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Síndrome da apnéia obstrutiva do sono Vittória e Duda - T7 · a síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) caracteriza-se por episódios recorrentes de obstrução parcial ou total da via aérea superior (VAS) durante o sono, ocasionando dessaturação da oxi-hemoglobina e fragmentação do sono · impede a passagem do ar pela via respiratória · ocorre mais no sono REM · é mais comum em homens · é mais comum em indivíduos adultos e idosos, entre 35 a 60 anos · a prevalência do ronco é de 44% nos homens e 28% nas mulheres · pode afirmar que a SAOS é um fator de risco independente para HAS · maior incidência de arritmias, infarto agudo do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais · é marcada por episódios de apneia e hipopneia · apneia: há obstrução de 90% ou mais das vias aéreas superiores por 10 segundos ou mais, associada a dessaturação e/ou despertar · hipopneia: ocorre obstrução de 30% ou mais, por 10 segundos, associada a dessaturação (3% ou mais) e/ou despertar · RERA: aumento da resistência da passagem do ar pela via respiratória, sem obstrução (menor de 30%) quadro clínico · o sintoma noturno dominante é o ronco, quase sempre entrecortado por períodos de silêncio que correspondem a pausas respiratórias que duram de 20 a 30 segundos, seguidos de sufocação, engasgos e despertares · diurnos: sintoma mais prevalente em pacientes apneicos é a sonolência excessiva arquitetura do sono: · vigília: acordado · sono 1: sonolência (semi acordado) · sono 2: sono leve · sono 3: ondas lentas, relaxa · REM · ocorre mais no sono REM, mas fica menos tempo no sono REM pois ele fica superficializando · o paciente com apneia geralmente tem uma diminuição da potência do sono (demora menos tempo para dormir - está sonolento o dia todo), aumento do tempo de sono 2 fatore de risco · obesidade · idade: a quarta e quinta décadas de vida é a mais prevalente · sexo masculino: incluindo diferenças no tamanho da via aérea superior (VAS), maior colapsabilidade da faringe, maior resistência da VAS em homens e mudanças hormonais no climatério, as quais aumentam a prevalência de SAOS em mulheres menopausadas · estrutura esquelética craniofacial · obstrução nasal · álcool · história familiar · distúrbios endócrinos: hipotireoidismo e acromegalia · dormir de decúbito dorsal exame físico · ao exame físico deve existir atenção ao peso e altura, circunferência do pescoço e pressão arterial visto que determinam os fatores de risco modificáveis e aplicar o índice de Mallampati modificado para averiguar a orofaringe índice de mallampati modificado: · grau I: visualiza-se bem toda a orofaringe, incluindo o palato mole, os pilares amidalianos, as tonsilas palatinas e a ponta da úvula · grau II: visualizam-se o polo superior das tonsilas palatinas e a úvula (não vê a ponta da úvula) · grau III: visualizam-se parte do palato mole e da úvula (vê a base da úvula) · grau IV: visualizam-se apenas o palato duro e parte do palato mole tonsilas palatinas: · grau I: intravélicas · grau II: estendem-se além do pilar amidaliano anterior · grau III: estendem-se até 3/4 da linha média · grau IV: obstruem completamente a orofaringe naso: · observar alguma coisa que está obstruindo (pólipo desvio de septo…) · manobra de muller: alguns pacientes não conseguem fazer diagnóstico · para o diagnóstico pode ser utilizada a escala de sonolência de Epwort · até 9: normal · mais de 9: hipersonolência · após a suspeita clínica inicial é mandatória a solicitação de polissonografia, sendo este o exame padrão-ouro · pode ser realizada em ambiente hospitalar ou na casa do paciente, neste caso, de forma não assistida · indice de apneia e hipopneia (IAH)/hora > 5 para confirmação diagnóstica · apneia + hipopneia / tempo total de sono · IER (índices de ventos respiratórios): apneia + hipopneia + RERA/ tempo total do sono · os critérios diagnósticos envolvem pelo menos uma queixa clínica associada a polissonografia evidenciando 5 ou mais eventos obstrutivos respiratórios (apneia, hipopnéias, ou RERA por hora ou polissonografia demonstrando 15 ou mais eventos obstrutivos respiratórios por hora) tipos de polissono · tipo 1: analisa 7 coisas, é realizada no hospital · tipo 2: analisa 7 coisas, é realizado em casa · tipo 1 e 2 é igual · a tipo 1 tem um técnico ajudando (mas não é a casa dele, a cama dele, a rotina dele) · a tipo 2 é melhor, mas corre risco de desconectar um fio · tipo 3: analisa 3 a 4 canais, instala e vai para casa · tipo 4: analisa 3 a 4 canais, instala em casa · tipo 3 e 4 não é bom · esplitinat: metade da noite faz a polissono de diagnóstico (instala os canais - 7), e a segunda metade começa a titulação do cepat (feito em hospital) · na criança, a apneia ocorre na primeira metade do sono (entra no sono REM) · no adulto, o sono REM entra na segunda metade do sono · o esplitinat vê a primeira metade do sono · no mínimo um dos critérios abaixo: · episódios de sono não intencionais durante a vigília · sonolência excessiva diurna (SED) · sono não reparador · fadiga ou insônia · acordar com pausas respiratórias, engasgos ou asfixia · companheiro (a) relata ronco alto e/ou pausas respiratórias durante o sono · polissonografia apresentando: · 5 ou mais eventos respiratórios detectáveis (apneia e/ou hipopneias e/ou DRER) por hora de sono · evidências de esforço respiratório durante todo ou parte de cada evento · polissonografia apresentando: · 15 ou mais eventos respiratórios detectáveis (apneia/hipopneias e/ou DRER) por hora de sono · evidências de esforço respiratório durante todo ou parte de cada evento · distúrbio não pode ser mais bem explicado por outro distúrbio do sono, doenças médicas ou neurológicas, uso de medicações ou distúrbio por uso de substâncias · roncopatia primária: só ronca, e o IAH menor que 5 · a SAOS é graduada em leve, moderada ou grave, como se segue: · leve: IAH ≥ 5 e ≤ 15, ocorre sonolência diurna em atividades que requerem pouca atenção, produzindo discreta alteração da função social ou ocupacional; · moderada: IAH ≥ 15 e ≤ 30, sonolência em atividades que requerem alguma atenção, como assistir a eventos sociais, causando alteração na função social ou ocupacional · grave: IAH > 30, sonolência em atividades que requerem maior atenção, como comer, conversar, andar ou dirigir, com maior alteração na função social ou ocupacional tratamento · tentar tratar o desvio de septo, retirada de pólipo (tirar o fator causador) · indicação de fisioterapia e fonoterapia · fonoterapia: mallampati ruim, alongamento de úvula e palato mole, trabalha o tônus da parede posterior · dentista: aparelho intraoral · aparelhos intraorais: são dispositivos utilizados na cavidade oral durante o sono, modificando a posição da mandíbula · o uso da pressão aérea positiva contínua (CPAP) · este que é utilizado para manter a pressão intraluminal mínima impedindo o colabamento da VAS · aumenta a pressão centrífuga · os CPAPs podem ser nasais, almofadas nasais, oronasal ou faciais, tem o benefício de corrigir e monitorar os eventos respiratórios permitindo ter uma melhora no padrão respiratório · o CPAP deve ser indicado em todos os casos moderados a graves e têm efetividade de quando o uso é, no mínimo, de 4 a 5 horas por noite (com umidificação) · se fez cirurgia de uvulopalato não dá certo com o CPAP tipos de CPAP: · CPAP, APAP (é autorregulado, não precisa fazer uma nova polissonografia) ou BiPAP (precisa fazer uma nova polissono) · fazer o uso com umidificador · tratamento cirúrgico podem ser indicados em casos selecionados · cirurgia: uvulopalatolaringologia e faringectologia · outras terapias podem ser utilizadas conjuntamente com as terapias citadas ou isoladamente, nos casos da impossibilidade de realização de outro tratamento · essas terapias incluem as orientações gerais para perder peso, fazer atividade física, evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e medicamentos sedativos à noite e terapia postural farmacológico· modafinil é recomendado para o tratamento da sonolência diurna residual · deixa a pessoa mais alerta · corticosteróides tópicos nasais podem ser utilizados como terapia complementar ao tratamento primário da SAOS · sem comprovação: nicotina, reposição de hormônios tireoidianos em pacientes com hipotireoidismo, bromocriptina para pacientes com acromegalia, medroxiprogesterona em homens e mirtazapina sono NREM (1,2,3) · 1: semi acordado · 2: dormindo · 3: relaxamento completo, bradicardia REM · mais profundo, taquicardia, atividade cerebral maior · SAOS acontece mais no sono REM · aumento da força centrípeta em deprimento da força centrífuga image8.png image3.png image9.png image5.png image6.png image4.png image1.png image7.png image10.png image2.png