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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE XXXXXXX
XXXXX, brasileiro, menor absolutamente incapaz, com idade de XXX anos, nestes atos representado por XXXXXX, brasileira, solteira, portadora da cédula de identidade nº XXXX, inscrita no CPF sob nº XXXXX, ambos residentes e domiciliados na XXXXXXXXXXXXXXX, vem respeitosamente, por meio do seu Advogado infra assinado, ajuizar AÇÃO DE ALIMENTOS C/C ALIMENTOS PROVISÓRIOS em face de XXXXXXX, brasileiro, solteiro, portador da cédula de identidade nº XXXX, inscrito no CPF sob nº XXXXXXXX residente e domiciliado na XXXXXXXXXXXX, pelos fatos e motivos que passa a expor.
I - DOS FATOS
As partes constituíram relacionamento amoroso por alguns anos, o qual gerou o nascimento de XXXXXXXXXXXX, filho legítimo do Requerido, conforme certidão de nascimento em anexo.
Ressalte-se que o Requerido arcava com as despesas referentes ao lar e após a separação não vem mais a contribuir com os custos necessários à educação, saúde e sustento do seu filho pois não vem a depositar qualquer valor para seu auxílio, dificultando o sustento e formação da criança, deixando de cumprir com sua parcela de responsabilidade no sustento do menor, obrigando a interposição desta ação.
No mais, até onde a parte Requerente tem ciência sobre os percebimentos do Requerido, o mesmo tem possibilidade em prestar a assistência devida, visto que, possui o genitor vida financeira estável e de bom padrão aquisitivo.
A fixação de alimentos é medida urgente e indispensável à garantia de condições mínimas de sobrevivência, razão pela qual busca a intervenção estatal. Diante disso, não restou outra alternativa, senão a propositura da presente ação com vistas a ver satisfeito o seu direito e como medida de justiça.
II - DO DIREITO
· DOS ALIMENTOS
O direito a alimentos, está expresso na nossa Constituição Federal, mais precisamente no seu artigo 229, que assim nos diz:
Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.
A ação de alimentos é regulada pela lei 5.478/68 e prevista no artigo 1.696 do CC, que assim nos diz:
Art. 1.696. O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em falta de outros.
Mais incisivo ainda é o artigo 1.695 do mesmo diploma legal:
Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque no necessário ao seu sustento.
Ora, está claro que o dever de prestação de alimentos não é exclusivo na genitora do autor, e sim também do seu pai, é óbvio que o requerido deve cumprir com suas obrigações, de forma a contribuir para que o autor tenha uma qualidade de vida razoável.
· DA NECESSIDADE E POSSIBILIDADE
A lei estabelece sabiamente os parâmetros a serem seguidos para que a prestação de Alimentos seja firmada, devendo atender ao binômia NECESSIDADE/POSSIBILIDADE.
Nas palavras da doutrinadora Maria Berenice Dias:
“O fundamento do dever de alimentos se encontra no princípio da solidariedade, ou seja, a fonte da obrigação alimentar são os laços de parentalidade que ligam as pessoas que constituem uma família, homoafetivas, socioafetivas (edemonistas), entre outras” (Maria Berenice Dias, Manual de Direito das Famílias - Edição 2017, e-book, 28. Alimentos)
Ou seja, o direito a alimentos busca preservar o bem maior da vida e assegurar a existência do indivíduo que depende deste auxílio para sobreviver.
A jurisprudência, assegurando este direito destaca:
ALIMENTOS. FIXAÇÃO. Ação ajuizada pela filha em face do pai. Sentença de parcial procedência. Apelo do réu buscando a redução dos alimentos. Binômio necessidade-possibilidade. Presunção da necessidade da filha menor. Ausência de comprovação de despesas extraordinárias que impeçam o pagamento do pensionamento já fixado em valor baixo. Princípio da paternidade responsável. Valor dos alimentos mantido. Base de cálculo. Adicionais que possuem natureza salarial (remuneratória). Incidência da porcentagem devida. Precedente. Verbas de natureza indenizatória não incorporam a remuneração. Participação nos lucros e resultados possui natureza indenizatória. Precedentes do STJ. Exclusão que se impõe. Sentença alterada. Recurso provido em parte. (TJSP: Apelação Cível 1005162-92.2017.8.26.0347 Relator (a): Mary Grun; Órgão Julgador:; 7ª Câmara de Direito Privado; Foro de Matão - 1ª Vara Cível; Data do Julgamento: 04/02/2020; Data de Registro: 04/02/2020).
· DA NECESSIDADE DO ALIMENTADO
As necessidades do alimentado ficam perfeitamente demonstradas diante das despesas fixas mensais inerente à subsistência do Autor, conforme documentação em anexo.
· DA POSSIBILIDADE FINANCEIRA DO ALIMENTANTE
Considerando que o Genitor mantém atualmente BENEFÍCIO DE APOSENTADORIA com renda em média mensal de R$ XXXXX, ou seja apto a garantir sua subsistência e do autor, é de bom alvitre que os alimentos sejam determinados no patamar de 30% dos rendimentos líquidos do Requerido, contemplando 13º salário, com a expedição de ofício, a fim de que promova o desconto na folha de pagamento do seu benefício e repasse o valor, mediante depósito bancário, ao autor da ação.
· DA TUTELA DE URGÊNCIA ANTECIPATÓRIA DOS ALIMENTOS PROVISÓRIOS
Diante do exposto, mostra-se necessária a fixação de alimentos provisórios em favor do autor, ante a sua necessidade urgente de obtenção de recursos financeiros destinados a prover uma justa qualidade de vida.
Por outro lado, está evidente que a nossa legislação protege aquele que necessita de alimentos, no caso, está demonstrado a filiação do autor, a necessidade e possibilidade de pagamentos dos valores pleiteados, fazendo-se imperiosa a fixação de alimentos provisórios em favor da criança.
Diz assim o artigo 300, caput do CPC:
Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
Mais certeiro ainda é o artigo 4º da Lei 5.478/68:
Art. 4º As despachar o pedido, o juiz fixará desde logo alimentos provisórios a serem pagos pelo devedor, salvo se o credor expressamente declarar que deles não necessita.
Em que pese a presente demanda para satisfazer o interesse do Requerente, convém salientar que esta não pode esperar pelo provimento jurisdicional, tendo em vista que suas necessidades são perenes e urgentes, até pela tenra idade.
Com isso, a concessão da tutela de urgência para que o Requerente tenha sua satisfação atendida é medida que se impõe, sob pena de ter sérios prejuízos, como material e educacional. Nesse sentido o artigo 300 § 1º do NCPC, é expresso ao afirmar que:
Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
§ 1º Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.
Logo, o autor tem plena confiança e espera serenamente que Vossa Excelência, ao analisar a presente inicial, de pronto, defira os alimentos requeridos, como medida da mais pura e lídima justiça.
Desta forma, requer a tutela provisória de urgência sem a oitiva prévia da parte contrária, conforme ( CPC/2015, art. 9º, parágrafo único, inc. I c/c 300, § 2º). In verbis:
Art. 9º. Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida.
Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica:
I - à tutela provisória de urgência;
Assim, a concessão da tutela de urgência antecipatória, no sentido de definir provisoriamente alicerçados no artigo supracitado alimentos à parte Requerente no importede R$ XXXXXXX é medida que se impõe , com vistas a salvaguardar os interesses do Requerente até a decisão final do presente feito.
Dessa maneira, está mais que demonstrado pelo Requerente, um fato concreto e objetivo, configurando-se assim os dois requisitos da tutela provisória de urgência com relação aos seus problemas enfrentados, como ora já descritos anteriormente.
III - DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer de Vossa Excelência:
1. Concessão da tutela de urgência antecipatória, para fixação de alimentos provisórios no valor de 30% dos rendimentos líquidos do Requerido a serem depositados na conta do banco XXXXXXX;
2. O deferimento dos benefícios da justiça gratuita por ser pobre na forma lei, não podendo arcar com as despesas processuais sem privar-se do seu próprio sustento e de sua família;
3. Designação de audiência prévia de conciliação, nos termos do art. 319, VII, do CPC;
4. A citação do requerido, para que compareça em audiência de autocomposição a ser designada por Vossa Excelência, sob pena de confissão quanto à matéria de fato, podendo contestar dentro do prazo legal sob pena de sujeitar-se aos efeitos da revelia, conforme artigo 344 do CPC.
5. A intimação do representante do Ministério Público para intervir no feito, em conformidade com o artigo 178, II do CPC;
6. A procedência da presente ação, condenando-se o requerido na prestação de alimentos definitivos, na proporção de em R$ 1XXXXXXXX, equivalente a 30% dos rendimentos líquidos do Requerido, a ser depositado na conta corrente do banco XXXXXXXXXXXX; e
7. A condenação do Requerido ao pagamento das custas e honorários sucumbenciais, nos termos da Lei.
Protesta provar o alegado por todos os meios de prova, em especial a testemunhal, documental, bem como todas aquelas necessárias à obtenção da justiça.
Dá-se a causa o valor de R$XXXXXXXX para efeitos fiscais.
Nestes termos,
Pede deferimento.
CIDADE, DATA
ADVOGADO
OAB/UF

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