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W BA 02 47 _V 2. 0 QUALIDADE EM SERVIÇOS E A SATISFAÇÃO DO CLIENTE 2 Fernando Miguel Teixeira da Silva Coelho São Paulo Platos Soluções Educacionais S.A 2022 QUALIDADE EM SERVIÇOS E A SATISFAÇÃO DO CLIENTE 1ª edição 3 2022 Platos Soluções Educacionais S.A Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César CEP: 01418-002— São Paulo — SP Homepage: https://www.platosedu.com.br/ Head de Platos Soluções Educacionais S.A Silvia Rodrigues Cima Bizatto Conselho Acadêmico Alessandra Cristina Fahl Ana Carolina Gulelmo Staut Camila Braga de Oliveira Higa Camila Turchetti Bacan Gabiatti Giani Vendramel de Oliveira Gislaine Denisale Ferreira Henrique Salustiano Silva Mariana Gerardi Mello Nirse Ruscheinsky Breternitz Priscila Pereira Silva Coordenador Ana Carolina Gulelmo Staut Revisor Patricia Natividade Baptista Editorial Beatriz Meloni Montefusco Carolina Yaly Márcia Regina Silva Paola Andressa Machado Leal Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ Coelho, Fernando Miguel Teixeira da Silva Qualidade em serviços e a satisfação do cliente / Fernando Miguel Teixeira da Silva Coelho. – São Paulo: Platos Soluções Educacionais S.A., 2022. 33 p. ISBN 978-65-5356-247-9 1. Qualidade em serviços. 2. Satisfação do cliente. 3. Experiência do cliente. I. Título. CDD 659 _____________________________________________________________________________ Evelyn Moraes – CRB: 010289/O C672q © 2022 por Platos Soluções Educacionais S.A. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A. https://www.platosedu.com.br/ 4 SUMÁRIO Apresentação da disciplina __________________________________ 05 Como gestores de relacionamento alcançam níveis de fidelidade do cliente ____________________________________________________ 07 A aplicação prática do PDCA na gestão de serviço ___________ 18 Gestão de expectativa do cliente na gestão de serviço _______ 27 Como alcançar a satisfação do cliente _______________________ 40 QUALIDADE EM SERVIÇOS E A SATISFAÇÃO DO CLIENTE 5 Apresentação da disciplina A disciplina Qualidade em Serviços e Satisfação do Cliente traz a discussão teórica, prática e estratégica dessas duas variáveis, bem como dos modelos de mensuração reconhecidos internacionalmente. Como principal objetivo, a disciplina buscará apresentar os conceitos acerca de qualidade em serviços e satisfação do cliente, bem como a importância dessas variáveis no contexto organizacional de resultados e sua operacionalização e mensuração, para que você, aluno, desenvolva habilidades que o direcionem ao delineamento de estratégias e à tomada de decisões assertivas. Veja a seguir um pouco do que você estudará ao longo da disciplina: 1. Percepção do cliente: conceitos. Comportamento do consumidor. Necessidade de mensuração da qualidade em serviços e da satisfação dos clientes. A mente do cliente e o neuroatendimento. 2. Pressupostos acerca dos serviços e da qualidade em serviços. A importância da qualidade em serviços para o sucesso das organizações. O papel dos serviços na oferta de bens tangíveis: agregando valor aos produtos, com um pacote de serviços. A importância do procedimento operacional padrão (POP) e dos scripts de atendimento. 3. As expectativas dos clientes. A qualidade em serviços como fator determinante da satisfação dos clientes. As dimensões da qualidade em serviços: o que os clientes avaliam? O tripé da 6 experiência do cliente. Modelo OETE de atendimento ao cliente. Gestão 1D3A1H. Como eliminar fricções de atendimento. 4. O modelo SERQUAL de mensuração da qualidade percebida pelo cliente em serviços. Questionário para avaliação da percepção dos clientes acerca da qualidade em serviços. O que deve ser adequado ou melhorado a partir dos resultados obtidos do SERVQUAL. Tipos de pesquisas de satisfação: NPS, CSAT e CES. Bons estudos! 7 Como gestores de relacionamento alcançam níveis de fidelidade do cliente Autoria: Fernando Miguel Teixeira da Silva Coelho Leitura crítica: Patrícia Natividade Baptista Objetivos • Demonstrar como gestores de relacionamento podem desenvolver táticas de fidelização do cliente. • Reforçar conceitos relevantes na área de serviços e atendimento ao cliente. • Desenvolver competências técnicas com exemplificação de ferramentas de serviço ao cliente. 8 1. Como gestores de relacionamento alcançam níveis de fidelidade do cliente O relacionamento com o cliente é um conceito do marketing de experiência que demonstra a capacidade de conexão permanente entre uma marca e seus clientes. Em uma analogia, consideremos um casal: os dois se conhecem, saem juntos, desenvolvem afinidade, começam a ficar, iniciam um namoro e, então, decidem se casar. O que manterá o casal fiel é a capacidade de os dois atenderem às expectativas um do outro, e no meio do caminho precisa haver alinhamento de expectativas, comunicação permanente, surpresas, suporte e encantamento. A relação entre um cliente e uma empresa é similar. A gestão de relacionamento e o customer success (CS) têm como objetivos fidelizar o cliente, manter com ele um vínculo de longo prazo e torná-lo um legítimo evangelizador da marca. De acordo com uma pesquisa da Nielsen, publicada na revista eletrônica Consumidor Moderno (2020), com a fluidez no consumo dos tempos atuais, uma média de 40% dos consumidores está consumindo através de novas marcas. Esse aumento da experimentação torna ainda mais necessário investir em excelência para possibilitar a fidelização dos clientes. A matéria aponta ainda que o consumidor está disposto a pagar 18% a mais pelo produto ou serviço se a experiência que ele vivenciar atingir o esperado. Empresas que investem de forma sistemática e padronizada em gestão de relacionamento, customer experience (CX) e CS, alcançam melhores resultados de negócios e financeiros, isso porque o cliente comprará, indicará, retornará e se tornará um parceiro orgânico da marca. 9 De acordo com o professor Roberto Madruga (2018), existem seis níveis de clientes, os quais, a depender da experiência entregue, poderão ter o poder de compra e recompra aumentado. São eles: desconhecido, potencial, consumidor, cliente eventual, cliente frequente e parceiro de negócios. Quanto mais ações uma empresa estruturar, mais conectada estará com o cliente, fazendo com que ele se torne cada vez mais leal à marca. Figura 1 – Níveis de fidelização Fonte: adaptada de Madruga (2018, p. 171). 10 Após a conversão de um cliente, é essencial criar uma série de ações gerencialmente estruturadas. Veja a seguir algumas ações que são fundamentais: 1. Onboarding de cliente. 2. Pesquisa net promoter score (NPS). 3. Pós-vendas. 4. Campanha de recompra. 5. Régua de relacionamento. 6. Campanha de renovação. 7. Campanha de indicação. 8. Clusterização de clientes. 9. Campanhas de gamificação de vendas. 10. Definição de key performance indicators (KPIs) e acompanhamento de performance. A partir dessas ações, fica muito mais fácil gerir o relacionamento com o cliente de um negócio e torná-lo recorrente, gerando recompra, aumento de ticket médio para o negócio e diminuição do custo de aquisição, bem como elevando a competitividade da marca. Importa destacar que existem cinco níveis de relacionamento com o cliente e que eles dependem, como já falamos, diretamente das ações que o negócio realiza. Uma empresa pode estar no nível básico, reativo, responsável, proativo ou de parceria. 11 Figura 2 – Níveis de fidelização de clientes, segundo Coelho (2021) Fonte: Coelho (2021, p.25). No nível básico, a empresa não realizanenhuma ação de pós-vendas e está basicamente preocupada em vender. Já o nível reativo foca a conversão e, por este motivo, busca categorizar os clientes em carteiras ou grupos, o que facilita a venda, mas negligencia o pós-vendas e o relacionamento. Quando falamos no nível responsável, começam a existir algumas ações de pós-vendas. Um nível proativo, além de realizar o pós-vendas, foca ações gerenciais estruturadas de compreensão do comportamento de compra, de identificação do perfil do cliente e de clusterização. A partir disso, consegue realizar ações de follow-up, cross- selling e upselling – o que aumenta potencialmente o ticket médio e a taxa de recompra. O nível mais elevado de relacionamento e fidelização é alcançado quando a empresa, além de realizar as ações presentes no nível de proatividade, consegue também estimular parcerias com os clientes, por intermédio, por exemplo, de programas estruturados de fidelidade e indicação. É neste ponto que as organizações alcançam o nível de parceiras. 12 É importante destacar que nenhuma das ações descritas pode ser isolada. Elas devem fazer parte de um plano maior, estruturado ao longo de um ano, e ser acompanhadas por KPIs importantes de gestão, que façam sentido para os objetivos do negócio. Quando se fala em sucesso do cliente e relacionamento, é importante compreender que existem três consequências positivas no uso desse método de gestão: a fidelização do cliente, a recompra e a indicação. Quando um consumidor sente que possui sucesso no uso de um serviço ou de uma marca, ele consequentemente permanece e volta a utilizar tal produto, ou seja, faz a recompra. Muitos empreendedores não percebem, mas nesse momento a empresa está economizando em publicidade, aumentando o ticket médio, diminuindo o custo de aquisição de novos clientes e tornando o seu negócio mais saudável e rentável. O sucesso do cliente significa, portanto, garantir que os clientes consumidores de um produto ou serviço obtenham o melhor resultado possível após a compra. Para isso, é preciso seguir uma etapa metodológica de gestão, que pode ser dividida em quatro fases. Figura 3 – Processo de gestão de sucesso do cliente Fonte: elaborada pelo autor. Uma máxima que sempre é utilizada na área de negócios é a seguinte: o óbvio para você pode não ser óbvio para o outro. Por isso, quando se fala de sucesso do cliente, estamos nos referindo a educar o cliente e apoiá-lo. 13 As quatro etapas usadas com frequência em mentorias e ações de gestão servem justamente para que o cliente aprenda com a utilização do produto/serviço. Geralmente, o sucesso do cliente é utilizado para negócios B2B (business to business). Porém, ele é totalmente aplicável também ao modelo B2C (business to consumer). 1. Onboarding. 2. Implantação. 3. Qualificação e treinamento. 4. Suporte. Quadro 1 – Processo de onboarding ETAPA O QUE FAZER? Onboarding Recepção do cliente – neste momento, é importante estabelecer orientações iniciais e indispensáveis para a jornada do cliente e utilização do produto/serviço. Isso pode ser feito por meio de cartas, e-mails, guias educativos digitais e ligações. Tais ações, entretanto, dependerão do tipo de cliente e do serviço ofertado. Implantação É o processo de entrega do produto ou serviço em si. Imagine que estamos falando de uma EduTech (educational technology). Esta etapa será o momento exato da implementação do software, aplicativo ou site. Qualificação e treinamento Após a entrega de uma solução, um produto ou um serviço, a área de cliente deve agir também como educadora, e de forma constante ensinar o cliente a utilizar o que adquiriu. Imagine que estamos falando da mesma EduTech. Nesse sentido, é fundamental treinar o cliente por meio de cursos, reuniões de calibragem, guias e páginas de FAQ (perguntas frequentes). Suporte Área de apoio humano, com especialistas em prontidão para atendimento ao cliente. Fonte: Desenvolvido pelo autor 14 Estas quatro atividades possuem uma série de outras demandas associadas e devem ser pensadas e gerenciadas em prol do apoio efetivo às necessidades reais do cliente. Sem esse olhar de apoio, o cliente se sente “largado” e pode criar percepções negativas a respeito da marca. Quando uma boa gestão de sucesso do cliente acontece, de acordo com a Consultoria Movidesk (2020), conseguimos ainda elevar a possibilidade de cross-selling e upselling, bem como aumentar o customer lifetime value – que representa quanto vale um cliente de determinado negócio ao longo de sua vida como tal. 1.1 Melhoria do upsell e cross-sell Com essa aproximação, o gestor do sucesso cria um relacionamento íntimo e adquire conhecimento estratégico sobre as necessidades de cada cliente, permitindo que ofertas de upsell e cross-sell sejam feitas de forma muito mais eficaz. 1.2 Aumento da métrica customer lifetime value O customer lifetime value é a estimativa do tempo que um cliente permanecerá ativamente consumindo o produto de uma empresa, e quanto maior ele for, melhor. Quando o time de sucesso do cliente foca a melhor experiência com seus produtos e serviços, uma empresa garante que esse tempo estimado e realizado seja muito maior, o que torna seus bons resultados bem mais frequentes. 1.3 A comunicação e o onboarding do cliente A comunicação das marcas deve ser cada vez mais estratégica e focada no negócio. É importante atrair leads e convertê-los em clientes, mas é 15 essencial mantê-los. Para isso, uma estratégia de negócio assertiva é construída com apoio de um bom onboarding do cliente. O onboarding de cliente é um processo que envolve os estágios iniciais da chegada de um cliente a uma marca. Nessa fase de interação, o cliente terá as suas percepções construídas e afloradas, podendo desenvolver um sentimento de contentamento ou descontentamento com o negócio, balizado em suas expectativas. De acordo com a Agendor Consultoria (2021) , 85% das empresas brasileiras não realizam ações de pós-vendas nem constroem um relacionamento de pós-compra com os clientes. No onboarding de cliente, é essencial pensar em processos como entrega, pesquisa NPS, alimentação de dados, comunicação orientativa e preparação para recompra. Quando um gestor de comunicação está focado no negócio, ele pode, com outras áreas (por exemplo, a gerência de CX e a gerência de vendas), participar do desenvolvimento de estratégias comerciais e discurso para a marca. A Loja Reserva, por exemplo, possui um processo de comunicação e onboarding no varejo muito peculiar, em que os produtos são entregues de forma humanizada, mesmo que não haja um colaborador da marca no ato da entrega. A marca estabeleceu um procedimento que envolve design de embalagem e comunicação silenciosa. Nesse processo, a caixa é personalizada e o produto é entregue com uma carta, que conta uma historinha sobre o operador e disponibiliza canais de suporte. Em uma simples entrega, é possível perceber vários elementos de comunicação com foco em onboarding: • Embalagem que comunica e reforça o DNA da marca. • Carta de boas-vindas, com orientação ao cliente e humanização. 16 • Disponibilização de canais de suporte ao cliente. • Uso do recurso de comunicação storytelling, narrando um pouco da jornada do atendente que preparou o pedido. Estes são alguns recursos em um único exemplo. Para a Consultoria Zendesk (2020), especializada em CX, a prática do onboarding proporciona a retenção de clientes no seu negócio, diminuindo a evasão e aumentando a recompra. Uma vez que a marca orienta e educa os clientes quanto ao uso e à aplicabilidade de um produto ou serviço adquirido na empresa, ela estreita relacionamentos e faz com esses clientes alcancem resultados satisfatórios logo no começo da interação, o que os leva a se sentir mais seguros e motivados com relação à marca. Referências COELHO, F. 4 focos do sucesso do cliente na gestão de relacionamento com o cliente. Portal Guará, 2022. Disponívelem: https://portalguara.com/que-e-o-omni- experience/. Acesso em: 10 abr. 2022. COELHO, F. Customer Experience Descomplicado. Florianópolis: Editora Autores do Brasil, 2020. COELHO, F. O que é o omni experience? Portal Guará, 2022. Disponível em: https:// portalguara.com/4-focos-do-sucesso-do-cliente-na-gestao-de-relacionamento-com- o-cliente/. Acesso em: 10 abr. 2022. IGNAKZUC, C. Como implementar upsell e cross sell na empresa? Veja 8 dicas. Movisdek, [s.l.], 15 de junho de 2020. Disponível em: https://conteudo.movidesk. com/upsell-e-cross-sell/. Acesso em: 13 jun. 2022. KOTLER, P. Administração de Marketing: análise, planejamento, implementação e controle. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2008. KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de Marketing. 9. ed. São Paulo: Pearson/ Prentice Hall, 2005. LOVELOCK, C.; WRIGHT, L. Serviços: marketing e gestão. São Paulo: Editora Saraiva, 2001. MADRUGA, R. Gestão do Relacionamento e Customer Experience: a revolução na experiência do cliente. São Paulo: Editora Atlas, 2018. https://portalguara.com/que-e-o-omni-experience/ https://portalguara.com/que-e-o-omni-experience/ https://portalguara.com/4-focos-do-sucesso-do-cliente-na-gestao-de-relacionamento-com-o-cliente/ https://portalguara.com/4-focos-do-sucesso-do-cliente-na-gestao-de-relacionamento-com-o-cliente/ https://portalguara.com/4-focos-do-sucesso-do-cliente-na-gestao-de-relacionamento-com-o-cliente/ https://conteudo.movidesk.com/upsell-e-cross-sell/ https://conteudo.movidesk.com/upsell-e-cross-sell/ 17 PAULILLO, J. Como fazer um pós-venda eficiente: mostre que vai continuar ajudando. Agendor, São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.agendor.com.br/ blog/como-fazer-pos-venda-o-que-e/. Acesso em: 14 jun. 2022. SILVA, D. da. Como fazer um pós-venda eficiente: mostre que vai continuar ajudando. Zendesk, [s.l.], 20 de julho de 2020. Acessado em 13/06/2022. Disponivel em: https://www.zendesk.com.br/blog/pos-venda/. Acesso em: 14 jun. 2022. https://www.agendor.com.br/blog/como-fazer-pos-venda-o-que-e/ https://www.agendor.com.br/blog/como-fazer-pos-venda-o-que-e/ https://www.zendesk.com.br/blog/pos-venda/ 18 A aplicação prática do PDCA na gestão de serviço Autoria: Fernando Miguel Teixeira da Silva Coelho Leitura crítica: Patrícia Natividade Baptista Objetivos • Demonstrar como gestores de relacionamento podem criar planos de ações de melhoria de qualidade de serviço. • Reforçar conceitos relevantes na área de serviços e atendimento ao cliente com o método PDCA. • Desenvolver competências técnicas de gestão de qualidade e serviço. 19 1. Entendendo o PDCA O processo de gestão de serviço exige que o gestor tenha um conhecimento profundo sobre modelos e métodos de gerenciamento de rotina, para que, dessa forma, consiga desenvolver uma boa administração dos processos e das pessoas. Nesta Leitura Digital, será possível compreender um pouco mais sobre a aplicabilidade prática dessa ferramenta de gestão. Para Slack, Chambers e Johnston (2015, p. 12), as operações são processos que reúnem um conjunto de input, como entradas de um serviço transformando algo, e output, como saídas de serviços e produtos. Como em qualquer operação, o varejo que majoritariamente atua com vendas e serviços deve agir de forma sistemática na oferta e comercialização. Por isso, é importante pensar em como planejar e executar as suas ações de maneira eficaz. O PDCA é uma sigla que representa quatro etapas essenciais no processo de gestão e melhoria contínua: plan, do, check e action. a. Plan: envolve todo o processo de pesquisa, estudo e planejamento de uma demanda ou tarefa que visa alcançar algum objetivo. b. Do: refere-se à execução da tarefa desenhada. Nesta etapa, é fundamental que haja indicadores de performance que possam ser acompanhados na próxima etapa e que tenham sido definidos na etapa anterior. c. Check: processo de verificação, que tem como objetivo a garantia correta do plano em alinhamento com os indicadores. d. Action: ação normativa e/ou corretiva diante do que foi observado. Nesta etapa, o gestor deve cruzar o que foi planejado com o que foi executado e analisar oportunidades de melhoria. 20 De acordo com Mattos (2010), o método PDCA trata didaticamente do processo de melhoria contínua como uma sequência de três passos em um ciclo, aproveitando o máximo dos dados disponíveis para seu desenvolvimento, sendo tais passos: escolha de equipes, definição de orçamento e realização de planos de atuação, tendo a certeza de um planejamento feito como um compromisso geral, e não como missão de uma área técnica. Nem sempre um planejamento tem os objetivos alcançados, e quando isso acontece, se faz necessária uma nova aferição do que foi realizado. Com isso, podem ser apropriados índices de campo e propriedade das equipes, avaliando os desvios inerentes a seu planejamento, e, por fim, uma revisão do planejamento. Na Figura 1, é possível observar a dinâmica do ciclo PDCA em sua essência e de forma mais didática. Figura 1 – Ciclo PDCA Fonte: elaborada pelo autor. 21 O processo PDCA pode ser utilizado na gestão de serviços em diversas situações, como em um plano de melhoria operacional ou na criação de uma campanha de vendas, ou ainda na gestão de treinamento de um time de atendimento. Para melhor compreensão do processo na prática, o Quadro 1 contém um esquema do PDCA aplicado ao desenvolvimento do time de atendimento de uma operação de cafeteria. Quadro 1 – Ciclo PDCA na prática PLANEJAMENTO Planejar o processo de treinamento e desenvolvimento do time de atendimento da cafeteria Levantamento das necessidades de treinamento e planejamento dos conteúdos, do cronograma, dos treinamentos e das competências a serem desenvolvidas relacionadas à operação. EXECUÇÃO Etapa de aplicação dos treinamentos. Nesta fase, o gestor deve garantir que a execução ocorra conforme o planejado. CHECAGEM Etapa que ocorre em conjunto ou de forma imediatamente posterior à execução. Com base nos indicadores de performance, o gestor acompanha a evolução da performance do plano. AÇÃO Caso as metas planejadas sejam atingidas, começa a etapa “agir”. Com isso, a empresa tornará padrão o plano aplicado ao projeto. Se algo não saiu conforme planejado, é preciso agir de forma corretiva sobre os problemas que impediram o alcance de todas as metas. Fonte: elaborado pelo autor. 2. Benefícios do PDCA A utilização correta do PDCA traz fortes benefícios para a gestão de serviço, conforme apresentado na Figura 2. Isso porque o processo é validado e utilizado por grandes empresas de todo o mundo. 22 Figura 2 – Benefícios do PDCA Fonte: elaborada pelo autor. O PDCA traz maior eficácia para um projeto ou para a gestão de uma demanda por dar uma noção clara e objetiva do que deve ser feito, de como deve ser realizado e, sobretudo, de quais são o tempo e a estratégia por trás das tomadas de decisões. Outro ponto que torna a metodologia mais eficaz é a recomendação de que, antes da elaboração do plano, haja um estudo que o sustente, podendo ser uma análise de cenários, uma revisão de números, um cruzamento de dados, entre outros. Com esse processo bem-desenhado, o PDCA corrobora ativamente a gestão de risco, uma vez que, com ele, a gestão sabe exatamente o que e como operacionalizar uma estratégia, e, dessa forma, os riscos são calculados e minimizados. Com os riscos controlados e os números bem-alinhados, a operação consegue também ter clareza de seus investimentos, o que beneficia o custo operacional, potencializando a saúde financeira do negócio. O PDCA é uma metodologia de gestão de serviço eficiente também por dois outros motivos: fornece uma visão sistêmica do que deve ser feito (em passos) e, consecutivamente, ajuda de forma ativa na gestão de tempo, otimizando o andamento do trabalho dos envolvidos. 23 3. Utilizando o PDCA A Figura 3 contém um board para elaboração de macroestratégias seguindo as quatro etapas do PDCA. Como listadoanteriormente, existem quatro momentos gerenciais, porém na figura a seguir há uma variável nova, denominada no ciclo de learning, dedicada ao aprendizado. É importante reforçar que o momento de ação é dedicado à implementação ou correção, mas, para que isso aconteça, é necessário entender as oportunidades, os gaps e as lições do plano de ação. De acordo com a Provalore (2022), o PDCL (plan, do, check e learning) é uma metodologia utilizada para realimentar o sistema com novas aprendizagens, de forma a se promover a melhoria contínua a partir do que realmente foi aprendido em cada PDCA realizado. De modo geral, as ferramentas PDCA e PDCL acontecem de forma muito mesclada. Figura 3 – Board PDCL Fonte: elaborada pelo autor. 24 Na gestão de serviços, aprender continuamente é essencial para a melhoria da operação, sendo as experiências anteriores sempre usadas como elementos para novos planejamentos, o que gera crescimento organizacional pelo conhecimento gerado, guardado e reaplicado, conforme indica a Figura 4. Figura 4 – Ciclo PDCL Fonte: Fundação Nacional de Qualidade. 4. Planilha de planejamento A planilha ciclo PDCA é uma ferramenta desenvolvida para apoiar a aplicação do ciclo em um negócio, tendo como objetivo a solução de demandas, com foco na melhoria contínua por meio do refinamento dos processos da operação. Cabe destacar que a planilha ciclo PDCA integra outras metodologias de qualidade na execução de uma demanda, visando à redução de erros e otimização de tempo e recursos. No Quadro 2 é possível visualizar melhor o uso eficiente do método. 25 Quadro 2 – Método PDCA RESUMO DO MÉTODO DESSA PLANILHA PDCA MASP FERRAMENTAS P Identificar o problema Diagrama de Pareto Observação Diagrama de Ishikawa Análise Plano de ação 5W2H D Execução C Verificação Bloqueio foi efetivo? A Padronização Conclusão Fonte: elaborado pelo autor com base na FNQ. 5. Método de Análise e Solução de Problemas (MASP) O conceito do MASP no PDCA é utilizado no auxílio da resolução de problemas. Todas as etapas do MASP estão incluídas nas fases do PDCA, para melhorar a eficácia da ferramenta. O ciclo PDCA é a base e a função principal da planilha, cujo objetivo é ser uma ferramenta de auxílio na solução de problemas de processos e produtos, visando à melhoria contínua ao final de cada ciclo, quando alcançado um patamar maior de qualidade. Referências MATTOS, A. D. Planejamento e controle de obras. São Paulo: Pini, 2010. 26 SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da Produção. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002. PROVALORE. Ciclo PDCA e PDCL: o que são? Provalore, Brasília, 2020. Acesso em: 13 jun. 2022. Disponível em: https://www.provalore.com.br/ciclo-pdca-e-pdcl-o-que- sao/ MOTA, K. E-book #27 Pensamento Sistêmico. FNQ, São Paulo, 1 de agosto de 2017. Disponível em: https://fnq.org.br/comunidade/e-book-27-pensamento-sistemico/. Acesso em: 14 jun. 2022. https://www.provalore.com.br/ciclo-pdca-e-pdcl-o-que-sao/ https://www.provalore.com.br/ciclo-pdca-e-pdcl-o-que-sao/ https://fnq.org.br/comunidade/e-book-27-pensamento-sistemico/ 27 Gestão de expectativa do cliente na gestão de serviço Autoria: Fernando Miguel Teixeira da Silva Coelho Leitura crítica: Patrícia Natividade Baptista Objetivos • Apresentar estatísticas de experiência do cliente e gestão de serviço. • Reforçar conceitos relacionados à gestão de atendimento. • Desenvolver competências técnicas com exemplificação de ferramentas de serviço ao cliente. 28 1. Empresas perdem clientes por causa de atendimento Nos dias de hoje, o cliente está muito mais exigente do que costumava ser, e, com um mercado altamente concorrido, é fundamental que os negócios de todos os tamanhos atentem em um elemento fundamental: a experiência do cliente. Customer experience ou experiência do cliente é a soma de todas as percepções funcionais e emocionais que um consumidor possui com relação a um negócio. 2. Como se desenvolve a percepção do cliente? Caro aluno, note que a percepção é desenvolvida em todos os pontos de contato com uma marca, como no atendimento presencial, no atendimento online, nos canais de relacionamento, no produto, na loja e em qualquer outra variável que de alguma maneira impacte sua apreensão. A expectativa do consumidor está atualmente muito maior em relação a produtos, serviços e experiências vividas com os negócios. De acordo com um estudo publicado pela Frost & Sullivan na América Latina (2019), os consumidores de hoje esperam que as marcas estejam mais preparadas para atendê-los. De forma geral, 60% dos clientes desistem de um serviço e uma compra por causa de atendimento ruim. O estudo da Frost & Sullivan (CHANNEL 360°, 2019) apontou também que 86% dos clientes dizem que estão dispostos a pagar mais por uma grande experiência, 73% consideram este item importante para realizar a compra e 65% afirmam que o customer experience é mais influente do que a publicidade. 29 3. Mas como as marcas devem atuar nesse cenário? Diante das vivências mais comuns no mercado e dos estudos realizados sobre o tema, o que falta na maioria das vezes é gestão e disponibilidade de fazer o básico bem-feito. Por isso, caro aluno, sempre é importante estar atento a oito passos fundamentais: 1. Compreensão de quem é o seu cliente. 2. Desenho da jornada desse cliente. 3. Estabelecimento de políticas e procedimentos de atendimento. 4. Construção de scripts de atendimento. 5. Definição de indicadores de desempenho de atendimento, satisfação e vendas. 6. Planos de ação de relacionamento com os consumidores. 7. Clusterização da carteira de clientes. 8. Desenvolvimento de uma cultura centrada no encantamento de clientes. Estes são passos que qualquer empreendedor, de qualquer tamanho, pode e deve desenvolver. Observe-os e identifique quais você realiza na sua empresa. Caso não os pratique, apresse-se em desenvolvê-los, pois você pode estar compondo a estatística das empresas que estão perdendo muito dinheiro. 4. Qual é o preço do mau atendimento? Veja, a seguir, alguns dados que são considerados muito importantes: 30 • De acordo com o portal E-Commerce Brasil, é de 6 a 7 vezes mais caro conquistar um novo cliente do que manter um já existente. • Segundo Silva (2021) citando um estudo da Consultoria Bain & Company, quando uma marca aumenta as taxas de retenção de seus clientes em apenas 5%, isso pode representar uma elevação nos lucros de 25% a 95%. • De acordo com Coelho (2021) um estudo realizado pela Temkin foi constatado que, depois de uma experiência ruim, 22% dos clientes cortaram seus gastos com a empresa e 19% interromperam totalmente o relacionamento com ela. • A revista Exame (2018) publicou um estudo que sinaliza que, por atender mal, empresas brasileiras perdem R$ 400 bilhões por ano. Esses são números que assustam e mostram um forte gap de mercado. 5. E como uma empresa pode aplicar esse processo? Em mentorias, consultorias, livros e aulas, bem como no próprio mercado, gestores e empreendedores são alertados quanto à fricção nos processos de comercialização, e os sete pecados mais comuns são: 1. Processos desorganizados de atendimento e ausência de procedimentos operacionais padrão (POPs). 2. Tempo médio de atendimento e espera muito longo. 3. Atendentes mal contratados e sem treinamento. 4. Desalinhamento de comunicação entre áreas. 5. Falta de retorno às solicitações dos clientes. 31 6. Dificultar soluções simples para o cliente. 7. Falta de produto no estoque. Todos os itens listados são elementos gerenciáveis e que, quando bem- administrados, impactam positivamente a percepção do cliente. Agora, você está convidado a analisá-los no seu negócio. 6. E como medir a satisfação do cliente? O teórico no marketing Raimar Richers (1981), um dos professores fundadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP/FGV), diz que “marketing e negócios é entender para atender”. Mas comofazer um bom atendimento e uma gestão de negócios de qualidade sem compreender as expectativas dos clientes? De acordo com um estudo publicado pela Agendor (2021), 57% das empresas não medem a experiência de seus clientes e, muitas vezes, sequer sabem o que seria satisfação. Em contrapartida, de acordo com o Guia do Empreendedor, 83% dos empresários que se descrevem como bem-sucedidos medem a satisfação de seus consumidores. Mensurar o nível de satisfação dos clientes ao final de cada atendimento e experiência com a marca é uma das estratégias mais eficazes para melhoria de processos e relacionamento com o cliente. Por meio da pesquisa de satisfação, é possível monitorar a percepção do cliente em relação a produtos ofertados, preços praticados, compreensão da comunicação, instalações do negócio, atendimento e outras variáveis gerenciáveis. 32 Uma dúvida comum dos empreendedores diz respeito a como realizar a pesquisa. No livro Customer Experience Descomplicado (2020) são ensinadas várias metodologias bastante práticas, e uma delas é o NPS (net promoter score). 6.1 O NPS Em uma única pergunta, o questionário NPS classifica os clientes em três grupos: detratores, neutros e promotores. A pergunta é simples: em uma escala de 0 a 10, o quanto você recomendaria o nosso negócio a um amigo? O sistema calcula automaticamente a porcentagem de seus clientes em cada grupo, obtendo assim o NPS. O resultado é alcançado subtraindo a porcentagem de detratores da porcentagem de promotores. Respostas de 0 a 6: detratores. Clientes insatisfeitos, que não indicam sua marca e podem causar dano à reputação da empresa. Respostas de 7 a 8: neutros. Clientes satisfeitos, mas indiferentes em relação à marca, que poderiam ser facilmente seduzidos pela concorrência. Respostas de 9 a 10: promotores. Clientes leais, que continuarão comprando e recomendando sua marca para outras pessoas. A partir dessas ações, o ideal é você entrar em contato com os detratores, corrigir o problema e refinar o seu processo. Hoje já existem softwares e aplicativos que podem auxiliar os empreendedores nesse trabalho de mensuração, cobrando valores mensais bem acessíveis. 33 A fim de facilitar a aplicação dessa dica, veja alguns passos para o empreendedor realizar o NPS em seu negócio: 1. Escolha um app de pesquisa. 2. Implante-o em seu negócio. O ideal é que isso seja feito ao final do atendimento. 3. Pode ser um tablet na boca do caixa ou um link enviado por WhatsApp, por exemplo. 4. Defina metas de coleta de dados. 5. Identifique e aja sobre as experiências dos clientes, melhorando seus processos. 6. Compartilhe o aprendizado com a equipe, a partir da medição. Essas são algumas dicas extremamente relevantes, que com certeza ajudarão bastante a sua empresa. Compartilhe essas dicas e entregue boas experiências. 7. Como melhorar o atendimento e eliminar fricções? De acordo com Gartner (2020), 77% dos compradores B2B (business to business, ou seja, empresa vendendo para empresa) sentem que fazer uma compra é muito complicado e custoso em tempo. Além disso, 90% dos clientes pesquisados não seguem uma jornada de compra linear e, muitas vezes, retornam e repetem pelo menos uma ou mais tarefas na jornada de compra. 34 Vale lembrar que essa realidade não é diferente em processos B2C (business to consumer, ou empresa vendendo para o cliente), e que quando se trata de compras de pessoas físicas, existem diferentes canais de pesquisa, atendimento e compra que podem ser consultados. Como entregar uma experiência satisfatória nesse cenário? 1. É importante oferecer para o seu cliente mais de um canal de compras, e este precisa ser ágil e sem barreiras. 2. O cliente deve ter um ambiente para esclarecer qualquer dúvida de forma fácil – pode ser em formato de texto, vídeo ou com um ser humano. 3. É importante você diminuir as etapas de compra – a Amazon, por exemplo, oferece a funcionalidade “1 clique” para quem possui seus dispositivos. A experiência do cliente é ágil e com zero fricção. 4. E o mais importante: humanização com autonomia sempre. É fundamental uma figura humana em caso de barreiras, para eliminar dores e solucionar uma demanda. Essas são dicas que ajudam a diminuir o esforço do seu cliente e aumentar o seu nível de satisfação. Observe hoje o seu processo e mapeie todas as etapas de compra do seu cliente. Ao final, pense em etapas que podem ser eliminadas, automatizadas ou melhoradas. 8. O que pequenos negócios podem fazer? Um estudo publicado no final de 2020, denominado CX Benchmarking, mostrou que 70% dos fundadores e tomadores de decisão de negócios não possuem uma estratégia formal de suporte ao cliente. Isso é assustador, pois o que faz qualquer negócio sobreviver é o cliente. 35 Em outra pesquisa, esta publicada no começo de 2021, o estudo CX Trends da Zendesk, que avaliou a experiência dos consumidores, apontou que 71% dos clientes esperam que as empresas colaborem internamente para que não seja preciso repetir a mesma informação várias vezes, o que é considerado entre as piores experiências para eles. 9. 15 ações para pequenos negócios entregarem experiência do cliente na prática: 1. O negócio deve desenhar cada processo da operação. 2. POP (procedimento operacional padrão) de abertura e fechamento de loja. 3. POP de atendimento. 4. Scripts de atendimento. 5. Código de ética do negócio. 6. Ideologia corporativa da empresa. 7. Guia de atendimento ao cliente. 8. Definir key performance indicators (KPIs) de atendimento. 9. Estabelecer metas SMART de atendimento. 10. Realizar processo de recrutamento e seleção baseado em valores do negócio. 11. Criar uma matriz de Treinamento & Desenvolvimento (T&D) para o time de atendimento. 12. Criar um programa de alinhamento semanal sobre atendimento. 36 13. Desenvolver um sistema de feedback diário sobre experiência do cliente. 14. Criar campanhas gamificadas de atendimento e vendas. 15. Medir a satisfação dos clientes por meio de pesquisa permanente. Todas essas ações podem ser realizadas até mesmo por um pequeno negócio. Isso prova que é possível aumentar o nível de encantamento do seu cliente. 10. E se a marca errar? Uma marca pode errar e errará, mas esse não é o problema. O problema está no comportamento e na postura da marca diante do erro. Se no Marketing 5.0 fala-se tanto em humanização da marca e criação de uma cultura centrada no cliente, reconhecer uma falha é uma atitude nobre, humana e empática. 11. 5 pontos relevantes diante do erro de uma operação: 1. Erros acontecerão. 2. Reconhecer o erro e corrigi-lo rapidamente é essencial. 3. Dar um feedback sincero ao cliente faz parte de uma política centrada nele. 37 4. Ter um procedimento operacional padrão composto por fluxo e scripts demonstra o profissionalismo e a seriedade do negócio. 5. Deve-se ter um processo de correção do erro e melhoria contínua. Estes são pontos importantes focados na centralidade do cliente e que todo gestor de serviço deve seguir para de fato ter uma operação assertiva e com resultados sustentáveis. É necessário lembrar que toda gestão de serviço deve considerar os 8Ps do serviço. Figura 1 – 8Ps do serviço Fonte: Foco Promocional ([s.d.], [s.p.]). Para além de um bom atendimento, é essencial que os processos de atendimento, pós-vendas e relacionamento estejam desenhados e disseminados entre os integrantes do time de frente de atendimento. Todo o processo de serviço deve obedecer a uma compreensão das 38 expectativas e necessidades do cliente, criação de soluções de valor e entrega do serviço sem fricção ao cliente. É também importante que a empresa faça o levantamento do nível de percepção e satisfação do cliente e parta dessa visão em suas ações, bem como realize melhorias contínuas na sua operação, sempre alinhada com os processos voltados a produto, preço, logística, comunicação, pessoas e estoque. Referências COELHO, F. Customer ExperienceDescomplicado. Florianópolis: Editora Autores do Brasil, 2020. COELHO, F. Empresas perdem 6 a cada 10 clientes por causa de atendimento ruim, e você pode estar nesta estatística. Portal Guará, 2022. Disponível em: https://portalguara.com/empresas-perdem-6-a-cada-10-por-causa-de-atendimento- ruim-e-voce-pode-estar-nesta-estatistica. Acesso em: 2 maio 2022. CHANNEL 360°. Estudo da Frost & Sullivan em parceria com a NICE Latin America destaca como inovar junto com os consumidores exigentes. (2019) Channel 360°, [s.l.], 19 de junho de 2019. Disponível em: https://www.channel360.com.br/estudo- da-frost-sullivan-em-parceria-com-a-nice-latin-america-destaca-como-inovar-junto- com-os-consumidores-exigentes/. Acesso em: 13 jun. 2022. COELHO, F. O preço pelo mau atendimento. Linkedin, São Paulo, 2021. Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/o-pre%C3%A7o-do-mau-atendimento-sua- empresa-est%C3%A1-perdendo-dinheiro-coelho/?originalSubdomain=pt. Acesso em: 13 jun. 2022. FOCO PROMOCIONAL. Os 7 Ps do Marketing. Foco Promocional, 2017. Disponível em: https://focopromocional.com.br/os-7-ps-do-marketing/. Acesso em: 2 maio 2022. GARTNER. Gartner Says 80% of B2B Sales Interactions Between Suppliers and Buyers Will Occur in Digital Channels by 2025. Gartner, Stamford, 15 de setembro de 2020. Disponível em: https://www.gartner.com/en/newsroom/press- releases/2020-09-15-gartner-says-80--of-b2b-sales-interactions-between-su. Acesso em: 13 jun. 2022. GOMES, G. Retrospectiva 2020: impacto nas vendas e aprendizados para 2021. Agendor, [s.l.], 2020. Disponível em https://www.agendor.com.br/blog/ retrospectiva-2020-impacto-vendas/. 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D. Planejamento e controle de obras. São Paulo: Pini, 2010. QUELLE, L. Conseguir um novo cliente é 6 vezes mais caro do que manter um cliente antigo. Ecoomerce News, Portugal, 15 de março de 2019. Disponível em: https:// ecommercenews.pt/conseguir-um-novo-cliente-e-6-vezes-mais-caro-do-que-manter- um-cliente-antigo/. Acesso em: 13 jun. 2022. RICHERS, R. O que é marketing. São Paulo: Editora Brasiliense, 1981. SALOMÃO, K. Por atender mal, empresas brasileiras perdem R$ 400 bi. Revista Exame, São Paulo, 21 de janeiro de 2018. Disponível em: https://exame.com/ negocios/por-atender-mal-empresas-brasileiras-perdem-r-400-bi/. Acesso em: 13 jun. 2022. SILVA, D. da. Retenção de clientes: como atrair, reter e manter os consumidores. Zendesk, [s.l.], 10 de fevereiro de 2021. Disponível em: https://www.zendesk.com. br/blog/retencao-de-cliente. Acesso em: 14 jun. 2022. SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da Produção. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002. https://ecommercenews.pt/conseguir-um-novo-cliente-e-6-vezes-mais-caro-do-que-manter-um-cliente-anti https://ecommercenews.pt/conseguir-um-novo-cliente-e-6-vezes-mais-caro-do-que-manter-um-cliente-anti https://ecommercenews.pt/conseguir-um-novo-cliente-e-6-vezes-mais-caro-do-que-manter-um-cliente-anti https://exame.com/negocios/por-atender-mal-empresas-brasileiras-perdem-r-400-bi/ https://exame.com/negocios/por-atender-mal-empresas-brasileiras-perdem-r-400-bi/ https://www.zendesk.com.br/blog/retencao-de-cliente https://www.zendesk.com.br/blog/retencao-de-cliente 40 Como alcançar a satisfação do cliente Autoria: Fernando Miguel Teixeira da Silva Coelho Leitura crítica: Patrícia Natividade Baptista Objetivos • Apresentar ferramentas e técnicas que apoiem a satisfação de clientes para negócios. • Reforçar conceitos relevantes na área de serviços e atendimento ao cliente. • Desenvolver habilidades de centralidade do cliente. 41 1. Satisfação do cliente Quando se fala de satisfação do cliente, é importante lembrar que satisfação está ligada a percepção, e percepção é sentimento. De acordo com Dominguez (2020), a percepção do cliente é dinâmica e está sujeita a alteração de acordo com o momento da avaliação, ou seja, a percepção será mutante a depender do tempo em que o cliente avalia sua experiência: no pré-compra, na compra ou no uso. O autor destaca também que o grau de importância dos atributos de valor se altera à medida que sua relação com o produto aumenta. Para Coelho (2020), a percepção do cliente está intimamente ligada a suas expectativas, conforme ilustra a Figura 1. Figura 1 – Criação de expectativa pelo cliente Fonte: Coelho (2020, p. 26). Na visão de Coelho (2020), o processo de expectativa criado está interligado com a percepção construída a partir do momento em que tal expectativa é atendida ou não. As experiências próprias estão relacionadas ao uso anterior de um produto ou serviço. Já as experiências de terceiros se relacionam a comentários feitos por amigos ou familiares e que, de alguma maneira, influenciam a percepção prévia do cliente. Por fim, as promessas se relacionam a comunicações da marca sobre seu próprio produto ou serviço. 42 Para a consultoria Zenvia (2021), satisfação do cliente é um indicador que mensura a boa relação dos clientes com uma marca, uma empresa ou um serviço. Um cliente satisfeito é, portanto, um cliente que percebe que as suas necessidades foram atendidas, gerando valor efetivo. Dominguez (2000) enumera dez aspectos importantes ligados à temática de valor percebido, conforme apontado no Quadro 1. Quadro 1 – Dez aspectos importantes ligados à temática de valor percebido TEMPO A percepção do cliente é dinâmica e está sujeita a alteração, de acordo com o momento da avaliação (pré-compra, compra, uso e descarte). O grau de importância dos atributos de valor se altera à medida que sua relação com o produto aumenta. VISÃO INTERNA E EXTERNA DO NEGÓCIO Refere-se à lacuna existente entre o que de fato o cliente deseja como atributos de valor e a interpretação da empresa sobre isso. NATUREZA DO MERCADO Há uma distinção de valor segundo as classes às quais os clientes pertencem. Nos mercados industriais prevalece o comportamento racional (exemplos: preço, funcionalidade). Já no varejo, o valor percebido pode ser influenciado pelas características pessoais e emotivas (exemplos: gosto, estética). DIMENSÃO PESSOAL Decisões de compra envolvem pessoas que podem ter visões distintas de valor, segundo percepções individuais. USO Diferentes tipos de uso de um mesmo produto ou serviço podem ter diferentes significados para um único consumidor. INTERAÇÃO E INTEGRAÇÃO ORGANIZACIONAL O contínuo processo de gestão do valor deve ser um esforço interativo e integrado de toda a organização. ABRANGÊNCIA NA CADEIA DE SUPRIMENTOS O valor agregado ao longo de toda a cadeia de suprimentos resulta no valor percebido pelo cliente. Os fornecedores, parceirose terceiros influenciam diretamente o valor percebido pelo cliente. RELAÇÃO ENTRE VALOR PERCEBIDO E QUALIDADE PERCEBIDA O valor percebido consiste na qualidade percebida pelo mercado ajustada ao preço relativo do produto ou serviço. 43 RELAÇÃO ENTRE VALOR PERCEBIDO E SATISFAÇÃO DOS CLIENTES Satisfação consiste no grau de atendimento das expectativas dos clientes em relação ao produto ou serviço. RELAÇÃO ENTRE VALOR PERCEBIDO E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Qualidade e valor percebido como elementos- chave na estratégia da empresa. Fonte: Dominguez (2000, p. 5). A partir das dimensões propostas por Dominguez (2000), é possível entender e clarificar que o processo de alcance da satisfação do cliente está relacionado a um processo de gestão de serviço. Satisfação do cliente é, portanto, um conjunto de percepções relacionadas às expectativas do cliente e entregas de uma marca, que quando interpretadas pelo cliente geram um sentimento. 2. Processo de gestão para satisfação de clientes Para uma ação efetiva de satisfação de clientes, é preciso que haja gestão e processos bem-definidos. Por isso é tão importante a criação de sistemas e métodos que garantam que todo o esforço reflita em resultado concreto. O processo de gestão para satisfação do cliente pode considerar os seguintes passos: 1. Análise SWOT do processo de atendimento. 2. Criação de plano de ação seguindo a metodologia PDCA. 3. Definição de objectives and key results (OKR) de experiência do cliente. 44 4. Definição de key performance indicator (KPI) de experiência do cliente. 5. Criação de procedimento operacional padrão (POP) de atendimento ao cliente. 6. Criação de scripts de serviço e atendimento. 7. Mapeamento de competências e habilidades para as posições de atendimento. 8. Contratação alinhada com a cultura de centralidade do cliente. 9. Treinamento e desenvolvimento do time de atendimento. 10. Estabelecimento de metas para o time de atendimento. Para facilitar a compreensão do uso destes métodos, o Quadro 2 detalha o que deve ser feito em cada etapa de tais processos para entrega de experiência efetiva ao cliente. Quadro 2 – Etapas para alcance de excelência 1. Análise SWOT do processo de atendimento Analisar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças relacionadas ao processo de atendimento ao cliente na operação. Assim, o gestor deve ponderar aspectos ligados a pessoas, processos, tecnologias e outras variáveis que possam impactar o atendimento. 2. Criação de plano de ação seguindo a metodologia PDCA Baseado nas necessidades do negócio e nos objetivos operacionais, o gestor deve estabelecer um plano de ação com prazos e responsáveis. É importante definir também objetivos esperados e resultados-chaves seguidos de momentos de execução, checagem e aprendizagem. 45 3. Definição de OKR de experiência do cliente OKR (objectives and key results ou objetivos e resultados- chave, em português) é uma metodologia de gestão muito utilizada por empresas no Vale do Silício. De modo simplificado, pode-se dizer que é uma fórmula para definir metas, sendo como “eu vou” (objetivo) “medido por” (conjunto de resultados-chave). Definição dos objetivos-chaves de resultados esperados – por exemplo: melhorar X% a satisfação de clientes; elevar X% a taxa de fidelização; aumentar X% o faturamento dos negócios. 4. Definição de KPI de experiência do cliente Em inglês, a sigla KPI significa key performance indicator, ou seja, indicador-chave de desempenho. Trata-se dos indicadores ou valores quantitativos que podem ser medidos, comparados e acompanhados, de forma a expor o desempenho dos processos e do trabalho nas estratégias de um negócio. Todo OKR precisa se transformar em indicador de acompanhamento para que o gestor possa ter a noção da evolução de seu processo. 5. Criação de POP de atendimento ao cliente Desenvolvimento do procedimento operacional padrão estruturado e disseminado entre os colaboradores. O POP garante a entrega de um serviço único em todas as pontas de contato com o cliente. 6. Criação de scripts de serviço e atendimento O POP precisa vir acompanhado de script de atendimento, que consiste em um guia de orientações com falas, expressões e identidade verbal do negócio. O script também garante um atendimento alinhado ao posicionamento do negócio. 7. Mapeamento de competências e habilidades para as posições de atendimento Levantamento das competências e dos conhecimentos necessários para exercer cada função no negócio. Um bom mapeamento ajuda nos processos de seleção, recrutamento, contratação e treinamento. 8. Contratação alinhada com a cultura de centralidade do cliente Todo processo de contratação precisa ser feito com base nas competências, habilidades e atitudes requeridas pela posição. Ao mapear as competências-chaves, o recrutador deve buscar por talentos alinhados. 9. Treinamento e desenvolvimento do time de atendimento Para que haja um atendimento de excelência, é fundamental treinamento permanente focado nos produtos, processos e comportamentos de excelência. Treinamento deve ser uma constância. 10. Estabelecimento de metas para o time de atendimento Ao definir as metas e socializar com o time, o gestor consegue gerar engajamento com objetivos claros. O time deve se envolver e trabalhar para o alcance desses objetivos. Fonte: elaborado pelo autor. 46 Ao seguir estes passos, o negócio percorrerá uma estrutura mínima de entrega de experiência do cliente, garantindo de forma fluida seu bom planejamento e boa execução, a definição de indicadores, o desenvolvimento do time e o acompanhamento dos resultados de forma estruturada e palpável. 3. Satisfação e experiência do cliente A experiência do cliente proporciona uma satisfação positiva. De acordo com Coelho (2022), é essencial que colaboradores comprem e vivam uma narrativa de experiência do cliente e demonstrem-na por meio do atendimento ao longo de toda a jornada do cliente. Para Verhoef et al. (2009), experiências são acontecimentos únicos, individuais e holísticos por natureza, que ocorrem como resposta a algum estímulo em diferentes níveis (cognitivo, afetivo, emocional, social e físico). O conceito de experiência pode ser compreendido como o conjunto de percepções, sentimentos e pensamentos vividos pelo consumidor quando exposto a marcas, produtos ou atividades de consumo, bem como as memórias dessas próprias experiências (SCHMITT, 2002). A experiência do cliente acontece, na visão de Coelho (2020), basicamente em cinco momentos da jornada de consumo: entrada, execução, pico, saída e pós-consumo, como apresentado na Figura 2. Figura 2 – Tipos de experiência Fonte: elaborada pelo autor. 47 Para além de um bom atendimento, o negócio precisa pensar em cada oportunidade de encantar e entregar experiência, gerando memórias positivas por meio de estímulos sensoriais. a. Estímulos visuais: por meio de cores, decoração, iluminação, contato visual, cardápio e comunicação visual. b. Estímulos sonoros: rotina sonora da loja ou estabelecimento, incluindo ruídos e sons relaxantes. c. Estímulos olfativos: aromas utilizados pelo estabelecimento – por exemplo, as lojas Melissa. d. Outros estímulos sensoriais: o tato, quando estimulado por meio de toque, superfícies ou texturas. Referências COELHO, F. Customer Experience Descomplicado. Florianópolis: Editora Autores do Brasil, 2020. COELHO, F. Força e reputação de marca na experiência do cliente. Portal Mundo do Marketing, 2022. Disponível em: https://www.mundodomarketing.com. br/artigos/fernando-coelho/39790/forca-e-reputacao-de-marca-na-experiencia-do- cliente.html. Acesso em: 2 maio 2022. DOMINGUEZ, S. V. O valor percebido como elemento estratégico para obter a lealdade dos clientes. Caderno de Pesquisas em Administração, São Paulo, v. 7, n. 4, 2000. Disponível em: http://www.geocities.ws/mba_marketing2001/v07-4art05. pdf. Acesso em: 14 jun. 2022. SCHMITT, B.H. Marketing experimental – Exame. São Paulo: NBL Editora, 2002. VERHOEF, P. C. et al. Customer experience creation: Determinants, dynamics and management strategies. Journal of Retailing, v. 85, n. 1, p. 31-41, 2009. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0022435908000845. Acesso em: 14 jun. 2022. https://www.mundodomarketing.com.br/artigos/fernando-coelho/39790/forca-e-reputacao-de-marca-na-experiencia-do-cliente.html https://www.mundodomarketing.com.br/artigos/fernando-coelho/39790/forca-e-reputacao-de-marca-na-experiencia-do-cliente.html https://www.mundodomarketing.com.br/artigos/fernando-coelho/39790/forca-e-reputacao-de-marca-na-experiencia-do-cliente.html http://www.geocities.ws/mba_marketing2001/v07-4art05.pdf http://www.geocities.ws/mba_marketing2001/v07-4art05.pdf https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0022435908000845 48 Sumário Apresentação da disciplina Como gestores de relacionamento alcançam níveis de fidelidade do cliente Objetivos 1. Como gestores de relacionamento alcançam níveis de fidelidade do cliente Referências A aplicação prática do PDCA na gestão de serviço Objetivos 1. Entendendo o PDCA 2. Benefícios do PDCA 3. Utilizando o PDCA 4. Planilha de planejamento 5. Método de Análise e Solução de Problemas (MASP) Referências Gestão de expectativa do cliente na gestão de serviço Objetivos 1. Empresas perdem clientes por causa de atendimento 2. Como se desenvolve a percepção do cliente? 3. Mas como as marcas devem atuar nesse cenário? 4. Qual é o preço do mau atendimento? 5. E como uma empresa pode aplicar esse processo? 6. E como medir a satisfação do cliente? 7. Como melhorar o atendimento e eliminar fricções? 8. O que pequenos negócios podem fazer? 9. 15 ações para pequenos negócios entregarem experiência do cliente na prática: 10. E se a marca errar? 11. 5 pontos relevantes diante do erro de uma operação: Referências Como alcançar a satisfação do cliente Objetivos 1. Satisfação do cliente 2. Processo de gestão para satisfação de clientes 3. Satisfação e experiência do cliente Referências