Prévia do material em texto
CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO LUCAS-AFYA GRADUAÇÃO EM MEDICINA TIC’S CLÍNICAS INTEGRADAS I FERNANDO ALBINO DO NASCIMENTO “TIC’S DA SEMANA 5: ESTERILIZAÇÃO CIRÚRGICA” Porto Velho-RO 2024.1 FERNANDO ALBINO DO NASCIMENTO “TIC’S DA SEMANA 5: ESTERILIZAÇÃO CIRÚRGICA” Atividade apresentada a Clínica Integrada I do curso de Medicina do Centro Universitário São Lucas como requisito parcial a obtenção de nota para compor a modalidade de TIC’S conforme a semana vigente. Docente: Profª. Me. Gabriella Sgorlon Oliveira Porto Velho-RO 2024.1 As regras para verificar a possibilidade de um paciente ser submetido à Esterilização Cirúrgica Voluntária (ECV) no Brasil foram alteradas pela Lei nº 14.443/2022, que entrou em vigor em 3 de março de 2023. As principais mudanças são: Idade mínima: 21 anos para pessoas com capacidade civil plena (maiores de idade e emancipados). Consentimento: ● Dispensa de autorização do cônjuge ou companheiro(a). ● Consentimento livre e esclarecido do paciente: ❖ Realizado por médico capacitado em planejamento familiar. ❖ Deve ser dado por escrito, após consulta médica individual e específica para a ECV. ❖ O médico deve fornecer todas as informações sobre o procedimento, seus riscos e benefícios, alternativas de contracepção reversíveis e irreversíveis. ❖ O paciente deve ter pelo menos 60 dias de reflexão entre a primeira consulta e a realização da cirurgia. Outros requisitos: ● Capacidade civil plena: ❖ Maiores de 21 anos. ❖ Emancipados. ● Ausência de contraindicações médicas: ❖ Doenças transmissíveis. ❖ Distúrbios de coagulação sanguínea. ❖ Infecções genitais. ● Avaliação médica: ❖ História clínica completa. ❖ Exames físicos e laboratoriais. Importante: ❖ A ECV é um método contraceptivo irreversível. ❖ A decisão de realizar a ECV deve ser individual e bem informada. ❖ Os pacientes devem ter certeza de que não desejam ter filhos no futuro. ❖ A ECV não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O Planejamento Familiar se torna algo mais complexo do que simplesmente ser casado e ter filhos. O Planejamento familiar requer planos e metas para estabelecer o melhor convívio, o melhor desenvolvimento inter-relacional entre os membros da família, estabilidade financeira para promover saúde familiar. O Processo de esterilização voluntária, torna-se em última instância uma forma de contenção da produtividade e aumento populacional. É válido obter teoricamente os parâmetros legais para o exercício na prática para escolher esse caminho de esterilização, tanto no homem quanto na mulher. Nessa vertente é fundamental, antes de tudo ao Médico, reconhecer se o paciente preenche os requisitos pautados em Lei para assim, proceder com o ato cirúrgico. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1. BRASIL. Lei nº 14.443, de 3 de março de 2023. Dispõe sobre a esterilização cirúrgica voluntária e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 6 mar. 2023. Seção 1, p. 1. 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: diretrizes e normas para a atenção integral à saúde da mulher. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 264 p. 3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (SBGO). Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina. Esterilização Cirúrgica Voluntária. **Febrasgo, 2022. Acesso em: 11 mar. 2024. 4. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. **Diretrizes nacionais para prevenção e controle das infecções sexualmente transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2010. 160 p. 5. SOCIEDADE BRASILEIRA DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (SBGO). Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção. Anticoncepção: manual para profissionais de saúde. – 7. ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. 352 p.