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INTRODUÇÃO
Olá, estudante! 
Nesta disciplina trataremos dos tipos de radiação, das ondas eletromagnéticas e da radioatividade (emissões
alfa, beta e gama).
Essa disciplina é essencial para o exercício da pro�ssão de Tecnólogo em Radiologia, pois hoje temos
consciência de que a radiação ionizante foi uma das maiores descobertas do ser humano, entretanto, já
sabemos, também, que precisa ser utilizada com responsabilidade e levando em consideração a proteção das
pessoas, pois sua utilização indiscriminada pode levar a sérios prejuízos à saúde do homem e ao meio
ambiente. Para tanto, foram criadas normas de proteção radiológica, que devem ser praticadas por todos os
Aula 1
PANORAMA DAS RADIAÇÕES 
Nesta disciplina trataremos dos tipos de radiação, das ondas eletromagnéticas e da radioatividade
(emissões alfa, beta e gama).
17 minutos
BASES FÍSICAS QUE FUNDAMENTAM A PROTEÇÃO
RADIOLÓGICA – FUNDAMENTOS DE PROTEÇÃO
RADIOLÓGICA
 Aula 1 - Panorama das radiações 
 Aula 2 - Produção dos raios X 
 Aula 3 - Tubos de raios X 
 Aula 4 - Fundamentos de proteção radiológica
 Aula 5 - Revisão da unidade
 Referências
98 minutos
pro�ssionais da Radiologia, tanto para proteger sua própria saúde, como para proteger pacientes e indivíduos
do público.
Avante! Vamos iniciar mais uma jornada de conhecimento na Radiologia! 
PANORAMA DAS RADIAÇÕES
Caro estudante, o termo radiação é muito geral, pois estamos expostos a diversos tipos de radiações, como
raios ultravioletas e ondas de rádio (de radiofrequência). Então, a radiação, quanto a sua natureza, pode ser
classi�cada em dois grupos:
Radiação eletromagnética.
Radiação corpuscular.
As radiações eletromagnéticas não têm massa; são ondas produzidas pela variação de um campo elétrico e
um campo magnético, ou seja, a junção dessas duas grandezas resulta no eletromagnetismo.
Figura 1 | Onda eletromagnética
Fonte: Wikimedia Commons. 
A Figura 1 é a representação do vetor do campo elétrico de uma onda eletromagnética circularmente
polarizada. A Terra é um ímã permanente com seus polos magnéticos. O campo magnético (Figura 1) é
de�nido como o espaço que envolve um ímã ou cargas elétricas em movimento (BONJORNO, 1993).
Figura 2 | Campo magnético da Terra
Fonte: Wikimedia Commons. 
A Figura 2 representa a simulação, por computador, do campo magnético da Terra em período de polaridade
normal. As linhas azuis são quando o campo aponta para o centro e as linhas amarelas, quando apontam para
fora (magnetosfera). 
A radiação corpuscular é formada por partículas e subpartículas como elétrons, nêutrons, prótons e partículas
beta e alfa.
Uma onda pode ser classi�cada como onda mecânica ou eletromagnética. As ondas mecânicas são aquelas
que precisam de meio material para se propagar. Produzidas por uma perturbação em um meio material, não
se propagam no vácuo, como o som de um trovão. Um método de diagnóstico que utiliza onda mecânica é a
ultrassonogra�a, pois seu transdutor, por meio do efeito piezoelétrico, emite e recebe ondas mecânicas para
produção de suas imagens.
Já as ondas eletromagnéticas não precisam de meio material para se propagar de um lugar para o outro, pois
elas se propagam no vácuo. A perturbação é causada em campos eletromagnéticos e se alastra através deles.
Exemplos de ondas eletromagnéticas: luz, micro-ondas, ondas de rádio, raios x e raios gama.
As radiações eletromagnéticas constituem-se da propagação de campos elétricos e magnéticos através do
espaço, com a velocidade da luz no vácuo de 300.000 km/s.
A radiação eletromagnética pode ser classi�cada, do ponto de vista energético, em ionizante e não ionizante
(CASTRO, 2006). A radiação ionizante tem energia su�ciente para quebrar ligações químicas e causar perdas
de elétrons, tornando o átomo eletricamente instável. Esse processo é chamado de ionização.
O espectro eletromagnético é um modo de representar o conjunto de todas as radiações eletromagnéticas,
organizadas por comprimentos de onda ou frequências (BIRAL, 2002).
Figura 3 | Espectro eletromagnético
Fonte: Wikimedia Commons. 
Na área da saúde, existem aplicações práticas para todas as radiações eletromagnéticas (CASTRO, 2006).
ONDAS ELETROMAGNÉTICAS
Caro estudante, a onda é formada por um movimento causado por uma perturbação que se propaga por um
meio. As ondas podem ser classi�cadas quanto à natureza e quanto à direção de vibração e de propagação.
Quanto à natureza, uma onda pode ser mecânica ou eletromagnética. Quanto à direção, as ondas são
subdivididas em transversais e longitudinais. As ondas transversais são aquelas cujas vibrações são
perpendiculares à direção de propagação, ou seja, formando um ângulo de 90º com a direção de oscilação.
Figura 4 | Ondas transversais
Fonte: Wikimedia Commons. 
Já as ondas longitudinais são aquelas cujas vibrações coincidem com a direção de propagação. A direção de
propagação da onda coincide com a direção de vibração dos corpos que estiverem no seu caminho.
Direção de propagação →
Figura 5 | Ondas longitudinais
Fonte: adaptada de Wikimedia Commons .
As equações de Maxwell descobriram a existência de ondas eletromagnéticas no vácuo, que são transversais,
ou seja, a direção do campo elétrico é perpendicular à direção do campo magnético.
As radiações eletromagnéticas são classi�cadas em ionizantes e não ionizantes. As radiações ionizantes são
capazes de alterar o equilíbrio energético das ligações atômicas, enquanto as não ionizantes são
caracterizadas por não apresentarem energia su�ciente para arrancar elétrons dos átomos do meio pelo qual
se deslocam, entretanto, podem alterar a energia dos elétrons, provocando excitação dos átomos que
constituem o meio. Ondas eletromagnéticas como a luz visível, a radiofrequência, o calor e as ondas de rádio
são formas comuns de radiação não ionizante.
O espectro eletromagnético representa o conjunto de todas as radiações, organizadas por sua energia, sendo
possível identi�car quais radiações são ionizantes e quais não são ionizantes. 
A representação das radiações na Figura 6 é distribuída pela frequência ou pelo comprimento de onda,
mostrando que essas energias são inversamente proporcionais.
Figura 6 | Radiações eletromagnéticas
Fonte: Hornos (2001, p. 68).
As ondas de radiofrequência são utilizadas na geração de imagens da ressonância magnética. O micro-ondas
e o infravermelho são usados em �sioterapia para provocar aquecimento. Essa técnica ajuda a amenizar a dor
por aumento da vascularização do local. O bisturi a laser trabalha com luz visível e tem várias propriedades
interessantes, como cortar por aquecimento, ao mesmo tempo cauterizar, evitar sangramentos e acelerar o
processo de cicatrização.
A radiação ultravioleta é usada na �sioterapia, pois auxilia na prevenção de infecções em escaras. Os raios x
são o tipo de radiação eletromagnética mais utilizada no diagnóstico por imagem. Os raios gama são a única
radiação eletromagnética de origem nuclear e são utilizados na medicina nuclear, radioterapia e ensaios
clínicos. O telefone celular é uma radiação não ionizante que se encontra entre 3 e 3.000 Hz. 
EMISSÃO ALFA, BETA E GAMA
Caro estudante, a origem do nome radiação corpuscular vem de corpúsculo, algo que tem massa. A radiação
corpuscular é formada de partículas como elétrons, nêutrons, prótons, partículas alfa e beta. As radiações
corpusculares, partículas alfa e beta, têm sua origem na desintegração nuclear. 
A radioatividade foi descoberta por Becquerel (1896), que veri�cou que sais de urânio emitiam radiações
capazes de produzir sombras de objetos metálicos sobre chapas fotográ�cas, que foram denominadas
radiações penetrantes.
O casal Curie deu continuidade às pesquisas de Becquerel, descobrindo outros elementos radioativos, como
polônio e rádio. Esses materiais radioativos emitem radiação por meio da desintegração do núcleo do átomo.
A desintegração ocorre por instabilidade energética ou de massa do núcleo. No que se refere à instabilidadede massa, o núcleo pode ser instável por excesso de prótons ou nêutrons.
O núcleo instável é chamado de radioativo, pois irá se desintegrar na tentativa de alcançar a estabilidade em
massa e energia.
A radioatividade é a transformação espontânea do núcleo atômico de um nuclídeo para outro. O processo de
transformação de um nuclídeo “pai” em nuclídeo “�lho” ocorre por meio da emissão de um ou mais tipos de
radiações e é chamado de desintegração ou transmutação. 
Em 1897, o cientista Enest Rutherford identi�cou 3 radiações emitidas: alfa (α), beta (β) e gama (ϒ).
Grande parte dos produtos da desintegração são radioativos e produzem processos de desintegração
sucessivos, até que se obtenha um isótopo estável. Para os elementos radioativos com número atômico
superior ao do chumbo, o chumbo é o produto estável em que as correntes de decaimento costumam parar.
Figura 7 | Decaimento radioativo de um núcleo
Fonte: Hornos (2001, p. 69). 
Na Figura 7, as bolas cinzas representam prótons, enquanto as bolas brancas representam nêutrons. E,
quando dois prótons estão bem próximos, aparece entre eles uma intensa força de atração, que acontece em
função da força nuclear. Assim, a força elétrica não tem vez aqui. Dois prótons que estão distantes um do
outro têm atração nuclear bastante fraca; entretanto, nesse caso, a força elétrica tem um caráter muito mais
intenso, tornando esse núcleo mais instável. 
Um núcleo instável, na tentativa de alcançar maior estabilidade, pode se desintegrar em:
Emissão alfa (α).
Emissão beta positivo (β+).
Emissão beta negativo (β-).
Emissão de fótons gama (ϒ).
A exposição aos raios cósmicos se deve a processos que ocorrem no Sol ou em outras estrelas. Geralmente,
sua composição é de 79% de prótons, 15% de núcleos de hélio e uma pequena proporção de fótons e elétrons
de alta energia. 
A espessura da atmosfera terrestre funciona como uma blindagem que impede que a superfície terrestre
receba exposição direta dessas partículas. Devido a isso, a destruição da camada de ozônio é tão
preocupante.
A dose referente à interação das partículas secundárias produzidas pela radiação cósmica é proporcional à
altitude. Quanto maior a altitude, maior será a energia dessas partículas. A dose estimada ao nível do mar é
de 0,24 mSv/ano. Já em La Paz, Bolívia, a 3.600 m de atitude, a dose é de 1,8 mSv/ano. Em altitudes de voos
internacionais (entre 8 e 12 km de altura), o passageiro está exposto a 0,02 mSv/ano por hora de voo, o
equivalente a uma radiogra�a de tórax.
VÍDEO RESUMO
Caro estudante, a seguir apresentaremos um vídeo onde serão abordados pontos importantes sobre tipos de
radiação, ondas eletromagnéticas, radioatividade (emissões alfa, beta e gama). Um vídeo é uma excelente
oportunidade para �xar pontos-chave da disciplina, tais como: radiação eletromagnética, campo magnético,
ondas eletromagnéticas, espectro eletromagnético, radiação corpuscular e radioatividade, dentre outros.
 Saiba mais
Para aprofundar seus conhecimentos sobre radiação, con�ra as indicações de leitura a seguir:
Aritgo Radiação de baixa frequência e possível in�uência nociva a sistemas biológicos, de Rodrigues
e Brizola (2019), publicado na Revista Brasileira de Ensino de Física. 
https://www.scielo.br/j/rbef/a/txbWVVfWv3yBjK74V4VJX6q/?format=pdf&lang=pt
Artigo Efeitos biológicos das radiações ionizantes. Acidente radiológico de Goiânia, de Emico Okuno
(2013).
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! 
Durante nossos estudos, trataremos da composição do tubo de raios X, da Radiação de Bremsstrahlung e da
Radiação característica. O conteúdo desta aula é essencial para o exercício da pro�ssão de Tecnólogo em
Radiologia, porque hoje temos consciência de que a radiação ionizante foi uma das maiores descobertas do
ser humano, entretanto, também já sabemos, que precisa ser utilizada com responsabilidade e levando em
consideração a proteção das pessoas, pois sua utilização indiscriminada pode levar a sérios prejuízos à saúde
do homem e ao meio ambiente. Para tanto, foram criadas normas de proteção radiológica, que devem ser
praticadas por todos os pro�ssionais da Radiologia. Durante os nossos estudos, enfatizamos: o
funcionamento do tubo de raios X, seus principais componentes e a aplicação dessa energia no
radiodiagnóstico.
Avante! Vamos iniciar mais uma jornada de conhecimento na Radiologia! 
PRINCIPAIS COMPONENTES DO TUBO DE RAIOS X
Caro aluno, muitos cientistas produziram raios X antes de Röntgen e não o perceberam. Geissler, Hittorf e
Hertz fabricavam tubos de formas e tamanhos diferentes e realizavam muitas pesquisas com o tubo de raios
x. Entretanto, foi Röntgen que, em 22 de dezembro de 1895, percebeu que imagens se formavam no �lme de
raios X, após serem reveladas, e, após colocar a mão esquerda de sua esposa, Bertha, sobre um chassi, com o
�lme radiográ�co dentro. Sobre a mão de Bertha incidiu a radiação originada dentro do tubo, cuja exposição
total durou cerca de 15 minutos (MONNIER, 1999). Após o processo de revelação, Röentgen percebeu que no
�lme estavam registrados não só os ossos da mão de Bertha, como seu anel de casamento (OKUNO, 1998).
Aula 2
PRODUÇÃO DOS RAIOS X 
O conteúdo desta aula é essencial para o exercício da pro�ssão de Tecnólogo em Radiologia, porque hoje
temos consciência de que a radiação ionizante foi uma das maiores descobertas do ser humano,
entretanto, também já sabemos, que precisa ser utilizada com responsabilidade e levando em
consideração a proteção das pessoas, pois sua utilização indiscriminada pode levar a sérios prejuízos à
saúde do homem e ao meio ambiente.
17 minutos
https://www.scielo.br/j/ea/a/xzD9Dgv8GPFtHkxkfbQsn4f/?format=pdf&lang=pt
Figura 1 | Radiogra�a da mão de Bertha
Fonte: Wikimedia Commons.
A Figura 1 refere-se à primeira radiogra�a de Wilhelm Röntgen da mão de sua esposa. Röentgen demonstrou,
com suas experiências, que os raios catódicos, descobertos por seus antecessores, eram diferentes dos raios
X. Os raios X alcançam uma distância de aproximadamente 2,0 m, enquanto os raios catódicos apenas 0,8 cm.
Quando um feixe de elétrons sai do catodo em alta velocidade e atinge a placa do anodo, os elétrons
interagem com seus átomos, produzindo raios x por meio de dois processos diferentes: a radiação
Bremsstrahlung e a radiação característica, ambos processos que estudaremos melhor a seguir, nesta aula
ainda.
Os tubos de raios X são constituídos por um envoltório de vidro, resistente ao calor, lacrado e com vácuo em
seu interior. Dentro dele, em cada extremidade, estão �xados dois eletrodos: o catodo, ou polo negativo, e, o
anodo, ou polo positivo. A ausência de ar (vácuo) no interior da ampola é necessária para impedir o
aquecimento dos componentes metálicos do tubo, bem como facilitar o deslizamento dos elétrons, em
máxima velocidade, do catodo para o anodo.
Figura 2 | Tubo de raios X (Tubo de Coolidge)
Fonte: Wikimedia Commons.
Os raios X são emitidos do alvo em todas as direções. Devido a isso, a ampola é feita de vidro plumbífero, com
exceção de uma pequena janela, por onde os fótons de raios X são emitidos. Uma carcaça metálica envolve a
ampola, a �m de protegê-la de choques, e apresenta uma abertura circular inferior, para a saída do feixe útil
de radiação.
Entre a ampola e a carcaça há um banho de óleo isolante, que ajuda a dissipar o calor gerado dentro da
ampola, durante a produção de raios X. Nesse processo, são produzidos 99% de calor e apenas 1% de
radiação X.
Figura 3 | Tubo de raios x com seus componentes
Fonte: Christovam e Machado (2013, p. 88).
O catodo é responsável pela liberação dos elétrons que irão se chocar com o anodo, produzindo os raios X. O
Cátodo é constituído por dois �lamentos helicoidais de tungstênio que se localizam dentro de uma placa
chamada de focalizador. Para que os elétrons sejam liberados do catodo para o anodo, os �lamentos devem
ser aquecidos à temperatura elevada, que provoca uma reação eletrônica chamada de emissão termoiônica
(BIRAL, 2002).PARÂMETROS DA RADIAÇÃO COM ÊNFASE EM BREMSSTRAHLUNG
Caro estudante, quanto maior for o aquecimento do catodo e mais extensa a área de superfície do seu
�lamento, maior será o número de elétrons. A temperatura do �lamento catódico pode alcançar 2.000ºC ou
mais. Para não fundir, o �lamento é constituído de tungstênio, metal cujo ponto de fusão é elevado - 3.370ºC.
A maioria dos tubos apresenta dois �lamentos que têm comprimentos diferentes e características elétricas
distintas.
Os anodos podem ser �xos ou giratórios. Os anodos com alvos �xos são utilizados em máquinas de baixa
corrente, tais como raios X portáteis e equipamentos odontológicos. Já os de alvo giratório são usados em
equipamentos de alta corrente, utilizados em radiodiagnóstico. O anodo giratório foi criado com o objetivo de
aumentar a resistência do anodo ao calor. Os anodos com alvos móveis giram, durante a exposição
radiográ�ca, oferecendo nova superfície de impacto para os elétrons.
A Radiação de Bremsstrahlung é produzida quando elétrons acelerados são bruscamente freados contra um
alvo. Quando o elétron passa em alta velocidade, perto do núcleo de átomos de tungstênio, sofre uma atração
elétrica, que o desvia de sua trajetória original. Essa desaceleração do elétron é acompanhada por perda de
energia, a qual é emitida na forma de raios X.
Figura 4 | Radiação de Bremsstrahlung
Fonte: Christovam e Machado (2013, p. 86).
Na Figura 4, o elétron catódico é atraído pelo núcleo do átomo de tungstênio e, à medida que o elétron passa,
o núcleo altera seu curso. O elétron perde energia, que é liberada como fóton de raios X.
Os elétrons liberados pelo �lamento são repelidos pelo catodo, que é negativo, e atraídos pelo anodo, que é
positivo. Esses elétrons atingem o anodo e são absorvidos, depositando sua energia na região de choque do
anodo. A menor região do alvo em que o feixe de elétron incide, em que se origina a produção de raios X, é
chamada de ponto focal. O tamanho do ponto focal é fator determinante na capacidade de resolução do
sistema de formação de imagem, logo, deve ser um parâmetro importante a ser considerado na hora da
aquisição de um equipamento radiológico.
Quanto menor a área focal, mais nítida a imagem. O tamanho e a forma do ponto focal são determinados
pelas características do feixe de elétrons que atingem o anodo. A forma é determinada pela dimensão da
espiral do �lamento de tungstênio, pelo formato da capa focalizadora e posição do �lamento.
O resfriamento do anodo não é feito por água, e sim, por óleo. Para evitar a evaporação ou danos na
superfície do anodo, em virtude das altas temperaturas geradas na frenagem dos elétrons, é imprescindível
um resfriamento e�ciente do anodo. A ampola e os transformadores são circundados por óleo, e o calor é
absorvido pelo óleo no interior da carcaça.
O óleo, devido ao aquecimento provocado pelo calor, sofre expansão. No cabeçote este aumento de volume
já está previsto e há um espaço destinado a conter esse aumento de volume: a câmara de expansão. 
Figura 5 | Carcaça de chumbo e óleo banhando seus componentes
Fonte: Christovam e Machado (2013, p. 95).
RADIAÇÃO CARACTERÍSTICA E PROBLEMAS QUE PODEM ACONTECER COM O TUBO DE RAIOS X
Caro estudante, a radiação característica ocorre quando um elétron com energia cinética maior que a energia
de ligação de um elétron atômico remove um elétron da eletrosfera do átomo que constitui o alvo. Como
consequência, �ca uma lacuna na eletrosfera. Um elétron de uma camada mais externa do átomo ocupará
essa lacuna, entretanto, devido a isso, perderá energia. Esse salto de elétrons mais externo para camadas
mais internas resulta na produção de um fóton de raios X, cuja energia será correspondente à diferença das
energias de ligação entre as camadas. Esse mecanismo ocorre com menor frequência do que a produção de
raios X por fretamento (VAL, 2006).
Figura 6 | Radiação característica
Fonte: Christovam e Machado (2013, p. 87).
Na Figura 6, o elétron catódico colide com o elétron do átomo de tungstênio, expulsando um elétron de um
orbital mais baixo, que preenche a posição vazia, liberando seu excesso de energia como um fóton de raios X.
De acordo com Biasoli (2006), um tubo de raios X pode reduzir sua e�ciência ou até mesmo deixar de gerar
radiação por diversos motivos:
Queima do �lamento do catodo, �lamento partido (nesse caso não há emissão de radiação ionizante.
Fusão do anodo (pode ocorrer em função da produção de radiação com o anodo giratório parado).
Anodo rachado - pode ocorrer em função de uma carga muito elevada sobre o anodo frio. Para evitar
esse tipo de problema, é recomendado que se aqueça o tubo de raios X, após um período de inatividade.
Esse aquecimento pode ser realizado com 3 disparos, iniciando com uma quilovoltagem (kVp) bem baixa,
subindo gradualmente nos disparos seguintes, com intervalo de tempo razoável entre eles.
Gasei�cação do tubo - pode ocorrer depois de um longo período sem utilização do tubo de raios X.
Metalização do tubo - ocorre por evaporação do metal do anodo, que se �xa na parede do tubo,
causando a metalização, o que ocasiona a re�exão da radiação produzida.
Dispositivo restritor de radiação usado no tubo de raios X (colimador):
Trata-se de um mecanismo contido em compartimento de forma cúbica, preso embaixo da janela do tubo de
raios X. Sua função é delimitar a área que o feixe de radiação ionizante vai irradiar. Para isso, utiliza folhas de
chumbo com um orifício retangular ou circular de tamanho adequado, podendo também ser constituído de
quatro lâminas que se movem uma em relação a outra, que podem ser reguláveis manualmente ou por
acionamento automático.
Figura 7 | Colimadores
Fonte: Christovam e Machado (2013, p. 99).
Na Figura 7, na primeira demonstração, o colimador ou diafragma está com o campo aberto. É visível, em
relação à segunda imagem, a quantidade maior de radiação secundária produzida.]
VÍDEO RESUMO
Caro estudante, neste vídeo serão abordados pontos importantes sobre a composição do tubo de raios X,
sobre a radiação de Bremsstrahlung e sobre a radiação característica. Um vídeo é uma excelente
oportunidade para �xar pontos-chave da disciplina, tais como: anodo, catodo, ponto focal, resfriamento do
anodo e dispositivos restritores de radiação.
 Saiba mais
Caro aluno, para conhecer um pouco mais sobre as radiações, con�ra os artigos indicados a seguir:
Uma prática educativa de sensibilização quanto à exposição à radiação ionizante com pro�ssionais
de saúde, de Rita de Cássia Flôr e Ana Lúcia Cardoso Kirchhof (2006), publicado na Revista Brasileira
de Enfermagem.
Raios x: fascinação, medo e ciência, de Rodrigo da Silva Lima, Júlio Carlos Afonso e Luiz Cláudio
Ferreira Pimentel (2009), publicado na Revista Quim. Nova.
https://www.scielo.br/j/reben/a/w8NzWYGpSLYMYv7GbY3HCDj/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/reben/a/w8NzWYGpSLYMYv7GbY3HCDj/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/qn/a/xtjYm7RZvYjTyGf5zJJjgCQ/?format=pdf&lang=pt
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! 
Nesta disciplina, trataremos dos �lamentos do tubo de raios X, do ponto focal, resfriamento do anodo e
dispositivos restritores de radiação. O conteúdo desta aula é essencial para o exercício da pro�ssão de
Tecnólogo em Radiologia, porque hoje temos consciência de que a radiação ionizante foi uma das maiores
descobertas do ser humano, entretanto, também já sabemos que precisa ser utilizada com parcimônia,
levando em consideração a proteção das pessoas. Logo, foram criadas normas, resoluções e outros
dispositivos, que abrangem as técnicas radiológicas, orientando sobre a melhor forma de executá-las. Durante
nossos estudos enfatizaremos: �lamentos do tubo de raios X, ponto focal, resfriamento do anodo, dispositivos
restritores de radiação, �ltração inerente e �ltração adicionada.
INTRODUÇÃO AOS TUBOS DE RAIOS X E SUAS PARTICULARIDADES
Caro estudante, o catodo é o eletrodo negativo do tubo de raios X e sua função é fornecer os elétrons que
serãoacelerados em direção ao anodo, pelo campo elétrico existente entre os dois eletrodos. O catodo possui
um ou dois �lamentos feitos de uma liga de tungstênio e tório, o que é de suma importância, pois, quando
uma corrente elétrica atravessa o �lamento gera calor através do efeito Joule, e o �lamento atinge
temperaturas elevadas por volta de 2000°C. Nessa temperatura, por meio do efeito termoiônico, o �lamento
emite elétrons que são ejetados na direção do anodo. A presença de 1 a 2% de tório no tungstênio aumenta,
ainda mais, a e�ciência da emissão de elétrons, prolongando a vida do catodo e, consequentemente, do
equipamento emissor de raios X.
Os �lamentos são direcionados ao alvo do anodo, através de uma placa focalizadora, que evita que os
elétrons se afastem do seu trajeto e se espalhem em direção às paredes do tubo. A função desse copo
focalizador é evitar a dispersão dos elétrons liberados e orientá-los em direção ao ponto focal do anodo.
Figura 1 | Placa focalizadora ou copo focalizador
Aula 3
TUBOS DE RAIOS X 
O conteúdo desta aula é essencial para o exercício da pro�ssão de Tecnólogo em Radiologia, porque hoje
temos consciência de que a radiação ionizante foi uma das maiores descobertas do ser humano,
entretanto, também já sabemos que precisa ser utilizada com parcimônia, levando em consideração a
proteção das pessoas.
18 minutos
Fonte: Christovam e Machado (2013, p. 89).
A Figura 1 mostra o espalhamento dos elétrons catódicos sem e com copo focalizador, a �m de demonstrar a
diferença de comportamento da incidência dos elétrons ao se chocarem na placa do anodo.
Quanto maior for o aquecimento do catodo, mais extensa será a área aquecida do �lamento e maior será a
quantidade de elétrons produzidos. A temperatura elevada dos �lamentos não representa problemas para o
sistema de produção de raios x, porque eles são compostos de tungstênio, que tem ponto de fusão 3.370ºC.
A maior parte dos tubos têm dois �lamentos e são chamados de tubos de foco dual. O �lamento menor é
chamado de foco �no. O foco �no faz com que os elétrons alcancem apenas uma pequena região da seção de
choque do anodo; com isso, diz-se que os fótons de raios X emergem de um ponto focal pequeno ou �no.
Geralmente, focos �nos são utilizados quando são necessárias imagens de alta qualidade, ou seja, de maior
resolução e com maior riqueza de detalhes. Entretanto, o �lamento menor pode fornecer um número limitado
de elétrons e seu uso �ca restrito às pequenas correntes de tubo.
Quando há necessidade de correntes de tubo maiores e tempos de exposição mais curtos, deve ser utilizado o
�lamento maior (foco grosso). Ainda que forneça pontos focais maiores, o �lamento grosso não oferece
riqueza de detalhes na imagem. Assim sendo, o �lamento grosso é utilizado na visualização de estruturas do
abdome, tórax, pelve.
A maioria dos �lamentos tem comprimento entre 10 mm e 15 mm, com espessura variando em foco �no, de
0,3 mm a 1 mm; e foco grosso, de 1,0 mm a 2,5 mm.
Figura 2 | Filamentos do catodo
Fonte: Christovam e Machado (2013, p. 90).
A Figura 2 demonstra que os �lamentos são metais enrolados. O �lamento com menor comprimento é
denominado �lamento �no e o com maior comprimento, �lamento grosso.
CARACTERÍSTICAS DOS TUBOS DE RAIOS X E SEUS COMPONENTES 
No tubo de raios X ou ampola, os elétrons, que saem do catodo, polo negativo, e atingem a placa do anodo,
polo positivo, produzem 99% de calor e apenas 1% de radiação ionizante (raios X). Esses elétrons atingem a
placa do anodo e são absorvidos, depositando energia na região do choque no anodo. Chama-se de ponto
focal a menor região do alvo em que o feixe de elétrons incide, em que se origina a produção de raios X.
O tamanho e a forma do ponto focal são determinados pelas características do feixe de elétrons quando estes
atingem o anodo. Essa forma é geralmente determinada pela dimensão da espiral do �lamento de tungstênio,
pelo formato da capa focalizadora e pela posição do �lamento.
Os tubos mais novos, com pontos focais de 0,3 mm, podem utilizar um ângulo de anodo de 6º. Tais ângulos
permitem o emprego de maiores áreas de alvo para bombardeamento, com maior dissipação de calor, e
permitem ainda alcançar um pequeno tamanho de ponto focal efetivo.
Quanto menor a área focal, mais difícil �ca dissipar o calor gerado dentro da ampola. E, em 1918, surgiu um
método de redução do tamanho efetivo da área focal, que não reduzia a área de foco real. A face do alvo é
colocada em um ângulo entre 15º e 20º em relação ao catodo. Isso signi�ca que a geometria entre a superfície
do anodo e o feixe de elétrons não é perpendicular, o que possibilita que a área focal projetada efetiva
diminua sem alterar as dimensões da área focal real.
O ponto focal real é, justamente, a área na qual os elétrons colidem. O ponto focal efetivo ou aparente
consiste na área situada na direção do feixe útil. Dependendo do ângulo do alvo, pode haver uma grande área
de impacto com pequeno ponto focal efetivo.
Figura 3 | Pistas anódicas e pontos focais
Fonte: Christovam e Machado (2013, p. 94).
A Figura 3 mostra o foco �no e o foco grosso, além das pistas anódicas, e o ponto focal real e o ponto focal
efetivo.
O resfriamento desse sistema, que produz uma grande quantidade de calor, é feito através de óleo. A carcaça,
que corresponde ao envoltório metálico revestido internamente de chumbo, tem em seu interior o tubo de
raios X imerso em óleo de isolamento e refrigeração. Essa carcaça possui função de proteção mecânica e
elétrica do tubo, dissipação de calor e absorção da radiação extrafocal. 
Biasoli (2006) demonstrou que alguns tubos necessitam de dissipação de calor intensa, podendo-se utilizar:
Ventilador de cúpula.
Circulação de água dentro de uma serpentina em contato com óleo da carcaça.
Circulação e refrigeração do óleo.
Daí a importância de, tanto os �lamentos do catodo, quanto a placa do anodo, serem feitos de tungstênio. O
tungstênio é um metal de cor cinza, cuja coloração lembra a do aço. A característica mais importante do
tungstênio, para o bom funcionamento da ampola de raios X, é o seu altíssimo ponto de fusão, que é de 3.422
°C, estando entre o maior dos metais e o segundo maior da tabela periódica, atrás só do elemento carbono.
APLICABILIDADE DOS TUBOS DE RAIOS X
[Caro estudante, retornando ao tubo de raios X, os fótons do feixe de radiação produzidos no alvo são, na
maioria das vezes, polienergéticos ou policromáticos, ou seja, formados por raios X com vários comprimentos
de onda diferentes, que constituem um espectro com várias energias. Dispositivos restritores são colocados
na ampola de raios X para restringir as energias que não contribuem para a formação da imagem radiográ�ca.
O �ltro e o colimador são acoplados no tubo de raios X.
Segundo Dimenstein (2005), a �ltração é um processo de remoção seletiva dos fótons que emergem do tubo
de raios X. A remoção dos fótons que não contribuem com a formação da imagem tem por objetivo absorver
os fótons com baixa energia, que têm maior comprimento de onda (raios moles) e que apenas irradiam
desnecessariamente o paciente.
A �ltração é feita por meio de placas de material atenuante, denominadas �ltros, de espessura variável,
geralmente metálicas, que são interpostas no trajeto do feixe radiológico antes deste atingir o paciente. Os
raios X de menor comprimento de onda, aqueles que têm maior poder de penetração, são conhecidos como
raios X duros e são aqueles que, efetivamente, fazem a imagem.
A �ltração inerente é exercida pelo vidro da ampola do tubo de raios x e pelo óleo isolante. Ambos reduzem a
quantidade de radiações pela eliminação das que têm maior comprimento de onda.
O vidro da ampola dos tubos de raios X é quase totalmente feito de sílica, cujo nome em química é dióxido de
silício, que é o principal responsável pela �ltração inerente.
Já a �ltração adicionada é feita com �ltros permanentemente �xados na janela do tubo e serve para completar
o efeito da �ltraçãoinerente. O �ltro mais difundido e utilizado é o de alumínio, de 2,0 mm a 3 mm de
espessura.
Figura 4 | Comportamento do �ltro
Fonte: Christovam e Machado (2013, p. 98).
Na Figura 4, o �ltro barra os raios X com comprimento de onda maior, que possem energia baixa e não
contribuem com a formação da imagem. 
Na �ltração compensadora é usado o �ltro compensador portátil, extremamente útil para o operador. Esse
�ltro é chamado assim, porque compensa na radiogra�a as espessuras de diferentes tecidos. É �xado na
abertura do colimador por encaixe, por meio de �ta adesiva ou aplicado diretamente no próprio chassi.
O colimador é um dispositivo que permite minimizar a radiação secundária, que afeta diretamente a imagem
radiológica. Da mesma forma, o colimador reduz a dose de radiação nas áreas adjacentes da estrutura a ser
radiografada.
O colimador também apresenta um foco de luz orientado por espelho que ilumina antecipadamente a área
que receberá o feixe radiológico. Esse aparato nos fornece o campo luminoso, com o qual fazemos as
localizações na área do corpo a ser examinada. A área iluminada é a que receberá, diretamente, a radiação
ionizante e deve coincidir, exatamente, com o feixe de radiação.
Os vários processos utilizados para �ltrar e colimar a radiação que sai do tubo de raios X contribuem,
signi�cativamente, para a diminuição da dose de radiação no paciente, e, consequentemente, com a proteção
radiológica que deve ser implicada, sempre que utilizamos um equipamento emissor de radiação ionizante
para realizar exames.]
VÍDEO RESUMO
Caro aluno, a seguir apresentaremos um vídeo, onde serão abordados pontos importantes sobre �lamentos
do tubo de raios X, ponto focal, resfriamento do anodo e dispositivos restritores de radiação. Um vídeo é uma
excelente oportunidade para �xar pontos-chave da disciplina, tais como: foco �no, foco grosso, �ltração
inerente, �ltração adicionada e �ltração compensadora.
 Saiba mais
Convidamos você a conhecer um pouco mais sobre as radiações e a proteção radiológica lendo os artigos
indicados a seguir. O objetivo é que você se familiarize com os ambientes e as técnicas de nossa área de
atuação.
Correlações técnicas e ocupacionais da radiologia Intervencionista , de Edvaldo de Souza e José
Paravidino de Macedo Soares (2008).
Controle de riscos em radiodiagnóstico: uma abordagem de vigilância sanitária, de Marcos Vinícius
Teixeira Navarro, Ediná Alves Costa e Günter Gustav Drexler.
https://www.scielo.br/j/jvb/a/37NpXR9qnR5Xhnjq9CqBcpb/?format=pdf&lang=pt
https://scielosp.org/pdf/csc/2010.v15suppl3/3477-3486/pt
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! 
Durante nossos estudos, trataremos do conceito de radioproteção, dos Princípios de Proteção Radiológica
(Justi�cativa, Otimização, Limitação de Dose Individual, Prevenção de Acidentes) e das Recomendações para
Proteção Radiológica (Tempo, distância e blindagem). Essa aula é essencial para o exercício da pro�ssão de
Tecnólogo em Radiologia, porque atualmente temos consciência de que a radiação ionizante foi uma das
maiores descobertas do ser humano, entretanto, também já sabemos que precisa ser utilizada com
responsabilidade e proteção, levando em consideração os riscos a que as pessoas estão expostas. Nessa aula
enfatizaremos: conceito, princípios e recomendações da Radioproteção.
INTRODUÇÃO À PROTEÇÃO RADIOLÓGICA E SUAS PARTICULARIDADES
Caro estudante, a radioproteção é o conjunto de normas que têm como objetivo proteger o ser humano e o
meio ambiente dos possíveis efeitos adversos causados pela radiação ionizante.
A radiação não ionizante, presente em aparelhos de micro-ondas e televisores, por exemplo, tem baixo nível
de energia. Entretanto, mesmo assim, precisamos ter atenção especial, pois a exposição a esse tipo de
radiação, por longo período, pode também ser prejudicial à saúde. Muitas pessoas não sabem que é prudente
permanecer a 50 cm de distância de um forno de micro-ondas, quando o aparelho está ligado, a �m de evitar
a absorção de radiação em seu corpo.
A radiação ionizante, ao atingir os tecidos humanos, age sobre átomos e moléculas provocando sua divisão
em íons, ou átomos ou grupos de átomos, com sinais elétricos contrários; dessa forma, os tecidos podem
sofrer alterações químicas.
Em nosso corpo, essa ação ionizante age com prioridade nos cromossomos, com ruptura, perda, morte ou
recombinações anormais, podendo gerar mutações no material genético (DNA) da célula.
Os efeitos da radiação ionizante se manifestam, principalmente, durante a divisão celular, momento em que o
material genético �ca mais vulnerável à radiação ionizante, provocando uma evolução anormal da célula, que
agora é chamada de mutante. A necrose ou morte celular também pode acontecer. A necrose caracteriza-se
pelo aumento do tamanho das células ou edema, alterações no núcleo, membrana plasmática dani�cada e
Aula 4
FUNDAMENTOS DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA
Durante nossos estudos, trataremos do conceito de radioproteção, dos Princípios de Proteção
Radiológica (Justi�cativa, Otimização, Limitação de Dose Individual, Prevenção de Acidentes) e das
Recomendações para Proteção Radiológica (Tempo, distância e blindagem).
18 minutos
extravasamento do conteúdo celular, para fora das células.
Mutações são alterações na sequência de nucleotídeos de um cromossomo e, uma vez transmitidas para a
prole, podem ocasionar mudanças nas características dos indivíduos. As mutações podem ser de diferentes
tipos, sendo que as principais são as de ponto, em que somente um nucleotídeo é substituído. São as
inserções, eliminações e alterações estruturais que são capazes de alterar a morfologia dos cromossomos.
Atualmente, sabe-se que, além das radiações, outros agentes podem induzir as mutações também, como
substâncias como agrotóxicos e radiação solar; entretanto, nem sempre temos o desenvolvimento de
enfermidades como o câncer, pois as células do corpo humano são dotadas de mecanismos reparadores, os
quais são ativados quando é necessário reparar a �ta do DNA, que foi mutada ou lesada.
Para lidar com essas situações, na radioproteção, foram criados princípios e cuidados que devem ser tomados
durante a operação de equipamentos emissores de radiação ionizante. Esses princípios e cuidados devem ser
ensinados através de capacitações e treinamentos anuais a todos que frequentam ambientes onde há
equipamentos emissores de radiação. Não basta treinar os tecnólogos e técnicos em radiologia, é preciso
levar a cultura de proteção radiológica a médicos, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, técnicos de
enfermagem, técnicos em nutrição, maqueiros, pessoal da higienização, dentre outros.
Figura 1 | O sol (radiação solar)
Fonte: Pixabay. 
A Radiobiologia é a parte da ciência que estuda os efeitos das radiações ionizantes nos organismos vivos. Toda
matéria é feita de átomos. Existem aproximadamente 105 tipos diferentes de átomos que, combinados,
geram diferentes moléculas. A vida, do ponto de vista biológico, decorre da sequência integrada e complexa
de reações químicas, que acontecem dentro das células que compõem nosso organismo. O primeiro efeito
insalubre das radiações ionizantes, ocorre quando sua energia é depositada em nossos átomos e moléculas,
provocando a ocorrência de dois efeitos: ionização e excitação, sendo ambos prejudiciais à saúde humana.
PRINCÍPIOS DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA E SUA IMPORTÂNCIA PARA A SOCIEDADE 
Os princípios de proteção radiológica foram criados para garantir que possamos usar as radiações ionizantes,
utilizando tudo que trouxeram de bom para a humanidade, sem sofrer os possíveis prejuízos que podem
causar, se usadas de forma indiscriminada. 
As modernizações na área tecnológica resultam em benefícios e riscos para os seres humanos e o meio
ambiente e a aplicação de radiações ionizantes em locais de trabalho, como na área do diagnóstico por
imagem e na área industrial, também traz embutidos benefícios e detrimentos. 
O planejamento do uso e a operação de instalaçõesou fontes de radiação devem ser feitos de modo a
garantir que as exposições sejam tão reduzidas quanto razoavelmente exequíveis, levando-se em
consideração fatores sociais e econômicos. Esse é o conhecido Princípio de Alara ou Princípio da Otimização.
A otimização da radioproteção precisa ser aplicada em dois níveis: projetos e construções de equipamentos e
instalações e nos procedimentos de trabalho. No emprego das radiações na área de saúde, deve-se dar
ênfase à otimização da proteção nos procedimentos de trabalho, por exercer uma in�uência direta na
qualidade e segurança da assistência aos pacientes. 
As exposições médicas de pacientes devem ser otimizadas ao valor mínimo necessário para obtenção do
objetivo radiológico, diagnóstico ou terapêutico, compatível com os padrões aceitáveis de qualidade de
imagem.
Para tanto, no processo de otimização de exposições médicas, deve-se considerar:
A seleção adequada dos equipamentos e acessórios.
Os procedimentos de trabalho.
A garantia da qualidade.
Os níveis de referência de radiodiagnóstico para pacientes.
As restrições de dose para indivíduo que colabore, consciente e de livre vontade, fora do contexto de sua
atividade pro�ssional, durante a realização do procedimento radiológico.
Já o Princípio da Justi�cativa diz que qualquer atividade envolvendo radiação deve ser justi�cada, em relação a
outras opções que não usem radiação, e produzir um benefício para a sociedade. As exposições médicas
devem ser justi�cadas, ponderando-se os benefícios diagnósticos ou terapêuticos que venham a produzir em
relação ao detrimento que possam produzir, levando-se em conta os riscos e benefícios das técnicas
alternativas disponíveis, que não envolvam radiação.
O Princípio da Limitação de dose individual refere que a exposição normal dos indivíduos deve ser restringida,
de tal modo que a dose nos órgãos ou tecidos de interesse, causadas pela possível combinação de exposições
originadas por práticas autorizadas, excedam o limite de dose especi�cado na tabela abaixo, salvo em
situações especiais, autorizadas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Quadro 1 | Limites de Doses Anuais (CNEN) 
Fonte: BRASIL (2014, s.p.).
A Figura 3 mostra os limites de dose anuais, em alguns órgãos, para pro�ssionais e indivíduos do público.
O Princípio da Prevenção de Acidentes avalia os riscos considerados e analisados no projeto das instalações e
dos equipamentos e, nos procedimentos de trabalho, que envolvam o uso de fontes de radiação ou material
radioativo, de forma a diminuir a probabilidade da ocorrência de acidentes, nos locais de trabalho.
Além dos princípios de radioproteção, há também as recomendações para a proteção radiológica, que devem
ser rigidamente obedecidas, durante a execução das técnicas de exames e terapias. 
RECOMENDAÇÕES E CUIDADOS COM A PROTEÇÃO RADIOLÓGICA - UMA FORMA DE USAR A
RADIAÇÃO DE MANEIRA SEGURA
[Caro estudante, em nosso país, especi�camente, o controle sobre a utilização de fontes de radiação é de
responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que é diretamente ligada ao Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovação. Esse controle é feito através da criação de normas regulamentadoras,
resoluções e decretos, que autorizam o funcionamento e orientam as �scalizações em centros de diagnósticos
por imagem, indústrias e outros locais que utilizam fontes de radiação abertas ou seladas.
As três recomendações principais em relação à Proteção Radiológica são:
1. Tempo de exposição: deve haver rigorosa limitação do tempo de exposição, com o objetivo que o
indivíduo não receba dose acima dos limites de tolerância estabelecidos nas normas.
2. Distância: é o espaço que deve ser mantido entre o trabalhador e a fonte de radiação. Deve-se aplicar a
lei do inverso do quadrado da distância, que diz que quanto mais longe da fonte, menor dose o indivíduo
irá receber. O trabalhador pode realizar suas tarefas sem risco de sofrer alta exposição, se mantiver a
distância correta que é estabelecida pelas normas de segurança.
3. Blindagem: Corresponde à utilização de barreiras feitas de materiais que sejam capazes de absorver ou
bloquear as radiações ionizantes. Essa barreira pode ser feita de lâminas de chumbo ou concreto. Cada
tipo de radiação ionizante necessita de um material e de espessura especí�ca. A argamassa baritada
também tem sido utilizada na blindagem de paredes.
Em relação aos cuidados com a radioproteção, que remetem diretamente à observação dos quatro Princípios
de Proteção Radiológica, podemos citar as condutas a seguir:
Permanecer sempre com o dosímetro individual durante a jornada de trabalho.
Manter as portas das salas de exames sempre fechadas, durante a realização das técnicas.
Sempre utilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs) nos pacientes e acompanhantes que,
porventura, necessitem permanecer dentro da sala de exames.
Evitar pessoas desnecessárias dentro da sala de exames.
Ao perceber qualquer alteração (artefato) na imagem, comunicar ao coordenador do serviço e chamar a
manutenção do equipamento.
Manter �lmes e outros materiais em temperaturas controladas, a �m de evitar manchas e garantir a
qualidade do produto.
Gestantes não devem trabalhar diretamente com equipamentos emissores de radiação ionizante,
devendo a pro�ssional comunicar imediatamente à Coordenação do serviço, quando da constatação que
está grávida.
O operador do equipamento deve, sempre que possível, aumentar a distância entre si e a fonte de
radiação; minimizar o tempo de exposição; usar o avental plumbífero, se precisar permanecer dentro da
sala; e permanecer atrás do biombo ou dentro da sala de comandos, durante a realização do exame.
A dosimetria individual, ou dosimetria pessoal, é um procedimento de proteção radiológica que tem como
�nalidade preservar a saúde dos trabalhadores e minimizar os riscos advindos do uso de radiações ionizantes.
O uso do dosímetro não protege diretamente o trabalhador, pois não é um equipamento de proteção
individual (EPI), todavia monitora a dose de radiação a que o trabalhador está exposto durante a jornada de
trabalho. Os monitores individuais são enviados para leitura laboratorial, mensalmente, e os Supervisores de
Proteção Radiológica devem acompanhar o resultado dessas leituras, intervindo quando houver leitura fora
do permitido pelas normas.
Figura 2 | Dosímetro de bolso
Fonte: Lorem ipsum dolor sit amet.
VÍDEO RESUMO
Neste vídeo serão abordados pontos importantes sobre o conceito de radioproteção, os princípios de
proteção radiológica e as recomendações para proteção radiológica. Um vídeo é uma excelente oportunidade
para �xar pontos-chave da disciplina, tais como: princípios da justi�cativa, otimização, limitação de dose
individual e prevenção de acidentes); e recomendações para radioproteção, envolvendo tempo, distância e
blindagem.
 Saiba mais
Caro estudante, convidamos você a conhecer um pouco mais sobre as radiações e a proteção
radiológica. Para isso, leia os artigos indicados a seguir. O objetivo é que você se familiarize com os
ambientes e com as técnicas de nossa área de atuação.
Proteção radiológica na perspectiva dos pro�ssionais de saúde expostos à radiação.
Riscos da Radiação X e a Importância da Proteção Radiológica na Cardiologia Intervencionista: Uma
Revisão Sistemática
IMPORTÂNCIA DAS RADIAÇÕES IONIZANTES PARA O DIAGNÓSTICO MÉDICO E AS MEDIDAS DE
PROTEÇÃO RADIOLÓGICA
Caro estudante, a descoberta da radiação ionizante foi um dos maiores feitos da humanidade. Tanto que, em
poucos meses já estavam sendo publicados vários artigos sobre o assunto. E a radiação ionizante passou a ser
utilizada no diagnóstico de patologias e possibilitou o acesso a um diagnóstico mais rápido, o que nos
permitiu salvar muitas vidas.
Entretanto, essa utilização inicialmente passou a ser encarada como brincadeira: as pessoas tiravam
radiogra�as e colocavam em molduras de quadro, faziam convites de casamento e, com o passardo tempo e
a evolução dos estudos, começou-se a perceber que esse uso trazia prejuízos à saúde do ser humano.
Então, chegou-se à conclusão que a radiação ionizante trouxe um grande salto na qualidade de vida do ser
Aula 5
REVISÃO DA UNIDADE
17 minutos
https://www.scielo.br/j/reben/a/5sKySsS4WRHqkXNgX9xzMFR/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/rbci/a/p83BSxHL7F9hWZTS4bNMkNM/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/rbci/a/p83BSxHL7F9hWZTS4bNMkNM/?format=pdf&lang=pt
humano, o que nos possibilitou criar meios de diagnóstico e terapias, que salvam muitas vidas, mas precisam
ser utilizadas com responsabilidade.
As pesquisas demonstram que podemos trabalhar com a radiação ionizante, usando seu lado positivo, mas
precisamos também nos precaver contra seus possíveis malefícios (CHRISTOVAM, 2013).
Assim, foram criadas as 3 recomendações básicas para usar a radiação ionizante: 
1. Tempo de exposição: deve haver rigorosa limitação do tempo de exposição.
2. Distância: é o espaço que deve ser mantido entre o trabalhador e a fonte de radiação. O trabalhador
pode realizar suas tarefas sem risco de sofrer alta exposição, se mantiver a distância correta estabelecida
pelas normas de segurança.
3. Blindagem: Corresponde à utilização de barreiras feitas de materiais que sejam capazes de absorver ou
bloquear as radiações ionizantes.
Ao mesmo tempo foram criados, inicialmente, 3 Princípios de Proteção Radiológica, e, com o passar do tempo
acrescentou-se o quarto princípio:
I. Princípio de Alara ou da Otimização.
II. Princípio da Justi�cação.
III. Princípio da Limitação de Dose individual.
IV. Princípio da Prevenção de Acidentes.
No processo de otimização de exposições médicas, o pro�ssional, que é basicamente o responsável pela
aplicação desse princípio, deve considerar:
A seleção adequada dos equipamentos e acessórios.
Os procedimentos de trabalho.
A garantia da qualidade.
Os níveis de referência de radiodiagnóstico para pacientes.
As restrições de dose para indivíduo que colabore, consciente e de livre vontade, fora do contexto de sua
atividade pro�ssional, durante a realização do procedimento radiológico.
A utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs), a observância das normas e a sinalização
horizontal e vertical compõem o ambiente seguro, tanto para o indivíduo ocupacionalmente exposto (IOE),
quanto para os pacientes e os indivíduos do público em geral. É importante garantir que a utilização da
radiação ionizante nos permita acessar os benefícios que a radiação trouxe, sem, contudo, entrar em contato
com os prejuízos.]
REVISÃO DA UNIDADE
Este vídeo traz uma revisão dos principais pontos abordados durante os nossos estudos. Você terá a
oportunidade de rever os tipos de radiação; a composição do tubo de raios X e sua aplicabilidade; o conceito
de radioproteção; os princípios de proteção radiológica e as recomendações de radioproteção. 
Bons estudos!
ESTUDO DE CASO
Seja bem-vindo!
Caro estudante, para contextualizar o seu aprendizado, imagine que você foi contratado para ministrar uma
capacitação sobre Proteção Radiológica no Hospital Geral de sua cidade. O contrato prevê o treinamento de
343 funcionários, que trabalham e transitam em áreas onde há equipamentos emissores de radiação
ionizante. Você tem um grande trabalho pela frente! Espero que tenha se preparado durante sua graduação
de Tecnologia em Radiologia!
Na primeira etapa do treinamento, serão incluídos todos os 343 funcionários e essa etapa terá como
�nalidade apresentar a radiação ionizante, seus efeitos bené�cos e possíveis efeitos deletérios sobre sua
aplicação no ser humano e no meio ambiente. Dentre os pro�ssionais estarão incluídos, médicos,
enfermeiros, físicos médicos, farmacêuticos, nutricionistas, tecnólogos em radiologia, técnicos de
enfermagem, técnicos em nutrição, técnicos em radiologia, maqueiros, recepcionistas e pro�ssionais da
higienização. Com exceção dos técnicos e tecnólogos em radiologia, a grande parte desses pro�ssionais não
estuda em seus cursos de graduação ou cursos técnicos nada sobre radiação ionizante. Daí a importância da
capacitação em Proteção Radiológica para todos os pro�ssionais.
Na segunda etapa do treinamento, levaremos os 343 funcionários a conhecerem formas efetivas de trabalhar
com radiação, sem levarem doses desnecessárias, usando as recomendações de radioproteção. Nesse
momento, os funcionários já conhecem os tipos de radiação, seus efeitos e sua utilização, após terem passado
pela primeira etapa do treinamento.
Na terceira e última etapa do treinamento, serão incluídos apenas técnicos e tecnólogos em radiologia, que
lidam diretamente com os equipamentos emissores de radiação ionizante, ao executar as técnicas
radiológicas, diariamente. Nessa fase, discutiremos medidas efetivas de evitar as doses de radiação no
indivíduo ocupacionalmente exposto (IOE), nos pacientes e nos indivíduos do público (acompanhantes).
Como você foi um bom aluno, obteve destaque positivo durante sua graduação, e foi convidado por um ex-
professor para ministrar essa capacitação tão importante. Parabéns! Todo o seu esforço valeu a pena!
Então, vamos colocar a mão na massa?
Para montar a capacitação você precisará responder às perguntas a seguir:
Como podem ser classi�cadas as radiações quanto à sua natureza? O que são radiações eletromagnéticas?
O que representa o espectro eletromagnético? Como são classi�cadas as radiações eletromagnéticas? 
Na tentativa de alcançar maior estabilidade, o núcleo instável pode se desintegrar em que emissões?
Quais as 3 recomendações de radioproteção que devem ser utilizadas pelo IOE?
De�na o conceito de radioproteção. Quais os 4 Princípios de Proteção Radiológica? 
Re�ita
Para preparar a capacitação você precisa lembrar que muitos dos 343 funcionários (enfermeiros,
nutricionistas, técnicos de enfermagem, dentre outros) nunca estudaram disciplinas que falassem sobre
radiação ionizante e proteção radiológica. Assim sendo, os conteúdos iniciais deverão ser bem básicos,
explicando sobre os tipos de radiação e seus possíveis efeitos.
Muitos pro�ssionais não entendem quando os técnicos ou tecnólogos avisam sobre a emissão de
radiação ionizante, quando estão usando equipamentos móveis, na UTI ou enfermaria, por exemplo, e
esses pro�ssionais não saem do local, durante a realização do exame, levando radiação
desnecessariamente. Por isso, é tão importante que todos que trabalham onde há a possibilidade de
haver equipamentos emissores de radiação ionizante sejam capacitados.
Isso também vale, por exemplo, para os pro�ssionais da enfermagem, nutrição e higienização, que
trabalham no setor de Medicina Nuclear. Eles precisam conhecer sobre os radiofármacos, seu uso e seus
efeitos, durante o período de decaimento, quando o paciente �ca isolado no quarto terapêutico. Os
pro�ssionais da Medicina Nuclear precisam ser orientados a usar as recomendações de proteção
radiológica, na hora que necessitam atender o paciente, dentro do quarto terapêutico: tempo de
exposição, distância e blindagem.
A enfermagem, na Medicina Nuclear, é orientada, preferencialmente, a usar injeções intramusculares, a
�m de permanecer menos tempo dentro do quarto terapêutico. Já que acesso endovenoso é um
processo que pode ser mais demorado, na hora de administrar medicações.         
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO
Como podem ser classi�cadas as radiações quanto à sua natureza? O que são radiações eletromagnéticas? 
Quanto à sua natureza, as radiações podem ser classi�cadas em radiação eletromagnética e radiação
corpuscular.
As radiações eletromagnéticas não têm massa; são ondas produzidas pela variação de um campo elétrico e
um campo magnético, ou seja, a junção dessas duas grandezas resulta no eletromagnetismo.
O que representa o espectro eletromagnético? Como são classi�cadas as radiações eletromagnéticas? 
O espectro eletromagnético é um modo de representar o conjunto de todas as radiações eletromagnéticas,
organizadas por comprimentosde onda ou frequências (BIRAL, 2002).
Figura 1 | Espectro eletromagnético
Fonte: Wikimedia Commons.
A radiação eletromagnética pode ser classi�cada, do ponto de vista energético, em ionizante e não ionizante
(CASTRO, 2006). A radiação ionizante tem energia su�ciente para quebrar ligações químicas e causar perdas
de elétrons, tornando o átomo eletricamente instável. Esse processo é chamado de ionização.
Na tentativa de alcançar maior estabilidade, o núcleo instável pode se desintegrar em que emissões?
Emissão alfa (α).
Emissão beta positivo (β+).
Emissão beta negativo (β-).
Emissão de fótons gama (ϒ).
Quais as 3 recomendações de radioproteção que devem ser utilizadas pelo IOE?
1. Tempo de exposição.
2. Distância.
3. Blindagem.
De�na o conceito de radioproteção. Quais os 4 Princípios de Proteção Radiológica?
A radioproteção é o conjunto de normas que têm como objetivo proteger o ser humano e o meio ambiente
dos possíveis efeitos adversos causados pela radiação ionizante.
O planejamento do uso e a operação das fontes de radiação devem ser feitos de modo a garantir que as
exposições sejam tão reduzidas quanto razoavelmente exequíveis, levando-se em consideração fatores sociais
e econômicos. Esse é o Princípio de Alara ou Princípio da Otimização.
O Princípio da Justi�cativa diz que qualquer atividade envolvendo radiação deve ser justi�cada, em relação a
outras opções que não usem radiação, e produzir um benefício para a sociedade. As exposições médicas
devem ser justi�cadas, ponderando-se os benefícios que venham a produzir em relação ao detrimento que
possam produzir.
O Princípio da Limitação de dose individual refere que a exposição normal dos indivíduos deve ser
restringida, de tal modo que a dose nos órgãos ou tecidos de interesse, causadas pela possível combinação de
exposições originadas por práticas autorizadas, excedam o limite de dose especi�cado na Tabela de Limites
de Dose, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Norma 3.01.
O Princípio da Prevenção de Acidentes avalia os riscos considerados e analisados no projeto das instalações
e dos equipamentos e, nos procedimentos de trabalho, que envolvam o uso de fontes de radiação ou material
radioativo, de forma a diminuir a probabilidade da ocorrência de acidentes nos locais de trabalho. 
RESUMO VISUAL
Proteção_Radiológica
Fonte: elaborado pela autora.
Aula 1
BIASOLI JÚNIOR, A. M. Técnicas radiográ�cas: Princípios físicos, anatomia básica, posicionamento. Rio de
Janeiro: Rubio, 2006.
BIASOLI JÚNIOR, A. Técnicas Radiográ�cas: Princípios Físicos, Anatomia Básica, Posicionamento, Radiologia
Digital, Tomogra�a Computadorizada. 2. Ed. Rio de Janeiro: Rubio, 2015.
BIRAL, A. R. Radiações ionizantes para médicos, físicos e leigos. Florianópolis: Insular, 2002.
BOISSON, L. F. Fundamentos de Proteção Radiológica. Rio de Janeiro: RADPROTEC, 2013.
BONJORNO, R. A. et al. Física Fundamental. São Paulo: FTD, 1993.
BONTRAGER, K. L.; LAMPIGNANO, J. P. Tratado de posicionamento radiográ�co e Anatomia Associada: 8.
ed. São Paulo: Elsevier, 2015. 94 p.
CASTRO JÚNIOR, A. Introdução à radiologia. São Paulo: Rideel, 2006.
CHRISTOVAM, A. C. M.; MACHADO, O. Manual de física e proteção radiológica. São Caetano do Sul, SP:
REFERÊNCIAS
11 minutos
Difusão Editora; Rio de Janeiro: SENAC, 2013.
DIMENSTEIN, R.; HORNOS, Y. M. M. Manual de Proteção Radiológica aplicada ao radiodiagnóstico. São
Paulo: SENAC, 2004.
DIMENSTEIN, R.; HORNOS, Y. M. M. Bases Físicas e Tecnológicas aplicadas aos raios x. São Paulo: SENAC,
2005.
HORNOS, Y. M. M. Manual de Proteção Radiológica Aplicada ao Radiodiagnóstico. Rio de Janeiro: Editora
SENAC, 2001.
MOURÃO, A. P. F. Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por Imagem: guia para ensino e aprendizado. 5. ed.
São Caetano do Sul: Difusão, 2012. 3 v. (Série Curso de Radiologia).
OKUNO, E. Radiação: efeitos, riscos e benefícios. São Paulo: Harbra, 1998
ZATAR, L.; VIANA, P. C. C.; CERRI, G. G. Radiologia Diagnóstica Prática Manual da Residência do Hospital
Sírio-Libanês. 2. Ed. São Paulo: Manole, 2017. 1640 p.
Aula 2
BIASOLI JÚNIOR, A. M. Técnicas radiográ�cas: princípios físicos, anatomia básica, posicionamento. Rio de
Janeiro: Rubio, 2006.
BIASOLI JÚNIOR, A. Técnicas Radiográ�cas: Princípios Físicos, Anatomia Básica, Posicionamento, Radiologia
Digital, Tomogra�a Computadorizada. 2. Ed. Rio de Janeiro: Rubio, 2015.
BIRAL, A. R. Radiações ionizantes para médicos, físicos e leigos. Florianópolis: Insular, 2002.
BOISSON, L. F. Fundamentos de Proteção Radiológica. Rio de Janeiro: RADPROTEC, 2013.
BONJORNO, R. A. et al. Física Fundamental. São Paulo: FTD, 1993.
BONTRAGER, K. L.; LAMPIGNANO, J. P. Tratado de Posicionamento Radiográ�co e Anatomia Associada: 8.
ed. São Paulo: Elsevier, 2015. 94 p.
CASTRO JÚNIOR, A. Introdução à radiologia. São Paulo: Rideel, 2006.
CHRISTOVAM, A. C. M.; MACHADO, O. Manual de física e proteção radiológica. São Caetano do Sul, SP:
Difusão Editora; Rio de Janeiro: SENAC, 2013.
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2005.
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MONNIER, J. P. Manual de Diagnóstico radiológico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999.
MOURÃO, A. P. F. Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por Imagem: guia para ensino e aprendizado. 5. ed.
São Caetano do Sul: Difusão, 2012. 3 v. (Série Curso de Radiologia).
VAL, F. L. Manual de técnica radiográ�ca. São Paulo: Manole, 2006.
OKUNO, E. Radiação: efeitos, riscos e benefícios. São Paulo: Harbra, 1998
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Sírio-Libanês. 2. Ed. São Paulo: Manole, 2017. 1640 p.
Aula 3
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Janeiro: Rubio, 2006.
BIASOLI JÚNIOR, A. Técnicas Radiográ�cas: Princípios Físicos, Anatomia Básica, Posicionamento, Radiologia
Digital, Tomogra�a Computadorizada. 2. Ed. Rio de Janeiro: Rubio, 2015.
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ed. São Paulo: Elsevier, 2015. 94 p.
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Aula 4
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Digital, Tomogra�aComputadorizada. 2. Ed. Rio de Janeiro: Rubio, 2015.
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Aula 5
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Radiológica. Resolução 164/14. Março/2014. Disponível em:
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http://appasp.cnen.gov.br/seguranca/normas/pdf/Nrm301.pdf
Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.
MONNIER, J. P. Manual de Diagnóstico radiológico. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 1999.
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Sírio-Libanês. 2. Ed. São Paulo: Manole, 2017. 1640 p. 
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