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1 
 
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS - 
CÂMPUS GOIÂNIA 
DEPARTAMENTO DAS ÁREAS ACADÊMICAS III 
ENGENHARIA CIVIL 
PROF. HUMBERTO RODRIGO MARIANO 
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO I 
 
AMANDA BERNARDES SOUZA 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO REFERENTE AO ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DA COMPOSIÇÃO 
GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO MIÚDO (NBR NM 17054/2022) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Goiânia-GO 
Março/2023 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO REFERENTE AO ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DA COMPOSIÇÃO 
GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO MIÚDO (NBR NM 17054/2022) 
 
 
 
O presente relatório experimental é apresentado como 
requisito parcial para obtenção de nota na disciplina de 
Materiais de Construção I, pelo curso de Engenharia Civil, 
no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de 
Goiás – Campus Goiânia, sob orientação do Prof. Humberto 
Rodrigo Mariano. 
 
Área de concentração: Construção Civil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Goiânia-GO 
Março/2023
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 2 
2 OBJETIVOS ....................................................................................................................... 2 
3 REFERENCIAL TEÓRICO ............................................................................................... 2 
3.2 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO ............................................................................. 2 
3.2.1 AGREGADOS ..................................................................................................... 3 
4 DETERMINAÇÃO DA COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO AGREGADO 
MIÚDO (NBR NM 17054/2022) ............................................................................................... 3 
4.1 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL DO ENSAIO DE GRANULOMETRIA DO 
AGREGADO MIÚDO (AREIA) ........................................................................................... 3 
4.2 RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................. 5 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................. 8 
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
1 INTRODUÇÃO 
O Laboratório de Materiais de Construção do Instituto Federal de Educação, Ciência e 
Tecnologia de Goiás – Campus Goiânia, localizado na Rua 75, n° 46 – Setor Central, Goiânia 
– GO é um laboratório técnico estruturado com os equipamentos necessários para a realização 
de ensaios de materiais usados na construção civil, ensaios esses desenvolvidos em aulas 
práticas pelo corpo docente e discente da área da construção civil. 
A norma brasileira que prescreve o método para a determinação da composição 
granulométrica de agregados miúdos para concreto é a NBR 17054/2022. 
A composição granulométrica de um agregado tem grande influência nas propriedades 
futuras dos concretos, logo a importância do ensaio de determinação da composição 
granulométrica de agregados, que tem como objetivo conhecer o comportamento do agregado 
a fim de verificar se o material estudado se enquadra ou não para fins de concreto. 
2 OBJETIVOS 
O presente relatório experimental tem como objetivo descrever cada etapa do ensaio de 
determinação da composição granulométrica dos agregados miúdos estudados durante a aula 
prática da disciplina de Materiais de Construção I, em 22/03/2023, no laboratório de materiais 
de construção do Instituto Federal de Goiás – Campus Goiânia, sob supervisão do professor 
Humberto Rodrigo Mariano; assim como, expor os dados obtidos do ensaio e traçar a curva 
granulométrica dos agregados para análise, de acordo com a ABNT. 
3 REFERENCIAL TEÓRICO 
3.2 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 
Os materiais de construção são todos materiais empregados na construção civil. Extraídos 
do meio ambiente alguns são utilizados em seu formato natural, sem nenhum tipo de 
modificação em sua estrutura química e física, como a areia do rio, a argila, etc. Já outros 
materiais são modificados fisicamente sem alterar sua estrutura química, como as britas e as 
areia artificiais. E outros sofrem ambas modificações, física e química, em indústrias, como o 
aço e o cimento. 
 
3 
 
3.2.1 AGREGADOS 
Os agregados são materiais granulares e inertes (não reagem e não participam efetivamente 
de uma reação química), não apresentam forma e volume definidos e constituem a composição 
das argamassas e concretos. 
São materiais muito importantes no concreto porque cerca de 70% da composição do 
concreto é constituída por agregados, além de apresentarem menor custo. 
São classificados quanto à origem, em naturais: são aqueles encontrados na natureza (areia 
de rio e pedregulho, como o cascalho ou seixo rolado) e que passaram apenas por lavagem e 
seleção; e artificiais: são aqueles que passaram por algum processo para obter as características 
finais, como as britas originárias da trituração de rochas. 
E classificados quanto às dimensões, em miúdo: são os agregados com diâmetro máximo 
igual ou inferior a 4,8 mm; e graúdo: são os agregados com diâmetro máximo superior a 4,8 
mm. 
4 DETERMINAÇÃO DA COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DO 
AGREGADO MIÚDO (NBR NM 17054/2022) 
4.1 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL DO ENSAIO DE GRANULOMETRIA DO 
AGREGADO MIÚDO (AREIA) 
Os materiais utilizados para o ensaio de granulometria do agregado miúdo, foram: 
1. Peneiras do conjunto da série normal – 9,5mm; 4,75mm; 2,36mm; 1,18mm; 
0,60mm; 0,30mm e 0,15mm – e peneira do conjunto da série intermediária – 
6,30mm –. 
2. Tampa e fundo de peneira; 
3. Cronômetro; 
4. Pincel; 
5. Recipientes Metálicos; 
6. Balança; 
7. E 2 amostras de agregado miúdo com 500g (0,5kg) cada. 
 
Iniciamos o ensaio coletando e pesando duas determinações de areia com 500g cada. 
 
 
4 
 
FIGURA 4.1-1 – Composição granulométrica do agregado miúdo: a) coleta e pesagem das amostras 
com 500g cada. 
 
Após a coleta e pesagem, reunimos o conjunto das peneiras da série normal, iniciando o 
peneiramento a partir da peneira com abertura de malha 9,5mm, com exceção da peneira com 
abertura nominal de 6,3mm, que pertence à série intermediária. As peneiras foram devidamente 
posicionadas e o fundo encaixado. Em seguida, a amostra 1 foi despejada no conjunto. 
O peneiramento foi realizado manualmente, com a agitação de cada peneira superior do 
conjunto, que era destacada e agitada com tampa e fundo. O primeiro peneiramento teve a 
duração de 2 minutos, enquanto os demais ocorreram durante 5 minutos. 
 
FIGURA 4.1-2 – Composição granulométrica do agregado miúdo: b) peneiramento para obtenção 
das massas das frações de areia c) frações de areia de cada peneira. 
a 
b 
c 
 
5 
 
Encerrado o peneiramento da primeira determinação, o mesmo procedimento de 
peneiramento, coleta e pesagem se repetiu para a segunda determinação. Com os dados obtidos 
do ensaio de ambas amostras, foi possível estudar o material para a determinação de sua 
composição granulométrica, módulo de finura e dimensão máxima característica. 
4.2 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
A tabela 1 apresenta os resultados das frações percentuais de massa retida e acumulada do 
ensaio para determinação da composição granulométrica do agregado miúdo estudado. 
 
TABELA 1 – Resultado do percentual da massa retida e acumulada das determinações 1 e 2 
ensaiadas. 
Com os valores obtidos foi feito a determinação da dimensão máxima característica 
(DMC) de cada amostra e realizado os cálculos para a determinação do módulo de finura (MF) 
para análise dos critérios de aprovação do ensaio conforme especificado em norma. 
 A dimensão máxima característica (DMC) é a abertura da peneira em que fica retida 
uma porcentagem igual ou imediatamente inferior a 5% e o módulo de finura é soma dasporcentagens retidas acumuladas (das peneiras da série normal) divididas por 100. 
 
TABELA 2 – Resultado do DMC e MF do material estudado. 
1º Determinação 2º Determinação 
Mod.Finura 3,31 3,41 
Módulo de Finura Médio (MF) 3,36 Dimensão Máxima Característica (DMC) 6,30MM 
Massa inicial(g)
massa(g) %Retida %Acum. %Retida %Acum.
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
13,70 2,75 2,75 4,07 4,07
13,70 2,75 5,50 2,88 6,95
52,00 10,44 15,94 11,46 18,40
162,30 32,58 48,51 34,91 53,31
113,70 22,82 71,34 20,60 73,91
98,80 19,83 91,17 17,03 90,94
38,50 7,73 98,90 6,99 97,93
5,50 1,10 100,00 2,07 100,00
498,20 100,00 100,00
% Acumulada 
Média500,00 Massa inicial(g) 500,00
Massa (g)
9,50 0,00
6,30 20,20
Peneiras 
(mm)
1º Determinação 2º Determinação
1,18 173,40
0,60 102,30
4,75 14,30
2,36 56,90
Fundo 10,30
Total 496,70
0,30 84,60
0,15 34,70
0,00
3,41
6,22
17,17
50,91
72,62
91,05
98,41
100,00
FONTE: Autoria própria, 2023. 
FONTE: Autoria própria, 2023. 
 
6 
 
Assim, analisando os resultados quanto aos critérios de aprovação exigidos pela NBR NM 
17054/2022, temos: 
1. A dimensão máxima característica (DMC), em mm, deve ser igual nas duas 
determinações e como observado, na primeira e segunda determinação o valor igual ou 
imediatamente inferior a 5% foi da peneira com abertura de malha 6,30mm; logo, 
critério atendido. 
2. O limite de massa máximo previsto na tabela “máxima quantidade de material sobre as 
peneiras”, pela norma, deve ser obedecido. Essa tabela informa que as peneiras com 
abertura inferior a 4,75mm devem ter no máximo 200g de massa retida em cada peneira 
individualmente, e nas duas determinações do ensaio nenhuma excedeu o limite previsto 
pela norma; logo, critério atendido. 
 
TABELA 3 – Máxima quantidade de material sobre as telas das peneiras. 
3. A soma das massas não deve diferir em mais de 0,3% da massa inicial. Nas duas 
determinações, a diferença entre a massa final e a massa inicial foi superior a 0,3%; 
logo, critério não atendido; 
 
TABELA 4 – Percentual de diferença entre a soma da massa total e massa inicial. 
DETERMINAÇÕES DIFERENÇA DA MASSA INICIAL E 
FINAL EM % 
1 0,36 
 
 
2 0,66 
 
FONTE: NBR NM 17054/2022, 2022. 
FONTE: Autoria própria, 2023. 
 
7 
 
4. As porcentagens retidas na mesma peneira em ambas determinações não devem diferir 
em mais de 4%. Os valores de porcentagem retido individualmente em todas as peneiras 
se diferiram em mais de 4% entre as duas determinações; logo, critério não atendido. 
 
TABELA 5 – Diferença de peneiras entre duas determinações < 4%. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PENEIRAS (MM) DIFERENÇA DE PENEIRAS ENTRE DUAS 
DETERMINAÇÕES EM % 
 
9,50 0,00 
6,30 32,43 
4,75 4,51 
2,36 8,90 
1,18 6,67 
0,60 9,73 
0,30 14,12 
0,15 9,57 
FONTE: Autoria própria, 2023. 
 
8 
 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O ensaio realizado não atendeu aos critérios estabelecidos pela NBR NM 17054/2022, em 
relação às porcentagens retidas na mesma peneira em ambas as determinações e no percentual 
de diferença entre a soma da massa total e massa inicial, o que resultou na reprovação do ensaio. 
No entanto, durante a análise do material, foi possível traçar a curva granulométrica e 
constatar que a porcentagem retida acumulada na peneira de malha de 1,18mm até a de 0,60mm 
estava abaixo do limite da zona utilizável inferior estabelecido pela norma. Isso indica que a 
curva referente à areia não se enquadra nos limites estabelecidos pela norma e que, 
naturalmente, esse agregado não é ideal para ser utilizado em argamassas e concreto. 
 
TABELA 6 – Curva granulométrica do agregado miúdo. 
 
É importante salientar que a NBR NM 7211/2005 estabelece que materiais com 
distribuição granulométrica diferente das zonas estabelecidas na tabela 2 podem ser utilizados 
como agregado miúdo para concreto, desde que estudos prévios de dosagem comprovem sua 
aplicabilidade. Ou seja, embora a curva analisada não se enquadre nos limites da norma, ainda 
é possível utilizar esse agregado em aplicações específicas, desde que comprovada sua 
adequação por meio de estudos de dosagem. 
FONTE: Autoria própria, 2023. 
 
9 
 
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ACESSORIA TÉCNICA ITAMBÉ. Apostila de ensaios de concretos e agregados (3ª Edição). 
Curitiba – PR, 2011. 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR NM 17054: Agregados – 
Determinação da composição granulométrica. Rio de Janeiro, 2022. 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR NM 7211: Agregados para 
concreto - Especificação. Rio de Janeiro, 2005.

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