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Aplicação da Musicoterapia

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APLICAÇÃO DA MUSICOTERAPIA 
 
 
 
 
 
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Sumário 
NOSSA HISTÓRIA ..................................................................................................... 3 
INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 4 
A MÚSICA COMO ELEMENTO TERAPÊUTICO ................................................... 6 
A MÚSICA COMO ELEMENTO DE INCLUSÃO .................................................... 7 
A MÚSICA ALÉM DE ARTE É EDUCAÇÃO ........................................................ 15 
A MÚSICA NO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL ...................................... 22 
A MÚSICA PARA SURDOS ................................................................................. 27 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................... 29 
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 30 
 
 
 
 
 
 
 
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NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de 
empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como 
entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação 
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. 
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos 
que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, 
de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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INTRODUÇÃO 
 
 A música tem papel importante na inclusão social entre as pessoas. Não é de 
hoje que essa arte atua na transformação da vida de milhares de jovens no Brasil. 
Com as oportunidades desiguais que encontramos em nossas periferias, a arte e a 
cultura muitas vezes se tornam a única opção de saída de uma triste realidade que 
habita nosso país. 
 Aos que enxergam esperança, a música é uma ferramenta essencial para o 
desenvolvimento e educação do Brasil. 
 Ao longo dos anos o ensino de música nas escolas tem tido um papel 
meramente recreativo, de preenchimento de tempo ou de apoio a atividades festivas 
dessas instituições. Hoje com a institucionalização da Lei 11. 769 de 18 de agosto 
de 2008, que institui a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas da 
educação básica, criam-se expectativas em torno do desenvolvimento desse ensino, 
que agora toma ares de um ensino sistematizado e organizado como qualquer outra 
disciplina no currículo escolar. A lei ao mesmo tempo em que contempla as escolas 
com a riqueza que o ensino de música pode trazer com sua sistematização, 
preocupações quanto a sua efetivação nas instituições, problemas e barreiras que 
discutiremos mais à frente. 
 Numa visão contemporânea sobre a música, onde as neurociências têm um 
papel central, tem-se, ainda, observado a sua viagem ao domínio da terapia, 
consubstanciada pelos exames de neuro imagens como Ressonância Magnética e 
PET3, que possibilitam a observação do cérebro humano vivo, em ação, e que 
reforçam o conceito de modularidade cerebral. Essa observação pode mostrar o 
cérebro em funcionamento tanto nos processos de percepção como de produção 
musical, trazendo evidências da importância desta em vários processos, como os 
cognitivos, e fundamentando a sua utilização como elemento terapêutico nas mais 
variadas condições físicas e psíquicas. 
 Como fator terapêutico, educativo e inclusivo, a musicologia serve-se de uma 
gama de possibilidades que visam ajudar na educação do cidadão, na qualidade 
dos idosos, já que a velhice deve ser entendida como uma etapa da vida, da mesma 
 
 
 
 
 
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forma que temos a infância, a adolescência e a maturidade. São fases, etapas da 
vida, nas quais acontecem modificações que afetam a relação do indivíduo com o 
meio, com o outro e com ele mesmo, dentro de um determinado ou, geralmente, 
indeterminado tempo. 
 Música e neurociência estão diretamente relacionadas, pois as funções 
neuronais estão prontas para sentir as diferentes vibrações e manifestação que a 
arte proporciona e dentre as linguagens a musical é uma das que mais motiva e 
universaliza a comunicação entre as pessoas de uma geração a outra. Música e 
linguagem são parte integral do ser humano, por meio de suas vivencias e dos 
saberes construídos ao longo da história humana as conexões se estabelecem por 
si só. 
 Muitos estudos apontam que música está associada a emoção, pois ela leva 
a pessoa a se organizar nas suas experiências musicais, nas lembranças. Andrade 
aponta que há estudos experimentais que buscam entender o processamento da 
estrutura musical como linguagem não verbal e não como emocional, pois está 
ligada a experiência de vida de cada um, do contexto ao qual está inserido. 
 
 
 
 
 
 
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A MÚSICA COMO ELEMENTO TERAPÊUTICO 
 A música é um fenômeno ou uma expressão universal que acompanha o 
homem na sua caminhada histórica e está na vida de cada um, desde antes do 
nascimento até a nossa morte (batimentos cardíacos da mãe, nos sons das 
articulações, nos sons peristálticos, na percepção da voz da mãe através do líquido 
amniótico e no ritmo regular dos batimentos cardíacos). É um elemento não-verbal, 
tem o ritmo como elemento impulsor e organizador do movimento, tem o 
instrumento musical como Objeto Intermediário e Integrador (BENENZON, R., 1985, 
p. 47 e 49). 
 Neste caso pode ter um sentido metafórico, na medida em que um paciente 
pode dizer através dela o que não quer ou não pode dizer, através do verbal, assim 
tem uma natureza polissêmica, que pode carregar o significado que o paciente 
quiser, ou precisar lhe atribuir. Isso porque algumas de suas manifestações 
artísticas podem ser consideradas como verdadeiros universais da vida humana, 
como é o caso da canção, por ser um fenômeno difundido por todos os tempos e 
culturas e por existir na experiência de todos. 
 Assim, a musicoterapia se vale de experiências como audição, recriação, 
improvisação e composição de músicas/canções, através da voz, de instrumentos e 
do corpo, para facilitar a comunicação, o estabelecimento do vínculo terapêutico, a 
auto expressão e auxiliar na promoção/prevenção ou restauração da saúde de 
pessoas que padecem das mais variadas condições bio/psico/sociais/espirituais. 
 No entanto, cabe ressaltar que apesar de ser um fenômeno universal, essa 
ubiquidade não lhe confere o status de linguagem universal, mas, sim, de fenômeno 
ou expressão universal. Mas, chegando-se à musicoterapia cabe uma pergunta: 
quais são as diferentes formas de utilização da música como elemento terapêutico? 
Considera-se aqui três principais formas de emprego da música como terapia, do 
ponto de vista do paciente: a musicoterapia receptiva, na qual o paciente recebe a 
música, feita pelo musicoterapeuta ao vivo ou trazida por este em CD, rádio, iPod ou 
computador; a musicoterapia ativa, na qual só o paciente faz música ou, a 
musicoterapia interativa, que defino como 
 
 
 
 
 
 
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A forma na qual a experiência musical é compartilhada pelo 
musicoterapeutae paciente(s), quando em grupo, todos ativos no processo 
de fazer música, o que configura uma interação simultânea, facilitada pelo 
fato de a música acontecer no tempo, o que leva mais facilmente à 
interação dos participantes e dificulta o isolamento (BARCELLOS, 1984, p. 
8). 
 
 Tudo isto acontecendo em diferentes espaços, diversas áreas de atuação e 
por meio de distintas experiências musicais da cultura do(s) paciente(s), utilizando-
se a “Empatia cultural” (Lingle e Ridley, 1996) através da música, entendendo-se 
esta como o terreno comum na qual musicoterapeuta e paciente pisam. Ainda 
levando em consideração que a música pode facilitar a comunicação, o 
estabelecimento da relação terapêutica, a auto expressão, e promover mudanças 
através da principal forma de aplicação da musicoterapia brasileira: a Musicoterapia 
Interativa. 
 
 
A MÚSICA COMO ELEMENTO DE INCLUSÃO 
 Durante décadas, a música esteve presente na escola em festas e momentos 
culturais, muitas vezes sem objetivos sistematizados e sem qualquer ligação com o 
dia-a-dia das salas de aula das crianças e jovens, e mesmo assim alcançava os 
objetivos propostos pela escola. Hoje trabalhar com música em um ambiente 
escolar requer acima de tudo íntima ligação com o trabalho de sala de aula, são 
muitas as contribuições que o ensino de música pode trazer para o desenvolvimento 
cognitivo da criança. Ao estabelecer o ensino de música nas escolas como requisito 
obrigatório nos currículos escolares, o Brasil apresenta um amplo avanço no meio 
educacional, tendo em vista que muitas instituições já assinalavam os sucessos 
obtidos com o casamento música e ensino, apresentando como fruto avanços na 
aprendizagem, Loreiro (2010, p. 24) afirma que “O ensino da música como disciplina 
inserida no currículo da escola fundamental apresenta-se hoje como uma área de 
conhecimento onde a diversidade de funções e a variedade de abordagens impede 
a construção de uma prática educativa democrática, abrangente e formativa”. 
 Apesar de perceber contribuições positivas do ensino de música na escola, a 
autora aponta algumas barreiras ainda a serem vencidas frente a essa nova 
 
 
 
 
 
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realidade, e que até a efetivação plena do ensino de música nas escolas, figurarão 
os contextos escolares. A autora ainda acrescenta que: 
Diante da realidade brasileira, a educação musical a nível de ensino 
fundamental não apresenta uma característica própria, um direcionamento 
que lhe dê a identidade de saber escolar, com possibilidades de acesso 
irrestrito à prática musical, onde se articulam experiências adquiridas tanto 
fora quanto dentro do sistema escolar de ensino. A educação musical 
requer novas propostas, novas possibilidades de intervenção educativa, 
pois é nessa fase da escolaridade que se dá a formação e o 
desenvolvimento de habilidades importantes para o desempenho futuro do 
indivíduo (LOUREIRO, 2010, p. 24). 
 Trazendo a discussão para a temática da inclusão, podemos refletir sob o 
prisma de que a educação inclusiva no Brasil, segue os mesmos passos que a 
educação musical, talvez a passos mais lentos, uma vez que, envolve um 
contingente bem maior de indivíduos envolvidos e de que diferentemente da música 
além das barreiras de percepção social e sistematização, muitas outras são 
impostas e expostas consolidando-se talvez por caminhos diferentes, mas 
complementando-se em sua sistemática de desenvolvimento que visa ao incluir, o 
pensar, planejar e efetivar conjuntamente metas e objetivos. 
 Nessa perspectiva pretende-se investigar a influência da música no processo 
de inclusão das escolas, verificando se a prática da educação musical pode trazer 
contribuições concretas ao processo de ensino aprendizagem de crianças com ou 
sem deficiência de modo promover entre estas um ambiente em que se sintam 
verdadeiramente incluídas no ambiente escolar, e não apenas inseridas. 
 Nesse sentido é imprescindível perceber como as instituições escolares estão 
recebendo essa determinação legal, na qual, pela lei 11. 769 de 18 de agosto de 
2008 torna-se obrigatório o ensino de música nas escolas brasileiras. As instituições 
estão preparadas? Os profissionais têm formação adequada? Há recursos e 
ferramentas que viabilizem o trabalho com música? Muitas são as indagações, 
algumas com possibilidades de resposta, outras a serem pensadas, refletidas e 
analisadas. Como bem coloca Ropoli (2010, p. 10): 
 Um ensino para todos os alunos há que se distinguir pela sua qualidade. O 
desafio de fazê-lo acontecer nas salas de aulas é uma tarefa a ser assumida por 
todos os que compõem um sistema educacional. Um ensino de qualidade provém 
de iniciativas que envolvem professores, gestores, especialistas, pais e alunos e 
 
 
 
 
 
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outros profissionais que compõem uma rede educacional em torno de uma proposta 
que é comum a todas as escolas e que, ao mesmo tempo, é construída por cada 
uma delas, segundo as suas peculiaridades. 
 A luz das ideias da autora, podemos entender que, para que o ensino de 
música se efetive de fato, e com o nível de qualidade adequado no ensino, levará 
algum tempo. A própria lei contempla em seu texto um prazo para sua total e real 
efetivação nas unidades escolares. Contrapondo ao processo de desenvolvimento 
inclusivo numa instituição, não pecamos em dizer que o ensino de música em seus 
primeiros anos não estará de fato incluído na sistematização do ensino, estará 
apenas inserido na grade curricular e sendo cumprido como manda as disposições 
legais, com profissionais que darão suas aulas da maneira que souberem, ou até 
onde o compromisso e comprometimento com o aluno lhes permitir. 
 O fato é que muitas serão as contribuições que o ensino de música trará as 
nossas escolas, aos nossos alunos, mas isso pensado ainda em um prazo mais 
estendido que os três anos previsto na lei de implementação. Considerando que só 
a faculdade de licenciatura em música dura em média quatro anos, sem contar com 
os dados de que em nosso país não há cursos de licenciatura suficiente para suprir 
a demanda requerida pelas escolas em apenas um grupo de concluintes. 
 Referindo sobre tais pontos inerentes a educação inclusiva no Brasil, também 
podemos pensar em colhimento de resultados em longo prazo, pois a efetivação de 
políticas públicas que de fato se programem e funcionem no sistema de ensino, 
ainda caminha a passos lentos, isso para não dizer devagar quase parando. 
 De fato, muito tem crescido o número de alunos com algum tipo de 
deficiência matriculados nas escolas regulares de ensino, no entanto deve-se 
pensar e avaliar até que ponto, essas instituições - obrigadas a receber esse aluno, 
estão de fato incluindo-os no processo de ensinagem e aprendizagem. Até que 
ponto essas crianças e adolescentes, alguns até já jovens ou adultos inseridos em 
ambientes infantis, estão de fato incluídos? Buscando respaldo nas discussões de 
Ropoli (2010, p.9), percebemos que uma escola para se tornar um ambiente que de 
fato inclua, deve no mínimo estar preparada para recebê-lo em suas bases 
arquitetônicas, sociais, culturais e principalmente pedagógica. 
 
 
 
 
 
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A escola comum se torna inclusiva quando reconhece as diferenças dos 
alunos diante do processo educativo e busca a participação e o progresso 
de todos, adotando novas práticas pedagógicas. Não é fácil e imediata a 
adoção dessas novas práticas, pois ela depende de mudanças que vão 
além da escola e da sala de aula. Para que essa escola possa se 
concretizar, é patente a necessidade de atualização e desenvolvimento de 
novos conceitos, assim como a redefinição e a aplicação de alternativas e 
práticas pedagógicas e educacionais compatíveis com a inclusão. 
(ROPOLI, 2010, p. 9). 
 A discussão da autora contempla amplamente a perspectiva real da inclusão 
e por quenão dizer, a do ensino de música nas escolas, tendo em vista que a 
música se apresenta como um elemento importante no processo de inclusão de um 
sujeito a um determinado grupo ou situação de aprendizagem. 
 A música se configura como uma importante ferramenta no processo 
inclusivo, pois assim como a inclusão, rompe com paradigmas e atitudes que 
sustentam e alimentam a inércia das escolas e dos sujeitos nela contidos, contesta 
os sistemas educacionais em seus fundamentos e bases estruturais, questiona, 
burla moldes e modelos, reflete a fixação de padrões, as especificidades dos 
alunos, refuta a seletividade, produz e pensa a construção de identidades e 
personalidades, e com isso modifica, faz a inversão entre inserção e inclusão. Gil 
(2005) contempla a discussão de Ropoli (2010) discutindo que: 
Na Escola Inclusiva não existem classes especiais. Ou melhor, todas as 
classes e todos os alunos são muito especiais para seu professor. E você 
sabe que isso é verdade por experiência própria. Você sabe que o 
Joãozinho aprende uma palavra muito melhor quando você faz um desenho 
na lousa. Que a Mariazinha entende mais quando você canta uma música 
inventada para a aula de Ciências. Que o Pedro entende melhor a tabuada 
quando você usa palitos de sorvete ou sementes. E por isso, muitas vezes, 
você passa, de carteira em carteira, explicando a mesma coisa de um jeito 
diferente para cada um deles (GIL. 2005, p. 18). 
 Nessa perspectiva o ensinar e o aprender música se entrelaça com o 
processo inclusivo do aluno especial, ou de qualquer minoria adversa. Na busca de 
maneiras e formas de pensar e sistematizar um ensino, que mais do que 
aprendizagem, promova o aluno a uma formação cidadã e conceitual de mundo, 
processo que deve ser uma constante no ensino de música, não estamos falando 
aqui da mera técnica de se ensinar ou aprender um instrumento musical, mas sim, 
do desenvolvimento de aptidões, da musicalização enquanto elemento de reflexão e 
libertação do homem. 
 
 
 
 
 
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 É na busca constante, no descobrir e redescobrir formas e maneiras de como 
ensinar, de como incluir um ou alguns, sem excluir os demais, que a música e a 
inclusão e encontram, e uma pode oferecer elementos essenciais para que ambas 
venham a contribuir significativamente para a formação humanizadora e 
equalizadora que a educação deve promover ao sujeito. 
 O movimento de estruturação da música como disciplina na grade curricular, 
apesar de ser uma conquista nova, vem a muito tempo sendo foco de lutas e 
perspectivas no meio educacional; mesmo se fala em relação as conquistas em 
relação a inclusão. No Brasil e no mundo muitos são os documentos que embasam 
as conquistas hoje obtidas na educação inclusiva. 
 A Educação Inclusiva não é uma moda passageira. Ela é o resultado de 
muitas discussões, estudos teóricos e práticas que tiveram a participação e o apoio 
de organizações de pessoas com deficiência e educadores, no Brasil e no mundo. 
Fruto também de um contexto histórico em que se resgata a Educação como lugar 
do exercício da cidadania e da garantia de direitos. Isto acontece quando se 
preconiza, por meio da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), uma 
sociedade mais justa em que valores fundamentais são resgatados como a 
igualdade de direitos e o combate a qualquer forma de discriminação. Percebeu-se 
que as escolas estavam ferindo estes direitos, tendo em vista os altos índices de 
exclusão escolar; populações mais pobres, pessoas com deficiência, dentre outros, 
estavam sendo, cada vez mais, marginalizadas do processo educacional. A 
Declaração Mundial de Educação para todos (1990), a Declaração de Salamanca 
(1994) e a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de 
Discriminação contra a Pessoa Portadora de Deficiência (1999) são alguns dos mais 
importantes documentos produzidos sobre esse assunto. (GIL, 2005, p. 14-15). 
 Diante dos conceitos e pressupostos apresentados pela autora, percebe-se 
que são muitas as fontes documentais que validam a necessidade de 
desenvolvimento de uma educação que inclua, ao invés de só inserir, que receba e 
abrace a causa antes mesmo de avaliá-la para não correr o risco de pecar no 
julgamento ou invalidá-la antes mesmo de experimentá-la. É claro que todo 
processo de efetivação deve passar sim por preceitos avaliativos, no entanto tanto 
 
 
 
 
 
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na educação inclusiva como no ensino de música, é preciso que isso se dê durante 
o processo de efetivação, em uma construção reflexiva e dialógica, de como ver, 
perceber e entender, para a partir daí traçar objetivos e metas condizentes com o 
que se objetiva conquistar com o ensino, o que pressupõe a necessidade de um 
profissional pesquisador para o desenvolvimento de uma prática intencional. Como 
bem coloca Freire (1996, p. 29): 
Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se 
encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino, continuo buscando, 
reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me 
indago. Pesquiso para constatar, constatando intervenho, intervindo educo 
e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e 
comunicar ou anunciar a novidade. 
 As palavras de Freire completam a ideia de casamento perfeito entre o 
ensino de música e a implementação da educação inclusiva no contexto escolar. O 
autor não tratar nenhum dos temas, mas ao destacar a necessidade de 
desenvolvimento de um ensino em que a base seja a pesquisa, a busca constante; 
o questionamento e a intervenção nos conduz a discussões que permeiam o mundo 
da música e as discussões em torno da educação inclusiva, são temáticas que 
exigem muita pesquisa e estudo para se efetivarem plenamente na educação. 
 A implementação da música no currículo escolar através da Lei 11.769 tem 
dividido opiniões, dentre elas destacamos a opinião da Prof. Dra. Magali Oliveira 
Kleber publicado na revista da Associação Brasileira de Educação Musical – ABEM: 
O Brasil possui uma riqueza cultural e artística que precisa ser incorporada, 
de fato, no seu projeto educacional. Isso só acontecerá se escola e 
espaços que trabalham com educação começarem a valorizar e incorporar, 
também, conteúdos e formas culturais presentes na diversidade da textura 
social. [...] Dessa forma, a Lei favorece que se abra esse espaço tanto para 
uma discussão sobre o que se pode fazer para melhorar a educação 
brasileira como, também, possibilita que se planeje essa inserção no 
sistema educacional brasileiro. Isso está ligado ao exercício da cidadania 
cultural, um direito de todo brasileiro e, a escola é, ainda, o único espaço 
garantido constitucionalmente de acesso a toda a população. Nesse 
sentido é que as práticas musicais se mostram como um fator 
potencialmente favorável para a transformação social dos grupos e 
indivíduos. Poder contar com seus valores musicais no processo 
pedagógico-musical pode se tornar um ponto significativo para um trabalho 
de ampliação do status de “ser músico” ou de participar de um grupo 
musical (KLEBER, 2010. p.1 ABEM). 
 
 O que fica claro no comentário da pesquisadora é sua percepção sobre as 
contribuições que a música pode trazer aos indivíduos em sua formação social e 
 
 
 
 
 
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pessoal. Trazendo o leque dessas contribuições para o universo da criança especial 
podemos acrescentar o grande trabalho de facilitadora dos mecanismos de 
aprendizagem. Um ensino orientado e alicerçado numa base pedagógica lúdica, 
prática e dinâmica facilita e muito o processo da aprendizagem de uma criança, se 
ela é especial tais procedimentos se tornam indispensáveis, considerando que essa 
criança já tem fatores internos e externos que interferem na maioria das vezes na 
sua atenção, concentração, socialização dentre outros fatores. 
 A música como elementode inclusão se configura como um grande aliado 
frente ao trabalho educativo. A dinamicidade, o potencial socializador, a alegria e 
movimentação muitas vezes involuntárias causadas pelo ritmo de uma música, a 
torna uma ferramenta de grande relevância nas mãos de educadores e músicos que 
trabalham com crianças. 
 Nessa perspectiva para que a música venha a oferecer suas contribuições ao 
meio educacional, é necessário que o acesso a linguagem musical, não fique 
apenas no papel como muitas leis brasileiras, se faz necessário que os educadores 
sejam preparados para usar essa rica ferramenta em suas práticas, e mais que isso 
sejam instigados a viver e desenvolver com seus alunos experiências musicais que 
desenvolvam seus sentidos, estimule a sensibilidade, ampliando a comunicação 
entre todos e de todos com o mundo. 
 
 
 
 
 
 
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Figura 1: imagem ilustrativa de alunos em aula de música, Escola Municipal Ensino 
Fundamental 
 
 
Fonte: revistaescolapublica.com.br (2015) 
 
 
 
 
 
 
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A MÚSICA ALÉM DE ARTE É EDUCAÇÃO 
 
 Entre muitas proezas, a música tem uma característica incomparável: educar. 
Fazer música envolve sentimento, inspiração, dom, mas principalmente muito 
estudo e dedicação. Por esse motivo, tudo isso é um grande aprendizado e deve ser 
passado aos jovens – em especial aos da favela como uma oportunidade que a 
escola não consegue oferecer por si só. 
 Quando citamos o termo “inclusão social”, a primeira referência que vem à 
mente diz respeito aos problemas de desigualdade em nossa sociedade. No 
entanto, o conceito pode ser estendido a outros casos, como deficiências, pessoas 
com dificuldade de aprendizado ou problemas psicológicos. O papel da música pode 
ser crucial para facilitar a inclusão dessas pessoas em um grupo e, 
consequentemente, mudar a forma de vida delas. Independentemente do caso, a 
música como inclusão social, sempre vai agregar de alguma forma e nunca o 
contrário. 
 A música tem diversas funções e existem inúmeras formas eficazes de fazer 
dela uma ferramenta infalível para a inclusão social de pessoas. Alguns exemplos 
mais comuns: 
Corais 
 Um coral pode ser formado por cantores de diferentes idades e perfis. Além 
de ser uma excelente forma de aprendizado de canto, há todo um trabalho de 
controle e integração social envolvido. 
 
 
Orquestras 
 As orquestras permitem o acesso a instrumentos tanto eruditos quanto 
populares. Envolvem aprimoramento técnico e artístico de jovens, e podem servir 
como base para projetos individuais ou em grupos. 
 
Teoria musical 
 
 
 
 
 
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 Esse bem cultural ainda está longe da realidade da grande maioria da 
população. Em sua essência, trata-se da base da educação musical, 
independentemente do estilo a ser praticado. 
 A música e a inclusão social são, indiscutivelmente, interligadas entre si. 
Todo conhecimento deve ser visto como patrimônio cultural de cada pessoa e 
precisa ser motivado entre os jovens. Vivemos em um país extremamente desigual, 
e ao mesmo tempo incrivelmente criativo, com uma raiz musical inigualável. É 
tempo de mudança e a música pode ser o caminho mais curto para tempos 
melhores no futuro. 
MUSICOLOGIA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E TRANSTORNOS DO 
DESENVOVIMENTO 
 
 A deficiência intelectual tem sido um dos principais focos de aplicação da 
musicoterapia desde a sua fundação enquanto disciplina (Alvin, 1965; Nordoff & 
Robbins, 1971). Os indivíduos com problemas deste âmbito respondem muito bem a 
atividades que envolvam música, o que confere à musicoterapia um nível de 
pertinência elevado em comparação com outras metodologias terapêuticas (Alley, 
1977). 
 Com esta população, a musicoterapia consiste numa troca interativa entre 
terapeuta e utente, que deve ser flexível e adaptável às necessidades específicas 
do último (Cameron, 2017). A abordagem teórica adotada para este processo varia 
de terapeuta para terapeuta, podendo passar por perspetivas cognitivo-
comportamentais, analíticas ou de orientação humanista. 
 A musicoterapia aplicada à deficiência intelectual, requer uma prática 
adaptada às sensibilidades desta população (Cameron, 2017). As principais 
técnicas utilizadas neste contexto passam pela improvisação musical (Wigram et al., 
2002), a aprendizagem instrumental (Knolle, 1973; Rosene, 1982), nomeadamente 
de instrumentos não tradicionais (Cassity, 1977), a utilização de instrumentos de 
componente eletrónica, como é o caso do soundbeam (Swingler, 1998), a utilização 
de software musical (Ingber, 2003) e a preparação de atuações musicais em público 
(Beall, 1985; Chance, 1987; Hodges, 1981; McBain, 1982). 
 A musicoterapia é também praticada nesta população em conjunto com 
outras práticas terapêuticas, como a arteterapia (Watson & Vickers, 2002; 
 
 
 
 
 
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Zagelbaum & Rubino, 1991), a terapia da fala (Bruscia, 1982; Lathom, Edson & 
Toombs, 1965; Oldfield & Parry, 1985), a fisioterapia (Dunachie & Budd, 1985; 
Oldfield & Peirson, 1985) e a terapia ocupacional (Oldfield & Feuerhhn, 1986). Por 
se tratar de um conceito disciplinar algo recente, adota regularmente metodologias 
de avaliação criadas para outras áreas terapêuticas, como as previamente referidas 
(Wigram et al., 2002).. 
 A música é uma ferramenta flexível no que diz respeito aos domínios 
conceptuais em que consegue intervir (Alvin, 1975). Na deficiência intelectual, a 
musicoterapia atua em vários domínios, entre os quais o domínio social, o domínio 
físico, o domínio emocional, o domínio pessoal e o domínio cognitivo (Johnels, 
Johnels & Rådemark, 2016). 
 Estudos em neurociências têm demonstrado que há substratos biológicos 
inatos no ser humano que, ao mesmo tempo, possibilitam e constrangem o modo 
como a música ocorre. Nas últimas décadas, muitos estudos em neurociências têm 
demonstrado que tanto a música instrumental quanto as canções consistem em 
excelentes elementos para estudo das emoções, uma vez que não somente são 
capazes de eliciar respostas com valência positiva e negativa, mas, também e 
principalmente, por estas respostas serem consistentes mesmo em indivíduos de 
culturas diferentes. 
 A música não somente pode eliciar emoções mas também mobilizar 
processos cognitivos complexos como atenção dividida e sustentada, memória, 
controle de impulso, planejamento, execução e controle de ações motoras, entre 
outros. Em várias destas funções, um bom desempenho pode ser alcançado por 
meio da prática nas atividades musicais sociais cotidianas, enquanto um 
desempenho diferenciado na execução de instrumentos e outras práticas musicais 
avançadas necessitam de treinamento específico prolongado. Apesar de muitos 
estudos utilizarem apenas a audição musical para compreensão do processamento 
emocional de estímulos musicais, são nas experiências musicais ativas – ou seja, 
quando a pessoa toca um instrumento musical, canta, compõe, e improvisa – que se 
observam mais facilmente a presença destes processos cognitivos complexos e o 
desenvolvimento de habilidades relacionadas a eles (KOELSCH, 2011; 
RODRIGUES, 2012). 
 
 
 
 
 
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 Segundo a Federação Mundial de Musicoterapia, Musicoterapia é o uso 
profissional da música e de seus elementos como uma intervenção em ambientes 
médicos, educacionais e cotidianos com indivíduos, grupos, famílias ou 
comunidades que busca otimizar sua qualidade de vida e melhorar sua saúde e 
bem-estar físico, social, comunicacional, emocional, intelectual e espiritual. A 
pesquisa, a prática profissional, o ensino e o treinamento clínico em musicoterapia 
são baseados em padrões profissionais de acordo com contextos culturais, sociais e 
políticos. (WORLD FEDERATION OF MUSIC THERAPY, 2011, tradução nossa). 
 A Musicoterapia consisteem um processo sistemático de intervenção no qual 
o terapeuta ajuda o paciente a promover sua saúde utilizando experiências musicais 
e a relação terapêutica (BRUSCIA, 2000). Na Musicoterapia, o paciente vivencia a 
música de forma ativa através de atividades de audição, performance, composição e 
improvisação musicais sendo que a seleção destas atividades é determinada pela 
necessidade clínica do paciente bem como por suas habilidades desenvolvidas e 
potenciais, gostos, histórico e ideias sobre a música, conjugados com a abordagem 
teórica e metodologia clínica adotadas pelo terapeuta (SAMPAIO; SAMPAIO, 2005). 
 
 
 MUSICOLOGIA NA GERONTOLOGIA E GEREATRIA 
 
 A Musicoterapia, sendo uma terapia auto expressiva com forte atuação nas 
funções cognitivas e emocionais, contribui diretamente para o envelhecimento ativo. 
Segundo Freitas (2006, p.1216) 
o envelhecimento é caracterizado por mudanças morfofuncionais ao longo 
da vida, que ocorrem após a maturação sexual e que, progressivamente, 
compromete a capacidade de resposta dos indivíduos ao estresse 
ambiental e à manutenção da homeostasia. Entretanto, as transformações 
presentes nesta fase da vida também são de natureza psicológica, 
emocional, social e espiritual. 
 
 Devido aos avanços da medicina a população idosa aumentou e como isso a 
necessidade de tratamentos da saúde física e mental, proporcionando um 
sentimento de bem estar. Essa longevidade, apesar de demonstrar um avanço da 
tecnociência, assim como, dos padrões de vida da população, traz consigo a 
presença de enfermidades não transmissíveis e progressivas, resultando por 
consequência em incapacidades e fragilidades. Esta realidade tem levado a uma 
 
 
 
 
 
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reorganização do Sistema Social e da Saúde, pois a presença deste perfil 
epidemiológico acarreta consigo um aumento nos gastos públicos em resposta a 
uma demanda diferenciada do que era visto na década de 50 (IBGE). 
 Dentre as várias ações de promoção e prevenção de saúde, destaca-se: a 
aplicação de vacinas, programas educacionais, atividades físicas, grupos de 
convivência, além de ações dirigidas à detecção precoce de enfermidades não-
transmissíveis, antecipação de danos sensoriais, protocolos para risco de queda, 
alterações do humor, perdas cognitivas, prevenção de perdas dentárias, prevenção 
em deficiência nutricional, prevenção da perda de independência, autonomia e 
prevenção de isolamento social, criando para este grupo oportunidades de fazer 
parte ou uso de clubes, centros de convivência, associações onde estes artifícios 
são fundamentais para o idoso continuar inserido na sociedade (Ministério da 
Saúde). 
 Salientando entre as diversas terapias integrativas e complementares mais 
usadas na atualidade, destaca-se a música como um recurso para realização de 
ações de promoção e prevenção. Na área da geriatria e gerontologia, o uso da 
música vem se sobressaindo por proporcionar efeitos significativos nas esferas 
psicoemocionais, físicas e sociais destas pessoas, repercutindo na melhora da 
autoestima e da sociabilização. 
 Segundo Côrte e Lodovici Neto (2009) a musicoterapia é o que tem de mais 
essencial nos processos terapêuticos, levando a pessoa afetada por uma doença a 
manter uma posição mais tranquila e serena diante da vida, minimizando a sintomas 
e transformando a si mesma, ganhando força para estancar sua progressão. Tudo 
isto porque a música possibilita que a pessoa orquestre a mente, corpo, alma e 
coração resgatando sua identidade e fazendo com que o indivíduo se torne maestro 
da sua própria vida. 
 As literaturas relatam que o aumento do tratamento com música na terceira 
idade estimula, além do prazer de cantar, tocar, improvisar, criar e recriar 
musicalmente, o redescobrir das canções que fizeram e fazem parte da sua vida 
sonoro-musical. 
 As pesquisas mostram também que estes tratamentos auxiliam diretamente 
no resgate da identidade sonora do cliente, tendo por consequência a elevação do 
seu amor próprio e autoconfiança. 
 
 
 
 
 
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 Observa-se que com esta população a musicologia como tratamento vem se 
mostrando de grande importância, no que se refere aos resgates de memória, como 
tratamento coadjuvante de valor reconhecido mundialmente, já que sua eficácia na 
manutenção das funções cognitivas, elevação da autoestima e sociabilização. 
 Na terceira idade, a música representa uma terapia auto expressiva e de 
grande atuação nas funções cognitivas, a qual pode ser estimulada pelo canal 
sonoro-musical, onde as instâncias psíquicas muitas vezes não poderão alcançar as 
palavras. Ou seja, em instâncias mentais nas quais a linguagem verbal, devido ao 
acometimento por doenças e deficiências, já não intervém com grande poder de 
penetração. 
 No tratamento do uso da música como terapia é comum observar no idoso a 
emergência de se elaborar conteúdos e fortalecer os mesmos, nesta produção se 
constata a reestruturação do indivíduo, sujeito de suas próprias ações e 
fortalecimento de sua identidade. Todo este processo existe porque a música 
acompanhará o processo de envelhecimento, marcando as épocas e os 
acontecimentos sociais. Ao marcar um tempo, a canção, por seu vínculo afetivo, 
pode resgatar o fio melódico da vida do indivíduo, ao retratar todas as suas idades 
no contexto sonoro musical. Tais lembranças vinculam as vivências pessoais e 
intransferíveis às vivências sociais e coletivas. Com este processo o idoso se vê 
restituído, a partir de sua própria produção e ação funções vivo que, devido ao 
processo natural do envelhecimento, foram se alterando com o tempo, ou que foram 
alteradas por algum processo patológico, conforme aponta Côrte (2009). 
 Dentre as diversas melhorias apontadas neste texto, vale ressaltar que os 
principais focos da Musicoterapia é resgatar a espontaneidade perdida ao longo do 
passar dos anos, estimular a criatividade e liberar dos pacientes de condutas 
padronizadas, rígidas, comportamentos que muitas vezes são adquiridos durante o 
processo de envelhecimento. 
 Como dito acima o estímulo da música proporciona aos idosos um contato 
com seu poder criativo, com suas potencialidades, memórias e histórias de vida, 
fortalecendo sua identidade e autoestima, que combinada ou não com outras 
abordagens, a Musicoterapia também aperfeiçoa objetivos médicos, podendo 
favorecer a alteração de tônus muscular e frequência cardíaca, expandir capacidade 
 
 
 
 
 
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respiratória, favorecer contato com emoções, afetar humor, aprimorar memória e 
comunicação, facilitar manejo de estresse e reduzir a percepção de dor. 
Como todo processo a musicoterapia apresentas metas que são: 
• Estabelecer o vínculo terapêutico, fortalecendo as relações de confiança 
no terapeuta e facilitando a integração e a interação por meio do 
desenvolvimento da comunicação e busca pelo autoconhecimento 
• Melhoria da qualidade de vida, estimulando as ações físicas, biológicas, 
psicológicas e sociais do indivíduo, integrando-o consigo mesmo e com o meio 
que o cerca 
• Estimular os canais expressivos do idoso, favorecendo a exteriorização de 
suas potencialidades 
• Oferecer espaço para novas manifestações expressivas durante o 
processo musicoterápico, que possam de alguma forma alimentar e 
impulsionar o idoso e mobilizá-lo para possíveis mudanças de seu 
comportamento 
• Oferecer atendimento e orientação aos familiares e/ou cuidadores 
• Auxiliar efetivamente na prevenção e reabilitação no que se refere à 
manutenção de funções cognitivas preservadas, facilitação das relações 
interpessoais, auto expressão e ao resgate de todo tipo de memória 
• Desenvolver a criatividade, a liberdade de expressão, a espontaneidade e 
capacidade lúdica 
• Desenvolver habilidades perceptivas e cognitivas, valorizando a história 
pessoal do idoso,a partir da sua história sonoro musical e qualquer outro 
objetivo e/ou metas a serem alcançados, conforme a necessidade do cliente 
durante o processo musicoterápico. 
 Sendo assim, acredita-se que as relações sociais que se estabeleceram no 
grupo são aspectos relevantes para a subjetividade do ser humano, o mundo interno 
que possui e suas expressões. O homem é um ser social e, como um ser de 
relações sociais, está em permanente movimento. 
 
 
 
 
 
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Corrêa (1996) evidencia um processo de envelhecimento integrado, em que os 
fatores biológicos se somam aos ambientais e aos psicológicos, numa visão 
biopsicossocial do envelhecimento. Acredita-se que não há apenas uma, mas várias 
dimensões da idade a serem consideradas por todo indivíduo, pois de acordo com a 
maneira com que cada indivíduo se situa frente às dimensões do tempo, ele 
conduzirá o seu viver. Atualmente, sabe-se que quanto mais uma pessoa exercita 
sua mente, maiores possibilidades terá de mantê-la ágil e receptiva; portanto, ainda 
suscetível ao desenvolvimento. 
 
A MÚSICA NO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL 
 
 A música tem um grande poder de interação e desde muito cedo adquire 
grande relevância na vida de uma criança despertando sensações diversas, 
tornando-se uma das formas de linguagem muito apreciada por facilitar a 
aprendizagem e instigar a memória das pessoas. 
 Sabendo que as aulas de educação artística, onde a música está inserida 
não tem um papel de grande destaque no currículo escolar, uma vez que as 
disciplinas seguem uma regra hierárquica, onde as que são tidas como as mais 
importantes para o desenvolvimento escolar do aluno tem um enorme destaque e 
são tidas como as demais necessidades para a vida escolar e social do aluno, 
enquanto as demais disciplinas que estão presentes no currículo são levadas em 
“banho-maria” nas salas de aula. 
 As aulas de educação artística há muito tempo vêm sendo relegadas ao 
segundo plano, os alunos só se dedicam as atividades artísticas dentro da escola 
apenas quando o professor ou a instituição tem atividades específicas ou projetos, 
apresentações, amostras, recitais, encontros, etc. 
 Para as escolas ainda é mais importante que o aluno venha a ler e escrever 
com maior rapidez para assim acompanhar os planos escolares e suas atividades 
diárias, facilitando assim o trabalho de acompanhar as fases individuais dos alunos, 
que quase sempre não são respeitadas, pois estes alunos que não acompanham 
 
 
 
 
 
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essa norma (ler e escrever) no tempo determinado pelo sistema educacional são 
taxados como lentos e necessitados de reforço em suas atividades. 
 No âmbito escolar a música tem por finalidade acrescer e facilitar a 
aprendizagem do educando, pois instrui o indivíduo a ouvir de maneira afetiva e 
refletida. A educação deve ser vista como um processo comum, permanente e 
progressivo, que precise de diferentes formas de estudos para seus 
aperfeiçoamentos, pois em qualquer espaço sempre haverá diferentes condições 
familiares, sociais, ambientais e afetivos. 
 A musicalização abraça aspectos importantes com propósitos educacionais, e 
é um apetrecho que assessora o educador a cumprir bem o seu papel, visto que 
educar exige doses de emoção, alegria, compromisso, além de trazer experiências 
que enriquecem a relação entre professor e alunos. 
 O tema ainda fala da música como um importante papel na educação, não 
apenas como estética, mas também como facilitadora do processo de ensino-
aprendizagem e como instrumento que tem um grande poder de tornar a escola um 
ambiente mais receptivo e alegre que façam com que os alunos desejem estar 
neste ambiente e dediquem-se ainda mais as suas atividades, pois estarão 
envolvidos emocionalmente com todo o espaço, tanto físico quanto emocional da 
escola. 
 Em nossa tradição escolar, o ensino da educação artística ainda é 
considerado um conhecimento supérfluo, muitas vezes vista como suporte para 
outras matérias. A banalização da música no contexto escolar encontra-se presente 
devido ao uso da mesma apenas como recreação, ignorando sua importância para 
o desenvolvimento e riquezas culturais e sociais que a música proporciona para os 
indivíduos. 
 Quando o ensino de Artes (música, dança, teatro, pintura, etc.) passarem a 
ser tido como uma matéria importante e complementar para a formação de um 
cidadão e apresentar-se dentro do currículo escolar ou mesmo como forma 
interdisciplinar, haverá uma ascensão favorável de aprendizado, levando em conta 
os aspectos psicológicos e físicos dos alunos. 
 
 
 
 
 
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 Vygotsky (2003) nos mostra que o ambiente externo interage diretamente no 
desenvolvimento e aprendizagem das crianças, dessa maneira acredita-se que o 
contato das mesmas com a cultura que a rodeia seja um elemento fundamental para 
o seu crescimento saudável. 
 A música tem um grande poder de interação e desde muito cedo adquire 
grande relevância na vida de uma criança despertando sensações diversas, 
tornando-se uma das formas de linguagem muito apreciada por facilitar a 
aprendizagem e instigar a memória das pessoas. 
 Desde o nascimento que o ser humano mostra suas necessidades de 
comunicação, interagir com a sociedade e meio envolvente. Essa necessidade se 
inicia no ventre da sua mãe, onde é criada uma relação de afeto, estabelecendo 
formas de comunicação entre a mãe e a criança, através de simples gestos. 
Segundo Morris (1975, p. 235): 
Tudo que é caracteristicamente humano depende da linguagem. O ser 
humano é, em primeira instância, o animal falante. O discurso representa o 
mais essencial – mas não o único – papel no desenvolvimento e na 
preservação da identidade humana e de suas aberrações, assim como faz 
no desenvolvimento e na manutenção da sociedade e de suas aberrações. 
 A cultura vem acompanhando as gerações e sua importância é incontestável. 
A necessidade de comunicação ente os povos tornaram a música uma marca vital 
de identificação de cada comunidade e sua cultura. Segundo Oliveira (1999, p. 42), 
“é a necessidade de comunicação que impulsiona, inicialmente, o desenvolvimento 
da linguagem”. A música é a forma de expressão artística, tanto no campo popular 
quanto no erudito. As comunidades podem ser identificadas pela música que 
escutam. 
 Como podemos definir taxar ou estimar o gosto musical, a cultura, classe 
social, se a criança não tem opção de aprofundar seu conhecimento nos diversos 
campos culturais oferecidos pelas artes? A música proporciona uma forma de 
expressão e contribui para buscar a identidade de um povo, mas, isso não quer 
dizer que se devem privar o mergulho em outras culturas, pois a igualdade implica 
no direito de não haver discriminação, sendo assim a escola tem obrigação de 
oferecer essa cartela de opções a seus alunos. 
 
 
 
 
 
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Charles Husband (1998, p. 139) afirma: 
No reconhecimento de nossa individualidade está a possibilidade de 
assumirmos a identidade da comunidade que fazemos parte, aquilo que 
nos une e nos solidariza. Consequentemente, os direitos individuais não 
podem ser inteiramente usufruídos ou garantidos, na ausência do respeito 
para com a dignidade, a integridade, a igualdade e a liberdade daquelas 
comunidades com as quais nos identificamos, incluindo a comunidade 
étnica a qual pertencemos. Na busca do reconhecimento de quaisquer de 
nossas comunidades [...] nós devemos reconhecer reciprocamente a 
legitimidade da existência e da integridade de outras comunidades, 
inclusive suas diferenças em relação a nós. 
 No Brasil ainda temos pouco incentivo para pesquisas sobre educação 
musical enquanto em outros países a música já é vista como obrigatória nas 
escolas. A finalidade da inclusão da música na escola não é tanto transmitir uma 
técnica particular, mas sim trazerpara o aluno opções de expressão e linguagens 
que o ajudarão a desenvolver o gosto pela cultura e assim futuramente expressar-se 
através dela. 
 Dessa maneira, é possível afirmar que no Brasil já temos uma trajetória 
histórica, educativa e cultural que nos permite uma reflexão crítica acerca de 
perspectivas e caminhos concretos que possam subsidiar a inserção da educação 
musical nas escolas. 
 Sabendo que as aulas de educação artística, onde a música está inserida, 
não tem um papel de grande destaque no currículo escolar uma vez que as 
disciplinas seguem uma regra hierárquica, onde as que são tidas como as mais 
importantes para o desenvolvimento escolar do aluno tem um enorme destaque e 
são consideradas como as de mais necessidade para a vida escolar e social do 
aluno, enquanto as demais disciplinas que estão presentes no currículo são levadas 
em “banho-maria” nas salas de aula como é o caso da disciplina de Artes. 
 As aulas de educação artística há muito tempo vêm sendo relegadas ao 
segundo plano, os alunos só dedicam-se as atividades artísticas dentro da escola 
apenas quando o professor ou a instituição tem atividades específicas ou projetos, 
apresentações, amostras, recitais, encontros, etc. Assim não sendo a arte fica 
sempre em segundo plano. 
 Para as escolas ainda é mais importante que o aluno venha a ler e escrever 
com maior rapidez para assim acompanhar os planos escolares e suas atividades 
 
 
 
 
 
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diárias, facilitando assim o trabalho de acompanhar as fases individuais dos alunos, 
que quase sempre não são respeitadas, pois estes alunos que não acompanham 
essa norma (ler e escrever) no tempo determinado pelo sistema educacional são 
taxados como lentos e necessitados de reforço em suas atividades. 
 
UM OLHAR PARA O FUTURO 
 
 A análise de ideias a respeito do ensino de Música, assim como as suas 
finalidades, suas vantagens e sua relação com a escola moderna. A partir do século 
XX, estas discussões se tornaram ainda mais intensas e, consequentemente o 
ensino de música conseguiu cada vez mais espaço dentro dos currículos escolares 
brasileiros. Promovem benefícios, que através da música podemos sensibilizar o 
educando, desenvolvendo a percepção de mundo, enfim, o fazer criativo. 
 A educação musical auxilia todo o processo de formação do ser humano, e 
pesquisas científicas comprovam que crianças, jovens e adultos que estudam algum 
instrumento musical têm melhor desempenho na aprendizagem escolar. 
 A cultura é o fundamento, que alicerça e identifica um povo e aprendendo 
sobre nossa cultura estamos valorizando nosso país. A música é um fenômeno 
global e não há cultura sem música, por isso seu papel é tão importante, quanto 
conhecer e preservar nossas tradições musicais, é também conhecer a produção 
musical de outros povos e culturas e, de modo, explorar, criar e ampliar os 
caminhos e os recursos para o fazer musical. Como umas das formas de 
representação simbólica do mundo, a música, em sua diversidade e riqueza, 
permite-nos conhecer melhor a nós mesmos e ao outro, próximo ou distante. Mais 
do que uma disciplina, o ensino musical é uma expressão de vida. 
 A música é uma das competências a serem desenvolvidas na infância, e, 
como sabemos, outra importante trajetória se completa quando a criança adquire a 
habilidade de ler e escrever. 
 Todavia, a educação musical infantil no Brasil ainda caminha lentamente, ela 
precisa ser constituída, e seus principais objetivos não podem se resumir a auxiliar 
 
 
 
 
 
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no aperfeiçoamento dos alunos em outras áreas de conhecimento, fazer porque 
cada criança tem o direito de desenvolver sistematicamente suas habilidades 
musicais, precisa ser valorizada como conhecimento artístico e acadêmico 
valorizada por si mesma. 
 A nova legislação abre múltiplas possibilidades para que a atividade musical 
encontre o seu espaço na educação básica. Entretanto, é preciso mencionar que “a 
lei em si não é capaz de modificar o cenário da educação escolar” (Martinez, 2012, 
p. 20), pois inúmeros fatores que influenciam esse processo, como a organização 
das diferentes secretarias de educação e dos diversos estabelecimentos de ensino, 
além da formação e atuação do professor. 
 
Fonte ferraristudio.blogspot.com (2010) 
 
A MÚSICA PARA SURDOS 
 
 Se você é ouvinte, deve estar pensando: como assim, música para surdos?! 
Se você for surdo, deve saber exatamente do que nós estamos falando. Não só a 
música, como todas as artes podem (e deveriam!) ser acessíveis para todos que 
queiram apreciá-las. Para os surdos, a música pode ser sentida de dois jeitos 
diferentes: ou por meio das vibrações ou com um interprete de Libras. 
 
 
 
 
 
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 Os surdos conseguem sentir a música, literalmente, vibrando por todo o seu 
corpo. Geralmente, para os ouvintes, o som (que é uma onda, que vibra o ar) vibra 
os ossos e membranas dos ouvidos e essa vibração é decodificada pelo cérebro 
como sons. Quando você é surdo, você recebe essas mesmas vibrações, mas 
geralmente, existe algum problema nessa comunicação com o cérebro e o surdo 
acaba não reconhecendo as vibrações como sons. O que não significa que eles não 
sentem a música, aliás, eles acabam sendo até mais sensíveis a elas do que os 
ouvintes. É isso que permite iniciativas super legais como o Samba com as Mãos, 
no qual a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida 
de São Paulo leva surdos para assistirem ao Carnaval Paulistano e sentir a vibração 
da bateria, ou como a Banda do Silêncio, composta apenas por crianças surdas 
tocando instrumentos. 
 
http://www.anhembi.com.br/samba-com-as-maos/
http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2013/09/1348605-criancas-surdas-usam-a-vibracao-do-som-para-tocar-instrumentos-musicais.shtml
 
 
 
 
 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 Considerando que a educação genuína é aquela que conduz o homem a 
pensar, refletir e analisar o mundo a sua volta, podemos entender que um processo 
educativo que promova todas essas capacidades deve ser muito bem planejado e 
embasado teoricamente e metodologicamente. Considerando a música como uma 
ferramenta metodológica rica em diversidade, cultura, movimento, arte e 
teatralidade, podemos apontá-la como um genuíno mecanismo de ensino- 
aprendizagem e como tal deve ser pensado e planejado antes de colocado em 
prática, o “achismo” sobre as possíveis contribuições da música ao ensino vem de 
muito tempo, mas suas reais contribuições só se formalização a partir de trabalhos 
planejados e orientados a luz dos conhecimentos didático-pedagógicos. 
 É no casamento perfeito desses dois polos do conhecimento que reside o 
real sentido de se usar a música, mais do que como um elemento socializador ou 
inclusivo na educação; a música quando integralizada a prática pedagógica de um 
docente deve assumir um papel de fomentadora de potenciais, instrumentalizadora 
de capacidades e mais ainda de pontecializadora de sonhos, de alegrias de vontade 
de aprender brincando, cantando, dançando. Não é fácil, se fosse fácil não seria 
foco de tantas discussões e não geraria tanta divergência, não quanto aos seus 
resultados, mas (algumas vezes) quanto ao seu uso, de forma impróprio e indevida 
para tapar buracos em práticas pedagógicas não planejadas, sem objetivos ou 
metas para com o ensino, e acima de tudo sem compromisso com a aprendizagem 
dos educandos. É necessário entender que educar não é apenas ensinar regras ou 
conteúdos gramaticais matemáticos, etc. 
 O verdadeiro educador sabe que educar é acreditar e investir em sonhos, é 
ainda mais que isso, é acreditar e investir em sonhos alheios, por vezes até 
utópicos, mas sonhos, que devem ser tratados como reais, imagináveis, possíveis e 
necessários de serem sonhados. Investir na educaçãomusical é ter o compromisso 
firmado naqueles que nos fazem existir como educadores, a responsabilidade uma 
vez assumida como educador, deve ser mantida e alimentada dia-a-dia, por cada 
um que se diz educador. 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
 
______________. A contribuição da música para o desenvolvimento e 
aprendizagem da criança. A educação e a música, a música no Brasil, o papel 
do ensino de música na formação do cidadão e a música e seus benefícios no 
contexto escolar. Pedagogia. Brasil Escola. Disponível em:< 
https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/a-contribuicao-da-musica-
para-desenvolvimento-e-aprendizagem-da-crianca.htm>. Acesso em: 10 de 
fevereiro de 2018. 
 
______________. Saiba a importância da música na inclusão social. 2018. 
SABRA: Sociedade Artística Brasileira. Disponível em:< 
https://www.sabra.org.br/site/importancia-da-musica-na-inclusao-social/>. Acesso 
em: 10 de fevereiro de 2018. 
 
BARCELLOS, L. R. M. Qu’est-ce que la Musique en Musicothérapie. La Revue 
de Musicothérapie. Revue editée par la Association Française de Musicothérapie. 
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BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria MS Nº 2.528/06. Política Nacional da Saúde 
da Pessoa Idosa. Brasília, 2006. 4. Brasil. Ministério da Saúde. Estatuto do Idoso. 
2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2006, p 70. 
 
BENENZON, Rolando O. Manual de Musicoterapia. Trad. Clementina Nastari. Rio 
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BRUSCIA, K. (2000). Definindo Musicoterapia. Rio de Janeiro: Enelivros. 
 
CORRÊA, A. C. de O. Envelhecimento, depressão e doença de Alzheimer. Belo 
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