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Nome do professor 
 
Sobre a autora 
Ana Carolina Lopes de Azevedo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A autora Msc. Ana Carolina Lopes de Azevedo possui graduação em 
Engenharia Civil pelo Centro Universitário Redentor (UNIREDENTOR) de Itaperuna 
(2014). Trabalhou na Secretaria de Obras de Itaperuna (2013 e 2014). Tem 
especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho também pelo Centro 
Universitário Redentor (UNIREDENTOR) de Itaperuna (2017), Mestre em Engenharia 
de Transportes pelo Instituto Militar de Engenharia - IME (2017). Produziu questões 
para a empresa Kroton Educacional, atualmente é doutoranda do Curso de Pós-
graduação em Engenharia de Defesa pelo IME e professora de Engenharia de 
Trânsito para o curso de Engenharia Civil EaD do Centro Universitário Redentor. 
 
 
 
Apresentação 
 
 
 
 
Olá querido aluno (a), seja muito bem-vindo (a)! 
 
Nossa disciplina intitula-se Portos, Aeroporto e Hidrovias e dedica-se a estudar 
as questões relevantes aos modos de transporte aquaviário e aeroviário. 
Nela começaremos a estudar o transporte aquaviário, suas classificações e 
características. Em seguida estudaremos suas tecnologias, conheceremos os portos 
e hidrovias mais importantes. Também veremos ao longo de nossas aulas sobre as 
cargas e os diferentes tipos de embarcações e as obras realizadas para que as 
embarcações consigam vencer os desníveis no transporte fluvial. E por último 
estudaremos sobre capacidade do transporte e as obras portuárias. 
Em uma segunda parte da nossa disciplina veremos o transporte aeroviário e 
suas características, tipos de cargas e tecnologias usadas para torna-lo mais eficiente. 
Veremos também sobre o dimensionamento das pistas e do pavimento e como é feita 
a escolha do local em que o aeroporto será construído. Por fim estudaremos sobre a 
drenagem das pistas e a sua importância para a segurança. 
Esperamos que após conhecer e estudar todos esses assuntos, seja 
despertado em vocês a curiosidade de se aprofundar ainda mais nestes modais. 
. 
. 
. 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este caderno de estudos tem como objetivos: 
 
 Capacitar o aluno através dos assuntos abordados a compreender 
melhor sobre portos aeroportos e hidrovias; 
 Apresentar ao aluno a importância destes modais para a malha de 
transporte brasileira; 
 Mostrar os impactos que a implantação de um aeroporto traz para 
uma cidade; 
 Mostrar o quanto o transporte aquaviário é eficiente e capaz de 
transportar mais carga por um baixo preço; 
 Tratar as questões relacionadas ao dimensionamento e obras 
portuárias e aeroportuárias. 
 
 
 
 
Sumário 
 
 
AULA 1 - SISTEMA DE TRANSPORTE AQUAVIÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 13 
1.1 Marítimo ........................................................................................................... 14 
1.2 Fluvial ............................................................................................................... 16 
1.3 Lacustre ............................................................................................................ 17 
1.4 Importância do transporte aquaviário .......................................................... 18 
 
AULA 2 - TECNOLOGIAS DO AQUAVIÁRIO 
2 TECNOLOGIAS DO AQUAVIÁRIO ............................................................................. 27 
2.1 Gestão de emergências em navios .............................................................. 27 
2.2 Tecnologias para melhorar a infraestrutura portuária ................................. 27 
2.3 Evolução frota marítima ................................................................................. 31 
 
AULA 3 - PORTOS: TRANSPORTE MARÍTIMO E HIDROVIÁRIO 
3 PORTOS: TRANSPORTE MARÍTIMO E HIDROVIÁRIO .................................................. 39 
3.1 Portos Marítimos .............................................................................................. 39 
3.1.1 Características dos principais portos brasileiros ................................. 41 
 
AULA 4 - HIDROVIAS 
4 HIDROVIAS ................................................................................................................ 60 
4.1 Hidrovias .......................................................................................................... 61 
 
AULA 5 - CARGAS E EMBARCAÇÕES 
5 CARGAS E EMBARCAÇÕES ...................................................................................... 73 
5.1 Cargas .............................................................................................................. 73 
5.2 Dimensões e características dos navios ....................................................... 76 
5.3 Embarcações Marítimas ................................................................................. 77 
5.4 Embarcações Fluviais ..................................................................................... 84 
 
AULA 6 - OBRAS DE TRANSPOSIÇÃO DE DESNÍVEL 
 
 
 
6 OBRAS DE TRANSPOSIÇÃO DE DESNÍVEL ................................................................. 93 
6.1 Sistemas mecânicos ....................................................................................... 93 
6.2 Sistemas hidráulico ......................................................................................... 94 
6.3 Eclusas .............................................................................................................. 94 
6.4 Componentes das eclusas ............................................................................. 96 
6.5 Distribuição das eclusas pelo Brasil ............................................................... 98 
 
AULA 7 - CAPACIDADE DO TRANSPORTE AQUAVIÁRIO 
7 CAPACIDADE DO TRANSPORTE AQUAVIÁRIO ...................................................... 105 
7.1 Limitação da Rota ......................................................................................... 105 
7.2 Limitações dos Terminais .............................................................................. 106 
7.3 Limitações do Tipo de Carga ....................................................................... 106 
7.4 Restrição da Via ............................................................................................ 106 
7.5 Dimensionamento portuário ......................................................................... 107 
7.6 Dimensionamento operacional do berço e retroporto ............................. 108 
 
AULA 8 - OBRAS PORTUÁRIAS 
8 OBRAS PORTUÁRIAS ................................................................................................ 116 
8.1 Tipos de portos .............................................................................................. 116 
8.2 Processo de escolha de local para a instalação dos portos .................... 119 
8.3 Obras de acostagem de navios .................................................................. 120 
8.4 Obras de proteção ....................................................................................... 124 
 
AULA 9 - SISTEMA DE TRANSPORTE AÉREO 
9 SISTEMA DE TRANSPORTE AÉREO ............................................................................ 132 
9.1 Organização do Transporte Aéreo .............................................................. 133 
9.2 Considerações Importantes ......................................................................... 134 
9.3 Organizações ................................................................................................ 134 
 
AULA 10 - COMPONENTES DO SISTEMA DE TRANSPORTE AÉREO 
10 TRANSPORTE URBANO ............................................................................................. 143 
10.1 Terminais, Aeronaves e Insumos ................................................................
143 
10.2 Cargas .......................................................................................................... 145 
 
 
 
AULA 11 - TECNOLOGIAS DO TRANSPORTE AÉREO 
11 TECNOLOGIAS DO TRANSPORTE AÉREO ................................................................ 157 
11.1 Conceitos importantes ................................................................................ 158 
11.2 Tipos de Decolagem e aterrissagem ......................................................... 160 
11.3 Classes da aviação ..................................................................................... 162 
 
AULA 12 - DIMENSIONAMENTO E COMPRIMENTO DE PISTA 
12 DIMENSIONAMENTO E COMPRIMENTO DE PISTA .................................................. 172 
12.1 Sistema de pista ........................................................................................... 172 
12.2 Pista de Pouso e Decolagem ...................................................................... 172 
 
AULA 13 - ESCOLHA DE SÍTIO AEROPORTUÁRIO 
13 ESCOLHA DE SÍTIO AEROPORTUÁRIO ..................................................................... 187 
13.1 Plano diretor de um aeroporto ................................................................... 187 
13.1.1 Fases de projetos ................................................................................. 187 
13.1.2 Informações básicas ........................................................................... 188 
13.1.3 Estudos preliminares ............................................................................ 188 
13.1.4 Escolha do local .................................................................................. 189 
13.1.5 Planejamento do aeroporto ............................................................. 189 
13.2 Impactos ....................................................................................................... 190 
13.2.1 Impacto social ..................................................................................... 190 
13.2.2 Impacto econômico .......................................................................... 190 
13.2.3 Impacto ambiental ............................................................................. 190 
13.3 Plano diretor segundo a ICAO .................................................................... 190 
 
AULA 14 - DADOS AERONÁUTICOS 
14 DADOS AERONÁUTICOS ......................................................................................... 201 
14.1 Requisitos para exatidão, resolução e integridade ................................. 204 
14.1.1 Exatidão ................................................................................................ 204 
14.1.2 Resolução ............................................................................................. 204 
14.1.3 Integridade .......................................................................................... 205 
 
AULA 15 - DIMENSIONAMENTO DO PAVIMENTO 
15 DIMENSIONAMENTO DO PAVIMENTO .................................................................... 212 
 
 
15.1 Conceitos ..................................................................................................... 212 
15.2 Tipos de trem de pouso ............................................................................... 213 
15.3 Mecânica dos pavimentos ......................................................................... 213 
15.4 Dimensionamento de pavimentos ............................................................. 214 
15.5 Método de dimensionamento do Corpo de Engenheiros Americanos .. 215 
15.5.1 Dimensionamento e Pavimento flexível .......................................... 217 
15.5.2 Dimensionamento e Pavimento rígido ............................................ 221 
 
AULA 16 - DRENAGEM EM AEROPORTOS 
16 DRENAGEM EM AEROPORTOS ................................................................................ 228 
16.1 Objetivos ....................................................................................................... 228 
16.2 Causas de uma drenagem ineficiente ...................................................... 228 
16.3 Tipos de drenagem ...................................................................................... 229 
16.3.1 Drenagem superficial ......................................................................... 229 
16.3.2 Drenagem subsuperficial ................................................................... 230 
16.3.3 Drenagem profunda .......................................................................... 231 
16.4 Dimensionamento ........................................................................................ 232 
16.4.1 Método Racional ................................................................................ 232 
 
 
 
 
Iconografia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema de transporte aquaviário 
Aula 1 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula faremos uma introdução sobre o transporte aquaviário, 
apresentando conceitos e curiosidades que os ajudarão ao decorrer da disciplina. Aqui 
o conteúdo será amplo abordando as subclassificações desse modal para maior 
conhecimento de vocês alunos. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Conhecer os conceitos básicos do transporte aquaviário; 
 Conhecer alguns componentes do modal; 
 Entender sobre as áreas do modal aquaviário; 
 Saber um pouco mais sobre a evolução do transporte aquaviário. 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 13 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
O Brasil é um país com proporções continentais, com produtores de alimentos, 
produtos e insumos distribuídos por todo o território nacional. Por isso um sistema de 
transportes integrado fazendo com que tudo seja distribuído de forma equilibrada para 
todos os estados é fundamental. 
Os modos de transporte são divididos em: 
 Rodoviário; 
 Ferroviário; 
 Aéreo; 
 Aquaviário; 
 Dutoviário. 
 
O sistema de transporte aquaviário é descrito como o 
transporte realizado pela água e que quando comparados com outros 
modais apresenta uma baixa emissão de CO², conforme podemos 
observar na figura. Ele é subdividido em: marítimo, fluvial e lacustre. 
Antes de conversarmos sobre cada um dos três, vamos relembrar algumas definições 
importantes. 
 VIAS – quando analisada em mares, grandes rio e lagos são chamadas de 
rota, pois, são calculadas pela linha que a embarcação deverá seguir. Porém quando 
analisadas em canais artificiais, naturais e acessos a portos são chamadas de via 
materializada. 
 VEÍCULOS – são as embarcações. Podem ser de diversos materiais 
(madeira, aço, alumínio, outros.), tipos e classes. 
 TERMINAIS – são as instalações construídas para do acesso ao transporte 
aquaviário, portos, trapiche, embarcadouro, terminal. Podem ser ainda divididos em 
marítimos, fluviais e lacustres; público ou privado; e são compostos de três áreas, 
(Erro! Fonte de referência não encontrada.): 
 Anteporto; 
 Porto; 
 Retroporto. 
P á g i n a | 14 
 
 
Figura 1: Área portuárias. 
 
Fonte: Material de Aula de Transporte aquaviário, José Calos C. Amorim, IME (2018) 
1.1 Marítimo 
O transporte marítimo, como o próprio nome já diz, é o realizado por mares e 
oceanos. Ele é caracterizado por sua alta eficiência energética, capacidade de 
transportar grande quantidade de carga, etc., porém, além de apresentar algumas 
vantagens, ele apresenta algumas desvantagens também, como: investimento inicial 
e custo operacional elevados, transporte é lento, apresenta a necessidade da 
construção de portos, etc. 
Ele pode ser subdividido em: marítimo de longo curso e marítimo de 
cabotagem. 
a) Longo curso – é o transporte internacional, realizado pelo oceano. 
b) Cabotagem – é o transporte marítimo realizado ao longo da costa. (Erro! F
onte de referência não encontrada.)
P á g i n a | 15 
 
 
Figura 2: Ilustração do transporte marítimo de cabotagem. 
 
Fonte: SILVA (2016) 
O transporte marítimo, ao longo dos anos veio sofrendo uma evolução, 
principalmente quando falamos de embarcações. O quadro nos mostra um pouco 
dessa evolução. 
Quadro 1: Evolução. 
Tipo de embarcação Característica 
 
Galera 
Utilizada a 2000 ac, tinha 
como instrumento de 
navegação uma agulha 
imantada. 
 
Coggas 
Navios à vela ou a remos, 
desenvolvidos no norte da 
Europa no séc. XIII. Utilizados 
para atravessar o Atlântico 
Norte até o Mediterrâneo, 
onde era o centro do 
comércio. 
P á g i n a | 16 
 
 
Quadro 1: Evolução (conclusão). 
 
Caravelas 
Utilizadas no séc. XV, elas 
eram navios com 3 a 4 
mastros. 
 
Clippers 
Foram desenvolvidos para o 
transporte de chá entre a 
China e a Europa. 
 
Navios de aço 
Eram mais leves, fortes e 
duráveis, no sec. XIX, o 
Máquina a vapor tornou 
possível o aumento do porte, 
mais segurança e velocidade 
dos navios. 
 
Atualmente temos navios mais 
seguros e modernos, para 
transporte de pessoas ou 
transporte de cargas. 
 
 
Fonte: (EVOLUÇÃO..., 2018) 
1.2 Fluvial 
O transporte fluvial é realizado por rios, (Figura) que transporta pessoas e 
mercadorias por barcos, navios ou balsas. No Brasil ele corresponde a apenas 13% 
P á g i n a | 17 
 
 
do transporte do país. Em outros países como o Japão e nos Estados Unidos, por 
exemplo elas não muito usadas para deslocamento interno. 
Figura 3: Exemplos de transporte fluvial. 
 
Fonte: Globo Rural (2017) e Mundo Maritimo (2017) 
Apesar de ser um transporte lento, ele é um excelente modo de transporte tanto 
de pessoas quanto de cargas, por apresentar capacidade para transportar grandes 
volumes, além de ser menos poluente que os transportes rodoviário e ferroviário por 
exemplo. Porém, para ser utilizado o rio deve apresentar algumas características que 
são verificadas antes do uso: profundidade, relevo, largura, etc. No Brasil existe em 
média 48 mil quilômetros de rios navegáveis, o que o torna um transporte bem 
utilizado no país, principalmente na região Norte, porém alguns rios durante a seca 
deixam de ser navegáveis, o que dificulta o transporte. 
1.3 Lacustre 
O transporte lacustre é realizado por lagos e lagoas, e assim como o fluvial 
transporta pessoas e mercadorias por barcas, barcos, balsas, outros. Ele é um 
transporte barato e lento, não muito visto, pois são poucos os lagos com grande 
extensão. Porém são baratos e com baixos valores de manutenção, baixo consumo 
de combustível e baixo impacto ambiental. No Brasil podemos citar dois destaques, a 
Lagoa dos Patos, No Rio Grande do Sul e a Lagoa Mirim que conecta o Sul do Brasil 
ao Uruguai. 
 
 
 
 
P á g i n a | 18 
 
 
Figura 4: Ilustração da lagoa dos Patos e Mirim. 
 
Fonte: LAGOS (2014) 
1.4 Importância do transporte aquaviário 
A vasta bacia hidrográfica e o extenso litoral brasileiro com 42 mil quilômetros 
de rios navegáveis, segundo o site Governo do Brasil e 7,5 mil quilômetros de costa 
marítima, permitindo o desenvolvimento de um sistema de transporte aquaviário 
relevante para o país. A figura esclarece o quanto mais eficiente é o transporte 
aquaviário quando comparado ao rodoviário e ferroviário. Enquanto uma só barca tem 
a capacidade para transporte de 1500 toneladas, para transportar essa mesma 
quantidade seriam necessários 15 vagões e 58 carretas. 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 19 
 
 
Figura 5: Comparativo de capacidade de carga entre o transporte aquaviário, ferroviário e 
rodoviário. 
 
Fonte: GOVERNO DO BRASIL (2017) 
Apesar dos números mostrados mais acima e outros como baixo impacto 
ambiental, menor custo operacional e segurança, menos de 15% do transporte de 
carga no Brasil é feito pelo modal de transporte aquaviário. 
Outros pontos importantes são: 
a) Segurança Nacional – possuindo uma frota própria faz com que o país 
tenha um papel de destaque no cenário nacional em caso de crise diplomática ou 
militar por exemplo. 
b) Reserva estratégica – uma marinha mercante com navios próprios 
consegue diminuir o poder dos concorrentes estrangeiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Exercícios: 
1) São características positivas e negativas 
respectivamente do modal aquaviário: 
 
VANTAGENS DESVANTAGENS 
I – Maior capacidade de integração 
continental 
I – Menor segurança contra 
avarias. 
 
II – Menor custo 
II – Capacidade restrita de 
cargas 
III – Maior frequência 
III – Maior distanciamento da 
área produção. 
IV – Maior capacidade de carga IV – Custo mais elevado. 
V – Maior capacidade de integração. V – Menor disponibilidade. 
VI – Maior segurança e controle. 
VI – Menor velocidade de 
circulação. 
VII – Menor custo de implementação. 
VII – Reduzida segurança e 
maior risco. 
VIII – Maior volume e variedade de 
carga 
VIII – alto custo de investimento 
e manutenção. 
 
VANTAGENS DESVANTAGENS 
a) I, III e VII III, IV e VIII 
b) I, V e VII IV e VII 
c) I, V e VII V e VII 
d) II, IV e VII IV e VIII 
e) I e VIII I, III, V e VII 
 
2) Caracteriza como um dos meios mais importantes para a logística nacional. 
Apesar disto, o país não explora toda a sua capacidade neste setor. Nossa 
infraestrutura é deficiente nessa área, mas ainda assim transportamos uma grande 
quantidade de produtos por esse meio de transporte, esta quantidade seria muito 
maior se fosse investido mais neste setor. Pode ser considerado um importante fator 
estratégico, uma vez que possibilita uma maior integração, não apenas nacional, mas 
também com os outros países. O texto refere-se ao padrão: 
a) Ferroviário. 
b) Aéreo. 
c) Dutoviário. 
d) Intermodal. 
e) Aquaviário 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
Em nossa aula: 
 
Aprendemos sobre o sistema de transporte aquaviário e suas características, 
conhecendo sobre vias, terminais e veículos. Além desses pontos iniciais vimos e 
aprendemos sobre subáreas: porto, anteporto e retroporto e sua localização dentro da 
área portuária. Em seguida abordamos sobre o transporte marítimo, lacustre e fluvial 
e suas características e importância e por fim, sobre a evolução do transporte 
aquaviário atualmente. 
 
 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Transporte aquaviário 
<https://www.youtube.com/watch?v=sJ5q2Ar02TE>. 
<https://www.youtube.com/watch?v=qzIuRdMzvoA>. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=sJ5q2Ar02TE
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
GLOBO RURAL. Empresa bate recorde ao transportar 55 mil toneladas de 
soja até o Uruguai por hidrovia. 2017. Disponível em: 
<https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/Soja/noticia/2017/06/empres
a-bate-recorde-ao-transportar-55-mil-toneladas-de-soja-ate-o-uruguai-por-
hidrovia.html>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
GOVERNO DO BRASIL (Brasil) (Org.). Brasil tem 42 mil quilômetros de rios 
potencialmente navegáveis. 2017. Disponível em: 
<http://www.brasil.gov.br/noticias/infraestrutura/2017/09/brasil-tem-42-mil-
quilometros-de-rios-potencialmente-navegaveis>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
LAGOS, Lagoas e Lagunas. 2014. Disponível em: 
<http://1000dias.com/rodrigo/lagos-lagoas-e-lagunas>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
Material de Aula de Transporte aquaviário, José Calos C. Amorim, IME, 2018 
 
MUNDO MARITIMO: INFORMACÍON MARÍTIMA LATINOAMÉRICA. A través 
del transporte fluvial buscan unir ciudades de Argentina y Uruguay. 2017. 
Disponível em: <https://www.mundomaritimo.cl/noticias/a-traves-del-transporte-
fluvial-buscan-unir-ciudades-de-argentina-y-uruguay>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
SILVA, Cleydson. Cabotagem e o uso Racional da Matriz de Transportes 
no Brasil. 2016. Disponível em: 
<https://transportesaquaviarios.blogspot.com/2016/02/>. Acesso em: 25 set. 2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 1 
Exercícios 
 
 
 
 
1) Marque a alternativa que aparece os três tipos de
transporte aquaviário: 
a) Lacustre, Fluvial, Hidroviário. 
b) Fluvial, Lacustre e Marítimo. 
c) Marítimo, Hidroviário e Eclusa. 
d) Hidroviário, Eclusa e Fluvial. 
 
2) Com relação ao transporte aquaviário, sabemos que ele pode ser dividido 
em três áreas. Assinale a alternativa que corresponde as essas três áreas: 
a) Anteporto, vias, terminais. 
b) Porto, Retroporto e terminais. 
c) Anteporto, Porto e Retroporto. 
d) Vias, Terminais e Embarcadouro. 
 
3) A imagem abaixo mostra as três áreas apresentadas na questão anterior. 
Relacione as colunas para indicar o nome de cada uma dessas áreas. 
Figura 6: Exercício. 
 
 
P á g i n a | 25 
 
 
(1) (A) Anteporto 
(2) (B) Retroporto 
(3) (C) Porto 
 
(a) 1-A; 2-C; 3-B 
(b) 1-B; 2-A; 3-C 
(c) 1-C; 2-B; 3-A 
(d) 1-A; 2-B; 3-C 
 
4) O transporte marítimo é realizado pelo mar, sabermos que ele pode ser de 
cabotagem ou longo curso. Sobre esse assunto masque a alternativa correta. 
a) O transporte marítimo de longo curso é realizado pela costa do país. 
b) O transporte marítimo de cabotagem é um transporte realizado entre 
continentes. 
c) O transporte marítimo de cabotagem é realizado pela costa do país. 
d) Não existe diferença entre o transporte marítimo de cabotagem e o longo 
curso. 
 
 
 
 
 
Tecnologias do aquaviário 
Aula 2 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula conheceremos algumas tecnologias que vem sendo desenvolvidas 
para tornar o transporte aquaviário a melhor opção. Como funciona a gestão de 
emergência dos navios, as tecnologias para tentar melhorar a infraestrutura portuária, 
e a evolução dos navios de carga. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender as tecnologias que ajudam a tornar o transporte aquaviário 
mais eficiente; 
 Conhecer a evolução da frota de navios de carga; 
 Compreender como funciona a gestão de emergência dos navios; 
 Aprender o que é TEU e calado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 27 
 
 
2 TECNOLOGIAS DO AQUAVIÁRIO 
Na aula anterior vimos que com o passar dos anos uma evolução tecnológica 
vem ocorrendo no transporte aquaviário. Isso se dá pela necessidade de aumentar a 
segurança, velocidade, qualidade do transporte e eficiência na entrega. Nesta aula 
conheceremos algumas tecnologias que vem sendo desenvolvidas para tornar o 
transporte aquaviário a melhor opção. 
2.1 Gestão de emergências em navios 
A cada dia que passa, aumenta a preocupação com a questão da segurança, 
e no transporte aquaviário não é diferente. Após alguns acidentes como os dos navios 
Costa Concordia e do Sewol da Coreia do Sul que fizeram cerca de 300 vítimas, vem-
se tentando estudar evacuações seguras e eficientes dos passageiros. Um exemplo 
é o Lynceus2Market, projeto apoiado pelo fundo europeu. 
Figura 7: Gestão de emergência de navios. 
 
Fonte: Transporte Marítimo Agregar e Partilhar Informação Relacionada Com O Transporte 
Marítimo e A Economia Azul (2017) 
2.2 Tecnologias para melhorar a infraestrutura portuária 
Buscando acelerar o tempo de carga e assim reduzir o tempo de espera dos 
navios ancorados (que ainda não foram autorizados a entrar e atracar para ser 
P á g i n a | 28 
 
 
carregado ou descarregado) tem-se buscado cada dia mais novas tecnologias como 
por exemplo os equipamentos mostrados da Figura 9 a Figura 15. 
Figura 8: Guindaste de pórtico montado em trilho. 
 
Fonte: KONECRANES (2018) 
Figura 9: Konecranes Noell Straddle Carriers - são manobrabilidade, alta velocidade e 
confiabilidade. 
 
Fonte: KONECRANES (2018) 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 29 
 
 
Figura 10: Guindastes Portuários Móveis Konecranes Gottwald. 
 
Fonte: KONECRANES (2018) 
Figura 11: Guindastes de contêineres Ship-to-Shore (STS). 
 
Fonte: KONECRANES (2018) 
Figura 12: Guindastes de manuseio de blocos de pontes, semi-pórticos e pórticos. 
 
Fonte: KONECRANES (2018) 
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Figura 13: Guindastes flutuantes - são um tipo especial de guindaste de lança única para 
lançamentos e reparos em docas flutuantes. 
 
Fonte: KONECRANES (2018) 
Figura 14: Guindaste portuário -com pneus de borracha é um guindaste Modelo 2 que foi 
desenvolvido para cais estreitos e instalações de cais confinados. 
 
Fonte: KONECRANES (2018) 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 31 
 
 
Figura 15: Os guindastes portuários rodando sobre trilhos que podem ser facilmente 
integrados à infraestrutura do terminal. 
 
Fonte: TEREX CORPORATE (2018) 
 
 
Vídeo 
<https://www.youtube.com/embed/DQx6AvLvywo?rel=0&autoplay=1>. 
<https://www.youtube.com/embed/Kg-FvIof46w?rel=0&autoplay=1>. 
<https://www.youtube.com/embed/jqsV84aqn5c?rel=0&autoplay=1>. 
 
2.3 Evolução frota marítima 
Como já foi dito os navios de carga vem se modernizando com o tempo, 
almejando ser capaz de transportar cada vez mais carga. Na década de 70 os navios 
de carga transportavam cerca de 3 mil TEU, chegando a 21 mil TEU em 2017, como 
podemos ver na figura abaixo. Dessa forma para que os portos possam receber 
veículos tão grandes fez-se necessário aumentar a profundidade sua profundidade. 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 32 
 
 
Figura 16: Evolução dos navios de carga. 
 
Fonte: PORTO DE SANTOS (2017) 
 
 
 
MAS O QUE É TEU? 
Twenty Foot Equivalent Unit (TEU) que significa a unidade equivalente de transporte, 
tendo como padrão um contêiner intermodal de 20 pés (6,10 m de comprimento x 
2,44 m de largura x 2,59 m de altura e aproximadamente 39 m³. 
 
Curiosidades 
<https://webportos.labtrans.ufsc.br/Brasil/Movimentacao>. 
 
Você sabe o que é CALADO? 
Apesar de muitas pessoas acharem, calado não pode ser resumido como 
profundidade. Para navios, o calado é o ponto de segurança do navio até a 
lâmina d’água (Figura), geralmente, quanto maior o calado maior a largura do 
navio, o que permite ele transportar mais carga. Já quando o assunto é porto (cais), 
estamos sim nos referindo à profundidade dele. (Figura18) 
 
 
 
P á g i n a | 33 
 
 
Figura 17: Calado do navio. 
 
Fonte: NÁUTICO E SANTOS (2017) 
Figura 18: Profundidade x calado. 
 
Fonte: O PRATICANTE DE PRÁTICO (2014) 
 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Aprendemos sobre a importância da gestão de emergência nas embarcações 
e conhecemos algumas tecnologias utilizadas para melhorar a infraestrutura portuária. 
Além disso abordamos sobre a evolução dos navios de carga com o avanço da 
tecnologia e da necessidade de transporte e por fim aprendemos sobre o significado 
de TEU e Calado e o quanto eles são importantes na instalação e funcionamento de 
um porto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vídeos relacionados ao conteúdo 
<https://www.youtube.com/watch?v=sIZMtmX0K4w>. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
KONECRANES. BLOCK HANDLING CRANES. Disponível em: 
<https://www.konecranes.com/equipment/shipyard-cranes/block-handling-cranes>. 
Acesso em: 25 set. 2018. 
 
KONECRANES. BOXPORTER RMG. Disponível em: 
<https://www.konecranes.com/equipment/container-handling-equipment/rail-
mounted-gantry-cranes>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
KONECRANES. FLOATING DOCK CRANES. Disponível em: 
<https://www.konecranes.com/node/166496/floating-dock-cranes>. Acesso em: 25 
set. 2018. 
 
KONECRANES. QUAYMATE M50. Disponível em: 
<https://www.konecranes.com/equipment/mobile-harbor-cranes>. Acesso em: 25 set. 
2018. 
 
KONECRANES. RUBBER-TIRED PORTAL HARBOR CRANE. Disponível 
em: <https://www.konecranes.com/equipment/mobile-harbor-cranes/rubber-tired-
portal-harbor-crane>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
KONECRANES. SHIP-TO-SHORE GANTRY CRANES. Disponível em: 
<https://www.konecranes.com/equipment/container-handling-equipment/ship-to-
shore-gantry-cranes>. Acesso em: 25 set. 2018 
 
KONECRANES. STRADDLE CARRIERS. Disponível
em: 
<https://www.konecranes.com/equipment/container-handling-equipment/straddle-
carriers>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
NÁUTICO; SANTOS, Francisco. CALADO AÉREO / AIR DRAFT. 2017. 
Disponível em: <http://salvador-nautico.blogspot.com/2017/04/calado-aereo-air-
draft.html>. Acesso em: 25 set. 2018. 
O praticante de prático, sem manutenção, portos limitam entrada de 
navios. 2014. Disponível em: <http://opraticantedepratico.com/2014/05/sem-
manutencao-portos-limitam-entrada.html>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
Porto de Santos (Org.). A evolução da frota marítima e a necessidade de 
dragagem. 2017. Disponível em: 
<http://dragagem.portodesantos.com.br/portal/noticia?noticia=MjQ2>. Acesso em: 25 
set. 2018 
RANSPORTE MARÍTIMO AGREGAR E PARTILHAR INFORMAÇÃO 
RELACIONADA COM O TRANSPORTE MARÍTIMO E A ECONOMIA 
AZUL. Inovação na gestão de emergências em navios. 2017. Disponível em: 
<https://transportemaritimoglobal.com/2017/05/29/inovacao-na-gestao-de-
emergencias-em-navios/#more-10085>. Acesso em: 25 set. 2017. 
TEREX CORPORATE. Port Solutions: Os guindastes portuários. Disponível 
em: <http://elit.terex.com/pt/tpsweb/harbor-cranes/index.htm>. Acesso em: 25 set. 
2018. 
 
 
 
AULA 2 
Exercícios 
 
 
 
 
1) Em nossa aula conhecemos algumas tecnologias 
desenvolvidas para melhorar a infraestrutura portuária, tornando 
o transporte aquaviário mais eficiente. Cite algumas dessas 
tecnologias e suas funções. 
 
2) Quando estudamos a evolução da frota marinha vimos sobre TEU e calado. 
Sobre esses assuntos, marque a alternativa correta. 
a) TEU corresponde a profundidade do navio dentro da água. 
b) Calado corresponde a unidade equivalente de transporte para um contêiner 
intermodal de 20 pés. 
c) Calado corresponde à distância entre o funcho do navio até a altura da 
lâmina d’água 
d) Quando falamos em TEU e calado queremos dizer a mesma coisa. 
 
3) CGM-RJ (2015) É possível o parcelamento de diversos tipos de obras 
usualmente contratadas pelo poder público. Contudo, NÃO é recomendável o 
parcelamento para o seguinte tipo de obra: 
a) canais e irrigação 
b) dragagem e derrocagem 
c) portos 
d) ferrovias 
 
4) Petrobrás (2014) A navegação mercante realizada entre portos do território 
brasileiro denomina-se 
a) cabotagem 
b) sea-bea 
c) dutoviária 
d) navegação interior 
e) navegação de longo curso 
 
 
 
Portos: transporte marítimo e hidroviário 
Aula 3 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula estudaremos sobre os portos marítimos, sobre suas administrações 
ao longo dos anos. Conheceremos também os principais portos marítimos do Brasil e 
suas características. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender sobre os portos marítimos brasileiros; 
 Compreender sobre a administração portuária; 
 Saber um pouco mais sobre os principais portos brasileiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 39 
 
 
3 PORTOS: TRANSPORTE MARÍTIMO E HIDROVIÁRIO 
3.1 Portos marítimos 
O Brasil teve sua primeira experiência com comércio internacional no ano de 
1808, devido ao Decreto de abertura dos Portos, autorizado por Dom João 6º, porém 
somente em 1869, foi permitida a participação da inciativa privada no financiamento 
das obras dos portos, devido à Lei das Concessões. Passadas décadas, o Estado 
começou a se responsabilizar pelos investimentos portuários nacional, criando em 
1934 o DNPN, Departamento Nacional de Portos e Navegação, que foi sofrendo 
mudanças e em 1975 se tornou a Portobrás, Empresa de Portos do Brasil, que foi 
extinta em 1990. Após a extinção da Portobrás, o Sistema Portuário Brasileiro 
começou a ser administrado pelas Companhias Docas. E em 1993 tentando 
preencher o espaço deixado pela extinção Portobrás, foi publicada a Lei n. º 8.630, 
que visava a modernização portuária. Em 2001 foi criada a Antaq, Agência Nacional 
de Transportes Aquaviário e em 2007 a SEP, Secretaria Especial de Portos. 
A ANTAQ tem o objetivo de desempenhar a função de entidade reguladora, 
fiscalizadora e harmonizadora das atividades portuárias e de transporte aquaviário. 
O Sistema Portuário Marítimo Brasileiro é formado por 37 portos públicos, 
figura. Porém 21 são concedidos, delegados ou administrados por estados ou 
municípios e os outros 16 são administrados pelas Companhias Docas. Além dos 37 
portos, o sistema também apresenta 174 Instalações portuárias privadas, figura 
abaixo. 
 
 
 
 
 
 
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Figura 19: Portos públicos brasileiros. 
 
Fonte: SOUZA (2016) 
Figura 20: Instalações portuárias privadas. 
 
 
Fonte: SOUZA (2016) 
P á g i n a | 41 
 
 
Conforme já conversamos, em 1993 foi decretada a Lei nº 8.630, que trata da 
modernização dos portos, abordando o regime jurídico de exploração dos portos e das 
instalações portuárias e apresentando três objetivos principais: 
 Desenvolver mecanismos para a concessão da operação e arrendamento 
de áreas portuárias, buscando um caminho para permitir a modernização do sistema 
portuário e o recebimento de recursos para o governo; 
 Estimular a concorrência entre os portos e terminais, possibilitando a prática 
de preços baixos e a redução de custos; 
 Reestruturar as relações de trabalho e acabar com a prática de monopólio 
dos sindicatos dos trabalhadores portuários. 
3.1.1 Características dos principais portos brasileiros 
Em 2011, 13 dos 37 portos brasileiros foram responsáveis por 90% de toda a 
carga transportada por instalação portuária. 
a) Porto de Santos 
Localizado em São Paulo, ele possui uma área de 7,7 milhões de m², 
englobando a região Metropolitana da Baixada Santista, formada pelos municípios de 
Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e 
São Vicente e é administrado pela Codesp (Companhia Docas do Estado de São 
Paulo) (Figura 21). Ele é um dos mais importantes portos do país, possuindo uma área 
de influência primária que atente os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato 
Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo de grande importância para a cadeia logística 
dos estados da Região Centro-Oeste e de Minas Gerais, que não possuem mar. Em 
2009 o IBGE afirmou que a área de influência do porto de Santos representa 47,9% 
do PIB brasileiro. O porto possui 13 km de cais, com 53 berços públicos e 11 privados. 
Sua capacidade de armazenamento é de 700 mil m³ para granel líquido, 2,5 milhões 
de toneladas para granéis sólidos e 981 mil m² de área de pátio. 
 
 
 
 
 
 
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História do Porto de Santos 
<https://www.youtube.com/watch?v=0V7nxh5Fcnw>. 
 
 
 
Figura 21: Porto de Santos. 
 
Fonte: PESQUISA DE TRANSPORTE MARÍTIMO (2012) 
b) Porto de Itaguaí 
O Porto de Itaguaí (Figura) possui 7,4 m² de área e está localizado na Baía de 
Sepetiba em Itaguaí, Rio de Janeiro e é administrado pela CDRJ, Companhia Docas 
do Rio de Janeiro. Assim como o porto de Santos, ele também possui uma área de 
influência primária, e ela abrange os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas 
P á g i n a | 43 
 
 
Gerais e Goiás, e é considerado o segundo maior porto em transporte de carga a 
longo curso e um dos grandes centros de exportação de minério de ferro do Brasil. 
Ele opera 24h por dia e possui um canal de acesso com 19,5 m de 
profundidade, calado de 17,8 m, enquanto isso o berço apresenta uma variação entre 
11 m e 20 m de profundidade e calado entre 10,5 m e 18,1 m. 
O porto ainda possui extensão de 2.200 m, com 8 berços. No armazenamento 
de cargas. Quando o assunto é armazenamento de cargas, ele possui uma área de 
15.000 m², no terminal de Alumina, e dois silos verticais de 3.508 m². O terminal de 
Carvão conta com 140.800 m² divididos em 4 pátios descobertos, para 
armazenamento de coque, carvão e outros granéis. Além destes há ainda mais dois 
pátios descobertos, com cerca de 93.600 m², para exportação de
minério. Sem 
esquecer do terminal de Minério, que dispõe de 4 pátios, com capacidade 1.500.000 t 
e o terminal de contêineres que dispõe de um pátio com 400.000 m², 1 pátio coberto 
com 30.000 m² e um pátio para operação com contêineres vazios com 45.000 m². 
Figura 22: Porto de Itaguaí. 
 
Fonte: PESQUISA DE TRANSPORTE MARÍTIMO (Brasília : 2012, 627 p.) 
P á g i n a | 44 
 
 
c) Porto de Paranaguá 
O porto de Paranaguá se localiza no estado do Paraná, possui uma área de 2,3 
milhões de m² e é administrado pela Appa, Administração dos Portos de Paranaguá e 
Antonina (Figura). Apresenta como área de influência primária os estados do Paraná, 
São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Rondônia, sendo 
considerado o maior porto graneleiro da América Latina e principal importador de 
fertilizante do Brasil. O porto possui um canal de acesso com profundidade vaiando 
entre 13 m e 15 m e berços com variação entre 8,6 m e 12,3 m de profundidade, 
funcionando 24h por dia. Com extensão de cais de aproximadamente 2,8 km, 540 mil 
m³ de granel líquido e capacidade de armazenar mais de 1,4 milhões de toneladas de 
granel sólido e 538,4 mil m² de pátio. 
Figura 23: Porto de Paranaguá. 
 
Fonte: PARANÁ (2018) 
d) Porto de Rio Grande 
Este porto é administrado pela SUPRG, Superintendência do Porto de Rio 
Grande, e está localizado no estado do Rio Grande do Sul. (Figura 24). Apresenta 
como área de influência primária os estados do Rio Grande do Sul e de Santa 
Catarina, além de Paraguai e Argentina, sendo considerado um importante porto do 
sul do Brasil, fortalecendo o comércio entre os países do Mercosul. Operando 24 h 
por dia, ele apresenta um canal de acesso externo com 18 m de profundidade, e 
berços com profundidade de 9,44 m (porto novo) e 3,96 m (porto velho). Ele apresenta 
ainda 4.144 m de comprimento de cais, divididos em porto velho com 640 m, porto 
novo com 1952 m e superporto com 1.552 m. Tudo isso dispondo de 20 armazéns 
com 163.000 m², dois pátios com 120.000 m² e 100.000 m² cada. 
P á g i n a | 45 
 
 
Figura 24: Porto de Rio Grande. 
 
Fonte: CAMERA AGROALIMENTOS S.A (2018) 
e) Porto de Vila do Conde 
Administrado pela CDP, Companhia Docas do Pará, o porto de Vila do Conde 
possui 3,9 milhões de m² e está localizado no estado do Pará. Sua área de influência 
primária abrange apenas o estado do Pará, sendo de grande relevância para o 
escoamento dos minerais produzidos na região. Ele opera 24 h por dia e apresenta 
um canal de acesso com 9 m e 10,5 m de profundidade mínima e máxima 
respectivamente, e berços com 20 m e 16 m de profundidade. A instalações do Porto 
de Vila Conde apresentam 3m píeres, contendo 292 m, 252 m e 280 m cada um 
respectivamente, no terminal de granel líquido. O porto ainda disponibiliza 1 armazém 
com 7.500 m² e mais 13.000 m² de pátio descoberto para armazenamento de carga. 
 
 
 
 
 
 
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Figura 25: Porto de Vila do Conde. 
 
Fonte: SECRETARIA DE PORTOS (2018) 
f) Porto do Itaqui 
O porto de Itaqui é administrado pela Emap, Empresa Maranhense de 
Administração Portuária, possui 5,1 milhões de m² e está localizado no estado do 
Maranhão. Sua área de influência primária abrange os estados do Maranhão, Piauí, 
Tocantins, Pará, Goiás, e Mato Grosso. Com um funcionamento de 24 h ele apresenta 
canal de acesso com 23 m de profundidade e berços com profundidade variando entre 
9,5 m e 19 m. Sem esquecer ainda que a extensão de seu cais é de 1.616 m, contendo 
6 berços. Com toda essa área o porto possui um armazém com 7.500 m² para carga 
geral, 4 pátios com 42.000 m², um armazém para granel sólido com 3.000 m², 4 silos 
verticais para grãos, 1 silo horizontal para grãos, 8 silos verticais, 50 tanques para 
granéis líquidos e 2 esferas para armazenamento de GLP. 
 
 
 
 
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Figura 26: Porto de Itaqui. 
 
Fonte: BOTELHO (2010) 
g) Porto de Suape 
Localiza-se no estado de Pernambuco e possui 135 m² de área. Sua área de 
influência primária abrange os estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba. O porto 
de Suape possui um canal de acesso com 16,5 m de profundidade e berços com 
15,5 m de profundidade. O porto interno apresenta instalações contendo 2.535 m e o 
porto externo com 4.036 m, contando num total de 5 berços. Já no armazenamento 
ele disponibiliza de uma área para granéis líquidos de 500.000 m³, um pátio com 
450.000 m² e 9 silos de 5.000 t cada. 
Figura 27: Porto de Suape. 
 
Fonte: DANIELA (2017) 
 
 
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h) Porto de São Francisco do Sul 
O porto de São Francisco do Sul, está localizado no estado de Santa Catarina 
e possui cerca de 244 mil de m² e é administrado pela APSFS, Administração do Porto 
de São Francisco do Sul. Sua área de influência primária conta com os estados de 
Santa Catariana, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Ele 
possui cais de acesso com profundidade de 14 m e berços com profundidade variando 
entre 12 m e 12,2 m. Disponibiliza de 981 m de cais, com 5 berços. Para 
armazenamento o porto de São Francisco do Sul possui um pátio para contêineres 
frigorificados com 4.000 m², um pátio de 120.000 m² para contêineres. 
Figura 28: Porto de São Francisco do Sul. 
 
Fonte: SANTA CATARINA (2017) 
i) Porto de Vitória 
Este porto está localizado no estado do Espirito Santo e possui cerca de 
1,25 milhões de m² e é administrado pela Codesa, Companhia docas do Espírito 
Santo. Possui uma área de influência que abrange os estados do Espirito Santo, 
Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro e 
Sergipe. Ele dispõe de 1.970 m de cais, com 12 berços. Quando a questão é 
armazenamento o porto de Vitória disponibiliza no cais de Vitória, de 3 armazéns, um 
silo, um pátio coberto e um descoberto; no cais de Capuaba, de um armazém e um 
pátio; no cais de Paul, de dois pátios e na área da CPVV, Companhia Portuária de 
Vila Velha conta com um tanque de combustível de 50.000 m³. 
P á g i n a | 49 
 
 
Figura 29: Porto de Vitória. 
 
Fonte: ESPIRITO SANTO (2018) 
j) Porto do Rio de Janeiro 
Localizado no estado do Rio de Janeiro, possui uma área de 850 m² e é 
administrado pela CDRJ, Companhia Docas do Rio de Janeiro. Abrange em sua área 
de influência os estados do Rio de Janeiro, Bahia, Espirito Santo, Goiás, Minas Gerais 
e São Paulo. Operando 24h por dia, possui canal de acesso com 17 m de 
profundidade, e berços com profundidade entre 6,5 m e 15,5 m. Quando o assunto é 
armazenamento, o porto do Rio possui dentro de seus 40 berços, distribuídos em uma 
extensão de 6.740 m, 4 armazéns com 21.500 m², 17 armazéns com 60.000 m², pátios 
cobertos com total de 40.000 m² e um pátio com 16.000 m². 
 
 
 
 
 
 
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Figura 30: Porto do Rio de Janeiro. 
 
Fonte: GRUPO PORTUÁRIO MARÍTIMO (2017) 
k) Porto de Aratu 
Localizado no estado da Bahia, o porto de Aratu possui 4 milhões de m² de área 
e é administrado pela Codeba, Companhia Docas do estado da Bahia. Tem em sua 
área de influência os estados da Bahia, Alagoas, Minas Gerais, Pernambuco e 
Sergipe. O porto possui um canal de acesso com 12 m de profundidade e 6 berços 
com profundidade variando entre 10 m e 12 m, distribuídos por um cais com extensão 
de 895 m. Quando o assunto é armazenamento o porto disponibiliza de um pátio com 
68.400 m² a céu aberto par granéis sólidos e tanques de diversas empresas para os 
granéis líquidos e produtos gasosos. 
Figura 31: Porto de Aratu. 
 
Fonte: OLIVEIRA (2012) 
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l) Porto de Itajaí 
Localiza-se no estado de Santa Catarina e é administrado pela 
Superintendência do Porto de Itajaí. Abrangendo em sua área de influência os estados 
de Santa Catarina, Paraná, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do 
Sul. O porto possui um canal de acesso interno e externo com 11 m e 12 m de 
profundidade
respectivamente e 5 berços com profundidade de 9,5 m distribuídos por 
1.025 m de extensão. Quando falamos de armazenamento, o porto dispõe de um 
armazém com 1.500 m², um pátio de 60.000 m² e mais 75.000 m² para 
armazenamento de contêineres. 
Figura 32: Porto de Itajaí. 
 
Fonte: ÉRICA POLO (2014) 
m) Porto de Fortaleza 
Localizado no estado do Ceará, o porto de Fortaleza apresenta uma área de 
198.000 m² e é administrado pela CDC, Companhia Docas do Ceará. Abrangem em 
sua área de influência os estados do Ceará, Maranhão, Piauí, Paraíba, Pernambuco 
e Rio Grande do Norte. Possui um canal de acesso com profundidade de 14 m e 
berços com profundidade variando entre 5 m e 13 m no Cais Comercial e 11,5 m e 
13 m no Píer Petroleiro. Conta com 7 berços e uma área de instalação de 1.054 m. 
Na questão do armazenamento, o porto dispõe de 5 armazéns com 6.000 m² cada, 3 
moinhos com 80.000 t, 22.000 t e 16.350 t cada e um pátio para armazenamento de 
contêineres de 130.000 m². 
 
P á g i n a | 52 
 
 
Figura 33: Porto de Fortaleza. 
 
Fonte: SINCOMAM (2018) 
 
Exercícios: 
1) Em nossa aula estudamos sobre a administração portuária. 
Com suas palavras diga o que é a ANTAQ e qual sua função. 
2) A Lei nº 8.630 de 1993 foi criada para tratar a modernização dos portos. 
Sobre ela é correto afirmar: 
a) Ela tem como objetivo desenvolver um mecanismo de aluguel portuário; 
b) Ela tem o objetivo de estimular a concorrência entre portos e terminais. 
c) Ela gera uma prática de monopólio entre os sindicatos dos trabalhadores. 
d) Ela incentiva a modernização dos portos somente com financiamento 
privado. 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Estudamos sobre a organização dos portos brasileiros, conhecendo os 
principais portos marítimos brasileiros e suas características, além de aprender um 
pouco sobre a Lei nº 8.630, que trata a modernização portuária e a sua importância. 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vídeos 
<https://www.youtube.com/watch?v=xh7hdfeB07A>. 
<https://www.youtube.com/watch?v=b_HQ0wcWIQs>. 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
BOTELHO, Fernando Augustos. Porto do Itaqui - São Luís - Maranhão. 2010. 
Disponível em: <https://jornalggn.com.br/imagem/porto-do-itaqui-sao-luis-
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CAMERA AGROALIMENTOS S.A.. Terminal Hidroviário. Disponível em: 
<http://www.camera.ind.br/novo/divisoes_de_apoio/logistica/terminais_hidroviarios.p
hp>. Acesso em: 10 ago. 2018 
 
Daniela Nader. Suape: Complexo impulsionado por Lula está sob ameaça 
com Temer. 2017. Disponível em: <http://www.pt.org.br/suape-complexo-
impulsionado-por-lula-esta-sob-ameaca-com-temer/>. Acesso em: 10 ago. 2018. 
 
ÉRICA POLO. Revista Exame. Guerra dos portos resultou em mais opção 
fora de Santos. 2014. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/revista-exame/a-
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ESPIRITO SANTO. CODESA - COMPANHIA DOCAS DO ESP͕RITO 
SANTO. (Org.). Porto de Vitória: Galeria de Fotos. Disponível em: 
<http://www.codesa.gov.br/site/?p=newgaleria&galeria=45>. Acesso em: 11 ago. 
2018. 
 
GRUPO PORTUÁRIO MARÍTIMO. Docas do Rio investe em ampliação do 
canal do porto. 2017. Disponível em: 
<http://www.portalmaritimo.com/2017/08/12/docas-do-rio-investe-em-ampliacao-do-
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OLIVEIRA, Gilmar de (Ed.). Porto de Aratu. 2012. Disponível em: 
<http://www.candeiasbahia.net/2009/10/porto-de-aratu_05.html>. Acesso em: 11 ago. 
2018. 
 
PARANÁ. Secretaria de Infraestrutura e Logística. Administração dos Portos de 
Paranaguá e Antonina. Painel Porto de Paranaguá. Disponível em: 
<http://www.portosdoparana.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=7
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Pesquisa de transporte marítimo. Brasília : 2012, 627 p 
 
SANTA CATARINA. PORTO DE SÃO FRANCISCO DO SUL. 
. MOVIMENTAÇÃO DO PORTO DE SÃO FRANCISCO DO SUL CRESCE 23% EM 
NOVEMBRO. 2017. Disponível em: <https://www.apsfs.sc.gov.br/?p=2179>. Acesso 
em: 10 ago. 2018 
 
Secretaria de Portos. PORTOS E TERMINAIS: Porto de Vila do Conde. 2018. 
Disponível em: <https://www.cdp.com.br/porto-de-vila-do-conde>. Acesso em: 10 ago. 
2018. 
 
P á g i n a | 56 
 
 
SINCOMAM. Porto de Fortaleza tem 15 operações de navios já agendadas 
até 2016. Disponível em: <http://www.sincomam.org.br/index.php/porto-de-fortaleza-
tem-15-operacoes-de-navios-ja-agendadas-ate-2016/>. Acesso em: 11 ago. 2018. 
 
SOUZA, de Medeiros Maurício. IX Congresso de Portos de Língua Portuguesa. 
Realidade da Cabotagem no Brasil. Itajaí : 2016. Acesso em: 25 de outubro de 2018. 
 
 
 
 
AULA 3 
Exercícios 
 
 
 
 
 
1) Sobre o Porto de Santos marque a alternativa 
INCORRETA. 
a) O porto de Santos tem aproximadamente 7,7 milhões 
de m². 
b) Possui cerca de 13 km de cais. 
c) Recebe apenas produtos de da região de São Paulo. 
d) Em 2009 o IBGE afirmou que a área do porto representa 47,9% do PIB 
brasileiro. 
 
2) Entre os portos brasileiros, marque a alternativa com dois que pertencem à 
região sudeste. 
a) Niterói/ Tubarão 
b) Itaqui/ Itaguaí. 
c) Santos/ Paranaguá. 
d) Rio de Janeiro/ Itaguaí. 
 
3) Sobre os portos estudados em nossa aula, marque a alternativa correta: 
a) O porto de Vila do Conde se localiza no estado no Pará. 
b) O Porto de Itaqui, é administrado pela EMAP - Empresa Manauara de 
Administração Portuária. 
c) O porto de São Francisco do Sul se localiza na região Nordeste. 
d) O porto de Vitória está localizado na cidade de Vitória da Conquista Bahia. 
 
4) Sobre o Porto do Rio de Janeiro marque a alternativa INCORRETA: 
a) É administrado pela CDRJ. 
b) Funciona somente durante o horário de expediente, 8h até 17h. 
c) Possui 850 m². 
d) Possui 40 berços distribuídos por 6740 m. 
 
P á g i n a | 58 
 
 
 
5) Dentro dos limites da área do porto organizado, compete à administração do 
porto, sob coordenação da autoridade aduaneira: 
a) Delimitar as áreas de fundeadouro, de fundeio para carga e descarga, de 
inspeção sanitária e de polícia marítima. 
b) Estabelecer e divulgar o porte bruto máximo e as dimensões máximas dos 
navios que trafegarão, em função das limitações e características físicas do cais do 
porto. 
c) Estabelecer, manter e operar o balizamento do canal de acesso e da bacia 
de evolução do porto. 
d) Estabelecer e divulgar o calado máximo de operação dos navios, em função 
dos levantamentos batimétricos efetuados sob sua responsabilidade. 
e) Organizar e sinalizar os fluxos de mercadorias, veículos, unidades de cargas 
e de pessoas. 
 
 
 
 
 
 
Hidrovias 
Aula 4 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula estudaremos sobre hidrovias e suas características. Falaremos uma 
introdução sobre eclusas e sua importância para o transporte aquaviário, 
principalmente o fluvial. Veremos um pouco sobre as principais hidrovias brasileiras, 
conhecendo suas características 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender mais sobre hidrovia; 
 Entendem a importância das eclusas; 
 Conhecer mais sobre as hidrovias brasileiras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4 HIDROVIAS 
A hidrovias (Figura 34) são caminhos para o transporte fluvial e lacustre. No 
Brasil elas não são tão usadas, apesar de possuirmos uma grande bacia hidrográfica. 
Outra questão é que apesar da grande bacia hidrográfica, muitas apresentam trechos 
com necessidade de correção, como por exemplo construção de eclusas e por muitos 
apresentarem um período de navegação devido à estiagem. As eclusas são 
elevadores de navios, elas têm a função de fazer o navio subir e descer de nível. 
 
 
 
O vídeo abaixo nos mostra o funcionamento de uma eclusa 
<https://www.youtube.com/watch?v=xRF32nNbdK4>. 
 
 
 
Na década de 80 diversos projetos, para desenvolver a navegação fluvial
do 
país, foram desenvolvidos, porém somente dez anos depois que começaram os 
trabalhos, apesar de possuirmos milhares de quilômetros de rios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 34: Hidrovias brasileiras. 
 
Fonte: JOSÉ (2009) 
4.1 Hidrovias 
Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) as 
principais hidrovias brasileiras são: 
a) Hidrovia do Madeira 
Um dos principais afluentes do rio Amazonas, tem seu início em Porto Velho e 
termino próximo ao porto de Itacoatiara, Amazonas, apresentando uma extensão total 
de 1086 km. Permite a navegação de comboios com até 18 toneladas, conforme a 
Figura 35 apresenta. 
 
 
 
 
 
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Figura 35: Hidrovia do Madeira. 
 
Fonte: PORTOS E NAVIOS (2018 
b) Hidrovia do Tapajós-Teles Pires 
Localizada na Amazônia, essa bacia hidrográfica apresenta uma extensão de 
1.576 km distribuídos em Baixo Tapajós, Corredeiras São Luís do Tapajós, Alto 
Tapajós, Baixo Teles-Pires e Alto Teles Pires, Figura 36. Hoje o porto de Itaituba se 
localiza as margens do Rio Tapajós e tem como área de influência as cidades de Novo 
Progresso, Jacareacanga, Trairão e Aveiro, Belém e Manaus. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 36: Hidrovia do Tapajós-Teles Pires. 
 
Fonte: SOS RIOS DO BRASIL (2014) 
c) Hidrovia do Tocantins-Araguaia 
Essa hidrovia segundo o DNIT (2016), tem uma área de 921.921 km², se 
espalhando pelos estados do Tocantins, Pará, Maranhão, Mato Grosso, Goiás e 
Distrito Federal (Figura 37). Ela tem seu início na nascente do Rio Tocantins e percorre 
1.960 km até a foz na Baía de Marajó. Possui como afluente principal o Rio Araguaia. 
Ela é considerada a segunda maior do Brasil, sendo uma excelente rota para 
expansão da fronteira agrícola, por transportar principalmente grãos, e ter um grande 
potencial hidro energético. 
 
 
 
 
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Figura 37: Hidrovia do Tocantins-Araguaia. 
 
Fonte: HIDROVIA (2017) 
 
1) DOCAS-RJ (2014) Ainda no que concerne à Agência Nacional de 
Transportes Aquaviários - ANTAQ, NÃO integra o rol de suas finalidades: 
a) Regular, supervisionar e fiscalizar as atividades de prestação de serviços de 
transporte aquaviário e de exploração da infraestrutura portuária e aquaviária, 
exercida por terceiros, com vistas a harmonizar os interesses dos usuários com os 
das empresas concessionárias, permissionárias, autorizadas e arrendatárias, e de 
entidades delegadas, preservando o interesse público. 
b) Regular, supervisionar e fiscalizar as atividades de prestação de serviços de 
transporte aquaviário e de exploração da infraestrutura portuária e aquaviária, 
exercida por terceiros, com vistas ao exercício de função de controle interno, no 
âmbito das atividades de autotutela, objetivando o perfeito atendimento, com 
eficiência e qualidade o interesse público primário. 
c) Regular, supervisionar e fiscalizar as atividades de prestação de serviços de 
transporte aquaviário e de exploração da infraestrutura portuária e aquaviária, 
exercida por terceiros, com vistas a arbitrar conflitos de interesse e impedir situações 
que configurem competição imperfeita ou infração contra a ordem econômica. 
d) Regular, supervisionar e fiscalizar as atividades de prestação de serviços de 
transporte aquaviário e de exploração da infraestrutura portuária e aquaviária, 
P á g i n a | 65 
 
 
exercida por terceiros, com vistas a garantir a movimentação de pessoas e bens, em 
cumprimento a padrões de eficiência, segurança, conforto, regularidade, pontualidade 
e modicidade nos fretes e tarifas. 
e) Implementar, em sua esfera de atuação, as políticas formuladas pelo 
Ministério dos Transportes e pelo Conselho Nacional de Integração de Políticas de 
Transporte-CONIT, segundo princípios e diretrizes estabelecidos em lei. 
 
2) DOCAS-RJ (2014) A respeito da Agência Nacional de Transportes 
Aquaviários - ANTAQ, entidade criada pela Lei 10.233, de 5 de junho de 2001, 
assinale a alternativa INCORRETA: 
a) A ANTAQ é entidade integrante da Administração Federal direta, submetida 
ao regime autárquico especial. 
b) A ANTAQ possui personalidade jurídica de direito público, independência 
administrativa, autonomia financeira e funcional. 
c) A ANTAQ se caracteriza pelo mandato fixo de seus dirigentes e está 
vinculada ao Ministério dos Transportes e à Secretaria de Portos da Presidência da 
República. 
d) A ANTAQ é uma autarquia especial e é dotada de personalidade jurídica de 
direito público. 
e) A ANTAQ é uma pessoa jurídica autônoma e está vinculada ao Ministério 
dos Transportes e à Secretaria de Portos da Presidência da República, com sede e 
foro no Distrito Federal, podendo instalar unidades administrativas regionais. 
 
3) EMAP (2012 Estabelecer e divulgar o porte bruto máximo e as dimensões 
máximas dos navios que irão trafegar, em função das limitações e características 
físicas do cais do porto, é atividade concernente à(ao) 
a) Administração do Porto, sob coordenação da autoridade marítima. 
b) Administração do Porto, sob coordenação da autoridade aduaneira. 
c) Operador Portuário, mediante autorização da Antaq. 
d) Autoridade Marítima, mediante coordenação e autorização da Antaq. 
e) Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), sob coordenação da 
administração portuária. 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Fizemos uma breve introdução sobre hidrovias, abordando um pouco sobre 
eclusas e sua importância para a navegação fluvial e por fim, vimos também sobre as 
principais hidrovias brasileiras e suas características. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vídeo 
<https://www.youtube.com/watch?v=LkqE6sruTu8>. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
A AMAZÔNIA TRANSFERE CERCA DE 8 TRILHÕES DE M3 DE ÁGUA PARA 
OUTRAS REGIÕES. 2014. Elaborada por SOS Rios do Brasil. Disponível em: 
<http://sosriosdobrasil.blogspot.com/2014/08/a-amazonia-transfere-cerca-de-8.html>. 
Acesso em: 25 set. 2018. 
 
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<http://www.dnit.gov.br/hidrovias/hidrovias-interiores/hidrovia-parana/hidrovia-
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André Alberti. Hidrovia do Madeira. 2016. Disponível em: 
<http://www.dnit.gov.br/hidrovias/hidrovias-interiores/hidrovia-do-madeira/hidrovia-
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transporte de Cargas na Hidrovias Brasileiras: Hidrovia do Sul. Brasilia, 2011. 
Disponível em: <http://antaq.gov.br/Portal/pdf/EstatisticaNavInterior/HidroviaSul.pdf>. 
Acesso em: 26 set. 2018. 
 
Antaq - Agência Nacional de Transportes Aquaviários. Hidrovia Tapajós-Teles 
Pires. Disponível em: 
<http://antaq.gov.br/Portal/pdf/Palestras/PalestraMichelTachy.pdf>. Acesso em: 26 
ago. 2018. 
 
AZAMBUJA, José Luiz Fay de. Hidrovia da Lagoa Mirim: Um marco de 
desenvolvimento dos caminhos do Mercosul. 2005. Disponível em: 
<https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/5538/000472009.pdf?sequence=
1>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
BIGARAN, Joseane Thereza; TIZATO, Leandro Henrique 
Guglielmin. HIDROVIA TIETÊ-PARANÁ. 2009. Piracicaba/SP. Disponível em: 
<http://esalqlog.esalq.usp.br/upload/kceditor/files/2000/05/Hidrovia-
Tiet%E2%94%9C%C2%AC-Paran%E2%94%9C%C3%AD-BIGARAN-J.-T.-TIZATO-
L.-H.-G..pdf>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
EDUARDO DE FREITAS. Hidrovia Tietê-Paraná: A Hidrovia Tietê-Paraná é 
uma via de navegação ao longo dos rios Paraná e Tietê.. Disponível em: 
<https://brasilescola.uol.com.br/brasil/hidrovia-tieteparana.htm>. Acesso em: 25 set. 
2018. 
 
Elieze. Hidrovia do Parnaíba. 2011. Disponível em: 
<http://www.dnit.gov.br/hidrovias/hidrovias-interiores/hidrovia-do-parnaiba>. Acesso 
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Fabiano Giacobo (Org.). Relatório Técnico: BACIA DO
TOCANTINS-
ARAGUAIA. 2013. Disponível em: 
<http://antaq.gov.br/Portal/PNIH/RTBaciaTocantinsAraguaia.pdf>. Acesso em: 26 
ago. 2018. 
 
P á g i n a | 69 
 
 
HIDROVIA Tocantins-Araguaia. 2017. Disponível em: 
<https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrovia_Tocantins-Araguaia>. Acesso em: 25 ago. 
2018. 
 
José Alex Botêlho de Oliva. Panorama das hidrovias brasileiras. 2009. 
Disponível em: <http://portal.antaq.gov.br/wp-
content/uploads/2016/12/%E2%80%9CPanorama-das-Hidrovias-
Brasileiras%E2%80%9D-Jos%C3%A9-Alex-Botelho-de-Oliva.pdf>. Acesso em: 12 
ago. 2018. 
 
Ministério dos Portos e Aviação Civil (Org.). Bacia do Nordeste. 2014. 
Disponível em: <http://www.transportes.gov.br/infraestrutura-hidrovi%C3%A1ria/2-
uncategorised/1441-bacia-nordeste.html>. Acesso em: 26 ago. 2018. 
 
PORTO GENTE. Hidrovia do Sul. 2016. Disponível em: 
<https://portogente.com.br/portopedia/77276-hidrovia-do-sul>. Acesso em: 26 ago. 
2018. 
 
Projeto do Governo Federal ameaça privatizar hidrovia do Rio Madeira. 
Elaborada por Portos e Navios. Disponível em: 
<https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/projeto-do-governo-
federal-ameaca-privatizar-hidrovia-do-rio-madeira>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 4 
Exercícios 
 
 
 
 
 
1) DOCAS-RJ (2014) Assinale a alternativa que descreve, 
de forma adequada e correta, a respectiva definição 
correspondente: 
a) Navegação interior: é aquela realizada entre os portos ou pontos do território 
brasileiro, utilizando a via marítima ou estas e as vias navegáveis interiores. 
b) Navegação de longo curso: navegação realizada entre portos brasileiros e 
estrangeiros. 
c) Navegação de apoio portuário: é a realizada para o apoio logístico a 
embarcações e instalações em águas territoriais nacionais e na Zona Econômica que 
atuem nas atividades de pesquisa e lavra de minerais e hidrocarbonetos. 
d) Navegação de apoio marítimo: é a realizada exclusivamente nos portos e 
terminais aquaviários para atendimento a embarcações e instalações portuárias. 
e) Navegação de cabotagem: é aquela realizada em hidrovias interiores, em 
percurso nacional ou internacional. 
 
2) DOCAS-RJ (2014) NÃO integra a competência da autoridade portuária: 
a) Fiscalizar ou executar as obras de construção, reforma, ampliação, 
melhoramento e conservação das instalações portuárias. 
b) Organizar a guarda portuária em conformidade com a regulamentação 
expedida pelo poder concedente. 
c) Noticiar infrações e as representar perante o Comissariado Marítimo, visando 
à instauração de processo administrativo e à aplicação das penalidades previstas em 
lei, em regulamento e nos contratos. 
d) Promover a remoção de embarcações ou cascos de embarcações que 
possam prejudicar o acesso ao porto. 
e) Assegurar o gozo das vantagens decorrentes do melhoramento e 
aparelhamento do porto ao comércio e à navegação 
 
 
P á g i n a | 71 
 
 
 
3) Os portos de Altamira, Capuaba e Itaguaí estão vinculados, direta e 
respectivamente, a: 
a) Companhia Docas da Bahia, Companhia Docas do Ceará e Companhia 
Docas do Rio de Janeiro. 
b) Companhia Docas do Pará, Companhia Docas do Espírito Santo e 
Companhia Docas do Rio de Janeiro. 
c) Companhia Docas do Rio Grande do Norte, Companhia Docas de 
Pernambuco e Companhia Docas da Bahia. 
d) Companhia Docas da Bahia, Companhia Docas do Pará e Companhia Docas 
de São Paulo. 
e) Companhia Docas do Rio Grande do Norte, Companhia Docas do Ceará e 
Companhia Docas do Espírito Santo. 
 
4) A exploração, mediante autorização, das instalações portuárias localizadas 
fora da área do porto organizado NÃO compreende a seguinte modalidade: 
a) Estação de transbordo de carga. 
b) Terminal de uso privado. 
c) Instalação portuária de turismo. 
d) Instalação de transbordo de médio porte. 
e) Instalação portuária pública de pequeno porte 
 
5) Manobras previstas, navios atracados, navios fundeados e navios 
esperados. 
Tais nomenclaturas alinham-se, precípua e diretamente, com: 
a) Armazenagem portuária de cargas. 
b) Transporte portuário. 
c) Infraestrutura portuária. 
d) Tecnologia portuária. 
e) Movimentação portuária 
 
 
 
 
Cargas e embarcações 
Aula 5 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula vamos conhecer um pouco mais sobre os tipos de cargas e 
embarcações pelas quais elas devem ser transportadas, tanto no transporte marítimo 
quanto no fluvial. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender e visualizar os diferentes tipos de sinalização horizontal; 
 Compreenda a importância da sinalização horizontal para o sistema de 
transporte; 
 Aprenda as características da sinalização horizontal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 73 
 
 
5 CARGAS E EMBARCAÇÕES 
Para se planejar o transporte é preciso saber qual o veículo e qual 
a carga será transportada por ele. 
5.1 Cargas 
As cargas transportadas podem ser classificadas em: 
 Carga geral 
 Carga a granel 
– Seca 
 Minérios 
 Grãos 
 Leves 
 Pesados 
– Líquida 
 
Cargas em geral no passado eram embarcadas individualmente o que elevava 
o custo e as deixava mais suscetíveis a avarias e roubos. Tentando minimizar tais 
problemas foram desenvolvidas diversas formas entre elas: 
a) Carga pré-lingada 
Nesse método, as cargas são envolvidas por redes especiais ou citas com alças 
para içamento. (Figurta 38) 
Figura 38: Carga pré-lingada. 
 
Fonte: NOTAS DE AULA. ALCIONE DOLAVALE, HELIO VALIM E PATRICK NUNES 
 
P á g i n a | 74 
 
 
b) Bandeja 
Nesse método as cargas são depositadas e transportadas em pallets, estrados 
de madeira ou metal. (Figura 39) 
Figura 39: Bandeja. 
 
Fonte: NEWTRAL ARGENTINA (2015) 
c) Contentores 
Os contentores, figura, são os famosos contêineres, eles são recipientes 
fechados e podem ser fabricados em aço, alumínio, fibra de vidro, outros. Podem 
transportar cargas liquidas, secas e a granel, além disso podem ter características 
especiais, como por exemplo ser uma câmara frigorífica. 
Figura 40: Contentores. 
 
Fonte: LUSA (2013) 
 
P á g i n a | 75 
 
 
d) Roll-on / Roll-off 
Nesse tipo de carregamento, as cargas são carregadas por tratores ou no caso 
de veículos movimentam-se até o porão dos navios. 
Figura 41: Carga Roll-on / Roll-off. 
 
Fonte: W MORAIS (2016) 
e) Carga embarcada em barcaças 
São cargas são içadas dentro de carcaças. (Figura 42) 
Figura 42: Carga embarcada em barcaça. 
 
Fonte: MV (2018) 
 
 
 
 
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5.2 Dimensões e características dos navios 
As embarcações possuem características distintas, para cada tipo de carga que 
vão transportar. No entanto alguns componentes estão presentes em todas. (Figuras 
43 e 44) 
 PROA – é a parte da frente da embarcação; 
 POPA – é a parte de trás da embarcação; 
 BOMBORDO – é o lado esquerdo da embarcação; 
 ESTIBORDO – é o lado direto da embarcação. 
 
Outra consideração importante para lembrarmos é que apesar dos nomes 
serem os mesmos, as embarcações que operam em rios têm características distintas 
das embarcações que operam no mar, quando o assunto é sua construção. 
As embarcações que navegam no mar apresentam formas mais afiladas, isso 
é feito para que alcancem maiores velocidades e consigam se adaptar ao movimento 
marítimo, também possuem um calado maior para dar mais estabilidade ao enfrentar 
as ondas do mar. Já nas embarcações fluviais, o calado é pequeno, e as embarcações 
possuem um fundo chato. 
Figura 43: Característica das embarcações. 
 
Fonte: SILVA (2004) 
 
 
 
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Figura 44: Características das embarcações. 
 
Fonte: SILVA (2004) 
5.3 Embarcações marítimas 
Como já conversamos, os navios apresentam características distintas se 
navegam no mar ou em rios e principalmente pelo tipo de carga que eles 
transportarão. Neste tópico
conheceremos as embarcações marítimas e suas 
características. 
a) Navios de carga geral 
São navios que transportam diversas cargas e podem ser classificados como 
TRAMP ou LINERS. O TRAMP, são navios que transportam cargas mais simples, 
granéis sólidos como minérios, carvão, etc. Possuem baixa velocidade, não possuem 
equipamentos de carga e descarga e pouca divisão nos porões. Já os LINERS 
apresentam condições mais específicas apesar de transportar cargas diversas 
também. Eles alcançam maiores velocidades, diversos porões (o que permite dividir 
as cargas) equipamento de carga e descarga, instalações para transportar granel 
líquido e cargas frigorificadas. 
b) Navios para bandejas 
Esses navios possuem abertura lateral que permitem a entrada de 
empilhadeiras. (Figura 45) 
 
 
P á g i n a | 78 
 
 
Figura 45: Navios para carga bandeja. 
 
Fonte: NAVIOS PARA BANDEJAS (2018) 
c) Navios RO-RO 
Apresentam abertura lateral ou traseira, para permitir o carregamento de 
veículos por exemplo. (Figura 46) 
Figura 46: Navio RO-RO. 
 
Fonte: NAVIOS ROLL-ON/ROLL-OFF (2010) 
d) Navios Porta-contentores 
São os famosos porta-contêineres, são navios robustos e que alcançam altas 
velocidades e geralmente não possuem guindastes e gruas. (Figura 47) 
 
 
 
 
P á g i n a | 79 
 
 
Figura 47: Navio Porta-contentores. 
 
Fonte: NAVIO MAR NAVIO PORTA-CONTENTORES 
e) Navio Porta-barcaças 
Eles são capazes de içar barcaças carregadas da água, transportar 
plataformas, outros navios, entre outros equipamentos de grande porte. 
Figura 48: Navio Porta-barcaça. 
 
Fonte: MESQUITA (2014) 
f) Navios Container-Feeders 
São navios que transportam contêineres e podem realizar viagens entre portos 
de grande porte ou entre portos de porte menor sem ter problemas devido a 
profundidade. (Figura 49) 
 
 
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Figura 49: Navio Container-Feeders. 
 
Fonte: CALADO (2015) 
g) Petroleiros 
Os petroleiros, Figura 50, transportam petróleo e seus derivados. Inicialmente 
eles eram construídos com uma quantidade de tanques que ajudavam como reforço 
estrutural, com o passar do tempo o porte dos navios aumentou o que levou ao 
aumento do calado e consequente problemas para acessar portos importantes. 
Devido a esses problemas desenvolveram-se um petroleiro com calado menor e maior 
boca chamado RD-Tanker. 
Figura 50: Petroleiro. 
 
Fonte: PRANDI (2018) 
h) Graneleiros 
Navios com grandes porões com escotilhas na parte superior que possibilita o 
carregamento de carga a granel. 
 
 
P á g i n a | 81 
 
 
Figura 51:Graneleiro. 
 
Fonte: PRANDI (2012) 
i) Mineraleiros 
São navios construídos especificamente para transportar minério. 
 
j) Ore-oil 
São navios que transportam tanto minério quanto petróleo, para aproveitar a 
viagem de ida e volta. Ele possui um tanque central (que é carregado com minério) e 
dois laterais (carregados com óleo). Porém nunca são carregados juntos para evitar a 
ocorrência de explosão. 
 
k) Ore/Bulk/Oil 
Navio graneleiro projetado para transportar tanto carga seca, quanto úmida, 
assim como o Ore-Oil. 
 
l) Universal Bulk Ship 
São navios que apresentam em seu formato uma série de tanques elevados, 
permitindo assim uma fácil utilização para carga e descarga de grãos. 
 
m) Navios tipo Panamax 
Podem ser usados para transporte para granéis líquidos ou sólidos, porém 
possuem uma característica especiais na dimensão. Ele é construído com dimensões 
que o permita passar pelo canal do Panamá, calado menor que 11,6 m e boca menor 
que 32,2 m. (Figura 52) 
P á g i n a | 82 
 
 
Figura 52: Navio Panamax. 
 
Fonte: PANAMAX (2017) 
n) PROBO 
Abreviação de Product/Oil/Bulk/Ore, esse navio transporta refinados de 
petróleo, óleo cru, granéis leves e minério e tem esse nome pois um estaleiro sueco 
registrou essa marca. 
 
o) Navios frigoríficos 
Responsável por transportar medicamentos, alimentos, etc. (Figura 53) 
Figura 53: Navio frigorífico. 
 
Fonte: NAVIO FRIGORÍFICO (2018) 
 
 
 
P á g i n a | 83 
 
 
p) Cruzeiro 
Navio que transporta passageiros em viagens de lazer. (Figura 54) 
Figura 54: Navio de Cruzeiro. 
 
Fonte: TIPOS (2018) 
q) Rebocadores 
Responsáveis em empurrar, puxar e rebocar barcaças e navios durante 
manobras complicadas. (Figura 55) 
Figura 55: Rebocadores. 
 
Fonte: TIPOS (2018) 
r) Draga 
Responsável em realizar o desassoreamento de portos, leitos de rios ou 
passagens. (Figura 56) 
 
P á g i n a | 84 
 
 
Figura 56: Dragas. 
 
Fonte: FORUM (2014) 
5.4 Embarcações fluviais 
As embarcações fluviais, apresentam características distintas para cada 
hidrovia que irá navegar e para isso são feitas adaptações mediante a estudos prévios 
de cada hidrovia. Elas podem ser classificadas em com propulsão ou sem propulsão. 
As com propulsão são as automotoras, empurradoras e rebocadoras, enquanto as 
sem propulsão são as jangadas e as chatas, também conhecidas como barcaças. 
No entanto, algumas características são comuns a todas e são elas que vamos 
conhecer abaixo. 
 O calado deve ser compatível à uma altura de lâmina d’água mínima; 
 Saber a curvatura dos rios pertencentes à hidrovia; 
 Boas características de manobra; 
 Boa visibilidade do passadiço (pontes, etc.); 
 Mecanismos próprios para o desencalhe; 
 Recurso para tratamento da água do rio e capacidade suficiente para 
armazenar combustível; 
 Radar com grande abrangência e boa discriminação; 
 Holofote com luz direcional; 
 Ecobatimento para determinar pequenas profundidades. 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 85 
 
 
Exercício.: 
1) Com suas palavras, fale sobre o navio Panamax. 
Resposta: O navio PANAMAX leva esse nome, pois foi construído com 
dimensões que permita sua passagem pelo Canal do Panamá e é usado para o 
transporte de granéis líquidos e sólidos. 
 
2) Indique na imagem abaixo os componentes presentes nas embarcações, 
comentando cada um deles. 
 
 
 
Resposta: 
 
 
 
PROA – é a parte da frente da embarcação; 
POPA – é a parte de trás da embarcação; 
BOMBORDO – é o lado esquerdo da embarcação; 
ESTIBORDO – é o lado direto da embarcação. 
 
 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Estudamos sobre as cargas transportadas em navios, suas características e 
limitações, aprendemos também sobra as diferentes embarcações que transportam 
essas cargas e por fim abordamos sobre as características das embarcações usadas 
no transporte marítimo e fluvial e lacustre e seus diferentes formatos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vídeo 
<https://www.youtube.com/watch?v=ewhbBpJhdow>. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
ANTAQ - AGêNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS. . O 
transporte de Cargas na Hidrovias Brasileiras: Hidrovia do Sul. Brasilia, 2011. 
Disponível em: <http://antaq.gov.br/Portal/pdf/EstatisticaNavInterior/HidroviaSul.pdf>. 
Acesso em: 26 set. 2018. 
 
AZAMBUJA, José Luiz Fay de. Hidrovia da Lagoa Mirim: Um marco de 
desenvolvimento dos caminhos do Mercosul. 2005. Disponível em: 
<https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/5538/000472009.pdf?sequence=
1>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
CALADO, Al.. Mundo Naval #1: Navios Conteineiros. 2015. Disponível em: 
<http://jornalcanal16.com.br/site/pt/pt/mundo-naval-1-navios-conteineiros/>. Acesso 
em: 25 set. 2018. 
 
DENO Oceânica. UFRJ. Disponível em: 
<http://www.deno.oceanica.ufrj.br/deno/prod_academic/relatorios/2015/FLacerda+FH
Nunes/relat1/PSOII_RELAT-RIO1Versao2%20(1).htm>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
FORUM, Cursoh. Superdragas – Mega Máquinas Marítimas. 2014. 
Disponível em: <http://forum.cursoh.com.br/superdragas-mega-maquinas-
maritimas/>.>. Acesso em: 25 set. 2018 
 
FREITAS, Eduardo de. "Hidrovia Tietê-Paraná "; Brasil Escola. Disponível em 
<https://brasilescola.uol.com.br/brasil/hidrovia-tieteparana.htm>.
Acesso em 25 de setembro 
de 2018. 
 
 HIDROVIA Tietê-Paraná. 2016. Porto Gente. Disponível em: 
<https://portogente.com.br/portopedia/77276-hidrovia-do-sul>. Acesso em: 25 set. 
2018. 
 
LUSA. Turistas vão poder dormir em contentores na costa 
alentejana. 2013. Fugas Noticias. Disponível em: 
<http://fugas.publico.pt/Noticias/319915_turistas-vao-poder-dormir-em-contentores-
na-costa-alentejana>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
MESQUITA, João Lara. Navio que transporta navios, conheça o Blue 
Marlin.2014. Disponível em: <https://marsemfim.com.br/blue-marlin-um-navio-que-
transporta-navios/>.>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
MVBLUE Marlin. 2018. Disponível em: 
<https://pt.wikipedia.org/wiki/MV_Blue_Marlin>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
NAVIO frigorífico. Disponível em: 
<https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:090411-A-1786S-088_-_USNS_Comfort_(T-
AH-20)_in_Hati.jpg>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
NAVIO Mar Navio porta-contentores. Disponível em: 
P á g i n a | 89 
 
 
<http://www.1zoom.me/pt/wallpaper/450337/z1748.8/2880x1800>. Acesso em: 25 
set. 2018. 
 
NAVIOS para bandejas. Disponível em: <https://www.alamy.pt>. Acesso em: 
12 ago. 2018. 
 
NAVIOS Roll-on/Roll-off. Pelicano - Jornal da EFOMM, 2010. Disponível em: 
<http://www.projetomemoria.org/2010/03/navios-roll-onroll-off/>.>. Acesso em: 25 set. 
2018. 
 
NEWTRAL ARGENTINA (Ed.). Peso tasable, calcular el coste de la 
exportación de mercancías. 2015. Disponível em: 
<http://www.agcnewtral.com/noticias/i/754/180/peso-tasable-calcular-el-coste-de-la-
exportacion-de-mercancias>. Acesso em: 25 set. 2018 
 
PANAMAX. 2017. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Panamax>. 
Acesso em: 25 set. 2018. 
 
PRANDI, Jair. O maior navio petroleiro do mundo. Disponível em: 
<https://gigantesdomundo.blogspot.com/2012/12/o-maior-navio-petroleiro-do-
mundo.html>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
SILVA, Antônio Nelson Rodrigues da. Portos Navegáveis: Nota de Aula. 2004. 
Universidade de São Paulo, Escola de Engenharia de São Carlos, SP - Departamento 
de Transportes. Disponível em: 
<https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxja
XZpbHVuaXAyMDE2fGd4OjMwYjJkNjNhODEwYjYzMDc>. Acesso em: 12 ago. 2018 
 
TIPOS de navios, suas classificações e terminologias. Porto Gente. Disponível 
em: <https://portogente.com.br/portopedia/92847-tipos-de-navios-e-sua-
classificacoes-e-terminologias>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
W MORAIS. Kanope Logística e Transportes. FRETE MARÍTIMO 
INTERNACIONAL. 2016. Disponível em: 
<http://www.kanopebr.com/site/servico/frete-maritimo-internacional/>. Acesso em: 25 
set. 2018. 
 
 
 
AULA 5 
Exercícios 
 
 
 
 
 
1) DOCAS-RJ (2014) Integra o Setor Hidroviário Interior: 
a) CDP - Companhia Docas do Pará 
b) Administração do Porto de São Francisco do Sul-SC 
c) CODOMAR - Companhia Docas do Maranhão 
d) Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina 
e) CODERN - Companhia Docas do Rio Grande do Norte 
 
2) (FGV). O Setor de Transporte no Brasil: Os projetos de infra-estrutura para 
o escoamento da produção também começam a sair do papel, como as hidrovias dos 
rios Madeira e Araguaia, as estradas que ligarão a região ao Pacífico e aos portos do 
Norte do país e a expansão dos trilhos da Ferronorte. 
(FIGUEIREDO, Lucas. Revista Primeira Leitura, n. 02, abril de 2002, p. 46. Adaptado.) 
 
O texto faz referência: 
a) à expansão da fronteira agrícola em direção à Amazônia ocidental, em 
função da crescente demanda por madeira e extratos vegetais no mercado mundial. 
b) à estruturação da Região Centro-Oeste como importante pólo agropecuário 
exportador, integrado aos grandes mercados mundiais de soja e carnes. 
c) aos efeitos do Mercosul, que intensificou o fluxo de produtos agrícolas 
brasileiros, como a laranja e a cana-de-açúcar, para países da América Latina. 
d) aos projetos governamentais de integração que visam à consolidação do 
Merconorte, tendo a Venezuela e o Chile como corredores de exportação. 
e) às estratégias geopolíticas e controle das fronteiras Norte e Oeste do país 
através da expansão e integração das vias de circulação. 
 
3) (PUCPR). O Setor de Transporte no Brasil: A importância do porto de 
Paranaguá para a economia do estado do Paraná, na década de 1990, deve-se 
a) ao tipo de produção agrícola voltada para a exportação implantada no 
estado. 
P á g i n a | 91 
 
 
b) aos investimentos realizados pelo governo estadual no setor industrial, 
transformando o estado do Paraná no primeiro pólo industrial do Mercosul. 
c) à sua boa situação geográfica (do porto de Paranaguá) que atrai ferrovias e 
rodovias de escoamento, integradas ao anel rodoferroviário do estado e interligadas 
com Santa Catarina. 
d) aos custos portuários baixos e excelente estrutura de armazenagem. 
e) à situação geográfica da região metropolitana de Curitiba, próxima ao litoral. 
 
4) (UFES) “A greve expôs falhas no sistema de transportes […]. O Brasil 
depende demais das estradas. Cerca de 65% da carga transportada no país viaja por 
rodovias e pouca coisa é feita sem o caminhão ” (VEJA, 4 ago. 1999, p. 38.). 
 
Sobre a questão dos transportes e com base no texto acima, não é correto 
afirmar que: 
a) a deterioração e a necessidade de asfaltamento sistemático das estradas 
brasileiras são preocupações constantes que atingem o governo em relação à 
segurança dos meios de transporte e à diminuição do tempo de percurso dos fluxos 
de bens. 
b) o atual modelo de desenvolvimento econômico brasileiro propiciou o 
crescimento do transporte rodoviário, gerando distorções técnicas, econômicas e 
éticas. 
c) a falta de uma política agrícola mais coerente em termos de alimentos para 
o mercado interno propicia fluxos que contrariam qualquer política econômica, uma 
vez que os produtos agrícolas “passeiam” pelas estradas do país. 
d) o transporte rodoviário transfere produtos perecíveis, em equipamentos 
muitas vezes não especializados, a enormes distâncias, cruzando regiões de clima 
tropical e equatorial. 
e) a queda das taxas de crescimento fez com que a indústria automobilística 
brasileira deixasse de ser fornecedora hegemônica para o sistema de transporte de 
carga brasileiro. 
 
 
 
 
Obras de transposição de desnível 
Aula 6 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula estudaremos sobre as obras de transposição de desnível e suas 
classificações. Veremos o quanto obras deste porte são importantes para o transporte 
fluvial. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender sobre as obras de transposição de desnível; 
 Conhecer o que são e quais são as obras de transposição de desnível; 
 Compreender a importâncias dessas obras para o transporte fluvial; 
 Aprender sobre as subclassificações dessas obras: sistemas 
mecânicos e hidráulicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 93 
 
 
6 OBRAS DE TRANSPOSIÇÃO DE DESNÍVEL 
As obras de transposição de desnível são obras imprescindíveis para 
possibilitar o funcionamento de uma hidrovia quando existe barragens ou desníveis 
ao longo de sua extensão. Para começarmos a conhecer um pouco mais sobre o 
assunto, é importante sabermos que essas obras são sub classificadas em: sistemas 
mecânicos e sistemas hidráulicos, nomes dados de acordo com o equipamento 
utilizados. 
6.1 Sistemas mecânicos 
Esse tipo de sistema é comumente chamado de ASCENSORES, ou seja, obras 
que ajudam a embarcação ultrapassar o desnível. Essa ação de vencer o desnível é 
realizada dentro de uma cuba (piscina) que é movimentada por ajuda externa 
(esforços externos). 
a) Elevadores verticais 
 Sistema Clark (hidráulico ou pistão) – funciona como um elevador de 
carro, onde dois pistões ligados por um sistema hidráulico, essas colunas são ligadas 
hidraulicamente, fazendo com que, enquanto um tanque sobe o outro desça, o peso 
de um contrabalance o peso do outro. 
 Sistema flutuante
– neste sistema a cuba sustentadas por flutuadores que 
submergem em poços com água. Esses flutuadores descem com a adição de água 
em seu interior ou subam com a retirada dela. 
 Sistema Funicular – este sistema é bem parecido com elevadores de 
edifícios, nele a cuba é sustentada por contrapesos que estão ligados a ela por cabos 
de aço. 
b) Planos inclinados 
Neste tipo de sistema são usados planos inclinados dentro da cuba, eles podem 
estar inclinados tanto na horizontal, quanto na transversal em relação ao canal de 
acesso. 
 Funicular – neste sistema a cuba possui rodas, para serem movimentadas 
sobre trilhos, presas por cabos de aço a um contrapeso. 
P á g i n a | 94 
 
 
 Automotor – nele a cuba se desloca através de motores. Os planos 
inclinados neste sistema devem ser sempre longitudinais, após a subida da cuba ela 
é posicionada em uma cunha giratória que fará o embarque e o desembarque ser 
realizado pela mesma porta. 
c) Rampa hidráulica 
Este sistema é formado por um canal retangular inclinado, é movimentado por 
um trator que desloca a embarcação dentro de uma cunha líquida. 
6.2 Sistemas hidráulico 
Os sistemas hidráulicos são as famosas ECLUSAS, que é uma câmara com 
muros laterais, compotas nas extremidades e no fundo um piso ou soleira. 
Elas podem ser: 
 Simples – é construída uma câmara única; 
 Escada de eclusas – formada por várias eclusas construídas de forma 
independente próximas umas das outras; 
 Eclusas germinadas – duas eclusas construídas paralelas uma a outra, de 
forma que quando uma esvaziar a outra encha. Esse sistema ajuda a economizar até 
50% da água utilizada. 
 De câmara múltipla – elas são usadas para vencer desníveis muito 
grandes ou quando o canal tem pouca água. Nela a porta à montante é a mesma porta 
da jusante, ou seja, a porta da frente de uma é a mesma porta dos fundos da seguinte. 
6.3 Eclusas 
Até aqui aprendemos de forma genérica o que são eclusas, porém agora 
entenderemos mais detalhadamente seu funcionamento e suas características. 
As ECLUSAS são mecanismos que tem a função de ajudar a embarcação a 
vencer um desnível. Para isso ela possui uma câmara que está conectada a um duto 
que promove seu enchimento e esvaziamento para o nível que se deseja alcançar. 
Elas são classificadas conforme sua altura de queda, dada pela diferença de 
nível d’água entre montante e jusante, como: 
 Baixa queda – com desnível até 10 metros; 
 Média queda – com desnível entre 10 e 15 metros; 
P á g i n a | 95 
 
 
 Alta queda – com desnível superior a 15 metros. 
 
As eclusas, Erro! Fonte de referência não encontrada.figura, como já vimos n
o item acima podem ser classificadas em câmara única, câmara múltipla, escada de 
eclusa e eclusas germinada, porém elas também podem ser classificadas conforme o 
tipo de enchimento e esvaziamento em: 
 Sistema simplificado – quando acontece pelas portas de montante ou 
jusante, normalmente usados para desnível de até 4,5 m; 
 Processo de enchimento e esvaziamento lateral – quando o 
esvaziamento e o enchimento ocorrem pelas laterais da câmara, por aquedutos que 
injetam água por orifícios nas paredes, usado em eclusas de média queda. 
 Enchimento e esvaziamento pelo fundo – utilizado em eclusas com 
sistema de alta queda. Nele o enchimento e o esvaziamento acontecem por um 
sistema de tubulações construído que ocorra o máximo de perda de carga para que 
ao final a água que chegar no fundo não cause nenhum tipo de perturbação na 
superfície que faça as embarcações se movimentarem. 
Figura 57: Funcionamento das eclusas. 
 
Fonte: POR (2018) 
 
P á g i n a | 96 
 
 
6.4 Componentes das eclusas 
Em uma eclusa existem alguns componentes importantes, figura, são eles: 
a) Muros guias – na entrada e saída das câmaras são construídos muros que 
servem para orientar as embarcações até a eclusa e como anteporto ou garagem para 
barcos; 
b) Portas de montante ou de jusante – são as portas da eclusa, por elas 
acontece a entrada e saída das embarcações; 
c) Stop-logs – painéis de vedação, usados para manutenção ou quando for 
preciso retirar toda a água da câmara; 
d) Manifolds ou difusores – orifícios que ficam no final dos aquedutos que 
estão no interior da câmara e por onde passa a água que entra na câmara; 
e) Câmara – local onde a embarcação fica para ser transportada para o 
próximo nível; 
f) Válvulas de controle – controlam o enchimento e o esvaziamento da 
câmera. 
 
 
 
P á g i n a | 97 
 
 
Figura 58: Componentes da eclusas. 
 
Fonte: OLIVEIRA (2016) 
P á g i n a | 98 
 
 
6.5 Distribuição das eclusas pelo Brasil 
Até 2013 o Brasil possuía 17 eclusas em diferentes hidrovias, o mapa da figura 
abaixo, mostra a localização delas. 
Figura 59: Enclusas pelo Brasil. 
 
Fonte: OLIVEIRA (2016) 
Exercícios.: 
1) Com suas palavras fale sobre o sistema mecânico para 
transposição de desnível, citando exemplos. 
 
2) Fale sobre as eclusas e qual a função delas. 
 
 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Estudamos sobre as obras de transposição de desnível, aprendendo mais 
detalhadamente sobre os sistemas mecânicos e hidráulicos, suas características, para 
vencer o desnível. Em seguida vimos com mais clareza como funciona uma eclusa, 
sua função e características e por fim, abordando os componentes das eclusas e a 
distribuição das eclusas pelo território brasileiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vídeos 
<https://www.youtube.com/watch?v=Em7urCedgso>. 
<https://www.youtube.com/watch?v=LDSsZnHS-QU>. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
ANTÔNIO NÉLSON RODRIGUES DA SILVA, Universidade de São Paulo 
Escola de Engenharia de São Carlos, Departamento de transportes. Portos e Vias 
Navegáveis, São Carlos, maio de 2004 
 
FERNANDA FERNANDES MARTINS DE OLIVEIRA, Pressões a Jusante de 
Comportas Tipo Segmento Invertida em Condutos de Eclusas, Dissertação de 
Mestrado, Universidade Federal de Pelotas, Centro de Desenvolvimento Tecnológico, 
Programa de Pós-Graduação em recursos hídricos, Pelotas, 2016. 
 
PORTOS, Rios e Canais - Segunda Parte. UNICAMP. Disponível em: 
<http://www.fec.unicamp.br/~caxd/falcetta/_resumos/eng42.html>. Acesso em: 25 
set. 2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 6 
Exercícios 
 
 
 
 
 
1) Sobre obras de transposição de desnível marque a 
alternativa correta. 
a) São obras realizadas para tentar bloquear a força das 
águas. 
b) Existe apenas dois tipos: hidráulico e o manual. 
c) O sistema Clark é um tipo de sistema mecânico que funciona como um 
elevador de carro. 
d) O sistema flutuante é um tipo de sistema hidráulico. 
 
2) São exemplos de sistema mecânico utilizado para transposição de desnível: 
a) elevadores verticais, plano contínuo, automotor. 
b) sistema funicular, sistema flutuante, automotor. 
c) rampa hidráulica, eclusas, automotor. 
d) eclusas, sistema flutuante, sistema Clark. 
 
3) Sobre as eclusas é correto afirmar: 
a) são classificadas quanto ao tipo de enchimento. 
b) São um tipo de sistema mecânico. 
c) São construídas somente para desníveis maiores que 15 metros. 
d) São construídas somente com câmara única. 
 
4) As eclusas possuem diversas classificações, marque a que NÃO está 
correta: 
a) simples. 
b) germinadas. 
c) câmara tripla. 
d) escada de eclusa. 
 
 
P á g i n a | 103 
 
 
 
5) São componentes importantes em uma eclusa, EXCETO: 
a) Stop-logs. 
b) Válvulas de controle. 
c) Régua atarantada. 
d) Posta de montante. 
 
 
 
 
Capacidade do Transporte Aquaviário 
Aula 7 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula conheceremos um pouco sobre a capacidade do transporte 
aquaviário, apresentando alguns conceitos importantes, as limitações do sistema e o 
dimensionamento portuário. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo
desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender mais sobre a capacidade do transporte aquaviário; 
 Conhecer conceitos básicos importantes; 
 Entender sobre limitação de rotas; 
 Entender sobre as limitações de carga; 
 Restrições de vias; 
 Entender sobre dimensionamento portuário; 
 E compreender sobre dimensionamento operacional do berço e 
retroporto. 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 105 
 
 
7 CAPACIDADE DO TRANSPORTE AQUAVIÁRIO 
Antes de começarmos a conhecer alguns conceitos, vamos definir o que é 
CAPACIDADE. 
 
 
 
Volume interno de um corpo vazio 
 
 
 
a) Capacidade de um modo de transporte – é saber qual a demanda de 
trecho dentro de um nível de serviço determinado. 
Ex.: navio/semana, na rota da América do Sul, Santos – Buenos Aires. 
b) Capacidade Teórica – é o valor máximo possível de ser alcançado. É 
obtida através da otimização de fatores condicionantes da capacidade. 
c) Capacidade Prática – é a alcançada considerando condições-padrão de 
operação dentro de um nível de serviço determinado. 
d) Capacidade econômica – é aquela obtida com redução de custos de 
operação a um nível mínimo para não haver perda de nível de serviço. 
e) Capacidade efetiva – é aquela obtida com frequência, sem a intervenção 
reparadora. 
 
A capacidade do transporte aquaviário está vinculada à quatro fatores, 
apelidados por mim de LR, LT, LC e RV, (limitação da rota, limitação dos terminais, 
limitação de carga e restrição da via). 
7.1 Limitação da rota 
Essas limitações se manifestam em duas situações: 
 Pelas dimensões da embarcação de projeto, tamanho do calado, boca e 
comprimento; 
P á g i n a | 106 
 
 
 Pela quantidade de embarcações na rota, levando em consideração canais 
naturais, canais artificiais, eclusas, compotas, amplitude das marés, etc. 
 
 
 
Curiosidades 
Calado Máximo: é a diferença entre a profundidade mínima (medida 
com a influência da maré) e o pé de piloto (distância entre o fundo da 
embarcação e o fundo do corpo d’água). 
 
 
7.2 Limitações dos terminais 
Elas podem ser classificadas pela: 
 Dimensão da embarcação – quando a profundidade mínima junto ao berço 
em comparação ao calado máximo da embarcação de projeto somando o pé de piloto; 
 Comprimento da embarcação, mais acréscimos de segurança com o 
comprimento do berço. 
7.3 Limitações do tipo de carga 
Dependendo do tipo de carga, geral, granel sólido, granel líquido, frigorificadas, 
etc., existe limitações relacionadas. 
 Equipamento de manuseio; 
 Plano de porto e retroporto; 
 Embalagens especiais; 
 Perecibilidade da carga; 
 Grandes volumes. 
7.4 Restrição da via 
Classificadas em: 
 Rios navegáveis – limitação dos terminais; 
P á g i n a | 107 
 
 
 Rios eclusados – limitações devidas as eclusas de fluxo menor transposição; 
 Rios com passagens estreitas – limitações causadas pela presença ou falta 
de sinalização. 
 Regime das águas – para vazantes existe a restrição de carregamento das 
embarcações e no caso de cheias, a velocidade da água. 
7.5 Dimensionamento portuário 
Para a realização das operações de manobra das embarcações, é importante 
que o canal de acesso, bacia de evolução, área de fundeio e cais de atracação 
possuam dimensões mínimas, baseadas a uma embarcação de projeto que tenhas 
sido usado como padrão para o dimensionamento do porto. (Erro! Fonte de r
eferência não encontrada.Erro! Fonte de referência não encontrada.) 
Onde: 
b é a boa da embarcação; 
l é o comprimento total; 
c é o calado máximo; 
 
1. Largura do canal: 5b que é ½ b + b + 2b + b + ½ b; 
2. Diâmetro da bacia de evolução: 3b; 
3. Diâmetro da bacia de evolução: 1,8 l; 
4. Profundidade de cais, canal, bacia e área de fundeio: c + 1,5 m quando a 
maré é vazante, ou seja, quando a água está baixando. 
 
Uma observação importante é que os berços de atracação devem possuir uma 
variação entre 5% e 10% a mais do comprimento total do navio, para facilitar a 
amarração. 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 108 
 
 
Figura 60: Posicionamento da embarcação no porto. 
 
Fonte: ALFREDINI, P. E ARASAKI, E. ENGENHARIA PORTUÁRIA, Ed. Edgard Blucher 
Figura 61: Posicionamento da embarcação no porto. 
 
Fonte: ALFREDINI, P. E ARASAKI, E. ENGENHARIA PORTUÁRIA, Ed. Edgard Blucher 
7.6 Dimensionamento operacional do berço e retroporto 
Esse dimensionamento é baseado em modelos de simulação digital, como por 
exemplo o SIMPORT, software específico para portos e outros mais genéricos como 
o Arena Profissional, seguindo uma fundamentação na Teoria das Filas. 
P á g i n a | 109 
 
 
A Teoria das filas é uma parte da probabilidade que estuda a formação de filas 
por análise matemática. 
Ela fornece modelos que demonstrem o comportamento de um sistema o qual 
a demanda cresça aleatoriamente, buscando antecipar um dimensionamento de 
forma que no final se consiga evitar desperdícios. 
 Rede de filas; 
 Centro de serviço; 
 Fila; 
 Fila de espera. 
 
Um sistema de fila acontece quando a procura por um serviço é maior que a 
capacidade de provê-lo. Existem algumas aplicações da teoria das filas, que 
encontramos tanto na probabilidade, pesquisa operacional e engenharia industrial: 
 Fluxo de tráfego; 
 Escalonamento; 
 Prestação de serviços. 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Estudamos sobre a capacidade portuária, abordando diferentes definições, 
vimos de forma breve sobre as limitações da rota. Além disso abordamos a definição 
de calado máximo e sobre a limitação dos terminais e as limitações para o tipo de 
carga. Em seguida estudamos sobre as restrições para a utilização da via fluvial ou 
marítima e por fim, aprendemos de forma breve sobre dimensionamento portuário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conteúdo extra 
<http://www.portosdobrasil.gov.br/assuntos-1/pnpl>. 
 
Vídeo 
<https://www.youtube.com/watch?v=UUjKK9SB2XE>. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
ALFREDINI, P. e ARASAKI, E. Engenharia portuária. Ed. Edgard Blucher. 
2017. 
 
NOGUEIRA, Fernando. Teoria de Filas. UFRJ. Disponível em: 
 <http://www.ufjf.br/epd042/files/2009/02/Teoria_Filas_Transparencia1.pdf>. Acesso 
em: 25 set. 2018. 
 
WIKIPEDIA. Teoria das filas. Disponível em: 
<https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_filas>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 7 
Exercícios 
 
 
 
 
 
1) EMAP (2012) Estabelecer e divulgar o porte bruto 
máximo e as dimensões máximas dos navios que irão trafegar, 
em função das limitações e características físicas do cais do 
porto, é atividade concernente à(ao): 
a) Administração do Porto, sob coordenação da autoridade marítima. 
b) Administração do Porto, sob coordenação da autoridade aduaneira. 
c) Operador Portuário, mediante autorização da Antaq. 
d) Autoridade Marítima, mediante coordenação e autorização da Antaq. 
e) Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), sob coordenação da 
administração portuária. 
 
2) ANTAQ (2014) Julgue o item a seguir, com base nas legislações federais 
aplicáveis à ANTAQ. 
A diretoria da ANTAQ, autarquia especial vinculada à Secretaria Especial de 
Portos, é composta por um diretor-geral e quatro diretores. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
3) CESPE (2014) A respeito da Agência Nacional de Transportes Aquaviários 
(ANTAQ) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), julgue os itens 
subsequentes. 
A ANTAQ tem autonomia para firmar convênios de cooperação técnica com 
entidades e organismos internacionais sem a necessidade de consulta ao Ministério 
dos Transportes. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
P á g i n a | 114 
 
 
4) PETROBRÁS (2018) A Agência Nacional de Transportes Aquaviários — 
ANTAQ — é a entidade integrante da administração federal indireta, submetida ao 
regime autárquico especial e vinculada à Secretaria
de 
a) Infraestrutura do Ministério dos Transportes. 
b) Estudos Estratégicos do Gabinete Civil. 
c) Assuntos Especiais do Ministério da Defesa. 
d) Trabalho Marítimo do Ministério do Trabalho. 
e) Portos da Presidência da República. 
 
5) AGU (2014) Nos termos do Decreto Federal n° 8.088/13, compõe a 
Secretaria Nacional dos Portos da Presidência da República, como entidade 
autárquica vinculada, a 
a) Agência Nacional de Águas - ANA. 
b) Companhia Docas do Ceará - CDC. 
c) Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL. 
d) Companhia Docas do Espírito Santo - CODESA. 
e) Agência Nacional de Transportes Aquaviários - ANTAQ. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obras portuárias 
Aula 8 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula conheceremos os diferentes tipos de portos, o processo de escolha 
de local para a instalação dos portos, as obras de acostagem dos navios, obras de 
proteção. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender sobre as obras portuárias; 
 Os diferentes tipos de portos e suas funções; 
 O processo de escolha de local para instalação de um porto; 
 Entender o que são obras de acostagem de navios e para que elas 
servem; 
 Entender sobre as obras de proteção. 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 116 
 
 
8 OBRAS PORTUÁRIAS 
Ao longo de nossa disciplina vimos que o transporte aquaviário é subdividido 
em marítimo, fluvial e lacustre. No entanto para que as embarcações que trafegam 
por essas vias precisam atracar, ou seja, desembarcar mercadorias e pessoas. Para 
isso é preciso construir e para construir é preciso planejar as obras, e a engenharia 
portuária está envolvida na construção e projeto de: 
 canal de navegação; 
 estruturas offshore; 
 sistemas de apoio para os navios que estão se aproximando; 
 estruturas de atracação dos navios e movimentação de carga, descarga e 
passageiros; 
 edificações para instalação das autoridades portuárias; 
 infraestrutura para realizar o abastecimento e serviços de manutenção dos 
navios. 
8.1 Tipos de portos 
De uma forma simplificada podemos classificar os portos em: naturais, 
seminaturais, artificiais, refúgio, militares e comerciais. 
a) Portos naturais 
São estruturas que naturalmente já servem de proteção contra tempestades e 
ondas para uma área, não sendo necessária a construção de quebra-mar por exemplo 
a figura abaixo. 
Figura 62: Porto do Rio de Janeiro. 
 
Fonte: RIBEIRO (2011) 
P á g i n a | 117 
 
 
b) Portos semiartificiais 
Tem esse nome, pois se localizam em enseadas ou são protegidos por 
elevações dos dois lados, fazendo-se necessário apenas proteção artificial na 
entrada. 
Figura 63: Porto semiartificial. 
 
Fonte: RIBEIRO (2011) 
c) Portos artificiais 
Esses portos são construídos por questões econômicas. Eles são protegidos 
de ondas por quebra-mares e dragagens que permitem o acesso, ou seja, são portos 
com grande intervenção humana. (Figura 64) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 118 
 
 
Figura 64: Porto artificial – Alemanha. 
 
Fonte: TRANSPORTE & NEGÓCIOS (2016) 
d) Portos de refúgio 
Esse tipo de porto pode ser utilizado para abrigar navios durante uma 
tempestade ou servir como porto comercial, permitindo boas condições de amarração 
ou ancoragem. Deve ser seguro e de fácil acesso a partir do mar devido a qualquer 
estado climático e correntes marítimas. (Figura 65) 
Figura 65: Porto de refúgio nos Estados Unidos. 
 
Fonte: OSCAR (2014) 
 
 
P á g i n a | 119 
 
 
e) Portos militares 
Esse tipo de porto tem o objetivo de acomodar navios patrulha, porta aviões e 
fragatas, servir como depósito de armamento e outros bens necessários para o serviço 
militar. (Figura 66) 
Figura 66: Porto Militar. 
 
Fonte: HONU (2018) 
f) Portos comerciais 
Esse tipo de porto possui equipamentos para carga e descarga de navios, 
abastecimento dos navios. Possuem autoridades aduaneiras e de fiscalização e 
possuem na maioria dos casos docas secas para manutenção dos navios. 
8.2 Processo de escolha de local para a instalação dos portos 
A execução de um projeto portuário deve levar em conta as condições naturais 
do mar, marés e do terreno, não esquecendo do regime de ventos e as condições 
climatéricas. No final, combinando esses fatores com a função que será dada para a 
estrutura portuária, irão condicionar as características da obra. 
A escolha do local de construção dirá se o local oferecerá condições de abrigo 
e proteção contra a ação do mar, ou se exigirá obras especiais de defesa. Uma 
condição ideal seria um local onde existisse a possibilidade de encontrar uma bacia 
abrigada, porto natural por exemplo, e com profundidade suficiente para permitir o 
acesso dos navios ou embarcações, sem a necessidade de obras de dragagem e 
outras obras que podem encarecer o projeto. 
P á g i n a | 120 
 
 
Caso são sejam encontradas as condições adequadas recomenda-se a 
construção de uma estrutura offshore, onde os navios operam com seus próprios 
recursos e com o auxílio de boias de fixação, como no caso de plataformas de 
petrolíferas. 
8.3 Obras de acostagem de navios 
A obras de acostagem são muito importantes em portos e para sua construção 
é preciso seguir alguns critérios: 
 Localização – devemos saber se a obra será marítima, fluvial ou lacustre; 
 Condições de abrigo – se elas são protegidas ou em mar aberto; 
 Função – se é para carga geral, granel líquido, ou sólido e navios de 
pessoas; 
 Equipamentos de carga e descarga: se possuem contentores e roll-on/roll-
off; 
 Mobilidade dos equipamentos – se os equipamentos estarão fixos ou serão 
móveis; 
 Tipo da estrutura – se a estrutura é contínua ou discreta. 
 
Por meio destas características poderemos caracterizar aos acostagens como: 
muro-cais ou paramento aberto ou fechado, onde o muro-cais fechado possui 
uma cortina frontal e o muro-cais aberto ou a cortina não existe ou está na retaguarda 
do cais, conforme a figura abaixo. 
Já quando falamos de cais contínuo podemos considera-los de paramento 
fechado ou aberto, sem esquecer que ele possui um lado acostável, conforme a figura 
abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 121 
 
 
Figura 67: Paramento fechado e aberto. 
 
Fonte: RIBEIRO (2011) 
Continuando no assunto de acostamento, temos também a plataforma 
contínua. Ela é parecida com uma ponte e possui os dois lados acostáveis, conforme 
a figura abaixo. Uma vantagem desse acostamento é que ele possibilita a construção 
de um cais auxiliar para pequenas embarcações que também podemos ver na figura 
abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 122 
 
 
Figura 68: Ponte-cais. 
 
Fonte: RIBEIRO (2011) 
No entanto existe uma solução estrutural para cais contínuo que apresenta 
vantagem econômica, que é o cais de cortina ancorada que possui fundação 
independente para aguentar o equipamento móvel utilizado para carga e descarga. 
Figura 69: Cais de cortina ancorada. 
 
Fonte: RIBEIRO (2011) 
Outras duas opções de estruturas acostáveis são os mais usados para 
terminais de granel líquido, podendo ser usado para alguns granéis sólidos e os 
terminais de granel sólido com carga e descarga isolados. Neste último os 
P á g i n a | 123 
 
 
carregadores transportam por meio de uma estrutura isolada até os navios e 
geralmente são esteiras. As figuras mostram as duas opções. 
Figura 70: Terminal de granel sólido. 
 
Fonte: RIBEIRO (2011) 
Figura 71: Terminal de granel solido 
 
Fonte: RIBEIRO (2011) 
 
P á g i n a | 124 
 
 
8.4 Obras de proteção 
São obras realizadas em terminais construídos em mar aberto como por 
exemplo diques e molhes de proteção contra a corrente. Essas obras fazem-se 
necessárias pois a agitação das águas do mar impede que as embarcações acostem 
com segurança em zonas abertas. Elas podem ser construídas de diferentes
formas, 
pois dependem de fatores como direção das ondas, direção dos ventos, etc. 
 Quebra-mar – são construídas para combater o efeito das ondas, feitas 
geralmente por enrocamento ou bloco de concreto. 
Figura 72: Quebra-mar. 
 
Fonte: OBRAS (2012) 
 Molhes – Usado para combater o efeito das ondas, com uma extremidade 
no continente e outra no oceano. 
Figura 73: Molhes. 
 
Fonte: INTEGRADA (2018) 
 
P á g i n a | 125 
 
 
 Espigões – estruturas que estão enraizadas na costa. Uma opção usada 
para minimizar o efeito da erosão no sota-vento. 
Figura 74: Espigões. 
 
Fonte: TEIXEIRA (2017) 
 
 
Exercícios.: 
1) Fale sobre as obras de proteção, citando-as. 
 
2) Cite três dos diferentes tipos de portos, comentando sobre eles. 
 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Estudamos sobre portos e suas diferentes finalidades, vimos também sobre as 
obras de proteção e o objetivo de construção de cada uma delas e por fim aprendemos 
sobre as obras de acostagem de navios e seus critérios e suas finalidades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vídeos 
<https://www.youtube.com/watch?time_continue=22&v=ALvX8iALjXg>. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
HONU Hawai Activities. Disponível em: 
<https://honuhawaiiactivities.com/images/vendor_images/discoverhawaiitours/pearl_
harbor_aerial_lg.jpg>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
INTEGRADA, Gestão Costeira. Molhe. Disponível em: 
<http://www.aprh.pt/rgci/glossario/molhe.html>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
OBRAS. Portuárias de Abrigos Espigões. 2012. 
 
OSCAR, Mau. Conhecendo Delaware – Nosso Proximo Destino. 2014. 
Disponível em: <http://mauoscar.com/2009/08/13/113-nosso-proximo-destino/>. 
Acesso em: 25 set. 2018. 
 
RIBEIRO, Tiago José Teixeira. Processos de construção e fiscalização de 
obras portuárias: Estudo de Caso. 2011. Dissertação submetida para satisfação 
parcial dos requisitos do grau de MESTRE EM ENGENHARIA CIVIL — 
ESPECIALIZAÇÃO EM CONSTRUÇÕES CIVIS. Disponível em: 
<https://paginas.fe.up.pt/~jmfaria/TesesOrientadas/MIEC/TiagoRibeiro2011.pdf>. 
Acesso em: 25 set. 2018. 
 
TEIXEIRA, Carlito. Mucuri 248 anos: Texto de moradora resume o momento 
do município. Parabéns. 2017. Notícia em Dia. Disponível em: 
<http://noticiaemdia.com.br/mucuri-248-anos-texto-de-moradora-resume-o-momento-
do-municipio-parabens/>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
TRANSPORTE & NEGÓCIOS. Alemanha desenha nova estratégia 
portuária. 2016. Disponível em: <https://www.transportesenegocios.pt/alemanha-
desenha-nova-estrategia-portuaria/>. Acesso em: 25 set. 2018. 
 
 
 
 
 
AULA 8 
Exercícios 
 
 
 
 
 
1) DOCAS-RJ (2014) Os portos de Altamira, Capuaba e 
Itaguaí estão vinculados, direta e respectivamente, a: 
a) Companhia Docas da Bahia, Companhia Docas do 
Ceará e Companhia Docas do Rio de Janeiro. 
b) Companhia Docas do Pará, Companhia Docas do Espírito Santo e 
Companhia Docas do Rio de Janeiro. 
c) Companhia Docas do Rio Grande do Norte, Companhia Docas de 
Pernambuco e Companhia Docas da Bahia. 
d) Companhia Docas da Bahia, Companhia Docas do Pará e Companhia Docas 
de São Paulo. 
e) Companhia Docas do Rio Grande do Norte, Companhia Docas do Ceará e 
Companhia Docas do Espírito Santo. 
 
2) DOCAS-RJ (2014) Assinale a alternativa que descreve, de forma adequada 
e correta, a respectiva definição correspondente: 
a) Navegação interior: é aquela realizada entre os portos ou pontos do território 
brasileiro, utilizando a via marítima ou estas e as vias navegáveis interiores. 
b) Navegação de longo curso: navegação realizada entre portos brasileiros e 
estrangeiros. 
c) Navegação de apoio portuário: é a realizada para o apoio logístico a 
embarcações e instalações em águas territoriais nacionais e na Zona Econômica que 
atuem nas atividades de pesquisa e lavra de minerais e hidrocarbonetos. 
d) Navegação de apoio marítimo: é a realizada exclusivamente nos portos e 
terminais aquaviários para atendimento a embarcações e instalações portuárias. 
e) Navegação de cabotagem: é aquela realizada em hidrovias interiores, em 
percurso nacional ou internacional. 
 
 
 
P á g i n a | 130 
 
 
3) DOCAS-RJ (2014) Integra o Setor Hidroviário Interior: 
a) CDP - Companhia Docas do Pará 
b) Administração do Porto de São Francisco do Sul-SC 
c) CODOMAR - Companhia Docas do Maranhão 
d) Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina 
e) CODERN - Companhia Docas do Rio Grande do Norte 
 
4) No que diz respeito ao Programa Nacional de Dragagem, assinale a 
alternativa INCORRETA: 
a) O PND 2 integra o Programa de Investimento em Logística – Portos (PIL-
Portos) e prevê o aprofundamento e posterior manutenção das profundidades 
atingidas nos canais de acesso, bacia de evolução e, também, dos berços, em 
contratos de longo prazo e possibilidade de contratação em blocos para garantir o 
ganho de escala. 
b) O PND 1 teve como meta principal desassorear os portos a partir da remoção 
de material submerso e escavação/derrocamento do leito, além da manutenção da 
profundidade e de ações de licenciamento ambiental, possibilitando, assim, a remoção 
do volume aproximado de 73 milhões de metros cúbicos. 
c) O Programa Nacional de Dragagem (PND 1), instituído pela Lei 11.610/2007, 
foi criado para propor e desenvolver soluções para reduzir os gargalos que limitam os 
acessos marítimos aos portos brasileiros. 
d) O PND 1 inaugurou o conceito de “dragagem por resultado”, que 
compreende a contratação das obras em caráter contínuo, com o objetivo de manter 
as condições de profundidade estabelecidas no projeto por até 10 (dez) anos, 
prorrogáveis uma única vez por até 3 (três) anos. 
e) A Secretaria de Portos da Presidência da República é a gestora do PND e a 
responsável pelo processo de licitação, que engloba abertura de consulta pública para 
Termos de Referência e lançamento dos editais das obras. 
 
 
 
 
Sistema de transporte aéreo 
Aula 9 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula conheceremos um pouco mais sobre o transporte aéreo, suas 
características e conceitos que nos ajudarão ao longo de nossa disciplina. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender sobre a evolução do transporte aéreo; 
 Compreender alguns conceitos presentes no transporte aéreo; 
 Entender a importância de do modal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 132 
 
 
9 SISTEMA DE TRANSPORTE AÉREO 
O transporte aéreo é realizado pelo ar, por meio de aviões, helicópteros, 
dirigíveis, teleféricos, entre outros. Ele teve seu uso intensificado com o termino da 
Segunda Guerra Mundial, transportando cargas e pessoas. É clara a importância do 
transporte aéreo de carga para o desenvolvimento econômico do país, porém, existe 
uma baixa capacidade das instalações oferecidas pelas companhias aéreas para o 
atendimento da demanda de carga. 
Segundo Sekito (2015) o transporte aéreo nacional é composto por 34 
Terminais Logísticos de Cargas, porém cerca de 79% das operações aeroportuárias 
são realizadas em apenas quatro aeroportos: Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Galeão 
(RJ) e Manaus (AM). 
Uma característica muito importante do transporte aéreo é a redução do tempo 
de viagem. Redução essa que traz benefícios como: baixo nível de estoque e retorno 
do capital investido em menor tempo. No entanto o custo do frete ainda é superior aos 
demais modais, o que faz com que a demora na liberação das cargas acarrete 
prejuízos. É importante destacar que a escolha desse modal se torna viável 
economicamente para transporte de produtos leves, caros e de alto valor agregado, 
que necessitam de rapidez de entrega e segurança elevada contra roubo, como por 
exemplo: revistas, medicamentos e perecíveis. Apesar de todos os esforços para 
melhorar a qualidade do transporte de carga
aéreo, o mesmo vem se popularizando 
no transporte de passageiros a cada ano, devido a rapidez no percurso, o que permite 
se deslocar pelo território nacional em bem menos tempo. 
O mapa da figura é apresentado as rotas aeroviárias brasileiras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 133 
 
 
Figura 75: Fluxo de passageiros pelo transporte aéreo. 
 
Fonte: ARCHELA; THÉRY (2008) 
9.1 Organização do transporte aéreo 
Neste item vamos lembrar um pouco sobre a evolução do transporte aéreo no 
mundo. 
 1784 – Desenvolvimento de balões (Paris); 
 1903 – Os irmãos Wright colocaram no ar um protótipo mais pesado que o 
ar; 
 1906 – Santos Dumont apresenta o primeiro aeroplano na França; 
 1917 - 1919 – Começou o aprimoramento das aeronaves e da navegação 
aérea; 
 1919 – Convenção para regulamentação da navegação aérea; 
 1927 – Teve início a aviação comercial brasileira; 
P á g i n a | 134 
 
 
 1928 – Uma convenção para determinar regras para o transporte aéreo 
internacional; 
 1944 – Convenção em Chicago para discutir sobre a aviação civil 
internacional; 
 1948 – Pós-Guerra, Convenção de Genebra para discutir o reconhecimento 
internacional dos direitos das aeronaves de transporte aéreo; 
 1958 – Convenção de Genebra para discutir o direito internacional em alto-
mar. 
9.2 Considerações importantes 
Existem alguns princípios gerais que devemos conhecer e relembrar e nesse 
item vamos conhecer alguns deles. 
a) O espaço aéreo está acima do território do país e sobre as águas de 
jurisdição do mesmo. 
b) Uma aeronave pode sobrevoar outro país, sem a necessidade de pousar, 
desde que o país sobrevoado seja avisado com antecedência e dê autorização. 
c) Uma aeronave civil tem total direito de realizar pouso em outro país por 
motivos técnico (abastecimento ou manutenção) sem a necessidade de qualquer 
serviço comercial. 
d) Uma empresa pode transportar de seu país de registro para outro ou entre 
dois países diferentes do seu país de registro, desse que o voo tenha origem ou 
término no país de registro. 
e) Uma empresa pode transportar mesmo que não se origine ou termine no seu 
país de registro, desde que passe através, permaneça ou faça conexão, por um tempo 
em qualquer parte do seu país de registro. 
9.3 Organizações 
Já conversamos um pouco sobre a organização do transporte aéreo e algumas 
considerações importantes sobre o espaço aéreo. Agora vamos conhecer algumas 
organizações importantes para o setor do transporte aéreo. 
 
 
P á g i n a | 135 
 
 
 International Civil Aviation Organization – ICAO: Filiada à ONU, 
administrada por comissões, um conselho e órgãos subsidiários, subordinados pela 
assembleia geral. 
 International Air Transport Association – IATA: Conjunto de empresas de 
transporte aéreo que tem como finalidade coordenar as atividades ligadas a taxações 
tarifárias. 
 Federal Aviation Administration – FAA: Responsável por criar 
regulamentos e circulares técnicas sobre aeronaves, tripulação, espaço e tráfego 
aéreo, navegação, administração e aeroporto. 
 Ministério da Aeronáutica do Brasil: É um órgão do Governo Federal 
responsável por defender o país, garantir os poderes constitucionais, garantir a lei e a 
ordem. E é responsabilidade da Aeronáutica cooperar com o desenvolvimento 
nacional e a defesa civil conforme for determinado pelo Presidente da República. 
 Comando da Aeronáutica do Brasil – COMAER: Responsável por 
controlar o Espaço Aéreo e parte do Ministério da Defesa. 
 Agência Nacional da Aviação Civil – ANAC: Ela possui autonomia, com 
independência administrativa, personalidade jurídica própria, receitas próprias e 
patrimônio. Executa atividades típicas da Administração Pública, que precisam de 
gestão administrativa e financeira descentralizada, para seu melhor funcionamento. 
 
Tem como funções: 
– Manter a continuidade na prestação de um serviço de âmbito nacional; 
– Cuidar do interesse do usuário; 
– Cumprir a legislação do sistema regulado por ela, considerando o Código 
Brasileiro de Aeronáutica, a Lei das Concessões, a Lei de Criação da ANAC e a Lei 
Geral das Agências Reguladoras. 
 
Atribuições e Competências: 
– Conceder concessões de serviço aéreos, de infraestrutura aeroportuária e 
aeronáutica; 
– Representar o Brasil em convenções, acordos, tratados e atos de transporte 
aéreo internacional com outras organizações e países; 
– Aprovar planos diretores dos aeroportos; 
P á g i n a | 136 
 
 
– Estar presente em conflitos de interesses entre prestadores de serviços 
aéreos e de infraestrutura aeronáutica e aeroportuária. 
– Determinar as tarifas de exploração da infraestrutura aeronáutica; 
– Contribuir com a preservação do patrimônio histórico da aviação civil e da 
infraestrutura aeronáutica e aeroportuária; 
– Controlar as atividades de administração e exploração de aeródromos. 
 
 Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – INFRAERO: 
Empresa brasileira pública, federal, de administração indireta vinculada ao Ministério 
dos Transportes, Portos e Aviação Civil. 
 
Exercícios: 
1) Ao longo desta aula aprendemos alguns conceitos do transporte aéreo. 
Marque a alternativa que melhor descreve o espaço aéreo. 
(a) O espaço aéreo está acima do território e das águas de jurisdição de um 
país. 
(b) O espaço aéreo é somente quando a aeronave está sobre as águas de 
jurisdição de uma país. 
(c) O espaço aéreo é somente quando a aeronave está acima do território do 
país. 
(d) O espaço aéreo é somente quando a aeronave está em terra. 
 
2) Conhecemos em nossa aula sobre as organizações aeroviárias, ou seja, as 
empresas regulamentadoras e que tem a função de organizar o transporte aéreo. De 
forma objetiva fale sobre a ANAC. 
 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Aprendemos sobre o transporte aéreo e sua importância, vimos também sobre 
a organização e evolução deste transporte, pontuando alguns conceitos importantes 
e aprendendo sobre as organizações que regulamentam o transporte aéreo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
Existem alguns termos usados na aviação que apresentados como curiosidade e 
aprendizado. 
 Aeroporto é o aeródromo para uso público, ele possui instalações e facilidades 
para auxiliar as aeronaves e o embarque e desembarque de pessoas. 
 Área de manobra é a parte do aeródromo que as aeronaves utilizam para decolar, 
pousar e taxiar. 
 Área pavimentada é o local composto por revestimento asfáltico, cimento 
asfáltico ou cimento Portland. 
 Características operacionais são as que se referem ao tipo de operação que será 
realizada no aeródromo. 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
ARCHELA, Rosely Sampaio; THÉRY, Hervé. Orientação metodológica para 
construção e leitura de mapas temáticos.2008. Revista Franco-Brasileira de 
Geografia. Disponível em: <https://journals.openedition.org/confins/3483>. Acesso 
em: 26 set. 2018. 
 
CNT - Confederação Nacional do Transporte. Aéreo. 2018. Disponível em: 
<http://www.cnt.org.br/Modal/modal-aereo-cnt>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
TRANSPORTE AÉREO. 2015. Toda Matéria. Disponível em: 
<https://www.todamateria.com.br/transporte-aereo/>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 9 
Exercícios 
 
 
 
 
 
1) TCE-PA (2012) Quanto à localização, os portos podem 
ser classificados em: 
a) Portos Costeiros; Portos hidroviários; Portos lacustres. 
b) Portos Costeiros; Portos de transbordo; Portos 
pesqueiros. 
c) Portos Linner; Portos hidroviários; Portos pesqueiros. 
d) Portos comerciais; Portos de Passageiros; Portos lacustres. 
e) Portos Costeiros; Portos hidroviários; Portos Linner. 
 
2) CODEBA (2016) As unidades portuárias podem ser diferenciadas quanto à 
sua função, ao seu desempenho e às suas características. 
Os portos que atuam de forma interligada com outros portos, por possuírem 
uma densidade
elevada de trânsito de carga, extensas faixas de cais, extensas áreas 
de armazenamento, intensa mecanização, condições de atracação para navios de 
grande calado e operam com variedade de cargas e volumes superiores aos portos 
convencionais, são os: 
a) portos de trânsito. 
b) portos concentradores. 
c) portos clássicos. 
d) portos cidade. 
e) portos lacustres. 
 
3) DOCAS-RJ (2010) A Agenda Portos é um grupo interministerial do (da): 
a) Ministério do Planejamento. 
b) Ministério da Indústria e Comércio Exterior. 
c) Capitania dos Portos. 
d) Casa Civil da Presidência da República. 
 
 
P á g i n a | 141 
 
 
 
4) Petrobrás (2010) O órgão administrativo, autônomo e auxiliar do Poder 
Judiciário, vinculado à Marinha do Brasil, que tem atribuição para julgar os acidentes 
e os fatos da navegação marítima, fluvial e lacustre, é o(a): 
a) Tribunal Marítimo. 
b) Capitania dos Portos. 
c) Diretoria de Portos e Costas. 
d) Agência da Capitania dos Portos. 
e) Delegacia da Capitania dos Portos. 
 
5) DOCAS-RJ (2010) “A abertura dos portos às nações amigas” foi 
empreendida por: 
a) D. João VI. 
b) Pedro Álvares Cabral. 
c) Vasco da Gama. 
d) D. Pedro II.
 
 
Componentes do sistema de 
transporte aéreo 
Aula 10 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula conversaremos um pouco mais sobre o sistema aéreo, tratando 
mais detalhadamente sobre os terminais, aeronaves e insumos. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender sobre terminais e aeronaves; 
 Conhecer as diferentes do lado AR e lado TERRA; 
 Saber a diferença entre aeronautas e aeroviários; 
 Entender sobre as cargas e suas diferentes classificações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 143 
 
 
10 TRANSPORTE URBANO 
Ao longo de nossa disciplina vimos que o transporte aéreo tem ganhado mais 
destaque no cenário de transporte de carga, no entanto, devido aos custos, são 
usados mais para transporte de cargas pequenas, de alto valor agregado e perecíveis. 
Porém o transporte de passageiros tem se tornado cada vez mais comum, 
devido a velocidade e a promoções que muitas empresas têm realizado para alcançar 
diversos setores da população. Nesta aula conversaremos um pouco mais sobre as 
aeronaves, terminais e os insumos, conceituando pontos importantes para nosso 
conhecimento. 
10.1 Terminais, aeronaves e insumos 
Podemos de forma genérica segundo o professor Cláudio Jorge do ITA dividir 
os terminais em duas partes: lado AR e lado TERRA, figura 76. 
Figura 76: Divisão dos terminais aeroportuários. 
 
Fonte: RORATO, Rafael José. Notas de aula (2016) 
a) Lado AR 
O lado AR corresponde aos assuntos ligados as pistas. Nele são analisadas 
questões como: 
 Classificação das pistas com letras e códigos; 
P á g i n a | 144 
 
 
 Elementos geométricos: definição da largura da pista, faixa de pista, 
declividade, acostamento, baías de espera, etc.; 
 Saída de pista; 
 Pátios; 
 Separações 
 
b) Lado TERRA 
No lado TERRA são tratadas questões sobre áreas de apoio, infraestrutura 
básica e acesso terrestres como: 
 Hangares; 
 Parque de combustível; 
 Torre de controle; 
 Sala de Tráfego; 
 Água, esgoto, gás, lixo, energia elétrica; 
 Esteiras e escadas rolantes; 
 Áreas de locadoras e táxis; 
 Estacionamentos; 
 Área de transferência e estacionamento rápido; 
 Acesso rodoviário e metro-ferroviário. 
 
Ainda tratando das questões de terminais, aeronaves e insumo, não podemos 
esquecer de conhecer mais sobre o componente humano e componente gerencial do 
sistema aéreo. Quando falamos sobre COMPONENTES HUMANOS estamos falando 
de aeronautas e aeroviários. 
 
 
 
MAS O QUE SIGNIFICAS ESSES NOMES??? 
Aeronautas – são profissionais que foram habilitadas a exercer função a bordo de 
uma aeronave civil. Ex.: comandante, comissários, etc. 
 
 
 
ÁREAS DE 
APOIO 
INFRAESTRUTURA 
BÁSICA 
ACESSO 
TERRESTRE 
P á g i n a | 145 
 
 
Figura 77: Exemplo de Aeronautas. 
 
Fonte: FLY BY ENGLISH SCHOOL (2018) 
Aeroviários – são profissionais responsáveis pelo serviço em terra, com 
serviços de conservação, manutenção e despachos de aeronaves. Ex.: mecânico, 
controladores de pista, etc. 
Figura 78: Exemplos de aeroviários 
 
 
Fonte: A.C.W, 2017 e REVISTA FLAP INTERNACIONAL (2018) 
Já quando falamos de COMPONENTE GERENCIAL estamos falando de 
controle do espaço aéreo, investigação de acidentes, regulamentação, 
homologação e regulação operacional (todos serviços tratados por militares 
da aeronáutica), planejamento, regulação, homologação e regulamentação 
comercial, administração e gerenciamento (tratados por servidores civis). 
10.2 Cargas 
É muito importante conhecer o que está sendo transportado dentro de uma 
aeronave, qual o peso e como ele será distribuído ao longo dessa aeronave, para que 
assim seja possível minimizar possíveis acidentes que poderiam ser causados. 
P á g i n a | 146 
 
 
Os objetos mais comuns quando pensamos em voos e aeronaves são os 
passageiros e bagagens que possuem pesos diversos. A norma de aviação exige que 
cada avião tenha sua Load and Trim Sheet que é uma folha de carga e centragem, 
Figura 79. Para isso a IATA possui recomendações que devem estar presentes no 
modelo de folha de carga manual de cada companhia aérea. 
 
 
P á g i n a | 147 
 
 
Figura 79: Folha de carga e centragem. 
 
Fonte: TRIM... 2018 
No aeroporto o padrão e dimensões das bagagens terá uma relação direta com 
os equipamentos de transporte, triagem e balanças. Podendo uma mala com 
dimensões muito grandes ser tratada de forma distinta. (Figura 80) 
 
 
P á g i n a | 148 
 
 
Figura 80: Cargas sendo posicionadas na aeronave. 
 
Fonte: RORATO (2016) 
Existem diversos tipos de cargas aéreas, as quais conversaremos e 
conheceremos as formas de tratamento para cada uma delas. 
a) Cargas e Malotes – São documentos em papeis que possuem como 
embalagens envelopes de plástico ou papelão. 
b) Cargas perecíveis – são as cargas que podem sofrer algum tipo de 
deterioração devido a mudanças de temperatura, umidade, etc. Para a liberação do 
transporte o produto precisa ter validade de no mínimo 72 horas atestada em papel 
timbrado pela empresa na data do embarque. 
c) Carga viva – Transporte de animais, seja ele selvagem, equinos ou 
domésticos. Para isso o animal não pode estar sob efeito de nenhum tranquilizante, 
caso contrário, deverá estar atestado por laudo médico informando quais substâncias 
data de aplicação e prazo de duração do efeito. 
 Animais silvestres – para o transporte é necessária a liberação do IBAMA 
e nota fiscal. No caso de peixes vindos do Mato Grosso deve ser respeitado o limite 
de 10 kg de pescado e mais um exemplar de qualquer peso, dentro das dimensões 
mínimas de captura. 
 Cães e gatos acima de 4 meses – só poderão ser transportados se 
possuírem atestado de vacinação antirrábica com validade de até um ano e com mais 
de 30 dias da data do embarque. Além disso existe uma taxa extra para manuseio da 
carga, que deverão estar acomodados em embalagem especial dentro dos padrões 
da IATA. 
P á g i n a | 149 
 
 
d) Carga frágeis – como o próprio nome já diz, elas são frágeis e precisam ser 
transportadas com cuidado para chegarem intactas no destino. Ex.: vidros, cristais, 
cerâmicas, quadros, esculturas, óculos, lentes, etc. 
Para esse tipo de carga a embalagem deve garantir a integridade do material, 
e geralmente são de madeira com proteção interna de isopor, estopa, espuma, etc. 
e) Carga de valor – esse tipo de carga possui grande valor agregado o que as 
torna atrativo para roubos, e por esse motivo poucas empresas realizam seu 
transporte. Ex.: metais de alto valor, pedras preciosas, dinheiro em espécie, vale 
refeição, etc. 
f) Carga controlada – para o transporte deste tipo de carga a empresa
precisa 
de liberação junto ao SERAC (Serviço Regional da Aviação Civil), do aeroporto de 
embarque, através de um documento devidamente autorizado e fornecido pelo 
Ministério do Exército. 
g) Cargas de restos mortais – a liberação acontece sem problemas mediante 
a apresentação de atestado de óbito, autorização da polícia local para remoção dos 
ossos, atestado de exumação do cemitério. Os restos mortais deverão estar em uma 
urna de ferro zincado lacrada e o próprio cliente deverá solicitar o preparo para 
necessário para o transporte. 
 Urna Metálica: utilizada quando o óbito for causado por doença 
infectocontagiosa, sujeita a quarentena e com possibilidade de infecção constatada. 
 Urna Impermeável: utilizada quando o corpo estiver em estágio inicial de 
putrefação, queimados ou óbitos ocorridos em plataformas marítimas ou de 
prospecção mineral. 
h) Cargas perigosas - quando o assunto é carga perigosas como: explosivos 
e munições, gases, líquidos inflamáveis, sólidos inflamáveis, corrosivos, mercadorias 
perigosas de diversas espécies, entre outras cargas que terão condições de 
transporte específicas determinadas por norma. 
 
O RBAC 175 estabelece alguns requisitos para o transporte de artigos 
perigosos em aeronaves civis e para orientar quanto ao cumprimento desses 
requisitos estabelecidos existe as seguintes instruções: 
 IS 175-001F – orientação para transporte de artigos perigosos em aeronaves 
civis; 
P á g i n a | 150 
 
 
 IS 175-002E – orientação para formação e treinamento de pessoas que terão 
envolvimento no transporte de artigos perigosos em aeronaves civis; 
 IS 175-003C – orientações para o correto preenchimento e conhecimento 
adequado do transporte eletrônico e do manifesto de documento fiscal eletrônico; 
 IS 175-004B – orientações para os corretos procedimentos para a expedição 
e transporte de substâncias biológicas e infectantes em aeronaves civis. 
 IS 175-005B – orientações quanto à notificação de ocorrências, 
discrepâncias, incidentes e acidentes, com artigos perigosos; 
 IS 175-006B – manual de artigos perigosos; 
 IS 175-007C – programa de treinamento de artigos perigosos; 
 IS 175-008B – orientações para solicitação de aprovação e isenção para 
transporte de cargas perigosas pelo transporte aéreo; 
 IS 175-009A – orientação para preenchimento de relatório de transporte de 
cargas perigosas para a ANAC. 
 IS 175-010A – orientação de resposta a emergências para incidentes com 
cargas perigosas. 
 
Exercícios.: 
1) Em nossa aula aprendemos sobre cargas. Fale sobre as cargas de restos 
mortais de forma breve e clara sobre os procedimentos e forma de transporte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 151 
 
 
 
 
 
 
Você sabe o que é ÁREA OPERACIONAL? 
É a área conhecida como lado AR. Ela é o conjunto pela área de movimento do 
aeródromo e edificações adjacentes. 
 
Você sabe o que é CARACTERÍSTICAS FÍSICAS? 
Elas se referentem ao número e orientação das pistas, áreas de segurança no fim 
de pistas, acostamentos das pistas, zonas livres de obstáculos (“clearway”) , faixas 
de pistas, zonas de parada (“stopway”) , baias de espera, áreas de operação de 
rádio-altímetro, acostamentos das pistas de táxi, pistas de táxi, faixas de pistas de 
táxi, posições de espera nas pistas, posições intermediárias de espera, posições de 
espera de veículos em vias de serviços, pátios e posições isoladas de 
estacionamento de aeronaves. 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Aprendemos sobre as partes que integram um aeroporto: lado AR e lado 
TERRA e suas características e vimos também sobre as cargas, classificações e as 
documentações necessárias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
A.C.W, Alexandre. Preparação para a banca da ANAC. 2017. Avião e Música. 
Disponível em: <http://www.avioesemusicas.com/preparacao-para-a-banca-da-
anac.html>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC. Regulamentação de Artigos 
Perigosos. Disponível em: 
<http://www.anac.gov.br/assuntos/passageiros/artigoperigoso-1/regulamentacao-de-
artigos-perigosos>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
FLY BY ENGLISH SCHOOL. Imagem. Disponível em: 
<http://flybyenglish.com.br/>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
 FOLHA DE CARGA E DE CENTRAGEM DAS AERONAVES. Pista 73. 
Disponível em: <https://www.pista73.com/placa/despacho-de-aeronaves/folha-de-
carga-e-de-centragem-das-aeronaves/>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
REVISTA FLAP INTERNACIONAL. Aeroportos. Disponível em: 
<http://www.revistaflap.com.br/web/aeroportos/noticias/13860-inscricoes-abertas-
para-o-curso-de-formacao-de-fiscais-de-patios-e-pistas>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
RORATO, Rafael José. Hidrovias, Portos e Aeroportos: Hidrovias, portos e 
aeroportos - aula 02 - sistema de transporte aéreo. 2016. Universidade do Oeste de 
Santa Catarina - UNOESC. 
 
TRANSPORTE de carga aéreo: conheça os tipos de cargas aéreas. Meio 
Aéreo. Disponível em: <https://meioaereo.com/transporte-de-carga-aereo-tipos-
carga-aerea/>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
TRIM SHEET FOR LOTUS AIR AIRBUS 320. Disponível em: 
<http://www.geocities.ws/lotus_air_hndl/technicalities.htm>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
 
 
 
 
 
AULA 10 
Exercícios 
 
 
 
 
1) Sobre os aeroportos, é correto afirmar: 
a) Não compreendem áreas destinadas aos 
concessionários ou permissionários dos serviços aéreos. 
b) A União tem a propriedade de todos os imóveis em que 
se situam os aeroportos. 
c) Constituem universalidades, equiparadas a bens públicos federais, enquanto 
mantida a sua destinação específica. 
d) Municípios não poderão contribuir com bens para a construção de 
aeroportos. 
e) Compreendem áreas destinadas ao comércio apropriado para aeroporto, 
sendo que a utilização de área aeroportuária para tal finalidade não está sujeita à 
prévia licitação. 
 
2) PGR (2017) Não se insere no âmbito de atribuições da agência nacional de 
aviação civil (ANAC): 
a) zelar com exclusividade pela preservação do patrimônio histórico e da 
memória da aviação civil e da infra-estrutura aeronáutica e aeroportuária. 
b) tomar providências para que se desenvolva a infra-estrutura dos aeroportos. 
c) fiscalizar a efetiva aplicação, por parte dos entes sujeitos a regulação, da 
tese adotada em incidente de resolução de demandas repetitivas cujo objeto seja 
questão relativa à prestação do serviço público concedido. 
d) a regulação das condições e da designação de empresas aéreas brasileiras 
para operar no exterior. 
 
3) ESAF (2016) Considerando a Lei n. 11.182/2005, que cria a Agência 
Nacional de Aviação Civil (ANAC), no que se refere à sua estrutura básica, assinale a 
opção correta. 
a) A ANAC tem como órgão de deliberação máxima a Diretoria, contando, 
também, com uma Procuradoria, uma Corregedoria, um Conselho Fiscal e uma 
Ouvidoria, além das unidades especializadas. 
P á g i n a | 155 
 
 
b) A Diretoria atuará em regime de colegiado e será composta por um Diretor-
Presidente e mais cinco diretores, que decidirão por maioria simples, cabendo ao 
Diretor-Presidente, além do voto ordinário, o voto de qualidade. 
c) Conceder ou autorizar a exploração da infraestrutura aeronáutica e 
aeroportuária é uma das competências da ANAC. 
d) As sessões deliberativas da Diretoria que se destinem a resolver pendências 
entre agentes econômicos, ou entre estes e usuários da aviação civil, serão 
reservadas. 
e) Os Diretores serão brasileiros de reputação ilibada, formação universitária e 
elevado conceito no campo de especialidade dos cargos para os quais serão 
nomeados pelo Presidente da República, após serem aprovados pela Câmara dos 
Deputados. 
 
4) ESAF (2016) Considerando a Lei n. 11.182/2005, que cria a Agência 
Nacional de Aviação Civil (ANAC), assinale a opção correta. 
a) As expressões infraestrutura aeronáutica e infraestrutura aeroportuária, 
mencionadas
na Lei, referem-se às infraestruturas civis e militares. 
b) A expedição de laudos, pareceres ou relatórios que demonstrem o 
cumprimento dos requisitos necessários à emissão de certificados ou atestados 
relativos às atividades de competência da ANAC deverá ser realizada exclusivamente 
por detentores de cargos na agência. 
c) As prerrogativas atribuídas ao Comandante da Aeronáutica quanto à edição 
de normas e procedimentos de controle do espaço aéreo dispensam consulta à ANAC, 
embora tenham repercussão econômica ou operacional na prestação de serviços 
aéreos e de infraestrutura aeronáutica e aeroportuária. 
d) A execução dos serviços aéreos de aerolevantamento dependerá de 
autorização emitida pelo Comando da Aeronáutica. 
e) Em se tratando de aeródromo compartilhado, de aeródromo de interesse 
militar ou de aeródromo administrado pelo Comando da Aeronáutica, a aprovação dos 
planos diretores dos aeroportos dar-se-á em conjunto com o Comando da 
Aeronáutica. 
 
 
 
 
Tecnologias do transporte aéreo 
Aula 11 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula conversaremos um pouco mais sobre o sistema aéreo, tratando 
mais detalhadamente sobre suas tecnologias. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender e visualizar os diferentes modelos de aeronaves; 
 Compreender os conceitos como grupos propulsor, asas, etc.; 
 Entender sobre os tipos de aterrissagem e decolagem; 
 Compreender as classes de aviação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 157 
 
 
11 TECNOLOGIAS DO TRANSPORTE AÉREO 
As tecnologias do sistema de transporte aéreo permitem que a navegação, 
decolagem, aterrisagem, controle de voo, etc., se tornem mais eficientes e seguro. 
Nesta aula conheceremos um pouco sobre as tecnologias do transporte aéreo e 
evolução das aeronaves. 
 
 
 
O que são aeronaves? 
“É todo aparelho capaz de se sustentar e navegar no ar” 
 
 
 
Existe diversos modelos de aeronaves, e vamos conversar e conhecer um 
pouco mais sobre elas. 
 Aeróstatos – são as aeronaves que tem como principal sustentação a 
impulsão estática do ar, ou seja, os aparelhos mais leves que o ar como os balões de 
ar quente. (Figura 81) 
Figura 81: Exemplos de aeróstatos. 
 
Fonte: CGA... (2010) 
 Aeródinos – são as aeronaves que tem como principal sustentação a força 
aerodinâmica, ou seja, aparelhos mais pesados que o ar como os aviões e 
helicópteros. (Figura 82) 
P á g i n a | 158 
 
 
Figura 82: Exemplos de Aeródinos. 
 
Fonte: CGA... (2010) 
Os aeródinos ainda são divididos em: asa fixa, que são os aviões, e asa 
giratória, que são os helicópteros. A Figura 83 mostra os diferentes modelos dos 
aviões de passageiros. 
Figura 83: Modelos de aviões de passageiros. 
 
Fonte: RORATO (2016) 
11.1 Conceitos importantes 
 Estrutura ou célula de carga – é o corpo do avião; 
 Grupo propulsor – é o conjunto mecânico que gera a força de tração da 
aeronave; 
P á g i n a | 159 
 
 
 Sistema – são os sistemas da aeronave, eles permitem uma navegação 
segura, com conforto, controle e dirigibilidade. Ex.: sistema mecânico, hidráulico e 
elétrico; 
 Asas – são os dispositivos de sustentação aerodinâmica. (Figura 84) 
Figura 84: Exemplos de asas. 
 
Fonte: RORATO (2016) 
 Fuselagem – estrutura tubular, monocoque ou semi-monocoque; 
 Empenagem – são os estabilizadores vertical e horizontal e o leme de 
direção; 
 Superfícies de controle – podem ser classificadas em primárias e 
secundárias como o leme de direção, compensadores de aileron, etc. Além deles tem 
também os flapes e slats que auxiliam a decolagem e aterrissagem e os spoliers que 
são os freios aerodinâmicos. (Figura 85) 
P á g i n a | 160 
 
 
Figura 85: Exemplos de superfícies de controle. 
 
Fonte: IMAGEM (2018) 
11.2 Tipos de decolagem e aterrissagem 
Existe diversos tipos de decolagem e aterrissagem e neste item vamos 
conhecer e conversar um pouco sobre cada um deles. 
a) Conventional Take-off and Landing – CTOL: decolagem onde a aeronave 
convencional decola e aterrissam usando a pista. A aeronave acelera ao longo da 
pista até o empuxo da mesma e então a decolagem. (Figura 86) 
Figura 86: Decolagem CTOL. 
 
Fonte: Fonte: RORATO (2016) 
P á g i n a | 161 
 
 
b) Short Take-off and Landing – STOL: decolagem onde a aeronave 
convencional decola e aterrissam usando pista curta. (Figura 87) 
Figura 87: Decolagem STOL. 
 
Fonte: VIKING AIR (2018) 
c) Vertical Take-off and Landing – VTOL: a decolagem e aterrissagem 
acontece de forma vertical, comum em balões, dirigíveis e helicópteros. 
d) Outros 
 Catapult Assisted Take-off But Arrested – CATOBAR: exemplo desse tipo 
de decolagem é a que ocorre em navios porta aviões.(Figura 88) 
Figura 88: Decolagem CATOBAR. 
 
Fonte: GLOBAL SECURITY (2018) 
P á g i n a | 162 
 
 
 Short Take-off and Vertical Landing – STOVL: esse tipo de decolagem é 
conhecido como vertical, pois, a aeronave possui propulsão na parte inferior que a 
empurra-lo para cima. 
 
 
 
Vídeo: <https://www.youtube.com/watch?v=h5tizy1I1MM>. 
 
 
 
 
 Vertical Take-off Horizontal Landing – VTHL; 
 Vertical/Short Take-off and Landing - V/STOL; 
 Short Take-off But Arrested Recovery – STOBAR; 
 Jet-Assisted Take Off – JATO (Figura 89) 
Figura 89: Decolagem JATO. 
 
Fonte: EBERT (2005) 
11.3 Classes da aviação 
Quando falamos de classes de aviação logo pensamos em primeira classe, 
executiva, econômica, etc., mas na verdade não é sobre isso que esse item vai tratar. 
Nesta aula, quando falarmos de classes da aviação estaremos falando de os 
diferentes tipos de transporte aéreos. 
P á g i n a | 163 
 
 
a) Comercial de passageiros – nessa classe é realizado o transporte de 
passageiros em rotas comerciais domésticas e internacionais; 
b) Comercial de carga – nessa classe é realizado exclusivamente o 
transporte de cargas, utilizando aeronaves comerciais civis; 
c) Executiva – nessa classe é prestado serviço de taxi aéreo ou fretamento 
aéreo executivo, também é considerada para aeronaves particulares. 
d) Agrícola e combate a incêndios – nessa classe as aeronaves possuem 
reservatório de granel líquido e dispositivo de descarga para pulverizar ou descartar o 
líquido presente nos reservatórios; 
e) Recreativa – nessa classe são realizados voos turísticos, voos para saltos 
de paraquedas, etc. 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Aprendemos sobre os diferentes tipos de decolagens, conhecemos um pouco 
mais sobre aeronaves e as partes que a compões, além disso vimos ainda sobre as 
classes da aviação e por fim abordamos o significado de aeróstatos e aeródinos. 
 
 
 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 166 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
AERODINOS e Aeróstatos. Disponível em: 
<https://blogs.sapo.pt/cloud/file/c5c8a44c29044a8182edbe0e803c92e4/aerodino/201
6/aerodino.html>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
CGA e tva pp e cms 2007. 2010. 
 
EBERT, Mark A.. C-130 Herculues with JATO. 2005. Disponível em: 
<https://es.wikipedia.org/wiki/Archivo:C-130_Herculues_with_JATO.jpg>. Acesso em: 
26 set. 2018. 
 
GLOBAL SECURITY. CVA 002 aircraft carrier. Disponível em: 
<https://www.globalsecurity.org/military/world/china/cv-002.htm>. Acesso em: 26 set. 
2018. 
 
IMAGEM de Aeronave. Disponível em: <http://starflight.esy.es/wp-
content/uploads/2016/06/comovoa_08-1.jpg>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
RORATO, Rafael José. Hidrovias, portos e aeroportos - Aula 03 - 
tecnologias de transporte aéreo. 2016. Universidade do Oeste de Sana Catarina - 
UNOESC. Disponível em: <https://pt.slideshare.net/RafaelJosRorato/hidrovias-
portos-e-aeroportos-aula-03-tecnologias-de-transporte-areo-jba>. Acesso em: 26 set. 
2018. 
 
VIKING AIR. What’s the definition of STOL in aviation? Disponível em: 
<https://www.vikingair.com/twin-otter-information/twin-otter-
answers/what%E2%80%99s-definition-stol-aviation>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 11 
Exercícios 
 
 
 
 
1) ANAC (2016) Considerando a Portaria n. 676/GC/2000, 
que aprova as Condições Gerais de Transporte, com relação ao 
reembolso, analise as afirmativas abaixo e assinale aquela que 
estiver correta. 
a) O prazo máximo para o efetivo pagamento do valor a ser reembolsado é de 
trinta dias, contados a partir da data de solicitação do reembolso. 
b) O passageiro que por iniciativa própria desejar interromper a viagem, 
desembarcando em aeroporto de escala, terá direito a reembolso proporcional ao 
trecho não realizado da viagem. 
c) É prerrogativa da empresa emissora adotar o critério de correção do valor a 
ser reembolsado no caso de reembolso de bilhete de passagem com prazo de 
validade expirado. 
d) É assegurado o reembolso ao passageiro que migrar de classe de serviço, 
de superior para inferior, exceto quando a migração ocorrer por solicitação do 
passageiro. 
e) Mantidas as condições contratadas por parte do transportador, em caso de 
reembolso decorrente de conveniência do passageiro, poderá ser descontado 15% do 
saldo reembolsável, ou o equivalente, em moeda corrente nacional, a US$ 25.00 (vinte 
e cinco dólares americanos), convertidos à taxa de câmbio vigente na data do pedido 
do reembolso, o que for maior. 
 
2) ANAC (2016) Considerando a Portaria n. 676/GC/2000, que aprova as 
Condições Gerais de Transporte, no que se refere ao transporte de animais vivos, 
analise as afirmativas abaixo e assinale aquela que estiver correta. 
a) Exceto quando se tratar de cão guia, o passageiro deverá, por ocasião do 
embarque, apresentar atestado de sanidade do animal fornecido pela Secretaria de 
Agricultura Estadual, Posto do Departamento de Defesa Animal ou por médico 
veterinário. 
b) É permitido ao deficiente auditivo transportar, na cabina de passageiros com 
segurança, cão treinado do qual dependa inteiramente. 
P á g i n a | 169 
 
 
c) O transporte de animais vivos deve ser realizado exclusivamente em 
aeronaves não cargueiras com infraestrutura destinada à finalidade. 
d) É requisito indispensável o emprego de embalagem apropriada para o 
transporte seguro, na cabina de passageiros, de cão guia do qual o passageiro 
deficiente visual dependa totalmente. 
e) É livre de pagamento e vedada a adição à franquia de bagagem, o transporte, 
na cabina de passageiros, de cão treinado para conduzir deficiente visual, que 
dependa inteiramente dele. 
 
3) ANAC (2016) Considerando a Portaria n. 676/GC/2000, que aprova as 
Condições Gerais de Transporte, no que se refere ao transporte de bagagem, analise 
as afirmativas abaixo e assinale aquela que estiver correta. 
a) Em caso de avaria de bagagem, o passageiro terá até trinta dias para 
protestar e solicitar ressarcimento pelo dano. 
b) No transporte de bagagem, a execução do contrato inicia-se com o efetivo 
embarque do passageiro e termina após o desembarque deste. 
c) A situação de extravio de bagagem permanece pelo prazo máximo de quinze 
dias. Após este prazo, a empresa aérea deverá proceder à indenização ao passageiro. 
d) O extravio de bagagem configura-se pela sua não entrega ao passageiro no 
ponto de destino. 
e) Em caso de valor declarado pelo passageiro, é vedado à transportadora 
cobrar valor adicional sobre esse valor. 
 
4) ANAC (2016) Considerando a Resolução n. 141/2010 da ANAC, que dispõe 
sobre as Condições Gerais de Transporte aplicáveis aos atrasos e aos cancelamentos 
de voos e preterição de passageiros, assinale a opção correta. 
a) Para o caso de atraso no aeroporto de escala ou de conexão por mais de 
quatro horas, a conclusão do serviço por via rodoviária é uma das opções que o 
transportador poderá oferecer ao passageiro. 
b) O atraso no aeroporto de partida por mais de quatro horas implica 
cancelamento do voo e indenização ao passageiro. 
c) É vetado ao transportador invocar prazo inferior a quatro horas para 
reacomodar o passageiro em voo de terceiro que ofereça serviço equivalente para o 
mesmo destino. 
P á g i n a | 170 
 
 
d) Em caso de atraso superior a uma hora, o transportador deverá assegurar 
ao passageiro que comparecer para embarque o direito à alimentação adequada. 
e) Caso o passageiro deixe de viajar em razão de atraso na conexão, a 
empresa que efetuou o transporte até a escala de conexão deverá providenciar a 
revalidação do bilhete de passagem para o trecho seguinte sem ônus para o usuário. 
 
5) ANAC (2016) Considerando a Resolução n. 141/2010 da ANAC, que dispõe 
sobre as Condições Gerais de Transporte aplicáveis aos atrasos e aos cancelamentos 
de voos e preterição de passageiros, assinale a opção incorreta. 
a) O transportador deverá, de imediato, restituir em espécie ou crédito em conta 
bancária, a título de reembolso, os valores já quitados e recebidos pelo transportador. 
b) O reembolso poderá ser efetuado por meio de créditos junto ao 
transportador, caso exista concordância entre transportador e passageiro. 
c) O reembolso será efetuado em nome do adquirente do bilhete de passagem 
ou de terceiro a quem o adquirente indicar. 
d) O dever de reacomodação não se sobrepõe aos contratos de transporte já 
firmados, sujeitando-se à disponibilidade de assentos. 
e) Tem precedência em relação à celebração de novos contratos de transporte 
a reacomodação de passageiros enquadrados em uma das hipóteses regulamentadas 
na Resolução n. 141/2010 da ANAC. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dimensionamento e 
comprimento de pista 
Aula 12 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula vamos aprender sobre o dimensionamento e comprimento de pista 
de aeroportos e para começar a entender um pouco mais sobre o assunto vamos falar 
sobre o sistema de pista e pista de pouso e decolagem. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender sobre o sistema de pista; 
 Entender sobre as pistas de pouso e decolagem; 
o Largura da pista; 
o Separação entre as pistas; 
o Faixa da pista; 
o Comprimento da pista, outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 172 
 
 
12 DIMENSIONAMENTO E COMPRIMENTO DE PISTA 
12.1 Sistema de pista 
O sistema de pista nada mais é do que uma pista de pouso, o acostamento, a 
faixa da pista e as áreas finais de segurança. (Figura 90) 
Figura 90: Sistema de pista. 
 
Fonte: PATRIZZI (2018) 
 Pista de pouso e decolagem - é o pavimento estrutural onde ocorrem as 
operações das aeronaves; 
 Acostamentos - são construídos para resistir a erosão causadas pelas 
turbinas e o peso dos veículos de manutenção e por isso também são pavimentados; 
 Faixas de pista - são áreas gramadas usadas como área de segurança para 
operação das aeronaves; 
 Área de segurança de final de pista – localizam-se logo após da 
cabeceira da pista construídas para não oferecer obstáculos para as operações das 
aeronaves. 
12.2 Pista de pouso e decolagem 
A pista de pouso e decolagem tem a função de suportar a carga das rodas das 
aeronaves que transitam pelo aeroporto, elas são pavimentadas e seu comprimento 
é definido pela dimensão das aeronaves que aterrissam ou decolam no aeroporto. 
 
 
 
 
P á g i n a | 173 
 
 
a) Largura da pista 
A largura da pista é determinada pela distribuição das cargas das rodas durante 
a aterrissagem e decolagem que normalmente estão centradas no eixo da pista. E 
com o propósito de proteger os motores da ingestão de materiais soltos, a 
Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) recomenda as larguras segundo a 
tabela. 
Tabela 1: Largura da pista. 
Número de 
Código 
Letra de Código 
A B C D E 
1 18 m 18 m 23 m - - 
2 23 m 23 m 30 m - - 
3 30 m 30 m 30 m 45 m - 
4 - - 45 m 45 m 45 m 
Fonte: GOLDNER (2012) 
Lembrando que a largura de aproximação de precisão com código 1 e 2 não 
deverá ser menor
que 30 m. 
b) Separação entre pistas paralelas 
Em caso de pistas paralelas operando ao mesmo tempo em condições 
meteorológicas de visibilidade, a distância mínima entre os eixos dessas pistas deverá 
ser com base no código apresentado acima e na tabela. 
Tabela 2: Separação entre pistas. 
Número de Código Distância mínima 
1 120 m 
2 150 m 
3 
210 m 
4 
Fonte: GOLDNER (2012) 
No caso de essas pistas tiveram que operar ao mesmo tempo em condições 
meteorológicas instrumentais, as separações deverão ser maiores. 
c) Faixa da pista 
Quando falamos faixa de pista estamos incluindo além da pista de pouso e 
decolagem, as zonas de paradas associadas, conhecidas como stopways. 
O comprimento da faixa de pista deve se estender até após a cabeceira e 
depois do final da pista ou área de parada com distâncias conforme Tabela 35. 
 
P á g i n a | 174 
 
 
Tabela 3: Faixa da pista. 
Número de Código Distância mínima 
1 
30 m Pista não instrumental 
60 m Pista permitir operação por instrumentos 
2 
60 m 
- 
3 - 
4 - 
Fonte: GOLDNER (2012) 
A largura da faixa de pista que inclui ou não pista de aproximação de precisão 
deve sempre estender-se para as laterais conforme Tabela 46. 
Tabela 4: Largura da faixa. 
Número de Código Distância mínima 
1 
75 m 
2 
3 
150 m 
4 
Fonte: GOLDNER (2012) 
Já para cada lado a extensão ao longo do comprimento da faixa se a pista for 
não instrumental deverá ser conforme a Tabela 57. 
Tabela 5: Extensão ao longo do comprimento da faixa para pista não instrumental. 
Número de Código Distância mínima 
1 30 m 
2 40 m 
3 
75 m 
4 
Fonte: GOLDNER (2012) 
Deve ser realizada uma conformação da faixa da pista, ou seja, o nivelamento 
por terraplanagem da pista, para que caso a aeronave saia da pista não encontre 
obstáculos que possam interferir na sua integridade, Tabela 68. 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 175 
 
 
Tabela 6: Largura da conformação da faixa da pista, caso a aeronave saia da pista. 
Número de Código 
Distância mínima 
Pista instrumental Pista não instrumental 
1 
40 m 
30 m 
2 40 m 
3 
75 m 75 m 
4 
Fonte: GOLDNER (2012) 
Para a área de segurança de final de pista são determinados dois parâmetros 
(Figura 91): 
 Comprimento – para essa área o comprimento deve-se estender do final 
da faixa de pista até a maior distância utilizável, mas nunca menor que 90 m. 
 Largura – para essa área a largura deve ter ao menos o dobro da largura da 
pista de pouso e decolagem. 
Figura 91: Áreas de segurança para a pista. 
 
Fonte: PATRIZZI (2018) 
d) Pista de rolamento 
Quando falamos de pista de rolamento estamos falando da pista de pouso e 
decolagem, nelas as aeronaves realizam movimentos eficientes e seguros. Para isso 
devem ser marcações de entrada e saída de pista, assim como também pistas de 
saídas rápidas para volumes de trafego alto. (Tabela 79) 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 176 
 
 
Tabela 7: Borda livre na pisa de rolamento. 
Letra de código Borda livre 
A 1,50 m 
B 2,25 m 
C 
3,00 m - Pista de rolamento para aeronaves com menos de 
18 m de base. 
4,50 m - Pista de rolamento para aeronaves com base maior ou 
igual a 18 m. 
D 4,50 m 
E 4,50 m 
Fonte: PATRIZZI (2018) 
Elas devem ter uma largura em sua parte reta igual ou maior as apresentadas 
na Tabela 810. 
Tabela 8: Largura da parte reta da pista. 
Letra de código Borda livre 
A 7,50 m 
B 10,50 m 
C 
15 m - Pista de rolamento para aeronaves com menos de 18 m 
de base. 
18 m - Pista de rolamento para aeronaves com base maior ou 
igual a 18 m. 
D 
18 m – Pistas de rolamento para aeronaves com bitola menor 
que 9 m. 
 
23 m – Pistas de rolamento para aeronaves com bitola maior ou 
igual a 9 m. 
E 23 m 
Fonte: PATRIZZI (2018) 
Ainda falando sobre pista de rolamento devemos lembrar das curvas, elas 
servem para mudar a direção, no entanto, não deve haver muitas curvas e além disse 
elas devem ser pequenas. Quando falamos que elas devem ser pequenas, estamos 
falando do raio de curvatura. Ele deve ser compatível com a velocidade e capacidade 
de manobra das aeronaves que irão utilizar esse aeroporto. 
Os raios de curvatura são de 60 m e 240 m, que permitem velocidades de 
rolamento de 32 km/h a 48 km/h respectivamente. Para isso no projeto de curva 
quando a cabine da aeronave estiver sobre a marcação do centro da pista, a borda 
livre entre a roda externa do trem de pouso principal e a borda da pista de rolamento 
não seja menor que os valores especificados. Figura 92 
 
 
 
P á g i n a | 177 
 
 
Figura 92: Alargamento da pista de rolamento na curva. 
 
Fonte: PATRIZZI (2018) 
e) Junções e interseções 
As junções e interseções são encontros entre duas pistas conforme a Figura 
9393. Elas são construídas para facilitar o deslocamento das aeronaves entre a pista 
de rolamento e a pista de pouso e decolagem e pista de estacionamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 178 
 
 
Figura 93: Junções e interseções. 
 
 
Fonte: PATRIZZI (2018) 
f) Saídas de Pista 
É comum em grandes aeroportos um fluxo intenso de aeronaves e o tempo que 
elas demoram para desocupar a pista de pouso e decolagem determina a capacidade 
do sistema de pista e assim do aeroporto também. Dessa forma saídas de pista são 
importantes e nas imagens da Figura 94 podemos ver como elas são dimensionadas 
e posicionadas em um aeroporto. 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 179 
 
 
Figura 94: Saídas de pista. 
 
 
 
Fonte: PATRIZZI (2018) 
 
 
 
P á g i n a | 180 
 
 
 
g) Acostamentos da pista de rolamento e baias de espera 
Os acostamentos estender-se igualmente para cada lado da pista com o 
objetivo de obter uma largura total da pista mais acostamentos igual ou superior aos 
apresentados na Tabela 91 e conforme recomendação da OAIC. 
Tabela 9: Largura da pista + acostamento 
Letra de código Pista + acostamentos 
A - 
B - 
C 25 m 
D 38 m 
E 44 m 
Fonte: PATRIZZI (2018) 
Além do acostamento existem as baias de espera, que são projetadas para 
aeroportos com alto volume de tráfego. Elas consistem de uma área junto a pista de 
rolamento e próxima a entrada da pista de pouso e decolagem e é o local que as 
aeronaves param por um instante até que a cabine faça a verificação dos motores. 
 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Aprendemos sobre os sistemas da pista, estudando sobre pista de pouso e 
decolagem e suas funções, larguras, acostamentos, afastamentos de segurança. Em 
seguida aprendemos sobre a pista de rolamento e a largura extra que ela deve ter na 
curva e sobre as junções, interseções das pistas e sobre as saídas de pistas e sua 
importância. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
<https://www.youtube.com/watch?v=xYYB-WJCLy8>. 
<https://gigantesdomundo.blogspot.com/2013/05/os-10-maiores-aeroportos-do-
mundo.html>. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
AEROPORTO. Disponível em: 
<http://sites.poli.usp.br/d/ptr0540/download/ApostilaAeroportos.pdf>. Acesso em: 27 
set. 2018. 
 
 ALVES, Cláudio Jorge Pinto. Aeronaves e comprimento de pistas. 2018. 
Disponível em: <http://www2.ita.br/~claudioj/aeron.pdf>. Acesso em: 27 set. 2018. 
 
ARAÚJO, Janaína. Dimensionamento do Comprimento de Pista. Disponível 
em: 
<http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/14878/material/
Aula%2008%20-
%20Dimensionamento%20do%20Comprimento%20de%20Pista.pdf>. Acesso em: 27 
set. 2018. 
 
GOLDNER, Lenise Grando. Aeroportos. 2012. Universidade Federal de Santa 
Catarina, Centro Tecnológico, Departamento de Engenharia Civil. Disponível em: 
<http://pet.ecv.ufsc.br/arquivos/apoio-didatico/aeroportos_junho_2012.pdf>. Acesso 
em: 27 set. 2018. 
 
PATRIZZI, Vinícius C.. Estradas e Aeroportos. Disponível em: 
<https://engenhariacivilunip.weebly.com/uploads/1/3/9/9/13991958/aula_13.pdf>. 
Acesso em: 27 set. 2018. 
 
RORATO,
Rafael José. Hidrovias, portos e aeroportos - aula 03 - 
tecnologias de transporte aéreo. 2016. Universidade do Oeste de Santa Catarina - 
UNOESC. Disponível em: <https://pt.slideshare.net/RafaelJosRorato/hidrovias-
portos-e-aeroportos-aula-03-tecnologias-de-transporte-areo-jba>. Acesso em: 26 set. 
201 
 
RORATO, Rafael José. Hidrovias, portos e aeroportos - aula 04 - pistas 
aeroportuárias geometria. 2016. Universidade do Oeste de Santa Catarina - 
UNOESC. 
 
 
 
 
AULA 12 
Exercícios 
 
 
 
 
 
1) ANAC (2015) Considerando a Lei n. 11.182/2005 (lei de 
criação da ANAC), analise as afirmativas abaixo e assinale aquela 
que estiver correta. 
a) Cabe ao Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Aviação 
Civil da Presidência da República instaurar o processo administrativo disciplinar contra 
diretores da ANAC. 
b) A ANAC tem por objetivo adotar as medidas necessárias para o atendimento 
do interesse público e para o desenvolvimento e fomento da aviação civil, da 
infraestrutura aeronáutica e aeroportuária do país, atuando sob controle da Secretaria 
de Aviação Civil. 
c) A gestão do fluxo de passageiros nos aeroportos e a gestão do fluxo do 
tráfego aéreo são competências da ANAC. 
d) Para os efeitos previstos na Lei n. 11.182/2005, o Sistema de Controle do 
Espaço Aéreo Brasileiro será explorado diretamente pela União, por intermédio da 
Secretaria de Aviação Civil, ou por entidade a quem ela delegar. 
e) A Diretoria da ANAC é composta de cinco diretores com mandato de quatro 
anos. 
 
2) ANAC (2015) Considerando a lei n. 7.565/1986 (Código Brasileiro de 
Aeronáutica), com respeito ao sistema aeroportuário, analise as afirmativas abaixo e 
assinale aquela que estiver correta. 
a) A exploração comercial de aeródromos privados será concedida desde que 
autorizada pelo proprietário. 
b) O sistema aeroportuário é constituído pelo conjunto de aeroportos 
brasileiros, com todas as pistas de pouso, pistas de táxi, pátio de estacionamento de 
aeronaves, terminal de carga aérea, terminal de passageiros e as respectivas 
facilidades, excetuando-se os aeródromos privados e desportivos. 
c) Aeródromo civil é o destinado ao uso exclusivo de aeronaves civis. 
P á g i n a | 185 
 
 
d) Aeroporto é toda área destinada a pouso, decolagem e movimentação de 
aeronaves. 
e) A climatização geral, os locais destinados a serviços públicos e os locais 
destinados a apoio comercial são considerados facilidades de aeroportos. 
 
3) ANAC (2015) Considerando a Portaria n. 676/GC/2000, que aprova as 
Condições Gerais de Transporte, no que se refere ao transporte de animais vivos, 
analise as afirmativas abaixo e assinale aquela que estiver correta. 
a) Exceto quando se tratar de cão guia, o passageiro deverá, por ocasião do 
embarque, apresentar atestado de sanidade do animal fornecido pela Secretaria de 
Agricultura Estadual, Posto do Departamento de Defesa Animal ou por médico 
veterinário. 
b) É permitido ao deficiente auditivo transportar, na cabina de passageiros com 
segurança, cão treinado do qual dependa inteiramente. 
c) O transporte de animais vivos deve ser realizado exclusivamente em 
aeronaves não cargueiras com infraestrutura destinada à finalidade. 
d) É requisito indispensável o emprego de embalagem apropriada para o 
transporte seguro, na cabina de passageiros, de cão guia do qual o passageiro 
deficiente visual dependa totalmente. 
e) É livre de pagamento e vedada a adição à franquia de bagagem, o transporte, 
na cabina de passageiros, de cão treinado para conduzir deficiente visual, que 
dependa inteiramente dele. 
 
 
 
 
 
 
Escolha de sítio aeroportuário 
Aula 13 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula estudaremos o que é o sítio aeroportuário e os pontos importantes 
para sua escolha. Veremos sobre plano diretor e as fases de projeto, estudos 
preliminares que levarão até a escolha do local ideal para o aeroporto. Ainda veremos 
os impactos que a implantação de um aeroporto pode trazer ao meio ambiente e a 
população. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender sobre o sítio aeroportuário; 
 As fases de projeto e pontos importantes para a escolha do melhor local 
de implantação do aeroporto; 
 Entender sobre os impactos sociais, ambientais e econômicos que a 
implantação de um aeroporto pode trazer. 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 187 
 
 
13 ESCOLHA DE SÍTIO AEROPORTUÁRIO 
Um sítio aeroportuário é o local onde construído o aeroporto e ele deve tem 
dimensões e localização adequadas para melhor servir os usuários. Além disso é 
importante avaliar critérios econômicos, de engenharia, ambientais e geográficos. 
Para a escolha de um sítio aeroportuário é preciso seguir algumas etapas importantes 
os quais vamos conhecer brevemente. 
 Estabelecer aproximadamente o tipo e dimensões das 
aeronaves; 
 Estudo de prováveis alternativas de local; 
 Estudo de campo para verificar a alternativa escolhida; 
 Avaliação final e seleção; 
 Relatórios. 
 
Já quando falamos das dimensões do aeroporto podemos listar alguns fatores 
que geram influência sobre elas. 
 Volume de passageiros e aeronaves; 
 Altitude do local em que será construído; 
 Condições meteorológicas como vento e temperatura; 
 Tráfego aéreo; 
 Proximidade com área de reserva. 
13.1 Plano diretor de um aeroporto 
O plano diretor aeroportuário corresponde a um conjunto de documentos que 
onde estão especificadas as orientações para a implantação e desenvolvimento de 
um aeroporto. 
13.1.1 Fases de projetos 
Neste item vamos conhecer as quatro fases consideradas importantes dentro 
do plano diretor e que serão analisados mais detalhadamente durante nossa aula. 
 Fase 1 – Informações básicas: nesta fase são levantados dados 
importantes para a realização do projeto preliminar; 
P á g i n a | 188 
 
 
 Fase 2 – Estudos preliminares: nesta fase são analisados os dados 
coletados na fase 1 e assim estabelecer requisitos para o aeroporto; 
 Fase 3 – Escolha do local: nela são analisados os locais propostos para a 
instalação do aeroporto; 
 Fase 4 – Planejamento geral: nesta fase serão estabelecidas as 
características do aeroporto, apontando os elementos mais importantes, dando 
sugestões para uso da terra e zona de proteção do aeroporto, planejamento da área 
terminal e das vias de acesso e plano de viabilidade econômica e financeira. 
13.1.2 Informações básicas 
Na primeira fase de projeto temos algumas informações que são muito 
importantes para o plano diretor, entre as quais podemos citar: 
 Nome da região, localização geográfica em mapa e plantas contendo 
indicação de norte verdadeiro e magnético; 
 Plantas topográficas do terreno e de suas áreas adjacentes; 
 Tipo de solo, vegetação, outros.; 
 Legislação do uso do solo na região; 
 Dados meteorológicos, como: vento, chuvas, temperaturas, nevoeiros, 
outros. 
 Dados ambientais, para analisar possíveis áreas de impactos por ruídos. 
13.1.3 Estudos preliminares 
Os estudos preliminares possuem a análise e a avaliação das informações 
básicas coletadas, com o objetivo de determinar os requisitos fundamentais par ao 
desenvolvimento do empreendimento, entre eles: 
a) Estudo da demanda do transporte aéreo 
Eles são desenvolvidos utilizando como base os dados coletados, para realizar 
as projeções de demanda dentro de um tempo pré-determinado. 
 
b) Estudo da capacidade da infraestrutura aeroportuária 
Neste estudo são avaliados alguns fatores: 
 
P á g i n a | 189 
 
 
 Área de movimento – nela é considerado o número de operações máximo 
que as pistas poderão suportar; 
 Área terminal – nela é feita uma estimativa da capacidade de cada 
elemento: pátio, terminal de passageiros, terminal de carga, etc.; 
 Espaço aéreo – nele é feita uma estimativa de capacidade com relação a 
natureza das operações, analisando
a proximidade de outros aeroportos e a presença 
de obstáculos; 
 Vias de acesso de superfície – neste fator é realizada uma estimativa de 
capacidade de veículos por tempo. 
13.1.4 Escolha do local 
Na escolha do local são levados em consideração três pontos importantes: 
estudo de gabinete, pesquisa de campo e avaliação final e seleção. 
 Estudo de gabinete – é um estudo que ajuda a reduzir as opções de locais 
e assim ajuda a diminuir custos com pesquisas de campo. Nele são avaliados: 
– A localização de outros aeroportos que já existem ou que serão construídos 
futuramente; 
– O levantamento de projetos e programas para uso do solo; 
– Os custos dos terrenos e as informações sobre os proprietários; 
– O estudo da topografia dos locais; 
– Os custos para elaboração do anteprojeto para cada local proposto; 
 Pesquisa de campo – na pesquisa de campo é realizada sondagem 
geotécnica, estudo e armazenamento de amostras do solo e fotografia do local tanto 
aérea como terrestre. 
 Avaliação final e seleção – nessa fase, como já fica claro pelo título, é 
feita a seleção do melhor local e seu detalhamento. 
13.1.5 Planejamento do aeroporto 
Ele se trata de um conjunto de projetos (plantas, planos, outros.) que tem o 
objetivo de encontrar a melhor escolha para o desenvolvimento do aeroporto e é 
composto por alguns documentos: 
 Plano do aeroporto; 
P á g i n a | 190 
 
 
 Plano do uso da terra; 
 Plano de zona de proteção; 
 Plano da área terminal; 
 Plano das vias de acesso; 
 Plano de viabilidade econômico-financeira. 
13.2 Impactos 
Até agora pensamos em documentos, lugares e dinheiro, mas é importante 
também pensar nos impactos que a construção de um aeroporto pode trazer. 
13.2.1 Impacto social 
Quando falamos de impacto social na demografia (pensamos em crescimento 
da população, o tamanho das famílias), economia (nível de empregos, geração de 
empego), estrutura social (nível escolar, disponibilizada de casas), serviço público 
(educação pública de qualidade, assistência médica, transporte), bem-estar social 
(criminalidade, sanidade mental das pessoas). 
13.2.2 Impacto econômico 
No impacto econômico pensamos que retornos esse projeto pode trazer para a 
população, se irá gerar empregos, se irá elevar os custos de vida (alta do preço dos 
imóveis por exemplo). 
13.2.3 Impacto ambiental 
Já quando pensamos em impacto ambiental é fácil pensar diversos setores do 
ambiente que obras desta magnitude pode interferir, como: fauna e flora, a parte 
hídrica, qualidade do ar, poluição sonora, erosão, lixo, outros. 
13.3 Plano diretor segundo a ICAO 
O plano diretor é um tipo de guia para construção da parte física do aeroporto, 
ele auxilia quanto ao uso do solo ao redor do aeroporto, determinando os efeitos no 
P á g i n a | 191 
 
 
meio ambiente causados pela construção e funcionamento do mesmo, orientando 
sobre os acessos do aeroporto. 
São algumas das etapas de planejamento do plano diretor: 
 Preparação do plano diretor; 
 Inventário dos documentos existentes; 
 Previsão da demanda do tráfego aéreo; 
 Avaliação das potenciais restrições; 
 Analise da importância das restrições 
 Seleção das alternativas mais vantajosas; 
 
Um trabalho publicado da UFSC apresenta as etapas de planejamentos e suas 
descrições conforme a quadro abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 192 
 
 
Quadro 2: Etapas de planejamentos. 
 
Fonte: GOLDNER (2012) 
 
P á g i n a | 193 
 
 
Quadro 2: Etapas de planejamentos (conclusão). 
 
Fonte: GOLDNER (2012) 
 
 
 
P á g i n a | 194 
 
 
Exercício: 
1) Cite as fases de projeto do plano diretor, comentando-as. 
 
2) Na escolha do sítio aeroportuário é preciso algumas etapas, EXCETO: 
(a) Estudo de prováveis alternativas de local. 
(b) Estudo de campo para verificar a alternativa escolhida. 
(c) tráfego aéreo. 
(d) Estabelecer aproximadamente o tipo e dimensões das aeronaves. 
 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Aprendemos sobre plano diretor e suas respectivas etapas, estudamos também 
sobre a escolha do sítio aeroportuário. Além desses estudos vimos sobre os impactos 
causados pela implantação de um aeroporto e sobre as etapas de projeto para 
implantação de aeroporto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vídeos 
<https://player.sicnoticias.pt/2017-02-15-O-impacto-do-aeroporto-na-cidade-do-
Montijo>. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
GOLDNER, Lenise Grando. Aeroportos. 2012. Universidade Federal de Santa 
Catarina, Centro Tecnológico, Departamento de Engenharia Civil. Disponível em: 
<http://pet.ecv.ufsc.br/arquivos/apoio-didatico/aeroportos_junho_2012.pdf>. Acesso 
em: 27 set. 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 13 
Exercícios 
 
 
 
 
 
 
1) CESPE (2014) Com base nas normas que 
regulamentam o tráfego aéreo no Brasil, julgue os itens que se 
seguem. A jurisdição de um determinado espaço aéreo pode ser 
realizada por até dois órgãos de controle de tráfego aéreo para 
se tirar vantagem da redundância das informações sobre o tráfego aéreo. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
2) CESPE (2014) Com base nas normas que regulamentam o tráfego aéreo no 
Brasil, julgue os itens que se seguem. A responsabilidade final pela segurança de uma 
aeronave é do controlador do tráfego aéreo, uma vez que estão sob seu domínio 
informações sobre as demais aeronaves que usam o espaço aéreo vizinho. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
3) CESPE (2014) Com base nas normas que regulamentam o tráfego aéreo no 
Brasil, julgue os itens que se seguem. O espaço aéreo de responsabilidade do Brasil 
é restrito ao território nacional, não se estendendo a águas internacionais, cujo espaço 
aéreo é administrado por agência supervisionada pela ONU. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
4) PROCON -SP (2013) Compete à Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC. 
a) regular e fiscalizar a infraestrutura aeronáutica e aeroportuária, assim como 
as atividades e procedimentos relacionados com o sistema de controle do espaço 
aéreo e com o sistema de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos. 
b) aprovar os planos diretores dos aeroportos e os planos aeroviários 
estaduais. 
P á g i n a | 199 
 
 
c) regular as autorizações de horários de pouso e decolagem de aeronaves 
civis ou militares, observadas as condicionantes do sistema de controle do espaço 
aéreo e da infraestrutura aeroportuária disponível. 
d) representar o País junto aos organismos internacionais de aviação civil, em 
especial nos assuntos relativos ao sistema de controle do espaço aéreo e ao sistema 
de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos. 
e) compor, administrativamente, conflitos de interesses entre prestadoras de 
serviços aéreos e de infraestrutura aeronáutica e aeroportuária. 
 
5) ANAC (2012) Consoante a Lei n. º 12.462/2011, que criou a Secretaria de 
Aviação Civil, julgue o item a seguir. 
Compete à Secretaria de Aviação Civil formular, coordenar e supervisionar as 
políticas para a infraestrutura aeroespacial e aeronáutica. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
 
 
Dados aeronáuticos 
Aula 14 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula estudaremos alguns dados aeronáuticos que nos ajudarão entender 
como funciona as aterrissagens e decolagem dos aeroportos, quando são com ou 
sem instrumentação, condições visuais nos voos, classes de aproximação de 
aeronaves em pistas de aeroportos. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender como funciona as aterrissagens e decolagem dos aeroportos; 
 Conseguir compreender sobre as condições visuais nos voos; 
 Saber identificar quando as operações são com ou sem 
instrumentação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 201 
 
 
14 DADOS AERONÁUTICOS 
Até aqui já aprendemos sobre
o modal aéreo, suas tecnologias, 
dimensionamento das pistas e a escolha do local de implantação de um aeroporto. O 
termo dados aeronáuticos nos remete as regras de voo considerando aspectos 
visuais, se o voo será visual ou por instrumento, analisamos a consição meteorológica, 
se é VMC – Visual Meteorogical Conditions ou IMC – Instrument Meteorological 
Conditions, as classes de aproximação das aeronaves com as pistas, se será com 
instrumentação ou sem instrumentação. 
a) Sem instrumentação – quando dizemos que a operação é sem 
instrumentação queremos dizer que a operação será realizada apenas com recursos 
visuais, cartas aeronáuticas, barômetros e altímetros. (Figura 95) 
Figura 95: Marcações para operação sem instrumentação. 
 
Fonte: RORATO (2016) 
Neste tipo de operação a aeronave desce é escalonada por meio de ponto 
georreferenciado. 
b) Com instrumentação – as operações classificadas como com 
instrumentação são geradas com a ajuda de equipamentos de precisão como 
sinalização luminosa e observação visual do piloto, gerando um caminho virtual que 
ajuda o piloto a realizar a aterrissagem segura em condições climáticas adversas, mas 
claro dentro do limite do sistema. (Figura 96) 
P á g i n a | 202 
 
 
Figura 96: Sinalização luminosa para auxiliar as operações. 
 
Fonte: RORATO (2016) 
A operação com instrumentação pode ser classificada em: 
 VHF Omnidirectional Range – VOR: ele possui uma antena fixa no 
aeroporto e um receptor na aeronave, a estação localizada no solo posicionada pelo 
norte magnético, emitindo dois sinais um multidirecional e outro omni-direcional. Nele 
o os sinais são comparados no receptor da aeronave para determinar a posição radial, 
no entanto quando as aeronaves estão voando com baixa altitude ou em locais 
montanhosos encontram dificuldade de encontrar esta antena. (Figura 97) 
Figura 97: Posicionamento do VOR no aeroporto. 
 
Fonte: VHF... 2016 
 
 
P á g i n a | 203 
 
 
 Instrument Landing System – ILS: é um sistema no solo posicionado de 
forma isolado orientando de forma lateral e vertical as aeronaves. Nele dois rádios 
transmissores são posicionados no aeroporto: Localize e Glide Slope. (Figura 98) 
Figura 98: Posicionamento do ILS no aeroporto. 
 
Fonte: RORATO (2016) 
Além desses dois rádios transmissores, existe também dois equipamentos que 
funcionam como marcadores eletrônicos de balizamento que verifica a posição da 
aeronave, Outer Marker e Middle Marker, o primeiro é posicionados entre 6 e 11 km 
da borda final da pista e o segundo é posicionado a 915 m da borda da pista. 
 
 Microwave Landing System – MLS: é um sistema criado para substituir o 
ISL, ele fornece o azimute, elevação e distância, apresentando áreas de cobertura de 
forma segmentada por azimute para a aproximação da aeronave. (Figura 99) 
 
No estante apresenta algumas restrições como: 
– Faixas azimutais fixas e estreitas o que ocasiona em atrasos, pois ocorre um 
sequenciamento e separação de aviões; 
– Não inclui aviões lentos e helicópteros; 
– Aviões que voam baixo, veículos, aeronaves taxiando e edifícios devem 
estar distantes dos locais de transmissão para reduzir os desvios de sinal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 204 
 
 
Figura 99: Posicionamento do MLS no aeroporto. 
 
Fonte: GHATE (2018) 
No entanto é importante entender que sem ou com instrumentação 
o aeroporto precisa de possuir dados precisos, para assim informar em 
cartas náuticas, sistemas de navegação, elementos de projeto e no 
controle operacional. 
14.1 Requisitos para exatidão, resolução e integridade 
14.1.1 Exatidão 
Continuando nosso estudo dos dados aeronáuticos, é importante saber que os 
dados aeronáuticos possuem requisitos de exatidão com nível de confiança de 95%, 
sendo assim três tipos de dados posicionais serão apresentados: 
 Pontos levantados – exemplo a cabeceira da pista; 
 Pontos calculados – são realizados cálculos matemáticos a partir de um 
ponto determinado, posicionado no espaço; 
 Pontos declarados – como a região de informação de voo (FIR) 
14.1.2 Resolução 
Quando falamos sobre precisão e resolução estamos lidando com termos de 
uso geral, porém, para aviação, precisão são os dados de campo medidos pela 
capacidade de campo disponível em um projeto de sistema específico, exemplo: 54° 
P á g i n a | 205 
 
 
33' 15" (é expresso com uma precisão de um segundo). Sendo assim, qualquer 
processo que venha manipular os dados após sua medição original não poderá 
aumentar sua precisão, independentemente da resolução disponível no próprio 
sistema. 
14.1.3 Integridade 
Assim como a precisão, a integridade dos dados aeronáuticos deverá ser 
mantida da origem até a distribuição para os usuários. A integridade é classificada, 
com base no uso dos dados e nos possíveis riscos para o usuário final, em: 
 Dados críticos – apresenta nível de integridade de 1x10-8, caso sejam 
usados, existe uma alta probabilidade de catástrofe durante o voo e o pouso de 
determinada aeronave. 
 Dados essenciais – apresenta nível de integridade de 1x10-5, caso sejam 
usados, existe uma baixa probabilidade de catástrofe durante o voo e o pouso de 
determinada aeronave. 
 Dados de rotina – apresenta nível de integridade de 1x10-3, caso sejam 
usados, existe baixíssima probabilidade de catástrofe durante o voo e o pouso de 
determinada aeronave. 
 
 
Exercícios.: 
1) Comente sobre as operações SEM e COM instrumentação? 
 
2) Quando falamos de integridade dos dados aeronáuticos 
usamos como base três dados, cite-os e comente com suas palavras sobre eles. 
 
 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Estudamos sobre as operações sem e com instrumentação, aprendendo sobre 
os equipamentos e métodos utilizados para cada uma das operações. Além desses 
aprendizados, também aprendemos sobre os requisitos para exatidão, resolução e 
integridade dos dados aeronáuticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
Curiosidades 
<https://www. youtube.com/watch?v=fdDbwY-csy8>. 
<https://www.youtube.com/watch?v=UMo8gwt0d10>. 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=fdDbwY-csy8
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
AEROPORTOS. Disponível em: 
<http://sites.poli.usp.br/d/ptr0540/download/ApostilaAeroportos.pdf>. Acesso em: 27 
set. 2018. 
 
GHATE, Amol. Global Microwave Landing System (MLS) Market 2017 
Rockwell Collins, Honeywell Aerospace, NEC. 2018. Disponível em: 
<http://talkdailynews.com/global-microwave-landing-system-mls-market-2017-
rockwell-collins-honeywell-aerospace-nec/>. Acesso em: 27 set. 2018. 
 
RORATO, Rafael José. Hidrovias, portos e aeroportos - Aula 04 - pistas 
aeroportuárias geometria. 2016. Universidade do Oeste de Santa Catarina - 
UNOESC. Disponível em: <https://pt.slideshare.net/RafaelJosRorato/hidrovias-
portos-e-aeroportos-aula-04-pistas-aeroporturias-geometria-jba>. Acesso em: 27 set. 
2018. 
 
VHF OMNIDIRECTIONAL RANGE RADIO AIDS & NAVIGATIONAL SYSTEMS 
– RAN 2204. 2016. Disponível em: <https://vdocuments.mx/lecture-4-vor-vhf-
omnidirectional-range-radio-aids-navigational-systems.html>. Acesso em: 27 set. 
2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 14 
Exercícios 
 
 
 
 
 
1) INFRAERO (2011) Na sinalização aeronáutica das 
áreas circunvizinhas aos aeródromos, os obstáculos cuja 
iluminação requer luzes de alta intensidade correspondem 
a) às torres que suportem cabos de linha de dados no topo 
de edifícios. 
b) aqueles cujas alturas sejam iguais ou inferiores a 120 m (cento e vinte 
metros). 
c) aqueles cujas alturas sejam iguais ou superiores a 140 m (cento e quarenta 
metros). 
d) às torres que suportem linhas elétricas não elevadas, assim como outros 
obstáculos que possam proporcionar riscos semelhantes à navegação aérea. 
e) às torres que suportem linhas elétricas elevadas, cabos aéreos, assim como 
outros obstáculos que possam proporcionar riscos
semelhantes à navegação aérea. 
 
2) INFRAERO (2011) Os tipos de Orientações Técnicas que devem ser 
consideradas, dentre as abaixo mencionadas, no contexto da estratégia de 
manutenção, são: 
a) Corretivas Planejadas; Pré-corretiva Anual; Preventivas e Consultivas. 
b) Corretivas Planejadas; Corretivas de Rotina; Preventivas e Administrativas. 
c) Corretivas Orientadas; Corretivas de Rotina; Preventivas e Administrativas. 
d) Corretivas Não-planejadas; Corretivas de Rotina; Preventivas e 
Administrativas. 
e) Corretivas Não-planejadas; Corretivas Planejadas; Preventivas e 
Administrativas. 
 
 
 
 
P á g i n a | 210 
 
 
3) INFRAERO (2011) A construção de um aeródromo estabelece 
procedimentos que influenciam na definição da utilização das áreas do seu entorno. 
As restrições aplicadas ao uso dessas áreas serão definidas pelo Plano 
a) de Infraestrutura Urbana. 
b) de Zoneamento de Ruído. 
c) de Proteção e Auxílio Aeroportuários. 
d) Básico de Zona de Proteção Aeronáutica. 
e) Básico de Zona de Proteção de Aeródromos. 
 
4) INFRAERO (2011) As atividades de pouso e decolagem das aeronaves 
geram certo ruído que, na quase totalidade das vezes, produz um nível de “incômodo” 
na população estabelecida nas proximidades dos aeroportos. Nesse contexto, na 
elaboração do Plano de Zoneamento de Ruído (PZR), para um aeródromo que dispõe 
de duas pistas para pouso e decolagem, é necessário que se obtenha a: 
a) Curva de Ruído de cada pista. 
b) Curva de Ruído do Aeroporto. 
c) Curva de Ruído da pista principal. 
d) Curva de Ruído da pista que opera a maior aeronave, somente. 
e) composição da Curva de Ruído e da Curva de Nível para a pista principal. 
 
 
 
 
 
 
 
Dimensionamento do pavimento 
Aula 15 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula estudaremos sobre o dimensionamento do pavimento aeroportuário, 
os conceitos que irão auxiliar durante a aula e os procedimentos para determinação 
das espessuras das camadas tanto dos pavimentos de concreto quanto dos asfálticos. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender o que é pavimento; 
 Compreender a importância do dimensionamento e como ele é feito; 
 Conhecer o procedimento para pavimento asfáltico, flexíveis; 
 Conhecer o procedimento para pavimentos de concreto, rígidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 212 
 
 
15 DIMENSIONAMENTO DO PAVIMENTO 
Quando falamos em dimensionar um pavimento, quer dizer que vamos 
determinar a espessura das camadas e por fim, a espessura total do pavimento que 
receberá as aeronaves. Antes de começarmos a falar sobre o dimensionamento, 
vamos conhecer e relembrar alguns conceitos. 
15.1 Conceitos 
a) Pavimento – é uma estrutura com uma ou mais camadas para resistir as 
cargas das aeronaves e assim proporcionar uma decolagem e aterrissagem segura; 
b) Funções do pavimento – distribuir as cargas do tráfego, fornece condições 
de segurança e conforto e resistir aos esforços horizontais; 
 Pavimento flexível – Figura 100 
Figura 100: Corte transversal de um pavimento flexível. 
 
Fonte: GOLDNER (2012) 
 Pavimento rígido – Figura 101 
Figura 101: Corte transversal de um pavimento rígido. 
 
Fonte: GOLDNER (2012) 
 
P á g i n a | 213 
 
 
15.2 Tipos de trem de pouso 
Existe 4 tipos de trem de pouso: rodas simples, rodas duplas, rodas duplas em 
tandem e trens de pouso especiais. A Figura 102 mostra os quatro tipos citados 
anteriormente para facilitar o entendimento. 
Figura 102 
 
Fonte: GOLDNER (2012) 
15.3 Mecânica dos pavimentos 
As Figura 103 e Figura 104 mostram como funciona o pavimento flexível e 
rígido trabalhando ao receber a carga das rodas e a distribuição do peso da aeronave 
sobre a pista respectivamente. 
Figura 103: Funcionamento do pavimento. 
 
Fonte: GOLDNER (2012) 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 214 
 
 
Figura 104: Distribuição de carga no pavimento pela aeronave. 
 
Fonte: GOLDNER (2012) 
15.4 Dimensionamento de pavimentos 
A alguns anos atrás o dimensionamento era realizado pela AC 150/5320 – 6D 
de 7 de julho de 1995, porém era utilizado para o dimensionamento a ideia de uma 
aeronave de projeto e ábacos das aeronaves. Atualmente é utilizada a AC 150/5320 
– 6E de 30 de setembro de 2009 que passou a utilizar o programa FAARFIELD criado 
pela Federal Aviation Administrativo – FAA. O FAARFIELD utiliza o conceito de 
dimensionamento por camadas elásticas, levando em conta o efeito acumulativo de 
todas as aeronaves sobre o pavimento em estudo. (Tabela 10 e Tabela 11) 
Tabela 10: Tráfego de Aeronaves. 
No. Name 
Gross Weight, 
lb 
Annual 
Departures 
Annual 
Growth, % 
1 A320-100 150,796 600 0.00 
2 A340-600 std 805,128 1,000 0.00 
3 A340-600 std Belly 805,128 1,000 0.00 
4 A380-800 1,239,000 300 0.00 
5 B737-800 174,700 2,000 0.00 
6 B747-400 877,000 400 0.00 
7 B747-400ER 913,000 300 0.00 
8 B757-300 271,000 1,200 0.00 
9 B767-400 ER 451,000 800 0.00 
10 B777-300 ER 777,000 1,000 0.00 
11 B787-8 478,000 600 0.00 
Fonte: GOLDNER (2012) 
 
 
 
P á g i n a | 215 
 
 
Tabela 11: Informação da Estrutura do Pavimento Projetado. 
No. Type Thickness Modulus, psi Poisson’s Ratio 
1 P-401/ P-403 AC Surface 5.00 200,000 0.35 
2 P-401/ P-403 St (flex) 11.06 400,000 0.35 
3 P-209 Cr Ag 18.78 51,440 0.35 
4 Subgrade 0.00 12,000 0.35 
Fonte: GOLDNER (2012) 
O programa possui o layout conforme a Figura 105, nele está disponível o 
roteiro que explica como deve ser utilizado para a realização do dimensionamento. 
Após realizado o próprio programa emite um relatório com os resultados do 
dimensionamento que poderá ser impresso ou copiado na forma de texto. 
Figura 105: Layout do programa de dimensionamento de pavimento de aeroportos. 
 
Fonte: GOLDNER (2012) 
15.5 Método de dimensionamento do Corpo de Engenheiros Americanos 
Apesar de ter sido substituído pelo programa que mostramos acima, é 
importante conhece-lo para entender mais a fundo o conceito de dimensionamento. 
Para esse método são determinados: 
1. Volume de tráfego anual, referente a decolagens; 
2. Peso máximo de decolagem; 
P á g i n a | 216 
 
 
3. Modelo do trem de pouso das aeronaves; 
4. Definir a aeronave de projeto; 
5. Definir a capacidade de suporte do subleito; 
6. Calcular a resistência a flexão do concreto; 
7. Definir o número anual de decolagens da aeronave de projeto. (Equação 1) 
log 𝑅1 = log 𝑅2 𝑥 (
𝑊2
𝑊1
)
1
2⁄
 Eq.1 
 
Onde: 
R1 é o número anual de decolagens da aeronave de projeto; 
R2 é o número anual de decolagens das aeronaves expresso com trem de 
pouso da aeronave de projeto; (Tabela 12) 
W1 é a carga da roda da aeronave de projeto; 
W2 é a carga da roda das aeronaves. 
Tabela 12: Equivalência de partidas anuais para aeronaves de projeto. 
DE PARA MULTIPLICAR POR 
RODA SIMPLES RODA DUPLA 0.8 
RODA SIMPLES DUPLO TANDEM 0.5 
RODA DUPLA DUPLO TANDEM 0.6 
DUPLO DUPLO TANDEM DUPLO TANDEM 1.0 
DUPLO TANDEM RODA SIMPLES 2.0 
DUPLO TANDEM RODA DUPLA 1.7 
RODA DUPLA RODA SIMPLES 1.3 
DUPLO DUPLO TANDEM RODA DUPLA 1.7 
Fonte: GOLDNER (2012) 
 
 
P á g i n a | 217 
 
 
15.5.1 Dimensionamento e Pavimento flexível 
Figura 106 
 
Fonte: GOLDNER (2012) 
a) Espessura mínima da base 
Tabela 13: Espessura mínima da base de agregado. 
 
Fonte: GOLDNER (2012) 
b) Tabela de Equivalência para projeto de reforço 
 Sub-base – para o dimensionamento usamos os fatores apresentados na 
Tabela 14. 
 
 
 
P á g i n a | 218 
 
 
Tabela 14: Tabela de equivalência de sub-base para projeto de reforço. 
Material Fator 
Betuminoso 1,7 – 2,3 
Betuminoso misturado a frio 1,5 – 1,7 
Base tratada com cimento 1,6 – 2,3 
Base de solo cimento 1,5 – 2,0 
Base de macadame 1,4 – 2,0 
Fonte: GOLDNER (2012) 
 Base – para o dimensionamento usamos os fatores apresentados na Tabela 
15. 
Tabela 15: Tabela de equivalência
de base para projeto de reforço. 
Material Fator 
Betuminoso 1,2 – 1,6 
Betuminoso misturado a frio 1,0 – 1,2 
Base tratada com cimento 1,2 – 1,6 
Fonte: GOLDNER (2012) 
Além das tabelas apresentadas acima utiliza-se também os ábacos com curvas 
de projeto de pavimento flexíveis para áreas críticas, conforme apresentados as 
tabelas. 
 
 
P á g i n a | 219 
 
 
Figura 107: Para trem de pouso de Roda Simples. Figura 108: Para trem de pouso de Roda Dupla. 
 
Fonte: GOLDNER (2012) 
 
P á g i n a | 220 
 
 
Figura 109: Para trem de pouso Duplo Tandem. Figura 110: Para B747-100, SR, 200 B, C, F. 
 
Fonte: GOLDNER (2012) 
 
P á g i n a | 221 
 
 
Figura 111: Para L-1011-100, 200. 
 
Fonte: GOLDNER (2012) 
15.5.2 Dimensionamento e Pavimento rígido 
Para determinar a espessura das camadas de um pavimento rígido mostrado 
na Figura 101 é preciso definir a aeronave de projeto, a carga e o número de 
aeronaves de projeto que irão decolar. 
Outros dados importantes para o dimensionamento: 
 Resistência a tração na flexão do concreto; 
 Coeficiente de recalque do subleito (k) 
 Peso da aeronave; 
 Total anual de decolagem da aeronave de projeto. 
P á g i n a | 222 
 
 
Porém quando o número de decolagens for SUPERIOR a 25.000 por ano, faz-
se preciso realizar um cálculo de correção com base na Tabela 16. 
Tabela 16: Correção para aeroportos com mais de 25000 decolagens ano. 
DECOLAGENS ANUAIS 
ACRÉSCIMO DA ESPESSURA PARA 25000 
DECOLAGENS 
50.000 4% 
100.000 8% 
150.000 10% 
200.000 12% 
Fonte: GOLDNER (2012) 
Uma observação importante para o cálculo da espessura da camada do 
pavimento: a área do pavimento pode ser crítica (T) e não crítica (0,9T). 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Estudamos sobre dimensionamento de pavimento flexível e rígido, aprendendo 
os procedimentos para determinar a espessura deles. Além disso vimos sobre os tipos 
de trem de pouso e sobre a mecânica dos pavimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
AEROPORTOS. Disponível em: 
<http://sites.poli.usp.br/d/ptr0540/download/ApostilaAeroportos.pdf>. Acesso em: 27 
set. 2018. 
 
GOLDNER, Lenise Grando. Aeroportos. 2012. Universidade Federal de Santa 
Catarina, Centro Tecnológico, Departamento de Engenharia Civil. Disponível em: 
<http://pet.ecv.ufsc.br/arquivos/apoio-didatico/aeroportos_junho_2012.pdf>. Acesso 
em: 27 set. 2018. 
 
RORATO, Rafael José. Hidrovias, portos e aeroportos - aula 04 - pistas 
aeroportuárias geometria. 2016. Universidade do Oeste de Santa Catarina - 
UNOESC. Disponível em: <https://pt.slideshare.net/RafaelJosRorato/hidrovias-
portos-e-aeroportos-aula-04-pistas-aeroporturias-geometria-jba>. Acesso em: 27 set. 
2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 15 
Exercícios 
 
 
 
 
 
1) INFRAERO (2011) O sistema de sinalização 
aeronáutica para aeródromos segue diretrizes internacionais da 
Organização de Aviação Civil Internacional - OACI - que 
estabelece, dentre outras, normas para a construção de sinais 
aeronáuticos. A “clareza e a visibilidade” do sinal estão entre os detalhes a serem 
observados pelos operadores das aeronaves, com o objetivo de promover o contraste 
com o fundo circunvizinho. As cores que podem ser utilizadas como sinalização de 
obstáculos são 
a) vermelha e azul. 
b) laranja e amarelo. 
c) vermelha e branca. 
d) laranja e vermelho. 
e) vermelho e amarelo. 
 
2) INFRAERO (2011) O Sistema que deve ser considerado para a definição da 
infraestrutura de atendimento aos usuários de um sítio aeroportuário é o que 
corresponde 
a) à circulação e acesso. 
b) à geração de demanda. 
c) à proteção contra incêndio. 
d) ao monitoramento e segurança. 
e) à análise de dados de circulação de veículos de carga. 
 
3) INFRAERO (2011) Com relação à Aviação Geral, é correto afirmar que: 
a) Esta aviação somente engloba a aviação executiva e de aerodesporto. 
b) Sua definição é excludente, ou seja, é composta por toda aviação civil, 
retirando-se as aeronaves de linhas aéreas. 
c) Não possui significativa importância econômica para o segmento 
aeronáutico. 
P á g i n a | 226 
 
 
d) Não possui problemas relacionados à infraestrutura aeroportuária, visto que 
suas aeronaves são de pequeno porte. 
e) Pode-se dizer que o seu valor como modal (transporte de passageiros e 
carga) é desprezível no âmbito da aviação civil. 
 
4) INFRAERO (2011) Analise: 
I. A envergadura de uma aeronave é um fator importante de planejamento para 
a infaestrutura aeroportuária. 
II. Pode-se afirmar que um balão de ar quente tripulado é uma aeronave, apesar 
de não ter sua sustentação baseada na diferença de pressão decorrente do 
escoamento do ar (vento relativo) sobre suas superfícies. 
III. A diferença entre superfície aerodinâmica e o aerofólio é que este último 
gera somente sustentação ao ser submetido a um escoamento de ar (vento relativo). 
Considerando V (Verdadeiro) e F (Falso), os itens I, II e III são, 
respectivamente: 
 
a) V; F; V. 
b) F; F; V. 
c) V; V; V. 
d) F; V; F. 
e) V; V; F. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Drenagem em aeroportos 
Aula 16 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA AULA 
 
Nesta aula conversaremos um pouco sobre drenagem de aeroportos, 
entendendo a função de um bom sistema de drenagem. Logo em seguida veremos o 
método racional e sua metodologia. 
 
OBJETIVOS DA AULA 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: 
 
 Entender a importância da drenagem em aeroportos; 
 Conhecer os objetivos da drenagem; 
 Conhecer as consequências de uma drenagem ineficiente; 
 Entender os tipos de drenagem; 
 Introduzir o dimensionamento, com uma breve introdução do método 
racional. 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 228 
 
 
16 DRENAGEM EM AEROPORTOS 
Quando pensamos em drenagem o que vem em nossas cabeças? 
DRENAGEM em um significado amplo de engenharia é o ato de esgotar a água de 
um terreno que esteja com excesso de água, utilizando tubos, valetas, fossos, etc. 
Drenar a água da pista de um aeroporto é de extrema importância, pois como 
já vimos condições adversar influenciam na segurança de pousos e aterrissagens. 
Na escolha e preparação do terreno de um aeroporto devemos verificar se o 
terreno não é muito plano, pois um terreno assim tem pouca declividade o que 
atrapalha o escoamento da água. As principais funções da drenagem em aeroportos 
são remover a água que escoe pelas pistas de pouso e decolagens, taxiamento, 
manobras, outra função. 
16.1 Objetivos 
Como forma de enfatizar o que foi dito na introdução vamos listar os objetivos 
da drenagem. 
 coletar; 
 conduzir; 
 lançar no melhor lugar o mais rápido possível toda água. 
 
Quando falamos em remover a água o mais rápido possível, queremos dizer 
que um escoamento de água rápido fará com que a pista fique no nível de segurança 
adequado para as operações a serem realizadas. Com outras palavras remover toda 
água que cair ou cruzar a pista com maior eficiência possível. 
16.2 Causas de uma drenagem ineficiente 
Uma drenagem ineficiente, além elevar o risco de acidentes, causa degradação 
da pista, reduzindo a vida útil do pavimento. Outro problema que também é causado 
pela drenagem incorreta é o aumento dos custos operacionais que aumentarão o 
custo para os usuários que utilizam o transporte. 
 
 
P á g i n a | 229 
 
 
16.3 Tipos de drenagem 
Como já vimos ao longo de nossa aula, a drenagem é utilizada para escoar a 
água em excesso. Neste item conheceremos os três tipos de drenagem: superficial, 
subsuperficial e profunda. (Figura 112) 
Figura 112: Ilustração dos tipos de drenagem. 
 
Fonte: DELARICA (2017) 
16.3.1 Drenagem superficial 
Tem a função de remover ou captar a água de precipitações, que escoam 
superficialmente pela pista e áreas adjacentes. Ex.: inclinação transversal, canais e 
valas. (Figura
113). A tubulação de drenagem superficial pode apresentar diversas 
formas: circular, quadrada, retangular e oval. Pode ser construída em concreto, metal 
ou polímero, mas não deve possuir um diâmetro menor que 0,3 m. 
Nas áreas de estacionamento as entradas do sistema de drenagem devem 
estar posicionadas no pavimento e dos dispositivos de entrada até o ponto de 
lançamento são instalados postos de visita. Na superfície da pista de pouso são feitos 
GROOVING, ranhuras com 6,36 mm de profundidade distantes 3,15 cm uma das 
outras, (Figura 114). Eles são construídos para evitar que ocorra a aquaplanagem e a 
formação de poças. 
 
 
 
P á g i n a | 230 
 
 
Figura 113: Exemplo de vala com gradeamento. 
 
Fonte: DELARICA (2017) 
Figura 114: Ranhuras “GROOVING” na pista de pouso. 
 
Fonte: PISTA (2007) 
16.3.2 Drenagem subsuperficial 
Nela os dispositivos são posicionados em uma camada superficial de solo, ou 
seja, próximo à superfície. Ajudam a retirar a água acumulada e assim reduzir as 
tensões geradas. 
 
 
 
 
P á g i n a | 231 
 
 
16.3.3 Drenagem profunda 
Ela tem como objetivos interceptar as águas que possam atingir o subleito, 
rebaixar o lençol freático, manter a umidade do solo dentro da projetada para o tráfego 
projetado, de forma a impedir a deterioração progressiva do suporte das camadas dos 
pavimentos. Sua instalação é realizada de preferência entre 1,50 m a 2,00 m de 
profundidade. Nela os drenos podem estra em valas preenchidas com material 
permeável, geotêxtil e tubos de drenagem perfurados, posicionados a no mínimo 
0,30 m abaixo da camada de base. (Figura 115) 
Figura 115: Posicionamento do dreno no pavimento. 
 
Fonte: DELARICA (2017) 
Além dos drenos tubulares mais conhecidos, existe também os drenos espinha 
de peixe, eles são usados em grandes áreas, sejam elas pavimentadas ou não e 
normalmente usados em série e posicionados obliquamente em relação ao eixo 
longitudinal da área drenada. Outro exemplo são os drenos cegos. Eles têm o objetivo 
de rebaixar o lençol freático ou retirar as águas infiltradas. São normalmente são 
confeccionados em pedra britada com declividade maior ou igual a 1% e o bidim que 
envolve as britas deve possuir permeabilidade 10 vezes que a do solo vizinho. Claro 
que existem outros diversos dispositivos de drenagem que não foram mostrados aqui, 
mas que também são utilizados para o mesmo objetivo, cabe a vocês se 
aprofundarem mais no assunto para conhece-los ainda melhor. 
 
 
 
 
P á g i n a | 232 
 
 
16.4 Dimensionamento 
Antes de qualquer obra é preciso fazer um projeto e no de drenagem não seria 
diferente. Para a realização de um projeto de drenagem saber a função de cada 
dispositivo e realizar o dimensionamento dos mesmos, ou seja, determinar as 
características da bacia de contribuição, saber a declividade e o quanto impermeável 
é o terreno. Outra questão muito importante quando falamos de drenagem é a 
realização de um estudo hidrológico, para verificar a intensidade das chuvas, qual o 
período de retorno e a duração das chuvas. 
16.4.1 Método Racional 
O método Racional é utilizado para calcular o escoamento da água da chuva, 
nele são calculados cada ponto de capitação de forma isolada, iniciando-se pelo mais 
afastado. 
É importante frisar que o Método Racional considera: 
 Chuva de projeto – i: é a intensidade máxima de chuva. 
 Tempo de concentração – Tc: é o tempo que uma “gota” de precipitação 
leva para percorrer a distância do ponto mais distante para chegar até a acida da 
bacia. 
 Área de contribuição: é também conhecida como a área acumulada, ou 
seja, toda a área que direcionará a água para a drenagem dimensionada. 
 Capacidade: nela será determinada a vazão pela equação 
 
𝑄 =
𝐶. 𝑖. 𝐴
360
 Eq. 2 
 
Onde: 
C é o coeficiente de deflúvio; 
i é a intensidade de chuva em mm/h; 
A é a área drenada em km²; 
Q é a vazão em m³/s 
 
 
P á g i n a | 233 
 
 
 
 Equação de Manning 
𝑄 =
𝐴𝑅2 3⁄ 𝑆1 2⁄
𝑛
 𝑒 𝑅 =
𝐴
𝑅
 
 
Eq. 2 
 
Onde: 
Q é a vazão em m³/s; 
A é a área molhada em m²; 
R é o raio hidráulico em m; 
S é a declividade do leito em %; 
P é o perímetro da água molhada em m; 
 é o coeficiente de rugosidade. 
 
 Equação da continuidade 
𝑄 = 𝐴. 𝑉 Eq. 2 
 
Onde: 
Q é a vazão em m³/s; 
A é a área molhada em m²; 
V é a velocidade de escoamento em m/s; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 234 
 
 
Figura 116: Curva de tempo de flux de superfície. 
 
Fonte: DELARICA (2017) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P á g i n a | 235 
 
 
Figura 117: Curvas de intensidade de precipitação. 
 
Fonte: DELARICA (2017) 
 
 
 
 
 
Resumo 
 
 
 
 
 
Nesta aula: 
 
Aprendemos sobre drenagem das pistas aeroportuárias, sua importância e 
objetivos, estudando as consequências da ausência de drenagem em aeroporto. 
Conhecemos os três tipos de drenagem e suas características aprendendo de forma 
mais detalhada cada uma delas e por fim estudamos de forma breve sobre 
dimensionamento e método racional e sua utilização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complementar 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estudo da Drenagem Subsuperficial e Subterrânea de Sítios Aeroportuários 
<http://www.civil.ita.br/graduacao/tgs/resumos/2013/TG-IEI-2013_Edmir_.pdf>. 
 
Vídeo 
<https://www.youtube.com/watch?v=aCQJAibyhi8>. 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
Básica: 
ARRUDA, Victor. Drenagem Superficial X Drenagem Profunda. 2017. 
Disponível em: <http://www.inovacivil.com.br/drenagem-superficial-profunda/>. 
Acesso em: 29 set. 2018. 
 
BARBOSA, Kattylinne. Drenagem Superficial. 2015. Universidade do Estado 
do Amazonas - UEA. Disponível em: 
<https://pt.slideshare.net/KattylinneBarbosa/aula-5-45801264>. Acesso em: 27 set. 
2018. 
 
DELARICA, Denise. Sistema de drenagem para aeroportos. 2017. 
Universidade de Araraquara. Disponível em: 
<https://prezi.com/wp_ovtzffqum/sistema-de-drenagem-para-aeroportos/>. Acesso 
em: 27 set. 2018. 
 
DISPROTEC. Drenagem Subsuperficial (Rasa). Disponível em: 
<http://www.diprotec.com.br/solucao/drenos-subsuperficias/>. Acesso em: 27 set. 
2018. 
 
DRENAGEM SUBTERRANEA. Disponível em: 
<http://files.labtopope.webnode.com/200000260-
4bd214cc89/Drenagem_Aula%2007.pdf>. Acesso em: 27 set. 2018. 
 
PISTA Congonhas. 2007. Disponível em: 
<https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Pista_Congonhas03.jpg>. Acesso em: 27 set. 
2018. 
 
SANEGEO ENGENHARIA. DRENAGEM PARA AEROPORTOS. 2014. 
Disponível em: <http://sanegeoengenharia.blogspot.com/2014/04/drenagem-para-
aeroportos.html>. Acesso em: 27 set. 2018. 
 
THOMPSON, Oswaldo B. Drenagem de Aeroportos. 1939. São Paulo. 
Disponível em: <http://revistadae.com.br/artigos/artigo_edicao_8_n_1373.pdf>. 
Acesso em: 27 set. 2018. 
 
 
 
 
 
 
AULA 16 
Exercícios 
 
 
 
 
 
1) São consequências da ausência de drenagem em 
aeroportos, EXCETO: 
a) Risco de acidente, escorregamento. 
b) Aquaplanagem. 
c) redução da vida útil do pavimento. 
d) redução do custo operacional. 
 
2) Marque a alternativa em que NÃO aparece o objetivo da drenagem. 
a) coletar. 
b) conduzir. 
c) armazenar. 
d) lançar no melhor lugar, o mais rápido. 
 
3) Dos tipos de drenagem podemos citar: 
a) superficial / canalizada. 
b) subterrânea / superficial. 
c) semi profunda / profunda. 
d) dubla/ tripla. 
 
4) Os drenos espinha de peixe são exemplos de drenagem profunda usadas 
em grandes áreas, sejam elas pavimentadas ou não e normalmente usados em série 
e posicionados obliquamente em relação ao eixo longitudinal da área drenada. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
5) Buscando aumentar a segurança das operações aeroportuárias, suponha 
que a Infraero estabeleceu programas para a aplicação de ranhuras nas pistas 
(grooving) nos principais aeroportos nacionais. Tal procedimento tem por 
a) objetivo impedir o acúmulo de borracha ao longo da pista. 
P á g i n a
| 240 
 
 
b) objetivos auxiliar o escoamento da água e aumentar o atrito. 
c) objetivo melhorar a dissipação de calor na pista em dias quentes. 
d) objetivo reduzir a aderência na pista para evitar aquaplanagem durante o 
pouso. 
e) objetivo garantir a unidade estrutural do pavimento em casos de 
desagregação do agregado graúdo. 
 
 
 
AULAS EXERCÍCIOS 
Gabarito 
 
 
 
Aula 1 
Questão 1 - b 
Questão 2 - c 
Questão 3 - d 
Questão 4 - c 
 
Aula 2 
Questão 1 - Item 1.2 
Questão 2 - c 
Questão 3 - b 
Questão 4 - a 
 
Aula 3 
Questão 1 - c 
Questão 2 - d 
Questão 3 - a 
Questão 4 - b 
Questão 5 - e 
 
Aula 4 
Questão 1 - b 
Questão 2 - c 
Questão 3 - b 
Questão 4 - d 
Questão 5 - e 
 
Aula 5 
Questão 1 - c 
Questão 2 - b 
P á g i n a | 242 
 
 
Questão 3 - e 
Questão 4 - e 
 
Aula 6 
Questão 1 – c 
Questão 2 – b 
Questão 3 – a 
Questão 4 – c 
Questão 5 – c 
 
Aula 7 
Questão 1 - a 
Questão 2 - errado 
Questão 3 - certo 
Questão 4 - e 
Questão 5 - e 
 
Aula 8 
Questão 1 - b 
Questão 2 - b 
Questão 3 - c 
Questão 4 - d 
 
Aula 9 
Questão 1 - a 
Questão 2 - b 
Questão 3 - d 
Questão 4 - a 
Questão 5 - a 
 
Aula 10 
Questão 1 - c 
P á g i n a | 243 
 
 
Questão 2 - a 
Questão 3 - c 
Questão 4 - e 
 
Aula 11 
Questão 1 - c 
Questão 2 - b 
Questão 3 - d 
Questão 4 - a 
Questão 5 - c 
 
Aula 12 
Questão 1 - a 
Questão 2 - e 
Questão 3 - b 
 
Aula 13 
Questão 1 - ERRADO 
Questão 2 - ERRADO 
Questão 3 - ERRADO 
Questão 4 - e 
Questão 5 - ERRADO 
 
Aula 14 
Questão 1 - e 
Questão 2 - e 
Questão 3 - e 
Questão 4 - a 
 
Aula 15 
Questão 1 - c 
Questão 2 - a 
P á g i n a | 244 
 
 
Questão 3 - b 
Questão 4 - e 
 
Aula 16 
Questão 1 - d 
Questão 2 - c 
Questão 3 - b 
Questão 4 - certo 
Questão 5 - b 
 
 
Exercícios contidos no corpo 
das aulas 
Respostas 
 
 
 
 
AULA 1 
Número 1 
Resposta.: Letra “e” 
 
Número 2 
Resposta.: Letra “e” 
 
AULA 3 
Número 1 
Resposta.: Item 3.1 
 
AULA 4 
Número 1 
Resposta.: Alternativa “b” 
 
Número 2 
Resposta.: Alternativa “a” 
 
Número 3 
Resposta.: Alternativa “a” 
 
AULA 6 
Número 1 
Resposta.: Os sistemas mecânicos são comumente chamados de ascensores, 
pois ajudam a embarcação a ultrapassar o desnível. Esse movimento é realizado de 
forma mecânica e podem ser classificados em: elevadores verticais (sistema Clark, 
flutuante e funicular) planos inclinados (funicular e automotor) e rampa hidráulica. 
 
P á g i n a | 246 
 
 
Número 2 
Resposta.: As eclusas são mecanismos que tem a função de ajudar a 
embarcação a vencer um desnível. Elas possuem uma câmara que está conectada a 
um duto que promove seu enchimento e esvaziamento para alcançar o nível que se 
deseja. 
 
AULA 8 
Número 1 
Resposta.: Item 8.4. 
 
Número 2 
Resposta.: Item 8.1 
 
AULA 9 
Número 1 
Resposta.: Alternativa “a” 
 
AULA 13 
Resposta.: Item 13.1 
 
Resposta.: Alternativa “c” 
 
AULA 14 
Número 1 
Resposta 1.: 
SEM instrumentação: A operação será realizada apenas com recursos visuais, 
cartas aeronáuticas, barômetros e altímetros. 
 
COM instrumentação.: Ocorrem com a ajuda de equipamentos de precisão 
como sinalização luminosa e observação visual do piloto, gerando um caminho virtual 
que ajuda o piloto a realizar a aterrissagem segura em condições climáticas adversas, 
mas claro dentro do limite do sistema. 
P á g i n a | 247 
 
 
 
Número 2 
Resposta: Dados críticos – apresenta nível de integridade de 1x10-8, caso 
sejam usados, existe uma alta probabilidade de catástrofe durante o voo e o pouso de 
determinada aeronave. 
Dados essenciais – apresenta nível de integridade de 1x10-5, caso sejam 
usados, existe uma baixa probabilidade de catástrofe durante o voo e o pouso de 
determinada aeronave. 
Dados de rotina – apresenta nível de integridade de 1x10-3, caso sejam 
usados, existe baixíssima probabilidade de catástrofe durante o voo e o pouso de 
determinada aeronave.

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