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MEP II - Conteúdos N1
medicina (Faculdade de Medicina de Marabá)
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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
MEP II - Conteúdos N1
medicina (Faculdade de Medicina de Marabá)
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Baixado por Jamilly Carvalho (jamillychves12345@gmail.com)
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 MILENA DALSENTE – 2º PERÍODO – MEDICINA 
 
MEP II 
AULA 01 – CONCEITOS BÁSICOS 
EPIDEMIOLOGIA - A epidemiologia pode ser 
definida como o ramo da ciência destinado a 
estudar “tudo sobre a população”. A origem da 
palavra é proveniente do grego – epi (sobre) + 
demos (população) + logia (estudo). Segundo a 
Organização Mundial da Saúde (OMS), a 
epidemiologia é o estudo da distribuição e dos 
determinantes de estados ou eventos 
relacionados à saúde (incluindo doença) e a 
aplicação deste estudo ao controle de doenças 
e outros problemas de saúde. Dessa forma, fica 
claro que os epidemiologistas estão 
preocupados não somente com a incapacidade, 
doença ou morte, mas, também, com a 
melhoria dos indicadores de saúde e com 
maneiras de promover saúde. Assim, por meio 
da análise da distribuição e dos fatores 
determinantes das doenças, dos danos à saúde 
e eventos associados à saúde coletiva, a 
epidemiologia visa propor medidas específicas 
de prevenção, controle ou erradicação de 
doenças e fornecer indicadores que sirvam de 
suporte ao planejamento, administração e 
avaliação das ações de saúde. O alvo de um 
estudo epidemiológico é sempre uma 
população humana, que pode ser definida em 
termos geográficos ou outro qualquer. Por 
exemplo, um grupo determinado de 
trabalhadores de uma clínica de radiologia ou 
residentes de uma zona rural pode constituir 
uma unidade de estudo. Em geral, a população 
utilizada em um estudo epidemiológico é 
aquela localizada em determinada área ou país 
em determinado momento do tempo. Isso 
forma a base para definir subgrupos de acordo 
com o sexo, grupo etário, etnia e outros 
aspectos. 
RISCO - Geralmente se refere à probabilidade 
de algum evento não desejado. Uma vez 
compreendida a importância do estudo do risco 
aplicado na área da saúde, você identificará os 
tipos de riscos e como mensurá-los 
matematicamente. É importante ressaltar que 
eles devem ser entendidos como uma 
estimativa, ou seja: os valores que você 
encontra não necessariamente reproduzirão 
100% dos valores absolutos. Por isso, estudos 
sobre este tema são expressos e comparados 
de diferentes modos: Risco Absoluto, Risco 
Relativo e risco atribuível. A opção do tipo de 
risco utilizado ocorrerá de acordo com o 
objetivo do cálculo. 
FATOR DE RISCO - Fator de risco é diferente de 
marcador de risco. Isso porque fator de risco é 
sempre algo evitável, como tabagismo e má 
alimentação. Já um marcador de risco 
compreende todas as características que um 
indivíduo não pode controlar. A idade, o gênero 
e o grupo étnico são exemplos de marcadores 
de risco. 
ENDEMIA: É a ocorrência habitual de uma 
doença ou de um agente infeccioso, em 
determinada área geográfica; pode significar, 
também, a prevalência usual de determinada 
doença nessa área. 
EPIDEMIA: É doença geralmente infecciosa, de 
caráter transitório, que ataca simultaneamente 
grande número de indivíduos em uma 
determinada localidade. 
No outro extremo, é possível pensar em 
epidemia como aquele processo saúde-doença 
de massa que deve ser colocada em termos 
operacionais: epidemia é uma alteração, 
espacial e cronologicamente delimitada, do 
estado de saúde--doença de uma população, 
caracterizada por uma elevação 
progressivamente crescente, inesperada e 
descontrolada dos coeficientes de incidência de 
determinada doença ou agravo, ultrapassando 
e reiterando valores acima do limiar epidêmico 
preestabelecido. Essa definição pressupõe 
que o estado de saúde-doença da população 
deva estar permanentemente sob vigilância 
e controle. Quanto às doenças erradicadas ou 
Baixado por Jamilly Carvalho (jamillychves12345@gmail.com)
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 MILENA DALSENTE – 2º PERÍODO – MEDICINA 
 
inexistentes até então, o coeficiente de 
incidência que fixa seu limiar epidêmico é 
igual a zero. Nessa situação, apenas um caso 
poderá ser considerado uma ocorrência 
epidêmica. Desde 1990 não se registram casos 
de 
poliomielite no Brasil (BRASIL, 2011). Um único 
caso autóctone, que fosse agora 
confirmado no país, seria considerado 
epidêmico. No Paquistão, os 198 casos 
confirmados de poliomielite em 2011 não 
chegaram a caracterizar uma epidemia, em 
razão da endemicidade dessa doença nesse 
país, que apresentou, no período de 2002 a 
2011, de dezenas a mais de uma centena de 
casos por ano (WHO, 2012). 
PANDEMIA: É epidemia de grandes 
proporções, atingindo grande número de 
pessoas em uma grande área geográfica (um ou 
mais continentes). 
SURTO EPIDÊMICO - Denomina-se surto 
epidêmico, ou simplesmente surto, uma 
ocorrência epidêmica restrita a um espaço 
extremamente delimitado: colégio, quartel, 
edifício de apartamentos, bairro etc. Um dos 
exemplos clássicos dados pela literatura 
internacional é o caso de uma série de surtos 
que tiveram como uma espécie de foco 
ambulante uma cozinheira que ficou na história 
com o apelido de Maria Tifosa. Grande número 
de surtos sequenciados de febre tifoide foi 
registrado pelas autoridades sanitárias, nos 
EUA, em casas de família, colégios e 
restaurantes. A investigação epidemiológica 
mostrou que a fonte de infecção era a mesma, 
uma cozinheira portadora de Salmonella typhi 
(BROOKS, 1996). 
CAUSALIDADE - Em 1843, Oliver Wendell 
Holmes (na época, professor de anatomia e 
fisiologia e posteriormente diretor da 
Faculdade de Medicina de Harvard) publicou 
um estudo ligando o hábito dos obstetras de 
lavar as mãos e febre puerperal, uma doença 
em geral fatal que se segue ao parto. As 
observações levaram Holmes a concluir que 
“a doença conhecida como febre puerperal é 
tão contagiosa que é frequentemente 
transmitida de paciente para paciente pelos 
médicos e enfermeiros”. Uma resposta para 
a asserção de Holmes foi que os achados não 
faziam sentido. “Prefiro atribuí-los ao acaso ou 
à providência divina, sobre os quais posso 
formar um conceito, do que ao contágio, sobre 
o qual não posso formar uma ideia clara, 
pelo menos em relação a essa enfermidade 
específica”, escreveu Charles Meigs, professor 
de obstetrícia e doenças materno-infantis 
do JeffersonMedical College. Mais ou 
menos nessa mesma época, um médico 
húngaro, Ignaz Semmelweis, mostrou que 
desinfetar as mãos dos médicos reduzia as 
taxas de febre puerperal, e seus estudos 
também foram refutados, pois ele também 
não tinha uma explicação aceita para seus 
achados. As asserções de Holmes e 
Semmelweis foram feitas décadas antes que os 
trabalhos pioneiros de Louis Pasteur, Robert 
Koch e Joseph Lister estabelecessem a teoria 
germinal das doenças. 
INFERÊNCIA ESTATÍSTICA - É um ramo da 
Estatística cujo objetivo é fazer afirmações a 
partir de um conjunto de valores 
representativo (amostra) sobre um universo 
(população), assume-se que a população é 
muito maior do que o conjunto de dados 
observados, a amostra. Tal tipo de afirmação 
deve sempre vir acompanhado de uma medida 
de precisão sobre sua veracidade. 
AULA 02 – TIPOS DE VARIÁVEIS E 
ORGANIZAÇÃO DE DADOS 
https://www.youtube.com/watch?v=1zy6DTH
QDzM 
VARIÁVEL – É a característica de interesse que 
é medida em cada elemento da amostra ou 
população, podendo ter resultados numéricos 
ou não. 
• Quantitativas: Expressa números. 
Baixado por Jamilly Carvalho (jamillychves12345@gmail.com)
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https://www.youtube.com/watch?v=1zy6DTHQDzM
https://www.youtube.com/watch?v=1zy6DTHQDzM
 MILENA DALSENTE – 2º PERÍODO – MEDICINA 
 
• Qualitativas: Também denominadas 
categóricas. Não expressam números, 
expressam classificação. 
 
VARIÁVEIS QUALITATIVAS 
- Nominal: Agrupadas em categorias. Os 
valores atribuídos não tem significado 
numérico. Ex: sexo, estado civil, tipo sanguíneo, 
cor dos olhos. 
- Ordinal: Deve-se respeitar a hierarquia 
existente entre as categorias. Ex: nível de 
escolaridade, estágio de doença, faixa etária. 
- Binárias ou Dicotômicas: Sim x Não. Ausente 
x Presente. 
VARIÁVEIS QUANTITATIVAS 
- Discreta: Apenas valores inteiros, pontuais, 
enumeráveis. Ex: número de filhos, habitações 
de uma cidade. 
- Contínua: Qualquer valor no intervalo de 
números reais, número infinito de valores 
positivos. Normalmente números com vírgula. 
Ex: altura, massa corporal, taxa de glicose, 
idade. 
GRÁFICOS E TABELAS 
 Indicados para auxiliar a compreensão 
de resultados. Inseridos próximos à menção do 
texto. Título (o quê, como, onde, quando) e 
numeração. Os mesmos dados da tabela não 
devem ser repetidos em figuras ou no texto. 
Todo gráfico deve ser mencionado no texto. O 
gráfico deve ser autoexplicativo. Deve 
apresentar título e escala. 
• Gráfico de setores 
• Gráfico de barras 
• Gráfico de linha 
• Gráfico de dispersão ou 
espalhamento 
• Gráfico de média com barra de erro 
• Gráfico de Floresta: metanálise. 
PROBLEMAS EM GRÁFICOS 
AULA 03 – RELATO DE EXPERIÊNCIA 
É um texto que descreve uma experiência 
vivenciada com a intenção de aumentar o 
conhecimento sobre um determinado assunto. 
Essa vivência pode ser profissional ou 
educativa, mas é importante que não seja uma 
narração, mas sim um texto que faça uma 
relação com a leitura científica sobre o assunto 
vivido, com reflexões. 
- Antes de escrever, alguns pontos são 
importantes: 
• Sobre o quê você pretende escrever? 
O que você aprendeu? Quais foram os 
desafios encontrados? 
- O relato deve ser estruturado com os 
seguintes elementos: Capa, Introdução, 
desenvolvimento, conclusão e referências 
bibliográficas -> Essa estrutura é uma sugestão, 
podendo ser alterada. 
- Introdução: Apresentação do tema (utilizando 
artigos do assunto). É importante demonstrar 
com a escrita que houve leitura de um 
referencial teórico. Apresentação dos objetivos 
na finalização da introdução. 
- Desenvolvimento: Momento que descreve 
como foram realizadas as atividades e 
procedimentos adotados. Você deve falar qual 
foi o local onde foi realizada a atividade, qual 
foi o grupo participante, o que foi 
desenvolvido. Há a possibilidade de descrever 
de maneira mais genérica para preservar a 
identidade das pessoas e/ou do local. Deve-se 
mostrar o desenvolvimento da experiência: 
como foi a metodologia da atividade? Fazer 
referência a autores que utilizou para 
fundamentar a prática. Citar o tipo de suporte e 
os recursos que utilizou como fundamento da 
prática. Explicitar o que considerou mais 
significativo da sua prática. Quais foram os 
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 MILENA DALSENTE – 2º PERÍODO – MEDICINA 
 
“achados” e o que percebeu de mudança na 
sua prática. 
- Conclusão ou Considerações Finais: O que foi 
feito? Quais são os resultados observados? 
Quais são as reflexões entre o que foi 
vivenciado e a relação com o que a literatura 
científica fala? A conclusão deve ser breve e 
responder às questões correspondentes aos 
objetivos. Pontos negativos são importantes e 
não devem ser omitidos. Você pode apresentar 
recomendações ou sugestões para ações 
futuras. 
- Pontos Importantes: Deve manter a 
impessoalidade e seriedade. Deve trazer 
considerações que sejam significativas para a 
área. Não deve somente descrever a situação, 
mas sim trazer reflexões embasadas. 
AULA 04 – POPULAÇÃO E AMOSTRAGEM 
POPULAÇÃO: É o conjunto de elementos para 
os quais desejamos que as conclusões da 
pesquisa sejam válidas, com a restrição de que 
esses elementos possam ser observados ou 
numerados sob as mesmas condições. 
“A população deve ser formada por pessoas, 
famílias, estabelecimentos industriais ou 
qualquer outro tipo de elementos dependendo 
basicamente dos objetos de pesquisa”. 
PARÂMETROS: É à medida que descreve certa 
característica dos elementos da população. 
AMOSTRA: São as pessoas dentro da sua 
população que irão responder à pesquisa. Se a 
minha população são moradores de uma 
determinada região, vou selecionar algumas 
pessoas dentro desse grupo para compor a 
minha amostra da pesquisa. Portanto, amostra 
é esse grupo de indivíduos que responderam à 
sua pesquisa. 
 
INFERÊNCIA: Refere-se ao uso apropriado dos 
dados de uma amostra para se ter 
conhecimento sobre os parâmetros da 
população de onde foi extraída a amostra e 
com o objetivo de avaliar parâmetros 
desconhecidos. 
AMOSTRAGEM: A amostragem é o processo de 
seleção de determinados membros ou um 
subconjunto da população para fazer 
inferências estatísticas a partir deles e estimar 
características de toda a população. É 
amplamente utilizada pelos pesquisadores em 
pesquisa de mercado, para que eles não 
precisem pesquisar toda a população para 
coletar insights acionáveis. Também é um 
método conveniente e econômico, e, portanto, 
forma a base de qualquer projeto de pesquisa. 
 
 
 
 
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 MILENA DALSENTE – 2º PERÍODO – MEDICINA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Por que Amostragem? – Economia, tempo, 
confiabilidade dos dados e operacionalidade. 
- Quando a amostragem não é interessante? – 
População pequena, necessidade de alta 
precisão (Censo), características de fácil 
enumeração. 
- TÉCNICAS DE AMOSTRAGEM: 
PROBABILÍSTICA: Todos os elementos possuem 
a mesma chance de serem selecionados para 
compor a amostra. Representa com precisão a 
amostra. 
• Amostragem aleatória simples: é 
atribuído a cada elemento da 
população um número único e depois 
é selecionado de forma casual. 
• Amostragem estratificada 
proporcional: Exemplo dos alunos por 
período. 
• Amostragem por conglomerados ou 
grupos: Conglomerados são grupos 
formados ou cadastrados da 
população. Ex: escolas e igrejas -> A 
única exigência é que o indivíduo 
pertença a apenas um grupo, uma vez 
que todos devem ter a mesma chance 
de serem selecionados, ou seja, os 
grupos não podem se sobrepor. 
NÃO PROBABILÍSTICA:Não tem 
fundamentação estatística (não há a 
mesma chance de serem selecionados). 
Maior facilidade e menor custo. 
• Amostragem por Acessibilidade 
ou Conveniência: São 
selecionados por estarem mais 
disponíveis para participar do 
estudo. 
• Amostragem por 
Intencionalidade: Para pesquisas 
de cunho explicativo, o que 
interessa é a variabilidade de seus 
integrantes em relação a 
determinada característica. 
• Amostragem bola de neve: Um 
participante inicial indica outros 
possíveis participantes e assim por 
diante. 
• Amostragem por Saturação: Não 
há definição inicial do tamanho da 
amostra. Conforme as entrevistas 
ocorrem e nada de novo surge à 
amostra é encerrada. 
- ERRO AMOSTRAL: É a diferença entre uma 
estatística e o parâmetro que se quer estimar. 
- ERRO AMOSTRAL TOLERÁVEL: O quanto o 
pesquisador admite errar. 
AULA 05 
TIPOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS E 
NÍVEIS DE EVIDÊNCIA 
- TRANSVERSAL: Coleta de dados apenas uma 
vez -> Presente 
- LONGITUDINAL: Coleta de dados duas vezes 
ou mais. 
Passado → Presente 
Passado ← Presente 
• Agregado: Pegar dados de bancos de 
dados. 
• Individualizado: Pegar os dados 
pessoalmente. 
 
RESUMO 
AMOSTRA -> Parte dos elementos de uma 
população. 
AMOSTRAGEM -> O processo de seleção da 
amostra. 
ESTIMATIVA -> Valor calculado com base na 
amostra e usado com a finalidade de avaliar 
aproximadamente um parâmetro. 
PARÂMETRO: É uma medida que descreve 
certa característica dos elementos da 
população. 
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 MILENA DALSENTE – 2º PERÍODO – MEDICINA 
 
TIPOS DE PESQUISA CIENTÍFICA 
- EXPERIMENTAL: Há intervenção do 
pesquisador -> Grupo/população selecionado 
aleatoriamente. 
• Randomizado ou não randomizado. 
Ex: Avaliação do efeito de um fármaco (amostra 
controle e teste). 
- OBSERVACIONAL: Não há intervenção do 
pesquisador -> Grupo/população selecionado 
no início do estudo. 
• Analítico (explica o porquê das coisas – 
ensaio clínico randomizado) ou 
descritivo. 
Ex: Percepção sensorial em fumantes e não 
fumantes. 
• O ensaio clínico randomizado é 
analítico -> Intervenção -> Controlado 
-> Aleatório -> Comparação entre duas 
ou mais intervenções controladas 
pelos próprios pesquisadores -> 
Acompanhamento de participantes 
por determinado tempo. 
TIPOS DE ESTUDOS 
- ESTUDOS ECOLÓGICOS: A unidade de análise 
do estudo ecológico é uma população ou grupo 
de pessoas (geralmente pertencente a uma 
área definida). 
• Objetivo: Gerar hipóteses etiológicas a 
respeito da ocorrência de uma doença. 
Levantar hipóteses etiológicas. Avaliar 
a efetividade de intervenções na 
população. 
 
- LIMITAÇÕES: Não é possível associar 
exposição e doença no nível individual ➔ Os 
dados de estudos ecológicos representam 
níveis de exposição média em vez de valores 
individuais reais ➔ Os dados são provenientes 
de diferentes fontes, o que pode significar 
variável de informação ➔ Falta de 
disponibilidade de informações relevantes é um 
dos mais sérios problemas. 
- VANTAGENS: São geralmente de baixo custo e 
execução rápida ➔ Estudos de nível individual 
não conseguem estimar bem os efeitos de uma 
exposição quando ela varia pouco na área de 
estudo. Como os estudos ecológicos cobrem 
áreas muito grandes, podem com mais 
facilidade realizar comparações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- TRANSVERSAL (SECCIONAL OU DE 
PREVALÊNCIA): Feito em um único momento. 
Não investiga relação causal entre exposição e 
desfecho. Resultados indicam frequência do 
evento e se há associação com as exposições 
estudadas. 
- VANTAGENS: Excelente método para 
descrever as características de uma população. 
Simplicidade e baixo custo. Rapidez (dados 
coletados em um único momento). Não há 
necessidade de seguimento das pessoas. 
- DESVANTAGENS: Dados de exposição atual 
podem não corresponder à exposição passada. 
Correlação cronológica dos eventos pode não 
ser facilmente detectada. 
 
RESUMO 
- Compara-se a ocorrência da 
doença/condição relacionada à saúde e a 
exposição de interesse entre agregados de 
indivíduos para verificar a possível 
existência de associação entre eles. 
- Em um estudo ecológico típico, medidas 
de agregados da exposição e da doença são 
comparadas. 
- Nesse tipo de estudo, não existem 
informações sobre a doença e exposição do 
indivíduo, existem as do grupo 
populacional como um todo. 
- Viés ecológico (falácia ecológica): é 
possível porque uma associação observada 
entre agregados não significa, 
obrigatoriamente, que a mesma associação 
ocorre em nível de indivíduos. 
 
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- ENSAIO CLÍNICO: Consiste em um tipo de 
estudo experimental, desenvolvido em seres 
humanos e que visa o conhecimento do efeito 
de intervenções. 
- Objetivo: avaliar o efeito de uma intervenção 
em relação a uma intervenção controle. 
 
Os ECRs são, dentre os estudos primários, os de 
maior relevância para a clínica. As revisões 
sistemáticas, apesar de serem consideradas 
ainda mais relevantes, são estudos secundários. 
- CASO CONTROLE: Observacional e 
retrospectivo. 
• Dois grupos: Presença ou ausência de 
um evento (desfecho) = caso x 
controle 
Casos: Doentes 
Controle: Não-doentes 
- Comparar os grupos entre si quanto a 
ocorrência de uma determinada exposição. 
- Parte do desfecho para buscar as exposições 
associadas ao desfecho. 
- Idealizado para desfechos raros. 
- Objetivo, fator de risco, desfecho, local e 
participantes. 
- Questionário bem construído (importância da 
revisão). 
- Entrevistador mascarado: Se possível, é 
interessante que o entrevistador não conheça 
os objetivos do estudo. 
 
- VANTAGENS: Relativamente barato; ➔ 
Permite investigação simultânea de uma 
variedade de possíveis fatores de risco; ➔ Útil 
para amostras raras; ➔ Menor tamanho de 
amostra do que em estudos de coorte ➔ 
Relativamente barato, pois é retrospectiva ➔ 
Parte do efeito para investigar a causa 
- LIMITAÇÕES: Muito suscetível a viés de 
seleção (é necessário que os controles sejam 
representativos da população que deu origem 
ao caso) ➔ Mais viés de informação (e status 
RESUMO 
- Classificação sobre os dados são 
coletados. 
- Relação exposição-desfecho (único 
momento). 
- Não investiga relação causal entre 
exposição e desfecho. 
- Resultados indicam frequência do evento 
e se há associação com as exposições 
estudadas. 
- Excelente método para descrever a 
características de uma população. 
- Observação direta de determinada 
quantidade planejada de indivíduos em 
uma única oportunidade. Podem ser 
pessoas ou animais. 
- Nos estudos seccionais, a exposição e a 
condição de saúde do participante são 
determinadas simultaneamente. 
- Esta é a característica fundamental de um 
estudo seccional: não é possível saber se a 
exposição antecede ou é consequência de 
doença/condição relacionada à saúde. 
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 MILENA DALSENTE – 2º PERÍODO – MEDICINA 
 
de exposição é determinado após o diagnóstico 
da doença); ➔ Dificuldades para assegurar a 
sequência de eventos; ➔ Inadequado para a 
investigação de exposições raras, a não ser que 
o risco atribuído a exposição na população de 
estudo seja muito alto; ➔ Não é possível obter 
estimativas de incidência de doenças. 
• Descritivo: Apenas descreve. 
- COORTE (NÃO CONCORRENTE OU 
PROSPECTIVO):Segmento de um grupo de 
pessoas por um período de tempo. Analítico. 
Diz o risco do acontecimento de uma doença. 
No início do estudo, as pessoas estão todas 
sadias e sob-risco de desenvolverem o agravo. 
- São separados dois grupos: expostos e não 
expostos (escolha: hipótese de que a exposição 
esteja associada ao desfecho). 
- Coorte retrospectiva: são utilizados registros 
médicos, outros tipos de registros e fontes de 
dados disponíveis, feitos no passado, onde são 
buscadas as pessoas expostas e não expostas, 
sem conhecer o desfecho. Passado ← Presente 
• Na coorte retrospectiva se seleciona 
exposição, enquanto no caso-controle 
se seleciona pelo desfecho. 
 
- VANTAGENS: Doenças raras e cujo período de 
latência é grande. 
- DESVANTAGENS: Não é possível determinar 
que dados de exposição serão coletados. 
- Coorte concorrente: Presente → Futuro 
- DIFERENÇAS: Acompanhamento dos 
indivíduos estudados: tempo de seguimento. 
• Escolha das exposições a serem 
estudadas. 
• Permite avaliar múltiplos desfechos. 
 
NÍVEIS DE EVIDÊNCIA 
Grande volume de informações e de variada 
qualidade – necessidade de facilitar o acesso e 
possibilitam conclusões. 
- GRADE (Grading of Recommendations 
Assessment Development and Evaluation): 
Sistema desenvolvido por um grupo 
colaborativo de pesquisadores que visa à 
criação de um sistema universal, transparente e 
sensível para graduar a qualidade das 
evidências e a força das recomendações. 
• 4 níveis: Alto, moderado, baixo e 
muito baixo. 
 
- VANTAGENS: Efeitos benéficos na melhoria 
de vida, etc. 
- DESVANTAGENS: Risco de efeitos adversos, a 
carga psicológica para o paciente e seus 
familiares. 
Vantagens > Desvantagens = + Recomendação 
 
AULA 06 
MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL – 
MENSURAÇÃO DA VARIABILIDADE DOS 
DADOS 
As medidas de tendência central são utilizadas 
para representar um conjunto de dados como 
um todo, identificando as características 
apresentadas pelo conjunto. As medidas de 
tendência central principais são três: média, 
mediana e moda. 
- MÉDIA ARITMÉTICA: É calculada somando-se 
todos os valores de um conjunto de dados e 
dividindo-se pelo número de elementos deste 
conjunto. Como a média é uma medida 
sensível aos valores da amostra, é mais 
adequada para situações em que os dados são 
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 MILENA DALSENTE – 2º PERÍODO – MEDICINA 
 
distribuídos mais ou menos de forma uniforme, 
ou seja, valores sem grandes discrepâncias. É 
um resumo dos dados, por isso pode esconder 
informações relevantes. 
- MEDIANA: Avalia o centro de um conjunto de 
valores -> Valor que divide a distribuição ao 
meio. Para encontrar o valor da mediana é 
necessário colocar os valores em ordem 
crescente ou decrescente. Quando o número 
elementos de um conjunto é par, a mediana é 
encontrada pela média dos dois valores 
centrais. Assim, esses valores são somados e 
divididos por dois. 
-MODA: A Moda representa o valor mais 
frequente de um conjunto de dados, sendo 
assim, para defini-la basta observar a 
frequência com que os valores aparecem. Um 
conjunto de dados é chamado de bimodal 
quando apresenta duas modas, ou seja, dois 
valores são mais frequentes. 
MEDIDAS SEPARATRIZES 
São números que dividem a sequência 
ordenada de dados em partes que contêm a 
mesma quantidade. 
• Quartis: Divide a série ordenada em 
quatro partes -> o ponto de corte da 
mediana equivale ao Q2. 
• Quintis: Cinco partes -> 20% 
• Percentil: Divide a série ordenada em 
100 partes iguais -> tabelas de peso x 
idade. 
MEDIDAS DE DISPERSÃO 
 
- VARIÂNCIA: A variância é uma medida de 
dispersão que mostra quão distante cada valor 
desse conjunto está do valor central (médio). 
 
- DESVIO PADRÃO: É uma medida que expressa 
o grau de dispersão de um conjunto de dados. 
Indica o quanto um conjunto de dados é 
uniforme. 
 
- DESVIO MÉDIO: É a média das distâncias 
entre cada dado e a média -> Avalia a 
variabilidade dos dados em todo da média 
aritmética. 
 
- AMPLITUDE: É a diferença entre o maior e o 
menor elemento de um conjunto. 
 
- COEFICIENTE DE VARIAÇÃO: É mais uma 
forma de verificar a dispersão dos dados, mas 
em porcentagem. 
 
- DISTRIBUIÇÃO NORMAL (GAUSSIANA): 
Formato de Sino. Simétrica. No ponto central 
temos a média, mediana e moda. 
 
 
 
- GRÁFICO BOXPLOT: Na estatística, o Boxplot, 
ou diagrama de caixa, é uma maneira gráfica de 
representar a alteração dos dados de uma 
variável por meio de quartis. O Box Plot fornece 
informação sobre as seguintes características do 
conjunto de dados: localização, dispersão, 
assimetria, comprimento da cauda e outliers 
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(medidas discrepantes). Embora o Boxplot 
forneça informação sobre localização e 
dispersão, seu verdadeiro valor está na 
informação que fornece sobre a cauda da 
distribuição. 
- Pontos desgarrados (Outliers) podem afetar 
de forma adversa as decisões a serem tomadas 
a partir da análise dos dados se não forem 
devidamente considerados. 
- Em um boxplot são apresentadas 5 
estatísticas: o mínimo, o primeiro quartil (Q1), a 
mediana (Q2), o terceiro quartil (Q3) e o 
máximo. Esses valores também são chamados 
de resumo dos cinco números. 
- A altura do retângulo é definida pelos quartis 
Q1 e Q3. Uma linha secciona o retângulo no 
valor da mediana (ou Q2). As semirretas ligam 
respectivamente os quartis Q1 e Q3 ao valor 
mínimo e ao máximo do conjunto de dados. 
 
 
 
AULA 07 
 
INCIDÊNCIA E PREVALÊNCIA 
 
- INCIDÊNCIA: 
 
 
 
- São os casos novos -> A população deve ser vista 
no mínimo duas vezes porque na primeira vez 
pode não existir casos, mas na segunda sim. 
- Por se tratar de casos novos a população está em 
risco de adoecer -> Situar população, doença e 
espaço de tempo. 
- Casos novos = incidência. 
- É uma medida dinâmica, pois expressa 
mudanças no estado de saúde. 
 
Tempo zero – pessoas sadias. 
Tempo Final – caso novo. 
 
- Pode-se avaliar a incidência de duas maneiras: 
• Taxa de incidência por pessoa-tempo 
 
 
- É quanto tempo cada pessoa esteve em risco 
até ela adoecer. Quanto tempo cada pessoa 
levou para adoecer ficar doente desde a 
primeira medição. 
Ex. Trabalhadores de uma empresa expostas a 
uma substância química, que não estão doentes 
em um primeiro momento, porém um ano 
depois surgiram casos de doença. Então, 
incidência por pessoa-tempo é o tempo em que 
cada pessoa esteve em risco de adoecer, mas 
ainda não adoeceu, até que ela adoeça -> 
quanto tempo uma pessoa demorou para 
adoecer a partir da primeira medição. 
 
- Taxa de Incidência (ou densidade da 
incidência) -> Mostra a frequência de casos 
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novos de uma doença dividida por uma unidade 
tempo. 
 
 
- Desvantagem: Em relação à duração do 
segmento (tempo de acompanhamento), visto 
que utilizar um grupo pequeno e acompanhar 
por um longo período poderia ser que em 
pessoa-tempo seria a mesma de acompanhar 
um grupo grande de pessoas em um curto 
período de tempo. -> Sempre vai depender do 
que eu estou verificando – depende da latência, 
etc. Ex: Câncer e Chagas tem uma grande 
latência -> Se desenvolve em vários anos. 
 
 
- Acompanhamento de 7 pessoas durante 7 anos 
-> É um estudo do tipo coorte. 
Cinza – Período sem a doença 
Preto – Período com a doença 
Pontilhado – Perda de acompanhamento 
Cruz – Óbito 
 
Pessoa 1, 2 e 4 -> passaram 7 anos em risco de 
adoecer, mas não adoeceram. 
Pessoa 3 -> passou 2 anos em risco paraentão 
adoecer -> adoeceu e 3 anos depois faleceu. 
Pessoa 5 -> 3 anos em risco -> perdeu-se o 
acompanhamento. 
Pessoa 6 e 7 -> ficaram 2 anos em risco e 
desenvolveram a doença. 
- Logo, são três casos novos em 30 anos. 
I – Quantidade de Casos Novos 
PT – Quantidade de pessoa-tempo somado 
 
 
 
- Multiplica-se por 10, por 100, por 1000, por 
10000 – 10 elevado a N sempre. 
- Unidade utilizada = pessoa/ano -> Números de 
casos novos divididos pelos anos de tempo em 
risco. 
- Temos dois tipos de população – fechadas ou 
abertas: 
 
Fechada – Não se incluem pessoas novas -> A 
população sempre diminui conforme o tempo 
passa e as mortes ocorrem. 
Aberta – Pessoas novas podem ser incluídas, 
pessoas podem sair, nascimentos, migração. É 
variável. 
 
• Outra forma de calcular a incidência é 
pela Incidência Cumulativa ou Risco: 
 
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- Forma mais fácil de calcular -> Utilizado em 
populações fechadas. 
- É diferente da taxa incidência porque se divide 
pela quantidade de pessoas em risco no início 
do meu estudo. 
- Número de casos novos de certa doença em 
um certo período de tempo e local dividido pelo 
número de pessoas sem a doença no inicio do 
estudo (ou seja, pessoas em risco). 
 
 
- Razão entre a probabilidade da doença e da 
não doença -> Geralmente usa-se a incidência 
cumulativa. 
 
- Números de casos novos = 3 pessoas 
- Número de pessoas em risco no inicio do 
acompanhamento = 7 
3/7 = 0,43 x 100 = 43 casos por 100 pessoas 
 
Taxa de Ataque – Outra forma de calcular 
incidência pensando em epidemias ou surtos. 
Em períodos de tempo curto: 
 
TA = Quantidade de pessoas afetadas 
(casos) /Número de pessoas exposta 
 
 
 
- Numerador = Número de casos 
- Denominador = Número de estudantes que 
almoçaram no local. 
- Exemplo do Restaurante: 257 alunos almoçaram 
em um restaurante e 90 desenvolveram um 
quadro agudo de gastroenterite. 
Numerador = 90 
Denominador = pessoas que estavam em risco = 
257 
90/257 x 100 = 35% 
 
- Usada para coisas muito pontuais em um espaço 
pequeno de tempo -> surtos. 
 
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Cidade A -> 80 / 25000 = 0,0032 x 100.000 = 320 
casos novos a cada 100.000 habitantes. 
Cidade B -> 24/7000 = 0,0034 x 100.000 = 342 
casos novos a cada 100.000 habitantes. 
Observação – Para fins comparativos as variáveis 
devem estar sempre na mesma base. 
 
 
- Comparamos a incidência e não o número 
bruto. 
- Exemplo do cálculo para taxa de nascidos 
vivos: 
 
 
 
 
 
 
PREVALÊNCIA 
 
- Refere-se à proporção de pessoas doentes em 
uma população, localidade, em certo período de 
tempo, mas sem diferenciar quem são casos 
novos e quem não são -> todos são 
contabilizados. 
- Mostra a quantidade de casos na população. 
 
 
 
 
 
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Ex. Doenças Crônicas = Diabete -> Incidência 
baixa, poucos casos novos entram ano a ano e as 
pessoas conseguem viver 30, 40 anos com a 
doença. Prevalência Alta (as pessoas passam 
muito tempo doentes). 
 
 
 
 
- COVID -> Doença com incidência alta (vários 
casos novos todos os dias), mas a maioria das 
pessoas se cura, poucas morrem. Como se trata 
de uma doença transmissível de duração curta 
não se utiliza a prevalência, fala-se sobre COVID 
na incidência (não prevalência). 
 
PREVALÊNCIAS – DOENÇAS MAIS LONGAS 
 
- A prevalência é usada para doenças mais longas. 
Ex. Doença não transmissível e de duração longa - 
câncer. 
 
- O que acontece com a incidência? A incidência 
não muda, mas a prevalência aumenta porque as 
pessoas estão vivendo mais tempo doentes. 
 
- Doença Transmissível -> A prevalência aumenta 
porque as pessoas estão vivendo mais tempo 
doentes (tratamentos). A incidência também 
aumenta devido à transmissão de uma pessoa 
para outra. 
- Doença crônica não transmissível com um 
tratamento que cura -> Ex. diabetes -> A 
incidência continua igual (porque a diabetes não é 
transmissível) e a prevalência diminui porque as 
pessoas estão se curando. 
 
 
 
 
- Como aumentar a prevalência? Pode-se 
aumentar com a elevação da incidência sem um 
aumento correspondente no aumento de mortes 
e/ou curas -> aumentou a incidência e aumenta a 
prevalência sem mudar a saída das pessoas. 
 
- Como diminuir a prevalência? Aumentando o 
número de curas e/ou mortes mantendo o 
mesmo nível de incidência ou com a sua 
diminuição (com uma forma de curar mais rápido, 
ou uma forma de morte mais rápida) -> Exemplo 
com o Ebola -> doença de alta transmissão -> 
letalidade alta (pessoa contaminada morre em 
poucos dias) -> Incidência Alta e Letalidade Alta, 
mas a prevalência pode não ser alta porque ou 
elasse curam ou elas morrem. 
- Como poderíamos manter um determinado 
nível de prevalência? É possível quando 
mantemos a incidência e mortes ou curas 
constantes. 
 
AULA 08 – MEDIDAS DE FREQUÊNCIAS E 
INDICADORES DE SAÚDE 
INDICADORES DE SAÚDE 
 
- Em saúde pública dado é a unidade primária e 
gera um indicador, este, ao ser analisado, produz 
informação que, ao ser interpretada, gera 
conhecimento. O conhecimento é divulgado e 
Mesmo com uma incidência baixa existem 
doenças com uma prevalência alta! 
 
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 MILENA DALSENTE – 2º PERÍODO – MEDICINA 
 
influencia a toma de decisões em saúde para 
produzir uma ação. 
- Indicadores são medidas-síntese capazes de 
revelar ou mensurar de forma simples uma 
característica de saúde em uma determinada 
população. 
- Sintetizam informações relevantes sobre atributos 
e dimensões do estado de saúde, assim como do 
desempenho do sistema de saúde. 
- Servem para monitorar a saúde da população. 
 
TAXA BRUTA DE NATALIDADE 
 
- Conceito: número de nascidos vivos residentes, 
por mil habitantes, na população residente em 
determinado espaço geográfico, no ano 
considerado. 
 
Tx = número total de nascidos vivos residentes/ 
população total residente 
 
- Interpretação: a intensidade da natalidade em 
uma determinada população. 
- Influenciada pela estrutura da população, quanto 
a idade e o sexo. 
- Uso: analisar variações geográficas e temporais da 
natalidade, cálculo do crescimento vegetativo ou 
natural da população, subtraindo-se da taxa bruta 
de natalidade, a taxa bruta de mortalidade. 
- Limitações: Subnumeração de nascidos vivos em 
áreas menos desenvolvidas. Comparação de taxas 
entre populações de composições etárias 
diferentes. 
 
TAXA BRUTA DE MORTALIDADE OU 
MORTALIDADE GERAL 
- Conceito: distribuição dos óbitos em uma 
população residente em um determinado 
espaço geográfico ou determinado ano. 
Tx = óbitos/população 
- Interpretação: quantidade de óbitos naquela 
população 
 
MORTALIDADE PROPORCIONAL POR IDADE 
- Conceito: distribuição percentual dos óbitos 
por faixa etária, na população residente em 
determinado espaço geográfico, no ano 
considerado. 
Interpretação: participação de óbitos em cada 
faixa etária: 
• Elevada proporção de óbitos de 
menores em um ano – associado a más 
condições de vida e saúde. 
• Concentração de óbitos em grupos 
etários mais elevados – redução da 
mortalidade em jovens e aumento da 
expectativa de vida. 
 
Tx = óbitos de residentes, por faixa etária/ 
óbitos por residentes, excluídos idades 
ignoradas- Limitações: Problema de cobertura de dados, 
aumento percentual em uma faixa ou mais 
pode dever-se apenas a redução de frequência 
em outras faixas etárias. 
MORTALIDADE PROPORCIONAL POR IDADE 
EM MENORES DE UM ANO 
 
- Interpretação: participação dos óbitos de cada 
grupo etário em relação aos óbitos de menores 
de 1 ano. 
- Expressa a mortalidade infantil por período: 
neonatal (precoce e tardio) e pós neonatal. 
- Limitações: cobertura e subnumeração. 
Declaração como natimortos em óbitos 
ocorridos pouco após o nascimento, aumento 
percentual em uma faixa pode significar apenas 
a redução da frequência de outras. 
- Período neonatal precoce: 0 a 6 dias. 
- Neonatal tardio: 7 a 27 dias. 
- Pós neonatal: 28 a 364 dias. 
 
Tx = óbitos de menores de 1 ano, por faixa 
etária/ óbitos de menores de um ano, excluído 
idade ignorada 
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 MILENA DALSENTE – 2º PERÍODO – MEDICINA 
 
MORTALIDADE INFANTIL 
- Estima o risco de morte durante o primeiro 
ano de vida. Reflete condições de 
desenvolvimento socioeconômico, acesso a 
recursos, infraestrutura ambiental, atenção a 
saúde materna. 
- Uso: identificar situações de desigualdade, 
tendencias, avaliar níveis de saúde e 
desenvolvimento, subsidiar políticas de 
planejamento e gestão para atenção pré-natal 
e parto. 
 
Tx= óbitos de menores de 1 ano na população/ 
número de nascidos vivos de mães residentes 
MORTALIDADE PROPORCIONAL POR IDADE 
EM MENORES DE UM ANO 
Tx = óbitos de menores de um ano na 
população/ número de nascidos vivos das 
mães residentes 
- Limitações: valores abaixo de 10 podem 
encobrir más condições de vida. Pode ser 
necessário ter informações adicionais (por 
faixa). 
• Alto: 50 por mil ou mais. 
• Médio 20 a 49 por mil. 
• Baixo: menores de 20 por mil 
 
 
Dentro da mortalidade infantil 
- Taxa de mortalidade perinatal: 22 semanas 
completas de gestação (fetal) + neonatal 
precoce. 
- Óbitos fetais + neonatal precoce, filhos de 
mães residentes/ número de nascidos vivos de 
mães residentes + óbitos fetais. 
- Estima risco de morte de um feto nascer sem 
qualquer sinal de vida ou, nascendo vivo, 
morrer na primeira semana. 
 
 
 
TAXA DE MORTALIDADE MATERNA 
- Conceito: número de óbitos maternos, por 
100 mil nascidos vivos de mães residentes de 
determinado espaço geográfico, no ano 
considerado 
Tx: óbitos de mulheres residentes por causa de 
morte materna/ número de nascidos vivos de 
mães residentes 
- Interpretação: estima a frequência de óbitos 
femininos, até 42 dias após o término da 
gravidez, atribuídos a causas ligadas a gravidez, 
ao parto e ao puerpério, em relação ao total de 
nascidos vivos, o número de nascidos vivos é 
adotado como uma aproximação do total de 
mulheres gravidas. 
LETALIDADE 
- Mede a severidade de uma doença e é 
definida como a proporção de mortes dentre 
aqueles doentes por uma causa específica em 
um certo período. 
Let = número de mortes de uma doença em 
um período/ número de doentes pela doença 
no mesmo período 
- Quantidade de pessoas que morrem de uma 
doença dividida pela quantidade de pessoas com 
essa doença. 
 
 
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