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MÉTODOS E TÉCNICAS DE GESTÃO 
DE PROJETOS 
 
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 FAP 
 
2 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
O desenvolvimento de atividades baseadas em projetos é uma prática cada 
vez mais comum em todos os setores da atividade humana, até mesmo no nosso 
cotidiano. O volume de empreendimentos sob a forma de projetos tem crescido 
rapidamente e envolve as mais diversas áreas do conhecimento. Na área 
educacional, o crescimento de atividades baseadas em projetos pode ser verificado 
em todos os setores dos sistemas educacionais público e privados. 
 
Observando cenários locais, regionais ou nacionais, podemos identificar 
projetos voltados para as mais variadas finalidades, como, por exemplo: 
 
 
 projetos de reforma do sistema educacional em seus diferentes 
níveis, abrangendo organizações curriculares, conteúdos e métodos; 
 
 projetos de inclusão de novas tecnologias da informação e 
comunicação nas escolas e nos processos pedagógicos; projetos 
dirigidos para a formação e capacitação de professores de nível básico 
e superior; 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
3 
 
 projetos de pesquisa metodológica voltados para a melhoria dos 
processos de ensino e aprendizagem; projetos de implantação e 
funcionamento de escolas em rede; 
 
 projetos de criação de novos cursos em diferentes modalidades de 
formação; 
 
 projetos para o desenvolvimento do ensino, da escola, do educando 
e do educador; projetos de desenvolvimento de sistemas de avaliação; 
 
 projetos de integração da escola com a comunidade etc. 
 
 
Há muitos motivos que justificam esse rápido crescimento de atividades 
baseadas em projetos na área educacional. Um deles é que os projetos representam 
um caminho seguro para a introdução de mudanças e inovações nas organizações 
humanas. Muitos resultados decorrentes de projetos educacionais dificilmente 
seriam alcançados apenas com a manutenção e ajustes das atividades de rotina. 
 
Outra característica importante que fundamenta o crescente interesse por 
projetos em sistemas educacionais é que todo projeto é uma atividade 
eminentemente instrutiva. Pela execução de um projeto, todos os envolvidos se 
enriquecem com as experiências vividas, obtendo novos conhecimentos e novas 
habilidades. Essa característica faz dos projetos uma alternativa importante a ser 
[Digite texto] 
 FAP 
 
4 
 
considerada em sistemas educacionais, seja como solução para vários problemas, 
seja como forma de introdução de inovações pedagógicas, como é o caso de 
projetos de educação a distância 
 
Diante do rápido crescimento de demandas sociais, aliado à necessidade de 
situar-se com equilíbrio em ambientes intensamente permeados por novas 
tecnologias da gestão da informação e comunicação, podemos afirmar que o futuro 
de muitas organizações humanas vai depender da capacidade de conceber, 
planejar, executar, acompanhar e avaliar atividades orientadas para projetos. Essa 
previsão fundamenta-se no fato de que os processos e métodos envolvidos no 
trabalho com projetos fornecem a estrutura, o foco, a flexibilidade e o controle 
adequados para a realização de mudanças, dentro de prazos e recursos limitados, 
com melhores resultados. Sistemas educacionais, independentemente de seu porte 
ou complexidade, podem se beneficiar muito com a prática de atividades baseadas 
em projetos. 
 
 
 
O QUE É UM PROJETO? 
 
 
Em nosso cotidiano podemos encontrar a palavra “projeto” utilizada em 
diversos contextos, como nos exemplos que se seguem: 
 
• Projeto arquitetônico (arquitetura) 
[Digite texto] 
 FAP 
 
5 
 
 
• Projeto de lei (jurídico) 
 
• Projeto pedagógico (educação) 
 
• Projeto elétrico, hidráulico, mecânico, aeronáutico, naval etc. (engenharia) 
 
• Projeto de software (informática) 
 
• Projeto de marketing (administração) 
 
• Projeto de pesquisa (educação, ciência, tecnologia) 
 
• Projeto de tese (educação) 
 
• Projeto educacional (educação) etc. 
 
 
Observe que, mesmo focalizando apenas o contexto educacional, 
encontramos diferentes significados e diferentes aplicações para a palavra “projeto”. 
Portanto, precisamos definir claramente a que projeto estamos nos referindo. 
 
 
Em que contexto? De que tipo? Para qual finalidade? 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
6 
 
A consulta à semântica da palavra “projeto” nos traz uma primeira visão sobre 
o termo em diversos contextos (Dicionário Aurélio): 
 
Projeto {Do lat. projectu, ‘lançado para diante’.} 
 
 
1. Ideia que se forma de executar ou realizar algo, no futuro; plano, intento, 
desígnio. 
 
2. Empreendimento a ser realizado dentro de determinado esquema (P. ex.: 
Projetos Administrativos, Projetos Educacionais). 
 
3. Redação ou esboço preparatório ou provisório de um texto (P. ex.: Projeto 
de Estatuto, Projeto de Tese). 
 
4. Esboço ou risco de obra a se realizar. 
 
5. Arquit. Plano geral de edificação. 
 
 
Os “projetos” de que estamos tratando possuem as seguintes 
características: 
 
• são atividades orientadas para a realização de objetivos específicos; 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
7 
 
• têm uma duração finita, com um princípio e um fim bem definidos; 
 
• são atividades voltadas para a realização de algo único, exclusivo; 
 
• os recursos disponíveis são limitados (pessoas, tempo, dinheiro etc.); 
 
• apresentam dimensões de complexidade e incerteza (ou risco) em sua 
realização; 
 
• surgem, em geral, em função de um problema, uma necessidade, um 
desafio ou uma oportunidade (de uma pessoa ou instituição). 
 
 
 
O QUE É UM PROJETO? 
 
 
É um empreendimento finito, com objetivos claramente 
definidos em função de um problema, oportunidade ou interesse 
de uma pessoa ou organização. (MAXIMIANO, 1997, p. 20) 
 
 
 
É uma sequência de tarefas com um início e um fim que 
são limitadas pelo tempo, pelos recursos e resultados desejados. 
[Digite texto] 
 FAP 
 
8 
 
Um projeto possui um resultado desejável específico; um prazo 
para execução; e um orçamento que limita a quantidade de 
pessoas, insumos e dinheiro que podem ser usados para 
completar o projeto. (BAKER & BAKER, 1998, p. 5). 
 
 
 
 
Um projeto é um empreendimento com características de 
complexidade, unicidade, finitude, recursos limitados, 
envolvimento interfuncional, escalonamento de tarefas, orientado 
por objetivos e com um produto (ou serviço) final. (WEISS & 
WYSOKI, 1992, p. 3) 
 
 
 
Enfim, todos os conceitos citados acima são, em certa medida, equivalentes e 
se aplicam ao contexto de ”projetos educacionais” considerado nesta unidade. 
Observe que as diferentes definições citadas destacam uma ou outra característica 
dos projetos, conforme o contexto em foco. No sentido mais geral, o termo “projeto”, 
quando referido ao contexto educacional, diz respeito ao que se tem apresentado 
como “pedagogia de projeto” ou, mais especificamente, “projeto de trabalho”. 
 
Como é sabido no meio educacional, “Projetos de trabalho” são 
desenvolvidos com o propósito específico de construção do conhecimento, formação 
[Digite texto] 
 FAP 
 
9 
 
de habilidades e competências, objetivando ao aluno uma aprendizagem 
contextualizada e significativa. Entretanto, os “projetos de trabalho”, como atividades 
realizadas por alunos sob orientação de professores, dentro de uma metodologia 
conhecida por “método de projetos” ou “pedagogia de projetos”, merecem um 
tratamento à parte. 
 
 
 
O QUE É UM PROJETO EDUCACIONAL? 
 
 
 
Com base nos conceitos anteriores, podemos dizer que projeto educacional é 
um empreendimento de duração finita, com objetivos claramente definidos na 
solução de problemas, oportunidades, necessidades, desafios ou interesses de um 
sistema educacional, de um educador ou grupo deeducadores, com a finalidade de 
planejar, coordenar e executar ações voltadas para melhoria de processos 
educativos e de formação humana, em seus diferentes níveis e contextos. 
 
Nesse sentido, os projetos educacionais não estão limitados às escolas, 
universidades, ou sistemas educacionais. Qualquer instituição (empresa, setor 
organizado da sociedade, organizações não governamentais, comunidades etc.) 
pode propor e desenvolver projetos educacionais em seus respectivos contextos de 
atuação. Todo projeto com finalidades educativas, independentemente de ser de 
uma escola ou fazer parte do sistema educacional formal, pode ser considerado um 
[Digite texto] 
 FAP 
 
10 
 
projeto educacional. setor produtivo, por exemplo, apresenta uma crescente 
demanda por especialistas em educação para atuarem no planejamento, gestão e 
avaliação de projetos educacionais nas empresas. 
 
Sendo a educação um instrumento indispensável para construir e manter o 
conhecimento, o pedagogo passa a ser um profissional indispensável no atual 
contexto social e econômico. O chamado capital intelectual das organizações é um 
valor que se constrói mediante ações educativas, muitas delas originadas em 
projetos educacionais que facilitam e promovem a aprendizagem, transformando o 
aprender através de projetos em uma atividade comum dentro das instituições. 
 
Como exemplos de projetos educacionais desenvolvidos fora dos limites dos 
sistemas educacionais formais, podemos citar projetos de implantação de 
universidades corporativas; projetos de cursos e programas de formação 
profissional; projetos de desenvolvimento e produção de material didático e 
instrucional etc. Há também uma infinidade de projetos voltados para questões de 
interesse social, tais como preservação do meio ambiente (educação ambiental), 
conservação e uso da energia, formação do conceito de cidadania, desenvolvimento 
sustentado etc., que podem ser classificados como projetos educacionais, em 
função do foco que mantêm em suas ações educativas e de seus objetivos de 
formação e desenvolvimento humano e social. 
 
 
 
 
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 FAP 
 
11 
 
AS DUAS DIMENSÕES DE UM PROJETO: PLANEJAMENTO E GESTÃO 
 
 
Como desenvolver um modelo adequado para o planejamento e gestão de 
um projeto na área educacional? Para responder a essa pergunta precisamos, 
antes, ter clareza quanto às seguintes questões: o que queremos significar quando 
nos referimos a um “projeto”? 
 
Um “projeto” é um documento ou um conjunto de documentos (definição do 
problema, justificativa, objetivos, plano de ação etc.)? Ou “projeto” é o conjunto de 
processos (ações, atividades, tarefas etc.) que transformam em realidade algo que 
estava planejado? Ou, ainda, um “projeto” se refere às duas coisas juntas? A parte 
referente aos processos de implementação ou execução geralmente é considerada 
como além do projeto. Isso ocorre porque a parte executiva envolve processos bem 
conhecidos e com alto grau de padronização, com pouca inovação nas atividades e 
tarefas necessárias à sua execução. 
 
Projetos na área social e particularmente na área educacional geralmente 
apresentam alto grau de inovação tanto na parte de planejamento quanto na parte 
de execução, de tal modo que a segunda parte, os processos de implementação, 
torna-se também componente essencial daquilo que chamamos de “projeto”. 
 
A parte de implementação é normalmente identificada como “gestão” do 
projeto. Assim, ao nos referirmos a um “projeto”, estaremos incluindo, 
necessariamente, as dimensões do planejamento e da gestão do mesmo. Dessa 
[Digite texto] 
 FAP 
 
12 
 
forma, entenderemos por gestão de um projeto a ação, arte, técnica, maneira de 
gerenciar, controlar ou conduzir o projeto. A ação gerencial vai além da simples 
execução daquilo que está planejado, pois, além de corrigir eventuais desvios em 
relação ao planejado, a gestão pode introduzir modificações no planejamento inicial 
em função de necessidades observadas durante a sua execução. 
 
 
 
FASES DE UM PROJETO 
 
 
Os processos de gestão, em geral, consideram a existência de 5 fases, 
abrangendo todo o percurso, desde a concepção até o encerramento ou conclusão 
de um determinado empreendimento ou trabalho. São essas as fases: 
 
 Inicialização 
 
 Planejamento 
 
 Execução 
 
 Controle 
 
 Encerramento. 
[Digite texto] 
 FAP 
 
13 
 
 
 
A gestão de projetos, como um tipo de processo de gerenciamento, também 
se desenvolve seguindo essas fases. Essa sequência de fases é denominada de 
ciclo de vida do projeto. Deve-se notar, entretanto, que a sequência transmite uma 
visão linear das 5 fases, o que não corresponde inteiramente ao que ocorre na 
prática da gestão de projetos. Na prática, esses processos não ocorrem de forma 
linear ou sequencial, ou seja, a fase de controle não ocorre somente após a 
conclusão da fase de execução, são processos que ocorrem simultaneamente. Da 
mesma forma, a fase de planejamento não é interrompida assim que se inicia a fase 
de execução. 
 
Essas interações se devem ao processo gerencial de controle, com suas 
ações corretivas em função de desvios da execução em relação ao que foi 
planejado. Eventualmente, as ações de controle são correções no próprio 
planejamento do projeto, revendo atividades cuja especificação, dimensionamento 
ou prazos demandam reajustes. 
 
 
ATIVIDADES TÍPICAS DE CADA FASE - MODELO DE 5 FASES 
 
 
1 - INICIALIZAÇÃO - Desenvolvimento de visão geral do Projeto. 
 
• Reconhecer que vale a pena efetuar um Projeto 
[Digite texto] 
 FAP 
 
14 
 
• Identificar e definir o problema ou situação geradora 
 
• Determinar o que o Projeto vai realizar 
 
• Definir a abrangência do Projeto 
 
 
 
2 - PLANEJAMENTO - Definição de objetivos, resultados esperados, recursos, 
estimativa de custos, prazos 
 
 
• Refinar e detalhar o escopo do Projeto 
 
• Listar as atividades e tarefas necessárias aos resultados desejados 
 
• Sequenciar as atividades da maneira mais eficiente possível 
 
• Definir um cronograma e atribuir recursos a cada atividade 
programada 
 
 
 
3 - EXECUÇÃO - Organização, coordenação e direção de equipes. 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
15 
 
• Organizar e coordenar equipes; atribuir tarefas 
 
• Resolver conflitos e problemas 
 
• Manter comunicação efetiva com os envolvidos no projeto 
 
• Garantir o provimento de recursos para realizar o planejamento 
 
 
4 - CONTROLE - Acompanhamento da execução do projeto 
 
 
• Monitorar a execução e identificar desvios em relação ao plano 
 
• Adotar ações corretivas para manter o curso planejado 
 
• Reescalonar as atividades na medida do necessário 
 
• Adequar recursos disponíveis e/ou abrangência do projeto 
 
 
 
 
 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
16 
 
5 - ENCERRAMENTO - Avaliação dos resultados do projeto 
 
 
• Verificar, analisar e avaliar os resultados alcançados 
 
• Elaborar relatórios finais 
 
• Disseminar os resultados alcançados 
 
• Consolidar o aprendizado como projeto; formular novas propostas 
 
 
Então: 
 
• Um projeto é um empreendimento com início e fim definidos, conduzido em 
função de objetivos claros, em função de um problema, oportunidade ou 
interesse de um grupo ou uma organização. 
 
• A gestão de projetos se desenvolve seguindo um ciclo de 5 fases: 
inicialização, planejamento, execução, controle e encerramento. 
 
 
 
 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
17 
 
COMO NASCE UM PROJETO? 
 
 
Muitos são os fatores que determinam o início do desenvolvimento de um 
projeto. Entre os principais fatores internos que demandam projetos em uma 
organização e que colaboram com a busca das vantagens competitivas podem-se 
mencionar os que se seguem: 
 
 
• MELHORIA EM PRODUTO - o mercado exige permanente evolução nos produtos, 
de maneira bem controlada. 
 
• NOVO PRODUTO - muitasvezes a empresa desenvolve produtos ou soluções 
totalmente novas cuja implantação é facilitada pela orientação por projeto. 
 
• MUDANÇA ORGANIZACIONAL - as mudanças organizacionais, reestruturações, 
fusões, incorporações podem e devem ser consideradas como projetos, para que os 
seus resultados possam ser avaliados à medida que sejam implementados e gerem 
bons frutos. 
 
• PRODUTOS ÚNICOS - muitas organizações trabalham com produtos únicos, como 
eventos, softwares, aviões e grandes embarcações que exigem controle de prazos, 
recursos e qualidade, com objetivos rígidos, pouco flexíveis e previamente 
determinados. 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
18 
 
• GESTÃO ESTRATÉGICA DA EMPRESA - as organizações modernas percebem, 
cada vez mais, a importância de olharem para si como um grande portfólio de 
projetos. A implantação das suas estratégias comerciais, de produção, de produto 
devem ser consideradas como verdadeiros projetos. 
 
• TRABALHANDO COM PRAZOS E RECURSOS LIMITADOS - nessas situações 
convém planejarmos as atividades nas quais este recurso estará envolvido, para que 
possa ser adequadamente distribuído e utilizado. Deve-se considerar a possibilidade 
de planejarmos nossos trabalhos como se fossem projetos, a fim de que possamos 
exercer um maior e melhor controle sobre o andamento de seus resultados. 
 
• MELHORIA INTERNA - as empresas estão cada vez mais orientadas para o 
aprimoramento contínuo dos processos produtivos e de apoio. Caracterizando-os 
como projetos, torna-se mais fácil administrá-los. 
 
 
É importante considerar que os fatores mencionados como ponto de partida 
de um projeto-problemas, necessidades, oportunidades e desafios - estão 
relacionados com um conjunto de circunstâncias que lhes deram origem e 
significado. Assim, um projeto começa a ser concebido antes mesmo da formulação 
completa da situação geradora. Os fatores adicionais que contribuem para o 
nascimento de um projeto são os interesses, o conhecimento e a experiência que 
um grupo de pessoas ou instituição tem sobre determinado problema, situação ou 
contexto. 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
19 
 
Nesse sentido, a proposta de realização de um projeto tem uma 
correspondência direta com o perfil do grupo empreendedor. Há inúmeros problemas 
importantes que justificariam propostas de projetos igualmente importantes. 
Entretanto, nem todos são reconhecidos como tais e com grau de relevância 
suficiente para justificar propostas de projetos, pois isso depende muito da visão 
analítica das pessoas. 
 
Portanto, o chamado problema gerador, ou o que denominamos de situação 
geradora do projeto, não é definido apenas a partir do fato de que um problema ou 
situação sejam relevantes em si mesmos, mas depende da visão do grupo sobre 
aquilo que é tomado e valorizado como sendo um problema ou situação geradora 
que justificam a proposição de um projeto. 
 
O conjunto de interesses, conhecimento, experiência, desejos etc. do grupo 
que propõe um projeto poderá estar representado no componente justificativa do 
projeto, constituindo-se em fator de esclarecimento da razão de ser ou o porquê do 
projeto. 
 
 
A listagem abaixo ilustra alguns exemplos de situações geradoras que podem 
ser, eventualmente, tomadas como origem de projeto na área educacional: 
 
 
• Ausência de contextualização e significado nos processos de ensino e 
aprendizagem no ambiente escolar. 
[Digite texto] 
 FAP 
 
20 
 
 
• Baixo aproveitamento dos alunos nos processos de ensino e 
aprendizagem nos programas de educação de jovens e adultos. 
 
• Carência de professores qualificados e capacitados nas áreas de 
ciências e suas tecnologias do ensino médio. 
 
• Aumento de várias formas de violência no ambiente escolar envolvendo 
professores e alunos. 
 
• Inadequação do material didático para o ensino de ciências e 
matemática na escola de nível fundamental. 
 
• Necessidade de introdução de novas tecnologias da informação e 
comunicação nos processos educativos escolares na educação básica. 
 
• Necessidade de desenvolvimento de novas competências para ensinar, 
por parte dos professores, frente às demandas das novas tecnologias. 
 
• Necessidade de capacitação de professores da educação básica no 
desenvolvimento e aplicação de metodologias ativas de aprendizagem. 
 
• Necessidade de incentivar e orientar professores no processo de sua 
própria formação continuada. 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
21 
 
• Necessidade de melhoria dos processos de gestão escolar. 
 
• Ausência de metodologias de aprendizagem que favoreçam a formação 
de competências no contexto da educação profissional. 
 
• Posição precária do Brasil na classificação internacional de exame de 
proficiência em ciência e matemática. 
 
• Existência de grande volume de informações nos meios de comunicação 
cultural e científica, potencializando o processo de ensino e aprendizagem 
de conceitos de ciência e tecnologia (oportunidade). 
 
• Oportunidade de utilização das tecnologias da informação e 
comunicação nos processos de gestão do conhecimento nas escolas. 
 
 
 
DEFINIÇÃO DO PROBLEMA 
 
 
Um dos requisitos mais importantes para o sucesso de um projeto é a clara 
definição do problema ou situação geradora (deste ponto em diante usaremos as 
expressões problema e situação geradora do projeto como equivalentes). Essa 
definição será a base para a etapa de elaboração dos objetivos e dos resultados a 
serem alcançados no projeto. 
[Digite texto] 
 FAP 
 
22 
 
 
A clareza e precisão na definição do problema (ou outros elementos que 
constituem a situação geradora) determinam a maneira como ele será equacionado 
para ser resolvido, sendo um fator decisivo nas etapas subsequentes de 
desenvolvimento do projeto. De um modo geral, todo problema tem suas causas e 
tem também seus efeitos. 
 
O problema educacional de alto índice de reprovação, por exemplo, pode ter 
como causas o baixo desempenho dos professores, métodos pedagógicos 
inadequados, apoio precário da estrutura familiar do aluno etc. O mesmo problema, 
por sua vez, pode ter como efeitos a degradação da autoestima e das condições de 
aprendizagem do aluno, repercussões negativas no contexto social, evasão escolar 
etc. 
 
Nessa visão, cada problema em foco tem um desdobramento de causas-
efeitos que podemos representar como uma árvore de relações, na qual as causas 
podem ser representadas como ramificações abaixo do problema e os efeitos como 
ramificações no nível acima do problema, ou vice-versa. Assim, a escolha de um 
problema como central, para ser abordado sob a forma de projeto, depende da visão 
e do nível de conhecimento, experiência e interesse do grupo que vai definir a 
situação geradora do projeto. 
 
 
 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
23 
 
ELABORANDO A JUSTIFICATIVA DO PROJETO 
 
 
O item “justificativa” está entre os que possuem maior grau de relatividade na 
estrutura de um projeto, podendo sua presença variar desde ser simplesmente 
omitida até apresentar grande volume de elaboração. A dimensão e a complexidade 
da “justificativa” dependem muito do tipo, do contexto e da complexidade do projeto. 
Há casos em que uma apresentação clara, situação geradora do projeto, é 
considerada como suficiente para justificar sua realização. 
 
Por outro lado, especialmente em projetos nos quais o problema gerador é 
complexo e pouco conhecido, há necessidade de uma justificativa abrangente e bem 
fundamentada, que seja convincente para justificar a proposta de projeto. Nesse 
caso, pode ser conveniente estruturar a justificativa com vários elementos de 
fundamentação, tais como apresentação, histórico, descrição do contexto, 
diagnóstico situacional etc., com vistas a favorecer sua compreensão. Geralmente, 
os projetos de pesquisa e de intervenção são os que podem requerer um nível maior 
de elaboração do item justificativa.A justificativa representa um elemento importante na fase de negociação e 
aprovação do projeto junto aos agentes apoiadores de sua realização. Ela pode ser 
considerada uma extensão do item “situação geradora”, tendo como objetivo 
fundamentar ou aprofundar o que foi colocado inicialmente e contribui também para 
a compreensão da razão de ser do projeto por parte dos seus executores e 
participantes. 
[Digite texto] 
 FAP 
 
24 
 
 
Desse modo, o item justificativa deve conter, de forma mais fundamentada, os 
elementos que podem ter sido mencionados ou antecipados na fase de definição da 
situação geradora, como diagnóstico situacional, referencial teórico de sustentação, 
dados estatísticos e informações descritoras da realidade anterior ao projeto, que 
possam ser utilizadas depois como base de comparação na avaliação dos 
resultados alcançados. 
 
Em todos os casos, consideramos de grande importância ter em conta os 
critérios de redação geralmente utilizados para trabalhos técnico-científicos, como 
objetividade, precisão, concisão, clareza. Devemos alertar sobre as dificuldades que 
comumente ocorrem em relação a esse aspecto, como a tendência geral de uma 
redação prolixa, repleta de redundâncias e imprecisões. 
 
 
 
DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS DO PROJETO 
 
 
A definição dos objetivos de um projeto é um dos pontos de maior importância 
na fase de planejamento. Tudo que vier a ser feito depois vai depender do conteúdo 
e da forma como estão declarados os objetivos do projeto. 
 
 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
25 
 
DIFERENTES VISÕES SOBRE “OBJETIVOS” 
 
 
 
Diferentes modelos de planejamento e gestão de projetos adotam posições 
diferentes em relação à visão e à função que atribuem à formulação dos objetivos 
em um projeto. Essa diferenciação na forma de tratar os objetivos em um projeto 
ocorre em função do grau de subjetividade sobre o que é considerado como “bons 
resultados” a serem produzidos pelo projeto. 
 
“Um projeto de produção de novo tipo de caneta, por exemplo, não contém 
grande subjetividade intrínseca em relação ao que será considerado como 
insucesso” do projeto, enquanto que um projeto para melhoria das condições de 
ensino por parte dos professores de um determinado sistema de ensino contém um 
alto grau de subjetividade em relação ao que será considerado como sucesso do 
projeto. 
 
Por causa dessas diferenças torna-se imprescindível definir com a maior 
clareza e com o maior consenso possíveis entre os envolvidos no projeto, os 
objetivos e os resultados correspondentes que se espera alcançar através da sua 
realização. Sem essa clareza e consenso, o projeto não poderá ser realizado e 
avaliado de forma consistente, pois não se terá um parâmetro em relação ao qual se 
fará a avaliação dos resultados alcançados. Essa é uma questão crítica na 
compreensão e na escolha do modelo de planejamento e gestão de projetos a ser 
adotado. 
[Digite texto] 
 FAP 
 
26 
 
 
OBJETIVO NO CONTEXTO DE PLANEJAMENTO E GESTÃO DE PROJETOS 
 
 
A concepção sobre o termo “objetivo” apresenta um alto grau de 
complexidade por sofrer influência de diversas linhas ou escolas de pensamento 
pedagógico. Depois de definido o problema ou situação geradora do projeto e 
elaborada a sua justificativa, o passo seguinte é a definição dos objetivos que o 
projeto deve alcançar. 
 
Na literatura sobre projetos na área social e educacional é comum 
encontrarmos diferentes referências aos objetivos de um “projeto”, tais como 
objetivo, objetivo geral, objetivo especifico, meta e alvo. O uso impreciso desses 
termos pode gerar uma certa confusão, dificultando o entendimento e a 
comunicação sobre aspectos importantes no trabalho com projetos. 
 
No contexto desta unidade, um objetivo é a expressão de um propósito, 
intenção ou fim que se deseja alcançar por meio da realização de um projeto. Para 
separar as intenções de caráter abrangente daquelas mais específicas vamos adotar 
os conceitos de objetivo geral e objetivo especifico. 
 
 
 
 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
27 
 
OBJETIVO GERAL 
 
 
Consideraremos o objetivo geral como sendo uma declaração de caráter geral 
e abrangente que expressa a intenção de resolver o problema ou necessidade que 
está descrita na situação geradora do projeto. Assim, o objetivo geral expressa a 
razão de ser do projeto, ou seja, refere-se ao quê para que o projeto será 
implementado. 
 
O objetivo geral indica, de forma afirmativa, a intenção de oferecer uma 
solução para o problema gerador do projeto. Nesse sentido, podemos dizer que o 
objetivo geral pode apresentar uma redação inversa àquela expressa na definição 
do problema. 
 
 
OBJETIVO ESPECÍFICO 
 
 
O objetivo específico é uma declaração de caráter bem definido sobre o que 
se pretende realizar para alcançar aquilo que está expresso no objetivo geral. 
Observe-se que diferentes grupos ou equipes de projetos poderiam apresentar 
diferentes propostas de objetivos específicos como contribuição para alcançar um 
mesmo objetivo geral. Isso ocorre porque um mesmo problema pode ser visto de 
diferentes formas, em função do conhecimento, visão e experiência do grupo de 
pessoas que o analisa e propõe diferentes soluções para o mesmo. Dizemos, então, 
[Digite texto] 
 FAP 
 
28 
 
que o objetivo específico representa uma solução específica, direcionada para a 
realização do objetivo geral, sendo este o sentido do termo específico. 
 
O objetivo específico deve responder à pergunta: o que se deseja realizar 
com a implementação de tal projeto, visando ao objetivo geral? Na definição dos 
objetivos, é importante que esteja clara a relação de causa e efeito entre o objetivo 
específico e o objetivo geral: a realização do objetivo específico deve ter como 
efeito, ou consequência, aquilo que está expresso no objetivo geral, ou seja, a 
realização do objetivo geral depende da realização do objetivo específico do projeto. 
 
 
 
ESTABELECENDO OS RESULTADOS ESPERADOS DO PROJETO 
 
 
Os objetivos têm uma estreita relação com os resultados que se espera 
alcançar com a realização do projeto. Dificilmente pensamos em um objetivo sem 
associá-lo a um ou mais resultados que esperamos alcançar com o projeto. Em 
nosso modelo, o passo seguinte à definição dos objetivos é estabelecer os 
resultados que se espera alcançar através da realização desses objetivos. Antes de 
definirmos os resultados associados aos objetivos específicos do projeto, vamos 
mostrar as diferenças entre produtos, resultados e impactos de um projeto 
educacional. 
 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
29 
 
PRODUTOS, RESULTADOS E IMPACTOS DE UM PROJETO 
 
 
Os resultados e impactos esperados de um projeto estão relacionados, 
respectivamente, com seus objetivos específicos e geral. A execução de um projeto 
pode chegar ao seu final, e não haver ainda a certeza de que os resultados e 
impactos foram alcançados. Nesse sentido, podemos dizer que os resultados e 
impactos são consequências do projeto sobre as quais não temos controle direto e 
imediato, pois dependem do processo de desenvolvimento de todo o projeto. 
 
Tudo que é programado e depois realizado na fase de execução (processos 
constituídos de ações, atividades e tarefas) se traduz em produtos ou serviços sobre 
os quais temos controle direto; entretanto, não temos controle direto sobre 
resultados e impactos. Portanto, produtos e resultados são conceitos distintos. 
Ações concretas realizadas geram produtos ou serviços, enquanto as 
consequências dos mesmos representam os resultados do projeto. 
 
 
Para exemplificar as diferenças entre produto, resultado e impacto, considere 
o exemplo abaixo: 
 
• SITUAÇÃO GERADORA: baixo rendimento dos alunos em matemática no 
Programa de Educação de Jovens e Adultos. 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
30 
 
• OBJETIVO GERAL: contribuir para a melhoria do rendimento dos alunos 
em matemática, no programade Educação de Jovens e Adultos. 
 
• OBJETIVO ESPECÍFICO: desenvolver metodologia de ensino baseada em 
jogos matemáticos visando à melhor aprendizagem dos alunos do programa 
de Educação de Jovens e Adultos. 
 
• PROCESSO (AÇÕES PREVISTAS, DENTRE OUTRAS): atividade de 
desenvolvimento de jogos matemáticos, usando materiais disponíveis na 
escola, experiência do corpo docente, realização de cursos etc. 
 
• PRODUTO ESPERADO (DENTRE OUTROS): jogos matemáticos 
desenvolvidos, construídos, testados e aplicados em sala de aula. 
 
• RESULTADO ESPERADO (DENTRE OUTROS): alunos com maior 
motivação e melhor desempenho no estudo e aprendizagem de matemática. 
 
• IMPACTO (DENTRE OUTROS): aumento do interesse dos alunos pela 
leitura de textos de matemática e participação em eventos educacionais 
envolvendo conhecimentos de matemática. 
 
 
 
 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
31 
 
Então: 
 
• O escopo do projeto é formado por definição do problema, justificativa, 
objetivos, resultados esperados, e abrangência do projeto. 
 
• O escopo do projeto fornece uma visão geral do projeto, informa do que se 
trata, por que e para que é proposto, o que se quer realizar, a quem se 
destina e que resultados se pretende alcançar. 
 
 
 
A AÇÃO DO PROJETO 
 
 
A definição de um projeto é clara quando menciona ter “um início e fim 
definidos”. Isso nos leva a identificar um Ciclo de Vida para os projetos: eles se 
iniciam com poucos esforços em sua estruturação; esses esforços crescem à 
medida que as ideias são amadurecidas e as ações passam a ser mais efetivas, 
diminuindo à medida que os objetivos do projeto começam a ser atingidos. Alguns 
princípios são básicos para o funcionamento deste novo “sistema produtivo”, que é o 
projeto dentro da organização, e alguns papéis- especialmente neste início de 
projeto - devem ser definidos. 
 
Assim como os produtos, os projetos também apresentam um Ciclo de Vida. 
Os projetos sempre apresentam um início e um fim determinados. Entre este início e 
[Digite texto] 
 FAP 
 
32 
 
o final do projeto ele sofre todo um desenvolvimento, uma estruturação, uma 
implantação e, finalmente, uma conclusão. Assim sendo, podemos enunciar que o 
objetivo da Gestão de Projetos é o de “alcançar controle adequado do projeto de 
modo a assegurar sua conclusão no prazo e no orçamento determinados, obtendo a 
especificação estipulada”. 
 
 
Para perseguir o objetivo do projeto, qual dos pontos a seguir é o mais 
importante, na sua opinião? 
 
• Responsabilidade unificada em um elemento 
 
• Planejamento e controle unificados 
 
 
A responsabilidade unificada em um elemento significa que cada projeto deve 
ter um único elemento para o qual converge a responsabilidade pelo conjunto de 
atividades e sua integração. 
 
Este elemento é o Gerente do Projeto (ou Líder ou Coordenador) e, por meio 
dele, busca-se a responsabilização de todos pelos resultados parciais e resultado 
total do projeto. O Gerente do Projeto passa a ser o elemento centralizador das 
negociações e comunicações com o cliente e com o patrocinador do projeto, e entre 
estes e a equipe do projeto. Pela delegação, ele pode multiplicar o seu papel no 
interior do projeto. Com planejamento e controle unificados, o enfoque é que cada 
[Digite texto] 
 FAP 
 
33 
 
projeto deve ser planejado e controlado como um todo. Isso significa que uma visão 
do projeto deve contemplar e abranger todas as áreas funcionais envolvidas, ao 
longo de todo o projeto. 
 
Esse planejamento deve contar com a participação de especialistas que 
identifiquem as suas participações específicas no projeto e comecem a 
comprometer-se com os resultados parciais que conduzirão aos resultados globais - 
prazo, custo e especificação - do projeto. Esses dois fatores estão relacionados à 
escolha e presença do gestor do projeto, bem como com o relacionamento 
cooperativo que deve existir desde o início entre as especialidades que vão atuar no 
projeto. 
 
 
PLANEJAMENTO ORIENTADO PELO ESCOPO DO PROJETO 
 
 
O modelo de planejamento de Projeto orientado pelo escopo tem por base a 
ideia de que um bom planejamento começa com uma clara definição do escopo. A 
elaboração do Plano de Ação que integra o Plano de Projeto depende da definição 
clara e precisa da situação geradora do projeto, da justificativa, dos objetivos, dos 
resultados esperados e da abrangência do projeto, elementos que constituem o 
Escopo do Projeto. 
 
Da mesma forma, como veremos mais adiante, o Plano de Controle e 
Avaliação também deve ser orientado pelo que foi estabelecido no escopo. Elaborar 
[Digite texto] 
 FAP 
 
34 
 
o Plano de Ação de um projeto antes de se ter o escopo claramente definido é como 
planejar a construção de uma casa sem se conhecer o terreno, seu tamanho, as 
necessidades de seus moradores etc. 
 
Da mesma forma, não é possível pensar na construção de um caminho (plano 
de ação) sem sabermos exatamente onde estamos (situação geradora) nem aonde 
queremos chegar (objetivos e resultados esperados com o projeto). Os projetos do 
tipo desenvolvimento, como o de um novo software, constituem um bom exemplo da 
necessidade de se ter claramente definido o problema a ser resolvido (situação 
geradora); suas especificações funcionais (objetivos); as necessidades dos usuários 
(público-alvo); seu desempenho final (resultados); os motivos que justificam seu 
desenvolvimento (resultados);(justificativa) etc. Em projetos desse tipo, o tempo 
gasto em sua especificação (definição do escopo) é grande e pode ser igual ou 
maior do que o tempo gasto em sua execução. 
 
 
QUESTÕES PARA O PLANO DE AÇÃO 
 
 
Após a elaboração do escopo, considerando especialmente a definição dos 
objetivos e os resultados esperados em um projeto, as perguntas que devem ser 
respondidas, visando à elaboração do Plano de Ação, são estas: 
 
• Quais atividades serão necessárias para alcançar os objetivos e resultados 
esperados? 
[Digite texto] 
 FAP 
 
35 
 
 
• Quando acontecerá cada atividade? 
 
• Quais serão os responsáveis por sua execução? 
 
• Quanto custará cada atividade? 
 
• Qual a melhor sequência para a realização das atividades? 
 
• Quais são as atividades críticas do projeto? 
 
• Quais os produtos que serão gerados com a realização das atividades? 
 
• Quais recursos serão necessários? 
 
 
O Plano de Ação é uma espécie de mapa do caminho a ser percorrido, desde 
o início até o fim do projeto. 
 
 
O PLANEJAMENTO COMO UM PROCESSO 
 
 
Essencialmente, o Plano de Ação deve apresentar de forma lógica os 
procedimentos e recursos que serão mobilizados ao longo do projeto e suas 
[Digite texto] 
 FAP 
 
36 
 
interdependências. Quanto maior o conhecimento e a experiência da equipe que 
desenvolve o projeto, mais consistente e detalhado será o Plano de Ação. 
 
 
A elaboração do Plano de Ação de um projeto pode ser vista como um 
processo no qual alguns aspectos devem ser tidos em conta, tais como os que se 
seguem: 
 
• PLANOS DE AÇÃO SÃO DE NATUREZA DINÂMICA E NÃO ESTÁTICOS: 
isso significa que todo plano pode (e, muitas vezes, deve) sofrer mudanças ao longo 
da execução do projeto. É para isso que serve a ação gerencial de controle. 
 
• PLANEJAMENTO É UM PROCESSO CRIATIVO: Atividades baseadas em 
projetos lidam com o desenvolvimento de processos, atividades e soluções novas. 
Por tal motivo, não se pode fazer uma previsão de tudo. Eventualmente, um novo 
conjunto de informações, durante o desenvolvimento do projeto, implica alterar 
decisões tomadas recentemente. 
 
• Para ser efetivo, o Plano de Ação deve ser usado, revisado e mantido 
atualizado constantemente. Isso parece óbvio, mas é raro encontrarmos equipes que 
se preocupam com revisões e atualizações constantes dos projetos que 
desenvolvem. 
 
• PLANEJAR IMPLICA DEFINIR: Como, quando, onde e com que recursos 
algo podeser feito através de um projeto. Trata-se de um exercício de previsão de 
[Digite texto] 
 FAP 
 
37 
 
tempo e recursos, e requer, muitas vezes, a elaboração de modelos de sistemas e 
processos para ajudar na concepção do caminho a ser percorrido com o 
desenvolvimento do projeto. 
 
Nesse contexto, torna-se útil a comparação com projetos semelhantes e a 
colaboração de especialistas. Cabe acrescentar ainda que o planejamento não é 
uma ciência exata. Se duas equipes diferentes são chamadas para elaborar um 
Plano de Ação para um mesmo projeto, podemos ter resultados bastante diferentes. 
 
 
 
ETAPAS DO PROCESSO DE PLANEJAMENTO 
 
 
 
1. DEFINIÇÃO DO ESCOPO: o Plano de Ação tem por base a definição do 
escopo do projeto, constituído da definição do problema ou situação geradora, 
objetivos, justificativa, resultados esperados e abrangência do projeto. Essa 
definição é importante para futuras decisões durante a realização do projeto. 
 
 
2. DEFINIÇÃO DE AÇÕES, ATIVIDADES E TAREFAS: nesta etapa são 
identificadas e claramente especificadas todas as atividades e tarefas que deverão 
ser conduzidas e levadas a bom termo para que o projeto apresente os resultados 
[Digite texto] 
 FAP 
 
38 
 
esperados. As ações são desdobradas em atividades, e estas, em tarefas que são 
especificadas sob a forma de ”pacotes de trabalho”. 
 
 
3. PLANEJAMENTO DE RECURSOS: consiste na definição dos recursos 
(pessoas, equipamentos, materiais etc.) e o quanto de cada recurso será necessário 
para realizar as atividades previstas no projeto. 
 
 
4. SEQUENCIAMENTO DE ATIVIDADES: identificação das 
interdependências entre as diversas atividades e tarefas do projeto. Todas as 
atividades são listadas em sua sequência lógica, juntamente com as atividades que 
antecedem (devem ser executadas antes) e que sucedem (devem ser executadas 
depois). Quando não existem relações de precedência, duas ou mais atividades 
podem ser executadas de forma concorrente ou simultânea. Tais atividades ou 
ações devem ser também identificadas. Esse ponto será detalhado mais adiante 
neste capítulo. 
 
 
5. ESTIMATIVA DE DURAÇÃO DAS ATIVIDADES: previsão de quanto 
tempo será gasto na execução de cada atividade do projeto, tomando-se como base 
experiências anteriores, projetos similares ou atividades afins já executadas pelas 
equipes envolvidas no projeto. 
 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
39 
 
6. ESTIMATIVA DE CUSTO: consiste na previsão dos recursos financeiros 
que serão necessários para completar todas as atividades do projeto. 
 
 
7. DESENVOLVIMENTO DO CRONOGRAMA: é feito com base na análise 
da sequência de atividades, duração e necessidade de recursos, para criar um 
escalonamento lógico e organizado para todo o projeto. 
 
 
8.ESTIMATIVA DE ORÇAMENTO: é a distribuição dos recursos disponíveis 
para os diversos itens de despesas do projeto. 
 
 
9. PLANO DE AÇÃO: o principal produto do processo de planejamento é o 
Plano de Ação do projeto. É o documento formal contendo todas as informações 
necessárias para gerenciar, controlar, monitorar e avaliar o projeto. 
 
 
 
TRANSFORMANDO O PROJETO EM TAREFAS EXECUTÁVEIS 
 
 
 
Um projeto pode ser visto como um empreendimento único, de grandes 
proporções, com início, meio e fim. Entretanto, a menos que seja um 
[Digite texto] 
 FAP 
 
40 
 
empreendimento extremamente pequeno e simples, o domínio e o entendimento de 
sua complexidade, assim como o planejamento de sua realização, só podem ser 
alcançados quando o projeto é dividido em partes menores e mais simples. Existe 
uma metodologia estabelecida para o desdobramento do projeto em ações, 
atividades e tarefas denominadas Estrutura de Desdobramento do Trabalho (EDT). 
 
Este método é também conhecido pela sigla WBS, derivada da expressão em 
inglês “WorkBreakdown Structure”. A EDT é uma estrutura hierárquica na qual o 
projeto é dividido em atividades cada vez menores e mais simples, até chegar ao 
nível de tarefas executáveis, que podem ser chamadas de pacotes de trabalho. 
 
“O objetivo da EDT é quebrar” ou desdobrar grandes atividades em atividades 
menores e mais simples, de modo a se obter a especificação de um conjunto de 
tarefas necessárias para a execução do projeto. Nesse caso, uma tarefa está no 
nível de maior detalhamento e corresponde a um pacote de trabalho que pode ser 
atribuído a uma pessoa ou conjunto de pessoas, facilitando seu acompanhamento. 
 
 
 
OBJETIVO X AÇÃO X ATIVIDADE X TAREFA 
 
 
Um objetivo, conforme definimos, expressa um propósito, uma intenção ou fim 
que se deseja alcançar por meio da realização de um projeto. Está fortemente ligado 
[Digite texto] 
 FAP 
 
41 
 
aos resultados esperados, em termos de benefícios diretos obtidos, de soluções ou 
melhorias alcançadas. 
 
Exemplo de objetivo: implantar a Metodologia de Projetos como recurso 
pedagógico na formação de competências no Ensino Médio. Uma ação indica a 
ocorrência de um conjunto de atividades, acontecimento ou sequência de 
acontecimentos que resultam em modificação significativa no desenvolvimento do 
projeto e concorrem para a realização de seus objetivos. Uma ação representa, 
portanto, algo significativo que deve ser concretizado para se alcançarem os 
objetivos específicos do projeto. 
 
 
EXEMPLO 
 
 
EXEMPLO DE AÇÃO (RELACIONADA COM O OBJETIVO ANTERIOR): 
capacitação de professores para atividades pedagógicas envolvendo a Metodologia 
de Projetos no Ensino Médio Pode notar que uma ação, como expressão de algo a 
ser concretizado, assinala um marco importante ao longo da execução do projeto. 
 
Podemos considerar um marco como um evento, ou seja, a conclusão de 
várias atividades ou tarefas que conduzem a uma situação importante no andamento 
do projeto. Um marco (ou evento) é, portanto, um ponto do projeto que merece ser 
verificado ou avaliado. Uma atividade indica a realização de trabalhos específicos, 
compostos por um conjunto de tarefas. 
[Digite texto] 
 FAP 
 
42 
 
 
Geralmente, uma atividade tem uma abrangência (tamanho) e complexidade 
que ainda requer mais detalhamento para ser atribuída a uma pessoa ou grupo de 
pessoas, de modo a permitir sua execução. 
 
 
 
ESTIMATIVAS DE TEMPO 
 
 
Além de saber o que deve ser realizado, o Plano de Ação requer uma 
estimativa de quanto tempo será empregado em cada atividade ou tarefa. O tempo 
necessário para executar uma atividade depende de vários fatores. Mesmo as 
atividades executadas várias vezes pela mesma equipe podem sofrer variações no 
tempo de execução. Atividades de rotina têm o tempo mais previsível, enquanto que 
outras atividades sofrem grandes variações. 
 
 
Vários fatores afetam o tempo de execução de uma tarefa, como: 
 
 
• Nível de habilidade e treinamento da equipe para a tarefa específica. 
 
• Disponibilidade e desempenho de recursos tecnológicos. 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
43 
 
• Disponibilidade de materiais, suprimentos, equipamentos. 
 
• Ocorrência de eventos inesperados (problemas pessoais, acidentes, 
mudanças na equipe, mudanças no contexto social, econômico etc.). 
 
O problema de estimativa de tempo se deve à dificuldade em prever quando e 
com que intensidade cada um desses fatores irá ocorrer e como afetará o 
desenvolvimento de uma atividade ou do projeto como um todo. Para efeitos de 
estimativa, é conveniente recorrer à experiência da equipe envolvida na execução 
de uma atividade ou, no caso de não existir a experiência prévia, obter dados a partir 
de quem já executou atividades similares. Outro recurso é a simulação, que envolve 
cálculos com diferentes conjuntos de probabilidades e possibilita obter uma 
estimativa média de duração para as atividades do projeto. 
 
 
 
CONSTRUINDO O MAPA DO PROJETO: A REDE DE TAREFAS 
 
 
 
Depois que todo o projeto foi decomposto em atividades e tarefas, o próximo 
passo é determinar asequência em que as tarefas devem ser executadas. A solução 
mais simples seria planejar a execução de uma tarefa de cada vez, de forma 
sequencial. Entretanto, a menos que o projeto seja muito simples, com 
[Digite texto] 
 FAP 
 
44 
 
pouquíssimas tarefas, essa abordagem resultará em um tempo de execução do 
projeto muito maior do que o necessário. 
 
Se examinarmos as diversas tarefas e as dependências entre elas, vamos 
descobrir que algumas devem ser concluídas antes de outras serem iniciadas e 
vamos descobrir também que algumas tarefas são independentes e podem ser 
realizadas simultaneamente, sem nenhuma restrição. 
Um dos recursos gráficos mais utilizados para representar as atividades de um 
projeto e suas relações de precedência é a rede de tarefas (ou rede de atividades). 
 
O método que utiliza esse recurso tornou-se popular no planejamento e 
gestão de projetos na década de 1960 e é conhecido pelo nome rede PERT ou rede 
PERT-CPM. Esse método é também conhecido como Método do Caminho Crítico, 
pelo fato de possibilitar identificar um conjunto de atividades ou tarefas críticas do 
projeto, ou seja, aquelas que, sofrendo atraso, provocam atraso na execução de 
todo o projeto. 
 
A rede de tarefas de um projeto representa um mapa a ser seguido durante 
sua execução. É a representação lógica das tarefas que define a sequência do 
trabalho a ser feito, tornando-se um recurso gráfico muito útil para acompanhamento 
e controle de um projeto. 
 
 
Entre algumas das funções da rede de tarefas podem ser mencionadas as 
que se seguem: 
[Digite texto] 
 FAP 
 
45 
 
 
 
• Mostrar a sequência e relações entre todas as tarefas do projeto. 
 
• Identificar eventos no projeto que podem ser usados para acompanhamento 
e avaliação. 
 
• Identificar o caminho crítico (sequência de tarefas cujo atraso na execução 
provoca atraso na execução de todo o projeto) 
 
• Auxiliar no acompanhamento do cronograma. 
 
• Aumentar o nível de certeza quanto ao prazo de conclusão do projeto. 
 
 
Na rede de tarefas, cada atividade ou tarefa é representada por um nodo (por 
exemplo, através de uma caixa de texto) que, além do nome que identifica a 
atividade ou tarefa, contém informações complementares, tais como duração 
estimada da atividade ou tarefa, data mais cedo em que pode começar e terminar, 
data mais tarde em que pode começar e terminar etc. 
 
Por se tratar de um tópico que envolve conhecimento técnico específico que 
ultrapassa os objetivos deste módulo, não vamos aprofundar a metodologia de 
construção da rede de tarefas. Atualmente existem vários softwares de planejamento 
e gestão de projetos que recebem como entrada a lista de tarefas com suas 
[Digite texto] 
 FAP 
 
46 
 
dependências, suas durações estimadas e produzem automaticamente a rede de 
tarefas. Um dos mais utilizados é o Microsoft Project. 
 
 
 
 
 
ESTIMATIVAS DE CUSTOS E RECURSOS 
 
 
Plano de Ação deve especificar as estimativas dos recursos necessários e os 
respectivos custos para que o orçamento do mesmo seja elaborado. 
 
 
Em geral, podemos considerar que os seguintes recursos são necessários em 
um projeto: 
 
• Pessoas (coordenadores, equipes, técnicos, especialistas, consultores etc.) 
 
• Recursos financeiros (financiamentos, recursos da instituição etc.) 
 
• Equipamentos (em função do tipo e objetivos do projeto) 
 
• Instalações (infraestrutura, comunicação/ambiente de trabalho etc.) 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
47 
 
• Materiais e suprimentos (em função do tipo e objetivos do projeto) 
 
• Informação (bases de dados, documentos, arquivos etc.) 
 
• Tecnologia (recursos específicos em função do tipo de projeto). 
 
Para definir esses recursos, a equipe que desenvolve o planejamento do 
projeto deve pensar em muitas coisas, tais como que pessoas, materiais, 
equipamentos, instalações e outros recursos são necessários para realizar cada 
tarefa prevista na EDT do projeto; quem e o que dessa lista de necessidades já 
estão disponíveis na equipe e na instituição. 
 
A seleção de pessoas para participar da execução das tarefas previstas na 
EDT é outro item de grande importância no planejamento. Ao pensar nisso, é 
oportuno ter em conta questões como estas: Que habilidades são necessárias para 
realizar as tarefas previstas no projeto? Existe alguma tarefa que requer habilidades 
especiais? de onde virão essas pessoas? Como essas pessoas deverão trabalhar 
durante o projeto (organização e estrutura das equipes)? 
 
Planejamento de custos em um projeto envolve a identificação de todos os 
recursos necessários para fins de elaboração de um orçamento para o projeto. 
Dependendo do tipo do projeto, especialmente dos produtos que se espera que 
sejam desenvolvidos ao longo do projeto, os recursos relacionados anteriormente 
podem ser agrupados em três categorias: 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
48 
 
• Material permanente (bens, equipamentos, instalações etc.) 
 
• Material de consumo (materiais, suprimentos etc.) 
 
• Serviços (consultorias, serviços especializados etc.) 
 
O orçamento final consiste na estimativa de custos de todo o projeto e pode 
ser apresentado como um orçamento global contendo a relação de custos e as 
planilhas financeiras com as previsões de despesas ao longo do projeto. 
 
 
CONSTRUINDO A LINHA DE TEMPO DO PROJETO 
 
 
Um dos recursos utilizados com mais frequência no planejamento de projetos 
é o gráfico de Gantt, também conhecido como cronograma. É um recurso gráfico 
muito fácil de ser construído e compreendido, mesmo por pessoas com poucos 
conhecimentos técnicos. 
 
O cronograma é uma linha de tempo de projeto que mostra quando cada 
atividade ou tarefa deve realizar-se ao longo do desenvolvimento do projeto. 
 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
49 
 
 
Gráfico de Gantt 
 
Há uma grande variedade de formatos de apresentação de cronogramas. 
Também o nível de detalhamento das informações que são registradas no 
cronograma pode variar conforme a necessidade de cada projeto. Além das datas 
em que cada tarefa deve ser executada, podemos acrescentar no cronograma 
informações adicionais, como equipes responsáveis pela execução, recursos 
necessários, indicação de tarefas críticas etc. 
 
 
O CONTROLE DO PROJETO 
 
 
Montar uma sistemática para o controle do projeto é o mesmo que criar um 
sistema inteligente que funcione como sensor nos pontos vitais do projeto, de modo 
a permitir seu monitoramento, corrigir o que for relevante e permitir que os objetivos 
sejam atingidos. O controle de projeto funciona como se fosse o controle de um 
organismo. Deve ser desenvolvido um processo que permita não só identificar o que 
[Digite texto] 
 FAP 
 
50 
 
acontece, mas também agir sobre os fatos. Exploraremos este “processo” por meio 
de seus vários e complementares componentes. 
 
O controle do projeto é atingido quando é possível obter informações precisas 
sobre o seu andamento e quando - com base na análise dessas informações - é 
possível tomar ações que conduzam o projeto de volta aos seus objetivos de prazo, 
uso de recursos e especificações previamente estabelecidos. 
 
 
MAS O QUE É MONITORAR E AVALIAR UM PROJETO? 
 
 
Os termos monitorar e avaliar têm as seguintes acepções correntes: 
Monitorar: acompanhar e verificar alguma coisa, especialmente dados obtidos por 
algum sistema de medição; acompanhar o comportamento de processos ou 
sistemas, visando a detectar desvios. Avaliar: determinar o valor de algo, fazer a 
apreciação, analisar, julgar, ponderar. 
 
contexto do Plano de Monitoramento e Avaliação de Projetos Educacionais, 
adotaremos os seguintes conceitos básicos: Monitoramento: É o acompanhamento 
contínuo e sistemático das atividades previstas, verificando se a execução do projeto 
está ocorrendo conforme o planejado; o monitoramento acompanha o trabalho que 
está sendo realizado(entradas + processos + saídas), com foco na eficiência do 
projeto. Ou seja, o monitoramento refere-se ao acompanhamento do trabalho 
realizado, o que inclui os recursos necessários para este trabalho (entradas) e seus 
[Digite texto] 
 FAP 
 
51 
 
respectivos produtos (saídas). Nesse caso, o monitoramento mede a eficiência do 
projeto e deve responder a perguntas do tipo: Tudo que foi planejado foi realizado? 
Executamos bem o que foi planejado? 
 
 
AVALIAÇÃO: É a análise dos resultados obtidos através da realização das 
atividades do projeto, verificando em que medida os objetivos foram alcançados; a 
avaliação mede os resultados e impactos, com foco na eficácia (ou efetividade) do 
projeto. As ações de avaliação referem-se à análise dos resultados e impactos 
produzidos pelo projeto, verificando em que medida os objetivos foram alcançados. 
Nesse caso, a avaliação mede a eficácia do projeto e deve responder a perguntas 
do tipo: Chegamos aos resultados esperados? Chegamos aonde queríamos chegar? 
Se não, por quê? Observe que podemos avaliar também resultados intermediários 
ou parciais, e resultados finais de um projeto. 
 
 
RELAÇÕES DE CAUSA E EFEITO NAS INSTÂNCIAS (MOMENTOS) DE 
EXECUÇÃO DE UM PROJETO 
 
 
 
Para que um projeto agregue benefício ou valor ao ambiente (impactos), ele 
precisa provocar mudanças de desempenho (resultados) no contexto em que é 
desenvolvido; isso requer a realização de ações que possam contribuir para 
promover essas mudanças; as ações finalizadas representam as saídas do projeto, 
[Digite texto] 
 FAP 
 
52 
 
sob a forma de atividades concluídas, serviços prestados ou produtos entregues; 
para tanto, são executados vários processos, representados pelos trabalhos e 
tarefas ao longo do projeto; tudo isso só é possível se tivermos as entradas 
necessárias para o desenvolvimento do projeto, representadas pelos recursos 
humanos, financeiros e físicos. 
 
Os procedimentos de monitoramento têm por base o Plano de Ação do 
Projeto, enquanto os procedimentos de avaliação têm por base o Escopo do Projeto. 
Os processos de monitoramento e avaliação são interdependentes e 
complementares. Um ponto em comum é que ambos necessitam de um elemento 
fundamental: dados e informações sobre atividades e resultados do projeto. Dados e 
informações, por sua vez, são obtidos através de indicadores de desempenho. Sem 
o uso de dados e informações, não é possível monitorar nem avaliar um projeto. 
 
É importante observar que o monitoramento, como processo de obtenção de 
dados relativos ao que está sendo feito ao longo do tempo de realização de um 
projeto, constitui uma base imprescindível para as ações de controle (gestão) do 
projeto. Nesse sentido, o monitoramento, em si mesmo, não é uma função de 
análise; sua função principal é fornecer dados e informações sobre as atividades, 
produtos e serviços para o processo de análise ou avaliação do desempenho do 
projeto. Portanto, monitoramento sem análise dos dados obtidos não tem sentido, 
porque significaria aplicação de recursos sem nenhuma consequência útil na gestão 
do projeto. Da mesma forma, não existe avaliação sem monitoramento, porque não 
haveria dados ou informações para sustentar análises, comparações ou 
julgamentos. 
[Digite texto] 
 FAP 
 
53 
 
 
 
INDICADORES DE DESEMPENHO 
 
 
O conceito de indicadores de desempenho é fundamental no processo de 
planejamento do monitoramento e avaliação de projetos educacionais. O indicador é 
um termo genérico dado à medição fornecida por um determinado instrumento. 
Alguns exemplos familiares são indicador de temperatura (termômetro), indicador de 
velocidade (velocímetro), indicador de desempenho educacional (taxa de evasão 
escolar na educação básica), indicadores de crescimento populacional (taxas de 
crescimento), dentre outros. 
 
No contexto de gestão de projetos, um indicador de desempenho é uma 
medida (em geral quantitativa) que identifica características de impactos, resultados, 
saídas, processos e entradas de um projeto. São medidas que descrevem quão bem 
um projeto está cumprindo seu Plano de Ação e alcançando os objetivos. 
 
Os indicadores mostram o que observar ou medir para determinar se o 
planejamento está sendo cumprido e se os objetivos estão sendo realizados. Para 
que tenha significado prático, um indicador deve estar referenciado a um patamar de 
desempenho que se deseja alcançar com as ações do projeto. Para um projeto, é 
possível definir indicadores que quantificam os recursos que estão sendo utilizados 
(indicadores de entrada); o trabalho (atividades e tarefas) que está sendo realizado 
(indicadores de processo); os produtos ou serviços resultantes do trabalho realizado 
[Digite texto] 
 FAP 
 
54 
 
(indicadores de saída); os resultados ou benefícios obtidos diretamente como 
consequência dos produtos e serviços realizados (indicadores de resultados);e os 
impactos ou benefícios estendidos que ocorrem como consequência dos resultados, 
observados ao longo do tempo no contexto educacional (indicadores de impacto). 
 
Esses indicadores - entrada, processo, saída, resultado e impacto - 
constituem a base para os procedimentos de monitoramento e avaliação de projetos 
educacionais e são denominados indicadores de desempenho do projeto. Há casos 
em que o indicador de saída pode ser utilizado englobando os indicadores de 
entrada e processo, uma vez que a realização de produtos e serviços (saída) 
pressupõe a realização das entradas e dos processos correspondentes. 
 
Outra simplificação que pode ocorrer refere-se à consideração dos 
indicadores de impacto. Esses indicadores expressam os benefícios ou valores 
agregados pelo projeto ao longo do tempo, após sua conclusão. São os benefícios 
estendidos do projeto. Os indicadores de impacto traduzem uma medida do que s e 
espera alcançar em relação ao objetivo geral do projeto, enquanto os indicadores de 
resultado traduzem essa medida em relação aos objetivos específicos. 
 
Dessa forma, as verificações dos impactos do projeto ocorrem algum tempo 
após sua conclusão e podem ainda sofrer a influência de outros projetos paralelos, o 
que torna mais difícil sua avaliação. Em vista disso, até o encerramento do projeto, a 
avaliação fica circunscrita à verificação dos resultados alcançados. Portanto, em 
muitos casos, os principais indicadores de desempenho a serem considerados são 
[Digite texto] 
 FAP 
 
55 
 
os de saída (atividades realizadas, serviços ou produtos entregues) e os de 
resultado. 
 
As atuais políticas para alocação de recursos na educação estão se 
baseando cada vez mais em informações confiáveis e precisas sobre o desempenho 
de projetos desenvolvidos para solução de deficiências do sistema. Por tal motivo, 
os indicadores de desempenho assumem uma grande importância nos projetos 
educacionais e devem ser desenvolvidos de forma a refletir a realidade do projeto 
em todas as suas instâncias. 
 
GESTÃO DE PROJETOS EM AMBIENTES DISTRIBUÍDOS OU VIRTUAIS 
 
 
Em uma organização do tipo distribuída, as diferenças de tempo e espaço são 
superadas com o uso de tecnologias da informação e comunicação (TIC) 
modificando radicalmente os modelos tradicionais de gestão de projetos. O avanço 
das TIC tem possibilitado novas formas de trabalho cooperativo, estendendo o 
conceito de trabalho em equipe, antes entendido como sendo apenas o trabalho 
conjunto realizado na forma presencial. 
 
Atualmente não é possível pensar no desenvolvimento de projetos 
educacionais, mesmo os mais simples, sem o concurso das TIC. Uma das novas 
formas de trabalho cooperativo baseada nessas novas tecnologias é o trabalho em 
grupo apoiado por suporte computacional, que deu origem ao chamado groupware. 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
56 
 
Groupware é uma expressão que identifica um conjunto de recursos de 
tecnologias da informação e comunicação por meio dosquais as pessoas podem 
trabalhar em conjunto, com diferentes formas de interação. São recursos que 
possibilitam o compartilhamento de informações, dados, experiências, além de 
automatizar diversas atividades e superar problemas de diferenças de localização 
geográfica e temporal entre pessoas de uma equipe. 
 
É importante notar que os recursos de groupware estão destinados a cumprir 
exatamente as três funções básicas na gestão de projetos: comunicação, 
coordenação e cooperação. Vários benefícios podem ser apontados a partir do uso 
das novas tecnologias na gestão de projetos em ambientes distribuídos, tais como 
redução de custos e tempo na execução dos projetos, eficiência na comunicação 
entre equipes, eficácia na documentação e registro de conhecimentos adquiridos; 
melhoria do processo de aprendizagem pelas equipes. 
 
 
 
O SIGNIFICADO DE CONTROLE NA GESTÃO DE PROJETOS 
 
 
 
A palavra controle pode ser entendida de várias maneiras no âmbito do 
trabalho com projetos. Nesta unidade, adotamos controle para significar a ação de 
gerenciar ou administrar atividades, processos, tarefas, procedimentos etc. na 
execução de projetos, tendo em vista alcançar seus objetivos e resultado. Nesse 
[Digite texto] 
 FAP 
 
57 
 
sentido, controle não significa uma ação ou atitude de mera fiscalização autoritária 
ou impositiva. Assim, o controle consiste na ação continuada de comparar o 
desempenho real do projeto com o desempenho planejado, aplicando as medidas de 
correção adequadas. 
 
Essa comparação implica a análise de alterações ocorridas durante a 
execução, avaliação de alternativas possíveis, solução de problemas encontrados 
etc. Controle abrange também a aplicação continuada do planejamento em ciclos 
sucessivos. Isso significa que o Plano de Ação deve ser revisado periodicamente, 
para se ajustarem e corrigir e mais atividades e tarefas, conforme as necessidades 
identificadas no planejamento do projeto. Considerando-se que o projeto tem seu 
Plano de Monitoramento e Avaliação (PMA), as ações de controle são orientadas a 
partir dos indicadores de desempenho. 
 
Os coordenadores devem se perguntar: o que devo observar em relação ao 
escopo, desempenho, tempo e custo, como subsídio para as ações de controle do 
projeto? A seguir, apresentamos algumas sugestões de perguntas a serem feitas em 
relação a cada um desses pontos. 
 
 
ESCOPO 
 
 
• O projeto mantém o foco no problema ou situação geradora que deu origem 
a ele? 
[Digite texto] 
 FAP 
 
58 
 
 
• O projeto está sendo conduzido na direção das finalidades para as quais foi 
inicialmente proposto? 
 
• Há indícios claros de que o projeto está sendo encaminhado para a 
realização efetiva dos resultados esperados? 
 
• Está havendo alterações na área de atuação e abrangência do projeto? Sua 
dimensão em termos de público-alvo está dentro dos limites inicialmente 
estabelecidos? 
 
• Existem indícios de fatores externos (riscos, mudanças de contexto, eventos 
imprevistos etc.) que demandam ajustes no escopo do projeto? 
 
 
DESEMPENHO 
 
 
• Existem entradas do projeto (recursos financeiros, infraestrutura, 
suprimentos, materiais, informações, equipes etc.) com alguma dificuldade de se 
concretizar na execução do projeto? 
 
• Os processos e produtos estão sendo realizados em conformidade com o 
planejado? 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
59 
 
• Há problemas ou conflitos identificados, mas não resolvidos? 
 
• Os trabalhos realizados apresentam nível de qualidade compatível com os 
resultados esperados do projeto? 
 
• Os registros e relatórios de atividade e de progresso estão sendo realizados 
com frequência e utilidade requeridas para o acompanhamento e avaliação do 
projeto? 
 
 
TEMPO 
 
 
• Os marcos importantes do projeto estão ocorrendo dentro do previsto? 
 
• O andamento do projeto corresponde aos cronogramas originais? 
 
• Considerando-se o desempenho do projeto até o momento, há necessidade 
de revisão dos cronogramas e prazos futuros? 
 
• Há necessidade de procedimentos para agilizar ações, atividades ou tarefas 
que se encontram com atraso em relação aos cronogramas originais? 
 
 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
60 
 
CUSTOS 
 
 
• Os recursos alocados para cada ação estão sendo suficientes? 
 
• O cronograma de desembolso financeiro está sendo realizado conforme 
previsto? 
 
 
 
AVALIAÇÃO DE PROJETOS 
 
 
As ações de avaliação são orientadas e conduzidas a partir dos indicadores 
de resultados e impactos, descritos no Plano de Monitoramento e Avaliação do 
projeto. O foco da avaliação está na aferição dos resultados efetivamente 
alcançados com a implementação do projeto. 
 
Um aspecto importante que deve ser considerado no processo de avaliação é 
o baseline (diagnóstico da situação inicial), que servirá de base para avaliação dos 
resultados obtidos. Outro ponto a considerar é a necessidade de superar barreiras 
culturais que dificultam as práticas de avaliação, já que a tendência geral na gestão 
de projetos educacionais é limitar a ”avaliação” à verificação dos produtos e serviços 
realizados, sem mensurar os resultados efetivamente alcançados. 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
61 
 
Nesse sentido, vale lembrar que a avaliação de projetos educacionais é uma 
prática que concorre para a melhoria dos processos de elaboração de projetos, 
contribuindo para superar a visão distorcida da avaliação, quase sempre vista como 
algo adverso que se contrapõe ao que estamos realizando. A avaliação de projetos 
também pode ser do tipo formativa ou somativa. 
 
A finalidade da primeira é avaliar os resultados intermediários ou parciais ao 
longo da execução do projeto, ocorrendo especialmente nos marcos importantes 
(milestones). A finalidade da avaliação somativa, por sua vez, é avaliar os resultados 
e impactos acumulados ou obtidos ao final da execução do projeto. Na avaliação de 
projetos é importante considerar também a visão, ou resposta, oriunda da 
comunidade externa ao projeto, interessada nos resultados do mesmo. 
 
Esses interessados, que podem ser um grupo de pessoas ou instituições, são 
denominados de stakeholders. As respostas, ou reações dos stakeholders ao 
desenvolvimento do projeto podem constituir um indicador de especial importância 
para o controle e avaliação do projeto. Em geral, há contribuições diretas ou 
indiretas (material, financeira, ou outras formas de colaboração e participação) dos 
stakeholders para o desenvolvimento do projeto que justificam seu interesse nos 
resultados e impactos do mesmo. 
 
 
 
 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
62 
 
ENCERRANDO O PROJETO 
 
 
 
 Por que o encerramento é uma fase necessária e importante no ciclo 
de vida de um projeto? 
 
 Quais ações ou atividades devem ser contempladas nesta fase? 
 
 Como documentar e divulgar os resultados de um projeto? 
 
Um projeto não pode ter uma duração indefinida e deve, com sucesso ou não, 
chegar a um término. Caso contrário, não se trata de um projeto. Apesar de ser, 
muitas vezes, vista como algo sem importância, a fase de encerramento, finalização 
ou fechamento de um projeto deve merecer nossa atenção pelas oportunidades de 
aprendizagem que propicia. 
 
 
POR QUE UM ENCERRAMENTO FORMAL? 
 
 
Além da natural necessidade de reconhecimento pessoal pelas realizações 
alcançadas com o projeto, o momento do encerramento é o mais propício para se 
refletir e adquirir consciência das lições aprendidas ao longo de todo o processo de 
[Digite texto] 
 FAP 
 
63 
 
execução, extraindo conhecimentos, técnicas e estratégias que serão aperfeiçoadas 
em empreendimentos futuros. Observe-se que o encerramento de um projeto de 
pequeno porte é algo muito mais simples do que o encerramento de um projeto 
grande e complexo. 
 
Em projetos pequenos, o encerramento se resume a uma reunião de equipe 
com os demais interessadosnos resultados do projeto e à produção de um relatório 
de conclusões simplificado. Já o encerramento de um projeto grande envolve outras 
atividades e formalidades tais como documentação de aceitação formal do projeto 
concluído, verificação da eventual existência de algum trabalho remanescente a ser 
feito, encerramento e pagamento de contratos, relatório de avaliação formal, 
redistribuição de pessoal das equipes, relatório final do projeto, publicação de 
resultados obtidos, realização de eventos para divulgação de resultados etc. 
 
 
O encerramento de projetos inclui atividades como as que se seguem: 
 
• Reunião com os interessados no projeto (stakeholders), os quais deverão 
também dar sua contribuição. 
 
• Encerramento de contratos abertos durante o projeto (consultores/ 
fornecedores/ prestadores de serviços etc.). 
 
• Transferência de responsabilidades (membros da instituição devem cuidar 
de manter novas funções/ serviços/ atividades etc./ desenvolvidas com o projeto). 
[Digite texto] 
 FAP 
 
64 
 
 
• Redistribuição de membros das equipes (em atividades funcionais ou em 
outros projetos). 
 
• Liberação de recursos físicos (infraestrutura), equipamentos e instalações 
específicas utilizadas durante a execução do projeto. 
 
• Fechamento da contabilidade do projeto (prestação de contas). 
 
• Documentação dos resultados obtidos e recomendações para futuros 
empreendimentos. 
 
O RELATÓRIO FINAL 
 
 
Além dos relatórios de gestão do projeto mencionados (Relatórios de 
Atividades e Relatórios de Progresso), na ocasião do encerramento do projeto 
devem ser elaborados os relatórios finais de avaliação. Esses relatórios devem ser 
elaborados com formato e conteúdo adequados à divulgação dos resultados do 
projeto e podem gerar publicações tais como livros ou artigos para periódicos. 
 
As valiosas experiências e conhecimentos adquiridos ao longo de um projeto 
não devem se limitar ao âmbito individual de cada equipe ou participante. A fase de 
encerramento é o melhor momento de registrar as lições aprendidas, propiciando 
[Digite texto] 
 FAP 
 
65 
 
que a experiência adquirida seja compartilhada com outros e possa ser aperfeiçoada 
em projetos futuros. 
 
O Relatório Final é, ao mesmo tempo, uma breve história do projeto e uma 
avaliação final de desempenho em suas diversas instâncias. Para projetos de 
pequeno porte, esse relatório pode ser um documento de 2 ou 3 páginas. Já para 
um projeto de grande porte, o Relatório Final pode conter de 20 a 30 páginas ou 
mais, dependendo da quantidade de material anexado, como gráficos, tabelas, 
dados, quadros etc. 
 
 
 
Tipicamente, um Relatório Final inclui os seguintes tópicos: 
 
 
 Identificação (dados sobre o projeto, a instituição onde foi realizado, 
patrocinador(es), órgão financiador, responsáveis pela coordenação, 
datas etc.). 
 
 Visão geral do projeto (situação geradora, objetivos, resultados 
esperados, abrangência etc.). 
 
 Resumo das principais ações realizadas. 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
66 
 
 Análise dos resultados alcançados em comparação com os objetivos 
originais do projeto. 
 
 Análise do desempenho administrativo (gestão do projeto) e financeiro. 
 
 Análise do desempenho da(s) equipe(s) do projeto. 
 
 Questões, problemas ou conflitos encontrados e formas de solução. 
 
 Lições aprendidas e recomendações para futuros projetos. 
 
 Dados, tabelas, quadros, gráficos e informações anexas relativas aos 
itens apresentados no corpo do relatório. 
 
Como complemento do Relatório Final, é importante que a coordenação geral 
do projeto considere a oportunidade de realização de eventos para a divulgação de 
resultados obtidos. No contexto educacional, esse aspecto assume importância 
fundamental, uma vez que o caráter instrutivo de todo projeto deve ser aproveitado 
como oportunidade de crescimento e capacitação de todos os envolvidos no sistema 
educacional, seja este uma escola, uma rede de escolas, uma universidade ou até 
mesmo o órgão gestor do sistema em âmbito regional ou nacional. Nesse sentido, a 
realização de seminários, palestras, cursos, workshops etc. deve ser considerada 
como meio de divulgação dos resultados do projeto. 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
67 
 
 
 
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO (PPP) 
 
 
O QUE É UM PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO (PPP)? 
 
 
O Projeto Político-Pedagógico - PPP (ou Projeto Educativo) é o plano global 
da instituição. 
 
Pode ser entendido como sistematização, nunca definitiva, de um processo 
de Planejamento Participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que 
define claramente o tipo de educação participativa que se quer realizar. É um 
instrumento teórico-metodológico para a intervenção e mudança da realidade. É um 
elemento de organização e integração da atividade prática da instituição neste 
processo de transformação. O PPP ultrapassa a mera elaboração de planos, que só 
se prestam a cumprir exigências burocráticas: 
 
 
 
“O Projeto Político-Pedagógico busca um rumo, uma direção. 
É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um 
compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto 
pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar 
[Digite texto] 
 FAP 
 
68 
 
intimamente articulado ao compromisso sócio-político e com os 
interesses reais e coletivos da população majoritária. (...) Na 
dimensão pedagógica reside a possibilidade da efetivação da 
intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão 
participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. 
Pedagógico, no sentido de se definir as ações educativas e as 
características necessárias às escolas de cumprirem seus 
propósitos e sua intencionalidade.” (VEIGA, 1995). 
 
 
 
Segundo LIBÂNEO (2004), o Projeto Político-Pedagógico é o documento que 
detalha objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido na 
escola, expressando a síntese das exigências sociais e legais do sistema de ensino 
e os propósitos e expectativas da comunidade escolar. 
 
O Projeto Político-Pedagógico é o fruto da interação entre os objetivos e 
prioridades estabelecidas pela coletividade, que estabelece, através da reflexão, as 
ações necessárias à construção de uma nova realidade. É, antes de tudo, um 
trabalho que exige comprometimento de todos os envolvidos no processo educativo: 
professores, equipe técnica, alunos, seus pais e a comunidade como um todo. Essa 
prática de construção de um projeto deve estar amparada por concepções teóricas 
sólidas e supõe o aperfeiçoamento e a formação de seus agentes. Só assim serão 
rompidas as resistências em relação a novas práticas educativas. 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
69 
 
Os agentes educativos devem sentir-se atraídos por essa proposta, pois só 
assim terão uma postura comprometida e responsável. Trata-se, portanto, da 
conquista coletiva de um espaço para o exercício da autonomia. 
 
 
 
RELEVÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO (PPP) 
 
 
Muitas vezes, no dia a dia, a preocupação da direção acaba sendo que a 
escola funcione, e a dos professores acaba girando em torno do manter a disciplina 
e cumprir o programa. Frente a tantas dificuldades, como por exemplo, salários, 
disciplina, avaliação, número de alunos, falta de material didático, repasse de 
verbas, contratos, mensalidades etc., por que a escola deve se interessar pelo 
Projeto Político-Pedagógico? Ora, a função do projeto é justamente ajudar a resolver 
o problema, transformar a prática e, no limite, tornar menor o sofrimento. 
 
O Projeto Político-Pedagógico não é algo que se coloca como um a mais para 
a escola, como um rol de preocupações que remete para fora dela, para questões 
estratosféricas. Pelo contrário, é uma metodologia de trabalho que possibilita 
resignificar a ação de todos os agentes da escola. 
 
 
 
 
[Digite texto] 
 FAP70 
 
QUAL É A FINALIDADE DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO? 
 
 
O Projeto Político-Pedagógico deve proporcionar a melhoria da organização 
administrativa, pedagógica e financeira da escola e também a modificação da 
coordenação de serviços, sua própria estrutura formal e o estabelecimento de novas 
relações pessoais, interpessoais e institucionais. 
 
 
QUEM DEVE PARTICIPAR DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO? 
 
• Pais e alunos. 
• Associações de bairro, entidades comunitárias e ONGs (Organizações 
Não Governamentais). 
 
• Diretor da escola ou dirigente da unidade escolar e seu vice. 
 
• Professor e coordenador ou coordenador pedagógico. 
 
• Assistente técnico pedagógico. 
 
• Supervisor de ensino. 
 
• Professores. 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
71 
 
 
 
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO 
 
 
 
Finalmente, considera-se importante, de forma sucinta e esquemática, 
explicitar uma sugestão de roteiro para facilitar a elaboração de um Projeto Político-
Pedagógico, OLIVEIRA (2005): 
 
• Folha de rosto do projeto (dados que identificam a instituição). 
 
• Epígrafe (resumo). 
 
• Agradecimentos. 
 
• Sumário. 
 
• Genealogia da instituição (sucinta descrição da história da instituição; sua 
infraestrutura; recursos humanos e materiais. 
 
• Concepção da educação. 
 
• Fins e objetivos. 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
72 
 
• Estrutura administrativa. 
 
• Estrutura / dinâmica pedagógico-didática. 
 
• Relacionamento com a comunidade. 
 
• Currículo. 
 
• Processo de avaliação do projeto. 
 
• Referências. 
 
RESUMINDO 
 
• O PPP é um instrumento teórico-metodológico para a intervenção e 
mudança da realidade. 
 
• O PPP é um trabalho que exige comprometimento de todos os envolvidos 
no processo educativo: professores, equipe técnica, alunos, seus pais e a 
comunidade como um todo. 
 
• O PPP é uma metodologia de trabalho que possibilita resignificar a ação de 
todos os agentes da escola. 
 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
73 
 
 
DIDÁTICA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BAKER, S.; BAKER, K. E. Project management. New York: Alpha Books, 
1998. 
 
BOUTINET, Jean Pierre. Antropologia do projeto. 5.ed. Porto Alegre: Artmed, 
2002. 318p. (Biblioteca Artmed. Fundamentos da educação). 
 
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua 
portuguesa. 2.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. 1838p. FOSBERG, K.; 
MOOZ, H. ; 
 
COTTERMAN, H. Visualizing project management. New York: John Wiley, 
1996. FRAME, J. Davidson. Managing projects in organizations. San Francisco: 
Jossey-Bass, 1995. 
 
LEWIS, J. P. Mastering project management. New York: McGraw-HilI, 1998. 
LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia: 
Alternativa, 2004. 
 
LIENTZ, B.P.; REA, K. P. Project management for the 21st. century. San 
Diego: Academic Press, 2002. 
 
MAXIMIANO, A. C. A. Administração de projetos: transformando ideias em 
[Digite texto] 
 FAP 
 
74 
 
resultados. São Paulo: Atlas, 1997. 
 
MOURA, D.G.; BARBOSA, E. F. Trabalhando com projetos. Petrópolis: 
Vozes, 2006. 
 
OLIVEIRA, M. A. M. Gestão educacional: novos olhares, novas abordagens. 
Petrópolis: Vozes, 2005. 
 
VEIGA, I. P. A. (org.) Projeto político-pedagógico da escola: uma construção 
possível. Campinas: Papirus, 2001 
 
WEISS, I. W.; WYSOCKI, R.K. 5-Phase project management. NewYork: 
Addison-Wesley, 1992. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
75 
 
MÉTODOS E TÉCNICAS DE GESTÃO DE PROJETOS 
 
Cursista :_________________________________________________________________ 
 Assinatura : ______________________________________________________________ 
 RG:_________________________ Órgão/Estado:_____________ 
 
Nota:_________________ Data:_______________ 
 
Após responder as atividades favor enviar o cartão resposta preenchido e assinado: 
 
 Cartão resposta 
 
Questão 01 
(A) (B) (C) (D) 
 
Questão 02 
(A) (B) (C) (D) 
 
Questão 03 
(A) (B) (C) (D) 
 
Questão 04 
(A) (B) (C) (D) 
 
Questão 05 
(A) (B) (C) (D) 
 
Questão 06 
(A) (B) (C) (D) 
 
Questão 07 
(A) (B) (C) (D) 
 
Questão 08 
(A) (B) (C) (D) 
 
Questão 09 
(A) (B) (C) (D) 
 
Questão 10 
(A) (B) (C) (D) 
 
 
 
Observações: ________________________________________________________ 
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________ 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
76 
 
Atividades: 
 Os exercícios a seguir, são de múltipla escolha. Assinale a alternativa correta. Em 
seguida, preencha corretamente o Cartão Resposta. Boa Sorte! 
 
1- Observando cenários locais, regionais ou nacionais, podemos identificar 
projetos voltados para as mais variadas finalidades, como, por exemplo: 
 
( A ) Projetos de pesquisa metodológica. 
( B ) Projetos de inclusão de novas tecnologias da informação e comunicação. 
( C ) Projetos de reforma do sistema educacional. 
( D ) Todas as alternativas acima estão corretas. 
 
 
2 - Dentre as principais características de um Projeto Educacional, temos: 
 
( A ) São atividades com a capacidade de não resolver problemas ou elaborar 
produtos. 
( B ) São atividades orientadas para a realização de objetivos específicos 
( C ) Visam, principalmente, um objetivo maior. 
( D ) Todas as alternativas acima estão erradas. 
 
 
3 - Muitos são os fatores que determinam o início do desenvolvimento de 
um projeto. Entre os principais fatores internos que demandam projetos 
[Digite texto] 
 FAP 
 
77 
 
em uma organização e que colaboram com a busca das vantagens 
competitivas podemos mencionar: 
 
( A ) Uma forma de expressão não artística. 
( B ) Produtos mais atrativos. 
( C ) Melhoria em produtos e mudança organizacional. 
( D ) Todas as alternativas acima estão corretas. 
. 
 
 
 
4 – Assinale algum exemplo de situações geradoras que podem ser, 
eventualmente, tomadas como origem de projeto na área educacional: 
 
 
( A ) Alto aproveitamento dos alunos nos processos de ensino. 
 
( B ) Ausência de contextualização e significado nos processos de ensino e 
aprendizagem no ambiente escolar. 
 
( C ) Diminuição de várias formas de violência no ambiente escolar. 
 
( D ) Problemas Psicológicos. 
 
 
 
5 – O modelo de planejamento de Projeto orientado pelo escopo tem por 
base a ideia de que um bom planejamento começa: 
 
( A ) Com a definição da ideia. 
[Digite texto] 
 FAP 
 
78 
 
( B ) Com todos os elementos de um planejamento. 
( C ) Com uma clara definição do escopo. 
( D ) Todas as alternativas acima estão erradas. 
 
6 - PLANEJAR IMPLICA DEFINIR: 
 
( A ) Um espaço onde se dão as relações sociais. 
( B ) Como, quando, onde e com que recursos algo pode ser feito 
através de um projeto. 
( C ) Quando e onde os recursos serão aplicados. 
( D ) Como se dará esse processo. 
 
 
 
7 Em geral, podemos considerar que os seguintes recursos são 
necessários em um projeto: 
( A ) Informação (bases de dados, documentos, arquivos etc.). 
( B ) Recursos Monetários. 
( C ) Pessoas que não estejam interessadas no projeto. 
 ( D ) Temas desestimulantes. 
 
 
8 – Segundo LIBÂNEO (2004), o Projeto Político-Pedagógico é o 
documento que detalha: 
 
[Digite texto] 
 FAP 
 
79 
 
( A ) Atitudes tomadas no âmbito escolar. 
 
( B ) Habilidades que determinem atitudes. 
 ( C ) Objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido 
na escola. 
 ( D ) Objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido 
em casa. 
 
 
9 – Comoroteiro para facilitar a elaboração de um Projeto Político-Pedagógico, 
OLIVEIRA (2005), temos: 
 
( A ) Folha de rosto do projeto, Epígrafe, Agradecimentos e Epílogo. 
( B ) Folha de rosto do projeto, Epígrafe, Agradecimentos e Sumário. 
( C ) Introdução, Epígrafe, Agradecimentos e Sumário. 
( D ) Todas as alternativas acima estão corretas. 
 
10 – O Projeto Político Pedagógico, de uma escola, é um instrumento teórico-
metodológico: 
 
 
( A ) Para a continuação da realidade de uma escola. 
( B ) Para contribuir para deixar o ambiente escolar mais alegre. 
( C ) Para a intervenção e mudança da realidade de uma escola. 
( D ) Para a intervenção na aprendizagem dos alunos.

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