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TERPENOS ● Óleos Essenciais: Principais constituintes Plantas Superiores, Inferiores, Fungos e Animais ● Ocorrem em tecidos vegetais ● Matéria-Prima − Indústrias Cosmética, Farmacêutica, Alimentícia. ● Volatilidade HISTÓRIA Inventor do processo de extração de óleo essencial usado até os dias atuais. Figura 1. Avicena − médico e químico Usos Primitivos − Bálsamos, ervas aromáticas, resinas e também para embalsamar cadáveres em cerimônias religiosas. Característica dos óleos essenciais • Ocorrência: Dependendo da família botânica os óleos essenciais podem ocorrer em estruturas especializadas tais com pelos capilares, tubos oleaginosos Rosa − nas pétalas das flores. Nas mentas − pêlos glandulares dos caules e das folhas. Laranja − ocorre apenas nas pétalas das flores e outro somente na casca do fruto. ●Os óleos essenciais são constituídos majoritariamente por terpenos ou seus derivados Hortelã Carvona Óleo essencial de alecrim cânfora Pau brasil linalol S-(-) limoneno R-(-) limoneno Cominho - Contém 50 a 70% da 4(S)-(+) carvona Hortelã - em torno de 50% do 4(R)-(-)carvona Terpenos − 5 átomos de carbono isopentano isopreno Hemiterpenos: 5 átomos de carbono Monoterpenos: 10 átomos de carbono Sesquiterpenos: 15 átomos de carbono Diterpenos: 20 átomos de carbono Triterpenos: 30 átomos de carbono Tetraterpenos: 40 átomos de carbono CH3 CH CH3 CH2CH3 CH2 C CH CH2 CH3 MONOTEPENOS Menores moléculas que compõem os óleos essenciais por isso penetram em todos os tecidos e células de nosso corpo possuindo poderosa ação solvente de lipídeos. linalol geraniol tujonalimoneno O químico alemão Otto Wallach, determinou as estruturas dos terpenos e definiu a regra do isopreno, onde os terpenos são montagens repetidas de unidades de isopreno. PLANTAS COM MONOTERPENOS Eucalipto Canela em pau Canela folha eugenol Hortelã-pimenta Capim-limão Alecrim pimenta timol Sesquiterpenos • Compostos com cadeia carbônica de 15 átomos de carbono. • Mais numeroso dos terpenos − 5000 compostos. • Distribuição nas plantas semelhantes aos monoterpenos. • Mais de 200 esqueletos diferentes. • Comuns em óleos voláteis. Copaibeira -cariofileno -elemeno -curcumenoPau - incenso gengibre Figuras 3 − Exemplos de sesquiterpenos e origem. http://www.hear.org/starr/hiplants/images/600max/html/starr_050216_9001_pittosporum_undulatum.htm Figura 4. Sesquiterpenos produzidos pela raiz do vetiver. O óleo é bastante empregado na composição de perfumes como fixador e aromatizante. Figura 16. Raízes do capim vetiver Diterpenos • Compostos com cadeia carbônica de 20 átomos de carbono. • Normalmente estão associados às resinas de plantas. Ex. resina de Hymenaea courbaril (jatobá) e as giberelinas (hormônios vegetais responsáveis pela germinação de sementes. Figura 5 − Exemplos de resina com diterpeno. Figura 6− Resina de copaíba. EXTRAÇÃO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS As metodologias para extrações de óleo essencial são: Extração usando vapor d’ água; Os óleos essencial obtidos devem sere conservadas em recipientes fechados geralmente de coloração âmbar, uma vez que oxidam-se facilmente à luz e ao ar, polimerizam-se, transformando-se em resinas perdendo o odor e a ação que as caracterizam devem ser armazenadas na geladeira. Extração por enflurage; Usando gás supercrítico. Figura 7: Aparelho de extração de óleo essencial Extração usando vapor d’água vapor Figura 8: Extração de óleo essencial em série Figura 9: Aparelho tipo Clevenger Extração por enflurage; Método de extração desenvolvido na França no século XVIII. Empregado para extrair óleo essencial de pétalas de flores. As pétalas são depositadas, à temperatura ambiente, sobre uma camada de gordura, durante certo período de tempo. Em seguida essas pétalas esgotadas são substituídas por novas até a saturação total formando um espécie de pomada floral, que é pomada é tratada com álcool. Quando o álcool evapora, o produto que permanece é chamado de pomada de absoluto e contém uma concentração altíssima do óleo essencial com um alto valor comercial. Figura 10: Extração usando método enflourage. Esse método tem a vantagem de operar a baixas temperaturas, de não usar um solvente tóxico e de permitir certa seletividade dos compostos extraídos. Nenhum traço de solvente permanece no produto obtido, tornando-o mais puro do que aqueles obtidos por outros métodos. Para tal extração, o CO2 é primeiramente liquefeito através de compressão e, em seguida, aquecido a uma temperatura superior ao seu ponto crítico, 31°C e pressurizado a uma pressão acima de 72 atm, pressão crítica. Nessa condição, o CO2 atinge o estado supercrítico no qual sua capacidade de dissolução é elevada como a de um líquido. Uma vez efetuada a extração, faz-se o CO2 retornar ao estado gasoso, resultando na sua total eliminação. Usando gás supercrítico Figura 11: Fluxograma do equipamento de extração usando CO2 como fluído supercrítico.