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Craque NetoCraque Neto

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Verifique se seu caderno está completo, sem repe-
tição de questões ou falhas. Caso contrário, noti-
fique imediatamente o Fiscal da Sala, para que 
sejam tomadas as devidas providências;
Confira seus dados pessoais, especialmente nome, 
número de inscrição e documento de identidade 
e leia atentamente as instruções para preencher 
o cartão-resposta;
Use somente caneta esferográfica, fabricada em 
material transparente, com tinta preta ou azul;
Assine seu nome apenas no(s) espaço(s) 
reservado(s);
Confira sua cor e tipo do caderno de questões. 
Caso tenha recebido caderno de cor ou tipo 
diferente do impresso em seu cartão-resposta, 
o fiscal deve ser obrigatoriamente informado 
para o devido registro na Ata da Sala;
Reserve tempo suficiente para o preenchimento 
do seu material. O preenchimento é de sua res-
ponsabilidade e não será permitida a troca do 
cartão-resposta ou folha de texto definitivo em 
caso de erro;
Para fins de avaliação, serão levadas em considera-
ção apenas as marcações realizadas no cartão-
-resposta e na folha de texto definitivo;
Os candidatos serão submetidos ao sistema de 
detecção de metais quando do ingresso e 
da saída de sanitários durante a realização 
das provas.
Boa sorte!
INFORMAÇÕES GERAIS
As questões objetivas têm quatro alternativas 
de resposta (A, B, C, D) e somente uma delas 
está correta;
Além deste caderno de questões, contendo 
setenta questões objetivas, você receberá do 
Fiscal de Sala:
o cartão-resposta das questões objetivas.
SUA PROVA
Você dispõe de 4h para a realização da prova, já 
incluído o tempo para a marcação do cartão-res-
posta e preenchimento da folha de texto definitivo;
3 horas após o início da prova é possível retirar-se 
da sala, sem levar o caderno de questões;
Faltando 30 minutos para o final da prova é 
possível retirar-se da sala levando o caderno 
de questões.
TEMPO
Qualquer tipo de comunicação entre os candidatos 
durante a aplicação da prova;
Levantar da cadeira sem autorização do 
Fiscal de Sala;
Usar o sanitário ao término da prova, após 
deixar a sala.
NÃO SERÁ PERMITIDO
Tipo – GRAN
Ordem dos Advogados do Brasil
2° Simulado
Bas
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ca
 F
GV
1ª FASE DO EXAME 41º 
Livro Eletrônico
FOLHA DE ROSTO ORIENTATIVA PARA PROVA OBJETIVA
LEIA AS ORIENTAÇÕES COM CALMA E ATENÇÃO!
INSTRUÇÕES GERAIS
● Atenção ao tempo de duração da prova, que já inclui o preenchimento da folha de respostas. 
● Cada uma das questões da prova objetiva está vinculada ao comando que imediatamente 
a antecede e contém orientação necessária para resposta. Para cada questão, existe 
apenas UMA resposta válida e de acordo com o gabarito. 
● Faltando uma hora para o término do simulado, você receberá um e-mail para preencher 
o cartão-resposta, a fim de avaliar sua posição no ranking. Basta clicar no botão vermelho 
de PREENCHER GABARITO, que estará no e-mail, ou acessar a página de download da 
prova. Você deve fazer o cadastro em nossa plataforma para participar do ranking. Não se 
preocupe: o cadastro é grátis e muito simples de ser realizado.
– Se a sua prova for estilo Certo ou Errado (CESPE/CEBRASPE): 
marque o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo 
designado com o código E, caso julgue o item ERRADO. Se optar por não responder 
a uma determinada questão, marque o campo “EM BRANCO”. Lembrando que, neste 
estilo de banca, uma resposta errada anula uma resposta certa. 
Obs.: Se não houver sinalização quanto à prova ser estilo Cespe/Cebraspe, apesar de 
ser no estilo CERTO e ERRADO, você não terá questões anuladas no cartão-resposta 
em caso de respostas erradas.
– Se a sua prova for estilo Múltipla Escolha: 
marque o campo designado com a letra da alternativa escolhida (A, B, C, D ou E). É 
preciso responder a todas as questões, pois o sistema não permite o envio do cartão 
com respostas em branco.
● Uma hora após o encerramento do prazo para preencher o cartão-resposta, você receberá um 
e-mail com o gabarito para conferir seus acertos e erros. Caso você seja aluno da Assinatura 
Ilimitada, você receberá, com o gabarito, a prova completa comentada – uma vantagem 
exclusiva para assinantes, com acesso apenas pelo e-mail e pelo ambiente do aluno.
● Não serão realizadas correções individuais das provas discursivas.
Em caso de solicitação de recurso para alguma questão, envie para o e-mail:
treinodificil_jogofacil@grancursosonline.com.br. 
Nossa ouvidoria terá até dois dias úteis para responder à solicitação.
Desejamos uma excelente prova!
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
FICHA TÉCNICA DO MATERIAL
grancursosonline.com.br
CÓDIGO:
2406051384M
TIPO DE MATERIAL:
Simulado Preparatório
NUMERAÇÃO:
2º Simulado
NOME DO ÓRGÃO:
Ordem dos Advogados do Brasil
OAB
EXAME:
1ª Fase do Exame 41º 
MODELO/BANCA:
FGV
EDITAL:
Pós-Edital
DATA DE APLICAÇÃO:
6/2024
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO:
6/2024
Este material está sujeito a atualizações. O Gran não se responsabiliza por custos 
de impressão, que deve ser realizada sob responsabilidade exclusiva do aluno.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
Ética Profissional
Maria Christina
1 
João é bacharel em Direito aprovado no exame de or-
dem, mas não inscrito na OAB. Desse modo, submeteu-
-se a um processo seletivo para preenchimento de vaga 
de diretor jurídico, apresentando para tanto seu diploma 
de Direito. Diante dos fatos, assinale a opção correta.
(A) João poderá assumir a vaga por preencher todos os 
requisitos para o exercício do cargo.
(B) João poderá assumir a vaga desde que comprove 
idoneidade moral.
(C) João poderá assumir a vaga desde que faça provas de 
bom comportamento.
(D) João não poderá assumir a vaga.
2 
Pedro Henrique, advogado com inscrição principal no 
Distrito Federal no ano de 2024, apresentou quatro 
ações judiciais na seccional de Goiás e mais dois pro-
cessos administrativos no mesmo estado. Diante de tal 
situação, após dois anos foi surpreendido com a instau-
ração de um processo administrativo disciplinar na sec-
cional do estado de Goiás. Diante dos fatos, assinale a 
opção correta.
(A) O processo administrativo disciplinar deve ser arqui-
vado por ausência de infração.
(B) O advogado deveria ter requerido a sua inscrição su-
plementar na seccional de Goiás.
(C) O advogado não poderá atuar em outra seccional 
sem a devida inscrição suplementar.
(D) O advogado somente poderá atuar no local da sua 
inscrição principal.
3 
Susana é uma grande advogada criminalista com domi-
cílio residencial e profissional na seccional do estado da 
Paraíba. Ocorre que, por motivos profissionais, sua atu-
ação profissional se estendeu de maneira significativa no 
estado de São Paulo. Desse modo, requereu a transfe-
rência de sua inscrição profissional para São Paulo. Dian-
te dos fatos, assinale a opção correta.
(A) Susana deverá requerer a transferência do seu do-
micílio profissional e residencial para São Paulo, 
permanecendo o mesmo número de OAB em am-
bas as seccionais.
(B) Susana deverá requerer a transferência do seu do-
micílio profissional e residencial para São Paulo, com 
novo número de OAB em São Paulo.
(C) Susana poderá requerer a transferência do seu do-
micílio profissional para São Paulo permanecendo o 
mesmo número de OAB.
(D) Susana poderá requerer a transferência do seu do-
micílio profissional para São Paulo com novo núme-
ro de OAB.
4 
Pablo, advogado inscrito na seccional do Mato Grosso 
do Sul, há 12 anos adquiriu doença mental incurável, o 
que impossibilitou a continuidade daadvocacia. Diante 
dos fatos, sua inscrição deverá ser:
(A) cancelada.
(B) suspensa.
(C) licenciada.
(D) cassada.
5 
Sobre as sociedades de advogados simples ou individual, 
assinale a opção correta.
(A) Nenhum advogado pode integrar mais de uma so-
ciedade de advogados, constituir mais de uma so-
ciedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simul-
taneamente, uma sociedade de advogados e uma 
sociedade unipessoal de advocacia nem realizar mais 
de uma associação para atuação conjunta dentro da 
mesma seccional.
(B) A sociedade unipessoal de advocacia pode resultar 
da concentração por um advogado das quotas de 
uma sociedade de advogados, independentemente 
das razões que motivaram tal concentração.
(C) Nas sociedades de advogados, a escolha do sócio-
-administrador poderá recair sobre advogado que 
atue como servidor da administração direta, indireta 
e fundacional, ainda que esteja sujeito ao regime de 
dedicação exclusiva.
(D) A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal 
de advocacia deverão recolher seus tributos sobre 
a parcela da receita que efetivamente lhes couber, 
com a inclusão da receita que for transferida a outros 
advogados ou a sociedades que atuem em forma de 
parceria para o atendimento do cliente. 
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
6 
Sobre as sociedades de advogados simples ou individual, 
assinale a opção incorreta.
(A) Não são admitidas a registro nem podem funcionar 
todas as espécies de sociedades de advogados que 
apresentem forma ou características de sociedade 
empresária, que adotem denominação de fantasia, 
que realizem atividades estranhas à advocacia, que 
incluam como sócio ou titular de sociedade unipes-
soal de advocacia pessoa não inscrita como advoga-
do ou totalmente proibida de advogar. 
(B) A razão social deve ter, obrigatoriamente, o nome de, 
pelo menos, um advogado responsável pela socieda-
de, podendo permanecer o de sócio falecido, desde 
que prevista tal possibilidade no ato constitutivo.
(C) O impedimento ou a incompatibilidade em caráter 
temporário do advogado o exclui da sociedade de 
advogados à qual pertença e deve ser averbado no 
registro da sociedade.
(D) É proibido o registro, nos cartórios de registro civil de 
pessoas jurídicas e nas juntas comerciais, de socie-
dade que inclua, entre outras finalidades, a atividade 
de advocacia.
7 
Sobre os advogados associados, assinale a opção correta.
(A) O advogado não poderá associar-se a uma ou mais 
sociedades de advogados ou sociedades unipessoais 
de advocacia na mesma seccional.
(B) Os contratos de associação devem ser registrados no 
contrato da sociedade, e não em meio próprio.
(C) A partilha dos resultados deve ser estipulada livre-
mente, sem necessidade de contrato formal.
(D) O contrato de associação deve descrever a forma de 
repartição dos riscos e das receitas entre as partes, 
vedada a atribuição da totalidade dos riscos ou das 
receitas exclusivamente a uma delas.
8 
Sobre os honorários pagos aos serviços prestados pelos 
advogados, assinale a opção correta.
(A) O distrato e a rescisão do contrato de prestação de 
serviços advocatícios, quando celebrados formal-
mente, configuram renúncia expressa aos honorá-
rios pactuados.
(B) No caso de bloqueio universal do patrimônio do cliente 
por decisão judicial, garantir-se-á ao advogado a libera-
ção de até 20% (vinte por cento) dos bens bloqueados 
para fins de recebimento de honorários e reembolso 
de gastos com a defesa em qualquer situação, tendo 
em vista o caráter alimentar dos honorários.
(C) O pedido de desbloqueio de bens será feito em autos 
apartados, que permanecerão em sigilo, mediante a 
apresentação do respectivo contrato.
(D) Diante da estipulação expressa de contrato, o juiz ar-
bitrará os honorários dos advogados.
Filosofia do Direito
Odair José
9 
Segundo o filósofo Herbert Hart, em sua obra “O con-
ceito de Direito”, uma sociedade inclui aqueles que 
encaram as normas jurídicas a partir do ponto de vista 
interno, e não apenas como sistema coercitivo. Assim, 
embora a previsão de coerção seja relevante para eficá-
cia do sistema de normas, essa é apenas uma parte que 
mantém essa eficácia.
Sob a ótica de Herbert Hart, nos termos da obra em refe-
rência, para a manutenção da ordem social, é necessário
(A) que a maioria das pessoas obedeça às normas de for-
ma voluntária, sem a necessidade de manifestação 
da coerção.
(B) o uso frequente da coercitividade estatal.
(C) que a voluntariedade social na observância das nor-
mas se sobreponha a qualquer ordem estatal.
(D) que as sanções se manifestem em todas as normas 
do sistema normativo.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
10 
Na obra “Conceito e Validade do Direito”, Robert Alexy 
afirma que os princípios são normas que ordenam que 
algo seja realizado na maior medida possível dentro das 
possibilidades jurídicas e fáticas existentes.
Nos termos do pensamento de Robert Alexy e da obra 
referida, conclui-se que os princípios
(A) são sinônimos de regras jurídicas dispostas hierar-
quicamente na ordem normativa.
(B) são mandamentos de otimização, que atuam como uma 
dimensão de peso nas questões envolvem a justiça.
(C) não têm caráter vinculativo porque não permitem a 
subsunção direta do fato à norma.
(D) são normas secundárias, devendo ser usadas de for-
ma supletiva.
Direito Constitucional
Ana Paula Blazute
11 
A proposta de um terço dos membros da Câmara dos 
Deputados, de emenda constitucional tendente a abolir 
o voto secreto, com a justificativa de verificação da lici-
tude das eleições, de acordo com a Constituição Federal,
(A) poderá ser objeto de deliberação, desde que funda-
mentada e aprovada pelo Presidente da República.
(B) não poderá ser objeto de deliberação, em razão da 
matéria nela abordada.
(C) somente não poderá ser objeto de deliberação na 
vigência de intervenção federal, de estado de defesa 
ou de estado de sítio.
(D) não poderá ser objeto de deliberação, pois a Consti-
tuição Federal somente pode ser emendada median-
te proposta do presidente da República.
12 
Partido político com representação no Congresso Na-
cional ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade 
perante o Supremo Tribunal Federal contra a Lei Fe-
deral XXX/2023. Por unanimidade, o Plenário do STF 
julgou procedente o pedido e declarou a referida Lei 
inconstitucional.
Com base na situação hipotética narrada, e conforme 
o sistema jurídico-constitucional vigente, é correto afir-
mar que a decisão definitiva de mérito proferida pelo 
STF na situação em tela vincula
(A) todo o Poder Judiciário e a administração pública di-
reta e indireta, em todas as esferas federativas.
(B) os poderes políticos do Estado, o Executivo e o Legis-
lativo, no exercício de todas as suas funções.
(C) todos os poderes do Estado em nível federal, excluin-
do as esferas estadual e municipal.
(D) o presidente da República, inclusive no exercício de 
suas funções de natureza legislativa.
13 
Roberto, cidadão brasileiro, toma conhecimento de que 
um órgão público federal está contratando uma conheci-
da empreiteira do estado Delta para a realização de obras 
sem promover o regular procedimento licitatório. A fim 
de proteger o interesse público, busca obter maiores in-
formações junto aos setores competentes do próprio ór-
gão. Sem sucesso, passa a considerar a hipótese de ajuizar 
uma ação popular a fim de anular os atos de contratação, 
bem como buscar o ressarcimento dos cofres públicos 
por eventuais danos patrimoniais. Antes de fazê-lo, no 
entanto,quer saber as consequências referentes ao paga-
mento de custas judiciais e do ônus de sucumbência, caso 
não obtenha sucesso na causa. Você, como advogado(a), 
então, explica-lhe que, segundo o sistema jurídico-cons-
titucional brasileiro, caso não obtenha sucesso na causa,
(A) não terá que arcar com as custas judiciais e com o 
ônus de sucumbência, posto que o interesse que o 
move na causa é revestido de inequívoca boa-fé, em 
defesa do interesse público.
(B) somente terá que arcar com as custas judiciais, mas 
não com os ônus sucumbenciais, posto se tratar de 
um processo de natureza constitucional que visa a 
salvaguardar o interesse social.
(C) terá que arcar com as custas judiciais e com o ônus 
de sucumbência, como ocorre ordinariamente no 
âmbito do sistema processual brasileiro.
(D) não terá que arcar com qualquer custo, consideran-
do que a Constituição Federal de 1988 concede aos 
brasileiros isenção de custas em todos os chamados 
remédios constitucionais.
14 
Ao disciplinar as formas de aquisição e perda da nacio-
nalidade brasileira, a Constituição Federal estabelece que 
será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que
(A) fizer pedido expresso de perda de sua nacionalidade 
perante autoridade judiciária competente, renúncia 
essa que impede o interessado de readquirir sua na-
cionalidade brasileira originária, ressalvada situação 
que acarrete apatridia.
(B) adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos de re-
conhecimento de nacionalidade originária pela lei 
estrangeira e imposição de naturalização, pela nor-
ma estrangeira, ao brasileiro residente em estado es-
trangeiro, como condição para permanência em seu 
território ou para o exercício de direitos civis.
(C) fizer pedido expresso de perda de sua nacionalidade 
perante autoridade brasileira competente, ressalvadas 
situações que acarretem apatridia, renúncia essa que, 
no entanto, não impede o interessado de readquirir sua 
nacionalidade brasileira originária, nos termos da lei.
(D) tiver cancelada sua naturalização, por sentença judi-
cial transitada em julgado, em virtude de atividade 
nociva ao interesse nacional, ressalvadas situações 
que acarretem apatridia.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
15 
João, estudante de Direito, foi informado por um dos 
seus professores sobre a necessidade de apresentação 
de um trabalho sobre o Poder Legislativo, em especial 
sobre o Senado Federal. Em assim sendo, o aluno passou 
a estudar, detalhadamente, os regramentos aplicáveis à 
Casa Legislativa citada.
Nesse cenário, considerando as disposições da Consti-
tuição Federal, assinale a afirmativa correta.
(A) Salvo disposição constitucional em contrário, as de-
liberações do Senado Federal e de suas comissões 
serão tomadas por maioria absoluta dos votos, pre-
sente a maioria de seus membros.
(B) A representação de cada estado e do Distrito Fede-
ral, no Senado Federal, será renovada de quatro em 
quatro anos, alternadamente, por um e dois terços.
(C) O Senado Federal compõe-se de representantes dos 
estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o siste-
ma proporcional.
(D) Cada estado e o Distrito Federal elegerão três sena-
dores, com mandato de quatro anos.
16 
O presidente da República dispôs, mediante decreto, so-
bre a organização e o funcionamento da administração 
federal, sem implicar aumento de despesa, tampouco 
criação ou extinção de órgãos públicos. Após tomar ci-
ência sobre os fatos, um parlamentar da oposição procu-
rou auxílio da sua assessoria jurídica, indagando-a sobre 
a validade da medida adotada.
Nesse cenário, considerando as disposições da Consti-
tuição Federal de 1988 e o entendimento doutrinário e 
jurisprudencial dominantes, é correto afirmar que o pre-
sidente da República
(A) pode, mediante decreto, dispor sobre a organização 
e funcionamento da administração federal, desde 
que não haja aumento de despesa, tampouco cria-
ção ou extinção de órgãos públicos, com base no po-
der normativo.
(B) pode, mediante decreto, dispor sobre a organização 
e funcionamento da administração federal, desde 
que não haja aumento de despesa, tampouco cria-
ção ou extinção de órgãos públicos, com base no po-
der disciplinar.
(C) não pode, mediante decreto, dispor sobre a orga-
nização e funcionamento da administração federal, 
porquanto o poder disciplinar permite, apenas, a 
edição de atos normativos infralegais, para garantir 
a fiel execução da lei.
(D) não pode, mediante decreto, dispor sobre a orga-
nização e funcionamento da administração federal, 
porquanto o poder normativo permite, apenas, a 
edição de atos normativos infralegais, para garantir 
a fiel execução da lei.
Direitos Humanos
Alice Rocha
17 
Bernardo foi condenado por homicídio e atualmente 
cumpre pena em presídio localizado no interior de São 
Paulo. O estabelecimento prisional já foi notificado di-
versas vezes pelas péssimas condições de salubridade e 
risco para a vida e integridade dos presos. Receosos, os 
familiares de Bernardo procuram você como advogado 
para buscar medidas provisórias em função da gravida-
de e urgência do caso. A respeito das medidas provisó-
rias estabelecidas na Convenção Americana de Direitos 
Humanos, você deve informá-los que:
(A) para a solicitação de tais medidas, é necessária a 
existência de uma decisão prévia da Comissão Jurídi-
ca da Organização dos Estados Americanos.
(B) para a solicitação de tais medidas, é necessária a 
comprovação de uma situação de violência estrutu-
ral e conflito armado.
(C) a Corte Interamericana só pode tomar medidas pro-
visórias para os assuntos que estiverem em seu co-
nhecimento.
(D) a Corte Interamericana pode tomar medidas provi-
sórias em relação a assuntos que ainda não estão 
submetidos ao seu conhecimento a partir de pedido 
da Comissão.
18 
A Constituição Federal brasileira possui uma série de me-
canismos de proteção dos direitos humanos. Dentre tais 
mecanismos, podemos citar o incidente de deslocamen-
to de competência, que pode ser utilizado em caso de
(A) grave violação de direitos humanos que não pode 
ser adequadamente apurada e julgada pela Justi-
ça Estadual.
(B) necessidade de intervenção federal em estados para 
garantir a ordem pública.
(C) interesse econômico da União em causas envolven-
do empresas públicas.
(D) conflito de competências entre a Justiça Estadual e a 
Justiça Federal.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
Direito Internacional
Alice Rocha
19 
Pedro acaba de se formar no curso de Direito e decide 
se especializar na temática migratória. Ao fazer o le-
vantamento da quantidade de medidas compulsórias 
aplicadas a estrangeiros no Brasil, ele percebe que a ex-
pulsão é a de maior incidência e decide se aprofundar 
nesse assunto.
Em relação à expulsão de estrangeiros e com base na Lei 
de Migração brasileira (Lei n. 13.445/2017), Pedro deve 
basear seu estudo no seguinte ponto:
(A) a expulsão pode ser realizada sem direito de defesa 
pelo fato de o indivíduo já ter utilizado tal garantia no 
processo que o condenou e o levou a expulsão.
(B) a decisão de expulsão deve garantir o direito ao devi-
do processo legal.
(C) qualquer condenação grave pode motivar a expulsão 
de estrangeiros no Brasil.
(D) a expulsão pode ser motivada pela prática de religiões 
ou cultos que representem ofensa à cultura brasileira.
20 
Carla sempre foi muito motivada a se tornar parte do 
corpo diplomático para usufruir das imunidades e privi-
légios estabelecidos para esses representantes. A partir 
da Convenção de Vienasobre Relações Diplomáticas de 
1961, Carla poderá continuar sonhando com:
(A) imunidade contra qualquer processo administrativo 
no Estado acreditado.
(B) imunidade contra processos criminais no Estado 
acreditante.
(C) imunidade contra qualquer forma de detenção ou 
prisão no Estado acreditado.
(D) imunidade contra o pagamento de impostos e taxas 
no Estado acreditante.
Direito Tributário
Maria Christina
21 
O Estado do Rio Grande do Sul, diante da calamidade 
pública ocorrida pelas enchentes que destruíram o es-
tado, optou por editar uma Lei Complementar e instituir 
o empréstimo compulsório. Diante dos fatos, assinale a 
opção correta.
(A) O tributo está correto, diante da competência legis-
lativa concorrente ente União, estados e DF, prevista 
no artigo 24, I, da CF.
(B) O tributo está correto, diante da competência tribu-
tária comum ente União, estados e DF, prevista no 
artigo 24, I, da CF.
(C) O tributo está incorreto, diante da violação à compe-
tência para sua instituição.
(D) O tributo está incorreto, diante da violação ao princí-
pio da legalidade.
22 
Sobre a reforma tributária sobre o consumo, assinale a 
opção correta.
(A) O imposto seletivo incidirá de forma plurifásica sobre 
todas as etapas da cadeia de consumo.
(B) O imposto seletivo incidirá sobre a produção, co-
mercialização, extração, importação e exportação de 
bens e produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente.
(C) O imposto seletivo poderá ter fato gerador ou base 
de cálculo idêntico ao de outro tributo.
(D) O valor do IBS e CBS não integrará a base de cálculo 
do imposto seletivo.
23 
Raya é empregada de uma entidade religiosa no estado 
do Pará. Para realizar as atividades essenciais do tem-
plo, utiliza a kombi da igreja para entregar as doações 
recebidas mensalmente às entidades carentes da região. 
Diante dos fatos, assinale a opção correta.
(A) As doações realizadas por particulares a entidade re-
ligiosa não deverão ser tributadas por ITCMD.
(B) Deverá incidir IPVA sobre a kombi, tendo em vista a 
utilização por particular.
(C) Não incidirá IPVA sobre a kombi em decorrência de 
isenção.
(D) Não incidirá taxa de licenciamento anual sobre 
a kombi.
24 
Determinada portaria do estado X, publicada em 
02/06/2024, determinou que, a partir de sua publicação, 
o vencimento de certo tributo aconteceria 45 dias após a 
notificação do sujeito passivo, com produção de efeitos 
imediata. Diante dos fatos, assinale a opção correta.
(A) A alteração do prazo de pagamento pode ser feita 
por portaria e poderá produzir efeitos de imediato.
(B) A alteração do prazo de pagamento pode ser feita por 
portaria, mas não poderá produzir efeitos de imediato.
(C) A alteração do prazo de pagamento não poderá ser feita 
por portaria e não poderá produzir efeitos de imediato.
(D) A alteração do prazo de pagamento não poderá ser feita 
por portaria, mas poderá produzir efeitos de imediato.
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
25 
Marta é proprietária de duas pequenas propriedades 
rurais e acabou por receber em seus imóveis a visita de 
fiscais tributários dos municípios Alfa e Beta. Os fiscais 
informaram que desejavam marcar uma data para reali-
zar medições e aferir o grau de produtividade do imóvel, 
para efeitos de cálculo do ITR. Diante dos fatos, assinale 
a opção correta.
(A) As propriedades possuem imunidade de ITR.
(B) As propriedades possuem isenção de ITR.
(C) Os fiscais tributários municipais não podem realizar 
a fiscalização e a arrecadação do ITR, por ser de com-
petência da União.
(D) Os fiscais tributários municipais podem realizar a fis-
calização e a arrecadação do ITR.
Direito Administrativo
Gustavo Brígido
26 
João e Maria, estudantes de direito, levaram importante 
discussão até você, advogado(a) especialista em direito 
administrativo: o prazo prescricional para as ações inde-
nizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública. A resposta 
que deve ser corretamente apresentada é:
(A) 5 anos.
(B) 3 anos.
(C) 2 anos.
(D) 1 ano.
27 
Um grupo de corréus de uma ação de improbidade ad-
ministrativa procurou você, advogado(a) especialista em 
direito administrativo, para saber sobre o alcance da 
medida cautelar da indisponibilidade de bens. A respos-
ta que deve ser corretamente apresentada é:
(A) Para fins de indisponibilidade de bens, há solidarieda-
de entre os corréus da ação de improbidade adminis-
trativa, de modo que a constrição deve recair sobre 
os bens de todos eles, sem divisão em quota-parte, 
limitando-se o somatório da medida ao quantum de-
terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor-
responda ao débito total em relação a cada um.
(B) Para fins de indisponibilidade de bens, há solidarieda-
de entre os corréus da ação de improbidade adminis-
trativa, de modo que a constrição deve recair sobre 
os bens de todos eles, com divisão em quota-parte, 
limitando-se o somatório da medida ao quantum de-
terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor-
responda ao débito total em relação a cada um.
(C) Para fins de indisponibilidade de bens, há subsidiarie-
dade entre os corréus da ação de improbidade admi-
nistrativa, de modo que a constrição deve recair sobre 
os bens de todos eles, sem divisão em quota-parte, 
limitando-se o somatório da medida ao quantum de-
terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor-
responda ao débito total em relação a cada um.
(D) Para fins de indisponibilidade de bens, há subsidiarie-
dade entre os corréus da ação de improbidade admi-
nistrativa, de modo que a constrição deve recair sobre 
os bens de todos eles, com divisão em quota-parte, 
limitando-se o somatório da medida ao quantum de-
terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor-
responda ao débito total em relação a cada um.
28 
Com as mudanças jurisprudenciais e legais ocorridas no 
tema improbidade administrativa, João, que responde a 
ação de improbidade já transitada em julgado, procurou 
você, na qualidade de advogado especialista em direito 
administrativo, para saber da possibilidade de aplicação 
retroativa das mudanças que lhe seriam benéficas, pos-
to que sua condenação decorreu de atuação culposa. A 
resposta que deve ser corretamente apresentada é:
(A) A despeito de ser reconhecida a irretroatividade da 
norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, 
que revogou a modalidade culposa do ato de impro-
bidade administrativa, o STF autorizou a aplicação da 
lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos ainda 
não cobertos pelo manto da coisa julgada.
(B) A despeito de ser reconhecida a retroatividade da 
norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, 
que revogou a modalidade culposa do ato de impro-
bidade administrativa, o STF autorizou a aplicação da 
lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos ainda 
não cobertos pelo manto da coisa julgada.
(C) A despeito de ser reconhecida a irretroatividade da 
norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, 
que revogou a modalidade culposa do ato de impro-
bidade administrativa, o STF não autorizou a aplica-
ção da lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos 
ainda não cobertos pelo manto da coisa julgada.
(D) A despeito de não ser reconhecida a irretroatividade 
da norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, 
que revogou a modalidade culposa do ato de impro-
bidade administrativa, o STF autorizou a aplicação da 
lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos ainda não 
cobertos pelo manto da coisa julgada.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
29 
João e Maria são servidores públicos federaise faltaram 
ao serviço por, respectivamente, 29 dias seguidos e 59 
dias interpolados ao longo de doze meses. Eles o procu-
raram, na qualidade de advogado especialista em direito 
administrativo, para saber das consequências disciplina-
res de suas faltas. A resposta que deve ser corretamente 
apresentada é:
(A) os dois abandonaram o cargo, estando sujeitos à 
pena de demissão.
(B) os dois se enquadram na inassiduidade habitual, es-
tando sujeitos à pena de demissão.
(C) João abandonou o cargo, e Maria se enquadra na 
inassiduidade habitual, estando ambos sujeitos à 
pena de demissão.
(D) embora estejam sujeitos ao rigor disciplinar da lei 
respectiva, a quantidade de faltas não é suficiente 
para enquadrá-los por abandono de cargo ou inassi-
duidade habitual.
30 
A Lei n. 14.133/2021, nova lei de licitações e contratos 
da Administração Pública, destinada a substituir a Lei n. 
8.666/1993, inova com relação à fiscalização dos con-
tratos administrativos. Na esfera dessa inovação, o prin-
cípio que está expresso apenas na Lei n. 14.133/2021 
(ausente na Lei n. 8.666/1993), com relação ao aperfei-
çoamento dos mecanismos de controle da administra-
ção pública, é o seguinte:
(A) segregação de funções.
(B) desenvolvimento sustentável.
(C) probidade administrativa.
(D) julgamento objetivo.
Direito Ambiental
Nilton Coutinho
31 
João e Maria estavam estudando muito sobre o tema 
“Unidades de Conservação”.
Com o objetivo de mostrar a João que era mais inteligen-
te que ele, Maria propôs um desafio:
“Diga-me qual é a unidade de conservação que possui as 
seguintes características:
Trata-se de uma área com cobertura florestal de espé-
cies predominantemente nativas e tem como objetivo 
básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais 
e a pesquisa científica.
É uma unidade de conservação de posse e domínio pú-
blicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus 
limites devem ser desapropriadas de acordo com o que 
dispõe a lei.
É uma unidade de conservação na qual é admitida a 
permanência de populações tradicionais que a habitam 
quando de sua criação, em conformidade com o dispos-
to em regulamento e no plano de manejo da unidade.
É uma unidade de conservação na qual a visitação pú-
blica é permitida, condicionada às normas estabelecidas 
para o manejo da unidade pelo órgão responsável por 
sua administração.
É uma unidade de conservação na qual a pesquisa é per-
mitida e incentivada, sujeitando-se à prévia autorização 
do órgão responsável pela administração da unidade, às 
condições e restrições por este estabelecidas e àquelas 
previstas em regulamento.
É uma unidade de conservação de uso sustentável.
É uma unidade de conservação que disporá de um Conse-
lho Consultivo, presidido pelo órgão responsável por sua 
administração e constituído por representantes de ór-
gãos públicos, de organizações da sociedade civil e, quan-
do for o caso, das populações tradicionais residentes.”
Nesse caso, estamos diante da seguinte unidade de 
conservação:
(A) Parque Nacional.
(B) Área de Relevante Interesse Ecológico.
(C) Floresta Nacional.
(D) Reserva de Desenvolvimento Sustentável.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
32 
Por equívoco de um de seus funcionários, uma empresa 
deixou vazar produtos químicos em um rio que passava 
próximo à sede da empresa.
Apesar de ser uma área privada, várias crianças costu-
mavam passar pela cerca e nadar no referido rio.
Em razão da contaminação, duas crianças passaram mal 
e foram levadas às pressas para um hospital municipal.
Alguns dias depois, faleceram em razão dos produtos 
químicos por elas ingeridos durante o período que es-
tavam no rio.
Sobre o tema apresentado, assinale a alternativa correta.
(A) Os parentes da vítima deverão processar o funcioná-
rio responsável pelo vazamento.
(B) Caso a ação seja ajuizada em face da empresa, esta 
poderá alegar culpa exclusiva das vítimas, uma vez que 
os fatos ocorreram dentro de propriedade privada.
(C) Incide, no caso, a responsabilidade civil objetiva, 
com base no risco administrativo, devendo a empre-
sa ressarcir os danos causados em decorrência da 
poluição do rio, salvo se comprovada a culpa exclu-
siva das vítimas.
(D) Incide, no caso, a responsabilidade civil objetiva, 
com base no risco integral, devendo a empresa res-
sarcir os danos causados em decorrência da polui-
ção do rio.
Direito Civil
Roberta Queiroz
33 
Maria, ao redigir seu testamento, decide deixar uma 
parte substancial de seus bens ao seu afilhado, João. No 
entanto, após o falecimento de Maria, é revelado que 
João cometeu tentativa de homicídio contra um dos fi-
lhos de Maria. Nesse cenário, marque a alternativa que 
corresponde à informação adequada acerca das medi-
das que os demais herdeiros de Maria podem tomar em 
relação à deixa testamentária feita a João.
(A) Os herdeiros têm o direito de validar a doação, con-
siderando-a um ato de livre vontade de Maria, inde-
pendente dos atos de João.
(B) Os herdeiros podem requerer a revogação da doação 
por indignidade de João, visando anular a transferên-
cia dos bens.
(C) Os herdeiros devem solicitar uma compensação fi-
nanceira a João em troca da manutenção da doação 
feita por Maria.
(D) Os herdeiros podem promover ação declaratória de 
indignidade de João.
34 
Geruza, uma pessoa idosa e com problemas de saúde, 
possui uma coleção valiosa de obras de arte. Tibúrcio 
Neves, um colecionador de arte e muito amigo de Geru-
za, aproveita-se da fragilidade de Geruza e a convence a 
vender sua coleção por um preço muito abaixo do valor 
de mercado, argumentando que ela precisa urgente-
mente de dinheiro para custear seu tratamento médico. 
Posteriormente, Geruza descobre que seu tratamento 
médico não era tão urgente quanto Tibúrcio Neves havia 
afirmado e que ele agiu de má-fé para adquirir, para ele, 
as obras por um preço muito abaixo do valor real. Diante 
dessa situação, Geruza resolve consultar um advogado 
para saber qual é a medida adequada que ela pode to-
mar em relação à venda das obras de arte. Considerando 
o caso narrado, marque alternativa correta.
(A) Geruza deve manter a venda das obras de arte, uma 
vez que concordou com o negócio inicialmente.
(B) Geruza não pode fazer nada, a não ser exigir dano 
moral em virtude da alienação.
(C) Geruza pode anular a venda das obras de arte devido 
ao dolo provocado por Tibúrcio.
(D) Geruza pode invalidar a venda das obras de arte em 
decorrência do vício de erro.
35 
Em uma área rural remota, Givanildis possui uma fazen-
da produtiva, mas sua única saída para a estrada prin-
cipal é através da plantação de milho de seu vizinho, 
Aeronauta Barata, que é extremamente zeloso com sua 
plantação e impede qualquer acesso não autorizado. 
Givanildis depende desse acesso para escoar sua pro-
dução e manter sua atividade agrícola lucrativa. No en-
tanto, Aeronauta Barata se recusa a conceder permissão 
para que Givanildis atravesse sua plantação. Diante des-
sa situação complexa e desafiadora, Givanildis consulta 
você com advogado(a) para saber como proceder para 
garantir seu direito de passagem. Considerando o caso 
concreto, marque a alternativa correta.
(A) Givanildis pode invocar o direito de uso habitual da 
passagem através da plantação de milho de Aero-
nauta Barata, argumentando que isso é a única for-
ma de passagem que possui, independentemente 
de indenização.
(B) Givanildis não possui nenhuma opção legal viável, 
pois Aeronauta Barata tem o direito de controlar o 
acesso à sua propriedade de acordo com sua vontade.
(C) Givanildis deve considerar a opção de instituição de 
servidão compulsória em face de Aeronauta.
(D) Givanildis pode buscar uma medida cautelar junto ao 
tribunal para garantir um direito de passagem força-
da através da plantação de milhode Aeronauta Bara-
ta, mediante pagamento de indenização, ainda que 
Aeronauta não aceite.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
36 
Valdemarte e Alce Barbuda se casaram em 2008 sob o 
regime de comunhão parcial de bens. Após 15 anos de 
casamento, eles decidiram se divorciar amigavelmente. 
Para tal, entraram em contato com advogada Dra. Sim-
plícia Simples, informando que possuem os seguintes 
bens: uma casa onde residem (adquirida em 2012); um 
apartamento que está alugado (comprado em 2015); 
dois carros – um de luxo (comprado em 2018) e um po-
pular (comprado em 2011); conta conjunta de poupança 
com saldo de R$ 100.000; aplicações em ações no valor 
de R$ 50.000; poupança de Valdemarte no valor de R$ 
200.000, e de Alce Barbuda, no valor de R$ 150.000; co-
leção de joias de Alce Barbuda, recebida como herança 
de seu pai; equipamentos de informática e eletrônicos 
pessoais que Valdemarte usa para seu trabalho; dívida 
de financiamento do apartamento alugado com saldo 
devedor de R$ 100.000. Considerando que o divórcio 
será amigável e os bens serão divididos de forma justa e 
com observância das regras legais, assinale a alternativa 
que representa a informação que dra. Simplícia deve re-
passar aos seus clientes.
(A) Todos os bens devem ser partilhados igualmente.
(B) Cada um deve permanecer com os bens que estive-
rem, respectivamente, registrados em seus nomes.
(C) Os bens e dívidas devem ser partilhados consideran-
do a metade para cada, mas as joias ficarão exclu-
sivamente para Alce, bem como os equipamentos 
de informática e eletrônicos ficarão exclusivamente 
para Valdemarte.
(D) A casa será vendida e o valor dividido igualmente. Val-
demarte ficará com o apartamento e o carro de luxo, 
enquanto Alce Barbuda ficará com o carro popular e 
a conta conjunta de poupança. As ações serão dividi-
das igualmente e cada um ficará com sua respectiva 
poupança. As joias de Alce Barbuda e os equipamen-
tos de informática de Valdemarte serão partilhados 
igualmente. O saldo devedor do financiamento do 
apartamento será quitado por Alce Barbuda.
37 
Maritilde deve a quantia de R$ 27.000,00 para Deodu-
céu. Na data destinada ao pagamento, Maritilde procura 
Deoducéu para realizar o pagamento, e este, sem justa 
causa, recusa receber o pagamento e dar quitação na 
devida forma. Maritilde, temendo ser demandada em 
uma ação de cobrança, procura um advogado para to-
mar providência cabível. Considerando as disposições 
sobre o tema, marque alternativa correta. 
(A) A ação a ser proposta envolve imputação do pagamento. 
(B) Trata-se de consignação em pagamento. 
(C) Maritilde poderá valer-se da forma especial de paga-
mento denominada novação. 
(D) Não é possível que Maritilde, em sede ação de consig-
nação, faça pedido de revisão de cláusula contratual. 
38 
Simas resolveu vender seu apartamento de 120 metros 
quadrados. Na oportunidade, Simas anunciou o imóvel 
e Alcidino resolveu visitá-lo. Na visita, Alcidino ficou 
encantado com a decoração do apartamento e com os 
móveis de Simas. Achando tudo muito bonito, Alcidino 
comprou o apartamento, mediante escritura pública, 
por R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). Ao imitir-se 
na posse do bem, após mudança de Simas, encontrou o 
imóvel vazio, sem a mobília que havia visto. Indignado, 
Alcidino quer a entrega dos bens móveis ou desfazimen-
to do contrato e, para tanto, procura advogado que lhes 
aconselha, corretamente, da seguinte forma: 
(A) Não é possível que Alcidino exija a entrega dos 
bens móveis, pois trata-se de pertenças, e estas 
não são consideradas incluídas na venda do imóvel 
automaticamente. 
(B) Alcidino poderá exigir a entrega dos móveis, pois 
compõem o contrato de compra e venda. 
(C) O juiz poderá compelir que Simas entregue os bens 
móveis sob pena de astreintes. 
(D) Os móveis de Simas que estavam no apartamento são 
classificados com bens imóveis por acessão física. 
ECA
Patrícia Dreyer
39 
João, de 25 anos, convida Lucas, de 16 anos, para par-
ticipar de um esquema de tráfico de drogas. João é 
preso em flagrante e responde pelo crime de corrup-
ção de menores. A família de Lucas procura você como 
advogado(a), que responde acertadamente que:
(A) João só será condenado se ficar comprovado que Lu-
cas foi efetivamente corrompido.
(B) João será condenado independentemente da prova 
da efetiva corrupção de Lucas.
(C) João não pode ser condenado porque Lucas já tinha 
antecedentes infracionais.
(D) João só pode ser condenado se Lucas confessar a 
participação no esquema.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
40 
Carlos, de 17 anos, foi pego em flagrante traficando 
drogas. O Ministério Público requereu a internação 
de Carlos, mas a defesa argumenta que a internação é 
medida extrema e que existem outras medidas socio-
educativas possíveis. A família de Carlos procura você 
como advogado(a), que orienta corretamente no sen-
tido de que:
(A) Carlos deve ser internado obrigatoriamente por se 
tratar de tráfico de drogas.
(B) A internação só deve ser aplicada se houver reinci-
dência ou violência na ação.
(C) Carlos pode ser internado, mas o juiz deve considerar 
a gravidade do ato e outras medidas menos severas.
(D) Carlos não pode ser internado porque é menor 
de idade.
Direito do Consumidor
Patrícia Dreyer
41 
Maria comprou um medicamento em uma farmácia, 
mas, ao chegar em casa, percebeu que a embalagem 
não continha a bula em português, apenas em inglês. Ela 
se sente prejudicada pela falta de informação adequada. 
Maria procura você como advogado(a), que orienta cor-
retamente no sentido de que:
(A) a farmácia não tem responsabilidade, pois o medica-
mento é importado.
(B) Maria pode exigir a troca do medicamento ou a de-
volução do dinheiro.
(C) Maria deve aceitar o medicamento como está, já que 
ela escolheu comprá-lo.
(D) a farmácia deve fornecer um manual em português, 
mas não precisa trocar o medicamento.
42 
João comprou um smartphone pela internet anunciado 
como resistente à água. Ao utilizar o aparelho, ele cons-
tatou que não tinha nenhuma proteção contra líquidos, 
e o produto acabou danificado. João decide reclamar e 
exigir seus direitos. Sobre essa situação, assinale a alter-
nativa correta.
(A) João não pode reclamar porque aceitou os termos ao 
comprar o produto.
(B) João pode exigir a reparação do dano ou a troca 
do produto.
(C) João deve arcar com os danos, pois deveria ter verifi-
cado as especificações antes de comprar.
(D) João pode pedir um desconto no valor pago, mas não 
a troca do produto.
Direito Empresarial
Lorraine Bonadio
43 
Carlos e Mariana compraram 1 (uma) quota da socie-
dade limitada FOX Artigos de Luxo LTDA no valor de R$ 
300.000,00 (trezentos mil reais), tornando-se, assim, co-
proprietários dessa quota.
Considerando a situação de copropriedade da quota, as-
sinale a alternativa correta.
(A) Carlos não poderá transferir sua parte ideal no con-
domínio a outro sócio ou a um terceiro devido à indi-
visibilidade da quota em relação à sociedade.
(B) Carlos e Mariana são solidariamente responsáveis 
perante a sociedade pelas prestações necessárias à 
integralização da quota.
(C) Os direitos inerentes à quota poderão ser exercidos 
por cada condômino, não tendo a necessidade de 
eleger um representante para quota.
(D) Carlos e Mariana não são solidariamente responsá-
veis perante a sociedade pelas prestações necessá-
rias à integralização da quota, respondendo cada um 
proporcionalmente a suas quotas.
44 
Para honrar um negócio jurídico de comprae venda, 
o empresário Silva subscreveu nota promissória em 
favor de Oliveira, com vencimento para o dia 1º de 
maio de 2024.
O primeiro endossante transferiu o título em preto para 
Santos e colocou no título cláusula sem garantia.
Considerando o efeito legal da cláusula sem garantia de 
novo endosso, assinale a afirmativa correta.
(A) Para o endossante Oliveira, a cláusula sem garantia 
tem efeito de cessão de crédito perante o endossa-
tário direto e de endosso perante os endossatários 
posteriores.
(B) Santos não poderá realizar novo endosso no título 
sob pena de desoneração de responsabilidade cam-
bial dos coobrigados.
(C) A cláusula sem garantia tem o mesmo efeito de ces-
são de crédito que a cláusula de proibição de novo 
endosso, tal qual a de endosso parcial.
(D) Oliveira, embora coobrigado, não responde pelo pa-
gamento da nota promissória perante os endossatá-
rios posteriores a Santos.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
45 
A empresa Belavista Ltda. enfrenta uma crise financeira 
e precisa buscar recuperação judicial com urgência. Um 
dos administradores solicitou ao sócio Alceu Santos, que 
detém 70% do capital social, que autorizasse o pedido 
de recuperação judicial, o que foi feito. Em relação a 
essa situação, assinale a alternativa correta.
(A) A atitude de Alceu Santos foi legal, pois, em situa-
ções de urgência, um sócio com mais da metade do 
capital social pode autorizar os administradores a re-
quererem a recuperação judicial.
(B) A atitude do administrador foi correta, pois a mani-
festação da assembleia de sócios não é necessária 
em casos de pedido de recuperação judicial de socie-
dade limitada.
(C) A conduta do administrador foi inadequada, já que 
deveria ter convocado uma assembleia de sócios para 
deliberar sobre o pedido de recuperação judicial, com 
quórum de no mínimo 40% de sócios presentes.
(D) A ação de Alceu Santos foi irregular, pois a recupera-
ção judicial de uma sociedade limitada requer deci-
são unânime dos sócios.
46 
Devido às restrições de contato social durante os anos 
de 2020 e 2021, João e Maria, administradores, preci-
saram de orientação sobre a legalidade de realizar reu-
niões ou assembleias de sócios em sociedades limitadas 
de maneira virtual, ou sobre a possibilidade de um for-
mato híbrido, em que a reunião é presencial, mas os só-
cios podem participar remotamente, inclusive votando.
Assinale a opção que apresenta a orientação correta aos 
seus clientes.
(A) Em sociedades limitadas, não é permitido participar 
ou votar a distância em reuniões e assembleias, mas 
é possível realizar esses eventos de forma virtual.
(B) Em sociedades limitadas, não é permitido realizar reu-
niões ou assembleias de sócios de forma virtual, mas é 
possível a participação dos sócios e votos a distância.
(C) Em sociedades limitadas, é possível realizar tanto reuni-
ões ou assembleias de sócios de forma virtual, quanto 
permitir a participação dos sócios e votos a distância.
(D) Em sociedades limitadas, não é permitido realizar reu-
niões ou assembleias de sócios de forma virtual, nem 
permitir a participação dos sócios ou votos a distância.
Direito Processual Civil
Raquel Bueno
47 
Diante da multiplicidade de recursos especiais e deman-
das em curso, envolvendo uma mesma matéria de direi-
to processual, após a seleção das amostras, a matéria foi 
afetada no STJ, com a suspensão de todos os recursos 
e demandas em curso envolvendo a mesma matéria de 
direito, em todo território nacional. Uma vez intimada 
da suspensão, a advogada Vera percebeu que o processo 
de seu cliente Douglas, em curso na 1ª Vara Cível de Bal-
neário Piçarras – SC, trata de questão de direito diversa, 
razão pela qual deseja que o referido processo continue 
seu curso normal, não sendo correta a referida suspen-
são. A partir deste contexto, assinale a opção correta.
(A) A distinção deverá ser apresentada pela advogada 
Vera por meio de petição simples, ao juiz da 1ª Vara 
Cível de Balneário Piçarras – SC. Mantida a suspensão 
equivocada, será cabível o agravo de instrumento.
(B) A distinção deverá ser apresentada pela advogada 
Vera por meio de petição simples, dirigida ao relator 
que determinou a suspensão dos processos, no STJ.
(C) A distinção deverá ser apresentada pela advogada 
Vera por meio de petição simples, dirigida ao presi-
dente do TJSC. Mantida a suspensão indevida, será 
cabível agravo interno.
(D) A decisão do juiz que cumpriu a ordem de suspensão 
determinada pelo STJ é irrecorrível.
48 
Celina e Glória foram demandadas em uma ação de 
rescisão contratual cumulada com perdas e danos pro-
movida por Eliane, processo eletrônico. Após o devido 
processo legal, as rés, cada qual com seu respectivo 
advogado, cada um de escritório diferente do outro, 
foram condenadas solidariamente ao pagamento de 
R$ 50.000,00. Como não houve recurso, foi iniciado o 
cumprimento de sentença, tendo escoado o prazo legal 
sem pagamento. Celina deseja apresentar resistência, 
alegando a inconstitucionalidade superveniente da nor-
ma utilizada pelo juiz para a condenação. Já Glória quer 
alegar a prescrição da pretensão executiva. Destaque-se 
que ainda não houve penhora no processo. Por conse-
guinte, assinale a opção correta.
(A) Caso a inconstitucionalidade superveniente seja 
anterior ao trânsito em julgado, poderá ser alegada 
na impugnação.
(B) O prazo para as executadas apresentarem impugna-
ção será contado em dobro.
(C) Caso Glória queira apresentar impugnação, deverá 
garantir o juízo com penhora, caução ou depósito.
(D) A inconstitucionalidade superveniente poderá ser 
alegada na impugnação, de maneira a tornar o título 
inexequível e a obrigação inexigível, independente-
mente de ser anterior ou posterior ao trânsito em 
julgado da decisão exequenda.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
49 
Ariadne descobriu um sério problema de saúde durante 
um exame de rotina. Ao ser encaminhada à especialida-
de de oncologia, o médico recomendou o imediato início 
da quimioterapia, mas afirmou que antes a paciente de-
veria congelar seus óvulos, pois estava ainda em período 
reprodutivo e não possuía filhos, a fim de evitar sua es-
terilidade com o tratamento contra o câncer. Todavia, o 
plano de saúde se recusou, afirmando não haver cober-
tura contratual. Desesperada, ela procura um advogado, 
a fim de tomar a medida processual cabível e célere para 
atender a urgência de seu caso particular. A partir desses 
fatos, assinale a opção correta.
(A) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela 
provisória de urgência cautelar antecedente.
(B) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela 
provisória de evidência antecedente.
(C) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela 
provisória de urgência antecipada antecedente, por 
meio de petição simplificada, a ser complementada 
no prazo de 5 dias, a contar da efetivação da tutela 
provisória concedida.
(D) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela 
provisória de urgência antecipada antecedente, por 
meio de petição simplificada, cujo não aditamento 
no prazo legal implicará extinção do processo sem 
resolução de mérito.
50 
Olívia ajuizou uma ação de conhecimento em face de 
Saulo, pelo procedimento comum. Saulo foi devidamen-
te citado pelo correio. Como não houve autocomposição 
na audiência de conciliação, que contou com a participa-
ção de ambas as partes, abriu-se o prazo de resposta para 
o réu, que, todavia, quedou-se inerte, não apresentando 
contestação, e sem advogado constituídonos autos ele-
trônicos. Após abertura de prazo para especificação de 
provas, apenas a autora se manifestou, afirmando não 
possuir outras provas além das documentais já constan-
tes do processo. Assim, o juiz promoveu o julgamento 
antecipado do mérito, acolhendo todos os pedidos da 
autora. A partir desse cenário, assinale a opção correta.
(A) Saulo poderá interpor o recurso de agravo de ins-
trumento.
(B) Saulo não poderá recorrer, pois é réu revel.
(C) Saulo poderá interpor recurso de apelação, no prazo 
de 15 dias, contando-se o prazo recursal a partir da 
publicação do ato decisório no órgão oficial.
(D) Saulo poderá interpor recurso de apelação, no prazo 
de 15 dias, contando-se o prazo recursal a partir da 
intimação pessoal do réu.
51 
Carolina ajuizou uma ação contra Éverton, pelo procedi-
mento comum, em autos eletrônicos. Após audiência de 
conciliação/mediação inexitosa, o réu deseja questionar 
a gratuidade de justiça concedida à autora e formular 
uma pretensão contra Carolina e Carmen, irmã da auto-
ra, conexa com o fundamento da defesa. Nesse cenário, 
assinale a opção certa.
(A) Éverton pode questionar a gratuidade de justiça da 
autora em preliminar da contestação, mas não pode 
reconvir em face de Carmen.
(B) Éverton pode questionar a gratuidade de justiça da 
autora por meio de petição própria de impugnação, 
bem como apresentar petição autônoma de recon-
venção em face de Carolina e Carmen.
(C) Éverton pode impugnar a gratuidade de justiça da 
autora em preliminar da contestação, bem como re-
convir em face de Carolina e Carmen.
(D) Éverton pode reconvir em face de Carolina e sua irmã, 
que serão intimadas para responder em 15 dias.
52 
Josivaldo promoveu uma ação em face de uma autarquia 
federal, perante o juízo cível federal competente. Após o 
devido processo legal, a ré foi condenada ao pagamento 
de um milhão de reais, tendo o juiz decidido com base 
em tese jurídica firmada em sede de IRDR. Apesar da 
condenação, não houve recurso da procuradoria federal. 
A partir dessa realidade, assinale a opção correta.
(A) A sentença só produzirá efeitos após a remessa ne-
cessária.
(B) Nesse caso, a remessa necessária é dispensada.
(C) Na etapa de cumprimento de sentença, a ré terá 60 
dias para apresentar impugnação.
(D) A parte ré poderia ter interposto apelação contra a 
sentença condenatória em 15 dias.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
Direito Penal
Michelle Tonon
53 
Jurandir estava desempregado e, por esse motivo, de-
cidiu praticar delitos contra o patrimônio. Determinado 
dia, enquanto passava pelo parque da cidade, avistou um 
casal de namorados sentado em um banco, conversando 
distraidamente. Atrás do banco estavam as mochilas do 
casal. De forma bastante silenciosa, Jurandir passou por 
trás do casal e pegou uma das mochilas, imaginando que 
não seria visto, pois o casal estava, nesse momento, tro-
cando beijos. No entanto, um vigilante do parque, que 
estava a alguns metros de distância, viu toda a cena e, 
assim que Jurandir se apossou da mochila, passou a gri-
tar: “Pega ladrão!” Após ouvir as palavras do vigilante, 
Jurandir saca uma arma de fogo da cintura, aponta para 
o casal e diz: “Se gritarem vou atirar!” Então, saiu corren-
do com a mochila. Considerando a situação hipotética 
narrada, assinale a alternativa correta.
(A) Jurandir praticou crime de furto em continuidade de-
litiva com o crime de roubo majorado pelo emprego 
de arma de fogo.
(B) Jurandir praticou um crime de furto em concurso 
material com o crime de ameaça, pois a ameaça só 
foi exercida após a subtração da mochila.
(C) Jurandir praticou um crime de roubo impróprio, ma-
jorado pelo emprego de arma de fogo, pois na hipó-
tese verifica-se uma progressão criminosa.
(D) Jurandir praticou crime de roubo próprio majorado 
pelo emprego de arma de fogo.
54 
Gabriela deu à luz seu primeiro filho, Enzo, em 26 de 
maio de 2024. No dia seguinte, em razão de influência 
do estado puerperal, Gabriela decide tirar a vida do bebê 
e, para realizar seu intento, convence o pai da crian-
ça, Rafael, a auxiliá-la. Ambos, então, matam o recém-
-nascido mediante asfixia. A conduta é descoberta pelos 
funcionários do hospital, que acionam as autoridades 
para apuração dos fatos. Acerca do episódio hipotético 
narrado e da correta tipificação das condutas, assinale a 
alternativa correta.
(A) Gabriela e Rafael praticaram homicídio qualificado 
contra menor de 14 anos.
(B) Gabriela e Rafael praticaram infanticídio em concur-
so de agentes.
(C) Gabriela praticou infanticídio, ao passo que Rafa-
el praticou homicídio qualificado contra menor de 
14 anos.
(D) Gabriela e Rafael praticaram infanticídio qualificado 
pela asfixia.
55 
Micaela, 19 anos, foi condenada, com trânsito em julga-
do, pela prática da contravenção penal de vias de fato 
em 2022. Em 2023, a moça é condenada por crime de 
furto simples privilegiado, sendo a pena de multa a úni-
ca aplicada. A condenação transita em julgado. Após, em 
2024, Micaela envolve-se em crime de roubo e é conde-
nada. Acerca da situação de Micaela, assinale a alterna-
tiva correta.
(A) Ao ser sentenciada pelo crime de roubo, Micaela não 
poderá ser considerada reincidente.
(B) A prática de contravenção penal anterior não gera 
reincidência na condenação posterior por crime, 
assim como a condenação a pena isolada de multa 
também não gera reincidência.
(C) A condenação a pena isolada de multa gera reincidência.
(D) A condenação pela contravenção penal de vias de 
fato poderia ter sido usada para agravar a pena no 
crime de furto, já que caracteriza reincidência.
56 
Clementino é funcionário público há 15 anos. Trabalha 
em um órgão responsável pela emissão de alvarás de 
funcionamento de comércios em geral. Determinado 
dia, Renata, empresária, comparece ao órgão público e 
é atendida por Clementino. Renata explica que necessi-
ta, com urgência, do alvará de funcionamento para uma 
nova loja que pretende abrir e, para que Clementino agi-
lize o processo, oferece a ele a quantia de dois mil reais. 
Surpreso com o comportamento de Renata, Clementino 
nega veementemente a oferta da quantia em dinheiro e 
chama seu supervisor para acionar a autoridade policial, 
para apuração da conduta. Diante da situação hipotética 
narrada, assinale a alternativa correta.
(A) Renata praticou o crime de corrupção passiva 
consumado.
(B) Renata praticou o crime de prevaricação tentado.
(C) Renata praticou o crime de corrupção ativa tentado.
(D) Renata praticou o crime de corrupção ativa 
consumado.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
57 
Bernardo, 23 anos, desempregado, com condenação 
anterior transitada em julgado por receptação, aceita a 
proposta de Caio, 43 anos, para transportar, em auto-
móvel alugado, 85 quilos da substância conhecida como 
maconha, escondida em malas com roupas. Bernardo 
recebe R$ 1.800,00 para levar a droga de Foz de Iguaçu 
a Curitiba, ambas cidades do estado do Paraná. Porém, 
antes de chegar a Curitiba, Bernardo é parado em uma 
fiscalização rotineira e a droga é encontrada. Preso em 
flagrante, Bernardo telefona para você. Na condição de 
advogado, a correta orientação jurídica ao rapaz é:
(A) Bernardo praticou o crime de tráfico de drogas, equi-
parado a hediondo, e poderá recolher fiança para 
responder ao processo em liberdade.
(B) Bernardo praticou o crime de tráfico de drogas, equi-
parado a hediondo, e também com causa de aumen-
to em razão do transporte do entorpecente envolver 
diferentes municípios.
(C)Bernardo praticou crime de tráfico de drogas na mo-
dalidade tentada, vez que não entregou o entorpe-
cente no destino final.
(D) Bernardo praticou crime de tráfico de drogas consu-
mado, equiparado a hediondo, insuscetível de fiança.
58 
Roberto, 18 anos, praticou um roubo com emprego de 
arma branca contra cinco diferentes pessoas que espe-
ravam o ônibus numa parada. Imediatamente após as 
subtrações, correu para a casa de sua mãe, Márcia, pe-
dindo a ela que o ocultasse caso a polícia viesse procurá-
-lo. Márcia, desesperada e com intuito de auxiliar o filho, 
permitiu que Roberto se escondesse dentro de um ar-
mário de sua casa. Considerando a situação hipotética 
narrada, assinale a alternativa correta.
(A) Embora a conduta de Márcia se amolde ao crime de 
favorecimento pessoal, por ser genitora de Roberto, 
será isenta de pena.
(B) Márcia praticou o crime de favorecimento pessoal, 
não se cogitando da incidência de escusa absolutó-
ria, por se tratar de crime de roubo.
(C) Márcia praticou o crime de favorecimento real.
(D) Márcia poderá ser considerada partícipe do crime de 
roubo, por ter auxiliado Roberto logo após as subtrações.
Direito Processual Penal
Lorena Ocampos
59 
Bruno foi processado e julgado criminalmente pela su-
posta prática do crime de tráfico de drogas. Após toda a 
instrução e tramitação processual e, ainda, após a apre-
sentação de alegações finais pelo Ministério Público e 
pela defesa técnica, o juiz chega à conclusão de que não 
há prova suficiente para a condenação, motivo pelo qual 
absolve Bruno. A decisão está embasada no seguinte 
princípio constitucional aplicável ao processo penal:
(A) presunção de não culpabilidade.
(B) não autoincriminação.
(C) busca da verdade.
(D) ampla defesa.
60 
João foi denunciado, pronunciado e condenado em 
plenário pela prática do crime de homicídio cometido 
contra mulher por razões da condição de sexo femini-
no. Após a votação em sala secreta e considerando o 
veredicto do Conselho de Sentença formado pelos sete 
jurados, o juiz presidente proferiu sentença aplicando a 
pena privativa de liberdade final de 20 anos de reclusão, 
em regime inicial fechado e com a manutenção da prisão 
preventiva de João. O advogado de João considerou que 
houve erro no que diz respeito à aplicação da pena em 
sentença e quer ingressar com o recurso cabível junto 
ao Tribunal de Justiça competente. Considerando as dis-
posições do Código de Processo Penal, é correto afirmar 
que a defesa deverá interpor o recurso
(A) em sentido estrito, no prazo de cinco dias, e, caso o 
Tribunal dê provimento ao recurso, determinará que 
o juízo sentenciante profira nova sentença.
(B) em sentido estrito, no prazo de oito dias, e, caso o 
Tribunal dê provimento ao recurso, retificará a apli-
cação da pena.
(C) de apelação, no prazo de oito dias, e, caso o Tribunal 
dê provimento ao recurso, determinará que o juízo 
sentenciante profira nova sentença.
(D) de apelação, no prazo de cinco dias, e, caso o Tribu-
nal dê provimento ao recurso, retificará a aplicação 
da pena.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
61 
O Ministério Público ofereceu denúncia em face de Pe-
dro, pela suposta prática do crime de roubo circunstan-
ciado pela restrição de liberdade da vítima e pelo em-
prego de arma de fogo, observando-se o procedimento 
comum ordinário. Vamos supor que Pedro contratou 
você como advogado e você foi devidamente constituí-
do nos autos. Sobre a sua atuação nesse processo e con-
siderando as disposições do Código de Processo Penal, é 
correto afirmar:
(A) Em alegações finais orais, a defesa técnica terá o 
prazo de quinze minutos, prorrogáveis por mais 
quinze minutos.
(B) A defesa técnica terá o prazo de 15 dias para apre-
sentação de resposta à acusação.
(C) Na audiência de instrução e julgamento e, em espe-
cial, nas que apurem crimes contra a dignidade se-
xual, a defesa técnica deverá zelar pela integridade 
física e psicológica da vítima.
(D) A defesa técnica poderá arrolar cinco testemunhas.
62 
André e Henrique foram denunciados pelo Ministério 
Público pela suposta prática do crime de furto qualifi-
cado pelo concurso de agentes e pelo arrombamento. 
Recebida a denúncia, foi determinada a citação dos 
acusados, sendo André localizado no Japão, em lugar 
sabido, e expedida carta rogatória para a sua citação, e 
Henrique citado por edital, não tendo este comparecido 
nem constituído advogado. Considerando o tema de ci-
tações no processo penal e as disposições do Código de 
Processo Penal, é correto afirmar que o curso do (da):
(A) processo será suspenso em relação a André até o 
cumprimento da carta rogatória, e o curso da pres-
crição será interrompido em relação a Henrique.
(B) processo e o curso do prazo prescricional serão sus-
pensos em relação a Henrique, e o curso da prescri-
ção será suspenso em relação a André até o cumpri-
mento da carta rogatória.
(C) prescrição será interrompido em relação a André até 
o cumprimento da carta rogatória, e o curso do pro-
cesso será interrompido em relação a Henrique.
(D) processo e do prazo prescricional serão interrompi-
dos em relação a André e a Henrique.
63 
Após regular instrução criminal, Bernardo foi condenado 
pelo Tribunal do Júri a uma pena de quinze anos de reclu-
são em regime fechado pela prática do crime de homicí-
dio qualificado tentado contra Breno, não tendo este se 
habilitado como assistente de acusação nos autos. O Mi-
nistério Público interpôs recurso de apelação em face de 
todo o conteúdo impugnável da sentença. Diante desse 
cenário, é correto afirmar que a vítima Breno:
(A) não poderá interpor recurso de apelação pelo fato 
de não ter se habilitado como assistente de acusação 
durante a instrução.
(B) não poderá recorrer, pois a vítima não tem legitimi-
dade para se opor à soberania dos veredictos do Tri-
bunal do Júri.
(C) não poderá recorrer, pois o Ministério Público inter-
pôs recurso de apelação em face de todo o conteúdo 
impugnável da sentença.
(D) poderá interpor recurso de apelação, mas este so-
mente será conhecido caso o Ministério Público de-
sista do recurso que tenha interposto.
64 
Jean foi vítima de crime contra a honra, de ação penal 
privada, quatro meses antes de seu falecimento. O côn-
juge, o filho e a avó, zelosos pela imagem da vítima, ti-
nham a intenção de propor ação penal. Porém, tinham 
diversos interesses conflitantes entre si. Você foi contra-
tado pela família para prestar consultoria no caso. Con-
siderando a situação hipotética apresentada, assinale a 
opção correta com a informação que você deverá pres-
tar para a família.
(A) Não há possibilidade de propor a ação penal, tendo 
em vista a morte de Jean.
(B) A ação penal poderá ser proposta, e o filho de Jean 
terá preferência.
(C) A ação penal poderá ser proposta, e a avó de Jean 
terá preferência.
(D) A ação penal poderá ser proposta, e o cônjuge de 
Jean terá preferência.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
Direito do Trabalho
Rogério Dias
65 
Patrícia é digitadora na empresa Brugger Ltda., desde 
2018, com jornada de trabalho de 6 horas diárias, com 
intervalo de 15 minutos. Em 2020, em conversa com 
uma amiga, restou a dúvida se ela teria direito a outros 
intervalos, além do já concedido. Nesse caso,
(A) a empregada terá direito a intervalos de 10 minutos 
a cada 90 minutos trabalhados consecutivos.
(B) a empregada não terá direito a outros intervalos.
(C) a empregada terá direito a 15 minutos a cada hora 
trabalhada.
(D) trata-se de discricionariedadedo empregador a con-
cessão dos intervalos.
66 
Raquel é empregada da empresa Dias Ltda., desde 23 
de março de 2019, exercendo a função de analista, com 
salário mensal no valor de R$ 2.000,00. Em novembro 
de 2023, entrou de licença remunerada até fevereiro 
de 2024, quando retornou para o trabalho. Para saber 
sobre suas férias, foi informada pelo departamento de 
pessoal que
(A) não terá direito a férias.
(B) terá direito a férias.
(C) a lei é omissa quanto a esse assunto.
(D) pela lei, a escolha do gozo das férias é do empregado.
67 
Roberta é empregada da empresa Bueno Ltda., desde 
2017. Em 2023, foi eleita suplente da CIPA, tendo parti-
cipado de menos da metade das reuniões. Em 2024, pre-
tende se reeleger. Com base na situação mencionada,
(A) Roberta poderá ser reeleita.
(B) o mandato de Roberta vai até 2021.
(C) só cabe reeleição para os titulares.
(D) Roberta não poderá ser reeleita.
68 
Mariana é empregada da empresa Alfa Ltda. No dia 26 de 
maio de 2024, sofreu um aborto espontâneo, no quarto 
mês de gravidez. Nesse caso, Mariana terá direito a
(A) 120 dias de licença maternidade.
(B) duas semanas de repouso remunerado.
(C) 60 dias de licença maternidade.
(D) 15 dias de licença remunerada, no mínimo.
69 
Você, como advogado(a), presta serviços de consultoria 
para a empresa Rocha Ltda. Em uma das demandas, a 
empresa narra que tem um empregado analfabeto e que 
precisa fazer o pagamento das verbas rescisórias, e quer 
saber em que modalidades poderá efetuar o pagamen-
to. Você informa que a empresa poderá pagar
(A) somente em dinheiro.
(B) em dinheiro ou em cheque visado.
(C) em cheque visado ou depósito bancário.
(D) em dinheiro ou em depósito bancário.
Direito Processual do Trabalho
Aryanna Linhares
70 
Laura ajuizou uma reclamação trabalhista em face 
de Sozzis Ltda., postulando horas extras e adicional 
de periculosidade. O juiz julgou procedente o pedido 
de adicional de periculosidade e omitiu-se quanto 
ao pedido de horas extras. Laura opôs embargos de 
declaração no prazo de 5 dias úteis. A reclamada não 
recorreu. Ao julgar os embargos, o juiz condenou a 
reclamada a pagar também as horas extras postuladas 
por Laura. No prazo de 8 dias úteis contados da sentença 
de embargos, a reclamada interpôs o recurso ordinário 
pretendendo a reforma da sentença para que fossem 
julgados improcedentes os pedidos de horas extras 
e de adicional de periculosidade. Em face do exposto, 
assinale a alternativa correta.
(A) Uma vez que a reclamada não recorreu quando foi 
proferida a sentença que a condenou a pagar o adi-
cional de periculosidade, não poderá mais recorrer.
(B) A reclamada poderá recorrer apenas quanto ao pedi-
do de horas extras deferido na sentença de embargos.
(C) Como os embargos opostos por uma das partes in-
terrompem o prazo para a interposição de recurso 
para as duas partes, a reclamada poderia ter inter-
posto o recurso ordinário, recorrendo quanto às ho-
ras extras e o adicional de periculosidade.
(D) Como os embargos opostos por uma das partes sus-
pendem o prazo para a interposição de recurso para 
as duas partes, a reclamada não teria o prazo de 8 
dias úteis, a contar da sentença de embargos, para 
interpor o recurso ordinário.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
71 
Acerca do impedimento do juiz no processo do trabalho, 
não se pode afirmar:
(A) As hipóteses de suspeição e impedimento são descri-
tas pela CLT, mas devem ser analisadas em conjunto 
com o que também prevê o CPC a respeito do tema.
(B) É suspeito o juiz que prestou depoimento em proces-
so ajuizado por uma das partes.
(C) Há suspeição do juiz quando for amigo íntimo ou ini-
migo de qualquer das partes ou de seus advogados.
(D) Há impedimento do juiz quando figurar como par-
te instituição de ensino com a qual tenha relação de 
emprego ou decorrente de contrato de prestação de 
serviços.
72 
É incabível agravo de instrumento em face de decisões 
que denegarem seguimento a:
(A) recurso de revista.
(B) recurso de embargos ao TST.
(C) agravo de petição.
(D) recurso ordinário.
73 
Pode-se afirmar que, contra as decisões no proces-
so do trabalho, são cabíveis os recursos abaixo, com 
exceção de:
(A) embargos de declaração.
(B) recurso extraordinário.
(C) agravo de instrumento.
(D) apelação.
74 
Das hipóteses abaixo, a única em que é cabível recurso 
de revista é:
(A) no procedimento ordinário, quando, na interpreta-
ção de lei federal, a decisão recorrida contrariar ou-
tra decisão de juiz do trabalho.
(B) no procedimento ordinário, quando a decisão con-
trariar súmula do STJ.
(C) no procedimento ordinário, quando a decisão violar 
literal e diretamente a Constituição Federal.
(D) no procedimento sumaríssimo, quando a decisão 
contrariar orientação jurisprudencial.
Direito Previdenciário
Fernando Maciel
75 
Jorge e Luísa são segurados obrigatórios do RGPS, ele na 
condição de empregado, ela atuando como doméstica, 
sendo que ambos recebem remuneração mensal de um 
salário-mínimo. Casados há 20 anos, desse relaciona-
mento resultaram três filhos: Mário, de 14 anos, Júlia, 
de 10 anos, e Roberto, de 8 anos de idade. Jorge possui 
outro filho de um relacionamento anterior, chamado Al-
berto, que possui 16 anos de idade e é portador de uma 
deficiência de natureza física. Assinale a alternativa cor-
reta em matéria do benefício de salário-família: 
(A) Jorge tem direito a receber 4 cotas do benefício, rela-
tivas aos filhos Alberto, Mário, Júlia e Roberto.
(B) Luísa tem direito a receber 3 cotas do benefício, rela-
tivas aos filhos Mário, Júlia e Roberto.
(C) Jorge tem direito a receber 2 cotas do benefício, rela-
tivas aos filhos Júlia e Roberto.
(D) Luísa tem direito a receber a cota relativa ao seu en-
teado Alberto.
76 
Dez dias após o parto do seu primeiro filho, João, a se-
gurada do RGPS Maria Gonzaga veio a falecer em virtu-
de de uma infecção contraída no período de internação 
hospitalar. Em virtude disso, João passará a ficar sob os 
cuidados do seu pai, Lauro Gonzaga, com quem Maria 
era casada há 2 anos. Assinale a alternativa correta em 
matéria de salário-família.
(A) Em virtude do falecimento de Maria, João, também 
segurado do RGPS, terá direito a receber o salário-
-maternidade pelo prazo de 120 dias.
(B) Em virtude do falecimento de Maria, João, também 
segurado do RGPS, terá direito a receber o salário-
-maternidade pelo prazo de 110 dias.
(C) O benefício de salário-maternidade a ser concedi-
do ao cônjuge sobrevivente terá o seu pagamento 
adiantado pelo empregador, que depois irá proceder 
a compensação quando do recolhimento de suas 
contribuições sociais.
(D) João, na condição de cônjuge sobrevivente, não fará 
jus ao salário-maternidade, porquanto se trata de 
um benefício de caráter personalíssimo das segura-
das mulheres. 
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
Direito Financeiro
Anderson Ferreira
77 
Conforme a Lei n. 4.320/1964, classificam-se as subven-
ções econômicas como
(A) receita corrente.
(B) despesa de capital.
(C) despesa corrente.
(D) receita de capital.
78 
Suponha que o presidente da República esteja elabo-
rando um projeto de lei que estabeleça as diretrizes da 
política fiscal e respectivas metas, em consonância com 
a trajetória sustentável da dívida pública.
Diante desse cenário, assinale a alternativa correta.
(A) O projeto de lei se refere à lei de diretrizes orçamentá-
rias, a ser futuramente sancionada como lei ordinária.
(B) O projeto de lei se refere ao plano plurianual, a ser 
futuramente sancionado comolei complementar.
(C) O projeto de lei se refere ao plano plurianual, a ser 
futuramente sancionado como lei ordinária.
(D) O projeto de lei se refere à lei de diretrizes orçamen-
tárias, a ser futuramente sancionada como lei com-
plementar.
Direito Eleitoral
Odair José
79 
Conforme dispõe a Lei n. 9.504/1997, no seu artigo 36, a 
propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15 
de agosto do ano da eleição. 
A fim de garantir a igualdade na disputa eleitoral, a juris-
prudência do Tribunal Superior Eleitoral tem combatido 
a propaganda eleitoral antecipada.
Sobre esse tema, nos termos da legislação eleitoral e 
jurisprudência em vigor, é correto o que se afirma em:
(A) Não se caracteriza propaganda eleitoral antecipada 
a veiculação de propaganda institucional com propó-
sito de identificar programas da instituição com pro-
gramas do governo.
(B) A configuração de propaganda eleitoral antecipada 
independe da distância temporal entre o ato impug-
nado e a data das eleições ou das convenções parti-
dárias de escolha dos candidatos.
(C) Ao postulante a candidatura a cargo eletivo é per-
mitida a realização, na quinzena anterior à escolha 
pelo partido, de propaganda intrapartidária com vis-
ta à indicação de seu nome, admitido o uso de rádio, 
televisão e outdoor.
(D) Somente a partir do dia 16 de agosto do ano eleitoral 
será permitida a propaganda política paga no rádio e 
na televisão.
80 
João foi eleito prefeito do município Alfa. Após dois 
anos da sua posse, desfiliou-se do partido X, pelo qual 
foi eleito.
Diante de tal fato, o presidente do partido X procurou 
um advogado a fim de saber quais providências pode-
riam ser tomadas contra João.
O advogado consultado respondeu corretamente que
(A) O partido X tem o prazo de trinta dias para ingressar 
com ação de perda de mandato eletivo contra João 
em razão da infidelidade partidária.
(B) A ação por infidelidade partidária contra João deve-
rá ser processada e julgada originariamente no Juízo 
Eleitoral da cidade Alfa.
(C) A perda do mandato em razão da desfiliação partidá-
ria não se aplica aos candidatos eleitos pelo sistema 
majoritário.
(D) Por já ter concluído dois anos de mandato, João não 
tem dever de fidelidade partidária.
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GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
D A D A B C D C A B
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
B A A C B A D A B C
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
C C A A D A A A D A
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
C D D D D C B A B C
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
B B B D A C A A D C
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
C B C B C D D A A D
61 62 63 64 65 66 67 68 69 70
C B C D A A D B D C
71 72 73 74 75 76 77 78 79 80
B B D C C B C A B C
2º Simulado
Ordem dos Advogados do Brasil
1ª Fase do Exame 41º
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
Ética Profissional
Maria Christina
1 
João é bacharel em Direito aprovado no exame de or-
dem, mas não inscrito na OAB. Desse modo, submeteu-
-se a um processo seletivo para preenchimento de vaga 
de diretor jurídico, apresentando para tanto seu diploma 
de Direito. Diante dos fatos, assinale a opção correta.
(A) João poderá assumir a vaga por preencher todos os 
requisitos para o exercício do cargo.
(B) João poderá assumir a vaga desde que comprove 
idoneidade moral.
(C) João poderá assumir a vaga desde que faça provas de 
bom comportamento.
(D) João não poderá assumir a vaga.
Letra d.
Assunto abordado: Atos dos advogados.
(A) Errada. Somente advogado devidamente inscrito na 
OAB poderá assumir e exercer as funções de diretor ou 
gerente jurídico, por ser ato privativo de advogado (art. 
1º do EOAB).
(B) Errada. Somente advogado devidamente inscrito na 
OAB poderá assumir e exercer as funções de diretor ou 
gerente jurídico, por ser ato privativo de advogado (art. 
1º do EOAB).
(C) Errada. Somente advogado devidamente inscrito na 
OAB poderá assumir e exercer as funções de diretor ou 
gerente jurídico, por ser ato privativo de advogado (art. 
1º do EOAB).
(D) Certa. Segundo o art. 7º do Regulamento, a função 
de diretoria e gerência jurídicas em qualquer empresa 
pública, privada ou paraestatal, inclusive em instituições 
financeiras, é privativa de advogado, não podendo ser 
exercida por quem não se encontre inscrito regular-
mente na OAB.
2 
Pedro Henrique, advogado com inscrição principal no 
Distrito Federal no ano de 2024, apresentou quatro 
ações judiciais na seccional de Goiás e mais dois pro-
cessos administrativos no mesmo estado. Diante de tal 
situação, após dois anos foi surpreendido com a instau-
ração de um processo administrativo disciplinar na sec-
cional do estado de Goiás. Diante dos fatos, assinale a 
opção correta.
(A) O processo administrativo disciplinar deve ser arqui-
vado por ausência de infração.
(B) O advogado deveria ter requerido a sua inscrição su-
plementar na seccional de Goiás.
(C) O advogado não poderá atuar em outra seccional 
sem a devida inscrição suplementar.
(D) O advogado somente poderá atuar no local da sua 
inscrição principal.
Letra a.
Assunto abordado: Tipos de inscrição.
(A) Certa. Não há que se falar em infração disciplinar 
nem em inscrição suplementar, pois o advogado não ex-
cedeu ao limite de cinco causas judiciais ao ano.
EOAB. Art. 10. (...)
§ 2º Além da principal, o advogado deve promover a 
inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais em 
cujos territórios passar a exercer habitualmente a 
profissão considerando-se habitualidade a interven-
ção judicial que exceder de cinco causas por ano.
(B) Errada. Não há que se falar em infração disciplinar 
nem em inscrição suplementar, pois o advogado não ex-
cedeu ao limite de cinco causas judiciais ao ano.
(C) Errada. Pode atuar até o limite de cinco causas judi-
ciais ao ano.
(D) Errada. A advocacia pode ser exercida emtodo terri-
tório nacional.
3 
Susana é uma grande advogada criminalista com domi-
cílio residencial e profissional na seccional do estado da 
Paraíba. Ocorre que, por motivos profissionais, sua atu-
ação profissional se estendeu de maneira significativa no 
estado de São Paulo. Desse modo, requereu a transfe-
rência de sua inscrição profissional para São Paulo. Dian-
te dos fatos, assinale a opção correta.
(A) Susana deverá requerer a transferência do seu do-
micílio profissional e residencial para São Paulo, 
permanecendo o mesmo número de OAB em am-
bas as seccionais.
(B) Susana deverá requerer a transferência do seu do-
micílio profissional e residencial para São Paulo, com 
novo número de OAB em São Paulo.
(C) Susana poderá requerer a transferência do seu do-
micílio profissional para São Paulo permanecendo o 
mesmo número de OAB.
(D) Susana poderá requerer a transferência do seu do-
micílio profissional para São Paulo com novo núme-
ro de OAB.
Letra d.
Assunto abordado: Tipos de inscrição.
(A) Errada. Não é necessária a transferência do domicí-
lio residencial, apenas do profissional, no caso de ani-
mus definitivo, o que irá gerar um novo número de OAB 
em São Paulo.
(B) Errada. Não é necessária a transferência do domicílio 
residencial, apenas do profissional.
(C) Errada. Não é necessária a transferência do domicílio 
residencial, apenas do profissional.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
(D) Certa.
EOAB. Art. 10. (...)
§ 3º No caso de mudança efetiva de domicílio profis-
sional para outra unidade federativa, deve o advoga-
do requerer a transferência de sua inscrição para o 
Conselho Seccional correspondente.
4 
Pablo, advogado inscrito na seccional do Mato Grosso 
do Sul, há 12 anos adquiriu doença mental incurável, o 
que impossibilitou a continuidade da advocacia. Diante 
dos fatos, sua inscrição deverá ser:
(A) cancelada.
(B) suspensa.
(C) licenciada.
(D) cassada.
Letra a.
Assunto abordado: Cancelamento da inscrição.
A doença mental incurável gera a perda da capacidade 
civil. Desse modo, o advogado perdeu um dos sete re-
quisitos que devem ser comprovados para que possa 
continuar exercendo a advocacia, devendo sua inscrição 
ser cancelada (art. 11, V, do EOAB).
5 
Sobre as sociedades de advogados simples ou individual, 
assinale a opção correta.
(A) Nenhum advogado pode integrar mais de uma so-
ciedade de advogados, constituir mais de uma so-
ciedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simul-
taneamente, uma sociedade de advogados e uma 
sociedade unipessoal de advocacia nem realizar mais 
de uma associação para atuação conjunta dentro da 
mesma seccional.
(B) A sociedade unipessoal de advocacia pode resultar 
da concentração por um advogado das quotas de 
uma sociedade de advogados, independentemente 
das razões que motivaram tal concentração.
(C) Nas sociedades de advogados, a escolha do sócio-
-administrador poderá recair sobre advogado que 
atue como servidor da administração direta, indireta 
e fundacional, ainda que esteja sujeito ao regime de 
dedicação exclusiva.
(D) A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal 
de advocacia deverão recolher seus tributos sobre 
a parcela da receita que efetivamente lhes couber, 
com a inclusão da receita que for transferida a outros 
advogados ou a sociedades que atuem em forma de 
parceria para o atendimento do cliente. 
Letra b.
Assunto abordado: Sociedade de advogados.
(A) Errada. É vedado ter mais de uma sociedade na mes-
ma seccional, mas é possível ter várias associações (ad-
vogados associados/parceiros).
EOAB. Art. 15. (...)
§ 4º Nenhum advogado pode integrar mais de uma 
sociedade de advogados, constituir mais de uma 
sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar, 
simultaneamente, uma sociedade de advogados e 
uma sociedade unipessoal de advocacia, com sede 
ou filial na mesma área territorial do respectivo 
Conselho Seccional.
(B) Certa.
EOAB. Art. 15. (...)
§ 7o A sociedade unipessoal de advocacia pode resul-
tar da concentração por um advogado das quotas de 
uma sociedade de advogados, independentemente 
das razões que motivaram tal concentração.
(C) Errada.
EOAB. Art. 15. (...)
§ 8º Nas sociedades de advogados, a escolha do só-
cio-administrador poderá recair sobre advogado que 
atue como servidor da administração direta, indireta 
e fundacional, desde que não esteja sujeito ao regime 
de dedicação exclusiva.
(D) Errada.
EOAB. Art. 15. (...)
§ 9º A sociedade de advogados e a sociedade uni-
pessoal de advocacia deverão recolher seus tributos 
sobre a parcela da receita que efetivamente lhes cou-
ber, com a exclusão da receita que for transferida a 
outros advogados ou a sociedades que atuem em for-
ma de parceria para o atendimento do cliente.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
6 
Sobre as sociedades de advogados simples ou individu-
al, assinale a opção incorreta.
(A) Não são admitidas a registro nem podem funcionar 
todas as espécies de sociedades de advogados que 
apresentem forma ou características de sociedade 
empresária, que adotem denominação de fantasia, 
que realizem atividades estranhas à advocacia, que 
incluam como sócio ou titular de sociedade unipes-
soal de advocacia pessoa não inscrita como advoga-
do ou totalmente proibida de advogar. 
(B) A razão social deve ter, obrigatoriamente, o nome de, 
pelo menos, um advogado responsável pela socieda-
de, podendo permanecer o de sócio falecido, desde 
que prevista tal possibilidade no ato constitutivo.
(C) O impedimento ou a incompatibilidade em caráter 
temporário do advogado o exclui da sociedade de 
advogados à qual pertença e deve ser averbado no 
registro da sociedade.
(D) É proibido o registro, nos cartórios de registro civil de 
pessoas jurídicas e nas juntas comerciais, de socieda-
de que inclua, entre outras finalidades, a atividade 
de advocacia.
Letra c.
Assunto abordado: Sociedade de advogados.
(A) Certa.
EOAB. Art. 16. Não são admitidas a registro nem po-
dem funcionar todas as espécies de sociedades de 
advogados que apresentem forma ou características 
de sociedade empresária, que adotem denomina-
ção de fantasia, que realizem atividades estranhas à 
advocacia, que incluam como sócio ou titular de so-
ciedade unipessoal de advocacia pessoa não inscrita 
como advogado ou totalmente proibida de advogar.
(B) Certa.
EOAB. Art. 16. (...)
§ 1º A razão social deve ter, obrigatoriamente, o nome 
de, pelo menos, um advogado responsável pela socie-
dade, podendo permanecer o de sócio falecido, des-
de que prevista tal possibilidade no ato constitutivo.
(C) Errada.
EOAB. Art. 16. (...)
§ 2º O impedimento ou a incompatibilidade em cará-
ter temporário do advogado não o exclui da socieda-
de de advogados à qual pertença e deve ser averbado 
no registro da sociedade. (Grifos nossos.)
(D) Certa.
EOAB. Art. 16. (...)
§ 3º É proibido o registro, nos cartórios de registro 
civil de pessoas jurídicas e nas juntas comerciais, de 
sociedade que inclua, entre outras finalidades, a ati-
vidade de advocacia.
7 
Sobre os advogados associados, assinale a opção correta.
(A) O advogado não poderá associar-se a uma ou mais 
sociedades de advogados ou sociedades unipessoais 
de advocacia na mesma seccional.
(B) Os contratos de associação devem ser registrados no 
contrato da sociedade, e não em meio próprio.
(C) A partilha dos resultados deve ser estipulada livre-
mente, sem necessidade de contrato formal.
(D) O contrato de associação deve descrever a forma de 
repartição dos riscos e das receitas entre as partes, 
vedadaa atribuição da totalidade dos riscos ou das 
receitas exclusivamente a uma delas.
Letra d.
Assunto abordado: Associação de advogados.
(A) Errada.
EOAB. Art. 17-A. O advogado poderá associar-se a 
uma ou mais sociedades de advogados ou sociedades 
unipessoais de advocacia, sem que estejam presen-
tes os requisitos legais de vínculo empregatício, para 
prestação de serviços e participação nos resultados, 
na forma do Regulamento Geral e de Provimentos do 
Conselho Federal da OAB.
(B) Errada.
EOAB. Art. 17-B. A associação de que trata o art. 17-A 
desta Lei dar-se-á por meio de pactuação de contrato 
próprio, que poderá ser de caráter geral ou restringir-
-se a determinada causa ou trabalho e que deverá 
ser registrado no Conselho Seccional da OAB em cuja 
base territorial tiver sede a sociedade de advogados 
que dele tomar parte.
(C) Errada.
EOAB. Art. 17-B. (...)
Parágrafo único. No contrato de associação, o advo-
gado sócio ou associado e a sociedade pactuarão as 
condições para o desempenho da atividade advocatí-
cia e estipularão livremente os critérios para a parti-
lha dos resultados dela decorrentes, devendo o con-
trato conter, no mínimo: (...)
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
(D) Certa.
EOAB. Art. 17-B. (...)
Parágrafo único. (...)
III – forma de repartição dos riscos e das receitas en-
tre as partes, vedada a atribuição da totalidade dos 
riscos ou das receitas exclusivamente a uma delas.
8 
Sobre os honorários pagos aos serviços prestados pelos 
advogados, assinale a opção correta.
(A) O distrato e a rescisão do contrato de prestação de 
serviços advocatícios, quando celebrados formal-
mente, configuram renúncia expressa aos honorá-
rios pactuados.
(B) No caso de bloqueio universal do patrimônio do 
cliente por decisão judicial, garantir-se-á ao advoga-
do a liberação de até 20% (vinte por cento) dos bens 
bloqueados para fins de recebimento de honorários 
e reembolso de gastos com a defesa em qualquer 
situação, tendo em vista o caráter alimentar dos ho-
norários.
(C) O pedido de desbloqueio de bens será feito em autos 
apartados, que permanecerão em sigilo, mediante a 
apresentação do respectivo contrato.
(D) Diante da estipulação expressa de contrato, o juiz ar-
bitrará os honorários dos advogados.
Letra c.
Assunto abordado: Honorários.
(A) Errada.
EOAB. Art. 24. (...)
§ 6º O distrato e a rescisão do contrato de prestação 
de serviços advocatícios, mesmo que formalmente 
celebrados, não configuram renúncia expressa aos 
honorários pactuados.
(B) Errada.
EOAB. Art. 24-A. No caso de bloqueio universal do 
patrimônio do cliente por decisão judicial, garantir-
-se-á ao advogado a liberação de até 20% (vinte por 
cento) dos bens bloqueados para fins de recebimento 
de honorários e reembolso de gastos com a defesa, 
ressalvadas as causas relacionadas aos crimes pre-
vistos na Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006 (Lei 
de Drogas). (Grifos nossos.)
(C) Certa.
EOAB. Art. 24-A. (...)
§ 1º O pedido de desbloqueio de bens será feito em 
autos apartados, que permanecerão em sigilo, me-
diante a apresentação do respectivo contrato.
(D) Errada. Só podemos falar em honorários arbitrados 
judicialmente por contrato verbal não cumprido ou 
diante da inexistência ou greve da defensoria pública.
Filosofia do Direito
Odair José
9 
Segundo o filósofo Herbert Hart, em sua obra “O con-
ceito de Direito”, uma sociedade inclui aqueles que 
encaram as normas jurídicas a partir do ponto de vista 
interno, e não apenas como sistema coercitivo. Assim, 
embora a previsão de coerção seja relevante para eficá-
cia do sistema de normas, essa é apenas uma parte que 
mantém essa eficácia.
Sob a ótica de Herbert Hart, nos termos da obra em refe-
rência, para a manutenção da ordem social, é necessário
(A) que a maioria das pessoas obedeça às normas de for-
ma voluntária, sem a necessidade de manifestação 
da coerção.
(B) o uso frequente da coercitividade estatal.
(C) que a voluntariedade social na observância das nor-
mas se sobreponha a qualquer ordem estatal.
(D) que as sanções se manifestem em todas as normas 
do sistema normativo.
Letra a.
Assunto abordado: Sanção normativa. Coercitividade. 
Teoria de Herbert Hart.
(A) Certa. É conclusão lógica do próprio enunciado da 
questão. Para Hart, a ordem normativa se sustenta, em 
larga medida, pela obediência voluntária.
(B) Errada, pois contraria o enunciado da questão. Além 
disso, a coercitividade deve ser usada como última ratio. 
O uso frequente demonstra fragilidade do sistema.
(C) Errada. Se por um lado a voluntariedade é importan-
te como sinal de estabilidade do sistema, por outro ela 
não se sobrepõe à ordem estatal. Esta deverá sempre 
estar presente para ser usada quando necessário.
(D) Errada. Hart afirma que há dois tipos de normas, as 
primárias e as secundárias. As primárias são acompa-
nhadas de sanção, já as segundas não o são.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
10 
Na obra “Conceito e Validade do Direito”, Robert Alexy 
afirma que os princípios são normas que ordenam que 
algo seja realizado na maior medida possível dentro das 
possibilidades jurídicas e fáticas existentes.
Nos termos do pensamento de Robert Alexy e da obra 
referida, conclui-se que os princípios
(A) são sinônimos de regras jurídicas dispostas hierar-
quicamente na ordem normativa.
(B) são mandamentos de otimização, que atuam como uma 
dimensão de peso nas questões envolvem a justiça.
(C) não têm caráter vinculativo porque não permitem a 
subsunção direta do fato à norma.
(D) são normas secundárias, devendo ser usadas de for-
ma supletiva.
Letra b.
Assunto abordado: Robert Alexy. Regras e princípios.
Robert Alexy é um filósofo pós-positivista. Ele atribui alta 
densidade normativa aos princípios, do que se conclui:
(A) Errada, porque princípios e regras são normas com 
características distintas.
(B) Certa. Os princípios proporcionam maior e melhor 
aplicação do direito com vistas à realização da justiça.
(C) Errada, porque os princípios são normas com caráter 
vinculativo.
(D) Errada. Princípios não são normas secundárias e não 
têm caráter supletivo. Ao contrário, são normas com alta 
densidade normativa.
Direito Constitucional
Ana Paula Blazute
11 
A proposta de um terço dos membros da Câmara dos 
Deputados, de emenda constitucional tendente a abolir 
o voto secreto, com a justificativa de verificação da lici-
tude das eleições, de acordo com a Constituição Federal,
(A) poderá ser objeto de deliberação, desde que funda-
mentada e aprovada pelo Presidente da República.
(B) não poderá ser objeto de deliberação, em razão da 
matéria nela abordada.
(C) somente não poderá ser objeto de deliberação na 
vigência de intervenção federal, de estado de defesa 
ou de estado de sítio.
(D) não poderá ser objeto de deliberação, pois a Consti-
tuição Federal somente pode ser emendada median-
te proposta do presidente da República.
Letra b.
Assunto abordado: Processo legislativo.
CF/1988. Art. 60. (...)
§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de 
emenda tendente a abolir:
I – a forma federativa de Estado;
II – o voto direto, secreto, universal e periódico;
III – a separação dos Poderes;
IV – os direitos e garantias individuais.
12 
Partido político com representação no Congresso Na-
cional ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade 
perante o Supremo Tribunal Federal contra a Lei Fe-
deral XXX/2023. Por unanimidade, o Plenário do STF 
julgou procedente o pedido e declarou a referida Lei 
inconstitucional.
Com base na situação hipotéticanarrada, e conforme 
o sistema jurídico-constitucional vigente, é correto afir-
mar que a decisão definitiva de mérito proferida pelo 
STF na situação em tela vincula
(A) todo o Poder Judiciário e a administração pública di-
reta e indireta, em todas as esferas federativas.
(B) os poderes políticos do Estado, o Executivo e o Legis-
lativo, no exercício de todas as suas funções.
(C) todos os poderes do Estado em nível federal, excluin-
do as esferas estadual e municipal.
(D) o presidente da República, inclusive no exercício de 
suas funções de natureza legislativa.
Letra a.
Assunto abordado: Controle de constitucionalidade.
As decisões do controle concentrado não vinculam o Le-
gislativo e o próprio STF.
13 
Roberto, cidadão brasileiro, toma conhecimento de que 
um órgão público federal está contratando uma conhe-
cida empreiteira do estado Delta para a realização de 
obras sem promover o regular procedimento licitató-
rio. A fim de proteger o interesse público, busca obter 
maiores informações junto aos setores competentes do 
próprio órgão. Sem sucesso, passa a considerar a hipó-
tese de ajuizar uma ação popular a fim de anular os atos 
de contratação, bem como buscar o ressarcimento dos 
cofres públicos por eventuais danos patrimoniais. Antes 
de fazê-lo, no entanto, quer saber as consequências re-
ferentes ao pagamento de custas judiciais e do ônus de 
sucumbência, caso não obtenha sucesso na causa. Você, 
como advogado(a), então, explica-lhe que, segundo o 
sistema jurídico-constitucional brasileiro, caso não obte-
nha sucesso na causa,
(A) não terá que arcar com as custas judiciais e com o 
ônus de sucumbência, posto que o interesse que o 
move na causa é revestido de inequívoca boa-fé, em 
defesa do interesse público.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
(B) somente terá que arcar com as custas judiciais, mas 
não com os ônus sucumbenciais, posto se tratar de 
um processo de natureza constitucional que visa a 
salvaguardar o interesse social.
(C) terá que arcar com as custas judiciais e com o ônus 
de sucumbência, como ocorre ordinariamente no 
âmbito do sistema processual brasileiro.
(D) não terá que arcar com qualquer custo, consideran-
do que a Constituição Federal de 1988 concede aos 
brasileiros isenção de custas em todos os chamados 
remédios constitucionais.
Letra a.
Assunto abordado: Direitos e garantias.
CF/1988. Art. 5º (...)
LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor 
ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimô-
nio público ou de entidade de que o Estado participe, 
à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao 
patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, sal-
vo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do 
ônus da sucumbência. (Grifos nossos.)
14 
Ao disciplinar as formas de aquisição e perda da nacio-
nalidade brasileira, a Constituição Federal estabelece que 
será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que
(A) fizer pedido expresso de perda de sua nacionalidade 
perante autoridade judiciária competente, renúncia 
essa que impede o interessado de readquirir sua na-
cionalidade brasileira originária, ressalvada situação 
que acarrete apatridia.
(B) adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos de re-
conhecimento de nacionalidade originária pela lei 
estrangeira e imposição de naturalização, pela nor-
ma estrangeira, ao brasileiro residente em estado es-
trangeiro, como condição para permanência em seu 
território ou para o exercício de direitos civis.
(C) fizer pedido expresso de perda de sua nacionalidade 
perante autoridade brasileira competente, ressalva-
das situações que acarretem apatridia, renúncia essa 
que, no entanto, não impede o interessado de rea-
dquirir sua nacionalidade brasileira originária, nos 
termos da lei.
(D) tiver cancelada sua naturalização, por sentença judi-
cial transitada em julgado, em virtude de atividade 
nociva ao interesse nacional, ressalvadas situações 
que acarretem apatridia.
Letra c.
Assunto abordado: Nacionalidade.
§ 4º Será declarada a perda da nacionalidade do 
brasileiro que:
I – tiver cancelada sua naturalização, por sentença ju-
dicial, em virtude de fraude relacionada ao processo 
de naturalização ou de atentado contra a ordem cons-
titucional e o Estado Democrático; (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023)
II – fizer pedido expresso de perda da nacionalidade 
brasileira perante autoridade brasileira competente, 
ressalvadas situações que acarretem apatridia. (Re-
dação dada pela Emenda Constitucional nº 131, 
de 2023)
§ 5º A renúncia da nacionalidade, nos termos do in-
ciso II do § 4º deste artigo, não impede o interessado 
de readquirir sua nacionalidade brasileira originária, 
nos termos da lei. (Incluído pela Emenda Constitucio-
nal nº 131, de 2023)
15 
João, estudante de Direito, foi informado por um dos 
seus professores sobre a necessidade de apresentação 
de um trabalho sobre o Poder Legislativo, em especial 
sobre o Senado Federal. Em assim sendo, o aluno passou 
a estudar, detalhadamente, os regramentos aplicáveis à 
Casa Legislativa citada.
Nesse cenário, considerando as disposições da Consti-
tuição Federal, assinale a afirmativa correta.
(A) Salvo disposição constitucional em contrário, as de-
liberações do Senado Federal e de suas comissões 
serão tomadas por maioria absoluta dos votos, pre-
sente a maioria de seus membros.
(B) A representação de cada estado e do Distrito Fede-
ral, no Senado Federal, será renovada de quatro em 
quatro anos, alternadamente, por um e dois terços.
(C) O Senado Federal compõe-se de representantes dos 
estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o siste-
ma proporcional.
(D) Cada estado e o Distrito Federal elegerão três sena-
dores, com mandato de quatro anos.
Letra b.
Assunto abordado: Poder Legislativo.
CF. Art. 46. O Senado Federal compõe-se de repre-
sentantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos 
segundo o princípio majoritário.
§ 1º Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Se-
nadores, com mandato de oito anos.
§ 2º A representação de cada Estado e do Distrito 
Federal será renovada de quatro em quatro anos, al-
ternadamente, por um e dois terços.
§ 3º Cada Senador será eleito com dois suplentes.
Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, 
as deliberações de cada Casa e de suas Comissões se-
rão tomadas por maioria dos votos, presente a maio-
ria absoluta de seus membros.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
16 
O presidente da República dispôs, mediante decreto, so-
bre a organização e o funcionamento da administração 
federal, sem implicar aumento de despesa, tampouco 
criação ou extinção de órgãos públicos. Após tomar ci-
ência sobre os fatos, um parlamentar da oposição procu-
rou auxílio da sua assessoria jurídica, indagando-a sobre 
a validade da medida adotada.
Nesse cenário, considerando as disposições da Consti-
tuição Federal de 1988 e o entendimento doutrinário e 
jurisprudencial dominantes, é correto afirmar que o pre-
sidente da República
(A) pode, mediante decreto, dispor sobre a organização 
e funcionamento da administração federal, desde 
que não haja aumento de despesa, tampouco cria-
ção ou extinção de órgãos públicos, com base no po-
der normativo.
(B) pode, mediante decreto, dispor sobre a organização 
e funcionamento da administração federal, desde 
que não haja aumento de despesa, tampouco cria-
ção ou extinção de órgãos públicos, com base no po-
der disciplinar.
(C) não pode, mediante decreto, dispor sobre a orga-
nização e funcionamentoda administração federal, 
porquanto o poder disciplinar permite, apenas, a 
edição de atos normativos infralegais, para garantir 
a fiel execução da lei.
(D) não pode, mediante decreto, dispor sobre a orga-
nização e funcionamento da administração federal, 
porquanto o poder normativo permite, apenas, a 
edição de atos normativos infralegais, para garantir 
a fiel execução da lei.
Letra a.
Assunto abordado: Poder Executivo.
CF/1988. Art. 84. Compete privativamente ao Presi-
dente da República: [...]
VI – dispor, mediante decreto, sobre:
a) organização e funcionamento da administração 
federal, quando não implicar aumento de despesa 
nem criação ou extinção de órgãos públicos;
b) extinção de funções ou cargos públicos, quan-
do vagos;
Direitos Humanos
Alice Rocha
17 
Bernardo foi condenado por homicídio e atualmente 
cumpre pena em presídio localizado no interior de São 
Paulo. O estabelecimento prisional já foi notificado di-
versas vezes pelas péssimas condições de salubridade e 
risco para a vida e integridade dos presos. Receosos, os 
familiares de Bernardo procuram você como advogado 
para buscar medidas provisórias em função da gravida-
de e urgência do caso. A respeito das medidas provisó-
rias estabelecidas na Convenção Americana de Direitos 
Humanos, você deve informá-los que:
(A) para a solicitação de tais medidas, é necessária a 
existência de uma decisão prévia da Comissão Jurídi-
ca da Organização dos Estados Americanos.
(B) para a solicitação de tais medidas, é necessária a 
comprovação de uma situação de violência estrutu-
ral e conflito armado.
(C) a Corte Interamericana só pode tomar medidas pro-
visórias para os assuntos que estiverem em seu co-
nhecimento.
(D) a Corte Interamericana pode tomar medidas provi-
sórias em relação a assuntos que ainda não estão 
submetidos ao seu conhecimento a partir de pedido 
da Comissão.
Letra d.
Assunto abordado: Sistema Interamericano de Direitos 
Humanos – medidas provisórias.
De acordo com o art. 63.2 da Convenção Americana, 
em casos de extrema gravidade e urgência, e quando se 
fizer necessário evitar danos irreparáveis às pessoas, a 
Corte, nos assuntos de que estiver conhecendo, poderá 
tomar as medidas provisórias que considerar pertinen-
tes. Se se tratar de assuntos que ainda não estiverem 
submetidos ao seu conhecimento, poderá atuar a pedi-
do da Comissão.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
18 
A Constituição Federal brasileira possui uma série de me-
canismos de proteção dos direitos humanos. Dentre tais 
mecanismos, podemos citar o incidente de deslocamen-
to de competência, que pode ser utilizado em caso de
(A) grave violação de direitos humanos que não pode 
ser adequadamente apurada e julgada pela Justi-
ça Estadual.
(B) necessidade de intervenção federal em estados para 
garantir a ordem pública.
(C) interesse econômico da União em causas envolven-
do empresas públicas.
(D) conflito de competências entre a Justiça Estadual e a 
Justiça Federal.
Letra a.
Assunto abordado: Direitos humanos na Constituição 
Federal – incidente de deslocamento de competência.
O deslocamento da competência da justiça estadual 
para a justiça federal só se justifica em caso de dificulda-
de de apuração e julgamento pela Justiça Estadual. Além 
disso, deve respeitar os requisitos do art. 109, § 5º:
§ 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos huma-
nos, o Procurador-Geral da República, com a finalida-
de de assegurar o cumprimento de obrigações decor-
rentes de tratados internacionais de direitos humanos 
dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante 
o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do 
inquérito ou processo, incidente de deslocamento de 
competência para a Justiça Federal. (Grifos nossos.)
Direito Internacional
Alice Rocha
19 
Pedro acaba de se formar no curso de Direito e decide 
se especializar na temática migratória. Ao fazer o le-
vantamento da quantidade de medidas compulsórias 
aplicadas a estrangeiros no Brasil, ele percebe que a ex-
pulsão é a de maior incidência e decide se aprofundar 
nesse assunto.
Em relação à expulsão de estrangeiros e com base na Lei 
de Migração brasileira (Lei n. 13.445/2017), Pedro deve 
basear seu estudo no seguinte ponto:
(A) a expulsão pode ser realizada sem direito de defesa 
pelo fato de o indivíduo já ter utilizado tal garantia no 
processo que o condenou e o levou a expulsão.
(B) a decisão de expulsão deve garantir o direito ao devi-
do processo legal.
(C) qualquer condenação grave pode motivar a expulsão 
de estrangeiros no Brasil.
(D) a expulsão pode ser motivada pela prática de religiões 
ou cultos que representem ofensa à cultura brasileira.
Letra b.
Assunto abordado: Lei de migração – expulsão.
(A) Errada. De acordo com o art. 58, no processo de ex-
pulsão, serão garantidos o contraditório e a ampla defesa.
(B) Certa. A Lei de Migração brasileira garante que a de-
cisão de expulsão de estrangeiros deve assegurar o direi-
to ao devido processo legal, permitindo que o indivíduo 
tenha a oportunidade de se defender e apresentar seus 
argumentos antes que a medida seja efetivada (art. 48).
(C) Errada. A expulsão só pode ser motivada pela prática 
dos tipos previstos no art. 54, § 1º:
§ 1º Poderá dar causa à expulsão a condenação com 
sentença transitada em julgado relativa à prática de:
I – crime de genocídio, crime contra a humanidade, 
crime de guerra ou crime de agressão, nos termos 
definidos pelo Estatuto de Roma do Tribunal Penal 
Internacional, de 1998, promulgado pelo Decreto nº 
4.388, de 25 de setembro de 2002 ; ou
II – crime comum doloso passível de pena privativa de 
liberdade, consideradas a gravidade e as possibilida-
des de ressocialização em território nacional.
(D) Errada. Vide justificativa da letra “c”.
20 
Carla sempre foi muito motivada a se tornar parte do 
corpo diplomático para usufruir das imunidades e privi-
légios estabelecidos para esses representantes. A partir 
da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 
1961, Carla poderá continuar sonhando com:
(A) imunidade contra qualquer processo administrativo 
no Estado acreditado.
(B) imunidade contra processos criminais no Estado 
acreditante.
(C) imunidade contra qualquer forma de detenção ou 
prisão no Estado acreditado.
(D) imunidade contra o pagamento de impostos e taxas 
no Estado acreditante.
Letra c.
Assunto abordado: Relações diplomáticas e consulares 
– imunidade.
(A) Errada. De acordo com o art. 31, existem hipóteses 
de relativização da imunidade de jurisdição administrati-
va tais como:
a) uma ação real sobre imóvel privado situado no 
território do Estado acreditado, salvo se o agente di-
plomático o possuir por conta do Estado acreditado 
para os fins da missão.
b) uma ação sucessória na qual o agente diplomá-
tico figure, a título privado e não em nome do Es-
tado, como executor testamentário, administrador, 
herdeiro ou legatário.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
c) uma ação referente a qualquer profissão liberal ou 
atividade comercial exercida pelo agente diplomático 
no Estado acreditado fora de suas funções oficiais.
(B) Errada. Estado acreditante é o que envia o represen-
tante. Sendo assim, o agente não fica imune à jurisdição 
do Estado que o enviou.
(C) Certa. De acordo com o art. 29 da Convenção de Vie-
na sobre Relações Diplomáticas (Dec. n. 56.435/1965):
Art. 29. A pessoa do agente diplomático é inviolável. 
Não poderá ser objeto de nenhuma forma de deten-
ção ou prisão. O Estado acreditado trata-lo-á com o 
devido respeitoe adotará todas as medidas adequa-
das para impedir qualquer ofensa à sua pessoa, liber-
dade ou dignidade. (Grifos nossos.)
(D) Errada. Vide justificativa da letra B.
Direito Tributário
Maria Christina
21 
O Estado do Rio Grande do Sul, diante da calamidade 
pública ocorrida pelas enchentes que destruíram o es-
tado, optou por editar uma Lei Complementar e instituir 
o empréstimo compulsório. Diante dos fatos, assinale a 
opção correta.
(A) O tributo está correto, diante da competência legis-
lativa concorrente ente União, estados e DF, prevista 
no artigo 24, I, da CF.
(B) O tributo está correto, diante da competência tribu-
tária comum ente União, estados e DF, prevista no 
artigo 24, I, da CF.
(C) O tributo está incorreto, diante da violação à compe-
tência para sua instituição.
(D) O tributo está incorreto, diante da violação ao princí-
pio da legalidade.
Letra c.
Assunto abordado: Empréstimo compulsório.
(A) Errada. O empréstimo compulsório é um tributo de 
competência exclusiva da União por meio de Lei Com-
plementar – art. 148 da CF.
(B) Errada. O empréstimo compulsório é um tributo de 
competência exclusiva da União por meio de Lei Com-
plementar – art. 148 da CF.
(C) Certa. O empréstimo compulsório é um tributo de 
competência exclusiva da União por meio de Lei Com-
plementar – art. 148 da CF.
(D) Errada. O empréstimo compulsório é um tributo de 
competência exclusiva da União por meio de Lei Com-
plementar – art. 148 da CF.
22 
Sobre a reforma tributária sobre o consumo, assinale a 
opção correta.
(A) O imposto seletivo incidirá de forma plurifásica sobre 
todas as etapas da cadeia de consumo.
(B) O imposto seletivo incidirá sobre a produção, co-
mercialização, extração, importação e exportação de 
bens e produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente.
(C) O imposto seletivo poderá ter fato gerador ou base 
de cálculo idêntico ao de outro tributo.
(D) O valor do IBS e CBS não integrará a base de cálculo 
do imposto seletivo.
Letra c.
Assunto abordado: Imposto seletivo.
(A) Errada. O imposto seletivo possui incidência monofásica.
(B) Errada. Não incidirá imposto seletivo sobre a expor-
tação por ter imunidade.
(C) Certa. É uma das duas hipóteses de bis in idem cons-
titucionalmente permitido.
(D) Errada. A base de cálculo do imposto seletivo levará 
em consideração o valor do IBS e CBS.
23 
Raya é empregada de uma entidade religiosa no estado 
do Pará. Para realizar as atividades essenciais do tem-
plo, utiliza a kombi da igreja para entregar as doações 
recebidas mensalmente às entidades carentes da região. 
Diante dos fatos, assinale a opção correta.
(A) As doações realizadas por particulares a entidade re-
ligiosa não deverão ser tributadas por ITCMD.
(B) Deverá incidir IPVA sobre a kombi, tendo em vista a 
utilização por particular.
(C) Não incidirá IPVA sobre a kombi em decorrência de 
isenção.
(D) Não incidirá taxa de licenciamento anual sobre 
a kombi.
Letra a.
Assunto abordado: Imunidade.
(A) Certa. Art. 155, § 1º, VII, da CF – imunidade de ITCMD.
(B) Errada. Veículos de igrejas possuem imunidade.
(C) Errada. Os veículos das igrejas são imunes de IPVA.
(D) Errada. A imunidade dos templos é apenas sobre im-
postos, e não sobre taxas.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
24 
Determinada portaria do estado X, publicada em 
02/06/2024, determinou que, a partir de sua publicação, 
o vencimento de certo tributo aconteceria 45 dias após a 
notificação do sujeito passivo, com produção de efeitos 
imediata. Diante dos fatos, assinale a opção correta.
(A) A alteração do prazo de pagamento pode ser feita 
por portaria e poderá produzir efeitos de imediato.
(B) A alteração do prazo de pagamento pode ser feita por 
portaria, mas não poderá produzir efeitos de imediato.
(C) A alteração do prazo de pagamento não poderá ser feita 
por portaria e não poderá produzir efeitos de imediato.
(D) A alteração do prazo de pagamento não poderá ser feita 
por portaria, mas poderá produzir efeitos de imediato.
Letra a.
Assunto abordado: Legalidade.
A alteração do prazo de pagamento, vencimento ou re-
colhimento dos tributos pode ser feita por meio de ato 
do Poder Executivo (portaria) e poderá produzir efeitos 
de imediato, por não configurar criação ou majoração 
(SV 50 e S. 669 do STF).
25 
Marta é proprietária de duas pequenas propriedades 
rurais e acabou por receber em seus imóveis a visita de 
fiscais tributários dos municípios Alfa e Beta. Os fiscais 
informaram que desejavam marcar uma data para reali-
zar medições e aferir o grau de produtividade do imóvel, 
para efeitos de cálculo do ITR. Diante dos fatos, assinale 
a opção correta.
(A) As propriedades possuem imunidade de ITR.
(B) As propriedades possuem isenção de ITR.
(C) Os fiscais tributários municipais não podem realizar 
a fiscalização e a arrecadação do ITR, por ser de com-
petência da União.
(D) Os fiscais tributários municipais podem realizar a fis-
calização e a arrecadação do ITR.
Letra d.
Assunto abordado: ITR.
(A) Errada. Somente possuem imunidade de ITR as pe-
quenas e ÚNICAS propriedades rurais.
(B) Errada. Não possuem imunidade nem isenção.
(C) Errada. Podem optar em fiscalizar e arrecadar.
(D) Certa. Os municípios podem optar em fiscalizar e ar-
recadar o ITR da União, detendo, neste caso, capacidade 
tributária, e poderão ficar com 100% da arrecadação.
Direito Administrativo
Gustavo Brígido
26 
João e Maria, estudantes de direito, levaram importante 
discussão até você, advogado(a) especialista em direito 
administrativo: o prazo prescricional para as ações inde-
nizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública. A resposta 
que deve ser corretamente apresentada é:
(A) 5 anos.
(B) 3 anos.
(C) 2 anos.
(D) 1 ano.
Letra a.
Assunto abordado: Informativo n. 814 do STJ.
Em respeito ao princípio da isonomia, o lapso prescricio-
nal da demanda indenizatória ajuizada pelo ente estatal 
deverá obedecer ao mesmo prazo quinquenal do art. 1º 
do Decreto n. 20.910/1932, previsto para as ações inde-
nizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública.
27 
Um grupo de corréus de uma ação de improbidade ad-
ministrativa procurou você, advogado(a) especialista em 
direito administrativo, para saber sobre o alcance da 
medida cautelar da indisponibilidade de bens. A respos-
ta que deve ser corretamente apresentada é:
(A) Para fins de indisponibilidade de bens, há solidarieda-
de entre os corréus da ação de improbidade adminis-
trativa, de modo que a constrição deve recair sobre 
os bens de todos eles, sem divisão em quota-parte, 
limitando-se o somatório da medida ao quantum de-
terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor-
responda ao débito total em relação a cada um.
(B) Para fins de indisponibilidade de bens, há solidarieda-
de entre os corréus da ação de improbidade adminis-
trativa, de modo que a constrição deve recair sobre 
os bens de todos eles, com divisão em quota-parte, 
limitando-se o somatório da medida ao quantum de-
terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor-
responda ao débito total em relação a cada um.
(C) Para fins de indisponibilidade de bens, há subsidiarie-
dade entre os corréus da ação de improbidade admi-
nistrativa, de modo que a constrição deve recair sobre 
os bens de todos eles, sem divisão em quota-parte, 
limitando-se o somatório da medida ao quantum de-
terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor-
responda ao débito total em relação a cada um.
(D) Para fins de indisponibilidade de bens, há subsidiarie-
dade entre os corréus da ação de improbidade admi-
nistrativa, de modo que a constrição deve recair sobre 
os bens de todos eles, com divisão em quota-parte, 
limitando-se o somatório da medida ao quantum de-
terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor-
responda ao débito total em relação a cada um.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
Letra a.
Assunto abordado: Informativo n. 813 do STJ.
Para fins de indisponibilidade de bens, há solidariedade 
entre os corréus da ação de improbidade administrati-
va, de modo que a constrição deve recair sobre os bens 
de todos eles, sem divisão em quota-parte, limitando-se 
o somatório da medida ao quantum determinado pelo 
juiz, sendo defeso que o bloqueio corresponda ao débito 
total em relação a cada um.
28 
Com as mudanças jurisprudenciais e legais ocorridas no 
tema improbidade administrativa, João, que responde a 
ação de improbidade já transitada em julgado, procurou 
você, na qualidade de advogado especialista em direito 
administrativo, para saber da possibilidade de aplicação 
retroativa das mudanças que lhe seriam benéficas, pos-
to que sua condenação decorreu de atuação culposa. A 
resposta que deve ser corretamente apresentada é:
(A) A despeito de ser reconhecida a irretroatividade da 
norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, 
que revogou a modalidade culposa do ato de impro-
bidade administrativa, o STF autorizou a aplicação da 
lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos ainda 
não cobertos pelo manto da coisa julgada.
(B) A despeito de ser reconhecida a retroatividade da 
norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, 
que revogou a modalidade culposa do ato de impro-
bidade administrativa, o STF autorizou a aplicação da 
lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos ainda 
não cobertos pelo manto da coisa julgada.
(C) A despeito de ser reconhecida a irretroatividade da 
norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, 
que revogou a modalidade culposa do ato de impro-
bidade administrativa, o STF não autorizou a aplica-
ção da lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos 
ainda não cobertos pelo manto da coisa julgada.
(D) A despeito de não ser reconhecida a irretroativi-
dade da norma mais benéfica advinda da Lei n. 
14.230/2021, que revogou a modalidade culposa do 
ato de improbidade administrativa, o STF autorizou 
a aplicação da lei nova, quanto a tal aspecto, aos 
processos ainda não cobertos pelo manto da coisa 
julgada.
Letra a.
Assunto abordado: Informativo n. 809 do STJ.
É possível a aplicação da Lei n. 14.230/2021, com rela-
ção à exigência do dolo específico para a configuração 
do ato ímprobo, aos processos em curso.
A questão jurídica referente à aplicação da Lei n. 
14.230/2021 – em especial, no tocante à necessidade da 
presença do elemento subjetivo dolo para a configura-
ção do ato de improbidade administrativa e da aplicação 
dos novos prazos de prescrição geral e intercorrente – 
teve a repercussão geral julgada pelo Supremo Tribu-
nal Federal (Tema n. 1.199 do STF). A despeito de ser 
reconhecida a irretroatividade da norma mais benéfica 
advinda da Lei n. 14.230/2021, que revogou a modali-
dade culposa do ato de improbidade administrativa, o 
STF autorizou a aplicação da lei nova, quanto a tal as-
pecto, aos processos ainda não cobertos pelo manto da 
coisa julgada.
29 
João e Maria são servidores públicos federais e faltaram 
ao serviço por, respectivamente, 29 dias seguidos e 59 
dias interpolados ao longo de doze meses. Eles o procu-
raram, na qualidade de advogado especialista em direito 
administrativo, para saber das consequências disciplina-
res de suas faltas. A resposta que deve ser corretamente 
apresentada é:
(A) os dois abandonaram o cargo, estando sujeitos à 
pena de demissão.
(B) os dois se enquadram na inassiduidade habitual, es-
tando sujeitos à pena de demissão.
(C) João abandonou o cargo, e Maria se enquadra na 
inassiduidade habitual, estando ambos sujeitos à 
pena de demissão.
(D) embora estejam sujeitos ao rigor disciplinar da lei 
respectiva, a quantidade de faltas não é suficiente 
para enquadrá-los por abandono de cargo ou inassi-
duidade habitual.
Letra d.
Assunto abordado: Lei n. 8.112/1990.
Nos termos da Lei n. 8.112/1990:
Art. 132. A demissão será aplicada nos seguin-
tes casos:
I – crime contra a administração pública;
II – abandono de cargo;
III – inassiduidade habitual;
IV – improbidade administrativa;
V – incontinência pública e conduta escandalosa, na 
repartição;
VI – insubordinação grave em serviço;
VII – ofensa física, em serviço, a servidor ou a parti-
cular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;
VIII – aplicação irregular de dinheiros públicos;
IX – revelação de segredo do qual se apropriou em 
razão do cargo;
X – lesão aos cofres públicos e dilapidação do patri-
mônio nacional;
XI – corrupção;
XII – acumulação ilegal de cargos, empregos ou fun-
ções públicas;
XIII – transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
Art. 138. Configura abandono de cargo a ausência 
intencional do servidor ao serviço por mais de trinta 
dias consecutivos.
Art. 139. Entende-se por inassiduidade habitual a fal-
ta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, 
interpoladamente, durante o período de doze meses.
30 
A Lei n. 14.133/2021, nova lei de licitações e contratos 
da Administração Pública, destinada a substituir a Lei n. 
8.666/1993, inova com relação à fiscalização dos con-
tratos administrativos. Na esfera dessa inovação, o prin-
cípio que está expresso apenas na Lei n. 14.133/2021 
(ausente na Lei n. 8.666/1993), com relação ao aperfei-
çoamento dos mecanismos de controle da administra-
ção pública, é o seguinte:
(A) segregação de funções.
(B) desenvolvimento sustentável.
(C) probidade administrativa.
(D) julgamento objetivo.
Letra a.
Assunto abordado:
Lei n. 8.666/1993
Art. 3o A licitação destina-se a garantir a observân-
cia do princípio constitucional da isonomia, a seleção 
da proposta mais vantajosa para a administração e a 
promoção do desenvolvimento nacional sustentável 
e será processada e julgada em estrita conformidade 
com os princípios básicos da legalidade, da impes-
soalidade, da moralidade, da igualdade, da publici-
dade, da probidade administrativa, da vinculação ao 
instrumento convocatório, do julgamento objetivo e 
dos que lhes são correlatos. (Grifos nossos.)
Lei n. 14.133/2021
Art. 5º Na aplicação desta Lei, serão observados os 
princípios da legalidade, da impessoalidade, da mo-
ralidade, da publicidade, da eficiência, do interesse 
público, da probidade administrativa, da igualdade, 
do planejamento, da transparência, da eficácia, da 
segregação de funções, da motivação, da vinculação 
ao edital, do julgamento objetivo, da segurança jurí-
dica, da razoabilidade, da competitividade, da pro-
porcionalidade, da celeridade, da economicidade 
e do desenvolvimento nacional sustentável, assim 
como as disposições do Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de 
setembro de 1942. (Grifos nossos.)
Direito Ambiental
Nilton Coutinho
31 
João e Maria estavam estudando muito sobre o tema 
“Unidades de Conservação”.
Com o objetivo de mostrar a João que era mais inteligen-
te que ele, Maria propôs um desafio:
“Diga-me qual é a unidade de conservação que possui as 
seguintes características:
Trata-se de uma área com cobertura florestal de espé-
cies predominantemente nativas e tem como objetivo 
básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais 
e a pesquisa científica.
É uma unidade de conservação de posse e domínio pú-
blicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus 
limites devem ser desapropriadas de acordo com o que 
dispõe a lei.
É uma unidade de conservação na qual é admitida a 
permanência de populações tradicionais que a habitam 
quando de sua criação, em conformidadecom o dispos-
to em regulamento e no plano de manejo da unidade.
É uma unidade de conservação na qual a visitação pú-
blica é permitida, condicionada às normas estabelecidas 
para o manejo da unidade pelo órgão responsável por 
sua administração.
É uma unidade de conservação na qual a pesquisa é per-
mitida e incentivada, sujeitando-se à prévia autorização 
do órgão responsável pela administração da unidade, às 
condições e restrições por este estabelecidas e àquelas 
previstas em regulamento.
É uma unidade de conservação de uso sustentável.
É uma unidade de conservação que disporá de um Conse-
lho Consultivo, presidido pelo órgão responsável por sua 
administração e constituído por representantes de ór-
gãos públicos, de organizações da sociedade civil e, quan-
do for o caso, das populações tradicionais residentes.”
Nesse caso, estamos diante da seguinte unidade de 
conservação:
(A) Parque Nacional.
(B) Área de Relevante Interesse Ecológico.
(C) Floresta Nacional.
(D) Reserva de Desenvolvimento Sustentável.
Letra c.
Assunto abordado: Unidades de conservação – Lei n. 
9.985/2000.
Art. 17. A Floresta Nacional é uma área com cobertu-
ra florestal de espécies predominantemente nativas e 
tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável 
dos recursos florestais e a pesquisa científica, com 
ênfase em métodos para exploração sustentável de 
florestas nativas.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
§ 1o A Floresta Nacional é de posse e domínio pú-
blicos, sendo que as áreas particulares incluídas em 
seus limites devem ser desapropriadas de acordo 
com o que dispõe a lei.
§ 2o Nas Florestas Nacionais é admitida a permanên-
cia de populações tradicionais que a habitam quando 
de sua criação, em conformidade com o disposto em 
regulamento e no Plano de Manejo da unidade.
§ 3o A visitação pública é permitida, condicionada às 
normas estabelecidas para o manejo da unidade pelo 
órgão responsável por sua administração.
§ 4o A pesquisa é permitida e incentivada, sujeitando-se 
à prévia autorização do órgão responsável pela admi-
nistração da unidade, às condições e restrições por este 
estabelecidas e àquelas previstas em regulamento.
§ 5o A Floresta Nacional disporá de um Conselho Con-
sultivo, presidido pelo órgão responsável por sua admi-
nistração e constituído por representantes de órgãos 
públicos, de organizações da sociedade civil e, quando 
for o caso, das populações tradicionais residentes.
32 
Por equívoco de um de seus funcionários, uma empresa 
deixou vazar produtos químicos em um rio que passava 
próximo à sede da empresa.
Apesar de ser uma área privada, várias crianças costu-
mavam passar pela cerca e nadar no referido rio.
Em razão da contaminação, duas crianças passaram mal 
e foram levadas às pressas para um hospital municipal.
Alguns dias depois, faleceram em razão dos produtos 
químicos por elas ingeridos durante o período que es-
tavam no rio.
Sobre o tema apresentado, assinale a alternativa correta.
(A) Os parentes da vítima deverão processar o funcioná-
rio responsável pelo vazamento.
(B) Caso a ação seja ajuizada em face da empresa, esta 
poderá alegar culpa exclusiva das vítimas, uma vez que 
os fatos ocorreram dentro de propriedade privada.
(C) Incide, no caso, a responsabilidade civil objetiva, 
com base no risco administrativo, devendo a empre-
sa ressarcir os danos causados em decorrência da 
poluição do rio, salvo se comprovada a culpa exclu-
siva das vítimas.
(D) Incide, no caso, a responsabilidade civil objetiva, 
com base no risco integral, devendo a empresa res-
sarcir os danos causados em decorrência da polui-
ção do rio.
Letra d.
Assunto abordado: Responsabilidade civil na área 
ambiental.
Lei n. 6.938/1981. Art. 14. (...)
§ 1º Sem obstar a aplicação das penalidades previstas 
neste artigo, é o poluidor obrigado, independente-
mente da existência de culpa, a indenizar ou reparar 
os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, 
afetados por sua atividade.
A doutrina entende que incide, na hipótese, a responsa-
bilidade objetiva, com base na teoria do risco integral, 
cabendo à empresa ressarcir os danos causados ao meio 
ambiente e a terceiros afetados por sua atividade.
Direito Civil
Roberta Queiroz
33 
Maria, ao redigir seu testamento, decide deixar uma 
parte substancial de seus bens ao seu afilhado, João. No 
entanto, após o falecimento de Maria, é revelado que 
João cometeu tentativa de homicídio contra um dos fi-
lhos de Maria. Nesse cenário, marque a alternativa que 
corresponde à informação adequada acerca das medi-
das que os demais herdeiros de Maria podem tomar em 
relação à deixa testamentária feita a João.
(A) Os herdeiros têm o direito de validar a doação, con-
siderando-a um ato de livre vontade de Maria, inde-
pendente dos atos de João.
(B) Os herdeiros podem requerer a revogação da doação 
por indignidade de João, visando anular a transferên-
cia dos bens.
(C) Os herdeiros devem solicitar uma compensação fi-
nanceira a João em troca da manutenção da doação 
feita por Maria.
(D) Os herdeiros podem promover ação declaratória de 
indignidade de João.
Letra d.
Assunto abordado: Testamento.
Art. 1.814. São excluídos da sucessão os herdeiros ou 
legatários:
I – que houverem sido autores, co-autores ou partíci-
pes de homicídio doloso, ou tentativa deste, contra a 
pessoa de cuja sucessão se tratar, seu cônjuge, com-
panheiro, ascendente ou descendente;
Art. 1.815. A exclusão do herdeiro ou legatário, em 
qualquer desses casos de indignidade, será declarada 
por sentença.
§ 1º O direito de demandar a exclusão do herdeiro 
ou legatário extingue-se em quatro anos, contados 
da abertura da sucessão. (Redação dada pela Lei nº 
13.532, de 2017)
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13532.htm#art2
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
§ 2º Na hipótese do inciso I do art. 1.814, o Ministério 
Público tem legitimidade para demandar a exclusão 
do herdeiro ou legatário. (Incluído pela Lei nº 13.532, 
de 2017)
Art. 1.815-A. Em qualquer dos casos de indignidade 
previstos no art. 1.814, o trânsito em julgado da sen-
tença penal condenatória acarretará a imediata ex-
clusão do herdeiro ou legatário indigno, independen-
temente da sentença prevista no caput do art. 1.815 
deste Código. (Incluído pela Lei nº 14.661, de 2023)
34 
Geruza, uma pessoa idosa e com problemas de saúde, 
possui uma coleção valiosa de obras de arte. Tibúrcio 
Neves, um colecionador de arte e muito amigo de Geru-
za, aproveita-se da fragilidade de Geruza e a convence a 
vender sua coleção por um preço muito abaixo do valor 
de mercado, argumentando que ela precisa urgente-
mente de dinheiro para custear seu tratamento médico. 
Posteriormente, Geruza descobre que seu tratamento 
médico não era tão urgente quanto Tibúrcio Neves havia 
afirmado e que ele agiu de má-fé para adquirir, para ele, 
as obras por um preço muito abaixo do valor real. Diante 
dessa situação, Geruza resolve consultar um advogado 
para saber qual é a medida adequada que ela pode to-
mar em relação à venda das obras de arte. Considerando 
o caso narrado, marque alternativa correta.
(A) Geruza deve manter a venda das obras de arte, uma 
vez que concordou com o negócio inicialmente.
(B) Geruza não pode fazer nada, a não ser exigir dano 
moral em virtude da alienação.
(C) Geruza pode anular a venda das obras de arte devido 
ao dolo provocado por Tibúrcio.
(D) Geruza pode invalidar a venda das obras dearte em 
decorrência do vício de erro.
Letra d.
Assunto abordado: Negócio jurídico.
Art. 145. São os negócios jurídicos anuláveis por dolo, 
quando este for a sua causa.
Art. 146. O dolo acidental só obriga à satisfação das 
perdas e danos, e é acidental quando, a seu despeito, 
o negócio seria realizado, embora por outro modo.
35 
Em uma área rural remota, Givanildis possui uma fazen-
da produtiva, mas sua única saída para a estrada prin-
cipal é através da plantação de milho de seu vizinho, 
Aeronauta Barata, que é extremamente zeloso com sua 
plantação e impede qualquer acesso não autorizado. 
Givanildis depende desse acesso para escoar sua pro-
dução e manter sua atividade agrícola lucrativa. No en-
tanto, Aeronauta Barata se recusa a conceder permissão 
para que Givanildis atravesse sua plantação. Diante des-
sa situação complexa e desafiadora, Givanildis consulta 
você com advogado(a) para saber como proceder para 
garantir seu direito de passagem. Considerando o caso 
concreto, marque a alternativa correta.
(A) Givanildis pode invocar o direito de uso habitual da 
passagem através da plantação de milho de Aero-
nauta Barata, argumentando que isso é a única for-
ma de passagem que possui, independentemente 
de indenização.
(B) Givanildis não possui nenhuma opção legal viável, 
pois Aeronauta Barata tem o direito de controlar o 
acesso à sua propriedade de acordo com sua vontade.
(C) Givanildis deve considerar a opção de instituição de 
servidão compulsória em face de Aeronauta.
(D) Givanildis pode buscar uma medida cautelar junto ao 
tribunal para garantir um direito de passagem força-
da através da plantação de milho de Aeronauta Bara-
ta, mediante pagamento de indenização, ainda que 
Aeronauta não aceite.
Letra d.
Assunto abordado: Passagem forçada.
Art. 1.285. O dono do prédio que não tiver acesso a 
via pública, nascente ou porto, pode, mediante paga-
mento de indenização cabal, constranger o vizinho a 
lhe dar passagem, cujo rumo será judicialmente fixa-
do, se necessário.
§ 1º Sofrerá o constrangimento o vizinho cujo imóvel 
mais natural e facilmente se prestar à passagem.
§ 2º Se ocorrer alienação parcial do prédio, de modo 
que uma das partes perca o acesso a via pública, nas-
cente ou porto, o proprietário da outra deve tolerar 
a passagem.
§ 3º Aplica-se o disposto no parágrafo antecedente 
ainda quando, antes da alienação, existia passagem 
através de imóvel vizinho, não estando o proprietário 
deste constrangido, depois, a dar uma outra.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
36 
Valdemarte e Alce Barbuda se casaram em 2008 sob o 
regime de comunhão parcial de bens. Após 15 anos de 
casamento, eles decidiram se divorciar amigavelmente. 
Para tal, entraram em contato com advogada Dra. Sim-
plícia Simples, informando que possuem os seguintes 
bens: uma casa onde residem (adquirida em 2012); um 
apartamento que está alugado (comprado em 2015); 
dois carros – um de luxo (comprado em 2018) e um po-
pular (comprado em 2011); conta conjunta de poupança 
com saldo de R$ 100.000; aplicações em ações no valor 
de R$ 50.000; poupança de Valdemarte no valor de R$ 
200.000, e de Alce Barbuda, no valor de R$ 150.000; co-
leção de joias de Alce Barbuda, recebida como herança 
de seu pai; equipamentos de informática e eletrônicos 
pessoais que Valdemarte usa para seu trabalho; dívida 
de financiamento do apartamento alugado com saldo 
devedor de R$ 100.000. Considerando que o divórcio 
será amigável e os bens serão divididos de forma justa e 
com observância das regras legais, assinale a alternativa 
que representa a informação que dra. Simplícia deve re-
passar aos seus clientes.
(A) Todos os bens devem ser partilhados igualmente.
(B) Cada um deve permanecer com os bens que estive-
rem, respectivamente, registrados em seus nomes.
(C) Os bens e dívidas devem ser partilhados consideran-
do a metade para cada, mas as joias ficarão exclu-
sivamente para Alce, bem como os equipamentos 
de informática e eletrônicos ficarão exclusivamente 
para Valdemarte.
(D) A casa será vendida e o valor dividido igualmente. Val-
demarte ficará com o apartamento e o carro de luxo, 
enquanto Alce Barbuda ficará com o carro popular e 
a conta conjunta de poupança. As ações serão dividi-
das igualmente e cada um ficará com sua respectiva 
poupança. As joias de Alce Barbuda e os equipamen-
tos de informática de Valdemarte serão partilhados 
igualmente. O saldo devedor do financiamento do 
apartamento será quitado por Alce Barbuda.
Letra c.
Assunto abordado: Divórcio.
Art. 1.659. Excluem-se da comunhão:
I – os bens que cada cônjuge possuir ao casar, e os que 
lhe sobrevierem, na constância do casamento, por 
doação ou sucessão, e os sub-rogados em seu lugar;
II – os bens adquiridos com valores exclusivamente 
pertencentes a um dos cônjuges em sub-rogação dos 
bens particulares;
III – as obrigações anteriores ao casamento;
IV – as obrigações provenientes de atos ilícitos, salvo 
reversão em proveito do casal;
V – os bens de uso pessoal, os livros e instrumentos 
de profissão;
VI – os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge;
VII – as pensões, meios-soldos, montepios e outras 
rendas semelhantes.
Art. 1.660. Entram na comunhão:
I – os bens adquiridos na constância do casamento 
por título oneroso, ainda que só em nome de um 
dos cônjuges;
II – os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem 
o concurso de trabalho ou despesa anterior;
III – os bens adquiridos por doação, herança ou lega-
do, em favor de ambos os cônjuges;
IV – as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge;
V – os frutos dos bens comuns, ou dos particulares de 
cada cônjuge, percebidos na constância do casamen-
to, ou pendentes ao tempo de cessar a comunhão.
37 
Maritilde deve a quantia de R$ 27.000,00 para Deodu-
céu. Na data destinada ao pagamento, Maritilde procura 
Deoducéu para realizar o pagamento, e este, sem justa 
causa, recusa receber o pagamento e dar quitação na 
devida forma. Maritilde, temendo ser demandada em 
uma ação de cobrança, procura um advogado para to-
mar providência cabível. Considerando as disposições 
sobre o tema, marque alternativa correta. 
(A) A ação a ser proposta envolve imputação do pagamento. 
(B) Trata-se de consignação em pagamento. 
(C) Maritilde poderá valer-se da forma especial de paga-
mento denominada novação. 
(D) Não é possível que Maritilde, em sede ação de consig-
nação, faça pedido de revisão de cláusula contratual. 
 
Letra b.
Assunto abordado: Obrigações.
Imputação do pagamento é o direito do devedor de es-
colher a dívida que será paga, quando deve ao mesmo 
credor várias dívidas, todas líquidas e vencidas.
Consignação em pagamento é o procedimento em que o 
devedor deposita judicialmente a quantia devida quan-
do o credor se recusa a receber o pagamento.
Novação é a criação de uma nova obrigação em substi-
tuição à antiga, extinguindo a obrigação original.
Assim, quando o credor se recusa a receber o pagamen-
to sem justa causa, o devedor pode realizar o pagamen-
to judicialmente através da consignação em pagamento, 
garantindo que sua obrigação será extinta mesmo sem a 
anuência do credor.
Art. 334. Considera-se pagamento, e extingue a obri-
gação, o depósito judicial ou em estabelecimento 
bancário da coisa devida, nos casos e forma legais. 
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
Art. 335. A consignação tem lugar: 
I – se o credor não puder, ou, sem justa causa, re-
cusar receber o pagamento, ou dar quitação na de-
vida forma; 
II – se o credor não for, nem mandar receber a coisa 
no lugar, tempo e condição devidos; 
III – se o credor for incapaz de receber, for desconhe-
cido, declarado ausente, ou residir em lugar incerto 
ou de acesso perigoso ou difícil; 
IV – se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamen-
te receber o objeto do pagamento; 
V – se pender litígio sobre o objeto do pagamen-
to. (Grifos nossos.)
38 
Simas resolveu vender seu apartamento de 120 metros 
quadrados. Na oportunidade, Simas anunciou o imóvel 
e Alcidino resolveu visitá-lo. Na visita, Alcidino ficou 
encantado com a decoração do apartamento e com os 
móveis de Simas. Achando tudo muito bonito, Alcidino 
comprou o apartamento, mediante escritura pública, 
por R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). Ao imitir-se 
na posse do bem, após mudança de Simas, encontrou o 
imóvel vazio, sem a mobília que havia visto. Indignado, 
Alcidino quer a entrega dos bens móveis ou desfazimen-
to do contrato e, para tanto, procura advogado que lhes 
aconselha, corretamente, da seguinte forma: 
(A) Não é possível que Alcidino exija a entrega dos 
bens móveis, pois trata-se de pertenças, e estas 
não são consideradas incluídas na venda do imóvel 
automaticamente. 
(B) Alcidino poderá exigir a entrega dos móveis, pois 
compõem o contrato de compra e venda. 
(C) O juiz poderá compelir que Simas entregue os bens 
móveis sob pena de astreintes. 
(D) Os móveis de Simas que estavam no apartamento são 
classificados com bens imóveis por acessão física. 
Letra a.
Assunto abordado: Acessórios.
Observe que a mobília entra no conceito de pertença e, 
como disposto nos dispositivos abaixo, as pertenças não 
seguem o princípio da gravitação jurídica. 
Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao 
bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o 
contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, 
ou das circunstâncias do caso. 
Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os 
acessórios dela embora não mencionados, salvo se 
o contrário resultar do título ou das circunstâncias 
do caso. 
ECA
Patrícia Dreyer
39 
João, de 25 anos, convida Lucas, de 16 anos, para par-
ticipar de um esquema de tráfico de drogas. João é 
preso em flagrante e responde pelo crime de corrup-
ção de menores. A família de Lucas procura você como 
advogado(a), que responde acertadamente que:
(A) João só será condenado se ficar comprovado que Lu-
cas foi efetivamente corrompido.
(B) João será condenado independentemente da prova 
da efetiva corrupção de Lucas.
(C) João não pode ser condenado porque Lucas já tinha 
antecedentes infracionais.
(D) João só pode ser condenado se Lucas confessar a 
participação no esquema.
Letra b.
Assunto abordado: Corrupção de menores.
(A) Errada. O crime de corrupção de menores é formal, 
não sendo necessária a prova da efetiva corrupção do 
menor (Súmula 500 do STJ).
(B) Certa. A configuração do crime de corrupção de me-
nores independe da prova da efetiva corrupção do me-
nor, sendo suficiente a participação do menor na prática 
delituosa (Súmula 500 do STJ).
(C) Errada. A existência de antecedentes infracionais do 
menor não afasta a responsabilidade do adulto pelo cri-
me de corrupção de menores (art. 244-B do ECA).
(D) Errada. A confissão do menor não é requisito para a 
configuração do crime de corrupção de menores (Súmu-
la 500 do STJ).
Súmula do STJ relevante:
Súmula 500 – A configuração do crime do art. 244-B 
do ECA independe da prova da efetiva corrupção do 
menor, por se tratar de delito formal.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
40 
Carlos, de 17 anos, foi pego em flagrante traficando 
drogas. O Ministério Público requereu a internação 
de Carlos, mas a defesa argumenta que a internação é 
medida extrema e que existem outras medidas socio-
educativas possíveis. A família de Carlos procura você 
como advogado(a), que orienta corretamente no sen-
tido de que:
(A) Carlos deve ser internado obrigatoriamente por se 
tratar de tráfico de drogas.
(B) A internação só deve ser aplicada se houver reinci-
dência ou violência na ação.
(C) Carlos pode ser internado, mas o juiz deve considerar 
a gravidade do ato e outras medidas menos severas.
(D) Carlos não pode ser internado porque é menor 
de idade.
Letra c.
Assunto abordado: Internação de adolescente.
(A) Errada. A internação não é medida obrigatória para o 
tráfico de drogas, devendo ser avaliada a situação espe-
cífica do caso (Súmula 492 do STJ).
(B) Errada. A internação pode ser aplicada em casos gra-
ves, mas não é restrita a reincidência ou violência (art. 
122 do ECA).
(C) Certa. O juiz deve considerar a gravidade do ato 
infracional, as circunstâncias e as demais medidas so-
cioeducativas antes de decidir pela internação (art. 
122 do ECA).
(D) Errada. A internação pode ser aplicada a menores, 
desde que obedecidos os critérios legais (art. 121 e 
122 do ECA).
Súmula do STJ relevante:
Súmula 492 – O ato infracional análogo ao tráfico de 
drogas, por si só, não conduz obrigatoriamente à im-
posição de medida socioeducativa de internação do 
adolescente.
Direito do Consumidor
Patrícia Dreyer
41 
Maria comprou um medicamento em uma farmácia, 
mas, ao chegar em casa, percebeu que a embalagem 
não continha a bula em português, apenas em inglês. Ela 
se sente prejudicada pela falta de informação adequada. 
Maria procura você como advogado(a), que orienta cor-
retamente no sentido de que:
(A) a farmácia não tem responsabilidade, pois o medica-
mento é importado.
(B) Maria pode exigir a troca do medicamento ou a de-
volução do dinheiro.
(C) Maria deve aceitar o medicamento como está, já que 
ela escolheu comprá-lo.
(D) a farmácia deve fornecer um manual em português, 
mas não precisa trocar o medicamento.
Letra b.
Assunto abordado: Direito à informação.
(A) Errada. Todos os produtos vendidos no Brasil devem 
conter informações claras em português (art. 31 do CDC).
(B) Certa. O consumidor tem direito à troca do produto 
ou à devolução do valor pago por falta de informação 
adequada (art. 6º, III, e art. 31 do CDC).
(C) Errada. A escolha do consumidor não isenta o for-
necedor de fornecer informações claras e precisas, em 
português (art. 31 do CDC).
(D) Errada. A farmácia deve fornecer a informação em 
português e, em caso de vício, trocar o produto ou de-
volver o valor pago (art. 18, § 1º, do CDC).
42 
João comprou um smartphone pela internet anunciado 
como resistente à água. Ao utilizar o aparelho, ele cons-
tatou que não tinha nenhuma proteção contra líquidos, 
e o produto acabou danificado. João decide reclamar e 
exigir seus direitos. Sobre essa situação, assinale a alter-
nativa correta.
(A) João não pode reclamar porque aceitou os termos ao 
comprar o produto.
(B) João pode exigir a reparação do dano ou a troca 
do produto.
(C) João deve arcar com os danos, pois deveria ter verifi-
cado as especificações antes de comprar.
(D) João pode pedir um desconto no valor pago, mas não 
a troca do produto.
Letra b.
Assunto abordado: Práticas abusivas. Publicida-
de enganosa.
(A) Errada. A aceitação dos termos não elimina o direi-
to do consumidor de receber um produto conforme o 
anunciado (art. 37 do CDC).
(B) Certa. O consumidor tem direito à reparação do 
dano ou à troca do produto por publicidade enganosa 
(arts. 37 e 38 do CDC).
(C) Errada. A responsabilidade pelo fornecimento corre-
to das informações é do fornecedor (art. 6º, III, do CDC).
(D) Errada. O consumidor pode exigir a troca do produto 
ou a devolução do valor pago, não apenas um desconto 
(art. 18, § 1º, do CDC).
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
Direito Empresarial
Lorraine Bonadio
43 
Carlos e Mariana compraram 1 (uma) quota da socie-
dade limitada FOX Artigos de Luxo LTDA no valor de R$ 
300.000,00 (trezentos mil reais), tornando-se, assim, co-
proprietários dessa quota.
Considerando a situação de copropriedade da quota, as-
sinale a alternativa correta.
(A) Carlos não poderá transferir sua parte ideal no con-
domínio a outro sócio ou a um terceiro devido à indi-
visibilidade da quota em relação à sociedade.
(B) Carlos e Mariana são solidariamente responsáveis 
perante a sociedade pelas prestações necessárias à 
integralização da quota.
(C) Os direitos inerentes à quota poderão ser exercidos 
por cada condômino, não tendo a necessidade de 
eleger um representante para quota.
(D) Carlos e Mariana não são solidariamente responsá-
veis perante a sociedade pelas prestações necessá-
rias à integralização da quota, respondendo cada um 
proporcionalmente a suas quotas.
Letra b.
Assunto abordado: Sociedade. Quotas.
Art. 1.056. A quota é indivisível em relação à socie-
dade, salvo para efeito de transferência, caso em que 
se observará o disposto no artigo seguinte.
§ 1º No caso de condomínio de quota, os direitos 
a ela inerentes somente podem ser exercidos pelo 
condômino representante, ou pelo inventariante do 
espólio de sócio falecido.
§ 2º Sem prejuízo do disposto no art. 1.052, os condô-
minos de quota indivisa respondem solidariamente 
pelas prestações necessárias à sua integralização. 
(Grifos nossos.)
(A) Errada. Carlos poderá transferir sua parte ideal no 
condomínio da quota.
(B) Certa.
§ 2º Sem prejuízo do disposto no art. 1.052, os condô-
minos de quota indivisa respondem solidariamente 
pelas prestações necessárias à sua integralização. 
(Grifos nossos.)
(C) Errada.
§ 1º No caso de condomínio de quota, os direitos 
a ela inerentes somente podem ser exercidos pelo 
condômino representante (...) (Grifos nossos.)
(D) Errada.
§ 2º Sem prejuízo do disposto no art. 1.052, os condô-
minos de quota indivisa respondem solidariamente 
pelas prestações necessárias à sua integralização. 
(Grifos nossos.)
44 
Para honrar um negócio jurídico de compra e venda, 
o empresário Silva subscreveu nota promissória em 
favor de Oliveira, com vencimento para o dia 1º de 
maio de 2024.
O primeiro endossante transferiu o título em preto para 
Santos e colocou no título cláusula sem garantia.
Considerando o efeito legal da cláusula sem garantia de 
novo endosso, assinale a afirmativa correta.
(A) Para o endossante Oliveira, a cláusula sem garantia 
tem efeito de cessão de crédito perante o endossa-
tário direto e de endosso perante os endossatários 
posteriores.
(B) Santos não poderá realizar novo endosso no título 
sob pena de desoneração de responsabilidade cam-
bial dos coobrigados.
(C) A cláusula sem garantia tem o mesmo efeito de ces-
são de crédito que a cláusula de proibição de novo 
endosso, tal qual a de endosso parcial.
(D) Oliveira, embora coobrigado, não responde pelo pa-
gamento da nota promissória perante os endossatá-
rios posteriores a Santos.
Letra d.
Assunto abordado: Direito cambiário.
Art. 15. O endossante, salvo cláusula em contrário, 
é garante tanto da aceitação como do pagamento da 
letra. O endossante pode proibir um novo endosso, 
e, neste caso, não garante o pagamento às pessoas a 
quem a letra for posteriormente endossada. (Grifos 
nossos.)
(A) Errada. A cláusula sem garantia é uma forma do en-
dossante Oliveira, embora coobrigado, não responder 
pelo pagamento da nota promissória perante os endos-
satários posteriores a Santos.
(B) Errada. Santos poderá realizar novo endosso, po-
rém a cláusula sem garantia é uma forma do endossante 
Oliveira, embora coobrigado, não responder pelo paga-
mento da nota promissória perante os endossatários 
posteriores a Santos.
(C) Errada. A cláusula sem garantia não tem o mesmo 
efeito de cessão de crédito contida na cláusula de proi-
bição de novo endosso. O endosso parcial é proibido.
(D) Certa. Oliveira, embora coobrigado, não responde 
pelo pagamento da nota promissória perante os endos-
satários posteriores a Santos.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
45 
A empresa Belavista Ltda. enfrenta uma crise financeira 
e precisa buscar recuperação judicial com urgência. Um 
dos administradores solicitou ao sócio Alceu Santos, que 
detém 70% do capital social, que autorizasse o pedido 
de recuperação judicial, o que foi feito. Em relação a 
essa situação, assinale a alternativa correta.
(A) A atitude de Alceu Santos foi legal, pois, em situa-
ções de urgência, um sócio com mais da metade do 
capital social pode autorizar os administradores a re-
quererem a recuperação judicial.
(B) A atitude do administrador foi correta, pois a mani-
festação da assembleia de sócios não é necessária 
em casos de pedido de recuperação judicial de socie-
dade limitada.
(C) A conduta do administrador foi inadequada, já que 
deveria ter convocado uma assembleia de sócios para 
deliberar sobre o pedido de recuperação judicial, com 
quórum de no mínimo 40% de sócios presentes.
(D) A ação de Alceu Santos foi irregular, pois a recupera-
ção judicial de uma sociedade limitada requer deci-
são unânime dos sócios.
Letra a.
Assunto abordado: Recuperação judicial.
Em regra, o pedido de recuperação judicial (antiga con-
cordata) deve ser deliberado em reunião ou assembleia, 
e aprovado por sócios que detenham mais de metade 
do capital social.
Art. 1.071. Dependem da deliberação dos sócios, além 
de outras matérias indicadas na lei ou no contrato:
VIII – o pedido de concordata.
Art. 1.072. As deliberações dos sócios, obedecido o 
disposto no art. 1.010, serão tomadas em reunião ou 
em assembleia, conforme previsto no contrato social, 
devendo ser convocadas pelos administradores nos 
casos previstos em lei ou no contrato.
§ 4º No caso do inciso VIII do artigo antecedente, os 
administradores, se houver urgência e com autori-
zação de titulares de mais da metade do capital so-
cial, podem requerer concordata preventiva. (Grifos 
nossos.)
(A) Certa. A atitude de Alceu Santos foi legal, pois, em 
situações de urgência, um sócio com mais da metade do 
capital social pode autorizar o administrador a requerer 
a recuperação judicial.
(B) Errada. A manifestação da assembleia de sócios é ne-
cessária em casos de pedido de recuperação judicial de 
sociedade limitada, sendo exceção se houver urgência 
e com autorização de titulares de mais da metade do 
capital social.
(C) Errada.
§ 4º No caso do inciso VIII do artigo antecedente, os ad-
ministradores, se houver urgência e com autorização 
de titulares de mais da metade do capital social, po-
dem requerer concordata preventiva. (Grifos nossos.)
(D) Errada.
§ 4º No caso do inciso VIII do artigo antecedente, os ad-
ministradores, se houver urgência e com autorização 
de titulares de mais da metade do capital social, po-
dem requerer concordata preventiva. (Grifos nossos.)
46 
Devido às restrições de contato social durante os anos 
de 2020 e 2021, João e Maria, administradores, preci-
saram de orientação sobre a legalidade de realizar reu-
niões ou assembleias de sócios em sociedades limitadas 
de maneira virtual, ou sobre a possibilidade de um for-
mato híbrido, em que a reunião é presencial, mas os só-
cios podem participar remotamente, inclusive votando.
Assinale a opção que apresenta a orientação correta aos 
seus clientes.
(A) Em sociedades limitadas, não é permitido participar 
ou votar a distância em reuniões e assembleias, mas 
é possível realizaresses eventos de forma virtual.
(B) Em sociedades limitadas, não é permitido realizar reu-
niões ou assembleias de sócios de forma virtual, mas é 
possível a participação dos sócios e votos a distância.
(C) Em sociedades limitadas, é possível realizar tanto reuni-
ões ou assembleias de sócios de forma virtual, quanto 
permitir a participação dos sócios e votos a distância.
(D) Em sociedades limitadas, não é permitido realizar reu-
niões ou assembleias de sócios de forma virtual, nem 
permitir a participação dos sócios ou votos a distância.
Letra c.
Assunto abordado: Sociedade limitada.
Art. 1.080-A. O sócio poderá participar e votar a dis-
tância em reunião ou em assembleia, nos termos do 
regulamento do órgão competente do Poder Executi-
vo federal.
Parágrafo único. A reunião ou a assembleia poderá 
ser realizada de forma digital, respeitados os direitos 
legalmente previstos de participação e de manifesta-
ção dos sócios e os demais requisitos regulamenta-
res. (Grifos nossos.)
(A) Errada. O sócio poderá participar e votar a distân-
cia em reunião ou em assembleia.
(B) Errada. O sócio poderá participar e votar a distân-
cia em reunião ou em assembleia,
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
(C) Certa. Em sociedades limitadas, é possível realizar 
tanto reuniões ou assembleias de sócios de forma vir-
tual, quanto permitir a participação dos sócios e votos 
à distância.
(D) Errada. O sócio poderá participar e votar a distân-
cia em reunião ou em assembleia.
Direito Processual Civil
Raquel Bueno
47 
Diante da multiplicidade de recursos especiais e deman-
das em curso, envolvendo uma mesma matéria de direi-
to processual, após a seleção das amostras, a matéria foi 
afetada no STJ, com a suspensão de todos os recursos 
e demandas em curso envolvendo a mesma matéria de 
direito, em todo território nacional. Uma vez intimada 
da suspensão, a advogada Vera percebeu que o processo 
de seu cliente Douglas, em curso na 1ª Vara Cível de Bal-
neário Piçarras – SC, trata de questão de direito diversa, 
razão pela qual deseja que o referido processo continue 
seu curso normal, não sendo correta a referida suspen-
são. A partir deste contexto, assinale a opção correta.
(A) A distinção deverá ser apresentada pela advogada 
Vera por meio de petição simples, ao juiz da 1ª Vara 
Cível de Balneário Piçarras – SC. Mantida a suspensão 
equivocada, será cabível o agravo de instrumento.
(B) A distinção deverá ser apresentada pela advogada 
Vera por meio de petição simples, dirigida ao relator 
que determinou a suspensão dos processos, no STJ.
(C) A distinção deverá ser apresentada pela advogada 
Vera por meio de petição simples, dirigida ao presi-
dente do TJSC. Mantida a suspensão indevida, será 
cabível agravo interno.
(D) A decisão do juiz que cumpriu a ordem de suspensão 
determinada pelo STJ é irrecorrível.
Letra a.
Assunto abordado: Recursos repetitivos.
CPC. Art. 1.037. Selecionados os recursos, o relator, 
no tribunal superior, constatando a presença do pres-
suposto do caput do art. 1.036, proferirá decisão de 
afetação, na qual:
II – determinará a suspensão do processamento de 
todos os processos pendentes, individuais ou coleti-
vos, que versem sobre a questão e tramitem no terri-
tório nacional;
§ 8º As partes deverão ser intimadas da decisão de 
suspensão de seu processo, a ser proferida pelo res-
pectivo juiz ou relator quando informado da decisão 
a que se refere o inciso II do caput .
§ 9º Demonstrando distinção entre a questão a ser 
decidida no processo e aquela a ser julgada no recur-
so especial ou extraordinário afetado, a parte poderá 
requerer o prosseguimento do seu processo.
§ 10. O requerimento a que se refere o § 9º será dirigido:
I – ao juiz, se o processo sobrestado estiver em pri-
meiro grau;
§ 13. Da decisão que resolver o requerimento a que 
se refere o § 9º caberá:
I – agravo de instrumento, se o processo estiver em 
primeiro grau; (Grifos nossos.)
48 
Celina e Glória foram demandadas em uma ação de 
rescisão contratual cumulada com perdas e danos pro-
movida por Eliane, processo eletrônico. Após o devido 
processo legal, as rés, cada qual com seu respectivo 
advogado, cada um de escritório diferente do outro, 
foram condenadas solidariamente ao pagamento de 
R$ 50.000,00. Como não houve recurso, foi iniciado o 
cumprimento de sentença, tendo escoado o prazo legal 
sem pagamento. Celina deseja apresentar resistência, 
alegando a inconstitucionalidade superveniente da nor-
ma utilizada pelo juiz para a condenação. Já Glória quer 
alegar a prescrição da pretensão executiva. Destaque-se 
que ainda não houve penhora no processo. Por conse-
guinte, assinale a opção correta.
(A) Caso a inconstitucionalidade superveniente seja 
anterior ao trânsito em julgado, poderá ser alegada 
na impugnação.
(B) O prazo para as executadas apresentarem impugna-
ção será contado em dobro.
(C) Caso Glória queira apresentar impugnação, deverá 
garantir o juízo com penhora, caução ou depósito.
(D) A inconstitucionalidade superveniente poderá ser 
alegada na impugnação, de maneira a tornar o título 
inexequível e a obrigação inexigível, independente-
mente de ser anterior ou posterior ao trânsito em 
julgado da decisão exequenda.
Letra a.
Assunto abordado: Litisconsórcio e cumprimento 
de sentença.
CPC. Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferen-
tes procuradores, de escritórios de advocacia distin-
tos, terão prazos contados em dobro para todas as 
suas manifestações, em qualquer juízo ou tribunal, 
independentemente de requerimento. (...)
§ 2º Não se aplica o disposto no caput aos processos 
em autos eletrônicos.
Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 
523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 
15 (quinze) dias para que o executado, independente-
mente de penhora ou nova intimação, apresente, nos 
próprios autos, sua impugnação.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
§ 1º Na impugnação, o executado poderá alegar: (...)
III – inexequibilidade do título ou inexigibilidade 
da obrigação;
§ 3º Aplica-se à impugnação o disposto no art. 229.
§ 12. Para efeito do disposto no inciso III do § 1º deste 
artigo, considera-se também inexigível a obrigação re-
conhecida em título executivo judicial fundado em lei 
ou ato normativo considerado inconstitucional pelo 
Supremo Tribunal Federal, ou fundado em aplicação 
ou interpretação da lei ou do ato normativo tido pelo 
Supremo Tribunal Federal como incompatível com 
a Constituição Federal , em controle de constitucio-
nalidade concentrado ou difuso.
§ 14. A decisão do Supremo Tribunal Federal referida 
no § 12 deve ser anterior ao trânsito em julgado da 
decisão exequenda.
§ 15. Se a decisão referida no § 12 for proferida após 
o trânsito em julgado da decisão exequenda, caberá 
ação rescisória, cujo prazo será contado do trânsito 
em julgado da decisão proferida pelo Supremo Tribu-
nal Federal. (Grifos nossos.)
Obs.: Para apresentar impugnação ao cumprimento de 
sentença, não é preciso garantir o juízo. Todavia, para a 
obtenção do efeito suspensivo à impugnação, que não é 
automático, um dos requisitos é a garantia do juízo, com 
penhora, caução ou depósito.
49 
Ariadne descobriu um sério problema de saúde durante 
um exame de rotina. Ao ser encaminhada à especialida-
de de oncologia, o médico recomendou o imediato início 
da quimioterapia, mas afirmou que antes a paciente de-
veria congelar seus óvulos, pois estava ainda em período 
reprodutivo e não possuía filhos, a fim de evitar sua es-
terilidade com o tratamentocontra o câncer. Todavia, o 
plano de saúde se recusou, afirmando não haver cober-
tura contratual. Desesperada, ela procura um advogado, 
a fim de tomar a medida processual cabível e célere para 
atender a urgência de seu caso particular. A partir desses 
fatos, assinale a opção correta.
(A) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela 
provisória de urgência cautelar antecedente.
(B) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela 
provisória de evidência antecedente.
(C) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela 
provisória de urgência antecipada antecedente, por 
meio de petição simplificada, a ser complementada 
no prazo de 5 dias, a contar da efetivação da tutela 
provisória concedida.
(D) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela 
provisória de urgência antecipada antecedente, por 
meio de petição simplificada, cujo não aditamento 
no prazo legal implicará extinção do processo sem 
resolução de mérito.
Letra d.
Assunto abordado: Tutelas provisórias.
CPC. Art. 303. Nos casos em que a urgência for con-
temporânea à propositura da ação, a petição inicial 
pode limitar-se ao requerimento da tutela anteci-
pada e à indicação do pedido de tutela final, com a 
exposição da lide, do direito que se busca realizar e 
do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do 
processo. (Tutela provisória de urgência antecipada 
antecedente – TPU-AA)
§ 1º Concedida a tutela antecipada a que se refere 
o caput deste artigo:
I – o autor deverá aditar a petição inicial, com a com-
plementação de sua argumentação, a juntada de no-
vos documentos e a confirmação do pedido de tutela 
final, em 15 (quinze) dias ou em outro prazo maior 
que o juiz fixar; (...)
§ 2º Não realizado o aditamento a que se refere o in-
ciso I do § 1º deste artigo, o processo será extinto 
sem resolução do mérito. (Grifos nossos.)
Obs.: A tutela de evidência é sempre satisfativa e inci-
dental (CPC, art. 311). A questão também não se refere à 
tutela cautelar, uma vez que esta é apenas assecuratória/
acessória, e não satisfativa, como exige o caso analisado.
50 
Olívia ajuizou uma ação de conhecimento em face de 
Saulo, pelo procedimento comum. Saulo foi devidamen-
te citado pelo correio. Como não houve autocomposição 
na audiência de conciliação, que contou com a participa-
ção de ambas as partes, abriu-se o prazo de resposta para 
o réu, que, todavia, quedou-se inerte, não apresentando 
contestação, e sem advogado constituído nos autos ele-
trônicos. Após abertura de prazo para especificação de 
provas, apenas a autora se manifestou, afirmando não 
possuir outras provas além das documentais já constan-
tes do processo. Assim, o juiz promoveu o julgamento 
antecipado do mérito, acolhendo todos os pedidos da 
autora. A partir desse cenário, assinale a opção correta.
(A) Saulo poderá interpor o recurso de agravo de ins-
trumento.
(B) Saulo não poderá recorrer, pois é réu revel.
(C) Saulo poderá interpor recurso de apelação, no prazo 
de 15 dias, contando-se o prazo recursal a partir da 
publicação do ato decisório no órgão oficial.
(D) Saulo poderá interpor recurso de apelação, no prazo 
de 15 dias, contando-se o prazo recursal a partir da 
intimação pessoal do réu.
Letra c.
Assunto abordado: Recursos.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
CPC. Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pe-
dido, proferindo sentença com resolução de mérito, 
quando: (...)
II – o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 
344 e não houver requerimento de prova, na forma 
do art. 349.
Como se trata do julgamento antecipado total do méri-
to, tendo sido proferida uma sentença, o recurso cabível 
é o de apelação, no prazo de 15 dias.
Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha pa-
trono nos autos fluirão da data de publicação do ato 
decisório no órgão oficial.
Parágrafo único. O revel poderá intervir no processo 
em qualquer fase, recebendo-o no estado em que 
se encontrar.
Pode, portanto, recorrer.
Art. 1.003 (...)
§ 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo 
para interpor os recursos e para responder-lhes é de 
15 (quinze) dias.
Art. 1.009. Da sentença cabe apelação.
51 
Carolina ajuizou uma ação contra Éverton, pelo procedi-
mento comum, em autos eletrônicos. Após audiência de 
conciliação/mediação inexitosa, o réu deseja questionar 
a gratuidade de justiça concedida à autora e formular 
uma pretensão contra Carolina e Carmen, irmã da auto-
ra, conexa com o fundamento da defesa. Nesse cenário, 
assinale a opção certa.
(A) Éverton pode questionar a gratuidade de justiça da 
autora em preliminar da contestação, mas não pode 
reconvir em face de Carmen.
(B) Éverton pode questionar a gratuidade de justiça da 
autora por meio de petição própria de impugnação, 
bem como apresentar petição autônoma de recon-
venção em face de Carolina e Carmen.
(C) Éverton pode impugnar a gratuidade de justiça da 
autora em preliminar da contestação, bem como re-
convir em face de Carolina e Carmen.
(D) Éverton pode reconvir em face de Carolina e sua irmã, 
que serão intimadas para responder em 15 dias.
Letra c.
Assunto abordado: Respostas do réu – contestação e 
reconvenção.
CPC. Art. 100. Deferido o pedido, a parte contrária 
poderá oferecer impugnação na contestação, na ré-
plica, nas contrarrazões de recurso ou, nos casos de 
pedido superveniente ou formulado por terceiro, por 
meio de petição simples, a ser apresentada no prazo 
de 15 (quinze) dias, nos autos do próprio processo, 
sem suspensão de seu curso.
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, 
alegar: (...)
XIII – indevida concessão do benefício de gratuidade 
de justiça.
Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor recon-
venção para manifestar pretensão própria, conexa 
com a ação principal ou com o fundamento da defesa.
§ 1º Proposta a reconvenção, o autor será intimado, 
na pessoa de seu advogado, para apresentar resposta 
no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 3º A reconvenção pode ser proposta contra o autor 
e terceiro.
Nesse caso, o terceiro é citado para apresentar resposta 
da reconvenção em 15 dias.
52 
Josivaldo promoveu uma ação em face de uma autarquia 
federal, perante o juízo cível federal competente. Após o 
devido processo legal, a ré foi condenada ao pagamento 
de um milhão de reais, tendo o juiz decidido com base 
em tese jurídica firmada em sede de IRDR. Apesar da 
condenação, não houve recurso da procuradoria federal. 
A partir dessa realidade, assinale a opção correta.
(A) A sentença só produzirá efeitos após a remessa ne-
cessária.
(B) Nesse caso, a remessa necessária é dispensada.
(C) Na etapa de cumprimento de sentença, a ré terá 60 
dias para apresentar impugnação.
(D) A parte ré poderia ter interposto apelação contra a 
sentença condenatória em 15 dias.
Letra b.
Assunto abordado: Remessa necessária ou reexame 
obrigatório.
No caso da questão, a procuradoria federal teria 30 dias 
para interpor recurso de apelação.
CPC. Art. 183. A União, os Estados, o Distrito Federal, 
os Municípios e suas respectivas autarquias e funda-
ções de direito público gozarão de prazo em dobro 
para todas as suas manifestações processuais, cuja 
contagem terá início a partir da intimação pessoal. (...)
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
§ 2º Não se aplica o benefício da contagem em dobro 
quando a lei estabelecer, de forma expressa, prazo 
próprio para o ente público.
Art. 496. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não 
produzindo efeito senão depois de confirmada pelo 
tribunal, a sentença:
I – proferida contra a União,os Estados, o Distrito Fe-
deral, os Municípios e suas respectivas autarquias e 
fundações de direito público; (...)
§ 4º Também não se aplica o disposto neste artigo 
quando a sentença estiver fundada em: (...)
III – entendimento firmado em incidente de reso-
lução de demandas repetitivas ou de assunção de 
competência;
Prazo próprio para a Fazenda Pública (neste caso não há 
a dobra de prazo):
Art. 535. A Fazenda Pública será intimada na pessoa 
de seu representante judicial, por carga, remessa ou 
meio eletrônico, para, querendo, no prazo de 30 (trin-
ta) dias e nos próprios autos, impugnar a execução, 
podendo arguir: (...)
Direito Penal
Michelle Tonon
53 
Jurandir estava desempregado e, por esse motivo, de-
cidiu praticar delitos contra o patrimônio. Determinado 
dia, enquanto passava pelo parque da cidade, avistou um 
casal de namorados sentado em um banco, conversando 
distraidamente. Atrás do banco estavam as mochilas do 
casal. De forma bastante silenciosa, Jurandir passou por 
trás do casal e pegou uma das mochilas, imaginando que 
não seria visto, pois o casal estava, nesse momento, tro-
cando beijos. No entanto, um vigilante do parque, que 
estava a alguns metros de distância, viu toda a cena e, 
assim que Jurandir se apossou da mochila, passou a gri-
tar: “Pega ladrão!” Após ouvir as palavras do vigilante, 
Jurandir saca uma arma de fogo da cintura, aponta para 
o casal e diz: “Se gritarem vou atirar!” Então, saiu corren-
do com a mochila. Considerando a situação hipotética 
narrada, assinale a alternativa correta.
(A) Jurandir praticou crime de furto em continuidade de-
litiva com o crime de roubo majorado pelo emprego 
de arma de fogo.
(B) Jurandir praticou um crime de furto em concurso 
material com o crime de ameaça, pois a ameaça só 
foi exercida após a subtração da mochila.
(C) Jurandir praticou um crime de roubo impróprio, ma-
jorado pelo emprego de arma de fogo, pois na hipó-
tese verifica-se uma progressão criminosa.
(D) Jurandir praticou crime de roubo próprio majorado 
pelo emprego de arma de fogo.
Letra c.
Assunto abordado: Direito Penal. Parte Especial. Crimes 
contra o patrimônio. Progressão criminosa. Furto. Roubo.
A hipótese é de roubo impróprio, nos termos do art. 
157, § 1º, do Código Penal:
§ 1º Na mesma pena incorre quem, logo depois de 
subtraída a coisa, emprega violência contra pessoa 
ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do 
crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro.
Jurandir, inicialmente, praticou um crime de furto. Toda-
via, evoluiu em seu dolo e exerceu a grave ameaça logo 
após a subtração, caracterizando assim a progressão 
criminosa. Será punido pelo crime de roubo impróprio 
majorado pelo emprego de arma de fogo.
54 
Gabriela deu à luz seu primeiro filho, Enzo, em 26 de 
maio de 2024. No dia seguinte, em razão de influência 
do estado puerperal, Gabriela decide tirar a vida do bebê 
e, para realizar seu intento, convence o pai da crian-
ça, Rafael, a auxiliá-la. Ambos, então, matam o recém-
-nascido mediante asfixia. A conduta é descoberta pelos 
funcionários do hospital, que acionam as autoridades 
para apuração dos fatos. Acerca do episódio hipotético 
narrado e da correta tipificação das condutas, assinale a 
alternativa correta.
(A) Gabriela e Rafael praticaram homicídio qualificado 
contra menor de 14 anos.
(B) Gabriela e Rafael praticaram infanticídio em concur-
so de agentes.
(C) Gabriela praticou infanticídio, ao passo que Rafa-
el praticou homicídio qualificado contra menor de 
14 anos.
(D) Gabriela e Rafael praticaram infanticídio qualificado 
pela asfixia.
Letra b.
Assunto abordado: Direito Penal. Parte Especial. In-
fanticídio.
A hipótese é de infanticídio, nos termos do art. 123 do 
Código Penal:
Art. 123. Matar, sob a influência do estado puerperal, 
o próprio filho, durante o parto ou logo após.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
Rafael também responderá pelo infanticídio, em con-
curso de agentes, pois a influência do estado puerperal, 
condição pessoal de Gabriela, é elementar do crime e, 
portanto, comunica-se ao coautor, nos exatos termos do 
art. 30 do Código Penal.
Não há previsão no Código Penal de infanticídio qualificado.
55 
Micaela, 19 anos, foi condenada, com trânsito em julga-
do, pela prática da contravenção penal de vias de fato 
em 2022. Em 2023, a moça é condenada por crime de 
furto simples privilegiado, sendo a pena de multa a úni-
ca aplicada. A condenação transita em julgado. Após, em 
2024, Micaela envolve-se em crime de roubo e é conde-
nada. Acerca da situação de Micaela, assinale a alterna-
tiva correta.
(A) Ao ser sentenciada pelo crime de roubo, Micaela não 
poderá ser considerada reincidente.
(B) A prática de contravenção penal anterior não gera 
reincidência na condenação posterior por crime, 
assim como a condenação a pena isolada de multa 
também não gera reincidência.
(C) A condenação a pena isolada de multa gera reincidência.
(D) A condenação pela contravenção penal de vias de 
fato poderia ter sido usada para agravar a pena no 
crime de furto, já que caracteriza reincidência.
Letra c.
Assunto abordado: Direito Penal. Parte Geral. Reincidência.
Segundo o art. 63 do CP, verifica-se a reincidência quan-
do o agente comete novo crime, depois de transitar em 
julgado a sentença que, no país ou no estrangeiro, o te-
nha condenado por crime anterior.
Já o art. 7º da Lei das Contravenções Penais (Decreto-
-Lei n. 3.688/1941) prevê que se verifica a reincidência 
quando o agente pratica uma contravenção depois de 
passar em julgado a sentença que o tenha condenado, 
no Brasil ou no estrangeiro, por qualquer crime, ou, no 
Brasil, por motivo de contravenção.
Assim sendo, não há reincidência na hipótese de prática 
de contravenção seguida da prática de crime, por ausên-
cia de previsão legal.
A pena isolada de multa gera reincidência, pois se trata 
de condenação.
Logo, ao ser condenada pelo crime de roubo, Micaela 
poderá ser considerada reincidente.
56 
Clementino é funcionário público há 15 anos. Trabalha 
em um órgão responsável pela emissão de alvarás de 
funcionamento de comércios em geral. Determinado 
dia, Renata, empresária, comparece ao órgão público e 
é atendida por Clementino. Renata explica que necessi-
ta, com urgência, do alvará de funcionamento para uma 
nova loja que pretende abrir e, para que Clementino agi-
lize o processo, oferece a ele a quantia de dois mil reais. 
Surpreso com o comportamento de Renata, Clementino 
nega veementemente a oferta da quantia em dinheiro e 
chama seu supervisor para acionar a autoridade policial, 
para apuração da conduta. Diante da situação hipotética 
narrada, assinale a alternativa correta.
(A) Renata praticou o crime de corrupção passiva 
consumado.
(B) Renata praticou o crime de prevaricação tentado.
(C) Renata praticou o crime de corrupção ativa tentado.
(D) Renata praticou o crime de corrupção ativa 
consumado.
Letra d.
Assunto abordado: Direito Penal. Parte Especial. Crimes 
contra a Administração Pública. Corrupção ativa.
Renata praticou o crime de corrupção ativa consumado, 
previsto no art. 333 do Código Penal:
Art. 333. Oferecer ou prometer vantagem indevida 
a funcionário público, para determiná-lo a praticar, 
omitir ou retardar ato de ofício.
A pena é de reclusão, de 2 a 12 anos, e multa. (Grifos 
nossos)
O crime se consumou no momento do oferecimento da 
vantagem indevida ao funcionário público, ainda que 
Clementino não tenha aceitado a oferta. Trata-se de 
crime formal.
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2º Simulado– OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
57 
Bernardo, 23 anos, desempregado, com condenação 
anterior transitada em julgado por receptação, aceita a 
proposta de Caio, 43 anos, para transportar, em auto-
móvel alugado, 85 quilos da substância conhecida como 
maconha, escondida em malas com roupas. Bernardo 
recebe R$ 1.800,00 para levar a droga de Foz de Iguaçu 
a Curitiba, ambas cidades do estado do Paraná. Porém, 
antes de chegar a Curitiba, Bernardo é parado em uma 
fiscalização rotineira e a droga é encontrada. Preso em 
flagrante, Bernardo telefona para você. Na condição de 
advogado, a correta orientação jurídica ao rapaz é:
(A) Bernardo praticou o crime de tráfico de drogas, equi-
parado a hediondo, e poderá recolher fiança para 
responder ao processo em liberdade.
(B) Bernardo praticou o crime de tráfico de drogas, equi-
parado a hediondo, e também com causa de aumen-
to em razão do transporte do entorpecente envolver 
diferentes municípios.
(C) Bernardo praticou crime de tráfico de drogas na mo-
dalidade tentada, vez que não entregou o entorpe-
cente no destino final.
(D) Bernardo praticou crime de tráfico de drogas consu-
mado, equiparado a hediondo, insuscetível de fiança.
Letra d.
Assunto abordado: Direito Penal. Legislação Especial. 
Lei de Drogas.
Bernardo praticou o delito previsto no art. 33 da Lei 
n. 11.343/2006, na forma consumada, na modalidade 
transportar. O tráfico de drogas é delito equiparado a 
hediondo pela Constituição Federal, motivo pelo qual é 
insuscetível de graça, anistia, indulto e fiança.
Não há incidência de causa de aumento de pena na hi-
pótese de tráfico entre cidades do mesmo estado.
58 
Roberto, 18 anos, praticou um roubo com emprego de 
arma branca contra cinco diferentes pessoas que espe-
ravam o ônibus numa parada. Imediatamente após as 
subtrações, correu para a casa de sua mãe, Márcia, pe-
dindo a ela que o ocultasse caso a polícia viesse procurá-
-lo. Márcia, desesperada e com intuito de auxiliar o filho, 
permitiu que Roberto se escondesse dentro de um ar-
mário de sua casa. Considerando a situação hipotética 
narrada, assinale a alternativa correta.
(A) Embora a conduta de Márcia se amolde ao crime de 
favorecimento pessoal, por ser genitora de Roberto, 
será isenta de pena.
(B) Márcia praticou o crime de favorecimento pessoal, 
não se cogitando da incidência de escusa absolutó-
ria, por se tratar de crime de roubo.
(C) Márcia praticou o crime de favorecimento real.
(D) Márcia poderá ser considerada partícipe do crime de 
roubo, por ter auxiliado Roberto logo após as subtrações.
Letra a.
Assunto abordado: Direito Penal. Parte Especial. Crimes 
contra a Administração Pública. Favorecimento pessoal.
Consoante o art. 348 do Código Penal, haverá crime 
na conduta de auxiliar a subtrair-se à ação de autori-
dade pública autor de crime a que é cominada pena 
de reclusão.
Trata-se do delito de favorecimento pessoal. Todavia, o 
§ 2º afirma que, se quem presta o auxílio é ascendente, 
descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, fica isento 
de pena. Dessa forma, sendo Márcia ascendente de Ro-
berto, poderá se beneficiar da escusa absolutória.
Direito Processual Penal
Lorena Ocampos
59 
Bruno foi processado e julgado criminalmente pela su-
posta prática do crime de tráfico de drogas. Após toda a 
instrução e tramitação processual e, ainda, após a apre-
sentação de alegações finais pelo Ministério Público e 
pela defesa técnica, o juiz chega à conclusão de que não 
há prova suficiente para a condenação, motivo pelo qual 
absolve Bruno. A decisão está embasada no seguinte 
princípio constitucional aplicável ao processo penal:
(A) presunção de não culpabilidade.
(B) não autoincriminação.
(C) busca da verdade.
(D) ampla defesa.
Letra a.
Assunto abordado: Princípios constitucionais aplicáveis 
ao processo penal.
O princípio da presunção de inocência ou de não culpa-
bilidade, inscrito no art. 5º, LVII, da CF, prevê que nin-
guém será considerado culpado até o trânsito em julga-
do de sentença penal condenatória.
É tido, também, como regra probatória, caracterizada 
pelo termo latino in dubio pro reo, ou seja, na dúvida, 
adote-se a resolução que for mais favorável ao réu.
De acordo com essa primeira concepção, o Ministério 
Público ou o querelante têm o ônus de provarem a culpa 
daquele que acusam.
Dessa forma, caso não haja provas suficientes para a 
condenação do réu, o juiz deve absolvê-lo.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
60 
João foi denunciado, pronunciado e condenado em 
plenário pela prática do crime de homicídio cometido 
contra mulher por razões da condição de sexo femini-
no. Após a votação em sala secreta e considerando o 
veredicto do Conselho de Sentença formado pelos sete 
jurados, o juiz presidente proferiu sentença aplicando a 
pena privativa de liberdade final de 20 anos de reclusão, 
em regime inicial fechado e com a manutenção da prisão 
preventiva de João. O advogado de João considerou que 
houve erro no que diz respeito à aplicação da pena em 
sentença e quer ingressar com o recurso cabível junto 
ao Tribunal de Justiça competente. Considerando as dis-
posições do Código de Processo Penal, é correto afirmar 
que a defesa deverá interpor o recurso
(A) em sentido estrito, no prazo de cinco dias, e, caso o 
Tribunal dê provimento ao recurso, determinará que 
o juízo sentenciante profira nova sentença.
(B) em sentido estrito, no prazo de oito dias, e, caso o 
Tribunal dê provimento ao recurso, retificará a apli-
cação da pena.
(C) de apelação, no prazo de oito dias, e, caso o Tribunal 
dê provimento ao recurso, determinará que o juízo 
sentenciante profira nova sentença.
(D) de apelação, no prazo de cinco dias, e, caso o Tribu-
nal dê provimento ao recurso, retificará a aplicação 
da pena.
Letra d.
Assunto abordado: Recursos criminais. Tribunal do júri.
Prevê o art. 593, do Código de Processo Penal, que das 
decisões do Tribunal do júri caberá apelação, no prazo 
de 5 dias, quando houver erro ou injustiça no tocante à 
aplicação da pena.
Nesse caso, conforme dispõe o § 2º do mesmo dispositi-
vo legal, o tribunal retificará a pena aplicada.
61 
O Ministério Público ofereceu denúncia em face de Pe-
dro, pela suposta prática do crime de roubo circunstan-
ciado pela restrição de liberdade da vítima e pelo em-
prego de arma de fogo, observando-se o procedimento 
comum ordinário. Vamos supor que Pedro contratou 
você como advogado e você foi devidamente constituí-
do nos autos. Sobre a sua atuação nesse processo e con-
siderando as disposições do Código de Processo Penal, é 
correto afirmar:
(A) Em alegações finais orais, a defesa técnica terá o 
prazo de quinze minutos, prorrogáveis por mais 
quinze minutos.
(B) A defesa técnica terá o prazo de 15 dias para apre-
sentação de resposta à acusação.
(C) Na audiência de instrução e julgamento e, em espe-
cial, nas que apurem crimes contra a dignidade se-
xual, a defesa técnica deverá zelar pela integridade 
física e psicológica da vítima.
(D) A defesa técnica poderá arrolar cinco testemunhas.
Letra c.
Assunto abordado: Procedimento comum ordinário. 
Audiência de instrução e julgamento.
(A) Errada. Conforme prevê o art. 403, serão oferecidas 
alegações finais orais por 20 (vinte) minutos, respecti-
vamente, pela acusação e pela defesa, prorrogáveis por 
mais 10 (dez), proferindo o juiz, a seguir, sentença.
(B) Errada. Conforme dispõe o art. 396 do CPP, nos pro-
cedimentos ordinário e sumário, oferecida a denúncia 
ou queixa, o juiz, se não a rejeitar liminarmente, recebê-
-la-á e ordenará a citação do acusado para responder à 
acusação, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.
(C) Certa. É dever das partes, incluindo a defesa, confor-
me dispõe o art. 400-A, do CPP.
Art. 400-A. Na audiência de instrução e julgamen-
to, e, em especial,nas que apurem crimes contra a 
dignidade sexual, todas as partes e demais sujeitos 
processuais presentes no ato deverão zelar pela in-
tegridade física e psicológica da vítima, sob pena de 
responsabilização civil, penal e administrativa, caben-
do ao juiz garantir o cumprimento do disposto neste 
artigo, vedadas:
I – a manifestação sobre circunstâncias ou elementos 
alheios aos fatos objeto de apuração nos autos;
II – a utilização de linguagem, de informações ou 
de material que ofendam a dignidade da vítima ou 
de testemunhas.
(D) Errada. Conforme dispõe o art. 401, do CPP, no pro-
cedimento comum ordinário poderão ser inquiridas até 
8 (oito) testemunhas arroladas pela acusação e 8 (oito) 
pela defesa.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
62 
André e Henrique foram denunciados pelo Ministério 
Público pela suposta prática do crime de furto qualifi-
cado pelo concurso de agentes e pelo arrombamento. 
Recebida a denúncia, foi determinada a citação dos 
acusados, sendo André localizado no Japão, em lugar 
sabido, e expedida carta rogatória para a sua citação, e 
Henrique citado por edital, não tendo este comparecido 
nem constituído advogado. Considerando o tema de ci-
tações no processo penal e as disposições do Código de 
Processo Penal, é correto afirmar que o curso do (da):
(A) processo será suspenso em relação a André até o 
cumprimento da carta rogatória, e o curso da pres-
crição será interrompido em relação a Henrique.
(B) processo e o curso do prazo prescricional serão sus-
pensos em relação a Henrique, e o curso da prescri-
ção será suspenso em relação a André até o cumpri-
mento da carta rogatória.
(C) prescrição será interrompido em relação a André até 
o cumprimento da carta rogatória, e o curso do pro-
cesso será interrompido em relação a Henrique.
(D) processo e do prazo prescricional serão interrompi-
dos em relação a André e a Henrique.
Letra b.
Assunto abordado: Das Comunicações dos Atos Proces-
suais. Citações.
Dispõe o art. 368, do CPP, que estando o acusado no es-
trangeiro, em lugar sabido, será citado mediante carta 
rogatória, suspendendo-se o curso do prazo de prescri-
ção até o seu cumprimento.
É a situação do André. Portanto, o prazo da prescrição 
em relação a ele ficará suspenso até o cumprimento da 
carta rogatória.
Prevê o art. 336 do CPP que, se o acusado, citado por 
edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão 
suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, 
podendo o juiz determinar a produção antecipada das 
provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar 
prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312.
É o caso de Henrique, que, citado por edital, não com-
pareceu nem constituiu advogado. Portanto, o curso do 
processo e do prazo prescricional ficarão suspensos.
63 
Após regular instrução criminal, Bernardo foi condenado 
pelo Tribunal do Júri a uma pena de quinze anos de reclu-
são em regime fechado pela prática do crime de homicí-
dio qualificado tentado contra Breno, não tendo este se 
habilitado como assistente de acusação nos autos. O Mi-
nistério Público interpôs recurso de apelação em face de 
todo o conteúdo impugnável da sentença. Diante desse 
cenário, é correto afirmar que a vítima Breno:
(A) não poderá interpor recurso de apelação pelo fato 
de não ter se habilitado como assistente de acusação 
durante a instrução.
(B) não poderá recorrer, pois a vítima não tem legitimi-
dade para se opor à soberania dos veredictos do Tri-
bunal do Júri.
(C) não poderá recorrer, pois o Ministério Público inter-
pôs recurso de apelação em face de todo o conteúdo 
impugnável da sentença.
(D) poderá interpor recurso de apelação, mas este so-
mente será conhecido caso o Ministério Público de-
sista do recurso que tenha interposto.
Letra c.
Assunto abordado: Recursos criminais. Assistente 
de acusação.
Nos termos do art. 598, do Código de Processo Penal, 
nos crimes de competência do tribunal do júri ou do juiz 
singular, se da sentença não for interposta apelação pelo 
Ministério Público no prazo legal, o ofendido ou seus su-
cessores, ainda que não se tenha habilitado como assis-
tente, poderá interpor apelação, que não terá, porém, 
efeito suspensivo.
No caso em análise, não é possível à vítima interpor ape-
lação, tendo em vista que o Ministério Público já inter-
pôs tal recurso em face de todo o conteúdo da sentença.
A possibilidade de a vítima interpor apelação é supleti-
va, ou seja, apenas se o Ministério Público não recorrer.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
64 
Jean foi vítima de crime contra a honra, de ação penal 
privada, quatro meses antes de seu falecimento. O côn-
juge, o filho e a avó, zelosos pela imagem da vítima, ti-
nham a intenção de propor ação penal. Porém, tinham 
diversos interesses conflitantes entre si. Você foi contra-
tado pela família para prestar consultoria no caso. Con-
siderando a situação hipotética apresentada, assinale a 
opção correta com a informação que você deverá pres-
tar para a família.
(A) Não há possibilidade de propor a ação penal, tendo 
em vista a morte de Jean.
(B) A ação penal poderá ser proposta, e o filho de Jean 
terá preferência.
(C) A ação penal poderá ser proposta, e a avó de Jean 
terá preferência.
(D) A ação penal poderá ser proposta, e o cônjuge de 
Jean terá preferência.
Letra d.
Assunto abordado: Ação penal privada.
Prevê o art. 31, do Código de Processo Penal, que, no 
caso de morte do ofendido, o direito de oferecer queixa 
passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão.
Ainda, dispõe o art. 36, do Código de Processo Penal, 
que, se comparecer mais de uma pessoa com direito 
de queixa, terá preferência o cônjuge, e, em seguida, o 
parente mais próximo na ordem de enumeração cons-
tante do art. 31, podendo, entretanto, qualquer delas 
prosseguir na ação, caso o querelante desista da instân-
cia ou a abandone.
Desse modo, os sucessores de Jean possuem direito de 
oferecer queixa-crime na seguinte ordem de preferên-
cia: cônjuge, avó e filho.
Direito do Trabalho
Rogério Dias
65 
Patrícia é digitadora na empresa Brugger Ltda., desde 
2018, com jornada de trabalho de 6 horas diárias, com 
intervalo de 15 minutos. Em 2020, em conversa com 
uma amiga, restou a dúvida se ela teria direito a outros 
intervalos, além do já concedido. Nesse caso,
(A) a empregada terá direito a intervalos de 10 minutos 
a cada 90 minutos trabalhados consecutivos.
(B) a empregada não terá direito a outros intervalos.
(C) a empregada terá direito a 15 minutos a cada hora 
trabalhada.
(D) trata-se de discricionariedade do empregador a con-
cessão dos intervalos.
Letra a.
Assunto abordado: Duração do trabalho.
SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. 
APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 72 DA CLT (mantida) 
– Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 Os digitado-
res, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equipa-
ram-se aos trabalhadores nos serviços de mecanogra-
fia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela 
qual têm direito a intervalos de descanso de 10 (dez) 
minutos a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo.
66 
Raquel é empregada da empresa Dias Ltda., desde 23 
de março de 2019, exercendo a função de analista, com 
salário mensal no valor de R$ 2.000,00. Em novembro 
de 2023, entrou de licença remunerada até fevereiro 
de 2024, quando retornou para o trabalho. Para saber 
sobre suas férias, foi informada pelo departamento de 
pessoal que
(A) não terá direito a férias.
(B) terá direito a férias.
(C) a lei é omissa quanto a esse assunto.
(D)pela lei, a escolha do gozo das férias é do empregado.
Letra a.
Assunto abordado: Férias.
Art. 133. Não terá direito a férias o empregado que, 
no curso do período aquisitivo: (Redação dada pelo 
Decreto-lei nº 1.535, de 13.4.1977) (...)
II – permanecer em gozo de licença, com percepção 
de salários, por mais de 30 (trinta) dias; 
67 
Roberta é empregada da empresa Bueno Ltda., desde 
2017. Em 2023, foi eleita suplente da CIPA, tendo parti-
cipado de menos da metade das reuniões. Em 2024, pre-
tende se reeleger. Com base na situação mencionada,
(A) Roberta poderá ser reeleita.
(B) o mandato de Roberta vai até 2021.
(C) só cabe reeleição para os titulares.
(D) Roberta não poderá ser reeleita.
Letra d.
Assunto abordado: CIPA.
CLT. Art. 164. (...)
§ 3º O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a 
duração de 1 (um) ano, permitida uma reeleição. (In-
cluído pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
§ 4º O disposto no parágrafo anterior não se aplica-
rá ao membro suplente que, durante o seu mandato, 
tenha participado de menos da metade do número 
de reuniões da CIPA. (Incluído pela Lei nº 6.514, de 
22.12.1977)
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
68 
Mariana é empregada da empresa Alfa Ltda. No dia 26 de 
maio de 2024, sofreu um aborto espontâneo, no quarto 
mês de gravidez. Nesse caso, Mariana terá direito a
(A) 120 dias de licença maternidade.
(B) duas semanas de repouso remunerado.
(C) 60 dias de licença maternidade.
(D) 15 dias de licença remunerada, no mínimo.
Letra b.
Assunto abordado: Contrato de trabalho.
CLT. Art. 395. Em caso de aborto não criminoso, com-
provado por atestado médico oficial, a mulher terá 
um repouso remunerado de 2 (duas) semanas, fican-
do-lhe assegurado o direito de retornar à função que 
ocupava antes de seu afastamento.
69 
Você, como advogado(a), presta serviços de consultoria 
para a empresa Rocha Ltda. Em uma das demandas, a 
empresa narra que tem um empregado analfabeto e que 
precisa fazer o pagamento das verbas rescisórias, e quer 
saber em que modalidades poderá efetuar o pagamen-
to. Você informa que a empresa poderá pagar
(A) somente em dinheiro.
(B) em dinheiro ou em cheque visado.
(C) em cheque visado ou depósito bancário.
(D) em dinheiro ou em depósito bancário.
Letra d.
Assunto abordado: Extinção do contrato.
CLT. Art. 477. (...)
§ 4o O pagamento a que fizer jus o empregado será 
efetuado: (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)
I – em dinheiro, depósito bancário ou cheque visado, 
conforme acordem as partes; ou (Incluído pela Lei nº 
13.467, de 2017)
II – em dinheiro ou depósito bancário quando o em-
pregado for analfabeto. (Incluído pela Lei nº 13.467, 
de 2017)
Direito Processual do Trabalho
Aryanna Linhares
70 
Laura ajuizou uma reclamação trabalhista em face 
de Sozzis Ltda., postulando horas extras e adicional 
de periculosidade. O juiz julgou procedente o pedido 
de adicional de periculosidade e omitiu-se quanto 
ao pedido de horas extras. Laura opôs embargos de 
declaração no prazo de 5 dias úteis. A reclamada não 
recorreu. Ao julgar os embargos, o juiz condenou a 
reclamada a pagar também as horas extras postuladas 
por Laura. No prazo de 8 dias úteis contados da sentença 
de embargos, a reclamada interpôs o recurso ordinário 
pretendendo a reforma da sentença para que fossem 
julgados improcedentes os pedidos de horas extras 
e de adicional de periculosidade. Em face do exposto, 
assinale a alternativa correta.
(A) Uma vez que a reclamada não recorreu quando foi 
proferida a sentença que a condenou a pagar o adi-
cional de periculosidade, não poderá mais recorrer.
(B) A reclamada poderá recorrer apenas quanto ao pedi-
do de horas extras deferido na sentença de embargos.
(C) Como os embargos opostos por uma das partes in-
terrompem o prazo para a interposição de recurso 
para as duas partes, a reclamada poderia ter inter-
posto o recurso ordinário, recorrendo quanto às ho-
ras extras e o adicional de periculosidade.
(D) Como os embargos opostos por uma das partes sus-
pendem o prazo para a interposição de recurso para 
as duas partes, a reclamada não teria o prazo de 8 
dias úteis, a contar da sentença de embargos, para 
interpor o recurso ordinário.
Letra c.
Assunto abordado: Recursos.
CLT. Art. 897-A. Caberão embargos de declaração da 
sentença ou acórdão, no prazo de cinco dias, devendo 
seu julgamento ocorrer na primeira audiência ou ses-
são subsequente a sua apresentação, registrado na 
certidão, admitido efeito modificativo da decisão nos 
casos de omissão e contradição no julgado e manifes-
to equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos 
do recurso. 
§ 3o Os embargos de declaração interrompem o prazo 
para interposição de outros recursos, por qualquer 
das partes, salvo quando intempestivos, irregular a 
representação da parte ou ausente a sua assinatura. 
A única resposta correta é a letra “c”. Como os embar-
gos de declaração interrompem o prazo para interposi-
ção de outros recursos por qualquer das partes, quando 
a reclamante opôs os embargos de declaração, o prazo 
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
para o recurso ordinário foi interrompido para ambas 
as partes, ou seja, voltou a contar do zero. Portanto, 
voltou a ser de 8 dias úteis, contados da sentença de 
embargos. Assim, a reclamada pode interpor o recurso 
ordinário quanto a todas as matérias, mesmo não tendo 
recorrido anteriormente.
71 
Acerca do impedimento do juiz no processo do trabalho, 
não se pode afirmar:
(A) As hipóteses de suspeição e impedimento são descri-
tas pela CLT, mas devem ser analisadas em conjunto 
com o que também prevê o CPC a respeito do tema.
(B) É suspeito o juiz que prestou depoimento em proces-
so ajuizado por uma das partes.
(C) Há suspeição do juiz quando for amigo íntimo ou ini-
migo de qualquer das partes ou de seus advogados.
(D) Há impedimento do juiz quando figurar como par-
te instituição de ensino com a qual tenha relação de 
emprego ou decorrente de contrato de prestação de 
serviços.
Letra b.
Assunto abordado: Exceção de impedimento.
CLT. Art. 799. Nas causas de jurisdição da Justiça do 
Trabalho, somente podem ser opostas, com suspen-
são do feito, as exceções de suspeição ou incom-
petência.
CLT. Art. 801. O juiz, presidente ou vogal, é obrigado 
a dar-se por suspeito, e pode ser recusado, por algum 
dos seguintes motivos, em relação à pessoa dos li-
tigantes:
a) inimizade pessoal;
b) amizade íntima;
c) parentesco por consanguinidade ou afinidade até 
o terceiro grau civil;
d) interesse particular na causa.
Parágrafo único. Se o recusante houver praticado al-
gum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz, 
não mais poderá alegar exceção de suspeição, salvo 
sobrevindo novo motivo. A suspeição não será tam-
bém admitida, se do processo constar que o recu-
sante deixou de alegá-la anteriormente, quando já a 
conhecia, ou que, depois de conhecida, aceitou o juiz 
recusado ou, finalmente, se procurou de propósito o 
motivo de que ela se originou.
CPC. Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe ve-
dado exercer suas funções no processo:
I – em que interveio como mandatário da parte, ofi-
ciou como perito, funcionou como membro do Mi-
nistério Público ou prestou depoimento como tes-
temunha;
II – de que conheceu em outro grau de jurisdição, ten-
do proferido decisão;
III – quando nele estiver postulando, como defensor 
público, advogado ou membro do Ministério Público, 
seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, 
consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até 
o terceirograu, inclusive;
IV – quando for parte no processo ele próprio, seu 
cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo 
ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro 
grau, inclusive;
V – quando for sócio ou membro de direção ou de 
administração de pessoa jurídica parte no processo;
VI – quando for herdeiro presuntivo, donatário ou 
empregador de qualquer das partes;
VII – em que figure como parte instituição de ensino 
com a qual tenha relação de emprego ou decorrente 
de contrato de prestação de serviços;
VIII – em que figure como parte cliente do escritório 
de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou paren-
te, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, 
até o terceiro grau, inclusive, mesmo que patrocinado 
por advogado de outro escritório; (Vide ADI 5953)
IX – quando promover ação contra a parte ou seu 
advogado.
§ 1º Na hipótese do inciso III, o impedimento só se 
verifica quando o defensor público, o advogado ou o 
membro do Ministério Público já integrava o processo 
antes do início da atividade judicante do juiz.
§ 2º É vedada a criação de fato superveniente a fim de 
caracterizar impedimento do juiz.
§ 3º O impedimento previsto no inciso III também se 
verifica no caso de mandato conferido a membro de 
escritório de advocacia que tenha em seus quadros 
advogado que individualmente ostente a condição 
nele prevista, mesmo que não intervenha diretamen-
te no processo.
CPC. Art. 145. Há suspeição do juiz:
I – amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou 
de seus advogados;
II – que receber presentes de pessoas que tiverem 
interesse na causa antes ou depois de iniciado o pro-
cesso, que aconselhar alguma das partes acerca do 
objeto da causa ou que subministrar meios para aten-
der às despesas do litígio;
III – quando qualquer das partes for sua credora ou de-
vedora, de seu cônjuge ou companheiro ou de paren-
tes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive;
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
IV – interessado no julgamento do processo em favor 
de qualquer das partes.
§ 1º Poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de 
foro íntimo, sem necessidade de declarar suas razões.
§ 2º Será ilegítima a alegação de suspeição quando:
I – houver sido provocada por quem a alega;
II – a parte que a alega houver praticado ato que sig-
nifique manifesta aceitação do arguido.
CPC. Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar 
do conhecimento do fato, a parte alegará o impedi-
mento ou a suspeição, em petição específica dirigida 
ao juiz do processo, na qual indicará o fundamento da 
recusa, podendo instruí-la com documentos em que 
se fundar a alegação e com rol de testemunhas.
§ 1º Se reconhecer o impedimento ou a suspeição 
ao receber a petição, o juiz ordenará imediatamen-
te a remessa dos autos a seu substituto legal, caso 
contrário, determinará a autuação em apartado da 
petição e, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentará 
suas razões, acompanhadas de documentos e de rol 
de testemunhas, se houver, ordenando a remessa do 
incidente ao tribunal.
§ 2º Distribuído o incidente, o relator deverá declarar 
os seus efeitos, sendo que, se o incidente for recebido:
I – sem efeito suspensivo, o processo voltará a correr;
II – com efeito suspensivo, o processo permanecerá 
suspenso até o julgamento do incidente.
§ 3º Enquanto não for declarado o efeito em que é re-
cebido o incidente ou quando este for recebido com 
efeito suspensivo, a tutela de urgência será requerida 
ao substituto legal.
§ 4º Verificando que a alegação de impedimento ou 
de suspeição é improcedente, o tribunal rejeitá-la-á.
§ 5º Acolhida a alegação, tratando-se de impedimen-
to ou de manifesta suspeição, o tribunal condenará o 
juiz nas custas e remeterá os autos ao seu substituto 
legal, podendo o juiz recorrer da decisão.
§ 6º Reconhecido o impedimento ou a suspeição, o 
tribunal fixará o momento a partir do qual o juiz não 
poderia ter atuado.
§ 7º O tribunal decretará a nulidade dos atos do juiz, 
se praticados quando já presente o motivo de impe-
dimento ou de suspeição.
A opção “a” está correta e não deve ser marcada, pois é 
possível afirmar que as hipóteses de suspeição e impedi-
mento são descritas pela CLT (art. 799, CLT), mas devem 
ser lidas em conjunto com o que também prevê o CPC a 
respeito do tema (arts. 144 e 145, CPC).
A opção “b” deve ser marcada, pois NÃO é possível afir-
mar que o juiz que prestou depoimento em processo 
ajuizado por uma das partes é suspeito. Na verdade, 
nos termos do art. 144, I, do CPC, o juiz que prestou 
depoimento em processo ajuizado por uma das partes 
é impedido.
A opção “c” está correta e não deve ser marcada, pois 
é possível afirmar que há suspeição do juiz quando for 
amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de 
seus advogados, conforme art. 145, I, CPC.
A opção “d” está correta e não deve ser marcada, pois 
é possível afirmar que há impedimento do juiz quando 
figurar como parte instituição de ensino com a qual te-
nha relação de emprego ou decorrente de contrato de 
prestação de serviços, conforme art. 144, VII, CPC.
72 
É incabível agravo de instrumento em face de decisões 
que denegarem seguimento a:
(A) recurso de revista.
(B) recurso de embargos ao TST.
(C) agravo de petição.
(D) recurso ordinário.
Letra b.
Assunto abordado: Agravo de instrumento.
CLT. Art. 897. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias:
b) de instrumento, dos despachos que denegarem a 
interposição de recursos.
CLT. Art. 894. No Tribunal Superior do Trabalho ca-
bem embargos, no prazo de 8 (oito) dias: (...)
§ 4o Da decisão denegatória dos embargos caberá 
agravo, no prazo de 8 (oito) dias.
É cabível agravo de instrumento em face de decisões 
que denegarem seguimento aos recursos apresentados 
nas opções “a”, “c” e “d” (recurso de revista, agravo de 
petição e recurso ordinário). Entretanto, com relação às 
decisões que denegarem seguimento ao recurso de em-
bargos ao TST, é cabível o agravo interno, nos termos do 
art. 894, § 4º, da CLT.
73 
Pode-se afirmar que, contra as decisões no proces-
so do trabalho, são cabíveis os recursos abaixo, com 
exceção de:
(A) embargos de declaração.
(B) recurso extraordinário.
(C) agravo de instrumento.
(D) apelação.
Letra d.
Assunto abordado: Recursos.
Art. 893. Das decisões são admissíveis os seguintes 
recursos:
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
I – embargos;
II – recurso ordinário;
III – recurso de revista;
IV – agravo.
CLT. Art. 897-A. Caberão embargos de declaração da 
sentença ou acórdão, no prazo de cinco dias, deven-
do seu julgamento ocorrer na primeira audiência ou 
sessão subsequente a sua apresentação, registrado 
na certidão, admitido efeito modificativo da decisão 
nos casos de omissão e contradição no julgado e ma-
nifesto equívoco no exame dos pressupostos extrín-
secos do recurso.
CLT. Art. 897. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias:
a) de petição, das decisões do Juiz ou Presidente, 
nas execuções;
b) de instrumento, dos despachos que denegarem a 
interposição de recursos.
CF. Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, 
precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:
III – julgar, mediante recurso extraordinário, as causas 
decididas em única ou última instância, quando a de-
cisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição;
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou 
lei federal;
c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado 
em face desta Constituição.
d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal.
CPC. Art. 1.029. O recurso extraordinárioe o recurso 
especial, nos casos previstos na Constituição Federal , 
serão interpostos perante o presidente ou o vice-pre-
sidente do tribunal recorrido, em petições distintas 
que conterão:
I – a exposição do fato e do direito;
II – a demonstração do cabimento do recurso in-
terposto;
III – as razões do pedido de reforma ou de invalidação 
da decisão recorrida.
SÚM 214, TST. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. IRRECOR-
RIBILIDADE. Na Justiça do Trabalho, nos termos do 
art. 893, § 1º, da CLT, as decisões interlocutórias não 
ensejam recurso imediato, salvo nas hipóteses de de-
cisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à 
Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Su-
perior do Trabalho; b) suscetível de impugnação me-
diante recurso para o mesmo Tribunal; c) que acolhe 
exceção de incompetência territorial, com a remessa 
dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a 
que se vincula o juízo excepcionado, consoante o dis-
posto no art. 799, § 2º, da CLT.
Os recursos embargos de declaração e agravo de instru-
mento são cabíveis no processo do trabalho, conforme 
preveem os arts. 893, 897-A e 897, b, todos da CLT.
Embora não seja um recurso regido pela legislação tra-
balhista, o recurso extraordinário é cabível no Proces-
so do Trabalho por determinação constitucional, como 
prevê o art. 102, III, CF, sendo regulamentado pelo art. 
1.029 do CPC.
A apelação não é cabível em nenhuma hipótese no Pro-
cesso do Trabalho por falta de previsão legal. Em seu lu-
gar, em face das sentenças, é cabível o recurso ordinário, 
como prevê o art. 895, I, da CLT.
74 
Das hipóteses abaixo, a única em que é cabível recurso 
de revista é:
(A) no procedimento ordinário, quando, na interpreta-
ção de lei federal, a decisão recorrida contrariar ou-
tra decisão de juiz do trabalho.
(B) no procedimento ordinário, quando a decisão con-
trariar súmula do STJ.
(C) no procedimento ordinário, quando a decisão violar 
literal e diretamente a Constituição Federal.
(D) no procedimento sumaríssimo, quando a decisão 
contrariar orientação jurisprudencial.
Letra c.
Assunto abordado: Recurso de revista.
CLT. Art. 896. Cabe Recurso de Revista para Turma do 
Tribunal Superior do Trabalho das decisões proferidas 
em grau de recurso ordinário, em dissídio individual, 
pelos Tribunais Regionais do Trabalho, quando:
a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal inter-
pretação diversa da que lhe houver dado outro Tribu-
nal Regional do Trabalho, no seu Pleno ou Turma, ou a 
Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do 
Trabalho, ou contrariarem súmula de jurisprudência 
uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do Supre-
mo Tribunal Federal;
b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual, 
Convenção Coletiva de Trabalho, Acordo Coletivo, 
sentença normativa ou regulamento empresarial 
de observância obrigatória em área territorial que 
exceda a jurisdição do Tribunal Regional prolator da 
decisão recorrida, interpretação divergente, na for-
ma da alínea a;
c) proferidas com violação literal de disposição de lei 
federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal.
§ 9º Nas causas sujeitas ao procedimento sumarís-
simo, somente será admitido recurso de revista por 
contrariedade a súmula de jurisprudência uniforme 
do Tribunal Superior do Trabalho ou a súmula vincu-
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
lante do Supremo Tribunal Federal e por violação di-
reta da Constituição Federal.
SÚM 442, TST. PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO. 
RECURSO DE REVISTA FUNDAMENTADO EM CON-
TRARIEDADE A ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL. 
INADMISSIBILIDADE. ART. 896, § 6º, DA CLT, ACRES-
CENTADO PELA LEI Nº 9.957, DE 12.01.2000.
Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo, 
a admissibilidade de recurso de revista está limitada 
à demonstração de violação direta a dispositivo da 
Constituição Federal ou contrariedade a Súmula do 
Tribunal Superior do Trabalho, não se admitindo o re-
curso por contrariedade a Orientação Jurisprudencial 
deste Tribunal (Livro II, Título II, Capítulo III, do RITST), 
ante a ausência de previsão no art. 896, § 6º, da CLT.
Com base no art. 896 da CLT:
(A) Errada. Cabe recurso de revista no procedimento or-
dinário, quando, na interpretação de lei federal, a deci-
são recorrida contrariar decisão de outro TRT (pleno ou 
turma), e não de outro juiz do trabalho.
(B) Errada. Cabe recurso de revista no procedimento 
ordinário quando a decisão contrariar súmula do TST, e 
não do STJ.
(C) Certa. Cabe recurso de revista no procedimento or-
dinário quando a decisão violar literal e diretamente a 
Constituição Federal.
(D) Errada. Cabe recurso de revista no procedimento su-
maríssimo, quando o acórdão do TRT contrariar CF, sú-
mula do TST ou súmula do STF, mas não quando a deci-
são contrariar orientação jurisprudencial (art. 896, § 9º, 
CLT e Súmula 442, TST).
Direito Previdenciário
Fernando Maciel
75 
Jorge e Luísa são segurados obrigatórios do RGPS, ele na 
condição de empregado, ela atuando como doméstica, 
sendo que ambos recebem remuneração mensal de um 
salário-mínimo. Casados há 20 anos, desse relaciona-
mento resultaram três filhos: Mário, de 14 anos, Júlia, 
de 10 anos, e Roberto, de 8 anos de idade. Jorge possui 
outro filho de um relacionamento anterior, chamado Al-
berto, que possui 16 anos de idade e é portador de uma 
deficiência de natureza física. Assinale a alternativa cor-
reta em matéria do benefício de salário-família: 
(A) Jorge tem direito a receber 4 cotas do benefício, rela-
tivas aos filhos Alberto, Mário, Júlia e Roberto.
(B) Luísa tem direito a receber 3 cotas do benefício, rela-
tivas aos filhos Mário, Júlia e Roberto.
(C) Jorge tem direito a receber 2 cotas do benefício, rela-
tivas aos filhos Júlia e Roberto.
(D) Luísa tem direito a receber a cota relativa ao seu en-
teado Alberto.
Letra c.
Assunto abordado: Salário-família.
Jorge e Luísa são segurados de baixa renda elegíveis ao 
recebimento do salário-família, pois são enquadrados 
na condição de empregado e doméstica, respectivamen-
te (art. 65, Lei n. 8.213/1991). Com relação ao quantita-
tivo de cotas, o filho Mário não ensejará direito, pois já 
possui 14 anos completos (art. 66, Lei n. 8.213/1991), o 
que evidencia o erro das alternativas “a” e “b”. Com re-
lação ao filho Alberto, apesar de sua condição de pessoa 
com deficiência, não ensejará o direito ao benefício, pois 
apenas o filho maior de 14 anos inválido (e não aquele 
que possuir deficiência) é que legitima a concessão do 
benefício (art. 66, Lei n. 8.213/1991), motivo pelo qual 
estão erradas as alternativas “a” e “d”. Portanto, somen-
te Júlia e Roberto ensejarão o direito ao benefício, o que 
evidencia o acerto da letra “c”.
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
76 
Dez dias após o parto do seu primeiro filho, João, a se-
gurada do RGPS Maria Gonzaga veio a falecer em virtu-
de de uma infecção contraída no período de internação 
hospitalar. Em virtude disso, João passará a ficar sob os 
cuidados do seu pai, Lauro Gonzaga, com quem Maria 
era casada há 2 anos. Assinale a alternativa correta em 
matéria de salário-família.
(A) Em virtude do falecimento de Maria, João, também 
segurado do RGPS, terá direito a receber o salário-
-maternidade pelo prazo de 120 dias.
(B) Em virtude do falecimento de Maria, João, também 
segurado do RGPS, terá direito a receber o salário-
-maternidade pelo prazo de 110 dias.
(C) O benefício de salário-maternidade a ser concedi-
do ao cônjuge sobrevivente terá o seu pagamento 
adiantado pelo empregador, que depois iráproceder 
a compensação quando do recolhimento de suas 
contribuições sociais.
(D) João, na condição de cônjuge sobrevivente, não fará 
jus ao salário-maternidade, porquanto se trata de 
um benefício de caráter personalíssimo das segura-
das mulheres. 
Letra b.
Assunto abordado: Salário-maternidade.
Considerando o falecimento de Maria ocorrido 10 dias 
após o parto, o seu cônjuge Lauro terá direito a receber 
o salário-maternidade pelo prazo remanescente, ou seja, 
por mais 110 dias, o que evidencia o erro das letras “a” e 
“d” e o acerto da letra “b” (art. 71-B, Lei n. 8.213/1991). 
No caso do salário-maternidade remanescente, o paga-
mento será efetuado diretamente pela Previdência So-
cial (art. 71-B, § 2º, Lei n. 8.213/1991), motivo pelo qual 
está errada a letra “c”.
Direito Financeiro
Anderson Ferreira
77 
Conforme a Lei n. 4.320/1964, classificam-se as subven-
ções econômicas como
(A) receita corrente.
(B) despesa de capital.
(C) despesa corrente.
(D) receita de capital.
Letra c.
Assunto abordado: Receita e Despesa Pública na Lei n. 
4.320/1964.
Veja a literalidade do caput e § 3º, inciso II, da Lei n. 
4.320 de 1964:
Art. 12. A despesa será classificada nas seguintes ca-
tegorias econômicas:
DESPESAS CORRENTES
Despesas de Custeio
Transferências Correntes
(...)
§ 3º Consideram-se subvenções, para os efeitos desta 
lei, as transferências destinadas a cobrir despesas de 
custeio das entidades beneficiadas, distinguindo-se 
como: (...)
II – subvenções econômicas, as que se destinem a 
empresas públicas ou privadas de caráter industrial, 
comercial, agrícola ou pastoril.
Como as subvenções são transferências correntes, de 
acordo com a supramencionada Lei, e as transferências 
correntes são despesas correntes, então as subvenções 
econômicas são consideradas despesas correntes.
78 
Suponha que o presidente da República esteja elabo-
rando um projeto de lei que estabeleça as diretrizes da 
política fiscal e respectivas metas, em consonância com 
a trajetória sustentável da dívida pública.
Diante desse cenário, assinale a alternativa correta.
(A) O projeto de lei se refere à lei de diretrizes orçamen-
tárias, a ser futuramente sancionada como lei or-
dinária.
(B) O projeto de lei se refere ao plano plurianual, a ser 
futuramente sancionado como lei complementar.
(C) O projeto de lei se refere ao plano plurianual, a ser 
futuramente sancionado como lei ordinária.
(D) O projeto de lei se refere à lei de diretrizes orçamen-
tárias, a ser futuramente sancionada como lei com-
plementar.
Letra a.
Assunto abordado: Orçamento na Constituição – PPA, 
LDO e LOA.
Sabe-se que, se a Constituição é silente, a lei que regula-
rá a matéria será lei ordinária. Ademais, veja a literalida-
de do art. 165, inciso II, e § 2º, da Constituição:
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo esta-
belecerão: (...)
II – as diretrizes orçamentárias; (...)
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá 
as metas e prioridades da administração pública fede-
ral, estabelecerá as diretrizes de política fiscal e res-
pectivas metas, em consonância com trajetória sus-
tentável da dívida pública, orientará a elaboração da 
lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na 
legislação tributária e estabelecerá a política de apli-
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2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 
cação das agências financeiras oficiais de fomento. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 109, 
de 2021)
Dessa forma, fica esclarecido que a lei a ser futuramen-
te sancionada, de acordo com a situação hipotética do 
enunciado, é a lei de diretrizes orçamentárias, na forma 
de lei ordinária.
Direito Eleitoral
Odair José
79 
Conforme dispõe a Lei n. 9.504/1997, no seu artigo 36, a 
propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15 
de agosto do ano da eleição. 
A fim de garantir a igualdade na disputa eleitoral, a juris-
prudência do Tribunal Superior Eleitoral tem combatido 
a propaganda eleitoral antecipada.
Sobre esse tema, nos termos da legislação eleitoral e 
jurisprudência em vigor, é correto o que se afirma em:
(A) Não se caracteriza propaganda eleitoral antecipada 
a veiculação de propaganda institucional com propó-
sito de identificar programas da instituição com pro-
gramas do governo.
(B) A configuração de propaganda eleitoral antecipada 
independe da distância temporal entre o ato impug-
nado e a data das eleições ou das convenções parti-
dárias de escolha dos candidatos.
(C) Ao postulante a candidatura a cargo eletivo é per-
mitida a realização, na quinzena anterior à escolha 
pelo partido, de propaganda intrapartidária com vis-
ta à indicação de seu nome, admitido o uso de rádio, 
televisão e outdoor.
(D) Somente a partir do dia 16 de agosto do ano eleitoral 
será permitida a propaganda política paga no rádio e 
na televisão.
Letra b.
Assunto abordado: Propaganda eleitoral.
(A) Errada. É o contrário do que se afirmou na alternati-
va (Ac.-TSE, de 11.6.2014, no AgR-Rp nº 14392).
(B) Certa. A afirmação se refere ao entendimento juris-
prudencial do Tribunal Superior Eleitoral (Ac.-TSE, de 
6.4.2010, na Rp nº 1406).
(C) Errada. O erro está na parte final da afirmação, 
“admitido o uso de rádio, televisão e outdoor” (Lei n. 
9.504/1997, art. 36, § 1º).
(D) Errada. Não é permitida a propaganda paga no rádio 
e na televisão (Lei n. 9.504/1997, art. 36, § 2º).
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João foi eleito prefeito do município Alfa. Após dois 
anos da sua posse, desfiliou-se do partido X, pelo qual 
foi eleito.
Diante de tal fato, o presidente do partido X procurou 
um advogado a fim de saber quais providências pode-
riam ser tomadas contra João.
O advogado consultado respondeu corretamente que
(A) O partido X tem o prazo de trinta dias para ingressar 
com ação de perda de mandato eletivo contra João 
em razão da infidelidade partidária.
(B) A ação por infidelidade partidária contra João deve-
rá ser processada e julgada originariamente no Juízo 
Eleitoral da cidade Alfa.
(C) A perda do mandato em razão da desfiliação partidá-
ria não se aplica aos candidatos eleitos pelo sistema 
majoritário.
(D) Por já ter concluído dois anos de mandato, João não 
tem dever de fidelidade partidária.
Letra c.
Assunto abordado: Fidelidade partidária. Sistemas 
eleitorais.
(A) Errada. Embora o prazo para ingressar com a ação 
por perda de mandato em razão da infidelidade partidá-
ria seja de trinta dias para o partido político, a afirmação 
está errada porque o mandato de prefeito não tem de-
ver de fidelidade (Res. TSE 22.610/2007).
(B) Errada. Juiz eleitoral não tem competência para pro-
cessar e julgar ação por infidelidade partidária. Além dis-
so, o cargo de prefeito não tem dever de fidelidade (Res. 
TSE 22.610/2007).
(C) Certa, de acordo com a Súmula 67 do TSE.
(D) Errada. Não há qualquer regra quanto ao tempo do 
mandato em relação à desobrigação de fidelidade.
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