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MÉTODOS E TÉCNICAS DE GESTÃO
DE PROJETOS
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APRESENTAÇÃO
O desenvolvimento de atividades baseadas em projetos é uma prática cada
vez mais comum em todos os setores da atividade humana, até mesmo no nosso
cotidiano. O volume de empreendimentos sob a forma de projetos tem crescido
rapidamente e envolve as mais diversas áreas do conhecimento. Na área
educacional, o crescimento de atividades baseadas em projetos pode ser verificado
em todos os setores dos sistemas educacionais público e privados.
Observando cenários locais, regionais ou nacionais, podemos identificar
projetos voltados para as mais variadas finalidades, como, por exemplo:
projetos de reforma do sistema educacional em seus diferentes
níveis, abrangendo organizações curriculares, conteúdos e métodos;
projetos de inclusão de novas tecnologias da informação e
comunicação nas escolas e nos processos pedagógicos; projetos
dirigidos para a formação e capacitação de professores de nível básico
e superior;
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projetos de pesquisa metodológica voltados para a melhoria dos
processos de ensino e aprendizagem; projetos de implantação e
funcionamento de escolas em rede;
projetos de criação de novos cursos em diferentes modalidades de
formação;
projetos para o desenvolvimento do ensino, da escola, do educando
e do educador; projetos de desenvolvimento de sistemas de avaliação;
projetos de integração da escola com a comunidade etc.
Há muitos motivos que justificam esse rápido crescimento de atividades
baseadas em projetos na área educacional. Um deles é que os projetos representam
um caminho seguro para a introdução de mudanças e inovações nas organizações
humanas. Muitos resultados decorrentes de projetos educacionais dificilmente
seriam alcançados apenas com a manutenção e ajustes das atividades de rotina.
Outra característica importante que fundamenta o crescente interesse por
projetos em sistemas educacionais é que todo projeto é uma atividade
eminentemente instrutiva. Pela execução de um projeto, todos os envolvidos se
enriquecem com as experiências vividas, obtendo novos conhecimentos e novas
habilidades. Essa característica faz dos projetos uma alternativa importante a ser
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considerada em sistemas educacionais, seja como solução para vários problemas,
seja como forma de introdução de inovações pedagógicas, como é o caso de
projetos de educação a distância
Diante do rápido crescimento de demandas sociais, aliado à necessidade de
situar-se com equilíbrio em ambientes intensamente permeados por novas
tecnologias da gestão da informação e comunicação, podemos afirmar que o futuro
de muitas organizações humanas vai depender da capacidade de conceber,
planejar, executar, acompanhar e avaliar atividades orientadas para projetos. Essa
previsão fundamenta-se no fato de que os processos e métodos envolvidos no
trabalho com projetos fornecem a estrutura, o foco, a flexibilidade e o controle
adequados para a realização de mudanças, dentro de prazos e recursos limitados,
com melhores resultados. Sistemas educacionais, independentemente de seu porte
ou complexidade, podem se beneficiar muito com a prática de atividades baseadas
em projetos.
O QUE É UM PROJETO?
Em nosso cotidiano podemos encontrar a palavra “projeto” utilizada em
diversos contextos, como nos exemplos que se seguem:
• Projeto arquitetônico (arquitetura)
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• Projeto de lei (jurídico)
• Projeto pedagógico (educação)
• Projeto elétrico, hidráulico, mecânico, aeronáutico, naval etc. (engenharia)
• Projeto de software (informática)
• Projeto de marketing (administração)
• Projeto de pesquisa (educação, ciência, tecnologia)
• Projeto de tese (educação)
• Projeto educacional (educação) etc.
Observe que, mesmo focalizando apenas o contexto educacional,
encontramos diferentes significados e diferentes aplicações para a palavra “projeto”.
Portanto, precisamos definir claramente a que projeto estamos nos referindo.
Em que contexto? De que tipo? Para qual finalidade?
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A consulta à semântica da palavra “projeto” nos traz uma primeira visão sobre
o termo em diversos contextos (Dicionário Aurélio):
Projeto {Do lat. projectu, ‘lançado para diante’.}
1. Ideia que se forma de executar ou realizar algo, no futuro; plano, intento,
desígnio.
2. Empreendimento a ser realizado dentro de determinado esquema (P. ex.:
Projetos Administrativos, Projetos Educacionais).
3. Redação ou esboço preparatório ou provisório de um texto (P. ex.: Projeto
de Estatuto, Projeto de Tese).
4. Esboço ou risco de obra a se realizar.
5. Arquit. Plano geral de edificação.
Os “projetos” de que estamos tratando possuem as seguintes
características:
• são atividades orientadas para a realização de objetivos específicos;
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• têm uma duração finita, com um princípio e um fim bem definidos;
• são atividades voltadas para a realização de algo único, exclusivo;
• os recursos disponíveis são limitados (pessoas, tempo, dinheiro etc.);
• apresentam dimensões de complexidade e incerteza (ou risco) em sua
realização;
• surgem, em geral, em função de um problema, uma necessidade, um
desafio ou uma oportunidade (de uma pessoa ou instituição).
O QUE É UM PROJETO?
É um empreendimento finito, com objetivos claramente
definidos em função de um problema, oportunidade ou interesse
de uma pessoa ou organização. (MAXIMIANO, 1997, p. 20)
É uma sequência de tarefas com um início e um fim que
são limitadas pelo tempo, pelos recursos e resultados desejados.
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Um projeto possui um resultado desejável específico; um prazo
para execução; e um orçamento que limita a quantidade de
pessoas, insumos e dinheiro que podem ser usados para
completar o projeto. (BAKER & BAKER, 1998, p. 5).
Um projeto é um empreendimento com características de
complexidade, unicidade, finitude, recursos limitados,
envolvimento interfuncional, escalonamento de tarefas, orientado
por objetivos e com um produto (ou serviço) final. (WEISS &
WYSOKI, 1992, p. 3)
Enfim, todos os conceitos citados acima são, em certa medida, equivalentes e
se aplicam ao contexto de ”projetos educacionais” considerado nesta unidade.
Observe que as diferentes definições citadas destacam uma ou outra característica
dos projetos, conforme o contexto em foco. No sentido mais geral, o termo “projeto”,
quando referido ao contexto educacional, diz respeito ao que se tem apresentado
como “pedagogia de projeto” ou, mais especificamente, “projeto de trabalho”.
Como é sabido no meio educacional, “Projetos de trabalho” são
desenvolvidos com o propósito específico de construção do conhecimento, formação
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de habilidades e competências, objetivando ao aluno uma aprendizagem
contextualizada e significativa. Entretanto, os “projetos de trabalho”, como atividades
realizadas por alunos sob orientação de professores, dentro de uma metodologia
conhecida por “método de projetos” ou “pedagogia de projetos”, merecem um
tratamento à parte.
O QUE É UM PROJETO EDUCACIONAL?
Com base nos conceitos anteriores, podemos dizer que projeto educacional é
um empreendimento de duração finita, com objetivos claramente definidos na
solução de problemas, oportunidades, necessidades, desafios ou interesses de um
sistema educacional, de um educador ou grupo deeducadores, com a finalidade de
planejar, coordenar e executar ações voltadas para melhoria de processos
educativos e de formação humana, em seus diferentes níveis e contextos.
Nesse sentido, os projetos educacionais não estão limitados às escolas,
universidades, ou sistemas educacionais. Qualquer instituição (empresa, setor
organizado da sociedade, organizações não governamentais, comunidades etc.)
pode propor e desenvolver projetos educacionais em seus respectivos contextos de
atuação. Todo projeto com finalidades educativas, independentemente de ser de
uma escola ou fazer parte do sistema educacional formal, pode ser considerado um
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projeto educacional. setor produtivo, por exemplo, apresenta uma crescente
demanda por especialistas em educação para atuarem no planejamento, gestão e
avaliação de projetos educacionais nas empresas.
Sendo a educação um instrumento indispensável para construir e manter o
conhecimento, o pedagogo passa a ser um profissional indispensável no atual
contexto social e econômico. O chamado capital intelectual das organizações é um
valor que se constrói mediante ações educativas, muitas delas originadas em
projetos educacionais que facilitam e promovem a aprendizagem, transformando o
aprender através de projetos em uma atividade comum dentro das instituições.
Como exemplos de projetos educacionais desenvolvidos fora dos limites dos
sistemas educacionais formais, podemos citar projetos de implantação de
universidades corporativas; projetos de cursos e programas de formação
profissional; projetos de desenvolvimento e produção de material didático e
instrucional etc. Há também uma infinidade de projetos voltados para questões de
interesse social, tais como preservação do meio ambiente (educação ambiental),
conservação e uso da energia, formação do conceito de cidadania, desenvolvimento
sustentado etc., que podem ser classificados como projetos educacionais, em
função do foco que mantêm em suas ações educativas e de seus objetivos de
formação e desenvolvimento humano e social.
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AS DUAS DIMENSÕES DE UM PROJETO: PLANEJAMENTO E GESTÃO
Como desenvolver um modelo adequado para o planejamento e gestão de
um projeto na área educacional? Para responder a essa pergunta precisamos,
antes, ter clareza quanto às seguintes questões: o que queremos significar quando
nos referimos a um “projeto”?
Um “projeto” é um documento ou um conjunto de documentos (definição do
problema, justificativa, objetivos, plano de ação etc.)? Ou “projeto” é o conjunto de
processos (ações, atividades, tarefas etc.) que transformam em realidade algo que
estava planejado? Ou, ainda, um “projeto” se refere às duas coisas juntas? A parte
referente aos processos de implementação ou execução geralmente é considerada
como além do projeto. Isso ocorre porque a parte executiva envolve processos bem
conhecidos e com alto grau de padronização, com pouca inovação nas atividades e
tarefas necessárias à sua execução.
Projetos na área social e particularmente na área educacional geralmente
apresentam alto grau de inovação tanto na parte de planejamento quanto na parte
de execução, de tal modo que a segunda parte, os processos de implementação,
torna-se também componente essencial daquilo que chamamos de “projeto”.
A parte de implementação é normalmente identificada como “gestão” do
projeto. Assim, ao nos referirmos a um “projeto”, estaremos incluindo,
necessariamente, as dimensões do planejamento e da gestão do mesmo. Dessa
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forma, entenderemos por gestão de um projeto a ação, arte, técnica, maneira de
gerenciar, controlar ou conduzir o projeto. A ação gerencial vai além da simples
execução daquilo que está planejado, pois, além de corrigir eventuais desvios em
relação ao planejado, a gestão pode introduzir modificações no planejamento inicial
em função de necessidades observadas durante a sua execução.
FASES DE UM PROJETO
Os processos de gestão, em geral, consideram a existência de 5 fases,
abrangendo todo o percurso, desde a concepção até o encerramento ou conclusão
de um determinado empreendimento ou trabalho. São essas as fases:
Inicialização
Planejamento
Execução
Controle
Encerramento.
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A gestão de projetos, como um tipo de processo de gerenciamento, também
se desenvolve seguindo essas fases. Essa sequência de fases é denominada de
ciclo de vida do projeto. Deve-se notar, entretanto, que a sequência transmite uma
visão linear das 5 fases, o que não corresponde inteiramente ao que ocorre na
prática da gestão de projetos. Na prática, esses processos não ocorrem de forma
linear ou sequencial, ou seja, a fase de controle não ocorre somente após a
conclusão da fase de execução, são processos que ocorrem simultaneamente. Da
mesma forma, a fase de planejamento não é interrompida assim que se inicia a fase
de execução.
Essas interações se devem ao processo gerencial de controle, com suas
ações corretivas em função de desvios da execução em relação ao que foi
planejado. Eventualmente, as ações de controle são correções no próprio
planejamento do projeto, revendo atividades cuja especificação, dimensionamento
ou prazos demandam reajustes.
ATIVIDADES TÍPICAS DE CADA FASE - MODELO DE 5 FASES
1 - INICIALIZAÇÃO - Desenvolvimento de visão geral do Projeto.
• Reconhecer que vale a pena efetuar um Projeto
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• Identificar e definir o problema ou situação geradora
• Determinar o que o Projeto vai realizar
• Definir a abrangência do Projeto
2 - PLANEJAMENTO - Definição de objetivos, resultados esperados, recursos,
estimativa de custos, prazos
• Refinar e detalhar o escopo do Projeto
• Listar as atividades e tarefas necessárias aos resultados desejados
• Sequenciar as atividades da maneira mais eficiente possível
• Definir um cronograma e atribuir recursos a cada atividade
programada
3 - EXECUÇÃO - Organização, coordenação e direção de equipes.
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• Organizar e coordenar equipes; atribuir tarefas
• Resolver conflitos e problemas
• Manter comunicação efetiva com os envolvidos no projeto
• Garantir o provimento de recursos para realizar o planejamento
4 - CONTROLE - Acompanhamento da execução do projeto
• Monitorar a execução e identificar desvios em relação ao plano
• Adotar ações corretivas para manter o curso planejado
• Reescalonar as atividades na medida do necessário
• Adequar recursos disponíveis e/ou abrangência do projeto
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5 - ENCERRAMENTO - Avaliação dos resultados do projeto
• Verificar, analisar e avaliar os resultados alcançados
• Elaborar relatórios finais
• Disseminar os resultados alcançados
• Consolidar o aprendizado como projeto; formular novas propostas
Então:
• Um projeto é um empreendimento com início e fim definidos, conduzido em
função de objetivos claros, em função de um problema, oportunidade ou
interesse de um grupo ou uma organização.
• A gestão de projetos se desenvolve seguindo um ciclo de 5 fases:
inicialização, planejamento, execução, controle e encerramento.
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COMO NASCE UM PROJETO?
Muitos são os fatores que determinam o início do desenvolvimento de um
projeto. Entre os principais fatores internos que demandam projetos em uma
organização e que colaboram com a busca das vantagens competitivas podem-se
mencionar os que se seguem:
• MELHORIA EM PRODUTO - o mercado exige permanente evolução nos produtos,
de maneira bem controlada.
• NOVO PRODUTO - muitasvezes a empresa desenvolve produtos ou soluções
totalmente novas cuja implantação é facilitada pela orientação por projeto.
• MUDANÇA ORGANIZACIONAL - as mudanças organizacionais, reestruturações,
fusões, incorporações podem e devem ser consideradas como projetos, para que os
seus resultados possam ser avaliados à medida que sejam implementados e gerem
bons frutos.
• PRODUTOS ÚNICOS - muitas organizações trabalham com produtos únicos, como
eventos, softwares, aviões e grandes embarcações que exigem controle de prazos,
recursos e qualidade, com objetivos rígidos, pouco flexíveis e previamente
determinados.
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• GESTÃO ESTRATÉGICA DA EMPRESA - as organizações modernas percebem,
cada vez mais, a importância de olharem para si como um grande portfólio de
projetos. A implantação das suas estratégias comerciais, de produção, de produto
devem ser consideradas como verdadeiros projetos.
• TRABALHANDO COM PRAZOS E RECURSOS LIMITADOS - nessas situações
convém planejarmos as atividades nas quais este recurso estará envolvido, para que
possa ser adequadamente distribuído e utilizado. Deve-se considerar a possibilidade
de planejarmos nossos trabalhos como se fossem projetos, a fim de que possamos
exercer um maior e melhor controle sobre o andamento de seus resultados.
• MELHORIA INTERNA - as empresas estão cada vez mais orientadas para o
aprimoramento contínuo dos processos produtivos e de apoio. Caracterizando-os
como projetos, torna-se mais fácil administrá-los.
É importante considerar que os fatores mencionados como ponto de partida
de um projeto-problemas, necessidades, oportunidades e desafios - estão
relacionados com um conjunto de circunstâncias que lhes deram origem e
significado. Assim, um projeto começa a ser concebido antes mesmo da formulação
completa da situação geradora. Os fatores adicionais que contribuem para o
nascimento de um projeto são os interesses, o conhecimento e a experiência que
um grupo de pessoas ou instituição tem sobre determinado problema, situação ou
contexto.
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Nesse sentido, a proposta de realização de um projeto tem uma
correspondência direta com o perfil do grupo empreendedor. Há inúmeros problemas
importantes que justificariam propostas de projetos igualmente importantes.
Entretanto, nem todos são reconhecidos como tais e com grau de relevância
suficiente para justificar propostas de projetos, pois isso depende muito da visão
analítica das pessoas.
Portanto, o chamado problema gerador, ou o que denominamos de situação
geradora do projeto, não é definido apenas a partir do fato de que um problema ou
situação sejam relevantes em si mesmos, mas depende da visão do grupo sobre
aquilo que é tomado e valorizado como sendo um problema ou situação geradora
que justificam a proposição de um projeto.
O conjunto de interesses, conhecimento, experiência, desejos etc. do grupo
que propõe um projeto poderá estar representado no componente justificativa do
projeto, constituindo-se em fator de esclarecimento da razão de ser ou o porquê do
projeto.
A listagem abaixo ilustra alguns exemplos de situações geradoras que podem
ser, eventualmente, tomadas como origem de projeto na área educacional:
• Ausência de contextualização e significado nos processos de ensino e
aprendizagem no ambiente escolar.
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• Baixo aproveitamento dos alunos nos processos de ensino e
aprendizagem nos programas de educação de jovens e adultos.
• Carência de professores qualificados e capacitados nas áreas de
ciências e suas tecnologias do ensino médio.
• Aumento de várias formas de violência no ambiente escolar envolvendo
professores e alunos.
• Inadequação do material didático para o ensino de ciências e
matemática na escola de nível fundamental.
• Necessidade de introdução de novas tecnologias da informação e
comunicação nos processos educativos escolares na educação básica.
• Necessidade de desenvolvimento de novas competências para ensinar,
por parte dos professores, frente às demandas das novas tecnologias.
• Necessidade de capacitação de professores da educação básica no
desenvolvimento e aplicação de metodologias ativas de aprendizagem.
• Necessidade de incentivar e orientar professores no processo de sua
própria formação continuada.
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• Necessidade de melhoria dos processos de gestão escolar.
• Ausência de metodologias de aprendizagem que favoreçam a formação
de competências no contexto da educação profissional.
• Posição precária do Brasil na classificação internacional de exame de
proficiência em ciência e matemática.
• Existência de grande volume de informações nos meios de comunicação
cultural e científica, potencializando o processo de ensino e aprendizagem
de conceitos de ciência e tecnologia (oportunidade).
• Oportunidade de utilização das tecnologias da informação e
comunicação nos processos de gestão do conhecimento nas escolas.
DEFINIÇÃO DO PROBLEMA
Um dos requisitos mais importantes para o sucesso de um projeto é a clara
definição do problema ou situação geradora (deste ponto em diante usaremos as
expressões problema e situação geradora do projeto como equivalentes). Essa
definição será a base para a etapa de elaboração dos objetivos e dos resultados a
serem alcançados no projeto.
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A clareza e precisão na definição do problema (ou outros elementos que
constituem a situação geradora) determinam a maneira como ele será equacionado
para ser resolvido, sendo um fator decisivo nas etapas subsequentes de
desenvolvimento do projeto. De um modo geral, todo problema tem suas causas e
tem também seus efeitos.
O problema educacional de alto índice de reprovação, por exemplo, pode ter
como causas o baixo desempenho dos professores, métodos pedagógicos
inadequados, apoio precário da estrutura familiar do aluno etc. O mesmo problema,
por sua vez, pode ter como efeitos a degradação da autoestima e das condições de
aprendizagem do aluno, repercussões negativas no contexto social, evasão escolar
etc.
Nessa visão, cada problema em foco tem um desdobramento de causas-
efeitos que podemos representar como uma árvore de relações, na qual as causas
podem ser representadas como ramificações abaixo do problema e os efeitos como
ramificações no nível acima do problema, ou vice-versa. Assim, a escolha de um
problema como central, para ser abordado sob a forma de projeto, depende da visão
e do nível de conhecimento, experiência e interesse do grupo que vai definir a
situação geradora do projeto.
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ELABORANDO A JUSTIFICATIVA DO PROJETO
O item “justificativa” está entre os que possuem maior grau de relatividade na
estrutura de um projeto, podendo sua presença variar desde ser simplesmente
omitida até apresentar grande volume de elaboração. A dimensão e a complexidade
da “justificativa” dependem muito do tipo, do contexto e da complexidade do projeto.
Há casos em que uma apresentação clara, situação geradora do projeto, é
considerada como suficiente para justificar sua realização.
Por outro lado, especialmente em projetos nos quais o problema gerador é
complexo e pouco conhecido, há necessidade de uma justificativa abrangente e bem
fundamentada, que seja convincente para justificar a proposta de projeto. Nesse
caso, pode ser conveniente estruturar a justificativa com vários elementos de
fundamentação, tais como apresentação, histórico, descrição do contexto,
diagnóstico situacional etc., com vistas a favorecer sua compreensão. Geralmente,
os projetos de pesquisa e de intervenção são os que podem requerer um nível maior
de elaboração do item justificativa.A justificativa representa um elemento importante na fase de negociação e
aprovação do projeto junto aos agentes apoiadores de sua realização. Ela pode ser
considerada uma extensão do item “situação geradora”, tendo como objetivo
fundamentar ou aprofundar o que foi colocado inicialmente e contribui também para
a compreensão da razão de ser do projeto por parte dos seus executores e
participantes.
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Desse modo, o item justificativa deve conter, de forma mais fundamentada, os
elementos que podem ter sido mencionados ou antecipados na fase de definição da
situação geradora, como diagnóstico situacional, referencial teórico de sustentação,
dados estatísticos e informações descritoras da realidade anterior ao projeto, que
possam ser utilizadas depois como base de comparação na avaliação dos
resultados alcançados.
Em todos os casos, consideramos de grande importância ter em conta os
critérios de redação geralmente utilizados para trabalhos técnico-científicos, como
objetividade, precisão, concisão, clareza. Devemos alertar sobre as dificuldades que
comumente ocorrem em relação a esse aspecto, como a tendência geral de uma
redação prolixa, repleta de redundâncias e imprecisões.
DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS DO PROJETO
A definição dos objetivos de um projeto é um dos pontos de maior importância
na fase de planejamento. Tudo que vier a ser feito depois vai depender do conteúdo
e da forma como estão declarados os objetivos do projeto.
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DIFERENTES VISÕES SOBRE “OBJETIVOS”
Diferentes modelos de planejamento e gestão de projetos adotam posições
diferentes em relação à visão e à função que atribuem à formulação dos objetivos
em um projeto. Essa diferenciação na forma de tratar os objetivos em um projeto
ocorre em função do grau de subjetividade sobre o que é considerado como “bons
resultados” a serem produzidos pelo projeto.
“Um projeto de produção de novo tipo de caneta, por exemplo, não contém
grande subjetividade intrínseca em relação ao que será considerado como
insucesso” do projeto, enquanto que um projeto para melhoria das condições de
ensino por parte dos professores de um determinado sistema de ensino contém um
alto grau de subjetividade em relação ao que será considerado como sucesso do
projeto.
Por causa dessas diferenças torna-se imprescindível definir com a maior
clareza e com o maior consenso possíveis entre os envolvidos no projeto, os
objetivos e os resultados correspondentes que se espera alcançar através da sua
realização. Sem essa clareza e consenso, o projeto não poderá ser realizado e
avaliado de forma consistente, pois não se terá um parâmetro em relação ao qual se
fará a avaliação dos resultados alcançados. Essa é uma questão crítica na
compreensão e na escolha do modelo de planejamento e gestão de projetos a ser
adotado.
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OBJETIVO NO CONTEXTO DE PLANEJAMENTO E GESTÃO DE PROJETOS
A concepção sobre o termo “objetivo” apresenta um alto grau de
complexidade por sofrer influência de diversas linhas ou escolas de pensamento
pedagógico. Depois de definido o problema ou situação geradora do projeto e
elaborada a sua justificativa, o passo seguinte é a definição dos objetivos que o
projeto deve alcançar.
Na literatura sobre projetos na área social e educacional é comum
encontrarmos diferentes referências aos objetivos de um “projeto”, tais como
objetivo, objetivo geral, objetivo especifico, meta e alvo. O uso impreciso desses
termos pode gerar uma certa confusão, dificultando o entendimento e a
comunicação sobre aspectos importantes no trabalho com projetos.
No contexto desta unidade, um objetivo é a expressão de um propósito,
intenção ou fim que se deseja alcançar por meio da realização de um projeto. Para
separar as intenções de caráter abrangente daquelas mais específicas vamos adotar
os conceitos de objetivo geral e objetivo especifico.
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OBJETIVO GERAL
Consideraremos o objetivo geral como sendo uma declaração de caráter geral
e abrangente que expressa a intenção de resolver o problema ou necessidade que
está descrita na situação geradora do projeto. Assim, o objetivo geral expressa a
razão de ser do projeto, ou seja, refere-se ao quê para que o projeto será
implementado.
O objetivo geral indica, de forma afirmativa, a intenção de oferecer uma
solução para o problema gerador do projeto. Nesse sentido, podemos dizer que o
objetivo geral pode apresentar uma redação inversa àquela expressa na definição
do problema.
OBJETIVO ESPECÍFICO
O objetivo específico é uma declaração de caráter bem definido sobre o que
se pretende realizar para alcançar aquilo que está expresso no objetivo geral.
Observe-se que diferentes grupos ou equipes de projetos poderiam apresentar
diferentes propostas de objetivos específicos como contribuição para alcançar um
mesmo objetivo geral. Isso ocorre porque um mesmo problema pode ser visto de
diferentes formas, em função do conhecimento, visão e experiência do grupo de
pessoas que o analisa e propõe diferentes soluções para o mesmo. Dizemos, então,
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que o objetivo específico representa uma solução específica, direcionada para a
realização do objetivo geral, sendo este o sentido do termo específico.
O objetivo específico deve responder à pergunta: o que se deseja realizar
com a implementação de tal projeto, visando ao objetivo geral? Na definição dos
objetivos, é importante que esteja clara a relação de causa e efeito entre o objetivo
específico e o objetivo geral: a realização do objetivo específico deve ter como
efeito, ou consequência, aquilo que está expresso no objetivo geral, ou seja, a
realização do objetivo geral depende da realização do objetivo específico do projeto.
ESTABELECENDO OS RESULTADOS ESPERADOS DO PROJETO
Os objetivos têm uma estreita relação com os resultados que se espera
alcançar com a realização do projeto. Dificilmente pensamos em um objetivo sem
associá-lo a um ou mais resultados que esperamos alcançar com o projeto. Em
nosso modelo, o passo seguinte à definição dos objetivos é estabelecer os
resultados que se espera alcançar através da realização desses objetivos. Antes de
definirmos os resultados associados aos objetivos específicos do projeto, vamos
mostrar as diferenças entre produtos, resultados e impactos de um projeto
educacional.
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PRODUTOS, RESULTADOS E IMPACTOS DE UM PROJETO
Os resultados e impactos esperados de um projeto estão relacionados,
respectivamente, com seus objetivos específicos e geral. A execução de um projeto
pode chegar ao seu final, e não haver ainda a certeza de que os resultados e
impactos foram alcançados. Nesse sentido, podemos dizer que os resultados e
impactos são consequências do projeto sobre as quais não temos controle direto e
imediato, pois dependem do processo de desenvolvimento de todo o projeto.
Tudo que é programado e depois realizado na fase de execução (processos
constituídos de ações, atividades e tarefas) se traduz em produtos ou serviços sobre
os quais temos controle direto; entretanto, não temos controle direto sobre
resultados e impactos. Portanto, produtos e resultados são conceitos distintos.
Ações concretas realizadas geram produtos ou serviços, enquanto as
consequências dos mesmos representam os resultados do projeto.
Para exemplificar as diferenças entre produto, resultado e impacto, considere
o exemplo abaixo:
• SITUAÇÃO GERADORA: baixo rendimento dos alunos em matemática no
Programa de Educação de Jovens e Adultos.
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• OBJETIVO GERAL: contribuir para a melhoria do rendimento dos alunos
em matemática, no programade Educação de Jovens e Adultos.
• OBJETIVO ESPECÍFICO: desenvolver metodologia de ensino baseada em
jogos matemáticos visando à melhor aprendizagem dos alunos do programa
de Educação de Jovens e Adultos.
• PROCESSO (AÇÕES PREVISTAS, DENTRE OUTRAS): atividade de
desenvolvimento de jogos matemáticos, usando materiais disponíveis na
escola, experiência do corpo docente, realização de cursos etc.
• PRODUTO ESPERADO (DENTRE OUTROS): jogos matemáticos
desenvolvidos, construídos, testados e aplicados em sala de aula.
• RESULTADO ESPERADO (DENTRE OUTROS): alunos com maior
motivação e melhor desempenho no estudo e aprendizagem de matemática.
• IMPACTO (DENTRE OUTROS): aumento do interesse dos alunos pela
leitura de textos de matemática e participação em eventos educacionais
envolvendo conhecimentos de matemática.
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Então:
• O escopo do projeto é formado por definição do problema, justificativa,
objetivos, resultados esperados, e abrangência do projeto.
• O escopo do projeto fornece uma visão geral do projeto, informa do que se
trata, por que e para que é proposto, o que se quer realizar, a quem se
destina e que resultados se pretende alcançar.
A AÇÃO DO PROJETO
A definição de um projeto é clara quando menciona ter “um início e fim
definidos”. Isso nos leva a identificar um Ciclo de Vida para os projetos: eles se
iniciam com poucos esforços em sua estruturação; esses esforços crescem à
medida que as ideias são amadurecidas e as ações passam a ser mais efetivas,
diminuindo à medida que os objetivos do projeto começam a ser atingidos. Alguns
princípios são básicos para o funcionamento deste novo “sistema produtivo”, que é o
projeto dentro da organização, e alguns papéis- especialmente neste início de
projeto - devem ser definidos.
Assim como os produtos, os projetos também apresentam um Ciclo de Vida.
Os projetos sempre apresentam um início e um fim determinados. Entre este início e
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o final do projeto ele sofre todo um desenvolvimento, uma estruturação, uma
implantação e, finalmente, uma conclusão. Assim sendo, podemos enunciar que o
objetivo da Gestão de Projetos é o de “alcançar controle adequado do projeto de
modo a assegurar sua conclusão no prazo e no orçamento determinados, obtendo a
especificação estipulada”.
Para perseguir o objetivo do projeto, qual dos pontos a seguir é o mais
importante, na sua opinião?
• Responsabilidade unificada em um elemento
• Planejamento e controle unificados
A responsabilidade unificada em um elemento significa que cada projeto deve
ter um único elemento para o qual converge a responsabilidade pelo conjunto de
atividades e sua integração.
Este elemento é o Gerente do Projeto (ou Líder ou Coordenador) e, por meio
dele, busca-se a responsabilização de todos pelos resultados parciais e resultado
total do projeto. O Gerente do Projeto passa a ser o elemento centralizador das
negociações e comunicações com o cliente e com o patrocinador do projeto, e entre
estes e a equipe do projeto. Pela delegação, ele pode multiplicar o seu papel no
interior do projeto. Com planejamento e controle unificados, o enfoque é que cada
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projeto deve ser planejado e controlado como um todo. Isso significa que uma visão
do projeto deve contemplar e abranger todas as áreas funcionais envolvidas, ao
longo de todo o projeto.
Esse planejamento deve contar com a participação de especialistas que
identifiquem as suas participações específicas no projeto e comecem a
comprometer-se com os resultados parciais que conduzirão aos resultados globais -
prazo, custo e especificação - do projeto. Esses dois fatores estão relacionados à
escolha e presença do gestor do projeto, bem como com o relacionamento
cooperativo que deve existir desde o início entre as especialidades que vão atuar no
projeto.
PLANEJAMENTO ORIENTADO PELO ESCOPO DO PROJETO
O modelo de planejamento de Projeto orientado pelo escopo tem por base a
ideia de que um bom planejamento começa com uma clara definição do escopo. A
elaboração do Plano de Ação que integra o Plano de Projeto depende da definição
clara e precisa da situação geradora do projeto, da justificativa, dos objetivos, dos
resultados esperados e da abrangência do projeto, elementos que constituem o
Escopo do Projeto.
Da mesma forma, como veremos mais adiante, o Plano de Controle e
Avaliação também deve ser orientado pelo que foi estabelecido no escopo. Elaborar
[Digite texto]
FAP
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o Plano de Ação de um projeto antes de se ter o escopo claramente definido é como
planejar a construção de uma casa sem se conhecer o terreno, seu tamanho, as
necessidades de seus moradores etc.
Da mesma forma, não é possível pensar na construção de um caminho (plano
de ação) sem sabermos exatamente onde estamos (situação geradora) nem aonde
queremos chegar (objetivos e resultados esperados com o projeto). Os projetos do
tipo desenvolvimento, como o de um novo software, constituem um bom exemplo da
necessidade de se ter claramente definido o problema a ser resolvido (situação
geradora); suas especificações funcionais (objetivos); as necessidades dos usuários
(público-alvo); seu desempenho final (resultados); os motivos que justificam seu
desenvolvimento (resultados);(justificativa) etc. Em projetos desse tipo, o tempo
gasto em sua especificação (definição do escopo) é grande e pode ser igual ou
maior do que o tempo gasto em sua execução.
QUESTÕES PARA O PLANO DE AÇÃO
Após a elaboração do escopo, considerando especialmente a definição dos
objetivos e os resultados esperados em um projeto, as perguntas que devem ser
respondidas, visando à elaboração do Plano de Ação, são estas:
• Quais atividades serão necessárias para alcançar os objetivos e resultados
esperados?
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FAP
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• Quando acontecerá cada atividade?
• Quais serão os responsáveis por sua execução?
• Quanto custará cada atividade?
• Qual a melhor sequência para a realização das atividades?
• Quais são as atividades críticas do projeto?
• Quais os produtos que serão gerados com a realização das atividades?
• Quais recursos serão necessários?
O Plano de Ação é uma espécie de mapa do caminho a ser percorrido, desde
o início até o fim do projeto.
O PLANEJAMENTO COMO UM PROCESSO
Essencialmente, o Plano de Ação deve apresentar de forma lógica os
procedimentos e recursos que serão mobilizados ao longo do projeto e suas
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FAP
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interdependências. Quanto maior o conhecimento e a experiência da equipe que
desenvolve o projeto, mais consistente e detalhado será o Plano de Ação.
A elaboração do Plano de Ação de um projeto pode ser vista como um
processo no qual alguns aspectos devem ser tidos em conta, tais como os que se
seguem:
• PLANOS DE AÇÃO SÃO DE NATUREZA DINÂMICA E NÃO ESTÁTICOS:
isso significa que todo plano pode (e, muitas vezes, deve) sofrer mudanças ao longo
da execução do projeto. É para isso que serve a ação gerencial de controle.
• PLANEJAMENTO É UM PROCESSO CRIATIVO: Atividades baseadas em
projetos lidam com o desenvolvimento de processos, atividades e soluções novas.
Por tal motivo, não se pode fazer uma previsão de tudo. Eventualmente, um novo
conjunto de informações, durante o desenvolvimento do projeto, implica alterar
decisões tomadas recentemente.
• Para ser efetivo, o Plano de Ação deve ser usado, revisado e mantido
atualizado constantemente. Isso parece óbvio, mas é raro encontrarmos equipes que
se preocupam com revisões e atualizações constantes dos projetos que
desenvolvem.
• PLANEJAR IMPLICA DEFINIR: Como, quando, onde e com que recursos
algo podeser feito através de um projeto. Trata-se de um exercício de previsão de
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FAP
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tempo e recursos, e requer, muitas vezes, a elaboração de modelos de sistemas e
processos para ajudar na concepção do caminho a ser percorrido com o
desenvolvimento do projeto.
Nesse contexto, torna-se útil a comparação com projetos semelhantes e a
colaboração de especialistas. Cabe acrescentar ainda que o planejamento não é
uma ciência exata. Se duas equipes diferentes são chamadas para elaborar um
Plano de Ação para um mesmo projeto, podemos ter resultados bastante diferentes.
ETAPAS DO PROCESSO DE PLANEJAMENTO
1. DEFINIÇÃO DO ESCOPO: o Plano de Ação tem por base a definição do
escopo do projeto, constituído da definição do problema ou situação geradora,
objetivos, justificativa, resultados esperados e abrangência do projeto. Essa
definição é importante para futuras decisões durante a realização do projeto.
2. DEFINIÇÃO DE AÇÕES, ATIVIDADES E TAREFAS: nesta etapa são
identificadas e claramente especificadas todas as atividades e tarefas que deverão
ser conduzidas e levadas a bom termo para que o projeto apresente os resultados
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FAP
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esperados. As ações são desdobradas em atividades, e estas, em tarefas que são
especificadas sob a forma de ”pacotes de trabalho”.
3. PLANEJAMENTO DE RECURSOS: consiste na definição dos recursos
(pessoas, equipamentos, materiais etc.) e o quanto de cada recurso será necessário
para realizar as atividades previstas no projeto.
4. SEQUENCIAMENTO DE ATIVIDADES: identificação das
interdependências entre as diversas atividades e tarefas do projeto. Todas as
atividades são listadas em sua sequência lógica, juntamente com as atividades que
antecedem (devem ser executadas antes) e que sucedem (devem ser executadas
depois). Quando não existem relações de precedência, duas ou mais atividades
podem ser executadas de forma concorrente ou simultânea. Tais atividades ou
ações devem ser também identificadas. Esse ponto será detalhado mais adiante
neste capítulo.
5. ESTIMATIVA DE DURAÇÃO DAS ATIVIDADES: previsão de quanto
tempo será gasto na execução de cada atividade do projeto, tomando-se como base
experiências anteriores, projetos similares ou atividades afins já executadas pelas
equipes envolvidas no projeto.
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FAP
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6. ESTIMATIVA DE CUSTO: consiste na previsão dos recursos financeiros
que serão necessários para completar todas as atividades do projeto.
7. DESENVOLVIMENTO DO CRONOGRAMA: é feito com base na análise
da sequência de atividades, duração e necessidade de recursos, para criar um
escalonamento lógico e organizado para todo o projeto.
8.ESTIMATIVA DE ORÇAMENTO: é a distribuição dos recursos disponíveis
para os diversos itens de despesas do projeto.
9. PLANO DE AÇÃO: o principal produto do processo de planejamento é o
Plano de Ação do projeto. É o documento formal contendo todas as informações
necessárias para gerenciar, controlar, monitorar e avaliar o projeto.
TRANSFORMANDO O PROJETO EM TAREFAS EXECUTÁVEIS
Um projeto pode ser visto como um empreendimento único, de grandes
proporções, com início, meio e fim. Entretanto, a menos que seja um
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FAP
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empreendimento extremamente pequeno e simples, o domínio e o entendimento de
sua complexidade, assim como o planejamento de sua realização, só podem ser
alcançados quando o projeto é dividido em partes menores e mais simples. Existe
uma metodologia estabelecida para o desdobramento do projeto em ações,
atividades e tarefas denominadas Estrutura de Desdobramento do Trabalho (EDT).
Este método é também conhecido pela sigla WBS, derivada da expressão em
inglês “WorkBreakdown Structure”. A EDT é uma estrutura hierárquica na qual o
projeto é dividido em atividades cada vez menores e mais simples, até chegar ao
nível de tarefas executáveis, que podem ser chamadas de pacotes de trabalho.
“O objetivo da EDT é quebrar” ou desdobrar grandes atividades em atividades
menores e mais simples, de modo a se obter a especificação de um conjunto de
tarefas necessárias para a execução do projeto. Nesse caso, uma tarefa está no
nível de maior detalhamento e corresponde a um pacote de trabalho que pode ser
atribuído a uma pessoa ou conjunto de pessoas, facilitando seu acompanhamento.
OBJETIVO X AÇÃO X ATIVIDADE X TAREFA
Um objetivo, conforme definimos, expressa um propósito, uma intenção ou fim
que se deseja alcançar por meio da realização de um projeto. Está fortemente ligado
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aos resultados esperados, em termos de benefícios diretos obtidos, de soluções ou
melhorias alcançadas.
Exemplo de objetivo: implantar a Metodologia de Projetos como recurso
pedagógico na formação de competências no Ensino Médio. Uma ação indica a
ocorrência de um conjunto de atividades, acontecimento ou sequência de
acontecimentos que resultam em modificação significativa no desenvolvimento do
projeto e concorrem para a realização de seus objetivos. Uma ação representa,
portanto, algo significativo que deve ser concretizado para se alcançarem os
objetivos específicos do projeto.
EXEMPLO
EXEMPLO DE AÇÃO (RELACIONADA COM O OBJETIVO ANTERIOR):
capacitação de professores para atividades pedagógicas envolvendo a Metodologia
de Projetos no Ensino Médio Pode notar que uma ação, como expressão de algo a
ser concretizado, assinala um marco importante ao longo da execução do projeto.
Podemos considerar um marco como um evento, ou seja, a conclusão de
várias atividades ou tarefas que conduzem a uma situação importante no andamento
do projeto. Um marco (ou evento) é, portanto, um ponto do projeto que merece ser
verificado ou avaliado. Uma atividade indica a realização de trabalhos específicos,
compostos por um conjunto de tarefas.
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FAP
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Geralmente, uma atividade tem uma abrangência (tamanho) e complexidade
que ainda requer mais detalhamento para ser atribuída a uma pessoa ou grupo de
pessoas, de modo a permitir sua execução.
ESTIMATIVAS DE TEMPO
Além de saber o que deve ser realizado, o Plano de Ação requer uma
estimativa de quanto tempo será empregado em cada atividade ou tarefa. O tempo
necessário para executar uma atividade depende de vários fatores. Mesmo as
atividades executadas várias vezes pela mesma equipe podem sofrer variações no
tempo de execução. Atividades de rotina têm o tempo mais previsível, enquanto que
outras atividades sofrem grandes variações.
Vários fatores afetam o tempo de execução de uma tarefa, como:
• Nível de habilidade e treinamento da equipe para a tarefa específica.
• Disponibilidade e desempenho de recursos tecnológicos.
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FAP
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• Disponibilidade de materiais, suprimentos, equipamentos.
• Ocorrência de eventos inesperados (problemas pessoais, acidentes,
mudanças na equipe, mudanças no contexto social, econômico etc.).
O problema de estimativa de tempo se deve à dificuldade em prever quando e
com que intensidade cada um desses fatores irá ocorrer e como afetará o
desenvolvimento de uma atividade ou do projeto como um todo. Para efeitos de
estimativa, é conveniente recorrer à experiência da equipe envolvida na execução
de uma atividade ou, no caso de não existir a experiência prévia, obter dados a partir
de quem já executou atividades similares. Outro recurso é a simulação, que envolve
cálculos com diferentes conjuntos de probabilidades e possibilita obter uma
estimativa média de duração para as atividades do projeto.
CONSTRUINDO O MAPA DO PROJETO: A REDE DE TAREFAS
Depois que todo o projeto foi decomposto em atividades e tarefas, o próximo
passo é determinar asequência em que as tarefas devem ser executadas. A solução
mais simples seria planejar a execução de uma tarefa de cada vez, de forma
sequencial. Entretanto, a menos que o projeto seja muito simples, com
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pouquíssimas tarefas, essa abordagem resultará em um tempo de execução do
projeto muito maior do que o necessário.
Se examinarmos as diversas tarefas e as dependências entre elas, vamos
descobrir que algumas devem ser concluídas antes de outras serem iniciadas e
vamos descobrir também que algumas tarefas são independentes e podem ser
realizadas simultaneamente, sem nenhuma restrição.
Um dos recursos gráficos mais utilizados para representar as atividades de um
projeto e suas relações de precedência é a rede de tarefas (ou rede de atividades).
O método que utiliza esse recurso tornou-se popular no planejamento e
gestão de projetos na década de 1960 e é conhecido pelo nome rede PERT ou rede
PERT-CPM. Esse método é também conhecido como Método do Caminho Crítico,
pelo fato de possibilitar identificar um conjunto de atividades ou tarefas críticas do
projeto, ou seja, aquelas que, sofrendo atraso, provocam atraso na execução de
todo o projeto.
A rede de tarefas de um projeto representa um mapa a ser seguido durante
sua execução. É a representação lógica das tarefas que define a sequência do
trabalho a ser feito, tornando-se um recurso gráfico muito útil para acompanhamento
e controle de um projeto.
Entre algumas das funções da rede de tarefas podem ser mencionadas as
que se seguem:
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FAP
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• Mostrar a sequência e relações entre todas as tarefas do projeto.
• Identificar eventos no projeto que podem ser usados para acompanhamento
e avaliação.
• Identificar o caminho crítico (sequência de tarefas cujo atraso na execução
provoca atraso na execução de todo o projeto)
• Auxiliar no acompanhamento do cronograma.
• Aumentar o nível de certeza quanto ao prazo de conclusão do projeto.
Na rede de tarefas, cada atividade ou tarefa é representada por um nodo (por
exemplo, através de uma caixa de texto) que, além do nome que identifica a
atividade ou tarefa, contém informações complementares, tais como duração
estimada da atividade ou tarefa, data mais cedo em que pode começar e terminar,
data mais tarde em que pode começar e terminar etc.
Por se tratar de um tópico que envolve conhecimento técnico específico que
ultrapassa os objetivos deste módulo, não vamos aprofundar a metodologia de
construção da rede de tarefas. Atualmente existem vários softwares de planejamento
e gestão de projetos que recebem como entrada a lista de tarefas com suas
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FAP
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dependências, suas durações estimadas e produzem automaticamente a rede de
tarefas. Um dos mais utilizados é o Microsoft Project.
ESTIMATIVAS DE CUSTOS E RECURSOS
Plano de Ação deve especificar as estimativas dos recursos necessários e os
respectivos custos para que o orçamento do mesmo seja elaborado.
Em geral, podemos considerar que os seguintes recursos são necessários em
um projeto:
• Pessoas (coordenadores, equipes, técnicos, especialistas, consultores etc.)
• Recursos financeiros (financiamentos, recursos da instituição etc.)
• Equipamentos (em função do tipo e objetivos do projeto)
• Instalações (infraestrutura, comunicação/ambiente de trabalho etc.)
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• Materiais e suprimentos (em função do tipo e objetivos do projeto)
• Informação (bases de dados, documentos, arquivos etc.)
• Tecnologia (recursos específicos em função do tipo de projeto).
Para definir esses recursos, a equipe que desenvolve o planejamento do
projeto deve pensar em muitas coisas, tais como que pessoas, materiais,
equipamentos, instalações e outros recursos são necessários para realizar cada
tarefa prevista na EDT do projeto; quem e o que dessa lista de necessidades já
estão disponíveis na equipe e na instituição.
A seleção de pessoas para participar da execução das tarefas previstas na
EDT é outro item de grande importância no planejamento. Ao pensar nisso, é
oportuno ter em conta questões como estas: Que habilidades são necessárias para
realizar as tarefas previstas no projeto? Existe alguma tarefa que requer habilidades
especiais? de onde virão essas pessoas? Como essas pessoas deverão trabalhar
durante o projeto (organização e estrutura das equipes)?
Planejamento de custos em um projeto envolve a identificação de todos os
recursos necessários para fins de elaboração de um orçamento para o projeto.
Dependendo do tipo do projeto, especialmente dos produtos que se espera que
sejam desenvolvidos ao longo do projeto, os recursos relacionados anteriormente
podem ser agrupados em três categorias:
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• Material permanente (bens, equipamentos, instalações etc.)
• Material de consumo (materiais, suprimentos etc.)
• Serviços (consultorias, serviços especializados etc.)
O orçamento final consiste na estimativa de custos de todo o projeto e pode
ser apresentado como um orçamento global contendo a relação de custos e as
planilhas financeiras com as previsões de despesas ao longo do projeto.
CONSTRUINDO A LINHA DE TEMPO DO PROJETO
Um dos recursos utilizados com mais frequência no planejamento de projetos
é o gráfico de Gantt, também conhecido como cronograma. É um recurso gráfico
muito fácil de ser construído e compreendido, mesmo por pessoas com poucos
conhecimentos técnicos.
O cronograma é uma linha de tempo de projeto que mostra quando cada
atividade ou tarefa deve realizar-se ao longo do desenvolvimento do projeto.
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FAP
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Gráfico de Gantt
Há uma grande variedade de formatos de apresentação de cronogramas.
Também o nível de detalhamento das informações que são registradas no
cronograma pode variar conforme a necessidade de cada projeto. Além das datas
em que cada tarefa deve ser executada, podemos acrescentar no cronograma
informações adicionais, como equipes responsáveis pela execução, recursos
necessários, indicação de tarefas críticas etc.
O CONTROLE DO PROJETO
Montar uma sistemática para o controle do projeto é o mesmo que criar um
sistema inteligente que funcione como sensor nos pontos vitais do projeto, de modo
a permitir seu monitoramento, corrigir o que for relevante e permitir que os objetivos
sejam atingidos. O controle de projeto funciona como se fosse o controle de um
organismo. Deve ser desenvolvido um processo que permita não só identificar o que
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acontece, mas também agir sobre os fatos. Exploraremos este “processo” por meio
de seus vários e complementares componentes.
O controle do projeto é atingido quando é possível obter informações precisas
sobre o seu andamento e quando - com base na análise dessas informações - é
possível tomar ações que conduzam o projeto de volta aos seus objetivos de prazo,
uso de recursos e especificações previamente estabelecidos.
MAS O QUE É MONITORAR E AVALIAR UM PROJETO?
Os termos monitorar e avaliar têm as seguintes acepções correntes:
Monitorar: acompanhar e verificar alguma coisa, especialmente dados obtidos por
algum sistema de medição; acompanhar o comportamento de processos ou
sistemas, visando a detectar desvios. Avaliar: determinar o valor de algo, fazer a
apreciação, analisar, julgar, ponderar.
contexto do Plano de Monitoramento e Avaliação de Projetos Educacionais,
adotaremos os seguintes conceitos básicos: Monitoramento: É o acompanhamento
contínuo e sistemático das atividades previstas, verificando se a execução do projeto
está ocorrendo conforme o planejado; o monitoramento acompanha o trabalho que
está sendo realizado(entradas + processos + saídas), com foco na eficiência do
projeto. Ou seja, o monitoramento refere-se ao acompanhamento do trabalho
realizado, o que inclui os recursos necessários para este trabalho (entradas) e seus
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FAP
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respectivos produtos (saídas). Nesse caso, o monitoramento mede a eficiência do
projeto e deve responder a perguntas do tipo: Tudo que foi planejado foi realizado?
Executamos bem o que foi planejado?
AVALIAÇÃO: É a análise dos resultados obtidos através da realização das
atividades do projeto, verificando em que medida os objetivos foram alcançados; a
avaliação mede os resultados e impactos, com foco na eficácia (ou efetividade) do
projeto. As ações de avaliação referem-se à análise dos resultados e impactos
produzidos pelo projeto, verificando em que medida os objetivos foram alcançados.
Nesse caso, a avaliação mede a eficácia do projeto e deve responder a perguntas
do tipo: Chegamos aos resultados esperados? Chegamos aonde queríamos chegar?
Se não, por quê? Observe que podemos avaliar também resultados intermediários
ou parciais, e resultados finais de um projeto.
RELAÇÕES DE CAUSA E EFEITO NAS INSTÂNCIAS (MOMENTOS) DE
EXECUÇÃO DE UM PROJETO
Para que um projeto agregue benefício ou valor ao ambiente (impactos), ele
precisa provocar mudanças de desempenho (resultados) no contexto em que é
desenvolvido; isso requer a realização de ações que possam contribuir para
promover essas mudanças; as ações finalizadas representam as saídas do projeto,
[Digite texto]
FAP
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sob a forma de atividades concluídas, serviços prestados ou produtos entregues;
para tanto, são executados vários processos, representados pelos trabalhos e
tarefas ao longo do projeto; tudo isso só é possível se tivermos as entradas
necessárias para o desenvolvimento do projeto, representadas pelos recursos
humanos, financeiros e físicos.
Os procedimentos de monitoramento têm por base o Plano de Ação do
Projeto, enquanto os procedimentos de avaliação têm por base o Escopo do Projeto.
Os processos de monitoramento e avaliação são interdependentes e
complementares. Um ponto em comum é que ambos necessitam de um elemento
fundamental: dados e informações sobre atividades e resultados do projeto. Dados e
informações, por sua vez, são obtidos através de indicadores de desempenho. Sem
o uso de dados e informações, não é possível monitorar nem avaliar um projeto.
É importante observar que o monitoramento, como processo de obtenção de
dados relativos ao que está sendo feito ao longo do tempo de realização de um
projeto, constitui uma base imprescindível para as ações de controle (gestão) do
projeto. Nesse sentido, o monitoramento, em si mesmo, não é uma função de
análise; sua função principal é fornecer dados e informações sobre as atividades,
produtos e serviços para o processo de análise ou avaliação do desempenho do
projeto. Portanto, monitoramento sem análise dos dados obtidos não tem sentido,
porque significaria aplicação de recursos sem nenhuma consequência útil na gestão
do projeto. Da mesma forma, não existe avaliação sem monitoramento, porque não
haveria dados ou informações para sustentar análises, comparações ou
julgamentos.
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FAP
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INDICADORES DE DESEMPENHO
O conceito de indicadores de desempenho é fundamental no processo de
planejamento do monitoramento e avaliação de projetos educacionais. O indicador é
um termo genérico dado à medição fornecida por um determinado instrumento.
Alguns exemplos familiares são indicador de temperatura (termômetro), indicador de
velocidade (velocímetro), indicador de desempenho educacional (taxa de evasão
escolar na educação básica), indicadores de crescimento populacional (taxas de
crescimento), dentre outros.
No contexto de gestão de projetos, um indicador de desempenho é uma
medida (em geral quantitativa) que identifica características de impactos, resultados,
saídas, processos e entradas de um projeto. São medidas que descrevem quão bem
um projeto está cumprindo seu Plano de Ação e alcançando os objetivos.
Os indicadores mostram o que observar ou medir para determinar se o
planejamento está sendo cumprido e se os objetivos estão sendo realizados. Para
que tenha significado prático, um indicador deve estar referenciado a um patamar de
desempenho que se deseja alcançar com as ações do projeto. Para um projeto, é
possível definir indicadores que quantificam os recursos que estão sendo utilizados
(indicadores de entrada); o trabalho (atividades e tarefas) que está sendo realizado
(indicadores de processo); os produtos ou serviços resultantes do trabalho realizado
[Digite texto]
FAP
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(indicadores de saída); os resultados ou benefícios obtidos diretamente como
consequência dos produtos e serviços realizados (indicadores de resultados);e os
impactos ou benefícios estendidos que ocorrem como consequência dos resultados,
observados ao longo do tempo no contexto educacional (indicadores de impacto).
Esses indicadores - entrada, processo, saída, resultado e impacto -
constituem a base para os procedimentos de monitoramento e avaliação de projetos
educacionais e são denominados indicadores de desempenho do projeto. Há casos
em que o indicador de saída pode ser utilizado englobando os indicadores de
entrada e processo, uma vez que a realização de produtos e serviços (saída)
pressupõe a realização das entradas e dos processos correspondentes.
Outra simplificação que pode ocorrer refere-se à consideração dos
indicadores de impacto. Esses indicadores expressam os benefícios ou valores
agregados pelo projeto ao longo do tempo, após sua conclusão. São os benefícios
estendidos do projeto. Os indicadores de impacto traduzem uma medida do que s e
espera alcançar em relação ao objetivo geral do projeto, enquanto os indicadores de
resultado traduzem essa medida em relação aos objetivos específicos.
Dessa forma, as verificações dos impactos do projeto ocorrem algum tempo
após sua conclusão e podem ainda sofrer a influência de outros projetos paralelos, o
que torna mais difícil sua avaliação. Em vista disso, até o encerramento do projeto, a
avaliação fica circunscrita à verificação dos resultados alcançados. Portanto, em
muitos casos, os principais indicadores de desempenho a serem considerados são
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os de saída (atividades realizadas, serviços ou produtos entregues) e os de
resultado.
As atuais políticas para alocação de recursos na educação estão se
baseando cada vez mais em informações confiáveis e precisas sobre o desempenho
de projetos desenvolvidos para solução de deficiências do sistema. Por tal motivo,
os indicadores de desempenho assumem uma grande importância nos projetos
educacionais e devem ser desenvolvidos de forma a refletir a realidade do projeto
em todas as suas instâncias.
GESTÃO DE PROJETOS EM AMBIENTES DISTRIBUÍDOS OU VIRTUAIS
Em uma organização do tipo distribuída, as diferenças de tempo e espaço são
superadas com o uso de tecnologias da informação e comunicação (TIC)
modificando radicalmente os modelos tradicionais de gestão de projetos. O avanço
das TIC tem possibilitado novas formas de trabalho cooperativo, estendendo o
conceito de trabalho em equipe, antes entendido como sendo apenas o trabalho
conjunto realizado na forma presencial.
Atualmente não é possível pensar no desenvolvimento de projetos
educacionais, mesmo os mais simples, sem o concurso das TIC. Uma das novas
formas de trabalho cooperativo baseada nessas novas tecnologias é o trabalho em
grupo apoiado por suporte computacional, que deu origem ao chamado groupware.
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Groupware é uma expressão que identifica um conjunto de recursos de
tecnologias da informação e comunicação por meio dosquais as pessoas podem
trabalhar em conjunto, com diferentes formas de interação. São recursos que
possibilitam o compartilhamento de informações, dados, experiências, além de
automatizar diversas atividades e superar problemas de diferenças de localização
geográfica e temporal entre pessoas de uma equipe.
É importante notar que os recursos de groupware estão destinados a cumprir
exatamente as três funções básicas na gestão de projetos: comunicação,
coordenação e cooperação. Vários benefícios podem ser apontados a partir do uso
das novas tecnologias na gestão de projetos em ambientes distribuídos, tais como
redução de custos e tempo na execução dos projetos, eficiência na comunicação
entre equipes, eficácia na documentação e registro de conhecimentos adquiridos;
melhoria do processo de aprendizagem pelas equipes.
O SIGNIFICADO DE CONTROLE NA GESTÃO DE PROJETOS
A palavra controle pode ser entendida de várias maneiras no âmbito do
trabalho com projetos. Nesta unidade, adotamos controle para significar a ação de
gerenciar ou administrar atividades, processos, tarefas, procedimentos etc. na
execução de projetos, tendo em vista alcançar seus objetivos e resultado. Nesse
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sentido, controle não significa uma ação ou atitude de mera fiscalização autoritária
ou impositiva. Assim, o controle consiste na ação continuada de comparar o
desempenho real do projeto com o desempenho planejado, aplicando as medidas de
correção adequadas.
Essa comparação implica a análise de alterações ocorridas durante a
execução, avaliação de alternativas possíveis, solução de problemas encontrados
etc. Controle abrange também a aplicação continuada do planejamento em ciclos
sucessivos. Isso significa que o Plano de Ação deve ser revisado periodicamente,
para se ajustarem e corrigir e mais atividades e tarefas, conforme as necessidades
identificadas no planejamento do projeto. Considerando-se que o projeto tem seu
Plano de Monitoramento e Avaliação (PMA), as ações de controle são orientadas a
partir dos indicadores de desempenho.
Os coordenadores devem se perguntar: o que devo observar em relação ao
escopo, desempenho, tempo e custo, como subsídio para as ações de controle do
projeto? A seguir, apresentamos algumas sugestões de perguntas a serem feitas em
relação a cada um desses pontos.
ESCOPO
• O projeto mantém o foco no problema ou situação geradora que deu origem
a ele?
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• O projeto está sendo conduzido na direção das finalidades para as quais foi
inicialmente proposto?
• Há indícios claros de que o projeto está sendo encaminhado para a
realização efetiva dos resultados esperados?
• Está havendo alterações na área de atuação e abrangência do projeto? Sua
dimensão em termos de público-alvo está dentro dos limites inicialmente
estabelecidos?
• Existem indícios de fatores externos (riscos, mudanças de contexto, eventos
imprevistos etc.) que demandam ajustes no escopo do projeto?
DESEMPENHO
• Existem entradas do projeto (recursos financeiros, infraestrutura,
suprimentos, materiais, informações, equipes etc.) com alguma dificuldade de se
concretizar na execução do projeto?
• Os processos e produtos estão sendo realizados em conformidade com o
planejado?
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• Há problemas ou conflitos identificados, mas não resolvidos?
• Os trabalhos realizados apresentam nível de qualidade compatível com os
resultados esperados do projeto?
• Os registros e relatórios de atividade e de progresso estão sendo realizados
com frequência e utilidade requeridas para o acompanhamento e avaliação do
projeto?
TEMPO
• Os marcos importantes do projeto estão ocorrendo dentro do previsto?
• O andamento do projeto corresponde aos cronogramas originais?
• Considerando-se o desempenho do projeto até o momento, há necessidade
de revisão dos cronogramas e prazos futuros?
• Há necessidade de procedimentos para agilizar ações, atividades ou tarefas
que se encontram com atraso em relação aos cronogramas originais?
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CUSTOS
• Os recursos alocados para cada ação estão sendo suficientes?
• O cronograma de desembolso financeiro está sendo realizado conforme
previsto?
AVALIAÇÃO DE PROJETOS
As ações de avaliação são orientadas e conduzidas a partir dos indicadores
de resultados e impactos, descritos no Plano de Monitoramento e Avaliação do
projeto. O foco da avaliação está na aferição dos resultados efetivamente
alcançados com a implementação do projeto.
Um aspecto importante que deve ser considerado no processo de avaliação é
o baseline (diagnóstico da situação inicial), que servirá de base para avaliação dos
resultados obtidos. Outro ponto a considerar é a necessidade de superar barreiras
culturais que dificultam as práticas de avaliação, já que a tendência geral na gestão
de projetos educacionais é limitar a ”avaliação” à verificação dos produtos e serviços
realizados, sem mensurar os resultados efetivamente alcançados.
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Nesse sentido, vale lembrar que a avaliação de projetos educacionais é uma
prática que concorre para a melhoria dos processos de elaboração de projetos,
contribuindo para superar a visão distorcida da avaliação, quase sempre vista como
algo adverso que se contrapõe ao que estamos realizando. A avaliação de projetos
também pode ser do tipo formativa ou somativa.
A finalidade da primeira é avaliar os resultados intermediários ou parciais ao
longo da execução do projeto, ocorrendo especialmente nos marcos importantes
(milestones). A finalidade da avaliação somativa, por sua vez, é avaliar os resultados
e impactos acumulados ou obtidos ao final da execução do projeto. Na avaliação de
projetos é importante considerar também a visão, ou resposta, oriunda da
comunidade externa ao projeto, interessada nos resultados do mesmo.
Esses interessados, que podem ser um grupo de pessoas ou instituições, são
denominados de stakeholders. As respostas, ou reações dos stakeholders ao
desenvolvimento do projeto podem constituir um indicador de especial importância
para o controle e avaliação do projeto. Em geral, há contribuições diretas ou
indiretas (material, financeira, ou outras formas de colaboração e participação) dos
stakeholders para o desenvolvimento do projeto que justificam seu interesse nos
resultados e impactos do mesmo.
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ENCERRANDO O PROJETO
Por que o encerramento é uma fase necessária e importante no ciclo
de vida de um projeto?
Quais ações ou atividades devem ser contempladas nesta fase?
Como documentar e divulgar os resultados de um projeto?
Um projeto não pode ter uma duração indefinida e deve, com sucesso ou não,
chegar a um término. Caso contrário, não se trata de um projeto. Apesar de ser,
muitas vezes, vista como algo sem importância, a fase de encerramento, finalização
ou fechamento de um projeto deve merecer nossa atenção pelas oportunidades de
aprendizagem que propicia.
POR QUE UM ENCERRAMENTO FORMAL?
Além da natural necessidade de reconhecimento pessoal pelas realizações
alcançadas com o projeto, o momento do encerramento é o mais propício para se
refletir e adquirir consciência das lições aprendidas ao longo de todo o processo de
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execução, extraindo conhecimentos, técnicas e estratégias que serão aperfeiçoadas
em empreendimentos futuros. Observe-se que o encerramento de um projeto de
pequeno porte é algo muito mais simples do que o encerramento de um projeto
grande e complexo.
Em projetos pequenos, o encerramento se resume a uma reunião de equipe
com os demais interessadosnos resultados do projeto e à produção de um relatório
de conclusões simplificado. Já o encerramento de um projeto grande envolve outras
atividades e formalidades tais como documentação de aceitação formal do projeto
concluído, verificação da eventual existência de algum trabalho remanescente a ser
feito, encerramento e pagamento de contratos, relatório de avaliação formal,
redistribuição de pessoal das equipes, relatório final do projeto, publicação de
resultados obtidos, realização de eventos para divulgação de resultados etc.
O encerramento de projetos inclui atividades como as que se seguem:
• Reunião com os interessados no projeto (stakeholders), os quais deverão
também dar sua contribuição.
• Encerramento de contratos abertos durante o projeto (consultores/
fornecedores/ prestadores de serviços etc.).
• Transferência de responsabilidades (membros da instituição devem cuidar
de manter novas funções/ serviços/ atividades etc./ desenvolvidas com o projeto).
[Digite texto]
FAP
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• Redistribuição de membros das equipes (em atividades funcionais ou em
outros projetos).
• Liberação de recursos físicos (infraestrutura), equipamentos e instalações
específicas utilizadas durante a execução do projeto.
• Fechamento da contabilidade do projeto (prestação de contas).
• Documentação dos resultados obtidos e recomendações para futuros
empreendimentos.
O RELATÓRIO FINAL
Além dos relatórios de gestão do projeto mencionados (Relatórios de
Atividades e Relatórios de Progresso), na ocasião do encerramento do projeto
devem ser elaborados os relatórios finais de avaliação. Esses relatórios devem ser
elaborados com formato e conteúdo adequados à divulgação dos resultados do
projeto e podem gerar publicações tais como livros ou artigos para periódicos.
As valiosas experiências e conhecimentos adquiridos ao longo de um projeto
não devem se limitar ao âmbito individual de cada equipe ou participante. A fase de
encerramento é o melhor momento de registrar as lições aprendidas, propiciando
[Digite texto]
FAP
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que a experiência adquirida seja compartilhada com outros e possa ser aperfeiçoada
em projetos futuros.
O Relatório Final é, ao mesmo tempo, uma breve história do projeto e uma
avaliação final de desempenho em suas diversas instâncias. Para projetos de
pequeno porte, esse relatório pode ser um documento de 2 ou 3 páginas. Já para
um projeto de grande porte, o Relatório Final pode conter de 20 a 30 páginas ou
mais, dependendo da quantidade de material anexado, como gráficos, tabelas,
dados, quadros etc.
Tipicamente, um Relatório Final inclui os seguintes tópicos:
Identificação (dados sobre o projeto, a instituição onde foi realizado,
patrocinador(es), órgão financiador, responsáveis pela coordenação,
datas etc.).
Visão geral do projeto (situação geradora, objetivos, resultados
esperados, abrangência etc.).
Resumo das principais ações realizadas.
[Digite texto]
FAP
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Análise dos resultados alcançados em comparação com os objetivos
originais do projeto.
Análise do desempenho administrativo (gestão do projeto) e financeiro.
Análise do desempenho da(s) equipe(s) do projeto.
Questões, problemas ou conflitos encontrados e formas de solução.
Lições aprendidas e recomendações para futuros projetos.
Dados, tabelas, quadros, gráficos e informações anexas relativas aos
itens apresentados no corpo do relatório.
Como complemento do Relatório Final, é importante que a coordenação geral
do projeto considere a oportunidade de realização de eventos para a divulgação de
resultados obtidos. No contexto educacional, esse aspecto assume importância
fundamental, uma vez que o caráter instrutivo de todo projeto deve ser aproveitado
como oportunidade de crescimento e capacitação de todos os envolvidos no sistema
educacional, seja este uma escola, uma rede de escolas, uma universidade ou até
mesmo o órgão gestor do sistema em âmbito regional ou nacional. Nesse sentido, a
realização de seminários, palestras, cursos, workshops etc. deve ser considerada
como meio de divulgação dos resultados do projeto.
[Digite texto]
FAP
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PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO (PPP)
O QUE É UM PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO (PPP)?
O Projeto Político-Pedagógico - PPP (ou Projeto Educativo) é o plano global
da instituição.
Pode ser entendido como sistematização, nunca definitiva, de um processo
de Planejamento Participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que
define claramente o tipo de educação participativa que se quer realizar. É um
instrumento teórico-metodológico para a intervenção e mudança da realidade. É um
elemento de organização e integração da atividade prática da instituição neste
processo de transformação. O PPP ultrapassa a mera elaboração de planos, que só
se prestam a cumprir exigências burocráticas:
“O Projeto Político-Pedagógico busca um rumo, uma direção.
É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um
compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto
pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar
[Digite texto]
FAP
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intimamente articulado ao compromisso sócio-político e com os
interesses reais e coletivos da população majoritária. (...) Na
dimensão pedagógica reside a possibilidade da efetivação da
intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão
participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo.
Pedagógico, no sentido de se definir as ações educativas e as
características necessárias às escolas de cumprirem seus
propósitos e sua intencionalidade.” (VEIGA, 1995).
Segundo LIBÂNEO (2004), o Projeto Político-Pedagógico é o documento que
detalha objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido na
escola, expressando a síntese das exigências sociais e legais do sistema de ensino
e os propósitos e expectativas da comunidade escolar.
O Projeto Político-Pedagógico é o fruto da interação entre os objetivos e
prioridades estabelecidas pela coletividade, que estabelece, através da reflexão, as
ações necessárias à construção de uma nova realidade. É, antes de tudo, um
trabalho que exige comprometimento de todos os envolvidos no processo educativo:
professores, equipe técnica, alunos, seus pais e a comunidade como um todo. Essa
prática de construção de um projeto deve estar amparada por concepções teóricas
sólidas e supõe o aperfeiçoamento e a formação de seus agentes. Só assim serão
rompidas as resistências em relação a novas práticas educativas.
[Digite texto]
FAP
69
Os agentes educativos devem sentir-se atraídos por essa proposta, pois só
assim terão uma postura comprometida e responsável. Trata-se, portanto, da
conquista coletiva de um espaço para o exercício da autonomia.
RELEVÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO (PPP)
Muitas vezes, no dia a dia, a preocupação da direção acaba sendo que a
escola funcione, e a dos professores acaba girando em torno do manter a disciplina
e cumprir o programa. Frente a tantas dificuldades, como por exemplo, salários,
disciplina, avaliação, número de alunos, falta de material didático, repasse de
verbas, contratos, mensalidades etc., por que a escola deve se interessar pelo
Projeto Político-Pedagógico? Ora, a função do projeto é justamente ajudar a resolver
o problema, transformar a prática e, no limite, tornar menor o sofrimento.
O Projeto Político-Pedagógico não é algo que se coloca como um a mais para
a escola, como um rol de preocupações que remete para fora dela, para questões
estratosféricas. Pelo contrário, é uma metodologia de trabalho que possibilita
resignificar a ação de todos os agentes da escola.
[Digite texto]
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QUAL É A FINALIDADE DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO?
O Projeto Político-Pedagógico deve proporcionar a melhoria da organização
administrativa, pedagógica e financeira da escola e também a modificação da
coordenação de serviços, sua própria estrutura formal e o estabelecimento de novas
relações pessoais, interpessoais e institucionais.
QUEM DEVE PARTICIPAR DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO?
• Pais e alunos.
• Associações de bairro, entidades comunitárias e ONGs (Organizações
Não Governamentais).
• Diretor da escola ou dirigente da unidade escolar e seu vice.
• Professor e coordenador ou coordenador pedagógico.
• Assistente técnico pedagógico.
• Supervisor de ensino.
• Professores.
[Digite texto]
FAP
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ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
Finalmente, considera-se importante, de forma sucinta e esquemática,
explicitar uma sugestão de roteiro para facilitar a elaboração de um Projeto Político-
Pedagógico, OLIVEIRA (2005):
• Folha de rosto do projeto (dados que identificam a instituição).
• Epígrafe (resumo).
• Agradecimentos.
• Sumário.
• Genealogia da instituição (sucinta descrição da história da instituição; sua
infraestrutura; recursos humanos e materiais.
• Concepção da educação.
• Fins e objetivos.
[Digite texto]
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• Estrutura administrativa.
• Estrutura / dinâmica pedagógico-didática.
• Relacionamento com a comunidade.
• Currículo.
• Processo de avaliação do projeto.
• Referências.
RESUMINDO
• O PPP é um instrumento teórico-metodológico para a intervenção e
mudança da realidade.
• O PPP é um trabalho que exige comprometimento de todos os envolvidos
no processo educativo: professores, equipe técnica, alunos, seus pais e a
comunidade como um todo.
• O PPP é uma metodologia de trabalho que possibilita resignificar a ação de
todos os agentes da escola.
[Digite texto]
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DIDÁTICA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAKER, S.; BAKER, K. E. Project management. New York: Alpha Books,
1998.
BOUTINET, Jean Pierre. Antropologia do projeto. 5.ed. Porto Alegre: Artmed,
2002. 318p. (Biblioteca Artmed. Fundamentos da educação).
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua
portuguesa. 2.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. 1838p. FOSBERG, K.;
MOOZ, H. ;
COTTERMAN, H. Visualizing project management. New York: John Wiley,
1996. FRAME, J. Davidson. Managing projects in organizations. San Francisco:
Jossey-Bass, 1995.
LEWIS, J. P. Mastering project management. New York: McGraw-HilI, 1998.
LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia:
Alternativa, 2004.
LIENTZ, B.P.; REA, K. P. Project management for the 21st. century. San
Diego: Academic Press, 2002.
MAXIMIANO, A. C. A. Administração de projetos: transformando ideias em
[Digite texto]
FAP
74
resultados. São Paulo: Atlas, 1997.
MOURA, D.G.; BARBOSA, E. F. Trabalhando com projetos. Petrópolis:
Vozes, 2006.
OLIVEIRA, M. A. M. Gestão educacional: novos olhares, novas abordagens.
Petrópolis: Vozes, 2005.
VEIGA, I. P. A. (org.) Projeto político-pedagógico da escola: uma construção
possível. Campinas: Papirus, 2001
WEISS, I. W.; WYSOCKI, R.K. 5-Phase project management. NewYork:
Addison-Wesley, 1992.
[Digite texto]
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MÉTODOS E TÉCNICAS DE GESTÃO DE PROJETOS
Cursista :_________________________________________________________________
Assinatura : ______________________________________________________________
RG:_________________________ Órgão/Estado:_____________
Nota:_________________ Data:_______________
Após responder as atividades favor enviar o cartão resposta preenchido e assinado:
Cartão resposta
Questão 01
(A) (B) (C) (D)
Questão 02
(A) (B) (C) (D)
Questão 03
(A) (B) (C) (D)
Questão 04
(A) (B) (C) (D)
Questão 05
(A) (B) (C) (D)
Questão 06
(A) (B) (C) (D)
Questão 07
(A) (B) (C) (D)
Questão 08
(A) (B) (C) (D)
Questão 09
(A) (B) (C) (D)
Questão 10
(A) (B) (C) (D)
Observações: ________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
[Digite texto]
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Atividades:
Os exercícios a seguir, são de múltipla escolha. Assinale a alternativa correta. Em
seguida, preencha corretamente o Cartão Resposta. Boa Sorte!
1- Observando cenários locais, regionais ou nacionais, podemos identificar
projetos voltados para as mais variadas finalidades, como, por exemplo:
( A ) Projetos de pesquisa metodológica.
( B ) Projetos de inclusão de novas tecnologias da informação e comunicação.
( C ) Projetos de reforma do sistema educacional.
( D ) Todas as alternativas acima estão corretas.
2 - Dentre as principais características de um Projeto Educacional, temos:
( A ) São atividades com a capacidade de não resolver problemas ou elaborar
produtos.
( B ) São atividades orientadas para a realização de objetivos específicos
( C ) Visam, principalmente, um objetivo maior.
( D ) Todas as alternativas acima estão erradas.
3 - Muitos são os fatores que determinam o início do desenvolvimento de
um projeto. Entre os principais fatores internos que demandam projetos
[Digite texto]
FAP
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em uma organização e que colaboram com a busca das vantagens
competitivas podemos mencionar:
( A ) Uma forma de expressão não artística.
( B ) Produtos mais atrativos.
( C ) Melhoria em produtos e mudança organizacional.
( D ) Todas as alternativas acima estão corretas.
.
4 – Assinale algum exemplo de situações geradoras que podem ser,
eventualmente, tomadas como origem de projeto na área educacional:
( A ) Alto aproveitamento dos alunos nos processos de ensino.
( B ) Ausência de contextualização e significado nos processos de ensino e
aprendizagem no ambiente escolar.
( C ) Diminuição de várias formas de violência no ambiente escolar.
( D ) Problemas Psicológicos.
5 – O modelo de planejamento de Projeto orientado pelo escopo tem por
base a ideia de que um bom planejamento começa:
( A ) Com a definição da ideia.
[Digite texto]
FAP
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( B ) Com todos os elementos de um planejamento.
( C ) Com uma clara definição do escopo.
( D ) Todas as alternativas acima estão erradas.
6 - PLANEJAR IMPLICA DEFINIR:
( A ) Um espaço onde se dão as relações sociais.
( B ) Como, quando, onde e com que recursos algo pode ser feito
através de um projeto.
( C ) Quando e onde os recursos serão aplicados.
( D ) Como se dará esse processo.
7 Em geral, podemos considerar que os seguintes recursos são
necessários em um projeto:
( A ) Informação (bases de dados, documentos, arquivos etc.).
( B ) Recursos Monetários.
( C ) Pessoas que não estejam interessadas no projeto.
( D ) Temas desestimulantes.
8 – Segundo LIBÂNEO (2004), o Projeto Político-Pedagógico é o
documento que detalha:
[Digite texto]
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( A ) Atitudes tomadas no âmbito escolar.
( B ) Habilidades que determinem atitudes.
( C ) Objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido
na escola.
( D ) Objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido
em casa.
9 – Comoroteiro para facilitar a elaboração de um Projeto Político-Pedagógico,
OLIVEIRA (2005), temos:
( A ) Folha de rosto do projeto, Epígrafe, Agradecimentos e Epílogo.
( B ) Folha de rosto do projeto, Epígrafe, Agradecimentos e Sumário.
( C ) Introdução, Epígrafe, Agradecimentos e Sumário.
( D ) Todas as alternativas acima estão corretas.
10 – O Projeto Político Pedagógico, de uma escola, é um instrumento teórico-
metodológico:
( A ) Para a continuação da realidade de uma escola.
( B ) Para contribuir para deixar o ambiente escolar mais alegre.
( C ) Para a intervenção e mudança da realidade de uma escola.
( D ) Para a intervenção na aprendizagem dos alunos.