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Psicanálise Clínica 
Professor: Normando Santiago. 
Conceitos Básicos. 
Sigmund Freud (1856-1939)- Nasceu na Morávia. 
 Médico, Neurologista e Pai da Psicanálise. 
 Psicanálise como: 
Teoria 
Método 
Técnica 
 
O tripé psicanalítico: 
 Teoria 
Supervisão 
Análise Pessoal 
TEORIA DO APARELHO PSIQUICO 1895: 
Freud vai formular sua teoria do aparelho psíquico 
explicando que há no individuo três instâncias da 
mente, a saber: consciente, pré-consciente e 
inconsciente. 
-> CONSCIENTE: Informações das quais você 
está ciente. 
Ex.: ler e entender algo; ouvir, conversar etc. 
-> INCONSCIENTE: Informações não 
conscientes, excluídas do consciente. São 
lembranças traumáticas. 
-> PRÉCONSCIENTE: Informações, memórias 
acessíveis. 
-> PULSÃO: Pulsão designa, em psicanálise, um 
impulso energético interno que direciona o 
comportamento do indivíduo. O comportamento gerado 
pelas pulsões diferencia-se daquele gerado por decisões, 
por ser aquele gerado por forças internas, inconscientes, 
alheias ao processo de decisão. 
Pré-consciente 
A Estrutura Da Personalidade 1920: 
 Freud deterrmina em sua teoria da 
personalidade que o indivíduo possui 
dentro das instâncias da mente, um 
modelo dinâmico de relacionamento com 
a realidade, a saber: o ID, EGO e 
SUPER-EGO. 
 São pressões ou necessidades que nos dirigem a um determinado fim. Elas são de 
ordem psíquica/orgânica. 
 Toda pulsão tem uma fonte, uma pressão, um objeto e uma finalidade,. 
Como exemplo podemos citar a fome: 
 Fonte: nessecidade de repor nutrientes; 
 Pressão: energia utilizada para reduzir o desprazer; 
 Objeto: é tudo o que se usa para satisfazer a fome; 
 Finalidade: redução da tensão até que haja equilibrio(satisfação) no corpo. 
Obs: a fome é uma nessecidade fisiológica. 
 
Freud classificou todas as pulsões em dois gruos: 
 Pulsão de vida-> toda demanda intena que nos leva a buscar o prazer. 
 Pulsão de morte-> toda demanda interna que nos leva ao isolamento e a atos de 
destruição e morte. 
A fonte de energia das pulsões-> de vida é a “libido” e a da pulsão de morte Freud não 
denominou 
 
 
Pulsões 
Outras Teorias importantes: 
 Teoria da repressão-> o material do trauma está escondido por uma força. 
 Regressão-> esse evento doloroso está no passado do paciente. 
 Teoria da sedução-PISTA FALSA> o infante foi objeto passivossexual no 
passado. 
 Sexualidade infantil-> desde a infância há desejos sexuais. A sexualidade 
infantil está ligada as nessecidades fisiológicas, as descobertas e fantasias 
da criança e não no ato sexual como é na sexualidade do adulto. 
 Transferência-> o paciente imprime no analista o sentimento que tinha por 
alguém do passado. 
 Resistência-> quando da transferência o paciente tende a abandonar o 
analista(transferência negativa). 
 Ato sintomático-> atos ligados à ideias inconscientes. 
 Teoria da defesa(repressão)-> Freud 
 Teoria hipnóide-> Joseph Breuer 
 
AS TRÊS PEDRAS ANGULARES DA PSICANÁLISE 
 RESISTÊNCIA, TRANSFERÊNCIA e SEXUALIDADE INFANTIL. 
 No que tange a sexualidade infantil, Freud observou que seus pacientes 
alegavam terem sido abusados na infância, mas, ele observou que muitos 
desses relatos eram fantasias geradas pelo próprio infante. Disso foi obtido o 
conceito de que a criança tinha fantasias sexuais, porém não com a conotação 
sexual entendida pelo adulto. 
 Fases Psicossexuais: 
 Fase Oral: vai do nascimento até os 2 anos de idade. 
 Fase Anal: está entre os 2 e 4 anos. 
 Fase Fálica: compreende os 4 anos de idade. Aqui surge o complexo de 
Édipo. 
 Fase de Latência: compreende o período dos 5 aos 12 anos. 
 Fase Genital: reside a partir do início da puberdade. Agora a libido 
retorna às partes genitais e os indivíduos estão cientes de sua sexualidade. 
Há a possibiidade de sentimentos não resolvidos na fase de édipo 
retornarem nessa fase. 
 Fixação: são interferências fixas de fases psicossexuais na vida adulta 
 
Obs: os indivíduos serão saudáveis psicologicamente caso passem por todas 
as fases de forma completa. 
 
Angústia 
 Segundo Freud, é o estado afetivo (emocional) puro, correspondente à ansiedade, ao medo e ao susto, 
mas que pode prescindir do objeto, ou seja, pode existir como sentimento, isoladamente, sem necessitar 
de causa, motivo ou razão de ser. 
 Angústia objetiva é a antecipação da desaprovação externa se a criança comporta-se ou deseja 
comportar-se em desacordo com as normas do meio. 
Etiologia das Neuroses 
 BRUER- “é segredo de Alcova”. Um homem nos parou na rua... 
 CHARCOT- “a coisa é sempre genital”. Um casal de um país... 
 CHROBAK- “dose normal de pênis”. “Virgo intacta”. 
Quem pode usar o nome Psicanálise 
 
Qualquer linha de investigação que se atenha aos dois fatos, transferência e resistência. 
AS PEDRAS ANGULARES DA PSICANÁLISE 
 transferência 
 sexualidade 
infantil 
 resistência 
Teoria da Sedução/Pista falsa 
O paciente diz ter sido objeto passivo-sexual, porém é uma afirmação falsa. 
 
 Repressão: é o processo automático que mantém fora da consciência, impulsos, 
ideias ou sentimentos inaceitáveis, os quais não podem tornar-se conscientes 
através da evocação voluntária. 
 Deslocamento: um impulso ou sentimento é inconscientemente deslocado de um 
objeto original para um objeto substitutivo. 
 Compensação: é o mecanismo de defesa pelo qual o indivíduo, 
inconscientemente, procura compensar uma deficiência real ou imaginária. 
 Fantasia: é um conjunto de ideias ou imagens mentais que procuram resolver os 
conflitos intrapsíquicos, através da satisfação imaginária dos impulsos. 
 Formação reativa: mecanismo inconsciente pelo qual atitudes, desejos e sentimentos, 
desenvolvidos pelo ego são a antítese do que é realmente almejado pelos impulsos. 
 Projeção: é o processo mental pelo qual atributos da própria pessoa, não aceitos 
conscientemente, são imputados a outrem, sem levar em conta os dados da 
realidade. 
 Introjeção: um tipo de identificação onde o sujeito, inconscientemente, procura 
igualar-se a outro, transferindo para si mesmo vários elementos de sua 
personalidade. 
 Negação: consiste no bloqueio de certas percepções do mundo externo, ou seja, 
o indivíduo frente a determinadas situações intoleráveis da realidade externa, 
inconscientemente nega sua existência para proteger-se do sofrimento. 
 Racionalização: é a tentativa de explicação consciente visando justificar 
manifestações de impulsos ou afetos inconscientes e não aceitos pelo ego. 
 Sublimação: é o processo pelo qual um impulso é modificado de forma a 
ser expresso de conformidade com demandas do meio 
 
Mecanismos de defesa do Ego: 
Como é formada a Neurose segundo Freud 
Trauma na infância. 
Evento traumático. 
Juízos inaceitáveis. 
FORCA DE REPRESSÃO. 
IDEIAS E EVENTOS 
RERIMIDOS SEM ACESSO 
À CONSCIÊNCIA. 
ESSAS IDEIAS ESTÃO CARREGADAS EMOCIONALMENTE. 
PASSADO/INFFÂNCIA PRESENTE/CONFLITOS 
Os conflitos do presente são 
carregados da energia psíquica 
do passado. 
EGO EM CONFLITO 
INCONSCIENTE 
TRAUMA. 
CONSCIENTE 
DESEQUILIBRIO 
DOS MECANISMOS 
DE DEFESA. 
SONHOS 
PRÉ-CONSCIENTE 
NEUROSE 
DO 
PACIENTE 
REALIDADE 
A escuta do Psicanalista 
 
TRAUMA 
SONHOS 
EGO 
 
 
DESEQUILIBRIO 
DOS MECANISMOS 
DE DEFESA. 
O ANALISTA SE ATERÁ, ATRAVÉS DA 
AUDIÇÃO, AOS SEGUINTES MODOS DA 
FALA DO PACIENTE: 
1- FARÁ A ANÁLISE PELA ASSOCIACAO 
LIVRE.(TÉCNICA DO PACIENTE). 
-UTILIZARÁ A ATENÇÃO FLUTUANTE. 
2- TOMARÁ NOTA DOS ATOS FALHOS DO 
PACIENTE. 
3-TRABALHARÁ COM A INTERPRETAÇÃO 
DOS SONHOS DO PACIENTE PARA ENTÃO 
CONHECER MELHOR SEUS PROCESSOS 
MENTAIS INTERNOS. 
Diagnose 
SONHOS e a ANÁLISE 
 
Referência Bibliográficas: 
 Freud, Sigmund (1980). Três Ensaios sobre a sexualidade infantil. Em: Obras 
Psicológicas completas de Sigmund Freud, Ed. Standard Brasileira. Rio de 
Janeiro: Imago Ed. (Vol. VI).
 ____________ (1900). A interpretação dos sonhos. . Em: Obras Psicológicas 
completas de Sigmund Freud, Ed. Standard Brasileira. Rio de Janeiro: 
Imago,1988a Ed. (Vol. VII). 
 Palácios, J., Cubiero R., Luque A., Mora J. (2004). Desenvolvimento Físico e 
Psicomotor depois dos dois anos. Em Coll, César, Palácios, J. & Marchesi, A. 
(Orgs). Desenvolvimento psicológico e educação: Psicologia evolutiva. 
(pp.127-141).(Vol.1). Porto Alegre: ArtMed. 
 Siqueira, T.,C; Trabuco, P., M. (2013). Educação Sexual no Desenvolvimento 
Infantil. Educativa: Goiânia, v. 16, n. 2, p. 297-318, jul./dez.

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