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Professora: Natália Salamoni o Modular um arranjo arquitetônico significa acertar suas dimensões na direção horizontal e na direção vertical, em função das dimensões das unidades de alvenaria; o A modulação é fundamental na Alvenaria Estrutural, de forma a resultar econômica e racional, e evitar espaços vazios e corte de blocos; o A NBR 158731 define o módulo (M) como a distância entre dois planos consecutivos do sistema que origina o reticulado espacial modular de referência; o O módulo horizontal, ou módulo em planta, é definido em função do comprimento e da largura da unidade (bloco); o A altura do bloco define o módulo vertical, considerado nas elevações. o Na modulação longitudinal de 15 cm são utilizados blocos com 14 cm de largura nominal e comprimentos nominais de 14, 29 e 44 cm. o Nesses blocos, a largura modular (15 cm) é igual ao módulo (1M), e o comprimento modular do bloco inteiro é 2M. o Na modulação longitudinal de 20 cm, o bloco inteiro usual tem comprimento nominal de 39 cm, e larguras nominais de 14 ou 19 cm. o No caso de utilização de blocos da família 14 é frequente o uso do bloco especial com comprimento nominal de 34 cm. Nesses blocos, a largura modular (15 cm) é menor que o módulo M-20 (largura modular 20 cm). o Os principais parâmetros a serem considerados na definição da distância modular horizontal de uma edificação em alvenaria são o comprimento e a largura do bloco a ser adotado. o O ideal, quanto ao módulo horizontal, é que seja utilizado um bloco com comprimento modular igual ao dobro da largura modular. Exemplo: o Para um bloco inteiro com comprimento modular de 30 cm (módulo M15), largura modular de 15 cm: Utilização dos blocos da família 14 - bloco inteiro com comprimento de 29 cm e largura de 14 cm. o Para um bloco inteiro com comprimento modular de 40 cm (módulo M-20), largura modular de 20 cm: Utilização dos blocos da família 19 - bloco inteiro com comprimento de 39 cm e largura de 19 cm. Com a utilização desses blocos a necessidade de blocos especiais é diminuída nas amarrações entre paredes. Questão arquitetônica, para as dimensões internas dos ambientes; o Se adotado o módulo de 15 cm, as dimensões serão múltiplas de 15, como 60, 120, 210 cm, ... o Assim ocorre também para o módulo de 20 cm. Verificação da existência de fornecedores (fabricantes) de blocos; o Disponibilidade a curtas distâncias da edificação; o Considerar a existência de no mínimo dois fornecedores diferentes; o Qualidade dos blocos e capacidade de fornecimento; o Fornecimento de todas as peças da família de blocos escolhida. Questão arquitetônica, para as dimensões internas dos ambientes; o Se adotado o módulo de 15 cm, as dimensões serão múltiplas de 15, como 60, 120, 210 cm, ... o Assim ocorre também para o módulo de 20 cm. Verificação da existência de fornecedores (fabricantes) de blocos; o Disponibilidade a curtas distâncias da edificação; o Considerar a existência de no mínimo dois fornecedores diferentes; o Qualidade dos blocos e capacidade de fornecimento; o Fornecimento de todas as peças da família de blocos escolhida. Geralmente, são desenhadas a planta da primeira fiada, que se repete nas fiadas ímpares, e a planta da segunda fiada, que se repete nas fiadas pares. o As fiadas de blocos devem ser projetadas procurando-se evitar ao máximo as juntas a prumo (juntas verticais ao longo de uma mesma linha reta). o O ideal é que as juntas verticais fiquem defasadas de uma distância M. Exemplos de amarração direta em L (a), T (b) e cruz (c) Padrão de ligação de paredes por intertravamento de blocos, obtido com a interpenetração alternada de 50% das fiadas de uma parede na outra. Padrão de ligação de paredes com junta vertical a prumo em que o plano da interface comum é atravessado por armaduras normalmente constituídas por grampos metálicos devidamente ancorados em furos verticais adjacentes grauteados ou por telas metálicas ancora das em juntas de assentamento. o Na modulação em planta, sempre que possível deve-se procurar “amarrar” duas ou mais paredes que se encontram, fazendo-se a “amarração direta”, que é o entrosamento alternado das fiadas. o Isso possibilita a interação entre as paredes, onde a carga de uma parede se espalha para as paredes adjacentes a ela amarradas. o A interação leva à tendência de uniformização de tensões nas paredes, ao longo da altura do edifício, o que é altamente benéfico, estruturalmente e economicamente. o Melhora a distribuição das cargas verticais, aumentando a rigidez do edifício. o A opção à amarração direta é a “amarração indireta”, que é aquela onde não ocorre o entrosamentos dos blocos das fiadas ímpares com os blocos das fiadas pares. o A amarração indireta origina uma junta a prumo, e como não permite uma interação ideal entre as paredes, é menor a tendência de uniformização de tensões. o Portanto, a amarração indireta não contribui para a obtenção de uma estrutura com maior resistência, e deve ser evitada principalmente em edifícios de múltiplos pavimentos. Caso o projetista opte pelo uso de amarração indireta, deve-se tomar os seguintes cuidados: o Evitar que a parede não tombe sob a ação do vento durante a construção (prever apoios laterais temporários); o Na amarração de paredes estruturais, utilizar armaduras em forma de U, formadas por dois grampos de 8 mm colocados a cada duas fiadas. o É muito importante ressaltar que as paredes verticais dos blocos devem apoiar-se nas paredes verticais dos blocos da fiada inferior, para assim ocorrer a transferência das cargas verticais entre as fiadas. o Isso leva à necessidade da perfeita coincidência dos septos (paredes dos blocos) e dos furos ao longo das fiadas. Modulação 15 x 30 em amarração de paredes em L o Aplica-se o bloco inteiro (M-15) com dimensões nominais 14 x 29 cm (largura x comprimento). o O comprimento modular do bloco (30 cm) é o dobro da largura modular (15 cm). o A amarração direta de paredes em L é simples e não requer bloco especial. 15 cm 1 5 c m 2ª fiada 1ª fiada Modulação 15x30 e amarração de paredes em T com uso de bloco especial de comprimento 44 cm o A amarração direta de paredes em T requer uso de um bloco especial com comprimento nominal de 44 cm, com três furos iguais. 15 cm 1 5 c m 2ª fiada 1ª fiada o Utiliza-se o bloco inteiro (M-20) com dimensões nominais 14 x 39 cm (largura x comprimento). o A largura modular do bloco (15 cm) não é a metade do comprimento modular (40 cm). o Na amarração direta de paredes em L há a necessidade de uso do bloco especial de comprimento 34 cm, que tem um furo menor. Modulação 15 x 40 e amarração de paredes em L com uso de bloco especial de comprimento 34 cm 15 cm 1 5 c m 2ª fiada 1ª fiada o A amarração direta de paredes em T requer o uso de dois blocos especiais, um de comprimento 34 cm e outro de três furos com comprimento 44 cm. Modulação 15 x 40 e amarração de paredes em T com uso de blocos especiais de comprimento nominais 34 cm e 44 cm 15 cm 1 5 c m 2ª fiada 1ª fiada A modulação vertical advém da disposição espacial sobre a 1ª fiada. Assim, os demais vãos (esquadrias e portas) devem ser previstos em projeto de elevação de paredes Existem dois tipos de modulação vertical: de piso a teto e de piso a piso. Ambos utilizam o bloco J nas paredes externas, e o bloco canaleta nas paredes internas. o Piso a teto: Existem dois tipos de modulação vertical: de piso a teto e de piso a piso. Ambos utilizam o bloco J nas paredes externas, e o bloco canaleta nas paredes internas. o Piso a teto: o Outra opção é utilizar o bloco canaleta em todas as paredes, e neste caso o concreto da laje fica visível nas paredes externas. o Desníveis entre pisos e degraus nas lajes podem ser feitos aplicando blocos J, que podem ser recortados, ou fabricados segundo medidas fornecidas no projeto. As dimensões (cotas)entre as faces dos blocos de uma edificação em alvenaria não consideram os revestimentos, e são sempre determinadas pelo número de módulos (M) e juntas (J) que encontram se presentes na medida ou intervalo. o Módulo (M): dimensões nominais do bloco; o Espessura da junta de argamassa (J): 1 cm; o Comprimento de um bloco inteiro com uma junta de argamassa: 2M. o Comprimento de um bloco inteiro: 2M – J; o Comprimento de um meio bloco: M – J; Sempre trabalhar num conceito modular, incluindo-se todos os subsistemas (esquadrias, portas etc.). Manter o alinhamento dos furos verticais quando blocos especiais são usados, e deve-se detalhar este ponto no projeto. Dimensões em plantas múltiplas de 15 para M-15 e de 15 ou 20 para M-20 (largura nominal de 14 ou 19 cm) com ajustes em múltiplos de 5 cm em portas e janelas. Alternativamente, as dimensões podem ser ajustadas em 5 cm com uso do componente de 4 cm (não recomendável para vãos de cômodos, apenas para portas e eventualmente janelas). Na modulação vertical, as dimensões devem ser múltiplas de 20 cm (piso a laje ou laje a laje), ou seja, a altura do peitoril tem de ser igual a 100 ou 120 cm. O projeto deve ser concebido desde a arquitetura conforme padrão modular. Medidas não múltiplas de 5 cm devem ser recusadas. o A armadura de canto, em encontros de paredes, é necessária em algumas situações, apesar de ser de difícil execução. o Devem-se armar os cantos externos dos edifícios (incluindo cantos de pontos recortados), independentemente da altura do prédio. o Esta armadura é construtiva, geralmente igual a uma barra de Φ 10 mm. o Para edifícios com mais de 5 pavimentos, recomenda-se incluir a mesma armadura construtiva de uma barra de Φ 10 mm nos encontros de paredes principais, incluindo: • paredes que precisaram de armaduras em andares inferiores; • paredes com comprimento superior a 3,5 m; • paredes isoladas sem travamento lateral com outra parede. O comprimento mínimo dos apoios deve ser: o Vergas: • até 1,0 m de comprimento = 15 cm • acima de 1,0 m = 30 cm o Contravergas: • 30 cm Armaduras: o Vergas: • Dimensionar, com mínimo Φ 10 mm; o Contravergas: • Armadura construtiva, uma barra de Φ 10 mm ou treliça TR 08. Com estes detalhes, entende-se não ser imprescindível o uso de grauteamento e armadura vertical ao lado de aberturas. MODULAÇÃO 1ª e 2ª FIADAS PAGINAÇÃO 2 PAREDES (com aberturas) ABNT — ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13281: Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos: requisitos. Rio de Janeiro, 2005. ABNT. NBR 14974-1: Bloco sílico-calcário para alvenaria: parte 1: requisitos, dimensões e métodos de ensaio. Rio de Janeiro, 2003. ABNT. NBR 15270-2: Componentes cerâmicos: parte 2: blocos cerâmicos para alvenaria estrutural: terminologia e requisitos. Rio de Janeiro, 2005. ABNT. NBR 15812-1: Alvenaria estrutural: blocos cerâmicos: parte 1: projetos. Rio de Janeiro, 2010. ABNT. NBR 15961-1: Alvenaria estrutural: blocos de concreto: parte 1: projetos. Rio de Janeiro, 2011. ABNT. NBR 16868-1: Alvenaria Estrutural, Parte 1: Projeto. Rio de Janeiro, 2020. ABNT. NBR 16868-2: Alvenaria Estrutural, Parte 2: Execução e controle de obras. Rio de Janeiro, 2020. ABNT. NBR 16868-3: Alvenaria Estrutural, Parte 3: Métodos de ensaio. Rio de Janeiro, 2020. ABNT. NBR 6136: Bloco vazado de concreto simples para alvenaria estrutural: especificação. Rio de Janeiro, 2014. ASTM — AMERICAN STANDARD TEST METHOD. ASTM C 270: Mortar for unit masonry. Philadelphia: ASTM, 2008. BASTOS, P. S. Alvenaria Estrutural. Bauru: UNESP. 2021. MOHAMAD, G.; MACHADO, D. W., N; JANTSCH, A. C. A. Alvenaria estrutural: construindo o conhecimento. São Paulo: Blucher, 1ª ed., 2017. OLIVEIRA, F. D., et al. Principais patologias em edifícios de alvenaria estrutural. Revista mirante, Anápolis, v. 9, n. 2, 2016. PARSEKIAN, G. A.; MEDEIROS, W. A. Parâmetros de projeto de alvenaria estrutura com blocos de concreto. São Carlos: EdUFSCar, 2ª ed. 2021. SÁNCHEZ, E. Nova normalização brasileira para a alvenaria estrutural. Rio de Janeiro: Interciência, 1ª ed., 2013. TAUIL, C. A.; NESSE, F. J. M. Alvenaria estrutural: metodologia do projeto, detalhes, mão de obra, normas e ensaios. São Paulo: Pini, 1ª ed. 2010. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33