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Quais são as duas demonstrações contábeis que devem ser sempre analisadas em conjunto?
O Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício.
O Grau de Dependência Bancária mostra:
As dívidas bancárias em relação ao Patrimônio Líquido.
Considerando uma empresa que apresente em dois anos consecutivos o seguinte Capital Circulante Líquido (CCL): no 1.º ano, R$ 19.048,00; no 2.º ano, R$ 17.143,00, podemos afirmar:
Houve uma redução no CCL, porém a situação continua confortável.
O Capital Circulante Líquido (CCL) é apurado por meio da fórmula: Ativo Circulante - Passivo Circulante e indica:
A folga ou a dificuldade financeira de curto prazo.
Qual o Grau de Endividamento de uma empresa que apresenta os seguintes valores em seu Balanço Patrimonial? - Passivo Circulante: R$ 10.579,00. - Passivo Não Circulante: R$ 5.014,00. - Patrimônio Líquido: R$ 39.931,00.
Para calcular o Grau de Endividamento de uma empresa, você precisa somar o Passivo Circulante com o Passivo Não Circulante e depois dividir esse valor pelo Patrimônio Líquido. Passivo Total = Passivo Circulante + Passivo Não Circulante Passivo Total = R$ 10.579,00 + R$ 5.014,00 = R$ 15.593,00 Grau de Endividamento = (Passivo Total / Patrimônio Líquido) x 100 Grau de Endividamento = (R$ 15.593,00 / R$ 39.931,00) x 100 Grau de Endividamento = 0,3901 x 100 Grau de Endividamento = 39,05% Portanto, o Grau de Endividamento da empresa é de 39,01%.
O Grau de Imobilização mostra A proporção do Ativo Fixo (Investimentos, Imobilizado e Intangível) em relação ao Patrimônio Líquido?
Sim, o Grau de Imobilização mostra a proporção do Ativo Fixo (que inclui Investimentos, Imobilizado e Intangível) em relação ao Patrimônio Líquido. Esse índice é utilizado para avaliar o quanto do patrimônio líquido da empresa está comprometido com ativos de longo prazo.
A fórmula para calcular o Grau de Imobilização é:
\[ \text{Grau de Imobilização} = \frac{\text{Ativo Fixo}}{\text{Patrimônio Líquido}} \times 100 \]
Onde:
- **Ativo Fixo** inclui Investimentos, Imobilizado e Ativos Intangíveis.
- **Patrimônio Líquido** representa os recursos próprios da empresa, incluindo capital social, reservas e lucros acumulados.
Esse índice é importante para entender o quanto do capital dos acionistas está sendo utilizado em ativos fixos, que não são facilmente convertidos em liquidez. Um alto grau de imobilização pode indicar que a empresa tem uma quantidade significativa de recursos próprios investidos em ativos de longo prazo, o que pode impactar sua liquidez e flexibilidade financeira.
O índice Giro do Ativo mostra Quanto a empresa vendeu para cada R$ 1,00 de ativos investidos?
Sim, isso está correto. O índice Giro do Ativo mede quanto a empresa vendeu para cada R$ 1,00 de ativos investidos. Ele é uma medida de eficiência que indica o volume de vendas que a empresa é capaz de gerar com seus ativos totais.
A fórmula para calcular o Giro do Ativo é:
\[ \text{Giro do Ativo} = \frac{\text{Receita Líquida de Vendas}}{\text{Total de Ativos}} \]
Por exemplo, se o Giro do Ativo for 2, isso significa que a empresa gerou R$ 2,00 em vendas para cada R$ 1,00 de ativos investidos. Um índice de Giro do Ativo mais alto indica uma maior eficiência na utilização dos ativos para gerar receitas.
Se uma empresa apresentar, nos últimos 2 anos, os seguintes índices de Liquidez Corrente, respectivamente, R$ 2,80 e R$ 1,94, podemos dizer que Os índices estão decrescentes, porém a empresa terá condições de saldar seus compromissos de curto prazo?
Sim, podemos afirmar que os índices de Liquidez Corrente da empresa estão decrescentes ao longo dos últimos dois anos, passando de R$ 2,80 para R$ 1,94. A Liquidez Corrente é calculada como a razão entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante e indica a capacidade da empresa de pagar seus compromissos de curto prazo com seus ativos de curto prazo.
Embora a liquidez corrente esteja diminuindo, ainda é maior que 1 em ambos os anos. Um índice de liquidez corrente maior que 1 indica que a empresa possui mais ativos circulantes do que passivos circulantes, o que sugere que ela tem recursos suficientes para saldar seus compromissos de curto prazo.
No entanto, a tendência decrescente é um sinal de alerta. Se essa tendência continuar, a empresa pode enfrentar dificuldades para cumprir suas obrigações de curto prazo no futuro. É importante monitorar essa situação e identificar as causas da redução da liquidez corrente para tomar medidas corretivas, se necessário.
Portanto, enquanto o índice de liquidez corrente ainda indica que a empresa tem condições de saldar seus compromissos de curto prazo, a diminuição do índice ao longo do tempo pode ser motivo de preocupação e deve ser acompanhada de perto.
Se a empresa possui R$ 35.430,00 de Ativo Circulante e R$ 18.287,00 de Passivo Circulante, o valor do seu Capital Circulante Líquido é de R$ 17.143,00?
Sim, o valor do Capital Circulante Líquido (CCL) da empresa é de R$ 17.143,00. O Capital Circulante Líquido é calculado como a diferença entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante.
Dado:
- Ativo Circulante = R$ 35.430,00
- Passivo Circulante = R$ 18.287,00
A fórmula para calcular o CCL é:
\[ \text{CCL} = \text{Ativo Circulante} - \text{Passivo Circulante} \]
Substituindo os valores:
\[ \text{CCL} = R$ 35.430,00 - R$ 18.287,00 \]
\[ \text{CCL} = R$ 17.143,00 \]
Portanto, o Capital Circulante Líquido da empresa é de fato R$ 17.143,00.
Sabendo que o Estoque médio foi apurado em R$ 34.395,00 e o CPV em 151.391,00. Qual é o Prazo Médio de Renovação de Estoques (PMR ?
O Prazo Médio de Renovação de Estoques (PMR) é um indicador que mede o tempo médio que a empresa leva para renovar seus estoques, ou seja, o tempo médio que os itens ficam no estoque antes de serem vendidos.
A fórmula para calcular o PMR é:
\[ \text{PMR} = \left( \frac{\text{Estoque Médio}}{\text{Custo das Mercadorias Vendidas (CMV ou CPV)}} \right) \times 365 \]
Dado:
- Estoque Médio = R$ 34.395,00
- Custo das Mercadorias Vendidas (CPV) = R$ 151.391,00
Substituindo os valores na fórmula:
\[ \text{PMR} = \left( \frac{R$ 34.395,00}{R$ 151.391,00} \right) \times 365 \]
Primeiro, calculamos a fração:
\[ \frac{R$ 34.395,00}{R$ 151.391,00} \approx 0,227 \]
Agora, multiplicamos por 365 para converter para dias:
\[ \text{PMR} \approx 0,227 \times 365 \approx 82,88 \]
Portanto, o Prazo Médio de Renovação de Estoques (PMR) é de aproximadamente 82,88 dias.
EBITDA significa O Lucro operacional decorrente das operações da empresa, antes da dedução das despesas financeiras?
Sim, o EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation, and Amortization) representa o lucro operacional da empresa antes da dedução das despesas financeiras (juros), impostos, depreciação e amortização. Em português, é comumente referido como LAJIDA (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização).
O EBITDA é utilizado como uma medida de desempenho operacional, pois exclui itens que não estão diretamente relacionados à operação principal do negócio. Ele fornece uma visão mais clara sobre a capacidade de uma empresa gerar lucro apenas com suas operações principais, desconsiderando os efeitos das decisões de financiamento, políticas fiscais e métodos contábeis de depreciação e amortização.
A fórmula básica para calcular o EBITDA é:
\[ \text{EBITDA} = \text{Lucro Operacional} + \text{Depreciação} + \text{Amortização} \]
Onde:
- **Lucro Operacional** (ou EBIT - Earnings Before Interest and Taxes) é o lucro antes das despesas com juros e impostos.
- **Depreciação** refere-se à alocação contábil do custo de ativos tangíveis ao longo de sua vida útil.
- **Amortização** refere-se à alocação contábil do custo de ativos intangíveis ao longo de sua vida útil.
O EBITDA é frequentemente utilizado por analistas financeiros e investidores para comparar a lucratividade operacional entre empresas, especialmente em setores onde os gastos com depreciação e amortização podem variar significativamente.
O Retorno sobre o Patrimônio Líquido mostra O percentual deLucro Líquido obtido em relação Patrimônio Líquido da empresa?
Sim, o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) mostra o percentual de lucro líquido obtido em relação ao patrimônio líquido da empresa. Ele indica a rentabilidade do capital investido pelos acionistas, ou seja, quanto a empresa está ganhando para cada unidade monetária investida pelos proprietários.
Quando calculamos o ROE, estamos basicamente vendo a eficiência com que a empresa utiliza o patrimônio líquido para gerar lucro. Portanto, um ROE mais alto sugere que a empresa está utilizando seus recursos de maneira eficaz para produzir lucros.
Em resumo, o ROE representa a taxa de retorno sobre o patrimônio líquido e mostra o percentual de lucro líquido gerado em relação ao valor do patrimônio líquido da empresa.
No último exercício, o Balanço Patrimonial da empresa mostrou os seguintes valores: Ativo Circulante R$ 500.000,00 e Passivo Circulante R$ 700.000,00. Com esses dados, podemos concluir que o Capital de Giro Líquido da empresa é Negativo em R$ 200.000,00?
Sim, podemos concluir que o Capital de Giro Líquido (CGL) da empresa é negativo em R$ 200.000,00. O Capital de Giro Líquido é calculado como a diferença entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante.
No seu caso:
- Ativo Circulante = R$ 500.000,00
- Passivo Circulante = R$ 700.000,00
\[ \text{CGL} = \text{Ativo Circulante} - \text{Passivo Circulante} \]
\[ \text{CGL} = R$ 500.000,00 - R$ 700.000,00 \]
\[ \text{CGL} = -R$ 200.000,00 \]
Portanto, o Capital de Giro Líquido é negativo em R$ 200.000,00, indicando que a empresa tem mais obrigações de curto prazo do que ativos de curto prazo para cobri-las.
O tipo de ativo que contempla os bens imateriais (não corpóreos) destinados à manutenção da empresa ou exercidos com essa finalidade é o **Ativo Intangível**.
Ativos intangíveis são identificáveis, não monetários, e sem substância física. Exemplos de ativos intangíveis incluem patentes, marcas, direitos autorais, softwares, franquias e goodwill (fundo de comércio). Eles são registrados no balanço patrimonial da empresa e podem ter um papel crucial na criação de valor e na vantagem competitiva da empresa.
O tipo de ativo que representa direitos que podem ser transformados em moeda no próximo exercício contábil é o **Ativo Circulante**.
Ativos circulantes são recursos que a empresa espera converter em dinheiro, vender ou consumir dentro de um ciclo operacional ou em um ano, o que for maior. Exemplos comuns de ativos circulantes incluem:
- Caixa e equivalentes de caixa
- Contas a receber
- Estoques
- Despesas pagas antecipadamente
- Títulos negociáveis
Esses ativos são essenciais para a gestão do fluxo de caixa e a operação diária da empresa.
O tipo de ativo que abrange bens e direitos que representam dinheiro ou que são transformáveis em moeda até o encerramento do exercício contábil é o **Ativo Circulante**.
Os ativos circulantes incluem:
- Caixa e equivalentes de caixa
- Contas a receber
- Estoques
- Títulos negociáveis
- Despesas antecipadas
- Outros créditos que podem ser liquidados dentro do período de um ano ou do ciclo operacional da empresa
Estes ativos são fundamentais para a liquidez e a capacidade da empresa de cumprir suas obrigações de curto prazo.
O tipo de ativo que abrange bens de caráter permanente destinados à manutenção da atividade da empresa é o **Ativo Não Circulante** ou mais especificamente **Ativo Imobilizado**.
O Ativo Imobilizado inclui:
- Terrenos
- Edificações
- Máquinas e equipamentos
- Móveis e utensílios
- Veículos
- Computadores e periféricos
- Obras em andamento relacionadas a itens imobilizados
Esses ativos são usados nas operações da empresa por mais de um exercício contábil e não são destinados à venda no curso normal dos negócios.
O tipo de ativo que abrange contas representativas de caráter permanente em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante e não destinados à manutenção da atividade da empresa é o **Ativo Não Circulante - Investimentos**.
Os Investimentos incluem:
- Participações permanentes em outras sociedades (ações, quotas, etc.)
- Títulos e valores mobiliários não destinados à negociação ou à venda no curto prazo
- Bens e direitos que não são utilizados nas operações da empresa, mas que são mantidos com a expectativa de valorização ou geração de receita a longo prazo
Esses ativos são classificados como não circulantes porque não se espera que sejam convertidos em dinheiro no curto prazo e não estão diretamente relacionados às operações principais da empresa.
A parte da empresa que pertence aos seus proprietários e que corresponde ao valor residual dos ativos da empresa depois de deduzidos todos os seus passivos é o **Patrimônio Líquido**.
passivo/patrimonio liquido
O Patrimônio Líquido inclui:
- Capital Social: valor investido pelos sócios ou acionistas na empresa.
- Reservas de Capital: valores recebidos pela empresa que não transitam pelo resultado, como ágio na emissão de ações.
- Reservas de Lucros: parte dos lucros retidos na empresa para reinvestimento.
- Lucros ou Prejuízos Acumulados: resultado das operações da empresa que não foram distribuídos aos sócios ou acionistas.
O Patrimônio Líquido representa a diferença entre os ativos e passivos de uma empresa e reflete a riqueza líquida pertencente aos proprietários.
A obrigação da empresa para com terceiros, com vencimento previsto para após o término do exercício contábil, é classificada como Passivo Não Circulante ou Passivo Exigível a Longo Prazo.
O Passivo Não Circulante inclui:
· Empréstimos e financiamentos de longo prazo
· Debêntures
· Provisões de longo prazo
· Obrigações trabalhistas e previdenciárias de longo prazo
· Outros passivos com vencimento superior a um ano
Esses passivos representam as dívidas e obrigações da empresa que não são exigíveis dentro do período de um ano.
A obrigação da empresa para com terceiros, com vencimento previsto até o encerramento do exercício contábil, é classificada como Passivo Circulante.
O Passivo Circulante inclui:
· Empréstimos e financiamentos de curto prazo
· Fornecedores
· Obrigações fiscais
· Salários e encargos sociais a pagar
· Provisões de curto prazo
· Outras contas a pagar com vencimento dentro de um ano
Esses passivos representam as dívidas e obrigações da empresa que são exigíveis dentro do período de um ano, ou do ciclo operacional da empresa, o que for maior.
GABARITO
CGL = 10.717.000 - 9.719.000
CGL = 998.000
ATIVOPASSIVOAtivo Circulante R$ 10.717.000Passivo Circulante R$ 9.719.000
Podemos concluir que a empresa XPTO apresentou uma folga financeira em X2, de R$ 998.000,00, ou seja, são recursos que dispõe para o seu giro e que não serão exigíveis naquele exercício.
IMPORTANTE!
Sendo uma equação aritmética, pode apresentar um resultado posit ivo ou negativo, indicando se a empresa está numa situação favorável ou não.
É importante considerarmos o ramo de atividade e a natureza do negócio. Na sua carteira existem empresas que vendem à vista e compram a prazo ou vendem a prazo e compram à vista, pedem adiantamento aos seus clientes ou fazem adiantamento aos seus fornecedores.
Isso nos ajuda a entender como a empresa administra o seu Capital de Giro.
O EBIT (Earnings Before Interest and Taxes), em português, "Lucro Antes de Juros e Impostos" (LAJI), é uma medida financeira que indica a lucratividade operacional de uma empresa antes de subtrair os encargos financeiros (juros) e os impostos. O cálculo do EBIT pode ser feito de duas maneiras principais:
1. **A partir da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE):**
\[ \text{EBIT} = \text{Receita Operacional Líquida} - \text{Custos das Mercadorias Vendidas (CMV)} - \text{Despesas Operacionais} \]
Onde:
- **Receita Operacional Líquida**: É a receita total da empresa após deduzir devoluções, abatimentos e impostos sobre vendas.
- **Custos das Mercadorias Vendidas (CMV)**: Representa o custo direto associado à produção das mercadorias vendidas pela empresa.
- **Despesas Operacionais**:Incluem despesas administrativas, de vendas e outras despesas operacionais, mas não incluem despesas financeiras (juros) e impostos.
2. **A partir do Lucro Líquido:**
EBIT =Lucro Líquido + Despesas de Juros + Impostos
Onde:
- **Lucro Líquido**: É o lucro final da empresa após todas as despesas e impostos terem sido subtraídos da receita total.
- **Despesas de Juros**: São os custos dos juros pagos sobre dívidas.
- **Impostos**: São os impostos pagos sobre o lucro.
Essas duas fórmulas devem resultar no mesmo valor para o EBIT.
INDICADORES DE DESEMPENHO
Você já parou pra pensar como podemos analisar a performance de uma empresa?
Pois bem, os indicadores de desempenho vão nos ajudar nessa análise, através de um conjunto de medidas que nos permite avaliar o comportamento da empresa ao longo do tempo. São eles:
· ÍNDICES DE LIQUIDEZ
· ÍNDICES DE ESTRUTURA
· ÍNDICES DE RETORNO(RENTABILIDADE)
· ÍNDICES DEROTATIVIDADE(ATIVIDADE)
ÍNDICES DE LIQUIDEZ
Estudadas as Margens e o Capital de Giro, partimos para os índices de Liquidez. Para o setor bancário, enquanto analistas de crédito, o ponto de partida é enxergar a capacidade das empresas honrarem seus compromissos. É o que os índices de liquidez nos mostram, a partir do confronto de seus Ativos com suas dívidas: quanto maior, melhor.
São eles:
· Índice de Liquidez Corrente
· Índice de Liquidez Seca
· Índice de Liquidez Imediata
· Índice de Liquidez Geral
· Grau de Solvência
ÍNDICE DE LIQUIDEZ CORRENTE (ILC)
O ILC revela até que ponto os investimentos do Ativo Circulante (AC) são suficientes ou não para cobrir as dívidas do Passivo Circulante (PC), como representado na fórmula:
ÍNDICE DE LIQUIDEZ SECA (ILS)
Vimos o índice de Liquidez Corrente, agora vamos nos aprofundar no índice de Liquidez Seca. Um pouco mais conservador do que o ILC, esse índice exclui o estoque, já que este Ativo sofre riscos de queda nos preços, obsolescência etc.
Ele indica quanto a empresa possui do Ativo Circulante para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo, independente dos Estoques.
Vamos ver a fórmula:
Revisor
Status
Notas
Pessoa
Não iniciada
Pessoa
Em andamento
Pessoa
Em análise
Pessoa
Aprovada
Olhe atentamente os resultados e veja que o ROE reduziu de 29% para 22%. Mesmo assim, apresentou retorno positivo, uma vez que, para cada R$100,00 de PL, gerou lucro de R$22,00 em X2.
Mas como podemos entender e explicar a variação desse indicador?A resposta é bem simples! Precisamos entender a estrutura financeira da empresa, especialmente capital próprio, fatores macroeconômicos e concorrência. Veja que no lucro de X2 apresentou uma redução de 18% em relação a X1
Em suas visitas, não esqueça de sondar seu cliente:
Perceba se a rentabilidade é maior do que o custo de oportunidade como investidor, ou seja, existe algum investimento no mercado financeiro que o cliente consiga 22% de retorno ao ano?
· O índice projetado para o último ano foi o esperado?
· Como foi o desempenho da empresa nos últimos três anos?
· Quanto sua empresa está projetando para o ano atual?
RETORNO SOBRE OS ATIVOS (ROA)
A partir dessa fórmula, podemos calcular o ROA dos anos X1 e X2
Vamos aos cálculos!
Imagine se esse resultado fosse apresentado por um cliente de sua carteira. Nesse caso, você poderia fazer algumas perguntas importantes:
· O que levou a involução da lucratividade da sua empresa em X2?
· O que justifica o aumento das Vendas e redução do Lucro em X2?
· Qual foi a estratégia de investimento da empresa para chegar a esse resultado?
GIRO DO ATIVO
O Giro do Ativo (GA) indica a eficiência em vender mais com determinada estrutura.
A empresa vai utilizar seu patrimônio financeiro para buscar melhores opções de investimento, proporcionando, com esse giro, mais lucratividade.
Sua fórmula é:
GIRO DO ATIVO
Sabendo disso, podemos calcular o Giro dos anos X1 e X2:
Vamos aos cálculos!
Para cada R$ 1,00 investido no Ativo a empresa XPTO vendeu R$ 1,50 em X2. Apesar da involução, a XPTO mostrou que as vendas estão adequadas aos Ativos que ela administra.
ÍNDICES DE ROTATIVIDADE
· Prazo Médio de Renovação de Estoque (PMRE)
· Prazo Médio de Recebimento de Vendas (PMRV)
· Prazo Médio de Pagamento a Fornecedores (PMPF)
· Ciclo Operacional (CO)
· Ciclo Financeiro (CF)
PRAZO MÉDIO DE RENOVAÇÃO DE ESTOQUE (PMRE)
O PMRE indica quantos dias, em média, a empresa renova todo seu Estoque, ou seja, quantos dias os Estoques ficam armazenados na empresa. É utilizado para medir a velocidade média que a empresa gira suas mercadorias. Este índice, quanto menor, melhor.
Além do custo de aquisição ou fabricação dos Estoques, há também outros gastos como armazenagem e seguros. O entendimento sobre a rotatividade dos Estoques terá o objetivo de melhorar o desempenho do caixa nas empresas.
Durante suas visitas de crédito, você costuma questionar os empresários em relação ao giro do Estoque?
Seu período de renovação?
Quanto tempo leva para renovar seu Estoque?
Muitas vezes não conseguimos as respostas.
Você sabia que existe uma fórmula simples para responder essas perguntas?
PRAZO MÉDIO DE RENOVAÇÃO DE ESTOQUE (PMRE)
Vamos observar o exemplo da empresa XPTO, porque nos próximos cálculos de prazos, será a sua vez!
Desde a compra até a venda dos eletrodomésticos, a empresa XPTO leva, em média, 63 dias, ou seja, este é o prazo para girar seu Estoque. Lembrando que é um comércio, que compra mercadorias. Se fosse indústria, compraria matéria-prima e, nesse caso, é natural termos prazos mais longos, pois os Estoques de matéria-prima, produtos em elaboração e produtos acabados os compõem.
A quantidade de Estoque mostra o potencial da empresa em transformar seus produtos em dinheiro. Por isso, será avaliada pelos financiadores de um negócio.
Quanto maior for este índice, maior será o prazo que os produtos permanecerão estocados impactando na administração do seu Capital de Giro, uma vez que, no mundo moderno, é interessante que tenham níveis baixos e giro rápido.
PRAZO MÉDIO DE RECEBIMENTO DE VENDAS (PMRV)
Este prazo indica quantos dias, em média, a empresa leva para receber suas vendas.
Para analisarmos, é importante saber o montante de vendas a prazo e o tempo concedido aos clientes para pagamento. As vendas a prazo devem seguir a política adotada pela empresa de acordo com seu ramo de atividade. O ideal é que este tempo seja o mais curto possível, para que não afete a situação financeira da empresa e não fique sem dinheiro para cumprir suas obrigações.
PRAZO MÉDIO DE PAGAMENTO A FORNECEDORES (PMPF)
Este índice nos mostra, em média, quantos dias a empresa leva para pagar seus fornecedores.
No PMPF, quanto maior, melhor.
Os valores da conta fornecedores são obtidos no Balanço Patrimonial, mas para se calcular este prazo, precisamos também calcular o valor das compras.
PRAZO MÉDIO DE PAGAMENTO A FORNECEDORES (PMPF)
Podemos calcular as compras de um período a partir da movimentação de Estoque. Esse cálculo, muitas vezes, é desprezado, porém fundamental para termos uma informação mais precisa sobre o valor das compras.
Vamos ver a fórmula:
CICLO OPERACIONAL E FINANCEIRO
Do evento de compra até a venda, podemos dizer que há um Prazo Médio de Renovação de Estoque (PMRE) e do evento de venda até o recebimento há um período de espera, que é o Prazo Médio de Recebimento de Vendas (PMRV). Isso nos leva à conclusão de que o Ciclo Operacional é a soma do PMRE com o PMRV.
Observe a flgura a seguir para compreender esses conceitos.
CICLO OPERACIONAL E FINANCEIRO
Do evento de compra até a venda, podemos dizer que há um Prazo Médio de Renovação de Estoque (PMRE) e do evento de venda até o recebimento há um período de espera, que é o Prazo Médio de Recebimento de Vendas (PMRV). Isso nos leva à conclusão de que o Ciclo Operacional é a soma do PMRE com o PMRV.
Observe a figura a seguir para compreender esses conceitos.
Vamos acompanhar esse exemplo:
Uma empresa que tem PMRE de 33 dias e PMRV de 20 dias tem um Ciclo Operacional de 53 dias e considerando um PMPF de 15 dias, apresentaum Ciclo Financeiro de 38 dias (53 - PMPF).
Isso nos mostra que o CO da empresa inicia no evento de compra, mas como seus fornecedores financiam o início da operação, ela só tem necessidade de investir em giro 15 dias depois. Essa necessidade se mantém por 38 dias, quando chegam os recursos de clientes.
Durante esses 38 dias, a empresa vai usar recursos de sócios ou bancos para financiar seu giro. Quanto maior for o CF, provavelmente maior será a necessidade de investir em giro.
Pode parecer estranho, mas um CF pode resultar em uma quantidade de dias negativos, isso ocorre quando a empresa recebe dos seus clientes antes de pagar fornecedores. Nesse caso, a empresa não tem necessidade de investir em giro, pois os fornecedores financiam sua produção, estocagem e ainda financiam o seu cliente.
É simples, quando vemos empresas com CF negativo, a tendência é que tenham saldo positivo em tesouraria, pois ela recebe dos seus clientes antes de precisar pagar os fornecedores. Durante o período entre receber dos clientes e pagar fornecedores, a empresa pode manter aplicações financeiras.
Quando a empresa compra, precisa fazer gestão dos Estoques e das Vendas porque, nesse mesmo momento, adquire dívida com os fornecedores.
A empresa XPTO é amparada pelos seus fornecedores, fazendo com que seu Ciclo Financeiro seja curto.
Esse desencaixe também é conhecido como gap no Fluxo de Caixa. Isso significa que durante apenas 17 dias de seu CO, a XPTO necessita de recursos de outras fontes (próprios ou de terceiros, como empréstimos bancários, por exemplo).
CICLO OPERACIONAL E FINANCEIRO
Analisando o gráfico podemos perceber se os ciclos precisam de ajustes: comprar menos, negociar prazo com fornecedores, fazer promoção para o Estoque girar mais rápido, acelerar o recebimento das vendas e, caso necessário, recorrer ao crédito bancário.
É bastante comum as empresas apresentarem esse desencaixe, nos resta saber como ela supre, ou seja, descobrir o valor, de quanto ela precisa para atender essa necessidade.
A seguir, vamos entender o conceito de Necessidade de Capital de Giro.
NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO
É comum vermos a NCG sendo chamada de Necessidade de Investimento em Giro (NIG) ou de investimento em Capital de Giro Operacional (ICGO). A NCG vai além da análise de caixa, que é um conceito fundamental par análise econômico-financeira. Ela também contribui para estratégias de financiamento, crescimento e lucratividade, refere-se ao saldo de contas ligadas à atividade operacional da empresa.
A Necessidade de Capital de Giro (NCG) é a diferença entre Ativo Circulante Operacional (ACO) e Passivo Circulante Operacional (PCO).
NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO
Em princípio, para encontrarmos a NCG de uma empresa, é necessário reclassificarmos as contas do Balanço em Circulante Financeiro, Circulante Operacional e Não Circulante. Para entender a NCG, precisamos analisar as contas operacionais do Ativo e do Passivo. Podemos esquematizar da seguinte forma·
· ATIVO CIRCULANTE FINANCEIRO (ACF)
· Caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras.
· PASSIVO CIRCULANTE FINANCEIRO (PCF)
· Empréstimos, financiamentos e títulos emitidos que estejam no curto prazo.
· ATIVO CIRCULANTE OPERACIONAL (ACO)
· Estoques, Contas a receber e outras contas operacionais a receber.
· PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL (PCO)
· Fornecedores, Salários, Impostos e outras contas operacionais a pagar.
· ATIVO NÃO CIRCULANTE (ANC)
· RLP, Investimentos, Imobilizado e Intangível.
· ATIVO NÃO CIRCULANTE (ANC)
· Exigível a Longo Prazo
· PL
·
NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO
Dentro do ACO de uma empresa, provavelmente encontraremos Estoques, Contas a Receber, Despesas Pagas Antecipadamente e outros, já que excluímos apenas o ACF para calculá-lo. E dentro do PCO, provavelmente encontraremos Fornecedores. contas a Pagar. Receitas Antecipadas e outros.
Como o Estoque, as Contas a receber e os Fornecedores costumam estar entre as mais relevantes do ACO e do PCO, respectivamente, veja que há relação entre prazos médios e NCG. Podemos concluir que o Ciclo Financeiro (CF), calculado em dias, tem uma relação direta com a NCG, calculado em valores monetários.
Necessidade de Capital de Giro
· ATIVO CIRCULANTE FINANCEIRO (ACF)
·
·
CAPITAL PERMANENTE LÍQUIDO (CPL)
De um lado trabalhamos itens Circulantes e muitos associados às atividades operacionais. Do outro lado, no caso do CPL, estamos trabalhando com itens permanentes que tendem a representar as grandes decisoes estratégicas da empresa, em termos de investimentos em Ativos Fixos de fontes de financiamentos, através de recursos de longo prazo (PNC) e de recursos próprios (PL).
O Capital Permanente Líquido nada mais é do que a parcela do Capital Próprio que ainda não foi imobilizado.
EM X2 o CPL da XPTO foi de R$ 998.000,00, reduzindo em 15% a parcela de recursos prórpios ainda não imobilizada. Tal recurso poderia ser utilizado para suprir sua necessidade de capital de giro, porém como em X2 apresentou NCG negativa, esses recursos foram investidos no seu Ativo Circulante Financeiro.
SALDO EM TESOURARIA (ST)
ANÁLISE DE GIRO
Para entendermos melhor a Necessidade de capital de Giro (NCG), precisamos fazer a relação entre Capital Permanente Líquido (CPL) e Saldo em Tesouraria (ST) para comprovar como essa NCG está sendo financiada.
EMPRESA SEM BALANÇO
Veja Exemplo
Uma empresa com endividamento de giro total de R$ 35.000,00 até 360 dias, apresenta:
ACO = R$ 325.000,00
PCO = R$ 125.000,00
NGC = R$ 200.000,00
Nesse caso, seu limite técnico seria: sua NCG - seu endividamento bancário.
LIMITE TÉCNICO = 200.000 - 35.000
LIMITE TÉCNICO = 165.000,00
R$ 165.000,00 seria risco máximo que a empresa poderia tomar de crédito no mercado bancário para suprir sua NCG.
Agora que vimos os impactos da administração do Capital de Giro, falaremos a seguir, de forma sintetizada, sobre a importância das entradas e saídas de caixa da empresa.
LUCRO
A fórmula universal de Lucro é a diferença entre Receitas e Despesas, simples assim. No entanto, Receitas e Despesas são incorridas no momento que aconteceu o fato, não necessariamente o dinheiro saiu ou entrou no caixa. Após apurado o Lucro na DRE, a empresa vai tomar as decisões sobre o destino desse recurso, que pode voltar para o Balanço em forma de Reserva de Lucro ou Reserva de Capitais, ser distribuído em forma de dividendos aos sócios/acionistas, ir para o operacional ou Ir para o caixa etc., tudo vai depender da estratégia que a empresa quer seguir.
GERAÇÃO DE CAIXA
Já a Geração de Caixa demonstra a capacidade da empresa realizar os recebimentos e pagamentos para o bom funcionamento das atividades. O dinheiro de fato circula pela empresa e expõe a real capacidade de pagamento que ela tem, além de auxiliar nas tomadas de decisões.
CAIXA NÃO É LUCRO
O resultado apresentado nos relatórios depende da gestão empresarial. O ideal é a empresa ter um Fluxo de Caixa positivo, com boa saúde financeira aliado a uma alta lucratividade. Porém, uma empresa com prejuízo pode ter Fluxo de caixa positivo, da mesma forma que uma empresa lucrativa pode apresentar Fluxo de Caixa negativo.
Fique atento!
Podemos conciliar o lucro contábil e a geração de caixa por meio da Demonstração do Fluxos de caixa (DFC). Esse relatório elaborado pelo Método Indireto é bastante didático e nos fornece um histórico de Receitas e Despesas, considerando fatores que poderão impactar no acréscimo ou decréscimo nesses itens.
É a partir do Lucro que a DFC
pode chegar o caixa da operação.
DEMONSTRAÇÃO DO FLUXOS DE CAIXA
O Fluxo de Caixa (Cash Flow) é considerado um dos principais instrumentos de análise, pois nele identificamos o processo de circulação de dinheiro com as variações de caixa e equivalentes.
O caixa envolve pagamentos e recebimentos e analisa a origem e a aplicação do dinheiro na empresa.
Já tivemos a oportunidade de estudar a DRE que mostra se a empresa teve Lucro ou Prejuízo, mas isso não significa que as Despesas foram pagas e as Receitas recebidas e sim incorridas. Ou seja, o fato aconteceue, por isso, é chamado de Regime de Competência, no Balanço e DRE.
Para as empresas que publicam Balanço, o Fluxo de Caixa utilizado é o Método Indireto. Sua elaboração é feita por meio do ajuste do Lucro Líquido e considera as variações das contas do Balanço Patrimonial relacionadas com a DRE.
As empresas sem Balanço costumam utilizar Método Direto, que de maneira simples, demonstram as entradas e saídas do caixa.
DFC
Estudamos a análise de Balanço e DRE, agora é hora de conhecermos um pouco mais sobre a análise da Demonstração do Fluxos de Caixa (DFC). Podemos analisar a DFC em cada um dos seus blocos e, também, de forma conjunta. Vamos lá?
DFC
· FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS (FCO)
· Atividades relacionadas com a produção e entrega de bens e serviços.
· Relacionado com as transações que figuram na Demonstração de Resultados.
· FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS (FCI)
· Relacionado com o aumento/diminuição dos Ativos de longo prazo que a empresa utiliza no seu negócio.
· FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO (FCF)
· Relacionado com empréstimos de credores e investimentos de sócios da entidade.
FCO
O Fluxo de Caixa Operacional (FCO) inicia pelo Lucro Líquido do Exercício e ajusta todas as contas relacionadas à DRE.
Vimos que o EBITDA apenas corrige o problema das amortizações e depreciações, mas o FCO vai além disso, ele retira do Lucro o efeito de provisões e outros itens que não afetam o caixa.
Do FCO precisamos excluir os itens que não fazem parte dos fluxos operacionais.
Por exemplo, o resultado de equivalência patrimonial, as Receitas e Despesas financeiras outros resultados não operacionais.
FCO
Para elaborar o FCO, devemos somar as variações do ACO e do PCO
Acompanhe conosco!
· (+/-) Variação no Contas a Receber
· (+/-) Variação nos Estoques
· (+/-) Variação nos demais ACOs
· (+/-) Variação nos Fornecedores
· (+/-) Variação no Contas a Pagar
· (+/-) Variação nos demais PCOs
· ( = ) FCO (Fluxo de Caixa Operacional amplo)
Normalmente, esperamos o FCO positivo, pois, é ele que mostra se a atividade operacional da empresa está gerando caixa.
Quando encontramos um FCO negativo, isso nos mostra um mau desempenho ou uma empresa em estágio crescente de desenvolvimento, como startups que ainda não geram Lucro suficiente para cobrirem os investimentos em Capital de Giro.
FCI
Agora que você já sabe o que é FCO, vamos aprender sobre o Fluxo de Caixa de Investimentos (FCI). Esse indicador representa a geração ou o consumo de caixa efetivo das atividades de investimento fixo.
Veja só:
FCIRealizável a Longo PrazoInvestimentosImobilizadoIntangível
O FCI negativo demonstra que a empresa está investindo o que normalmente é bom pois podemos esperar maiores resultados em períodos futuros.
Para sabermos se uma empresa está investindo valores relevantes, e não somente responde Ativos desgastados, comparamos o valor negativo do FCI com o montante de depreciação e amortização do período.
CF
Mais um indicador que iremos conhecer é o Fluxo de Caixa de Financiamentos (FCF). Acompanhe quais as contas são englobadas por esse indicador:
FCFIntegralização de capitalPagamento de dividendo e Juros sobre Capital Próprio (JCP)Empréstimos e financiamentos obtidosPagamento de empréstimos e financiamentosJuros recebidosJuros pagos
A análise é simples, observe: se a operação gera caixa suficiente para investir e ainda sobram valores relevantes, a empresa pode pagar empréstimos e dividendos, resultando em um FCF negativo.
Mas, se a empresa está em período de investimento, é comum que a operação não gere caixa suficiente para investir, gerando um FCF positivo e evidenciando aportes dos sócios e novos empréstimos. Podemos concluir que o FCF é uma resposta aos dois blocos anteriores e também à estratégia de caixa da empresa para o próximo período.
NOTAS EXPLICATIVAS
· Receita Operacional Bruta: nos mostra quanto de fato a empresa faturou e suas deduções (abatimentos, devoluções e impostos sobre vendas)
· Contas a Receber: principais clientes e prazos praticados
· Fornecedores: principais fornecedores e prazos de pagamento
· Depreciação/Amortização: valores e tempo de vida útil dos Ativos imobilizado e Intangível
· Empréstimos e Financiamentos: prazos, taxas de juros e credores
· Derivativos: hedge e variação cambial
· Partes Relacionadas: será que estão sendo realizadas a preços de mercado, sem favorecimento de uma das partes?
IMPORTANTE!
Sempre que tivermos dúvidas, podemos acessar as demais Notas Explicativas sobre a composição de um Ativo ou Passivo ou para melhorar nosso entendimento sobre a empresa.
·
· Caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras.
·
· PASSIVO CIRCULANTE FINANCEIRO (PCF)
·
· Empréstimos, financiamentos e títulos emitidos que estejam no curto prazo.
·
· ATIVO CIRCULANTE OPERACIONAL (ACO)
·
· Estoques, Contas a receber e outras contas operacionais a receber.
·
· PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL (PCO)
·
· Fornecedores, Salários, Impostos e outras contas operacionais a pagar.
·
· ATIVO NÃO CIRCULANTE (ANC)
·
· RLP, Investimentos, Imobilizado e Intangível.
·
· ATIVO NÃO CIRCULANTE (ANC)
·
· Exigível a Longo Prazo
·
· PLATIVO CIRCULANTE FINANCEIRO (ACF)
· PASSIVO CIRCULANTE FINANCEIRO (PCF)
· ATIVO CIRCULANTE OPERACIONAL (ACO)
· PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL (PCO)
· ATIVO NÃO CIRCULANTE (ANC)
· PASSIVO NÃO CIRCULANTE (PNC + PL)
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