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voIntens O FARMACÊUTICOO FARMACÊUTICO REFERÊNCIA IntensIntens vovo Guia do Farmacêutico FISIOPATOLOGIA DA DEPRESSÃO A depressão é descrita e estudada há anos. Trata-se de um distúrbio do humor, crônico e recorrente, além de ser correlacionado com alterações cognitivas e psicomotoras, que prejudicam o relacionamento social, emocional e profissional da pessoa acometida. (O ESSENCIAL QUE O FARMACÊUTICO PRECISA SABER) Em relação às causas, acredita-se que a depressão seja multifatorial. Fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais estão relacionados às causas da depressão, assim como estilo de vida e aspectos do comportamento. Porém, nos últimos 30 anos, a área da neuroquímica é a que tem ganhado mais destaque nas pesquisas de fisiopatologia da depressão. Os neurônios se comunicam um com o outro o tempo inteiro e esse processo só é possível por causa dos neurotransmissores. Um neurônio gera e propaga um potencial de ação pelo seu axônio e, em seguida, transmite esse sinal por uma sinapse pela liberação de neurotransmissores que disparam uma reação em outro neurônio ou em uma célula. Os neurotransmissores liberados se ligam aos receptores de outro neurônio. Neurônios que liberam neurotransmissores são chamados neurônios pré-sinápticos. Neurônios que recebem sinais dos neurotransmissores são chamados neurônios pós-sinápticos. O sinal pode estimular ou inibir a célula que o recebe, dependendo do neurotransmissor e da célula receptora envolvida. Funcionamento do sistema nervoso - neurotransmissão Dessa forma, qualquer sensação, sentimento, pensamento e atividades relacionadas ao sistema nervoso, depende da neurocomunicação. Neurotransmissores diferentes geram sensações e respostas diferentes. No caso da depressão e outros transtornos mentais, a principal hipótese aponta para a “falta” de algum neurotransmissor ou a ineficácia de sua ação. Fonte: Blog do Portal Educação Fonte: Instituto de Psiquiatria do Paraná Fonte: prepara ENEM ANOTAÇÕES NEUROTRANSMISSORES Os neurotransmissores são compostos químicos sintetizados nos neurônios responsáveis pela sinalização celular por meio de sinapses. Há neurotransmissores sintetizados no intestino também. As funções principais desses mediadores químicos são de regular atividades do sistema nervosos central e periférico, para gerir a homeostase, ou seja, manter todo o funcionamento em equilíbrio. Os neurotransmissores podem ser divididos em neurotransmissores de moléculas pequenas e de rápida ação e em peptídicos de ação lenta ou fatores de crescimento. SEROTONINA A Serotonina (chamada de 5-HT) é sintetizada por células específicas do trato gastrointestinal, também por neurônios do sistema nervoso entérico e pelas plaquetas. Além disso, é encontrada na parede dos vasos sanguíneos, hipotálamo, células imunes e, principalmente, no sistema nervoso central. No sistema nervoso central (SNC), após ser sintetizada, a 5-HT é armazenada em grânulos secretores dos neurônios pré-sinápticos (neurônios serotoninérgicos) e liberada por exocitose, durante a despolarização do neurônio, se ligando a receptores pós- sinápticos específicos (receptores 5-HT). A 5-HT faz parte do grupo das aminas biogênicas, as quais são formadas por grupos funcionais de amina. Em sua maioria, a 5-HT é sintetizada a partir da descarboxilação de um aminoácido aromático essencial, o triptofano. Coopera na modulação hidroeletrolítica e da motilidade gastrointestinal Atua sobre o humor, emoções, o comportamento do indivíduo (incluindo o comportamento sexual) Ciclos de sono Temperatura Êmese Tônus vascular periférico e cerebral. COMO FUNÇÕES, A 5-HT TEM: O aspecto mais relevante para a 5-HT está relacionado aos transtornos psiquiátricos, sendo que na depressão há redução dos níveis desse neurotransmissor no SNC. Quando se tem o aumento da atividade do locus coeruleus, em decorrência do estresse, por exemplo, ocorre a instalação do estado de vigília, garantindo a sobrevivência. Além disso, a NE corrobora para o controle de batimentos cardíacos, pressão arterial e quebra de glicogênio (elevação da glicemia). NOREPINEFRINA A norepinefrina (NE) é gerada no locus coeruleus (LC; núcleo do tronco encefálico), uma vez que os corpos celulares dos neurônios noradrenérgicos estão localizados nessa região. Além de ser produzida pelos neurônios do SNC, a NE é principal neurotransmissor dos neurônios simpáticos, sendo também classificada como uma catecolamina endógena. Nos estados depressivos, além do declínio de 5-HT, pesquisadores apontaram, também, a queda nos níveis de norepinefrina. A síntese de NE, assim como as demais catecolaminas (dopamina e adrenalina), ocorre a partir de um aminoácido, a tirosina (a qual é obtida da alimentação ou metabolismo hepático da fenilalanina). Nesse processo, em que a tirosina, via a enzima tirosina hidroxilase, sofre uma hidroxilação, sendo transformada em diidroxifenilalanina (L- DOPA), a qual passa por descarboxilação (pela enzima DOPA descarboxilase) e é modificada em dopamina. A dopamina pode ser secretada na corrente sanguínea ou sofrer uma hidroxilação (pela enzima dopamina β- hidroxilase) e ser convertida em norepinefrina. Após essa conversão, é comum que as catecolaminas, em geral, não somente a NE, sejam armazenadas em vesículas sinápticas, por ação do transportador vesicular de monoaminas. ANOTAÇÕES O quadro depressivo é um transtorno biológico, mental, que se caracteriza por alterações no estado emocional incluindo tristeza, perda do fascínio por atividades simples, proveitosas e rotineiras por um período de tempo (Organização Pan-Americana de Saúde, 2016-2017). Além do parâmetro mental, a depressão afeta o organismo como um todo, já que pode ser decorrente de fatores genéticos, psicológicos, familiares e sociais, modificando as experiências sociais do indivíduo. DEPRESSÃO Diferentemente da tristeza, que é um estado momentâneo como resposta a certos estímulos, a depressão consiste na persistência dessa resposta, estando acompanhado de apatia, indiferença e falta de esperança. Há outros sintomas não considerados clássicos, mas que estão igualmente envolvidos na depressão, como pensamento pessimista persistente e medos. De acordo com National Institute of Mental Health (2016), o Transtorno Depressivo Maior (TDM) é caracterizado como uma forma de depressão. Em contrapartida, o DSM-V (2014) trata o TDM como depressão. O TDM, anuindo às informações contidas no DSM-V (2014), é um quadro constituído por uma sintomatologia persistente por, no mínimo, duas semanas de procedência, em que o paciente apresenta considerável perturbação no afeto (humor deprimido), na cognição e perda do prazer pelos afazeres do cotidiano. Os sintomas, como: tristeza, fadiga, distúrbios no sono devem estar presentes em, praticamente, todo o dia do paciente, excluindo as alterações de peso e pensamento suicidas. Para que seja diagnosticado o TDM, o paciente deve ter, no mínimo, cinco sintomas em um período de duas semanas, sendo esses, em grande parte, descritos por relatos subjetivos ou observações de pessoas próximas ao paciente. Entre esses cinco sintomas, há, ao menos, humor deprimido ou a perda de interesse/prazer. QUADRO DE SINTOMAS DE DEPRESSÃO Na depressão ocorre a redução quantitativa de neurotransmissores liberados. Também, as células pós- sinápticas capturam menores concentrações de NE e 5-HT, uma vez que há declínio dessas na fenda sináptica, promovendo redução funcional do sistema nervoso central, já que os demais processos, como a recaptação desses neurotransmissores, permanecem atuando de modo fisiológico. Há ainda a hipótese de que os receptores pré e pós-sinápticos também podem estar inativos, corroborando para a redução desses neurotransmissores e, então, a depressão. Muitos estudos afirmam que a causa mais provável pela redução da 5-HT está na depleção (diminuição) de triptofano, promovendo a diminuição da síntese desse neurotransmissor no SNC, o que tem como consequência sintomas depressivos. Algunspesquisadores alegam que ao estarem elevados os níveis de monoaminoxidase cerebral (enzima que degrada aminas biogênicas), estão comprometidos os índices de 5-HT no SNC. Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico da depressão é de caráter clínico, sendo realizado após uma entrevista completa, na qual o principal assunto é a história do paciente, e uma avaliação do estado mental. Os sintomas devem possuir determinada duração, frequência e intensidade. ANOTAÇÕES Representantes: Imipramina, desipramina, amitriptilina, doxepina, nortriptilina, protriptilina, clomipramina e trimipramina. Nas décadas de 80 e 90, essa era a principal classe de antidepressivos. O mecanismo de ação, em nível pré-sináptico, é o bloqueio de recaptura de monoaminas, BASICAMENTE, OS MEDICAMENTOS ANTIDEPRESSIVOS VÃO ATUAR AUMENTANDO A OFERTA OU BIODISPONIBILIDADE DE SEROTONINA E NORADRENALINA. ELES PODEM, AINDA INIBIR SUA DEGRADAÇÃO PRINCIPAIS MEDICAMENTOS ANTIDEPRESSIVOS ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS (ADTS) principalmente norepinefrina (NE) e serotonina (5-HT), em menor proporção dopamina (DA). Sua perda de popularidade advém, em grande parte, de seu menor perfil de tolerabilidade em comparação com agentes mais recentes, da dificuldade de seu uso e de sua letalidade em superdosagem. Representantes: Fluoxetina, sertralina, citalopram, paroxetina, fluvoxamina e escitalopram. São o resultado de uma pesquisa racional para encontrar medicamentos tão eficazes quanto os ADTs, mas com poucos problemas de tolerabilidade e segurança. Os ISRSs inibem de forma potente e seletiva a recaptação de serotonina, resultando em potencialização da neurotransmissão serotonérgica. ANTIDEPRESSIVOS INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA (ISRSS) Embora compartilhem o principal mecanismo de ação, os ISRS são estruturalmente distintos com marcadas diferenças no perfil farmacodinâmico e farmacocinético. A potência da inibição de recaptação da serotonina é variada, assim como a seletividade por noradrenalina e dopamina. Sertralina e Paroxetina são os mais potentes inibidores de recaptação. Citalopram e Fluoxetina são misturas racêmicas de diferentes formas quiral que possuem perfis farmacodinâmico e farmacocinético variados. Fluoxetina possui metabólito de ação prolongada e farmacologicamente ativo. Fluoxetina possui metabólito de ação prolongada e farmacologicamente ativo. Os ISRSs também possuem perfis farmacocinéticos variados, que incluem meia vida, farmacocinética linear versus não linear, efeito da idade na sua depuração e no seu potencial de inibir isoenzimas metabolizadoras de medicamentos do citocromo P450 (CYP). Estas diferenças farmacológicas e farmacocinéticas sustentam as diferenças clínicas cada vez mais importantes dos ISRSs Representantes: Venlafaxina, desvenlafaxina, duloxetina, levomilnaciprana e milnaciprana. INIBIDOR SELETIVO DE RECAPTURA DE 5-HT/NE (ISRSN) A Venlafaxina e seu metabólito ativo O-desmetilvenlafaxina (ODV) são inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSNs), e apresentam fraca atividade como inibidores da recaptação de dopamina (clinicamente significativo apenas com doses elevadas). A potência da inibição da recaptura de serotonina é algo superior à de recaptura de noradrenalina, ocorrendo em doses inferiores. Representante: Bupropiona INIBIDOR SELETIVO DE RECAPTURA DE DOPAMINA (ISRD) Embora não completamente conhecido, o mecanismo de ação do bupropion se dá através de sua atividade noradrenérgica e dopaminérgica. O bupropion aumenta a liberação de noradrenalina corpórea e é um fraco inibidor in vitro da captação neuronal de noradrenalina e de dopamina, porém de relevância farmacológica. O bupropion não inibe a monoaminoxidase e tem pouca afinidade pelo sistema serotonérgico. Também não interage com receptores histamínicos e colinérgicos, levando a uma maior tolerabilidade. Síndrome serotonérgica: A seletividade de ação dos ISRSs, que explica a redução no perfil de efeitos colaterais, pode, por outro lado, aumentar o risco de interação com outras substâncias que afetem a transmissão serotonérgica, levando ao aparecimento de sintomas que são freqüentemente descritos como síndrome serotonérgica. Os sintomas podem aparecer em casos de intoxicação por ISRSs ou mesmo com o emprego de doses terapêuticas de substâncias serotonérgicas associadas, como ADTs, IMAOs, ISRSs e lítio. Também podem ocorrer na substituição entre substâncias, quando não se observa período de wash-out adequado para a total eliminação da substância. Foram descritos: alterações cognitivas e comportamentais (confusão, hipomania, agitação), do sistema nervoso autônomo (diarréia, febre, diaforese, efeitos na pressão arterial, náuseas e vômitos) e neuro-musculares (mioclonias, hiperreflexia, incoordenação e tremores). Fonte: Sanar ANOTAÇÕES Probióticos: Evidências crescentes de que a microbiota intestinal pode influenciar no funcionamento do sistema nervoso central levaram à hipótese de que a suplementação com microrganismos chave pode ter um efeito positivo no tratamento da depressão. Assim os seguintes porbióticos foram estudados e apresentaram resultado positivo como auxiliar na depressão: INDICAÇÕES DE VITAMINAS, MINERAIS E SUPLEMENTOS PARA DEPRESSÃO Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus casei, Lactobacillus helveticus, Bifidobacterium lactis , Bifidobacterium longum Bifidobacterium bifidum Os probióticos devem ser consumidos 1x ao dia, em jejum ou antes de alguma refeição (sempre no mesmo horário). A suplementação deve ser feita por pelo menos 6 meses. Vitamina D: Níveis baixos de vitamina D estão associados a risco de depressão, crises de ansiedade e podem ser aliviados com suplementação. Dose: de 2000 a 5000 UI por dia, após alguma refeição. Complexo B: A relação entre estas vitaminas e a função cerebral é evidente, porque sem elas a síntese dos neurotransmissores (substâncias essenciais à comunicação entre neurónios) fica comprometida e dificulta o trabalho cerebral.(32) Além disso estas vitaminas servem como cofatores de enzimas importantes no metabolismo energético e dos hidratos de carbono, promovendo o relaxamento em situações de stress e fadiga. Existem estudos que demonstram melhorias nos sintomas depressivos após suplementação com este complexo e neste grupo salientam-se a B1, o ácido fólico, a B6 e a B12. VITAMINAS E MINERAIS Zinco: É um mineral essencial no sistema nervoso e tem um efeito relaxante. É encontrado em abundância no cérebro humano. Pacientes com depressão têm tendência a diminuir o consumo de alimentos ricos neste mineral e deste modo a suplementação pode ser de grande valor. Dose: de 25 a 30mg por dia. Ferro: A deficiência de ferro, um problema comum, principalmente entre as mulheres, também pode causar depressão, além de levar a um número insuficiente de glóbulos vermelhos. Por sua vez, a insuficiência de glóbulos vermelhos pode causar fadiga, confusão, perda de apetite, irritabilidade e outros sintomas depressivos. Dose: 40 a 125mg 1x ao dia (preferir na forma quelada) Vitamina B1: 30mg/dia Vitamina B6: 30 a 150mg pod dia Vitamina B12 (cianocobalamina); até 1000mcg por dia Folato: 0,4mg ao dia. Cobre: 0,5 a 3mg ao dia. Magnésio: Ajuda ao relaxamento muscular, proteção do músculo cardíaco, à transmissão neuromuscular e à dilatação das veias. A sua deficiência pode provocar agitação, ansiedade, perturbações comportamentais, depressão, insônia e inquietação motora. Dose: 500mg, 1x ao dia (na forma de taurato, treonato, dimalato ou glicinato). ANOTAÇÕES Triptofano: Este aminoácido utiliza a regulação da serotonina no corpo, sendo ele um precursor da mesma. É rapidamente absorvido pelo organismo e os seus efeitos fazem se sentir pouco depois do seu consumo. Dose: 500mg 3x ao dia. Taurina: A taurina é um aminoácido que também é encontrado no corpo em forma natural. Tem um efeito estimulante sobre a função cerebral e auxilia a comunicação entre os neurônios, protege os nervos e garante a manutenção das membranascelulares no corpo. Dose: Gaba: É um aminoácido e neurotransmissor produzido naturalmente pelo organismo. Sua ação bloqueia o estresse e a ansiedade desempenhando um efeito relaxante no cérebro. Dose: 400m 1x ao dia, antes de dormir. AMINOÁCIDOS Melatonina: Usada para fins de indução do sono. Naturalmente produzida pela glândula pineal, a melatonina é uma substância natural que é produzida durante a noite para regular os ciclos circadianos (dormir/acordar). Este suplemento é utilizado pela ajuda à redução do tempo que levamos a adormecer, pelo aumento do número de horas de sono e a atenção/concentração durante o dia, deste modo minimizando os sintomas de ansiedade. Dose: 0,21mg 1x ao dia, antes de dormir. Ômega 3: Fundamental para o desenvolvimento do cérebro, por ser constituinte das membranas celulares dos neurônios e importante na comunicação entre células nervosas.1000mg ao dia, após alguma refeição. OUTROS SUPLEMENTOS Açafrão: também conhecido como “ouro vermelho” é um tempero extraído da flor Crocus sativus L. Por ser antioxidante e anti-inflamatório acalma a mente, melhora a saúde mental e combate a ação dos radicais livres no cérebro. Camomila: Tem na sua composição a apigenira, daí a sua ação ansiolítica, afetando a atividade do ácido aminobutírico (GABA) e demais neurotransmissores Tintura de Hipericão: O Hipericão, popular também como erva-de-são-joão, com o nome científico de Hypericum perforatum, é um antidepressivo de eficácia comprovada. FITOTERÁPICOS Magnólia e Felodendro: Magnólia officinalis é uma árvore tradicional na China, também conhecida como houpu ou houpo. Honokiol e magnolol são os principais constituintes simultaneamente identificados nas cascas de M. officinalis, que têm sido utilizados na medicina tradicional chinesa para tratar uma variedade de distúrbios mentais, incluindo depressão. Phelodendron amurense é padronizado em 97% de berberina, substância responsável pelos diferentes efeitos proporcionados pela planta. Rodiola: A Rhodiola rosea, também conhecida por raiz de ouro ou raiz dourada, é uma planta medicinal que é conhecida como adaptógena ou seja, que é capaz de "adaptar" o funcionamento do corpo, ajudando a aumentar a resistência física, reduzir os efeitos do estresse e, até, melhorar o funcionamento cerebral. Isso acontece porque a planta contém compostos que parecem promover um aumento moderado de endorfinas, proporcionando uma sensação de bem- estar, o que também contribui para a melhora do estado de ânimo na depressão. Se utilizada em combinação com o açafrão, esta planta contribuiu para melhorar os distúrbios de sono, regulando os ciclos de sono-vigília e melhorando a qualidade de sono em geral, sem produzir os efeitos negativos. É muito utilizado com pacientes com distúrbio depressivo maior porque tem potencial antidepressivo e com menos efeitos secundários que os fármacos, atuando nos receptores de neurotransmissores. Valeriana: Os ácidos valeriânicos e isovalérico presentes na valeriana aumentam a atividade de neurotransmissores no cérebro, como o GABA, que age aumentando a sensação de relaxamento do corpo e diminuindo os sintomas de ansiedade e stress tais como agitação, nervosismo, cansaço mental ou dificuldade de concentração . ANOTAÇÕES O efeito antidepressivo demora para surgir. Média de 4 semanas. As reações adversas aparecem logo no início do tratamento. Não existe melhor ou pior medicamento. Depende essencialmente de cada paciente, que é único. Reações adversas principais: sono, apetite e libido. Melhor horário para tomar. ORIENTAÇÃO FARMACÊUTICA NA DEPRESSÃO ANOTAÇÕES PRINCIPAIS REFERÊNCIAS Braz. J. Psychiatry 21 (suppl 1) • Maio 1999 . Genética e fisiopatologia dos transtornos depressivos https://doi.org/10.1590/S1516-44461999000500004 Neurobiologia da Depressão. Jorge Teixeira Lage. Revista Acta Medica Portuguesa, 2010. www.msdmanuals.com - versão para profissionais de saúde. Ação dos Neurotransmissores Envolvidos na Depressão. Júlia Pickina Diniza ; Solange Aparecida de Oliveira Neves*b ; Milene Leivas Vieira. DOI: https://doi.org/10.17921/1415-6938.2020v24n4p437-443 Farmacologia básica e clínica [recurso eletrônico] / Organizador, Bertram G. Katzung ; Organizador Associado, Anthony J. Trevor ; [tradução: Ademar Valadares Fonseca … et al. ; revisão técnica: Almir Lourenço da Fonseca]. – 13. ed. – Porto Alegre : AMGH, 2017. Psicofarmacologia de antidepressivos. raz. J. Psychiatry 21 (suppl 1) Moraes, A. L. F. de, Bueno, R. G. A. L., Fuentes-Rojas, M., & Antunes, A. E. C. (2019). Suplementação com probióticos e depressão: estratégia terapêutica?. Revista De Ciências Médicas, 28(1), 31–47. https://doi.org/10.24220/2318-0897v28n1a445 RODRIGUES, Erick Silva; PALMA, Guilherme Henrique Dantas. Eficácia de suplementação com micronutrientes no controle da depressão perinatal e depressão pós-parto: uma revisão guarda- chuva. Revista Terra & Cultura: Cadernos de Ensino e Pesquisa, [S.l.], v. 38, n. especial, p. 329-353, ago. 2022. ISSN 2596-2809. Disponível em: <http://periodicos.unifil.br/index.php/Revistateste/article/view/2599>. Acesso em: 25 set. 2023. • Maio 1999 • https://doi.org/10.1590/S1516-44461999000500006 https://foodsafetybrazil.org/ https://foodsafetybrazil.org/ https://foodsafetybrazil.org/ https://foodsafetybrazil.org/ https://foodsafetybrazil.org/ https://foodsafetybrazil.org/ https://foodsafetybrazil.org/ https://foodsafetybrazil.org/ https://foodsafetybrazil.org/ https://foodsafetybrazil.org/ https://foodsafetybrazil.org/ https://foodsafetybrazil.org/ Imprima, tire uma foto com o seu material para postar no instagram e me marque: @sarahbvfaria voIntens O FARMACÊUTICOO FARMACÊUTICO REFERÊNCIA IntensIntens vovo