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Ruthiany costa da Silva Tema 2: Empreender resistência à opressão pode garantir mudanças significativas? Prenda-me se for capaz “A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação, exige permanente luta”. Para Paulo Freire, o maior pedagogo brasileiro, os processos de conhecimento de si, do mundo e das suas capacidades são a única forma consistente de romper realidades cerceantes. De modo que, para um grupo subverter um sistema é necessária a construção da percepção identitária, algo que os governos autoritários costumam controlar severamente. Com efeito, a plena compreensão das ferramentas de boicote, impetradas contra os movimentos de resistência, garantirá o sucesso na busca por mudanças significativas à opressão. Primordialmente, a uniformidade de pensamento é o meio mais frequente de controle para a manutenção do poder. Berkeley, filósofo irlandês do século XVII, preconizava que “ser é perceber e ser percebido”. Ou seja, a capacidade de manipular as definições de propósito individual permite que a classe dominante mantenha o controle, das pessoas, ao deturpar como essas se inserem na sociedade. Consequentemente, a opressão vence ao convencer a massa que a submissão incondicional funciona como destino e que resistir seria inútil. Após o filósofo, Gramsci destrincha as táticas burguesas no controle do povo ao conceber a hegemonia pedagógica, ou, em outras palavras, que os indivíduos são doutrinados a não se levantarem em oposição ao governante. Tais conceitos não são recentes, porém, permanecem como estratégia para moldar o senso comum aos interesses de quem centraliza o poder. Desse modo, o sistema opressor demonstra temer o efeito transformador da resistência. Então, a partir da visualização de si como ator principal na mudança da própria realidade, a transformação surge no indivíduo e na coletividade. No livro “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood, uma revolução teocrática estabeleceu o governo de Gilead. Nessa representação distópica da sociedade, as mulheres são subjugadas, silenciadas e violentadas. Apesar disso, silenciosamente, organizam o grupo de resistência “Mayday”, que, além de salvar as mais fragilizadas, visa derrubar todo o sistema. Ainda que fictícia, a narrativa cria diversas pontes com a atualidade ao atentar para o fato de que a democracia não é uma eterna garantia, mas um direito a ser defendido do crescimento de partidos e movimentos fundamentalistas e de extrema-direita. Logo, a fim de manter a liberdade e a dignidade humana, ao máximo de indivíduos, há de se levantar resistência às tentativas de opressão. Portanto, empreender barreiras ante sistemas controladores é uma forma potente de transformar a realidade. Como ensinado por Freire, ninguém liberta o outro ou a si mesmo, é uma conquista coletiva. A exemplo de Gilead, que, apesar de doutrinar e governar pelo pavor, vê a resistência da Mayday prestes a derrubar suas estruturas fundamentais, pois a semente da resistência sempre encontra fertilidade em mentes ainda livres. Assim, sistemas opressores podem cercear, manipular e dominar temporariamente pessoas, mas basta uma única fonte de resistência para ameaçar qualquer tirano, porque a ideia da liberdade não obedece ao medo. Ruthiany costa da Silva Tema 2 : Empreender resistência à opressão pode garantir mudanças significativas? Prenda - me se for capaz “ A liberdade, que é uma conquista , e não uma doação, exige permanente luta ” . Para Paulo Freire, o maior pedagogo brasileiro, os processos de conhecimento de si, do mundo e das suas capacidades são a única forma consistente de romper realidades cerceantes. De modo que, par a um grupo subverter um sistema é necessária a construção da percepção identitária, algo que os governos auto ritários costumam controlar severamente. Com efeito, a plena compreensão das ferramentas de boicote , impetradas contra os movimentos de resistência , garantirá o sucesso na busca por mudanças significativas à opressão. Primordialmente, a uniformidade de pe nsamento é o meio mais frequente de controle para a manutenção do poder. Berkeley, filósofo irlandês do século XVII, preconizava que “ ser é perceber e ser percebido ” . Ou seja , a capacidade de manipular as definições de propósito individual permite que a cl asse dominante mantenha o controle , das pessoas , ao deturpar como essas se inserem na sociedade. Consequentemente, a opressão vence ao convencer a massa que a submissão incondicional funciona como destino e que resistir seria inútil. Após o filósofo, Grams ci destrincha as táticas burguesas no controle do povo ao conceber a hegemonia pedagógica, ou, em outras palavras, que os indivíduos são doutrinados a não se levantarem em oposição ao governante. Tais conceitos não são recentes, porém, permanecem como estr atégia para moldar o senso comum aos interesses de quem centraliza o poder. Desse modo, o sistema opressor demonstra temer o efeito transformador da resistência. Então, a partir da visualização de si como ator principal na mudança da própria realidade, a transformação surge no indivíduo e na coletividade. No livro “O Conto da Ai a ” , de Margaret Atwood , uma revolução teocrática estabeleceu o governo de Gilead. Nessa representação distópica da sociedade, as mulheres são subjugadas, silenciadas e violentadas. Apesar disso, silenciosamente, organizam o grupo de resistência “ Mayday ” , que, além de salvar as mais fragilizadas, visa derrubar todo o sistema. Ainda que fictícia, a narrativa cria divers a s pont e s com a atualidade ao atentar para o fato de que a democrac ia não é uma eterna garantia, mas um direito a ser defendido do crescimento de partidos e movimentos fundamentalistas e de extrema - direita. Logo, a fim de manter a liberdade e a dignidade humana , ao máximo de indivíduos , há de se levantar resistência às te ntativas de opressão. Port anto, empreender barreiras ante sistemas controladores é uma forma potente de transformar a realidade. Como ensina do p or Freire, ninguém liberta o outro ou a si mesmo , é uma conquista coletiva. A exemplo de Gilead, que, apesar de doutrinar e governar pelo pavor , vê a resistência da Mayday prestes a derrubar suas estruturas fundamentais, pois a semente da resistência sempre encontra fertilidade em mentes ainda livres. Assim, sistemas opressores podem cercear, manipular e dominar te mporariamente pessoas, m as basta uma única fonte de resistência para ameaçar qualquer tirano, porque a ideia da liberdade não obedece ao medo. Ruthiany costa da Silva Tema 2: Empreender resistência à opressão pode garantir mudanças significativas? Prenda-me se for capaz “A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação, exige permanente luta”. Para Paulo Freire, o maior pedagogo brasileiro, os processos de conhecimento de si, do mundo e das suas capacidades são a única forma consistente de romper realidades cerceantes. De modo que, para um grupo subverter um sistema é necessária a construção da percepção identitária, algo que os governos autoritários costumam controlar severamente. Com efeito, a plena compreensão das ferramentas de boicote, impetradas contra os movimentos de resistência, garantirá o sucesso na busca por mudanças significativas à opressão. Primordialmente, a uniformidade de pensamento é o meio mais frequente de controle para a manutenção do poder. Berkeley, filósofo irlandês do século XVII, preconizava que “ser é perceber e ser percebido”. Ou seja, a capacidade de manipular as definições de propósito individual permite que a classe dominante mantenha o controle, das pessoas, ao deturpar como essas se inserem na sociedade. Consequentemente, a opressão vence ao convencer a massa que asubmissão incondicional funciona como destino e que resistir seria inútil. Após o filósofo, Gramsci destrincha as táticas burguesas no controle do povo ao conceber a hegemonia pedagógica, ou, em outras palavras, que os indivíduos são doutrinados a não se levantarem em oposição ao governante. Tais conceitos não são recentes, porém, permanecem como estratégia para moldar o senso comum aos interesses de quem centraliza o poder. Desse modo, o sistema opressor demonstra temer o efeito transformador da resistência. Então, a partir da visualização de si como ator principal na mudança da própria realidade, a transformação surge no indivíduo e na coletividade. No livro “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood, uma revolução teocrática estabeleceu o governo de Gilead. Nessa representação distópica da sociedade, as mulheres são subjugadas, silenciadas e violentadas. Apesar disso, silenciosamente, organizam o grupo de resistência “Mayday”, que, além de salvar as mais fragilizadas, visa derrubar todo o sistema. Ainda que fictícia, a narrativa cria diversas pontes com a atualidade ao atentar para o fato de que a democracia não é uma eterna garantia, mas um direito a ser defendido do crescimento de partidos e movimentos fundamentalistas e de extrema-direita. Logo, a fim de manter a liberdade e a dignidade humana, ao máximo de indivíduos, há de se levantar resistência às tentativas de opressão. Portanto, empreender barreiras ante sistemas controladores é uma forma potente de transformar a realidade. Como ensinado por Freire, ninguém liberta o outro ou a si mesmo, é uma conquista coletiva. A exemplo de Gilead, que, apesar de doutrinar e governar pelo pavor, vê a resistência da Mayday prestes a derrubar suas estruturas fundamentais, pois a semente da resistência sempre encontra fertilidade em mentes ainda livres. Assim, sistemas opressores podem cercear, manipular e dominar temporariamente pessoas, mas basta uma única fonte de resistência para ameaçar qualquer tirano, porque a ideia da liberdade não obedece ao medo.