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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE Instituto de Química (IQ) Departamento de Química Orgânica (GQO) Química Orgânica XI Experimental (Turma ED) Profª Isakelly Pereira Marques PRÁTICA: CO-DESTILAÇÃO E EXTRAÇÃO SIMPLES Por Victor Alves de Souza Guedes Niterói, 30 de setembro de 2022. 1 1. INTRODUÇÃO O processo de destilação baseia-se num método físico de separação de misturas homogêneas costumeiramente utilizado, funcionando por meio da diferença de temperatura de ebulição dos constituintes presentes na solução. A diferença da destilação simples para a co-destilação é que uma é utilizada para substâncias miscíveis e a outra para substância imiscíveis, respectivamente. 1 A destilação por arraste a vapor, por sua vez, é usada quando o analista se depara com substâncias que se decompõem perto de seus respectivos pontos de ebulição, precisando ainda ser imiscíveis, ou pouco miscíveis, nos seus vapores de arraste para possibilitar o isolamento e purificação das mesmas. Um dos motivos desse método ser utilizado é o fato de que o composto é destilado a uma temperatura menor do que o ponto de ebulição do vapor de arraste, o que evita a sua decomposição. Nessa perspectiva, se for o caso desse vapor de arraste seja a água, a substância querida será arrastada mecanicamente numa temperatura menor que o ponto de ebulição da água, ou seja, 100 °C. 1 Diferentemente dos óleos fixos, que são misturas de substâncias lipídicas obtidas de sementes, os óleos essenciais, se tratam de fragrâncias em geral obtidas de plantas, por meio de destilação ou extração química, que são capazes de entrar em ebulição sem deixar resíduos. Algumas características desses compostos são que possuem pouca ou até nenhuma substância oleosa, levam o aroma da planta específica, além de serem encontrados nos órgãos das plantas. Vale ainda ressaltar que eles são de suma importância para a sobrevivência do vegetal em seu ecossistema, justamente pelo fato de que atuam na defesa contra predadores e microorganismos. 2 Os óleos essenciais, em grande maioria, são formados por derivados fenilpropanóides ou de terpenóides. Os fenilpropanóides, formados por uma cadeia carbônica e um grupo fenila ligado, são um grupo de produtos naturais voláteis, derivados da L-fenilalanina ou do ácido chiquímico que, para os vegetais, são capazes de gerar proteção contra predadores e patógenos, além de impedir parte da luz ultravioleta. Por outro lado, os terpenos fazem parte do grupo de substâncias naturais formados por unidades de isopreno. Assim, por meio desta derivação, eles podem ser separados conforme o número de unidades de isopreno que compõem sua estrutura. 2 2 2. OBJETIVO Extração do óleo essencial do alecrim. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1. Discussão do trabalho experimental Na co-destilação ocorreu, por meio da manta de aquecimento, o fornecimento de energia que foi capaz de quebrar as ligações intermoleculares da água, no caso da ligação de hidrogênio, e do óleo. Ainda na co-destilação, por meio das pedras de porcelana a ebulição foi efetuada de forma homogênea através da liberando microbolhas que evitam a ebulição tumultuosa e a projeção do líquido. Posteriormente, para realizar a separação do óleo foi adicionado hexano, visto que o óleo essencial é solúvel em hexano, e este é imiscível em água. Dessa forma, pode ser observada uma mistura heterogênea bifásica, na parte inferior situa-se por diferença de densidade a fase orgânica, contendo o óleo essencial e o hexano, e na parte superior a fase aquosa, constituída pela água. No final, devido ao fato de que em soluções imiscíveis as pressões de vapor dos constituintes de somam, foi submetido ao evaporador rotatório a fim de proporcionar uma pressão menor que a atmosférica e um banho de água quente, fatores que influenciam diretamente o ponto de ebulição do hexano. O rendimento do óleo essencial extraído foi muito baixo. Isso se deve ao fato de que o processo de destilação não foi realizado por tempo suficiente. Caso este processo fosse prorrogado um pouco mais o rendimento poderia ter sido maior. 3.2. Apresentação de resultados 𝑅𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (%): 𝑀𝑎𝑠𝑠𝑎 𝐸𝑥𝑡𝑟𝑎í𝑑𝑎 𝑀𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 × 100 𝑅𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (%): 0,572𝑔 33,808𝑔 × 100 𝑅𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (%): 1, 69 %. 4. CONCLUSÕES A parte experimental da prática foi feita de forma bastante didática. Entretanto, o fator adverso responsável pela demora prática foi a dificuldade de 3 ajustar as peças da aparelhagem da destilação de forma que ficassem alinhadas, o que demandou um tempo considerável. 5. PARTE EXPERIMENTAL 5.1. Desenhos das aparelhagens (Figura 1: Aparelhagem de destilação por arraste a vapor.) Legenda: 1- Elevador; 2- Manta de aquecimento; 3- Balão de fundo redondo 500 mL; 4- Mufa; 5- Cabeça de destilação; 6- Suporte universal; 7- Condensador de tubo reto; 8- Mangueira; 9- Terminal de destilação; 10- Balão de recolhimento; 11- Termômetro; 12- Garra; 4 (Figura 2: Aparelhagem do Funil de separação.) Legenda: 1- Funil de separação; 2- Argola; 3- Mufa; 4- Suporte universal; (Figura 3: Aparelhagem do evaporador rotatório.) Legenda: 1- Balão de condensação; 2- Pinça; 3- Torneira com tubo alimentador; 5 4- Condensador; 5- Balão de evaporação; 6- Banho de aquecimento; 7- Controle de temperatura; 8- Suporte; 5.2. Procedimentos experimentais Inicialmente foram pesados 33,808 g de alecrim, seguido da adição do mesmo no balão de fundo redondo, sendo preenchido com 250 mL de água destilada e uma pequena porção de pedras de porcelana. Finalmente, foi efetuado o aquecimento do sistema por meio da manta até que a destilação se completasse. Depois disso, a mistura destilada foi recolhida para um funil de separação, onde foi acrescentado 30 mL de hexano. Dessa forma, foi realizada a extração do composto separando a água do hexano em dois béqueres diferentes. No final do experimento, o béquer com água foi submetido ao evaporador rotatório e feita a pesagem por diferença no fim do procedimento. 5.3. Dados físicos 5.3.1. Hexano 3 Fórmula molecular 𝐶 6 𝐻 14 Massa molar 86,17 g/mol. Aparência Líquido incolor. Ponto de Fusão - 94°C. Ponto de Ebulição 68,7 °C. Densidade 655 kg/ .𝑚3 Toxicidade Irritante para a pele e olhos. Pode causar náusea ou vômito. Fórmula estrutural (Figura 4: molécula de hexano. Fonte: Google Imagens.) 6 5.3.2. Água 3 Fórmula molecular 𝐻 2 𝑂 Massa molar 18,01528 g/mol. Aparência Líquido incolor. Ponto de Fusão 0 °C. Ponto de Ebulição 100 °C. Densidade 997 kg/m³. Fórmula estrutural (Figura 5: molécula de água. Fonte: Google Imagens.) 6. BIBLIOGRAFIA 1. Watanabe, C.H. et al. Extração do óleo essencial de menta por destilação por arraste a vapor e extração com etanol.Botucatu: Revista Brasileira PI. Med. Vol. 8, p. 3-8, 2006. 2. BRUICE, Paula Yurkanis.Química Orgânica, tradução da 4ª edição. São Paulo: Pearson Prentice Hall. Vol.1, p. 666-669, 2006. 3. ANVISA.Monografias Insumos Farmacêuticos e Especialidades. Brasília: Farmacopeia Brasileira. Vol. 3, p. 2-6 , 2019. 7