Prévia do material em texto
MÉTODOS DE PASTEJO MÉTODO DE PASTEJO · Procedimento ou técnica de manejo onde controlamos a colheita de forragem pelos animais A PASTAGEM · Quando intensificamos a pastagem temos: — tem que ser feita adubações de formação e manutenção — utilizar espécies forrageiras com potencial — uso de irrigação — usar a época de pastejo certa (quando chove, produz mais e trabalhamos com mais animais) LOTAÇÃO CONTÍNUA · Os animais permanecem em um mesmo piquete por um ou vários anos · Não saem deste lugar · Para ter eficiência deve se trabalhar com a capacidade de suporte, e utilizar categoria de animais correta e a época do ano certa · Distribuição uniforme de sombras, aguadas e cocho para se ter um pastejo uniforme · DESVANTAGENS — seletividade de espécies e áreas (espécies que aguentam desfolha frequente) — distribuição irregular dos dejetos — presença de plantas invasoras LOTAÇÃO ALTERNADA · Faz o pastejo em uma área subdividida em duas partes · O período de ocupação tem que ser igual o período de descanso, porém isso não é possivel LOTAÇÃO ROTATIVA · Mudança periódica e frequente dos animais de um piquete para outro, dentro de um mesmo tipo de pastagem · O período de descanso favorece o crescimento da forragem · A forragem fornecida tem maior quantidade de tecidos jovens com isso fácil consumo e digestão · Controle de plantas daninhas e aplicação de fertilizantes sempre que os animais saem da área · Suporte de até 4 unidades animais (cada unidade animal é = 450 kg) · DESVANTAGENS — custo elevado com cercas, aguadas e mão de obra para o manejo — ganho de peso individual menor que no contínuo · VANTAGENS — equilíbrio entre o consumo dos animais e o hábito de crescimento da forrageira — menor perda de energia do gado procurando alimento — não ocorre pastejo e pisoteio constante — consumo uniforme da forragem — maior produção de carne e leite por unidade/área MODALIDADES DO PASTEJO COM LOTAÇÃO ROTATIVA · PASTEJO COM LOTAÇÃO ROTATIVA CONVENCIONAL · PASTEJO EM FAIXAS · PASTEJO COM DOIS GRUPOS DE ANIMAIS NÚMERO DE PIQUETES · Para se fazer a conta para 2 grupos de animais utiliza: Número de piquetes = período de descanso em dias + 2 período de pastejo 2 INTERAÇÕES SOLO/PLANTA/ANIMAL EM ECOSSISTEMAS DE PASTAGENS FATORES QUE INFLUENCIAM DENTRO DO ECOSSISTEMA DE PASTAGENS · SOLO/PLANTA — as plantas e o solo vivem em simbiose, onde os nutrientes do solo passam para a planta — quando a planta tira esses nutrientes do solo e a gente não repõe o solo empobrece — uso de fertilizantes corretivos tem efeitos benéficos na produção de matéria seca, na qualidade da forragem e em consequência na produção animal — resíduos vegetais na superfície do solo constituem importante reserva de nutrientes · SOLO/ANIMAL — os animais têm importante papel na movimentação de nutrientes minerais no sistema — quando os animais caminham no pastejo influenciam o fluxo de nutrientes — os efeitos de pastejo podem influenciar a ciclagem dos nutrientes quanto a remoção das raízes . assim como grande quantidade de fezes e urina acumulados — e pode ter alterações físicas no solo como a compactação devido ao superpastejo — o nitrogênio é retornado em boa parte de volta ao sistema pelas excreções — N, K, B urina — P, Ca, Mg, Cu, Fe, Mn e Zn fezes — em caso das excreções permanecerem na parte aérea da planta proporcionam prejuízos na ciclagem de nutrientes e rejeição da forragem pelo animal — já a urina penetra no solo sendo uma fonte prontamente disponível de nutrientes · PLANTA/ANIMAL — estrutura da planta influencia o consumo · COMPACTAÇÃO — plantas de crescimento cespitoso ereto e solos argilosos tem grande chances de compactação — trabalhar com pastos altos para evitar · PLANTA/HERBÍVORO — estrutura do dossel afeta diretamente o consumo por bocado — movimento dos animais pode influenciar ou limitar o consumo — contaminação por fezes e urina — danos por insetos também não consomem ESTÍMULOS E FATORES LIMITANTES · Movimentação — sede — altas temperaturas — horário, só consomem em horas mais frescas · Seletividade — qualidade — quantidade — quando tem muita oferta de forragem temos um subpastejo — quando tem pouca oferta de forragem é superpastejo MANEJO DO PASTEJO PRODUÇÃO INTENSIVA A PASTO · Usa plantas cespitosas eretas como: — megathyrsus — urochloa — pennisetum · Tem que ter uma adubação elevada de N ALTURA DE PASTO x CONSUMO · Pasto alto reduz a quantidades de bocado e tempo · Pastos maiores têm maior oferta de forragem porém há uma senescência em determinada altura ALTURA DO PASTO x QUALIDADE · Entrada dos animais com 95% de interceptação luminosa → se tem mais folha, menos colmo e menos material senescente · No pós pastejo se tiver menor interceptação luminosa os perfilhos não vem da base ESTRATÉGIAS NO PLANEJAMENTO FORRAGEIRO FORMAS DE PLANEJAMENTO · Média de produtividade: sobra forragem no período das águas e falta no período da seca, o produtor pode armazenar o que sobre nas águas para suprir na seca e usar pouca suplementação · Máxima produtividade: usa a taxa de lotação máxima para a produção máxima de forragem, vai faltar forragem na seca e tem que vender os animais mais barato · Mínima disponibilidade de forragem: usa baixa quantidade de animais e com isso sobra forragem para a seca, nesse período pode comprar animais mais baratos e depois vender mais caro · BOI SANFONA — o boi ganha peso e perde peso, demorando para chegar em seu peso ideal ESTRATÉGIAS · CAPINEIRAS — produção de uma forragem que prioriza alta massa seca de forragem e não necessita de alto valor nutricional, e que floresça em maio/junho — capim elefante → alta produtividade, boa aceitabilidade, alta taxa de rebrota · BANCO DE PROTEÍNAS — Usa leguminosas com alto valor proteico — é complementar com a estratégia das capineiras — PB maior que 14% — usa guandu, leucena SILAGEM TERMINOLOGIAS · Silagem : produto da conservação na fermentação anaeróbia · Ensilagem : o processo de produção de silagem · Silo : local onde vai ser colocado a silagem para conservar POR QUE ENSILAR? · Conservar o excedente de forragem produzido no período das águas · Garantir qualidade de forragem o ano todo · Fundamentar para o sistema intensivo de pastagens · VANTAGENS: — menor perda na colheita — reduz dano de chuvas — pode ser todo mecanizado · DESVANTAGENS — realocação, produz a silagem e vende para outra pessoa que vai realocar em sua propriedade — rápida perda após aberta — tempo de cocho → tempo que a silagem deve ser fornecida aos animais após aberta — maior quantidade de água deixa mais caro o armazenamento — necessidade de adubação e manutenção do solo FATORES PARA UMA BOA SILAGEM · QUALIDADE DA PLANTA — matéria seca 30 a 35% — carboidratos solúveis 12% — capacidade fermentativa CF = matéria seca + 8 (carboidratos solúveis) poder tampão — capacidade fermentativa maior que 35 é ideal para silagem — quando a planta tem muita umidade se faz uma desidratação para aumentar a matéria seca e assim a capacidade fermentativa — podemos usar também plantas com menor poder tampão — ou podemos aumentar a quantidade de carboidratos solúveis · TEOR DE MATÉRIA SECA — deve conter de 30 a 35% — teores menores que isso tem se a atuação do clostridium e perdas de matéria seca por efluentes · CAPACIDADE TAMPÃO — capacidade de ácido base para variar pH — sais e ácidos orgânicos FATORES DA ENSILAGEM PARA TER UMA BOA SILAGEM · TAMANHO DE PARTÍCULA — quanto menor mais fácil compactação e menos O2 — partículas de 0,2 a 2,5 cm — para avaliação usamos 4 peneiras onde cada uma tem tamanho diferente · COMPACTAÇÃO — o peso do trator tem que ser maior que 40% da massa de forragem que chega no silo por hora · VEDAÇÃO — lona para cobrir o material e evitar O2 — evita a entrada de água também · CORTE — retira 30 cm todo dia, já que o oxigênio entra 20cm por dia na silagem PROCESSOS FERMENTATIVOS · Processo anaeróbico → bactérias ácido láticas · Fermentaçãohomolática → impossível de ocorrer em campo FERMENTAÇÃO HETEROLÁTICA · Perde 24% de MS · 4 fases: 1ª fase · presença de oxigênio 2ª fase · produção de ácido acético ou ácido lático 3ª fase · a proliferação de bactérias é inibida · processos dos ácidos é interrompido · inicia a fase de estabilidade · pH 3,8 a 4 (estabilização) 4ª fase · Abertura · Microrganismos voltam a metabolizar, reduzindo o ácido lático e acético TIPOS DE SILOS · Silo trincheira · Silo de superfícies · Silo cilíndrico ou poço · Silo bag ou linguiça ADITIVOS · Produtos comerciais que aplicados na forragem na hora de ensilar, podem reduzir perdas de nutrientes, estimular fermentações ou interagir no valor nutritivo da planta originalmente · TIPOS DE ADITIVOS; — sequestradores de umidade → fubá, palha — preservadores → abaixam pH e inibe reações químicas no silo — acidificantes → controla ações de microrganismos indesejáveis — bacterianos → controla população bacteriana — enzimáticos → ajudam na disponibilidade de substrato · QUANDO USAR? — quando o custo for menor que o valo da silagem inaproveitada CARACTERÍSTICAS DE UMA BOA SILAGEM · Cheiro agradável · Cor clara, verde amarelada ou caqui · Textura firme e tecidos macios · Gosto ácido típico · Bom valor nutritivo FENO · Secagem controlada da planta forrageira VANTAGENS DA FENAÇÃO · Armazenado por longos períodos sem perder tanto valor nutritivo · 1Kg de feno = 3 a 6Kg de silagem · Usado mais em equinos · Maior aceitabilidade que a forragem · Diminui a água e assim aumenta a concentração de nutrientes, com isso tem maior valor nutricional que a planta verde FENO · Alimento volumoso com MS = 80% · Objetivo concentrar o máximo do valor nutritivo da planta · pode ser fornecido na seca como suplemento ASPECTOS PARA BOA QUALIDADE DO FENO · ESCOLHA DA FORRAGEIRA — Morfologia que permite rápida desidratação como o CYNNADON — Baixa quantidade de água · LOCAL ADEQUADO — local plano · PREPARO DO SOLO · CALAGEM, ADUBAÇÃO DE FORMAÇÃO E MANUTENÇÃO — manutenção é importante pois devido aos cortes o solo perde esses nutrientes · CONTROLE DE PLANTAS INVASORAS — material com plantas diferentes = desidratação desuniforme = ponto de umidade · IDADE CORRETA DO CORTE · CONDIÇÕES CLIMÁTICAS DURANTE A FENAÇÃO · VELOCIDADE DE DESIDRATAÇÃO — influenciada pelo clima e tipo de espécie ESCOLHA DA FORRAGEM · Grande quantidades de folhas · Talos finos e pequenos · Rápida desidratação · Boa capacidade de rebrota · Alto potencial e produção de MS ASPECTO DE UM BOM FENO · Coloração esverdeada · Cheiro agradável · Boa aceitabilidade · Boa qualidade de folhas · Boa maciez · Isento de impurezas PROCESSO DE FENAÇÂO CORTE · Ocorre no estádio vegetativo · Pela manhã · Umidade de 70 a 80% · consegue ter uma maior intensidade de corte já que tem manutenção de adubação e não tem efeito pisoteio SECAGEM E ENLEIRAMENTO · Processo é acelerado pela movimentação · Enleirar durante a noite e espalha pela manhã · Ponto feno → quando dobra o material e ele volta para a posição inicial rapidamente I → perde água pelos estômatos (maior velocidade de desidratação) II → perde via evaporação cuticular, perde 70 a 80% de água (fase que mais perde água) III → membrana perde sua seletividade (fase mais crítica pois se acontecer algo de errado perde o processo) ENFARDAMENTO · Pode ser manual ou mecanizado ARMAZENAMENTO · Soltos (granel) · Medas (montes sobre um mastro de madeira no chão) · Ocupa menos espaço · Melhor conservação SECAGEM INADEQUADA · Quando a umidade é maior que 25% · Ocorre a reação de maillard ( tornando as proteínas menos digestivas) · Reduz a digestibilidade dda MS · Aparece fungos → Aspergillus causa câncer e Fusarium causa esterilidade dos produtores FATORES QUE INTERFEREM NA SECAGEM · Radiação solar · Temperatura · Umidade do ar · Não consegue fazer feno com umidade relativa maior que 77% · Plantas com caule grosso, mais caule que folha · Altura do corte da planta · Tipo de segadeira usada ADITIVOS · Usado em fenos com alta umidade, para diminuir perdas no Valor nutricional · Sais → reduz água mas limita o consumo · Químicos → diminui água e oxigênio alterando o pH image1.jpg