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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDONÓPOLIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS ENGENHARIA MECÂNICA EM37 – ELEMENTOS DE MÁQUINAS II Prof. Leonardo Resende leonardo.resende@ufr.edu.br Rondonópolis, 14 de maio de 2024. ➢CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS DE MÁQUINAS • Elementos de máquinas podem ser definidos como os elementos que compõem as máquinas. • Exemplos: Cabos Correntes Arruelas Molas Polias Parafusos Porcas Rolamentos ELEMENTOS DE MÁQUINAS ➢CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS DE MÁQUINAS • Os elementos de máquinas podem ser classificados em grupos conforme sua função: ✓ Elementos de fixação ✓ Elementos de vedação ✓ Elementos elásticos ✓ Elementos de apoio ✓ Elementos de transmissão ELEMENTOS DE MÁQUINAS ➢Os elementos de transmissão transferem potência e movimento a um outro sistema. ➢ Exemplos: ✓ Polias; ✓ Correias; ✓ Correntes; ✓ Cabos de aço; ✓ Engrenagens; ✓ Eixos e eixos-árvore (estudado anteriormente). ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO ➢Polias: são peças cilíndricas, movimentadas pela rotação do eixo do motor e pelas correias. ➢ Os tipos de polias são determinados pela forma da superfície na qual a correia se assenta. ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO Polia para correia dentada (sincronizadora). Polia para correia em V. ➢ Correias: são elementos de máquinas que tem a finalidade de transmitir movimento de um eixo para outro, através de polias. ➢ Entre os tipos de correias tem-se: planas, redondas, trapezoidais (ou em “V”) e dentadas (sincronizadoras). ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO Exemplo: correia dentada no comando de válvulas usada em alguns veículos. ➢Correntes: São elementos de transmissão, geralmente metálicos, constituídos de uma série de anéis ou elos. ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO ➢Cabos de aço: são elementos de transmissão que suportam cargas (força de tração), deslocando-as nas posições horizontal, vertical ou inclinada. ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO ➢Engrenagens: são elementos de máquinas usados na transmissão entre eixos. ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO ➢ Muitas vezes, as engrenagens são usadas para variar o número de rotações e o sentido da rotação de um eixo para o outro. ➢ As engrenagens podem ser: cilíndricas, cônicas, helicoidais (transmitem também rotação entre eixos reversos (não paralelos)). ➢ Quando um par de engrenagens tem rodas de tamanhos diferentes, a engrenagem maior chama-se coroa e a menor chama-se pinhão. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO - CORREIAS ❑ POLIAS ❑ CORREIAS ▪ Tipos de Correias ▪ Manutenção ▪ Materiais de Fabricação ▪ Recomendações de Utilização ▪ Configurações de Montagem ▪ Vantagens das Correias em V ▪ Princípio de Funcionamento ▪ Relação de Transmissão ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ▪ Uma correia é um elemento flexível utilizado para transmissão de potência entre dois eixos paralelos distantes. ▪ As polias são peças cilíndricas, movimentadas pela rotação do eixo do motor e pelas correias. ▪ O grande sucesso na utilização das correias é devido, principalmente, às seguintes razões: ✓ Economia; ✓ Versatilidade; ✓ Operação. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ▪ Razões econômicas: ➢ Padronização; ➢ Facilidade de montagem; ➢ Baixo custo de manutenção; ➢ Ausência de lubrificação; ➢ Durabilidade, quando adequadamente projetadas e instaladas. ▪ Razões de versatilidade: ➢ Permitem grandes variações de velocidade; ➢ Possibilitam rotações no mesmo sentido ou em sentidos opostos; ➢ Facilidade em modificar a relação de transmissão, pela substituição da polia e se necessário da correia. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ▪ Razões de operação: ➢ A correia compensa, dentro de certos valores, o desalinhamento entre polias; ➢ Reduzem significativamente choques e vibrações, devido à sua flexibilidade e ao seu material que proporciona uma melhor absorção de choques; ➢ Limitam sobrecargas pela ação do deslizamento; ➢ Funcionamento silencioso. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ POLIAS ➢ Os tipos de polia são determinados pela forma da superfície na qual a correia se assenta. ➢ Uma polia é constituída de uma face, na qual se enrola a correia. ➢ A face é ligada a um cubo que roda mediante discos ou braços. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Face ❑ POLIAS ➢ As polias são peças cilíndricas, fabricadas com vários materiais, como aço e ferro fundido. ➢ A superfície da polia não deve apresentar porosidade, pois do contrário, a correia irá se desgastar rapidamente. ➢ Podem ser fixadas aos eixos por meio de pressão (interferência) ou de chaveta. ➢ São movimentadas pela rotação do eixo do motor e pelas correias. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ TIPOS DE POLIAS ➢ Os tipos de polia são determinados pela forma da superfície na qual a correia se assenta, sendo planas ou trapezoidais. ➢ Polias Planas: ✓ As polias planas podem apresentar dois formatos na sua superfície de contato. Essa superfície pode ser plana ou abaulada. ✓ A polia plana conserva melhor as correias, e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ TIPOS DE POLIAS ➢ Polias Planas: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ TIPOS DE POLIAS ➢ Polias Trapezoidais: ✓ A polia trapezoidal recebe esse nome porque a superfície na qual a correia se assenta apresenta a forma de trapézio. ✓ As polias trapezoidais devem ser providas de canaletas (ou canais) e são dimensionadas de acordo com o perfil padrão da correia a ser utilizada. ✓ Essas dimensões são obtidas a partir de consultas em tabelas dos fabricantes. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ TIPOS DE POLIAS ➢ Polias Trapezoidais: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Polia trapezoidal para correia em V: ❑ TIPOS DE POLIAS ➢ Além das polias para correias planas e trapezoidais, existem as polias para cabos de aço, para correntes, para correias redondas e para correias dentadas. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Polia para correia dentada ❑ TIPOS DE POLIAS ➢ Alguns exemplos de polias e, ao lado, a forma como são representadas em desenho técnico. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ CORREIAS ➢ As correias (dimensões do perfil, comprimento), assim como os rasgos das polias são padronizados. ➢ As correias podem ser: ▪ Planas ▪ Redondas ▪ Dentadas ▪ Trapezoidais (ou em “V”) ▪ Poli-V ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ TIPOS DE CORREIAS ➢ Correias Planas: ✓ As correias planas (ou formato transversal plano) admitem maiores rotações do que as correias em V. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ TIPOS DE CORREIAS ➢ Correias Redondas: ✓ São usadas, por exemplo, em acionamento de máquinas de precisão, como de laboratório e em eletrodomésticos. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ TIPOS DE CORREIAS ➢ Correias Dentadas (ou Sincronizadoras): ✓ São usadas para casos em que não se pode ter nenhum deslizamento. É utilizada, por exemplo, no eixo do comando de válvulas de alguns automóveis. ✓ Caso a carga ultrapasse o limite da correia, haverá um “arrebentamento” dos dentes da polia e da correia. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ TIPOS DE CORREIAS ➢ Correias Trapezoidais (ou em V): ✓ O emprego da correia trapezoidal ou em V é preferível ao da correia plana porque: ▪ praticamente não apresenta deslizamento ▪ permite o uso de polias bem próximas ▪ elimina os ruídos e os choques, típicos das correias planas ✓ Existem vários perfis padronizados de correias trapezoidais, esses perfis são descritos por letras : ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ TIPOS DE CORREIAS ➢ Correias Poli-V: ✓ Em alguns automóveis, a correia trapezoidal ou em V foi substituída pela correia poli-V ou micro-V. ▪ Essas correias apresentam frisos longitudinais (no sentido do comprimento). ▪ Foram projetadas para combinar a flexibilidade das correias planas, com a eficiênciadas transmissões das correias em V. ▪ Apresentam a vantagem de trabalhar com alta velocidade e com polias de diâmetros menores que as das correias com perfil em V convencionais. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ TIPOS DE CORREIAS ➢ Correias Poli-V: ✓ Em alguns automóveis, a correia trapezoidal ou em V foi substituída pela correia poli-V ou micro-V. ▪ São mais largas e menos espessas do que as correias em V o que permite maior flexibilidade e melhor transmissão de força. ▪ Seu perfil oferece um melhor suporte aos cordonéis, o que permite que os esforços sejam mais bem distribuídos, comparados às correias em V. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ TIPOS DE CORREIAS ➢ Correias Poli-V: ✓ Em um automóvel, como todas as polias estão em um mesmo plano, uma única correia é capaz de acionar todas as polias ao mesmo tempo. ❖ As correias poli-V podem acionar em conjunto a bomba d'água, bomba da direção hidráulica, alternador e o compressor do ar condicionado utilizando apenas uma correia, substituindo várias correias em V. ✓ Atualmente, grande parte dos automóveis utilizam correias poli-V, pois elas acionam todos os acessórios do motor, porém devido a esta capacidade de acionamento sua manutenção deve ser mais criteriosa para evitar falhas prematuras. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Polia do virabrequim Alternador Compressor do ar-condicionado Bomba da direção hidráulica Bomba d´água Tensionador da correia ❑ TIPOS DE CORREIAS ➢ Correias Poli-V: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ MANUTENÇÃO DE CORREIAS ➢ A troca preventiva das correias dentadas em um automóvel é aproximadamente a cada 50 mil km e das correias poli-V aproximadamente a cada 40 mil km rodados (Fonte: Catálogo Dayco). ➢ O rompimento de uma correia dentada em um veículo gera o empenamento das válvulas em razão do choque dos pistões. ➢ Porém, conforme as condições de giro e carga no momento da quebra, os danos serão muito maiores, podendo causar empenamento das válvulas e cabeçote até mesmo furar os pistões. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ MANUTENÇÃO DE CORREIAS ➢ O controle periódico das correias em um automóvel, assim como a manutenção preventiva, podem evitar muitas preocupações desnecessárias. ➢ Cada carro e montadora possuem em seu manual de instruções a quilometragem indicada para a troca, porém alguns fatores podem ajudar no diagnóstico para a reposição: ▪ Aspecto visual da correia; ▪ Histórico de manutenção do veículo (última troca da correia). ➢ Em caso de dúvida, não hesite em substituir a correia, pois os gastos posteriores gerados por uma má aplicação certamente serão muito maiores que o custo de reposição. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ MATERIAIS DE FABRICAÇÃO DE CORREIAS ➢ As correias mais antigas eram fabricadas utilizando couro. Atualmente este material está em desuso, mas pode ainda ser encontrado para correias planas. ➢ As correias modernas são de material compósito: ▪ Compostas por polímeros (borracha), reforçadas com fibras vegetais (algodão, por exemplo) ou materiais metálicos (arames de aço, por exemplo). ➢ A capacidade de carga de uma correia depende dos elementos internos de tração, das condições de trabalho e da velocidade. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ MATERIAIS DE FABRICAÇÃO DE CORREIAS ➢A correia é composta basicamente por 3 elementos: os elementos de tração, invólucro e o enchimento da correia. ▪ Os elementos de tração são manufaturados em cabos de aço, nylon ou fibras. ▪ O material do invólucro apresenta coeficiente de aderência adequado com as paredes das polias e deve ser resistente ao desgaste e as intempéries, como tecido impregnado de borracha ou lona. ▪ O elemento de enchimento, comumente um tipo de borracha, deve ser flexível. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ MATERIAIS DE FABRICAÇÃO DE CORREIAS ➢A correia é composta basicamente por 3 elementos: os elementos de tração, invólucro e o enchimento da correia. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ MATERIAIS DE FABRICAÇÃO DE CORREIAS ➢As correias em “V” ou trapezoidais são inteiriças, fabricadas com seção transversal em forma de trapézio. ➢ Exemplo: podem ser feitas de borracha revestida de lona e seu interior pode ser formado por cordonéis vulcanizados (elementos de tração) para suportar as forças de tração. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ MATERIAIS DE FABRICAÇÃO DE CORREIAS ➢Os elementos de tração (ou tensores) podem ainda ser compostos de cordas de nylon ou fibra sintética, ou arames de aço ou mesmo cabos de aço. ▪ Seção das correias: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Cordas de nylon Arames de aço Cabos de aço ➢Estes elementos são diretamente responsáveis pela capacidade de transmissão das correias. Porém, quanto maior a resistência destes elementos, menor é a flexibilidade da correia. ❑ MATERIAIS DE FABRICAÇÃO DE CORREIAS ➢Correia trapezoidal ou em V (Goodyear): ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Elemento isolante: Composto especial que mantém os cordonéis ligados ao corpo da correia e evita a fricção entre os componentes. Envelope: Tecido impregnado de borracha especial para oferecer a máxima resistência contra a abrasão. Responsável pela proteção de todos os componentes da correia. Elemento tensor: Flexiona-se comprimindo e expandindo, o que garante melhor tração. Elemento resistente à carga: Corpo de cordonéis de fibra sintética, que garante a transmissão integral da força. Elemento de compressão: Composto preparado para resistir à fadiga causada pela compressão e para dissipar o calor. ❑ MATERIAIS DE FABRICAÇÃO DE CORREIAS ➢Correia plana: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ MATERIAIS DE FABRICAÇÃO DE CORREIAS ➢Correia poli-V (Dayco): ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO 1. Cordonéis de poliéster (componente responsável pela resistência da correia); 2. Capa superior de borracha (tem a função de proteger os cordonéis); 3. Núcleo de borracha (tem a função de transmissão de força). ❑ MATERIAIS DE FABRICAÇÃO DE CORREIAS ➢Correia dentada ou sincronizadora (Dayco): ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO 1. Cordonéis de fibra de vidro (tem a função de dar resistência à correia). 2. Tecido de proteção (tem a função de dar resistência ao desgaste dos dentes, garantindo a durabilidade da correia). 3. Núcleo composto de borracha (é a parte da correia que entra em contato com as polias e tensionadores, protege os cordonéis e também possui a característica de manter o formato dos dentes ou perfil). ❑ RECOMENDAÇÕES DE UTILIZAÇÃO 1. Seguir as instruções do fabricante. 2. O lado frouxo da transmissão deve estar preferencialmente para cima, pois nessa condição tem-se maior “abraçamento” da polia pela correia. 3. A correia deve ter uma tensão inicial. O sistema deve permitir o esticamento das correias. 4. Uma correia com tensão abaixo do adequado, pode causar excessivo deslizamento acarretando: perdas na transmissão e aquecimento na correia, consequentemente provocando a redução de sua vida útil. 5. Verifique a compatibilidade da correia com a temperatura e atmosfera do local de trabalho. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ RECOMENDAÇÕES DE UTILIZAÇÃO 6. Caso seja utilizada uma transmissão com mais de uma correia, sempre substitua todas as correias de uma vez (por manutenção preventiva ou por rompimento de uma ou mais correias). As correias utilizadas apresentarão propriedades distintas de uma nova. 7. Para a menor polia, utilize o maior diâmetro possível. Isso reduz a flexão na correia e aumenta sua vida útil. 8. Preferencialmente o esticamento da correia deve ser feito com a movimentação de uma das polias. 9. Quando uma correia se danifica prematuramente é importante determinar o motivo deste problema e a ação corretiva adequada. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO❑ RECOMENDAÇÕES DE UTILIZAÇÃO 10. Se a correia foi removida por alguma razão, uma nova correia deve ser instalada. Nunca reaproveite uma correia. 11. As correias devem ser inspecionadas periodicamente para a verificação de desgaste e variação de tensão, sendo substituídas conforme recomendação do fabricante. 12. O ruído produzido por uma correia ao desgastar-se indica a necessidade de ser substituída. 13. Ao inspecionar uma correia verifique se o motor está desligado e sempre desligue a bateria do automóvel para evitar que algum componente entre em funcionamento. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ CONFIGURAÇÕES DE MONTAGEM ➢ Variadores contínuos: são normalmente utilizados onde os diâmetros úteis das polias acionadora e acionada variam opostamente, de tal forma que se conserva a tensão sem a variação da distância entre os eixos. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ CONFIGURAÇÕES DE MONTAGEM ➢ Variadores escalonados de velocidade: transmissões por correias com relação de multiplicação variável em degraus. ✓ O cálculo do diâmetros das polias devem ser feitos de tal maneira que o comprimento necessário da correia seja suficiente para todos os degraus. ✓ As polias escalonadas são utilizadas em máquinas que necessitam trabalhar com mais do que uma velocidade de rotação, exemplo: furadeira de bancada, serra de fita. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ CONFIGURAÇÕES DE MONTAGEM ➢ Variadores escalonados de velocidade: transmissões por correias com relação de multiplicação variável em degraus. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ CONFIGURAÇÕES DE MONTAGEM ➢ Na transmissão por polias e correias, a polia que transmite movimento e força é chamada polia motora ou condutora. A polia que recebe movimento e força é a polia movida ou conduzida. ➢ A maneira como a correia é colocada determina o sentido de rotação das polias. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ✓ Sentido direto de rotação: a correia fica reta e as polias têm o mesmo sentido de rotação. Pode ser aplicado a todas as formas de correias. ❑ CONFIGURAÇÕES DE MONTAGEM ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ✓ Sentido de rotação inverso: a correia fica cruzada e o sentido de rotação das polias inverte-se, pode ser aplicado em correias planas, por exemplo. ✓Transmissão de rotação entre eixos não paralelos: pode ser aplicado em correias planas, por exemplo. ❑ CONFIGURAÇÕES DE MONTAGEM ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO NUNCA FORCE, DOBRE OU TORÇA UMA CORREIA! ❑ CONFIGURAÇÕES DE MONTAGEM ➢ Principais danos que as correias em V podem sofrer, suas prováveis causas e soluções recomendadas de acordo com o Catálogo Gates. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ VANTAGENS DAS CORREIAS EM V ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ VANTAGENS DAS CORREIAS EM V ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO ➢ Principais características das transmissões por correias: ✓ São adequadas para grandes distâncias entre eixos; ✓ São transmissões essencialmente por atrito. Este é resultante de uma carga inicial (Fi) entre a correia e a polia, através de uma carga inicial na correia quando estacionária. Ambos os lados da correia ficam submetidos ao mesmo esforço. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO ➢ A correia é montada tensionada. ➢ Essa tensão permite que ao girar, a polia motriz (ou motora) “arraste” a correia, devido ao atrito, e essa por sua vez movimente a polia conduzida (ou movida), também devido ao atrito. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO ➢ Quando a transmissão está em funcionamento, observa-se que os lados da correia não estão mais submetidos à mesma tensão. Isso ocorre pois a polia motora tensiona mais a correia em um lado (ramo tenso) do que do outro (ramo frouxo). ➢ Na polia motora, a correia entra tensa devido ao esforço de girar a polia movida, e sai frouxa. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO ➢ Essa diferença de tensões entre os lados tenso e frouxo da correia é causadora de uma deformação na correia, denominada creep. ➢ O creep é inevitável, pois é consequência da elasticidade do material da correia, porém a perda decorrente dessa deformação é pequena. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO ➢ Outro fenômeno que pode acontecer em transmissões por correias é o deslizamento. ▪ O deslizamento é uma consequência de uma tensão inicial insuficiente, o que causa uma compressão insuficiente da correia sobre a polia, não desenvolvendo o atrito necessário entre elas. ▪ O deslizamento, quando excessivo, além de diminuir o rendimento da transmissão, gera calor capaz de danificar a superfície da correia. ▪ O deslizamento é evitado com a aplicação de uma tensão inicial adequada. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO ➢ Para ajustar as correias nas polias, mantendo a tensão correta, pode- se utilizar esticadores ou tensionadores de correia. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Esticador de correia Observação: O termo polia louca muitas vezes é utilizado como designação do esticador de correia do alternador de automóveis. ❑ RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO ➢ Na transmissão por polias e correias, para que o funcionamento seja perfeito, é necessário obedecer alguns limites em relação ao diâmetro das polias e o número de voltas pela unidade de tempo (rpm). ➢ Para estabelecer esses limites, precisamos estudar as relações de transmissão, normalmente representada pela letra i. ➢ A relação de transmissão é a relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo (rpm) e os seus diâmetros. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ❑ RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ▪ A velocidade é a mesma para as duas polias e é calculada pela fórmula: ▪ Como as duas velocidades são iguais, temos: ❑ RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO ▪ Portanto: Onde: D1 = diâmetro da polia menor D2 = diâmetro da polia maior n1 = número de rotações por minuto (rpm) da polia menor n2 = número de rotações por minuto (rpm) da polia maior ❑ EXERCÍCIOS: 1. Explique as razões do sucesso na utilização de correias como elementos de transmissão. 2. Como podem ser classificadas as correias? Explique. 3. O que são correias poli-V e quais as vantagens em se utilizar esse tipo de correia? 4. Quais materiais são utilizados na fabricação de uma correia trapezoidal e quais as funções dos elementos que a compõem? 5. Quais fenômenos podem ocorrer nas transmissões por correias que diminuem seu rendimento? Explique. ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 1 Slide 2: ELEMENTOS DE MÁQUINAS Slide 3: ELEMENTOS DE MÁQUINAS Slide 4: ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO Slide 5: ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO Slide 6: ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO Slide 7: ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO Slide 8: ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO Slide 9: ELEMENTOS DE TRANSMISSÃO Slide 10: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO - CORREIAS Slide 11: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 12: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 13: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 14: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 15: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 16: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 17: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 18: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 19: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 20: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 21: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 22: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 23: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 24: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 25: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 26: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 27: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 28: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 29:ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 30: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 31: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 32: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 33: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 34: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 35: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 36: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 37: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 38: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 39: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 40: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 41: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 42: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 43: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 44: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 45: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 46: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 47: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 48: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 49: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 50: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 51: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 52: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 53: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 54: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 55: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 56: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 57: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 58: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 59: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 60: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 61: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 62: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 63: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 64: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 65: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 66: ELEMENTOS FLEXÍVEIS DE TRANSMISSÃO Slide 67