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Disciplina: Geografia na Educação 1
Coordenador(a) e equipe: Clézio dos Santos, Élida Ferreira dos Santos e Gabriela Rebello Martins.
Questão 1 – A sistematização do pensamento geográfico só ocorreu no século XIX, em função de um conjunto de condições históricas associadas ao processo de avanço do capitalismo na fase imperialista e da própria evolução do pensamento dado, sobretudo, em função de novas filosofias e formas de interpretação do mundo. Dessas condições históricas, Moraes (1997) assinale alguns pressupostos que favorecem a formação da Geografia como saber sistematizado. Cite os pressupostos e os comente. (2,5)
Respostas:
- A produção de inventários sobre os lugares realizados em expedições exploratórias e cientificas. Inventários feitos por cientistas e viajantes, que agruparam vários registros sobre diferentes lugares, suas evidências e características. 
- A expansão marítima européia e a ampliação do conhecimento do mundo. O desenvolvimento da área técnica, principalmente da cartografia, evidenciou a expansãomarítima. 
- A melhoria das técnicas de navegação e, por conseguinte, uma melhora gradual das técnicas cartográficas. Tornou-se possivel o desenvolvimento e uso de técnicas mais modernas, atuais e ligadas a cartografias, da possibilidades de representações, da localização dos territórios e dos fenômenos observados. 
 - A formação dos estados nacionais e a necessidade de racionalizar a gestão do território, população e recursos naturais. Deste modo é possível o reconhecer espaços como territórios, estudo de todas as áreas e dos recursos naturais que a população depende.
Questão 2 – Com base no parágrafo abaixo escrito por Hilton Japiassu (1975), comente sobre os desafios do conhecimento geográfico científico na atualidade. (2,5)
Figura 01. Professor Hilton Japiassu, na UNIRIO em 2013
Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=AxvyBuYUPhI
“Atualmente, a atividade científica defronta-se com sérios desafios internos e externos. De um ponto de vista coletivo, os descontentamentos sociais ligados à introdução de inúmeras inovações tecnológicas (da poluição industrial aos horrores das guerras químicas e eletrônicas) estão levando a um questionamento da equivalência entre ciência e progresso, entre tecnologia e bem- estar social. [...] (Hilton Japiassu, O mito da neutralidade científica, 1975, p. 9).
Respostas: 
 O conhecimento geográfico científico na atualidade, enfrenta desafios significativos relacionados à percepção do progresso, a própria neutralidade científica e a relação entre sociedade e tecnologia. Tais desafios demandam abordagens críticas e reflexivas por parte dos geógrafos na aplicação e produção dos seus conhecimentos.
 Questionamentos de equivalência entre Ciência e progressso: O Japiassu ressalta um questionamento em relação à equivalência entre ciência e progresso, sugerindo que há uma grande desconfiança em relação à ideia de que os avanços científicos resultam automáticamente em progresso social. Por este lado, a geografia científica enfrenta o desafio de demonstrar como seu conhecimento pode contribuir efetivamente para o bem-estar ambiental e social, ao invés, de ser apenas uma busca pelo avanço técnico-científico.
 Neutralidade científica mitigada: A ciência geográfica, enfrenta o desafio de se engajar de forma crítica e reflexiva, com sua própria subjetividade e objetividade, assim como Japiassu, na obra estudada, sugere que a neutralidade científica é uma ideia questionável. Isso implica que os geógrafos precisam reconhecer seus próprios posicionamentos e valores ao realizar pesquisa e interpretar dados. 
 Desafios tecnológicos e sociais: Apontam que a tecnologia, longe de ser apenas uma facilitadora do progresso, traz significativas consequências negativas para o ambiente e a sociedade. Gera inumeros descontentamentos sociais, entre eles preocupações com a poluição industrial e os prejuízos das guerras químicas e eletrônicas. Além de tudo isso, para a geografia, interfere também, em compreender as implicações territoriais e espaciais dessas inovações, bem como os impactos sociais e ambientais.
Questão 3 – O professor e geógrafo brasileiro Lobato Corrêa (1995) chama atenção que quando o homem realiza trabalho, ou seja, quando o homem transforma a natureza, ele está produzindo o espaço. Dessa forma, o autor destaca dois pontos fundamentais quanto ao espaço, que denominará de “organização espacial”. Cite os dois pontos, suas características e os exemplifique com exemplos de sua cidade ou região, colocando uma foto ou imagem da internet. (2,5)
Figura 02. Professor e geógrafo Lobato Corrêa no Departamento de Geografia da UFRJ (2000)
Fonte: https://www.geografia.ufrj.br/roberto- lobato-correa/
Respostas:
Ponto nº1: Formato que a organização espacial assumirá - Iniciando do fato que a organização expacial é o reflexo, a voz, da produção dos homens que por sua vez é influenciada por carecterísticas sociais, culturais e economicas dos que produziram. Por isso, é nítido que o capitalismo divide os ambientes, nas áreas mais ricas, os empresários ou pessoas muito bem remuneradas, nas áreas mais pobres, os mais desprovidos, menos qualificados e os piores remunerados.
Ponto nº2: Reprodução - Ao criar o ambiente, o espaço, o homem precisa estabelecer meios para a sua reprodução social; sendo assim, o homem precisa compor, equipar o espaço com itens que o auxíliem a se reproduzir socialmente. Consturções de moradias, criações de animais, cultivos de alimentos, são alguns exemplos de criações fundamentais para reprodução do homem.
Questão 4 – Dentre as correntes de renovação da Nova Geografia, preencha o quadro abaixo e explique as características da Geografia Crítica e da Geografia Humanística, tecendo suas diferenças em relação ao entendimento do Espaço Geográfico. (2,5)
	Geografia Crítica
	Geografia Humanística
	Exerce a leitura geográfica da sociedade cosiderando e refletindo o capitalismo e suas consequências que são as desigualdades socioespaciais. Eludi que essa desigualdade deve ser investigada considerando as situações economicas e as lutas de classes.
É rasa no quisito a compreensibilidade do aspecto ecológico e energético e deixa a desejar questões ralacionadas ao homem com a natureza.
	Enaltace, investiga e explica a humanidade, suas características, ações e sua relação com os ambientes ao seu redor. Entende que a compreensão das atitudes do homens é imprescindível. Frisa que na análises geograficas o que foi supracitado acima deve ser considerado.
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