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Resumo Forragicultura Forragicultura e Estacionalidade da Produção Conceito de Forragicultura: A forragicultura é a ciência que estuda as plantas forrageiras e a interação delas com o animal, o solo e o meio ambiente. Problemas causados pela Estacionalidade da Produção: Causas da Estacionalidade: Soluções para a Estacionalidade: Observações sobre a Alimentação de Vacas no Início da Lactação: Conclusão: A estacionalidade da produção de forragens é um dos principais desafios para a pecuária no Brasil, contribuindo para a baixa produtividade. O melhoramento da produção de forragens e a adoção de práticas de manejo adequado são fundamentais para enfrentar esse desafio. Resumo: Forragicultura, Fisiologia e Morfologia Cerca de 88% da carne bovina no Brasil vem de rebanhos em pasto. Variações climáticas sazonais causam oscilações na quantidade e qualidade da pastagem. É difícil manter um equilíbrio entre a oferta de forragem e a demanda nutricional dos animais apenas com pastagem. Período das Águas: Alta temperatura, precipitação regular, alta luminosidade e crescimento vigoroso das plantas. A produção de matéria seca é de 70 a 80% do total anual. Período da Seca: Baixa temperatura, pouca precipitação e luminosidade reduzida, resultando em crescimento lento das plantas. A produção de matéria seca cai para 20 a 30% do total anual. 1. Adubação Nitrogenada Estratégica: Uso de fertilizantes para melhorar a produção. 2. Irrigação: Uso de água para manter a produtividade das pastagens durante a seca. 3. Diferimento da Pastagem: Vedar certas áreas no final do período das águas para acumular forragem para a seca. 4. Suplementação Alimentar: Uso de concentrados, feno, silagem, resíduos agroindustriais e culturas de inverno. Vacas no início da lactação não consomem alimentos suficientes para sustentar a produção de leite, atingindo o pico de consumo de alimentos após nove a dez semanas. É importante fornecer uma dieta rica em nutrientes para evitar perda de peso excessiva e problemas reprodutivos. O manejo dos pastos em rotação e a suplementação com volumosos de boa qualidade são essenciais. Objetivos da Aula: Importância da Forragicultura no Brasil: O Brasil, com sua vasta extensão territorial e clima favorável, possui condições excelentes para o desenvolvimento da pecuária, onde uma boa formação de pastagens e capineiras é a melhor opção para a alimentação do rebanho, sendo o alimento mais barato disponível e capaz de fornecer todos os nutrientes necessários para o bom desempenho dos animais. Plantas Forrageiras: Fisiologia e Morfologia: Taxonomia das Plantas Forrageiras: Sistema Radicular: Colmo e Folhas: Conhecer os principais aspectos morfológicos e fisiológicos das forrageiras. Entender como esses aspectos influenciam no manejo. Forragem: Biomassa de plantas herbáceas acima do nível do solo, geralmente partes comestíveis, excluindo-se os grãos, usadas para alimentação animal. Plantas Forrageiras:Conhecidas como alimentos volumosos aquosos (pastos e capineiras). São alimentos de baixo teor energético, principalmente devido ao alto teor de fibra bruta ou água. Volumosos Secos: Fenos, palhas, sabugos, cascas, farinha de polpa. Forragens Verdes: Silagens, raízes, tubérculos, frutos. Taxonomia: Ciência que classifica os seres vivos. Morfologia: Estudo das características físicas (estrutura externa) das plantas. Gramíneas (Poaceae): Importantes na agricultura, fornecendo cereais e forragem. Exemplos: milho (Zea mays), trigo (Triticum aestivum), arroz (Oryza sativa), cana-de- açúcar (Saccharum officinarum), braquiária (Brachiaria brizantha). Leguminosas (Fabaceae): Importância econômica na produção de grãos e forragem. Exemplos: soja (Glycine max), alfafa (Medicago sativa), feijão (Phaeseolus vulgaris), ervilha (Pisum sativum). Refere-se ao conjunto de raízes da planta, responsável pela absorção de água e minerais, sustentação no solo e armazenamento de nutrientes. Tipos de Sistemas Radiculares: Pivotante: Predominante em leguminosas. Fasciculado: Comum em gramíneas. Colmo: Estrutura de suporte das folhas e inflorescências. Inflorescência: Complemento Necessário: Manejo das Pastagens: Importância da Diversidade: Sistemas de Produção Sustentáveis: Objetivos da Aula Importância da Forragicultura Definição de Plantas Forrageiras Divisão dos Alimentos Volumosos Folhas: Responsáveis pela fotossíntese e transpiração. Estrutura reprodutiva das plantas forrageiras. A compreensão dos aspectos fisiológicos e morfológicos das forrageiras é essencial para o manejo eficiente das pastagens. O conhecimento sobre a taxa de crescimento, desenvolvimento radicular, resposta a adubações e estresse hídrico, entre outros, permite ao produtor tomar decisões informadas sobre rotação de pastagens, adubação e irrigação. A diversidade de espécies forrageiras, incluindo gramíneas e leguminosas, é crucial para a sustentabilidade das pastagens. As gramíneas fornecem a maior parte da forragem para ruminantes, enquanto as leguminosas, além de serem fontes de proteína, fixam nitrogênio no solo, melhorando sua fertilidade. A integração de diferentes espécies forrageiras e a adoção de práticas de manejo sustentável, como o pastejo rotativo e a adubação verde, são fundamentais para garantir a produtividade e a saúde do solo a longo prazo. Conhecer os principais aspectos morfológicos e fisiológicos das forrageiras. Entender como esses aspectos influenciam no manejo. O Brasil possui um clima favorável para o crescimento de plantas herbáceas, essencial para a pecuária. Boa formação de pastagens e capineiras é crucial para a alimentação do rebanho nacional. Forragem: Biomassa de plantas herbáceas acima do solo, comestíveis para animais, excluindo grãos. Alimentos volumosos: Baixo teor energético devido ao alto teor de fibra bruta ou água. Secos: Fenos, palhas, sabugos, cascas, farinha de polpa. Verdes: Forragens verdes, silagens, raízes, tubérculos, frutos. Taxonomia e Morfologia Monocotiledôneas e Dicotiledôneas Sistema Radicular Colmo e Folhas Importância das Gramíneas Famílias de Plantas Exemplo de Plantas Tipos de Folhas Tipos de Caule Taxonomia: Ciência que classifica os seres vivos. Morfologia: Estudo das características físicas das plantas. Monocotiledôneas: Plantas que possuem um único cotilédone (folha embrionária) na semente. Exemplos incluem gramíneas como milho e trigo. Caracterizam-se por folhas com nervuras paralelas, raízes fasciculadas e flores com partes em múltiplos de três. Dicotiledôneas: Plantas que possuem dois cotilédones na semente. Exemplos incluem leguminosas como feijão e soja. Caracterizam-se por folhas com nervuras reticuladas, raízes pivotantes e flores com partes em múltiplos de quatro ou cinco. Funções: Absorção de água e minerais, sustentação, armazenamento de nutrientes. Tipos: Pivotante (leguminosas) e fasciculado (gramíneas). Colmo: Estrutura principal da planta que sustenta as folhas e flores. Nos gramíneas, é geralmente oco entre os nós. Folhas: Responsáveis pela fotossíntese, variam em forma, tamanho e disposição. Produção agrícola: cereais, forragem para ruminantes. Representam 20% da vegetação terrestre. Gramíneas (Poaceae): Importância na produção de cereais e forragem. Leguminosas (Fabaceae): Importância econômica pela produção de grãos e forragem. Gramíneas: Milho, trigo, arroz, cana-de-açúcar, braquiária. Leguminosas: Soja, alfafa, feijão, ervilha. Gramíneas: Geralmente folhas estreitas, compridas e paralelinérveas. Leguminosas: Folhas geralmente compostas, pinadas ou trifolioladas. Colmo: Nos gramíneas, o caule é caracteristicamente oco entre os nós e sólido nos nós. Leguminosas: Caule pode ser ereto ou prostrado, variando conforme a espécie. Sementes Inflorescência Análise do Solo Compactação do Solo Formação ou Reforma de Forrageiras Quando Decidir Formar ou Recuperar Processo de Formação ou Reforma Gramíneas: As sementes são frequentemente pequenas e leves, adaptadas para dispersão pelovento ou por animais. Leguminosas: Produzem sementes dentro de vagens, que se abrem quando maduras para dispersar as sementes. Inflorescência: É a disposição das flores na planta. Nos gramíneas, as inflorescências podem ser em forma de espiga, panícula ou racemo. Espiga: Flores inseridas diretamente no eixo principal, como no trigo. Panícula: Ramos secundários que possuem flores, como no arroz. Racemo: Flores ligadas ao eixo principal por pedicelos, como na braquiária. Técnica para determinar a fertilidade do solo por meio de amostras. Realizar a cada dois anos. Amostras retiradas de 0 a 20 cm de profundidade, atingindo 80% do sistema radicular. Possível correção para camadas mais profundas (20 a 40 cm). Essencial para conhecer a fertilidade do solo. Verificar compactação com penetrômetro ou barra de ferro. Observar o comportamento da água da chuva no solo. Compactação pode levar à erosão e mau manejo das plantas forrageiras. A exploração contínua do solo sem reposição de nutrientes pode comprometer a qualidade da pastagem. Baixa fertilidade do solo: Melhorada por análise do solo sem necessidade de reforma. Plantas daninhas invasoras: Indicativo de baixa fertilidade ou mau manejo; controle sem reforma pode ser possível. Espaços vazios: Áreas sem pastagem (>2m²) indicam necessidade de formação. Gramíneas inferiores: Menos nutritivas e agressivas, requerem reforma. 1. Análise do solo 2. Correção da fertilidade 3. Preparo e conservação do solo 4. Plantio Calagem Preparo do Solo O Que Plantar Considerações Importantes Hábito de Crescimento das Gramíneas Tipos de Hábito de Crescimento Plantio Classificação das Forrageiras Duração do Ciclo Época de Crescimento Depende da análise do solo. Realizar de 30 a 60 dias antes do plantio. Incorporação e destruição de restos culturais. Correção da compactação do solo com implementos agrícolas. Conservação do solo por curvas de nível e terraços. Topografia da área: Determina a escolha da gramínea. Fertilidade da área: Gramíneas variam em exigências de fertilidade. Finalidade do pasto: Diferentes gramíneas para diferentes tipos de animais. Diversidade de gramíneas: Plantar várias espécies para minimizar riscos. Cespitoso (Touceira): Crescimento em forma de touceiras ou agrupamentos. Ex: Capim- elefante. Estolonífero: Crescimento rasteiro, com brotos horizontais que se enraízam nos nós. Ex: Grama-batatais. Rizomatoso: Crescimento subterrâneo com rizomas que dão origem a novas plantas. Ex: Capim-jaraguá. Decumbente: Crescimento rasteiro com tendência a elevar as pontas. Ex: Capim-gramão. Por semente: Utilizado para grandes áreas, pode ser manual ou mecanizado. Por mudas: Utilizado para áreas menores ou sem disponibilidade de sementes. Anuais: Duram menos de um ano, priorizam a produção de sementes. Perenes: Sobrevivem vários anos, crescem lentamente e acumulam reservas. Estação fria (Hibernais, de inverno ou temperadas): Crescem nos meses mais frios. Estação quente (Estivais, de verão ou tropicais): Crescem nos meses mais quentes. Padrão de uma Boa Forrageira Manejo de Formação Plantio por Mudas Plantio por Sementes Inflorescência Formação de Pastagens Prof. Dr. Cláudio J A da Silva Análise do Solo Alta relação folha/colmo. Bom crescimento durante o ano todo. Ser perene e fácil de estabelecer. Produzir sementes férteis e de fácil colheita. Boa palatabilidade e resistência a pragas, doenças, extremos climáticos, fogo e abalos mecânicos. Alto valor nutritivo. Evitar utilização intensa das pastagens recém-estabelecidas. Pastejo inicial rápido para consolidar o sistema radicular e estimular novas brotações. Realizar limpeza das plantas invasoras e replantio das áreas descobertas. Evitar pastejo durante a primeira estação chuvosa para permitir o estabelecimento completo das pastagens. Utiliza feixes de hastes ou divisão de touceiras. Espaçamento de 0,50 a 1,00 m entre covas. Método assegura o êxito do pegamento das plantas. Pode ser realizado a lanço, manualmente ou por semeadora acoplada ao trator. Semeadura no início do período chuvoso. Inflorescência: Disposição das flores na planta. Espiga: Flores inseridas diretamente no eixo principal (ex. trigo). Panícula: Ramos secundários com flores (ex. arroz). Racemo: Flores ligadas ao eixo principal por pedicelos (ex. braquiária). Técnica para determinar a fertilidade do solo por meio de amostras. Realizar a cada dois anos. Amostras retiradas de 0 a 20 cm de profundidade, atingindo 80% do sistema radicular. Possível correção para camadas mais profundas (20 a 40 cm). Essencial para conhecer a fertilidade do solo. Compactação do Solo Formação ou Reforma de Forrageiras Quando Decidir Formar ou Recuperar Processo de Formação ou Reforma Calagem Preparo do Solo O Que Plantar Considerações Importantes Hábito de Crescimento das Gramíneas Tipos de Hábito de Crescimento Verificar compactação com penetrômetro ou barra de ferro. Observar o comportamento da água da chuva no solo. Compactação pode levar à erosão e mau manejo das plantas forrageiras. A exploração contínua do solo sem reposição de nutrientes pode comprometer a qualidade da pastagem. Baixa fertilidade do solo: Melhorada por análise do solo sem necessidade de reforma. Plantas daninhas invasoras: Indicativo de baixa fertilidade ou mau manejo; controle sem reforma pode ser possível. Espaços vazios: Áreas sem pastagem (>2m²) indicam necessidade de formação. Gramíneas inferiores: Menos nutritivas e agressivas, requerem reforma. 1. Análise do solo 2. Correção da fertilidade 3. Preparo e conservação do solo 4. Plantio Depende da análise do solo. Realizar de 30 a 60 dias antes do plantio. Incorporação e destruição de restos culturais. Correção da compactação do solo com implementos agrícolas. Conservação do solo por curvas de nível e terraços. Topografia da área: Determina a escolha da gramínea. Fertilidade da área: Gramíneas variam em exigências de fertilidade. Finalidade do pasto: Diferentes gramíneas para diferentes tipos de animais. Diversidade de gramíneas: Plantar várias espécies para minimizar riscos. Plantio Classificação das Forrageiras Duração do Ciclo Época de Crescimento Fases de Desenvolvimento das Gramíneas Fase Vegetativa Fase de Transição Fase Reprodutiva Padrão de uma Boa Forrageira Cespitoso (Touceira): Crescimento em forma de touceiras ou agrupamentos. Ex: Capim- elefante. Estolonífero: Crescimento rasteiro, com brotos horizontais que se enraízam nos nós. Ex: Grama-batatais. Rizomatoso: Crescimento subterrâneo com rizomas que dão origem a novas plantas. Ex: Capim-jaraguá. Decumbente: Crescimento rasteiro com tendência a elevar as pontas. Ex: Capim-gramão. Por semente: Utilizado para grandes áreas, pode ser manual ou mecanizado. Por mudas: Utilizado para áreas menores ou sem disponibilidade de sementes. Anuais: Duram menos de um ano, priorizam a produção de sementes. Perenes: Sobrevivem vários anos, crescem lentamente e acumulam reservas. Estação fria (Hibernais, de inverno ou temperadas): Crescem nos meses mais frios. Estação quente (Estivais, de verão ou tropicais): Crescem nos meses mais quentes. Crescimento ativo de folhas e raízes. Alta produção de biomassa. Ideal para pastejo, pois há maior quantidade de folhas e maior valor nutritivo. Entre a fase vegetativa e a reprodutiva. Início do alongamento dos colmos e redução da relação folha/colmo. Nutrientes começam a ser redirecionados para o desenvolvimento de estruturas reprodutivas. Produção de flores e sementes. Biomassa atinge seu pico, mas o valor nutritivo das folhas diminui. Plantas investem energia na produção de sementes, diminuindo a produção de folhas. Alta relação folha/colmo. Manejo de Formação Plantio Plantio por Sementes Plantio por Mudas Inflorescência Rebrota das Forrageiras: Reservas nas Forrageiras: Resíduos de Forrageiras: Bom crescimento durante o ano todo. Ser perene e fácil de estabelecer. Produzir sementes férteis e de fácil colheita. Boa palatabilidade e resistência a pragas, doenças,extremos climáticos, fogo e abalos mecânicos. Alto valor nutritivo. Evitar utilização intensa das pastagens recém-estabelecidas. Pastejo inicial rápido para consolidar o sistema radicular e estimular novas brotações. Realizar limpeza das plantas invasoras e replantio das áreas descobertas. Evitar pastejo durante a primeira estação chuvosa para permitir o estabelecimento completo das pastagens. Pode ser realizado a lanço, manualmente ou por semeadora acoplada ao trator. Semeadura no início do período chuvoso. Utiliza feixes de hastes ou divisão de touceiras. Espaçamento de 0,50 a 1,00 m entre covas. Método assegura o êxito do pegamento das plantas. Inflorescência: Disposição das flores na planta. Espiga: Flores inseridas diretamente no eixo principal (ex. trigo). Panícula: Ramos secundários com flores (ex. arroz). Racemo: Flores ligadas ao eixo principal por pedicelos (ex. braquiária). Capacidade das gramíneas de rebrotar após o corte ou pastejo. Importante para a sustentabilidade da pastagem e o manejo do pastejo. Acúmulo de carboidratos nas raízes e nos colmos das gramíneas. Utilizadas para o crescimento rápido durante a rebrota após o pastejo. Restos culturais deixados após o pastejo ou corte. Contribuem para a ciclagem de nutrientes e a melhoria da estrutura do solo. Pontos de Crescimento das Forrageiras: Resumo das Principais Gramíneas no Mercado Brachiarias Meristema apical: Local de crescimento das pontas das gramíneas. Importante para o crescimento vegetativo e a reprodução das plantas. 1. Brachiaria decumbens Origem: Uganda Hábito: Prostrado Tolerância: Sombreamento alto, geada baixa, solos úmidos não tolerados Uso: Pastejo e fenação (15-18 t MS/ha/ano) PB: 4-7.5% 2. Brachiaria brizantha Origem: Zimbábue Hábito: Cespitoso Tolerância: Geada média, solos úmidos baixa Uso: Pastejo e fenação (16-18 t MS/ha/ano) PB: 9-10% 3. Brachiaria humidicola Origem: África Equatorial Hábito: Estolonífero Tolerância: Geada média, solos úmidos alta Uso: Pastejo (12-15 t MS/ha/ano) PB: 5-7% 4. Brachiaria ruziziensis Origem: Congo Hábito: Estolonífero Tolerância: Geada baixa, solos úmidos baixa Uso: Pastejo e fenação (15-18 t MS/ha/ano) PB: 8-12% 5. Brachiaria arrecta Origem: África Equatorial Hábito: Rizomatosa Tolerância: Geada baixa, solos úmidos alta Uso: 6 t MS/ha/ano PB: 9% 6. Brachiaria mutica Origem: África e Américas Tropicais Hábito: Estolonífera Tolerância: Geada baixa, solos úmidos alta Uso: Pastejo e corte (11-12 t MS/ha/ano) PB: 7-9% Panicuns Pennisetums Cynodon 1. Panicum maximum cv. Colonião Origem: África Hábito: Cespitoso Tolerância: Geada baixa, solos úmidos baixa Uso: Pastejo e corte (8-16 t MS/ha/ano) PB: 8-10% 2. Panicum maximum cv. Tanzânia Origem: Tanzânia Hábito: Cespitoso Tolerância: Geada média, solos úmidos baixa Uso: Pastejo e corte (20-26 t MS/ha/ano) PB: 10-13% 3. Panicum maximum cv. Mombaça Origem: Tanzânia Hábito: Cespitoso Tolerância: Geada média, solos úmidos baixa Uso: Pastejo e corte (20-30 t MS/ha/ano) PB: 10-13% 4. Panicum maximum cv. Massai Origem: Tanzânia Hábito: Cespitoso Tolerância: Geada baixa, solos úmidos média Uso: Pastejo e corte (15 t MS/ha/ano) PB: 8-12% 1. Pennisetum purpureum (Capim Elefante) Origem: África Hábito: Cespitoso Tolerância: Geada baixa, solos úmidos baixa Uso: Pastejo e corte (60 t MS/ha/ano) PB: 10-12% 2. Pennisetum glaucum (Milheto) Origem: África e Índia Hábito: Ereto Tolerância: Geada baixa, solos úmidos baixa Uso: Ensilagem, feno (20 t MS/ha/ano) PB: 15-24% 1. Cynodon spp. (Tifton-85) Origem: Híbrido estéril (USA) Hábito: Estolonífera e rizomatosa Leguminosas Plantas Fotossensibilizantes Plantas que Causam Morte Súbita Plantas Anti-Hematopoéticas e Carcinogênicas Tolerância: Geada média, solos úmidos média Uso: Pastoreio e fenação (20 t MS/ha/ano) PB: 16% 1. Arachis pintoi (Amendoim Forrageiro) Origem: Brasil Central Hábito: Rasteiro Tolerância: Solo médio a baixa fertilidade Uso: Pastoreio e feno (2 t MS/ha/ano) PB: 16-18% 2. Medicago Sativa (Alfafa) Origem: Sudoeste da Ásia Hábito: Ereto Tolerância: Alta exigência de solo Uso: Pastoreio e feno (20 t MS/ha/ano) PB: 25% 3. Cajanus cajan (Feijão Guandu) Origem: África Tropical Ocidental Hábito: Arbustiva ereta Tolerância: Solo baixa fertilidade Uso: Pastoreio, feno, silagem (10-12 t MS/ha/ano) PB: 14-16% 1. Ammi majus (Umbelíferas) Toxinas: Agentes fotodinâmicos exógenos Doenças: Fotossensibilização primária Sintomas: Sensibilidade à luz, lesões na pele exposta à luz solar 2. Brachiaria spp. Toxinas: Filoeritrina acumulada devido a lesão hepática Doenças: Fotossensibilização hepatógena (Tipo III) Sintomas: Lesões cutâneas nas áreas expostas ao sol, icterícia 1. Palicourea marcgravii (erva-de-rato)(Presente no Paraná) Toxinas: Ácido fluoroacético Doenças: Inibição das enzimas do ciclo de Krebs Sintomas: Queda repentina, desequilíbrio, tremores musculares, respiração ofegante, morte em poucos minutos 1. Senecio spp.(Presente no Paraná) Toxinas: Alcaloides pirrolizidínicos Plantas que Afetam o SNC Plantas que Afetam a Reprodução Plantas que Afetam os Rins Plantas Hepatotóxicas Plantas Carcinogênicas Doenças: Hepatotoxicidade crônica, carcinogenicidade Sintomas: Insuficiência hepática, perda de peso, icterícia, carcinoma hepático 1. Erythrina spp.(Presente no Paraná) Toxinas: Alcaloides eritroidina Doenças: Efeito depressor no sistema nervoso central Sintomas: Sonolência, paralisia, depressão respiratória 1. Trifolium spp. (Trevo) Toxinas: Fitoestrógenos Doenças: Distúrbios reprodutivos Sintomas: Infertilidade, distúrbios do ciclo estral, aborto 2. Ateleia glazioviana (Timbó) Toxinas: Não especificado Doenças: Aborto Sintomas: Abortos em qualquer fase gestacional, principalmente no final do verão e outono 1. Amaranthus spp. (Caruru)(Presente no Paraná) Toxinas: Oxalatos Doenças: Nefrotoxicidade Sintomas: Insuficiência renal aguda, hemorragias renais, anúria 1. Crotalaria spp.(Presente no Paraná) Toxinas: Alcaloides pirrolizidínicos Doenças: Hepatotoxicidade crônica Sintomas: Cirrose, icterícia, ascite 1. Pteridium aquilinum (Samambaia)(Presente no Paraná) Toxinas: Ptaquilosídeo Doenças: Carcinogenicidade Sintomas: Hematúria, anemia, tumores da bexiga