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Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da 1ª Vara Cível da Comarca de Curitiba/PR. Jorge, nacionalidade, estado civil, profissão, identificado civilmente através da cédula de identidade RG nº x, vem, mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado que ao final assina (procuração em anexo), apresentar CONTESTAÇÃO, com fulcro no art. 335, do CPC, em face de: Miguel, já qualificado nos autos, pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos: DOS FATOS Alega o autor, que o réu deve 5% do valor da venda de um apartamento (R$50.000,00) ao autor dada a cláusula de remuneração, além de R$40.00,00 pelo sinal em dobro devido a Maria que o autor teve que devolver. Devido o réu não realizar o pagamento de tais valores, o autor ajuizou ação de cobrança em face do réu. DA TEMPESTIVIDADE A presente contestação é tempestiva, eis que foi apresentada dentro do prazo legal de 15 dias, conforme preceitua o art. 231, i e art. 335, do CPC. DO DIREITO A alegação de que o réu deve ao autor falta de verdade, eis que a qualificação do contrato efetuado entre autor e réu era de contrato de mandato, conforme art. 653, do CC. Nesse viés, os poderes gerais outorgados implicavam apenas em poderes administrativos, conforme art. 661, caput, do CC. Assim, o autor não poderia ter colocado a venda o apartamento sem autorização do réu porque não possuía poderes especiais e expressos, conforme art. 661, §1º do CC. Portanto, trata-se de exercício exorbitante do contrato, o que gera a ineficiência do ato em relação aquele em cujo nome já foi praticado, na medida em que não houve ratificação do ato praticado, consoante art. 662 do CC. Portanto, o réu só possui o dever de pagar a remuneração ao autor nos limites do mandato conferido, conforme art. 675 do CC. Dessa forma, o réu não tem que restituir o prejuízo pelo pagamento das arras em dobro, pois é o autor quem deve indenizar qualquer prejuízo causado por sua culpa, conforme art. 667, caput do CC. DOS PEDIDOS Face ao exposto, requer-se àVossa Excelência: a) a improcedência dos pedidos fixados na inicial, conforme art. 487, inciso I, do CPC; b) a condenação do autor em custas e honorário de sucumbência; c) protesto pela produção de todos os meios de prova; d) a juntada do contrato de mandato entre o autor e réu em anexo. Termos em que, Pede Deferimento. Local, data. Advogado/OAB...