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1 O MÉTODO CIENTÍFICO E A PESQUISA CIENTÍFICA Profa. Dra. Caroline da Graça Jacques Profa. Ma. Guiomar da Rosa Bortot 4 A busca pelo conhecimento pressupõe passar por um caminho em direção ao obje- tivo traçado. Essa busca, necessariamente, deve prever uma estrada que seja con- fiável, segura e clara, de forma a não possibilitar ambiguidades nas interpretações e resultados. Esse caminho se chama método. Em nosso cotidiano, a palavra método lembra organização. Quando afirmamos que uma pessoa é metódica, queremos dizer que ela é disciplinada, sistemática e organi- zada. Porém, na universidade, método se refere a um campo do conhecimento que aplica a metodologia para o processo de investigação científica. Em que atividades do seu dia a dia você utiliza algum método? Utilizar métodos para essas atividades facilita ou dificulta a realização de tarefas? Existe diferença entre método e método científico? Será que o método é um fator essencial para um trabalho científico? REFLITA Para explicarmos essas questões, devemos nos ater às questões filosóficas e epis- temológicas. Porém as epistemológicas não se desenvolvem abstratamente, elas se pautam em processos relacionados à investigação da realidade estudada. Nos Séculos V e IV a. C., considerado o período Clássico, a Grécia passou por mo- mento desigual, tanto na organização econômica quanto na política. Em especial em Atenas, a riqueza dos cidadãos estava baseada na propriedade da terra. De fato, algumas cidades-Estado atingiram seu mais alto grau de desenvolvimento nesse pe- ríodo. “Sua importância militar, econômica e política refletiu-se em sua vida cultural e intelectual, e Atenas transformou-se em importante centro de debates e de eferves- cência política e cultural.” (ANDERY; MICHELETTO; SÉRIO, 2001, p. 59). Do ponto de vista da produção de conhecimento, três pensadores marcaram esse período: Sócrates, Platão e Aristóteles. Os filósofos percebiam o homem e sua racio- nalidade como o eixo central, portanto, capaz de produzir conhecimento com base nos métodos. A proposição de métodos para a produção de conhecimento do e para o homem está associada a crença de que pela via do conhecimento das verdades, pela via do conhecimento objetivo, seria possível formar os ci- dadãos e, portanto, seria possível transformar a cidade para que essa fosse melhor e mais justa. Acreditavam que o conhecimento – a filosofia O MÉTODO CIENTÍFICO1 UM BREVE RESGATE HISTÓRICO2 5 – tinha uma função social, e a formação de suas escolas é demonstração disso. Pela primeira vez, fundavam-se instituições particulares com a pre- ocupação de transmitir e produzir conhecimento (e não importa que cada uma delas fosse marcada por concepções metodológicas e prioridades diferentes). Pela primeira vez também, a formação dos cidadãos foi en- carada como sendo tarefa fundamental para que se pudesse transformar (ou manter) a sociedade. (ANDERY; MICHELETTO; SÉRIO, 2001, p. 59). A possibilidade de ação dos homens na política, por meio do ensino da argumentação e do raciocínio, era condição inerente à transformação da sociedade e das conven- ções pré-determinadas. Já no Século XVII, os esforços de Galileu Galilei promoveram a chamada ciência mo- derna. Na Grécia, o universo era compreendido por Aristóteles como algo estático. A nova visão de mundo instaurada por Galileu e aperfeiçoada por Isaac Newton propõe dimensões matemáticas e geométricas dos fenômenos da natureza, bem como leis do movimento dos corpos e leis mecânicas (ANDERY; MICHELETTO; SÉRIO, 2001). Portanto a ciência é resultante do processo vivenciado pelas gerações anteriores. Cada época traz em seu bojo teorias e paradigmas de acordo com a evolução, subs- tituindo as antigas, o que permitiu à ciência o seu desenvolvimento. A Idade Moderna rompe com o paradigma teocêntrico, centrado no domínio da fé e dos dogmas religiosos. Logo novos métodos científicos emergem: o empirismo, de Francis Bacon, e o racionalismo, de René Descartes. Segundo Bacon (apud ANDERY; MICHELETTO; SÉRIO, 2001, p. 197), “a razão da estagnação das ciências está na uti- lização de métodos que barram o seu progresso: não partem dos sentidos ou da expe- riência, mas da tradição, de ideias preconcebidas e se abandonam aos argumentos.” O método defendido por Bacon, denominado “Método Indutivo”, estabelece a condi- ção do exame da prova com o auxílio da razão. A indução é, pois, um processo de eliminação, que nos permite separar o fenômeno que buscamos conhecer – e que se apresenta misturado com outros fenômenos na natureza – de tudo o que não faz parte dele. Esse processo de eliminação envolve não só a observação, a contem- plação do fluxo natural dos fenômenos, como também a execução de experiências em larga escala, isto é, a interferência intencional na na- tureza e a avaliação dos resultados dessa interferência. (ANDERY; MI- CHELETTO; SÉRIO, 2001, p. 198). O objetivo de Descartes, por sua vez, consistia em apresentar um modelo de ciência eminentemente racional: o método dedutivo. DICA Os princípios do método dedutivo são: • Evidência e generalidade; • Evita a precipitação; 6 • Divisão em partes; • Ordem do pensamento do mais simples para o mais complexo. O pensamento cartesiano passa a levar em conta a racionalidade e o método a partir de um objeto (problema) e passa a ser analisado pelo sujeito (pesquisador). Cervo e Bervian (2002, p. 40) afirmam que: “O processo dedutivo, por um lado, leva o pesquisador do co- nhecido ao desconhecido com pouca margem de erro, mas, por outro lado, é de alcance limitado, pois a conclusão não pode possuir conteúdos que excedam o das premissas.” Descartes (apud CERVO; BERVIAN, 2002, p. 41) formulou quatro regras para o tra- balho científico: 1. Nunca aceitar como verdadeira qualquer coisa, sem conhecê-la como tal (evidência como critério de verdade). 2. Dividir cada uma das dificuldades a abordar, no maior número de parcelas que forem necessárias para resolvê-las (análise). 3. Conduzir por ordem os pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir pouco a pouco, gradualmente, até o conhecimento dos mais complexos (síntese). 4. Fazer sempre enumerações tão completas e revisões tão gerais que deem certeza de nada omitirem (é a condição comum e a garantia de análise e síntese). Contudo, devido à extensão da ciência e sua diversificação de áreas, pode-se dizer que não existe um único método com procedimentos fixos e automáticos que deem conta de atender a todas as especialidades. O escopo da ciência é tão amplo e di- versificado que, mesmo sem muita pesquisa filosófica, já é de se desconfiar que é quimérica a ideia de um procedimento único, aplicável a todas as áreas. “Além disso, está claro para os especialistas que, mesmo em domínios mais restritos, a investigação científica não é amoldável a nenhum procedimento fixo e explicitável em termos de regras de aplicação automática.” (CHIBENI, 2017, p. 2). Segundo Cervo e Bervian (2002, p. 11), “essa evolução das ciências tem, sem dúvida, como mola propulsora os métodos e instrumentos de investigação aliados ao espírito científico, perspicaz, rigoroso e objetivo.” Nesse sentido, Appolinário (2012, p. 7) também conceitua método como “um pro- cedimento ou um conjunto de passos que se deve realizar para atingir determinado objetivo.” Método Científico é, portanto, “a expressão lógica do raciocínio associada à formulação de argumentos convincentes. Esses argumentos, uma vez apresentados, têm por fina- 7 lidade informar, descrever ou persuadir um fato.” (SILVEIRA; CÓRDOVA, 2009, p. 25). Portanto seguir um método é estabelecer um conjunto de regras que possibilite che- gar ao objetivo anteriormente previsto. Atribuímos a Galileu a classificação das etapas do método científico moderno como sendo: “observação; geração de hipóteses; experimentação; mensuração; análise e conclusão.” (APPOLINÁRIO, 2012, p. 35). Uma dimensão fundamental da pesquisacientífica está relacionada ao papel da ética na atividade. Para definirmos a palavra ética, é importante correlacioná-la com a palavra moral, uma vez que apresentam correlação entre si, embora tenham significados diferentes. [...] ética significa, em primeiro lugar, o ramo da filosofia que fundamenta científica e teoricamente a discussão sobre valores, opções (liberdade), consciência, responsabilidade, o bem e o mal, o bom e o ruim etc., en- quanto o termo mosmoris (moral) refere-se principalmente aos hábitos, aos costumes, ao modo ou maneira de viver. (NOSELLA, 2008, p. 256). Ao realizar um trabalho científico, as questões éticas e morais estão profundamente relacionadas. Platão já apontava que os sábios deveriam demarcar os limites éticos em relação à ciência, enquanto que, para Aristóteles, a responsabilidade da ética ca- PROCESSOS DO MÉTODO CIENTÍFICO A seguir, apresentamos as diversas etapas do Método Científico apontadas por Cervo e Bervian (2002): Observação – ater-se ao objetivo, aplicando os sentidos para conhecê-lo precisamente; Hipótese – resposta provisória ao problema de pesquisa; Experimentação – processos utilizados para a comprovação das hipó- teses; Indução – reflexão sobre os resultados da experiência; Dedução – a conclusão a partir das premissas que compõem o todo; Análise e Síntese – parte do princípio particular para o geral e a síntese vai do mais simples ao mais complexo; Teoria – nesse contexto, refere-se aos resultados da pesquisa; Doutrina – propõe diretrizes a partir das concepções éticas que expli- cam os fenômenos. ÉTICA NA CIÊNCIA3 8 Por fim, faremos uma reflexão sobre o espírito científico. O ser humano está sempre em busca de descobrir algo novo. E é nesse contexto que poderíamos dizer que a pesquisa somente existe porque um sujeito/indivíduo deseja conhecer algum aspecto da realidade. Mas nada seria possível se não houvesse, imbuído nesse ser pensante, o que chamamos de espírito científico, que é uma das características essenciais do pesquisador. Portanto o espírito científico é a forma de o indivíduo/ pesquisador agir sobre determinado fato. Ter espírito científico, conforme Cervo e Bervian (2002, p. 18), numa postura prática “[...] se traduz por possuir uma mente: crítica, objetiva e racional.” A mente crítica pressupõe um posicionamento frente às questões. Nós podemos ter posicionamentos contrários ou a favor de algo, desde que tenhamos argumentos capazes de justificar o nosso posicionamento. A mente objetiva do pesquisador não está influenciada por pré-conceitos, ou seja, por aquilo que ele acha que poderia ou deveria ser. O pesqui- sador constrói suas conclusões a partir do observado, experimentado ou constatado. Uma mente racional envolve o raciocínio lógico, reflexivo. Segundo Cervo e Bervian (2002, p. 18), “o espírito científico é, antes de mais nada, uma atitude ou disposição subjetiva do pesquisador que busca soluções sérias, com métodos adequados, para o problema que enfrenta”. Não nascemos imbuídos de espírito científico, ao longo de nossa trajetória de vida, vamos formando nossa iden- tidade e a forma como lidamos com os problemas vai nos desenvolvendo enquanto seres humanos. Essa postura adotada diante dos fatos e circunstâncias é que irá definir nossa condição de ter ou não desenvolvido o espírito científico. beria ao poder político no sentido de possibilitar a felicidade aos cidadãos, como con- sequência, a sociedade preservaria o equilíbrio (NOSELLA, 2008). Todo o processo que envolve a produção do conhecimento deve, portanto, levar em conta requisitos fundamentais que contribuam para o desenvolvimento da ciência. Já conhecemos os requisitos fundamentais do método científico, bem como abor- damos o papel da ética e do espírito científico para a produção do conhecimento. Passaremos agora a abordar a Pesquisa Científica e os diferentes tipos que ela pode caracterizar. O ESPÍRITO CIENTÍFICO4 A PESQUISA CIENTÍFICA5 Amplie seus conhecimentos sobre ciência e ética com a leitura “Ciência e Ética: alguns aspectos” (CARDOSO, 1998). Acesse aqui! SAIBA MAIS https://www.scielo.br/pdf/ciedu/v5n1/a01v5n1.pdf 9 Para Rudio (2007, p. 9), a Pesquisa Científica “é um conjunto de atividades orientadas para a busca de um determinado conhecimento.” Barros e Lehfeld (2014, p. 14) con- ceituam: “É a exploração, é a inquisição, é o procedimento sistemático e intensivo, que tem por objetivo descobrir e interpretar os fatos que estão inseridos em uma de- terminada realidade.” Esses autores, ainda, postulam que: “A pesquisa é o produto de uma investigação, cujo objetivo é resolver problemas e solucionar dúvidas, mediante a utilização de procedimentos científicos. A investigação é a competição do ato de estudar, observar e experimentar os fenômenos, colocando de lado a sua compreen- são a partir de apreensões superficiais, subjetivas e imediatas.” (BARROS; LEHFELD, 2014, p. 14). Portanto podemos conceituar a Pesquisa Científica como o processo de investigação que busca responder ao problema por meio de procedimentos científicos. Deve-se elaborar uma pesquisa quando: • Não há nenhuma informação acerca do que se pretende pesquisar; • São incompletas aquelas informações já existentes sobre o assunto em questão; • A informação existente parece ser completa e útil, mas não foi devidamente verificada. A Pesquisa Científica pode ser classificada quanto à abordagem, aos objetivos, à ABORDAGEM6.1 natureza e aos procedimentos. Quanto à abordagem, a pesquisa se classifica em qualitativa, quantitativa e quali- Pesquisa Qualitativa -quantitativa. Vejamos a seguir qual o papel de cada uma delas. Em relação às Pesquisas Qualitativas, Godoy (1995, p. 21) afirma: Algumas características básicas identificam os estudos denominados qualitativos. Segundo esta perspectiva, um fenômeno pode ser melhor compreendido no contexto em que ocorre e do qual é parte, devendo ser analisado numa perspectiva integrada. Para tanto, o pesquisador vai a campo buscando captar o fenômeno em estudo a partir da pers- pectiva das pessoas nele envolvidas, considerando todos os pontos de vista relevantes. Vários tipos de dados são coletados e analisados para que se entenda a dinâmica do fenômeno. TIPOS DE PESQUISA6 Conheça a instituição que promove a ciência no Brasil, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC http://portal. sbpcnet.org.br/ http://portal.sbpcnet.org.br/ http://portal.sbpcnet.org.br/ 10 A Pesquisa Qualitativa não se preocupa com representatividade numérica (dados quantificáveis), mas, sim, com o aprofundamento da compreensão de um fenômeno que ocorra em um grupo social, em uma organização, em uma sociedade, etc. Os pesquisadores que adotam a abordagem qualitativa opõem-se ao pressuposto que defende um modelo único de pesquisa para todas as ciências, já que as ciências sociais têm sua especificidade, o que pressupõe uma metodologia própria. De forma sintética, as ciências humanas e sociais são ciências interpretativas porque buscam explicar e compreender os fenômenos e as interações sociais, portanto necessitam de um método distinto daqueles utilizados nas ciências exatas e naturais. Nesse sen- tido, “as ciências sociais e a história não poderiam ser adaptadas à lógica das ciências naturais, porque a compreensão interpretativa tem um papel diferente nas ciências.” (SCOCUGLIA, 2002, p. 251). Assim, as ciências sociais, ao utilizarem as metodologias de Pesquisa Qualitativa, ocupam-se em compreender e interpretar os sentidos da ação social dos fenômenos que ocorrem no interior da sociedade. Na Pesquisa Qualitativa, o cientista é, ao mes- mo tempo, o sujeito e o objeto de suas pesquisas porque ele faz parte e integra a vida social. A Pesquisa Qualitativa preocupa-se, portanto, com aspectos da realidade que não podem ser quantificados, centrando-se na compreensão e explicação da dinâmi- ca das relações sociais e de seus sentidos. Para Minayo (2001), aPesquisa Qualitativa trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. Aplicada, inicialmente, em estudos de Antropologia e Sociologia, como contraponto à pesquisa quantitativa dominante, tem alargado seu campo de atuação a áreas como a Psicologia e a Educação. Por outro lado, a Pesquisa Qualitativa é criticada por seu empirismo, pela subjetividade e pelo envolvimento emocional do pesquisador (MINAYO, 2001). Assista à Conferência da Profa. Maria Cecília Minayo sobre o legado da pesquisa qualitativa. Acesse aqui! MÍDIA INTEGRADA Pesquisa Quantitativa A Pesquisa Quantitativa prevê a mensuração de variáveis predeterminadas para veri- ficar, avaliar e mensurar a influência sobre outras variáveis. Na pesquisa científica, as variáveis são as características ou propriedades individuais ou fatores observáveis de um fato. Podemos encontrar exemplos de variáveis em todas as áreas de conhecimento: Na física: massa, peso, aceleração, velocidade, energia, impulso, atrito, etc. https://www.youtube.com/watch?v=41ZazulbD_c 11 Nas ciências sociais: idade, sexo, escolaridade, rendimento, classe social, etc. Nas ciências econômicas: custo, tempo, qualidade, produtividade, eficiência, de- sempenho, etc. Para Fonseca (2002, p. 20): Diferentemente da pesquisa qualitativa, os resultados da pesquisa quan- titativa podem ser quantificados. Como as amostras geralmente são grandes e consideradas representativas da população, os resultados são tomados como se constituíssem um retrato real de toda a popula- ção alvo da pesquisa. A pesquisa quantitativa se centra na objetividade. Influenciada pelo positivismo, considera que a realidade somente pode ser compreen- dida com base na análise de dados brutos, recolhidos com o auxílio de instrumentos padronizados e neutros. A Pesquisa Quantitativa recorre à linguagem matemática para descrever as causas de um fenômeno, as relações entre variáveis, etc. A utilização conjunta da Pesquisa Qualitativa e Quantitativa permite recolher mais informações do que se poderia con- seguir isoladamente. Portanto a Pesquisa Quantitativa centraliza suas preocupações em informações matematizáveis. Os pesquisadores que adotam essa metodologia enfatizam a objetividade na coleta e análise de dados. Os dados recebem tratamento técnico, geralmente, realizado por meio de análises estatísticas. No Quadro 1, Fonseca (2002) apresenta uma compara- ção das abordagens qualitativas e quantitativas da pesquisa científica. Quadro 1− Comparação dos aspectos de Pesquisa Qualitativa com os da Pesquisa Quantitativa. Aspecto Pesquisa Quantitativa Pesquisa Qualitativa Enfoque na interpretação do objeto menor maior Importância do contexto do objeto pesquisado menor maior Proximidade do pesquisador em relação aos fenômenos estudados menor maior Alcance do estudo no tempo instantâneo intervalo maior Quantidade de fontes no tempo uma várias Ponto de vista do pesquisador externo à organização interno à organização Quadro teórico e hipóteses difinidas rigorosamente menos estruturadas Fonte: Fonseca, (2002). Pesquisas Quali-Quantitativas Nesta modalidade, busca-se agrupar aspectos da abordagem qualitativa e da abor- dagem quantitativa. Combinam-se análises estatísticas com a descrição e interpreta- ção dos dados, contextualizando o conhecimento social e as relações entre fatos e fenômenos envolvidos no processo da pesquisa. Para May (2004, p. 146): [...] ao avaliar esses diferentes métodos, deveríamos prestar atenção, 12 As pesquisas podem ser classificadas em: Pesquisa Básica e Pesquisa Aplicada. A seguir, você saberá a diferença entre elas. [...], não tanto aos métodos relativos a uma divisão quantitativa-quali- tativa da pesquisa social – como se uma destas produzisse automati- camente uma verdade melhor do que a outra –, mas aos seus pontos fortes e fragilidades na produção do conhecimento social. Para tanto é necessário um entendimento de seus objetivos e da prática. Portanto existe uma tendência para o surgimento de um novo paradigma metodológi- co denominado Pesquisa Quali-Quantitativa. NATUREZA6.2 Pesquisa Básica Também chamada de Pesquisa Pura ou Pesquisa Fundamental, a Pesquisa Básica objetiva gerar conhecimentos novos, úteis para o avanço da ciência, sem aplicação prática prevista. A Pesquisa Básica é eminentemente teórica e envolve verdades e interesses universais. Pesquisa Aplicada Objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática, dirigidos à solução de proble- mas específicos. A Pesquisa Aplicada se apropria da Pesquisa Básica, em particular, de suas teorias, conhecimentos e métodos acumulados para um propósito específico. É, portanto, um tipo de pesquisa que busca encontrar soluções para problemas coti- dianos e envolve verdades e interesses locais. OBJETIVOS6.3 Podemos classificar as pesquisas como: Exploratória, Descritiva e Explicativa. Vamos conhecê-las? Pesquisa Exploratória Este tipo de pesquisa ocorre quando o pesquisador entra em contato com o tema, a fim de conhecer o assunto de que trata o problema, bem como buscar o que já existe sobre o tema em estudo. Geralmente, esse tipo de pesquisa se desenvolve a partir de um levantamento biblio- gráfico e do contato com aqueles que estudam o assunto ou atuam profissionalmente na área de estudo. Tem o objetivo de desenvolver maior familiaridade sobre o tema, contribuindo para a definição de hipóteses que nortearão a pesquisa (GIL, 2008). Nesse sentido, a Pesquisa Exploratória serve como levantamento bibliográfico e pode utilizar-se de entrevista com especialistas ou documentos que expressam conheci- mento na área do estudo. 13 Pesquisa Descritiva A Pesquisa Descritiva é assim caracterizada quando se busca saber a opinião, pontos de vista das pessoas sobre determinados assuntos, com o objetivo de descrever pro- cedimentos, identificar interesses, deficiências, valores e comparar costumes. Este tipo de pesquisa se desenvolve, principalmente, nas Ciências Humanas e So- ciais, abordando aqueles dados e problemas que merecem ser estudados e cujo registro não consta em documentos. Cervo e Bervian (2002, p. 55) afirmam que: “a pesquisa descritiva observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis) sem manipulá-los.” Nesse sentido, portanto, descrever é apontar o que acontece. Por isso esse tipo de pesquisa “está interessada em descobrir e observar fenômenos, procurando descre- vê-los, classificá-los e interpretá-los.” (RUDIO, 2007, p. 56). Na Pesquisa Descritiva, o pesquisador busca conhecer a realidade, interpretando-a sem, no entanto, interferir ou manipular as informações para modificá-la. A coleta de dados ocorre por meio de instrumentos, tais como: entrevista, questionário e formulá- rio, além de fontes como documentos ainda não analisados e sistematizados. As Pesquisas Explicativas “são aquelas pesquisas que têm como preocupação cen- tral identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos.” (GIL, 2008, p. 46). Nas Ciências Naturais, quase que exclusivamente, é utilizado este tipo de pesquisa, pois esta permite explicar a razão e o porquê das cau- sas e dos fenômenos. Caracteriza-se por manipular diretamente as variáveis relacio- nadas ao problema e hipóteses de estudo, e a relação entre causa e efeito por meio de controle. Enquanto a Descritiva interpreta os fenômenos, a Explicativa dedica-se à explicação das causas. Gil (2008, p. 43) afirma que: “uma pesquisa explicativa pode ser a continuação de outra descritiva, posto que a identificação de fatores que determinam um fenômeno exige que este esteja suficientemente descrito e detalhado.” Nesse sentido, é necessário trabalhar com variáveis. O termo variável tem origem na matemática e serve para designar uma quantidade que pode tomar diversos valores em relaçãoa outro. Variável, portanto, significa tudo que pode sofrer alteração. Por exemplo: idade, sexo, estatura, etc. Pesquisa Explicativa Podemos considerar como variáveis independentes: (I) a pobreza é fator determinante na exclusão social; (II) o desemprego é fator determinante na exclusão social; e EXEMPLO 14 Podemos distingui-las em variáveis independentes e variáveis dependentes. Gil (2002) atribui à variável independente um papel de causador da segunda, isto é, da variável dependente que assume o efeito. Mas nem sempre isso ocorre de uma forma tão determinante. Às vezes, pode ocorrer uma relação entre as duas a que podemos chamar de variável intermediária ou interveniente. Conforme o contexto abordado em uma pesquisa, a mesma variável dependente poderá se tornar independente em outro contexto e vice-versa (GIL, 2002). PROCEDIMENTOS6.4 Quanto aos procedimentos de coleta de dados, as pesquisas assim se classificam: Pesquisa Experimental, Pesquisa Bibliográfica, Pesquisa Documental, Pesquisa de Campo, Pesquisa ex-post-facto, Pesquisa com Survey, Estudo de Caso, Pesquisa Participante e Pesquisa Etnográfica. Você conseguirá diferenciá-las a partir das descrições de cada uma a seguir. Pesquisa Experimental É quando a pesquisa utiliza como procedimento de coleta de dados “[...] um fato ou fenômeno da realidade e reproduzido de forma controlada, com o objetivo de des- cobrir os fatores que o produzem ou que por ele são produzidos.” (SANTOS, 2000, p. 27). Nesse procedimento, define-se a amostragem (parte do todo) a partir de um universo de pesquisa (todos os indivíduos que correspondem ao universo previsto para a coleta de dados). Esta modalidade é também denominada por pesquisa de laboratório e ocorre quando os dados são coletados de uma forma controlada pelo investigador,em recintos fechados, como casas, laboratórios, salas, ou ao ar livre, em ambientes artificiais ou reais, de acordo com o campo da ciência. Pesquisa Bibliográfica A Pesquisa Bibliográfica pode ser realizada independentemente ou como parte da Pesquisa Descritiva ou Explicativa. De acordo com Santos (2000, p. 29), “O conjunto de materiais escritos/gravados, mecânica ou eletronicamente, que contêm informa- ções já elaboradas e publicadas por outros autores é uma bibliografia.” Portanto a pesquisa bibliográfica procura responder a um problema a partir de referências teóri- cas publicadas em livros, revistas ou na base de dados (sites confiáveis). Segundo Diehl e Tatim (2004, p. 58), “entre suas vantagens está o fato de que os documentos constituem fonte rica e estável de dados [...] é não exigir contato com os sujeitos da pesquisa.” (III) a baixa escolaridade é fator determinante no aumento da exclusão social. Com base no exemplo acima, podemos identificar como variáveis independentes: pobreza, desemprego e baixa escolaridade e, como variável dependente, temos a exclusão social. A Pesquisa Explicativa estabelece a relação de causa e efeito, isto é, se a variável X interfere para que ocorra a variável Y, porém dentro de uma situação de controle. 15 Koche (1999, p. 122) afirma que a pesquisa bibliográfica pode ser realizada com di- ferentes fins: a) Para ampliar o grau de conhecimentos em uma determinada área, capacitando o investigador a compreender ou delimitar melhor um problema de pesquisa; b) Para dominar o conhecimento disponível e utilizá-lo como base ou fundamentação na construção de um modelo teórico explicativo de um problema, isto é, como instru- mento auxiliar para a construção e fundamentação de hipóteses; c) Para descrever ou sistematizar o estado da arte, daquele momento, pertinente a um determinado tema ou problema. Na realização de uma pesquisa bibliográfica, deve-se levar em conta as seguintes etapas: a) Escolha do tema; b) Delimitação do problema e objetivos c) Definição do roteiro que contempla o plano de desenvolvimento da pesquisa; d) Consulta às fontes bibliográficas; e) Tomada de apontamentos por meio de fichamento; f) Redação do trabalho. a) Escolha do tema Para a escolha do tema, devem ser levados em conta o interesse ou a familiaridade com o assunto para que o desenvolvimento do trabalho não seja uma tarefa árdua e sim prazerosa. Além disso, é importante também avaliar a disponibilidade de biblio- grafia sobre o assunto. b) Delimitação do problema e objetivos O problema de pesquisa surge de uma inquietação do pesquisador em relação ao seu objeto de estudo. É a fase inicial que norteará a investigação. A delimitação do problema será o recorte, ou seja, a especificidade de sua investigação. Toda investigação começa com um problema. Uma lógica da investi- gação tem que tomar em consideração este fato. A ciência progride porque o homem de ciência, insatisfeito, lança-se a procura de novas verdades. Assim empenhado, o pesquisador primeiro suscita e propõe questões num determinado território do saber; depois elabora um pro- jeto ou um plano de trabalho destinado a dar resposta a seu problema [...] (LARROYO apud SALOMON, 2004, p. 197). Portanto a elaboração do problema de pesquisa é fundamental para dar início ao 16 c) Definição do roteiro que contempla o plano da pesquisa A definição do roteiro do plano de pesquisa orienta o pesquisador a perseguir o foco que pretende desenvolver em sua investigação. Segundo Cervo e Bervian (2002), o plano possibilita distinguir o que é fundamental no desenvolvimento da pesquisa, além disso, auxilia a distribuir, de forma proporcional o que é essencial e o que é secundário na produção do conhecimento. d) Consulta às fontes bibliográficas A busca por referências que subsidiará a elaboração do trabalho deverá levar em conta as publicações em livros disponibilizados nas bibliotecas e em sites confiáveis que são os encontrados nas bases de dados. Após a localização do material, deve-se proceder com a leitura que, segundo Gil (2008), deverá ser seletiva, ou seja, identifi- cando o essencial que contribuirá para a elaboração da pesquisa. e) Tomada de apontamentos por meio de fichamento O recurso do fichamento é o registro escrito de forma sistemática das ideias dos au- tores estudados. É importante registrar essas ideias principais para que, ao concluir as leituras, possa ser desenvolvida a análise dos dados e a garantia de que as ideias dos autores serão mantidas e referenciadas. f) Redação do trabalho A redação dos dados deverá levar em conta o problema de pesquisa e os objetivos previstos. O desenvolvimento deverá ser linear, a partir da estrutura previamente es- tabelecida no plano de pesquisa, de forma a considerar a análise dos dados obtidos por meio dos fichamentos, chegando-se às conclusões. A apresentação do trabalho deverá seguir o previsto na norma de trabalhos acadêmicos estudada anteriormente. g) Pesquisa documental Neste procedimento, a coleta de dados é feita em materiais que contém informações Pesquisa bibliográfica: Tema: Os Direitos Humanos e as comunidades indígenas. Problema: As pesquisas em torno dos Direitos Humanos contemplam estudos com as comunidades indígenas? Objetivo: Pesquisar de que forma as teorias dos Direitos Humanos abordam as temáticas sobre as comunidades indígenas. EXEMPLO processo investigativo. Nesse sentido, a delimitação do problema deverá estar clara- mente definida para o pesquisador iniciar sua pesquisa. Além de delimitar o problema de pesquisa, é necessária a elaboração de objetivos, por meio dos quais o pesquisador deixa claro o que quer alcançar. 17 ainda não sistematizadas em documentos publicados. Podemos indicar como fontes documentais: relatórios de instituições; documentos informativos arquivados em repar- tições públicas, tais como escolas, associações, igrejas, instituições governamentais e não governamentais. Segundo Gil (2008, p. 73), “a pesquisa documental segue os mesmos passos da pesquisa bibliográfica. Apenas há que se considerar que o primeiro passo consiste na exploração das fontes documentais, que sãoem grande número.” h) Pesquisa de campo A pesquisa de campo consiste na observação de fatos e fenômenos tal como ocor- rem espontaneamente. A pesquisa de campo propriamente dita não deve ser con- fundida com a simples coleta de dados, é algo a mais do que isso, pois exige contar com controles adequados e com objetivos preestabelecidos que determinam o que deve ser coletado. Nesse sentido, esta modalidade busca estudar um recorte de uma determinada re- alidade. Para isso, o pesquisador poderá se utilizar dos seguintes instrumentos de pesquisa: observação, entrevista, questionário. Nesse processo, pode-se utilizar como critério de definição da população uma amos- tragem previamente definida. i) Pesquisa ex-post-facto Trata-se de um “experimento” que se realiza depois dos fatos. Na verdade, não con- siste rigorosamente de um experimento, posto que o pesquisador não tem controle sobre as variáveis. Todavia os procedimentos lógicos de delineamento ex-post-facto são semelhantes aos dos experimentos propriamente ditos. Na essência, nesse tipo de pesquisa, são tomadas como experimentais as situações que se desenvolveram naturalmente e trabalha-se sobre elas como se tivessem sido submetidas a controles (DIEHL; TATIM, 2004). “É aquela que examina um fato/fenômeno que já está pronto, anterior ao controle do pesquisador.” (SANTOS, 2000, p. 30). Segundo Gil (2008, p. 75), [...] na pesquisa ex-post-facto o pesquisador não dispõe de controle so- bre a variável independente, que constitui o fator presumível do fenôme- no, porque ele já ocorreu. O que o pesquisador procura fazer nesse tipo de pesquisa é identificar situações que se desenvolveram naturalmente e trabalhar sobre elas como se estivessem submetidas a controles. j) Pesquisa survey A pesquisa survey busca obter informação de modo direto com um grupo de interes- se que foi previamente definido pela pesquisa como, por exemplo, cidadãos de uma determinada cidade, consumidores de uma marca x, etc. Trata-se de um procedimen- to útil, em especial para as pesquisas exploratórias e descritivas (SANTOS, 2000). A pesquisa survey pode ser definida como sendo a “obtenção de dados ou informações sobre as características ou as opiniões de determinado grupo de pessoas, indicado como representante de uma população-alvo, utilizando um questionário como instru- mento de pesquisa.” (FONSECA, 2002, p. 33). Neste tipo de pesquisa, o respondente não é identificável, portanto, o sigilo é garantido. 18 k) Estudo de caso O estudo de caso é uma modalidade de pesquisa amplamente usada nas Ciências So- ciais e Biomédicas (GIL, 2008). Um estudo de caso pode ser caracterizado como um es- tudo de uma entidade bem definida como: um programa social/econômico, uma institui- ção civil/religiosa, um sistema educativo/prisional, uma pessoa ou grupo de pessoas ou mesmo uma organização formal (empresa, cooperativa, sindicato, partido político, etc.). O estudo de caso objetiva conhecer em profundidade o como e o porquê de uma determinada situação que se supõe ser única em muitos aspectos, procurando des- cobrir o que há nela de mais essencial e característico. O pesquisador não pretende intervir sobre o objeto a ser estudado, mas revelá-lo tal como ele o percebe. O estudo de caso pode decorrer de acordo com uma perspectiva interpretativa, que procura compreender como é o mundo do ponto de vista dos participantes, ou uma perspectiva pragmática, que visa a apresentar uma perspectiva global, tanto quanto possível completa e coerente, do objeto de estudo do ponto de vista do investigador (FONSECA, 2002). l) Pesquisa etnográfica A etnografia ou pesquisa etnográfica é uma disciplina da Antropologia criada no Sécu- lo XIX e consolidada no Século XX por especialistas como Lewis Morgan (1818-1881), Claude Lévi-Strauss (1908-2009) e Bronislaw Malinowski (1884-1942). A pesquisa etnográfica pode ser entendida como o estudo pela observação direta de um sistema cultural integrado. O autor de “Os Argonautas do Pacífico Ocidental” (1978), Malinowski, buscou desvendar o modo de vida tribal dos povos da Melanésia a partir de seus sistemas de valores. Nesse sentido, “a etnografia adquire a capacida- de de reconstruir e transmitir uma experiência de vida diversa da nossa, mas nem por isso menos rica ou menos humana.” (DUHRAM, 1978, p. 6). De acordo com Silveira e Córdova (2009), as características específicas da pesquisa etnográfica são: • Uso da pesquisa de campo, da observação participante, da entrevista intensiva e da análise de documentos; • A interação entre pesquisador e grupo social pesquisado; • A flexibilidade para modificar os rumos da pesquisa; • A ênfase no processo e não nos resultados finais; • A ênfase na visão dos sujeitos pesquisados sobre suas experiências; • A variação do período, que pode ser de semanas, de meses e até de anos; • A coleta dos dados descritivos, transcritos literalmente para a utilização do diário de campo. m) Pesquisa participante Este tipo de pesquisa caracteriza-se pelo envolvimento e identificação do pesquisa- 19 dor com as pessoas investigadas. A pesquisa participante foi criada por Bronislaw Malinowski: para conhecer os nativos das ilhas Trobriand, ele foi se tornar um deles. Rompendo com a sociedade ocidental, montava sua tenda nas aldeias que desejava estudar, aprendia suas línguas e observava sua vida cotidiana (FONSECA, 2002). Exemplos de aplicação da pesquisa participante são o estabelecimento de programas públicos ou plataformas políticas e a determinação de ações básicas de grupos de trabalho. CONCLUSÃO De acordo com as áreas do conhecimento, as abordagens metodológicas, bem como as técnicas de pesquisa, se distinguem. As Ciências Humanas e Sociais exigem um olhar de interpretação e compreensão dos fenômenos da sociedade. Por outro lado, as Ciências Exatas se apoiam na objetividade e na matematização do conhecimen- to. Essa distinção não representa hierarquias em termos de construção da verdade científica, nem tampouco apresentam graus de importância diferentes. A aventura do conhecimento científico depende do estudo, da leitura e da dedicação dos pesquisa- dores e exige racionalidade, rigor, ética, espírito científico e um conjunto de métodos e técnicas para o seu desenvolvimento. REFERÊNCIAS ANDERY, Maria Amália Pie Abid; MICHELETTO, Nilza; SÉRIO, Tereza Maria de Azevedo Pires. O mundo tem uma racionalidade, o homem pode descobri-la. In: ANDERY, Maria Amália Pie Abid et al. Para compreender a ciência. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo; São Paulo: EDUC, 2001. p. 57-96. APPOLINÁRIO, Fábio. Metodologia da ciência: filosofia e prática da pesquisa. 2. ed. São Paulo: Centage Learning, 2012. BARROS, Aidil de Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. 23. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014. CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002. 242 p. CHIBENI, Silvio Seno. Temas contemporâneos em filosofia da ciência: um panorama. 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