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Verifique se seu caderno está completo, sem repe- tição de questões ou falhas. Caso contrário, noti- fique imediatamente o Fiscal da Sala, para que sejam tomadas as devidas providências; Confira seus dados pessoais, especialmente nome, número de inscrição e documento de identidade e leia atentamente as instruções para preencher o cartão-resposta; Use somente caneta esferográfica, fabricada em material transparente, com tinta preta ou azul; Assine seu nome apenas no(s) espaço(s) reservado(s); Confira sua cor e tipo do caderno de questões. Caso tenha recebido caderno de cor ou tipo diferente do impresso em seu cartão-resposta, o fiscal deve ser obrigatoriamente informado para o devido registro na Ata da Sala; Reserve tempo suficiente para o preenchimento do seu material. O preenchimento é de sua res- ponsabilidade e não será permitida a troca do cartão-resposta ou folha de texto definitivo em caso de erro; Para fins de avaliação, serão levadas em considera- ção apenas as marcações realizadas no cartão- -resposta e na folha de texto definitivo; Os candidatos serão submetidos ao sistema de detecção de metais quando do ingresso e da saída de sanitários durante a realização das provas. Boa sorte! INFORMAÇÕES GERAIS As questões objetivas têm quatro alternativas de resposta (A, B, C, D) e somente uma delas está correta; Além deste caderno de questões, contendo setenta questões objetivas, você receberá do Fiscal de Sala: o cartão-resposta das questões objetivas. SUA PROVA Você dispõe de 4h para a realização da prova, já incluído o tempo para a marcação do cartão-res- posta e preenchimento da folha de texto definitivo; 3 horas após o início da prova é possível retirar-se da sala, sem levar o caderno de questões; Faltando 30 minutos para o final da prova é possível retirar-se da sala levando o caderno de questões. TEMPO Qualquer tipo de comunicação entre os candidatos durante a aplicação da prova; Levantar da cadeira sem autorização do Fiscal de Sala; Usar o sanitário ao término da prova, após deixar a sala. NÃO SERÁ PERMITIDO Tipo – GRAN Ordem dos Advogados do Brasil 2° Simulado Bas ea do n o fo rm at o de p ro va ap lic ad o pe la b an ca F GV 1ª FASE DO EXAME 41º Livro Eletrônico FOLHA DE ROSTO ORIENTATIVA PARA PROVA OBJETIVA LEIA AS ORIENTAÇÕES COM CALMA E ATENÇÃO! INSTRUÇÕES GERAIS ● Atenção ao tempo de duração da prova, que já inclui o preenchimento da folha de respostas. ● Cada uma das questões da prova objetiva está vinculada ao comando que imediatamente a antecede e contém orientação necessária para resposta. Para cada questão, existe apenas UMA resposta válida e de acordo com o gabarito. ● Faltando uma hora para o término do simulado, você receberá um e-mail para preencher o cartão-resposta, a fim de avaliar sua posição no ranking. Basta clicar no botão vermelho de PREENCHER GABARITO, que estará no e-mail, ou acessar a página de download da prova. Você deve fazer o cadastro em nossa plataforma para participar do ranking. Não se preocupe: o cadastro é grátis e muito simples de ser realizado. – Se a sua prova for estilo Certo ou Errado (CESPE/CEBRASPE): marque o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com o código E, caso julgue o item ERRADO. Se optar por não responder a uma determinada questão, marque o campo “EM BRANCO”. Lembrando que, neste estilo de banca, uma resposta errada anula uma resposta certa. Obs.: Se não houver sinalização quanto à prova ser estilo Cespe/Cebraspe, apesar de ser no estilo CERTO e ERRADO, você não terá questões anuladas no cartão-resposta em caso de respostas erradas. – Se a sua prova for estilo Múltipla Escolha: marque o campo designado com a letra da alternativa escolhida (A, B, C, D ou E). É preciso responder a todas as questões, pois o sistema não permite o envio do cartão com respostas em branco. ● Uma hora após o encerramento do prazo para preencher o cartão-resposta, você receberá um e-mail com o gabarito para conferir seus acertos e erros. Caso você seja aluno da Assinatura Ilimitada, você receberá, com o gabarito, a prova completa comentada – uma vantagem exclusiva para assinantes, com acesso apenas pelo e-mail e pelo ambiente do aluno. ● Não serão realizadas correções individuais das provas discursivas. Em caso de solicitação de recurso para alguma questão, envie para o e-mail: treinodificil_jogofacil@grancursosonline.com.br. Nossa ouvidoria terá até dois dias úteis para responder à solicitação. Desejamos uma excelente prova! O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. FICHA TÉCNICA DO MATERIAL grancursosonline.com.br CÓDIGO: 2406051384M TIPO DE MATERIAL: Simulado Preparatório NUMERAÇÃO: 2º Simulado NOME DO ÓRGÃO: Ordem dos Advogados do Brasil OAB EXAME: 1ª Fase do Exame 41º MODELO/BANCA: FGV EDITAL: Pós-Edital DATA DE APLICAÇÃO: 6/2024 ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 6/2024 Este material está sujeito a atualizações. O Gran não se responsabiliza por custos de impressão, que deve ser realizada sob responsabilidade exclusiva do aluno. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º Ética Profissional Maria Christina 1 João é bacharel em Direito aprovado no exame de or- dem, mas não inscrito na OAB. Desse modo, submeteu- -se a um processo seletivo para preenchimento de vaga de diretor jurídico, apresentando para tanto seu diploma de Direito. Diante dos fatos, assinale a opção correta. (A) João poderá assumir a vaga por preencher todos os requisitos para o exercício do cargo. (B) João poderá assumir a vaga desde que comprove idoneidade moral. (C) João poderá assumir a vaga desde que faça provas de bom comportamento. (D) João não poderá assumir a vaga. 2 Pedro Henrique, advogado com inscrição principal no Distrito Federal no ano de 2024, apresentou quatro ações judiciais na seccional de Goiás e mais dois pro- cessos administrativos no mesmo estado. Diante de tal situação, após dois anos foi surpreendido com a instau- ração de um processo administrativo disciplinar na sec- cional do estado de Goiás. Diante dos fatos, assinale a opção correta. (A) O processo administrativo disciplinar deve ser arqui- vado por ausência de infração. (B) O advogado deveria ter requerido a sua inscrição su- plementar na seccional de Goiás. (C) O advogado não poderá atuar em outra seccional sem a devida inscrição suplementar. (D) O advogado somente poderá atuar no local da sua inscrição principal. 3 Susana é uma grande advogada criminalista com domi- cílio residencial e profissional na seccional do estado da Paraíba. Ocorre que, por motivos profissionais, sua atu- ação profissional se estendeu de maneira significativa no estado de São Paulo. Desse modo, requereu a transfe- rência de sua inscrição profissional para São Paulo. Dian- te dos fatos, assinale a opção correta. (A) Susana deverá requerer a transferência do seu do- micílio profissional e residencial para São Paulo, permanecendo o mesmo número de OAB em am- bas as seccionais. (B) Susana deverá requerer a transferência do seu do- micílio profissional e residencial para São Paulo, com novo número de OAB em São Paulo. (C) Susana poderá requerer a transferência do seu do- micílio profissional para São Paulo permanecendo o mesmo número de OAB. (D) Susana poderá requerer a transferência do seu do- micílio profissional para São Paulo com novo núme- ro de OAB. 4 Pablo, advogado inscrito na seccional do Mato Grosso do Sul, há 12 anos adquiriu doença mental incurável, o que impossibilitou a continuidade daadvocacia. Diante dos fatos, sua inscrição deverá ser: (A) cancelada. (B) suspensa. (C) licenciada. (D) cassada. 5 Sobre as sociedades de advogados simples ou individual, assinale a opção correta. (A) Nenhum advogado pode integrar mais de uma so- ciedade de advogados, constituir mais de uma so- ciedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simul- taneamente, uma sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia nem realizar mais de uma associação para atuação conjunta dentro da mesma seccional. (B) A sociedade unipessoal de advocacia pode resultar da concentração por um advogado das quotas de uma sociedade de advogados, independentemente das razões que motivaram tal concentração. (C) Nas sociedades de advogados, a escolha do sócio- -administrador poderá recair sobre advogado que atue como servidor da administração direta, indireta e fundacional, ainda que esteja sujeito ao regime de dedicação exclusiva. (D) A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal de advocacia deverão recolher seus tributos sobre a parcela da receita que efetivamente lhes couber, com a inclusão da receita que for transferida a outros advogados ou a sociedades que atuem em forma de parceria para o atendimento do cliente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 6 Sobre as sociedades de advogados simples ou individual, assinale a opção incorreta. (A) Não são admitidas a registro nem podem funcionar todas as espécies de sociedades de advogados que apresentem forma ou características de sociedade empresária, que adotem denominação de fantasia, que realizem atividades estranhas à advocacia, que incluam como sócio ou titular de sociedade unipes- soal de advocacia pessoa não inscrita como advoga- do ou totalmente proibida de advogar. (B) A razão social deve ter, obrigatoriamente, o nome de, pelo menos, um advogado responsável pela socieda- de, podendo permanecer o de sócio falecido, desde que prevista tal possibilidade no ato constitutivo. (C) O impedimento ou a incompatibilidade em caráter temporário do advogado o exclui da sociedade de advogados à qual pertença e deve ser averbado no registro da sociedade. (D) É proibido o registro, nos cartórios de registro civil de pessoas jurídicas e nas juntas comerciais, de socie- dade que inclua, entre outras finalidades, a atividade de advocacia. 7 Sobre os advogados associados, assinale a opção correta. (A) O advogado não poderá associar-se a uma ou mais sociedades de advogados ou sociedades unipessoais de advocacia na mesma seccional. (B) Os contratos de associação devem ser registrados no contrato da sociedade, e não em meio próprio. (C) A partilha dos resultados deve ser estipulada livre- mente, sem necessidade de contrato formal. (D) O contrato de associação deve descrever a forma de repartição dos riscos e das receitas entre as partes, vedada a atribuição da totalidade dos riscos ou das receitas exclusivamente a uma delas. 8 Sobre os honorários pagos aos serviços prestados pelos advogados, assinale a opção correta. (A) O distrato e a rescisão do contrato de prestação de serviços advocatícios, quando celebrados formal- mente, configuram renúncia expressa aos honorá- rios pactuados. (B) No caso de bloqueio universal do patrimônio do cliente por decisão judicial, garantir-se-á ao advogado a libera- ção de até 20% (vinte por cento) dos bens bloqueados para fins de recebimento de honorários e reembolso de gastos com a defesa em qualquer situação, tendo em vista o caráter alimentar dos honorários. (C) O pedido de desbloqueio de bens será feito em autos apartados, que permanecerão em sigilo, mediante a apresentação do respectivo contrato. (D) Diante da estipulação expressa de contrato, o juiz ar- bitrará os honorários dos advogados. Filosofia do Direito Odair José 9 Segundo o filósofo Herbert Hart, em sua obra “O con- ceito de Direito”, uma sociedade inclui aqueles que encaram as normas jurídicas a partir do ponto de vista interno, e não apenas como sistema coercitivo. Assim, embora a previsão de coerção seja relevante para eficá- cia do sistema de normas, essa é apenas uma parte que mantém essa eficácia. Sob a ótica de Herbert Hart, nos termos da obra em refe- rência, para a manutenção da ordem social, é necessário (A) que a maioria das pessoas obedeça às normas de for- ma voluntária, sem a necessidade de manifestação da coerção. (B) o uso frequente da coercitividade estatal. (C) que a voluntariedade social na observância das nor- mas se sobreponha a qualquer ordem estatal. (D) que as sanções se manifestem em todas as normas do sistema normativo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 10 Na obra “Conceito e Validade do Direito”, Robert Alexy afirma que os princípios são normas que ordenam que algo seja realizado na maior medida possível dentro das possibilidades jurídicas e fáticas existentes. Nos termos do pensamento de Robert Alexy e da obra referida, conclui-se que os princípios (A) são sinônimos de regras jurídicas dispostas hierar- quicamente na ordem normativa. (B) são mandamentos de otimização, que atuam como uma dimensão de peso nas questões envolvem a justiça. (C) não têm caráter vinculativo porque não permitem a subsunção direta do fato à norma. (D) são normas secundárias, devendo ser usadas de for- ma supletiva. Direito Constitucional Ana Paula Blazute 11 A proposta de um terço dos membros da Câmara dos Deputados, de emenda constitucional tendente a abolir o voto secreto, com a justificativa de verificação da lici- tude das eleições, de acordo com a Constituição Federal, (A) poderá ser objeto de deliberação, desde que funda- mentada e aprovada pelo Presidente da República. (B) não poderá ser objeto de deliberação, em razão da matéria nela abordada. (C) somente não poderá ser objeto de deliberação na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio. (D) não poderá ser objeto de deliberação, pois a Consti- tuição Federal somente pode ser emendada median- te proposta do presidente da República. 12 Partido político com representação no Congresso Na- cional ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal contra a Lei Fe- deral XXX/2023. Por unanimidade, o Plenário do STF julgou procedente o pedido e declarou a referida Lei inconstitucional. Com base na situação hipotética narrada, e conforme o sistema jurídico-constitucional vigente, é correto afir- mar que a decisão definitiva de mérito proferida pelo STF na situação em tela vincula (A) todo o Poder Judiciário e a administração pública di- reta e indireta, em todas as esferas federativas. (B) os poderes políticos do Estado, o Executivo e o Legis- lativo, no exercício de todas as suas funções. (C) todos os poderes do Estado em nível federal, excluin- do as esferas estadual e municipal. (D) o presidente da República, inclusive no exercício de suas funções de natureza legislativa. 13 Roberto, cidadão brasileiro, toma conhecimento de que um órgão público federal está contratando uma conheci- da empreiteira do estado Delta para a realização de obras sem promover o regular procedimento licitatório. A fim de proteger o interesse público, busca obter maiores in- formações junto aos setores competentes do próprio ór- gão. Sem sucesso, passa a considerar a hipótese de ajuizar uma ação popular a fim de anular os atos de contratação, bem como buscar o ressarcimento dos cofres públicos por eventuais danos patrimoniais. Antes de fazê-lo, no entanto,quer saber as consequências referentes ao paga- mento de custas judiciais e do ônus de sucumbência, caso não obtenha sucesso na causa. Você, como advogado(a), então, explica-lhe que, segundo o sistema jurídico-cons- titucional brasileiro, caso não obtenha sucesso na causa, (A) não terá que arcar com as custas judiciais e com o ônus de sucumbência, posto que o interesse que o move na causa é revestido de inequívoca boa-fé, em defesa do interesse público. (B) somente terá que arcar com as custas judiciais, mas não com os ônus sucumbenciais, posto se tratar de um processo de natureza constitucional que visa a salvaguardar o interesse social. (C) terá que arcar com as custas judiciais e com o ônus de sucumbência, como ocorre ordinariamente no âmbito do sistema processual brasileiro. (D) não terá que arcar com qualquer custo, consideran- do que a Constituição Federal de 1988 concede aos brasileiros isenção de custas em todos os chamados remédios constitucionais. 14 Ao disciplinar as formas de aquisição e perda da nacio- nalidade brasileira, a Constituição Federal estabelece que será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que (A) fizer pedido expresso de perda de sua nacionalidade perante autoridade judiciária competente, renúncia essa que impede o interessado de readquirir sua na- cionalidade brasileira originária, ressalvada situação que acarrete apatridia. (B) adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos de re- conhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira e imposição de naturalização, pela nor- ma estrangeira, ao brasileiro residente em estado es- trangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. (C) fizer pedido expresso de perda de sua nacionalidade perante autoridade brasileira competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia, renúncia essa que, no entanto, não impede o interessado de readquirir sua nacionalidade brasileira originária, nos termos da lei. (D) tiver cancelada sua naturalização, por sentença judi- cial transitada em julgado, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional, ressalvadas situações que acarretem apatridia. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 15 João, estudante de Direito, foi informado por um dos seus professores sobre a necessidade de apresentação de um trabalho sobre o Poder Legislativo, em especial sobre o Senado Federal. Em assim sendo, o aluno passou a estudar, detalhadamente, os regramentos aplicáveis à Casa Legislativa citada. Nesse cenário, considerando as disposições da Consti- tuição Federal, assinale a afirmativa correta. (A) Salvo disposição constitucional em contrário, as de- liberações do Senado Federal e de suas comissões serão tomadas por maioria absoluta dos votos, pre- sente a maioria de seus membros. (B) A representação de cada estado e do Distrito Fede- ral, no Senado Federal, será renovada de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. (C) O Senado Federal compõe-se de representantes dos estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o siste- ma proporcional. (D) Cada estado e o Distrito Federal elegerão três sena- dores, com mandato de quatro anos. 16 O presidente da República dispôs, mediante decreto, so- bre a organização e o funcionamento da administração federal, sem implicar aumento de despesa, tampouco criação ou extinção de órgãos públicos. Após tomar ci- ência sobre os fatos, um parlamentar da oposição procu- rou auxílio da sua assessoria jurídica, indagando-a sobre a validade da medida adotada. Nesse cenário, considerando as disposições da Consti- tuição Federal de 1988 e o entendimento doutrinário e jurisprudencial dominantes, é correto afirmar que o pre- sidente da República (A) pode, mediante decreto, dispor sobre a organização e funcionamento da administração federal, desde que não haja aumento de despesa, tampouco cria- ção ou extinção de órgãos públicos, com base no po- der normativo. (B) pode, mediante decreto, dispor sobre a organização e funcionamento da administração federal, desde que não haja aumento de despesa, tampouco cria- ção ou extinção de órgãos públicos, com base no po- der disciplinar. (C) não pode, mediante decreto, dispor sobre a orga- nização e funcionamento da administração federal, porquanto o poder disciplinar permite, apenas, a edição de atos normativos infralegais, para garantir a fiel execução da lei. (D) não pode, mediante decreto, dispor sobre a orga- nização e funcionamento da administração federal, porquanto o poder normativo permite, apenas, a edição de atos normativos infralegais, para garantir a fiel execução da lei. Direitos Humanos Alice Rocha 17 Bernardo foi condenado por homicídio e atualmente cumpre pena em presídio localizado no interior de São Paulo. O estabelecimento prisional já foi notificado di- versas vezes pelas péssimas condições de salubridade e risco para a vida e integridade dos presos. Receosos, os familiares de Bernardo procuram você como advogado para buscar medidas provisórias em função da gravida- de e urgência do caso. A respeito das medidas provisó- rias estabelecidas na Convenção Americana de Direitos Humanos, você deve informá-los que: (A) para a solicitação de tais medidas, é necessária a existência de uma decisão prévia da Comissão Jurídi- ca da Organização dos Estados Americanos. (B) para a solicitação de tais medidas, é necessária a comprovação de uma situação de violência estrutu- ral e conflito armado. (C) a Corte Interamericana só pode tomar medidas pro- visórias para os assuntos que estiverem em seu co- nhecimento. (D) a Corte Interamericana pode tomar medidas provi- sórias em relação a assuntos que ainda não estão submetidos ao seu conhecimento a partir de pedido da Comissão. 18 A Constituição Federal brasileira possui uma série de me- canismos de proteção dos direitos humanos. Dentre tais mecanismos, podemos citar o incidente de deslocamen- to de competência, que pode ser utilizado em caso de (A) grave violação de direitos humanos que não pode ser adequadamente apurada e julgada pela Justi- ça Estadual. (B) necessidade de intervenção federal em estados para garantir a ordem pública. (C) interesse econômico da União em causas envolven- do empresas públicas. (D) conflito de competências entre a Justiça Estadual e a Justiça Federal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º Direito Internacional Alice Rocha 19 Pedro acaba de se formar no curso de Direito e decide se especializar na temática migratória. Ao fazer o le- vantamento da quantidade de medidas compulsórias aplicadas a estrangeiros no Brasil, ele percebe que a ex- pulsão é a de maior incidência e decide se aprofundar nesse assunto. Em relação à expulsão de estrangeiros e com base na Lei de Migração brasileira (Lei n. 13.445/2017), Pedro deve basear seu estudo no seguinte ponto: (A) a expulsão pode ser realizada sem direito de defesa pelo fato de o indivíduo já ter utilizado tal garantia no processo que o condenou e o levou a expulsão. (B) a decisão de expulsão deve garantir o direito ao devi- do processo legal. (C) qualquer condenação grave pode motivar a expulsão de estrangeiros no Brasil. (D) a expulsão pode ser motivada pela prática de religiões ou cultos que representem ofensa à cultura brasileira. 20 Carla sempre foi muito motivada a se tornar parte do corpo diplomático para usufruir das imunidades e privi- légios estabelecidos para esses representantes. A partir da Convenção de Vienasobre Relações Diplomáticas de 1961, Carla poderá continuar sonhando com: (A) imunidade contra qualquer processo administrativo no Estado acreditado. (B) imunidade contra processos criminais no Estado acreditante. (C) imunidade contra qualquer forma de detenção ou prisão no Estado acreditado. (D) imunidade contra o pagamento de impostos e taxas no Estado acreditante. Direito Tributário Maria Christina 21 O Estado do Rio Grande do Sul, diante da calamidade pública ocorrida pelas enchentes que destruíram o es- tado, optou por editar uma Lei Complementar e instituir o empréstimo compulsório. Diante dos fatos, assinale a opção correta. (A) O tributo está correto, diante da competência legis- lativa concorrente ente União, estados e DF, prevista no artigo 24, I, da CF. (B) O tributo está correto, diante da competência tribu- tária comum ente União, estados e DF, prevista no artigo 24, I, da CF. (C) O tributo está incorreto, diante da violação à compe- tência para sua instituição. (D) O tributo está incorreto, diante da violação ao princí- pio da legalidade. 22 Sobre a reforma tributária sobre o consumo, assinale a opção correta. (A) O imposto seletivo incidirá de forma plurifásica sobre todas as etapas da cadeia de consumo. (B) O imposto seletivo incidirá sobre a produção, co- mercialização, extração, importação e exportação de bens e produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente. (C) O imposto seletivo poderá ter fato gerador ou base de cálculo idêntico ao de outro tributo. (D) O valor do IBS e CBS não integrará a base de cálculo do imposto seletivo. 23 Raya é empregada de uma entidade religiosa no estado do Pará. Para realizar as atividades essenciais do tem- plo, utiliza a kombi da igreja para entregar as doações recebidas mensalmente às entidades carentes da região. Diante dos fatos, assinale a opção correta. (A) As doações realizadas por particulares a entidade re- ligiosa não deverão ser tributadas por ITCMD. (B) Deverá incidir IPVA sobre a kombi, tendo em vista a utilização por particular. (C) Não incidirá IPVA sobre a kombi em decorrência de isenção. (D) Não incidirá taxa de licenciamento anual sobre a kombi. 24 Determinada portaria do estado X, publicada em 02/06/2024, determinou que, a partir de sua publicação, o vencimento de certo tributo aconteceria 45 dias após a notificação do sujeito passivo, com produção de efeitos imediata. Diante dos fatos, assinale a opção correta. (A) A alteração do prazo de pagamento pode ser feita por portaria e poderá produzir efeitos de imediato. (B) A alteração do prazo de pagamento pode ser feita por portaria, mas não poderá produzir efeitos de imediato. (C) A alteração do prazo de pagamento não poderá ser feita por portaria e não poderá produzir efeitos de imediato. (D) A alteração do prazo de pagamento não poderá ser feita por portaria, mas poderá produzir efeitos de imediato. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 25 Marta é proprietária de duas pequenas propriedades rurais e acabou por receber em seus imóveis a visita de fiscais tributários dos municípios Alfa e Beta. Os fiscais informaram que desejavam marcar uma data para reali- zar medições e aferir o grau de produtividade do imóvel, para efeitos de cálculo do ITR. Diante dos fatos, assinale a opção correta. (A) As propriedades possuem imunidade de ITR. (B) As propriedades possuem isenção de ITR. (C) Os fiscais tributários municipais não podem realizar a fiscalização e a arrecadação do ITR, por ser de com- petência da União. (D) Os fiscais tributários municipais podem realizar a fis- calização e a arrecadação do ITR. Direito Administrativo Gustavo Brígido 26 João e Maria, estudantes de direito, levaram importante discussão até você, advogado(a) especialista em direito administrativo: o prazo prescricional para as ações inde- nizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública. A resposta que deve ser corretamente apresentada é: (A) 5 anos. (B) 3 anos. (C) 2 anos. (D) 1 ano. 27 Um grupo de corréus de uma ação de improbidade ad- ministrativa procurou você, advogado(a) especialista em direito administrativo, para saber sobre o alcance da medida cautelar da indisponibilidade de bens. A respos- ta que deve ser corretamente apresentada é: (A) Para fins de indisponibilidade de bens, há solidarieda- de entre os corréus da ação de improbidade adminis- trativa, de modo que a constrição deve recair sobre os bens de todos eles, sem divisão em quota-parte, limitando-se o somatório da medida ao quantum de- terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor- responda ao débito total em relação a cada um. (B) Para fins de indisponibilidade de bens, há solidarieda- de entre os corréus da ação de improbidade adminis- trativa, de modo que a constrição deve recair sobre os bens de todos eles, com divisão em quota-parte, limitando-se o somatório da medida ao quantum de- terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor- responda ao débito total em relação a cada um. (C) Para fins de indisponibilidade de bens, há subsidiarie- dade entre os corréus da ação de improbidade admi- nistrativa, de modo que a constrição deve recair sobre os bens de todos eles, sem divisão em quota-parte, limitando-se o somatório da medida ao quantum de- terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor- responda ao débito total em relação a cada um. (D) Para fins de indisponibilidade de bens, há subsidiarie- dade entre os corréus da ação de improbidade admi- nistrativa, de modo que a constrição deve recair sobre os bens de todos eles, com divisão em quota-parte, limitando-se o somatório da medida ao quantum de- terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor- responda ao débito total em relação a cada um. 28 Com as mudanças jurisprudenciais e legais ocorridas no tema improbidade administrativa, João, que responde a ação de improbidade já transitada em julgado, procurou você, na qualidade de advogado especialista em direito administrativo, para saber da possibilidade de aplicação retroativa das mudanças que lhe seriam benéficas, pos- to que sua condenação decorreu de atuação culposa. A resposta que deve ser corretamente apresentada é: (A) A despeito de ser reconhecida a irretroatividade da norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, que revogou a modalidade culposa do ato de impro- bidade administrativa, o STF autorizou a aplicação da lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos ainda não cobertos pelo manto da coisa julgada. (B) A despeito de ser reconhecida a retroatividade da norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, que revogou a modalidade culposa do ato de impro- bidade administrativa, o STF autorizou a aplicação da lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos ainda não cobertos pelo manto da coisa julgada. (C) A despeito de ser reconhecida a irretroatividade da norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, que revogou a modalidade culposa do ato de impro- bidade administrativa, o STF não autorizou a aplica- ção da lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos ainda não cobertos pelo manto da coisa julgada. (D) A despeito de não ser reconhecida a irretroatividade da norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, que revogou a modalidade culposa do ato de impro- bidade administrativa, o STF autorizou a aplicação da lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos ainda não cobertos pelo manto da coisa julgada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 29 João e Maria são servidores públicos federaise faltaram ao serviço por, respectivamente, 29 dias seguidos e 59 dias interpolados ao longo de doze meses. Eles o procu- raram, na qualidade de advogado especialista em direito administrativo, para saber das consequências disciplina- res de suas faltas. A resposta que deve ser corretamente apresentada é: (A) os dois abandonaram o cargo, estando sujeitos à pena de demissão. (B) os dois se enquadram na inassiduidade habitual, es- tando sujeitos à pena de demissão. (C) João abandonou o cargo, e Maria se enquadra na inassiduidade habitual, estando ambos sujeitos à pena de demissão. (D) embora estejam sujeitos ao rigor disciplinar da lei respectiva, a quantidade de faltas não é suficiente para enquadrá-los por abandono de cargo ou inassi- duidade habitual. 30 A Lei n. 14.133/2021, nova lei de licitações e contratos da Administração Pública, destinada a substituir a Lei n. 8.666/1993, inova com relação à fiscalização dos con- tratos administrativos. Na esfera dessa inovação, o prin- cípio que está expresso apenas na Lei n. 14.133/2021 (ausente na Lei n. 8.666/1993), com relação ao aperfei- çoamento dos mecanismos de controle da administra- ção pública, é o seguinte: (A) segregação de funções. (B) desenvolvimento sustentável. (C) probidade administrativa. (D) julgamento objetivo. Direito Ambiental Nilton Coutinho 31 João e Maria estavam estudando muito sobre o tema “Unidades de Conservação”. Com o objetivo de mostrar a João que era mais inteligen- te que ele, Maria propôs um desafio: “Diga-me qual é a unidade de conservação que possui as seguintes características: Trata-se de uma área com cobertura florestal de espé- cies predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica. É uma unidade de conservação de posse e domínio pú- blicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser desapropriadas de acordo com o que dispõe a lei. É uma unidade de conservação na qual é admitida a permanência de populações tradicionais que a habitam quando de sua criação, em conformidade com o dispos- to em regulamento e no plano de manejo da unidade. É uma unidade de conservação na qual a visitação pú- blica é permitida, condicionada às normas estabelecidas para o manejo da unidade pelo órgão responsável por sua administração. É uma unidade de conservação na qual a pesquisa é per- mitida e incentivada, sujeitando-se à prévia autorização do órgão responsável pela administração da unidade, às condições e restrições por este estabelecidas e àquelas previstas em regulamento. É uma unidade de conservação de uso sustentável. É uma unidade de conservação que disporá de um Conse- lho Consultivo, presidido pelo órgão responsável por sua administração e constituído por representantes de ór- gãos públicos, de organizações da sociedade civil e, quan- do for o caso, das populações tradicionais residentes.” Nesse caso, estamos diante da seguinte unidade de conservação: (A) Parque Nacional. (B) Área de Relevante Interesse Ecológico. (C) Floresta Nacional. (D) Reserva de Desenvolvimento Sustentável. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 32 Por equívoco de um de seus funcionários, uma empresa deixou vazar produtos químicos em um rio que passava próximo à sede da empresa. Apesar de ser uma área privada, várias crianças costu- mavam passar pela cerca e nadar no referido rio. Em razão da contaminação, duas crianças passaram mal e foram levadas às pressas para um hospital municipal. Alguns dias depois, faleceram em razão dos produtos químicos por elas ingeridos durante o período que es- tavam no rio. Sobre o tema apresentado, assinale a alternativa correta. (A) Os parentes da vítima deverão processar o funcioná- rio responsável pelo vazamento. (B) Caso a ação seja ajuizada em face da empresa, esta poderá alegar culpa exclusiva das vítimas, uma vez que os fatos ocorreram dentro de propriedade privada. (C) Incide, no caso, a responsabilidade civil objetiva, com base no risco administrativo, devendo a empre- sa ressarcir os danos causados em decorrência da poluição do rio, salvo se comprovada a culpa exclu- siva das vítimas. (D) Incide, no caso, a responsabilidade civil objetiva, com base no risco integral, devendo a empresa res- sarcir os danos causados em decorrência da polui- ção do rio. Direito Civil Roberta Queiroz 33 Maria, ao redigir seu testamento, decide deixar uma parte substancial de seus bens ao seu afilhado, João. No entanto, após o falecimento de Maria, é revelado que João cometeu tentativa de homicídio contra um dos fi- lhos de Maria. Nesse cenário, marque a alternativa que corresponde à informação adequada acerca das medi- das que os demais herdeiros de Maria podem tomar em relação à deixa testamentária feita a João. (A) Os herdeiros têm o direito de validar a doação, con- siderando-a um ato de livre vontade de Maria, inde- pendente dos atos de João. (B) Os herdeiros podem requerer a revogação da doação por indignidade de João, visando anular a transferên- cia dos bens. (C) Os herdeiros devem solicitar uma compensação fi- nanceira a João em troca da manutenção da doação feita por Maria. (D) Os herdeiros podem promover ação declaratória de indignidade de João. 34 Geruza, uma pessoa idosa e com problemas de saúde, possui uma coleção valiosa de obras de arte. Tibúrcio Neves, um colecionador de arte e muito amigo de Geru- za, aproveita-se da fragilidade de Geruza e a convence a vender sua coleção por um preço muito abaixo do valor de mercado, argumentando que ela precisa urgente- mente de dinheiro para custear seu tratamento médico. Posteriormente, Geruza descobre que seu tratamento médico não era tão urgente quanto Tibúrcio Neves havia afirmado e que ele agiu de má-fé para adquirir, para ele, as obras por um preço muito abaixo do valor real. Diante dessa situação, Geruza resolve consultar um advogado para saber qual é a medida adequada que ela pode to- mar em relação à venda das obras de arte. Considerando o caso narrado, marque alternativa correta. (A) Geruza deve manter a venda das obras de arte, uma vez que concordou com o negócio inicialmente. (B) Geruza não pode fazer nada, a não ser exigir dano moral em virtude da alienação. (C) Geruza pode anular a venda das obras de arte devido ao dolo provocado por Tibúrcio. (D) Geruza pode invalidar a venda das obras de arte em decorrência do vício de erro. 35 Em uma área rural remota, Givanildis possui uma fazen- da produtiva, mas sua única saída para a estrada prin- cipal é através da plantação de milho de seu vizinho, Aeronauta Barata, que é extremamente zeloso com sua plantação e impede qualquer acesso não autorizado. Givanildis depende desse acesso para escoar sua pro- dução e manter sua atividade agrícola lucrativa. No en- tanto, Aeronauta Barata se recusa a conceder permissão para que Givanildis atravesse sua plantação. Diante des- sa situação complexa e desafiadora, Givanildis consulta você com advogado(a) para saber como proceder para garantir seu direito de passagem. Considerando o caso concreto, marque a alternativa correta. (A) Givanildis pode invocar o direito de uso habitual da passagem através da plantação de milho de Aero- nauta Barata, argumentando que isso é a única for- ma de passagem que possui, independentemente de indenização. (B) Givanildis não possui nenhuma opção legal viável, pois Aeronauta Barata tem o direito de controlar o acesso à sua propriedade de acordo com sua vontade. (C) Givanildis deve considerar a opção de instituição de servidão compulsória em face de Aeronauta. (D) Givanildis pode buscar uma medida cautelar junto ao tribunal para garantir um direito de passagem força- da através da plantação de milhode Aeronauta Bara- ta, mediante pagamento de indenização, ainda que Aeronauta não aceite. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 36 Valdemarte e Alce Barbuda se casaram em 2008 sob o regime de comunhão parcial de bens. Após 15 anos de casamento, eles decidiram se divorciar amigavelmente. Para tal, entraram em contato com advogada Dra. Sim- plícia Simples, informando que possuem os seguintes bens: uma casa onde residem (adquirida em 2012); um apartamento que está alugado (comprado em 2015); dois carros – um de luxo (comprado em 2018) e um po- pular (comprado em 2011); conta conjunta de poupança com saldo de R$ 100.000; aplicações em ações no valor de R$ 50.000; poupança de Valdemarte no valor de R$ 200.000, e de Alce Barbuda, no valor de R$ 150.000; co- leção de joias de Alce Barbuda, recebida como herança de seu pai; equipamentos de informática e eletrônicos pessoais que Valdemarte usa para seu trabalho; dívida de financiamento do apartamento alugado com saldo devedor de R$ 100.000. Considerando que o divórcio será amigável e os bens serão divididos de forma justa e com observância das regras legais, assinale a alternativa que representa a informação que dra. Simplícia deve re- passar aos seus clientes. (A) Todos os bens devem ser partilhados igualmente. (B) Cada um deve permanecer com os bens que estive- rem, respectivamente, registrados em seus nomes. (C) Os bens e dívidas devem ser partilhados consideran- do a metade para cada, mas as joias ficarão exclu- sivamente para Alce, bem como os equipamentos de informática e eletrônicos ficarão exclusivamente para Valdemarte. (D) A casa será vendida e o valor dividido igualmente. Val- demarte ficará com o apartamento e o carro de luxo, enquanto Alce Barbuda ficará com o carro popular e a conta conjunta de poupança. As ações serão dividi- das igualmente e cada um ficará com sua respectiva poupança. As joias de Alce Barbuda e os equipamen- tos de informática de Valdemarte serão partilhados igualmente. O saldo devedor do financiamento do apartamento será quitado por Alce Barbuda. 37 Maritilde deve a quantia de R$ 27.000,00 para Deodu- céu. Na data destinada ao pagamento, Maritilde procura Deoducéu para realizar o pagamento, e este, sem justa causa, recusa receber o pagamento e dar quitação na devida forma. Maritilde, temendo ser demandada em uma ação de cobrança, procura um advogado para to- mar providência cabível. Considerando as disposições sobre o tema, marque alternativa correta. (A) A ação a ser proposta envolve imputação do pagamento. (B) Trata-se de consignação em pagamento. (C) Maritilde poderá valer-se da forma especial de paga- mento denominada novação. (D) Não é possível que Maritilde, em sede ação de consig- nação, faça pedido de revisão de cláusula contratual. 38 Simas resolveu vender seu apartamento de 120 metros quadrados. Na oportunidade, Simas anunciou o imóvel e Alcidino resolveu visitá-lo. Na visita, Alcidino ficou encantado com a decoração do apartamento e com os móveis de Simas. Achando tudo muito bonito, Alcidino comprou o apartamento, mediante escritura pública, por R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). Ao imitir-se na posse do bem, após mudança de Simas, encontrou o imóvel vazio, sem a mobília que havia visto. Indignado, Alcidino quer a entrega dos bens móveis ou desfazimen- to do contrato e, para tanto, procura advogado que lhes aconselha, corretamente, da seguinte forma: (A) Não é possível que Alcidino exija a entrega dos bens móveis, pois trata-se de pertenças, e estas não são consideradas incluídas na venda do imóvel automaticamente. (B) Alcidino poderá exigir a entrega dos móveis, pois compõem o contrato de compra e venda. (C) O juiz poderá compelir que Simas entregue os bens móveis sob pena de astreintes. (D) Os móveis de Simas que estavam no apartamento são classificados com bens imóveis por acessão física. ECA Patrícia Dreyer 39 João, de 25 anos, convida Lucas, de 16 anos, para par- ticipar de um esquema de tráfico de drogas. João é preso em flagrante e responde pelo crime de corrup- ção de menores. A família de Lucas procura você como advogado(a), que responde acertadamente que: (A) João só será condenado se ficar comprovado que Lu- cas foi efetivamente corrompido. (B) João será condenado independentemente da prova da efetiva corrupção de Lucas. (C) João não pode ser condenado porque Lucas já tinha antecedentes infracionais. (D) João só pode ser condenado se Lucas confessar a participação no esquema. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 40 Carlos, de 17 anos, foi pego em flagrante traficando drogas. O Ministério Público requereu a internação de Carlos, mas a defesa argumenta que a internação é medida extrema e que existem outras medidas socio- educativas possíveis. A família de Carlos procura você como advogado(a), que orienta corretamente no sen- tido de que: (A) Carlos deve ser internado obrigatoriamente por se tratar de tráfico de drogas. (B) A internação só deve ser aplicada se houver reinci- dência ou violência na ação. (C) Carlos pode ser internado, mas o juiz deve considerar a gravidade do ato e outras medidas menos severas. (D) Carlos não pode ser internado porque é menor de idade. Direito do Consumidor Patrícia Dreyer 41 Maria comprou um medicamento em uma farmácia, mas, ao chegar em casa, percebeu que a embalagem não continha a bula em português, apenas em inglês. Ela se sente prejudicada pela falta de informação adequada. Maria procura você como advogado(a), que orienta cor- retamente no sentido de que: (A) a farmácia não tem responsabilidade, pois o medica- mento é importado. (B) Maria pode exigir a troca do medicamento ou a de- volução do dinheiro. (C) Maria deve aceitar o medicamento como está, já que ela escolheu comprá-lo. (D) a farmácia deve fornecer um manual em português, mas não precisa trocar o medicamento. 42 João comprou um smartphone pela internet anunciado como resistente à água. Ao utilizar o aparelho, ele cons- tatou que não tinha nenhuma proteção contra líquidos, e o produto acabou danificado. João decide reclamar e exigir seus direitos. Sobre essa situação, assinale a alter- nativa correta. (A) João não pode reclamar porque aceitou os termos ao comprar o produto. (B) João pode exigir a reparação do dano ou a troca do produto. (C) João deve arcar com os danos, pois deveria ter verifi- cado as especificações antes de comprar. (D) João pode pedir um desconto no valor pago, mas não a troca do produto. Direito Empresarial Lorraine Bonadio 43 Carlos e Mariana compraram 1 (uma) quota da socie- dade limitada FOX Artigos de Luxo LTDA no valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), tornando-se, assim, co- proprietários dessa quota. Considerando a situação de copropriedade da quota, as- sinale a alternativa correta. (A) Carlos não poderá transferir sua parte ideal no con- domínio a outro sócio ou a um terceiro devido à indi- visibilidade da quota em relação à sociedade. (B) Carlos e Mariana são solidariamente responsáveis perante a sociedade pelas prestações necessárias à integralização da quota. (C) Os direitos inerentes à quota poderão ser exercidos por cada condômino, não tendo a necessidade de eleger um representante para quota. (D) Carlos e Mariana não são solidariamente responsá- veis perante a sociedade pelas prestações necessá- rias à integralização da quota, respondendo cada um proporcionalmente a suas quotas. 44 Para honrar um negócio jurídico de comprae venda, o empresário Silva subscreveu nota promissória em favor de Oliveira, com vencimento para o dia 1º de maio de 2024. O primeiro endossante transferiu o título em preto para Santos e colocou no título cláusula sem garantia. Considerando o efeito legal da cláusula sem garantia de novo endosso, assinale a afirmativa correta. (A) Para o endossante Oliveira, a cláusula sem garantia tem efeito de cessão de crédito perante o endossa- tário direto e de endosso perante os endossatários posteriores. (B) Santos não poderá realizar novo endosso no título sob pena de desoneração de responsabilidade cam- bial dos coobrigados. (C) A cláusula sem garantia tem o mesmo efeito de ces- são de crédito que a cláusula de proibição de novo endosso, tal qual a de endosso parcial. (D) Oliveira, embora coobrigado, não responde pelo pa- gamento da nota promissória perante os endossatá- rios posteriores a Santos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 45 A empresa Belavista Ltda. enfrenta uma crise financeira e precisa buscar recuperação judicial com urgência. Um dos administradores solicitou ao sócio Alceu Santos, que detém 70% do capital social, que autorizasse o pedido de recuperação judicial, o que foi feito. Em relação a essa situação, assinale a alternativa correta. (A) A atitude de Alceu Santos foi legal, pois, em situa- ções de urgência, um sócio com mais da metade do capital social pode autorizar os administradores a re- quererem a recuperação judicial. (B) A atitude do administrador foi correta, pois a mani- festação da assembleia de sócios não é necessária em casos de pedido de recuperação judicial de socie- dade limitada. (C) A conduta do administrador foi inadequada, já que deveria ter convocado uma assembleia de sócios para deliberar sobre o pedido de recuperação judicial, com quórum de no mínimo 40% de sócios presentes. (D) A ação de Alceu Santos foi irregular, pois a recupera- ção judicial de uma sociedade limitada requer deci- são unânime dos sócios. 46 Devido às restrições de contato social durante os anos de 2020 e 2021, João e Maria, administradores, preci- saram de orientação sobre a legalidade de realizar reu- niões ou assembleias de sócios em sociedades limitadas de maneira virtual, ou sobre a possibilidade de um for- mato híbrido, em que a reunião é presencial, mas os só- cios podem participar remotamente, inclusive votando. Assinale a opção que apresenta a orientação correta aos seus clientes. (A) Em sociedades limitadas, não é permitido participar ou votar a distância em reuniões e assembleias, mas é possível realizar esses eventos de forma virtual. (B) Em sociedades limitadas, não é permitido realizar reu- niões ou assembleias de sócios de forma virtual, mas é possível a participação dos sócios e votos a distância. (C) Em sociedades limitadas, é possível realizar tanto reuni- ões ou assembleias de sócios de forma virtual, quanto permitir a participação dos sócios e votos a distância. (D) Em sociedades limitadas, não é permitido realizar reu- niões ou assembleias de sócios de forma virtual, nem permitir a participação dos sócios ou votos a distância. Direito Processual Civil Raquel Bueno 47 Diante da multiplicidade de recursos especiais e deman- das em curso, envolvendo uma mesma matéria de direi- to processual, após a seleção das amostras, a matéria foi afetada no STJ, com a suspensão de todos os recursos e demandas em curso envolvendo a mesma matéria de direito, em todo território nacional. Uma vez intimada da suspensão, a advogada Vera percebeu que o processo de seu cliente Douglas, em curso na 1ª Vara Cível de Bal- neário Piçarras – SC, trata de questão de direito diversa, razão pela qual deseja que o referido processo continue seu curso normal, não sendo correta a referida suspen- são. A partir deste contexto, assinale a opção correta. (A) A distinção deverá ser apresentada pela advogada Vera por meio de petição simples, ao juiz da 1ª Vara Cível de Balneário Piçarras – SC. Mantida a suspensão equivocada, será cabível o agravo de instrumento. (B) A distinção deverá ser apresentada pela advogada Vera por meio de petição simples, dirigida ao relator que determinou a suspensão dos processos, no STJ. (C) A distinção deverá ser apresentada pela advogada Vera por meio de petição simples, dirigida ao presi- dente do TJSC. Mantida a suspensão indevida, será cabível agravo interno. (D) A decisão do juiz que cumpriu a ordem de suspensão determinada pelo STJ é irrecorrível. 48 Celina e Glória foram demandadas em uma ação de rescisão contratual cumulada com perdas e danos pro- movida por Eliane, processo eletrônico. Após o devido processo legal, as rés, cada qual com seu respectivo advogado, cada um de escritório diferente do outro, foram condenadas solidariamente ao pagamento de R$ 50.000,00. Como não houve recurso, foi iniciado o cumprimento de sentença, tendo escoado o prazo legal sem pagamento. Celina deseja apresentar resistência, alegando a inconstitucionalidade superveniente da nor- ma utilizada pelo juiz para a condenação. Já Glória quer alegar a prescrição da pretensão executiva. Destaque-se que ainda não houve penhora no processo. Por conse- guinte, assinale a opção correta. (A) Caso a inconstitucionalidade superveniente seja anterior ao trânsito em julgado, poderá ser alegada na impugnação. (B) O prazo para as executadas apresentarem impugna- ção será contado em dobro. (C) Caso Glória queira apresentar impugnação, deverá garantir o juízo com penhora, caução ou depósito. (D) A inconstitucionalidade superveniente poderá ser alegada na impugnação, de maneira a tornar o título inexequível e a obrigação inexigível, independente- mente de ser anterior ou posterior ao trânsito em julgado da decisão exequenda. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 49 Ariadne descobriu um sério problema de saúde durante um exame de rotina. Ao ser encaminhada à especialida- de de oncologia, o médico recomendou o imediato início da quimioterapia, mas afirmou que antes a paciente de- veria congelar seus óvulos, pois estava ainda em período reprodutivo e não possuía filhos, a fim de evitar sua es- terilidade com o tratamento contra o câncer. Todavia, o plano de saúde se recusou, afirmando não haver cober- tura contratual. Desesperada, ela procura um advogado, a fim de tomar a medida processual cabível e célere para atender a urgência de seu caso particular. A partir desses fatos, assinale a opção correta. (A) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela provisória de urgência cautelar antecedente. (B) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela provisória de evidência antecedente. (C) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela provisória de urgência antecipada antecedente, por meio de petição simplificada, a ser complementada no prazo de 5 dias, a contar da efetivação da tutela provisória concedida. (D) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela provisória de urgência antecipada antecedente, por meio de petição simplificada, cujo não aditamento no prazo legal implicará extinção do processo sem resolução de mérito. 50 Olívia ajuizou uma ação de conhecimento em face de Saulo, pelo procedimento comum. Saulo foi devidamen- te citado pelo correio. Como não houve autocomposição na audiência de conciliação, que contou com a participa- ção de ambas as partes, abriu-se o prazo de resposta para o réu, que, todavia, quedou-se inerte, não apresentando contestação, e sem advogado constituídonos autos ele- trônicos. Após abertura de prazo para especificação de provas, apenas a autora se manifestou, afirmando não possuir outras provas além das documentais já constan- tes do processo. Assim, o juiz promoveu o julgamento antecipado do mérito, acolhendo todos os pedidos da autora. A partir desse cenário, assinale a opção correta. (A) Saulo poderá interpor o recurso de agravo de ins- trumento. (B) Saulo não poderá recorrer, pois é réu revel. (C) Saulo poderá interpor recurso de apelação, no prazo de 15 dias, contando-se o prazo recursal a partir da publicação do ato decisório no órgão oficial. (D) Saulo poderá interpor recurso de apelação, no prazo de 15 dias, contando-se o prazo recursal a partir da intimação pessoal do réu. 51 Carolina ajuizou uma ação contra Éverton, pelo procedi- mento comum, em autos eletrônicos. Após audiência de conciliação/mediação inexitosa, o réu deseja questionar a gratuidade de justiça concedida à autora e formular uma pretensão contra Carolina e Carmen, irmã da auto- ra, conexa com o fundamento da defesa. Nesse cenário, assinale a opção certa. (A) Éverton pode questionar a gratuidade de justiça da autora em preliminar da contestação, mas não pode reconvir em face de Carmen. (B) Éverton pode questionar a gratuidade de justiça da autora por meio de petição própria de impugnação, bem como apresentar petição autônoma de recon- venção em face de Carolina e Carmen. (C) Éverton pode impugnar a gratuidade de justiça da autora em preliminar da contestação, bem como re- convir em face de Carolina e Carmen. (D) Éverton pode reconvir em face de Carolina e sua irmã, que serão intimadas para responder em 15 dias. 52 Josivaldo promoveu uma ação em face de uma autarquia federal, perante o juízo cível federal competente. Após o devido processo legal, a ré foi condenada ao pagamento de um milhão de reais, tendo o juiz decidido com base em tese jurídica firmada em sede de IRDR. Apesar da condenação, não houve recurso da procuradoria federal. A partir dessa realidade, assinale a opção correta. (A) A sentença só produzirá efeitos após a remessa ne- cessária. (B) Nesse caso, a remessa necessária é dispensada. (C) Na etapa de cumprimento de sentença, a ré terá 60 dias para apresentar impugnação. (D) A parte ré poderia ter interposto apelação contra a sentença condenatória em 15 dias. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º Direito Penal Michelle Tonon 53 Jurandir estava desempregado e, por esse motivo, de- cidiu praticar delitos contra o patrimônio. Determinado dia, enquanto passava pelo parque da cidade, avistou um casal de namorados sentado em um banco, conversando distraidamente. Atrás do banco estavam as mochilas do casal. De forma bastante silenciosa, Jurandir passou por trás do casal e pegou uma das mochilas, imaginando que não seria visto, pois o casal estava, nesse momento, tro- cando beijos. No entanto, um vigilante do parque, que estava a alguns metros de distância, viu toda a cena e, assim que Jurandir se apossou da mochila, passou a gri- tar: “Pega ladrão!” Após ouvir as palavras do vigilante, Jurandir saca uma arma de fogo da cintura, aponta para o casal e diz: “Se gritarem vou atirar!” Então, saiu corren- do com a mochila. Considerando a situação hipotética narrada, assinale a alternativa correta. (A) Jurandir praticou crime de furto em continuidade de- litiva com o crime de roubo majorado pelo emprego de arma de fogo. (B) Jurandir praticou um crime de furto em concurso material com o crime de ameaça, pois a ameaça só foi exercida após a subtração da mochila. (C) Jurandir praticou um crime de roubo impróprio, ma- jorado pelo emprego de arma de fogo, pois na hipó- tese verifica-se uma progressão criminosa. (D) Jurandir praticou crime de roubo próprio majorado pelo emprego de arma de fogo. 54 Gabriela deu à luz seu primeiro filho, Enzo, em 26 de maio de 2024. No dia seguinte, em razão de influência do estado puerperal, Gabriela decide tirar a vida do bebê e, para realizar seu intento, convence o pai da crian- ça, Rafael, a auxiliá-la. Ambos, então, matam o recém- -nascido mediante asfixia. A conduta é descoberta pelos funcionários do hospital, que acionam as autoridades para apuração dos fatos. Acerca do episódio hipotético narrado e da correta tipificação das condutas, assinale a alternativa correta. (A) Gabriela e Rafael praticaram homicídio qualificado contra menor de 14 anos. (B) Gabriela e Rafael praticaram infanticídio em concur- so de agentes. (C) Gabriela praticou infanticídio, ao passo que Rafa- el praticou homicídio qualificado contra menor de 14 anos. (D) Gabriela e Rafael praticaram infanticídio qualificado pela asfixia. 55 Micaela, 19 anos, foi condenada, com trânsito em julga- do, pela prática da contravenção penal de vias de fato em 2022. Em 2023, a moça é condenada por crime de furto simples privilegiado, sendo a pena de multa a úni- ca aplicada. A condenação transita em julgado. Após, em 2024, Micaela envolve-se em crime de roubo e é conde- nada. Acerca da situação de Micaela, assinale a alterna- tiva correta. (A) Ao ser sentenciada pelo crime de roubo, Micaela não poderá ser considerada reincidente. (B) A prática de contravenção penal anterior não gera reincidência na condenação posterior por crime, assim como a condenação a pena isolada de multa também não gera reincidência. (C) A condenação a pena isolada de multa gera reincidência. (D) A condenação pela contravenção penal de vias de fato poderia ter sido usada para agravar a pena no crime de furto, já que caracteriza reincidência. 56 Clementino é funcionário público há 15 anos. Trabalha em um órgão responsável pela emissão de alvarás de funcionamento de comércios em geral. Determinado dia, Renata, empresária, comparece ao órgão público e é atendida por Clementino. Renata explica que necessi- ta, com urgência, do alvará de funcionamento para uma nova loja que pretende abrir e, para que Clementino agi- lize o processo, oferece a ele a quantia de dois mil reais. Surpreso com o comportamento de Renata, Clementino nega veementemente a oferta da quantia em dinheiro e chama seu supervisor para acionar a autoridade policial, para apuração da conduta. Diante da situação hipotética narrada, assinale a alternativa correta. (A) Renata praticou o crime de corrupção passiva consumado. (B) Renata praticou o crime de prevaricação tentado. (C) Renata praticou o crime de corrupção ativa tentado. (D) Renata praticou o crime de corrupção ativa consumado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 57 Bernardo, 23 anos, desempregado, com condenação anterior transitada em julgado por receptação, aceita a proposta de Caio, 43 anos, para transportar, em auto- móvel alugado, 85 quilos da substância conhecida como maconha, escondida em malas com roupas. Bernardo recebe R$ 1.800,00 para levar a droga de Foz de Iguaçu a Curitiba, ambas cidades do estado do Paraná. Porém, antes de chegar a Curitiba, Bernardo é parado em uma fiscalização rotineira e a droga é encontrada. Preso em flagrante, Bernardo telefona para você. Na condição de advogado, a correta orientação jurídica ao rapaz é: (A) Bernardo praticou o crime de tráfico de drogas, equi- parado a hediondo, e poderá recolher fiança para responder ao processo em liberdade. (B) Bernardo praticou o crime de tráfico de drogas, equi- parado a hediondo, e também com causa de aumen- to em razão do transporte do entorpecente envolver diferentes municípios. (C)Bernardo praticou crime de tráfico de drogas na mo- dalidade tentada, vez que não entregou o entorpe- cente no destino final. (D) Bernardo praticou crime de tráfico de drogas consu- mado, equiparado a hediondo, insuscetível de fiança. 58 Roberto, 18 anos, praticou um roubo com emprego de arma branca contra cinco diferentes pessoas que espe- ravam o ônibus numa parada. Imediatamente após as subtrações, correu para a casa de sua mãe, Márcia, pe- dindo a ela que o ocultasse caso a polícia viesse procurá- -lo. Márcia, desesperada e com intuito de auxiliar o filho, permitiu que Roberto se escondesse dentro de um ar- mário de sua casa. Considerando a situação hipotética narrada, assinale a alternativa correta. (A) Embora a conduta de Márcia se amolde ao crime de favorecimento pessoal, por ser genitora de Roberto, será isenta de pena. (B) Márcia praticou o crime de favorecimento pessoal, não se cogitando da incidência de escusa absolutó- ria, por se tratar de crime de roubo. (C) Márcia praticou o crime de favorecimento real. (D) Márcia poderá ser considerada partícipe do crime de roubo, por ter auxiliado Roberto logo após as subtrações. Direito Processual Penal Lorena Ocampos 59 Bruno foi processado e julgado criminalmente pela su- posta prática do crime de tráfico de drogas. Após toda a instrução e tramitação processual e, ainda, após a apre- sentação de alegações finais pelo Ministério Público e pela defesa técnica, o juiz chega à conclusão de que não há prova suficiente para a condenação, motivo pelo qual absolve Bruno. A decisão está embasada no seguinte princípio constitucional aplicável ao processo penal: (A) presunção de não culpabilidade. (B) não autoincriminação. (C) busca da verdade. (D) ampla defesa. 60 João foi denunciado, pronunciado e condenado em plenário pela prática do crime de homicídio cometido contra mulher por razões da condição de sexo femini- no. Após a votação em sala secreta e considerando o veredicto do Conselho de Sentença formado pelos sete jurados, o juiz presidente proferiu sentença aplicando a pena privativa de liberdade final de 20 anos de reclusão, em regime inicial fechado e com a manutenção da prisão preventiva de João. O advogado de João considerou que houve erro no que diz respeito à aplicação da pena em sentença e quer ingressar com o recurso cabível junto ao Tribunal de Justiça competente. Considerando as dis- posições do Código de Processo Penal, é correto afirmar que a defesa deverá interpor o recurso (A) em sentido estrito, no prazo de cinco dias, e, caso o Tribunal dê provimento ao recurso, determinará que o juízo sentenciante profira nova sentença. (B) em sentido estrito, no prazo de oito dias, e, caso o Tribunal dê provimento ao recurso, retificará a apli- cação da pena. (C) de apelação, no prazo de oito dias, e, caso o Tribunal dê provimento ao recurso, determinará que o juízo sentenciante profira nova sentença. (D) de apelação, no prazo de cinco dias, e, caso o Tribu- nal dê provimento ao recurso, retificará a aplicação da pena. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 61 O Ministério Público ofereceu denúncia em face de Pe- dro, pela suposta prática do crime de roubo circunstan- ciado pela restrição de liberdade da vítima e pelo em- prego de arma de fogo, observando-se o procedimento comum ordinário. Vamos supor que Pedro contratou você como advogado e você foi devidamente constituí- do nos autos. Sobre a sua atuação nesse processo e con- siderando as disposições do Código de Processo Penal, é correto afirmar: (A) Em alegações finais orais, a defesa técnica terá o prazo de quinze minutos, prorrogáveis por mais quinze minutos. (B) A defesa técnica terá o prazo de 15 dias para apre- sentação de resposta à acusação. (C) Na audiência de instrução e julgamento e, em espe- cial, nas que apurem crimes contra a dignidade se- xual, a defesa técnica deverá zelar pela integridade física e psicológica da vítima. (D) A defesa técnica poderá arrolar cinco testemunhas. 62 André e Henrique foram denunciados pelo Ministério Público pela suposta prática do crime de furto qualifi- cado pelo concurso de agentes e pelo arrombamento. Recebida a denúncia, foi determinada a citação dos acusados, sendo André localizado no Japão, em lugar sabido, e expedida carta rogatória para a sua citação, e Henrique citado por edital, não tendo este comparecido nem constituído advogado. Considerando o tema de ci- tações no processo penal e as disposições do Código de Processo Penal, é correto afirmar que o curso do (da): (A) processo será suspenso em relação a André até o cumprimento da carta rogatória, e o curso da pres- crição será interrompido em relação a Henrique. (B) processo e o curso do prazo prescricional serão sus- pensos em relação a Henrique, e o curso da prescri- ção será suspenso em relação a André até o cumpri- mento da carta rogatória. (C) prescrição será interrompido em relação a André até o cumprimento da carta rogatória, e o curso do pro- cesso será interrompido em relação a Henrique. (D) processo e do prazo prescricional serão interrompi- dos em relação a André e a Henrique. 63 Após regular instrução criminal, Bernardo foi condenado pelo Tribunal do Júri a uma pena de quinze anos de reclu- são em regime fechado pela prática do crime de homicí- dio qualificado tentado contra Breno, não tendo este se habilitado como assistente de acusação nos autos. O Mi- nistério Público interpôs recurso de apelação em face de todo o conteúdo impugnável da sentença. Diante desse cenário, é correto afirmar que a vítima Breno: (A) não poderá interpor recurso de apelação pelo fato de não ter se habilitado como assistente de acusação durante a instrução. (B) não poderá recorrer, pois a vítima não tem legitimi- dade para se opor à soberania dos veredictos do Tri- bunal do Júri. (C) não poderá recorrer, pois o Ministério Público inter- pôs recurso de apelação em face de todo o conteúdo impugnável da sentença. (D) poderá interpor recurso de apelação, mas este so- mente será conhecido caso o Ministério Público de- sista do recurso que tenha interposto. 64 Jean foi vítima de crime contra a honra, de ação penal privada, quatro meses antes de seu falecimento. O côn- juge, o filho e a avó, zelosos pela imagem da vítima, ti- nham a intenção de propor ação penal. Porém, tinham diversos interesses conflitantes entre si. Você foi contra- tado pela família para prestar consultoria no caso. Con- siderando a situação hipotética apresentada, assinale a opção correta com a informação que você deverá pres- tar para a família. (A) Não há possibilidade de propor a ação penal, tendo em vista a morte de Jean. (B) A ação penal poderá ser proposta, e o filho de Jean terá preferência. (C) A ação penal poderá ser proposta, e a avó de Jean terá preferência. (D) A ação penal poderá ser proposta, e o cônjuge de Jean terá preferência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º Direito do Trabalho Rogério Dias 65 Patrícia é digitadora na empresa Brugger Ltda., desde 2018, com jornada de trabalho de 6 horas diárias, com intervalo de 15 minutos. Em 2020, em conversa com uma amiga, restou a dúvida se ela teria direito a outros intervalos, além do já concedido. Nesse caso, (A) a empregada terá direito a intervalos de 10 minutos a cada 90 minutos trabalhados consecutivos. (B) a empregada não terá direito a outros intervalos. (C) a empregada terá direito a 15 minutos a cada hora trabalhada. (D) trata-se de discricionariedadedo empregador a con- cessão dos intervalos. 66 Raquel é empregada da empresa Dias Ltda., desde 23 de março de 2019, exercendo a função de analista, com salário mensal no valor de R$ 2.000,00. Em novembro de 2023, entrou de licença remunerada até fevereiro de 2024, quando retornou para o trabalho. Para saber sobre suas férias, foi informada pelo departamento de pessoal que (A) não terá direito a férias. (B) terá direito a férias. (C) a lei é omissa quanto a esse assunto. (D) pela lei, a escolha do gozo das férias é do empregado. 67 Roberta é empregada da empresa Bueno Ltda., desde 2017. Em 2023, foi eleita suplente da CIPA, tendo parti- cipado de menos da metade das reuniões. Em 2024, pre- tende se reeleger. Com base na situação mencionada, (A) Roberta poderá ser reeleita. (B) o mandato de Roberta vai até 2021. (C) só cabe reeleição para os titulares. (D) Roberta não poderá ser reeleita. 68 Mariana é empregada da empresa Alfa Ltda. No dia 26 de maio de 2024, sofreu um aborto espontâneo, no quarto mês de gravidez. Nesse caso, Mariana terá direito a (A) 120 dias de licença maternidade. (B) duas semanas de repouso remunerado. (C) 60 dias de licença maternidade. (D) 15 dias de licença remunerada, no mínimo. 69 Você, como advogado(a), presta serviços de consultoria para a empresa Rocha Ltda. Em uma das demandas, a empresa narra que tem um empregado analfabeto e que precisa fazer o pagamento das verbas rescisórias, e quer saber em que modalidades poderá efetuar o pagamen- to. Você informa que a empresa poderá pagar (A) somente em dinheiro. (B) em dinheiro ou em cheque visado. (C) em cheque visado ou depósito bancário. (D) em dinheiro ou em depósito bancário. Direito Processual do Trabalho Aryanna Linhares 70 Laura ajuizou uma reclamação trabalhista em face de Sozzis Ltda., postulando horas extras e adicional de periculosidade. O juiz julgou procedente o pedido de adicional de periculosidade e omitiu-se quanto ao pedido de horas extras. Laura opôs embargos de declaração no prazo de 5 dias úteis. A reclamada não recorreu. Ao julgar os embargos, o juiz condenou a reclamada a pagar também as horas extras postuladas por Laura. No prazo de 8 dias úteis contados da sentença de embargos, a reclamada interpôs o recurso ordinário pretendendo a reforma da sentença para que fossem julgados improcedentes os pedidos de horas extras e de adicional de periculosidade. Em face do exposto, assinale a alternativa correta. (A) Uma vez que a reclamada não recorreu quando foi proferida a sentença que a condenou a pagar o adi- cional de periculosidade, não poderá mais recorrer. (B) A reclamada poderá recorrer apenas quanto ao pedi- do de horas extras deferido na sentença de embargos. (C) Como os embargos opostos por uma das partes in- terrompem o prazo para a interposição de recurso para as duas partes, a reclamada poderia ter inter- posto o recurso ordinário, recorrendo quanto às ho- ras extras e o adicional de periculosidade. (D) Como os embargos opostos por uma das partes sus- pendem o prazo para a interposição de recurso para as duas partes, a reclamada não teria o prazo de 8 dias úteis, a contar da sentença de embargos, para interpor o recurso ordinário. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 71 Acerca do impedimento do juiz no processo do trabalho, não se pode afirmar: (A) As hipóteses de suspeição e impedimento são descri- tas pela CLT, mas devem ser analisadas em conjunto com o que também prevê o CPC a respeito do tema. (B) É suspeito o juiz que prestou depoimento em proces- so ajuizado por uma das partes. (C) Há suspeição do juiz quando for amigo íntimo ou ini- migo de qualquer das partes ou de seus advogados. (D) Há impedimento do juiz quando figurar como par- te instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços. 72 É incabível agravo de instrumento em face de decisões que denegarem seguimento a: (A) recurso de revista. (B) recurso de embargos ao TST. (C) agravo de petição. (D) recurso ordinário. 73 Pode-se afirmar que, contra as decisões no proces- so do trabalho, são cabíveis os recursos abaixo, com exceção de: (A) embargos de declaração. (B) recurso extraordinário. (C) agravo de instrumento. (D) apelação. 74 Das hipóteses abaixo, a única em que é cabível recurso de revista é: (A) no procedimento ordinário, quando, na interpreta- ção de lei federal, a decisão recorrida contrariar ou- tra decisão de juiz do trabalho. (B) no procedimento ordinário, quando a decisão con- trariar súmula do STJ. (C) no procedimento ordinário, quando a decisão violar literal e diretamente a Constituição Federal. (D) no procedimento sumaríssimo, quando a decisão contrariar orientação jurisprudencial. Direito Previdenciário Fernando Maciel 75 Jorge e Luísa são segurados obrigatórios do RGPS, ele na condição de empregado, ela atuando como doméstica, sendo que ambos recebem remuneração mensal de um salário-mínimo. Casados há 20 anos, desse relaciona- mento resultaram três filhos: Mário, de 14 anos, Júlia, de 10 anos, e Roberto, de 8 anos de idade. Jorge possui outro filho de um relacionamento anterior, chamado Al- berto, que possui 16 anos de idade e é portador de uma deficiência de natureza física. Assinale a alternativa cor- reta em matéria do benefício de salário-família: (A) Jorge tem direito a receber 4 cotas do benefício, rela- tivas aos filhos Alberto, Mário, Júlia e Roberto. (B) Luísa tem direito a receber 3 cotas do benefício, rela- tivas aos filhos Mário, Júlia e Roberto. (C) Jorge tem direito a receber 2 cotas do benefício, rela- tivas aos filhos Júlia e Roberto. (D) Luísa tem direito a receber a cota relativa ao seu en- teado Alberto. 76 Dez dias após o parto do seu primeiro filho, João, a se- gurada do RGPS Maria Gonzaga veio a falecer em virtu- de de uma infecção contraída no período de internação hospitalar. Em virtude disso, João passará a ficar sob os cuidados do seu pai, Lauro Gonzaga, com quem Maria era casada há 2 anos. Assinale a alternativa correta em matéria de salário-família. (A) Em virtude do falecimento de Maria, João, também segurado do RGPS, terá direito a receber o salário- -maternidade pelo prazo de 120 dias. (B) Em virtude do falecimento de Maria, João, também segurado do RGPS, terá direito a receber o salário- -maternidade pelo prazo de 110 dias. (C) O benefício de salário-maternidade a ser concedi- do ao cônjuge sobrevivente terá o seu pagamento adiantado pelo empregador, que depois irá proceder a compensação quando do recolhimento de suas contribuições sociais. (D) João, na condição de cônjuge sobrevivente, não fará jus ao salário-maternidade, porquanto se trata de um benefício de caráter personalíssimo das segura- das mulheres. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º Direito Financeiro Anderson Ferreira 77 Conforme a Lei n. 4.320/1964, classificam-se as subven- ções econômicas como (A) receita corrente. (B) despesa de capital. (C) despesa corrente. (D) receita de capital. 78 Suponha que o presidente da República esteja elabo- rando um projeto de lei que estabeleça as diretrizes da política fiscal e respectivas metas, em consonância com a trajetória sustentável da dívida pública. Diante desse cenário, assinale a alternativa correta. (A) O projeto de lei se refere à lei de diretrizes orçamentá- rias, a ser futuramente sancionada como lei ordinária. (B) O projeto de lei se refere ao plano plurianual, a ser futuramente sancionado comolei complementar. (C) O projeto de lei se refere ao plano plurianual, a ser futuramente sancionado como lei ordinária. (D) O projeto de lei se refere à lei de diretrizes orçamen- tárias, a ser futuramente sancionada como lei com- plementar. Direito Eleitoral Odair José 79 Conforme dispõe a Lei n. 9.504/1997, no seu artigo 36, a propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15 de agosto do ano da eleição. A fim de garantir a igualdade na disputa eleitoral, a juris- prudência do Tribunal Superior Eleitoral tem combatido a propaganda eleitoral antecipada. Sobre esse tema, nos termos da legislação eleitoral e jurisprudência em vigor, é correto o que se afirma em: (A) Não se caracteriza propaganda eleitoral antecipada a veiculação de propaganda institucional com propó- sito de identificar programas da instituição com pro- gramas do governo. (B) A configuração de propaganda eleitoral antecipada independe da distância temporal entre o ato impug- nado e a data das eleições ou das convenções parti- dárias de escolha dos candidatos. (C) Ao postulante a candidatura a cargo eletivo é per- mitida a realização, na quinzena anterior à escolha pelo partido, de propaganda intrapartidária com vis- ta à indicação de seu nome, admitido o uso de rádio, televisão e outdoor. (D) Somente a partir do dia 16 de agosto do ano eleitoral será permitida a propaganda política paga no rádio e na televisão. 80 João foi eleito prefeito do município Alfa. Após dois anos da sua posse, desfiliou-se do partido X, pelo qual foi eleito. Diante de tal fato, o presidente do partido X procurou um advogado a fim de saber quais providências pode- riam ser tomadas contra João. O advogado consultado respondeu corretamente que (A) O partido X tem o prazo de trinta dias para ingressar com ação de perda de mandato eletivo contra João em razão da infidelidade partidária. (B) A ação por infidelidade partidária contra João deve- rá ser processada e julgada originariamente no Juízo Eleitoral da cidade Alfa. (C) A perda do mandato em razão da desfiliação partidá- ria não se aplica aos candidatos eleitos pelo sistema majoritário. (D) Por já ter concluído dois anos de mandato, João não tem dever de fidelidade partidária. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 D A D A B C D C A B 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 B A A C B A D A B C 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 C C A A D A A A D A 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 C D D D D C B A B C 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 B B B D A C A A D C 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 C B C B C D D A A D 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 C B C D A A D B D C 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 B B D C C B C A B C 2º Simulado Ordem dos Advogados do Brasil 1ª Fase do Exame 41º O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. (61) 99884-6348 | De segunda a quinta até as 22h e sexta até as 21h. Contato para vendas: Quero ser assinante ilimitado agora Estude com o Gran, que a carteira vermelha vem! Se você quer mesmo ter um bom desempenho no Exame de Ordem, você tem de estar bem preparado(a). 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(C) João poderá assumir a vaga desde que faça provas de bom comportamento. (D) João não poderá assumir a vaga. Letra d. Assunto abordado: Atos dos advogados. (A) Errada. Somente advogado devidamente inscrito na OAB poderá assumir e exercer as funções de diretor ou gerente jurídico, por ser ato privativo de advogado (art. 1º do EOAB). (B) Errada. Somente advogado devidamente inscrito na OAB poderá assumir e exercer as funções de diretor ou gerente jurídico, por ser ato privativo de advogado (art. 1º do EOAB). (C) Errada. Somente advogado devidamente inscrito na OAB poderá assumir e exercer as funções de diretor ou gerente jurídico, por ser ato privativo de advogado (art. 1º do EOAB). (D) Certa. Segundo o art. 7º do Regulamento, a função de diretoria e gerência jurídicas em qualquer empresa pública, privada ou paraestatal, inclusive em instituições financeiras, é privativa de advogado, não podendo ser exercida por quem não se encontre inscrito regular- mente na OAB. 2 Pedro Henrique, advogado com inscrição principal no Distrito Federal no ano de 2024, apresentou quatro ações judiciais na seccional de Goiás e mais dois pro- cessos administrativos no mesmo estado. Diante de tal situação, após dois anos foi surpreendido com a instau- ração de um processo administrativo disciplinar na sec- cional do estado de Goiás. Diante dos fatos, assinale a opção correta. (A) O processo administrativo disciplinar deve ser arqui- vado por ausência de infração. (B) O advogado deveria ter requerido a sua inscrição su- plementar na seccional de Goiás. (C) O advogado não poderá atuar em outra seccional sem a devida inscrição suplementar. (D) O advogado somente poderá atuar no local da sua inscrição principal. Letra a. Assunto abordado: Tipos de inscrição. (A) Certa. Não há que se falar em infração disciplinar nem em inscrição suplementar, pois o advogado não ex- cedeu ao limite de cinco causas judiciais ao ano. EOAB. Art. 10. (...) § 2º Além da principal, o advogado deve promover a inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais em cujos territórios passar a exercer habitualmente a profissão considerando-se habitualidade a interven- ção judicial que exceder de cinco causas por ano. (B) Errada. Não há que se falar em infração disciplinar nem em inscrição suplementar, pois o advogado não ex- cedeu ao limite de cinco causas judiciais ao ano. (C) Errada. Pode atuar até o limite de cinco causas judi- ciais ao ano. (D) Errada. A advocacia pode ser exercida emtodo terri- tório nacional. 3 Susana é uma grande advogada criminalista com domi- cílio residencial e profissional na seccional do estado da Paraíba. Ocorre que, por motivos profissionais, sua atu- ação profissional se estendeu de maneira significativa no estado de São Paulo. Desse modo, requereu a transfe- rência de sua inscrição profissional para São Paulo. Dian- te dos fatos, assinale a opção correta. (A) Susana deverá requerer a transferência do seu do- micílio profissional e residencial para São Paulo, permanecendo o mesmo número de OAB em am- bas as seccionais. (B) Susana deverá requerer a transferência do seu do- micílio profissional e residencial para São Paulo, com novo número de OAB em São Paulo. (C) Susana poderá requerer a transferência do seu do- micílio profissional para São Paulo permanecendo o mesmo número de OAB. (D) Susana poderá requerer a transferência do seu do- micílio profissional para São Paulo com novo núme- ro de OAB. Letra d. Assunto abordado: Tipos de inscrição. (A) Errada. Não é necessária a transferência do domicí- lio residencial, apenas do profissional, no caso de ani- mus definitivo, o que irá gerar um novo número de OAB em São Paulo. (B) Errada. Não é necessária a transferência do domicílio residencial, apenas do profissional. (C) Errada. Não é necessária a transferência do domicílio residencial, apenas do profissional. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º (D) Certa. EOAB. Art. 10. (...) § 3º No caso de mudança efetiva de domicílio profis- sional para outra unidade federativa, deve o advoga- do requerer a transferência de sua inscrição para o Conselho Seccional correspondente. 4 Pablo, advogado inscrito na seccional do Mato Grosso do Sul, há 12 anos adquiriu doença mental incurável, o que impossibilitou a continuidade da advocacia. Diante dos fatos, sua inscrição deverá ser: (A) cancelada. (B) suspensa. (C) licenciada. (D) cassada. Letra a. Assunto abordado: Cancelamento da inscrição. A doença mental incurável gera a perda da capacidade civil. Desse modo, o advogado perdeu um dos sete re- quisitos que devem ser comprovados para que possa continuar exercendo a advocacia, devendo sua inscrição ser cancelada (art. 11, V, do EOAB). 5 Sobre as sociedades de advogados simples ou individual, assinale a opção correta. (A) Nenhum advogado pode integrar mais de uma so- ciedade de advogados, constituir mais de uma so- ciedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simul- taneamente, uma sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia nem realizar mais de uma associação para atuação conjunta dentro da mesma seccional. (B) A sociedade unipessoal de advocacia pode resultar da concentração por um advogado das quotas de uma sociedade de advogados, independentemente das razões que motivaram tal concentração. (C) Nas sociedades de advogados, a escolha do sócio- -administrador poderá recair sobre advogado que atue como servidor da administração direta, indireta e fundacional, ainda que esteja sujeito ao regime de dedicação exclusiva. (D) A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal de advocacia deverão recolher seus tributos sobre a parcela da receita que efetivamente lhes couber, com a inclusão da receita que for transferida a outros advogados ou a sociedades que atuem em forma de parceria para o atendimento do cliente. Letra b. Assunto abordado: Sociedade de advogados. (A) Errada. É vedado ter mais de uma sociedade na mes- ma seccional, mas é possível ter várias associações (ad- vogados associados/parceiros). EOAB. Art. 15. (...) § 4º Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados, constituir mais de uma sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simultaneamente, uma sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia, com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional. (B) Certa. EOAB. Art. 15. (...) § 7o A sociedade unipessoal de advocacia pode resul- tar da concentração por um advogado das quotas de uma sociedade de advogados, independentemente das razões que motivaram tal concentração. (C) Errada. EOAB. Art. 15. (...) § 8º Nas sociedades de advogados, a escolha do só- cio-administrador poderá recair sobre advogado que atue como servidor da administração direta, indireta e fundacional, desde que não esteja sujeito ao regime de dedicação exclusiva. (D) Errada. EOAB. Art. 15. (...) § 9º A sociedade de advogados e a sociedade uni- pessoal de advocacia deverão recolher seus tributos sobre a parcela da receita que efetivamente lhes cou- ber, com a exclusão da receita que for transferida a outros advogados ou a sociedades que atuem em for- ma de parceria para o atendimento do cliente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 6 Sobre as sociedades de advogados simples ou individu- al, assinale a opção incorreta. (A) Não são admitidas a registro nem podem funcionar todas as espécies de sociedades de advogados que apresentem forma ou características de sociedade empresária, que adotem denominação de fantasia, que realizem atividades estranhas à advocacia, que incluam como sócio ou titular de sociedade unipes- soal de advocacia pessoa não inscrita como advoga- do ou totalmente proibida de advogar. (B) A razão social deve ter, obrigatoriamente, o nome de, pelo menos, um advogado responsável pela socieda- de, podendo permanecer o de sócio falecido, desde que prevista tal possibilidade no ato constitutivo. (C) O impedimento ou a incompatibilidade em caráter temporário do advogado o exclui da sociedade de advogados à qual pertença e deve ser averbado no registro da sociedade. (D) É proibido o registro, nos cartórios de registro civil de pessoas jurídicas e nas juntas comerciais, de socieda- de que inclua, entre outras finalidades, a atividade de advocacia. Letra c. Assunto abordado: Sociedade de advogados. (A) Certa. EOAB. Art. 16. Não são admitidas a registro nem po- dem funcionar todas as espécies de sociedades de advogados que apresentem forma ou características de sociedade empresária, que adotem denomina- ção de fantasia, que realizem atividades estranhas à advocacia, que incluam como sócio ou titular de so- ciedade unipessoal de advocacia pessoa não inscrita como advogado ou totalmente proibida de advogar. (B) Certa. EOAB. Art. 16. (...) § 1º A razão social deve ter, obrigatoriamente, o nome de, pelo menos, um advogado responsável pela socie- dade, podendo permanecer o de sócio falecido, des- de que prevista tal possibilidade no ato constitutivo. (C) Errada. EOAB. Art. 16. (...) § 2º O impedimento ou a incompatibilidade em cará- ter temporário do advogado não o exclui da socieda- de de advogados à qual pertença e deve ser averbado no registro da sociedade. (Grifos nossos.) (D) Certa. EOAB. Art. 16. (...) § 3º É proibido o registro, nos cartórios de registro civil de pessoas jurídicas e nas juntas comerciais, de sociedade que inclua, entre outras finalidades, a ati- vidade de advocacia. 7 Sobre os advogados associados, assinale a opção correta. (A) O advogado não poderá associar-se a uma ou mais sociedades de advogados ou sociedades unipessoais de advocacia na mesma seccional. (B) Os contratos de associação devem ser registrados no contrato da sociedade, e não em meio próprio. (C) A partilha dos resultados deve ser estipulada livre- mente, sem necessidade de contrato formal. (D) O contrato de associação deve descrever a forma de repartição dos riscos e das receitas entre as partes, vedadaa atribuição da totalidade dos riscos ou das receitas exclusivamente a uma delas. Letra d. Assunto abordado: Associação de advogados. (A) Errada. EOAB. Art. 17-A. O advogado poderá associar-se a uma ou mais sociedades de advogados ou sociedades unipessoais de advocacia, sem que estejam presen- tes os requisitos legais de vínculo empregatício, para prestação de serviços e participação nos resultados, na forma do Regulamento Geral e de Provimentos do Conselho Federal da OAB. (B) Errada. EOAB. Art. 17-B. A associação de que trata o art. 17-A desta Lei dar-se-á por meio de pactuação de contrato próprio, que poderá ser de caráter geral ou restringir- -se a determinada causa ou trabalho e que deverá ser registrado no Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede a sociedade de advogados que dele tomar parte. (C) Errada. EOAB. Art. 17-B. (...) Parágrafo único. No contrato de associação, o advo- gado sócio ou associado e a sociedade pactuarão as condições para o desempenho da atividade advocatí- cia e estipularão livremente os critérios para a parti- lha dos resultados dela decorrentes, devendo o con- trato conter, no mínimo: (...) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º (D) Certa. EOAB. Art. 17-B. (...) Parágrafo único. (...) III – forma de repartição dos riscos e das receitas en- tre as partes, vedada a atribuição da totalidade dos riscos ou das receitas exclusivamente a uma delas. 8 Sobre os honorários pagos aos serviços prestados pelos advogados, assinale a opção correta. (A) O distrato e a rescisão do contrato de prestação de serviços advocatícios, quando celebrados formal- mente, configuram renúncia expressa aos honorá- rios pactuados. (B) No caso de bloqueio universal do patrimônio do cliente por decisão judicial, garantir-se-á ao advoga- do a liberação de até 20% (vinte por cento) dos bens bloqueados para fins de recebimento de honorários e reembolso de gastos com a defesa em qualquer situação, tendo em vista o caráter alimentar dos ho- norários. (C) O pedido de desbloqueio de bens será feito em autos apartados, que permanecerão em sigilo, mediante a apresentação do respectivo contrato. (D) Diante da estipulação expressa de contrato, o juiz ar- bitrará os honorários dos advogados. Letra c. Assunto abordado: Honorários. (A) Errada. EOAB. Art. 24. (...) § 6º O distrato e a rescisão do contrato de prestação de serviços advocatícios, mesmo que formalmente celebrados, não configuram renúncia expressa aos honorários pactuados. (B) Errada. EOAB. Art. 24-A. No caso de bloqueio universal do patrimônio do cliente por decisão judicial, garantir- -se-á ao advogado a liberação de até 20% (vinte por cento) dos bens bloqueados para fins de recebimento de honorários e reembolso de gastos com a defesa, ressalvadas as causas relacionadas aos crimes pre- vistos na Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006 (Lei de Drogas). (Grifos nossos.) (C) Certa. EOAB. Art. 24-A. (...) § 1º O pedido de desbloqueio de bens será feito em autos apartados, que permanecerão em sigilo, me- diante a apresentação do respectivo contrato. (D) Errada. Só podemos falar em honorários arbitrados judicialmente por contrato verbal não cumprido ou diante da inexistência ou greve da defensoria pública. Filosofia do Direito Odair José 9 Segundo o filósofo Herbert Hart, em sua obra “O con- ceito de Direito”, uma sociedade inclui aqueles que encaram as normas jurídicas a partir do ponto de vista interno, e não apenas como sistema coercitivo. Assim, embora a previsão de coerção seja relevante para eficá- cia do sistema de normas, essa é apenas uma parte que mantém essa eficácia. Sob a ótica de Herbert Hart, nos termos da obra em refe- rência, para a manutenção da ordem social, é necessário (A) que a maioria das pessoas obedeça às normas de for- ma voluntária, sem a necessidade de manifestação da coerção. (B) o uso frequente da coercitividade estatal. (C) que a voluntariedade social na observância das nor- mas se sobreponha a qualquer ordem estatal. (D) que as sanções se manifestem em todas as normas do sistema normativo. Letra a. Assunto abordado: Sanção normativa. Coercitividade. Teoria de Herbert Hart. (A) Certa. É conclusão lógica do próprio enunciado da questão. Para Hart, a ordem normativa se sustenta, em larga medida, pela obediência voluntária. (B) Errada, pois contraria o enunciado da questão. Além disso, a coercitividade deve ser usada como última ratio. O uso frequente demonstra fragilidade do sistema. (C) Errada. Se por um lado a voluntariedade é importan- te como sinal de estabilidade do sistema, por outro ela não se sobrepõe à ordem estatal. Esta deverá sempre estar presente para ser usada quando necessário. (D) Errada. Hart afirma que há dois tipos de normas, as primárias e as secundárias. As primárias são acompa- nhadas de sanção, já as segundas não o são. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 10 Na obra “Conceito e Validade do Direito”, Robert Alexy afirma que os princípios são normas que ordenam que algo seja realizado na maior medida possível dentro das possibilidades jurídicas e fáticas existentes. Nos termos do pensamento de Robert Alexy e da obra referida, conclui-se que os princípios (A) são sinônimos de regras jurídicas dispostas hierar- quicamente na ordem normativa. (B) são mandamentos de otimização, que atuam como uma dimensão de peso nas questões envolvem a justiça. (C) não têm caráter vinculativo porque não permitem a subsunção direta do fato à norma. (D) são normas secundárias, devendo ser usadas de for- ma supletiva. Letra b. Assunto abordado: Robert Alexy. Regras e princípios. Robert Alexy é um filósofo pós-positivista. Ele atribui alta densidade normativa aos princípios, do que se conclui: (A) Errada, porque princípios e regras são normas com características distintas. (B) Certa. Os princípios proporcionam maior e melhor aplicação do direito com vistas à realização da justiça. (C) Errada, porque os princípios são normas com caráter vinculativo. (D) Errada. Princípios não são normas secundárias e não têm caráter supletivo. Ao contrário, são normas com alta densidade normativa. Direito Constitucional Ana Paula Blazute 11 A proposta de um terço dos membros da Câmara dos Deputados, de emenda constitucional tendente a abolir o voto secreto, com a justificativa de verificação da lici- tude das eleições, de acordo com a Constituição Federal, (A) poderá ser objeto de deliberação, desde que funda- mentada e aprovada pelo Presidente da República. (B) não poderá ser objeto de deliberação, em razão da matéria nela abordada. (C) somente não poderá ser objeto de deliberação na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio. (D) não poderá ser objeto de deliberação, pois a Consti- tuição Federal somente pode ser emendada median- te proposta do presidente da República. Letra b. Assunto abordado: Processo legislativo. CF/1988. Art. 60. (...) § 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I – a forma federativa de Estado; II – o voto direto, secreto, universal e periódico; III – a separação dos Poderes; IV – os direitos e garantias individuais. 12 Partido político com representação no Congresso Na- cional ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal contra a Lei Fe- deral XXX/2023. Por unanimidade, o Plenário do STF julgou procedente o pedido e declarou a referida Lei inconstitucional. Com base na situação hipotéticanarrada, e conforme o sistema jurídico-constitucional vigente, é correto afir- mar que a decisão definitiva de mérito proferida pelo STF na situação em tela vincula (A) todo o Poder Judiciário e a administração pública di- reta e indireta, em todas as esferas federativas. (B) os poderes políticos do Estado, o Executivo e o Legis- lativo, no exercício de todas as suas funções. (C) todos os poderes do Estado em nível federal, excluin- do as esferas estadual e municipal. (D) o presidente da República, inclusive no exercício de suas funções de natureza legislativa. Letra a. Assunto abordado: Controle de constitucionalidade. As decisões do controle concentrado não vinculam o Le- gislativo e o próprio STF. 13 Roberto, cidadão brasileiro, toma conhecimento de que um órgão público federal está contratando uma conhe- cida empreiteira do estado Delta para a realização de obras sem promover o regular procedimento licitató- rio. A fim de proteger o interesse público, busca obter maiores informações junto aos setores competentes do próprio órgão. Sem sucesso, passa a considerar a hipó- tese de ajuizar uma ação popular a fim de anular os atos de contratação, bem como buscar o ressarcimento dos cofres públicos por eventuais danos patrimoniais. Antes de fazê-lo, no entanto, quer saber as consequências re- ferentes ao pagamento de custas judiciais e do ônus de sucumbência, caso não obtenha sucesso na causa. Você, como advogado(a), então, explica-lhe que, segundo o sistema jurídico-constitucional brasileiro, caso não obte- nha sucesso na causa, (A) não terá que arcar com as custas judiciais e com o ônus de sucumbência, posto que o interesse que o move na causa é revestido de inequívoca boa-fé, em defesa do interesse público. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º (B) somente terá que arcar com as custas judiciais, mas não com os ônus sucumbenciais, posto se tratar de um processo de natureza constitucional que visa a salvaguardar o interesse social. (C) terá que arcar com as custas judiciais e com o ônus de sucumbência, como ocorre ordinariamente no âmbito do sistema processual brasileiro. (D) não terá que arcar com qualquer custo, consideran- do que a Constituição Federal de 1988 concede aos brasileiros isenção de custas em todos os chamados remédios constitucionais. Letra a. Assunto abordado: Direitos e garantias. CF/1988. Art. 5º (...) LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimô- nio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, sal- vo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. (Grifos nossos.) 14 Ao disciplinar as formas de aquisição e perda da nacio- nalidade brasileira, a Constituição Federal estabelece que será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que (A) fizer pedido expresso de perda de sua nacionalidade perante autoridade judiciária competente, renúncia essa que impede o interessado de readquirir sua na- cionalidade brasileira originária, ressalvada situação que acarrete apatridia. (B) adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos de re- conhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira e imposição de naturalização, pela nor- ma estrangeira, ao brasileiro residente em estado es- trangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. (C) fizer pedido expresso de perda de sua nacionalidade perante autoridade brasileira competente, ressalva- das situações que acarretem apatridia, renúncia essa que, no entanto, não impede o interessado de rea- dquirir sua nacionalidade brasileira originária, nos termos da lei. (D) tiver cancelada sua naturalização, por sentença judi- cial transitada em julgado, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional, ressalvadas situações que acarretem apatridia. Letra c. Assunto abordado: Nacionalidade. § 4º Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I – tiver cancelada sua naturalização, por sentença ju- dicial, em virtude de fraude relacionada ao processo de naturalização ou de atentado contra a ordem cons- titucional e o Estado Democrático; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023) II – fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia. (Re- dação dada pela Emenda Constitucional nº 131, de 2023) § 5º A renúncia da nacionalidade, nos termos do in- ciso II do § 4º deste artigo, não impede o interessado de readquirir sua nacionalidade brasileira originária, nos termos da lei. (Incluído pela Emenda Constitucio- nal nº 131, de 2023) 15 João, estudante de Direito, foi informado por um dos seus professores sobre a necessidade de apresentação de um trabalho sobre o Poder Legislativo, em especial sobre o Senado Federal. Em assim sendo, o aluno passou a estudar, detalhadamente, os regramentos aplicáveis à Casa Legislativa citada. Nesse cenário, considerando as disposições da Consti- tuição Federal, assinale a afirmativa correta. (A) Salvo disposição constitucional em contrário, as de- liberações do Senado Federal e de suas comissões serão tomadas por maioria absoluta dos votos, pre- sente a maioria de seus membros. (B) A representação de cada estado e do Distrito Fede- ral, no Senado Federal, será renovada de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. (C) O Senado Federal compõe-se de representantes dos estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o siste- ma proporcional. (D) Cada estado e o Distrito Federal elegerão três sena- dores, com mandato de quatro anos. Letra b. Assunto abordado: Poder Legislativo. CF. Art. 46. O Senado Federal compõe-se de repre- sentantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário. § 1º Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Se- nadores, com mandato de oito anos. § 2º A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos, al- ternadamente, por um e dois terços. § 3º Cada Senador será eleito com dois suplentes. Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões se- rão tomadas por maioria dos votos, presente a maio- ria absoluta de seus membros. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 16 O presidente da República dispôs, mediante decreto, so- bre a organização e o funcionamento da administração federal, sem implicar aumento de despesa, tampouco criação ou extinção de órgãos públicos. Após tomar ci- ência sobre os fatos, um parlamentar da oposição procu- rou auxílio da sua assessoria jurídica, indagando-a sobre a validade da medida adotada. Nesse cenário, considerando as disposições da Consti- tuição Federal de 1988 e o entendimento doutrinário e jurisprudencial dominantes, é correto afirmar que o pre- sidente da República (A) pode, mediante decreto, dispor sobre a organização e funcionamento da administração federal, desde que não haja aumento de despesa, tampouco cria- ção ou extinção de órgãos públicos, com base no po- der normativo. (B) pode, mediante decreto, dispor sobre a organização e funcionamento da administração federal, desde que não haja aumento de despesa, tampouco cria- ção ou extinção de órgãos públicos, com base no po- der disciplinar. (C) não pode, mediante decreto, dispor sobre a orga- nização e funcionamentoda administração federal, porquanto o poder disciplinar permite, apenas, a edição de atos normativos infralegais, para garantir a fiel execução da lei. (D) não pode, mediante decreto, dispor sobre a orga- nização e funcionamento da administração federal, porquanto o poder normativo permite, apenas, a edição de atos normativos infralegais, para garantir a fiel execução da lei. Letra a. Assunto abordado: Poder Executivo. CF/1988. Art. 84. Compete privativamente ao Presi- dente da República: [...] VI – dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; b) extinção de funções ou cargos públicos, quan- do vagos; Direitos Humanos Alice Rocha 17 Bernardo foi condenado por homicídio e atualmente cumpre pena em presídio localizado no interior de São Paulo. O estabelecimento prisional já foi notificado di- versas vezes pelas péssimas condições de salubridade e risco para a vida e integridade dos presos. Receosos, os familiares de Bernardo procuram você como advogado para buscar medidas provisórias em função da gravida- de e urgência do caso. A respeito das medidas provisó- rias estabelecidas na Convenção Americana de Direitos Humanos, você deve informá-los que: (A) para a solicitação de tais medidas, é necessária a existência de uma decisão prévia da Comissão Jurídi- ca da Organização dos Estados Americanos. (B) para a solicitação de tais medidas, é necessária a comprovação de uma situação de violência estrutu- ral e conflito armado. (C) a Corte Interamericana só pode tomar medidas pro- visórias para os assuntos que estiverem em seu co- nhecimento. (D) a Corte Interamericana pode tomar medidas provi- sórias em relação a assuntos que ainda não estão submetidos ao seu conhecimento a partir de pedido da Comissão. Letra d. Assunto abordado: Sistema Interamericano de Direitos Humanos – medidas provisórias. De acordo com o art. 63.2 da Convenção Americana, em casos de extrema gravidade e urgência, e quando se fizer necessário evitar danos irreparáveis às pessoas, a Corte, nos assuntos de que estiver conhecendo, poderá tomar as medidas provisórias que considerar pertinen- tes. Se se tratar de assuntos que ainda não estiverem submetidos ao seu conhecimento, poderá atuar a pedi- do da Comissão. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 18 A Constituição Federal brasileira possui uma série de me- canismos de proteção dos direitos humanos. Dentre tais mecanismos, podemos citar o incidente de deslocamen- to de competência, que pode ser utilizado em caso de (A) grave violação de direitos humanos que não pode ser adequadamente apurada e julgada pela Justi- ça Estadual. (B) necessidade de intervenção federal em estados para garantir a ordem pública. (C) interesse econômico da União em causas envolven- do empresas públicas. (D) conflito de competências entre a Justiça Estadual e a Justiça Federal. Letra a. Assunto abordado: Direitos humanos na Constituição Federal – incidente de deslocamento de competência. O deslocamento da competência da justiça estadual para a justiça federal só se justifica em caso de dificulda- de de apuração e julgamento pela Justiça Estadual. Além disso, deve respeitar os requisitos do art. 109, § 5º: § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos huma- nos, o Procurador-Geral da República, com a finalida- de de assegurar o cumprimento de obrigações decor- rentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. (Grifos nossos.) Direito Internacional Alice Rocha 19 Pedro acaba de se formar no curso de Direito e decide se especializar na temática migratória. Ao fazer o le- vantamento da quantidade de medidas compulsórias aplicadas a estrangeiros no Brasil, ele percebe que a ex- pulsão é a de maior incidência e decide se aprofundar nesse assunto. Em relação à expulsão de estrangeiros e com base na Lei de Migração brasileira (Lei n. 13.445/2017), Pedro deve basear seu estudo no seguinte ponto: (A) a expulsão pode ser realizada sem direito de defesa pelo fato de o indivíduo já ter utilizado tal garantia no processo que o condenou e o levou a expulsão. (B) a decisão de expulsão deve garantir o direito ao devi- do processo legal. (C) qualquer condenação grave pode motivar a expulsão de estrangeiros no Brasil. (D) a expulsão pode ser motivada pela prática de religiões ou cultos que representem ofensa à cultura brasileira. Letra b. Assunto abordado: Lei de migração – expulsão. (A) Errada. De acordo com o art. 58, no processo de ex- pulsão, serão garantidos o contraditório e a ampla defesa. (B) Certa. A Lei de Migração brasileira garante que a de- cisão de expulsão de estrangeiros deve assegurar o direi- to ao devido processo legal, permitindo que o indivíduo tenha a oportunidade de se defender e apresentar seus argumentos antes que a medida seja efetivada (art. 48). (C) Errada. A expulsão só pode ser motivada pela prática dos tipos previstos no art. 54, § 1º: § 1º Poderá dar causa à expulsão a condenação com sentença transitada em julgado relativa à prática de: I – crime de genocídio, crime contra a humanidade, crime de guerra ou crime de agressão, nos termos definidos pelo Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, de 1998, promulgado pelo Decreto nº 4.388, de 25 de setembro de 2002 ; ou II – crime comum doloso passível de pena privativa de liberdade, consideradas a gravidade e as possibilida- des de ressocialização em território nacional. (D) Errada. Vide justificativa da letra “c”. 20 Carla sempre foi muito motivada a se tornar parte do corpo diplomático para usufruir das imunidades e privi- légios estabelecidos para esses representantes. A partir da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961, Carla poderá continuar sonhando com: (A) imunidade contra qualquer processo administrativo no Estado acreditado. (B) imunidade contra processos criminais no Estado acreditante. (C) imunidade contra qualquer forma de detenção ou prisão no Estado acreditado. (D) imunidade contra o pagamento de impostos e taxas no Estado acreditante. Letra c. Assunto abordado: Relações diplomáticas e consulares – imunidade. (A) Errada. De acordo com o art. 31, existem hipóteses de relativização da imunidade de jurisdição administrati- va tais como: a) uma ação real sobre imóvel privado situado no território do Estado acreditado, salvo se o agente di- plomático o possuir por conta do Estado acreditado para os fins da missão. b) uma ação sucessória na qual o agente diplomá- tico figure, a título privado e não em nome do Es- tado, como executor testamentário, administrador, herdeiro ou legatário. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º c) uma ação referente a qualquer profissão liberal ou atividade comercial exercida pelo agente diplomático no Estado acreditado fora de suas funções oficiais. (B) Errada. Estado acreditante é o que envia o represen- tante. Sendo assim, o agente não fica imune à jurisdição do Estado que o enviou. (C) Certa. De acordo com o art. 29 da Convenção de Vie- na sobre Relações Diplomáticas (Dec. n. 56.435/1965): Art. 29. A pessoa do agente diplomático é inviolável. Não poderá ser objeto de nenhuma forma de deten- ção ou prisão. O Estado acreditado trata-lo-á com o devido respeitoe adotará todas as medidas adequa- das para impedir qualquer ofensa à sua pessoa, liber- dade ou dignidade. (Grifos nossos.) (D) Errada. Vide justificativa da letra B. Direito Tributário Maria Christina 21 O Estado do Rio Grande do Sul, diante da calamidade pública ocorrida pelas enchentes que destruíram o es- tado, optou por editar uma Lei Complementar e instituir o empréstimo compulsório. Diante dos fatos, assinale a opção correta. (A) O tributo está correto, diante da competência legis- lativa concorrente ente União, estados e DF, prevista no artigo 24, I, da CF. (B) O tributo está correto, diante da competência tribu- tária comum ente União, estados e DF, prevista no artigo 24, I, da CF. (C) O tributo está incorreto, diante da violação à compe- tência para sua instituição. (D) O tributo está incorreto, diante da violação ao princí- pio da legalidade. Letra c. Assunto abordado: Empréstimo compulsório. (A) Errada. O empréstimo compulsório é um tributo de competência exclusiva da União por meio de Lei Com- plementar – art. 148 da CF. (B) Errada. O empréstimo compulsório é um tributo de competência exclusiva da União por meio de Lei Com- plementar – art. 148 da CF. (C) Certa. O empréstimo compulsório é um tributo de competência exclusiva da União por meio de Lei Com- plementar – art. 148 da CF. (D) Errada. O empréstimo compulsório é um tributo de competência exclusiva da União por meio de Lei Com- plementar – art. 148 da CF. 22 Sobre a reforma tributária sobre o consumo, assinale a opção correta. (A) O imposto seletivo incidirá de forma plurifásica sobre todas as etapas da cadeia de consumo. (B) O imposto seletivo incidirá sobre a produção, co- mercialização, extração, importação e exportação de bens e produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente. (C) O imposto seletivo poderá ter fato gerador ou base de cálculo idêntico ao de outro tributo. (D) O valor do IBS e CBS não integrará a base de cálculo do imposto seletivo. Letra c. Assunto abordado: Imposto seletivo. (A) Errada. O imposto seletivo possui incidência monofásica. (B) Errada. Não incidirá imposto seletivo sobre a expor- tação por ter imunidade. (C) Certa. É uma das duas hipóteses de bis in idem cons- titucionalmente permitido. (D) Errada. A base de cálculo do imposto seletivo levará em consideração o valor do IBS e CBS. 23 Raya é empregada de uma entidade religiosa no estado do Pará. Para realizar as atividades essenciais do tem- plo, utiliza a kombi da igreja para entregar as doações recebidas mensalmente às entidades carentes da região. Diante dos fatos, assinale a opção correta. (A) As doações realizadas por particulares a entidade re- ligiosa não deverão ser tributadas por ITCMD. (B) Deverá incidir IPVA sobre a kombi, tendo em vista a utilização por particular. (C) Não incidirá IPVA sobre a kombi em decorrência de isenção. (D) Não incidirá taxa de licenciamento anual sobre a kombi. Letra a. Assunto abordado: Imunidade. (A) Certa. Art. 155, § 1º, VII, da CF – imunidade de ITCMD. (B) Errada. Veículos de igrejas possuem imunidade. (C) Errada. Os veículos das igrejas são imunes de IPVA. (D) Errada. A imunidade dos templos é apenas sobre im- postos, e não sobre taxas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 24 Determinada portaria do estado X, publicada em 02/06/2024, determinou que, a partir de sua publicação, o vencimento de certo tributo aconteceria 45 dias após a notificação do sujeito passivo, com produção de efeitos imediata. Diante dos fatos, assinale a opção correta. (A) A alteração do prazo de pagamento pode ser feita por portaria e poderá produzir efeitos de imediato. (B) A alteração do prazo de pagamento pode ser feita por portaria, mas não poderá produzir efeitos de imediato. (C) A alteração do prazo de pagamento não poderá ser feita por portaria e não poderá produzir efeitos de imediato. (D) A alteração do prazo de pagamento não poderá ser feita por portaria, mas poderá produzir efeitos de imediato. Letra a. Assunto abordado: Legalidade. A alteração do prazo de pagamento, vencimento ou re- colhimento dos tributos pode ser feita por meio de ato do Poder Executivo (portaria) e poderá produzir efeitos de imediato, por não configurar criação ou majoração (SV 50 e S. 669 do STF). 25 Marta é proprietária de duas pequenas propriedades rurais e acabou por receber em seus imóveis a visita de fiscais tributários dos municípios Alfa e Beta. Os fiscais informaram que desejavam marcar uma data para reali- zar medições e aferir o grau de produtividade do imóvel, para efeitos de cálculo do ITR. Diante dos fatos, assinale a opção correta. (A) As propriedades possuem imunidade de ITR. (B) As propriedades possuem isenção de ITR. (C) Os fiscais tributários municipais não podem realizar a fiscalização e a arrecadação do ITR, por ser de com- petência da União. (D) Os fiscais tributários municipais podem realizar a fis- calização e a arrecadação do ITR. Letra d. Assunto abordado: ITR. (A) Errada. Somente possuem imunidade de ITR as pe- quenas e ÚNICAS propriedades rurais. (B) Errada. Não possuem imunidade nem isenção. (C) Errada. Podem optar em fiscalizar e arrecadar. (D) Certa. Os municípios podem optar em fiscalizar e ar- recadar o ITR da União, detendo, neste caso, capacidade tributária, e poderão ficar com 100% da arrecadação. Direito Administrativo Gustavo Brígido 26 João e Maria, estudantes de direito, levaram importante discussão até você, advogado(a) especialista em direito administrativo: o prazo prescricional para as ações inde- nizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública. A resposta que deve ser corretamente apresentada é: (A) 5 anos. (B) 3 anos. (C) 2 anos. (D) 1 ano. Letra a. Assunto abordado: Informativo n. 814 do STJ. Em respeito ao princípio da isonomia, o lapso prescricio- nal da demanda indenizatória ajuizada pelo ente estatal deverá obedecer ao mesmo prazo quinquenal do art. 1º do Decreto n. 20.910/1932, previsto para as ações inde- nizatórias ajuizadas contra a Fazenda Pública. 27 Um grupo de corréus de uma ação de improbidade ad- ministrativa procurou você, advogado(a) especialista em direito administrativo, para saber sobre o alcance da medida cautelar da indisponibilidade de bens. A respos- ta que deve ser corretamente apresentada é: (A) Para fins de indisponibilidade de bens, há solidarieda- de entre os corréus da ação de improbidade adminis- trativa, de modo que a constrição deve recair sobre os bens de todos eles, sem divisão em quota-parte, limitando-se o somatório da medida ao quantum de- terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor- responda ao débito total em relação a cada um. (B) Para fins de indisponibilidade de bens, há solidarieda- de entre os corréus da ação de improbidade adminis- trativa, de modo que a constrição deve recair sobre os bens de todos eles, com divisão em quota-parte, limitando-se o somatório da medida ao quantum de- terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor- responda ao débito total em relação a cada um. (C) Para fins de indisponibilidade de bens, há subsidiarie- dade entre os corréus da ação de improbidade admi- nistrativa, de modo que a constrição deve recair sobre os bens de todos eles, sem divisão em quota-parte, limitando-se o somatório da medida ao quantum de- terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor- responda ao débito total em relação a cada um. (D) Para fins de indisponibilidade de bens, há subsidiarie- dade entre os corréus da ação de improbidade admi- nistrativa, de modo que a constrição deve recair sobre os bens de todos eles, com divisão em quota-parte, limitando-se o somatório da medida ao quantum de- terminado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio cor- responda ao débito total em relação a cada um.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º Letra a. Assunto abordado: Informativo n. 813 do STJ. Para fins de indisponibilidade de bens, há solidariedade entre os corréus da ação de improbidade administrati- va, de modo que a constrição deve recair sobre os bens de todos eles, sem divisão em quota-parte, limitando-se o somatório da medida ao quantum determinado pelo juiz, sendo defeso que o bloqueio corresponda ao débito total em relação a cada um. 28 Com as mudanças jurisprudenciais e legais ocorridas no tema improbidade administrativa, João, que responde a ação de improbidade já transitada em julgado, procurou você, na qualidade de advogado especialista em direito administrativo, para saber da possibilidade de aplicação retroativa das mudanças que lhe seriam benéficas, pos- to que sua condenação decorreu de atuação culposa. A resposta que deve ser corretamente apresentada é: (A) A despeito de ser reconhecida a irretroatividade da norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, que revogou a modalidade culposa do ato de impro- bidade administrativa, o STF autorizou a aplicação da lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos ainda não cobertos pelo manto da coisa julgada. (B) A despeito de ser reconhecida a retroatividade da norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, que revogou a modalidade culposa do ato de impro- bidade administrativa, o STF autorizou a aplicação da lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos ainda não cobertos pelo manto da coisa julgada. (C) A despeito de ser reconhecida a irretroatividade da norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, que revogou a modalidade culposa do ato de impro- bidade administrativa, o STF não autorizou a aplica- ção da lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos ainda não cobertos pelo manto da coisa julgada. (D) A despeito de não ser reconhecida a irretroativi- dade da norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, que revogou a modalidade culposa do ato de improbidade administrativa, o STF autorizou a aplicação da lei nova, quanto a tal aspecto, aos processos ainda não cobertos pelo manto da coisa julgada. Letra a. Assunto abordado: Informativo n. 809 do STJ. É possível a aplicação da Lei n. 14.230/2021, com rela- ção à exigência do dolo específico para a configuração do ato ímprobo, aos processos em curso. A questão jurídica referente à aplicação da Lei n. 14.230/2021 – em especial, no tocante à necessidade da presença do elemento subjetivo dolo para a configura- ção do ato de improbidade administrativa e da aplicação dos novos prazos de prescrição geral e intercorrente – teve a repercussão geral julgada pelo Supremo Tribu- nal Federal (Tema n. 1.199 do STF). A despeito de ser reconhecida a irretroatividade da norma mais benéfica advinda da Lei n. 14.230/2021, que revogou a modali- dade culposa do ato de improbidade administrativa, o STF autorizou a aplicação da lei nova, quanto a tal as- pecto, aos processos ainda não cobertos pelo manto da coisa julgada. 29 João e Maria são servidores públicos federais e faltaram ao serviço por, respectivamente, 29 dias seguidos e 59 dias interpolados ao longo de doze meses. Eles o procu- raram, na qualidade de advogado especialista em direito administrativo, para saber das consequências disciplina- res de suas faltas. A resposta que deve ser corretamente apresentada é: (A) os dois abandonaram o cargo, estando sujeitos à pena de demissão. (B) os dois se enquadram na inassiduidade habitual, es- tando sujeitos à pena de demissão. (C) João abandonou o cargo, e Maria se enquadra na inassiduidade habitual, estando ambos sujeitos à pena de demissão. (D) embora estejam sujeitos ao rigor disciplinar da lei respectiva, a quantidade de faltas não é suficiente para enquadrá-los por abandono de cargo ou inassi- duidade habitual. Letra d. Assunto abordado: Lei n. 8.112/1990. Nos termos da Lei n. 8.112/1990: Art. 132. A demissão será aplicada nos seguin- tes casos: I – crime contra a administração pública; II – abandono de cargo; III – inassiduidade habitual; IV – improbidade administrativa; V – incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição; VI – insubordinação grave em serviço; VII – ofensa física, em serviço, a servidor ou a parti- cular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem; VIII – aplicação irregular de dinheiros públicos; IX – revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo; X – lesão aos cofres públicos e dilapidação do patri- mônio nacional; XI – corrupção; XII – acumulação ilegal de cargos, empregos ou fun- ções públicas; XIII – transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º Art. 138. Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos. Art. 139. Entende-se por inassiduidade habitual a fal- ta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses. 30 A Lei n. 14.133/2021, nova lei de licitações e contratos da Administração Pública, destinada a substituir a Lei n. 8.666/1993, inova com relação à fiscalização dos con- tratos administrativos. Na esfera dessa inovação, o prin- cípio que está expresso apenas na Lei n. 14.133/2021 (ausente na Lei n. 8.666/1993), com relação ao aperfei- çoamento dos mecanismos de controle da administra- ção pública, é o seguinte: (A) segregação de funções. (B) desenvolvimento sustentável. (C) probidade administrativa. (D) julgamento objetivo. Letra a. Assunto abordado: Lei n. 8.666/1993 Art. 3o A licitação destina-se a garantir a observân- cia do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impes- soalidade, da moralidade, da igualdade, da publici- dade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. (Grifos nossos.) Lei n. 14.133/2021 Art. 5º Na aplicação desta Lei, serão observados os princípios da legalidade, da impessoalidade, da mo- ralidade, da publicidade, da eficiência, do interesse público, da probidade administrativa, da igualdade, do planejamento, da transparência, da eficácia, da segregação de funções, da motivação, da vinculação ao edital, do julgamento objetivo, da segurança jurí- dica, da razoabilidade, da competitividade, da pro- porcionalidade, da celeridade, da economicidade e do desenvolvimento nacional sustentável, assim como as disposições do Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942. (Grifos nossos.) Direito Ambiental Nilton Coutinho 31 João e Maria estavam estudando muito sobre o tema “Unidades de Conservação”. Com o objetivo de mostrar a João que era mais inteligen- te que ele, Maria propôs um desafio: “Diga-me qual é a unidade de conservação que possui as seguintes características: Trata-se de uma área com cobertura florestal de espé- cies predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica. É uma unidade de conservação de posse e domínio pú- blicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser desapropriadas de acordo com o que dispõe a lei. É uma unidade de conservação na qual é admitida a permanência de populações tradicionais que a habitam quando de sua criação, em conformidadecom o dispos- to em regulamento e no plano de manejo da unidade. É uma unidade de conservação na qual a visitação pú- blica é permitida, condicionada às normas estabelecidas para o manejo da unidade pelo órgão responsável por sua administração. É uma unidade de conservação na qual a pesquisa é per- mitida e incentivada, sujeitando-se à prévia autorização do órgão responsável pela administração da unidade, às condições e restrições por este estabelecidas e àquelas previstas em regulamento. É uma unidade de conservação de uso sustentável. É uma unidade de conservação que disporá de um Conse- lho Consultivo, presidido pelo órgão responsável por sua administração e constituído por representantes de ór- gãos públicos, de organizações da sociedade civil e, quan- do for o caso, das populações tradicionais residentes.” Nesse caso, estamos diante da seguinte unidade de conservação: (A) Parque Nacional. (B) Área de Relevante Interesse Ecológico. (C) Floresta Nacional. (D) Reserva de Desenvolvimento Sustentável. Letra c. Assunto abordado: Unidades de conservação – Lei n. 9.985/2000. Art. 17. A Floresta Nacional é uma área com cobertu- ra florestal de espécies predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º § 1o A Floresta Nacional é de posse e domínio pú- blicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser desapropriadas de acordo com o que dispõe a lei. § 2o Nas Florestas Nacionais é admitida a permanên- cia de populações tradicionais que a habitam quando de sua criação, em conformidade com o disposto em regulamento e no Plano de Manejo da unidade. § 3o A visitação pública é permitida, condicionada às normas estabelecidas para o manejo da unidade pelo órgão responsável por sua administração. § 4o A pesquisa é permitida e incentivada, sujeitando-se à prévia autorização do órgão responsável pela admi- nistração da unidade, às condições e restrições por este estabelecidas e àquelas previstas em regulamento. § 5o A Floresta Nacional disporá de um Conselho Con- sultivo, presidido pelo órgão responsável por sua admi- nistração e constituído por representantes de órgãos públicos, de organizações da sociedade civil e, quando for o caso, das populações tradicionais residentes. 32 Por equívoco de um de seus funcionários, uma empresa deixou vazar produtos químicos em um rio que passava próximo à sede da empresa. Apesar de ser uma área privada, várias crianças costu- mavam passar pela cerca e nadar no referido rio. Em razão da contaminação, duas crianças passaram mal e foram levadas às pressas para um hospital municipal. Alguns dias depois, faleceram em razão dos produtos químicos por elas ingeridos durante o período que es- tavam no rio. Sobre o tema apresentado, assinale a alternativa correta. (A) Os parentes da vítima deverão processar o funcioná- rio responsável pelo vazamento. (B) Caso a ação seja ajuizada em face da empresa, esta poderá alegar culpa exclusiva das vítimas, uma vez que os fatos ocorreram dentro de propriedade privada. (C) Incide, no caso, a responsabilidade civil objetiva, com base no risco administrativo, devendo a empre- sa ressarcir os danos causados em decorrência da poluição do rio, salvo se comprovada a culpa exclu- siva das vítimas. (D) Incide, no caso, a responsabilidade civil objetiva, com base no risco integral, devendo a empresa res- sarcir os danos causados em decorrência da polui- ção do rio. Letra d. Assunto abordado: Responsabilidade civil na área ambiental. Lei n. 6.938/1981. Art. 14. (...) § 1º Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independente- mente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. A doutrina entende que incide, na hipótese, a responsa- bilidade objetiva, com base na teoria do risco integral, cabendo à empresa ressarcir os danos causados ao meio ambiente e a terceiros afetados por sua atividade. Direito Civil Roberta Queiroz 33 Maria, ao redigir seu testamento, decide deixar uma parte substancial de seus bens ao seu afilhado, João. No entanto, após o falecimento de Maria, é revelado que João cometeu tentativa de homicídio contra um dos fi- lhos de Maria. Nesse cenário, marque a alternativa que corresponde à informação adequada acerca das medi- das que os demais herdeiros de Maria podem tomar em relação à deixa testamentária feita a João. (A) Os herdeiros têm o direito de validar a doação, con- siderando-a um ato de livre vontade de Maria, inde- pendente dos atos de João. (B) Os herdeiros podem requerer a revogação da doação por indignidade de João, visando anular a transferên- cia dos bens. (C) Os herdeiros devem solicitar uma compensação fi- nanceira a João em troca da manutenção da doação feita por Maria. (D) Os herdeiros podem promover ação declaratória de indignidade de João. Letra d. Assunto abordado: Testamento. Art. 1.814. São excluídos da sucessão os herdeiros ou legatários: I – que houverem sido autores, co-autores ou partíci- pes de homicídio doloso, ou tentativa deste, contra a pessoa de cuja sucessão se tratar, seu cônjuge, com- panheiro, ascendente ou descendente; Art. 1.815. A exclusão do herdeiro ou legatário, em qualquer desses casos de indignidade, será declarada por sentença. § 1º O direito de demandar a exclusão do herdeiro ou legatário extingue-se em quatro anos, contados da abertura da sucessão. (Redação dada pela Lei nº 13.532, de 2017) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13532.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13532.htm#art2 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º § 2º Na hipótese do inciso I do art. 1.814, o Ministério Público tem legitimidade para demandar a exclusão do herdeiro ou legatário. (Incluído pela Lei nº 13.532, de 2017) Art. 1.815-A. Em qualquer dos casos de indignidade previstos no art. 1.814, o trânsito em julgado da sen- tença penal condenatória acarretará a imediata ex- clusão do herdeiro ou legatário indigno, independen- temente da sentença prevista no caput do art. 1.815 deste Código. (Incluído pela Lei nº 14.661, de 2023) 34 Geruza, uma pessoa idosa e com problemas de saúde, possui uma coleção valiosa de obras de arte. Tibúrcio Neves, um colecionador de arte e muito amigo de Geru- za, aproveita-se da fragilidade de Geruza e a convence a vender sua coleção por um preço muito abaixo do valor de mercado, argumentando que ela precisa urgente- mente de dinheiro para custear seu tratamento médico. Posteriormente, Geruza descobre que seu tratamento médico não era tão urgente quanto Tibúrcio Neves havia afirmado e que ele agiu de má-fé para adquirir, para ele, as obras por um preço muito abaixo do valor real. Diante dessa situação, Geruza resolve consultar um advogado para saber qual é a medida adequada que ela pode to- mar em relação à venda das obras de arte. Considerando o caso narrado, marque alternativa correta. (A) Geruza deve manter a venda das obras de arte, uma vez que concordou com o negócio inicialmente. (B) Geruza não pode fazer nada, a não ser exigir dano moral em virtude da alienação. (C) Geruza pode anular a venda das obras de arte devido ao dolo provocado por Tibúrcio. (D) Geruza pode invalidar a venda das obras dearte em decorrência do vício de erro. Letra d. Assunto abordado: Negócio jurídico. Art. 145. São os negócios jurídicos anuláveis por dolo, quando este for a sua causa. Art. 146. O dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos, e é acidental quando, a seu despeito, o negócio seria realizado, embora por outro modo. 35 Em uma área rural remota, Givanildis possui uma fazen- da produtiva, mas sua única saída para a estrada prin- cipal é através da plantação de milho de seu vizinho, Aeronauta Barata, que é extremamente zeloso com sua plantação e impede qualquer acesso não autorizado. Givanildis depende desse acesso para escoar sua pro- dução e manter sua atividade agrícola lucrativa. No en- tanto, Aeronauta Barata se recusa a conceder permissão para que Givanildis atravesse sua plantação. Diante des- sa situação complexa e desafiadora, Givanildis consulta você com advogado(a) para saber como proceder para garantir seu direito de passagem. Considerando o caso concreto, marque a alternativa correta. (A) Givanildis pode invocar o direito de uso habitual da passagem através da plantação de milho de Aero- nauta Barata, argumentando que isso é a única for- ma de passagem que possui, independentemente de indenização. (B) Givanildis não possui nenhuma opção legal viável, pois Aeronauta Barata tem o direito de controlar o acesso à sua propriedade de acordo com sua vontade. (C) Givanildis deve considerar a opção de instituição de servidão compulsória em face de Aeronauta. (D) Givanildis pode buscar uma medida cautelar junto ao tribunal para garantir um direito de passagem força- da através da plantação de milho de Aeronauta Bara- ta, mediante pagamento de indenização, ainda que Aeronauta não aceite. Letra d. Assunto abordado: Passagem forçada. Art. 1.285. O dono do prédio que não tiver acesso a via pública, nascente ou porto, pode, mediante paga- mento de indenização cabal, constranger o vizinho a lhe dar passagem, cujo rumo será judicialmente fixa- do, se necessário. § 1º Sofrerá o constrangimento o vizinho cujo imóvel mais natural e facilmente se prestar à passagem. § 2º Se ocorrer alienação parcial do prédio, de modo que uma das partes perca o acesso a via pública, nas- cente ou porto, o proprietário da outra deve tolerar a passagem. § 3º Aplica-se o disposto no parágrafo antecedente ainda quando, antes da alienação, existia passagem através de imóvel vizinho, não estando o proprietário deste constrangido, depois, a dar uma outra. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13532.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13532.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14661.htm#art1 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 36 Valdemarte e Alce Barbuda se casaram em 2008 sob o regime de comunhão parcial de bens. Após 15 anos de casamento, eles decidiram se divorciar amigavelmente. Para tal, entraram em contato com advogada Dra. Sim- plícia Simples, informando que possuem os seguintes bens: uma casa onde residem (adquirida em 2012); um apartamento que está alugado (comprado em 2015); dois carros – um de luxo (comprado em 2018) e um po- pular (comprado em 2011); conta conjunta de poupança com saldo de R$ 100.000; aplicações em ações no valor de R$ 50.000; poupança de Valdemarte no valor de R$ 200.000, e de Alce Barbuda, no valor de R$ 150.000; co- leção de joias de Alce Barbuda, recebida como herança de seu pai; equipamentos de informática e eletrônicos pessoais que Valdemarte usa para seu trabalho; dívida de financiamento do apartamento alugado com saldo devedor de R$ 100.000. Considerando que o divórcio será amigável e os bens serão divididos de forma justa e com observância das regras legais, assinale a alternativa que representa a informação que dra. Simplícia deve re- passar aos seus clientes. (A) Todos os bens devem ser partilhados igualmente. (B) Cada um deve permanecer com os bens que estive- rem, respectivamente, registrados em seus nomes. (C) Os bens e dívidas devem ser partilhados consideran- do a metade para cada, mas as joias ficarão exclu- sivamente para Alce, bem como os equipamentos de informática e eletrônicos ficarão exclusivamente para Valdemarte. (D) A casa será vendida e o valor dividido igualmente. Val- demarte ficará com o apartamento e o carro de luxo, enquanto Alce Barbuda ficará com o carro popular e a conta conjunta de poupança. As ações serão dividi- das igualmente e cada um ficará com sua respectiva poupança. As joias de Alce Barbuda e os equipamen- tos de informática de Valdemarte serão partilhados igualmente. O saldo devedor do financiamento do apartamento será quitado por Alce Barbuda. Letra c. Assunto abordado: Divórcio. Art. 1.659. Excluem-se da comunhão: I – os bens que cada cônjuge possuir ao casar, e os que lhe sobrevierem, na constância do casamento, por doação ou sucessão, e os sub-rogados em seu lugar; II – os bens adquiridos com valores exclusivamente pertencentes a um dos cônjuges em sub-rogação dos bens particulares; III – as obrigações anteriores ao casamento; IV – as obrigações provenientes de atos ilícitos, salvo reversão em proveito do casal; V – os bens de uso pessoal, os livros e instrumentos de profissão; VI – os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge; VII – as pensões, meios-soldos, montepios e outras rendas semelhantes. Art. 1.660. Entram na comunhão: I – os bens adquiridos na constância do casamento por título oneroso, ainda que só em nome de um dos cônjuges; II – os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem o concurso de trabalho ou despesa anterior; III – os bens adquiridos por doação, herança ou lega- do, em favor de ambos os cônjuges; IV – as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge; V – os frutos dos bens comuns, ou dos particulares de cada cônjuge, percebidos na constância do casamen- to, ou pendentes ao tempo de cessar a comunhão. 37 Maritilde deve a quantia de R$ 27.000,00 para Deodu- céu. Na data destinada ao pagamento, Maritilde procura Deoducéu para realizar o pagamento, e este, sem justa causa, recusa receber o pagamento e dar quitação na devida forma. Maritilde, temendo ser demandada em uma ação de cobrança, procura um advogado para to- mar providência cabível. Considerando as disposições sobre o tema, marque alternativa correta. (A) A ação a ser proposta envolve imputação do pagamento. (B) Trata-se de consignação em pagamento. (C) Maritilde poderá valer-se da forma especial de paga- mento denominada novação. (D) Não é possível que Maritilde, em sede ação de consig- nação, faça pedido de revisão de cláusula contratual. Letra b. Assunto abordado: Obrigações. Imputação do pagamento é o direito do devedor de es- colher a dívida que será paga, quando deve ao mesmo credor várias dívidas, todas líquidas e vencidas. Consignação em pagamento é o procedimento em que o devedor deposita judicialmente a quantia devida quan- do o credor se recusa a receber o pagamento. Novação é a criação de uma nova obrigação em substi- tuição à antiga, extinguindo a obrigação original. Assim, quando o credor se recusa a receber o pagamen- to sem justa causa, o devedor pode realizar o pagamen- to judicialmente através da consignação em pagamento, garantindo que sua obrigação será extinta mesmo sem a anuência do credor. Art. 334. Considera-se pagamento, e extingue a obri- gação, o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida, nos casos e forma legais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º Art. 335. A consignação tem lugar: I – se o credor não puder, ou, sem justa causa, re- cusar receber o pagamento, ou dar quitação na de- vida forma; II – se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos; III – se o credor for incapaz de receber, for desconhe- cido, declarado ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil; IV – se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamen- te receber o objeto do pagamento; V – se pender litígio sobre o objeto do pagamen- to. (Grifos nossos.) 38 Simas resolveu vender seu apartamento de 120 metros quadrados. Na oportunidade, Simas anunciou o imóvel e Alcidino resolveu visitá-lo. Na visita, Alcidino ficou encantado com a decoração do apartamento e com os móveis de Simas. Achando tudo muito bonito, Alcidino comprou o apartamento, mediante escritura pública, por R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). Ao imitir-se na posse do bem, após mudança de Simas, encontrou o imóvel vazio, sem a mobília que havia visto. Indignado, Alcidino quer a entrega dos bens móveis ou desfazimen- to do contrato e, para tanto, procura advogado que lhes aconselha, corretamente, da seguinte forma: (A) Não é possível que Alcidino exija a entrega dos bens móveis, pois trata-se de pertenças, e estas não são consideradas incluídas na venda do imóvel automaticamente. (B) Alcidino poderá exigir a entrega dos móveis, pois compõem o contrato de compra e venda. (C) O juiz poderá compelir que Simas entregue os bens móveis sob pena de astreintes. (D) Os móveis de Simas que estavam no apartamento são classificados com bens imóveis por acessão física. Letra a. Assunto abordado: Acessórios. Observe que a mobília entra no conceito de pertença e, como disposto nos dispositivos abaixo, as pertenças não seguem o princípio da gravitação jurídica. Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso. ECA Patrícia Dreyer 39 João, de 25 anos, convida Lucas, de 16 anos, para par- ticipar de um esquema de tráfico de drogas. João é preso em flagrante e responde pelo crime de corrup- ção de menores. A família de Lucas procura você como advogado(a), que responde acertadamente que: (A) João só será condenado se ficar comprovado que Lu- cas foi efetivamente corrompido. (B) João será condenado independentemente da prova da efetiva corrupção de Lucas. (C) João não pode ser condenado porque Lucas já tinha antecedentes infracionais. (D) João só pode ser condenado se Lucas confessar a participação no esquema. Letra b. Assunto abordado: Corrupção de menores. (A) Errada. O crime de corrupção de menores é formal, não sendo necessária a prova da efetiva corrupção do menor (Súmula 500 do STJ). (B) Certa. A configuração do crime de corrupção de me- nores independe da prova da efetiva corrupção do me- nor, sendo suficiente a participação do menor na prática delituosa (Súmula 500 do STJ). (C) Errada. A existência de antecedentes infracionais do menor não afasta a responsabilidade do adulto pelo cri- me de corrupção de menores (art. 244-B do ECA). (D) Errada. A confissão do menor não é requisito para a configuração do crime de corrupção de menores (Súmu- la 500 do STJ). Súmula do STJ relevante: Súmula 500 – A configuração do crime do art. 244-B do ECA independe da prova da efetiva corrupção do menor, por se tratar de delito formal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 40 Carlos, de 17 anos, foi pego em flagrante traficando drogas. O Ministério Público requereu a internação de Carlos, mas a defesa argumenta que a internação é medida extrema e que existem outras medidas socio- educativas possíveis. A família de Carlos procura você como advogado(a), que orienta corretamente no sen- tido de que: (A) Carlos deve ser internado obrigatoriamente por se tratar de tráfico de drogas. (B) A internação só deve ser aplicada se houver reinci- dência ou violência na ação. (C) Carlos pode ser internado, mas o juiz deve considerar a gravidade do ato e outras medidas menos severas. (D) Carlos não pode ser internado porque é menor de idade. Letra c. Assunto abordado: Internação de adolescente. (A) Errada. A internação não é medida obrigatória para o tráfico de drogas, devendo ser avaliada a situação espe- cífica do caso (Súmula 492 do STJ). (B) Errada. A internação pode ser aplicada em casos gra- ves, mas não é restrita a reincidência ou violência (art. 122 do ECA). (C) Certa. O juiz deve considerar a gravidade do ato infracional, as circunstâncias e as demais medidas so- cioeducativas antes de decidir pela internação (art. 122 do ECA). (D) Errada. A internação pode ser aplicada a menores, desde que obedecidos os critérios legais (art. 121 e 122 do ECA). Súmula do STJ relevante: Súmula 492 – O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não conduz obrigatoriamente à im- posição de medida socioeducativa de internação do adolescente. Direito do Consumidor Patrícia Dreyer 41 Maria comprou um medicamento em uma farmácia, mas, ao chegar em casa, percebeu que a embalagem não continha a bula em português, apenas em inglês. Ela se sente prejudicada pela falta de informação adequada. Maria procura você como advogado(a), que orienta cor- retamente no sentido de que: (A) a farmácia não tem responsabilidade, pois o medica- mento é importado. (B) Maria pode exigir a troca do medicamento ou a de- volução do dinheiro. (C) Maria deve aceitar o medicamento como está, já que ela escolheu comprá-lo. (D) a farmácia deve fornecer um manual em português, mas não precisa trocar o medicamento. Letra b. Assunto abordado: Direito à informação. (A) Errada. Todos os produtos vendidos no Brasil devem conter informações claras em português (art. 31 do CDC). (B) Certa. O consumidor tem direito à troca do produto ou à devolução do valor pago por falta de informação adequada (art. 6º, III, e art. 31 do CDC). (C) Errada. A escolha do consumidor não isenta o for- necedor de fornecer informações claras e precisas, em português (art. 31 do CDC). (D) Errada. A farmácia deve fornecer a informação em português e, em caso de vício, trocar o produto ou de- volver o valor pago (art. 18, § 1º, do CDC). 42 João comprou um smartphone pela internet anunciado como resistente à água. Ao utilizar o aparelho, ele cons- tatou que não tinha nenhuma proteção contra líquidos, e o produto acabou danificado. João decide reclamar e exigir seus direitos. Sobre essa situação, assinale a alter- nativa correta. (A) João não pode reclamar porque aceitou os termos ao comprar o produto. (B) João pode exigir a reparação do dano ou a troca do produto. (C) João deve arcar com os danos, pois deveria ter verifi- cado as especificações antes de comprar. (D) João pode pedir um desconto no valor pago, mas não a troca do produto. Letra b. Assunto abordado: Práticas abusivas. Publicida- de enganosa. (A) Errada. A aceitação dos termos não elimina o direi- to do consumidor de receber um produto conforme o anunciado (art. 37 do CDC). (B) Certa. O consumidor tem direito à reparação do dano ou à troca do produto por publicidade enganosa (arts. 37 e 38 do CDC). (C) Errada. A responsabilidade pelo fornecimento corre- to das informações é do fornecedor (art. 6º, III, do CDC). (D) Errada. O consumidor pode exigir a troca do produto ou a devolução do valor pago, não apenas um desconto (art. 18, § 1º, do CDC). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciadopara sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º Direito Empresarial Lorraine Bonadio 43 Carlos e Mariana compraram 1 (uma) quota da socie- dade limitada FOX Artigos de Luxo LTDA no valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), tornando-se, assim, co- proprietários dessa quota. Considerando a situação de copropriedade da quota, as- sinale a alternativa correta. (A) Carlos não poderá transferir sua parte ideal no con- domínio a outro sócio ou a um terceiro devido à indi- visibilidade da quota em relação à sociedade. (B) Carlos e Mariana são solidariamente responsáveis perante a sociedade pelas prestações necessárias à integralização da quota. (C) Os direitos inerentes à quota poderão ser exercidos por cada condômino, não tendo a necessidade de eleger um representante para quota. (D) Carlos e Mariana não são solidariamente responsá- veis perante a sociedade pelas prestações necessá- rias à integralização da quota, respondendo cada um proporcionalmente a suas quotas. Letra b. Assunto abordado: Sociedade. Quotas. Art. 1.056. A quota é indivisível em relação à socie- dade, salvo para efeito de transferência, caso em que se observará o disposto no artigo seguinte. § 1º No caso de condomínio de quota, os direitos a ela inerentes somente podem ser exercidos pelo condômino representante, ou pelo inventariante do espólio de sócio falecido. § 2º Sem prejuízo do disposto no art. 1.052, os condô- minos de quota indivisa respondem solidariamente pelas prestações necessárias à sua integralização. (Grifos nossos.) (A) Errada. Carlos poderá transferir sua parte ideal no condomínio da quota. (B) Certa. § 2º Sem prejuízo do disposto no art. 1.052, os condô- minos de quota indivisa respondem solidariamente pelas prestações necessárias à sua integralização. (Grifos nossos.) (C) Errada. § 1º No caso de condomínio de quota, os direitos a ela inerentes somente podem ser exercidos pelo condômino representante (...) (Grifos nossos.) (D) Errada. § 2º Sem prejuízo do disposto no art. 1.052, os condô- minos de quota indivisa respondem solidariamente pelas prestações necessárias à sua integralização. (Grifos nossos.) 44 Para honrar um negócio jurídico de compra e venda, o empresário Silva subscreveu nota promissória em favor de Oliveira, com vencimento para o dia 1º de maio de 2024. O primeiro endossante transferiu o título em preto para Santos e colocou no título cláusula sem garantia. Considerando o efeito legal da cláusula sem garantia de novo endosso, assinale a afirmativa correta. (A) Para o endossante Oliveira, a cláusula sem garantia tem efeito de cessão de crédito perante o endossa- tário direto e de endosso perante os endossatários posteriores. (B) Santos não poderá realizar novo endosso no título sob pena de desoneração de responsabilidade cam- bial dos coobrigados. (C) A cláusula sem garantia tem o mesmo efeito de ces- são de crédito que a cláusula de proibição de novo endosso, tal qual a de endosso parcial. (D) Oliveira, embora coobrigado, não responde pelo pa- gamento da nota promissória perante os endossatá- rios posteriores a Santos. Letra d. Assunto abordado: Direito cambiário. Art. 15. O endossante, salvo cláusula em contrário, é garante tanto da aceitação como do pagamento da letra. O endossante pode proibir um novo endosso, e, neste caso, não garante o pagamento às pessoas a quem a letra for posteriormente endossada. (Grifos nossos.) (A) Errada. A cláusula sem garantia é uma forma do en- dossante Oliveira, embora coobrigado, não responder pelo pagamento da nota promissória perante os endos- satários posteriores a Santos. (B) Errada. Santos poderá realizar novo endosso, po- rém a cláusula sem garantia é uma forma do endossante Oliveira, embora coobrigado, não responder pelo paga- mento da nota promissória perante os endossatários posteriores a Santos. (C) Errada. A cláusula sem garantia não tem o mesmo efeito de cessão de crédito contida na cláusula de proi- bição de novo endosso. O endosso parcial é proibido. (D) Certa. Oliveira, embora coobrigado, não responde pelo pagamento da nota promissória perante os endos- satários posteriores a Santos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 45 A empresa Belavista Ltda. enfrenta uma crise financeira e precisa buscar recuperação judicial com urgência. Um dos administradores solicitou ao sócio Alceu Santos, que detém 70% do capital social, que autorizasse o pedido de recuperação judicial, o que foi feito. Em relação a essa situação, assinale a alternativa correta. (A) A atitude de Alceu Santos foi legal, pois, em situa- ções de urgência, um sócio com mais da metade do capital social pode autorizar os administradores a re- quererem a recuperação judicial. (B) A atitude do administrador foi correta, pois a mani- festação da assembleia de sócios não é necessária em casos de pedido de recuperação judicial de socie- dade limitada. (C) A conduta do administrador foi inadequada, já que deveria ter convocado uma assembleia de sócios para deliberar sobre o pedido de recuperação judicial, com quórum de no mínimo 40% de sócios presentes. (D) A ação de Alceu Santos foi irregular, pois a recupera- ção judicial de uma sociedade limitada requer deci- são unânime dos sócios. Letra a. Assunto abordado: Recuperação judicial. Em regra, o pedido de recuperação judicial (antiga con- cordata) deve ser deliberado em reunião ou assembleia, e aprovado por sócios que detenham mais de metade do capital social. Art. 1.071. Dependem da deliberação dos sócios, além de outras matérias indicadas na lei ou no contrato: VIII – o pedido de concordata. Art. 1.072. As deliberações dos sócios, obedecido o disposto no art. 1.010, serão tomadas em reunião ou em assembleia, conforme previsto no contrato social, devendo ser convocadas pelos administradores nos casos previstos em lei ou no contrato. § 4º No caso do inciso VIII do artigo antecedente, os administradores, se houver urgência e com autori- zação de titulares de mais da metade do capital so- cial, podem requerer concordata preventiva. (Grifos nossos.) (A) Certa. A atitude de Alceu Santos foi legal, pois, em situações de urgência, um sócio com mais da metade do capital social pode autorizar o administrador a requerer a recuperação judicial. (B) Errada. A manifestação da assembleia de sócios é ne- cessária em casos de pedido de recuperação judicial de sociedade limitada, sendo exceção se houver urgência e com autorização de titulares de mais da metade do capital social. (C) Errada. § 4º No caso do inciso VIII do artigo antecedente, os ad- ministradores, se houver urgência e com autorização de titulares de mais da metade do capital social, po- dem requerer concordata preventiva. (Grifos nossos.) (D) Errada. § 4º No caso do inciso VIII do artigo antecedente, os ad- ministradores, se houver urgência e com autorização de titulares de mais da metade do capital social, po- dem requerer concordata preventiva. (Grifos nossos.) 46 Devido às restrições de contato social durante os anos de 2020 e 2021, João e Maria, administradores, preci- saram de orientação sobre a legalidade de realizar reu- niões ou assembleias de sócios em sociedades limitadas de maneira virtual, ou sobre a possibilidade de um for- mato híbrido, em que a reunião é presencial, mas os só- cios podem participar remotamente, inclusive votando. Assinale a opção que apresenta a orientação correta aos seus clientes. (A) Em sociedades limitadas, não é permitido participar ou votar a distância em reuniões e assembleias, mas é possível realizaresses eventos de forma virtual. (B) Em sociedades limitadas, não é permitido realizar reu- niões ou assembleias de sócios de forma virtual, mas é possível a participação dos sócios e votos a distância. (C) Em sociedades limitadas, é possível realizar tanto reuni- ões ou assembleias de sócios de forma virtual, quanto permitir a participação dos sócios e votos a distância. (D) Em sociedades limitadas, não é permitido realizar reu- niões ou assembleias de sócios de forma virtual, nem permitir a participação dos sócios ou votos a distância. Letra c. Assunto abordado: Sociedade limitada. Art. 1.080-A. O sócio poderá participar e votar a dis- tância em reunião ou em assembleia, nos termos do regulamento do órgão competente do Poder Executi- vo federal. Parágrafo único. A reunião ou a assembleia poderá ser realizada de forma digital, respeitados os direitos legalmente previstos de participação e de manifesta- ção dos sócios e os demais requisitos regulamenta- res. (Grifos nossos.) (A) Errada. O sócio poderá participar e votar a distân- cia em reunião ou em assembleia. (B) Errada. O sócio poderá participar e votar a distân- cia em reunião ou em assembleia, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º (C) Certa. Em sociedades limitadas, é possível realizar tanto reuniões ou assembleias de sócios de forma vir- tual, quanto permitir a participação dos sócios e votos à distância. (D) Errada. O sócio poderá participar e votar a distân- cia em reunião ou em assembleia. Direito Processual Civil Raquel Bueno 47 Diante da multiplicidade de recursos especiais e deman- das em curso, envolvendo uma mesma matéria de direi- to processual, após a seleção das amostras, a matéria foi afetada no STJ, com a suspensão de todos os recursos e demandas em curso envolvendo a mesma matéria de direito, em todo território nacional. Uma vez intimada da suspensão, a advogada Vera percebeu que o processo de seu cliente Douglas, em curso na 1ª Vara Cível de Bal- neário Piçarras – SC, trata de questão de direito diversa, razão pela qual deseja que o referido processo continue seu curso normal, não sendo correta a referida suspen- são. A partir deste contexto, assinale a opção correta. (A) A distinção deverá ser apresentada pela advogada Vera por meio de petição simples, ao juiz da 1ª Vara Cível de Balneário Piçarras – SC. Mantida a suspensão equivocada, será cabível o agravo de instrumento. (B) A distinção deverá ser apresentada pela advogada Vera por meio de petição simples, dirigida ao relator que determinou a suspensão dos processos, no STJ. (C) A distinção deverá ser apresentada pela advogada Vera por meio de petição simples, dirigida ao presi- dente do TJSC. Mantida a suspensão indevida, será cabível agravo interno. (D) A decisão do juiz que cumpriu a ordem de suspensão determinada pelo STJ é irrecorrível. Letra a. Assunto abordado: Recursos repetitivos. CPC. Art. 1.037. Selecionados os recursos, o relator, no tribunal superior, constatando a presença do pres- suposto do caput do art. 1.036, proferirá decisão de afetação, na qual: II – determinará a suspensão do processamento de todos os processos pendentes, individuais ou coleti- vos, que versem sobre a questão e tramitem no terri- tório nacional; § 8º As partes deverão ser intimadas da decisão de suspensão de seu processo, a ser proferida pelo res- pectivo juiz ou relator quando informado da decisão a que se refere o inciso II do caput . § 9º Demonstrando distinção entre a questão a ser decidida no processo e aquela a ser julgada no recur- so especial ou extraordinário afetado, a parte poderá requerer o prosseguimento do seu processo. § 10. O requerimento a que se refere o § 9º será dirigido: I – ao juiz, se o processo sobrestado estiver em pri- meiro grau; § 13. Da decisão que resolver o requerimento a que se refere o § 9º caberá: I – agravo de instrumento, se o processo estiver em primeiro grau; (Grifos nossos.) 48 Celina e Glória foram demandadas em uma ação de rescisão contratual cumulada com perdas e danos pro- movida por Eliane, processo eletrônico. Após o devido processo legal, as rés, cada qual com seu respectivo advogado, cada um de escritório diferente do outro, foram condenadas solidariamente ao pagamento de R$ 50.000,00. Como não houve recurso, foi iniciado o cumprimento de sentença, tendo escoado o prazo legal sem pagamento. Celina deseja apresentar resistência, alegando a inconstitucionalidade superveniente da nor- ma utilizada pelo juiz para a condenação. Já Glória quer alegar a prescrição da pretensão executiva. Destaque-se que ainda não houve penhora no processo. Por conse- guinte, assinale a opção correta. (A) Caso a inconstitucionalidade superveniente seja anterior ao trânsito em julgado, poderá ser alegada na impugnação. (B) O prazo para as executadas apresentarem impugna- ção será contado em dobro. (C) Caso Glória queira apresentar impugnação, deverá garantir o juízo com penhora, caução ou depósito. (D) A inconstitucionalidade superveniente poderá ser alegada na impugnação, de maneira a tornar o título inexequível e a obrigação inexigível, independente- mente de ser anterior ou posterior ao trânsito em julgado da decisão exequenda. Letra a. Assunto abordado: Litisconsórcio e cumprimento de sentença. CPC. Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferen- tes procuradores, de escritórios de advocacia distin- tos, terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer juízo ou tribunal, independentemente de requerimento. (...) § 2º Não se aplica o disposto no caput aos processos em autos eletrônicos. Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independente- mente de penhora ou nova intimação, apresente, nos próprios autos, sua impugnação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º § 1º Na impugnação, o executado poderá alegar: (...) III – inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação; § 3º Aplica-se à impugnação o disposto no art. 229. § 12. Para efeito do disposto no inciso III do § 1º deste artigo, considera-se também inexigível a obrigação re- conhecida em título executivo judicial fundado em lei ou ato normativo considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, ou fundado em aplicação ou interpretação da lei ou do ato normativo tido pelo Supremo Tribunal Federal como incompatível com a Constituição Federal , em controle de constitucio- nalidade concentrado ou difuso. § 14. A decisão do Supremo Tribunal Federal referida no § 12 deve ser anterior ao trânsito em julgado da decisão exequenda. § 15. Se a decisão referida no § 12 for proferida após o trânsito em julgado da decisão exequenda, caberá ação rescisória, cujo prazo será contado do trânsito em julgado da decisão proferida pelo Supremo Tribu- nal Federal. (Grifos nossos.) Obs.: Para apresentar impugnação ao cumprimento de sentença, não é preciso garantir o juízo. Todavia, para a obtenção do efeito suspensivo à impugnação, que não é automático, um dos requisitos é a garantia do juízo, com penhora, caução ou depósito. 49 Ariadne descobriu um sério problema de saúde durante um exame de rotina. Ao ser encaminhada à especialida- de de oncologia, o médico recomendou o imediato início da quimioterapia, mas afirmou que antes a paciente de- veria congelar seus óvulos, pois estava ainda em período reprodutivo e não possuía filhos, a fim de evitar sua es- terilidade com o tratamentocontra o câncer. Todavia, o plano de saúde se recusou, afirmando não haver cober- tura contratual. Desesperada, ela procura um advogado, a fim de tomar a medida processual cabível e célere para atender a urgência de seu caso particular. A partir desses fatos, assinale a opção correta. (A) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela provisória de urgência cautelar antecedente. (B) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela provisória de evidência antecedente. (C) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela provisória de urgência antecipada antecedente, por meio de petição simplificada, a ser complementada no prazo de 5 dias, a contar da efetivação da tutela provisória concedida. (D) Poderá o advogado de Ariadne requerer uma tutela provisória de urgência antecipada antecedente, por meio de petição simplificada, cujo não aditamento no prazo legal implicará extinção do processo sem resolução de mérito. Letra d. Assunto abordado: Tutelas provisórias. CPC. Art. 303. Nos casos em que a urgência for con- temporânea à propositura da ação, a petição inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela anteci- pada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado útil do processo. (Tutela provisória de urgência antecipada antecedente – TPU-AA) § 1º Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste artigo: I – o autor deverá aditar a petição inicial, com a com- plementação de sua argumentação, a juntada de no- vos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze) dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar; (...) § 2º Não realizado o aditamento a que se refere o in- ciso I do § 1º deste artigo, o processo será extinto sem resolução do mérito. (Grifos nossos.) Obs.: A tutela de evidência é sempre satisfativa e inci- dental (CPC, art. 311). A questão também não se refere à tutela cautelar, uma vez que esta é apenas assecuratória/ acessória, e não satisfativa, como exige o caso analisado. 50 Olívia ajuizou uma ação de conhecimento em face de Saulo, pelo procedimento comum. Saulo foi devidamen- te citado pelo correio. Como não houve autocomposição na audiência de conciliação, que contou com a participa- ção de ambas as partes, abriu-se o prazo de resposta para o réu, que, todavia, quedou-se inerte, não apresentando contestação, e sem advogado constituído nos autos ele- trônicos. Após abertura de prazo para especificação de provas, apenas a autora se manifestou, afirmando não possuir outras provas além das documentais já constan- tes do processo. Assim, o juiz promoveu o julgamento antecipado do mérito, acolhendo todos os pedidos da autora. A partir desse cenário, assinale a opção correta. (A) Saulo poderá interpor o recurso de agravo de ins- trumento. (B) Saulo não poderá recorrer, pois é réu revel. (C) Saulo poderá interpor recurso de apelação, no prazo de 15 dias, contando-se o prazo recursal a partir da publicação do ato decisório no órgão oficial. (D) Saulo poderá interpor recurso de apelação, no prazo de 15 dias, contando-se o prazo recursal a partir da intimação pessoal do réu. Letra c. Assunto abordado: Recursos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º CPC. Art. 355. O juiz julgará antecipadamente o pe- dido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando: (...) II – o réu for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e não houver requerimento de prova, na forma do art. 349. Como se trata do julgamento antecipado total do méri- to, tendo sido proferida uma sentença, o recurso cabível é o de apelação, no prazo de 15 dias. Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha pa- trono nos autos fluirão da data de publicação do ato decisório no órgão oficial. Parágrafo único. O revel poderá intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se encontrar. Pode, portanto, recorrer. Art. 1.003 (...) § 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para responder-lhes é de 15 (quinze) dias. Art. 1.009. Da sentença cabe apelação. 51 Carolina ajuizou uma ação contra Éverton, pelo procedi- mento comum, em autos eletrônicos. Após audiência de conciliação/mediação inexitosa, o réu deseja questionar a gratuidade de justiça concedida à autora e formular uma pretensão contra Carolina e Carmen, irmã da auto- ra, conexa com o fundamento da defesa. Nesse cenário, assinale a opção certa. (A) Éverton pode questionar a gratuidade de justiça da autora em preliminar da contestação, mas não pode reconvir em face de Carmen. (B) Éverton pode questionar a gratuidade de justiça da autora por meio de petição própria de impugnação, bem como apresentar petição autônoma de recon- venção em face de Carolina e Carmen. (C) Éverton pode impugnar a gratuidade de justiça da autora em preliminar da contestação, bem como re- convir em face de Carolina e Carmen. (D) Éverton pode reconvir em face de Carolina e sua irmã, que serão intimadas para responder em 15 dias. Letra c. Assunto abordado: Respostas do réu – contestação e reconvenção. CPC. Art. 100. Deferido o pedido, a parte contrária poderá oferecer impugnação na contestação, na ré- plica, nas contrarrazões de recurso ou, nos casos de pedido superveniente ou formulado por terceiro, por meio de petição simples, a ser apresentada no prazo de 15 (quinze) dias, nos autos do próprio processo, sem suspensão de seu curso. Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: (...) XIII – indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça. Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor recon- venção para manifestar pretensão própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. § 1º Proposta a reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu advogado, para apresentar resposta no prazo de 15 (quinze) dias. § 3º A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro. Nesse caso, o terceiro é citado para apresentar resposta da reconvenção em 15 dias. 52 Josivaldo promoveu uma ação em face de uma autarquia federal, perante o juízo cível federal competente. Após o devido processo legal, a ré foi condenada ao pagamento de um milhão de reais, tendo o juiz decidido com base em tese jurídica firmada em sede de IRDR. Apesar da condenação, não houve recurso da procuradoria federal. A partir dessa realidade, assinale a opção correta. (A) A sentença só produzirá efeitos após a remessa ne- cessária. (B) Nesse caso, a remessa necessária é dispensada. (C) Na etapa de cumprimento de sentença, a ré terá 60 dias para apresentar impugnação. (D) A parte ré poderia ter interposto apelação contra a sentença condenatória em 15 dias. Letra b. Assunto abordado: Remessa necessária ou reexame obrigatório. No caso da questão, a procuradoria federal teria 30 dias para interpor recurso de apelação. CPC. Art. 183. A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas autarquias e funda- ções de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas manifestações processuais, cuja contagem terá início a partir da intimação pessoal. (...) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º § 2º Não se aplica o benefício da contagem em dobro quando a lei estabelecer, de forma expressa, prazo próprio para o ente público. Art. 496. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal, a sentença: I – proferida contra a União,os Estados, o Distrito Fe- deral, os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público; (...) § 4º Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em: (...) III – entendimento firmado em incidente de reso- lução de demandas repetitivas ou de assunção de competência; Prazo próprio para a Fazenda Pública (neste caso não há a dobra de prazo): Art. 535. A Fazenda Pública será intimada na pessoa de seu representante judicial, por carga, remessa ou meio eletrônico, para, querendo, no prazo de 30 (trin- ta) dias e nos próprios autos, impugnar a execução, podendo arguir: (...) Direito Penal Michelle Tonon 53 Jurandir estava desempregado e, por esse motivo, de- cidiu praticar delitos contra o patrimônio. Determinado dia, enquanto passava pelo parque da cidade, avistou um casal de namorados sentado em um banco, conversando distraidamente. Atrás do banco estavam as mochilas do casal. De forma bastante silenciosa, Jurandir passou por trás do casal e pegou uma das mochilas, imaginando que não seria visto, pois o casal estava, nesse momento, tro- cando beijos. No entanto, um vigilante do parque, que estava a alguns metros de distância, viu toda a cena e, assim que Jurandir se apossou da mochila, passou a gri- tar: “Pega ladrão!” Após ouvir as palavras do vigilante, Jurandir saca uma arma de fogo da cintura, aponta para o casal e diz: “Se gritarem vou atirar!” Então, saiu corren- do com a mochila. Considerando a situação hipotética narrada, assinale a alternativa correta. (A) Jurandir praticou crime de furto em continuidade de- litiva com o crime de roubo majorado pelo emprego de arma de fogo. (B) Jurandir praticou um crime de furto em concurso material com o crime de ameaça, pois a ameaça só foi exercida após a subtração da mochila. (C) Jurandir praticou um crime de roubo impróprio, ma- jorado pelo emprego de arma de fogo, pois na hipó- tese verifica-se uma progressão criminosa. (D) Jurandir praticou crime de roubo próprio majorado pelo emprego de arma de fogo. Letra c. Assunto abordado: Direito Penal. Parte Especial. Crimes contra o patrimônio. Progressão criminosa. Furto. Roubo. A hipótese é de roubo impróprio, nos termos do art. 157, § 1º, do Código Penal: § 1º Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro. Jurandir, inicialmente, praticou um crime de furto. Toda- via, evoluiu em seu dolo e exerceu a grave ameaça logo após a subtração, caracterizando assim a progressão criminosa. Será punido pelo crime de roubo impróprio majorado pelo emprego de arma de fogo. 54 Gabriela deu à luz seu primeiro filho, Enzo, em 26 de maio de 2024. No dia seguinte, em razão de influência do estado puerperal, Gabriela decide tirar a vida do bebê e, para realizar seu intento, convence o pai da crian- ça, Rafael, a auxiliá-la. Ambos, então, matam o recém- -nascido mediante asfixia. A conduta é descoberta pelos funcionários do hospital, que acionam as autoridades para apuração dos fatos. Acerca do episódio hipotético narrado e da correta tipificação das condutas, assinale a alternativa correta. (A) Gabriela e Rafael praticaram homicídio qualificado contra menor de 14 anos. (B) Gabriela e Rafael praticaram infanticídio em concur- so de agentes. (C) Gabriela praticou infanticídio, ao passo que Rafa- el praticou homicídio qualificado contra menor de 14 anos. (D) Gabriela e Rafael praticaram infanticídio qualificado pela asfixia. Letra b. Assunto abordado: Direito Penal. Parte Especial. In- fanticídio. A hipótese é de infanticídio, nos termos do art. 123 do Código Penal: Art. 123. Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º Rafael também responderá pelo infanticídio, em con- curso de agentes, pois a influência do estado puerperal, condição pessoal de Gabriela, é elementar do crime e, portanto, comunica-se ao coautor, nos exatos termos do art. 30 do Código Penal. Não há previsão no Código Penal de infanticídio qualificado. 55 Micaela, 19 anos, foi condenada, com trânsito em julga- do, pela prática da contravenção penal de vias de fato em 2022. Em 2023, a moça é condenada por crime de furto simples privilegiado, sendo a pena de multa a úni- ca aplicada. A condenação transita em julgado. Após, em 2024, Micaela envolve-se em crime de roubo e é conde- nada. Acerca da situação de Micaela, assinale a alterna- tiva correta. (A) Ao ser sentenciada pelo crime de roubo, Micaela não poderá ser considerada reincidente. (B) A prática de contravenção penal anterior não gera reincidência na condenação posterior por crime, assim como a condenação a pena isolada de multa também não gera reincidência. (C) A condenação a pena isolada de multa gera reincidência. (D) A condenação pela contravenção penal de vias de fato poderia ter sido usada para agravar a pena no crime de furto, já que caracteriza reincidência. Letra c. Assunto abordado: Direito Penal. Parte Geral. Reincidência. Segundo o art. 63 do CP, verifica-se a reincidência quan- do o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no país ou no estrangeiro, o te- nha condenado por crime anterior. Já o art. 7º da Lei das Contravenções Penais (Decreto- -Lei n. 3.688/1941) prevê que se verifica a reincidência quando o agente pratica uma contravenção depois de passar em julgado a sentença que o tenha condenado, no Brasil ou no estrangeiro, por qualquer crime, ou, no Brasil, por motivo de contravenção. Assim sendo, não há reincidência na hipótese de prática de contravenção seguida da prática de crime, por ausên- cia de previsão legal. A pena isolada de multa gera reincidência, pois se trata de condenação. Logo, ao ser condenada pelo crime de roubo, Micaela poderá ser considerada reincidente. 56 Clementino é funcionário público há 15 anos. Trabalha em um órgão responsável pela emissão de alvarás de funcionamento de comércios em geral. Determinado dia, Renata, empresária, comparece ao órgão público e é atendida por Clementino. Renata explica que necessi- ta, com urgência, do alvará de funcionamento para uma nova loja que pretende abrir e, para que Clementino agi- lize o processo, oferece a ele a quantia de dois mil reais. Surpreso com o comportamento de Renata, Clementino nega veementemente a oferta da quantia em dinheiro e chama seu supervisor para acionar a autoridade policial, para apuração da conduta. Diante da situação hipotética narrada, assinale a alternativa correta. (A) Renata praticou o crime de corrupção passiva consumado. (B) Renata praticou o crime de prevaricação tentado. (C) Renata praticou o crime de corrupção ativa tentado. (D) Renata praticou o crime de corrupção ativa consumado. Letra d. Assunto abordado: Direito Penal. Parte Especial. Crimes contra a Administração Pública. Corrupção ativa. Renata praticou o crime de corrupção ativa consumado, previsto no art. 333 do Código Penal: Art. 333. Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício. A pena é de reclusão, de 2 a 12 anos, e multa. (Grifos nossos) O crime se consumou no momento do oferecimento da vantagem indevida ao funcionário público, ainda que Clementino não tenha aceitado a oferta. Trata-se de crime formal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado– OAB – 1ª Fase do Exame 41º 57 Bernardo, 23 anos, desempregado, com condenação anterior transitada em julgado por receptação, aceita a proposta de Caio, 43 anos, para transportar, em auto- móvel alugado, 85 quilos da substância conhecida como maconha, escondida em malas com roupas. Bernardo recebe R$ 1.800,00 para levar a droga de Foz de Iguaçu a Curitiba, ambas cidades do estado do Paraná. Porém, antes de chegar a Curitiba, Bernardo é parado em uma fiscalização rotineira e a droga é encontrada. Preso em flagrante, Bernardo telefona para você. Na condição de advogado, a correta orientação jurídica ao rapaz é: (A) Bernardo praticou o crime de tráfico de drogas, equi- parado a hediondo, e poderá recolher fiança para responder ao processo em liberdade. (B) Bernardo praticou o crime de tráfico de drogas, equi- parado a hediondo, e também com causa de aumen- to em razão do transporte do entorpecente envolver diferentes municípios. (C) Bernardo praticou crime de tráfico de drogas na mo- dalidade tentada, vez que não entregou o entorpe- cente no destino final. (D) Bernardo praticou crime de tráfico de drogas consu- mado, equiparado a hediondo, insuscetível de fiança. Letra d. Assunto abordado: Direito Penal. Legislação Especial. Lei de Drogas. Bernardo praticou o delito previsto no art. 33 da Lei n. 11.343/2006, na forma consumada, na modalidade transportar. O tráfico de drogas é delito equiparado a hediondo pela Constituição Federal, motivo pelo qual é insuscetível de graça, anistia, indulto e fiança. Não há incidência de causa de aumento de pena na hi- pótese de tráfico entre cidades do mesmo estado. 58 Roberto, 18 anos, praticou um roubo com emprego de arma branca contra cinco diferentes pessoas que espe- ravam o ônibus numa parada. Imediatamente após as subtrações, correu para a casa de sua mãe, Márcia, pe- dindo a ela que o ocultasse caso a polícia viesse procurá- -lo. Márcia, desesperada e com intuito de auxiliar o filho, permitiu que Roberto se escondesse dentro de um ar- mário de sua casa. Considerando a situação hipotética narrada, assinale a alternativa correta. (A) Embora a conduta de Márcia se amolde ao crime de favorecimento pessoal, por ser genitora de Roberto, será isenta de pena. (B) Márcia praticou o crime de favorecimento pessoal, não se cogitando da incidência de escusa absolutó- ria, por se tratar de crime de roubo. (C) Márcia praticou o crime de favorecimento real. (D) Márcia poderá ser considerada partícipe do crime de roubo, por ter auxiliado Roberto logo após as subtrações. Letra a. Assunto abordado: Direito Penal. Parte Especial. Crimes contra a Administração Pública. Favorecimento pessoal. Consoante o art. 348 do Código Penal, haverá crime na conduta de auxiliar a subtrair-se à ação de autori- dade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão. Trata-se do delito de favorecimento pessoal. Todavia, o § 2º afirma que, se quem presta o auxílio é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, fica isento de pena. Dessa forma, sendo Márcia ascendente de Ro- berto, poderá se beneficiar da escusa absolutória. Direito Processual Penal Lorena Ocampos 59 Bruno foi processado e julgado criminalmente pela su- posta prática do crime de tráfico de drogas. Após toda a instrução e tramitação processual e, ainda, após a apre- sentação de alegações finais pelo Ministério Público e pela defesa técnica, o juiz chega à conclusão de que não há prova suficiente para a condenação, motivo pelo qual absolve Bruno. A decisão está embasada no seguinte princípio constitucional aplicável ao processo penal: (A) presunção de não culpabilidade. (B) não autoincriminação. (C) busca da verdade. (D) ampla defesa. Letra a. Assunto abordado: Princípios constitucionais aplicáveis ao processo penal. O princípio da presunção de inocência ou de não culpa- bilidade, inscrito no art. 5º, LVII, da CF, prevê que nin- guém será considerado culpado até o trânsito em julga- do de sentença penal condenatória. É tido, também, como regra probatória, caracterizada pelo termo latino in dubio pro reo, ou seja, na dúvida, adote-se a resolução que for mais favorável ao réu. De acordo com essa primeira concepção, o Ministério Público ou o querelante têm o ônus de provarem a culpa daquele que acusam. Dessa forma, caso não haja provas suficientes para a condenação do réu, o juiz deve absolvê-lo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 60 João foi denunciado, pronunciado e condenado em plenário pela prática do crime de homicídio cometido contra mulher por razões da condição de sexo femini- no. Após a votação em sala secreta e considerando o veredicto do Conselho de Sentença formado pelos sete jurados, o juiz presidente proferiu sentença aplicando a pena privativa de liberdade final de 20 anos de reclusão, em regime inicial fechado e com a manutenção da prisão preventiva de João. O advogado de João considerou que houve erro no que diz respeito à aplicação da pena em sentença e quer ingressar com o recurso cabível junto ao Tribunal de Justiça competente. Considerando as dis- posições do Código de Processo Penal, é correto afirmar que a defesa deverá interpor o recurso (A) em sentido estrito, no prazo de cinco dias, e, caso o Tribunal dê provimento ao recurso, determinará que o juízo sentenciante profira nova sentença. (B) em sentido estrito, no prazo de oito dias, e, caso o Tribunal dê provimento ao recurso, retificará a apli- cação da pena. (C) de apelação, no prazo de oito dias, e, caso o Tribunal dê provimento ao recurso, determinará que o juízo sentenciante profira nova sentença. (D) de apelação, no prazo de cinco dias, e, caso o Tribu- nal dê provimento ao recurso, retificará a aplicação da pena. Letra d. Assunto abordado: Recursos criminais. Tribunal do júri. Prevê o art. 593, do Código de Processo Penal, que das decisões do Tribunal do júri caberá apelação, no prazo de 5 dias, quando houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena. Nesse caso, conforme dispõe o § 2º do mesmo dispositi- vo legal, o tribunal retificará a pena aplicada. 61 O Ministério Público ofereceu denúncia em face de Pe- dro, pela suposta prática do crime de roubo circunstan- ciado pela restrição de liberdade da vítima e pelo em- prego de arma de fogo, observando-se o procedimento comum ordinário. Vamos supor que Pedro contratou você como advogado e você foi devidamente constituí- do nos autos. Sobre a sua atuação nesse processo e con- siderando as disposições do Código de Processo Penal, é correto afirmar: (A) Em alegações finais orais, a defesa técnica terá o prazo de quinze minutos, prorrogáveis por mais quinze minutos. (B) A defesa técnica terá o prazo de 15 dias para apre- sentação de resposta à acusação. (C) Na audiência de instrução e julgamento e, em espe- cial, nas que apurem crimes contra a dignidade se- xual, a defesa técnica deverá zelar pela integridade física e psicológica da vítima. (D) A defesa técnica poderá arrolar cinco testemunhas. Letra c. Assunto abordado: Procedimento comum ordinário. Audiência de instrução e julgamento. (A) Errada. Conforme prevê o art. 403, serão oferecidas alegações finais orais por 20 (vinte) minutos, respecti- vamente, pela acusação e pela defesa, prorrogáveis por mais 10 (dez), proferindo o juiz, a seguir, sentença. (B) Errada. Conforme dispõe o art. 396 do CPP, nos pro- cedimentos ordinário e sumário, oferecida a denúncia ou queixa, o juiz, se não a rejeitar liminarmente, recebê- -la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acusação, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias. (C) Certa. É dever das partes, incluindo a defesa, confor- me dispõe o art. 400-A, do CPP. Art. 400-A. Na audiência de instrução e julgamen- to, e, em especial,nas que apurem crimes contra a dignidade sexual, todas as partes e demais sujeitos processuais presentes no ato deverão zelar pela in- tegridade física e psicológica da vítima, sob pena de responsabilização civil, penal e administrativa, caben- do ao juiz garantir o cumprimento do disposto neste artigo, vedadas: I – a manifestação sobre circunstâncias ou elementos alheios aos fatos objeto de apuração nos autos; II – a utilização de linguagem, de informações ou de material que ofendam a dignidade da vítima ou de testemunhas. (D) Errada. Conforme dispõe o art. 401, do CPP, no pro- cedimento comum ordinário poderão ser inquiridas até 8 (oito) testemunhas arroladas pela acusação e 8 (oito) pela defesa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 62 André e Henrique foram denunciados pelo Ministério Público pela suposta prática do crime de furto qualifi- cado pelo concurso de agentes e pelo arrombamento. Recebida a denúncia, foi determinada a citação dos acusados, sendo André localizado no Japão, em lugar sabido, e expedida carta rogatória para a sua citação, e Henrique citado por edital, não tendo este comparecido nem constituído advogado. Considerando o tema de ci- tações no processo penal e as disposições do Código de Processo Penal, é correto afirmar que o curso do (da): (A) processo será suspenso em relação a André até o cumprimento da carta rogatória, e o curso da pres- crição será interrompido em relação a Henrique. (B) processo e o curso do prazo prescricional serão sus- pensos em relação a Henrique, e o curso da prescri- ção será suspenso em relação a André até o cumpri- mento da carta rogatória. (C) prescrição será interrompido em relação a André até o cumprimento da carta rogatória, e o curso do pro- cesso será interrompido em relação a Henrique. (D) processo e do prazo prescricional serão interrompi- dos em relação a André e a Henrique. Letra b. Assunto abordado: Das Comunicações dos Atos Proces- suais. Citações. Dispõe o art. 368, do CPP, que estando o acusado no es- trangeiro, em lugar sabido, será citado mediante carta rogatória, suspendendo-se o curso do prazo de prescri- ção até o seu cumprimento. É a situação do André. Portanto, o prazo da prescrição em relação a ele ficará suspenso até o cumprimento da carta rogatória. Prevê o art. 336 do CPP que, se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312. É o caso de Henrique, que, citado por edital, não com- pareceu nem constituiu advogado. Portanto, o curso do processo e do prazo prescricional ficarão suspensos. 63 Após regular instrução criminal, Bernardo foi condenado pelo Tribunal do Júri a uma pena de quinze anos de reclu- são em regime fechado pela prática do crime de homicí- dio qualificado tentado contra Breno, não tendo este se habilitado como assistente de acusação nos autos. O Mi- nistério Público interpôs recurso de apelação em face de todo o conteúdo impugnável da sentença. Diante desse cenário, é correto afirmar que a vítima Breno: (A) não poderá interpor recurso de apelação pelo fato de não ter se habilitado como assistente de acusação durante a instrução. (B) não poderá recorrer, pois a vítima não tem legitimi- dade para se opor à soberania dos veredictos do Tri- bunal do Júri. (C) não poderá recorrer, pois o Ministério Público inter- pôs recurso de apelação em face de todo o conteúdo impugnável da sentença. (D) poderá interpor recurso de apelação, mas este so- mente será conhecido caso o Ministério Público de- sista do recurso que tenha interposto. Letra c. Assunto abordado: Recursos criminais. Assistente de acusação. Nos termos do art. 598, do Código de Processo Penal, nos crimes de competência do tribunal do júri ou do juiz singular, se da sentença não for interposta apelação pelo Ministério Público no prazo legal, o ofendido ou seus su- cessores, ainda que não se tenha habilitado como assis- tente, poderá interpor apelação, que não terá, porém, efeito suspensivo. No caso em análise, não é possível à vítima interpor ape- lação, tendo em vista que o Ministério Público já inter- pôs tal recurso em face de todo o conteúdo da sentença. A possibilidade de a vítima interpor apelação é supleti- va, ou seja, apenas se o Ministério Público não recorrer. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 64 Jean foi vítima de crime contra a honra, de ação penal privada, quatro meses antes de seu falecimento. O côn- juge, o filho e a avó, zelosos pela imagem da vítima, ti- nham a intenção de propor ação penal. Porém, tinham diversos interesses conflitantes entre si. Você foi contra- tado pela família para prestar consultoria no caso. Con- siderando a situação hipotética apresentada, assinale a opção correta com a informação que você deverá pres- tar para a família. (A) Não há possibilidade de propor a ação penal, tendo em vista a morte de Jean. (B) A ação penal poderá ser proposta, e o filho de Jean terá preferência. (C) A ação penal poderá ser proposta, e a avó de Jean terá preferência. (D) A ação penal poderá ser proposta, e o cônjuge de Jean terá preferência. Letra d. Assunto abordado: Ação penal privada. Prevê o art. 31, do Código de Processo Penal, que, no caso de morte do ofendido, o direito de oferecer queixa passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. Ainda, dispõe o art. 36, do Código de Processo Penal, que, se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa, terá preferência o cônjuge, e, em seguida, o parente mais próximo na ordem de enumeração cons- tante do art. 31, podendo, entretanto, qualquer delas prosseguir na ação, caso o querelante desista da instân- cia ou a abandone. Desse modo, os sucessores de Jean possuem direito de oferecer queixa-crime na seguinte ordem de preferên- cia: cônjuge, avó e filho. Direito do Trabalho Rogério Dias 65 Patrícia é digitadora na empresa Brugger Ltda., desde 2018, com jornada de trabalho de 6 horas diárias, com intervalo de 15 minutos. Em 2020, em conversa com uma amiga, restou a dúvida se ela teria direito a outros intervalos, além do já concedido. Nesse caso, (A) a empregada terá direito a intervalos de 10 minutos a cada 90 minutos trabalhados consecutivos. (B) a empregada não terá direito a outros intervalos. (C) a empregada terá direito a 15 minutos a cada hora trabalhada. (D) trata-se de discricionariedade do empregador a con- cessão dos intervalos. Letra a. Assunto abordado: Duração do trabalho. SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 72 DA CLT (mantida) – Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 Os digitado- res, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equipa- ram-se aos trabalhadores nos serviços de mecanogra- fia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo. 66 Raquel é empregada da empresa Dias Ltda., desde 23 de março de 2019, exercendo a função de analista, com salário mensal no valor de R$ 2.000,00. Em novembro de 2023, entrou de licença remunerada até fevereiro de 2024, quando retornou para o trabalho. Para saber sobre suas férias, foi informada pelo departamento de pessoal que (A) não terá direito a férias. (B) terá direito a férias. (C) a lei é omissa quanto a esse assunto. (D)pela lei, a escolha do gozo das férias é do empregado. Letra a. Assunto abordado: Férias. Art. 133. Não terá direito a férias o empregado que, no curso do período aquisitivo: (Redação dada pelo Decreto-lei nº 1.535, de 13.4.1977) (...) II – permanecer em gozo de licença, com percepção de salários, por mais de 30 (trinta) dias; 67 Roberta é empregada da empresa Bueno Ltda., desde 2017. Em 2023, foi eleita suplente da CIPA, tendo parti- cipado de menos da metade das reuniões. Em 2024, pre- tende se reeleger. Com base na situação mencionada, (A) Roberta poderá ser reeleita. (B) o mandato de Roberta vai até 2021. (C) só cabe reeleição para os titulares. (D) Roberta não poderá ser reeleita. Letra d. Assunto abordado: CIPA. CLT. Art. 164. (...) § 3º O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de 1 (um) ano, permitida uma reeleição. (In- cluído pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977) § 4º O disposto no parágrafo anterior não se aplica- rá ao membro suplente que, durante o seu mandato, tenha participado de menos da metade do número de reuniões da CIPA. (Incluído pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 68 Mariana é empregada da empresa Alfa Ltda. No dia 26 de maio de 2024, sofreu um aborto espontâneo, no quarto mês de gravidez. Nesse caso, Mariana terá direito a (A) 120 dias de licença maternidade. (B) duas semanas de repouso remunerado. (C) 60 dias de licença maternidade. (D) 15 dias de licença remunerada, no mínimo. Letra b. Assunto abordado: Contrato de trabalho. CLT. Art. 395. Em caso de aborto não criminoso, com- provado por atestado médico oficial, a mulher terá um repouso remunerado de 2 (duas) semanas, fican- do-lhe assegurado o direito de retornar à função que ocupava antes de seu afastamento. 69 Você, como advogado(a), presta serviços de consultoria para a empresa Rocha Ltda. Em uma das demandas, a empresa narra que tem um empregado analfabeto e que precisa fazer o pagamento das verbas rescisórias, e quer saber em que modalidades poderá efetuar o pagamen- to. Você informa que a empresa poderá pagar (A) somente em dinheiro. (B) em dinheiro ou em cheque visado. (C) em cheque visado ou depósito bancário. (D) em dinheiro ou em depósito bancário. Letra d. Assunto abordado: Extinção do contrato. CLT. Art. 477. (...) § 4o O pagamento a que fizer jus o empregado será efetuado: (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) I – em dinheiro, depósito bancário ou cheque visado, conforme acordem as partes; ou (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) II – em dinheiro ou depósito bancário quando o em- pregado for analfabeto. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) Direito Processual do Trabalho Aryanna Linhares 70 Laura ajuizou uma reclamação trabalhista em face de Sozzis Ltda., postulando horas extras e adicional de periculosidade. O juiz julgou procedente o pedido de adicional de periculosidade e omitiu-se quanto ao pedido de horas extras. Laura opôs embargos de declaração no prazo de 5 dias úteis. A reclamada não recorreu. Ao julgar os embargos, o juiz condenou a reclamada a pagar também as horas extras postuladas por Laura. No prazo de 8 dias úteis contados da sentença de embargos, a reclamada interpôs o recurso ordinário pretendendo a reforma da sentença para que fossem julgados improcedentes os pedidos de horas extras e de adicional de periculosidade. Em face do exposto, assinale a alternativa correta. (A) Uma vez que a reclamada não recorreu quando foi proferida a sentença que a condenou a pagar o adi- cional de periculosidade, não poderá mais recorrer. (B) A reclamada poderá recorrer apenas quanto ao pedi- do de horas extras deferido na sentença de embargos. (C) Como os embargos opostos por uma das partes in- terrompem o prazo para a interposição de recurso para as duas partes, a reclamada poderia ter inter- posto o recurso ordinário, recorrendo quanto às ho- ras extras e o adicional de periculosidade. (D) Como os embargos opostos por uma das partes sus- pendem o prazo para a interposição de recurso para as duas partes, a reclamada não teria o prazo de 8 dias úteis, a contar da sentença de embargos, para interpor o recurso ordinário. Letra c. Assunto abordado: Recursos. CLT. Art. 897-A. Caberão embargos de declaração da sentença ou acórdão, no prazo de cinco dias, devendo seu julgamento ocorrer na primeira audiência ou ses- são subsequente a sua apresentação, registrado na certidão, admitido efeito modificativo da decisão nos casos de omissão e contradição no julgado e manifes- to equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do recurso. § 3o Os embargos de declaração interrompem o prazo para interposição de outros recursos, por qualquer das partes, salvo quando intempestivos, irregular a representação da parte ou ausente a sua assinatura. A única resposta correta é a letra “c”. Como os embar- gos de declaração interrompem o prazo para interposi- ção de outros recursos por qualquer das partes, quando a reclamante opôs os embargos de declaração, o prazo O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º para o recurso ordinário foi interrompido para ambas as partes, ou seja, voltou a contar do zero. Portanto, voltou a ser de 8 dias úteis, contados da sentença de embargos. Assim, a reclamada pode interpor o recurso ordinário quanto a todas as matérias, mesmo não tendo recorrido anteriormente. 71 Acerca do impedimento do juiz no processo do trabalho, não se pode afirmar: (A) As hipóteses de suspeição e impedimento são descri- tas pela CLT, mas devem ser analisadas em conjunto com o que também prevê o CPC a respeito do tema. (B) É suspeito o juiz que prestou depoimento em proces- so ajuizado por uma das partes. (C) Há suspeição do juiz quando for amigo íntimo ou ini- migo de qualquer das partes ou de seus advogados. (D) Há impedimento do juiz quando figurar como par- te instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços. Letra b. Assunto abordado: Exceção de impedimento. CLT. Art. 799. Nas causas de jurisdição da Justiça do Trabalho, somente podem ser opostas, com suspen- são do feito, as exceções de suspeição ou incom- petência. CLT. Art. 801. O juiz, presidente ou vogal, é obrigado a dar-se por suspeito, e pode ser recusado, por algum dos seguintes motivos, em relação à pessoa dos li- tigantes: a) inimizade pessoal; b) amizade íntima; c) parentesco por consanguinidade ou afinidade até o terceiro grau civil; d) interesse particular na causa. Parágrafo único. Se o recusante houver praticado al- gum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz, não mais poderá alegar exceção de suspeição, salvo sobrevindo novo motivo. A suspeição não será tam- bém admitida, se do processo constar que o recu- sante deixou de alegá-la anteriormente, quando já a conhecia, ou que, depois de conhecida, aceitou o juiz recusado ou, finalmente, se procurou de propósito o motivo de que ela se originou. CPC. Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe ve- dado exercer suas funções no processo: I – em que interveio como mandatário da parte, ofi- ciou como perito, funcionou como membro do Mi- nistério Público ou prestou depoimento como tes- temunha; II – de que conheceu em outro grau de jurisdição, ten- do proferido decisão; III – quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou membro do Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceirograu, inclusive; IV – quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive; V – quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa jurídica parte no processo; VI – quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de qualquer das partes; VII – em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços; VIII – em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou paren- te, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório; (Vide ADI 5953) IX – quando promover ação contra a parte ou seu advogado. § 1º Na hipótese do inciso III, o impedimento só se verifica quando o defensor público, o advogado ou o membro do Ministério Público já integrava o processo antes do início da atividade judicante do juiz. § 2º É vedada a criação de fato superveniente a fim de caracterizar impedimento do juiz. § 3º O impedimento previsto no inciso III também se verifica no caso de mandato conferido a membro de escritório de advocacia que tenha em seus quadros advogado que individualmente ostente a condição nele prevista, mesmo que não intervenha diretamen- te no processo. CPC. Art. 145. Há suspeição do juiz: I – amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados; II – que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o pro- cesso, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para aten- der às despesas do litígio; III – quando qualquer das partes for sua credora ou de- vedora, de seu cônjuge ou companheiro ou de paren- tes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º IV – interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes. § 1º Poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade de declarar suas razões. § 2º Será ilegítima a alegação de suspeição quando: I – houver sido provocada por quem a alega; II – a parte que a alega houver praticado ato que sig- nifique manifesta aceitação do arguido. CPC. Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegará o impedi- mento ou a suspeição, em petição específica dirigida ao juiz do processo, na qual indicará o fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos em que se fundar a alegação e com rol de testemunhas. § 1º Se reconhecer o impedimento ou a suspeição ao receber a petição, o juiz ordenará imediatamen- te a remessa dos autos a seu substituto legal, caso contrário, determinará a autuação em apartado da petição e, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentará suas razões, acompanhadas de documentos e de rol de testemunhas, se houver, ordenando a remessa do incidente ao tribunal. § 2º Distribuído o incidente, o relator deverá declarar os seus efeitos, sendo que, se o incidente for recebido: I – sem efeito suspensivo, o processo voltará a correr; II – com efeito suspensivo, o processo permanecerá suspenso até o julgamento do incidente. § 3º Enquanto não for declarado o efeito em que é re- cebido o incidente ou quando este for recebido com efeito suspensivo, a tutela de urgência será requerida ao substituto legal. § 4º Verificando que a alegação de impedimento ou de suspeição é improcedente, o tribunal rejeitá-la-á. § 5º Acolhida a alegação, tratando-se de impedimen- to ou de manifesta suspeição, o tribunal condenará o juiz nas custas e remeterá os autos ao seu substituto legal, podendo o juiz recorrer da decisão. § 6º Reconhecido o impedimento ou a suspeição, o tribunal fixará o momento a partir do qual o juiz não poderia ter atuado. § 7º O tribunal decretará a nulidade dos atos do juiz, se praticados quando já presente o motivo de impe- dimento ou de suspeição. A opção “a” está correta e não deve ser marcada, pois é possível afirmar que as hipóteses de suspeição e impedi- mento são descritas pela CLT (art. 799, CLT), mas devem ser lidas em conjunto com o que também prevê o CPC a respeito do tema (arts. 144 e 145, CPC). A opção “b” deve ser marcada, pois NÃO é possível afir- mar que o juiz que prestou depoimento em processo ajuizado por uma das partes é suspeito. Na verdade, nos termos do art. 144, I, do CPC, o juiz que prestou depoimento em processo ajuizado por uma das partes é impedido. A opção “c” está correta e não deve ser marcada, pois é possível afirmar que há suspeição do juiz quando for amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados, conforme art. 145, I, CPC. A opção “d” está correta e não deve ser marcada, pois é possível afirmar que há impedimento do juiz quando figurar como parte instituição de ensino com a qual te- nha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços, conforme art. 144, VII, CPC. 72 É incabível agravo de instrumento em face de decisões que denegarem seguimento a: (A) recurso de revista. (B) recurso de embargos ao TST. (C) agravo de petição. (D) recurso ordinário. Letra b. Assunto abordado: Agravo de instrumento. CLT. Art. 897. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias: b) de instrumento, dos despachos que denegarem a interposição de recursos. CLT. Art. 894. No Tribunal Superior do Trabalho ca- bem embargos, no prazo de 8 (oito) dias: (...) § 4o Da decisão denegatória dos embargos caberá agravo, no prazo de 8 (oito) dias. É cabível agravo de instrumento em face de decisões que denegarem seguimento aos recursos apresentados nas opções “a”, “c” e “d” (recurso de revista, agravo de petição e recurso ordinário). Entretanto, com relação às decisões que denegarem seguimento ao recurso de em- bargos ao TST, é cabível o agravo interno, nos termos do art. 894, § 4º, da CLT. 73 Pode-se afirmar que, contra as decisões no proces- so do trabalho, são cabíveis os recursos abaixo, com exceção de: (A) embargos de declaração. (B) recurso extraordinário. (C) agravo de instrumento. (D) apelação. Letra d. Assunto abordado: Recursos. Art. 893. Das decisões são admissíveis os seguintes recursos: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º I – embargos; II – recurso ordinário; III – recurso de revista; IV – agravo. CLT. Art. 897-A. Caberão embargos de declaração da sentença ou acórdão, no prazo de cinco dias, deven- do seu julgamento ocorrer na primeira audiência ou sessão subsequente a sua apresentação, registrado na certidão, admitido efeito modificativo da decisão nos casos de omissão e contradição no julgado e ma- nifesto equívoco no exame dos pressupostos extrín- secos do recurso. CLT. Art. 897. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição, das decisões do Juiz ou Presidente, nas execuções; b) de instrumento, dos despachos que denegarem a interposição de recursos. CF. Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: III – julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a de- cisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição; b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. CPC. Art. 1.029. O recurso extraordinárioe o recurso especial, nos casos previstos na Constituição Federal , serão interpostos perante o presidente ou o vice-pre- sidente do tribunal recorrido, em petições distintas que conterão: I – a exposição do fato e do direito; II – a demonstração do cabimento do recurso in- terposto; III – as razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão recorrida. SÚM 214, TST. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. IRRECOR- RIBILIDADE. Na Justiça do Trabalho, nos termos do art. 893, § 1º, da CLT, as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato, salvo nas hipóteses de de- cisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Su- perior do Trabalho; b) suscetível de impugnação me- diante recurso para o mesmo Tribunal; c) que acolhe exceção de incompetência territorial, com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado, consoante o dis- posto no art. 799, § 2º, da CLT. Os recursos embargos de declaração e agravo de instru- mento são cabíveis no processo do trabalho, conforme preveem os arts. 893, 897-A e 897, b, todos da CLT. Embora não seja um recurso regido pela legislação tra- balhista, o recurso extraordinário é cabível no Proces- so do Trabalho por determinação constitucional, como prevê o art. 102, III, CF, sendo regulamentado pelo art. 1.029 do CPC. A apelação não é cabível em nenhuma hipótese no Pro- cesso do Trabalho por falta de previsão legal. Em seu lu- gar, em face das sentenças, é cabível o recurso ordinário, como prevê o art. 895, I, da CLT. 74 Das hipóteses abaixo, a única em que é cabível recurso de revista é: (A) no procedimento ordinário, quando, na interpreta- ção de lei federal, a decisão recorrida contrariar ou- tra decisão de juiz do trabalho. (B) no procedimento ordinário, quando a decisão con- trariar súmula do STJ. (C) no procedimento ordinário, quando a decisão violar literal e diretamente a Constituição Federal. (D) no procedimento sumaríssimo, quando a decisão contrariar orientação jurisprudencial. Letra c. Assunto abordado: Recurso de revista. CLT. Art. 896. Cabe Recurso de Revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das decisões proferidas em grau de recurso ordinário, em dissídio individual, pelos Tribunais Regionais do Trabalho, quando: a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal inter- pretação diversa da que lhe houver dado outro Tribu- nal Regional do Trabalho, no seu Pleno ou Turma, ou a Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, ou contrariarem súmula de jurisprudência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do Supre- mo Tribunal Federal; b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual, Convenção Coletiva de Trabalho, Acordo Coletivo, sentença normativa ou regulamento empresarial de observância obrigatória em área territorial que exceda a jurisdição do Tribunal Regional prolator da decisão recorrida, interpretação divergente, na for- ma da alínea a; c) proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal. § 9º Nas causas sujeitas ao procedimento sumarís- simo, somente será admitido recurso de revista por contrariedade a súmula de jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho ou a súmula vincu- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º lante do Supremo Tribunal Federal e por violação di- reta da Constituição Federal. SÚM 442, TST. PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO. RECURSO DE REVISTA FUNDAMENTADO EM CON- TRARIEDADE A ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL. INADMISSIBILIDADE. ART. 896, § 6º, DA CLT, ACRES- CENTADO PELA LEI Nº 9.957, DE 12.01.2000. Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo, a admissibilidade de recurso de revista está limitada à demonstração de violação direta a dispositivo da Constituição Federal ou contrariedade a Súmula do Tribunal Superior do Trabalho, não se admitindo o re- curso por contrariedade a Orientação Jurisprudencial deste Tribunal (Livro II, Título II, Capítulo III, do RITST), ante a ausência de previsão no art. 896, § 6º, da CLT. Com base no art. 896 da CLT: (A) Errada. Cabe recurso de revista no procedimento or- dinário, quando, na interpretação de lei federal, a deci- são recorrida contrariar decisão de outro TRT (pleno ou turma), e não de outro juiz do trabalho. (B) Errada. Cabe recurso de revista no procedimento ordinário quando a decisão contrariar súmula do TST, e não do STJ. (C) Certa. Cabe recurso de revista no procedimento or- dinário quando a decisão violar literal e diretamente a Constituição Federal. (D) Errada. Cabe recurso de revista no procedimento su- maríssimo, quando o acórdão do TRT contrariar CF, sú- mula do TST ou súmula do STF, mas não quando a deci- são contrariar orientação jurisprudencial (art. 896, § 9º, CLT e Súmula 442, TST). Direito Previdenciário Fernando Maciel 75 Jorge e Luísa são segurados obrigatórios do RGPS, ele na condição de empregado, ela atuando como doméstica, sendo que ambos recebem remuneração mensal de um salário-mínimo. Casados há 20 anos, desse relaciona- mento resultaram três filhos: Mário, de 14 anos, Júlia, de 10 anos, e Roberto, de 8 anos de idade. Jorge possui outro filho de um relacionamento anterior, chamado Al- berto, que possui 16 anos de idade e é portador de uma deficiência de natureza física. Assinale a alternativa cor- reta em matéria do benefício de salário-família: (A) Jorge tem direito a receber 4 cotas do benefício, rela- tivas aos filhos Alberto, Mário, Júlia e Roberto. (B) Luísa tem direito a receber 3 cotas do benefício, rela- tivas aos filhos Mário, Júlia e Roberto. (C) Jorge tem direito a receber 2 cotas do benefício, rela- tivas aos filhos Júlia e Roberto. (D) Luísa tem direito a receber a cota relativa ao seu en- teado Alberto. Letra c. Assunto abordado: Salário-família. Jorge e Luísa são segurados de baixa renda elegíveis ao recebimento do salário-família, pois são enquadrados na condição de empregado e doméstica, respectivamen- te (art. 65, Lei n. 8.213/1991). Com relação ao quantita- tivo de cotas, o filho Mário não ensejará direito, pois já possui 14 anos completos (art. 66, Lei n. 8.213/1991), o que evidencia o erro das alternativas “a” e “b”. Com re- lação ao filho Alberto, apesar de sua condição de pessoa com deficiência, não ensejará o direito ao benefício, pois apenas o filho maior de 14 anos inválido (e não aquele que possuir deficiência) é que legitima a concessão do benefício (art. 66, Lei n. 8.213/1991), motivo pelo qual estão erradas as alternativas “a” e “d”. Portanto, somen- te Júlia e Roberto ensejarão o direito ao benefício, o que evidencia o acerto da letra “c”. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º 76 Dez dias após o parto do seu primeiro filho, João, a se- gurada do RGPS Maria Gonzaga veio a falecer em virtu- de de uma infecção contraída no período de internação hospitalar. Em virtude disso, João passará a ficar sob os cuidados do seu pai, Lauro Gonzaga, com quem Maria era casada há 2 anos. Assinale a alternativa correta em matéria de salário-família. (A) Em virtude do falecimento de Maria, João, também segurado do RGPS, terá direito a receber o salário- -maternidade pelo prazo de 120 dias. (B) Em virtude do falecimento de Maria, João, também segurado do RGPS, terá direito a receber o salário- -maternidade pelo prazo de 110 dias. (C) O benefício de salário-maternidade a ser concedi- do ao cônjuge sobrevivente terá o seu pagamento adiantado pelo empregador, que depois iráproceder a compensação quando do recolhimento de suas contribuições sociais. (D) João, na condição de cônjuge sobrevivente, não fará jus ao salário-maternidade, porquanto se trata de um benefício de caráter personalíssimo das segura- das mulheres. Letra b. Assunto abordado: Salário-maternidade. Considerando o falecimento de Maria ocorrido 10 dias após o parto, o seu cônjuge Lauro terá direito a receber o salário-maternidade pelo prazo remanescente, ou seja, por mais 110 dias, o que evidencia o erro das letras “a” e “d” e o acerto da letra “b” (art. 71-B, Lei n. 8.213/1991). No caso do salário-maternidade remanescente, o paga- mento será efetuado diretamente pela Previdência So- cial (art. 71-B, § 2º, Lei n. 8.213/1991), motivo pelo qual está errada a letra “c”. Direito Financeiro Anderson Ferreira 77 Conforme a Lei n. 4.320/1964, classificam-se as subven- ções econômicas como (A) receita corrente. (B) despesa de capital. (C) despesa corrente. (D) receita de capital. Letra c. Assunto abordado: Receita e Despesa Pública na Lei n. 4.320/1964. Veja a literalidade do caput e § 3º, inciso II, da Lei n. 4.320 de 1964: Art. 12. A despesa será classificada nas seguintes ca- tegorias econômicas: DESPESAS CORRENTES Despesas de Custeio Transferências Correntes (...) § 3º Consideram-se subvenções, para os efeitos desta lei, as transferências destinadas a cobrir despesas de custeio das entidades beneficiadas, distinguindo-se como: (...) II – subvenções econômicas, as que se destinem a empresas públicas ou privadas de caráter industrial, comercial, agrícola ou pastoril. Como as subvenções são transferências correntes, de acordo com a supramencionada Lei, e as transferências correntes são despesas correntes, então as subvenções econômicas são consideradas despesas correntes. 78 Suponha que o presidente da República esteja elabo- rando um projeto de lei que estabeleça as diretrizes da política fiscal e respectivas metas, em consonância com a trajetória sustentável da dívida pública. Diante desse cenário, assinale a alternativa correta. (A) O projeto de lei se refere à lei de diretrizes orçamen- tárias, a ser futuramente sancionada como lei or- dinária. (B) O projeto de lei se refere ao plano plurianual, a ser futuramente sancionado como lei complementar. (C) O projeto de lei se refere ao plano plurianual, a ser futuramente sancionado como lei ordinária. (D) O projeto de lei se refere à lei de diretrizes orçamen- tárias, a ser futuramente sancionada como lei com- plementar. Letra a. Assunto abordado: Orçamento na Constituição – PPA, LDO e LOA. Sabe-se que, se a Constituição é silente, a lei que regula- rá a matéria será lei ordinária. Ademais, veja a literalida- de do art. 165, inciso II, e § 2º, da Constituição: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo esta- belecerão: (...) II – as diretrizes orçamentárias; (...) § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública fede- ral, estabelecerá as diretrizes de política fiscal e res- pectivas metas, em consonância com trajetória sus- tentável da dívida pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de apli- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 2º Simulado – OAB – 1ª Fase do Exame 41º cação das agências financeiras oficiais de fomento. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 109, de 2021) Dessa forma, fica esclarecido que a lei a ser futuramen- te sancionada, de acordo com a situação hipotética do enunciado, é a lei de diretrizes orçamentárias, na forma de lei ordinária. Direito Eleitoral Odair José 79 Conforme dispõe a Lei n. 9.504/1997, no seu artigo 36, a propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15 de agosto do ano da eleição. A fim de garantir a igualdade na disputa eleitoral, a juris- prudência do Tribunal Superior Eleitoral tem combatido a propaganda eleitoral antecipada. Sobre esse tema, nos termos da legislação eleitoral e jurisprudência em vigor, é correto o que se afirma em: (A) Não se caracteriza propaganda eleitoral antecipada a veiculação de propaganda institucional com propó- sito de identificar programas da instituição com pro- gramas do governo. (B) A configuração de propaganda eleitoral antecipada independe da distância temporal entre o ato impug- nado e a data das eleições ou das convenções parti- dárias de escolha dos candidatos. (C) Ao postulante a candidatura a cargo eletivo é per- mitida a realização, na quinzena anterior à escolha pelo partido, de propaganda intrapartidária com vis- ta à indicação de seu nome, admitido o uso de rádio, televisão e outdoor. (D) Somente a partir do dia 16 de agosto do ano eleitoral será permitida a propaganda política paga no rádio e na televisão. Letra b. Assunto abordado: Propaganda eleitoral. (A) Errada. É o contrário do que se afirmou na alternati- va (Ac.-TSE, de 11.6.2014, no AgR-Rp nº 14392). (B) Certa. A afirmação se refere ao entendimento juris- prudencial do Tribunal Superior Eleitoral (Ac.-TSE, de 6.4.2010, na Rp nº 1406). (C) Errada. O erro está na parte final da afirmação, “admitido o uso de rádio, televisão e outdoor” (Lei n. 9.504/1997, art. 36, § 1º). (D) Errada. Não é permitida a propaganda paga no rádio e na televisão (Lei n. 9.504/1997, art. 36, § 2º). 80 João foi eleito prefeito do município Alfa. Após dois anos da sua posse, desfiliou-se do partido X, pelo qual foi eleito. Diante de tal fato, o presidente do partido X procurou um advogado a fim de saber quais providências pode- riam ser tomadas contra João. O advogado consultado respondeu corretamente que (A) O partido X tem o prazo de trinta dias para ingressar com ação de perda de mandato eletivo contra João em razão da infidelidade partidária. (B) A ação por infidelidade partidária contra João deve- rá ser processada e julgada originariamente no Juízo Eleitoral da cidade Alfa. (C) A perda do mandato em razão da desfiliação partidá- ria não se aplica aos candidatos eleitos pelo sistema majoritário. (D) Por já ter concluído dois anos de mandato, João não tem dever de fidelidade partidária. Letra c. Assunto abordado: Fidelidade partidária. Sistemas eleitorais. (A) Errada. Embora o prazo para ingressar com a ação por perda de mandato em razão da infidelidade partidá- ria seja de trinta dias para o partido político, a afirmação está errada porque o mandato de prefeito não tem de- ver de fidelidade (Res. TSE 22.610/2007). (B) Errada. Juiz eleitoral não tem competência para pro- cessar e julgar ação por infidelidade partidária. Além dis- so, o cargo de prefeito não tem dever de fidelidade (Res. TSE 22.610/2007). (C) Certa, de acordo com a Súmula 67 do TSE. (D) Errada. Não há qualquer regra quanto ao tempo do mandato em relação à desobrigação de fidelidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para sthefanie santos silveira - , vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.