importante que ficar assistindo TV (valores). Independendo do lugar que você 
 
 
 
75 
 
 
 
estiver (ambiente), seja na sua casa, na rua ou no trabalho, você continua focado 
nesse objetivo. E pode também ter a atitude (comportamento) de fazer exercícios 
físicos diariamente. 
Observação: Sempre, faça os reforços indo de baixo para cima. Por exemplo: 
 Ambiente, comportamento, crenças, valores. 
 Comportamento, crenças, valores, ambiente. 
 Crenças, valores, ambiente, comportamento. 
 Valores, ambiente, comportamento, crenças. 
PROTOCOLO NAVES 
Este protocolo poderá ser usado para: 
• Tabagismo 
• Ansiedade 
• Obesidade 
• Pânico 
• Gagueira 
• Traumas 
• Mágoas 
• Pensamentos Negativos 
• Fobias 
• Procrastinação 
Além de qualquer outro problema emocional ou psicológico. Mas lembre-se, apesar 
de ser um protocolo, deve ser personalizado de acordo com a anamnese 
 
 
 
76 
 
 
 
previamente feita e se necessário em parceria multidisciplinar com outros 
profissionais, como médicos, nutricionistas, psiquiatras e/ou psicólogos. 
VARIAÇÃO 1 
1) Indução ao transe hipnótico; 
2) Declaração verbal afirmativa do objetivo (Presente Indicativo); 
3) Visualização criativa com submodalidades com todos os sentidos; 
4) Associação à cena; 
5) Sentir emoção (Cinestésico); 
6) Gratidão; 
7) Soltar. 
VARIAÇÃO 2 
1) Anamnese com Metamodelo 
2) Indução ao transe hipnótico 
3) Variações do efeito Swish (se for mudança de crenças, valores ou 
comportamentos). 
4) Fazer regressão por emoção às causas (se for trauma). 
5) Ressignificar (perdão, gratidão, indiferença ou aceitação). 
6) Iniciar visualização criativa com metáforas personalizadas. 
7) Instalar âncoras de reforço. 
8) Ponte ao futuro com submodalidades. 
9) Reforço com sugestões diretas. 
10) Emersão do transe. 
11) Aplicar T.O.T.S 
Observação: T.O.T.S. significa Teste-Operação-Teste-Saída. É um ciclo de 
feedback básico pelo qual podemos mudar nosso estado mental. Segundo o modelo 
TOTS geralmente nós funcionamos em um estado e o modificamos para atingir 
determinado objetivo. É como se você tivesse um GPS interno que, quando 
acionado, realinham o caminho e as ações que você precisa praticar para realizar 
 
 
 
77 
 
 
 
sua meta. Este modelo é derivado de uma publicação em psicologia cognitiva "Plans 
and the Structure of Behavior" por Miller, Gallanter e Pribram (1960). 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço primeiramente a Deus, a minha esposa Valéria e 
minha filha Florença pela paciência e cooperação em 
permitir que eu pudesse focar quase 100% do meu tempo 
para concluir esse projeto. Agradeço ao meu sócio 
Fernando Projette por não medir esforços em tornar esse 
sonho real e à Sabrina Silva por editar, ilustrar e organizar 
esta apostila. Agradeço também aos meus pais, minha irmã 
e meus avós por sempre me incentivar a acreditar em mim. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
78 
 
 
 
 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
Bandler, Richard. Tenha agora a vida que você quer. 
Bandler, Richard e Grinder, John. A Estrutura da Magia. 
Dilts, Robert. Crenças. 
Duhigg, Charles. O Poder do Hábito. 
O’Connor, Joseph. Manual de Programação Neurolinguística.