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Há características do gênero “ensaio” nesse texto sobretudo porque ele:
A nova maneira de organização social, praticada pela sociedade líquido-moderna de consumidores, provoca quase nenhuma dissidência, resistência ou revolta, graças ao expediente de apresentar o novo compromisso (o de escolher) como sendo a liberdade de escolha. Seria possível dizer que o mais considerado, criticado e insultado oráculo de Jean-Jacques Rousseau – o de que “as pessoas devem ser forçadas a ser livres” – tornou-se realidade, depois de séculos, embora não na forma em que tanto os ardentes seguidores como os críticos severos de Rousseau esperavam que fosse implementado. Com muita frequência, a “localidade” a que os indivíduos permanecem leais e obedientes não entra mais em suas vidas e se confronta com eles na forma de uma negação de sua autonomia individual, ou de um sacrifício obrigatório. Em vez disso, apresenta-se na forma de festivais de convívio e pertença comunais, divertidos, prazerosos, realizados em ocasiões como a Copa do Mundo de futebol. Submeter-se à “totalidade” não é mais um dever adotado com relutância, incomodidade e muitas vezes oneroso, mas um “patriotenimento”, uma folia procurada com avidez e eminentemente festiva. Carnavais tendem a ser interrupções na rotina diária, breves intervalos animados entre sucessivos episódios de cotidianidade enfadonha, pausas em que a hierarquia mundana de valores é temporariamente invertida, os aspectos mais angustiantes da realidade são suspensos por um breve período e os tipos de conduta proibidos ou considerados vergonhosos na vida “normal” são ostensivamente praticados e exibidos. A função (e o poder sedutor) dos carnavais líquido-modernos está no ressuscitamento momentâneo do convívio que entrou em colapso. Tais carnavais são sessões espíritas para as pessoas se reunirem, darem as mãos e invocarem do outro mundo o fantasma da falecida comunidade. (BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação de pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. Adaptado.)

A) estrutura-se em sequências textuais dos discursos expositivo e argumentativo.
B) apresenta acepções de termos teóricos importantes para as ciências humanas.
C) constitui-se de uma fonte de alerta para comportamentos sociais condenáveis.
X D) tece conjecturas sobre um assunto sociológico sem a pretensão de esgotá-lo.
E) tematiza o problema da alienação coletiva frente aos autoritarismos da cultura.

A crônica jornalística é um texto escrito com uma linguagem simples com a intenção de aproximar o leitor do autor do texto. É correto afirmar que a crônica:
A) prefere argumentos assertivos a reflexivos.
B) evita a linguagem coloquial.
C) é rica de personagens.
D) se inspira em acontecimentos cotidianos.
E) pertence ao gênero literário dramático.
D) se inspira em acontecimentos cotidianos.

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Questões resolvidas

Há características do gênero “ensaio” nesse texto sobretudo porque ele:
A nova maneira de organização social, praticada pela sociedade líquido-moderna de consumidores, provoca quase nenhuma dissidência, resistência ou revolta, graças ao expediente de apresentar o novo compromisso (o de escolher) como sendo a liberdade de escolha. Seria possível dizer que o mais considerado, criticado e insultado oráculo de Jean-Jacques Rousseau – o de que “as pessoas devem ser forçadas a ser livres” – tornou-se realidade, depois de séculos, embora não na forma em que tanto os ardentes seguidores como os críticos severos de Rousseau esperavam que fosse implementado. Com muita frequência, a “localidade” a que os indivíduos permanecem leais e obedientes não entra mais em suas vidas e se confronta com eles na forma de uma negação de sua autonomia individual, ou de um sacrifício obrigatório. Em vez disso, apresenta-se na forma de festivais de convívio e pertença comunais, divertidos, prazerosos, realizados em ocasiões como a Copa do Mundo de futebol. Submeter-se à “totalidade” não é mais um dever adotado com relutância, incomodidade e muitas vezes oneroso, mas um “patriotenimento”, uma folia procurada com avidez e eminentemente festiva. Carnavais tendem a ser interrupções na rotina diária, breves intervalos animados entre sucessivos episódios de cotidianidade enfadonha, pausas em que a hierarquia mundana de valores é temporariamente invertida, os aspectos mais angustiantes da realidade são suspensos por um breve período e os tipos de conduta proibidos ou considerados vergonhosos na vida “normal” são ostensivamente praticados e exibidos. A função (e o poder sedutor) dos carnavais líquido-modernos está no ressuscitamento momentâneo do convívio que entrou em colapso. Tais carnavais são sessões espíritas para as pessoas se reunirem, darem as mãos e invocarem do outro mundo o fantasma da falecida comunidade. (BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação de pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. Adaptado.)

A) estrutura-se em sequências textuais dos discursos expositivo e argumentativo.
B) apresenta acepções de termos teóricos importantes para as ciências humanas.
C) constitui-se de uma fonte de alerta para comportamentos sociais condenáveis.
X D) tece conjecturas sobre um assunto sociológico sem a pretensão de esgotá-lo.
E) tematiza o problema da alienação coletiva frente aos autoritarismos da cultura.

A crônica jornalística é um texto escrito com uma linguagem simples com a intenção de aproximar o leitor do autor do texto. É correto afirmar que a crônica:
A) prefere argumentos assertivos a reflexivos.
B) evita a linguagem coloquial.
C) é rica de personagens.
D) se inspira em acontecimentos cotidianos.
E) pertence ao gênero literário dramático.
D) se inspira em acontecimentos cotidianos.

Prévia do material em texto

Pincel Atômico - 14/08/2024 23:08:56 1/6
CRISTIANE DUARTE
SCHMITZ
CAMINHO DO CONHECIMENTO
Atividade finalizada em 14/08/2024 23:08:54 (tentativa: 2)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: TEORIA LITERÁRIA [capítulos - 6] - Avaliação com questões, com o peso total de 1,67 pontos
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-MARC/2024 - SGegu0A130324 [118540]
Aluno(a):
91589390 - CRISTIANE DUARTE SCHMITZ - Respondeu 6 questões corretas, obtendo um total de 1,25 pontos como nota
Questão
001
Ano: 2017 Banca: FCM Órgão: IF Baiano Prova: FCM – 2017 – IF Baiano –
Engenharia Química
INSTRUÇÃO: A questão refere-se ao texto a seguir. Leia-o, atentamente, antes de
marcar a resposta correta.
A nova maneira de organização social, praticada pela sociedade líquido-moderna de
consumidores, provoca quase nenhuma dissidência, resistência ou revolta, graças
ao expediente de apresentar o novo compromisso (o de escolher) como sendo a
liberdade de escolha. Seria possível dizer que o mais considerado, criticado e
insultado oráculo de Jean-Jacques Rousseau – o de que “as pessoas devem ser
forçadas a ser livres” – tornou-se realidade, depois de séculos, embora não na forma
em que tanto os ardentes seguidores como os críticos severos de Rousseau
esperavam que fosse implementado.
Com muita frequência, a “localidade” a que os indivíduos permanecem leais e
obedientes não entra mais em suas vidas e se confronta com eles na forma de uma
negação de sua autonomia individual, ou de um sacrifício obrigatório. Em vez disso,
apresenta-se na forma de festivais de convívio e pertença comunais, divertidos,
prazerosos, realizados em ocasiões como a Copa do Mundo de futebol. Submeter-se
à “totalidade” não é mais um dever adotado com relutância, incomodidade e muitas
vezes oneroso, mas um “patriotenimento”, uma folia procurada com avidez e
eminentemente festiva.
Carnavais tendem a ser interrupções na rotina diária, breves intervalos animados
entre sucessivos episódios de cotidianidade enfadonha, pausas em que a hierarquia
mundana de valores é temporariamente invertida, os aspectos mais angustiantes da
realidade são suspensos por um breve período e os tipos de conduta proibidos ou
considerados vergonhosos na vida “normal” são ostensivamente praticados e
exibidos.
A função (e o poder sedutor) dos carnavais líquido-modernos está no
ressuscitamento momentâneo do convívio que entrou em colapso. Tais carnavais
são sessões espíritas para as pessoas se reunirem, darem as mãos e invocarem do
outro mundo o fantasma da falecida comunidade.
(BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação de pessoas em
mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. Adaptado.)
Há características do gênero “ensaio” nesse texto sobretudo porque ele:
A) estrutura-se em sequências textuais dos discursos expositivo e argumentativo.
B) apresenta acepções de termos teóricos importantes para as ciências humanas.
C) constitui-se de uma fonte de alerta para comportamentos sociais condenáveis.
X D) tece conjecturas sobre um assunto sociológico sem a pretensão de esgotá-lo.
E) tematiza o problema da alienação coletiva frente aos autoritarismos da cultura.
Pincel Atômico - 14/08/2024 23:08:56 2/6
Questão
002
Ano: 2020 Banca: Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista –
VUNESP Prova: VUNESP – FITO – Auxiliar de Administração – Área: Apoio
Administrativo – 2020
Leia o texto para responder às questões de números 16 a 20.
Vocação: cronista
A crônica é um gênero muito colado ao autor. É diferente do romance, que pode ter
personagens como um assassino, uma nuvem, um pé-de-meia, que não têm nada a
ver com o escritor no sentido mais óbvio. Escrevo narrativas em primeira pessoa e
falo de coisas que se parecem com as que acontecem na minha vida. Então, quando
falo com o público, ele já tem conhecimento de quem eu sou. Claro que o narrador
da crônica não sou exatamente eu, e o que acontece na crônica na maioria das
vezes não aconteceu comigo. Considero crônica um gênero de ficção. Se digo “eu
fui à padaria” não significa que eu tenha ido à padaria. Não. Eu estava em casa
escrevendo uma crônica em que o narrador foi à padaria. Mas é próximo de mim.
(Trecho de entrevista com Antônio Prata. https://livrariadavila.com.br. Adaptado)
Segundo o texto, a diferença entre a crônica e o romance tem a ver com:
A) a correção da linguagem usada na construção textual.
X B) a proximidade que o autor estabelece com o que escreve.
C) o detalhe com que o narrador descreve os ambientes.
D) o sucesso que o escritor pode vir a ter junto ao público.
E) a diferenciação entre personagens bons e maus.
Pincel Atômico - 14/08/2024 23:08:56 3/6
Questão
003
Exigências da Vida oderna
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma
banana pelo potássio. E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá
verde sem açúcar para prevenir a diabetes. Todos os dias devem-se tomar ao
menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo. Todos os
dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é,
mas que, aos bilhões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para… não lembro bem para o que, mas faz bem. O benefício
adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem
vai perceber. Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra
suficiente para fazer um pulôver. Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves
diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia… E não esqueça de escovar os
dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã,
da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental,
massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax. Melhor, inclusive,
ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre
a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia. Há que se
dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo
são vinte e uma. Sobram três, desde que você não pegue trânsito. As estatísticas
comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os
dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze
minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma). E você deve
cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente,
o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando. Deve-se
estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as
informações. Ah! E o sexo! Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na
rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo – e
nem estou falando de sexo tântrico. Também precisa sobrar tempo para varrer,
passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta são 29 horas por dia. A única solução que me ocorre é fazer várias
dessas coisas ao mesmo tempo! Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta,
assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos junto com os seus
pais. Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher… na sua
cama. Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e, se
sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio. Agora tenho que ir. É o
meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro. E já
que vou, levo um jornal… Tchau! Viva a vida com bom humor!!!
Disponível em: https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-de-luis-fernando-verissimo>. Acesso em 19-09-2018. [Adaptado].
O texto é exemplo de crônica:
A)
argumentativa,ou seja, um gênero textual que se utiliza das características de uma
crônica e também de argumentos do autor para fundamentar seu ponto de vista.
B)
histórica, pois busca relatar uma realidade social, política ou cultural, avaliada pelo
autor com um tom de protesto ou de argumentação.
X C)
humorística, pois narra cotidiano das pessoas de forma bem humorada, fazendo com
que se veja de uma forma diferente aquilo que parece óbvio demais para ser
observado.
D) Todas as alternativas anteriores.
E)
jornalística, que se parece com a crônica dissertativa, comumente utilizada por
meios de comunicação de cunho jornalístico, que, a partir de temas atuais, tem como
objetivo a reflexão.
Pincel Atômico - 14/08/2024 23:08:56 4/6
Questão
004
2022 Banca: Universidade Federal do Acre – UFAC Prova: UFAC – UFAC – Médico
– 2022
Leia a crônica abaixo e responda às questões de 06 a 08
O pavão
Rubem Braga
Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo
imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na
pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d’água em que
a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu
considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o
mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a
simplicidade.
Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e
esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz
de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.
Considerando que o texto acima é uma crônica e que cada gênero textual tem
características e funções sociais próprias, é CORRETO afirmar que:
X A) quanto ao tema, o gênero crônica fala sobre assuntos do cotidiano.
B)
o gênero crônica, por ser da esfera jornalística, deve utilizar palavras no sentido
denotativo e linguagem objetiva.
C)
quanto à composição, o gênero crônica é mais comumente encontrado na forma de
versos e estrofes.
D)
por ser um gênero que nasceu para ser publicado em jornais, o texto deve ser
escrito, por regra, de acordo com a modalidade escrita formal da língua portuguesa.
E)
umas das características do gênero crônica é a utilização da descrição minuciosa de
pessoas e coisas.
Pincel Atômico - 14/08/2024 23:08:56 5/6
Questão
005
(Adaptada) Ano: 2022 Banca: Instituto Consulplan Prova: Instituto Consulplan –
SEED PR – Professor – Área: Língua Portuguesa – 2022
Os textos a seguir contextualizam as questões de 26 a 29. Leia-os atentamente.
Texto I
Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que
desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro,
ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos
atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a
febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e La glace est rompue; está
começada a crônica.
Mas, leitor amigo, esse meio é mais velho ainda do que as crônicas, que apenas
datam de Esdras. Antes de Esdras, antes de Moisés, antes de Abraão, Isaque e
Jacó, antes mesmo de Noé, houve calor e crônicas. No paraíso é provável, é certo
que o calor era mediano, e não é prova do contrário o fato de Adão andar nu. Adão
andava nu por duas razões, uma capital e outra provincial. A primeira é que não
havia alfaiates, não havia sequer casimiras; a segunda é que, ainda havendo-os,
Adão andava baldo ao naipe. Digo que esta razão é provincial, porque as nossas
províncias estão nas circunstâncias do primeiro homem.
(ASSIS, Machado. Obras Completas. Rio de Janeiro: W.C. Jackson, 1995.)
Texto II
A crônica não é um “gênero maior”. Não se imagina uma literatura feita de grandes
cronistas, que lhe dessem o brilho universal dos grandes romancistas, dramaturgos
e poetas. Nem se pensaria em atribuir o Prêmio Nobel a um cronista, por melhor que
fosse. Portanto, parece mesmo que a crônica é um gênero menor.
“Graças a Deus”, – seria o caso de dizer, porque sendo assim ela fica perto de nós.
E para muitos pode servir de caminho não apenas para a vida, que ela serve de
perto, mas para a literatura... Por meio dos assuntos da composição aparentemente
solta, do ar de coisa sem necessidade que costuma assumir, ela se ajusta à
sensibilidade de todo dia. Principalmente porque elabora uma linguagem que fala de
perto ao nosso modo de ser mais natural. Na sua despretensão, humaniza; e esta
humanização lhe permite, como compensação sorrateira, recuperar com a outra mão
uma certa profundidade de significado e um certo acabamento de forma, que de
repente podem fazer dela uma inesperada embora discreta candidata à perfeição.
(CANDIDO, Antonio. Para gostar de ler: crônicas. São Paulo: Ática, 1980.)
Da relação dos dois textos, é correto afirmar que:
X A) Abordam temas distintos, mas pertencem ao mesmo gênero textual.
B) Nenhuma das alternativas.
C) Tratam de temas semelhantes, mas possuem a mesma função social.
D) Possuem o mesmo tema, mas são de gêneros textuais diferentes.
E) Defendem pontos de vista diferentes, usando gêneros textuais distintos.
Questão
006
São características da crônica:
I. Gênero narrativo marcado pela brevidade, narra fatos históricos em ordem
cronológica.
II. Publicada em jornal ou revista, destina-se à leitura diária ou semanal, pois trata de
acontecimentos cotidianos.
III. Obra de ficção do gênero narrativo, apresenta narrador, personagens, ponto de
vista e enredo.
IV. Gênero que se define por sua pequena extensão, é mais curto que a novela ou o
romance, apresentando uma estrutura fechada.
V. Tipo de texto que se caracteriza por envolver um remetente e um destinatário,
geralmente é escrito em primeira pessoa.
Pincel Atômico - 14/08/2024 23:08:56 6/6
A) III e IV.
B) IV e V.
C) I e V.
D) I e III.
X E) I e II.
Questão
007 As principais características do gênero textual ensaio são todas estas, exceto:
A) julgamento pessoal.
B) originalidade e criatividade.
C) textos concisos.
D) texto crítico e problematizador.
X E) linguagem complexa.
Questão
008
Ano: 2020 Banca: Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista –
VUNESP Prova: VUNESP – Prefeitura de Ilha Bela – Analista em Comunicação –
Área Jornalismo – 2020
A crônica jornalística é um texto escrito com uma linguagem simples com a intenção
de aproximar o leitor do autor do texto. É correto afirmar que a crônica:
A) prefere argumentos assertivos a reflexivos.
B) evita a linguagem coloquial.
C) é rica de personagens.
X D) se inspira em acontecimentos cotidianos.
E) pertence ao gênero literário dramático.

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